Pokémon Mythology
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The Faker

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The Faker

Mensagem por Slow em Dom 19 Mar 2017 - 0:59

E ai pessoal o/

Faz um tempo que eu não post fanfics, ainda mais aqui na PM, vamos ver o quão enferrujado eu estou. Na verdade, nem tudo da estrutura está pronta, mas eu tive um surto de ansiedade do nada e decidi que tenho que postar isso agora. Esse é um main post meio apressado por que eu realmente decidi que tenho que postar isso agora, não queiram me entender, eu acho. Vou melhorando ele com o passar dos tempos e talvez até faça um guia separado lá nos escritórios mais tarde.

Sinopse:
O país insular de Kunishima ganha cada vez mais popularidade. É uma ilha que chama atenção pela grande biodiversidade em um espaço relativamente pequeno, tendo "um pouquinho de cada" de outras regiões do mundo, mas também, abriga coisas obscuras. Os prováveis maiores e lendários perigos que a humanidade conhecerá desenvolvem-se na sombra das asas da ilha. Além disso, a liga Pokémon é um pouco... diferente aqui. Mas isto é extenso demais para uma sinopse.

Alerta: Spoiler, olhe apenas após acompanhar a fanfic até o último capítulo postado.

Kunishima:
O mapa ficará aqui, mas ainda não está pronto. Como são uns 5 capítulos para sair de uma cidade, não será tão importante por enquanto, então tenho tempo para fazê-lo c:

Defair City:
Defair sempre foi muito famosa por sua grande feira livre, que movimenta grande parte da economia da cidade. Situada na zona rural de Kunishima, os pequenos agricultores e artesãos das cidades vizinhas costumavam ir até lá para vender seus produtos. Do rico ao pobre, qualquer um que pudesse comprar, vender ou trocar produtos era bem-vindo.

Personagens:
Sophie:
[A imagem será atualizada mais a frente, já que a estória se concentra nela adolescente~adulta e não criança]
Sophie é uma garota que viveu sua vida toda nas ruas. Seu pai largou a mãe grávida, que passou a viver nas ruas e lá teve a filha, porém morreu apenas 2 anos depois. O que resta para a menina agora é apenas Sakka, sua fiel parceira Zorua. Juntas elas conseguem dinheiro ou roubam, se necessário para sobreviver. Ela é sincera, talvez até demais, e fala tudo o que vier em mente.
Pokémon:

Sakka - Zorua


Eu pretendia chamá-lo de prólogo, mas, pela definição de prólogo que ouvi dizer por ai, não se encaixaria bem, então chamei de "Capítulo Zero". O itálico que será recorrente na fic indica algo mental, um pensamento, flashback e... uma coisinha que vocês entenderão quando ler. Enfim, ao cap!


Capítulo Zero - A pequena Sophie


Defair City sempre foi muito famosa por sua grande feira livre, que movimenta grande parte da economia da cidade. Situada na zona rural de Kunishima, os pequenos agricultores e artesãos das cidades vizinhas costumavam ir até lá para vender seus produtos. Do rico ao pobre, qualquer um que pudesse comprar, vender ou trocar produtos era bem-vindo.
 
E esta era a oportunidade perfeita para a garotinha Sophie. Tinha aproximadamente oito anos, já havia parado de perder tempo contando isso. Nunca conheceu seu pai, porque ele não quis assumi-la desde a gravidez; sua mãe morreu quando já moravam nas ruas. Tudo o que lhe restou foi a caixa amassada de papelão com alguns furos ao redor, que agora ela carregava em seus braços finos. Sua pele era tão clara a ponto de ser questionável se realmente morava nas ruas, exposta ao sol. Tinha longos e lisos cabelos prateados, que caiam sobre sua testa e quase alcançavam os olhos lilás. Estava descalça e trajava um vestido amarelo com pintinhas laranja e babados brancos na saia, já sujo e um pouco rasgado.
 
Sophie corria pela calçada sem ligar para o fato de estar sendo estranhada e evitada pelas outras pessoas. Viu um beco discreto, mas não o suficiente para despistar seus olhos atentos. Ela entrou nele, havia apenas uma lixeira ali e foi onde deixou a caixa de papelão que carregava. Bem, não dentro dela, mas ao lado.
 
─ Fica aqui, vou tentar arranjar algo. ─ Sophie conversava agachada com a caixa.
 
Ok, ecoou em sua mente. Ela se levantou e correu de volta para a rua. Seguindo na direção da maré de pessoas, chegou até a famosa feira. Inúmeras barracas de roupas, brinquedos, comidas, ferramentas e outras coisas estavam levantadas na rua, os vendedores faziam propaganda de seus produtos e as pessoas passavam observando para todos os lados, parando em alguma que lhe agradava.
 
Andando um pouco, a garotinha encontrou uma barraca de Berries. Não era muito grande, a base era de madeira e “enladeirada” para expor as frutas, a tenda era listrada de vermelho e branca. O comerciante vendia sorridente seu produto, tinha cabelo preto, calvo, olhos castanhos, um bigode grosso que ficava alisando quase o tempo todo, um tanto acima do peso e uma camisa branca comum. Sophie aproximou-se da barraca e olhou com água na boca para os produtos. Dirigiu seu olhar para o vendedor, que não estava mais sorrindo. "Sorriso falso, atrair clientes, cara ruim" foi o resumo mental que ela fez sobre o homem a sua frente, pensando em recuar e desistir ao chegar nessa conclusão.
 
─ O que quer? ─ O homem perguntou, franzindo o cenho e intimidando-a com uma incrível voz grossa.
─ E-eu... quero comer, pode me dar algumas? ─ Ela perguntou com inocência, visivelmente faminta.
─ Saia já daqui sua parasita, ta espantando meus fregueses!
 
Ele ameaçou bater ao levantar o braço, mas Sophie já estava correndo. Chegou ao beco em que deixou a caixa e sentou-se, ao lado dela.
 
─ É, achei outro cara ruim.
 
Então eu posso ajudar? A mesma voz retornou a sua mente.
 
─ A gente precisa punir ele por ser um cara ruim. ─ A garota olhou com malícia para a “caixa falante”.
 
Uma pequena raposa cinza-escura saltou da caixa, sorrindo como uma criança tramando alguma travessura para alguém. Era uma Zorua. A garota retribuiu o sorriso ao ver, literalmente como uma criança tramando alguma travessura para alguém.
 
Então, o que a gente faz? ─ Zorua aparentava falar, mas não abria a boca. Na verdade, se comunicava por telepatia ─ Fingir que você era a filha perdida de algum cara rico, fingir dar dinheiro pra ele, fingir um assalto, fingir que as comidas apodreceram, fingir que a barraca pegou fogo... ─ balançava a cabeça de um lado para o outro a cada alternativa que dizia.
─ Eu tive uma outra ideia, vem!
 
Levantou-se, colocou a raposa novamente na caixa e correu de volta para a feira, dessa vez levando-a. Explicou o plano no caminho e, ao chegar, deixou o pacote próximo o suficiente para que Zorua pudesse ver e ouvir tudo, por fim se escondeu ao lado da barraca. Quando tudo estava pronto, fez um sinal de positivo com a mão.
 
O vendedor estava de costas, distraído com algo dentro da barraca, quando uma linda mulher apareceu. Era loira, usava um curtíssimo vestido vermelho-sangue sem nenhum short por baixo, um forte batom nos lábios de mesmo tom e bastante maquiagem, parecia quase uma atriz de cinema.
 
─ Está ai? ─ Ela dizia, enquanto se sentava sobre o balcão da barraca.
─ O que que-e-e-e-e-e-e-er? ─ Ele se virou com sua cara emburrada, mas quando viu quem lhe chamava começou a gaguejar muito.
─ Sabe... ─ ela começou a aproximar o rosto cada vez mais perto ao vendedor, que ficava proporcionalmente cada vez mais nervoso ─ você não tem nenhuma Berry... especialmente guardadinha para mim não? ─ ela começou a fazer a mão andar em dois dedos pelo balcão, se aproximando também dele ─ eu adoro vendedores, ainda mais com esses bigodes lindos e fofinhos como você, se me entende.
 
Ele estava paralisado. Sophie estava quase pela vergonha, mas a fome era superior e ela entrou escondida na barraca. Pegou uma caixa de madeira vazia e começou a coletar vários tipos de Berries com ela, tentando ignorar o que a mulher continuava a dizer.
 
─ Então, eu não sou muito boa de Berrys ─ os dedos andantes da mulher já percorriam a barriga do comerciante e o rosto estava cada vez mais próximo do rosto dele ─ pode me ajudar a identificar o gosto do meu batom?
 
Foi a gota d’água para a garota, estava mais vermelha do que qualquer uma das frutas dali depois disso. Colocou uma última na caixa e saiu por trás da barraca com ela, até a caixa de Zorua, abriu e jogou todas as frutas lá. Segurou-a nos braços novamente e correu a todo vapor dali.
 
─ S-S-S-S-S-S-S-S-S-Sakka! ─ ela estava completamente trêmula, não pelo roubo, mas pelo que tinha ouvido ─ De onde você tirou essas coisas?!
Ué, de onde tirou o plano?
─ Uma vez me disseram pra fazer assim quando crescesse, mas isso é completamente nojento!
Se acha isso nojento... ─ Sakka fez um olhar malicioso ─ eu fui pra um lugar muito nojento sem querer, uma vez.
─ Nunca, nunca mais mesmo você vai sair sem me avisar, entendeu?!
 
Ao virar a primeira esquina, quando o vendedor estava prestes a descobrir o gosto do batom da mulher, ela simplesmente sumiu, do nada. Ele ficou apenas de olhos fechados, fazendo biquinho e esperando, enquanto todos se afastavam da barraca dele ao ver isso. Sakka e Sophie voltaram novamente para o mesmo beco e ali mesmo comeram.

___________________________________________________________________________________________________________________________

É isso, capítulo bem curtinho, mas acredito que seja o suficiente para introduzir o que eu quero passar. Como eu coloquei em algum canto do main post, a fic não é concentrada na infância dela, então ocorrerão uns timeskips em breve (tem um capítulo que tem uns 3), mas vou tentar aproveitar o que quero dessa fase dela e, se necessário, retornar com algum flashback mais tarde. Até a próxima!

Próximo capítulo: 01 - O convite


Última edição por Slow em Dom 14 Maio 2017 - 19:51, editado 7 vez(es) (Razão : Atualizando)
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Re: The Faker

Mensagem por -Ice em Dom 19 Mar 2017 - 12:51

Olá Slow! Eu já sabia que estava planejando uma fanfic, portanto foi legal vê-la sendo postada. Eu ia comentar antes, mas passei a manhã assistindo Punho de Ferro -q

Bom, o capítulo Zero não ficou extenso o suficiente para ser chamado de capítulo, creio eu, mas isso vai de cada autor mesmo. Eu gostei pois este capítulo não disse quase nada sobre a história, apenas apresentou as personalidades dos protagonistas (essa conversa por telepatia é muito desculpa do anime auhsuahus mas eu gostei) e nos deixar prontos para o capítulo um.

Por ser um prologo/capítulo 0, é meio difícil ter algo para se falar sobre, apenas que eu achei a premissa interessante e gostei também de ver que você vai utilizar-se de timeskips e flashbacks durante a narrativa, pois esses são recursos que, se bem utilizados, deixam o enredo muito rico de detalhes. Espero que você saiba usar direito ^^

É isso, estou acompanhando, e, sobre o seu comentário de fazer um guia na área de escritórios, é algo que eu fortemente recomendo. Até mais o/
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Re: The Faker

Mensagem por Rush em Dom 19 Mar 2017 - 15:28

Yo

Não quero novamente parecer chato, mas pelo fato deste pequeno trecho que passar no passado e não ter uma ligação direta com o presente da Fan Fic, e sim um "flashback", dai realmente seria considerado um prólogo. hahah' Mas capítulo zero ficou BEM mais poético em minha opinião.

Eu li o capítulo zero ontem logo que eu cheguei em casa, mas pelo fato do meu teclado ser velho e apresentar um problema desde ontem, eu acabei deixando de comentar, criando forças pra fazer isso hoje. Toda vez que eu digito o "b" e o "n", ele adiciona o "5" e o "6" em seguida. Dai eu começo a con6versar b5em assim n6esta b5osta de teclado.

De qualquer forma, como o cap 0 foi curto, irei comentar as poucas coisas que foram apresentadas. De início, não notei nenhum (n6ão n6otei n6en6hum, ta foda), erro gramatical, o que foi excelente. Gosto muito de continentes (con6tin6en6tes) customizados, então por favor, me surpreenda! E bem, achei a pequena cena de Sophie e Sakka muito original e cativante. Gostei muito do relacionamento das duas.

Achei interessante como Sakka possui o dom do raciocínio, a ponto de conseguir falar perfeitamente o idioma de Sophie e se comunicar com outras pessoas também ao se transformar. De início, não gostei muito disso pelo fato de não ter sido muito explorado. É só o Zorua de Sophie ou todos os Zoruas conseguem fazer isso? Se não, é difícil saber quem é Zorua, Ditto ou Mew hahahah, mas com o desenrolar da história, comecei a curtir bastante. Dá pra explorar muito isso.

Não deu pra entender muito bem a personalidade de Sophie por ela ser bem criança e "ingênua" (Embora tenha furtado o cara), mas gostei bastante da personalidade de Sakka, tendo um pensamento rápido, malicioso e perverso, entretanto, protetor.

Irei aguardar o primeiro capítulo ansiosamente. Não imaginas como demorei pra escrever esse comentário. É foda ter que digitar sempre apagando, pra n6ão ficar essa b5osta grotesca sem n6en6huma ultilidade b5an6al b5n6b5n6b5n6b5n6b5.

En6fim. Aguardarei ansiosamente o próximo capítulo.

Até mais, um abraço.
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Re: The Faker

Mensagem por Illews em Dom 19 Mar 2017 - 20:38

E aí Slow! Tudo joia? issoai

Eu estava navegando pelo fórum - quase parado - pra ver os comentários da minha fanfic, e aí eu li o seu e fui procurar algumas fanfics, por fim eu dei de cabeça com essa aqui, que eu apreciei muito; mas isso não tem nada a ver com sua fanfic, então vamos tentar fazer um comentário útil, porque você merece.

Eu particularmente achei bem interessante a personagem e a proposta da fanfiction, gostei bastante do prólogo, sendo que já fiquei um tanto curiosa com essa Zorua que fala por telepatia com a  com essas palavrinhas eu já pude ter total certeza que eu vou comentar em todos os capítulos, tipo, todinhos mesmo!

Agora vamos falar sobre esse prólogo maravilhoso.

Essa Zorua me prendeu bastante, já que ela vivem em uma caixa por um motivo desconhecido e a personalidade dela é muito legal, gostei bastante da protagonista, assim como a Zorua dela.

Cara, eu achei que a Sophie ia gritar de vergonha quando a Sakka "virou" uma mulher esbanjando safadeza pra cima do vendedor ordinário enquanto a pobrezinha na maior ingenuidade "roubava" as frutas toda envergonhada, eu adorei essa Sakka toda cheia dos "troll" Troll

Não achei nenhum erro de gramática, e mesmo que achasse, outros usuários apontariam, então, vamos deixar bem quieto.

O "Prólogo" foi bem curtinho, espero que tenha conseguido comentar algo de útil pra você - não sou muito boa com comentários, sorry. Enfim, gostei bastante da sua fanfiction e irei acompanhá-la e comentar sempre que puder!


See u later! tchau
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Re: The Faker

Mensagem por meromero em Ter 21 Mar 2017 - 13:23

Oi, Slow, prazer!

Olha, todo mundo acha que fugir do clichê em uma fanfic de Pokémon é difícil, mas a verdade é que a maioria das pessoas que escrevem nem param pra pensar numa história de Pokémon sem obrigatoriamente trazer os Ginásios e a Liga juntos, como se fossem algo indivisível, sendo que não são.

Tem como fazer um montão de coisas utilizando os Pokémons, acredite, fica a dica pro futuro!

Mas agora, voltando pro tema inicial... você disse na sinopse que a sua Liga na história é um pouco diferente e eu fiquei bastante curiosa, até me desapontei quando você logo em seguida disse que não falaria a respeito por ser um assunto muito extenso, mas me agrada saber que vai ficar um mistério no ar, mesmo que eu na verdade já quisesse saber de tudo desde o princípio.

Em seguida veio o iconicamente intitulado capítulo zero (sério, amei), que apesar de curto demais, foi interessante de se ler, você tem uma boa escrita e descreveu bem as cenas, eu só acho que ficou tudo muito vago, faltou uma sinopse mais objetiva para suprir a falta de informações do capítulo. Você foi lá e mostrou a Sophie e a Sakka dentro de um contexto que nós ainda não sabemos qual é. Você poderia por exemplo ter melhorado isso fazendo uma sinopse assim:

"The Faker conta a história da Treinadora Sophie, que sonha em se tornar a maior Mestra Pokémon de todos em tempos."

Aí em seguida, no próprio capítulo introdutório, você diria para nós o que é ser uma Mestra Pokémon para assim começar a contar a história. Esse é um exemplo que eu usei pra tentar explicar o que eu quis dizer, não sei se esse conceito de Pokémon Master existe na sua fanfic, muito menos se a Sophie quer ser a maior Treinadora do mundo, mas enfim, é isso. Pretendo comentar novamente depois que sair o capítulo 1.


Até a próxima! I love you
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Re: The Faker

Mensagem por Slow em Qui 23 Mar 2017 - 14:25

Hey pessoal, voltei o/ 
Sei que demorei, mas provavelmente os outros sairão com uns intervalos menores, é que esse eu precisei revisar muito e melhorá-lo algumas vezes. Enfim, vamos aos:

Comentários:
@-Ice Hey Ice! Embora eu fique um pouco ansioso para ler os comentários e para respondê-los (é uma tortura ter que esperar, tava até esquecido disso –q), eu entendo bem isso, tem vezes que não comento imediatamente por pura preguiça, hehe.

Então, eu mesmo estou confuso com esse negócio de capítulo VS prólogo agora, mas capítulo Zero ta bonitinho, deixarei assim :v. Sobre a telepatia, peço para que leia minha resposta ao Rush em seguida, para que eu não precise repetir a mesma coisa a vocês dois. 

Cara, eu mesmo estou meio tenso com isso, espero muito que consiga usar adequadamente. Flashback já usei, mas timeskip quero ter muita cautela quando acontecer, já que, como disse, tem um capítulo com uns 3, vai ser arriscado...

Eu farei mesmo no escritório, só esperarei o mapa ficar pronto e os timeskip. O da Project Retype ficou ótimo, aliás! Até o/

@Rush Yo Rush, agora eu estou completamente meio parcialmente confuso, mas pelo que eu tinha entendido, prólogo seria meio que a sinopse que eu fiz obviamente não de última hora, de madruga e com pressa por causa da vontade de postar, claro e assim está mais bonitinho mesmo (e “Zero” fica melhor que “0”), deixarei assim.

Eu também venho sofrendo de problemas técnicos, o botão esquerdo do meu mouse às vezes não clica e às vezes dá Double click e não fica pressionado, dificultando muito selecionar ou mover certas coisas, e eu estou desenhando o mapa com isso! O lado bom é que eu descobri coisas, como por exemplo, copiar tudo do Word de uma vez, mas acho que não tem nada útil de se tirar de ter que ficar apagando o que digita :v. Só recomendo não comprar mouses de 20 reais da multilaser...

Eu gosto muito de continentes customizados também, na verdade nunca fiz em um original, não consigo me limitar a eles, tanto na história, geografia e tudo do lugar. Embora um em branco seja difícil de criar, eu prefiro ter minha liberdade com isso. Bom, eu não sei direito como, mas espero te surpreender!


[É aqui que eu respondo você e o Ice]: Então, eu lembro do Zorua do filme lá falar telepaticamente, embora a Zoroark não, então fui dar uma olhada na Pokedex. Lá é dito que, ao tomar forma humana, eles conseguem falar. Eu estendi isso também para quando eles projetam um humano (não sei se ficou claro, mas aquela mulher era uma projeção e não a Sakka, que não saiu da caixa). Como eles são ótimos imitadores, eu imaginei que “eles podem falar telepaticamente e movimentar a boca para fingir fala”, daí eu me “confirmei” da telepatia do anime. Sobre ser somente ela, por essa minha lógica todos poderiam, mas talvez alguns sejam mais abeis do que os outros. Ditto e Mew não falam, mas também os ataques deles são bem reais e não ilusões. Recomendo desviar. Ah, um dos pontos principais da fic vai ser explorando essa habilidade (e outras até mais ocultas também), não se preocupe :3


Sophie precisou desenvolver a malícia cedo para conseguir sobreviver nas ruas, mas eu quis manter o fato dela ainda ser uma criança e com pouca experiência de vida e conhecimento. A personalidade de Sakka foi a primeira que veio em mente e me agradou muito, fico feliz que esteja agradando aos leitores também! 

Cara, você não imagina o quanto eu ri lendo o comentário por causa disso, desculpa mesmo rir pela tua desgraça, especialmente quando estou sofrendo uma desgraça parecida (não to podendo jogar quase nada por causa disso ;-Wink. Obrigado pelo esforço em comentar e até logo o/

@Illews tudo sim :3 menos o mouse


Todo comentário é útil e me deixa imensamente feliz, sério! Fico contente também por Sakka estar agradando tanto e te esperarei em todos os capítulos, todinhos mesmo, que isso vai até o fim e já planejo até segunda temporada u.u

O motivo, além de fazer suspense pra vocês, é que Zorua já é um Pokémon incomum em Unova e regiões posteriores, imagine só em um lugar que é “um pouco de tudo”! Isso poderia causar estranheza e interesse para os outros e ela nem tem uma Pokeball para assegurar a posse, embora seja mais parceria do que tê-la mesmo.

Eu recomendo fortemente a qualquer um dar “gostosuras” o suficiente para essa raposinha para que ela não precise fazer suas “travessuras” :v Só pra deixar claro, caso não esteja, Sakka apenas projetou a mulher, não estava transformada nela.

Obrigado mesmo pelo comentário útil, como disse, todos eles são e me deixam muito feliz! Até o/ eu amo esse gatinho


@meromero Hey meromero o/

Eu também acho isso pq eu mesmo sinto isso. A ideia “inicial” (que teve outros protótipos por trás ainda) era ser uma “semi-clichê”, aquele clichê diferenciado que eu curto bastante e já vi ótimas fanfics assim, então quis fazer um esforço a mais para mudar de vez, mesmo mantendo a “liga diferenciada”.

É, talvez eu não devesse ter falado da liga agora pq ela vai demorar alguns capítulos para aparecer ainda (um pouco depois dos timeskip). Eu poderia ter feito isso desde o principio também, mas tem um motivo que está...

... aqui. Obrigado pelos elogios e as criticas, primeiramente. Isso foi mais ou menos intencional: a ideia do capítulo era essa mesmo, uma das propostas realmente era ser algo vago, mas não era a da Sinopse. Fiz ela de última hora (enquanto formatava o post) e naturalmente não sou bom com elas. Porém, mesmo que eu fizesse uma boa, acho que precisaria dar alguns spoilers, o que é inviável. Na vdd os próximos capítulos talvez devessem ser 0,1 em diante, pq é tudo algo antes da estória. O motivo é mostrar a vocês pq a Sophie do futuro é quem ela é (minha maior preocupação agora é o que vocês acharão dela). Uma forma alternativa de fazer isso seria por flashbacks intensos, mas eu preferi mostrar as coisas um pouco na ordem (embora eu precise de uns flashbacks ainda). É tipo se o @-Ice tivesse colocado a explicação do título da Project Retype na sinopse, tendeu? :v

Foi um ótimo exemplo, entendi perfeitamente o que quis dizer, porém seria incompatível a menos que eu mostrasse o “presente” rapidamente, voltasse para o “passado” e chegar até o “presente” de novo.

Até o/

Então pessoal, mais uma vez obrigado a todos que comentaram! Devem ter notado que minhas respostas são bem grandinhas, gosto de comentar sobre cada detalhe dos comentários de vocês, ao todo as respostas foram maior que o cap anterior. Como disse anteriormente, eu estou muito preocupado com os rumos da fanfic, pq ele faz muita “curva” nos capítulos iniciais. De qualquer forma, ao cap!


___________________________________________________________________________________________________________________________


Capítulo 01 - O convite


A fonte era linda, pareciam Pokémon reais petrificados. Era na forma de um Gyarados que enrolava a cauda em circulo, fechando a base da fonte, enquanto o resto do corpo erguia-se e jorrava água pela larga boca aberta. Sobre o decorrer da cauda, Magikarp jorravam água também pela boca diagonalmente para o centro e pareciam venerar sua evolução. O resto da praça não possuía nada de excêntrico, apenas bancos de madeira, árvores e plantas espalhados por ela, enquanto quatro caminhos de cimento levavam à fonte, no centro. Era a principal “atração” da praça, justamente por ser o diferencial, e era exatamente onde Sophie e Sakka estavam sentadas entre os Magikarps, sobre a cauda do Gyarados.
 
Como de costume, começaram a fazer diversos truques para impressionar as pessoas que passavam: jogar um considerável jato de água da fonte em um homem de terno apressado para o trabalho sem que ele se molhasse o fez ficar confuso e cair na gargalhada, rendendo-lhes um pouco de dinheiro; queimar a água da fonte com o poder da mente impressionou um bando de crianças sem dinheiro, mas alguns pais deram pela satisfação que foi para elas; Sophie engoliu e cuspiu fogo; alteraram a cor da água da fonte, entre outros truques.
 
Até que, ao acabar o pequeno Show após algumas horas, satisfeitas com o que haviam conseguido, o homem verdadeiramente impressionado surgiu. Era adulto, mas ainda jovem, seu rosto era bem fino e tinha cabelo negro com um moicano pintado de roxo, usava óculos escuros, trajava uma camisa preta e sem mangas com um Koffing estampado, revelando braços fortes e um pouco malhados, uma bermuda jeans e um colar dourado. Sua pele era bronzeada e ele estava fumando um cigarro.
 
─ E ai, pequena mágica ─ após revelar sua voz rouca, ele abriu um largo sorriso, tirou o cigarro da boca por alguns instantes e ficou segurando com a mão direita em V.  ─ ouvi falar um pouco de você e vim aqui pessoalmente pra te ver em ação.
─ O que quer comigo? ─ Ela perguntou, franzindo o cenho.
 
Sakka deu um salto para o colo da garota, que a segurou no ar. Ele apenas calou-se por um instante e voltou seu rosto para a raposa.
 
─ Que gatinho bonitinho você tem ai... ela que faz?
─ É uma raposa. ─ Sophie continuava séria.
 
A menina abraçava forte sua companheira. Aquele cara era no mínimo suspeito para ela e o que mais temia naquele instante era perder a única coisa que tinha na vida. Sakka se sentia da mesma forma e se sentiu um pouco mais segura com o aperto da garota.
 
─ Entendo, vou considerar um sim. ─ Devolveu o cigarro à boca.
─ Por que eu ainda to falando com você?
 
 Ela deu as costas e se preparou para sair. Queria fugir daquela situação angustiante o mais rápido possível. Se tudo o que poderia perder na vida era sua preciosa Zorua, era melhor deixar de ganhar uma oportunidade do que perder o que tinha, foi assim que pensou.
 
─ Wooo, calma ai rebeldezinha... ─ ele apenas tocou em seu ombro, sem fazer força para segurá-la ─ tenho uma oferta pra te fazer.
─ Estou ouvindo. ─ respondeu receosa.
 
Sua cabeça estava confusa. Fugir ou não fugir? Eis a questão. Ao menos pensou que poderia enganá-lo com ilusões ou até realizar ataques diretos para escapar, então escolheu arriscar. Não gosto desse cara, Sophie, a raposa disse via telepatia e unicamente para ela, um pouco nervosa.
 
─ Boa garota ─ o homem sorriu largo novamente, largando o ombro ─ tenho certeza que iria preferir trabalhar pra mim do que ficar aqui na rua. Posso te dar comida, um lugar pra ficar e o dinheiro que precisar.
─ E o que precisaríamos fazer?
─ Lutar por “nós”. ─ ele gesticulou as aspas ─ Só explico se quiser lutar.
 
Sakka e Sophie se entreolharam, ainda inseguras de dizer sim ou recusar a proposta. Passaram praticamente a vida inteira morando nas ruas e de certa forma estavam acostumadas, mas dinheiro, moradia e comida eram exatamente o que precisavam no momento. O que não precisavam era ser enganadas por um cara interesseiro que poderia comprometer a vida das duas para sempre.
 
─ Tudo bem, não precisa responder agora. ─ o homem pausou para liberar a fumaça do cigarro e pôs novamente na boca ─ me encontre naquele bar ali, amanhã, se quiser.
 
Ele apontou utilizando o cigarro para um lugar mais a frente da praça. As paredes eram marrom claro, uns troços roxos de madeira com forma triangular que ela não fazia ideia do motivo daquilo, uma porta vermelho-escuro com uma pequena janela redonda a uma altura que certamente não alcançaria e uma janela retangular de cada lado da porta, preenchida com vidros verde e marrom, intercalados em forma de losango e que com certeza não era uma combinação bonita. Estava escrito em um letreiro bem sugestivo acima da porta, “BAR DO RAB”. Inclusive, Sophie se perguntou se era o nome verdadeiro do dono e ele estaria destinado a ter um bar, ou se era só um apelido mal feito colocando o nome “Bar” de trás pra frente. A calçada tinha algumas latinhas amassadas e garrafas vazias, que contribuíam para uma fachada não muito bonita ou limpa.
 
─ Eh... ok, eu acho... ─ Sophie respondeu com certa repugnância pelo ambiente, não conseguindo esconder a aversão estampada em sua face.
 
[...]
 
A menina ficou de frente a porta e parou por um instante. Respirou fundo, pegou Sakka no colo e empurrou a porta, dando o primeiro passo para entrar naquele ambiente totalmente novo. Internamente, parecia ainda mais sujo e bagunçado, com um balcão de madeira marrom-escuro a alguns metros à frente onde se encontrava o barman e bancos acolchoados vermelhos ao redor dele Havia mesas e cadeiras de bar espalhadas pelo lugar, o chão era formado por quadrados cinza e paredes verdes.
 
Cerca de dez homens estavam ali e todos eles voltaram o olhar para a porta. Ela notou que inicialmente olharam para cima e foram abaixando a cabeça até chegar a sua altura. Dois deles, carecas e muito tatuados, levantaram-se e vieram em sua direção. Um era gordo e o outro talvez do mesmo peso que ela.
 
─ A loja de bonecas é pro outro lado, vá lá com seu gatinho. ─ O gordo falou, enquanto o outro imediatamente riu.
─ Eu vou lá quando tiver dinheiro pra te dar presentes, tudo bem? ─ Sophie retrucou ─ E é uma raposa.
 
 Enquanto ela apenas sorria ironicamente encarando-o, o magro caia em gargalhada, rindo da cara de seu parceiro.
 
─ Engole essa, seu trouxa! ─ o magro apontava para a cara dele, que com certeza estava com vontade de sufocar a garganta do rapaz ─  Você tem uma língua bem afiada, hein ─ disse em meio aos risos, voltando-se a garota ─ com boneca ou não, só adultos podem beber e é a única coisa que dá pra fazer aqui. Está perdida?
 
Ela os ignorou por um instante e procurou com os olhos o cara do moicano de antes. Estava de costas, bebendo no banco do balcão do bar, porém de perfil observando a conversa, sorridente e fumante como sempre, ou melhor, como da mesma forma que estava há um dia. Daquela posição era possível ver um pedaço de seu olho, que se revelava castanho. Quando notou que ela lhe encontrou com o olhar, acenou.
 
─ Se aquele cara ta fumando, então dá pra fazer mais algumas coisas aqui. ─ Ela apontou para o cara do moicano ─ e relaxa, qualquer lugar sem dono é a minha casa mesmo.
─ Se você diz... ─ o magro abriu os braços ─ então se sinta em casa.
 
Eles voltaram para seus assentos e Sophie andou em direção ao fumante, chamando atenção de todos os olhares de todas as mesas, nem todos pareciam amigáveis. Alguns tinham curiosidade do por que uma garota daquela estaria ali, outros tinham interesse sobre sua raposa, já outros simpatizaram com a patada que ela deu no homem. No fim, todos voltaram a encher a cara e esqueceram-se dela.
 
─ Sakka ─ Ela sussurrou para a Zorua em seu colo ─ para de rir tanto na minha cabeça.
 
Hahahahaha... ah, rum, claro, desculpe. Mas aquela foi boa mesmo. Sakka mal conseguia conter os risos “por fora” e até “por dentro”, escapando por telepatia para Sophie durante a conversa. A garota sentou-se em um banco ao lado do homem, sem conseguir alcançar o chão e balançando as pernas por conta disso. Ele acabava de tirar o cigarro da boca para levar o copo em seu lugar, tomando um gole de cerveja.
 
─ Você ta com pressa mesmo de morrer é? ─ Sophie apontou para o cigarro e a cerveja. O coitado do moicano, em meio ao gole, quase se engasgou com o riso.
 
Enquanto isso, ela colocava Zorua sobre o balcão, mas Rab fez cara de reprovação imediatamente.
 
─ Será que poderia pôr seu gatinho no chão? ─ Disse o homem, enxugando um copo como qualquer clichê do cara que fica no balcão dos bares.
 
Rab tinha um cabelo negro e liso e praticamente petrificado com gel, penteado para a direita como se uma miltank tivesse lambido e chegava a brilhar; também usava óculos redondos de grau e tinha um curto bigode. Vestia uma espécie de colete abotoado preto por cima de uma blusa branca.
 
─ É uma raposa. ─ Sophie suspirou e expressou seu sorriso irônico novamente ─ Ah, desculpa, o balcão é tão sujo que nem vi diferença do chão.
 
 Deu tapinhas nas pernas e Sakka pulou do balcão para ela. O pobre rapaz ao seu lado teve ainda mais dificuldades de respirar, mas conseguiu engolir a cerveja por fim.
 
─ Ai, Rab, o que tem ai pra crianças? ─ Perguntou, ainda se recompondo das risadas e meio bêbado.
─ Acha que eu vendo danoninho pra um bando de bêbados? ─ semicerrou os olhos por causa do pedido estúpido, enquanto, obviamente, enxugava um copo.
─ Pô, nem um refrigerante? ─ contorceu a boca, fingindo desapontamento ─ Costumam tomar com vodka às vezes.
─ Devo ter algum... ─ Rab revirou os olhos.
 
O balconista entrou numa sala atrás do balcão, provavelmente algum tipo de depósito.
 
─ Então ─ se voltou para a garota ─ o que me diz da proposta?
Acertando os detalhes, de acordo. ─ Sakka disse na mente dos dois.
 
As duas haviam pensado bastante sobre a proposta e decidiram pelo menos ouvir a explicação da situação em que precisariam lutar caso aceitassem.
 
─ Mas o que... ─ ele piscava rapidamente os olhos, confuso, pois Sophie não havia movido os lábios e nem era a voz dela ─ quem disse isso?
 
A pequena Zorua deu pequenos saltos e Sophie apontou para ela, orientando-o.
 
Podemos ser mais discretos assim. Então, qual seu nome? Os sinônimos do narrador pra você já estão acabando.
─ Aqui está ─ Rab surgiu, com um copo de refrigerante em mãos.
 
Eles notaram a presença de Rab, mas ignoraram completamente por ter chegado em meio a uma pergunta.

─ Meu nome é Levi, qual o de vocês? ─ O do moicano respondeu ─ e tenho certeza que ele ainda não usou sinônimos como “o homem lindo, bonito, estiloso, príncipe de contos de fadas”...
─ Sophie, e eu tenho certeza que ele não vai usar... ─ a garota coçou a nuca.
Sakka. ─ ela também coçou a cabeça com a pata traseira, mas provavelmente era apenas uma coceira sem significado.
─ Eh... ─ Rab estava plantado esperando alguém pegar o copo ─ ah, se virem, vou deixar aqui em cima.
─ Opa, nem te vi Rab ─ Levi disse em tom de zombaria ─ tu não tem nada pra Pokémon também ai não?
 
Uma veia saltou da testa do barman e ele fechou os olhos, tentando contar até dez mentalmente para se acalmar, sem conseguir. Bateu com as duas mãos no balcão e avançou sobre o rapaz não estiloso, que recuou por reflexo.
 
─ Por algum acaso, EU TENHO CARA DE ENFERMEIRA E ISSO PARECE UM CENTRO POKÉMON? ─ Gritou para todo o bar ouvir. Todos voltaram os olhares para aquilo.
─ Ehh... ─ ele coçou o queixo, pensando, até ter uma ideia ─ tem quem usa leite nas misturas também, tem ai não?
─ Vou providenciar. ─ Rab retomou a postura e voltou para a sala interior, ainda com os nervos a flor da pele.
 
Após se decepcionarem por não ter ocorrido nenhuma briga ou algo do tipo, os outros voltaram a encher a cara e esqueceram completamente do ocorrido em segundos.
 
Quem que te disse que eu tomo leite? ─ protestou Sakka.
─ Gatos não bebem leite? ─ Levi provocou a Zorua.
Eu sou uma raposa. ─ ela revirou os olhos segurando a vontade de mordê-lo, era a quarta vez e sabia que ele tinha feito de propósito ─ E crescidinha já.
─ Nesse caso, eu sugiro que a gente saia daqui antes que ele volte.
─ Também acho ─ Sophie disse em meio ao último gole no refrigerante ─ como ele consegue passar a vida toda limpando copos e isso ainda continua meio sujo?
─ Eu sei lá ─ O vilão dos contos de fadas inclinava a cabeça para trás e dava um último grande gole em sua cerveja ─ Vamos pro nosso lar, podemos acertar direitinho as coisas lá.
 
Sem nem ter notado direito, elas aceitaram a ir até o “lar” do cara que era suspeito para elas há alguns momentos. De algum modo, ele havia conquistado um pouco da confiança delas com situações um tanto quanto... fora do comum para elas.
 
─ Espera, não vai pagar? ─ Sophie lembrou.
─ O capítulo já acabou, esqueça isso e vamos.

___________________________________________________________________________________________________________________________

Se estiverem sentido falta de uns Pokémon além de Sakka, adianto que aparecerão mais alguns muito em breve. Já as batalhas... bom, vão ter que esperar mais um pouquinho. Bom, a previsão é que o próximo cap saia com um pouco mais de antecedência, a menos que eu encontre muitos problemas com a revisão e tal. De qualquer forma, até lá ^^

Próximo Capítulo: 02 - A bela palavra, liberdade
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Re: The Faker

Mensagem por Brijudoca em Qui 23 Mar 2017 - 15:55

Olá Slow

Eu já tinha lido o Capítulo Zero a uns dois dias mas como bom inútil que sou não consegui escrever um comentário antes. Hoje entrei para comentar e dei de cara com um novo capítulo lol

Anyway, eu gosto muito de fics com região fictícia. Acredito que exige muito da criatividade e tô com grandes expectativas para saber mais sobre Kunishima.

A Sophie já me conquistou de cara no capítulo zero. Adorei o background dela e também estou ansioso para acompanhar a evolução dela pra fase adolescente/adulta. Ter uma Zorua (um dos poucos pokemon que eu gosto da quinta geração) me deixou ainda mais interessado nela, sem falar que eu adoro o lance dessas conversas telepáticas.

O Levi também me surpreendeeu, imaginei que ele seria mais sério mas no final do cap. já vi mais da personalidade dele e já quero ele se tornando um mentor pra garota. Inclusive adorei eles quebrando a quarta parede haha

Sua escrita é muito boa e cativante, curti a sua forma de descrever os locais e os personagens sem ficar cansativo.

Gostaria de falar mais, porém tô digitando no celular então vai ficar por isso mesmo.

vlw flw o/
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Re: The Faker

Mensagem por Rush em Qui 23 Mar 2017 - 19:06

Opa, Slow! Na paz?

O capítulo foi bem curto, mas você soube explorá-lo bem. Gostei bastante dos acontecimentos e gostei bastante de Levi. Mesmo estando na cara que ele é um membro de uma organização criminosa, portanto, um vilão, eu o achei bem carismático e até "carinhoso" com Sophie e Sakka, providenciando refrigerante e leite pra gat... Raposa.

Os sinônimos do narrador pra você já estão acabando.

Admito que ri bastante ao ver Sakka quebrando a quarta parede. Mas acho que seria mais interessante se apenas a Zorua fizesse isso, e não outros personagens, se não acaba tirando um pouco o peso da seriedade da Fic. Mas...

O vilão dos contos de fadas inclinava a cabeça para trás e dava um último grande gole em sua cerveja

Ao ver que o narrador acabou levando em consideração as sugestões declaradas por Levi, eu ri mais ainda. Creio que se você usar a quebra dessa quarta parede entre Sakka e o narrador, o alívio cômico da Fan Fiction vai ser único e perfeito. Adorei as ideias criativas que você apresentou.

Tenho que citar a cena inicial, que também achei bem bacana. Ver que as duas moradoras de rua fazem truques de mágica para viverem foi algo realista que retrata uma triste realidade que vemos nos semáforos, malabaristas fazendo truques incríveis com tochas acesas com fogo, e cheguei até ver uma vez um cara fazendo malabarismo com facões de cozinha, mandando muito bem por sinal. Tudo por trocados, onde a maioria dos espectadores acabam por ignorar.

Vendo Levi fazendo a proposta para lutar por "eles", foi um pouco triste pra ser honesto. Senti isso na realidade também, crianças que vão para o mundo criminoso para poder viver bem, como a mídia diz que eles devem viver. "The america fucking dream".

Bem, posso estar errado, já que essa proposta ainda não foi revelada, mesmo estando um pouco óbvio. E acho que seria BEM interessante uma protagonista que começasse com o pé esquerdo, ou melhor, uma anti-herói.

Além de ter adorado a personalidade de Levi, eu fiquei fã de Sophie, botando moral nos motoqueiros/punks/gangster/outro esteriótipo de valentão enchendo a cara no bar, e ainda saindo tirando com a cara de Levi e de Rab. Essa garota tem uma personalidade forte.

Já digo que me interessei bastante pelo plot. Você disse que pretende explorar ela um pouco criança e ter um time skip, ainda não sei direito como iria ficar, mas estou gostando bastante de como você trabalhou o capítulo zero e este primeiro. Com certeza voltarei para acompanhar os capítulos futuros.

É isso meu amigo, até mais, um abraço.
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Re: The Faker

Mensagem por -Ice em Qui 23 Mar 2017 - 21:20

Oláaaaa

Slow, eu não sei porque, mas senti que o capítulo estava demorando demais pra ser postado, cheguei até a ponderar sobre a possibilidade de você ter desistido (foi mal -q), mas daí hoje você postou outro e eu vi que foram apenas quatro dias de diferença. Pareceu tanto tempo o.O

Eu curti pra caramba esse episódio. Logo no começo, com a sua descrição da fonte do Gyarados eu já fiquei encantado. Sem brincadeira, eu invejo a capacidade de descrição de certas pessoas, eu provavelmente teria escrito "Sophie e Sakka estavam na frente de uma fonte de pedra com as estátuas de Gyarados e Magikarps". Parabéns já pela narração, no capítulo zero isso não ficou tão evidente, mas agora percebi como você consegue descrever situações lindamente. Amei.

Agora sobre Sophie, eu vou ser bem sincero que não gostei dela ao ler o capítulo zero. Não que eu não tenha gostado, mas a Zorua dela se destacou e eu acabei deixando a Sophie passar batido e nem pude me apegar a ela, mas nesse capítulo as coisas mudaram. Como uma garota de rua, é de se imaginar que ela tenha achado os seus meios de se virar por aí, e não teria uma maneira melhor de mostrar isso do que colocando ela em um bar e dando várias tiradas nos malandros.

Eu curti o Levi também. Ao contrário do Rush, eu estou começando a acreditar que, na verdade, ele esteja no lado luminoso da força, ou em um lado neutro, e não acho que ele será um vilão. Sei lá, a descrição dele deu muito essa impressão, mas acho que você vai surpreender dizendo que ele não é bandido. Ou talvez ele seja, afinal seria muito legal ver a Sophie em uma equipe vilã depois do time skip.

Como Rush já disse, a quebra de quarta parede foi usada de uma maneira sensacional. Eu já li uma fanfic aqui no fórum mesmo (isso lá pra 2010/11) em que o protagonista falava com o narrador, mas, no seu caso, não foi usado de uma maneira cansativa, teve a dosagem perfeita. Eu também acho que seria melhor essa quebra ser uma característica da Sakka, e tentaria evitar os outros personagens fazendo comentários sobre o narrador, como Sophie e Levi fizeram. Mas você também pode fazer de uma maneira que fique legal, tudo depende de como você abordará esse tipo de coisa.

Enfim Slow, adorei o capítulo e já estou esperando o próximo. Até mais o/
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Re: The Faker

Mensagem por DarkZoroark em Sex 24 Mar 2017 - 16:08

Olá.
Bom, fiquei um tempo ausente e voltei a pouco para o fórum. Aqui estava eu olhando dando uma olhada por cima das Fanfics que tiveram alguma atualização no último mês e me deparei com a sua. Após ler a sinopse e ver a biografia da Sophie, constatando também ali que haveria uma Zorua envolvida no enredo da história, me senti interessado e comecei a ler. Então, vamos ao que eu achei da história:

Aliás, um comentário a parte, mas o título me lembrou da série Fate e da forma com que o Gilgamesh trata o Archer em Stay Night e UBW. Houve alguma relação aí ou foi um trocadilho com as habilidades ilusórias da Zorua?

Tendo em vista que avisaste na descrição da história que estás querendo fugir do clichê, devo dizer que eu particularmente não tenho tantos problemas com este ponto. Verdade seja dita, hoje em dia é difícil encontrar uma história, seja ela feita por fãs ou lançada profissionalmente na forma de livros/cinema/séries, que não tenha se baseado ao menos em parte em algo já existente. Contanto que a mesma possua elementos únicos que a distinguam das demais, eu não vejo problemas quanto ao uso de elementos que seriam considerados 'clichês'. E devo dizer que já conseguiste destoar esta estória bastante com estes dois primeiros capítulos.

Quanto ao conteúdo dos capítulos em si, devo dizer que gostei bastante do que eu li. Denominar a primeira parte da história como "Capítulo Zero" ao invés de "Prólogo" foi uma abordagem interessante. Não é algo que eu veja com frequência, embora certos livros de ficção usem a mesma abordagem. Achei uma mudança bem agradável. Outro ponto que merece destaque é a forma como retrataste a personalidade da Sophie e da Sakka. Mostrar que ambas possuem um raciocínio rápido e são, de certa forma, 'malandras', na falta de um termo mais apropriado, mas sem esquecer de acrescentar certa ingenuidade as duas foi um toque extremamente realista. Afinal, viver nas ruas e manter-se "pura" é algo difícil de engolir.

Ainda assim, gostei do fato de a Sophie não gostar do uso de sensualidade para conseguir o que deseja. Não sei se isso irá se manter conforme a história avança, mas é um ponto que me faz criar uma maior empatia pelo personagem. É mais uma questão pessoal mesmo, pois considero que fazer personagens femininas abusarem do sex appeal, apesar de válido, degrada um pouco a história.

O background, apesar de sofrido, foi outro ponto que me agradou por não teres ficado martelando incessantemente a questão de que tanto a garota quanto seu Pokémon não tem uma família com elas, ao invés disso optando apenas por fazer menções rápidas e sem se aprofundar por demais no assunto. Além disso, ter usado tal background para formar as personagens como elas são hoje foi outra jogada muito boa. É meio que um desabafo, mas eu acho horrível quando um passado triste é atribuído a algum personagem apenas para mostrá-lo sofrendo apenas pela razão de ter um herói trágico de quem todos sentirão pena e ficarão amigos. Já muitas histórias - não aqui no fórum, mas no Fanfiction.net - onde o que acontece é exatamente isso.

Como já disse antes, curti bastante o uso de uma Zorua na história por... razões meio obvias, imagino (nickname nessas horas explica muita coisa). Achei interessante a habilidade que ela tem em poder se comunicar telepaticamente com quem quiser, pois abre um leque de opções para interações futuras. Aliás, a questão da infinidade de possibilidades diferenciadas proporcionada pela linha evolutiva do Zoroark é um dos pontos que me faz gostar bastante da espécie. Usar tal habilidade para similar truques de mágica e conseguir dinheiro para as duas foi algo que me surpreendeu e agradou bastante.

Um ponto que realmente merece elogios é a forma com que induziste a quebra da quarta parede. Corroborando o que foi dito pelo -Ice, eu considero este um ponto sensível e difícil de trabalhar, pois é raro ver um caso em que a implementação deste elemento funcione para o bem do autor e da história. Em geral, acaba sendo mal-empregado e serve como uma comédia, na melhor das hipóteses, meia-boca. A forma com que tu o fizeste, contudo, foi contra a corrente e conseguiu me fazer dar algumas boas risadas. Creio que por ter sido usado de forma leve e não ter tido muitas perguntas ao redor, o efeito cômico aumentou bastante. Aliás, a veia cômica da história, ao menos para mim, ficou muito boa. Sempre gostei de trocadilhos e respostas rápidas, e como, pelo que eu pude observar, isso parece que será algo presente ao decorrer da Fanfic, será um ponto a mais de destaque para a sua história.

O uso de uma região fictícia também é outro ponto bem original. Concordo com seus argumentos sobre ser ao mesmo tempo mais fácil e mais trabalhoso de se usar uma, mas no fim o resultado em geral compensa bastante. Sendo que sua descrição de Kunishima apresenta o local como sendo insular, ao menos pelo momento estou pensando em uma região mista de Hoenn e Alola. Vou ficar aguardando para ver o mapa completo.

O Levi parece um personagem interessante. Acredito que ele talvez sirva como uma espécie de recrutador para algum grupo ou empresa. Agora, se tal órgão tem boas ou más intenções creio que só o tempo dirá.

Bom, por enquanto é só. Fico no aguardo do seu próximo capítulo. ninja
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Re: The Faker

Mensagem por Slow em Ter 28 Mar 2017 - 19:11

Eai pessoal c:
Então, eu disse da última que esse sairia mais cedo e acabou acontecendo o oposto. Essa é a semana da desgraça pra mim, cheia de trabalhos e até uma prova. De qualquer forma, vamos aos:

Comentários:

@Brijudoca Seja bem-vindo o/
 
Ei ei, nada desse papo de inútil, você mesmo tem a própria fic também e fico feliz que disponibilize tempo para ler a minha!
 
É, ta exigindo bastante da minha criatividade, inclusive talvez tivesse sido mais fácil se eu não me limitasse a uma ilha, mas ainda quero explorar isso dessa forma. Em breve terão bastantes informações sobre, quero trazer algo que ainda não foi explorado pelos outros continentes.
 
Fico feliz que os personagens estejam agradando, ao passo que fico cada vez mais cauteloso com os caps, não quero decepcionar ninguém com deles. Eu diria que Zoroark é o meu preferido de Unova, muito bem feito, mas também não tenho muitos Pokémon preferido por lá. A telepatia vai ser muito explorada ainda.
 
Obrigado pelo elogio, a maior parte das minhas revisões é realmente pensando se não ficará algo cansativo de se ler, fico feliz por ter dito isso.
 
Vlw e até o/
 
@Rush Hey Rush, tudo sim!
 
Eu ainda estou me adaptando ao tamanho dos capítulos, mas colocar mais coisas nesse poderia ser mesmo um exagero. É, ele meio que é, ou de fato é um vilão. Mas os vilões tem seus motivos, né? Quero explorar bem isso dele. Mesmo esquecendo-se de pagar, foi legal da parte dele.
 
As quebras de quarta parede foram uma “sátira” da minha parte sobre a minha auto-crítica ao escrever e revisar. A da última cena, inclusive, foi da última revisão, quando eu pensei “pera ai, ele não saiu sem pagar aqui?”. Levi enganou Rab e eu também.
 
Eu gosto de usar essas coisas, mas nunca irei utilizar em um momento não apropriado (nos “picos” de seriedade da fic) ou ficar forçando e tornando como algo repetitivo. Quebra da quarta parede é sempre melhor quando você não espera por ela.
 
Essa foi a ideia básica ao retratar Sophie como moradora de rua. Para sobreviver, precisa roubar, ganhar uns trocados com “shows” de mágica, ou um pouco de tudo. É uma parte bem brasileira da inspiração da estória, que eu vejo acontecer por aqui.
 
Bom, eu sinto que falhei da última vez em criar personagens com personalidade, quis trabalhar bastante nisso para não repetir o erro e parece que está indo bem, até agora. Inclusive, eu acabei de notar uma coisa bizarra em relação a isso, que ironicamente deve acabar funcionando e eu fiz sem perceber ahueahueu. Acho que isso ficará mais visível lá pra frente.
 
Com o que vem pela frente no plot, eu me sinto em uma corda bamba entre impressionar e decepcionar e estou tomando muito cuidado para não cair no lado errado dela. Até agora estou caminhando bem...
 
Té mais, Rush o/
 
@-Ice olá o/
 
Mas que coincidência, eu também sinto isso com a sua, mesmo quando você já definiu prazos -q. O que me fez desistir da outra não existe nessa e a possibilidade passa bem longe de mim dessa vez. Ou seja, pelo menos a primeira temporada eu terei a ousadia de dizer que será completa, mesmo que não possa prever o futuro.
 
Em minhas descrições, eu costumo ficar entre o “está pouco detalhado?” e “está chato de se ler?”. Na primeira escrita do cap, pra ter uma ideia, essa cena estava com “Sakka e Sophie estavam sentadas na beira de uma fonte em uma praça muito movimentada”, algo assim. Por coisas como essa que eu demorei bastante nas revisões. Particularmente, eu tenho uma dificuldade com descrição de visuais, por não saber o nome de alguma coisa (peça de roupa, por exemplo) ou não saber direito como descrevê-la, especialmente quando bem detalhada.
 
Entendo ter preferido Sakka. Mostrei a personalidade completa da raposa no capítulo Zero, mas a da Sophie só foi surgir mais detalhadamente agora.
 
A “vilãozidade” (acabei de inventar isso) de Levi está entre o que vocês dois disseram. E isso não significa neutro também. Digamos que... depende do ponto de vista. Talvez fique mais claro com este cap.
 
Fico feliz que a quebra tenha funcionado tão bem. Eu fiz os outros entrarem na onda também para não ficar algo tão “off” e ignorado pelos outros (se bem que o Rab que acabou ignorado por isso -q), mas tentarei seguir os conselhos nas possíveis próximas vezes que ocorra.
Até mais o/
 
@DarkZoroark olá DZ o/
 
Olha só, mais um retornando! Seja bem-vindo à fanfic e re-bem-vindo ao fórum. Como leitor da maioria delas (ainda quero ver se arrumo tempo pra ler os 654156064 caps do Rush e os 1561 da sua), aproveito para te recomendar as atualizadas no mês, elas tem potencial.
 
Olha, eu estava vendo Fate: Stay Night, mas pausei por volta do ep 10 a 15 e ainda não sei nem quem é, embora já soubesse da existência desse cara. Aliás, devo dizer que temos uns gostos semelhantes. Eu conheci o Karma por você e, quando fui ver o anime sem saber que ele era de lá, até pensei “OLHA, O CARA DO AVATAR DO DZ!”. E também lembrei de você ao pôr Zorua aqui. Sem saber, você me foi marcante como membro por aqui, eu jurava que era “Zoroak” antes de ver seu Nick, ficou gravado e me dá até certa nostalgia revê-lo.
 
Também não tenho problemas, inclusive gosto muito das “semi-clichês” (utilizando a própria descrição que você fez em seguida, que eu costumo chamar de “clichê inovador”). É que, sempre que eu escrevia saia algo assim, então eu meio que me desafiei a criar algo fora disso. Resultado: uma não-tão clichê que não deu certo, uma não clichê que não deu certo e essa.
 
O uso da sensualidade é algo que “não faz o tipo” da Sophie, mas eu considerei apenas ela. Pode ser que eu empregue isso em alguma personagem futura, mas se for necessário eu tentarei fazê-lo de uma forma interessante. Por hora, não tenho planos para isso.
 
Bom, fazer algo assim se encaixaria melhor em algo mais focado no drama, embora já seja um clichê da área (olha que eu nem vejo/leio muito relacionado a isso). No meu caso, foi mais para explicar “por que Sophie está nas ruas? Cadê os pais dela?”.
Explica bem auehahuhea. A telepatia foi e será algo importante da fic, boa parte da qualidade que consegui desenvolver nos capítulos anteriores se deve a isso. Ainda quero explorar muito da habilidade de Sakka, abre muitos espaços e até mais que se eu utilizasse um Ditto, (até considerei), por serem apenas ilusões.
 
Obrigado pelos elogios, fico feliz que a quebra da quarta-parede esteja gerando comentários até mais positivos do que eu esperava. Aqui também temos em comum, eu gosto desse tipo de comédia e, por isso, pode ser recorrente na fanfic.
 
Na verdade eu tentei distanciar dos continentes originais e qualquer semelhança é mera coincidência, até pq sei bem pouco sobre eles. Visualmente eu me baseei no Reino Unido (embora tenha me distanciado bastante, como verão mais tarde) e preenchi com ideias e inspirações que tive e que ainda não foram usadas na série principal, pelo menos que eu lembre ou saiba. Eu também não sou lá muito bom em geografia, então talvez saia algo meio sem lógica, como o gelo e deserto do mesmo lado do mapa de Sinnoh aushahushu.
 
O Levi é meio que isso, só que mais. Se tem más ou boas intenções, este capítulo dirá!
 
Até o/
 

___________________________________________________________________________________________________________________________

Capítulo 02 - A bela palavra, liberdade


Sophie, Levi e Sakka estavam em uma moto Harley Davidson vermelha, obviamente com Levi conduzindo. Ele não gostava muito capacete por causa de seu cabelo excêntrico, então emprestou o seu para a garota. Andar em um veículo era um novo ângulo da cidade para ela. Geralmente, ela os via passando pela rua das calçadas, mas não achava que era tão diferente colocar-se na outra posição. 

Após alguns minutos andando pelas ruas, finalmente pararam, em frente a uma loja. A fachada era branca com discos pintados, uma grande janela de vidro que expunha um mostruário de discos e CDs e uma porta, também de vidro. Um letreiro cobria praticamente todo o telhado com um disco gigante e o nome “loja de discos” por cima. Levi empurrou a porta, seguido por Sophie que era seguida por Sakka. A garota passou os olhos pelo lugar e viu vários discos nas prateleiras e mostruários e pôsteres de bandas nas paredes. Sem que ela soubesse, pois não tinha muito acesso a músicas, havia vários estilos espalhados por todos os cantos ali, mas a maioria mesmo era rock, de bandas consagradas ou até “novatas”.
 
Uma mulher, aparentemente já adulta, estava no balcão da loja e não pareceu feliz pela chegada. Seu rosto era fino como o cara do moicano, na verdade eles eram aparentemente muito semelhantes. Ela tinha cabelo preto, curto e liso, com uma mecha tingida de roxo próxima ao rosto, olhos castanhos e contornados por olheiras, sempre semicerrados, que assim passavam uma sensação de cansaço ou desanimação. Usava batom preto nos lábios, Vestia uma jaqueta preta, short preto e unhas pintadas de... preto.
 
A raposa observava a balconista, perguntando-se porque ela aparentava estar tão abalada, aparência essa favorecida pelo seu visível mal humor e visual gótico. Virou para Sophie e encarou seriamente sua parceira por alguns segundos, que também desconfiava, as duas entenderam-se pela comunicação visual. Finalmente, Sakka resolveu perguntar para Levi.
 
Ela parece triste, quem roubou a comida dela?
─ Assim não, Sakka! ─ A garota se agachou e deu um soquinho na cabeça da raposa ─ Tem que ser menos direta. Não ta vendo que ela ta de luto? ─ então, voltou-se para Levi ─ Quem morreu?
 
O rapaz ficou um pouco assustado com a pergunta, mas notou que fazia sentido quando associou ao excesso de preto. Quando abriu a boca para tentar falar, foi interrompido antes que sua voz pudesse sair.
 
─ Levi seu desgraçado, vai fumar lá na puta que pariu! ─ A mulher franziu o cenho, procurando qualquer coisa para jogar nele, sem sucesso ─ Você vai poluir o ambiente. Sabe que eu odeio esse fedor desgraçado, desgraçado!
─ Ei ei, calma maninha, assim cê vai assustar a...
 
Ela fechou os olhos, respirou fundo e falou pausadamente:
 
─ Se você não sair agora, eu vou cortar esse moicano desgraçado com um cortador de grama.
 
Perdendo a discussão e protegendo seu cabelo, Levi puxou Sophie para fora da loja e Sakka seguiu com um grande pulo antes que ele fechasse brutamente a porta. Deu uma última tragada no cigarro e jogou fora, suspirando.
 
─ Quem é ela? ─ Sophie perguntou ─ E por que ela fala tanto “desgraçado”?
─ Você não deixa nada passar, né? ─ Ele riu e girou nos calcanhares para a porta, segurando a maçaneta ─ É a Betty, minha irmã. Por ela, pegaria todos os meus cigarros, colocava num foguete e mandava pra outro planeta.
─ Por mim também. ─ A garota ameaçou, olhando o cigarro ainda soltando fumaça no chão e sentindo o mal cheiro.
De acordo. ─ Sakka colocou, com um aceno positivo com a cabeça.
─ Vocês, argh... ─ Levi coçou forte a nuca ─ agora eu tenho que proteger os cigarros de mais duas.
─Mais duas além da sua boca? ─ a garota semicerrou os olhos e sorriu com deboche.
 
Levi ignorou e abriu a porta novamente, indo em direção ao balcão antes que sua irmã falasse qualquer coisa. Ela mesma não demonstrou querer falar nada, apenas estava séria como um robô. Sophie ficou encostada na parede ao lado da porta e Sakka sentou-se entre suas pernas, aguardando.
 
─ Qual a senha, senhor?
─Qual é a senha é o caralho ─ ele deu um soco no balcão, revoltado ─ você quase me matou nesse instante por eu ter entrado fumando!
─ Senha errada, senhor.
 
Veias saltaram da testa de Levi e ele deu outro soco com a outra mão.
 
─ Vai tomar naquele lugar que eu não posso dizer por que tem criança aqui, vagabunda.
─Errada novamente, senhor. Terei que expulsá-lo se errar de novo. ─ Ela finalmente desfez a postura robótica ─ E o vagabundo daqui é você, desgraçado.
─ Você só vende discos aqui? ─ Levi revirou os olhos, se rendendo.
─ Claro, é uma loja de discos. ─ Betty voltou a atuar como se desconhecesse o irmão.
─ Qualquer disco?
─ Isso.
─Aposto que você não tem “os Koffings explosivos”.
─Um momento, irei dar uma olhada no depósito.
 
 Betty deu as costas para ir ao “depósito”, mas antes de andar até ele, Levi a puxou pelo braço.
 
─ Nessa parte o deposito sou eu, vagabunda, continua.
 
Ela lembrou-se que era ai que ela avisava sobre alguém a procura de Levi, mas no caso era o próprio Levi.
 
─ É, parece que temos os Koffings explosivos aqui. Temos vários discos deles, gostaria de entrar e escolher?
─ Claro.
 
A balconista levantou uma espécie de porta que havia no balcão, pelo lado, para liberar a passagem e sair em direção a uma porta ao lado. Que? Sophie pensou, confusa essa senha é horrível, quem que criou isso?
 
A gente não vai ter que decorar isso, né Sophie?
 
Sakka olhou para cima e, pela cara de estranhamento da garota, a resposta parecia ruim. Até que uma brilhante ideia veio em sua mente e ela sorriu, enxergando sua luz no fim do túnel.
 
Ainda bem que ninguém no mundo sabe que eu falo por telepatia.
─ E você, mocinha? ─ Betty apontou para Sophie, encostada ─ Qual a senha?
 
A garota rapidamente pegou a raposa no colo e correu para perto dos irmãos, prestes a entrar num corredor pela porta.
 
─ Ehh... ─ Ela pensou um pouco, mas não tinha entendido nada daquela conversa maluca ─ Tudo que o fumante bêbado do moicano disse!
 
Betty caiu na gargalhada pela descrição.
 
─Um momento, vou ver se temos no depósito. ─ Ela pôs a mão sobre a boca, sussurrando para Levi  ─ quem é ela?
─ A nova integrante. ─ Ele sussurrou de volta ─ o que acha?
─ Tirando que tecnicamente é trabalho infantil, adorei ela.
─ Relaxa ─ Levi coçou a nuca ─ nada disso aqui é legal mesmo.
─ Então... ─ Betty virou-se novamente para a garotinha, sorrindo ─ foda-se a senha, entra ai também.
 
[...]
 
Betty estava sentada em um sofá e com os pés apoiados em um centro de madeira e um controle remoto em mãos, procurando algo legal pra assistir na televisão a sua frente. Levi e Sophie estavam atrás, sentados a uma pequena mesa quadrada de madeira marrom clara, onde Sakka estava deitada, dormindo um pouco.
 
─Escute, o que fazemos é errado. ─ Levi começou a explicar. ─ Eu gostei de você, então quero ter certeza que entende aonde vai se meter. ─ retirou os óculos-escuros e guardou na gola da camisa ─ Acho que você não entende muito de política, mas nós somos anarquistas. Nós não queremos mais o governo e a hierarquia que deixa crianças e Pokémon como vocês na rua, basicamente.
─ E o que tem de errado nisso? ─ Sophie perguntou, em sua mais pura inocência infantil.
─ O governo é monárquico e temos certeza que não gostaria de perder o poder. O que queremos é tirar o poder deles.
─ Monaque? ─ Ela ficou um pouco confusa com aquelas palavras estranhas.
─ Do tipo que o rei, a rainha, a princesinha e tal governam tudo... você morava nas ruas, então acho que nunca estudou né? Ta a fim de ir pra escola?
─ Es... cola?
 
Ela olhou para algum ponto aleatório da sala, pensativa. Sem muito o que responder, começou a passar a mão no pelo de Sakka, enquanto ainda tentava organizar tudo.
 
─ Por que querem me ajudar tanto? ─ Sophie franziu o cenho, desconfiada ao notar que seria bom demais.
─ É que... ─ Levi começou a passar a mão no queixo, procurando uma resposta ─ Betty, como é que eu explico pra ela que a gente quer um país igual pra todo mundo e ela é uma das que mais sofre no atual sistema e que é horrível ter que envolver uma criança nisso? ─ ele falou tudo de uma vez e rápido, parando um pouco para respirar no fim.
─ É muita informação de uma vez pra ela, Levi ─ Betty comentou, com a cabeça deitada no sofá e olhando para trás ─ amanhã a gente vai comprar umas roupas e resolver tudo isso com calma.
 
Ele assentiu. Olhou para a garota, transferindo a proposta para ela com o olhar, que também aceitou. Pelo menos não achava que eles fariam qualquer coisa perigosa com ela com tantas oportunidades anteriores que tiveram, e aparentemente precisavam de sua ajuda.
 
─ Diminui o preto pelo menos, por favor. ─ o esquisito de moicano provocou sua irmã.
─ Claro, claro. ─ fez um aceno de “pode deixar” com a mão ─ Vai lá mostrar o quarto dela.
─ Se não quiser ficar de luto também, evita o preto perto dela ─ Levi sussurrou para Sophie, com uma piscadela.
─ Eu ouvi, desgraçado.
─Então Sophie, me siga.
 
A menina segurou sua pequena raposa com cuidado para não acordá-la, e saíram da sala. Entraram no corredor e passaram por dois quartos, provavelmente de Betty e Levi, até chegar a um terceiro. O rapaz abriu a porta marrom de madeira e entrou primeiro. A garota ficou alguns segundos observando encantada e entrou também. Era um quarto simples, com uma cama de solteiro forrada com um lençol preto, um guarda-roupa pequeno, um criado-mudo branco ao lado da cama com um abajur em cima e uma janela coberta com uma cortina estampada com Koffings. O piso, como a maior parte do resto da casa, era de madeira.
 
─ O lençol da cama é da Betty e a cortina é minha, tive que improvisar. Vá tomar banho antes de dormir, o banheiro é no fim do corredor e já está tudo pronto por lá, qualquer coisa que precisar pede pra Betty e...
 
─ O-obrigada... ─ Sophie o puxou pela bermuda, mal conseguindo conter as lágrimas de felicidade ─ seja lá porque você ta me ajudando.
 
Levi pôs a mão sobre a cabeça dela e acariciou, bagunçando um pouco o cabelo.
 
─ Bom, é o meu turno na loja agora, preciso voltar. Fique à vontade.
 
Ele saiu do quarto e fechou a porta, deixando Sophie a sós com Sakka, que dormia. A garota pôs a pequena Zorua sobre a cama, na parte mais abaixo de onde ela dormiria. Abriu a porta e foi ao fim do corredor para chegar ao banheiro, como Levi indicou. Tomou banho, escovou os dentes e todo o resto de suas necessidades. Voltou para o quarto enrolada em uma toalha branca e abriu o guarda-roupa, encontrando apenas um pijama cinza. “Eu esperava algo preto”, pensou e riu baixo.
 
─ Sophie ─ Betty bateu na porta ─ venha comer.
─ Já vou! ─ A garota respondeu, enquanto se vestia.
 
 
[...]
 
Betty já estava comendo quando Sophie chegou. A mesa era de um “pé” único no centro, sustentando um vidro quadrado. Ao redor, quatro cadeiras acolchoadas, sendo uma a ocupada pela mulher. Alguns quadros e pôsteres de bandas de rock decoravam as paredes.
 
─ Acho que ficou um pouco longo. ─ a mulher comentou, notando que a calça e as mangas do pijama passavam um pouco dos membros da garota e sorriu por achar aquilo fofo de alguma forma.
 
 Betty a ajudou a pôr a comida no prato e ensinou a usar os talheres (já que Sophie nunca tinha comido os usando), inicialmente de colher. Ela ainda estava desajeitada tentando, mas ao menos conseguiu comer.
 
─ Betty... ─ A garota disse séria, mas ainda olhando para seu prato ─ como vamos tirar o poder de alguém, só nós três?
─Quem disse que é só nós três? ─ Ela riu ─ Amanhã você verá o tamanho disso. Ah é! ─ disse alto, aparentemente lembrando-se de algo ─ você ainda não conheceu eles!
─ Eles?
─ Nossos parceiros ─ Betty deu um sorriso largo ─ vamos terminar de comer que eu te mostro.
 
Quando acabaram, se dirigiram para a sala de estar e sentaram-se no sofá. A mais velha retirou uma Pokeball do bolso e lançou no tapete branco da sala. A esfera se abriu e lançou o feixe de luz vermelho que materializou uma cobra naja extremamente longa e roxa. A cobra arrastou-se e subiu pelo sofá, passando e se enrolando pelo pescoço de Betty e virando-se em direção a Sophie, observando-a cara a cara e mostrando a língua algumas vezes.
 
─ Essa é Hebi, minha Arbok. ─ apresentou, afagando um pouco a cabeça dela ─ Pode parecer assustadora, mas na verdade é bem dengosa.
 
Hebi se arrastou para baixo, chegando até a mão da garota e empurrando a cabeça para baixo dela, como se estivesse pedindo carinho. A menina então passou a mão por ela, que grunhiu o próprio nome e ficou bem feliz. Enquanto isso, a dona dela retirava mais uma Pokeball e lançou. Outra serpente surgiu, negra, com longas presas que saltavam de sua boca e um tipo de lâmina em sua calda. Era um pouco menor que a cobra roxa, mas ainda bem longo. Este preferiu ficar no tapete, dobrando o corpo em forma de ondas para que ficasse mais curto. Ficou encarando Sophie, dando a impressão de sorrir.
 
─ Esse é Doku, meu Seviper. É quietinho assim mesmo e gosta de ficar encarando os outros com essa cara lisa.
~Seviper! ─ O Pokémon protestou, sem gostar de ser chamado de “cara lisa”.
─ Que foi? Olha essa sua cara encarando a gente, me defina ela melhor.
 
Ele semicerrou os olhos e deitou-se no tapete, estendendo o corpo. Sophie riu.
 
─ Por fim...
 
Betty pegou a terceira e última Pokeball e lançou. Sophie esperava por outra serpente, mas em vez disso, um lagarto cinza-escuro surgiu, com aparência feminina.
 
─ ...Essa é Toka, minha Salazzle. Como pode ver, eu sou mono poison, assim como o desgraçado do Levi. Na verdade, eu acho que você é a primeira que tem pelo menos um que não seja poison. Aliás, tem mais algum?
─ Não, só a Sakka.
─ Parando pra pensar ─ Betty pôs o indicador entre os lábios ─ você não é uma treinadora e nem tem Pokeball, certo? ─ Sophie afirmou com a cabeça ─ Então, como conseguiu a Sakka?
─ Bom... na verdade eu não sei ─ a garota deu de ombros e apenas sorriu ─ ela me disse que estava sozinha quando saiu do ovo e pouco tempo depois encontrou a minha mãe. Ela é mais velha que eu, aliás.
─Te disse? ─ a mulher levantou uma sobrancelha.
─ Ah é, você ainda não conversou com ela né? A Sakka conversa de um jeito estranho, ela fala na sua cabeça... o Levi já falou com ela.
─ Telepatia... ─ Betty reconheceu pela descrição. ─ Ok, acho que já está na hora de você ir dormir.
─Hmm, tudo bem.
 
Sophie se despediu dos Pokémon e da mulher e foi o quarto, onde havia deixado Sakka dormindo. Deitou-se na cama e também foi dormir.
 
[...]
 
Já era noite, quase madrugada. Betty estava pensativa sentada no sofá, vendo a TV com a tela preta, apagada. Levi estava olhando para o teto, também pensativo, deitado no colo da irmã. Quando não estavam discutindo ou até brigando, eram bem carinhosos um com o outro; ou seja, menos da metade do tempo.
 
─ Acha mesmo que isso ta certo? ─ Betty perguntou.
─ Isso? ─ Levi não entendeu direito.
─ Trabalho infantil.

─ Ah... ─ o rapaz tirou seu olhar do teto e observou o rosto da irmã, que expressava preocupação com a garotinha que dormia tranquilamente no quarto ─ Ela é só uma criança, mas já viu e viveu muita coisa. ─ suspirou ─ Com certeza a Sakka é incrível com aquelas coisas que as duas fazem juntas, acho que seriam fortes em uma luta. Mas se toda essa merda der errado, nós temos que salvar pelo menos uma criança no fim...

___________________________________________________________________________________________________________________________

Então, foi um capítulo cheio de diálogos e eu costumo pecar nesse tipo, então talvez não esteja tão bom. De qualquer forma, trás umas informações interessantes para o plot, espero que tenham gostado mesmo com os possíveis problemas. Até o próximo, que é...

Capítulo 03 - A coroa envenenada


Última edição por Slow em Sex 31 Mar 2017 - 17:23, editado 1 vez(es) (Razão : Ty, DZ!)
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Re: The Faker

Mensagem por Brijudoca em Qui 30 Mar 2017 - 7:44

Hey Slow,

Esse capítulo foi maravilhoso demais em termos de humor. E não daqueles que você dá uma leve esboçada, e sim daqueles de gargalhar, parabéns pelas ótimas sacadas. "Ela parece triste, quem roubou a comida dela?" SAKKA É A MELHOR

A introdução de Betty foi muito boa, uma personagem cheia de personalidade que deu pra ver que se importa bastante com o Levi, quando não está xingando o mesmo. A dinâmica foi muito boa e já deu pra curtir a personagem logo de cara.


Anarquia? Hmm interessante, estou com várias teorias em mente sobre esses dois. Aparentemente eles não são vilões, porém também não se importam em quebrar as leis, talvez seguindo a teoria de "o fim justifica os meios". Estou muito curioso para descobrir que são os "parceiros" deles e como a Sophie vai aceitar ser parte de seus planos. E aquele papo no final de pelo menos salvar uma criança? Algo tá bem esquisito aí.

Sua escrita fluiu bem, mesmo com bastante diálogos, não me pareceu corrida em nenhum momento e sem nenhum erro que valha destacar.

Já estou aguardando o próximo ansiosamente =DD
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Re: The Faker

Mensagem por Rush em Qui 30 Mar 2017 - 17:11

Hey, Slow!

Antes de tudo, gostaria de me desculpar pela demora em comentar. Acabei ficando um pouco doente e me afastei bastante de qualquer coisa relacionada a leitura/escrita, tanto que preciso correr atrás do tempo perdido que desperdicei ao invés de escrever o cap da minha fic.

Gostei bastante do capítulo, mas ao contrário de Brijudoca, eu o achei bastante sombrio. Agora eu estou em dúvida se Levi e Betty são vilões ou anti-heróis. Talvez pela primeira impressão, mas ainda desconfio um pouco de Levi. Acho que vai ter algum plot-twist em que ele se mostrará não tão "legal" como está aparentando, mas isso se opõe ao motivo pelo qual estou gostando dele, deixando todo esse "julgando o livro pela capa", já que ele foi MUITO legal MESMO com a Sophie e a Sakka.

Eu estranhei o fato de Betty não fumar - na verdade não fumar, mas desprezar. Geralmente, nestes padrões de estilo/trabalho/e até mesmo a família - Sem contar ser Mono Poison -, ela tem tudo para apreciar um cigarro, a não ser que tenha uma backstory por trás de tudo isso. Sei lá, uma experiência ruim?

Agora bem... Esse capítulo foi um bom ponto de ignição para dar andamento na história. Tanto no enriquecimento entre Levi e Sophie, tanto quanto o plot, que agora sabemos que eles são anarquistas. Fuck the queen! E agora fiquei bastante curioso sobre o governo na fic, que até agora não foi muito detalhado ou se acabei me esquecendo mesmo. Como monarquia, existe um rei e eles querem tirar a coroa deste?

Se for um "golpe contra a coroa", tenho certeza que a fic será muito mais do que "batalhas inocentes", rolando de fato mortes e até traições de ambos os lados. Minha dica, é por favor, coloque uma trilha sonora ambientando os capítulos. Iria dar um UP tremendo, ainda mais o uso de Rock e Punk, que se encaixariam perfeitamente.

Koffing Explosivos é uma banda mesmo na fic? Gostei bastante do nome.

Eu gostei pra caralho do capítulo e fiquei muito feliz pela Sophie ter se sentido acolhida. Achei emocionante a cena, mesmo que em poucos detalhes. Ela é uma boa garota, merece um mínimo de dignidade e reconhecimento. Isso me fez gostar MUITO de Levi.

É isso, meu amigo. Novamente peço desculpas pela demora. Eu aguardo ansiosamente o novo capítulo.

Um abraço forte, até mais.


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Re: The Faker

Mensagem por DarkZoroark em Sex 31 Mar 2017 - 17:06

Slow o/
Peço desculpas pela ligeira demora em vir aqui comentar. Era para este review ter saído ontem, mas uma combinação de faculdade e um pouco de preguiça me fizeram ter de adiá-lo para hoje. Enfim, sem muito mais delongas, vamos a ele:

Gostei bastante do capítulo, apesar de tê-lo achado um tanto curto. Senti um certo ar de descontração enquanto lia ele, e esse foi um detalhe que eu achei bem legal. Aprecio momentos assim em histórias, pois em geral acabam por desenvolver o plot e os personagens muito mais do que capítulos que sejam frenéticos e cheios de ação. Tenho a impressão de que seja a calmaria antes da tempestade, e que logo logo o plot se tornará muito mais tenso.

A Betty parece ser uma personagem interessante, e o relacionamento dela com o Levi foi muito bem escrito. Isso de eles trocarem insultos e provocações, mas ainda assim mostrarem afeto um pelo outro lembra bastante uma autêntica relação fraternal.  Ela também parece ter mostrado alguns indícios de instinto maternal  pela Sophie, mas imagino que isso vá ser mais aprofundado posteriormente. Curti a escolha dos Pokémons que desse para ela. Arbok e Seviper não são Pokémons que eu veja com muita frequência em Fanfics, mesmo com a presença marcante que tiveram durante o anime. Já Salazzle, devo admitir que é a primeira vez que vejo sendo utilizado em uma. Acho uma pena, pois gosto bastante desta última espécie.

Aliás, esqueci de perguntar isto durante meu comentário anterior, mas o nome do homem é alguma forma de homenagem a Shingeki no Kyojin?

Como dito pelo Rush, o capítulo parece ter sido usado para dar um pontapé inicial no plot. Acabei me lembrando dos primeiros momentos do primeiro jogo da série Dishonored, mais especificamente o momento em que o Corvo encontra pela primeira vez os membros do movimento de resistência. Lembrou um pouco também a situação inicial de Akame ga Kill!, para ser honesto. Apesar disso, achei uma ideia bem legal eles fazerem parte de um movimento anti-monárquico, pois pode acarretar uma série de eventos bem interessantes. Fiquei curioso sobre qual é a situação do governo e o quão precária está a situação dos habitantes do país - ou seria reino? Duvido que um movimento de rebelião fosse ocorrer em um país onde tudo estivesse bem, ainda mais porque o Levi e a Betty estão falando sobre salvar crianças,

Achei bem fofa a reação da Sophie ao ver o quão acolhedores os dois adultos estavam sendo com ela. A cena que descreve a reação da Betty ao vê-la com um pijama maior foi quase uma overdose de kawaii... Contudo, também é triste que ninguém nunca tenha a tratado bem anteriormente. O fato de ela não saber como comer com talheres só corrobora isso. Espero para ver como a situação de vida dela ficará mais para frente e como será a interação dela com os "parceiros" dos dois irmãos.

Encontrei um par de erros enquanto lia:


@Slow escreveu:─ Assim não, Sakka! ─ A garota se agachou e deu um soquinho na cabeça da raposa ─ Tem que ser menos direta. Não ta vendo que ela ta luto? ─ então, voltou-se para Levi ─ Quem morreu?

Ficou faltando um 'de' entre 'tá' e 'luto'.

@Slow escreveu:─ ...Essa é Toka, minha Slazzle.

Faltou um 'a' em 'Salazzle'.

Bem, por enquanto é só. Peço perdão mais uma vez pela demora e fico no aguardo de seu próximo capítulo. ninja
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Re: The Faker

Mensagem por -Ice em Sex 31 Mar 2017 - 22:35

Slowy o/

Antes tarde do que nunca né? =P Eu gostaria de me desculpar por não ter comentado antes, é que minhas obrigações estão me sufocando ultimamente e pouco sobra tempo para ser um membro tão ativo, ainda mais quando tenho que escrever capítulos duas vezes por semana -q Mas é tudo uma questão de tempo, então vamos ao que importa.

Eu curti bastante esse capítulo. Devo dizer que não gostei tanto como foi com o primeiro (não me entenda mal, é que eu realmente curti muito o primeiro). Eu achei legal ver que você já nos entregou o que queríamos saber sobre Levi e seus esquemas, sem enrolar muito pra manter mistério.

Aliás, é muito interessante essa "rebelião anarquista", se posso dizer assim. Me lembrou muito as histórias de Star Wars que são focadas na luta contra o império, como a série Rebels, o que, se servir de base, com certeza terá um resultado incrível. Contudo, isso também meio que lhe prende à necessidade de mostrar um sombrio e realista de uma guerra contra o governo.

Eu gostei bastante de Betty, uma garota punk/rock que não fuma (contrariando um esteriótipo) e é treinadora de pokémon do tipo Poison (o que é um esteriótipo -q), aliás, assim como DarkZoroark, fiquei muito feliz em ver uma Salazzle sendo utilizada na fic, já que é uma espécie meio inédita aqui na área de fanfics e eu meio que me apeguei a esse pokémon enquanto jogava Sun/Moon (o engraçado é que eu nunca cheguei a ter um da espécie, mas tive um Salandit macho que eu vivia me perguntando o porquê de ele nunca evoluir haushau)

Achei interessante também o modo como você mostrou que Sophie é inocente em relação ao mundo, não sabendo usar talheres e até mesmo não sabendo o que é uma escola. É um aspecto realista que você poderia ter esquecido, mas que trouxe um peso imenso à história, então parabéns.

Bom, é isso, até mais o/
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Re: The Faker

Mensagem por Slow em Dom 2 Abr 2017 - 14:13

Voltei ^^
Primeiramente, vamos aos:


Comentários:
@Brijudoca Hey Brijudoca o/
 
Eu também consegui dar umas risadas criando as situações, me alegra que também tenha dado.
 
Betty é uma personagem que eu gostei muito também, na verdade acho que nenhum até agora deixou de me agradar -q.
 
Seu raciocínio eu diria que... está indo pelo caminho certo. Os “parceiros”, no sentido que foi usado no capítulo, era os Pokémon da mulher. Mas sim, os “parceiros” nesse outro sentido aparecerão neste capítulo. Fico aliviado que tenha fluido, realmente tenho a dificuldade de fazer isso em diálogos extensos.
 
Até mais :p
 
@Rush Hey Rush o/
 
Como eu irei repetir nas próximas duas respostas também, não se preocupe com isso, eu estou tentando manter uma frequência de 5 dias por cada capítulo, enquanto as coisas ainda estão meio apertadas pra mim. Se vocês podem esperar, eu também posso -q. Não sei se ainda está doente, mas, melhoras, e estou certo que seus leitores e escritores compreenderão isso.
 
Eu não posso dizer muito sobre “vilões ou anti-heróis” por que pode acabar dando uns spoilers não legais, hehe. Mas posso dizer que eu pretendo que nenhum personagem aqui seja 100% mal ou 100% bom, ou que pelo menos não tenha alguma explicação plausível.
 
Olha, vou admitir que não havia pensado em nada sobre a Betty não curtir cigarro, eu apenas vejo bastante gente que é próxima de fumantes falar que odeia, então coloquei isso na relação. Mas, parando para pensar, dá para tirar umas coisas legais sobre, quem sabe eu não faça algo sobre, mais tarde.
 
Já que tocou na anarquia, te darei um rumo sobre aquela de “vilão ou anti-herói”: o que acha que a anarquia é? Reflitão. Eu posso pensar diferente de você, então acho que isso não vai ser um spoiler.
 
Realmente, as batalhas sempre vão ter algo mais que uma simples batalha e muitas terão um objetivo nem sempre tão amistoso. Tem um capítulo mais a frente que terá uma trilha sonora (de certeza) e talvez outra em outra parte (vou resolver isso). Bom, eu acho que usava trilhas sonoras na outra fanfic, mas não sei direito como é que uso isso -q. E eu não ouço muito Punk, meu Rock é mais pro alternativo também, mas tenho um amigo meio que “da área” e pedi umas dicas para ele. Mas no caso, seria interessante no começo do cap (como openning) ou durante ele (como song theme)? Esse aqui vai sem trilha, enquanto penso sobre isso, obrigado pela dica.
 
Inicialmente era para servir só de senha, mas sim, tenho alguns planos de reutilizar a banda.
 
“Seja lá por que estão ajudando”, os dois são realmente bem gentis. Fico feliz que tenha gostado tanto do capítulo.
 
Até mais o/
 
@DarkZoroark DZ o/
 
Repetindo, eu estou tentando manter uma frequência de 5 dias por cada capítulo, enquanto as coisas ainda estão meio apertadas pra mim. Se vocês podem esperar, eu também posso -q.
 
É, eu também estou achando que eles estão saindo curtos. O “pré-fic” (infância dela) tem caps mais objetivos, então acredito que possa aumentá-los mais tarde, após os timeskips. Esse momento é bem de desenvolvimento mesmo, não tem muita ação (na verdade, este capítulo terá bastante se comparado aos anteriores). Esse plot vai ficar tão tenso que eu estou é com medo -q.
 
De relacionamento fraterno eu tenho bastante experiência, embora não seja tão carinhoso assim com meu irmão (e vice-versa) e nem “tão leve” assim nas provocações (e vice-versa). Como os irmãos são mono poison, eu os dividi em duas “classes”: cobras e lagartos, que eu tenho quase certeza que tem algo a mais a ver um com o outro, além de serem répteis, e o de Levi, que será meio que mostrado aqui. A Salazzle e os Pokémon de Alola são bem novos ainda, provavelmente terão mais frequência mais tarde nas fanfics. Aqui ainda terão alguns outros de Alola também.
 
Quando for fazer lá o escritório e tal eu entrarei em mais detalhes sobre o nome, mas a maioria dos nomes humanos são bem aleatórios. Eu tenho um site aqui que me manda nomes aleatórios, anoto uns que gosto e uso os que acho que combinam com tal personagem. Como eu disse anteriormente que o mapa era meio que baseado no Reino Unido, os nomes são apenas ingleses (ou pelo menos o site dizia que eram ingleses).
 
Eu não tenho certeza se verei Shingeki, Akame Ga Kill está na lista já e eu nunca vi o jogo que citou. Quanto aos irmãos e aos parceiros, acho que finalmente as coisas ficarão esclarecidas agora.
 
Obrigado por destacar os erros, eu jurava que tinha um “de” ali (aquelas trolladas da mente) e tive que reler três vezes para notar o erro em “Salazzle” :v
 
Até o/
 
@-Ice Icy o/
 
Repetindo², eu estou tentando manter uma frequência de 5 dias por cada capítulo, enquanto as coisas ainda estão meio apertadas pra mim. Se vocês podem esperar, eu também posso -q.
 
É legal que tenha gostado tanto do primeiro, certamente é normal que uns capítulos brilhem mais. Mistério aqui é com você -q, creio que agora no cap 3 será revelado tudo sobre eles, por ter mais... “na prática”.
 
Conheço Star Wars por alto, mas realmente lembra algo como isso. A fic terá umas coisas meio sombrias mesmo, talvez alguns picos disso, mas nada do tipo “terror, horror” ou algo assim.
 
ISSO, é um estereótipo não estereotipado, tendeu? Huashuahu. Não cheguei a jogar Sun / Moon e tenho até umas dúvidas sobre, que vou ter que dar uma pesquisada (se eu for querer usar as UB ou Tapus, por exemplo), mas eu soube antes de ser lançado que era apenas fêmea que evoluía, assim como Combee :v
 
Eu quase esqueci. Usar talheres é uma coisa considerada básica, talvez mais do que ler e escrever, mas ninguém nasce sabendo e raramente aprende sozinho, por sorte lembrei disso e das coisas da conversa com Levi. Eu sou cauteloso em não deixar furos, talvez por isso maior parte das minhas fanfics não dão certo na fase de projeto -q.
 
Até o/
Bom, não tenho muito o que dizer, apenas que é um capítulo bem movimentado. Então, a ele!

___________________________________________________________________________________________________________________________

Capítulo 03 - A coroa envenenada


Um grupo com cerca de 20 pessoas já estava à espera quando eles chegaram. Betty, Levi e Sophie estavam em um velho galpão abandonado para se reunir com o seu grupo. Levi e Betty eram, na verdade, os comandantes do grupo “Corroison” ─ o que, na prática, serviam mais como mediadores de qualquer coisa, já que eles mesmos abominavam hierarquias; o posto era mais por serem os fundadores e os mais fortes do grupo. Todos estavam vestindo uma T-shirt preta, estampadas com uma coroa sendo corroída por veneno. Todos os Pokémon deles estavam presentes, dentro de Pokeballs, incluindo Sakka que também havia ganhado a sua.
 
O galpão já estava com alguns buracos no teto, deixando a luz adentrar o lugar. Abaixo de um dos buracos, onde a luz alcançava, foi montado um palco improvisado com algumas caixas de madeira vazias. A dupla de comandantes subiu nele, enquanto Sophie ficou misturada com os outros, mas procurando manter-se na “primeira fila”.
 
Levi iniciou com um discurso sobre o anarquismo, do qual a garota não conseguiu absorver muita coisa, mas se esforçava em tentar entender e prestava atenção em tudo. Após isso, o estranho do moicano a chamou ao palco. Sophie ficou entre Betty e Levi, cada um com uma mão sobre um dos ombros da menina.
 
─ Pessoal, esta é a Sophie e ela é uma nova integrante do Corroison.
─ Queeee? ─ As pessoas disseram em uníssono.
 
Sophie estava muda diante de tanta gente. Sempre se sentiu invisível para os outros, mesmo quando se apresentava na fonte da praça raramente era o foco da visão das pessoas. E, mais que tudo, os olhares aparentemente eram de desaprovação. “Ela é só uma criança”, “como nos ajudaria”, “estamos no fundo do poço pra isso?” foram falas que correram em meio ao grupo. A garota ficou cabisbaixa por alguns segundos, até lembrar-se de um detalhe e sorrir, erguendo a cabeça.
 
 “Todos eles... realmente não estamos sozinhos aqui” a garota cerrou os punhos e finalmente viu aquilo como positivo, confiando em si mesma. Então, pegou a Pokeball de Sakka e a liberou dela.
 
─ Sakka. ─ A menina pronunciou e deu o resto da ordem por linguagem corporal. Com o polegar esquerdo, apontou para o próprio peito, onde estava estampada a coroa sendo corroída, e estendeu a mão direita para frente.
 
Sakka acenou positivamente com a cabeça e lhe fez o que foi pedido. A raposa materializou a coroa e pôs veneno corrosivo sobre ela, exatamente como na imagem. Assim, Sophie ganhou a atenção positiva das pessoas e um pouco de admiração. Mas ainda não havia acabado. Lançou a coroa para o alto e estendeu a mão novamente, mas com o punho cerrado, como se estivesse controlando mentalmente o objeto. Por sua vez, a coroa ficou acima de todos, girando em velocidade decrescente em torno de si mesma. Então, a garota abriu a mão, juntou as palmas e separou violentamente para os lados contrários. Como resposta, a coroa parou de girar e explodiu, produzindo imensas labaredas ao redor de todos, cercando-os. Juntou novamente as mãos e as labaredas se tornaram aço em barras, que por fim tomaram a forma de uma jaula.
 
─ Enjaular anarquistas é bem audacioso ─ Levi murmurou.
 
Sophie fechou os olhos e passou a se agachar lentamente e a jaula a acompanhava, desintegrando-se de cima para baixo. Então, abriu os olhos e disse, insegura:
 
─ Foi... mais ou menos isso que eu entendi... disso tudo.
 
Ela foi imensamente aplaudida e acabou por ganhar a confiança e a admiração de muitos dali.
 
─Ta bom, ta bom ─ Betty tentou acalmar os aplausos ─ com isso, pra encerrar, darei um dos nossos para ela ser declarada oficialmente como integrante. Alguém contra?
 
Ninguém se manifestou, todos estavam convencidos. Betty aproximou-se de Sophie, se agachou e a entregou uma Pokeball. Aproximou a cabeça ao ouvido da menina e sussurrou:
 
─Esse aqui é filho da Hebi e do Doku, macho e ainda sem nome. Cuide bem dele.
 
A garota respondeu positivamente com a cabeça e agradeceu. Liberou o Pokémon que estava contido e de lá saiu uma cobra roxa, semelhante a Hebi, porém bem menor e sem as “abas” de naja dela. Sophie agachou-se sorridente para seu novo “pequeno” companheiro (embora tivesse cerca de meio metro de comprimento), que estava enrolado em espiral, chacoalhando a cauda. Estendeu o braço para ele, que parecia desconfiado. Então, a cobra olhou para Betty que fez um positivo com o polegar. Num voto de confiança, subiu no braço de Sophie e escalou seu corpo dando voltas por ele até alcançar o pescoço, onde ficou acomodado. Delicadamente, a menina empurrou o rosto dele contra sua bochecha em forma de carinho.
 
─Nagai. O que acha desse nome? ─ Disse em tom baixo.
~Ekans. ─ a cobra pareceu gostar.
 
[Um mês depois]
 
 Ela realizou algumas simples batalhas, brincou com os irmãos fingindo pichar alguns muros para chamar a atenção de policiais e desfazer a ilusão logo em seguida para deixá-los confusos, ajudou na loja de discos e coisas não muito importantes. Porém, Sophie estava prestes a realizar sua primeira grande “missão”.
 
Pela vontade de derrubar o governo, os anarquistas tinham outro inimigo, que também eram inimigos dos governantes, mas que eram beneficiados por eles: criminosos, especialmente líderes de grupos especializados em roubos, assassinatos ou qualquer coisa que desse lucro. Em uma anarquia, seria difícil de conseguir o tal lucro.
 
A Team Corroison passou todo o mês em preparo. Conseguiram localização da base, assim como a planta e horários de importância. O esconderijo da Rodent team era um prédio de dois andares, discreto, em uma rua mais afastada do centro da cidade. Nas esquinas das ruas, 2 membros da Corroison estavam verdadeiramente disfarçados para dar cobertura, um como mendigo, outro como um homem nada suspeito coincidentemente parado ali sem fazer nada.
 
Sophie, por ser menor e não alcançada no raio de visão da pequena janela da porta, bateu nela. Betty e Levi ficaram um em cada lado da porta, fora do raio de visão. Um homem de dentro veio e olhou pela janela. Por não ver ninguém, considerou que algum moleque havia batido e corrido, então voltou. A garota bateu novamente. Ele veio novamente, olhou nervoso e saiu. E ela bateu novamente, dessa vez sem a aparição de ninguém. Bateu novamente, mas, antes de terminar, o homem surgiu, furioso. Era louro, bonito e tinha uma aparência jovem, mas a sua expressão de raiva o deixava um pouco assustador. O traje era uma blusa de manga longa e calça, marrons, com uma silhueta de um Raticate e “TR” por cima, estampado na frente da blusa.
 
─ Mas o que caralhos...
 
 Ele viu Sophie sorrindo largo para ele, enquanto se preparava para estrangular a garota. Nagai surgiu das costas da menina, subindo em sua cabeça e usou Glare. Seus olhos brilharam em azul e o homem ficou paralisado. Betty o puxou para fora e fechou a porta, enquanto Levi acertou um soco na barriga dele, derrubando-o. O homem nada suspeito da esquina foi chamado para “cuidar” dele enquanto Sakka era liberada.
 
─ Sakka, já sabe. ─ ordenou a garota.
 
 Sophie, Levi e Betty foram vestidos nos trajes da Rodent team, criado ilusoriamente por Sakka, que tinha transformado a si mesmo em um Rattata, Pokémon característico dos membros dali. Inclusive havia dado a aparência do homem capturado para Levi, para chamar menos atenção (moicanos não são discretos), e mudou o físico de Sophie já que apenas adultos participavam, deixando-a bastante semelhante à loira feita ao roubar as Berries da barraca da feira, mas com o uniforme.
 
Eles entraram. Havia um curto corredor pouco iluminado e com apenas um banquinho de madeira, provavelmente onde o rapaz desmaiado estava sentado. Ao final, ele fazia uma curva, de onde vinha bastante luz se comparado a onde estavam. Sakka ficou na frente de todos e parou, encarando-os.
 
Ta, agora evitem movimentos bruscos, sorriam e acenem e passem reto deles, vai me ajudar bastante.
─ Por que tem um rato me dando ordens? ─ Betty zombou, em baixo tom para não chamar a atenção dos inimigos, perguntando para Levi.
─ Mas é um gatinho. ─ Levi entrou na brincadeira e respondeu, mantendo o tom.
─ É rapo... ─ Sophie iria contestar, também falando baixinho, mas percebeu ─ Ah é, vocês sabem né?
 
A raposa semicerrou os olhos pelas provocações e virou as costas. Ao menos, eles estavam tranquilos, por enquanto.
 
Eu morderia vocês se a gente não estivesse em base inimiga.
─ Sei não ─ comentou Betty ─ dizem por ai que rato que ladra não morde.
─ Não eram gatos? ─ Levi sorriu.
─ É cão. ─ Sophie os corrigiu, em seu momento de lerdeza.
 
Eles apenas continuaram e viraram no corredor, tendo a visão ofuscada por alguns segundos por conta da forte luz. Havia alguns computadores e mesas com vários papéis, uma escada que levava ao primeiro andar, do outro lado da sala, cientistas e pessoas uniformizadas ali. A maioria olhou para o grupo andando por alguns segundos e voltaram a dar atenção para seus trabalhos. Porém, esses segundos foram suficientes para instaurar o nervosismo nos irmãos. Já Sophie não sofreu muito, estava bastante acostumada com os disfarces. A raposa estava um pouco mais tensa, já que todo o peso da missão, naquele instante, dependia de sua concentração para a ilusão. Se falhasse em algum instante, seriam revelados e estariam cercados. Quando começou a pensar nisso, rapidamente procurou afastar os pensamentos negativos da mente e focar-se no seu trabalho.
 
Eles atravessaram todos e, mesmo com Levi e Betty andando a passos robóticos e suando, não foram descobertos. Por fim, subiram as escadas. Ali no primeiro andar, apenas dois homens estavam vigiando uma porta trancada, a única sala do lugar. Um deles notou a presença.
 
─ Ah, já é a vez de vocês? ─ sorriu.
─ Exatamente. ─ respondeu Sophie, a única em condições.
 
A dupla de vigias saiu e, ao passar por eles e notar toda a tensão, especialmente de Levi que já estava um tanto pálido, um deles deu um soquinho em seu ombro.
 
─ Relaxa cara, é só vigiar, não é como se um grupo de infiltradores fosse conseguir chegar até aqui, bem no meio da reunião.
─ E-Eu sei, obrigado. ─ Levi gaguejou.
 
Os dois se foram pelas escadas. O grupo que ficou encontrou o tal e clássico duto de ventilação na parede. Eles haviam conseguido a planta do lugar anteriormente e várias informações durante o mês, incluindo o duto que levava até a sala de reunião. Sem perder tempo, Levi entrelaçou as mãos para ajudar Betty a subir, retirar a tampa metálica e entrar nele. Depois, levantou Sophie e Sakka para ela e subiu com a ajuda da irmã. Andaram “de quatro” por alguns metros e chegaram ao final do duto, no interior da sala. Sakka desfez os disfarces para aliviar sua tensão, já que não era mais útil.
 
─ Pode deixar o resto com a gente. ─ Betty murmurou e afagou Sophie passando a mão em sua cabeça, sorrindo.
 
Os irmãos já estavam mais tranquilos e a garota ficou um pouco mais nervosa por ter que apenas assistir e torcer por eles, invertendo os papeis. Tudo o que fez foi segurar Sakka no colo e esperar.
─ Ainda não te mostrei meus bichinhos né, Sophie? ─ Levi sussurrou, segurando uma Pokeball ─ Vai conhecer um agora. Saia, Gasen.
 
Ele liberou um Pokémon redondo e roxo, com vários furos no corpo por onde liberava gás, com dois rostos, um maior e outro menor, interligados por outra “esfera”. Era seu Weezing. Após libertá-lo, observou a sala. Estavam cinco homens sentado em uma mesa quadrada, dispostos como 2 em cada lado e 1 na ponta. O da ponta ainda se destacava por ser o único de terno branco, enquanto os outros 4 trajavam ternos pretos. O de branco era um tanto acima do peso, baixo, utilizava óculos e cabelo grisalho ralo, tinha uma barba também rala que, juntamente ao bigode, rodeava a boca quase como um O perfeito.
 
─ Toka, saia ─ Betty liberou Salazzle ─ vigie a porta e ataque qualquer um que vier. ─ apontou para o lado que eles vieram. Ela sabia que ninguém subiria as escadas até a troca de turno, ou seja, seu Pokémon atacaria apenas quem escapasse da sala.
 
A lagarto assentiu e fez o que lhe foi ordenado.
 
─ Preparada? ─ Levi perguntou, enquanto sua irmã sacava duas Pokeball e assentia com a cabeça ─ Gasen, Smokescreen.
 
Gasen posicionou-se a frente do treinador, de frente para a tampa. Abriu sua boca e liberou uma fumaça esverdeada na sala, que se espalhou rapidamente pela sala.
 
─ MAS QUE P...! ─ O de branco iria começar a gritar quando começou a inalar a fumaça, tossindo como todos os outros.
 
Weezing utilizou seu corpo para arrombar a tampa e Betty jogou suas duas Pokeball lá dentro.
 
─ Vão, Doku e Hebi!
 
Suas duas serpentes foram liberadas e rapidamente se arrastaram em sincronia, uma em cada lado da mesa. Em meio à fumaça que ofuscava seus alvos, Hebi e Doku utilizavam a língua para localizá-los pelo cheiro, sem precisar enxergar nitidamente. Sim, eles cheiram pela língua, coisa de cobra. Arrastaram-se pelos pés dos homens de preto, enrolando-se em seus corpos. Cada serpente possuía comprimento suficiente para enrolar dois deles ao mesmo tempo. Apertando-os, obrigaram a abrir a boca e inalar um pouco de fumaça, fazendo-os gemer.
 
─ Glare! ─ Ordenou Betty.
 
Como se não bastasse, brilharam seus olhos em azul e utilizaram seus Glare em cada um deles, deixando-os paralisados. Ao pôr novamente a língua pra fora para saber onde estaria o alvo principal, descobriram que já estava na extremidade da sala, abrindo a porta. Infelizmente para ele. Assim que o baixo som da porta foi escutado ao se abrir, o homem foi recebido por um amigável Flamethrower de Toka, bem no rosto, chamuscando-o e fazendo perder o equilíbrio. Quando estava prestes a cair, a dupla de cobras se enrolou em seu corpo, segurando-o. Estavam franzindo o cenho e mostrando a língua em cada um do lado de seus rostos, dizendo seu nome e aterrorizando ele.
 
─ Sophie, não quero que veja isso, vamos... ─ A mulher pôs a mão nos olhos da garota e saia pelo lado em que chegaram, enquanto Levi descia em direção ao homem.
 
As duas ficaram ao lado da porta, do lado de fora da sala, quase ao lado de Levi, mas sem conseguir vê-lo. O rapaz retirou uma pistola do bolso e apontou para a cabeça do homem de óculos.
 
─ Espero que seu custo seja pelo menos o dessa bala, seu lixo.
 
O alvo tentava gritar, mas estava com tanto medo que sua voz não saia e a fumaça o impedia até mesmo de abrir a boca. Então, Levi disparou. Hebi e Doku afrouxaram o corpo, enquanto ele ia perdendo as forças e cedendo, até cair para trás, de bruços. Ratão, líder da Rodent Team, agora estava morto. Sim, ele tinha um apelido ridículo. Levi saiu da sala e fechou as portas, enquanto a Arbok, o Seviper e o Weezing terminavam um certo serviço lá dentro.
 
─ Vamos deixá-los lá? ─ Sophie protestou, preocupada.
─ Não se preocupe ─ Levi sorriu ─ quando nos afastarmos, eles automaticamente voltarão para as Pokeball.
 
Sakka retomou os disfarces e eles desceram as escadas, enquanto os outros subiam ao escutar o tiro. Quando se encontraram, os infiltradores estavam de joelhos, fingindo tosse e ferimentos.
 
─ Estão nos atacando! ─ Gritou Levi em meio à tosse.
 
Todos os ignoraram e subiram, preocupados com seu líder, deixando a brecha para os invasores correrem e escaparem. Como foi dito, após algumas ruas correndo, feixes de luz vermelhos vieram do prédio e caíram nas esferas. Estava feito. O trabalho que precisaria de provavelmente toda a equipe batalhando diretamente contra a outra, com as habilidades de infiltração proporcionadas por Sakka, apenas três integrantes foram necessários, com dois dando cobertura, algo que seus inimigos não esperavam.

___________________________________________________________________________________________________________________________

Okay, esse foi meio foda de escrever, mas eu gostei, ao menos. Eu não pretendo postar o próximo em menos do que cinco dias, pq é o mais tenso de todos, então vocês tem esse tempo para comentar, não se preocupem com isso -q. Então, até lá o/

Capítulo 04 - Não irei revelar o título porque preciso decidir uma coisa sobre ele, esse é o título mais longo da história
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Re: The Faker

Mensagem por Brijudoca em Qua 5 Abr 2017 - 8:10

Yo Slow o/

Pra variar atrasei o comentário (acho que li o cap bem no dia que você lançou), porém antes tarde do que nunca não é mesmo?

Devo dizer que eu gostei muito do nome do grupo. Corroison soa bem imponente e acho que fez sentido com os pokemon e ambições da equipe.

Era de se imaginar que os outros membros não aceitariam a presença da Sophie assim tão bem, afinal não deixa de ser meio loucura o Levi e a Betty envolverem uma criança nessa loucura. Porém a forma como a garota fez para conquistá-los foi incrível, nunca imaginei que ela poderia usar o poder de ilusões da Zorua nesse nível.

Agora sobre a primeira missão, se essa já foi assim cheia imagino as próximas. Usar o poder de ilusão da Sakka foi uma sacada genial deles, me pergunto até que nível as ilusões dela poderam chegar com treinamento.

Curti o Weezing do Levi e a forma como eles executaram o lider do Rodent Team foi bem, digamos, profissional. Deu pra ver que eles sabem o que estão fazendo e não estão pra brincadeiras. Será que o governo vai achar que eles estão do lado deles ou vai tentar destruí-los o quanto antes? Quero só ver. Interessante também o conceito dos Pokemon voltarem para ad pokeball quando eles se afastarem, nesse contexto, os treinadores nunca se perderiam de seus pokemon e nem faria sentido tentar rouba-los né? Equipe Rocket chora

Esse capítulo foi bem empolgante mesmo, já tô aqui mais ansioso do que nunca para os próximos.

Até lá =DD
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Re: The Faker

Mensagem por -Ice em Sab 8 Abr 2017 - 13:03

Slow oo/

Pra começar, eu me atrasei. De novo -q Eu acho que isso vai se tornar bem comum, e provavelmente só poderei comentar durante os fins de semana, com algumas prováveis exceções, como quartas.

Agora, falando sobre o capítulo, eu curti mesmo. Não enrolou como certas pessoas fazem (oi -q) para mostrar certos acontecimentos. Em um único capítulo, tivemos a inclusão de Sophie na equipe e o processo de aceitação dela, junto com uma missão perigosa para acabar com um grupo criminoso, algo que eu provavelmente faria em dois capítulos.

Eu também curti o nome Corroison, fez bastante sentido e ainda ficou bem elegante, de certo modo. A única coisa é que fica meio estranho eles serem um grupo monotype. Não que isso seja algo de outro mundo, mas sei lá, é como se fosse "vamos acabar com o governo, mas tomem cuidado para não utilizar um pokémon que não seja venenoso". Não é algo ruim, é legal para caracterizar a equipe, mas, sei lá, eu sou muito chato mesmo.

Foi interessante você mostrar que um grupo malvado poderia estragar os planos da Team Corroison, assim como as medidas drásticas que os anarquistas aceitaram tomar para acabar com a outra equipe, gostei mesmo. Talvez a equipe Rodent pudesse ser um pouco mais desenvolvida antes de vermos o seu fim, mas, como essa missão foi apenas para nos introduzir aos anarquistas e o seu método de operar, creio que você possa fazer isso futuramente.

As ilusões de Sakka me deixaram instigado. Tipo, elas são poderosíssimas, e me fizeram perguntar várias vezes qual o limite da Zorua nesse quesito. Seria interessante mais para frente você mostrar uma ilusão que ela talvez não consiga fazer, ou alguma que falhe e comprometa uma missão, seria demais.

É isso, tô curtindo o plot até agora e, apesar de meus atrasos, quero que saiba que estarei acompanhando e comentando sempre. Um grande abraço e até mais!
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Re: The Faker

Mensagem por Slow em Seg 17 Abr 2017 - 0:36

Eu prefiro pôr o que quero dizer após os comentários, então, vamos a eles:

Comentários:

@Brijudoca Hey cara o/
 
Sophie foi bem prática em mostrar como poderia ser útil para eles, mesmo sendo apenas uma criança e, como você bem disse, loucura de envolver uma criança em algo tão político.
 
Como toda habilidade, as ilusões tem limites e eu irei mostrá-los no decorrer da fic. Por enquanto, posso dizer que, no fim, são apenas ilusões e não podem violar a física.
 
Ilusões podem facilitar muita coisa para evitar confrontos tão diretos e eles souberam explorar isso bem, embora se coloquem em uma situação muito arriscada e que não aceita falhas.
 
Acredito que a sincronia dos Pokémon deram um ar profissional, também senti isso ao escrever, também era minha intenção e fico satisfeito que tenha conseguido :v. Como será que o governo vai reagir? Bom... tem esse cap aqui. Então, aqui para roubar os Pokémon é necessário roubar a Pokeball (como a chave de um carro). Agora que pensei na equipe Rocket do anime, eles são muito brasileiros e dão jeito pra tudo, na vida real, eles iriam empurrando o carro ou fazer aquele esquema nos fios como nos filmes -q. Curiosamente, geralmente o jeito que eles arranjam é perfeitamente combatido pelo destaque do ep. Eu odeio isso.
 
Desculpe por ter demorado mais que os outros para postar -q
 
Até mais o/
 
@-Ice Hey Ice o/
 
Oi -q. Isso podia ter material para dois capítulos mesmo, mas... não sei direito, preferi fazer assim.
 
Quando pensei no nome, notei o quão Corroison era uma palavra legal -q. O mono type foi da ideia inicial que tive, no conceito inicial de Levi, que depois deu origem a Corroison e a Betty também. No fim, talvez pode ter acabado como uma característica dispensável, mas eu mantive como essência. Eu jogo bastante monotype no Showdown, então sei que dá para se virar contra os “counter-types” com algumas estratégias. Além disso, não é bem uma restrição, como tem a Sakka, é mais uma “coisa em comum” que eles possuem, ou uma marca. Não é nem ser chato, fica um pouco menos realista isso, mas sei lá :v.
 
É, tipo, eu achei que essa era uma habilidade que pode ser muito explorada com a criatividade, mas muito limitada nos jogos para não prejudicar a mecânica. Então, inspirado no anime, quebrei praticamente todos os limites impostos e tenho que me virar para controlar isso com novos limites. Estou conseguindo me virar aqui, então acredito que a habilidade não prejudicará por ser “muito OP”, pelos meus planos.
 
É confortante saber que estão curtindo, já que eu tinha um pouco de medo pelo capítulo anterior e muito mais medo do radicalismo que dei no capítulo que segue... este é um ponto crucial da fic.
 
Até o/
 
Olhem... eu estou com um pouco de medo desse capítulo, se o que eu fiz vai ser aceitável -q. Desculpem a demora também, esse capítulo foi tenso, somado as coisas da escola atrapalhando um pouco. Eu quero arrumar o meu cronograma para 7 ou 15 dias, por favor, digam qual fica melhor para vocês também. Ah, eu coloquei uma “trilha sonora” aqui no começo. Eu atrasei algumas horas a postagem do capítulo procurando alguma que se encaixasse e, no fim, não sei direito se ficou boa ahusuha. Já que não faz nem 2 linhas que pedi algo para vocês, por favor, comentem sobre a escolha da música e, se possível, indiquem uma outra que encaixaria melhor. Eu vou caçar músicas para essas coisas até o próximo cap :3
 
 


 
Capítulo 04 - Sangue 
 
 
As pessoas passavam pela rua, aterrorizadas. As mães, sem informações sobre o ocorrido, colocavam a mão sobre os olhos de seus filhos para que não vissem a forte cena. O que há alguns minutos era uma grande luta que surgira repentinamente e chamara a atenção de muitos, agora era apenas um lugar de silêncio, olhos arregalados e surpresos. A polícia acabava de chegar, tarde demais, apenas para interditar o local.
 
As faixas listradas de amarelo e de preto isolavam o local do resto da cidade. A rua pavimentada estava coberta pelo líquido vermelho que escorria das poças sob corpos e corriam entre as brechas dos paralelepípedos que compunham o chão. Era sangue, de todos os corpos largados no chão, vivos ou não. Todos possuíam a mesma vestimenta: blusas pretas, estampadas com uma coroa em contato com veneno, agora manchadas com sangue.
 
Sophie era a única com consciência. Três anos haviam se passado, Sakka e Nagai haviam evoluído, toda a equipe estava bem mais forte que antes e, mesmo assim, todos estavam no chão. Tudo o que ouvia eram sons fracos de pessoas perguntando o que havia acontecido, com medo e espantadas. Tudo o que via com borrões e a visão escurecida eram as silhuetas de seus companheiros caídos. Tudo o que sentia era o chão úmido pelo sangue derramado, e o ódio dentro de si. Apenas um e todos caíram era a única coisa que ela tinha em mente.
 
As sirenes estavam se aproximando, com seu brilho oscilando na visão turva dela, seu som ecoando na mente, fraco, baixo. As ambulâncias haviam chegado, mas nem mesmo médicos podiam consertar tudo aquilo. Embora relutante em ceder, Sophie começou a perder os sentidos enquanto tudo ao redor perdia seu sentido. Sua vida ia se esvaindo pelos cortes em seu corpo, seria apenas mais um dos corpos vazios, largados e sem função. Sobrevoando o local, um helicóptero filmava toda a cena e transmitia na televisão, enquanto alguns repórteres faziam o trabalho por terra.
 
[...]
 
Sophie estava em um hospital, uma semana após o ocorrido. Como a maioria dos outros sobreviventes, cerca de metade da Team Corroison, recebeu sangue por meio de transfusão. Estava com bandagens pela coxa, barriga e na testa. Em vez da camisa preta, agora vestia uma roupa hospitalar esverdeada. As paredes eram verde-fantasma, o piso bege e o telhado branco, os tons claros passavam um ambiente relaxante, sem agressividade. As camas eram exatamente iguais, completamente brancas e com rodas nos “pés”.  Apenas um criado-mudo separava uma cama da outra.
 
Após ouvir o barulho do trinco da porta e o rangido dela se abrindo, Sophie viu o homem icônico entrar, reconhecia-o perfeitamente: era um de seus alvos, o rei Gerald II. Era um homem já velho, tinha uns 40 anos, com uma gigantesca barba loura, assim como seus cabelos longos e ondulados. Sua pele era tão branca que chegava a ficar facilmente vermelho. Por não ser uma ocasião cerimonial ou “de importância”, não estava usando sua coroa e trajava roupas comuns, com uma blusa social azul-claro abotoado e calça jeans.
 
Após ele, outro velho conhecido entrou. Era o delegado que estava tentando deter a Team Corroison há anos, Malcom. Era cerca de dez anos mais jovem que o homem ao seu lado. Tinha pele negra e sua cabeça era careca. Embora Sophie soubesse dessa última característica, ele tentava ocultá-la utilizando um chapéu preto onde quer que fosse. Em vão. Trajava um blazer preto aberto, que revelava um distintivo sobre a camisa branca e calça e sapato social.
 
Na imaginação de Sophie, os dois deveriam estar pulando de alegria, já que uma de suas grandes dores de cabeça fora eliminada. Mas, ao contrário disso, eles expressavam compaixão no rosto.
 
─ O líder de vocês está vivo? ─ Questionou o rei, com uma voz grossa e firme, com certo receio por uma pergunta tão direta, caso o líder estivesse morto.
─ Ai que está, velho ─ Levi tratou o rei informalmente e forçou um sorriso; era difícil sorrir naquela situação física e psicológica ─ a anarquia não tem líder. Mas eu e a senhorita ali que ficávamos à frente e fundamos isso.
 
O rapaz apontou para Betty, dormindo. “O velho” notou exatamente o que ele queria passar, ao referir-se a irmã formalmente como “senhorita”.
 
─ Se é assim, cara do moicano, gostaria de conversar em particular.
─ Agora eu gostei de você.
 
 O delegado ofereceu-se para ajudá-lo a descer da cama, mas Levi agradeceu e rejeitou a ajuda, descendo sozinho. Os três saíram da sala e foram conversar no corredor.
 
Sophie apenas observou a conversa, sem dizer nada, como seria de costume. Apenas aguardou curiosa para saber o que eles conversariam. Após alguns minutos, Gerald e Malcom foram embora e Levi retornou ao quarto, explicando aos companheiros. Tudo o que disse foi que os pecados da Corroison seriam perdoados, eles precisariam apenas realizar alguns trabalhos comunitários por algum tempo, como retirar as pichações que fizeram.
 
─ Uma força-tarefa que eles estavam preparando para nos deter irá se voltar contra “ele”. ─ Levi suspirou, prevendo a reação.
 
Ao ouvirem “ele”, todos no lugar imaginaram apenas um homem. Sophie estremeceu, sentindo o ódio e o aperto em seu coração.
 
Flashback

Sophie estava no chão, com arranhões pelo corpo e rasgões nas roupas. Uma fita de sangue era derramada a partir de sua boca e ainda mais sangue de um corte na cabeça, perto da sobrancelha. 

Em meio a um monte de corpos caídos, estava um homem em pé. De costas para Sophie, um homem loiro e bem arrumado olhava de perfil para todos os que estavam atrás dele. Seu cabelo, aparentemente molhado, era liso e, onde devia ter uma franja, abria para os dois lados. Carregava uma maleta prata e estava trajando um terno preto com gravata vermelha e sapato social. 

Ao lado dele, estava um Pokémon que ela nunca tinha visto antes. Era azul, com um gigantesco chifre em formato de cone, que chegava a ter praticamente o mesmo tamanho do resto do corpo. Nos membros, era como se tivesse duas esferas introduzidas em seu antebraço. O Pokémon estava de costas, apenas seguindo o seu treinador, quieto. 

─ O rei entendeu o nosso lado anarquista ─ Levi começou a falar, fazendo Sophie sair da profundidade de seus pensamentos ─ e eu entendi o lado dele também... a situação desse reino está mais tensa do que imaginávamos.
─ Explique-se ─ Betty disse, agora acordada, fitando seriamente seu irmão.
 
[...]
 
Sophie estava em seu quarto, sentada com as pernas cruzadas na cama forrada de preto, com um livro no colo. Um fio branco saia de seu bolso, dividia-se e chegava aos seus ouvidos como fones. Estava ouvindo músicas por ele enquanto lia seu livro de biologia, estudando para uma prova de genética. Ela estava achando tudo aquilo meio confuso, mas, ainda assim, insistia em prosseguir.
 
“Com tal método, cientistas conseguiram transformar um Sewaddle, naturalmente Bug/Grass Type, em um Bug/Fire Type”.
 
Ela parou de ler, olhando a página com os olhos semicerrados, perguntando-se se aquilo era sério mesmo. Fechou violentamente o livro e levantou-se da cama. Isso ai já é história de pescador, não dá pra mim resmungou mentalmente, enquanto abria a porta e foi até a cozinha para pegar um copo d’água e relaxar um pouco a mente.  Ao chegar, encontrou os irmãos discutindo.
 
─ Não basta ter visto seu pai morrer por isso não? ─ Betty tinha os punhos cerrados e franzia o cenho com o olhar fixo em Levi, que estava com um cigarro recém-acendido na boca.
 
Eles notaram a chegada de Sophie e pararam a discussão, relaxando os ânimos.
 
─ Sophie, volta para o quarto. ─ Levi mandou.
─ Não ─ a garota disse seca e passou direto, até a geladeira ─ quer dizer, acho que a música está bem alta nos meus ouvidos aqui, o que vocês disseram?
 
Ela retirou uma garrafa de água da geladeira, pegou um copo no armário, pôs água nele e rapidamente bebeu. Ao sair, deu um tapinha no ombro de Levi.
 
─ Só espero que você não morra estragado por dentro...
 
Sophie olhou para o canto da parede e contorceu o lábio, quase tentando disfarçar a tristeza em imaginar isso. Vê-la assim tocou Levi. A garota saiu do cômodo e voltou para o quarto, para tentar entender alguma lógica de genética.
 
[...]
 
O velho galpão abandonado continuava em ruínas. Embora um pouco mais acabado do que era há alguns anos, não tinha muito o que ser conservado, portanto não eram notáveis as diferenças. Talvez uma telha tenha caído, ou uma caixa tenha quebrado. Era nesse ambiente, que tinha acompanhado a Team Corroison por alguns longos anos, que eles estavam reunidos novamente.
 
Alguns dos sobreviventes já não estavam mais presentes no grupo, restando apenas cerca de dez pessoas. Obviamente, três delas eram Levi, Betty e Sophie. Levi estava encostado em uma pilastra, Betty sentada em uma caixa de madeira e Sophie sentada no chão com as pernas esticadas, mas encostada na mesma caixa que Betty estava. Sakka estava deitada ao lado da treinadora, encostada enquanto tinha seu longo pelo, semelhante a cabelos, acariciado pela garota. Os outros estavam dispostos ao redor, de modo que se formasse um círculo.
 
─ Então, vamos ser diretos ─ Levi se pronunciou ─ ainda há algum propósito em nos manter? Não estou a fim de destruir essa ilha fudida com um golpe de estado e me fuder junto.
─ Se bem que quase não fomos isso, na prática ─ comentou um cabeça raspada, com o que restava do cabelo tingido de roxo. ─ o que acham de ir atrás... ─ ele vacilou e tremeu por um momento ─ dele?
 
Um silêncio se fez por alguns segundos e todos pararam. Betty suspirou de cabeça baixa.
 
─ Fala sério, vocês ainda acham que tem coragem para isso? ─ Ela levantou a cabeça, encarando o nada ─ ele nos derrubou no nosso auge.
─ Ainda não consigo confiar no Geraldinho como vocês ─ disse outro, um com o cabelo negro radicalizado, longo e de fios grossos com uma franja que cobria totalmente o olho direito. Também usava um piercing no nariz ─ não vai dizer nada, pequena?
 
“Pequena” era como ele se referia a Sophie, a mais nova em idade do grupo. A garota apenas acariciava os pelos de sua Zoroark, até ter sido citada e pausar a carícia. Ela fixou o olhar no único olho exposto do homem e sorriu de canto.
 
─ Não importa o que você decidirem, eu já me decidi. ─ retornou a alisar Sakka, que estava sem dizer nada, deixando tudo por conta da garota e aproveitando o mimo.
─ Podemos saber o que decidiu?
─ Vou aproveitar a calmaria do resto desse ano morto, acabar a escola e depois... ─ ela deu uma breve pausa, procurando a melhor forma de dizer ─ chutar a bunda de uns caras maus.
─ Você quer dizer... ─ o homem arregalou seu olho.
 
Todos os outros tiveram a mesma reação, surpresos. Além disso, Betty foi tomada por uma grande preocupação com a garota e estava procurando algo para dizer, talvez impedi-la.
 
Está decidido... ─ Sakka finalmente disse, mas apenas na mente de Sophie, Betty e Levi, que também se preocupou, embora não demonstrasse tanto. A raposa estava de olhos fechados, mas sorrindo.
─ Bom... acredito que aqui é o fim ─ Levi retomou, com tranquilidade ─  cada um pode continuar com seus projetos, continuaremos sendo todos bons amigos e quem sabe alguns até não se ajudam nos seus planos, até quem quer derrubar o rei...
─ Peguei a indireta. ─ o homem de cabelos longos serviu perfeitamente na carapuça.
─ ...ou cometer suicídio atrás dele.
 
O de cabeça raspada ficou calado, apenas olhando para o chão. Mas também serviu em Sophie. Ela pretendia pegar alguns “peixes pequenos” até melhorar o suficiente para pegar o “maior peixe”, seu principal alvo. A garota estava ansiosa para terminar o ano escolar, pois finalmente tinha feito uma decisão que provavelmente mudaria completamente sua vida.
 
Eles se despediram e voltaram para suas casas, ou seja lá onde fosse que cada um morasse. Sophie estava na moto com Levi, na traseira, pensando. Se o rei está com problemas externos, eu me intrometo nos internos.
 
[...]
 
Kunishima estava em um estado frágil. Por fora e bem ao seu lado, atravessando o mar, estava um grande imperador em constante tensão com o rei, pois pretendia conquistar o reino e transformar em uma colônia, extensão de seu grande império.
 
Por dentro, várias organizações e grupos criminosos estavam se formando, fragilizando a segurança. Até mesmo a “Team Corroison” era vista como uma organização criminosa, mas, na prática, ajudava o governo a conter um pouco desse crescimento, pois vivia arrumando confusão com as outras, sem tempo para exercer seus princípios anarquistas que ameaçariam o regime. Por isso, o rei acabara deixando-a por um longo período por baixo dos panos, deixando que Malcom tentasse contê-los. Apenas tratou de criar uma força pessoal para protegê-lo caso resolvessem tentar algum golpe, teoricamente sendo “desenvolvida especialmente para atacá-los posteriormente”, sem dar sinais por três anos.
 
Era de se esperar uma grande insatisfação popular com todos esses fatores. Porém, Gerald II e seu povo eram patriotas e estavam dispostos a dar a vida pelo reino. O rei era transparente e carismático, discursava constantemente. A ilha devia a ele por conseguir resistir por tanto tempo ao império e transmitia confiança ao dizer em seus discursos como pretendia resolver os problemas, e como estava tentando.
 

A destruição da Team Corroison foi um símbolo utilizado pela mídia para a insegurança. Não exatamente por ser o que eram, mas pelas fortes imagens dos mortos e feridos. Foi um momento de fragilidade do rei e ele tinha que resolver, ou mostrar que estava tentando. Nem isso abalou consideravelmente a confiança no rei. A anarquia não sobreviveria com uma nação que ama tão cegamente seu líder, nem com a constante ameaça imperialista, nem com os criminosos.




Para mim, esse capítulo foi um golpe muito radical no fluxo da fic, mas necessário. Bom, acho que eu já falei o suficiente lá no começo, então... até o próximo o/
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Re: The Faker

Mensagem por Black~ em Seg 17 Abr 2017 - 15:50

Bom, vamos lá.

Bem, vou fazer um comentário mais geral mesmo e tenta falar sobre esse último capítulo.

Primeiramente devo dizer que gostei bastante da ideia da fic, apesar de essa só ter sido praticamente revelada nos dois últimos capítulos. Mas, de toda forma, achei bem diferente o fato de começar a história com uma protagonista de 8 anos e que aparentemente terá 11 na história de fato. Agora, falando do que vi nesse último capítulo, eu imagino que a fic seja a jornada da Sophie em busca de matar o rei, talvez; se for isso, será muito legal. Além do mais, eu gostei de todo esse envolvimento com política na história da fic, rei, monarquia e o principal, os anarquistas, sério, achei muito bom, mas eu não gostei muito de eles terem pokémons venenosos, sei lá, isso é meio que um estereótipo pra mim, que "ah, caras maus usam pokémon de veneno e dark", mas enfim, só uma opinião minha mesmo.

Esse Zorua eu achei simplesmente impecável. Tanto que cheguei até a questionar a capacidade dele de ser tão bom, já que naquela missão deles ele fez tudo aquilo e por um longo período de tempo, mas enfim, imagino que você queira fazer da Sakka um Zorua diferente, apesar de ser parecido com os outros. E agora como Zoroark, imagino que ela fará mais estragos.

Bem, esse capítulo foi bem diferente dos outros, pois aparentemente teve mais ação, apesar de ainda a fic não ter "pegado no tranco" de verdade. De toda forma, curti bastante e gostei da reação da Sophie, e como disse, imagino que ela sairá atrás do rei, antes matando outras pessoas. Talvez você misture ginásios nisso, não sei, estou apenas especulando -q.

Eu realmente não entendi o que de fato passou entre o rei e o Levi. Ele me parecia o mais determinado a acabar com o rei e de repente ele tem até conversa privada com o homem? Eu entendi a parte que o rei está sofrendo com o império tentando colonizá-los (aliás, curti bastante isso), mas não entendi a relação dos Corroison com a manutenção do rei no poder; talvez eu tenha lido errado alguma parte, mas enfim. Bem, o que me deixou curioso foi o tal do "ele", imagino que seja o rei, mas pelo visto pode ser outra pessoa. Mas é o que eu quero dizer, ficou um pouco confuso se eles ainda querem matar o rei ou se só a Sophie quer, ou se ninguém quer, enfim. Talvez isso possa ser melhor explicado nos outros capítulos.

Aliás, curti a referência que você fez à fic do Ice. Estou há vários capítulos atrasados, mas eu me lembro do capítulo que tinha aquele Sewaddle que era de fogo/inseto, achei até engraçado a reação da Sophie também. Aliás, estou gostando do humor da fic, você coloca algumas cenas bem sutis, mas que são engraçadas. Aliás², curti também aquela quebra da quarta parede que teve em um capítulo.

Enfim, foi um comentário bem lixão, mas no próximo capítulo eu faço melhor (eu tinha lido os dois primeiros capítulos ontem e estava terminando o terceiro, mas você postou o quarto, aí ficou foda kk), mas enfim.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: The Faker

Mensagem por Brijudoca em Ter 18 Abr 2017 - 16:35

Wasuup Slow =D

Realmente esse capítulo foi bem drástico mas eu gostei bastante do resultado viu. Todo esse mistério sobre o ocorrido no início do capítulo mais o banho de sangue deu um ar bem mais sombrio pra fic.

Fiquei chocado que o Team Corroison teve um fim tão trágico. Levando em conta que eles irritavam tanto o governo quanto as organizações criminosas, imaginei que logo eles seriam confrontados.

Achei que faltou um pouco de aprofundamento na parte da Sophie. Sei lá, passaram se três anos, seus pokemon evoluiram, logo, eu esperava algumas mudanças em sua personalidade ou entender como a cabeça dela está no momento, mas nada que não possa ser desenvolvido posteriormente, só fiquei intrigado mesmo.

Também achei BEM estranho o rei "aceitar o anarquismo". Quer dizer, para todos os efeitos eles são criminosos que inclusive matam pra alcançar seus objetivos, sendo claramente perigosos, e o rei vai lá e deixa eles de boa? Sei não viu, ou o rei tá tramando algo ou o Levi não contou q história completa, pois não acho que só por eles se safariam só por ajudar a conter as outras organizações.

A referência ao Beedle foi ótima, bom ver que mesmo em capítulos mais tensos você consegue me fazer esboçar um sorriso hajsjsh coitada da Sophie que tem só onze anos e já ta tentando entender as loucuras que envolvem a genética -q Acredito que após os eventos desse capítulo o tom da fic deve dar uma alterada, mas ainda assim espero ver esses momentos de humor com frequência.

Agora tô bem curioso com o rumo que a estória vai tomar. Gostei muito das suas explicações sobre a política da região e imagino que você irá aprofundar ainda mais nesse assunto no futuro. Chuto também que deve rolar mais um (ou mais) time skip e espero ver mais de como será a personalidade da Sophie adolescente e da Sakka que deve estar com os poderes ilusórios mais bolados do que nunca agora como Zoroark.

Quanto a frequência, como leitor eu sempre vou gostar de ler mais capítulos haaish mas não adianta exigir de você manter 7 dias se não for algonviável. Prezo mais do que nunca pela qualidade, e a pressão de escrever pra lançar nas datas estipuladas pode não ser saudável se você não estiver organizado pra isso. Então... siga o seu coração =p

Até a próxima o/
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Re: The Faker

Mensagem por Rush em Qui 20 Abr 2017 - 14:57

Slow! o/

Desculpe-me a imensa demora para comentar, acabei me esquecendo profundamente em meio as tentativas frustradas em escrever um capítulo novo para minha fic e, ao menos tentar, escrever um bom capítulo para o projeto da fic de Dragon Ball.

No entanto, perdi apenas dois capítulos, consegui lê-los rapidamente. É até legal ler capítulos em maratona para você pegar todas as informações ainda frescas e entender o desenrolar da história. Porém, com os grandes time-skips entre cada capítulo - achei isso sensacional, pra ser honesto -, é legal ver que cada capítulo simbolizou uma fase na vida de Sophie.

No penúltimo capítulo eu gostei bastante como você abordou o esquema do crime organizado, querendo ou não, a time Corroison é uma equipe criminosa. Extinguiram a Team Rodent ao executar o seu líder, mas a forma em que isso aconteceu foi bem dinâmica e estratégica, eu simplesmente adorei. Você deixou a entender que os outros integrantes - tirando o loiro azaro que foi pego no trote de Sophie - foram poupados, mas tive uma impressão que o Weezing e os Pokémons de Betty acabaram ficando para trás pra limpar as sobras.

Fiquei um pouco chateado com este último capítulo ao ver que a organização durou um pouco mais de três anos. O loiro misterioso com o Mega Heracross dizimou a equipe facilmente pelo visto. Achei bem interessante em como todos o retrataram assustados como um "pesadelo terrível", mostrando que este será provavelmente um dos antagonistas mais marcantes que irão surgir.

Eu entendi o Rei. Por mais que o time Corroison fosse um grupo de anarquistas querendo derrubar a coroa, eles estavam lidando com outras equipes criminosas por ele, querendo ou não. O Rei estava os usando, permitindo que existissem desde que não passassem dos limites. Pelo visto, o loiro misterioso não foi ao seu comando, mostrando até mesmo empatia pelos anarquistas. Agora me pergunto o que ele disse para Levi para fazê-lo querer desistir de seus princípios.

Achei um pouco desperdício evoluir a Sakka em um time-skip. Claro, você pode descrever isso em um flashback, mas de qualquer forma, estava tão acostumada com sua figura caricata de uma Zorua arteira que conversa por telepatia que penso em uma possibilidade de desperdício em aproveitar essa fase. No entanto, não irei julgar a forma que você conduz sua Fan Fic.

Ah, eu adorei a forma que você retratou os ataques dos Pokémons como forma de estratégia para se infiltrar na base dos ratinhos lá. Até agora não tivemos nenhuma batalha detalhada, mas o Glare, Smokescreen e até mesmo o Bind foram bem trabalhados. Gostei bastante. Pensei por um instante que Ratão seria morto pelas serpentes numa morte agonizante, mas Levi mostrou-se um bom samaritano o executando de forma indolor.

Gostei da referência ao projeto Re-Type, história de pescador, heheh. O ponto que você destacou que Sophie está terminando a escola também me agradou bastante. O ambiente escolar é algo que me agrada MUITO, acho que seria super interessante você fazer um capítulo retratando este local em um dia cotidiano da protagonista.

É isso meu amigo, desculpe-me novamente pelo atraso, saiba que estou adorando a Fan Fiction!

Um abraço, até mais!
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Re: The Faker

Mensagem por -Ice em Qui 20 Abr 2017 - 21:20

Slow o/

Pra começar, eu queria falar da abertura. Primeiramente, fico feliz que também tenha colocado música na fanfic e talz, sempre dá um ar mais emocionante. A única coisa é que eu achei que essa música não combinou com o clima da fic :/ Se você quer uma dica, eu acho que uma música que se encaixa perfeitamente com toda essa premissa anarquista/venenosa é a segunda abertura de Death Note, depois dá uma pesquisada.

Agora, vamos ao capítulo ^^
Eu não sei porque, mas tive a impressão de que esse foi bem mais curto do que os outros, talvez tenha sido mesmo, ou foi só impressão mesmo. Porém, é inegável que esse foi um dos melhores e talvez até o melhor até agora.

Ele começou de uma maneira bem misteriosa, e eu fiquei bastante surpreso pelo time skip e tal, três anos realmente é muito tempo, e muita coisa aconteceu. A única coisa é que eu achei meio seco, sabe? Tipo, foi dito "passaram-se três anos, os pokémon evoluíram e agora...", acredito que tenha faltado um pouco mais de aprofundamento nesse quesito. Ainda está difícil de imaginar a Sakka como uma Zoroark, mas creio que seja uma questão de tempo.

Eu fiquei durante muito tempo pensando sobre qual seria o pokémon azul com um chifre em formato de cone e não me toquei, só fui me ligar que era um Mega Heracross quando o Rush disse -q De todo modo, ficou um grande mistério aí, estou ansioso ^^

Uma das coisas que eu mais gostei e que fez com que esse capítulo se tornasse tão especial foi o modo como você tratou a política na fic. O rei estar sendo ameaçado por um imperador que quer expandir o seu império foi uma sacada genial e que agregou muito valor à história. Também gostei de ver como o rei foi inteligente de ter usado a equipe Corroison para conter a criminalidade. Muito bem bolado, Slow.

O Levi realmente me deixou com algumas pulgas atrás da orelha. Me pergunto o que aconteceu para o cara aceitar tão facilmente a monarquia e o rei aceitar a anarquia desse jeito. Quer dizer, para o rei até faz sentido, porque a equipe Corroison foi útil para ele durante bastante tempo, agora para o Levi... me pergunto se vai rolar um backstab aí.

Enfim cara, quero que saiba que estou curtindo MUITO a fanfic, você está enriquecendo cada vez mais a história e cada vez mais eu me surpreendo. É isso, não desista, um abraço e até mais o/

Spoiler:

“Com tal método, cientistas conseguiram transformar um Sewaddle, naturalmente Bug/Grass Type, em um Bug/Fire Type”.

Ela parou de ler, olhando a página com os olhos semicerrados, perguntando-se se aquilo era sério mesmo. Fechou violentamente o livro e levantou-se da cama. Isso ai já é história de pescador, não dá pra mim.

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Re: The Faker

Mensagem por Slow em Dom 30 Abr 2017 - 21:30

Hey pessoal o/

Bom, estou algumas horas mais atrasado do que deveria por causa do lag da internet, mas não é o suficiente para me impedir de postá-lo. Eu não lembro bem, mas acho que esse foi o primeiro capítulo que passou de 3k de palavras. Ou não, sei lá. Vamos aos:

(pelo menos aqui o Spoiler bugou de uma forma muito estranha .-.)

Comentários:
@~Black (em negrito, lol) E ai Black o/

Deixarei aqui as minhas "boas-vindas novamente" com apenas 14 dias de atraso, que é quando estou escrevendo isso. Aliás, é só eu que respondo previamente os comentários? -q, enfim, fico feliz que esteja de volta, você me ajudou bastante a evoluir com a outra fanfic e espero que continue a ajudar com essa :v

Talvez eu ainda nem tenha passado toda a ideia da fanfic, falta alguns detalhes importantes ainda. Bom, eu não lembro se já disse isso por aqui ou se pensei em dizer ao ler o seu comentário (essa sensação é muito louca o.O), mas eles meio que foram criados "do esteriótipo para o personagem" e não "personagem que acabou caindo em esteriótipo". Isso foi a raiz deles, mas também não era tão necessário assim, acho que eu simplesmente gostei disso e mantive.

Por coincidência, este capítulo é meio que focado nisso dela ser "tão boa" (título sugestivo). Não sei o que posso dizer sobre sem dar spoiler, mas este capítulo não esclarece 100% desse fato, ainda terão coisas exploradas mais pra frente disso.

Agora que disse, embora não tenha sido a principal inspiração, terá algo futuramente que poderá lembrar os ginásios, mas, como dito na sinopse, eu alterei totalmente a liga, desde o treinador iniciante até os... chefes dela.

Deixa eu tentar explicar isso, pelo menos como funcionou na minha cabeça. Eles eram anarquistas e só essa ideia já prejudicava muita gente do crime, que se voltavam contra eles, ocupando-os. Eles estavam bem fortes e confrontando esses caras, derrubando alguns e assim ajudando o reino nessa luta (mesmo que não fosse o principal objetivo). O Levi desanimou da anarquia após ver tantos companheiros morrerem, com uma ajudinha da conversa também nisso. Sabendo disso e pela "ajuda" que ele teve da Corroison por esse tempo, ele deixou o caso "pra lá", já que imaginou que nenhum tentará a anarquia novamente. Vamos ver se imaginou certo.

Eu não pude deixar de mandar essa referência quando tive a ideia, foi uma boa oportunidade :v

Imaginei que estivesse lendo ao te ver se ativando pelo fórum novamente, mas eu já estava "atrasado" com o cap (embora não tenha feito cronograma) e ai postei.

Até o/

@Brijudoca Hey Bri o/

É, o capítulo foi bem sombrio mesmo, acho que era dessa parte que eu tive medo, mas o resultado do feedback de vocês já me deixou bem mais tranquilo. 

Realmente mostrei pouco dela no capítulo passado, nesse talvez você consiga ver melhor como está a personalidade dela, mas sinceramente eu acho que não mudou taanta coisa -q.

Não vou desmentir nenhuma das suas teorias, hehe. Mas, por enquanto, é como eu disse ao Black: "Deixa eu tentar explicar isso, pelo menos como funcionou na minha cabeça. [...] O Levi desanimou da anarquia após ver tantos companheiros morrerem, com uma ajudinha da conversa também nisso. Sabendo disso e pela "ajuda" que ele teve da Corroison por esse tempo, ele deixou o caso "pra lá", já que imaginou que nenhum tentará a anarquia novamente. Vamos ver se imaginou certo".

É, você verá estes momentos de humor com frequência. O pior de tudo é que eu nunca planejei botar humor na fic e não planejo isso para nenhum cap, simplesmente aparece enquanto eu escrevo aheuhaeuh. A referência ao Beedle até que já tinha sido planejada, mas não para agora.

Verá um pedacinho dos poderes ilusórios dessa raposa OP agora, espero que goste.

Até mais o/

@Rush  Hey Rush o/

[Em OFF aqui, quando lembrei de entrar no Skype, gostei bastante da sua ideia pra fic de DBZ e espero ansiosamente por ela :v]

Eles realmente ficaram para trás para limpar as sobras, mas eu quis deixar o "quantas sobras" no ar, há várias variáveis do que pode ter acontecido lá.

O "Ele" ainda não aparecerá tão cedo ainda (na verdade depende do quanto você acha que é cedo), mas será realmente bem marcante. O tenso sobre esse cara é que, na primeira versão do capítulo, eu tinha dito o nome dele. Ai reescrevi e não encaixei isso, acabou que ele ficou bem mais misterioso do que devia, mas ficou legal auhsiheuhsahsuhs.

Nisso eu realmente pequei, mas não por ter deixado passar. Eu precisava desse timeskip, ou a estória andaria muito devagar e monótona. E ai eu pensei que "eles passaram 3 anos em meio a um ambiente de confronto, acho que é muito 'xp' para evoluírem". E também ficaria estranho, para mim pelo menos, não evoluir nesses 3 anos e evoluir mais tarde. Fora isso, na ideia inicial a Sakka era uma Zoroark, então eu "engoli" fácil demais isso e acabei realmente deixando passar qualquer coisa mais que "ela evoluiu", desculpem o desperdício -q (mas também está ligado aos pontos anteriores).

Cara, as batalhas detalhadas tão demorando mesmo hein auhehaueuh. Mas eu não quero botar um Youngster aqui no meio só para ter alguma batalha sem um real significado, então, vamos ver como vai indo. É bem provável que eu acabe concentrando nisso em alguns capítulos até.

Esse trocadilho de história de pescador foi a primeira coisa que eu pensei ao imaginar a cena uheahueuh. Vou confessar aqui que não estava nos meus planos, mas você pedir para eu retratá-la no ambiente escolar me deu uma boa ideia, vamos ver como eu desenvolvo ela. Só não irei confirmar porque, até eu postar o capítulo, não há nada certo sobre ele. O capítulo cinco era inicialmente quilômetros mais adiantado, mas eu perderia muita coisa se fizesse como era, portanto, nada do "5.2" tem a ver com o "5.1".

Bom, até a próxima o/

@-Ice Hey Ice o/

Sobre a música, ela não era a abertura, era apenas um tema de uma cena, que coincidentemente foi a inicial. Eu queria algo calmo para aquela parte, pois algo agitado iria ficar bem wtf com a cena mais "dark", para mim.

Se foi impressão ou não, nem eu sei. Eu até viajei antes de postar na pré-visualização, que ele parecia maior indo de baixo pra cima do que o contrário '-'. Eu faço as respostas no word, antes do capítulo, então na maioria das vezes não sei quantas palavras deram. Esse aqui eu lembro que foi pouco mais de 3k.

Realmente ficou seco, como eu disse pro Rush, "nisso eu realmente pequei, mas não por ter deixado passar. Eu precisava desse timeskip, ou a estória andaria muito devagar e monótona. E ai eu pensei que "eles passaram 3 anos em meio a um ambiente de confronto, acho que é muito 'xp' para evoluírem". E também ficaria estranho, para mim pelo menos, não evoluir nesses 3 anos e evoluir mais tarde. Fora isso, na ideia inicial a Sakka era uma Zoroark, então eu "engoli" fácil demais isso e acabei realmente deixando passar qualquer coisa mais que "ela evoluiu", desculpem o desperdício -q (mas também está ligado aos pontos anteriores)".

Saber o Pokémon não era muito importante, por isso eu deixei bem vago propositalmente, mas talvez o Mega-Heracross seja o único dos 800 e tantos que tenha esses troços nos braços -q.

Bom, eu também não vou desmentir o que você disse, mas, como dito ao Black e ao Brijudoca:
"Deixa eu tentar explicar isso, pelo menos como funcionou na minha cabeça. [...] O Levi desanimou da anarquia após ver tantos companheiros morrerem, com uma ajudinha da conversa também nisso".

Até o/



Capítulo 05 - Ilusão Perfeita

As árvores eram enormes, como na maioria das florestas de Kunishima. Gigantescos e grossos troncos centenários de madeira bruta erguiam-se ao céu, forrando o lugar com um telhado de folhas, que deixavam apenas alguns raios de luz solitários atravessarem e atingirem o solo, dando certa iluminação para o lugar.
 
Um pequeno Caterpie rastejava na terra por entre a grama e as folhas caídas, procurando faminto por comida. Avistou uma Berry suculenta no chão, sobre um amontoado de folhas, sendo iluminada por uma clareira que escapava por entre as folhas das árvores como uma espécie de holofote natural. Ela estava levemente amassada, mas não parecia nem um pouco descartável, ainda mais com a fome que a minhoquinha verde estava sentindo. Feliz, começou a se arrastar para finalmente comer.
 
Contudo, a poucos centímetros do seu alvo,“pisou” em falso de alguma forma entre as folhas e escorregou para um pequeno buraco que havia abaixo, fechando os olhos pelo susto durante a curta queda. Colidiu com o fundo dele, mas sem ter danos consideráveis. Ele abriu os olhos e olhou para cima, conseguia ver ainda algumas folhas, onde provavelmente estava a fruta, logo acima delas. Sua visão estava limitada, mas ele ouviu um grito de “Finalmente!” vindo de fora do buraco. Ouviu também algumas folhas sendo quebradas por passos e começou a se encolher a notar que estavam cada vez mais próximos.
 
As folhas que cobriam o buraco simplesmente sumiram, junto com a Berry, deixando-o desapontado. Sem elas atrapalhando o campo de visão, uma garota de cabelos prateados surgiu nele, fazendo a pobre minhoca assustada encolher ainda mais. Ela pôs a mão lá e retirou o bichinho de dentro, segurando-o gentilmente com a palma das mãos unidas, em frente ao rosto.
 
─ Desculpa por isso ─ Sophie sorriu simpaticamente, tentando tranquiliza-lo um pouco.
 
Funcionou por alguns segundos, até ele olhar sobre o ombro da garota e ver uma raposa negra e bípede, finalmente desmaiando de susto.
 
[...]
                                                                                 
O Caterpie acordou após alguns minutos. Sophie estava encostada em uma árvore, com um caderno em mãos e a minhoca no colo. Ao seu lado direito, Sakka estava deitada na grama fofa e viu o pequenino acordar, encarando-o com um sorriso assustador com exatamente esta intenção. Ele se jogou contra a barriga da menina, fazendo-a notar que ele estava acordado e que sua raposa estava aprontando.
 
─ Sakka, para! Ta assustando ele. ─ Sophie largou o caderno ao seu lado e segurou a minhoca com um braço, enrolando-a em forma de proteção, enquanto mostrava a palma aberta da outra mão para afastar a raposa.
Isso só funciona na “Dora, a Aventureira”.
 
A garota não se moveu, apenas franziu o cenho.
 
Ta bom, ta bom... ─ A raposa suspirou, se rendendo ─ Relaxa ai carinha, insetos não parecem gostosos pra mim.
 
Sophie voltou para a sua posição inicial, com as pernas esticadas e pôs cuidadosamente o Caterpie novamente em seu colo, que já estava bem mais tranquilo. Ela virou-se para a esquerda, onde estava a sua bolsa marrom. Abriu e revirou por poucos segundos lá dentro, retirando uma Berry idêntica a qual a minhoca tinha encontrado mais cedo. Sophie entregou a fruta para ele com o mesmo sorriso simpático de antes e ele começou a comer alegremente.
 
A garota pegou novamente seu caderno, observando suas anotações, também feliz por finalmente ter dado certo após tantas tentativas. Algumas considerações estavam escritas em forma de tópicos.
 

Armadilha: Folhas sobre buraco
Isca: Berry
Alvo Capturado: Caterpie medroso (e fofo)
 

  • Isca oculta, sem destaque. Solução: Local iluminado.
  • Cheiro de mim e da Sakka afastando por medo. Solução: Ficar alguns metros de distância, mas com boa visibilidade da armadilha.
  • Desconfiança demais da perfeição excessiva da Berry. Solução: amassos para fingir que ela tinha caído de uma árvore, mas não o suficiente para parecer estragada.
  • Falta de cheiro da isca. Solução (ou quase): Berry naturalmente com cheiro discreto.

 
Sophie encarou bem para a sua quase solução. Sakka ainda não conseguia reproduzir odores, pois suas ilusões sempre foram somente visuais. Nem mesmo tinha certeza se algum dia iria conseguir. Na cidade, contra bandidos, raramente suas ilusões precisavam disso, mas alguns Pokémon tem alguns sentidos mais apurados do que os humanos. O Caterpie estava faminto e por isso não parou para sentir este detalhe, mas alguns antes dele conseguiram escapar da armadilha por isso.
 
Ela suspirou e virou a página. No verso da anterior havia dois desenhos: um rascunho do que seria a armadilha, com um buraco a alguns metros de uma árvore desenhados com grafite e a isca e as folhas ao seu redor desenhado em vermelho, indicando a ilusão. Mais abaixo, um desenho detalhado da isca, com grafite em tons de cinza, para que pudesse estudar sombra e luz na ilusão, para que o feixe de luz que destacava não tirasse a aparência realística. Criar ilusões é como desenhar na realidade, foi o que Sakka havia dito há muito, quando a garotinha tinha lhe pedido para descrever, curiosa.
 
Seus olhos passaram para a próxima página, em branco. Sophie observou a natureza ao seu redor, em busca de uma nova armadilha para treinar. Quase todos os dias ela ia para a floresta ou algum outro lugar que não causasse problemas para aperfeiçoar livremente as ilusões de Sakka. Viu as folhas das grandes árvores balançando e alguns Pidgeys acomodados nelas e isso lhe deu uma ideia. Retirou uma caneta do bolso e escreveu como título “Armadilha: Galho Falso”. Ela viu o Caterpie dormindo em seu colo, após ter terminado a sua fruta, dando a garota outra ideia. “Isca: Caterpie de mentira”. Fechou o caderno e guardou em sua bolsa, colocando-a do ombro até a cintura com a alça transversal. Pegou a minhoca sem acordá-la, com os braços entrelaçados.
 
Ela andou a procura de uma árvore não muito alta. Haviam muitas folhas e galhos secos no chão, seus passos barulhentos alertavam os Pokémon de que havia algo ou alguém ali. Uns curiosos apareciam, outros medrosos fugiam, mas nenhum causava problemas. Foi razoavelmente difícil em meio a tantas plantas centenárias, mas finalmente encontrou uma.
 
─ Vai ser ali ─ ela apontou para um galho mais externo da planta, que ficava exposto por isso. ─ Tem certeza que ficar aqui não vai atrapalhar?
 
Elas estavam a poucos metros da árvore, sem qualquer tipo de disfarce.
 
Esses passarinhos são descuidados e acham que não precisam se preocupar com chão por conseguirem voar.
─ Tudo bem, então podemos começar?
Só preciso de uma coisa antes ─ Sakka sorriu maliciosamente, observando o Caterpie ─ saber como um Caterpie se comportaria ao ver um predador.
─ Sakka! ─ Sophie gritou nervosa com sua raposa, acordando o bicho em seus braços ─ você já fez isso com ele mais cedo.
Ah, é verdade, né?
 
Sakka fingiu que tinha esquecido. Para alguém tão acostumada a iludir, ela não conseguiu disfarçar muito bem o desapontamento por perder uma oportunidade de assustar a minhoca. Sophie pôs a criaturinha inocente no chão e retirou uma esfera vermelha e branca do bolso, mostrando-a.
 
─ Você... se importa de entrar aqui? ─ apontou a esfera para o Caterpie.
 
Não queria que ele visse um Pokémon falso da mesma espécie em apuros apenas para ficar assustado, mas talvez Sakka gostasse da ideia. A minhoca confiou e assentiu, então Sophie tocou a esfera gentilmente na testa dela. A esfera transformou o Caterpie em uma luz vermelha e o absorveu. Moveu-se um pouco na mão da garota, mas, por fim, parou, sinalizando a captura.
 
Vamos começar então.
 
Sakka fixou o olhar no galho. Ele cresceu cerca de o dobro do tamanho e uma minhoca verde surgiu repentinamente no final, comendo algumas folhinhas. Uma desvantagem estranha da maioria dos Pokémon aos humanos é que a maioria não chegava a desconfiar de coisas óbvias, como uma Berry destacada por uma luz como holofote ou um Caterpie dando sopa em um galho completamente exposto por poucas folhas em uma árvore cheia delas.
 
A dupla sentou-se e esperou. Sophie acariciou o “cabelo” da raposa, que adorava isso, e aproveitou para acomodar sua cabeça no ombro de Sakka.
 
─ Que raposinha ciumenta você é, hein? ─ A garota deu uma risada discreta. ─ Você é fofa também.
 
Sakka ficou com vergonha e olhou para o lado oposto ao da treinadora por alguns segundos. Aquilo atrapalhou um pouco a sua concentração e a ilusão falhou em um tempo equivalente a um piscar de olhos, nada que atrapalhasse muito gravemente. Sophie sabia que, talvez sem perceber, a raposa tentava assustar o pobre Caterpie por notar que sua treinadora estava sendo muito carinhosa com ele. Apesar de incrivelmente inteligente, ainda tinha seu lado muito instintivo de Pokémon. Sophie até escreveu “e fofo” propositalmente no caderno para provocá-la.
 
O vento balançava as folhas das árvores e trazia o aroma de flores, frutas e grama. Alguns Pokémon passavam perto, por terra, mas não se aproximavam. Zoroark era uma espécie estranha demais ali para que algum se arriscasse a atacar sem sentido. Elas passaram muitos minutos, ou talvez horas, aguardando. O Caterpie falso apenas mastigava a sua folha, em um loop que até Sophie já havia identificado. As duas já estavam cansadas de esperar e a raposa estava sendo desgastada pela sua concentração na ilusão.
 
─ Eh... não acha que se algum predador estiver vendo essa cena pacientemente todo esse tempo...
 
Sakka entendeu sem a necessidade de terminar a frase. Os predadores talvez notassem que nenhum Caterpie passaria tanto tempo comendo uma única folha. Sophie retirou o caderno e a caneta da bolsa e passou a anotar na folha de antes.
 

Armadilha: Galho Falso
Isca: Caterpie de mentira
 
 

  • Saber como a isca agiria na situação. Solução: possíveis testes previamente feitos para satisfazer os ciúmes da Sakka.
  • Muito tempo esperando. Solução: Esperar

 
Problemas a ver: Loop de ações da isca, Resistência e lembrar-se de não atrapalhar a concentração da Sakka (mas ciumenta ela é).
 
 
─ Mostro mais tarde, pra não atrapalhar de novo.
 
A raposa apenas semicerrou os olhos imaginando o que ela tinha escrito, assim não atrapalhando a ilusão por não desviar o olhar. Sophie já estava bem cansada, inclusive de ver a mesma cena como um gif.
 
─ Você já está muito cansada. Quer tentar em um lugar com mais Pokémon?
 
Sakka assentiu com a cabeça. Para não sumir repentinamente como as outras ilusões, a minhoca parou de mastigar sua folha eterna e passou a andar pelo galho em direção ao interior da árvore. Então, um Pidgey saiu voando velozmente de outra árvore, com o bico apontado para a minhoca, que encolheu assustada. Porém, quando o pássaro devia acertá-la perfurando-a, ela simplesmente desapareceu, junto com parte do galho. O Pidgey passou direto e por pouco não colidiu com o chão, ganhando altitude novamente e fugindo confuso. Não apenas ele, mas a dupla também ficou confusa.
 
Ele estava apenas... esperando o Caterpie terminar de comer esse tempo todo?
─ Acho que a gente superestimou os predadores de um Caterpie. ─ Sophie coçou a nuca.
 
Ela então pegou novamente o caderno e anotou na linha extra que havia deixado em seu caderno: “Alvo Capturado: Pidgey muito paciente”.
 
─ Acho que está de bom tamanho por hoje. ─ suspirou, tentando exalar seu cansaço. Retirou a Pokeball de Sakka do bolso e apontou para ela ─ Descanse.
Ainda quero ver o caderno. ─ A raposa cruzou os braços.
 
Ignorando, a Pokeball a absorveu. Sophie guardou e começou a andar de volta para a cidade. Ela não estava tão adentro assim da floresta, então não demoraria muito. Era vizinha a Defair e nem mesmo tinha um nome, talvez não fosse consideravelmente grande para isso, mas era tão densa que a maioria das pessoas não pisava ali. E também não tinha a necessidade, não ficava em qualquer rota para qualquer outra cidade, era apenas uma floresta sem saída.
 
Após cerca de cinco minutos andando, parou um pouco para beber água. Retirou uma garrafa de sua bolsa e hidratou-se com alguns goles, devolvendo-a novamente a bolsa. Quando já iria começar a andar novamente, ouviu um grito feminino, que lhe deu um arrepio na espinha por ter reconhecido a voz. Ela correu desenfreada em direção ao som e em poucos minutos encontrou a origem.
 
Sentada no chão com as pernas em “M” estava uma menina da idade de Sophie. Ela tinha sardas no rosto e um cabelo azul como o céu, ou talvez ainda mais claro, amarrado em um penteado que formava um “rabo-de-cavalo” lateral e duas mechas de cabelo que contornavam o rosto. Seus olhos de mesma cor estavam arregalados e a boca de lábios finos entreaberta, espantada. Vestia um uniforme escolar sujo de terra e tremia todo o corpo.
 
─ Kathie! ─ Sophie gritou o nome ao vê-la.
 
A menina de cabelos prateados sentou-se em frente à colega e pôs a mão em seus ombros.
 
─ S-Sophie... ─ Kathie disse com a voz trêmula, pausando antes de conseguir dizer o resto da frase  ─ levaram o Shink!
 
Ela se jogou em Sophie, abraçando-a e chorando desesperada. A amiga passou a mão em sua cabeça para tentar consolá-la, enquanto procurava uma Pokeball no bolso com a outra mão, com uma leve dificuldade pelo abraço da outra menina. Encontrou e lançou ao seu lado. Nagai saiu, fazendo um círculo de forma defensiva ao redor das duas meninas e colocando a cabeça sobre o ombro da treinadora. Ele costumava tomar uma pose defensiva ao sair da Pokeball como precaução para o que seria lhe solicitado.
 
─ Capture qualquer humano por perto. ─ Ordenou ao Pokémon. ─  Kathie, pra que lado?
 
Kathie apontou para as costas da amiga. A cobra obedeceu e entrou em meio a alguns arbustos, até que não fosse mais possível ver seu longo corpo. Sophie passou a mão no rosto dela para limpar algumas lágrimas e beijou o rosto dela, para tentar acalmá-la. A tremedeira diminuiu após isso, mas ela ainda não queria soltá-la, e Sophie também não se importava com isso.
 
─ O Nagai não vai voltar se for muito longe? ─ Kathie questionou, entendendo como as Pokeball funcionavam.
─ Você acha que ele vai tão longe? ─ Sophie sorriu. ─ eu só me esqueci de dizer pra deixar vivo, mas acho que ele entendeu.
─ Assustadora. ─ A amiga sorriu de volta, limpando o resto das lagrimas e finalmente desfazendo o abraço.
 
[...]
 
Nagai rastejava velozmente pelo chão, desviando de árvores e grandes pedras com o seu corpo em ziguezague. Colocava a língua para fora para rastrear qualquer odor da floresta e encontrar algum provavelmente humano. E ele encontrou, algo estava se movendo. Rápido demais para um Caterpie, no solo para um Pidgey, movendo-se para um Metapod, mas a Cobra certamente era mais rápida. O estranho era que estava indo em média a trinta graus para a direita, o que faria ele se mover em círculos se continuasse.
 
A cobra ajustou a rota para o desvio do alvo. Quanto mais rastejava, mais o cheiro se aproximava, gradativamente com maior frequência. Talvez tivesse parado, ou apenas perdendo velocidade. Mais forte. Nagai sabia que ele estaria logo após o próximo arbusto. Mergulhou no vegetal e encontrou um homem do outro lado. Sem dar tempo de reação, enrolou o seu corpo nos pés do humano, que caiu violentamente pela inércia. A cobra subiu das pernas até o peito do homem deitado e usou seu peso para imobilizá-lo. Encarou olho no olho e usou seu Glare, para diminuir a resistência física.
 
[...]
 
─ Então, o que estava fazendo aqui, senhorita Katherine? ─ Sophie perguntou, utilizando ironicamente o nome em vez do apelido enquanto caminhavam.
─ Não sei como conseguiu, mas você esqueceu sua mochila na escola ─ ela lançou um olhar de confusão, tentando descobrir como a amiga conseguia ─ pela terceira vez esse mês.
─ Hoje é dia sete né? ─ Sophie pôs o dedo indicador nos lábios, mania que tinha ao tentar lembrar-se de algo.
─ Seis. ─ Katherine semicerrou os olhos ─ eu fui lá na casa da senhorita Sophiana, mas a Betty disse que você ainda não tinha chegado e estava na floresta, ai eu vim atrás de você.
─ Meu nome não é Sophiana. ─ Foi a vez dela semicerrar os olhos.
─ É que o seu já parece um apelido. ─ ela sorriu com deboche.
Basicamente a culpa é sua e do Pidgey.
 
Sakka vinha atrás delas, procurando com seu faro Nagai e seu alvo e colocando-se na conversa.
 
─ Pidgey? ─ Katherine perguntou, confusa.
─ Você também não lembrou. ─ a treinadora espelhou a culpa com o olhar.
A responsabilidade é sua. ─ Sorriu ao utilizar o argumento incontestável para quando ela também não lembrava, pela terceira vez este mês. Às vezes era vantajoso para Sakka ser um Pokémon.
 
Sophie continuou a caminhar calada, ainda não tinha um contra-argumento contra esse. Sakka localizou o cheiro, não muito distante de onde elas já estavam após a caminhada. Katherine tremeu de raiva ao ver o homem abaixo de Nagai e cerrou os punhos, enquanto a companheira se aproximava tranquilamente dele.
 
─ Onde está? ─ Perguntou com frieza no olhar.
─ Tire esta coisa de cima de mim! ─ o homem protestou.
─ Não quero ter que esmagar você com um abraço dessa “coisa” ─ sinalizou as aspas com um gesto.
 
Ele olhou nos olhos dela, que não expressavam nada, apenas aguardava a resposta pacientemente. Levantou o braço com dificuldade e indicou com o dedo indicador para o arbusto de onde Nagai havia saído. O homem havia parado para esconder quando foi atacado. Antes que Sophie girasse, Katherine já havia pulado no arbusto e encontrado um saco com algumas Pokeball.
 
─ Ele roubou mais gente... ─ a garota ficou um pouco surpresa ao ver cerca de cinco Pokeballs no saco.
─ Nagai, saia de cima dele. ─ Ordenou e o Pokémon obedeceu.
 
O homem tentou levantar, mas Sophie o empurrou com a mão em seu peito contra o chão novamente, agachando-se.
 
 ─ Se eu te pegar de novo, você morre. Pode ir, a cidade fica pra lá ─ ela apontou para o leste.
─ Shink!
 
Sophie ouviu o grito de felicidade das suas costas. Ao girar, ela viu o saco largado no chão com duas Pokeballs fechadas dentro, três abertas fora, um Weedle e um Zigzagoon confusos e um Eevee sendo quase amassado por uma menina de cabelos azuis. Ao ver sua amiga tão feliz por ter seu Pokémon de volta, Sophie não pôde conter o sorriso pela felicidade contagiada.
 

 Nesse tempo, o homem capturado já tinha corrido e talvez passasse alguns dias andando em círculos dentro da floresta, com seus trinta graus de erro. Sophie retornou seus Pokémon e os de outros treinadores assaltados para as Pokéballs, pegou o saco e arrastou sua amiga que não largava seu Pokémon e começou a caminhada para a cidade.



Bom, é isso. Só esclarecendo que eu usei Quote no capítulo anterior para Flashback, mas quando for o caso de Flashback (ou alguma outra utilização especial) eu indicarei lá. Eu mostrei uns "pontos fracos" da ilusão por ai, mas nem todos eles estão no cap. Até a próxima o/
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Re: The Faker

Mensagem por Brijudoca em Qua 3 Maio 2017 - 11:55

Salve slooow

Bom, acho que esse capítulo ficou bem maior que os outros mesmo, mas a leitura fluiu tão bem que eu praticamente não notei. Achei até que corajoso de sua parte fazer um capítulo como esse, que pouco moveu a história pra frente e serviu mais pra aprofundar os poderes da Sakka e sua relação com a Sophie.

O início foi, particularmente, bem escrito devo dizer. Simpatizei demais com o pobre do Caterpie caindo na armadilha e depois sendo amedrontado pela Sakka. Fiquei feliz que a Sophie o capturou no fim das contas.

Agora achei bem legal esse "treinamento" da garota com a Zoroark a fim de entender e aumentar os seus poderes ilusórios. Deu pra ver que a menina é mesmo muito inteligente, bolando as armadilhas e estudando os pontos fortes e fracos conforme a extensão dos poderes da Sakka. Também foi bem fofo ver a relação das duas, ainda mais agora que estão mais velhas.

Nossa, essa Kathie é boa amiga mesmo hein? Entrar na floresta só pra devolver uma bolsa, eu deixaria na casa dela com a Betty mesmo e show hahhah Bem foda a cena do Nagai prendendo o ladrão, inclusive o trecho meio que POV da cobra foi muito bem escrito. Agora destaque pra essa frase aqui:

"Se eu te pegar de novo, você morre."

WELL DONE SOPHIE FUCKING BADASS. Parece que o tempo com as anarquistas já deixou a menina bem ameaçadora. Até estranhei ela ter uma amiguinha de escola no fim das contas hehe

Bom, não tenho muito mais o que comentar já que não tivemos muitos acontecimentos nesse cap. então até a próxima o/
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