Pokémon Mythology
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Caos

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Caos

Mensagem por Brijudoca em Seg 13 Mar 2017 - 15:24


Sinopse:
"Através da desordem tudo se tornará imprevisível"

Harry é apenas um rapaz normal que leva uma vida pacata em meio a um mundo repleto de batalhas, violência e disputas de ego. Com um passado assombrado, o rapaz é obrigado a iniciar uma jornada ao encontrar um velho amigo que o levará de frente a maior batalha de sua vida.

Violência e mistérios cercam a estória desbravada por diferentes protagonistas, cada qual com sua moral e interesses próprios enquanto lutam ao defender seu conceito de "salvar o mundo".

Até que ponto você iria para a construção do mundo ideal?
Sumário:
Nota do Autor: Ahoy amigos, vim aqui depois de MUITO tempo dar início a essa Fic que, acreditem ou não, venho planejando há ANOS. Sério, pra vocês terem ideia, eu fiz o primeiro rascunho da mesma na época que eu ainda era um usuário ativo do fórum em 2011 mais ou menos (eita) porém nunca quis divulgá-lo. Ao passar dos anos tive várias ideias, e cheguei a reescrever a fic algumas vezes mas ainda sim sem nunca divulgar. Recentemente voltei ao mundo pokemon e decidi dar mais uma chance para minha criatividade e voltar a contar essa estória que planejo há tanto tempo. Espero ser bem recebido e fazer novas amizades, pois pretendo voltar ler as fics ativas daqui uma vez que já descobri vários talentos escondidos nessa área =D (e em uma rápida olhada pelos tópicos já encontrei algumas que merecem minha atenção)

Caos é inspirada basicamente nas séries, filmes e livros que eu curto, tanto em enredo, quanto em nome de personagens. Gosto de escrever capítulos longos, e devido a vida cotidiana, o tempo pode ser meu inimigo na frequência de postagem. Não quero estipular datas, nem metas, mas acredito que de 15 em 15 dias conseguirei postar um novo capítulo.


Sem mais delongas espero que apreciem.


Prólogo - O Aniversário





- Um Poketch novo? - arriscou Harry.

- Aposto que é algum pokemon especial que ele pegou em Kalos especialmente pra você - disse Amy enquanto amarrava uma bexiga perto da mesa de doces.

Josh se empolgou tanto com essa ideia que quase caiu da cadeira em que estava empoleirado para pendurar uma bexiga acima da mesa do bolo. Com um salto ele pois seu pequeno corpo de volta ao chão. Josh era baixo para os seus 11 anos mas estava usando uma bela roupa que sua mãe trouxera da cidade de Hearthome especialmente para ocasião que o deixava com um aspecto mais velho. Tinha uma pele escura e exibia o seu sorriso característico que raramente sumia do seu rosto.

- Se for isso o Spencer vai ser o melhor irmão do mundo - disse ele com os olhos brilhando.

Spencer era o seu irmão mais velho que tinha prometido um presente especial para comemorar o seu aniversário. Harry vira poucos pokemons da região de Kalos ao vivo e a ideia de que seu melhor amigo podia ganhar um deles o deixou muito excitado. Posicionou a última bexiga terminando a decoração da sala. Com uma temática inspirada em pokemons de fogo, tipo favorito de Josh, o local estava um festival de vermelho e laranja com imagens de pokemons como Chimchar e Magmar. O cabelo muito ruivo da garota chamada Amanda se mesclava em meio a decoração. Ela ainda estava utilizando o uniforme da loja de flores dos seus pais mas estava deslumbrante como sempre. Harry flagrou várias vezes Josh com o olhar perdido nela e até ele próprio ficava estonteado com a sua beleza e se perdia em meio aqueles belos olhos castanho claro, mas respeitava seu amigo que era perdidamente apaixonado por ela.

- Bom, a decoração está pronta - disse ela. - Vou pra casa me aprontar pra festa.

- Também preciso me arrumar, até a noite cara - Harry deu um soquinho no ombro do amigo e saiu junto com a garota.

Eles tinham quase a mesma altura apesar da menina apelidada Amy ter 13 anos e Harry apenas 10. Com o aniversário de Josh, Harry Miller se tornara o mais jovem dos três amigos que cresceram juntos na pequena cidade de Floaroma. Ele era muito branco, possuía cabelos negros, olhos verdes e trajava camiseta e calça simples.

Já na rua Harry reparou que o tempo não estava muito bom, vários relâmpagos cruzavam o céu costumeiramente ensolarado da cidade. Amy puxou uma pokeball do bolso e libertou um pequeno esquilo com bochechas amarelas. De pelos brancos e azuis, o pequeno Pachirisu subiu aos seus ombros com uma expressão contente enquanto ela o acariciava. Este era o seu pokemon favorito, capturado durante a sua jornada em busca das insígnias de Sinnoh.  A garota saíra vitoriosa em todos os desafios de ginásio e teve a oportunidade de participar da liga Sinnoh. Harry assistiu extasiado suas batalhas pela televisão e ficou triste quando ela foi derrotada nas semifinais, mas não tanto quanto ela própria. Amanda Parker tinha voltado para Floaroma há alguns meses e não pensava em viajar de novo tão cedo.

Separaram-se na entrada da maior floricultura da cidade, pertencente aos pais de Amy. Com uma fachada enorme, a loja era lotada de flores que Harry demorou anos para decorar cada nome. Os Parker moravam no segundo andar e podiam ser denominados como ricos para o nível da pequena cidade. A casa dos Miller ficava a algumas quadras da loja.

De um tamanho modesto e com a cor amarelada na construção padrão a das outras casas da cidade, a de Harry em nada se destacava, mas ele gostava muito da sua pequena casinha. Lá dentro encontrou seus pais acompanhando as notícias do jornal local pela televisão. John Miller era um homem jovem e exibia uma expressão calma. Tal como sua mulher, nasceu em Floaroma e de lá nunca se distanciou. Sem muito interesse em pokemons acabou casando cedo e desde então leva uma vida tranquila como funcionário da polícia local, que raramente tinha algum problema. Jenny estava com uma mão dada ao marido e a outra em sua barriga que se encontrava em um estágio avançado de gravidez. Era muito bela pra sua idade e possuía olhos verdes marcantes que o filho herdara.

Harry cumprimentou seus pais com abraços e deu um beijo na enorme barriga de sua mãe onde ele sabia que se encontrava dois bebês. A casa logo ficaria pequena com seus dois irmãos correndo para todos os lados, pensou ele alegremente. Jenny encostou a mão no rosto do filho e disse:

- Bebê, se arruma logo pra festa pois quero você de volta o mais cedo possível. O jornal relatou muitas coisas esquisitas hoje e o tempo não está nada agradável...

- Ok mãe, voltarei logo - prometeu Harry.

Ele subiu as escadas e se dirigiu ao seu quarto, um aposento simples com uma cama, um guarda-roupa e um computador. Vários pôsteres estampavam a parede de seu quarto, desde suas bandas favoritas como Coldpok e Slipkmon, a fotos de pokemons lendários, com um destaque especial para uma bela imagem de um Mew voando no campo. Uma enorme tartaruga observava o tempo pela janela, possuía um casco vermelho e ameaçadores canhões de batalha. O pokemon se voltou animado para o treinador quando o viu, que por sua vez acariciou o seu recém-evoluído Blastoise com orgulho.

Harry possuía um desejo enorme de sair numa jornada pokémon e um dia participar da liga que nem Amy. Seu Blastoise fora um presente do famoso professor Carvalho. Harry o conhecera na escolinha pokemon quando o professor foi convidado a dar uma palestra para encorajá-los a se tornarem treinadores. Depois da palestra, ele e Josh bombardearam-no com dezenas de perguntas e depois de responder todas o professor quis ver como eles se sairiam em uma batalha e permitiu que ambos utilizassem um dos iniciais da região de Kanto. Josh escolheu usar um Charmander e Harry escolheu o Squirtle. Depois de uma batalha curta em que Josh saiu vitorioso o professor permitiu que ambos mantivessem os pokemons para ajudar em nossa futura jornada.
Harry e Josh treinavam todos os dias desde então, sendo que Josh era quase sempre o melhor. Seu Charmander já evoluíra em um poderoso Charizard há um bom tempo devido a seus treinos constantes e assim que os dois se formassem na escolinha, pretendiam sair juntos em uma jornada.

Em cima da cama de Harry um pokemon muito gordo se divertia enquanto devorava a calça favorita do garoto. O sempre comilão Munchlax era o seu único pokemon além do Blastoise, nascido de um ovo que o rapaz ganhou de presente do seu falecido avô. O pokemon se interessava muito mais em comer e dormir do que em outras coisas, mas também era poderoso.
Depois de um banho, Harry se arrumou com suas melhores roupas. Estava quase pronto para sair quando ouviu algo batendo na janela. Aproximou-se dela e quase caiu pra trás quando uma aterrorizante face de dragão surgiu.

- Ei, você demora que nem uma menina para se arrumar - disse um Josh brincalhão em cima do enorme dragão laranja que era o seu Charizard.

- Você me assustou mano, o que você tá fazendo aqui?

- Meu irmão - a cara de Josh se fechou - Spencer ligou e disse que não conseguiu pegar o voo pra cá por causa dessa chuva de tempestades esquisita... ele diz que algo estranho está vindo dessa região - ele puxou um binóculo do bolso e entregou a Harry - Olhe na direção do Mt. Coronet.

Harry olhou. Perto do topo estava a maior concentração de nuvens negras que estavam causando os relâmpagos. Além disso, algo no aspecto da região não parecia correto também.

- Tá, mas e daí?

- E daí é que nós vamos lá.

- Você é retardado?! A sua festa começa daqui a pouco, e o que nós faremos lá?

- Para cara - ele deu um muxoxo de impaciência. - Temos tempo o suficiente para ir dar uma olhadinha rápida se está acontecendo algo que as autoridades deveriam saber, e também... - ele foi diminuindo a voz. - Se eu estou correto, acho que ali é onde deveria se localizar o Spear Pillar.

O Spear Pillar era a região sagrada onde os pokemons lendários, Dialga e Palkia lutavam nos tempos antigos pelo controle total do tempo-espaço.

- Josh, o Spear Pillar é uma LENDA - contrapôs Harry com certa irritação.

- Ora, então vamos apenas dar uma checada - disse ele dando caso encerrado. - Anda, suba!

Percebendo que não havia como fazê-lo mudar de ideia, Harry retornou seus pokemons e guardou as pokeballs no bolso. Empoleirou-se na janela e encontrou uma posição no enorme corpo de Charizard. Com ambos montados, o pokemon disparou a velocidade total em direção ao Mt. Coronet. Com os cabelos lisos ao vento, Harry observou as pequenas casas da cidade dando lugar a regiões montanhosas e a temperatura caía mais a cada segundo apesar das chamas de Charizard mantê-los aquecidos. Os raios aumentavam cada vez mais de intensidade, mas Josh comandava os desvios perfeitamente. Quando ele reduziu a velocidade, Harry pode ver que se aproximavam da região que Josh visava, e de fato havia algo anormal lá.

O local era cheio de pedras brancas e os diversos pilares que se erguiam em direção ao céu sugeriam que aquele lugar de fato era o tal Spear Pillar. Os dois desmontaram escondidos atrás de algumas dessas pedras e observaram o estranho grupo no local. Haviam vários homens e mulheres vestidos de preto, alguns estampavam um símbolo parecido com a letra "I", e todos estavam em posição militar. Dois homens de terno se encontravam a frente deles mas dava pra escutar o que diziam.

- ... mas se algo der errado como podemos ter certeza de que ele não vai sair do nosso controle? - perguntou o homem aparentemente mais novo. Loiro e bonito como uma garota, porém com uma expressão fria.

- Não sairá - respondeu o mais robusto. Negro como Josh, ele possuía a voz gélida e uma atitude bruta. Seu terno tinha as mangas rasgadas revelando os bíceps enormes. - Vamos começar!

- Como queira senhor - respondeu o Loiro.

Ele saiu de perto do homem negro e distribuiu algumas ordens aos outros homens que saíram de forma apressada pelo lado oposto do local. Josh começou a se sentir inquieto mas Harry estava assustado demais para tentar sair dali.

Muito tempo depois vários dos estranhos uniformizados retornaram e um deles trazia em uma almofada uma estranha esfera com um brilho azulado. Atrás deles vinham outros escoltando um enorme pokemon que Harry teve que piscar os olhos para crer no que estava vendo. Gigante e assustador com diferentes tons de rosa erguia-se o guardião do espaço Palkia. Com uma expressão nada agradável, o lendário rugia a cada vez que uma estranha coleira no seu pescoço piscava. A coleira possuía um enorme fio que estava sendo guiado por um dos estranhos que Harry não conseguia enxergar com clareza.

Infelizmente Josh reconheceu primeiro os volumosos cabelos ruivos, os belos olhos castanhos e o característico pokemon no ombro e Harry não teve tempo de segurar o amigo antes de ele sair de trás da pedra e berrar:

- AMY, NÃO!

Dezenas de pessoas viraram a cara no mesmo instante para Josh. No desespero para ajudá-lo Harry também se revelou ao estranho grupo, já se preparando para montar no Charizard e desaparecer. Amy foi a primeira a se movimentar.

- Pachirisu, use o Thunder Wave!

O golpe atingiu eles em cheio, Harry caiu de joelhos e percebeu que não conseguia se mover. Josh e Charizard também estavam paralisados.

- O que temos aqui Parker? - questionou o Loiro um tanto aborrecido, o outro homem apenas os fitava curioso.

- Garotos que me conhecem senhor, nada de mais - respondeu Amy.

- Devemos nos livrar deles senhor? - perguntou o Loiro dirigindo-se ao homem robusto.

Este olhou para ambos e respondeu de formar calma, com a voz ainda mais gélida:

- Deixem que contemplem nossa obra e espalhem para os descrentes. COMECEM!

O grupo trouxe a estranha esfera azulada e se reuniram em torno dela com os olhos fechados e as mãos dadas. O céu ficou preto e a chuva de raios chegou a níveis catastróficos. Uma luz muito forte começou a emanar da esfera cegando Harry a ponto dele não enxergar mais nada. Um rugido intenso cessou a luz e diante deles estava um segundo pokemon tão grande quanto Palkia. Sua cor predominante era azul e sua cara era ainda mais assustadora.

- Agora? - perguntou o Loiro.

- Espere - respondeu o Líder.

Dialga ficou agitado ao notar a presença de Palkia no local e começou a carregar um golpe para lançar contra ele, que por sua vez foi libertado do controle de Amy para contra-atacar o golpe do guardião do tempo. Durante essa fração de tempo Harry se viu livre da paralisia e chamou seus pokemons pra fora a fim de ajudá-los a escapar. Josh olhava para Amy e tremia de raiva e tristeza.
Quando os golpes dos lendários colidiram, Harry ficou cego novamente. A explosão formara um estranho portal acima deles que tentava sugá-los como um aspirador.

- Sim! - gritou o Loiro extasiado - Esse é o poder que apenas dois lendários conseguem produzir juntos.

O chefe gritou "AGORA" e rapidamente uma corrente similar à de Palkia envolveu o pescoço de Dialga.

Harry tentou agarrar o braço de Josh para ambos desaparecerem dali, mas este com lágrimas nos olhos partiu pra cima do líder com seu pokemon ao encalço. Amy se adiantou e ordenou um ataque que Harry não escutou contra o Charizard, que recebeu muito dano. Harry instigou seu Munchlax a avançar e ajudá-los, enquanto Josh tentou se aproximar do líder, mas este o recebeu com um soco na boca do estomago. A sucção do estranho portal por um momento ficou mais forte e todos os homens e mulheres desviaram da sua área. Harry e Blastoise recuaram, porém, Josh não consegui escapar.  Abraçou seu Charizard e ambos foram engolidos pelo portal em seguida do pobre Munchlax que não conseguiu voltar para perto do treinador.

- NÃÃÃÃÃO - berrou um histérico Harry - BLASTOISE UTILIZE O HYDRO PUMP.

Sem saber para onde mirar, o pokemon utilizou seu golpe mais forte contra meia-dúzia dos estranhos que despencaram pelo Mt. Coronet. Isso apenas divertiu o robusto líder que ordenou com aquela voz ainda mais gélida:

- Dialga, use o Roar of Timer no garoto!

Totalmente sobre o controle do estranho, o lendário lançou o golpe contra Harry que ficou travado pelo medo. Uma fração de segundo antes do golpe acertá-lo, Blastoise se pois a frente para proteger seu treinador. Um brilho intenso o dominou e um transtornado Harry começou a gritar quando um frágil e ferido Squirtle surgiu onde antes estivera seu majestoso pokemon.
Som de tiros começaram a ecoar pelo ouvido de Harry e a voz segura de John Miller berrou:

- CORRA FILHO!

Correr pra onde? Correr pra que? O garoto já não tinha mais o amigo, nem seu Munchlax e nem seu Blastoise, só um pokemon fraco e ferido. Mesmo assim, uma onda de adrenalina o dominou e Harry abraçou o pequeno Squirtle e saiu correndo antes que os estranhos começassem a responder com suas armas.

Harry cometeu o erro de olhar pra trás enquanto corria. Viu seu pai liderando a tropa policial da cidade contra os homens e mulheres que estavam protegendo os guardiões do tempo-espaço. Por um momento viu seu rosto, tão parecido com o dele exibindo coragem enquanto enfrentava o perigo, no segundo seguinte sua face explodiu em sangue com um tiro certeiro disparado por um inimigo. John caiu.

Sem saber quanto tempo correu ou em que lugar estava, Harry Miller deixou que a tristeza o dominasse e desmaiou antes mesmo das lágrimas subirem aos olhos.



~~//~~



Notas Finais: Obrigado pela leitura. Sintam-se livre para fazer críticas e sugestões.
Se puderem me dar qualquer dica quanto a formatação do post, ficarei extremamente agradecido também. Também publiquei a fic no Spirit, caso alguém utilize a plataforma e goste de acompanhar por lá, tem o link na minha assinatura.


Última edição por Brijudoca em Qua 28 Jun 2017 - 19:52, editado 9 vez(es) (Razão : atualizando .-.)
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Re: Caos

Mensagem por -Ice em Seg 13 Mar 2017 - 20:12

Olá, Brijudoca!! É bom ver mais um membro contribuindo para a área de fanfics, espero que logo mais pessoas também venham para cá e populem esse espaço maravilhoso do fórum. Não te conheço muito, só sei que é um old user, mas espero que se mantenha firme.

Bom, falando agora da fic, eu realmente gostei do pouquinho que li (tudo bem que, por ser um prólogo, ficou bem grande, mas eu ainda tive a sensação que li pouco, não sei porque). O mais interessante, pelo menos pra mim, foi ver como o clima foi progredindo com o passar do prólogo. Tudo começou indicando que seria uma fanfic leve e bonitinha, e aos poucos o barato foi ficando mais pesado com a chegada do Josh com o Charizard e terminando com um tiro na cara. Foi como se acompanhássemos do ponto de vista das crianças, fazendo com que o final ficasse tão chocante para os personagens quanto para o leitor.

Aliás, adorei a escolha do continente, Sinnoh é o meu favorito dos sete que conhecemos até o momento, e sempre fico feliz ao vê-lo em uma fanfic, principalmente quando temos foco em uma das minhas cidades preferidas (sim, eu amo Floaroma Town, e espero que o Valey Windworks apareça na fanfiction).

No começo, eu achei que seria uma fanfic de jornada, mas depois tive a impressão que seria uma fanfic de pós-jornada, mas o final, com o Dialga usando o Roar of Time e revertendo o Blastoise ao seu estágio inicial me fez acreditar que teremos Harry de volta à sua jornada, ou talvez que teremos um paradoxo temporal e o protagonista ficará se deslocando no tempo. Todas as ideias são interessantes, estou ansioso para ver como a história se desenrolará.

No final, você disse que gostaria de algumas sugestões sobre a formatação do texto. É algo muito pessoal, que vai de cada um, mas eu gostaria de deixar apenas duas ideias. Primeiro, é bem mais legal se o texto da fanfic estiver dentro de um Quote. Pode parecer bobo, mas, para mim, é bem mais interessante ler um capítulo dentro de um Quote, pois não parece ser apenas uma postagem comum. A segunda sugestão é deixar a letra da cor preta (ou qualquer outra cor desejada), fazendo com que, somada com a adição do quote, fique muito mais profissional e menos com cara de postagem comum.

É só isso, eu acho. Adorei o que li até agora e espero ler mais, um beijo.
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Re: Caos

Mensagem por Slow em Seg 13 Mar 2017 - 21:40

Yo, Brijudoca!

Uia, de repente temos vários escritores se ativando! Isso é ótimo, eu msm pretendo fazer isso em breve, então parece que houve alguma sincronia entre todos -q.

Como o Ice colocou bem, a fanfic me surpreendeu bastante. No começo tava aquela coisa tranquila, festa de 11 anos e tal, e do nada tem uma "traidora" que magoou profundamente o cara que estava apaixonado por ela, que é levado por um portal (me lembrando o Cyrus aqui, que nunca mais voltou), levando seu Pokémon e o Pokémon do amigo que, além de perder a amiga por traição, perdeu o Pokémon e o amigo para o portal, o pai por um tiro na cabeça e seu outro Pokémon retrocedeu no tempo, depois de ter derrubado metade de um grupo criminoso de pessoas de uma montanha. Confesso que fiquei em choque com toda essa reviravolta no clima, tentando me consolar por saber que dava para ser pior, já que só tive um prólogo para me apegar aos personagens. E eu ainda estava esperando a Amy se explicar ou dizer que estava fingindo e acaba em toda essa treta ai...

O revertimento do Squirtle parece aquela hora que vc passa o dia todo jogando e se esquece de salvar, falta energia e você tem que começar tudo de novo, é extremamente desanimador (embora eu nunca tenha voltado pra estaca 0 assim), fora que o ponto positivo disso, ter seus amigos de volta (e a traidora), não foi cumprido. Não consigo nem imaginar o tamanho da dor que dá tudo isso junto.

Bom, como provavelmente eu sou o cara mais chato dessa área, pelo menos dos ativos, ai vem: sobre a escrita. Que eu pude notar, e bem claros, foram 3 erros:

1- "Pois" no lugar de "pôs", ocorreu duas vezes. "Pois" é conjunção que tem sentido explicativo. Pode ser substituido por "porque", "portanto", etc. Já "pôs" é do verbo "pôr", sinônimo de "colocar".

2- As vírgulas. Eu sou um cara que acaba exagerando na vírgula as vezes, então posso te emprestar algumas -q. Enfim, faltaram várias vírgulas no texto, peço que revise com atenção isso.

3- Verbos no passado mais-que-perfeito. Aparentemente você curte bastante eles, mas acaba exagerando no uso. Eles são usados quando é "um fato passado em relação a outro também passado" e, em alguns casos, essa relação não ocorreu e mesmo assim foi usado, quando poderia ter colocado simplesmente o passado perfeito.

Bom, são erros relevantes e não acabam (muito) com a ótima estória e proposta da fic. Mesmo assim, os erros ocorreram durante praticamente todo o prólogo e eu não pude deixar de notar e de te chamar a atenção para isso, para que melhore na parte estrutural, já que a do enredo já está ótima. Só pra deixar claro, eu sou chato, mas viso apenas que você melhore. Eu odeio as regras do português e explicar pq fico parecendo um daqueles gramáticos chatos botando regra, mas são elas que fazem a língua ser bela e prazerosa de se ler um texto, pelo menos o básico (tbm n vou chegar aqui analisando morfossintaxe, oração coordenada e subordinada e etc, isso eu acho que nem os gramáticos chatos fazem asuhahushu).

Como dizia o filósofo @Rush, melhore nesses pontos e você terá uma fanfic 10/10. 

Sobre a formatação, eu li um monte de capítulos da fanfic do @-Ice que, como ele mesmo disse, prefere Quote. Acho que acabei acostumando demais e estranhei um pouco ler assim, "normal". Por isso, nem eu sei como vou postar a minha mais ._.
É isso, até a próxima  ninja


Última edição por Slow em Ter 14 Mar 2017 - 15:13, editado 1 vez(es)
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Re: Caos

Mensagem por Rush em Ter 14 Mar 2017 - 1:43

Fale ae, meu amigo Bri que luta Judô.

O título "Judoca" é algo nostálgico para mim, me lembra bastante minha infância, quando eu levava sermão de um Sensei que dizia para eu não me aperfeiçoar para lutar, no entanto, lutar para eu me aperfeiçoar. Dizia que Judô significava "Caminho da Suavidade", e que embora fosse um estilo marcial, era mais uma filosofia sobre paciência e harmônia em geral.

Ri com as referências, "Coldpok" e "Slipkmon", além de pensar que o plot seria um triangulo amoroso voltado à Amanda... Bem, "Caminho da Suavidade" não pareceu ser um bom tema para a Fan Fiction, vendo que além desses detalhes inocentes e cômicos, a criança de dez anos vê seu pai levando um tiro na cara e seu Blastoise, provavelmente fruto de maior orgulho e dedicação do garoto, vira novamente um Squirtle. Antes de tudo.


@Slow escreveu:Bom, como provavelmente eu sou o cara mais chato dessa área

Prazer, sou Rush.

Ok, continuando.

Primeiramente, direi sobre as coisas que me desagradaram. Coisas pessoais, que não irão comprometer a fic, e se comprometerem, eu irei dar dicas sobre como EU acho que pode ser solucionado.

Honestamente, no fundo de meu coração, bem no fundo mesmo, sem nenhuma intenção em magoá-lo... Eu realmente não gostei de um detalhe no início da fic: A faixa etária dos personagens, que não pareceu fazer jus às personalidades e atitudes de cada um. Sei que é um tema clichê sair rumo em uma jornada com dez anos, mas no caso da Amanda ser uma semi-finalista antes dos treze anos (Não foi precisamente especificado sua idade na época) na liga, é sei lá... Isso é algo que não faria muito sentido realisticamente dizendo - Tirando o fato de ser uma fan >FICTION<-, sempre gostei da ideia de que a idade mental fosse algo a ser respeitado.

Okay, mas esse é um detalhe que não compromete a fic, e sim um detalhe de meu gosto mesmo. Provavelmente vai ter um time skip depois do prólogo, para uma maior exploração na maturidade dos personagens e maior capacidade física para algum possível conflito corpo a corpo, mas espero que caso isso não aconteça, explore mais a ingenuidade e medo das crianças. Claro que a Amanda pode ser uma prodígio a ser explorada, mas o fato dela ter treze anos, ser uma semifinalista e ainda estar conduzindo um Palkia com uma organização criminosa altamente perigosa, é algo duvidoso a primeira vista.

Achei meio rápido e brusco demais o andamento, mas isso não pode ter sido considerado uma falha, que foi o andamento do prólogo. No começo tudo cheirava a esperança e inocência, e depois... Traição e um tiro na cara. Quero dizer, é MUITO provável que tenha sido intencional para explorar a grande mudança nas características dos protagonistas recém-apresentados.

Mas eu só achei uma falha o fato da Amanda ter ido apenas se trocar para o aniversário do rapaz e ter ido tão rápido no Spear Pillar, num ritual daqueles.

Agora, tendo uma crítica geral sobre minha primeira conclusão da fic:

Gosto de coisas tensas, coisas que me surpreendam. O tiro na cara foi uma delas, foi marcante, impactante. Espero de verdade que você saiba explorar o trauma que isso causou em Harry. Esse tiro na cara, mesmo que não muito detalhado, mostrou que a Fic não estará para brincadeiras. Se for seguir o rumo de Game of Thrones... NOSSA.

Achei MUITO original o Roar of Time ter transformado o Blastoise em um Squirtle. Eu acharia isso até interessante, já que ele voltou a ser um Pokémon fofo e fraco. Seria uma forma nostálgica de treiná-lo, além de poder explorar ainda mais seu potencial, com uma mentalidade mais madura. Fiquei muito mal por Harry ter perdido seu Munchlax... Sei lá, sei que ele perdeu muita coisa..

Cara, é isso mesmo que eu quero ver. Harry perdeu quase tudo, o melhor amigo, a primeira captura, o pai... Vai precisar cuidar da mãe grávida e ajudá-la a criar os gêmeos que irão nascer... PERDEU A AMIGA TAMBÉM. Mano... Quero MUITO ver como você vai explorar essa série de traumas nele. Já até sei o trabalho que isso vai dar.

Eu ainda tento imaginar como será o plot... Na sinopse diz que terão "protagonistas" no plural, então será algo PoV. A jornada provavelmente vai ser pra encontrar o amigo sugado pelo buracão dos titãs do espaço-tempo. Bem... Vai ser um mundo pós-apocalíptico então? Heh. Quero ver isso.

É isso. Acho que o prólogo poderia ter sido um primeiro capítulo e ser mais detalhado, teria dado um impacto melhor. De qualquer maneira, irei aguardar o primeiro capítulo para tirar uma conclusão mais concreta e ver as consequências de tudo isso.

Até então, um abraço.


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Re: Caos

Mensagem por Brijudoca em Dom 26 Mar 2017 - 13:37

Nota do Autor:  Olha só, cumprindo meu prazo pessoal de não demorar mais que 15 dias pra lançar um novo capítulo estou aqui de novo. Acredito que essa vai ser minha frequência oficial, pois definitivamente não consigo lançar semanalmente, e mais do que duas semanas também já é demais. Trago a vocês o Primeiro Capítulo oficial de Caos. Ele é um pouco diferente do prólogo e talvez até frustrante para aqueles que estavam ansiosos para descobrir o desenrolar da reviravolta no final. Espero que não me odeiem por isso. Aproveitei as dicas que recebi nos comentários para testar uma nova formatação, espero que gostem. Mas antes, vamos aos comentários que eu já estava ansioso para poder responde-los =DDD

Respondendo aos comentários:


@-Ice

Eae Ice, prazer enorme em te conhecer também. Muito obrigado pelo comentário primeiramente, me incentivou bastante.

Fiquei feliz que você conseguiu sentir o feeling mais dark que eu quero trazer pra fic. Não sou tão habilidoso assim, mas estou me esforçando pra criar algo num nível diferente de outras coisas que eu já escrevi.

Eu amo Sinnoh DEMAIS, também é meu continente favorito me abraça. Floaroma é underrated demais, sempre curti a cidade, no primeiro rascunho inclusive, a batalha ocorria no Valley Windworks haha

Quanto ao decorrer da fic, eu espero te surpreender. Vai ser algo bem diferente mesmo, embora eu não consiga me desprender de alguns clichês que a série traz. Obrigado pelas dicas, vou adotar já nesse capítulo.

@Slow

Salve Slow

É muito bom ver a área se expandindo e trazendo várias fics incríveis né? Eu estava morrendo de saudade de passar um tempo viajando na criatividade dos membros daqui.

O meu objetivo com o prólogo era justamente dar um choque, que bom que consegui surpreender com a reviravolta no final, eu realmente não sabia se iria convencer alguém.

Muito obrigado MESMO por apontar os erros, durante a revisão do primeiro capítulo já dei várias modificadas me atentando ao que você disse. Só peço desculpa pelos verbos no mais-que-perfeito pois eu realmente OS AMO haha mas realmente eu acabo utilizando eles em momentos inapropriados. Vou prestar mais atenção (mas creio que você ainda irá encontrá-los em excesso aishdsahiu)

@Rush

Judô é incrível né amigo? Suas palavras me deram uma enorme saudade do tempo que eu lutava. Infelizmente na vida temos que abrir mão de alguns prazeres para dar lugar a outros. Espero um dia retornar ao "Caminho da Suavidade".

Eu tenho que concordar com você que eu também gosto de personagens com a faixa etária mais elevada, então creio que você ficará feliz com o rumo que eu direcionei a estória a partir desse primeiro capítulo. Porém, eu também gosto de respeitar o lore do anime, e tento adequá-los dentro da minha fic na medida do possível, logo, algumas coisas que seriam inconcebíveis na realidade, passam a ser normais no mundo Pokemon. A Amanda é um caso a parte, e existe uma explicação sobre como ela se tornou um prodígio tão nova, porém esta explicação não está nem perto de ocorrer por agora hahahusauhsa

Meu objetivo no prólogo era justamente ser mais brusco, e algumas falhas que você apontou foi justamente por eu não querer me alongar demais logo nesse ínicio, mas como você bem pontuou alguns pontos ficaram incoerentes. Sorry, my bad.

Fiquei feliz demais que consegui surpreender. Eu gostaria muito de trazer mais elementos de GOT e das Crônicas de Gelo e Fogo pra fic, o estilo de capítulos em POV como você bem adivinhou será um deles. Desenvolver os traumas do Harry realmente será um desafio, espero que eu consiga corresponder as suas expectativas hehe



Fiquem agora com o capítulo e divirtam-se.



Capítulo I – Distorção


Harry

O dia estava ensolarado como sempre na pacata cidade de Floaroma. Harry podia ouvir vários pássaros cantando uma sinfonia que se interpunham entre a voz do padre.

Ele prestava pouca atenção ao que o velho falava, frases como "Sentiremos sua falta" e "Está em um lugar melhor" já lhe pareciam vazias mesmo durante a primeira vez que vira o padre Daniel, no enterro do pai. O padre era um homem bondoso que gostava muito de Harry embora os oito anos que se passaram desde que o conhecera tivessem lhe acrescentado vários fios brancos e alguns quilos a mais.

Zane estava em frente ao caixão fitando o corpo inerte de tia Rachel. Ela exibia a mesma expressão tranquila que sempre exibiu em vida, poderia muito bem estar tirando um cochilo.

Tia Rachel se tornou muito querida na cidade ao longo dos oito anos que viveu ali. Vários vizinhos se reuniram para se despedir da simpática idosa, incluindo o Sr. e a Sra. Parker além de vários funcionários do Valley Windworks e do Fuego Ironworks.

Os belos olhos verdes de Zane estavam vermelhos de tanto chorar, Harry se aproximou do irmão e o envolveu num abraço para confortá-lo. A tia era a única figura materna que ele teve em vida uma vez que sua mãe não suportou o parto prematuro dos gêmeos e apenas o pequeno Zane sobrevivera. O menino era uma versão miniatura do falecido John Miller, sempre alegre e muito mais inteligente do que qualquer garoto na sua idade.

Ao final do enterro, Harry se despediu de todos e se dirigiu para casa com o irmão sobre os ombros. Ele já não chorava a algum tempo, mas o seu silencio incomum mostrava o quão triste ele estava. Harry também estava sentindo a morte, gostava muito da tia, mas o sentimento de perda já não o afetava tanto depois de se tornar tão comum.

Ao passarem em frente a casa dos Newton, Harry estranhou o fato deles não terem ido ao enterro, uma vez que a Sra. Newton era muito amiga de sua finada tia. De súbito lembrou-se que hoje o menino desparecido Josh completaria 19 anos, e compreendeu porque nenhum deles gostaria de sair de casa.

Um homem trajado socialmente se encontrava em frente ao sobrado em que eles moravam. Harry reconheceu o assistente social que falara com ele algumas horas após o rapaz encontrar tia Rachel imóvel no chão da cozinha.

- Boa tarde Sr. Miller - cumprimentou o homem erguendo a mão.

- Boa tarde Sr. Lyenn - disse Harry cumprimentando o homem – Queira entrar, por favor.

Harry colocou Zane no chão e disse para ele ir pro quarto. O garoto assentiu e o deixou sozinho com o homem estranho na pequena sala de estar.

Sr. Lyenn sentou-se no sofá, abriu uma pequena pasta que trazia consigo e colocou vários papéis sobre a mesa de centro. O homem começou a explicar o que cada folha significava, mas as palavras soavam vazias e sem sentido para Harry. Ele apenas assentia com o que o homem falava e assinava os papéis onde lhe era indicado. Meia hora depois Harry se despedia do homem com a mão dormente após tantos papéis assinados.

- Estamos resolvidos por hora Sr. Miller, com a guarda do garoto em suas mãos não devemos nos ver tão cedo. Meus melhores desejos para vocês.

Palavras ao vento. Harry sabia que o governo adoraria mandar Zane para um orfanato, mas depois de horas de discussão, comprovações de renda e muitos documentos, o rapaz conquistou a tutela oficial do irmão.

Zane estava no quarto assistindo Pok Esponja na televisão com os braços envolta das pernas. O garoto estava visivelmente chorando, mas tentou disfarçar ao ouvir a chegada do irmão mais velho. Harry sentou-se ao seu lado e o envolveu em um abraço para confortar o menino.

- Tudo bem aí carinha?

- Não – Zane era sincero demais para tentar soar indiferente.

- Mas vai ficar. Minha comida não será tão boa quanto a de nossa tia, mas vou tentar não te intoxicar.

O sorriso fraco que o garoto exibiu foi a melhor coisa do dia até o momento. Zane era a única coisa que ainda dava sentido à vida de Harry, ele amava o garoto mais do que qualquer coisa e agora eles só tinham um ao outro. O menino soltou-se do abraço e perguntou:

- E agora?

- Como assim “e agora”?

- Como vai ser agora?

- Como sempre maninho. Eu trabalho, você estuda e no fim de semana podemos fazer algo especial.

- Mas eu quero ser um mestre pokemon – replicou Zane levantando-se e tirando sua primeira pokeball do bolso – E vou capturar meu primeiro pokemon com essa pokeball!

- A que você achou na rua?

- Não. ELA me achou, ela é especial – ele jogou a bola vermelha e branca para o outro lado do quarto.

- Bem, você ainda tem que esperar um pouco. Talvez ir pra um acampamento pokemon de verão pra ver se é isso mesmo que você quer.

- Você vai ir comigo? – Zane não gostava da ideia de se separar do irmão

- Se possível, eu vou com você pra qualquer lugar – os olhos de Zane brilharam ao ouvi-lo. Harry lembrou-se de como os olhos da mãe brilhavam quando ela ria. Puxou o garoto e afagou seu cabelo – Só não me chamar de papai hein.

- Até parece – retrucou o garoto dando a língua.

Ambos riram da situação, mas no fundo, Harry sabia que o irmão o considerava como um pai. Apesar da presença de tia Rachel, Harry sentia que o irmão necessitava de uma figura paterna e fez de tudo para cuidar do garoto, amadurecendo mais cedo do que a maioria dos meninos.

- Ei, já que hoje eu estou de folga nós podemos ir ao parque.

- Eu posso chamar o Carl?

- Talvez não seja uma boa ideia...

Carl Newton era o melhor amigo de Zane, e irmão mais novo de Josh. Não parecia a Harry uma boa ideia incomodar os Newton logo nesse dia.

- Chame o Squirtle então – pediu o menino.

Harry tirou sua velha pokeball do bolso e libertou o pequeno pokemon azul. Com seu belo casco vermelho e uma expressão humorada, o Squirtle aparentava ser um pokemon comum apesar de ter sofrido do que os especialistas chamaram de “regressão evolucional”.

Nenhuma enfermeira Joy foi capaz de explicar o que acontecera com ele. O professor responsável pelos estudos pokemon em Sinnoh, Rowan, veio pessoalmente estudar o caso inédito e constatou, depois de vários exames, que o pokemon não poderia mais evoluir. Rowan se ofereceu para tratá-lo em seu laboratório, mas Harry se negou a separar-se do seu único companheiro.

O trio deixou a residência em direção ao “Parque das Flores Vermelhas” que ficava a poucas quadras de distância. O sol já se preparava para se pôr, deixando as ruas sob um belo brilho alaranjado. Muitos trabalhadores retornavam para suas casas após um dia comum de trabalho, porém, havia várias crianças que seguiam na direção do parque.

Um mar de cores vermelhas anunciava a entrada do local que fazia jus ao nome, com um conjunto de flores dessa única cor, Harry distinguiu azaleias, cravos, rosas, cerejeiras, e várias outras, usando a habilidade conquistada com a experiência de trabalho na floricultura dos Parker.

Zane se distanciou ao avistar o grupo de crianças com o qual ele sempre brincava e Harry se surpreendeu ao avistar um garoto negro correndo na direção do irmão. Harry começou a olhar ao redor, pois se havia algo que os pais de Carl Newton nunca fariam era deixar o menino dois minutos longe de seus olhos. Antes de conseguir encontrar um rosto conhecido, o rapaz ouviu uma voz atrás dele:

- Haha, que “Déjà vu”, os meninos parecem você e meu irmão há uns anos atrás.

Harry se virou e não se surpreendeu ao encontrar um enorme sorriso estampado no rosto do dono da voz. O homem tinha um cabelo chamativo, arrepiado e preto com as pontas azul escuro, que ainda não tiravam a atenção de suas vestes inteiramente laranja. Harry não pôde deixar de sorrir ao cumprimentá-lo.

- Você não cansa de ser escroto Spencer?

- Pergunte isso as cinco moças que se deitaram comigo desde que eu cheguei na cidade, essa semana por sinal.

- E quantas eram putas?

- “Touché” – Spencer o puxou, dando um caloroso abraço no amigo – Fiquei sabendo agora pouco sobre sua tia, desculpe não ter dado minhas condolências. Meus pais ficam esquisitos por hoje ser “aquele dia” e blá blá blá.... Vim trazer o garoto pra brincar um pouco e sair daquele “climão”.

- Eu entendo cara, mas o que traz um cientista do seu calibre a esse pequeno poço de tranquilidade? – questionou Harry brincando – Afinal já faz o que, um ano desde sua última visita?

- Ora, mas eu amo Floaroma. – Respondeu ele ironicamente. Ele se abaixou e fez um carinho em Squirtle que reagiu alegremente – Mas sabe, eu meio que me demiti.

- Quê? Eu sempre soube que você era retardado, mas a esse ponto...

Spencer, ou Professor Newton como gostava de ser chamado, tinha 23 anos e trabalhava em um laboratório pokemon na região de Kalos desde os 14. Começou como um estagiário, mas sua inteligência o levaram a um posto elevado no laboratório, inteligência tão alta que só podia ser comparada com seu humor e falta de bom senso. Ele só vinha a Sinnoh visitar a família. Visitas que diminuíram bastante depois do desaparecimento de Josh.

Desde o incidente, Harry e Spencer desenvolveram uma grande amizade, apesar de não se verem com tanta frequência, estavam sempre conversando por telefone e mensagens, mesmo ambos possuindo personalidades totalmente distintas.

- Eu quero dar início ao meu experimento, mas eles não estavam me dando apoio, então sai – disse ele dando os ombros.

- Que tipo de experimento?

- Viagens meu caro amigo. Navegar entre um mundo e outro, experiência que os historiadores relatam só acontecer com a interferência de pokemon lendários.

- Partindo do princípio que esses mundos realmente existem né? Afinal, é tudo história...

- Ora, mas você é a prova viva que pelo menos um existe! Eu pesquisei, tenho certeza!

Harry contara em detalhes tudo sobre o incidente no Spear Pillar para um Spencer 8 anos mais novo e aflito como nunca estivera antes. O rapaz começou a entender a sua verdadeira intenção.

- Você quer encontrar o Josh.

- É claro que eu quero! O caso do seu desaparecimento é investigado por uma divisão secreta da polícia internacional, e não temos resultados há anos – disse ele frustrado – eu cansei de esperar, vou atrás de respostas e gostaria da sua ajuda.

- Eu? – Questionou Harry atônito

- Claro, você é a única pessoa que testemunhou o incidente e está viva. Além disso, você é meu amigo e era o melhor amigo dele. Também podemos encontrar aquele seu pokemon.

Munchlax. Harry evitava pensar no seu amado companheiro que fora sugado pelo estranho portal junto com Josh. Mas se houvesse a possibilidade de achá-los...

- Bem...

- Ah que ótimo que você aceita! – exclamou Spencer – Eu também vou precisar de ajuda para levar todo meu equipamento pra lá e depois...

- Espera, lá aonde?

- O Spear Pillar animal! Temos que tentar abrir um portal no mesmo local – explicou ele – vamos, o seu irmão pode ficar na casa dos meus pais.

Antes que Harry pudesse refletir e argumentar Spencer já tinha ido buscar os garotos. Ele retornou Squirtle para sua pokeball e seguiu o grupo para fora do parque.
Durante o trajeto para a casa dos Newton, Harry explicou ao irmão aonde ia e o porquê, porém sem muitos detalhes. Apesar da inteligência, Zane ainda era muito novo e se assustava facilmente.

Sr. Newton estava sentado em uma cadeira de balanço no jardim a frente do sobrado em que morava. Quando o grupo se aproximou ele cumprimentou Harry e o irmão e tratou de se desculpar por sua ausência no velório de tia Rachel.

- ... você sabe, hoje é um dia difícil...

- Pai – interrompeu Spencer – você pode ficar de olho no irmão dele enquanto fazemos aquilo que eu te expliquei ontem?

O homem concordou sem hesitar e Spencer o arrastou para dentro da casa para ajudá-lo a carregar seus equipamentos. Ambos adentraram no hall de entrada e se dirigiram para sala de estar onde enormes maletas pretas se destacavam entre os móveis e eletrodomésticos comuns.

- Como vamos levar isso até o topo do Mt. Coronet? – questionou Harry.

- Não se preocupe, vai ser moleza – respondeu ele entregando algumas das malas e se ocupando de carregar as outras.

Os rapazes levaram toda a parafernália até a frente da casa. Spencer colocou as maletas no chão e tirou duas pokeballs do bolso, lançando-as em seguida.
Harry conhecia apenas um pokemon pois já o vira em ação outras vezes, o enorme Dragonite de Spencer também era inconfundível devido a sua coloração verde.

Spencer explicou que devido a essa cor incomum ele era classificado como “shiny” e por isso era muito raro. O dragão era considerado um pokemon extremamente poderoso e era o maior orgulho de seu treinador.

O segundo era uma espécie que ele não conhecia, lhe parecia ser uma ave. Seu corpo e asas eram uma mescla de preto e roxo. Ele tinha algo que parecia olhos no topo da cabeça, uma elipse com detalhes em espiral.

- Imagino que seja a primeira vez que vê um Noivern – disse Spencer orgulhoso – essa belezinha nativa de Kalos deu um trabalho do cacete pra ser capturado. Ele é muito forte.

Forte, intimidador e assustador, pensou Harry.

- Vamos colocar os equipamentos nas costas dele e vamos voar com o Dragonite – explicou Spencer.

Harry tinha dúvidas se o Noivern ia conseguir levar tanta coisa, mas fez o que lhe era pedido. Spencer sacou uma corda sabe-se lá de onde e amarrou suas coisas nas costas do pokemon.

Despediu-se de Zane e montou no enorme dragão onde Spencer já o aguardava.

- Você vai apontando pra onde ele tem que virar ok?

- Ok – apesar do tempo, Harry ainda se lembrava de como chegar no local.

Alçaram voo e Harry se impressionou que o pássaro esquisito levava todos os equipamentos com pouco esforço. Se distanciaram rapidamente da cidade, subindo cada vez mais. Harry avistou um pequeno grupo de pássaros voando na direção oposta, mas não sabia identificar qual espécie, talvez pombos.

- Isso foi uma das minhas principais pesquisas sabia? – berrou Spencer com esforço para falar.

- O que?

- Como esses animais evoluíram pra espécie que chamamos de pokemon, é incrível como poucos se importam com isso. As pessoas só querem saber do que tem a ganhar usando seus poderes.

Era verdade, poucos se importavam. Harry gritou mais coordenadas e os dois pokemon voaram mais alto e mais rápido. Ele percebeu que estavam se aproximando quando a área rochosa do monte tomou uma coloração branca. Logo uma pequena clareira repleta de altos pilares brancos surgiu a sua vista.

- É ali!

Os pokemons apontaram para o local e fizeram um pouso brusco. Spencer saltou de seu Dragonite indo direto para seus equipamentos nas costas do Noivern.

Harry sentou-se em uma pedra e assistiu Spencer montar três mesas com vários botões e monitores que ele não fazia ideia do que podiam fazer. Era estranho para ele ver o excêntrico rapaz em tamanha concentração. Estar naquele lugar lhe dava calafrios, fazendo-o lembrar de seu passado e de tudo que ele perdeu ali. Ele pensou em seu pai e começou a considerar se tudo aquilo não era uma enorme tolice por parte do amigo.

Spencer posicionou um aparelho à frente das mesas. Ele era similar a uma balança de banheiro, porém possuía vários leds que começaram a se acender quando o rapaz apertou um botão. Ele terminou se afastando com um notebook nas mãos, digitando furiosamente alguns comandos que sua aparelhagem respondia com diversos tons de “bip”.

- Isso é bom Harry, nunca tinha detectado tanta energia. Definitivamente vamos conseguir abrir um portal para o Distortion World.

- Distortion World?

- Sim, o Mundo Distorcido – disse ele com um sorriso – de acordo com as lendas, o poder de Dialga e Palkia era capaz de abrir um portal bem aqui nesse local. Um portal grande o suficiente para libertar o pokemon lendário Giratina.

- Quer dizer que você pode acabar libertando o Giratina? – Harry conhecia muito bem a lenda de Sinnoh e acreditava já ter visto uma cota inteira de Pokemon lendários para a vida.

- Não, minha máquina nunca seria capaz de criar um portal tão grande. Apenas o suficiente para um belo rapaz e outro nem tanto.

- Então o que está esperando rapaz nem tão belo? – brincou Harry lhe dando um tapinha de encorajamento.

Spencer riu e digitou outra série de comandos que fez com que o aparelho chiasse furiosamente. Ele colocou o notebook no chão e avançou para as mesas onde começou a apertar uma série de botões.

Uma neblina surgiu acima do aparelho que parecia uma balança conforme o cientista apertava os botões nas mesas de trabalho. As telas das mesas exibiam linhas similares as exibidas em monitores cardíacos e ficavam mais agitadas conforme a neblina ficava mais densa.

O rapaz se afastou de seus equipamentos e disse a Harry:

- Veja o resultado de vários anos de pesquisa.

A neblina começou a brilhar e Harry pôde sentir uma leve sucção convidando-o a adentrá-la. Ele atravessou as mesas e fitou a neblina.

- Vamos mesmo?

- Juntos – disse Spencer retornando os dois pokemon para suas pokeballs.

Ele se aproximou de Harry e segurou sua mão.

- No três, nós saltamos pra dentro.

Spencer começou a contar, mas, antes de chegar no três, a sucção da neblina aumentou drasticamente e Harry sentiu seus pés saindo do chão. Logo seu corpo inteiro tinha adentrado na neblina e ele não conseguia enxergar nada dentro do estranho portal, sentia apenas sua cabeça rodar. Sua visão ficou turva e sentiu todo o seu corpo se retrair. Não conseguia sentir a presença de Spencer, e também não conseguia respirar. Quando começou a sufocar, percebeu o mundo ao seu redor ficar sólido e sentiu seu corpo batendo em um solo rochoso similar ao do Spear Pillar.

A visão de Harry demorou a se acostumar as cores do lugar onde se encontrava. O Distortion World desfrutava de uma imensidão roxa e diversas plataformas rochosas que flutuavam no meio de um grande vazio. Quando Harry olhou ao redor percebeu que estava em uma das plataformas e Spencer se levantava ao seu lado.

- Claramente a física normal não se aplica a este local – murmurou Spencer.

- O que acontece se a gente cair dessas coisas?

- Não estou afim de descobrir, venha, vamos dar uma explorada.

Como se estivesse habituado àquilo, Spencer partiu de plataforma a outra com grandes saltos com Harry o seguindo apreensivo.

As plataformas não pareciam seguir nenhum padrão naquele mundo esquisito. Elas se apresentavam em várias direções e algumas delas faziam curvas para o alto, seguindo um caminho vertical.

- Como a gente vai fazer para voltar pro nosso mundo? – perguntou Harry.

- Com isso aqui – respondeu Spencer apontando para o relógio no seu pulso – Esse relógio é uma miniatura da minha máquina de portal já configurado pro nosso mundo.

Será que vai funcionar? Harry pensou, mas decidiu manter a dúvida somente para si. Os dois já seguiam em frente há algum tempo e nada parecia mudar naquele lugar estranho. O rapaz percebeu olhando mais adiante que as plataformas pareciam surgir quando eles se aproximavam e desapareciam quando eles a deixavam pra trás.

- Ei! – exclamou Spencer depois de algum tempo – olhe ali.

Harry olhou aonde ele apontava e se surpreendeu com o que viu. Uma trilha de plataformas verticais levava a outra bem maior do que as outras e lá se encontrava uma pessoa em pé. Olhando daquele lugar, parecia que a pessoa estava com os pés colados na plataforma e que poderia despencar para o abismo a qualquer momento.
Os rapazes se aproximaram da trilha vertical. Harry encostou a mão na plataforma que, do seu ponto de vista, lhe parecia uma parede. Enquanto Spencer murmurava algo sobre escalar, ele encostou o pé direito sob a “parede” e sentiu todo o peso do mundo mudar apenas na perna direita. Ele a afastou e deu um salto para a plataforma vertical. Logo sentiu toda a gravidade ao seu redor se modificar enquanto o seu corpo fazia uma curva de noventa graus.

Harry sentiu seus pés tocarem o chão e olhou para a plataforma em que estava antes, que agora projetava-se verticalmente com um atônito Spencer encarando-o.

- Tá, foda-se a lógica – disse ele dando os ombros e saltando para onde Harry estava.

Seu corpo fez o mesmo giro que o de Harry e ele caiu ao seu lado um pouco tonto.

- Vamos descobrir quem é aquela pessoa – disse Harry partindo em direção em direção a plataforma maior.

Enquanto se aproximava ele perdeu as esperanças que fosse o Josh ao notar as características da pessoa que estava adiante. Era um homem de meia-idade com cabelos negros repletos de fios brancos. Trajava uma blusa vermelha e uma calça cinza que abrigava uma das mãos no bolso.

Quando eles se aproximaram o homem se virou para eles com um sorriso gentil.

- Ora, achei que nunca iam chegar.

- Sabe quem somos? – questionou Spencer.

- Espero que sim, estou esperando a muito tempo, talvez anos. O tempo aqui é muito diferente.

Harry encarou os olhos escuros do homem, ele lhe era muito familiar, mas tinha certeza que nunca tinham se encontrado.

- Espera, eu conheço você – disse Spencer – Eu te vi há alguns anos em um evento Pokemon na cidade Lumiose, em Kalos. Você era um líder de ginásio de outra região que veio participar de um torneio, mas não me lembro de onde...

- Hoenn amigo – confirmou o homem – eu me chamo Norman, sou ex-líder de ginásio da cidade de Petalburg.

- E o que um ex-líder faz aqui? – perguntou Harry – Viu um rapaz negro da minha idade ou um pokemon verde, pequeno e gordo?

- Tantas perguntas – disse Norman – Mas eu ainda não sei se são quem eu espero.

- Eu me chamo Spencer Newton, o cara afobado é o Harry Miller.

- Nomes não significam nada para mim, temos que batalhar.

- Batalhar pra que meu senhor? – Harry já começou a imaginar que o homem devia ser louco.

- Essa é minha condição – disse o ex-líder – um pokemon pra cada um de vocês e eu usarei esses dois – o homem tirou duas pokeballs do bolso e as atirou ao chão.
Dois pokemons muito grandes surgiram. Um deles era branco e se apoiava em duas patas apontando as garras para Harry. O segundo era marrom e era bem maior e robusto que o branco, sua expressão era de mal humor.

- Um Vigoroth e um Slaking, o que acha Harry? – quis saber Spencer.

- Não acho que temos muita escolha – respondeu Harry.

Respirando fundo, Harry convocou seu único pokemon para ajudá-lo. Squirtle surgiu em campo com a mesma expressão contente de sempre, Harry achava impressionante como nada afetava a personalidade seu pequeno pokemon, nem mesmo o local esquisito em que eles se encontravam. Porém, o rapaz estava apreensivo, pois os dois não batalhavam juntos a muito tempo e o ex-líder esquisito devia ser muito experiente.

Spencer esbanjava autoconfiança quando chamou seu Dragonite para a batalha. Os olhos de Norman brilharam ao examinar a cor exótica do dragão.

- Sem perda de tempo então, Vigoroth use o Focus Energy, Slaking acerte um Counter no Squirtle.

Sem tempo para reagir, o golpe de Slaking acertou Squirtle antes que Harry pudesse gritar alguma coordenada, enquanto Vigoroth armazenava energia.

- Dragonite, use o Wing Attack no Slaking! – berrou Spencer.

- Squirtle ajude-o com um Aqua Tail no Slaking!

- Proteja seu companheiro acertando um Focus Punch neles, Vigoroth – instruiu Norman.

Squirtle preparou seu golpe e, com um turbilhão de água na cauda, conseguiu desviar de Vigoroth e golpeou o enorme Slaking. Já Dragonite não foi capaz de desviar do punho de Vigoroth e recebeu em cheio o golpe que, apesar de não ser muito efetivo, lhe deixou tonto.

- Harry, tente proteger o Dragonite enquanto ele usa esse golpe – gritou Spencer – Agora, Dragon Dance!

Harry sabia que o pokemon dragão estava aumentando seu poder de ataque, porém, ficaria vulnerável alguns segundos e instruiu Squirtle a ficar na frente de Dragonite. Norman logo tentou tirar vantagem:

- Slaking dispare um Thunderbolt contra eles!

O pokemon monstruoso fechou os punhos e disparou um raio amarelo de seu corpo. Harry sabia que esse golpe podia ser fatal para ambos Squirtle e Dragonite, mas se lembrou de uma antiga estratégia para detê-lo.

- Squirtle, use o Rapid Spin para bloquear o ataque!

O pequeno pokemon tartaruga encolheu em seu casco e avançou para o raio, girando em alta velocidade. O impacto deteve o percurso do raio e quando Squirtle saiu do casco, estava ileso.

- Muito interessante rapaz – elogiou Norman.

- Pense bem antes de elogiar – advertiu Harry com um sorriso.

- Que? Aonde ele foi?

- Acerte o Vigoroth com o Dig – disse Harry.

Sem que Norman percebesse, Squirtle se afundara na terra e conseguiu dar um golpe em cheio no desprevenido Vigoroth.

Aos poucos o medo ia abandonando o corpo de Harry sendo substituído pelo espirito de batalha que ele tinha quando era mais jovem. Os anos sem treinamento haviam tirado um pouco da sincronia que ele e seu Pokemon tinham, porém, seu Squirtle continuava experiente em batalhas mesmo tendo mais o poder de sua última evolução.

- Agora vou mostrar o poder do Dragonite – disse Spencer – Use o Draco Meteor!

Dragonite ergueu a cabeça para o estranho céu do Distortion World e atirou uma bola de fogo pro alto. A bola se dividiu em várias que caíram sobre o solo como meteoros. Squirtle usou seu tamanho a seu favor e desviou com destreza de todo o poderoso golpe. Slaking recebeu dano, mas usou os braços para se defender, diferente de Vigoroth que recebeu vários golpes em cheio e acabou desmaiando derrotado.

- Hum – disse Norman retornando o pokemon para sua pokeballs – Meu Slaking ainda é forte para dar conta dos dois, Flamethrower no Dragonite!

- Desvie – disse Spencer.

O poderoso dragão verde não conseguiu escapar totalmente do jato de chamas atirado pelo pokemon adversário, apesar de evitar grande parte do ataque.

- Spencer eu tenho uma ideia – disse Harry – Squirtle pule nas costas do Dragonite!

Squirtle fez o que lhe foi ordenado e Spencer logo entendeu o plano de Harry.

- Vão para cima do Slaking! – disse Spencer.

- Evasiva Slaking!

Dragonite alçou voo contra o pokemon de Norman, mas antes que ele pudesse desviar do impacto Harry gritou:

- Squirtle, use o Ice Beam!

O pokemon abriu a boca e soltou um raio azul que atingiu em cheio o Slaking, congelando seus membros inferiores, impedindo-o de correr.

- Finalize com Wing Attack – comandou Spencer com um sorriso

As asas do dragão brilharam conforme ele acertou o golpe contra o enorme pokemon marrom. Slaking ficou tonto por alguns segundos e, por fim, desmaiou.
Squirtle pulou sobre os braços de Harry que lhe fez um carinho. Nada mal pra quem não batalha a tantos anos.

- Parabéns rapazes – disse Norman retornando seu pokemon – Acho que isso esclarece tudo.

- Eu só fico cada vez mais confuso – rebateu Harry.

- Queremos saber sobre o meu irmão, Josh Newton – disse Spencer – Ele foi trazido para este mundo a oito anos e nunca mais foi visto.

- Muitos vêm e vão ao Distortion Wold meu jovem – disse Norman pensativo – Veja ao seu redor, nem mesmo o guardião desse mundo, Giratina, está por aqui... – uma neblina similar à que eles atravessaram para chegar ali se formou ao lado de Norman, assumindo a forma que Josh tinha aos onze anos – seu irmão esteve aqui, mas não está mais.

A neblina se dissipou junto com a animação de Spencer.

- Afinal, nós somos quem você esperava? – perguntou Harry.

- Ah sim, com certeza Harry Miller – Norman se aproximou dele – Minha missão é pouco clara, mas sei que você irá nos ajudar.

- Ajudar a quem?

Ele pegou sua mão e deixou uma pokeball e um pequeno objeto. Harry ergueu o objeto para olhá-lo melhor. Parecia um haltere do tamanho de uma moeda.

- É uma insígnia?

- A insígnia da Balança – confirmou Norman – minha filha May é a atual líder do ginásio de Petalburg e está a sua espera, basta mostrar a insígnia pra ela que acredito que as coisas ficarão mais claras.

- Ah sim, mais enigmas, já que até agora você provou ser um inútil – comentou Spencer aborrecido.

- Bem, as pistas mais próximas para encontrar seu irmão estão nas mãos de Harry.

Quando ele disse isso a pokeball que Norman o entregara se manifestou. De dentro dela surgiu um pokemon muito gordo para o seu pequeno tamanho. Ele possuía um sorriso enorme, só não maior que a incredulidade de Harry.

-Meu... meu Munchlax? – ele se abaixou e abraçou o pokemon para ter certeza que não estava sonhando.

- Muitas coisas vêm e vão Harry. Seu amigo veio e já foi, seu pokemon veio e só vai hoje. Você está destinado a grandes coisas, mas deve tomar cuidado com o caos. Diga a May que eu a amo, mostre a insígnia e pergunte sobre Max e Fred.

A visão de Harry ficou turva outra vez. Sua cabeça começou a rodar e as frases enigmáticas ditas por Norman ecoaram em sua mente. Sem saber se desmaiou ou se sonhou, o rapaz acordou no Spear Pillar, no mesmo local que tinha chegado mais cedo com Spencer.

Harry olhou ao redor e viu que todo o equipamento de Spencer tinha sido destruído. Spencer e os pokemons se levantavam atordoados, e Harry surpreendeu-se ao ver que Munchlax estava entre eles. Se abaixou para o pokemon e o abraçou de novo para ter certeza que ele estava ali. Depois de se afastar, percebeu que seu punho ainda estava fechado na insígnia da Balança.

- Você tá bem cara? – perguntou para Spencer.

- Não, anos de pesquisa destruídos para ver um líder de ginásio doido – bufou ele – Pelo menos você achou seu pokemon, prova de que fomos pro lugar certo.

- E agora?

- Parece que vamos para Hoenn visitar a filha do líder de ginásio doido – disse ele se levantando – espero que pelo menos ela seja gostosa.




~~//~~







Notas Finais:  Obrigado pela leitura. Espero que tenham gostado. Continuo aceitando sugestões viu, continuem me ajudando por favor haha


Última edição por Brijudoca em Dom 9 Abr 2017 - 9:36, editado 1 vez(es) (Razão : cade o itálico seu animal)
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Re: Caos

Mensagem por Rush em Dom 26 Mar 2017 - 19:48

Sup, Brijudoca!

Gostei bastante do primeiro capítulo. O timeskip mais os acontecimentos e sua desenvoltura deram um ar MUITO épico. Uma jornada que não é em busca das insignias, e sim de Josh. Foi algo que realmente deixou aquele gostinho de "quero mais".

Fiquei chateado em ver que além de seu pai, Harry perdeu sua mãe e um dos gêmeos, sendo que apenas Zane sobreviveu ao parto. Também teve a tia, mas me perdoe, ela acabou não tendo nenhum peso pra mim pela sua ausência até agora. Além do fato dela parecer ter tido uma morte tranquila e sem pendências na vida, finalmente podendo ir descansar.

Gostei do realismo em questão do protagonista trabalhar e agora assinar as papeladas que garantiram a guarda de seu irmão ao seu nome. Seria muito legal se você explorasse o relacionamento entre os dois, que mesmo sendo irmãos, realmente pareceu um relacionamento entre pai e filho. A forte figura paterna de Harry sobre Zane foi algo bem interessante e original, em minha opinião, pois geralmente vemos os irmãos brigando ou coisa do gênero. Achei muito legal mesmo esse instinto protetor dor protagonista.

Também gostei de Spencer, o típico personagem que eu mais gosto: Alívio cômico e máquina sexual insaciável, além de possuir qualidade como uma inteligência aguçada e um apego à honra, já que usa essa inteligência e seu tempo para dar um jeito de procurar o irmão. Não sei se ele será um coadjuvante ou um protagonista, mas ele tem potencial para ser um dos principais. Além de ter um Dragonite Shiny, que eu achei bem bacana.

O distorcion world foi algo que eu nunca cheguei a ter um conhecimento nem que básico. Pokémon Platinum foi o ÚNICO jogo que não tive a oportunidade de jogar, embora seja um dos que mais senti vontade. Nunca cheguei a ver o Distorcion World no anime, pois parei de assistir na terceira temporada, e bem, nunca tive uma noção de como era mesmo, mas gostei bastante da forma como você descreveu. Um lugar que desafia a física, onde todos os ângulos acabam por ter estabilidade para você ficar de pé e andar tranquilamente foi algo MUITO psicodélico. Gostei bastante, e espero que você acabe dando mais foco nesse lugar na história, mesmo que as máquinas de Spencer tenham sido destruídas.

Agora eu fico ansiosamente aguardando o próximo capítulo, para ver o desenvolvimento dessa jornada. Gostei bastante de você fazê-los ter que viajar para outro continente, e isso vai ser muito interessante.

Um abraço cara, até o próximo cap.
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Re: Caos

Mensagem por Slow em Seg 27 Mar 2017 - 19:50

Eai cara o/

Sua evolução foi imensa, melhorou bastante nos pontos que disse anteriormente. Tem um errinho aqui ou ali, mas nem valem a pena ser citados. Eu só indico o uso de algo indicador de pensamento, seja "aspas", itálico, sublinhado ou cor para indicar pensamento por uma questão de organização, recomendo um dos dois primeiros.

A vida desse cara é cheia de desgraças. Nunca vi GoT, mas soube (e tem até memes sobre) que o escritor adora encher de mortes. Você disse em algum canto ai que queria escrever algo no estilo, pelo menos nisso conseguiu -q. Eu também não ressenti muito pela tia, me pareceu mais algo para ar um clima bad e pra deixá-los sozinhos, o que acabou funcionando. A relação de Zane e Harry foi muito legal, espero que explore mais isso mais para frente. Provavelmente serei respondido com o próximo cap, mas Zane também irá para Hoenn? Tipo, o cara acabou de finalmente conseguir a guarda (parece ter sido trabalhoso) e vai deixá-lo com alguém?

Ao contrário do Rush, eu joguei Platinum (vai pros emuladores Rush, o jogo é ótimo) e vi o Distortion World também pelo filme que não lembro o nome, mas protagonizado por Giratina e Shaymin, embora tenha visto pelo Dialga -q. Sua descrição do lugar foi ótima, eu tinha o lugar em mente e cada parte do que disse, condiz, de modo que eu imergi lá. Aliás, é tão estranho que o sr. "Newton", o cara da maçãzinha na cabeça "descobridor" da gravidade, esteja em um lugar de gravidade totalmente aleatória. Deve cair maçã de todos os lados lá. Por falar nisso, gostei bastante do Spencer, tem um jeito "descolado" e "nerd" ao mesmo tempo, com um ótimo contraste. Só espero que o cara da gravidade não surte quando ver o cabelo anti-gravidade da May. Aliás, não estou certo com o tempo da fanfic em relação aos personagens do anime, mas para a May ser líder, diria que no futuro, basta saber quanto.

A batalha foi ótima e pelo visto tem traços do anime e do jogo, por ter "turnos" e ao mesmo tempo não ser tão preso, como foi o caso de Squirtle encolher-se no casco. A tartaruga não evolui mais, isso me lembra um certo protagonista não-evoluidor de Pokémon. Será que ele adota os que sofrem isso? -q. Aliás, o Squirtle só regressou fisicamente ou perdeu também toda a sua força como Blastoise, restando-lhe apenas experiência?

Fico feliz pelo Munchlax e pelo Josh, até achei que demorariam mais para surgir (o Munchlax, no caso), mas já fico aliviado por eles. Só imagino como estará o garoto, afastado dos amigos por tanto tempo e traído pelo "amor da sua vida" daquela forma.

É isso, até o próximo cap  tchau
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Re: Caos

Mensagem por -Ice em Dom 2 Abr 2017 - 16:53

Hello o/

Primeiramente eu gostaria de me desculpar pela minha demora em comentar. Eu até ia comentar antes, mas algumas obrigações acabaram me sufocando e, aproveitando-me da informação de que o espaço entre os capítulos seria de duas semanas, decidi esperar um tempinho maior e, assim, poder fazer um comentário mais bem bolado.

Aliás, eu gostaria de dizer que fiquei meio aliviado de saber sobre o tempo que seria dado entre os capítulos. Não que a fanfic seja ruim, longe disso, mas é uma boa escolha para que possamos digerir as informações mais calmamente, e também é uma boa opção para quando a fanfic não vai ter muitos capítulos, que eu creio que seja o seu caso.

Começando com um comentário que eu esqueci de fazer no prólogo, eu adorei a escolha dos pokémon de Harry. Squirtle sempre é o meu inicial em Kanto, já que eu adoro demais o Blastoise, e Munchlax é simplesmente o meu pokémon favorito entre as centenas de espécies que temos no universo pokémon atualmente.

Agora, sobre o capítulo, eu me surpreendi. Como eu disse no comentário anterior, eu já esperava que a história fosse utilizar-se do tempo de alguma maneira, seja colocando Harry em um paradoxo, ou fazendo ele voltar ao começo de sua jornada, eu só não esperava que nada disso fosse ser usado -q Foi interessante ver que o universo continuou normal, e o único que foi realmente afetado pelo golpe de Dialga foi o Squirtle.

Assim como Rush, também curti bastante o Spencer, eu partilho da opinião dele de achar os personagens "transantes" mais interessantes, apesar de esses não serem os meus preferidos. Por algum motivo, sempre que o personagem falava, eu imaginava para ele uma voz igual ao personagem de mesmo nome da série iCarly huahus

Bom, eu achei meio estranho a aparição repentina de Norman no Distortion World, assim como a batalha na dimensão distorcida, mas é pokémon, é meio que regra colocar algumas batalhas aqui e ali =P Eu curti o jeito como a batalha fluiu, deu pra entender bem o que estava acontecendo, sem tudo ficar lento demais. Apesar de tudo, fiquei com a mesma dúvida que Slow, se a força do Blastoise também "desevoluiu" ou ele agora é um Squirtle com a força de um Blastoise?

Gostei de saber que agora eles viajarão para Hoenn e vão ver May, pois isso torna as coisas um pouco mais... animantes? Esqueci a palavra, mas isso tira um pouco do tédio de uma fanfic monótoma, que era o que aconteceria se todo o resto se passasse no Distortion World.

Enfim, Briju, quero que saiba que estou curtindo bastante, que estou feliz em ver que aceitou as minhas dicas sobre formatação e tudo mais. Aguardo ansiosamente o próximo capítulo, até mais o/
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Re: Caos

Mensagem por Brijudoca em Dom 9 Abr 2017 - 11:05

Domingo sim, domingo não, mais um capítulo de Caos na mão dsclp


Respondendo aos Comentários:
 

@Rush

Fala Ruuuush
Obrigado pelo comentário :DDD

A jornada de Harry realmente é bem diferente da maioria. Que bom que serviu pra te deixar curioso. 

Eu realmente não estava brincando quando disse que o Harry teria um "passado assombrado". A vida foi meio dura com ele. O relacionamento dele com o Zane é uma das coisas que eu mais gosto de escrever. Eles realmente não são aquele tipo de irmãos que gostam de implicar um com o outro o tempo todo. Pode ter certeza que eu vou explorar bastante isso ao longo da fic.

O Spencer é aquele tipo personagem que todo mundo ama né? haha Ele não é bem um dos protagonistas, mas ele vai aparecer muito na fic sim, não se preocupe quanto isso, até porque ele é basicamente a engrenagem que faz a história girar (Não sei se isso fez sentido).

Cara, o Platinum foi o jogo que eu mais joguei de pokemon (cerca de 200hs da minha vida perdidas -q), mas fiquei muito feliz que consegui passar um pouco do que é o Distortion World. Foi muito difícil descrever o local, e saber que alguém que nunca viu nada sobre ele gostou me deixa muito feliz

Um abraço o/

@Slow

Eae Slow :DD

Obrigado pelos elogios cara. Nossa eu jurooooo que eu tinha colocado tudo em itálico, mas enquanto eu formatava essa porra deve ter sumido, fiquei muito TRIGGERED aaaaaaaa deve ter ficado horrível ler essas partes de pensamento. Editei agora há pouco essas partes, mas já tô pensando em mudar pras aspas a fim de evitar algo assim de novo.

Harry seria um típico personagem de GOT mesmo, sempre rodeado de desgraça -q O Zane é meu personagem favorito, eu nunca deixaria ele "a Deus dará" em Sinnoh ahahus mas sim ele vai junto pra Hoenn e nesse capítulo... bem não vou me adiantar mas você verá.

Que bom que você gostou do trecho do Distortion World, como eu disse ao Rush, foi bem difícil escrever essa parte. O Spencer é ótimo mesmo, e amei a observação que você fez sobre a gravidade em referência ao sobrenome Newton hahahha admito que nem passou pela minha cabeça. Apesar de eu sugar bastante da fonte do anime, não creio que o tempo terá muita relação com o tempo do anime. Ainda sobre isso, as batalhas são bem inspiradas no mesmo, apesar do sistema de turnos. Como elas não serão tão frequentes como em outras fics de jornadas, tenho trabalhado para dar uma incrementada e tentar deixa-las mais interessantes. 

O caso do Squirtle é interessante, eu diria que ele é sim bem mais forte que os Squirtle normais, porém não chega nem perto da força que tinha como Blastoise. Mais ou menos como se você treinasse um Squirtle até o Lv. 50 mas não deixasse ele evoluir saca? Ele seria bem mais forte e experiente que muitos pokemon, mas seus stats não poderiam ser comparados a sua evolução final.

Obrigado pelo comentário viu o/

@-Ice

Salve mano

Não precisa se desculpar cara. A vantagem do intervalo grande para os leitores é essa mesmo, ler e comentar cada um em seu tempo. Diferente de eu, que ás vezes tenho que ler pelo celular no meio do meu almoço pra achar tempo pra comentar em c e r t a s fanfics... (tô brincando viu? <3)

Sobre a fic ter poucos capítulos... sabe que eu realmente não sei ainda. Eu sempre tive em mente fazer ela em poucos capítulos mesmo, mas veja que eu só tinha o começo e o final planejados. Conforme eu desenvolvo o meio da estória, ela vai crescendo e eu vejo que talvez ela não seja tão pequena quanto eu previ inicialmente. Vamos ver hehe

Nossa Ice me abraça. Claro que eu dei pro Harry meus dois poke fave da vida, sendo o Squirtle meu favorito ever, mas o Munchlax é maravilhoso demais também <3

Sobre o seu comentário do tempo. Realmente, o tempo-espaço normal do mundo não foi afetado e a vida seguiu normalmente, menos pro Squirtle que agora é a tartaruguinha pra sempre (amo). Mas quem disse que ele não seria usado? Vou deixar a dúvida no ar.

Olha eu nem queria admitir, mas quando eu dei o nome pro personagem eu pensei sim no Spencer de iCarly deus que me perdoe saiujaiosajoi assim como o Josh também veio de Drake e Josh. Claro que são só os nomes, a aparência e personalidade deles são bem diferentes hsaushu Mas sempre que pensar em algum personagem do mundo com o mesmo nome de algum personagem da minha fic, saiba que há chance de eu ter pegado o nome dele mesmo -q

A aparição repentina do Norman e do Distortion World era pra dar um choque mesmo, e já dar uma impressão que a fic não está pra brincadeira. A batalha aconteceu, primeiro porque é sim de praxe enfiar uma aqui e ali, afinal é pokemão. Mas sim, as condições foram bem esquisitas e de início não era pra fazer sentido mesmo, tanto que tentei passar essa confusão pro Harry, que não entendia pq caralhos eles deveriam batalhar ali do nada. Mas não, nem por um segundo pensei em deixar eles por muito tempo na terra do Giratina haha

Sob o Squirtle, eu expliquei mais ou menos enquanto respondia o Slow. 

"O caso do Squirtle é interessante, eu diria que ele é sim bem mais forte que os Squirtle normais, porém não chega nem perto da força que tinha como Blastoise. Mais ou menos como se você treinasse um Squirtle até o Lv. 50 mas não deixasse ele evoluir saca? Ele seria bem mais forte e experiente que muitos pokemon, mas seus stats não poderiam ser comparados a sua evolução final"


Obrigado de verdade pelo comentário amigo o/


Nota do autor: Olá amigos. Sempre na luta pra não extrapolar meu prazo, venho a todos com o novo capítulo da fic. Eu gostei muito de escreve-lo e acredito que ele dita mais ou menos como será o ritmo de acontecimentos da estória (spoiler: frenético). A unica coisa que eu não gosto muito é do titulo do mesmo, pois sou horrível em nomear os capítulos haha O POV dele é ditado pelo meu personagem favorito da fic, e imagino que vai surpreender um pouco no início. Sem mais delongas, fiquem com o capítulo 2 de Caos. Enjoy!

Capítulo II - Desejo sob as águas


Zane




Zane não gostava de navios.

O constante vai-e-vem embrulhava seu estômago, deixando seu rosto com uma coloração esverdeada.

O mesmo não parecia se aplicar a seu irmão. Harry fitava a imensidão do oceano com uma expressão despreocupada, porém sua mente parecia estar bem distante dali. Seu Munchlax lhe fazia companhia roncando ao seu lado.  Eles passavam o tempo todo juntos desde que se reencontraram. Zane se aproximou do rapaz e lhe deu uma cutucada.

- Mano, falta muito?

- Mais um dia carinha – respondeu ele afagando seus cabelos – Está ansioso para ver Hoenn?

Zane observou alguns pokemon aquáticos que ele não conhecia saltando da água. Eram estranhos pois tinham a forma de um coração. Acompanhar seus movimentos só fez aumentar seu enjoo.

- Estou ansioso para ver qualquer pedaço de terra.

- Não se preocupe – disse Harry dando risada – Tente se distrair um pouco.

- Que nem o Spencer? – o rapaz tinha conhecido uma garota no primeiro dia dentro do navio, e desde então se encontravam várias vezes para brincar, pelo menos era o que Zane esperava.

- É, mais ou menos – Harry coçou a cabeça – Tinha umas crianças brincando na proa do navio, você devia...

O rapaz não conseguiu terminar a frase pois foi atingido em cheio por uma garota que corria desvairada pelo corredor em que se encontravam. Os dois se trombaram e por pouco Harry não despencou do navio. A garota se recuperou rapidamente e começou a despejar desculpas para o irmão.

- Sinto muito, eu estava ansiosa para ver os Luvidsc, me desculpe...

- Ei, calma tá tudo bem – disse Harry se recuperando, com os olhos vidrados na moça.

Ela era um pouco mais baixa que Harry e devia ter mais ou menos a mesma idade que ele. Possuía olhos castanho e tinha um tom de pele muito claro, que se destacava com seu cabelo preto e ondulado. Zane notou que ela era muito bonita.

- Mas eu quase te derrubei do navio, meu Deus, sinto muito... é?

- Ah... Ha-Harry – balbuciou seu irmão corando.

- A maluca aqui se chama Lydia – disse a moça – Desculpe outra vez.

- Imagina – Harry fez um gesto de pouco caso – Dê uma olhada nos Luvidisc, é a primeira vez que os vê?

Zane se afastou do irmão e da sua nova amiga afim de procurar alguma coisa para brincar. O navio que estavam era muito grande, com cerca de duzentos passageiros indo para cidade de Slateport na região de Hoenn, e possuía muitas coisas divertidas para se fazer. Já era o quinto dia que estavam a bordo e Zane tinha amizade com os faxineiros, marinheiros e principalmente com os cozinheiros, que foi quem ele decidiu ir visitar, dirigindo-se para as cozinhas que ficavam nos andares mais baixos do imenso navio.

Ele estava muito ansioso para conhecer a nova região pois nunca conhecera nenhum lugar muito além da cidade de Floaroma e esperava se preparar pra quando pudesse começar sua jornada pokemon. Porém, sabia o que essa viagem significava para Harry e Spencer. Eles lhe explicaram o que tinha acontecido em sua breve excursão ao tal Distortion World. Harry nunca foi de esconder informações dele, algo que fazia Zane admirar mais o irmão por confiar nele.

O menino perdeu a noção das horas enquanto conversava e ajudava os seus amigos cozinheiros. Quando se deu conta, já havia escurecido e era quase hora do jantar. Ele saiu correndo das cozinhas e desatou a subir as escadas que o levavam pra área dos quartos a fim de encontrar Harry e Spencer para irem jantar.

Porém o garoto acabou tomando um caminho errado e saiu na ala de quartos errada. Enquanto tentava se localizar acabou dando de cara com o motivo que o impedia de fazer amizade com as outras crianças do navio.

O gigantesco Timothy tinha a mesma idade que Zane, mas o que o garoto tinha de pequeno para sua idade, Timothy tinha de grande. Logo no primeiro dia no navio Zane se juntou com várias outras crianças para brincar de pega-pega e durante a farra ele acabou tropeçando junto com Timothy. Devido a queda o grandalhão rasgou a bermuda que usava no dia e, devido a um temperamento forte, deu uma surra em Zane que só não foi pior porque o garoto conseguiu sair correndo.

No dia seguinte ele descobriu que o valentão proibiu as crianças de brincar com ele sob a ameaça de apanharem também. Por esse motivo Zane tinha que andar sempre alerta pelos corredores e acabou fazendo amizade com os funcionários do navio.

Mas agora encontrava-se em um corredor deserto apenas ele e Timothy com alguns garotos que deviam ser uma pequena gangue que o grandalhão formara.

- Ora, se não é o lixinho do Miller – zombou Timothy – Parece que finalmente vamos terminar de acertar nossas contas.

Zane olhou ao redor e percebeu que estava cercado pelos meninos que acompanhavam o valentão. Sem lugar pra correr ou insultos pra berrar, só restou a ele se abaixar e esperar os golpes.

E eles vieram sem dó. Zane sentiu socos e chutes de todas as direções enquanto tentava proteger sua cara e sua pélvis. Os murros mais dolorosos eram sempre o do vulto maior que vinha sempre acompanhado de uma risada grotesca. Sangue começou a escorrer de sua têmpora e embaçou sua visão. Ele já estava imerso em um torpor causado pela dor que mal sentia os golpes.

Tudo cessou de repente com uma luz amarela que cegou Zane por alguns instantes. No segundo seguinte seu pequeno corpo foi erguido por alguém que usava um lenço para limpar o sangue do seu rosto.

- Consegue me ouvir? – sussurrou a pessoa com uma doce voz feminina.

- Sim – Zane piscou algumas vezes tentando reconhecer sua salvadora – O que você fez?

- O Pikachu deu um jeito neles. Um absurdo tantos garotos juntos para bater em você, uma covardia.

O garoto piscou mais uma vez e viu os belos olhos castanho claro da garota bonita que tinha conhecido mais cedo. Ao seu lado estava um pokemon amarelo que se assemelhava a um rato. Faíscas amarelas saia de suas bochechas vermelhas.

- Você é aquela garota que trombou com meu irmão – constatou ele tentando se lembrar do nome dela – Lydia não é?

- Sim, você dever ser o irmão do Harry não é? Claro que é, você é igualzinho a ele. Venha a minha cabine para eu tratar dessas feridas, é aqui na frente – ela puxou uma pokeball do bolso e guardou o Pikachu nela.

Zane se levantou com dificuldade e acompanhou a bela garota até seu quarto. Ele era bem menor comparado ao que o garoto ocupava com o irmão e Spencer. Tinha apenas uma cômoda, um guarda-roupa e uma cama de solteiro.

Lydia o conduziu até a cama e abriu uma gaveta na cômoda, tirando alguns remédios, panos e algodão. A garota logo se pois a limpar suas feridas, passando o remédio com cuidado sobre os machucados para não arder. Enquanto ela passava o algodão sobre os esfolados em sua face a moça comentou:

- Você tem olhos lindos sabia? Nunca tinha visto olhos como os seus e os do seu irmão.

Zane enrubesceu sem saber muito bem como responder. Já tinha sido elogiado outras vezes pelos seus olhos cor verde esmeralda mas nunca por uma garota tão bonita.

- Obrigado. Dizem que minha mãe tinha olhos assim, mas eu nunca a conheci.

- Eu também não conheci a minha mãe – disse Lydia com amargura – Ela deixou meu pai quando eu era bebê e nunca tive notícias dela.

- A minha morreu quando eu nasci... – Zane encolheu os ombros sentindo culpa por Jenny Miller não estar mais nesse mundo.

Lydia percebendo como o garoto tinha ficado cabisbaixo afagou seu cabelo como Harry costumava fazer e o confortou dizendo:

- Não fique assim, não há nada mais lindo do que o amor de uma mãe dando a vida pro filho. Agora venha, vou leva-lo pro seu irmão antes que a gente perca o jantar.

Os dois deixaram a pequena cabine e foram para a confusão de escadas em que Zane tinha se perdido. Ele ainda estava dolorido, mas já se sentia muito melhor. Depois de alguns lances o garoto reconheceu a ala de quartos em que eles estavam acomodados. Zane seguiu na frente até a cabine e decidiu bater na porta para alertar que tinha chegado.
Spencer abriu a porta. Hoje ele estava com uma camisa florida rosa e uma bermuda branca que se destacavam com sua pele escura. Seu cabelo normalmente espetado estava emaranhado.

- Caramba carinha, você veio até aqui em cima rolando? Tá tudo certo?

- Claro que está – respondeu Zane ficando vermelho.

Só então Specer reparou em Lydia.

-Oh, minhas desculpas – disse ele inclinando o corpo – Professor Spencer Newton ao seu dispor.

Lydia deu uma risada.

- Harry me falou sobre você, prazer, sou Lydia Stork – disse ela erguendo a mão.

Harry surgiu na porta com uma camiseta colocada ao avesso.

- Lydia! Oi de novo - disse ele com um sorriso idiota – Onde você estava Zane?

- Tá tudo bem mano, eu explico depois...

- Ei, a amiga de vocês gostaria de nos acompanhar no jantar de hoje? – sugeriu Spencer.

- Eu adoraria, mas tenho alguns problemas para resolver agora, mas a gente se vê por aí – com um último aceno ela disparou para a direção das escadas.

Zane entrou na cabine e começou a se trocar para ir jantar enquanto Spencer caçoava de Harry.

- Que isso, você tá caidinho pela menina, devia ter insistido pra jantar com ela.

- Deixa disso. Agora o Zane vai me contar o porquê dele estar todo machucado.

Zane foi sincero com o irmão e lhe disse o que aconteceu. Harry ficou muito preocupado com o tal Timothy, mesmo depois do garoto tranquiliza-lo, afinal essa devia ser a última noite deles no navio.

O trio jantou no restaurante do navio sem maiores distrações. Zane não viu nem sinal de Timothy ou dos outros garotos, nem mesmo de Lydia, então o assunto da mesa seguiu sobre o que fariam ao chegar em Hoenn.

Considerando que eles aportariam na cidade de Slateport, a forma mais rápida de chegar a cidade de Petalburg era voando ou em uma pequena embarcação. Spencer disse que tinha contato com um marinheiro da região e que ele poderia transportá-los rapidamente ao seu destino.

Decidido isso eles voltaram pra sua cabine e logo se preparam pra última noite de sono sob o oceano. Diferente das outras noites, Zane venceu sem esforços a sensação de enjoo que o barco lhe causava e dormiu rapidamente. Porém seu sono não foi nem um pouco tranquilo.

Sonhou que estava no fundo do oceano e conseguia respirar normalmente. Várias luzes azuis piscavam de todos os lados e ele conseguia ouvir vozes estridentes chamando por ele.

“Venha Zane”

“Me ajude Zane”.

O sonho continuou e as vozes ficavam mais altas e mais irritadas. Zane tampou os ouvidos com as mãos e se ajoelhou tentando bloquear o som.

“Venha Zane”

“Me ajude Zane”

“SOCORRO ZANE”

Ele tentou gritar por ajuda mas só conseguiu produzir uma grande bolha de ar. De repente perdeu a capacidade de respirar em baixo d’água. Com as mãos no pescoço, o garoto começou a sufocar, sua visão enegreceu, mas ele ainda conseguia ouvir as súplicas das estranhas vozes.

Zane despertou de súbito com o coração batendo muito rápido. Ele se assustou ao perceber que as vozes ainda ecoavam na sua mente. Levantou-se silenciosamente e foi olhar a água na esperança do enjoo voltar e varrer as vozes de sua cabeça. Porém o que ele viu foi uma mancha azul brilhante no meio da água próxima a proa do navio e a voz que dizia “Socorro Zane” ficou ainda mais alta.

Decidindo investigar aquele brilho, o garoto saiu silenciosamente do quarto e dirigiu-se a proa do navio. Vez ou outra viu um segurança patrulhando os corredores, mas não teve dificuldade em se esconder deles.

A proa do navio se encontrava deserta. Zane se debruçou sob a beirada dele para olhar pra mancha brilhante no meio do oceano e percebeu que as vozes não saíam mais da sua cabeça e sim daquele local.

- Pulou da cama Zane? – perguntou uma voz atrás dele.

Zane se virou e se surpreendeu ao se deparar novamente com Lydia. Ela trajava a mesma roupa com que se encontrara com Zane mais cedo, sugerindo que ela não tinha ido dormir.

- Eu ouvi um pedido de ajuda e vim investigar, consegue ver aquilo no oceano?

Lydia deu uma olhada e segurou uma pequena exclamação.

- Sim, vejo! Eu também ouvi alguma coisa – confidenciou ela.

- Como vamos descobrir o que é aquilo? A voz parece chamar do fundo do oceano.

A garota tirou uma pokeball do bolso e revelou um pokemon grande e forte. Ele tinha uma cor azul e sua barriga era branca com uma linha espiral.

- Uau, um Poliwhirl! Ou seria um Poliwrath?

- É um Poliwhirl e ele sabe usar o Dive. Esse golpe pode nos ajudar a seguir essa luz esquisita - Lydia envolveu Zane com um braço e ergueu seu pequeno corpo do chão – Pronto pequeno explorador?

- Claro.

A garota se empoleirou na beirada do navio e deu um salto junto com Zane e acompanhada pelo pokemon. Zane sentiu a água gelada encharcar seu corpo e o cheiro de sal inundar seu nariz.

- Se agarre no Poliwhirl – Zane seguiu rapidamente a instrução – Use o Dive.

Poliwhirl avançou para o fundo com Zane e Lydia agarrados nele. Zane prendeu a respiração mas percebeu que não precisava pois uma bolha de ar os envolvia enquanto o pokemon afundava.

A luz brilhava mais intensamente agora que eles estavam submersos e Zane pode ver que vários peixes e pokemons aquáticos se distanciavam dela. A súplica das vozes ficou mais clara e ele percebeu que era uma única voz.

Ele pode ver que a luz vinha de dentro de uma enorme rocha branca no fundo do oceano, mais especificamente de uma fenda na rocha. Quando o grupo se aproximou, a luz começou a suga-los para mais perto e por um momento a luz ficou tão forte que o garoto não conseguia enxergar nada.

No segundo seguinte seus pés tocaram um chão sólido. Zane se levantou e olhou ao redor, percebendo que eles tinham entrado na fenda da rocha. Uma bolha similar à que o Poliwhirl produziu para leva-los até lá cobria toda a região, que era repleta de algas e pedras coloridas no chão.

No canto mais profundo da fenda estava um pokemon muito pequeno e, aparentemente, ferido. Ele era branco com detalhes amarelo e sua cabeça tinha o formato de uma estrela. Seus olhos gentis encontraram o de Zane e ele deu um sorriso.

- Você veio Zane Miller – disse ele para surpresa do garoto.

- Você fala?

- Estou usando meus poderes psíquicos para me comunicar com você. Quem é a garota? - a voz do pokemon era fraca, porém extremamente doce e gentil.

- Meu Deus! – exclamou Lydia boquiaberta – Você é o lendário realizador de desejos Jirachi.

O pokemon sorriu novamente e assentiu.

- Por que você nos chamou Jirachi?

- Eu estou ferido e preso aqui a algum tempo. Senti o seu coração puro e pedi ajuda em seus sonhos.

- Mas quem te machucou?

- Pessoas malvadas Zane – Jirachi fechou a cara – Os pokemon lendários estão sendo caçados a anos e alguns foram pegos com sucesso. Estão atrás de mim.

- Mas por que?

- O que leva um humano a querer tirar vantagens dos pokemon? – disse Jirachi com sarcasmo – Há várias coisas que não estão claras para mim. Não sou tão poderoso quanto meus companheiros mas eu enxergo algo em você que eles não veem em humanos. Você tem o coração puro o suficiente para nos trazer esperança.

- Eu? Por que eu? Como um garoto fraco como eu pode ajudá-lo?

Zane não conseguiu ouvir a resposta do lendário. De repente todo o seu mundo escureceu.




~~//~~




Lydia



Felizmente o chamado “realizador de desejos” notou tarde demais o que tinha acontecido.

Lydia planejava aquele momento há vários dias e não podia permitir que Jirachi plantasse quaisquer ideias loucas que tivesse na cabeça do garoto. Com um leve murmúrio para Poliwhirl, logo Zane estava apagado sob o efeito do golpe Hypnosis.

Jirachi arregalou os olhos ao ver o garoto no chão e se dirigiu furioso para a garota:

- O que você fez?

- Não vou permitir que encha a cabeça de Zane com suas mentiras. Ataque-o com Wake-Up Slap – ordenou ela ao seu parceiro.

Poliwhirl avançou em direção ao lendário que usou sua habilidade de teleporte para desviar do golpe.

- Eles mandaram você?

- Você matou uma divisão inteira de nossos soldados – acusou Lydia.

- Então prepare-se para se juntar a eles! – exclamou o pokemon furioso mandando um ataque contra ela.

Poliwhirl deu um salto em sua direção e recebeu o ataque. Lydia olhou preocupada para o companheiro mas percebeu que ele estava bem apesar do ataque direto.

- Tem sorte do garoto estar aqui, senão eu romperia essa bolha e deixaria você se afogar – disse Jirachi irritado.

Então vou me aproveitar dessa sua obsessão com ele.

- Poliwhirl use o Bublebeam girando – gritou Lydia se jogando no chão para não ser atingida pelo golpe.

O seu pokemon começou a lançar várias bolhas em alta velocidade por sua boca. Jirachi desviava se teleportando de um lado para o outro, mas como as bolhas foram para todos os lados uma hora o golpe acertou o lendário que se distraiu por um momento.

Lydia se aproveitou desse momento e se atirou na direção do garoto desacordado, encostando a faca que sempre carregava escondida em sua manga direita em seu pequeno pescoço branco.

- Ataque de novo que eu rasgo a garganta do jovem Zane.

O momento de hesitação de Jirachi foi tudo que Lydia precisou para atirar sua armadilha na direção do pokemon. Uma pequena bolinha preta escondida na outra manga que ao bater no chão libertou diversas cordas eletrônicas que amarraram e eletrocutaram Jirachi. Nesse momento a bolinha aumentou de tamanho e revelou ser uma pokeball totalmente negra. Ela se abriu e abrigou seu novo morador sem piscar nenhuma vez, como de costume.

No momento que ele foi capturado, a bolha de ar projetada na fenda se rompeu, inundando a área. Poliwhirl não precisou nem do comando para usar o Dive e proteger Lydia e Zane.

A correnteza quase levou a pokeball negra embora, mas Lydia conduziu Poliwhirl até a direção dela e conseguiu pegar seu prêmio, colocando no bolso com cuidado.

Eles não deviam ter passado mais do que meia hora embaixo d’água, logo o navio estava do mesmo jeito que fora deixado quando afundaram. Depois de subirem novamente para a proa, Poliwhirl ajudou Lydia a colocar o garoto sobre seus ombros antes de retornar para a pokeball com orgulho.

Lydia caminhou silenciosamente pelo navio em direção a cabine dos garotos, a qual descobriu que Zane deixou destrancada para facilitar seu trabalho. Silenciosa como um gato, a garota entrou e o colocou em sua cama, como se nunca tivesse saído dela durante a noite. Olhou para cama do lado e viu Harry em um sono profundo e tranquilo, que era tão parecido com Zane que parecia um clone mais velho e mais alto. Mais lindo e charmoso também.

Ela deixou a cabine junto com seus desejos pelo rapaz, se preparando para o que faria agora. Voltou pra sua cabine e colocou a pokeball negra sob a cômoda e abriu a primeira gaveta onde encontrava-se um celular amarelo simples. Apertou a discagem rápida e estremeceu ao ouvir aquela voz que mesmo no telefone conseguia ser fria e cortante.

- Sim?

- Está feito.

- Muito bem Lydia, sabia que você era capaz.

- Nate – Lydia pensou bem se devia dizer aquilo – Ele estava estranhamente obcecado por um garoto.

- Um garoto?

- Seu nome é Zane Miller.

- Hum... – disse Nate em um tom de voz indecifrável.




~~//~~


Notas Finais: "Wow Briju, segundo capítulo e você já ta enfiando outro lendário na história?" Pois é amigos, podem se preparar que os próximos capítulos também terão acontecimentos... interessantes. Alguém também sentiu um peque Deja vu com Lydia? Será que alguma mulher bonita nessa fic é confiável?

Obrigado pela leitura e não deixem de comentar vlw o/


Última edição por Brijudoca em Sab 22 Abr 2017 - 17:42, editado 2 vez(es) (Razão : formatação do cacete)
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Re: Caos

Mensagem por Rush em Dom 9 Abr 2017 - 14:30

Briju! /o/


Gostei bastante do capítulo e me surpreendi ao ver que você fez algo semelhante as Crônicas de Gelo e Fogo, usando pontos de vistas de uma forma bem similar. Eu particularmente gostei de Zane desde o capítulo passado, pois lembro que o achei bem inocente. Seu trabalho com ele foi muito bom mesmo, pois você conseguiu transmitir a sensação dele ser uma criança mesmo, inocente e sem malícia na cabeça, só vivendo o presente e não se preocupando com o futuro - E dou ênfase na parte em que ele achou que Spencer fosse "brincar sem malícia" com uma mulher que ele conheceu.

Já não posso dizer o mesmo de Lydia. Quero dizer, não é que eu não tenha gostado dela, mas eu não consegui entender nada dela ainda. Ela pareceu ser uma pessoa gente boa ao proteger Zane do valentão chamado Timothy (Achei um nome irônico para um valentão), mas então ela capturou o Jirachi... Eu sei que não foi por falta de habilidade, e sim por suspense, mas eu achei a parte bastante confusa. Confusa que eu digo é, eu não soube em quem confiar, sabe?

Lydia, mesmo ameaçando Zane, mostrou se importar com o garoto a ponto de não desperdiçá-lo ou descartá-lo na primeira oportunidade que teve. Além de tudo, mostrou bastante remorso diante do Jirachi, mostrando que ela realmente acredita estar fazendo o certo. Caso ela seja uma vilã, você fez um ótimo trabalho em apontar isto, pois numa história realista, na maioria das vezes, os vilões não se acham vilões, acham que seus motivos são os corretos, embora extremistas.

Outro ponto que EXPLODIU MINHA CABEÇA foi como você descreveu o movimento "Dive". CARA, eu nunca tinha pensado nisso, sério, meio que fez o movimento fazer um sentido muito mais óbvio e útil. Eu já tinha feito um esquema dos HMs na minha fic (Que nunca chegou a ser introduzido) que os HMs não seriam ataques em si, e sim equipamentos para se equipar no Pokémon, sabe? Por exemplo, o "Fly" seria uma cela que você equiparia nas costas do Pokémon, o "Dive" seria semelhante, mas acompanhados com pequenas máscaras de oxigênio.

A forma em que você retratou o movimento fez ficar muito mais interessante e surreal, de uma forma que achei fantástica, como a batalha entre o Poliwhirl e o Jirachi dentro da bolha. A sensação que eu tive foi de uma batalha "épica" mesmo que curtíssima, pois qualquer estraguinho, fariam ambos os lados morrerem afogados. (Ok que o Jirachi pode teletransportar, mas o Zane não)

Acho que Lydia não chegou a trair ninguém para não ser confiável. Ela tem seus motivos e por acaso acabou trombando com Zane e Harry - bem, é o que eu acho pelo menos hahah -, e pela seu PoV, ela pareceu sentir-se atraída por Harry, talvez criando sentimentos e mostrando seu ponto de vista para o garoto.

Gostei bastante do capítulo e entendi porque você gostou de escrevê-lo.

Vou dar uma dica TOTALMENTE DESNECESSÁRIA, mas é algo que eu e -Ice fazemos pois acho que dá uma magia na fic, além de uma assinatura. O que você acha de colocar trilhas sonoras na fic? É só você ir num vídeo no youtube, bem abaixo do "Inscrever-se" tem um "compartilhar". Você clica no "compartilhar" > "incorporar" e vai gerar um código, onde vai ter essas porras aqui:

width="560" height="315"

Você só coloca "65" pra ficar num tamanho maneiro.

Eu digo isso pois estava escutando uma música que, NA MINHA OPINIÃO, combinou bastante com a fic. Mesmo que você coloque uma trilha sonora (O que eu sugiro), eu acho que não vou tirar essa música da cabeça quando eu ler sua fic ou o contrário, talvez eu não consiga tirar sua fic da cabeça quando eu escutar a música.




Enfim, foi só um detalhe mesmo. Hahaha

Cara, aguardo ansiosamente o próximo capítulo. Um abraço!
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Re: Caos

Mensagem por Slow em Ter 11 Abr 2017 - 20:39

Hey Bricarateca, quer dizer, Brijudoca o/ dsclp


Eu podia ter procrastinado mais um pouco para fazer o comentário? Podia, mas eu jurei por ai afora que comentária hoje, então, eu tenho o mínimo de responsabilidade para cumprir ao menos os juramentos. Eu podia não ter jurado nada? Podia, mas esqueci. Impulsos.

De qualquer forma, foi até bom fazer isso "logo", pq eu gostei bastante do capítulo. Só estou confuso com uma coisa (ou duas, mais adiante), Lydia era para ter exatamente a idade de quem? Você disse que ela era um pouco mais baixa que Harry e mais ou menos a idade "do seu irmão". Ai eu imaginei algo meio intermediário entre os dois, ou uma criança altona, só que ela começou a se pegar loucamente gostar do Harry e vice-versa, então... eu dei uma crescida nela na imaginação. Nunca vi um personagem crescer tão rapido -q. Depois voltei para a parte da confusão e associei que foi usado "seu irmão" por ser o PoV de Zane, mas por causa do "Harry" anteriormente, acreditei que o "seu irmão" se referia a Harry, logo, Zane. Enfim, entendi depois.

Esse Professor Newton, sempre brincalhão ( ͡° ͜ʖ ͡°). Eu pensei aqui em inúmeras cantadas com trocadilhos sobre gravidade, o que já é consequência do trocadilho com o "Newton".

Agora que parei para pensar... Lydia eletrocutou a (literalmente) 'mini'-gangue de valentões com um rato. Gostei. Enfim, é aqui que eu fico confuso de novo. QUEM É O VILÃO AQUI? Ela apagando o Zane e ter escondido por todo esse tempo seu real objetivo (na verdade só algumas horas, ao contrário de uma certa outra mulher bonita) já me pareceu muito culpada e eu já estava ficando meio bad por isso e me lembrando de uma certa outra mulher bonita (OUTRA, SÉRIO? HARRY PODE PEGAR NINGUÉM QUE  NÃO ESCONDA PLANOS MALÍGNOS? < eu revoltado). A parte dela ao telefone acentuou posteriormente, já que eu tenho um preconceito com os "caras misteriosos do outro lado da linha", ou simplesmente misteriosos demais, embora um anime por ai já tenha me mostrado o contrário. 

Mas ai ela citou que o Jirachi dizia "mentiras" e que ele tinha matado uma "divisão de nossos soldados", coisa que o Jirachi não negou e toda a reação dele me lembrou MUITO um personagem de Undertale, não vou dizer quem para não virar spoiler, caso não tenha jogado. Sinceramente eu fiquei bem feliz por ter a suspeita desse Jirachi, já que eu não quero que Lydia seja como uma certa outra mulher bonita e pq eu estava meio que odiando aquele discurso de "coração puro" do Jirachi. Só diga que alguém tem coração puro se for para dar uma nuvem voadora.

Eu espero do fundo do meu Luvdisc interno que ela ter dito sobre Zane para o cara-da-outra-linha-muito-misterioso-e-suspeito não traga algum problema para eles futuramente, visto que ela tenha pensado sobre "será que eu digo", mostrando se importar com ele e ficando entre não achar seguro, por ter parado para pensar, e achar seguro por ter dito após pensar. Também por isso eu confio um pouco mais nela (e eu quero confiar).

Mas... pq capturar o Jirachi? Quem são "eles" que ela citou, quando falou sobre os "nossos soldados"? Quem é o cara da outra linha muito misterioso e suspeito? Por algum acaso seriam os mesmos da organização que uma certa outra mulher bonita faz parte? Sexta, no globo repórter.

Ah é, quase esqueci. As tais faltas de virgulas voltaram com um pouco mais de força nesse último cap. Também teve uma parte que você disse que eles iriam "dormir sob o oceano", o que é meio bizarro por "sob" significar "embaixo, por baixo" e ai você imagina que eles dormiram mergulhando. E fica mais bizarro por eles, pelo menos Zane e Lydia, terem realmente mergulhado neste capítulo. E MAIS BIZARRO pq o Zane realmente "apagou" embaixo d'água.

Bom, é isso, até o próximo domingo de capítulo na mão  tchau Caramba, esse saiu grande. Enfim, teorias...
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Re: Caos

Mensagem por Black~ em Sab 15 Abr 2017 - 11:47

Após um longo tempo fora da área, estou voltando meio fora de forma ainda, então vou começando a comentar pelas fics menores (Ice e Rush que me desculpem, mas eu ainda vou demorar um pouco pra comentar na de vocês), mas enfim, vamos ao que realmente importa.

Primeiro, eu tenho que perguntar se uma das séries que você se baseou é Stranger Things, pois algumas coisas achei bem parecidas. Não vou falar muito, pois não sei se você - e também os outros comentaristas - assistiram. Mas, de toda forma, fiquei com essa dúvida, não que fosse demérito, muito pelo contrário.

Enfim, vamos lá. Eu devo dizer que gostei muito da fanfic. Em Game of Thrones eu tenho certeza que você se baseou, pois foi uma desgraceira do caramba na fic kkkk; todo mundo morre aí. Mas eu achei bem ousado você ter colocado aquele começo bonitinho, o protagonista criança e plam... mata o aparente protagonista, o pokémon do protagonista e a amiga do protagonista, que vira antagonista, enfim. Eu achei bem legal o fato de ter explorado o Dialga e o Palkia logo no começo da história, fazendo o estopim do enredo já se dar no começo.

Bem, eu achei muito legal o recurso do Roar of Time que você usou, porém imaginei que o Harry também sofreria alguma regressão, ou até mesmo o próprio continente de Sinnoh sofreria algo, entretanto, somente com o Blastoise aconteceu algo. Eu só não entendi se o Squirtle voltou a ser apenas um Squirtle, ou se ele é um Squirtle com a força de um Blastoise, mas enfim.

Eu gostei bastante desse Spencer, é um cara bem canalha, apesar de ser um cientista nerdão, estudioso. Gostei desse contraste. O Harry também foi um personagem que eu gostei bastante. Uma criança que tem que praticamente amadurecer muito mais rápido, já que perdeu os pais e ainda tem um irmão bebê. O mesmo acontece com Zane, que cresce sem pai, nem mãe, tendo apenas um irmão 10 anos mais velho cuidando de si. Eu também achei bem avulsa aquela tia deles, senti que a morte dela foi mais pra finalmente avançar a história, fazendo o menino poder sair de casa com irmão e tudo mais, mas enfim.

Eu fiquei intrigado com a presença do Norman no mundo distorcido e achei a batalha um tanto avulsa, mas é pocemaunz, e a gente gosta de ver batalhas kkkk. Mas essa ida deles a Petalburg vai explicar bastante coisa. Estou curioso para ver o encontro deles com a May.

Essa Lydia realmente é bem filha da puta. Ela me pareceu ser tão boazinha, mas no fim das contas parece que está envolvida com a equipe vilã. Todavia, assim como o Rush, eu gostei desse fato de ela acabar meio que gostando dos irmãos e mostrando um lado mais humano, torna isso bem mais real do que simplesmente: "hahahaha sou mau, vou pegar os lendários, controlar o mundo e te matar hahahaha". Apesar da filhadaputagem, achei a personagem bem interessante e curti o conflito moral que ela enfrentou ao "denunciar" a presença do Zane e a possível relação que o menino possa ter com o Jirachi.

Enfim, gostei desse jeito de escrever, com POVs - bem parecido com As Crônicas de Gelo e Fogo - pois permite um maior aprofundamento na história, além de podermos interpretar a história de várias formas, não somente do lado "protagonista fazendo o certo contra o vilão mau", como podemos perceber no já comentado caso da Lydia.

Bem, acabei fazendo um comentário mais geral, pois eram três capítulos para comentar, no próximo faço um comentário melhor.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Caos

Mensagem por -Ice em Dom 16 Abr 2017 - 14:25

project retype animando os seus horários de amoco C:

Briju o/

Demorei mas cheguei! E que capítulo, ein? Eu não tinha percebido que o capítulo um se passava sob um ponto de vista, então fiquei surpreso ao ler o dois e perceber que a fanfic teria vários pontos de vista. Eu curti bastante a escolha e, admito, eu já estava planejando algo com pontos de vista para o futuro -q

Esse Harry tem uma sorte, né? Toda menina que ele curte acaba se revelando uma vilã. Me lembrou bastante da minha vida social HUAHUASAU

Eu não tinha curtido muito o Zane no capítulo anterior, mas nesse eu consegui gostar bastante do personagem, e talvez ele até tenha se tornado o meu preferido (ainda é cedo pra dizer). Eu percebi que tinha gostado do personagem pois a cena em que ele é espancado por vários outros garotos me deixou meio aflito.

Aliás, falando dessa cena, no começo eu achei que o Pikachu tivesse usado o Flash para afastar os valentões, mas depois eu comecei a ponderar se ele tinha eletrocutado os moleques.

Toda a sequência no mar foi bem legal, você explorou o golpe Dive de um jeito bem legal e que eu também nunca tinha sequer imaginado. Para mim, os pokémon só faziam o treinador respirar em baixo da água mesmo husahs Mas ninguém liga, esse HM só faz diferença em Hoenn mesmo kkkk

Todo esse negócio do Jirachi fez parecer que teremos vários lendários sendo capturados daqui em diante, bem como uma equipe boladona atrapalhando a busca por Josh. Eu me pergunto o quão ferrado o Zane está agora que Lydia o entregou para o sujeito do outro lado da linha.

Vale ressaltar que eu, assim como Slow, fiquei confuso em relação à Lydia. No capítulo foi dito que ela era um pouco mais baixa que Harry e tinha a idade do seu irmão, dando a entender que ela tinha a idade de Zane, mas só lendo o comentário do Slow que eu fui entender que "seu irmão" se referia à Harry, já que o capítulo se passou sob o ponto de vista de Zane. Eu acho que ficaria melhor se você colocasse "era um pouco mais baixa que Harry, mesmo tendo a mesma idade que o rapaz". Não confundiria tanto -qq

Eu concordo com o Rush em colocar umas músicas aqui e ali (todos deveriam fazer isso, fica tão legal com trilha sonora *-*). Você disse que estaria aceitando sugestões, então fica uma outra sugestão aqui -q

Até mais Briju, um beijo, um queijo e até o próximo capítulo o/
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Re: Caos

Mensagem por Brijudoca em Dom 23 Abr 2017 - 18:10

cheguemos nesse domingo chuvoso (pelo menos onde eu moro) com mais um capítulo de caos

RESPONDENDO OS COMENTÁRIOS:


@Rush  o/
Obrigado por comentar cara. Eu me inspirei em várias coisas das Crônicas quando tava criando a fic, embora eu saiba que não consigo alcançar a genialidade do velho Martin, ele me ajudou bastante com essa fan fic.

Apesar de você citar confusão, acho que você entendeu um pouco da Lydia. Ela é uma pessoa boa, que realmente acredita que esta fazendo a coisa certa, mas já deu pra ver que ela não é necessariamente confiável né? Mas teremos mais momentos pra desenvolver mais sobre a personalidade dela, do contrário, ela não seria um personagem POV hehe

MANO eu juro que eu nunca entendi como aquela porra de Dive funcionava como golpe-HM, então eu fiz da única forma que fazia sentido na minha cabeça, numa cena inspirada naquele desenho das bruxinhas que passava na globo, W.I.T.C.H., onde num episódio a mina da água usava seu poder pra levar as outras minas pra baixo dum lago LOL

Tem duas coisas que eu queria muito aplicar na minha fic desde antes de divulgá-la, e que aumentou ainda mais depois de começar a ler as outras aqui do fórum. Uma era dar apelidos pros Pokemon, a fim de individualizá-los melhor mas acabei jogando a ideia por terra e segui pelo modo anime de ser... a outra era de acrescentar musiquinhas, mas eu tenho uma dificuldade enorme de encaixa-las no meu texto. Porém, graças ao seu comment, decidi tentar, vamos ver no que vai dar. (E curti pra caralho essa música, já tenho até um momento pra usá-la =p)

Obrigado de novo man

@Slow

Cara, procrastinar para fazer comentários é meu nome do meio hehe Tô sempre enrolando pra comentar nas fics por aqui asuhshakdh

Esse trecho foi um belo vacilo meu, não percebi que tinha ficado confuso enquanto lia, já alterei pra uma colocação que faz mais sentido e deixa mais claro que a Lydia é ADULTA e tá nas casas dos seus 18 anos e pouco, que nem o Harry. Com o lançamento do próximo capítulo, pretendo ter em mãos um mini guia de personagens pra facilitar com esse lance de idades -q

SIM ELA ELETROCUTOU A CRIANÇADA HAHAHA eu pensei mais num Thunder Wave, mas como eu não especifiquei o golpe, podemos dar asas a imaginação e imaginar uma garota violenta eletrocutando os pirralhos. O Harry realmente veio ao mundo destinado a sofrer, ele bem que poderia conhecer uma mulher normal né? Mas, ainda há muito da Lydia há ser explorado antes de taxarmos ela como uma dos malvadinhos.

De fato, o Jirachi não é muito flor que se cheire, o que foi bem engraçado pra mim enquanto escrevia, imaginar o realizador de desejos matando pessoas, acho que você captou bem o que eu quis passar. (Não joguei Undertale sorry)

Gostei de ver você se perdendo nas teorias haaha claro que não vou spoilar nada, mas veremos um pouco do cara-do-outro-lado-da-linha very soon...

Nossa, eu sofri muito confundindo o "sob" e o "sobre", achei que tinha consertado tudo mas deixei escapar um no capítulo... mals. Perdoa a falta de virgula e não desiste de mim -q (sério, eu to me esforçando e a cada vez que eu reviso um capítulo eu sempre acrescento mais virgulas kkkk)

Valeu Slow o/

@Black~

EAE BLACK o/

Fiquei bem feliz de ver seu retorno a área de fan fics e, principalmente, feliz de ter outro leitor pra cativar.

Cara, quando eu comecei a desenvolver a fic e escrever esses capítulos inicias, Stranger Things nem existia, e eu mesmo não tinha feito essa associação até você mencionar, agora também vi algumas coisas parecidas =o Mas aproveitando a deixa, tem alguns elementos da série que eu quero trazer pra fic sim, principalmente com o Zane.

Que bom que você curtiu, e sim, GOT (tanto a série, quanto os livros) é minha maior inspiração hehe Espero estar fazendo juz a essa obra que eu tanto admiro. Sobre o Squirtle, eu expliquei mais ou menos pro Ice e pro Slow no último capítulo, então vou só copiar e colar o que eu disse.

"O caso do Squirtle é interessante, eu diria que ele é sim bem mais forte que os Squirtle normais, porém não chega nem perto da força que tinha como Blastoise. Mais ou menos como se você treinasse um Squirtle até o Lv. 50 mas não deixasse ele evoluir saca? Ele seria bem mais forte e experiente que muitos pokemon, mas seus stats não poderiam ser comparados a sua evolução final"

A batalha no Distortion World foi feita com o objetivo de ser totalmente avulsa mesmo, tanto que eu tentei passar essa confusão pro Harry, deixando ele meio que "pq diabos esse louco quer batalhar?". Mas há uma explicação para o ocorrido, que eles devem descobrir ao chegar em Petalburg ou não

A Lydia tem esse lado bem cínico mesmo, mas também é como o Rush disse, ela tava lá seguindo a vida de vilania dela e ocorreu de dar de cara com os mocinhos hasuhasu Mas ela tem bem mais camadas pra serem desenvolvidas, graças a magia do POV.

Obrigado mesmo pelo comment Black =D

@-Ice o/

Imaginei que alguém pudesse ficar confuso com a mudança de POV devido ao prólogo e capítulo I serem exclusivamente do Harry. Que bom que curtiu. olha você já nos preparando pros ratos do deserto desde aqui

Nossa, espero que sua vida social não lembre tanto assim a do menino Harry, de qualquer forma, cuidado -q Que bom que você gostou do Zane, é bem difícil escrever sobre ele pois é sempre uma linha tênue pra não deixá-lo bobo demais, ou insuportável demais, ou mesmo não fazer juz a idade dele.

O Flash teria sido uma boa opção também hein Vamos deixar isso aberto a imaginação de cada um (embora eu goste de ver os bullies sofrendo -q)

Eu curto muito a ideia do Dive, queria que ele tivesse sido usado melhor em outros games também, bem melhor que aquelas outras tosquices como o Rock Climb.

A captura do Jirachi é só começo, temos alguns eventos bem inimáginaves a caminho, mas é de fato relacionado a uma equipe boladona ahushas Poor Zane que foi caguetado pela Lydia.

Eu mudei aquele trecho, relendo ele agora vi que tava confuso mesmo, peço perdão pelo vacilo. Vou tentar seguir a sugestão das trilhas sonoras, eu tava meio assim por causa das escolhas das musiquinhas, mas parei pra pensar e decidi tentar haha valeu pela sugestão.


Nossa, responder os comentários é a parte mais gostosa na hora de postar um novo capítulo, mais uma vez, obrigado por todos que perderam um pouquinho de seu tempo pra comentar aqui =D

Nota do Autor: Bom, o capítulo III é o mais ~diferentão~ até agora. Nele eu usei nele mais uma técnica inspirada nas Crônicas de Gelo e Fogo, pois, na saga, o autor gosta de fazer aquele capítulo bombástico sob algum POV e no capítulo seguinte você está do outro lado do universo com outro personagem, seguindo outras fitas (e o fdp ás vezes demora quase 100 páginas pra voltar pro plot que você tava curioso). No começo isso pode ser um pouco irritante e até ingrato, mas vou trabalhar para continuar entregando um resultado satisfatório.

Também decidi seguir as dicas de acrescentar umas musiquinhas -q Claro que eu tenho um gosto musical bem duvidoso, mas a vantagem de ter vários protagonistas de diferentes personalidades, me permite por músicas de basicamente qualquer gênero. Por exemplo, nesse tentei deixar algo mais pop, pois acho que faz sentido com a personagem.

Esse é um capítulo que eu escrevi tem uns dois anos, e em vez de reescreve-lo que nem eu fiz com os outros, só fiz algumas mudanças. Enfim, espero que gostem.




Capítulo III – Incidente no Laboratório

Laura




Ah, o glamour.





Muitas coisas deixavam Laura excitada, mas coisas glamorosas deixavam a menina sem fôlego.

Centenas de coordenadores pokemons desfilavam pelas ruas da cidade de Saffron com seus parceiros lado a lado. Cada um mais bonito que o outro, exibindo seus golpes para a multidão eufórica que acompanhava o desfile. A rua estava decorada com rosas vermelhas a cada metro e várias pétalas estavam espalhadas pelo imenso tapete vermelho em que os coordenadores passavam.
No meio de toda a exibição, uma carruagem de cinco metros em forma de castelo acompanhava a bela procissão. Totalmente rosa e com detalhes lilás, o castelo era maravilhoso de se observar, mas a definição de glamour estava era dentro dele, enquanto Laura recebia a ajuda de três garotas para terminar de se aprontar. Seu cabelo castanho claro já estava arrumado em um coque elegante que ressaltava o rosto da menina, que terminava de ajustar sua maquiagem passando um delineador preto ao redor de seus olhos castanho escuro enquanto as moças terminavam de ajustar o longo vestido de renda rosa que ela utilizava.

Uma quarta garota cuidava de seu Milotic, que não precisava necessariamente de muitos cuidados, o pokemon tinha um corpo amarelado esguio com antenas vermelhas cheia de detalhes multicoloridos e o mesmo já era majestoso de se observar naturalmente. Quando as meninas se afastaram, Laura se olhou no espelho e mal reconheceu a garota que viu. Ela se considerava uma garota razoavelmente bonita no auge de seus quinze anos. Mas o que as garotas fizeram foi eliminar qualquer imperfeição visual de seu corpo.

Aparência não é tudo, foco em quem você é e nas coisas que realmente importam, pensou ela no momento que Aiden entrou no quarto em que ela terminava de se aprontar. O rapaz usava sua camisa xadrez e jeans rasgados de sempre. Ele ergueu a câmera que sempre andava pendurada em seu pescoço e tirou uma foto do quarto.

- Você sobe em cinco minutos – avisou ele.

- Ok, já estou pronta.

- Vou lá pra fora para capturar o momento – disse Aiden saindo disparado.

Laura saiu do pequeno quarto acompanhada de seu pokemon até o elevador que os revelaria pra multidão no momento certo. Aguardou ansiosamente a voz que devia chama-la.

- Preparem-se pessoal – anunciou a voz da apresentadora Lívia – Com vocês a garota que conquistou toda a região de Kanto. Vencedora do Grande Festival deste ano, uma salva de palmas para nossa nova top coordenadora a Srta. Laura Modesto!

O elevador subiu revelando Laura e Milotic para a multidão que berrava seu nome alucinadamente. Laura acenou vigorosamente de cima da carruagem-castelo enquanto Milotic usava seu golpe Aqua Tail, encantando todos que assistiam.

De sua posição, ela podia ver vários coordenadores que ela enfrentara durante sua longa jornada para chegar naquela posição. Vários aplaudiam vigorosamente, apesar de um ou outro virar a cara. Hayley Cook que perdera para ela na semifinal do Festival visivelmente não olhava satisfeita. Vadia estúpida.

O cabelo loiro prateado de Aiden lhe chamou atenção com ele correndo para tirar fotos de todos os ângulos possíveis. Quando os músicos começaram a tocar a marcha da vitória, Laura libertou seus outros quatro pokemon de suas pokeballs.

A raposa branca que era seu Ninetales não perdeu tempo em lançar uma chama para o céu, arrancando gritos entusiasmados. O humanoide Jinx não ficou para traz, fazendo sua habitual combinação com o pokemon raposa, usando o golpe Blizzard junto com suas chamas. A combinação causava um efeito belo o suficiente para impressionar até quem não gostava de Concursos Pokemon. Buterfree e Gloom se limitavam a pular excitados.

Laura sabia que só devia exibir um pokemon durante o desfile dos campeões, por isso escolheu o Milotic que veio com ela da região de Hoenn e participou de todos os concursos. Mas ela não se importava com as regras, lhe parecia errado não mostrar todos que a ajudaram a chegar ali.

Os expectadores aprovaram e gritaram como loucos. Laura sentia-se feliz como nunca esteve. Acenou e pulou até o momento que a apresentadora anunciou o fim. Todos os coordenadores retornaram seus pokemon e finalizaram o desfile inclinando o corpo como um agradecimento.

Laura desceu da carruagem do vencedor, pegou a bolsa que tinha deixado guardada na carruagem e se dirigiu ao Centro Pokemon localizado em uma travessa da rua em que o desfile tinha ocorrido. Foi diretamente para o banheiro desfazer toda aquela arrumação. Despenteou o cabelo, limpou a maquiagem e colocou uma camisa e saia simples. Apesar de ter amado a sensação de estar linda em frente a todos, sentia-se muito melhor naquele banheiro, como uma garota qualquer. Guardou suas coisas na bolsa e saiu do banheiro procurando algum telefone.

Localizou um ao lado da recepção, que se encontrava vazia, com apenas uma Chansey a observando. Laura se aproximou do aparelho, mas antes de tirar o fone do gancho sentiu um par de mãos em sua cintura e uma respiração ofegante em seu pescoço. Ela virou e se deparou com o par de olhos azuis muito claros de Aiden.

- Você estava magnifica – elogiou ele com a face tão próxima da dela que ela conseguia sentir seu hálito fresco.

- Eu sou magnifica, você só está sendo redundante.

- Ora, me desculpe se eu queria elogiar minha... – Laura o calou encostando seus lábios nos dele.

Ela o abraçou e o garoto a beijou com mais vigor, prensando ela na parede e descendo para o seu pescoço com beijos leves e amorosos. Laura o afastou delicadamente.

- Eu já disse que te amo?

- Quase mais vezes que a minha mãe, e olha que ela tem dezesseis anos de vantagem – respondeu ele rindo, buscando os lábios da garota outra vez.

- Falando em mãe, porque você não vai pro quarto enquanto eu ligo pra minha?

- Beleza, avisa pra ela que eu vou passar as fotos de hoje pro notebook e já mando pra ela – disse ele lhe dando um beijo de despedida, afastando-se com a cabeleira loira cintilando com as luzes do recinto.

Laura ligou o monitor do telefone e o tirou do gancho, arriscando ligar para o número da pequena casa em que ela cresceu na cidade de Littleroot em Hoenn. Mas era óbvio que sua mãe não estava em casa, desde que Laura partira pra Kanto raramente Lana Modesto ficava em casa.

Ela discou o número do seu celular e foi surpreendida com um enorme sorriso de sua mãe.

- Oi mãe, pode falar agora?

- Posso sim meu amor – respondeu ela. Lana tinha o cabelo castanho escuro na altura dos ombros e olhos iguais aos da filha.

- Onde você está? – perguntou Laura não reconhecendo o lugar que via atrás de sua mãe.

- Em um quarto aqui no Quartel General da Interpol em Slateport – respondeu ela.

- Trabalhando no domingo mãe? – bufou Laura.

-  Uma agente da polícia internacional do meu calibre não tem horário querida, como você mesma deve estar descobrindo – lembrou ela – Mas relaxa, vou participar de algumas reuniões com os superiores amanhã, nada demais. Você estava maravilhosa hoje.

- Você me assistiu? – perguntou Laura surpresa, pois sabia que sua mãe não dava a mínima para os Concursos Pokemons.

- Claro filha, era só um disfarce, mas eu sei o quanto se tornou importante pra você.

- Nunca imaginei que você ia assistir – disse Laura extasiada – até porque você não queria nem que eu participasse do Grande Festival não é mesmo?

- Laura, você sabe muito bem o porquê – suspirou Lana – Achei que a exposição atrapalharia seu real trabalho. Porém, como nossos superiores disseram, uma Top Coordenadora pode ser útil para nós.

- Até porque eles disseram para eu agir como qualquer treinadora, e como qualquer treinadora eu lutei e venci – disse Laura dando a língua para a mãe – apesar de vocês nunca me darem uma missão importante não há como negar que eu sou o maior sucesso do programa Agente Júnior.

- Programa que eu criei vale lembrar – salientou a mãe da garota – Crianças na Interpol, onde eu estava com a cabeça?

- Sabe muito bem que eu não sou mais criança – replicou Laura – Aiden disse que vai enviar algumas fotos pra você.

- Ah ele vai? – questionou ela revirando os olhos – Ás vezes eu acho que esse garoto é a verdadeira distração...

- Você podia parar de implicar com meu namorado – reclamou a filha – Que eu saiba eu nunca atrasei nenhum relatório.

- E que nunca se atreva a atrasar – aprovou a mãe – Mas mantenha-se atenta filha, os Inconformados podem agir a qualquer momento.

- Algum outro agente relatou alguma coisa daqui de Kanto?

- Nada, o que é muito esquisito. Temos indícios de suas ações em todas as regiões, exceto Kanto e isso é no mínimo estranho.

- Talvez eles não se interessem pelos Pokemons Lendários daqui – sugeriu a garota.

- Nós nem sabemos exatamente o objetivo deles Laura. Todo fim se justifica por um meio, por isso quero sua dedicação total ao caso – replicou Lana – Não é por ser uma agente iniciante que seu desempenho tem que ser menos do que excelente.

- Não se preocupe – tranquilizou Laura – Eu ainda serei uma agente maior que você!

- É isso que eu gosto de ouvir! – exclamou sua mãe feliz – Agora eu tenho uma missão especial pra você, tem uma coisa que o professor Carvalho se prontificou a nos entregar. É perigoso mandar por correio ou mesmo citar o que é por telefone, então precisamos que você busque no laboratório dele.

- E faço o que com essa coisa?

- Quando estiver segura com ele mandaremos alguém para buscar com você.

- E por que essa pessoa mesmo não pega com o professor?

- Temos urgência em conseguir o objeto Laura, acredito que amanhã cedo você consiga chegar em Pallet naquele Pidgeot que o garoto tem, certo?

- Sim.

- Agora ouça bem – disse ela abaixando a voz – Você precisa instalar escutas no laboratório do Carvalho.

- Escutas? Por quê?

- Temos motivos para acreditar que ele está trabalhando com os Inconformados – revelou Lana – O objeto inclusive pode ou não ser o que queremos. Você também deve se atentar para o caso de alguma armadilha. Não sabemos o quanto o seu disfarce de coordenadora deu certo, alguém pode suspeitar de quem você é realmente.

- Entendido.

- Muito bem – disse sua mãe sorrindo – Parabéns mais uma vez pela sua vitória. Foco na missão, durma bem querida.

- Obrigada, beijos mãe – despediu-se Laura.

Laura colocou o fone no gancho, apagando a imagem de sua mãe da tela e se dirigiu para as escadas, rumo ao quarto em que ela estava ocupando com Aiden.

Toda a experiência como coordenadora pokemon tinha fascinado Laura de verdade, mas seu sonho ainda era ser uma grande agente da polícia internacional, a Interpol, como sua mãe, logo, não podia vacilar agora que recebera uma missão de verdade.

Chegou ao quarto rapidamente, porém pensou ter adentrado o quarto errado. Todo o ambiente estava iluminado com uma luz vermelha. Rosas e violetas estavam espalhadas por todo o recinto e em frente a cama estava uma pequena mesa decorada com um par de velas. Ao lado dela um elegante Aiden fotografava a expressão estupefata de Laura.






- Uma noite especial, para um dia especial – disse ele – Sente-se.

Laura fechou a porta do quarto e se sentou ainda surpresa. Seu prato tinha strogonoff de frango e lasanha à bolonhesa, uma combinação nada comum de seus pratos prediletos.

- Aiden – disse ela quando recuperou a voz – É tudo tão perfeito, nem sei o que dizer.

- Você merece depois da sua vitória incrível – disse ele com aquele meio sorriso bobo que fazia seu coração bater mais forte.

Aiden também se sentou e ambos começaram a comer. Laura segurou a mão do amado enquanto se deliciava, e ele a observava com um olhar doce. O fotógrafo pateta fora um completo estorvo para a garota, e o fato dele segui-la para todo o canto quando se conheceram lhe rendeu uma queimadura de Ninetales, que na época era um pequeno Vulpix.

Com o tempo, ambos se tornaram amigos e passaram a viajar juntos enquanto o garoto documentava os concursos que ela participava para alguns jornais da região. Nessa época Laura revelou a ele que era na verdade uma agente júnior em treinamento, e pouco tempo depois ele revelou seus verdadeiros sentimentos por ela, que a essa altura já era correspondido pela garota.

Como eu sentia ódio de ver esse imbecil de olhos lindos me fotografando em todo canto.

- Mamãe me deu uma tarefa, amanhã temos que ir cedinho pra Pallet – informou Laura.

- Pallet não tem nada de interessante além do laboratório do professor Carvalho – comentou ele.

- Pois é pra lá mesmo que vamos. Depois a gente pode dar uma passadinha em Viridian para ver seus pais.

Isso animou bastante o rapaz. Ele pôs o prato já vazio de lado e conduziu a garota pra cama de casal que estavam dividindo.

- Suponho que devemos dormir logo então – disse ele.

- Sim.

Aiden a beijou intensamente enquanto se deitavam. Laura passou suas mãos pelo seu corpo que era bem desenvolvido para um adolescente. Terminou o movimento em sua nuca. O rapaz a beijava avidamente, segurando seu corpo firmemente. Estavam deitados tão juntos que Laura podia sentir algo se animando entre as pernas dele e decidiu encostar a mão para provoca-lo.

O garoto afastou-se de sua boca rindo.

- E a história de dormir?

- Ah, vai dizer que você fez tudo isso para terminar a noite dormindo?

- Talvez não – admitiu ele.

Laura ajudou Aiden a tirar sua camisa e o beijou novamente, dessa vez com mais desejo. Todo o mundo ao redor se extinguira, pois, para Laura, ela é Aiden eram um só.

- Eu te amo mais que tudo – disse Laura.

- Você é tudo pra mim – o sorriso de Aiden era tudo que importava para menina apaixonada.





A aventura noturna do casal não os impediu de acordar cedo. Quando Aiden despertou, Laura já tinha arrumado suas coisas e já estava preparada para partir. Ambos tomaram um café da manhã rápido no restaurante do Centro Pokemon e se prepararam para o voo até Pallet.

Pidgeot era o único pokemon de Aiden e era muito útil para quando eles precisavam se deslocar rapidamente, sendo que o rapaz tinha licença para voar para qualquer cidade de Kanto, porém ambos ainda preferiam se deslocar lentamente a pé.

O majestoso pássaro marrom decolou da cidade de Saffron em alta velocidade com os dois adolescentes em seu lombo. Laura detestava voar pela sensação que causava em seu estomago e na velocidade que Pidgeot ia, a sensação era dez vezes pior.

Porém não durou muito. Graças a experiência do pokemon, não demorou muito para a pequena cidade de Pallet se tornar visível. A cidade era repleta de casas simples e grandes fazendas de criação de animais comuns como gado e também de criação de Pokemon. Apenas uma enorme construção branca chamava atenção da menina. Com uma enorme área de recreação atrás do prédio, onde vários pokemon corriam um atrás do outro, o laboratório destoava o clima de interior de Pallet. Aiden orientou onde o Pidgeot devia pousar e Laura fechou os olhos para não vomitar, pois o pouso era sempre a pior parte pra ela.

Sentindo apenas o farfalhar das asas do pokemon e apertando a mão do namorado, Laura estremeceu quando sentiu o pokemon parar de se mexer. Abriu os olhos e saltou para o chão, observando a enorme construção que era o laboratório do professor Carvalho.

A menina já estivera ali uma vez para conhecer o especialista, e mesmo assim ainda se impressionou com a enormidade de pokemon que corriam pelos vastos campos que faziam parte do laboratório. Treinadores de toda a região de Kanto deixavam seus pokemons ali quando ultrapassavam o limite de seis pokemon a mão.

Laura apertou a campainha e enquanto esperava tirou algumas das escutas eletrônicas que teria que instalar na sala do professor e escondeu em um de seus bolsos. No outro, mantinha uma pequena pistola que nunca tinha usado de verdade, mas mantinha sempre por perto por recomendação de sua mãe. Logo os dois foram recebidos por um dos assistentes de Carvalho.
- Estou aqui para falar com o professor Carvalho em nome da Interpol – informou ela para o assistente.

- Ele encontra-se no campo, me acompanhem por favor.

Laura e Aiden seguiram o jovem assistente até a área onde os pokemon ficavam. Não demorou muito para Laura reconhecer a cabeleira prateada do professor Carvalho. Ele estava com seu jaleco branco debruçado sob a grama fazendo anotações enquanto observava um grupo de pokemon azuis brincando. Os pokemons tinham manchas azul escura e algo que parecia um botão de planta nas costas.

- Meu deus, quantos Bulbassaur! – exclamou Aiden que adorava esse pokemon.

Carvalho se virou ao ouvir a agitação e disse:

- Tem muito mais por aqui, mas esse grupo é particularmente brincalhão.

Como se quisessem provar que ele dizia a verdade, o bando de Bulbassaur partiu pra cima de Aiden, o derrubando e o cobrindo de lambidas dos pés à cabeça enquanto o garoto ria.
- Professor – aproximou-se Laura – Não deve se lembrar de mim, me chamo Laura e o idiota ali é o Aiden.

- Ah claro que lembro minha querida – disse Carvalho – Lembro de quando um fotógrafo e uma promissora coordenadora vieram assistir uma palestra minha e me bombardearam de perguntas – ele se aproximou dela – Porém recentemente descobri que você é mais do que uma coordenadora promissora, não é mesmo Srta. Modesto?

- Precisamente – confirmou ela – Temo que meus superiores tenham pressa em receber a sua encomenda.

- Com certeza – concordou o professor – Um artefato tão perigoso tem que ser mantido em segurança, sigam-me.

Laura fez questão de segui-lo, mas Aiden tinha dificuldade em se separar do bando de pokemons que o seguravam usando seus cipós. Carvalho vendo a situação se dirigiu para o rapaz:
- Você já pegou algum inicial comigo?

- Não senhor.

- Se tiver gostado deles, pode ficar com um Bulbassaur, sinto que gostaram muito de você.

Os olhos claros de Aiden brilharam de emoção. Ele se levantou e agarrou o maior do bando.

- Você será meu companheiro – disse ele ao que o pokemon respondeu com vários grunhidos de “saur saur”.

Seguiram o professor para dentro de seu enorme laboratório, onde vários de seus assistentes se encontravam debruçados sobre pilhas de livros ou estudando algum esqueleto pokemon. Seguiram o professor até uma porta que ele disse ser seu escritório.

A sala era grande, com estantes enormes repletas de livros, muitos deles publicados pelo próprio Carvalho. No centro tinha uma escrivaninha com um computador e vários papéis espalhados no qual o professor aproximou duas cadeiras para que eles se sentassem de frente com ele.

Laura não perdeu tempo e instalou a escuta embaixo da escrivaninha enquanto o professor solicitava por telefone que um assistente providenciasse a pokeball do Bulbassaur e a entrega da Interpol.

- Professor, devo dizer que não sei exatamente o que vim buscar – confidenciou Laura – O senhor se importaria de me explicar o que é?

- Minha querida, nada mais nada menos do que uma esfera – disse ele – uma esfera criada pelos cientistas de Kanto há alguns anos, chamada “Projeto Bluma”, ou apenas Bluma.

- O que essa Bluma faz? – questionou Aiden intrigado.

- Os cientistas queriam estudar um pokemon lendário. Um pokemon com poucos registros históricos. Seu nome é Mew, e a Bluma foi construída para convocá-lo.

- Isso é possível? – perguntou Laura chocada – Foi testado?

- Possível? Com certeza – replicou o professor – Mas eu usei minha influência para proibir o uso dela em meio as complicações que temos com aqueles indivíduos que parecem querer se apossar dos pokemon lendários.

Inconformados.

- Talvez um dos desenvolvedores até seja um dele, como vou saber – continuou Carvalho –Talvez a Bluma nem funcione, mas não pretendo arriscar. Eu queria permissão para destruí-la, mas o máximo que consegui foi transferir sua guarda para as mãos policiais.

- Entendo professor – disse Laura pensando na responsabilidade que lhe seria entregue.

Um dos assistentes apareceu na porta com uma pokeball na mão e com uma pequena caixa na outra. Ele entregou a pokeball para Aiden, que a guardou no bolso sem retornar o pokemon, mantendo-o em seu colo. A caixa foi colocada na mesa. Carvalho se levantou e a abriu, revelando uma esfera branco-perolada que brilhava como se tivesse um led dentro da própria.

- Aqui está, a Bluma – disse ele fechando a caixa e a entregando para Laura.

A garota pegou pequena caixa e a colocou com cuidado em sua bolsa. No momento em que fez isso, ouviu uma explosão que parecia vir do laboratório. Ela fez menção de ir checar mas foi segurada por Aiden.

- Espere.

Gritos dos assistentes preencheram a sala e logo, sons de tiros, deixando o professor Carvalho em pânico.

- Eles vieram, eu tentei atrasá-los, mas eles vieram.

- Quem veio professor? – perguntou Laura assustada

O professor não respondeu. Sua mão tremia, ele se aproximou do assistente que estava na sala com eles e lhe sussurrou alguma coisa. O rapaz ficou pálido, mas assentiu e se dirigiu a saída do escritório.

- Crianças, veem aquele armário? – Carvalho apontou para um enorme armário marrom do extremo oposto onde estavam – Ele é grande o bastante para vocês dois, se escondam e não saiam de forma alguma.

Aiden abriu a boca para protestar, mas Laura tinha mais juízo e agarrou a mão do namorado, o levando para onde o professor indicara. Depois de entrarem, ela fechou deixando uma pequena fresta para ver a sala.

Professor Carvalho sentou-se em sua escrivaninha enquanto mais sons de tiros ecoavam de fora da sala. De repente dois homens trajados totalmente de preto adentraram o recinto com armas apontadas para o professor. Usavam um capuz de modo que era impossível para Laura ver suas faces. Nenhum som vinha do laboratório.

São eles, os Inconformados.

- Vocês vieram mais cedo do que eu esperava – disse ele calmamente – Por que toda essa bagunça?

- Seus assistentes se recusaram a abrir a porta para nós – disse o homem mais alto.

- Tolos – reclamou Carvalho.

- Muito – concordou o segundo homem se aproximando mais do professor, com a arma apontada para sua cabeça.

- Mas por que hoje?

- Estamos aproveitando que toda a atenção da polícia vai estar no nosso pequeno evento em Unova.

- Unova? – indagou o professor confuso.

- Não interessa pra você velho – disse-lhe o homem mais alto – Onde está?

- Foi-se – respondeu ele.

- Sabe que mataremos você se isso for verdade?

- Então o que está esperando para puxar o gatilho? – desafiou Carvalho.

- Louis, faça uma vistoria na sala dele – disse o homem com a arma próxima do professor – Se realmente não estiver aqui teremos que avisar o Caleb.

O homem mais alto chamado Louis abaixou a arma e começou a fuçar nas estantes do professor, se aproximando cada vez mais do armário onde Laura estava escondida. Aiden apertou sua mão e sussurrou:

- Você tem um plano?

- Posso cuidar do homem que abrir o armário – Laura tentou não soar tão amedrontada quanto realmente estava enquanto pressionava a mão contra o bolso em que sua arma se encontrava – Mas o outro pode atirar no professor ou na gente.

- O Bulbassaur pode ajudar – disse ele olhando para o pokemon que ainda estava em seus braços – Eu vi que ele pode usar o Vine Whip bem rápido
.
Laura não gostava da ideia, mas não viu outra opção. Ficou com sua arma na mão esperando o tal Louis se aproximar. Quando ele fez menção a abrir o armário, a garota empurrou a porta com a perna usando toda sua força. O homem desavisado perdeu o equilíbrio, caindo no chão e derrubando a arma que segurava pra longe, enquanto Laura montava em cima dele com a própria pistola apontada para cabeça do homem. Ao mesmo tempo, Aiden ordenou ao pokemon que acabara de ganhar que usasse o Vine Whip.

Felizmente, Bulbassaur executou o golpe corretamente, fazendo seus cipós irem em direção ao segundo homem.  As vinhas desequilibraram o homem que escorregou e bateu a cabeça com força no chão, perdendo a consciência. Laura usou pela primeira vez seu treinamento da Interpol e golpeou com seu cotovelo o homem chamado Louis em uma região do pescoço, fazendo com que ele desmaiasse também.

Porém no susto com o golpe do pokemon planta, o homem que rendia o professor, apertou o gatilho da arma e disparou uma bala que voou diretamente para o peito de Carvalho, que caiu da cadeira com o impacto.

Laura gritou e correu desesperada para o professor. Ela se aproximou do velho professor que estava com os olhos fechados enquanto uma poça de sangue se formava embaixo do seu corpo. Ele mal respirava.

Ela encostou os dedos na garganta do professor e conseguiu sentir sua pulsação extremamente fraca. Ela rasgou o jaleco do professor e começou a pressionar a região do tiro a fim de tentar conter a hemorragia.

Enquanto a garota tentava manter Carvalho com vida, Aiden ligou para o serviço de emergência médica e para os policiais locais. Depois, carregou os dois bandidos e amarrou eles com algum tipo de corda que havia encontrado no recinto.

- Eu cuido dele agora, tome – o rapaz estava com a mão estendida, oferecendo seu celular para Laura. Apesar de assustado, seu olhar demonstrava uma clara preocupação com a namorada, que estava chorando e soluçando silenciosamente enquanto assistia a vida do professor se esvair.

Com o aparelho em mãos ela discou o número do celular da mãe, sem ativar a chamada em vídeo para que ela não a visse desolada e suja de sangue.

- Laura? – atendeu Lana Modesto no último toque com uma voz angustiada.

- Mãe – começou ela. Mas não sabia o que dizer primeiro. Peguei o que você queria, instalei as escutas. Carvalho não passava informações pros inconformados, ele tentou atrasá-los. O professor está morrendo. Porém, seu instinto a fez lembrar de algo que um dos bandidos dissera – Primeiro, você deveria mandar uma equipe atrás dos Inconformados em Unova.

- Filha – a voz dela falhou – Unova não existe mais.




~~//~~



Liam





Olá? Eae? Ainda não sei bem como começar isso aqui sem parecer um idiota. E se alguém um dia puser as mãos em você? O que vai pensar de mim? Que sou uma menininha?

Enfim, hoje foi mais difícil que os outros dias pois Rik acordou doente, mas se recusou a parar para descansar.

- Não temos tempo a perder. – Ele me disse.

- Vai com calma cara – eu disse – não adianta se esforçar tanto e acabar morrendo no caminho.

Rik respondeu com um grunhido e continuou a seguir a trilha sem diminuir o ritmo. Não me preocupei muito até o momento em que ele caiu na primeira armadilha.

Um buraco o engoliu quando ele pisou em um certo tronco, algo que eu não sei exatamente como aconteceu até agora. Consegui segurá-lo com uma mão, me segurando na raiz de uma árvore com a outra.

- Liam cuidado – alertou ele – me puxe devagar se não nós dois vamos cair.

Me concentrei e com muito esforço consegui puxá-lo para a beira do buraco. Respirando de forma pesada, me aproximei da beirada do precipício recém-aberto e vi que não dava para enxergar o fundo.

- Como isso é possível? – Questionei.

- Cara, não cobre respostas lógicas dessa ilha.

- Quer descansar um pouco?

- Não, vamos em frente.

Com um olhar mais aguçado agora, conseguimos evitar outras armadilhas dispostas pelo caminho. Claro que eu sabia que essa jornada seria perigosa, mas não imaginava que iríamos nos deparar com armadilhas ainda tão longe do nosso destino.

Já estava quase anoitecendo e comecei a convencer Rik a parar para descansar antes que ele desmaiasse quando uma voz feminina me fez travar de medo.

- Vocês dois, não se movam ou eu acabo com vocês!

[...]







~~//~~







Notas Finais: A visão de Laura é bem diferente do que tínhamos até agora, espero que tenham gostado de conhece-la. O POV de Liam não estava originalmente nesse capítulo, até porque ele foi o último protagonista criado, e por enquanto ele permanecerá como um mistério pra vocês hehe

Nos vemos dia 07/05 com o Capítulo IV - Incêndio. Decidi divulgar o título logo pra barrar meu ímpeto te alterar o título nas vésperas de postar e me arrepender -q Também com ele conseguirei lançar um miniguia com os personagens da fic a fim de situá-los melhor (espero)

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Re: Caos

Mensagem por Black~ em Seg 24 Abr 2017 - 22:16

Brijudoca o/.

Já tinha lido o capítulo ontem, mas fiquei com preguiça de comentar, então vamos lá -q.

Primeiramente, tenho que dizer que gostei do capítulo, apesar de não ser com nenhum protagonista conhecido, mas incluindo mais dois protagonistas e mais alguns personagens na história.

Sinceramente, eu gosto sim desse estilo George R.R. Martin de escrever a história, com às vezes um personagem aparecendo umas cinco vezes de dez possíveis seguidas e outro aparecendo apenas depois de uns vinte capítulos. Acho que isso enriquece a história, mas tem que ser bem explorado, se não acaba ficando cansativo e confuso. Acredito que o autor tenha que saber ligá-los inteligentemente e também deva saber controlar o espaço-tempo da história, para não criar confusão. De toda forma, o seu até o momento não posso criticar. Espero que se mantenha assim, pois, como disse, é um recurso bem inteligente quando bem utilizado.

Devo dizer que gostei bastante da Laura, por um momento pensei que ela fosse coordenadora de verdade e que ela seria mais uma personagem "bobinha" na fic, mas pelo visto, é totalmente o contrário, o que eu achei muito interessante, de verdade. Uma "detetive" achei muito legal, principalmente sendo uma mulher, já que é difícil ver isso. O namorado dela eu não tenho muito pra falar, já que ele teve pouca importância, além de prender os bandidos. O Liam idem, já que teve apenas poucas linhas para se revelar, mas no fim revelou pouca coisa, já que eu nem sequer sei onde ele estava -q, mas enfim.

Aparentemente, essa trupe que a garota e sua mãe citaram, são os mesmo que estão em Sinnoh com o Dialga, o Palkia e o Jirachi, imagino que, inclusive seja a "corporação" que a Lydia faça parte. Ou seja outra equipe, mas com os mesmos propósitos daquela de Sinnoh. Enfim, estou bastante curioso com esse mistério todo.

Gostaria de saber o que tinha dentro da caixa do Carvalho (já nem lembro mais se você falou ou não),
Spoiler:
já que os homens foram atrás dele e o mataram
Além disso, uma coisa que me deixou tipo muito mais intrigado (já estou ficando sem sinônimos huhauhauahua) foi o fato de a mãe da Laura ter dito que Unova já não existe mais. Tipo... o continente não existe mais? Se for, estou interessado (olha eu de novo -q) em saber o que aconteceu e porque os homens falaram algo sobre Unova, se o continente não existe mais. Nessa cena eu só não gostei da rapidez com que o Bulbasaur se "familiarizou" com o menino (desculpa, mas eu nem lembro o nome dele), já que numa cena ele tava no campo e na outra já tava imobilizando dois bandidos fortíssimos, sei lá.

Enfim, estou gostando bastante da história e espero que você não dê uma de velho gordinho psicopata e que você traga POVs do Harry e do Zane sem tanta demora huahauauhhau, brincadeira.

Bem, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Caos

Mensagem por Rush em Ter 25 Abr 2017 - 11:49

Briju! Eu li a metade do capítulo ontem, mas acabei passando mal por algum motivo e acabei indo dormir. Assim que acordei eu vim correndo ler.

Tenho que admitir duas coisas não vão ser muito legais de se ler, já que são críticas bem chatinhas. A primeira é que eu achei bastante desnecessário a parte do Liam. Acho que cortou o climão cliffhanger mais do que ampliá-lo. Seu PoV NÃO FOI RUIM, mas foi bem curto e vago, introduzindo algo que eu achei muito interessante que é ter sido narrado em primeira pessoa. A mudança de narrativa foi algo que foi bem legal, mas poderia ter sido mais explorada num capítulo seguinte, introduzindo melhor o personagem.

A segunda coisa, na verdade, não é uma crítica, e sim um comentário que eu espero que você não se sinta ofendido. O nome "Inconformados" soa legal, mas esse é o nome oficial deles ou apenas um apelido que a Interpol inventou? Pois toda vez que eles falam "inconformados", eu imagino que todos os integrantes tem aquela feição brava no rosto, falando em voz alta: "Como assim, mano?", "Ah não cara. Não acredito.", "Af, puta merda, ein."

O ponto de vista de Laura foi algo que me pegou de surpresa. Mesmo que eu não goste desse estilo musical mais caracterizado como "pop" - porque na real, TODA música é pop, menos as que você não conhece, que logo não existem. -, eu acho que as músicas escolhidas realmente combinaram com a situação que se encontravam. Durante o início, sinto que ela conseguiu extravasar um desejo pessoal em ser o centro das atenções, e não sei porque, mas pela idade e o clima festivo em geral, pensei em um baile de debutante. Digo esse detalhe pelo prazer incomum que Laura sentiu ao ver uma de suas rivais fazendo cara feia com a sua cerimônia.

Depois foi revelado que ela na real é uma agente mirim da Interpol. Não sei o quão fácil ou difícil devem ser concursos, mas para a adolescente ser uma agente mirim e por segunda opção, apenas pelas aparências, se tornar uma Top Coordenadora que venceu o concurso de Kanto, essa Laura deve ser MUITO FODA, além de boa em tudo o que faz. Isso me deixou intrigado e ainda mais curioso a respeito da personagem.

O segmento do jantar romântico foi bem interessante. Gostei da história amorosa extremamente resumida entre Laura e Aiden, revelando que o mesmo sempre foi um fotógrafo e era quase que um "stalker" para a moça. Foi legal ver também que Laura, mesmo que tenha parecido nos trechos iniciais, não é uma adolescente mimadinha e nojentinha que faz tudo de forma dramatizada e acabou até mesmo dando uma chance para conhecer Aiden melhor, se apaixonando por ele.

A cena no laboratório do professor Oak foi bem legal também, acho que foi meu ponto preferido da história, pois foi um plot-twist muito bem elaborado. Ao contrário do Black, eu gostei da relação entre Aiden e seu recém-obtido Bulbasaur, mesmo a fic sendo realista, ela ainda manteve essa magia do inicial se apaixonando - não no sentido sexual da coisa, seus doentes pervertidos! - pelo seu treinador. No início, também estranhei que Aiden já fosse usar o Bulbasaur em uma batalha e temi que isso acontecesse de forma bem sucedida, mas é aí que você não me decepcionou, mostrando que o Bulbasaur apenas puxou o pé do homem e coincidentemente ele bateu a cabeça e desmaiou. O Bulbasaur é obediente, mas não faz milagres por nem ao menos nunca ter sido treinado para batalha, e eu fico muito feliz ao ver que você explorou bem isso.

Admito que eu apostava minhas fichas em Aiden, achando que este que iria acabar falecendo, já que estes últimos dias estavam sendo perfeitos demais até então, mas parece que eu me enganei, não é mesmo? :3 De qualquer forma, R.I.P personagem falecido.

Achei um pouco suspeito esse projeto Bluma. Não sei porque, mas acho que o Professor tá de trairagem. :c Sinto que isso não invoca Mew porra nenhuma, deve ser uma bomba para explodir a base da Interpol, ou algo semelhante a uma escuta.

E por fim, meu plot twist preferido:


- Filha – a voz dela falhou – Unova não existe mais.


Caralho, brother. Juro, até me arrepiei. Essa cena em si foi épica demais. Pra mim só essa cena já fecharia o capítulo com chave de ouro.


Outra coisa que eu gostaria de comentar é sobre a cena de sexo. Eu achei que você sentiu-se levemente incomodado ao escrevê-la, talvez receio de deixá-la explícita demais, de uma forma até que ofensiva. Bem. No começo realmente é estranho escrever sobre esse tipo de cenas eróticas, mas apenas relaxe e deixe fluir. Sobre a censura, well... Eu sou FFM e escrevi uma cena de sexo bem explícita na minha primeira fic como Rush. AUEHAUE'

É isso meu amigo. Eu adorei a forma em que você deixou cada ponto de vista em um cliffhanger épico, mostrando o quão épica é a história de cada um. Sua Fan Fic em si é bem épica, cara. Parabéns por isto! Agora só me resta aguardar ansiosamente o próximo capítulo.

Um abraço, bro, até mais! <3
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Re: Caos

Mensagem por -Ice em Sab 6 Maio 2017 - 23:15

Faaala Bri o/

Cara, já vou dizendo na lata sem fazer suspense: Esse foi o meu capítulo preferido até agora -q

No começo eu até achei que seria mais sem sal que os anteriores, e que apenas apresentaria o mundo mágico e rosa de Laura, que futuramente encontraria os outros protagonistas, já que ela é de Hoenn e eles tão indo pra lá.

Mas as coisas se inverteram quando você revelou que ela é uma agente da Interpol disfarçada. Eu amei o modo como você fez essa revelação, na moral. Você podia ter colocado isso no começo, mas a revelação aconteceu naturalmente e isso foi muito bom.

Quando você apresentou a trama da Interpol e dos Inconformados (esse nome vai ser explicado depois né? -q) eu comecei a pensar que talvez o Aiden pudesse fazer parte do grupo (mostrando como nenhum casal dá certo na sua fic), mas felizmente o boy magia é do bem.

A parte do "Unova não existe mais" também foi um espetáculo. Me pareceu ter sido inspirado na revelação final do segundo Jogos Vorazes pelo uso semelhante das palavas, mas talvez seja apenas uma brisa minha. De qualquer modo, estou ansioso para saber como Unova não existe mais, se ela foi citada pelo Grunt há pouco tempo.

E a morte desse personagem tão amado também me pegou de surpresa, principalmente porque tecnicamente a culpa foi de Aiden. Deixa eu explicar: Se o Grunt tivesse atirado na cabeça do personagem, ele teria uma morte rápida e quase indolor, enquanto com um tiro no peito ele demorou mais pra morrer e tal. Talvez Aiden se sinta culpado e talz, ou talvez o casal nem perceba isso que eu percebi -q

Enfim, sinto algo épico chegando para esses personagens, que já conseguiram me conquistas (já tô gostando mais de Laura do que de Harry e Zane :v)

Enfim, o ponto de vista de Liam foi legal e bem misterioso. Eu curti bastante a personalidade dele, me parece que vai ser aquele cara de personalidade jovial, cheio de gírias e pá. Apesar de ter achado legal, eu concordo com o Rush que seria legal se o capítulo acabasse com o cliffhanger de Unova.

Enfim cara, curti muito mesmo, então até amanhã o/
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Re: Caos

Mensagem por Slow em Dom 7 Maio 2017 - 1:23

Hey Brijudoca o/

Não vou deixar a parte chata pro final, na verdade é mais um elogio, você retomou a melhoria nas virgulas após aquela pequena queda. Tem uma aqui ou ali faltando, mas nada demais. Eu só queria que explicasse uma parte que eu buguei, não foi bem um erro:

Todo fim se justifica por um meio, por isso quero sua dedicação total ao caso – replicou Lana – Não é por ser uma agente iniciante que seu desempenho tem que ser menos do que excelente.

É um mínimo detalhe que eu não consegui tirar de mente até agora. Sabe, tem aquela famosa frase "Os fins justificam os meios", mas essa ai inverteu os polos e eu buguei. Sei lá, quem liga pra isso? Tem coisa melhor pra eu comentar sobre esse cap -q.

Eu também imaginei que Laura seria algo bem... daquele jeito que o Ice disse que eu to com preguiça de copiar e colar aqui. Esse começo de "glamour" só me lembrou 2 coisas: Fantina e uma música de MC alguma coisa antigo, sabe, "rainha do funk, poderosa...". Eu sou atormentado por essa música sempre que vejo "glamour", desculpa. POIS É NÉ, quem diria que ela seria da Interpol? Eu vou acabar criando um preconceito com personagens femininas aqui, mesmo que seja "para o bem" (bem e mal aqui está bem misturado, mas certamente explodir Unova não é legal), ela ainda esconde algo como as outras certas-moças-bonitas.

Sobre o Carvalho, eu também estou um pouco desconfiado. Em primeiro lugar, não vou... encerrar o cara até que seja dado como tal, pois não foi assim que a cena dele acabou, mesmo com grandes chances. Eu já usei essa palavra muito aqui nessa fic, mas advinha porque estou desconfiado? É, preconceito. É que o professor Carvalho só é utilizado em 2 casos nas fanfics: ou ele dá o Pokémon inicial dos protagonistas serelepes que vão em altas aventuras pelo continente de Kanto, voar para o alto com o seu Charizard e bater nuns Rockets do mal, pegar umas insignias, enfim; ou TEM UMA TRETA MALIGNA GIRANDO AO REDOR DELE e o velhinho simpatíco na verdade não é tão legal quanto nós imaginávamos, geralmente pendendo para alguma teoria da conspiração das forças do mal. Devo dizer que a ideia de uma bomba proposta pelo Rush fez sentido pra mim.

Por os "inconformados" capturarem lendários por ai, eu imagino que seja a equipe da Lydia. Pela brutalidade, meu cérebro liga àquela desgraçada do prólogo... mas eu prefiro acreditar que a Lydia não tem nada a ver com ela. Ué, mas pq brutalidade? Próximo parágrafo.

Olha só, eles começaram em Sinnoh, foram pra Hoenn, sendo que o cientista pegador havia voltado de Kalos, Laura estava em Hoenn, Unova foi explodida, agora só falta Johto e Alola NÃO PERA QUE PERA VOLTA. Você não tem ideia do quanto me chocou. "Ah, mas eles só explodiram um continente ou alguma coisa assim", foi o que a mãe dela disse né? Mas eu sou um cara que imagina muito. Ai eu imagino Pokémon, líderes de ginásios, E4, treinadores, professora Juniper e tudo o que tem (tinha) lá em Unova simplesmente... vou considerar explodindo. Imagino os últimos momentos... cara... não esperava por isso, eu acho. Sobre o fato de Unova ter sido citada momentos antes, que aparentemente soou estranho para os outros membros, eu achei bem normal na verdade. Foi algo simultâneo e, quando Laura ligou, após alguns momentos, já era. Só admito que teve que ser algo bem rápido, para ela não ter nenhuma notícia antes de ir ao laboratório e tê-la apenas momentos antes, tendo que ser tudo feito nesse tempo.

É, sobre o final. Confesso que não curto muito cliffhangers (embora ame um certo projeto de retipagem) pq fico bem ansioso, o que já é parte da intenção de usá-los; não ando tendo muitos problemas com isso pq ne, olha a hora que estou comentando. Mas também acho que você deveria ter parado ai. Como eu disse antes, eu fiquei... perplexo? ao ler o referente a Unova. Foi um choque insano, talvez o pico do capítulo tenha sido aquela frase. Mas ai houve um "choque térmico", tanto pela mudança "violenta" de perspectiva e contexto, quanto da alteração de terceira para primeira pessoa. Eu tive que reler a partir da mudança de PoV, só para me "acalmar" do outro PoV e conseguir prestar atenção direito ao segundo. Mesmo assim, aquele começo me foi muito confuso. Tipo, eu entendi nada que o Liam disse ali, sei lá. Talvez ter metido o cliffhanger teria sido melhor, também senti um pouco de pressa no segundo PoV, que poderia ter passado melhor se fosse em outro cap, onde poderia ser feito aquilo de "acender uma pequena vela no capítulo para deixar os leitores curiosos sobre onde estão, apagar a vela e acender a luz, com outro PoV totalmente paralelo para despistar" Não sei se entendeu, mas é, a analogia funcionou na minha cabeça.

Bom, é isso, até depois  tchau
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Re: Caos

Mensagem por Brijudoca em Dom 7 Maio 2017 - 21:20

domingo é dia de que? de espalhar o ~CAOS~. A menos que seja no domingo que não tenha capítulo, já que a fic é quinzenal e tals...

RESPONDENDO OS COMENTÁRIOS:

@Black~

Obrigado pelo comentário cara. Que bom que você também gosta do estilo do Jorjão. Realmente não é muito fácil conduzir a linha de tempo corretamente, mas vou dar o meu melhor pra não deixar as coisas confusas.

A Laura é uma personagem bem diferente mesmo, eu quis passar a falsa sensação de que ela era só uma personagem mais avulsa no começo. Saberemos um pouquinho mais da "trupe" nesse capítulo hehe

Bom, a caixa continha a Bluma, o objeto que supostamente deveria invocar o Mew, por isso os ladrões foram atrás dele (não, necessariamente, o matando ahsushs). Bem, na minha cabeça o Bulbassaur acertar só um chicoinho no bandido, dando sorte dele cair, não foi nada demais -q

E sobre Unova... well, esse capítulo é exatamente sobre isso =D

@Rush

Oe Rush. Cara não me incomodo com as críticas nem um pouco, elas que fazem eu melhorar e até mudar alguns detalhes da fic.

Admito que eu pensei em não acrescentar esse último POV no capítulo, mas eu precisava encaixa-lo logo e decidi que esse seria um bom momento. Sei que ele foi curto e vago, mas era exatamente assim que ele devia ser, já que Liam é outro mistério da fic hauahsush

E quanto ao nome, infelizmente é o nome deles sim hehehsu Claro que há uma razão para esse nome, mas nem sei se é satisfatória... foi uma ideia que apareceu numa situação uns anos atrás e acabei tomando o nome e decidi usá-lo ¯\_(ツ)_/¯

A Laura é uma personagem incrível sim, ela meio que se encontrou nos concursos pokemon e se apaixonou pelo esporte, mas o sonho de ser agente da Interpol fodona que nem a mãe ainda fala mais alto dentro dela. Laura e Aiden são um casal bem fofinho, gostei de escrever sobre eles, lembra experiências pessoais que eu gostaria que tivessem dado certo -q

Sobre a cena de sexo, bem, eu disse que esse capítulo já tava escrito há um tempo e em vez de reescreve-lo eu só dei uns retoques. Admito que a cena tava mais... audaciosa? Mas relendo, achei meio forçada e decidi cortar um trecho haushssu talvez numa próxima eu tente algo melhor.

Nossa, acho que tô muito sádico de ver você já pensando que o Aiden ia rodar assim logo de cara ahauhe De fato o Projeto Bluma é todo suspeito, e sua suspeita de trairagem é uma boa aposta. Obrigado de verdade por todos os elogios <3


@-Ice

Salve Ice. Cara que bom que tu gostou tanto assim, fiquei bem feliz lendo seu comentário. Eu realmente imaginei o mundo de Laura totalmente diferente quando criei a personagem, mas, conforme escrevi seu capítulo sua história tomou outro rumo, do qual eu me orgulho bem mais.

Como alguma coisa tinha que dar certo nessa história cheia de desgraças, pelo menos o Aiden não é do mal lol Como eu disse ao Rush, há uma explicação meio bosta pro nome inconformados, mas não sei se dá pra engolir. A verdade é que eu gosto desse nome tosco melhor que equipe foguete.

Já pode usar o meme do "eu entendi a referência", pois a frase sobre Unova veio sim diretamente do Em Chamas, achei que ninguém ia pegar essa hehe Admito que eu não tinha ido nem um pouco nessa linha de raciocínio deles serem culpados pelo tiro -q

Valeu mesmo mano o/


@Slow

salve salve slowzinho

Vamos dizer um amém para as vírgulas, um dia eu e elas vamos entrar num acordo. Esse trecho que você bugou eu quis dizer que, basicamente, tudo que você faz tem um objetivo por trás lol

Meu deus eu amo a Fantina, a líder mais foda-se do mundo que larga o ginásio esporadicamente pra dar uns rolê. Obrigado por relembrar o saudoso Mc Marcinho, vou até por te trilha em algum capítulo ds Laura hahshsh Realmente não há garotas bonitas confiáveis nessa fic né? Ou são do mal ou da polícia.

Bom, você foi o único que notou que o professor não morreu ainda, acho que isso é mais culpa minha e das minhas tendências homicidas lol Sobre o Carvalho, pode ser algo mirabolante como você imaginou ou algo bem mais simples, essa tenho que deixar pra sua imaginação mesmo.

Ninguém gostou muito de eu "quebrar" o momento oooohhhh com um POV sem muito conteúdo, mas saliento que era necessário pra mim incluí-lo já agora, e que a pegada com Liam é bem diferente, o que pode explicar a confusão e a falta de informações.

Gostei que você lembrou da "desgraçada do prólogo" hehehe fique com o capítulo e descubra o que aconteceu com Unova.




Eu tinha deixado um rascunho editadinho pra tentar postar a fic hoje o mais cedo possível. Mas como a própria Teoria do Caos diz (bem basicamente), uma pequena mudança num evento pode trazer mudanças enormes, e claro que deu merda no meu plano e tô postando correndo e respondi os comentários o mais rápido possível -q

Nota do Autor: Ora, esse capítulo é basicamente o que todos querem ver, aquela frase chocante que terminou o POV de Laura no capítulo III. Espero conseguir atingir as vossas expectativas. Nele também temos os dois últimos protagonistas com pontos de vista na fic. E o primeiro é de uma das primeiras personagens que apareceu na história.

Eu estava me irritando muito com o itálico bugado do fórum, então, testei mudar as ~frases de pensamento~ apenas para aspas pra facilitar meu trabalho. Sei que eu tinha prometido um mini-guia de personagens, mas não consegui terminar os sprites, e tem alguns que eu quero refazer pois não gostei tanto do resultado... Mas talvez eu apenas publique o guia antes mesmo do próximo capítulo, sem os sprites mesmo. Veremos.

Capítulo IV - Incêndio



Amanda






Amy nunca teve muitos medos, porém se tinha algo que costumava aterrorizá-la era o fogo. A moça costumava ter pesadelos horríveis envolvendo centenas de labaredas laranjas a envolvendo, queimando sua pele, privando-a de respirar e tomando-lhe a vida. Mas a cena que ela assistia não a assustava. Na verdade, lhe era divertida.

O fogo consumia a maioria dos prédios que formavam a grande metrópole que fora a cidade de Castelia. A maioria dos edifícios já tinham desabado e os que restavam encontravam-se em ruínas. A cidade tinha sido evacuada antes do ataque começar, mas ainda assim havia vários corpos humanos e de pokemon nas ruas da cidade.

“Mortes necessárias”, pensou Amy. Mas aquelas pessoas não significavam nada para ela, apenas tiveram o azar de estar em seu caminho. Seus companheiros ainda sobrevoavam a cidade nos jatos que dispararam o ataque principal. Outros grupos acompanhavam mais de perto no lombo de pokemon voadores, utilizando suas tecnológicas armas de fogo para terminar de acabar com a cidade.

Amy os liderava, passando instruções para seus subordinados enquanto sobrevoava a cidade na mais recente aquisição de sua equipe. Um pokemon grande e assustador, que deu muito trabalho para ser capturado. O dragão de fogo, Reshiram tinha asas que abertas tinham um comprimento duas vezes maior que a garota e permitiam que ela rodeasse a cidade num piscar de olhos. A coleira ao redor de seu pescoço branco piscava ao mesmo tempo que o bracelete que Amy tinha no pulso direito.

Além desse bracelete, ela também tinha outros equipamentos em seu braço. Um comunicador holográfico no pulso esquerdo que permitia que ela se comunicasse com seus companheiros e acompanhasse os detalhes do ataque. Também tinha uma arma de fogo acoplada em seu braço direito como uma braçadeira. Amy usava seu uniforme de comandante, um conjunto de blusa e saia vermelho sangue com um grande “I” estampado nas costas e uma boina sob os alvíssimos cabelos ruivos.

Reshiram usava o ataque Fire Blast conforme Amy indicava, lançando bolas de fogo em direção ao que ainda restava da cidade. Ela instruiu o lendário a ir mais alto no céu e observou a região ao redor da cidade.

Unova era um borrão laranja e cinza, tudo se resumia a fogo e fumaça. A maioria das cidades vizinhas fora reduzida as cinzas e, mesmo dali, ela podia ver o fogo que consumia as maiores florestas da região. A Skyarrow Bridge que ligava a floresta Pinwhel a cidade de Castelia estava totalmente destruída.

Um Staraptor se aproximou dela com um de seus homens no lombo.

- Srta. Parker. O plano foi executado sem dificuldade em quase todas as cidades, apenas a cidade de Nimbasa está apresentando resistência – informou ele.

- Mande as naves A-14 e R-7 irem pra lá – mandou ela – Vou ir na frente.

- Vai sozinha senhorita? – assustou-se o homem.

- Com o Reshiram sou bem mais rápida – explicou ela – E sou a líder desta operação, é meu dever.

Dito isso, Amy deu as costas ao subordinado e orientou que Reshiram avançasse pelo lado norte da devastada cidade de Castelia. O dragão branco partiu com uma velocidade absurda, logo avançando pelo deserto em chamas que era a rota 4, que ligava Castelia a Nimbasa.

O longo percurso foi realizado em poucos minutos, com o vento quente da região em chamas lançando os cabelos ruivos de Amy para trás. Antes de procurar a resistência, ela decidiu checar se não havia outros problemas com sua equipe. Ergueu o pulso esquerdo e ligou para o primeiro contato do seu comunicador.

- Eae Amy – saudou a figura holográfica que surgiu de seu comunicador. A imagem estava distorcida, mas era possível identificar o homem loiro que utilizava um óculos ridículo sob os olhos escuros.

- Caleb, temos algum problema na sua área?

- Único problema é o calor da porra que tá fazendo aqui – reclamou Caleb – Mas de resto está tudo conforme o planejado.

- Ótimo, vou resolver um problema na cidade de Nimbasa – informou Amy – Avise a Lydia e deem início a fase final da operação. Nos encontramos em Nimbasa.

- Deixa comigo – disse ele desligando a conversa e desaparecendo.

Amy olhou para a cidade de cima do dragão e não foi difícil encontrar a resistência. A cidade não estava em ruínas como as outras, porém as ruas encontravam-se desertas e alguns prédios estavam destruídos. Vários aviões de sua equipe jaziam caídos e em chamas pelas ruas de Nimbasa.

A população que não tinha fugido, ou morrido, estava concentrada em um parque de diversões ao leste da cidade. De sua visão aérea, Amy podia ver que eles lutavam com fervor contra os membros de sua equipe, orientados por alguém que ela não identificava, usando seus pokemon para contra-atacar, deixando seus homens em menor número.

Ela guiou o lendário na direção da confusão e várias pessoas pararam de atacar e se esconderam diante da imponência de Reshiram. A tropa trajada com um uniforme totalmente preto também parou de atacar e deram espaço para o pokemon pousar. Reshiram tocou o solo e, sem descer do pokemon, Amy falou:

- Rendam-se tolos. A região de vocês está condenada, devem navegar para longe daqui!

Ao terminar seu aviso, a multidão se afastou para uma mulher se aproximar. Amy reconheceu a pessoa que vira de cima liderando os cidadãos contra seus companheiros.

A mulher tinha cabelos pretos que formavam uma longa trança e olhos azuis. Usava um top azul e amarelo que destacavam seus enormes seios. “Que seios”.

- Quem você pensa que é para nos dar ordens? – berrou a mulher.

- Amanda, comandante dos Inconformados – informou Amy – e se isso não basta, tenho o controle do poderoso Reshiram que pode reduzir todos vocês a cinzas em segundos - os olhos da mulher faiscaram ao escutar a resposta e Amy a reconheceu como a famosa modelo que sempre aparecia na televisão – Você é aquela modelo, Elesa.

- Sim, e sou a líder de ginásio desta cidade, e não vou permitir que vocês a destruam – berrou ela em resposta acompanhada do rugido da população a suas costas.

Elesa era mundialmente conhecida não só por ser bonita, mas também por ser uma treinadora extremamente habilidosa. Amy sabia que poucos conseguiam a proeza de derrota-la em uma disputa oficial, porém, obviamente este não era o caso.

- Você é assim tão burra? – zombou Amy – Como espera derrotar a minha organização inteira e ainda um pokemon lendário?

- Você se acha por dominar o coitado do Reshiram com essas coleiras – insistiu Elesa – Duvido que me venceria normalmente, sua vadia inútil!

Amy ficou tensa e pensou se deveria mandar Reshiram atacar e acabar com aquilo de uma vez. Mas Amanda Parker era orgulhosa, e não permitiria que a mulher zombasse dela, por mais bela que fosse.

Amy saltou do pokemon e se aproximou de Elesa rindo. Calculou que deveria ter um pequeno tempo antes de Caleb e os outros chegarem a Nimbasa.

- Você fala muito, vou dizimar você junto com a esperança dos outros – ameaçou ela.

- Eu vou destruir essa coleira que prende o Reshiram e aí veremos se você fica tão ameaçadora – provocou Elesa.

Amy achava a mulher mais tola a cada segundo. Mesmo que me derrote, ela nunca vai conseguir libertar o Reshiram ou mesmo enfrentar todos os inconformados. Ela puxou a única pokeball que levara consigo para missão e libertou um esquilo branco e azul de bochechas amarelas. Seu Pachirisu não parecia tão ameaçador, mas Amy conhecia sua força. Elesa o olhou e riu.

- Vai usar um pokemon elétrico contra mim? Se prepare então – disse ela lançando uma pokeball pro alto e libertando um pokemon muito parecido com Pachirisu, porem este tinha orelhas e asas marrom.

Um dos subordinados de Amy se aproximou dela e sussurrou:

- Senhorita, isto é sensato? Não devíamos acabar com todos eles.

- Nós já vencemos por hoje – disse ela – Deixe-me brincar com essa retardada e talvez não precisemos derramar mais sangue por hoje.

Amanda sempre foi um prodígio em batalhas. No passado, muitos a subestimaram devido a sua pouca idade, e foram derrotados pela garota. Uma batalha contra uma líder de ginásio era algo que ele certamente não iria recusar, mesmo no meio de sua maior missão.

Elesa fechou os punhos e berrou a primeira ordem ao seu pokemon.

- Emolga, use o Discharge!

- Pachirisu rebata com o seu Discharge! – ordenou Amy.

Os dois pokemons dispararam rajadas elétricas de seus corpos. Os raios colidiram com um grande clarão que cegou Amy por um instante.

- Agora Emolga, voe e acerte o Pachirisu com o Acrobatics – gritou Elesa.

O pequeno esquilo decolou e acertou o Pachirisu antes que ele tivesse tempo de reagir, porém, o golpe tipo voador acabou não sendo muito efetivo. Emolga voltou aos céus esperando um novo comando de sua treinadora. “Essa batalha não vai dar em nada se eu não agir rápido”, refletiu Amy.

- Acerte-o com a Electro Ball.

Pachirisu formou uma esfera de energia amarela em sua cauda e arremessou para o alto, na direção de Emolga.

- Use o Double Team para desviar – instruiu Elesa. – E depois parta pra cima com o Acrobatics de novo.

O esquilo voador realizou o ataque mais rápido do que Amy teria previsto. Em um instante não havia só um, mas cinco Emolgas e o ataque de Pachirisu atravessou um deles, que desapareceu. Os outros três desapareceram logo em seguida e o verdadeiro partiu para cima de Pachirisu.

- Acerte-o com o Hyper Fang! – “Se ele acertar, é só uma questão de tempo até esse bostinha não aguentar mais”, pensou Amy.

A presa de Pachirisu começou a brilhar e dobrou de tamanho. Os dois pokemons se acertaram e sofreram danos. Pachirisu foi arremessado para longe, enquanto Emolga tentava se manter no ar. Elesa parecia despreocupada ao dar mais uma ordem a seu pokemon.

- Voe e use o Flash.

- Salte e use o Quick Attack, Pachirisu.

Pachirisu se recuperou do dano do golpe anterior e começou a correr na direção de Emolga, que começara a ganhar altura. O pokemon de Amy saltou na direção do esquilo voador, mas poucos centímetros antes de acertá-lo, Emolga emitiu uma luz tão forte que a cegou totalmente. Amy usou o braço para tentar proteger os olhos daquela luz intensa e ouviu os resmungos dos outros inconformados se queixando da cegueira repentina.

Amy sentiu que alguém se aproximava dela e saltou para o seu lado esquerdo ao ver um vulto indistinto em sua direção. O vulto a seguiu e a atacou, Amy rolou no chão e sentiu algo afiado raspando seu tórax. Com a visão voltando aos poucos, ela foi capaz de enxergar as pernas de seu atacante. Girou suas próprias pernas e deu uma rasteira que derrubou seu atacante. Amy viu a faca que a raspou voando para longe das mãos do inimigo.

Ela se levantou e viu que sua atacante era Elesa, que já se recuperava e partia para cima dela de novo. Mas dessa vez Amy foi mais rápida e aparou o golpe que a líder tentou acertar em seu rosto, retribuindo como uma joelhada em seu estômago. A mulher ficou momentaneamente sem ar, e mal teve tempo de se recuperar recebendo um soco de Amy que a desmontou.

Amy serrou os punhos e se ajoelhou sob o corpo de Elesa e começou a acertar vários socos em seu rosto. Percebeu que o plano da mulher nunca foi batalhar de verdade, ela só queria uma abertura para ataca-la. Elesa gritava e sua face começou a se desfigurar conforme ela era atacada com raiva pela mulher ruiva.  Amy mal sentia os punhos, apenas o acertava mais uma vez e outra na cara da mulher.

“Como pude cair no plano dessa vaca”. O sangue da líder espirrava para todos os lados conforme era esmurrada, e logo, ela não emitia mais som algum.

Os inconformados e os cidadãos observaram paralisados Amy se levantar, tremendo de fúria e com a roupa e a pele manchada do vermelho escuro que era o sangue de Elesa. Os pokemon de ambas continuavam a trocar raios, mesmo sem instrução de suas treinadoras. Ela se virou para seus subordinados com uma raiva fora do normal.

- O que estão esperando? MATEM TODOS ESSES FILHOS DA PUTA!

O que restava de coragem da multidão rebelde se dissipou conforme os homens de preto berravam e avançavam sobre eles. Os homens sacaram suas armas e dispararam nos cidadãos, que se atropelavam para ir o mais longe possível. Pouco a pouco, um mar de sangue se formou no chão conforme os rebeldes caíam. Amy ergueu o braço direito onde estava acoplada sua arma tecnológica e apoiou a mão esquerda sobre ela, se preparando para o disparo.

O Emolga, ainda preocupado com Pachirisu, não percebeu o ataque iminente e despencou ao soar do tiro da arma de Amy. O pokemon agonizou enquanto seu sangue se espalhava pelo solo. Já recuperada do surto de fúria ao ser enganada pela antiga líder de ginásio, retornou seu Pachirisu tranquilamente para sua pokeball e deixou o pokemon de Elesa ao encontro da morte.

Voltou-se para Reshiram, que permanecia na mesma posição que ela o deixara antes de enfrentar a modelo.

- Voe e destrua o que restou dessa cidade patética.

Os olhos azuis do pokemon faiscaram e ele voou para cumprir a ordem sem hesitação. Usando seu golpe Fire Blast, Reshiram seguiu dizimando os edifícios que ainda se encontravam em pé e logo saiu do campo de visão de Amy.

Ela esperou os homens voltarem com a informação de que todos os rebeldes de Nimbasa estavam mortos e deu a ordem para todos começarem a evacuar a região. Amy permaneceu na mesma posição enquanto eles embarcavam nas aeronaves e deixavam a cidade. Não demorou para as chamas consumirem a cidade de Nimbasa e logo Reshiram estava de volta ao seu lado.

Aproximadamente dez minutos depois, Amy visualizou dois pokemons voando em sua direção. Conforme eles se aproximavam, ela conseguiu identificar Caleb com os cabelos loiros, normalmente bem penteados, ao vento em cima de um imponente dragão negro com uma cauda que soltava faíscas azuis constantemente. Ao seu lado um outro pokemon dragão se aproximava, cinza e com uma cara assustadora, mas Amy só tinha olhos para a mulher que ele carregava.

Os lendários Zekrom e Kyurem pousaram ao lado de Reshiram e deixaram seus mestres descerem de seus lombos enormes.

Caleb ajeitou o cabelo e se dirigiu a Amy com seu jeito pomposo:

- Poxa vida Amanda, parece que você enfrentou mais que um probleminha aqui – Seu terno branco estava perfeitamente arrumado e ele não tinha nenhum ferimento, diferente de Amy que estava com o punho em carne viva, coberta de sangue e com o ferimento nas costas ardendo.

- Não foi nada.

- Nada? Você tá toda machucada amiga, tem certeza que está tudo bem? – A voz da mulher soava preocupada. Ela usava o mesmo conjunto de blusa e saia que Amy usava, porém o dela estava limpo. Sua pele extremamente branca fazia um enorme contraste com a roupa e o cabelo preto.

- Como eu disse, não foi nada – respondeu Amy corando. – Devo parabeniza-la pela promoção Lydia, achei que não conseguiria chegar a tempo pra participar dessa operação depois do seu recente sucesso com o Jirachi.

Lydia sorriu e deu um abraço em Amy, fazendo seu coração quase saltar pela boca.

- Você me ajudou muito Amy, mas claro que não chego a seus pés – disse ela rindo. – Afinal, você é a líder aqui. Só fiz com Kyurem o que me foi ordenado. Foi uma loucura pra chegar aqui, mas o Nate tem seus meios.

- Bem, agora você está na mesma patente que eu e ela – constatou Caleb. – Já pode chama-la de vaca preguiçosa sem tomar advertência, coisa com que me divirto com frequência.

- O dia que eu for uma verdadeira vaca preguiçosa vai ser o dia que você vai ver uma vagina sem ser na tela do seu computador – zombou Amy.

Caleb enrubesceu e Lydia deu risada.

- Bem, vamos finalizar a operação ou esperar que a Interpol venha nos dar um oi? – retrucou ele.

- Vamos nessa – disse Amy – Sabe o que fazer Lydia?

- Sim – respondeu ela com o sorriso doce que deixava Amy sem palavras, porém sua expressão não demonstrava tanta confiança.

Enquanto Caleb se preparava para partir, Lydia se aproximou da comandante da operação e sussurrou para ela:

- Amy.. eu não esperava que tantas pessoas fossem morrer – Sua expressão era uma mistura de medo e apreensão – Eu tento não questionar nossos métodos, mas não consigo deixar de sentir que isso tudo foi errado.

- Ei – Amy chegou perto da colega, segurando suas mãos. – Eu sei que você ainda é um tanto nova nisso, mas eu tô nessa há anos, desde que eu era adolescente. Sei que é um pouco assustador, e é de fato a primeira vez que tomamos uma ação desse calibre, mas nosso líder sabe o que faz. Nunca teríamos executado esse ataque se não tivesse sido necessário.

A expressão de Lydia se aliviou um pouco e ela deu outro sorriso para Amy, se afastando antes que Caleb notasse a conversa das duas.

Os três montaram nos dragões lendários de Unova e decolaram a toda velocidade até uma altura considerável, planejada por Caleb antes do início da missão. Como o dia estava sem nuvens, era quase que possível ver a região inteira dali. Amy fez contato com todas as unidades para se certificar de que ninguém estava em terra antes de autorizar o ataque de Lydia.
- Kyurem, use o Blizzard – ordenou a nova comandante dos Inconformados.

A tempestade de neve que o dragão de gelo produziu era algo incomparável com o mesmo golpe reproduzido por outros pokemon tipo gelo. Toda a região se envolveu em uma enorme nevasca e ao longo dos minutos ia ganhando uma camada branca em toda sua extensão. Cidades inteiras em destroços congelavam sob a tempestade interminável produzida pelo lendário.

Amy ligou seu comunicador, entrando em contato com a primeira pessoa da lista. Ele nunca ligava a transmissão holográfica, logo ela só ouviu sua voz cortante.

- Amanda?

- Está feito Nate.





~~//~~



Nataniel






- Consegue me mandar imagens?

- Sim, mandei uma aeronave filmar e mandar tudo para você – A voz de Amanda soava excitada através do comunicador.

- Como esperado de você – elogiou Nataniel. – Parabéns pelo desempenho, nos falamos direito quando você chegar.

- Nos vemos mais tarde – despediu-se Amy finalizando a chamada.

Nate se abaixou para apanhar uma calça e coloca-la no corpo negro que estava totalmente nu, exceto pelo comunicador que ele manteve no pulso esquerdo.

Ele se encontrava em um recinto redondo e escuro, com uma leve luz azulada. A sala possuía várias estantes cheias de livros, além de vários monitores espalhados ao redor do recinto. Um computador soltava bips em cima de uma escrivaninha no meio do local, e de frente dela, havia uma mulher nua deitada de bruços no chão, com os pulsos amarrados, chorando desesperadamente.

- Ora, achei que tivesse cansado de desperdiçar suas lágrimas lá pela quinta vez que eu a penetrei – comentou Nate casualmente. – Veja, seu marido nem consegue te olhar.

Do outro lado da sala, um homem se encontrava com os braços e pernas acorrentados. Seu terno azul elegante estava rasgado e abarrotado, seu cabelo preto totalmente desgrenhado. O homem ergueu a cabeça e fuzilou Nate com os olhos.

- Acho que agora você não passa de uma puta para ele – disse Nate friamente, se abaixando e afagando o seio direito da mulher. – Mas com certeza foi divertido ouvir os berros dele – ela começou a soluçar mais alto.

- Você... não... cansa? – ofegou o homem.

- Muito pelo contrário senhor Lohan – disse Nate. – Já gastamos muito tempo com algo que poderia ter sido totalmente evitado se você não fosse cabeça dura.

Nate colocou uma camiseta e se aproximou de seu computador procurando os arquivos que seus subordinados o mandaram. Encontrou e os projetou ao longo dos monitores espalhados pela sala. O queixo do homem chamado Lohan caiu ao ver as imagens que exibiam cidades inteiras pegando fogo, prédios desmoronando, pessoas morrendo e a região se transformando em gelo.

- Vo-você... o que você fez? – perguntou ele com a voz fraca.

- Não Lohan, você fez tudo isso – corrigiu Nate. – Se tivesse me apoiado desde o começo, milhões de vidas teriam sido poupadas, se estivesse me ajudando, sua mulher não estaria nua no meio da minha sala.

A mulher soluçava cada vez mais alto e o homem não conseguia articular nenhuma frase. Nate se afastou do computador e parou na frente de Lohan.

- Então senhor presidente, não pera – Nate se interrompeu – Acho que você não é mais presidente de nada não é mesmo? – zombou. – Eu encontrei em sua total falta de auxílio uma forma de mostrar ao mundo todo o nosso poder e do que somos capazes, mas você ainda poderia me ser útil, só precisava me contar uma última coisa, sobre um certo pokemon...

A mulher ergueu a cabeça olhando diretamente para o marido.

- Mark... por favor.

- Não adianta querida – disse Nate – O querido Presidente Mark Lohan preferiu deixar sua região ser destruída do que apoiar minha causa – ele se afastou do presidente e voltou para sua escrivaninha, abrindo uma gaveta. – Assistiu sua mulher ser violada várias e várias vezes e nenhuma vez ameaçou me contar o que eu quero saber, mas agora eu entendo...

Em um movimento rápido, Nate sacou uma arma da gaveta e atirou na cabeça da mulher. A bala atravessou o seu crânio e ela tombou imediatamente, encharcando o tapete da sala com seu sangue vermelho escuro. Mark Lohan começou a berrar histericamente:

- VERA! VERAAAA MEU AMOR! SEU DESGRAÇADO FILHO DA PUTA!

Nate se aproximou do presidente e acertou um tapa no seu rosto.

- Isso é por fazer eu perder meu tempo, afinal você nunca soube onde o Victini está escondido e mesmo assim não disse nada enquanto eu a estuprava – Nate acertou outro tapa na face de Lohan – Isso foi por não ter apoiado os Inconformados e ter me obrigado a matar tantas pessoas.

Todo o vigor do presidente se esvaíra, ele baixou a cabeça e sussurrou:

- Me mate... por favor.

- Não Mark – disse Nate sorrindo. – Eu não perdi tanto tempo com você para descarta-lo assim, você ainda vai ser útil pra mim.

Ele levantou o rosto mais uma vez, exibindo uma expressão feroz:

- Maldito, o que você quer de mim agora? Já tirou tudo o que me importava na vida.

- Eu não tirei a sua vida – lembrou-lhe. – Tenho certeza que você gosta dela e é por isso que você vai fazer algo pra mim.

Nate dirigiu-se de frente para os monitores que mostravam a devastação de Unova.

- A destruição de Unova foi o começo da nossa salvação. E, também, será um aviso do meu poder. Um aviso que para o mundo não duvidar do que eu, Nataniel, o desgraçado filho da puta, sou capaz. Centenas de espécies de pokemon foram extintas nesta tarde, e infelizmente milhares de pessoas tiveram que morrer no processo. Porém, se eu não o fizesse, teriam todos um fim muito pior... os humanos não compreendem... mas eu vou construir um mundo ideal.

O presidente assistia o discurso sem compreender totalmente o que o homem sádico queria dizer.

– Diga-me Mark, o que você sabe sobre o Caos?



~~//~~



Notas Finais: É isso aí pessoal. Mais um capítulo entregue na data hehe Deixem seus comentários, e não percam o Capítulo V - Cinzas ao Vento, no domingo dia 21/05. Vlw o/


Última edição por Brijudoca em Dom 7 Maio 2017 - 21:24, editado 1 vez(es) (Razão : feliz será o dia em que eu acertar o post de primeira)
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Re: Caos

Mensagem por Black~ em Seg 8 Maio 2017 - 15:42

Bem, vamos lá.

Cara, que capítulo tenso. Esse capítulo foi muito bom mesmo. A começar pelo POV, já que achei surpreendente ser a Amanda. Pensei que ela também tivesse sido sugada no portal no primeiro episódio, mas acho que eu tinha entendido errado. De toda forma, achei interessante ela ser uma líder desse projeto macabro de destruir Unova.

Aquela primeira parte do capítulo ficou bem tensa e eu só pude ficar imaginando um dragão grande pra porra sobrevoando a maior cidade de Unova enquanto o pessoal sai correndo maluco. A música que você colocou no começo do capítulo combinou bastante, já que a batida era meio "tensa", combinando com os momentos de destruição do gigante de fogo.

Confesso que não entendi o porquê deles estarem destruindo Unova. Mas está claro que esse é o mistério que vai determinar os próximos capítulos, com o líder da porra toda aparecendo no final desse episódio. Achei bem interessante (não me entenda mal, por favor) o fato de você ter colocado uma cena de estupro (não necessariamente uma cena, mas ter apenas citado. De toda forma, gostaria de saber também porque o cara que está controlando os três dragões mais fortes do Mundo Pokémon quer ir atrás do pequenino Victini. E também, como disse, quero entender qual o motivo desse plano bizarro dele e o que o presidente de Unova sabia e/ou o que ele poderia fazer. Enfim, mistérios que serão resolvidos apenas com o tempo.

Mas tenho que dizer que foi inevitável a comparação do momento em que os Inconformados congelaram Unova com o Kyurem, com o momento que a Equipe Plasma faz o mesmo (porém sem o lendário) em White2, porém de forma bem menos psicopata que o Nataniel e a Amanda fizeram, já que ninguém morre no processo nos games =/.

Gostei da aparição da Elesa e da estratégia que ela tinha utilizado para poder matar a Amanda. Quer dizer, pelo que entendi, ela usou a batalha como distração e depois usou o Flash para poder matar a menina, mas o plano deu errado. De toda forma, gostei de ela ter aparecido e até ri do momento que a Amanda pensa: "que seios" uhuahuah. Mó cena tensa e ela pensando besteira.

Bom, pelo que vi, a Amanda é lésbica, já que ela ficou admirada com os seios da Elesa e pelo visto ela tem uma quedinha pela Lygia, já que ela ficou toda corada quando a viu e ainda ficou mais corada quando a abraçou. Bom, pelo visto, a torcida pelo casal Harry e Lygia não vai dar certo né huahuahua, enfim. Agora, que deu pra ver que as duas estão interligadas, queria ver se a Lygia ia voltar pro núcleo do Harry ou não. De toda forma, imagino que o protagonista acabará encontrando sua amiga da infância novamente. Mas enfim.

Aliás, esqueci de comentar sobre a última frase do capítulo. Achei muito foda aquela cena final, quando o Nataniel pergunta se o presidente conhece o Caos. Quando eu vi que a música de encerramento era a música tema e que leva o nome de um dos episódios mais icônicos de Game of Thrones, até me arrepiei, porque não tem como não lembrar. E com a frase do cara, dá pra sentir que a merda que vai vir vai ser gigantesca. Enfim, só quis ressaltar mesmo que achei muito boa a cena.

Bem, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Caos

Mensagem por Rush em Seg 8 Maio 2017 - 18:13

AND SO HE SPOKE, AND SO HE SPOKE

THE LORD OF CASTAMERE

Excelente escolha de uma excelente música. Combinou PERFEITAMENTE com a situação. Até consegui imaginar o diálogo do presidente com Nate antes de toda essa tragédia acontecer.

Hello, Briju. o/

Esse capítulo foi bem excessivamente macabro. Embora tenha gostado bastante dele, admito ficar um pouco decepcionado ao ver como Unova foi destruída. Imaginei que teria algum papel dos lendários, mas achei que ela iria ser eliminada do nada, sabe? Tipo, geral trabalhando, vivendo suas vidas normais e do nada... MORTE. Outro motivo que me decepcionou um pouco foi o uso excessivo do Fire Blast. Acho que o Fusion Flare com o Fusion Bolt do Zekrom teriam combinado muito mais, já que as animações do golpe nos jogos já transmitem um ar apocaliptico. Uma esfera de fogo gigante teria sido perfeita pra dizimar as cidades de uma vez.

De resto, eu adorei o capítulo.

Nunca imaginei que Elesa tivesse um par de seios enormes. Geralmente, por ser modelo de passarela, as mulheres tem seios predominantes pequenos e sempre imaginei Elesa com seios médios. Mas isso foi um detalhe a parte, eu particularmente, como um jovem adulto pervertido que sou, acho mulheres de seios grandes algo lindo demais.

No entanto, tudo que é bom dura pouco, e isso serve para a vida de Elesa. Que morte trágica, ein? Morrer com a beleza sendo desfigurada com socos até que ela morresse ou com o nariz afundado, ou com o cérebro danificado, ou engasgada com o próprio sangue ou todas as possibilidades anteriores. Tenho que dizer que estranhei a batalha, já que o fim seria inevitável. Admito ter achado a batalha BEM INGÊNUA, mas depois foi revelado que foi um plano para encontrar uma brecha e tentar parar Amy.

Sobre a ruiva, tenho que dizer que o orgulho dela ainda vai foder ela.

Além da dizimação de Unova e a escravidão dos lendários da região - com exceção de Victini -, achei interessante o relacionamento dela com Lydia. Não sei se é canon de fato que as duas possuam algo além de respeito pelo trabalho, mas deu a entender que a ruiva tem uma queda por esta última citada. E, me desculpe Briju, mas antes eu pensava nela pensar que o que estava fazendo o "bem", mas depois desse capítulo, ela com certeza se encaixa no termo vilã. Nenhuma pessoa com um pingo de bom senso iria dizimar um continente inteiro e se aliviar acreditando que foi por um bem maior.

Já o líder dos Inconformados conseguiu ter tudo para sobreviver em Westeros, ein? Não dar segundas chances e agir quando tem oportunidade, além das torturas psicológicas e físicas. Senti pena de Vera, embora sua morte tenha sido com um tiro de misericordiador, ter sido estuprada cinco vezes antes não foi nada legal, Nate. Acho que foi a primeira vez que vejo o estupro sendo escrito em uma Fan Fiction.

Bem, o ex-presidente vacilou aí também. Se ele não soubesse onde o Victini estava (Isso se ele realmente não souber), ele poderia ter sido sincero e evitado toda essa tortura, quer dizer... Acho que as mortes seriam inevitáveis, mas porra... Assistir sua esposa sendo estuprada e ainda sim não dizer nada? Foi bem hardcore, bro.

Já os ideais do Nataniel (Porra @-Ice, olha o que o seu pescador se tornou T-T hahaha zoa), me lembraram bastante o Pain em Naruto, inclusive destruir todo um continente (Embora no anime tenha sido só a vilazinha da maconha)

Well... É isso. Aguardo ansiosamente o próximo capítulo meu amigo. Espero ver mais esse gore violento e ousado como a morte de Elesa, porque caralho, foi bem adrenalínico. AUIHEUAE'

Um abraço meu amigo, até mais!
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Re: Caos

Mensagem por Brijudoca em Dom 21 Maio 2017 - 23:10

bla bla bla em cima da hora bla bla bla bora

RESPONDENDO OS COMENTÁRIOS:


@Black~

Obrigado pelo comentário Black o/

Que bom que você curtiu todo o clima do capítulo. Eu tentei deixar o mais sombrio possível pra dar a real dimensão do que é uma região inteira sendo destruída, cheio de desgraças ocorrendo e tals. Fiquei até um tanto desconfortável em deixar a tal cena, mas era algo necessário pra caracterizar o Nate, que bom que "gostou". Realmente os mistérios são parte do plot principal da fic e podem demorar um pouco pra serem revelados hehe A cena do congelamento é sim mais ou menos inspirada nos games, porém feita de forma bem mais drástica.

Sim, a Amy tem uma "leve" queda pela Lydia, algo que será bem explorado no futuro e que já começa a foder com as torcidas a favor do Harry awuhswuh A ultima cena era pra ter um grau bem épico sabe, logo quando eu tava pensando em qual música colocar, simplesmente me veio a mente a Rains, que bom que tu curtiu.

Obrigado, e aproveite o capítulo :DD


@Rush

Fala brow o/

Rains of Castamere é icônica demais, fiquei até orgulhoso de mim quando coloquei ela de trilha.

Talvez tenha faltado um pouco de criatividade minha em variar os golpes dos lendários -q Mas eu nunca quis que fosse algo instantâneo, acho que era necessário a destruição, o caos se espalhando, as pessoas sofrendo, sabe? Meio sádico, eu sei.

Que bom que a batalha transmitiu exatamente tudo que eu queria. Inicialmente, uma tosquice sem fundamento, porém, com um plano maior de tentar atacar a Amanda, e ainda ressaltando o orgulho da moça, que acabou com a pobre Elesa num surto de raiva.

Amanda e Lydia não é canon no momento. Mas a Amy tem sim uma queda forte pela companheira, agora nos resta acompanhar as próximas cenas dessa novela mexicana hehe Eu acho difícil caracterizar a Lydia como mocinha ou vilã, pois, sempre tento mostrar os dois lados da moeda. Claro que eles DESTRUÍRAM uma fucking região, os caracterizando logo como vilões, mas a menina em específico tem algumas camadas que só serão exploradas e reveladas no seu próximo POV... nele talvez as coisas fiquem mais claras (ou mais confusas)

Nossa a sua comparação com o Pain foi perfeita em vários sentidos, o Nate tem muito desse vilão, e umas coisinhas mais... bizarras.

Obrigado pelo comentário, significa muito pra mim o/

Nota do Autor: Diferente dos últimos capítulos que eu gostei bastante do resultado final, esse aqui eu achei bem meh (pra não dizer que tá uma porra). Porém, ele era necessário pra seguirmos nosso caminho, então... mals ¯\_(ツ)_/¯

E pra revolta dos leitores, eu ainda repeti algo no final que não tinha sido de agrado geral uns caps atrás -q

Capítulo V - Cinzas ao Vento



Harry




Cinco dias.

Foram cinco longos dias na cidade de Slateport. Harry despertou exasperado durante a noite após um pesadelo em que Zane era devorado por um Gyarados gigante. Olhou para a cama do lado e se acalmou ao ver seu irmão dormindo tranquilamente. Desde a aventura de Zane e Lydia com o pokemon Jirachi, Harry mal conseguia tirar os olhos do garoto, imaginando coisas terríveis que poderiam acontecer com ele.

Zane não lembrava muita coisa sobre a aventura e Lydia tampouco. Ela falou apenas sobre uma explosão e quando percebeu, os dois estavam de volta ao barco. Sua partida repentina ao atracarem em Slateport, deixou Harry com uma sensação de vazio, apesar dela ter deixado seu número de celular com ele. Até o momento eles só tinha trocado um “oi”.

Logo pela manhã os irmãos encontraram Spencer irritado enquanto utilizava o telefone do hotel em que estavam hospedados. Ele bateu o fone no gancho e se virou para Harry:

- A divisão de trânsito aéreo de Hoenn continua sem me atender, então continuamos sem carona para voar na região. Não há nenhum barco no porto e a única saída por terra continua bloqueada por tempo indeterminado. Basicamente estamos presos aqui.

Os três se dirigiram para o restaurante do hotel a fim de tomar café, quando se depararam com uma comoção em frente a gigante televisão posicionada no hall do hotel. Uma funcionária aumentou o volume a pedido de alguns hóspedes e Harry ouviu claramente a reportagem enquanto via imagens de destruição.

- A Interpol conseguiu capturar apenas uma aeronave do grupo terrorista, que, ao serem rendidos, acabaram tirando as próprias vidas, – informou a repórter – a polícia reuniu uma equipe em massa em busca de sobreviventes, porém, nenhum cidadão foi encontrado em vida...

Era tudo muito irreal para o rapaz. Como uma região inteira poderia ser destruída e congelada? O medo constante que Harry sentia desde criança ressurgiu mais forte do que nunca. Claro que, ao ouvir os repórteres associarem a ação do grupo terrorista ao aparecimento de Pokemon lendários de Unova, Harry reviveu na hora o dia que seu pai morreu.

“Aquilo não podia ser coincidência”, pensou ele. Era óbvio que se tratava da mesma organização e o fato de eles estarem agindo a tanto tempo, praticamente, nas sombras, só o assustava mais. Destruir uma região inteira era a prova de que eles tinham muito poder e estavam apenas começando a mostra-lo em público.

O fato de Zane ter encontrado um Pokemon lendário e não se lembrar de nada era com certeza a pior parte de seus pesadelos. Afinal, esses Pokemon eram quase mitos, poucos na vida tiveram a experiência de encontrar um destes, e tanto ele quanto seu jovem irmão tiveram a desagradável experiência.

Ele abraçou o irmão que assistia as imagens na televisão com os olhos assustados e considerou pela milésima vez o erro que fora traze-lo na jornada e em como se sentia irresponsável. No entanto, Harry seria incapaz de se separar dele agora, com o possível retorno das pessoas que destruíram sua vida, e o contato do garoto com Jirachi, a sensação de perigo constante de Harry estava consideravelmente maior.

O grupo saiu do hotel poucas vezes durante a curta estadia em Slateport. O acesso as outras cidades de Hoenn ainda estava liberado nos dois primeiros dias, porém, eles estavam esperando a chegada de um contato de Spencer que prometera leva-los a Petalburg de barco, uma vez que eles não tinham permissão de realizar voos com seus Pokemon na região. Porém, ao terceiro dia, todos os acessos e transportes foram interditados devido ao desastre de Unova que colocou todo o mundo em estado de alerta.

O hotel possuía uma pequena arena para treinadores batalharem entre si no subsolo. Harry esteve lá com seu Munchlax e Squirtle para praticar seus movimentos. Os oito anos desde que ele perdeu seu pokemon para o portal não tinham diminuído em nada o amor que ele nutria pelo esfomeado. Cada vez que via Munchlax ele precisava segurar a vontade de chorar, pois acreditava que o mesmo tinha partido para sempre. Squirtle trocava golpes feliz com o antigo companheiro. O pequeno era um lutador nato, e a recente batalha contra Norman acendeu o espirito de batalha que se encontrava adormecido. Harry se lembrou de quando sonhava em sair em uma jornada com Josh e começou a considerar que seu sonho podia não estar totalmente perdido.

- Harry – chamou Zane distraidamente enquanto o trio tomava seu café-da-manhã – podemos fazer algo hoje? Tô cansado de ficar preso nesse hotel.

Harry ponderou sobre a questão, mas foi Spencer que respondeu.

- Acho que devíamos visitar o Museu da cidade. Já que não vamos para nenhum lugar, devíamos aproveitar Slateport. Soube que eles possuem um laboratório de pesquisa incrível por lá.

Harry assentiu, acreditando que seria bom tomar um pouco de ar. O grupo deixou o hotel após finalizarem a refeição e seguiram caminhando nas ruas agitadas em direção ao museu. Por ser uma cidade portuária, Slateport se transformou em uma grande metrópole e possuía diversas atividades para entreter turistas, mesmo em meio à maior crise dos últimos anos. Durante o percurso, muitos comerciantes ofereciam passeios, atividades noturnas e quinquilharias diversas. Zane ficou tentado a visitar um circo que prometia ter o maior e mais estranho Dustox do mundo.

De acordo com o mapa que Harry pegou no hotel, o museu ficava a aproximadamente um quilometro, logo, após alguns minutos de caminhada, eles encontraram um enorme edifício azul com um leve entra e sai de pessoas. Spencer comprou os tickets na bilheteria e recebeu crachás com seus nomes mais a indicação de que eram visitantes. Logo os três entraram em um grupo com outras dez pessoas, no qual um guia animado explicava as maravilhas do museu.

No momento em que o grupo observava a sessão de fósseis, um rapaz esguio usando um jaleco com o logotipo do museu se aproximou de Spencer com um sorriso.

- Cara eu não acredito! – Exclamou ele – Spencer, meu brother quanto tempo!

- Você tá bem mais profissional hein Phil – disse Spencer recebendo o homem com um abraço – Harry, esse era meu colega de estágio lá em Kalos.

- Prazer, Phil – disse Harry apertando as mãos.

Os antigos colegas logo trataram de colocar o papo em dia, perdendo o resto do tour guiado pelo museu. Enquanto conversavam, Harry notou que Phil possuía um visual bastante peculiar. Seu cabelo raspado contrastava com a enorme barba preta. Os braços eram completamente tatuados e Phil ainda usava um enorme alargador na orelha direita. Apesar da aparência, Harry não tinha dúvidas que o cara era inteligente ao ler Mestre Patologista em baixo de seu nome no crachá.

- Deixem esse tour furado de lado – disse Phil fazendo pouco caso – Vou mostrar para vocês meu laboratório, meus assistentes estão estudando um Anilith que acabamos de ressuscitar de um fóssil.

- Cara, isso tudo é muito irado – comentou Spencer empolgado – mal consigo acreditar que você se tornou chefe aqui.

- O jogo virou não é mesmo? Como anda o seu projeto?

- Estamos em Hoenn para um experimento em campo – respondeu Spencer sem dar muitos detalhes.

- Que legal, se precisar de algum suporte pode contar comigo.

- Só se você souber como ir até Petalburg nesse momento com a cidade isolada – disse Spencer.

- Foda – suspirou Phil – Minha mulher foi visitar os parentes em Mauville alguns dias atrás e não consegue voltar para cidade. Tô quase a uma semana sem tra... – ele se interrompeu ao se lembrar da presença de Zane – ver ela.

Os quatro entraram em uma área restrita do museu, protegida por identificação digital liberada por Phil. Ao atravessarem uma enorme porta de chumbo, encontraram um salão totalmente branco, cercado de mesas de trabalhos e computadores de alta tecnologia. Homens e mulheres de jaleco caminhavam de um lado para o outro com papeis e dispositivos que Harry nunca tinha visto. Ao fundo encontravam-se máquinas cinzas que zumbiam e apitavam conforme algum cientista a manipulava.

A única pessoa que destoava o local era uma mulher adulta, provavelmente nas faixas dos trinta anos. Ela estava vestida toda de preto, desde a jaqueta de couro até as botas e prendia o cabelo castanho escuro em um pequeno coque. A mulher estava discutindo com um dos cientistas do laboratório que estava claramente assustado diante de seu olhar feroz. Ao perceber a chegada do grupo, ela deixou o cara com quem estava discutindo e veio em direção a Phil.

- Finalmente Dr. Castle! – Exclamou ela exasperada – Achei que teria que esperar uma eternidade pra falar com vossa senhoria.

- Boa Tarde Capitã Modesto – respondeu Phil cautelosamente. – Não esperava uma visita sua hoje.

- Isto é óbvio, já que claramente não está dando prioridade a o que te pedi – rebateu Modesto com os olhos em fúria.

- Lana, eu te garanto que estou dando prioridade total a sua missão. Mas já disse que preciso de ferramentas que estão fora do meu alcance em Slateport. Preciso de acesso ao Laboratório do Professor Birch.

- Já te disse que isso é impossível Castle. – rebateu ela com um olhar alarmado. – Não tenho previsão nenhuma de liberar o tráfico normal da cidade e desde o atentado contra Carvalho, os laboratórios dos professores estão totalmente interditados.

- O professor Carvalho morreu? – perguntou Harry com a boca aberta.

A capitã Lana Modesto finalmente desviou seu olhar para o resto do grupo que acompanha o cientista.

– Ainda não, mas está entre a vida e a morte. Imagino que a televisão fez pouco caso disso em frente ao desastre de Unova – confirmou ela devastada. - E quem são vocês? Achei que essa área era proibida para visitantes.

- Ãh... – Gaguejou Phil – Este é o Professor Spencer Newton. Ele é um especialista de Kalos que veio nos ajudar em uma pesquisa e estes são seus assistentes.

- Ahã, a criança também? – Perguntou ela desconfiada.

O grupo engoliu em seco enquanto pensavam em qual resposta dar para a mulher, quando a expressão da mesma mudou ao encarar o crachá que Harry tinha pendurado no peito.

- Harry Miller – disse ela com suavidade – Eu conheço você. Eu o vi há alguns anos no Incidente do Spear Pillar.

Harry ficou chocado que a mulher lembrasse de seu nome. O rapaz olhou para ela novamente mas era incapaz de lembrar dela, afinal, muitos policiais conversaram com ele nos anos após o incidente.

- Como você se lembra? – Perguntou ele atônito.

- Eu conheço todas as peças da minha operação de cor e salteado – respondeu ela cansada. A raiva de Lana se esvaíra dando lugar a uma expressão cansada. – Você é uma delas.

Harry ficou em silêncio fitando a mulher. Então, a polícia não havia abandonado totalmente o incidente. Zane apertou a mão de Harry tentando conforta-lo mesmo sem entender o que estava acontecendo.

- São eles não são? – perguntou Spencer quebrando o silêncio. – Os responsáveis por tudo que está acontecendo no mundo agora?

Lana ergueu os olhos para o rapaz negro o avaliando.

- Newton... imagino que o garoto desaparecido era seu parente – a expressão de Spencer se fechou apenas confirmando a afirmação da policial – infelizmente não posso dar detalhes das investigações para vocês, sinto muito.

- Capitã. – interviu Phil – o Professor Newton é extremamente inteligente, bem mais do que eu devo admitir – ele deu um sorrisinho pro amigo. – Ele pode levar o objeto para o professor e juntos eles serão capazes de descobrir do que ele é capaz. Se você conseguisse a liberação pra eles saírem da cidade...

A Capitã Modesto ponderou alguns segundos sobre a possibilidade. Harry ficou extremamente grato com a jogada de Phil. Com a permissão para sair da cidade, eles poderiam finalmente chegar em Petalburg e ainda por cima ter contato com a mulher que investigava os caras que mataram seu pai.

- Posso saber do que se trata? – Questionou Spencer tentando incentiva-la a aceitar a ideia.

- Não. Não creio que eu possa confiar algo tão importante a vocês...

- Senhora? – Interrompeu o pequeno Zane levantando a mão. – Você parece ser uma pessoa incrível e inteligente. Tenho certeza que está dando o seu melhor para salvar um monte de gente. Mas precisava confiar no meu amigo e no meu irmão se quiser deter os caras malvados.

Todos olharam para o garoto estupefatos com a sagacidade do menino. Lana ficou boquiaberta e pela primeira vez desde que a encontraram ela sorriu. Harry sabia que seu irmão era capaz de encontrar as palavras certas para convence-lo a fazer alguma coisa, mas nunca vira ele falar de forma tão calma e astuta com outra pessoa além dele mesmo.

- Eu não sou muito de confiar garotinho. – Admitiu ela. – Mas não posso negar que estou sem agentes para essa missão e estou de mão atadas. Parece que vou ter que confiar em vocês.
Harry estava embasbacado. Seu irmão quebrou a dureza da mulher com apenas uma frase. Zane sorriu inocentemente para a policial como agradecimento.

- Há alguns dias eu trouxe um objeto para o Dr. Phil Castle examinar. Recebemos ele direto de um antigo contato de Unova, que agora nem sabemos o paradeiro, e está ligado diretamente a organização que destruiu a região. Os mesmos que você, senhor Miller, teve a infelicidade de conhecer...

Sua voz foi interrompida devido a uma agitação no laboratório. Todos os cientistas se aproximavam dos computadores que pareciam transmitir alguma mensagem.

O grupo se aproximou de uma das telas e Harry notou que o computador parecia diferente. Exibia uma tela preta cheia de comandos que ele não compreendia, porém notou que se tratava de um vídeo pois uma sombra se movimentava atrás dos códigos e também devido a um som de estática misturado a alguns ruídos estranhos. De repente, os mesmos sumiram, sendo substituídos por um enorme “I”. O som ficou mais alto e uma voz reverberou por todos os computadores.

- Boa Tarde. Somos os Inconformados.



~~//~~



Laura



- Esta transmissão está sendo realizada simultaneamente para o mundo todo. Estamos vindo a público pela primeira vez assumir a responsabilidade pelos últimos acontecimentos em Unova. Admitimos que foi uma tragédia horrível o ocorrido, e tudo foi culpa de apenas um homem. Mark Lohan.


A imagem na tela foi substituída por um homem de terno azul abarrotado amarrado em uma cadeira. Sua cara estava cheia de hematomas e era possível notar que ele respirava com extrema dificuldade.

- O Sr. Lohan costumava cooperar com os Inconformados, porém após uma série de divergências tivemos que tomar algumas medidas drásticas contra o senhor presidente. Mesmo diante de nossas ameaças, ele deixou que sua região fosse destruída, sem entregar o nosso pedido. Por causa dele, milhares de pessoas tiveram que morrer. Para você, Sr. Lohan, guardamos todo o nosso desprezo.

Foi possível ouvir o som de um disparo diretamente contra o peito do Presidente. Sua cabeça tombou para o lado. A imagem voltou a ficar preta com um “I” no centro.

- Isso não é uma ameaça amigos. É um aviso do que acontece quando não há cooperação. Esperamos que a partir de agora, todo o mundo esteja ciente do poder da minha organização. E o que acontece com aqueles que ficam em nosso caminho.

A imagem se apagou e a televisão da sala voltou a exibir sua programação normal.

Laura estava tremendo de nervoso. Segurava a mão de Aiden com tanta força que podia ver os dedos do rapaz ficando mais brancos. Ele a envolveu em um abraço enquanto ambos absorviam a mensagem dos Inconformados.

Eles se encontravam na casa dos pais de Aiden, na cidade de Viridian. A mãe de Laura a proibira de deixar a cidade até receber novas instruções da Interpol. Ela e Aiden tiveram que realizar alguns depoimentos referentes ao ataque contra o Professor Carvalho, mas graças a posição de Top Coordenadora de Laura, a polícia comum não demorou em deixá-los livres. A garota suspeitava que houvesse dedo da sua mãe também, mas não podia deixar que ninguém soubesse de seu outro trabalho.

- Estou cansada de esperar Aiden. – Suspirou a garota. – Temos que agir.

- Eu sei que você quer fazer alguma coisa. – começou Ele – Mas não podemos esquecer que você precisa levar a encomenda para sua mãe. E ela te proibiu de deixar a cidade.

A Bluma. A esfera que quase custou a vida do professor estava dentro da bolsa de Laura. A garota não tirou o objeto de vista há dias, com medo que mais agentes viessem atrás dela.

- Temos que ir até Celadon.

- Celadon?

- Aqueles dois agentes estiveram lá em algum momento antes de irem até o laboratório – disse a garota. – Se lembra do que eles tinham consigo?

Os dois Inconformados que atacaram o laboratório acordaram antes mesmo da polícia chegar. Ao se verem presos em uma corda que Aiden tinha encontrado na sala do professor, os dois simplesmente caíram para o lado. Mortos. Laura descobriu mais tarde com a perícia, que eles possuíam uma substância tóxica em um de seus dentes. Ao ver que seriam capturados, os dois simplesmente rasparam os dentes até a substância ser liberada e leva-los a morte.

Laura não conseguia entender como essa organização possuía seguidores tão fiéis ao ponto de se suicidarem para não serem capturados. A garota descobriu que eles não carregavam nada demais consigo. Além das armas, um deles possuía uma carteira no formado de Clefairy, totalmente vazia.

- Um dos agentes tinha uma carteira Clefairy lembra? Eu achei estranho nunca ter visto aquilo, e descobri que é um item super raro e só é vendido em um lugar do mundo, na Loja de Departamento de Celadon. Quer dizer que ele esteve lá em algum momento.

Aiden ponderou um pouco sobre a situação enquanto afagava o pequeno Bulbassaur que estava deitado no chão aos seus pés tirando uma soneca. Os poucos dias que eles tiveram juntos foram o suficiente para os dois se apegarem.

- Estaremos desobedecendo ordens diretas da sua mãe. E você sabe muito bem que essa não é necessariamente a melhor das pistas né?

- Ela provavelmente está muito ocupada com tudo que está acontecendo, precisamos descobrir o máximo possível por nossa conta. – a expressão da garota se fechou. – Temos que trabalhar com o que conseguimos.

O rapaz a fitou com seus belos olhos azuis e disse exatamente o que Laura queria ouvir:

- Vamos nessa!




~~//~~



Liam




Mas que caralho! Porra, puta que pariu, todos os palavrões misturados nesse inferno.

Será que eu estava puto? Imagina né? O fodido do Rik faz a gente cair numa armadilha e só eu que sofro? Parece que eu nasci pra tomar no... tá bom chega vou me controlar.

Já tinha dois dias que aquela menina louca tinha capturado nós dois, mas como o bonitinho ainda estava doente (na verdade, ele estava ainda mais doente), logo, a garota tinha alguma piedade dele, deixando ele solto e até dando comida.

Eu? A cretina me deixava amarrado o dia inteiro num tronco, só me soltando para fazer xixi. A comida que ela me dava era ainda pior que a que eu e Rik caçávamos por conta própria, uma espécie de pasta de cor esverdeada, com sabor ainda pior do que a aparência.

- Ei amiga. – tentei puxar assunto ao final do segundo dia de “cativeiro” – Sei que começamos um pouco mal, mas eu tô realmente exausto de ficar aqui amarrado, então a gente podia tentar algum exercício de confiança?

A garota se virou pra mim com um olhar fulminante. Ela parecia ter mais ou menos a mesma idade que eu. A propósito eu nem disse minha idade né? Dezesseis primaveras, disponha. Como eu dizia, ela usava uma camiseta simples cor verde musgo e uma calça marrom totalmente surrada, estilo exploradora, o que devo dizer que até combinava com o ambiente da ilha. Seu cabelo castanho escuro ficava sempre preso num rabo de cavalo.

- Eu realmente não sei qual é a tua jogada, mas se não calar a boca, eu vou enfiar um galho na sua garganta.

- Ei, segura essa agressividade moça – o rapaz rebateu – Você que está mantendo a gente de refém.

A garota sacou uma faca do seu cinto, e se aproximou da minha cara com a expressão ainda mais feroz.

- Logo meus amigos estarão aqui e decidiremos o que fazer com vocês, invasores malditos.

Engoli o seco tentando olhar para faca e para garota ao mesmo tempo. Sua face era cheia de cicatrizes e seus olhos castanhos cintilavam com a selvageria.

- Ok ok, tenho certeza que chegaremos em um acordo em que todos saiam com vida, de preferência.

Ela se afastou um pouco e começou a me observar de cima a baixo. Fiquei nervoso com isso, apesar de me achar até que atraente, não parecia o tipo de estudo que a menina estava fazendo.
- Por que você não está doente também?

- Não sei, mas gostaria de estar também. Pelo menos estaria solto.

A menina me deu um tapa na cara violento.

- Imbecil. Eu tô fazendo o impossível pra manter ele vivo.

- O que? – A informação me deixou realmente chocado. Ela não deixava que eu e Rik trocássemos mais do que poucas palavras, mas ele não parecia estar morrendo. – Não achei que ele estava tão mal.

Rik estava encostado num tronco próximo deles tirando um cochilo. Apesar de não estar preso na árvore como eu, suas mãos estavam atadas com uma corda.

- Pois está, e apesar de eu acreditar que seria bem mais fácil deixa-lo morrer, eu não sou assim tão cruel.

A menina coçou o pescoço e reparei pela primeira vez que ela usava uma discreta corrente em volta do pescoço, com um pequeno pingente que descia pelo seu peitoral. Tentei ver o que tinha no pingente, mas a garota já estava novamente com a faca encostando no meu pescoço.

- EU TO FALANDO DO SEU AMIGO E VOCÊ TÁ PREOCUPADO OLHANDO PROS MEUS PEITOS? – Seu punho apertava o cabo da faca que já começava a arrancar uma gotinha de sangue de mim.

- Calma moça – sussurrei em desespero – Pra começo de conversa, eu gosto de pinto. E segundo, eu só tava olhando o seu pingente.

Ela se afastou e tirou o colar do pescoço, guardando em um dos bolsos da calça.

- Maldito o dia em que vocês decidiram pisar em nossa ilha.

Nem eu e nem ela sabíamos, mas nós dois íamos nos tornar grandes amigos, e ela ainda ia agradecer MUITO o dia em que nós pisamos naquela ilha. Mas estou me adiantando. Porém, agora as coisas vão começar a esquentar, e tudo começa no dia em que o Rik morreu.



~~//~~





Notas Finais É foi isso. Eu detestei colocar 3 POVs num capítulo só, pelo menos nesse aqui não funcionou muito bem. Espero melhorar isso numa próxima ;/

Algumas considerações. Sei que tinha prometido um mini guia, mas no atual momento foi impossível me dedicar a essa parte, senão o capítulo acabaria atrasando, então vou continuar enrolando mais um pouco Laughing

Agora, queria pedir um pouco da opinião de vocês sobre incluir elementos da sétima geração.
Quando eu comecei a escrever essa fic pela primerissima vez ainda não tínhamos nem a QUINTA GERAÇÃO, mas claro que com o revival da ideia, eu adaptei minhas ideias a fim de incluir elementos das gerações seguintes. O grande problema é que eu não joguei Sun/Moon até agora, e não tenho a menor previsão de fazê-lo. Consequentemente, eu não sei NADA de Alola, Ultra Beasts, z-moves, os pokemon da região, nada. Vocês acham que seria muito podre simplesmente ignorar a existência da região, de seus lendários e pah, ou eu deveria dar uma surfada pela Bulbapedia e afins pra incluir pelo menos alguma coisa de S/M?

Enfim, obrigado pela leitura pessoal. Capítulo VI - Um desafio para Aiden daqui duas semanas, como sempre, dia 04/06.
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Re: Caos

Mensagem por Rush em Seg 22 Maio 2017 - 21:44

Hey, Brijudoca!

Antes de tudo, irei começar pelos comentários finais!

Olha cara, isso depende de você mesmo. Sei que se você quiser ignorar Alola, VOCÊ MESMO irá sentir um vazio chato no plot que irá te corroer lentamente com o passar do tempo. Eu sempre tentei me adaptar com as mudanças dos jogos, (NUNCA VOU ME ESQUECER DA CAGADA QUE FOI EU TER COLOCADO UM PINSIR GIGANTE ADORMECIDO QUE SÓ PODIA SER ACORDADO POR UM ITEM QUE EU NEM TINHA PENSADO DIREITO, E UMA SEMANA DEPOIS SAÍRAM AS MEGA EVOLUÇÕES, SENDO O PINSIR UM DELES), mas eu realmente acho que seria legal colocar Alola sim.

MAS BEM, sem querer ficar falando sobre mim, mas o que eu faria era apenas incluir a região, Pokémons e alguns personagens. Ultrabeasts e Z-Moves (Coisas que eu também não tenho conhecimento por não ter jogado os jogos) eu deixaria pra lá. No máximo incluir uma Ultra Beast ou outra, já que eu acho que combinaria BASTANTE com o plot da fic, vendo que as ultra beasts são Pokémons EXTREMAMENTE FORTES de outras dimensões, que foram abertos por um buraco de minhoca que eu nem sei como foi aberto já que não joguei o maldito jogo...

Mas seria interessante.

Sobre a fic, eu particularmente gostei bastante dos três pontos de vista. Senti falta de Harry e Zane, e mesmo o PoV deles não ter tido nenhum tipo de ação, eu gostei dos personagens apresentados e da repercussão dos eventos anteriores sendo explorados. No começo do capítulo eu tinha me pego pensando, "Poxa, que mancada do Briju, ele nem ao menos comentou sobre a morte do Oak..." E fiquei feliz ao você calando meus pensamentos ao mencioná-lo. Ele está em coma? Não sei se isso foi um sinal, mas acho que só por esse coma, minha teoria sobre uma parte da fic está QUASE certa.

Achei estranho a Lydia ter dado seu número para Harry. Agora o protagonista (Que INFELIZMENTE não sabe que a mulher é uma criminosa) pode rastrear seu número com ajuda da Capitã Modesto, que HEYY eu demorei para sacar, mas é a mãe de Laura. Creio que assim que os PoVs de Harry e Laura irão se fundir. Ou não né.

Agora sobre o PoV do Liam, eu particularmente gostei bastante. Não querendo dar uma crítica destrutiva, mas no primeiro PoV do Liam após a destruição de Unova, eu achei confuso e bem anti-climático, logo não gostei do personagem inicialmente. No entanto, neste capítulo ficou bem mais natural e detalhado, a passagem de terceira para a primeira pessoa foi bem interessante também, além da falsa semelhança a quebra da quarta parede. Mesmo que ele nao tinha a quebrado, o fato dele estar contando a história no passado e vazando spoilers pouco se fodendo foi algo bastante cômico.

Fiquei chateado ao ver que Rik realmente morreu, mas não posso negar que ri ao ver Liam dizendo como se não fosse nada, já que ele provavelmente já tinha superado a morte do amigo com o time skip até o presente em que ele narra a história. Achei interessante também com sua opção sexual, já que ela passou despercebida por mim.

E bem... Sobre os Inconformados... Fiquei bastante inconformado (HAW YEAH!) ao ver que eles invadiram a programação de rede de todo o mundo apenas para mandar aquela mensagem terrorista. Mentira, eu achei daora pra caralho, só não queria perder a piada. Isso me lembrou aqueles vídeos que a Isis posta, executando rebeldes ou espiões inimigos que foram capturados. E bem... Achei MUITO, mas MUITO legal uma fic onde a organização antagonista é feita por terroristas.

Esse vídeo da execução do ex-presidente de Unova foi uma prova concreta que a organização terrorista faz jus ao nome, espalhando o medo para todos que tiveram o azar de assistir. Infelizmente, não se trata de apenas uma região que poderia ser evacuada... E sim do mundo inteiro.

Meio que agora a merda bateu no ventilador modo extreme. O jeito é vazar da terra e ir para o espaço, mas capaz dos Inconformados capturarem o Deoxys lá e destruírem tudo. D:

É isso, meu amigo. Gostei MUITO deste capítulo e aguardo o próximo!

Um abraço, e eu amei a escolha da trilha sonora. EU AMO NIRVANA.

Até mais!!!


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Re: Caos

Mensagem por Black~ em Ter 23 Maio 2017 - 19:51

Bem, vamos lá. Acabei esquecendo de ler o capítulo, mas enfim, nada de mais, sem delongas, vamos ao que importa:

Primeiro, tenho que concordar com o Rush, seu eu fosse você eu colocaria sim a região de Alola. Dá uma Bulbapediada básica e põe só o essencial. Eu nunca tive contato nenhum com X/Y, mas tenho bastante conhecimento de Kalos, dos golpes novos, etc. só pesquisando na Bulbapedia. Acabei pesquisando as coisas para as minhas fics ficarem mais "coesas". Sei lá, é uma dica. Eu colocaria sim Alola.

Bem, quanto ao capítulo, tenho que dizer que o achei muito bom. Apesar de você ter achado maçante ter colocado três POVs, acho que todos foram importantes e aparentemente as histórias começam a se juntar. O Liam realmente tinha me incomodado no primeiro capítulo que apareceu, pois foi muito anti-clímax, porém após sermos apresentados dignamente, gostei do personagem.

Vou começar falando do POV do Liam, porque algo me chamou a atenção. Foi o fato de ele ser narrado a maior parte em primeira pessoa. Eu gosto bastante de histórias em primeira pessoa, mas tem que tomar um cuidado com elas, se não acaba ficando meio "ruim". Mas uma coisa da sua narração em primeira pessoa que me agradou bastante foi quando o Liam diz durante a narração que a menina viraria amiga dele e o amigo dele morreria, mas que isso só aconteceria bem mais pra frente. Devo dizer que isso ficou muito Ted Mosby contando, por exemplo o episódio da cabra e também algumas outras coisas pros seus filhos, mas falando disso de novo só duas temporadas depois huahuha. Depois tomei a liberdade para ver seu banco de séries e vi que você já assistiu HIMYM (nome muito grande -q), então imagino que você deva ter se inspirado lá, mas enfim.

Mas agora, falando sério sobre o plot do Liam, eu fiquei curioso para saber quem é essa menina, se ela é dos Inconformados, e porque ela vai se juntar com o Liam. Quanto ao Rik, acredito que o coitado vá acabara desfalecendo devido à doença mesmo, que fim terrível.

Quando os inconformados se inconformaram e começaram a hackear os computadores e televisões para dar a sua mensagem, matando o presidente na frente de todo mundo, era inevitável a comparação com o Estado Islâmico quando divulga os seus vídeos. É simplesmente incrível que a equipe vilã da fanfic seja realmente uma equipe vilã com bandidos de verdade que tocam o terror, apesar de terem o mesmo sonho clichê do estilo Cyrus, Archie, Maxie e Ghetsis de querer destruir o mundzzzzzzzzzz. Enfim, assim como o Rush eu curti os vilões terroristas.

O POV da Laura achei menos importante dessa vez, mas ainda sim foi importante, já que eles vão voltar para Celadon, mesmo estando proibidos de sair de casa. Aliás, a Laura é uma bela detetive hein? Usar como pista uma carteira? Realmente, gostei de ver a nossa protagonista em ação huhauhahua.

O Harry voltou a ter importância nesse capítulo. Apesar de estar longe dos anteriores, onde o ritmo era frenético, esse foi muito bom justamente por ter engatado a história de maneira mais calma, com os três saindo de Slateport após a policial precisar de ajuda (e do Zane usar o poder de convencimento). Aliás, se o Rush não tivesse falado que ela era a mãe da Laura, eu nem teria percebido huahuahuah, depois que fui ler em outro capítulo e vi que o sobrenome da Laura é Modesto, enfim -q. Acredito que em algum momento pelo menos os dois protagonistas serão apresentados, mas não sei, o futuro é incerto. Também achei curioso a Lydia ter dado o telefone pro Harry, sei lá, talvez ela realmente não seja aquele vilão caricato que chuta velhinhas só pra mostrar que é mau e tenha um coração bombeando sangue dentro do peito e talvez tenha se interessado mesmo pelo Harry, pena que o garoto só conhece garota problemática né huahuahuah, mas enfim.

Bem, erros que me incomodaram foi apenas a falta de vírgula antes do vocativo. Na maioria das vezes você esquece a vírgula quando alguém fala com alguém, deixando um sentido ambíguo. Tipo nessa frase:
Estou cansada de esperar Aiden
Parece que a Laura estava esperando Aiden, não que ela estava esperando junto com o Aiden. Então, só digo pra revisar melhor nesses pontos, porque apesar de entendermos, às vezes fica meio confuso, mas enfim.

Então é só e boa sorte com a fic.
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Re: Caos

Mensagem por Brijudoca em Dom 4 Jun 2017 - 16:28

olar amigos


RESPONDENDOS OS COMENTÁRIOS NA VELOCIDADE DA LUZ PERDOEM MINHA BREVIDADE:


@Rush

Obrigado pelo comentário man. Eu pensei bastante sobre o assunto e acho que realmente ia ficar esquisito a fic sem Alola, vou dar uma estudada e pensar no que fazer. Eu tava bem preocupado de mandar um capítulo assim sem muita ação ou acontecimentos marcantes, mas que bom que você curtiu Very Happy Eu não quis escrachar muito que a Capitã era a mãe da Laura, mas sim, já tinha deixado a informação no passado que ela estava em Slateport, que bom que você notou. Sobre o encontro deles? haha veremos

Tenho muitos planos e ideias pra escrever sobre o Liam e sobre os inconformados isajadwihdaskjdn ler seu comentário me deixou mais ansioso ainda pra por as ideias em prática. Não querendo spoilar nada, mas vem uns capítulos bem legais por aí.

valeu rush o/

@"Black"

Que bom que gostou do capítulo Very Happy

Sim, já me decidi que não vou ignorar Alola, até tive algumas ideias, mas realmente preciso pesquisar mais sobre a geração pra fazer algo legal. Obrigado pela motivação hehe

Que bom que você curte primeira pessoa. Eu sempre gostei muito mais desse estilo, inclusive a fic seria inteiramente nesse estilo no início, algo que acabei alterando depois, mas quando a ideia do Liam surgiu, vi a oportunidade de dar uma diferenciada. Concordo que tenho que ter um puta cuidado pra não ficar ruim, e SIM EU ME INSPIREI DEMAIS EM HIMYM, uma das minhas séries favoritas ever hahahah achei que essa referência ninguém ia captar.

Eu tô fazendo o possível pros meus inconformadinhos serem o menos clichê possível. Inclusive, no futuro talvez eu quebre essa impressão de que eles tem o mesmo sonho dos vilões dos games hehe Obrigado também por me chamar atenção quanto a falta da vírgula, eu juro que vou tentar prestar mais atenção.

até o/


esse cap quase que não sai viu, perdoai os erros pois revisei ele rapidão igual minha cara, então... ;/




Capítulo VI – Um Desafio para Aiden


Laura




Celadon era uma das cidades mais bonitas que Laura já tinha visitado durante sua jornada em Kanto. Coberta pela natureza, diversas árvores se interpunham pelas ruas dando um belo tom de verde ao cenário. Rosas, magnólias e azaleias eram algumas das diversas flores que embelezavam as calçadas da cidade, que possuía um tráfico carregado de veículos. Muitos policiais andavam de um lado para o outro atentos com qualquer desordem, como se esperassem algo de ruim a qualquer momento.

Laura concluiu que a aparição pública dos Inconformados serviu para deixar todos em alerta perante a possibilidade do início de uma guerra. Afinal, eles tinham destruído uma região inteira e também foram responsáveis pelo assassinato de um dos maiores pesquisadores do mundo. Um dos prédios da cidade exibia uma pequena homenagem ao professor Carvalho em seu outdoor eletrônico, pedindo para a população torcer pela sua recuperação. A garota estava sentada no meio fio da maior avenida da cidade junto com seu namorado tomando um sorvete enquanto refletia perante as suas opções.

A cidade estava um caos na noite anterior. Logo ao chegarem, voando no Pidgeot de Aiden, viram um aglomerado de pessoas em frente à prefeitura, clamando por segurança após a mensagem dos terroristas, enquanto os policiais tentavam tranquilizar a população. Os dois não perderam tempo, e foram logo a grande Loja de Departamento da cidade, apenas para se frustrarem ao não encontrar nenhuma informação útil com a loja que vendia as carteiras de Clefairy.

Segundo o vendedor, elas eram itens vendidos com certa frequência e a loja não tinha nenhum registro dos compradores que pudesse ajuda-los de alguma forma.

- Amor, você sabe bem que aquele cara podia ter a carteira há muitos anos – Disse Aiden enquanto eles voltavam ao centro Pokemon que estavam hospedados.

- Sim – suspirou Laura. – Mas era a minha única pista, eu tinha que verificar. Agora estou perdida de novo.

Ela sentiu o rapaz apertar sua mão mais forte a fim de conforta-la e se sentiu grata de estar com ele.

- Sabe o que é esquisito? Como as coisas aqui estão tão normais. O pessoal trabalhando, as ruas movimentadas, tem até alguns treinadores batalhando. – Ponderou Aiden enquanto apontava para um grupo de jovens em uma roda, entretidos enquanto assistiam uma batalha entre um Geodude e um Charmander. – Quer dizer... uma organização acabou de declarar guerra contra nós e congelou uma região inteira.

- Acredito que cada região tenha seus meios de lidar em meio as emergências não é? Mamãe disse que Hoenn está uma loucura, com pessoas presas em suas cidades, comércio de importação e exportação fechados, etc. Aqui em Kanto, o pessoal é bem mais despreocupado.

Os dois entraram no centro Pokemon da cidade, que estava anormalmente cheio. Vários treinadores andavam tagarelando de um lado para o outro com seus Pokemon, alguns rostos ela podia jurar que lhe eram conhecidos. Dois garotos e uma menina chegaram até a abordá-la pedindo fotos com a nova Top Coordenadora. Quando Laura já estava indo para o seu quarto, sentiu uma mão sob o seu ombro.

- Oh meu deus, Laura! Você é a minha salvação!

A menina se virou e encontrou uma mulher de meia idade olhando para ela radiante. A moça usava um uniforme vermelho em conjunto com uma calça branca e tinha seu cabelo negro preso em um coque. Laura conhecia a mulher de vista, porém nunca tinha conversado com ela.
- Oi, você é?

- Meu nome é Clara, sou da comissão de organização dos Concursos Pokemon de Kanto – Apresentou-se ela. – Imagino que esteja aqui para a abertura da nova temporada de Concursos que ocorre amanhã, não é?

- Na verdade... – Começou Laura sem saber o que dizer. Ela não fazia ideia que haveria um concurso em Celadon, tão cedo após o último Grande Festival.

- Imaginei que o concurso seria adiado, diante dos... eventos recentes - Interviu Aiden.

A expressão da mulher ficou mais obscura. Ela conduziu os jovens para um trecho do recinto em que eles não poderiam ser ouvidos.

- Temos ordens para seguir o cronograma normalmente. Acho que não querem assustar a população ou mesmo mostrar para os terroristas que estamos sendo afetados pelas ações deles - disse Clara - Sem falar que a maioria dos coordenadores já estavam na cidade antes mesmo do desastre e do ataque contra o professor. Seria horrível pra nós decepciona-los.

- E onde é que eu entro nisso tudo? - Quis saber Laura

- Bem, acontece que um de nossos juízes, o meu chefe, está desaparecido desde ontem.

- Você diz o Sr. Contesta? - Perguntou Laura alarmada.

- Sim. Não temos notícias dele, o hotel que ele estava hospedado não tem nenhuma informação e a polícia não quer causar mais escândalo anunciando o seu desaparecimento. Estamos seguindo com a programação e organização sem ele, porém ainda não temos ninguém para substitui-lo como juiz. Você pode ser essa pessoa Laura.

A garota ponderou sob a oferta por alguns segundos. A pressão de ser uma juíza algumas semanas após sua vitória a assustou. Porém, o desaparecer do Sr. Contesta tinha chamado sua atenção.
- Me sinto honrada de verdade Clara. Será uma honra ser juíza do concurso. Você poderia me enviar os dados de todos os Coordenadores inscritos?

- Claro, vou te enviar agora mesmo – Respondeu ela excitada enquanto puxava um celular do bolso – Claro que as inscrições só se encerram hoje na noite, mas acredito que a maioria já está inscrita. Também vou te mandar todos os detalhes sobre amanhã. Muito obrigada mesmo Laura.

A mulher saiu disparada do centro Pokemon enquanto digitava freneticamente em seu celular, quase derrubando um treinador distraído. Laura olhou para Aiden que rapidamente leu sua expressão.

- Você não aceitou só pra ajuda-la né?

- O Sr. Contesta não esteve ausente em nenhuma apresentação que eu assisto, desde que me interessei pelo mundo dos concursos. Em todos que eu participei, em todos que eu assisti pela televisão, ele sempre esteve lá. Você não acha curioso ele desaparecer em meio a toda essa confusão?

- Acho. Inclusive acho que é trabalho para uma certa agente júnior da Interpol certo?

- Certíssimo – disse Laura sorrindo – Vou aproveitar a deixa para investigar nos bastidores do concurso o que pode ter acontecido com ele. E vou ver a lista de coordenadores para ver se encontramos alguém suspeito.

Ela disparou para as escadas em direção ao quarto que tinha alugado com o rapaz em seu encalço. O quarto era uma suíte pequena, padrão do Centro Pokemon, com duas camas e um banheiro simples, bem diferente do quarto especial que a comissão tinha cedido para eles na cidade de Saffron, no dia do desfile da vitória. Ambos liberaram seus Pokemon de suas pokeballs, ocupando praticamente todo o espaço livre do quarto. Aiden começou a alimentar a turma enquanto Laura pegava seu notebook, que estava guardado no cofre do quarto, para checar o email que Clara já deveria ter enviado.

Seu Gloom pulou sem seu colo enquanto repetia seu nome, pedindo carinho da treinadora, que o afagou com um sorriso. Ninetales e Milotic se alimentavam vorazmente da ração especial que ela tinha comprado na Loja de Departamento enquanto Butterfree voava pelo quarto alegremente. Jynx e Pidgeot, que possuíam uma amizade estranha e bizarra interagiam um com o outro, enquanto Bulbassaur pedia carinho de seu treinador.

Aiden se jogou em sua cama com Bulbassaur, enquanto observava a garota ler o email com o olhar atento. Além das informações, como horário que ela deveria chegar ao concurso e pessoas a quem deveria procurar, também havia um link para um site da comissão de organização junto com um login e senha. Ao entrar no site, ela pode ver todos os inscritos para o concurso de Celadon e os pokemon inscritos.

Laura correu os olhos pelos coordenadores e viu que a maioria se tratava de treinadores na faixa dos 10-15 anos que tinham pouco tempo de jornada e pokemon básicos. “Afinal de contas, esse é o primeiro concurso da temporada, e a maioria dos participantes do Grande Festival devem estar descansando ou partindo pra outra região”, ponderou ela. Porém, haviam várias exceções, cerca de quinze participantes eram bem mais experientes, alguns até recém-saídos do Grande Festival, como Daniel Flowers, que Laura enfrentou na primeira disputa da fase de batalhas, e Hayley Cook, grande rival da garota, que a enfrentou na semifinal.

Outros inscritos chamaram atenção da garota, coordenadores vindos de regiões diferentes, como ela, inclusive alguns com time completo de Pokemon totalmente evoluídos. Mais velhos e alguns até experientes em concursos, já tendo participado de outros Grande Festival. Richard, Gale, Francesca, Flora... Laura analisou um a um com cuidado, lendo suas informações atentamente. Gale era de Sinnoh, possuía uma cara marrenta na sua foto de treinador e três pokemon que não eram tão típicos para concursos, Machoke, Bibarel e um Zubat. Flora tinha vinte e três anos, mas sua biografia não incluía muitos feitos memoráveis o que fez Laura concluir que ela saíra mais tarde para sua jornada do que a maioria. Seu único pokemon era um Pachirisu.

- Aiden. Eu quero que você se inscreva no concurso – Disse ela de súbito.

Aiden que estava sossegado brincando com seu pokemon planta, enquanto tomava um suco, se engasgou com a surpresa.

- Eu? Eu sou um simples fotógrafo Laura, não tenho a menor capacidade pra competir em algo desse nível.

Laura colocou seu Gloom de lado e se sentou na cama do rapaz segurando sua mão.

- Tem alguns treinadores “diferentes” nesse concurso como eu suspeitava. Os juízes mal têm contato com eles, preciso que você entre para observa-los. Você estará em uma missão junto comigo.
Aiden refletiu por alguns segundos sobre o pedido da amada. Olhou para seu inexperiente Bulbassaur e para seu fiel Pidgeot enquanto coçava o queixo.

- Não sei se serei capaz de encenar muito bem, nem ao menos me preparei pra isso.

Laura se aproximou do loiro e lhe deu um beijo agradecida por sua cumplicidade.

- Vou fazer sua inscrição pela internet antes que o prazo encerre e nós vamos lá pra fora resolver isso. Se algo for acontecer nesse concurso precisarei da sua ajuda para descobrir.



~~



Laura estava em um camarim acertando o penteado enquanto pensava no Sr. Contesta. Estava usando uma veste nova, comprada exclusivamente para ocasião, um vestido verde esmeralda que descia até a altura de suas canelas. Ela terminou de pentear o cabelo castanho claro e colocou os mesmos brincos tipo argola que usou durante sua participação no Grande Festival.

Foi um pouco difícil para ela e Aiden chegarem ao local do concurso. A arena era uma enorme construção circular que ficava na região central de Celadon, e aparentemente a cidade inteira estava indo prestigiar os coordenadores, deixando as ruas da cidade uma loucura. Eles se separaram na entrada da arena, enquanto Aiden ia para onde os funcionários da organização o indicaram. Laura procurou por Clara, que a levou para a área onde os juízes se preparavam.

Ela deixou o recinto e se encontrou com os outros juízes. O presidente do Fan Clube Pokemon, senhor Sukizo, era um homem baixinho, de meia-idade que tinha sempre a mesma expressão tranquila no rosto. A Enfermeira Joy responsável pelo centro pokemon de Celadon também parecia estar feliz pelo concurso estar ocorrendo normalmente. Mesmo fora do ambiente hospitalar, a enfermeira usava o mesmo jaleco branco e touca que era vista quando estava trabalhando.

- Sr. Sukizo, o senhor tem alguma notícia sobre o paradeiro do Sr. Contesta? – Perguntou Laura inocentemente.

- Não, muito estranho – disse ele abaixando a cabeça.

- Estou contente por você ser uma das juízas Laura – disse a Enfermeira Joy – Não podemos deixar as pessoas abaladas, mesmo em tempos turbulentos...

Laura acenou com a cabeça e deixou os juízes com a intenção de entrevistar alguns dos membros do comitê de organização. A garota conversou com todos os funcionários trajados com o mesmo uniforme que Clara usava, terno vermelho e calça branca, questionando sobre o comportamento do chefe e se eles tinham alguma ideia do que poderia ter acontecido, porém, não obteve nenhuma informação útil.

Ela sentiu seu celular vibrar e se deparou com uma mensagem de texto de Aiden.

“Nada estranho por aqui na sala dos coordenadores. Tô nervoso .-.”

“Não esquenta, você vai arrasar amor. Foco nos coordenadores que eu te falei”,
respondeu ela.

Depois de inscrever o rapaz. Eles saíram para o campo de treinamento do Centro Pokemon para praticar. Aiden já tinha assistido Laura diversas vezes e sabia todas as regras dos concursos, porém se colocar no lugar dela era bem diferente. Ele usaria seu companheiro Pidgeot, com quem estava a mais tempo e tinha mais experiência. Laura o alertou sobre os treinadores que ele deveria tomar cuidado, e pediu para avisá-la em caso de qualquer atividade suspeita.

A garota apalpou a pequena arma que levava consigo como precaução. Nunca tinha usado ela fora do treinamento e temia congelar como aconteceu no laboratório do professor Carvalho. Ela engoliu o seco, e se preparou para o concurso que estava prestes a começar.

Os três juízes foram conduzidos por corredor que daria diretamente nas cadeiras onde eles ficariam o resto do dia, julgando os coordenadores. Laura podia ouvir os gritos da multidão, os vendedores ambulantes gritando promoções, torcidas organizadas para os coordenadores mais famosos. Seu estômago virava de excitação. Apesar de estar ali com outro objetivo, assim como sua jornada era, em parte, de fachada, ela não podia negar o quanto amava aquela sensação, e o quanto gostaria de trocar toda a vida de agente por uma vida viajando pelo mundo atrás de novos desafios.

- Bom dia Celadon – reverberou a voz da apresentadora. – Estamos dando início a nova temporada de Concursos Pokemon em Kanto! Eu sou Vivian e estou ansiosa para acompanhar a jornada desses coordenadores em busca do título de Top Coordenador!

A plateia vibrava de excitação enquanto Vivian fazia sua apresentação. Os três jurados estavam no fim do corredor, de frente a porta de entrada a arena.

- Vamos dar boas-vindas aos nossos jurados. Em primeiro lugar, o presidente do Fan Clube Pokemon, Sr. Sukizo.

O homem deixou as mulheres, e adentrou o estádio sob vários aplausos.

- Em seguida, uma das mais promissoras enfermeiras da região, há mais de quinze anos no comando do Centro Pokemon de Celadon, Enfermeira Joy! – Anunciou Vivian.

A Enfermeira entrou no estádio e também ocupou uma das cadeiras dos juízes.

- E por fim, substituindo nosso amado Sr. Contesta, temos uma pessoa incrivelmente talentosa. A mais recente Top Coordenadora da região de Kanto, Srta. Laura Modesto!

Laura atravessou a porta e se surpreendeu com a excitação da plateia. Eles gritaram bem mais do que para os outros jurados. A garota avistou um ou dois fãs usando camisetas estampadas com ela e seu Milotic. Ela acenou para o estádio sorrindo, e se sentou na cadeira normalmente ocupada pelo Sr. Contesta.

Vivian continuou com seu discurso de abertura padrão, explicando sob a fase de apresentações individuais e dando espaço para os patrocinadores do evento fazerem seu comercial. Laura balançava a perna inquieta, enquanto olhava para o celular aguardando alguma mensagem de Aiden.

O palco era grande, em formato circular, com uma área delimitada, definindo até onde os Pokemon poderiam ir. Em homenagem a Celadon, o campo era repleto de grama e flores.

- ... dando início as apresentações, uma salva de palmas para Hayley Cook!

Laura se surpreendeu, não reparou que as apresentações já estavam para começar, e de repente sua rival estava no palco.

Hayley usava um colant totalmente preto e também tingira os cabelos, outrora loiros, de rosa, deixando as longas madeixas presas em um penteado “maria-chiquinha”. Ela exibia um olhar confiante ao lançar a pokeball para o alto, liberando sua experiente Kadabra, um pokemon humanoide, quase que totalmente amarelo que segurava uma colher.

- Vamos lá minha querida, mostre o quão belo é o seu Psybeam. – Orientou ela para sua Pokemon.

A Kadabra deu um salto mortal no ar, lançando um raio multicolorido entre os braços enquanto estava no ar. O impacto do raio com o campo reduziu a queda da Pokemon, que desceu rodopiando, enquanto o efeito do golpe produzia faíscas luminosas que embelezavam o seu pouso.

Vivian narrava enquanto o público urrava com a habilidade de Kadabra. Laura tentava manter a expressão neutra. Odiava Hayley, mas sabia reconhecer que ela era muito talentosa.
- Agora Kadabra, use o Rain Dance e mostre o seu talento.

Laura já tinha visto Hayley usar esse movimento, então não se surpreendeu tanto quanto o público. A Kadabra era uma excelente dançarina, e enquanto o golpe produzia uma nuvem escura que desatava uma pequena tempestade sob o campo, a Pokemon fazia movimentos de algum estilo de dança desconhecido pela garota. “Break Dance talvez?”. Os movimentos eram impressionantes, e a própria Hayley também dançava de forma sincronizada com sua companheira.

- Agora, Thunder Wave.

Essa era nova. Laura nunca tinha visto a Kadabra usar esse golpe, então se surpreendeu quando ela parou a dança e liberou um raio de seu corpo que se alastrou com o efeito da chuva, produzindo um efeito luminoso exuberante.

- Finalize com Psycho Cut – coordenou Hayley.

A Kadabra tomou impulso e deu um enorme salto enquanto um de seus braços brilhava com uma luz prateada. A Pokemon rodopiou e acertou o golpe no meio do campo, que ainda apresentava eletricidade devido ao último golpe e explodiu com um brilho intenso, voando pequenas faíscas para todos os lados. A Kadabra posava com seu braço para cima com uma expressão vitoriosa.
O cronômetro apitou e a plateia vibrou diante da apresentação de Hayley. Sempre pontual, pensou Laura que sabia da dificuldade em performar os movimentos diante do tempo curto de dois minutos da primeira fase.

- Isso foi notável – disse o Sr. Sukizo, sempre de poucas palavras.

- A conexão de Hayley e Kadabra é impressionante. – Disse a Enfermeira Joy – Eu fiquei encantada com a dança das duas e em como elas parecem ser companheiras inseparáveis.

Hayley sorriu para os dois jurados e encarou Laura como se a desafiasse a dizer algo ruim de sua performance.

- Eu amei a combinação de Rain Dance com Thunder Wave, você deve ter praticado bastante para acertar esse combo, meus parabéns Hayley – disse Laura com um sorriso falso. – Espero ver o mesmo desempenho na fase de batalhas – cutucou ela.

Em frente a sua cadeira, uma bancada eletrônica mostrava o rosto da coordenadora e seu pokemon, com os atributos da apresentação: Entrada, Beleza, Estilo, Harmonia e Finalização e o espaço para digitar as notas. Laura não foi injusta e deu notas quase máximas para a rival, trincando os dentes.

- Obrigada Hayley, vamos agora para o próximo coordenador... – Anunciou Vivian.

As apresentações seguintes não foram tão excitantes quanto a de Hayley. O nível dela era bem mais alto do que a maioria dos coordenadores da competição, afinal, ela esteve no Top 4 do último festival. Porém Laura se divertiu conferindo as apresentações, e inclusive se surpreendeu com um treinador de doze anos com um Weedle acrobata. Gale, o cara esquisito, fez uma espécie de luta livre com seu Machoke.

Depois de um pequeno intervalo de cinco minutos, Vivian voltou, agitada como sempre, junto de seu microfone.

- Estamos chegando aos últimos participantes – Anunciou ela. – Recebam agora, um garoto direto da cidade Viridian em seu primeiro concurso, Aiden Hills!

Aiden entrou no palco timidamente enquanto a plateia o aplaudia. Ele estava mais belo do que nunca, com o cabelo prateado penteado em um topete e os lindos olhos azuis contrastando com um terno azul que Laura escolheu para ele. O coração dela quase saltou quando ele entrou.

Aiden engoliu o seco e berrou:

- Pidgeot, vamos lá – lançando a pokeball do pássaro para o alto.

O enorme Pokemon saiu da pokeball e deu um voo rasante pelo estádio, passando perto de dos espectadores e pousando no centro do palco, dando um grito ensurdecedor.

“Isso, como praticamos vai!”, pensou Laura.

- Comece com o Twister! – Ordenou Aiden.

Pidgeot balançou as enormes asas pelo campo e produziu um redemoinho enorme redemoinho que levantou as folhas e flores para o ar.

- Agora demonstre o seu Steel Wing – disse ele, com uma gota de suor escorrendo pelo rosto.

O Pideot levantou voo com as asas brilhando em um tom prateado e contornou o estádio, dessa vez ainda mais rápido, deixando um rastro de brilho prateado.

- Venha meu amigo – gritou ele correndo para o meio do campo.

“É agora”, Laura prendeu a respiração.

Sem diminuir a velocidade, o Pidgeot inclinou para o campo e voou em direção ao treinador, que, com um único salto, subiu aos céus nas costas de seu Pokemon com uma velocidade incrível. A plateia vibrou diante da habilidade de voo dos dois. Laura não se controlou e deu um grito excitado.

Os dois voaram juntos, com Pidgeot alcançando sua velocidade máxima e dando piruetas com seu treinador em suas costas.

- Hora do nosso Gran Finale meu amigo, Wing Attack!

O pássaro apontou para o chão em sua velocidade máxima e bate as asas, liberando um golpe em direção ao campo que explodiu, levando poeira para o alto enquanto os dois, aparentemente, colidiam contra o chão.

Por um segundo a plateia não pode ver o que tinha ocorrido, mas Laura já sabia. Com um pouso perfeito, Aiden estava do lado de seu Pokemon sorrindo quando a poeira abaixou, com um braço sob o pássaro e o outro levantado para a plateia.

Todos vibraram e Laura levantou para aplaudir. Demorou alguns segundos para se recompor e se sentar para os comentários dos outros jurados.

- Notável! – Disse o Sr. Sukizo, como sempre.

- O voo de vocês foi maravilhoso Aiden – elogiou Enfermeira Joy – Eu esperava ver mais dos golpes do Pidgeot, mas a performance de vocês compensou de todas as formas.

Aiden agradeceu educadamente. O rapaz, outrora arrumado, estava com o cabelo bagunçado e as vestes desarrumadas. Porém, Laura só o via satisfeito daquele jeito quando estava fotografando. Vê-lo com aquele sorriso bobo na cara, encheu seu coração.

- Você arrasou Aiden. Ninguém nesse palco mostrou uma conexão tão forte com seu companheiro como você mostrou nessa apresentação, parabéns. – Laura tentou ser o mais profissional possível em seu comentário.

Aiden deixou o palco radiante e Laura deu as notas para o namorado, novamente tentando não deixar os sentimentos interferirem.

- Agora, nossa última apresentação da primeira fase fica por conta da incrível Flora! – Gritou Vivian.

Os jurados se atentaram para a entrada da última concorrente. Diferente, das outras candidatas que preferiam vestidos e outras roupas chamativas (Laura ainda não superara o collant de Hayley), Flora preferiu um terno comportado cor de vinho, que fazia um contraste com seu cabelo ruivo, preso com uma fita. Sua cara era fechada, e séria. Ela não disse nada ao lançar a pokeball para o ar.
Sem surpresas para Laura, que já tinha investigado todos os coordenadores, um pequeno esquilo branco e azul saiu da pokeball com uma expressão tão séria quando a de sua treinadora.

- Quick Attack!

O Pachirisu disparou pelo campo a uma velocidade impressionante. Laura nunca vira um Quick Attack tão rápido, comparado a velocidade do Pidgeot de Aiden.

- Discharge! – Berrou ela com uma expressão concentrada.

O pokemon continuou correndo a toda velocidade enquanto uma descarga de energia azul percorria pelo seu corpo. O esquilo percorria o campo como um borrão azul a toda velocidade, surpreendendo a plateia e os jurados enquanto seu golpe se espalhava pelo palco.

- Pachirisu, Electro Ball para cima. – Disse ela esboçando um sorriso pela primeira vez.

O pokemon parou no centro do palco e produziu uma esfera de energia elétrica na ponta da cauda, jogando a mesma para cima.

- De novo!

O esquilo reproduziu o movimento, mais rápido dessa vez, fazendo com que a segunda Electro Ball colidisse com a primeira, causando uma explosão estrondosa. A plateia ficou sem fala ao sentir a estática do golpe chegando próximo a eles.

- Agora salte, e use sua Electro Ball com força total!

Pachirisu deu um salto para o alto enquanto produzia o golpe, pela terceira vez, porém dessa vez, a esfera era muito maior do que as outras. O pokemon mirou seu golpe contra o palco e lançou de forma incrivelmente veloz.

O golpe colidiu contra o campo e fez a maior explosão que a plateia tinha presenciado no dia. A grama e as flores se desfizeram em cinzas, dando lugar a uma enorme cratera, com o pokemon no meio, de braços cruzados, sorrindo.

“Quem é essa mulher?”



Amanda



Amy estava inquieta aguardando sua vez. A garota chamada Hayley Cook havia acabado de terminar sua apresentação e estava se gabando diante dos outros coordenadores que a olhavam admiradas. Checava seu telefone com frequência, aguardando o sinal de que poderia dar início ao plano. A sala de espera dos coordenadores era bem espaçosa, cheia de doces e salgados sob as mesas e paredes cobertas de mensagens motivacionais.

Ela não queria se apresentar, detestava Concursos Pokemon, e estava zonza da longa viagem que tivera para chegar até ali. Nate não parecia ter noção. Mandava seus agentes se deslocarem em enormes distâncias em algumas horas. “Ele poderia muito bem colocar alguém que já estava em Kanto nessa operação idiota”, bufou ela. Seu último sucesso não lhe garantiu muitas regalias perante ao seu chefe. Parte dela queria acreditar que houvesse algum motivo em ser escolhida para estar ali. Seu Pachirisu, descansava em seu colo, enquanto ela o acariciava.

Olho o celular de novo e conferiu o relógio. Ainda tinham tempo de sobra. Conferiu se sua pequena arma portátil estava em sua bota. Fora a única arma que conseguiu passar pela segurança pesada do concurso. Olhou para os lados e viu que o rapaz loiro bonitinho estava olhando para ela de novo. Sabia que não estava em seu melhor traje, então estranhou a atenção do garoto. Talvez ele gostasse de mulheres mais velhas? Amanda riu consigo mesma. “Rapaz, da fruta que você gosta eu já chupei até o caroço”.

Ela teve a impressão que ele apontou o celular para ela. Ou estava só digitando? Amy já estava ficando paranoica. Enquanto batia os pés de inquietação, sentiu seu celular vibrar.



Laura



Laura voltou para a sala dos juízes e discutia com empolgação sobre as apresentações com os outros juízes e com a apresentadora, Vivian. Depois de tirarem uma selfie para postar no Pokgram, Laura se afastou deles e viu as mensagens de Aiden, que também tinha achado Flora suspeita. Laura estava perdida sem saber o que fazer. Ninguém parecia preocupado com ausência do Sr. Contesta, e nada além da coordenadora misteriosa, indicava que algo pudesse acontecer ali.

- Srta. Modesto, posso tirar uma foto com você também?

Laura se virou e viu um homem com o terno vermelho padrão dos membros da comissão de organização do Concurso. Era um dos que ela tinha conversado mais cedo.

- Sim, claro – disse ela, se aproximando.

O homem deu um sorriso, erguendo o celular e colando a cabeça do lado dela.

- Me encontre no banheiro feminino, assim que eu tirar essa foto – sussurrou ele.

Laura estranhou a atitude do homem, que sorriu e agradeceu como se nada tivesse acontecido, deixando o recinto logo em seguida. Laura refletiu por alguns segundos e antes de tomar uma decisão, foi surpreendida pela imagem de Vivian na enorme televisão no centro da sala.

- Agora, é hora de conhecer os oito coordenadores que passaram para a fase do Torneio de Batalhas! – Disse ela.

As fotos dos oito coordenadores que atingiram as pontuações mais altas apareceram na tela em sequência. Hayley, obviamente, fora a primeira colocada. Laura vibrou ao ver que Aiden passou, sua foto foi a sétima a aparecer. A misteriosa Flora foi a última a ser revelada. Automaticamente as fotos se mexeram e se organizaram em chaves de batalha.

- Agora nossos oito finalistas vão demonstrar sua habilidade em batalha. Em uma hora começaremos com a disputa entre Hayley Cook e Flora Clark.

Laura saiu do recinto apressada sob a desculpa de usar o banheiro, e encontrou o homem misterioso escondido em um dos boxes do sanitário.

- Srta. Modesto. Você queria saber sobre o Sr. Contesta, não é? – Sussurrou ele.

- Por favor, quem é você? E por que está me informando só agora?

- Eu tenho que tomar cuidado senhorita, não quero acabar morto – disse o homem com a voz assustada. – Me chamo Hank, faço alguns trabalhos por “debaixo dos panos” pro Contesta. O cara é um corrupto.

- O que?

- Sim, ele não tá desaparecido. Ele foi resolver algum rolo – Disse Hank – Tenho provas pra acreditar que ele tá junto dos terroristas que destruíram Unova. Eles tem alguma coisa aqui na cidade... na grande loja de departamento.

Laura apertou a mão em torno da sua arma, enquanto respirava fundo.

- Veja – continuou Hank. – Ele não era de todo mal no início, mas de uns tempos pra cá eu tô querendo abandonar o barco. Algumas coisas que ele me fez fazer foram esquisitas.

- E você tá me dizendo isso por quê?

- Eu e outros... hã... “associados” do Contesta recebemos uma mensagem pra lacrar os portões e impedir a saída da plateia. Ele nos informou que algo podia acontecer hoje, mas que ele tentaria impedir... acho que ele não conseguiu. Eu tô com medo do que pode acontecer.

Laura puxou o celular e ligou para Aiden com a mão trêmula.








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obrigado pela leitura. Não vou prometer que o próximo capítulo vai ser entregue na data pois final de semestre na facul faz a gente refletir sobre querer realmente estar vivo. Mas tentarei manter meus quinze dias como sempre o/
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