Pokémon Mythology
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Naruto: Another Story

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Seg 8 Jun 2015 - 15:38

Chapter 11:

Shinobis de Konoha.

A batalha estava terminada, os sujeitos que até a pouco tempo eram inimigos, agora dialogavam normalmente entre os protagonistas, apesar de um ligeiro clima de tensão que ainda pairava sob aquela atmosfera que outrora estava imersa sub um mar de chamas criadas pela jounin de Konoha. O motivo principal do diálogo estava sendo a conclusão deste incidente e o que iriam fazer à seguir.

– Ayaka, Taiki, Masaru! – chamou. – Ainda temos uma missão para cumprir. – explicou a jounin.

– Certo, certo... Os tais bandidos, não é? Eles não pagaram estes caras aí? Porque não tiramos as respostas deles? – brincou o garoto os encarando com ironia.

– Como é que é? – disse Hayabusa trincando seus dentes.

– Vamos com calma pessoal... – proferiu Ayaka tentando acalmar a situação. – Acredito que também seja do interesse deles o término de nossa missão... Podemos conseguir também as informações que eles precisam...

– Eu voto pelo descanso, todo mundo aqui ta cansado. Daí conversamos, comemos chocolate, vocês nos dão as respostas que precisamos depois fingimos que vocês fugiram. Nosso time volta pra Konoha, somos pagos pela missão e todo mundo fica feliz... – explicou Masaru de braços cruzados balançando a cabeça positivamente.

– Você é idiota o tempo todo, ou está se esforçando mais agora...? – perguntou Ayaka.

Após um breve momento de convivência o líder dos nukenins, Juunichirou resolve conversar civilizadamente com Akane, logo após o discurso ambos concordam e tomam por definitivo uma decisão, que era no mínimo inesperada, apesar de que um ou outro já pensavam em algo do tipo.

– Certo... Time 13, nós iremos até o lugar que Juunichirou me disse, é onde fica o QG dos bandidos, iremos colocar um fim nisto em um ataque direto! – proferiu Akane.

– Nós também iremos... Odeio o fato de colaborar com vocês... Mas, não podemos confiar que vocês trarão a informação de que precisamos... Depois de tudo que fizemos... –  contestou Musashi.

– Que piada... Olhem só para vocês! Estão todos acabados. – caçoou Taiki. – Não se preocupem, nós do clã Hakuryuu não abandonamos nossos companheiros. – proferiu o garoto apontando para o emblema do clã nas costas de seu casaco.

Todos se entreolhavam de maneira muito similar, o jovem acabara de falar que eles eram ambos companheiros? Aquelas sinceras palavras vindo daquele rapaz que exibia um meio sorriso em seu rosto acabara de vez com qualquer tensão que ainda restara entre ambos os grupos. Uma leva brisa pairava sobre a região, lembrando os ninjas que estava na hora de partir, desta vez a missão tomaria seu rumo original. Graças à Juunichirou e os outros o grupo agora possui a localização do esconderijo dos bandidos, é a hora de invadir.





Não se passaram mais do que trinta minutos desde que o grupo partiu para o QG inimigo, ali estava, em um lugar um pouco afastado da cidade principal, próximo à um porto abandonado. O esconderijo em questão é um grande galpão que à princípio parecia estar abandonado, as portas e paredes estavam pichadas e várias vidraças na parte superior se encontram quebradas ou trincadas. A jounin então logo começou a analisar a situação e os procedimentos de espionagem e infiltração.

– Normalmente, em casos como este, Masaru e eu que podemos usar o Kage Bunshin no Jutsu iríamos entrar com nossas réplicas para busca de informação... Mas nós temos você Ayaka, e tudo muda com isto!  – sorriu a mulher colocando sua mão direita sob a cabeça da garota.  – Com o seu Byakugan veja se existe algum tipo de armadilha ou pessoas no interior desta estrutura.

– Pode deixar sensei. Byakugan!

O olhar penetrante de sua técnica visual vasculhava cada parte do interior daquele estrutura, mesmo estando todos no lado de fora. A garota olhava todo canto do prédio, mas não encontrava nada, foi quando a líder do grupo deu o sinal e todos entram por uma das vidraças quebradas.

– Não tem nada... – disse Taiki coçando a cabeça.

– Sabia que não dava pra confiar naqueles caras... Sabe... Eles tentaram matar a gente! – proferiu Masaru indignado.

– Esperem! Não tem ninguém agora... Mas este local sem dúvidas foi usado tem pouco tempo... Vejam só, nesta mesa não tem poeira. – apontou a jounin.

Enquanto o grupo se dispersava pelo local em busca de encontrar algo que os leve até os bandidos, Taiki estava parado próximo à um amontoado de caixas, utilizando o selo do tigre com ambas as mãos, parecia estar focando seu chakra de alguma maneira para a execução de alguma técnica, aquilo chamou a atenção da Hyuuga que estava enxergando seu fluxo de chakra com seu doujutsu.

– Taiki-kun, o que significa todo este chakra no seu nariz? – perguntou a garota.

– Hey, nem pense em espirrar pra esse lado, ouviu? – protestou Masaru.

– Meu pai e eu temos um olfato muito apurado graças aos vários treinamentos que fazíamos longe da civilização... Sabia que uma vez eu consegui caçar um urso gigante através do cheiro de sangue das vacas que ele havia matado? Só preciso de um pouco mais de tempo. – explicou o garoto.

– Interessante Taiki-kun, seria um excelente ninja sensor. – elogiou Akane.

– Grande coisa... Consigo tocar meu shamisen com apenas uma das mãos.

O garoto parecia estar se esforçando bastante para manter aquela concentração de chakra focada em seu olfato, era evidente que não era algo efetivo como os membros do clã Inuzuka que são capazes de realizar o mesmo sem tanto foco. O garoto então rapidamente abre seus olhos e aponta para a esquerda, na direção apontada pelo garoto estava um amontoado de caixas e logo abaixo dos mesmos um alçapão.

– Ayaka, você não poderia ter visto isto...? – perguntou Masaru, estava com um ar carregado de deboche.

– Se você abrir uma destas caixas talvez descubra o que atrapalhou a minha visão.

Akane, Taiki e Ayaka estavam prontos para entrar, Masaru por outro lado, estava preocupado com o que estava dentro daquelas caixas, assim que abriu uma delas o rapaz despencou imediatamente contra o chão, aquele forte cheiro de peixe podre se espalhava pelo ar, logo tratou de fechar a caixa que estava repleta de peixes mortos.

– Este "material orgânico" amontoado sob esta entrada me impediu de encontrar esta entrada... Tente ser um pouco mais útil em vez de ficar falando besteira, hunf! – disse a garota antes de descer.


– Haha! Ayaka 1 Baka-saru zero! – apontou Taiki dando de língua antes de descer alçapão abaixo.

Provocações de lado, todos já estavam na parte subterrânea do armazém, por ali não havia nada demais. Os corredores estavam repletos de estantes e algumas caixas com equipamento ninja para ser vendido no mercado negro, alguns destes para uso pessoal dos que ali trabalhavam. O silêncio que pairava pela atmosfera não era nada agradável, pressentindo algo suspeito a Hyuuga novamente utiliza sua técnica ocular, e quase imediatamente avista o inimigo.

– Eu posso ver algumas presenças. – proferiu quebrando o clima. – Um... dois, três... Ali tem mais outro... Cinco! – exclamou a Hyuuga. – dois deles estão ao lado do portal, no fim do corredor, à direita do portal existe um sofá grande e dois médios, tem mais outro deitado neste sofá e um sentado no chão logo ao lado! Na frente da única porta está um homem bem grande e no interior desta outra sala consigo ver uma pessoa, deve ser o líder. – indicou a garota.

– Bom trabalho, Ayaka! – apoiou Akane. – Escutem bem, eu vou na frente, Ayaka você virá comigo, assim que derrubarmos estes dois primeiros indivíduos Taiki e Masaru cuidarão daqueles que estão relaxando e por mim cuidaremos deste que estará de guarda. – após um breve momento para respirar fundo, a mulher logo ordenou. – dispersar!

Feito isto, Akane rapidamente seguiu pelo corredor, com Ayaka a seguindo de perto, no momento em que os homens a viram e foram em sua direção Taiki e Masaru saltam sob suas cabeças e logo se dirigem até aqueles que estão relaxando em uma espécie de sala, os garotos serravam os punhos socando uma de suas mãos e logo partem para a mais bela e pura porradaria, terminando assim com os mal feitores espancados e amarrados devidamente. Assim que retornaram para o ponto B, ou seja o portal onde Ayaka e Akane se dirigiram, o mesmo havia acontecido com os homens que ali estavam.

– Agora basta seguir para a esquerda num corredor mais estreito, ali haverá um homem guardando uma sala. – proferiu Ayaka.

– Certo, é hora de botar pra quebrar! – disse Taiki cheio de confiança.

– Espere Taiki-kun! – gritou Akane, porém havia sido em vão.

Masaru que partilhava de uma emoção um tanto quanto semelhante ao do Hakuryuu correu na direção do corredor alguns segundos após o avanço de Taki, porém ele rapidamente encontrou Taiki correndo de volta com uma expressão bem assustada.

– Hey, Masaru! Essa eu deixo pra você. Hahaha! – gargalhou. – Não é adversário para o grande Taiki-sama, de jeito algum!

– E sobrou para o grande Masaru vencer a vilania e o mau... Grande protagonista você hein Taiki! – O ruivo respondeu enquanto Taiki se afastava.

Masaru seguiu em frente rumo fim do corredor, onde ele ansiava por enfrentar seja lá quem ali estivesse. Porém, quando o mesmo ficou diante de seu adversário logo se surpreendeu. Era um indivíduo muito alto, cerca de 2 metros de altura, porém sua sexualidade era algo a se discutir, utilizava botas de cowgirl... Com salto e também era cor de rosa, seu caso com estampa de vaca encobria um top curto de cor azul que trajava por debaixo da roupa em sua cabeça um chapéu também de cor rosa.

– Oh droga... Nada de sennen Goroshi contra esse cara... – Dizia Masaru com um tom assustado no olhar.

– Lindo cabelo ruivo. Eu não tenho nenhuma peruca ruiva em minha coleção. Humm Seu cabelo vai ficar lindo em mim!

Naquele momento aquele grande guarda-costas avançou contra o garoto em uma velocidade absurda para um ser tão grande e uma quantidade anormal de chakra em sua mão direita cerrada como um punho em um soco devastador.

– Super wonderful Love-Love Punch! –  Dizia o homem enquanto desferia seu golpe.

Naquele momento o ruivo desviou do soco por pouco ao saltar três vezes para trás, mas sem mudar a expressão de medo no olhar enquanto o grande “homem” se levantou novamente e proferiu em um tom de voz grave mas um tanto feminino.

– Essas madeixas de fogo serão parte da minha cole-!

Nesse pequeno intervalo de tempo o garoto realizava uma série de selos de mão em grande velocidade, dizendo rapidamente em um tom forte.

Katon: Gouen no jutsu! – Após dizer aquilo Masaru soprou uma grande quantidade de chamas de sua boca.

O fogo produzido por Masaru começou como uma pequena chama e se alargava a medida que se afastava do rosto do shinobi até tornar-se uma parede de chamas que envolvia o grande guarda-costas o queimando em uma temperatura altíssima. Após as chamas se dissiparem o grande homem caia de joelhos em seguida com o rosto no chão desmaiado enquanto o shinobi ruivo começava a rir com um tom animado esbravejando.

– Taiki, ta tudo limpo!

O rapaz caminhava lentamente acompanhado das duas kunoichis, estavam reunidos mais uma vez, ao lado do corpo desacordado do guarda que havia sido derrotado pelo ruivo, Taiki com um ar de ironia logo comentou sobre a cena que presenciava.

– Demais! Conseguiu derrubar este gorila muito bem Masaru! – disse. – Apenas um macaco para derrubar outro. – completou.

– Não zombe do nobre nome dos macacos. Esse cara tá mais pra um hipopótamo. – ponderou.

– Já chega com isso vocês dois... – interrompeu Ayaka puxando a orelha de ambos.

Akane abaixou por alguns instantes, observando o corpo do guarda-costas, rapidamente encontrou no cinto uma chave que serviria para abrir a única porta que o mesmo guardava. Imediatamente após pegar o objeto a mesma o utilizou na fechadura e abriu a porta, seus alunos a seguiram calmamente, um pouco impressionados com todo aquele silêncio. Era uma sala muito "rica". Decorações luxuosas enfeitavam o local, os móveis eram adornados em ouro, alguns, inclusive com rubis e esmeraldas. Também existe uma refinada coleção de obras de artes e equipamentos ninja bem caros, confeccionados por ferreiros e artesãos de renome no mercado, era de fato o esconderijo de um chefe contrabandista. Apesar de tudo isto a cena que estava para ser presenciada ali não era algo nada agradável, uma vez que o piso estava encoberto por sangue e uma assassina misteriosa estava sendo flagrada. Uma garota jovem, cerca de doze anos de idade, seus cabelos eram de cor oliva e a garota contava com uma cicatriz horizontal em seu braço esquerdo, indicando que este braço já fora totalmente arrancado em algum momento. Sem sequer se virar para trás e encarar quem estava entrando a moça desaparece em uma nuvem de fumaça branca, porém uma grande serpente devorava o cadáver que estava parcialmente desfigurado no chão, ao lado de sua poltrona. Akane imediatamente atirou uma kunai no topo da cabeça do réptil, matando-o instantaneamente, apesar de seu corpo ainda realizar alguns movimentos involuntários.

– Akane-sensei, eu vou rastreá-la! – exclamou a Hyuuga fazendo mais uma vez o selo para ativar seu Byakugan.

– Não é necessário, Ayaka. – respondeu, acalmando a garota. –  Foi uma invocação reversa, ela não está mais ao nosso alcance. – explicou.

– Vocês já fizeram o bastante, o que vou fazer agora nenhum de vocês precisam ver, quero que voltem para a cidade e me esperem lá. Partiremos ao anoitecer.

– Akane-sensei não tem nada demais nisso, porque temos que...? – dizia Masaru até perceber que Taiki estava um tanto tonto após ter visto aquela quantidade absurda de sangue.

– Deve ser algum tipo de fobia ou trauma. – proferiu Ayaka enquanto percebera que o garoto acatou imediatamente as ordens de Akane e se dirigiu para a saída.





Passado algumas horas desde o ocorrido o Sol estava para se pôr, Akane entrou em contato com alguns membros da Anbu que iriam tomar rumo ao caso do assassinato do chefe dos contrabandistas mercenários que causavam toda esta onda de crimes pelo país das fontes termais. Ainda não recuperado por completo de seu trauma com o derramar de sangue, Taiki se isolou um pouco do grupo para pôr suas ideias em ordem, mas na verdade estava pensando sobre a assassina, apesar de não ter visto o rosto ele foi capaz de assimilar sua silhueta a daquela pessoa que tocava uma flauta de bambu na noite anterior à sua chegada ao país das fontes termais. O grupo se dirigiu até o Daimyō local onde reportaram a missão, sem mencionar sobre o grupo ninja que havia sido contratado pelos contrabandistas. Juunichirou e seu grupo não foram mais vistos, mas ainda sabe-se que ele provavelmente tentará achar alguma forma de limpar seu nome, o assassinato daquele homem apenas eliminou uma das suas possibilidades.

O grupo se dirigiu para Konoha imediatamente após o cumprimento de suas obrigações, tendo assim cumprido o objetivo principal que era acabar com a criminalidade local, mesmo que isto tenha terminado de uma maneira no mínimo diferente daquela pretendida.





Quatro dias se passaram desde que o Sandaime Hokage anunciou o exame chuunin perante a presença de vários instrutores e jounins do vilarejo. Por opção própria, Akane resolveu manter segredo de seu time sobre sua indicação, porém era um fato que hora ou outra eles iriam descobrir, uma vez que além de terem posse da indicação de sua tutora era necessário o consentimento dos três integrantes do time, para que assim possam participar o exame. Sem ter a intenção de deixá-los pressionados ou ansiosos, a jounin decidiu revelar a verdade faltando poucos dias para tal evento, após deixar seus alunos terem alguns dias de folga iriam todos retornar para seus afazeres. Uma vez que a mesma os indicou para o exame, estão todos proibidos de participarem de qualquer missão oficial, neste caso seria necessário um pouco de improvisação, para que a mesma conseguisse bolar um eficaz treinamento para que possa distraí-los tempo o suficiente.

Konoha - Terceiro campo de treinamento • Localizado no interior de Konoha, esta grande área descoberta, envolta por rios, campos gramados, montanhas e florestas é uma das principais áreas de treinamento do vilarejo, assim como grande maioria dos times, o time treze também executa seus treinamentos nesta área. Todo o dano causado no local devido aos treinamentos, são desembolsados dos atuais impostos que o vilarejo arrecada normalmente.  

Era uma peleja um tanto quanto desigual, Akane enfrentava os três genins de uma só vez, focava-se principalmente em desviar de seus ataques e bloqueá-los, enquanto os garotos tentavam de tudo o que estava ao seu alcance. Taiki e Ayaka focavam em combate corporal, o rapaz utilizava de sua Katana com ataques precisos, utilizando-os corretamente, porém com uma mera kunai a mulher os inutilizava, Ayaka utilizava seus punhos nada gentis e de nada resultava contra a mulher, Masaru que prefere lutar de longa distância não acertava sequer uma shuriken, e como era um treinamento de combate simples, técnicas eram estritamente proibidos naquela situação.

Ayaka com seu incrível senso de liderança fez um simples sinal com as mãos, Taiki rapidamente recuou, assim como a garota o fez. Masaru seguidamente disto se juntou aos dois e parece que juntos iriam tramar algum plano para combater a professora.

– Vamos fazer o seguinte... – tentou dizer Ayaka, antes de ser subitamente interrompida por Taiki.

– Não! – exclamou – Tenho uma ideia melhor. – respondeu rapidamente.

– Mas nem ouviu a minha ainda. – a garota reclamou o encarando nos olhos.

– Porque não usarmos uma isca? Enquanto alguém chama a atenção dela, dois de nós poderemos atacá-la.

– Nem ferrando! – anunciou Masaru – Até eu sei que isso é óbvio demais.

– Concordo... Dessa vez... – respondeu Ayaka olhando torto para Masaru.

– Saco. Será que podem esperar até eu terminar de falar? – reclamou o protagonista. – Justamente por ser tão óbvio que é genial! – Ela provavelmente vai perceber que o primeiro que a atacar será a isca e então já vai se preparar para um ataque dos dois que sobraram, mas aí é que o plano muda de vez! Durante nossa troca de papéis de isca e combatentes iremos inverter a ordem, aquele que será a isca irá combatê-la, enquanto os dois outros irão se movimentar para trás. Formaremos uma espécie de triângulo, tendo a sensei como o centro, nesta posição poderemos cercá-la e assim invertas nossas posições de iscas e combatentes sem alterar a formação, como se fosse um rodízio! –  explicava o garoto de forma bastante animada, fazendo poses, gestos e tudo mais o que lhe vinha em mente.

– Genial... – surpreendeu-se Ayaka.

– Não sei se entendi direito... Mas parece uma ideia interessante. –  disse Masaru apreensivo.

–  "Mesmo sem ter informações sobre as habilidades de cada um ele conseguiu inventar isso a partir do nada? Errado... Ele conhece sim... Sabe que o Masaru possui ótima capacidade de Salto, por isso o colocou na 'ponta' do triângulo e como nós dois possuímos melhor habilidade em combate corporal nos colocou como sendo a 'base'... Ele é mais inteligente do que eu achava."pensou a Hyuuga.

– Estamos esperando o que? Vamos logo, qualquer golpe que acertarmos nela será um progresso! – gritou Masaru. Mesmo estando alguns metros de distância Akane fora capaz de ouvir os berros do ruivo, mas simplesmente acenou para eles, provocando-os.

O plano já estava traçado, bastava que a combinação deste trio fosse no mínimo perfeita para que consigam enganar uma kunoichi de elite, como era o caso de Akane. Como o combinado, Ayaka e Taiki partiram em uma veloz investida contra a jounin, o rapaz empunhava sua espada e saltava de frente em pleno ar, forçando a mesma para trás, enquanto Ayaka avançava correndo em alta velocidade, forçando um combate corporal, ao mesmo tempo que lia os movimentos de seu parceiro para que não seja atingida por sua lâmina. Masaru dava a volta por trás de toda a confusão, para atacar Akane pelas costas, porém a Jounin já esperava por isso, mas ainda assim se espantou por ver Masaru atacando-a utilizando Taijutsu. Estava feito, a jounin agora estava dentro do "triângulo" que fora armado por Taiki, Masaru atacava-a utilizando socos e chutes mirando pontos como pescoço e cintura, porém eram facilmente interceptados, Taiki e Ayaka saltaram para trás alguns metros e partiram em uma nova investida, Masaru saltou sobre todos e agora mais uma vez a "ponta" do triângulo estava com ele, que era na verdade o responsável por atacar, Taiki e Ayaka ainda que atacassem serviam como ilusões, para que Akane se confunda com a mera presença deles.

– O que foi, sensei? Não consegue nos acompanhar? – provocou Taiki enquanto desta vez trocava de posição com Ayaka com uma veloz deslizada pelo chão enquanto a garota saltava por cima de seu ombro.

– Mas o que foi, já está ficando cansado? – perguntou com um sorriso falso.

Aquele sorriso fez Taiki diminuir sua mobilidade por alguns instantes, estava analisando o que lhe fora dito, seria uma provocação, ou uma possível dica? O garoto pensou pelo que lhe pareceu uma eternidade, no entanto se passaram apenas alguns instantes, até que ele percebeu rapidamente o que estava faltando naquela investida. Tirou rapidamente uma kunai de um de seus bolsos e a atirou contra Akane que rapidamente desviou, a Kunai então seguiu o seu caminho onde atingiria Ayaka que com bons reflexos golpeou o cabo da Kunai mudando sua direção e a fazendo ficar contra o solo, logo em seguida ela descobriu o plano de Taiki e repetiu o feito do garoto, Akane por mais uma vez se desviou e Masaru se tornou o alvo, Masaru então atirou uma shuriken contra a kunai, mudando sua trajetória, fazendo fincar contra o solo logo ao seu lado.

– Agora, Masaru! – exclamaram Taiki e Ayaka.

Ambos pegaram as Kunais fincadas contra o solo e as esticaram, ambas carregavam consigo fios que eram quase invisíveis, tais fios imobilizaram os braços da Jounin, de forma que não poderia de contrair ou retrair de onde estavam. Masaru então investiu contra a mulher mirando-lhe um soco no meio de seu estômago, porém há um milímetro do impacto ele removeu o seu punho, olhou para professora e com uma expressão de contentamento que era repartida entre seus parceiros, disse:

– Te pegamos!

Taiki e Ayaka acabam por cortar as linhas, visto que não haviam mais motivos para que lacrem os movimentos de Akane, mesmo imaginando que em uma batalha real aquilo não seria capaz de segurar a jounin, para eles, como equipe havia sido uma evolução sem precedentes. A emoção que Akane sentiu era tamanha que quase ficou sem palavras, ela tinha algo para dizer já há algum tempo, e então percebeu que este seria o melhor lugar para dizer.