Pokémon Mythology
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Tempos Modernos

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Tempos Modernos

Mensagem por mrdeid em Qui 5 Fev 2015 - 17:43

Mais uma Fanfic! Espero que essa eu consiga continuar, terminar, agradar e etc. Esta é minha primeira fanfic de Pokémon, então ainda estou pegando um ritmo. Ela é basicamente sobre a vida de um garoto que mora com sua doente avó, que sofre de problemas mentais devido a um tumor no cérebro. Ele leva uma vida precária, com pouco dinheiro e muita responsabilidade. Ele é o adulto da casa, mesmo tendo apenas 14 anos. Espero que aproveitem e divirtam-se lendo! Me dediquei muito para fazer esse capítulo! Forte abraço!

TEMPOS MODERNOS

Era uma grande sala de espera. Havia cerca de vinte cadeiras pretas no local. As paredes eram brancas, decoradas por quadros de paisagens bonitas do continente inteiro. Um jovem esperava defronte a um quadro do vulcão de Cinnabar, admirando a beleza da obra de arte. Outras sete pessoas aguardavam pacientemente sentados. O chão era um carpete enorme que se estendia desde a porta automática até a porta dos exames.

Haviam três atendentes no local. Uma falava no telefone, outra não fazia nada e a outra atendia duas pessoas. Era uma idosa de postura curva, cabelos brancos, pele enrugada e com grandes tetas caídas sobre uma enorme pança. Ao lado da senhora estava um garotinho. O garoto possuía cabelo arrepiado castanho e trajava uma roupa de velho: camisa social tampada por uma calça acima do umbigo. Cinto totalmente apertado. Sapatos de couro preto.

- Identidade?

- Aqui. – o jovem entregava a carteirinha da idosa, que lambia seus dedos.

A moça pegava com calma e observava o documento. Parecia tentar comparar a mulher da imagem com a mulher que estava sentada em sua frente. Desconfiada, chamava a colega do lado. Resmungando, a moça se levantava, caminhando até a outra e confirmando que aquela mulher era a mesma.

- Hm... Ok. – ela devolvia o documento pro garoto. – Treinadora, coordenadora?

- Treinadora aposentada. – concluiu o garoto. – Ela leva algum desconto por ser aposentada, certo?

- Só se tiver convênio. Vocês possuem convênio?

O jovem pensava, pensava e pensava. Abria imediatamente a bolsa da idosa – que estava em seu ombro – e retirava uma carteira. Inúmeros cartões, papéis e documentos caíam. Ele procura, procurava , procurava até encontrar um papel. Ele arregalava os olhos e dizia cabisbaixo:

- Não pudemos pagar este mês... Faltou dinheiro...

- Entendo. Vou dar um jeito. – ela olhava para o monitor de um computador, multiplicado seus dedos em cem e clicando velozmente nas teclas do teclado. Em frações de segundos, a mulher tinha resolvido o problema. – Pokédex?

- Tenho! – dizia a vovó bem empolgada, ainda lambendo os dedos melados.

A atendente ficou esperando por vários segundos. A vovó não havia entendido que a atendente queria sua Pokédex, ficando parada e lambendo seus dedos. Aquilo parecia ser a coisa mais divertida a se fazer naquele escritório tão sem vida.

- Ei, vovó. – o garoto cutucava a avó – Ela quer sua Pokédex.

A senhora imediatamente se levantava, deixando cair a bengala e perdendo o equilíbrio. Mesmo bamba, ela mostrava insatisfação.

- Mas isso é um absurdo! EU NÃO VOU DEIXAR VOCÊS ME ROUBAREM! NÃO VÃO LEVAR O QUE É MEU! – ela batia as pernas no chão, chutando a bengala até a porta, local por onde saía - Vamos Leôncio! Temos que comprar batata!

O garoto colocava a mão sobre a face, envergonhado. A atendente parecia perplexa, sem saber o que dizer. O garoto espiava por um buraco entre seus dedos sua avó. Ela já estava no portão que ligava a rua, olhando para os lados e procurando um galo carijó. Ele suspirava.

- Eu sinto muito... O que você precisava na Pokédex dela?

A atendente parava por um instante, averiguando no monitor.

- Apenas iria ver se possuía alguma maneira de dar um desconto... – ela suspirava, imitando o garoto .

- E não pode ser a minha? Acho que tem alguma coisa sobre ela. O Professor Carvalho disse para mim que essas coisas aí tem tudo que é tipo de informação. Algumas possuem até chip rastreador, segundo ele.

A mulher pegava o objeto, sorridente.

- Parece que você entende das coisas. – seu sorriso era grande, tão grande como aquele monitor de um Windows 98 – Se eu fosse você eu ia buscar sua avó. Eu assumo por aqui.

- Obrigado. Muito obrigado. Minha avó precisava mesmo fazer esses exames para hemorroida... Fico te devendo essa, certo?

O garoto parecia satisfeito, fazendo um sinal de reverência.

- São 150 Pokédollars!

[...]

A noite havia caído. O garoto e sua avó já não estavam mais na agência. Estavam em casebre de madeira. O casebre era bem pobre mesmo. A mobília era velha e estava caindo aos pedaços. Haviam buracos de cupim e frestas na parede de madeira, por onde o vento forte do inverno passava. O chão estava cheio de tampinhas de garrafas, todas cobertas por alguma coisa grudenta. O local cheirava a mofo.

A avó estava sentada, descansando. O garoto parecia mais preocupado. Ele rodeava um fogão a lenha enferrujado, onde havia uma panela com feijão enlatado e ervilhas em conserva. O garoto parecia tentar esquentar as duas coisas juntas, misturando tudo com um pouco de água escura.

Ambos os membros da família vestiam casacos velhos de couro, calças de pijamas e botinhas de neve. Aquela roupa era feia, estranha e nem um pouquinho confortável, mas como ninguém estava ali no momento aquilo pouco importava. Pouco importava até alguém bater na porta e despertar a vovó, que acordava desesperada.

- TERREMOTO! TEMOS QUE FUGIR, GERALDO! – a velhota pegava sua bengala de um jeito desajeitado, deixando cair sua manta e correndo rumo ao banheiro. O garoto suspirava, caminhando até a porta. Ele puxava a maçaneta de madeira, revelando ser um jovem garoto de cabelos loiros e curtos. Ele usava um pequeno topete desajeitado. Parecia preocupado.

- Como foi os exames de sua avó, Ken?

O garoto pareceu aliviado, estendendo a mão e cumprimentando o amigo.

- Ela deu uma bengalada na doutora quando tentaram abaixar as calças dela. Os seguranças foram obrigados a amarrá-la e injetar uma anestesia que fez ela adormecer. Acho que no geral tá tudo bem.

O amigo soltou um sorriso, desviando o olhar para o chão e voltando com o olhar de preocupado.

- Você contou pra ela?

- Não... Eu não tive coragem... Ela estava tão animada com a ideia de fazer uma casa de tampinhas de garrafa que eu não consegui dizer nada... – ele olhava para o canto, suspirando e soltando um sorriso de canto de rosto – E a escola?

- Foi boa. Sentimos sua falta no ensaio da formatura. É certo que você não vai poder ir mesmo?

O garoto respondia positivamente. No fundo da casa, uma voz rouca e desesperada gritava: “Keeeeeeeeeen! Tá saindo uma coisa estranha da minha bunda!”.

- É cocô vovó! Fica tranquila... – ele voltava a suspirar. Era o que mais fazia o dia inteiro.

- O que você vai fazer quando... Ahn... Acontecer... Quando ela morrer...?

- Minha vó morreu faz dois anos... Essa daí é apenas uma intrusa indesejada...

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Re: Tempos Modernos

Mensagem por Alice Le'Hills em Qui 5 Fev 2015 - 18:28

Olá Speedy!

Você escreve muito bem, sério, curti muito o capítulo. Achei ela bem realista, e gostei disso. Percebi que a fic terá uma veia meio cômica, certo?

Fiquei bastante curiosa pra saber o quê o Ken ainda não a contou.

Hum... Também me atiçou a curiosidade de saber de que modo você vai desenrolar essa história... Bem, só me resta aguardar pelo próximo capítulo.

See ya!

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Acompanhem a minha primeira fanfic:
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Re: Tempos Modernos

Mensagem por Killer123 em Qui 5 Fev 2015 - 20:21

Ri demais com essa velha louca, percebo que esse segredo do Ken parece ser meio grave.
  Você escreve bem pra caramba e detalha tudo de forma como se eu mesmo estivesse no ambiente vendo tudo.
 Boa sorte na fic !
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Re: Tempos Modernos

Mensagem por Black~ em Sab 7 Fev 2015 - 14:45

Bom, vamos lá.

Gostei da história, achei bem legal uma história que mostra um garoto cuidando de sua avó doente, de fato é uma história que nunca foi criada por aqui, na verdade é difícil ter sido sequer pensado em algo do tipo, principalmente se considerarmos que se trata de uma fic pokémon.

Pelo visto, terá uma veia cômica mesmo, já que a velha fica toda doida, fazendo o garoto passar vergonha. Talvez seja um modo de não deixar a fic tão dramática e arrastada, apesar que acho que você vai mesclar bem ambos os estilos, tanto a comédia quanto o drama, mas enfim.

Eu também fiquei curioso com esse segredo do Ken, vamos esperar pra ver do que se trata.

Eu só achei que você. colocou. muitos. pontos. nos. primeiros parágrafos. em vez de. colocar. vírgulas. e o texto. e lendo. o texto parecia que parava a todo momento. É isso, e use vírgulas, pois toda hora com pontos, como eu disse, dá a impressão de texto "parando" a toda hora.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Tempos Modernos

Mensagem por Grizzly em Dom 8 Fev 2015 - 22:19

Hellow, Upo-chan, eu vi esta fic aqui e resolvi comentar (não foi nem por causa de que uma certa bolacha me pediu no skype).

A história até agora está boa, sua narração tem poucos erros que não são muito notáveis, além de ter uma pegada de comédia. Estou interessado em ver o que vai acontecer no próximo capítulo, apesar de já ter tirado algumas conclusões do que pode acontecer.

Enfim, até mais e boa sorte o/ -q

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Re: Tempos Modernos

Mensagem por Rush em Seg 9 Fev 2015 - 20:17

Eae, Dei!

Olha, eu gostei da ideia da fic, mas não fui muito com a cara do prólogo não. :/ Sei lá, acho que se você focasse mais no drama teria se saído bem melhor, não achei legal essas piadinhas com a vó com problemas mentais do garoto.

Não entendi muito como será a trama, mas eu irei acompanhar a fic sim. Me pergunto se a vó ainda tem Pokémons fortes, já que ela é uma treinadora aposentada.

É isso, aguardo o próximo cap. Abraço!
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Re: Tempos Modernos

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