Pokémon Mythology
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Ancestral Chronicles

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Ancestral Chronicles

Mensagem por Lucas Vinicius C. em Qua 14 Out 2015 - 18:51


Após muito tempo inativo no fórum, decidi voltar e com um novo projeto! Ancestral Chronicles será uma fanfic Advanced Journey. A história se passará numa Hoenn futura, cinquenta anos após os acontecimentos de R/S/E misto com algumas mudanças de ORAS, como o Delta Episode, mas mantendo características de Emerald, como as duas equipes (Aqua e Magma) tendo atacado. Houve muitas mudanças em Hoenn desde então, e para ajudar será feito um pequeno mapa para cada cidade que a fanfic passar.
Outro ponto a se notar é que tentarei fazer as batalhas mais realísticas possível.Os pokémons podem se machucar com os ataques, mas não ocorrerá nada muito sangrento. Mortes podem acontecer, mas não serão muito detalhadas. Para ajudar a acompanhar os acontecimentos, farei futuramente um guia com os personagens, mudanças em Hoenn e termos.


Saga 1: Elemental

Capitulo I (neste post)

Capitulo 1

        Enquanto esperava seu pedido, Myke pensava em como aquele restaurante surgiu em Slateport. A cidade havia crescido muito, realmente. A feira agora ocupava grande parte da cidade e Slateport se tornou a terceira maior cidade de Hoenn. O restaurante em que estava era, na verdade, a parte inferior do antigo farol da cidade, que ainda estava em ativa, na parte superior.
        O lugar era cuidadosamente decorado, para parecer exatamente como era cinquenta anos antes, na época clássica de Hoenn. Como ele sabia disso? Era um dos assuntos mais estudados no colégio Sapphire... E também porque estava escrito na última página do cardápio, como um “atrativo extra”.
        Saiu de seus pensamentos quando a garota entrou no restaurante. Selena Tyren, sua colega de escola. A garota tinha longos cabelos castanhos lisos, com duas mechas de cor roxa, era sempre vista usando um jeans preto em conjunto com sua camisa azul, tênis de corrida preto e em suas mãos luvas brancas. Não estava diferente dessa vez.
        Estavam fazendo um trabalho de história em dupla. Não foram eles que escolheram as duplas, claro, mas sim seu professor e ironicamente, a única pessoa que não falava com ele foi a escolhida.
        — Certo, onde pesquisaremos para o trabalho? — a garota perguntou, jogando sua bolsa sobre a mesa. — E porque me chamou para um restaurante?
        — Pelo fato de que a nossa pesquisa é sobre o farol de Slateport e olhe que ironia, temos a resposta atrás desse cardápio — Myke soltou, cinicamente, pois também não fazia questão de estar ali, com a garota.
        — Já que estamos aqui mesmo, o que pediu pra comer? — Selena perguntou.
        Como em resposta, o garçom chegou e perguntando se queriam mais algo, colocou os pratos sobre a mesa, cada um com um peixe assado, parecido com Magikarp e dois copos de suco para cada um. Colocou no centro uma pequena tigela de vidro com mel.
        — Não é tão ruim – Selena disse ao ver os pratos.
        — Mais algo? — o garçom perguntou educadamente, ignorando Selena e se retirando ao ver um sinal de negação de Myke.
        Enquanto comia, Selena notou a decoração do local e puxou em sua memória o que lembrava do lugar.
        — Aqui era o farol de Slateport, certo? — perguntou.
        — Ainda é, mas funciona apenas no andar de cima — Myke respondeu. — Por quê?
        Selena deu um de seus famosos sorrisos travessos — Já que estamos aqui, por que não tirarmos algumas fotos como em um... Trabalho de campo?
        — A área do farol é restrita aos funcionários, Selena.
        — Não seja por isso, Myke. — Selena disse, tirando dos bolsos da calça dois crachás com o nome de dois funcionários, porém com a foto dela e de Myke.
        Ao ver sua foto no crachá, com seu curto cabelo moreno e sorriso forçado, Myke arregalou os olhos — Onde arrumou isso!?
— Minha mãe e eu viemos aqui uma vez, alguns anos atrás, uma moça me emprestou esse crachá para poder ir ao banheiro de funcionários, já que a porta só abria com esse código — apontou para o código de barras no crachá — e eu acabei esquecendo de devolver.
        — E por que então tem fotos de nós nos crachás? — Myke perguntou, arqueando a sobrancelha.
        — Eu sempre venho preparada para tudo.
        — Eu não vou fazer isso Selena. Se formos pegos...
        — Não seremos. Apenas pense no quão melhor o nosso trabalho ficaria com fotos recentes do farol. — a garota replicou. — A decisão é sua.
        Myke suspirou profundamente e encarando Selena profundamente nos olhos, disse:
— Vamos logo, antes que me arrependa.

---x---

        Ao entrar na central de controles do farol, Myke soube que se arrependeria amargamente. A sala tinha um tom mórbido, quase como em luto: as paredes do lugar eram de um metal cinzento, de uma tonalidade fria, morta e apesar de limpo, o local parecia abandonado.
        — Trouxe uma câmera ao menos? — perguntou.
        — Já disse que venho sempre preparado, docinho — disse Selena, mostrando a câmera em suas mãos.
        — Esse lugar parece abandonado. Está limpo demais para isso, mas mesmo assim... — Myke parou abruptamente ao ver um pequeno mapa sobre a mesa do farol. Parecia a planta de um navio gigantesco, com vários quartos e salas e uma grande sala de controle.
        Selena continuou seu caminho até uma pequena sala, com vários computadores. Um deles chamou sua atenção. Estava ligado e parecia com a imagem de uma câmera de segurança. Reconheceu facilmente o lugar das filmagens.
        — Myke, venha aqui — gritou.
        — O que foi Selena?
        — Esse computador... Parece estar conectado a algum sistema de monitoramento. O lugar das filmagens porém é o museu, não o restaurante, nem o farol — respondeu.
        — Como sabe disso?
        — Minha mãe trabalhou no museu de Slateport por quase quatro anos, sei reconhecê-lo em qualquer imagem.
Myke forçou os olhos e apontou para um ponto da tela. A imagem era muito ruim — O que é aquilo?
        — Hm? Ah, sim! É conhecido como A Flauta de Eon, foi encontrada anos atrás, nos destroços de um barco — respondeu.
        — Não, o que é aquele vulto branco, no corredor que dá para a sala da flauta? — Selena forçou a vista e por fim, arregalou os olhos.
        — Precisamos ir, Myke.
        — O que aconteceu, Selena? — Myke perguntou, preocupado, mas a garota já havia saído da sala, restando a Myke segui-la.
        Selena descia apressadamente as escadas que davam para o restaurante, seguida por Myke. O museu era um lugar especial para a garota, passou sua infância toda lá e não conseguiria viver consigo mesma se deixasse aquilo acontecer. Myke, porém, agarrou seu braço em um aperto firme.
        — O que aconteceu, Selena?
        — Está me machucando, Myke.
        — O que você viu?
        — Invadiram o museu, Myke e eu simplesmente não posso deixar nada de ruim acontecer lá — disse por fim, soltando-se.
        Myke continuou seguindo-a. — Acha que consegue sozinha deter um ladrão?
        — Meu Pelipper é forte, Myke.
        — Mas é seu único Pokémon. E se o cara tem mais de um pokémon. Ou pior, estiver com uma arma?
        — Você está com seu Dusclops, não é? Então venha comigo. — Selena olhou suplicante, antes de se virar e seguir para fora do restaurante.
        Myke suspirou e seguiu-a. Ao chegar à entrada, uma garçonete perguntou:
        — E a comida? Tem de pagar.
        Myke saiu antes que a moça chamasse um segurança, mas antes de fechar a porta, disse a ela:
        — Pago depois, estou em uma emergência.

---x---

        Myke corria ofegante atrás de Selena. Nunca pensou que amaldiçoaria a cidade ter crescido, mas agora o farol era um tanto quanto longe do museu, que agora ficava ao norte da cidade. Haviam algumas casas de praia enfileiradas ao leste. A direita das casas havia surgido mais uma pequena praia, pois o nível da água havia baixado um pouco, porém não afetando o mar de Hoenn em geral.
        Ao passar pela vitrine de uma loja, Myke observou sua aparência. Estava horrível. Seu cabelo moreno estava bagunçado e sua camisa estava toda amassada e um pouco empoeirada, talvez pela sala do farol. Havia um pequeno corte na perna de sua bermuda. Seus olhos de um azul firme estavam um tanto quanto arregalados e sua respiração estava ofegante.
        Era completamente o oposto de Selena, que andava cada vez mais desesperada, com um olhar desesperado. Selena tinha um nariz fino e orelhas pequenas. Seus olhos eram verdes e não era muito alta. Cerca de um metro e cinquenta.
Quando Myke finalmente alcançou Selena, estavam na entrada do Museu.
        — O que vai fazer Selena?
        — Vamos entrar no museu e tentar achá-lo... — A garota, porém, foi interrompida quando um garoto trombou com ela, derrubando-a.
        — Perdão, estava distraído — o garoto disse, levantando-se e estendendo a mão para Selena.
        Ao levantar-se, Selena observou o garoto. Usava um tênis preto, uma calça jeans azul e uma jaqueta azul escuro sobre uma camisa vermelha. Tinha cabelos castanhos curtos, porém com uma pequena franja sobre o olho esquerdo, de um tom mais claro. Usava uma boina vermelha, carregava uma bolsa nos ombros e tinha um sorriso amigável no rosto.
        — Não foi nada, acontece — a garota sorriu e acenou enquanto o garoto se afastava.
        Myke, porém, notou algo diferente — Selena, ali, é ele!
        — O que? — Olhou para Myke confusa.
        — Ele que invadiu o museu! Olhe no bolso da jaqueta, a Flauta de Eon!
        Selena arregalou os olhos e começou a correr atrás do garoto, acompanhada de Myke. O garoto percebeu e começou a correr também, em direção a praia a leste, perto das casas de praia, que estava surpreendentemente vazia.
        O garoto parou quando chegou à beira mar e agarrou uma Pokéball.
        — Devolva a flauta! — Selena gritou.
        O garoto deu-lhe um pequeno sorriso debochado. — Terá de pega-lá.
        — Se é assim que quer... Vá, Pelipper!
        — Saia, Dusclops.
        O sorriso do garoto aumentou — Vá, Lapras!
        O pokémon marinho foi para o mar e o garoto, em um impulso, montou sobre o casco da mesma.
        — Ele vai fugir! Peliper use Wind Attack! — O pelicano investiu contra Lapras, batendo suas fortes asas contra o pescoço da mesma, a fazendo gritar: as penas de Pelipper eram muito afiadas, motivo pelo qual Selena se orgulhava.
        O garoto olhou sua Lapras preocupado por um minuto, mas ao deduzir que estava bem, comandou: — Agora, Lapras, Sing! — A voz doce do Pokémon fez Pelipper adormecer aos poucos, e ainda voando, caiu no mar.
        — Peliper! — Selena gritou preocupada, correndo para o mar e pegando seu Peliper, apertando-o contra o peito. Olhou então raivosa para o garoto.
        — Dusclops, Shadow Ball! — A voz de Myke finalmente se fez presente, enquanto uma imensa bola negra se formava nas mãos do pokémon fantasma.
        — Dus-Dusclops!
        A bola de energia assumiu proporções gigantescas, e o pokémon a equilibrou em uma de suas mãos.
        — Agora, Dusclops, lance-a contra a Lapras! — Myke comandou.
        A bola negra foi em direção de Lapras, acertando-a no pescoço. O corpo de Lapras tremeu e um guincho alto de dor pode ser ouvido. Os olhos do garoto estavam vermelhos de fúria, quando deu a ordem:
        — Agora, Lapras, use Ice Beam no Dusclops!
        A rajada de gelo foi majestosamente em direção ao fantasma, que sem tempo de desviar foi atingido. Poderia ter se desmaterializado, mas a rajada de gelo teria acertado Myke, ferindo-o gravemente e Dusclops era nobre demais para deixá-lo acontecer. O corpo de Dusclops caiu em um baque no chão, congelado.
        — Nunca se esqueçam desse dia... Isso é o que pagaram por ferir minha Lapras — o misterioso garoto disse. — Agora Lapras, vamos viajar! — Disse antes de dar as costas e ser levado pela Lapras, oceano a fora.
        Antes de ele desaparecer, porém, Selena gritou:
        — Qual o seu nome?
        Limitou-se a virar-se rapidamente e fita-la, dizendo: — Me chame de X.

---x---

        Enquanto estavam no Centro Pokémon, esperando seus pokémons serem tratados, Selena e Myke viram um jovem cientista e um homem elegante se aproximarem. A garota estava enrolada em uma toalha, pois havia se molhado toda quando entrou na água.
        — Selena — o cientista de cabelo castanho fitou-a com um olhar penetrante através de seus óculos, como se a conhecessem há tempos. E realmente a conhecia. — O que aprontou dessa vez?
        — Tentei salvar seu museu, Drew! A principal atração de lá é a Flauta de Eon.
        — O seu delito, Selena, foi tão grave que o próprio campeão de Hoenn, Alak, teve de vir certificar-se do que aconteceu. Agora honre sua mãe e devolva a flauta. — o cientista limitou-se a dizer.
        Um olhar de ódio passou pelos olhos de Selena, mas quem disse por fim, raivoso, foi Myke.
        — Caralho! Selena apenas tentou impedir um roubo em seu museu. Pensa tão mal assim dela ao ponto de achar que ela tentaria afogar o próprio Pelipper!? O único delito que ela cometeu foi entrar na sala de comando do farol, mas eu que pedi! — Myke mentiu, não queria ver a garota mais encrencada. — Ironicamente, esse delito fez com que víssemos alguém invadindo seu museu!
        — Olhe como fala garoto! Aliás, quem é você? — Drew fitou raivosamente Myke.
        — Meu nome é Myke Writhe e eu gostaria que respeitasse Selena!
        A menção do sobrenome de Myke, tão famoso em Slateport, fez Drew empalidecer. Myke não gostava que o julgassem por seu sobrenome ou usar isso em seu favor, mas não era uma escolha.
        Selena então prestou atenção ao homem que acompanhava Drew. Usava um tênis branco e uma calça jeans azul. Usava um terno junto de uma gravata laranja e tinha lindos olhos de uma tonalidade laranja, profundos. Sua feição era jovem e seu cabelo loiro destacava-se: era de um loiro estrondoso, vivo.
        — Acalme-se, Myke. Posso chamá-lo assim, certo? — Alak eu um sorriso acolhedor para o garoto. — Drew realmente faltou em respeito a sua amiga, peço desculpas por ele.
        — É muito generoso, Alak, assim como seu pai, Steven. — Drew falou, surpreso pela calma de Alak. — Mas sabe que um roubo ao museu de Slateport não pode ser perdoado...
        — Realmente, não é algo que se perdoa facilmente, Drew. Mas assim como os garotos disseram, o farol tem um sistema de monitoramento que inclui o museu. As filmagens são gravadas e apesar da imagem ruim é visível que nenhum dos dois é o invasor. Além disso, como o jovem Myke disse, a garota nunca tentaria afogar o próprio Pelipper. Caso duvide de minha palavra, pode verificar por si mesmo.
        Drew arregalou os olhos e ao ver que poderia perder todo seu prestígio, resolveu se calar. Myke lançou um sorriso vitorioso para o mesmo, enquanto pensava no que Selena passou pela vida, para que Drew pensasse algo assim dela. Ou talvez Drew fosse apenas um idiota, talvez Myke nunca soubesse, pois talvez ele e Selena nunca mais se vissem. Afinal, era apenas um trabalho.
        — Embora vocês tenham falado a verdade sobre o assalto da flauta de Eon, ainda invadiram o farol com a ajuda de crachás falsos. Duplo delito. — Selena e Myke empalideceram ao ouvir Alak falando, severamente, para depois ver sua expressão amansar-se novamente. — Porém estou disposto a perdoá-los se me contarem o que aconteceu. Com todos os detalhes.
        Myke olhou para Selena e admirou-a quando a mesma começou a contar. Myke tinha crises de insegurança e não conseguia confiar em ninguém. Não poderia contar tudo para Alak, sabendo que aquilo poderia ser usado contra ele, alguma hora. O único que realmente confiava era seu Dusclops. Quando Selena contou que seu Pelipper adormecera e caiu no mar, se afogando, a garota começou a chorar. O desespero tomou conta dela novamente. O desespero que tinha tido quando viu seu Pelipper sendo engolido pela água, tendo sua vida esvaída aos pouco enquanto dormia.
Myke tomou coragem, e continuou:
        — Então eu agi. Meu Dusclops lançou um Shadow Ball contra a Lapras. A machucou um pouco, mas nada grave realmente. Mas ela se recompôs e o garoto, furioso mandou-a lançar um Ice Beam no meu Dusclops. Então ele caiu no chão, congelado, enquanto X ia embora.
        — X? — Alak indagou.
        — Sim. Ele disse que se chamava X — respondeu.
        A enfermeira então interrompeu-os, chamando Selena e deixando os outros três sozinhos, enquanto Alak fazia algumas perguntas. Minutos depois Selena voltou.
        — Tenho um pedido para vocês, garotos. Foram os únicos que viram e conseguem identificar o garoto. Queria pedir que saíssem a procura de X. Caso qualquer coisa perigosa ocorra novamente, voltem imediatamente para casa. Não quero interromper seus estudos também. É na idade de vocês, com quinze anos, que a Liga permite que jovens saiam da escola para se aventurar por Hoenn. Tem também aqueles que continuam na escola e fazem uma faculdade. É claro, porém, que todos podem ter pokémons. Não seria muito diferente de saírem em jornada, podem ir a ginásios se quiserem, ou concursos. A diferença é que é um pouco mais arriscado.
        Selena olhou Myke de forma cúmplice. Myke entendeu aquele olhar, Selena queria ir. Então ele disse a Alak:
        — Nossa resposta, Alak... É que topamos.





Como devem imaginar, o mapa desse capitulo será de Slateport. Apresento-os a nova Slateport, terceira maior cidade de Hoenn!

Observações do mapa: _ Embora Stern já tenha falecido, sua pousada ainda tem seu nome, em sua homenagem
_ Os quadrados pretos representam casas normais, os marrons, as casas de praia. Uma nova praia surgiu a leste de Slateport.
_ Um restaurante foi criado no primeiro andar do farol de Slateport.
_ O porto e a feira cresceram.
_ Onde antigamente era o museu, encontra-se agora a Escola Sapphire, que recebeu esse nome em homagem a heroína May Sapphire. O museu se encontra agora perto da saída ao norte de Slateport.




Espero que gostem e estou esperando criticas! Até o próximo capitulo.


Última edição por New Krane em Seg 2 Nov 2015 - 14:41, editado 8 vez(es)
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Re: Ancestral Chronicles

Mensagem por Kirkos em Qua 14 Out 2015 - 19:32

Mais um projeto se iniciando, que legal! Tava indo postar um capítulo mas acabou que vi sua fic aqui e resolvi dar uma olhada (:

Bem, eu não gosto muito de Hoenn não. Acho uma região meio mal acabada, que só foi devidamente "finalizada" com a chegada de Sinnoh, mas enfim, o foco não é esse. Mesmo retratando uma região que eu não sou fã, acabou que ficou bom de ler. Parabéns!

Curti que não será um clichê, eu particularmente só curto clichês que envolvam Johto e Sinnoh então essa aqui foi maneira por isso. Parabéns pela ideia, curti bastante a perseguição ao X (que diga-se de passagem é um fdp). O Drew eu achei muito babaquinha e espero muito que a Selena dê uma surra nele porque ele tá merecendo. Curiosamente eu gostei dela mais do que do protagonista, mas isso ocorre muito na minha fic hahah Gostam mais da menina que acompanha o protagonista mesmo então tá valendo. A Flauta Eon deixa bem claro que haverá alguma coisa envolvendo Latios ou Latias ou quem sabe até os dois e Latios é meu lendário preferido então... Imagina como eu fiquei quando li esse nome? Hahahahah

Quanto a escrita, tá legal de ler. A história tá leve, não tá cansativa e vi acho que 3 ou 4 erros, o que mostra que você domina bem, meus parabéns (:

Acho que é só, aguardando os próximos capítulos e esperando a caçada de Myke e Selena pelo X!
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Re: Ancestral Chronicles

Mensagem por Eru em Qua 14 Out 2015 - 20:20

Opa Lucas, como vai?

Antes de fazer algumas críticas, gostaria de ressaltar uma coisa. Adorei o realismo aka Christopher Nolan da sua fic, tanto nas batalhas como também no fato de que os jovens começam sua jornada no mínimo com 15 anos, porque né, é muito bizarro uma criança de 10 anos sair pelo mundo afora com pouco conhecimento e pouca experiência de vida. Já as descrições das batalhas, desde a descrição das formas das asas do Pelipper até a angústia dos pokémons ao serem atingidos, achei isso fantástico e bem inovador.

Achei alguns erros de concordância e gramática, não vou citar esses aqui porque você é capaz de reconhecê-los. Creio que faltou uma revisão melhor, tanto é que achei um erro grave:
Spoiler:

@Lucas Vinicius C. escreveu:
Ao ver sua foto no crachá, com seu curto cabelo loiro e sorriso forçado, Myke arregalou os olhos — Onde arrumou isso!?

---x---

Ao passar pela vitrine de uma loja, Myke observou sua aparência. Estava horrível. Seu cabelo moreno estava bagunçado e sua camisa estava toda amassada e um pouco empoeirada, talvez pela sala do farol. Havia um pequeno corte na perna de sua bermuda. Seus olhos de um azul firme estavam um tanto quanto arregalados e sua respiração estava ofegante.

A não ser que ele tenha pintado o cabelo após sair do farol, é melhor tomar cuidado nas descrições. Também achei um outro erro, porém menos grave porque não foi "no capítulo" exatamente: no início você disse que Slateport é a segunda maior cidade de Hoenn, mas, antes do mapa do lugar, ela é designada como a terceira maior (?). Por isso, revise os capítulos antes de postá-los, para evitar possíveis gafes.

O capítulo não nos fornece o pressuposto da fic, se é uma de jornada ou de alguma outra coisa, mas, após a última fala do Alak, acredito eu que seja de jornada ou, se não, uma de "meio-jornada", tipo, o Myke e a Selena partem em busca do X mas, para ocuparem o tempo vago, competem na liga de Hoenn batalhando nos ginásios da região.

Como o Kirkos disse, você domina bem a escrita, os erros bobos que mencionei tenho certeza que foram sem querer. Sobre a região escolhida, eu não tenho nenhum contra (na verdade adoro todas as regiões!), então é indiferente pra mim qual será o palco das aventuras. Bom, acredito que só isso que tenho a dizer. Acompanharei a sua fic, ela tem uma história envolvente e vale a pena ser conferida. Até mais!
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Re: Ancestral Chronicles

Mensagem por Tsurugi em Qua 14 Out 2015 - 22:11

Hey Lucas!
De cara eu gostei da fic por ser em Hoenn e também por ter dois protagonistas. Eu gostei muito mais da Selena do que do Myke, acho que porque ela tem mais essa atitude meio rebelde, meio travessa. Achei esquisito ela chamando ele de docinho sem ele nem conhecer o Myke. eu só deixaria me chamarem de docinho se me pagassem um jantar

Mais pra frente eu comecei a gostar do Myke quando ele defendeu a Selena e etc. Eu achei meio estranho o nome do filho do Steven e PORRA, 50 anos depois de R/S/E? Isso é tempo pra cacete.

Eu gostei muito do X, pela aparência ele me lembrou o Lukas de D/P/P. Espero que tenham altas tretas pra fazer ele devolver a flauta, apesar de achar que devem ter mais pessoas envolvidas nessa sujeira.

Eu provavelmente irei acompanhar. Aguardo pelo próximo capítulo.

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Re: Ancestral Chronicles

Mensagem por Lucas Vinicius C. em Seg 2 Nov 2015 - 14:33

Voltei! Desculpem pela demora, mas estive um pouco ocupado esses dias e graças a um pequeno incidente fiquei PC. Ainda vou fazer uma maior revisão, então desculpem os erros



Kirkos: Ah, sério? Eu amo Hoenn, minha região preferida, embora Sinnoh tenha "completado" ela mesmo. Eu também não curto muito clichês, mas essa fanfic me veio um dia do nada. Acho que eu não simpatizo com ginásios mesmo. Que bom que gostou da Selena, era a intenção, rsrs. E sim, Latios/Latias estarão envolvidos. Obrigado pelos elogios, alias, depois vou dar uma olhada na sua fanfic (gostei de cara da imagem do Gallade).
Eru: A intenção era deixar realístico, então que bom que deu certo. Bem, quanto aos erros, obrigado mesmo por apontar. Eu devia mesmo ter feito uma melhor revisão, já que eu não cometi só um erro em questão da cor dos cabelos rs. Bem, eu não diria que terá ginásios, eu prefiro variar um pouco. Obrigado pelos elogios, e espero que continue acompanhando.
Tsurugi: Olá! Eu amo Hoenn, e foi a primeira região que me veio a cabeça rs. Bem, não vou detalhar muito, mas não serão apenas dois protagonistas. Ah, e quanto ao docinho, é o jeito da Selena mesmo (Olha a coincidência, quem pagou o jantar foi o Myke). Pois é, 50 anos é realmente muito tempo. Que bom que gostou do X e da Selena, era a intenção. Depois que você falou, eu lembrei do Lukas, mas na verdade eu fiz ele baseado no protagonista masculino de XY. Na verdade o "X" é até uma homenagem ao personagem do mangá. Espero que acompanhe!





Hora do capitulo, né? Ah, não se preocupem com uma mudança de personalidade de Selena, ela ainda é a mesma.

Capitulo 2

      Ao olhar ao redor, Selena se perguntou o que estavam fazendo em Dewford. Ainda estava cansada pelo roubo em Slateport, embora seu Pelipper estivesse bem. Assim como a maioria das cidades, Dewford havia crescido: após uma parte da montanha perto de Dewford ter desmoronado a área com água ao redor da cidade havia aumentado um pouco, sendo construído logo depois um pequeno porto. Dewford ainda tinha seu ginásio e seu líder era um eremita da época clássica de Hoenn. Parte da floresta de Dewford foi destruída por uma empresa de lotes e logo a cidade se encheu de moradores, interessados na paisagem do lugar. Uma fazenda que cultivava berrys e depois as comercializavam também havia sido criada. Selena, porém, não conseguia pensar em nada de importante para ser roubado em Dewford.
      — Afinal Myke, por que Alak nos mandou aqui?
      — Segundo ele o líder do ginásio guarda um item importante. Alak nos pediu para ficarmos de olho em qualquer coisa suspeita.
      Selena suspirou e olhando para o ginásio, indagou:
      — Quer tentar vencer o ginásio, Myke? Digo, já que estamos em Dewford mesmo.
      Myke balançou a cabeça, em negação — Eu diria que sou um pesquisador, Selena. Não gosto de ginásios. E você?
       — Eu gosto de concursos e batalhas, mas não pretendo desafiar ginásios, nem a Elite. Eu pensei várias vezes em me apresentar em Rustboro, mas sou muito tímida.
       Myke arqueou a sobrancelha ao ouvir a última parte, mas resolveu não comentar — Acho que vou treinar um pouco então. Acho que deveria descansar Selena. Faz apenas dois dias desde que vimos X e você ainda está um pouco abatida.
       — Não se preocupe comigo, eu sou forte e não vou me deixar abalar mais. X pagará por aquilo. — Myke não a reconheceu. Mesmo que nunca tivessem tido muito contato, aquela não parecia a mesma Selena que deu a ideia de invadir o farol ou que havia levado os crachás. Quando ela se lembrava daquele dia não parecia mais rebelde, animada. Parecia amargurada.
       — Certo Selena. O que quer fazer então?
       — Acho que também vou ir treinar um pouco, Myke. Há um ponto quase intocado em Dewford, é chamado de Granite Cave. Pensei em treinar um pouco lá e quem sabe capturar algum pokémon.
       — Saíam da frente! — Um homem barbudo gritou, carregando de dentro de um navio uma grande tela de vidro. Para a vitrine de alguma loja, talvez.

---x---


       — Estava querendo capturar um pokémon aquático, Selena. Pensei em pescar um pouco. — Myke disse, assim que chegaram à frente da entrada da grande caverna.
       — Quer que eu vá com você?
       — Não é preciso.
       — Acho que vou entrar sozinha então. Existe uma lenda local sobre um Sableye brilhante, gostaria de tentar achar algo, ver se é verdade, ou apenas um mito. Gosto de coisas sobrenaturais, e acabei sabendo desse mito enquanto pesquisava sobre lendas de Hoenn.
       — Vai ficar bem?
       — Não se preocupe comigo, Myke.  Não sou apenas um rostinho bonito — disse antes de se virar, adentrando na caverna.

---x---


       Myke escondeu o verdadeiro motivo de não entrar na caverna: ele tinha asma e claustrofobia. Quando era pequeno se perdeu de seus pais em Lilycove, e acabou preso em um barco velho. Ficou preso por dias e teve graves ataques de asma. Acabou se desesperando quando estava no barco, criando um trauma de lugares fechados.
       Quando parou de andar, estava em uma praia atrás da caverna. Sentou-se em uma grande pedra perto do mar e pegou a vara que ganhara de seu tio, logo começando a pescar. O seu tio e sua irmã pequena eram as únicas pessoas de sua família com quem realmente se importava. Seus pais nunca estavam presentes: sua mãe era uma famosa cantora e sempre estava em turnês, quase sempre fora de Hoenn. Seu pai administrava uma empresa de barcos e se importava mais com o trabalho do que com a família. Embora ainda “vivessem” juntos, o casamento dos dois havia acabado fazia tempo.
       Sempre morou com seu tio e sua irmã. O tio, Jack, o ensinou tudo o que sabia, inclusive a pescar. Ganhou seu Dusclops — na época um Duskull — de seu tio para ajudar na pesca.
       Sua irmã se chamava Amy e embora tivesse uma boa relação com a mesma, ela o evitava. A pequena era revoltada pela pouca presença de seus pais e sempre dava problemas ao seu tio, mesmo tendo apenas dez anos.
       O mar permanecia quieto e impaciente, Myke decidiu tentar algo diferente.
       — Saia, Dusclops!
       — Dusss-clops!
       — Olha amigão, quero que faça uma Shadow Ball, certo? Tente controlar e a coloque sobre a água. Com sorte, o brilho dela vai atrair outros pokémons. — O fiel fantasma obedeceu ao comando e com um pouco de esforço conseguiu fazer a esfera saltar de suas mãos e ir flutuando sobre a água.
       — Sei que fica cansado com isso, mas prometo que não vai demorar muito — como em concordância, bolhas começaram a sair da água. — Absorva o Shadow Ball, Dusclops. Se prepare, é um Burbble Beam!
       Um grande Corphish pulou do mar caindo sobre a areia e se pondo de pé, pronto para lutar.
       — Dusclops, use Thunder Punch! — A manobra era arriscada. Por ser um pokémon aquático, o caranguejo tinha uma grande quantidade de água circulando pelo corpo, caso o ataque fosse mal calculado, poderia acabar fritando-o. Porém Myke e Dusclops haviam praticado muito durante as pescas e não ia falhar.
       O soco eletrizante acertou a carapaça de Corphish que soltou grito agudo de dor. Myke se lembrou dos ensinamentos de seu tio sobre pokémons aquáticos: Corpshish tinha uma dura casca protegendo seu corpo, tornando-o quase invulnerável. O golpe tinha sido efetivo, mas não o suficiente para derrubar o pokémon aquático. O caranguejo saltou sobre o fantasma e lançou outro jato de bolhas sobre Dusclops, que as estourava facilmente.
       De repente uma das garras do caranguejo começou a brilhar, em uma cor dourada e o pokémon investiu sobre Dusclops. Surpreso, não conseguiu desviar nem se desmaterializar e o ataque acertou-o em cheio no peito, fazendo-o saltar para trás e gritar de dor. Myke reconheceu o ataque, era um Metal Claw. Certificou-se de que Dusclops estava bem e ordenou: — Dusclops, Curse!
       — Dusss-clopss! — O pokémon obedeceu e uma pequena ilusão de um prego atravessando a cabeça do pokémon fantasma assustou Corphish, fazendo-o guinchar de medo. Dusclops apoiou uma de sua mão no chão, para se sustentar. O lugar que o Metaw Claw acertara ainda doía e se sentia esgotado.
       — Agora Dusclops, Shadow Punch! — A mão fantasma foi em direção ao caranguejo, porém antes de acertá-lo o pokémon aquático mostrou uma última carta na manga: seu corpo brilhou e o ataque não fez efeito. Myke reconheceu, era um Protect. O corpo de Dusclops caiu na areia, em um baque. O caranguejo olhava Myke furiosamente, preparando outro Metal Claw e tomando impulso para acertar Myke. O garoto fechou os olhos, mas a dor não veio. Ao olhar, viu Corphish caído no chão se contorcendo de dor. Eram as consequências do Thunder Punch.

---x---


       Enquanto caminhava, seu Pelipper carregava um lampião e Selena fazia um mapa da caverna. Não queria ficar perdida. Havia visto apenas alguns Zubat, pokémon que não a interessavam. Havia um ruído incomodante na caverna que ficava cada vez mais alto. Se parecia com um choro, cada vez mais desesperado.
       Ao olhar parar frente, Selena notou uma luz vindo de um canto da caverna e decidiu averiguar o que era. Ao se aproximar, viu uma pequena passagem oval que dava para um lugar a céu aberto. Passou pelo lugar, se espremendo, chegando por fim a um terreno formado por grandes pedras cinzentas e planas. Essas pedras, porém, eram espalhadas pelo lugar e a borda era íngreme e escorregadia. Chegar a beira do teto da caverna seria suicídio na certa. Selena ficou surpresa pela formação acima da grande caverna, esperava que fosse um lugar inconsistente que poderia sair rolando de lá a qualquer momento, mas era um tanto quanto reto.
       As grandes pedras tinham formatos arredondados e se sobrepunham: havia algumas abaixo de Selena, outras mais acima, mas tirando os lados do lugar, eram totalmente planas e fácil de caminhar.
       Selena subiu na pedra mais alta para ter uma melhor visão do lugar. Porém um ruído chamou sua atenção e ao se esticar para olhar na direção do ruído, viu um pequeno Aron roendo uma grande pedra.
       — Aron não era exatamente o que esperava, mas tem se tornado um tanto raro nos últimos tempos — Selena disse em um murmúrio enquanto sorria para si mesma e para sua sorte. — Certo, Pelipper, O Aron está alguns metros abaixo de nós e distraído demais para nos notar e apesar de um tanto esquisito, este lugar permanece plano, porém com vários sedimentos no chão. Vamos usar isso a nosso favor. Use Gust no Aron!
       Ao bater das asas de Pelipper, a ventania logo se transformou em pequenos redemoinhos, que atingiram o pequeno Aron. O pokémon metálico soltou um com estridente, quase como um grito de dor. Mas mais intenso. Selena notou que o pokémon era muito pequeno, concluindo que ainda era um filhote. Ao vê-lo caído sobre a rocha, Selena se arrependeu. Nunca havia machucado seriamente um pokémon, e por mais bizarro que fosse, as feridas de Aron tinham um tom avermelhado, como se prestes a sangrar. Embora um pouco arriscado, a garota pulou de onde estava para a pedra do pequeno pokémon e apenas não machucara a cabeça ao cair, pois seu Pelipper agarrou seus braços, levantando-a e a colocando de pé sobre a pedra. Pegou Aron e apertou-o contra o peito, porém, ao se levantar, escorregou e começou a cair caverna a baixo. Seu Pelipper não aguentaria o seu peso junto ao de Aron, mas não deixaria o pokémon se machucar mais. Em um último esforço Selena agarrou-se em uma pedra, com apenas uma mão.
       Por sorte Myke passava na hora e ao ver a garota, correu em sua direção. — Como, você conseguiu subir em cima da caverna, Selena?
       — Longa história, Myke. Estou à mercê de alguns poucos dedos prestes a escorregar, poderia dar uma mãozinha?
       — Oh, desculpe — o garoto esticou os braços, e com um pouco de esforço agarrou as pernas de Selena, puxando-as e logo depois a pegando pela cintura, colocando-a no chão. — Está bem?
       — Claro, estou ótima. Apenas preciso levar esse Aron para um Centro Pokémon. — A garota disse, aliviada por não ter se estatelado no chão, era uma queda e tanto.
       — Você sabe, isso foi perigoso Selena...
       — Eu sou uma garota que gosta de perigo, Myke. Aliás, embora você pareça um tanto confortável, seu aperto na minha cintura está um pouco forte. — O garoto a soltou, envergonhado — Alguma notícia de X?
       — Não, talvez ele não apareça tão cedo.
       Como se o destino discordasse de Myke, um barulho estrondoso foi ouvido, e ao olhar na direção do barulho, viram o ginásio ardendo em chamas, e logo correram em direção ao lugar.
       Ao chegar à porta do ginásio, viram um homem idoso sendo abordado por dois jovens. Ambos estavam vestidos com uma roupa vermelha com alguns detalhes em preto e usavam capuz sobre a cabeça. O capuz tinha pequenas “orelhas” pequenas e de coloração preta, como a de um gato. Ao chegarem mais perto, Myke e Selena notar que eram um garoto e uma garota.
       — Acho melhor nos passar a pedra, velhinho — o garoto disse cinicamente, mas o velho apenas soltou uma alta risada. Então a garota notou os outros dois garotos e avisou o outro. Selena, porém, se preocupou mais com o idoso.
       — Senhor, por favor, vá para longe, vamos cuidar deles.
       — Lamento garota, ma-- — o velho começou, sendo logo interrompido por Myke.
       — Estamos sobre missão do campeão, senhor...
       — Hum... O jovem Alak... — O idoso sorriu e sua mente foi para lembranças, dizendo por fim. — Neste caso, tudo bem. — E foi um tanto quanto rápido, para perto do Centro Pokémon.
       — Olhe o que temos aqui, Amber. São a distração perfeita para o Joe aqui.
       — Seu idiota, os nomes são informações confidenciais — a garota rebateu.
       — Hello, Amber! Não seja careta. Vá Chinchar! — a pequena macaca olhava para Joe, assustada. O garoto não tinha bons hábitos.
       Amber, fechando a cara, liberou um pequeno Torkoal.
       — Vá, Corphish! — Myke ordenou, se surpreendendo ao ver Corpshish completamente bem
       — Vá, Peliper! — Selena olhava-os nervosamente. — Vocês são parceiros de X?
       Joe a olhou furiosamente — Nunca mais fale essa besteira! Aquele desgraçado tem tentado atrapalhar nossos planos e pagará caro por isso! Ninguém brinca com a equipe Magma — ao fim de seu pequeno discurso, a Chimchar lançou-se sobre Pelipper, arranhando-o, fazendo o pelicano soltar um grito agudo de dor, batendo furiosamente suas asas, jogando a Chimchar para perto do Torkoal.
       — Corphish, use Burbble Beam no Chimchar.
       — Chimchar, estoure as bolhas — Joe ordenou e a Chimchar obedeceu, estourando-as facilmente.
       — Pelipper, use Gust no Chimchar!
       — Torkoal, use Protect e se jogue na frente do Chimchar  — o Torkoal obedeceu o comando de Amber, e o redemoinho o atingiu, sem feri-lo.
       Selena, porém, viu um padrão — Myke, vá atacando, vou pensar em alguma estratégia.
       — Okay! Corphish, Metal Claw...
       Torkoal é o mais lento dos dois e por isso cobre Chimchar — a garota pensou. — Já Chimchar é o que causa mais dano e por isso ataca livremente. Porém ele não conseguiria desviar de ataques seguidos, nem Torkoal protegê-lo. Xeque-mate!
       — Pelipper, use Gust seguidos na Chimchar!
       — Droga! Ela descobriu... — Joe resmungou.
       Myke a olhou curioso. — Descobriu o quê?
       — Depois te contou — respondeu. — Use Burbble Beam no Torkoal.
       Então um baque foi ouvido e Chimchar havia finalmente sido derrotada e desmaiou após um último grito de dor. Ser puxada por redemoinhos doía. Ao mesmo tempo o Burbble Beam acertou Torkoal, que sem tempo para desviar foi atingido pelas bolhas. Torkoal tinha sua fisionomia baseada em fogo e por isso água era quase mortal para si. O pequeno jabuti desmaiou. Joe olhou furioso para Myke e Selena.
       — Vocês irão pagar caro por isso — disse, colocando Chimchar e Torkoal nas devidas Pokéballs antes dele e Amber serem teleportados por uma Girafarig, que surgira de repente.
       Quase instantaneamente, um rosto conhecido com uma elegante boina vermelha sobre a cabeça, saindo pedalando em sua bicicleta pelo Centro Pokémon e passando por eles num rompante.
       — X! — Selena gritou, indo atrás dele, mas o garoto já estava no mar, com sua Lapras.
       O idoso que viram antes chegou ofegante até onde Selena e Myke estavam.
       — O que aconteceu, senhor? — Myke perguntou, ajudando o velho a senta num banco de praia que tinha lá perto
       — Ele roubou uma pedra do Centro Pokémon. Era minha na verdade, estava a guardando a pedido da Associação Pokémon.
       — Qual pedra? — Dessa vez foi Selena que perguntou. A garota era apaixonada por geologia e rochas.
       — Uma pedra responsável por mega evoluir um Pokémon. Eu devia tê-la protegido melhor — o idoso tinha um olhar desesperado, urgente. — Ele roubou uma Latiosite.





Mapa de hoje: Dewford. Dewford é a única cidade de Hoenn com uma fazenda de Berry's.

Observações do mapa: _ Parte da Granite Cave agora está coberta de agora, já que uma pequena parte da caverna está dentro do mar.
_ A fazenda de Berry's é exclusiva de Dewford e exporta suas berry's para toda Hoenn!
_ A área verde é parte do que sobrou da floresta de Dewford.
_ Cerca de dois quadrados marrons a esquerda são hotéis, os restantes, casas de praia.
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Lucas Vinicius C.
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