Pokémon Mythology
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Satoshi Chronic - The Journey of a Master

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Satoshi Chronic - The Journey of a Master

Mensagem por Ookamisama em Qua 20 Jan 2016 - 21:06

SATOSHI CHRONIC - THE JOURNEY OF A MASTER



Autora: Ookamisama
Gênero: Aventura, ação, amizade, angust, drama, mistério;
Avisos: Linguagem imprópria, violência mediana;
Sinopse: As escolhas em nossa vida mudam nosso destino. Aos oito anos, o jovem Satoshi (Ash) depara-se com um Charmander Shiny gravemente ferido. Após ajudar o pequeno Pokémon, este se torna seu parceiro e juntos eles almejam o topo mais alto. Em uma jornada repleta de perigos e mistérios, Satoshi e Charmander se esforçam para crescerem fortes e unidos. Grandes aventuras, grandes rivais... um destino a ser cumprido.
Avisos: Pokémon não me pertence. Nessa fanfic estarei fazendo uso do meu direito como ficwriter, alterando personalidades e acontecimentos da história original. Nessa fanfic, estarei reescrevendo a história original, da forma como eu sempre imaginei e desejei que ela fosse.


Dicionário Básico:
Pokémon Master: o mais forte treinador Pokémon.
Hunter: Pessoas que caçam e vendem Pokémons no mercado negro.
Pokémon Shiny: Pokémon de coloração diferente da normal.

Personagens:

Satoshi (Ash Ketchum)
Idade: 10 anos
Cidade natal: Pallet
Pokémons:




Prof. Yukinari Okido (Prof. Samuel Carvalho)
Idade: 50 anos
Cidade natal: Pallet
Pokémons:

Rivais:

Shigeru (Gary Carvalho)
Idade: 10 anos
Cidade: Pallet
Pokémons: desconhecidos
Sumário:
#001 ~ Pokémon Ferido (neste post)
#002 ~ O Pokémon que Surge após a Chuva
#003 ~ Ataque ao Pokémon Center!


#001 ~ Pokémon Ferido




Satoshi não conseguia desmanchar o sorriso de seu rosto, enquanto observava as nuvens deitado em uma das colinas que rodeavam a pequena cidade de Pallet. Ao seu lado, descansando sobre a grama verde, encontrava-se um Ponyta.

Aquele estava sendo um dia incrível.

Pela primeira vez, o professor Okido havia deixado que ele saísse para brincar com um dos Pokémons que residia no laboratório. Não havia sido fácil convencer o pesquisador sobre isso, mas depois de insistir muito, Okido havia lhe deixado levar um Ponyta bebê, cujo ovo havia chocado há alguns dias. Durante toda a manhã, Satoshi havia brincado com o Pokémon de fogo nas colinas. Eles haviam apostado corrida, brincado de esconde-esconde, e Ponyta até mesmo havia deixado que ele o montasse. Agora, após horas de diversão, os dois deitaram sob a sombra de uma árvore, aproveitando o calor aconchegante do sol e a brisa suave.

Movendo-se para ficar de lado, Satoshi observou com os olhos brilhando com múltiplas emoções, enquanto o pequeno Ponyta dormia.

Ele amava Pokémons.

Para ele, aquelas criaturas eram maravilhosas… eram mágicas. Nunca poderia haver nada mais maravilhoso do que isso. Talvez fosse porque ele era apenas uma criança, e ainda não conhecia muito sobre o mundo, mas esses eram seus pensamentos e sentimentos.

A cada dia, Satoshi sonhava ansiosamente pelo dia em que completaria 10 anos. Nesse dia, lhe seria dada a permissão de possuir uma licença Pokémon e o direito de viajar pelo mundo. Se fechasse os olhos, por um único segundo, ele era capaz de ver-se em grandes batalhas, percorrendo o mundo em grandes aventuras, desafiando os mais fortes treinadores e batalhas épicas e… finalmente… tornando-se o mais forte de todos… tornando-se um Pokémon Master.

O som de algo se mexendo em meio aos arbustos fez com que Satoshi se sentasse rapidamente. Ponyta abriu os olhos, se colocando pé em frente ao menino em uma postura defensiva, seus olhos castanhos avermelhados brilhando intensamente.

Satoshi levantou-se, olhando para o arbusto que se movia com receio.

Ele sabia que, em sua maioria, os Pokémons não atacavam sem um motivo. Porém, ele também sabia que havia Pokémons mais territoriais… que não hesitariam em atacar, caso sentissem que seu território estava sendo invadido. Ponyta ainda era um Pokémon bebê… prof. Okido havia lhe dito que ele precisaria de muito tempo e treinamento, até que pudesse entrar em uma batalha real.

Satoshi temia que o Pokémon que aparecesse, acabasse por ferir Ponyta, porque ele sabia que - não importasse o que surgisse – o cavalo de fogo enfrentaria para tentar lhe proteger, já que eram amigos.

Os medos e anseios do menor foram interrompidos quando surgiu um Pokémon pequeno, com não mais do que cinquenta centímetros, semelhante a um lagarto com pele dourada, olhos azuis esverdeados e uma cauda onde brilhava uma fraca chama. Satoshi o reconheceu quase que imediatamente, era um Charmander. Prof. Okido tinha um no laboratório, pois ele era um dos iniciais em Kanto. Contudo, aquele Charmander era completamente diferente do que havia no laboratório, pois o que havia visto lá tinha a pele laranja avermelhada.

Satoshi estava quase pulando animadamente. Ele sabia que não deveria ser comum para um Pokémon ter uma cor diferente do padrão. Contudo, toda a sua animação desapareceu, quando o Charmander caiu sobre a grama ofegante. Só nesse momento, é que ele percebeu que o pequeno Pokémon dourado estava coberto com vários ferimentos e havia uma coleira de ferro apertando seu pescoço.

— Ei! Você está bem?! — Gritou preocupado, correndo em direção ao Pokémon caído.

Charmander se agitou, rosnando de forma agressiva, tentando acuá-lo. Em reação, Ponyta bateu o casco contra a grama, relinchando em aviso para que o Charmander não atacasse.

Satoshi recuou um passo, engolindo nervosamente.

— Calma… está tudo bem… eu só quero te ajudar. — Falou, tentando manter sua voz o mais tranquila possível, estendo a mão em sinal para que Ponyta não atacasse.

Charmander o encarou em silêncio por alguns segundos. Seus olhos verdes-mar refletiam seu medo.

Verde-mar encarou avelã.

Os segundos pareceram uma eternidade, até que Charmander finalmente lhe deu um aceno positivo, permitindo-o que ele se aproximasse.

Sorrindo, Satoshi se ajoelhou ao lado do pequeno Pokémon, observando-o com atenção seus ferimentos e a coleira de ferro. Tentou abrir a coleira usando as mãos, mas parecia que estava soldada.

— Maldição… eu não consigo tirar isso… — rosnou, fazendo força em uma tentativa inútil de abrir a coleira.

Ponyta se aproximou, cutucando Satoshi com o focinho, batendo o casco no chão para lhe chamar a atenção.

Satoshi piscou, olhando para o Ponyta confuso, por um segundo.

— Você está dizendo que pode quebrar a coleira, Ponyta? — Perguntou, recebendo um relinchar em resposta. — Certo, mas tome cuidado para não machucá-lo.

Ele se afastou, dando espaço para que Ponyta, que ergueu a pata golpeando a lateral da corrente, com cuidado para não acertar o Pokémon ferido. Com três golpes precisos, a coleira quebrou, permitindo que Satoshi a retirasse aliviado. Contudo, ele sabia que não era o suficiente. Aquele Charmander estava muito ferido e ele não tinha nada que pudesse usar para curá-lo. Satoshi sabia que o prof. Okido poderia curar aquele Pokémon rapidamente, mas ele não sabia se seria capaz de convencer o pequeno a deixar que o levasse.

— Charmander, eu não posso te curar, mas eu conheço alguém que pode. Você me deixa te levar até ele?

Charmander olhou inseguro para aquele humano. Ele estava com medo… mas aquele humano era tão novo e estava tentando lhe ajudar… soltando um grunhido fraco, ele concordou.

Satoshi sorriu, pegando Charmander no colo com cuidado.

Ponyta deitou-se no chão, fazendo sinal para que o menor a montasse, o que ele agradeceu infinitamente. Ajeitando-se sobre o lombo do Pokémon cavalo de fogo, colocando Charmander contra seu peito segurando-o com o braço direito, enquanto passava o esquerdo em volta do pescoço de Ponyta.

— Vamos Ponyta!

Mais do que prontamente, Ponyta se ergueu e começou a correr em direção à cidade. Apesar de ainda não ser muito veloz, o pequeno equino não demorou muito para adentrar as ruas da cidade, mesmo com o peso extra em suas costas.

Assim que chegaram em frente ao laboratório, Satoshi saltou de cima do Pokémon e correu pelas escadas, em direção à porta quase que a socando desesperado, para que alguém o atendesse. Nem mesmo dois minutos depois, e a porta foi aberta, revelando um assustado professor Yukinari Okido.

— Satoshi-kun? O que houve? — Perguntou preocupado, olhando para o menino a sua frente.

— Professor! O senhor tem que ajudá-lo! — Exclamou, mostrando o Charmander ferido.

A expressão preocupada de Okido se tornou séria.

— Entre. — Mandou, dando espaço para que o menor entrasse, sendo seguido pelo Ponyta.

Okido deixou Satoshi esperando sentado no sofá na sala junto com Ponyta, enquanto levava Charmander para dentro da sala de tratamento.

Satoshi estava nervoso, observando o relógio se mover lentamente, com Ponyta deitado no chão ao lado do sofá.

E se Charmander não resistisse?

Não! Charmander tinha que ficar bem! Satoshi não sabia como reagiria se algo acontecesse com o pequeno Pokémon.

Quem poderia ter machucado um Pokémon daquele jeito?

Era verdade que ele não conhecia muito sobre o mundo, mas ele não conseguia entender. Pokémons eram criaturas tão incríveis e bonitas… como alguém poderia machucá-los daquela forma?

Seus olhos arderam, enquanto uma súbita vontade de chorar preencheu seu peito. Ele fungou, esfregando os olhos com força, tentando fazer com que as lágrimas fossem embora.

Não é justo… Pokémons são incríveis… por que alguém os machucaria…?” pensou, perdendo a luta contra as lágrimas.

— Não precisa chorar, Satoshi-kun. Charmander vai ficar bem. — Afirmou Okido, colocando a mão sobre a cabeça do menino, afagando os fios rebeldes.

Surpreso, Satoshi ergueu os olhos cor-de-avelã, vendo a expressão aliviada do homem mais velho.

— Ele vai ficar bem mesmo? — Murmurou, afastando as lágrimas, revelando o rosto vermelho e um tanto inchado.

Okido sorriu e assentiu, sentando-se ao lado do menino.

— Ele estava bem machucado, mas consegui estabilizá-lo e agora ele está dormindo. — Afirmou, vendo o menor suspirar aliviado. — Satoshi, você sabe como Charmander ficou tão machucado?

— Não… eu estava descansando com o Ponyta, quando ele apareceu… ele já estava muito machucado e tinha uma coleira de ferro no pescoço.

— Hunters. — Concluiu Okido, sentindo uma onda de raiva queimar em seu peito, onda a qual ele precisou controlar para não assustar o menino mais novo.

— Hunters? O que são Hunters, professor?

— Hunters, Satoshi-kun, são pessoas cruéis que caçam Pokémons raros, para vendê-los no mercado negro. Não é incomum para algumas pessoas capturar e depois vender um Pokémon, contudo o que diferencia os Hunters, são seus métodos. Eles ferem os Pokémons ao ponto de deixá-los aleijados permanentemente ou, pior, matá-los. — Explicou cuidadosamente, tentando fazer sua explicação o mais simples possível, para que alguém da idade de Satoshi compreendesse.

Okido sabia que, normalmente, os adultos evitavam falar de assuntos como morte e crimes em frente a crianças da idade de Satoshi. Provavelmente, porque eles queriam prolongar a inocência que elas possuíam. Porém, Okido sabia que o menino almejava ser um Pokémon Master. Se o menino realmente queria isso, ele teria de compreender que o mundo não era um lugar tão maravilhoso quanto imaginava. Havia trevas… havia pessoas cruéis, que não se importavam em matar, se isso significava que eles teriam lucro.

Os olhos de Satoshi se arregalaram. De repente, ele sentiu seu peito doer e seu corpo tremer ao som daquelas palavras.

— P… por quê…? Por que eles fazem isso?! Pokémons são criaturas incríveis! Eles são nossos amigos! Eles são…

Satoshi não conseguiu completar sua frase, antes que pudesse se conter, as lágrimas voltaram a transbordar por seu rosto, fazendo com que sucumbisse ao choro.

Okido sorriu tristemente, afagando os cabelos negros do menino.

— Infelizmente, Satoshi-kun, existem pessoas más lá fora. Pessoas que só pensam em poder e dinheiro. Para essas pessoas, Pokémons são apenas um meio para um fim.

— Não é justo… — fungou, tentando limpar as lágrimas que escorriam por seu rosto.

— Sim, não é justo.

Um suave ‘charr’ atraiu a atenção do menor, que ergueu os olhos avelã em direção à porta da sala de tratamento, vendo o pequeno Charmander dourado olhando para os lados, como se estivesse procurando por algo.

Assim que os olhos verde-mar do Pokémon se fixaram nos olhos de Satoshi, o pequeno Pokémon de fogo soltou um grunhido alegre e saiu correndo na direção do menino, saltando para seu colo e o abraçando. Pego de surpresa pela atitude do Pokémon, o moreno piscou confuso, antes de passar os braços ao redor do corpo pequeno de Charmander. Lentamente, um pequeno sorriso se desenhou nos lábios do menino, enquanto ele acariciava o Pokémon em seus braços.

Okido sorriu ao ver a interação entre os dois.

Satoshi podia ter aprendido que o mundo não era tão suave, mas seu coração ainda era puro e, pessoalmente, ele duvidava que um dia deixasse de ser.

— Você está se sentindo melhor, Charmander?

O Pokémon ronronou em concordância, aconchegando-se mais nos braços de Satoshi.

— Nee, professor, por que o Charmander tem a cor diferente do que aquele que o senhor tem? — Perguntou curioso, piscando para o mais velho.

— Porque esse Charmander é um Pokémon Shiny.

— Pokémon Shiny?

— Sim, basicamente são Pokémons que nascem com uma coloração diferente da natural. São muito raros e muito mais fortes do que um Pokémon de coloração comum. Provavelmente, era por isso que os Hunters o queriam. Esse rapazinho teve muita sorte em conseguir fugir e depois ser encontrado por você.
Satoshi assentiu, entendendo o que o mais velho dizia, apesar de que ele ainda não gostava da ideia da existência de Hunters. Olhando para aquele pequeno Charmander em seus braços, Satoshi sentiu um forte instinto protetor.

— Charmander parece gostar muito de você. — Comentou Okido, sorrindo para o menino.

Charmander ronronou em resposta, erguendo a cabeça e lambendo a bochecha esquerda do menino, fazendo com que este risse.

— Eu também gosto dele.

— Se é assim, porque você não o torna o seu primeiro Pokémon? — Sugeriu Okido, sorrindo de forma marota.

Satoshi arregalou os olhos ao escutar aquilo, olhando para o Pokémon em seus braços, quase como se não acreditasse no que o mais velho havia lhe sugerido. Charmander o olhou nos olhos, quase como se estivesse esperando que o moreno dissesse algo.

— M… mas… eu só tenho oito anos… preciso esperar mais dois anos antes de me tornar um treinador… — murmurou, sentindo um misto de nervosismo e alegria.

— Não exatamente. As regras afirmam que você só pode receber uma licença e viajar após os dez anos, não há regras que lhe proíbam de manter um Pokémon consigo antes de completar os dez anos, desde que você seja monitorado por alguém mais experiente. Se você prometer cuidar e treinar o Charmander adequadamente, eu não vejo nenhum problema em você mantê-lo.

Satoshi sentiu seu estômago se contorcer, quase como se houvessem borboletas dentro dele.

— C… Charmander… você quer seu meu Pokémon? — Perguntou ansioso.

Charmander soltou um alto e empolgado ‘charr’ e começou a lamber o rosto de Satoshi, fazendo o menor rir contente.

— Acredito que isso seja um ‘sim’. — Comentou Okido rindo, tirando uma pokébola vazia de seu bolso, armando-a e estendendo-a para o menino. — Aqui, use-a para pegá-lo.

Satoshi concordou, pegando a pokébola e pressionando-a levemente contra a cabeça do Pokémon, fazendo com que a pokébola se abrisse e puxasse o Charmander para dentro, para depois de fechar e se selar.

Os olhos avelã observaram a pokébola com um brilho quase fascinado.

Ele tinha um Pokémon!

Um Pokémon que era seu, apenas seu!

De repente, a cena de Charmander ferido preencheu seus pensamentos, fazendo com que sua onda de felicidade diminuísse significativamente.

Seu Charmander era um Pokémon Shiny… isso significava que haveria muitas pessoas que iriam querer machucá-lo ou roubá-lo. Satoshi não podia permitir que isso acontecesse. Ele precisava se tornar forte… ele precisava tornar Charmander forte… para que aquilo jamais acontecesse.

— Professor, eu quero lhe pedir uma coisa. — Falou, sua voz se tornando incrivelmente séria e um tanto tensa, surpreendendo o homem mais velho.

— Peça.

— O senhor pode me ensinar? — Perguntou, um brilho determinado surgindo em seus olhos. — Eu quero aprender tudo sobre os Pokémons. Quero me tornar um bom treinador… alguém capaz de fazer o Charmander forte e protegê-lo de pessoas que podem querer examiná-lo.

Aquilo surpreendeu um pouco Okido.

Ele sabia que ser responsável por um Pokémon, gradualmente, faria Satoshi amadurecer. Todos os garotos eram iguais, afinal. Sempre eufóricos e ansiosos demais, acreditando que seriam invencíveis no momento em que tivessem um Pokémon. Com o passar do tempo, todos amadureciam e compreendiam as responsabilidades e dificuldade de se tornarem um Pokémon Trainer. Contudo, ele nunca pensou que Satoshi compreenderia tão rapidamente. Se ele fosse realista, Okido estava esperando que o menino ficasse hiper, começando a falar coisas bobas sobre estar a um passo de se tornar um mestre Pokémon.

Okido sorriu.

Ao que parecia, tornar-se responsável por um Pokémon tão jovem, havia feito muito bem para Satoshi.

— Seria um prazer ensiná-lo, Satoshi-kun.
~::{Continua...}::~

Notas finais da autora:
Oi gente,
Eu não sei quanto a vocês, mas eu sempre tive ideias e teorias muito diferentes, do que poderia ter sido a jornada o Satoshi (Ash). Ele como um rapaz mais maduro e centrado, realmente dedicado a se tornar um Mestre Pokémon e realmente capturar uma grande variedade de Pokémons. Pensando muito nisso, eu decidi fazer a minha versão das aventuras do Satoshi.
Espero que todos gostem e acompanhem a fic.
Beijinhos estelares e até mais =3


Última edição por Ookamisama em Sex 29 Jan 2016 - 11:50, editado 7 vez(es)
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Re: Satoshi Chronic - The Journey of a Master

Mensagem por Rush em Qua 20 Jan 2016 - 23:20

Boa noite, Ookamisama!

Bem, dei uma olhada na sua fic e decidi comentar. Antes de tudo, "Censura: +16"? Eu não concordo nem um pouco com isso, mesmo mencionando tortura e morte, esse prólogo foi tão inocente quanto as lágrimas de um Satoshi de oito anos. Recomendo que você coloque um "Livre" ou "+10" no máximo, pois eu achei a fic bastante infantil e inocente.

De qualquer maneira, achei bem fofo e interessante a forma em que Satoshi conseguiu seu primeiro Pokémon. Achei que o garoto fosse começar com a Ponyta, mas no final ele nem se lembrou da existência dela. AEHAUHAU' Eu também ficaria da mesma forma se conseguisse um Charmander Shiny. Falando nisso, não entendi muito o comportamento desses Hunters... Se eles vão vender Pokémons raros, porque eles os torturam e os matam? No caso de os ferir, causando sequelas e os aleijando, isso não tiraria BRUTALMENTE o valor do pokémon? Tirando que matá-los iria, logicamente, anular o lucro que eles iriam ter.

Talvez, acho que faria mais sentido, se o motivo pelo qual os hunters machucassem os Pokémons fosse para "educá-los". Treiná-los, já que os Pokémons não os obedeceriam por não terem sido capturados. Enfim, me pergunto o que será do pequeno Charmander nesses dois anos. Ele irá evoluir? Ficará incrivelmente forte e chutar as bundas alheias? Terei que aguardar o próximo capítulo para ver se haverá um time skip ou se a fic protagonizará um Satoshi de oito anos.

Sobre sua escrita, eu simplesmente adorei. Você escreve de uma maneira descritiva sem deixar o simples de lado, fazendo a narração ficar menos cansativa e mais envolvente com o leitor. A forma que você descreveu Satoshi e o Charmander pela cor dos olhos me agradou muito. Erros eu não vi nenhum.

É isso, aguardarei o próximo capítulo!

Um abraço, até mais!
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Re: Satoshi Chronic - The Journey of a Master

Mensagem por Ookamisama em Dom 24 Jan 2016 - 22:20

Respostas aos Comentário::
Rush: Muito obrigada por ter comentado, Rush ^-^ Na verdade, a censura que eu tinha colocado, era pelo o que apareceria no futuro, mas vou seguir o seu conselho e tirar a censura. Eu acho que eu não expliquei muito bem as coisas sobre os Hunters, mas você está certo sobre eles agredirem os Pokémons para forçá-los a obedecê-los. Sobre a parte de aleijá-los, eles realmente os fazem, quando um Pokémon os desobedece demais e tenta fugir. Obviamente, como você disse, eles tentam evitar matar ou aleijar demais um Pokémon raro, mas isso não significava que eles não o fazem. Sobre o Ponyta, não é que o Satoshi ‘esqueceu’ dele, é que realmente o Pokémon não seria dele, mas do prof. Okido, por isso não fiz muita questão de trabalhar o laço entre os dois. O pequeno Charmander vai sim evoluir, mas apenas mais adiante e não nesse período de dois anos. Sobre chutar as bundas... certamente ele vai chutar muito bunda por ai kkk Se você gostou do Charmander Shiny, então eu sugiro que continue acompanhando, pois pretendo fazer o Satoshi ter vários outros Pokémons Shinys. Beijinhos estelares e até a próxima.

#002 – O Pokémon que Surge após a Chuva




Dois anos mais tarde…


Droga… dormi demais!” Pensou Satoshi bocejando, enquanto fazia seu caminho em direção ao laboratório do prof. Okido.

Charmander havia se mostrado muito hiperativo na noite passada, não querendo parar nem mesmo um segundo, fazendo com que Satoshi o acompanhasse em uma maratona de brincadeiras. No final, eles haviam ido dormir muito depois da meia-noite. Depois de dois anos cuidando e treinado Charmander, Satoshi sabia exatamente o quão cheio de energia ele era. Sempre disposto a treinar e a brincar… mesmo depois de um dia cansativo de treinamento, Charmander ainda se demonstrava ter muita energia para brincar.

Fazia dois anos, desde o dia em que havia encontrado Charmander ferido em uma das colinas de Pallet. A partir daquele dia os dois haviam desenvolvido um forte laço e, lentamente, crescido e amadurecido em conjunto. Satoshi ainda era um garoto, ele sabia que ainda tinha longo caminho a percorrer, mas sua mente estava focada e sua determinação queimava inabalável. Juntos, eles haviam treinado dia após dias… estudo e aprendido juntos… agora, havia finalmente chegado o momento em que Okido lhe entregaria sua licença e equipamento básico, para que eles pudessem sair em jornada.

Satoshi nem mesmo conseguia acreditar, que finalmente havia chegado o momento.

Ele havia sonhado com aquilo durante anos, era quase inacreditável… ele estava prestes a iniciar sua jornada… seu caminho em direção ao seu objetivo. Satoshi sabia que não seria fácil. Ele não tinha ilusões… ele sabia que o caminho que havia escolhido seria difícil… porém, isso não significava que ele se daria por vencido.

Satoshi teve seus pensamentos interrompidos, quando ele escutou sons de comemoração.

Olhando mais adiante, em frente ao laboratório do professor Okido, havia uma grande multidão. Dentre as pessoas, ele pode ver um grupo de cinco adolescentes mais velhas, vestidas como líderes de torcida, e um BMW conversível vermelho. Se aproximando um pouco mais, ele foi capaz de ver Shigeru Okido saindo de dentro do laboratório.

Shigeru tinha a sua idade e era neto do professor. Era um garoto inteligente, mas dono de uma personalidade irritante.

— Ora, ora… se não é Satoshi-kun. — Falou Shigeru, assim que o viu se aproximar, sua voz carregada de deboche. — Você chegou bem atrasado, não é mesmo? Provavelmente, não deve ter mais nenhum Pokémon para você. Eu, é claro, tenho o melhor. Afinal, meu avô é que cuida da distribuição e, obviamente, guardou o melhor de todos para mim. — Gabou-se, retirando uma pokébola do bolso e girando-a na frente de Satoshi.

Não mate o idiota, não mate o idiota, não mate o idiota…” repetiu para si mesmo em pensamento, quase como um mantra, mantendo seu temperamento forte sob controle. Depois de dois anos tendo de cuidar de um Pokémon de fogo hiperativo, Satoshi havia aprendido a controlar seu temperamento.

— Parabéns pelo seu Pokémon, Shigeru-kun. — Cumprimentou-o, forçando um sorriso educado.

As garotas vestidas de líderes de torcida começaram gritar e balançar os pompons, fazendo com que o ego – já nada pequeno – de Shigeru inflasse ainda mais.

— Muito obrigada, colegas e namoradas! Certamente, eu me tornarei um Pokémon Master! E mostrarei o nome dessa cidade, Pallet, ao mundo! — Exclamou Shigeru, seu peito inflado de orgulho, enquanto entrava na BMW vermelha, que estava sendo dirigida por uma mulher bonita, que deveria ter por volta dos 20 anos.

Conforme o carro se afastava, a multidão o seguia.

Satoshi observou aquilo um tanto frustrado.

Ele sabia que Shigeru tinha talento e, provavelmente, seria um bom treinador. Contudo seu ego era grande demais e, mais do que provavelmente, iria cegar seu juízo. Ao invés de tentar criar sua própria fama, ele usava a fama de seu avô para fazer-se melhor do que os demais.

Não sei se tenho pena dos Pokémons que ele vai capturar, ou daquelas garotas que vão ter de suportá-lo… definitivamente, tenho pena é dos Pokémons!

— Você demorou, Satoshi-kun. Charmander lhe deu um tempo difícil novamente? — Perguntou Okido, aparecendo ao lado do menino.

— Sim, a cada dia que passa, parece que ele fica ainda mais energético. — Comentou, dando uma risada, enquanto se virava para encarar o mais velho.

— Charmanders são caracterizados pelo seu vigor, o que sempre os ajuda durante as batalhas. Se ele está tão energético, isso significa que você o está treinando muito bem.

Satoshi sorri ao escutar aquilo.

Ele realmente esperava estar fazendo um bom trabalho com Charmander.

— Venha, vou lhe entregar sua licença e seu equipamento básico.

Os dois entraram no laboratório. O lugar não havia mudado muito com o decorrer dos anos, repleto de computadores e estantes com livros.

Satoshi viu a mesa com as três pokébolas, onde os iniciais de Kanto costumavam ficar. Elas estavam abertas, mostrando que já não possuíam qualquer Pokémon.

Internamente, ele agradeceu ao fato de já ter seu Charmander. Apenas o pensamento de que ele poderia ter se atrasado e, no final, ter ficado sem um Pokémon o aterrorizava.

— Aqui está, sua pokédex e as cinco pokébolas iniciais. — Falou Okido, lhe entregando uma pokédex vermelha e cinco pokébolas desarmadas. — Lembre-se, a pokédex é seu ID, se você tiver qualquer problema, basta usá-la para mostrar que é um treinador licenciado. Ela também vai lhe ajudar, mostrando todos os dados básicos sobre os Pokémons selvagens que você encontrar, e quando você os capturar ela vai lhe mostrar dados mais detalhados, tais como: ataques, gêneros e habilidades especiais. Por ser um iniciante nível zero, você pode carregar apenas seis Pokémons por vez, qualquer um depois disso será automaticamente transferido para o laboratório. Para substituí-los, basta você me ligar em qualquer Pokémon Center, então eu vou enviá-lo para você. Conforme você for subindo seu nível, você será capaz de manter mais Pokémons consigo. Entendido?

— Sim, o senhor não precisa se preocupar. — Afirmou Satoshi, guardando a pokédex e as pokébolas no bolso de sua jaqueta.

— Muito bem, dê o seu melhor Satoshi-kun. Estarei torcendo por você.

Satoshi sorriu e estava prestes a agradecer, quando a luz do laboratório começou a oscilar estranhamente, ligando e desligando.

— Mas o que…?

— Professor, o senhor está com problema na fiação? — indagou Satoshi, olhando ao redor um pouco desconfiado.

Ele já havia estado naquele laboratório milhares de vezes, e aquilo nunca havia acontecido.

— Impossível, o técnico apareceu ontem para fazer a manutenção do gerador! Não era para isso estar acontecendo!

— Se é assim, algo deve estar fazendo interferência no gerador. Talvez devêssemos dar uma olhada, se for apenas algum defeito o senhor pode chamar o técnico.

— Sim, vamos ver o que está acontecendo.

O gerador de força que abastecia o laboratório ficava nos fundo, dentro de um armazém, afastado do local onde Okido mantinha os Pokémons que ficavam sobre sua responsabilidade. Isso era para impedir que os Pokémons acabassem por danificar o aparelho, ou pior, se machucarem.

No momento em que eles se aproximaram no armazém, ambos notaram que algo estava de errado. Uma das grandes portas duplas de madeira, que sempre estavam fechadas por uma corrente grossa, estava aberta e a corrente estava no chão. Satoshi olhou para a corrente com atenção, notando que ela havia sido partida ao meio e que o lugar onde havia sido rompida estava visivelmente queimado.

— Parece que temos um visitante. — Comentou Okido, amaldiçoando-se por não ter trazido nenhum Pokémon para acompanhá-los.

Lentamente, eles espiaram para dentro do armazém, tentando encontrar o intruso.

Não foi muito difícil encontrá-lo.

Em frente ao grande gerador, esfregando as bochechas animadamente na estrutura elétrica e absorvendo a eletricidade do aparelho, encontrava-se um pequeno Pikachu. Satoshi havia visto fotos de Pikachus nos vários livros que Okido havia lhe dado para estudar, porém ele jamais havia visto um real. Ele sabia, depois de muitas conversas com o professor, que Pikachus eram tímidos e dificilmente vistos por humanos, apesar de não ser incomuns que eles fossem atraídos por aparelhos elétricos, já que essa era sua base natural.

— Isso não é bom! Se ele continuar a drenar a energia do gerador, isso pode sobrecarregá-lo! Há um limite para o quanto um Pikachu pode absorver de eletricidade! — Sussurrou Okido, olhando de forma nervosa para o pequeno roedor elétrico. — Me espere aqui, Satoshi-kun. Vou buscar um Pokémon para cuidar disso.

— Não precisa, professor. — Afirmou Satoshi, exibindo um sorriso confiante. — O senhor se esqueceu? A partir de agora eu sou um treinador licenciado, e posso me envolver em batalhas e capturar outros Pokémons.

Okido arregalou os olhos, um tanto surpreso com a afirmação confiante do menino.

— Você pretende capturá-lo? — Perguntou, apenas para ter certeza de que havia compreendido a intenção do menor.

— Claro! O senhor sabe que eu sempre gostei de Pikachus, não vou desperdiçar essa chance! — Afirmou, entrando no armazém, seus olhos avelã brilhando com a determinação.

Okido sorriu ao ver aquilo, encostando-se melhor na porta para observar como o menino se sairia.

Dois anos… esse havia sido o tempo que ele havia ensinado a Satoshi todo o básico sobre Pokémons. Durante esse tempo, ele havia visto aquele menino, que chorou de indignação na sua frente, crescer e amadurecer rapidamente.

Satoshi já não era mais uma criança.

Ele era um Pokémon Trainer.

Satoshi parou há alguns metros de distância, de onde o Pikachu estava, colocando a mão em seu cinto e retirando a pokébola de Charmander.

— Ei, Pikachu! Que tal uma batalha? — Perguntou alto, atraindo a atenção do pequeno roedor.

Pikachu ergueu os olhos castanhos acinzentados, olhando o garoto, que havia interrompido seu momento de prazer, com evidente desagrado.

— Charmander, conto com você! — Falou Satoshi, liberando seu Pokémon.

Charmander apareceu a menos de meio metro de distante de Satoshi, sua expressão sempre alegre e doce estava séria e concentrada, fitando o Pokémon elétrico a sua frente. Era verdade que Charmander era um Pokémon hiperativo e brincalhão, mas no momento em que Satoshi o chamava para uma batalha, sua personalidade mudava completamente.

Pikachu estreitou os olhos perigosamente, afastando-se do gerador, liberando faíscas de suas bochechas. Sem querer dar chances ao adversário, ele lança uma descarga elétrica na direção de Charmander.

— Evasiva e contra-ataque com Cortina de fumaça!

Charmander saltou para o lado, seu corpo se movendo com rapidez e desenvoltura, para então abrir a boca e liberar um espesso jato de fumaça escura na direção Pikachu.

O pequeno roedor começou a tossir olhando desesperadamente ao seu redor, com sua visão bloqueada pela fumaça escura.

Retalhar!

Charmander correu em direção a fumaça, enquanto uma luz branca envolvia o dedo médio de cada uma de suas mãos. Saltando para dentro da fumaça, não foi difícil para ele localizar o pequeno Pokémon atordoado com a fumaça, golpeando-o com força e o arremessando vários metros de distância.

Pikachu se levantou, rosnando irritado, encarando o Pokémon Shiny a sua frente com fúria, antes de correr em grande velocidade ao seu encontro, jogando seu pequeno corpo contra o dele, acertando-o no estômago.

O golpe havia sido forte o bastante para fazer Charmander recuar alguns metros, levando a mão ao local atingido. Os olhos verdes-mar brilharam de irritação.

Isso não é bom…” pensou Satoshi, reconhecendo o brilho nos olhos de Charmander.

— Charmander, acalme-se e concentre-se! — Ordenou, atraindo a atenção do Pokémon chama.

Obedecendo as palavras de seu treinador, Charmander fechou os olhos e inspirou lentamente. No momento em que seus olhos se abriram novamente, o brilho raivoso havia desaparecido, dando lugar a um brilho determinado e concentrado.

— Ótimo, Fúria do Dragão!

Os olhos de Charmander foram envolvidos por uma luz branca, enquanto a chama em sua cauda cresceu rapidamente. Ele abriu a boca, formando uma imensa bola de fogo, antes de dispará-la na direção de Pikachu.

O pequeno roedor arregalou os olhos, em choque com a força do ataque, vendo-se paralisado por um único segundo. Segundo esse que havia sido mais do que suficiente para que o ataque lhe atingisse com força, jogando-o contra uma das vigas de madeira. Seu pequeno corpo bateu com força no chão.

Ofegante, Pikachu abriu os olhos, lutando com suas patinhas para se levantar. Sua visão estava turva, a inconsciência parecia querer levá-lo. Sua última visão, antes de perder completamente os sentidos, havia sido daquele garoto humano retirando uma pokébola de dentro do bolso. Pikachu soube que, no momento em que acordasse novamente, ele pertenceria aquele menino.

— Muito bem, pokébola vai! — Gritou Satoshi, lançando uma das pokébolas vazias em direção ao Pikachu.

No instante em que a pokébola acertou o Pokémon caído, ela se abriu e puxou o pequeno roedor para dentro. Três movimentos de resistência e a pokébola foi lacrada, consumando a captura.

Satoshi soltou uma exclamação de vitória, para correr para pegar a pokébola, para então abraçar Charmander.

— Você foi incrível, Charmander, estou muito orgulhoso de você! — Elogiou, erguendo o Pokémon no alto e girando no mesmo lugar, fazendo com que o Pokémon chama soltasse um ronronar feliz. — Nossa família acaba de crescer um pouco mais.

Charmander soltou um ‘charr’ manhoso, antes de lamber a bochecha esquerda de Satoshi.

Durante aqueles dois anos, Charmander havia aprendido a não apenas respeitar, mas verdadeiramente amar o jovem treinador. Ele reconhecia as fraquezas e os defeitos que o menino tinha, assim como ele sabia que Satoshi reconhecia as suas. A gratidão que havia sentido, quando Satoshi o salvara no passado, havia evoluído e criado um vínculo muito forte entre os dois. Charmander sabia que faria qualquer coisa para fazer seu treinador feliz, assim como também sabia que Satoshi faria o impossível para protegê-lo.

O som de palmas trouxe os dois de volta a realidade, fazendo com que eles encarassem Okido, que estava parado na porta do armazém, observando os dois com um brilho de satisfação em seu seus olhos.

— Excelente trabalho, vocês dois. Parece que todo o treinamento que vocês fizeram durante esses dois anos, rendeu bons frutos.Satoshi sorriu ao escutar aquilo. Ele estava muito orgulhoso do desempenho de Charmander, mas ele sabia que ambos tinham longo caminho.

— Obrigado, mas ainda temos de crescer muito.

Okido concordou, satisfeito ao ver que a pequena vitória não havia nublado o julgamento do menino.

— Enquanto você continuar fiel a sua maneira de ser e aos seus Pokémons, tenho certeza de que irá conseguir alcançar seus objetivos, sejam eles quais forem. O mais importante, é sempre se lembrar de que o mundo é um lugar muito vasto. Existem muitos treinadores mais fortes e com muito mais experiência, contudo, você nunca deve ver uma derrota como algo ruim. Lembre-se de que faz parte da natureza humana aprender mais com suas derrotas do que com suas vitórias. É claro que eu não estou dizendo para você perder sempre!

Satoshi riu com a última frase.

Sem se conter, ele correu até o mais velho e lhe abraçou com força.

Durante os últimos dois anos, aquele homem havia lhe ensinado muito e tentado lhe preparar para seguir o difícil caminho que havia escolhido. Satoshi tinha certeza de que ele seria alguém completamente diferente, se Okido não houve lhe ensinado e Charmander não houvessem surgido em sua vida.

Ele estava imensamente grato a esse fato.
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[size=13]~::{Quebra de linha}::~



Após sair do laboratório do professor Okido, Satoshi havia encontrado sua mãe junto com vários vizinhos e amigos, lhe esperando segurando cartazes e faixas, todos com frases de incentivo. Despedir-se não havia sido fácil, principalmente porque Hanako não havia conseguido superar o fato de que seu filho, já não era mais um garotinho e sim um jovem pronto para iniciar uma jornada.
Saindo de sua cidade natal, oferecendo um último aceno a todos, Satoshi marchou em direção a Rota 1.

Após algumas horas de caminha, ele encontrou-se em uma ampla campina, onde ele podia ver facilmente vários Pokémons, dentre eles um bando desconfiando de Spearow. Satoshi havia lido sobre o temperado daqueles Pokémon e a última coisa que desejava, era ser atacado por eles, por isso havia mantido uma distância segura.

Sentando-se a sombra de uma árvore, para descansar um pouco, ele retirou as pokébolas de Charmander e Pikachu, chamando seus dois Pokémons para fora.

No momento em que saiu da pokébola, Charmander soltou uma exclamação de alegria, correndo para se sentar no colo de Satoshi, esfregando sua cabeça contra o peito do treinador, fazendo com que o mesmo risse. Pikachu, no entanto, havia se mantido parado olhando desconfiança para dos dois. Era mais do que evidente que o pequeno roedor não confiaria em Satoshi, apenas porque ele o havia capturado.

Satoshi sorriu ao ver a desconfiança do Pokémon amarelo, estendendo mão em um convite silencioso.

— Está tudo bem. Eu não vou te machucar.

Pikachu virou o rosto de forma impertinente, mas ainda encarou a mão estendida com o canto dos olhos, obviamente curioso para tocá-la.

Charmander grunhiu incentivando o menor a aceitar a mão que o moreno lhe oferecia.

— Nee Pikachu, meu objetivo é me tornar o mais forte Pokémon Master do mundo. Mas eu não posso fazer isso sozinho, preciso da sua ajuda. Você aceita ser parte da minha família e lutar ao meu lado? Eu não vou forçá-lo a isso a me obedecer ou a gostar de mim. Se você quiser, eu posso libertá-lo, mas eu realmente gostaria que ficássemos juntos. — Falou tranquilamente, seu olhar jamais vacilando.

Pikachu piscou surpreso ao escutar aquelas palavras.

Seus olhos castanhos cinzentos olharam para aquele humano, quase como se não acreditasse naquelas palavras. Porém, a sinceridade estava evidente nos olhos do menino. De tudo o que ele havia dito, nada havia surpreendido mais Pikachu, do que o pedido para se fazer parte da ‘família’.

Aquele garoto considerava os Pokémons sua família? E estava pedindo para que ele se juntasse a ela.

Pikachu sentiu um calor gostoso se aninhar em seu peito.

Sorrindo, o Pokémon elétrico caminhou até o moreno, colocando sua pequena pata sobre a mão estendida.

Satoshi sorri.

Ele havia realmente gostado de Pikachu, mas não seria capaz de forçá-lo a ser seu Pokémon. No final, ele estava verdadeiramente aliviado.

Aproveitando o momento de pausa, Satoshi abriu a mochila e pegou a ração Pokémon e um saquinho com brownies. Colocando a ração em uma tigela, para que os dois Pokémons, que não hesitaram em começar a comer. O moreno observou os dois com satisfação, enquanto comia um dos brownies, que sua mãe havia lhe preparado para a viagem. Na terceira mordida, ele sentiu aquela vontade de beber leite para ajudar o brownie a descer. Vasculhando a mochila, ele encontrou cinco garrafas térmicas, cada uma com um rotulo diferente.

Suco de abacaxi, chocolate quente, limonada, leite e latte.

Ao que parecia, sua mãe havia sido determinada em garantir que ele teria um pouco de cada uma de suas bebidas favoritas.

Servindo-se do leite, ele quase suspirou de prazer no primeiro gole.

Não havia nada melhor do que brownie e leite.

Olhando para o lado, ele viu que Charmander e Pikachu encaravam o copo em sua mão, seus olhinhos brilhando.

— Querem? — Perguntou, indicando o copo com leite.

Os dois Pokémons assentiram rapidamente, sem tirar os olhos do copo de leite que Satoshi segurava.

Pegando mais dois copos de dentro da mochila, o moreno serviu uma dose generosa de leite para cada um dos Pokémons, lhes entregando junto com um brownie. Leite não estava completo sem um pedaço de brownie, assim como brownie não estava completo sem leite.

Ele observou enquanto os dois comiam, liberando suspiros de prazer. Foi então que Satoshi se lembrou do que Okido havia lhe dito sobre a pokédex. Curioso para saber o que a ferramenta dizia sobre seus Pokémons, ele a tirou do bolso, apontando para Charmander e Pikachu.



Charmander, Pokémon lagarto de fogo. A chama em sua cauda arde desde o nascimento, acredita-se que se sua chama se apaga o Charmander morre.
Gênero: Macho.
Habilidade: Chama, quanto Charmander se tornar fraco ou cansado, seus ataques de fogo se tornaram mais fortes.
Capacidade: Energia Solar, na presença de fortes raios de sol, Charmander tem o poder de seus ataques de fogo aumentado.
Personalidade: Alegre.
Ataques: Rosnado, Cortina de Fumaça, Fúria do Dragão, Retalhar, Presa de Fogo, Lanças Chamas.


Pikachu, Pokémon rato elétrico. Em duas bochechas existem duas pequenas bolsas elétricas, quando ameaçado, ele dispara fortes rajadas elétricas em seus adversários.
Gênero: Macho.
Habilidade: Estática, quando entra em contato físico com o adversário, pode paralisá-lo.
Capacidade: Para-raios, atrai os raios para seu corpo, aumentando sua ataque especial.
Personalidade: Calmo.
Ataques: Choque Elétrico, Chicote de Cauda, Ataque Rápido, Onda Trovão, Agilidade, Multiplicar.



Satoshi sabia que seu Charmander era forte, mas ele não esperava que Pikachu fosse igualmente forte. Obviamente, os dois tinham espaço para melhoras, mas isso não significava que eles não estavam em ótimas condições. Assim que chegasse a cidade de Veridiana, ele ligaria para o professor, lhe pedindo para enviar alguns vídeos de ataques… salves alguns ataques do tipo solo para Pikachu e um novo ataque do tipo elétrico fossem bons… Charmander também precisava aprender novos ataques… talvez um ataque do tipo dragão ou um do tipo lutador.

Seus pensamentos foram interrompidos, quando Charmander levantou-se de um pulo, soltando um ‘charr’ ansioso e apontado para alguma coisa à frente deles. Olhando na direção em que o Pokémon de fogo lhe apontava, Satoshi viu um pequeno Pidgey ciscando o chão atrás de pequenos insetos e minhocas, não muito longe de onde estava.

Ele direcionou a pokédex para o Pokémon pássaro:


Pidgey, um Pokémon do céu. É o mais gentil e fácil de capturar. É o melhor alvo para um treinador iniciante.



Devido ao fato do Pidgey ser um Pokémon selvagem, a pokédex não podia lhe dar mais nenhuma informação sobre ele.

Um sorriso confiante se desenhou em seus lábios, enquanto se levantava do chão.

— Muito bem, vamos pegá-lo, Pikachu!

Pikachu arregalou os olhos, soltou um ‘chuu?’ inquisitivo, para depois apontar para Charmander, que ainda estava feliz comendo seu brownie.

— Não, o Charmander não vai batalhar, é a sua vez. Além do mais, Pidgey é um tipo voador, um tipo elétrico tem vantagem. Você pode terminar seu brownie depois.

Pikachu suspirou, colocando seu brownie sobre a grama, junto com o copo com leite, antes de se levantar e correr, se colocando entre seu treinador e o Pidgey selvagem. Sua cauda estava em riste para cima, e suas bochechas liberavam faíscas. Satoshi sorriu ao ver que Pikachu havia entrado em seu ‘modo batalha’.

Assim que o Pidgey notou o Pokémon elétrico, ele se virou abrindo as asas, pronto para fugir para longe.

— Não deixe que ele fuja, paralise-o com a Onda Trovão!

A reação de Pikachu foi rápida, liberando uma pequena descarga elétrica na direção do Pidgey, que não havia conseguido se afastar o suficiente. No momento em que o corpo do Pokémon pássaro foi atingido pela corrente elétrica, ele soltou um arrulhar de dor, caindo no chão enquanto correntes elétricas passavam por seu corpo, impedindo-o de se mover corretamente.

Ataque Rápido!

Pikachu disparou em alta velocidade na direção do Pidgey caído, acertando-o com força, fazendo com que seu corpo batesse contra uma pedra próxima.

Aproveitando o momento, Satoshi retirou uma pokébola vazia de dentro do bolso, armando-a e lançando na direção ao Pidgey caído. Acertando o Pokémon caído, a pokébola o puxou para dentro para então se fechar e, quase que instantaneamente, se lacrar.

— Isso! — Exclamou, correndo para pegar a pokébola no chão.

Seus olhos se voltaram para Pikachu, que havia voltado correndo para se sentar ao lado de Charmander, para voltar a comer seu brownie e terminar seu leite. Satoshi riu daquilo, retomando seu lugar ao lado de seus Pokémons, fazendo um afagando gentil embaixo da bochecha esquerda de Pikachu, que soltou um ‘chuu’ manhoso e feliz com o carinho.

— Bom trabalho menino. Nossa família acabou de ganhar mais um membro. — Elogiou.

Ele chamou o pequeno Pidgey para fora, colocando-o sentado em um montinho de grama a sua frente, para então retirar um frasco de poção e de antiparalisia.

Pidgey observou aquele garoto humano retirar os frascos de remédio de dentro da mochila, com desconfiança evidente. Ele encolheu-se quando outra onda de eletricidade passou por seu corpo, provocando-lhe dor.

— Isso pode doer um pouco, mas vai fazer com que se sinta melhor. — Exclamou, aplicando os medicamentos no Pokémon.

Pidgey soltou um ‘pruu’ agoniado.

Aquilo doía muito!

Porém, assim como a dor havia começado, ela havia terminado rapidamente e Pidgey se viu capaz de se mover livremente. Soltando um arrulhar feliz, ele bateu as asas e voou ao redor da árvore, apenas para testar.

Satoshi sorriu, satisfeito que o pequeno não estava mais com dor.

Erguendo a mão em um sinal silencioso, viu Pidgey manobrou no ar antes de pousar suavemente no pulso do treinador, fazendo com que este sorrisse satisfeito.

— Bem vindo à família, Pidgey. — Sussurrou gentilmente, coçando suavemente abaixo do pequeno pico rosado, fazendo o Pokémon arrulhar manhosamente arrepiando suas penas.

Retirando a pokédex do bolso, ele a apontou para o pequeno Pidgey:


Gênero: Macho.
Habilidade: Olho Vivo, impede que sua precisão seja afetada.
Capacidade: Grande Picada, impede que sua deseja seja reduzida.
Personalidade: Audaz.
Ataques: Ataque de Areia, Ventania, Ataque Rápido, Proteção, Multiplicar.



Um trovão ecoou no céu, fazendo com que Satoshi erguesse o olhar assustado. Ele podia ver algumas nuvens escuras no horizonte, espreitando e ameaçando causar uma tempestade.

— Devemos ir. — Falou, chamando Pidgey de volta para a pokébola.

Quando tirou a pokébola de Pikachu do bolso, pronto para chamá-lo de volta, a expressão assustada que o roedor elétrico lhe deu, o deteve por um momento.

— Você não gosta da pokébola, Pikachu? – Perguntou um pouco surpreso.

Ele sabia que haviam Pokémons que não gostavam do confinamento, porém ele não esperava que Pikachu fosse ser um desses.

— Eu não vou forçá-lo a ficar nela, então. Você pode viajar comigo aqui fora. — Decidiu, guardando a pokébola de Pikachu dentro da mochila, para então olhar para Charmander, que o encarava em silêncio. — Você quer ficar aqui fora também, Charmander?

Charmander soltou um ‘charr’ suave, acenando com a cabeça.

— Certo, mas se começar a chover, você sabe que vai ter de entrar na pokébola. — Lembrou, pois sabia o quão perigoso era para Charmander ficar exposto a chuva.

Rapidamente, ele recolheu suas coisas, colocando a mochila em seus ombros e Pikachu pulou para se acomodar em seu ombro, enquanto Charmander se acomodou em seus braços.

Ele voltou a seguir o caminho em direção à cidade de Veridiana, tentando ser o mais rápido possível, mantendo o um olho atento nas nuvens de tempestade. Quase duas horas depois, os trovões estavam mais constantes e menos espaçados, assim como as nuvens negras já cobriam quase que todo o céu. O vento estava mais forte e um cheiro característico de chuva.

Satoshi procurou um lugar afastado das árvores, mais perto de algumas rochas, para montar sua barraca. Nem mesmo dois segundos depois que ele havia terminado de montar a barraca e entrado na mesma a chuva havia começado com força, não parecendo que iria parar tão rapidamente.

Charmander e Pikachu bocejaram, piscando de forma sonolenta.

Satoshi sorriu compreensivo, afinal, os dois haviam batalhado naquele dia e deveriam estar cansados. E com aquela chuva, ele tinha certeza de que um pequeno cochilo não era uma má ideia. Ajeitando seu saco de dormir, ele retirou seus tênis, seu colete e boné, deixando-os em um canto da barraca com sua mochila, para se deitar confortavelmente. Pikachu acomodou-se sobre seu estômago, enquanto Charmander aconchegou-se ao lado de seu corpo.

O último pensamento de Satoshi, antes de adormecer, era que ele estava realmente feliz.

Tornar-se um Pokémon Trainer havia sido a melhor decisão de sua vida.
~::{Quebra de linha}::~

Satoshi abriu os olhos preguiçosamente, olhando ao seu redor um pouco confuso.

Demorou alguns minutos, até que ele conseguisse se lembrar de onde estava e como havia terminado ali. Um pequeno sorriso se desenhou em seus lábios, quando seus olhos avelã olharam para Pikachu e Charmander enrolados contra seu corpo.

Espreguiçando-se, ele se sentou, fazendo com que os dois Pokémons abrissem os olhos sonolentos.

— Vamos ver se a chuva já parou.

Pikachu bocejou, levantando-se de seu lugar sobre o estômago do moreno, permitindo que ele saísse da barraca.

Satoshi não pode deter um suspiro de satisfação, quando saiu da barraca e foi recebido pela brisa fresca, carregada pelo cheiro característico de terra molhada.

A chuva havia, em fim, terminado, deixando uma camada agradável de orvalho cobrindo a grama. As nuvens começaram a se dissipar, permitindo que os raios de sol começassem a aparecer e o céu azul surgisse por dentre as nuvens. Tudo isso, fazia com que aquele cenário se tornasse maravilhoso.

Pikachu pulou em seu ombro, esfregando a bochecha contra a sua; enquanto Charmander se agarrou em sua perna. Ambos lhe oferecendo um sorriso amplo, seus olhos brilhando em uma promessa silenciosa de apoio.

Foi então que Satoshi viu algo, que ele não podia explicar.

Em meio às nuvens, atravessando um brilhante arco-íris, um Pokémon dourado voava. Suas penas brilhavam, refletindo os raios de sol.

Satoshi jamais havia ouvido falar de um Pokémon tão bonito. Rapidamente, ele retirou a pokédex de dentro de seu bolso e a apontou em direção ao pelo Pokémon dourado.

Ho-Oh, lendas afirmam que este Pokémon voa os céus do mundo continuamente, em suas magníficas asas de sete cores.


Satoshi sentiu um arrepio percorrer sua coluna.

Um Pokémon Lendário.

Ele havia visto, em seu primeiro dia como um Pokémon Trainer, um Pokémon Lendário.

Um sorriso amplo, cheio de confiança e determinação surgiu em seus lábios.

Aquilo tinha que ser um sinal.

Um sinal que ele, definitivamente, se tornaria um Pokémon Master!

— Charmander, Pikachu. Vamos continuar a nossa jornada! — Exclamou animada, fazendo com que os dois Pokémons exclamassem em concordância.

~::{Continua...}::~


Notas finais da autora::
E ai gente? O que acharam do capítulo?
Eu sei que eu disse que essa era a minha versão de como deveria ter sido a jornada do Satoshi (Ash), mas eu simplesmente não podia deixar de colocar o Pikachu na história. Afinal, ele é um dos meus Pokémons favoritos. E, se alguém está se perguntando sobre a Butterfree o Squirtle e o Bulbasaur, a resposta é sim. Eu vou fazer com que o Satoshi os tenha, mas – como eu já afirmei anteriormente – essa será a minha versão dos fatos, de como o Satoshi os encontra e como eles acabam se tornando seus Pokémons.
Assim como o Pikachu, eu acredito que o aparecimento do Ho-Oh seja algo indispensável e uma das poucas coisas que eu não mudaria na história. Afinal, foi nesse momento que todos – pelo menos eu – senti que o Satoshi tinha um grande destino e estava marcado para grandes realizações.
Espero que todos estejam gostando e continuem acompanhando.
Beijinhos estelares para todos e até mais =3
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Re: Satoshi Chronic - The Journey of a Master

Mensagem por Ookamisama em Sex 29 Jan 2016 - 8:24

003 – Ataque ao Pokémon Center!






O sol estava começando a se esconder por detrás das montanhas, quando Satoshi finalmente avistou a entrada para a cidade de Veridiana. Para sua alegria e satisfação, o restante do caminho havia sido pacifico e a chuva não havia voltado.

A cidade de Veridiana poderia ser considerada uma realmente bonita, com casas bem feitas e prédios altos, mas havia centenas de árvores distribuídas por toda a cidade, fazendo com que o ambiente não se tornasse pesado ou completamente urbano. Não era a toa que a cidade era conhecida como ‘Cidade Sempre Verde’.

Satoshi estava distraído, admirando a bela cidade, quando teve seu caminho bloqueado por uma mulher em torno dos vinte e poucos anos. Ela usava um uniforme policial azul e branco, seus cabelos eram de um tom azul escuro, com olhos dourados sério. Ela estava lhe encarando com desconfiança e, por um momento, Satoshi pensou que seria detido por simplesmente respirar.

— Onde pensa que vai com esses Pokémons, mocinho? — Perguntou ela, sua voz autoritária.

— Estou indo para o Pokémon Center. — Satoshi pensava que não era realmente necessário responder. Afinal, era mais do que comum e esperado que a primeira coisa que um Pokémon Trainer deveria fazer, ao chegar a uma cidade, era ir até o Pokémon Center, para ter certeza de que seus Pokémons estavam saudáveis, antes de prosseguir em sua jornada.

— Neste caso, eu posso supor, que você tenha uma licença para mantê-los.

Satoshi franziu as sobrancelhas.

— É claro que eu tenho uma licença. — Respondeu, quase que ofendido.

— Então, você não se importaria de me mostrá-la. — Falou, exibindo um sorriso malandro.

Satoshi sentiu sua mente dar um pequeno ‘click’.

Aquela mulher estava desconfiada que ele fosse algum tipo de ladrão de Pokémons, por isso estava pedindo sua licença. Afinal, elas eram as únicas coisas que diferenciavam treinadores oficiais de treinadores clandestinos e ladrões de Pokémons.

Sem dizer mais nada, ele retirou a pokédex de seu bolso, abrindo-a e apertando um pequeno botão preto ao lado da tela, para então mostra-la a mais velha.

Eu sou a pokédex programada pelo prof. Yukinari Okido, para o jovem treinador Satoshi-kun da cidade de Pallet. Minha função é fornecer dados e orientação a Satoshi-kun durante sua jornada. Se for perdido ou roubado, não poderei ser substituído.


— Isso é o suficiente? — Perguntou, após guardar a pokédex, olhando para a mulher que havia relaxado visivelmente.

— Sinto muito, mas houve algumas queixas de ladrões de Pokémons nos últimos dias. Sou a oficial responsável pelo caso, então estou parando todos os viajantes por segurança. — Desculpou-se, lhe oferecendo um sorriso amigável.

Satoshi sentiu a mão de Charmander se chegar com força no tecido de sua calça.

Charmander não havia esquecido o que havia sofrido nas mãos de treinadores ilegais… Hunters eram apenas mais um tipo de treinadores ilegais e, apenas a menção deles, tornava o pequeno Pokémon de fogo tenso e irritadiço.

Querendo confortar seu amigo e leal companheiro, Satoshi se abaixou e o pegou no colo, ajeitando-o carinhosamente contra seu peito.

— Está tudo bem, Charmander. Definitivamente, eu vou te proteger. — Murmurou baixinho, para que apenas o Pokémon Shiny lhe escutasse.

Charmander relaxou nos braços do treinador, fechando os olhos e suspirando lentamente. Em seus pesadelos, ele ainda revivia o dia em que havia sido capturado e tremia diante do que poderia ter lhe acontecido, se Satoshi não houvesse lhe encontrado naquele dia. Um sentimento de acolhimento e seguro, porém ele mesmo tinha o desejo de proteger aquele que lhe era importante. Ele queria ser forte o bastante para proteger Satoshi e ajudá-lo a alcançar seu objetivo.

— Seu Charmander está bem? — Perguntou a policial, lançando um olhar preocupado para o Charmander dourado.

— Sim, é que ele teve uma experiência ruim com Hunters há alguns anos.  Ele ainda fica um pouco abalado quando algo assim é mencionado. — Explicou ofereceu um sorriso tranquilizador, fazendo um cafuné suave na cabeça de Charmander. — Se está tudo certo, oficial, eu vou indo.

— Pode me chamar de Junsar, que tal se eu lhe der uma carona até o Pokémon Center? Como uma forma de desculpas pela forma rude com que eu te abordei. — Ofereceu, indicando a moto estacionada ao lado do posto policial.

Satoshi sorriu, aceitando a oferta.

Afinal, seria muito mais rápido para ele chegar ao Pokémon Center, se aceitasse a carona da policial Junsar.

Meio segundo depois, ele desejou ter recusado a oferta.
~::{Quebra de Linha}::~

Lembre-te: nunca mais aceitar carona da Junsar-san…” pensou Satoshi, caminhando em direção aos telefones do Pokémon Center, após ter deixando seus Pokémons aos cuidados da enfermeira Joy, sentindo seu estômago ameaçar devolver os brownies que havia comido mais cedo naquele dia.

Discando rapidamente o número de sua casa. Ele sabia que sua mãe deveria estar preocupada, sem mencionar que havia prometido ligar sempre que chegasse em uma cidade.

O telefone chamou duas vezes, antes que a tela se iluminasse, revelando o rosto sorridente de Hanako, que – pelas roupas que estava usando – estava se preparando para ir dormir.

— Satoshi! Estou tão feliz que tenha ligado, querido. Você saiu há apenas algumas horas e já não me aguento de saudades. Como você está? — Hanako falou tão rápido, quase não parando para respirar, seus olhos brilhando de alegria e saudade.

— Eu estou bem, mama. Cheguei a Veridiana há quase uma hora.

— Veridiana? Isso é maravilhoso, querido. Na época do seu pai, ele levou quatro dias para chegar a Veridiana. E você conseguiu fazer isso em um só dia! Ele vai ficar tão orgulhoso de você, querido.

Satoshi sorriu ao escutar aquilo.

Seu pai, assim como seu avô, era um treinador Pokémon muito forte, que estava sempre viajando para aperfeiçoar ainda mais suas habilidades. Porém, apesar de viver na estrada, ele sempre aparecia em casa nas épocas mais importantes: aniversários, natal, entre outros. A última vez que Satoshi o havia visto, foi em seu aniversário de dez anos, há quase três meses.

— Então, capturou muitos Pokémons? Tenho certeza que deve ter visto muitos Pidgeys e Spearows.

— Sim, havia muito deles, mas eu capturei um Pikachu e um Pidgey. E vi um Pokémon incrivelmente raro também!

— Estou tão feliz em ouvir isso, Satoshi! Você está indo tão determinado. Continue dando o seu melhor.

— Eu vou.

— Não se esqueça de ligar para o prof. Okido. E durma bem.

— Boa noite, mama. — Despediu-se, encerrando a chamada.

Satoshi estava sorrindo, enquanto discava o número do laboratório do prof. Okido.

Demorou um pouco mais, até que Okido finalmente atendeu o telefone. O professor estava com uma expressão ansiosa, quase ao ponto de lembrar uma criança na manhã de natal.

— Satoshi-kun! Então você chegou a Veridiana! Eu sabia que você se sairia bem. — Exclamou contente. — Então? Quantos Pokémons você conseguiu capturar? Eu fiz uma aposta com o Shigeru. Ele disse que você não conseguiria capturar nenhum, mas eu afirmei que você teria capturado ao menos um Pokémon, antes de chegar em Veridiana.
Satoshi não conseguiu conter o sorriso maldoso que se desenhou em seus lábios, ao pensar que Shigeru havia perdido a aposta. Talvez, assim ele parasse de subestimá-lo.

— O senhor estava certo, eu capturei um Pidgey.

— Eu vou adorar dizer a ele que perdeu a aposta. — Riu Okido, já imaginando a expressão contrariada que seu neto faria ao saber que havia errado. — Me conte como foi à viagem? Você viu algum Pokémon interessante?

— Foi tudo bem, mas eu vi um Pokémon muito raro.

— Oh? É mesmo? Qual foi?

— Ho-Oh.

No momento em que disse o nome do Pokémon a expressão sorridente e descontraída de Okido desapareceu, dando lugar a uma expressão séria e profissional.

— Você tem certeza, Satoshi-kun? Esse Pokémon jamais foi visto por humanos, tudo o que temos para provar sua existência são alguns entalhes em ruínas antigas. — Declarou Okido, sua voz séria e cuidadosa, não querendo ofender o mais novo.

— Tenho certeza, usei a pokédex para saber o qual era, já que eu não me lembrava dele de nenhum de seus livros.

Okido ficou em silêncio, parecendo pensar em algo.

— Satoshi-kun, coloque sua pokédex nessa entrada do telefone. Quero ver os dados que sua pokédex recolheu. — Pediu, indicando a abertura que havia na parte da frente do telefone.

Satoshi concordou, retirando a pokédex de seu bolso e a colocando na abertura.

Okido saiu da tela por um momento, provavelmente deveria estar conferindo os dados que a pokédex havia armazenado durante a rápida aparição do Pokémon Lendário. Cerca de cinco minutos depois, o professor retornou para frente com uma expressão que era o misto de fascínio e confusão.

— Isso é fascinante… durante séculos pesquisadores e estudiosos tentaram encontrar esse Pokémon, para estudá-lo e tentar compreender sua origem, mas ninguém jamais foi capaz de encontrá-lo. O fato de você vê-lo, logo em seu primeiro dia como um Pokémon Trainer… em algumas ruínas, logo abaixo da imagem de Ho-Oh, havia inscrições que afirmavam que esse Pokémon traz boa sorte e proteção eterna a quem um que o veja, e que ele só aparece diante daqueles que são puros de coração.

Satoshi sentiu uma onde de gratidão ao escutar aquilo.

Se Ho-Oh realmente o havia abençoado daquela forma, ele seria eternamente grato e faria de tudo para se mostrar digno dessa bênção.

O som de uma campainha tocando do outro lado da tela, interrompendo aquele momento.

— Parece que a minha pizza chegou. Continue fazendo um bom trabalho, Satoshi-kun. Ligue-me se precisar de alguma coisa, ou se avistar outro Pokémon raro!

A ligação foi encerrada, antes mesmo que Satoshi pudesse dizer alguma coisa.

Sorrindo de lado, ele retirou sua pokédex da fenda e voltou a guardá-la em seu bolso, caminhando em direção a um dos sofás e sentando-se para esperar o retorno de seus
Pokémons. Enquanto esperava, seus olhos percorreram pelo Pokémon Center.

O lugar, em si, lhe trazia uma sensação de tranquilidade. As paredes em tons pastel e as grandes janelas permitiam uma melhor iluminação. Apesar da hora, havia alguns treinadores espalhados pelo centro. Alguns estavam com suas expressões tensas, obviamente, preocupados com seus Pokémons que deveriam estar em tratamento; outros estavam escovando algum Pokémon que tinham consigo e havia aqueles que se encontravam em uma acalorada discussão.

Alguns minutos depois, a porta que levava para dentro do consultório se abriu, e a enfermeira Joy apareceu trazendo consigo duas Chanseys empurrando uma maca, onde seus Pokémons estavam sentados.

Mais do que prontamente, ele se levantou e correu em direção à maca. Assim que se aproximou, Charmander pulou para seus braços, enquanto Pikachu assumiu – o que parecia ter seu tornado seu lugar de direito – o lugar sobre seu ombro direito. Pidgey pousou sobre seu pulso, que ele rapidamente estendeu ao ver o pequeno Pokémon pássaro voar em sua direção.

— Seus Pokémons estão em perfeitas condições, Satoshi-kun.

— Muito obrigada, Joy-san. — Agradeceu, satisfeito que estava tudo bem seus Pokémons.

— Você queria se inscrever para a Liga Pokémon, não é mesmo? Podemos fazer isso agora. — Sugeriu Joy, oferecendo um sorriso amigável, enquanto caminhava para seu computador pessoal, atrás do balcão de atendimento.

Satoshi sorriu agradecido, seguindo a enfermeira e lhe entregando sua pokédex.

— Só um momento… — murmurou ela, enquanto fazia o registro. — Pronto! Agora, você está inscrito…

Joy não pode terminar sua frase, pois naquele exato momento, o alarme da cidade soou, assustando a todos que estavam no Pokémon Center.

Foi então que a voz da Junsar-san ecoou por toda a cidade:


[Alerta! Alerta! Pessoas não identificadas estão sobrevoando o Pokémon Center de Veridiana. Eles podem estar atrás dos Pokémons.]


Os olhos se Satoshi escureceram, enquanto ele sentiu a fúria queimar em seu peito.

Olhando para Charmander em seus braços, ele viu a mesma fúria queimar nos olhos verde-mar.

Aqueles larápios se atreviam a atacar um lugar com Pokémons feridos e doentes?

Imperdoável.

— Joy-san, dê inicio a sequência de transferência, vou tentar ganhar tempo! — Avisou Satoshi correndo para fora do Pokémon Center, sendo seguido por seus Pokémons.

— Espere! É perigoso! — Gritou Joy, tentando impedi-lo, mas já era tarde demais, o menino já estava longe.

Assim que chegou do lado de fora do centro, os olhos avelã se ergueram para o céu noturno, avistando o balão de ar-quente em forma de Meowth. Era ali que estavam os criminosos.

— Pidgey, derrube aquele balão com o Ataque Rápido!

Pidgey abriu as asas ganhando o céu com grande velocidade, disparando em direção ao balão. Antes que qualquer um pudesse notá-lo – algumas das vantagens de ser pequeno e rápido – ele atravessou o balão e fazendo-o com que despencasse em direção ao chão.

O balão caiu há alguns metros de distância de onde Satoshi estava, levantando uma nuvem de poeira com a força da queda. Quando a poeira baixou, ele viu três figuras emergirem, com expressões furiosas em seus rostos. Um homem que deveria ter por volta dos vinte e cinco anos, cabelos violetas e olhos verdes; uma mulher, que deveria ter a mesma idade do homem, com longos cabelos magenta e olhos azuis; o terceiro individuo era um Pokémon, um Meowth que andava sobre as duas patas traseiras. O casal usava um estranho uniforme branco, com botas e luvas pretas, com a letra ‘R’ bordada em vermelho em suas camisas.

— Pirralho maldito! Como se atreve a nos atacar!? — Rosnou a mulher, lançando um olhar de ódio na direção do moreno.

— Vocês que se atreveram ameaçar os Pokémons desse centro! Quem diabos são vocês, afinal?! — Indagou Satoshi, seu corpo tenso, enquanto Charmander tomava uma posição semelhante a sua frente com Pikachu e Pidgey ao seu lado.

O casal sorriu enviesado, antes de começar a recitar:

— Para qualquer coisa que você pergunte…

— A resposta que daremos é a ‘compaixão mundial’…

— Para salvar o mundo da destruição…

— Para proteger a paz mundial…

— Transpassamos os males da verdade e do amor…

— Somos os vilões adoráveis e charmosos…

— Musashi!

— Kojirou!

— Somos a dupla da Equipe Rocket que viaja através da galáxia.

— Como um buraco branco, um amanhã branco nos aguarda.

— Isso mesmo! — Encerrou o Meowth, parando em frente ao casal.

Satoshi piscou, confuso por um momento. Não sabendo se surpreendia com o fato de um Pokémon falar a língua dos humanos, ou se revirava os olhos diante daquele lema. Se a intenção deles era causar algum tipo de impacto, eles precisavam ensaiar algo melhor.

— Nós queremos os belos diamantes, que são os Pokémons raros, que devem existir em meio ao lixo nesse Pokémon Certe. — Declarou Musashi, sorrindo maldosamente.

— Na verdade, estou vendo um belo diamante aqui mesmo. — Comentou Kojirou, lançando um olhar ambicioso para o Charmander dourado.

— Entregue esse Charmander dourado, pirralho, então nós prometemos não machucá-lo… muito. — Ordenou Meowth, mostrando as longas garras afiadas ameaçadoramente.

Charmander rosnou, a chama em sua cauda aumentando perigosamente.

— Vocês não vão levar o meu Charmander, e nenhum outro Pokémon!

— E quem disse que estamos pedindo sua permissão? — Indagou ela desdenhosa, retirando uma pokébola de seu cinto, sendo imitada pelo homem de cabelos azuis. — Ekans, apareça!

— Koffing, é sua vez!

Satoshi estreitou os olhos ao ver os dois Pokémons que surgiram a sua frente. Mais do que prontamente, sua mente começou a processar todos as informações que possuía sobre aqueles dois. Ekans e Koffing era ambos Pokémons do tipo veneno. A mordida de um Ekans podia matar um humano, assim como o gás tóxico que o Koffing expelia.

Precioso me concentrar…” pensou, fechando os olhos por um segundo, limpando sua mente.

De repente, ele não escutava mais nada. Não havia sons, ou qualquer outra coisa ao seu redor. Seu peito se aqueceu, espalhando uma sensação agradável e um pouco anestésica por todo seu corpo. Ele ainda podia sentir a adrenalina correndo em suas veias, mas ao mesmo tempo em que acelerava as funções de seu corpo, ele também era capaz de pensar com uma clareza inumana.

Foi então que surgiram em sua mente…

Quase como se estivesse acontecendo naquele exato momento. As imagens perfeitas de Ekans e Koffing atacando.

Ela vai tentar paralisar meus Pokémons com a Picada Venenosa… ele vai ordenar um ataque de Rajada Toxica…

Há pouco mais de um ano, Satoshi havia descoberto esse ‘talento’ especial. Sempre que se concentrava e esvazia sua mente, ao ponto que ele conseguia sentir seu peito se aquecendo; ele era capaz de ver o movimento que o Pokémon adversário faria. Obviamente, ele não sabia se isso funcionava com Pokémons treinados, já que só havia usado isso algumas vezes contra Pokémons selvagens.

— Ekans, use o Picada Venenosa!

— Koffing, Rajada Tóxica!

Satoshi quase riu ao escutar os comando, abrindo os olhos avelã que estavam envoltos em uma estranha luz azul brilhante.

— Pidgey, bloqueie os ataques com o Proteção!

Pidgey voou, ficando em frente à Charmander e Pikachu, no momento em que Ekans abriu boca e disparou dezenas de espinhos violetas, e Koffing expeliu uma grande quantidade de lama marrom arroxeada pela boca. Pidgey abriu as asas, criando um amplo escudo de energia azul brilhante a sua frente. Quando os ataques se chocaram contra o escudo, por um momento, parecia que este não seria forte o suficiente para resistir ao ataque, mas assim que a fumaça criada pelo impacto se dissipou, revelou o escudo perfeitamente intacto.

Satoshi sorriu de lado.

Pidgey parecia ter muita habilidade com aquele movimento, provavelmente, havia usado várias vezes no passado, para se proteger de treinadores e Pokémons selvagens.

— Muito bem. Charmander, ataque Ekans com o Presa de Fogo, Pikachu use a Agilidade para auxiliar o Ataque Rápido, e acerte o Koffing!

Pikachu disparou na direção de Koffing, sua velocidade aumentando com auxilio da Agilidade, antes de saltar acertar o Pokémon gás venenoso com força, lançando-o de encontro ao treinador de cabelos azuis, fazendo com que os dois se chocassem contra os destroços do balão. Charmander aproveitou os poucos segundos de distração, que o ataque de Pikachu havia criado, surgindo a milímetros de distância de Ekans, com suas presas envoltas em chamas vermelhas. No momento em que mordeu a extensão da cauda da serpente roxa, esta gritou agoniada antes de seu corpo explodir em chamas. Charmander girou e lançou o Pokémon em chamas na direção da treinadora de cabelos magenta, fazendo com que ela também batesse contra o balão.

— Não se esqueça, do Meowth aqui, pirralho! Isso ainda não acabou! — Exclamou Meowth, saltando em direção a Satoshi, com as longas e afiadas garras a mostra.

Satoshi voltou seus olhar para o Pokémon gato, sua expressão estava séria e concentrada. Ele sabia que a maior parte se assustaria, ao ver um Pokémon ao ponto de lhe atingir, principalmente com Charmander e Pikachu muito distantes para lhe ajudar. Porém, ele não tinha apenas Charmander e Pikachu.

Pidgey surgiu em frente a seu treinador, seus olhos castanhos encarando com fúria silenciosa o Pokémon eu ousava ameaçar a segurança de seu mestre.

— Pidgey, intercepte com o Ataque Rápido!

Com um impulso veloz, ele voou contra o Meowth, acertando-o com força no estômago e o jogando junto aos dois humanos.

— Pirralho maldito! Você vai se arrepender! — Rosnou Musashi, lutando para se desvencilhar de Ekans e se levantar.

Seja lá o que aqueles dois pretendiam fazer, foi interrompido pelo som alto de sirenes.

Os olhos avelã de Satoshi se desviaram para o fim da rua, identificando as luzes dos carros de polícia. Um meio sorriso se desenhou em seus lábios. Ao que parecia, ele havia sido capaz de distrair aqueles dois o suficiente, para que Junsar-san e o restante da força policial da cidade aparecesse.

— Não temos mais tempo! Temos de sair daqui! — Exclamou Meowth olhando preocupado para os vários carros de polícia que se aproximavam.

— Koffing, Cortina de Fumaça! — Ordenou Kojirou, fazendo com que seu Pokémon liberasse uma espessa fumaça escura de sua boca, cobrindo todo o local.

Satoshi tossiu agoniado, tentando lutar contra a fumaça que o rodeava.

— Pidgey… coff, coff… dissipe a fumaça com… coff… Ventania.

O Pokémon pássaro começou a bater as asas com força, criando um rajada de vento forte o suficiente para dissipar a fumaça, fazendo com que todos respirassem aliviados.
Satoshi olhou a sua volta, vendo apenas o balão destroçado.

Equipe Rocket…

Em algum lugar em sua alma, ele sabia que aquela não seria última vez que os encontraria.
~::{Quebra de Linha}::~

O dia amanheceu brilhante na cidade de Veridiana, sendo que a única coisa que quebrava a aparente paz do lugar, eram os vários policiais rondando as ruas atrás dos ladrões que haviam atacado o Pokémon Center na noite passada.

Satoshi ainda estava surpreso com a velocidade com que as fofocas poderiam se alastrar. No momento em que ele havia acordado naquele manhã, toda a cidade já sabia sobre o ‘corajoso jovem Pokémon Trainer’, que havia enfrentado os terríveis vilões e impedido que eles roubassem os Pokémons que estavam se recuperando no Pokémon Center. Obviamente, como qualquer fofoca, a verdade havia sido distorcida drasticamente, ao ponto de que as pessoas estavam dizendo que ele precisou enfrentar um gigantesco Aerodactyl, sem qualquer Pokémon para defendê-lo.

Havia sido realmente difícil concluir a rotina de exercício que havia desenvolvido para si, e para seus Pokémons, pois parecia que toda a cidade queria dar uma olhada no ‘herói’. O que era muito frustrante.

Satoshi não conseguia se considerar um herói.

Era verdade que ele havia enfrentado aqueles dois ladrões, mas ele havia feito isso por um motivo completamente egoísta e pessoal. Ele não suportava a ideia de pessoas que se atreviam a roubar e a ferir Pokémons. Ele os havia enfrentado de forma pessoa e simples, pois tudo o que queria era acertá-los com tudo o que tinha. Tais pensamentos e sentimentos, eram totalmente opostos a que um herói deveria expressar.

Foi por isso, que ele quase suspirou de alívio, quando finalmente chegou a hora de sair da cidade, já que o ginásio de Veridiana estava fechado por tempo indeterminado. Após uma rápida passada na loja de conveniente Pokémon, para comprar alguns itens que ele precisaria para o tempo que passaria na Floresta de Veridiana, Satoshi se dirigiu para a saída da cidade.

Quando já estava chegando à saída da cidade, para sua surpresa, ele viu Junsar-san encostado em sua moto parecendo estar esperando alguém.

Assim que os olhos dourados da policial o avistaram, ela sorriu e acenou para que ele se aproximasse.

— Algum problema, Junsar-san? — Questionou, parando em frente a mais velha.

— Nenhum, eu só queria agradecer. Se você não houvesse enfrentado aqueles ladrões ontem, nós não teríamos sido capazes de chegar a tempo e eles teriam levado os Pokémons do centro.

— Eu não fiz nada demais…

— Sim, você fez. Eu já percebi que você não é do tipo que gosta de atenção, mas quero que saiba que estamos muitos gratos pelo o que fez. Aqui está uma prova dessa gratidão. — Falou ela, lhe estendo uma pedra que brilha nas cores vermelho, laranja e amarelo. — É uma Pedra do Fogo, eu ia usar ela para evoluir o meu Growlithe, mas eu quero que você fique com ela.

Satoshi arregalou os olhos ao escutar aquilo, pegando a pedra com um pouco de hesitação.

Pedras de evolução eram extremamente raras!

— Eu não posso… — murmurou, pronto para devolver a pedra.

— Pode e vai! Não aceito um não como resposta! Você está em uma jornada e eu tenho certeza de que vai capturar muitos Pokémons. Se você encontrar algum que precisava da Pedra de Fogo para evoluir, então você poderá usá-la.

Satoshi sorriu agradecido, guardando a pedra dentro da mochila.

— Obrigada.

— Eu que agradeço pela ajuda. Agora, vá logo e se torne um ótimo Pokémon Trainer.

Satoshi lhe deu um último sorriso de agradecimento, antes de rumar em direção a Floresta de Veridiana.

Dentro da floresta, ele sabia que encontraria alguns perigos e que sua família aumentaria ainda mais. Porém, sua mente estava fixa em seu confronto de Ginásio, na cidade de Pewter. Ele quase podia sentir a adrenalina da batalha que o aguardava na cidade das pedras.

Porém, antes disso, ele precisava deixar seus Pokémons muito mais fortes.

Havia chegado a hora do treinamento sério!

~::{Continua...}::~


Notas finais da autora:
[justify]E aí galera? Como vai todo mundo nesse dia adorável?
E aqui estamos no fim de outro capítulo dessa minha fic de retrospectiva alterada maluquinha xP Alguém aí pensou que eu deixaria a Equipe Rocket de fora dessa fic? Principalmente com o Satoshi tendo um Charmander Shiny? Hihihi... Nem pensar ne gente!
No próximo capítulo o Satoshi vai aumentar a família, ou seja, fazer algumas capturas e aumentar a força de seus Pokémons, para se preparar para enfrentar o Takeshi (Brock) no ginásio de Pewter. Obviamente, ele não vai capturar apenas um Caterpie, como na série original. Será que alguém arrisca os Pokémons que o Satoshi vai pegar na floresta de Veridiana?
Por enquanto é isso gente. Espero que estejam gostando dessa fic, tanto quanto eu estou gostando de escrevê-la.
Milhões de beijinhos estelares e até mais ô/
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