Pokémon Mythology
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Pokémon Project Retype

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Black~ em Qui 20 Abr 2017 - 15:54

Ice o/

Bem, esse capítulo foi mais um daqueles capítulos primorosos que têm na sua fic. O que eu acho legal dos seus capítulos é que eles não são tão curtos, mas ao ler, eles passam rapidamente, enfim. Esse teve de tudo que o povo gosta: muita ação, um pouquinho de romance e muito suspense.

Eu gostei bastante da batalha entre os dois ex-líderes e os dois meninos. Eu também achei que eles iam tomar um coro, principalmente porque cada um dos insetos estava com desvantagem de um dos adversários, além do fato de eles terem sido líderes de ginásio, logo, eles possuem uma excelente habilidade de batalha, porém os insetos até que lutaram bravamente e ainda achei bem legal o Beedle ter evoluído no meio da luta.

Teve um momento que você disse que um "você sabe quem maior" ia aparecer na fic. Imagino que ele seja o Coldy. Se for realmente ele e ele ainda for um bandido mais fudido que a Burnie e o Landom eu vou simplesmente achar esse cara foda. Bem, de toda forma, estou esperando para ver qual o serviço que ele vai desempenhar na fic, já que eu achei que caçar treinadores é um servicinho bem meia-boca para um cara de naipe, mas vamos ver o que ele vai aprontar, estou bem ansioso com ele. Assim como o Rush, também queria ter visto qual pokémon da Burnie que foi re-tipado e se eles têm alguma coisa a ver com o projeto de retipagem e se o Landom também tem um pokémon nessas condições, enfim -q.

Bem, eu também achei que o Grey foi bem protagonista nesse episódio -qq, já que eles tavam lá na pqp, do outro lado do rio e ele em vinte minutos chegou com a polícia todo badass, talvez tenha faltado um pouco de detalhes nessa parte, já seria humanamente impossível ele ter ido até a cidade nesse tempo, mas enfim.

Também gostei da utilidade que você deu ao Belly sem ele ter batalhado. Colocá-lo assim foi uma ideia muito boa, já que só do bichão aparecer em campo, já causa um grande tormento. Realmente deve ser difícil trabalhar com um Wailord, mas se bem trabalhado, fica muito bom. Uma pena a floresta ter sido toda destruída pela baleia e pelo macaco demoníaco.

Apesar de achar o encontro entre os dois bem "broxante", acredito que com tudo que o Harry saiba sobre a Odd Keystone ele possa desempenhar um papel bem importante na história, já que a pedra chave bizarra está com nosso querido amigo Grey. Será que tem mais gente entrando pro bonde? -q.

Agora que a carteira de treinador do Natt sumiu, imagino que ele não poderá mais lutar nos ginásios né, o que é uma pena, já que as batalhas de ginásio estavam sendo bem épicas. Mas, bom, pelo menos direciona a história a outro ponto e ainda vai trazer o tal do Coldy. Alguns males vêm para bem -q.

Bem, erros não vi nenhum que possa ter comprometido a leitura. É uma pena a fic só vir de novo daqui a 9 dias =/, mas fazer o que né -q.

Enfim, é só e boa sorte com a fic o/


Última edição por Black~ em Qui 20 Abr 2017 - 15:55, editado 1 vez(es) (Razão : Consegui a proeza de escrever "servicinho" duas vezes na mesma linha.)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Brijudoca em Sex 28 Abr 2017 - 10:41

Estava eu super tranquilo e tals e pensei "nossa, deixa eu ver quando que volta o hiato de Project Retype e tals" aí eu vim tranquilamente ver a data e vi que eu ESQUECI DE COMENTAR o último capítulo. Bom, registada aqui a minha burrice, deixe eu discorrer um pouquinho sobre o que achei, mesmo já tendo lido o mesmo há uma semana (pelo menos apareci antes de tu lançar o próximo)

Primeiramente, eu achei estranho o lance da pokeball da Belly se rachar a cada uso, fazendo o pobre do Natt remendar ela com fita ahsusush Queria entender melhor o porquê disso, tipo, e se a esfera quebrar totalmente, ele teria que capturar a baleia de novo?

Foi bem interessante você alterar a lenda da oddkeystone pra algo bem mais épico. Arceus? Cavaleiros do Apocalypse? WTF DUDE. Fiquei até puto quando o Harry parou de explicar as lendas, pois agora vou ficar me remoendo com as possibilidades do que a pedra pode fazer... e principalmente o que os fugitivos querem com ela. Pobre do rapaz que levou um fora não intencional do Grey, tadinhos.

A cena do resgate foi muito boa, bem típico do Nico e do Natt discutirem no meio de uma fuga haha eu curto demais a relação deles. Destaque pro Colin mitasso salvando o menino de levar bala do Landom. Mas a estratégia de usar a Belly pra se salvarem? Cara, que genial! Nunca que eu ia imaginar que o tamanho colossal da pokemon poderia ser usado nessa intenção wow

A já esperada batalha também foi legalzinha, e foi muito bom ver a evolução do Beedle. Eu estava muito ansioso pro momento que isso ia acontecer, primeiro porque acho o Sewaddle e o Swadllon horríveis kkkk, mas também porque a imagem de um Leavanny de fogo era bem fodinha na minha cabeça, e foi mesmo né? Até a Burnie se apaixonou. Adorei o sprite inclusive.

Só achei meio conveniente demais o Grey chegar tão rápido com os policiais, mas nada que a famosa "fumacinha do teletransporte" não pudesse resolver pros vilões hehe Não entendi porque eles ainda se esforçaram em carregar o Shane em vez de descarta-lo igual aos outros fugitivos.

Bem, com uma equipe bem mais estruturada agora, acho que a revanche de Natt já deve acontecer no próximo capítulo, então estou ansioso pra ver qual será sua nova estratégia contra Kira.

É isso, perdoa a demora, ainda mais pra um comentário lixoso desses kkk
See ya o/
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Sab 29 Abr 2017 - 12:33

Tive mais tempo dessa vez para comentar e estou comentando o mais tarde possível. Acho que levei o "antes tarde do que nunca" ao extremo agora :v. Mas eu juro que lembro de ter escrito pelo menos metade do comentário desse cap... acho que eu esqueci de terminar e não enviei ._.

Eu achei que os bandidos rebeldes durariam mais alguns capítulos e fui surpreendido com a "seleção artificial" que o Landom fez com os caras, restando apenas Shane, ironicamente, para fugitivos, o que foi leal e não se rebelou. Mesmo a Burnie sendo uma psicopata mais ou menos genérica e eu não costume gostar muito dessa personalidade, ela está me agradando bastante. E, meu caro amigo Ice, não me assuste dessa forma ._. Quando você disse que o Nico "descobriria da pior forma", eu imaginei o pior, então a realidade não me pareceu grande coisa.

Essa batalha foi muito foda, eu só queria ter visto o Pokémon da Burnie :v. É obvio que as coisas vão se entrelaçar, mas o fato dela ter esse Pokémon, pode ser que ela tenha algo para combater o projeto (pouco provável) ou que ela tenha algo do projeto, o que é intrigante. Eles teriam roubado, feito ou "ganhado" do professor? Mas eles disseram que o Beedle tinha sido a primeira experiência que deu resultados bons, então estou muito intrigado. Eu também gostei de você usar o peso da Belly na luta. Imagina isso usando rollout -q. eu também gostei do detalhe dá Pokeball dela rachar, eu só não entendi direito ainda a causa, em como o peso influência na saída do laser. 

O BEEDLE EVOLUIU E FICOU MUITO LINDO  delirando, o sprite dele está perfeito cara. Foi uma evolução bem rápida até, mas isso é coisa da espécie.

Ta vendo, até quando você tem a maior certeza que algo vai acontecer, tu inventa outra -q. Essa pedrinha tem efeitos diferentes em Eyarn é? Acho que não veremos Spiritomb que não sejam importados aqui. Na verdade, será que o Spiritomb se transforma ao chegar em Eyarn e acaba sendo liberado para que a pedra tenha o novo efeito? APOSTO QUE NÃO PENSOU NISSO NÉ? HAHA, eu viajo... acho que ela ficará *segura* com Harry, ele não me parece ter relação com os bandidos. Mas, algo que eu acabei esquecendo nos outros comentários, tem um detalhe de Emma "vivo" (e ela não ;-Wink: ela estava ao telefone com alguém dizendo que conseguiu a joia e eu acho que tem chances de ter sido Harry.

Parece que o Coldy estará na área logo menos né? Onde será que ele está no momento...

É isso, até mais tarde tchau
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Sab 29 Abr 2017 - 12:52

Vamos aos Comentários:
Rush: Hey Rush!!
Hahah, a honra é minha por ter conseguido escrever uma fanfic que chegou a seis mil visualizações -q

A famosa receita de quero mais, aka Cliffhanger hauhsua Eu já imaginei várias vezes a fanfic como um anime, acho que todo autor já fez isso, seria massa -q

Esse negócio da pokébola de Belly vai ser bem importante um pouco mais pra frente (na verdade já foi importante né, ela salvou a vida de Natt -q), e o motivo de termos a esfera se rachando sempre que a baleia é liberada vai ser revelado um pouco mais tarde. Enquanto isso, é fita isolante mesmo ahuhsau Esses negócios simples que acabam sendo realistas são demais, tipo a pokébola remendada ou o Kyle capturando cocô pra não ter que limpar, são coisas que faríamos na vida real mas dificilmente são retratadas em fanfics e afins.

Não se preocupe que Harry e Gray terão mais chances de se encontrar ^^ E o Gray estar com a pedra chave pode sim ser uns pontos positivos. Ou não? Veremos a seguir mhuahaua E mais tarde também veremos qual a relação de Burnie (e talvez dos outros dois) com o nosso querido Projeto Retype.

Essas soluções a la Pokémon Adventures me encantam Laughing Quando estamos escrevendo uma história e essas coisas, temos que pensar além do jogo, e levar em considerações coisas como espaço, e é por isso que eu disse que é tão legal trabalhar com um pokémon como Belly. E sim, o Coldy vai chegar chegando na fanfic, e veremos qual a importância do terceiro líder traidor, eu também mal posso esperar -q

Sobre o Gray, ele não nadou até a cidade, na verdade ele usou o celular e ligou para a polícia e contou a situação enquanto os garotos batalhavam mesmo hauhaus Eu não coloquei esse trecho no capítulo por algum motivo que nem eu sei, mas foi isso o que ele fez, sem grandes mistérios -q

É isso Rush, um grande abraço e até a próxima o/

Black: Black o/

Valeu cara, realmente a situação estava bem desfavorável à dupla de rivais contra os ex-líderes, mas alguns fatores como a evolução de Beedle conseguiram segurar as pontas até que a polícia chegasse. E sim, o "você sabe quem maior" é o Coldy mesmo. Entre os três líderes, ele é o mais fodão, aquele cuja presença é mais pesada e temida. O negócio de caçar treinadores não é o que ele realmente vai fazer, já que a missão dele não será apenas entregar Natt, e sim recuperar a pedra chave, e o desenrolar dessa missão do Coldy vai ser mostrado mais para frente.

Sobre o Gray, é o que eu falei pro Rush: "ele não nadou até a cidade, na verdade ele usou o celular e ligou para a polícia e contou a situação enquanto os garotos batalhavam mesmo hauhaus Eu não coloquei esse trecho no capítulo por algum motivo que nem eu sei, mas foi isso o que ele fez, sem grandes mistérios -q" -q

Usar o tamanho colossal de Belly (ela é fêmea -q) foi uma puta ideia de Natt, e realmente salvou vidas Laughing É como eu disse anteriormente, é muito interessante utilizar-se de vários fatores para tornar os pokémon úteis, além dos golpes e talz. E quanto ao Harry, ele e Gray terão outras chances, e já vou adiantando que sim, o historiador vai ter um papel importante para a saga da pedra chave que está para acontecer, mas será indiretamente. E sobre a carteira de treinador de Natt, realmente não será possível participar de batalhas de ginásio sem uma, mas isso será resolvido até que bem rápido.

Enfim Black, um grande abraço e até a próxima o/

Brijudoca: Auhsauhs eu achei que você estava deixando pra comentar no último dia antes do hiato mesmo, não imaginei que tinha esquecido kkk
Respondendo à sua pergunta, se a pokébola se quebrar, o Natt teria que capturar Wailord novamente com outra, e é por isso que o pescador está remendando tanto a pokébola que já tem, já que o capture rate de uma Wailord é muito alto (ou baixo?)

Sobre a lenda da pedra chave, isso será mais explorado, e saberemos quem é o tal do Apocalypse, mas isso não será feito do jeito que esperamos, e nem onde esperamos. Confuso? Sim.

Eu também adoro escrever a relação entre Natt e Nico hahah E o Colin vocês verão mais para frente que ele roubará a cena sempre que aparecer, e não é pra menos, o Togetic arruaceiro é o pokémon de Natt que eu mais gosto -q Mas eu também gosto bastante de Belly, e veremos a baleia tendo uma grande utilidade para o time de Natt mais para frente, além de também roubar a cena algumas vezes.

E falando sobre os pokémon, o que dizer do Beedle então <3 Eu também adoro o Leavanny e estava ansioso para chegar na parte da história em que Natt tem um, mas eu também gosto das duas pré evoluções -q

E sobre o Gray, vou colocar aqui o que eu disse pro Black: "é o que eu falei pro Rush: "ele não nadou até a cidade, na verdade ele usou o celular e ligou para a polícia e contou a situação enquanto os garotos batalhavam mesmo hauhaus Eu não coloquei esse trecho no capítulo por algum motivo que nem eu sei, mas foi isso o que ele fez, sem grandes mistérios -q" -q" -q

Agora vamos ver quando será a revanche, e também o motivo de Landom e Burnie precisarem de Shane. O que o futuro reserva para a história? -q
Até mais cara o/

Slow: Cara, eu estava postando o capítulo quando você postou o seu comentário -q Quase que o capítulo sai antes.
Não, os bandidos serviam apenas para achar a pedra chave. Depois que pegaram o objeto, se tornaram inúteis e Landom matou todos, exceto um que ainda será necessário e, coincidentemente, acabou sendo Shane. Como você disse, ele foi o único que não se rebelou e talz, mas as palavras de Tyreese ainda vão pesar um pouco na mente do fugitivo, que será muito importante para o desenrolar da história. Eu falei que o Nico descobriria da pior forma mais como uma pegadinha para vocês acharem que ele morreria, mas pô, ele viu cinco sujeitos sendo assassinados por tiros na cabeça, isso também pode ser considerado uma pior forma Laughing

E o pokémon da Burnie será importante no futuro, em que teremos o projeto sendo novamente retomado, e saberemos tudo sobre a relação dos fugitivos com a retipagem. E segundo o professor, Beedle realmente foi a primeira experiência a dar certo, o que deixa a dúvida no ar. Eu também adoro o Beedle em seu último estágio *-*

E sim, a pedra chave bizarra terá uma outra abordagem aqui, portanto não sabemos o que esperar haushau Sobre o telefonema de Emma, eu acho muito bom que você não tenha esquecido, pois mais para frente (beeem mais para frente), saberemos com quem a garota estava falando e qual era o plano por trás de tudo isso.

Enfim, valeu pelo comentário e até a próxima o/

Enfim, chegamos à segunda parte da segunda temporada. Eu queria fazer algumas considerações aqui antes de começar né. A segunda temporada é uma das minhas preferidas (em questão dos acontecimentos dentro da temporada) e a segunda metade vai mais ou menos seguir o legado da primeira, que teve um pouco de ação e de drama mas terminou de uma maneira mais "otimista". Nos próximos dez capítulos, um certo evento fará com que tenhamos várias batalhas muito legais e vários novos personagens a serem apresentados, mas também teremos bastante drama no desenrolar da história, com alguns acontecimentos tão tristes quanto a morte de Emma, e eu pretendo arrancar algumas lágrimas dos leitores -q Espero que gostem do que está por vir. Até mais o/

Amanhecia em Sparklage. Os raios de sol iluminavam as calçadas azuladas. Alguns Rattatas de pele negra procuravam restos de comida em lixeiras, mas o primeiro contato com a luz fazia com que voltassem correndo para os esgotos para evitar conflitos por território com suas variantes de pele roxa.

Era segunda, e seria o dia da batalha de ginásio de Natt. O pescador andava pelas ruas com as mãos nos bolsos. Apesar de o garoto estar apenas com a sua camiseta de tecido negro cobrindo a parte superior do corpo, estava frio naquela manhã. Sentir o vento gélido geralmente o acalmava, era quase a mesma sensação de estar sentado em frente ao mar durante um nascer do sol.

O seu domingo tinha sido, no mínimo, cansativo. Passou o dia inteiro em uma delegacia junto com Nico e Gray, respondendo várias perguntas do delegado da cidade sobre Landom e Burnign. Depois, ele foi liberado e teve que passar cerca de duas horas por uma avaliação psicológica para “ver se estava tudo bem”. No final de tudo, ele ficou bem puto ao saber que a polícia acobertaria o caso.

Para ajudar, ele descobriu que tinha perdido a carteira de treinador no meio da confusão, fazendo com que ele e Gray fossem correndo tirar a segunda via antes que anoitecesse. E nisso, foi-se mais uma hora e meia.

Ele acordou bem cedo apenas para conversar com os seus pokémon, traçar estratégias e outras coisas, tentando traçar um plano principalmente contra a Flaaffy de Kira. Quando amanheceu, ele decidiu dar uma volta pela cidade.

Comprou um pacote de salgadinho de cebola e sentou no gelado banco de madeira de uma das praças da cidade. A alguns metros dali, um rapaz estava fazendo um grafite na parede. O pescador abriu o pacote da guloseima e começou a comer, enquanto assistia à pintura.

Passou-se dez minutos e Natt terminou o salgadinho, amassou o saquinho plástico e colocou-o no bolso, para jogá-lo fora quando passasse por alguma lixeira. O rapaz tinha terminado o seu grafite, uma coroa dourada sendo corroída por um líquido roxo que parecia veneno. O pescador não entendeu, talvez tivesse algum significado ou algo do tipo, mas para ele não fazia sentido. Fazer o que, arte é arte.

Ele esfregou os dedos engordurados na sua calça bege até que ficassem limpos o suficiente para ele poder pegar o celular vermelho do bolso. Ainda faltavam três horas para a batalha que tinha agendado contra Kira, então ficou apenas fuçando a pokédex, vendo algumas informações sobre os pokémon que tinha.






Gray estava sentado na parte de cima da beliche, no quarto que tinha alugado para ele e Natt. O pescador tinha saído para andar pela cidade, então ele aproveitou para fazer uma faxina no quarto. Após terminar, ele se sentou em sua cama e pegou o pedregulho que tinha achado sábado na ilha ao sul da cidade.

Ele passou os dedos pela rachadura que parecia formar um rosto. Por algum motivo, ele sentia que havia algo lá dentro, algo que o chamava, algo que o queria…

O toque de mensagem do seu celular fez ele voltar a cabeça para o lugar, esfregando os olhos. Devia estar com sono.

Ele sorriu ao ver a prévia da mensagem na tela bloqueada do seu aparelho. A foto de Harry e ao lado escrito “Vc tá livre hoje?”



Capítulo trinta e um
Batalha pelos Polos

Estava de frente para o ginásio de Sparklage novamente. A grande construção elíptica azulada parecia encarar o pescador e convidá-lo entrar para perder mais uma vez para as Faíscas da Derrota.

Ele não podia ignorar o nervosismo. Seus punhos cerrados tremiam mais a cada passo que ele dava em direção à escada rolante que o levaria até o campo de batalha. As gotas de suor começaram a aparecer em sua testa mas foram impedidas de pingarem nos olhos do rapaz quando ele passou o antebraço para secá-las.

Pisou na escada rolante cromada, sentindo um pequeno impulso levá-lo em direção ao corredor cheio de holofotes que levava ao coliseu elétrico. Ao olhar para baixo, ele sentiu uma pequena dor de cabeça ao ver as setas que piscavam de azul e amarelo indicando a direção que a esteira estava levando-o.

Enfim, chegou. Faltavam apenas cinco minutos para que o seu desafio começasse, então Kira ainda nem estava no campo de batalha. A primeira coisa que ele fez foi olhar para as arquibancadas. Gray estava sentado na primeira bancada, de mãos dadas para um outro rapaz que Natt nunca tinha visto. Duas bancadas acima, um jovem pescador de cabelos castanhos escapando do boné vermelho e branco conversava com um Nico de braço enfaixado.

Natt ficou feliz ao ver que Luke tinha vindo assistir a batalha, ainda mais usando o boné de Joel. Tinha mandado uma mensagem ao garoto poucas horas atrás, mas não esperava que ele realmente fosse aparecer.

Os quatro acompanharam com os olhos o pescador que se dirigiu até a plataforma dos desafiantes, apoiando-se na grade de alumínio que impedia que ele caísse no campo por acidente. Ele ficou balançando a perna enquanto esperava Kira.

A plataforma em que estava era completamente azul e preta, tendo tonalidades mais escuras e cores frias. A plataforma oposta, da líder, era amarela e branca, com tonalidades claras e cores vivas. Da primeira vez, o garoto não tinha entendido o significado daquilo, mas agora, que tinha mais tempo para pensar, via que representavam o polo negativo e o positivo da eletricidade. Pelo pouco que entendia de física, Natt sabia que os polos opostos se repeliam quando estavam próximos. Talvez aquilo fosse uma metáfora.

Passou-se alguns minutos e a líder chegou. Ela cumprimentou o juiz e então subiu em sua plataforma, ficando de frente para Natt. Ela passou a mão pelo cabelo azul e loiro, jogando-o para trás de forma que não impedisse a sua visão. Os dois se encararam por algum tempo. Os olhos azuis do pescador olhando diretamente para os castanhos da líder. Nenhum dos dois disse uma palavra sequer, mas naquela troca de olhares houve muito mais do que um diálogo inteiro.

Ambos sorriram.

— Vamos começar? — perguntou Kira.




— Será uma batalha classe D, de três contra três. Substituições são permitidas apenas para o desafiante. Aquele que tiver os três pokémon debilitados ou pedir desistência perderá a batalha. Se o desafiante ganhar, levará a Insígnia dos Polos!

Após terminar, o juiz levantou o símbolo alto o suficiente para que ambos os batalhadores pudessem vê-lo. Um relâmpago azul sobre um amarelo, ambos indicando os polos negativo e positivo, respectivamente.




— Que a batalha comece!
— Pachirisu, conto com você!

O objeto redondo foi arremessado pela mulher, girando horizontalmente de modo que o botão cinza em seu centro se tornasse uma longa linha na superfície vermelha e branca da pokébola.

Ao chocar-se contra o chão, a esfera abriu-se no meio, liberando um raio vermelho que tomou a forma de um esquilo branco e azul de bochechas amarelas.

Natt suspirou, com os olhos fechados. Repetia mentalmente cada estratégia que tinha traçado. O seu plano contra Pachirisu e Flaaffy estava perfeito na teoria. Agora seria preciso ver na prática.

Arremessou a sua própria pokébola. O objeto levantou um pouco de poeira ao chocar-se contra o chão. Cinco flashes de luz vermelhos saíram de cada lado da esfera, todos indo na mesma direção e materializando um inseto flamejante de pele amarelada.

— Isso deu muito certo da última vez, né, Natt? — ele ouviu Nico gritando, mas ignorou.
— Então você quer mesmo uma segunda chance? — Kira perguntou, sorrindo — Vejo que seu pokémon evoluiu. Agora vamos ver se o treinador também o fez. Pachirisu, use o Electro Ball!
Protect.

O esquilo colocou as patas dianteiras sobre o chão, levantando a sua cauda de modo que fosse perfeitamente visível a esfera de energia elétrica que se começava a tomar forma em sua ponta. Seus pelos do corpo levantaram-se quando o ataque estava finalmente pronto e, com um balanço, Pachirisu arremessou a esfera elétrica contra Beedle.

O Leavanny esperou até o momento certo, quando esticou ambos os braços para frente, criando uma barreira transparente que o protegeu. A esfera elétrica bateu contra a proteção, criando uma pequena explosão, que destruiu ambas, a barreira e a bola de eletricidade. O som de vidro quebrando-se pôde ser ouvido, ao mesmo tempo que faíscas elétricas flutuavam no ar.

— Agora use o Slash! — ordenou o pescador.
Quick Attack. Você sabe o que fazer.

O inseto investiu contra Pachirisu, ganhando velocidade. As chamas que queimavam em seu braço direito solidificaram-se na forma de uma lâmina. De baixo para cima, Beedle tentou desferir um corte no esquilo elétrico, mas o pokémon conseguiu desviar.

O rastro prateado que Pachirisu deixava por onde passava era a única coisa que provava que ele ainda estava no campo de batalha. O Quick Attack lhe rendeu tanta velocidade que agora ele não era nada mais do que um borrão azulado descrevendo círculos ao redor de Beedle, deixando o Leavanny confuso.

Natt tentou analisar a situação, pensando no que fazer. Quando ele olhou para frente, viu que Kira o encarava.

— Não pensou que eu usaria a mesma estratégia, não é, docinho?

O pescador não teve a oportunidade de responder. Um grande zumbido foi ouvido, balançando os tímpanos de todos. Natt sentiu o seu celular vibrar, como sempre acontecia quando a pokédex de um dos seus pokémon era atualizada. Sem ter tempo de olhar no aplicativo para saber o que tinha acontecido, o rapaz voltou sua atenção ao campo de batalha.

O Pachirisu continuava correndo ao redor de Beedle, e o inseto agora estava com os olhos fechados. O zumbido vinha dele.
Uma aura verde-oliva rodeou o corpo do inseto flamejante, balançando, inconsistente, conforme o zumbido aumentava. O Leavanny abriu os olhos, mostrando que o seus globos oculares negros também brilhavam da mesma cor.

— Van… Nyye!

Uma ventania verde-oliva tomou conta do campo, uma energia brilhante com um raio grande o suficiente para que arremessasse o Pachirisu contra um dos vidros. Natt e Kira também foram empurrados para trás, segurando-se nas grades para não caírem graças ao vendaval que só cessou-se quando o corpo de Pachirisu tocou no chão.

— Você está bem? — a líder perguntou ao seu pokémon. Visivelmente machucado, o esquilo conseguiu levantar-se, sorrindo de maneira confiante para a sua dona — Uau, Natt. Esse foi o Struggle Bug mais poderoso que já vi. Isso mostra que eu realmente não devo pegar leve com você. Nuzzle!

Pachirisu esfregou os seus bracinhos nas bochechas, eletrizando-as até que elas fossem cobertas por faíscas amarelas. Natt teve pouco tempo antes que o ataque fosse concluído, e aproveitou esse tempo para olhar para Beedle. Os olhares do treinador e do pokémon se cruzaram, e houve um sorriso de ambos os lados.

O esquilo elétrico saltou contra o Leavanny, apontando a bochecha para o inseto. Antes que ele pudesse atingir, porém, Beedle expeliu um jato de fogo que arremessou o Pachirisu para o outro lado antes mesmo que ele o atingisse. Dessa vez, o elétrico caiu, debilitado.

Natt fez um sinal positivo com o polegar para o seu pokémon. Finalmente estava vendo o resultado da conexão que Kira tinha citado daquela vez. Depois dos treinamentos, o elo entre o treinador e seus pokémon fortaleceu-se ainda mais. Um sabia o que o outro sentia, um sabia o que o outro queria.

— Volte, Pachirisu.
— Volte, Beedle.

Os dois pokémon foram sugados por raios de luz e entraram em suas pokébolas, de lados opostos do campo. Natt abaixou sua cabeça para olhar para a superfície da esfera, agradecendo o pokémon. Em seguida, levantou a cabeça, encarando Kira mais uma vez.

— Você me surpreendeu, rapaz. Continue assim. — disse a líder, ao mesmo tempo que arremessava a sua segunda pokébola no chão. Um raio de luz materializou uma velha conhecida.

De pele rosa, pelos branquinhos, ondulados e macios como algodões. Sua cauda listrada de preta levava até uma pequena esfera azulada, onde ficava armazenada a energia elétrica de Flaaffy.

— Está na hora da revanche que você tanto planejou… — disse o pescador, jogando a sua segunda pokébola de forma suave. A esfera caiu graciosamente no chão, rolando um pouco em direção à ovelha. Quando o botão do centro estava apontado para cima, um raio de luz liberou outro pokémon. Quando saiu da pokébola, Mikau já estava correndo contra Flaaffy, surpreendendo a oponente — Bite!

A mandíbula do Croconaw cresceu, conforme os seus dentes eram revestidos por uma energia negra, que pareceu fazer com que eles ficassem mais rígidos e pontudos. Ele mordeu o pescoço da ovelha, arremessando-a para o outro lado do campo com uma chacoalhada.

— Ótimo, isso foi inesperado. — disse Kira, sorrindo enquanto a sua pokémon ainda se levantava — Discharge.
— Como combinamos!

Após estar em pé novamente, a Flaaffy pisou com força no chão. Da ponta de sua cauda azul, um choque elétrico eletrizou todo o corpo da ovelha, até que ela conseguisse descarregar toda essa energia em Mikau.

Toda a eletricidade foi em direção ao Croconaw como um único relâmpago. O crocodilo pulou contra o chão, no exato momento em que o ataque passou por cima dele, levantando uma grande quantidade de areia no processo. Quando a poeira abaixou-se, foi possível ver Mikau, intacto.

Thunder Wave!

Natt sorriu ao ver que o plano que tinha bolado com Mikau estava dando certo até o momento. Enquanto não fossem atingidos, estavam bem.

Water Gun!

Da ponta de sua cauda, Flaaffy liberou diversas ondas elétricas em direção ao aquático. Mikau esperou até o momento certo para soltar uma rajada de água que atingiu as ondas do trovão. O choque entre os dois ataques causou uma pequena explosão que não afetou nenhum dos dois combatentes. Natt conseguiu ver que Kira estava começando a ficar impaciente.

Wild Charge!
— Segura firme, amigo!

A ovelha investiu contra o Croconaw. Flaaffy usou todas as patas para correr como um quadrúpede em direção ao aquático. Conforme ia aumentando a velocidade, seu corpo ia eletrizando-se cada vez mais, até que a ovelha tornou-se apenas uma grande corrente elétrica indo em direção à Mikau. O pokémon de Natt, entretanto, continuou parado, pronto para enfrentar o ataque.

Quando a carga selvagem de Flaaffy atingiu Mikau, o pokémon segurou a ovelha com as duas mãos, agarrando-se à ela enquanto era levado pela pokémon e sofria o dano da eletricidade em contato com sua pele. Logo, ele seria esmagado contra a parede de vidro que separava a arquibancada do campo de batalha.

Ice Fang!

Os dentes de Mikau tomaram a forma de estalactites de gelo, aumentando de tamanho. Ele mordeu a parte de trás do pescoço de Flaaffy, girando de modo que conseguisse usar o peso da ovelha para jogá-la contra o chão. Quando conseguiu fazer isso, o corpo de Flaaffy já era eletricidade pura, e, ao ser arremessado contra o chão, liberou uma onda de energia forte o suficiente para arremessar o Croconaw para o outro lado do campo, com um grande trovão amarelado. Natt sentiu os pelos do seu braço levantarem-se.

— Você está bem? — perguntaram ambos os treinadores, juntos. Os dois pokémon levantaram-se, cambaleando, e assentiram para seus donos.

Natt suspirou, aliviado, fazendo um sinal positivo para Mikau.

— Flaaffy, você aguenta mais uma? — perguntou a líder, e a sua pokémon fez que sim — Então use o Wild Charge!
— É agora Mikau, Break Dance Water Gun!

Natt olhou para a plateia a tempo de ver todos os treinadores presentes ficarem sem reação quanto à ordem. Quando ele olhou novamente para o campo de batalha, Flaaffy já estava correndo contra Mikau, ganhando eletricidade, enquanto o crocodilo girava no chão, criando um grande redemoinho de água em cima dele.

— Droga… Flaaffy, pare!

Porém, era tarde demais, e o impulso que a Flaaffy pegou jogou-a diretamente para dentro do redemoinho de água. A eletricidade do corpo da ovelha fez com que Break Dance Water Gun se tornasse um redemoinho de trovões. A eletricidade foi conduzida pela água até Mikau, desmaiando-o. A parada brusca do redemoinho arremessou Flaaffy contra o chão com toda a força, fazendo com que a pokémon também não resistisse.

— Flaaffy e Croconaw estão fora de combate! — anunciou o juiz — O desafiante conta com dois pokémon e a líder com um.
— Muito bem, Natt. — disse Kira, sorrindo para o treinador — Eu consigo ver claramente a evolução na interação entre você e seus pokémon, e isso me deixa muito feliz… Mas você não achou que a Flaaffy seria o maior desafio do ginásio, não é?

O pescador não respondeu, apenas olhou nos olhos da líder enquanto retornava Mikau à sua pokébola. Os dois arremessaram os seus próximos pokémon.

De um lado do campo, uma pokébola materializou Beedle. Do outro, uma aranha amarela de quase um metro. Tinha alguns detalhes azuis e roxos no corpo, mas o que mais chamava a atenção eram os dois olhos azuis grandes, logo abaixo de outros quatro um pouco menores.




Natt tentou não transparecer o seu nervosismo, sem sucesso. Durante os quatro dias que teve para se preparar para Kira, ele tinha feito todo o planejamento necessário para Pachirisu e Flaaffy. Ele já tinha em mente a batalha contra os dois primeiros elétricos, mas não contra o terceiro.

As duas “pernas” (Natt não sabia o nome daquilo) que o aracnídeo tinha na parte inferior da face moveram-se como uma pinça.

Agility!

O pokémon levantou o peso do corpo em suas quatro pernas, saltando para os lados enquanto a sua velocidade aumentava cada vez mais, até que ele parecia apenas se teletransportar pelos lados do campo.

— Certo, Beedle, você ainda tem vantagem. Use o Flamethrower!

O inseto estufou o peito, liberando uma rajada de fogo em direção à Galvantula. O elétrico saltou, aparecendo do lado oposto do campo, grudado à parede. Beedle soltou outra rajada de fogo, e o inseto novamente sumiu, aparecendo em um outro canto da arena de batalha. Galvantula estava tão rápido que era quase impossível vê-lo enquanto ele se mexia, apenas quando ele parava em algum lugar, fitando Beedle com seus olhos profundamente azuis.

— Agora use o Fury Cutter!

O aracnídeo flexionou as pernas, saltando em direção à Beedle. As suas pinças foram revestidas por uma lâmina semi-transparente verde-oliva, que ele usou para desferir um corte no inseto flamejante. Após ter atacado, ele voltou ao chão, exatamente na frente do Leavanny.

— Beedle, use o Slash!

Aproveitando-se da proximidade, o pokémon usou o seu braço flamejante, que tinha adquirido a forma sólida de uma lâmina, para tentar desferir um golpe no Galvantula, sem sucesso. O aracnídeo apenas saltou para trás, com uma velocidade surpreendente.

Fury Cutter!

Novamente, o elétrico investiu contra Beedle, cortando-o com as pinças verde-oliva. Após o ataque, ele usou o corpo do oponente para ganhar distância, conseguindo um impulso para ir ao outro lado do campo. O ataque tinha sido um pouco mais forte dessa vez.

— Droga… Flamethrower!

Beedle novamente expeliu uma rajada de fogo. Novamente, o Galvantula desviou, correndo para o lado oposto em uma velocidade absurda. Beedle tentou acertá-lo novamente, e o mesmo aconteceu.

Flamethrower! Vai!
Sucker Punch!

Antes que Beedle conseguisse soltar o seu lança-chamas novamente, Galvantula apareceu em sua frente, dando-lhe um soco com uma das pinças, que arremessou o flamejante metros para trás, fazendo-o bater contra uma das paredes.

Fury Cutter!
— Segure-o!

Galvantula saltou contra Beedle novamente. Apesar da velocidade absurda, dessa vez o inseto flamejante conseguiu segurar o aracnídeo segundos antes de receber o ataque. Então, ele tinha em suas mãos o elétrico, que não parava de se debater.

— Agora use o Flamethrower!

Com uma rajada de fogo, Beedle arremessou o Galvantula metros para o outro lado. Quando o elétrico tocou o chão, seu corpo estava completamente chamuscado, com algumas pequenas brasas ainda queimando em seu corpo amarelo.

— Certo… Use o Thunder!

Natt cambaleou ao ouvir o comando. Esse era um dos golpes mais fortes do tipo elétrico que ele conhecia. O Galvantula levantou, equilibrando o seu corpo nas quatro pernas novamente. Seu corpo foi rodeado por uma grande massa de eletricidade, que foi enviada para cima, criando uma nuvem negra na parte mais alta do ginásio.

Um som de trovão pôde ser ouvido, e alguns flashes de luz tomaram conta do campo, forçando Natt a proteger os seus olhos. Então, ele apenas ouviu um grande estrondo, e olhou a tempo de ver a nuvem negra liberando uma grande quantidade de eletricidade que atingiu Beedle em cheio. O inseto levantou alguns metros no ar, enquanto recebia a grande descarga elétrica. O golpe continuou até a nuvem se descarregar completamente, deixando apenas um Leavanny desmaiado no chão, gemendo inconscientemente de dor.

O corpo de Galvantula queimou em chamas novamente, mostrando o resultado da queimadura que o Flamethrower lhe rendera.

Kira sorriu para Natt, mas o pescador estava perplexo demais para retribuir o gesto, então apenas encarou a líder, incrédulo. Retornou Beedle para a pokébola, arremessando a terceira.

A esfera tocou o chão, e um raio de luz liberou o último pokémon de Natt.

Um voador esguio de cor branca descreveu um círculo no ar, sorrindo para o seu treinador. O Togetic então, encarou o inseto adversário, com uma expressão de crueldade no olhar.

— É sério? Um voador? — Nico perguntou, rindo — Acho que ele já desistiu de tentar ganhar.
— Ou não, o Natt é inteligente, isso deve ter um motivo. — disse Luke, protegendo o rapaz.
— E tem.

Gray estava duas bancadas abaixo, mas olhou para os dois jovens com uma expressão de confiança.

— Natt passou um bom tempo estudando a tabela de tipos para se familiarizar com outros pokémon além de aquáticos. Durante a batalha, ele provavelmente observou os golpes de tipo inseto e noturno que Galvantula usou. Ambos são pouco efetivos contra o tipo fada de Colin.
— Sim, mas Kira ainda tem o Thunder, que pode–
— Que pode errar. — afirmou Gray — A precisão desse golpe é muito menor do que a de um golpe normal, o que significa que Kira pode ter dificuldade em acertá-lo mais uma vez.

Harry olhou para o companheiro, intrigado.

— Isso significa que…
— Natt já ganhou.

Os dois pokémon oponentes se encararam por um tempo, até que o pescador finalmente deu a primeira ordem.

— Use o Stored Power!

O seu pokémon arremessou uma onda de energia psíquica em forma de disco, que foi girando até chegar em Galvantula, que desviou no momento certo, fazendo com que o golpe atingisse o chão. A velocidade do aracnídeo ainda era imensa.

Stored...
Sucker Punch!
Sweet Kiss!

As pinças de Galvantula adquiriram uma coloração negra, mas o pokémon não pôde desferir o golpe, já que o ataque só funcionaria se antecipasse um outro ataque ofensivo. Em vez de atacar, o Togetic desfilou graciosamente até o aracnídeo, dando-lhe um beijinho na testa.

— O que foi isso? — perguntou Kira.
— Um blefe. — Natt riu — Em meus estudos eu fiquei sabendo de um treinador de Kanto que blefava para ficar à frente de seus oponentes. Me baseei nisso para fingir que ia usar o Stored Power, fazendo você perder um turno com o Sucker Punch, que não pôde ser usado, já que Colin não atacaria.

O corpo de Galvantula ardeu em chamas mais uma vez.

— Um turno perdido, mais um pouquinho de burn para o Galvantula… que agora está confuso.

Ele cruzou os braços, e o seu Togetic fez o mesmo. Do ângulo em que Kira olhava, os dois estavam perfeitamente iguais, sincronizados do jeito que faltava da última vez em que o pescador esteve no ginásio.

— Inteligente, mas ainda não acabou... Thunder!
— Plano de esquiva, Colin, vai!

Novamente, o corpo de Galvantula foi tomado pela eletricidade, que ele descarregou para cima até formar-se uma nuvem negra no teto do coliseu.

Colin levantou vôo em uma velocidade absurda, descrevendo círculos para tentar não ser atingido pela descarga elétrica que viria do céu. Galvantula continuou carregando a nuvem, até que essa já estava cheia. Uma luz amarela tomou conta de todo o campo de batalha, fazendo Natt cobrir os olhos com o braço direito.

Quando o estrondo do trovão pôde ser ouvido, o pescador olhou novamente para o campo de batalha, desejando que Colin tivesse conseguido desviar.

O Togetic estava caído no chão, ofegante. Ele fez um sinal positivo para o treinador, apenas para mostrar que só estava deitado. Do outro lado do campo, Galvantula estava virado de cabeça para baixo, com as quatro pernas recolhidas em cima de seu abdômen.

— O que!? — perguntou Nico, perplexo, enquanto Luke comemorava, aos berros, do seu lado.
— A confusão fez Galvantula atingir a si mesmo… Um pouco de sorte misturado com estratégia fez Natt vencer. — disse Gray, sorrindo. Ao ver que o pescador olhava para ele, acenou com a cabeça para o amigo.






Natt e Kira estavam a sós em uma sala no topo do coliseu. Por uma janela de vidro, ele podia ver os quatro rapazes conversando na parte de baixo, perto da arena.

— Aqui está. — a líder entregou três pokébolas para o desafiante. Dentro delas, os pokémon do treinador estavam curados novamente. — E aqui.

Ela devolveu a nova ficha de treinador ao rapaz. Ainda estava escrito Classe D, mas o código de barras na parte de trás tinha sido modificado para constar que o rapaz já tinha duas insígnias.

Por último, a loira pegou do bolso a última coisa que tinha para Natt.

— A insígnia dos Polos. — disse o pescador, pegando o símbolo.
— Natt… Quando eu era criança, eu me perguntava qual a diferença entre um treinador com todas as insígnias e um treinador com os pokémon mais fortes do mundo, mas sem nenhuma insígnia… Você já chegou a se perguntar isso também?

O pescador assentiu, sem entender onde a líder queria chegar.

— No seu registro, consta que você derrotou Konshe no mês passado. — continuou ela, e Natt assentiu mais uma vez — Você tirou algo daquela batalha?

As palavras de Konshe ecoaram em sua cabeça, como se tudo tivesse sido no dia anterior.

— Ele disse que a derrota é uma vitória sobre outra perspectiva, e que devemos aprender com as nossas derrotas… Cair e continuar se levantando.

Kira sorriu.

— E daí você perdeu para mim na quinta-feira. Você tirou algo de mim naquele dia?
— Você me disse que eu não conseguiria vencer enquanto não entendesse a minha conexão com os meus pokémon.
— Exato, Natt.

Ela prendeu a Insígnia dos Polos ao lado de onde estava a Insígnia do Herbívoro na jaqueta de Natt.

— E aí que está, garoto. Esses dois símbolos que você carrega, ele têm um significado maior. Se você não soubesse sobre aprender com a derrota, não teria ganho de Konshe e não estaria com essa primeira insígnia. Se não tivesse treinado a sua ligação com os seus pokémon, não teria vencido de mim, e não teria a segunda.
— Acho que eu entendi… — disse o pescador, pensativo.
— É isso o que te diferencia dos treinadores que não têm a minha insígnia. E dos que não têm a insígnia de Konshe. Por cada ginásio que você passar, uma lição será aprendida, e, no final, você vai perceber o que as suas seis insígnias não são apenas troféus… elas vão estar lá para mostrar que você aprendeu com cada um de nós, líderes de ginásio. Entendido?

Ela sorriu, estendendo a mão para o garoto apertar.

— Entendido. — disse Natt, também sorrindo.

O respeito que ele já tinha adquirido por Kira há uns dias agora estava ainda maior. Mesmo convivendo por tanto tempo com o seu tio Joel, ele sempre preferiu ignorar o lado “líder de ginásio” que o homem tinha, então ouvir qual era a filosofia por trás da profissão o fez ficar muito feliz. Até o momento, a referência que ele tinha para os líderes de ginásio era de um livro de comédia onde um líder elétrico de Kanto desistia do ginásio por estar entediado. Agora, ele via a importância dos distribuidores de insígnia para os treinadores, como pessoas.






— Eu decidi, eu vou querer ser um treinador como você e Nico! — exclamou Luke, enquanto ele, Natt e os outros saíam do ginásio.

O pescador sorriu.

— Aposto que você será um ótimo treinador. — ele olhou para Nico, que também incentivou o garotinho com algumas palavras.

Atrás dos três, Gray e Harry trocavam alguns carinhos.

— Você tem certeza que tem que ir? — perguntou o de olhos azuis, olhando nos olhos do cozinheiro, que olhou para Natt.
— Sim, eu tenho muita coisa para fazer por esse rapaz.

Harry encolheu os ombros, sorrindo. Ele tirou um livro de várias páginas da sua mochila, entregando-o para Gray.

— Então fique com isso. — disse, sorrindo — É um presente meu.

O cozinheiro corou, abraçando o livro.

— Eu não trouxe nenhum presente para você, mas tenho uma ideia. Feche os olhos.

O historiador obedeceu. Gray aproximou o rosto, beijando-lhe.

— Ah, cara! — reclamaram os três treinadores, desviando o olhar.






Gray e Natt terminavam de pegar as suas coisas no quarto do apartamento, deixando tudo arrumado para os próximos treinadores que fossem se hospedar lá.

— É sempre difícil se despedir de uma cidade. — disse Gray, suspirando ao dar uma última olhada para a beliche em que dormiram nos últimos dias.
— Algumas são mais fáceis que outras. Te espero lá embaixo.

O pescador desceu as escadas, dando a chave do quarto na mão de Gray.

O cozinheiro tinha um pequeno tique, um ataque de ansiedade que o fazia verificar a mochila umas três vezes antes de partir, apenas para ter certeza que não estava esquecendo de nada.

Ao olhar, ele conferiu que o livro de Harry estava lá, suas pequenas panelas de cozinha de bolso, as pokébolas de seus parceiros, as pokébolas reservas de Natt, a pedra estranha que tinha achado há dois dias…

Não sabia o que ela era, e nem por que era tão bizarramente bonita, mas ele tinha gostado bastante do pedregulho, e sentia que o pedregulho também tinha gostado dele.

Ao perceber que já estava se perdendo em seus pensamentos, Gray guardou a pedra novamente na mochila. Devia estar com sono, pois estava começando a imaginar coisas. De qualquer modo, ele e Natt logo voltariam a dormir no gramado, então ele deu uma última olhada na confortável beliche antes de fechar a porta do apartamento, girando a chave para trancá-lo.

Descendo as escadas, Natt sorria ao olhar para a sua nova insígnia, presa à jaqueta junto com a que ganhara de Konshe. Ao colocar as mãos nos bolsos, olhou para o cinto de pano que segurava a sua calça, com cinco pokébolas presas rodeando a sua cintura. O pescador não se cansava de olhar para as esferas, percebendo como a sua equipe tinha mudado nos últimos dias, e como ele tinha mudado também.




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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Black~ em Dom 30 Abr 2017 - 14:18

Bem, vamos lá.

Gostei bastante desse capítulo, já que teve a batalha de ginásio, e batalhas de ginásio sempre são legais (digo, a maioria das vezes, sim). Eu achei que o capítulo tivesse sido pequeno, já que eu o li bem rápido, mas depois, olhei por cima e vi que ele estava no tamanho normal. Acredito que foi porque ele foi bem movimentado, que a leitura fluiu rapidamente, mas enfim.

Também gostei bastante do modo que você descreveu os golpes. Não lembro direito da luta contra o Konshe, mas você melhorou bastante a descrição dos golpes, enfim. De toda forma, gostei bastante das estratégias que o Natt usou durante a batalha, pelo visto ele aprendeu bastante com a derrota, apesar do breve momento de "ataca, ataca, ataca" que ele teve com o Beedle usando Flamethrower, o resto da batalha foi bem interessante e ele parece ter estudado bastante também.

Achei bem interessante a estratégia arriscada que ele usou com o Mikau para superar a desvantagem de tipos. Também gostei bastante² da estratégia do Togetic; achei legal o fato do Natt ter achado a solução ali no meio da batalha, improvisando isso, o que mostra que ele evoluiu bastante como treinador.

Erros não vi nenhum que fosse prejudicial à leitura.

Edit: Agora que lembrei que eu ia comentar sobre as referências no capítulo -q. Cara, você tava inspirado nesse capítulo hein -q. Teve a referência à coroa corroída pelo veneno da fic do Slow, teve o treinador que está sempre na frente (esse eu demorei pra perceber, mas depois lembrei que era o Kyle) e teve também o autoexplicativo líder de ginásio elétrico bolado de Kanto de um livro de comédia Laughing Enfim, só quis dizer que eu ri bastante dessas referências assim "do nada" na história. Achei bem interessante que a maioria foi bem sutil, mas foram bem engraçadas, enfim.

Bem, não tenho mais muito o que falar, já que o capítulo foi somente a batalha de ginásio e mais uma besteirinha aqui e outra ali, então fica só nisso mesmo.

É só e boa sorte com a fic.


Última edição por Black~ em Dom 30 Abr 2017 - 18:18, editado 1 vez(es) (Razão : Edit maroto para falar das referências -q)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Rush em Seg 1 Maio 2017 - 14:46

Fala, -Ice! /o/

Primeiramente quero me desculpar pela ausência nesse fds. Quando eu estava pronto para comentar, a internet simplesmente não cooperou. (Sério, depois que eu mudei da NET para Vivo, a internet ficou MUITO frescurenta. Do nada ela fica muito lenta, mesmo o sinal apresentando "excelente".) E bem, o resto do FDS em que a internet estava normal, eu estava excessivamente embriagado.

Mas hoje é segunda, hurray.

Hoje foi o capítulo que eu esperava desde a PRIMEIRA VEZ que eu li a Fan Fiction, que é a batalha contra o elemento oposto de Natt, o ginásio que até então seria o mais difícil pela desvantagem do protagonista. Eu fiquei extremamente animado ao ler o capítulo, e admito ter lido ele duas vezes, apenas por ter o adorado TANTO. A batalha foi incrível, e na minha opinião, conseguiu ultrapassar a batalha de Konshe em questão de dinâmica e viradas épicas.

Me lembro que o que mais me chamou atenção na batalha de Konshe, foi a forma em que você apresentou as batalhas de ginásio para fic. As classes de treinador, as estratégias, as signatures moves dos Pokémons... Tudo foi tão marcante que deixou um ar épico quando a questão eram batalhas de ginásio.

No entanto, a batalha fluiu de um jeito totalmente diferente do que eu esperava. Eu jurava que o último Pokémon de Kira iria spammar um Thunder ou Zap Cannon e iria derrotar os Pokémons de Natt com 1HKO, nisso, a salvação seria a evolução de Muddy que iria adicionar um Ground type. Mas quem diria que o Collin iria trazer a vitória com um Sweet Kiss? Hahahaha Foi épico.

A única coisa que eu não achei muito interessante - seria muita folga eu pedir para você editar, mas acho que ficaria bem melhor :c - foi o uso do Fury Cutter novamente como signature move da Galvantula. No caso, acho que o Charge Beam teria tido o mesmo resultado em seu variante elétrico, e seria um signature move perfeito para um ginásio do mesmo elemento.

Eu gostei das escolhas dos Pokémons. Galvantula é um dos Pokémons mais legais que já criaram, e um de meus preferidos. Adorei vê-lo e em como você trabalhou no aracnídeo, deixando-o ainda mais realista. Pequenos detalhes como os movimentos de suas presas e ficar deitado de costas no chão, com as patas contraídas, deixaram o POkémon MUITO MAIS realista, o que foi bem bacana de ler. Adorei a forma como você trabalhou o "confused", fazendo a própria Galvantula se derrotar com seu imenso poder.

O agility também foi muito bem trabalhado. O Pokémon não era atingido nem ferrando, o que deixou ainda mais épica a batalha.

Outro ponto que eu gostei muito foi a forma em que cada ginásio tem uma moral a ser seguida, um aprendizado que irá ajudá-lo mesmo quando já tiver obtido a insígnia, e a forma em que Kira explicou isso, perguntando quem era mais forte, um treinador com todas as insígnias ou um treinador com Pokémons fortes, foi muito bem bolado.

Não preciso nem falar das referências, né? Hahahahah Pareceu um filme da Marvel com o Stan Lee surgindo como um coadjuvante. Hahahahah

Eu achei muito foda a cena do Grey e do Harry. Os dois realmente combinaram bastante e admito rir ao ver as crianças desconfortáveis com a situação. Hahahahah

É isso meu amigo, aguardo o próximo capítulo ansiosamente para ver como o Grey lidará com a sedução do Spiritomb. /hmm

Um abraço, até mais!
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Brijudoca em Ter 2 Maio 2017 - 19:09

Ah capítulos com batalhas de ginásios são sempre muito divertidos de se ler, e é claro que eu tinha altas expectativas por ser a revanche contra a Kira e aquela Flaaffy feladaputa. Devo dizer que a batalha foi excelente e você entregou mais um capítulo épico senhor Ice.

Enfim, toda a preparação para contra-atacar as estratégias da líder Elétrica valeu a pena. Como resultado de todo seu treinamento, Beedle agora tem um golpe OP que pode se tornar um dos grandes trunfos de Natt nas batalhas. Mas o maior destaque pra mim foi o Mikau. Primeiro porque foi lindo demais ver eles lutando juntos numa batalha oficial, fazendo uma clara referência as palavras da líder na primeira batalha em Sparklage. E ver um pokemon de água levar um elétrico pra vala foi muito foda haha chupa Flaaffy.

Eu tava bem curioso pelo terceiro pokemon da Kira e me surpreendi bastante com o Galvantula. Já do Natt, eu imaginei que seria esperar demais dele usar o Tympole só pelos golpes tipo ground, então já chutei que veríamos Colin dando o ar da graça. E mesmo a batalha de Mikau ter sido a minha parte favorita da luta, não dá pra negar que o Togetic rouba a cena né? Eu consigo sentir muito a personalidade do Colin durante as batalhas e imagino ele até tirando uma com a cara dos seus adversários hehe derrotar o aracnideo com seu próprio Thunder? Genial!

Assim como o Rush, tenho que salientar o quão legal é cada ginásio ter sua moral. Um lance bem filósofico devo dizer, e até um tanto quanto contraditório quando se lembra que três dos antigos líderes viraram vilões né?

E as referências haha bom demais. A única que eu não peguei foi a da fic do Kyle pois é a única que eu nunca li um capítulo -q (quando duas fics enormes ressurgem das cinzas, escolhas devem ser tomadas né).

Gostei que você trouxe mais um pouco de Harry e Grey para acalentar nossos corações. Talvez ele nem apareça mais na fic, mas foi uma subtrama legal de se acompanhar, e a cena do beijo com os meninos ficando desconfortáveis foi ótima ahuauasushs

Até a próxima o/
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Ter 2 Maio 2017 - 22:06

Hey Ice o/

É claro que eu sou o último a comentar né, eu sou eu. Bem, já que esse foi o capítulo das referências, "vamos lá" -q:

de3vo0 di1ze3r que3... ta, parei. (Não lembrei os números e as teclas certas e estou eternamente com preguiça de lembrar).

A batalha foi muito foda. O Pachirisu ficou um pouco mais apagado que antes, embora tenha ganhado um "boost" no seu poder dessa vez, mas isso compensa mais tarde. Eu imaginei que o Mikau conseguiria a sua vingança (você faria o coitado entrar em depressão se não conseguisse), mas também não achei que ele fosse solar 2 Pokémon, então ele foi derrotado junto de uma maneira magnífica. Eu não acho que era bem a intenção do Natt perder o Mikau, mas parece que a ideia dele funcionou :v

O coitado do Muddy nem apareceu e é o que precisa de mais "xp" pra evoluir, poxa Natt -q. De qualquer forma, ainda acho que o Natt iria preferir a Belly do que Muddy como outra opção, mas eu estou um pouco desconfiado de que a baleia não foi usada para não destruir o campo hein. Acho que os próximos ginásios precisarão ser ao ar livre.

Agora, eu fiquei realmente surpreso com o Galvantula. Bom, deve ter uns 100 pokémon de cada tipo para serem usados e fica difícil acertar um chute, mas eu realmente não esperava por ele e gostei muito. É um dos meus insetos favoritos, diria que talvez top 3, ou no máximo 5 se eu estiver esquecendo alguém, e um dos meus preferidos de Unova, embora eu só chegue a gostar mesmo de umas 10 linhas de lá. 

E eita bicho ágil, fiquei com muito medo dele ganhar só nisso. Também fiquei com medo do Colin perder, mas o Gray me esclareceu as coisas. Foi genial, eu diria :v. Para um último Pokémon que era desconhecido por Natt, foi até um pouco de sorte os moves e os Types. E esse blefe, vale mesmo juiz? Depois dessa, acho que é melhor esperar o treinador inimigo terminar de falar o nome do golpe.

E, cara, sério que o Gray não vai dar a maldita pedra, que eu não sei como ele está encantado com um negócio feio desse, para o Harry? Eu to achando é que ele ta sendo controlado por esse negócio, COMO ELE SE APEGOU TANTO A ISSO E NEM DEU PRO HARRY? Li a parte em caps sem querer fora de contexto e ela ficou muito errada.

Aliás, foi completamente inesperado o beijo por mim. Ok, era de se esperar, mas, além de ser lerdo, eu estava quase certo de que ele daria a pedra. Fui pego de surpresa por isso.

Bom, eu só tinha pego a referência para mim, mas o Black mostrou o resto. Eu já li alguns capítulos iniciais da fic do Rush, mas ainda não vi nada do tipo (ou vi? Acho que não) e ainda vou começar a do Black. De qualquer forma, me sinto lisonjeado pela referência, valeu :v

É isso, até a véspera do próximo capítulo depois do de amanhã tchau  (ou no mesmo dia)
Cara, eu preciso mudar isso...
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Qua 3 Maio 2017 - 21:38

Vamos aos Comentários:
Black: Fala Black o/

Na verdade, cara, esse capítulo foi o mais extenso de toda a fanfic -qq Tudo bem que ele deve ter tipo, metade do tamanho dos capítulos mais curtos do Rush, mas comparando entre os outros dessa fanfic, o capítulo 31 foi o mais longo hahah

Eu realmente me esforcei pra detalhar um pouco mais os golpes kkkk Eu queria que o peso dessa batalha pudesse ser mais sentido e talz, por isso os golpes estão mais descritos, principalmente o Thunder.

E sobre as referências, eu realmente estava inspirado -qq Teve até algumas que eu queria colocar mas ficaram de fora, então eu deixei para um futuro capítulo husahsa

Enfim, valeu pelo comentário e até a próxima cara!

Rush: Hey Rush o/ Sem problemas cara, imagino que não deva ser muito legal comentar em fanfics durante uma embriaguez haushaush

Eu também estava bem ansioso para escrever a batalha contra Kira, devo admitir -q A única coisa é que, depois de terminar de escrever o capítulo, eu tive a leve impressão de que a batalha não tinha ficado tão boa quanto a primeira. Talvez porque, pelo menos pra mim, a batalha de Konshe foi bem marcante.

Eu sabia que a principal alternativa que passava na cabeça de muitos era a de que Muddy evoluiria e salvaria Natt, mas a evolução do nosso girininho querido está guardada para outra ocasião =P Como eu acho que já disse anteriormente, ainda veremos o arruaceiro roubar a cena diversas vezes hahah Sobre o Charge Beam, eu acho que concordo com você. Não vou mudar nessa altura do campeonato, mas realmente teria ficado melhor :/

Sobre a filosofia dos ginásios, é algo que vai ser MUITO importante para a construção do caráter de Natt e talz. Não quero entrar muito em detalhes pra não spoilar, mas no final veremos como cada ginásio marcou o rapaz de um jeito.

Então é isso, até a próxima e um grande abraço o/

Brijudoca: Hey Briju o/

Heheh, que bom que gostou da batalha =P Eu também estava bem ansioso para chegar na segunda insígnia logo (principalmente porque daqui pra frente vou dar uma agilizada), tanto pela Flaaffy, quanto pela redenção de Mikau, o terceiro pokémon de Kira e a mitagem do Colin -q

Eu adoro o Galvantula, e na minha cabeça não havia nenhuma outra possibilidade para o último pokémon de Kira hahah A batalha de Mikau foi sim de se encher os olhos, mas no meu caso a parte preferida foi a de Colin -qq

E sobre a filosofia dos ginásios, pode esperar porque ainda temos quatro gyms com ensinamentos que formarão o caráter de Natt até o final da fic husahs Realmente, três dos líderes acabaram virando a casaca, e depois veremos mais de como eram os ensinamentos deles em seus respectivos ginásios.

Enfim cara, muito obrigado por comentar e até a próxima o/

Slow: Fala, Slow o/

Você não é atrasado, você comenta na pré-estreia -qqq

O Pachirisu na verdade não deu trabalho nem na primeira batalha (só pro Beedle, coitado), nessa daqui já era de se esperar que seria fichinha passar pelo esquilo né -q Apesar do Mikau ter voltado a obedecer e talz, ele ainda tem todo aquele negócio de orgulho e talz, então pra ele apenas derrotar Flaaffy já estava de bom tamanho, por isso a estratégia suicida hahah E sobre o Muddy, o girino está praticamente no ápice da força de um Tympole, e já vou adiantando que não demorará muito para termos um um sapão andando por aí -q A Belly então, nem se fale, logo veremos a extensão do poder dessa baleia maravilhosa.

Eu também adoro o Galvantula :v E sobre a pedra, bem, mhuahuahuaha Veremos mais para frente no que vai dar esse plot. E já adianto que teremos mais referências, afinal, é o que eu mais sei fazer -q (teve algumas referências que ninguém pegou ainda)

Enfim cara, um abraço e até a próxima o/

Desculpas pela demora gente, mas aqui está o capítulo 32 o/ Ele pode até parecer meio filler, mas tem uma importância considerável além de ser um dos meus preferidos -qq Espero que gostem da leitura.

A noite estava perfeita. Uma fogueira estava acesa esquentando a panela de aço enquanto a sopa de berries, quase pronta, borbulhava em seu interior.

Os quatro treinadores estavam ao redor da fogueira, todos deitados em seus colchões, com os braços atrás da nuca olhando para o céu. Os pokémon que não estavam dormindo junto aos treinadores estavam brincando não muito longe dali.

— Então agora estamos indo para o terceiro ginásio? — perguntou Carlie.
— Sim. — Natt sorriu, olhando para a insígnia dos Polos — Rumo à classe C.

Gray levantou-se, tirando a panela do fogo.

— A sua jornada está indo muito bem até agora, Natt. — disse o cozinheiro — Com sorte, não levará nem cinco meses até que você tenha todas as insígnias.

O pescador suspirou, olhando para as estrelas. Ao olhar para o lado, ele viu Emma, sorrindo para ele.

— Mal posso esperar para chegar na próxima cidade. — disse ela.
— Eu também não. — o pescador sorriu.






Natt acordou, assustado. O suor pingava em sua testa direto em sua barriga. Ao sentar-se, ele esfregou os olhos. Ainda era madrugada, e pela posição da Lua, não demoraria muito para amanhecer. Ele olhou para os lados para ver se Carlie, Emma e Gray ainda estavam dormindo.

Porém, apenas o cozinheiro descansava dentro do seu saco de dormir esverdeado. Os pokémon também dormiam, espalhados por todo o território que tinham escolhido para passar a noite, mas nada de Carlie ou Emma. Natt sentiu uma lágrima escorrer por todo o seu rosto ao lembrar que não existiam mais Carlie e Emma. As duas tinham ficado para trás, e agora eram apenas ele e Gray.



Capítulo trinta e dois:
Alguns dias em Central City

— Ei Natt, olha isso.

Olhando para a tela do celular, Gray de repente parava de andar. Leaf trombava acidentalmente em seu treinador, sendo segurado por Colin antes de cair.

Natt se aproximou do amigo, também olhando para o aparelho. A foto da primeira página de um jornal podia ser vista. A princípio, o pescador não entendeu do que se tratava, até ver o seu nome escrito em negrito no canto esquerdo da folha, logo acima de Karen Burnside.

— Ontem, antes de sairmos da cidade, eu pedi para que Harry me enviasse uma foto do jornal semanal de Sparklage quando saísse. Olha só, o seu nome em primeiro lugar.

O pescador riu, olhando para o jornal. Porém, não demorou muito para seus olhos se desviarem para a coluna que estava do lado direito da folha. “Torneio anual de treinadores em Central City. Inscrições no dia 10/11/13, domingo”.

— Eu imaginei que você fosse se interessar por essa parte. — disse o cozinheiro.

Natt pegou o seu celular, procurando Central City no aplicativo de mapas para ver se era muito longe de onde estavam no momento. Uma imagem do mapa simplificado de Eyarn apareceu, com um círculo vermelho mostrando a localização atual de Natt, enquanto a cidade desejada piscava com a mesma cor.




— Então Central City é para o oeste… — disse o pescador — Gray, você acha que em cinco dias conseguimos chegar lá? E… tem algum ginásio lá?
— Na velocidade em que estamos, conseguimos. Mas lá não tem ginásio, apenas o ginásio antigo de Burnign, que está abandonado.
— Entendi, e Nico está indo para Mountyore, no norte… Tem algum ginásio no oeste?

O cozinheiro assentiu.

— Aqui, essa última cidade na direita do mapa, Skyplane.
— Bom… — o pescador deu um longo passo em direção ao novo destino deles — Não podemos perder tempo então, meu grande amig–

Algo o atingiu na cabeça antes que ele pudesse falar qualquer coisa, fazendo com que ele caísse no chão junto com o objeto voador não identificado, que caiu em cima dos seus olhos, impedindo-o de ver o seu agressor.

— Que merda foi essa!? — exclamou.
Wing!

“Espera aí…” o pescador sentou-se, pegando com as mãos o objeto que o atingira. Um Wingull feliz sorria para ele, dando-lhe leves bicadas carinhosas na bochecha.

— Ai, caramba! Wings, eu já falei pra tomar cuidado!
Quill!

O pescador olhou para as duas novas figuras que estavam em sua frente. Uma garota de cabelos castanhos e óculos de armação alaranjada vinha correndo em sua direção, tropeçando no meio do caminho e sujando a jaqueta cinza e azul de poeira. A Cyndaquil que estava atrás dela subiu em sua cabeça, acenando para Natt, e então o Wingull voltou para o ombro da treinadora, que ainda se levantava.

— Oi, Natt. — disse Carlie.








O plano dos dois treinadores era continuar andando e parar para comer apenas de noite, mas a aparição repentina de Carlie fez com que decidissem parar por alguns minutos para Gray fazer um almoço para eles.

Agora, o cozinheiro estava acendendo o fogo, enquanto colocava a água do rio para ferver em uma de suas panelas. Em seguida, pegou um pequeno caderninho de anotações da cor verde, e começou a folhear, procurando na sua tabela de berries alguma fruta que estivesse disponível na rota em que estavam. A alguns metros de distância dele, Carlie conversava com Natt, enquanto o pescador acariciava Wings.

— E o professor Nutwood disse que em pouco tempo eu vou ser efetivada! — disse a garota, animada.
—Então você não vai continuar a jornada com nós mesmo? — perguntou o pescador, cabisbaixo — Por que você veio até aqui na rota quatro então?

A garota coçou a nuca.

— É complicado… o professor disse que preferia que eu viesse pessoalmente… Ele queria que eu passasse alguns recados para você.
— Que recados?

Não muito longe dali, Gray fechou o caderno de anotações, sorrindo para os amigos.

— Bom, acho que esse reencontro merece uma sopa de Watmel Berry, não é?

Carlie levantou-se, tirando a poeira da calça.

— Sim, e eu adoraria ajudá-lo no preparo. Como nos velho tempos, não é, Leaf?

O Nuzleaf assentiu, sorrindo para a garota. Na época em que viajavam juntos, Carlie e Leaf ajudavam Gray a cozinhar.

O loiro ajoelhou-se, mostrando a tela do celular para o seu Primeape.

— É essa berry aqui, Prime. Você acha que consegue trazer umas três?

O símio bateu o punho contra o peito, cheio de si. Era como se ele dissesse “você ainda duvida de mim?” para o seu treinador.

— Alguém quer ir com ele? — perguntou Gray, olhando para os pokémon de Natt. Toda a alegria do pokémon foi substituída por um resmungo — Para de ser chato, você vai precisar de ajuda.

Muddy estava dormindo na mochila de Natt, Beedle ainda estava conversando com Cindy e Wings, portanto nem deu muita atenção ao treinador, e Belly estava dentro de sua pokébola, sobrando apenas Mikau e Colin, que disputavam para ver quem conseguia a atenção de Gray.

— Podem ir vocês dois… se o Natt deixar. — disse o cozinheiro, olhando para o amigo.

Mikau e Colin foram correndo para o seu treinador, pedindo permissão. Natt se levantou, permitindo enquanto sorria para os dois.

— Prime, cuide deles. — disse ao lutador, que resmungou mais uma vez, relutante em levar os dois pokémon mais novos em sua busca por berries, já que sempre ia sozinho — Eu vou ver algumas coisas, já volto.

Os três pokémon foram em direção às árvores, onde podiam encontrar as berries, e Natt foi andando às cegas para algum canto aleatório. Gray e Carlie se entreolharam, sem entender a atitude repentina do amigo.

O pescador demorou até achar algum lugar que atendesse às suas necessidades. A rota quatro era um grande bosque cheio de árvores, portanto ele ficou muito feliz ao achar uma planície perto da nascente do rio de Sparklage. Lá havia poucas árvores, fazendo com que a luz do sol fosse mais presente. Alguns mamíferos se alimentavam da grama da rota, mas a maioria saiu correndo ao ver Natt, deixando o lugar solitário.

A única coisa que incomodava ali era o barulho constante dos carros que iam e viam da rodovia que ligava Sparklage, Ciatteil e Central City, mas o pescador tentou não dar atenção a isso. Ele pegou do cinto uma pokébola azul e negra, que já estava predominantemente negra graças à quantidade excessiva de fita isolante que a remendava.

Vanny?

Natt olhou para trás, vendo o seu Leavanny flamejante vindo em sua direção.

— Oi, Beedle. Eu não te chamei para vir junto pois você tava ocupado e tudo mais. Mas já que está aqui, eu vou dar um oi para Belly.

O inseto comemorou, colocando-se do lado de Natt.

— Certo… — disse o pescador, colocando a pokébola no chão e afastando-se — Belly, pode sair.

Um raio vermelho materializou a baleia colossal. Natt sentiu o seu corpo sendo jogado para trás junto com o de Beedle pela cauda da baleia, enquanto a cabeça da mesma caiu no meio da estrada, obstruindo a passagem dos carros, que frearam rapidamente, buzinando para a pokémon, que apenas sorriu para todos.






Meape!

O pokémon lutador apontou para algumas frutas redondas verde e rosa que cresciam nos pés de uma pequena árvore. Exatamente três berries estavam prontas para serem colhidas.

Mikau dirigiu-se até a primeira, pegando-a. Em seguida, Prime pegou a segunda apenas com uma das mãos, deixando a terceira para Colin.

O Togetic dirigiu-se até a última fruta, mas foi impedido antes de pegá-la por um vulto azul escuro que pousou em cima da watmel berry. O Murkrow olhou para os três outros pokémon, mostrando a língua para eles e levantando vôo, levando a última berry consigo.

Tic! — o Togetic levantou vôo, indo atrás do corvo, que apenas bateu as asas mais rapidamente, ganhando velocidade.

Colin então soltou o seu Stored Power, mas os discos psíquicos passaram reto por Murkrow, que riu do adversário. No solo, Mikau também ria do engano do parceiro.

Naw! — exclamou o crocodilo, soltando uma rajada de água que acertou o voador noturno, que cambaleou, mas ainda não soltou a fruta, e continuou fugindo dos outros três, que o perseguiram.






Após todo o trabalho de retirar Belly do meio da rodovia e remendar a pokébola da baleia novamente, Natt descansava, deitado ao lado de sua pokémon, com os braços atrás da nuca olhando para o céu. Ao lado deles, Beedle estava sentado, alegre.

— Estamos indo para um torneio em Central City, amigos. — disse o pescador — Logo começam as inscrições, e temos que treinar bastante para conseguir ganhar, ein?

Os dois pokémon assentiram, sorrindo.

Um Starly que voava ali por perto pousou em cima de Belly, fazendo com que a baleia balançasse as costas para tirar o pássaro dali, e o alado voasse para longe, assustado.

Natt ficou olhando o pokémon afastar-se, enquanto uma ideia muito louca passava por sua cabeça.

— Beedle… Belly… querem se divertir um pouquinho?






Gray terminava de ler um pedaço de papel amassado, enquanto enxugava os olhos. Ele entregou a carta à Carlie após terminar.

— Como acha que ele vai reagir? — perguntou a garota.
— Não sei… eu não tenho falado muito com Natt sobre Emma, acho que ele ainda não superou, e não está pronto para essas coisas.

A garota suspirou.

Antes que Carlie pudesse falar qualquer coisa, os dois ouviram um barulho vindo das árvores em direção a eles, e levantaram-se assustados, enquanto os seus pokémon também levantavam para defendê-los.

Um Murkrow apareceu, fugindo de Colin pelo ar, tentando desviar dos vários golpes que o pokémon de Natt soltava com o seu Metronome. Atrás deles, Prime também apareceu, saltando entre os galhos das árvores enquanto tentava agarrar a Watmel Berry que o noturno carregava.

— O que é isso? — perguntou Gray, olhando para os dois pokémon — Vocês querem roubar a berry desse Murkrow?

O voador pousou atrás do cozinheiro, fazendo cara de coitado. Colin e Prime cruzaram os braços, enquanto Gray dava um sermão nos dois e o pokémon corvo mostrava a língua para eles.

— Você está com fome, amiguinho? — ele perguntou para o pokémon, que assentiu, cabisbaixo — Vou fazer uma sopa com essas Watm–
— SAI DA FRENTEEEE!

Todos que estavam ali olharam para a direção de que vinha a voz. Um estrondo pode ser ouvido, e logo em seguida outro, e outro. Algumas árvores eram derrubadas, abrindo caminho para uma enorme baleia azulada passar. Nas costas de Belly, Natt e Beedle gritavam de alegria conforme a baleia, aos pulos, levava os dois.

Gray, Carlie e os pokémon saíram do caminho, deixando a passagem livre para Belly dar o seu último salto em um lago, derrubando o pescador e o pokémon de fogo na água.

— Uau! — exclamou o pescador, saindo do rio — Beedle, você tá bem?

O Leavanny também saiu do rio, dando risada junto com o seu treinador. Todo o fogo de seu corpo tinha apagado, e Beedle agora era apenas um inseto bípede esguio.

Da mesma direção de onde tinham vindo Colin e Prime, Mikau também apareceu, arrastando uma Watmel Berry, ofegante. O Crocodilo parou, olhando para toda a bagunça sem entender o que tinha acontecido.

Croc?






— Eu já pedi desculpas, Gray, saiu do controle! — dizia Natt, enquanto secava o corpo de Beedle com uma toalha para que ele voltasse a pegar fogo, já que o pokémon estava tremendo de frio e espirrando.
— Diga isso para as árvores que você derrubou.

Enquanto os dois discutiam, Leaf terminava de servir os pratos com ração para os pokémon. Ele sorria simpaticamente para o Murkrow, sem entender porque Colin, Mikau e Prime olhavam com cara feia para o voador.

— Tá bom cara, você não pode ficar me culpando por um acidente desse jeito! — exclamou o pescador — Você já está parecendo o Joel desse jeito!

Gray foi falar mas alguma coisa, mas parou pra pensar após a última frase de Natt.

— Quem é Joel? — perguntou.

Os olhos do pescador encheram-se de lágrimas, mas ele limpou com a blusa antes que alguém fizesse mais uma pergunta.

— Eeeentão… — Carlie se colocou no meio dos dois, dando um sorriso amarelo para tentar justificar a sua entrada na conversa — Natt, acho que já está na hora de te explicar o motivo de eu estar aqui.

O garoto arqueou as sobrancelhas, como se pedisse para Carlie continuar.

— O Professor Nutwood está avançando no Projeto Retype, e disse que está perto de avançar, mas precisa estudar o PRNN zero zero um antes de voltar a inserir os genes nos outros pokémon… — disse ela, coçando a costa como se estivesse entrando em um assunto sensível.
— PR… o que?
— Ele vai precisar de Beedle. — disse a garota.
— Não! — exclamou Natt — Não vou deixar Beedle voltar para o laboratório desse jeito, ele é meu pokémon agora!

A garota suspirou, olhando para o pescador.

— Ele disse que, agora que você tem uma conta no sistema de armazenamento, você pode pegar o Beedle a qualquer momento, ele só precisa estudá-lo por algumas semanas, ele vai continuar sendo seu para quando você precisar… E o Beedle vai ficar mais perto da mãe dele também… o que você acha?

Natt olhou para Beedle, que estava igualmente apreensivo.

— Você quem sabe, parceiro…
— E… tem mais uma coisa — disse Carlie, tirando um papel do bolso — O professor Nutwood disse que isso estava com Emma naquele dia que… você sabe. Ele falou que queria que ficasse com você.

O pescador pegou o pedaço de papel, que estava dobrado quatro vezes, formando um retângulo. Ele desdobrou, e era uma carta assinada por Emma, mas ele dobrou-a de volta, guardando no bolso.

— Você não vai ler? — perguntou Gray.
— Eu… não estou preparado.

Natt se afastou dos outros, indo para o meio das árvores. Carlie levantou-se para ir atrás dele, mas Gray segurou a garota pelo ombro, dizendo para ela deixar o garoto sozinho.

Krow… — disse o Murkrow, deitando-se após terminar de comer. Os outros pokémon ainda olhavam feio para ele.
— Ei, rapazinho, o que você acha de seguir jornada conosco? — perguntou Gray, tirando uma pokébola do bolso — Acho que você gostaria de comer mais vezes, não é?
Meape! — reclamou Prime.

O Murkrow sorriu e bicou a pokébola, fazendo com que um raio vermelho o envolvesse, sugando-o para dentro da esfera de captura, que não balançou mais de duas vezes antes de mostrar que o pokémon tinha sido capturado. Colin e Prime encaravam Gray, com a mesma expressão de revolta.

— O que foi? — perguntou o cozinheiro — Eu sei que vocês não se deram muito bem mas… qual é? Colin, semana passada mesmo você estava roubando eu e Natt!

O Togetic sorriu, encolhendo os ombros.






Natt passou a noite inteira sentado nos galhos de uma árvore, não muito longe de onde Gray e Carlie estavam. Ele decidiu que ficaria ali, sozinho olhando as estrelas, onde poderia pensar. Não foram poucas as vezes que decidira ler a carta de Emma, mas ele sempre desistia ao desdobrar o papel e sentir o inconfundível perfume da garota. Logo quando ele acreditava ter superado ela…

Ele perdeu a conta de quantas vezes tinha dormido e acordado, apenas percebeu que tinha passado muito tempo quando ele abriu os olhos depois de um cochilo e percebeu que o sol já tinha nascido.

Ao voltar para a área em que estavam, ele percebeu Gray e Carlie dormindo, então decidiu não incomodar os dois, mas arrumou as coisas de todos, para que assim que os amigos acordassem, eles estivessem prontos para partir. Logo, Carlie ia se separar dos dois novamente, e ele e Gray passariam alguns dias em Central City.



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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Rush em Qui 4 Maio 2017 - 11:13

-Ice!

Demorei para entender que o capítulo se iniciou com um sonho. Quatro treinadores seguindo sua jornada, sendo uma delas Carlie, fez com que eu voltasse ao capítulo anterior para ver se eu havia perdido algo. Depois que a Emma foi mencionada que eu percebi que havia algo estranho... Fucking dreams, man. Eu acho que pior que um pesadelo, é sonhar com algo que você sabe que nunca mais irá voltar.

Ironicamente, mesmo sonhando com as duas garotas, de certa forma a presença delas retornaram no mesmo dia. Tenho que admitir que mesmo nunca tendo sido fã da Carlie, ela faz falta. E bem, haja caminhada ein? Sair da cidade natal para a rota entre Sparklage e Central City? Essa menina anda pra caralho. UAHEUAE' Gostei bastante da aparição de Wings também. Sinto falta da pequena Gaivota que dança break aquático.

Achei bastante interessante o realismo dos pequenos detalhes do capítulo, como a importância em um simples almoço. Ter uma equipe (Prime, Mikau e Colin) para caçar as berries, Grey para preparar os equipamentos e cozinhar e por fim, Leaf e Carlie para auxiliarem o rapaz. Tirando outros detalhes como o cozinheiro pegar água do rio.

Me surpreendo quando você descreve o tamanho avassalador de Belly. Ela saltitando consegue derrubar árvores facilmente, além de obstruir uma rodovia. No entanto, eu fico ansioso em saber o porque da pokébola estar partindo o tempo todo, e dá uma agonia pois sinto que essa gambiarra da fita isolante vai dar errado se for muito prolongada. Se quiser eu empresto o Jason Sem-Sobrenome para consertar a Pokébola. AEUHAUEHAUEHAUE' É que eu tenho más experiências em deixas as coisas para depois até um ponto que elas ficam incorrigíveis.

Eu gostei muito do side plot do capítulo em que os três Pokémons caçavam o Murkrow ladrão. Me pegou de surpresa ver que o Pokémon acabaria sendo capturado por Grey e, pela personalidade atrevida e um tanto quanto trapaceira, me pergunto como esse novo integrante irá influenciar na equipe, ainda mais que ele será de Grey, então terá um papel mais como suporte para equipe do que como um membro que batalha. A ausência do nome também me deixou extremamente curioso.

Mas nada superou a curiosidade em saber o que estava escrito na carta. PQP ICE, porque fazes isto com vós leitores? Se o Grey chorou, eu imagino que o conteúdo da carta seja no mínimo tocante, mais pesado que a Belly. :/

Eu tava dando uma relida na fic, e bem, não querendo ser chato, mas eu sinto falta de várias coisas que eu espero que voltem. :c O Munchlax fodão, o titã d'água, a EMMA.... Hahahaha, zoa. Mas eu to bem curioso a respeito de sua carta.

É isso meu amigo, capítlo cativante como sempre! Aguardo ansiosamente o próximo!

Um abraço! <3
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Brijudoca em Sex 5 Maio 2017 - 8:01

Yo -Ice

Nossa cara, eu nunca fui muito fã da menina Emma, mas esse capítulo deu um feels nervoso. Esse começo, com Natt sonhando e meio que lembrando de quando eles eram um grupo maior e meio que imaginando como seria se eles ainda estivessem juntos... foi direto no estômago.

Agora foi muito bom ver a Carlie de novo. Diferente da Emma, essa eu sempre simpatizei hehe Ainda mais com o Wings caindo em cima do Natt como nos velhos tempos. E, como o Rush disse, essa menina anda pra caralho heuehue tá sendo escravizada pelo Nutwood -q

Fiquei bem intrigado com essa história do professor querer estudar o Beedle de novo. Já tem um tempo que o plot do Projeto tá meio afastado, e só consigo imaginar que essa decisão súbita de estudar o bichinho vai trazer mais consequências no futuro. Agora sobre a carta... PQP ICE VOCÊ QUER ME MATAR? Mano, se o Grey chorou lendo essa porra, imagina o Natt. Me senti muito assistindo 13 Reasons Why, desesperado pra saber as últimas palavras da garota, e o protagonista só enrolando .-.

Quando aos subplots do capítulo, também tenho que salientar o quão impressionado eu fico sempre que você descreve o tamanho colossal da Belly e me peguei rindo imaginando a cena dela pulando por aí, destruindo tudo pela frente. A captura do Murkrow ladrãozinho também foi legal, ainda mais já estabelecendo uma rivalidade com os outros membros do time, mas creio que não vai demorar pra ele se dar bem com os outros, tal qual o Colin, nosso outro trombadinha.

Agora to bem animado em ver eles indo pra Central City ver o flash participar de um torneio. Eu curto muito quando rola essas competições que normalmente reúne os rivais e podemos ter um gostinho de como seria uma liga entre eles. Mas como você não é de nos desapontar, esses alguns dias em Central City provavelmente não serão tranquilos... E esse nome do Natt no jornal? Como que ele não lembro que o Joel tá atrás dele? Se ele não sabia por onde o sobrinho tava, ele acabou de ganhar mais uma pista hehe

Até a próxima amigo o/

PS: Como bem lembrou o Rush, BRING MUNCHLAX BACK AGAIN
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Black~ em Sex 5 Maio 2017 - 11:13

Bem, vamos lá.

Tenho que dizer que assim como os outros, tomei um susto quando li o início. Na verdade, até a parte da Carlie, eu realmente achei que aquilo estava acontecendo e pensei que você tinha esquecido de falar que a Carlie estava com o grupo, mas depois que apareceu a Emma, percebi que era um sonho. Pra que isso, cara, mó feels -q.

Mas, como tudo na vida é coincidência, a Carlie reapareceu nesse capítulo, com o Wingull dançarino e o Cyndaquil atrapalhado -q. Aliás, gostei da reaparição dela, pelo menos temporária, até a Central City. E também estou curioso para saber o que tinha naquela carta da Emma, já que o Grey e a Carlie ficaram bem tensos com elas.

Gostei de você ter trazido de volta o plot principal da fic, com a Carlie indo buscar o Beedle. Eu ainda não confio no Professor Nutwood não, e pra ele mandar a menina andar pra cacete só pra ir pegar o Beedle, coisa boa não é. Apesar de ele ter revelado algumas coisas naquele capítulo e ter aparentemente se desculpado, eu acho que ele ainda está escondendo alguma coisa muito séria nesse tal Project Retype e que nem a Carlie sabe. No mais, achei vacilo do velho o Natt ter que devolver o Beedle. Espero que ele não faça isso, o Leavanny é tão legal e ainda ajuda bastante a equilibrar esse time pseudo-aquático do Natt -q.

Eu acho incrivelmente engraçado os momentos da (não sei porque toda vez eu escrevo "o Belly", mas enfim) Belly, fiquei imaginando alguém andando de boa numa rodovia e pá: Uma fucking baleia aparece no meio da rodovia e ainda ri pra você. Cara, imagina que cena bizarra huahuahauh, ri demais imaginando isso. Mas, de toda forma, acho legal todo esse desenvolvimento que você está dando para ela. Eu só espero que o Natt e o Grey nunca mais apareçam em florestas, porque toda vez a Belly destrói uma parte da floresta -q. Mas estou curioso pra ver como esse bichão ainda vai lutar. Como eu já disse em outro comentário, o Wailord é um pokémon bem ruim, mas imagina um Wailord contra um Pachirisu da vida na fic? huahuah coitado do esquilinho -q, mas enfim.

Gostei da aparição do Murkrow e da inserção dele na equipe. Achei interessante você ter usado esse pokémon para representar um "pokémon ladrão", apesar de os pokémons dark sempre serem levados a isso, o Murkrow é um pokémon bem legal, de toda forma, e ele deverá ser bem útil na gangue. Talvez ele e o Colin possam fazer vários roubos juntos por aí, em vez da dupla de protagonistas ficar comprando produtos -qq.

Concordo com os comentaristas acima, acerca do Munchlax. Ele bem que poderia aparecer de novo, lembro até que eu pensava que ele ia entrar na equipe do Natt, mas na época ele só tinha pokémons de água -q. Mas seria bom reviver alguns mitos da fic de novo -qq.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Sex 5 Maio 2017 - 20:38

Cara, eu estou tão ansioso que isso vai sair antes do cumprimento. Ainda bem que, dessa vez, além de comentar por último, eu também li na véspera, ou eu passaria todo esse tempo ansioso para uma coisa: a carta. Natt, seja corajoso, pq eu sou curioso ;-;

Hey Ice o/

Continuando do começo... você me deu uma faísca de esperança de que eles irão atrás das sete pokeballs do Rayquaza ou alguma forma de "tudo isso foi uma pegadinha e ela está em casa tomando chá". E eu imaginei como seria ter Emma até esse ponto da história... você ainda não está no nível Ano Hana, mas está no caminho certo! (se fazer isso com as pessoas for considerado certo ;-; ).
 
Mas ai a Carlie aparece em seguida pra alegrar um pouquinho o meu coração (esquecendo o fato de ser uma rápida passagem) junto com o Wings (e a Cyndaquill só pra não deixar de fora). Eu imagino que o principal motivo dela ter aparecido tenha sido entregar a carta (de conteúdo ainda desconhecido) em mãos, já que, como ela disse, dá pra pegar o Beedle “via wifi”.
 
Sobre a diversão deles, foi bizarro imaginá-los destruindo parte da floresta, além de que eu vou acreditar que nenhum Pokémon foi esmagado no processo. O final só não parece ter sido tão feliz para Beedle né. Aliás, gostei de ter citado a rodovia, foi um toque de realidade já que não lembro de algo assim ser citado em qualquer lugar do anime (e olha que você chega em um caminhão no Pokémon Emerald, não sei como).
 
Sobre o Murkrow, eu fiquei muito revoltado com ele, assim como os outros Pokémon. Sabe quando você sabe que um personagem está fingindo ou mentindo e você fica com aquela vontade de dizer tudo para o personagem que está acreditando? Foi o que senti. Mas eu me aquietei um pouco quando o Gray lembrou o elemento Togepi arruaceiro e o Colin aquietando-se por fim. Concluímos que, se eu estivesse lá, a minha reação seria idêntica a do Colin nesse momento auehahue.
 
Fazendo uma breve menção ao Joel, parece que ele escapuliu, né Natt? Se o Nico estivesse ai, acho que ele ligaria os pontos por saber que o Joel estava “procurando um sobrinho”. Além disso, como bem notado pelo Brijudoca, o Joel pode ter uma ótima pista sobre o Natt. Contudo, como o jornal aparentemente é local de Sparklage (e caso não tenha saído isso nos outros jornais), acho que o Joel terá que chegar até lá a tempo de ter a pista logo. E eu acredito que ele fique muito preocupado se ver com quem eles se encontraram, de qualquer forma.
 
Só pra ser chato, já que não se tem muitas oportunidades disso aqui, esse talvez foi o primeiro erro ortográfico da fanfic desde o começo, ou então desde que voltamos:


Erro:
Só direi quando o Natt ler a carta, então, até a próxima.
Mentira, não vou ser mau:
Vou sim
Ta bom, prometo que agora vai:

Gray que já leu a carta e eu não escreveu:Gray foi falar mas alguma coisa, mas parou pra pensar após a última frase de Natt.


Foi um erro tão bobo que acredito que tenha sido apenas digitação, enfim.



Bom, é isso, até a próxima  tchau
 
NATT
LEIA
A

CARTA
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Slow
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Sab 6 Maio 2017 - 16:42

Comentários:
Rush: Hey Rush!

Eu comecei o capítulo com a intenção de confundir mesmo hahah Eu queria mostrar como estava sendo a jornada de Natt com Emma e Carlie, mas Emma está morta e Carlie com o professor, daí perceberíamos que foi um sonho. Foi justamente para atingir o coraçãozinho de todos vocês (e o meu também foi atingido, eu fiquei muito feels).

O povo no mundo pokémon é acostumado a andar hsauhs Principalmente Carlie, já que teve que ir de uma cidade a outra para entregar o ovo de Beedle na primeira temporada. E o realismo na hora de cozinhar foi algo que eu sempre quis implementar, pois, tipo, não dá pra ser que nem o Brock que tira uma mesa e várias panelas da mochila e cinco segundos depois já tá com um buffet inteiro pronto. É muito interessante a ideia de que o grupo todo tem que ajudar para conseguir a própria comida, seja procurando as berries ou ajudando no preparo.

O negócio da pokébola de Belly ainda vai durar uns capítulos, mas não se preocupe hahah Eu já tenho a solução em mente e não vou ficar enrolando até o caso ficar incorrigível (na verdade, nem é lá aquele caso, é só o Natt que está sendo burro de não procurar ajuda profissional kkk). Eu adoro o Murkrow, então pode esperar que o pokémon terá algumas aparições bem legais, e um nome bem fodão também -q E sobre a carta... não vou dizer nada por enquanto mhuashua

Sobre Munchlax e o Titã de água, não se preocupe, pois os dois têm um papel importantíssimo na fanfic, mesmo que ainda não estejam aparecendo, eles farão uma pontinha ainda na segunda temporada, mas o papel deles será mais relevante na terceira, então, just wait :v

Até mais meu amigo, um abraço o/

Brijudoca: Fala Briju o/

Se prepare cara, pois mais momentos feels estão por vir até o final da temporada -q Eu também gosto muito de Carlie, por isso me animei bastante ao escrever o retorno temporário da garota e de seus pokémon. O plot do Projeto Retype realmente vai voltar com tudo agora, e a decisão de estudar Beedle não é atoa heheh. E sobre a carta, bem... eu disse que as coisas serão bem mais feels a partir de agora -q

Eu também adoro as competições que reúnem todos os rivais, e uma dessas se mostrou muito necessário para a minha fanfic, já que até agora só temos Nico de rival -q Depois da competição, conheceremos vários outros treinadores que estão por aí. Bom, talvez esses dias em Central City sejam tranquilos, o Natt está merecendo, né? kkkk Ou talvez não sejam... Na verdade, como o Slow disse, o jornal é local de Sparklage, então ele vai se tornar um problema caso Joel passe pela cidade, então por enquanto Natt está suave -q

Até a próxima, meu amigo o/

E como eu disse pro Rush, Munchlax will back soon...

Black: Fala Black o/

Hahah, o objetivo desse começo era realmente assustar -q A partir de agora, teremos o feels da fanfic aumentado, então se prepare hahah

Por que você não confia no professor? kkkk Ele realmente quer estudar Beedle novamente, então o que será que está acontecendo, será que suas suspeitas estão certas? -q Não vou mentir, ainda tem algo sobre o Projeto que está sendo mantido "de baixo dos panos". Bom, ainda não sabemos se Natt devolverá o Beedle ou não, mas se o fizer, sabemos que será temporário :v

Belly realmente é colossal e muito engraçada hsuahsau Eu adoro escrever as passagens onde a baleia aparece, é como um exercício para a criatividade -q E às vezes se torna até meio inevitável destruir algo quando uma fodendo baleia de doze metros aparece haushaus Eu mal posso esperar para colocar essa pokémon em uma batalha de verdade.

Como eu disse, eu amo o Murkrow demais (pra falar a verdade, vocês leitores devem ter reparado que eu amo vários pokémon de Johto -q) e o papel dele na gangue vai ser sim bem legal -q Na verdade, isso sobre os pokémon noturno sempre serem os ladrões ou algo do tipo, acho que tem haver com o tipo mesmo, já que o Dark Type em japonês é Evil Type. Mas vou tentar fugir ao máximo dessa mesmice, já que o primeiro ladrão que tivemos foi um tipo fada.

E sobre o Munchlax, logo ele volta -qq

Até mais o/

Slow: Acho que você vai continuar curioso por mais alguns dias :v

Hey Slow o/

Sim, o principal motivo da aparição de Carlie é realmente a carta, já que, se fosse apenas pelo Beedle, eles poderiam ter feito pelo método mais rápido, que é o sistema de armazenamento do professor e talz. Na verdade, a destruição da floresta não estava nos planos de Natt, mas Belly acabou saindo do controle -qq Eu também prefiro imaginar que nenhum pokémon foi esmagado no processo, mas essa parte eu deixei a critério de como o leitor imagina as coisas hahah

Sobre a rodovia, eu achei muito importante, já que eu já mostrei várias vezes os personagens indo de carro para outras cidades na fanfic, e até agora só podíamos imaginar que eles passavam pela rota normal mesmo, então eu estava precisando mostrar que havia uma rodovia entre as cidades, um lugar por onde os carros possam ir, e eu achei a situação perfeita nesse capítulo. E ainda teremos tempo até nos acostumarmos com o Murkrow heheh

Pois é, o Natt quase que entrega tudo falando sobre Joel lá com o Gray -q O pescador ainda está tentando manter o disfarce sobre ser sobrinho do líder de ginásio, vamos ver quanto tempo vai durar isso.

E esse erro foi bem zoado mesmo, falta de atenção minha -q Vamos ver se Natt lerá a carta ou não nesse capítulo -qq

Até mais cara o/

Eu estou um pouco mais atrasado do que de costume hoje. Na verdade, eu ainda nem tinha terminado o capítulo quando acordei hoje de manhã, então tive que escrever mais um pouquinho, e com a soma do tempo que levo para responder aos comentários e editar tudo, já são quatro horas :v Não tem muito o que dizer, eu gosto das coisas que acontecem nesse capítulo -q

— Em um… dois… três! Vai, Bishop!
— Acompanhe ele, Wings!

O Murkrow de Gray começou dando pequenos saltos com suas perninhas amareladas, que o Wingull de Carlie conseguiu acompanhar. O noturno estendeu as asas, e o aquático também o fez. Com um pequeno impulso, Bishop conseguiu planar no ar, rente ao solo, batendo as asas para ganhar altitude e então descrever um círculo no ar.

Wings também flexionou as pernas e deu um impulso, conseguindo planar assim como o outro pokémon tinha feito. Ele bateu as asas uma vez, e então outra, ganhando altitude. Quando estava mais ou menos na mesma altura que Bishop, o pokémon comemorou com um grito, um pouco antes de se desequilibrar e começar a cair, rodopiando.

— AI!

Natt estava sentado de baixo de uma enorme árvore, aproveitando a sua sombra enquanto olhava para o nada, até ser atingido na cabeça pelo pokémon gaivota. Ele olhou com cara feia para Carlie, que deu um sorriso amarelo para tentar amenizar a fúria do amigo.






O sol nascia, fazendo os três treinadores acordarem novamente para voltar a andar. Antes disso, porém, Gray preparou um café da manhã para todos.

Natt já estava um pouco melhor, mas ainda não sentia-se muito bem pelo pedaço de papel que carregava no bolso. Ainda não tinha lido a carta, e nem estava confortável o suficiente para isso. Sabia que ler aquilo seria como um ultimato. A partir do momento em que Natt lesse a última mensagem de Emma para ele, a garota estaria morta de verdade. Não ler era o único jeito de prolongar mais a vida da garota em sua mente… o mistério envolvendo a mensagem era a última ligação que Natt tinha com Emma.

— Está bom, Bishop? — Gray deu um pouco da ração que estava fazendo para o Murkrow experimentar. Ao provar, o pokémon corvejou, mostrando que tinha gostado.

Ao lado de Natt, Colin imitou Bishop com uma voz de idiota, fazendo Prime rir.






Já era o terceiro dia de Natt e Gray na rota 4. O cozinheiro avisou que logo chegariam no ponto que levaria para Ciatteil, ao leste, ou Central City, no oeste. Era onde se separariam de Carlie, e o pescador já estava pensando sobre deixar ou não a garota levar Beedle de volta para o professor.

O inseto estava conversando alegremente com Leaf, que estava ao seu lado. Seria difícil ver Beedle longe do resto do grupo, mas ainda assim Natt não queria simplesmente falar não para o professor Nutwood.

— Então… chegamos. — disse Gray, fazendo com que Natt voltasse a prestar atenção no que acontecia ao seu redor.

Três placas estavam cravadas no chão. A primeira apontava para o norte, mostrando a direção para a ilha de Isleasia. Apontando para o oeste e para o leste, as outras duas placas apontavam a direção para Central City e Ciatteil, respectivamente.

— Então estou indo… Natt? — disse Carlie, olhando para o pescador.

Natt sorriu, pegando a pokébola de Beedle do bolso.

— Eu quero ele de volta no meu time até o final do mês — disse, dando a esfera de captura na mão de Carlie.

A garota deu um apertado abraço em Natt, quase levantando-o com os braços.

— Muito obrigado, vai ajudar muito na pesquisa.
— Eu sei, agora vamos logo. — disse o treinador, afastando-se dos braços da garota.

Depois de toda a despedida, Carlie voltou para Ciatteil com Beedle, enquanto Natt e Gray iam para a direção oposta.

— Isso foi um sorriso? — perguntou Gray — O Natt que eu conheço está de volta?

O pescador deu um soco no ombro do amigo.

— Quando vamos chegar em Central City?
— Creio que amanhã de tarde. — disse o cozinheiro — Um dia antes das inscrições do torneio.



Capítulo trinta e três
Dezoito

Como Gray previra, eles chegaram em Central City sábado de tarde.

Assim como acontecia com todas as cidades que Natt visitava, ele ficou boquiaberto ao ver a primeira cidade a ser construída em Eyarn. É, ele manjava um pouquinho de história.

A entrada da cidade era uma grande construção com duas aberturas por onde passavam os carros para sair ou entrar, onde ficavam algumas pessoas dentro dessa construção falando com os motoristas pela janela e abrindo o caminho para eles passarem. Na parte de cima da construção, estava escrito “Central City – O centro histórico de Eyarn”.

Após conversarem um pouco com os guardinhas que ficavam na entrada, serem revistados e tudo mais, Gray e Natt entraram. Foi uma caminhada de quinze minutos até realmente chegarem nas ruas da cidade, e valeu a pena. As casas eram todas brancas como cera, remetendo às construções Unovianas do século XIX. Os comércios localizavam-se praticamente todos na mesma rua, e eram todos muito retrô também. Todas as construções tinham uma pegada meio clássica, com vários pilares e janelas ovais.

— Uau. — disse o pescador.
— É… uau. — disse Gray, também boquiaberto — Toda vez que venho aqui é como se fosse a primeira vez. Central City é incrível.
— Acho que temos que achar um hotel, né? Se vamos ficar aqui até o fim do torneio, não quero ter que dormir na área de viajantes do Centro Pokémon como em Knothole, é horrível.
— Imagino. — disse Gray, sorrindo — Vamos procurar.






Não demorou muito para acharem o hotel. Com o dinheiro que Natt tinha ganho com a segunda insígnia e o campeonato de pesca, conseguiram comprar um quarto bem melhor do que o que tinham dormido em Sparklage.

— Uma televisão. — foi a primeira coisa que o pescador disse ao entrar em seu quarto, vendo o eletrônico preso à parede que podia ser visto tanto de sua cama quanto da de Gray.

Ele ligou-a com o controle remoto, trocando de canais para procurar algo de interessante.

— Natt, não vai quebrar isso logo no nosso primeiro dia aqui. — disse o cozinheiro, enquanto desfazia as malas.

O pescador continuou trocando de canais por alguns segundos, até que a televisão parou no mesmo canal, mesmo com o garoto apertando o botão para trocar. Antes que Gray visse, Natt colocou o controle suavemente sobre o criado-mudo.

— Acho que vou assistir o jornal mesmo. — disse, fingindo que prestava atenção na notícia que passava no telejornal sobre um ladrão que usava pokémon psíquicos nas ruas de Central City.
— Droga… — disse Gray, olhando para a sua mochila — Natt, vamos ter que comprar mais temperos logo, estamos no sinal vermelho aqui.
— Vamos? — perguntou o pescador.
— Se você quiser pode ficar aqui.

O garoto olhou para o telejornal, que ainda passava uma notícia sobre o tal ladrão noturno.

— Vamos.






— Se eu soubesse que você me chamou pra ficar carregando sacola eu nem vinha! — reclamou Natt.

Era a quarta loja de que ele e Gray saíram, o que adicionava mais duas sacolas para o pescador levar por aí. Central City, por ser conhecida como a cidade do comércio, tinha um leque imenso de variedades de produtos, e aquilo parecia estar sendo muito bom para Gray.

Enquanto eles andavam, Natt avistou uma quadra de basquete há alguns metros dali. Ele ouviu uma gritaria imensa vindo de lá, algo como uma torcida, e ficou curioso para ver o que estava acontecendo ali.

— Ei, Gray, segura aqui rapidinho — disse, dando todas as sacolas na mão do amigo.
— Onde você vai?
— Já volto.

A quadra estava rodeada por umas vinte pessoas coladas às grades. Havia tanta gente lá que Natt não conseguia ver o que estava acontecendo para atrair todo esse tumulto.

— O que é isso? — perguntou, cutucando uma garota que estava na sua frente.
— É uma batalha entre dois treinadores. — respondeu ela, sem tirar os olhos da quadra.

Natt ficou na ponta dos pés para conseguir ver por cima da cabeça de todo mundo que estava na sua frente. Dois pokémon batalhavam, um deles era esguio e cinza, com uma coroa de penas vermelha em sua cabeça e uma pedra dourada na testa. Do outro lado, um pequeno bípede de pele marrom e orelhas verdes, com um longo e ondulado cabelo que se assemelhava a um algodão. Apontando a pokédex para os dois, o pescador certificou-se de que eram Weavile e Whimsicott, respectivamente.

O treinador do Weavile era um rapaz alto de cabelos castanhos e rebeldes, um pouco mais velho que Natt, com uma barbicha a se fazer. Ele usava uma camiseta preta normal sobre uma laranja, que curiosamente só tinha uma das mangas que ia até o pulso direito.

O outro treinador, dono do Whimsicott, tinha a mesma idade de Natt, mas era um pouco mais alto. Tinha um cabelo preto espetado e usava uma camisa vermelha sobre uma camiseta branca. Em cada uma de suas mãos havia uma baqueta de bateria, que ele usava para batucar em tudo o que tinha em sua frente.




— Sheepy, use o Moonblast! — ordenou o treinador, apontando com uma das baquetas para o pokémon adversário.

O Whimsicott levantou as mãozinhas, liberando toda a energia do seu corpo para cima, de modo que elas se juntassem e começassem a formar uma grande esfera de energia rosa em cima do corpo do pokémon vegetal.

— Não deixe, Blizz, use o Icy Wind novamente! — ordenou o treinador do Weavile.

O noturno avançou contra o oponente, enquanto pequenos espinhos em forma de gelo se materializavam ao seu redor, todos apontando para Whimsicott. Com um sopro, Blizz fez com que todos esses espinhos fossem na direção do oponente, atingindo-o antes que ele tivesse a chance de terminar a explosão lunar, caindo desmaiado. O baterista retornou seu pokémon.

— Não foi dessa vez, Will. — disse o treinador do Weavile, sorrindo para o oponente.
— No torneio teremos uma revanche. — disse Will, colocando as baquetas no cinto e fazendo um sinal positivo com o polegar, saindo da quadra.

O vencedor olhou para todos que assistiam, apontando para o próprio peito.

— Alguém mais quer tentar uma batalha contra o invicto Guy Greenwood?

Todos que assistiam se entreolharam, como se estivessem perguntando uns aos outros quem tinha coragem de entrar lá e perder. Natt viu Will passando do seu lado, com os braços cruzados, e então deu um passo para frente, sorridente.

— Eu quer–

Antes que pudesse terminar, Natt sentiu-se sendo puxado. Ao olhar para o lado, viu Gray, arrastando-o pelo braço com uma mão, enquanto a outra carregava mais de seis sacolas.

— Você disse que já voltava! — reclamou o cozinheiro — Eu preciso da sua ajuda pra carregar tudo.
— Ah cara, eu ia batalhar! — disse Natt, vendo a quadra se distanciar cada vez mais, enquanto um garoto de blusa e touca cinza e cabelos loiros compridos entrava para desafiar Guy.






Era noite, e Natt estava deitado em sua cama, ainda com a roupa de sempre, enquanto Gray já estava de pijama na cama do lado. A televisão estava ligada, ainda no canal de notícias, mas nenhum dos dois prestava atenção, já que o cozinheiro estava lendo o livro que Harry lhe dera, e o pescador mexia no seu celular.

— Desliga a tevê Natt, a gente não tá assistindo. — disse o cozinheiro, enquanto lia.

O pescador apertou o botão de power do controle, mas o aparelho ainda não estava funcionando.

— Não cara, eu tô assistindo sim.

Natt continuou olhando para o celular. Ele mexia na pokédex para passar o tempo, mas na verdade só estava esperando. De vez em quando, olhava para a hora do celular, esperando dar o horário certo.

— As inscrições do torneio já são amanhã… — disse Gray, fechando o livro — Acho bom irmos dormir, amanhã será um belo dia.

Ele se cobriu, fechando os olhos e dizendo boa noite à Natt.
O pescador continuou mexendo no celular, sem fazer nada, até que deu onze e cinquenta e cinco da noite.

Ele se levantou da cama, prendendo o cinto com suas quatro pokébolas e colocando a jaqueta vermelha de pescador. Ele desceu as escadas, saindo do hotel e indo para alguma rua aleatória, enquanto procurava um bar que ficasse aberto por vinte e quatro horas. Queria tomar algo.

Após algum tempo andando, ele olhou novamente no celular. Eram onze e cinquenta e nove da noite.

— Já tá dando a hora. — disse ele, levantando a camiseta para que o seu cinto com as pokébolas fosse visível — Caras, podem sai–

Antes que Natt pudesse falar mais alguma coisa, ele sentiu-se paralisado. Uma aura de cor magenta envolveu todo o seu corpo, e ele não conseguiu mexer sequer um músculo.

Ele sentiu-se puxado pela aura, levantando alguns metros no ar. Pelo canto do olho, ele conseguiu ver um sujeito chegando. Era um homem adulto, usando roupas cinza-escuras que cobriam-lhe todo o corpo. Também usava um boné da mesma cor, óculos escuros e uma máscara branca para tapar o nariz e a boca, de modo que ele ficasse irreconhecível.




— Olá, garotinho. — disse — Bom, eu não gosto muito de roubar crianças, então vai ser tudo bem rápido, certo?
— Quem… é… você? — disse Natt, esforçando-se para falar com aquela energia envolvendo-o.
— Qual é, não vê os noticiários? — perguntou o bandido, em tom de deboche — Sou Zero.

Atrás de Zero, estavam dois pokémon. O menor era pequeno e totalmente branco, com apenas uma espécie de cabelo “corte de tigela” verde cobrindo a sua face, de modo que seus olhos não fossem visíveis. O outro era um pouco maior, e parecia ser a evolução do primeiro. Parecia uma bailarina com um vestido branco e pernas verdes, da mesma cor que o cabelo que tocava o ombro de ambos os lados.




Ambos os pokémon pareciam estar fazendo esforço para manter a aura que segurava Natt no ar.

— Continuem segurando-o. — disse Zero, dirigindo-se à Natt — Vamos ver o que você tem aqui, rapaz.

O bandido colocou a mão no bolso da jaqueta do pescador, pegando o seu celular. Ele tentou desbloquear o aparelho, mas não conseguiu, colocando-o no bolso. Em seguida, ele colocou a mão no bolso da calça do rapaz, pegando a chave do hotel.

— Um… isso vai ser de grande utilidade. — disse ele, guardando-a também.

Natt fazia todo o esforço do mundo para conseguir se mexer, ou ao menos chamar um de seus pokémon, mas não conseguia.

Zero colocou a mão no outro bolso da calça do garoto, dessa vez tirando um pedaço de papel dobrado.

— Ora… o que temos aqui? — disse ele, desdobrando o papel para ver o seu conteúdo — Uma carta, não? Vamos ver… “Querido Natt, eu estou escrevendo essa carta pois”... Você é Natt, né?
— Por… favor… — o pescador fazia todo o esforço que podia para tentar se livrar da energia que o envolvia.
— “Sei que os últimos dias foram estranhos”... — continuou Zero, como se provocasse Natt. Atrás dele, os pokémon faziam cada vez mais esforço para manter o garoto.
— PARE!

A energia que rodeava o pescador sumiu, fazendo com que o garoto caísse em cima de Zero. A primeira coisa que ele fez foi pegar a carta de Emma novamente e guardá-la no bolso.

— Mikau, Colin, peguem eles! — ele apontou para os dois pokémon de Zero. O seu Togetic e Croconaw saíram das pokébolas, partindo para cima dos dois psíquicos.

Natt conseguia apenas sentir raiva. Ainda em cima de Zero, o pescador deu-lhe um soco, sentindo o sangue do nariz do bandido molhar o seu punho, quando ele deu outro, e outro.

— Desgraçado! — gritou Zero, afastando Natt com os dois pés, arremessando o pescador para trás. Os dois pokémon do treinador foram socorrê-lo, permitindo que o bandido fugisse com os seus dois pokémon — Inúteis! Vocês não conseguem manter um moleque preso?

Natt estava desnorteado, mas levantou-se ao ver Zero fugindo.

— Ele… Ele está com o meu celular! — disse o pescador, cambaleando.

Os seus dois pokémon foram atrás do bandido, e Natt foi correndo atrás deles, enquanto recobrava a consciência.

Enquanto fugia, Zero levantou os dois pokémon pelo pescoço, correndo rápido e entrando em um beco, sem imaginar que Natt tinha visto. O bandido prendeu os dois pokémon contra a parede, enquanto ambos berravam e choravam, tentando escapar. A máscara branca do bandido já tinha sido totalmente pintada de vermelho pelo seu sangue.

— Vocês me foderam! — disse, batendo a cabeça dos pokémon contra a parede — Se eu for preso… se aquele garoto me achar… VOCÊS MORREM!

Ele bateu os pokémon contra a parede de novo, jogando-o contra o chão. Ambos sangravam e estavam seriamente machucados. O menor desmaiou, e a maior, que se parecia com uma bailarina, usou as últimas energias que tinha para envolver Zero com a mesma aura que tinha envolvido Natt, levantando-o no ar e arremessando-o contra a parede. Após usar o ataque, o pokémon também desmaiou.

— Vocês… estão…

Zero não conseguiu terminar de falar, pois também caiu no chão.

Natt chegou no beco com seus pokémon, vendo o bandido desmaiado, assim como seus dois pokémon. A cena era bem chocante, os três sangravam e estavam com sérios machucados. O pescador se dirigiu à Zero, pegando o seu celular e a chave do hotel do bolso do homem.

Croc? — disse Mikau, olhando para os dois pokémon machucados.
— Vou chamar ajuda… — disse Natt, discando para o número do Centro Pokémon.






O pescador estava sentado no banco do hospital dos pokémon, apoiando-se em seus joelhos, enquanto olhava para o chão. Ele levantou a cabeça ao ver a enfermeira trazendo-lhe uma bandeja com duas pokébolas.

— Aqui estão Croconaw e Togetic. — disse ela, enquanto Natt pegava as pokébolas — Estamos tratando de Zero, assim que ele estiver melhor, a polícia vai levá-lo.
— E os pokémon dele? — perguntou Natt, sem se importar com o estado do bandido.

A enfermeira suspirou, olhando para o vidro que separava a sala de espera da sala de enfermagem.

— Estamos fazendo o possível…

O pescador assentiu, levantando-se e indo embora, enquanto olhava para o celular. Eram três e onze da madrugada.

— Que droga… — disse — Achei que conseguiria aproveitar bem as primeiras horas de hoje, não esperava que o dia começasse com toda essa bosta… Espero que quando amanhecer tudo fique melhor.








Era uma madrugada fria em Ciatteil. Um carro estava parado em uma rua aleatória com o som ligado no volume mais alto, incomodando algumas pessoas da vizinhança, mesmo que nenhuma delas tivesse coragem de falar alguma coisa.

Dentro do carro, um rapaz negro e musculoso estava com as pernas esticadas em cima do painel, comendo um cheeseburguer enquanto olhava para fora. Após terminar o lanche, ele abriu o porta-luvas, pegando uma foto três por quatro de um garoto de cabelos negros e olhos azuis.

Em seguida, ele pegou o celular, vendo que eram três horas e vinte e seis da manhã do dia dez de novembro. Ele olhou para a foto do garoto com uma expressão de tristeza.

— Me desculpe… Me desculpe, Natt. Eu achei que te encontraria antes, mas já chegou o dia e eu não estou junto com você para comemorar, mas estou feliz por você do mesmo jeito… Feliz dezoito anos, meu garoto. — disse Joel Nivans.

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Black~ em Dom 7 Maio 2017 - 14:36

Eu já tinha lido ontem, mas acabei nem comentando, mas enfim.

Quanto ao tipo Dark, era o que eu queria dizer e queria até lembrar o nome japonês que era algo relacionado com mal, já que os golpes do tipo dark são de roubar, morder, fingir que tá chorando, etc. Por isso a relação dos pokémons ladrões com ser algo "ruim" mesmo, mas enfim².

Agora vamos falar do capítulo.

Bem, esse capítulo foi legalzinho, apesar de ter parecido meio filler, com as batalhas dos figurantes lá, e os dois protagonistas apenas escolhendo o quarto. De toda forma, o capítulo correu bem e eu gostei dele no geral. Não sei se esse Zero vai ter alguma importância na história ou se ele só apareceu nesse capítulo pra completar o número de páginas -q; de todo jeito, achei legal a "batalha" do Natt contra ele. Só acho que ele ficou enrolando muito depois que roubou o pescador -q. E achei bem tensa a cena dele batendo no Ralts e no(a) Kirlia. Depois de toda a preocupação do Natt, eu só pude pensar em uma coisa, mas imagino que ele não vá capturar nenhum dos dois não. Quer dizer, pelo menos não agora -q.

Como você disse acerca dos rivais, imagino que um desses dois que estavam lutando fatalmente acabarão se tornando rivais do Natt. Pelo que conheço de fanfics pokémon, o Natt lutará contra um deles (provavelmente o do Weavile) e vencerá, fazendo com que eles acabem virando rivais, igual àquela menina do torneio de pesca que eu já esqueci o nome dela -q.

Devo dizer também que achei engraçada a parte que o Grey e o Natt estão no hotel e o Grey fala para o Natt não quebrar nada e ele na primeira vez que aperta o controle, quebra o botão huaahuhauah e depois diz que está assistindo ao jornal, só pra não dizer que fez merda. É uma cena bem "bobinha", mas eu ri de qualquer forma -q.

Eu fiquei me perguntando o porquê do Natt ficar esperando dar meia-noite. Pensei que fosse mais uma loucura dele, tipo treinar os pokémons à noite, para adaptá-los a lutas assim ou qualquer coisa do tipo. Porém fiquei surpreso quando eu descobri que na verdade ele queria aproveitar o primeiro aniversário que ele ia fazer fora de casa. Aliás, o título fez sentido depois que descobri isso -q.

De toda forma, o acontecimento mais surpreendente ficou no final, revelando que o Joel na verdade estava indo atrás do Natt para comemorar o aniversário dele. Eu tive que reler o prólogo para entender novamente a relação do Natt com o Joel, e pelo que eu li, eles aparentemente brigavam algumas vezes, mas pelo visto os dois se gostam bastante e o Joel só tinha sido duro com ele mesmo; também não lembro se em algum momento da fic você diz porque os dois moram juntos, se aconteceu algo com os pais do Natanael, mas enfim. Agora que sei o que o Joel está fazendo atrás do Natt, estou torcendo para que eles se reencontrem -q.

Bom, pelo visto a carta não vai ser lida mesmo =/. Mas entendi o motivo do Natt de não querer lê-la. De toda forma, foi justamente a carta que motivou o Natt a conseguir se soltar de um Psychic e dar um cacete no ladrão. Bem, como disse anteriormente, imagino que esse Zero vai aparecer de novo e gostaria de ver mais do mesmo.

Uma coisa que eu tava quase me esquecendo de comentar foi o detalhamento da cidade. Eu gostei bastante dessa cidade, sendo uma cidade bem histórica, com várias casas feitas no século XIX e coisas e tals. Mas eu confesso que achei bem surpreendente isso, já que eu imaginei que Central City fosse uma cidade toda tecnológica, cheia de prédios e etc. o que remeteria ao nome da cidade. Mas a explicação foi que era o centro histórico e comercial de Eyarn (até hoje não sei como se pronuncia isso) e talvez por isso o nome faça sentido. Mas enfim, apenas detalhes mesmo, que achei interessante, já que aparentemente cada cidade é uma coisa. Como Ciatteil já era a metrópole, talvez fosse difícil ter outra cidade dos mesmos moldes, mas enfim.

Enfim, acho que é só e boa sorte com a fic.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Rush em Dom 7 Maio 2017 - 19:06

Só pescando o assunto mesmo, o tipo Dark se refere aos movimentos cujo o usuário "trapaceia". Por isso o tipo "Fight" é super-efetivo contra e também tem resistência, pois eles seriam justiceiros e disciplinados enquanto os "Darks" seriam trapaceiros e improvisados. Isso também faz sentido em questão da vantagem contra os "Psychic", já que eles usam a lógica e não esperam algum tipo de trapaça - além de Dark (Escuridão ou algum bandido) geram medo, e os tipos psíquicos tem fraquezas a coisas que nós subconscientemente temos medo, como insetos e fantasmas.

Inclusive, não sei se é verdade, mas li em um fórum gringo que o "Sand-Attack" quase virou Dark-type na segunda geração, sendo antes do tipo normal. No entanto, ele virou Ground-type.

ENFIM

Salve, -Ice! /o/

Não achei o capítulo nem um pouco Filler, até porque tiveram acontecimentos bem importantes. Eu admito que achei bem engraçado a cena em que Grey dá um sermão em Natt para ele tomar cuidado com a televisão, dizendo para ele não trocar os canais muito depressa. No início achei nada a ver, já que eu mesmo faço isso direto, mas ao ver que o Natt não se importou muito e DE FATO ele estragou o controle, eu ri pra caralho.

Eu queria ter visto um pouco mais da batalha do Weavile contra o Whimsicott, dois Pokémons que estão na minha lista de pokémons preferidos - Além do Whimsicott ser um dos Pokémons mais apelões do competitivo. Tenho videos salvos no 3DS de eu vencendo de times de lendários só com o Whimsicott, usando o combro Prankster + Encore + Substitute + Leech Seed e Moonblast pra finalizar. Ironicamente, Whimsicott é o counter natural do Darkrai no competitivo.

E bem... Admito que doeu meus olhos ao ver um Weavile usando Icy Wind, considerando que ele tem um Sp. Atk ridículo. MAS EU ENTENDO, EU ENTENDO, LICENÇA POÉTICA EM FICS SÃO UM PASSE LIVRE DO COMPETITIVO. Caso o contrário, 95% dos Pokémons seriam inúteis nas fics.

Também gostaria de ter visto uma batalha entre o Natt e o tal Guy. No entanto, eu tenho um grande pressentimento que o Natt vai ter a bunda chutada. Sei lá, para mim, Weavile é aquele Pokémon "Top Tier" nas fan fics, já que o Sneasel em si já é foda no início e no meio da Fan Fiction, sendo o Weavile aquele cara que tá entre os campeões na liga. Além do mais, o cara deve ter mais Pokémons nesse nível, enquanto o único Pokémon "avassalador" mesmo do Natt é uma Wailord que até então o poder de batalha é desconhecido.

Sobre a arquitetura de Central City, a descrição me lembrou mais Sootopolis, manja? Minha cidade preferida de Hoenn, e acho que a minha cidade preferida em geral mesmo, mano. Gostaria de escrever uma one-shot a respeito da cidade, que pra mim, é extremamente melancólica.

Já esperava que Zero aparecesse no capítulo, já que ele foi mencionado anteriormente pelo noticiário. No início, achei ele até que simpático, usando os poderes psíquicos e conversando com Natt, dando a entender que ele estava necessitando mesmo daquilo para sustentar alguém ou coisa do gênero. Depois, as provocações começaram a surgir até que ele começou a ler a carta contra a vontade de Natt! D: Essa cena pra mim foi épica, na real. Meio que tudo desenrolou de uma forma PIOR do que eu esperava, no sentido mais desesperador possível pro lado do Natt. Foi incrível.

A agressividade de Zero, no entanto, foi algo que eu achei bem desnecessário (Pelo lado do personagem, e não da escrita), e meio que destruiu toda a imagem UM POUCO simpática por parte dele. Mostrou que ele rouba por prazer e não necessidade e pior, ainda desconta a raiva nos pobres Pokémons. Ele não teve piedade alguma dos pequenos e porra, nunca vi ninguém que teria coragem de agredir um pequenino Ralts. D:

Pela situação, acho que o Natt vai ter outro Pokémon daqui a pouco. E bem, creio que seja a Kirlia, pois do jeito que você está sanguinário ultimamente, não sei se você vai poupar a vida do pobre Ralts. kkkkk

E falando nessa cena específica, eu também fiquei confuso pelo motivo que o Natt estava contando as horas. No início achei que ele estava querendo encontrar o ladrão, indo nas ruas no horário em que ele agia, mas aparentemente não foi esse o motivo. Ele queria treinar mesmo?

A cena de Joel no final foi bem feels também. Quer dizer então que agora o Natt é maior de idade? Agora que a putaria vai rolar solta. Vai pegar geral enquanto toma a bebida que pisca nos bares dentro das baladas dentro de puteiros dentro de seções de filmes de exorcismo no cinema dentro de um carro que vai dirigir com a licença legal dentro do porte de arma legal também dentro da faculdade dentro de outras coisas que apenas maiores de idade podem fazer. (Faculdade não é uma delas, já que terminando o ensino médio você pode cursar, mas enfim)

Agora fico curioso para ver como a jornada de Joel vai seguir. Ah, a de Natt também. AUEHUA'

Um abraço, até mais!


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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Brijudoca em Seg 8 Maio 2017 - 13:51

O NOME DO MURKROW É BISHOP HAUWHEUAHAUHS EXCELENTE

Eae Ice o/

Esse capítulo de introdução a nova cidade foi bem legal, e também não achei nem um pouco filler. Curti bastante a descrição da cidade, admito que enquanto eu lia, me lembrou um pouco as cidades históricas do Brasil mesmo, tipo Paraty e Ouro Preto sabe? lol

Enfim, um local maneiro pra se realizar um torneio. De cara já vimos dois possíveis rivais de Natt, mas eu odeio demais esses personagens que ficam pagando de invencível. Espero que esse Guy não seja só mais um mala (já basta o Nico e a Karen hehe), mas pelo menos ele tem um Weaville que é um dos pokemão mais legais ever. Queria entender também o porquê do outro doido ficar batucando enquanto batalha, tipo... wtf? Muito coisa dos games tipo, "You are challenged by Young Drummer Will", e aparece o sprite do cara numa bateria kkk

Caralho eu ri demais do Natt quebrando o controle da televisão e tendo que fingir que estava assistindo pra não admitir a cagada. O Gray foi muito ~mãe ~ nessa hora, e depois também fazendo o menino carregar as compras em vez de se envolver em outra batalha. Fiquei até meio triste que ele não contou pro Gray do aniversário, os dois podiam ter comemorado juntos e fortalecido mais a amizade. Mas entendo, que ele queria um momento sozinho só ele e seus companheiros. (Pra tomar um goró)

Nossa, mas que ranço que eu peguei de Zero, mas do que de todos os vilões que apareceram na fic até agora. O cretino não contente em só assaltar o Natt, ainda quis fazer tortura psicológica com ele, tipo, qual a necessidade cara? No fim das contas, deixar de ler a carta foi o que salvou Natt e seus pokemon, inesperado devo dizer. Mas o filho da puta ainda tem coragem de agredir os próprios pokemon? Que isso cara, quem tem coragem de atacar um pobre Ralts. Fiquei muito triggered com esse Zero, nem quero mais dele na fic, só quero ele preso mesmo.

Então Joel tá em Ciatteil ainda, então seu encontro com o sobrinho deve estar bem longe de ocorrer mesmo. Ele parece estar sentindo bastante falta do sobrinho, será que o Natt não faz ideia do quanto ele também significa pro tio?

Cara, quero muito que essa competição comece, o Natt progrediu muito durante esse tempo em jornada, mas tá na hora dele enfrentar uns treinadores fodões também.

Até o próximo mano o/
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Seg 8 Maio 2017 - 23:41

Hey Ice o/

Já houve o milagre na fic dos ratos, agora eu tenho 8 minutos e 1 hora pra comentar em um dia que não seja a véspera (ou meia hora antes) de sair um capítulo c:

Uma coisa "técnica" que eu achei engraçada, é o nome do capítulo ser um número. Isso porque fica: "Capítulo trinta e três dezoito", achei isso meio bizarro asuhauhs. Até demorou um pouquinho pro nome aparecer, já estava tão concentrado que tinha esquecido disso, passaram-se umas 3 mudanças de cena (ou pequenos timeskip) e eu não fazia a mínima ideia do motivo do nome e de um Kirlia. 

Bom, Beedle vai se ausentar por uns tempos, curiosamente na véspera do aniversário do Natt. A própria Carlie foi embora nesse dia também... acho que ela gostaria de parabenizá-lo, embora tenha dado aquele forte abraço de despedida mesmo sem saber.

Gostei bastante da descrição da cidade, achei muito bem pensada e trabalhada. Me parece uma cidade dos jogos onde estaria o museu, será que veremos algo assim aqui?

Assim como os outros, também ri muito com a cena do controle. Até porque não digam pra ninguém acho que seria algo que eu faria na mesma situação também, me identifiquei um pouquinho embora não tenha passado por isso asuhasu. Também é um detalhe engraçado que a primeira vez que eles tem uma FUCKING SMARTV PLUS ULTRA 4K DE TELA PLANA (exagerei um pouco, ta) foi justamente na cidade histórica e retrô da fic.

Na batalha, tirando o nome do cara ser cara em inglês, algo que achei curioso foi a escolha dos Pokémon. Eu não tenho certeza se foi intencional, mas parece algo que você faria, é a relação dos tipos dos Pokémon. O tipo você do Weavile ganha do tipo Grass do Whimsgfdiouhd (desgraça de nome difícil), enquanto o tipo Fairy do referido Pokémon tem vantagem sobre o tipo Dark do Pokémon de nome não complicado. Cada um dos treinadores parecia ter conhecimento disso, o que evitou algum tipo de "ataque, ataque, ataque!" só pra encher de uma variedade de golpes, no mínimo consideraram vantagens e fraquezas, embora é um Icy Wind em um Weavile, já comentado pelo Rush -q. Parece que eles já se conheciam também, então devem conhecer ainda mais sobre esses detalhes um do outro. Vou admitir uma coisa aqui, mas eu achei que o cara dos noticiários fosse esse, por aquele preconceito do "tipo Dark", mas falarei sobre isso mais pra frente. Também achei meio wtf o cara das baquetas. Usando-as para dar ordens, ele parece mais aqueles carinhas que ficam mexendo aquela vareta em orquestras ou alguma coisa do tipo, acho que é maestro o nome :v

Um pequenino detalhe. 99,879% de certeza que veremos os dois treinadores no torneio, isso foi mencionado. Mas fiquei curioso sobre o cara que entrou em cena no lugar de Natt. Você deu uma aparência para ele, além disso, uma não-muito clichê, pra mim ele parece que terá alguma importância, talvez aparecendo no torneio. Por minhas experiências como escritor, eu colocaria algo como "E então, outro garoto o desafiou para uma batalha", já que não iria "gastar" criatividade pra um cara que aparece em menos de uma linha.

Como o Rush, eu imaginei que o carinha dos noticiários fosse aparecer, pois aconteceu algo algo semelhante com o "Togepi arruaceiro", mostrado de cantinho, como se fosse só enfeite (ou para mostrar alguma notícia) e depois surgindo de verdade. Só achei um pouco wtf o Natt ter simplesmente esquecido disso, tendo que ser forçado a ver os jornais por... ele mesmo, hehe. Eu mesmo, assim como o Black, imaginei que o motivo de olhar tanto a hora e ir para uma rua qualquer no meio da noite fosse justamente pegar o cara (não o Guy, o Zero -q), embora ele não tivesse muitos motivos além de algum senso de justiça para fazê-lo, o que eu não acho que Natt seja assim a menos que seja conveniente. Até porque, ninguém vai sair caçando bandidos por ai, ele está ocupado em ser protagonista de uma fanfic e pescando .-.'.

Algo que parece ter sido bem trabalhado aqui foram os tipos, hein? Eu achei curioso e muito provavelmente pensado por você os Pokémon do bandido. Enquanto se espera algo "Dark", como estavam discutindo ai, você veio acho que com os 2 tipos considerados mais "puros", Fairy e Psychic, até pq ambos me lembram luz, iluminismo e essas coisas. Contudo, os Pokémon pareciam estar sendo forçados, seria... talvez bizarro ver outros Fairy badass como o Colin :v. Outro detalhe é que, enquanto o Sweet Kiss pareceu bem OP ao ser usado em um humano, o Psychic aparentemente ficou bem pra trás, sendo mostrado uma imensa dificuldade de 2 Pokémon ao mesmo tempo manter um humano imobilizado. Talvez status sejam "super efetivos" em humanos? 

É o terceiro parágrafo pra essa parte, mas esse Zero é um filho da puta mesmo. Quer roubar? Ok, ele é o protagonista, vc vai se fuder depois otário -q (vou nem falar, se não vc vai fazer exatamente o contrário só pra me sacanear). Eu confesso que fiquei "feliz e puto" [não vou pegar o meme por preguiça] por ele começar a ler a carta. Eu achei que finalmente saberia o conteúdo, mas era contra a vontade do Natt e nem foi muita coisa. Ai o desgraçado. Bate. Num. Ralts. E. Num. Kirlia. Ele merece morrer 100x por cada gota de sangue derramado de cada um dos Pokémon c:

Cara, primeiro eu tive um frio na barriga (não literalmente, mas não sei como descrever isso) excessivo ao ver a última cena. Eu nem lembrava do Joel cara, tinha um cara com um som em alto volume tacando o foda-se pra vizinhança comendo um Fucking cheeseburger em um carro e procurando por Natt... até a palavra Joel ser dita, eu JURAVA que era o Coldy. Fiquei meio tenso uidgofjausid. Mas ai, a partir de Joel, eu fiquei um pouco "tranquilo demais" por ver o que parece ter sido o motivo do Joel, eu imaginava algo "mais sério", e achei muito legal da parte dele. Ah, e eu quero ver o tiozão quando a treta toda rolar, achei que seria muito interessante só de imaginá-lo enfrentando os outros 2 (3?) ex-líderes ao lado do sobrinho e sua trupe.

It is (é isso em francês puxado pro japonês só pra não dizer a mesma coisa em português novamente), to the next, -Gelo  tchau


Última edição por Slow em Seg 8 Maio 2017 - 23:43, editado 1 vez(es) (Razão : Errei o nome do Pokémon de nome fácil, lol -q)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Qua 10 Maio 2017 - 21:25

Comentários:
Black: Fala Black!

Como eu disse, esse capítulo seria meio filler mesmo, mas alguns dos acontecimentos nele vão se mostrar mais importante mais para frente. Sobre Zero, ele terá alguma importância sim mais para frente, mas provavelmente não aparecerá de fato, mas alguns de seus atos... enfim, ouviremos o nome dele novamente -q

Sim, eu comecei a apresentar alguns dos futuros rivais nesse capítulo. Nem todos os que aparecerem vão ter uma importância tão grande no futuro, mas creio que dois ou três rivais novos e com potencial aparecerão aqui. Agora vamos ver o que vai acontecer né.

Essa parte do controle foi bem improvisada para falar a verdade -qq Eu estava escrevendo e eu pensei em algo que poderia tornar o cotidiano dos dois rapazes mais natural, e eu usei a quebra do controle pra isso, pois é algo que eu sei que eu sou bem capaz de fazer, e acabou ficando bem engraçado.

Como você disse, Natt e Joel brigavam sim algumas vezes, mas não era nada muito grave ou fora do comum para um adolescente rebelde e seu responsável. No fundo, eles se amam hauhsau Sobre a carta, não vou dizer se Natt lerá ou não (não acredite em tudo o que eu falo no skype -q), mas toda essa história da carta terá um desfecho bem interessante.

Eu adorei detalhar Central City, e foi até bem fácil, além de gratificante, eu realmente estou tentando cada cidade ser algo diferente para o continente de Ei-ãr-ne (assim que se pronuncia -q). Eu me baseei um pouco até na história de algumas cidades brasileiras, com o negócio dos colonizadores, arquitetura antiga e talz.

Enfim, muito obrigado pelo comentário e até a próxima o/

Rush: Grande Rush!

Que bom que você não achou o capítulo filler :v Como eu disse pro Black, a importância dos acontecimentos desse capítulo vão aparecer mais para frente, então ele se tornará menos filler depois husahus A cena do controle foi engraçada até para se escrever, e eu raramente rio quando escrevo alguma piada (salvo algumas exceções em que eu meto o louco em Ratos do Deserto kkk), acho que foi porque me identifiquei bastante com Natt, fazer uma merda e tentar disfarçar, mesmo sabendo que é inevitável e uma hora você vai ouvir a cagada -q

Eu não manjo muito de competitivo, mas já sweepei uma equipe inteira com o Weavile no showdown, então sei qual pode ser o poder desse monstrinho, já o Whimsicott, eu já apanhei bastante pra vários, então também sei sobre o seu poder, mas vou tentar seguir um pouco das regras do competitivo sim, só não vou seguir à risca, pois quero ter liberdade para deixar uns Weaviles usar golpes especiais por aí -qq Sobre Natt vs. Guy, bem, nós veremos se isso vai acontecer mesmo, que o rapaz tem potencial para ser rival já sabemos.

Eu nem tinha pensado em Sootopolis cara, mas pior que é verdade, apesar de a cidade de Hoenn ter um papel diferente para o continente, se comparada à Central City, as duas são bem parecidas, em questão de arquitetura. Mas concordo com você, Sootopolis é meio melancólica, me parece meio sem vida, sei lá.

Hahah, você realmente aprendeu a captar os meus sinais huashau Pequenos detalhes que aparentemente só estão ali pra encher linguiça, mas que depois têm uma importância considerável no plot, foi assim com Colin e com Zero, que eu dei algumas dicas óbvias. Mas é claro, têm algumas dicas não tão óbvias sobre algumas coisas que acontecerão no futuro -q Na minha cabeça, ele era bem menos cuzão, mas depois, conforme fui escrevendo, o personagem foi ficando cada vez mais fdp até que chegamos ao que chegamos. Será que Natt terá outro pokémon daqui a pouco? Talvez seja uma adição interessante, vamos ver se algum dos dois sobrevive para entrar na equipe -q

E não, o Natt não queria treinar de noite na cidade, só queria dar uma volta com seus pokémon e comemorar os seus dezoito anos mesmo. E se você achou a cena do Joel feels, bem, tenho umas más notícias pra você -qq

Até a próxima amigo ^^

Brijudoca: Briju o/

Legal você ter comentado as cidades, já que eu me inspirei bastante na minha própria cidade (aka Roma Brasileira) para dar algumas características à Central City.

Sim, já tivemos dois novos treinadores sendo apresentados e ambos são possíveis candidatos a rivais. Vamos ver se o Guy vai ser um mala ou não, quem sabe o personagem realmente era invicto -qq E o Will foi realmente uma coisa meio tirada dos games e até do anime, já que eu busquei dar uma característica diferente para ele, mais tarde veremos que vários dos treinadores terão suas próprias esquisitices huauhuas

Com o passar do tempo, a relação entre Natt e Gray vai cada vez mais se tornar algo meio pai e filho, por o cozinheiro se considerar responsável pelo nosso querido pescador, e outras cenas de um Gray mãezão vão aparecer por aí. E o Natt é o tipo de pessoa que não gosta de sair falando que é o seu aniversário, prefere apenas comemorar e, se possível, sem ouvir nenhum parabéns. Até que tem umas pessoas assim por aí.

Eu também odeio o Zero, e amo odiá-lo <3 Foi um personagem bem interessante de se usar e talz, mas acho que realmente não vou fazer ele voltar a aparecer, afinal a fanfic já tem os seus vilões principais (e Coldy está chegando, de qualquer modo), então creio que a importância de Zero será apenas a consequência de seus atos a partir daqui mesmo, afinal, o sujeito conseguiu irritar bastante o Natt. E bem, Natt e Gray saíram de Ciatteil no capítulo 24, e chegaram em Central City no capítulo 33, quem sabe o tio Joel não consegue ser tão rápido quanto? -q

Bom, até mais cara ^^

Slow : Ae Slow o/

Dessa vez você não deixou para os 45 do segundo tempo? -qq
Esse negócio do nome do capítulo foi para causar confusão mesmo, pois, oras, como assim trinta e três dezoito? Hahah, mas eu achei que foi perfeito e alimentou o mistério até aquela cena final, onde tudo foi esclarecido.

Sobre o museu em Central City, não vai rolar -q Já tivemos um museu para a cidade de Relical, e não quero repetir as características, mas realmente Central City é muito mais histórica do que a cidade que abriga o museu hahah Bate aqui, eu também quebraria um controle e fingiria que não fiz nada o/

Sobre o treinador não identificado, acho legal você ter percebido esse detalhezinho e, bem, talvez ele apareça depois sim, quem sabe? :v Bom, admito que você vai rir no futuro quando ver que disse que a descrição dele é não-tão-clichê.
Fico muito feliz ao ver que vocês estão percebendo as minhas dicas sutis sobre participações futuras -q Eu sempre faço isso, e têm alguns personagens que vão fazer a sua estreia nos próximos capítulos mas, na verdade, já apareceram há mais tempo do que vocês imaginam.

Sobre o Psychic ser fraquinho, a verdadeira culpa é dos dois pokémon, que eram bem fraquinhos, e a força de vontade de Natt, que estava sendo provocado ao extremo, e tem também o fator de Colin ser um pokémon bem OP por si só, sendo o Sweet Kiss apenas um reflexo disso.

Huahsaus, você achou que o Joel era o Coldy? Não o culpo, já que eu mesmo imaginei que haveria essa confusão no começo, mas ainda não é hora do Coldy aparecer, o vilão vai esperar um pouquinho mais... ENFIM

Obrigado pelo comentário e até mais o/

Talvez eu tenha sido meio breve ou sem sentido nos comentários, foi mal por isso. Estou morrendo de sono e vim cumprir o cronograma aqui -qq Enfim, esse capítulo de hoje talvez não siga o nível dos outros e tal, não vou dizer que ele foi ruim pois vocês sempre me contradizem (só me iludem huahau), mas eu admito que eu tinha em mente algo bem mais legal que o resultado final, mas enfim, creio que será pelo menos interessante.

Dez para as quatro. Era uma tarde muito fria em Central City, então as pessoas estavam em menor número, já que em um dia daqueles a maioria preferia aconchegar-se em casa, principalmente por ser um domingo.

Um garoto corria desesperado em direção ao sul, assustando a todos que aproveitavam a calmaria da cidade.

— Droga, droga, droga! — disse Natt Nivans, correndo o máximo que podia para chegar ao seu destino antes das quatro — Eu sabia que eu devia ter dormido cedo!

Após a madrugada movimentada que tivera, Natt chegou no apartamento às três e meia da manhã, só conseguindo dormir de verdade às quatro.

Depois, acordou quando faltavam apenas vinte minutos para as inscrições do torneio de Central City acabarem. Gray não estava no apartamento, e ele teve que correr o máximo possível para não perder a oportunidade de participar do torneio e treinar um pouco.

Aos poucos, a construção se tornava visível. A entrada era um grande acastelado seguindo os moldes da cidade, com um visual bem clássico e a cor branca predominando. Era onde seriam feitas as inscrições e, mesmo do lado de fora, era possível ver que, mais ao fundo, localizava-se os gigantescos estádios de Central City. Pelo menos sete construções do tamanho de estados olímpicos onde ocorriam jogos de basquete e futebol, além de competições oficiais e, é claro, a liga pokémon de Eyarn. Uma placa de madeira indicava o nome “Coliseu de Central City”



Capítulo trinta e quatro
Dia das inscrições

Haviam alguns treinadores parados do lado de fora do Coliseu, encostados enquanto conversavam e riam. Natt, com pressa, passou correndo por todos eles, pisando no pé de algum, mas sem ter tempo de ver quem era ou pedir desculpas.

Ele entrou no acastelado, uma sala de uns vinte metros quadrados, com um balcão no centro onde duas mulheres mexiam em computadores. Um rapaz alto de cabelos castanhos, usando um moletom verde e uma calça preta estava escorado ao balcão, apoiando o rosto com as mãos enquanto conversava com uma das balconistas, que estava corada, tentando concentrar-se no computador enquanto ouvia as cantadas do treinador.




Quando Natt entrou, ele parou de conversar com a balconista, acenando com a cabeça para o pescador para que ele pudesse fazer o que era necessário, então ele apenas sentou-se no balcão.

— É, oi. — disse Natt, sorrindo — Eu queria me inscrever no torneio…
— Já são quatro da tarde. — disse a balconista, arqueando as sobrancelhas — Todas as dezesseis vagas já estão preenchidas, ninguém mais pode se inscrever.

Natt não disse mais nada, apenas ficou olhando para a balconista por alguns segundos, sem saber o que dizer. Devia ter se dado ao trabalho de acordar mais cedo, não devia ter saído de madrugada. E onde diabos estava Gray quando ele mais precisou?

— Qual é, chuchu. — disse o rapaz de cabelos castanhos, passando a costa da mão na bochecha da balconista, que sorriu, tímida — Que tal colocá-lo na reserva? Daí, se alguém desistir, ele entra no lugar e pronto.
— É… pode fazer isso? — perguntou Natt, olhando para o outro treinador.
— É claro que pode, não é, Pam? — disse, trocando olhares com a balconista novamente, que suspirou.
— Posso sim, mas só dessa vez. Vou precisar da sua carteira de treinador.
— Certo… aqui está…

Natt revirou o bolso em busca da carteira, mas não a achou. Ele pediu para a balconista esperar, procurando o documento em todos os lugares onde ele poderia estar.

— Eu sei a minha identificação de cor. — disse o pescador, ao perceber que não estava mais com a carteira. Pam revirou os olhos para ele, colocando as mãos sobre o teclado do computador.

Natt recitou a combinação de doze dígitos enquanto Pam digitava. No fundo, o pescador ainda estava bem decepcionado por ter ficado na reserva.

— Espera aí… — disse Pam, olhando para a tela do computador ao terminar de digitar — Nathaniel Richard Nivans, de Blue Coast?
— Sim, nos conhecemos?
— Você já está inscrito… Alguém veio com a sua carteira aqui hoje de manhã e te inscreveu.
— O que? Quem?
— Foi um rapaz loiro usando verde… devo chamar a polícia?

Natt sorriu, colocando as mãos nos bolsos. “Então é por isso que ele não estava no apartamento.”

— Me desculpa, Pam, meu amigo já fez a inscrição por mim e…
— Então está tudo certo. — disse o outro treinador, descendo de cima do balcão e estendendo a mão para Natt — Nathaniel, certo?

O pescador assentiu.

— Sou Chris. Nos vemos no torneio.
— Tá… tá bom. Nos vemos no torneio, Chris.

Com um sorriso, Natt saiu de lá. Provavelmente compraria algum presente para Gray, como um bolo ou uma panela nova depois, só precisava pedir um pouco de dinheiro emprestado para o amigo. Enquanto caminhava, ele começou a pensar nas estratégias que usaria. Ainda não sabia a data do torneio, o prêmio, as regras, nada, mas Gray provavelmente tinha pego alguma coisa, então isso era o último com que ele tinha que se preocupar.

— Ah, vamos treinar como nunca, caras. — disse, olhando para as pokébolas em seu cinto.

Ele sentiu um pequeno impulso no seu ombro, como se alguém tivesse lhe socado. Porém, foi um soco fraco, como se não tivesse a intenção de machucá-lo. Ele se virou, esperando ver Gray e retribuir o soco. Ele fechou o punho, pronto para a revanche de socos amistosa, mas parou o punho no ar ao se deparar com uma figura feminina.

Uma ruiva de cerca de vinte anos, usando uma camiseta preta e um shorts jeans com uma blusa roxa amarrada na cintura. Ela era extremamente linda, e Natt não conseguiu fazer nada além de colocar as mãos novamente no bolso e sorrir para ela.




Por algum motivo, ela lhe parecia familiar, mas ele não conseguia lembrar onde já tinha a visto. Ela olhava para ele como se o desafiasse com o olhar, encarando olhos azuis de Natt com os seus da mesma cor.

— Desculpe?
— Você pisou no meu pé quando estava correndo, menino. — disse ela. Pela frase, faria sentido achar que ela tinha ido puxar briga ou algo do tipo, mas ela olhava para ele como se estivesse esperando algo, talvez uma batalha… aquilo parecia um olhar de desafio.
— Ah, foi mal, eu…
— De boa. — disse ela, dando outro soquinho no ombro do pescador — Mas tome cuidado comigo ou eu vou te socar novamente.

O pescador assentiu. Eles ficaram por alguns segundos de frente um para o outro, então ela se afastou.

— Então estou indo. — disse ela, virando as costas depois de um tempo — Nos vemos por aí, bonitinho.

Natt continuou parado, olhando para a mulher enquanto ela se afastava. Disfarçadamente, ele abaixou os olhos, admirando as curvas da ruiva, até que ela virou o rosto para olhar para ele novamente, e ele corou, afastando-se de novo.






Gray estava sentado em sua cama, apoiando o livro de história com os joelhos enquanto o lia, sorrindo pela lembrança que aquilo o trazia. Começou a folhear as páginas, já que sempre lia algum tema avulso. Uma página, porém, lhe chamou a atenção durante a sua folheada.

O título era “A Pedra-Chave Bizarra”. Harry já tinha lhe dito sobre essa lenda, portanto ele não se surpreendeu ao vê-la no livro. O surpreendente, porém, foi a imagem que estava ao lado da explicação sobre o objeto. Um pedregulho cinza com rachaduras que pareciam formar um rosto triste na superfície.

Ele pegou a pedra que tinha colocado na mochila e colocou-a do lado da imagem do livro, eram a mesma coisa. Ele tentou ler rapidamente as informações da página, tentando entender mais daquilo.

— Pedra-chave… Arceus… Apocalypse… espírito maligno?

Ele pegou o seu celular, discando o número de Harry. Enquanto estava esperando a chamada, ele pegou a pedra-chave na mão… um objeto tão bonito… O que Harry faria ao descobrir?

— Melhor não. — disse Gray, desligando a chamada antes que o outro rapaz pudesse atender.
— Gray! Você é demais!

A porta do quarto se abriu, e um Natt entrou, saltitando. O cozinheiro guardou a pedra-chave na mochila, assim como o livro de história, e pegou a carteira de treinador do amigo, devolvendo-o.

— Vê se começa a acordar mais cedo agora. — disse, bagunçando o cabelo de Natt.

O pescador jogou-se em sua cama, apoiando a nuca com os braços, sorridente.

— Toda essa felicidade é pelo torneio? — perguntou Gray.

O garoto deu de ombros.

— Acho que é, por que?
pelo torneio?
— Bom… — ele sorriu ainda mais — Na saída eu vi uma garota, acho que conhecia ela ou sei lá, mas ela era bem bonita, e foi falar comigo, acho que ela estava afim ou algo do tipo.
— Ela pediu seu número?
— Não, mas ela foi falar comigo porque eu pisei no pé dela. — explicou — Cara, você acha que ela ia falar comigo por esse motivo se não estivesse afim de nada?
— Mas é claro que não! — disse Gray, segurando o riso — Ela com certeza se interessou por você.
— Obrigado por entender. — disse Natt, confiante.

O pescador levantou-se, esfregando os olhos.

— Bom, eu tenho que treinar bastante para o torneio, quer ir comigo?
— Não posso ver o treinamento de um oponente, Natt.
— Ué, como assim?

Gray colocou a mão no bolso, tirando dois papéis. Ambos mostravam as regras do torneio e o dia que iam começar as batalhas (dezesseis de novembro), a única diferença entre os dois é que um deles tinha o nome Nathaniel Nivans e o outro Grayson Gustin. O cozinheiro deu ao pescador o papel que tinha o seu nome.

Os dois amigos se entreolharam, sorrindo um para o outro.






— Certo… deve ter algum campo aberto aqui nessa cidade. — dizia Natt, olhando para todos os lados ao mesmo tempo que tentava ler o seu ingresso do torneio.

As oito primeiras batalhas aconteceriam no próximo sábado, e as seguintes aconteceriam no domingo. Seriam dezesseis participantes no total. O prêmio era de cinco mil pôkens e um ovo pokémon.

— Bom, ainda são seis horas, eu acho que se eu achar um lugar bem rápido eu consigo voltar antes da nove e o Gray prepara uma janta.

Ele guardou o papel no bolso antes que o perdesse, e então voltou a procurar um lugar para treinar. Andando e olhando para todos os lados, uma coisa chamou a sua atenção antes de um espaço para treinamento.

A mesma garota ruiva de mais cedo, dessa vez ela estava com um pokémon quadrúpede negro com detalhes amarelos. Natt não sabia o nome daquele pokémon, mas sabia que era uma das várias evoluções do Eevee.

“Eevee…” pensou, coçando o queixo “Claro!”

Ele se lembrou do começo de sua jornada, ainda em Knothole. No dia em que houve uma invasão selvagem, a garota que levou um Eevee machucado para o centro Pokémon.

Ela estava a apenas alguns metros dele. Ele poderia ir conversar com ela, puxar algum assunto sobre o torneio, talvez soltar alguma frase engraçada. Seria fácil. Ele deu alguns passos em direção a ela, sentindo um pequeno frio na barriga, mas nada que lhe impedisse.

— Ei, oi. — disse, acenando para ela quando chegou perto — Nem nos falamos direito antes, eu sou Natt.

A ruiva sorriu, olhando para o pescador do mesmo jeito de antes. Seus olhos, além de azuis, também eram ligeiramente puxados, dando-lhe uma aparência de alguém que viesse dos continentes frios.

— Olha só, o garoto que fugiu de mim! — disse, em tom de ironia, enquanto tirava uma pokébola do bolso e apontava para o seu Umbreon — Tamao, volte.
— Eu não fugi, eu só…
— Me chamo Taylor. Também vou participar do campeonato.

O pescador sorriu, coçando a costa. Não fazia ideia do que fazer depois do oi.

— Eu lembrei de você de Knothole. — arriscou — Você estava lá durante a invasão selvagem, não é?
— Sim. — disse ela, abrindo um sorriso e dando um soquinho no ombro de Natt — Eu te achei bem bonitinho lá, mas a situação não deixou que conversássemos.

Natt assentiu, sentindo sua pele corar. Agora estava sem ideia do que falar.

— Veio pisar no meu pé de novo? — perguntou Taylor.
— Desculpa, foi sem querer, eu estava com pressa e…

Ela deu outro soco no ombro de Natt.

— Não precisa justificar tudo, seu tonto. Daqui a alguns dias vamos ser rivais mortais, que tal aproveitarmos o tempo que temos para conversar ou beber alguma coisa por aí?
— Seria bom, eu acho que não bebo um refri desde–
— Estou falando de álcool.
— Ah, sim. — disse Natt, rindo com o nariz — Eu sabia, só estava brincando.

Taylor riu.

— Bom, você deve ter uns dezesseis anos, não é?
— Dezoito.
— Dezoito? Uhul! — Taylor bateu palma, sorrindo — Com essa idade você já deve ter experimentado tudo o que é álcool.

Natt hesitou. Nunca tinha colocado uma gota de álcool na boca, apesar da vontade que sempre teve de saber a sensação de se estar bêbado. Mas, graças ao seu tio superprotetor, ele nunca teve uma chance de beber algo alcoólico.

— Claro que já.
— Então vamos comprar alguma coisa, acho que uma garrafa de Voskav está em promoção aqui perto.

Ela saiu na frente, puxando a mão de Natt para que o garoto a acompanhasse. Foram em um mercado e compraram um litro de uma bebida vermelha na qual o pescador nunca tinha ouvido falar.

Eles se sentaram em uma mesa do lado de fora de um restaurante, mesmo não tendo comprado nada lá, e então dividiram a bebida enquanto conversavam sobre algo.

O primeiro copo foi o mais difícil. Taylor desafiou Natt a virar uma dose inteira, e o garoto pensou que não seria nada demais, mas a bebida desceu pela sua garganta como se estivesse queimando por dentro.

— Num frio desses é bom. — disse Taylor, sorrindo ao ver que Natt não conseguiu conter a careta.

Depois, tudo passou extremamente rápido. Talvez pela bebida, ou pelo sono, a percepção de Natt sobre as coisas alterou-se completamente. Estava sentado em uma mesa com a bela ruiva, algum tempo depois estava caminhando com ela nas ruas da cidade, enquanto dividiam outra garrafa de bebida.

— Quando eu vi você em Knothole… no Centro… Pokémon… eu sabia que você era uma pessoa maravilhosa! — disse o pescador, arrancando algumas risadas da garota. Ele cambaleava um pouco enquanto andava, e sentia uma imensa vontade de rir e se divertir. Tudo o que estivera lhe corroendo por dentro por tanto tempo agora não estava mais lá. Ele não sentia-se triste ao lembrar de Emma. Estava feliz do lado de Taylor.

Quando ele percebeu, estava em um outro lugar, encostado em um muro junto com ela. Os dois conversavam e riam sobre algo, e Natt então percebeu que estava na hora de tentar alguma coisa. Não fazia mais ideia de que hora era, mas estava bem escuro, e a lua estava exatamente acima dos dois, fazendo os olhos brilharem de uma maneira linda.

Natt nunca tinha beijado alguém, então ficou meio perplexo ao ver o rosto de Taylor se aproximando. A garota fechou os olhos, e o rapaz também fez isso, e os lábios dos dois se tocaram. Por não saber direito como se fazia aquilo, ele apenas repetiu os movimentos dela, esperando não estar fazendo nada de errado.






Cambaleando, Natt conseguiu entrar novamente no apartamento, achando a chave no bolso depois de uma longa procura, onde ele achou que tinha perdido. Sua visão estava turva, e a cada dois passos ele tinha que escorar-se em uma parede. Ele não lembrava de como tinha ido parar ali, a última imagem que tinha em sua cabeça era do beijo com Taylor, e agora já estava no apartamento. Ele começou a se perguntar se perda de memória era comum em um momento desses.

Em seguida, ele se sentou em sua cama, ficando durante alguns segundos olhando para o chão, distraído. Em cima do criado mudo, estava um pedregulho estranho que se parecia com um rosto triste. Natt encarou o pedregulho por algum momento, até que ele emitiu um brilho âmbar estranho.

— Nossa… Eu estou muito louco. — disse, indo para a cozinha, lavando o rosto com a água da torneira.

Em seguida, ele voltou para o quarto, morrendo de sono. O relógio já marcava cinco da manhã, e ele provavelmente se atrasaria no dia seguinte também. Tirou todas as coisas do bolso da calça, já que ia dormir com a roupa que estava mesmo.

Enquanto esvaziava os bolsos, um objeto chamou a sua atenção. A carta de Emma estava amassada depois do incidente com Zero no outro dia, mas ainda estava lá, com ele.

Ele desdobrou o papel para olhar o seu conteúdo. As letras escritas em lápis pareciam pular no papel, já que Natt não estava com o equilíbrio necessário para manter a postura ereta, e a sua cabeça parecia estar pendurada, prestes a cair para algum dos lados. A imagem de Taylor veio à sua cabeça. O sorriso da garota, seus cabelos ruivos balançando ao vento…

Ele amassou o papel.

— Não preciso mais de você, Emma.

Em seguida, pegou uma caixa de fósforos que estava na cozinha, acendendo e colocando fogo no pedaço de papel, vendo-o virar apenas cinzas no chão.

— Não preciso. — disse novamente, esfregando os olhos cheios de lágrimas.








— Ninguém desconfiou de nada. — disse Emma, olhando para a joia de cor rosa que estava entre seus dedos.
— Ótimo — disse a pessoa do outro lado da linha — É bom ver que você não estragou tudo dessa vez.

Antes que ela pudesse responder algo, a ligação foi cancelada do outro lado da linha, e ela apenas guardou o celular no bolso, suspirando.

Sentado ao lado dela, Teddy tomava um sorvete, sem fazer ideia da confusão em que sua treinadora se encontrava. Porém, ao ver que a garota estava chorando, o pokémon tentou a consolar, oferecendo o que tinha restado do seu sorvete.

Mesmo com os olhos inchados e o rosto vermelho, Emma sorriu para o seu pokémon.

— Ainda vai ficar tudo bem, Teddy. — disse — É só uma questão de tempo, e então voltaremos à nossa rotina normal. Vai ser como se nada tivesse acontecido.

O Whismur sorriu, e então continuou o seu sorvete.

— Nós vamos continuar com Natt e os outros. — disse ela, sorrindo para o nada — Seremos felizes viajando por aí… Natt…

Ela abriu a bolsa, pegando um pedaço de papel do seu diário e destacando-o. Em seguida, usou as pernas como apoio para escrever algo.


Querido Natt,
Eu estou escrevendo essa carta pois sei que os últimos dias foram meio estranhos. Enquanto estivemos na rota 3, eu imagino que você tenha sentido algo diferente... E agora, chegamos em Ciatteil e, ao invés de te explicar tudo, nós nos separamos mais uma vez, mesmo eu tendo tanto a falar.
Eu sei, eu disse que ficaria em Ciatteil com o meu avô, mas você, Gray e Carlie me fizeram pensar duas vezes sobre isso. Passamos quase um mês juntos, e foi um mês sensacional. Eu adorei a companhia de vocês três, eu adorei finalmente sentir todo o amor e a amizade com vocês.
No momento, estou comprometida em algo um pouco maior, mas logo estarei livre de todo esse peso que estou carregando em minhas costas, e então eu prometo que tudo ficará bem novamente. Eu explicarei a vocês três tudo o que tem acontecido ultimamente, e então nós quatro sairemos juntos de Ciatteil e continuaremos a sua jornada até você se tornar um mestre pokémon, e eu estarei do seu lado, eu prometo.
Com amor, Emma.


— Eu prometo… — disse a si mesma, dobrando a carta.





Última edição por -Ice em Qui 11 Maio 2017 - 21:29, editado 1 vez(es) (Razão : Valeu, Black -q)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Black~ em Qui 11 Maio 2017 - 10:28

Bem, eu tento não ser chato, mas se você quer que eu seja, eu vou ser huahuaha. Ok, brincadeira.

Gostei desse capítulo. Você falou que esse não ia ficar tão bom quanto os outros e eu até concordei lendo até a metade do capítulo. Mas desde o momento que ele ficou bêbado até o fim do capítulo, acredito que superou outros capítulos recentes. Essa parte final foi muito boa mesmo (não estou iludindo, é verdade mesmo -q).

O Grayson é oficialmente o melhor acompanhante de jornada. Não imagino outro acompanhante que seja tão legal quanto o Grayson; o cara é o pai do Natt, praticamente. Provavelmente, ele vai dar uma bronca no Natt, por ele estar bêbado -q, mas ok, isso é detalhe. De toda forma, achei bem bacana o fato de ele ter inscrito o Natanel Richard Nivans na competição, já que o mesmo tinha acordado atrasado. Também achei interessante e curioso o fato do Gray ter se inscrito no torneio, mas é legal, já que pelo menos tira essa função de Brock dele.

Achei bacana o fato de você ter desenvolvido a maioria dos personagens do torneio, antes de jogá-los aleatoriamente na competição e foda-se. Já tiveram os dois molequinhos lutando, os dois protagonistas, o menino cantando a Enfermeira Joy (as enfermeiras Joy nem conseguem trabalhar nas fics, alguém sempre tá cantando-as huahuahauha). E também teve a Taylor. Falando na Taylor, a menina ficou bem apaixonada pelo Natanael Nivas hein? Ela lembrou dele desde aquele incidente lá em Knothole (eu, por exemplo, não lembrava) sendo que o menino só esbarrou nela. Bom, ainda bem que ela estava realmente MUITO apaixonada pelo Natt e tomou as rédeas da conversa, já que o menino aparentemente ficou bem tenso, mas enfim -q. De toda forma, gostei dessa personagem.

Agora, tenho que dizer: pra que mais um feels na fic, cara? =/ Eu sabia que essa carta ia ter uma reviravolta tensa, senão não seria Pokémon Project Retype né? huauha. Enfim, achei bem triste a cena que o Natt queima a carta da Emma, sem nem ler. E pior que a Emma ainda tava mó boazinha na carta, ela realmente gostava do Natt, mas como ela morreu logo depois do fora, o pescador acabou pensando que ela nem gostava dele =/. Enfim, achei bem tenso e acho que o Natanael podia pelo menos ter lido a carta, mesmo que tivesse tentando esquecer a Emma. Paciência, né.

Bem, erros eu vi um ou outro, mas só quero citar esseaqui:

Após a madrugada movimentada que teve durante a madrugada daquele dia
Não preciso dizer muito né?

No geral, é isso. Devo ter deixado algum detalhe passar e talvez edite depois comentários.

Mas é isso e boa sorte com a fic.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Rush em Qui 11 Maio 2017 - 12:12

Hey, -Ice! /o/

Caralho, sem exagero, não sei os motivos que te levaram a pensar que este capítulo não foi bom. Eu particularmente achei que ele foi um dos melhores capítulos da fic até então, e como ele veio com aquele "cheirinho" de capítulo novo, atualmente penso que este foi o melhor. (Até, logicamente, um futuro ser postado)

Gostei bastante do início, mostrando as consequências do Natt ter voltado de madrugada em casa no capítulo anterior. Para ser honesto, só entendi que ele foi comemorar o aniversário dele na rua depois que você me respondeu meu comentário, porque até então eu nem tinha percebido. Achei que a cena do Joel havia sido um flashback. E bem, indo nessa linha de consequências, gostei bastante das atitudes do Grey. Não sei como eu já pensei em duvidar dele, achando que ele fosse um vilão. <3

Sei que ela provavelmente nem irá aparecer de novo, mas gostei da Pam. Tudo bem que foi o rapaz galanteador que a convenceu, mas só mostrou que ela é uma boa pessoa que tenta ser uma boa profissional. Por um instante achei que o Natt não fosse participar do torneio, mas aí que a bondade de Grey surgiu. Só pensei que ela iria ser grossa, do tipo revirar os olhos e falar "Sério que você atrapalhou a cantada do crush pra isso?". AUHEUAE'

Já a cena da Taylor, embora a sprite tenha mudado, ao ver que Natt achou-a familiar eu já ganhei logo de cara que era a menina. Caralho, ein -Ice? Já não tinha mais nem esperanças que ela retornasse. Lembro que ela estava no guia de personagens por UM BOM TEMPO, mas nunca aparecia novamente. AUHEUAE' Quando você a tirou do guia, já pensei que ela seria aquelas personagens que nos esquecemos e acabam sendo um "furo" no plot. Enfim, todas as cenas em que ela participou ficaram bem legais, mostrando o interesse dela por parte do Natt.

Eu particularmente comecei a beber cedo na minha vida, mas consegui entender o que Natt sentiu. Acho que todos nós já sentimos isso, quase que uma obrigação de tentar provar que você faz alguma coisa apenas para impressionar alguém. Até me surpreendi que o pescador não chegou a gorfar ou dar um pt monstro, porque ele ficou realmente muito louco. Tento imaginar como ele ficou, pra perder a noção do tempo do jeito que ele perdeu. Ele chegou a perder a consciência e voltar quando ele já estava em outro lugar? De qualquer forma, fiquei num misto de felicidade e tristeza que o protagonista deu seu primeiro beijo no estado alcoolizado. Embora esteja claro que Taylor tem interesse por ele, acho que o primeiro beijo teria que ser mais romanticozinho e memorável. AUEHAUE' Agora fico com medo do Natt viciar na sensação do álcool e começar a beber com mais frequência.

E MEU DEUS, ICE! COMO EU RI DA PARTE QUE O NATT VÊ A PEDRA CHAVE BIZARRA. Eu mesmo já comentei isso para mim mesmo quando eu estava bem bêbado. UAEHUAEUA'

Sobre a cena da carta, admito ficar um tanto quanto mais triste do que eu esperava. Não pelo conteúdo, mas por saber que Natt NUNCA vai saber com as palavras exatas o que estava escrita nela. Grey pode até falar o que ele lembra, mas dúvida que ele lembre dela inteira... Enfim... Para Natt, aquela carta era a única coisa que mantinha ela viva, a letra dela, as palavras escritas a mão... Saber que a tinta/grafite da carta foi conduzida por ela, já é uma lembrança existente quase que viva. A partir do momento que ele queimou... A carta não existe. A falta de conhecimento das palavras que seguiam nela... Bem, admito que quando eu li a Fan Fiction ontem, assim como na morte da Emma, eu tive que sair de casa e dar uma volta. Respirar um ar.

Mesmo que a fic seja uma aventura com grandes indícios de comédia, a forma que você faz os leitores se envolverem com os personagens meio que faz nossos corações desabarem ao ver cenas como essa. Eu gostava da Emma... Bastante. A cena do flashback, com ela chorando desesperada por não saber como as coisas iriam proceder, virando-se para o Teddy e abrindo um sorriso triste, falando que vai ficar tudo bem... PQP. Foi pesado.

MUDANDO DE ASSUNTO PARA NÃO BATER BAD

Eu fiquei bastante animado ao ver que a Taylor tem um Umbreon! Very Happy

Oh, Emma... :'(

É isso -Ice. Aguardo sábado. :'(

Té mais :'(

:'(
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Sab 13 Maio 2017 - 10:14

Hey Ice o/

Não creio, meus atrasos estão começando a afetar os personagens? -q Eu sei lá se esse foi o melhor capítulo da fic ou se não foi tão legal assim, mas fiquei feliz de ver a Taylor novamente e meio bolado com a carta, mas vamos na sequência.

Inicialmente eu não estava entendendo você ficar tocando no "Gray não estava com Natt" algumas vezes, mas depois vi que ele foi muito legal agora. O Chris me pareceu a metade que faltava no Gray para se fundirem e se tornarem o Brock, mas mesmo que eu goste bastante desse personagem do anime, sinceramente eu prefiro o Gray (já é a 3x nesse parágrafo que eu uso o nome dele), ainda mais depois dessa. Também gostei muito de ver que ele vai entrar no torneio e, junto a isso, também veremos o pássaro de chapéu em ação.

Eu imaginei que a ruiva fosse a "garota do Eevee" (embora não lembrasse do nome dela), quando você disse que ela parecia familiar ao Natt, ai eu tive certeza. Eu nem lembro como era o antigo sprite, mas ele mudou bastante né? Da primeira vez ela tava bastante... "acabada" com a situação da invasão, mas agora pudemos ver mais dela agindo naturalmente e ver que ela gosta de dar soquinhos. E wooow, eu não lembro se o Natt ajudou ela com alguma coisa durante a invasão, mas eles acabaram gostando bastante um do outro hein? A ponto de se beijarem, mesmo que em meio ao álcool. Também fico aliviado da memória do Natt ter guardado o momento, embora não o que aconteceu em seguida... cara, pensei em uma coisa aqui, mas to viajando. Deixa pra lá UHIAEEHUA. Só um detalhe que eu achei muito bom, que o Rush já citou também, é ele ter mentido sobre o álcool. Embora a mentira não tenha prejudicado em nada, a falta de sinceridade plena do protagonista me deixou um pouco agoniado e logo em seguida percebi o quanto foi realista. "Ah, pq vc não disse a verdade, personagem?", ai se coloca no lugar dele e percebe que faria o mesmo.

Com a carta eu fiquei meio "feliz e puto". Aliviado por você não ter simples e literalmente queimado a carta e tacar o foda-se pra certas pessoas curiosas e matando por dentro com isso. Você queimou e depois mostrou o conteúdo em um flashback, isso foi a parte feliz. Mas poxa, eu tinha ficado um tanto bad já dele ter ignorado a carta e queimado, ai fui ler os comentários anteriores sobre essa parte e fiquei mais bad ainda ;-;. Precisamos de um Celebi nessa fic. Bom, acredito que agora que ele fez isso e vai pegar a Taylor eu estou mais preso na Emma do que o Natt. Além disso, embora um dos últimos resquícios físicos dela tenha sido queimado (o que resta é o Teddy sabe-se lá onde está, provavelmente com o professor), acredito que o assunto ainda não tenha ido embora, afinal resta o cara do telefone, certo? Imagino que o algo maior que ela participava estava de olho nela e foi quem atirou... parando pra pensar agora, pegaram o cara que fez? Tipo, interrogaram todos os policiais e tal...

Não vou terminar novamente com "é isso" antes que pegue uma nova mania, então, até a próxima  tchau
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Brijudoca em Sab 13 Maio 2017 - 14:21

NOSSA ICE QUASE QUE EU INFARTO. A hora que o menino Natt queimou a carta eu já tava preparado pra vir dar rage no comentário, mas pelo menos você inseriu o famigerado flashback que me acalmou um pouco

ah olá

Porra eu tô mais atrasado que o Slow e ainda vou fazer um comentário super curto. Mas é melhor do que deixar de comentar não é mesmo? é mesmo! bora

Foi um capítulo bem gostosinho de se ler. Bom ver o Natt meio que deixando a Emma de lado finalmente, até porque você sabe da birra que eu tinha com a personagem -q Porém, nunca ler a carta foi um golpe bem pesado mesmo. Infelizmente, algo que tenho certeza que ele vai se arrepender amargamente quando o efeito do álcool passar.

Sinceramente, eu nem lembrava dessa menina do Eevee, mas que bom que você a trouxe de volta. Achei que Taylor ia ser uma daquelas rivais meio grossas que nem a Karen, mas aos poucos deu pra sentir um climinha entra ela e o jovem Nathaniel. Pobre rapaz, dando o primeiro beijo no meio da primeira embriaguez, espero que ele consiga guardar esses momentos em sua mente e que seu relacionamento com a Taylor tenha algum futuro (leia-se: que ela não quebre o coração do nosso pescador).

No mais, tô bem contente de ver o Gray participando do torneio também, acho os pokemon dele bem legais e eles acabam aparecendo bem pouco. E eu ri demais quando o Natt viu a pedra brilhando e soltou um "nossa eu to muito louco", até porque, quem nunca né? Ansioso pro rapaz descobrir também os prazeres da ressaca.

Valeu man, o próximo eu prometo me dedicar mais no comentário :/

abraços o/
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Sab 13 Maio 2017 - 17:58

Comentários:
Black: Hey Black meu rapaz.

De fato a primeira metade do capítulo foi o que mais me decepcionou, mas eu não gostei nem do final, sei lá, eu sei que poderia ter sido melhor :/

Eu adoro o Grayson -q A relação de pai e até de irmão mais velho que ele tem com Natt é muito boa de se escrever, uma amizade um tanto quanto rara e que deu muito certo c: E eu não quero que ele seja só isso também (um Brock, como você disse), participar do torneio é uma das coisas que ele vai fazer.

Estou desenvolvendo vários desses personagens para tornar o torneio mais dinâmico de se ver, pois se não as eliminatórias não teriam emoção nenhuma -q E foi muito bom eu ter feito isso, pois me afeiçoei bastante a vários personagens que antes teriam uma participação mínima. E sobre a Taylor, beeem, a personagem vai ter uma participação bem legal nesses capítulos do torneio ^^ Eu também adoro ela.

Hsuahsuahsu feels são necessários -q Foi bom pra encerrar todo esse luto depois da morte da Emma, agora não teremos mais o Natt tristão e nem nada, já que ele acha que a Emma não gostava dele, e que não daria nada caso ela continuasse viva.

Sobre esse erro, cara, hsuahsuah, que escroto. Não sei como deixei isso passar, mas valeu, corrigido -qq Obrigado por comentar e até a próxima.

Rush: Olá, grande Rush!

Eu realmente não gostei desse capítulo :/ Fico muito feliz pelos elogios, mas eu fiquei bem decepcionado ao terminar de escrever.
Hshuahsua, eu deixei os flashbacks em itálico justamente para não causar essa confusão entre as cenas. Eu até falei do horário e do dia na cena do Joel pra não haver essa confusão -q E eu nem preciso falar que também amo o Gray né <3 Todo esse destaque para o personagem não é atoa, ele é o meu preferido depois do Colin (sim, o meu personagem preferido é um pokémon).

A Pam terá algumas participações sim, não será nada de especial, mas ela vai voltar. Ela é sim gente boa -q O sprite da Taylor nem mudou muito, se liga:
//

Ela ficou no guia de personagens por muito tempo, sendo que ela apareceu no capítulo cinco e depois sumiu, daí eu pensei "porra, eles vão entender que ela vai voltar, vou tirá-la do guia para fazer suspense". Talvez eu devesse ter apresentado ela um pouco depois, já que ela já estava programada para aparecer em Central City (antes mesmo de a ideia do torneio surgir), e ela precisava ser apresentada antes de Emma por razões meio óbvias, daí ficou esse semi-furo.

Eu não tenho muitas experiências em ficar bêbado (até pq idade 17 né), mas coloquei o que lembro da sensação na fanfic, e a frase "Eu tô muito louco" realmente já foi proferida por mim hsuahsua O Natt realmente estava a um fio de dar pt

Você citou um ponto legal sobre a carta, que era a última lembrança existente de Emma que ainda estava acessível à Natt (a outra é a Joia dos Sonhos -q ), o garoto realmente nunca vai saber as palavras que Emma Nutwood usou.

Enfim Rush, valeu pelo comentário e até a próxima!

Slow: Olha só o senhor pontual aí! hahah

Até eu estou me atrasando em tudo nos últimos dias -q Eu gosto bastante do Gray, como já disse, e do Chris também, o galanteador conseguiu não apenas conquistas Pam, mas também a mim, e ele com certeza vai voltar com uma importância que não estava planejada para ele antes. Sim, finalmente vamos ver o Bishop em ação! o/

Na verdade, como eu mostrei pro Rush, o sprite nem mudou muita coisa, eu só dei um acabamento melhor e essas coisas. Foi legal explorar a personalidade extrovertida de Taylor, ela gostar de dar soquinhos e tudo mais <3 Na verdade ela e o Natt nem se conversaram durante a invasão, só cruzaram os olhares mesmo.

Eu já tinha dito que a Emma ia voltar em um flashback -q Você está certo em achar que o assunto da Emma não vai acabar aí, a pessoa do outro lado da linha é muito importante para o futuro sim, e ainda não encontraram quem matou Emma, e todos os policiais já foram interrogados, mas dados como inocentes.

Enfim, valeu pelo comentário e até a próxima ^^

Brijudoca: Fala, Briju!

Hauhsau eu imaginei algumas reações não muito positivas ao queimamento da carta -q Mas eu não ia deixar meus queridos leitores sem saber o que Emma escreveu poucas horas antes de morrer.

Por incrível que pareça, cara, eu também não curto muito a Emma. Eu gosto mais da importância da personagem depois de morta para a história -q De certo modo, ela ainda vai ser importante para o futuro dessa fanfic e até mesmo de Ratos do Deserto (:O)

Eu curto bastante a Taylor, agora vamos ver se o relacionamento entre ela e Natt tem algum futuro né. Quanto ao Gray, nem se fala, também estou ansioso para a participação dele no torneio c:

Enfim cara, muito obrigado pelo comentário (não é preciso se dedicar muito, só o fato de você estar lendo já me deixa feliz) e até a próxima o/

Enfim, eu curto bastante esse capítulo, ele demorou muito pra ser escrito e, bem, é o último capítulo antes do Torneio, então se preparem para a montanha russa de emoções ^^

— Natt, você está bem?

Ao ouvir chamarem pelo seu nome, o pescador abriu os olhos. Sua visão estava um pouco turva e embaçada, um tanto quanto… inconsistente. O rosto do loiro que olhava para ele balançou um pouco antes de finalmente se estabilizar em um preocupado Gray olhando para o amigo.

— E aí… — disse o garoto, sentindo um pouco de cansaço a cada palavra. Sua boca estava extremamente seca, e ele poderia beber um caminhão de água inteiro, mas a fadiga falava mais alto — Me traz um copo de água?

O cozinheiro semicerrou os olhos, encarando o treinador por alguns segundos, indo para a cozinha obedecer o amigo. Enquanto Gray não estava, Natt aproveitou para tentar ver se estava com bafo de álcool, mas não sentiu nada.

— Aqui está. — Gray voltou para o quarto, trazendo uma garrafa de água de um litro, então continuou a falar enquanto o pescador bebia — Então, eu vou treinar um pouquinho, gostaria de ir comigo?

Natt entregou a garrafa de água vazia para o amigo.

— Traz mais um pouco?

Gray arregalou os olhos.

— Está tudo bem, cara?
— Claro que está, eu só–

Antes que pudesse terminar de falar, ele sentiu a água voltando pela sua garganta, até que ele liberou-a de volta no chão, na forma de um vómito bem nojento.

— Agora estou bem melhor — disse após um tempo, olhando para o regurgito — Eu vou ter que limpar isso?



Capítulo trinta e cinco
Antes de entrar no Coliseu

— Certo, meus amigos, o torneio será neste sábado, então já devemos começar a treinar.

Após muito esforço, Natt conseguiu achar um lugar com espaço o suficiente para o seu treinamento ao sul da cidade. Lá não haviam muitas casas ou construções, e a maioria dos terrenos ainda eram apenas um gramado, dando ao pescador um espaço de cerca de quatro quadras para treinar os seus pokémon.

Na frente dele estavam Mikau, Muddy e Colin prestando atenção nas palavras do treinador, e Belly atrás deles, seguindo com os olhos alguns pequenos insetos.

— Beedle estará ausente por um tempo curto, então seremos apenas nós cinco, certo? — comentou, ao ver que o seu Tympole olhava para todos os cantos, procurando pelo amigo. Ao ouvir as palavras do treinador, o girino olhou para o solo, com uma expressão de tristeza — Então vamos honrá-lo vencendo esse torneio e levando o dinheiro e um ovo.

Todos os quatro pokémon olharam para Natt, surpresos, e o pescador sorriu por isso.

— Sim. Se vencermos, teremos um novo companheiro em pouco tempo.

A expressão de felicidade de Muddy foi instantâneamente substituída por alegria, e o girino subiu por todo o corpo de Natt até aconchegar-se em seu cabelo, esfregando-se para acariciar o seu treinador.

— Bom… — começou Natt, retribuindo o carinho do Tympole — Creio que já treinamos bastante a capacidade física de vocês e a nossa ligação, então vamos pular essa parte e vamos para o que realmente importa…

Colin franziu o rosto, esticando-se para se preparar para uma batalha. Do lado dele, Mikau cruzou os braços, também pronto para entrar em combate. Atrás dos dois, Belly engoliu um Cutiefly.

— Não, não! Solta! — Natt foi correndo em direção à sua pokémon, subindo em sua costa e dando alguns tapinhas até que ela abrisse a boca e o inseto fugisse novamente.






— Colin, agora use o Stored Power! Mikau, use o Ice Fang!

Desanimados, os dois pokémon obedeceram. O Togetic liberou uma pequena quantidade de energia em forma de disco, que girou horizontalmente até chocar-se contra o galho de uma árvore. Logo depois, o Croconaw avançou em direção à mesma árvore, mordendo-a com os seus dentes que tomaram a forma de estalactites de gelo. Por sorte, a árvore resistiu aos ataques. Após terminarem, os dois pokémon olharam para Natt, entediados.

— O que foi? Eu disse que precisávamos treinar a execução dos ataques. Muddy e Belly estão se divertindo.

Um pouco longe deles, o Tympole jogava no ar algumas bolas de lama, que eram destruídas no ar por pulsações de água que a Wailord lançava para cima. A cada Mud Shot destruído, os dois pokémon rolavam de rir.

— Eu nem ia opinar, mas está tudo errado.

Natt olhou para todos os lados para tentar achar a voz feminina que dissera aquilo, até encontrá-la em um dos galhos da árvore mais alta da área. Uma ruiva esbelta com o cabelo preso em um rabo de cavalo comia uma Leppa Berry, sorrindo para o conhecido. Após ser vista, ela saltou, caindo em pé no chão.

— Bom, vou embora para não ver mais do seu treinamento mas… tente bolar mais estratégias, ajuda.

Ela piscou para Natt, distanciando-se enquanto o pescador tentava bolar algo para falar e segurá-la por mais um tempo;

— Ei, Taylor! Se quiser pode ficar e treinar junto comigo.
— Desculpa, bebê, mas nesse exato momento eu não posso mesmo, então… Amanhã aqui e no mesmo horário?

O garoto assentiu, sorrindo, enquanto a ruiva se distanciava. Ao lado dele, Muddy e Belly ainda se divertiam estourando bolhas de lama.






Natt e seus pokémon estavam sentados no mesmo lugar do dia anterior. Dessa vez, porém, o pescador contava com um pequeno quadro negro que comprara mais cedo. Enquanto explicava as estratégias que tinha em mente, podia desenhar e tentar fazer ficar mais compreensível para os pokémon.

— Colin, se tivéssemos a chance, eu acho que ganhar altitude para–
— Nattzinho!

O pescador olhou para trás, vendo Taylor se aproximar, sorridente, e sentar-se do seu lado.

— Er, oi, Taylor! — disse, com um aceno de cabeça — Gostaria de ajudar?
— Ajudar a nós dois, no caso?
— Oi?

Antes que falassem mais qualquer coisa, a ruiva colocou a mão sobre a nuca de Natt, aproximando o rosto e beijando-o. Após algum tempo, os dois deitaram-se no gramado, sorrindo.

Mikau dirigiu-se até a sua pokébola, que estava no chão, e apertou o botão central, sendo sugado por um raio para dentro da esfera. Muddy olhou, sem entender muito, até que Natt e Taylor voltaram a se beijar no chão, e o girino decidiu também entrar em sua pokébola.






— A defesa é essencial, e é exatamente o que vamos ver hoje! Será que vocês estão com a guarda baixa?

Mikau, Muddy e Belly olharam para Natt, sem entender muito do que ele tinha falado. Já estavam há alguns dias treinando sem parar, e não tinha mais muita ideia do que mais lhes ajudaria.

Oposto a eles, estava Colin. O Togetic estava de frente para eles, mas com uma faixa negra amarrada em seu rosto, tapando a sua visão.

— Vamos lá, Colin, Magical Leaf!

O Togetic levantou no ar. Uma aura púrpura o envolveu e então algumas folhas de árvore materializaram-se do seu lado, adquirindo uma aura do mesmo tom. O pokémon apontou para Mikau, e as folhas foram em direção ao crocodilo.

Ao ver o ataque vindo em sua direção, o Croconaw usou vários jatos de água e conseguiu derrubar algumas das folhas, e então esticou ambos os braços, enquanto suas unhas cresciam de tamanho, e ele as usava para cortar no meio as plantas psíquicas que vinham de Colin. No final, nenhuma acertou Mikau.

— Boa. Agora em Muddy.

Colin repetiu o ataque, soltando várias folhas em direção ao girino aquático. Ao ver as plantas mágicas vindo em sua direção, o Tympole se apoiou em sua cauda, estufando o peito e soltando uma poderosa rajada sonora que destrui uma das folhas. Então, ele continuou usando o mesmo ataque para destruir outras, mas a lentidão da execução fez com que Muddy não desse conta de todas, e fosse atingido e arremessado para trás.

— Isso é algo que temos que treinar… — disse Natt, olhando para Muddy, que sorriu para ele, inocente — Agora em Belly.

O Togetic usou novamente o Magical Leaf, dessa vez jogando as folhas psíquicas em direção à Wailord em sua frente. Ao ver as folhas vindo em sua direção, a pokémon abriu a boca, uma gota de água surgiu em sua frente, flutuando e crescendo até se tornar uma esfera de água, que ela arremessou em direção às folhas, destruindo todas e acertando Colin, que foi arremessado contra uma árvore, fazendo um buraco no tronco e ficando preso.

Natt sorriu ao ver o poder de Belly, e então saiu correndo para ajudar Colin quando o pokémon começou a reclamar.






Sentado no chão enquanto era protegido pela sombra de uma árvore, Natt remendava mais uma vez a pokébola de Belly. A esfera agora era predominantemente fita isolante, o que começou a deixar o pescador preocupado. Por quanto tempo aquilo continuaria funcionando?

Ele olhou para a Wailord, que agora dormia no gramado, carregando os outros três pokémon em suas costas.

— Voltem, todos vocês. — disse Natt, e quatro raios vermelhos saíram de suas pokébolas, absorvendo os seus pokémon para dentro das esferas — Temos algo para fazer.






— Natt! Por que você não me avisou antes, rapaz?
— Eu achei que era temporário ou algo do tipo…

Natt olhava para a tela do telefone, vendo o rosto preocupado de professor Nutwood. Ele tinha emagrecido bastante desde a última vez, e seu cabelo estava um pouco maior, além da barba a fazer.

Atrás do professor, Beedle estava comendo um sanduíche e, ao ver Natt, acenou para o treinador, sorrindo.

— Oi, Beedle.
— Essas pokébolas que eles dão no torneio de pesca são mesmo vagabundas, não chegam a durar nem um ano, mas quebrar assim… Imagino que a má qualidade da pokébola não aguenta o peso de seu Wailord e por isso sempre se quebra. Eu posso resolver isso, mas infelizmente a transferência de pokébola é um processo demorado, e só conseguirei devolver seu pokémon no domingo.

Natt olhou para a pokébola de fita isolante de Belly. Precisava da pokémon para o torneio, mas ainda assim não podia simplesmente ignorar a condição, então colocou a esfera de captura na cápsula de teletransporte do telefone do centro pokémon.

— Estou enviando… — disse, ao apertar o botão e ver a pokébola de Belly sumir lentamente, sendo enviada para o professor Nutwood.

Ele olhou para o cinto que usava, que agora contava apenas com três pokébolas.

— Parece que seremos apenas nós amanhã.






Natt e Gray se arrumavam em seu quarto. O cozinheiro tinha lavado e passado toda a sua, penteado o seu cabelo do jeito mais bonito possível e passado os seus melhores perfumes. Já o pescador apenas certificou-se de que a sua jaqueta vermelha não fedia muito.

Porém, Gray não aceitou que o amigo fosse daquele jeito, e o arrumou também, deixando Natt tão elegante quanto ele.

— Não é um simples evento. — disse o cozinheiro, enquanto trancavam a porta do apartamento e desciam as escadas — Precisamos estar bonitos antes de entrarmos no Coliseu, afinal, não queremos passar uma má impressão no meio de tantos treinadores, não é?

Natt encolheu os ombros. Só queria chegar logo.






— Grayson Gustin… Nathaniel Nivans… — disse a balconista Pam, carimbando os ingressos de Gray e Natt e entregando aos dois — Boa sorte no torneio.

Os dois agradeceram e passaram pela porta. Chegaram em um grande campus predominantemente verde, com várias árvores lindas com copas das mais diferentes cores e alguns caminhos de pedras lisas que levavam aos sete diferentes estádios. Apenas quatro deles estavam com os holofotes acesos, nos que ocorreriam as batalhas do torneio. Sob a luz do luar, várias pessoas estavam sentadas em bancos de madeira ou até mesmo em pé, conversando enquanto comiam ou bebiam o que os diversos garçons ofereciam.

— Sejam bem-vindos ao Torneio Anual de Central City! — disse uma voz feminina que ecoou por todo o campus — Sou Arianne, a prefeita da cidade, e estou feliz por tanta gente que está aqui hoje. Como todos sabem, o Torneio Anual acontece, bem, todo ano, e serve de antecipação para a Liga Pokémon de Eyarn, que acontecerá no começo do mês de dezembro.
— Eu não sabia. — comentou Natt, arrancando alguns risos de Gray.
— No torneio deste ano, estou feliz em informar que temos alguns treinadores bem famosos participando.

Houve uma certa histeria em um dos cantos do campus, o que chamou a atenção de Natt. Guy Greenwood, o rapaz invicto que estava batalhando em uma quadra de basquete há alguns dias, cruzou o braço, confiante.




— O primeiro deles é Dean Davidson! O treinador de El-Eight que participou da liga pokémon do ano passado e foi até as quartas de finais! Uma salva de palmas para Dean!

Um rapaz asiático de cabelo negro usando uma roupa carmesim se destacou no meio da multidão. Enquanto todos batiam palma, Dean apenas sorriu, acenando.




— E o próximo… — a voz de Arianne voltou e as palmas cessaram-se. Guy deu um passo à frente — É Grayson Gustin!

Gray ficou surpreso ao ouvir o seu nome, e logo após uma salva de palmas. Até mesmo Natt surpreendeu-se, rindo da expressão que o amigo fizera. Não muito longe dali, Guy também batia palmas, olhando para Gray como se o cozinheiro fosse um próximo desafio a ser cumprido.

— Os mais novinhos talvez não saibam, mas nosso amigo Grayson já esteve aqui no Coliseu, participando a Liga Pokémon do ano de dois mil e dois! — disse Arianne, causando uma reação de surpresa em quase todos — Sim, Grayson chegou nas semifinais, mas foi eliminado por Konshe, o atual líder de ginásio da cidade de Knothole.

Mais uma salva de palmas, e Natt olhou para Gray, surpreso.

— É sério?
— Bons tempos. — disse o cozinheiro, sorrindo.






Já tinham se passado algumas horas da festa de abertura, e os participantes entraram em uma sala a parte para se preparar para o torneio.

Natt estava sentado em um banco, esfregando as suas três pokébolas para deixá-las mais brilhantes e uma mulher penteava o seu cabelo. Após terminado, a mulher partiu para pentear uma outra treinadora, e o pescador foi para fora ao ver Taylor saindo.

Ele apressou os passos para conseguir alcançar a ruiva, mas foi surpreendido por uma pequena bolinha rosa que acertou a sua costa, derrubando-o no chão e estragando o penteado da mulher.

Jiggly! — disse o pokémon rosa, olhando para Natt com uma cara de bravo.
— Ai meu deus, Henry!

Alguém veio correndo e ajudou o pescador a se levantar. Um rapaz de cabelo ruivo cortado em um undercut e um piercing na orelha esquerda.




— Me desculpa, cara, o Henry é um Jigglypuff bem… temperamental. — disse, colocando o pokémon em baixo do braço, enquanto o mesmo se debatia.
Jiggly! Puff!
— Não estava não! — exclamou.

Natt olhou para os dois, confuso.

— Como é? — perguntou, coçando a nuca.
— Henry disse que você estava tentando nos roubar.
Puff!
— Não é porque uma pessoa está correndo que ela está roubando alguém!
Jigglypuff!
— É claro que ele estava aqui dentro! Ele é um dos participantes!
— Espera aí… você entende o que ele fala? — perguntou Natt, ainda sem entender nada.

O rapaz sorriu, retornando Henry para a pokébola.

— Algumas pessoas dizem que isso é resultado da ligação entre pokémon e treinador… Eu não sei, só sei que todos os “Jigglys” que o Henry fala fazem sentido pra mim. — disse ele, encolhendo os ombros — Eu sou Jonny.
— Natt.

Os dois apertaram as mãos.

— Olá, treinadores. — disse um rapaz de terno, parecido com um segurança, que vinha na direção dos dois. Ele carregava alguns cartazes em baixo do braço — Estou avisando aqui para todos entrarem, vamos distribuir as chaves da competição.






Natt estava na sala onde tinha sido embelezado novamente. Agora, os participantes do torneio estavam todos reunidos, olhando para o mesmo cara de terno que abordara todos, e agora estava em cima de uma plataforma, com um microfone na mão enquanto passava os olhos por todos os treinadores.

O pescador olhou para Taylor, que estava no outro canto da sala, e Gray, que estava na frente de todos, ao lado de Dean. Não muito longe dali, o treinador com as baquetas presas ao cinto estava com os braços cruzados, encostado no muro do lado de uma garota de óculos e cabelo castanho curto.

Alguém cutucou o ombro de Natt, e o garoto olhou para trás, vendo o rapaz de blusa verde e cabelo castanho que estava dando em cima de Pam no dia das inscrições.




— E aí, Natt-boy! Várias minas legais aqui hoje, ein? — disse Chris.

Os olhos do pescador desviaram-se para Taylor, e então ele sorriu.

— Com certeza. — disse.
— Aqui dentro têm quinze treinadores. — disse o homem de terno, depois de passar o olho por todos os treinadores — Só poderei entregar as chaves à vocês quando todos estiverem aqui.

Os treinadores começaram a se entreolhar, confusos. Murmúrios começaram sobre onde estaria o último, até que a porta de entrada se abriu mais uma vez.

— Ah… então é aqui a sala que falaram? Eu fiquei um tempão procurando a tal “sala dos participantes, achei até que eu ia ser desclassificado e… Perdi alguma coisa?

Natt sentiu um misto de felicidade e desapontamento ao ver que Nico era o último participante. O garoto estava um tanto quanto diferente desde a última vez. Agora, ele usava uma camiseta cinza e uma touca da mesma cor tinha substituído o antigo boné. Ao invés do shorts jeans, estava com uma calça de moletom preta e, o mais surpreendente, usava um tênis esportivo vermelho ao invés de estar descalço como sempre.




— Então agora os dezesseis estão aqui. — disse o homem de terno, descendo da plataforma — Agora vocês podem ver as chaves do torneio.

Ele saiu distribuindo os cartazes para todos. Aparentemente haviam exatamente dezesseis, pois quando o homem terminou de entregar, não havia sobrado nenhum. Natt foi um dos últimos a receber, portanto ficou curioso ao ver a reação de todos os outros. Quando tinha o cartaz em suas mãos, ele desenrolou, olhando para o conteúdo.


:





PS: Seria legal ver vocês discutindo sobre quem vai ganhar ou não cada batalha -q Sei lá, fazer umas teorias sobre quem vai passar e batalhar contra quem e como será algumas das batalhas. Não se preocupem pois, se o fizerem, não vão estar me influenciando em nada, eu já sei tudo o que vai acontecer -qq


Última edição por -Ice em Dom 14 Maio 2017 - 18:03, editado 1 vez(es)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Black~ em Sab 13 Maio 2017 - 21:08

Bom, vamos lá,

Gostei desse capítulo (todo comentário eu começo assim, mas enfim -q). Achei bem legal todo o desenvolvimento do capítulo, os momentos de treino do Natt, o namoro, etc. até o torneio propriamente dito.

Bem, aparentemente, ficar de ressaca não é uma coisa tão boa né -qqq, nada que a gente já não saiba. Eu só achei que fosse ter mais "desenvolvimento" do Natt bêbado ou coisa do tipo, mas só teve ele bebendo água e vomitando em seguida (bela cena pra ler depois da janta) e apenas tendo uma leve confusão mental, mas nada de mais. Enfim, nada que tenha ficado ruim, só achei mesmo que ele ia fazer alguma merda a mais (o Natt já faz merda sóbrio, imagine bêbado huahuaha), mas enfim.

Cara, uma das cenas mais engraçadas de toda a fanfic foi o Mikau entrando na pokébola depois de ver a Taylor e o Natt se beijando. Mano, eu ri demais huhuahauha, fiquei imaginando a vergonha alheia do Croconaw ao ver essa cena do seu treinador. Coitado do Muddy, todo inocente demorou mó tempo pra perceber o treinador. Bem, eu imaginei o Croconaw e o Tympole entrando na pokébola apenas pela vergonha alheia do beijo, mas depois eu reli e vi falando que "eles deitaram no chão, sorrindo", então você na verdade apenas deixou implícito? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Ok, agora eu que me sinto inocente já que imaginei que eles estivessem apenas se beijando, mas enfim.

Coitado do Muddy, ficou mó bolado que o Beedle não tava no time. Fazia tempo também que o Muddy não aparecia que já tava achando que ele tinha ido embora também -qq. Mas enfim, mais um pokémon indo embora temporariamente do time do Natt. Bem, pelo menos deu pra entender o motivo da pokébola da Belly sempre quebrar. Agora, pelo menos, imagino que o Muddy volte a ter importância e quem saiba ele possa finalmente evoluir para o Palpitoad.

Achei bem bacana o treinamento que o Natt fez com seus pokémons. Gostei da cena do Colin usando o Magical Leaf de olhos vendados e os outros tentando esquivar; não sei se você usou realmente esse efeito, mas foi interessante ter colocado um pokémon vendado para usar um golpe que nunca erra, mas talvez seja só coincidência mesmo, já que ele tava treinando a velocidade de reação dos pokémons. E também achei interessante a força da Belly, que num contragolpe só mandou o Colin pra pqp. Só achei estranho a Wailord ter ficado "de boa" na cidade, apesar de ser uma área pouco povoada, mas enfim.

Achei interessante esse personagem do Jigglypuff. Apesar de achar o Jigglypuff bem xaropinho (como deu pra ver nesse capítulo), achei bacana o fato do maluco conversar com seu pokémon, é uma coisa bem diferente. E ele ainda falou da famosa "ligação entre treinador-pokémon", será que o Natt ao desenvolver mais ainda a relação com seus pokémons vai conseguir entender o que eles falam? Enfim, vamos esperar.

Bem, eu realmente fiquei surpreso com o fato do Grayson Gustin ter lutado na Liga Pokémon há onze anos e ter sido semifinalista, perdendo pro líder de Knothole. É uma coisa que eu realmente nunca imaginei, assim como o Natt e os outros. Achei legal também é que aparentemente o cara ser semifinalista, apesar de ser uma grande coisa, não é muito importante pra população no geral, que certamente deve ser lembrar do campeão do mesmo ano, mas enfim.

Bem²³², achei interessante a volta do Nico ("volta" né, porque a cada cinco capítulos ele tá de volta, então nem considero volta -qq, mas enfim), já que ele estava indo lá pro norte e acabou indo pra Central City. Também gostei desse visual novo do Nico, pena que agora ele não será mais o NPC né =/ huahuaha, mas enfim.

Aparentemente, o Rush está fazendo escola, já que você também colocou dois carinhas "importantes" para lutarem juntos, já que o Natt vai lutar logo contra o Chris (será que ele vai ser fixo?) na primeira luta, e se vencer, ainda pega a Taylor (bem, ele pega a Taylor em vários sentidos né). E ainda você colocou a Taylor contra o personagem que você tinha acabado de apresentar, além do Nico poder pegar o Guy já na próxima fase. Bem, eu quereria uma final entre o NPC e o pescador, mas acho pouco provável, inclusive, que qualquer um dos dois chegue. Eu não sei bem como a Taylor luta, mas eu imagino que a final seja o tal do Guy contra ou o Natt, ou a Taylor, ou o oriental, mas enfim (ok, preciso parar com isso).

Bem, erro devo ter visto um ou outro, mas só vou citar esse aqui:
A expressão de felicidade de Muddy foi instantâneamente substituída por alegria
Laughing

Enfim, no mais é só.

Então, é isso e boa sorte com a fic o/
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Re: Pokémon Project Retype

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