Pokémon Mythology
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Tales of Radiata ~ re:BIRTH

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Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por xKai em Seg 22 Jun 2015 - 20:54

Opening - Run for your Life:
Nota:
Cá estou com outra fanfic! Os capítulos irão demorar um pouco para sair, afinal estou trabalhando com duas fanfics, creio que isto seja razão o suficiente para me desculpar por qualquer possível atraso. Para quem não conhecia a fanfic original, nem me darei o trabalho de colocar o link, porque haverão muitas mudanças, então acho desnecessário colocar aqui. Quem já me conhece deve saber que não gosto muito de fazer prólogos tão bem detalhados, neste "prólogo" estará apenas uma explicação básica do universo e uma breve interação de personagem.



PRÓLOGO



A preocupação de Jasne.



Totalus, ano x855. Neste universo mítico repleto de fantasia, a magia está para todos os lados, não seria nenhum exagero dizer que este mundo funciona tendo a magia como principal pedestal, sem ela o mundo iria ficar estagnado. A maioria das raças dominantes neste mundo dominam a magia, uns bem já outros nem tanto assim. As cinco raças principais são: humanos, elfos, elfos negros, anões, goblins e manas. Mas existem outras raças, porém são menos sociáveis e possuem um número muito inferior, raramente se juntando com as demais raças.

O Continente de Arcádia, também chamado de continente dos reinos, é o único continente de Totalus onde as criaturas mágicas denominadas de "Manas" podem ser encontradas. Mesmo que sua origem seja desconhecida, as manas convivem pacificamente com as demais raças, sendo elas de variadas formas e tamanhos, variando de uma espécie de pequeno gnomo até uma grande armadura flutuante, são criaturas muito misteriosas. Há muito tempo atrás, existiu uma magia muito comum entre os humanos, tal magia denominada alquimia, era melhor ainda utilizada se a pessoa tivesse uma espécie de pacto com diferentes tipos de manas. A capacidade de combinar itens, objetos e até mesmo armas para que se transformem em algo mais eficiente era algo muito útil, mas conforme os séculos foram passando esta magia por algum motivo deixou de ser usada. Hoje em dia poucas pessoas nascem com o dom da alquimia, que agora é categorizada como sendo uma "Lost magic", ou seja, uma magia que foi perdida com o tempo.

Kingdom of Radiata • Radiata, é um dos maiores reinos de Arcadia, ficando atrás apenas de Valhala, que fica nos limites da região élfica, onde humanos não são bem vindos, é um decreto criado por Zane, líder dos elfos. Humanos e elfos não se dão nada bem, por outro lado, os elfos negros são um pouco mais sociáveis e aceitam de bom grado qualquer visita de humanos viajantes, quase sempre fazendo uma grande festa, ouvindo muita música nativa e é claro que não podia faltar um bom vinho feito por anões. Radiata é dividida em cinco distritos, cada um deles é bem dividido no mapa e pode ser representado pelas principais guildas de Radiata. Theater Vancoor, a guilda dos guerreiros, Olacion Order, guilda dos religiosos, Vareth Magic Institute, escola de magia e guilda de magos, Void Community, a guilda dos ladrões, que fica localizada na periferia da cidade, quem é visto por lá provavelmente não é gente de bem. Por último, mas não menos importante, Radiata Castle, moradia da monarquia do reino e dos cavaleiros de Radiata, que não são divididos em guildas, mas sim em brigadas, que possuem um capitão e um determinado número de soldados.




Radiata Castle ~ Metal Empire Brigade Room • Um cômodo bem espaçoso, duas estantes carregadas de livros, uma escrivaninha com alguma papelada pendente e uma mesa central com dez cadeiras, em seu topo um jarro de flores enfeitando. As paredes também possuem alguma decoração, sendo estas algumas armaduras, espadas, escudos e outros adereços. No teto um luxuoso lustre de material indefinido. Naquele lugar estavam duas pessoas, o que estava sentado era Malus Armstrong, um rapaz bem jovem, cerca de dezesseis anos, cabelos negros de tamanho médio e olhos verdes como esmeraldas, trajava uma armadura branca muito bonita, suas principais armas eram espada e escudo, ele é um excelente usuário da magia chamada Shield's Magic e também Swords Magic. O homem de pé, era Jasne Colton, primeiro ministro de Radiata. É um homem muito baixo, narigudo e com as bochechas incrivelmente rosadas, suas mãos e braços eram um tanto cabeludas e somado à sua aparência roliça, era um homem um pouco intimidador. Em sua cabeça um "solidéu" de cor branca, seu manto também era branco, porém haviam detalhes em vermelho. Ambos dialogavam sobre um importante assunto.

– É muito importante que você faça esta missão, Malus! – exclamou aquela voz esganiçada.

– Mas Lorde Jasne... Toda a minha brigada está presa nas masmorras de quarentena... A doença que os fez agir daquela forma ainda não foi diagnosticada. – proferiu preocupado.

– Sem mais! – gritou. – Onde está toda a glória dos cavalheiros de Radiata? Você é Malus Armstrong, Capitão da Metal Empire Brigade! Dê seu jeito... Contrate alguém das outras guildas... – explicava o leitão rabugento.

– Entendido... Acho que sei quem eu posso chamar. – disse. – Uma pergunta... Lorde Jasne, posso saber o conteúdo desta carta que estaremos enviando para os anões? – perguntou.

– Um pedido de aliança... Velhas tensões envolvendo os não-humanos estão crescendo... Como primeiro ministro de Radiata é meu dever garantir a paz em vosso reino. – explicou. – Quando regressar, faça por favor um relatório e envie para Larks. – disse antes de ir embora.

– Entendido, meu lorde. –  curvou-se em sinal de respeito.





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Re: Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por Rodolpho em Sex 26 Jun 2015 - 22:29

Po legal voltar com a fic eu já gostava da outra q vc tinha postado espero q essa esteja melhor.
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Re: Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por DarkZoroark em Sab 27 Jun 2015 - 16:34

xKai o/
Bom, demorei um pouco mais do que o esperado, - o planejado era comentar alguns dias atrás - mas peguei uma gripe e acabei resolvendo fazê-lo quando estivesse melhor. Então, sem muito mais delongas, vamos ao review:
Fico feliz com o remake desta história. Gostava bastante da anterior e achei uma pena que tenha sido interrompida, então pode-se ver que estou ansioso para ler esta. Não há muito para dizer sobre o prólogo em si, visto que foi bem curto. Gostei da apresentação do continente e da atual situação social do continente, pois serviu para ambientar a história. O pequeno fragmento introdutório do Malus ficou extremamente bom. Teria sido interessante dar alguns detalhes maiores da doença ou mesmo o nome só. Como ambienta-se aparentemente na idade média peste bubônica e outras epidemias proporcionadas pelo acúmulo de lixo e sujeira, mas é só um detalhe a mais sem muita importância mesmo.
Quanto a erros cheguei a ver apenas um:

@xKai escreveu: O homem de pé, era Jasne Colton, primeiro ministro de Radiata. É um homem muito [...]
Achei um pouco estranha a mudança temporal do pretérito para o presente sem mais nem menos nesse fragmento. Creio que teria ficado melhor prosseguir apenas em um tempo verbal, mas enfim...
A descrição e narração estão ótimas, dando uma bela ideia do que está ocorrendo. Bem, por enquanto é só. Como dito antes, não havia muito que eu pudesse ter dito. Fico no aguardo do seu primeiro capítulo. ninja
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Capítulo 01: O Alquimista.

Mensagem por xKai em Sab 27 Jun 2015 - 19:18

Comentários:
Rodolpho: E aí Rod, tudo bem? Obrigado por ser o primeiro a comentar na fic, deve estar ansioso para que seu personagem apareça, não é? Não se preocupe que no próximo capítulo ele fará sua entrada, chamativa como de costume, já que vou manter a personalidade lunática que ele tinha na fanfic original.

DarkZoroark: E aí DZ, relaxa sobre a questão da demora, o importante é que você não deixou de marcar a sua presença e postar um comentário, que agora no começo é sempre bastante importante. Fico contente que você gostava tanto assim da fanfic anterior, nesta estou corrigindo vários erros que haviam na outra, o desenvolver da história será um pouco mais suave, evitando o excesso de informação repentina, e a interação entre os personagens vai ser um pouco melhor. Apesar deste mundo ser "medieval" a magia possibilita muita coisa, por isso não se assuste com nenhuma "maquinaria" que apareça por aqui. Outro ponto importante aparecerá mais na história, mas Tottaus é um mundo bem mais antigo do que que todos pensam. Eu não expliquei sobre a doença que afetou os homens de Malus por um motivo bem simples, esta doença não é qualquer coisa, ela não foi uma desculpa para que Malus se reúna com Luke e os outros, inclusive esta doença afetará as pessoas de forma diferente, variante sua raça. E ela terá uma repercussão tão grande que uma raça em particular a considera uma punição divina e amaldiçoa os humanos do fundo do coração, pois os consideram culpados por sua origem. Espero que goste do capítulo que vem a seguir e que retorne outras vez, até a próxima.



CAPÍTULO 01



O Alquimista.



Vareth Magic Institute • Era uma bela manhã ensolarada, os raios de sol teimavam em adentrar aquele par de janelas que estavam bem protegidas por aquelas  finas cortinas brancas. Era uma sala bastante ampla, cerca de dezesseis assentos espalhados pela sala, sem contar aquele que era utilizado pelo instrutor. Alguns armários repletos de poções e alguns materiais variados, que estão ali para que os alunos usufruam de sua utilidade. Também existem dois caldeirões e diversos quadros com ensinamentos mágicos, desde fórmulas para poções até ensinamentos de construção de runas e selos mágicos. Aquela sala de estudos estaria vazia se não fosse a presença de uma única pessoa, um jovem de cabelos e olhos vermelhos estava por ali. Trajava uma roupa leve, um cinto repleto de utensílios alquímicos estava pendurado logo ao seu lado. Utilizava um par de botas um pouco longas. Sua calça era dividida entre os tons de preto e branco e assim como a regata que trajava, que era preta, também possui bolsos especiais para que ele possa ocultar certos itens. Parecia estar muito ocupado decifrando runas antigas, ao mesmo tempo também estava criando suas próprias runas de armazenamento, era um pouco trabalhoso mas essencial para o seu cotidiano.




Meu nome é Luke Kiesling e sou um tipo diferente de mago sabe... Não que eu queira me gabar, mas faço uso de três tipos de magia, sendo que duas delas são consideradas muito raras, o suficiente para estarem qualificadas como "Lost magic" pela sociedade. Isso mesmo, sou um alquimista! Nem mesmo eu sei o porque disso, mas como nasci com tais habilidades eu passo a minha vida me dedicando bastante para aprimorá-la cada vez. Sou um membro do Vareth, onde funciona a guilda mágica e a escola de magia, é bem conveniente, apesar de não frequentar as aulas como os demais estudantes... A minha graduação atual é de nível sênior, em outras palavras eu sou tão inteligente e hábil como a maioria dos instrutores por aqui. Meu avô Curtis Kiesling, é o líder da guilda mágica, dizem que ele é o mago mais poderoso de Radiata, sua técnica Ancient Fire é capaz de carbonizar todo o campus em apenas um ataque, é o que dizem! Como um bom alquimista eu sempre estou ocupado estudando sobre sínteses que envolvem diferentes tipos de materiais, alguns são tão complicados que requerem que eu tenha um pacto com algum tipo de mana para executar com sucesso a síntese. Atualmente eu possuo três manas, elas são: A mana do vento Silwest, a mana da água Nymph e a mana do fogo Uru, sendo que este último é o que possuo mais facilidade em usar, Uru e eu somos grandes amigos, apesar dele ter o péssimo hábito de terminar algumas frases com "ei". A maioria das pessoas consideram os magos como sendo pessoas fisicamente fracas, mas a verdade é bem diferente do que aparenta, hoje em dia muitos magos deram a volta por cima, tornando-se exímios lutadores, eu por exemplo aprendi a usar espadas com apenas dez anos. Meu amigo de infância Malus Armstrong, atualmente ele vive no castelo, mas ele me ensinou tudo o que eu sei sobre Sword Magic, graças a ele que minhas habilidades físicas não ficam muito atrás das capacidades de um cavaleiro. Meu sonho, além de criar a minha própria guilda é encontrar vestígios sobre a existência da joia lendária chamada de Ruby Prism, não apenas por ela ser bela, mas sim por suas qualidades e uso na alquimia, dizem que um alquimista que possua tal joia é capaz de quebrar o tabu da criação, do tempo e do espaço, é algo que aguça toda a minha curiosidade... Quem sabe de alguma forma... Eu possa usá-lo para rever meus pais...




– Nossa... Como o tempo passou depressa. – impressionou-se ao notar como o tempo havia passado. – Bem, de toda forma falta bem pouco... Finalmente estou perto de descobrir uma forma de aumentar o limite de armazenamento nas minhas runas, mochilas serão coisas do passado! – exclamou com um certo tom de brilhantismo antes de arrumar suas coisas e se dirigir para a recepção.

O instituto mágico é tão grande quanto o castelo de Radiata, o campus era dividido em duas partes, sendo a menor delas pertencente a guilda mágica, mas os alunos também eram bem vindos por ali, até porque grande parte deles já pertenciam a guilda. Escadarias sem fim, elevadores de diversos modelos diferentes, até mesmo escadas rolantes que funcionam com um sistema de engrenagens, tudo realmente muito fantasioso e mágico, era o único local de Radiata onde havia este tipo de coisa. As portas eram igualmente modernas, bastava se aproximar das mesmas que elas se abriam, é claro que nem todas eram desta forma, aquelas de salas privadas, exclusivas para funcionários e de banheiros funcionavam de forma bem diferente. Logo na entrada fica a recepção, onde ficam os quadros de avisos e de trabalhos. Na bancada principal, quase sempre será possível ver uma moça de altura mediana, cabelo em penteado Chanel com uma tonalidade púrpura. A mesma utiliza um par de óculos de lentes bem redondas com espirais desenhadas em seu centro, vá saber o motivo de tal coisa, apesar de tudo é uma mulher muito simpática, embora atrapalhada com sua carga de trabalho, seu nome é Roche.

– Bom dia Roche. – proferiu o rapaz cumprimentando a funcionária, uma vez que ele havia chegado tão cedo que a mesma ainda sequer estava ali quando o rapaz entrou.

– Bom dia jovem mestre, como vai? – perguntou simpaticamente.

– Tudo ótimo. – respondeu. – Roche, quantas vezes já te disse para não me chamar assim? Saco... As vezes é um pouco constrangedor, não quero nenhum tratamento especial. – explicara.

– Ah, perdão! – espantou-se. – Eu acabo me esquecendo, mas o fato de você ser neto do mestre é algo difícil de esquecer. – dissera.

– Falando no vovô, sabe se ele já voltou? – perguntou curioso.




Meu avô sendo o mestre da guilda dificilmente faz alguma missão, seu trabalho estava sendo apenas administrar a guilda e aproveitar sua aposentadoria, mas ultimamente ele tem saído da cidade muitas vezes, e acaba levando vários dias para retornar, a última vez que perguntei para Roche ela disse que ele tinha sido convocado para uma missão importante de classe S, só existem três magos em toda a guilda que poderiam ir neste tipo de trabalho, mas para o vovô ter ido deve ter sido algo realmente importante.




– Ainda não, mas ele já está retornando. Recebemos o aviso de que a missão já estava finalizada. – respondeu.

– Que bom... Mesmo que ele seja poderoso, o corpo dele já não é mais o mesmo... Uma vez durante um treinamento ele tropeçou e caiu... Haha! – explicava de forma descontraída. – Bem, isso acontece.

– Não se preocupe, afinal ele prometeu que te daria um incrível presente quando você completasse quinze anos, não foi? – perguntou.

– Ah... Ele realmente tinha dito algo do tipo, e quando ele fala alguma coisa não volta atrás por nada.

– E por falar em trabalhos, chegou um mais cedo.

– Que tipo de trabalho? – perguntou Luke.

– A verdade é que o cliente não informou, mas aqui no pedido ele pede especificamente que você encontre com ele em Lupus Gate.

– Acho melhor passar essa... Muito suspeito um trabalho em que o cliente além de ser anônimo não deixou claro o que deseja.

– Não tenho certeza, veja só! – disse Roche apontando para uma chama esverdeada que parecia estar presa ao formulário de papel, mas por alguma razão não o queimava. – Este tipo de carimbo mágico não é um que você possa comprar ou fabricar facilmente, é o mesmo tipo daquele que usam no castelo. – explicava a mulher.

– Que seja então. Sendo em Lupus Gate não tem perigo algum, é a principal entrada de Radiata. – respondeu. – Ah, Roche! Esqueci de uma coisa. Qual é o valor da recompensa? – perguntou curioso.

– Bem, o valor especificado está em 9.000 Dagols.

– Sério?? Com esse dinheiro eu posso ficar um mês inteiro sem ter que fazer trabalho algum, e poderei explorar as ruínas das manas! Era algo que eu tinha vontade de fazer a bastante tempo. – explicou animado.

– Pelo visto ficou animado jovem mes... Luke. – dizia sorridente, um pouco que nervosa.

– Muito contente! Vou lá em casa buscar meus equipamentos de combate e colocar algumas coisas dentro de runas de armazenamento! – explicou enquanto corria apressado.

– Não se esqueça do horário! Aqui diz 13:30! – exclamou a mulher na esperança do rapaz ter lhe dado ouvidos.





Lembra quando eu disse que os bairros de Radiata possuem nomes estranhos? Saquem só o nome do bairro onde fica o meu apartamento: "Blue Town of Water and Wisdom", fica bem ao lado do campus. Espero que não reparem...É sério, eu não desmazelado, mas o meu quarto acaba se tornando uma vítima, ultimamente eu ando muito atarefado iniciando pesquisas próprias, principalmente aquelas que envolvem o Ruby Prism. Eu não o aceito como um folclore, eu juro pela minha vida que um dia o encontrarei!




Em um conjunto de condomínios ao lado do campus principal do Vareth Magic Institute, localiza-se o apartamento de Luke, um pouco modesto, possui uma sala, quarto cozinha e banheiro. O rapaz lava e seca suas roupas usando sua própria magia, poupando-o de qualquer trabalho doméstico trabalhoso, a casa estava um brinco, com exceção daquele quarto bagunçado. A cama estava desarrumada, com a colcha semi-posta, repleta de livros e alguns tipos de runas jogadas sobre ela, abaixo da cama e espalhados pelo chão várias roupas e acessórios mágicos tinham  o mesmo destino. Ao lado de uma janela localiza-se uma escrivaninha onde o garoto faz suas pesquisas em casa, era a parte mais arrumada, o móvel em si parecia estar brilhando, a papelada que repousa sobre o mesmo estava devidamente arrumada e bem organizada em fileiras, cada uma das divisões se tratam de um diferente assunto. As pontas de seus dedos brilhavam de uma coloração rubra, o mesmo desenhava em pleno ar um tipo de pentagrama, porém este possui mais círculos ao redor e um tipo de escrita que apenas o garoto compreendia, feito isto alguns de seus itens e acessórios eram transportados magicamente para o interior de pequenas pedras mágicas que flutuam ao seu redor, estas eram as suas runas de armazenamento.

– Tudo pronto, agora acho que um banho quente antes de partir cairá bem. – proferiu o rapaz de forma que daria a entender que havia economizado um tempo absurdo.

Lupus Gate • Ao extremo sul da cidade de Radiata estão localizadas a Guilda dos guerreiros, Theater Vancoor assim como a loja de equipamentos "The Survivor", assim como a pousada "Swords and Silver Coins" pertencente a senhorita Barbena, uma gentil senhora que mora em Vancoor Square. Lupus Gate é a principal entrada e saída da cidade de Radiata, passando por ele haverá uma ponte sobre um grande rio, atravessando por esta ponte começa a região de Adien, que nada mais é do que uma estrada de terra repleta de campos ao seu redor, campos usados para o plantio de vários alimentos. Existem algumas poucas espécies de monstros nesta região. Trajando uma capa de viajem com propriedades mágicas que lhe protege de certos ataques, Luke caminhava em lentos passos, aguardava frente aos portões, que ainda não estavam abertos. Após uma breve observação constatava que estava sozinho ali, se não fosse pela presença de um único guarda que estava de vigia. Restava então apenas aguardar até que o contratante surgisse e lhe desse uma boa explicação que o fizesse realmente se interessar na missão, fora é claro a quantidade considerável de dinheiro que já era tentadora.





CONTINUA...
O guerreiro lunático, Rod!


ENDING 01



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Re: Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por Slow em Sab 18 Jul 2015 - 17:54

Hey xKai o/

Bem, estou comentando "um pouco" atrasado, na verdade me atrasei foi em ler a fanfic, por que eu nunca atraso em comentar u.u

Eu não li a Fanfic original (pra falar a verdade, é a primeira fic que leio na área de  "Outras Fanfics"), então será tudo novidade para mim, não foi dessa vez, spoilers Razz
Também é a primeira que eu leio escrita por você e pelo que eu vi escreve muito bem, ambienta-nos perfeitamente, melhor só se pudêssemos sentir o cheiro. acompanharei esta fic. Quem sabe, se eu criar coragem, também leia a sua outra fic, mas ando meio ocupado, já que, contando com essa, tenho 4 fics pra ler e 1 pra fazer, além de meus outros afazeres.

Gostei do fato dele já ter uma certa experiencia e não do "ínicio de jornada", digamos assim. Luke é modesto também, gostei dele. Me identifico um pouco com Luke em minha casa, realmente o meu quarto é o único cômodo que nunca está limpo e organizado ;-;

Eu queria só fazer uma pergunta, está fanfic tem algum anime/estória base? Por que, se criou tudo isso do zero, realmente admiro sua criatividade O.O (apesar de que achei várias semelhanças com fairy tail, não sei se você realmente se inspirou em tal, mas se sim, diria que foi uma inspiração e não uma base).

É isso, boa sorte com a Fic e espero ansiosamente pelo próximo capítulo 02 o/
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Capítulo 02: O Guerreiro lunático, Rod!

Mensagem por xKai em Sab 1 Ago 2015 - 23:03

Comentários:
IsaacXD7: Olá, agradeço bastante por aparecer por aqui e expressar sua opinião, as fanfics desta área carecem um pouco de atenção. Respondendo uma de suas perguntas, sim! Digamos que a "essência" do mundo de Fairy Tail se encontra aqui, já que tudo o que é de "excepcional" está relacionado com a magia, um mundo onde todos utilizam a mesma para diversos fins, dos mais simples como lazer até como armas assassinas. Mas não usei apenas o universo de Fairy Tail como base, usei de vários jogos que joguei para criar este mundo fantástico, sendo os mais citados "Radiata Stories" e a série "Atelier Iris", que também conta com Mana "Khemia". Espero que goste tabém do capítulo a seguir e que continue frequentando a fanfic, futuramente devo abrir também um escritório e liberar cerca de três vagas para criação de personagens e organizar uma votação, pois planejo colocar personagens que os leitores criam, para que eles também tenham a sensação de mergulharem neste mundo. Sobre a minha escrita já não sei, nunca me considerei um bom escritor, mas me considero como alguém de boa criatividade, as ideias fluem bastante na minha cabeça, nem sempre acho que escrevo de forma correta, mas amo imaginar este tipo de coisa e me sinto bem apenas em ter as ideias.


CAPÍTULO 02



O Guerreiro lunático, Rod!



Theater Vancoor • Assim como em todas as manhãs a sala principal da guilda de guerreiros estava amarrotada de pessoas, não é nada a se estranhar, afinal a guilda de guerreiros é a mais requisitada, seus preços são mais em conta e seu grande número de membros torna a mesma versátil para vários tipos de diferentes serviços. O homem baixo, de pele clara e cabelos curtos de cor castanha chamado Thanos é aquele quem cuida da papelada e dos pedidos que são entregues para a guilda. A sala possui uma decoração bastante medieval, as paredes são bastante simples sem sequer estarem pintadas, armaduras e armas enfeitam as mesmas como se fossem meros acessórios que davam um ar mais rústico ao lugar, nos cantos das paredes existem alguns candelabros de fogo mágico, ou seja, só podem ser apagados com magia. Uma pequena mesa está colocada ao lado de uma parede lateral, Carlos e Gene que são dois membros da guilda, costumeiramente utilizam a mesa para jogar cartas e beber.

Adentrando pela porta principal da guilda, surge um jovem que não deve ter mais do que dezesseis anos, alto de pele escura e olhos amarelos, seu cabelo de tamanho médio exibe algumas mexas com a coloração branca, trajava algum tipo de armadura leve, já que a mesma não cobre todo o seu corpo, porém em um de seus braços trajava algum tipo de equipamento de aço que transformava sua mão em um tipo de garra metálica muito bem afiada, era claramente um combatente corporal, seu nome era Rod Von Rodenstein, Sargento na guilda e uma futura promessa, ele lidera o Acht Squad localizado no terceiro andar da guilda, bem ao lado da sala de Gerald, segundo em comando da guilda.




De novo isso? Esse pessoal gosta de fazer baderna logo pela manhã, e sempre quando eu chego todo mundo olha pra mim com estas caras estranhas, isso só pode ser bullynagem comigo porque eu sou preto, sério, racismo isso, viu? Quero que eles vão todos se danar! O que importa é que o Rod aqui fez seu trabalho, vai pegar a grana e gastar no bem bom, como sempre! Até que levo jeito pra coisa, essa guilda aqui é bem melhor do que a outra... Fala sério...! Ficar de oração toda hora... meditar três vezes por dia... Fazer jejum aos domingos... Peraí, né? Domingão é dia de encher a pança e comer! Mas tá de boa, aqueles caras lá estão marcados comigo, algum dia vão precisar do Rod aqui! Aí vão comer na minha mão, o pão que o DIABO amassou! Hahaha! Demais isso... Sacou? Diabo... Oração? Enfim... Nem sem o porque de eu estar falando sozinho mesmo, é quase como se o tempo tivesse em pausa enquanto eu imagino essas coisas, o pessoal continua me olhando com essas caras de peixe morto.





– Cheguei nessa porra! – exclamou. – Ô bunda quadrada, já fiz a missão da madame já, descola a grana aí que vou lá no restaurante da Yuri... Comer.

– Vai com calma aí que estou ocupado. – respondeu de má vontade, estava preenchendo uma papelada, nem sequer havia olhado para o rapaz.

– Qual foi bunda chata! Anda logo aí, não como nada desde quando saí pra fazer o trabalho.

–  Tsc...! Pare de me chamar do mesmo modo que aquele pirralho do Vareth... Como é mesmo o nome dele... Aidan! – pausou. – Moleque desgraçado.

– Tá... Que bom que vocês se entendem, passa a grana.

– Primeiro, trouxe alguma prova que você eliminou o gigante, a madame provavelmente vai pedir, não é?

– Gwahaha! – gargalhou uma voz grave, porém animada. – Olhe para frente Thanos! Esse é o meu garoto!

Era Gerald em pessoa, o homem que diz possuir habilidades em combates que quase rivalizam com as de Elwen, a líder da guilda. Possui poucos cabelos, um tanto nas laterais e aquele vazio no meio, possui uma cicatriz de corte vertical em um de seus olhos, aquele que é tapado com um tapa-olho. O homem aplaudira a "prova" que Rod trouxe consigo, amarrado em um tipo de corrente de aço estava um dedão do pé gigantesco, tinha cerca de dois metros e consigo, além do sangue estava um cheiro nada agradável.

– Heh... Então você fez mesmo, não foi?

–Tudo bem, tudo bem... Aqui está o pagamento então... Mas tire esta coisa daqui! – exclamou Thanos, mas era tarde, assim que apanhou o dinheiro Rod correu para fora da guilda.

– O garoto tem espírito, não acha? – perguntou Gerald.

– Pelo menos isso... Porque vergonha o desgraçado não tem! – reclamava Thanos.

– Gwahaha! – gargalhou. – Não seja um velho ranzinza, Thanos! Estes rapazes vão nos superar e serão a nova geração da guilda.

– Isto é um pedido para que eu o substitua, Gerald? – perguntou a voz feminina que era abafado por um grande elmo.

A líder de Theater Vancoor, uma guerreira chamada Elwen, pouco se sabe sobre esta mulher, seu passado é bem sombrio, nunca mostra seu rosto que está sempre dentro daquele grande capacete, sua armadura grande e pesada também impede que suas curvas sejam vistas, mas se trata de uma jovem mulher. Sua arma, a espada sagrada Avcoor é um equipamento especial que em conjunto com sua armadura lhe deu o título de "Invincible Elwen", a mulher que jamais perdeu sequer uma vez em campo de batalha, tudo o que se sabe, é que em algum momento de sua vida ela serviu Radiata em uma das grandes brigadas.

– Chefe! – exclamou espantado.

– Haha! Tudo bem Gerald, sei que estava brincando... Mas o que você disse pode ser verdade... Mas o tempo pode estar acabando... – refletiu antes de ir embora.

– Hunf, misteriosa como de costume. – disse Thanos.

– Ela deve ter seus motivos.

– Hunf... Acabei me esquecendo de dizer sobre um pedido especial do castelo... Parece que um dos capitães quer incluir o Rod em um time para uma missão que será realizada ainda hoje. – dizia Thanos.

– Eu levo para ele. – disse Gerald pegando o documento com Thanos.




Yellow Town of Sun and Glory • É um bairro bem movimentado, além de ficar na frente da guilda dos guerreiros fica muito próximo à Lupus Gate, que nada mais é que a entrada principal de Radiata, é bem comum a passagem de cavaleiros por aqui, uma vez que o castelo de Radiata fica em uma linha reta seguindo rua acima. O bairro possui um aspecto bem simplista, as casas quase todas da mesma cor feitas de alvenaria não são muito belas, mas bem confortáveis e aconchegantes vistas de dentro. A maioria dos moradores da área pertencem a guilda dos guerreiros, tornando este lugar também algo propício para confusões, já que o bar mais popular da região também fica por ali, é chamado de Carl's Pub. caminhando pela estreita subida que o levaria para Vancoor Square, que é um grande pátio na rua de cima da guilda. Rod parecia um tanto estressado por causa do trabalho que teve em seu último trabalho, entretanto parecia simultaneamente alegre, contanto as notas de "dagols" que havia adquirido neste último serviço.

–  Acho que este foi o meu melhor trabalho desde que entrei na guilda! Muito sorte o tal do Jack ter saído e terem me colocado em seu lugar.

– Espere aí, Rod! –  gritou Gerald que finalmente havia alcançado o rapaz.

–  Fala velho! Não vai me dizer que vai se aposentar e me passar o seu cargo, não é? – perguntou cinicamente.

–  Meu cargo é importante demais para um cabeça de vento como você! Ainda penso em ficar pelo menos mais dez anos antes de passar o bastão para alguém.  

Respondeu orgulhoso de sua boa forma, afinal era um homem ainda de meia idade, mas de fato já não é o mesmo que outrora era chamado de "The Iron Slasher, Gerald".

– Thanos esqueceu de deixar este pedido, neste documento está pedindo claramente que você participe desta missão. – explicou entregando o documento.

– Olha cara... Eu até posso não ser muito inteligente... Mas burrice tem limite! Isto só pode ser uma armadilha... Um pedido onde o cliente pede especificamente por determinado membro... Isso não é coisa normal entre os nossos trabalhos e quando acontece sempre da merda. – disse encarando o papel.

– Não acredito... Logo você, "Rod, The Destroyer" com medo de uma missão? – caçoou. – Se observar bem, este selo aqui é exclusivo do primeiro ministro de Radiata. O que torna uma missão séria, não acha?

– Do castelo... Interessante, imagino que pagam bem. – disse sem nem tentar disfarçar. –  E sobre meu apelido... Prefiro "Rod, The Fodão".

– Falou como um homem de verdade, o dinheiro realmente mostra a verdadeira natureza de alguém. – comentou.

– Mas claro que sim! Ele trás muita felicidade, não acha? Vou dar uma olhada neste documento e ir até o tal lugar. Te vejo depois velho! – despediu correndo de volta por de onde veio.

– Hehe... Esse garoto tem fibra... Apesar de priorizar muito o dinheiro ele gasta muito pouco... Sua atitude simplória ainda pode lhe causar alguma confusão... – devaneava o homem. – "Só espero que ele não traga desgraça ao nome de nossa guilda falhando em uma missão importante... – pensava enquanto seu nariz começava a escorrer e seu rosto a ficar avermelhado, quase como fosse chorar. – Aguente firme...







Sobrevoando a cidade de Radiata surge uma figura humanoide possuidora de um par de asas brilhantes, tais asas não são muito grandes, mas são de uma beleza invejável. A figura de sexo feminino é uma jovem Light Elf, possuidora de longos cabelos loiros, olhos verdes e orelhas pontudas, como os demais de sua espécie. Apesar da aparência não é nada anormal que ela tenha mais de um século de vida, já que os elfos são imortais, imunes ao tempo, perecendo apenas em caso de morte ou problemas relacionados com a saúde. A garota que parece bastante curiosa ziguezagueava os céus da pacífica Radiata explorando de cima com olhos de falcão, bastante tímida evitava ter que pousar e quando o fazia tinha certeza de não ter ninguém por perto. Radiata era uma cidade aberta para outros povos, mas a população em maioria eram das raças Humana e manas. Como os Light Elfs proíbem a entrada de humanos em sua cidade é de se admirar que um elfo sofra algum tipo de preconceito ou estranhas trocas de olhares ao entrar em território humano.

– Os humanos são bem criativos... Reiza nunca viu isso na Cidade das Flores... E aquilo também! Incrível! – dialogou para consigo mesma enquanto se surpreendia com as coisas, que para ela eram novidade.

Mas o que faria uma elfa visitar uma cidade de humanos? Uma vez que eles são tão fechados para com o resto do mundo, permitindo que apenas os elfos negros e os anões entrem em seus domínios, ainda assim com cerca severidade.





Radiata - Lupus Gate • Um jovem de cabelos escarlates aguardava por ali, sozinho estava, mas não iria estar por muito tempo. Apenas alguns minutos se passarem desde que o mesmo se dispusera a esperar e então uma segunda pessoa caminha em sua direção, era Malus Armstrong, sempre radiante com aquela bela armadura reluzente. Os dois eram amigos de infância que já não se viam há algum tempo, talvez seja por isto que se dispuseram a iniciar um breve diálogo sem formalidades. Após deixarem o papo em dia chegou uma terceira pessoa, este indivíduo que estava atrasado, por sinal era Rod. O jovem negro caminha de forma displicente, no instante em que se juntou com os três fez questão de cruzar os braços exibindo suas poderosas Gauntlets, que são seu equipamento de escolha.

– "Puts... Esse cara?" – pensou o negro.

– Está um pouco atrasado... Sr. Rod. – disse Malus utilizando de uma breve formalidade.

– É que eu estava fazendo um outro trabalho por aí... Fiquei sabendo desse bico só agora. – explicou, observava a armadura do cavaleiro por um instante.

– "Bico"? – pensou Luke.


– Er-ham! – tociu Malus para chamar a atenção e mudar aquele assunto que não renderia em nada. – Devem estar se perguntando porque vos convoquei para esta missão, então serei o mais sincero possível. Eu lidero a Metal Empire Brigade, porém, todos os meus homens foram alvo de um tipo desconhecido de enfermidade e agora estão prestando quarentena. – pausou. – Contudo, a missão que nos fora incumbida pouco antes de eu ter este conhecimento é deveras importante, uma vez que poderá afetar todo o sistema econômico de Radiata. Nosso dever é levar esta nova tabela de preços até Earth Valley, cruzando a Dova Region. Além de termos que proteger esta carta com nossas vidas, teremos que barganhar com o ancião da Dwarf Village, Mister Gonovitch.

Enquanto Malus explicava o objetivo da missão para os dois rapazes, era possível ver claramente a falta de interesse de Rod, que muito provavelmente não estava ouvindo muito bem a missão, ligava apenas para o básico. Luke por outro lado prestava não só atenção em suas palavras, como também lhe pausara por um instante para tirar-lhe algumas dúvidas sobre seu objetivo.

– Uma dúvida... Capitão Malus. – lhe chamou com certa dúvida. – Acha mesmo que este tipo de missão é assim tão importante? O que tem demais em um reajuste nos preços dos materiais fornecidos pelos anões?

– A verdade Luke... É que vivemos em um período de tensão com os não-humanos, um passo em falso e isto pode virar uma guerra. Saber negociar é a chave para esta missão, mas como também temos que proteger esta grande lista de materiais, torna esta missão um pouco mais difícil, por isso as habilidades de vocês serão úteis. Em nosso caminho poderemos encontrar gatunos e criaturas boçais como alguns Goblins encrenqueiros que podem querer nos ludibriar.

– Entendo... – assentiu com a cabeça.

– Só uns bandidinhos? Não vai ter muita graça, mas fazer o que né... Sendo uma missão do castelo eu esperava algo melhor, talvez Orcs.gaba-se o negro.

– Está louco? – perguntou Luke ofendido. – Orcs são criaturas perigosas, dentre as criaturas não-humanas eles são tidos como os mais sanguinários e não colaboram com ninguém, seja humano ou não. Não queira nos colocar em problemas caso sinta vontade de se matar. – disse o garoto de forma áspera, sua personalidade estava muito diferente do normal, como se a palavra "Orc", tivesse o transformado em outra pessoa.

– Já chega vocês dois! – disse Malus se postando perante a ambos, antes que uma briga se iniciasse. – Devo vos informar que para esta missão vocês serão Cavaleiros de Radiata! E assim como tal devem seguir as ordens de seu capitão, eu.

Disse Malus mudando seu tom de voz, era como se uma aura negra cercasse seu rosto, imediatamente os garotos encrenqueiros assossegaram-se e focaram em seu caminho à frente, o grupo então partiu rumo a Dova Region, após cruzar grande parte desta região estará o objetivo principal desta missão, Luke por outro lado aparentava ter planos secretos para quando chegarem ao local, era visível em sua expressão, que exibia uma estranha empolgação.

"Earth Valley... Uma vez que eu conseguir entrar vou poder acessar algumas das ruínas mais antigas do continente. É impossível que a capital da forja não tenha informações sobre o Ruby Prism... Eu tenho de encontrá-lo!" pensou.



CONTINUA...
Emboscada! O Ataque do Goblin-Trio.

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Re: Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por Slow em Dom 2 Ago 2015 - 11:16

Hey xKai o/

Gostei bastante do capítulo, Rod e Luke parece-me que serão um pouco como Naruto e Sasuke. Luke é tão pontual que chegou antes até mesmo que o capitão :v já o outro...

A cada capítulo curto ainda mais o Luke, é um dos tipos de personagens que gosto, só precisamos rever esse medo de Orcs u.u . Também gostei de Rod e essa personalidade dele.

Mais uma vez, você descreveu perfeitamente as coisas, sua descrição é impecável ^^

É isso, boa sorte com a fic, esperarei o próximo cap o/
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Re: Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por Black~ em Qui 27 Ago 2015 - 16:12

Bom, vamos lá.

Eu já tinha lido toda a outra fic (até onde você terminou), mas já faz tempo, então não me lembro bem da história, mas me lembro sim dos dois protagonistas, que não mudaram nada. O Rod continua o mesmo serelepe de antes, enquanto o Luke é o pensante, etc.

Vamos ver como vai ser essa missão da dupla, enviada pelo Malus. Certamente que será complicado. Só achei meio estranho ter toda uma equipe, um esquema de segurança, uma rota traçada, um plano, etc. para levar uma tabela de preços. Sabemos que a relação entre os humanos e os não-humanos não é boa, mas sei lá -q.

Bem, o Luke realmente está fissurado em estudar essas runas, já que tudo ele pensa nas runas, já pensou nas runas, quando anunciou a missão. Quero ver o que ele vai achar nessas runas que ele tanto fica explorando, mas enfim.

Cara, uma coisa que me incomodou é o tempo verbal da narração. Do jeito que você deixou, parece que é uma narração ao vivo, pois você está narrando no presente, porém, em alguns momentos a narração passa para o passado. Enfim, acho que a narração fica bem melhor se for no passado, pois você está contando a história e tals, não falando ao vivo, mas enfim.

É só e boa sorte com a fic.
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Capítulo 03: Emboscada! O Ataque do Goblin-Trio.

Mensagem por xKai em Qui 27 Ago 2015 - 23:02

Comentários:
IsaacXD7: Olá, agradeço muito por continuar acompanhando a fic : D

Desde a fanfic original ele e Rod são como cão e gato, o Rod principalmente, já que ele é um cara explosivo, que fala alto e não volta atrás de suas ações. O Luke é um pouco mais analítico, talvez por este detalhe eles se deem tão "bem". O Luke visa muito certos interesses, como não possui tantos amigos, ele não sabe ainda o significado de uma verdadeira amizade, por conta disto é bem capaz que em determinado momento ele se deixe levar por suas prioridades. Obrigado pela participação, mais uma vez, e que continue acompanhando, este capítulo terá um pouco de comédia com uma pitadinha de ação Razz

Black~: Fala Preto, quanto tempo que não sai da área de Futebol hein -q Achei que tava criando raízes lá -q Fico contente que tenha tido interesse nesta que é uma versão remake da fanfic anterior. Como já deve ter notado logo de cara já está bem diferente, e daí pra frente também vai ser. A história foi bastante alterada aqui na minha cabeça, espero que se surpreenda Very Happy

Não é apenas uma tabela com novos preços. A missão também é uma estratégia para que os vínculos entre humanos e anões sejam reforçados. Não vou dizer agora o que exatamente está nesta carta, apesar de não ser grandes coisas... Qualquer ato impensado, pode ocasionar em uma guerra, principalmente envolvendo os anões, que são um povo muito trabalhador, trabalham o dia inteiro, deixando apenas a noite para a curtição, caso tenham fôlego para isso.

O Luke é bastante curioso, as vezes esta curiosidade o deixará em maus lençóis, mas o Malus e o Rod estão aí para chutar seu traseiro e o colocar na linha. Ele possui m certo fascínio não só pela alquimia, mas por toda a criação em geral. Pois a vida neste universo é um total mistério, afinal não acha estranho uma geração viver no ano de 855, sendo que existem de fato traços de civilização mais avançada, só que há vários milênios atrás? É como se todo este mundo fosse algo incompleto, algo aconteceu e isto o instiga a querer saber, tudo, tudo e muito mais. Basicamente sua motivação será essa, "descobrir".

Bom, sobre a mudança no tempo verbal, acontece por acidente, as vezes nem eu mesmo percebo -q Porém, algumas narrativas em que os próprios personagens falam, como se de fato fossem os narradores, é proposital, gosto de dar tal perspectiva para os personagens quando o tema é tão vasto igual como será nesta fic.

Obrigado pelo comentário e espero que volte novamente :3




CAPÍTULO 03



Emboscada! O Ataque do Goblin-Trio.



Adien Region - Mainroad • Cerca de treze regiões cercam o reino de Radiata, dentre estas, Adien Region é umas melhores opções para uma pacífica caminhada. Por aqui não existe mais do que uma estrada de terra cercada por campos, plantações e algumas pequenas casas erguidas à beira da estrada. Todas elas feitas com tijolos bem simples, ou mesmo madeira. São agricultores que preferem a vida no campo. Adien Region serve como passagem para outras regiões, Dova Region, Dorse Region e Ocho Region. Por aqui o nível de ameaças é baixo, apenas algumas formigas carniceiras, que possuem cerca de trinta centímetros de altura, apesar de aparecer algo assustador não é grande coisa para os padrões da sociedade, nada que algumas "gadanhadas" ou mesmo "pazadas" não resolvam. Também existem por aqui alguns porcos selvagens, agressivos apenas na época de acasalamento, o que não é o caso. Assim como um tipo diferente de morcego emissor de ondas sonoras, ele consegue deixar as pessoas atordoadas caso sinta-se ameaçado, e não perderá tempo tentando sugar-lhe o sangue, esta criatura além de tudo pode carregar Asderith, uma doença que causa um cansaço extremo, hemorragia e febre alta, se não for cuidada pode levar o enfermo a morte.

Adien Region - Lauren Village Camp • Estavam caminhando em meio aquele pequeno povoado. Haviam cerca quatro casas, com algumas galinhas ciscando pelo lado de fora. O trio responsável pela entrega de uma carta, mais do que isso, um pedido de aliança ao povoado dos anões localizado em Earth Valley. Malus caminhava na frente, soberano com aquela grande armadura e escudo, nem mesmo parecia ser um rapaz tão jovem, deve possuir uma força mental incrível, além de uma excelente força física para conseguir se mover naqueles trajes. Rod e Luke por outro lado utilizavam de vestimentas um pouco mais leves, sobre tudo o garoto de cabelos vermelhos, afinal de contas é um mago. Rod utilizava armadura nos braços, afinal eles são suas principais armas. Após algumas horas de viagem é inevitável que o cansaço chegue alguma hora, sem sequer demonstrar que estava cansado Malus parou de andar repentinamente, retirou as amarras de seu escudo, que estava preso em suas costas e anunciou uma pequena pausa.

– Já caminhamos o suficiente, vamos repor nossas forças, comer alguma coisa e então continuaremos. – proferiu com calma enquanto recostava em seu grande escudo.

– Entendido. – proferiu Luke abrindo sua mochila, de dentro da mesma retirava alguns mantimentos e repartia com o grupo. – Como não sabia quanto tempo a missão iria demorar, tive a liberdade de trazer algumas coisas comigo. –  disse, parecia estar encabulado enquanto repartia aquele belo pedaço de chocolate, assim como alguns sanduíches.

Rod aceitava de bom grado o sanduíche que recebeu, apesar de ter encarado o chocolate com melhores olhos. Luke retirava um cantil de água e um mapa bem grande de sua mochila e o analisava enquanto degustava de seu lanche, aquilo de certa maneira estava um pouco estranho aos olhares do guerreiro que logo não se conteve.

– Não tem um pouco de água aí não? – perguntou desconfiado.

– Tem sim, pega aí! – disse jogando um cantil que retirou da mochila.

– Aha! – gritou quando apanhou o cantil. – Que raios de mochila é essa? Não tem como caber tudo isso aí dentro! Está querendo me fazer de idiota usando alguma ilusão? – perguntou.

– Te fazer de idiota? Impossível, você já passou deste nível... – respondeu com certa arrogância enquanto limpava o pouco de chocolate que estava em seus lábios. – Mas respondendo a sua pergunta, eu uso magia de runas. Basicamente consigo armazenar objetos dentro de marcações que eu crio utilizando a minha magia e posso invocar tais objetos "quebrando" o selo, entende? Não tem mistério, é bem útil diga-se de passagem. É como se eu conseguisse criar uma dimensão própria.

– Então é essa magia que você criou? – perguntou Malus interessado.

– Gostaria de ter esse crédito, mas na verdade eu aprendi. Estudei alguns tomos antigos na biblioteca do meu avô e lá continha este tipo de magia, achei que combinaria bastante com um alquimista, assim posso carregar meus materiais mais facilmente. – explicou Luke.

– Preguiçoso... Só pra não carregar peso... – disse Rod um tanto emburrado.

– Se fosse apenas isso eu não teria te chamado para esta missão. Ouvi dizer que a sua magia de runas também pode ser usada em ataques. – comentou com um leve sorriso.

– Quem sabe? – disse enquanto levantava. – Posso dizer o mesmo da sua "Shield's Magic", magias de proteção com poder ofensivo são um tanto raras. – afirmou. – Não está na hora de prosseguirmos?

– Certamente. O tempo passou tão rápido... Certo. Metal Empire Brigade, espero que estejam de estômago cheio! Vamos, lá. – ordenou o capitão que era o primeiro a iniciar o trajeto estrada abaixo.





Enquanto o Capitão Malus e o resto do grupo se preparam para seguir sua viagem, um perigo se espreita. Observando-os por detrás de umas casas estão três criaturas muito diferentes, são pequenos, devem ter cerca de um metro cada. Suas peles, uma espécie de cor verde-musgo, bem contrastante com o mato rasteiro. O Mais alto que usa um balde na forma de um totem repleto de enfeites em sua cabeça é Gob, o líder. Seus olhos assim como o de seus irmãos possuem uma bela tonalidade de azul. Os outros dois se vestem da mesma forma, porém um utiliza toca e sapatos laranja, este é Monki, enquanto o outro utiliza dos mesmos trajes, mas em um tom de lilás, este é Aesop.

– Estão completamente distraídos, é a nossa chance! – disse Gob. – Sigam o plano.

– Pode deixar! – disse Aesop.

Monki ficou em silêncio, os outros dois o encaravam de maneira indiferente, como se estivessem esperando alguma falha do mesmo, porém com suas mentes em ordem, embora ainda desconfiados, iniciam seu plano de ataque, que parecia ser mais uma emboscada, já que Gob deu a volta por detrás das casas enquanto fez sinal para que os dois restantes fossem pelo outro lado.





Completamente focados, ou nem tanto assim, o trio já está preparado para seguir sua viagem. Sendo que o capitão, Malus caminhava na frente, sendo seguido por Rod e Luke, a formação atual era em forma de linha, basicamente, caminhavam um atrás do outro. Sem aviso algum um par de criaturas verdes salta por uma das beiradas da estrada, diante de Malus. A dupla de goblins imediatamente tratou de ameaçá-los da única maneira que sabiam.

– Yaheey! – gritou Aesop.

– Juntos somos o "Goblin-Trio"! – exclamou Monki.

– Passa pra cá, passa pra cá! – dizia Aesop. Claramente dando a entender que queria os recursos que o grupo carregava.

Apesar daquele estardalhaço todo, o grupo não parecia estar muito aflito, afinal eram apenas dois goblins, já que eles não eram apenas fisicamente mais fortes que as criaturas verde musgo, também estavam em maior número e possuem de outros artifícios que lhe concederiam imensa vantagem em um possível embate. Sem que percebessem, ou melhor, Rod havia percebido a presença de um terceiro goblin, mas por alguma razão fez silêncio, provavelmente queria assistir o que os demais fariam.

– O que vocês goblins acham que podem conseguir? – perguntou Malus, impondo certo respeito.

– Queremos os seus suprimentos! – disse Monki, sua expressão ainda era confusa, como se pensasse "o que estou fazendo aqui?"

– Tudo, tudo, tudo! –  confirmou Aesop.

– E se dissermos que não? – perguntou Malus.

– Espera aí Capitão... Eles não disseram "-trio"? – perguntou Luke contando os goblins que estavam à sua frente.

– Então o "cabelo vermelho" morre! – surgiu Gob, o terceiro goblin. Apontava um cutelo bem afiado na direção do peito de Luke.

– Hey! O que acha que estão fazendo? – contestou Luke. Sentia-se frustrado por estar sendo usado como refém e temia realizar qualquer ação, imaginando que pudesse se ferir, ou até mesmo morrer.

Percebendo algumas mudanças na expressão de Rod, Malus se aproximou calmamente, colocou sua mão direita no ombro esquerdo do negro e perguntou:

– Você sabia que havia outro goblin todo este tempo?

– É claro que sim! Eu não tirei o olho dele por um instante sequer. – respondeu.

– Obrigado por alertar Rod... – afirmou Luke, de maneira sarcástica.

– Você quem estava atrás, era sua função fazer isso, pra início de conversa. – respondeu.

– Ah, desculpe se estava ocupado demais guardando o lixo dos lanches que EU me dei ao trabalho de trazer para todos nós.

– Já chega! – gritou Gob. – Passem logo todos os seus suprimentos e equipamentos também.

– Er-ham! – enfatizou Malus. – De acordo com os termos dos "Cavaleiros de Radiata" temos que priorizar a segurança. Neste caso devemos começar a negociar. Diga-nos, o que vocês REALMENTE querem? – perguntou Malus.

– Já dissemos, queremos os suprimentos e suas armas! – respondeu Gob, de maneira bem ríspida.

– Mate-os, mate-os! – Gritou Monki.

– "Tsc... O que eu faço agora...?" – tentava pensar em algo. – Não podemos concordar com isto! Precisamos dos suprimentos para nossa sobrevivência, não podemos voltar para Radiata agora!

– Nesse caso... Vamos jogar! – disse Gob.

– Jogar? – perguntou Malus.

– Que ótimo... Minha vida agora vai depender de um "jogo". Afinal de contas que jogo é esse? – perguntava Luke, bem entediado.

– Categorias! – exclamou Aesop.

– Escolhemos um tema qualquer, a segunda palavra deve começar com a última letra da palavra anterior! – explicou Gob.

– Nós começamos. O tema será... Animais! – exclamou. – Pardal! – disse enquanto apontava para Aesop, que era o próximo da fila.

– Leão! – exclamou de prontidão, o próximo é Monki.

– O... O ... Ovo? – respondeu, completamente confuso.

– Ovo não é um animal! Nós vencemos! – exclamou Malus.

– Melhor de três! – disse Gob, estava um pouco irritado.

– Hey, isso é trapaça! – respondeu Luke.

– Prefere morrer? – perguntou Gob.

– Tudo bem então, mas se vencermos outra vocês soltam ele! – indagou Malus.

– O tema será... Vegetais! Abóbora! – disse Gob.

– Alho! – respondeu Aesop, rapidamente como na vez anterior.

– O... O... Ovo? – respondeu Monki.

– Vocês já viram algum "pé-de-ovo"? – perguntou Rod.

Após a resposta de Monki o silêncio perdurou no ambiente, todos estão chocados com a inteligência, ou melhor, a falta dela... Aquele goblin realmente parecia estar nas nuvens, nada do que ele faz parece funcionar. Gob ficou tão chocado que deixou seu cutelo cair no chão e junto de Aesop partiram para confrontar Monki, os três goblins rolavam no chão dando pancadas uns nos outros, agora Luke estava livre e o trio de protagonistas estavam dispostos a acertar as contas com aqueles goblins.

–  Capitão, é a nossa chance! – exclamou Luke, com um certo olhar de malícia, mais do que todos ali ele queria acertar as contas.

– Tudo bem. Metal Empire Brigade, é hora de ensinar a estes goblins uma lição que jamais esquecerão! Em frente, ataquem! – ordenou enquanto retirava seu escudo das costas e fazendo o mesmo com a espada que era acoplada ao escudo.


–  Vocês me pagam... – disse Luke, estava assustador. Seu rosto emitia uma estranha sombra e seus olhos pareciam brilhar como estrelas durante a noite.  – Runes Magic: Fire!

Com uma velocidade tão assustadora quanto sua expressão, o rapaz executa vários estranhos movimentos com suas mãos, criando estranhos símbolos que flutuam ao seu redor, ambos de coloração vermelha. Os mesmos são disparados na direção do trio de goblins com um movimento semelhante à um tapa com a parte externa da mão do garoto, tais runas explodem em chamas em contato imediato com a nuvem de poeira que os goblins emitiam enquanto "lutam" entre si.

– Heh, não vou ficar de fora! – exclamou Rod que avançou contra os goblins com uma violência ainda maior, sem sequer saber o que estava acontecendo o mesmo executava murros e chutes sem qualquer direção e se enfiava naquela nuvem de poeira aquecida, devido a magia usada por Luke.

– Idiota, saia daí, essas runas... Explodem! – disse Luke, tentando avisar.

Era tarde, a falta de sincronia entre eles era visível, já os goblins não pareciam ter este mesmo problema. Aesop estava de pé, tendo seus irmãos goblins ao seu lado sem aparentes ferimentos, nenhum que tenha sido causado por Luke ou Rod. Em sua frente um escudo circular feito com magia, a cor do mesmo era um verde bem mais claro que a cor de suas peles, quase transparente.

– Eles usam magia? – analisava Malus.

– E não apenas isso! – disse Gob.

Os goblins eram ágeis e correram ao redor dos protagonistas, cada um deles ocupava uma ponta, assim formando um triângulo. Gob executou uma forte pisada contra o solo que fez o mesmo sofrer uma leve rachadura, uma aura azulada, semelhante à um traço ergueu sobre seus pés o conectando com seus irmãos, todos eles estavam presos uns aos outros por aquela estranha linha mágica.

Box Link! – gritaram.

– Magia de Link...? Como eles podem... Isso requer incrível concentração... – disse Luke encarando, principalmente para Monki. – Os usuários também precisam ter uma sincronia perfeita entre si... Este box link... Tudo que estiver dentro do triângulo será alvo de uma série de ataques rápidos que serão desferidos aleatoriamente...

– Ataques rápidos em alvos aleatórios...? Nada disso, eu serei o alvo, vocês se preocupem com o dano! Anchor Howl!

Após o breve discurso, Malus ergueu seu escudo com todas as suas forças, uma aura de cor, também verde ressoou ao seu redor e sob o escudo, iluminando todo o campo de batalha. Todos aqueles, considerados inimigos, que forem atingidos pela luz, sentirão a necessidade de atacar, somente o usuário da técnica. Feito isto o jovem capitão fincou seu escudo contra o solo, apenas esperando que os goblins o ataquem.

– Podem vir! – provocou o capitão.

Os goblins pareciam extremamente confiantes por estarem utilizando aquela magia de conexão, ao ponto de estarem subestimando muito o trio de viajantes. Os goblins corriam de um lado para o outro, mas a formação triangular se manteve, era impecável aquela perícia que tinham no uso desta técnica, vindo de criaturas que alguns momentos atrás pareciam pouco inteligentes, eles agora poderiam ser considerados como gênios. Tão rapidamente quanto formaram a atual formação de combate os goblins se moveram, Monki, que até então era o mais burro deles, dobrou seus joelhos e executou um belo salto, naquele instante Gob e Aesop se moveram, para que a formação triangular continuasse. Ao saltar naquela velocidade foi capaz de se infiltrar entre os protagonistas sem a mínima dificuldade. Com alguns chutes e socos que miravam partes baixas, porém ele havia atingido apenas a Malus, que era seu único alvo devido a inteligente opção do cavaleiro ao utilizar uma magia bem eficaz. Mas ainda assim a velocidade do trio era um problema. Percebendo que causou pouco, ou nenhum, dano à Malus o goblin recuou utilizando de um salto, fazendo com que Gob e Monki novamente se movam para que a formação continue em triângulo.

– Hehehe! – sorriu, disfarçando a intimidação. – Não podem prever nossos ataques!

– Não temam! – disse Malus, demonstrava uma confiança inabalável. – Podem ser rápidos, mas seu poder ofensivo é muito fraco, mesmo sem esta armadura eu poderia resistir a muitos destes ataques. – provocou.

Sem demonstrar muito interesse naquilo, Luke observa os movimentos das criaturas com bastante cautela, apenas após o ataque executado por Monki ser mal sucedido que o rapaz parece ter decido atacar de alguma maneira, ainda que deixando o resto do grupo confuso. Criando um pequeno círculo de encantamento em sua mão direita o rapaz o atira contra Gob, que velozmente desvia, fazendo com que os demais goblins mudem de posição.

– Não desperdice energia desnecessária, Luke. – alertou Malus. – Aguarde-os atacar e tome proveito da condição atual, que nos é favorável. – disse.

– Não sou o tipo que desperdiça um ataque. – respondeu Luke, bem calmo. – Rod, ataque qualquer um deles.

– Hein? Vai ficar me dando ordens agora...?

– Acredite! Eu tenho um plano. – respondeu.

– Rod! – chamou Malus. – Acredite nele. Luke apesar de não parecer é conhecido por ser um gênio estrategista.

– O que você quis dizer com "apesar de não parecer"? – Luke perguntou emburrado.

Ainda confuso com a situação atual e visivelmente irritado por ter que seguir as ordens de Luke, Rod olhou para sua gauntlet direita, onde uma quantidade considerável de energia estava sendo acumulada. Uma aura laranja com raios na tonalidade púrpura começam a surgir em seu punho. Naquele momento, era como se o negro estivesse voando. Em um único salto ele foi capaz de ultrapassar os cinco metros de altura, claramente não se tratava de um ser humano normal. Olhou para baixo e esmurrou com força o espaço abaixo, atingindo o líder dos goblins, Gob.

Tiger Echo Fist! – disparou uma rajada sônica poderosa de seu punho.

Aquilo não era um problema para o goblins, era o que pensavam, já que enquanto estivesse conectados eles não poderiam perder para ataques como aquele. Assim como Monki fez para atacar, Gob utilizou de um salto muito alto e facilmente evadiu do ataque, porém ao tocar com os pés no solo...

Runes Magic: Explosion!

Utilizando sinais de mão formando um círculo mágico em sua frente, Luke ativou a a runa que utilizou mais cedo. Quando Monki havia desviado de sua runa. A mesma ficou marcada no solo. Agora que Gob trocou de posição com um de seus irmãos ele saltou direto para a Runa para manter a posição de triângulo, sendo atingido em cheio pela explosão mágica, que além de ter lhe causado danos, foi capaz de quebrar a conexão que havia entre os três. Esta tática era chamada de Link Break.

– Agora, Capitão! Rod! –  disse Luke.

Malus e Rod avançaram contra os goblins restantes. O cavaleiro simplesmente golpeou Aesop bem na cabeça com um dos lados do seu escudo, deixando-o confuso. Rod por outro lado foi um pouco mais violento, com um único impulso chegou até Monki, em alta velocidade o cotovelando bem na orelha atirando longe o pobre goblin.

– É o cúmulo quando os assaltantes se tornam as vítimas, não é mesmo? – proferiu Luke, com uma leve provocação. – Espero que não nos encontremos de novo, e que parem de roubar. Vocês perderam no próprio jogo, assim como na batalha. Preferem perder o pouco de honra que lhes restam?

– Goblins não deveriam estar por aqui, imagino que o territórios de vocês é Dorse Region. Voltem para casa e tentem não causar mais problemas com as pessoas. – disse Malus, como se estivesse os educando.

– Mas já acabou? – disse Rod, quase como estivesse achado isso ruim. – Logo agora que achei em quem bater. – disse encarando Monki com um sorriso.

Sem dizer uma única palavra os goblins se uniram e começaram a correr, um pouco que desajeitados. Era de se duvidar muito que voltassem a cometer tais crimes novamente, mas a situação atual em que vivem é desconhecida, então é algo irrelevante, no momento. Humanos também, muitas vezes são guiados pelo caminho do crime mesmo que contra a vontade.


Dova Region - Mountain Trail • Após o breve embate com a tríade de goblins o grupo seguiu rumo para Dova Region, por onde deveriam atravessar para chegar até Earth Valley. Diferente de Adien Region, esta é uma região de canyons,  além de também abrigar inúmeras cavernas. Entre tantas cavernas existem várias que servem de atalhos para Earth Valley, porém algumas estão abandonadas ou sofreram com desmoronamentos, tornando-as inacessíveis. O interior das mesmas são verdadeiros labirintos que apenas os anões conhecem, por tanto é bom não arriscar, a opção é utilizar o caminho mais longo. Por aqui também habitam formigas de tamanho tão grande quanto as de Adien Region, porém também existe um outro tipo de criatura, bem mais perigosa. O urso-preguiça, um animal bem grande, cerca de três metros de altura. Vivem nas florestas próximas, apesar de serem pacíficos, são bem territoriais e suas garras são capazes de cortar até mesmo rochas. Também existem grupos de bandidos nas florestas próximas, prontos para saquear viajantes desavisados, muitas vezes fazendo os anões de vítimas. Enquanto caminhava pela estrada, Malus percebe um desfiladeiro logo à frente do grupo, sorriu levemente encarando aquela vista, quase surreal. No desfiladeiro abaixo estava Earth Valley, uma cadeia de montanhas e túneis usados pelos anões, lá eles encontrarão a Dwarf Village, onde se encontra o objetivo da missão. Luke e Rod estavam um tanto animados. Apesar de ser bem pouca a diferença de idade entre os três, aqueles dois pareciam mais animados que o capitão, afinal para eles aquela visão que deslumbravam, era inédita.

– Eu já havia visto imagens... Mas ao vivo é completamente diferente! É como um parque de diversões. – observou Luke, encantado com o que avistara.

– Nem ferrando que to vendo isso... Demais! – observou Rod, mas este estava perigosamente próximo do limite do desfiladeiro, pouco se importava com o perigo.

– Vamos, ainda precisamos descer pela estrada. – disse Malus, já caminhando pela trilha que os levaria para baixo do desfiladeiro.



CONTINUA...
Earth Valley e o Navio voador.



Última edição por xKai em Sab 29 Ago 2015 - 10:52, editado 1 vez(es)

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Re: Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por Black~ em Sex 28 Ago 2015 - 17:20

Bom, vamos lá.

Esse capítulo ficou bem interessante. Foi o primeiro capítulo que teve uma batalha de verdade, que por sinal, ficou bem bacana, gostei bastante da batalha, o modo como ela foi escrita, as estratégias dos goblins, etc. além do trio de protagonistas.

Achei esses goblins bem retardadinhos viu. Que goblins escrotos, principalmente o Monki, que é extremamente estúpido, mas confesso que ri demais quando ele ficou falando "ovo" -qq. Mas na batalha eles surpreenderam, apesar de não terem tido um desempenho tão agradável, mas montaram uma estratégia legalzinha e deram até um "calorzinho" no trio. Mas eu fico me perguntando: será que todos os goblins são tão retardados assim?

Aliás, o trio até que deu suas escorregadas, já que o Rod quase fez merda com a sua vontade de querer bater toda hora, sem ter a inteligência dos outros dois, que teoricamente, precisam proporcionalmente dela com o Rod precisa dos seus braços -q, mas enfim, no fim deu tudo certo e eles venceram.

Eu só achei que eles chegaram muito rápido à cidade que eles estavam indo. Sei lá, do jeito que tava indo, parecia que a cidade ia demorar semanas pra chegar e que teria vários e vários perigos, mas não foi o que aparentou acontecer, mas enfim.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Tales of Radiata ~ re:BIRTH

Mensagem por DarkZoroark em Sex 4 Set 2015 - 16:56

xKai o/
Bom, demorei um pouco mais do que pretendia para comentar, mas por fim cheguei. Acontece que tive alguns problemas de horário e tive de ir adiando. Enfim, deixemos isto de lado e vamos ao review:
Olhando por cima primeiramente o capítulo ficou muito bom. A batalha teve um belo desenvolvimento e a utilização dos feitiços foi bem legal. As técnicas dos três protagonistas em revide ao ataque combinado dos inimigos é o tipo de situação que mostra o talento dos envolvidos. O Tiger Echo Fist do Rod me lembrou de uma técnica de uma das técnicas do Gai: houve alguma inspiração aí? Aliás, achei meio surpreendente que Goblins caracterizados, ao menos estes, como burros consigam empregar magias conjuntas, mas admito que serviu para dar um ar de originalidade a mais. A descrição geral da Box Link tornou-a, ao menos ao meu ver, uma magia bem interessante para grupos de tamanho médio. Estou só na dúvida agora se isso não seria uma espécie de feitiço característico dos Goblins.

@xKai escreveu:– O... O ... Ovo? – respondeu, completamente confuso.
Cara, ao ler essa pequena frase me lembrei direto de uma side-quest existente em The Witcher 3, onde há a possibilidade de um jogo de adivinhação contra alguns Trolls. Na realidade, parando para analisar, o nível de inteligência destes e dos Goblins apresentados neste capítulo ficou extremamente similar. Houve alguma inspiração daí ou é só um devaneio meu mesmo? Voltando ao assunto principal, achei interessante a técnica que o Luke utiliza nas próprias bagagens; é uma forma interessante e bem original de não haver problemas com equipamentos e coisas do gênero.
Achei apenas um erro:

@xKai escreveu:[...]apesar de aparecer algo assustador não é grande coisa[...]
Deveria ser "parecer" nesta parte.
Bom, por enquanto é só. Não há muito mais que eu possa falar, visto que o capítulo foi focado no combate. Vou ficar no aguardo do próximo. ninja
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Capítulo 04: Earth Valley e o Navio voador.

Mensagem por xKai em Sex 2 Out 2015 - 16:14

Comentários:

DZ: Fala DZ, respondendo sua primeira pergunta, não, este ataque não teve nenhuma inspiração em Naruto, porém, assim como muitas habilidades desta fanfic teve inspiração direta em Log Horizon. Sobre os Goblins eu fiz com que estes fossem mais detalhados porque eles voltarão a aparecer, inclusive serão personagens até que corriqueiros em determinados momentos.  Magias de Link existem aos montes, outros personagens farão uso deste tipo de magia que consegue ser bem efetiva quando se está enfrentando um grupo. A cena cômica envolvendo o jogo de perguntas e os goblins é bem velho na verdade, teve origem em um jogo de PS2 de 2004, mas bom saber que também existe em The Witcher 3, pois é um jogo da minha lista de desejos. Espero que goste também deste capítulo, apesar que não que este não será focado em ação. Obrigado pela presença e volte sempre xD


CAPÍTULO 04



Earth Valley e o navio voador.



Earth Valley - Golden Oldies • Nossos aventureiros já haviam adentrado o vilarejo anão. Normalmente não são todos que podem entrar nestas terras, mas nossos heróis possuem uma importante carta para ser entregue, além disto também carregam uma tabela com os novos preços, algo que é de interesse dos anões, já que os humanos são seus melhores clientes. O vilarejo não é tão grande, mas seu território é imenso, repleto de montanhas e grandes minas. O Vilarejo possui apenas dois bairros: Golden Oldies e Treasured Peak. Ambos conectados por grandes pontes que estão suspensas sobre uma gigante ravina, uma queda e não sobrará nada para contar história. As minas também são interligadas por tais pontes suspensas, mas não são poucas, são várias, para não acabarem se encontrando, o vale é dividido em andares, por isso apesar de pequeno é gigantesco ao mesmo tempo. A pequena parte vista é apenas a ponta do iceberg, a maior parte do vilarejo está no subsolo. As casas que ficam na superfície são pequenas e bem aconchegantes, porém são feitas totalmente de metal, não existe cimento algum nas paredes, apenas metais. Todas possuem formato retangular ou quadricular, quase todas contendo uma chaminé em formato de letra "L" em uma das pontas do telhado que um pouco mais decorado possui telhas e outros adornos, todas feitas com os ricos recursos do vale, alguns eram feitas até mesmo de ouro. O porteiro do vale, Donovitch, um anão de pelos faciais bem grossos, longa barba e cabelo, que arrastam no chão, ambos de cor branca, porém a parte final de seu cabelo e barba parecem um pouco amarelados, por pegar sujeira do chão, milagre ele conseguir andar, mal é possível ver seus pés, mas aparentemente não usa calçados. O velho trabalhador parecia bem a vontade mostrando o vilarejo para o trio de aventureiros, Luke e Rod que não estavam habituados com o lugar olhavam com bastante entusiasmo para todos os lados, tudo aquilo era novidade, estavam embriagados com toda aquela nova informação. Enquanto caminhavam sendo guiados pelo velho anão, eis que param diante de uma grande construção, esta era inteiramente feita de ouro, paredes, telhado, até mesmo o chão, a porta, móveis e todo o interior! Alguns móveis inclusive receberam um entalho de pedras preciosas, o brilho daquele lugar era fantástico, era muita tentação ver toda aquela riqueza e se manter sóbrio.

– Aqui estamos. – pausou o anão. – Esta é a residência de Mestre Gonovitch. Atual líder do povo anão. – o anão proferia suas palavras de uma forma forte porém arrastada, no sotaque típico da raça o que tornavam suas frases difíceis de serem entendidas por completo .

– Ei tio, tá tudo bem com você? – perguntou Rod.

O anão lhe encarou com indiferença, não entendia a razão da pergunta, estava muito bem de saúde.

– Ah, já sei! – exclamou Rod. – É a banguela, não é? Haha! – riu – Como todos vocês tem barba tão grande eu acabei não reparando que você na verdade é um senhor de idade.

– Hunf... Segure sua língua, humano tolo. Tenho apenas 103 anos. Gwahaha! – gargalhou. – Ainda tenho muitos túneis para cavar.

– Quanta indelicadeza... Perdoai tamanha insolência, Mister Donovitch... Minha brigada  está em quarentena... Estes dois ainda estão em treinamento. – desculpou-se Malus, pelo atrevimento de Rod, curvando-se levemente.

– Os anões possuem uma linguagem própria e sua fala tem um sotaque muito forte. Por isso soa estranho para você. – explicou Luke. Sério, qual é a sua formação? – perguntou com um tom mais provocativo.

– Formação... Formação... Ah! Me formei no curso de "espanque ou seja espancado" do Achilles. – disse de maneira orgulhosa.

– Não seria "Puna ou seja punido?" – perguntou retoricamente. – Estranho... Haviam me dito que o vencedor havia sido o Alvin, um dos discípulos do Master Fernando.

– E foi sim, mas no dia seguinte ele estava praticando bullying com umas crianças em frente ao orfanato, bati nele e roubei o prêmio. Hahaha! Então o vencedor sou eu. – explicou Rod.

– Como assim? O Alvin faz trabalho comunitário... Ele ensina artes marciais para os órfãos... Tem ideia do que você fez?

Depois daquilo Rod havia ficado completamente mudo, um estranho frio em sua espinha transformava-se em suor frio que escorria por seu rosto, estava imóvel, não era capaz de proferir uma única sílaba se assim quisesse.

– Que coisa... – dizia Malus. – Er-ham! Vamos todos entrar, temos que entregar esta carta para Master Gonovitch o quanto antes.

O resto do grupo dava por fim aquela breve discussão, assentindo com a cabeça imediatamente após a palavra de Malus. Seguiram então para o interior daquele palacete feito de ouro.


Golden Oldies - Elder's House • O palacete de ouro maciço possui apenas três andares, sendo o térreo o primeiro. Porém cada centímetro quadrado dali era o suficiente para deixar um homem à beira da loucura. O andar térreo era muito pequena, possui apenas uma mesa de escritório com um grande livro aberto sobre ela, nem acho necessário dizer que o mesmo possui a capa feita do mesmo material que todo aquele lugar, tal como a caneta que estava sob ele. Ali ao lado havia uma pequena escada, também de ouro, que leva para o próximo andar, ali sim era interessante. Uma sala muito ampla, dividida em cômodos de tamanho igual. Eram banheiro, cozinha e sala de estar, esta última possuindo um grande trono rodeado de moedas de ouro, rubis, safiras, diamantes e diversas outras pedras preciosas, sentado sobre o mesmo está Gonovitch. Tal como Donovitch, Gonovitch também possui sobrancelhas e barbas grossas da mesma coloração. Porém é evidente a diferença aqui, Gonovitch possui a barba muito branca e limpa, sobrancelha bem feita e seu cabelo era tão bem penteado que exibia até mesmo um topete, mesmo com aquele belo chapéu esmeraldino em sua cabeça. Trajava uma túnica dourada com detalhes verdes, em sua mão um anel de ouro bem grande com um imenso diamante de coloração verde sobre a armação.

Hoho! – riu Gonovitch. – É muito raro eu receber visitantes humanos! – iniciou, bastante animado. – Por favor não reparem a bagunça, já sei acabaram os potes para guardar todo o ouro.

– Heh... No meu bolso ainda tem bastante espaço... – cochichou Rod, antes de receber uma cotovelada certeira de Luke, fazendo-o calar a boca.

– Hoho! São engraçados... Ultimamente o vale não está sorridente como outrora... As pedras estão se acabando... A água se tornou suja e barrenta... O tão prospero Earth Valley está se tornando o vale da morte...

– Isso é péssimo Master Gonovitch... Desejo minhas mais sinceras condolências. Mas com certeza que isto será uma situação passageira.

A expressão de Malus mudou drasticamente, era como se ele estivesse adivinhando que algo muito ruim estaria para acontecer. Estava trêmulo, pois temia bastante que o que estava escrito naquela carta poderia causar um impacto catastrófico com a relação entre humanos e não-humanos. Foi quando percebeu que teria que lhe dar com tal situação sozinho.

– Rod, Luke... Preciso conversar a sós com Master Gonovitch, poderiam fazer o favor de me esperar lá fora? É uma ótima oportunidade para explorarem o vilarejo. – explicou Malus, inventando a primeira desculpa que lhe veio em mente.

Os rapazes assentiram com o pescoço e saíram, contudo Rod ainda olhava para todos os cantos, imaginando encontrar uma moeda de ouro muito afastada das demais, para que ele pudesse pegar sem que alguém perceba, é claro que Luke havia percebido, mas preferiu se calar. Os rapazes haviam finalmente deixado o recinto, agora Malus poderia cuidar dos assuntos que teria que resolver com o ancião. Retirou de seu bolso um envelope pardo marcado com o carimbo real, uma chama, esta de cor vermelha, que estranhamente não se apaga ou queimava o papel, este é o símbolo de autenticidade real. Entregava a carta. O ancião ao abrir percebera que no interior do envelope haviam na verdade duas cartas, então logo começou a ler a primeira, suor escorria de seu rosto, ao mesmo tempo que Malus mas uma vez teve aquele mal pressentimento, olhou cabisbaixo e perguntou.

– Estou apenas cumprindo meu dever... Ancião Gonovitch. Mas presumo que os preços dos minérios caiu, não foi? – perguntou.

– Ah... Como eu havia dito, a terra está morrendo... Em breve Earth Valley não será mais capaz de dar conta de toda a demanda de matéria prima que vocês pedem... O resultado é um material de qualidade inferior... Por isso a baixo do preço.

– Entendo bem a sua situação... Minhas sinceras... – fora interrompido.

– Não é necessário... É um problema de nós anões, e temos que resolver.

– "Não Master Gonovitch... Nós causamos isso... Será que vocês percebem... Que os humanos estão aos poucos fazendo de vocês anões... Escravos?" – pensou Malus.

– Sobre a segunda, lamento mas terei que recusar. Sermos aliados de humanos iria afetar nossa amizade com outras criaturas mágicas. Somos um povo de paz, não queremos nos envolver em guerra contra ninguém. Para nós, tudo o que importa são nossas minas.

– De acordo então, passarei este relatório para Lord Larks que atualmente é o primeiro ministro e o comandante dos cavaleiros de Radiata. Passar bem, Master Gonovitch.

– Porque a pressa? Aproveitem sua estadia e toda nossa hospitalidade. E se conhecerem as pessoas certas, não precisam viajar todo o caminho a pé, afinal hoje ele está aqui, o pirata voador.

– Imaginei que eram apenas rumores, então ele é realmente um humano com parentesco anão.

– Precisamente. Gwahaha! – Gargalhou Gonovitch.





Enquanto isto, Luke e Rod que haviam sido deixados de lado da conversa, caminham por Earth Valley, aproveitando o momento para conhecer novos lugares. Rod logo que viu uma armaria resolveu visitá-la, e quem sabe adquirir algum novo equipamento, afinal de contas forjas feitas por anões são consideradas como lendárias. Luke quem acabou se aproveitando, agora estava livre de um incômodo, sem Rod por perto ele estava livre para ir até as ruínas de Earth Valley, para isto ele teria que primeiro localizá-la, uma vez que provavelmente não é um local com acesso livre. O garoto segurava com sua mão esquerda uma joia pontiaguda, muito parecida com um cristal, porém a cor era vermelha e em seu interior um estranho tipo de magia ressoava, era possível ver imagens de astros cósmicos no interior daquele artefato, era muito belo. O garoto parecia "desenhar" no ar, utilizando aquele artefato, um estranho símbolo de um círculo mágico fora desenhado em pleno ar.

– Portador das chamas envolventes de fúria e poder, se torne a tocha que me guiará pela escuridão. Mana Summon: Fire Mana Uru!

Um portal ali se abriu no instante que a joia que segurava em mãos disparou a brilhar uma luz ofuscante. Um redemoinho turbulento de chamas explodiu bem diante do rapaz, aquelas chamas não o queimavam, o envolviam com carinho como se estivessem o abraçando, assim que as chamas foram se apagando era possível ver uma figura estranha, porém muito amigável flutuando em frente ao alquimista. Era bem pequeno, cor de laranja com olhos um pouco desproporcionais ao pequeno tamanho de seu corpo, era como se fosse uma pequena chama viva, em seu peito uma joia rubra era bem destacada.

Fire Mana - Uru:

– Finalmente me invocou, ei! – proferiu a mana do fogo, um pouco que irritado. – Mas parece que me trouxe para um lugar interessante pelo menos.

– Desculpe, Uru. Sabe como eu sou, não gosto de invocá-los por qualquer coisa. – proferiu Luke, sinceramente.

– Já que estamos aqui, porque você não tenta fazer um pacto com o velho "Diemia"? – sugeriu Uru. – Será bem útil possuir um pacto com uma mana do atributo pedra, ei! – disse empolgado.

– E você sabe onde ele está?

– É claro... Que não sei, ei! – disse Uru, virando de costas.

– Saco... Então não tente bancar o sabe tudo... – suspirou. – Fiquei sabendo por meio de alguns antigos pergaminhos que "peguei emprestado" na biblioteca do meu avô... Que existem algumas ruínas ocultas em Earth Valley. Eu acredito que elas possam ter alguma ligação com o Ruby Prism.

– Ruby Prism, ei? Você continua com essa ideia... É teimoso feito mula.

– Me admiro por você... Não é uma criação de sua mãe... Digo... Lilith a mana da criação é a mãe de todas as manas. O Ruby Prism contem os segredos da sua própria criação. – explicou Luke.

– Eu estou aqui, não estou? Não preciso saber de mais nada. Se o Ruby Prism foi selado e escondido em algum lugar, talvez ele não deva ser encontrado.

– Você sempre foi bastante cético com isso, não? Enfim, vai me ajudar ou não? – perguntou Luke.

– Que pergunta é essa, ei? Estamos juntos desde que os seus pais se foram, certo? Você ainda nem andava por conta própria quando nos tornamos amigos.

– Hey... Agora resolveu ser dramático? – disse provocando. – De qualquer jeito, acredito que se estas ruínas tenham algo haver com as manas você será sensível o bastante para detectar algo, não é mesmo?

– Impossível. Sabe que sou um péssimo rastreador, mas você ainda pode usar a "Pesquisa".

– Este tipo de magia requer um tempo de preparação... Parece que não tem jeito, vamos procurar um lugar onde não há ninguém.




Malus caminhava para uma parte funda de Earth Valley, descendo algumas escadas que estavam bem rente ao desfiladeiro. No fundo do desfiladeiro estava um grande navio ancorado ali, mas não havia água em lugar algum. Haviam várias pessoas trabalhando pesado carregando caixas para dentro e fora do navio, como se aquela coisa pudesse sair dali, mas pode. Trata-se de um navio magicamente modificado com a tecnologia do continente mais ao norte. O Pirata voador Mikhail Nikolaievich Tchaikovsky era ao mesmo tempo o criador como o capitão desta grande embarcação que pode navegar tanto em mares como nos céus. Mikhail é um grande engenheiro técnico, sua Lost Magic "Techno Magic" é muito conhecida. Malus abriu um breve sorriso, ao perceber que Rod também estava por perto daquele navio, observando o tráfego de pessoas por ali.

– Rod, em breve partiremos. Como pode ver, missão cumprida. – explicou.

– Ora, ora... O que temos aqui. Se não são quatro pares de braços bem fortes, não gostariam de me ajudar a carregar o navio? Não de graça, é claro. – disse uma voz bem calma, com um leve toque de superioridade.

Malus se virou imediatamente para o homem, na verdade um rapaz tão jovem quanto o próprio Malus, talvez um ano mais velho, quem liga? Um rapaz de cabelos brancos e olhos rubros com um marca na face esquerda, esta no formato de uma linha que se estende desde o maxilar até a testa. Alto, pele branca e um olhar fixo acompanhado de um sorriso assustador para muitas pessoas. Trajando sempre seu terno branco com púrpura e um sobretudo também branco com detalhes em preto e dourado, além de suas tradicionais luvas brancas e coturnos de mesma cor. Malus devolvia aquele ar de superioridade, erguendo o peito o máximo que podia. Não seria necessário se esforçar mais que aquilo, era evidente que o rapaz perceberia quem era Malus.

– Malus Armstrong. O que o trás aqui?

– Capitão Armstrong. – disse corrigindo. – Acabamos de terminar uma missão, estamos retornando para Radiata.

– Capitão? Perdoai minha falta de modos. Não imaginei que alguém tão jovem seria um capitão, mas de fato ouvi muito sobre você. Olhos esmeraldinos, cabelos negros e armadura reluzente, muito difícil achar outro com tais características.

– Digo o mesmo, Mikhail. – pausou. Como vão os negócios?

– Um pouco difícil, Valhala se desligou da nossa lista de clientes, então agora trabalhamos com as criaturas feéricas também. Alguns não gostam de nós, mas pagam bem e fazem poucas perguntas. – pausou. – Também estamos indo para Radiata, que tal uma troca de favores? Lhes darei uma carona e em troca vocês dois ajudarão a minha tripulação a colocar todos estes caixotes para dentro. – proferiu indicando aquele montante de caixas de madeira.

Rod estava quieto até o momento, na verdade havia demonstrado pouco interesse em Mikhail, apenas pela aparência era perceptível que ele é o tipo de pessoa que fala demais e pensa igualmente. Rod não se familiariza muito com este tipo de pessoa, no entanto tinha outros interesses.

– E tem comida dentro desta coisa? – perguntou o negro.

– É claro, para uma brigada inteira, de gigantes. – respondeu Mikhail.

– Então eu só preciso carregar estes caixotes? "Xá comigo!"

– "Vendido por comida..." – pensou Malus. – O Luke não estava com você?

– Estava sim, mas quando passamos por um distrito comercial eu entrei numa loja de armas e me separei dele... Ele deve estar por aí fugindo do trabalho. Aposto que aquele desgraçado vai aparecer assim que nós terminarmos de carregar o navio.

– Talvez... – respondeu Malus, com um semblante repleto de dúvidas.






Em um beco um tanto escuro, se não fosse pela luz emitida pela pequena criatura feita de chamas, estava Luke. O chão estava repleto de desenhos estranhos, era um complexo círculo mágico. No interior do mesmo havia um círculo menor, Luke estava de pé sobre este, tirava uma runa de seus bolsos e então abria a mesma usando sua magia, do interior estava um frasco que continha um pó de coloração azul que era derramado ao redor do círculo, o garoto então abaixou rapidamente, bateu suas mãos uma contra as outras, as separou e as bateu contra o chão, recitando a magia.

Sete luzes, carruagem, céu! Mostrai-me o caminho afortunado. Pesquisa: Ragnarök!

Uma intensa luz de coloração índigo iluminou o corpo do rapaz no exato instante em que atingiu o solo com suas mãos. Seus olhos se fecharam por breves instantes e em sua mente imagens começaram a surgir uma atrás da outra, eram registros que a própria terra tinha memória. Coletando alguns fragmentos da memória de Earth Valley ele consegue os juntar, descobrindo assim o caminho para as ruínas, porém era algo bastante cansativo, já que a cada segundo que mantém o uso desta magia a pressão sobre o cérebro aumentava, o garoto cancelou a magia assim que obteve as informações necessárias.

– Incrível, você dominou Ragnarök, ei. – elogiou Uru. – Não me recordo qual foi a última vez que vi alguém utilizar esta magia, apesar de que usando um círculo mágico torna as coisas mais simples.

– Me elogia em um instante e já está falando mal no outro, típico de você. – disse Luke enquanto tomava um fôlego. – Mesmo recitando o verso e usando um círculo mágico é muito cansativo. A propósito, não conte pro meu avô, ele me proibiu de usar essa magia... – proferiu Luke virando o rosto.

– Entendo os motivos dele, esta magia pode ser desastrosa se usar da maneira errada, alguns ficam vegetativos.

– Mas eu não sou qualquer um, não sou? – disse o garoto já recuperado. – Agora eu tenho a localização das ruínas... Uma vez que já cumprimos a missão, não acho que Malus vá se importar que eu vá explorá-la, o problema é que se eu voltar ele provavelmente não vai deixar... Porque é importante voltar e reportar a missão... Mas esta pode ser uma oportunidade única. Vamos lá Uru!

–  Estou indo logo atrás de você, ei! Ou melhor, em cima. –  disse a criatura que pegava carona sobre os cabelos escarlates do rapaz.



CONTINUA...
Fogo e Espada.


Preview: Com a ajuda de Uru, Luke se infiltra nas ruínas de Earth Valley, uma vez lá dentro ele começa a descobrir vários indícios de outros alquimistas, quando é subitamente atacado por criaturas sombrias, o que será que elas estão guardando? Será que Malus e Rod descobrirão seu paradeiro?


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