Pokémon Mythology
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Astral Zero

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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Dom 21 Jun 2015 - 21:13

Boa-noite/tarde à todos.
Bem, antes de qualquer outra coisa, quero me desculpar pela demora considerável em postar este capítulo. Passei duas semanas viajando e até consegui escrever algo lá, mas não gostei tanto assim do desenvolvimento que o capítulo estava tomando e descartei-o por completo, tendo de recomeçar tudo. Para "piorar" acabei me viciando no jogo The Witcher 3 e isso inadvertidamente reduziu o tempo em que me dedicava à história. Enfim, deixando estes problemas de lado, vamos às respostas dos comentários. Agradeço de antemão a todos que puderam deixar aqui seu parecer, pois isto me anima bastante.


@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Primeiramente, desculpe o atraso, com trabalho+escola+cursinho é difícil achar tempo, mas eu tinha achado ontem e tinha escrito o comentário, mas sei lá o que deu no Mozilla e bugou tudo, mas enfim, chega de desculpas, cá estou eu para postar mais um comentário.

Bem, o capítulo foi meio "parado", em comparação aos outros, que tiveram mais ações, revelações, etc. Esse ficou somente no quarto do Taiyou, mas de forma alguma deixou de ser interessante, muito pelo contrário, foi um capítulo bem bacana e agradável de se ler.

Eu nunca imaginaria que a Rathy iria até o quarto do Taiyou, tanto pelo fato de ela ainda, creio, achá-lo meio psicopata, além do fato de que se alguém a visse lá, seria o fim para o Taiyou, como o próprio previu, e tratou de silenciar a garota quando a mesma o viu de toalha.

Mas, achei bem interessante dela ter ido até lá. Achei até meio bobo ela ter levado um sanduíche pra ele, mas a ação em si foi bacana. Acho que ela está criando um laço com o Taiyou, de amizade, carinho, talvez amor, mas já nem parece mais a mesma Rathy quando viu o Taiyou pela primeira vez.

Bem, só uma coisa: não sei se não prestei atenção noutros capítulos, mas não me lembrava de ter visto que o Taiyou estava sem os seus poderes, o que acabou sendo uma surpresa pra mim, mas talvez já tenha sido explicado e eu não vi. Além disso, isso pode tanto solucionar algumas coisas, quanto pode também trazer mais mistérios à história. Enfim, foi bacana a atitude da Rathy de tê-lo chamado para participar do Battre, apesar da recusa dele.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.

Black~ o/
Cara, não há porque te preocupares com a demora. Sei bem que a vida gosta de complicar de tempos em tempos, então sei problemas.  Agradeço-lhe pelos elogios. A aparição dela foi para dar uma evoluída na história e nos personagens principais. A bem verdade eu diria que ela é uma das pouquíssimas pessoas da escola que não o consideram como um psicopata e/ou pervertido. A reação exagerada dela foi pela inexperiência perante à situação. O sanduíche na realidade foi a forma mais simples de criar a trama para esta história sem complicar demais. Havia pensado em fazer da comida algo mais complicado, mas aí poderia acabar passando a mensagem errada. Os feitiços usados nos capítulos anteriores foram na realidade ilusões do Zoroark. Quanto a técnica que ele usa para aumentar suas habilidades físicas planejo revelar suas verdadeiras naturezas mais para frente. Espero que gostes deste novo capítulo.


@xKai escreveu:
Yo! Desculpe toda esta demora para comentar, mas como vistes nem mesmo a minha fanfic saiu nestas duas últimas semanas, as vezes acontece de me enrolar com minha carga horária e ainda ter algum tempo para mim mesmo.... Problemas a parte, cá Estou, mesmo que atrasado.

Apesar do capítulo ter aparentado "parado", foi bastante explicativo, achei bem interessante todo este diálogo envolvendo Taiyou e Rathy, pra ser sincero espero que eles fiquem juntos, romance é coisa que anda em falta... E os poucos não me agradam tanto. A Rathy parece ser uma moça bastante inocente, francamente, nunca ter visto o peito nu de um rapaz é algo meio incomum, deve ter sido criada trancada em algum tipo de palácio... Pessoas da nobreza realmente são bem estranhas... Mas o Taiyou parece familiarizado com gente deste tipo no fim das contas. Outro ponto legal foi sobre ela saber cozinhar, jovens moças da alta sociedade devem saber o nome de todos os estilistas do país, mas não devem saber a diferença entre pepino e picles -q

Cadê o Zoroark? -q  Fora citado algumas vezes no capítulo, mas ele saiu pra dar uma voltinha no capítulo anterior e desapareceu... Por mim ele preparou o terreno pro Taiyou, já que ele ficou sozinho com a Rathy eu seu quarto... Apesar de que este não aparenta ser o foco principal da fanfic, estou um tanto ansioso para o tal Battre de  Champions, acredito eu que isto não se trate apenas de batalhas... E sim algo mais complexo, como os jogos mágicos de Fairy Tail.

Bom, por hoje isto é tudo, até o próximo capítulo.

xKai o/
Primeiramente, não te preocupes quanto a demora. Bem sei que ás vezes é difícil conciliar o tempo entre a história e o restante da vida. Fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Concordo que romances estão em falta nas histórias, quanto mais aqueles que são convincentes e não apenas uma sessão de amasso entre namorados a cada três ou quatro parágrafos. A realidade é que a grande maioria dos alunos da Academia estão no mesmo nível de inocência que ela, então já deu para ter uma ideia da situação. Achei que seria interessante dar dotes culinário a Rathy para ter um destaque maior no geral. Quanto ao Zoroark... Olha vou ser sincero, só depois de terminar de escrever o capítulo é que percebi que fiz um dos poucos do gênero em que nenhum Pokémon aparece. E não, ele não teria preparado o terreno. Ele tem aquela personalidade de amigo F.d.P que aparece só pra estragar ese tipo de momentos. Na realidade a Battre de Champions será o maior destaque da primeira parte da história, mas vai demorar um pouco a aparecer. Me baseei um pouco nos Grandes Jogos Mágicos de Fairy Tail e em algumas outras coisas para criá-la. Espero que gostes deste capítulo.


@Rush escreveu:Hey, DZ!


Gostei bastante do capítulo. A relação entre Taiyou e Zoroark me lembra um pouco a de Jon Snow e Fantasma, já que o lobo é bastante independente. Mas a personalidade do Zoroark é bem diferente. 


Eu senti um certo clima entre Rathy e Taiyou, digo, pode ser apenas inocência da garota em preparar um sanduíche de agradecimento. Mas visitar o quarto do rapaz em um horário desses? Tirando que a reação dela ao vê-lo sem camisa só aparenta fortalecer o laço entre os dois, já que essa foi a primeira experiência em ver um garoto sem camisa. Isso também mostra como a garota é isolada do mundo em que vivemos, não? Só de ver que ela nunca havia visto um homem sem camisa, me pergunto como ela esta psicologicamente desenvolvida - Imagina ao ver outras coisas? UAHEUA


Por alguns instantes eu jurei que o Taiyou é um Targaryen AUHAUEH' Fiquei super curioso em relação a sua tatuagem. Alguma coisa me diz que tem algo haver com mercenários ou coisa do gênero. Mas para ser um motivo que surpreendeu até Ariel, deve ser algo bem... No mínimo assustador.


Esse capítulo explicou o motivo pela qual a ruiva empatou com Taiyou em alguns caps atrás. De certa forma, agora não sei se Taiyou acabou ficando mais fraco em meu conceito ou se ambos são muito fortes. AUEHAUE




É isso, me desculpe pela demora em comentar. Eu estou trampando e em época de provas, e o último tempo livre que tive acabei investindo totalmente no RPG de DR no fórum. - Acho que você deveria dar uma olhada, é MUITO bom.


É isso, gostei bastante do capítulo como sempre. Ficou um pouco menor do que de costume, mas acho que mostrou tudo o que deveria mostrar num tempo incrível e em uma ótima harmônia. 


É isso, aguardo ansiosamente o próximo cap. Um abraço!

Rush o/
Fico feliz que tenhas gostado do capítulo. A relação entre o Jon e o Fantasma foi uma das bases para esta amizade conflituosa entre o Taiyou e o Zoroark, na realidade. Pus uma personalidade mais energética pois serviria como um contraste para o próprio adolescente. O fato de a Rathy nunca ter tido estes tipos de experiência foi para dar uma realçada na inocência dela - em comparação com o Taiyou que... Ops, quase saiu spoiler. Bem, a realidade é que a esmagadora maioria dos Astralis terão o mesmo nível de inocência, já que são criados - com algumas poucas exceções - em "redomas de vidro". Mais para frente eu programei umas situações cômicas com isso, não perdes por esperar. E acertasse em parte sobre a tatuagem nas costas dele. Realmente tem um significado oculto por detrás dela, mas não é bem algo de mercenários. É algo muito mais sombrio... Olha cara, devo dizer que a perca das Viralts também diminui um pouco a força do Astralis. Mais para frente vai ter para ter uma boa ideia da real força dele. Espero que gostes deste capítulo.


@Killer123 escreveu:Hey, DZ!

Desculpe a demora, já havia lido o capítulo antes, mas não tive muito tempo para isso. A escola está ferrando lindo comigo. Além de que eu tenho minha vida social, além de que tenho de trabalhar na minha fic, que está muito atrasada por sinal.

O capítulo foi bem quieto, mas eu gostei, a Rathy ter levado um sanduíche para o rapaz, foi uma ação bem inocente, mas muito legal da parte dela. Não esperava que ela fosse tao inocente, nunca ter visto um peito nu e já dar um escândalo desses. Imagine se ela visse outras coisas
No Gusta

A historia de Julia foi bem triste, mas me parece ser uma boa pessoa.

Espero o próximo capítulo
Boa sorte!

Killer o/
Sem problemas quanto a demora, cara. Eu mesmo por vezes demoro bastante a comentar e escrever. Quanto ao capítulos ser quieto... Bem, acho necessário que hajam tais momentos nas histórias para explicar melhor a história. Inocência vai fazer uma boa parte da personalidade dela e de outras personagens. Realmente a Julie sofreu bastante quando nova e por isso o apego às amizades que cultiva. Espero que gostes deste capítulo.



Capítulo VII - Sword Break

A escassa luz provida pelas estrelas era surpreendentemente mais do que suficiente para lhes iluminar o caminho. O frio era um companheiro indesejado ali fora; as lufadas de vento ininterruptas não auxiliavam. Rathy nada sentia, contudo – mesmo de minissaia. Quando Taiyou lhe perguntara como fazia isso, limitara-se a sorrir orgulhosamente.

– Os territórios da família Luftkalt são atormentados por nevascas constantes e temperaturas abaixo de zero. – Contara-lhe, as mãos entrelaçadas às suas costas. – As noites da Academia são quentes se tivermos de equipará-las. – Estufara o peito em orgulho.

Mas quando começara a rir o rosto da dama tornara-se instantaneamente vermelho. Fizera beicinho e distanciara-se a passos largos. O adolescente apenas observara-a por um tempo e então dera de ombros. Não fora sua intenção magoá-la. Talvez se desculpasse mais tarde. Talvez. No momento, a situação era excessivamente divertida para tal. Uma súbita rajada de ar gélido pusera fim ao seu sorriso. Olhara por cima do ombro, semicerrando as pálpebras. A sensação já o acompanhava há algum tempo. Duvidara a princípio, mas tornara-se complicado fingir ignorá-la. Estavam sendo seguidos. A única questão era a identidade do perseguidor.

Zoroark? Não, considerando que a loira estava lá o Pokémon teria surgido na primeira oportunidade para lhe importunar ou embaraçar. Pensara então em alguma patrulha escolar, mas descartara a opção com a mesma velocidade. Não lhe parecia que jovens aristocratas e estudantes de uma instituição de elite fossem possuir algum talento para espionagem. O mais provável era que fossem abordados tão logo os localizassem. Talvez Ariel... Não. Jamais o vigiara, nem mesmo quando jovem. Tendo em mente que poderia matá-lo facilmente se o quisesse, era desnecessário. A única outra opção...


– Ei, Taiyou-san. – A convocação trouxera-o de volta a realidade. A moça fitava-o curiosamente. As sombras da Academia os engoliam por completo. Por quanto tempo divagara? – Depois de amanhã eu e a Julie participaremos de uma competição em duplas na cidade. Então, hipoteticamente... Gostarias de, talvez... Ir assistir? – Perguntara timidamente.

– Seria uma honra. – Sorrira. O contraste do habitual orgulho da moça para a timidez do momento era-lhe inexplicavelmente encantador. Bem, no fim das contas sentia-se endividado para com a loira desde que rejeitara o convite. – Ficarei mais do que feliz em acompanhá-las.

Tornara-se surdo à réplica ao ouvir o farfalhar das folhas. O instinto tomara-o de imediato. Afastara Rathy com um empurrão e dera meia-volta. Um momento depois ficara cego de dor. Batera os dentes, suprimindo um urro de dor. Seu ombro queimava por entre as feridas. A arma era simples e rústica, mas igualmente ameaçadora. Era similar a uma armadilha para ursos atada a uma corrente. Sangue escorria pelo seu braço, quente e úmido. Agarrara a corrente, ignorando a dor em sua omoplata e o olhar aterrorizado da moça. Puxara-a de leve, mas fora suficiente para revelar o agressor.

Pela constituição física não devia ser muito mais velho que ele próprio. Vinte e três anos, talvez? As roupas eram majoritariamente negras com alguns poucos detalhes em prata fosco. A única coisa que reluzia eram os vinte centímetros da lâmina serrilhada de uma faca de caça. Um capuz cobria-lhe os cabelos e um pedaço de pano fazia o mesmo com seu nariz e boca. Os olhos eram castanhos. O equipamento não lhe era estranho; um membro do Murders? O que diabos fazia lá?


– I-Impossível...! – Ouvira a loira murmurar. Teria de tirá-la de lá. Seria difícil combatê-lo pensando em seu bem estar. – Se um intruso penetrasse no território da escola um alarme deveria ter soado... – Essa era uma informação preciosa. Só conhecia uma Astralis com a habilidade de passar despercebida por barreiras.

– Rathy, saia daqui e avise quem puder. – Usara um tom de quem não admitiria discussões. Tinha perguntas particulares a serem feitas ao agressor. – Eu e Zoroark devemos ser capazes de mantê-lo ocupado até a ajuda chegar. – Honestamente não fazia nem ideia de onde o canídeo estava ou estaria fazendo naquele momento, mas nunca que a adolescente sairia de lá se soubesse disso.

– M-Mas... – Um olhar fulminante e ela se calara. Pusera-se em pé e engolira em seco. – Entendido. – Assentira e, após um segundo de incerteza, acrescentou. – Por favor, não faça nenhuma loucura até eu voltar. – Girara sobre os calcanhares e pusera-se a correr.

Preparara-se para contê-lo, mas o homem não movera um músculo. Ótimo. Ao menos descobrira qual dos dois era o alvo. Ter atacado a loira fora um movimento calculado. Desviaria com facilidade se ele próprio fosse o alvo. Não importava. Um braço ferido não faria diferença. Um adversário desamparado não era ameaça, mesmo um membro dos Murders. Bem, ainda não poderia matá-lo. Só após obter suas respostas. Tão logo se vira a sós com o agressor esboçara um sorriso gélido. Aquilo seria divertido.

– Bem, deixemos de lado as clássicas perguntas de “Quem é você?” e “O que você quer?” que seriam respondidas com silêncio e vamos logo ao que interessa. – Levara a mão à arapuca em seu braço e começara a tateá-la com os dedos. – A garota que te mandou. – Vira-o mudar o peso de uma perna para a outra. Confirmara. – Por acaso ela lhe falou algo sobre quem e o que eu sou? – Limitara-se a dar de ombros ao constatar que não haveria uma réplica. – Como eu pensava. Permita-me dar-lhe uma demonstração.

Pressionara o indicador contra uma área em específico do objeto. Um rangido metálico fora ouvido quando os dentes se desprenderam de sua escápula. A armadilha então batera contra o solo. Suas mandíbulas completamente escancaradas quase que prontas para abocanhá-lo uma segunda vez. Sangue corria pelas fendas em seu braço, lento e constante. O mais provável era ter tido uma veia perfurada. Permitira-se um suspiro de alívio. Se por ventura houvesse cortado uma artéria sangraria até morrer em questão de minutos. Sorrira. Mesmo após anos, as armas utilizadas pelos agentes do Murders permaneciam as mesmas. Seria fácil contra-atacá-lo. Experimentara mover o ombro. Doía mais do que gostaria de admitir, contudo conseguia fazê-lo sem muitas dificuldades. Observara o momento em que seu agressor puxara a corrente para si. Agira por instinto. Concentrara energia em um de seus pés e, tão logo a arma deixara o solo, descera o calcanhar contra ela. Estilhaços voaram, reluzentes, quando a esmigalhara. A surpresa do inimigo fora incomensurável. Só então notara outro líquido incrustado nos dentes, fora seu sangue. Agarrara um deles e, sem pensar muito, lambera sua superfície. Exalara o ar em seus pulmões.

– Por um instante eu fiquei preocupado, mas é o mesmo veneno neuroparalisante que usavam meia década atrás... – Posicionara a lâmina como que uma faca de arremesso e atirara-a contra uma árvore próxima. A ponta enterrara-se fundo em sua casca. – Se é para diluí-lo em água ao menos poderiam acrescentar curare à mistura. Cumpriria a função bem mais rapidamente, mesmo em quem não possua uma resistência a venenos. – Sorrira maleficamente.

Isso dito, não estava isento de seus efeitos. Caso arrastasse a conversa por tempo demais começaria a sentir os efeitos. Teria de derrotá-lo o quanto antes. Dera um passo em frente. No mesmo instante o homem levara os dedos à boca e assobiara. Parara de imediato e olhara para trás ao ouvir um leve farfalhar de folhas. Do meio dos arbustos saíra uma serpente com pouco menos de três metros de comprimento. Suas escamas eram predominantemente negras, mas várias marcas espalhavam-se por seu corpo. Hexágonos dourados corriam do topo de sua cabeça à sua cauda. Caroços amarelos corriam ao longo de seu ventre. Padrões arroxeados, de formato similar a cicatrizes, despontavam aqui e ali. Um par de longas presas vermelhas escapava de seu maxilar superior. Seus olhos eram selvagens e do mesmo tom. A cauda tinha o formato de uma seta.

Apenas fitara silenciosamente o animal quando este lhe lançara um longo e cauteloso sibilo. Rastejava em zigue-zague, aproximando-se lentamente. Suprimira um murmúrio irritado. Não esperara um Pokémon, mas o homem sonhava alto se pensava que aquilo faria alguma diferença. Quando jovem era posto para lutar com uma dúzia de inimigos simultaneamente. Mesmo envenenado, dois não deveriam fazer muita diferença.

O criminoso dera o primeiro passo. Lançara a corrente contra seu rosto movimentando seu braço em arco. Esquivara com relativa facilidade, observando-a passar a centímetros de sua face. A serpente então surgira em seu campo de visão. Tinha a boca escancarada e os longos caninos tomados por um tom arroxeado. Fácil demais, pensara. Apertara as mãos contra seu pescoço e arremessara-a para longe. Saltara para longe com um chute, pondo mais alguma distância entre ele e seus agressores.

O réptil erguera-se velozmente e avançara uma segunda vez. Optara por uma abordagem diferente, entretanto. Abrira a boca e expelira uma densa e negra cortina de fumaça. Invadira-lhe completamente o campo de visão. Estava praticamente cego. Não era uma tática ruim, tinha de admitir. O cheiro de fuligem e carvão também lhe incapacitava o olfato. Fosse um indivíduo normal, ou mesmo um Astralis mediano, seria derrotado em questão de instantes. Não era nenhum dos dois. A distração dificultava a situação de fato. Tornava-a mais divertida, pensara. Um sorriso gélido formara-se em seu rosto. Fechara os olhos e relaxara os músculos. Respirara profundamente algumas vezes. E o mundo abrira-se ao seu redor. Sentia os arredores. Dera meia-volta e lançara um chute com a perna esquerda. A sensação de tocar algo macio fora sucedida por um grito esganiçado de dor. Feito isso se agachara como um sapo. Uma rajada de ar atingira-lhe os cabelos. Girando sobre os calcanhares erguera-se e agarrara o braço a sua frente. Dera meia volta e lançara o cotovelo para trás. O impacto fora mais forte e mandara-lhe ondas de dor por todo o membro. Contudo, o urro abafado que o sucedera trouxera-lhe um sorriso aos lábios. Soltara o pulso do homem e recuara alguns passos.

Continuara naquela dança às cegas pelo que lhe pareceram horas, embora soubesse que houvessem sido, se tanto, apenas alguns minutos. Nesse meio tempo não adquirira novas feridas. Não era um truque fácil de ensinar, mas uma vez aprendido tornava-se tão natural quanto respirar. A artimanha consistia em acalmar os nervos e sentir o espaço ao seu redor. Então, bastava sentir a presença dos indivíduos ao seu redor. Tornava-se especialmente útil ao defrontar diversos adversários em terreno fechado e com pouca luminosidade. Provara-se útil em suas missões de assassinato anos antes e, quando dormia ao ar livre, era um bom jeito de alertá-lo sobre predadores. Seria impossível fazê-lo mais cedo, quando o homem estava calmo. Agora, com medo e enraivecido, era brincadeira de criança.

O nevoeiro desaparecia ao seu redor. A intensidade e força dos golpes de seus adversários também. Abaixara-se bem a tempo de esquivar-se de um soco. Agarrara-lhe o pulso e lançara o punho contra seu cotovelo. Daquela vez o homem não conseguira segurar um berro de dor. Agarrara o braço quebrado e recuara alguns passos apressados. Chutara o chão e saltara para trás, pousando a alguns metros da agora diminuta cúpula de fumaça. Abrira os olhos. Um sorriso brotara em seus lábios tão logo vira a condição de ambos os adversários. O assassino tinha, fora a fratura, o manto em frente à sua boca sujo de sangue. A faca de caça estava presa entre os dedos, mas estes agora vacilavam vez ou outra. A serpente parecia razoavelmente melhor, embora vários hematomas estivessem espalhados por seu corpo. Tinha um dos olhos fechados e um filete de sangue corria dele. Dera de ombros, permitindo-se um momento para recuperar o fôlego.


– I-Impossível... – Ouvira-o murmurar. A voz era rouca e cansada, embora em parte julgasse ser por causa dos dentes quebrados. – O trabalho era para ser simples...

– Esse foi seu primeiro erro. – Interrompera Taiyou. O tom que usara era um misto de pena e frieza. Encarava-o firmemente. – Sua missão era supostamente me capturar, mas isto seria uma consequência, digamos, de sua verdadeira função: servir como teste. – Dissera sem qualquer compaixão. Estava cansado demais para fingimentos. – Raptar-me ocorreria somente caso eu estivesse demasiado fraco. Como esse não é o caso você se torna o que realmente é. Uma peça de sacrifício.

Era a opção com maior probabilidade de acerto em que pudera pensar. Mesmo com anos de convivência sempre lhe fora difícil saber a forma com que raciocinava. Os cinco anos sem vê-la não eram exatamente um auxílio. Mesmo assim... Perdera o juízo? Jamais seria detido por um homem só. Ansiava que ela ao menos aprendesse algo com aquilo. Observava-os. Estava certo disto, mas de nada adiantava. Não conseguiria rastreá-la e, honestamente, desconfiava se Ariel seria capaz de fazê-lo. Ela era boa a esse nível.

Voltara a atenção ao combate à sua frente. Os dedos de sua mão direita formigavam, decorrência do envenenamento. Teria de agir depressa. Tinha uma ideia de como subjugá-lo, mas teria de afastá-lo de Seviper. Ponderara sobre como o faria. Centenas de cenários passaram por sua mente, mas todos induziam ao mesmo resultado. Sorrira sombriamente. Vislumbrara o solo em frente aos seus pés. Um dos dentes da armadilha repousava a poucos centímetros de distância. Facilitava-lhe a operação. Inspirou o máximo de ar que pudera e exalara pela boca. Avançara um instante depois.

Movera-se mais rápido do que seus adversários julgaram ser possível. Agarrara rapidamente a lâmina e atirara-a contra a face da serpente. O animal desviara de imediato e, enraivecido, arremetera contra o jovem. A certa distância lançara a cauda para frente. A lâmina desta estava coberta por um sombrio tom ametista. Fácil demais, refletira internamente. Erguera-se em um salto e rodopiara sobre os calcanhares, desviando da investida. Era agora ou nunca. Desferira um golpe com as costas da mão na base de seu crânio. A besta esbugalhara o olho bom. Caíra a poucos metros sem qualquer controle. Quase um boneco de pano que é atirado ao chão. Não o surpreendia. O golpe que desferira paralisara temporariamente suas terminações nervosas. Em outras palavras, deixara o Pokémon cobra em um estágio similar a tetraplegia.

Uma sombra surgira em seu campo de visão. Saltara para trás em tempo de evitar uma facada. O homem a sua frente bufava tanto de raiva quanto cansaço. Nunca teria imaginado que capturar um adolescente fosse ser tão trabalhoso. Aquilo só deixava as coisas mais simples. Ao pousar fingira resvalar e perder o equilíbrio. O adversário caíra na armadilha. Atacara-o novamente em um movimento descendente. Sorrira e, no instante seguinte, estabilizara seu centro de gravidade. Levara seu braço de encontro à arma. Vira-o arregalar os olhos. Pressionado contra seu pulso estava o antebraço do jovem. Taiyou apenas observava a expressão em seu rosto, triunfante. Se avançasse com força tão logo o homem retirasse o braço aquilo criaria uma pequena, mas letal abertura. Uma simples, porém efetiva habilidade de combate. Logicamente falando era fácil, mas o timing necessário era crucial e, se calculado incorretamente, provar-se-ia fatal para o usuário. Não era algo que um amador pudesse copiar.


– A técnica do espadachim sem espada, mais conhecida como Sword Break. – Dissera ao ver a expressão confusa do atacante. – Uma habilidade considerada herege, mas que tem lá suas serventias. Sua autora é uma pessoa bem interessante. Chama-se Ariel Winel Saphir. – E, com um sorriso debochado, acrescentou. – Conheces?

Vira-o empalidecer ao ouvir o nome. Ao longo dos anos centenas de assassinos foram enviados para silenciá-la. Nenhum voltou com vida. Chegara a um ponto em que o Murders deixara de aceitar tais pedidos. Estava ciente de que a mulher era a diretora da Academia quando aceitara o trabalho. Mas se havia outro tipo de ligação com o alvo... Engolira em seco.

– Quem... Quem é você? – Dissera roucamente. Pela primeira vez aquela noite terror e medo transpareciam em sua voz. O jovem apenas dera de ombros.

– Bem, já que você vai morrer aqui não vejo problemas em contar-lhe. – Esboçara um sorriso gentil como o de uma criança. Um segundo depois toda bondade em sua face morrera. Raiva, tristeza, ódio, felicidade... Nada daquilo estava presente. Só havia frieza e sede de sangue em seu olhar. Suas próximas palavras foram pouco mais que um sussurro. – Eu sou um demônio... Treinado e criado na instituição que criava monstros.

Antes que qualquer outra palavra fosse dita jogara a mão livre contra a lateral da faca. Um baque surdo ocorrera quando a lâmina fora separada do cabo. Agarrara-a e, com um movimento veloz, enterrara a arma no pescoço do assassino. Felizmente o couro da luva era resistente e não tivera qualquer ferimento. Não poderia dizer o mesmo sobre o outro. Cambaleara de olhos arregalados para trás antes de cair de joelhos. Sangue escorria do ferimento em sua garganta e jorrava de sua boca. Em instantes tombara de face contra o solo. Os olhos estavam opacos e fixos no nada. Honestamente morrera mais rápido do que esperara.

Os pelos de sua nuca se arrepiaram. Fitavam-lhe com intensidade. Virara para trás a tempo de ver a serpente avançando com sua boca aberta. Suas presas afiadas aproximavam-se rapidamente. Preparara-se para contê-la, mas uma contração muscular involuntária paralisara-o momentaneamente. Estalara a língua. O veneno começara a agir na pior hora possível. Antecipara o impacto e pusera os braços à frente de seu torso. Ainda lhe causaria muita dor, mas conseguiria evitar um golpe fatal.

Não chegara a ser atingido.


Veloz como um raio um vulto negro surgira em seu campo de visão. Lançara-se contra a víbora, arremessando ambos para longe. Respirou fundo, aliviado. Havia demorado a voltar, mas sua chegada fora no momento certo. Com um rugido ameaçador Zoroark enterrara os dentes ao redor do pescoço do Pokémon venenoso. Cravara as garras ao longo de seu corpo, evitando que fosse ferido por um contra-ataque. O réptil negro agitara-se por algum tempo, até finalmente cessar seus movimentos. O canídeo só largara o corpo quando sentira que o animal morrera. Sangue pingava de suas mandíbulas e respirava ruidosamente, mas sorrira ao vê-lo. Tentara andar até seu parceiro, mas sentira sua cabeça subitamente leve. Uma leve tontura desnorteava-lhe os sentidos. Perdera sangue demais, compreendera de imediato. Sem os efeitos da adrenalina seu corpo começava a sentir o peso do ferimento. Os pés pareceram-lhe desajeitados quando tropeçara. Fora prontamente amparado pela raposa ilusória. Tinha usado um dos braços para dar-lhe suporte, percebera. Riu um pouco.

Não tardara muito para que Rathy surgisse acompanhada por Julie e três outros alunos. A expressão de todos quando viram a cena era impagável. Bem, não podia culpá-los. Um homem e um Seviper jaziam mortos aos seus pés. Outro aluno tinha o ombro seriamente ferido e o Pokémon que o segurava tinha sangue em suas mandíbulas. Perguntaram-lhe então se precisaria de alguma ajuda.


– Eu estou bem. – Mentira com um tom acolhedor. Não serviria de nada alarmá-los... Mais do que já estavam. Pigarreou antes de prosseguir. – Avisem a Ariel que tenho de falar com ela... – Tendo dito isso, permitira-se desmaiar.
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Re: Astral Zero

Mensagem por xKai em Qua 24 Jun 2015 - 17:09

Estava já bastante ansioso para este momento, quando aconteceria de fato uma batalha bem interessante, e como foi. No início eu estava achando o Taiyou um personagem um tanto que forte demais já que em seus pensamentos ele não estava achando que seu adversário era grande coisa... Particularmente eu achei bem forte, levando em conta que ele usou um artifício um tanto covarde que foi aquele veneno paralisante, mas meios são meios e ninguém pode contestar isso. Mesmo que o Taiyou seja teoricamente muito superior a batalha foi bem equilibrada e o Taiyou venceu por pouco... Apesar de ele ter passado este sufoco devido aos meios covardes implicados pelo oponente, incluindo o ferimento em seu braço.

Mas no geral eu achei bem interessante, pra variar você narrou perfeitamente e nos passou toda informação possível, desde o que pensavam os personagens, dor causada, infligida etc... Até os mais simples movimentos, praticamente senti como se estivesse mergulhado no embate, foi realmente empolgante. Incrível está habilidade que ele usou na batalha, apesar dele mesmo ter dito que foi criada pela Ariel, a cada capítulo que passa eu me surpreendo mais com esta mulher... Para as pessoas erradas ela deve ser terrivelmente assustadora, em pensar que a mesma seja muito mais forte que o Taiyou ao qual eu já considerava muito forte, é bastante intimidativo.

Por hora é isso, que tenha ainda mais sucesso com a fanfic e até o próximo capítulo.

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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Qua 24 Jun 2015 - 21:11

DZ!


Não achei que a batalha foi equilibrada, sinceramente, Taiyou DEU UMA SURRA no cara. Tanto moral quanto física. O veneno foi covardia - ainda mais por usar a Rathy como "isca" para acertar Taiyou -, mas mesmo envenenado o rapaz conseguiu vencer do homem e eu ainda tenho fé de que ele iria conseguir matar o Seviper antes mesmo do Zoroark chegar - só seria um pouco mais difícil, mas acho que a adrenalina iria mantê-lo desperto até matar a serpente.

Vou ser sincero, até agora eu achava que o Taiyou era bem fraquinho, mas... Pourra, essa batalha foi incrível. A forma que o Taiyou lidou com a situação - incluindo a perda de dois sentidos -, foi algo maravilhoso e digno de uma animação de anime. A forma em que enterrou a lâmina no pescoço do assassino foi ainda mais impressionante, eu realmente tiro o meu chapéu pra essa luta.

A parte em que ele fala "Eu sou um demônio", me lembrou de Ryuzaki. Deu até um calafrio quando li. Fico me imaginando uma luta entre Taiyou e Zoroark versus Ryuzaki e Suigetsu. Mesmo achando que o Feraligatr iria trucidar o pobre Zoroark, depois dessa batalha acho que Taiyou iria vencer do Demônio de Olhos Dourados em menos tempo que eu gostaria de admitir. AUEHAUHAE'

Eu pensei que Ariel iria surgir pessoalmente para matar o Seviper, mas fiquei feliz em ver que o Zoroark sentiu o perigo e salvou seu treinador, isso mostra que mesmo sendo cuzão, o Zoroark se preocupa com seu dono.

Agora fico curioso sobre os Murders. Esse ai pareceu ser um minion bem de baixo nível, mas temos levar em consideração que ele foi inteligente a ponto de conseguir envenenar Taiyou e conseguiu se infiltrar na academia sem ser pego. Isso me faz imaginar o quão fodástica seja essa organização.

Bem, eu AMEI o capítulo. Amei mesmo. Valeu a pena a espera.

É isso, aguardo ANSIOSAMENTEMENTE o próximo capítulo. NÃO SOME CARA. A sua fic - sem brincadeira - está sendo a minha fic preferida de todos os tempos.

No aguardo! Abraço!
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Re: Astral Zero

Mensagem por -Murilo em Seg 27 Jul 2015 - 19:33

Olá DarkZoroark! Fiquei um bom tempo sumido do fórum, mas to tentando voltar as ler as fanfics. Eu comecei pela sua porque já sabia do quanto você escreve bem e tal. Pois bem, não me arrependi porque a fic tá muito boa. A história é interessante e intrigante. Os personagens são interessantes, especialmente a dupla de protagonistas. A relação entre o menino e o zoroark é muito boa. Quando ele fala "o que ele iria pensar?" ou "ele iria me gozar" como se fossem amigos comuns de colégio. Eu sei que eles são amigos, mas dá pra ver que a relação deles é mais forte que a de só treinador e pokémon. Aliás, parece que não existe nem esse termo na sua fic né. A história dos viralts é muito boa. Os caras lutam MESMO ao lado dos pokémon e isso deixa as lutas muito mais interessantes e imprevisíveis. Aliás o Tayou (esqueci de copiar o nome XD) parece ser o mais forte da escola depois da diretora lá. Eu li até o cap cinco e na verdade estou esperando ver alguem bater de frente com ele e com esse zoroark enfadonho. Mas enfim, sua fic está ótima e vou tentar acompanhar agora. Eu li até o cap 5 e quis comentar logo antes que postasse mais cap e pra soubesse que estou acompanhando : )
Boa sorte até mais!
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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Seg 17 Ago 2015 - 10:41

Bom-dia a todos.
Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pela enorme demora para sair este novo capítulo. Entre outros problemas, o maior que tive foi um enorme bloqueio criativo para prosseguir com a história. Apesar de já ter este capítulo escrito a alguns meses, eu gosto de manter sempre 2 ou 3 capítulos de intervalo entre os postados aqui e os que tenho salvo. Assim, caso haja algum detalhe que mais tarde possa se tornar um problema, tenho tempo de concertá-lo. Além disso, estou planejando para lançar uma Fanfic sobre Code Geass no Fanfiction.net, aí isso também tirou um pouco da atenção. Finalmente, acabei comprando o Batman: Arkham Knight e, só para variar, acabei me viciando nele de certa forma. Peço desculpas novamente pela demora. Agradeço pelo feedback de vocês, pois é legal ter uma ideia do que estão achando da histórias. Então, sem mais delongas, vamos aos replies:


@xKai escreveu:
Estava já bastante ansioso para este momento, quando aconteceria de fato uma batalha bem interessante, e como foi. No início eu estava achando o Taiyou um personagem um tanto que forte demais já que em seus pensamentos ele não estava achando que seu adversário era grande coisa... Particularmente eu achei bem forte, levando em conta que ele usou um artifício um tanto covarde que foi aquele veneno paralisante, mas meios são meios e ninguém pode contestar isso. Mesmo que o Taiyou seja teoricamente muito superior a batalha foi bem equilibrada e o Taiyou venceu por pouco... Apesar de ele ter passado este sufoco devido aos meios covardes implicados pelo oponente, incluindo o ferimento em seu braço.

Mas no geral eu achei bem interessante, pra variar você narrou perfeitamente e nos passou toda informação possível, desde o que pensavam os personagens, dor causada, infligida etc... Até os mais simples movimentos, praticamente senti como se estivesse mergulhado no embate, foi realmente empolgante. Incrível está habilidade que ele usou na batalha, apesar dele mesmo ter dito que foi criada pela Ariel, a cada capítulo que passa eu me surpreendo mais com esta mulher... Para as pessoas erradas ela deve ser terrivelmente assustadora, em pensar que a mesma seja muito mais forte que o Taiyou ao qual eu já considerava muito forte, é bastante intimidativo.

Por hora é isso, que tenha ainda mais sucesso com a fanfic e até o próximo capítulo.

xKai o/
Primeiramente, fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Quanto ao Taiyou eu na realidade escrevi com o intuito de mostrar a superioridade dele em comparação com seu adversário - principalmente porque planejo introduzir mais para frente alguns que serão um desafio bem maior -, mas entendo que possam haver outras interpretações. Temos de lembrar que ele não era capaz de usar suas Viralts durante a batalha. O modo de pensar dele e a sua velocidade de análise possuem uma explicação que será revelada mais para frente na história. O veneno também não chegou a afetá-lo tanto quanto a perda de sangue. A Ariel é a personagem que planejei como sendo a mais forte da história, então pode-se ver que ela terá um bom número de truques escondidos nas mangas. Espero que gostes deste capítulo.


@Rush escreveu:DZ!


Não achei que a batalha foi equilibrada, sinceramente, Taiyou DEU UMA SURRA no cara. Tanto moral quanto física. O veneno foi covardia - ainda mais por usar a Rathy como "isca" para acertar Taiyou -, mas mesmo envenenado o rapaz conseguiu vencer do homem e eu ainda tenho fé de que ele iria conseguir matar o Seviper antes mesmo do Zoroark chegar - só seria um pouco mais difícil, mas acho que a adrenalina iria mantê-lo desperto até matar a serpente.

Vou ser sincero, até agora eu achava que o Taiyou era bem fraquinho, mas... Pourra, essa batalha foi incrível. A forma que o Taiyou lidou com a situação - incluindo a perda de dois sentidos -, foi algo maravilhoso e digno de uma animação de anime. A forma em que enterrou a lâmina no pescoço do assassino foi ainda mais impressionante, eu realmente tiro o meu chapéu pra essa luta.

A parte em que ele fala "Eu sou um demônio", me lembrou de Ryuzaki. Deu até um calafrio quando li. Fico me imaginando uma luta entre Taiyou e Zoroark versus Ryuzaki e Suigetsu. Mesmo achando que o Feraligatr iria trucidar o pobre Zoroark, depois dessa batalha acho que Taiyou iria vencer do Demônio de Olhos Dourados em menos tempo que eu gostaria de admitir. AUEHAUHAE'

Eu pensei que Ariel iria surgir pessoalmente para matar o Seviper, mas fiquei feliz em ver que o Zoroark sentiu o perigo e salvou seu treinador, isso mostra que mesmo sendo cuzão, o Zoroark se preocupa com seu dono.

Agora fico curioso sobre os Murders. Esse ai pareceu ser um minion bem de baixo nível, mas temos levar em consideração que ele foi inteligente a ponto de conseguir envenenar Taiyou e conseguiu se infiltrar na academia sem ser pego. Isso me faz imaginar o quão fodástica seja essa organização.

Bem, eu AMEI o capítulo. Amei mesmo. Valeu a pena a espera.

É isso, aguardo ANSIOSAMENTEMENTE o próximo capítulo. NÃO SOME CARA. A sua fic - sem brincadeira - está sendo a minha fic preferida de todos os tempos.

No aguardo! Abraço!

Rush o/
Primeiramente, fico feliz em saber que tenhas gostado deste capítulo. A utilização da Rathy como isca foi a única coisa em que eu consegui pensar que faria o Taiyou se ferir, de outra forma não haveria um combate propriamente dito. Eu também havia pensado previamente em pô-lo derrotando o Seviper, mas ainda assim ele levaria mais algumas feridas daquele último ataque do Pokémon serpente. As habilidades dele tem um motivo que será revelado mais para frente na história, mas posso dizer que ele não é, nem de longe, um Astralis normal. A parte do "eu sou um demônio" eu tinha criado como uma pequena pista sobre o passado dele, e só depois de ler seu comentário que percebi a semelhança com o Ryuuzaki. Sou o primeiro a concordar que o Zoroark ia levar uma porrada pro Suigetsu. Olha, a Murders terá um papel bem interessante com o passar do tempo, mas na questão da infiltração houve um certo auxílio externo que será levemente detalhado neste capítulo a seguir. Espero que gostes do mesmo.


@-Murilo escreveu:Olá DarkZoroark! Fiquei um bom tempo sumido do fórum, mas to tentando voltar as ler as fanfics. Eu comecei pela sua porque já sabia do quanto você escreve bem e tal. Pois bem, não me arrependi porque a fic tá muito boa. A história é interessante e intrigante. Os personagens são interessantes, especialmente a dupla de protagonistas. A relação entre o menino e o zoroark é muito boa. Quando ele fala "o que ele iria pensar?" ou "ele iria me gozar" como se fossem amigos comuns de colégio. Eu sei que eles são amigos, mas dá pra ver que a relação deles é mais forte que a de só treinador e pokémon. Aliás, parece que não existe nem esse termo na sua fic né. A história dos viralts é muito boa. Os caras lutam MESMO ao lado dos pokémon e isso deixa as lutas muito mais interessantes e imprevisíveis. Aliás o Tayou (esqueci de copiar o nome XD) parece ser o mais forte da escola depois da diretora lá. Eu li até o cap cinco e na verdade estou esperando ver alguem bater de frente com ele e com esse zoroark enfadonho. Mas enfim, sua fic está ótima e vou tentar acompanhar agora. Eu li até o cap 5 e quis comentar logo antes que postasse mais cap e pra soubesse que estou acompanhando : )
Boa sorte até mais!

Murilo o/
Que bom vê-lo retornando ao fórum. Fico feliz que tenhas gostado da história também. A relação do Taiyou com o Zoroark eu criei em cima daquela que eu tenho com os meus amigos, então deu para fazer um bom senso de camaradagem. Eu preferi deixar de fora o termo treinador para distanciar um pouco do senso comum das histórias, embora eu admita que isso cria uma certa dificuldade no número de sinônimos disponíveis ao escrever certas cenas. A Fanfic toda eu criei na realidade no conceito de humanos e Pokémons batalhando juntos, algo que infelizmente só é presente - ainda que muito minimamente - nos jogos da série Pokémon Ranger. Quanto a ser o mais forte da escola depois dela... Ainda não sei. Posso dizer com toda certeza que é um dos mais fortes, mas se é o segundo ou não ainda não me decidi - ou será que sim? Espero que gostes deste novo capítulo.


Capítulo VIII - Petite Teacher


– Tens certeza quanto a isso? – Indagara-lhe Ariel antes de tomar outro gole de seu chá. A sós em seu gabinete, exceto por seus parceiros, tomavam um café da manhã simples. Sua expressão era calma, mas o tom de voz demonstrava alguma dúvida. – Não poderia ser outra pessoa?

– Quais as probabilidades? – Perguntara-lhe retoricamente Taiyou. Pegara uma fatia de pão e arrancara um pedaço com os dentes. Prosseguira tão logo terminara de engolir o alimento. – A habilidade de ir e vir sem ser detectado... Sabes tão bem quanto eu que este é o poder de Excendeiss. – Bebera um pouco de água.

– Se for o caso não a nada que possamos fazer. Que problemático... – Suspirara em consentimento. Concordara com um leve aceno de cabeça. Não conseguiriam rastreá-la sem que lhes fosse permitido. Sorrindo mais gentilmente, a diretora prosseguira. – Seu ombro está recuperado?

– Sim. Sou-lhe grato por isso. – Experimentara movimentar o braço para lhe mostrar. Uma pontada de dor percorrera-lhe a clavícula. Contivera um murmúrio aflito. Era capaz de movê-lo sem muitas dificuldades, afinal. – Está um pouco sensível e inflamado, mas não deverei ter dificuldades.

Tinha de agradecê-la por isso. A unidade médica da academia era fenomenal. Passara a noite na enfermaria sob tratamento intensivo. De acordo com Ariel foram necessárias três bolsas de sangue para repor o tanto que perdera. O veneno fora mais complicado. Embora a fórmula fosse simples, nenhum dos médicos trabalhara anteriormente com ela. Inconsciente, não tivera como ajudá-los. Levara metade da noite para perceberem que a toxina era inofensiva e de efeito passageiro. Necessitaram da assistência da diretora para fechar-lhe os ferimentos, contudo. Não os diminuía por isso. Seu corpo inexplicavelmente apresentava uma forte rejeição natural a magia. Para curá-lo através de feitiços era essencial uma enorme fonte de energia. Silver Witch era uma das poucas pessoas que conseguia ajudá-lo nesse tipo de situação.

Despertara por volta das cinco horas da manhã. Logo que fora informada disso ela o chamara para seu escritório. Estavam as duas últimas horas debatendo as informações que obtivera de seu visitante noturno. Pausaram a discussão não mais que uma vez; quando os cozinheiros trouxeram-lhes o café da manhã. Retomaram-na com a mesma velocidade. Os Pokémons pouca importância deram à comida. Gallade estava parado em frente à vidraça. Com os braços cruzados e os olhos fechados assemelhava-se a uma estátua. Zoroark tratara de sentar-se de costas para uma parede. Cochilava profundamente. O primeiro descanso verdadeiro que tivera em dias, refletira. Sempre que dormiam ao ar livre revezavam a posição de sentinela em turnos. Parecia-lhe que o canídeo nunca adormecia completamente nestas situações. Duas semanas perdidos ao redor daquela floresta e os combates do dia anterior sem dúvidas cobraram seu preço.


– É bom saber. – Dissera a mulher com um sorriso sincero no rosto. Depositara a xícara sobre um delicado pires e entrelaçara os dedos sobre o colo. – Faria um favor para mim, por favor? – Assentira de leve. Teria de ser louco ou suicída para recusar um pedido dela. – Haverá mais tarde uma sessão de treinamento conjunto entre a sua turma e a Cyan Class. Seria interessante se puderes exibir um pouco das suas reais habilidades. – Não era o que esperava ouvir.

– Quer que eu aleije um dos seus educandos? – Indagara indiferentemente. Ainda que se refreasse, arriscava ferir gravemente seu oponente. A diretora limitara-se a fitá-lo calmamente com um sorriso nos lábios. Exalara o ar de seus pulmões e dera de ombros. – Tudo bem. Só não me culpe depois se algum deles for parar na ala hospitalar.

Prosseguira com o desjejum até ouvir ao badalar de sinos. Pusera-se de pé com um suspiro desanimado. Suas aulas começariam em pouco menos de meia hora. Levando em conta o tamanho da instituição teria de partir logo ou acabaria atrasado. Em geral pouca importância daria ao assunto. Todavia, considerando os boatos já circulando por entre os alunos, preferia não arriscar. Agarrara uma maçã de sobre a mesa e atirou-a contra Zoroark. O canídeo limitara-se a erguer uma mão para pegá-la. Aproximara o fruto de sua boca e dera uma mordida. Sumo escorrera-lhe por entre as presas. Erguera-se suprimindo um murmúrio irritado. Dera de ombros. Passariam as próximas três horas em uma sala de aula; tempo mais do que suficiente para que o Pokémon recuperasse suas forças. Talvez fizesse o mesmo. Despedira-se de Ariel apressadamente antes de sair do aposento.




– Prazer em conhecê-los. – Fizera uma leve reverência. Um pouco afastado, o canídeo cumprimentara-os com um brusco aceno de cabeça. Percorria o cômodo com os olhos, analisando cada ocupante separadamente. Fingiu ignorar e, com um sorriso, acrescentou. – Sou Taiyou Hildebrand. – Indicara seu parceiro com um movimento gentil da mão. – O mal-humorado ali é o meu companheiro, Zoroark. – Ouvira-o soltar um baixo som de advertência. Ignorara e voltara a olhar para frente. – Espero que nos demos bem de agora em diante.

Sussurros e conversas abafadas tomaram conta da turma. Já esperava por isso. Levara vinte minutos para ir do gabinete da diretora até lá. Não fosse Kristi e seu “passeio turístico” teria certamente se atrasado. Talvez a agradecesse outra hora. O cômodo era do tamanho de seu quarto, mas por conta de toda a mobília parecia menor. A forma arquitetônica lembrava-o da usada em antigos teatros. O chão era inteiramente coberto por um carpete azul-celeste tão bem conservado que parecia novo. Uma dúzia de longas mesas de laboratório estavam dispostas em duas filas de seis, cada qual em uma das extremidades laterais da sala. Um enorme quadro-negro cobria a parede à suas costas. Pensar em toda aquela extensão coberta por informação dava-lhe calafrios. Grandes janelas permitiam à luz inundar o ambiente.

Não eram muitos; pouco mais de trinta alunos. Incluindo a si próprio, somente seis ou sete eram garotos. Sorrira ao avistar Julie e Rathy sentadas na última fileira. Tal como pensara, a dupla enquadrava-se sublimemente na turma considerada como a dos alunos problemáticos. Eram também as únicas que não estavam comentando sobre ele. A loira sorrira timidamente quando o vira fitá-la, mas a morena limitara-se a virar o rosto para o lado. Tinha de tirar o chapéu para Ariel por alterar as memórias das duas quanto à noite anterior. Seria difícil persistir fingindo ser um estudante normal se alguém soubesse da batalha que tivera. Fizera o mesmo com o restante da sua “equipe de resgate”. Os únicos que sabiam algo eram os membros do corpo docente. Supunha não ter de se preocupar com estes abrindo a boca...? Erguera uma sobrancelha ao ver uma das garotas levantar o braço, como que aguardando para fazer uma questão. Curioso, indicara-lhe com a mão para se pronunciar.


– Qual... Qual é a sua comida favorita?

– Eh? – Indagara, sem ter certeza do que ouvira. A pergunta destoava completamente do que havia imaginado. Não faria mal responder, decidira por fim. Apoiara o queixo sobre o indicador e, após alguns instantes de reflexão, respondera.  – Bem... Acho que lasanha...

Dissera ainda em dúvida. Nunca parara para pensar nisso. Aquele fora o primeiro prato que passara por sua cabeça. Novos centros de fofocas explodiram em meio aos alunos, mais intensos desta vez. Fora metralhado por uma sequência de perguntas, cada uma mais estranha que a anterior. “Onde fica a sua cidade natal?”, “Quais são as suas medidas?”, “Qual lugar você lava primeiro no banho?”... Deuses, aquilo estava se tornando um caso de assédio sexual. Dizer que se sentia desconfortável seria pouco. Felizmente não precisara dizer nada. Um par de batidas contra o quadro-negro silenciara a turma.

– Acho melhor pararmos dúvidas antes que assustemos nosso novo colega. – Protestos decepcionados foram feitos, mas não lhe dera ouvidos. Limitara-se a olhar para o adolescente e, com um sorriso, dizer. – Um prazer conhecê-lo, Taiyou Hildebrand. Sou a professora da Lazure Class, Mirenya Yvenie. – Cumprimentara-lhe ligeiramente e então lhe indicou as carteiras. – Por favor, sente-se aonde quiser.

Apenas assentira. Tinha de admitir, sentia-se estranho em tê-la como instrutora. A julgar por sua altura e aparência não deveria ser muito mais velha que Iri. Quinze anos, no máximo. Possuía cabelos dourados e lisos que escorriam até os joelhos como uma cachoeira. Um par de longas madeixas caíam por sobre seus ombros. Seus olhos eram como um par de grandes safiras reluzentes. Trajava um curto vestido vermelho sob um jaleco de laboratório branco. Calçava um delicado par de saltos negros. Usava um fino colar de ouro com alguns detalhes trabalhados em lápis-lazúli. Ao seu lado havia um Pokémon branco com feições canídeas. Não era muito alta; teria, no máximo, um metro e meio. Sua cabeça era pequena e culminava em um par de curtas orelhas triangulares. Possuía uma marca púrpura sobre a testa e outra amarela logo acima do focinho. Longos bigodes de pontas áureos enfeitavam sua face. Seus braços eram quase que inteiramente coberto por pelos de pontas roxas. Ao redor de sua cintura havia um círculo de mesma cor. Suas pernas eram envoltas por uma pelagem púrpura, dando a ilusão de que usava calças. Possuía três garras em cada pé. Sua cauda era longa e fina, bipartida no final.

Tivera de conter Zoroark duas vezes para impedi-lo de começar um combate em meio à sala de aula. Mesmo exausto, era difícil pará-lo uma vez atiçado. No fim, só a promessa de que poderia se “divertir” durante o treinamento fora capaz de sossegá-lo. Feito isso, voltara sua atenção para a escolha de lugares. Pensara em sentar-se perto de Rathy, mas não estando no melhor dos entendimentos com Julie... Melhor não arriscar. Optara por sentar-se em uma fileira particularmente vazia. Cada uma teria como acomodar seis ou sete alunos, mas haviam só três ali. Duas garotas sentadas à ponta lhe cederam passagem quando se aproximara. Sob a janela um jovem tinha a face enterrada sobre seus bruços. Ao se aproximar ficara surpreso ao ver que dormia profundamente. Sentara-se a um par de carteiras de distância. Zoroark metamorfoseara-se em um Vulpix e deitara-se sobre a mesa. Após acalmar novamente a classe Mirenya começara a dar a aula.

Perdera o interesse após uma hora. A matéria não lhe era nova. Quando jovem eram lhe dadas cinco horas de aula diárias, sete dias por semana. Nos dois anos que passara com Ariel, o tempo de estudo fora ampliado para seis horas. Comparado ao conteúdo que lhe fora ensinado o tópico era relativamente fácil. A professora explicava bem e não se aprofundava em tópicos desnecessários. Jogou a cabeça para trás, com os olhos fixos no teto. Pensava em assuntos sem nexo, em uma tentativa de acabar com o próprio tédio. Estava quase dormindo quando a aula fora encerrada pelo tocar de um sino. Esfregara os olhos, resmungando baixo. Não era a melhor forma de ser desperto. A julgar pela expressão rabugenta do lobo sombrio, ainda transformado, concordavam nesse ponto. Vistoriara a área ao seu redor. Aqui e ali alunos já se levantavam para sair ou juntavam-se a outros para conversar. Um súbito bocejo chamara-lhe a atenção. Redirecionara sua atenção a tempo de ver o antes adormecido colega se espreguiçando confortavelmente. A julgar pela aparência, deveriam ter a mesma idade. Seus cabelos eram longos e rubros, escorrendo até o meio das suas costas. Um par de mechas descia pelos lados de sua face, quase como longos caninos. Outro caía por sobre seus ombros e estendia-se até sua clavícula. Seus olhos eram significativamente mais escuros, beirando ao tom de vinho. Sua pele era relativamente pálida. Além do uniforme usava um bracelete negro ao redor de um dos seus pulsos. Tinha uma expressão sonolenta, mas sorriu gentilmente quando percebeu seu olhar.

– Oi. Você que é o aluno novo, não? – Perguntara de maneira simpática. Estendera-lhe a mão. – Eu sou Ren Weingart. Um prazer conhecê-lo!

– Taiyou Hildebrand. Digo-lhe o mesmo. – Retribuíra o comprimento. Quando recuou a mão viu-o apoiar o queixo sobre o indicador e fitá-lo com curiosidade.

– Que curioso. – Dissera gentilmente. – Você é bem mais legal do que eu esperava do suposto pervertido de quem todos vêm falando! – Comentara com muita tranquilidade. Teria ficado cabisbaixo normalmente, mas ao invés disso caíra na gargalhada.

– Francamente... Não sei dizer se tu és um gênio ou um idiota para dizer esse tipo de coisa com tanta sinceridade. – Zoroark encarava-o sem entender, mas enfim dera de ombros e pulara para o chão, retornando ao seu físico habitual. – Bem, admito que sejas um cara interessante. Dou-lhe crédito por isso.

O ruivo limitara-se a sorrir timidamente e coçar a nuca, quase que lisonjeado. Arqueara uma sobrancelha. Aquele jovem era quase tão enigmático quanto Ariel. Um pouco mais aéreo, mas de compreensão igualmente complicada. Com um suspiro, pusera-se de pé. Presumia que se divertiria mais com a aula seguinte. O canídeo negro conseguiria extravasar um pouco na pior das hipóteses. Isso possivelmente despacharia um ou dois Pokémons para a unidade de tratamento intensivo, mas se tranquilizasse seus nervos... Descera o curto lance de escadarias e caminhara à porta. Tivera, contudo, seu nome chamado pela professora. Resistira a tentação de dar um suspiro entristecido e dera meia-volta.

– Posso ajudá-la?  – Perguntara educadamente. A loira apenas fitava-o silenciosamente, como que o avaliando. Sentia-se incomodado, ainda mais por ser uma garota vinte centímetros mais baixa o vistoriando. Ao seu lado Zoroark divertia-se assistindo à cena. Praguejara mentalmente. Faria-o pagar mais tarde.

– Já me decidi. – A voz dela trouxera-o de volta a realidade. Um pequeno sorriso surgira em seus lábios e uma fagulha de determinação relampejara em seus olhos. Estendera uma mão e apontara o indicador em sua direção. – Após anos, finalmente encontrei o meu parceiro!

– Eh? – Perguntara pela segunda vez naquela manhã. Ouvira em alto e bom som a exclamação, mas ficara sem entender seu total sentido. Poderia ser um convite para participar na Battre de Champions? A única restrição para inscrição era que todos os participantes tivessem vinte e dois anos ou menos. A julgar pela aparência da instrutora, aquilo não seria problema. Teria de se certificar, contudo. – O que isso quer dizer? – Se fosse de fato uma invitação teria de recusar.

– Ah, sim! Creio que tenha de me esclarecer... – Mordera a ponta do polegar, pesando suas próximas palavras. Tossira algumas vezes contra a mão antes de prosseguir. – Deves estar sabendo que todos na Academia já ouviram sobre certo rumor, não? – Só pudera sorrir, nervoso, em resposta. A educadora parecia satisfeita, entretanto. – Mas eu descobri a verdade por trás disso. – De alguma forma o ar de autoafirmação ao seu redor não lhe deixava seguro quanto à alegação. – Sim! Assim como eu própria, és um apreciador da arte que é o corpo feminino em desenvolvimento! Um gênio da avaliação!

– Isso me parece errado de certa forma... – Dissera, uma gota de suor formando-se em sua têmpora. Quais parâmetros Ariel avaliara quando a contratara? – Você é realmente uma professora?

– Não estás interessado? – O desânimo em sua voz era tangível. – Supus que compreenderias esta irrefreável ânsia, considerando que és um homem. Ou talvez não tenhas interesse em garotas? – A curiosidade era o único sentimento em sua face, mas não pudera deixar de notar a malícia existente na própria frase.

– Errado. – Desmentira com veemência. A mentora sorrira, satisfeita.

– Então não há qualquer problema, não é mesmo?! – Desistira de argumentar a essa altura. Ela era mais difícil de convencer que a própria Silver Witch. Dando-se por satisfeita, a moça prosseguiu. – Apesar de eu não ter interesse romântico em homens, sempre quis um amigo com interesses em comum! – O sentimento seria mais bonito se não soubesse de todos os detalhes. – Sugiro que para selarmos o nascimento desta nossa aliança participemos de uma pequena aventura!

– “Aventura”? – Medo era pouco para descrever o que sentia sobre o significado daquela palavra.

– Isso! Vocês irão treinar agora, não é mesmo? – Confirmara de leve com a cabeça. Mirenya parecera satisfeita. Ele próprio, por outro lado, estava incerto sobre como se sentir. – Nesse momento as puras e inocentes donzelas devem estar apenas em suas roupas de baixo enquanto se trocam, não? Como evitar que demos uma espiada?! Eu inclusive sei de um ótimo lugar para observarmos...

O ânimo com que ela falara descartava a opção de ser apenas uma brincadeira. Exalara pesadamente o ar de seus pulmões. Uma professora destas e ele que era taxado como depravado sexual? Estava sendo sacaneado. Aprontara-se para dizer sua recusa, mas não fora necessário. Um vulto, tão rápido que só pudera ver um borrão, passara em frente aos seus olhos. No instante seguinte Mirenya estava posta sobre o ombro de Mienshao. Debatia-se chutando o ar e dando-lhe murros nas costas, mas a guerreira apenas ignorava-a. Fizera um gesto de desculpas com a mão e dera meia-volta. Caminhara porta a fora com a professora a tiracolo. Só pudera sorrir timidamente enquanto Zoroark caía em gargalhadas. Não havia nenhum educador normal naquela escola?
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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Ter 18 Ago 2015 - 0:53

Boa noite, DZ! /o/

Nossa cara, eu achei muita coincidência. No dia que eu voltei do meu bloqueio de criatividade com um cap novo você também volta! Que coincidência agradável! <3

Eu admito que fiquei preocupado nesses últimos dias. Pensei que tu tinha se desanimado e desistido da fic, o que seria uma tragédia horrível, vendo que essa é a minha fic preferida do fórum. E embora alguns caps - como este - não tenham tido ação, eu ADORO como você explora não só os personagens principais como os coadjuvantes que surgem com o decorrer do tempo.

Finalmente um aluno foi introduzido. Da forma com que você havia descrito sobre a academia, eu cheguei a pensar que de 200 garotas só existisse 1 rapaz. Cheguei até a pensar que o Taiyou fosse o único aluno da academia, mas finalmente outro garoto foi introduzido. Fiquei curioso com esse ruivo, e talvez seja por causa do My Kirlia is a Cupid, mas todo ruivo em uma fic de Pokémon, pra mim pelo menos, tem alguma linha evolutiva do Charmander.

Esse cap começou bem sério e até um pouco sinistro. Ficou aquele suspense sobre os Murderers e todo aquele clima do "temos que descobrir como detê-los", mas ocm o desenrolar do cap, eu ri pra caramba.

As perguntas que os alunos fizeram à Taiyou foram brilhantes. Afinal, se você vai conhecer um aluno novo, você sempre pergunta a suas medidas não? AEUAEAE' Fiquei curioso em saber se você vai explorar todos esses alunos da Cyan Class.

OUtra coisa que notei é que faz um tempinho já que a Rathy caiu de Main Character pra um Recurring Character. Ela está agindo como uma coadjuvante e isso não é ruim, pois dá a fic o tom de POV do Taiyou, mesmo não sendo em primeira pessoa. Eu ainda to shippando os dois. Taithy/Rayou <3

E essa professora? Eu jurava que ela estava querendo dar pro Tayou ou coisa do gênero, só depois que ela se revelou como lésbica/bi/pam. Imagino como o sangue do Taiyou circulou pra baixo quando ela pareceu satisfeita com aqueles rumores e concordou que era uma boa o Taiyou ser pervertido. Só espero que Ariel não descubra, se não ela é mandada por justa causa né? E ainda leva um processo e vai encaminhada pra fundação casa. AUEHAUE'

Fico pensando, se o Zoroark quis tretar com a Mienshao, você irá ser fiel aos jogos? Pois nos jogos a Mienshao destrói o Zoroark em qualquer possibilidade praticamente, mas a magia das fics pode fazer até um Farfetch'd ser foda, então imagino que o Zoroark poderia surpreender numa batalha. Ah, falando nisso, queria ver o potencial total do Zoroark em uma luta, já que até agora não foi muito explorado vendo que as batalhas foram em ocasiões em que ele não estava preparado e pretendia não destruir totalmente seu oponente.

De qualquer forma, o cap foi magnífico, beirando na nota 9.5/10. Esse 0.5 foi por causa do tamanho, pois achei esse cap menor do que os demais.

Enfim, sei que é fácil falar, mas tente não desanimar com a fic. Por mim você poderia postar um cap por dia que eu ficaria super satisfeito. Sua escrita é fenomenal e sua criatividade é invejável. Qualquer coisa nos conversamos pelo Skype para alimentarmos esse entusiasmo em continuar nossas fics. AUEHAUE'

É isso. Aguardo ansiosamente desde já o próximo cap que vai ser postado em menos de uma semana, demoro? AEUHAUE'

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Re: Astral Zero

Mensagem por xKai em Qui 20 Ago 2015 - 10:36

Desculpe a demora, iria comentar no dia em que você postou, mas certas razões me impediram para tal, além de eu também estar meio ocupado escrevendo duas fanfcis simultaneamente... Bom, vamos lá para o que interessa que é o comentário.

Pra começar o capítulo foi excelente, não sei se foi sua intenção, mas acabei rindo em certas ocasiões... Meio problemático isso do Taiyou ser acusado como um depravado sexual... Mas bem que ele anda merecendo -q É uma pessoa bastante enigmática, que esconde muitos segredos, mas ultimamente ele anda meio metido também por conta disto, sem contar que ele parece bem popular com o sexo oposto, o que acaba aumentando mais seu ego xP Adorei essa professora... Me pergunto se ela realmente é assim ou estava sacaneando o Taiyou... Ou talvez ela, de fato aprecia mais o corpo feminino do que o masculino, não é?

Estou bem curioso para saber sobre este Battre de Champions, imagino que vá ser uma competição muito importante, e que acontecerá muito por trás dos panos também, então aguardo ansiosamente para ver como você irá descrever, acho que será uma espécie de jogos mágicos, como em Fairy Tail, mas como algumas incrementações.

Curti o personagem novo, ele parece ser alguém mais despojado, espero que esta personalidade não se perca, pessoas mudam afinal... Pelas descrições, tirando a cor do cabelo ele me pareceu bastante com o Luke Fon Fabre, dos Jogos e anime Tales of the Abyss... Mas é uma comparação irrelevante, apenas imaginei a aparência dele desta maneira. Por hora é só, até o próximo capítulo e que ele seja tão bom como este.

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Re: Astral Zero

Mensagem por Kirkos em Ter 25 Ago 2015 - 13:56

Li só o prólogo.

Pensei em mais de 20 Pokémons porque inicialmente eu achei que as espadas (por causa do título) eram alguma referência a um Leaf Blade então considerei de Gallade a Sceptile. Eu também supus que o Ryhorn (eu achei que era um mas não sei afirmar) usou Rock Wrecker e Flash Cannon mas não sei se estou certo. E aí depois eu percebi que eram espadas de verdade e aí eu vi que a luta era bem séria e eu fiquei de boca aberta porque o negócio tava tão bem elaborado que eu tive que voltar umas três vezes para poder pegar as sacadas durante a luta. Juro, pra mim pareceu que estava tudo em câmera lenta. E o que falar do nome Liguria Aquallir além de: que nome foda pqp Eu já tive boas ideias para nomes mas esse... Sei lá, me veio um misto de diversos sentimentos em relação a essa pessoa.

No mais, escrita impecável, história misteriosa. Vou ler o resto e comentar aqui depois. Parabéns (:
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Re: Astral Zero

Mensagem por Black~ em Ter 25 Ago 2015 - 17:46

Bom, vamos lá.

Realmente demorei muito tempo para voltar à área de fanfics, mas cá estou. Que triste que você postou só dois capítulos nesse tempo todo, mas que bom, pois deu pra eu ler tudo de uma vez e não revelar tantos mistérios -q, mas enfim. Sem mais delongas, vou tentar resumir o comentário sobre os dois últimos capítulos.

O capítulo VII foi mais sombrio e misterioso, focado na batalha, que por sinal, ficou excelente. Explorou todo o potencial do Taiyou. Já era de se imaginar que ele fosse forte, mas a batalha o elevou a níveis supremos, ele deu um pau no adversário, e eu também acho que ele se livraria do Serperior, apesar de ter uma relativa dificuldade. Naquele momento que o Taiyou não consegue enxergar mais nada e começa a ir pelos sentidos, só pude pensar no Demolidor huhauha, teve alguma inspiração nele?

A relação do Taiyou com o Zoroark é realmente bem bacana. O Zoroark parece que sentiu o perigo que o amigo sofria e resolveu aparecer lá para ajudá-lo na briga, apesar, de como já ter sido dito, o Taiyou conseguiria se virar sozinho. E esse Murder é realmente bem estranho, vamos aguardar.

O outro capítulo, como o Rush falou, não teve batalhas, mas foi justamente isso que fez dele um excelente capítulo, pois foi mais baseado na personalidade dos personagens, além de inserir mais dois novos personagens (o ruivo e a professora tarada).

Esse segundo capítulo começou bem sério, mas no final ficou tudo bagunçado -q, não que seja uma crítica, muito pelo contrário. Achei interessante ter explorado esse lado cômico após todos os "problemas" do capítulo anterior, chegou a ser até um cliffhanger, mas enfim.

Bem, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Sex 4 Set 2015 - 18:20

Boa-tarde a todos!
Bom, vou aproveitar que tive um surto repentino de inspiração e postar o próximo capítulo da história. Originalmente ele iria sair mais cedo, mas estou trabalhando em uma segunda história ao mesmo tempo - esta ainda em estágio de desenvolvimento - e aí acabou demorando um pouco mais por motivos óbvios. Enfim, deixando estes detalhes de lado, agradeço a todos que puderam comentar. Fico realmente feliz que estejam gostando do andamento da história. Vamos então aos replies:


@Rush escreveu:Boa noite, DZ! /o/

Nossa cara, eu achei muita coincidência. No dia que eu voltei do meu bloqueio de criatividade com um cap novo você também volta! Que coincidência agradável! <3

Eu admito que fiquei preocupado nesses últimos dias. Pensei que tu tinha se desanimado e desistido da fic, o que seria uma tragédia horrível, vendo que essa é a minha fic preferida do fórum. E embora alguns caps - como este - não tenham tido ação, eu ADORO como você explora não só os personagens principais como os coadjuvantes que surgem com o decorrer do tempo.

Finalmente um aluno foi introduzido. Da forma com que você havia descrito sobre a academia, eu cheguei a pensar que de 200 garotas só existisse 1 rapaz. Cheguei até a pensar que o Taiyou fosse o único aluno da academia, mas finalmente outro garoto foi introduzido. Fiquei curioso com esse ruivo, e talvez seja por causa do My Kirlia is a Cupid, mas todo ruivo em uma fic de Pokémon, pra mim pelo menos, tem alguma linha evolutiva do Charmander.

Esse cap começou bem sério e até um pouco sinistro. Ficou aquele suspense sobre os Murderers e todo aquele clima do "temos que descobrir como detê-los", mas ocm o desenrolar do cap, eu ri pra caramba.

As perguntas que os alunos fizeram à Taiyou foram brilhantes. Afinal, se você vai conhecer um aluno novo, você sempre pergunta a suas medidas não? AEUAEAE' Fiquei curioso em saber se você vai explorar todos esses alunos da Cyan Class.

OUtra coisa que notei é que faz um tempinho já que a Rathy caiu de Main Character pra um Recurring Character. Ela está agindo como uma coadjuvante e isso não é ruim, pois dá a fic o tom de POV do Taiyou, mesmo não sendo em primeira pessoa. Eu ainda to shippando os dois. Taithy/Rayou <3

E essa professora? Eu jurava que ela estava querendo dar pro Tayou ou coisa do gênero, só depois que ela se revelou como lésbica/bi/pam. Imagino como o sangue do Taiyou circulou pra baixo quando ela pareceu satisfeita com aqueles rumores e concordou que era uma boa o Taiyou ser pervertido. Só espero que Ariel não descubra, se não ela é mandada por justa causa né? E ainda leva um processo e vai encaminhada pra fundação casa. AUEHAUE'

Fico pensando, se o Zoroark quis tretar com a Mienshao, você irá ser fiel aos jogos? Pois nos jogos a Mienshao destrói o Zoroark em qualquer possibilidade praticamente, mas a magia das fics pode fazer até um Farfetch'd ser foda, então imagino que o Zoroark poderia surpreender numa batalha. Ah, falando nisso, queria ver o potencial total do Zoroark em uma luta, já que até agora não foi muito explorado vendo que as batalhas foram em ocasiões em que ele não estava preparado e pretendia não destruir totalmente seu oponente.

De qualquer forma, o cap foi magnífico, beirando na nota 9.5/10. Esse 0.5 foi por causa do tamanho, pois achei esse cap menor do que os demais.

Enfim, sei que é fácil falar, mas tente não desanimar com a fic. Por mim você poderia postar um cap por dia que eu ficaria super satisfeito. Sua escrita é fenomenal e sua criatividade é invejável. Qualquer coisa nos conversamos pelo Skype para alimentarmos esse entusiasmo em continuar nossas fics. AUEHAUE'

É isso. Aguardo ansiosamente desde já o próximo cap que vai ser postado em menos de uma semana, demoro? AEUHAUE'

Um abraço! <3

Rush o/
Coincidência das grandes, admito! O problema em si para a demora do capítulo foi, na realidade, que eu fiquei empacado por cerca de duas semanas em uma frase. Só depois deste período que eu consegui de fato prosseguir com a história. É dose quando acontece esses bloqueios criativos... Sendo franco, eu não chego a pensar que exploro com tanto enfoque os personagens secundários da história, ao menos por hora. Olha, para ser franco eu achei que ficaria meio chato - e bem coisa de harém - se fosse apenas um cara no meio de um mar de beldades. Embora Light-Novels tenham um enfoque maior em personagens femininas, há também um uso excelente dos masculinos secundários na maior parte dos casos. Olha, no caso o Ren não vai usar um Charmander, mas posso revelar que o Pokémon dele é de uma espécie bem interessante. Por isso, aguarde. Quanto a Rathy, na realidade o nível de atuação dela na Fic vai voltar a subir em capítulos posteriores, mas por hora vai ser algo bem raso mesmo. O POV principal mesmo vai ser o Taiyou. Ficaria difícil manipular a aparição efetiva de vários personagens ao mesmo tempo. A professora eu tomei como base uma personagem de uma certa light-novel que eu curto bastante. Pode ficar tranquilo que a Ariel não vai demitir ela por isso; não ter alguém para incomodar o Taiyou ia ser uma depressão só. Olha, vou dizer que cheguei mesmo a cogitar um combate entre o Zoroark e o Mienshao, mas acabei descartando pelo menos por hora. O potencial pleno do vulpino será explorado com maior enfoque nos capítulos finais deste primeiro volume, então fique no aguardo. Quanto ao tamanho do capítulo, ele e este que estou postando agora eram para ser o mesmo originalmente, mas achei melhor dividi-lo em dois para não ficar muito grande - fora que há uma diferença grande no conteúdo dos dois. Espero que gostes deste capítulo.


@xKai escreveu:
Desculpe a demora, iria comentar no dia em que você postou, mas certas razões me impediram para tal, além de eu também estar meio ocupado escrevendo duas fanfcis simultaneamente... Bom, vamos lá para o que interessa que é o comentário.

Pra começar o capítulo foi excelente, não sei se foi sua intenção, mas acabei rindo em certas ocasiões... Meio problemático isso do Taiyou ser acusado como um depravado sexual... Mas bem que ele anda merecendo -q É uma pessoa bastante enigmática, que esconde muitos segredos, mas ultimamente ele anda meio metido também por conta disto, sem contar que ele parece bem popular com o sexo oposto, o que acaba aumentando mais seu ego xP Adorei essa professora... Me pergunto se ela realmente é assim ou estava sacaneando o Taiyou... Ou talvez ela, de fato aprecia mais o corpo feminino do que o masculino, não é?

Estou bem curioso para saber sobre este Battre de Champions, imagino que vá ser uma competição muito importante, e que acontecerá muito por trás dos panos também, então aguardo ansiosamente para ver como você irá descrever, acho que será uma espécie de jogos mágicos, como em Fairy Tail, mas como algumas incrementações.

Curti o personagem novo, ele parece ser alguém mais despojado, espero que esta personalidade não se perca, pessoas mudam afinal... Pelas descrições, tirando a cor do cabelo ele me pareceu bastante com o Luke Fon Fabre, dos Jogos e anime Tales of the Abyss... Mas é uma comparação irrelevante, apenas imaginei a aparência dele desta maneira. Por hora é só, até o próximo capítulo e que ele seja tão bom como este.

xKai o/
Sem problemas com a demora cara. Eu mesmo levo bastante tempo entre um capítulo e outro, então não esquenta. Fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Na realidade a intenção foi bem essa mesmo; dar um ar de descontração em relação ao capítulo anterior. Tem uma razão para o Taiyou ter segredos e esconder informação, mas isso será revelado com o decorrer da história. Outro ponto é que ele não é exatamente convencido; na minha modesta opinião para uma pessoa ser considerada como "convencida" não deve haver bases para suas afirmações. No caso dele há, mas não vou falar muito mais sobre isso por hora ao menos. A Battre de Champions ainda vai demorar um pouco para aparecer visto que será um dos grandes eventos da história, mas posso dizer que não é exatamente como os Grandes Jogos Mágicos de Fairy Tail. Há umas diferenças bem marcantes nesse meio. Não precisa se preocupar com o Ren; ele é aquele tipo de personagem meio cabeça de vento, então não haverão mudanças muito bruscas de sua personalidade. Devo dizer que a aparência dos dois é bem parecida, mudando alguns poucos detalhes como a cor dos olhos. Enfim, espero que gostes deste novo capítulo.


@Kirkos escreveu:Li só o prólogo.

Pensei em mais de 20 Pokémons porque inicialmente eu achei que as espadas (por causa do título) eram alguma referência a um Leaf Blade então considerei de Gallade a Sceptile. Eu também supus que o Ryhorn (eu achei que era um mas não sei afirmar) usou Rock Wrecker e Flash Cannon mas não sei se estou certo. E aí depois eu percebi que eram espadas de verdade e aí eu vi que a luta era bem séria e eu fiquei de boca aberta porque o negócio tava tão bem elaborado que eu tive que voltar umas três vezes para poder pegar as sacadas durante a luta. Juro, pra mim pareceu que estava tudo em câmera lenta. E o que falar do nome Liguria Aquallir além de: que nome foda pqp Eu já tive boas ideias para nomes mas esse... Sei lá, me veio um misto de diversos sentimentos em relação a essa pessoa.

No mais, escrita impecável, história misteriosa. Vou ler o resto e comentar aqui depois. Parabéns (:

Kirkos o/
Primeiramente, deixe-me dizer que me sinto feliz de teres gostado da história. Na realidade o Pokémon da Liguria não vai ser revelado por hora pois poderia comprometer, ainda que minimamente, sua identidade. Quanto ao da adversária, era na realidade um Rhyperior e os movimentos eram Rock Throw e Hyper Beam. Como eu não pus tanta descrição no prólogo para esconder a identidade de uma das duplas, acho que seja por isso. A batalha em si eu me baseei em alguns momentos de Light Novels e Visual Novels, se bem que os combates em praticamente todas as séries de animes de Fate sejam um ótimo auxílio visual para a criação de novos movimentos. Fico feliz que tenhas gostado do nome. Eu acho que levei uma hora antes de conseguir bolar algo que tivesse uma certa musicalidade no geral. Espero que gostes da Fanfic e continues acompanhando.


@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Realmente demorei muito tempo para voltar à área de fanfics, mas cá estou. Que triste que você postou só dois capítulos nesse tempo todo, mas que bom, pois deu pra eu ler tudo de uma vez e não revelar tantos mistérios -q, mas enfim. Sem mais delongas, vou tentar resumir o comentário sobre os dois últimos capítulos.

O capítulo VII foi mais sombrio e misterioso, focado na batalha, que por sinal, ficou excelente. Explorou todo o potencial do Taiyou. Já era de se imaginar que ele fosse forte, mas a batalha o elevou a níveis supremos, ele deu um pau no adversário, e eu também acho que ele se livraria do Serperior, apesar de ter uma relativa dificuldade. Naquele momento que o Taiyou não consegue enxergar mais nada e começa a ir pelos sentidos, só pude pensar no Demolidor huhauha, teve alguma inspiração nele?

A relação do Taiyou com o Zoroark é realmente bem bacana. O Zoroark parece que sentiu o perigo que o amigo sofria e resolveu aparecer lá para ajudá-lo na briga, apesar, de como já ter sido dito, o Taiyou conseguiria se virar sozinho. E esse Murder é realmente bem estranho, vamos aguardar.

O outro capítulo, como o Rush falou, não teve batalhas, mas foi justamente isso que fez dele um excelente capítulo, pois foi mais baseado na personalidade dos personagens, além de inserir mais dois novos personagens (o ruivo e a professora tarada).

Esse segundo capítulo começou bem sério, mas no final ficou tudo bagunçado -q, não que seja uma crítica, muito pelo contrário. Achei interessante ter explorado esse lado cômico após todos os "problemas" do capítulo anterior, chegou a ser até um cliffhanger, mas enfim.

Bem, é só e boa sorte com a fic.

Black~ o/
Bom vê-lo de volta pela área. Quanto ao motivo do pequeno número de capítulos, foi em decorrência de um pequeno bloqueio que tive para continuar com um capítulo mais adiante. Felizmente consegui resolver tudo e terminá-lo. Cara, na realidade aquele pequeno combate lá não foi o potencial pleno do Taiyou. Há de se lembrar que ele está incapacitado do usa das Viralts, então tem uma diferença considerável em relação ao poder pleno dele. Eu sei que me baseei em algum anime ou light-novel para a parte no nevoeiro, mas fico te devendo sobre detalhes mais específicos sobre isso. A Murders vai ter um papel mais secundário durante a história, porém vai ser uma pedra no sapato do Taiyou. O outro capítulo tinha sido bem para dar uma descontraída e apresentar aqueles dois personagens; fico feliz em ver que funcionou. Espero que gostes deste novo capítulo.





Capítulo IX - Checkmate

Um arrepio correra-lhe a espinha. Zoroark dera um rosnado baixo ao seu lado, apreensivo. À sua frente, em meio às florestas que envolviam a Academia, um antigo agrupamento de ruínas milenares se erguia. Enormes blocos de pedra cinzentos dominavam a região, suas formas a muito esquecidas. A energia mística que os permeava ainda remanescia, entretanto. Sentia-a comprimindo seu peito e entrando pelas narinas toda vez que respirava. A única estrutura ainda de pé era um círculo de rochas equidistantes umas das outras. Cada uma teria por volta de quatro metros de altura, julgara. Em seu centro havia uma plataforma oval negra, pontilhada por incontáveis fagulhas brancas. Similar ao estrelado céu noturno. Transfer Portal. Um antigo sistema de teleporte usado há séculos para batalhas entre Astralis e, obviamente, durante a Battre de Champions. O local de destino era determinado pelo administrador do portal – Ariel para a Academia e as Princesas do Instituto Divino durante o torneio.

Andaram um pouco mais para o leste e as pedras deram lugar a uma verdejante colina. Pequenos lírios, vermelhos e brancos, dentes-de-leão e tulipas brotavam aqui e ali por entre aquele exuberante mar esmeraldino. Lindo era a palavra que buscava para descrever sua aparência. Uma pequena depressão levava a uma área retangular pouco menor que uma quadra de basquete. Parando por ali, o grupo de alunos de ambas as classes – pouco mais de setenta indivíduos – dividira-se velozmente. Alguns faziam alongamentos, embora não entendesse por que. A esmagadora maioria reunira-se em grupos para conversar, seja de pé ou sentados. Outros poucos apenas deixaram-se deitar sobre a relva e fecharam os olhos, tirando um cochilo enquanto apreciavam os raios solares. Fora a este último grupo que se associara. Escolhera um ponto relativamente afastado dos demais e estirara-se confortavelmente. Sentira uma leve pressão ao seu lado quando o canídeo sombrio fizera o mesmo. Infelizmente, seu descanso durara pouco. Logo quando começara a cochilar uma sombra formou-se a frente de seu rosto. Despertara de imediato, alarmado pela mudança de luminosidade. Surpreendera-se quando vira o par de olhos cor de âmbar que o julgavam friamente. Os cabelos rosáceos não deixavam dúvidas sobre sua identidade. Respirara fundo. Aquilo haveria de ser bom, percebera por sua expressão.

– Espero que sejas tão rápido em combate quanto em cair no sono, Taiyou Hildebrand. – Ralhara-lhe Kristi, com a testa franzida. Um plano formara-se em sua mente. Iria cutucar a onça com vara curta, sabia. Mas seria engraçado. Sentara-se com as pernas ainda estendidas e bocejara preguiçosamente. Aquilo parecera enfurecê-la, percebera. – Madame Ariel o tem em altas expectativas e juro que não deixarei que a desaponte. – Remarcara friamente. Estaria morto se ela pudesse fazê-lo através do olhar.

– Por quê? Será que estás assim tão preocupada comigo? – Indagara, fingindo algum interesse. Rira ao ver que conseguira enraivecê-la ainda mais. Esse era um jogo que nunca perdia a graça, mas achara melhor por as cartas na mesa. Ergueu uma das mãos. – Que seja. Saibas que pretendo agradar à Silver Witch. – Seria suicídio não fazê-lo, mas contar isso estragaria a brincadeira.

– Entendo. – Suspirara, aliviada, após um minuto de silêncio. Tentara soar calma, mas seu tom de voz estava carregado demais para dar esta impressão. – Aguardarei ansiosa pelo seu combate. – Desafiava-o mais uma vez. Queria tanto assim enfrentá-lo? Sem esperar uma resposta, girara sobre os calcanhares e se afastara. Uma aura fria desprendia-se de seu corpo.

Esperara até que ela tivesse se distanciado o suficiente antes de dar um riso seco. Zoroark também ostentava um semblante de divertimento. “Expectativas”? Fora essa a palavra que usara? Isso implicava que a diretora desconhecesse por completo suas habilidades. Improvável, tendo em vista que fora sua professora e treinadora durante dois anos. Entendia, porém, a confusão. Nenhum dos dois poderia revelar isso sem maiores complicações. Arriscaria expor acidentalmente informações sobre seu passado as quais preferia manter em sigilo. O alvoroço que causariam se viessem à tona... Doía-lhe a cabeça só de pensar. Ter mostrado acidentalmente sua tatuagem para Rathy na noite anterior já era um risco por si só. Se viesse a descobrir o que aquele símbolo significava... Exalara o ar de seus pulmões, cansado. Ficar pensando sobre isso não o ajudaria, ajuizara por fim.

– Dia complicado? – Perguntaram-lhe. Reconhecera a voz imediatamente. Olhara em sua direção e, sem surpresas, lá estava Julie a encará-lo. Estranhara que a loira não a acompanhasse, - estava sentada do outro lado do campo, acariciando seu Glaceon – mas nada dissera. Zoroark fizera menção de se interpor entre ambos, mas parara-o com um movimento de mão e esboçara um sorriso cortês para a garota.

– Pode-se dizer que sim. – A vida inteira teria sido mais apropriado, mas não havia razão de lhe revelar isso. Saltara para o lado, pondo algum espaço entre ambos e indicando o mesmo. – Gostaria de se sentar? – Oferecera. Vira-a piscar os olhos algumas vezes enquanto processava a informação. Gentileza obviamente não fora o que esperara.

– Obrigada... – Agradecera em um tom baixo, ainda incerta. Abraçara os joelhos pouco após se acomodar e repousara o queixo sobre eles. O silêncio reinara durante alguns minutos. Sentir o aroma delicado de seu perfume deixava-o tanto quanto desconfortável. – Desculpe... – Seu rosto tornara-se vermelho vivo após concluir a frase.

Observara-a sem compreender. Ela virara a face para o lado, tentando esconder as faces enrubescidas. Estava incomodada com o quê? O incidente do dia anterior? Não via necessidade para tal embaraço apenas por causa de um desentendimento. Ficara repentinamente sem graça. Era obvio que aceitaria o pedido de perdão, mas não sabia como fazê-lo. Era, apesar de tudo, inexperiente nesse campo. Erguera uma mão e imediatamente vira-a por a cabeça entre os ombros, de súbito tensa. Estranhara a reação defensiva. Não podia estar achando que iria lhe golpear, não é? Mesmo ele, com seu passado conturbado, tinha seus limites. Sorrira gentilmente e passara delicadamente os dedos sobre os cabelos de Julie, despenteando-a.

– Tudo bem. – Dissera serenamente. Julie fitou-o com os olhos arregalados, sem acreditar no que ouvira. – Não posso culpá-la por querer proteger sua amiga de um desconhecido. – Seria um hipócrita se o fizesse, considerando seu passado.

Seus pensamentos – e conversa – foram interrompidos pela aparição de um homem. Ficara de sobreaviso ao avistar as vestes do primeiro e ouvira Zoroark dar um rosnado baixo, certamente cauteloso pelo mesmo detalhe. Observara o indivíduo. Devia estar no meio da casa dos vinte. Vinte e seis anos, no máximo. Era alto, com mais de um metro e noventa. Seus cabelos eram negros e de comprimento mediano. Um pouco desgrenhados, caíam sobre suas têmporas na forma de mechas. Os olhos eram violetas e, embora desinteressados e apáticos, possuíam, em seu âmago, astúcia e inteligência acima da média. Pareciam esconder algo, percebera. Eram suas vestimentas, entretanto, que lhe deixavam desconcertado. Um uniforme militar escuro como azeviche. A jaqueta possuía detalhes em vermelhos em volta das mangas e gola. Dragonas de mesma cor enfeitavam seus ombros. Alamares dourados corriam de sua espádua direita ao coração. Uma dúzia de botões da mesma cor decorava-lhe o peito do casaco. Outros quatro mantinham fechada sua gargantilha. Uma braçadeira preta com as bordas carmim envolvia seu braço esquerdo na altura do cotovelo. Usava um par de luvas brancas e um cinto de mesma cor com um medalhão prateado em seu centro. Duas cintas similares, mas sem um brasão, estavam firmemente atadas ao redor da panturrilha direita. Calçava um par de sapatos escuros. Ao seu lado um pequeno Pokémon fantasmagórico acinzentado rodopiava em círculos alegremente. Um pequeno tronco de árvore envolvia sua cabeça. Um galho brotava de cada lado de sua cabeça, dando a impressão de serem chifres. Um par de folhas brotava de cada um. Seus olhos vermelhos e ovais eram visíveis através de aberturas pouco maior que eles. Seus braços eram curtos e mal desenvolvidos.

– Peço perdão pela demora. – Pronunciara o homem. Seu tom deixava claro que as palavras eram mera cordialidade. – Precisei comparecer a uma reunião que se alongou além da medida. – Dissera depressivamente, roçando a nuca com uma das mãos.

– Esse é o professor Eohric Zevnarel. – Cochichara Julie, tendo percebido que fitava o instrutor. – Há rumores de que ele era um tenente-general dos Arkane Knights antes de Ariel convidá-lo para dar aulas aqui. – Revelara, sem perceber o motivo de seu interesse.

Suprimira um estalo de língua para não alertá-la. Tal qual pensara. Deixou-se levar pela raiva. Os instintos anuviaram-lhe o julgamento e, junto a um olhar fulminante, deixara fluir sua sede de sangue. Flashes passaram pela sua mente. Imagens dos únicos que podia considerar uma família; as chamas devorando-os e, sob o sol da manhã, dois esquadrões de soldados cercando o local enquanto ele e ela eram forçados a fugir. Zoroark percebera de imediato e, assustado, dera-lhe uma cotovelada de leve nas costelas. A dor e a distração ajudaram-no a recuperar o controle. Tratara de omitir rapidamente suas intenções assassinas. Olhando em volta, respirou aliviado. Felizmente ninguém mais parecera ter notado seu descontrole. Arkane Knights. Ali estava um grupo sobre o qual não desejava mais ouvir falar. O esquadrão de elite do exército, encarregado de neutralizar, através de quaisquer meios necessários, todo e qualquer Astralis que representasse perigo ao Império. Por conta de seu passado conturbado viera a ter contato com alguns. Assassinara a todos com seu esquadrão, embora a grande maioria das mortes pudessem ser atribuídas a sua companheira. Somando a isso o incidente de quase uma década o sentimento de inimizade era, ao menos, justificável.

– Bem, eu vou voltar para junto da Rathy. – Comunicara-lhe Julie, pondo-se de pé. Olhara de soslaio para ele e, após alguns instantes de relutância, articulara. – Boa sorte na sua luta. – A tonalidade calma de sua voz pegara-o desprevenido. Uma agradável surpresa. Julgara ter visto de relance um ligeiro sorriso, mas não tinha certeza. Pressioná-la pela informação não ajudaria em nada, sabia.

– Desejo-lhe o mesmo, Ojou-san. – Fizera uma leve mesura, honestamente agradecido. Recordando sua conversa com a loira na noite anterior, fora rápido em acrescentar. – Quanto à competição em que participarão amanhã... Tudo bem se eu encontrá-las em frente ao portão principal da Academia antes de irem? – E, com um sorriso acanhado, acrescentara. – Seria complicador dar meu apoio perdido nesta floresta...

Vira-a arquear as sobrancelhas, evidentemente surpresa. Não estava a par da situação? Felizmente concordara após alguns instantes ponderando sobre o assunto. Respirara aliviado, grato pela situação ter se resolvido sem maiores problemas. Pudera então prestar atenção na aula. A essa altura, Eohric já ditava como o treinamento transcorreria. Era um sistema simples. Uma batalha entre dois Astralis e seus Pokémons, onde o vencedor era aquele que derrotasse a dupla adversária. Todos, sem exceção, subiram os morros para dar espaço. Satisfeito, o instrutor pegara uma pequena prancheta e começara a chamar alunos aos pares. Por sorte ou azar do destino Ren fora um dos dois primeiros selecionados. Não chegara a lutar, contudo. Ainda repousava a cabeça sobre as mãos, estirado em meio à relva. Seu peito subia e descia em um ritmo calmo e constante. Suas pálpebras fechadas não davam o menor sinal de perturbação. Dormia na mais santa paz. Chamaram-no mais uma, duas, três vezes... Sem reação. Só conseguiram despertá-lo quando uma aluna se aproximou e empurrou-lhe levemente o ombro.

– Bom dia... – Bocejara, esfregando os olhos preguiçosamente. Dera um gentil sorriso para a moça que o acordou. – O que está acontecendo? – Sua visão caíra sobre o professor. Suspirara em desânimo ao perceber do que se tratava. – Ah, é isso de novo... Eu desisto. Não estou com vontade de brincar hoje. – Pronunciara como se nada significasse. Voltara a se deitar e, antes de retomar o cochilo, acrescentara. – Tudo bem por você, Eohric-sensei? – Estava mais avisando do que perguntando, pudera notar.

– Faça como bem quiser... – Replicara o instrutor, tentando manter a calma. Parecia já estar acostumado com a reação do ruivo. Phantump se incomodara e pretendera avançar, mas fora acalmado por um aceno de mão. – Sigamos para a próxima disputa.

A surpresa surgira em ambas as faces – dele próprio e do militar – quando anunciaram o nome Taiyou Hildebrand. Vira-se como o alvo de seus olhos púrpuras. Sentia-se na mira de um predador. Fingira não se importar, mas comunicara silenciosamente a Zoroark para que estivesse pronto para tudo. Uma precaução que aprendera ser útil com o passar dos anos. Permaneceram assim por um minuto antes de o homem tornar sua atenção em outra direção. Em sua mente residia uma única dúvida: quanta informação Ariel lhe revelara? Obviamente não o suficiente para comprometê-lo. Contudo... A forma com que o encarara mostrava que sabia de algo. Teria de ser precavido e prudente. Esclareceria suas suspeitas com a Silver Witch em outra oportunidade. O combate iminente era sua maior preocupação no momento.

Passara os olhos pela multidão. Kristi observava-o atentamente. Teria enfim a demonstração que aguardava. Rezava para que ela aproveitasse ao máximo. Informação prévia de um alvo ou um adversário vale ouro àqueles que saibam manipulá-lo. Restava ver se ela era uma destas. Seguira adiante e vira Rathy ostentar uma fagulha de medo em seu olhar. Pudera perceber que temia por ele e, por um instante, questionara-se sobre a sensatez de ter lhe dito que não era capaz de utilizar suas Viralts. Fora um erro, afinal? Sua missão tornar-se-ia ainda mais intricada se a princesinha revelasse inadvertidamente algo. Não o fizera. O desassossego em seu rosto era, para ele, evidente, mas continuara calada. Suspirara tranquilizado. Teria de agradecê-la posteriormente. Dera enfim atenção à sua adversária. A idade deveria ser próxima da sua; em torno dos dezessete anos. Era alguns centímetros mais baixa que Rathy. Seus cabelos eram castanhos e curtos; os olhos azuis e expressivos. Seu nariz era arrebitado e, ao redor dele, algumas poucas sardas decoravam-lhe as bochechas. Sua Viralt era similar a uma corrente com cravos. Os elos eram cerúleos e as lâminas douradas. Em cada extremidade achava-se uma bloco de chumbo do mesmo tom talhado na forma da cabeça de um tubarão. Uma arma de médio e curto alcance. Redobraria sua cautela. O Pokémon da jovem era um crocodiliano bípede ciano e amarelo de porte médio. Pouco mais de um metro e vinte, calculara. Possuía uma tríade de espinhos vermelhos ao longo de seu corpo. Um de três pontas sobre seu crânio similares a uma crista, outro duplo entre suas omoplatas e um único em formato de diamante próximo à ponta de sua cauda. Marcas negras envolviam seus olhos escarlates. Sua mandíbula inferior era amarela e bem pronunciada, com um par de dentes escapando de cada lado. Seu peito possuía um padrão assimétrico similar à pele de uma onça-pintada. Lançara um olhar desdenhoso para Zoroark, exalando arrogância por cada poro. Não precisara nem vê-lo para saber que, se pudesse, teria degolado-o ali mesmo.

– Manifeste sua Viralt, Hildebrand. – Comandara Eohric. O tom era cansado, mas firme. Estaria pisando em gelo fino não fosse o fato de já ter inventado uma desculpa antecipadamente. Um sorriso formara-se em seus lábios ao encarar sua adversária.

– Sabia que a expressão “checkmate” no xadrez não significa simplesmente que tenhas o rei inimigo encurralado? – Indagara calorosamente, ignorando a ordem. Satisfizera-se ao ouvir os murmúrios de desentendimento dos outros alunos. Até o militar tinha dificuldades de entender aonde queria chegar. – Esse termo indica que você tem a vida dele em suas mãos. – Seu tom tornara-se inocente como o de uma criança. Percebendo o que faria o canídeo ilusório dera um riso seco e recuara um passo.

O desentendimento só aumentara. Não dera a mínima. Logo entenderiam o que quisera dizer. Ariel pedira-lhe para lutar a sério? Pois bem, é o que faria. Levara alguns instantes até que o instrutor desse de ombros e iniciasse o combate com um movimento da mão. Imediatamente a moça e seu Pokémon saltaram para trás, adicionando alguma distância entre as duplas. Não fizera qualquer menção de segui-los. Na realidade, não movera um músculo. Deixara os cabelos caírem sobre os olhos, fazendo sombra sobre seu rosto. Ouvira-a dar um comando ao Croconaw, mas não ligara. Com uma gargalhada arrogante disparara uma rajada de água em alta pressão. Zoroark revidara de imediato, lançando um raio composto por dúzias de anéis negros. As argolas passaram a centímetros de seu ombro, todavia continuara parado. As técnicas colidiram e guerrearam em uma dança de avanços e recuos. O canídeo tinha ligeira vantagem, mas recuara quando o adversário fizera o mesmo. Revelar suas plenas capacidades em frente a tamanho público chamaria atenção demais. Fora que seguir o plano seria muito mais divertido, refletira. A moça não perdera tempo e começara a girar uma das extremidades da corrente em círculos a sua esquerda. Água em alta pressão saíra de sua extremidade e se condensara na forma de uma lâmina. Ranhuras surgiam no solo quando esta o tocava. Fora somente então que Taiyou se movera. Iniciaria, enfim, seu estratagema.