Pokémon Mythology
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Pokémon Project Retype

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Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Qua 24 Jun 2015 - 22:59






Prólogo:
Só um treinador de classe E


No litoral de Eyarn, Blue Coast destacava-se por ser a única cidade a ter uma praia. Ou melhor, a única cidade a ser uma praia.
Simples e bonita, era conhecida como o Oasis do continente. Os moradores amigáveis, as casas pequenas feitas de madeira e pintadas de azul, os caminhos de pedra que iam de um canto à outro, tudo colaborava para fazer de Blue Coast o lugar perfeito para se passar o verão.

Mas não era só a beleza que fazia da cidade um ponto turístico, lá também se localizava o ginásio aquático de Joel Nivans, um belo desafio aos treinadores que estivessem procurando mais uma insígnia para sua coleção.

Logo, Blue Coast era conhecida por ser mais pacífica do que todas as outras cidades do continente, o maior “crime” por lá era você passar um dia sem tomar um refrescante MooMoo Milk.

Por isso, os moradores ficaram preocupados quando um carro policial parou no meio da cidade. Não demorou muito tempo para que se formasse uma multidão em volta do automóvel, todos curiosos para saber o que tinha acontecido. 
A porta se abriu e uma mulher saiu de lá. Ela era alta e bonita, seu cabelo castanho estava preso e tapado por uma boina policial azul-claro, da mesma cor que sua roupa. 

A policial pegou um megafone.
- Cidadãos de Blue Coast, sinto muito por estar os incomodando a uma hora dessas em um final de semana, mas eu tenho uma… entrega para fazer aqui.

Ela puxou de dentro do carro um adolescente alto e magro de cabelo preto, ele usava uma calça jeans marrom e uma jaqueta vermelha sobre uma camiseta branca, e usava um boné de pescador também dessas cores. O que mais chamava atenção nele era a vara de bambu amarrada às suas costas. A policial levantou o braço dele.

- Quem é o responsável por esse garoto? - perguntou pelo megafone. Apenas murmúrios entre a multidão pode ser ouvido - Por favor, digam-me, alguém sabe quem é o responsável por esse garoto?

Não houve repostas, as pessoas da multidão apenas conversavam entre si e olhavam para o garoto, como se estivessem se perguntando se ele era quem eles acharam que era.

- O que está acontecendo aqui? - gritou uma voz grave do fundo da multidão, um homem negro, alto e musculoso usando uma regata branca e uma calça azul foi abrindo caminho entre as pessoas. - Policial, o que está acontecendo?
- Joel, que bom que você apareceu! - gritou a policial, ainda segurando o garoto pelo braço - Você sabe quem é o responsável por ele?

Joel e o garoto se entreolharam, e a policial percebeu que houve uma breve conversa entre os dois enquanto se olhavam.

- O que está acontecendo, Natt?
- Espera aí… - disse a policial, perplexa - Você… - ela apontou para Natt - Você é filho do Joel?
- Sobrinho. - corrigiu o líder de ginásio. - O que ele fez, policial?

Natt olhou feio para a policial, quando ela começou a contar o que ele tinha feito.



~//~



Joel e Natt estavam em casa, sentados em uma mesa um de frente ao outro. A sala em que estavam era grande, e tinha uma prateleira apenas com pokébolas e alguns quadros de Joel com Natt quando criança pescando no mar.

- Então você falsificou a sua carteira de treinador? - perguntou o líder.
- Nem foi tão grave assim, tio…
- Não foi tão grave? - bradou - Você fingiu ser um treinador de classe B!
- Mas…
- Você é classe E!
- Sim, por isso que eu falsifiquei, eu precisava ser pelo menos classe B pra participar do torneio, daí como eu sou só um treinador de classe E…

Joel bateu com o punho na mesa, os lápis e pokébolas que estavam lá balançaram e alguns até caíram.

- Isso não é justificativa, garoto! Você só foi liberado porque eu era responsável por você! Sabe quantos anos de cadeia dá para alguém que falsifica a carteira?
- Mas eu só tenho dezessete, e eu nem pretendia ficar por muito tempo com a carteira, logo depois do torneio eu já ia…
- Castigo! - ele gritou tão alto que ecoou por toda a sala.
- O que!? Mas eu… - Natt tentou se explicar, mas a porta da sala se abriu e entrou lá o mordomo do líder.
- Senhor Nivans. - disse, olhando para os dois na mesa. - Tem um treinador esperando para te desafiar no ginásio.

Joel se levantou da mesa e olhou para Natt com um tom de desdém.

- Sim, há pessoas que tentam evoluir por mérito próprio. Não quero que você saia de casa até eu voltar. - e saiu junto com o mordomo, que lhe ofereceu um pouco de água com açúcar.

Natt esperou alguns segundos, até que a porta se fechou. Então ele se levantou e teve um ataque de raiva, onde começou a chutar tudo o que via pela frente.

- Você não me ouve! - disse, chutando uma cadeira. - Não quer nem saber de mim! - chutou a geladeira. - Idiota!  - ele foi chutar o pé da mesa, mas tropeçou e caiu no chão, então ouviu um “crack”.

Ele se levantou, e viu que sua vara de bambu preferida tinha quebrado.

- Merda! - chutou ela também. - Pra mim já deu.

Foi correndo ao seu quarto, chutou a porta e pegou uma pokébola e uma outra vara de pesca.



~//~



Já era dez da noite, Joel tivera duas ótimas batalhas de ginásio, e obviamente saiu vitorioso em ambas. Ao entrar em casa, a primeira coisa que ele pensou foi em seu sobrinho, talvez ele tenha sido rigoroso demais. Tudo bem que o garoto tinha falsificado sua carteira de treinador, mas ele estava ansioso para participar desse torneio, deve ter sido uma reação desesperada que ele teve ao descobrir que era necessário um nível B no mínimo. Afinal, ele não tinha vontade de ganhar insígnias mesmo, ele era um bom garoto.

Quando chegou em casa, Joel se deparou com um bilhete pregado na porta.


"Eu realmente não queria ter que fazer isso, mas é necessário. 
Vamos jogar o seu jogo, Joel. Estou saindo de Blue Coast, vou enfrentar os outros líderes de ginásio do continente, e fazer a mais poderosa equipe de pokémon de água, e então eu vou voltar. Vou voltar e te enfrentar, e então veremos quem é o melhor treinador de pokémon aquático.
Não me procure."



Última edição por -Ice em Sab 18 Mar 2017 - 15:39, editado 35 vez(es)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por xKai em Qua 24 Jun 2015 - 23:30

Olá, primeiramente vou comentar sobre o seu comentário final. Não vejo problema algum em um prólogo curto, eu também costuma os fazer desta maneira, como o prólogo é meio que uma preparação para o início da fanfic em geral, é exagerado fazer algo grotesco, fica muita informação repentina, o ideal é fazer o prólogo de pequeno para médio daí os capítulos fazer do tamanho que melhor agradar.

Sobre a fanfic agora, eu sinceramente gostei bastante, adoro jornadas pokémon, apesar de clichês elas possuem uma certa magia que raramente perdem a graça, e você acabou por elaborar uma história bem interessante, o típico adolescente revoltado que comete um deslize e briga com os pais, no caso o tio que parece ser o guardião legal dele. Imagino que durante a jornada ele vai mudar o seu jeito de pensar e que quando chegar a hora de enfrentar seu tio ele terá opiniões diferentes das que tinha antes, evoluindo como ser humano e treinador. Muito boa sorte com o projeto e espero que continue.

Até o próximo capítulo.

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Dom 28 Jun 2015 - 12:25

Hey, -Ice o/

Não tenho muito o que dizer, não achei nenhum erro na estória (não sou muito bom nisso mesmo). Já consigo imaginar alguns prováveis Pokémons que ele terá, já que ele provavelmente terá apenas Pokémons aquáticos, precisará de uma solução para os tipo Planta e tipo Elétrico e até o próprio tipo Água(acho que vc já pensou nisso, então provavelmente ele terá 2 ótimos aquáticos que eu tenho em mente).

Cuidado com uma coisa que pode causar um furo: Ele já é pescador desde criança e, de lá pra cá pescando, ele já deve pescar alguns pokémons bonzinhos e não apenas Magikarps... Mas você pode bolar algo também, caso queira que ele fique apenas nos magikarps (sla, ser rank D pra pescar um melhor, ou algo que você pense).

Quanto a "modinha", para mim, é como alguns jogos da Nintendo, como Zelda e até o próprio Pokémon, na maioria das vezes tem o mesmo tema ou objetivo (Salvar a Zelda e ganhar a liga Pokémon), mas mesmo assim sempre trazem algo que difere e/ou alguma inovação, o que faz com que sempre seja muito divertido jogar-los. Afinal, música que a gente gosta, nunca enjoa, não é?

Só uma coisa, não que isso seja um problema, mas você poderia aumentar um pouquinho a fonte? Very Happy

É isso, boa sorte com a fic o/
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Qua 1 Jul 2015 - 21:23

Comentários:
xKai: Olá. Quando eu disse que o prologo não estava grande coisa, eu não dizia sobre tamanho, e sim conteúdo mesmo.
E que bom que você gostou da fic cara, espero que você continue lendo e comentando, obrigado e até mais ^^.

IsaacXD7: Opa, tudo bom? Será que você acertou nos pokémon que você chutou? Isso veremos com o tempo.
Quanto aos Magikarps, ele realmente é pescador desde criança e por isso já tem uma certa experiência, mas outras coisas também podem influenciar na pesca, como a isca e a vara usadas, além do lugar em que o pokémon estiver sendo pescado e, é claro, um pouquinho de sorte. Devemos lembrar também que a melhor vara que ele tinha foi quebrada no prologo.
Quanto à modinha, foi mais uma brincadeira boba mesmo, eu adoro fanfic clichê e já criei várias delas.
Cara, eu tentei aumentar o tamanho da fonte mas ficou bem ruim, daí eu deixei do jeito que tava, mas se tiver incomodando ou difícil para ler me avisa, daí eu tento fazer alguma coisa. Até mais e espero que você continue lendo e comentando.


Capítulo um:
O começo de uma longa e demorada jornada


Já faziam três dias desde que Natt fugira de casa, e desde então ele só queria uma coisa: voltar para casa.

Enquanto estava sentado na sombra de uma árvore, ele refletia sobre o que tinha feito. Na carta que deixou para seu tio, ele tinha deixado bem claro: “eu voltarei quando tiver todas as insígnias e faltar somente a sua”. Agora não tinha mais volta, Natt não podia voltar correndo para sua casa sem insígnias, seu orgulho não deixaria.

E agora ele estava lá: encostado no tronco de uma árvore desfrutando da sombra da copa enquanto observava a paisagem.

A grama de lá era verde (não que as outras gramas de outros lugares não fossem verde, mas essa era, tipo, bem verde), assim como as copas das árvores que dançavam conforme o vento as soprava. Os pokémon do lugar não eram muito variados, em sua maioria criaturinhas dos tipo planta e inseto genéricos, com alguns tipos normais, como Deerlings, andando por aí.

Também tinha três ou quatro treinadores iniciantes lutando entre si e contra pokémon selvagens, todos sem prestar atenção no garoto de roupa vermelha escondido na sombra de uma árvore.

- O que eu faço? - não era a primeira vez que se perguntava aquilo, e nem seria a última, já que a dúvida vinha e voltava de tempo em tempo. Voltar para casa e se alegrar como um treinador classe E trancado dentro de um ginásio ou ir até o fim e voltar apenas com as cinco insígnias que tinha prometido coletar?

Certamente, a primeira opção seria muito mais simples e rápida, mas ele mostraria para seu tio que não tem coragem para cumprir o que havia dito. Já a segunda opção seria mais demorada e trabalhosa, mas ele poderia voltar para casa com um sentimento de missão cumprida..

Ele se levantou de onde estava, sabia que seu orgulho não deixaria ele voltar, então teria que enfrentar sua preguiça e fazer o que disse que faria. Não era a primeira vez que ele agira impulsivamente e ia ter que pagar por isso.

Começou a traçar mentalmente o que teria que fazer e deduziu, não será nem um pouco fácil, mas talvez vá ser divertido. Ele se lembrou da pokébola que tinha pego antes de sair de casa, e se indagou qual o pokémon que estaria dentro dela.

Ele estava muito nervoso na hora, nem olhou para pegar a pokébola, podia ter pego qualquer uma. No seu quarto tinha uma prateleira com, no mínimo, quarenta pokébolas com pokémon que pescara durante toda sua vida. Nunca tinha organizado nenhuma delas e nem parado para se lembrar de quem estava lá dentro, só serviam de coleção.

Apesar da dúvida, deixaria para ver depois o pokémon que residia dentro da pokébola, agora tinha coisas mais importantes pra fazer, aquilo era o começo de uma longa e demorada jornada, que devia ser planejada cautelosamente para que tudo saísse bem.

Agora ele estava na rota que conectava as cidades de Blue Coast e Knothole, o que significava que os pokémon aquáticos de lá não eram muito fortes, e nem muito exóticos, o que significa que uma vara não tão forte e uma fruta comum poderiam servir para fazer uma boa pesca.

Então foi à árvore mais próxima, ela era muito alta, mas tinha ótimas frutas azuis crescendo em seus galhos.

- Vamos lá, então… - ele começou a escalar a árvore. Não foi muito difícil, seu tronco era cheio de aberturas para ele colocar seus pés e mãos enquanto subia. Não demorou nem dois minutos e ele já estava no topo, sentado em um galho, e começou a cutucar várias frutas para elas caírem no chão. Quando tinha derrubado umas sete, ele decidiu descer, o que foi meio trabalhoso.

Ao voltar ao chão, ele pegou todas as frutas e as levou até o lago mais próximo, onde se sentou.

- Certo, isso vai ser divertido. - animou-se, era a primeira vez que pescava em um lugar que não fosse a praia de Blue Coast, quantos pokémon diferentes podiam estar esperando-o por lá?

Para começar, ele fez o mesmo ritual que fazia para pescar em sua cidade natal, arrancou os sapatos, dobrou sua calça bege até o joelho e colocou os pés para se refrescarem na água. Então, amarrou uma das frutas que tinha pego na linha de náilon da sua vara de pesca e a arremessou no meio do lago.

Ele cravou a vara de pesca no chão, de modo que ela pudesse ficar de pé e ele pudesse deitar-se no chão, esperando um pokémon ser pego.

Enquanto contemplava o lindo céu, olhando para as nuvens e tentando descobrir desenhos nela, Natt começou a refletir sobre o dia em que brigou com seu tio.

Ele queria participar do torneio de pescadores que estava sendo organizado no sul de Blue Coast, já tinha preparado sua melhor vara de pesca e suas melhores iscas, e estava tudo pronto, mas de última hora ele descobriu que não poderia participar. Natt era um treinador de classe E, e precisava ser, pelo menos, um classe B para participar do torneio.

Em Eyarn, as classes de treinadores eram classificadas pelo tanto de insígnias que você tem, se você não tivesse nenhuma, era um classe E. Então, se tivesse uma ou duas, já subia para a classe D, e classe C caso tivesse três. Com quatro ou cinco insígnias, você era considerado um treinador classe B, e com seis (ou seja, todas as insígnias de Eyarn) você subia para um treinador classe A. Ainda tinham os treinadores classe S, que eram os que tinham conseguido todas as seis insígnias e vencesse a liga pokémon.

Porém, Natt era um pescador, ele não queria saber de ter insígnias, só queria melhorar suas habilidades de pesca e ser conhecido por todo o continente. Logo, em sua carteira de treinador estava escrito: “CLASSE E”

Quando ele descobriu isso, já tinha treinado demais para participar de um concurso, e, no desespero, ele falsificou a carteira. Era fácil de transformar um E em um B, ele só precisava de uma caneta esferográfica, mas os organizadores do torneio foram mais espertos, e pediram para ver as insígnias dele.

Considerando as circunstâncias, isso não foi tão grave, mas seu tio Joel, como um “bom” líder de ginásio que era, decidiu fazer uma tempestade em um copo da água, e acabou naquela confusão do outro dia, em que Natt ficou muito nervoso e, por impulso, acabou fugindo de casa, prometendo que só voltaria com cinco insígnias.

- Lax?

Natt já estava quase pegando no sono quando ouviu a voz esganiçada do seu lado. Ao olhar, achou o dono da voz.

No começo ele poderia ser confundido facilmente com uma pequena bola de pelos azul-marinho, por ser bastante gordo e peludo. Ele tinha aproximadamente uns cinquenta centímetros, e sua cara redonda com apenas dois dentes virados para cima não enganava ninguém, ele estava com fome.

- Vai procurar comida em outro lugar, gordinho. - disse Natt, e então tapou a cara com o boné e tentou descansar mais um pouco.
- Munch! Lax! - o pokémon começou a pular (o que era muito estranho, considerando que ele devia pesar bastante) e apontar para as frutas que Natt tinha recolhido há uns momentos.
- Tá, tá, pega uma. - disse o garoto, e jogou uma das frutas para longe, fazendo com que o pokémon fosse correndo desajeitadamente atrás dela.

Quando Natt ia se deitar novamente, ele viu que a vara de pesca que tinha deixado no chão começou a se envergar, então olhou para o lago e viu uma grande sombra no lugar onde a linha da vara se encontrava com a água.

- Agora sim! - exclamou o pescador, dando um pulo. Ele pegou a vara e começou a puxar, lutando contra o pokémon debaixo da água.

Ele quase foi arrastado para dentro do lago, mas conseguiu dar um puxão que fez com que o pokémon levantasse no ar por alguns segundos. Era um peixe bem grande até, azul com detalhes amarelos, e uma antena com duas lanternas na sua cabeça.

- Você vai ser meu! - exclamou Natt, e então puxou novamente a vara, fazendo com que o pokémon saísse da água e parasse bem na sua frente. Como todo pokémon peixe, Lanturn começou a flutuar fora da água, como se estivesse nadando no ar. - Certo, vamos ver com quem é que você vai lutar.

Ele tirou a pokébola que trouxera de casa de dentro do bolso, era a hora de saber quem é que estava dentro dela. Ele atirou o objeto contra o chão e um raio vermelho saiu, revelando, finalmente, o pokémon.


Então galera, espero que gostem desse caítulo ^^ No finalzinho eu deixei um "mistério" que vocês podem tentar adivinhar qual é o pokémon.
Ah, e eu também atualizei o main post, colocando uma lista de personagens e um guia sobre as classes de treinadores.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Fressato Potato em Qui 2 Jul 2015 - 10:10


Realmente,como alguém disse lá em cima, fanfics de jornada tem uma certa magia. Somada a coisas originais e criativas ela deixa um pouco de ser clichê e torna-se algo interessante.
Sair em jornada após um desentendimento com os responsáveis é algo meio comum nesse tipo de fic, mas não tornou esse início menos interessante. Gostei bastante do sistema de classes, apesar de eu achar que deveria se basear em algo mais complexo do que simplesmente possuir insígnias.
Agora, sobre o Natt, temos um protagonista preguiçoso, impulsivo e orgulhoso que parece não ter muita noção do que está fazendo. Vou adorar ver ele se f.u.d.er bastante no decorrer da fic até amadurecer hehe

E que pourra é essa de lanturn flutuante? ehahdhuea

Sobre o pokemão misterioso, vou chutar: deve ser uma daquelas lagostas azuis de Kalos ou um wooper.

Enfim, cara, gostei mesmo. Boa sorte com ela e traga logo os próximos caps
tchau
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por xKai em Qui 2 Jul 2015 - 10:36

Olá Ice, cá estou novamente para comentar em sua fanfic, vamos direto ao que interessa.

Capítulo curto, porém direto. Citou tudo o que deveríamos saber sobre Natt sem usar de algum tipo de enrolação, citou seu sonho, ambição e acima de tudo o grande orgulho que sustenta o rapaz, espero que isto não venha a se transformar em uma fraqueza. Foi bem interessante ele ser este tipo de pessoa preguiçosa, realmente é algo bem diferente, afinal quantos preguiçosos são forçados pelo orgulho a viajar por um continente apenas para dar uma lição moral no tio? -q Enfim, bem bacana isso, a única parte que achei um tanto clichê a parte foi a aparição do Munchlax, não tem pouco tempo que li uma fanfic em que algo bem semelhante aconteceu, porém ocasionou na captura do mesmo, e como Natt aparenta criar apenas pokémons tipo aquático, não parece que será o caso. No geral fez belas descrições do cenário e das ações e pensamentos do garoto, ocasionando em um capítulo muito bem escrito, aguardo ansiosamente pelo próximo capítulo e descobrir a identidade do pokémon de Natt, até mais!

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Qui 2 Jul 2015 - 14:12

Hey, -Ice o/

Em primeiro lugar, não faço questão do tamanho da letra já que, mesmo se estivesse difícil, poderia usar o Zoom.
Quanto ao Pokémon, eu vejo três caminhos: Ele ter tido o azar de, em 40 Pokebolas, ter pego um Magikarp e, com a derrota do mesmo, ele ter que contar com o Munchlax; Ele ter pego um dos iniciais de água, no qual chuto no Froakie e no Squirtle; Ele ter pego um outro Pokémon, mais útil que um Magikarp e não sendo um inicial, no qual chuto em um Wooper , um Horsea ou até um Buizel.

O único erro que achei dessa vez, na verdade não foi no capítulo, mas sim no Main post:
Código:
"[...]e daí nasceu seu sonho de ser um famoso pokémon."

Acredito que Natt esteja satisfeito com sua posição de ser humano, já que Pokémons não sabem pescar. Wink

Quanto ao Lanturn flutuar, acredito que nesse ponto você puxou mais pro lado do jogo do que pro lado do anime. No anime, os Pokémons pescados não saem da água, ficam nadando por ali mesmo.

É isso, boa sorte com a fanfic e, pro Natt, boa sorte com o Lanturn Very Happy
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Qua 8 Jul 2015 - 21:35

Comentários:
Fressato Potato: Eae cara! Eu concordo com essa magia das fics de jornada, realmente é bastante legal apesar de serem meio manjadas.
Eu não sabia que era comum sair em jornada depois de desentendimento com os pais, eu nunca tinha lido nenhuma fic com isso, mas eu não leio muitas mesmo.

Eu tinha pensado em basear o sistema de classes, além de insígnias, na quantidade de pokémon também, mas ia ser meio furado pois poderiam ter treinadores fódas com todas as insígnias mas só um pokémon.

Realmente o Natt é bem chatinho com essas características, nos resta ver se ele vai melhorar ou piorar com o tempo.
Lanturn flutuante Laughing É que eu queria que os pokémon aquáticos pudessem ser úteis fora da água, daí fiz isso que é algo que realmente existem nos jogos, como os Stadiums e continuações e Poképark.
Errou nos pokémon Razz Até mais.

Eu ia falar da sua sign psicodélica mas você mudou, haha.

xKai: Olá Kai. Eu já garanto que o orgulho do Natt não vai se transformar em fraqueza, pois é o orgulho que está fazendo ele sair do marasmo de Blue Coast para se aventurar no continete.

Foi bem clichezinho mesmo essa parte do Munchlax, mas foi preciso, afinal algo precisava acordar o Natt para ele perceber que o Lanturn foi pescado. Até mais.

IsaacXD7: Olá. Bom, você errou nos pokémon, apesar de ter chegado perto.
Eu vou arrumar o main post, realmente o Natt não queria ser um pokémon Razz
Enfim, obrigado e espero que continue lendo e comentando ^^.

Enfim caras, eu não sei se já falei, mas eu gosto muito dos comentários que eu recebo, e as vezes eu os leio várias vezes, portanto muito obrigado a todos que comentaram aqui ^^


Capítulo dois:
O pokémon raivoso de Natt

A pokébola arremessada por Natt se chocou contra o chão e emitiu um raio vermelho, que tomou a forma de um bípede e se transformou em um pokémon.

Era um pequeno crocodilo ciano, com três espinhos vermelhos na costa, e um na cauda. Seus olhos vermelhos brilhando combinados aos seus dentes pontudos mostravam que ele estava com muita raiva.

- Ei parceiro, tudo bem? - perguntou Natt, com medo que o pokémon pudesse o abocanhar. - Seu nome é Totodile né? Eu acho que lembro de quando te pesquei, faz uns dois aninhos, se eu não me engano…

O Lanturn parado no ar na frente do Totodile não parecia estar muito paciente para ouvir Natt se apresentar para o pokémon, e mergulhou no ar em direção ao seu oponente, acertando o pequeno crocodilo em cheio.

- Toto! - exclamou o pokémon, aquilo provavelmente era um palavrão na língua dos pokémon.
- Vai, cara, tenta usar o Bite!

Apesar da ordem, o pokémon apenas se sentou no chão, como se fosse uma forma de protesto.

Lanturn, ainda do outro lado da batalha, olhou curioso para o Totodile, sem entender muito o que estava acontecendo. Mesmo assim, sua lanterna começou a brilhar cada vez mais forte e ele abriu a boca, de onde saiu uma Electro Ball, que atingiu em cheio o pequeno crocodilo sentado no chão e o arremessou uns dois metros.

Após o baque, o pokémon se levantou todo sujo de poeira, e olhou raivoso para Lanturn.

- Viu só? - berrou Natt, fazendo com que os outros treinadores da rota olhassem para ele - Se você tivesse me escutado desde o início, não ia estar perdendo agora! Para de frescura e usa de uma vez…

Ele não esperou que seu treinador terminasse de falar para atacar, ele apenas deu um impulso em direção ao peixe lanterna, enquanto suas unhas cresciam consideravelmente de tamanho. Lanturn tentou desviar para a esquerda, mas não conseguiu e Totodile subiu em cima dele, desferindo inúmeros arranhões. Era o golpe Scratch.

- Ei, você sabe usar isso? - indagou Natt, como se seu pokémon fosse virar e responder “sim”.

Totodile continuou sua sequência de arranhões, provavelmente sem se lembrar que, quanto mais perto de um pokémon elétrico, pior. Quando o pequeno crocodilo percebeu, já era tarde demais e ele recebeu um Thunder Wave. O golpe fez com que ele caísse paralisado no chão, e Lanturn fugiu de volta para o mar.

- Idiota! - berrou Natt, bem alto para que o peixe conseguisse ouvir.

Ele correu em direção ao seu pokémon, ainda deitado no chão. Pequena correntes elétricas rodeavam o seu corpo, fazendo com que ele não conseguisse mexer nada além de seus olhos, que continuavam irradiando uma enorme ira.


~//~



Totodile estava deitado na sombra de uma árvore ainda paralisado, com as ondas de choque correndo pelo seu corpo. Estava enrolado na jaqueta vermelha do seu treinador, enquanto o mesmo estava no topo da árvore, colhendo frutas para o seu pokémon.

Ao invés de azul como as frutas que usara para pescar, as que Natt colhia agora eram laranja-vivo e seu caule verde era curvo. Após pegar três, ele pulou de cima da árvore, que não era muito alta.

- Voltei. - anunciou para o pokémon. - Olha só, eu trouxe algumas frutas Cheri, elas ajudam contra paralisia, você aceita?

A expressão nos olhos vermelhos do pokémon ainda era a mesma, de profunda ira. Natt colocou uma das frutas na boca do pokémon, que conseguiu mastigá-las.

- Escuta, cara. - puxou assunto, enquanto o pokémon engolia a fruta. - Eu não sei muito bem porque você tá com tanta raiva assim, mas acho que podemos resolver, não é?

As correntes elétricas que corriam em volta do pokémon se dissipara, e ele levantou-se, saindo de dentro da jaqueta vermelha.

Qual seria o motivo para o pokémon estar tão raivoso? Natt começou a pensar, tinha pescado Totodile há uns dois anos, na praia de Blue Coast, e ele não demonstrara ser raivoso naquela época. Será que todo esse tempo na pokébola o mudou? Talvez o pokémon não gostou de ficar esses dois anos dentro de uma pokébola, e isso fez ele se revoltar contra o treinador agora, depois de todo esse tempo..

 - Acho que entendi. - disse para o pokémon. - Desculpa? Por tudo isso?

Natt estendeu a mão para Totodile, apesar de toda a raiva que o pokémon provavelmente sentia por ele, esse era um bom momento para recomeçar, já que agora os dois teriam uma longa jornada juntos. O pokémon apenas virou a cabeça para seu treinador.

- Certo. - disse. - Eu não te culpo, mesmo. Não deve ser legal ficar trancado dentro de uma pokébola, eu mesmo odiaria, sério.

O pequeno aquático apenas continuou com a cabeça virada, sem dar muito ouvido ao seu treinador.

- Quer dizer… Eu não sei se é legal dentro de uma, mas provavelmente não é. - continuou. - Enfim, acho que você não quer ouvir toda essa apresentação. A jornada vai ser longa, você vê se quiser vir comigo.

Ele deixou a pokébola do pokémon no chão, e continuou andando, em direção à cidade de Knothole, onde o primeiro ginásio estaria o esperando. Totodile não ia querer ficar sozinho, com certeza ele iria correndo em direção à Natt, ele nem precisava virar a cabeça…

Ou isso é o que ele achava. Passou-se uns cinco minutos desde que deixara Totodile para trás e o pokémon ainda não viera, será que tinha escolhido continuar sozinho?

- Merda! - exclamou Natt, o pokémon tinha escolhido ficar sozinho!

Ele voltou correndo, se não tivesse Totodile, provavelmente não conseguiria capturar nenhum outro pokémon.

Quando chegou ao lugar onde estava com seu pokémon, viu que a pokébola ainda estava largada no chão, e o pokémon que pertencia a ela estava andando o caminho de volta à Blue Coast.

- Ei! - ele correu para Totodile e o pegou no colo. - Escuta, cara, eu preciso de você, me desculpa por tudo isso, eu não imaginava que você ia embora!

O pokémon se debatia no colo de Natt, ele não queria mesmo ficar com ele. O treinador então pegou o seu cinto e o amarrou como uma coleira em Totodile.

- Eu não queria fazer isso. - disse - Mas eu sei que é uma questão de tempo até você começar a gostar de mim, e eu não posso deixar você fugir até isso acontecer, ok?

Totodile não pareceu gostar muito da ideia.

- Olha, vai comendo mais uma fruta, você deve estar com fome.

Natt entregou a ele mais uma fruta Cheri, e o pokémon, sem muita opção, pegou-a, mas graças a seus bracinhos, não conseguia comer ela toda, e ia deixando rastros de fruta enquanto era arrastado por seu treinador em direção a próxima cidade, Knothole.



~//~



Um pokémon pequeno e gordo andava pelo bosque, enquanto terminava de comer sua fruta azul. Após acabá-la, o pequeno continuou com fome, e então viu no chão um rastro de frutas laranja.

- Munchlax! - exclamou, visivelmente feliz por encontrar mais petiscos.

O pokémon deduziu que, se seguisse o rastro, encontraria a fruta completa, então começou a pegar as pequenas migalhas, indo para onde a trilha apontava.


Enfim, esse capítulo ficou bem maior que os outros, espero que gostem.
Mais para frente, eu pretendo colocar uma descrição mais detalhada de todos os pokémon dos personagens, além da descrição das cidades que já está em desenvolvimento.
Até mais.


Última edição por -Ice em Sex 10 Jul 2015 - 18:26, editado 1 vez(es)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Qua 8 Jul 2015 - 22:13

Hey, -Ice o/

  É, eu comento rápido mesmo, então não deixarei-o descançar depois de publicar o cap, muahauhaauhaa -q

   Agora ao capítulo, foi curto, mas já nos mostrou o pobre coitado Totodile. Eu confesso, ri de mais da cara do Natt quando o Totodile estava indo embora e imaginei o Totodile pensando no momento que ele deixou a Pokébola algo como "Já que você insiste, não posso contrariar meu treinador". Não sei se Natt irá capturar o Munchlax, mas acho que pelo menos ele vai aparecer por um bocado de capítulos, como o cantor, ou não, e artista ,ou não, Jigglypuff!

    Achei um pouco de crueldade colocar o cinto como coleira, mas não tinha mesmo outra alternativa. E ele poderia ter tido essa "grande" ideia de deixar o totodile ir, só depois de conseguir um segundo pokémon, se pensasse um pouco. Ele também poderia pensar melhor sobre deixar 40 Pokémons presos por tanto tempo apenas por coleção, isso é realmente uma crueldade #soltaEles

    Bem, é isso, vamos ver até onde Natt vai arrastar Totodile e como vai fazer para diminuir o ódio dele.

    Boa sorte com a fic o/
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por xKai em Sab 11 Jul 2015 - 14:11

Mais um capítulo bastante envolvente, é bom ler algumas fics assim que não sejam diretamente voltadas para os combates, pelo menos eu acho. Muito bacana todo este desenrolar envolvendo o Natt e o Totodile, realmente fiquei surpreso por ele ser o pokémon que Natt estava guardando, só que isso de sair por aí arrastando o bichinho pode dar ruim, se alguém ver pode acabar denunciando o caso para a PETA Razz O Natt é doido se acha que arrastando o bicho com um cinto vai conseguir a confiança dele -q Ele podia ter tentado ser mais gentil, achei ele muito direto... Foi bem óbvio que estava priorizando a si mesmo, e o Totodile claramente notou isso -q Por hora é só, até o próximo capítulo.

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Qua 15 Jul 2015 - 16:55

Comentários:
IsaacXD7: Wow, que rápido =P Realmente, foi engraçado ver Natt perceber que o Totodile não ia voltar -q É, o Munchlax tem futuro na fic, mas isso não significa que o Natt vai capturá-lo, pode ser que ele seja apenas recorrente ou que ele seja de outro treinador, ou que Natt capture ele mesmo, ou talvez nada disso, veremos ^^
É, o cinto como coleira e a ideia de soltar o pokémon são reflexos da personalidade impulsiva de Natt, algo que já foi citado, e veremos mais disso.
Até mais e espero que continue lendo e comentando o/

xKai: Que bom que você acha os capítulos envolventes, cara, eu quando estou escrevendo sempre passo por aquela dúvida de "será que eles vão gostar de ler isso?", que bom que estão gostando -q
SPOILER ALERT: A fanfic acaba com Natt sendo preso pela PETA e o Totodile vira mascote da organização /SPOILER ALERT
Ele realmente podia ter sido mais gentil, mas como sabemos, Natt é um personagem bastante impulsivo, e podemos ver o resultado disso nos seus atos, quando ele é cruel com Totodile, é porque na verdade ele só está agindo de modo impulsivo, e depois de parar para pensar no que fez, ele se arrepende.

Então galera, estou postando mais cedo do que de costume pois eu pretendo mudar o cronograma da fic. Os bons observadores devem ter percebido que eu postava os capítulos sempre quarta de noite (entre oito e dez horas), mas geralmente depois que eu postava, o tópico ficava por uma semana parado, enquanto eu já tinha o próximo capítulo pronto, por isso eu decidi reduzir o intervalo entre capítulos para cinco dias, portanto o próximo virá já na segunda



Capítulo três
Confusão aquática

Por um instante, Natt acreditou estar em Blue Coast novamente.

Após andar vários quilômetros com Totodile em direção à cidade de Knothole, eles deitaram-se um pouco depois do anoitecer para descansa. Depois de esperar seu pokémon dormir para certificar-se de que ele não fugiria, o treinador também pegou no sono.

Mas então, no dia seguinte, perto das dez da manhã, ele acordou, e ficou frustrado ao se lembrar que ainda estava naquela rota gigante que conectava sua cidade natal ao seu destino.

Nos primeiros dias, a rota era bastante bonita, com seu gramado e seus arbustos, mas agora, no começo do seu quarto dia no lugar, Natt já estava tendo uma overdose da cor verde.

Limpou a cara e levantou-se, se esticando. Sua jaqueta vermelha estava toda suja de grama, bem como o boné que usara como travesseiro, e ele estava com um bafo terrível, além de uma apetite enorme.

Talvez metade desses problemas fossem resolvidos com um pouco de preparo que ele poderia ter tomado antes de sair de casa, como trazer uma mochila com comida, roupas novas e dinheiro. Muito dinheiro, afinal, uma viajem ao redor do continente teria seus custos.

Mas por enquanto, ele tinha que se contentar com uma única fruta Cheri que sobrara do dia anterior. Deu uma única mordida no alimento, e guardou a parcela que sobrou para mais tarde, era o que ele tinha até chegar em Knothole, já que todas as árvores com frutas localizavam-se no início (ou final, dependendo do ponto de vista) da rota.

Em seguida, ele deu vários tapinhas em sua jaqueta e em seu boné, para tirar as pequenas gramas que tinham grudado nas peças, e ao terminar de se limpar, sua atenção se virou para Totodile.

Enquanto dormia, o pokémon podia até ser confundido com um doce e inocente crocodilo, até abrir os olhos e mostrar toda a raiva que armazenara por dois anos dentro de uma pokébola. Apesar de tudo, Natt identificava-se com seu pokémon, foram inúmeras as vezes que ele brigara com seu tio, em seguida prometendo que nunca mais falaria com ele, mas quando a poeira abaixava ele cedia e tudo voltava ao normal. Por isso ele acreditava que o pokémon ainda o perdoaria, era só uma questão de tempo.

No pescoço do pequeno, estava preso um cinto de pano castanho, que outrora pertenceu à calça de seu treinador. Natt sentiu-se um monstro por ter feito isso com seu pokémon, outra vez ele foi impulsivo e fez algo sem pensar sequer uma vez. Sua natureza precipitada já tinha o colocado em uma jornada obrigatória e agora o fez quase sufocar um pokémon com um cinto.

Ele pegou Totodile no colo e desamarrou o cinto de seu pescoço, fazendo com que o pokémon, que antes estava dormindo com uma expressão meio preocupada, abrisse os olhos com um certo alívio.

- Ei. - disse. - Temos mais caminho para andar.

Ao perceber que estava no colo de seu treinador, o pequeno crocodilo se debateu até voltar ao chão e levou a mão ao pescoço, percebendo que estava livre. Então ele pôs-se a correr desajeitadamente na direção contrária ao seu treinador, que foi mais rápido e segurou a cauda de seu pokémon, fazendo com que o mesmo caísse de cara no chão.

- Eu tenho uma proposta pra te fazer. - o pokémon pareceu interessado, pois, ainda caído no chão, virou a cabeça, fitando seu treinador com seus grandes olhos vermelhos. - Eu sei que você não gosta nem um pouco de mim, e com razão. - o pokémon concordou com a cabeça, o que foi meio desnecessário do ponto de vista de Natt - E o que você quer é ser livre, eu entendo. Mas eu quero uma chance pra te conquistar, então que tal se nós fôssemos juntos até Knothole, e se você não quiser ficar comigo até lá, eu te deixo no Day Care da cidade.

Após terminar de falar, ele soltou o rabo do seu pokémon, que se pôs de pé e encarou seu treinador acenando com a cabeça, como se dissesse “desafio aceito”.

- Certo! - ele sorriu, se o pokémon aceitou a proposta, era porque ele sabia que começaria a gostar do seu treinador (ou talvez ele só quisesse ficar no Day Care, mas Natt preferia pensar positivamente) - Vamos começar pescando um pokémon, ok?

O pescador estendeu a mão para Totodile apertar, mas o pokémon apenas continuou andando.

- Tudo bem. - disse ele, andando rápido para alcançar o crocodilo ciano. - Vamos procurar o próximo lago.




~//~



Após achar um lago no caminho, Natt sentou-se em sua margem e fez o mesmo de sempre, primeiro amarrou uma fruta na linha da sua vara e a arremessou na água, então cravou a vara no chão e tirou os sapatos para poder colocar os pés na água fresca, enquanto aguardava um pokémon ser fisgado.

Totodile estava sentado do seu lado, ele provavelmente já sabia que teria que batalhar contra o pokémon que viesse do lago, e dessa vez ele estaria preparado. Natt ficou feliz em ver que seu pokémon estava colaborando, apesar de manter a cara fechada.

Não demorou nem dez minutos para que a vara começasse a se curvar, então o pescador não esperou para se levantar e puxá-la, levantando o pokémon no ar.

Parecia um meio termo entre girino e sapo, seu corpo oval era azul escuro com a barriga bege. Apresentava dois pés com três dedos cada, mas não tinha braços e nem mãos, em seu lugar estavam quatro bolhas da cor ciano rodeavam seu corpo. Também tinha três bolhas na sua cabeça, sendo uma grande no meio de sua testa e outras duas menores nos dois lados.

O que mais chamava a atenção nesse Palpitoad, porém, eram os múltiplos Tympoles, sua pré evolução, que se abrigavam em sua costa. Natt já tinha ouvido falar sobre eles, que ficavam nas costas de pokémon maiores para conseguir os restos dos alimentos do seu hospedeiro, eles eram chamados de comensais, mas o que lhe interessava de verdade era o pokémon principal, e não os múltiplos girinos escondidos em sua costa.

- Totodile. - o treinador e o pokémon se encararam - É a sua deixa, comece usando o…

O crocodilo, como o bom cabeça-dura que era, não esperou a ordem de seu treinador, e já saltou em cima do seu oponente. Ele esticou seus dois braços como se eles fossem espadas, enquanto suas unhas começavam a brilhar e crescer de tamanho.

Mas antes que Totodile pudesse usar o Scratch, Palpitoad conseguiu desviar com êxito, fazendo com que as unhas do pequeno crocodilo se cravassem no solo, prendendo-o bem na frente de seu adversário. O sapo, aproveitando que o outro pokémon estava tão perto, estufou o peito e soltou um grito tão grande que foi capaz de arremessar Totodile.

- Isso foi o Round! - berrou o treinador, como se aquela informação ajudasse em algo na batalha. - Totodile, use um ataque à distância!

Com cara de quem não tem escolha, Totodile se levantou e estufou o peito também, mas ao invés de gritar como seu oponente tinha feito, ele soltou uma rajada de água, um Water Gun.

O golpe acertou Palpitoad e até chegou a empurrá-lo um pouco, mas o sapo pareceu nem sentir e deu uma longa risada. Totodile olhou com raiva para seu treinador.

- Tá, tá. - desculpou-se Natt - Faz do seu jeito, então.

Palpitoad repetiu o golpe repetiu o golpe, mas Totodile conseguiu pular alto o suficiente para desviar da onda sonora. O crocodilo também repetiu o ataque, esticando os braços enquanto suas unhas brilhavam e cresciam.

Dessa vez foi tarde demais para Palpitoad conseguir desviar, e o peso de Totodile somado à velocidade em que ele caía em direção ao sapo, fez os arranhões serem muito mais fortes, deixando seis marcas de unhas formando um X no rosto do sapo, de onde saíram algumas gotas de sangue.

Ao pular para trás para se afastar de seu oponente, Totodile o encarou como se estivesse o desafiando a fazer melhor.

E pareceu que Palpitoad aceitou o desafio, pois, apesar de ter o rosto sangrando, ele sorriu enquanto balançava o corpo, derrubando todos os Tympoles que estavam em suas costas, então todos eles estufaram-se, para soltar um poderoso grito que arremessou Totodile à uma árvore. Os girinos voltaram para a costa do sapo novamente.

Os dois lados estavam cansados, Natt conseguia ouvir seu pokémon ofegando, assim como Palpitoad que estava suando.

Apesar disso, o pequeno crocodilo se levantou, ficando na frente de Palpitoad e o encarando em uma típica cena de velho-oeste, onde eles esperavam para ver quem atiraria primeiro.

- Totodile! - berrou o pokémon, tentando impor respeito.
- Palp! - gritou o sapo, com a mesma finalidade.

Então Palpitoad estufou o peito para usar o Round novamente, mas Totodile foi muito mais rápido, ele pulou usando a árvore como impulso e indo como um projétil em direção ao seu oponente, com a boca aberta enquanto seus dentes iam crescendo e emitindo uma aura negra.

Palpitoad não teve chance nenhuma, Totodile o abocanhou com toda sua força, levantando o pokémon com sua boca, e em seguida arremessando-o no solo, fazendo com que todos os Tympoles se espalhassem na margem do lago.

- Ótimo! - Natt sorriu, pegando uma pokébola e amarrando-a na linha da vara de pesca, mas quando foi arremessá-la, ele viu que todos os Tympoles voltaram para a costa de Palpitoad, que tinha acabado de pular na água novamente. - Não vai fugir assim não!

Ele balançou a vara, fazendo com que a pokébola na linha fosse arremessada para dentro da água. Ao sentir que a pokébola tinha ficado mais pesada, Natt puxou novamente a vara, trazendo o objeto para sua mão. A esfera, ainda com o botão central na cor vermelha, balançou apenas uma vez até que parasse, indicando a captura do pokémon.

- Conseguimos. - Natt abriu um largo sorriso. - Nós conseguimos! - gritou.

Então ele começou a pular com a pokébola em mãos, ele já tinha capturado vários pokémon enquanto morava em Blue Coast, mas dessa vez ele sentiu algo diferente. Depois de quatro dias dormindo no chão e após deixar um Lanturn escapar, aquele Palpitoad era a prova de que Natt estava progredindo. Dentro daquela pokébola não estava mais um item para coleção, estava um parceiro de jornada.

Totodile estava deitado no chão, suando e ofegando, quando seu treinador se sentou do seu lado.

- É cara. - disse. - Você fez um bom trabalho hoje, to feliz de ter te pescado.

O pokémon virou a cara para seu treinador.

- Enfim. - Natt pegou a pokébola do recém capturado e apertou o botão central do objeto, fazendo com que um raio avermelhado soltasse o pokémon de dentro da esfera. - Bem-vindo à equipe, Palpi… O quê?

O pokémon que saiu da pokébola era um girino preto com o rosto bege, duas bolhas azuis, uma de cada lado da cabeça, e uma cauda de girino da mesma cor. Ele não capturara o Palpitoad que tinha pescado, e sim um dos comensais que estavam abrigados em sua costa.

- Toto! - disse o pokémon em tom de deboche, e então começou a rir.
- É. - Natt olhou para Tympole, feliz de ter um novo membro em sua equipe, mesmo que ele não fosse o esperado. - É um pouco engraçado sim.

Mas então o crocodilo, ao olhar para seu treinador, parou de rir e fechou a cara novamente, mas dessa vez foi diferente, Natt percebeu que não tinha mais ódio nos pequenos olhos vermelhos do crocodilo, e sim um brilho de felicidade. Dessa vez, ele estava apenas fingindo estar com raiva, talvez porque ele fosse orgulhoso demais para admitir que estava começando a gostar da companhia de seu treinador.

É, realmente Totodile era o pokémon perfeito para Natt.


Caras, eu fiquei com uma dúvida ao escrever esse capítulo pois estava com medo de que ele fosse a mesma coisa do capítulo um, por ter o Natt refletindo sobre sua personalidade e talz, o que poderia fazer com que o capítulo ficasse chato de se ler, por favor me digam se realmente ficou chato ou se eu consegui driblar isso.

Ah, e eu estava atualizando o main post (dei uma mega atualizada, olhem lá) e coloquei uma música tema para a fanfic, e acabei gostando dessa brincadeira, e pensei se vocês não gostariam que os capítulos tivessem trilha sonora como em algumas outras fics, portanto me digam se gostariam de uma trilha sonora ou se tá bom do jeito que tá. Bjos heteros.


Última edição por -Ice em Qua 22 Jul 2015 - 15:11, editado 2 vez(es)
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Qua 15 Jul 2015 - 18:12

Hey, -Ice o/

eu comentando na velocidade da luz dnv
    E não é que eu acertei um dos que tinha em mente? u.u
Com certeza tinha que ter um water/ground, mas dos que tem eu apostava mais no Tympole e evoluções (barboach e Wishcash são bem sem graça :p ). Eu quase reclamei das atitudes do Natt novamente, imaginei que o Palpitoad fosse a mãe dos Tympoles, já pensou quantos órfãos? Ainda bem que um se "sacrificou" pelos outros. Então, dessa vez, a atitude errada foi só deixar o coitado com um cinto a noite toda em um local onde não é muito comum ter um cinto. Esse Totodile vai sofrer na mão (ou na pokebola) desse cara...

    Agora estou vendo esse Totodile um pouco "Vegeta", esse orgulho ai é idêntico só que o Vegeta é bem mais persistente (DBZ, DBGT, DBS e nada dele ceder). E o maijin Boo Munchlax ficou meio sumido, talvez por não ter árvores frutíferas ali, o coitado morreria de fome.

     unhas formando um X... SANGUE? Sangue de um Pokémon? Finalmente \o/ Já estava achando que eles não tinham. agora até pokémon tem e fairy tail não.

     Enquanto aos erros, só achei um, bem bestinha e comum por sinal, mas me esqueci de "marcar-lo" antes e quando terminei de ler, não consegui achar mais ele '-'. Mas lembro que foi apenas uma repetição de palavras, nada grave.

     Quanto ao seu comentário no final do Cap, a única coisa chata que tem aqui é a minha hiperultramega velocidade de ler, isso faz com que acabe rápido ;-; também penso isso quando estou escrevendo, mas isso até me ajuda a ter ideias novas, preciso de 10 ruins para que saia 1 boa, mas acho que o meu problema é mais com "a grama do vizinho sempre está mais verde". Não, não ficou chato, você driblou isso mais que o Pelé. Quanto a música, por mim tanto faz ter ou não ter ela acho que acabo de ler o cap antes dela, com a minha velocidade u.u.

    É isso, Tchau, o boa sorte de sempre e até o próximo cap o/

eu risco muito, não?
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por xKai em Seg 20 Jul 2015 - 17:38

Fala Ice! Desculpe mesmo pela demora, fiquei aí um tempo sem pc e acumularam umas coisas, mas assim que me reorganizei passei por aqui para marcar presença mais uma vez. Capítulo bem interessante, além de contar sobre o incrível, para dizer no mínimo, entre Totodile e Natt, parece que estes dois finalmente vão ficar amigos, quem sabe? Achei que iria rir bastante na batalha, o que não aconteceu pois foi uma batalha séria desta vez, mas o que foi bem engraçado foi o desfecho desta história, terminando com o tympole na pokebola e não o palpitoed, cara eu ri demais! Ficou muito bem bolado isto, era até algo a se imaginar, já no começo quando os mencionou, mas eu jamais pensaria que você usaria de tal artifício e ficou demais mesmo. Parabéns por mais um ótimo capítulo e até o próximo.

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Fressato Potato em Seg 20 Jul 2015 - 22:12

E ae


Não achei que o poke misterioso seria um inicial.
Ainda bem que não foi um froakie

Nath é bem babaca por deixar 40 pokes presos assim. Imagina se trouxesse 6 pra jornada... iriam matar ele kk


Gostei da relação complicada entre o Totodile e o Nath. Os caps foram bem engraçados e as lutas bem boladas e interessantes.

Continue assim, cara.
tchau
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Seg 20 Jul 2015 - 23:11

Tinha terminado de postar um capítulo e o navegador fechou, que raiva ¬¬ Foi mal se eu parecer breve nos comentários, é que eu já tinha escrito tudo antes.

Comentários:
IsaacXD7: Seu ninja, mal posso ver seus movimentos.
Na verdade não era tão necessário assim um Water/Ground na equipe do Natt por causa de um negócio que ainda não aconteceu, ele foi escolhido mais pelo lado aquático do que terrestre mesmo =P E tinha alguns outros pokémon com essa combinação de tipo, como Quagsire, Swampert e o já citado Whiscash, que é legalzinho sim, vai.

Eu até cheguei a considerar deixar os Tympoles como filhos do Palpitoad, mas decidi explicar a relação deles como comensalismo, já que o Palpitoad só foi colocado para induzir vocês a acreditarem que ele seria capturado, quando na verdade seria um dos Tympoles.

Sim, vai ter sangue sim, e até mesmo algumas mortes, mas não será algo recorrido o tempo inteiro.
Eu li de novo o capítulo para achar um erro, e vi que escrevi "descansa" em vez de "descansar", mas não deve ter sido isso que tu notou.

Lembre-se de que a grama mais verde nem sempre é a melhor, só é a que chama mais atenção (sou horrível com metáforas, malz).
Até mais, espero que continue acompanhando.

xKai Kai! Não precisa se desculpar, eu mesmo quase esqueci de escrever o capítulo pra postar ainda hoje Rolling Eyes
A relação entre o Natt e o Totodile está crescendo, nos resta ver se os dois vão virar amigos ou continuar nessa.

Eu até tentei fazer a batalha engraçada, só que o humor ficou somente nas falas do Natt durante a batalha, o que acabou nem sendo tão engraçado.

Eu achei que ia ficar óbvio que um dos Tympoles seria pego, mas que bom que foi uma surpresa, e melhor ainda que foi uma surpresa engraçada, já que o meu plano era que vocês vissem que quem foi pego era um Tympole e ficassem tipo: "[palavra censurada].o".
Até mais e espero que continue acompanhando.

Fressato:Tava terminando de postar e você comentou, que pontual ^^
Minha ideia era que vocês ficassem surpresos com o fato de ser um inicial mesmo, apesar de que o Isaac já considerou isso para o pokémon.

Realmente o Natt é um monstro por ter feito isso com os 40 pokémon, mas ele na verdade não imaginava isso como crueldade, ele os tinha como provas de que era um pescador, mas agora está entendendo o que fez.
Até mais e espero que continue acompanhando.



Capítulo quatro:
A cidade das árvores

Tympole estava parado em posição de batalha a uns setenta centímetros do chão, olhando fixamente para um Oddish que também estava pronto para lutar.

O pokémon de planta tomou a iniciativa, e começou a correr em direção ao girino dando um pulo acertando-o em cheio, fazendo com que o aquático caísse no chão, mas logo depois se levantasse novamente, como se nadasse no ar.

“Então ele ainda não é muito forte.” pensou Natt ao ver que o pokémon não conseguiu desviar de um Tackle. - Tympole, agora é você, use o seu Round!

O pokémon se estufou como se fosse inflar e explodir, então soltou um berro que empurrou Oddish para trás, fazendo o pequeno vegetal cambalear, mas levantar-se logo depois, correndo em direção ao girino, repetindo o ataque que tinha feito há uns instantes.

- Tympole, dessa vez desvia! - gritou Natt.

O pequeno girino entrou em pânico, e começou a olhar para os lados sem saber o que fazer, enquanto Oddish se aproximava.

- Vai, cara! - gritou o treinador - Desvia pra esquerda!

Natt indicou com os dedos a direção em que Tympole devia desviar, então o pokémon entendeu, e começou a fugir do seu oponente, que continuou o perseguindo. Os dois ficaram correndo em círculos.

- Toto… - disse o outro pokémon de Natt, em tom de deboche. Ele estava deitado um pouco mais longe da área de batalha, com os dois braços atrás da cabeça, apreciando a luz do Sol.

A perseguição continuava em círculos, enquanto Tympole chorava para não ser pego pelo pokémon de planta, que estava logo atrás dele tentando acertá-lo. Natt apoiou a cabeça com a palma da mão, frustrado.

Como resposta ao pânico, Tympole virou para trás e gritou para Oddish. Mas não foi um grito como o golpe anterior que ele tinha usado, grave e curto, esse foi mais agudo e contínuo.

- Mas que…? - Natt disse sem entender, ao ver que Oddish tinha parado de correr, apenas começou a andar em passos curtos de um lado para o outro, sem parecer saber o que estava acontecendo.

Até mesmo Totodile se interessou, e virou os olhos para ver o pokémon vegetal, que estava visivelmente confuso.

- Ei! - Natt começou a sorrir, entendendo o que tinha acontecido. - Esse é o seu Supersonic!

O pokémon girino parou de chorar e olhou para seu oponente, que estava batendo a cabeça contra o chão.

- Você ainda tem que terminar isso! - disse Natt. - Round!

Novamente, o girino se estufou como se fosse um balão, e deu um grito que arremessou Oddish para trás, fazendo com que o pequeno vegetal caísse, desmaiado.

Então o aquático finalmente parou de tremer, talvez por perceber que era forte o suficiente para atuar fora das costas de um Palpitoad ou porque conseguiu derrotar um pokémon que tinha vantagem a ele.

Natt também ficou feliz, agora conhecia mais o pokémon que tinha, além de saber de dois golpes que poderia usar com ele, mas ainda teria que treinar mais um pouco antes de ginásio de Knothole.

Ele pegou Oddish e o colocou de volta na grama alta, escondendo-o de possíveis predadores. Então, virou para seus pokémon, Tympole estava circulando Totodile, que tentava ignorar o parceiro.

- Ei, caras, vamos logo, Knothole não deve estar muito longe daqui!

O girino não exitou, e correu para deitar-se no boné do seu treinador, enquanto o outro pokémon não se animou tanto, e levantou com dificuldade, resmungando.

Então eles começaram a andar em direção à próxima cidade, enquanto Natt se indagava se seus dois pokémon seriam o suficiente para vencer no ginásio que se aproximava cada vez mais. Já parecia que fazia tanto tempo desde que ele largara Blue Coast, mas na verdade apenas quatro dias haviam se passado. Será que ele estava fazendo falta? Ou era mais fácil administrar um ginásio sem ter um sobrinho chato para se preocupar?



~//~



No silêncio do bosque, o som de uma barriga roncando podia ser ouvido de longe.

Talvez por ser um som tão alto, fosse de se esperar que o dono era alguém grande e furioso, mas era apenas um pequeno Munchlax.

O pequeno pokémon estava sentado no chão no meio do bosque, com a mão protegendo os olhos do sol, ele aparentava estar procurando alguma coisa.

- Ei, Linoone! Esse pokémon é raro!

Munchlax olhou para o garoto dono da voz, ele tinha uns dez anos e usava roupas largadas, uma camisa amarela e shorts jeans, seu pokémon era um furão comprido de pelos castanhos.

- Use o Fury Swipes!

Antes que o ataque pudesse ser efetuado, Munchlax apenas virou a cabeça em direção ao seu oponente e apenas abriu a boca, soltando um raio amarelado que consumiu Linoone, que desmaiou após o golpe.

- Hyper Beam!? - gritou o garoto, assustado. - Você é forte demais para mim!

Em seguida ele saiu correndo, enquanto Munchlax andou para o lado contrário, onde o pescador que distribuía frutos tinha ido quando ele o viu pela última vez.

Sua barriga roncou novamente.



~//~



- Ei, olhem!

Natt apontou para frente, onde um lugar diferente podia ser visto. As folhas das árvores possuíam uma coloração diferente do resto do bosque, e todas elas formavam um círculo em volta de uma árvore muito maior, de uns dois metros de altura, cercada por uma fonte.

Os dois pokémon olharam com uma cara de interrogação, afinal aquilo não era parecido com nada que tinha no bosque, mas o treinador sabia que, na verdade, aquela não era uma área qualquer do bosque.

- Nós chegamos. - disse - Finalmente estamos em Knothole!

Então ele foi correndo em direção à cidade, sem nem saber o que sentir, aquela era a primeira prova de que sua jornada estava rendendo algo, ele estava mais perto do que nunca do primeiro ginásio

A cidade era muito bonita (mais bonita que Blue Coast na opinião de Natt), as casas eram de madeira, localizadas na copa das árvores como se fossem fortes, ligadas ao chão por escadas de corda, o que deixava a cidade com um aspecto limpo e rural, além de justificar o nome pela qual ela era conhecida, a cidade das árvores.

Alguns lagos com a placa de proibido pescar (o que era meio frustrante) tinham pequenas árvores com frutas Oran crescendo na margem, ótimas para pokémon com pouca energia.

Mas o jovem pescador estava preocupado na verdade era em receber sua primeira insígnia, e já tinha um palpite para onde ela estaria o aguardando.

No centro da cidade, havia uma árvore, muito maior que qualquer outra, com uma porta e janelas, além de uma fonte rodeando-a.

O garoto não levou nem cinco minutos para chegar na construção (ou seria melhor chamar apenas de árvore?), mas teve uma péssima surpresa quando encontrou um bilhete na porta.

”Ginásio de Knothole - Fechado por tempo indefinido.”

- Como assim? - perguntou, bem alto.

Enfim, esse capítulo ficou bem menor que os últimos, mas creio eu que ficou interessante por ter dois pontos importantes, mas nunca se sabe né -q Comentem.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Ter 21 Jul 2015 - 13:38

Hey -Ice o/

    Bem, da acho que dessa vez Natt não fez nenhuma crueldade, então, sem Ibama dessa vez. Mas é bom ficar de olho no Tympole, ele só sabe gritar? Quando vi o treinador do Linoone aparecendo, pensei "Ah, chegou o treinador dele", ai o  Majin Boo²Munchlax resolve engolir ele com um HYPER BEAM? Senta aqui Munchlax, vamos conversar, só é Natt ficar bonzinho por 1 cap e você toma o lugar dele?

    Disse que precisaria de um Water/Ground menos Wishcash, pq ele realmente não é legal por causa dos electrics. Ground é imune a eles, sendo a escolha perfeita pra quem só treina água (mesmo que não tenha considerado isso, acertou "sem querer" Razz). Também cheguei a considerar Wooper (tanto que foi uma das possibilidades lá no começo), até pq além disso ele possui Water Absorb, é um ótimo aquático na minha opinião.

    Mas, pq nunca todos os lideres de ginásios são responsáveis? Parece até que se combinam e saem de férias por ai. Não sei se foi o caso, algum problema técnico ou simplesmente falta de responsabilidade compulsiva vagabundagem, pra resumir.Imagino que o Gym seja do tipo água se ferrou, Natt ou Bug e cuidado com o Metapod.


     Cara, dessa vez achei dois erros, mas não foi de português. Na verdade, é o mesmo erro duas vezes. Não sei se foi proposital, se você já sabia disso, mas tanto Oddish não aprende Tackle de nenhuma forma (naturalmente, TM, Breeding, etc) quanto Munchlax não aprende Hyper Beam (na mesma situação). No caso de Oddish, no lugar do Tackle provavelmente seria o Absorb. Não é um erro tão grotesco(da pra ignorar), mas é bom tomar cuidado para não repetir de mais se não foi proposital.

Bem, é isso, boa sorte e VAI TRABALHAR LÍDER.
Até o próximo Cap o/
acho que peguei mania de riscar.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por xKai em Sab 25 Jul 2015 - 11:38

Fascinante, um capítulo bem curto mas bastante objetivo. Nele você contou sobre o tempo em que Natt passou com ambos os seus pokémons, dando bastante atenção para ambos, Tympole aprendeu um novo ataque, ou será que ele já tinha? Que seja, é sempre uma novidade, uma pena Natt não ter uma pokedex consigo, assim ele poderia saber quais ataques seus pokémons possuem apenas utilizando-a. Também achei bacana você ter inserido mais uma vez, uma parte envolvendo o Munchlax, acredito fielmente que ele será capturado pelo Natt, ou que no mínimo terá uma participação muito importante é mesmo um suspense que dói na alma... Mas aguardo de forma ansiosa, até o próximo capítulo.

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Sab 25 Jul 2015 - 17:20

Comentários:
IsaacXD7 Isaac o/ Dessa vez nem foi tão rápido Natt ta ficando bonzinho -q Quem sabe o Munchlax não toma o lugar dele até o fim da história?

Eu entendi o que você quis dizer quanto ao Water/Ground, que água tem fraqueza a elétrico e o tipo terrestre tem imunidade e talz, mas o problema do tipo elétrico será resolvido pelo Natt de outro jeito, logo o tipo Ground é algo mais opcional, eu coloquei o Tympole porque gosto dele mesmo =P É, toda região tem um líder que não tá no ginásio quando o treinador chega, qual será o motivo dele? Será que vai ser convincente? -qq

Quanto aos erros, eu sabia dos dois, o Tackle do Oddish foi porque eu queria que ele usasse um ataque básico demais pra mostrar como o Tympole é fraco, e quando descobri que o Oddish não sabia usar Tackle, eu já tinha escrito Oddish muitas vezes pra editar, daí deixei assim mesmo, afinal 90% dos pokémon sabem usar Tackle.

Já o Munchlax, não foi a mesma coisa, eu queria um golpe muito overpower pra mostrar que ele era poderoso, mas ao mesmo simples porque ele é um pokémon muito (mas muito) preguiçoso, então escolhi o Hyper Beam, que é um golpe extremo modafoca forte, mas mesmo assim foi só ele virar a cabeça e abrir a boca (e também é outro golpe que 90% dos pokémon sabem), entendeu? Até mais o/

xKai: Kai! É, nesse capítulo quatro eu me concentrei bastante em mostrar o envolvimento do Natt com ambos os seus pokémon, com prioridade para o recém capturado Tympole, e falando nele, eu deixei em aberto se ele já sabia ou não o Supersonic, vai da interpretação de cada um mesmo. É, uma pokédex seria de grande ajuda -q Quem sabe ele não ganha uma.

É, o Munchlax tá ganhando o seu espacinho, porque será? Haha, valeu pelo comentário e espero que continue acompanhando ^^

As pessoas da cidade de Knothole andavam e conversavam calmamente, algumas acompanhadas de seus pokémon e outras mexendo no celular ou lendo um livro enquanto andavam.

Mas a calmaria dessa cena foi quebrada por um garoto, que passou correndo por entre os cidadãos, chegando a derrubar uma pessoa que estava distraída em seu aparelho celular.

O garoto era alto e magro, de cabelos negros e olhos profundamente azuis. Sua jaqueta vermelha de pescador balançava com o vento, enquanto seu boné continuava imóvel graças ao peso que um Tympole deitado nele proporcionava.

Logo atrás do garoto, estava outro pokémon, maior que o girino mas mesmo assim não tão grande, esse era um pequeno crocodilo ciano com fileiras de espinhos vermelhos da cabeça à cauda e grandes olhos da mesma cor. Ele parecia se divertir tentando alcançar o treinador.

Esse garoto era Natt, ele tinha acabado de chegar em Knothole, e já estava animado para ter sua primeira luta de ginásio desde que saíra de casa. Ele corria em direção a uma árvore gigante que estava exatamente no centro da cidade, que na verdade era oca, e guardava o ginásio dentro dela, já que tinha vários metros de diâmetro.

Porém, o jovem pescador não imaginava que, ao chegar, toparia com uma placa, onde estava escrito a última coisa que seus olhos queriam ler no momento.


”Ginásio de Knothole - Fechado por tempo indefinido.”


- Como assim? - perguntou, bem alto.



Capítulo cinco:
Youngster Nico


- Ei, saia da porta do ginásio agora!

Natt virou para trás, por um momento achou que era o líder do ginásio, mas era só um garoto.
Ele usava uma camiseta vermelha com um boné da mesma cor virado para trás, que não conseguia esconder um cabelo louro desgrenhado. Também usava um short jeans que parecia ser grande demais para ele, pois passava do joelho, seus pés estavam descalços e sujos.

Ele cruzou os braços e franziu o cenho para Natt.

- Você ouviu? Saia da porta do ginásio! - repetiu.
- Desculpe?
- Xô.

Totodile e Tympole também olharam de canto para o jovem. Ele parecia aqueles treinadores que os mocinhos de filmes de jornada geralmente encontravam no começo da aventura, e que treinavam apenas Rattatas e Spearows.

Mas Natt continuou sem entender o que estava acontecendo, se o garoto seria um conhecido do líder do ginásio ou apenas estava protegendo o lugar por uns trocados. De qualquer modo, o pescador obedeceu, não havia motivos para ficar lá, o ginásio estava fechado mesmo, e talvez aquele flanelinha fosse partir para agressão se ele continuasse lá.

- Você pode me explicar o que está acontecendo? - perguntou, se aproximando do jovem treinador. - Porque o ginásio está fechado?
- Não sei. - respondeu, rispidamente.
- E onde está o líder?
- Eu não sou a pessoa adequada para responder esse quiz. - disse o garoto, tentando pôr fim à conversa.
- Tá bom, mas por quê você me expulsou da porta do ginásio?

O garoto descruzou os braços e abriu um sorriso, apontando com o polegar para o próprio peito.

- Porque eu vou ser o primeiro a enfrentá-lo.
- E quem é você? - perguntou Natt.
- Sou Nico Parker Cross, e venho da cidade de Sparklage para ser um mestre pokémon.

Houve um silêncio depois da cena de filme até que Natt decidiu falar.

- Alguém já te disse que você é muito clichê?
- Clichê? Eu? - disse, em tom de zombaria. - Olha pra essa sua roupa, pescador. Quantos Magikarps têm em sua equipe?

Os dois ficaram se encarando, enquanto Natt procurava uma resposta à altura para dar, mas não conseguia pensar em nada.

- É… e… Vai colocar um chinelo antes de querer falar comigo! - disse, aproveitando que era muito maior do que Nico para estufar o peito.

O garoto olhou para os olhos de Natt, enquanto estavam em outro silêncio constrangedor, onde só faltava aparecer alguém e falar “essa eu não deixava, ein”.

- Certo. - disse o pescador, pondo fim ao silêncio mais uma vez, e afastando-se do outro treinador. - Vamos decidir isso em uma batalha?
- E eu é que sou clichê? - disse Nico. Ele parecia ter gostado da ideia, pois estava sorrindo.

Natt não precisou refletir muito para perceber que tinha feito uma escolha errada, suas opções de pokémon eram um Tympole chorão e um Totodile desobediente. Ele achou que o girino seria uma boa opção para começar.

- Dois a dois. Vale tudo. - disse, enquanto seu primeiro pokémon posicionava-se.

Nico pegou uma pokébola e dela saiu um Rattata.

- Para completar o clichê… - disse o pescador, apesar de estar feliz que seu pequeno pokémon não fosse ter muito trabalho com o oponente.
- Cala a boca, Rats é o melhor, eu duvido que haja um pokémon tão legal quanto esse cara em sua equipe.

Rattata sorriu, apesar de que parecia difícil sorrir com aqueles dentões.

- Enquanto você está enrolando… - disse Natt, olhando para seu pokémon enquanto apontava para o rato roxo. - Use o seu Supersonic!

O pequeno obedeceu a ordem, estufando-se e soltando uma rajada sônica, mas que o rato roxo conseguiu desviar, apenas saltando para o lado. Nico sorriu.

- Vai, Rats, mostra pra eles, usa o seu Bite! - ordenou.

Os dentes do pokémon cresceram ainda mais e adquiriram uma aura sombria, em seguida ele investiu contra o girino, que ficou em pânico.

- Round! - gritou Natt. - Rápido!

Mas Rattata foi mais veloz, e abocanhou Tympole que caiu desmaiado no chão. Natt retornou ele para a pokébola.

- Eu te disse… Rats está em um percentual mais alto do que os Rattatas comuns.

Natt não precisou nem olhar para seu Totodile para que o pokémon já se posicionasse em sua frente.

- Olha, cara, dessa vez me escuta para nós darmos uma lição nesse…
- Quick Attack! - ordenou Nico, e o pokémon correu dando uma cabeçada na barriga de seu oponente, derrubando-o.

O pokémon crocodilo se levantou olhando para Rats, que ainda não sabia a grande merda que tinha acabado de fazer.

- Fez dodói? - disse Nico, zombando - Usa o Bite e acaba logo com isso.

Os dentes do mamífero voltaram a crescer e adquiriram uma aura negra novamente, então ele investiu contra Totodile com a boca aberta.

- Por cima! - ordenou Natt, e o crocodilo fez, dando um pulo e desviando da mordida por cima. - E agora, Scratch!  

Enquanto caía, as unhas do pokémon cresciam e começavam a brilhar, então, ao cair em cima do Rattata, começou a desferir inúmeros aranhões, que fizeram com que a costa do pokémon ficasse toda vermelha e cortada.

Nico retornou o pequeno rato, olhando com pesar para a pokébola.

- Bom… - disse Natt, enquanto seu pokémon cruzava os braços. - Parece que meu Totodile está em um percentual mais alto do que o seu Rattata.
- Não por muito tempo. - retrucou o treinador, jogando uma segunda pokébola no chão.

Dela saiu uma coruja castanha, com uma sobrancelha clara que saía do seu rosto e olhos redondos penetrantes. O pokémon levantou vôo enquanto olhava para o crocodilo ciano que estava o encarando no chão.

- Então agora vamos começar a batalhar sério. - disse Natt, virando seu boné de pescador pra trás.
- Não faz isso não… - sugeriu Nico. - O boné pra trás já é minha característica, inventa a sua.
- Foi mal, eu vi isso na TV, achei que ia ser legal.

Totodile bufou com o nariz, olhando de canto para seu treinador.

- Certo, use o seu Bite!
- Nocturne, acaba com ele com o seu Aerial Ace!

Com a grande boca aberta e os dentes adquirindo uma aura negra, o pequeno crocodilo começou a correr em direção à coruja, que mergulhava em direção a ele. Então, os dois se chocaram.




~//~




O Centro Pokémon de Knothole era como qualquer outra casa da cidade, uma construção de madeira nos galhos de uma árvore, conectada ao chão por uma escada de corda e com o teto forrado por folhas verdes, que pertenciam à própria árvore que sustentava o centro.

A diferença mais gritante era talvez o fato de que tal árvore tinha o dobro do tamanho e da grossura das comuns (mesmo assim não chegando ao nível do ginásio), e a construção de madeira presa aos galhos era bastante grande também, tendo dois andares.

Por dentro, nem era possível perceber que estavam em uma árvore. A cor-de-madeira do teto, paredes e chão era disfarçada por um longo tapete roxo, vários quadros, um lustre e alguns bancos brancos encostados às paredes, onde os treinadores que aguardavam a cura de seus pokémon ficavam sentados.

Na parte superior central do lugar, estava a enfermeira, uma mulher muito bonita, de curtos cabelos castanhos e olhos verdes, que no momento tinham uma expressão raivosa, enquanto olhavam para dois garotos, um pescador e um treinador, de cabeça baixa sentados em um dos bancos do lugar.

- Vocês foram muito irresponsáveis! - disse, repreendendo os dois, que continuavam olhando para o chão, cabisbaixos.
- Desculpa. - disseram em uníssono.
- Travar uma batalha assim, no centro da cidade, sem um juiz! Uma batalha de rua! - continuou a mulher, com as duas mãos na cintura. - Podiam ter matado os seus pokémon!
- Desculpa. - repetiram, juntos.

Então ela foi a uma outra sala, onde foi possível ver, pela janela, um Blissey com quatro pokébolas em uma bandeja em cima de uma máquina, que mostrava uma barra de porcentagem que estava no 74%.

Os dois garotos olharam um para o outro, ambos esperando para ver quem se desculparia primeiro.

- Quem pediu a batalha foi você… - disse Nico - Só comentando.
- É, mas você aceitou. - disse Natt.

Então a porta do centro pokémon se abriu, e entrou lá uma outra mulher. Essa era ruiva, muito mais bonita que a enfermeira, usava uma camiseta preta e um shorts jeans curto, com uma blusa roxa amarrada na cintura. Tinha uma expressão preocupada e um Eevee pequeno desmaiado em seus braços.

- Enfermeira!

A médica saiu da sala em que estava com o Blissey e se dirigiu à ruiva, com uma expressão preocupada.

- Taylor? O que aconteceu com esse pokémon? - perguntou, colocando o pequeno Eevee nos braços. O pokémon estava com o pelo sujo e bagunçado, e tinha um corte que atravessava sua barriga toda.
- Tem que cuidar dele, rápido! - disse a outra, com os olhos azuis já cheios de lágrimas.
- Estou recuperando os pokémon desses dois - apontou com a cabeça para Natt e Nico. - Mas esse é um caso grave, teremos que fechar esse machucado, ele já deve ter perdido muito sangue.

A ruiva olhou para os dois garotos quando a enfermeira apontou com a cabeça para eles, e nesse momento Natt sentiu como se seu sangue tivesse esquentado, talvez porque estivesse se sentindo culpado por seus pokémon ou porque…

- Você não para de olhar para essa Taylor! - cochichou Nico, no ouvido de Natt. - Ela deve ter uns vinte anos cara, é muita areia pro seu caminhãozinho.
- Cala a boca, você tá entendendo tudo errado. - disse o pescador, virando a cara.
- É sério. - repetiu o outro treinador. - Com ênfase no muita areia e no caminhãozinho.

Natt se levantou, já estava sentado a tanto tempo que não suas pernas estavam formigando, ele arrumou o boné de pescador, e voltou a prestar atenção na conversa entre as mulheres.

- Mas onde você achou esse Eevee? - perguntou a enfermeira - E como ele se machucou?
- Você não está sabendo? - disse Taylor, limpando as lágrimas dos olhos. Sua mão estava toda suja de sangue, e também sujou o rosto, mas ela não deixou de ser bonita, mesmo com o líquido vermelho no rosto.

Nico também se levantou, preocupado, e pôs-se do lado de Natt, que ignorou o treinador.

- Não fiquei sabendo do quê? - perguntou a médica, com os lábios trêmulos.
- Houve uma invasão de pokémon selvagens na cidade.

Enfim, dois novos personagens foram apresentados nesse capítulo, vou tentar colocá-los no Main Post até o final do dia, colocando também uma descrição detalhada de seus pokémon ^^
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Sab 25 Jul 2015 - 18:17

Hey -Ice, Olha eu aqui dnv o/

Parece que Natt voltou com as crueldades, batalha de rua cara?

Parece que todo capítulo tem o espírito de um Anime diferente: e esse foi de Fairy Tail. As brigas Natt e Nico, ao meu ver, são idênticas as de Natsu e Gray. Eu sempre rio muito quando esses dois brigam verbalmente (cuequinha é o melhor chingamento ashausha) e acabou acontecendo a mesma coisa aqui.

O que será que a enfermeira que finalmente não é a joy falaria se soubesse que Natt tem 40 pokémons guardados há anos em casa por coleção?

Tadinho do eevee cara ;-;. Nunca imaginei-o nessa situação antes. Tadinho do eevee. Bem, se essa invasão zumbi de Pokémons selvagens foi o motivo para o(a) Líder não está lá, é plausível, pq, cara, tadinho do eevee. E parece-me que os Pokémons de Natsu e Gray Natt e Nico (se a carreira de treinadores não der certo, tentem dupla sertaneja) mal serão recuperados e estarão em outro apocalipse zumbi Street Fight batalha de zumbi rua.

É isso, boa sorte e tomara que o eevee se recupere logo, pq, tadinho dele.
Tchau e até o próximo cap o/
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Qui 30 Jul 2015 - 18:41

Comentário:
IsaacXD7: Eae o/
É, na verdade a crueldade não foi ter sido uma batalha de rua, e sim por ter sido um "vale-tudo Pokémon" =P

Haha, não tinha parado pra pensar que cada capítulo teve o espírito de um anime, fiquei feliz por isso porque deixa a história rica e com bastante conteúdo ^^ Nunca assisti Fairy Tail, mas vou pesquisar a respeito pra ver as brigas dos dois rapazes, e se parece mesmo com o conflito que eu imaginei entre o Natt e o Nico -q

Na verdade, cara, eu inventei na fanfic que Joy é um título especial para as enfermeiras dos centro Pokémon, mas ainda não usei isso. Mas não se preocupe que elas serão diferentes, e não com cabelo rosa e com uma Chansey/Audino/Wigglytuff como no anime.

Tadinho do Eevee hshuahsas, mas não se preocupa não que ele vai melhorar (spoiler o.o). Na verdade a invasão não é o motivo para o líder não estar no ginásio, já que o líder já estava fora do ginásio antes do Natt chegar na cidade, e a invasão começou já depois, quando o Natt e o Nico tavam no centro Pokémon.

Até mais, obrigado por comentar e tadinho do Eevee ^^

Então galera, esse capítulo, assim como o anterior, ficou bem grandinho, mas não ficou chato, creio eu, espero que leiam e gostem ^^


A floresta que localizava-se entre as cidades de Blue Coast e Knothole era bem grande, por isso várias pessoas e pokémon se perdiam por lá.
E era o que tinha acontecido com um pokémon pequeno e que se parecia com um urso, que andava lentamente com uma cara de triste enquanto sua barriga roncava bastante.

- Mun? - disse olhando para todos os lados, perguntando-se onde o pescador que distribuía frutas tinha ido.

Após não ver nenhum rastro, continuou andando cegamente enquanto olhava para todas as direções, coçando a cabeça.
Foi então que ele viu, não muito longe dele, um humano tentando se esconder nos matinhos da rota, como se fosse um pokémon.

Munchlax se dirigiu a ele com passos curtos, indagando-se por quê o humano estava lá. Não era possível indentificá-lo, pois cobria todo o seu corpo com um longo pano bege, que ia da cabeça aos pés, enrolado nele.

Ao chegar no humano, o pokémon foi chamá-lo para ver se era o pescador que estava procurando, e puxou a capa que o cobria, mostrando o seu rosto.

Quando viu o rosto azul da criatura, Munchlax viu que não era um humano. Mas também não se parecia com nenhum pokémon que ele já tinha visto.

A criatura parecia furiosa, e estendeu a mão, que também não era uma mão. No lugar onde deveria estar sua pata, um canhão cinza saiu da manga da capa que o bicho usava.

Aterrorizado, Munchlax pulou para o lado, conseguindo desviar de uma rajada de água que acertou um Deerling que estava quieto atrás deles.

A rajada foi tão forte que fez esse pokémon desmaiar, e os outros da sua espécie começaram a correr descontroladamente.

Também furioso por um pokémon ter se machucado, Munchlax estufou o peito e soltou um Hyper Beam pela boca, mas o pokémon com a capa castanha desviou para a esquerda, e o raio acertou uma árvore qualquer, que caiu e começou a pegar fogo.

A árvore caiu em um matinho, fazendo com que várias outras espécies de pokémon começassem a correr, todos para a mesma direção, e Munchlax entendeu que eles estavam tentando fugir para a cidade de Knothole, onde teriam chances de se esconder.

Então o pequeno urso estufou o peito novamente, mas antes que pudesse soltar seu hiper raio, o seu adversário soltou pelo canhão mais uma rajada de água, que arremessou Munchlax contra uma árvore.

O pokémon de capa então fugiu, e o ursinho não teve chances de se levantar pois foi pisoteado por um pokémon selvagem que corria para Knothole.



Capítulo seis
Ataque selvagem


Algumas horas depois, no centro pokémon na cidade de Knothole, quatro pessoas estavam preocupadas com o acontecimento, sem poder sair da construção graças à invasão de pokémon selvagens na cidade.

A enfermeira tinha um Eevee deitado no balcão, desmaiado, enquanto ela estava com uma agulha e uma linha fechando um longo corte na barriga do pokémon. Ao seu lado, estava uma mulher ruiva, com os olhos azuis cheios de lágrimas, ela segurava o ombro da enfermeira, soltando frases de apoio como “acalme-se”.

Do outro lado, dois jovens olhavam pela janela para o centro da cidade.

O chão havia sido tomado por pokémon de várias espécies, todos correndo para a mesma direção, com expressões aterrorizadas.

- Temos que parar esses pokémon! - disse o treinador loiro.
- Temos que salvar todos os inocentes! - retrucou o pescador de cabelos negros.

Os dois se olharam com rivalidade novamente, prestes a começar uma discussão.

- Pensando bem. - disse Nico. - Faz do seu jeito, eu faço do meu.

E ele abriu a porta do centro pokémon, e Natt observou pela janela ele descendo a escada que levava ao solo.

- Panaca.

O pescador foi correndo em direção à sala central do centro e pegou quatro pokébolas que estavam em uma bandeja e as colocou no bolso. Depois saiu de lá, aproveitando que as duas mulheres estavam com toda a atenção virada para o Eevee.

Então ele também abriu a porta do centro e pulou para o solo, ao invés de descer as escadas como o outro treinador tinha feito.

Nico Parker Cross estava tentando se proteger enquanto os pokémon selvagens em pânico passavam por cima dele.

- Ei, amante dos Rattatas! - gritou Natt, jogando duas pokébolas para o garoto. - Acho que você precisa dos seus parceiros se for parar esses selvagens. De nada!

Após isso, o pescador saiu correndo para procurar pessoas no meio da confusão, e achou um garoto de uns dez anos se protegendo atrás de uma árvore que sustentava uma casa.

- Totodile, Tympole, vamos ajudá-lo! - gritou Natt, arremessando as duas pokébolas no chão.

O pokémon girino saiu com êxito de uma das pokébolas, mas a outra, ao se chocar contra o chão, lançou para fora uma coruja castanha.

- Não acredito…



~//~



Nico estava confiante que conseguiria parar essa invasão apenas com a ajuda de seus parceiros. Então ele jogou para cima suas duas pokébolas, que emitiram um raio vermelho e expulsaram dois pokémon.

Um deles era o Rats, o Rattata que estava acima dos outros de sua espécie, mas o outro não era Nocturne, e sim o Totodile feio que enfrentara há algumas horas.

- Pescador imbecil. - disse, não conseguindo acreditar que Natt tinha confundido as pokébolas. - Ei, Totodile, você não tem nenhum apelido, né? Posso te chamar de Toto enquanto…

O crocodilo pareceu não ter gostado nada de ter um outro treinador mandando nele, e pulou contra Nico, mordendo o seu ombro, furioso.



~//~



- Certo. Noturno, não é? - perguntou para Noctowl, que estava em um galho de árvore, olhando furioso com seus olhos redondos e penetrantes para ele. - Nós precisamos salvar inocentes, e depois disso eu te devolvo para seu treinador. Está comigo?

A coruja olhou para o garoto que estava escondido atrás da árvore e voou em direção a ele, pegando-o com as patas e o colocando no galho de uma árvore, onde estava protegido de selvagens.

Natt sorriu, vendo que a coruja colaboraria.

Mas estava difícil fazer qualquer coisa, os pokémon selvagens estavam descontrolados, todos correndo para a mesma direção, o contrário da rota que ele tinha acabado de sair.

- Estão fugindo de algo. - disse. - Temos que…

Ele não conseguiu terminar de falar, foi atingido na costa, como se um pokémon, no meio da confusão, tivesse investido contra ele, de propósito ou não. Então ele caiu no chão, desmaiado, enquanto vários outros passavam por cima dele.

Tympole pôs-se a chorar descontroladamente, olhando para seu treinador desmaiado no meio da rota. Noctowl apenas observava, pendurado no galho de uma árvore.



~//~



Nico estava procurando o pescador, enquanto o Totodile dele estava pendurado pelo dente em seu braço, que já estava roxo.

Então ele o viu, desmaiado no chão enquanto seu Tympole chorava olhando pra ele, e Nocturne estava no galho de uma árvore, indiferente.

Em cima do corpo de Natt, estava um Mightyena, que provavelmente foi o pokémon que o derrubou. Nico não sabia da existência de um pokémon noturno como aqueles nos arredores de Knothole.

- Ei, olha lá seu treinador. - disse, balançando o braço para tirar Totodile, que foi para o chão e então pulou contra Mightyena, arranhando-o. - Nocturne!

A coruja entendeu, e pegou Nico pelo braço, levantando-o para fora do alcance dos selvagens. O pokémon de Natt continuava batalhando contra o lobo noturno.

- Rats, Quick Attack!

O rato roxo investiu com velocidade contra Mightyena, e, unindo forças com os arranhões de Totodile, conseguiu derrubá-lo.

- Agora Hyper Fang! - ordenou, antes que o lobo se levantasse, o rato usou sua presa que tinha crescido três vezes de tamanho para dar o golpe final.

Nico pegou do seu bolso uma pokébola azul com duas tiras vermelhas e lançou-a contra o lobo negro, que, já que estava desmaiado, entrou nela sem problemas. O objeto voltou para a mão do treinador.

- Nocturne. - disse, olhando para a coruja que o segurava no ar. - Vamos pegar ele.



~//~



Natt abriu os olhos, com dificuldade. Estava deitado em algo macio e quente, com um saco de gelos em sua testa. A primeira coisa que viu foi seu pokémon Tympole deitado em seu peito, dormindo com uma expressão feliz.

Então ele olhou para o lado, sentado no chão, estava Totodile, que olhava para seu treinador, indiferente.

- Tudo bem? - perguntou, mas o crocodilo virou a cabeça.
- Esse cara tá se fazendo de difícil. - disse Nico, que estava encostado em uma parede até agora, ele não estava machucado, apenas tinha uma bandana enrolada do ombro ao cotovelo esquerdo. - Foi ele que te salvou do Mighty.
- De quem?

O treinador arremessou contra o chão uma Great Ball, que liberou um raio vermelho de onde saiu um Mightyena.

Natt tentou se levantar, mas não conseguiu, então percebeu que estava em uma cama no Centro Pokémon.

- E a invasão? - perguntou.
- Eu tentei ajudar, mas a Oficial da cidade disse que cuidaria de tudo. Ela foi bem esperta, usou o Sweet Scent de um Ursaring para fazer com que os selvagens se acalmassem. E agora ela está levando todos de volta para a rota que pertencem.
- Houve alguém que se machucou?
- Os únicos infelizes foram você e aquele Eevee. Mas ele já está mais ou menos bom, e a tal da Taylor ficou com ele.

Então Natt se deitou novamente, tudo estava resolvido, e Totodile realmente gostava dele, por enquanto tudo o que pôde fazer foi acariciar seu Tympole que dormia em seu colo. Só estava meio arrependido por não ter conversado com Taylor, ela parecia uma garota legal, e ele tinha sentido algo diferente por ela.



~//~



Uma policial andava enquanto um Ursaring a seguia de perto. Ela usava as roupas azuis comuns de uma oficial de cidade, com o símbolo de Knothole em sua boina. Seu pokémon era seguido por vários outros selvagens, que pareciam hipnotizados por um cheiro que o urso exalava.

Após os dois levarem todos os pokémon selvagens de volta para o habitat, quando o efeito do Sweet Scent passou, o problema em Knothole finalmente tinha terminado.

Então a oficial percebeu uma árvore caída no chão, já cinza, como se tivesse sido queimada, mas o fogo pareceu não se espalhar por outros lugares da floresta, como se um pokémon aquático tivesse conseguido apagar o fogo da árvore. E para conseguir ter apagado, devia ser um aquático bem poderoso.

- Foi um incêndio, então. - disse, para seu pokémon. - Que estranho, o que será que aconteceu para essa árvore queimar… Vamos, Ursaring, temos que voltar para a cidade.

Mas quando a oficial se virou para ir embora, percebeu um pequeno Munchlax deitado no chão, parecia ter machucado a cabeça, e seu pelo estava molhado, como se tivesse sido atingido por água.


Deu um problema nesse lixo de caixa de texto quando eu tava editando o Main Post, mas já estou tentando resolver.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Slow em Qui 30 Jul 2015 - 20:06

Hey -Ice o/

Nosso amiguinho se ferrou dessa vez ;-; Tadinho dele. Cara, eu realmente não consigo lembrar qual é esse Pokémon (se é que é um) ai. Não consigo lembrar de nenhum aquático com canhões além de Blastoise, mas não me parece ser ele nesse caso.

Foi engraçado como a mulher estava pedindo calma, sendo que ela que estava chorando e desesperada.

Como vc vai enfrentar 10k de pokémons e esquece dos seus? '-' tão eu e.e

- Pescador imbecil. - disse, não conseguindo acreditar que Natt tinha confundido as pokébolas.

Vc ESQUECEU os seus Pokémons cara, n tem moral nenhuma pra falar nd dele agr :v

Totodile está cada vez mais parecido com o Vegeta. Tão bonitinho protegendo o treinador ashuashaus era uma ótima oportunidade pra ele de se esconder no meio dos pokémons e fugir, caso quisesse. Já da pra ver que ele só está sendo orgulhoso de mais. E o tympole, o coitado só chora e grita, mas é um bom Pokémon.

Que bela captura para alguém que tinha rattata no time (e não era HM Slave). Agora o Natt está ferrado qnd for batalhar contra ele.

A oficial, cujo nome não sei como digita (nem sei se é ela, na vdd) largou os Growlithe, agora é de Ursaring.

Bem, é isso, aguardando ansiosamente o próximo capítulo pq eu estou frustado por n saber ainda que pokémon que usa capa e tem canhões de água é esse.
Tchau e até a próxima o/

riscar aqui só pra n perder o costume.
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por xKai em Sab 1 Ago 2015 - 13:36

Peço desculpas por não ter comentado no capítulo anterior, como podem ver, ando frequentando pouco o fórum ultimamente, mas nada que não possa ser resolvido com o tempo não é, para não fazer um duplo comentário, vou apenas citar algo que adorei do capítulo anterior -q Sério cara...? "Meu Rattata tem um percentual acima dos outros..." Youngster Joey detected! Hahsuasha Youngster Joey... Saudades dele e daquele Rattata mito...

Capítulo muito interessante e bem detalhado, me pergunto quem seria o tal pokémon aquático, pela descrição e pelo fato de ter sido bem poderoso, me parece ser um BLASTOOOISE! A nova personagem feminina parece que terá destaque nos próximos capítulos, já que se deu ao trabalho deu ao trabalho de descreve-la tão bem. Outra coisa, tenho curtido muito os diálogos, bem diretos e simples utilizando do linguajar moderno e um pouco de humor, claro, uma delícia de se ler. Espero ansioso pelo capítulo seguinte e que continue com a fic, está muito boa. :]

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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por Fressato Potato em Dom 2 Ago 2015 - 16:09

E ae
Desculpa por não ter comentado o cap anterior. Estive praticando hakuna matata.


Não sei se isso é errado ou não, mas odeio quando alguém usa um animal pra descrever um pokémon. Nesse caso é aceitável, pois foi durante a narração e não na fala de um personagem. Ainda assim, acho que seria melhor descrever o munchlax de outra forma ou pelo nome mesmo. Ursinho ficou meio escroto.


Legal como você tá conseguindo mostrar dois NPC's tão manjados de forma divertida e sem virar algo chato. As cenas paralelas com o munchlax pareciam ser apenas pra mostrar momentos cômicos, mas acabaram sendo úteis também.


Já joguei muito Little Cup e sei das possibilidades ao se usar um Rattata. Eles são fodinhas. O Nico é um otário, mas é legal também. Espero que ele permaneça na fic e que a ruiva volte  mustache
Sobre o Tympole :




ps: arruma o main post. Tá faltando o guia de capítulos.

ps2:  tchau
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Murilo em Ter 4 Ago 2015 - 10:50

Cara sua fic é muito boa e divertida! Eu não me importo se a fic é de jornada ou não. Pra mim sendo uma boa história, já tô lendo. A sua mesmo de jornada, tem muitas coisas originais e interessantes. Um continente novo que você teve o trabalho de criar, personagens, humanos e pokémons, interessantes. Eu ainda não li todos os capítulos, mas até onde li me diverti muito. Você escreve umas passagens engraçadas. Eu queria citar umas aqui, mas eu tô pelo celular aí fica chato de ir atras. Mas enfim, vou tentar acompanhar sua fic agora. Boa sorte e até!
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Re: Pokémon Project Retype

Mensagem por -Ice em Ter 11 Ago 2015 - 15:51

Ooooiiiii galera, tudo bem? Eu sei que demorei, e me desculpem por isso, é que a volta às aulas acabou me pegando de surpresa com uma caralhada de lição e trabalhos, que me tiraram do fórum por um tempo e não me deixaram escrever esse capítulo, que foi reescrito várias vezes porque o produto final não tava me agradando. Enfim, sem mais blá blá blá, let's go.

Comentários:
IsaacXD7: Eae o/ É, realmente o aquático vai ser um mistério por um tempinho, já que vai demorar uns capítulos para ele voltar a aparecer. Se não tivesse o Natt, o Nico já ia ter virado comida de pokémon Laughing

É, o Totodile orgulhoso e durão e o Tympole chorão, isso é muito divertido de se escrever graças à diferença entre os dois, mesma coisa para o Nico que consegue ter um Rattata (que não é HM Slave) e um fucking Mightyena no mesmo time =P

É oficial Jenny que se escreve, e ela tem que botar alguma moral né, Ursaring > Growlithe.
Até mais ^^

xKai: Kai o/ Não precisa se desculpar não cara, eu sei como é estar ocupado demais e não conseguir visitar o fórum frequentemente ^^

Cara, achei que ninguém ia entender a referência ao Youngster Joey, aquele garoto mitoso e seu Rattata top percentage, hauhuhau

Será que é um Blastoise? Teremos que esperar pra ver. Sim, a personagem feminina ainda vai fazer umas pontas, quem sabe o papel dela não seja mais importante na próxima ^^ Que legal que os diálogos estão bons, já que ajudam a fic a não ficar cansativa, valeu mesmo e espero que continue lendo.

Fressato: Eae o/ Nem precisa se desculpar, se estiver acompanhando eu já fico feliz.

Na verdade não é errado descrever pokémon usando animais como referência, já que a maioria deles são baseados em animais, isso particularmente nunca me incomodou mas eu vou tentar usar menos isso e procurar por sinônimos, é que as vezes não dá mesmo, já que são poucos os sinônimos para os pokémon.

Ainda terão mais NPCs fazendo aparições, já que um dos meus objetivos é brincar com o clichê, logo, várias coisas surreais dos jogos (como a árvore do cut) vão fazer suas aparições aqui.

Cara, uma palavra para o Rattata, F.E.A.R. E, mano, vou ter pesadelos com esse Tympole hsuahsu. Quanto ao guia de capítulos, é que a caixa de texto é uma merda e não to conseguindo mais colocar os capítulo com links, mas já to tentando resolver isso. Até mais e espero que continue lendo ^^

-Murilo: Cara, até assustei quando vi que você tinha comentado na fic, eu me lembro que você foi, junto com o Rush, pioneiro no gênero clichê no fórum, e quebraram a visão estereotipada de que fic clichê era sinônimo de ruim, e o resultado disso vemos até hoje.

Enfim, obrigado pelo comentário e pelos elogios, espero que continue lendo a fic, até mais ^^

Como eu disse, esse capítulo saiu atrasado por causa da escola, vou cuidar pra que isso não aconteça nunca mais, me desculpem mesmo. Espero que gostem desse daqui Very Happy

O sol se punha em Knothole, e todos os cidadãos já estavam pensando em entrar em suas casas e cuidar de suas coisas. Quem ainda não podia fazer isso era a enfermeira do Centro Pokémon da cidade, que ainda não tinha acabado o seu turno, mas estava morrendo de sono.

Ela apoiava sua cabeça em seus braços, para conseguir ficar com a cabeça levantada, enquanto seus olhos se fechavam por uns segundos a cada piscada.

O ambiente estava tão calmo que ela estava prestes a dormir, só não cochilou por que a porta do Centro se abriu, e entrou no estabelecimento a oficial da cidade.

Rapidamente, a enfermeira se levantou, preocupada olhando para o Munchlax desmaiado nas mãos da policial.



Capítulo sete
O líder ausente

A luz do Sol passava pela janela de um dos quartos do centro pokémon e batia na cara de Natt Nivans, que tentava dormir quieto.

Com raiva, ele se levantou para fechar a cortina, e da janela ele observou a cidade lá em baixo.

As pessoas andavam felizes, conversando umas com as outras, não pareciam se preocupar com nada, afinal não estavam em uma missão de mostrar ao tio que eram capazes de fazer algo.

Natt pegou do bolso esquerdo de sua calça bege um cartão vermelho, que ele olhou com tristeza. Na extremidade esquerda do cartão, tinha uma foto três por quatro do garoto com seu boné de pescador, e na parte de cima escrito “Nathaniel Richard Nivans - CLASSE E”. Tinha também uma assinatura dele e o nome de seus responsáveis, no caso, seu tio.

Ele se esqueceu de fechar a janela, e se sentou na cama, olhando para o cartão. Uma lágrima caiu em cima de sua foto.

Então ele sentiu algo se esfregando em sua barriga, como se estivesse fazendo carinho nele, e quando foi olhar era seu Tympole, que olhava feliz para ele tentando o consolar.

- Nós temos que fazer isso logo, cara. - disse para o pokémon - Eu não vou esperar esse líder por nem mais um dia.

Dizendo isso, ele se levantou e colocou seu Tympole onde ele costumava ficar, em cima de seu boné de treinador. Totodile que estava dormindo ele retornou para a pokébola.

A costa dele já não doía tanto como no dia anterior, então ele poderia procurar pelo líder sem maiores problemas, e foi isso que ele foi fazer.



~//~



Ele já tinha passado pelos mais diferentes lugares da cidade, e perguntado para as mais diferentes pessoas, mas não teve nem sinal do líder, e nem pistas de onde ele poderia estar. Já meio sem esperanças, ele achou um cara andando pela rua.

O cara era bem estranho, estava usando um sobretudo azul, mesmo no calor que estava, e parecia não raspar a barba grisalha há meses, pois ela chegava em sua barriga. Apesar disso ele era bem careca, e carregava em suas costas uma mochila gigante.

- Ei, senhor! - gritou Natt, correndo em direção ao velho.
- Hum, meu rapaz, veio comprar algo desse velho vendedor? - perguntou o velho, com um sorriso.
- Não, é que eu estou procurando o líder de ginásio dessa cidade, e o senhor parece saber alguma coisa.
- Agora que você disse… - o velho coçou sua cabeça - O líder está mesmo sumido há uns dias… Quem deve saber disso é o dono do restaurante da cidade, ele e o líder são amigos de infância.

Natt abriu um sorriso, e olhou para Tympole, os dois sabiam agora que estavam perto de chegar no líder.

- Obrigado, senhor! - disse, saindo correndo para procurar o restaurante.
- Não vai comprar nada? - perguntou o velho, mas Natt já estava sumindo na multidão da cidade.



~//~



Nem foi preciso pedir muita informação para achar o restaurante, afinal qualquer construção que não fosse em cima de uma árvore em Knothole já chamava bastante atenção.

O nome era Food ‘n Battle, e era um estabelecimento bem grande, pintado de branco e com o teto coberto por folhas, perto da entrada, chamava a atenção uma estátua de bronze de um Tropius.

De dentro, o lugar nem parecia pertencer a uma cidade rural como aquela. O lugar era bem limpo e brilhante, com várias mesas de madeira com quatro cadeiras espalhadas pelo saguão, onde pessoas degustavam diferentes pratos de comida. No final, havia uma escada rolante que levava ao andar de cima, e uma porta com a placa “Apenas funcionários”.

Natt estava se perguntando onde estava o dono, então viu um garçom que estava parado, e levantou a mão para chamá-lo. Ele usava um terno preto com uma gravata borboleta, segurava uma bandeja com alguns petiscos e andava de patins.

- O que gostaria? - perguntou, ajeitando a gravata no pescoço.

O pescador estava tão distraído olhando para a beleza do lugar que demorou uns dez segundos para conseguir formular sua  frase.

- O chefe se encontra? - perguntou, coçando a nuca, meio envergonhado por estar vestido tão informalmente em um lugar tão chique. O garçom abriu um sorriso para o garoto.
- Então o senhor está afim de um desafio?

Natt não achou que o garçom ia deduzir tão facilmente que o garoto procurava pelo líder do ginásio, e apenas balançou a cabeça positivamente.

- Siga-me.

O garçom foi andando suavemente de patins, e Natt foi seguindo-o com passos largos, eles atravessaram o saguão todo, passando por quase todas as mesas, e subiram a escada rolante.

O andar de cima era bem diferente do primeiro. Não era tão limpo, mas era bem bonito, tinha umas mesas de sinuca e fliperamas, tinha uma varanda de onde dava para ver a grande árvore que era o ginásio de Knothole, e o que mais chamava a atenção era, sem dúvidas, a grande arena de batalha no meio, que era bem grande e se parecia com uma floresta, com árvores e arbustos dispostas pelo campo.

- Senhor Grayson, mais um! - gritou o garçom, usando a mão para ampliar a voz.
- Mais um? - perguntou Natt.

Foi então que ele viu, sentadas em uma mesa conversando, duas pessoas. Um deles era um homem alto e loiro, usando um terno verde e patins como os do garçom, e na sua frente estava sentado um treinador também loiro mas baixo e com o cabelo desgrenhado escondido por um boné. Senhor Grayson devia ser o de terno verde, pois o treinador Natt já conhecia, era Nico Parker Cross.

- Hum, obrigado Jeffrey. - disse Grayson, acenando com a cabeça para o garçom, que fez uma reverência e voltou ao saguão. Então ele abriu um sorriso simpático, olhando para o pescador. - Imagino que esteja aqui para me perguntar sobre o líder ausente.
- Como você sabe? - perguntou, estupefato.
- Você não foi o primeiro a pensar nisso. - disse Nico, ajeitando-se na cadeira, cheio de si.

Grayson ajeitou seu cabelo liso e olhou para o campo de batalha.

- Eu falo para vocês dois, se me fizerem um favor antes.

Os dois garotos olharam para ele, curiosos.

- Eu criei esse restaurante como uma maneira de unir as duas coisas que eu gosto, culinária e batalhas. No começo ele era muito movimentado, e todas as pessoas que vinham comer aqui, também procuravam batalhar comigo. Grande parte do sucesso foi devido a Konshe, meu melhor amigo e líder do ginásio, que vinha aqui todos os dias para divulgar as batalhas. - ele tirou uma pokébola do bolso e olhou para ela. - Mas de um tempo para cá, a quantidade de batalhas veio caindo, e só estou recebendo pessoas no restaurante, e não no campo de batalha… Por isso eu os desafio para uma batalha em dupla, se vencerem, eu posso lhes contar sobre Konshe e vocês ainda podem comer de graça aqui, o que acham?

Os dois garotos se entreolharam. Se era o único jeito, não poderiam recusar uma batalha que podia treiná-los para o desafio. Ambos afirmaram com a cabeça.

Como eu disse, espero que gostem do capítulo, mas se não gostarem eu vou entender, já que eu não tive muito tempo para escrevê-lo. See ya.

Ah, e eu vou tentar colocar os novos personagens no Main Post até amanhã, see ya de novo.
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Re: Pokémon Project Retype

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