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Naruto: Another Story

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Mandy-chan em Dom 6 Mar 2016 - 0:08

Vou tentar deixar o comentário um pouco mais reduzido desta vez Kai. Ainda estou com um pouco de dor no ombro devido ao acidente do qual te falei ^^"

Ah no geral este capítulo foi muito bom, na verdade ótimo, porém ainda está me devendo o databook desta nova vilã ufa

Introduções ja feitas vamos ao comentário:

Gostei muito de ver o Taiki neste capítulo usando abertamente técnicas de Katon já que este elemento foi usado muito mais pelo Masaru. Todavia não o culpo já que senão esta seria uma fic feita praticamente só de jutsus de fogo caso ambos os protagonistas sempre usassem tal elemento.
A Ayaka por sua vez ficou novamente como uma personagem de suporte, mas como sempre mostrando genialidade no estio de seu clã o que faz jus ao irmão.
Nosso amado macaquinho, similar ao capítulo anterior foi visto como saco de pancadas para a vilã. E na verdade concordo com isso, afinal, seu estilo de médio e longo alcance foi completamente ofuscado pelas técnicas da vilã que, só com  ajuda da "cobrinha", dominou completamente o trio de protagonistas.

Sobre a vilã na verdade foi o que me causou maior confusão. Não por ela em si, na verdade ela nem mesmo lutou, somente mostrou que era muito mais forte do que qualquer um ali. O que deu um nó em minha cabeça foi o fato de você ter mencionado o nome Hebiko duas vezes enquanto se referia a ela, porém nunca mencionou o nome em momento nenhum da fic.
Esse foi o único errinho que encontrei em todo o capítulo.

O que realmente me surpreendeu neste capítulo foi a relação de Masaru e esta nova vilã, Hebiko talvez. Além de ter shippado levemente os dois por causa da loucura de ambos, achei muito incrível ela, mesmo que por acidente, ter dado o selo amaldiçoado para o ruivo, espero que isso seja explorado na fic já que foi algo que o Naruto deixou muito a desejar.

Bom, por enquanto é isso.  E desculpe a mediocridade desse comentário.
Kiss
tchau
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Capítulo 19: A verdade sobre o exame. Masaru corre perigo.

Mensagem por xKai em Sex 8 Abr 2016 - 10:59

Comentários:
Feartype: Olha Fear, sobre os detalhes eu não posso mudar -q Sempre prezo bastante o cenário, principalmente em uma batalha, já que o mesmo será usado. Agora quanto as batalhas serem mais dinâmicas, é claro que vão, esta não poderia ter sido, já que se trata de alguém com uma habilidade incrivelmente superior aos do time treze.

Mandy-Chan: Comentário um pouco reduzido? Haha, sei kk. Sobre o seu acidente espero que já esteja melhor, se não estiver não precisa se esforçar tanto xD

O fato de eu fazer o Taiki usar menos as técnicas de Katon é justamente por eu gostar mais do lado espadachim dele, por este motivo criei uma técnica que foi baseada tanto no Kenjutsu como em katon -q O resultado acabou me parecendo muito bom, não querendo me gabar ou nada disso. E também pode ficar meio estranho, já que o Taiki em breve usará um arsenal de técnicas do elemento gelo, que é a combinação de água e vento, mas como já estava explicado, devido a sua kekkei genkai ele é capaz de utilizar todos os cinco elementos, o tornando apto, ou não, de utilizar algumas das naturezas "secundárias" de chakra.  O elemento fogo será sim o principal do Masaru, mas já tenho uma surpresa para os próximos capítulos, ele desenvolverá uma habilidade incrível com isto, porém ele pagará um certo preço no processo, uma destas etapas foi o selo amaldiçoado que ele já recebeu. A Ayaka não seria tão de suporte neste capítulo, mas é complicado colocar ela no fogo cruzado do Taiki e do Masaru que são um pouco impulsivos... E como é uma Hyuuga ela possui técnicas tanto ofensivas quanto defensivas o que a deixa bem confortável nesta posição, sem contar sua astúcia. Eu não queria que mostrar muito das habilidades da Hebiko, apenas queria que ela aparecesse, por isso apenas demonstrei sua incrível habilidade de regeneração e praticamente sua imuniade a dor, ela será uma personagem muito legal de trabalhar, ainda mais quando o passado dela vier à tona, ela é o resultado de muitas e muitas experiências, quase um frankenstein. Na verdade ela nunca mencionou o nome, porém lembra-se da garotinha com Orochimaru e Kabuto no capítulo onde o trio voltava do país das fontes termais? Hebiko é a garotinha daquela cena, e o nome dela já havia sido revelado xD O selo amaldiçoado iria originalmente para o Taiki, acabou indo para o Masaru por acidente, logo após isto ela deu o fora dali, já que não poderia usar esta exaustiva técnica por algum tempo. Não posso adiantar muito sobre isso, mas saiba que ela será uma personagem corriqueira nesta fanfic, em certos momentos pode gostar dela e em outros odiá-la, já que a mesma possui duas personalidades opostos e nenhuma se mostra dominante. Ah, mas uma coisa, a Hebiko é até um pouco mais jovem, talvez um ano a menos que o trio de protagonistas. Espero que goste do próximo capítulo, espero não estar enrolando muito -q Mas é necessário toda esta introdução para que o exame realmente comece...




CAPÍTULO 19



A verdade sobre o exame. Masaru corre perigo.


Após passarem por certas dificuldades, de alguma maneira o trio consegue avançar na segunda etapa da prova, pelo menos até o momento. Depois de caminharem por um percurso um tanto quanto difícil o grupo observa de frente a torre, que é o verdadeiro objetivo da prova. Com os pergaminhos bem protegidos e sem baixar a guarda os protagonistas seguem seu caminho, adentrando pela construção. Atravessando as portas vermelhas estava uma sala completamente vazia, porém na parede mais ao norte estava um pergaminho que continha uma mensagem.

– Esperava achar algo aqui... – reclamou Masaru.

– Talvez tenha alguma dica escrita ali. – apontou Ayaka, correu em seguida, praticamente empurrando os outros dois.

– "Se você não possui o céu, ganhe conhecimento e esteja preparado. Se você não possui a Terra, corra através dos campos e encontre a força. Se você abrir o pergaminho do Céu e da Terra, caminhos perigosos se tornarão caminhos seguros. Esse é o segredo para alguma coisa... Eu devo mostrar o caminho a vocês." – concluiu a garota.

– Então os pergaminhos devem mesmo ser abertos. Mas será que fazemos um de cada vez, uma ordem específica ou devem ser abertos ao mesmo tempo? – perguntou Taiki, demonstrava certa incerteza.

– Acho que esta parte do texto responde a sua pergunta: "Se você abrir o pergaminho do Céu e da Terra, caminhos perigosos se tornarão caminhos seguros." – recitou Ayaka.

– Então vamos abrir logo... – reclamou Masaru, mais uma vez. Já parecia estar ansioso.

Os pergaminhos foram então foram deitados no chão e de uma só vez Ayaka e Taiki os abriram, em ambos os pergaminhos haviam kanjis que ao se completarem formavam a palavra "pessoa". Porém era tudo, nada aconteceu.

– Pessoa...? – disse Masaru, confuso com o resultado.

– Isso... É uma inscrição de invocação! – avisou Taiki. – Se afastem depressa!

Quando de um instante para o outro uma fumaça acinzentada começou a emergir dos pergaminhos. Taiki apoiava uma de suas mãos no chão, parecia um pouco agachado, com sua mão esquerda segurava o cabo de sua espada que ainda está em suas costas. Masaru preparava sua bolsa e shurikens e Ayaka observava com olhos atentos para o que sairia daquela nuvem de fumaça, que a cada segundo que passava ganhava forma. Quando ela finalmente se dissipou a silhueta de um homem estava completamente visível. O homem em questão é alto, possui cabelos pretos, olhos tão verdes quanto esmeraldas e trajava roupas também negras, por debaixo do coleta preto sem mangas trajava uma malha de aço, esta com mangas longas, calças pretas de modelo padrão, com estojo para equipamento e botas ninja na altura das canelas.

– Yo! – cumprimentou o homem.

Masaru e Ayaka pareciam muito confusos, desconheciam totalmente aquela pessoa, por outro lado, Taiki estava bem familiarizado, ele encarava o homem com uma expressão enorme de surpresa, parecia não acreditar no que estava vendo, depois de encarar por alguns instantes ele caminhou em direção ao homem, com um sorriso inestimável e um olhar muito confiante. Porém quando se aproximou o garoto pulou acertando um chute bem no meio da cara do homem, que foi forçado a recuar um passo ou dois, limpar o rosto e então iniciar uma discussão.

– Mas que maneiras são essas? – reclamou. – É assim que trata o seu velho depois de todo este tempo? – perguntou o homem.

– Hunf! Você me usou como moeda de troca, não se lembra? Velho idiota, esperava que eu pulasse nos seus braços ou coisa do tipo? – reclamou o garoto. – Sem essa!

–  Hehe... Mas esse olhar é bem diferente da última vez... Consigo ver que ficou mais forte.

–  Acha mesmo? –  perguntou, um pouco duvidoso, porém cheio de orgulho de si próprio.

–  Ayaka, Masaru! Venham conhecer o meu pai. – disse Taiki, os chamando.

–  ("Ei... Ele não estava dando um chute na cara dele agora há pouco... Posso ter lá meus problemas mas você não anda muito melhor, Taiki.") –  pensou Masaru, que de forma discreta cumprimentou o homem.

– Olá... Sou Hyuuga Ayaka. – cumprimentou Ayaka, também de forma discreta.

– Mas que mocinha encantadora... Ah, entendi! – golpeou levemente o filho usando o cotovelo, logo cochichou. – Aposto que ela é a sua namorada, não é?

– Pai! Não fique causando problemas pro meu lado, ela tem um coice... – dizia até ser cortado.

– Quem é que tem um coice...? – dizia a garota espremendo os punhos.

– Haha... Certo, certo... Pai! – habilmente mudou de assunto. – Porque o senhor está aqui afinal...?

– Não é óbvio? Hakuryuu Taiki, Hyuuga Ayaka e você também, Sarutobi Masaru! Vocês foram aprovados na segunda fase do exame Chuunin!

– Yahoo! – gritou Masaru, em comemoração.

– Mesmo? Então o senhor ficou responsável por dizer isso? – perguntou Taiki.

– E não só isso... Já que estou aqui vou ficar para acompanhar a terceira prova. – disse. – A propósito garotos, desculpe a má educação. Me chamo Hakuryuu Kouga, como podem ver sou o pai deste encrenqueiro, espero que ele não esteja causando problemas para vocês.

– Tá querendo outro chute, pai? – ameaçou Taiki, o encarando.

– Haha, acha mesmo que conseguirá? O primeiro eu permiti que acontecesse, o clima estava muito pesado, acha que não pude notar que vocês estavam preparados para lutar? Haha, assustador, assustador. – debochou. – Venham comigo, vocês devem se apresentar logo, mas terão que esperar, ainda falta algum tempo para que a prova termine, ainda é possível que alguns times apareçam.

– Não fomos os primeiros? – perguntou Ayaka.

– É claro que não, os caras da vila da areia foram os primeiros, o mais incrível foi que sequer sujaram as roupas. Depois deles vieram um trio de Konoha, um deles possui um cachorro, vocês foram os terceiros. – respondeu.

– Me sinto mal agora... – disse Masaru. – Perdemos pro time do Kiba e do cachorrinho dele.

– Não me impressiono, em uma missão de sobrevivência o time deles é provavelmente o melhor de todos os genins da folha. – afirmou Ayaka.

– Agora se mandem daqui. – Ainda está no primeiro dia de prova, no quinto dia vocês serão chamados para comparecerem no local onde ocorrerá a terceira etapa. – despediu-se Kouga, não antes de pegar no pé do filho. – Taiki! Vou ficar até o final do exame, não quero ver você relaxando. – disse.

– Como se isso pudesse acontecer. – debochou Taiki, enquanto se dirigia para a escadaria, junto de seus colegas de time.

Depois de se despedirem de Kouga, o trio estava à caminho de seus quartos, já que teriam cerca de quatro dias para descansarem até o dia da próxima fase do exame. Ayaka estava muito pensativa durante o trajeto e logo resolveu compartilhar de seus pensamentos com o resto da equipe, já que achava que era algo importante.

– Sabem... Não acham estranho isso? – perguntou.

– Isso o que? – responderam Masaru e Taiki.

– Se o pai do Taiki seria invocado pela técnica dos pergaminhos quando eles fossem abertos... O que ele iria nos dizer se tivéssemos os abertos durante o exame? – perguntou Ayaka.

– Bem óbvio que ele nos reprovaria, não é? Durante a prova eu deduzi que algo do tipo fosse acontecer, só não imaginaria que uma pessoa saísse do pergaminho, ainda mais o meu pai... Vejam, o exame teve como objetivo a nossa capacidade de concluir uma missão, carregar informações ocultas e obedecer ordens. Nos foi ordenado que levássemos o pergaminho até a torre, porém não poderíamos abrir, isto foi para nos testar, apenas quando chegamos aqui que nos foi imposto o contrário, que abríssemos os pergaminhos. – Disse Taiki.

– Cara... Não deixa a Ayaka te influenciar, você está ficando igualzinho ela. – disse Masaru, assustado após o discurso de Taiki.

– Não imaginava que você havia pensado em tudo isso... Porque ficou quieto e não compartilhou comigo e com o Masaru.

– Acabei esquecendo... Tive um choque ao ouvir a ideia do Masaru e outro por ela ter funcionado... Foram dois choques consecutivos... – respondeu.

– Faz sentido... – concordou a garota.

– Vamos logo para o quarto! – reclamou Masaru, parecia cansado.

– ("Mesmo que ele esconda dá pra ver que ele não está bem... Será que tem algo com aquela marca estranha?") – pensou Taiki.






Quatro dias depois...


Finalmente a segunda etapa do exame chuunin estava por finalizada. Agora todos os aprovados estavam reunidos naquele grande salão no interior da torre. O salão em questão parecia mais um tipo de campo de batalha, era grande e possui escadas em lados opostos. Na parte superior haviam corredores onde as pessoas que ficassem ali poderiam observar atentamente o que acontecia abaixo. Uma estranha estatueta decorava o lugar, a mesma simula os braços de um ninja e suas mãos executando o tradicional selo do tigre. Além dos vinte e sete aprovados e o Hokage, estavam também os jounins que lideravam os times, assim como a supervisora da segunda fase, Mitarashi Anko, que logo tratou de receber todos os que estavam ali.

– Primeiro de tudo, parabéns por terem passado na segunda fase! – disse. – ("Haviam oitenta e quatro pessoas no início e agora são vinte e sete... Eu disse que sobraria menos da metade, mas sinceramente achei que seriam menos de dez, que surpresa.") – pensou.

– ("Ainda sobrou toda essa gente? Mas que saco.") – pensou Shikamaru.

– ("Aquela garota serpente não está aqui... Que bom.") – pensou Ayaka, com um suspiro.

– ("Tem um pessoal bem arrebentado aí... Parece que vamos conseguir aproveitar a vantagem de ter terminado no primeiro dia.") – analisou Taiki.


– O que acha dos meus alunos, Kakashi? Eles foram muito bem, não foram? Se bem que os seus também não foram nada mal, já que chegaram até aqui, mesmo que por sorte ao que parece. O que acha? – perguntou Gai, de forma insistente.

– An? Disse alguma coisa, Gai? – respondeu Kakashi, parecia um pouco distraído.

– Oh my god! – gritou Gai. – ("Como esperado do meu rival, Kakashi! Este tipo de atitude, de certa maneira "moderna", me deixa puto!") – pensou.

– Fiquei sabendo que os seus alunos também terminaram a prova no primeiro dia, Akane. – apontou Kurenai.

– Ah! Claro que sim, eles formam uma combinação explosiva! – respondeu Akane, tentando disfarçar que não olhava para Kakashi.

– ("Ninguém se importou pela presença do meu time... Parece que realmente sou uma pessoa discreta.") – pensou Masumi Kyousuke, jounin instrutor do time 21.

– Todos os novatos de Konoha estão aqui. – disse Sakura.

– Então todos esses sobraram... E a maioria são novatos. Não foi a toa que recomendaram eles. – pensou Hiruzen, enquanto olhava para os jounins.

– Agora teremos uma explicação sobre a terceira fase, por favor escutem com atenção o Hokage-sama! – explicou Anko. – Hokage-sama, pode começar.

– A terceira fase vai começar. – tossiu. – Mas antes da explicação, há uma coisa que quero deixar bem claro para todos vocês. É sobre o verdadeiro propósito deste exame. – disse em tom de seriedade. – Por que fazemos o exame junto das nações aliadas? "Para manter as boas relações com as nações aliadas e aumentar o nível dos ninjas." Não deixe essas razões os enganarem... O verdadeiro propósito deste exame é... – soprou fumaça de seu cachimbo. – Uma substituição para a guerra entre os países aliados.

Foi dizer algumas palavras que o clima no recinto mudou completamente. Todos ali pareciam estar prestando mais atenção do que o normal. Naquela breve pausa feita pelo Hokage, seria possível ouvir um alfinete caindo no chão.

– Se voltarmos no tempo, as nações aliadas eram países que lutavam entre si de forma contínua.  Para evitar o desperdício de poder militar, estes países decidiram escolher um lugar para lutar... Esse foi o começo do exame Chuunin. Aqui é o lugar onde um ninja luta pela dignidade de seu país. Nesta terceira fase, líderes e pessoas famosas que são clientes importantes, são convidados aqui. E estas pessoas irão ver as suas lutas. Se há uma diferença significativa de força o país forte ficará cheio de tarefas, se o país for visto como fraco o trabalho diminuirá. Ao mesmo tempo em que os países poderão mostrar o quanto suas vilas cresceram, e que possuem um vasto poder militar.

Algumas pessoas continuaram a escutar, caladas e concordando com tudo, já outras pessoas já pensavam em tudo aquilo como um absurdo, como se estivessem apostando suas vidas por algo que parecia ser irrelevante, beirava o inaceitável. Kiba foi o primeiro a contestar, junto com ele seu cãozinho, Akamaru, também reclamava.

– E porque é que temos que arriscar nossas vidas por isso?! – contestou Kiba.

– O poder de um país é o poder de uma vila. O poder da vila é o poder de um shinobi. E o verdadeiro poder de um shinobi só nasce em uma batalha de vida ou morte. Este exame também mostra a força ninja de um país. Já que você coloca sua vida em risco neste exame, há um significado... Seus ancestrais lutaram e sonharam em estar neste exame chuunin.– respondeu o Sandaime.

– Mas porque você disse que é para promover bons relacionamentos? – perguntou Tenten, que logo foi visada por Masaru.

– ("Que bom, ela nem se feriu...") – pensou o ruivo.

– Eu disse logo no começo para não serem enganados por este fato. Lutar contra algum inimigo para manter o balanceamento... Isso é uma boa relação no mundo ninja. Isto é uma batalha de vida ou morte para o seu sonho e a dignidade de sua vila. – terminou.

– Entendi... – disse Naruto, tentando parecer legal.

– Não me importa, diga logo os detalhes sobre este exame de vida ou morte. – ordenou Gaara.

No instante em que o Sandaime começaria a falar novamente um homem pálido, com uma expressão bem cansada sugiu de ante de todos. Parecia estar com algum tipo de gripe, tossia com bastante frequência.

– Com licença, Hokage-sama. – disse o homem, logo após tossiu novamente. – Eu, Gekkou Hayate, o juiz, irei explicar. – tossiu. – É um prazer conhecer vocês todos. Pessoal, antes da terceira fase, há uma coisa que quero que você façam. Lutem em algumas partidas preliminares, para ver quem consegue avançar para as lutas principais da terceira fase.

– Partidas preliminares? O que você quer dizer?! – perguntou Shikamaru, um pouco alterado.

– Sensei, o que você quer dizer? Porque não começamos a terceira fase com este número de pessoas? – perguntou Sakura.

– Preliminares, por acaso quer que lutemos aqui? – perguntou Taiki, encarando Hayate.

– Deve ter sido porque a primeira e a segunda fase foram muito fáceis, não sei... Mas a verdade é que sobraram pessoas demais. – tossiu. – De acordo com o regulamento do exame devemos diminuir o número de participantes para a terceira fase. Como o Hokage-sama disse, haverão visitantes muito importantes e muitos deles são pessoas ocupadas. Não poderão haver muitas lutas. Então aqueles que não estão se sentindo bem...

– ("Ei... Você está mesmo bem?") – pensou Ino.

– ("Sensei, é você que não parece estar se sentindo bem.") – também pensou Hinata.

– ("Será que devo tomar algum remédio pra gripe, esse cara pode acabar me contaminando...") – pensava Masaru.

– Desculpe. – tossiu. – Aqueles que querem sair, deixem-me ficar sabendo antes, por favor. As partidas preliminares irão começar imediatamente.

– Imediatamente? – contestou Kiba.

– Mas nosso time acabou de terminar a segunda etapa... – reclamou Ino.

– Mas que saco... – disse Shikamaru.

– Não vamos ter nem almoço? – comentou Chouji, faminto.

– Não vamos ter tempo pra nada? Ficamos quatro dias em um quarto, precisamos fazer alguns alongamentos... – comentou Taiki, coçando o rosto.

– Ah é, esqueci de mencionar que as partidas não serão em times, mas sim no formato um contra um. Então retirem-se se desejarem, já que haverá a possibilidade de enfrentarem membros do próprio time.

Tanto Masaru quanto Sasuke que haviam sido vítimas de um tipo de selo amaldiçoado pareciam um pouco ofegantes sempre que demonstravam raiva por algum comentário dito pelo instrutor, mas de forma discreta continuavam a manter o sigilo.

– Masaru, você tá legal? – perguntou Taiki.

– Porque não estaria? – respondeu. – ("O intervalo entre as dores vai aumentar toda hora? Mas que saco isso...")

– E quanto a você Taiki, está mesmo tudo bem? – pergunto Ayaka.

– Pode apostar. – sorriu.

Não muito longe dali, o Sandaime Hokage discutia ao lado de Mitarashi Anko e Morino Ibiki. Os três observavam Masaru e Sasuke com olhos atentos, ao mesmo tempo que discretos.

– Como eu imaginava... – sussurrou o Hokage.

– O que faremos? – Perguntou Ibiki.

– Nós devemos tirá-los do exame e isolá-los com uma escolta da Anbu. – sugeriu Anko.

– Eles são do tipo que vão ignorar todas as ordens. – disse Kakashi, se intrometendo.

– Um deles é membro do famoso clã Uchiha, afinal de contas. Quanto ao outro, é neto do nosso caro Sandaime Hokage-sama.

– Pare de besteiras! – disse Anko, exaltada. – Eu farei com que se retirem, mesmo se tiver de usar a força para isso! O selo amaldiçoado começa a agir quando tentam usar o chakra. Aquela coisa vai consumir o poder deles! É uma técnica proibida que afeta a pessoa... – dava sequência enquanto colocava a mão em seu pescoço, onde existe um selo amaldiçoado. – Fico impressionada só de saber que os dois estão em pé e conversando neste momento. Uma pessoa sem talento algum já estaria morta.

– Deixemos como está! Se o selo amaldiçoado agir iremos pará-los de qualquer forma, mas apenas se ficarem incontroláveis. Não vou aceitar opiniões. – finalizou o Hokage.

No meio de toda aquela comoção, o clima era totalmente quebrado quando um sujeito de cabelos acinzentados ergueu seu braço dominante para o alto, chamando a atenção do instrutor e de todos os presentes. Era Yakushi Kabuto.

– Bom... Eu me retiro. – disse sorrindo.

– Bom, vejamos aqui... Você é Yakushi Kabuto, de Konoha. Então pode se retirar. – disse Hayate.

– Kabuto-san! Porque você está saindo? – perguntou Naruto, não parecia aceitar muito bem.

– Desculpe Naruto-kun. Mas veja só, meu corpo está acabado. Mesmo antes da primeira fase, quando levei o golpe dos ninjas do som, eu já não conseguia escutar nada com meu ouvido esquerdo. Não posso lutar direito, menos ainda em uma luta de vida ou morte. – explicou.

– Se não me engano ele também desistiu no exame anterior, o que ele está pensando? – resmungou o Hokage.

– Anko. – chamou Ibiki.

– Ah, certo! – respondeu a mulher, que procurava as informações de Kabuto em sua ficha. – Yakushi Kabuto... De acordo com os dados, ele falhou seis vezes consecutivas.

– E sobre a história pessoal dele? – perguntou o velho.

– Ele não ficou muito tempo na academia e as notas dele eram normais. Ele só conseguiu passar no exame de graduação na terceira tentativa. Depois disso ele completou duas missões de rank C e quatorze de rank D. Não tem mais nenhuma tarefa completada. Mas...

– Mas...? – perguntou o Hokage.

– Bom, é sobre antes dele entrar na academia... Ele foi encontrado após a batalha de Kikyo... Era uma criança que estava com os inimigos, mas um Jounin o encontrou e cuidou dele.

– Entendo...


Kabuto então se dirigiu para fora do salão, era o único desistente das preliminares, então logo começariam as batalhas, Hayate então seguiu com as exigências e deu sequência de onde havia parado. Entretanto do lado do time de Naruto as coisas não pareciam muito bem, Sakura tentava convencer Sasuke de desistir, mas o mesmo não aceitava.

– Já te disse, e vou dizer de novo. Eu sou um vingador. Isso não é um exame para mim. Sequer me importo se vou virar ou não um chuunin. Eu sou forte? Tudo o que quero é ter a resposta para essa pergunta. Eu vou lutar com caras fortes... E estes caras estão todos aqui! Não vou permitir, que nem mesmo você decida qual caminho eu devo tomar. – dizia Sasuke, porém seu olhar parecia fixado em outra pessoa, alguém que sequer estava naquele local.

– Qual é seu idiota! A Sakura-chan só está preocupada com você, não tente parecer legal! – reclamou Naruto.

– Naruto... Você também é um dos caras fortes com os quais eu quero lutar. – disse Sasuke, fitava um sorriso confiante.

– Bom... – tossiu Hayate, talvez para chamar a atenção? – Começaremos logo com as partidas que serão no formato 1x1. Em outras palavras, isto será um combate real. Agora temos vinte e seis pessoas, de forma que serão exatamente treze partidas. Apenas os vencedores irão avançar, não haverá segunda chance. Não haverá regras, você irá lutar até que o adversário seja morto, nocauteado ou admitindo a sua derrota. Se a luta for interrompida por elementos externos, aquele que for resgatado ou auxiliado de alguma maneira, será eliminado. Por isso repito... Se não querem morrer, desistam logo de uma vez... Porém, se eu determinar que a luta acabou, eu irei parar a luta para evitar mortes desnecessárias. E o objeto que controla seus destinos está logo ali...

Quando Hayate terminou de falar, Anko usou seu microfone e falou alguma coisa para a pessoa que está do outro lado do sinal. Foi quando um painel se revelou na parte mais alta de uma das paredes. Trata-se de um painel eletrônico que irá roletar de forma totalmente aleatória os nomes dos  participantes e será esta máquina que decidirá quem irá lutar contra quem.

– Este telão eletrônico irá mostrar os nomes de dois lutadores para cada partida. Agora, sem mais interrupções, irei mostrar os nomes para a primeira partida. – explicou Hayate. – Akadou Yoroi Vs. Uchiha Sasuke.

– ("Hunf... Farei com que Orochimaru-sama perceba que sou de mais valor do que aquele covarde do Kabuto...") – pensou o homem de óculos escuros, enquanto se posicionava para a arena.

– Os dois que foram selecionados, por favor venham para frente. Os lutadores da primeira partida são Akadou Yoroi e Uchiha Sasuke. Alguma objeção? – perguntou.

– Não! – responderam de bate pronto.

– Todos aqueles que não irão lutar, por favor subam até aquelas plataformas, de forma que apenas os combatentes e eu fiquemos neste andar.

Enquanto todos se dirigiram para a parte de cima do salão, Kakashi chegou até Sasuke e sussurrou algo para o rapaz, que julgando pela expressão não gostou nada. Kakashi então seguiu seu caminho para a parte superior, deixando Sasuke em baixo para lutar.





CONTINUA...
O gênio explosivo. Força Byakugan!


Notas:
No próximo capítulo haverá um ligeiro resumo, algo bem simples mesmo do decorrer das batalhas que envolverão os personagens originais da série animada/mangá. Após isto, no mesmo capítulo começará a luta dos protagonistas. Ao terminar esta fase, próximo do torneio principal da terceira prova algumas divergências em relação ao anime vão começar, o que impactará a história daí pra frente, logo estarei reescrevendo até mesmo os acontecimentos originais, espero que gostem.


Última edição por xKai em Ter 19 Abr 2016 - 14:45, editado 1 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Feartype em Dom 10 Abr 2016 - 12:50


CAPÍTULO 19:
A verdade sobre o exame. Masaru corre perigo.

Boas Xkay

Respondendo ao teu comentário, eu tenho a plena noção que tu precisas de fazer isso, o meu ponto é, para que a leitura fica mais "leve" mete algo nem que seja uma comédia no meio dos conversas para que não fique enfadonho.

Em relação ao capitulo:
Demorou mas vieste com tudo, capitulo grande, alguma acção, entendi aí uma frase que faz referencia a um anime que achei muito bom, ainda hoje riu dessa frase. No geral bom capitulo.
Fiquei na ideia de que tu colocaste flasback ali quase no final mas nada de muito grave, porque ninguém merece não é, fillers flashback no shippuuden está tenso.
Não vou entrar em detalhes com os personagens até porque tu ainda não exploraste totalmente os personagens, vou apenas dizer que, são personagens interessantes...

Abraço xkai

PS: Men tu falaste em 1 fic por semana, tens de escrever mais rápido.
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Qua 11 Maio 2016 - 9:04

Pessoal que acompanha, estou sem pc, por conta disso não poderei por um tempinho continuar as postagens, mas o capítulo já tá pronto, assim que resolver este problema vou postar. Desculpe por criar mais esta espera, sei que já demoro bastante pra postar, mas além de tudo isso aconteceram uns outros problemas. Como disse, assim que resolver voltarei, apagando esta mensagem e postando o capítulo já pronto.

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Capítulo 20: Explosão! Força Byakugan.

Mensagem por xKai em Qua 1 Jun 2016 - 22:25

Comentários:
Primeiramente eu me desculpo pela enorme demora para postar, e sinto em dizer que talvez eu demore até mais para postar novamente. Estou sem computador e até que compre um novo estou dependendo de raras oportunidades, quando posso usar o da minha mãe emprestado por algumas horas, e acabo usando este tempo para fazer outras coisas, até porque não me adaptei muito bem com este computador.

Feartype: Fala Fear! Obrigado por continuar acompanhando, espero que continue, mesmo com estes hiatos demorados, juro que não faço de maldade... Bem, flashbacks hora e outra vão haver sim, não posso escapar disso, até porque os personagens possuem sua própria história, objetivos, sonhos e desgraças familiares, que muitas vezes estão marcadas em seu passado, que alguma hora precisa vir à tona. Não tem como eu escrever uma por semana -q Não to conseguindo colocar uma por mês nesse momento -q Fazer o que, espero que não fique triste, todos temos nossos problemas e eu só gosto de escrever quando realmente tenho vontade, deste jeito as coisas fluem mais naturalmente, sem nenhuma ideia mais forçada.





CAPÍTULO 20



Explosão! Força Byakugan.



Com a autorização do juiz, a primeira batalha finalmente começou. Yoroi Akadō Vs. Uchiha Sasuke. Logo no início da batalha Sasuke demonstrou ter dificuldades, seu adversário era mais veloz, além de possuir uma habilidade única de absorção de chakra, que se quer necessitava da utilização de selos manuais. Sasuke estava bastante debilitado, sem poder usar o Sharingan ou ninjutsus, tudo isto devido ao selo amaldiçoado que lhe foi dado durante a segunda fase do exame, tal como Masaru. Yoroi se divertia com a batalha de forma bastante intensa, já havia sugada uma grande quantidade de chakra do rapaz quando decidiu dar o golpe final para acabar com o embate. Vindo da parte de cima da arena, da torcida para ser mais exato, lá estava ele, um exaltado e bastante indignado rapaz de cabelos loiros, pedindo aclamava pela reação do Uchiha, que para os olhos dele estava tendo uma atuação ridícula. Sasuke então passou por um lampejo de memórias, onde nestes estavam presentes momentos que passou com seu time e uma vista do crescimento de seu companheiro de equipe, não querendo ficar para trás, o Uchiha imitando os movimentos de Rock Lee surpreende Yoroi com incrível velocidade. Após acertar um forte pontapé em seu adversário lançando-o para o alto o mesmo faz um movimento chamado de Kage Buyō, surgindo por debaixo do adversário que ainda estava em pleno lançamento, porém neste momento o selo amaldiçoado tentava tomar controle de seu corpo, uma vez que o rapaz já estava sem chakra para suprimi-lo, mas usando de sua própria força de vontade o gaiato consegue recuar aquela sombra maligno, girando em pleno ar, e então chutando seu adversário até o chão com uma rajada fulminante de poderosos chutes, técnica de Taijutsu que fora apelidada de Shishi Rendan. Bastou esta sessão de golpes para que a disputa tivesse um inacreditável desfecho.

– O vencedor é Uchiha Sasuke. – anunciou Hayate.




– Como esperado do seu aluno Kakashi... Mas algo não parecia certo. – participou Akane.

– O metido sequer usou o Sharingan... – implicou Taiki. – ("Está guardando suas cartas para o final, Uchiha Sasuke-kun?") – assentiu Taiki.

– Impressão minha ou você parecia mais ansioso com esta batalha, Taiki? – indagou Ayaka.

– Talvez... Já que ele é um Uchiha e tudo mais. – sorriu.

– Me pareceu uma falácia... Esperava mais daquele cara, ele sempre foi tão metido. – retrucou Masaru.

– Haha! – riu Akane. – Ao meu ver, todos vocês parecem um tanto ansiosos. Estão com medo? – perguntou.

– Mas que rude, sensei... Eu não diria medo... Seria algo como uma estranha excitação... – respondeu Taiki.

– Parece que me sinto da mesma maneira... Tipo, uma vontade de querer ser o melhor! – exclamou Masaru.

– Hehe... Não acha que vou deixar isso acontecer, não é? – implicou Taiki, acrescentando um ligeiro ar de rivalidade por aí.

– Não esqueceram de mim, não é?! – disse Ayaka entrando no meio de ambos e segurando suas mãos. – Não vão escorregar só para tentarem me alcançar, hein!

– Ayaka! Isso é trapaça, quem te elegeu a líder? – perguntou Taiki.

– É realmente necessário?! Meu senso de liderança e de direção é melhor que o de vocês dois juntos. – apontou a língua, enquanto piscava um dos olhos.

– Hahaha! Parece que ela acabou com vocês, não é mesmo? – disse Hakuryuu Kouga, se aproximando do grupo.

– Pai...?

– Kouga-san, esta área é exclusiva para os Jounins e aqueles que prestarão o exame. – avisou Akane, surpresa.

– Está tudo bem. Tenho permissão do Hokage-sama. – retribuiu o homem.

– Nesse caso... – aceitou Akane.

No instante em que seu pai aparecera, Taiki mudou radicalmente seu posicionamento, estava bem mais nervoso do que antes. Imaginava agora que além de ter que vencer para avançar ao torneio principal, teria que impressionar seu pai, que já havia algum tempo que não o via lutar, esta pressão fazia-o querer que sua disputa ficasse por último, ou que na melhor das hipóteses fosse adiada.

– Parece que vão anunciar a segunda batalha. – disse Masaru, observando com olhos atentos.

– É mesmo? Agora que eu estava tão entretido assistindo a briga daqueles dois. – disse Taiki. Fazia referência ao fato de Naruto e Sasuke trocarem provocações um com o outro após a batalha, apesar deste último estar se dirigindo para a enfermaria, provavelmente.




– Agora, vamos começar com a próxima partida. – anunciou Hayate, enquanto no telão os nomes eram embaralhados. – Aí está... Sakamoto Renji Vs. Hyuuga Ayaka.




Uma grande parte dos presentes, os de Konoha pelo menos, pareceram bastante surpresos com o confronto que viria a seguir. Renji era o tipo de pessoa, que tal como seu sensei conseguia passar despercebido em meio a multidão, já que não possui uma personalidade tão marcante. Já seus companheiros de time eram mais orgulhosos e de pavio curto o que não combinava de jeito nenhum com sua atitude mais tranquila.

– Tudo bem se sentir nervoso, Renji. – disse Kyousuke, o Jounin. Repousando uma de suas mãos nos ombros do garoto, lhe dando um pouco mais de confiança.

– Sua adversária é uma Hyuuga... Nem pense em pegar leve. – apontou Shizuka, o encarando com seriedade.

– Se bem que ela é bem bonitinha... Se eu tivesse caído com ela faria o melhor para prolongar a batalha ao máximo... Para aproveitar mais, é claro! – implicou Kuroi.

– Essa sua atitude me enoja... – virou-se a loira.

– Farei o melhor... Não vou desonrar o estilo de luta que é passado no meu clã há gerações... Farei frente ao estilo dos Hyuuga com todo o meu poder. – disse Renji, enquanto ajeitava seus óculos ao mesmo tempo que se dirigia para o campo de batalha.




– Se deu bem logo de cara hein, Ayaka! – descontraiu Masaru. – De todos aqui quem pensaria que você iria enfrentar logo "O invisível Renji".

– "O invisível?" – perguntou Taiki.

– É como chamam ele, já que ele não chama muita atenção... É aquele tipo de certinho, sabe tudo, cdf... Deu pra entender, né?

– Ah... – concordou o garoto. – Boa sorte Ayaka, não tem como você perder.

– Pode deixar. – disse a garota fazendo um "V" de vitória na direção dos garotos. Mas na verdade estava muito nervosa, já que seu irmão, Hyuuga Neji, que também prestava o exame estaria assistindo sua batalha.




– Sakamoto Renji e Hyuuga Ayaka, algum de vocês deseja desistir? – perguntou Hayate.

– Não. – responderam simultaneamente.

– Nesse caso espero que estejam cientes dos riscos quais já foram explicados anteriormente. Exame Chuunin, segunda batalha preliminar. Sakamoto Renji Vs. Hyuuga Ayaka. Comecem!

A ordem para que o combate tenha início já havia sido dada. Ayaka e Renji pareciam acessar a situação, encaravam-se por alguns instantes. A garota, não podia deixar de olhar para a plateia acima com o canto de seu olho, não olhava para seus parceiros de equipe, mas sim para Hyuuga Neji, seu irmão. Neji que não aparentou ter muitos interesses na última batalha, uma vez que desapontou-se com a performance de Sasuke, agora observa de forma mais atenta, o que colocou em Ayaka alguma pressão.

– ("Já que parece que ela não fará nada, eu vou começar! Primeiro um ataque cauteloso para ver suas habilidades.") – pensou Renji.



O garoto ajeitou seu par de óculos e então retirou três Shurikens de seu estojo, o qual estava em sua perna direita. Começou a correr ao redor da garota e então atirou as estrelas ninjas com grande velocidade, seus ataques miravam a parte superior do seu corpo, todas as três estrelas eram dirigidas para peito e rosto do corpo da garota.

Byakugan!

Bradou a garota, que em questão de instantes desviou de duas das três shurikens e segurou a última delas com os dedos de forma incrivelmente ágil. Encarou em seguida o garoto de cabelos negros com uma expressão que refletia uma confiança um pouco maior. Seu primeiro movimento foi atirar a shuriken de volta, logo após utilizando o estilo de combate dos Hyuuga Ayaka correu na direção de Renji, procurando um combate corporal.

– Agora é a minha vez. – frisou a moça.

– ("Como esperado do Byakugan... Tenho que fazer algo em relação a este poder de percepção fora do normal...") – pensava Renji. – Sua vez? Eu acho que não, afinal se eu deixar você se aproximar de mais estarei acabado.

– Hunf... – parou. – Parece que você não é inteligente apenas na aparência.

– Agradeço o elogio. Mas é que sou do tipo que prefere se manter bem informado. Eu sei tudo sobre o estilo de luta dos Hyuuga, não pode me vencer, uma vez que eu já tenho um plano para combater suas abordagens. –  explicou o garoto.

– Me parece só um caso de excesso de confiança! – exclamou a garota, em disparada para a ofensiva.

– ("Mordeu a isca...") – assentiu Renji.Raigen: Raikōchū! – exclamou após executar os selos necessários.

Tendo Renji como o centro, uma grande luminosidade surgiu como se fosse um grande pilar de luz, aquele clarão afetava mesmo aqueles que assistiam a batalha no andar superior, mesmo que Ayaka usasse o Byakugan aquilo havia a pegado de surpresa, o que fez com que ela perdesse temporariamente sua boa percepção. Do interior do clarão uma outra rajada de Shurikens voa na direção da Kunoichi, que parcialmente debilitada reage graças aos reflexos aguçados e boa percepção de seus olhos, porém uma das shurikens passou muito próximo, o bastante pra cortar uma pequena mexa de seu cabelo, enquanto outra cortou superficialmente seu braço direito na altura dos ombros.

– A luz foi uma distração para as Shurikens? – espantou-se a Hyuuga, que saltava para trás, desviando-se das outras.

– Ainda não acabou, ou achou que seria sempre a mesma coisa? Bakuton: Shuriken Bakuha!

O clarão já havia sido dissipado, graças a isso Ayaka agora estava com seu campo visual funcionando novamente em seu máximo. Notando que as novas shurikens lançadas estavam envolvidas com algum tipo de chakra a garota reage de forma astuta e começa a executar selos de mão e a carregar chakra com a palma de suas mãos.

– Ninjutsu? – perguntou surpreso. – ("Achei que os Hyuuga usassem apenas Taijutsu.")

– Sabe, meus companheiros de time são ótimos usuários de ninjutsus elementais, dessa forma acabei aprendendo que eu também levo algum jeito nessa área. Fuuton: Reppūshō! – exclamou.

Uma potente rajada de vento que partiu das palmas da garota rebatia as shurikens contra o garoto, que sem ter tempo para desviar, devido a forte ventania, posicionou os braços na frente do corpo e defendeu-se da maneira que pode. Entretanto, não houve nenhuma explosão, apenas cortes e perfurações causadas pelas shurikens que acertaram seus braços e pernas, lhe causando alguns sangramentos.

– "Não achou que eu iria fazer sempre a mesma coisa", não é? – gabou-se a garota. – ("Se estou certa ele disse "Bakuton" agora há pouco... É uma técnica muito rara, mas não houveram explosões quando a shurikens o atingiram, será que foi um blefe? Ou talvez não explodiram porque ele talvez não armou as bombas... Havia chakra naquelas shurikens, a técnica sem dúvida foi armada. Mas mesmo assim não explodiu...")




– Boa Ayaka! – gritava Masaru.

– ("A Ayaka deve estar se perguntando se deu algo errado na técnica daquele cara... Bom, ela agora vai ser mais cautelosa e vai tentar descobrir algo. Mesmo que ele a acerte a defesa absoluta dela não vai permitir que a atinja.") – pensou Taiki, com um sorriso preocupado.

– Ela tá ferrada agora. – disse Kuroi, se aproximando do grupo.

– Agora ele deve usar aquele combo e acabar com isso. Como previsto, a garota Hyuuga não era grande coisa. – afirmou Shizuka.

– Será mesmo? Vamos combinar o seguinte então, se ela perder e eu lutar contra algum de vocês eu vou desistir na hora! – provocou Taiki. – Ela não vai perder... Não com aquele cara ali vendo a luta. –  apontou Taiki, olhando para Neji que estava do outro lado. – ("Hyuuga Neji... Não o conheço e pra falar a verdade nem gosto muito de você, pelo pouco que ouvi. Mas a Ayaka vive falando de você... E por isso eu sei que você amaldiçoa o próprio clã assim como o "destino" é tudo para você. Espero que assistindo ela lutar, você consiga aprender alguma coisa, do mesmo jeito que ela aprendeu muito com você.")

– Taiki! – berrou Masaru. – Será que você ficou louco, entregando o ouro assim? Se bem que... não rola da Ayaka perder. – após dizer aquilo o ruivo apoiou a mão contra o braço. – (" Droga! Toda vez que me empolgo a dor piora.")  

– De jeito nenhum. – deu um passo pra frente, encarando o time adversário.

– Já chega vocês quatro... A hora de vocês vai chegar. – alertou Akane.

– Shizuka, Kuroi! – gritou Kyousuke. – Porque não gastam o tempo de vocês torcendo para seu companheiro, ao invés de ficarem arrumando confusão. – disse o homem, que assistia a peleja com bastante interesse.




No campo de batalha... Renji, que por pouco consegue evitar ferimentos mais sérios, que poderiam ter sido causados por seu próprio ataque, inicia uma série de selos de mãos necessários para uma técnica de ninjutsu. O mesmo sorriu de maneira irônica, despertando um estranho calafrio em Ayaka, que no entanto apenas observa.

Ninpou: Fukashi no Jutsu!

Como se fosse em um passe de mágica, Renji desaparece por completo. A Hyuuga observa de maneira confusa, não precisava olhar ao seu redor, uma vez que o campo de visão do Byakugan possui 360º, Renji simplesmente não estava ali, esta era a única solução a qual ela poderia chegar.

– ("Sumiu? Não pode ser... Preciso ficar calma e pensar em algum jeito de encontrá-lo... Mas o fato dele ter neutralizado o Byakugan dessa maneira... Parece que peguei alguém complicado.") – assentiu a garota.

Se movendo livremente pelo campo de batalha, sem ser visto por aqueles olhos penetrantes, era uma vantagem que colocava Renji na liderança do confronto. De forma astuta e com movimentos bem coordenados a sessão de golpes começa, primeiramente um ataque pelas costas, um soco bem posicionado na direção da coluna para tirar o senso de equilíbrio da garota, que quando se inclinou devido a força do ataque logo recebeu outro golpe, desta vez um chute de peito de pé, que acaba por atingir suas costelas e fazendo-a voar alguns poucos metros.

– ("Tenho que deixar ela bem fraca e tomar muito cuidado, para dar o golpe final no momento mais propício.") – pensou Renji.




Sharingan!exclamou Taiki, utilizando sua técnica visual, para observar o confronto.

– Não vai adiantar nada. – disse Kyousuke, apoiando sua mão direita sob um dos ombros de Taiki. – Poupe o seu chakra para quando for sua vez.

Taiki parecia estupefato, mesmo ativando seu Sharingan ele não conseguia enxergar nada, estava claro que Renji está ali, afinal alguma coisa estava atacando Ayaka, mas sequer dava para saber de onde vinha ou o que era.

– Ninpou, Fukashi no Jutsu... –  disse Shizuka. – Uma técnica no mínimo assustadora. Impedindo que as partículas de luz atinjam seu corpo, faz com que todos nas proximidades acreditem que ele está invisível, o que de fato não está errado. Essa garota já perdeu...

– Mas ainda falta algo nesta sua explicação... – provocou Taiki. – Esqueceu de dizer que para impedir que luz atinja o corpo dele, ele precisa manipular o chakra como se fosse um manto ao redor de seu corpo, algo muito sensível a menor alteração nesta capa de chakra e a técnica é desfeita...

– (“Ele desmascarou a habilidade de Renji vendo uma única vez?”) – observou Kyousuke.

– De qualquer forma, ela estava destinada a perder, assim que entrou em campo. – disse Neji, se aproximando do grupo.

– Ei, você é irmão dela! Deveria estar torcendo pra ela, idiota! – contestou Masaru, cerrando fortemente seu punho, pois ainda sofria com dores.

– Você não deveria estar deitado em uma cama de hospital? – respondeu Neji.

– Minha saúde não é problema seu Neji, estou ótimo. – retrucou Masaru.
Mesmo que estivesse irritado, Taiki ignorou o comentário anterior de Neji e se focou no que o mesmo acabara de dizer. Masaru realmente não parecia estar muito bem, mesmo que se esforçasse bastante para mostrar o contrário.

– Interessante, você fala de destino como se soubesse exatamente o que vai rolar. Que tal uma aposta, só entre nós dois? – sugeriu Taiki.

– Você parece não prestar muita atenção... Ela está enfrentando um adversário que inutilizou seu Byakugan, ela já não vai aguentar muito. Mas para uma mulher até que foi bem longe. – respondeu Neji.

– (“Tsc... Ela está lá dando o seu melhor e ele nem pra torcer pra ela... E ainda fica falando besteira.”) – pensava Taiki. – Que sujeitinho mais sem esperança... Enfim. Mas vou lhe avisar de uma coisa, se você sequer piscar os olhos, vai perder uma virada das grandes.

– Você que a conhece há tão pouco tempo acha que sabe mais do que eu? – Ela é corajosa e muito talentosa, mas quando está sob pressão sempre acaba fracassando de uma forma ou de outra. – explicou Neji.

– Neji! – gritaram Rock Lee e Tenten.

– Saco! – desabafou Tenten. – Venha logo para o nosso lado e pare de arrumar confusão.

– ("Ayaka... Sei que o ponto de vista de quem está lutando é diferente, mas vamos lá... Perceba a grande falha desta técnica! Não é algo que você já não tenha percebido.") – pensou Taiki, preocupado.





De volta para o campo de batalha, lá estava Ayaka, sentindo-se encurralada como se fosse um rato. Seu adversário estava longe de ser visto, nem mesmo seu Byakugan tinha alguma utilidade, percebendo isso agora desativou sua habilidade ocular, poupando chakra para se manter de pé o máximo possível. Fechava os olhos na tentativa de ouvir alguma coisa, mas era em vão. Quando percebeu já estava sendo atingida novamente, desta vez com um chute no estômago, o que fez que um estranho líquido transparente saísse de sua boca enquanto a mesma voava alguns metros para longe de sua posição inicial.

– ("Assim não dá! Como pode existir uma técnica tão perfeita assim...") – pensou a garota, enquanto tentava se levantar, até que lembrou-se de algo. Algo que poderia ser a chave para uma virada sem precedentes. ("Porque ele não acaba logo com isso...? Está brincando comigo? Ele poderia acabar facilmente usando aquela técnica explosiva e... A não ser que...! Se eu for atingida outra vez eu não vou conseguir levantar fácil... Me arrisco para comprovar a teoria ou arrisco tudo?") – pensava. – Impulsiva e brilhante... Essa sou eu! – exclamou Ayaka, não apenas se reerguendo, como também ativou novamente seu Byakugan.

– ("Não adianta, seu Byakugan não pode me ver... Odeio fazer isso com uma garota tão... Atraente. Mas preciso vencer!")

Renji, invisível graças ao excelente uso de sua habilidade, preparou-se para o ataque final. Estava cerca de dez metros da garota e com um único salto reduziu esta diferença para um terço e com uma rápida investida logo a distância já não existia. Mirou um golpe com a parte lateral de sua mão no pescoço da garota, visando nocautear a mesma, mas... Ayaka de forma brilhante liberou chakra pelos poros de seu corpo, de forma que fizesse uma capa de chakra ao seu redor, durante alguns instantes a mão de Renji tocou na superfície desta capa, que agiu como um alerta, Ayaka de forma imediata percebeu, era ali que ela devia atacar.

– Eu posso ver, claramente agora!


A garota então agarrou o braço do garoto após defender de seu ataque e rapidamente golpeou cinco vezes o braço do garoto em sequência, era tão rápido que apenas restou o som de seu Jūken rompendo os Tenketsus do garoto, ecoando naquele espaço. Como se fosse num passe de mágica a técnica de invisibilidade era completamente anulada. Percebendo a situação atual o garoto de óculos saltou para trás, novamente evitando combate corporal, estava chocado mal sabia o que fazer.

– Como você descobriu a fraqueza do meu jutsu...? – perguntou Renji, com um claro tom de nervosismo.

– Na verdade é algo bem óbvio, talvez tenha sido por isso que levei tanto tempo para descobrir. – respondeu. – Você de alguma forma cria uma camada de chakra ao seu redor que reconfigura toda luz, sombra e a forma em que as mesmas refletem. Mas para apenas manter a técnica é necessário um grande equilíbrio e controle de chakra, qualquer que seja o desequilíbrio e a técnica é desfeita. Resumindo, você não pode usar chakra enquanto mantém esta "capa de chakra".  Caso use irá romper com o equilíbrio e ficará visível novamente, foi o que pensei para contra-atacar. Usei do mesmo princípio, envolvi todo o meu corpo com chakra que liberei dos poros do meu corpo e assim eu fiz uma espécie de radar, tudo o que entrasse naquela fina camada de chakra seria percebido de forma imediata. Feito isso eu apenas precisei ser mais rápida que você, que como já tinha a vitória auto proclamada acabou abrindo sua guarda. No momento em que fiz contato com você fechei cinco tenketsus de seu braço direito, agora você não conseguirá fluir chakra nesta área, e sequer conseguirá utilizar esta técnica de novo, já que eu acabei com o equilíbrio de seu chakra. – explicou Ayaka, cada detalhe de sua armadilha. – Desculpe se eu demorei para despertar, não sou muito boa para criar estratégias enquanto estou lutando, acho que sou melhor observadora. – afirmou.

– Entendi... Mas precisava mesmo de toda essa explicação? – perguntou sorrindo.

– Ah... Como eu disse antes, é porque eu sou impulsiva e brilhante. – retribuiu com o sorriso. – Aí vou eu... Não pense que serei gentil desta vez!

– Não iria querer outra coisa...

Renji se posicionou e atirou Shurikens novamente, duas delas uma de cada lado, enquanto utilizava selos de mão. Quando as Shurikens se aproximaram Ayaka começou a girar em grande velocidade, sem sair do lugar. Liberava uma grande quantidade de chakra de seu corpo que devido a tamanha rotação aparentava ser um campo de força na coloração azul celeste. Era seu Hakkeshou Kaiten. O garoto então ativou sua técnica explosiva.

Bakuton: Shuriken Bakuha!

Após o som daquelas explosões que colidiam com a técnica de Ayaka uma grande quantidade de fumaça tomou conta daquela parte da arena, encobrindo a visão até mesmo daqueles que assistiam a luta, criando ali um forte clima de tensão sobre o resultado da colisão. Renji parecia estar satisfeito, a batalha parecia ter finalmente terminado quando percebeu a garota saltando para fora da fumaça, um pouco suja, mas com certeza indo à sua caça.

– Hakke ni shō! – exclamou Ayaka, após golpear os Tenketsus de Renji por duas vezes. – Yon shō! – golpeou outras duas, somando quatro. – Hasshō! – adicionando outras quatro resultavam em oito. – Juuroku shō... – continuando com os ataques agora eram dezesseis. – Hakke • Sanjūni Shō! –


Totalizavam trinta e dois ataques precisos, que levaram Renji ao chão de forma imediata. A garota ainda em posição de batalha, soluçando por conta da fadiga física aguardava pela resposta do juiz.

– Sakamoto Renji não parece mais ter condição de combate. – avaliou Hayate. – A vencedora da segunda rodada das preliminares é Hyuuga Ayaka!

Imediatamente após o juiz dar a peleja por encerrada, a garota torna sua atenção para seu irmão que a encarava com uma expressão diferente. Ela sequer sabia da confusão que Neji havia criado mais cedo, enquanto dialogava com Taiki e Masaru, mas ela foi capaz de perceber que ele torcia para ela, mesmo que para os outros isto não fosse visível. Olhando para a garota, da arquibancada. Neji sentia um estranho conforto, seguido por um calafrio, com o canto do olho viu Taiki fazendo um sinal de positivo para ele, que respondeu com um sorriso de ironia, como se assumisse que perdeu a aposta. Do lado dos companheiros de Renji, a situação era um pouco diferente. Shizuka batia a mão contra a testa, alegava que ele perdeu a luta porque exitou em golpear a Hyuuga enquanto estava invisível, deixando tempo para que ela analisasse sua habilidade. Kuroi por outro lado, caçoava do garoto por ele ter sido derrotado por uma garota, ao mesmo tempo que estava preocupado em relação aos seus Tenketsus que foram fechados, mas fora acalmado por Kyousuke que aliviou a tensão, dizendo que ele apenas precisaria descansar, não havia sido atingido em pontos vitais, cortesia de Ayaka.

– Devo dizer que era o esperado de alguém do clã Hyuuga? – perguntou Kyousuke, dirigindo sua atenção para a tutora do time treze.

– É claro, que não. – respondeu. – Dos três ela sempre mostrou possuir a maior liderança, sempre luta dando o seu máximo em qualquer ocasião, diferente dos outros dois que precisam ser forçados a lutar com seriedade. O fato dela ser uma Hyuuga é apenas uma eficaz coincidência.

– Ora... Não vejo a hora de ver os outros dois... Neste caso devemos esperar grandezas do neto do Hokage-sama.

– Você continua uma pessoa um tanto que preconceituosa, para alguém que costuma passar despercebido. – debochou Akane. – Não julgue as pessoas pelos títulos ou pelos familiares, pode acabar se surpreendendo, mesmo que seja por um anônimo... Acredito que nesta fase vai haver mais do que apenas um.

– Tsc... Só vendo pra saber... ("O neto do Hokage sempre foi um encrenqueiro e pouco talentoso... Pelo menos de acordo com os boatos, ela estaria dizendo que ele seria um dos anônimos...? Então o outro garoto seria também?") – pensou.



CONTINUA...
Kuroi é fulminante! O Selo Amaldiçoado desperta.


Notas:
Shishi Rendan (Combo do Leão): Técnica de Taijutsu criada por Uchiha Sasuke que a adaptou depois de assistir aos movimentos de Rock Lee quando este utilizava a lótus.

Raigen: Raikōchū(Ilusão do Relâmpago: Pilar de luz): Uma técnica onde são combinados ninjutsu e genjutsu. Primeiro o alvo é imobilizado pela forte luz, que tem seu usuário como centro. Cegando o alvo temporariamente e podendo o pegar em uma ilusão.

Bakuton: Shuriken Bakuha(Liberação da explosão: Shuriken explosiva): Imbuindo chakra em suas armas, Renji é capaz de criar bombas, porém é necessário um comando para que as mesmas possam explodir.

Ninpou: Fukashi no Jutsu(Arte ninja: Técnica de invisibilidade): Uma técnica utilizada por Sakamoto Renji, não se sabe se é proveniente de seu clã. Cobrindo o seu corpo com uma fina camada de chakra, Renji modifica a forma como a luz ao redor é refletida para seu corpo, fazendo com que fique invisível. Esta técnica provou ser muito eficiente, uma vez que é capaz de enganar técnicas oculares como o Byakugan e o Sharingan.

Hakkeshou Kaiten(Oito Trigramas - Palmas giratórias do céu): Esta é uma das técnicas que é transmitida por via oral apenas dentro da casa principal do Clã Hyūga. A técnica utiliza o controle de chakra adquirido através do treinamento do Punho Gentil para liberar uma enorme quantidade de chakra de todos os pontos de chakra no corpo do usuário. Também é uma manobra defensiva para compensar o ponto cego do Byakugan, como o chakra liberado bloqueia qualquer ataque possível contra o usuário. Depois de liberar o chakra de todos os pontos de chakra em seu corpo, o usuário gira rapidamente para bloquear o ataque, criando um escudo de rotação de chakra em torno de si e jogando todos os atacantes próximos para longe. O usuário também pode controlar ativamente o tamanho e o poder da esfera para se adequar à situação. Esta técnica só é eficaz quando em rotação, uma vez que o chakra em si não é suficiente para parar um ataque físico, assim, se não pode girar, o usuário torna-se vulnerável. Ayaka só é capaz de utilizar esta técnica, pois treinou com seu irmão Neji, que mesmo não pertencendo a família principal conseguiu aprender a técnica por conta própria.

Hakke • Sanjūni Shō(Oito Trigramas - Trinta e dois golpes): O Oito Trigramas Trinta e Dois golpes é uma técnica do estilo de luta do Punho Gentil. É essencialmente uma versão menor do Oito Trigramas Sessenta e Quatro golpes, assim ela se torna menos eficaz. Essa técnica é feita com o intuito de violar o fluxo de Chakra ao acertar uma meta de trinta e dois Pontos de Chakra do Sistema de Circulação de Chakra do seu inimigo. Isso elimina as chances do alvo em usar ou controlar seu Chakra em algum tempo e faz o inimigo ficar vulnerável e com muita falta de movimentação.


Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:58, editado 1 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Feartype em Sab 18 Jun 2016 - 15:20

Boas Xkai
Desculpa a demora na resposta mas aqui estou eu para fazer o coment do capitulo:

Código:
CAPÍTULO 20

No geral gostei do combate, dentro do que o gennin pode fazer devido as suas limitações, bem explicada e descrita e mostraste bem como a hinata consegue ser forte quando quer.
A unica coisa que tenho a apontar é que o Renji perdeu miseravelmente, para um usuario de bakuton, perdeu feio, podias ter extendido mais a luta, mesmo que quisesses que ele tivesse perdido, extender ligeiramente mais a luta mas esta bom no geral.
Que venha o proximo capitulo!!
(PS: vê se não ganhas o vicio do kishicracomoto e metes 1 episódio e um triliao de fillers para contar como a pedra nasceu e cresceu e matou o obito pela milionésima vez)

Abraço
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Capítulo 21: Kuroi é Fulminante! O Selo amaldiçoado que desperta.

Mensagem por xKai em Qui 30 Jun 2016 - 14:43

Comentários:
Fala Fear, não é que o Renji tenha perdido miseravelmente, é que ele "ainda" não possui outras técnicas do elemento explosão, por conta disso ele não tinha uma gama muito boa de jutsus para utilizar agora. Outra coisa que impactou sua derrota, é que ele subestimou demais a Ayaka, por ela ser uma garota, mesmo que bem disfarçado, esta forma de machismo acabou resultando na derrota dele. Mas quanto a isto relaxe, ele será um personagem corriqueiro, tal como os outros integrantes deste time. Ah, mais uma coisa, sabe que to sem pc né, então se tiver coisa errada pode falar mesmo, sem medo -q Até porque deve ter... Usar pc de outra pessoa nunca é a mesma coisa... Então, é isso, vlw!



CAPÍTULO 21



Kuroi é Fulminante! O selo amaldiçoado que desperta.




Logo após a batalha de Sakamoto Renji contra Hyuuga Ayaka foram sorteados os próximos combatentes. A terceira batalha entre Abumi Zaku e Aburame Shino surpreendeu a todos. Zaku que estava com ambos os braços enfaixados, após sua luta contra Uchiha Sasuke na segunda fase, estava lutando em condições desfavoráveis. Shino, sempre pacifista perguntou se o mesmo realmente queria lutar, isto porque ele não se sentia muito bem em lutar contra alguém naquelas condições. Porém Zaku soltou um de seus braços das amarras, mostrando que poderia lutar e que com apenas um braço seria o suficiente para vencê-lo. Shino com facilidade defende o ataque de Zaku que dispara pelo tubo acoplado na palma de sua mão uma onda de som poderosa utilizando o seu Zankūha que faz com que Shino fosse lançado alguns metros para trás. Após se levantar, Shino libera de seu corpo os insetos Kikaichū, que se alimentam exclusivamente de chakra, os mesmos atacam Zaku por um lado, enquanto Shino, executando selos e mão prepara um ataque pelo lado oposto, encurralado, Zaku força-se ao extremo e solta das amarras seu outro braço, que tal como o outro está severamente prejudicado, apontando os braços tanto para Shino, quanto para os insetos. A devoção de Zaku por Orochimaru era tamanha que para retribuir a dívida que o mesmo tinha para com ele, ele passaria por qualquer risco que fosse necessário. Zaku então libera novamente sua técnica, o Zankūha, porém seus braços começaram a inchar e rajadas violentas de ventos rasgaram seus braços, fazendo buracos nos mesmos, isso porque os Kikaichū de Shino, que no primeiro contato que tiveram entraram pelos tubos das palmas das mãos de Zaku obstruindo a passagem de Chakra, que quando foi liberada, precisou forçar sua saída por outro lugar. Zaku cai no chão urrando de dores, com seus braços severamente feridos, e Hayate deu por encerrada a terceira batalha.

Para a quarta batalha foram anunciados Misumi Tsurugi contra Kankurou. Assim que a batalha teve início, Kankurou removeu a múmia que carrega em suas costas e apoiou no chão, porém Tsurugi rapidamente o atacou, mesmo que Kankurou tenha defendido o ataque seu adversário que possui uma habilidade que faz com que seu corpo se pareça com borracha, inutilizou sua defesa. Tsurugi se alongou e se contorceu pelo corpo de Kankuro, com a intenção de estrangular, porém o corpo do ninja da areia começou a se desfazer, enquanto mostrava sua verdadeira face, desde o começo aquele com quem Tsurugi lutava era Karasu, uma marionete de Kankuro, que rapidamente saia de seu esconderijo, que era o boneco que estava com ele. Utilizando suas linhas de chakra o titeriteiro fez com que Karasu agarrasse o corpo de Tsurugi de forma que o esmagasse, perdendo assim a consciência e dando a vitória para o ninja da areia.

A quinta batalha era entre Haruno Sakura e Yamanaka Ino, apesar desta última possuir técnicas secretas de seu clã, ambas eram Kunoichis que apesar de serem inteligentes não possuem muitas habilidades. Inicialmente a batalha tomou um rumo onde ambas dialogavam uma com a outra e lutavam no taijutsu, porém como foram amigas de infância não pareciam lutar com seriedade e sempre que surgia uma oportunidade de acerto acabavam por hesitar na última hora. Em um acesso de raiva Ino cortou seu cabelo utilizando uma Kunai e tentou aprisionar Sakura utilizando seu Shintenshin no jutsu, todos pensaram o pior, já que o jutsu em questão não é o tipo de técnica que é para ser usada sem que o alvo esteja imobilizado, Ino surpreende a todos quando consegue acertar Sakura com a técnica, passando seu chakra pelo cabelo que havia cortado, fazendo uma corda de chakra que seguia até os pés de Sakura de forma que a impedisse de fugir da técnica. A garota de cabelos cor de cerejeira conseguiu escapar da técnica mental utilizando sua própria força de vontade, contando com uma ajudinha vinda da incessante torcida de Uzumaki Naruto. Mais uma vez decidiram utilizar Taijutsu e após trocarem alguns socos e pontapés a luta termina com um duplo nocaute, deixando a peleja sem uma vencedora.




No andar superior da arena, onde estão as equipes participantes Akane, que já havia percebido o selo amaldiçoado de Masaru, cochichou algo em seu ouvido, de maneira bem discreta.

– Não exagere na sua luta, assim que ela acabar, independente do seu estado, nós vamos selar essa coisa.

O rapaz apenas acenou com a cabeça, dando a entender que estava de acordo com isso. Parecia se sentir um pouco mal por esconder aquilo dos outros, que estavam claramente preocupados com ele.




– Dando continuidade as preliminares deste exame chuunin. – dizia Hayate enquanto os nomes eram rodados nos telões eletrônicos. – Sarutobi Masaru Vs. Hagane Kuroi.

Após aquele anuncio os espectadores de Konoha se entreolhavam, alguns trocavam risinhos e comentários. Mesmo os dois ninjas em questão se olharam na plateia e riram um para o outro antes de começarem a se preparar. Até Hayate deu um breve riso, ocultado pela tosse, assim que anunciou os nomes. Ambos os shinobis eram conhecidos por sua baixa inteligência.

– Kuroi, está preparado por que eu vou limpar o chão com a sua cara! – gritava o ruivo virando-se para seu rival.

– Ah é?! Você e que exército?! – retrucava Kuroi no mesmo tom exaltado.

Ao ver aquela situação, Ayaka, somente pôs a mão sobre os olhos como se estivesse cansada. Enquanto Taiki olhava aquilo com um sorriso idiota no rosto, provavelmente nunca havia visto tanta animação entre dois combatentes.

– Eu estou cercada de idiotas. – sussurrou Ayaka olhando os dois.

Enquanto os genins conversavam um jounin se aproximou do time, tratava-se de Sarutobi Asuma, tio de Masaru. O jounin então sorriu para Akane e para o trio de protagonistas enquanto olhava seu sobrinho.

–Olá Akane, oi crianças... Masaru, boa sorte, o Kuroi parece ser bem forte. – proferiu o jounin.

– A luta já é minha, pode fumar em minha homenagem quando eu vencer. Pessoal, sensei e tio. Fui! – disse Masaru, esbanjando confiança.

Assim que o ruivo começou a descer para a arena, pode-se ver o mesmo tirando seu hitaiate da testa e o amarrando em seu braço, na altura da marca posta pela oponente na fase anterior do exame. A apertava bem pensando que assim anestesiaria a dor causada pela mesma durante a luta.

Enquanto Masaru se preparava, Kuroi fazia o mesmo junto de seu time. Renji estava com alguns curativos após sua luta e Shizuka olhava a arena e o grupo adversário enquanto falava com seu companheiro de time.

– Seu oponente é um idiota. Não ouse perder. – dizia a loira, com desdém

– Como se houvesse a mínima possibilidade de eu perder. Sou a estrela mais brilhante de Konoha. O genin mais forte da turma... Pro inferno, sou o shinobi mais foda nessa porra! – retrucou Kuroi, em um tom auto confiante beirando a arrogância.

– Sutil como sempre Kuroi. – pronunciou Renji, para o colega.

Antes que seu jounin desse alguma dica, Kuroi estufou o peito e desceu para a arena onde encontrou Masaru que terminava de descer o caminho para a arena.




Ambos os candidatos a chuunin, após descerem até a arena juntos, ficaram a poucos passos de distancia um do outro, e Hayate ficou entre os dois como era de costume. Quando o examinador, dava sinal que levantaria a voz uma série de tosses o parou.

– Morre não tio. –  proferia Kuroi, para o examinador.

Hayate manteve-se em silêncio e suspirou profundamente antes de retomar sua fala.

– Sarutobi Masaru e Hagane Kuroi. Algum de vocês quer desistir antes do início do combate? – perguntou Hayate.

– Não. – responderam simultaneamente.

– Então, se estão cientes dos riscos já explicados anteriormente. Declaro que o sétimo combate comece!

Assim que o inicio da luta foi declarado, Masaru impulsionou as pernas e deu um longo salto para trás tomando distância de seu oponente, surpreendentemente Kuroi em um momento de distração fez a mesma coisa, dando ainda mais espaço para o ruivo.

– Ué?! Mas que merda que tô fazendo?! – disse Kuroi em voz alta.

Após aquele deslize Kuroi começou a correr em direção de Masaru que estava na outra ponta do campo naquele momento. O genin era extremamente rápido e aproximou-se do ruivo em poucos segundos, porém Masaru já afastava-se novamente, agora arremessando uma kunai contra seu oponente que facilmente desviou do objeto.

– Uma kunai? É sério isso?! – exclamou kuroi. – Isso não acerta ninguém!




No andar superior o time 13 e 21 olhavam a luta. Shizuka parecia decepcionada com seu colega de time e mantinha-se em silêncio enquanto olhava aquela luta.

– Não sei quem é o pior, o ruivo por fazer esse truque ou o Kuroi por cair nele. – dizia a loira com desdém.

– Como assim? – retrucou Taiki com certa curiosidade.

– É até simples se você conhecer um pouco o Kuroi. – proferiu Ayaka entrando na conversa. Kuroi é extremamente arrogante, era obvio que ele pararia para fazer um comentário ao ver a kunai, isso daria segundos preciosos para o Masaru se afastar.

– Algo quase genial para seu colega de time não acha, Hyuuga. – a loira respondia em tom desdenhoso.

– Ele tem seus momentos de brilhantismo. Espere para ver. – Ayaka respondia prontamente em um tom de resposta arrogante. Não nos decepcione, Masaru. pensou.




Na arena, Masaru havia se afastado ainda mais de Kuroi e, aproveitando a enorme distância, subiu no grande monumento em forma de mãos no fundo do campo de combate.  Olhando o ruivo sobre os dedos da estátua, Kuroi olhou para cima e, com um olhar de fúria, deu um enorme grito para seu oponente.

–Filho da... –   sussurrava Kuroi ao ver seu oponente no alto da estátua.Raiton: Seikou!

Olhando para seu oponente Kuroi começou a realizar uma série de selos de mão, logo três dardos de raio surgiram em suas mãos e ele os arremessou contra Masaru que, para defender-se, saltava do alto do monumento. Os saltos e acrobacias do garoto o garantiam desviar ileso da técnica.

O ruivo, já no chão, arremessava contra seu oponente uma série de cinco kunais, cada uma delas com uma tarja explosiva amarrada. As mirava aos pés de Kuroi que saltava para trás assim que via os papéis vermelhos amarrados as armas.


– ("A verdade é que, se eu usar ninjutsu ou genjutsu, a marca no meu braço vai me derrubar de tanta dor. Então vou ter que distrair o Kuroi até ele se cansar. Alguém tão forte não deve aguentar uma luta longa... Força requer fôlego e ele não deve ter muito.")  – pensou o ruivo. – Acabou a brincadeira! – exclamou indicando que a luta finalmente havia começado.

Naquele instante Masaru saltou contra Kuroi, por um momento parecia que o ruivo começaria um embate físico, porém somente estava tomando altitude para novamente lançar bombas de fumaça, não direcionadas a seu oponente, mas ao redor do mesmo criando uma grande nuvem de fumaça e poeira.

– Não consigo ver nada. – dizia Kuroi enquanto olhava para os lados procurando seu oponente.

Escondido na nuvem de fumaça, Masaru rodeava o inimigo, não demorou muito e o shinobi deu seu primeiro golpe. Não passava de um soco simples e fraco contra as costas do loiro, porém aquele soco estranhamente causou um profundo corte nas costas de Kuroi que soltava um urro de dor.

Após ser cortado, Kuroi, começou a lançar fortes socos e chutes a fim de encontrar o ruivo em meio a poeira que aos poucos começava a baixar. Quando finalmente o ruivo estava a vista pode-se ver que segurava em mãos duas kunais com as lâminas para baixo em uma postura de luta muito similar a da Sarutobi Asuma.

– Pode não ser tão útil quanto as lâminas do Asuma, mas vai servir para te dar uma surra. – dizia Masaru encarando seu adversário com uma expressão de desdém e provocação.

– Te desafio a tentar. – retrucou.

Kuroi então sorriu enquanto encarava Masaru, seu olhar exibia uma intenção violenta. Claramente o corte em suas costas o havia irritado bastante. Logo o loiro avançou contra seu oponente sem aviso. Sua velocidade era incrível, e antes que o ruivo pudesse desviar foi acertado com um soco forte em seu peito, o que fez  Masaru ser arremessado alguns metros para longe de Kuroi.

Assim que levantou, o ruivo retribuiu ao golpe, lançando-se contra o oponente em um golpe que revelava sua completa idiotice, Kuroi facilmente desviava daquele golpe aéreo, todavia Masaru nunca teve a intenção de acertar seu inimigo, estando agora atrás do loiro, o genin lançou uma única tarja explosiva contra os pés do oponente, o fazendo ser arremessado sem defesas ao alto. Naquele instante o ruivo apenas sorriu lançando-se ao ar com a perna direita estendida.

Dynamic Entry! – exclamou enquanto usava a técnica.

Assim que voltou ao solo após executar tal técnica, Masaru virou-se para a plateia onde estava Might Guy e Rock Lee, estendendo o punho para ambos com o polegar erguido na pose "Nice Guy", que era respondida com o mesmo gesto pelo Jounin no andar superior.

Arremessado graças a explosão, Kuroi não pode desviar do chute que atingia seu rosto em cheio. Em seguida o loiro caiu ao chão, levantando-se enquanto seu oponente se vangloriava. Assim que se pôs de pé uma série de faíscas elétricas cobriram o bracelete em seu braço direito.

– Sabe, eu tava achando que ia ganhar essa luta na moral, mas você está me deixando realmente puto...

Enquanto falava Kuroi segurava seu bracelete e o descia até os dedos, o segurando como um soco inglês, em seguida seu punho era envolto em eletricidade e novamente avançou contra o oponente, agora um pouco mais lento. Aquela pequena perda de velocidade era o suficiente para o ruivo desviar do soco que acertou o chão abrindo uma grande cratera.




– Masaru acaba de perder essa luta. – dizia Renji enquanto olhava a luta.

– Era de se esperar, afinal, até macacos caem das árvores. – respondeu Shizuka.

– O que vocês dois estão sussurrando aí? – perguntava Taiki já intrometendo-se na conversa.

– É algo simples, o Kuroi é naturalmente forte, porém sua raiva o fortifica ainda mais. Seu amigo o está irritando o que o faz ficar cada vez mais forte. Isso somado ao endurecimento dos tecidos, ocasionado pelo chakra de Raiton de Kuroi, o torna um monstro em força física. E como todos nós sabemos... Por mais que Masaru copie os estilos de Asuma e Guy, taijutsu nunca será seu forte. – esclareceu Renji enquanto ajeitava seus óculos.

A expressão de Ayaka e Taiki mudou de confiança para preocupação naquele momento. Por mais que Masaru tentasse atacar Kuroi em uma luta física, jamais se equipararia aquela força. O que Renji havia dito de fato era verdade, porém antes que o desespero se abatesse, Akane apoiou as mãos nos ombros de seus alunos com um sorriso no rosto.

– Fiquem tranquilos. Masaru tem mais truques do que está mostrando. Você sabe bem disso não é Ayaka. – dizia em um tom confiante.




Na arena, os golpes de Kuroi continuavam em uma longa sessão de golpes, os socos desferidos de seu punho direito tinham poder o suficiente para destruir os ossos de Masaru que desviava de maneira acrobática dos golpes e ganhava alguns metros de vantagem. Após todo o esforço feito para tentar socar o ruivo, Kuroi parava um segundo e respirava um pouco mais forte, inconsciente que aquela brecha era o que Masaru estava procurando desde o início da luta.

– ("Como eu imaginei. Ele tem que parar e respirar depois dos golpes. Toda aquela força tá custando o fôlego dele.") – pensava o ruivo. – Hora de usar o armamento pesado.

Com o fôlego retomado Kuroi avançou mais uma vez contra Masaru que, como resposta, arremessou uma série de shurikens contra seu oponente que desviava de todas elas. Logo que o loiro estava próximo do ruivo, este sacou de sua bolsa de ferramentas uma esfera composta de várias tarjas explosivas. A visão daquele objeto fez Kuroi cessar seu ataque instantaneamente e afastar-se do ruivo que sorria de forma macabra claramente com uma intenção assassina.

– De onde você tirou essa merda? – Kuroi gritava, enquanto apontava para o objeto.

Masaru não respondia, já que queria assustá-lo. Logo atirou a esfera em direção ao loiro que saltava para desviar da explosão, em seguida o ruivo saltou para frente lançando sete kunais com tarjas explosivas contra o loiro que continuava a se afastar. Para finalizar seu ataque, Masaru, lançou uma ultima kunai desta vez com uma bomba de luz que, ao estourar, cegou momentaneamente Kuroi. Com seu oponente cego Masaru aproveitava-se da guarda aberta para lançar uma onda de ataques que consistia em vários socos no abdômen  do oponente terminando com um chute em seu queixo que derrubou Kuroi.

– Essa foi até boa. Mas vai precisar muito mais do que uns soquinhos para me derrubar.

Kuroi mais uma vez se levantava demonstrando enorme resistência então, avançou contra o ruivo o pegando pelos cabelos e o arremessando ao chão antes que Masaru pudesse desviar. No chão o loiro pisava no peito de seu oponente que cuspiu um pouco de sangue, mostrando que algumas costelas haviam sido fraturadas, em seguida Kuroi levantou o oponente e acertou-lhe um novo soco na barriga. Masaru estava praticamente derrotado naquele momento, porém ainda assim tentava resistir. Contra a dor de seus ferimentos e a dor que sentia pelo selo amaldiçoado.

– ("O único jeito de eu vencer vai ser usando Ninjutsu. Que se foda o selo, eu aguento um pouco de dor."") – pensou o ruivo.

Em desespero, Masaru começava a fazer uma série de selos de mão, o que fazia o selo em seu braço doer de forma agonizante. Enquanto o ruivo realizava os selos Kuroi concentrava uma grande energia em seu braço direito com o punho aberto. Ambos pareciam se preparar para terminar aquela luta. Masaru logo foi rodeado por seis esferas de fogo azul do tamanho de crânios humanos, cada uma das esferas possuem olhos e boca, tal como uma cauda e pequenos braços. Enquanto Kuroi terminava de concentrar energia e lançava-se contra Masaru. Os golpes então eram desferidos ambos em altíssima velocidade.

Katon: Hitodama! – proferiu o ruivo.

Raigō! – gritou Kuroi.

Em um ínfimo momento Masaru comandou seus espíritos de fogo contra Kuroi que, por estar correndo durante a realização da técnica, foi atingido em cheio e queimado alguns pontos. Porém, assim que a técnica era realizada o selo no braço de Masaru se manifestou tomando o membro com marcas escuras que cresciam a partir do selo.
Enquanto isso, Kuroi continuou a correr e antes que seu oponente pudesse desviar, o loiro o agarrou no rosto disparando uma enorme carga elétrica. A eletricidade percorria o caminho de menor resistência queimando a parte direita do rosto do ruivo e estourando o olho deste mesmo lado. Pouco antes de ser completamente tomado pelo selo, a plateia pode ouvir o ultimo grito de Masaru antes de cair desmaiado pela dor de seu selo amaldiçoado e de seu olho perdido. Após isso Kuroi soltou o oponente e suspirou profundamente retomando seu fôlego após a técnica.

Tudo acontecera tão rápido que, quando os Jounins desceram para a arena, a luta já havia terminado, Masaru tinha várias marcas negras crescendo no rosto, misturando-se a seu sangue.

– Sarutobi Masaru não tem mais condições de continuar o combate, declaro Hagane Kuroi o vencedor desta batalha.

Hayate anunciava o fim da batalha com enorme preocupação em sua voz trêmula, enquanto isso uma equipe médica carregava Masaru, em uma maca, para fora da arena. Um dos médicos já estava com ambas as mãos sobre o rosto do ruivo, o que criava um brilho verde claro sobre as mesmas indicando que usava uma técnica de cura. Porém estes eram apenas os primeiros socorros. Imediatamente após o fim do combate, Akane, Taiki e Ayaka saltaram do andar superior até o local onde a luta havia ocorrido. Akane e Ayaka demonstravam grande preocupação, Akane ciente que apesar da perda do olho do rapaz, aquele selo era o que colocava sua vida em risco no momento, logo ela olhou para Kakashi, que estava no andar superior, o mesmo acenou com a cabeça e caminhou para fora, sem dizer uma palavra para Naruto e Sakura. Junto de Akane os médicos foram embora, deixando Taiki e Ayaka para trás.

Ainda que um pouco ferido, Kuroi parecia muito bem, a batalha além de ter sido fácil para ele, fez com que o mesmo mantivesse suas melhores habilidades em sigilo, era o mínimo que se podia esperar. Taiki era de natureza calma, dificilmente se irritava com alguma coisa, como da vez em que Masaru e Konohamaru armaram pra ele nas fontes termais, manteve-se calmo, mesmo após tomar uma surra de Ayaka. Mas naquele momento era completamente diferente, o dano causado era maior do que tudo.

– Fica calmo cara, em umas semanas ele se recupera. – provocou Kuroi, percebendo a mudança na expressão de Taiki.

– "Ficar calmo"? – repetiu Taiki. – "Ficar calmo" trará o olho dele de volta? – perguntou, encarando Kuroi.

Ayaka também estava inconformada, mas a mesma apenas observava Akane e a equipe médica abandonando a arena. Taiki não obtendo resposta a respeito da pergunta que fizera, dispara em um ataque de fúria contra o adversário. Porém, antes que o mesmo seguisse com a investida, uma série de tossidos, vindo de outra pessoa, o parou.

– Hakuryuu Taiki. Devo alertar que se continuar com o seu ataque, será desqualificado. – informou Hayate.

Taiki rapidamente pôs as rédeas em seu ataque, não pelo alerta de Hayate, mas porque uma dor estonteante em seu tornozelo esquerdo o impedira. Parece que o período de descanso não fora o bastante para que aquela torção que teve na batalha anterior fosse curada completamente. Ayaka, quase de forma imediata, percebeu que algo não estava certo, pois era de seu conhecimento a velocidade do garoto, e mesmo durante sua investida ele parecia mais lento que o normal.

Junto de Ayaka, Taiki subiu pela escadaria lateral, com uma expressão de poucos amigos, porém, antes de se afastar do adversária ele deixou bem claro sua insatisfação, com um tom ameaçador ao mesmo que provocativo.

– Estes olhos jamais irão esquecer disso. – disse, com seu Sharingan ativado. – Não me desagrada o fato de você ter vencido, o que não me agrada é o fato de você não se importar com um companheiro de Konoha! Não importa quem será o meu adversário, eu vencerei e seguirei adiante... Tudo para apenas uma coisa, acabar com você!

– Já basta, Taiki. – disse Kouga, apoiando uma de suas mãos na cabeça do garoto. – Venha, vamos assistir o resto dos combates juntos, quem sabe a sua chance de confirmar o que disse venha agora.

Kuroi, que não era do tipo de engolir desaforo, logo preparou um revide apropriado, porém foi impedido por seu instrutor, que bastou um olhar de reprovação para que parasse de agir por conta própria.

– Não acha que exagerou um pouco, Kuroi? – perguntou Shizuka.

– Você faria o mesmo, se tivesse visto como o chakra dele ficou naquele último instante... Se eu não o fizesse, algo pior poderia ter acontecido comigo. – respondeu, de forma descontente.

– De qualquer forma... O olho dele já era... Foi radical demais Kuroi! Todos estudamos juntos na academia, como não conseguiu ter mais um pouco de remorso...? – acrescentou Renji.

– Sem discussões entre vocês. – alertou Kyousuke. – Agora estão prestando o exame chuunin. Desde o começo todos estavam cientes dos riscos que estariam correndo. Não se esqueçam que na fase anterior, muitos perderam as vidas. Perder um olho me aparenta um tanto quanto razoável. – explicou.

CONTINUA...
Taiki Vs. Shizuka! Um campo de batalha congelado.


Notas:
Zankūha(Onda de Som cortante): Usando os tubos de ar implantados em seus braços, Zaku pode controlar a pressão do ar, criando explosões supersônicas de ar. Estas explosões são poderosas o suficiente para destruir uma pedra e podem ser usadas para amolecer o chão.

Os kikaichū (寄 壊 虫; "insetos parasitas", literalmente significa "Insetos Parasitas Destruidores") são uma espécie de pequenos insetos como besouros que são criados e utilizados exclusivamente pelo clã Aburame, formando a base para todas as suas técnicas secretas.

Raiton: Seikou(Liberação do relâmpago: Na mosca): Técnica em que Kuroi molda seu chakra de raio na forma de grandes dardos de arremesso e os lança contra um oponente. Apesar de seu nome, tal técnica exige grande concentração para atingir um alvo em movimento. O número de dardos pode variar de acordo com a quantidade de chakra usado na técnica.

Raigō (Literalmente significa "Aproximação bem-vinda") uma técnica em que Kuroi concentra seu chakra de raiton na mão direita e avança contra o oponente. A descarga elétrica só acontece no momento em que o alvo entra em contato com a mão de Kuroi garantindo que a energia não seja dissipada até estar em seu alvo.




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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Mandy-chan em Ter 5 Jul 2016 - 16:50

Desculpa o sumiço Kai \o\ E, nas palavras do celebre Mr. J,: "I'm here, bitches!"
Devido a alguns probleminhas pessoais acabei sumindo um pouco do fórum, por bons motivos. Sem falar que eu estava muito desanimada com isso, afinal, a Mythology está morta. Mas vamos desconsiderar minhas desculpas. Eu sumo alguns minutinhos e você posta três capítulos. Que coisa feia Kai XD Just kidding. O fato é, tem muita coisa a ser comentada hoje.
Introdução feita, vamos começar a comentar os capítulos.

► Capítulo 19
Esse capítulo foi um tanto quanto decepcionante, mas era esperado isso acontecer, afinal, como no capítulo 16, este começo da terceira fase do exame aconteceu no anime. Logo, foi um capítulo previsível, porém você, mesmo assim, conseguiu mostrar seu talento ao inserir sutilmente os personagens na situação, isso foi realmente incrível.
Já o Kouga, mesmo sendo um personagem novo, me parece ser um ótimo personagem. Ele tem um espírito de "paizão" ao contrário do que eu havia imaginado sobre ele. Sejamos sinceros, um cara que põe o filho para treinar sozinho numa montanha, não me parece ser um bom pai.
Bom, como eu disse anteriormente, o capítulo foi incrível, porém previsível. Espero ver mais do Kouga conforme a fic vai avançar e sei que verei, já que ele é o pai do protagonista.

► Capítulo 20
Agora sim, irei me aprofundar um pouco mais no comentário.
O resumo da luta do Sasuke foi bem fiel, parabéns por isso. Manter as lutas dos personagens oficiais como resumos foi uma ideia brilhante, pois assim mantém o foco nos personagens da fanfic. Isso é muito bom mesmo.

Vamos pular diretamente para a luta.
Ayaka finalmente começou a lutar sozinha e eu acho que no 1x1 que os personagens podem realmente brilhar. Masaru que o diga não é? XD
Bom primeiro quero falar desse novo personagem, o Renji, como você mesmo disse ele é a cópia do professor dele. Um cara que passa desapercebido na multidão. Isso é muito bom para alguém com as habilidades dele. Como mostrado ele tem a capacidade de se tornar invisível. Imagino um cara desses se infiltrando em qualquer lugar. O espião perfeito HAHA' Mas ainda que seja invisível ele mostrou algo contrário a própria personalidade dele, o Bakuton. Um cara que se diz invisível com uma habilidade extremamente chamativa. Mostrando a dualidade de um ser humano, espero ver esse personagem mais algumas vezes durante a fic.
Bom, agora vamos a Ayaka ( <3 ), a personagem não mostrou grande crescimento nesse ponto. Todavia a luta dela foi incrível, exibindo novamente ser uma mestre no estilo de seu clã. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o Fuuton: Reppūshō. Pela primeira vez (e espero que não seja a única) vimos Ayaka usar Ninjutsu, e, ainda melhor, o element fuuton (vento), acho que para o estilo da personagem esse elemento é perfeito já que mostra que Ayaka pode ser "gentil como uma brisa ou destrutiva como um tornado".
Novamente vimos o quão inteligente é a kunoichi, encontrando a solução para a invisibilidade de Renji no meio da luta. E ainda fazendo um pequeno discurso para desmoralizar o oponente. Discursos são sempre eficazes em qualquer batalha e, na sua escrita, você utilizou muito bem esse artifício, parabéns.
No fim das contas foi uma luta rápida, porém empolgante. Gostei muito disso e, depois de ler esse capítulo, fiquei no aguardo para outras grandes lutas.

► Capítulo 21

Agora sim, capítulo 21, a luta do Masaru. Já não é a primeira vez que revelo minha afinidade por ele e, mesmo sendo menor do que minha paixão pela Ayaka, tenho que dizer que, considerando o selo amaldiçoado, você fez um trabalho incrível nessa luta. Vou decorrer sobre isso mais a frente no comentário.

Vou começar falando do Kuroi.
Assim que o anúncio do nome aconteceu eu pude ver Kuroi e Masaru provocando um ao outro, porém não vi rivalidade entre eles, mesmo com essa provocação. Me pareceu mais algo cômico, quase aqueles xingamentos amigáveis. Diga-me Kai, Kuroi e Masaru são amigos ou essa falsa sensação de amizade aconteceu por que os dois são idiotas?

Em seguida tivemos a frase "Estou cercada por idiotas" dita por Ayaka. Seria esse um easter-egg? Vale lembrar que Scar usou essa mesma frase para se referir a Shenzi, Banzai e Ed em O rei leão. ( https://www.youtube.com/watch?v=RU7LH6Me-sY )

Em alguns momentos eu admito que ri, e muito, com as bobeiras feitas por Kuroi. A frase "Morre não tio" me deu uma série de risadas muito boas. Achei esse lado cômico muito importante para quebrar o clima tenso do exame. As habilidades do personagem também me impressionaram, creio que o Kuroi será bem mais presente conforme a fic avançar, pois ele ainda não mostrou seu arsenal completo, apesar de já ser muito mais forte do que a média.
Masaru, por outro lado, exibiu em alguns momentos um brilhantismo incomum ao personagem. Logo de início, para ganhar terreno, usando a arrogância de Kuroi contra ele. Achei isso algo incrível, afinal, indica que Kuroi e Masaru já se conheciam (fortalecendo minha teoria de eles serem amigos.)
Novamente, vimos criatividade e inteligência de combate incomuns ao Masaru ao ver que ele encontrou o ponto fraco do inimigo. "Força requer fôlego e ele não deve ter muito." Espero que essa inteligência de combate, não caia no esquecimento. Outro ponto explorado, rapidamente porém com perfeição, foi a admiração de Masaru pelos Jounins de Konoha, também mostrou a habilidade dele em copiar estilos de luta, como os de Guy e Asuma. Eu, pessoalmente, achei isso algo maravilhoso, pois mostra que, mesmo sendo o único do time sem um dojutsu, ele pode, só por observação e conhecimento, copiar estilos de luta, mesmo que de forma ineficaz devido as limitações físicas do personagem.
Para terminar vou lembrar a pergunta que fiz anteriormente, "Qual a relação do Masaru com o mundo espiritual", pois novamente ele usou a Hitodama, agora com bolas de fogo maiores e, com rostos. Agora você as descreveu como espíritos de fogo, o que de levantou mais dúvidas sobre a técnica. Você usou a palavra espírito somente para simplificar a técnica ou Masaru realmente tem essa habilidade com almas?






Antes de me despedir quero te perguntar uma coisa, o que houve com você durante o capítulo 21? Não é uma crítica, na verdade um elogio, o modo com que você descreveu a batalha nesse capítulo foi algo inédito e um pouco mais dinâmico do que o de costume. Separando claramente os diálogos da batalha, mas os deixando constantes, mostrou que os outros personagens estão "vivos" enquanto assistem e, acima disso, tão empolgados quanto nós leitores.
Espero que continue com esse estilo nas próximas lutas e aguardo a luta do Taiki.

Sem mais, Kissus.

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Feartype em Ter 5 Jul 2016 - 20:17

Código:
CAPÍTULO 21

•••

Kuroi é Fulminante! O selo amaldiçoado que desperta.

Não tenho muito a dizer não.
Um excelente combate e com o nascimento de uma pequena vingança por ter perdido o olho. O comentário acima resumio detalhadamente tudo o que há para dizer sobre este capitulo.
Xkai espero que continues com essas tuas ideias porque pelo que estás a mostrar aos teus leitores, estão a melhorar de dia para dia.
Abraço Xkai
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Capítulo 22: Taiki Vs. Shizuka. Um campo de batalha congelado.

Mensagem por xKai em Ter 5 Jul 2016 - 22:20

Comentários:
Mandy-chan: Mandy-swan! Quanto tempo não te vejo te vejo por aqui. Mentira -q Eu também andava um tempo afastado, estou sem pc e obrigado a usar o note da minha mãe para fazer as coisas... Mas que motivos são esses? Já que são bons quero saber n.n A mythology realmente está morta... Quase no ponto de chamar o Kabuto ou reunir as esferas do dragão pra dar um up nisso aqui... Fazer o que, é a vida. Bom, vamos lá ao que interessa, pois é muito coisa que tenho que comentar sobre o seu comentário O.o

Pois é, o capítulo 19 foi meio parado, mas proposital, precisava que fosse assim. E você tem razão, o Kouga é um personagem bem interessante, ele é um paizão mesmo, pois como Taiki é seu único filho, e herdou de forma brilhante a linhagem do clã, ele o trata com muito dengo. Mas ele é bem severo em relação aos treinamentos e técnicas que ensina para ele. Os resumos eu planejava fazer desde o princípio, sério... Seria irritante simplesmente narrar uma história que o anime já contou, outra vez -q Vou ser sincero com uma coisa, no capítulo a seguir acho que até a batalha de Shikamaru Vs. Kin eu resumi com minhas palavras, mas daí em diante eu quase que dei contro- c control-v na Naruto wikia, mudando uma coisa ou outra, pois consumiria muito tempo rever os episódios para fazer resumos bem elaborados. Como você citou, o foco principal são os personagens da fic. Pois é, o Renji é um cara bem comum, assim como o Kyousuke e a habilidade dele reflete bem isso e com certeza ele será explorado mais vezes, já que o time 21 será como o time 10 foi para o time 7 no anime. Sobre a Ayaka, vou te dar um spoiler, ela não teve um crescimento nesta parte mesmo, isso porque ela vai ter um up bem violento na próxima temporada, isso porque ela vai desenvolver seu próprio estilo de Juuken. E ela vai sim usar mais ninjutsu, mesmo que não venha a ter tantos como Taiki e Masaru, afinal a garota tem uma força monstruosa, tem que focar no que já é boa para melhorar ainda mais. Sobre o elemento vento, até me assustei com o seu comentário, pois foi essa a ideia que eu tive. Discursos são sempre bons mesmo -q Sem contar que a maioria deles são servidos por uma ótima trilha sonora. Mais uma vez você acertou, não vou dizer que existe uma amizade entre eles, mas posso afirmar que são conhecidos e que não se desgostam, afinal estudaram juntos na academia. O problema é que o Kuroi não controla muito bem a sua técnica, ele não tinha intenção de ferir o Masaru de tal forma, mas é orgulhoso demais para admitir e acabou por segurar uma aparência de que fez aquilo propositalmente e que talvez faria de novo, tudo para manter a pose. Logo, te afirmo que a falsa sensação de amizades, sim, foi porque ambos são idiotas ^^,



Agora sim fiquei assustado, esse meme é pra você -q A Capitã está pegando todas as referências hein, não escapa uma sequer... Desse jeito vou ter que te desafiar mais vezes kkk Adoro os clássicos da Disney, portanto haverão outras referências como essa. Pois é, o Kuroi é o tipo de pessoa simplória que quase sempre diz o que pensa, então esse comentário sobre o Hayate é bem normal vindo dele, e ajudou bem para descontrair. Como deve ter percebido, o Masaru estava nerfado e não pode fazer muita coisa, mas por outro lado o Kuroi também se segurou bastante e seguiu para a fase seguinte sem mostrar seu melhor, ficando ainda com algumas cartas debaixo da manga. Masaru não será o único, no capítulo a seguir Taiki vai usar de um artifício parecido, Shizuka é séria, mas é de pavio curto, Taiki vai abusar de provocações baratas para tirar a garota do sério de forma que ela tome decisões um pouco precipitadas. O Masaru não é que tenha sido de todo inteligente, a verdade é que mesmo sendo bem idiota ele é intuitivo, mesmo que não demonstre ele possui um ótimo instinto de batalha, talvez o melhor do grupo já que diferente do Taiki ele não tem receio de ferir os outros mortalmente. O Masaru tem uma boa habilidade também com a adaptação, típica de macacos, não acha? Por isso ele consegue simular alguns estilos de lutas que o mesmo reconhece. Sobre a sua dúvida com relação aos espíritos, na verdade a ligação do Masaru com os espíritos é algo complicado que eu ainda pretendo desenvolver, mas no caso da Hitodama é só uma coincidência mesmo! Dizem que chamas azuis são chamas vindas do inferno ou mesmo de outro mundo, daí o nome, esse lado espiritual a fic vai explorar também, mas nada relacionado com isso, mas sim coisas baseadas na mitologia japonesa. Que bom que percebeu, bom, eu não consegui evoluir muito, acho, sequer me acho um bom escritor, ainda não consigo usar as palavras de forma que gostaria. Mas eu achei interessante mudar esse aspecto, mesmo que fique algo mais "pausado", de forma inesperada deixou tudo mais dinâmico, pois é meio estranho imaginar que enquanto tal pessoa luta o tempo parece não fluir para os demais, dando um senso estranho, mas dessa nova forma que coloquei o tempo parece fluir normalmente, enfim, fico feliz que percebeu e espero conseguir manter isso nos próximos capítulos. A luta do Taiki começará neste capítulo e haverá um certo número de ninjutsus, não se assuste, pois se trata de uma luta entre duas pessoas com chakra acima da média, apesar do da Shizuka ainda estar longe de ser comparado ao Taikimonstro -q

Agora tenho uma pergunta para te fazer, para evitar trabalho desnecessário, estava pensando em abrir um servidor do one drive para a visualização online do databook, desse jeito sempre que eu atualizar o databook da fanfic aqui nos meus arquivos atualizará automaticamente e todos poderão ler, acho que acaba sendo mais conveniente do que postar aqui no fórum, depois do reset que teve eu perdi muita informação de databook que eu não havia salvo, daí vem uma grande preguiça de fazer tudo de novo e postar com html... Já fazendo pelo one drive atualiza em tempo real de acordo com os documentos de word e excel, o que acha?

Obrigado pelo comentário e espero que continue acompanhando com tanta empolgação Smile


Feartype: Fala Fear! Pois é, o Taiki levou bem pro pessoal o fato do Masaru ter perdido o olho neste trágico acidente, mesmo sem saber o que o Masaru pensa a respeito. Mesmo que se conheçam há pouco tempo o Taiki jamais teve essa relação de amizade com alguém, Masaru e Ayaka são seus primeiros amigos, e por isso ele acabou se apegando rapidamente aos dois. O que ele pensa estar sentindo é algo como uma traição, como um companheiro de Konoha pode fazer algo tão horrível contra alguém que há pouco tempo atrás compartilhavam a mesma sala de aula, pra ele foi sim um golpe e tanto, por isso toda essa raiva contra  o Kuroi.

Obrigado por estar sempre ligado aqui;



CAPÍTULO 22



Taiki Vs. Shizuka! Um campo de batalha congelado.


Masaru era levado pela equipe médica, seguido por Akane e Kakashi. Sarutobi Hiruzen, o Sandaime Hokage, que apenas ficava na observação estava visivelmente preocupado, porém tinha grande interesse na batalha que vinha a seguir, e manteve-se em seu lugar. Tenten do time Gai acaba por enfrentar Temari, dos irmãos da areia. Tenten iniciou a luta utilizando seu estilo único de combo usando arsenal ninja, que era facilmente bloqueado por Temari. Sem opção, diante da kunoichi da areia a garota é obrigada a utilizar uma de suas melhores técnicas. Tenten abriu um de seus pergaminhos e saltou, manipulando o objeto como se fosse uma fita, formou uma espiral tendo ela como centro, e a cada vez que a garota tocava em um dos selos do pergaminho uma quantidade de armas era invocada e lançada contra sua oponente. Sem esforço algum a loira repeliu todas as armas, forçando Tenten a usar seu trunfo, logo nesta etapa. A usuária de armas ninja se abaixou no chão da arena e apoiou um par de pergaminhos que quando liberados emitiram um chakra com aparência de fumaça que ao emergir tomou a forma de dragões serpentinos que se entrelaçaram, até que ao se chocarem revelam sua verdadeira forma, dois grandes pergaminhos abertos, que giram ao torno de Tenten, que em velocidade atira diversas armas contra Temari, armas estas em que secretamente a garota prendem com fios de aço quase invisíveis. A ninja da areia atacou com seu leque, criando uma forte rajada de vento desviando o ataque, Tenten então puxou de volta os fios que novamente foram facilmente evitados pela ninja, que por mim abriu seu leque e jogou um forte vento cortante contra a ninja de Konoha, a lançando para o alto em nocaute, como se ainda não bastasse, antes mesmo da garota cair no chão a loira fez com que ela se chocasse com seu grande leque fechado, ferindo as costas da garota que caiu totalmente inconsciente. Rock Lee, enfurecido pela crueldade da loira a atacou com um chute, mas foi defendido como se não fosse grande coisa, antes que aquilo se tornasse um problema maior, Hayate parou a comoção e deu sequência nos embates.




Após o combate de Tenten e Temari, o Sandaime Hokage retirou-se da arena, permanecia em silêncio enquanto andava até o subsolo do prédio onde as batalhas aconteciam. Um ambiente escuro e um tanto assustador.
Neste local estavam Kakashi e Uchiha Sasuke. O jounin acabara de selar seu pupilo e estava pronto para selar Masaru. O jovem shinobi estava sem camisa, com os primeiros socorros feitos e várias bandagens cobrindo seu olho ferido. Kakashi, então, aproximava-se dos dois.

– Agora eu vou ter que usar o hitaiate por cima do olho igual o Kakashi-sensei. – dizia o ruivo.

– Nem assim ele perde o bom humor. – dizia uma forte voz vinda do fundo da sala.

Após dizer aquela frase, Hiruzen, saiu das sombras enquanto olhava os dois Jounins. O hokage olhava o selo de seu neto de uma forma preocupada. Por um momento viu o selo no braço do garoto, ao ter aquela visão, coçou o cavanhaque como se estivesse a pensar.

– Não é o selo do céu como de costume. Deixe que eu sele ele. Você deve estar exausto após selar Sasuke e temo pelos efeitos colaterais.

– Sim, Hokage-sama. – respondeu Kakashi.

Assim que pôde, o Hokage, mordeu o próprio dedo e começou a fazer inscrições de sangue ao redor do selo de seu neto. As inscrições formavam um círculo ao redor da marca negra no braço de Masaru e se estendiam por grande parte daquela área. Assim que as preparações estavam completas, Hiruzen começou a fazer uma série de selos de mão e, ao terminá-los, apoiou a palma da mão contra o selo.

–  Fūja Hōin. – pronunciava o sandaime ao realizar a técnica.

Assim que o nome da técnica foi dito, uma luz emanou da mão do Kage e seu neto gritou de forma agonizante. Claramente aquele selamento causava-lhe enorme dor. Enquanto a sala era cheia com o grito de Masaru, os selos de sangue espalhados no chão começavam a rastejar em direção ao selo no braço do garoto. Quando finalmente o fuuinjutsu estava completo, o selo de Mararu brilhou vermelho e, ao retornar a sua coloração preta original, o shinobi caiu desmaiado.





A oitava partida, Shikamaru Nara do Time 10 de Konoha contra Kin Tsuchi do Time Dosu de Otogakure. Começa, Shikamaru, sabendo que estava em desvantagem, porque Kin já tinha o visto usar sua Técnica de Imitação das Sombras na Floresta da Morte, mas ele não viu o estilo de luta dela. Kin começa esquivando da Técnica de Imitação das Sombras e jogando Senbon com e sem sinos, usando cordas para tocar os sinos em posições inesperadas para desviar a atenção de Shikamaru e o atacar por trás. Shikamaru, porém, consegue se ligar a ela com a sua sombra, utilizando as sombras das cordas que ela estava segurando. Kin combinando os movimentos com Shikamaru, cada um pega uma shuriken e a arremessa no outro. Quando chega a hora deles desviar, Shikamaru se abaixa com êxito, mas Kin, tendo anteriormente recuado, bate a cabeça contra a parede e desmaia, o que acaba por ser o verdadeiro objetivo da estratégia de Shikamaru na batalha. Shikamaru emerge como o vencedor.

Naruto, ainda prejudicado pelo Selo dos Cinco Elementos, ficou de lutar contra Inuzuka Kiba do Time 8 de Konoha na nona partida. A luta começou mal para Naruto, especialmente após o ninken de Kiba, Akamaru, entrar na luta e se transformar em Kiba com o Clone da Besta Humana. Naruto faz um retorno com transformações em sequências de Akamaru e depois de Kiba, de modo que, quando Kiba ataca Naruto, a segunda transformação dá origem ao primeiro, levando Kiba a atacar Akamaru (ainda afetado pelo sua transformação. Kiba então se concentra em atacar intensamente Naruto como um contra-ataque, até que Naruto acidentalmente peida, o que surpreende Kiba, cujo sentido do olfato foi ampliado mil vezes no momento. Naruto então derrota Kiba usando clones da sombra para executar uma nova técnica, o Uzumaki Naruto Rendan.


A décima partida traz uma rivalidade familiar, com a luta de Hinata e Neji do clã Hyuuga. Kiba, sendo levado para outro lugar em uma maca, pede para Hinata desistir. Primeiro, Neji agride Hinata psicologicamente, usando seus medos para convencê-la de que ela não tinha possibilidade de ganhar. No entanto, depois de ter sido inspirada pela coragem de Naruto, Hinata decide lutar para provar que ela poderia ser corajosa também. Ambos lutam usando o estilo Hyuuga, o Jūken e o Byakugan, uma Kekkei Genkai que Kakashi afirmou superar o Sharingan. Enquanto que a luta inicialmente parecia aos observadores estar empatada, Neji consegue interromper o fluxo de chakra de Hinata nos braços, desativando sua capacidade de usar o Jūken. Hinata ainda tenta continuar, e só perde pela intervenção do examinador, que interrompe Neji quando ele ia matá-la. A bravura de Hinata ainda consegue inspirar Naruto, ele promete lutar e vencer Neji no terceiro exame. Ayaka que assistiu esta batalha com muita atenção, descobre que Neji não possui apenas ressentimento, mas um profundo ódio para com a família principal do clã Hyuuga, e toma uma decisão, a decisão de tentar mudar o jeito de seu irmão, pois achava que ele estava na verdade machucando a si mesmo.

A décima primeira partida é de Lee contra Gaara dos Irmãos da Areia de Suna. Primeiro, nenhum dos ataques de taijutsu de Rock Lee conseguiram penetrar ou contornar o Escudo de Areia de Gaara, até que Lee retira os pesos que ele usava em suas pernas. O impulso de velocidade era tão grande que a areia de Gaara não poderia seguir os movimentos de Lee, e Gaara foi atingido pela primeira vez em sua vida. Lee então usou seu Omote Renge em Gaara, mas no fim foi revelado que ele tinha derrotado um Clone de Areia. Tendo outra maneira de terminar a luta, e com a permissão de Guy, Lee abre cinco dos portões internos de chakra, resultando na força de Lee, que foi multiplicada imensamente por um curto tempo, mas também gravemente ferido por ele. Ele então começa a bater continuamente em Gaara com sua Ura Renge. No entanto, quando Gaara cai no chão, ele solta sua cabaça de areia como uma almofada para sua queda. Gaara então usa seu Sabaku Kyū para esmagar o braço e perna esquerda de Rock Lee. Maito Gai pula para evitar que Gaara matasse Lee, e lamenta ter ensinado a Lee como abrir os portões internos depois de saber do ninja médico que Lee não poderia mais ser um ninja devido a seus ferimentos intensos. Gaara ganha à partida. Todos os usuários de técnicas oculares haviam observado aquela luta de maneira única, Taiki parecia incrivelmente entristecido, pois além de se comover com a história de Lee, ele realmente ansiava muito em enfrentar o garoto de sobrancelhas grossas.

A penúltima batalha foi de Chōji Akimichi do Time 10 de Konoha contra Dosu Kinuta. Chōji estava relutante em batalha, querendo desistir, mas tentou depois de seu sensei, Asuma Sarutobi, prometer levá-lo para comer se ele ganhasse. Chōji entra na batalha com o conhecimento prévio dos ataques de Dosu baseados em som, e rapidamente utiliza o Nikudan Sensha para tapar os ouvidos dos ataques do ninja do Som, no entanto, Dosu vence transmitindo o seu som através do líquido no corpo de Chōji, assim o derrotando.

Em vista que Taiki seria o próximo a batalhar, Ayaka se aproximou do rapaz com o intuito de ajudá-lo, uma vez que percebeu que ele planejava esconder sua condição até o fim.

– Taiki, me deixe ver este tornozelo. – disse a garota.

– Como assim? Do que está falando? – respondeu encabulado.

– Você se machucou na floresta, depois que foi atacado, não é? – perguntou. – Pois saiba que nenhum detalhe escapa destes olhos, então me mostre de uma vez.

Sabendo que não convenceria a garota do contrário, o rapaz levantou sua perna, mostrando um tornozelo um pouco inchado, devido à uma torção não cuidada. A garota o encarou com insatisfação, pois ele não havia confiado sua condição para seus companheiros de time. Ayaka ativou seu Byakugan por um instante e usando as próprias mãos endireitou o tornozelo do garoto, que aos poucos perdia o inchaço.

– A dor ainda vai continuar, por pelo menos mais uns dois dias, não exagere. – aconselhou Ayaka enquanto olhava para Shizuka.

– Pode deixar... – respondeu de cabeça abaixada, porém antes de se afastar, a chamou mais uma vez. – Obrigado Ayaka, pode deixar, que eu vou vencer! Pelo Masaru também! – disse enquanto sorria ligeiramente.

– Hunf... Bancando o bobo até o último momento, francamente... – ("Sinto que finalmente veremos o verdadeiro Taiki aqui.").


Restavam apenas duas pessoas, portanto sequer seria necessário que o objeto eletrônico fosse usado desta vez. A loira parecia bem confiante, já Taiki não iria querer adversário melhor, já seria um bom começo, talvez algo dentro dele acharia que seria uma ligeira vingança, descontar nela o que Kuroi havia feito com Masaru. O garoto dirigiu-se até a escadaria que leva para a arena, calado. O mesmo foi feito por sua adversária. Ambos se encaravam de frente, enquanto Hayate seguia com as formalidades.

– Acredito que é desnecessário perguntar se irão lutar ou não. – afirmou. – Declaro que a décima terceira batalha, Hakuryuu Taiki Vs. Hasegawa Shizuka, comece!

Ágil, como de costume, Taiki ativou seu Sharingan assim que ouviu o comando do juiz. Shizuka por outro lado, saltou para trás e executou uma série de selos de mãos, ativando então sua habilidade ocular, chamada Hokugan. Os olhos da Kunoichi, agora convertiam-se em uma tonalidade azul em ambos os olhos, com o interior, próximo a pupila de cor rosa, com pequenos pontos brancos ao redor. No momento em que a garota encarou o garoto, sua visão se tornou acinzentada, devido ao uso de sua técnica ocular, sendo agora capaz de distinguir o chakra por cores, cada tipo de chakra, seja elemental ou natural agora possuem cores específicas, a ajudando no uso de estratégias para combate.

– (“Que chakra esse garoto tem... Mas não vai me assustar só com isso, afinal, não importa o tamanho da montanha, ela não pode tapar o Sol.”) – pensou a loira.

Prontamente, Taiki removeu sua espada da bainha e a apontou para a garota, como se aquilo fosse um aviso de que iria começar. A garota, que também carrega uma espada consigo, fez o mesmo e de maneira que o desafiasse para um duelo. Em um instante, Taiki investiu contra a loira, com uma corrida seguida de um pula frontal, a espada do garoto cintilava com algumas faíscas que emanavam da lâmina, enxergando claramente com sua técnica ocular, Shizuka reagiu de maneira inesperada, para Taiki. Acumulou chakra do elemento raio em sua espada e conseguiu bloquear com ataque de Taiki com certa facilidade, fazendo o garoto se impressionar ao ponto de ligeiramente sorrir, enquanto as espadas tiniam entre o contato continuo dos ataques que ambos trocavam de forma exemplar, impressionando algumas pessoas que assistiam a peleja.

– Então você também consegue usar o fluxo de chakra? – perguntou Taiki, em tom de deboche. – Talvez os boatos sobre você ser a mais forte do seu time estão... certos? – perguntou enquanto recuava, esperando por uma resposta.

– Pode parecer impressão minha, mas está vangloriando-se por ser capaz de o fazer enquanto me elogia por tal feito? – questionou.

– Haha! – riu. – Não faz parte do meu estilo se gabar de um talento natural. – implicou o garoto. – (“O que será que estes olhos fazem...? Não notei nada de diferente no chakra dela até agora... Será que devo acabar com isso de uma vez?”)

Taiki estava bem confiante, não era por seu adversário ser uma garota, apenas era habilidoso o suficiente para conseguir medir sua própria força com a de seu oponente, como foi o caso daquele primeiro contato que teve com Shizuka. Porém parecia bem curioso a respeito da habilidade ocular da garota. Logo que ouviu o comentário de Taiki, Shizuka trincou os dentes, parecia bem irritada com a provocação barata de Taiki, rapidamente executou selos de mão para usar um ninjutsu, mas ela não esperava o rápido movimento que o protagonista faria. No instante em que ela iniciou os selos de mão, Taiki em velocidade chocante executou os mesmos selos, os tomões de seu Sharingan por um momento pareciam estar girando e consecutivamente usou a mesma técnica.

Suiton: Mizurappa! – exclamaram de forma simultânea.

Um jato concentrado de água fora expelido através da boca de ambos os combatentes, chocando-se um contra o outro ao mesmo tempo que alagava o campo de batalha. Após a dividida de técnicas terminar em um empate o Hakuryuu ainda fitava uma expressão de plena confiança, já que psicologicamente ele havia não apenas vencido, como causado um dano mental na garota, que agora iria parar para avaliar a situação.

– (“Sharingan, é? Não apenas isso... Ele terminou os selos um pouco antes de mim, por pouco que o ataque dele não me atingiu antes que eu pudesse usá-lo... Não tenho mais porque ficar perdendo tempo...”) – pensou. – Parece que a hora do recreio acabou. Não queria revelar minhas habilidades na presença de tantos, sendo que haverão mais lutas! – exclamou a garota, visivelmente abalada.

A garota retirou de seu estojo de equipamentos um pergaminho e sem pestanejar  o lançou para o alto, o papel se abriu ao mesmo tempo que a garota fechou ambas as mãos formando um selo e utilizando a sua técnica.

Ninpou: Senhari no no Ame!exclamou.


Quando a técnica foi liberada uma quantidade abundante de agulhas emergiu da fumaça esbranquiçada deixada pelo pergaminho, todas as agulhas caindo na direção do garoto, que olhou para cima arregalando bem o seu Sharingan, se preparando para a sua esquiva. Adicionando um pouco de chakra em seus pés, uma pequena espiral de vento surge por debaixo de um dos seus pés a cada vez que ele salta, enquanto utiliza o Shunshin no Jutsu. Trata-se de uma técnica de suporte do elemento vento denominada Fuuton: Soyokaze. O minúsculo turbilhão de vento o garante grande impulso para os saltos, que em conjunto com sua agilidade natural e o uso do Shunshin no Jutsu, torna o rapaz capaz de se desviar de ataques como este, mesmo que a curta distância e em um ambiente fechado, como de fato está. Por causa da distância é impossível desviar-se de todas as agulhas, por isso utilizando sua espada o garoto também a usa para repelir várias das agulhas que viriam a seu encontro. A duração da técnica de Shizuka parecia ser bem grande, e logo no fim, pego pela fadiga, Taiki sofre um descuido e acaba sendo atingido por duas agulhas em seu tornozelo direito. O pergaminho cai no chão, e ao mesmo tempo Taiki faz o seu pouso.

– Hey, não acha que está exagerando um pouco? – perguntou, limpando o suor da testa.

– Se não aguenta algumas agulhadas é melhor desistir, vai ficar bem pior daqui para frente. – ameaçou.

Fora apenas um rápido lampejo, Taiki surgiu por detrás de Shizuka, enquanto a garota ainda via sua “imagem” diante de si, confusa quase não teve tempo para reagir ao ataque.

Zanzou!exclamou o rapaz.Katon: Goukakyuu no Jutsu!

Confundindo Shizuka após se mover de forma tão perfeita e rápida, que a imagem de si mesmo ainda ficou marcada nos olhos da garota, Taiki a surpreende, atacando-a por trás expelindo uma chama em forma esférica de sua boca, que queimava tudo em seu caminho, graças ao piso encharcado pela colisão dos ataques aquáticos, a luta mergulha em um cenário de suspense com uma grande quantidade de vapor tomando conta do campo de batalha. Ainda com dúvidas sobre o êxito de seu ataque, Taiki já inicia seu plano para acabar com a batalha.

Ninpou: Kirigakure no Jutsu! disse em tom baixo.

Utilizando a umidade do campo misturada ao seu chakra, o Hakuryuu levanta um denso nevoeiro, atrapalhando inclusive, aqueles que assistem a luta no andar superior. Até mesmo Hayate se espantou ao ver aquilo.

– (“Não é só ele... Mas todos do time conseguem usar ninjutsus elementais com tão pouca idade... É muito incomum.”) – indagou Hayate.

– (“Ótimo... Com isso o nível de umidade do cenário está favorável para que eu use aquilo.”) – maquinava o rapaz, tirando as agulhas que foram fincadas em seu tornozelo, com uma expressão de incômodo.





No andar superior, a ideia era que não se tratava de uma batalha comum, uma vez que ambos os genins eram extremamente habilidosos. A maioria das pessoas ali já estavam ficando assustadas, por saber que ambos os times 13 e 21, que coincidentemente se enfrentaram, possuem jovens tão promissores. Neji e Gaara observam a batalha com olhares atentos a cada mínimo detalhe, uma vez que reconheceram ambos, Shizuka e Taiki como adversários a altura. Os jounins continuavam em silêncio, porém demonstravam admiração pela batalha que seguia em um bom ritmo.




Shizuka estava ilesa no interior daquela nuvem de vapor, sem que Taiki percebesse a kunoichi utilizou novamente a técnica de água, impedindo assim que a bola de fogo a atingisse, porém aquilo acabou gastando mais chakra do que a garota ansiava. A garota sorria de forma perspicaz, agora poderia virar o jogo, utilizando a técnica do adversário contra ele mesmo, uma vez que poderia fazer um excelente uso de sua técnica visual agora.

– ("Esta técnica também afeta o Sharingan... Assim como o golpe anterior ele se colocou em uma situação desfavorável com a própria técnica.") – pensou. – Parece que entendeu errado a minha técnica. Diferente do Sharingan que é capaz de ver o chakra pela cor, eu consigo decifrar qualquer tipo de chakra por suas respectivas cores. Cada tipo de chakra possui sua cor específica e mesmo que eu esteja vendo uma massa de chakra azul, feita por esta técnica, eu sou bem capaz de ver uma massa de chakra multicolorido se movendo no interior da massa azul. – dizia. – ("Por outro lado isso também indica que esse garoto consegue usar as cinco naturezas de chakra..? Mas que absurdo!") – indagou. – Já você sequer sabe onde eu estou a garota, ainda planeja continuar com essa brincadeira? Saiba que agora você não passa de um gatinho assustado que foi mordido pela própria presa.

– ("Será que ela está blefando...? Não, isso quer dizer que sua técnica ocular funciona de forma diferente, então ela consegue apenas ter uma boa visão do chakra, uma técnica de rastreamento sem qualquer outra habilidade. Nesse caso eu posso atacar de curta distância, temendo apenas suas habilidades em kenjutsu.") – matutou o garoto. – Interessante... "Nezumi-chan". Mas acontece, que vou te mostrar, que não é bem assim como você pensa. – respondeu Taiki. – (“Preciso ganhar tempo para concentrar chakra o suficiente. Já que ela propôs uma briga de gato e rato, vamos entrar no jogo.”)

Sabendo que não havia como escapar da visão de Shizuka, mesmo em meio aquela neblina, Taiki começa a se movimentar pelas laterais da arena, enquanto atira Shurikens na direção da garota, que utilizando sua Katana repele com facilidade.

– Tsc... Consegue me ver com esse nevoeiro? – reclamou.

– O Sharingan distingue o chakra pela cor, como você mesmo disse. Logo se a técnica foi feita com o meu próprio chakra, eu sou capaz de adaptar meus olhos para que não seja atrapalhado pela minha própria técnica. – disse o garoto se aproximando cada vez mais da garota.

– Como quiser! Essa neblina não afetará em nada a maneira como eu vejo você!

A loira foi ao encontro do rapaz e logo fagulhas saltavam do interior do nevoeiro com o contato das espadas, aquela cacofonia ecoava pelo ar, como se fosse uma orquestra de espadachins natos. A garota rebateu com um corte lateral, mirando o pescoço, seria um ataque letal, porém Taiki, que possui o Sharingan, consegue ler os movimentos feitos pela garota, rapidamente abaixou-se e acertou uma rasteira bem executada, derrubando-a. Era a chance perfeita, porém quando o garoto investiu novamente contra a moça, foi ao chão como uma panqueca, totalmente confuso sobre o que havia acontecido.

– Heh... Finalmente fez efeito... – sorriu Shizuka, ao levantar-se. – Minhas agulhas foram embebidas com anestésico, acredito que sequer está sentindo a sua perna agora, não é mesmo?

– (“Agulhas preparadas? Merda... Como fui cair nisso... Não, está tudo bem... Mantenha a calma, ainda posso usar aquele trunfo, só preciso de mais alguns segundos”)

Decidida a devolver a humilhação que passou a mulher avançou contra o garoto, o chutou com força o bastante para que ele saísse do chão e fosse alguns metros para cima, saltou em sequência lhe desferindo uma série de quatro socos frontais, sendo que o último seria com a intenção de atirar o garoto contra a parede, mas com esforço Taiki se defende, se recuperando em pleno ar e bloqueando com um de seus punhos, mas ainda assim caiu no chão, já que sem poder usar uma perna estava sem equilíbrio. A garota iria soca-lo novamente, quando o garoto então puxou o “ar” a sua frente, revelando que na verdade segurava fios de aço, quase que invisíveis e puxou de volta as shurikens que haviam sido repelidas por Shizuka em seu ataque anterior, a garota utilizou uma sequência de cambalhotas para trás desviando, era a intenção de Taiki, que com isso ganhou os preciosos segundos que precisava.

– Não esperava que fosse boa também em Taijutsu, que perigo... – suspirou, enquanto limpava uma gota de sangue que escorria de seu lábio. Hyouton no Jutsu! – exclamou, após executar os selos de mão.

A neblina começou a baixar o chão molhado começou a congelar e o junto com a neblina fora de arrastando até que todo o piso estivesse congelado. Agora ambos estavam em um verdadeiro campo de batalha congelado.

– (“Parece que dei sorte, sinto os movimentos voltando, mesmo que aos poucos... Que bom que foram apenas duas agulhas que me acertaram.”) – analisou. – Sabe, estou bem familiarizado com o gelo, mesmo com apenas uma perna disponível agora a mobilidade não é um problema. Obrigado pela água de antes. – provocou.

O nevoeiro se dissipou completamente, Taiki estava sentado no chão, aguardando o movimento de Shizuka, que o encarava repleta de raiva. Mesmo sendo de natureza calma, Taiki parecia saber como tirar a garota do sério, fugindo de sua personalidade pacífica e sendo um tanto quanto provocador a garota agora anseia por sua cabeça.

– ("A névoa o tempo todo era para esse objetivo...? Criar gelo com o próprio chakra requer um controle muito bom... Sabendo disso ele concentrou a umidade dentro da arena levantando aquela neblina e a utilizou como fonte de alimento para sua técnica... No começo eu não imaginava que ele fosse desse tipo, mas ele sem dúvida merece o título de gênio...") – pensou a garota, enquanto se enfurecia. –  Está se achando demais, não acha?! – gritou a moça alterada. – Parece um tanto embriagado... Dizem que a tolice só é curada com a morte, que tal comprovarmos isso? – ameaçou.




No andar superior, Renji e Kuroi que assistiam ao lado de seu jounin tutor estavam estupefatos com aquela batalha, porém Renji demonstrava um incrível temor, o garoto tirava até seus óculos para comprovar o que estava prestes a assistir.

– Esse garoto... Ele vai morrer! – exclamou. – Trouxe à tona a natureza sádica da Shizuka... Ela vai despedaçar ele...

– É o que ele ganha por fazer provocações baratas, como ela mesmo diria: cão que ladra, não morde. – respondeu Kuroi.

– Oi... Mesmo que a Shizuka use muitos kotowaza... Isso é demais até mesmo pra ela. – cochichou Ayaka, que observa a comoção de longe.

Kouga que estava próximo, colocou uma de suas mãos sob o ombro da preocupada Ayaka e sorriu para a garota, enquanto com a outra mão fazia o sinal de vitória, para que ela não se preocupasse tanto.

–  Não precisa se preocupar com esse idiota. Afinal, ele se parece muito com a mãe, sempre extrapolando no ninjutsu, apesar de que, o chakra dele não se compara com o da mãe. –  ("E ainda está em ascensão, quando estiver totalmente maduro será pelo menos duas vezes maior que o meu...")




CONTINUA...
Nunca morda um tigre, seu rato maldito!




Notas:
Fūja Hōin(Supressor do mal): Essa técnica é usada para suprimir marcas induzidas por uma técnica numa pessoa. Marcas de poder mais fraco podem ser completamente suprimidas por essa técnica, mas marcas de poder mais alto como o Selo Amaldiçoado, fazem com que o poder do selo se torne dependente da força de vontade do recipiente até certo ponto, especialmente se o selador não é experiente o bastante para fortalecer o selo com seu próprio poder. O selo também pode segurar certas Kekkei Genkai.

Uzumaki Naruto Rendan(Combo de Uzumaki Naruto): Usando a Técnica Clones das Sombras, Naruto divide-se em cinco. Gritando "U-ZU-MA-KI", os quatro clones chutam o inimigo no ar. Então, enquanto o inimigo está flutuando no ar, Naruto termina dando um forte golpe com seu calcanhar girando e gritando "Naruto Rendan!", lançando o inimigo com força em direção ao chão. O nome da técnica é diretamente baseada no Shishi Rendan de Sasuke Uchiha, que foi baseado no taijutsu de Lee, no entanto, pode ser considerado um ninjutsu original de Naruto.

Omote Renge(Lótus frontal): Requer a abertura do primeiro dos Oito Portões, dando ao utilizador cinco vezes a sua força normal. O utilizador lança o oponente para o ar e depois usa a Sombra da Folha Dançante. Uma vez atrás do oponente, o usuário o prende e leva-o girando em alta velocidade de cabeça para baixo em direção ao chão, soltando-o no último minuto. Porque ele usa um dos portões de chakra, o usuário fica extremamente cansado, tornando esta técnica uma "faca de dois gumes".

Ura Renge(Lótus reversa): Esta técnica é uma versão mais avançada e destrutiva da Lótus Frontal, que requer pelo menos três dos Oito Portões abertos (em todos os casos em que têm sido utilizado, cinco portões são abertos). Uma vez que os portões estão abertos, o usuário joga o alvo no ar e o ataca a uma velocidade sobre-humana antes de batê-lo com um braço e um pé, mandando o alvo direto para o chão. A técnica é geralmente fatal devido à velocidade e ao poder por trás do ataque.

Sabaku Kyū(Caixão de areia): O Caixão de Areia é uma das técnicas assinaturas de Gaara, que durante toda sua vida foi usada como meio de assassinato próprio, resultando no cheiro de sua areia utilizada para essa técnica. Em sua primeira aparição, o controle tão perfeito dessa técnica levou o Time Kurenai assustar-se perante a ela.

Nikudan Sensha(Tanque da bala humana): Um truque de taijutsu ameaçador que converte o quadro fisíco do usuário em uma arma destrutiva. Primeiro o usuário usa a Técnica do Tamanho Múltiplo para tornar-se uma bola de tamanho humano, então ele dobra seus membros e utiliza o chakra para impulsionar-se em um rolo poderoso. Sua efetiva utilização de peso e de força de rotação é capaz de causar uma grande destruição, o suficiente para pulverizar a mão de alguém com um simples toque. É difícil para o usuário ficar nessa forma. Esta técnica tem o efeito adicional de proteger os ouvidos do usuário.

Hokugan(Técnica Ocular do falcão): Esta é uma técnica ocular especial criada por Shizuka para ler o chakra de seus oponentes e poder utilizar de forma mais eficaz suas habilidades. Chamado de Hokugan, este jutsu faz com que sua usuária enxergue um mundo incolor e acinzentado onde os chakras se destacam por serem as únicas coisas coloridas. Desta forma a jovem não só consegue localizar formações de chakra como também determinar seu volume ou quantidade e a natureza de que é feito. Outra habilidade útil é diferenciar chakras hostis de amigáveis, podendo reconhecer aliados ou inimigos a distância, permitindo ainda memorizar um padrão de chakra para rastreá-lo facilmente mesmo em meio a vários outros. Além de suas leituras esta técnica consegue acelerar a visão de Shizuka para que ela possa ler os movimentos do oponente. No entanto apesar de útil e de quase não consumir chakra seu uso é extremamente cansativo e uma simples situação que faça a jovem perder a concentração pode desativá-la.

Suiton: Mizuruppa(Liberação da água: Trompete de água): O usuário lança um jato grande de água da sua boca através de sua mão. Isto dá a aparência de tocar um trompete, daí o nome.

Ninpou: Senhari no Ame(Arte Ninja: Chuva das Mil agulhas):O usuário da técnica arremessa um pergaminho para o alto que se abre enquanto este realiza alguns selos com suas mãos, invocando 1000 agulhas que caem sobre o campo de batalha como uma espécie de chuva mortífera podendo ou não ser venenosa.

Fuuton: Soyokaze(Liberação do vento: Brisa suave): Enquanto salta o usuário desta técnica consegue adicionar chakra nos pés, criando uma pequena espiral, quase que invisível, abaixo de um dos pés, tomando assim um impulso em pleno ar, lhe permitindo saltar mais alto, como se fosse um pulo duplo. Aparentemente a técnica não requer o uso de selos de mão para ser utilizada.

Ninpou: Kirigakure no Jutsu(Arte ninja: Técnica de ocultação na névoa): Essa técnica de deslocamento é uma especialidade dos ninjas de Kirigakure, onde se cria uma névoa levantando um pouco de água a partir de qualquer fonte existente ou jogando pela boca,[2] eles entram e saem do campo de visão à vontade. A espessura da névoa é controlada pela quantidade de chakra acumulada dentro dela. Ele não pode enganar o Byakugan, mas, devido ao nevoeiro que está sendo criado com o chakra do usuário, qualquer usuário do Sharingan e do Rinnegan verá a cor do chakra do oponente espalhada na névoa, o que possibilita o usuário da técnica se esconder dos usuários de dōjutsu.

Hyouton no Jutsu(Técnica da liberação do gelo): É uma kekkei genkai de natureza avançada, e permite que os usuários combinem o chakra à base de vento e água para criar e manipular gelo, formando-os em várias estruturas.

Nezumi: Rato em japonês. Quando Taiki chamou Shizuka de "Nezumi-chan" foi em referência a ele ter dito que ele parecia um gatinho assustado que foi mordido pela própria presa, presa essa que normalmente é um rato.


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Capítulo 23

Mensagem por xKai em Qui 8 Set 2016 - 15:06

CAPÍTULO 23



Nunca morda um tigre, seu rato maldito!

Enquanto a batalha envolvendo Taiki, do time treze de Konoha, contra Shizuka do time vinte e um, também de Konoha, aqueles que assistem as lutas demonstram uma certa empolgação, até mesmo Kuroi e Renji colocavam em dúvida a vitória de Shizuka.

– Eu não estou preocupada, Kouga-san. – respondeu Ayaka, olhando confiante para o garoto. – Ele é gentil e não gosta de ferir os outros, mas ele prometeu que derrotaria o Kuroi, e para isso ele deve passar pela Shizuka. Ele vai vencer todos que tiverem no caminho. – (“Você  consegue mudar as pessoas, mesmo quando elas agem de forma rude com você, está sempre sorrindo.”)

O homem apenas entregou um sorriso orgulhoso, era o suficiente para ele naquele momento.




Antes do exame Chuunin ter início, Taiki, Masaru e Ayaka treinam juntos em um campo de treinamento de Konoha. Os dois garotos enfrentam a garota em uma disputa de Taijutsu, onde Ayaka consegue impor grande vantagem, até que Masaru utiliza o seu Katon: Hitodama. Obrigando Ayaka a utilizar o seu Hakkeshou Kaiten para repelir as orbes de fogo. Quando a moça parou com o giro, Taiki utilizou seu veloz Shunshin no jutsu e a rendeu.

– Não é justo! – reclamou a moça. – Era pra ser um combate de Taijutsu.

– Haha! – riu Taiki. – Mas você foi a primeira a quebrar as regras, o Byakugan é um Doujutsu! – respondeu. – E além do mais... Porque não tenta aprender algumas técnicas de ninjutsu? Não se pode vencer todas apenas com taijutsu, e se você enfrentar um lutador de longa distância, do tipo que não te deixa chegar perto, ou então enfrentar um usuário de taijutsu melhor do que você, é bom rever suas prioridades. – orientou.

– Se quiser eu te ensino a Hitodama! – disse Masaru. – É só fazer esse selo, mais esse, esse também levantar a bunda um pouquinho, soprar e swoosh! – completou.

– Não é assim que funciona... Idiota. E não acho que é desse jeito que você faz a técnica também... – pensou Taiki, suando frio. – Pra começar ela precisa saber qual é a sua natureza de chakra, pra isso nós usamos um “Chakura no kami”, um papel especial que reage ao chakra, dependendo do que acontecer com ele saberemos a natureza de seu chakra. Se for fogo o papel vai queimar e virar cinzas, se for vento ele será dividido ao meio, se for relâmpago ele vai amassar, se for terra ele vai se desfazer e virar poeira e por fim, se for água ele irá encharcar.

– Até que você sabe das coisas... – implicou Masaru.

– Mas é claro, informação também é uma ferramenta ninja.

– Certo, certo, chega vocês dois... Me dê logo esse papel. – disse a garota, já ansiosa.





– (“Não só pude aprender ninjutsu, como pude ver até mesmo o Masaru se empenhando mais nos treinamentos, ainda mais já que ele o vê como um rival. Você definitivamente vai superar essa sua fraqueza, se não conseguir sozinho, poderá contar com o Masaru, Akane-sensei e eu.”)

– Como vão indo as coisas por aqui? – perguntou Akane, de volta ao local.

–  Sensei! Como está o Masaru?

– Vai ficar bem, já cuidamos daquele problema, mas o seu olho ferido... – respondeu Akane, com um sorriso seguido por um lamento.

–  Entendo... Bom, quando sairmos daqui vamos ter que comprar um tapa olho bem legal, não é?

–  Ayaka... Não é do seu feitio fazer piadas. – disse Akane, curiosa.

–  Não é piada sensei! E além do mais, é exatamente o que o Masaru iria querer fazer.

–  Ah... Sabe qual foi a primeira coisa que ele nos disse quando terminamos? "Agora vou ter que usar o hitaiate  por cima do olho, igual o Kakashi-sensei". Francamente...

–  Bem típico do Masaru. –  disse Ayaka, sorridente.

–  Isso quer dizer que o Masaru está bem, tô certo! –  dizia Naruto, ouvindo a conversa.

Naruto, Sakura, Akane e Ayaka dialogavam um pouco mais, enquanto assistem a batalha de Taiki, desta vez com mais atenção, uma vez que uma das possíveis causas de preocupação já havia sido resolvida.




Taiki apenas mantinha-se calmo, estava sentado sobre o piso congelado enquanto aguardava a iniciativa de sua adversária, já enfurecida. A loira acumulou chakra da natureza do relâmpago em sua espada e em disparada partiu para o ataque. Mesmo estando com uma perna dormente, Taiki veloz como nunca escapou do ataque da garota como se tivesse sido muito fácil. Shizuka desequilibrou-se por causa do gelo e com muito esforço manteve-se de pé.

– ("Então ele usou o gelo para deslizar? Vamos ver como ele vai escapar dessa vez.") – pensou.


– ("Mais um pouco e essa dormência vai passar, parece que o anestésico não penetrou muito e por sorte acabou aliviando a dor do meu tornozelo. Se não fosse aquela ajuda da Ayaka isso poderia se complicar um pouco... Enfrentar alguém da mesma vila é mais difícil do que eu imaginei.") – anuiu o jovem.

Os olhos da garota voltaram ao seu padrão normal de cores, no caso um azul e o outro verde. O que indicava a desativação de sua técnica ocular, em contrapartida um chakra de tom amarelo percorria seu corpo desde os pés até a cabeça, podendo ser visto claramente a olho nu.

Shizen Kanzen: Kemono Kairiki! – gritou a garota enquanto fincava sua espada no gelo e cerrava os punhos.

A técnica em questão concede ao usuário um aumento proporcional de chakra e uma força bruta assustadora, porém tudo isto por um curto período de tempo, a cada ataque feito e movimento executado o usuário perderá este aumento proporcional e quando sua força estabilizar novamente o praticante sofrerá de dores musculares, tontura e fadiga. Taiki, que tentava ganhar tempo a observou com olhos atentos, percebendo que o chakra da garota aumentou repentinamente, concluiu então que aquilo se tratava de algum tipo de último recurso.

– ("Bem na hora!") – pensou, percebendo que sua perna voltara ao normal.

Shizuka esmurrou violentamente o piso de gelo, levantando consigo uma cortina de destroços de gelo. Os fragmentos do campo de batalha eram uma mera distração, a garota passou direto em linha reta, acumulando chakra nos pés saltou e mergulhou na direção do garoto executando uma voadora.

– Que força bruta monstruosa! – disse Taiki, enquanto corria pelo gelo em altíssima velocidade, utilizando de sua habilidade natural com tal cenário.

Mesmo que o ataque de Shizuka tenha errado, novamente era erguida uma cortina de destroços, misturados entre fragmentos do piso e de gelo, um deles acertava o garoto bem no rosto, criando um corte superficial. O objetivo de Shizuka nesta altura já parecia bem óbvio, destruir a camada de gelo ao mesmo tempo que tentava atingir Taiki com toda sua força, uma vez que bastaria atingir uma única vez com aquela força monstruosa, para que a luta tivesse fim.





Kouga observa atentamente todos os movimentos que o filho executava, e parecia um tanto quando decepcionado. Cerrava os punhos e trincava seus dentes com muita raiva ao ver a atuação exagerada e sem sentido que seu filho fazia, do seu ponto de vista. Por um instante o homem fechou os olhos, segurou firme em uma das grades de proteção, e com todo o seu espírito o homem gritou.

– Seu grande idiota! O que pensa que esta fazendo, seu merdinha?! Você está no exame chuunin! Todos lutaram dando tudo o que tinham até agora e você está sendo patético, está enfrentando a elite! Em batalhas as pessoas se machucam, não pode evitar isso! Mostrar tudo o que tem é o maior orgulho que se pode dar, tanto para você quando para seu oponente! – sorriu. – Corra, avance e grite! Você não é assim, Taiki! Provocador e arrogante? Você pode não gostar de ferir os outros, mas adora lutar mais do que tudo, mesmo quando está com medo perante a alguém mais forte que você, abra seus olhos e seus ouvidos!




Ouvindo tais palavras de apoio vindas da pessoa que mais admira, Taiki por um momento congelou, não conseguiu se mover, um estranho calafrio percorria cada célula de seu corpo. Seus olhos arregalavam a medida que Shizuka se aproximava, a moça executava um cruzado de direita que causaria sérios danos na face do garoto em caso de ser atingido.

– Acabou! – gritou Shizuka.

Os tomoes de seu sharingan giravam em grande velocidade, prevendo exatamente onde o ataque de Shizuka iria acertar, o garoto curva seu corpo na direção oposta, assim evitando o ataque, imediatamente agarra o pulso da garota e então torce um dos seus braços, enquanto com o outro, o garoto impediu seu avanço e a atingiu com um chute no meio do estômago fazendo a garota voar alguns metros e cair no gelo, deslizando.

– Em pensar que eu iria precisar da sua ajuda... Velho chato. – disse Taiki sorrindo. – Certo, Nezumi-chan, agora é a hora da caça. Você gosta de kotowaza, não é? Então aí vai um original: "Você disse que um rato encurralado morde o gato, mas não havia percebido que mordeu um tigre, não é?"

A marca tatuada no peito do garoto começara a brilhar tão intensamente que era possível ver sua luz, mesmo por debaixo das roupas do rapaz. Um chakra frio envolvia o corpo do garoto, um vento gelado que despertava como se fosse o prelúdio de uma nevasca. A aura da face de um tigre das neves rugindo era emanada por aquele poderoso chakra, enquanto o garoto olhava intensamente para a garota, que o via como ser alguém maior do que ele na verdade era.

– ("Genjutsu: Sharingan!") – disse por pensamento.

Um grande e feroz tigre branco avançava na direção da garota, carregando consigo uma nevasca que destruía todo o cenário consigo. Na verdade era uma mera ilusão criada pelo Sharingan de Taiki, a garota estava imóvel e a maioria apenas imaginava que nenhum dos dois lutavam, até que o rapaz caminhou em lentos passos na direção da garota, empunhando sua espada.

– G-Genjutsu? – gaguejou a garota assustada, estava imóvel.

– Desculpe por não ter ido com tudo desde o começo... Talvez eu estivesse me segurando como o meu pai disse, sabe não é uma coisa que eu me orgulhe... Mas essa natureza pacífica que eu tenho, as vezes acaba sendo uma boa qualidade, mesmo que não ajude nas batalhas, na verdade atrapalha um pouco. – disse.

Taiki golpeou a garota com o cabo de sua espada na altura da nuca, nocauteando-a de forma instantânea, a luta acabou.

– Se houver um próxima vez, eu lhe garanto que vou ir com tudo desde o início, mesmo que não vá ter muita graça. – gabou-se, por fim piscou um dos olhos para a garota enquanto mostrava sua língua.

– Hasegawa Shizuka não se encontra em condições de continuar. Portanto, o vencedor do décimo terceiro combate é Hakuryuu Taiki! – apontou Hayate.




– Tsc... Parece que ele percebeu a grande falha da técnica da Shizuka... – dizia Kyousuke

– Falha? – perguntou Renji.

– Sim. Como ela precisa estar bem enfurecida para que possa utilizar aquela força bruta, ela acaba ficando mentalmente vulnerável a qualquer tipo de provocação. Bastou um contato visual durante aquela troca de golpes para que pegasse ela em um genjutsu, que é a sua grande fraqueza. Mas ela lutou bem, considerando o adversário.

– Não vejo a hora de acabar com ele! – disse Kuroi, ansioso.

– Muito bem Taiki! – ("Eu sabia que você ia conseguir.") – manifestou-se, Ayaka. Gritava tão alto que quase todos no recinto puderam escutar.

Visto que o juiz dera o veredicto, o rapaz subiu as escadas laterais com ar vitorioso, se não fosse pela ligeira vergonha que sentia, de ter que encarar seu pai quando estivesse lá, talvez por este motivo estivesse subindo a escada em passos tão lentos. Assim que chegou, o clima não parecia tão tenso quanto imaginou, Ayaka e Akane pareciam bem contentes e o elogiavam, enquanto seu pai Kouga, apenas desviou o olhar, como se não tivesse nada para dizer, quanto na verdade, não podia esconder o orgulho que sentia, mesmo reconhecendo que Taiki havia sido um idiota durante a batalha. Agora que todos os combates foram encerrados, Hayate pediu a presença de todos aqueles que avançaram para a próxima etapa seguirem para a arena, onde iriam receber uma explicação sobre a fase seguinte da competição. Oito ninjas de Konoha, três de Suna e um de Oto. Juntos de Hayate estavam o Sandaime Hokage, que pessoalmente faria as formalidades, Mitarashi Anko e Morino Ibiki.

– Nas rodadas finais, cada um de vocês irá colocar suas habilidades de combate em jogo. Mostrarão o poder e o controle que obtiveram em suas respectivas disciplinas. Portanto as batalhas ocorrerão daqui a um mês, para que estejam em condições físicas para darem o seu melhor, assim como poderão treinar e adquirir novas habilidades.

– Isso é tudo? – perguntou Neji.

–  É claro que não. –  respondeu Hiruzen. –  Esse tempo também servirá para que sejam distribuídos convites para todas as nações, incluindo lordes feudais e pessoas importantes, que terão claros interesses em descobrir novos talentos, ou simplesmente o prazer de assistir um belo combate. Se gostarem da atuação dos ninjas de um vilarejo em específico, o número de trabalhos que o mesmo receberá vai sofrer um aumento significativo, e é isso o que buscamos. Como havia mencionado anteriormente, essa é a verdadeira face do exame Chuunin, uma guerra disfarçada de competição entre várias nações.

– Não acha o tempo exagerado? – retrucou Kankurou.

– Como podem ver, todos aqui que lutaram, ou grande maioria assistiram os combates até o fim, este período também servirá para que aprendem novos truques, uma vez que suas habilidades agora não são mais desconhecidas. Não se pode vencer sempre usando os mesmos truques velhos.

Anko logo se aproximou do sandaime, carregava consigo uma caixa de papelão bem simples, a única peculiaridade seria um buraco na parte superior, onde seria utilizado para a realização do sorteio que seria explicado a seguir.

– Peço que todos peguem um pedaço de papel na caixa que Anko está segurando. – ordenou.

– Fiquem todos parados, eu irei até vocês. – disse a mulher.

– Assim que todos pegarem um papel, da esquerda para a direita me digam todos os seus números, para que marquemos neste diagrama. – disse Ibiki, segurando uma caneta e folha de papel.

Como Sasuke não se fazia presente, o número que restou sem ser escolhido seria o seu número. Uma vez que todos estavam com seus números a amostra, Ibiki os anotou em um diagrama.

– Ibiki, poderia mostrar qual ninja irá lutar contra quem? – ordenou o sandaime.

– Mas é claro. – disse, virando o diagrama, onde continha os nomes dos combatentes, seguido de seus números, já formados.

Os participantes observam o diagrama com grande interesse em saber quem deverão enfrentar, talvez por acaso do destino certos combates pareciam estar ali meramente para que certas dívidas pendentes fossem acertadas. Logo no primeiro combate Naruto contra Neji, o segundo combate envolveria Sasuke e Gaara, em seguida Shino contra Kankurou, Taiki contra Kuroi, Shikamaru contra Temari e então Dosu contra Ayaka.


– ("Não esperava lutar contra ele tão cedo, melhor que isso seria impossível. Dessa vez eu lutarei usando tudo o que tenho, não vou me afobar, muito menos me conter.") – disse Taiki, que encarava seu futuro adversário, com um olhar mais serio do que seu habitual.

– ("Então eu vou lutar com aquele que parece uma múmia? Vai ser difícil lutar contra ele, se eu me aproximar aquela ferramenta que ele usa mais ser um problema...")

–  Com licença, tenho uma dúvida. –  apontou Shikamaru.

– Pode dizer. –  disse Hayate.

– A forma que este torneio foi organizado, levando em consideração o jeito que este diagrama foi desenhado, mostra que haverão três finalistas ao fim da competição, como farão nesse caso?

– Nesse caso é bem simples, os três lutarão ao mesmo tempo, uns contra os outros. –  respondeu.

– Cara, mas que saco... – reclamou.

– ("Um pouco injusto, aposto que muitos devem possuir habilidades que não se tornam muito úteis quando não se está no um contra um.") – assentiu Taiki.

Naruto era outro que não conseguia esconder sua empolgação, mesmo que estivesse nervoso. Teria a chance perfeita de se "vingar" de Hinata, enfrentando Hyuuga Neji, alguém com quem rivalizou durante a terceira fase da competição. Já Gaara, dos irmãos da areia parecia muito interessado em Uchiha Sasuke, sabendo que o mesmo não havia mostrado todo o seu potencial no combate que teve anteriormente.




Logo todas as formalidades e explicações do exame que seguiria chegaram ao fim e com isso os competidores foram para seus devidos lugares, outros inclusive, saíram do prédio da academia. Taiki se dirigiu até onde estavam Ayaka e Akane, seguro de si, com uma expressão mais vitoriosa do que antes.

– Sensei, poderia me levar até o Masaru? – perguntou Taiki.

– Claro, venha você também Ayaka. Mas me prometam que não vão deixar ele muito afobado, a condição dele ainda não está muito boa.




Juntos, os três seguiram até a enfermaria da academia, onde Masaru estava repousando, ou pelo menos era o que ele deveria estar fazendo. Assim que chegam ao local se deparam com uma cena, no mínimo inusitada. Estavam Masaru e Konohamaru, um olhando para o outro de forma ininterrupta, era algum tipo de disputa onde o primeiro que piscar os olhos perderia, qual mérito isto teria? A mera satisfação de ter vencido. Ayaka e Taiki pareciam boquiabertos, porém felizes, perceberam de imediato que Masaru estava com um olho enfaixado, logo notaram que o mesmo perdera a visão daquele lado, mas ainda assim ele parece não ter perdido seu vigor. Akane de nada se impressiona, já parecia estar acostumada com tal atitude da parte de Masaru, estava contente em ver que a relação entre o trio continuava a evoluir, mesmo neste tipo de situação. Subitamente, Konohamaru dispara a rir, alegando que o fato de Masaru estar "caolho" era uma vantagem, neste tipo de competição.

– Não me venha com essa Konohamaru! – gritou. – Eu ganhei e pronto!  

– Não é justo Masaru-niichan! Com um olho só você tem metade da dificuldade, e assim só um olho fica ardendo!

– Mas é claro que só um vai ficar ardendo, não sei se você sabe, mas o outro foi torrado! – berrou outra vez.

– Tudo bem, tudo bem... Konohamaru-chan, será que poderia nos dar licença um instante? – perguntou Ayaka, afastando a briga de ambos.

– Com você pedindo assim... Não. – afirmou, e logo voltou sua atenção para Masaru.

– Eu não estou pedindo, estou mandando! Some daqui seu pestinha, antes que encha essa sua cara de pontapés! – gritou Ayaka, enquanto estrangulava Konohamaru com uma das mãos, o obrigando a sair do recinto.

– Isso não vai ficar assim...! – disse chorando. – Meu avô é o Hokage! – saiu da sala.

– ("Sutil como uma pedra...") – pensou Taiki, olhando para a garota.

– Algo errado? – perguntou Ayaka, retribuindo o olhar.

– Nada não... Só estava olhando pra você. – disse ligeiramente, desviando o olhar para Masaru novamente. – Ayaka e eu estaremos na próxima fase, e além do mais... Parece que vou lutar contra ele logo de cara, vou dar um jeito nele pra você. – disse, mudando de tom.

–  Ah isso... Não se preocupem com isso... Tipo, não é que aquele idiota tenha feito de propósito. – respondeu o ruivo.

– Então acho que vou ser egoísta e fazer disso um disputa pessoal. – disse Taiki, se retirando do local em lentos passos.




– Ele não costuma se comportar desse jeito... – disse Ayaka. – Até parece que os ocorridos no exame chuunin mudaram ele.

– Você é realmente bem esperta, garotinha. – disse Kouga, entrando. – Ele não gosta de machucar as pessoas, mas ele tem um descontrole, podemos dizer que é uma boa qualidade se olharmos por outra perspectiva. – explicou.

– Descontrole? – perguntou Akane, curiosa.

– Ele adora lutar. Foi treinado por mim, no fim das contas... Ele adora correr, e treinar por aí, tal como lutar, é o jeito que ele demonstra sua liberdade, mesmo que seja preguiçoso e estabanado algumas vezes.

– Isso explica bastante coisa... Por isso ele sabe bastante coisa sobre sobrevivência e ninjutsu. – disse Ayaka, achando engraçado.

– Solitário também. O Taiki não tem amigos em nosso vilarejo, ao menos ele tinha até um certo acidente. Quando era pequeno, durante uma brincadeira inocente ele acabando machucando seus amigos e desde então passaram a evitá-lo. Não é toda criança que é capaz de utilizar ninjutsu com apenas cinco anos, é o que chamam de genialidade.

– Compreendo. – disse Akane. – Mesmo que ele seja um rapaz alegre, sempre percebi uma certa solidão.

– O mais forte sobrevive, é a lei da natureza. Observando o comportamento dos animais da montanha, foi desta forma que o Taiki passou a viver, aproveitando ao máximo sua liberdade e acreditando neste fato. – pausou. – Mas sempre que luta contra alguém, contra alguém que ele precisa ferir, acho que ele deve se lembrar dos acontecimentos passados que o levaram a ter esse medo. Como são amigos do Taiki, não tinha porque eu guardar isso para mim apenas, acredito que vão conseguir entender melhor aquele idiota, tendo isso em mente. Até qualquer hora, preciso ir falar com ele mais uma vez, sabe coisas de pai e filho. – disse, desta vez se retirando.

– Obrigado Kouga-san. – disse Ayaka, sorridente.

– Valeu tio, agora a gente sabe porque ele é tão cabeça dura. – disse Masaru.

– ("Olha quem fala...") – pensava a menina.







Taiki perambulava pelo prédio, quando deu de cara com algumas pessoas que comentavam sobre a situação de Rock Lee e de Uchiha Sasuke, dois dos participantes que estavam internados, sendo este primeiro já eliminado da competição. Como assistiu a batalha de Lee contra Gaara, Taiki estava ainda bastante chocado com o resultado final, tomando parte das dores de Rock Lee para si próprio, decidiu prestar uma visita para ele, até se deparou com Maito Gai, a caminho do hospital.

– Se não é o garoto da Akane, não pude ficar até o final por conta do acontecido com meu querido Lee... Mas acredito que tenha passado, não é? – disse Gai, forçando uma pose nice guy, um pouco que infeliz.

– Sim... O Lee foi ferido por um estrangeiro, mas meu companheiro também teve sérios danos na luta contra alguém da mesma vila... Assim como a Hinata, não é mesmo? – disse Taiki, exitando de tocar no assunto.

– Verdade... O jovem Neji deixou que assuntos pessoais de sua família interferissem em seus ideais... – pausou. – Mas não há como mudar o que já foi feito. O que se deve pensar é no porque disto ter acontecido e não tomar decisões no impulso.

– Então acha que não seria justo vingá-los? – perguntou.

– A vingança não trás nada além da morte, meu jovem aspirante a chuunin. Se você não achou justo o que fizeram com seus amigos, use seus sentimentos e descubra o que deverá fazer durante a lutar que terá pela frente. Você não vai descobrir nada sobre pessoas como Neji, Kuroi ou mesmo aquele Gaara sem antes trocar socos com eles. Mas saiba de que lutar por orgulho e por vingança são coisas que devem ser separadas, e o divisor é não outro se não você mesmo. – disse Gai, apoiando uma de suas mãos na cabeça de Taiki, enquanto despedia-se do mesmo. – Até qualquer hora meu jovem, aposto que o Lee-kun ficaria feliz em vê-lo no hospital, não acredito que ela breve rixa entre vocês tenha gerado mais do que uma simples e saudável rivalidade.

– Saudável... Rivalidade? – disse sorrindo. – ("Estarei torcendo para que seu corpo se recupere, Lee-kun.")




CONTINUA...
Um convite irresistível! Rumo ao Monte Koketsu.


Notas:
Shizen Kanzen: Kemono Kairiki (Contemplação da Natureza: Força bruta da besta): Técnica utilizada por Shizuka, na qual permite que a usuária aumente muito sua força física, agilidade e reflexos por um período de tempo. Após sua utilização, sua força vai se degradando após cada movimento feito, uma vez que seu poder volte ao normal a técnica é desfeita e não pode ser reativada por algum tempo. Também acaba causando certos desconforto para o usuário, tal como náuseas, fadiga muscular e tontura.








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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Dom 11 Dez 2016 - 18:40

CAPÍTULO 24



Um convite irresistível! Rumo ao monte Koketsu.


Um dia se passou desde as preliminares da terceira fase do exame chuunin, começaria então um período de um mês, tempo este que os participantes restantes irão usar para refinar suas habilidades de combate para a próxima fase que será um torneio. Assim que Sasuke abandonasse o hospital já iria começar seu treinamento com Kakashi, que rejeitou o pedido de Naruto para treiná-lo, dando prioridade para o Uchiha. Naruto então acaba por ser indicado, pelo próprio Kakashi, a ser treinado por Ebisu, tutor de Konohamaru e um Jounin especial do vilarejo. Já Taiki e Ayaka, do time treze, que passaram para a fase de torneio ainda não haviam iniciado seus treinamentos.

Com sua casa bem bagunçada naquela manhã ensolarada, Taiki se prepara para tomar seu café da manhã, ainda de pijama que consiste em um short curto e uma camisa de mangas também curtas. Acabara de despejar leite sobre sua tigela de cereal, ainda sonolento, quando escuta alguém tocando a campainha de sua casa, dirigiu-se até lá ainda limpando os olhos, assim que abriu viu que tratava-se de Ayaka.

– Ayaka? – perguntou espantado. – O que faz aqui tão cedo?

– Não tem vergonha, sequer está vestido ainda. – disse de implicância. – Não vai me convidar pra entrar? Precisamos conversar...

– Bom dia para você também... – disse Taiki, abrindo espaço para que Ayaka pudesse passar. – Nem pense em reclamar da bagunça, não esqueça que eu moro sozinho aqui.

– Agora que tocou no assunto... Me lembro que assim que você se mudou eu vim aqui uma vez... E te ajudei a arrumar as coisas, parece que bagunçou tudo de novo.

Enquanto Ayaka disparava-se a tagarelar, Taiki apenas encarava a garota nos olhos, cruzando ambos os braços e batendo um dos pés no chão, de forma que fizesse a garota perceber que estava sendo chata e repetitiva.

– Aceita um cereal? – perguntou Taiki, voltando para a mesa.

– Não obrigado...

– Então tá, bom, mas eu vou comer então vai me contando o motivo da sua visita.

– Ah... Eu queria saber se você sabe alguma coisa sobre aquele "cara de múmia"... – pausou. – A luta contra o Chouji foi a segunda vez que ele mostrou suas habilidades em público para gente... Não sei se posso conseguir vencer ele em uma luta corporal, aquela ferramenta vai acabar comigo se eu chegar perto dele.

– Entendo... O tal Dosu, não é mesmo? – disse, enquanto mastigava. – Bom, aquela coisa danifica os seus ouvidos pela vibração, e consegue até mesmo vibrar através da água do seu corpo, então não tem como evitar, só por tapas os ouvidos. Para ser franco, eu não sei se é possível impedir isso de acontecer, o jeito seria manter a distância. – explicou. – Melhor você focar em ninjutsu e melhorar sua mobilidade, existe alguma técnica dos Hyuugas que possa ser usada de longa distância?

– Eu sou da ramificação secundária do clã... As melhoras técnicas são ensinadas apenas para a ramificação principal... A verdade é que o próprio Hakkeshou Kaiten é uma técnica que eu não deveria ter conhecimento, aprendi treinando com o Neji-nii... – explicou a garota, um tanto que nervosa.

– Neji? Então como ele soube essa técnica, sendo que ele também é da família secundária?

– Ele por obrigação ajuda nos treinamentos da Hanabi-sama, e por algum tempo também treinava com a Hinata-sama. Deve ter visto nosso tio utilizando algumas destas técnicas, ele é um tipo de gênio desses que não são vistos sempre.

– Eu sei que ele é seu irmão... Mas ele não me pareceu ser um tipo legal de pessoa... Tratando a Hinata daquela forma... – lamentou-se.

– Você não sabe de nada... – disse, tentando esconder sua frustração.

– Pronto, pronto, acabei! Desculpe ter demorando tanto pra comer! – disse Taiki, tentando parecer engraçado, para evitar o constrangimento da garota. – Certo, vamos para o meu quarto. – disse Taiki, agarrando a garota por um dos braços, quase que a arrastando.


Após um comentários destes, seguido de uma ação inesperada como esta, era quase que impossível para Ayaka não pensar em segundas intenções por parte do rapaz, seu rosto se avermelhara como se fosse um pimentão, travou os pés no chão e encarou o garoto com uma expressão que misturava surpresa com raiva e então o empurrou com uma força um tanto que controlada, parte dela talvez percebera que aquilo não passava de um mal entendido.

– Como assim vamos para o seu quarto? Não vá pensando que eu sou esse tipo de pessoa! – disse a garota.

– Do que está falando? – perguntou Taiki, sem saber o motivo do espanto de Ayaka. – Eu quero te mostrar uma coisa, só isso. – disse. – O que você achou que eu ia fazer? – perguntou.

– Nada! – exclamou. – Vamos para o seu quarto, é virando o corredor ali, não é?

– Isso mesmo. Hehe, para quem veio aqui apenas uma vez até que se lembrou depressa. – descontraiu.

Chegando naquele quarto, ainda bagunçado devido a recente mudança do rapaz, os adolescentes continuam a conversar sobre assuntos aleatórios, com bastante serenidade, até que o rapaz decide abrir a porta de uma estante que estava de frente para sua cama, a caixa não era muito maior que a caixa de um sapato, assim que abriu mostrou o que havia em seu interior. Coisas de bebê, uma folha de papel onde estava escrita uma canção de ninar com a letra de sua mãe, ali também estavam algumas joias e pertences favoritos da mesma. Ayaka sorriu imediatamente ao perceber do que se tratava, o garoto guardava com afinco todas as lembranças de sua mãe, mesmo que poucas, elas possuem um valor incalculável. Aquele momento parecia durar para sempre, era provavelmente a primeira vez que ele se abria desta maneira para alguém, estava nervoso, ao mesmo tempo que contente por ter alguém em que ele pudesse confiar. Os dois conversavam um pouco mais, logo percebera que já estava tarde. O garoto então se oferece para levá-la até sua casa. Feito isso, se despediu e rumou novamente para o apartamento onde está alocado, chegando lá encontrou com ninguém menos que seu pai, Hakuryuu Kouga.

– Agora que levou a namoradinha para casa finalmente poderemos conversar. – disse o homem, com um orgulho estampado em seu olhar.

– Não diga besteiras... – respondeu envergonhado. – O que o senhor quer agora? Imaginei que já estivesse de saída... – respondeu, ainda chateado com seu pai, que havia praticamente o vendido para Konoha.

– Você quer ficar mais forte, não é? – perguntou. – Eu vi claramente nos seus olhos, quando você afirmou que venceria o rapaz que deixou seu amigo... Com um ponto de vista mais singular.

– Acho que ele falaria dessa mesma forma... – imaginou a expressão de Masaru rindo de si próprio naquele momento. – Mesmo assim não é como se eu estivesse com raiva... O Masaru não parece muito abalado, eu só não acho certo...

– Porque? –retrucou Kouga. – Prefere que ele se sinta mal por estar cego de um olho? Shinobis precisam se adaptar ao mundo em que vivem e as situações que lhes são impostas... Pra isso serve o exame chuunin.

– Não é isso! – aumentou o tom, ligeiramente alterado. – Como pode alguém da mesma vila... Um antigo companheiro de turma fazer algo tão cruel? – perguntou.

– Foi um ataque infeliz... Para ser sincero eu duvido muito que o rapaz teve a intenção de cegar o seu companheiro... Mas não aja com tanta hipocrisia, Taiki. Você que levantou sua lâmina contra aquela garota em combate, mesmo que estivesse debilitado, ainda assim não fez mais do que o seu dever, assim como o outro rapaz. – explicou Kouga.

Enquanto ouvia aquele sermão o rapaz estava totalmente estático, não movia um único membro, apesar de estar se segurando e muito para contestar. Mesmo achando que seu pai estava certo, ele se esforçava muito em achar que o que pensava também estava certo, entrando assim em um conflito contra si próprio, como se houvesse uma consciência boa e outra ruim, cada uma delas lhe mostrava um caminho para seguir. Repleto de dúvidas sobre sua própria resposta, o rapaz escolhe uma terceira opção, trilharia seu próprio caminho em prol de descobrir uma resposta que saciasse suas dúvidas.

– Vou pensar melhor no assunto... E então, vou trilhar o meu próprio caminho, até a resposta. – disse o filho, com aquele olhar destemido estampado em seus olhos.

– Muito bem, nesse caso volte comigo! – disse Kouga. – Você terá cerca de um mês para treinar e se preparar para as rodadas decisivas do torneio, não é? Então vamos até o Monte Koketsu!

– Monte Koketsu? – perguntou com espanto. – É um lugar sagrado para o povo do nosso clã... Você é o único que possui aprovação para entrar naquele lugar.

– Exato... Com exceção as raras ocasiões em que os jovens de nosso clã são testados, ainda na infância... A entrada é totalmente proibida para outros fins... Entretanto, a parte que iremos visitar é ainda mais especial do que a montanha em si. Um lugar especial onde as quatro estações se juntam em um só lugar... Formando um plano aparte deste mundo, uma outra dimensão.

– Mas por que você iria querer me levar até este lugar? – perguntou.

– Para expandir seus horizontes... O mundo que você conhece não é nada... Naquele lugar você se tornará muito mais forte do que agora, mas para isso terá que conseguir o respeito dos seres que vivem naquele lugar... Criaturas orgulhosas, destemidas e poderosas... Não será tarefa fácil! Afinal, nem mesmo o povo de nosso clã que possui conhecimento desse lugar sabe o que é ser respeitado por tais entidades. – pausou. – E então, Taiki? Está disposto a sair comigo nesta viagem de aprendizado? Se você passar neste teste, eu te darei algo muito especial, uma coisa que pertenceu à sua mãe e que eu guardo até os dias de hoje como o meu tesouro mais valioso!

– Parece não me deixar com outra escolha... Mas vai ter que me ensinar um novo jutsu, como pagamento por ter me vendido! – respondeu.

– Gwaha! – gargalhou. – Sabia que isso não seria tão fácil... Como quiser então, vá pegar o que precisa que estarei te esperando aqui. – disse o pai.

Kouga mantinha uma postura firme e carismática, assistindo seu filho subir até o apartamento para pegar as suas coisas, entretanto não passava de um disfarce para que o garoto não desconfiasse do que parecia estar acontecendo. O homem caminhou cerca de três passos para frente, olhou os arredores, não parecia haver nada por ali, nada que talvez uma pessoa comum não fosse capaz de ver.

– Por quanto tempo ainda pretende ficar escondido... Danzou! – perguntou Kouga, mudando sua expressão para algo mais intimidador e sombrio.

Uma silhueta distorcida emergia das sombras, caminhava vagarosamente, era possível escutar além dos passos o som daquela bengala batendo no chão com o aproximar da figura. Com boa parte do corpo coberto por ataduras, um dos braços totalmente enfaixado, o homem de bengala e cabelos pretos não era ninguém menos que Shimura Danzou, que além de ser membro do conselho de Konoha é um grande rival do atual hokage, Sarutobi Hiruzen.

– Hakuryuu Kouga... Suas habilidades de sensoriamento vão além das minhas expectativas. – disse o velho, com aquele tom provocativo.

– Não é do seu feitio desviar do assunto, Danzou. – respondeu. – Porque está vigiando o meu filho? – perguntou.

– Porque eu não deveria estar o vigiando... Creio que esta seria a pergunta a ser feita, é importante para Konoha ficar de olhos atentos quanto ao Sharingan... Afinal os Uchiha já nos traíram mais de uma vez. – disse, com tom de ameaça.

– Pode deixar, que de meu filho cuido eu. Agora me diga, Danzou. Quantos de seus homens estão nos observando neste momento?

– Agora é você quem está desviando do assunto, Kouga. – disse. – Não vou permitir que leve o garoto, não depois de todo o trabalho que foi trazê-lo. – ameaçou.

– Como eu imaginei... Então você que estava por trás disto... Não acredite que duvidei do Hokage-sama... – pausou. – Eu não dou a mínima para um homem como você, que vive nas sombras! Se ficar em meu caminho, terei que simplesmente ir adiante e passar por cima de você.


– Você sempre foi muito ingênuo, Kouga... Acha mesmo que manterá esta criança a salvo, mesmo depois do que aconteceu com a mãe? Ele carrega o destino de ódio dos Uchiha em suas veias, chegará a hora em que ele será possuído por esse poder e se tornará apenas outro traidor. Isso geralmente não acontece, com aqueles que possuem o sharingan transplantado.

No instante em que Danzou disse tais palavras, Kouga tentou se conter o máximo que pode, o homem cerrou os punhos de forma tão intensa ao ponto de fazê-los sangrarem, quando as primeiras gotas de seu sangue tocam o solo o homem investe contra o idoso com força e velocidade incomparáveis, desferindo um poderoso soco de direita no abdômen de Danzou, que sequer conseguira se proteger do ataque de alguma forma. O velho foi lançado metros a frente, com um ferimento gravíssimo em seu peito que havia sido literalmente penetrado pelo punho do pai enfurecido, a ferida começara a congelar de imediato, e aquele vapor gélido emergira das mãos do homem, que fitava em seu rosto uma expressão de repúdio pelo homem. Sem sequer perceber, já estava cercado por ninjas mascarados, eram homens de Danzou, preparados para vingá-lo, até que retornando diretamente do mundo dos mortos, o velho surge novamente, completamente ileso, suas feridas haviam desaparecido como em um passe de mágica.

– Esperem. – disse aos homens. – Não tem porque nos livrarmos deste homem agora... É possível que com essa força ele possa eliminar algumas pedras em nosso caminho. Ouviu, Kouga? Estarei deixando você levar o garoto, para que possam nos ser úteis de alguma forma, – disse Danzou.

– "Como é possível ele estar ileso... Genjutsu? Eu senti claramente... Meu punho entrou em sua cavidade torácica, deveria tê-lo arrebentado, mas é como se nada tivesse acontecido, inclusive sua roupa está completamente inalterada." – pensava Kouga, sem respostas para a solução. – Maldito... Parece que andou fazendo coisas por conta própria, não é mesmo? Não sei que tipo de técnica usou, mas não pense que é mais forte apenas por estar em maior número. – disse confiante.

Danzou sorriu sarcasticamente, e tão repentinamente quanto surgiu, se fora, levando consigo seus homens mascarados. Não haveria sequer tempo para suspirar, uma vez que Taiki descia as escadas do apartamento correndo, carregando nas costas uma mochila com sua bagagem, pronto para a jornada que teria ao seu lado.

– Pronto! Está tudo aqui pai, podemos ir? – perguntou o garoto empolgado.

– Mas é claro...! – respondeu, disfarçando todo o acontecido. – Ei, o que acha de chamarmos aquela garota pra ir junto? Aposto que posso te dar umas dicas para se aproximar dela! – descontraiu.

– Para com isso seu velho asqueroso! Já disse que não tem nada entre a gente! – negou Taiki, claramente constrangido.



CONTINUA...
Uma razão para viver. Um mundo dentro de outro!


Notas:
Bom, capítulo um pouco abaixo do tamanho normal, os próximos dois capítulos também serão, pois preferi dividir estes acontecimentos em capítulos separados, o que acabou compactando tudo, mas prometo que os próximos voltarão a ter a média normal. Agradeço a todos pela leitura.



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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Qui 13 Abr 2017 - 16:56

CAPÍTULO 25



Uma Razão para viver. Um mundo dentro de outro.


Opening 03 - Rewrite



Pai e filho caminham em meio aquele nevoeiro sob aquela bela alvorada, os primeiros raios de sol atravessavam as nuvens ainda de forma tímida, mas o suficiente para que aquele jovem destemido, que acompanhava o homem de meia idade tivesse vontade de parar por alguns instantes para admirar aquela bela paisagem que se formava em meio aquele vale rodeado com uma neblina tão fina quanto a menor das nuvens naquele céu. O mais velho o observou de longe, sem esboçar uma única palavra, o que sentia era um respeito profundo pela admiração que o filho tinha para com a natureza que lhe rodeava.

– (“Sendo você... Vai dar tudo certo. A partir daqui o treino realmente começa, e chegará o momento em que eu irei passar o bastão para você.”)

Um intervalo de dois dias logo passou, porém, este tempo não estava de todo perdido, diante daqueles olhos que ainda tinham muito o que ver, a grande montanha, chamada de Monte Koketsu ocupava todo o seu horizonte. Taiki caminhou para a rota que levaria para o vilarejo, que ficava aos pés da montanha, porém Kouga o interrompeu, puxando-o pelo braço.

– Esse é o caminho normal, não está interessado em algo que esteja mais além da imaginação? – perguntou, sugerindo uma outra alternativa.

– E por acaso existe outro caminho? – perguntou Taiki.

– Não para o vilarejo, afinal estamos indo para outro lugar, apenas continue me seguindo.

O garoto assentiu e logo continuaram a rumar pela alternativa sugerida pelo pai, uma densa floresta lhes aguardava, a mesma era muito rochosa e inclinada, de difícil locomoção, porém nada que fosse um desafio para shinobis. Havia uma bela cachoeira por aqueles arredores, e por detrás dela escondia uma gruta, que parecia ser o alvo da expedição, assim que chegaram na entrada o mais velho parou, colocou sua mão direita na cabeça do jovem e discursou:

– Daqui em diante você avança por conta própria, não vou atrapalhar o seu momento com aqueles que residem do outro lado. Voltarei em duas semanas, espero que esteja bem treinado.

– Como assim, não iria treinar comigo? – perguntou, fazendo birra.

– Haha! Do jeito que você está agora, realmente acha que seria um adversário descente de treino para mim? – gabou-se. – Você vai descobrir em breve, quando encontrar com “eles”. Até mais. – despediu-se com um Shunshin no Jutsu.

– Eles...? – perguntava Taiki, encarando aquela caverna com certo receio.

Repleto de dúvidas, o garoto entrou gruta à dentro, destemido e, ao mesmo que curioso, para saber o que ou quem residia do outro lado da passagem. A caverna em questão não parecia ser muito diferente das demais, era fria, úmida, repleta de pedras, estalactites e estalagmites, como o esperado, e claro morcegos, muitos delae, apesar de que não demonstravam nenhum tipo de hostilidade. Não levou muito até que uma luz de cegar os olhos surgia em meio àquela escuridão. O garoto tomado pelo impulso chamado instinto, correu em disparada, chegando no local onde se deparou com um precipício, o fim da caverna terminava em uma grande parede rochosa em meio a um vale gigantesco, entretendo... A paisagem era surreal, beirava o inacreditável. Aquele vale parecia ser dividido entre as quatro estações, em uma grande área circular parte era coberta de branco, outra era florida, uma outra era um pouco seca, repleta de folhas marrons e uma outra onde belas cachoeiras formam aquele tom de veraneio. Olhando para cima o garoto via o céu, mas não sabia dizer se era o mesmo céu de poucos minutos atrás, era como se de alguma forma estivesse em um mundo totalmente diferente. Taiki então mergulhou daquele paredão rochoso, após cair por dezenas de metros o jovem se recompôs em pleno ar, apoiou-se nas paredes rochosas e começou a correr para baixo, na vertical, concentrando um pouco de chakra na sola de seus pés, não levou muito tempo para que chegasse em terra firme mais uma vez. Levou algum tempo para explorar aquela área mais seca onde estava, ali haviam muitos animais selvagens, em boa parte pareciam felinos de grande porte, por isso todo cuidado parecia ser fundamental. Ao mesmo tempo o rapaz sentia uma incrível nostalgia, como se já tivesse caminhado por estas terras anteriormente. Um pouco cansado pela viagem, avistou uma árvore com uma grande sombra logo abaixo, ali também estava um amontoado de folhas secas, estas que servem como acolchoado.




Caminhando sobre duas pernas, um felino repleto de traços humanoides espreitava pela floresta de outono, talvez procurasse por uma presa. Em sua cauda branca e listrada de preto, um gizo que estava preso por um barbante emitia um som tranquilizante, criando um ambiente mais harmonioso por onde quer que passasse. O felino trajava calças de tonalidade vermelha, e uma armadura leve que deixava seus braços expostos, um par de ombreiras redondas, a esquerda possuindo o símbolo de yin-yang. Seus olhos eram de um belo tom de escarlate e sua pelagem superior lhe dava um belo “penteado”. O diferente ser farejava algo incomum por ali, seguiu seu faro e logo descobriu aquele humano deitado sobre a sombra de uma árvore. Por um breve instante seus olhos se arregalaram de espanto, mas logo em seguida seu corpo fora tomado pela curiosidade de saber quem era aquela pessoa e o que fazia ele deitado ali.

– Mas não pode ser! Um humano aqui? Quanto tempo faz desde que um deles apareceu por aqui... É como o prelúdio para uma guerra como daquela vez...

Timidamente, o tigre avançava lenta e insistentemente na direção do rapaz. Quando chegou em uma certa distância percebeu que o garoto utilizava o hitaiate da aldeia da folha, o que acabou lhe trazendo memórias antigas, de calamidade. Logo atrás do tigre bípede, um par de outros tigres, estes quadrúpedes e de colorações que mesclavam o verde e o amarelo se revelam.

– Devemos mata-lo, Kogenta-Dono? – perguntou o maior dos tigres.

– A presença de um humano é proibida neste plano... Há muito tempo eles trouxeram a calamidade para nossa terra, quase levando nossa antiga espécie a extinção... Sempre que um deles aparece algo terrível acontece. – disse a menor.

– É só um garoto... – respondeu o bípede denominado de Kogenta, com uma triste expressão.

– K-Kogenta-sama! – exclamou a tigresa, trêmula. – Se Rangetsu-sama descobrir pode acabar sobrando problemas para você.

– Você está certa... Aquele Rangetsu... Mas eu não sinto ameaça alguma nesse garoto, vou leva-lo para fora daqui, espero que respeitem a minha decisão. – respondeu o tigre.

Rodeado de tigres em observação, os olhos do garoto vagarosamente se abrem, à medida que seus braços se erguem e pernas são esticadas, em função de uma longa espreguiçada. Assim que se sentou o rapaz se impressiona com a cena, sua primeira impressão fora de medo, seguida por uma incessante curiosidade... Após ver aquilo, lembrou que uma vez fora salvo por um tigre quando se perdera nas montanhas.

– Tch... Agora isso pode acabar ficando complicado.

Disse Kogenta, quase como se tivesse sido um comando para os outros tigres, que imediatamente cercaram o garoto, enquanto o bípede se pôs à sua frente.

– Você fala... Peraí, você está de pé. – assustou-se

– Hunf... Mas é claro, não sou apenas um tigre ninja, sou um Shikigami! O que me faz ser muito  E-S-P-E-C-I-A-L! – explanou, com bastante ênfase na parte final.

– Certo... Interessante, se me permite vou dar uma volta por aí. – disse o rapaz, tentando contornar a situação de forma a não mostrar fraqueza.

– Agora que você nos viu não tem mais volta. Você tem apenas duas opções: nos acompanhar até o ancião, para que ele decida seu destino, ou ser morto aqui e agora. – alertou. Acredite, não seria nada agradável para nós também... Mesmo que sejamos tigres, não somos o tipo de monstros como vocês humanos nos imaginam, matamos apenas para saciar nossa fome, e se me permite dizer, humanos não fazem parte de nosso cardápio.

– Palavra interessante essa, destino? Desculpa, mas não acredito nessa coisa, as decisões que fazem somos nós mesmos, o que acontece a seguir são as consequências... Aceitar que algo de bom ou ruim aconteceu porque já estava predestinado é o mesmo que deixar de viver! – (“Para ser honesto, não tenho bem um sonho ou algo que me faça ter mais vontade de viver, mas eu vivo justamente para descobrir aquilo que me fará seguir adiante!”)

– Gostei de você, humano. Mas isso não quer dizer que fará as coisas como deseja.

Percebendo hostilidade, Taiki rapidamente executa os selos necessários para um Shunshin no jutsu de máxima eficácia, porém é surpreendido por Kogenta que desaparece, reaparecendo seguidamente diante de seus olhos, a distância era mínima e o felino apontou as mãos para o rosto do garoto, suas garras retráteis eram ameaçadoras, e tateavam a face do garoto em tom de provocação.

– Escute aqui, você virá com a gente, e não fará nenhuma gracinha, sabe eu sou bem forte... Talvez nem aquele que vocês chamam de Hokage seria capaz de me vencer, talvez aquele macaco... Enkōō no Enma, sabe eu guardo bastante rancor daquele miserável que se veste com pele de tigre! – explicou Kogenta, ao mesmo tempo que com a intenção de intimidar o rapaz. Agora, venha logo. – mostrou o caminho.

Ignorando o fato de sequer saber de quem de fato era Enkōō no Enma, Taiki sentiu o enorme chakra do tigre branco, que muito provavelmente fora liberado de forma proposital... Percebendo a diferença de força entre eles, o garoto aceitou segui-lo, mas pensava em uma maneira de fuga, ao mesmo tempo que pensava naquilo que seu pai havia mencionado... “aqueles que residem do outro lado”. Provavelmente era uma alusão ao que estava acontecendo agora... Aquilo já podia ser parte do método especial de treinamento de seu pai, ao menos era uma das opções que o garoto pensava.

Por fim chegaram em um vilarejo, onde haviam várias pequenas cavernas, possivelmente tocas dos tigres que ali vivem. Estavam por todos os lados, diferentes tigres de espécies jamais vistas antes, grande maioria parecia ser do tipo que sabe ninjutsu, em outras palavras, invocações.

No mesmo vilarejo havia uma caverna bem maior que as demais, estava coberta com adornos dourados e entalhado nas rochas, na parte frontal da caverna o Kanji para a palavra “Sábio” era visível, ali haviam alguns guardas, e dentre eles o que mais se destacava era um tigre negro bípede, alto e com listras azuis, longos cabelos brancos e um olhar mal-encarado. Taiki caminhava ao lado de Ginba, Araiha e Kogenta, ambos se dirigiam para a caverna maior, porém o tigre negro se manifestou imediatamente, impedindo sua passagem.

– Porque trouxeram um humano até aqui? – disse o grande tigre negro em tom alto e claro. – Tirem-no daqui ou irei devorá-lo. – ameaçou mostrando seus dentes.

– Fica frio aí Rangetsu, levaremos ele até o grande sábio, ele tomará a decisão correta. – disse Kogenta impedindo o avanço de Rangetsu com um de seus braços.

– Kogenta... Como se atreve a me desafiar, eu o grande Rangetsu!

– Rangetsu-chan, está tudo bem. Deixe-os trazer a criança humana até mim. – disse uma voz que vinha do interior da caverna.

No momento em que o indomável tigre negro tornou a avançar contra o grupo, uma voz grave ao mesmo que confortante, ecoava do interior da caverna, acalmando os nervos do tigre, que então apenas olhou feio para o grupo, e os viu entrar na caverna. Cerrou seus punhos repletos de garras afiadas, e os seguiu de perto.

Ali no interior da caverna havia um grande salão, e bem no fundo estava bem escuro, mas dois grandes olhos brilhantes eram avistados em meio àquela escuridão.

– Já faz bastante tempo desde a última vez em que um humano tocou este solo sagrado... Quais ambições o trouxeram aqui, jovem humano? – perguntou novamente, aquela voz repleta de serenidade.

– Eu vim para treinar... O exame Chuunin se encaminha para sua fase final e me foi dito que este era um ótimo lugar para ficar mais forte. – disse Taiki, repleto de confiança.

– Hm... Mas isto não responde a minha pergunta. Quando me refiro a qual ambição o trouxe até aqui eu pergunto sobre um contexto maior... Porque o seu interesse em ficar mais forte? Meus olhos conseguem ver através da alma de qualquer indivíduo, para mim você já é um ser forte o suficiente... Porque esta ambição?

– (“Como assim...? Colocando as coisas dessa forma... Eu sempre me achei forte por ser filho de meu pai, mas na verdade existem muitas pessoas mais fortes por aí... Mas não é do meu desejo simplesmente superá-las... Uma ambição soa como um objetivo, uma razão para se fazer alguma coisa, no caso ser mais forte. Não consigo pensar em uma boa razão para isso... Vendo o estado atual do Masaru, seria bobagem dizer que tudo o que eu quero é dar o troco pelo que aconteceu com ele, nem mesmo o Masaru levou aquilo para o lado pessoal, porque eu deveria?”) – pensou

– Criança... Este lugar é a conexão entre o mundo físico e o espiritual, apenas corações sinceros e almas puras podem pisar neste solo sagrado. Se não consegue ser franco diante deste pequeno dilema, deve se retirar, evitando assim que algum de meus fiéis guardas faça algo imprudente. – disse novamente o sábio.

– Desculpe... Grande Sábio, não era de minha intenção ficar escondido, apenas não queria interromper. – desculpou-se Rangetsu, cerrando os punhos.

– E eu acredito em sua palavra, meu amigo. Assim como acredito no julgamento de Kogenta.

– Você está certo "Vovô-tigre", mas não é como se eu estivesse desviando do assunto aqui... A verdade é que eu sinto muita inveja dos meus amigos... Vejamos... Masaru é um idiota, mas ele se contenta com isso e tem lá seus momentos de genialidade, o que ele quer é apenas ter uma vida normal, se divertindo por aí como sempre faz, acho que é isso... Nunca conversamos o suficiente para ele falar sobre. A Ayaka... Pensando nisso eu nunca conversei com ela sobre esse tipo de coisa, também, mas ela sem dúvidas parece ter um objetivo e acho que boa parte disto envolve o irmão arrogante dela... Talvez ela queira tirar ele dessa fixação que ele tem com o destino. A Akane-sensei... Ela parece ter um objetivo... Mas acontece que ela é tímida demais para concretizá-lo. Acho que seria mais fácil se o Kakashi-sensei descobrisse? Enfim, eu não possuo um objetivo, acho que querer ser forte não é bom o bastante, então acho que lutar por um objetivo é o melhor que eu posso fazer no momento. – explicou Taiki, de coração aberto.

– Esta é sua resposta final? – perguntou a silhueta, aproximando-se.

– ("Naquele momento, Taiki se lembrou de uma frase dita por Uzumaki Naruto, durante as preliminares do exame Chuunin. Parecia ser o correto a dizer naquela situação.") – Sim, porque eu nunca volto atrás com a minha palavra. Esse é o meu jeito ninja de ser. – decidiu, com um sorriso estampado em seu rosto. – ("Nunca tive amigos, por isso minha personalidade talvez nunca tenha sido construída como um todo... Mas aqui e agora eu posso mudar o jeito como eu enxergo a mim mesmo... Parando pra pensar, o que será que os outros pensam de mim...?")

A sombra que se abrigava no fim da escura caverna, subitamente parou de se aproximar. Aquela presença assustadora agora se tornava em uma sensação quase que nostálgica, como se ali fosse sua casa.

– Kogenta, mostre para ele o estilo dos Byakkos do Monte Koketsu! – disse o ancião, antes de desaparecer nas profundezas da caverna.

– Ele não vai vir? – perguntou Taiki, curioso.

– Você é cem anos jovem demais para ter a honra de ter uma audiência com nosso ancião! Bwahaha! – gabou-se o tigre branco. – Venha, vou te mostrar as coisas por aqui novato, mas não se esqueça de que está sob a tutela do grande Kogenta-sama... Tente não me envergonhar, viu?

– Muito cuidado com que fará a partir daqui garoto... Um desvio e a espada do Rangetsu o cortará ao meio. – falou o tigre negro, indo embora.


– Ele parece forte... – suspirou Taiki.
– Ah... Rangetsu, assim como eu é diferente dos outros. Não viu nenhum outro bípede por aí, não é mesmo? Somos os últimos de uma extinta raça guerreira, não o culpe por ser orgulhoso, ele apenas não confia em humanos.

– (“Você também deve odiar os humanos, não é Kogenta...? Mas parece que sua curiosidade é maior que qualquer rancor, querer saber o motivo me faz ser um pouco como você?”) – pensou.

– Não viaja! – disse o tigre, estapeando o ombro do garoto. – Venha comigo, vou treiná-lo.


Junto de seu novo amigo, o tigre Kogenta. Taiki está prestes a iniciar um modelo de treinamento ao qual jamais havia visto antes. Kogenta o levou para um lugar afastado de onde estavam, havia um grande kaimon vermelho no topo de uma grande escadaria, passando por ele havia um pátio circular, onde iriam treinar em um combate físico, ao menos era a intenção do tigre.

– Antes de te apresentar o nosso estilo, preciso ver como você luta, pode vir com tudo o que tem, prometo não te machucar. – debochou.

– Não acha que está sendo muito otimista? – perguntou.

– Hm... Acho que está quase na hora do jantar... Acho que o treino pode esperar. – provocou o tigre.

– Tudo bem, tudo bem! Aí vou eu. – respondeu Taiki, apressado. – (“Ele fala sério... Mas porque eu não consigo sentir chakra vindo dele? Primeiro eu vou ataca-lo de frente e ver como ele se move para me bloquear.)

Assim que tocou o cabo de sua katana o rapaz logo ativou seu Sharingan, acrescentou uma pequena, mas suficiente quantidade de chakra em seus pés e acelerou contra o oponente, sacou sua lâmina e investiu mirando o pescoço do tigre. Kogenta executou um movimento simples e sereno, desviando completamente do ataque apenas movendo seu pescoço, em seguida segurou o braço de Taiki com uma de suas mãos e o encarou, com um sorriso repleto de sarcasmo. O garoto reagiu lhe acertando um chute, que foi facilmente impedido, o tigre então soltou o garoto em pleno ar, assumiu uma posição de combate e o atacou.

Hissatsu: Kogetsukenbu!

O garoto foi golpeado com uma sequência de socos. Os punhos do atacante estavam imbuídos em um brilho branco e brilhante que em muito lembra a tonalidade da lua. O último ataque fora executado com uma de suas garras, fazendo com que parte da camisa do rapaz rasgasse, deixando a marca de sucessão de seu clã visível.

– Isso é tudo que pode fazer, criança do clã Hakuryuu? – gabou-se Kogenta. – Me pergunto se será mesmo digno de ser treinado pelo grande Kogenta-sama.

Taiki logo que recebeu o impacto do último ataque foi capaz de perceber que Kogenta controlou sua força, cada um daqueles precisos golpes era forte o suficiente para quebrar vários ossos de seu corpo, e aquele último ataque usando as garras, seria para aniquilar o adversário, já debilitado pelos golpes anteriores. Tateando o próprio peito com as mãos, para certificar-se de que não havia sido ferido, logo percebeu que aquela criatura, um tanto quanto imatura, na verdade se trata de um indivíduo com uma enorme experiência em combate.

– Kogenta-sama, eu peço desculpas pela minha imaturidade... – sentiu Taiki. – Não o respeitei da forma que devia, peço que não desista da ideia de me treinar, por favor! – argumentou o rapaz, com um brilho incomum em seu olhar.

– Ei, ei! Pare já com isso, está me deixando vermelho! – disse o tigre, encabulado. – Certo, mas acredito que por hoje isto foi o suficiente, começaremos pela manhã! – E mais uma coisa, vá se acostumando, nós gostamos de carne malpassada.

Próximo capítulo: Após treinar no monte Koketsu por duas semanas e meia, Taiki vai para a cidade a pedido de Kogenta para comprar suprimentos, quando encontra novamente com seu pai, que lhe desafia. Não perca o próximo capítulo de Naruto: Another Story! Um confronto entre pai e filho! A lâmina de dois nomes.

CONTINUA...
Um confronto entre pai e filho! A lâmina de dois nomes.

Notas:
Hissatsu: Golpe assassino.
Kogetsu Kenbu: (Punhos dançantes da lua minguante) Técnica onde o usuário golpeia o adversário utilizando seus punhos que estão encobertos por uma luz branca,
cada um dos ataques tem força o suficiente para quebrar ossos, o ataque final é feito materializando uma garra de chakra que serve para rasgar a vítima que já estará debilitada após receber este combo devastador.
Koketsu: Significa toca do tigre.

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Sex 26 Maio 2017 - 13:36

CAPÍTULO 26



Um confronto entre pai e filho. A lâmina de dois nomes.



Finalmente foram encerradas as preliminares para a terceira etapa do exame chuunin. De forma que seja justo para todos os participantes, foi dado o tempo de um mês até que a segunda parte do terceiro exame comece, tempo este que os participantes poderão usar para estudar seus futuros adversários e aperfeiçoar novas técnicas, uma vez que tiveram que mostrar seus trunfos na fase anterior. Kouga, pai de Taiki levou seu filho para treinar na montanha próxima ao vilarejo onde vive o clã Hakuryuu, lá o rapaz conheceu um plano totalmente à parte do mundo exterior, onde vivem criaturas um tanto quanto incomuns. Sob a tutela de Kogenta, um tigre bípede e bastante expressivo, o garoto começou um duro treinamento, visando aperfeiçoar suas habilidades e reflexos naturais.

Já havia passado duas semanas desde então...

– Uma lista de compras, como assim? – perguntou Taiki, segurando a folha de papel.

– Precisamos de alguns materiais, que só podem ser encontrados na cidade, logo é natural. Pense nisso como parte do treinamento, improvise pelo caminho, só não esqueça de trazer tudo inteiro. – despediu-se Kogenta, dando uns tapinhas nas costas do garoto, o incentivando a ir.






Perambulando por um supermercado no interior do País do Fogo, Taiki buscava pelas prateleiras da sessão de incensos, procurando pelo último item da lista. A sacola já estava cheia, comprou uma garrafa de água para se refrescar e buscou uma sombra no lado de fora, para que assim possa descansar um pouco antes de tornar a subir a montanha.

– Aquele Kogenta... Além de me fazer comer carne quase crua, ainda tenho que fazer compras para ele. – disse em voz baixa, repousando em um assento de madeira, enquanto observa as nuvens.

– As nuvens hoje parecem ótimas, não é mesmo? – disse aquela voz familiar.

– Verdade... E a brisa aqui fora está bem refrescante... – respondeu com naturalidade, até perceber a presença de seu pai.

– Yo! – cumprimentou com aquele sorriso repleto de ironia.

– Pai! O que você está fazendo aqui? – levantou-se rapidamente.

– Eu quem deveria lhe perguntar isso, não acha? Imaginei que estava treinando.

– E estava... Mas daí me mandaram fazer compras...

– Oras... Então parece que tudo vai correndo muito bem. – disse Kouga.

– Você sempre soube daquele lugar...? – perguntou Taiki, encarando seu pai.

– Aquele lugar é bem especial, eu treinei lá por um tempo... Até que me descobriram hahaha! – gargalhou. –  Parece que eu não tinha um coração puro.

– Não me diga... – frisou o garoto. – Enquanto estive lá, eu comecei a pensar em coisas que antes nunca passavam pela minha cabeça... Eu sinto como se pudesse mudar o mundo agora... Eu finalmente quero buscar o meu próprio objetivo.

– Aquele lugar é mais próximo ao mundo espiritual do que qualquer outro, não me impressiona o fato de você ter se acalmado nesse ponto. Você sempre foi aplicado nos treinamentos, mas também muito apressado, talvez o seu talento em dominar jutsus rapidamente tenha o atrapalhado um pouco. – explicou. – E então, acha que consegue se vingar? – perguntou.

– Fala do Kuroi? É complicado... Não tenho qualquer sentimento de vingança e nem de raiva... Quase como se aquilo tivesse ficado para trás quando eu subi a montanha.

– Entendo, então o que acha de me mostrar um pouco do que é capaz? – desafiou o pai.

– Não acho que tenha ficado forte o bastante para te oferecer um desafio... – lamentou o rapaz.

– E se fizermos uma aposta? – perguntou Kouga.

– Que tipo de aposta?

– Se você me acertar um golpe no rosto eu prometo te dar uma coisa que pertenceu a sua mãe! – esbravejou o homem.

– Uma coisa da mamãe... – o garoto rapidamente se postou em posição de combate. – É uma promessa então!

– Vamos com calma, não podemos lutar aqui, não é mesmo? Vamos procurar por um lugar aberto no meio da floresta. – apontou o homem.





Algum tempo mais tarde, em uma floresta isolada fechada naquela mesma região o embate entre pai e filho finalmente havia iniciado. Taiki optou por uma abordagem menos direta, uma vez que conhece a força de seu pai e possui conhecimento o suficiente para saber que não terá a menor chance em uma batalha direta. Ocultava sua presença, estava escondido atrás de uma árvore há cerca de quinze metros de seu pai. Utilizando seu Sharingan o rapaz observa atentamente os movimentos de seu progenitor e mentor, o homem parecia calmo, até demais, parecia estar aguardando por uma iniciativa do garoto. Percebendo quais eram as intenções do adversário, Taiki logo iniciou com seu plano. Saltou por detrás de um grande arbusto e arremessou uma tríade de shurikens contra o adversário, escondendo-se quase que de imediato atrás de uma outra árvore. Kouga com seu ótimo reflexo percebeu o som dos arbustos e com um simples jogo de cintura desviou das estrelas, durante sua esquiva seguiu o trajeto por onde vieram, assim que saltou no arbusto viu a silhueta de seu filho correndo em meio as árvores. Sorriu ironicamente e em uma única investida passou por pelo menos seis árvores, quanto tocou os pés nos galhos de uma última para pegar o impulso final e com uma voadora repleta de força bruta o homem golpeou o rapaz que corria com a guarda aberta, entretanto o momento de impacto revelou que algo não estava certo, o corpo do garoto estourou e se tornou água, escorrendo pelo chão ao mesmo tempo em que molhava o corpo de seu agressor, foi um Mizu Bunshin no Jutsu muito bem elaborado.

– Mizu Bunshin, é? Parece que melhorou um pouco, nunca foi do seu feitio utilizar réplicas. – mencionou o homem, procurando pelo verdadeiro.

– Não é uma boa hora para elogios, não acha? – exclamou Taiki, que saltava de uma árvore próxima, enquanto executava selos manuais. – Raiton: Hanran!

Terminando de executar os selos em pleno ar, o rapaz virou as palmas das mãos contra o solo, injetando uma quantidade de eletricidade que percorreu o subsolo e emergiu como uma explosão, embora não tenha um grande poder ofensivo, a técnica serve para complementar outras habilidades e ligar-se com outras técnicas, aproveitando o fato de tanto o campo quanto seu adversário estarem parcialmente molhados, aumentando assim o prejuízo sofrido pelo alvo. Mas para a surpresa de Taiki Kouga estava intacto após receber em cheio o ataque, uma estranha corrente elétrica deslizava pelo corpo do homem, como se fizesse parte dele.

– Então sua ideia era usar o clone de água como condutor para a técnica de raiton? Até que me fez um pouco de cócegas. – provocou.

– Revestiu o próprio corpo com raiton... Assim sendo capaz de superar uma combinação de raiton com suiton? – ("Fazer isso naquele intervalo ridículo de tempo... Ele não está um pouco sério?")

– Vamos lá Taiki! Apesar de ser inteligente você não é do tipo estrategista, mas sim do tipo que parte pra cima, não é? – argumentou Kouga.

– Você está certo... – assentiu com a cabeça.

Por detrás de Kouga, o verdadeiro Taiki surge com sua espada em mãos, coberta por uma fina camada de chakra do elemento vento, para priorizar o efeito de corte da arma. Simultaneamente, o Taiki que se encontrava dialogando com Kouga explode se tornando em cinco Shurikens feitas de água, que avançam de frente para o homem, era mais uma técnica do elemento água, Mizu Shuriken Bunshin no Jutsu.

– Agora sim está parecendo mais com você! – disse Kouga, percebendo o ataque vindo por ambas as direções.

O experiente ninja priorizou o ataque principal, onde Taiki atacava com sua espada, pulando por de cima de uma das árvores, utilizando ambas as mãos o homem bloqueou o ataque da espada, fechando as mãos, e com um forte grito liberou uma onda quase invisível de chakra, que congelou as shurikens que o atacavam pelas costas, forçando-as a cair devido ao peso.

– Shirahadori?* perguntou surpreso.

– Eu te ensinei tudo o que você sabe sobre espadas, achou mesmo que eu não saberia algo deste nível? Você é ainda é cem anos jovem demais para me acertar com essa lâmina incompleta! – disse o homem, lhe acertando um chute no estômago.

Em decorrência ao ataque sofrido, Taiki foi atirado vários metros para trás, da posição onde estava originalmente. Durante a queda bateu forte com as costas no chão o que dificultou bastante sua recuperação, levando algum tempo para que ficasse de pé novamente. Mas aquela frase dita por seu pai de alguma forma havia mexido com Taiki, o que seu pai queria dizer quando mencionou que ele jamais seria capaz de o acertar com essa lâmina incompleta? A batalha estava totalmente desequilibrada, o homem sequer havia usado alguma técnica um pouco mais expressiva, apenas suas perícias consideradas como normais, o que mostrava uma grande diferença entre as habilidades, mesmo contra o garoto que era considerado como sendo um prodígio.

– Sempre que tem uma oportunidade fica confiante de mais, esta sua arrogância mostra apenas a fraqueza! Você conhece mais ninjutsus do que a maioria dos ninjas de nível jounin, mas quando a batalha se torna mais corporal, você utiliza apenas sua agilidade para ganhar mais distância ou utilizar seus ataques com espadas focando os pontos cegos do adversário, ridiculamente previsível! – explicou. – Porque tem tanto medo de lutar na linha de frente? Você tem como aliado o Sharingan! Se usá-lo como se deve seus ataques não errarão! Sua reação aos ataques será impecável e sua agilidade ainda maior.

– E como pode um pai que vende seu próprio filho saber uma coisa dessas?!

Utilizando o Sunshin no Jutsu em conjunto com o Zanzou, sua técnica de pós-imagem, Taiki desaparece, deixando um rastro de sua própria silhueta para trás, ressurgindo por trás de seu pai, mirando em suas costas com sua espada, quando é surpreendido mais uma vez o homem que também executando o Shunshin no jutsu aparece atrás de Taiki o segura por um dos braços e mais uma vez o arremessa para longe.

– Mas uma vez atacando pelas costas, era óbvio que isto iria acontecer. Mas você está certo de uma coisa. De nada posso fazer para ensiná-lo a usar estes olhos, mas enquanto você não liberar o verdadeiro potencial de sua habilidade, principalmente com esta espada eu não permitirei que você saia desta floresta. – propôs o homem.

– Está falando da Raikou Kotetsu? – perguntou Taiki.

– Você a chama por este nome, mas na verdade não é o seu nome verdadeiro. Liberando a espada da forma que você faz, apenas metade do poder dela é liberado. Primeiro você deve saber que esta é uma espada muito especial, forjada pelo criador original das sete espadas da névoa oculta. Ela e suas outras companheiras foram criadas para destruir as originais. Uma espada que dizem ser capaz de mover tempestades, possui assim como você a dominação sobre as cinco naturezas básicas de chakra, mas do jeito que você a utiliza ainda está incompleta. Vamos, libere a espada e lute contra mim até lembrar-se do seu verdadeiro nome!

Confusão, este era o sentimento, ou melhor emoção que o garoto sentiu quando terminou de ouvir as palavras ditas por seu pai. Percebera que sua fiel companheira era ainda mais especial do que ele sempre havia acreditado, lhe dando uma carga extra de adrenalina que estava precisando para lutar contra Kouga. Seu coração palpitava como jamais havia antes, suas pernas tremiam e suor escorria por sua testa, mas não era medo e nem mesmo hesitação, era uma vontade alegria que para ele parecia absoluta. Naquele momento era como se a terra parasse de girar, seu pai e ele eram as únicas pessoas que realmente importavam, aquele momento deveria perdurar pela eternidade, era o que pensava sem pestanejar.

– Certo, a brincadeira acaba aqui. – indagou Kouga. – A partir de agora irei com a intenção de machucá-lo. – mudou o tom.

Em um instante uma explosão acontece na exata posição onde estava o homem, quando na verdade fora causada pela força descomunal utilizada em suas pernas para executar um salto que superava os quinze metros de altura. Em queda livre, o homem jogava todo o peso de seus pés para baixo, como se fosse algum tipo de golpe de vale tudo. Taiki se impressionou com o feito, mas estava longe de estar assustado com aquela demonstração de força. Os tomoes de seu Sharingan circulavam por sua pupila em uma velocidade incrível, ativando assim uma grande percepção e reflexos que o auxiliaram em uma evasiva perfeita. Executou um movimento de pés bem ágil, para saltar para longe, evitando assim que fosse pego pela segunda explosão, esta causada pela queda do homem.

– Se ficar apenas fugindo não vai conseguir nada! – gritou Kouga, com um ato de provocação.

– Como se eu fosse cair em uma provocação deste nível!

Apesar da bela frase, Taiki investiu contra o homem, utilizando sua grande agilidade, sua espada cintilava em contato com o vento, e com um simples movimento horizontal uma lâmina de vento se divide da espada, mirando atingir o homem, que já estava de pé. Com apenas um passo lateral o homem desviou do ataque, aguardando até o último segundo para isso. Agora pequenas faíscas emanavam da espada empunhada pelo jovem, que mais uma vez investiu contra o homem, segurando o cabo com ambas as mãos, na tentativa de executar um ataque com maior precisão.

– Está cheio de aberturas.

A figura paterna como um lampejo cintilou para trás do garoto onde lhe acertou um chute com de peito de pé, mirando as costelas do lado direito, fazendo o rapaz ser lançado alguns metros à frente, caindo em meio à alguns arbustos.

– Achei que já havíamos passado dessa fase... Já não tentou usar raio antes? – debochou.

Caído no chão, Taiki estava completamente derrotado, mas não fisicamente. Seu espírito de luta havia sido massacrado em questão de instantes, a diferença de habilidades era grande demais para dizer que era mero acaso. Sempre soube que seu pai era um homem forte, mas perceber que ele está lhe destruindo sem sequer mostrar suas verdadeiras habilidades era um golpe difícil de aguentar. Mesmo tendo recebido aquele golpe forte, continuava segurando sua espada com firmeza, aquela sensação que sentia toda vez que a empunhava era quase nostálgica... Foi quando lembrou de algo importante. Três anos atrás, quando ganhou a espada de presente seu pai havia dito que seu nome era "Raikou Kotetsu". Ele nunca havia lhe dado um nome, afinal ela já havia um... O garoto sorriu, enquanto se levantava aguentando o máximo que podia a dor daquele último ataque. Se escondeu atrás de uma árvore, encarou a espada por um instante e percebeu o que tinha que fazer.

Kouga aguardava em sua posição original, quando viu Taiki caminhar lentamente por detrás da árvore que estava. O rapaz parecia estar com o espírito renovado, sua expressão transbordava confiança.

– Não vai mais fugir? – perguntou.

– Não mesmo... Preciso me apressar com este treino logo... Sabe, tenho amigos esperando por mim. E também, não pense que vou usar sempre os mesmos truques.


Uma brisa forte rodeava o corpo do rapaz, abraçando sua arma com carinho, o garoto sabia que mais do que uma ferramenta aquela arma que carrega consigo há tanto tempo é uma extensão de seu próprio braço, era parte de seu corpo, o fato de não ter deixado ela cair durante os ataques sofridos apenas serviam para comprovar esta realidade. Partiu em disparada, estendeu seu braço direito e posicionou sua mão para um ataque, um chakra quase invisível fez com que a silhueta de uma garra se mesclasse com sua mão, disparando uma lâmina cortante de vento assim que o garoto rasgou o ar à sua frente.

Juuha Shou!! – exclamou.

O ataque se dirigiu até Kouga, em alta velocidade. Percebendo que desta vez não seria tão fácil de evitar, Kouga fechou ambas as mãos e ergueu uma parede reta de terra à sua frente, bloqueando o ataque.

Doton: Douryuuheki!

– Do jeito que imaginei que faria! – exclamou o garoto, que cintilou em alta velocidade para trás de Kouga, utilizando seu Shunshin no jutsu.Saikaidou Kotetsu: Kaihou!

Assim que Taiki liberou sua espada, sua forma foi alterada, se transformando de uma chokutou longa para uma verdadeira Katana. Imediatamente um forte vendaval cobriu os arredores, estava bem frio e liberava relâmpagos para todos os lados, as faíscas foram o suficiente para desmantelarem por completo aquela barreira de terra que fora erguida anteriormente. Kouga ficou imóvel, um enorme sorriso surgiu no rosto do homem, Taiki conteve seu ataque antes de atingi-lo, não deixando de imaginar se aquela brecha havia sido criada propositalmente. Parecia surpreso com sua própria habilidade, observou atentamente a forma liberada daquela espada e encarou seu pai novamente.

– Eu nunca havia dado um nome para ela... Raikou Kotetsu foi o nome que você me disse que ela se chamava. Mas, Saikaidou Kotetsu é o nome que eu escolhi para ela!

– Muito bem. Esta espada se adapta ao seu usuário com uma ligação tão profunda, que apenas o seu verdadeiro dono consegue utilizar seu poder total. Agora que ela possui um novo nome, deve possuir também um novo estilo. Você a partir deste momento criará o seu próprio estilo como espadachim e se esquecerá daquele que lhe foi ensinado por mim. Cria as suas variações de técnicas e me impressione.

– Não se preocupe, esta terá sido a última vez. Afinal, você já me ensinou tudo o que podia, a partir daqui eu vou trilhar o meu próprio caminho, almejando o meu próprio sonho. – respondeu Taiki.

– E qual é a sua ambição?

– Ainda estou procurando por ela... – deu as costas, ligeiramente constrangido.

– Haha! – gargalhou Kouga. – Mas ainda é um pirralho... Er-ham! Acho que estão te esperando na montanha, não é?

– Sim, preciso levar as compras, já devem estar estranhando o meu atraso.

– Bom, se cuide... E mas uma coisa... Taiki, nunca se esqueça de buscar por este seu sonho, um dia você encontrará o que realmente busca.

– Vindo de você isso é quase um milagre. – disse caminhando em direção ao pai. – Mas que droga, você é mesmo um fracasso como pai, não consegue nem mesmo se despedir o seu filho direito? – reclamou Taiki, lentamente abraçando o pai, em uma cena no mínimo rara.

– Quando concluir seu treinamento me procure. – disse Kouga. – Te prometi uma coisa, não foi?

– Mas eu nem consegui te acertar...

– É claro que acertou, bem não foi no rosto, mas você conseguiu  atingir um ponto bem mais profundo, bem aqui. – apontou para o peito. – Então se cuide, estarei em Konoha para assistir o seu triunfo. – despediu-se.



CONTINUA...
Reabilitação! Supere o Jūken.



Notas:
Mizu Bunshin no Jutsu(Técnica do clone de água): É uma variação do Kage Bunshin no jutsu utilizando o elemento água, é uma técnica suplementar que além de criar réplicas feitas inteiramente de água pode ser utilizado como estopim para outras técnicas e combinações. Cada réplica possui cerca de 10% do poder do original.

Mizu Shuriken Bunshin no jutsu(Técnica do clone shuriken de água): Variação do Kage bunshin Shuriken no jutsu utilizando o elemento água. Também é a evolução da técnica Mizu Shuriken no jutsu(TYécnica da Shuriken de água). O usuário cria shurikens de água afiadíssimas que voam até o adversário, esta técnica também pode ser armada em um Mizu Kawarimi ou Mizu Bunshin no jutsu como armadilhas.

Shirahadori: É um nome próprio. É uma técnica milenar que os Samurais utilizavam, lhes permite a capacidade de parar espadas e outros tipos de lâminas fechando as palmas de ambas as mãos sobre a arma, desde que utilizada de forma correta é uma habilidade quase sempre efetiva.

Juuha Shou(Palma dilacerante da besta): Técnica em que o usuário envolve sua mão ou braço por uma vendaval e rasga o ar à sua frente, disparando uma lâmina de vento na forma de uma garra afiada.

Chokutou: É uma espada completamente reta, desde seu cabo até a ponta da lâmina, muito utilizada na China antiga;

Saikaidou Kotetsu: É um nome próprio, se for traduzido ao pé da letra seria algo como "Tigre de aço do Oeste", uma referência direta à Byakko ou Baihu da mitologia chinesa, é uma divindade protetora.









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