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Astral Zero

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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Dom 21 Jun 2015 - 21:13

Boa-noite/tarde à todos.
Bem, antes de qualquer outra coisa, quero me desculpar pela demora considerável em postar este capítulo. Passei duas semanas viajando e até consegui escrever algo lá, mas não gostei tanto assim do desenvolvimento que o capítulo estava tomando e descartei-o por completo, tendo de recomeçar tudo. Para "piorar" acabei me viciando no jogo The Witcher 3 e isso inadvertidamente reduziu o tempo em que me dedicava à história. Enfim, deixando estes problemas de lado, vamos às respostas dos comentários. Agradeço de antemão a todos que puderam deixar aqui seu parecer, pois isto me anima bastante.


@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Primeiramente, desculpe o atraso, com trabalho+escola+cursinho é difícil achar tempo, mas eu tinha achado ontem e tinha escrito o comentário, mas sei lá o que deu no Mozilla e bugou tudo, mas enfim, chega de desculpas, cá estou eu para postar mais um comentário.

Bem, o capítulo foi meio "parado", em comparação aos outros, que tiveram mais ações, revelações, etc. Esse ficou somente no quarto do Taiyou, mas de forma alguma deixou de ser interessante, muito pelo contrário, foi um capítulo bem bacana e agradável de se ler.

Eu nunca imaginaria que a Rathy iria até o quarto do Taiyou, tanto pelo fato de ela ainda, creio, achá-lo meio psicopata, além do fato de que se alguém a visse lá, seria o fim para o Taiyou, como o próprio previu, e tratou de silenciar a garota quando a mesma o viu de toalha.

Mas, achei bem interessante dela ter ido até lá. Achei até meio bobo ela ter levado um sanduíche pra ele, mas a ação em si foi bacana. Acho que ela está criando um laço com o Taiyou, de amizade, carinho, talvez amor, mas já nem parece mais a mesma Rathy quando viu o Taiyou pela primeira vez.

Bem, só uma coisa: não sei se não prestei atenção noutros capítulos, mas não me lembrava de ter visto que o Taiyou estava sem os seus poderes, o que acabou sendo uma surpresa pra mim, mas talvez já tenha sido explicado e eu não vi. Além disso, isso pode tanto solucionar algumas coisas, quanto pode também trazer mais mistérios à história. Enfim, foi bacana a atitude da Rathy de tê-lo chamado para participar do Battre, apesar da recusa dele.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.

Black~ o/
Cara, não há porque te preocupares com a demora. Sei bem que a vida gosta de complicar de tempos em tempos, então sei problemas.  Agradeço-lhe pelos elogios. A aparição dela foi para dar uma evoluída na história e nos personagens principais. A bem verdade eu diria que ela é uma das pouquíssimas pessoas da escola que não o consideram como um psicopata e/ou pervertido. A reação exagerada dela foi pela inexperiência perante à situação. O sanduíche na realidade foi a forma mais simples de criar a trama para esta história sem complicar demais. Havia pensado em fazer da comida algo mais complicado, mas aí poderia acabar passando a mensagem errada. Os feitiços usados nos capítulos anteriores foram na realidade ilusões do Zoroark. Quanto a técnica que ele usa para aumentar suas habilidades físicas planejo revelar suas verdadeiras naturezas mais para frente. Espero que gostes deste novo capítulo.


@xKai escreveu:
Yo! Desculpe toda esta demora para comentar, mas como vistes nem mesmo a minha fanfic saiu nestas duas últimas semanas, as vezes acontece de me enrolar com minha carga horária e ainda ter algum tempo para mim mesmo.... Problemas a parte, cá Estou, mesmo que atrasado.

Apesar do capítulo ter aparentado "parado", foi bastante explicativo, achei bem interessante todo este diálogo envolvendo Taiyou e Rathy, pra ser sincero espero que eles fiquem juntos, romance é coisa que anda em falta... E os poucos não me agradam tanto. A Rathy parece ser uma moça bastante inocente, francamente, nunca ter visto o peito nu de um rapaz é algo meio incomum, deve ter sido criada trancada em algum tipo de palácio... Pessoas da nobreza realmente são bem estranhas... Mas o Taiyou parece familiarizado com gente deste tipo no fim das contas. Outro ponto legal foi sobre ela saber cozinhar, jovens moças da alta sociedade devem saber o nome de todos os estilistas do país, mas não devem saber a diferença entre pepino e picles -q

Cadê o Zoroark? -q  Fora citado algumas vezes no capítulo, mas ele saiu pra dar uma voltinha no capítulo anterior e desapareceu... Por mim ele preparou o terreno pro Taiyou, já que ele ficou sozinho com a Rathy eu seu quarto... Apesar de que este não aparenta ser o foco principal da fanfic, estou um tanto ansioso para o tal Battre de  Champions, acredito eu que isto não se trate apenas de batalhas... E sim algo mais complexo, como os jogos mágicos de Fairy Tail.

Bom, por hoje isto é tudo, até o próximo capítulo.

xKai o/
Primeiramente, não te preocupes quanto a demora. Bem sei que ás vezes é difícil conciliar o tempo entre a história e o restante da vida. Fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Concordo que romances estão em falta nas histórias, quanto mais aqueles que são convincentes e não apenas uma sessão de amasso entre namorados a cada três ou quatro parágrafos. A realidade é que a grande maioria dos alunos da Academia estão no mesmo nível de inocência que ela, então já deu para ter uma ideia da situação. Achei que seria interessante dar dotes culinário a Rathy para ter um destaque maior no geral. Quanto ao Zoroark... Olha vou ser sincero, só depois de terminar de escrever o capítulo é que percebi que fiz um dos poucos do gênero em que nenhum Pokémon aparece. E não, ele não teria preparado o terreno. Ele tem aquela personalidade de amigo F.d.P que aparece só pra estragar ese tipo de momentos. Na realidade a Battre de Champions será o maior destaque da primeira parte da história, mas vai demorar um pouco a aparecer. Me baseei um pouco nos Grandes Jogos Mágicos de Fairy Tail e em algumas outras coisas para criá-la. Espero que gostes deste capítulo.


@Rush escreveu:Hey, DZ!


Gostei bastante do capítulo. A relação entre Taiyou e Zoroark me lembra um pouco a de Jon Snow e Fantasma, já que o lobo é bastante independente. Mas a personalidade do Zoroark é bem diferente. 


Eu senti um certo clima entre Rathy e Taiyou, digo, pode ser apenas inocência da garota em preparar um sanduíche de agradecimento. Mas visitar o quarto do rapaz em um horário desses? Tirando que a reação dela ao vê-lo sem camisa só aparenta fortalecer o laço entre os dois, já que essa foi a primeira experiência em ver um garoto sem camisa. Isso também mostra como a garota é isolada do mundo em que vivemos, não? Só de ver que ela nunca havia visto um homem sem camisa, me pergunto como ela esta psicologicamente desenvolvida - Imagina ao ver outras coisas? UAHEUA


Por alguns instantes eu jurei que o Taiyou é um Targaryen AUHAUEH' Fiquei super curioso em relação a sua tatuagem. Alguma coisa me diz que tem algo haver com mercenários ou coisa do gênero. Mas para ser um motivo que surpreendeu até Ariel, deve ser algo bem... No mínimo assustador.


Esse capítulo explicou o motivo pela qual a ruiva empatou com Taiyou em alguns caps atrás. De certa forma, agora não sei se Taiyou acabou ficando mais fraco em meu conceito ou se ambos são muito fortes. AUEHAUE




É isso, me desculpe pela demora em comentar. Eu estou trampando e em época de provas, e o último tempo livre que tive acabei investindo totalmente no RPG de DR no fórum. - Acho que você deveria dar uma olhada, é MUITO bom.


É isso, gostei bastante do capítulo como sempre. Ficou um pouco menor do que de costume, mas acho que mostrou tudo o que deveria mostrar num tempo incrível e em uma ótima harmônia. 


É isso, aguardo ansiosamente o próximo cap. Um abraço!

Rush o/
Fico feliz que tenhas gostado do capítulo. A relação entre o Jon e o Fantasma foi uma das bases para esta amizade conflituosa entre o Taiyou e o Zoroark, na realidade. Pus uma personalidade mais energética pois serviria como um contraste para o próprio adolescente. O fato de a Rathy nunca ter tido estes tipos de experiência foi para dar uma realçada na inocência dela - em comparação com o Taiyou que... Ops, quase saiu spoiler. Bem, a realidade é que a esmagadora maioria dos Astralis terão o mesmo nível de inocência, já que são criados - com algumas poucas exceções - em "redomas de vidro". Mais para frente eu programei umas situações cômicas com isso, não perdes por esperar. E acertasse em parte sobre a tatuagem nas costas dele. Realmente tem um significado oculto por detrás dela, mas não é bem algo de mercenários. É algo muito mais sombrio... Olha cara, devo dizer que a perca das Viralts também diminui um pouco a força do Astralis. Mais para frente vai ter para ter uma boa ideia da real força dele. Espero que gostes deste capítulo.


@Killer123 escreveu:Hey, DZ!

Desculpe a demora, já havia lido o capítulo antes, mas não tive muito tempo para isso. A escola está ferrando lindo comigo. Além de que eu tenho minha vida social, além de que tenho de trabalhar na minha fic, que está muito atrasada por sinal.

O capítulo foi bem quieto, mas eu gostei, a Rathy ter levado um sanduíche para o rapaz, foi uma ação bem inocente, mas muito legal da parte dela. Não esperava que ela fosse tao inocente, nunca ter visto um peito nu e já dar um escândalo desses. Imagine se ela visse outras coisas
No Gusta

A historia de Julia foi bem triste, mas me parece ser uma boa pessoa.

Espero o próximo capítulo
Boa sorte!

Killer o/
Sem problemas quanto a demora, cara. Eu mesmo por vezes demoro bastante a comentar e escrever. Quanto ao capítulos ser quieto... Bem, acho necessário que hajam tais momentos nas histórias para explicar melhor a história. Inocência vai fazer uma boa parte da personalidade dela e de outras personagens. Realmente a Julie sofreu bastante quando nova e por isso o apego às amizades que cultiva. Espero que gostes deste capítulo.



Capítulo VII - Sword Break

A escassa luz provida pelas estrelas era surpreendentemente mais do que suficiente para lhes iluminar o caminho. O frio era um companheiro indesejado ali fora; as lufadas de vento ininterruptas não auxiliavam. Rathy nada sentia, contudo – mesmo de minissaia. Quando Taiyou lhe perguntara como fazia isso, limitara-se a sorrir orgulhosamente.

– Os territórios da família Luftkalt são atormentados por nevascas constantes e temperaturas abaixo de zero. – Contara-lhe, as mãos entrelaçadas às suas costas. – As noites da Academia são quentes se tivermos de equipará-las. – Estufara o peito em orgulho.

Mas quando começara a rir o rosto da dama tornara-se instantaneamente vermelho. Fizera beicinho e distanciara-se a passos largos. O adolescente apenas observara-a por um tempo e então dera de ombros. Não fora sua intenção magoá-la. Talvez se desculpasse mais tarde. Talvez. No momento, a situação era excessivamente divertida para tal. Uma súbita rajada de ar gélido pusera fim ao seu sorriso. Olhara por cima do ombro, semicerrando as pálpebras. A sensação já o acompanhava há algum tempo. Duvidara a princípio, mas tornara-se complicado fingir ignorá-la. Estavam sendo seguidos. A única questão era a identidade do perseguidor.

Zoroark? Não, considerando que a loira estava lá o Pokémon teria surgido na primeira oportunidade para lhe importunar ou embaraçar. Pensara então em alguma patrulha escolar, mas descartara a opção com a mesma velocidade. Não lhe parecia que jovens aristocratas e estudantes de uma instituição de elite fossem possuir algum talento para espionagem. O mais provável era que fossem abordados tão logo os localizassem. Talvez Ariel... Não. Jamais o vigiara, nem mesmo quando jovem. Tendo em mente que poderia matá-lo facilmente se o quisesse, era desnecessário. A única outra opção...


– Ei, Taiyou-san. – A convocação trouxera-o de volta a realidade. A moça fitava-o curiosamente. As sombras da Academia os engoliam por completo. Por quanto tempo divagara? – Depois de amanhã eu e a Julie participaremos de uma competição em duplas na cidade. Então, hipoteticamente... Gostarias de, talvez... Ir assistir? – Perguntara timidamente.

– Seria uma honra. – Sorrira. O contraste do habitual orgulho da moça para a timidez do momento era-lhe inexplicavelmente encantador. Bem, no fim das contas sentia-se endividado para com a loira desde que rejeitara o convite. – Ficarei mais do que feliz em acompanhá-las.

Tornara-se surdo à réplica ao ouvir o farfalhar das folhas. O instinto tomara-o de imediato. Afastara Rathy com um empurrão e dera meia-volta. Um momento depois ficara cego de dor. Batera os dentes, suprimindo um urro de dor. Seu ombro queimava por entre as feridas. A arma era simples e rústica, mas igualmente ameaçadora. Era similar a uma armadilha para ursos atada a uma corrente. Sangue escorria pelo seu braço, quente e úmido. Agarrara a corrente, ignorando a dor em sua omoplata e o olhar aterrorizado da moça. Puxara-a de leve, mas fora suficiente para revelar o agressor.

Pela constituição física não devia ser muito mais velho que ele próprio. Vinte e três anos, talvez? As roupas eram majoritariamente negras com alguns poucos detalhes em prata fosco. A única coisa que reluzia eram os vinte centímetros da lâmina serrilhada de uma faca de caça. Um capuz cobria-lhe os cabelos e um pedaço de pano fazia o mesmo com seu nariz e boca. Os olhos eram castanhos. O equipamento não lhe era estranho; um membro do Murders? O que diabos fazia lá?


– I-Impossível...! – Ouvira a loira murmurar. Teria de tirá-la de lá. Seria difícil combatê-lo pensando em seu bem estar. – Se um intruso penetrasse no território da escola um alarme deveria ter soado... – Essa era uma informação preciosa. Só conhecia uma Astralis com a habilidade de passar despercebida por barreiras.

– Rathy, saia daqui e avise quem puder. – Usara um tom de quem não admitiria discussões. Tinha perguntas particulares a serem feitas ao agressor. – Eu e Zoroark devemos ser capazes de mantê-lo ocupado até a ajuda chegar. – Honestamente não fazia nem ideia de onde o canídeo estava ou estaria fazendo naquele momento, mas nunca que a adolescente sairia de lá se soubesse disso.

– M-Mas... – Um olhar fulminante e ela se calara. Pusera-se em pé e engolira em seco. – Entendido. – Assentira e, após um segundo de incerteza, acrescentou. – Por favor, não faça nenhuma loucura até eu voltar. – Girara sobre os calcanhares e pusera-se a correr.

Preparara-se para contê-lo, mas o homem não movera um músculo. Ótimo. Ao menos descobrira qual dos dois era o alvo. Ter atacado a loira fora um movimento calculado. Desviaria com facilidade se ele próprio fosse o alvo. Não importava. Um braço ferido não faria diferença. Um adversário desamparado não era ameaça, mesmo um membro dos Murders. Bem, ainda não poderia matá-lo. Só após obter suas respostas. Tão logo se vira a sós com o agressor esboçara um sorriso gélido. Aquilo seria divertido.

– Bem, deixemos de lado as clássicas perguntas de “Quem é você?” e “O que você quer?” que seriam respondidas com silêncio e vamos logo ao que interessa. – Levara a mão à arapuca em seu braço e começara a tateá-la com os dedos. – A garota que te mandou. – Vira-o mudar o peso de uma perna para a outra. Confirmara. – Por acaso ela lhe falou algo sobre quem e o que eu sou? – Limitara-se a dar de ombros ao constatar que não haveria uma réplica. – Como eu pensava. Permita-me dar-lhe uma demonstração.

Pressionara o indicador contra uma área em específico do objeto. Um rangido metálico fora ouvido quando os dentes se desprenderam de sua escápula. A armadilha então batera contra o solo. Suas mandíbulas completamente escancaradas quase que prontas para abocanhá-lo uma segunda vez. Sangue corria pelas fendas em seu braço, lento e constante. O mais provável era ter tido uma veia perfurada. Permitira-se um suspiro de alívio. Se por ventura houvesse cortado uma artéria sangraria até morrer em questão de minutos. Sorrira. Mesmo após anos, as armas utilizadas pelos agentes do Murders permaneciam as mesmas. Seria fácil contra-atacá-lo. Experimentara mover o ombro. Doía mais do que gostaria de admitir, contudo conseguia fazê-lo sem muitas dificuldades. Observara o momento em que seu agressor puxara a corrente para si. Agira por instinto. Concentrara energia em um de seus pés e, tão logo a arma deixara o solo, descera o calcanhar contra ela. Estilhaços voaram, reluzentes, quando a esmigalhara. A surpresa do inimigo fora incomensurável. Só então notara outro líquido incrustado nos dentes, fora seu sangue. Agarrara um deles e, sem pensar muito, lambera sua superfície. Exalara o ar em seus pulmões.

– Por um instante eu fiquei preocupado, mas é o mesmo veneno neuroparalisante que usavam meia década atrás... – Posicionara a lâmina como que uma faca de arremesso e atirara-a contra uma árvore próxima. A ponta enterrara-se fundo em sua casca. – Se é para diluí-lo em água ao menos poderiam acrescentar curare à mistura. Cumpriria a função bem mais rapidamente, mesmo em quem não possua uma resistência a venenos. – Sorrira maleficamente.

Isso dito, não estava isento de seus efeitos. Caso arrastasse a conversa por tempo demais começaria a sentir os efeitos. Teria de derrotá-lo o quanto antes. Dera um passo em frente. No mesmo instante o homem levara os dedos à boca e assobiara. Parara de imediato e olhara para trás ao ouvir um leve farfalhar de folhas. Do meio dos arbustos saíra uma serpente com pouco menos de três metros de comprimento. Suas escamas eram predominantemente negras, mas várias marcas espalhavam-se por seu corpo. Hexágonos dourados corriam do topo de sua cabeça à sua cauda. Caroços amarelos corriam ao longo de seu ventre. Padrões arroxeados, de formato similar a cicatrizes, despontavam aqui e ali. Um par de longas presas vermelhas escapava de seu maxilar superior. Seus olhos eram selvagens e do mesmo tom. A cauda tinha o formato de uma seta.

Apenas fitara silenciosamente o animal quando este lhe lançara um longo e cauteloso sibilo. Rastejava em zigue-zague, aproximando-se lentamente. Suprimira um murmúrio irritado. Não esperara um Pokémon, mas o homem sonhava alto se pensava que aquilo faria alguma diferença. Quando jovem era posto para lutar com uma dúzia de inimigos simultaneamente. Mesmo envenenado, dois não deveriam fazer muita diferença.

O criminoso dera o primeiro passo. Lançara a corrente contra seu rosto movimentando seu braço em arco. Esquivara com relativa facilidade, observando-a passar a centímetros de sua face. A serpente então surgira em seu campo de visão. Tinha a boca escancarada e os longos caninos tomados por um tom arroxeado. Fácil demais, pensara. Apertara as mãos contra seu pescoço e arremessara-a para longe. Saltara para longe com um chute, pondo mais alguma distância entre ele e seus agressores.

O réptil erguera-se velozmente e avançara uma segunda vez. Optara por uma abordagem diferente, entretanto. Abrira a boca e expelira uma densa e negra cortina de fumaça. Invadira-lhe completamente o campo de visão. Estava praticamente cego. Não era uma tática ruim, tinha de admitir. O cheiro de fuligem e carvão também lhe incapacitava o olfato. Fosse um indivíduo normal, ou mesmo um Astralis mediano, seria derrotado em questão de instantes. Não era nenhum dos dois. A distração dificultava a situação de fato. Tornava-a mais divertida, pensara. Um sorriso gélido formara-se em seu rosto. Fechara os olhos e relaxara os músculos. Respirara profundamente algumas vezes. E o mundo abrira-se ao seu redor. Sentia os arredores. Dera meia-volta e lançara um chute com a perna esquerda. A sensação de tocar algo macio fora sucedida por um grito esganiçado de dor. Feito isso se agachara como um sapo. Uma rajada de ar atingira-lhe os cabelos. Girando sobre os calcanhares erguera-se e agarrara o braço a sua frente. Dera meia volta e lançara o cotovelo para trás. O impacto fora mais forte e mandara-lhe ondas de dor por todo o membro. Contudo, o urro abafado que o sucedera trouxera-lhe um sorriso aos lábios. Soltara o pulso do homem e recuara alguns passos.

Continuara naquela dança às cegas pelo que lhe pareceram horas, embora soubesse que houvessem sido, se tanto, apenas alguns minutos. Nesse meio tempo não adquirira novas feridas. Não era um truque fácil de ensinar, mas uma vez aprendido tornava-se tão natural quanto respirar. A artimanha consistia em acalmar os nervos e sentir o espaço ao seu redor. Então, bastava sentir a presença dos indivíduos ao seu redor. Tornava-se especialmente útil ao defrontar diversos adversários em terreno fechado e com pouca luminosidade. Provara-se útil em suas missões de assassinato anos antes e, quando dormia ao ar livre, era um bom jeito de alertá-lo sobre predadores. Seria impossível fazê-lo mais cedo, quando o homem estava calmo. Agora, com medo e enraivecido, era brincadeira de criança.

O nevoeiro desaparecia ao seu redor. A intensidade e força dos golpes de seus adversários também. Abaixara-se bem a tempo de esquivar-se de um soco. Agarrara-lhe o pulso e lançara o punho contra seu cotovelo. Daquela vez o homem não conseguira segurar um berro de dor. Agarrara o braço quebrado e recuara alguns passos apressados. Chutara o chão e saltara para trás, pousando a alguns metros da agora diminuta cúpula de fumaça. Abrira os olhos. Um sorriso brotara em seus lábios tão logo vira a condição de ambos os adversários. O assassino tinha, fora a fratura, o manto em frente à sua boca sujo de sangue. A faca de caça estava presa entre os dedos, mas estes agora vacilavam vez ou outra. A serpente parecia razoavelmente melhor, embora vários hematomas estivessem espalhados por seu corpo. Tinha um dos olhos fechados e um filete de sangue corria dele. Dera de ombros, permitindo-se um momento para recuperar o fôlego.


– I-Impossível... – Ouvira-o murmurar. A voz era rouca e cansada, embora em parte julgasse ser por causa dos dentes quebrados. – O trabalho era para ser simples...

– Esse foi seu primeiro erro. – Interrompera Taiyou. O tom que usara era um misto de pena e frieza. Encarava-o firmemente. – Sua missão era supostamente me capturar, mas isto seria uma consequência, digamos, de sua verdadeira função: servir como teste. – Dissera sem qualquer compaixão. Estava cansado demais para fingimentos. – Raptar-me ocorreria somente caso eu estivesse demasiado fraco. Como esse não é o caso você se torna o que realmente é. Uma peça de sacrifício.

Era a opção com maior probabilidade de acerto em que pudera pensar. Mesmo com anos de convivência sempre lhe fora difícil saber a forma com que raciocinava. Os cinco anos sem vê-la não eram exatamente um auxílio. Mesmo assim... Perdera o juízo? Jamais seria detido por um homem só. Ansiava que ela ao menos aprendesse algo com aquilo. Observava-os. Estava certo disto, mas de nada adiantava. Não conseguiria rastreá-la e, honestamente, desconfiava se Ariel seria capaz de fazê-lo. Ela era boa a esse nível.

Voltara a atenção ao combate à sua frente. Os dedos de sua mão direita formigavam, decorrência do envenenamento. Teria de agir depressa. Tinha uma ideia de como subjugá-lo, mas teria de afastá-lo de Seviper. Ponderara sobre como o faria. Centenas de cenários passaram por sua mente, mas todos induziam ao mesmo resultado. Sorrira sombriamente. Vislumbrara o solo em frente aos seus pés. Um dos dentes da armadilha repousava a poucos centímetros de distância. Facilitava-lhe a operação. Inspirou o máximo de ar que pudera e exalara pela boca. Avançara um instante depois.

Movera-se mais rápido do que seus adversários julgaram ser possível. Agarrara rapidamente a lâmina e atirara-a contra a face da serpente. O animal desviara de imediato e, enraivecido, arremetera contra o jovem. A certa distância lançara a cauda para frente. A lâmina desta estava coberta por um sombrio tom ametista. Fácil demais, refletira internamente. Erguera-se em um salto e rodopiara sobre os calcanhares, desviando da investida. Era agora ou nunca. Desferira um golpe com as costas da mão na base de seu crânio. A besta esbugalhara o olho bom. Caíra a poucos metros sem qualquer controle. Quase um boneco de pano que é atirado ao chão. Não o surpreendia. O golpe que desferira paralisara temporariamente suas terminações nervosas. Em outras palavras, deixara o Pokémon cobra em um estágio similar a tetraplegia.

Uma sombra surgira em seu campo de visão. Saltara para trás em tempo de evitar uma facada. O homem a sua frente bufava tanto de raiva quanto cansaço. Nunca teria imaginado que capturar um adolescente fosse ser tão trabalhoso. Aquilo só deixava as coisas mais simples. Ao pousar fingira resvalar e perder o equilíbrio. O adversário caíra na armadilha. Atacara-o novamente em um movimento descendente. Sorrira e, no instante seguinte, estabilizara seu centro de gravidade. Levara seu braço de encontro à arma. Vira-o arregalar os olhos. Pressionado contra seu pulso estava o antebraço do jovem. Taiyou apenas observava a expressão em seu rosto, triunfante. Se avançasse com força tão logo o homem retirasse o braço aquilo criaria uma pequena, mas letal abertura. Uma simples, porém efetiva habilidade de combate. Logicamente falando era fácil, mas o timing necessário era crucial e, se calculado incorretamente, provar-se-ia fatal para o usuário. Não era algo que um amador pudesse copiar.


– A técnica do espadachim sem espada, mais conhecida como Sword Break. – Dissera ao ver a expressão confusa do atacante. – Uma habilidade considerada herege, mas que tem lá suas serventias. Sua autora é uma pessoa bem interessante. Chama-se Ariel Winel Saphir. – E, com um sorriso debochado, acrescentou. – Conheces?

Vira-o empalidecer ao ouvir o nome. Ao longo dos anos centenas de assassinos foram enviados para silenciá-la. Nenhum voltou com vida. Chegara a um ponto em que o Murders deixara de aceitar tais pedidos. Estava ciente de que a mulher era a diretora da Academia quando aceitara o trabalho. Mas se havia outro tipo de ligação com o alvo... Engolira em seco.

– Quem... Quem é você? – Dissera roucamente. Pela primeira vez aquela noite terror e medo transpareciam em sua voz. O jovem apenas dera de ombros.

– Bem, já que você vai morrer aqui não vejo problemas em contar-lhe. – Esboçara um sorriso gentil como o de uma criança. Um segundo depois toda bondade em sua face morrera. Raiva, tristeza, ódio, felicidade... Nada daquilo estava presente. Só havia frieza e sede de sangue em seu olhar. Suas próximas palavras foram pouco mais que um sussurro. – Eu sou um demônio... Treinado e criado na instituição que criava monstros.

Antes que qualquer outra palavra fosse dita jogara a mão livre contra a lateral da faca. Um baque surdo ocorrera quando a lâmina fora separada do cabo. Agarrara-a e, com um movimento veloz, enterrara a arma no pescoço do assassino. Felizmente o couro da luva era resistente e não tivera qualquer ferimento. Não poderia dizer o mesmo sobre o outro. Cambaleara de olhos arregalados para trás antes de cair de joelhos. Sangue escorria do ferimento em sua garganta e jorrava de sua boca. Em instantes tombara de face contra o solo. Os olhos estavam opacos e fixos no nada. Honestamente morrera mais rápido do que esperara.

Os pelos de sua nuca se arrepiaram. Fitavam-lhe com intensidade. Virara para trás a tempo de ver a serpente avançando com sua boca aberta. Suas presas afiadas aproximavam-se rapidamente. Preparara-se para contê-la, mas uma contração muscular involuntária paralisara-o momentaneamente. Estalara a língua. O veneno começara a agir na pior hora possível. Antecipara o impacto e pusera os braços à frente de seu torso. Ainda lhe causaria muita dor, mas conseguiria evitar um golpe fatal.

Não chegara a ser atingido.


Veloz como um raio um vulto negro surgira em seu campo de visão. Lançara-se contra a víbora, arremessando ambos para longe. Respirou fundo, aliviado. Havia demorado a voltar, mas sua chegada fora no momento certo. Com um rugido ameaçador Zoroark enterrara os dentes ao redor do pescoço do Pokémon venenoso. Cravara as garras ao longo de seu corpo, evitando que fosse ferido por um contra-ataque. O réptil negro agitara-se por algum tempo, até finalmente cessar seus movimentos. O canídeo só largara o corpo quando sentira que o animal morrera. Sangue pingava de suas mandíbulas e respirava ruidosamente, mas sorrira ao vê-lo. Tentara andar até seu parceiro, mas sentira sua cabeça subitamente leve. Uma leve tontura desnorteava-lhe os sentidos. Perdera sangue demais, compreendera de imediato. Sem os efeitos da adrenalina seu corpo começava a sentir o peso do ferimento. Os pés pareceram-lhe desajeitados quando tropeçara. Fora prontamente amparado pela raposa ilusória. Tinha usado um dos braços para dar-lhe suporte, percebera. Riu um pouco.

Não tardara muito para que Rathy surgisse acompanhada por Julie e três outros alunos. A expressão de todos quando viram a cena era impagável. Bem, não podia culpá-los. Um homem e um Seviper jaziam mortos aos seus pés. Outro aluno tinha o ombro seriamente ferido e o Pokémon que o segurava tinha sangue em suas mandíbulas. Perguntaram-lhe então se precisaria de alguma ajuda.


– Eu estou bem. – Mentira com um tom acolhedor. Não serviria de nada alarmá-los... Mais do que já estavam. Pigarreou antes de prosseguir. – Avisem a Ariel que tenho de falar com ela... – Tendo dito isso, permitira-se desmaiar.
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Re: Astral Zero

Mensagem por xKai em Qua 24 Jun 2015 - 17:09

Estava já bastante ansioso para este momento, quando aconteceria de fato uma batalha bem interessante, e como foi. No início eu estava achando o Taiyou um personagem um tanto que forte demais já que em seus pensamentos ele não estava achando que seu adversário era grande coisa... Particularmente eu achei bem forte, levando em conta que ele usou um artifício um tanto covarde que foi aquele veneno paralisante, mas meios são meios e ninguém pode contestar isso. Mesmo que o Taiyou seja teoricamente muito superior a batalha foi bem equilibrada e o Taiyou venceu por pouco... Apesar de ele ter passado este sufoco devido aos meios covardes implicados pelo oponente, incluindo o ferimento em seu braço.

Mas no geral eu achei bem interessante, pra variar você narrou perfeitamente e nos passou toda informação possível, desde o que pensavam os personagens, dor causada, infligida etc... Até os mais simples movimentos, praticamente senti como se estivesse mergulhado no embate, foi realmente empolgante. Incrível está habilidade que ele usou na batalha, apesar dele mesmo ter dito que foi criada pela Ariel, a cada capítulo que passa eu me surpreendo mais com esta mulher... Para as pessoas erradas ela deve ser terrivelmente assustadora, em pensar que a mesma seja muito mais forte que o Taiyou ao qual eu já considerava muito forte, é bastante intimidativo.

Por hora é isso, que tenha ainda mais sucesso com a fanfic e até o próximo capítulo.

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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Qua 24 Jun 2015 - 21:11

DZ!


Não achei que a batalha foi equilibrada, sinceramente, Taiyou DEU UMA SURRA no cara. Tanto moral quanto física. O veneno foi covardia - ainda mais por usar a Rathy como "isca" para acertar Taiyou -, mas mesmo envenenado o rapaz conseguiu vencer do homem e eu ainda tenho fé de que ele iria conseguir matar o Seviper antes mesmo do Zoroark chegar - só seria um pouco mais difícil, mas acho que a adrenalina iria mantê-lo desperto até matar a serpente.

Vou ser sincero, até agora eu achava que o Taiyou era bem fraquinho, mas... Pourra, essa batalha foi incrível. A forma que o Taiyou lidou com a situação - incluindo a perda de dois sentidos -, foi algo maravilhoso e digno de uma animação de anime. A forma em que enterrou a lâmina no pescoço do assassino foi ainda mais impressionante, eu realmente tiro o meu chapéu pra essa luta.

A parte em que ele fala "Eu sou um demônio", me lembrou de Ryuzaki. Deu até um calafrio quando li. Fico me imaginando uma luta entre Taiyou e Zoroark versus Ryuzaki e Suigetsu. Mesmo achando que o Feraligatr iria trucidar o pobre Zoroark, depois dessa batalha acho que Taiyou iria vencer do Demônio de Olhos Dourados em menos tempo que eu gostaria de admitir. AUEHAUHAE'

Eu pensei que Ariel iria surgir pessoalmente para matar o Seviper, mas fiquei feliz em ver que o Zoroark sentiu o perigo e salvou seu treinador, isso mostra que mesmo sendo cuzão, o Zoroark se preocupa com seu dono.

Agora fico curioso sobre os Murders. Esse ai pareceu ser um minion bem de baixo nível, mas temos levar em consideração que ele foi inteligente a ponto de conseguir envenenar Taiyou e conseguiu se infiltrar na academia sem ser pego. Isso me faz imaginar o quão fodástica seja essa organização.

Bem, eu AMEI o capítulo. Amei mesmo. Valeu a pena a espera.

É isso, aguardo ANSIOSAMENTEMENTE o próximo capítulo. NÃO SOME CARA. A sua fic - sem brincadeira - está sendo a minha fic preferida de todos os tempos.

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Re: Astral Zero

Mensagem por -Murilo em Seg 27 Jul 2015 - 19:33

Olá DarkZoroark! Fiquei um bom tempo sumido do fórum, mas to tentando voltar as ler as fanfics. Eu comecei pela sua porque já sabia do quanto você escreve bem e tal. Pois bem, não me arrependi porque a fic tá muito boa. A história é interessante e intrigante. Os personagens são interessantes, especialmente a dupla de protagonistas. A relação entre o menino e o zoroark é muito boa. Quando ele fala "o que ele iria pensar?" ou "ele iria me gozar" como se fossem amigos comuns de colégio. Eu sei que eles são amigos, mas dá pra ver que a relação deles é mais forte que a de só treinador e pokémon. Aliás, parece que não existe nem esse termo na sua fic né. A história dos viralts é muito boa. Os caras lutam MESMO ao lado dos pokémon e isso deixa as lutas muito mais interessantes e imprevisíveis. Aliás o Tayou (esqueci de copiar o nome XD) parece ser o mais forte da escola depois da diretora lá. Eu li até o cap cinco e na verdade estou esperando ver alguem bater de frente com ele e com esse zoroark enfadonho. Mas enfim, sua fic está ótima e vou tentar acompanhar agora. Eu li até o cap 5 e quis comentar logo antes que postasse mais cap e pra soubesse que estou acompanhando : )
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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Seg 17 Ago 2015 - 10:41

Bom-dia a todos.
Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pela enorme demora para sair este novo capítulo. Entre outros problemas, o maior que tive foi um enorme bloqueio criativo para prosseguir com a história. Apesar de já ter este capítulo escrito a alguns meses, eu gosto de manter sempre 2 ou 3 capítulos de intervalo entre os postados aqui e os que tenho salvo. Assim, caso haja algum detalhe que mais tarde possa se tornar um problema, tenho tempo de concertá-lo. Além disso, estou planejando para lançar uma Fanfic sobre Code Geass no Fanfiction.net, aí isso também tirou um pouco da atenção. Finalmente, acabei comprando o Batman: Arkham Knight e, só para variar, acabei me viciando nele de certa forma. Peço desculpas novamente pela demora. Agradeço pelo feedback de vocês, pois é legal ter uma ideia do que estão achando da histórias. Então, sem mais delongas, vamos aos replies:


@xKai escreveu:
Estava já bastante ansioso para este momento, quando aconteceria de fato uma batalha bem interessante, e como foi. No início eu estava achando o Taiyou um personagem um tanto que forte demais já que em seus pensamentos ele não estava achando que seu adversário era grande coisa... Particularmente eu achei bem forte, levando em conta que ele usou um artifício um tanto covarde que foi aquele veneno paralisante, mas meios são meios e ninguém pode contestar isso. Mesmo que o Taiyou seja teoricamente muito superior a batalha foi bem equilibrada e o Taiyou venceu por pouco... Apesar de ele ter passado este sufoco devido aos meios covardes implicados pelo oponente, incluindo o ferimento em seu braço.

Mas no geral eu achei bem interessante, pra variar você narrou perfeitamente e nos passou toda informação possível, desde o que pensavam os personagens, dor causada, infligida etc... Até os mais simples movimentos, praticamente senti como se estivesse mergulhado no embate, foi realmente empolgante. Incrível está habilidade que ele usou na batalha, apesar dele mesmo ter dito que foi criada pela Ariel, a cada capítulo que passa eu me surpreendo mais com esta mulher... Para as pessoas erradas ela deve ser terrivelmente assustadora, em pensar que a mesma seja muito mais forte que o Taiyou ao qual eu já considerava muito forte, é bastante intimidativo.

Por hora é isso, que tenha ainda mais sucesso com a fanfic e até o próximo capítulo.

xKai o/
Primeiramente, fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Quanto ao Taiyou eu na realidade escrevi com o intuito de mostrar a superioridade dele em comparação com seu adversário - principalmente porque planejo introduzir mais para frente alguns que serão um desafio bem maior -, mas entendo que possam haver outras interpretações. Temos de lembrar que ele não era capaz de usar suas Viralts durante a batalha. O modo de pensar dele e a sua velocidade de análise possuem uma explicação que será revelada mais para frente na história. O veneno também não chegou a afetá-lo tanto quanto a perda de sangue. A Ariel é a personagem que planejei como sendo a mais forte da história, então pode-se ver que ela terá um bom número de truques escondidos nas mangas. Espero que gostes deste capítulo.


@Rush escreveu:DZ!


Não achei que a batalha foi equilibrada, sinceramente, Taiyou DEU UMA SURRA no cara. Tanto moral quanto física. O veneno foi covardia - ainda mais por usar a Rathy como "isca" para acertar Taiyou -, mas mesmo envenenado o rapaz conseguiu vencer do homem e eu ainda tenho fé de que ele iria conseguir matar o Seviper antes mesmo do Zoroark chegar - só seria um pouco mais difícil, mas acho que a adrenalina iria mantê-lo desperto até matar a serpente.

Vou ser sincero, até agora eu achava que o Taiyou era bem fraquinho, mas... Pourra, essa batalha foi incrível. A forma que o Taiyou lidou com a situação - incluindo a perda de dois sentidos -, foi algo maravilhoso e digno de uma animação de anime. A forma em que enterrou a lâmina no pescoço do assassino foi ainda mais impressionante, eu realmente tiro o meu chapéu pra essa luta.

A parte em que ele fala "Eu sou um demônio", me lembrou de Ryuzaki. Deu até um calafrio quando li. Fico me imaginando uma luta entre Taiyou e Zoroark versus Ryuzaki e Suigetsu. Mesmo achando que o Feraligatr iria trucidar o pobre Zoroark, depois dessa batalha acho que Taiyou iria vencer do Demônio de Olhos Dourados em menos tempo que eu gostaria de admitir. AUEHAUHAE'

Eu pensei que Ariel iria surgir pessoalmente para matar o Seviper, mas fiquei feliz em ver que o Zoroark sentiu o perigo e salvou seu treinador, isso mostra que mesmo sendo cuzão, o Zoroark se preocupa com seu dono.

Agora fico curioso sobre os Murders. Esse ai pareceu ser um minion bem de baixo nível, mas temos levar em consideração que ele foi inteligente a ponto de conseguir envenenar Taiyou e conseguiu se infiltrar na academia sem ser pego. Isso me faz imaginar o quão fodástica seja essa organização.

Bem, eu AMEI o capítulo. Amei mesmo. Valeu a pena a espera.

É isso, aguardo ANSIOSAMENTEMENTE o próximo capítulo. NÃO SOME CARA. A sua fic - sem brincadeira - está sendo a minha fic preferida de todos os tempos.

No aguardo! Abraço!

Rush o/
Primeiramente, fico feliz em saber que tenhas gostado deste capítulo. A utilização da Rathy como isca foi a única coisa em que eu consegui pensar que faria o Taiyou se ferir, de outra forma não haveria um combate propriamente dito. Eu também havia pensado previamente em pô-lo derrotando o Seviper, mas ainda assim ele levaria mais algumas feridas daquele último ataque do Pokémon serpente. As habilidades dele tem um motivo que será revelado mais para frente na história, mas posso dizer que ele não é, nem de longe, um Astralis normal. A parte do "eu sou um demônio" eu tinha criado como uma pequena pista sobre o passado dele, e só depois de ler seu comentário que percebi a semelhança com o Ryuuzaki. Sou o primeiro a concordar que o Zoroark ia levar uma porrada pro Suigetsu. Olha, a Murders terá um papel bem interessante com o passar do tempo, mas na questão da infiltração houve um certo auxílio externo que será levemente detalhado neste capítulo a seguir. Espero que gostes do mesmo.


@-Murilo escreveu:Olá DarkZoroark! Fiquei um bom tempo sumido do fórum, mas to tentando voltar as ler as fanfics. Eu comecei pela sua porque já sabia do quanto você escreve bem e tal. Pois bem, não me arrependi porque a fic tá muito boa. A história é interessante e intrigante. Os personagens são interessantes, especialmente a dupla de protagonistas. A relação entre o menino e o zoroark é muito boa. Quando ele fala "o que ele iria pensar?" ou "ele iria me gozar" como se fossem amigos comuns de colégio. Eu sei que eles são amigos, mas dá pra ver que a relação deles é mais forte que a de só treinador e pokémon. Aliás, parece que não existe nem esse termo na sua fic né. A história dos viralts é muito boa. Os caras lutam MESMO ao lado dos pokémon e isso deixa as lutas muito mais interessantes e imprevisíveis. Aliás o Tayou (esqueci de copiar o nome XD) parece ser o mais forte da escola depois da diretora lá. Eu li até o cap cinco e na verdade estou esperando ver alguem bater de frente com ele e com esse zoroark enfadonho. Mas enfim, sua fic está ótima e vou tentar acompanhar agora. Eu li até o cap 5 e quis comentar logo antes que postasse mais cap e pra soubesse que estou acompanhando : )
Boa sorte até mais!

Murilo o/
Que bom vê-lo retornando ao fórum. Fico feliz que tenhas gostado da história também. A relação do Taiyou com o Zoroark eu criei em cima daquela que eu tenho com os meus amigos, então deu para fazer um bom senso de camaradagem. Eu preferi deixar de fora o termo treinador para distanciar um pouco do senso comum das histórias, embora eu admita que isso cria uma certa dificuldade no número de sinônimos disponíveis ao escrever certas cenas. A Fanfic toda eu criei na realidade no conceito de humanos e Pokémons batalhando juntos, algo que infelizmente só é presente - ainda que muito minimamente - nos jogos da série Pokémon Ranger. Quanto a ser o mais forte da escola depois dela... Ainda não sei. Posso dizer com toda certeza que é um dos mais fortes, mas se é o segundo ou não ainda não me decidi - ou será que sim? Espero que gostes deste novo capítulo.


Capítulo VIII - Petite Teacher


– Tens certeza quanto a isso? – Indagara-lhe Ariel antes de tomar outro gole de seu chá. A sós em seu gabinete, exceto por seus parceiros, tomavam um café da manhã simples. Sua expressão era calma, mas o tom de voz demonstrava alguma dúvida. – Não poderia ser outra pessoa?

– Quais as probabilidades? – Perguntara-lhe retoricamente Taiyou. Pegara uma fatia de pão e arrancara um pedaço com os dentes. Prosseguira tão logo terminara de engolir o alimento. – A habilidade de ir e vir sem ser detectado... Sabes tão bem quanto eu que este é o poder de Excendeiss. – Bebera um pouco de água.

– Se for o caso não a nada que possamos fazer. Que problemático... – Suspirara em consentimento. Concordara com um leve aceno de cabeça. Não conseguiriam rastreá-la sem que lhes fosse permitido. Sorrindo mais gentilmente, a diretora prosseguira. – Seu ombro está recuperado?

– Sim. Sou-lhe grato por isso. – Experimentara movimentar o braço para lhe mostrar. Uma pontada de dor percorrera-lhe a clavícula. Contivera um murmúrio aflito. Era capaz de movê-lo sem muitas dificuldades, afinal. – Está um pouco sensível e inflamado, mas não deverei ter dificuldades.

Tinha de agradecê-la por isso. A unidade médica da academia era fenomenal. Passara a noite na enfermaria sob tratamento intensivo. De acordo com Ariel foram necessárias três bolsas de sangue para repor o tanto que perdera. O veneno fora mais complicado. Embora a fórmula fosse simples, nenhum dos médicos trabalhara anteriormente com ela. Inconsciente, não tivera como ajudá-los. Levara metade da noite para perceberem que a toxina era inofensiva e de efeito passageiro. Necessitaram da assistência da diretora para fechar-lhe os ferimentos, contudo. Não os diminuía por isso. Seu corpo inexplicavelmente apresentava uma forte rejeição natural a magia. Para curá-lo através de feitiços era essencial uma enorme fonte de energia. Silver Witch era uma das poucas pessoas que conseguia ajudá-lo nesse tipo de situação.

Despertara por volta das cinco horas da manhã. Logo que fora informada disso ela o chamara para seu escritório. Estavam as duas últimas horas debatendo as informações que obtivera de seu visitante noturno. Pausaram a discussão não mais que uma vez; quando os cozinheiros trouxeram-lhes o café da manhã. Retomaram-na com a mesma velocidade. Os Pokémons pouca importância deram à comida. Gallade estava parado em frente à vidraça. Com os braços cruzados e os olhos fechados assemelhava-se a uma estátua. Zoroark tratara de sentar-se de costas para uma parede. Cochilava profundamente. O primeiro descanso verdadeiro que tivera em dias, refletira. Sempre que dormiam ao ar livre revezavam a posição de sentinela em turnos. Parecia-lhe que o canídeo nunca adormecia completamente nestas situações. Duas semanas perdidos ao redor daquela floresta e os combates do dia anterior sem dúvidas cobraram seu preço.


– É bom saber. – Dissera a mulher com um sorriso sincero no rosto. Depositara a xícara sobre um delicado pires e entrelaçara os dedos sobre o colo. – Faria um favor para mim, por favor? – Assentira de leve. Teria de ser louco ou suicída para recusar um pedido dela. – Haverá mais tarde uma sessão de treinamento conjunto entre a sua turma e a Cyan Class. Seria interessante se puderes exibir um pouco das suas reais habilidades. – Não era o que esperava ouvir.

– Quer que eu aleije um dos seus educandos? – Indagara indiferentemente. Ainda que se refreasse, arriscava ferir gravemente seu oponente. A diretora limitara-se a fitá-lo calmamente com um sorriso nos lábios. Exalara o ar de seus pulmões e dera de ombros. – Tudo bem. Só não me culpe depois se algum deles for parar na ala hospitalar.

Prosseguira com o desjejum até ouvir ao badalar de sinos. Pusera-se de pé com um suspiro desanimado. Suas aulas começariam em pouco menos de meia hora. Levando em conta o tamanho da instituição teria de partir logo ou acabaria atrasado. Em geral pouca importância daria ao assunto. Todavia, considerando os boatos já circulando por entre os alunos, preferia não arriscar. Agarrara uma maçã de sobre a mesa e atirou-a contra Zoroark. O canídeo limitara-se a erguer uma mão para pegá-la. Aproximara o fruto de sua boca e dera uma mordida. Sumo escorrera-lhe por entre as presas. Erguera-se suprimindo um murmúrio irritado. Dera de ombros. Passariam as próximas três horas em uma sala de aula; tempo mais do que suficiente para que o Pokémon recuperasse suas forças. Talvez fizesse o mesmo. Despedira-se de Ariel apressadamente antes de sair do aposento.




– Prazer em conhecê-los. – Fizera uma leve reverência. Um pouco afastado, o canídeo cumprimentara-os com um brusco aceno de cabeça. Percorria o cômodo com os olhos, analisando cada ocupante separadamente. Fingiu ignorar e, com um sorriso, acrescentou. – Sou Taiyou Hildebrand. – Indicara seu parceiro com um movimento gentil da mão. – O mal-humorado ali é o meu companheiro, Zoroark. – Ouvira-o soltar um baixo som de advertência. Ignorara e voltara a olhar para frente. – Espero que nos demos bem de agora em diante.

Sussurros e conversas abafadas tomaram conta da turma. Já esperava por isso. Levara vinte minutos para ir do gabinete da diretora até lá. Não fosse Kristi e seu “passeio turístico” teria certamente se atrasado. Talvez a agradecesse outra hora. O cômodo era do tamanho de seu quarto, mas por conta de toda a mobília parecia menor. A forma arquitetônica lembrava-o da usada em antigos teatros. O chão era inteiramente coberto por um carpete azul-celeste tão bem conservado que parecia novo. Uma dúzia de longas mesas de laboratório estavam dispostas em duas filas de seis, cada qual em uma das extremidades laterais da sala. Um enorme quadro-negro cobria a parede à suas costas. Pensar em toda aquela extensão coberta por informação dava-lhe calafrios. Grandes janelas permitiam à luz inundar o ambiente.

Não eram muitos; pouco mais de trinta alunos. Incluindo a si próprio, somente seis ou sete eram garotos. Sorrira ao avistar Julie e Rathy sentadas na última fileira. Tal como pensara, a dupla enquadrava-se sublimemente na turma considerada como a dos alunos problemáticos. Eram também as únicas que não estavam comentando sobre ele. A loira sorrira timidamente quando o vira fitá-la, mas a morena limitara-se a virar o rosto para o lado. Tinha de tirar o chapéu para Ariel por alterar as memórias das duas quanto à noite anterior. Seria difícil persistir fingindo ser um estudante normal se alguém soubesse da batalha que tivera. Fizera o mesmo com o restante da sua “equipe de resgate”. Os únicos que sabiam algo eram os membros do corpo docente. Supunha não ter de se preocupar com estes abrindo a boca...? Erguera uma sobrancelha ao ver uma das garotas levantar o braço, como que aguardando para fazer uma questão. Curioso, indicara-lhe com a mão para se pronunciar.


– Qual... Qual é a sua comida favorita?

– Eh? – Indagara, sem ter certeza do que ouvira. A pergunta destoava completamente do que havia imaginado. Não faria mal responder, decidira por fim. Apoiara o queixo sobre o indicador e, após alguns instantes de reflexão, respondera.  – Bem... Acho que lasanha...

Dissera ainda em dúvida. Nunca parara para pensar nisso. Aquele fora o primeiro prato que passara por sua cabeça. Novos centros de fofocas explodiram em meio aos alunos, mais intensos desta vez. Fora metralhado por uma sequência de perguntas, cada uma mais estranha que a anterior. “Onde fica a sua cidade natal?”, “Quais são as suas medidas?”, “Qual lugar você lava primeiro no banho?”... Deuses, aquilo estava se tornando um caso de assédio sexual. Dizer que se sentia desconfortável seria pouco. Felizmente não precisara dizer nada. Um par de batidas contra o quadro-negro silenciara a turma.

– Acho melhor pararmos dúvidas antes que assustemos nosso novo colega. – Protestos decepcionados foram feitos, mas não lhe dera ouvidos. Limitara-se a olhar para o adolescente e, com um sorriso, dizer. – Um prazer conhecê-lo, Taiyou Hildebrand. Sou a professora da Lazure Class, Mirenya Yvenie. – Cumprimentara-lhe ligeiramente e então lhe indicou as carteiras. – Por favor, sente-se aonde quiser.

Apenas assentira. Tinha de admitir, sentia-se estranho em tê-la como instrutora. A julgar por sua altura e aparência não deveria ser muito mais velha que Iri. Quinze anos, no máximo. Possuía cabelos dourados e lisos que escorriam até os joelhos como uma cachoeira. Um par de longas madeixas caíam por sobre seus ombros. Seus olhos eram como um par de grandes safiras reluzentes. Trajava um curto vestido vermelho sob um jaleco de laboratório branco. Calçava um delicado par de saltos negros. Usava um fino colar de ouro com alguns detalhes trabalhados em lápis-lazúli. Ao seu lado havia um Pokémon branco com feições canídeas. Não era muito alta; teria, no máximo, um metro e meio. Sua cabeça era pequena e culminava em um par de curtas orelhas triangulares. Possuía uma marca púrpura sobre a testa e outra amarela logo acima do focinho. Longos bigodes de pontas áureos enfeitavam sua face. Seus braços eram quase que inteiramente coberto por pelos de pontas roxas. Ao redor de sua cintura havia um círculo de mesma cor. Suas pernas eram envoltas por uma pelagem púrpura, dando a ilusão de que usava calças. Possuía três garras em cada pé. Sua cauda era longa e fina, bipartida no final.

Tivera de conter Zoroark duas vezes para impedi-lo de começar um combate em meio à sala de aula. Mesmo exausto, era difícil pará-lo uma vez atiçado. No fim, só a promessa de que poderia se “divertir” durante o treinamento fora capaz de sossegá-lo. Feito isso, voltara sua atenção para a escolha de lugares. Pensara em sentar-se perto de Rathy, mas não estando no melhor dos entendimentos com Julie... Melhor não arriscar. Optara por sentar-se em uma fileira particularmente vazia. Cada uma teria como acomodar seis ou sete alunos, mas haviam só três ali. Duas garotas sentadas à ponta lhe cederam passagem quando se aproximara. Sob a janela um jovem tinha a face enterrada sobre seus bruços. Ao se aproximar ficara surpreso ao ver que dormia profundamente. Sentara-se a um par de carteiras de distância. Zoroark metamorfoseara-se em um Vulpix e deitara-se sobre a mesa. Após acalmar novamente a classe Mirenya começara a dar a aula.

Perdera o interesse após uma hora. A matéria não lhe era nova. Quando jovem eram lhe dadas cinco horas de aula diárias, sete dias por semana. Nos dois anos que passara com Ariel, o tempo de estudo fora ampliado para seis horas. Comparado ao conteúdo que lhe fora ensinado o tópico era relativamente fácil. A professora explicava bem e não se aprofundava em tópicos desnecessários. Jogou a cabeça para trás, com os olhos fixos no teto. Pensava em assuntos sem nexo, em uma tentativa de acabar com o próprio tédio. Estava quase dormindo quando a aula fora encerrada pelo tocar de um sino. Esfregara os olhos, resmungando baixo. Não era a melhor forma de ser desperto. A julgar pela expressão rabugenta do lobo sombrio, ainda transformado, concordavam nesse ponto. Vistoriara a área ao seu redor. Aqui e ali alunos já se levantavam para sair ou juntavam-se a outros para conversar. Um súbito bocejo chamara-lhe a atenção. Redirecionara sua atenção a tempo de ver o antes adormecido colega se espreguiçando confortavelmente. A julgar pela aparência, deveriam ter a mesma idade. Seus cabelos eram longos e rubros, escorrendo até o meio das suas costas. Um par de mechas descia pelos lados de sua face, quase como longos caninos. Outro caía por sobre seus ombros e estendia-se até sua clavícula. Seus olhos eram significativamente mais escuros, beirando ao tom de vinho. Sua pele era relativamente pálida. Além do uniforme usava um bracelete negro ao redor de um dos seus pulsos. Tinha uma expressão sonolenta, mas sorriu gentilmente quando percebeu seu olhar.

– Oi. Você que é o aluno novo, não? – Perguntara de maneira simpática. Estendera-lhe a mão. – Eu sou Ren Weingart. Um prazer conhecê-lo!

– Taiyou Hildebrand. Digo-lhe o mesmo. – Retribuíra o comprimento. Quando recuou a mão viu-o apoiar o queixo sobre o indicador e fitá-lo com curiosidade.

– Que curioso. – Dissera gentilmente. – Você é bem mais legal do que eu esperava do suposto pervertido de quem todos vêm falando! – Comentara com muita tranquilidade. Teria ficado cabisbaixo normalmente, mas ao invés disso caíra na gargalhada.

– Francamente... Não sei dizer se tu és um gênio ou um idiota para dizer esse tipo de coisa com tanta sinceridade. – Zoroark encarava-o sem entender, mas enfim dera de ombros e pulara para o chão, retornando ao seu físico habitual. – Bem, admito que sejas um cara interessante. Dou-lhe crédito por isso.

O ruivo limitara-se a sorrir timidamente e coçar a nuca, quase que lisonjeado. Arqueara uma sobrancelha. Aquele jovem era quase tão enigmático quanto Ariel. Um pouco mais aéreo, mas de compreensão igualmente complicada. Com um suspiro, pusera-se de pé. Presumia que se divertiria mais com a aula seguinte. O canídeo negro conseguiria extravasar um pouco na pior das hipóteses. Isso possivelmente despacharia um ou dois Pokémons para a unidade de tratamento intensivo, mas se tranquilizasse seus nervos... Descera o curto lance de escadarias e caminhara à porta. Tivera, contudo, seu nome chamado pela professora. Resistira a tentação de dar um suspiro entristecido e dera meia-volta.

– Posso ajudá-la?  – Perguntara educadamente. A loira apenas fitava-o silenciosamente, como que o avaliando. Sentia-se incomodado, ainda mais por ser uma garota vinte centímetros mais baixa o vistoriando. Ao seu lado Zoroark divertia-se assistindo à cena. Praguejara mentalmente. Faria-o pagar mais tarde.

– Já me decidi. – A voz dela trouxera-o de volta a realidade. Um pequeno sorriso surgira em seus lábios e uma fagulha de determinação relampejara em seus olhos. Estendera uma mão e apontara o indicador em sua direção. – Após anos, finalmente encontrei o meu parceiro!

– Eh? – Perguntara pela segunda vez naquela manhã. Ouvira em alto e bom som a exclamação, mas ficara sem entender seu total sentido. Poderia ser um convite para participar na Battre de Champions? A única restrição para inscrição era que todos os participantes tivessem vinte e dois anos ou menos. A julgar pela aparência da instrutora, aquilo não seria problema. Teria de se certificar, contudo. – O que isso quer dizer? – Se fosse de fato uma invitação teria de recusar.

– Ah, sim! Creio que tenha de me esclarecer... – Mordera a ponta do polegar, pesando suas próximas palavras. Tossira algumas vezes contra a mão antes de prosseguir. – Deves estar sabendo que todos na Academia já ouviram sobre certo rumor, não? – Só pudera sorrir, nervoso, em resposta. A educadora parecia satisfeita, entretanto. – Mas eu descobri a verdade por trás disso. – De alguma forma o ar de autoafirmação ao seu redor não lhe deixava seguro quanto à alegação. – Sim! Assim como eu própria, és um apreciador da arte que é o corpo feminino em desenvolvimento! Um gênio da avaliação!

– Isso me parece errado de certa forma... – Dissera, uma gota de suor formando-se em sua têmpora. Quais parâmetros Ariel avaliara quando a contratara? – Você é realmente uma professora?

– Não estás interessado? – O desânimo em sua voz era tangível. – Supus que compreenderias esta irrefreável ânsia, considerando que és um homem. Ou talvez não tenhas interesse em garotas? – A curiosidade era o único sentimento em sua face, mas não pudera deixar de notar a malícia existente na própria frase.

– Errado. – Desmentira com veemência. A mentora sorrira, satisfeita.

– Então não há qualquer problema, não é mesmo?! – Desistira de argumentar a essa altura. Ela era mais difícil de convencer que a própria Silver Witch. Dando-se por satisfeita, a moça prosseguiu. – Apesar de eu não ter interesse romântico em homens, sempre quis um amigo com interesses em comum! – O sentimento seria mais bonito se não soubesse de todos os detalhes. – Sugiro que para selarmos o nascimento desta nossa aliança participemos de uma pequena aventura!

– “Aventura”? – Medo era pouco para descrever o que sentia sobre o significado daquela palavra.

– Isso! Vocês irão treinar agora, não é mesmo? – Confirmara de leve com a cabeça. Mirenya parecera satisfeita. Ele próprio, por outro lado, estava incerto sobre como se sentir. – Nesse momento as puras e inocentes donzelas devem estar apenas em suas roupas de baixo enquanto se trocam, não? Como evitar que demos uma espiada?! Eu inclusive sei de um ótimo lugar para observarmos...

O ânimo com que ela falara descartava a opção de ser apenas uma brincadeira. Exalara pesadamente o ar de seus pulmões. Uma professora destas e ele que era taxado como depravado sexual? Estava sendo sacaneado. Aprontara-se para dizer sua recusa, mas não fora necessário. Um vulto, tão rápido que só pudera ver um borrão, passara em frente aos seus olhos. No instante seguinte Mirenya estava posta sobre o ombro de Mienshao. Debatia-se chutando o ar e dando-lhe murros nas costas, mas a guerreira apenas ignorava-a. Fizera um gesto de desculpas com a mão e dera meia-volta. Caminhara porta a fora com a professora a tiracolo. Só pudera sorrir timidamente enquanto Zoroark caía em gargalhadas. Não havia nenhum educador normal naquela escola?
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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Ter 18 Ago 2015 - 0:53

Boa noite, DZ! /o/

Nossa cara, eu achei muita coincidência. No dia que eu voltei do meu bloqueio de criatividade com um cap novo você também volta! Que coincidência agradável! <3

Eu admito que fiquei preocupado nesses últimos dias. Pensei que tu tinha se desanimado e desistido da fic, o que seria uma tragédia horrível, vendo que essa é a minha fic preferida do fórum. E embora alguns caps - como este - não tenham tido ação, eu ADORO como você explora não só os personagens principais como os coadjuvantes que surgem com o decorrer do tempo.

Finalmente um aluno foi introduzido. Da forma com que você havia descrito sobre a academia, eu cheguei a pensar que de 200 garotas só existisse 1 rapaz. Cheguei até a pensar que o Taiyou fosse o único aluno da academia, mas finalmente outro garoto foi introduzido. Fiquei curioso com esse ruivo, e talvez seja por causa do My Kirlia is a Cupid, mas todo ruivo em uma fic de Pokémon, pra mim pelo menos, tem alguma linha evolutiva do Charmander.

Esse cap começou bem sério e até um pouco sinistro. Ficou aquele suspense sobre os Murderers e todo aquele clima do "temos que descobrir como detê-los", mas ocm o desenrolar do cap, eu ri pra caramba.

As perguntas que os alunos fizeram à Taiyou foram brilhantes. Afinal, se você vai conhecer um aluno novo, você sempre pergunta a suas medidas não? AEUAEAE' Fiquei curioso em saber se você vai explorar todos esses alunos da Cyan Class.

OUtra coisa que notei é que faz um tempinho já que a Rathy caiu de Main Character pra um Recurring Character. Ela está agindo como uma coadjuvante e isso não é ruim, pois dá a fic o tom de POV do Taiyou, mesmo não sendo em primeira pessoa. Eu ainda to shippando os dois. Taithy/Rayou <3

E essa professora? Eu jurava que ela estava querendo dar pro Tayou ou coisa do gênero, só depois que ela se revelou como lésbica/bi/pam. Imagino como o sangue do Taiyou circulou pra baixo quando ela pareceu satisfeita com aqueles rumores e concordou que era uma boa o Taiyou ser pervertido. Só espero que Ariel não descubra, se não ela é mandada por justa causa né? E ainda leva um processo e vai encaminhada pra fundação casa. AUEHAUE'

Fico pensando, se o Zoroark quis tretar com a Mienshao, você irá ser fiel aos jogos? Pois nos jogos a Mienshao destrói o Zoroark em qualquer possibilidade praticamente, mas a magia das fics pode fazer até um Farfetch'd ser foda, então imagino que o Zoroark poderia surpreender numa batalha. Ah, falando nisso, queria ver o potencial total do Zoroark em uma luta, já que até agora não foi muito explorado vendo que as batalhas foram em ocasiões em que ele não estava preparado e pretendia não destruir totalmente seu oponente.

De qualquer forma, o cap foi magnífico, beirando na nota 9.5/10. Esse 0.5 foi por causa do tamanho, pois achei esse cap menor do que os demais.

Enfim, sei que é fácil falar, mas tente não desanimar com a fic. Por mim você poderia postar um cap por dia que eu ficaria super satisfeito. Sua escrita é fenomenal e sua criatividade é invejável. Qualquer coisa nos conversamos pelo Skype para alimentarmos esse entusiasmo em continuar nossas fics. AUEHAUE'

É isso. Aguardo ansiosamente desde já o próximo cap que vai ser postado em menos de uma semana, demoro? AEUHAUE'

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Re: Astral Zero

Mensagem por xKai em Qui 20 Ago 2015 - 10:36

Desculpe a demora, iria comentar no dia em que você postou, mas certas razões me impediram para tal, além de eu também estar meio ocupado escrevendo duas fanfcis simultaneamente... Bom, vamos lá para o que interessa que é o comentário.

Pra começar o capítulo foi excelente, não sei se foi sua intenção, mas acabei rindo em certas ocasiões... Meio problemático isso do Taiyou ser acusado como um depravado sexual... Mas bem que ele anda merecendo -q É uma pessoa bastante enigmática, que esconde muitos segredos, mas ultimamente ele anda meio metido também por conta disto, sem contar que ele parece bem popular com o sexo oposto, o que acaba aumentando mais seu ego xP Adorei essa professora... Me pergunto se ela realmente é assim ou estava sacaneando o Taiyou... Ou talvez ela, de fato aprecia mais o corpo feminino do que o masculino, não é?

Estou bem curioso para saber sobre este Battre de Champions, imagino que vá ser uma competição muito importante, e que acontecerá muito por trás dos panos também, então aguardo ansiosamente para ver como você irá descrever, acho que será uma espécie de jogos mágicos, como em Fairy Tail, mas como algumas incrementações.

Curti o personagem novo, ele parece ser alguém mais despojado, espero que esta personalidade não se perca, pessoas mudam afinal... Pelas descrições, tirando a cor do cabelo ele me pareceu bastante com o Luke Fon Fabre, dos Jogos e anime Tales of the Abyss... Mas é uma comparação irrelevante, apenas imaginei a aparência dele desta maneira. Por hora é só, até o próximo capítulo e que ele seja tão bom como este.

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Re: Astral Zero

Mensagem por Kirkos em Ter 25 Ago 2015 - 13:56

Li só o prólogo.

Pensei em mais de 20 Pokémons porque inicialmente eu achei que as espadas (por causa do título) eram alguma referência a um Leaf Blade então considerei de Gallade a Sceptile. Eu também supus que o Ryhorn (eu achei que era um mas não sei afirmar) usou Rock Wrecker e Flash Cannon mas não sei se estou certo. E aí depois eu percebi que eram espadas de verdade e aí eu vi que a luta era bem séria e eu fiquei de boca aberta porque o negócio tava tão bem elaborado que eu tive que voltar umas três vezes para poder pegar as sacadas durante a luta. Juro, pra mim pareceu que estava tudo em câmera lenta. E o que falar do nome Liguria Aquallir além de: que nome foda pqp Eu já tive boas ideias para nomes mas esse... Sei lá, me veio um misto de diversos sentimentos em relação a essa pessoa.

No mais, escrita impecável, história misteriosa. Vou ler o resto e comentar aqui depois. Parabéns (:
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Re: Astral Zero

Mensagem por Black~ em Ter 25 Ago 2015 - 17:46

Bom, vamos lá.

Realmente demorei muito tempo para voltar à área de fanfics, mas cá estou. Que triste que você postou só dois capítulos nesse tempo todo, mas que bom, pois deu pra eu ler tudo de uma vez e não revelar tantos mistérios -q, mas enfim. Sem mais delongas, vou tentar resumir o comentário sobre os dois últimos capítulos.

O capítulo VII foi mais sombrio e misterioso, focado na batalha, que por sinal, ficou excelente. Explorou todo o potencial do Taiyou. Já era de se imaginar que ele fosse forte, mas a batalha o elevou a níveis supremos, ele deu um pau no adversário, e eu também acho que ele se livraria do Serperior, apesar de ter uma relativa dificuldade. Naquele momento que o Taiyou não consegue enxergar mais nada e começa a ir pelos sentidos, só pude pensar no Demolidor huhauha, teve alguma inspiração nele?

A relação do Taiyou com o Zoroark é realmente bem bacana. O Zoroark parece que sentiu o perigo que o amigo sofria e resolveu aparecer lá para ajudá-lo na briga, apesar, de como já ter sido dito, o Taiyou conseguiria se virar sozinho. E esse Murder é realmente bem estranho, vamos aguardar.

O outro capítulo, como o Rush falou, não teve batalhas, mas foi justamente isso que fez dele um excelente capítulo, pois foi mais baseado na personalidade dos personagens, além de inserir mais dois novos personagens (o ruivo e a professora tarada).

Esse segundo capítulo começou bem sério, mas no final ficou tudo bagunçado -q, não que seja uma crítica, muito pelo contrário. Achei interessante ter explorado esse lado cômico após todos os "problemas" do capítulo anterior, chegou a ser até um cliffhanger, mas enfim.

Bem, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Sex 4 Set 2015 - 18:20

Boa-tarde a todos!
Bom, vou aproveitar que tive um surto repentino de inspiração e postar o próximo capítulo da história. Originalmente ele iria sair mais cedo, mas estou trabalhando em uma segunda história ao mesmo tempo - esta ainda em estágio de desenvolvimento - e aí acabou demorando um pouco mais por motivos óbvios. Enfim, deixando estes detalhes de lado, agradeço a todos que puderam comentar. Fico realmente feliz que estejam gostando do andamento da história. Vamos então aos replies:


@Rush escreveu:Boa noite, DZ! /o/

Nossa cara, eu achei muita coincidência. No dia que eu voltei do meu bloqueio de criatividade com um cap novo você também volta! Que coincidência agradável! <3

Eu admito que fiquei preocupado nesses últimos dias. Pensei que tu tinha se desanimado e desistido da fic, o que seria uma tragédia horrível, vendo que essa é a minha fic preferida do fórum. E embora alguns caps - como este - não tenham tido ação, eu ADORO como você explora não só os personagens principais como os coadjuvantes que surgem com o decorrer do tempo.

Finalmente um aluno foi introduzido. Da forma com que você havia descrito sobre a academia, eu cheguei a pensar que de 200 garotas só existisse 1 rapaz. Cheguei até a pensar que o Taiyou fosse o único aluno da academia, mas finalmente outro garoto foi introduzido. Fiquei curioso com esse ruivo, e talvez seja por causa do My Kirlia is a Cupid, mas todo ruivo em uma fic de Pokémon, pra mim pelo menos, tem alguma linha evolutiva do Charmander.

Esse cap começou bem sério e até um pouco sinistro. Ficou aquele suspense sobre os Murderers e todo aquele clima do "temos que descobrir como detê-los", mas ocm o desenrolar do cap, eu ri pra caramba.

As perguntas que os alunos fizeram à Taiyou foram brilhantes. Afinal, se você vai conhecer um aluno novo, você sempre pergunta a suas medidas não? AEUAEAE' Fiquei curioso em saber se você vai explorar todos esses alunos da Cyan Class.

OUtra coisa que notei é que faz um tempinho já que a Rathy caiu de Main Character pra um Recurring Character. Ela está agindo como uma coadjuvante e isso não é ruim, pois dá a fic o tom de POV do Taiyou, mesmo não sendo em primeira pessoa. Eu ainda to shippando os dois. Taithy/Rayou <3

E essa professora? Eu jurava que ela estava querendo dar pro Tayou ou coisa do gênero, só depois que ela se revelou como lésbica/bi/pam. Imagino como o sangue do Taiyou circulou pra baixo quando ela pareceu satisfeita com aqueles rumores e concordou que era uma boa o Taiyou ser pervertido. Só espero que Ariel não descubra, se não ela é mandada por justa causa né? E ainda leva um processo e vai encaminhada pra fundação casa. AUEHAUE'

Fico pensando, se o Zoroark quis tretar com a Mienshao, você irá ser fiel aos jogos? Pois nos jogos a Mienshao destrói o Zoroark em qualquer possibilidade praticamente, mas a magia das fics pode fazer até um Farfetch'd ser foda, então imagino que o Zoroark poderia surpreender numa batalha. Ah, falando nisso, queria ver o potencial total do Zoroark em uma luta, já que até agora não foi muito explorado vendo que as batalhas foram em ocasiões em que ele não estava preparado e pretendia não destruir totalmente seu oponente.

De qualquer forma, o cap foi magnífico, beirando na nota 9.5/10. Esse 0.5 foi por causa do tamanho, pois achei esse cap menor do que os demais.

Enfim, sei que é fácil falar, mas tente não desanimar com a fic. Por mim você poderia postar um cap por dia que eu ficaria super satisfeito. Sua escrita é fenomenal e sua criatividade é invejável. Qualquer coisa nos conversamos pelo Skype para alimentarmos esse entusiasmo em continuar nossas fics. AUEHAUE'

É isso. Aguardo ansiosamente desde já o próximo cap que vai ser postado em menos de uma semana, demoro? AEUHAUE'

Um abraço! <3

Rush o/
Coincidência das grandes, admito! O problema em si para a demora do capítulo foi, na realidade, que eu fiquei empacado por cerca de duas semanas em uma frase. Só depois deste período que eu consegui de fato prosseguir com a história. É dose quando acontece esses bloqueios criativos... Sendo franco, eu não chego a pensar que exploro com tanto enfoque os personagens secundários da história, ao menos por hora. Olha, para ser franco eu achei que ficaria meio chato - e bem coisa de harém - se fosse apenas um cara no meio de um mar de beldades. Embora Light-Novels tenham um enfoque maior em personagens femininas, há também um uso excelente dos masculinos secundários na maior parte dos casos. Olha, no caso o Ren não vai usar um Charmander, mas posso revelar que o Pokémon dele é de uma espécie bem interessante. Por isso, aguarde. Quanto a Rathy, na realidade o nível de atuação dela na Fic vai voltar a subir em capítulos posteriores, mas por hora vai ser algo bem raso mesmo. O POV principal mesmo vai ser o Taiyou. Ficaria difícil manipular a aparição efetiva de vários personagens ao mesmo tempo. A professora eu tomei como base uma personagem de uma certa light-novel que eu curto bastante. Pode ficar tranquilo que a Ariel não vai demitir ela por isso; não ter alguém para incomodar o Taiyou ia ser uma depressão só. Olha, vou dizer que cheguei mesmo a cogitar um combate entre o Zoroark e o Mienshao, mas acabei descartando pelo menos por hora. O potencial pleno do vulpino será explorado com maior enfoque nos capítulos finais deste primeiro volume, então fique no aguardo. Quanto ao tamanho do capítulo, ele e este que estou postando agora eram para ser o mesmo originalmente, mas achei melhor dividi-lo em dois para não ficar muito grande - fora que há uma diferença grande no conteúdo dos dois. Espero que gostes deste capítulo.


@xKai escreveu:
Desculpe a demora, iria comentar no dia em que você postou, mas certas razões me impediram para tal, além de eu também estar meio ocupado escrevendo duas fanfcis simultaneamente... Bom, vamos lá para o que interessa que é o comentário.

Pra começar o capítulo foi excelente, não sei se foi sua intenção, mas acabei rindo em certas ocasiões... Meio problemático isso do Taiyou ser acusado como um depravado sexual... Mas bem que ele anda merecendo -q É uma pessoa bastante enigmática, que esconde muitos segredos, mas ultimamente ele anda meio metido também por conta disto, sem contar que ele parece bem popular com o sexo oposto, o que acaba aumentando mais seu ego xP Adorei essa professora... Me pergunto se ela realmente é assim ou estava sacaneando o Taiyou... Ou talvez ela, de fato aprecia mais o corpo feminino do que o masculino, não é?

Estou bem curioso para saber sobre este Battre de Champions, imagino que vá ser uma competição muito importante, e que acontecerá muito por trás dos panos também, então aguardo ansiosamente para ver como você irá descrever, acho que será uma espécie de jogos mágicos, como em Fairy Tail, mas como algumas incrementações.

Curti o personagem novo, ele parece ser alguém mais despojado, espero que esta personalidade não se perca, pessoas mudam afinal... Pelas descrições, tirando a cor do cabelo ele me pareceu bastante com o Luke Fon Fabre, dos Jogos e anime Tales of the Abyss... Mas é uma comparação irrelevante, apenas imaginei a aparência dele desta maneira. Por hora é só, até o próximo capítulo e que ele seja tão bom como este.

xKai o/
Sem problemas com a demora cara. Eu mesmo levo bastante tempo entre um capítulo e outro, então não esquenta. Fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Na realidade a intenção foi bem essa mesmo; dar um ar de descontração em relação ao capítulo anterior. Tem uma razão para o Taiyou ter segredos e esconder informação, mas isso será revelado com o decorrer da história. Outro ponto é que ele não é exatamente convencido; na minha modesta opinião para uma pessoa ser considerada como "convencida" não deve haver bases para suas afirmações. No caso dele há, mas não vou falar muito mais sobre isso por hora ao menos. A Battre de Champions ainda vai demorar um pouco para aparecer visto que será um dos grandes eventos da história, mas posso dizer que não é exatamente como os Grandes Jogos Mágicos de Fairy Tail. Há umas diferenças bem marcantes nesse meio. Não precisa se preocupar com o Ren; ele é aquele tipo de personagem meio cabeça de vento, então não haverão mudanças muito bruscas de sua personalidade. Devo dizer que a aparência dos dois é bem parecida, mudando alguns poucos detalhes como a cor dos olhos. Enfim, espero que gostes deste novo capítulo.


@Kirkos escreveu:Li só o prólogo.

Pensei em mais de 20 Pokémons porque inicialmente eu achei que as espadas (por causa do título) eram alguma referência a um Leaf Blade então considerei de Gallade a Sceptile. Eu também supus que o Ryhorn (eu achei que era um mas não sei afirmar) usou Rock Wrecker e Flash Cannon mas não sei se estou certo. E aí depois eu percebi que eram espadas de verdade e aí eu vi que a luta era bem séria e eu fiquei de boca aberta porque o negócio tava tão bem elaborado que eu tive que voltar umas três vezes para poder pegar as sacadas durante a luta. Juro, pra mim pareceu que estava tudo em câmera lenta. E o que falar do nome Liguria Aquallir além de: que nome foda pqp Eu já tive boas ideias para nomes mas esse... Sei lá, me veio um misto de diversos sentimentos em relação a essa pessoa.

No mais, escrita impecável, história misteriosa. Vou ler o resto e comentar aqui depois. Parabéns (:

Kirkos o/
Primeiramente, deixe-me dizer que me sinto feliz de teres gostado da história. Na realidade o Pokémon da Liguria não vai ser revelado por hora pois poderia comprometer, ainda que minimamente, sua identidade. Quanto ao da adversária, era na realidade um Rhyperior e os movimentos eram Rock Throw e Hyper Beam. Como eu não pus tanta descrição no prólogo para esconder a identidade de uma das duplas, acho que seja por isso. A batalha em si eu me baseei em alguns momentos de Light Novels e Visual Novels, se bem que os combates em praticamente todas as séries de animes de Fate sejam um ótimo auxílio visual para a criação de novos movimentos. Fico feliz que tenhas gostado do nome. Eu acho que levei uma hora antes de conseguir bolar algo que tivesse uma certa musicalidade no geral. Espero que gostes da Fanfic e continues acompanhando.


@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Realmente demorei muito tempo para voltar à área de fanfics, mas cá estou. Que triste que você postou só dois capítulos nesse tempo todo, mas que bom, pois deu pra eu ler tudo de uma vez e não revelar tantos mistérios -q, mas enfim. Sem mais delongas, vou tentar resumir o comentário sobre os dois últimos capítulos.

O capítulo VII foi mais sombrio e misterioso, focado na batalha, que por sinal, ficou excelente. Explorou todo o potencial do Taiyou. Já era de se imaginar que ele fosse forte, mas a batalha o elevou a níveis supremos, ele deu um pau no adversário, e eu também acho que ele se livraria do Serperior, apesar de ter uma relativa dificuldade. Naquele momento que o Taiyou não consegue enxergar mais nada e começa a ir pelos sentidos, só pude pensar no Demolidor huhauha, teve alguma inspiração nele?

A relação do Taiyou com o Zoroark é realmente bem bacana. O Zoroark parece que sentiu o perigo que o amigo sofria e resolveu aparecer lá para ajudá-lo na briga, apesar, de como já ter sido dito, o Taiyou conseguiria se virar sozinho. E esse Murder é realmente bem estranho, vamos aguardar.

O outro capítulo, como o Rush falou, não teve batalhas, mas foi justamente isso que fez dele um excelente capítulo, pois foi mais baseado na personalidade dos personagens, além de inserir mais dois novos personagens (o ruivo e a professora tarada).

Esse segundo capítulo começou bem sério, mas no final ficou tudo bagunçado -q, não que seja uma crítica, muito pelo contrário. Achei interessante ter explorado esse lado cômico após todos os "problemas" do capítulo anterior, chegou a ser até um cliffhanger, mas enfim.

Bem, é só e boa sorte com a fic.

Black~ o/
Bom vê-lo de volta pela área. Quanto ao motivo do pequeno número de capítulos, foi em decorrência de um pequeno bloqueio que tive para continuar com um capítulo mais adiante. Felizmente consegui resolver tudo e terminá-lo. Cara, na realidade aquele pequeno combate lá não foi o potencial pleno do Taiyou. Há de se lembrar que ele está incapacitado do usa das Viralts, então tem uma diferença considerável em relação ao poder pleno dele. Eu sei que me baseei em algum anime ou light-novel para a parte no nevoeiro, mas fico te devendo sobre detalhes mais específicos sobre isso. A Murders vai ter um papel mais secundário durante a história, porém vai ser uma pedra no sapato do Taiyou. O outro capítulo tinha sido bem para dar uma descontraída e apresentar aqueles dois personagens; fico feliz em ver que funcionou. Espero que gostes deste novo capítulo.





Capítulo IX - Checkmate

Um arrepio correra-lhe a espinha. Zoroark dera um rosnado baixo ao seu lado, apreensivo. À sua frente, em meio às florestas que envolviam a Academia, um antigo agrupamento de ruínas milenares se erguia. Enormes blocos de pedra cinzentos dominavam a região, suas formas a muito esquecidas. A energia mística que os permeava ainda remanescia, entretanto. Sentia-a comprimindo seu peito e entrando pelas narinas toda vez que respirava. A única estrutura ainda de pé era um círculo de rochas equidistantes umas das outras. Cada uma teria por volta de quatro metros de altura, julgara. Em seu centro havia uma plataforma oval negra, pontilhada por incontáveis fagulhas brancas. Similar ao estrelado céu noturno. Transfer Portal. Um antigo sistema de teleporte usado há séculos para batalhas entre Astralis e, obviamente, durante a Battre de Champions. O local de destino era determinado pelo administrador do portal – Ariel para a Academia e as Princesas do Instituto Divino durante o torneio.

Andaram um pouco mais para o leste e as pedras deram lugar a uma verdejante colina. Pequenos lírios, vermelhos e brancos, dentes-de-leão e tulipas brotavam aqui e ali por entre aquele exuberante mar esmeraldino. Lindo era a palavra que buscava para descrever sua aparência. Uma pequena depressão levava a uma área retangular pouco menor que uma quadra de basquete. Parando por ali, o grupo de alunos de ambas as classes – pouco mais de setenta indivíduos – dividira-se velozmente. Alguns faziam alongamentos, embora não entendesse por que. A esmagadora maioria reunira-se em grupos para conversar, seja de pé ou sentados. Outros poucos apenas deixaram-se deitar sobre a relva e fecharam os olhos, tirando um cochilo enquanto apreciavam os raios solares. Fora a este último grupo que se associara. Escolhera um ponto relativamente afastado dos demais e estirara-se confortavelmente. Sentira uma leve pressão ao seu lado quando o canídeo sombrio fizera o mesmo. Infelizmente, seu descanso durara pouco. Logo quando começara a cochilar uma sombra formou-se a frente de seu rosto. Despertara de imediato, alarmado pela mudança de luminosidade. Surpreendera-se quando vira o par de olhos cor de âmbar que o julgavam friamente. Os cabelos rosáceos não deixavam dúvidas sobre sua identidade. Respirara fundo. Aquilo haveria de ser bom, percebera por sua expressão.

– Espero que sejas tão rápido em combate quanto em cair no sono, Taiyou Hildebrand. – Ralhara-lhe Kristi, com a testa franzida. Um plano formara-se em sua mente. Iria cutucar a onça com vara curta, sabia. Mas seria engraçado. Sentara-se com as pernas ainda estendidas e bocejara preguiçosamente. Aquilo parecera enfurecê-la, percebera. – Madame Ariel o tem em altas expectativas e juro que não deixarei que a desaponte. – Remarcara friamente. Estaria morto se ela pudesse fazê-lo através do olhar.

– Por quê? Será que estás assim tão preocupada comigo? – Indagara, fingindo algum interesse. Rira ao ver que conseguira enraivecê-la ainda mais. Esse era um jogo que nunca perdia a graça, mas achara melhor por as cartas na mesa. Ergueu uma das mãos. – Que seja. Saibas que pretendo agradar à Silver Witch. – Seria suicídio não fazê-lo, mas contar isso estragaria a brincadeira.

– Entendo. – Suspirara, aliviada, após um minuto de silêncio. Tentara soar calma, mas seu tom de voz estava carregado demais para dar esta impressão. – Aguardarei ansiosa pelo seu combate. – Desafiava-o mais uma vez. Queria tanto assim enfrentá-lo? Sem esperar uma resposta, girara sobre os calcanhares e se afastara. Uma aura fria desprendia-se de seu corpo.

Esperara até que ela tivesse se distanciado o suficiente antes de dar um riso seco. Zoroark também ostentava um semblante de divertimento. “Expectativas”? Fora essa a palavra que usara? Isso implicava que a diretora desconhecesse por completo suas habilidades. Improvável, tendo em vista que fora sua professora e treinadora durante dois anos. Entendia, porém, a confusão. Nenhum dos dois poderia revelar isso sem maiores complicações. Arriscaria expor acidentalmente informações sobre seu passado as quais preferia manter em sigilo. O alvoroço que causariam se viessem à tona... Doía-lhe a cabeça só de pensar. Ter mostrado acidentalmente sua tatuagem para Rathy na noite anterior já era um risco por si só. Se viesse a descobrir o que aquele símbolo significava... Exalara o ar de seus pulmões, cansado. Ficar pensando sobre isso não o ajudaria, ajuizara por fim.

– Dia complicado? – Perguntaram-lhe. Reconhecera a voz imediatamente. Olhara em sua direção e, sem surpresas, lá estava Julie a encará-lo. Estranhara que a loira não a acompanhasse, - estava sentada do outro lado do campo, acariciando seu Glaceon – mas nada dissera. Zoroark fizera menção de se interpor entre ambos, mas parara-o com um movimento de mão e esboçara um sorriso cortês para a garota.

– Pode-se dizer que sim. – A vida inteira teria sido mais apropriado, mas não havia razão de lhe revelar isso. Saltara para o lado, pondo algum espaço entre ambos e indicando o mesmo. – Gostaria de se sentar? – Oferecera. Vira-a piscar os olhos algumas vezes enquanto processava a informação. Gentileza obviamente não fora o que esperara.

– Obrigada... – Agradecera em um tom baixo, ainda incerta. Abraçara os joelhos pouco após se acomodar e repousara o queixo sobre eles. O silêncio reinara durante alguns minutos. Sentir o aroma delicado de seu perfume deixava-o tanto quanto desconfortável. – Desculpe... – Seu rosto tornara-se vermelho vivo após concluir a frase.

Observara-a sem compreender. Ela virara a face para o lado, tentando esconder as faces enrubescidas. Estava incomodada com o quê? O incidente do dia anterior? Não via necessidade para tal embaraço apenas por causa de um desentendimento. Ficara repentinamente sem graça. Era obvio que aceitaria o pedido de perdão, mas não sabia como fazê-lo. Era, apesar de tudo, inexperiente nesse campo. Erguera uma mão e imediatamente vira-a por a cabeça entre os ombros, de súbito tensa. Estranhara a reação defensiva. Não podia estar achando que iria lhe golpear, não é? Mesmo ele, com seu passado conturbado, tinha seus limites. Sorrira gentilmente e passara delicadamente os dedos sobre os cabelos de Julie, despenteando-a.

– Tudo bem. – Dissera serenamente. Julie fitou-o com os olhos arregalados, sem acreditar no que ouvira. – Não posso culpá-la por querer proteger sua amiga de um desconhecido. – Seria um hipócrita se o fizesse, considerando seu passado.

Seus pensamentos – e conversa – foram interrompidos pela aparição de um homem. Ficara de sobreaviso ao avistar as vestes do primeiro e ouvira Zoroark dar um rosnado baixo, certamente cauteloso pelo mesmo detalhe. Observara o indivíduo. Devia estar no meio da casa dos vinte. Vinte e seis anos, no máximo. Era alto, com mais de um metro e noventa. Seus cabelos eram negros e de comprimento mediano. Um pouco desgrenhados, caíam sobre suas têmporas na forma de mechas. Os olhos eram violetas e, embora desinteressados e apáticos, possuíam, em seu âmago, astúcia e inteligência acima da média. Pareciam esconder algo, percebera. Eram suas vestimentas, entretanto, que lhe deixavam desconcertado. Um uniforme militar escuro como azeviche. A jaqueta possuía detalhes em vermelhos em volta das mangas e gola. Dragonas de mesma cor enfeitavam seus ombros. Alamares dourados corriam de sua espádua direita ao coração. Uma dúzia de botões da mesma cor decorava-lhe o peito do casaco. Outros quatro mantinham fechada sua gargantilha. Uma braçadeira preta com as bordas carmim envolvia seu braço esquerdo na altura do cotovelo. Usava um par de luvas brancas e um cinto de mesma cor com um medalhão prateado em seu centro. Duas cintas similares, mas sem um brasão, estavam firmemente atadas ao redor da panturrilha direita. Calçava um par de sapatos escuros. Ao seu lado um pequeno Pokémon fantasmagórico acinzentado rodopiava em círculos alegremente. Um pequeno tronco de árvore envolvia sua cabeça. Um galho brotava de cada lado de sua cabeça, dando a impressão de serem chifres. Um par de folhas brotava de cada um. Seus olhos vermelhos e ovais eram visíveis através de aberturas pouco maior que eles. Seus braços eram curtos e mal desenvolvidos.

– Peço perdão pela demora. – Pronunciara o homem. Seu tom deixava claro que as palavras eram mera cordialidade. – Precisei comparecer a uma reunião que se alongou além da medida. – Dissera depressivamente, roçando a nuca com uma das mãos.

– Esse é o professor Eohric Zevnarel. – Cochichara Julie, tendo percebido que fitava o instrutor. – Há rumores de que ele era um tenente-general dos Arkane Knights antes de Ariel convidá-lo para dar aulas aqui. – Revelara, sem perceber o motivo de seu interesse.

Suprimira um estalo de língua para não alertá-la. Tal qual pensara. Deixou-se levar pela raiva. Os instintos anuviaram-lhe o julgamento e, junto a um olhar fulminante, deixara fluir sua sede de sangue. Flashes passaram pela sua mente. Imagens dos únicos que podia considerar uma família; as chamas devorando-os e, sob o sol da manhã, dois esquadrões de soldados cercando o local enquanto ele e ela eram forçados a fugir. Zoroark percebera de imediato e, assustado, dera-lhe uma cotovelada de leve nas costelas. A dor e a distração ajudaram-no a recuperar o controle. Tratara de omitir rapidamente suas intenções assassinas. Olhando em volta, respirou aliviado. Felizmente ninguém mais parecera ter notado seu descontrole. Arkane Knights. Ali estava um grupo sobre o qual não desejava mais ouvir falar. O esquadrão de elite do exército, encarregado de neutralizar, através de quaisquer meios necessários, todo e qualquer Astralis que representasse perigo ao Império. Por conta de seu passado conturbado viera a ter contato com alguns. Assassinara a todos com seu esquadrão, embora a grande maioria das mortes pudessem ser atribuídas a sua companheira. Somando a isso o incidente de quase uma década o sentimento de inimizade era, ao menos, justificável.

– Bem, eu vou voltar para junto da Rathy. – Comunicara-lhe Julie, pondo-se de pé. Olhara de soslaio para ele e, após alguns instantes de relutância, articulara. – Boa sorte na sua luta. – A tonalidade calma de sua voz pegara-o desprevenido. Uma agradável surpresa. Julgara ter visto de relance um ligeiro sorriso, mas não tinha certeza. Pressioná-la pela informação não ajudaria em nada, sabia.

– Desejo-lhe o mesmo, Ojou-san. – Fizera uma leve mesura, honestamente agradecido. Recordando sua conversa com a loira na noite anterior, fora rápido em acrescentar. – Quanto à competição em que participarão amanhã... Tudo bem se eu encontrá-las em frente ao portão principal da Academia antes de irem? – E, com um sorriso acanhado, acrescentara. – Seria complicador dar meu apoio perdido nesta floresta...

Vira-a arquear as sobrancelhas, evidentemente surpresa. Não estava a par da situação? Felizmente concordara após alguns instantes ponderando sobre o assunto. Respirara aliviado, grato pela situação ter se resolvido sem maiores problemas. Pudera então prestar atenção na aula. A essa altura, Eohric já ditava como o treinamento transcorreria. Era um sistema simples. Uma batalha entre dois Astralis e seus Pokémons, onde o vencedor era aquele que derrotasse a dupla adversária. Todos, sem exceção, subiram os morros para dar espaço. Satisfeito, o instrutor pegara uma pequena prancheta e começara a chamar alunos aos pares. Por sorte ou azar do destino Ren fora um dos dois primeiros selecionados. Não chegara a lutar, contudo. Ainda repousava a cabeça sobre as mãos, estirado em meio à relva. Seu peito subia e descia em um ritmo calmo e constante. Suas pálpebras fechadas não davam o menor sinal de perturbação. Dormia na mais santa paz. Chamaram-no mais uma, duas, três vezes... Sem reação. Só conseguiram despertá-lo quando uma aluna se aproximou e empurrou-lhe levemente o ombro.

– Bom dia... – Bocejara, esfregando os olhos preguiçosamente. Dera um gentil sorriso para a moça que o acordou. – O que está acontecendo? – Sua visão caíra sobre o professor. Suspirara em desânimo ao perceber do que se tratava. – Ah, é isso de novo... Eu desisto. Não estou com vontade de brincar hoje. – Pronunciara como se nada significasse. Voltara a se deitar e, antes de retomar o cochilo, acrescentara. – Tudo bem por você, Eohric-sensei? – Estava mais avisando do que perguntando, pudera notar.

– Faça como bem quiser... – Replicara o instrutor, tentando manter a calma. Parecia já estar acostumado com a reação do ruivo. Phantump se incomodara e pretendera avançar, mas fora acalmado por um aceno de mão. – Sigamos para a próxima disputa.

A surpresa surgira em ambas as faces – dele próprio e do militar – quando anunciaram o nome Taiyou Hildebrand. Vira-se como o alvo de seus olhos púrpuras. Sentia-se na mira de um predador. Fingira não se importar, mas comunicara silenciosamente a Zoroark para que estivesse pronto para tudo. Uma precaução que aprendera ser útil com o passar dos anos. Permaneceram assim por um minuto antes de o homem tornar sua atenção em outra direção. Em sua mente residia uma única dúvida: quanta informação Ariel lhe revelara? Obviamente não o suficiente para comprometê-lo. Contudo... A forma com que o encarara mostrava que sabia de algo. Teria de ser precavido e prudente. Esclareceria suas suspeitas com a Silver Witch em outra oportunidade. O combate iminente era sua maior preocupação no momento.

Passara os olhos pela multidão. Kristi observava-o atentamente. Teria enfim a demonstração que aguardava. Rezava para que ela aproveitasse ao máximo. Informação prévia de um alvo ou um adversário vale ouro àqueles que saibam manipulá-lo. Restava ver se ela era uma destas. Seguira adiante e vira Rathy ostentar uma fagulha de medo em seu olhar. Pudera perceber que temia por ele e, por um instante, questionara-se sobre a sensatez de ter lhe dito que não era capaz de utilizar suas Viralts. Fora um erro, afinal? Sua missão tornar-se-ia ainda mais intricada se a princesinha revelasse inadvertidamente algo. Não o fizera. O desassossego em seu rosto era, para ele, evidente, mas continuara calada. Suspirara tranquilizado. Teria de agradecê-la posteriormente. Dera enfim atenção à sua adversária. A idade deveria ser próxima da sua; em torno dos dezessete anos. Era alguns centímetros mais baixa que Rathy. Seus cabelos eram castanhos e curtos; os olhos azuis e expressivos. Seu nariz era arrebitado e, ao redor dele, algumas poucas sardas decoravam-lhe as bochechas. Sua Viralt era similar a uma corrente com cravos. Os elos eram cerúleos e as lâminas douradas. Em cada extremidade achava-se uma bloco de chumbo do mesmo tom talhado na forma da cabeça de um tubarão. Uma arma de médio e curto alcance. Redobraria sua cautela. O Pokémon da jovem era um crocodiliano bípede ciano e amarelo de porte médio. Pouco mais de um metro e vinte, calculara. Possuía uma tríade de espinhos vermelhos ao longo de seu corpo. Um de três pontas sobre seu crânio similares a uma crista, outro duplo entre suas omoplatas e um único em formato de diamante próximo à ponta de sua cauda. Marcas negras envolviam seus olhos escarlates. Sua mandíbula inferior era amarela e bem pronunciada, com um par de dentes escapando de cada lado. Seu peito possuía um padrão assimétrico similar à pele de uma onça-pintada. Lançara um olhar desdenhoso para Zoroark, exalando arrogância por cada poro. Não precisara nem vê-lo para saber que, se pudesse, teria degolado-o ali mesmo.

– Manifeste sua Viralt, Hildebrand. – Comandara Eohric. O tom era cansado, mas firme. Estaria pisando em gelo fino não fosse o fato de já ter inventado uma desculpa antecipadamente. Um sorriso formara-se em seus lábios ao encarar sua adversária.

– Sabia que a expressão “checkmate” no xadrez não significa simplesmente que tenhas o rei inimigo encurralado? – Indagara calorosamente, ignorando a ordem. Satisfizera-se ao ouvir os murmúrios de desentendimento dos outros alunos. Até o militar tinha dificuldades de entender aonde queria chegar. – Esse termo indica que você tem a vida dele em suas mãos. – Seu tom tornara-se inocente como o de uma criança. Percebendo o que faria o canídeo ilusório dera um riso seco e recuara um passo.

O desentendimento só aumentara. Não dera a mínima. Logo entenderiam o que quisera dizer. Ariel pedira-lhe para lutar a sério? Pois bem, é o que faria. Levara alguns instantes até que o instrutor desse de ombros e iniciasse o combate com um movimento da mão. Imediatamente a moça e seu Pokémon saltaram para trás, adicionando alguma distância entre as duplas. Não fizera qualquer menção de segui-los. Na realidade, não movera um músculo. Deixara os cabelos caírem sobre os olhos, fazendo sombra sobre seu rosto. Ouvira-a dar um comando ao Croconaw, mas não ligara. Com uma gargalhada arrogante disparara uma rajada de água em alta pressão. Zoroark revidara de imediato, lançando um raio composto por dúzias de anéis negros. As argolas passaram a centímetros de seu ombro, todavia continuara parado. As técnicas colidiram e guerrearam em uma dança de avanços e recuos. O canídeo tinha ligeira vantagem, mas recuara quando o adversário fizera o mesmo. Revelar suas plenas capacidades em frente a tamanho público chamaria atenção demais. Fora que seguir o plano seria muito mais divertido, refletira. A moça não perdera tempo e começara a girar uma das extremidades da corrente em círculos a sua esquerda. Água em alta pressão saíra de sua extremidade e se condensara na forma de uma lâmina. Ranhuras surgiam no solo quando esta o tocava. Fora somente então que Taiyou se movera. Iniciaria, enfim, seu estratagema.



A Viralt subitamente parara. A lâmina de água desfizera-se e encharcara a solo. A moça encarava-o absorta. O crocodilo azul ostentava uma expressão similar. A audiência, outrora barulhenta, fora tomada por um silêncio ensurdecedor. Imóvel, o jovem apenas sorria como uma inocente e gentil criança. Um gesto sem segundas intenções. Ali estava presente apenas a pureza de um sorriso infantil. O nível de ameaça era nulo ou tão próximo disso que não fazia diferença. Dera um passo em frente, mas não houvera qualquer reação adversária. Todos no local pareciam mesmerizados pela ação estranha. Satisfeito, continuara a andar. Fazia-o despreocupadamente, tal qual alguém voltando para casa. Os movimentos eram leves e controlados e a cabeça estava baixa. Fitava-a diretamente nos olhos enquanto se aproximava. Parara somente quando sentira a corrente roçar-lhe a camisa. Sentia o frio metálico dos elos através da roupa, mas dera pouca importância. Inclinara o tronco para frente e aproximara os lábios do ouvido da garota.

– Então... Vamos começar? – Perguntara em um sussurro. Acentuara levemente o sorriso ao receber um olhar atônito como resposta.

A alteração da atmosfera fora instantânea. Permitira à sua sede de sangue manifestar-se com força total. Ninguém reparara previamente, mas era impossível que ela não o fizesse agora. Era o alvo, afinal. A percepção de estar prestes a morrer dificilmente seria ignorada àquela distância.  Dito e feito. A moça saltara para trás de imediato, uma expressão de aflição e pânico fixa em seu rosto. Agira com a mesma velocidade. Estendera a mão para frente e apanhara a Viralt. Com um puxão firme arrancara-a do controle da jovem e jogara-a para trás. Agarrara-lhe a testa com a outra e forçara sua cabeça contra o chão. Não aplicara muita força, apenas o suficiente para deixá-la desorientada. Não se iludia: poderia ter quebrado-lhe o crânio se forçasse demais. Só então o Croconaw reagira. Saltara em sua direção com as mandíbulas escancaradas. Não chegara a mordê-lo, contudo. Zoroark interpusera-se entre ambos e tocara o estômago do crocodilo. Um raio de anéis negros lançara o réptil aquático contra uma das colinas. Atingira a inclinação e rolara encosta abaixo, desfalecido. Satisfeito, Taiyou pusera-se de pé e, em um movimento ágil, descera o calcanhar contra o pescoço da moça. Parara a milímetros de atingi-la. Contemplara seus olhos esbugalhados de medo com uma expressão de divertimento.

– Como que eu posso dizer isso...? – Perguntara-se, coçando a nuca. Tornara-se repentinamente sério. – Se isso fosse um combate real estarias morta ou desacordada agora. O que definiria isso seria a força do impacto na sua traqueia. – Recuara alguns passos e girara sobre os calcanhares. Com um suspiro cansado, dera de ombros. – Bem, no final até que conseguiste me entreter um pouco. Reconheço que não é uma façanha simples. – Olhou por sobre o ombro. – Vamos lá, Zoroark. Estou com sono e ainda temos que descolar o jantar de hoje. – A resposta do Pokémon fora um curto riso seco. Metamorfoseara-se então em um Pidgey e voara até o ombro do jovem. Afastara-se a passos largos, mas parara após alguns metros. – Ah, quase ia me esquecendo... – Ergueu os dedos de uma das mãos como se fosse um revolver e, com um sorriso calmo, ergueu-os em um recuo similar ao coice de uma arma. – Checkmate.
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Re: Astral Zero

Mensagem por Kirkos em Sab 5 Set 2015 - 0:38

Sério, é desconcertante ver você escrever assim e indo lá comentar na minha história falando que eu sou bom, chega a dar vergonha Laughing
Eu li só o capítulo 2. Ok, não é algo legal de se fazer porque teve fics que eu peguei e fui lendo tudo porque eu achei mais tranquilas de ler. Entretanto, você é um exímio escritor e isso é inegável. E acho legal porque isso não te faz metido, você vai em outras fics e comenta com uma personalidade de leitor comum e isso é uma coisa que algumas vezes é raro de se ver.

Bem, de todas as evoluções do Eeevee as minhas favoritas são Vaporeon, Umbreon e Glaceon. E... Glaceon <3
Entretanto, o Zoroark enquanto pokémon (estou me desvencilhando da personagem da fic) pra mim é uma incógnita em relação a gosto. As vezes eu acho ele uma cópia mal feita do Lucario, só que aí ele tem o Night Daze. Eu vi esse ataque no M13 e... Me apaixonei no momento em que vi. Inclusive ele vai aparecer na minha história hahah Então eu realmente desenvolvi um sentimento misto em relação a esse pokémon.

Só que um certo escritor chamado DarkZroroark me fez realmente esquecer o misto de lado e só considerar o Zoroark um pokémon extremamente foda. Agora... Mismagius me assustam então imagina como eu fiquei lendo sobre o que os Mismagius estavam fazendo a luz do dia... Imagina de noite?

Agora... A ÚNICA crítica que eu faço em relação a história é que tipo... Eu sou muito lerdo. Muito. Eu confundi os dois ataques do prólogo. Então pra eu conseguir pegar o que você tá descrevendo, mesmo que isso seja a sua intenção me atrapalhar enquanto leitor. Só que eu sou um leitor idiota então... Continue assim porque você é um dos melhores escritores que já vi e isso é algo que você tem que se orgulhar. E muito. Vou tentar ler o resto um pouco mais rápido, embora seja difícil hahah
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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Dom 6 Set 2015 - 3:09

Rapaaz, mas que capítulo épico. Parece que a cada capítulo que tu posta, mas épica a história vai ficando. De início, jurava que o Pokémon da oponente fosse um Feraligatr, então pensei "Essa vai dar trabalho", mas nah, o Croconaw apanhou feio. Apanhou rude. 


Eu, como sempre, amei a desenvoltura de todos os personagens citados no capítulo - que tirando a Ariel, já foi 90% -, e admito que gostei pra caramba do ruivo. Ren me lembrou bastante do Shikamaru neste capítulo, parece que mesmo sendo bastante preguiçoso, ele é sábio e não precisa desse tipo de treinamento o qual considera "brincadeira". Logo, ou ele é muito sábio, ou ele é muito forte. Ou ambos né, nunca se sabe. 


Gostei do momento de inicio de laços de amizade entre Taiyou e a Ruiva do Flareon, não sei se estou certo, mas acho que o motivo pela qual Rathy não interagiu com Taiyou, foi para que Julie pudesse conversar e ser simpática com o assassino.


Agora, sobre a luta... Meu deus do céu. Eu já imaginava que fosse acabar com aquela frase de efeito, e mesmo confirmando minha presunção, eu achei épico demais. Taiyou é muito, mas muito foda. 


Eu quero ver se irá aparecer outras lutas, para ver a estratégia de outros personagens que não se assustem com a fodelosidade do Taiyou. 


Bem, resumindo tudo, eu adorei - como sempre - esse capítulo. Espero que o próximo cap seja ainda mais épico.


Um abraço! Aguardo ansiosamente o prox cap. 
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Re: Astral Zero

Mensagem por Black~ em Dom 6 Set 2015 - 15:44

Bom, vamos lá.

Realmente, esse capítulo foi muito bom. Apesar do tamanho relativamente pequeno, comparado aos outros, foi um dos melhores capítulos da fic. O Taiyou me surpreende mais a cada dia que passa. A gente já sabe que ele é muito forte, mas parece que ele fica cada vez mais forte ainda.

Sério, essa batalha foi demais. Tipo, deu nem pro cheiro, o Taiyou e o Zoroark venceram com uma facilidade imensa. Ainda foi interessante ver que o Taiyou realmente não estava muito afim da batalha, e ainda no final usou a frase de efeito, como o Rush falou, deixando tudo bem mais legal ainda.

Também achei interessante o desenvolvimento do Taiyou e da Julie. Eu acho que, apesar das garotas acharem o Taiyou um tarado, elas até gostam dele. Gostar independente do jeito que for. Mas achei que a relação entre os dois foi bacana. Fico imaginando pra ver como vai se desenvolver mais o relacionamento o protagonista com as duas garotas, que já viraram suas amigas.

Esse Ren foi bem interessante também. Acho que concordo com o Rush, em questão dele talvez seja alguém bem forte e não quer ficar desperdiçando energia com esses treinos, considerados "brincadeira" por ele, talvez seja por isso que ele demonstrou tamanho desinteresse, e que fez o instrutor entender, como se já previsse, talvez.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
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Re: Astral Zero

Mensagem por xKai em Dom 13 Set 2015 - 11:15

Fala DZ! Peço minhas mais sinceras desculpas pelo atraso, parece que isto está ficando mais recorrente que deveria -q Mas sabe como que é, ter coisas a fazer, ler uma fanfic grande e ainda ter que maquinar o comentário -q Bem, deixando isto de lado, aí vai o que eu achei sobre o capítulo atual.

As fagulhas entre o protagonista e a ruiva parecem estar sei lá... Se apagando? Eles começaram com todos os pés esquerdos possíveis, mas hoje consegui reparar que estão diferentes -q Seria motivos para nossa Rathy ficar enciumada?

No momento em que Taiyou pensou nos Arkane Knights, ou melhor, viu o professor e lembrou-se deles... Ele foi rodeado por uma aura assassina e uma sensação de terror e angustia, sem dúvida que sofreu um trauma e tanto... Mas para alguém emitir uma aura assassina descuidadosamente deste jeito... Acredito que ele possua forte sentimento de vingança... Aqueles que seguem por este caminho buscam por poder, mesmo os que já são naturalmente fortes, imagino qual seria o objetivo dele.

Sobre a luta, bem, foi brincadeira de criança, não é? Creio que da forma que descreveu a batalha poderia ter sido decidida no instante em que teve início. Mas tem algo que me irrita no Taiyou -q Ele parece sofrer de algum tipo de excesso de confiança... Parece ter a necessidade de "humilhar" seus adversários. Sem dúvidas se tudo isto fosse real, ele seria uma pessoa que eu acharia insuportável, eu sou do tipo que se não for lutar pra valer, nem inicio alguma coisa, afinal... Se você vencer usando tudo o que tem será uma demonstração de respeito ao adversário e ao seu próprio poder, aqueles que tem poder, o usam. Mas como disse, caso tudo isto fosse real -q O Taiyou é um personagem interessante, ainda que muito misterioso, aguardo por mais detalhes sobre seu passado. Por hoje é só, até o próximo capítulo 0/

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Re: Astral Zero

Mensagem por Kirkos em Sex 9 Out 2015 - 1:47

Li o capítulo 3, acho que vai ficar clichê, mas... é desconcertante ver você escrever Laughing

Uma coisa que eu não havia mencionado, eu gostei da Rathy. Sei lá, eu achei ela uma personagem bem trabalhada, Mais uma vez o Zoroark subiu no meu conceito, o que tá me fazendo gostar cada vez mais desse bicho, eu ainda tô meio confuso desse lance do treinador levar o dano junto com o pokémon, acho que é mais por costume enquanto leitor mesmo, conforme eu for lendo acho que vou conseguir me adaptar melhor.

AHHHHHH UMA COISA QUE EU LI ENQUANTO PULAVA VOCÊ RESPONDENDO AOS COMENTÁRIOS: SANSA STARK
Eu voltei e vi que você se inspirou na Sansa pra criar a Rathy. Acredite: eu tava aqui com meus botões pensando "cara, ela me lembra alguém." Fatos reais aqui.

Enfim, eu curti a batalha do Zoroark com o Flareon, assim que eu li o título do capítulo eu já sabia que ia rolar um embate, que, diga-se de passagem sendo redundante pela enésima vez: você escreveu MUITO bem.

Eu vou ler o resto amanhã e acho que até domingo pareio com todo mundo pra não ficar fazendo uns comentários meio non sense de capítulos antigos.

É isso, você é foda, simples assim.
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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Seg 2 Nov 2015 - 0:10

Boa noite a todos.
Primeiramente, eu peço desculpas pela enorme demora em postar este capítulo. O problema foi que, fora a faculdade que realmente deu uma apertada durante estes últimos meses, tive um pequeno bloqueio enquanto escrevia e, para coroar com chave de ouro, o arquivo do capítulo acabou corrompendo e eu precisei escrever tudo novamente. Obviamente, a boa-vontade para fazê-lo não era muita. Também há o fato de que estou planejando uma Fanfic para postar no Fanfiction.net, mas não vem ao caso agora. Enfim, deixemos isto de lado e vamos aos comentários:


@Kirkos escreveu:Sério, é desconcertante ver você escrever assim e indo lá comentar na minha história falando que eu sou bom, chega a dar vergonha Laughing
Eu li só o capítulo 2. Ok, não é algo legal de se fazer porque teve fics que eu peguei e fui lendo tudo porque eu achei mais tranquilas de ler. Entretanto, você é um exímio escritor e isso é inegável. E acho legal porque isso não te faz metido, você vai em outras fics e comenta com uma personalidade de leitor comum e isso é uma coisa que algumas vezes é raro de se ver.

Bem, de todas as evoluções do Eeevee as minhas favoritas são Vaporeon, Umbreon e Glaceon. E... Glaceon <3
Entretanto, o Zoroark enquanto pokémon (estou me desvencilhando da personagem da fic) pra mim é uma incógnita em relação a gosto. As vezes eu acho ele uma cópia mal feita do Lucario, só que aí ele tem o Night Daze. Eu vi esse ataque no M13 e... Me apaixonei no momento em que vi. Inclusive ele vai aparecer na minha história hahah Então eu realmente desenvolvi um sentimento misto em relação a esse pokémon.

Só que um certo escritor chamado DarkZroroark me fez realmente esquecer o misto de lado e só considerar o Zoroark um pokémon extremamente foda. Agora... Mismagius me assustam então imagina como eu fiquei lendo sobre o que os Mismagius estavam fazendo a luz do dia... Imagina de noite?

Agora... A ÚNICA crítica que eu faço em relação a história é que tipo... Eu sou muito lerdo. Muito. Eu confundi os dois ataques do prólogo. Então pra eu conseguir pegar o que você tá descrevendo, mesmo que isso seja a sua intenção me atrapalhar enquanto leitor. Só que eu sou um leitor idiota então... Continue assim porque você é um dos melhores escritores que já vi e isso é algo que você tem que se orgulhar. E muito. Vou tentar ler o resto um pouco mais rápido, embora seja difícil hahah


Li o capítulo 3, acho que vai ficar clichê, mas... é desconcertante ver você escrever Laughing

Uma coisa que eu não havia mencionado, eu gostei da Rathy. Sei lá, eu achei ela uma personagem bem trabalhada, Mais uma vez o Zoroark subiu no meu conceito, o que tá me fazendo gostar cada vez mais desse bicho, eu ainda tô meio confuso desse lance do treinador levar o dano junto com o pokémon, acho que é mais por costume enquanto leitor mesmo, conforme eu for lendo acho que vou conseguir me adaptar melhor.

AHHHHHH UMA COISA QUE EU LI ENQUANTO PULAVA VOCÊ RESPONDENDO AOS COMENTÁRIOS: SANSA STARK
Eu voltei e vi que você se inspirou na Sansa pra criar a Rathy. Acredite: eu tava aqui com meus botões pensando "cara, ela me lembra alguém." Fatos reais aqui.

Enfim, eu curti a batalha do Zoroark com o Flareon, assim que eu li o título do capítulo eu já sabia que ia rolar um embate, que, diga-se de passagem sendo redundante pela enésima vez: você escreveu MUITO bem.

Eu vou ler o resto amanhã e acho que até domingo pareio com todo mundo pra não ficar fazendo uns comentários meio non sense de capítulos antigos.

É isso, você é foda, simples assim.

Kirkos o/
Dei uma unificada nos comentários pois seria mais fácil responder tudo de uma vez. Primeiramente, obrigado pelos elogios. Honestamente não me importo muito se fores lendo a história com calma até porque eu costumo demorar um pouco entre um capítulo e outro. Quanto a questão Zoroark/Lucario eu nunca cheguei a ver esses dois Pokémons como sendo extremamente parecidos. A bem verdade, as únicas semelhanças visíveis entre os dois são o fato de terem sido introduzidos em um filme antes do restante de sua geração e terem uma aparência mais puxada para os canídeos. Sinto-me honrado em saber que tenha mudado positivamente sua visão do Pokémon ilusório. Na real, eu acho que ficaria meio estranho por no meio da descrição "Era tal ataque" ou "Estava utilizando aquela técnica". Sei lá, creio que interromperia a fluidez da história, mas em relação aos Pokémon que tenham um parceiro humano, no guia da história há o moveset deles. Qualquer coisa, é só conferir lá. Fico feliz que tenhas gostado da Rathy. Eu baseei ela mais na Sansa dos livros do que a da série por achar que haja uma inocência maior presente naquela - creio que a diferença de três anos entre ambas as versões da personagem seja uma boa explicação. Espero que gostes deste novo capítulo.


@Rush escreveu:Rapaaz, mas que capítulo épico. Parece que a cada capítulo que tu posta, mas épica a história vai ficando. De início, jurava que o Pokémon da oponente fosse um Feraligatr, então pensei "Essa vai dar trabalho", mas nah, o Croconaw apanhou feio. Apanhou rude. 


Eu, como sempre, amei a desenvoltura de todos os personagens citados no capítulo - que tirando a Ariel, já foi 90% -, e admito que gostei pra caramba do ruivo. Ren me lembrou bastante do Shikamaru neste capítulo, parece que mesmo sendo bastante preguiçoso, ele é sábio e não precisa desse tipo de treinamento o qual considera "brincadeira". Logo, ou ele é muito sábio, ou ele é muito forte. Ou ambos né, nunca se sabe. 


Gostei do momento de inicio de laços de amizade entre Taiyou e a Ruiva do Flareon, não sei se estou certo, mas acho que o motivo pela qual Rathy não interagiu com Taiyou, foi para que Julie pudesse conversar e ser simpática com o assassino.


Agora, sobre a luta... Meu deus do céu. Eu já imaginava que fosse acabar com aquela frase de efeito, e mesmo confirmando minha presunção, eu achei épico demais. Taiyou é muito, mas muito foda. 


Eu quero ver se irá aparecer outras lutas, para ver a estratégia de outros personagens que não se assustem com a fodelosidade do Taiyou. 


Bem, resumindo tudo, eu adorei - como sempre - esse capítulo. Espero que o próximo cap seja ainda mais épico.


Um abraço! Aguardo ansiosamente o prox cap. 

Rush o/
Fico feliz em saber que estejas gostando do rumo que a história vem tomando. Realmente, a luta teria sido bem mais interessante se o Pokémon adversário fosse um Feraligatr, mas eu planejava manter as habilidades plenas do Zoroark escondidas por enquanto, então escolhi o Croconaw mesmo. Realmente, quando penso nisso, há uma boa semelhança entre a personalidade do Ren e a do Shikamaru. Olha, vou ser sincero; o ruivo é de fato um Astralis bem poderoso, mas o motivo para não querer lutar foi puro desinteresse mesmo. O fato do Eohric ter aceito a réplica dele foi pelo fato de que isso já aconteceu algumas vezes. Eu criei o Ren como um personagem extremamente despreocupado e, talvez, um pouco cabeça-de-vento. E parece que acertaste o motivo para não ter havido uma interação entre a Rathy e o Taiyou neste último capítulo. Quanto a lutas equivalentes, creio que terá a final deste volume e as principais dos próximos volumes também. Só espera para ver. Espero que gostes deste novo capítulo.


@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Realmente, esse capítulo foi muito bom. Apesar do tamanho relativamente pequeno, comparado aos outros, foi um dos melhores capítulos da fic. O Taiyou me surpreende mais a cada dia que passa. A gente já sabe que ele é muito forte, mas parece que ele fica cada vez mais forte ainda.

Sério, essa batalha foi demais. Tipo, deu nem pro cheiro, o Taiyou e o Zoroark venceram com uma facilidade imensa. Ainda foi interessante ver que o Taiyou realmente não estava muito afim da batalha, e ainda no final usou a frase de efeito, como o Rush falou, deixando tudo bem mais legal ainda.

Também achei interessante o desenvolvimento do Taiyou e da Julie. Eu acho que, apesar das garotas acharem o Taiyou um tarado, elas até gostam dele. Gostar independente do jeito que for. Mas achei que a relação entre os dois foi bacana. Fico imaginando pra ver como vai se desenvolver mais o relacionamento o protagonista com as duas garotas, que já viraram suas amigas.

Esse Ren foi bem interessante também. Acho que concordo com o Rush, em questão dele talvez seja alguém bem forte e não quer ficar desperdiçando energia com esses treinos, considerados "brincadeira" por ele, talvez seja por isso que ele demonstrou tamanho desinteresse, e que fez o instrutor entender, como se já previsse, talvez.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.

Black~ o/
Alegra-me que tenhas gostado deste último capítulo. Realmente, de todos que eu escrevi até o momento, este foi o menor deles, mas o importante é que tenha ficado bom. Olha, vou dizer que o Taiyou ainda vai ter um belo aumento de força, visto que, ao menos temporariamente, ele não pode usar suas Viralts. Por outro lado, os adversários também se tornarão bem mais fortes, então haverá um equilíbrio entre eles. O uso da frase de efeito eu já havia estipulado faz um bom tempo para dar um tom mais badass ao personagem. Acertaste no ponto em dizer que elas gostam do Taiyou apesar de acharem ele um tanto pervertido, ainda que, no caso da Julie, seja mais confiar do que gostar propriamente. Quanto ao Ren, ele é o tipo de personagem que sofre de desinteresse por aquilo que não acha divertido, então resolve deixar estas coisas de lado. Apenas no volume 2 que ele irá mostrar suas forças, então aguarde. Espero que gostes deste novo capítulo.


@xKai escreveu:
Fala DZ! Peço minhas mais sinceras desculpas pelo atraso, parece que isto está ficando mais recorrente que deveria -q Mas sabe como que é, ter coisas a fazer, ler uma fanfic grande e ainda ter que maquinar o comentário -q Bem, deixando isto de lado, aí vai o que eu achei sobre o capítulo atual.

As fagulhas entre o protagonista e a ruiva parecem estar sei lá... Se apagando? Eles começaram com todos os pés esquerdos possíveis, mas hoje consegui reparar que estão diferentes -q Seria motivos para nossa Rathy ficar enciumada?

No momento em que Taiyou pensou nos Arkane Knights, ou melhor, viu o professor e lembrou-se deles... Ele foi rodeado por uma aura assassina e uma sensação de terror e angustia, sem dúvida que sofreu um trauma e tanto... Mas para alguém emitir uma aura assassina descuidadosamente deste jeito... Acredito que ele possua forte sentimento de vingança... Aqueles que seguem por este caminho buscam por poder, mesmo os que já são naturalmente fortes, imagino qual seria o objetivo dele.

Sobre a luta, bem, foi brincadeira de criança, não é? Creio que da forma que descreveu a batalha poderia ter sido decidida no instante em que teve início. Mas tem algo que me irrita no Taiyou -q Ele parece sofrer de algum tipo de excesso de confiança... Parece ter a necessidade de "humilhar" seus adversários. Sem dúvidas se tudo isto fosse real, ele seria uma pessoa que eu acharia insuportável, eu sou do tipo que se não for lutar pra valer, nem inicio alguma coisa, afinal... Se você vencer usando tudo o que tem será uma demonstração de respeito ao adversário e ao seu próprio poder, aqueles que tem poder, o usam. Mas como disse, caso tudo isto fosse real -q O Taiyou é um personagem interessante, ainda que muito misterioso, aguardo por mais detalhes sobre seu passado.  Por hoje é só, até o próximo capítulo 0/

xKai o/
Cara, nem te preocupes em demorar para comentar. Eu mesmo demoro para comentar e postar capítulos novos, então nem esquenta com isso. Na real, o que acontece é que eles estão "neutros" em relação ao outro. E nem, é só amizade mesmo. Nunca gostei muito do conceito de tsundere, então não planejo criar, ao menos por hora, alguém assim nesta história. Até hoje me pergunto o motivo dos japoneses pagarem tanto pau para esse tipo de personalidade. Quanto a aura que rodeou o Taiyou eu diria que seria algo mais próxima a uma de ressentimento e raiva do que terror e angústia. Realmente há um momento que houve algo entre eles e deixou o garoto bem desconfiado dos militares, mas isso será revelado mais para frente na história. Ele também não chega a buscar poder, apenas aceitou entrar na escola para confirmar uma informação. Não chego a sentir que ele tenha um excesso de confiança; é mais saber avaliar se um adversário é forte ou não. O que ele fez não chega bem a ser caracterizado como humilhar seu adversário, mas sim dar algumas dicas baseado em suas experiências passadas. Espero que gostes deste novo capítulo





Capítulo X - Ice and Fire Hellish Combo

Estático sob o portão de entrada esperava pacientemente pelas garotas. O sol brilhava em seu ápice, mas uma leve brisa amenizava o calor. Zoroark descansava sobre o galho de uma árvore, pretendendo estar dormindo. Percebera pela sua respiração que não estava. Ao contrário, tornava-se mais inquieto à medida que o tempo passava. Paciência nunca fora seu forte. Bem, ele próprio não podia argumentar muito. Só mantinha-se pacato por ter levado consigo um livro. Uma falta de etiqueta, mas conseguiria facilmente inventar uma desculpa para o ocorrido. No momento desejava apenas curtir a paz momentânea. Desde a sua “apresentação” no dia anterior recebera dezenas de convites para se juntar a equipes. Rejeitara educadamente alguns e para outros dissera que pensaria sobre o assunto. Honestamente não tinha intenção de fazê-lo. Desconfiava que este fosse o objetivo de Ariel, mas não havia motivos para se aprofundar no assunto. Voltara à atenção para o livro em suas mãos. Um exemplar em ótimas condições que detalhava as estratégias militares durante a Ranbal War e o impacto delas no campo de batalha. Não era a leitura mais agradável de todas, mas servia para distraí-lo. Seu sonho, sobretudo, era algo que queria esquecer. Garras gélidas e metálicas apertavam seu coração toda vez que recordava.

“Ei, Tai-tan!” – A voz ressoara em sua mente. O tom alegre que só ela era capaz de manter naquela instituição horrenda. – “Vamos nos casar quando crescermos, ok?! É uma promessa!” – Os olhos violeta brilhantes e os cachos negros esvoaçantes eram a imagem que lhe vinha à mente.

As chamas surgiram logo depois, consumindo seu sorriso. Cerrara os punhos com força. Não fosse o couro das luvas teria rasgado a própria pele com a pressão exercida. Outros rostos surgiram em sua mente. Todos perdidos para sempre naquele dia infernal. Nunca gostara dos deuses, mas passara a odiá-los após o evento. Os pesadelos não ajudavam a reduzir sua fúria. Uma nova imagem surgira diante de si. Fazia cinco anos que não a via, mas a visão era tão clara quanto possível. Falava em seu suave tom manipulador de costume, palavras que conhecia há muito. A única outra sobrevivente e família remanescente... Seria sua adversária. A ideia passava-lhe sensações estranhas. Não sentia nada ao defrontar outros, mas com ela... Não sabia se seria capaz de manter a calma. E, mesmo que conseguisse, não existiam garantias de triunfo. Sua perícia com a Viralt Excendeiss era boa a esse ponto. E também...

– Taiyou-san! – O chamamento abrupto afugentara seus devaneios. Espiara por sobre o ombro e vira Rathy e Julie correndo em sua direção. Detiveram-se a alguns passos dele, ofegantes. Por entre uma respiração entrecortada, a loira falara. – Peço desculpas... Pelo atraso...

– Francamente... – Queixara-se a outra, tão cansada quanto a amiga. – Só demoramos porque ficaste se arrumando por meia hora...

– J-Julie! – Exclamara a primeira, as faces corando intensamente. Parecia ter perdido a compostura. A cena lhe era estranhamente cativante. – N-Não era para ter dito...! – Sussurrara, lançando um rápido olhar ao garoto. A situação era divertida, mas decidira interferir antes que houvesse maiores problemas.

– Vamos, vamos... – Erguera as mãos em sinal de paz, esboçando um sorriso tranquilo. – O importante é que chegaram. Não é mesmo, Zoroark? – Sem qualquer sinal de advertência o canídeo caiu logo atrás das moças. A expressão de susto em seus rostos não tivera preço. O vulpino rira um pouco e depois respondera à pergunta com um aceno positivo de cabeça. – Cavalheiresco como de costume... – O animal dera um riso ríspido e agressivo como resposta. Boa educação nunca fora seu forte. Decidiu ignorar. – Mudando um pouco de assunto, poderiam me explicar este torneio do qual irão participar? Parece-me improvável que muitos Astralis participem com a Battre de Champions tão próxima...

– Simples; o prêmio é irresistível. – Replicara a morena, em tom casual. Parecia achar aquilo óbvio. – A dupla triunfante terá a oportunidade de desafiar um Regigigas. Haverá também a possibilidade de estabelecer um pacto com uma Military Class Viralt. – A última frase fizera-o empalidecer.

A ideia era ousada, tinha de reconhecer... E igualmente perigosa. Sabia não muito sobre o Pokémon colosso, mas o pouco de informação que tinha era o suficiente. Utilizados como guardiões dos antigos templos e posteriormente como armas de destruição em massa na Ranbal War estavam quase extintos agora, ainda que estátuas em tamanho real possam ser vistas em regiões remotas. Ariel certa vez falara-lhe de um confronto que tivera contra um. Fora uma das raras batalhas em que fora ferida com seriedade. A perspectiva das duas enfrentando algo assim não lhe agradava nem um pouco, mas, certamente, era mais seguro do que o outro prêmio. Military Class Viralts eram, falando brandamente, instrumentos apocalípticos com poder de dizimar uma cidade em poucos segundos. Em termos de poder puro eram imensuravelmente mais fortes que as outras, mas de controle igualmente difícil. Só Astralis extremamente habilidosos ou uma unidade de Arcane Knights conseguem manipulá-las. Foram todas seladas ou destruídas após a última guerra. Havia uma garotinha naquele lugar que fazia algo “diferente” com elas, mas supunha que já estivesse morta...

– Não é perigoso entregar algo assim como o prêmio de um torneio? – Loucura era um termo mais apropriado, mas decidira manter a compostura.

– Fique tranquilo, Taiyou-san. – Assegura-lhe Rathy, ostentando um olhar determinado. – O Regigigas está selado em um obelisco. E, se houver qualquer problema, a diretora disse que tinha um plano de contingência. – Reprimira um murmúrio irritado. A estratégia da Silver Witch muito provavelmente envolvia Gallade, Zoroark e ele próprio. Mais uma vez tornava-se parte de seus esquemas contra a vontade.

– Desde que vocês estejam a salvo... – Cedera por fim, dando-se por vencido. Discutir não ajudaria em nada. Decidira então mudar de assunto e voltara-se para o mamífero ilusório. – Poderias entregar o saco de dinheiro? Estou pensando em comprar um jogo de xadrez. – A resposta fora um estalar de língua em resmungo silencioso, claramente discordando. Um sorriso brotara em seus lábios. Sabia como contorná-lo. – Que pena. Ia comprar alguns doces para ti, mas como não queres...

O movimento fora mais rápido do que previra. Vira-o enfiar uma mão em sua exuberante juba e retirar de lá uma pequena bolsa de couro fechada por um barbante. Atirou-a em sua direção sem qualquer rodeio, mas pegá-la fora uma tarefa fácil. Comemorara internamente. Outro hábito que podia atribuir a Ariel, embora este fosse útil. Conheceram-na enquanto ele ainda não passava de um Zorua e a mulher mimara-o com quitutes desde então. Seu gosto por chocolate tornara-se uma ótima forma de “auxiliar” em suas decisões. Agitara o objeto em suas mãos. O tilintar das moedas era audível. Pesava consideravelmente para o seu conteúdo. Dois, talvez três quilos. Um pouco mais leve do que imaginara, mas daria para usar.

– Para que isso? – Perguntara Julie, evidentemente confusa. Não era a única; Rathy estava no mesmo estado. – Poderias simplesmente usar os cartões de crédito da Academia. Eles são válidos na cidade. – Explicara-lhe com alguma desconfiança. Pisava em gelo fino, percebera.

– Ah, eu prefiro pagar com as moedas... – A desculpa era mais esfarrapada que uma rede de pesca, mas fora a única que conseguira inventar. A diretora dera-lhe um dos cartões, vinculado a sua conta, no dia anterior. Sabia que ela não se importava, mas mesmo assim... A sensação de lhe dever dinheiro era estranha. – Não se preocupem; isto deve ser mais que o suficiente. Olhem. – Atirara a pequena bolsa na direção da loira. Vira a moça curvar-se de leve quando a agarrara. O saco era mais pesado do que imaginara, talvez? Seu olhar arregalado ao ver o conteúdo fora, de certa forma, cômico.

– São todas moedas de cinco mil Vitles?! – A pergunta abalara mais a amiga que o moço. Este retorquira com um sorriso tênue.

– Nós viajamos por alguns anos e não era atípico esbarrarmos com alguma proposta de serviço. – Elucidara tranquilamente. Era uma informação irrelevante; não havia qualquer problema em revelá-la. – Cuidar de crianças, trabalhar em alguma apresentação, participar de uma sessão de treinamento, afugentar algum Pokémon perigoso... Se pagasse bem nós topávamos. – Resolvera omitir os poucos contratos de assassinato que fizera pela Murders. – Como nunca parávamos em um local por muito tempo acumulamos uma boa quantia. – Deixou a cabeça pender para frente, cabisbaixo. – Uma pena que isso não sirva muito na Academia...

– Não se preocupe, Taiyou-san. – Dissera a loira em uma tentativa de animá-lo, embora sem muito efeito. – Os preços costumam ser ínfimos se comparados aos daqui. – Acabara a frase sorrindo gentilmente.

– Se você diz... – Murmurara enfim, dando-se por vencido. Era incontestável a veracidade das suas palavras, pensara. Não haveria cidadãos na área, caso contrário. Respirou fundo antes de erguer a cabeça.  – Vamos então?




A atmosfera de cidadezinha do interior era palpável. Situada aos pés da montanha assimilava-se a um pequeno vilarejo colonial. Não era muito grande; estimava que a população não passasse de dois mil habitantes. As edificações eram de um belo estilo arquitetônico. Inteiramente artesanais, possuíam “exoesqueletos” de vigas de madeiras encaixadas na vertical e horizontal. Exemplares menores na diagonal davam-lhes sustentação e, em segundo plano, davam-lhes um charme a mais. O espaço entre as hastes era preenchido por tijolos de diversas cores, embora a predominante fosse um castanho claro beirando ao bege. As janelas eram todas retangulares e protegidas por venezianas externas. Os telhados eram inclinados, impedindo o acúmulo de água sobre as casas. As ruas eram calçadas por pequenos ladrilhos acinzentados. Arbustos floridos e árvores frutíferas intercalavam as estruturas humanas onde conseguiam. Um chafariz enfeitava o centro da cidade e, ao seu redor, pequenos estabelecimentos comerciais; cafés, restaurantes e pequenas lojas. Próximo ao limite leste da cidade fora construído um grande coliseu. Fazia sombra nos demais prédios, mas parecia-lhe bem menor do que o utilizado durante a última Battre de Champions. Obviamente era o local em que seria realizado o evento.

– Quem diria... Foi mais barato do que eu imaginava. – Comentara Taiyou, jogando o pequeno saco de couro para cima regularmente. Carregava um par de sacolas de plástico contendo mantimentos e seu passatempo na outra mão. Gastara menos que dez moedas com tudo, surpreendentemente econômico. Olhara por sobre o ombro. – Seu chocolate está bom? – A resposta do Pokémon raposa fora estalar a língua e desviar o olhar, claramente incomodado. Em uma mão trazia dois terços de uma barra do doce. Mudara o foco para as garotas. – E quanto a vocês?

– Hum, está ótimo. – Replicara Rathy com um sorriso, embora pudesse perceber certo desapontamento em seu tom. Tanto ela quanto Julie levavam em mãos um sorvete de casquinha. – Apesar de que eu ainda preferiria reembolsá-lo por isso, Taiyou-san. – Objetara, fazendo beicinho.

– Obrigado, mas me recuso a receber dinheiro por um presente. – Dispensara o jovem, com certa cortesia. Comprara as guloseimas por pura cordialidade e cavalheirismo. Ser pago por uma simples gentileza era... Sorrira maliciosamente. Hora de uma pequena brincadeira mal-intencionada. Girara sobre os calcanhares ostentando um olhar oblíquo. – É claro, não irei me opor se os honorários vierem de outra forma. – Apoiara o delicado queixo da loira sobre seu indicador e aproximara seu rosto do dela. – Topa? – Piscara um dos olhos comicamente.

– Eh? – Murmurara, sem entender. A ficha só caíra momentos depois. A vermelhidão de sua face era comparável apenas à de sua amiga. – T-Taiyou-san... I-Isso é...! – Lágrimas formavam-se na beira de seus olhos. É... Exagerara mais uma vez. Soltara-lhe a face com delicadeza e recuara alguns passos, mostrando-lhe a língua em uma expressão travessa. A reação foi um adorável beicinho enfurecido e enrubescer ainda mais. A reação fora leve. Em comparação, Julie só faltava manifestar sua Viralt e atacá-lo ali mesmo. – Idiota...!

O restante do percurso fora feito sob uma atmosfera de inquietante silêncio. O único som era o ocasional riso mordaz de Zoroark. Teria de dar o troco posteriormente. Interromperam a caminhada somente ao alcançar a fachada do estádio. Cidadãos e, em menor abundância, alunos da Academia subiam as escadarias que levavam às arquibancadas. Estranhamente não via sinal de outras equipes. Focara nas garotas e começara a se arrepender do que fizera. A morena encará-lo com um olhar assassino não o incomodava, mas a expressão de filhote que caiu da mudança no semblante da loira era outra história. Suspirara pesadamente. Era hora de bancar o bom moço e ajeitar as coisas.

– Bem, é aqui que nos separamos. Mas antes... – Deu alguns passos, um tanto desconfortável. – Direi apenas uma vez, então escutem. – Pusera uma mão sobre a cabeça de ambas e despenteara levemente seus cabelos. – Deem o seu melhor. Estarei torcendo por vocês. – Esboçara um sorriso gentil.

– Taiyou-san... – Ouvira a loira murmurar, as faces corando levemente. Não deixara de perceber o ligeiro ânimo em sua voz. Ótimo. Fizera as pazes ao menos com uma.

– ... Obrigado. – Respondera a morena com a testa ainda franzida. Ao menos não parecia mais querer matá-lo. Um progresso considerável.

Dera um último sorriso encorajador antes de rodopiar sobre os calcanhares e se afastar. Tão logo se vira longe do campo de visão das moças sua expressão tornara-se séria. Algo estava errado. Os músculos de sua garganta estavam rígidos e o coração aparentava estar enclausurado entre gélidas garras metálicas. A sensação lhe era nova; não experimentara nada similar mesmo durante os cinco anos em que viajara pelo país. Ansiedade, talvez? Sacudira a cabeça de um lado para o outro na tentativa de afastar tal pressentimento, mas fora em vão. Seja como fosse, não era o único receoso. Zoroark rosnava baixo para qualquer um que se aproximasse demasiadamente. Um comportamento errático até para seus padrões. Necessitaria de cautela.

A arena surgira em frente aos seus olhos ao chegar às arquibancadas. Um campo circular, com um raio de pouco mais de quarenta metros e feito de terra batida alaranjada. Sobre cada seção da tribuna irrompia um pilar encurvado para dentro. Manilhas de energia eram projetadas destes e envolviam um obelisco alguns metros sobre o centro do campo de batalha. Provavelmente Regigigas, concluíra. Uma Military Class Viralt teria sido selada de forma mais efetiva e discreta. Um bom número de alunos já havia se reunido, incluindo Julie e Rathy. Chutava um número em torno dos trinta e seis. Surpreendentemente pouco, mas também compreensível. Não eram muitos os que tinham a confiança – ou a estupidez – indispensável para tentar controlar um ser tão perigoso quanto o Pokémon colosso. O número de espectadores não era muito também. Pouco mais de mil. Estranhara um pouco; disputas regulamentadas entre Astralis eram aludidas como espetáculos sublimes. Apenas metade da cidade ter aparecido era... Enigmático, no mínimo. Procurando por um assento para si, surpreendera-se ao avistar Iri. Aproximara-se calmamente e dera-lhe um toque gentil no ombro.

– Ah! – Ouvira-a exclamar, sobressaltada. O som fora inexplicavelmente encantador. Porém um sorriso formou-se em seu rosto quando o avistou. – Taiyou-san! Há quanto tempo! – Sua réplica fora sorrir timidamente.

– Creio que dizer isso por causa de dois dias seja meio drástico... – Coçara a nuca, sem muita ideia sobre o que dizer. Por fim dera de ombros. – Vieste torcer por alguém?

– Não. – Respondera com simplicidade, balançando a cabeça de um lado para o outro. – Bars e Lisichka estão ajudando o comitê disciplinar da Academia na segurança. Estou apenas esperando por eles. – Indicara um ponto ao moço com um dedo. Os lobos cinzentos percorriam as fileiras de espectadores na busca de problemas. Somente ao voltar a fitar o jovem é que percebera o canídeo ilusório. – Esse é o seu Pokémon, Taiyou-san?

– Bem... É uma boa pergunta. – Fora a única réplica que conseguira formular. Verdade seja dita nunca pensara muito no assunto. Franzindo a testa, ponderara por alguns instantes antes de prosseguir com a explicação. – Seria mais adequado alegar que ele seja meu companheiro espertalhão e ardiloso. – Ouvira-o dar um riso seco, mas pela expressão em sua face estava contente. – De toda forma, apresento-lhe Zoroark.

– Um prazer conhecê-lo, Zoro-chan! – Exclamara radiantemente a menina, saltando de seu assento e passando os braços ao redor do pescoço do Pokémon em um abraço caloroso.

Lamentavelmente não houvera um retorno. A única reação que o gesto conseguira fora deixar tanto Taiyou quanto Zoroark fora um olhar arregalado. Fitavam o vazio, perdidos em uma reflexão sombria. Era particularmente doloroso para o adolescente. Sentia um peso enorme sobre sua caixa torácica, coração e pulmões lutando desesperadamente por espaço. Zoro-chan. Antes de Iri só duas pessoas haviam chamado o vulpino negro por este nome. Seus únicos tesouros... Perdidas para sempre em meio às labaredas sete anos antes. Imagens fantasmagóricas surgiram em frente aos seus olhos, inalteradas mesmo após tanto tempo. Ambas sorriam, mas eram sorrisos tristes. A mais velha não tinha mais que dez anos e media menos de um metro e quarenta. Tal qual ele próprio possuía cabelos negros, mas os dela desciam até os ombros. Seus olhos eram como o céu noturno estrelado, capazes de encantar a todos. A segunda não passara do oitavo aniversário e era uns bons quinze centímetros mais baixa. Os cabelos eram ligeiramente mais longos que os da outra, lisos e de tom violeta. Uma mecha caía sobre um de seus olhos ametista. Suas expressões faciais eram adoráveis, algo que sempre o fizera sorrir. “Tolo”, uma pequena e vil voz gritava em sua mente. Prometera protegê-las e, no entanto, não pudera fazê-lo.

– Mitsuki... Ayumi... – Sussurrara quase silenciosamente, cerrando os punhos com força. Tendo o ouvido, a expressão do canídeo tornara-se sofrida. Era impossível culpá-lo; o Pokémon amava-as quase tanto quanto ele próprio.

– Taiyou-san? Tudo bem? – Questionara-lhe Iri, tendo reparado em seu semblante. Fitava-o preocupadamente, em um misto de apreensão e inocência.

– Não se preocupe. – Assegurara rapidamente, delineando um sorriso gentil. Aquele era seu fardo; um que carregaria sozinho. – O que acha de assistirmos ao combate juntos? – O sorriso radiante no rosto da moça servira para aquecer-lhe um pouco o coração. Sentaram-se em um dos bancos próximos enquanto que Zoroark deitara-se atrás deles. Não precisava nem vê-lo para saber de seu profundo desinteresse. Por sorte sabia de seu ponto fraco. – Tens certeza de que não queres observar? No caso de identificares alguém interessante posso pedir-lhe uma batalha mais tarde... – O animal resmungara um pouco, mas enfim pôs-se de pé e lançou um olhar aborrecido para a arena.





O badalar dos sinos da catedral dera início a disputa. No segundo seguinte lampejos de luz irromperam pelo campo de batalha enquanto Pokémons surgiam e Astralis conjuravam Viralts e feitiços. As duas agiram com a mesma velocidade, invocando Glaceon e Flareon e então correndo de encontro à amurada do coliseu. Aquela estratégia fora elaborada por Julie para compensar a falta de eficiência de ambas em combate a curta distância; o chicote dela era mais eficaz a médio alcance e sua própria arma era um arco. Se fossem cercadas seriam derrotadas muito rapidamente. Ter um muro as suas costas preveniria isso. A formação era simples; ela na retaguarda, a morena no centro e os dois mamíferos na linha de frente. Já em posição e concentradas, começaram a murmurar palavras em uma linguagem antiga. Um ponto arredondado de luz na cor anil irradiava de sua coxa esquerda. O mesmo ocorria com sua amiga, embora a tonalidade fosse vermelho sangue e a localização fosse a palma de sua mão direita.

– Vamos começar esta dança, Rathy! – Decretara Julie, açoitando o chão com Feurengue. O estalo combinado do impacto e do crepitar das chamas era desconcertante. Respondera com um sorriso confiante.

– Sim. É apenas natural que estejamos na posição mais ilustre deste salão de bailes. – Dissera, jogando os cabelos para trás com uma das mãos. Segurava com a outra o cabo azul de seu arco. A reação da amiga fora olhar em sua direção com uma sobrancelha arqueada, expressando curiosidade. – O quê?

– Tu ficas muito mais autoconfiante longe daquele garoto, sabias? – Dissera sob um olhar semicerrado. Uma vermelhidão tomara conta das faces da loira, o rosto do jovem tremulando em sua mente. Antes que pudesse haver uma réplica, a morena voltara-se para frente ostentando um semblante feroz. – Estão vindo!

Retesara de imediato a corda de sua arma com a mão livre. Uma flecha de gelo surgira entre suas mãos, cintilando sob o sol do entardecer. Prosseguindo velozmente em sua direção estavam dois Pokémons. Um era um enorme besouro azul de um metro e meio de altura. Um longo chifre com a extremidade bifurcada em forma de coração despontava de sua testa. De suas têmporas saíam antenas de ponta esférica. Seus olhos eram pequenos, ovais e amarelos. Dois espinhos despontavam de cada antebraço e outro par de suas coxas. Possuía uma longa garra branca em cada pé e o dobro disto nas mãos. O outro era um pequeno símio com pouco menos de sessenta centímetros. Sua cabeça era vermelha com um tufo de pelos espiralado sobre ela. Possuía olhos ovais, um nariz pequeno e largas orelhas com o interior alaranjado. Seu focinho, tronco e braços mirrados eram cor de creme. Suas mãos aparentavam não ter qualquer dedo, salvo os polegares. Da cintura para baixo seu corpo era coberto por pelos vermelhos, com pés pequenos e uma cauda com ponta em forma de flecha. Atrás destes estavam duas alunas da Cyan Class, com as Viralts em punho. Uma usava o que parecia ser uma cimitarra de gelo, enquanto que a outra brandia uma enorme marreta feita de rocha.

– Rathy, pare aquelas duas! Nós cuidaremos dos outros! – Coordenara Julie, agitando o chicote em sua mão como uma serpente pronta para o bote. Os mamíferos já avançavam, prontos para interceptar.

A resposta fora um simples aceno de cabeça. Fechando um dos olhos, mirara em certo ponto e disparara a flecha. A seta cruzara o campo com a mesma elegância e graça de um feixe de luz, fincando-se no solo em um baque surdo. Um muro de cristais de gelo, brilhando como um arco-íris, surgira em frente às adversárias, separando-as de seus Pokémons. O Pansear olhara para trás, surpreso. Um instante depois a Viralt da morena enrolara-se ao redor de seu tronco. Com um movimento brusco atirara o macaco de chamas para cima. Antes que o escaravelho azul pudesse sequer reagir Flareon já estava sobre ele, atingindo-o com o corpo envolto por chamas. Fora forte o suficiente para atirá-lo alguns metros para trás com marcas de queimadura decorando o centro de seu exoesqueleto. Descobrindo o que ocorria o macaco carmesim se recompôs e uniu as mãos. Formara-se uma bola de fogo laranja-amarelado entre elas; não fora capaz de dispará-la, contudo. Glaceon velozmente deixara-se envolver por uma aura turquesa. Com um abano de cabeça ligeiro e brusco projetara uma violenta tromba d’água contra seu adversário. Atingido pelo tornado, Pansear fora atirado contra as costas do besouro azul. Enquanto isso, rachaduras surgiam na parede de gelo com velocidade. Julie percebera o que ocorria de imediato.

– Droga! Estão quebrando a muralha muito antes do esperado! – Dissera, claramente contrariada. Esperava que tivessem pelo menos mais dois minutos antes de enfrentá-las. Teria de apressar seus planos. – Rathy, você conseguiria...

– Não menospreze minhas habilidades com o arco, Julie Vartouhi. – Avisara-lhe a loira, encaixando uma nova flecha em seu arco. Sua expressão era calma como uma manhã de inverno, mas fora substituída por um sorriso leve. – Trate apenas de derrotar esses dois. Eu cuido do resto.

– Entendi. – Murmurara após alguns instantes. Erguendo a mão livre produzira uma esfera de chamas com duas vezes o tamanho de sua cabeça. – É bom não ficar convencida somente por eu seguir seu plano desta vez. – Antes que uma réplica pudesse ser dita estalara seu chicote contra o solo. – Flareon, Flamethrower!

– Glaceon, mais uma vez: Water Pulse!

A reação fora imediata. Os cristais de gelo tomaram um tom bruxuleante após o mamífero avermelhado disparar um ciclone de labaredas vermelho-alaranjadas. Quase simultaneamente a morena lançara o orbe para o lado. Fizera um movimento em arco antes de chocar-se com a lateral do golpe de Flareon a alguns centímetros dos Pokémons adversários. A explosão que se sucedera tivera força mais que suficiente para atirá-los violentamente para trás. Glaceon instantaneamente saltara em meio aos dois, seu corpo e olhos envoltos por um brilho cianótico. Um redemoinho fora projetado ao seu redor, lançando-os brutalmente para os lados aonde permaneceram caídos, exaustos pelos golpes sofridos. A barreira de gelo cedera poucos instantes depois. As Astralis adversárias surgiram confiantes a princípio, mas hesitaram ao ver seus Pokémons derrotados. Aquilo trouxera um sorriso aos lábios da loira. Não poderia ter pedido por uma chance melhor.

– Glacial Ice Fangs, pierce my enemy! Freezing Arrow! – Recitara, diminuindo a quantidade de magia aplicada no último instante. Fizera a mira e disparara a flecha.

A seta prosseguira por alguns metros antes de explodir em incontáveis lascas de gelo, similar a uma chuva de granizo. A tempestade passara por Glaceon, durante o trajeto, mas não lhe causara qualquer mal. Era imune, afinal. As adversárias não tiveram tanta sorte. Alvejadas por múltiplos projéteis só tiveram tempo de gritar antes de caírem para trás, desfalecidas. Contudo, não aparentavam possuir qualquer ferimento. Um artifício básico dos Astralis; ao diminuir o percentual de poder mágico inserido a técnica passava a um estado intangível. Quando isto ocorria, o dano físico normalmente causado era convertido em psicológico. Tornava mais fácil derrotar adversários despreparados.

– E lá se vai a primeira dupla. – Dissera Julie, visivelmente satisfeita. Estalara o chicote contra o chão mais uma vez, fazendo centelhas voarem. – Que a próxima se apresente!




Era muito provavelmente a única pessoa não interessada no combate. Muito pelo contrário. O alvo de sua atenção estava na plateia. Sentada sobre um dos pilares permitira-se um leve riso. Como uma garotinha cruel. Como um demônio inocente. Balançava as pernas para frente e para trás calmamente e em ritmo constante.

– Eu estava com saudades, Taiyou... – Murmurara em um tom que mesclava frieza e carinho. Repousara o queixo sobre uma mão, os lábios nunca desmanchando o sorriso sombrio. – Apesar de que... No momento não és o teu “verdadeiro eu”... – Erguendo a outra mão, fezsurgir uma chama negra sobre ela. Não. Chamar aquilo de fogo seria simples demais. Parecia-se mais com uma alma inteiramente corrompida e selvagem. – Mas não se preocupe. Irei ajudá-lo a recuperar seu poder... – E, dito isso, esmagara a energia sombria em sua palma. Uma fumaça quase invisível escapara por entre os dedos e, sem que ninguém percebesse, entrara no enorme obelisco. – Mostre a todos... Meu cavaleiro negro.
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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Qui 5 Nov 2015 - 0:34

DZ! /o/

Fico muito feliz que você tenha voltado com a fic. Fiquei com medo que você tivesse abandonado o fórum, pois você ficou quase um mês ausente. :/ Não posso negar a felicidade que eu senti ao ver você postando um cap novo, pois além de confirmar que você não nos abandonou, foi a prova necessária para mostrar que a fan fic também está ativa. Enfim, bem vindo de volta!

Pra ser honesto, tive que ler o capítulo passado novamente para entender o início deste, mas percebi que realmente o espaço de tempo entre os dois não foi algo seguido, e houve uma pausa entre esses dois capítulos. Isso me aliviou um pouco, pois não me senti mal por ter esquecido do conteúdo... Que no final eu nem tinha esquecido! hahah E bem, falando sobre esse capítulo, como sempre, posso dizer que foi fantástico. Começo a gostar cada vez mais do relacionamento entre Rathy e Taiyou, a forma em que os dois fluem é algo bem gostoso de se ver. Gosto da combinação maliciosa do Taiyou com a inocência da loira. E pra melhorar ainda mais, o Zoro-Chan acaba completando esse triangulo carismático. Fico ansioso para ver a desenvoltura do Glaceon para ver se será possível um "casal" de personagens e Pokémons, embora ache difícil.

Bem, agora é canon que a Rathy sente alguma atração por Taiyou. Primeiro se arruma e depois a própria Julie percebe o comportamento mais focado quando longe do rapaz. Bem, pra ser honesto, eu não a culpo. O jeito que você descreve o rapaz mostra como o cara é... No mínimo, estiloso pra caralho. Parece que você tornou esse deslize de calcanhares para girar rapidamente um aspecto do Taiyou, e eu achei isso muito maneiro. Eu gostaria de fazer isso na vida real, mas acho que levaria um capote nas primeiras tentativas. AUEHAUE'

Outra coisa que eu gostei do capítulo, foi a aparição da Iri. Não que eu tivesse esquecido dela, mas achei que ela iria demorar para surgir, ou não teria uma participação tão envolvente a ponto de despertar uma lembrança triste tanto de Taiyou quanto do Zoroark. Pra ser honesto, de uma maneira inocente, eu achei bastante suspeito. Mas prefiro não criar nenhuma teoria da conspiração agora. AEUHAU'

Sobre as escolhas... Honestamente, eu não cheguei a ver o poder dessas Astralis Militares, mas eu achei que enfrentar um Regigigas algo BEM mais assustador. Quer dizer... É tipo enfrentar um colosso de Shadow of the Colossus no modo mais difícil, né? Um vacilo e tu morre. AUHUAE' Mesmo que morrer não seja uma opção, já que em caso de grandes riscos a batalha é interrompida. Mesmo assim... Eu sinto medo pela Rathy e pela Julie.

Pra finalizar, queria comentar sobre essa batalha. Eu me espantei bastante em ver o poder da loira. Já esperava algo habilidoso de Julie, já que ela chegou a empatar com Taiyou há alguns capítulos atrás, mas a Rathy realmente se destacou. É impressão minha, ou se aquele golpe tivesse atigindo em cheio seus oponentes, sem a omissão de seu verdadeiro dano, eles iriam morrer? o_o

Um detalhe que eu curti bastante, mas é bem off do assunto, é o fato do Zoroark poder ser manipulado com chocolate. AUEHAUEUA' Eu achei bem fofo e interessante, imagino que isso também possa ser usado como uma forma prejudicial, por um inimigo disfarçado ou coisa do tipo... Mas como citei antes, não irei criar nenhuma teoria da conspiração.

E finalizando nada, esqueci de comentar sobre essa aparição no final... Friend or Foe? A impressão que deu, é que ela é uma vilã que era aliada ao Taiyou... Que também era um vilão no passado. Isso me fez pensar... Será que ele causou a morte daquelas duas crianças que significaram tanto para ele? Talvez o trauma tenha sido tão grande porque ele tenha causado, e não por ele não ter detido... Mas bem, aguardo o plot pra descobrir.

É isso cara, parabéns por mais um capítulo sublime e magnifico. É realmente uma ótima leitura para se investir num tempo chuvoso como esse, aqui em SP. Salvou minha quarta feira, isso pode ter certeza.

Eu aguardo o próximo capítulo desde já, ansiosamente no fundo de meu coração, e caso você queira criar outra fan fic em outro forum, por favor, me avise para eu também poder acompanhar. Eu amo sua escrita e suas ideias, você tem um talento nato para isso.

Um abraço cara, até o proximo capítulo!



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Re: Astral Zero

Mensagem por Black~ em Ter 17 Nov 2015 - 15:48

Primeiramente, desculpa mesmo eu ter demorado tudo isso pra comentar, eu já tinha lido o capítulo semana passada, mas acabei nem comentando, mas enfim, deixemos essas intempéries para lá.

Bem, eu gostei bastante desse capítulo, ficou muito bom, apesar de também ter lido o final do capítulo anterior para entender melhor, mas, de toda forma, esse ficou muito bom e teve um desenvolvimento muito grande da relação entre o Taiyou e a Rathy, além da batalha, mas enfim.

A Rathy está aparentemente mostrando que sente algo pelo Taiyou, visto que ela demorou bastante para se arrumar - e ficou com vergonha quando a Julie falou isso - e ainda mostrou-se bem mais concentrada quando o Taiyou não estava junto a ela, vamos ver como isso vai se desenvolver durante o prosseguimento da fic.

Eu também me impressionei bastante com a Rathy lutando - muito por causa do seu jeito "menina fofinha - mas ela me surpreendeu bastante, demonstrando ser uma excelente lutadora, e também foi possível ver que há um entrosamento muito grande entre ela, a Julie e as duas eeveelutions. Vou esperar para ver uma luta contra outros adversários para ver como elas se saem. Eu também fiquei pensando que se a Rathy usasse toda a sua força, ela mataria os adversários.

Enfrentar um Regigigas? Isso me parece bem sinistro, visto que todo mundo sabe que ele pode atacar até a morte, tendo que interromper a batalha. Eu concordo com o Rush, de que mesmo que as Astralis Militares forem extremamente fortes, ainda parece mais sensato - pra dizer o mínimo - lutar contra elas do que contra um capiroto daqueles, como é o caso do Regigigas huhauha, mas enfim.

Eu fiquei bem "curioso" com aquela reação do Zoroark e do Taiyou ao ouvirem a Iri chamar o Zoroark de Zoro-chan, fiquei bem curioso de saber quem eram aquelas meninas - que para despertarem algo assim nos dois, devem ter sido realmente muito importantes. E achei bem engraçado um bichão daquele, todo independente, etc. ser subordinado com chocolates huahuhahauhahua, mas enfim.

Bem, acho que é só e boa sorte com a fic.
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Re: Astral Zero

Mensagem por xKai em Sab 21 Nov 2015 - 19:21

Olá DZ, olha cara este capítulo além de muito interessante foi totalmente fantástico! Além das descrições quase que perfeitas (poxa, dava pra saber absolutamente tudo o que se passava na mente dos personagens, não deixou faltar nada) o enredo está seguindo um caminho bastante interessante, estou realmente muito entretido com tudo isto, me pergunto quais outros mistérios e suspenses estarão aguardando mais adiante. Como de costume o Taiyou parece se divertir muito enquanto seduz a Rathy na maior cara de pau, não creio que se trate apenas de uma brincadeira meiga, acredito fielmente que existe um certo tom de maldade em tudo isto -q Neste capítulo o Zoroark, bem... Foi o Zoroark, tirando o fato de que Taiyou lhe revelou um segredo, sei como ele se sente, também sou tarado em chocolates, sou capaz de me vender facilmente por um snickers... E nem assim consigo engordar Razz

A batalha foi simplesmente demais, apesar de bem simples, a estratégia da muralha de gelo foi aparentemente algo que qualquer um poderia ter feito com tais habilidades, porém da forma que foi usada se destacou bastante, acredito que o tenha feito assim para que futuras estratégias tenham um brilho maior, pelo menos eu espero que tenha sido este o objetivo. Tenho mais uma coisa para perguntar... Hm... Menina má, inocente e muito cruel, parece a antagonista da minha fic de Naruto, pelos adjetivos referidos, de onde você tirou a ideia dela? Eu apesar de não ter curtido muito o jogo, usei um pouco da personagem Lumina de Final Fantasy XIII - Lightning Returns. Eu adoro personagens assim, que mostram a crueldade com aquele ar de inocência, quase como se não se importasse ou fizesse o que faz sem saber se é certo ou errado...

Bom meu amigo, por hoje isto é tudo, espero ansioso pelo próximo capítulo.

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Re: Astral Zero

Mensagem por Hyurem em Sex 1 Jan 2016 - 17:47

Olá, DZ. Eu sei, tem que ser muito cara-de-pau pra voltar assim do nada depois de tanto tempo. Peço desculpas por não ter continuado a acompanhar a fic. Bateu um desânimo pra leitura depois dos livros que tive que consumir pra escola que vou te falar... Enfim, vou me esforçar agora pra acompanhar.

Cara, você precisa postar os capítulos mais rápido! Assim não dá... Brincadeira, sei que é difícil conciliar a "vida real" com a escrita e com a PM. Mas agora sério, li eles todos esse final de ano, e precisei me segurar pra fazer a história durar alguns dias. Poderia ter lido tudo de uma vez fácil. Sua escrita é muito envolvente e a história sempre me deixa curioso sobre alguma coisa.

Vou fazer um comentário mais geral sobre os capítulos, citando só os acontecimentos maiores e que acho que possuem maior relevância (pelo menos por enquanto).

Gostei muito dos capítulos de interação que você escreveu. Achei engraçado o fato de nenhum Pokémon aparecer num capítulo de uma fan-fiction de Pokémon (eu nem tinha me tocado disso até ler os outros comentários hahaha). Mas isso não tornou o capítulo da visita da Rathy ao Taiyou pior. Também foi ótimo. Mas a garota nunca ter visto um cara sem camisa parece algo meio absurdo.

Achei incrível a batalha contra a Seviper (se não me engano) e o membro da Murders. O cara nem teve chance. Isso me trouxe uma dúvida: todas as pessoas que possuem Pokémons são necessariamente astralis e também tem viralts? Posso estar enganado, mas penso você não citou isso na história, pelo menos não diretamente. Achei fantástica a forma como o Taiyou agiu depois de perder dois sentidos, e ela me lembrou de uma habilidade do anime HxH (Hunter x Hunter), do qual já falaram sobre nos comentários (recomendo).
A capacidade de manipular memórias da Ariel parece meio OP. Isso abre muitas possibilidades. Mas penso que deva haver um limite para ela e também alguma barreira contra usos abusivos.

A Iri é uma personagem curiosa. Gostei da personalidade dela. Pra mim, o Taiyou viu ela mais como uma irmã mais nova, tanto que nem a provocou como fez com a Julie e com a Rathy. Eu só espero que ela não seja lobo em pele de cordeiro.

Sinceramente, ainda não tenho uma opinião completamente formada em relação ao Taiyou. Como você disse, a confiança dele vem da capacidade de avaliar a força do oponente, mas não deixa de ter um tom presunçoso. Mas que ele é f0d4 ele é.

Não duvido que a Rathy se torne minha personagem favorita logo logo pela personalidade fofa que ela possui e pelo fato dela ser aparentemente absurda com o arco (adoro personagens que usam arco). A combinação dela com a Julie e as eeveelutions foi muito boa, e mostrou o sincronismo que existe entre os quatro, embora sempre tenha o que melhorar.

O fato de uma criatura sanguinária e absurdamente forte tipo o Zoroark não se controlar quando o assunto são doces é um tanto quanto estranho, mas hilário. Assim como a forma do Taiyou de provocar as garotas. Cara abusado hahaha

Imagino o quanto as meninas citadas pelo protagonista lhe eram importantes e também ao Zoroark para os dois acabarem chocados pelo "ressurgimento" do antigo apelido do Pokémon, citado pela Iri.
A aparente vilã que você citou no final do capítulo me deixou perturbado. Essa combinação de suposta inocência e maldade pura me assusta um bocado.

Houve um momento no ultimo capítulo que a descrição ficou meio confusa, ou foi só uma confusão minha mesmo. Me diga qual foi o caso, por favor:
Aquela estratégia fora elaborada por Julie para compensar a falta de eficiência de ambas em combate a curta distância; o chicote dela era mais eficaz a médio alcance e sua própria arma era um arco. Se fossem cercadas seriam derrotadas muito rapidamente. Ter um muro as suas costas preveniria isso. A formação era simples; ela na retaguarda, a morena no centro e os dois mamíferos na linha de frente.

Acho que escrevi bastante. Considere de certo modo um pagamento pelo tempo sem me manifestar Razz

Faz tempo que você não posta nada. Espero que não tenha desistido dessa sua história fantástica, sua criatividade é muita boa e você deveria ser proibido de parar alguma história.

Bem, é isso, boa sorte com a fic e aguardo ansioso seu próximo capítulo!
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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Seg 11 Jan 2016 - 19:27

Boa-noite.
Primeiramente, peço desculpas pela demora em trazer este capítulo. Fora o bloqueio que tive enquanto escrevia o último capítulo, houveram ainda os exames finais da faculdade, me mudei de casa e também voltei a jogar RPG tático. Vou tentar evitar que isso aconteça no futuro. Realmente, sinto muito pelo tempo de espera. Bem, dadas as explicações, vamos aos comentários:


@Rush escreveu:DZ! /o/

Fico muito feliz que você tenha voltado com a fic. Fiquei com medo que você tivesse abandonado o fórum, pois você ficou quase um mês ausente. :/ Não posso negar a felicidade que eu senti ao ver você postando um cap novo, pois além de confirmar que você não nos abandonou, foi a prova necessária para mostrar que a fan fic também está ativa. Enfim, bem vindo de volta!

Pra ser honesto, tive que ler o capítulo passado novamente para entender o início deste, mas percebi que realmente o espaço de tempo entre os dois não foi algo seguido, e houve uma pausa entre esses dois capítulos. Isso me aliviou um pouco, pois não me senti mal por ter esquecido do conteúdo... Que no final eu nem tinha esquecido! hahah E bem, falando sobre esse capítulo, como sempre, posso dizer que foi fantástico. Começo a gostar cada vez mais do relacionamento entre Rathy e Taiyou, a forma em que os dois fluem é algo bem gostoso de se ver. Gosto da combinação maliciosa do Taiyou com a inocência da loira. E pra melhorar ainda mais, o Zoro-Chan acaba completando esse triangulo carismático. Fico ansioso para ver a desenvoltura do Glaceon para ver se será possível um "casal" de personagens e Pokémons, embora ache difícil.

Bem, agora é canon que a Rathy sente alguma atração por Taiyou. Primeiro se arruma e depois a própria Julie percebe o comportamento mais focado quando longe do rapaz. Bem, pra ser honesto, eu não a culpo. O jeito que você descreve o rapaz mostra como o cara é... No mínimo, estiloso pra caralho. Parece que você tornou esse deslize de calcanhares para girar rapidamente um aspecto do Taiyou, e eu achei isso muito maneiro. Eu gostaria de fazer isso na vida real, mas acho que levaria um capote nas primeiras tentativas. AUEHAUE'

Outra coisa que eu gostei do capítulo, foi a aparição da Iri. Não que eu tivesse esquecido dela, mas achei que ela iria demorar para surgir, ou não teria uma participação tão envolvente a ponto de despertar uma lembrança triste tanto de Taiyou quanto do Zoroark. Pra ser honesto, de uma maneira inocente, eu achei bastante suspeito. Mas prefiro não criar nenhuma teoria da conspiração agora. AEUHAU'

Sobre as escolhas... Honestamente, eu não cheguei a ver o poder dessas Astralis Militares, mas eu achei que enfrentar um Regigigas algo BEM mais assustador. Quer dizer... É tipo enfrentar um colosso de Shadow of the Colossus no modo mais difícil, né? Um vacilo e tu morre. AUHUAE' Mesmo que morrer não seja uma opção, já que em caso de grandes riscos a batalha é interrompida. Mesmo assim... Eu sinto medo pela Rathy e pela Julie.

Pra finalizar, queria comentar sobre essa batalha. Eu me espantei bastante em ver o poder da loira. Já esperava algo habilidoso de Julie, já que ela chegou a empatar com Taiyou há alguns capítulos atrás, mas a Rathy realmente se destacou. É impressão minha, ou se aquele golpe tivesse atigindo em cheio seus oponentes, sem a omissão de seu verdadeiro dano, eles iriam morrer? o_o

Um detalhe que eu curti bastante, mas é bem off do assunto, é o fato do Zoroark poder ser manipulado com chocolate. AUEHAUEUA' Eu achei bem fofo e interessante, imagino que isso também possa ser usado como uma forma prejudicial, por um inimigo disfarçado ou coisa do tipo... Mas como citei antes, não irei criar nenhuma teoria da conspiração.

E finalizando nada, esqueci de comentar sobre essa aparição no final... Friend or Foe? A impressão que deu, é que ela é uma vilã que era aliada ao Taiyou... Que também era um vilão no passado. Isso me fez pensar... Será que ele causou a morte daquelas duas crianças que significaram tanto para ele? Talvez o trauma tenha sido tão grande porque ele tenha causado, e não por ele não ter detido... Mas bem, aguardo o plot pra descobrir.

É isso cara, parabéns por mais um capítulo sublime e magnifico. É realmente uma ótima leitura para se investir num tempo chuvoso como esse, aqui em SP. Salvou minha quarta feira, isso pode ter certeza.

Eu aguardo o próximo capítulo desde já, ansiosamente no fundo de meu coração, e caso você queira criar outra fan fic em outro forum, por favor, me avise para eu também poder acompanhar. Eu amo sua escrita e suas ideias, você tem um talento nato para isso.

Um abraço cara, até o proximo capítulo!




Rush o/
Pode ficar tranquilo que até eu acabar essa história é pouco provável que eu saia do fórum. Fico feliz que tenhas gostado deste último capítulo. Que bom que estás gostando da química entre o Taiyou e a Rathy, afinal é uma das relações principais da história. O Glaceon terá um desenvolvimento posterior sim, mas não chegará a formar um casal com o Zoroark. Por mais que eu não tenha problemas com relacionamentos homossexuais, já tenho um par em mente para o Pokémon Dark que irá aparecer mais para frente na história. Contudo, posso dizer que os dois - Zoroark e Glaceon - se tornarão bons amigos com o tempo. Esse girar sobre os calcanhares foi algo que eu tirei de um amigo meu que faz street dance. Fiquei curioso quanto a estas possíveis teorias que falaste. Como eu disse anteriormente a Iri terá um papel bem importante durante o desenrolar da história então ela vai aparecer com alguma regularidade ao longo dos capítulos. Tem também o fato de que eu adoro usar personagens kawaii nas minhas histórias, outra razão para que ela tenha grande destaque. Achei legal a comparação do Regigigas aos colossos de Shadow of the Colossus e admito que peguei as lutas mais que épicas daquele jogo para desenvolver o combate contra ele. Não sei se o golpe dela realmente chegaria a matar as adversárias - não havia ponderado a possibilidade quando escrevi o capítulo- mas com toda a certeza deixaria-as no mínimo com graves ferimentos. O detalhe do Zoroark gostar de doces é algo que serve como descontração, mas admito que ele poderia ser coagido com o suborno certo. Quanto ao papel da garota misteriosa devo dizer que acertaste quase inteiramente sobre a identidade da nova personagem e as garotas que apareceram na mente do Taiyou, mas há algumas poucas diferenças. Espero que gostes deste capítulo.

P.S: Se quiseres, posso te mandar pelo Skype o primeiro capítulo da Fanfic que planejo postar no Fanfiction.net


@Black~ escreveu:Primeiramente, desculpa mesmo eu ter demorado tudo isso pra comentar, eu já tinha lido o capítulo semana passada, mas acabei nem comentando, mas enfim, deixemos essas intempéries para lá.

Bem, eu gostei bastante desse capítulo, ficou muito bom, apesar de também ter lido o final do capítulo anterior para entender melhor, mas, de toda forma, esse ficou muito bom e teve um desenvolvimento muito grande da relação entre o Taiyou e a Rathy, além da batalha, mas enfim.

A Rathy está aparentemente mostrando que sente algo pelo Taiyou, visto que ela demorou bastante para se arrumar - e ficou com vergonha quando a Julie falou isso - e ainda mostrou-se bem mais concentrada quando o Taiyou não estava junto a ela, vamos ver como isso vai se desenvolver durante o prosseguimento da fic.

Eu também me impressionei bastante com a Rathy lutando - muito por causa do seu jeito "menina fofinha - mas ela me surpreendeu bastante, demonstrando ser uma excelente lutadora, e também foi possível ver que há um entrosamento muito grande entre ela, a Julie e as duas eeveelutions. Vou esperar para ver uma luta contra outros adversários para ver como elas se saem. Eu também fiquei pensando que se a Rathy usasse toda a sua força, ela mataria os adversários.

Enfrentar um Regigigas? Isso me parece bem sinistro, visto que todo mundo sabe que ele pode atacar até a morte, tendo que interromper a batalha. Eu concordo com o Rush, de que mesmo que as Astralis Militares forem extremamente fortes, ainda parece mais sensato - pra dizer o mínimo - lutar contra elas do que contra um capiroto daqueles, como é o caso do Regigigas huhauha, mas enfim.

Eu fiquei bem "curioso" com aquela reação do Zoroark e do Taiyou ao ouvirem a Iri chamar o Zoroark de Zoro-chan, fiquei bem curioso de saber quem eram aquelas meninas - que para despertarem algo assim nos dois, devem ter sido realmente muito importantes. E achei bem engraçado um bichão daquele, todo independente, etc. ser subordinado com chocolates huahuhahauhahua, mas enfim.

Bem, acho que é só e boa sorte com a fic.

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Nem esquenta com demora para comentar que eu estou infelizmente me tornando craque nisso. Fico feliz que estejas gostando do rumo da história. A relação entre a Rathy e o Taiyou será um ponto que será desenvolvido muito bem ao longo da história, visto que ambos são personagens principais. Eu honestamente fiquei surpreso com o fato de a força da loira ter surpreendido tanta gente, mas creio que, assim como explicaste, isso se deva ao fato de ela agir como uma "menina fofinha". Não sei se ela chegaria a matar as adversárias, mas com certeza teria ferido seriamente ambas. É bem verdade que enfrentar um Regigigas é uma loucura das grandes, mas no caso uma Military Class Viralt tem potência para destruir uma cidade inteira facilmente. A reação dos dois tem em base um trauma antigo que vai ser explicado mais profundamente posteriormente. Espero que gostes deste capítulo.


@xKai escreveu:
Olá DZ, olha cara este capítulo além de muito interessante foi totalmente fantástico! Além das descrições quase que perfeitas (poxa, dava pra saber absolutamente tudo o que se passava na mente dos personagens, não deixou faltar nada) o enredo está seguindo um caminho bastante interessante, estou realmente muito entretido com tudo isto, me pergunto quais outros mistérios e suspenses estarão aguardando mais adiante. Como de costume o Taiyou parece se divertir muito enquanto seduz a Rathy na maior cara de pau, não creio que se trate apenas de uma brincadeira meiga, acredito fielmente que existe um certo tom de maldade em tudo isto -q Neste capítulo o Zoroark, bem... Foi o Zoroark, tirando o fato de que Taiyou lhe revelou um segredo, sei como ele se sente, também sou tarado em chocolates, sou capaz de me vender facilmente por um snickers... E nem assim consigo engordar Razz

A batalha foi simplesmente demais, apesar de bem simples, a estratégia da muralha de gelo foi aparentemente algo que qualquer um poderia ter feito com tais habilidades, porém da forma que foi usada se destacou bastante, acredito que o tenha feito assim para que futuras estratégias tenham um brilho maior, pelo menos eu espero que tenha sido este o objetivo. Tenho mais uma coisa para perguntar... Hm... Menina má, inocente e muito cruel, parece a antagonista da minha fic de Naruto, pelos adjetivos referidos, de onde você tirou a ideia dela? Eu apesar de não ter curtido muito o jogo, usei um pouco da personagem Lumina de Final Fantasy XIII - Lightning Returns. Eu adoro personagens assim, que mostram a crueldade com aquele ar de inocência, quase como se não se importasse ou fizesse o que faz sem saber se é certo ou errado...

Bom meu amigo, por hoje isto é tudo, espero ansioso pelo próximo capítulo.

xKai o/
Primeiramente, fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Honestamente, o Taiyou está apenas se divertindo um pouco às custas da garota, não chega a ser maldade nem nada do tipo... Só zoação mesmo. O Zoroark ser um chocólatra foi mais para dar um ar de descontração e infantilidade do moço. Realmente, a batalha foi um pouco curta pois pretendo ter um desenvolvimento maior nas mais importantes. Quanto a nova personagem, eu fiz ela uma versão ligeiramente mais séria que as personagens Excela e Veloce em Summon Night 5. Pela descrição do tipo de personagem de que tu gosta, tenho certeza de que irás adorá-la. Espero que gostes deste novo capítulo.


@Hyurem escreveu:Olá, DZ. Eu sei, tem que ser muito cara-de-pau pra voltar assim do nada depois de tanto tempo. Peço desculpas por não ter continuado a acompanhar a fic. Bateu um desânimo pra leitura depois dos livros que tive que consumir pra escola que vou te falar... Enfim, vou me esforçar agora pra acompanhar.

Cara, você precisa postar os capítulos mais rápido! Assim não dá... Brincadeira, sei que é difícil conciliar a "vida real" com a escrita e com a PM. Mas agora sério, li eles todos esse final de ano, e precisei me segurar pra fazer a história durar alguns dias. Poderia ter lido tudo de uma vez fácil. Sua escrita é muito envolvente e a história sempre me deixa curioso sobre alguma coisa.

Vou fazer um comentário mais geral sobre os capítulos, citando só os acontecimentos maiores e que acho que possuem maior relevância (pelo menos por enquanto).

Gostei muito dos capítulos de interação que você escreveu. Achei engraçado o fato de nenhum Pokémon aparecer num capítulo de uma fan-fiction de Pokémon (eu nem tinha me tocado disso até ler os outros comentários hahaha). Mas isso não tornou o capítulo da visita da Rathy ao Taiyou pior. Também foi ótimo. Mas a garota nunca ter visto um cara sem camisa parece algo meio absurdo.

Achei incrível a batalha contra a Seviper (se não me engano) e o membro da Murders. O cara nem teve chance. Isso me trouxe uma dúvida: todas as pessoas que possuem Pokémons são necessariamente astralis e também tem viralts? Posso estar enganado, mas penso você não citou isso na história, pelo menos não diretamente. Achei fantástica a forma como o Taiyou agiu depois de perder dois sentidos, e ela me lembrou de uma habilidade do anime HxH (Hunter x Hunter), do qual já falaram sobre nos comentários (recomendo).
A capacidade de manipular memórias da Ariel parece meio OP. Isso abre muitas possibilidades. Mas penso que deva haver um limite para ela e também alguma barreira contra usos abusivos.

A Iri é uma personagem curiosa. Gostei da personalidade dela. Pra mim, o Taiyou viu ela mais como uma irmã mais nova, tanto que nem a provocou como fez com a Julie e com a Rathy. Eu só espero que ela não seja lobo em pele de cordeiro.

Sinceramente, ainda não tenho uma opinião completamente formada em relação ao Taiyou. Como você disse, a confiança dele vem da capacidade de avaliar a força do oponente, mas não deixa de ter um tom presunçoso. Mas que ele é f0d4 ele é.

Não duvido que a Rathy se torne minha personagem favorita logo logo pela personalidade fofa que ela possui e pelo fato dela ser aparentemente absurda com o arco (adoro personagens que usam arco). A combinação dela com a Julie e as eeveelutions foi muito boa, e mostrou o sincronismo que existe entre os quatro, embora sempre tenha o que melhorar.

O fato de uma criatura sanguinária e absurdamente forte tipo o Zoroark não se controlar quando o assunto são doces é um tanto quanto estranho, mas hilário. Assim como a forma do Taiyou de provocar as garotas. Cara abusado hahaha

Imagino o quanto as meninas citadas pelo protagonista lhe eram importantes e também ao Zoroark para os dois acabarem chocados pelo "ressurgimento" do antigo apelido do Pokémon, citado pela Iri.
A aparente vilã que você citou no final do capítulo me deixou perturbado. Essa combinação de suposta inocência e maldade pura me assusta um bocado.

Houve um momento no ultimo capítulo que a descrição ficou meio confusa, ou foi só uma confusão minha mesmo. Me diga qual foi o caso, por favor:
Aquela estratégia fora elaborada por Julie para compensar a falta de eficiência de ambas em combate a curta distância; o chicote dela era mais eficaz a médio alcance e sua própria arma era um arco. Se fossem cercadas seriam derrotadas muito rapidamente. Ter um muro as suas costas preveniria isso. A formação era simples; ela na retaguarda, a morena no centro e os dois mamíferos na linha de frente.

Acho que escrevi bastante. Considere de certo modo um pagamento pelo tempo sem me manifestar Razz

Faz tempo que você não posta nada. Espero que não tenha desistido dessa sua história fantástica, sua criatividade é muita boa e você deveria ser proibido de parar alguma história.

Bem, é isso, boa sorte com a fic e aguardo ansioso seu próximo capítulo!

Hyurem o/
Não esquenta com acompanhar a história regularmente, man. Todo mundo tem uma vida e interesses fora do fórum, afinal. Entendo também um desânimo ocasional quanto a escrita/leitura, visto que também passo por isso. Esse capítulo na realidade demorou mais porque mudei de casa, aí demorou um pouco para arrumar tudo novamente. Fico feliz que estejas gostando dos capítulos. Realmente é um pouco bizarro um capítulo em uma Fanfic de Pokémon em que nenhum destes apareça. Eu só me toquei que isso havia ocorrido após terminar de escrevê-lo, e fico feliz em ver que o pessoal também tenha reparado neste detalhe. Quanto a batalha, era um Seviper mesmo - ficou realmente assim tão difícil perceber ^^'? Não, não é necessário que o personagem seja Astralis e possua uma Viralt para ter um Pokémon como parceiro. Eu não me lembro muito de que anime/jogo eu puxei a cena, mas fiquei surpreso em ver que há similaridades com Hunter x Hunter. No caso, a Ariel consegue manipular memórias por ser a Astralis mais poderosa do continente. Em geral, habilidades psíquicas são as mais difíceis de serem manipuladas por um Astralis comum. Fico feliz que tenhas gostado da Iri, pois adoro personagens com o tipo de personalidade dela. Acertasse quanto à visão que o Taiyou possui dela. Pode ficar tranquilo que ela é inocente dessa mesma maneira. Realmente, admito que ele é um tanto quanto presunçoso, mas não vejo problemas vendo que ele tem força para suportar este traço de personalidade. Também sou fã de personagens que saibam usar arco e flecha e/ou bestas; combinando isso com a personalidade da moça dá um resultado, na minha opinião, cativante. De fato, o sincronismo entre ela e a Julie é alto pois as duas são amigas de infância. O fato de o Zoroark se tornar um chocólatra foi bem por isso mesmo kkkk. Posso afirmar que as garotas citadas pelo Taiyou tem um grande impacto tanto nele quanto na história, mas demorará um pouco para que isso seja tratado mais a fundo. Quanto a personagem do final do capítulo, não diria que ela é uma vilã, mas sim uma anti-heroína. Pode deixar que irei continuar com esta história. Espero que gostes deste capítulo.





Capítulo XI - The Giant's Rage

Um rugido gutural precedera a onda de choque que abalou o coliseu. O lugar inteiro pareceu estremecer como se tivesse sido atingido por um terremoto. O tempo parecia ter parado. Vozes morreram, presas no interior de inúmeras gargantas. Astralis e Pokémons aparentavam estar congelados, incapazes mesmo do mais simples movimento. Seu próprio coração pulou uma ou duas batidas. Até o habitual sorriso devasso de Zoroark fora dissolvido, seu rosto mostrando ansiedade pela primeira vez em muito tempo. Sentiu Iri apertar sua mão com força, tremendo levemente. Observou-a pelo canto do olho; sua face estava branca como leite e ostentava uma expressão de puro medo. Estava para dizer algo quando um som de explosão quase lhe estourou os tímpanos. Instintivamente agarrara a garota e pressionara-a contra seu peito, dando as costas para a arena. Observou por sobre o ombro. Inúmeras lascas de pedra minúsculas choviam sobre o campo de batalha. Mais acima, um gigantesco vazio apresentava-se em uma das faces do obelisco. Instantes depois, um poderoso raio laranja-amarelado fora projetado de seu interior e atingira a base de um dos pilares de sustentação do monumento. A estrutura tinha sua resistência natural ampliada por feitiços e, no entanto, metade dela fora facilmente aniquilada pelo ataque. Sem base, a corrente de energia rescindiu. Tinha de admitir; o poder do Pokémon colosso era muito maior do que esperava. Ariel evidentemente omitira alguns detalhes sobre seu encontro com a espécie. Aquilo beirava ao surreal de várias formas. Contudo, havia algo que lhe incomodava: Regigigas deveria estar selado em um sono profundo lá dentro. Seu despertar sugeria a ação de uma força externa. Com todos aqueles Astralis reunidos ali, a chance de algo assim passar despercebida era muito baixa. As únicas opções restantes eram...

Gritos de medo e terror trouxeram-no de volta à realidade. Virara em direção à comoção e sentiu-se empalidecer. O que restava do pilar destruído caía sobre uma área particularmente povoada do estádio. Reprimira um estalo de língua irritadiço. Os cidadãos estavam paralisados, fosse por medo ou choque. Francamente... Idiotice era algo sem limites mesmo. Teria de tomar as rédeas da situação antes que alguém se ferisse.

– Zoroark... Faça. – Sussurrara, ainda segurando Iri. Dada a situação, seu tom calmo era quase frio. Era um risco usar a técnica; se os Arkane Knights descobrissem nem Ariel seria capaz de mantê-lo a salvo. Todavia, ainda era melhor que a morte de dezenas.

Surpreendeu-se por não ouvir qualquer resmungo do canídeo sombrio antes que este se levantasse. Então a situação estava tensa a este ponto? Seus olhos brilharam em ciano antes que seu corpo fosse envolto por uma aura escarlate. Erguera um braço e, quase que imediatamente, toda a energia convergira sobre a palma de sua mão. Um orbe róseo, com o diâmetro de uma bola de vôlei, surgiu à sua frente. Era ligeiramente maior do que o recomendável; perderia poder, mas deveria desempenhar seu papel com perfeição. Vira o mamífero sorrir sombriamente antes de seus olhos tornarem-se carmesim. O globo escureceu significativamente e pequenos relâmpagos em tom obsidiana surgiram ao seu redor. Atirou-o em um misto de brutalidade e velocidade. Atingira o alvo a pouco mais de três metros acima das arquibancadas. Tão logo tocara a superfície da rocha o golpe aumentou exponencialmente até envolvê-la inteiramente. Amplas extensões de área se esfarelaram, transformando-se em pouco mais que punhados de areia. A reação continuou a acontecer até que nada mais restasse do pilar. O orbe desapareceu pouco depois. Uma grossa camada de areia caíra sobre os expectadores abaixo, mas estavam a salvo. Suspirara aliviado, mas se recompôs com a mesma velocidade. Não podia se dar ao luxo de relaxar.

– Saiam todos daqui e evacuem a cidade! – Exclamara, quase raspando a garganta devido à intensidade do tom. O silêncio dominante no estádio ajudara-o com isso; sua voz imperava absoluta. – Isso aqui não é mais um torneio! Sugiro àqueles que não queiram vir a falecer que abandonem as redondezas o mais rápido possível! – Voltara sua atenção para a arena. – O mesmo vale para os Astralis! Quem não estiver pronto para um combate real deve retornar à Academia! – "É matar ou morrer", concluiu mentalmente.

– T-Taiyou-san... – Ouvira a criança sussurrar contra seu peito. Vislumbrou sua face; o olhar era em grande parte uma mescla de fascínio e medo, mas havia também um toque de curiosidade infantil e, espantosamente, determinação. Sabia qual seria sua pergunta de antemão. – O que foi esse ataque de agora?

– Aceleração temporal massiva; Ruin Caduceus. – Definira, a ansiedade que sentia perfeitamente mascarada em seu tom. – Uma evolução do Night Daze.

Uma meia-verdade. A realidade era milhares de vezes mais complexa que um simples “upgrade”. Anos antes, o canídeo das trevas, na época ainda um Zorua, tivera um contato acidental com a Viralt de uma de suas companheiras e incorporou parte de seu poder. Isto é, o envelhecimento superacelerado da matéria. As estimativas de Ariel eram de que qualquer coisa que fosse alvejada de raspão envelheceria duzentos anos instantaneamente. Exposição prolongada ampliava exponencialmente o efeito. Água virava sal, rocha e seres vivos tornavam-se nada além de pó... Supérfluo dizer que a Silver Witch proibira-o de utilizá-la em seres-humanos e Pokémons. Assustador a princípio, inofensivo quando comparado ao original. O golpe do vulpino dificilmente superava a marca de um décimo do poder dela. Era um vislumbre do tipo de monstros criados naquele lugar.

O ruído de algo se partindo despertara-o de seu transe momentâneo. Não precisou olhar para saber do que se tratava. Com a ausência de uma das correntes mágicas as outras não foram capazes de prender o obelisco e se despedaçaram também. Esta era a falha maior do feitiço; apesar de forte, sua integridade era extremamente delicada. Sem a estrutura de sustentação presente, o monumento rapidamente despencou em direção ao solo. Felizmente os Astralis e Pokémons abaixo tiveram o bom senso de reagir e sair da área de impacto. Os que estavam desmaiados foram retirados pelos demais. Ótimo. Não teria de se preocupar com uma admoestação posteriormente. Areia e fragmentos de rocha ocultaram a luz do sol poente enquanto o caos se alastrava pelas arquibancadas. Histeria em massa... Tudo que precisava. Espectadores se erguiam, em pânico, tentando fugir o mais rápido possível. Os próprios combatentes retiravam-se às pressas, reenclausurando seus parceiros para protegê-los. Pusera-se de pé momentos antes de um segundo rugido abalar as estruturas do coliseu.

Do meio dos escombros surgira um gigantesco Pokémon humanoide com pouco mais de quatro metros e vinte de altura. Assemelhava-se extremamente a um golem branco, agora que o via de perto. Sete circulares e vermelhos “olhos” estavam arranjados sob o que parecia ser um padrão. Seis gemas preciosas envolviam seus olhos, três de cada lado de seu torso. As superioras eram vermelhas, as centrais azuis e as inferiores prateadas. Seus braços eram longos e grossos como toras. Três dedos da cor da neve idênticos aos humanos desprendiam-se destes. Suas pernas eram curtas e musculosas. Argolas douradas revestiam seus pulsos e ombros. Uma seção oblíqua de seu tronco que parecia servir como centro nervoso da criatura era tingido do mesmo tom. Seu corpo era coberto por rajas negras e um musgo verdejante cobria seus pés e omoplatas. Erguera os braços logo antes de criar um par de esferas azuis em frente às suas mãos. Girando seu tronco de um lado para o outro as disparou brutalmente sem um alvo em específico. O som e a onda de choque da explosão decorrente fizeram o mundo vibrar ao seu redor. O primeiro atingira a cobertura do estádio, fazendo com que parte desta ruísse sobre os assentos abaixo. O segundo viajara em direção à seção do estádio em que estavam. Sentiu Iri apertar-lhe o braço, atemorizada. O vulpino negro agira antes do impacto. Viu-o saltar para frente estender as mãos para os lados. Um campo de força turquesa envolvera-os e bloqueara a esfera. O que o jovem viu a seguir o fez arregalar os olhos. Mesmo reprimindo a técnica, Zoroark fora atirado de encontro aos bancos de rocha, rachando-os com a colisão. Jogou a cabeça de um lado para o outro e levou a mão de encontro a uma das têmporas, visivelmente desorientado.

“Quem foi o idiota que pensou que dar um monstro desses para um adolescente seria uma boa ideia...?” – Era tudo em que conseguia pensar. Cambaleante, o mamífero sombrio parara ao seu lado, seus olhos fixos em Regigigas. Sua expressão facial era uma mistura de raiva e entusiasmo. Ótimo, pensou. Agora eram duas as feras que teria de controlar. Agarrou a sacola com suas compras e entregou-as para a criança. – Iri, saia daqui agora. Eu e o Zoroark iremos evacuar todos os que estiverem aqui e depois tentaremos conseguir o maior tempo possível. – Mesmo que a troco de sua própria vida, pensara sombriamente. Não tinha ilusões; sem suas Viralts, o máximo que poderiam fazer era atrasar o colosso.

– Não! – A recusa tomara-o de surpresa. Apesar dos ombros tremendo e do medo na voz, seu olhar mostrava determinação. – Eu... Eu sou uma Astralis também! Então eu também vou lutar! – A bravura seria admirável se não fosse suportada por temor e insegurança.

– Não seja tola! – Gritou subitamente, uma cólera repentina infundida em seu tom. Só percebera a raiva ao ver lágrimas de medo surgindo nos olhos azuis da menina. Até mesmo Zoroark parecia chocado com seu descontrole. Respirou fundo e exalou o ar pela boca. – Desculpe. É só que... Isso aqui não é brincadeira. Um passo em falso e é morte certa. – Explicara com uma calma maior. Olhando o rosto ainda temeroso da garota, decidiu ser franco. – E eu não iria me perdoar se algo lhe ocorresse. – Já perdera demais por uma vida, remoera sobriamente.

– Taiyou-san...! – Murmurara a garota, um leve rubor tingindo suas faces. O semblante do adolescente era inexplicavelmente nebuloso. Engolindo em seco pusera uma mão sobre as deles. O couro das luvas era frio, mas macio. – Por favor, me deixe ajudar! M-Mesmo que eu não possa combater, deve ter algo que eu possa fazer. – Proferiu, fitando-o esperançosamente. Fitaram as feições um do outro antes de o garoto suspirar pesadamente.

– Francamente... Eu realmente não consigo te dizer não. – Comentara com um sorriso tímido. Uma nova explosão deixara-o circunspecto, contudo. – Escute. Não se afaste muito de mim e depois que todos tiverem saído vá também. – Não pode deixar de ver o rosto dela se iluminando com cada nova palavra que dizia.

– Sim! Wafuu! – Exclamara alegremente, atirando os braços para o ar. Juntou os dedos em um arco e levou-os aos lábios, produzindo um leve assobio. Em instantes seus dois canídeos estavam ao seu lado, aguardando por instruções. – Bars! Lisichka! Temos que procurar por quem estiver preso entre escombros ou ferido, ok? – Responderam com alguns latidos. – Então, usem Odor Sleuth, por favor!

Ladraram uma segunda vez em concordância antes de erguerem os focinhos. Um brilho esverdeado tomara conta de suas narinas. Tinha de admitir; estava impressionado. O valor daquela técnica em combate era nulo, mas em outras situações era uma mão na roda. Taticamente falando, habilidades de rastreamento eram extremamente úteis na Battre de Champions. Cautela com um adversário poderoso nunca era demais. Os lobos farejavam o ar sobre suas cabeças, vez ou outra girando a cabeça para outra direção. Tinha de admitir que eram bem treinados. Uma terceira explosão o fez focar sua atenção em Zoroark. O vulpino fitava o golem colérico com uma intensidade assustadora mesmo para seus parâmetros. Seus olhos cintilavam e os membros tremiam de excitação. Droga; estava demasiadamente entusiasmado. Na pior das hipóteses iria ferir algum inocente em meio ao frenesi do combate. Teria de apelar à astúcia se quisesse acalmá-lo.


– Pensa direito, Zoroark. – Falara na tentativa de um diálogo racional. Seu tom era contraditório; sendo franco, tinha poucas esperanças de que o Pokémon o ouvisse desta vez. Fazia tempo que não o via tão agitado. – Esse monstro vai ficar preso aqui por algum tempo. Terás a chance de enfrentá-lo mais tarde, mas há vidas em jogo aqui. Toda a ajuda é valiosa. – Aproximara-se antes de sussurrar. – Se não por mim, faça pela memória delas, ok?

Estava realmente se odiando por usar essa cartada. Deixava-o sempre com um gosto ruim na boca, e o Pokémon ilusório sabia disso. Fosse por indulgência ou respeito às garotas, o animal murmurou uma praga enfurecida enquanto exalava o ar de seus pulmões. Observou intensamente o adolescente por alguns instantes, certamente irritado. Quase uma criança tendo de sair de uma festa.  Por fim deu meia-volta e subiu alguns degraus a passos pesados. É... Caso sobrevivessem ao dia, aquela noite seria turbulenta. Deu de ombros, um sorriso tímido tracejado em seus lábios. Bom, nessas circunstâncias o Pokémon teria todo o direito de protestar. Por hora, só queria resgatar o maior número possível de pessoas e torcer para que certa dupla de Astralis já tivesse saído do estádio.




Todo passo daquele monstro provocava um novo tremor que abalava o coliseu. Graças às explosões que causara com seus ataques, cada vibração parecia ser suficiente para ruir com a estrutura. Escombros e poeira enchiam a arena que momentos antes estivera repleta de adolescentes e Pokémons. Não sabia nem mesmo se todos haviam escapado. Passou a mão por sobre a têmpora, estremecendo de dor ao sentir o fluido vermelho e quente escorrer de sua testa. Um fragmento de rocha lhe atingira o rosto posteriormente à segunda explosão. O corte felizmente não era profundo, mas o sangue que escorria dificultava sua visão. Suas madeixas douradas estavam coladas em seu cenho. Cambaleava um pouco devido à tontura que sentia. Seu companheiro caminhava alguns metros à frente, esgueirando-se por entre os destroços do obelisco. Vez ou outra a avistava por sobre os ombros com um olhar preocupado. Fora o pó que cobria seus pelos estava perfeitamente bem. A despeito da situação dava-lhe um sorriso tranquilizador sempre que o fazia. Carregava o arco em uma das mãos, apertando-o com mais força a cada passo que dava. Um novo abalo sísmico a fizera perder o equilíbrio, mas uma mão agarrou-lhe o pulso antes que caísse.

– Tome cuidado, Rathy. – Alertou-lhe Julie, seus olhos flamejantes brilhando com uma determinação perigosa. Salvo uns poucos fios de cabelo desalinhados e alguma sujeira em suas faces aparentava estar bem. Flareon caminhava cuidadosamente ao seu lado, os olhos fixos em Regigigas. – Tens certeza que não queres que eu cauterize este corte? – Inclinara a cabeça para o lado. Com um estalar de dedos criou uma pequena chama sobre o indicador.

– N-Não... Eu estou bem. – Recusara educadamente. Feitiços de fogo eram utilizados no tratamento de feridas somente como primeiros-socorros em campos de batalha. Certa vez ouvira falar de uma única magia curativa deste elemento, mas nunca confirmara o fato. Preferia suportar a dor por mais algumas horas a queimaduras. – Melhor não desperdiçar suas energias. Precisaremos de tudo que tivermos para derrotar aquele monstro. – Reunira toda a confiança que tinha em um sorriso indulgente antes de jogar os cabelos para o lado. – Será embaraçoso se não conseguires me acompanhar.

– Ficando convencida agora, é? – Rebatera em um misto de irritação e divertimento. Algo em seu sorriso deixou a loira com um frio na espinha. – Imagino se conseguirás manter a compostura se certo alguém surgir por aqui. – Sem esperar por uma resposta apertou o passo, seu rabo-de-cavalo balançando de um lado para o outro. Parara o suficiente apenas para ver o rosto da amiga ruborizar.

A réplica não veio. Não tinha como dá-la. “Afinal, sou um Astralis que perdeu a capacidade de usar Viralts.” As palavras que lhe foram confidenciadas pelo adolescente ressurgiram em sua mente. Trairia sua confiança se revelasse a informação. Mordeu o lábio inferior com força, uma súbita dúvida tomando forma.  Ele não faria aquilo, não é mesmo? Impossível... Não naquele estado. Seria suicídio. Por alguma razão, sentia o coração preso entre garras gélidas. Ficara difícil até de respirar. Jogou a cabeça de um lado para o outro na tentativa de remover tais pensamentos e seguiu a amiga.

A primeira visão que tiveram fora de gelar o sangue. Regigigas havia cessado com os ataques erráticos e irregulares e se dirigia, ainda que lentamente, às arquibancadas. O local estava quase deserto a primeira vista, mas era difícil saber se não havia ninguém enterrado sobre os escombros. Se ele arrebentasse qualquer ponto para escapar do estádio... Seria um massacre. Viram-no erguer um braço antes de ter o punho envolvido por um ciclone de energia alaranjada. O vento se deformava ao seu redor, ondulando perigosamente. Não foram necessárias palavras, apenas uma rápida troca de olhares. Retesou a corda de seu arco. Três flechas de gelo surgiram entre seus dedos, reluzindo sob o sol do entardecer. Fizera mira rapidamente e disparara. Atingiram o gigante no anel dourado que revestia seu ombro. Extensos cristais saltaram ao longo da estrutura, pontiagudos como lanças. Limitaria, ainda que pouco, seus movimentos. Um risco negro cruzara os céus a frente de seus olhos. O chicote da amiga enrolara-se ao redor do antebraço Chamas envolveram-no, cintilantes como o sol. Causariam de pouco a nenhum dano, mas provavelmente atrairiam sua atenção. Dito e feito. A energia ao redor de seu punho fora dispersa. Permaneceu imóvel por alguns instantes. Estranhamente aquilo fez um arrepio gélido correr pela sua espinha. O Pokémon virou-se brutalmente, o braço esticado passando perigosamente das arquibancadas. Julie tivera de recolher a Viralt para não ser arremessada ao ar. Formara-se uma esfera azul com o diâmetro de um metro e meio entre seus dedos. Arremessou-a em uma mescla de violência e selvageria. Não poderiam desviar; a força destrutiva era incomensuravelmente maior que a das anteriores.

– Droga! – Murmurara a morena, estalando a língua. Não esperava tanto poder em um único ataque. – Flareon, impeça-o com Flamethrower!

– Glaceon, Ice Beam! – Proferira a loira. Retesou a corda do arco, uma flecha de gelo surgindo entre seu indicador e o dedo médio.

A resposta de ambos os animais fora imediata. O Pokémon flamejante inspirou o máximo de ar que pode. Exalando pela boca, lançou junto um ciclone de chamas vermelho-alaranjadas. Ao seu lado, o mamífero cerúleo emitia um leve brilho de sua testa. Abrira as mandíbulas levemente e uma esfera azul bebe formara-se em frente ao seu focinho. Relâmpagos azulados foram projetados de seu interior e seguiram rumo ao movimento adversário. A moça fizera mira rapidamente e disparara a flecha. O dardo explodira a meio caminho e dera origem a inúmeros cacos de gelo. A colisão com a esfera parecera ter efeito retardado; sua velocidade fora diminuindo gradativamente. Explodiu pouco antes de parar por completo. O impacto da onda de choque tivera força suficiente para atirar brutalmente os quatro para trás.

Estirada sobre o solo, seu corpo inteiro doía. A colisão fora mais violenta do que esperava. Seu peito parecia ser esmagado por uma enorme pressão. Fizera menção de se erguer, mas uma súbita tontura lhe apossara. O vômito subira-lhe a garganta, mas conseguira contê-lo. Suas roupas estavam empoeiradas e rasgadas em alguns pontos. Sua Viralt estava a um braço e meio de distância da sua cabeça. Julie apoiava-se sobre um joelho, sua respiração em um ritmo entrecortado. Carregava seu chicote em uma de suas mãos, as labaredas ardendo muito tenuemente.  Os Pokémons mantinham-se de pé, embora cambaleassem hesitantemente, aturdidos. O esforço que tivera de fazer para se sentar esgotara-a quase que completamente. Levou uma das mãos à testa ao sentir a cabeça tornar-se leve. Precisariam de um tempo para recuperarem suas forças; isto era evidente. Infelizmente, aquilo era algo que lhes faltava. Um novo urro encheu seus ouvidos. Um par de anéis constituídos por orbes de energia cor de neve envolveram diagonalmente o corpo de Regigigas. Conforme a luminescência diminuía as esferas davam lugar a lascas de pedras cinzentas e afiadas. Socou o ar a sua frente e, ao fazê-lo, disparou os pedregulhos. A reação fora imediata. Erguera-se, ainda que desajeitadamente, e agarrou o arco com mãos trêmulas. Rodopiou sobre os calcanhares e rapidamente fez mira, uma nova seta gélida surgindo entre seus dedos. Ao dispará-la viu-a explodir e transformar-se em incontáveis aves. Viu a morena estalar o chicote contra o chão, criando instantaneamente um ciclone de chamas. Conseguiram deter parte das rochas, mas outras as atingiram. Incontáveis feridas surgiram em sua pele macia, tingindo-a de vermelho. O mais grave viera segundos depois, quando um dos fragmentos atravessou-lhe uma coxa. A dor foi imediata. Provavelmente quebrara um osso. Caíra para trás com um grito doído, as mãos envolvendo a perna perfurada. Lágrimas brotavam de seus olhos e, apesar de resistir, desciam-lhe pelas faces. A dor era tal àquele ponto. Ouviu algo que poderia ter sido Julie chamando seu nome, mas não estava certa. Uma sombra subitamente cobrira-lhe o corpo. Ao erguer a cabeça não pôde evitar empalidecer. O Pokémon colossal estava a poucos metros de distância e encarava-a fixamente. Sem exprimir qualquer som a fera erguera um braço. Uma aura dourada circundara seu punho, emanado uma assustadora quantidade de energia.

– Flames of conflagration, become the envoy of my will and do my bidding. Blaze Star!

O encantamento fora dito rapidamente, mas conseguira entendê-lo com perfeição. Tornara a face para o lado a tempo de ver a morena lançar uma dúzia de estrelas flamejantes na direção do colosso. Entre elas, Flareon avançava envolto em um manto de labaredas vermelho-alaranjadas. Uma trilha negra era deixada na areia por onde passava.  Ao saltar, os projéteis fusionaram-se ao seu torso. Seu corpo imediatamente começou a brilhar em carmim, o fogo que o rodeava intensificando na mesma proporção. Atingira o braço do gigante com força suficiente para repeli-lo para o lado e cancelar a técnica. Antes que o pequeno mamífero retornasse ao solo, Glaceon abrira a boca e lançara uma leva de relâmpagos azul-bebê. Alvejaram o ombro do titã e congelaram-lhe meio antebraço. Não resistiria por muito tempo; um simples flexionar de seus músculos o livraria daquilo. Dava-lhes, contudo, segundos preciosos. Rathy levantou-se com dificuldades, a perna ameaçando ceder a qualquer instante. Julie alcançou-a e passou um de seus braços por sobre seus ombros, ajudando-a a se manter de pé.

– Consegues andar? – Perguntou-lhe a amiga, a preocupação transparecendo em seu tom. Assentiu de leve com a cabeça. Dando-se por satisfeita, a moça tornou sua atenção para a batalha. – Flareon! Glaceon! Contenham-no enquanto eu tiro a Rathy daqui!

Os mamíferos investiram no mesmo instante. Enquanto avançava, um brilho branco tomou conta do corpo do animal flamejante. Múltiplas cópias suas surgiram, avançando envoltos por um manto de energia. Por sua vez, o Pokémon glacial abriu a boca, um brilho cianótico tomando-a inteiramente. Com um sopro, expulsou todo o ar de seus pulmões. Minúsculos cristais de gelo eram carregados pela lufada de ar. Passara por um dos pés de Regigigas, criando uma fina crosta ao seu redor. Um por um, os Flareons assaltaram-no. Atingiam-no incessantemente, mas o gigante parecia não sentir. Não esboçava qualquer reação; meramente estudando o vazio. Por fim, após outra série de investidas, rugiu a plenos pulmões, cingindo a si mesmo com uma aura alaranjada. Instantes depois, emitiu uma onda de energia por todo seu corpo. Os clones eram destruídos tão logo o campo de força os atingia. Por fim, o original fora alvejado e arremessado para cima. O colosso ergueu um de seus braços e, velozmente, desceu-o de encontro ao animal flamejante. Momentos antes de ser ferido, Glaceon o afastou com um rápido empurrão. Entretanto, o mamífero álgido finou por sofrer o impacto. A força do tapa impeliu-o violentamente contra o solo. Um baque audível ecoou pela arena, seguido pelo grito angustiado do Pokémon. Encolheu-se um pouco, choramingando silenciosamente em dor.

– Glaceon! – O grito de desespero escapou por entre os lábios da loira, seus olhos arregalados de medo. Tentava se aproximar, mas Julie a segurava com força. Seu sangue pareceu gelar ao ver o colosso erguer novamente o braço pronto para o golpe final, um turbilhão de energia envolvendo seu punho.




– Muito obrigada, meu jovem. – Agradeceu-lhe uma idosa, deitada sobre um leito improvisado. Fora alguns arranhões e contusões, não parecia estar muito ferida. Sorria fracamente, mas a gentileza era mais que evidente.

– Não se preocupe, senhora. Apenas descanse e concentre-se em ficar melhor. – Respondera-lhe calmamente, esboçando um sorriso calmo. Desviou o foco de sua atenção para o par de alunos que transportavam a maca. Queriam fugir a princípio, mas ofereceram sua ajuda rapidamente após Zoroark ter tido uma pequena “conversa amigável” com os dois. – Tirem-na daqui e depois se afastem o máximo que puderem. Se houverem outros sobreviventes eu me encarrego de tirá-los do estádio.

Não se fizeram necessárias outras palavras; a dupla anuiu rapidamente e se retirou, passando com cuidado pelos destroços. Quando finalmente desapareceram, permitiu-se um suspiro cansado. Era pouco provável que encontrasse outros sobreviventes àquela altura; os poucos remanescentes estariam presos em bolsões de ar dentre os escombros. A alguns metros, Iri percorria as arquibancadas apressadamente. Ralara os joelhos durante a confusão, mas se sentia alguma dor conseguia disfarçar com perfeição. Seus Pokémons acompanhavam-na durante o trajeto, atentos a qualquer movimentação. Quando a moça virou a cabeça em sua direção, fez-lhe sinal para que se aproximasse. Agachou-se sobre um dos joelhos e depositou suas mãos sobre os ombros da criança. Vira-a estremecer com o contato, mas recuperar-se com a mesma velocidade. Aquilo conseguiu trazer-lhe um sorriso aos lábios.

– Você pode sair agora. Volte para a Academia e fique por lá. – Instruiu-a. Conseguiu manter-se calmo, apesar da situação. Ao ver que a criança iria retrucar, foi ágil em prosseguir. – Não precisa se preocupar. Irei apenas dar uma última olhada em busca de sobreviventes e então sairei daqui.  – Esboçou um leve sorriso reconfortante.

Era mentira. O que faria a seguir beirava ao suicídio, mas ao menos poderia salvar Rathy e Julie. Verdade seja dita, teve a vontade de entrar no combate assim que as vira enfrentando a criatura. Os rosnados e impulsos violentos de Zoroark tornaram-se mais frequentes após a visão. Não podia repreendê-lo; ele próprio estava longe do seu habitual estado de tranquilidade. O que dera na cabeça das duas para resolverem combater Regigigas ia além de sua compreensão. Por um lado, os riscos da batalha aumentavam consideravelmente. Por outro... Era impossível negar que, se conseguisse o auxílio das garotas, teriam uma chance de derrotar ou ao menos atrasar o golem sem a necessidade de usar suas Viralts. Mesmo que elas não causassem grandes ferimentos ao Pokémon gigante, abririam oportunidades ao vulpino sombrio só de retardá-lo. Em último caso, as tiraria de lá mesmo que a custada própria vida. O mais curioso era o vazio que sentia mediante a possibilidade de morrer. Era engraçado, de certa forma. Supunha que para alguém que perdera quase tudo que lhe importava falecer não era uma perspectiva de toda ruim. E, se toda a baboseira religiosa que escutara durante a vida tivesse algum fundamento, encontrá-los-ia muito em breve.

– E-Entendido, Taiyou-san. – Respondeu Iri com algum receio, o tom de decepção evidente em sua voz. Não tinha jeito dessa vez: colocá-la-ia em perigo caso consentisse com seu desejo. Bom, supunha que poderia recompensá-la posteriormente. Viu a criança dar meia-volta e afastar-se com passos ligeiros e curtos. Bars e Lisichka seguiam-na de perto, galgando tranquilamente. Dera pouco mais que uma dúzia de passos antes de se virar com um sorriso encorajador. – Fique em segurança.

Permaneceu com uma expressão calma até que ela se afastasse. O sorriso então morreu e deu lugar a feições sóbrias. Sem uma palavra, levou os dedos aos lábios e assobiou. Em instantes, Zoroark pusera-se ao seu lado. Uma fina camada de poeira revestia todo seu corpo, mas era o único indício de anormalidade em seu corpo. Seus arfares constantes eram um sinal de que sua paciência estava se esvaindo rapidamente. O olhar, contudo delatava uma jovial animosidade mediante ao chamado. Seu espírito de luta queimava com tal intensidade que o garoto começava a ter pena de Regigigas. O mais provável era que o canídeo negro atacasse-o brutalmente até sentir-se satisfeito. Um destino triste, mas antes um adversário do que ele próprio. Vislumbrou rapidamente o Pokémon sombrio e lhe deu um leve aceno de cabeça. Podia jurar que um pequeno sorriso se fizera presente em suas feições.

– Glaceon! – O súbito grito aterrorizado fizera-os arregalar os olhos involuntariamente. Virou a cabeça de imediato em direção ao som. A visão fez sua expressão tornar-se sombria. Não havia mais tempo a perder. Era hora de agir. Sede de sangue fluía por toda a extensão de seu corpo.

– Zoroark. – Chamou friamente. O Pokémon avançou alguns passos, pronto para a ordem. A felicidade outrora presente em sua face fora substituída pela expressão de um predador observando sua presa. – Elimine-o.

O canídeo avançou de imediato. Relâmpagos negros revestiram seus braços e suas garras tornaram-se escarlates. Orbes compostos de aros negro-azulados formaram-se em frente à palma de suas mãos. Fora atingi-lo com uma das esferas entre os olhos. Uma explosão se sucedeu, projetando trovões obsidiana por entre as frestas de seus dedos. Um novo ruído surgira entre os chiados de faíscas; um grito abafado de dor do colosso. Recuou um passo, vacilante. Triunfante, o Pokémon sombrio prosseguiu com o assalto, forçando o adversário para trás. Com dificuldades, o golem gigante desferiu um soco envolto por um turbilhão de energia dourada em direção ao vulpino. Não podia ver de onde estava, mas Taiyou tinha certeza de que um sorriso teria surgido na face de seu parceiro. Aproveitando da pouca distância entre os dois, a raposa ilusória encostou os pés no tórax de Regigigas, tomou impulso e saltou para trás em uma cambalhota ascendente. Olhando para baixo, abriu a boca e disparou uma torrente de chamas vermelho-alaranjadas. Foram atingir o arbusto sobre o ombro direito do Pokémon. A reação fora imediata; dera um grito de agonia ensurdecedor e caíra sobre um joelho. Sem dar descanso, Zoroark pousou graciosamente sobre o solo e avançou novamente. O adolescente deu um riso curto e seco; o animal estava se divertindo mais do que julgava ser possível. A euforia em combater um adversário poderoso sempre foi um de seus maiores prazeres.

– Ora, ora. Parece que o Zoroark-chan não mudou nada nesses últimos anos... Que nostálgico. – Disseram de forma tranquila e gentil às suas costas. E, pela primeira vez em muito tempo, suas forças o deixaram. Seu coração pareceu ter parado por alguns segundos. Aquela voz... Impossível. Um par de braços envolveu seu pescoço e alguém pressionara seu próprio corpo contra o dele. O calor do contato e a fragrância de tulipas e rosas descartavam a possibilidade de ser um mero devaneio. Sentiu-a apoiar o queixo sobre seu ombro, os lábios roçando levemente sua orelha. – Tive muitas saudades suas, Taiyou.

Tão logo sentiu ela se afastar um pouco, virou-se em sua direção. A visão que tivera lhe fez arregalar os olhos. Estava mais velha e seu corpo se desenvolvera consideravelmente desde a última vez que a vira, mas era ela sem sombra de dúvidas. Tinha por volta dos dezessete anos de idade e era talvez uma cabeça menor que o adolescente. Seus cabelos azul meia-noite eram ondulados e longos, descendo-lhe até a base das costas. Uma elegante franja cobria-lhe a testa. Seus olhos eram como ametistas, cintilando serenamente em sua bela face. Seu corpo era extremamente voluptuoso, com amplos seios e uma cintura fina. Usava um vestido de seda branco que exibia muito de seu decote e seu colo faiscante. Além disso, certas... “áreas” do vestido eram quase transparentes. Vestes cor-de-rosa, desenhadas como um par de caudas de escorpião, cobriam-lhe os seios e outra idêntica, mas de tom azul-marinho, tudo à cima das coxas. Um pequeno adorno felpudo, alvo como neve de inverno, envolvia folgadamente seu pescoço. Uma rosa alabastrina decorava-lhe os cabelos e outra no mesmo tom de seus olhos estava presa à cintura de seu vestido. Havia outras quatro, todas vermelhas como sangue; duas em seu colar e outras duas sobre seus sapatos cor-de-rosa. Em uma das mãos, carregava Excendeiss; uma enorme foice, negra como azeviche que era maior que a própria garota. O interior da lâmina era escarlate e sua base era como a ponta de uma alabarda.

– Valen... Tina... – Foi tudo que pôde pronunciar.
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Re: Astral Zero

Mensagem por Hyurem em Sab 16 Jan 2016 - 9:23

Eita, rapaz, muita treta  Shocked
Excelente capítulo, DZ! Suas narração e descrição foram ótimas, embora eu tenha ficado meio perdido em relação ao posicionamento do Regigigas dentro do coliseu. A princípio, eu não havia imaginado uma arena muito grande, mas quando o colosso começou a se movimentar ficou claro que não tinha imaginado o lugar da maneira correta XD
Achei interessante como você abordou a fúria do Pokémon lendário, ainda mais porque ontem mesmo vi um dos filmes do anime e nele o Regigigas até tentou ajudar as pessoas. São dois extremos bem distantes. Mas a raiva dele faz sentido, não deve ser fácil ficar aprisionado em um obelisco por sei lá quanto tempo. E a diferença de poder entre ele e os Astralis e seus parceiros ficou muito evidente.
Me fiz a mesma pergunta que o Taiyou quando vi as duas garotas tentando enfrentar o lendário. Mas pra mim fica mais fácil a resposta do que pra ele: "Precisa existir algum outro problema, querido protagonista. Acostume-se"
Agora deu pra ver direito a força do Zoroark. O pobre Croconaw do outro capítulo nunca teria chance contra um Pokémon que consegue causar danos consideráveis a um lendário do calibre de Regigigas. Devo admitir que fiquei um pouco surpreso com o poder do Zoro-chan também, principalmente pelas perspectivas sombrias do companheiro dele em relação ao combate. Mas talvez o dano desferido no colosso tenha sido maior também pelo elemento surpresa e quando ele se virar para enfrentar diretamente o canídeo das trevas este vai ter problemas maiores.
O Taiyou tem uma séria fraqueza em relação à Iri. Creio que isso ainda pode ser utilizado contra ele em algum momento, para persuadi-lo a decisões que normalmente não tomaria. E ainda bem que ela é boazinha mesmo XD
Quanto à Valentina... Se não foi criada para ser uma vilã, então vai ser o personagem que gosta de ver o circo pegar fogo, penso eu. Não sei bem qual a relação dela com o Taiyou, mas ou se consideram irmãos (ou são, vai saber) ou já tiveram alguma paixãozinha um pelo outro. Talvez pendendo mais pra segunda opção pela abordagem dela. E pelas roupas também, porque, sei lá, não vejo uma possível irmã dele usando esse estilo de Shonen Ecchi. Seria ela o sex appeal da sua fanfic? Laughing Além disso, talvez tenhamos presenciado o nascimento de um triângulo amoroso, daqueles bem saudáveis mesmo (sqn) em que uma garota é fofinha, linda e boazinha e a outra é malvada, sensual e dominadora. Embora talvez a Rathy não se encaixe tão bem assim na primiera opção depois que se acostumar ao Taiyou.
Se eu tivesse imaginção e talento eu teria adorado fazer uma arte de cada personagem da sua história. As descrições deles são ótimas, mas você não pode (nem deve, eu diria) falar detalhadamente das características físicas de todos a cada nova aparição. Mas isso acaba gerando um problema pra mim, porque acabo esquecendo um detalhe ou outro na concepção que crio de cada um. Bom, fica a dica, se puder arranjar um desenhista pra por no papel sua imaginação seira ótimo.

Bom, creio que seja isso. Não há muito mais a falar do caítulo, exceto que foi muito bom. Parabéns por ser esse [otimo escritor que é, e eu fico no aguardo do seu próximo capítulo!

PS: Dessa vez fui o primeiro \o/
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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Qua 20 Jan 2016 - 22:37

DÊÊÊ ZÊÊÊÊ


Peço imensas desculpas pela demora deste comentário, acabei não tendo o tempo livre que pensei ter. Tive que ler em partes, mas finalmente conclui essa leitura maravilhosa. Cara, que capítulo épico. Mesmo que demorada a frequência da postagem de capítulos, Astral Zero é algo que me deixa sempre empolgado para o próximo capítulo.

Essa luta foi sensacional. A força do Regigigas como oponente, lutando contra Rathy e Julie... Eu honestamente, pensei mais de uma vez que a Julie ou o Flareon fossem morrer. Cheguei a pensar que o Glaceon seria esmagado pelo colosso. Meu coraçãozinho não pode sentir tanta adrenalina como essa, mas mesmo assim eu quero ver maaaaiiisss. 

Lembra quando eu disse que Suiguetsu iria vencer do Zoroark? Então... Nem fodendo. Agora que eu vi uma amostra do verdadeiro poder desse Zoroark, cara, eu to chocado. Taiyou e Zoroark são a dupla mais incrívelmente fantásticamente forte que eu já presenciei na área de fics. Não é atoa que Ariel os considera como os tais. Essa desaceleração massiva do tempo me deixou de queixo caído... Isso é um ataque que mata o oponente na hora (ou nas horas aceleradas HAHAHA SOU ENGRAÇADO, RIA), mas pela promessa curiosa, me pergunto se Taiyou chegou a usar contra algum humano.

E CARA... O Zoroark sambou lindamente na cara do Regigigas. Eu amei esse capítulo, sério. Eu amei de verdade mesmo. Esse até agora, é meu cap preferido. Só por mostrar a superioridade do Taiyou como lutador, sua Astralis motherfucking OP - isso que foi demonstrada em uma fraca quantidade -, e as habilidades do Zoroark lutando contra o colosso... Eu fiquei empolgado a luta inteira. Eu amei de paixão esse capítulo.

Agora a pergunta é, como será que o Regigigas vai morrer? Creio que por ele ter machucado Rathy e Julie - além dos sobreviventes não importantes -, o Taiyou não vai ter piedade. Só espero que essa Valentina não atrapalhe... Pera.

Essa é a mesma Valentina que até então havia morrido e deixado tanto o Taiyou quanto o Zoroark bolados? Isso aumenta ainda mais minhas expectativas no próximo capítulo. Quero também ver a reação do Taiyou ao vê-la com roupas tão... Peculiares e provocantes. 

Cara. Posta rápido, por favor. Eu to muito empolgado com o próximo capítulo. 

Um abraço, até esse fds com o novo cap. Até mais!
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Re: Astral Zero

Mensagem por DarkZoroark em Qui 17 Mar 2016 - 21:34

Yo!
Bom, antes de qualquer outra coisa, venho pedir desculpas pela enorme demora em trazer este capítulo. Além da volta as aulas na faculdade e alguns horários bem loucos que estou tendo de enfrentar, tive um bloqueio master em certa parte do texto. Realmente eu estava sem ideias de como prosseguir com o texto até alguns dias atrás, mas por fim superei e consegui terminar o que escrevia. Vou tentar não demorar tanto com os próximos.
Dando agora boas notícias, fico feliz em anunciar que nos aproximamos da conclusão do 1º volume da Astral Zero! Serão dois capítulos, contando com este que estou postando agora, e um epílogo antes de passarmos para o próximo volume. Irei postar juntamente ao epílogo uma pequena prévia do que virá pela frente. E vamos aos comments:


@Hyurem escreveu:Eita, rapaz, muita treta  Shocked
Excelente capítulo, DZ! Suas narração e descrição foram ótimas, embora eu tenha ficado meio perdido em relação ao posicionamento do Regigigas dentro do coliseu. A princípio, eu não havia imaginado uma arena muito grande, mas quando o colosso começou a se movimentar ficou claro que não tinha imaginado o lugar da maneira correta XD
Achei interessante como você abordou a fúria do Pokémon lendário, ainda mais porque ontem mesmo vi um dos filmes do anime e nele o Regigigas até tentou ajudar as pessoas. São dois extremos bem distantes. Mas a raiva dele faz sentido, não deve ser fácil ficar aprisionado em um obelisco por sei lá quanto tempo. E a diferença de poder entre ele e os Astralis e seus parceiros ficou muito evidente.
Me fiz a mesma pergunta que o Taiyou quando vi as duas garotas tentando enfrentar o lendário. Mas pra mim fica mais fácil a resposta do que pra ele: "Precisa existir algum outro problema, querido protagonista. Acostume-se"
Agora deu pra ver direito a força do Zoroark. O pobre Croconaw do outro capítulo nunca teria chance contra um Pokémon que consegue causar danos consideráveis a um lendário do calibre de Regigigas. Devo admitir que fiquei um pouco surpreso com o poder do Zoro-chan também, principalmente pelas perspectivas sombrias do companheiro dele em relação ao combate. Mas talvez o dano desferido no colosso tenha sido maior também pelo elemento surpresa e quando ele se virar para enfrentar diretamente o canídeo das trevas este vai ter problemas maiores.
O Taiyou tem uma séria fraqueza em relação à Iri. Creio que isso ainda pode ser utilizado contra ele em algum momento, para persuadi-lo a decisões que normalmente não tomaria. E ainda bem que ela é boazinha mesmo XD
Quanto à Valentina... Se não foi criada para ser uma vilã, então vai ser o personagem que gosta de ver o circo pegar fogo, penso eu. Não sei bem qual a relação dela com o Taiyou, mas ou se consideram irmãos (ou são, vai saber) ou já tiveram alguma paixãozinha um pelo outro. Talvez pendendo mais pra segunda opção pela abordagem dela. E pelas roupas também, porque, sei lá, não vejo uma possível irmã dele usando esse estilo de Shonen Ecchi. Seria ela o sex appeal da sua fanfic? Laughing Além disso, talvez tenhamos presenciado o nascimento de um triângulo amoroso, daqueles bem saudáveis mesmo (sqn) em que uma garota é fofinha, linda e boazinha e a outra é malvada, sensual e dominadora. Embora talvez a Rathy não se encaixe tão bem assim na primiera opção depois que se acostumar ao Taiyou.
Se eu tivesse imaginção e talento eu teria adorado fazer uma arte de cada personagem da sua história. As descrições deles são ótimas, mas você não pode (nem deve, eu diria) falar detalhadamente das características físicas de todos a cada nova aparição. Mas isso acaba gerando um problema pra mim, porque acabo esquecendo um detalhe ou outro na concepção que crio de cada um. Bom, fica a dica, se puder arranjar um desenhista pra por no papel sua imaginação seira ótimo.

Bom, creio que seja isso. Não há muito mais a falar do caítulo, exceto que foi muito bom. Parabéns por ser esse [otimo escritor que é, e eu fico no aguardo do seu próximo capítulo!

PS: Dessa vez fui o primeiro \o/

Hyurem o/
Primeiramente, fico feliz que tenhas gostado do capítulo. Na verdade, eu próprio não tinha muita ideia das dimensões do coliseu antes de começar a escrever o embate das garotas contra Regigigas. Creio que possa ter aumentado suas proporções enquanto escrevia, ainda que sem intenção. Confesso que baseei a personalidade dele mais no que aparece em um episódio do anime do que no do filme mesmo - na real, nem me lembrava da aparição dele. A fúria dele também não é inteiramente natural; houve alguns fatores que ajudaram a irritá-lo tanto. Realmente, a força dele é imensurável se comparada à Rathy e Julie. Resta a dúvida de como ele será derrotado. Na verdade acertaste bem no ponto certo ao dizer que o dano maior que o Zoroark causou ao colosso era proveniente do elemento surpresa. Não leva a mal; ele ainda vai ser capaz de lutar bem contra o gigante, mas sua situação ficará bem mais complicada uma vez que o golem branco voltar sua atenção para ele. Há também um motivo pelo qual ele é tão forte; creio que uma das frases do Taiyou irá esclarecer isso. Concordo também que ele não consegue discordar com tanta facilidade com a Iri. Isso se deve às experiências de seu passado. Cara, quanto a Valentina eu próprio tenho dificuldades em descrever seu papel com exatidão. Creio que 'anti-heroína' seja o termo mais aproximado do que tenho preparado para ela. Quanto a relação entre os dois... Bem, ela é um pouco complicada. Se fosse dizer, creio que a relação dos dois é mais próxima de um laço fraternal do que romance mesmo. O que ela faz com ele é, em sua maior parte, apenas provocação. Na realidade, isto de recontar as características físicas de um personagem vez ou outra é algo que vejo rotineiramente em alguns livros como a Trilogia dos Espinhos e até mesmo As Crônicas de Gelo e Fogo. Eu só tenho a tendência de me aprofundar mais nas características físicas nestes momentos. Espero que gostes deste novo capítulo.


@Rush escreveu:DÊÊÊ ZÊÊÊÊ


Peço imensas desculpas pela demora deste comentário, acabei não tendo o tempo livre que pensei ter. Tive que ler em partes, mas finalmente conclui essa leitura maravilhosa. Cara, que capítulo épico. Mesmo que demorada a frequência da postagem de capítulos, Astral Zero é algo que me deixa sempre empolgado para o próximo capítulo.

Essa luta foi sensacional. A força do Regigigas como oponente, lutando contra Rathy e Julie... Eu honestamente, pensei mais de uma vez que a Julie ou o Flareon fossem morrer. Cheguei a pensar que o Glaceon seria esmagado pelo colosso. Meu coraçãozinho não pode sentir tanta adrenalina como essa, mas mesmo assim eu quero ver maaaaiiisss. 

Lembra quando eu disse que Suiguetsu iria vencer do Zoroark? Então... Nem fodendo. Agora que eu vi uma amostra do verdadeiro poder desse Zoroark, cara, eu to chocado. Taiyou e Zoroark são a dupla mais incrívelmente fantásticamente forte que eu já presenciei na área de fics. Não é atoa que Ariel os considera como os tais. Essa desaceleração massiva do tempo me deixou de queixo caído... Isso é um ataque que mata o oponente na hora (ou nas horas aceleradas HAHAHA SOU ENGRAÇADO, RIA), mas pela promessa curiosa, me pergunto se Taiyou chegou a usar contra algum humano.

E CARA... O Zoroark sambou lindamente na cara do Regigigas. Eu amei esse capítulo, sério. Eu amei de verdade mesmo. Esse até agora, é meu cap preferido. Só por mostrar a superioridade do Taiyou como lutador, sua Astralis motherfucking OP - isso que foi demonstrada em uma fraca quantidade -, e as habilidades do Zoroark lutando contra o colosso... Eu fiquei empolgado a luta inteira. Eu amei de paixão esse capítulo.

Agora a pergunta é, como será que o Regigigas vai morrer? Creio que por ele ter machucado Rathy e Julie - além dos sobreviventes não importantes -, o Taiyou não vai ter piedade. Só espero que essa Valentina não atrapalhe... Pera.

Essa é a mesma Valentina que até então havia morrido e deixado tanto o Taiyou quanto o Zoroark bolados? Isso aumenta ainda mais minhas expectativas no próximo capítulo. Quero também ver a reação do Taiyou ao vê-la com roupas tão... Peculiares e provocantes. 

Cara. Posta rápido, por favor. Eu to muito empolgado com o próximo capítulo. 

Um abraço, até esse fds com o novo cap. Até mais!

Rush o/
Mano, nem esquenta em relação a demora de comentários visto que eu próprio demoro consideravelmente para postar capítulos e, em menor escala, comentar também. Fico feliz que tenhas gostado do capítulo também e peço desculpas pela demora em trazer este capítulo... Então, um dos pontos que eu mais quis retratar foi a enorme força do Regigigas. Eu cheguei a considerar dar alguns ferimentos mais graves para as garotas, mas isso talvez se tornasse um empecilho posteriormente e então descartei a ideia. Cara, pior que eu ainda não tenho certeza se o Zoroark venceria uma batalha contra o Suiguetsu. Apesar de que o Ruin Caduceus é um movimento forte ele demora algum tempo para ser carregado e não é tão difícil de esquivar. Creio que o Feraligatr ainda teria uma boa chance de derrotá-lo. Enfim... Acertaste quanto a promessa que ele fez a Ariel de não usá-lo em seres vivos. A única questão é em quem foi que ele usou - isso eu não me sinto tão inclinado a revelar agora.  Em relação as habilidades do Taiyou, elas serão mais exploradas durante o próximo capítulo e o final deste. O conceito de piedade não é algo que exista no vocabulário do Zoroark e do Taiyou, mas eles não vão chegar a matar o Regigigas pelo simples fato de que eu tenho planos para ele posteriormente. A Valentina não havia sido dada como morta, mas sim desaparecida. A interação entre ela e o Taiyou foi uma que eu tomei um cuidado extra para deixar crível. E quanto as roupas, honestamente ele não se importa muito. Espero que gostes deste novo capítulo.





Capítulo XII - Awaken

O ocaso caía sobre a cidade, tingindo-a de um laranja espectral. A atmosfera do ambiente era macabra. As ruas estavam vazias, as casas abandonadas. Alguns objetos estavam espalhados pelas ruas, consequência de uma fuga às pressas. Percorria lentamente o município, observando o que poderia ser descrito como um local abandonado. Os estudantes haviam realizado um excelente trabalho na evacuação, percebera. Detivera-se abruptamente ao sentir algo estranho sob um de seus pés. Recuou o passo e mirou o chão abaixo. Uma pequena boneca de pano estava largada ali, um sorriso tímido que encantaria qualquer criança bosquejado em sua face. Observou impassível por alguns segundos antes de se curvar e agarrar o brinquedo. Ao fazê-lo, a luz irradiou na joia de sua ombreira e, por um momento, os arredores foram coloridos em tons de verde e orquídea. Examinou-a com uma expressão solene e, com um suspiro desanimado, voltou a largá-la no solo. Torcia para que quem a perdera conseguisse reavê-la. Levantou-se taciturnamente e vislumbrou o coliseu ao longe. Um segmento das muralhas havia cedido e se transformado em escombros. Avançou lentamente, seu olhar ostentando resolução e austeridade. Suas ordens eram claras; deveria intervir somente em último caso. Por hora, apenas verificaria como o cavaleiro negro se sairia. Exalou o ar de pulmões indiferentemente. O excesso de confiança que a Silver Witch tinha no adolescente extrapolava os limites do justificável. Presumia que ele próprio também, se concordara com o plano da mulher. Deixou seus pensamentos de lado com um de dar de ombros e prosseguiu com seu caminho.



Uma nova saraivada de pedras afiadas como navalhas foi lançada contra Zoroark. O animal sorriu sombriamente. Avançou sem demora, as garras de suas mãos tomando um tom escarlate. Surpreendentemente, avançava por entre a chuva de rochas sem grandes dificuldades; pulverizava as que vinham em sua direção com golpes rápidos e precisos e utilizava outras como apoio para saltos e acrobacias. Vez ou outra torcia seu corpo para desviar de alguns projéteis. Aqueles que não eram destruídos alvejavam o solo, formando crateras e dispersando fragmentos por toda arena. Vez ou outra uma voava rumo às garotas, mas era destruída por Julie. Posicionando-se diretamente sobre o adversário, o vulpino negro transpôs os braços em “X” sobre o peito. Ao descruzá-los disparou um raio composto por aros negros e azuis. Regigigas instintivamente levantara um dos braços para se proteger. O golpe batera contra uma das várias listras que decoravam o membro, mas aparentemente não produzira grandes efeitos. Impeliu seu outro punho contra o Pokémon ilusório, um violento ciclone dourado envolvendo-o. Não chegou a intimidá-lo, contudo. Seus olhos cintilaram em ciano brevemente. Seu corpo contorceu-se bizarramente antes de dividir-se em um bando de Murkrows. Debandaram em esquiva ao golpe e agilmente envolveram o colosso, cercando-o por completo. Converteram-se novamente em clones do canídeo e, unindo as mãos em frente ao tórax, lançaram uma rajada de raios de círculos negros. A resposta viera na forma de um agitar de braços. O golem branco atirou-os para os lados, alvejando as raposas em uma demonstração de pura força selvagem. Era inútil. Os animais esvaeciam em fiapos de névoa assim que os atingia. O verdadeiro só se revelou depois de todas as cópias sucumbirem. Ainda metamorfoseado como um corvo rasgou as nuvens no céu e desceu em rasante, retornado à sua forma original somente quando já estava próximo ao adversário. Um sorriso atipicamente maléfico decorava sua face. Inclinou a cabeça para trás e, ao lançá-la para frente, disparou uma lufada de cintilantes chamas vermelho-alaranjadas. Com precisão mortal, atingira novamente um dos arbustos nos ombros de Regigigas. O grito de dor resultante pareceu estimular seu desejo de luta, se o brilho vermelho que tomara seus olhos indicasse algo. Ergueu a pata direita, as garras recuperando o assustador fulgor escarlate e arremetera-as contra as costas do colosso. Três ínfimas marcas de arranhão surgiram, mas traziam o brilho e a cor inconfundível de sangue com elas. Encostou os pés sobre o dorso do oponente e usou o impulso para se afastar. Ao pousar finalmente, lambeu o líquido que lhe recobria as garras.

Todavia, seus olhos estavam cegos ao mundo. Seus ouvidos nada escutavam. Até mesmo os músculos pareciam ter se tornado pedra. Todo seu foco era direcionado à garota à sua frente. Valentina Luen Fylim. Nunca esqueceria seu nome. Não a via há cinco anos, mas o sorriso que mesclava malícia e inocência confirmava sua identidade. Só aquele lugar conseguiria produzir um gesto com ambos os extremos. Engoliu em seco. Em parte, passara a última meia-década procurando-a e, agora que enfim a encontrara era incapaz de falar.Estalou a língua, reprimindo uma praga silenciosa. Tornara-se muito emotivo quanto a isso. Emotivo de mais para o próprio gosto. No entanto, era difícil não sentir-se feliz e aliviado. Aquela era a única família que lhe restava; saber que estava bem lhe alegrava o coração. Respirou fundo, abrandando suas emoções. As palavras que Ariel lhe confidenciara voltaram à sua mente. Até averiguar a verdade por trás delas teria de ser prevenido.



– Zoroark-chan tornou-se bem mais forte nesses últimos anos. Mesmo que sua ferocidade tenha crescido na mesma proporção. – Reparou a garota, curvando-se de leve para o lado para observá-lo. O sorriso em seu rosto era gentil e leve. Endireitando-se após alguns instantes, voltou sua atenção para o jovem. – Fico feliz em ver que estás bem, Taiyou. – Seu hálito cheirava a rosas e morangos. Não mudara em nada.

– Ainda bem. – Foi tudo que conseguiu sussurrar, esboçando um sorriso tênue. Sem entender, a moça inclinou a cabeça para o lado. O adolescente imediatamente avançou e envolveu-a em seus braços. Fosse outra pessoa teria corado ao sentir os seios pressionados contra seu peito, mas conhecia-a bem demais para isso. Os olhos da garota se arregalaram com o contato inesperado. – Tive medo de nunca mais vê-la ou que estivesse morta, Valentina.

– Sinto muito por preocupá-lo. – Desculpou-se a primeira, suas feições suavizando. Retribuindo o abraço, levou uma de suas mãos à nuca do jovem e afagou-lhe os cabelos em um ritmo reconfortável. Subitamente, seus olhos foram tomados pela tristeza.– Eu realmente gostaria de continuar ao seu lado, mas receio que sejamos adversários. – A angústia em sua voz era palpável. Era uma situação que nenhum dos dois gostava.

– Sim. Fiquei sabendo. – Replicou apaticamente. Desvencilhando-se da moça, fitou o céu alaranjado sobre suas cabeças por um instante. Depois, com um suspiro desanimado voltou a fitá-la. Esboçava um sorriso infeliz, mas seus olhos demonstravam curiosidade. – As recentes ações da Aristocracia Alfa conquistaram o interesse da Silver Witch, principalmente as que se referem a você e Liguria Aquallir. – A réplica da moça fora um despreocupado riso leve.

–Aposto que ela não é a única. – Observou, sua voz mesclando sedução e insinuação. Uma provocação vazia; nutria apenas amor fraternal por ela. Ainda assim, era revigorante. – Imagino que queiras conversar? – Quando não houve resposta, ela prosseguiu. – Criei uma barreira sensorial ao nosso redor. Não poderão nos ver, ouvir ou mesmo sentir nossa presença. – Aquilo não o surpreendia. Há muito sabia a extensão de suas habilidades. Algo desse nível não era nada para ela. – Podemos nos sentar. – Não era uma pergunta. Sem dizer uma palavra, Taiyou retirou o casaco e estendeu-o sobre o banco mais próximo. Valentina o olhou por um instante antes de sentar-se no local que lhe fora dado, gentileza evidente em sua face. – Obrigada.

–Se minha memória não falha, você nunca gostou de assentos empoeirados. – Dialogou, pondo-se ao seu lado. O tumulto e a destruição causados por Regigigas culminaram por pulverizar poeira ao longo de todo o coliseu. – Além do que, você me conhece; sempre faço todo o possível pela minha família. – Seu olhar tornara-se triste terminada a frase.

Com um rugido que mais parecia um grito de guerra o colosso uniu as mãos em frente ao tórax.  Várias marcas de garras eram vistas ao longo de seu corpo e os arbustos em seus ombros estavam chamuscados. Por outro lado, Zoroark não ostentava qualquer injúria e, a julgar por sua expressão, se deliciava com o combate. Uma esfera azul, com pouco mais de um metro de diâmetro formou-se entre os dedos do primeiro e, em seguida, fora arremessada violentamente em sua direção. Atingira parte do que outrora fora o obelisco e dizimou-a completamente. Estalou a língua, frustrado. Desviar seria simples como respirar, mas isso abriria um rombo descomunal no coliseu e possivelmente matar as garotas. O primeiro cenário talvez entristecesse a Silver Witch; o segundo certamente irritaria a ela, Taiyou e um bom número de famílias nobres. Adiantou-se alguns passos e jogou os braços para os lados. Um campo de força turquesa formou-se ao seu redor, enclausurando-o inteiramente. Lufadas de vento e rajadas de energia encheram a atmosfera quando globo e barreira colidiram. Zoroark retrocedeu alguns centímetros de imediato, suas patas deixando rastros de arrasto no solo. Mesmo que o escudo protegesse-o de ferimentos, era praticamente ineficaz ao barrar a onda de choque. Fora eventualmente jogado forçadamente para trás, mas não antes de conter efetivamente o golpe. Recompondo-se rapidamente, vislumbrou o gigante de soslaio preparando-se um ataque. Estalou a língua em um sonoro “tsc”. Encostou uma das mãos no solo arenoso, os olhos emitindo um leve brilho cianótico. Longas e grossas raízes, verdejantes como a copa de uma árvore no auge da primavera, brotaram do chão e lançaram-se sobre o colosso como serpentes dando o bote. Enrolaram-se ao redor de seus braços, restringindo seus movimentos. A princípio desconcertado, Regigigas logo começou a arrancá-las do chão com simples força bruta... Só para vê-las desaparecer como névoa matinal. Zoroark não hesitou e, fazendo valer a oportunidade, atacou. Estendera um dos braços, disparando um raio de aros azuis e negros ao mesmo tempo em que exalava uma rajada de chamas vermelho-alaranjadas. O primeiro atingira o peito do colosso, em uma de suas joias acinzentadas; o segundo acertara o musgo que crescia em seu pé direito. Não causara muito dano com o primeiro, mas as labaredas alastraram de imediato, tornando seu tornozelo um mar infernal. O gigante urrou em dor enquanto levava as mãos ao pé ferido, tentando desesperadamente apagar o fogo que o consumia.

– Como esperado do Zoroark-chan. Ter vantagem mesmo que sobre tal adversário é impressionante. – Enalteceu Valentina, apoiando a face sobre uma das mãos. Um cintilar inquietante brincava em seus olhos cor de ametista, mas o sorriso e tom de voz eram gentis. Sua atenção logo se voltara para os quatro outros residentes da arena. – Ainda assim, me pergunto por que só ele tenha conseguido ferir significativamente Regigigas?

– Surpreende-me que ainda não tenhas percebido. – Conjecturou Taiyou, o olhar fixo no embate. Não lhe parecia que o vulpino tivesse a vantagem no combate; muito pelo contrário, na verdade. O adversário provara-se bem resistente e se fizesse um acerto que fosse estaria tudo acabado. Zoroark morreria ou ficaria tão perto disso que não teria forças para desviar de uma investida seguinte. Verdade seja dita, agiria se pudesse, mas duvidava que a barreira que envolvia a si e a garota fosse ser desfeita antes de concluir a conversa dos dois. – Rathy, Julie, Glaceon e Flareon são habilidosos, mas... Há um abismo de diferenças entre aqueles que foram treinados para combater e os criados para matar. Simples assim. – “Além do que, nenhuma delas treinou dois anos sob a supervisão direta da Silver Witch.”, refletira. A garota pareceu divertir-se com sua explicação, notara. – Então, por que criaste toda essa confusão? – Tinha uma boa ideia da razão, mas confirmar suas suspeitas não iria doer.

– Como sabes que fui eu? – A inocência em sua voz poderia iludir uma multidão de desconhecidos. Não colava com ele. Vendo que não funcionaria, a moça deu de ombros e tornou a observar o combate. – Parte do trabalho. Pediram que eu adquirisse os prêmios dessa competição. Roubar a Viralt foi fácil; havia meia-dúzia de Arkane Knights protegendo-a. Eliminá-los foi brincadeira de criança. – Mostrou-lhe um pequeno anel coberto por runas. Um cristal branco e translúcido decorava-o lindamente, mas o poder em seu interior enviou calafrios por sua espinha. Com um sorriso, tornou a guardá-lo. – Restava apenas capturar Regigigas. Seria inconveniente fazê-lo com muitas testemunhas, então usei uma Damned Soul. – Aquilo o fez estalar a língua. Damned Soul; seria mais correto chamá-las de “fantasmas de Viralts”. Quando uma era destruída permeada em sentimentos negativos excessivamente fortes, ás vezes perdia tudo o que já fora e tornava-se não mais que labaredas de loucura e violência. Extremamente perigosas também. Se manipuladas corretamente, poderiam levar homem, Pokémon ou Viralt a um estado de fúria cega e irrefreável. – Eu planejava enfrentá-lo assim que a arena ficasse vazia, mas aí você e as Onee-chans ali resolveram fazê-lo por mim.

“E é claro que optasse em apenas assistir ao show.” – Observou silenciosamente. Não que pudesse culpá-la. Preocupar-se apenas consigo mesmo e seu esquadrão; lições primordiais naquele lugar. Contudo, algo o incomodava. A garota não parecia estar contando toda a verdade. Se quisesse apenas defrontá-lo a sós, seria fácil para ela usar o poder de Excendeiss e teleportar o obelisco que o enclausurava para centenas de quilômetros de distância. E havia ainda outra informação. – O membro da Murders que eu tive de dar cabo foi ideia sua também?

– Sim. Peço desculpas por qualquer problema que tenha lhe causado. – Confirmou tranquilamente. Exalou o ar de seus pulmões pesadamente; a honestidade da garota era muitas vezes cansativa. Com um riso leve, Valentina prosseguiu. – Honestamente, só o fiz porque ela queria ver o nível de suas habilidades. – Não precisava perguntar quem. A forma com que a moça falou e os pelos eriçados em sua nuca lhe diziam tudo. – Admito que também estava curiosa em vê-lo em ação. A despeito das suas limitações, lutaste surpreendentemente bem. – Ela sabia sobre sua situação, compreendeu de imediato. Era tudo o que precisava...

Rugindo furiosamente, Regigigas lançou um soco em sua direção. Uma aura dourada cobria seu braço até a altura do cotovelo. Tracejando um sorriso pretensioso, Zoroark saltou para trás. O gigante findou por atingir o solo, criando imediatamente uma profunda e larga cratera e ocasionando um tremor similar a um terremoto. Parte do coliseu ruiu mediante as ondas de choque, mas aquilo não concernira os combatentes nenhum pouco. O colosso rapidamente ergueu sua outra mão, disparando uma chuva de rochas acinzentadas. Mesmo à distância, Taiyou julgara ver o sorriso no rosto do Pokémon ilusório acentuar. Suas garras resplandeceram, escarlates como sangue fresco, e relâmpagos negros envolviam suas mãos. Seguiu-se uma sequência de movimentos ágeis e graciosos, convertendo as pedras em pouco mais que pó e fragalhos. Contudo, um pequeno número de fragmentos foi capaz de lacerar sua pele. Uma escoriação em seu braço esquerdo, outra próxima a um rim e uma terceira que lhe rasgara horizontalmente sua bochecha. Aquilo lhe fez dar um riso seco. Dizimou as últimas com mais uma série de golpes; as poucas pedras que passaram por ele caíram sobre as arquibancadas. Aterrissou calmamente a poucos metros do gigante branco, seus olhos assumindo uma coloração azul-esverdeada. Um tornado rubro de energia irrompeu ao seu redor antes de convergir sobre a palma de uma de suas mãos na forma de um orbe róseo. Era pouco maior que um melão, mas a pressão de seu núcleo era incomensurável. Com uma expressão demoníaca e arrogante,o vulpino negro avançou a passos largos. A reação viera em segundos. Regigigas ergueu um dos punhos, cintilando em um gélido tom azul. Lançou um novo soco, cristais de gelo decorando o ar por onde passava. Brincadeira de criança. Sem deixar de prosseguir, esquivou do golpe com uma pirueta e pousou sobre o braço do titã. Antes que pudesse haver qualquer reação, Zoroark saltou novamente e atingiu-o no peito com a esfera. O orbe expandiu imediatamente, tornando-se tão largo quanto o tronco do titã. Lufadas violentas de vento eram expulsas de seu centro, abafando o grito de dor de Regigigas. A força do golpe jogou-o vários metros para trás, quase fazendo com que desabasse sobre uma seção das arquibancadas. Quase. No último instante, a energia cessou e o golem viu-se caindo para frente, tendo de se apoiar sobre um joelho para não se esfacelar sobre o solo. Afastando-se antes que houvesse chances para um contra-ataque o vulpino sombrio aterrissou a alguns metros de distância do colosso. Arfava, percebeu de imediato o adolescente sem, contudo, se espantar. Ruin Caduceus era uma técnica que consumia grandes reservas de estamina. Usar um Night Daze após um intervalo de tempo tão curto iria obviamente cansá-lo. Cerrou com força os punhos, mas manteve a cabeça no lugar.

– E então? Sobre o que se trata esta nova Liguria Aquallir? – Perguntou, a voz fria como uma gélida manhã de inverno. Quando a moça lhe respondeu com um riso entretido, não pode evitar franzir levemente a testa. Sem mais jogos então. Era hora de ir direto ao ponto. –Tendo em vista que somos duas das quatro pessoas que sabem que ela não vive mais, pergunto-me porque estás revivendo um fantasma do passado?

– É bem verdade o que disseste. – Assentiu Valentina, um leve toque de entretenimento em sua voz. Despreocupada como de costume. – Contudo, é possível dizer que ela é digna de envergar o manto de Liguria Aquallir. – Curiosamente a frase fez os pelos de sua nuca se arrepiarem. A forma com que a jovem elaborara o argumento sugeria que não era apenas de sua força e habilidades de que falava. Deveria haver algo... “especial” nela. – Incidentalmente, pergunto-me se mantiveste contato com Lápis? – A dúvida, ao menos daquela vez, pareceu-lhe livre de segundas intenções.

– Não. – Negou calmamente, meneando a cabeça de um lado para o outro. – Admito que considerei a possibilidade algumas vezes, mas seria difícil manter contato constantemente viajando. – “E também não queria preocupá-la”, acrescentou silenciosamente. Entristecê-la não contribuiria em nada. Com um suspiro cansado, decidiu mudar de assunto. – Vais me contar a razão de teres entrado na Battre de Champions? – Indagou, olhando-a diretamente.

– É raro vê-lo perguntar algo que já sabes a resposta. – Brincou tranquilamente a garota. Aquilo fez seu estômago gelar; quase como se houvesse levado um murro. – Há um desejo que pretendo realizar. Liguria Aquallir compartilha de meus interesses, então uma aliança entre nós era benéfica para ambas. Simples assim. – Explanou, balançando suas pernas para frente e para trás em ritmo constante. Sua inocência contradizia completamente a frieza dos termos.

– Impossível. – As palavras escaparam hesitantemente de sua garganta após alguns instantes, quase um sussurro. – Seu pedido foi cumprido cinco anos atrás... – Ou não? Havia partes de sua memória sobre aquele período que eram nebulosas. Sempre que tencionava recordar os eventos que antecederam a perda de suas Viralts uma forte dor de cabeça lhe afligia. Se aquilo fosse verdade... – O que aconteceu naquele dia, Valentina? – Indagou, em um tom que não admitia discussões. A moça fitou-o seriamente pela primeira vez, como que o avaliando. Por fim, desviou o olhar e deu um suspiro misto de aborrecimento e resignação.

– Mesmo que eu lhe descrevesse os acontecimentos não há nada que possas fazer no seu estado atual. Isso só criará preocupações desnecessárias. – Elucidou tranquilamente, pondo-se de pé. Tomou Excendeiss em suas mãos e, com um movimento ágil, cortou o espaço a sua frente. O som de vácuo sendo criado encheu seus ouvidos. Por onde a lâmina da foice passara havia agora um rasgo escuro. Aquilo não o impressionava; romper o tecido espacial era sua especialidade. – A barreira irá se desmaterializar assim que eu for embora. – Alertou-o com seu tom rotineiro. Olhando em sua direção, acrescentou. – Estarei aguardando-o ansiosamente na Battre de Champions, Taiyou. Garanto que verás muitas coisas surpreendentes. – Novamente, sentiu a existência de um subtexto por trás das palavras. – Não hesite.

– Espere, Valentina! Ainda há coisas que preciso saber. – Estendeu uma das mãos na tentativa de agarrá-la e impedi-la de partir. Uma descarga elétrica o fez recuar. Sua luva de couro fora chamuscada, percebeu de imediato. Faíscas ametista cobriam a lâmina da foice, emanando uma sensação perigosa. A garota dirigiu-lhe um último olhar, uma mescla de desculpas e alerta permeados lá. O jovem estalou a língua, um bocado irritado. – Droga. – Foi tudo que foi capaz de dizer antes de ela entrar no portal e desaparecer.

Permanecera tenso por alguns instantes, antes de respirar fundo e exalar o ar calmamente pela boca. Tinha de se acalmar. A fúria era em muitas ocasiões uma tentação doce e bem-vinda, mas não naquela. De nada adiantaria esquentar sua cabeça e deixar-se ser levado pela raiva. Não traria Valentina de volta assim. O jeito era aceitar seu desafio; encontrar ela e Liguria Aquallir na Battre de Champions, derrotá-las e descobrir toda a verdade. O mais estranho era que, apesar de tudo, sentia seu peito leve pela primeira vez em anos. Ter visto que a moça estava viva e bem eliminara muitas das preocupações que permeavam seu coração. Contudo, suas últimas palavras ainda o intrigavam; suporte emocional não era do feitio dela. Haveria ali algum significado oculto? Sem que Taiyou percebesse, as costas de suas mãos começaram a esquentar.




Sorrindo efervescentemente, Zoroark ziguezagueou pela arena em esquiva a uma série de relâmpagos cerúleos lançados por Regigigas. Breves estouros sobrevinham toda vez que uma das descargas elétricas impactava o solo, erguendo camadas de poeira e originando marcas negras como azeviche. Desdobrou um braço e flexionou as garras, escarlates tanto pela coloração natural quanto pelo sangue do colosso. Fabricou uma esfera formada por argolas negras e roxas e, rodopiando para escapar de um novo raio, disparou um raio de anéis de seu interior. A mira era no ponto médio entre quatro dos seus olhos, mas um braço cruzado fora o receptor. Àquela altura sabia que golpear as toras de sequóia que o titã chamava de braços era um exercício de futilidade. Não era teimoso ao ponto de não perceber isso. Mas, se a vida lhe ensinara algo, era como ser intransigente e tirar máximo proveito dessa característica. Avançou com o sorriso se alargando em seu rosto, ainda sustentando o Dark Pulse. Quando estava a meia dúzia de passos recuou a mão e saltou para frente. Esperava ter calculado corretamente. Um segundo a mais ou a menos e seria arremessado de encontro às arquibancadas com força suficiente para quebrar todas as suas costelas. Era um risco, mas não existiam batalhas que merecessem ser travadas e estivessem isentas deles. A sorte lhe sorriu. Os dedos do Pokémon colossal passaram a centímetros de seu rosto quando este recolheu o braço. Riscos vermelhos cruzaram o ar. No instante seguinte, tinha as garras cravadas quase até a base em um dos olhos do adversário. Dois segundos antes de uma reação. Mais três antes que o gigante gritasse como um homem torturado. Para Zoroark, esse era o mais belo aspecto da dor; independentemente de suas diferenças, todos eram iguais perante o sofrimento. Encostou os pés sobre o tórax do golem e lançou-se para trás. Sangue jorrou da ferida e tingiu-lhe o tórax de um vermelho tão escuro que poderia se passar por vinho. Atordoado e – obviamente – furioso, Regigigas erguera um dos braços na sua direção. Uma esfera vermelho-alaranjada formara-se em frente à palma de sua mão. Um raio de energia fora projetado de seu interior após poucos segundos. Reprimiu um estalo de língua irritadiço. Sentia uma vontade quase irrefreável de arrancar uma das salsichas gigantes que o golem chamava de dedos, mas se conteve. Primeiro sair da enrascada; depois a diversão. Seus olhos tomaram um tom azulado e um campo de força turquesa envolveu seu corpo. O ataque adversário atingiu-o momentos depois. Descobriu imediatamente que fora sábio em se proteger. Aquele golpe estava em um nível diferente dos anteriores. Um acerto direto transformaria seu corpo em cinzas. A barreira interrompera a técnica, mas não a onda de choque. Sentiu-se como se atingido por um trem. A força bruta do impacto expeliu o ar de seus pulmões à força. Fora arremessado para trás como uma boneca de pano, colidindo contra as arquibancadas. A rocha estalou sob suas costas e rachaduras surgiram. Com alguma dificuldade, o vulpino sombrio pôs-se de pé e cuspiu algum sangue. O lado direito de seu tórax queimava intensamente. Muito provavelmente quebrara uma ou duas costelas na colisão. Respirar causava-lhe arrepios de dor. Possivelmente estava com um dos pulmões perfurado. Segurou um xingamento entre os dentes. Ter de usar Ruin Caduceus novamente em tão pouco tempo seria arriscado, mas poderia se provar necessário. Por uma vez, viu-se desejando que Taiyou estivesse participando do combate.

O rugido da besta consumiu seus canais auditivos uma vez mais. O idiota que achou que seria uma boa ideia dar cordas vocais àquele Pokémon deveria estar apodrecendo no inferno. Avançava em sua direção e, ou era impressão sua, ou estava bem mais rápido do que antes. Não pode deixar de sorrir. A situação era tensa, mas mesmo assim era difícil não se empolgar diante de tal adversário. Somente o Gallade da Silver Witch conseguira deixá-lo em um estado de furor semelhante no passado. Pôs-se em guarda instintivamente. Regigigas ergueu um dos punhos, uma aura dourada envolvendo-o até a altura do cotovelo. A resposta veio em forma do fulgor escarlate que tomara posse de suas garras. Seria simples esquivar e cegar outro de seus olhos. A imagem o fez sorrir de forma macabra enquanto arqueava as pernas para o salto.

Não foi necessário pular. Momentos antes que reagisse um chicote negro agarrou o braço do colosso, chamas laranja-avermelhadas surgindo ao longo de sua extensão. Um segundo ataque emergiu sob seu braço; quase um míssil de fogo. Em seu interior, um pequeno mamífero carmesim com uma densa juba amarela. A força exercida era ínfima se comparada ao golpe do gigante, mas conseguira desviar sua trajetória ainda que minimamente. O punho atingira alguns lances de escadaria à sua direita. Escombros, poeira e ar atingiram-lhe o rosto enquanto a onda de choque deixava-o aturdido por alguns instantes. Recompondo-se, abriu a boca e lançou uma baforada de fogo em um dos ombros da fera. Mais uma vez o arbusto pegou fogo e o gigante recuou alguns passos cambaleantes, visivelmente em agonia. Aproveitando-se do deslize, Zoroark fitou o mamífero flamejante e ladrou-lhe algumas ordens. Após alguns segundos de olhar hesitante que mais pareceram horas, o animal enfim assentiu e disparou uma rajada de chamas contra um dos pés do colosso. O musgo incendiou-se no mesmo instante, causando outro grito de dor por parte de Regigigas. Ergueu um dos braços em um ataque cego de fúria e lançou-o em um arco horizontal contra as arquibancadas. Por onde passava, um rastro de destruição era criado. Zoroark desviou prontamente com um salto enquanto Flareon corria em ziguezague por entre as rochas que despencavam sobre o campo. A investida do gigante não acabara por ali. Erguera rapidamente a outra mão e disparara uma nova leva de pedregulhos pontiagudos. Reprimindo um xingamento o vulpino negro voltou-se para trás e envolveu suas garras em uma luz escarlate. Seguiu-se uma sequência de golpes velozes e esquivas. Estilhaços atingiam o solo ao passo que os projéteis eram esmigalhados ou evitados através de piruetas e acrobacias. Vez ou outra um novo ferimento se abria em sua pele, mas nenhum suficientemente grave ao ponto de impedir seu progresso. Quando a chuva de minérios enfim cessou Zoroark olhou de soslaio por sobre o ombro e estalou a língua. Estava na pior localização possível dentro daquele coliseu; centímetros à frente das garotas. Seria incapaz de desviar das técnicas do gigante sem que elas fossem feridas ou mortas. E o maldito bastardo parecia saber disso. Ainda tinha o trunfo de usar a Ruin Caduceus mais uma vez, mas se o fizesse ficaria sem energias para continuar o combate. Pesava os prós e contras em sua mente enquanto observava Regigigas retirar o braço dos escombros e voltar-se em sua direção. Sangue corria livremente de seu olho destroçado, mas uma névoa sombria quase imperceptível escapava também. Uma Damned Soul, percebera. Aquilo conseguira moldar um sorriso amargurado em seu rosto. A situação tornara-se definitivamente mais interessante. Bradando violentamente, o Pokémon colossal lançou-se em uma nova investida. Enquanto corria um de seus punhos fora envolto por um manto de energia dourada. Zoroark inalou fundo e ergueu uma de suas mãos. Para melhor ou pior, era hora da cartada final.




Seu semblante tranquilo contradizia o caos em que o coliseu estava imerso. Cruzando as arquibancadas arruinadas, Taiyou deixou seus instintos assumirem controle sobre o seu corpo. O mundo pareceu crescer ao seu redor. Olfato, audição, visão, tato, percepção espacial... Tudo havia sido drasticamente ampliado. Habilidades que lhe foram ensinadas durante a infância e posteriormente refinadas pela Silver Witch que o tornavam mais perigoso que o habitual. Canalizara tudo aquilo em Regigigas. Observou-o investir em direção às garotas, mas foi a reação do vulpino sombrio que o fez franzir o cenho. Seria ruim se fizesse aquilo. Com um leve indício de incômodo atravessando sua face, desabilitou temporariamente os limitadores de seu corpo. Um segundo depois sua velocidade havia aumentado exponencialmente. Era uma jogada arriscada; ao remover os limites impostos inconscientemente pelo seu cérebro tornava-se possível adquirir velocidade e força que beiravam ao impossível. Porém, manter o desempenho físico em níveis sobre-humanos por muito tempo inevitavelmente destruiria seu corpo de dentro para fora. Vasos sanguíneos explodiriam, fibras nervosas e órgãos seriam rasgados... A imagem não era bonita ou atrativa. Mesmo curtos intervalos tinham seu preço. Suas pernas estavam superaquecendo rapidamente e os músculos gritavam de dor. Seus pulmões ardiam em brasa e, curiosamente, suas mãos queimavam mais intensamente que o resto do seu corpo, mas não causavam qualquer sensação de desconforto. Com aquela velocidade levou cerca de quinze segundos para dar a volta na galeria e posicionar-se atrás das garotas. O que faria a seguir seria digno de um conto romântico se não fosse tão perigoso. Observou atentamente enquanto o colosso preparava-se para desferir o golpe. Respirou fundo.

Saltou para frente no instante seguinte. Voltou a restringir suas habilidades físicas imediatamente. Arriscava danos musculares permanentes se a mantivesse ativa por mais tempo. Ariel talvez fosse capaz de restaurá-los eventualmente, mas teria de suportar ao menos uma semana de tratamento intensivo. Conteve um riso amargurado; aquilo ia doer. Muito. Colocando-se entre Regigigas e os outros, cruzou os braços sobre o peito em “X” e aguardou pelo impacto que nunca veio. Subitamente um vulto negro e vermelho tomara conta de seu campo de visão. Abriu um sorriso cansado. Zoroark não o deixaria esquecer aquele salvamento tão cedo. Uma esfera translúcida de tom turquesa envolveu a ambos. Protegera-os efetivamente do golpe, mas ainda assim foram atirados para trás. O vulpino sombrio dissipou a barreira e pousou tranquilamente sobre as quatro patas. Taiyou não tivera tanta sorte com a aterrissagem. Anos sem treinamento intenso obviamente enferrujariam algumas de suas habilidades; só desejava que tivesse sido alguma menos propensa a causar-lhe alguma forma de dor. O pouso fora mal-executado, a julgar pelo som de estalo vindo da sua perna. A dor viera quase instantaneamente em uma onda que o deixou cego e de joelhos. Com toda certeza havia fraturado o fêmur. Surpreendentemente pouco, tendo em vista que a ideia original envolvia fragmentar muitos outros ossos e provavelmente sofrer de hemorragia interna. O Pokémon ilusório fitou-o em um misto de incredulidade e acusação. Respondeu com um dar de ombros.

– I-Idiota! – Ralharam-lhe raivosamente. Reconhecera a voz como sendo de Julie. – Por acaso está querendo se matar?! – Apesar da agressividade, não conseguiu evitar notar certo alívio em sua voz. Aquilo conseguiu trazer um sorriso à sua face.

– T-Taiyou-san... – Chamara Rathy com um tom cansado. Encarou-a de soslaio por sobre o ombro. A rocha incrustada em sua perna deixara-o preocupado, embora mantivesse um semblante calmo. – Por quê...?

– Quem sabe?  – Replicara ambiguamente, quase em um motejo. – Síndrome do cavaleiro branco, vício em adrenalina, idiotice crônica... Podem escolher. – Honestamente, o mais provável era uma combinação dos três fatores. Pondo ambas as mãos ao redor do membro ferido, deitou-se sobre as costas e aplicou pressão. – Zoroark, pode entreter nosso amigo agigantado enquanto eu brinco de encaixe?

O canídeo sombrio gargalhou calorosamente e voltou-se na direção de Regigigas. Seus olhos relampejaram em uma coloração azul-clara. Imediatamente um paredão de chamas irrompeu do solo entre o grupo e o colosso. Lagartos de fogo emergiam da superfície, cuspindo brasas por suas línguas bifurcadas. Aquilo parecera deter o avanço do colosso momentaneamente. Taiyou mordeu o lábio e, exercendo pressão, provocou um novo estalo em sua coxa. O gosto de sangue encheu a boca, mas ao menos não gritara. Erguendo-se em um salto, testou a perna ferida. Ainda lhe causava agonia, mas podia por peso sobre ela. Não teria problemas para se locomover.

– Eu não acredito. Não é que ele colocou o osso quebrado de volta no lugar? – Comentara a morena com os olhos arregalados de descrença. Ao eu lado, Flareon encarava o moço boquiaberto. Com um suspiro cansado, levou uma das mãos de encontro à testa. – Pelo amor de Deus; só de pensar já me sinto mal.

– Nesse caso, pegue a Rathy e se afaste o máximo que conseguir. – Aconselhara, visando-as com uma expressão sombria. – A situação está prestes a ficar turbulenta. – Só não tinha certeza de para qual lado.

– Não pode fazer isso, Taiyou-san! – Exclamara a loira. Tentou se erguer, mas voltou a cair, sangue esguichando da coxa. – Sem suas Viralts é impossível! – Seu tom de voz era uma mescla de preocupação e cansaço.

– Não tenho como ter certeza até tentar. – Redarguira jovialmente. Viu o gigante golpear a barreira algumas vezes, sem sucesso, antes de seu semblante tornar-se frio. – Só sei que estou farto de perder quem me é importante enquanto apenas observo. – Falhara com sua família e isso custara suas vidas. Não deixaria que as duas também morressem. Pela primeira vez em muito tempo sentia um real desejo de luta. Um pulso de energia irradiou das costas das suas mãos e se dispersou pelo seu corpo. Avançou um passo. – Já cansei. – Outro passo. – Não sou um cavaleiro em uma armadura brilhante; não posso prometer que serei capaz de tornar esse mundo um lugar melhor. – Fitando o fogo, respirou fundo e cerrou as pálpebras ao exalar. Quando voltou a abri-los, uma chama parecia queimar em seu interior. Esboçando um sorriso sombrio, manifestou sua sede de sangue. – Mas sabe... Ainda sou capaz de matar os que ameaçam quem importante para mim.

E então suas luvas explodiram em clarões de luz.
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Re: Astral Zero

Mensagem por Rush em Qui 31 Mar 2016 - 22:56

DZ!

Me perdoe pela demora do comentário... Para ser honesto eu havia desistido do fórum, mas alguns membros como você, o Bakujirou e o Dei acabaram me incentivando a ficar, então é isso. Se o fórum morrer não vai ser por falta de tentativas, pois não irei sair daqui. Heh.

Bem, focando no capítulo, tenho que dizer que esse foi o mais intenso já postado. A forma na qual o Zoroark deu conta do Regigigas foi algo assustadoramente épico, e me fez lembrar-me de Shadows of the Colossus, grande jogo de ps2. Não esperava que o titã fosse apanhar tanto sem causar dano em troca com tanta dificuldade como o que pude presenciar. Chego a aplaudir o Zoroark por suas habilidades de batalha, porque puta merda, ele merece.

Gostei também da conversa entre Taiyou e Valentina. Quer dizer que a Liguria realmente morreu? Ela foi apenas substituída por alguém tão talentosa quanto? Rapaz, eu achei isso dark pra caramba. Eu achava que ela havia sido ressucitada de uma forma bem zumbi amaldiçoada mesmo, sabe? Tipo sei lá, o provável Montanha do Game of Thrones, mas pelo visto é algo além. Eu não entendi qual é o desejo de Valentina, mas pro Taiyou ficar daquele jeito deve ser bem tenso. Não entendi mesmo, pois ela não havia realizado esse pedido no passado? Porque diabos isso de novo?

A cena da batalha com certeza foi uma das coisas mais épicas que eu já pude presenciar em muito tempo. Ainda não me conformo em como o Zoroark conseguiu fazer o Regigigas de bobo, dando uma surra nele enquanto o colosso não podia contra-atacar. De qualquer forma, o titã se vingou com aquela cena da perna... Cara que aflição de imaginar aquilo. Já vi gente colocando o osso no lugar quando ele se desloca, mas o osso QUEBRADO? Isso deve ser MUITO mas MUITO agonizante.

Ainda bem que a Silver Witch está lá com seu Gallade maroto para curar!

Ah, achei bem egoísta da parte da Valentina fazer o que ela fez com o Taiyou por curiosidade. Ok, ela foi comandada por alguém, mas ela deixou claro que só o fez porque também queria medir a força do rapaz. Aquilo poderia ter o matado, e se tivesse acontecido isso? Ela ia ficar de boa?

Enfim, a fic está frenética. Falta só mais um cap para a conclusão do volume e eu mal posso esperar para lê-lo. Quero ver o resultado dessa luta, que esta sendo absolutamente épica!

Eu aguardo ansiosamente o próximo capítulo DZ, um abraço! Até mais!
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Re: Astral Zero

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