Pokémon Mythology
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Pokémon - Os contos de um sonhador.

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Pokémon - Os contos de um sonhador.

Mensagem por Afervie em Sab 21 Mar 2015 - 15:38

Olá, caros Mythologyianos!
Bem, sou péssimo com introduções. Então vou direto ao ponto: sou novo no forúm e vim aqui hoje com a fan-fic mais nonsense do universo. Perdoem incomodá-los com meus delírios literários. Acredito que misturei tantos temas e tantas séries em uma fic de Pokémon que talvez Arceus considere uma blasfêmia de minha parte. Mas é algo que sempre tive vontade de escrever e bem, por que não? Não acredito que seja completamente original, mas também não penso que seja um cliché. Os capítulos serão postados semanalmente. Essa não será uma história muito longa, acredito eu, mas quaisquer críticas construtivas serão bem vindas. Espero que tenham uma leitura agradável.



Capítulo 1 – Sonho.

“Eu adormecia mais uma vez e ainda não sabia quem eu era, nem de onde eu vinha ou qual era o meu propósito nesse mundo. Apenas sabia que existia e que minha existência não era como a dos seres que eu conhecia toda vez ao despertar. Se eu não tivesse tão pouco tempo, talvez pudesse procurar respostas. Mas cada minuto é valioso demais para entregá-lo à incerteza e à dúvida de algo que talvez eu nunca descubra por completo. Quem sabe algum dia por algum momento de sorte ou descuido do destino... Mas enquanto esse dia não chega, eu procuro dar atenção aos momentos simples e corriqueiros que se tornaram tão importantes para mim. Quem sabe se eu tivesse mais tempo, só um pouco mais de tempo... Poderia desejar uma vida melhor. Ou apenas uma vida qualquer.”

Eu sabia que meu corpo havia se tornado frio e rígido como um cadáver. Embora durante o Sonho eu perdesse qualquer contato sensorial com o mundo exterior, eu sabia bem que depois de tanto tempo, ainda que eu tivesse certeza de que era diferente das criaturas que conheci durante o tempo no qual estive acordado, o meu corpo no momento não passava de uma casca dura e gélida. Qualquer um que fosse capaz de me encontrar pensaria estar vendo uma estátua humana construída há muito tempo atrás. Se eu fosse encontrado. Havia me isolado bastante e realmente achava humanamente impossível alguém me encontrar no meu refúgio.

O que preocupava, no entanto, é que embora eu soubesse que era humanamente impossível me encontrar também tinha dúvidas sobre até que ponto todos eles eram, de fato, humanos. A existência e a vida de todos sempre foi algo confuso e perturbador para mim, pelo menos até onde a minha memória alcança. Talvez o mundo tivesse sido um lugar diferente antes disso...  Mas eu não me lembraria. Na verdade, sempre sinto que não me lembro de mais do que deveria. Não me lembro de ter tido uma infância ou qualquer coisa parecida. Em minhas viagens, quando via alguma criança ou recém-nascido com seus pais, sempre ficava fascinado de uma forma que era impossível disfarçar e todos percebiam meu comportamento com receio. No fundo, admito que talvez eu sinta um pouco de inveja, o que sempre considerei muito infantil para alguém da minha idade. Nenhum deles havia nascido sozinho como eu. Eu simplesmente sempre existi tal e qual como sou hoje. Na verdade não me lembro tão bem da minha aparência... Apenas quando acordo e me vejo refletido nas paredes congeladas do lugar o qual escolhi para me esconder, eu me lembro que estou exatamente igual como estava quando adormeci. Não é algum elemento para o qual eu dedique muita atenção...

Sinto que estou sendo redundante... Perdoe. Depois de tanto tempo no Sonho sinto uma necessidade urgente de recapitular todos os meus sentimentos e reflexões ao longo de todos esses anos. Quando minhas idéias começam a ficar intensas demais, sinto que estou bem perto de despertar novamente, o que me preenche de incomparável alegria, mas também de uma ansiedade ferrenha e um temor indescritível. Porque quando a hora chegar eu saberei que, a partir do primeiro segundo, terei que correr. Correr pela minha vida, em busca de qualquer coisa que faça valer a pena meu tempo tão mínimo. Algumas vezes não consigo e passo cada um dos meus sete dias sem fazer qualquer coisa que me encante com um pouco de felicidade. Quando me deparo com uma dessas trágicas ocasiões, o Sonho seguinte se torna obscuro, pesaroso e quase insuportável. Então, quando desperto novamente, sinto uma urgência ainda maior de fazer o meu tempo valer a pena. Ainda assim eu não sinto como se fosse em vão... Corro contra o tempo como se lutasse contra uma morte que eu sei que nunca virá diretamente a mim, mas que zomba da minha cara enquanto espreita os meus caminhos.

Imagino que a essa altura alguém possa estar se perguntando o que me satisfaz. Talvez isso se torne mais simples quando as pessoas me conhecem. Muitas vezes eu sinto que seria arrogante ou meio presunçoso se dissesse exatamente o que faço. Imagino que eu seja estranhamente educado por natureza... Eu tenho certo dom de conhecer o que as pessoas desejam. E de tornar isso em realidade... De alguma forma. Algumas vezes são desejos que nem mesmo elas sabem que possuem, e quando é o caso de eu realizá-los, isso me alegra ainda mais. A mistura de alegria e surpresa é algo muito gratificante. E por algumas horas e dependendo do caso, até dias, eu sinto a minha existência verdadeiramente valorizada. Por algum motivo parece que eu estou cumprindo meu papel no mundo e penso que, no fundo, é o que todos querem: saber o seu papel e desempenhá-lo de acordo. No entanto, embora possa parecer algo relativamente simples, cada Ciclo no qual eu desperto isso se torna uma tarefa cada vez mais árdua. Não tenho interesse ou prazer algum em satisfazer desejos vis, mas tenho me surpreendido cada vez mais com seu egoísmo e sua ganância. Então, como eu não tenho tanto tempo para procurar, de tempos em tempos é um tanto complicado encontrar aqueles que realmente merecem algum tipo de caridade para auxiliá-los em propósitos honráveis ou suas necessidades. Imagino que o mundo seria infinitamente mais caótico se eu também fosse mau.

De qualquer forma, eu não gosto de julgar. Imagino que eles tenham seus motivos para serem assim, embora ainda não consiga justificar a mim mesmo. Em um das vezes em que eu despertei, encontrei uma terra completamente devastada pela miséria. Como se isso não fosse suficientemente terrível, era mais triste ver até as melhores pessoas que eu conheci nesse tempo a cometer atos horríveis para sobreviverem em um curto espaço de tempo. Como eu sabia que elas eram boas, descobri pelo que elas desejavam profundamente. Com o tempo você passa a compreender melhor a natureza e a complexidade das ações humanas. Depois dessa vez em especial passei os longos anos do Sonho seguinte refletindo sobre as noções de Bem e Mal.

Estou realmente curioso para saber como estará o mundo da próxima vez que eu acordar. Ele sempre está tão diferente que eu mal o reconheço comparando com a última vez. E sinto que está próximo, cada vez mais perto de chegar a hora. Tenho a sutil sensação de estar em contato com o meio exterior novamente. Aos poucos... Quando se está sonhando, torna-se difícil medir o tempo, mas acredito que depois de tanto tempo estado adormecido, consigo ter ao menos uma noção de quando está chegando. Um milênio se passou. Mil anos para sete dias de liberdade. A eternidade não parece compensar ao se observar desta perspectiva, mas quando é tudo o que se possui, você tenta aproveitar o que lhe foi concedido.

Eu posso sentir, está cada vez mais perto do meu alcance.

As últimas semanas, dias, horas e minutos... Passaram-se como segundos.

O momento chegara.

Então abri os olhos e contemplei a realidade diante de mim em absoluto deslumbramento.



Última edição por Afervie em Ter 5 Maio 2015 - 22:56, editado 9 vez(es)
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Re: Pokémon - Os contos de um sonhador.

Mensagem por Alice Le'Hills em Dom 22 Mar 2015 - 16:39

Hey!

Bem, foi um monólogo interessante. Presumo que o personagem que narrara o prólogo seja o Jirachi, certo? Pois o personagem citara que havia se passado mil anos, e que ele teria sete dias de liberdade; e essa é a lenda na qual Jirachi está envolvido...

De qualquer forma, achei que ficou muito bem escrito e narrado. Foi um começo sutil, com pouca coisa sendo apresentada, e deixando um gostinho de "quero mais". Quero ver o que essa história vai render e como vai desenvolvê-la.

É isso. Aguardo pelo próximo capítulo e boa sorte com a fic.

See ya!

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Re: Pokémon - Os contos de um sonhador.

Mensagem por Afervie em Qui 26 Mar 2015 - 23:24

Olá novamente, caros Mythologianos!
Respondendo ao comentário...

Alice Le'Hills: Obrigado por comentar! Bem, sobre o personagem ser o Jirachi, a resposta é sim e não. Um trecho tirado do primeiro capítulo para me fazer parecer confuso: "Qualquer um que fosse capaz de me encontrar pensaria estar vendo uma estátua humana construída há muito tempo atrás". Haha, bem, eu seria um chato se desse spoiler, mas garanto que será esclarecido. Achei que seria legal um monólogo como introdução à história e fico feliz que tenha achado interessante. Agradeço o apoio e espero que goste desse capítulo também. Very Happy

Então, sem mais delongas, o capítulo 2!



Capítulo 2 - Despertar.

“Eu sempre me considerei bom. Afinal, não fazia mal a ninguém e dava às pessoas boas o que elas desejavam e precisavam. Isso é o que as pessoas boas fazem, não é? Mas por algum motivo sempre me senti mesquinho. Como se pudesse fazer um bem maior e estivesse me ausentando da responsabilidade. Eu sabia que era poderoso. Mas o que poderia fazer quando o meu poder era restrito à vontade de terceiros? Então, eu soube, pela primeira vez, que precisaria encontrar alguém honrado e de coração puro para mudar o mundo ao meu lado.”

Estava congelado. Literalmente. Fechei os olhos e estilhacei o que me prendia. Abandonei o altar de granito e a gélida caverna na qual me isolara na expectativa de não ser encontrado pelo tempo em que estivera adormecido. Flutuei entre os penhascos das redondezas e levitei. Levitei e contemplei a paisagem como prova de que realmente, de fato, estava desperto. O dia estava começando e ainda era escuro. Voei o mais rápido que pude nos frios céus de tempestades para onde a intuição me levasse. Eu sabia que precisaria ser rápido. Cada segundo que se passava me lembrava do sono profundo que se arrastaria sobre mim em alguns dias.

Uma explosão, ao leste. Foi o primeiro som que ouvi que me chamou a atenção e o que me fez mudar repentinamente minha rota. Alcancei o solo em uma clareira de um bosque pouco antes de chegar perto e corri até as proximidades do conflito. No entanto, no meio do caminho fui surpreendido por um grito de advertência sem que eu percebesse alguém por perto.

“Pare aí mesmo!”

Olhei ao meu redor, mas não conseguia encontrar nada. Subitamente, uma senhora magra, alta de meia idade materializou-se atrás de mim. Assustei-me e encarei-a, sem que ela parecesse intimidada.

“Jovem tolo. Correndo ao campo de guerra, tentando bancar o herói? Pelo menos não é um dos invasores que eu pensei ser.” Ela deu um sorriso de deboche após me analisar friamente com o olhar, “Mas não me lembro de você por aqui. Algum forasteiro em busca de uma morte rápida e gloriosa?”

“Eu não irei morrer.” Retruquei, “A senhora pode ficar certa disso.”

“Então que bem você poderá fazer lá? Não se preocupe com o vilarejo. As pessoas pararam de se apegar ao lugar depois da primeira invasão. Simplesmente somem ao primeiro estalido. Podemos dormir embaixo de árvores e nos daríamos por satisfeitos se terminássemos o dia com vida.”

“Parece pessimista.” Disse, e suspirei contrariado em seguida.

“Tenho cinqüenta e dois anos. A esta idade, uma mulher já deve muito bem ser capaz de ser sensata. Não sou de praticar caridade, mas farei uma exceção tendo em vista o seu... Percebo que está perdido. Sei que você não é daqui. Fique com minha família até os ataques terminarem.”

Ouvi outra explosão logo depois. Imaginei que realmente não haveria muito o que pudesse fazer. A senhora, aparentemente tranqüila, me acalmou e levou-me para uma pequena e humilde cabana no meio do bosque. Entrei e me deparei com uma mulher dois meninos que pareciam ser seus filhos, crianças, pela forma que dormiam despreocupadamente em seus braços.

“Minha filha, Esther, e meus dois netos. Meu nome é Theodora.” Ela os apresentou, e em seguida dirigiu-se a filha que continuava calada austeramente, “Perdoe o inconveniente. Você sabe como eu não consigo mais tolerar imprudências juvenis. O vilarejo está sendo atacado novamente”

Ela estendeu o braço para o alto e a estante ao lado se abriu, de onde saíram levitando alguns pacotes. Então ela era uma das psíquicas. A sua aparição repentina no bosque finalmente havia feito sentido.

Uma psíquica. Eu devo explicar melhor esse conceito. Há uma lenda antiga nesta terra que diz que seres humanos e certas criaturas exóticas e poderosas conviviam em outra era. Viviam em corpos distintos, em outras palavras. Viveram de forma relativamente pacífica por um longo tempo, até que uma guerra catastrófica de várias partes eclodisse, tomasse proporções devastadoras e matasse milhões. Um jovem guerreiro na busca de paz procurou uma dessas criaturas dotadas de grande poder para tentar solucionar o conflito. No entanto, embora o jovem guerreiro tivesse boas intenções, seu coração havia se tornado obscurecido pela guerra e ele quis punir os seres existentes pelo mal e pelo caos que haviam causado. Então ele usou o poder do seu aliado poderoso para conjurar uma maldição sobre todos os seres humanos a fim de lhes ensinar uma lição. A partir daquele momento, os espíritos de humanos e dessas criaturas estariam sujeitos a dividir um mesmo corpo. Cada vez que um ser humano nascia, também nascia um deles e vice-versa. Nunca ouvi nada que explicasse exatamente como a transição foi feita. Dizem que a divisão de clãs e aldeias que começou a se estruturar depois foi baseada puramente nas espécies das criaturas interiores de cada humano que possuíam “tipos". Isso faz sentido se considerarmos que eles não se misturam muito fora de suas tribos. Os semelhantes se juntaram com seus semelhantes e ao longo dos anos a “humanidade” foi se reorganizando. Mas não era apenas isso. Não seria uma maldição nesses termos aos seres humanos. Havia uma constante que preocupava a todos...

Meus devaneios foram interrompidos por um grito vindo de uma das crianças. Ela acordou repentinamente e começou a chorar. Esperneava e urrava como se estivesse com dor. Aquela cena não era nova para mim. O outro menino, agora acordado e assustado, começou a chorar, mas não era como o irmão. Simplesmente estava com medo. O primeiro garoto saltou dos braços da mãe e começou a se contorcer no chão, gritando desesperadamente. Pratos, copos, talheres, papéis começaram a flutuar freneticamente pelo pequeno chalé. A mãe olhava a cena e dizia para o filho serenamente “Se acalme, se acalme, vai ficar tudo bem” sem muito sucesso.

A criança berrava em desespero. Seus olhos transmitiam pânico. Era desolador, mas todos ali sabiam que era normal. Sua pele começou a mudar de cor.

As contorções tornaram-se grotescas. A avó observava com austeridade, pensativa. Eu me mantive calado. Aprendi que esperar silenciosamente era o mais respeitável a se fazer quando se presenciava uma transmutação.

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