Pokémon Mythology
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Naruto: Another Story

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Seg 8 Jun 2015 - 15:38

Chapter 11:

Shinobis de Konoha.

A batalha estava terminada, os sujeitos que até a pouco tempo eram inimigos, agora dialogavam normalmente entre os protagonistas, apesar de um ligeiro clima de tensão que ainda pairava sob aquela atmosfera que outrora estava imersa sub um mar de chamas criadas pela jounin de Konoha. O motivo principal do diálogo estava sendo a conclusão deste incidente e o que iriam fazer à seguir.

– Ayaka, Taiki, Masaru! – chamou. – Ainda temos uma missão para cumprir. – explicou a jounin.

– Certo, certo... Os tais bandidos, não é? Eles não pagaram estes caras aí? Porque não tiramos as respostas deles? – brincou o garoto os encarando com ironia.

– Como é que é? – disse Hayabusa trincando seus dentes.

– Vamos com calma pessoal... – proferiu Ayaka tentando acalmar a situação. – Acredito que também seja do interesse deles o término de nossa missão... Podemos conseguir também as informações que eles precisam...

– Eu voto pelo descanso, todo mundo aqui ta cansado. Daí conversamos, comemos chocolate, vocês nos dão as respostas que precisamos depois fingimos que vocês fugiram. Nosso time volta pra Konoha, somos pagos pela missão e todo mundo fica feliz... – explicou Masaru de braços cruzados balançando a cabeça positivamente.

– Você é idiota o tempo todo, ou está se esforçando mais agora...? – perguntou Ayaka.

Após um breve momento de convivência o líder dos nukenins, Juunichirou resolve conversar civilizadamente com Akane, logo após o discurso ambos concordam e tomam por definitivo uma decisão, que era no mínimo inesperada, apesar de que um ou outro já pensavam em algo do tipo.

– Certo... Time 13, nós iremos até o lugar que Juunichirou me disse, é onde fica o QG dos bandidos, iremos colocar um fim nisto em um ataque direto! – proferiu Akane.

– Nós também iremos... Odeio o fato de colaborar com vocês... Mas, não podemos confiar que vocês trarão a informação de que precisamos... Depois de tudo que fizemos... –  contestou Musashi.

– Que piada... Olhem só para vocês! Estão todos acabados. – caçoou Taiki. – Não se preocupem, nós do clã Hakuryuu não abandonamos nossos companheiros. – proferiu o garoto apontando para o emblema do clã nas costas de seu casaco.

Todos se entreolhavam de maneira muito similar, o jovem acabara de falar que eles eram ambos companheiros? Aquelas sinceras palavras vindo daquele rapaz que exibia um meio sorriso em seu rosto acabara de vez com qualquer tensão que ainda restara entre ambos os grupos. Uma leva brisa pairava sobre a região, lembrando os ninjas que estava na hora de partir, desta vez a missão tomaria seu rumo original. Graças à Juunichirou e os outros o grupo agora possui a localização do esconderijo dos bandidos, é a hora de invadir.





Não se passaram mais do que trinta minutos desde que o grupo partiu para o QG inimigo, ali estava, em um lugar um pouco afastado da cidade principal, próximo à um porto abandonado. O esconderijo em questão é um grande galpão que à princípio parecia estar abandonado, as portas e paredes estavam pichadas e várias vidraças na parte superior se encontram quebradas ou trincadas. A jounin então logo começou a analisar a situação e os procedimentos de espionagem e infiltração.

– Normalmente, em casos como este, Masaru e eu que podemos usar o Kage Bunshin no Jutsu iríamos entrar com nossas réplicas para busca de informação... Mas nós temos você Ayaka, e tudo muda com isto!  – sorriu a mulher colocando sua mão direita sob a cabeça da garota.  – Com o seu Byakugan veja se existe algum tipo de armadilha ou pessoas no interior desta estrutura.

– Pode deixar sensei. Byakugan!

O olhar penetrante de sua técnica visual vasculhava cada parte do interior daquele estrutura, mesmo estando todos no lado de fora. A garota olhava todo canto do prédio, mas não encontrava nada, foi quando a líder do grupo deu o sinal e todos entram por uma das vidraças quebradas.

– Não tem nada... – disse Taiki coçando a cabeça.

– Sabia que não dava pra confiar naqueles caras... Sabe... Eles tentaram matar a gente! – proferiu Masaru indignado.

– Esperem! Não tem ninguém agora... Mas este local sem dúvidas foi usado tem pouco tempo... Vejam só, nesta mesa não tem poeira. – apontou a jounin.

Enquanto o grupo se dispersava pelo local em busca de encontrar algo que os leve até os bandidos, Taiki estava parado próximo à um amontoado de caixas, utilizando o selo do tigre com ambas as mãos, parecia estar focando seu chakra de alguma maneira para a execução de alguma técnica, aquilo chamou a atenção da Hyuuga que estava enxergando seu fluxo de chakra com seu doujutsu.

– Taiki-kun, o que significa todo este chakra no seu nariz? – perguntou a garota.

– Hey, nem pense em espirrar pra esse lado, ouviu? – protestou Masaru.

– Meu pai e eu temos um olfato muito apurado graças aos vários treinamentos que fazíamos longe da civilização... Sabia que uma vez eu consegui caçar um urso gigante através do cheiro de sangue das vacas que ele havia matado? Só preciso de um pouco mais de tempo. – explicou o garoto.

– Interessante Taiki-kun, seria um excelente ninja sensor. – elogiou Akane.

– Grande coisa... Consigo tocar meu shamisen com apenas uma das mãos.

O garoto parecia estar se esforçando bastante para manter aquela concentração de chakra focada em seu olfato, era evidente que não era algo efetivo como os membros do clã Inuzuka que são capazes de realizar o mesmo sem tanto foco. O garoto então rapidamente abre seus olhos e aponta para a esquerda, na direção apontada pelo garoto estava um amontoado de caixas e logo abaixo dos mesmos um alçapão.

– Ayaka, você não poderia ter visto isto...? – perguntou Masaru, estava com um ar carregado de deboche.

– Se você abrir uma destas caixas talvez descubra o que atrapalhou a minha visão.

Akane, Taiki e Ayaka estavam prontos para entrar, Masaru por outro lado, estava preocupado com o que estava dentro daquelas caixas, assim que abriu uma delas o rapaz despencou imediatamente contra o chão, aquele forte cheiro de peixe podre se espalhava pelo ar, logo tratou de fechar a caixa que estava repleta de peixes mortos.

– Este "material orgânico" amontoado sob esta entrada me impediu de encontrar esta entrada... Tente ser um pouco mais útil em vez de ficar falando besteira, hunf! – disse a garota antes de descer.


– Haha! Ayaka 1 Baka-saru zero! – apontou Taiki dando de língua antes de descer alçapão abaixo.

Provocações de lado, todos já estavam na parte subterrânea do armazém, por ali não havia nada demais. Os corredores estavam repletos de estantes e algumas caixas com equipamento ninja para ser vendido no mercado negro, alguns destes para uso pessoal dos que ali trabalhavam. O silêncio que pairava pela atmosfera não era nada agradável, pressentindo algo suspeito a Hyuuga novamente utiliza sua técnica ocular, e quase imediatamente avista o inimigo.

– Eu posso ver algumas presenças. – proferiu quebrando o clima. – Um... dois, três... Ali tem mais outro... Cinco! – exclamou a Hyuuga. – dois deles estão ao lado do portal, no fim do corredor, à direita do portal existe um sofá grande e dois médios, tem mais outro deitado neste sofá e um sentado no chão logo ao lado! Na frente da única porta está um homem bem grande e no interior desta outra sala consigo ver uma pessoa, deve ser o líder. – indicou a garota.

– Bom trabalho, Ayaka! – apoiou Akane. – Escutem bem, eu vou na frente, Ayaka você virá comigo, assim que derrubarmos estes dois primeiros indivíduos Taiki e Masaru cuidarão daqueles que estão relaxando e por mim cuidaremos deste que estará de guarda. – após um breve momento para respirar fundo, a mulher logo ordenou. – dispersar!

Feito isto, Akane rapidamente seguiu pelo corredor, com Ayaka a seguindo de perto, no momento em que os homens a viram e foram em sua direção Taiki e Masaru saltam sob suas cabeças e logo se dirigem até aqueles que estão relaxando em uma espécie de sala, os garotos serravam os punhos socando uma de suas mãos e logo partem para a mais bela e pura porradaria, terminando assim com os mal feitores espancados e amarrados devidamente. Assim que retornaram para o ponto B, ou seja o portal onde Ayaka e Akane se dirigiram, o mesmo havia acontecido com os homens que ali estavam.

– Agora basta seguir para a esquerda num corredor mais estreito, ali haverá um homem guardando uma sala. – proferiu Ayaka.

– Certo, é hora de botar pra quebrar! – disse Taiki cheio de confiança.

– Espere Taiki-kun! – gritou Akane, porém havia sido em vão.

Masaru que partilhava de uma emoção um tanto quanto semelhante ao do Hakuryuu correu na direção do corredor alguns segundos após o avanço de Taki, porém ele rapidamente encontrou Taiki correndo de volta com uma expressão bem assustada.

– Hey, Masaru! Essa eu deixo pra você. Hahaha! – gargalhou. – Não é adversário para o grande Taiki-sama, de jeito algum!

– E sobrou para o grande Masaru vencer a vilania e o mau... Grande protagonista você hein Taiki! – O ruivo respondeu enquanto Taiki se afastava.

Masaru seguiu em frente rumo fim do corredor, onde ele ansiava por enfrentar seja lá quem ali estivesse. Porém, quando o mesmo ficou diante de seu adversário logo se surpreendeu. Era um indivíduo muito alto, cerca de 2 metros de altura, porém sua sexualidade era algo a se discutir, utilizava botas de cowgirl... Com salto e também era cor de rosa, seu caso com estampa de vaca encobria um top curto de cor azul que trajava por debaixo da roupa em sua cabeça um chapéu também de cor rosa.

– Oh droga... Nada de sennen Goroshi contra esse cara... – Dizia Masaru com um tom assustado no olhar.

– Lindo cabelo ruivo. Eu não tenho nenhuma peruca ruiva em minha coleção. Humm Seu cabelo vai ficar lindo em mim!

Naquele momento aquele grande guarda-costas avançou contra o garoto em uma velocidade absurda para um ser tão grande e uma quantidade anormal de chakra em sua mão direita cerrada como um punho em um soco devastador.

– Super wonderful Love-Love Punch! –  Dizia o homem enquanto desferia seu golpe.

Naquele momento o ruivo desviou do soco por pouco ao saltar três vezes para trás, mas sem mudar a expressão de medo no olhar enquanto o grande “homem” se levantou novamente e proferiu em um tom de voz grave mas um tanto feminino.

– Essas madeixas de fogo serão parte da minha cole-!

Nesse pequeno intervalo de tempo o garoto realizava uma série de selos de mão em grande velocidade, dizendo rapidamente em um tom forte.

Katon: Gouen no jutsu! – Após dizer aquilo Masaru soprou uma grande quantidade de chamas de sua boca.

O fogo produzido por Masaru começou como uma pequena chama e se alargava a medida que se afastava do rosto do shinobi até tornar-se uma parede de chamas que envolvia o grande guarda-costas o queimando em uma temperatura altíssima. Após as chamas se dissiparem o grande homem caia de joelhos em seguida com o rosto no chão desmaiado enquanto o shinobi ruivo começava a rir com um tom animado esbravejando.

– Taiki, ta tudo limpo!

O rapaz caminhava lentamente acompanhado das duas kunoichis, estavam reunidos mais uma vez, ao lado do corpo desacordado do guarda que havia sido derrotado pelo ruivo, Taiki com um ar de ironia logo comentou sobre a cena que presenciava.

– Demais! Conseguiu derrubar este gorila muito bem Masaru! – disse. – Apenas um macaco para derrubar outro. – completou.

– Não zombe do nobre nome dos macacos. Esse cara tá mais pra um hipopótamo. – ponderou.

– Já chega com isso vocês dois... – interrompeu Ayaka puxando a orelha de ambos.

Akane abaixou por alguns instantes, observando o corpo do guarda-costas, rapidamente encontrou no cinto uma chave que serviria para abrir a única porta que o mesmo guardava. Imediatamente após pegar o objeto a mesma o utilizou na fechadura e abriu a porta, seus alunos a seguiram calmamente, um pouco impressionados com todo aquele silêncio. Era uma sala muito "rica". Decorações luxuosas enfeitavam o local, os móveis eram adornados em ouro, alguns, inclusive com rubis e esmeraldas. Também existe uma refinada coleção de obras de artes e equipamentos ninja bem caros, confeccionados por ferreiros e artesãos de renome no mercado, era de fato o esconderijo de um chefe contrabandista. Apesar de tudo isto a cena que estava para ser presenciada ali não era algo nada agradável, uma vez que o piso estava encoberto por sangue e uma assassina misteriosa estava sendo flagrada. Uma garota jovem, cerca de doze anos de idade, seus cabelos eram de cor oliva e a garota contava com uma cicatriz horizontal em seu braço esquerdo, indicando que este braço já fora totalmente arrancado em algum momento. Sem sequer se virar para trás e encarar quem estava entrando a moça desaparece em uma nuvem de fumaça branca, porém uma grande serpente devorava o cadáver que estava parcialmente desfigurado no chão, ao lado de sua poltrona. Akane imediatamente atirou uma kunai no topo da cabeça do réptil, matando-o instantaneamente, apesar de seu corpo ainda realizar alguns movimentos involuntários.

– Akane-sensei, eu vou rastreá-la! – exclamou a Hyuuga fazendo mais uma vez o selo para ativar seu Byakugan.

– Não é necessário, Ayaka. – respondeu, acalmando a garota. –  Foi uma invocação reversa, ela não está mais ao nosso alcance. – explicou.

– Vocês já fizeram o bastante, o que vou fazer agora nenhum de vocês precisam ver, quero que voltem para a cidade e me esperem lá. Partiremos ao anoitecer.

– Akane-sensei não tem nada demais nisso, porque temos que...? – dizia Masaru até perceber que Taiki estava um tanto tonto após ter visto aquela quantidade absurda de sangue.

– Deve ser algum tipo de fobia ou trauma. – proferiu Ayaka enquanto percebera que o garoto acatou imediatamente as ordens de Akane e se dirigiu para a saída.





Passado algumas horas desde o ocorrido o Sol estava para se pôr, Akane entrou em contato com alguns membros da Anbu que iriam tomar rumo ao caso do assassinato do chefe dos contrabandistas mercenários que causavam toda esta onda de crimes pelo país das fontes termais. Ainda não recuperado por completo de seu trauma com o derramar de sangue, Taiki se isolou um pouco do grupo para pôr suas ideias em ordem, mas na verdade estava pensando sobre a assassina, apesar de não ter visto o rosto ele foi capaz de assimilar sua silhueta a daquela pessoa que tocava uma flauta de bambu na noite anterior à sua chegada ao país das fontes termais. O grupo se dirigiu até o Daimyō local onde reportaram a missão, sem mencionar sobre o grupo ninja que havia sido contratado pelos contrabandistas. Juunichirou e seu grupo não foram mais vistos, mas ainda sabe-se que ele provavelmente tentará achar alguma forma de limpar seu nome, o assassinato daquele homem apenas eliminou uma das suas possibilidades.

O grupo se dirigiu para Konoha imediatamente após o cumprimento de suas obrigações, tendo assim cumprido o objetivo principal que era acabar com a criminalidade local, mesmo que isto tenha terminado de uma maneira no mínimo diferente daquela pretendida.





Enquanto isto, na mansão do senhor feudal uma figura de baixa estatura, cerca de 1,50 de altura adentrava o local, trajava um manto negro sem muitos detalhas que cobria todo o seu corpo, não deixando escapar nenhum traço que possa o deixar reconhecível. Não levou muito tempo para que a figura misteriosa adentrasse na sala principal, o local estava repleto de cadáveres, a maioria dos empregados estavam mortos, porém o Daimyō estava sentado em seu trono, com uma expressão um tanto quanto satisfeita, até o momento em que a silhueta se aproximou, ele a encarou e lhe dirigiu a palavra.

– É um péssimo hábito este seu... – proferiu com um tom cínico olhando para alguns cadáveres.

– Porque diz isto, Kabuto-sensei? – disse aquela voz feminina com um estranho ar de inocência.

– Por nada... Não tenho do que reclamar, com estes a minha coleção fica mais completa. Nunca é ruim ter alguns cadáveres de sobra. – completou.

– Juuni-chan estragou tudo... Virou amiguinho daquele pessoal de Konoha. – falou emburrada.

– Ora, mas é mesmo? – pausou. – Mas ele no serviu bem, agora nós sabemos sobre um novo par de olhos que pode interessar Orochimaru-sama. – respondeu removendo um tipo de máscara de sua face, revelando-se um jovem homem de cabelos acinzentados, logo após tratou de colocar um óculos que estava guardado em um de seus bolsos.

– Kabuto-sennsei, o que fez com o Daimyō? – perguntou.

– Não fique muito excitada... O Daimyō já faz parte da minha coleção há bastante tempo. – sorriu cinicamente ajeitando seu óculos.

– Não é justo! Eu queria ter matado ele. – contestou.

– Do jeito que você faz ele ficaria irreconhecível, não teria mais utilidade. – sorriu. – Mas você terá sua oportunidade em breve... Em Konoha será o exame Chuunin... Otogakure levará dois times, até lá aguente firme, Hebiko.

– Tudo bem então haha! – gargalhou. – Quantas pessoas vou ter que matar... La~la~la! – deixou o local cantarolando.

–  Hunf... Apenas Orochimaru-sama consegue ficar a vontade na presença desta criança... É realmente uma pena que suas células rejeitaram este corpo... – lamentou.
Continua...


Prévia:
Taiki e os outros retornam para a vila de Konoha para só então terem um merecido descanso por todo o trabalho que tiveram no País das fontes termais. Irão aproveitar melhor o tempo uns com os outros enquanto fazem missões mais simples ajudando as pessoas no vilarejo, mas enquanto isto... O homem conhecido como Orochimaru parece ter planos para o exame Chuunin que se aproxima, o que ele estará tramando? Não perca no próximo capítulo;

Naruto Shippuuden: Another History - Capítulo 11: Retorno! Aqueles que se movem nas sombras.


Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:43, editado 1 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Feartype em Seg 15 Jun 2015 - 18:24

XKai, mais uma vez, tu escreveste um excelente capitulo, muito bem detalhado e continuas a cativar a ler mais. Men continua e não pares fiquei curioso agora sobre o exame Smile
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xMatthew em Ter 16 Jun 2015 - 9:25

A cada capítulo que passa anseio pelo próximo, apesar de sempre ler a versão prévia da fic sempre que sai aqui parece ainda melhor.
Pessoalmente eu to gostando demais do crescimento dos personagens e espero que continuem assim, afinal, apesar de eu ajudar as vezes na fic ela é sua e não uma colaboração então, mesmo que eu esteja sempre te ajudando me impressiono com suas ideia.
Falando sobre o capítulo em si, foi bom demais tirando o 'nobre oponente' do Masaru HAHA' A introdução da Hebiko foi perfeita e faz jus a ideia da personagem que já discutimos antes.   Continue assim Kai ^^"
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Seg 22 Jun 2015 - 17:46

Chapter 12:

Retorno. Aqueles que se movem pelas sombras.


Dois dias já haviam se passado desde que o time 13, liderado por Kurosaki Akane, havia retornado para o vilarejo de Konoha, assim concluindo com sucesso sua primeira missão oficial como um time. Durante estes dois dias, nada de folga para os jovens genins, que continuavam a fazer missões, mas estas eram muito mais simples que as demais, sendo executadas no interior do vilarejo, ambas eram classificadas como Rank D, já que eram coisas fúteis como cortar a grama de uma velha senhora e procurar por um animal perdido, até mesmo entregar folhetos pelas ruas do vilarejo. A remuneração para tais missões também era baixa, mas era mais do que o suficiente para que os integrantes do time conheçam as habilidades umas dos outros e fortaleçam um vínculo.




Estava em andamento aquela que seria a oitava missão do time 13, o objetivo era capturar o gato denominado "Tora" que pertencia a uma rica senhora, animal este que sempre acaba fugindo de sua dona, fazendo da mesma uma cliente frequente com quase sempre o mesmo pedido. Estavam todos pelas ruas movimentadas de Konoha, cada um dos quatro integrantes utilizava um rádio sem fio para que pudessem se comunicar e então iniciar a caçada ao gato. Taiki estava deitado de bruços em um corredor, bem de frente para uma das ruas, Masaru estava no telhado de uma casa um tanto quanto alta, Ayaka perseguia o animal enquanto Akane corria pela lateral dando-lhes instruções.

– Impressão minha ou este gato está se acostumando com a nossa velocidade? Saco, está mais rápido que da última vez. – desabafou Ayaka enquanto persegue o animal.

– Não só a velocidade, ele pulou bem mais alto do que eu... É frustrante. – cochichou Masaru.

– Haha! Nem parece que estamos atrás de um gato, ele também é bem esperto, quando chegou perto do beco em que eu estava anteriormente ele simplesmente passou por cima. – Descontraiu Taiki, mas acabara por piorar a situação, de forma que o gato estava dando um banho em todos. A jounin apenas acompanhava seus alunos, já que ela não pode ter envolvimento direto neste tipo de missão, para melhor desempenho dos novatos.

– Ainda vão ficar reclamando? Masaru, Taiki! Ayaka está o levando em sua direção! – exclamou Akane.


Ayaka que era a mais inteligente do grupo, desde o início perseguira o animal com o intuito de levá-lo até um dos rapazes, para que então possam capturá-lo e leva-lo de volta para sua dona em segurança. Assim que Ayaka fez o sinal, Masaru feito um gato saltou do telhado onde estava, cercando o gato que sem outra opção entrou por um dos becos escuros, mas Taiki aguardava por ele e então o cerco estava armado, não tinha escapatória.

– Finalmente! Cara... Esse gato é mais ninja que eu... – desabafou Masaru, com certa confiança.

– Ah... Mais ninja do que você. – implicou Taiki.

– Como é que é?! – perguntou o ruivo aos berros.

– Apenas concordei com algo que você disse. Hm... Acho que esta deve ter sido a primeira vez. – disse tapando os ouvidos e fitando um sorriso sarcástico.

– Lá vamos nós de novo... – proferiu Ayaka enquanto observa a briga de ambos, até perceber a falta de alguma coisa... – O gato... Escapou... – disse em tom desanimador. – Seus idiotas! Quanto tempo pretender ficar discutindo? O gato escapou de novo! – exclamou.

– Eh? De novo?! – exclamou Masaru.

– Graças a quem? Hunf, realmente você estava completamente certo uns instantes atrás. –  retrucou.

– Te desafio a repetir isso, desgraçado. – desafiou o ruivo.

– Qual parte? – perguntou. – A do gato ser mais ninja que você ou da parte onde eu concordei com a sua afirmação?

A atmosfera estava sufocante, faíscas saltavam pelos olhos de ambos que se entreolhavam com tanta raiva, de forma que dava a entender que iriam lutar a qualquer momento, ou pelo menos iriam, já que Ayaka foi rápida em agir.

– Stop, stop! – exclamou se pondo entre os dois. – Ou vocês dois se comportem ou voltarão para casa faltando meia dúzia de dentes! Ouviram bem? – falou a garota enquanto chacoalhava o pescoço de ambos.

Akane os observava do fim da rua, em sua face um grande tom de decepção que fazia com que a mesma levantasse uma de suas mãos a cabeça... A mulher encarava aquilo como uma falta de trabalho em equipe, mas logo percebeu um certo vínculo que já se formava entre os três.

– Mas que coisa... Nada melhor que um pulso firme e delicado... Não é mesmo, Ayaka? – sorriu enquanto continuava observando o grupo.




Mais tarde, no país dos Campos de Arroz, uma sombra maligna começava a se mostrar. A vila oculta do Som é uma nação ainda jovem e ainda muito desconhecida por grande parte das cinco grandes nações, porém, mesmo estes receberam convites para participar de um importante evento que aconteceria na vila oculta da folha. O atual líder deste país raramente é visto e tão pouco abandona sua moradia, onde com ele vivem apenas seus servos mais leais e alguns de seus materiais de pesquisa. Sentado em uma confortável poltrona de cor acinzentada o homem pálido de longos cabelos negros e de feições um pouco afeminadas, dirigiu a voz para o jovem de cabelos cinzas que adentrou em sua sala.


– Kabuto, quero que prepare aqueles três para que nos representem. – ordenou.

– Orochimaru-sama... Não acha melhor levarmos outros? – contestou preocupado.

– Não seja atrevido! – respondeu, logo em seguida sorrindo. – Aqueles três terão utilidade... Mesmo que como peças descartáveis... Hm... Vejamos, como sacrifícios para aquela técnica... Kufufufu. – gargalhou maleficamente.

– Kabuto-sensei! Papai! – exclamou a menina de madeixas em tom oliva ao entrar no recinto.

– Hebiko! Quantas vezes lhe avisei para que se comporte na presença de Orochimaru-sama? – implicou Kabuto.

– Deixe-a, Kabuto... Afinal, mesmo sendo um de meus experimentos, é verdade o fato desta criança ter o meu sangue. – disse enquanto acariciava o rosto da menina utilizando sua língua anormalmente grande.

– Papai, Kabuto-sensei me explicou sobre a diversão que você está planejando! Hebiko também pode participar? – perguntou a garota sorrindo.

– Ora... Mas essa agora. Não acha que está a mimando demais, Kabuto? – encarou o servo. – De toda forma... Precisaríamos de outros três... – dizia até ser interrompido por Kabuto.

– Deixe isto comigo, Orochimaru-sama... Já ouviu falar no veneno chamado Gu? – perguntou.

– Você...

– Primeiramente devemos colocar muitos insetos venenosos dentro de um único jarro, os insetos lutam entre si até que sobre apenas um, neste caso farei com que sobrem três... que serão os mais fortes. O veneno destes que sobreviveram é usado para fazer o Gu. – explicou cinicamente.

– Não importa quanto tempo passe... Você continua sendo alguém desagradável, Kabuto... Não que esta ideia não me agrade... Kufufu... – riu novamente.




Após terem gastado um grande tempo nesta caçada infernal, o time treze por fim capturou "Tora", cumprindo assim a missão que lhe fora incumbida. Enquanto a líder do grupo se certificava de que era o gato certo, ela não deixa de notar um grande falcão de plumagem castanha sobrevoando o vilarejo constantemente, apenas ela dos presentes ali percebera que aquilo se tratava de um chamado do Hokage.

– Bem, parece que a missão está completa. – afirmou. – Tenho alguns assuntos para resolver, então nos encontramos novamente amanhã. – explicou tranquila.

– Akane-sensei! Não é justo... Nos dê outra missão! – reclamou Masaru.

– Mas que cara irritante. – indagou Taiki. – Se ela tem assuntos para resolver, deixe-a ir. Eu também tenho certos assuntos pra resolver... – virou para o lado disfarçando.

– Ai, ai... Parem de me dar trabalho... – lamentou a garota que fazia um sinal se despedindo da jounin.

Deixando um pequeno rastro de fumaça no local, Akane desaparece utilizando sua técnica de movimento rápido, deixando os três genins reunidos, sendo que Taiki parecia ter alguns problemas para resolver e foi embora caminhando em lentos passos, deixando Ayaka e Masaru com uma ligeira curiosidade.

– Ayaka-chan, não está afim de descobrir o que é? – perguntou com um olhar que era pura maldade. – Ayaka-chan?! – então... Masaru estava sozinho.




Enquanto isso... Na sala do Hokage, estavam reunidos todos os jounins que possuem genins sob sua tutela, algo grande estava para começar. Akane também estava no local, um pouco tímida, muito provavelmente por causa da presença de Hatake Kakashi, ao qual ela possui uma certa atração. Como ela também é uma nova jounin, esta era a primeira vez que ela estava em uma reunião como aquela. O Hokage trajava suas vestes habituais, o que incluía o chapéu com o kanji que significava fogo. Em sua mão direita segurava um cachimbo que com certa frequência era levado a sua boca, de forma que ele falava pausadamente, à sua frente, sob a mesa, estava uma bola de cristal que o mesmo utilizava para observar a vila utilizando um tipo de ninjutsu.


– Vocês foram chamados aqui por apenas uma razão. Deve ser óbvio, pelos membros que estão aqui. – disse com calma os encarando.

– Então já está na hora... – disse Kakashi.

– Então já deve ter sido avisado para as outras nações... Eu os vi na vila. – acrescentou Sarutobi Asuma.

– E então, quando vai ser? – Perguntou Yuuhi Kurenai.

– Daqui a uma semana. – proferiu após exalar um pouco de fumaça.

– Tão derrepente. – disse Akane.

Todos ficarem em silêncio após isto, era uma surpresa para todos os jounins ali, já que nenhum estava sabendo disso, alguns cochichavam entre si, mas mal era possível ouvir algum ruído devido ao clima de tensão. O Hokage mais uma vez soprou uma pequena quantidade de fumaça de sua boca antes de iniciar o discurso.

– Então agora irei anunciar mais apropriadamente.  – afirmou. – Sete dias, a partir de hoje, na lua do sétimo dia a seleção para o exame chunin vai começar!







Continua...

Prévia:
O time treze, ainda desavisado sobre o exame chuunin terá uma tarde de folga graças ao sumiço repentino de Akane, parece que uma nova turma está para entrar na história! Mas o que será que está incomodando o Chouji? No próximo capítulo o time Asuma fará sua estreia! Não percam o próximo capítulo;

Naruto Shippuuden: Another History - Especial 01: O último pedaço que pertence ao Chouji. Shikamaru está no caso!


Nota:
Capítulo curtinho, eu sei, foi só para dar início ao que será a próxima temporada. Haverão dois episódios especiais antes do capítulo treze que dará sequência a história. A partir destes capítulos, teremos pequenos especiais no fim de cada um, será uma espécie de entrevista que tem como fim inserir personagens na série de forma que não confunda muito a cabeça de vocês, já que a partir daqui terão muitos personagens novos.





Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:44, editado 1 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xMatthew em Dom 28 Jun 2015 - 11:35

Olá xKai, mesmo com atraso estou deixando aqui meu comentário sobre o último capítulo que, como sempre, foi incrível apesar de ter sido um pouco menor do que os demais como você mesmo já havia dito.
Quanto ao desenvolvimento dos personagens está tudo perfeito como eu já havia dito em meu comentário anterior, neste capítulo inclusive quase estourando em um conflito Taiki X Masaru, o protagonista sério e o personagem cômico com conflitos de ideias é um toque especial ao estilo Kishimoto para a fic (Naruto e Sasuke no clássico  é um exemplo disso.). Por outro lado  a Ayaka como a 'força pacificadora' age como a cereja do bolo dando o fim a briga, todavia ainda acho que a luta entre os dois protagonistas não demora a acontecer, mas é só um palpite.
Sem mais espero que continue com o trabalho de excelência.
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Feartype em Ter 30 Jun 2015 - 18:55

Bem curtinho esse episódio mas explicou de forma clara o que vem ai... Gostei, não vou acrescentar mais nada além do que ja disse anteriormente para não me ficar repetindo. Tu tem jeito aí, continua com o bom trabalho Smile
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Capítulo 13: O último pedaço que pertence ao Chouji. Shikamaru está no caso!

Mensagem por xKai em Qui 2 Jul 2015 - 0:02

Comentários:
xMatthew: Fala Mateus, valeu por comentar no capítulo, ultimamente não sei bem se a fanfic está agradando a tantos, poucos comentam, mas não é por isso que vou deixar de continuar a escrever, fico bastante contente que você tenha comentado, mas vamos ao que interessa. De fato Masaru e Taiki vivem se estranhando, mas o que eles pouco imaginam é o fato de que eles já são bastante amigos, apesar de não aparentarem muito, certamente penso em futuramente criar um peleja entre ambos para que resolvam seus problemas com os punhos, desta vez sem que ninguém os atrapalhe.

Feartype: Olá de novo Fear, fico feliz que tenha gostado do capítulo, bom como havia te dito pelo Skype, este capítulo ficou pequeno mesmo, mas para compensar, o capítulo que segue foi o maior escrito até o momento, então aproveite.


CHAPTER 13:


O último pedaço que pertence ao Chouji. Shikamaru está no caso!



Ainda na sala do Hokage os diversos ninjas de nível jounin estão reunidos perante ao repentino anúncio sobre o exame chuunin que se aproxima. O Sandaime Hokage calmamente lhes explicava da melhor forma possível como será feito o exame neste ano. Após uma breve explicação o homem novamente expele um pouco de fumaça, desta vez colocava seu cachimbo sobre a mesa e então se dirigiu ao ponto principal da reunião.

– Agora, para começar a seleção do exame chuunin. – pausou. – Comecemos por aqueles que cuidam dos novos genins. Por favor um passo a frente.

No mesmo instante cinco jounins se moveram um passo a frente, assim como ordenado pelo Kage. Estes jounins eram Yuuhi Kurenai, Sarutobi Asuma, Hatake Kakashi, Kurosaki Akane e Masumi Kyousuke. Sendo que deste seleto grupo, os dois últimos eram Jounins que foram promovidos há pouco tempo e agora estão exercendo a função de tutores.

– Kakashi, Kurenai, Asuma, Akane e Kyousuke... Certo? – disse enquanto conferia a ficha dos seguintes jounins. – Vocês gostariam de nomear algum genin para o exame? – perguntou. – Eu não preciso dizer, mas quando um genin completa pela menos oito missões eles podem prestar o exame se forem indicados por vocês. – pausou, então com um leve sorriso continuou o discurso. – Claro, ao completar mais do que isto eles continuam dentro das normas.

Umino Iruka, talvez fosse o único não-jounin naquela sala, o motivo de sua presença ali não podia ser outro senão o fato dele ser um dos melhores instrutores da academia ninja, todos os jovens genins, com exceção ao caso de Taiki, foram alunos dele até terem se tornado genins. Parecia estar bastante preocupado, afinal ele preza pela segurança de seus ex-alunos, que um dia serão o futuro da aldeia... Em sua mente era um absurdo a aceitação dos novatos no exame, mas mesmo que isto lhe incomodasse uma boa parte o deixara tranquilo, já que raramente genins novatos participam deste exame, para ele isto tornaria a acontecer este ano.

Ele não precisa nem perguntar... Eles não estão prontos ainda.pensou Iruka.

– Começando por você, Kakashi... Prossigam. – ordenou Hiruzen.

– Time 7 liderado por mim, Hatake Kakashi: Uchiha Sasuke, Uzumaki Naruto e Haruno Sakura. Por indicação minha eu os nomeio como aptos para exercerem o exame chuunin.

– Time 8 liderado por mim, Yuuhi Kurenai: Hyuuga Hinata, Inuzuka Kiba e Aburame Shino. Por indicação minha eu os nomeio como aptos para exercerem o exame chuunin.

– Time 10 liderado por mim, Sarutobi Asuma: Nara Shikamaru, Akimichi Chouji e Yamanaka Ino. Por indicação minha eu os nomeio como aptos para exercerem o exame chuunin.

– Time 13 liderado por mim, Kurosaki Akane: Sarutobi Masaru, Hakuryuu Taiki e Hyuuga Ayaka. Por indicação minha eu os nomeio como aptos para exercerem o exame chuunin.

– Time 21 liderado por mim, Masumi Kyousuke: Hagane Kuroi, Sakamoto Renji e Hasegawa Shizuka. Por indicação minha eu os nomeio como aptos para exercer o exame chuunin.

Era surpreendente, ninguém esperava que aquilo fosse acontecer, boa parte dos jounins comentavam entre si, aquela era a primeira vez em que todos os novatos eram escolhidos para exercer o exame, um acontecimento como aquele era o suficiente para chocar a plateia ali presente. Por outro lado, Iruka estava completamente desestabilizado, e não demorou muito para mostrar seu descontentamento com a situação.

– Hokage-sama! Por favor, permita-me lhe dizer uma coisa! – aclamou desesperado ao se aproximar. – Talvez eu esteja falando besteira mas... Destes quinze alunos, quatorze deles foram meus alunos na academia. Com certeza eles são muito talentosos, mas ainda é muito cedo para prestarem o exame! Deixe-os adquirir mais experiência antes que sejam nomeados para o exame. –  desabafou Iruka.

– Eu me tornei Chuunin quando tinha apenas seis anos, metade do que tem o Naruto agora. – indagou Kakashi.

Dito isto desabou uma grande bola de gelo, uma discussão ainda maior tomava um rumo desastroso entre Kakashi e Iruka que tinham opiniões um tanto quanto diferentes, por um lado Kakashi sabia que Naruto e Sasuke estavam entediados com as mesmas missões de sempre e queria lhes dar algo mais emocionante. Já Iruka queria proteger demais seus alunos não expondo-os ao perigo desnecessário.

– Kakashi, pare com isso. – disse Kurenai.

– Fique fora disso! Eles não são mais seus alunos. – exclamou em direção à Iruka.

Os cinco jounins encaravam Iruka de forma igual, ambos estavam satisfeitos em indicar seus genins e não pareciam mostrar arrependimento algum, bastava apenas que Iruka se acalmasse a aceitasse a situação.

– Alguns deles já podem até mesmo ter o ultrapassado, Iruka-kun. Por favor, não torne esta discussão maior do que o objetivo. – apontou Akane com o intuito de aliviar a tensão.

– Iruka... – chamou o Kage. – Eu entendo sua preocupação... Por isso este ano iremos fazer exames preliminares especiais para estes novos genins! – explicou.

– Preliminares? – perguntou Iruka surpreso.

Era manhã do dia seguinte, o Sol que brilhava timidamente por dentre um aglomerado de nuvens errantes que vagavam pelo céu, iluminava mais uma manhã, era possível ouvir o som de muitos pássaros e um movimento fora do normal começou a surgir no vilarejo, alguns ninjas de países próximos já haviam chegado e buscavam alojamento, muitas pessoas participariam do exame chuunin neste ano. O trio de protagonistas, ainda desavisado estava reunidos próximo ao Ichiraku Ramen, uma barraca de ramen, uma das mais famosas de Konoha.

– Não é normal a Akane-sensei furar com a gente... Será que aconteceu alguma coisa? – perguntou Taiki.

– Ela pode ter tirado o dia de folga hoje... – disse Masaru relutante sobre o assunto.

– Quanta seriedade hoje, Masaru! Não é comum vindo de você. – disse Ayaka estranhando o comportamento do companheiro.

– Nah... Só achei que seria legal tirar o dia de folga também... – respondeu com sinceridade.

– Ah... Típico... Não é Taiki-kun...?

Enquanto Ayaka dialogava com Masaru, Taiki furtivamente os deixou, se afastou tão rapidamente que Ayaka só percebeu a falta do garoto no momento em que iria direcionar seu olhar para ele. Estava confusa, rodeava toda aquela rua procurando pelo garoto até que o encontrou, estava ao lado de um rapaz gord... De ossos largos, ambos pareciam estar de olhos grudados na vitrine de uma loja de doces que abriu havia pouco tempo.

– Incrível... Veja só aqueles Yogashis! – proferiu Taiki salivando desenfreadamente.

– Aqueles Wagashi Manju também parecem ótimos! Hehe...

Dizia o rapaz de ossos largos. De acordo com suas vestes este era mais um genin de Konoha, sua bandana dividia seu cabelo ao meio, o mesmo era de cor marrom. Trajava uma jaqueta verde sobreposta por uma camisa branca a qual possui um símbolo vermelho em seu interior. Também um cachecol branco de tamanho demasiadamente grande, seu comprimento batia nos tornozelos do rapaz, que para completar seu look trajava uma bermuda de cor negra. Ayaka e Masaru logo seguiram na direção dos rapazes, até que um par de outros genins os alcançaram. A primeira era uma jovem garota de cabelos loiros, utilizava de uma franja com um rabo de cavalo cumprido, trajava blusa e saia, ambas curtas com a tonalidade púrpura que contrastava com seus belos olhos verdes. A garota utilizava de malhas de aço e algumas ataduras por dentre as roupas de forma que seu visual não fique muito sedutor. O outro era um rapaz de cabelos negros, trajava uma jaqueta cinza, sua bandana é localizada amarrada em seu braço direito e também utilizava de um rabo de cavalo, apesar deste ser um tanto quanto espetado. Em sua face uma expressão que refletia algum desanimado, este caminhava atrás da loira com ambas as mãos nos bolsos, um pouco irritado com os gritos da garota.

– Chouji! – gritou a loira. – Passamos o dia atrás de você! – gritou mais uma vez com aquela voz esganiçada.

– Oi! Espere aí Ino! – disse o rapaz tentando impedir a garota.

– Aqui Chouji, compramos outro pacote de batatas pra você! Agora vê se pare de nos irritar sobre aquele que foi roubado. – disse a garota lhe entregando o pacote.

– Que problemático... Agora não tem mais jeito, ele já se lembrou. – lamentou.

– Batatas...?

Sua expressão, que antes demonstrava tranquilidade e paz, agora fitava uma incrível fúria, seus olhos se tornavam brancos e seus dentes trincavam uns contra os outros. Parecia estar realmente muito furioso. Involuntariamente acabou pisando com força no pé de Taiki, que distraído com os doces se enfureceu de igual para com o garoto.

– Olha meu pé aí, seu gordo! – disse irritado.

– Sai de perto Ino, agora complicou! – exclamou o rapaz de rabo de cavalo afastando sua parceira. – Mas que problemático...

– Me chamou de que?! – perguntou aos berros. – Eu não sou gordo... Tenho apenas ossos largos!








– A-Ayaka... Acho melhor procurar abrigo. – Dizia Masaru não muito longe dali com uma expressão de medo no olhar.

– O que houve Masaru? – Prontamente era respondido por sua companheira.

O ruivo somente apontava na direção de Taiki, apesar de Ayaka também estar olhando a situação Masaru parecia conhecer melhor a expressão no rosto do garoto de ossos largos. Ayaka então começava a partilhar da mesma sensação de medo de seu colega.

– Taiki não fez o que eu estou pensando... Fez? – Perguntava a Kunoichi.

– Uhum. – Masaru respondia engolindo a seco.

Chouji parecia estar ficando maior, mais inchado também, seu corpo estava enorme, o bastante para tampar uma piscina inteira, o garoto encarava Taiki com um olhar assassino que acabou por afastar Taiki, que confuso com a situação recuou alguns passos para trás, pôs um de seus braços na cabeça e começou a gargalha ironicamente.

– Gordinhos mandam! Baika no Jutsu! – exclamou Chouji que utilizava sua técnica de expansão corporal. – Nikudan Sen – era interrompido por uma súbita sombra que o fixava no chão, sua técnica fora desfeita em um instante, ele agora estava imóvel.

Kagemane no jutsu... Foi um sucesso! – exclamou o rapaz de rabo de cavalo, estava agachado no chão executando um tipo diferente de selo manual, à sua frente uma longa sombra que era esticada até Chouji, imobilizando-o.

– Taiki! – exclamou Masaru.

– Ino, Shikamaru! O que deu no Chouji? – perguntou Ayaka se aproximando da confusão.

– Agora está tudo bem... Sabe como ele é... Aquele tabu! – disse Ino colocando a mão direita na frente dos lábios.

– Haha! Quase apanhou pro Chouji hein, "Taiki-kun"!  – caçoou Masaru.

– Do que você está falando? Ele já estava derrubado. – proferiu Taiki. – Só me afastei achando que a sombra me atingiria também. – explicou.

Ele conseguiu ver o meu Kagemane no Jutsu mesmo naquela situação? Esse cara...pensou Shikamaru.

O clima de tensão não durou muito tempo, uma vez que Shikamaru tenha segurado Chouji, impedindo-o de causar quaisquer danos a cidade, porém ainda estava um clima deveras estranho, isto devido ao fato de que Chouji, Ino e Shikamaru, muito provavelmente nunca viram Taiki antes, para ambos ele é uma pessoa completamente estranha.

– Ah é mesmo! – exclamou Ayaka. – Já que o Taiki-kun não era de Konoha vocês não o conhecem.

– Prazer. Eu sou Hakuryuu Taiki. –  apresentou-se um pouco sem graça devido as circunstâncias.

–  Yamanaka Ino. O prazer é meu. – disse.É tão educado, é mesmo do grupo destes dois?pensou.

– Olha quem fala... A criatura mais desagradável de Konoha. – Dizia Masaru entre dentes falando de forma que mais ninguém além dele pudesse ouvir.

– E eu sou Akimichi Chouji! – disse. – Desculpe por antes.

– Esse tipo de coisa é um saco... Meu nome é Nara Shikamaru, prazer em conhecê-lo. – disse.Aquilo no casaco dele... A marca do clã Uchiha?pensou.

– Taiki...kun! Porque nunca o vimos antes? – perguntou Ino, estava um tanto quanto interessada.

– Ah é algumas coisas aconteceram e eu tive que me mudar para Konoha. – respondeu sorrindo descontraidamente. – Quando percebi já estava numa sala da academia e fui colocado em um time. Hahaha esse tipo de coisa acontece sempre.

Não acontece não... – Shikamaru, Masaru e Ayaka pensavam simultaneamente.

– Mas deixando isto de lado, porque aquele palhaço ali segurando um pacote de batatas está olhando pra gente? – perguntou Taiki.

– O que? – perguntou Chouji ofendido.

– Estou falando daquele ali! – apontou Taiki.

– Ei... Fique calmo Chouji, vamos dar um jeito nisso! – alertou Shikamaru.

– Ele fez alguma coisa? – Perguntou Ayaka.

– Ah... Shikamaru e Chouji estavam vendo as nuvens... Quando Chouji esqueceu das batatas que estava comendo, por apenas um instante elas desapareceram. Então aquele cara apareceu nos provocando e os seguimos, até que o Chouji avistou a loja de doces e o perdemos de vista. – dizia Ino com certo descontentamento.

– Parece divertido! – afirmou o rapaz. – Beleza! Time treze, vamos entrar nessa!

– Não está falando sério né? – perguntou a Hyuuga.

– Não parece ruim, contanto que depois ele me ofereça algumas daquelas batatas... – proferiu Masaru um pouco mais animado.

Feito um breve combinado entre si, os times nove e treze se preparam para unir forças contra o assaltante misterioso. O Homem trajava vestes bem típicas de ninjas da aldeia da chuva, tendo um guarda-chuva que os mesmos utilizam como armas, preso em suas costas. Um chapéu um tanto quanto chamativo era usado em conjunto com o emblema da aldeia que era composto por quatro linhas verticais uma ao lado da outra. Ayaka, Taiki e Masaru que são igualmente velozes não precisaram nem suar para se aproximarem do adversário, que saltou para cima, por dentre os prédios e utilizou de uma bomba de fumaça para se ocultar, porque alguém iria assim tão longe por um pacote de batatas? Armas estão caras hoje em dia... Shikamaru inteligentemente ficou para trás, observando a confusão ele foi capaz de traçar a rota de fuga do homem e ao seu comando Ino e Chouji partiram junto com ele, percebendo isto Taiki, Ayaka e Masaru utilizaram de uma outra rota, e em alta velocidade foram caminhando por dentre uma trilha de vários becos, para que pudessem cercar o elemento.

– Ei Masaru... Porque você falou pouco com aquele pessoal? – perguntou Taiki.

– Nem pergunte! – falou Ayaka percebendo a irritação de Masaru. – Sabe a Ino? É prima dele, e eles não se dão nenhum pouco bem... Na verdade o Masaru pertence aos clãs Sarutobi por parte de pai e Yamanaka por parte de mãe. –  explicava.

–  Entendo...

– Vejam! Ali estão!

Apesar do aviso de Ayaka, o time de Shikamaru já estava combatendo o ninja misterioso, que economizava bastante em ataques, quase sempre utilizando evasivas e observando a movimentação que era feita pelos genins.

– Pegar ele de costas vai ser moleza! – disse Masaru.

– Ah... Masaru! Use aquela técnica enquanto Taiku-kun e eu o capturamos. – orientou a kunoichi.

– Ok! – concordou.Ninpou: Shintenshin no Jutsu!

Masaru esticava seus braços e executava uma estranha postura com as mãos, não parecia ser algum selo conhecido. Feito isto o rapaz transfere sua mente em linha reta, a mesma adentrava na mente do criminoso que rapidamente era dominado, agora era Masaru quem dominava o corpo do homem. O uso desta técnica surpreendeu Taiki, que jamais havia visto tal coisa.

– Agora posso comer um pouco das batas do Chouji! – exclamou Masaru.

Que inocentemente descuidou-se, já que Shikamaru, Ino e Chouji estavam desavisados sobre a transferência mental que este fizera instantes atrás e seguiram com uma formação ofensiva, Shikamaru ficava para trás para pegá-lo utilizando sua manipulação das sombras enquanto Chouji e Ino avançaram para uma luta física, porém são interceptados pelos gritos de Taiki e Ayaka.

– Esperem! – exclamavam.

–  Ele agora é o Masaru-kun! Ele usou o Shintenshin no jutsu! – dizia a Hyuuga.

– O que?! – protestava a loira. – Desde quando aquele descerebrado consegue usar esta técnica?

Taiki chegava um pouco atrás de Ayaka, arrastando o corpo desacordado de Masaru que ficou por ali após o uso da técnica. Entre idas e vindas, agora tudo parecia resolvido entre ambos os grupos, trataram de amarrar bem o ninja antes que Masaru liberasse a técnica e voltasse para seu corpo. Assim que Chouji pegou de volta suas batatinhas, chocou-se ao ver que restava um único pedaço dentro do pacote, todos ali se assustavam, porém o garoto de ossos largos sorriu e a jogou goela abaixo, contente com a situação.

– Haha! O último pedaço é sempre o melhor! – exclamou enquanto executava leves tapas contra a própria barriga.

Era um alívio total, por algum motivos todos acabaram rindo bastante naquela hora, mesmo aqueles que não estavam muito confortáveis com toda aquela confusão, como eram os casos de Ayaka e Ino, elas também foram as primeiras a perceberem que o shinobi que antes estava amarrado havia desaparecido.

– Ah, qual foi! – lamentou Masaru.

Taiki e Shikamaru, quase que instantaneamente se dirigiram até o amontoado de cordas, que nem sequer estavam rasgadas, olharam um para o outro como se tivessem pensado exatamente igual e então o rapaz de rabo de cavalo tomou a iniciativa.

– Nawanuke no Jutsu, é? – lamentava. – Parece que estava brincando com a gente. Talvez nos testando. – Proferiu em tom de desânimo. – Mas que problemático...

– Fazer o que não é... – disse Masaru.

– Bem, pessoal... Eu preciso fazer uma coisa agora, até mais tarde! – disse Taiki antes de sair correndo, parecia nervoso e bem agitado.

– Nossa, o que será que deu nele? – perguntou Ayaka.

– Quem sabe? – respondeu Masaru.







Mais tarde, Akane testemunhava o início do entardecer da varanda de sua casa que estava repleta de belas flores de variadas espécie diferentes, todas elas muito bem cuidadas. Até que repentinamente o shinobi da chuva se aproxima da mulher, que como se estivesse aguardando sua visita o pergunta:

– E então, como foi?

– Bem como disseram... Eles estão pontos.

O ninja se revelava como sendo Umino Iruka sobre efeito de uma técnica de transformação, após isto ambos ficaram conversando por algum momento antes de ele finalmente ir embora, satisfeito que seus alunos progrediram bastante em tão pouco tempo.





Continua...

Konoha Interview #1:
Utilizando de um falso cenário em meios as movimentadas ruas do vilarejo de Konoha o grupo de protagonistas era reunido para começar um espetáculo no mínimo diversificado. O intuito deste era puramente cômico, algo que ajudará um pouco aqueles que não estão muito familiarizados com a série a melhor compreendê-la e evitar o excesso repentino de informação com a entrada de diversos outros personagens. O estúdio criado as pressas era algo bastante simples, ao mesmo tempo que bem elaborado. Tratava-se de uma bancada central onde três cadeiras ali eram ocupadas, respectivamente por Taiki que ocupava a central, Masaru à esquerda e Ayaka ocupando a direita, ambos trajando roupas formais. Não muito distante, talvez uns dois metros dali estava uma pequena mesa, seu formato era arredondado, feita de algum tipo de madeira escura, os assentos ali disponíveis eram dois, sendo que o mais próximo da mesa era provido até mesmo de um descanso para pés. Um par de copos de água gelada repousavam sobre a mesa. Na cadeira pouco mais distante da mesa estava sentada Akane, que seria a responsável pela primeira entrevista.

– Bom dia para todos vocês! – disse Taiki ajeitando a gravata.

– Notícia e entretenimento... – disse Ayaka.

– E quem sabe um pouco de comédia e muita pancadaria. – dizia Masaru interrompendo a parceira.

– Com vocês, no ar a partir de hoje o primeiro "Konoha Interview!" – disseram simultaneamente no instante em que a câmera girava ao redor da sala e uma pequena vinheta era apresentada.

– Cara... Será que falei direito? – dizia Taiki nervoso.

– Masaru seu maldito... Arruinou minha fala! – desabafou Ayaka com um tom exclamativo. – Opa, já estamos no ar...

– Bom dia. – falou Taiki com uma breve pausa. – Hoje em nossa primeira programação iremos apresentar o time nove, ou time Asuma, para os mais íntimos. – apresentou Taiki.

– Logo o time daquela lá... – disse Masaru.

– Er-ham! Estamos ao vivo! – disse Ayaka.

– Como será de costume a partir de hoje, Akane sensei cuidará da primeira entrevista, é com você sensei! – falou Masaru, desta vez mais sério.

– Bom dia moradores de Konoha! Começamos o primeiro Konoha Interview, meu entrevistado de hoje será ele, o homem que é nada mais nada menos que filho do Sandaime Hokage-sama. Ele o homem que fuma quatro carteiras de cigarro diariamente! Ele que gasta metade do salário comprando flores para Kurenai...! – assustou-se enquanto segurava um pedaço de papel repentinamente. – Mas quem diabos escreveu este roteiro? – perguntava.

– Fui eu sensei! O Taiki-kun tava em horário de almoço e Ayaka estava na maquiagem. – disse o ruivo.

– Tinha que ser... Enfim, que entre Sarutobi Asuma!

Naquele instante nada parecia acontecer... Akane aguardou cerca de trinta segundos até que repetiu o chamado, mais uma vez sendo em vão, seu entrevistado não estava entrando no palco. Após passados outros trinta segundos Shikamaru surge passando a cabeça por entre algumas cortinas e deixava um aviso repentino.

– Parece que o Asuma sensei não veio... Deixou um aviso que tinha coisas para fazer... Mas que problemático, ele só pode ter ido até a casa da Kurenai sensei. –  explicava.

– Parece que a nossa primeira entrevista se esfumaçou, hahaha! – dizia Masaru. –  Entenderam? Esfumaçou... Fumaça, Asuma... Hahaha! – gargalhava de sua própria piada.

– Muito engraçado Masaru... Taiki-kun, neste caso assuma o lugar da Akane sensei e faça a sua entrevista. – aconselhou Ayaka.

O roteiro da entrevista começara a se despedaçar, mas o time treze não se deixaria vencer tão facilmente, Taiki agora iria assumir o lugar de Akane e tomaria a liderança para a segunda entrevista, que obviamente também seria com um dos integrantes do time Asuma.

– Vamos direto ao ponto... Que entre Nara Shikamaru! – apresentou Taiki já sentado próximo a mesa menor. – Então Shikamaru... Dizem que apesar de você ser um cara preguiçoso você é uma pessoa muito inteligente, o bastante para te chamarem de gênio. O que você pensa sobre isto?

– É bem problemático quando pensam em mim desta forma... Dá até um pouco de preguiça... – respondeu enquanto deixava escapar um bocejo.

–  Certo... Vejamos... Você tem como hobbie observar as nuvens, porque faz isso? –  perguntou.

– Ah é... Eu queria ser como as nuvens, elas são livres… – respondeu.

Tsc mas que cara chato... Difícil saber quem está com mais sono, ele ou eu...pensou. – Certo, então para finalizar nos diga sua palavra favorita.

– Saco... Não me vem nenhuma em mente agora... São tantas. – dizia desinteressado.

– Ok, ok! Por hoje é só! Pode aguardar na outra sala Shikamaru-kun... Obrigado pela entrevista. – disse Taiki tentando ser educado, mas estava terrivelmente entediado.

– E essa ganhará o Oscar de entrevista mais chata da história. – implicou Masaru.

– Que bom que acabou... Agora é minha vez! – dizia Ayaka confiante. – Minha entrevistada é Yamanaka Ino. Então Ino, os garotos da vila vivem elogiando sua beleza e elegância, como se sente sobre isso?

– Eu me sinto bem, como toda mulher quando é elogiada. – respondia Ino em um tom calmo. – Uma pena que o Sasuke não comente tanto.

– Aproveitando essa deixa, como se sente em relação a Uchiha Sasuke do time 7? – Perguntava

– Pergunta dificil. Eu me sinto como todas as garotas da vila, todas o querem, mas só eu vou conseguir no fim das contas. – prontamente respondia com um olhar confiante

– Pessoalmente não tenho isso com ele, mas admito que até que é bonito... Mudando de assunto Ino, qual o seu Hobbie? – Perguntava tentando esconder aquela leve vermelhidão nas bochechas.

– Ah... são tantos, mas o principal admito é fazer compras. – respondia com tom animado.

Patricinha...pensava Ayaka – É com você Masaru.

Quando o corte da câmera foi feito para Masaru o ruivo colocava uma enorme bacia com batatinhas sabor churrasco sobre a mesa, em seguida pegou algumas e comeu antes de se apresentar.

– E como o melhor fica para o final, aqui estou eu, o primeiro e único Masaru entrevistando o incrível Akimichi Chouji! – As frases de Masaru eram extremamente animadas. – Chouji me diga, como você gasta seu tempo.

– Hm.. Comendo esses deliciosos salgadinhos. – respondia prontamente, ao terminar a fala, enfiava algumas batatas em sua boca.

– Chouji, Konoha quer saber, qual seu lugar favorito em toda a vila? – Perguntava o ruivo com o terno sujo dos farelos de batata.

– Yakiniku Q. Com certeza. – respondia rapidamente.

Naquele momento a tigela de batatinhas já estava quase vazia com exceção do ultimo salgadinho que era prontamente pego por Chouji e antes que este pudesse comer, foi interrompido por Masaru.

– Chouji, por favor, deixa eu ficar com esse pedacinho... Só dessa vez?... Eu te pago por ela! – Suplicava Masaru.
 
– Estou ouvindo... – Choji respondia com um olhar desconfiado.

– Er... um cupom de promoção para o Yakiniku Q. Coma tudo o que puder por 700 Ryo, válido para Akimichis. – Dizia quase em tom de desespero.

– Uhh... Coma o quanto puder... Eu e meu pai vamos adorar isso. – Dizia Chouji com um filete de saliva escorrendo na lateral da boca enquanto entregava a última batatinha.

– Eu consegui... O ultimo pedaço nem sempre é do Chouji! – Exclamava vitorioso entregando o cupom.

O ruivo estava quase em lágrimas de tanta felicidade enquanto levava a batata lentamente em direção a sua boca, como se aquilo fosse um sonho realizado, seus olhos estavam fechados e a boca aberta esperando pelo gosto salgado e delicioso da batatinha quando somente pode ouvir a voz de Chouji exclamando "Futon: Daikyuin" então uma onda de vento sugava a batatinha para a boca do ninja.

– Tínhamos um trato! Gordo maldito! – Esbravejava Masaru.

– Ah! Eu não sou gordo! – Chouji respondia em tom de raiva já pegando a mesa de madeira e a virando contra Masaru.  

Naquele momento Masaru corria desesperadamente tentando fugir do rapaz gordinho que o perseguira repleto de fúria, queria de fato trucidá-lo, Ayaka, Taiki, Akane, Ino e Shikamaru se mantinham o mais longe possível da confusão, quando o protagonista se aproximou da câmera e proferiu as palavras finais do programa.

– Bom pessoal, este foi o Konoha Interview de hoje! Nos vemos de novo na próxima semana, caso o estúdio ainda esteja inteiro... – dizia o garoto.

– Mas que problemático... Acho que o próximo programa será em um velório. – proferiu Shikamaru.

– Desculpa Chouji! Não te chamo mais de gordo! – exclamou Masaru.

–  O que você disse?!

~~~~


Notas:
Ichiraku Ramen: Barraquinha de ramen local, muito popular entre os principais personagens da série. Sabia que o Ichiraku Ramen realmente existe? É localizado em frente à universidade em que estudou Masashi Kishimoto, que era um cliente no mínimo frequente.
YakinikuQ: Uma churrascaria bem popular de Konoha, traduzindo diretamente para o português significa Churrasco Q. Usando uma tradução um pouco mais formal seria Churras-CO.
Baika no Jutsu: Traduzido como Técnica de Expansão. É um taijutsu secreto utilizado pelo clã Akimichi, em que consiste em aumentar o tamanho do próprio corpo, ficando mais forte fisicamente, no entanto, mais lento.
Ninpou: Shintenshin no Jutsu: Traduzido como Arte ninja, Técnica de controle da mente. É um ninjutsu secreto utilizado pelo Clã Yamanaka. Consiste em transferir sua mente para o corpo do inimigo, permitindo-o possuir seu corpo, no entanto enquanto utiliza esta técnica seu corpo ficará desprotegido, e os mesmos danos infringidos ao adversário voltarão para o seu corpo.
Kagemane no Jutsu: Traduzido como Técnica de possessão das sombras. É um ninjutsu secreto utilizado pelo clã Nara. Consiste em expandir a própria sombra até o adversário, tomando controle sobre o seu corpo, forçando-o a repetir os mesmos movimentos que o usuário.
Futon: Daikyuin: Elemento vento: Grande sucção. Técnica inexistente, criada para fins cômicos.




Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:51, editado 4 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Mandy-chan em Sex 10 Jul 2015 - 21:52

Oie
Sou meio nova aqui no fórum e.. ér.. meio que entrei aqui só por causa dessa fic. Eu tava mesmo procurando uma fic de Naruto que não fosse focada em romance. :3
Ah estou sem criatividade para escrever o comentário.
U3Ú Mas quero que continue com o bom trabalho e futuramente quero ver mais desses protagonistas que estou adorando.
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por mrdeid em Sex 10 Jul 2015 - 23:03

Fanfic muito bem escrita. Sinto estar lendo uma própria obra de Kishimoto. Parabéns!
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Sex 17 Jul 2015 - 23:00

Pessoal que acompanha a fanfic, venho pedir desculpas pelo atraso do capítulo especial, que será um tipo de OVA... Estou sem pc e é chato fazer escrever tanto em um computador de outra pessoa... Sei lá... Já tenho intimidade com o meu velhoemuitoruim pc... Mas por hora é isso. Prometo que na semana que vem resolvo este problema e trago para vocês o capítulo.

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Sex 31 Jul 2015 - 18:27

Comentários:
Mandy-chan: Olá, seja bem vinda! Agradeço muito pelos elogios e por ter entrado no fórum apenas por causa da fanfic, sério achei isso o máximo, nunca imaginei que algum dia isso fosse acontecer! Desculpe pela demora para postar este capítulo, ainda mais ele sendo um capítulo que não terá interferência direta na história, mas é tudo necessário, já que o próximo capítulo irá abrir a segunda temporada, temporada essa que será repleta de lutas e muita ação, então achei legal fazer um pouco de zoeira nesta última parte da primeira temporada. Espero de coração que continue acompanhando.

WT: Agradeço bastante pelo interesse em continuar acompanhando a fic, mesmo eu demorando um pouco para postar os capítulos... Espero que continue comentando sempre e acompanhando a fic, obrigado Very Happy



ESPECIAL 01:


Um dia difícil para Taiki. Eu sou um pervertido?!


Era manhã do dia seguinte, o time treze aproveitava de um período que mais poderia lembrá-los das férias, uma vez que Akane não havia aparecido para o treino matinal da equipe, o que os deixou um tanto frustrados já que além de não saberem direito em que treinar os garotos acabam por deixar de cumprirem suas missões, progredindo menos do que as outros times. Como de costume, Taiki foi o primeiro a se retirar, disse que iria cuidar de alguns assuntos, frase que aguçou e muito a curiosidade de Masaru e Ayaka, que após a despedida do garoto, maquinavam em suas mentes o que será que tanto ele faz para quase sempre utilizar deste mesmo artifício para "fugir" de seus companheiros.

– Lá vai ele de novo... – contemplava Ayaka.

– Não te da uma vontade de saber pra onde ele vai? – perguntou Masaru, pensava claramente com segundas intenções.

– Acho que isso é algo que não é da nossa conta... – proferiu tentando disfarçar, parecia estar até encabulada.

– Sei...

– Mas já que você está insistindo tanto, acho que não temos outra solução, não é?! – perguntou acompanhada de uma exclamação. – Ele foi naquela direção!

– Como é?! Mas eu não insisti coisa nenhuma! – retrucou o ruivo. – Mulheres... Não conseguem tirar o nariz da vida dos outros...

– Disse alguma coisa, Masaru?

– Nadinha! Vamos lá!

Próximo de alguns córregos que passam pelo vilarejo ficam localizadas as casas termais, que nesta época do ano são muito visitadas não apenas pela população, mas também por seus muitos visitantes. O clima nas proximidades é bastante tranquilo e convidativo, aquele ar repleto de vapor das fontes naturais acaba por atrair ainda mais olhos curiosos. Por falar em olhos, é bom se ter cuidado, existem três tipos de termas, aquelas que são exclusivas para homens ou mulheres, como também existem os banhos mistos, para os mais ousados, porém aquele que tentar dar uma de engraçadinho espionando banho alheio pode acabar sendo mal visto pela sociedade.As termas locais são muito visitas por Jiraya, um dos três Sannins de Konoha, diz ele que o local lhe da toda a inspiração necessária para a criação de suas obras literárias, as mais famosas fazem parte da série Paraíso dos Amassos.




Logo após a breve confusão causada pelo roubo das batatas fritas de Chouji, Taiki um pouco cansado resolve se retirar e em busca de um pouco de sossego resolveu visitar as fontes termais, como já era costume do garoto, que desde que se mudou para o vilarejo passou a ser presença bem frequente por esta área, inclusive já estava trazendo consigo sua própria toalha, por opção. Estava vazio, por ironia do destino não havia ninguém na divisória dos homens, o que tornaria o ambiente ainda mais tranquilo que o esperado, assim concordando com a ideia de paz que o garoto buscava ao decidir ir para aquele lugar. Imediatamente tirou suas roupas e as deixou penduradas em um cabide no vestiário, pegou sua toalha e então carregou a mesma até a borda das termas, onde entrou vagarosamente, para se adequar a temperatura da água, logo após isto colocou sua toalha sobre uma das beiradas repletas de rochas e então afundou até a altura do pescoço, quase que instantaneamente sua face corou, resultado da temperatura do ambiente.





Masaru e Ayaka que já estavam um tanto curiosos ao perceberem que o destino do garoto de cabelos azul-escuro eram na verdade as termas de Konoha, queriam quebrar este gelo que envolvia o garoto, pois ele se relacionava até que pouco com seus parceiros, apesar de todos terem um bom sincronismo, tudo aquilo não batia com a personalidade descontraída do rapaz, porque será que ele queria guardar segredo sua aparente queda por águas quentes?

– Ali não ficam as termas? – apontou Ayaka. – Acho melhor você seguir sem mim a partir daqui, Masaru.

– Ah, qual é... Você vai ter que vir também!

– O que está insinuando? – perguntou Ayaka, parecia já estar bem irritada.

– Eu não digo junto... Existe o lado feminino sabia...? Você pode ficar perto da parede escutando... E nem pense em usar seu Byakugan para espiar! Safadinha...

– Como se eu fosse usar de tal artifício...! – respondia a garota sendo pega de surpresa.

Tendo decidido desta maneira os dois adentram pelas portas das termas, logo na recepção era possível ver a porta de três salas, era bastante óbvio que se tratavam das banheiras: masculina, feminina e neutra. Masaru fixava a banheira neutra com um olhar curioso, Ayaka um tanto quanto entediada ao se deparar com a expressão do ruivo, deu entrada com a recepcionista e seguiu direto para a sala feminina sem dizer uma única palavra. Masaru fez o mesmo, porém este estava com uma grande dúvida sobre qual banheira escolher.

– Crianças não podem acessar os banhos mistos, por favor entre na porta ao lado direito. – orientou uma funcionária, para a tristeza do rapaz.


– Mas que regra idiota! Quero falar com o gerente agora mesmo! Trate de me chamar quem criou esta regra! – berrava o garoto afim de ter seus direitos esclarecidos.

– Prefere se retirar? – perguntou a funcionária que cruzava os braços fitando uma expressão assustadora.

– Só porque você pediu com jeitinho... Tsc... Sério que vou ter que ficar ao lado de outros caras ali dentro... Blah! – reclamava enquanto entrava porta adentro.

Tendo que se contentar com o que fora ordenado, Masaru descontente avança em direção as termas masculinas, local onde provavelmente iria encontrar seu amigo, o que era algo no mínimo constrangedor, mas imaginava que tudo isto valeria apena apenas por saciar sua grande curiosidade à respeito de tudo aquilo. Porém, para sua surpresa, ele acabara por avistar outros dois de seus amigos, Uzumaki Naruto e Sarutobi Konohamaru, sendo este último um primo. Ambos pareciam estar espreitando o local, provavelmente se aproveitaram da comoção de sua entrada para entrarem sem que a atendente lhes notasse, estes dois eram ambos pervertidos, estão sempre criando técnicas eróticas utilizando um jutsu no mínimo covarde, que é capaz de pegar o mais forte dos homens... De fato um ataque baixo. Ali mesmo, no vestuário, Masaru resolve por querer se aproximar dos dois, chegando sorrateiramente pelas costas ele logo os cumprimenta.

– O que fazem aqui? – proferiu com um tom bastante cínico.

– Gwah! – berrou Naruto, o loiro parecia estar muito assustado, mas aliviou-se ao ver que era Masaru.

– Masaru-nii é você... Não nos assuste assim, droga. – respondeu o menor de todos que estavam ali.

– Oi... Naruto, não está envolvendo meu primo nas suas perversões, não é?

– Como assim...? Estamos aqui apenas... – antes mesmo que terminasse de falar...

– Porque não me convidaram também?! – perguntou com os olhos brilhantes.

– Masaru-nii... Você é um voyeur.

– De nós todos aqui, por acaso alguém não é? – respondeu.

– Masaru? O que faz aqui? – perguntou Taiki que adentrava no vestuário trajando apenas sua toalha.

– Tsc... Acaba de entrar alguém que não parece ser. – cochichou Masaru.

– Não é aquele garoto que veio de outra vila? – perguntou Naruto.

– Yup! – respondeu. – Taiki! Já conhece o Naruto e o Konohamaru?

– Foi mal Masaru, mas acontece que eu não tenho tempo pra isso agora. – respondeu com um sorriso falso.

– Ele não sabe se enturmar, não é? – disse o loiro.

– E nem mentir... – respondeu o baixinho.

– Ah fiquem tranquilos. O Taiki é um pervertido do armário. – Explicava Masaru.

– Pervertido do armário? – indagava Taiki.

– Sim, são os pervertidos que não se revelam. – retrucava o loiro.

Não demorou muito e Masaru apareceu com as roupas de Taiki as jogando contra o dono enquanto dizia de forma séria como se dissesse algo de extrema importância.

– De toda forma se Naruto e Konohamaru estão aqui então isso só pode significar uma coisa. Temos uma missão importante.

– Isso mesmo, uma missão muito importante. – dizia Konohamaru.

– É talvez a missão mais importante de nossas vidas. – adicionava o loiro.

– Estou incerto quanto a isso. Uma missão nas termas?! – perguntava Taiki um tanto receoso.

– Sim, uma missão de infiltração e ao mesmo tempo um treino de táticas de ocultação . – sussurrava Naruto em um tom misterioso.

– Isso, um treinamento criado pelo meu avô, o Hokage em pessoa. – completava o ruivo.

– Vamos espiar as termas femininas! – o menor esbravejava em tom animado.

Naquele momento as mãos de Masaru e Naruto foram colocadas sobre a boca de Konohamaru enquanto suas outras mãos faziam o sinal de silêncio para o menor, porém era tarde demais e Taiki perdera todo o interesse na 'empreitada' dos três e estava em caminho para retornar as termas quando a voz de Masaru se fez mais alta em um tom provocativo.

– Eu já mencionei que Ayaka-chan está nas termas femininas?!

– A Ayaka? – os outros três diziam boquiabertos.

– A Ayaka tem os maiores... – Naruto tentava achar palavras colocando as mãos a frente do peito simulando seios imaginários. – de toda a turma da academia.
 
– Sem falar que eu vi o jeito que você a olha Taiki-kun. – retrucava Masaru com aquele tom cínico.

– É..ér.. Bom, se esse é um treino desenvolvido por um ninja lendário eu não posso me recusar a treinar. – Taiki dizia tentando esconder a vermelhidão de seu rosto. – Mas não pensem que estou indo pelo que vocês acabaram de dizer... – tentou disfarçar.

– Hehe! – empolgou-se o menor. – Ele caiu direitinho... É realmente um pervertido do armário.

– Falando nisso, porque trouxe isso aqui com você? – perguntou Masaru segurando uma espada.

– Coloque-a onde achou! – ordenou. – É um objeto muito especial, não vou a lugar algum sem levar comigo.

– Certo... Já coloquei de volta... – Cara estranho... pensou.

Mesmo com uma certa insegurança, Taiki "inocentemente" concorda com a proposta feita por Masaru e Konohamaru, disfarçando suavemente sua personalidade, porém parecia bastante constrangido com tudo aquilo, até porque, o mesmo não imaginava que os garotas estavam de fato preparando algo grande, algo que poderia lhe causar certos problemas e o deixar em uma situação ainda mais constrangedora do que a atual, ainda assim o garoto juntou-se a eles e novamente se dirigiu até as termas, lá ambos entraram na água, na parte rasa e todos faziam uso de uma pequena toalha branca que tinha a única finalidade de cobrir suas partes íntimas.

– Naruto nii-chan! – chamou o menor. – É bem aqui que devemos fazer "aquilo"! É sem dúvidas o ponto cego do banho das garotas. – disse orgulhoso.

– Muito bem Konohamaru! Sabia que seria útil o fato de você ser neto do Hokage. – apoiou o loiro.

– Eu também sou... – desabafou Masaru descontente com a observação.

– Que seja... O importante é que você tenha trago algo para perfurar. – disse Naruto estendendo sua mão, esperando que Masaru lhe desse algo.

– Que?! – gritou o ruivo. – Era eu quem tinha que trazer?

– Idiotas... – cochichou Taiki para si próprio. Estava sentado na borda das termas, apenas observando o grupo dos atrapalhados.

– Já sei! – disse Naruto. – Hey! Taiki! Pega a sua espada e vem aqui.

– An? O que quer que eu faça com ela? – perguntou desconfiado.

– Vai lá Masaru nii-chan, enrola ele. – disse Konohamaru com um olhar um tanto diabólico.

– É que... Ah! Esta parte aqui da madeira está meia torta, precisamos que você faça um furo nela.

No exato momento em que Masaru disse tal frase, Naruto e Konohamaru caíram de cara nas águas quentes do banho, era tamanha a idiotice que jamais pensariam que Taiki iria cair naquilo, principalmente devido a expressão que o garoto fez ao ouvir a desculpa esfarrapada do ruivo,

– E desde quando fazer um buraco ali vai servir para desentortar? – disse em tom de suspeita.

– Aposto que não consegue fazer um círculo perfeito na madeira! – disse Naruto, provocando.

– O que você disse...? – perguntou Taiki apanhando sua katana e indo em direção ao grupo. – Vai retirar o que disse em dois tempos! –  proferiu repleto de orgulho em suas habilidades.

–  "Genial Naruto nii-chan!" –  pensou o menor.

Taiki encarou aquele cercado de madeira por alguns segundos e em um instante empalou o muro com a ponta de sua katana, sem sequer utilizar de alguma posição especial, algumas breves faiscar saltaram da espada cortando a madeira em um círculo perfeito, totalmente simétrico deixando a "rodela" de madeira cortada cair na água e afundar aos poucos devido ao furo em seu centro.

– Porque diabos eu fiz isso...? – desabafou. –  Que seja... Minhas habilidades em Kenjutsu me impossibilitam recusar um desafio, o que achou?

– Perfeito! –  disse Naruto.

– Agora podemos es... Estudar melhor o que tem do outro lado. – completou Masaru.

– Vocês vão mesmo fazer isso? – perguntou. – Tsc... Me incluam fora dessa, eu vim aqui apenas para relaxar.

– Não há mais volta, caro amigo! Uma vez que foi você quem "abriu" a passagem para o paraíso! Gwahaha! – exclamou Konohamaru.

Sem que todos que estavam ali presentes percebessem, um grupo de garotas emerge por de cima da cerca de madeira, eram um total de cinco e todas estavam debruçadas sobre o muro com uma expressão de poucos amigos, Ayaka estava entre elas e parecia ser a mais irritada de todas.

– Que "paraíso" você abriu? Hein, Taiki-kun? – perguntou furiosa.

– Discuta com estes pervertidos... Ayaka, é feio uma garota como você ficar espionando as termas masculinas, deveria se envergonhar. – disse Taiki olhando para o lado oposto.

– Mas o que?! – disse a garota com uma voz esganiçada.

– Hehe... Parece que a operação deu errado, Konoh...! – dizia Naruto até que percebeu que Konohamaru utilizava uma técnica discutível de disfarce, o garoto estava dentro de uma caixa que deveria simular uma pedra, mas a mesma era totalmente quadrada... Mas por algum motivo todas ali o ignoravam.

– Naruto, é hora de dar no pé! – disse Masaru tentando correr.

Ayaka, coberta por uma toalha, é claro, em grande velocidade não apenas destruiu a cerca que separava as termas, mas foi capaz de acertar um chute no meio da cara do ruivo fazendo-o voar metros para o alto, certamente que iria cair fora da casa de banho, em um dos córregos que percorrem aquele bairro. Naruto naquela altura já havia fugido, Konohamaru era totalmente ignorado pelas garotas, restava apenas Taiki, que se levantou com uma expressão muito estranha, não era de confusão, mas ele estava totalmente desligado do perigo que aquela situação envolvia, talvez pelo fato de ter crescido sem uma influência feminina que o fizesse ter medo, este motivo fazia do garoto, ao mesmo tempo que ignorante, levemente machista.

– Tudo isto para agora quebrarem o muro completamente... – desabafou. – Vou mesmo ter que apanhar? – perguntou.

As garotas se entreolharam com suas bochechas rosadas, estavam ambas inseguras não apenas por compartilharem daquele lugar estando sem roupas, mas por estarem percebendo que o garoto muito provavelmente foi apenas envolvido naquela situação.

– Taiki-kun... Por acaso isso não teria sido armação daqueles dois? –  perguntou.

– Ah... Eles disseram algo do tipo sobre ver pernas e esse tipo de coisa... Até que são bem bonitas... As suas pernas. –  disse virando o rosto de lado, com certo interesse.

Ayaka se aproximou mais de Taiki e o encarou bem fundo nos olhos por cerca de uns dez segundos, agarrou o garoto por um de seus braços, o atirou para cima e então lhe deu um golpe forte o bastante para ter quebrado a cerca outrora destruída pela própria, atingindo o garoto em cheio e o fazendo cair dentro da água, ali mesmo dentro das termas.

– Respondendo sua pergunta... Você não vai apanhar, já apanhou! Hunf... Vamos garotas. –  disse virando de costas enquanto se dirigia para a saída.

Mesmo que um pouco atordoado pelo golpe o garoto logo percebeu que Ayaka obviamente havia controlado sua força neste ataque, se ela quisesse poderia ter causado um estrago bem maior, levando em consideração a força física da garota, que mesmo sendo uma usuária dos "punhos gentis" possui uma força muito forte, uma única palmada é capaz de deixar marcas em muros de concreto.

Notas:
Bom pessoal, este capítulo foi para fins absolutamente cômicos, se não achou engraçado ignora, era apenas para retratar os personagens com algum tipo de constrangimento, etc... Uma OVA caso isto fosse um anime, mas é bem legal porque neste tipo de episódio vocês descobrem coisas de um personagem que até então não foram mostradas na história, como lazer, hobbies e outros afins... O próximo capítulo vai abrir o volume dois, onde acontecerá a tão esperada prova Chuunin, agradeço muito por todos os leitores que colaboram com a fanfic e mais ainda aqueles que comentam, obrigado.

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Mandy-chan em Ter 4 Ago 2015 - 10:21

Olá e desculpa a demora para comentar hihi
Gostei bastante desse filler e foi bem o esperado de ti na verdade, pelo estilo que a fic ta indo era hora de um 'alívio cômico' X3
Foi perfeita a introdução do Naruto e do Konohamaru nesse capítulo e a amizade do Masaru com ambos apesar de no primeiro capítulo vc já ter mostrado que Masaru e Naruto já são amigos e aprontam juntos. Isso é demais! Afinal conseguiu encaixar naturalmente o universo do Kishimoto  e o da fanfic. Queria ter essa habilidade na escrita...
Espero ansiosa pelo exame Chuunin.
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Feartype em Qua 12 Ago 2015 - 20:26

Boas Xkai
Men é o seguinte, eu sei que tu precisas de meter fillers ai no meio mas cara, acho que esta na hora das teams começarem a interagir umas com as outras para ver as coisas "interessantes"
começarem. Continua com o bom trabalho e vê se tiras as coisas a mais do teu HD para ver se isso fica de bom e roda mais depressa.
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ZUEIRA MANO CALMA
Excelente fic continua e boa sorte
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Gigamesh em Qua 12 Ago 2015 - 20:40

Cause its filler! Filler time. And no one's gonna save you from the filler about to arise... ♫♫♫

Hahaha, enfim zoeras a parte. Bom capítulo, continue assim e vê se termina essa.
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por DarkZoroark em Seg 17 Ago 2015 - 10:05

xKai o/
Peço-lhe desculpas primeiramente pela grande demora que houve para fazer este comentário. Acabou que eu tinha escrito quase tudo e numa daquelas reinicializações automáticas do Google eu perdi tudo. A raiva foi alta. Fora isso, tenho tido recentemente um bloqueio de ideias para o capítulo da minha Fanfic e só hoje consegui resolvê-lo. Tem o fator da faculdade também que não tem ajudado muito... Enfim, sem mais delongas, vamos ao review:
Bom, eu não tenho nada contra capítulos considerados fillers - desde que não venham a ser em tanta abundância quanto no anime - ainda mais aqueles que sejam divertidos e engraçados. Devo dizer que conseguiste tal efeito magnificamente bem. A representação do Naruto e do Konohamaru ficaram extremamente fiéis, principalmente na questão de "desculpas para putaria". Torrarem o Hokage dizendo ser um treinamento inventado por ele foi bem engraçado, apesar de eu não duvidar que esse seja mesmo o caso. A relação do Masaru com eles também foi bem desenvolvida e combinou bastante com a personalidade já apresentada do jovem. A troca de comentários entre ele e a Ayaka, apesar de breve, foi bem cômica e rendeu-me umas boas risadas.
Devo admitir que fiquei com um pouco de pena do Taiki. O nível de ingenuidade do garoto chega a ser maior que a do Goku, na minha modesta opinião. Fazer tudo que os garotos lhe disseram sem ter quase nenhuma suspeita é muita inocência em uma pessoa só. Se bem que a manipulação que fizeram com ele talvez possa dizer que haja um lado mais pervertido escondido dentro dele. Fiquei meio curioso com a reação dele em relação à sua espada. Tenho lá minhas teorias sobre a razão, mas vou guardá-las por hora. Fiquei com pena dele pelo golpe que ele levou da Ayaka - outra garota que tem força do demônio nesse universo - mas creio que poderia ter sido muito pior.
Bem, por enquanto é só. Fico no aguardo do seu próximo capítulo.
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Capítulo 14: Convocação para o exame. Os novatos mais fortes!

Mensagem por xKai em Qui 20 Ago 2015 - 16:07

CAPÍTULO 14



Convocação para o Exame. Os novatos mais fortes!

Opening 02 - Hikari E:



Quatro dias se passaram desde que o Sandaime Hokage anunciou o exame chuunin perante a presença de vários instrutores e jounins do vilarejo. Por opção própria, Akane resolveu manter segredo de seu time sobre sua indicação, porém era um fato que hora ou outra eles iriam descobrir, uma vez que além de terem posse da indicação de sua tutora era necessário o consentimento dos três integrantes do time, para que assim possam participar o exame. Sem ter a intenção de deixá-los pressionados ou ansiosos, a jounin decidiu revelar a verdade faltando poucos dias para tal evento, após deixar seus alunos terem alguns dias de folga iriam todos retornar para seus afazeres. Uma vez que a mesma os indicou para o exame, estão todos proibidos de participarem de qualquer missão oficial, neste caso seria necessário um pouco de improvisação, para que a mesma conseguisse bolar um eficaz treinamento para que possa distraí-los tempo o suficiente.

Konoha - Terceiro campo de treinamento • Localizado no interior de Konoha, esta grande área descoberta, envolta por rios, campos gramados, montanhas e florestas é uma das principais áreas de treinamento do vilarejo, assim como grande maioria dos times, o time treze também executa seus treinamentos nesta área. Todo o dano causado no local devido aos treinamentos, são desembolsados dos atuais impostos que o vilarejo arrecada normalmente.  

Era uma peleja um tanto quanto desigual, Akane enfrentava os três genins de uma só vez, focava-se principalmente em desviar de seus ataques e bloqueá-los, enquanto os garotos tentavam de tudo o que estava ao seu alcance. Taiki e Ayaka focavam em combate corporal, o rapaz utilizava de sua Katana com ataques precisos, utilizando-os corretamente, porém com uma mera kunai a mulher os inutilizava, Ayaka utilizava seus punhos nada gentis e de nada resultava contra a mulher, Masaru que prefere lutar de longa distância não acertava sequer uma shuriken, e como era um treinamento de combate simples, técnicas eram estritamente proibidos naquela situação.

Ayaka com seu incrível senso de liderança fez um simples sinal com as mãos, Taiki rapidamente recuou, assim como a garota o fez. Masaru seguidamente disto se juntou aos dois e parece que juntos iriam tramar algum plano para combater a professora.

– Vamos fazer o seguinte... – tentou dizer Ayaka, antes de ser subitamente interrompida por Taiki.

– Não! – exclamou – Tenho uma ideia melhor. – respondeu rapidamente.

– Mas nem ouviu a minha ainda. – a garota reclamou o encarando nos olhos.

– Porque não usarmos uma isca? Enquanto alguém chama a atenção dela, dois de nós poderemos atacá-la.

– Nem ferrando! – anunciou Masaru – Até eu sei que isso é óbvio demais.

– Concordo... Dessa vez... – respondeu Ayaka olhando torto para Masaru.

– Saco. Será que podem esperar até eu terminar de falar? – reclamou o protagonista. – Justamente por ser tão óbvio que é genial! – Ela provavelmente vai perceber que o primeiro que a atacar será a isca e então já vai se preparar para um ataque dos dois que sobraram, mas aí é que o plano muda de vez! Durante nossa troca de papéis de isca e combatentes iremos inverter a ordem, aquele que será a isca irá combatê-la, enquanto os dois outros irão se movimentar para trás. Formaremos uma espécie de triângulo, tendo a sensei como o centro, nesta posição poderemos cercá-la e assim invertas nossas posições de iscas e combatentes sem alterar a formação, como se fosse um rodízio! –  explicava o garoto de forma bastante animada, fazendo poses, gestos e tudo mais o que lhe vinha em mente.

– Genial... – surpreendeu-se Ayaka.

– Não sei se entendi direito... Mas parece uma ideia interessante. –  disse Masaru apreensivo.

–  "Mesmo sem ter informações sobre as habilidades de cada um ele conseguiu inventar isso a partir do nada? Errado... Ele conhece sim... Sabe que o Masaru possui ótima capacidade de Salto, por isso o colocou na 'ponta' do triângulo e como nós dois possuímos melhor habilidade em combate corporal nos colocou como sendo a 'base'... Ele é mais inteligente do que eu achava."pensou a Hyuuga.

– Estamos esperando o que? Vamos logo, qualquer golpe que acertarmos nela será um progresso! – gritou Masaru. Mesmo estando alguns metros de distância Akane fora capaz de ouvir os berros do ruivo, mas simplesmente acenou para eles, provocando-os.

O plano já estava traçado, bastava que a combinação deste trio fosse no mínimo perfeita para que consigam enganar uma kunoichi de elite, como era o caso de Akane. Como o combinado, Ayaka e Taiki partiram em uma veloz investida contra a jounin, o rapaz empunhava sua espada e saltava de frente em pleno ar, forçando a mesma para trás, enquanto Ayaka avançava correndo em alta velocidade, forçando um combate corporal, ao mesmo tempo que lia os movimentos de seu parceiro para que não seja atingida por sua lâmina. Masaru dava a volta por trás de toda a confusão, para atacar Akane pelas costas, porém a Jounin já esperava por isso, mas ainda assim se espantou por ver Masaru atacando-a utilizando Taijutsu. Estava feito, a jounin agora estava dentro do "triângulo" que fora armado por Taiki, Masaru atacava-a utilizando socos e chutes mirando pontos como pescoço e cintura, porém eram facilmente interceptados, Taiki e Ayaka saltaram para trás alguns metros e partiram em uma nova investida, Masaru saltou sobre todos e agora mais uma vez a "ponta" do triângulo estava com ele, que era na verdade o responsável por atacar, Taiki e Ayaka ainda que atacassem serviam como ilusões, para que Akane se confunda com a mera presença deles.

– O que foi, sensei? Não consegue nos acompanhar? – provocou Taiki enquanto desta vez trocava de posição com Ayaka com uma veloz deslizada pelo chão enquanto a garota saltava por cima de seu ombro.

– Mas o que foi, já está ficando cansado? – perguntou com um sorriso falso.

Aquele sorriso fez Taiki diminuir sua mobilidade por alguns instantes, estava analisando o que lhe fora dito, seria uma provocação, ou uma possível dica? O garoto pensou pelo que lhe pareceu uma eternidade, no entanto se passaram apenas alguns instantes, até que ele percebeu rapidamente o que estava faltando naquela investida. Tirou rapidamente uma kunai de um de seus bolsos e a atirou contra Akane que rapidamente desviou, a Kunai então seguiu o seu caminho onde atingiria Ayaka que com bons reflexos golpeou o cabo da Kunai mudando sua direção e a fazendo ficar contra o solo, logo em seguida ela descobriu o plano de Taiki e repetiu o feito do garoto, Akane por mais uma vez se desviou e Masaru se tornou o alvo, Masaru então atirou uma shuriken contra a kunai, mudando sua trajetória, fazendo fincar contra o solo logo ao seu lado.

– Agora, Masaru! – exclamaram Taiki e Ayaka.

Ambos pegaram as Kunais fincadas contra o solo e as esticaram, ambas carregavam consigo fios que eram quase invisíveis, tais fios imobilizaram os braços da Jounin, de forma que não poderia de contrair ou retrair de onde estavam. Masaru então investiu contra a mulher mirando-lhe um soco no meio de seu estômago, porém há um milímetro do impacto ele removeu o seu punho, olhou para professora e com uma expressão de contentamento que era repartida entre seus parceiros, disse:

– Te pegamos!

Taiki e Ayaka acabam por cortar as linhas, visto que não haviam mais motivos para que lacrem os movimentos de Akane, mesmo imaginando que em uma batalha real aquilo não seria capaz de segurar a jounin, para eles, como equipe havia sido uma evolução sem precedentes. A emoção que Akane sentiu era tamanha que quase ficou sem palavras, ela tinha algo para dizer já há algum tempo, e então percebeu que este seria o melhor lugar para dizer.



– Muito bem, vocês três. – pausou. Hakuryuu Taiki, Hyuuga Ayaka e Sarutobi Masaru, vocês três foram indicados por mim para prestarem o Exame Chuunin que acontecerá dentro de três dias! – explicava enquanto tirava de sua bolsa alguns papéis, que eram entregues em mãos. – Mesmo com a minha indicação vocês não são obrigados a participar, este é um termo de responsabilidade que precisa ser assinado por vocês em caso de quererem participar, uma vez que decidirem basta que me entreguem assinado.

– Sensei, por acaso tem uma caneta aí? – perguntou Ayaka.

– Você...? Parece que vocês três adoram a imprevisibilidade... Aqui está... – disse entregando a caneta. – Taiki-kun e Masaru-kun, o que farão?

– É óbvio, não é? Nesse exame Chuunin... Devem haver alguns caras bem fortes lá. – proferiu Taiki com uma incrível normalidade, sua expressão dizia claramente que iria participar.

– Não importa a imprevisibilidade dos nossos atos ou quão forte sejam os oponentes sensei. O que importa sou eu, e o quanto minha estrela vai se sobressair nesse exame. – retrucava o ruivo com um tom egocêntrico na voz.

– Eu já imaginava que vocês iriam querer participar! – disse Ayaka. – Mas é bom que fiquem na linha, ou vou acabar deixando os dois para trás!

– Então isto é um desafio, hein? – disse Taiki erguendo o punho para que Ayaka "tocasse" ali.

– Tenha certeza! – respondeu a garota "tocando" o punho de Taiki com um soco.

Masaru se meteu entre ambos e os agarrou pelos braços, erguendo-os vitorioso ao mesmo tempo que gargalhava sem cessar, apesar de que aquilo estava constrangendo seus companheiros. Era a primeira vez que todos os três estavam agindo com tanta normalidade e companheirismo para uns com os outros, Akane ficou os observando, Masaru já estava arrumando outra confusão e brigando com os outros dois, mas a mulher achava aquilo lindo de se admirar, ficava alguns instantes a mais por ali até que resolveu partir para entregar os formulários de inscrição para o Hokage, não sem antes orientar seus pupilos sobre o que teriam que fazer.

– Tenham certeza de estarem no local descrito no formulário daqui a três dias no horário combinado! E não esqueçam de usar estes dias restantes para treinarem, mas não em excesso, vão precisar descansar bastante também. – explicou. – Estou de saída, não darei mais instruções para vocês até que sejam desqualificados ou que o exame termine! Estão dispensados!

– Pode deixar, Akane-sensei! – gritou Masaru.O que acham de começarmos a treinar agora?

– Hunf. Mas será que você não fica quieto por um instante? – proferiu Taiki retirando a espada de sua bainha.

– Hehe... Não antes de finalmente ver como você luta. – respondeu o ruivo.

– Como se eu fosse precisar, não é? Afinal, eu sou um gênio! – proferiu Taiki investindo contra Masaru

– Gênio é? Acho que vou mostrar a você o quão genial eu posso ser em batalha. – retrucava o Masaru em tom de deboche.

– Aqui vamos nós de novo... Não vão se importar se eu também participar, não é? – perguntou Ayaka apertando os punhos.

– Ah... Podem vir, se quiserem podem vir os dois que eu não ligo. Como meu pai sempre dizia, o tipo mais difícil de treinamento é aquele com o melhor resultado, sabiam? – proferiu Taiki se posicionando de uma forma em que ele ficaria entre Ayaka e Masaru.

– Não vá se arrepender destas palavras! – implicou Ayaka.

Taiki avançou na direção onde ambos estavam, Masaru como já era de se esperar se afastou já que é um lutador de longa e média distância, Ayaka ativou rapidamente seu Byakugan e partiu para o ataque utilizando seu Jūken. Taiki em resposta ativou seu Sharingan colocou a espada um passo a frente de seu corpo e se moveu de encontro ao ataque de Ayaka que o golpeou em cheio no meio do estômago, porém algo estava errado, o golpe parecia ter passado através do garoto.

" Sumiu?! " pensou a garota.

Zanzou!exclamou surgindo por detrás da garota.  – " Então... O que achou da minha terceira forma defensiva?"

Taiki havia desaparecido por um instante, foi tão veloz que a imagem de seu corpo ficou para trás, sendo apenas esta imagem "atingida" pelo ataque de Ayaka, que tendo reflexos aguçados graças a ativação de seu Byakugan conseguiu perceber o ataque furtivo de Taiki por suas costas e conseguiu o impedir, por pouco. A garota lutava de mãos nuas, mas haviam lâminas invisíveis em seus dedos que eram capaz de cortar até mesmo o chakra, graças a isso a espada não a feriu, mesmo assim cuidadosamente bloqueava segurando a arma com ambas as mãos juntas, como se estivesse rezando.

– Espero que não tenham esquecido que eu também estou aqui! – gritou Masaru executando alguns selos.

– " Idiota... Nos alertou de que iria atacar..." – pensou Taiki enquanto se afastava de ambos, para que Ayaka não tomasse vantagem também do ataque de Masaru.

Masaru retirou de um de seus bolsos um pequeno pergaminho e o abriu fazendo com que uma fumaça de cor branca surgisse do centro do papel. Após a nuvem de fumaça se dissipar um objeto musical de cordas, feito de madeira era empunhado pelo ninja, era seu Shamisen, que apesar de ser um instrumento musical era na verdade sua arma favorita. Ele começou a tocar aquele objeto com uma técnica invejável, como ele havia alertado, sem a intenção, Taiki e Ayaka rapidamente se afastam, imaginando ser um genjutsu.

– Golpe baixo, Masaru! – exclamou Ayaka, um pouco frustrada, suas habilidades em genjutsu eram péssimas.

– Shishishi! Cada um luta com o que tem, afinal somos shinobis! – retrucou com um sorriso no mínimo cínico.

– Certo, então venha, Masaru! Mas permita-me alertá-lo sobre algo... Mesmo que eu ainda escute a música, não significa que cairei em seu genjutsu... Isto será o alcance do seu chakra que definirá. O Sharingan define o chakra pela cor, eu posso "ver" o som emitido por um genjutsu musical. A não ser é claro, que eu já esteja sob efeito dele, o que não é o caso. – explicou.

– Então vamos ver! – confrontou o ruivo.Katon: Hono no Shikai.  

Masaru então começou a tocar uma canção animada em seu shamisen enquanto encarava seu amigo. Enquanto a musica seguia em acordes cada vez mais altos uma chama pequena surgiu a frente do garoto e logo se espalhou em uma cúpula de chamas que encobriu e escondeu o ruivo por algum tempo. Quando as chamas finalmente começaram a se dissipar Masaru já estava com selos de mão formados e preparando um novo golpe.

Katon: Gooen no jutsu!o ruivo exclamava.

Naquele instante uma enorme chama foi expelida pela boca de Masaru em direção a Taiki que desviava da técnica de seu colega de time com uma maestria admirável ao saltar para a lateral alguns metros, assim ficando longe das labaredas.

"Eles vão se esquecer de mim? ótimo, assim pego os dois enquanto se distraírem."pensou Ayaka."Porém... a técnica de Masaru é genial, pelo menos para alguém como ele. Ao se anunciar e sacar o Shamisen bem na nossa frente ele causou um espanto que fez com que eu e Taiki nos afastássemos para fugir do genjutsu. Longe dele o campo passa a ser do Masaru e, caso tentemos nos aproximar ele toca aquela canção maldita e nos prende em ilusão. Droga, para mim que uso Taijutsu isso é um problema. E se eu lutar contra o Taiki um de nós vai ficar esgotado antes de lutar contra o Masaru, cansados e desconcentrados ele nos pega no genjutsu facilmente. Talvez esse fosse o plano dele desde o início, estamos em um campo aberto, cada um por si e sem regras, o campo perfeito para ele brilhar... Não, isso seria inteligente demais da parte dele, deve ter sido sorte. "

– Que sujo. – riu Taiki – Armou todo este circo para que Ayaka e eu voltemos um para o outro... De fato uma boa ideia... Seria, caso eu não tivesse raciocinado isto, entende? Neste caso, que venham os dois.

Taiki fitava um olhar frio, porém sorria espontaneamente, seria algum tipo de bipolaridade? O rapaz erguia sua espada com a ponta virada para baixo, na direção do solo. Uma aura fria rodeava aquela arma, não só apenas ela, como também ao redor do garoto que a empunha. Era o chakra de Taiki sendo liberado, seria uma tentativa de intimidação por parte do rapaz?

– Ei, Taiki! Isto é um treino, não exagere! – exclamou Ayaka, parecia um pouco intimidada com o chakra do rapaz.

– Vamos ver quem será mais rápido, sua música... O seu Juken... Ou a minha espada, não é? –finalizou com um tom um pouco mais descontraído, parecia estar se divertindo com aquela tensão.

– Consegue ser mais rápido do que o som Taiki? – retrucou o ruivo olhando seus amigos de longe.







Akagahara • Dentro dos limites do vilarejo, porém afastado das principais zonas de treinamento, é localizado Akagahara, local onde outrora eram feitos os exames Chuunin. Por ser muito perigoso, contento minas terrestres, armadilhas letais, animais selvagens e diversos métodos não-seguros de treinamento, a entrada neste local é proibida, a não ser que se tenha permissão para tal. É um local bem grande, por aqui existe um grande campo aberto, várias estátuas de Buda, montanhas de tamanhos pequeno e médio tal como cachoeiras e um pequeno bosque. Em meio a todo este perigo, um time em particular parece estar treinando sem muitos problemas em um pequeno bosque. O time composto por três genins e um jounin líder é o time de número vinte e um, que assim como as demais equipes estão treinando para o exame Chuunin que está por vir. Os três alunos em questão se tratavam de dois rapazes e uma moça, o rapaz negro, mais alto e forte fisicamente que os outros é Hagane Kuroi, o rapaz mais baixo, de cabelos escuros e óculos se chama Sakamoto Renji e a garota de cabelos loiros, pele clara possuidora de uma katana é Hasegawa Shizuka. São todos liderados pelo Jounin alto de curtos cabelos negros Masumi Kyousuke, que por opção possui o cabelo um pouco bagunçado, deixando uma mecha descer até um dos olhos. É um dos jounins mais capacitados do vilarejo, afinal não seria capaz de conseguir permissão para treinar aqui com seu time se fosse qualquer um. Todo o grupo se movimentava pelo bosque saltando por dentre vários galhos das árvores ao seu redor, quando repentinamente param de saltar e saltam até uma clareira no meio do local.

– Hoje vocês treinarão aqui. – orientou o jounin de forma calma. – Neste local não terá como serem espionados pelos demais times, de resto desejo-lhes uma boa sorte, afinal... Rumores dizem que o exame deste ano está cheio de bons participantes.

– Qual foi sensei! – esbravejou Kuroi. – Não tem como nós três perdemos para ninguém, somos os genins mais fortes, nossas missões falam por si só.

– Isso é bem raro. – afirmou Shizuka.

– O que é bem raro, Shizuka? – perguntou Renji.

– Kuroi estar certo sobre alguma coisa. – disse de forma áspera, ainda que em tom baixo.

– Heh... Tirando onda comigo, Shizuka? – perguntou Kuroi. – Se estiver arrumando briga, veio pro lugar errado, cai dentro! – exclamou.

– Hey Kuroi... O certo é "veio ao lugar certo" e não "veio ao lugar errado". Tsc... Vocês não conseguem manter a paz no ar...

– Não existe paz no mundo em que vivemos, uma vez que somos forçados a lutar. Vamos logo iniciar nossa sessão de treinamento. – disse a garota.

– Bom, espero que se cuidem e não arrumem confusão. Vejo vocês no dia do exame, até mais! – proferiu o jounin antes de desaparecer em uma cortina de fumaça.





Konoha - Portões • Já estava entardecendo no vilarejo, como de costume os vigias trocavam de turno quando pessoas um tanto quanto diferentes começam a chegar um atrás do outro, deixando aqueles que fazem a segurança na entrada da vila bastante atarefados. Tudo isto se trata dos participantes do exame que vem de outros vilarejos, eram muitos e a inspeção deve ser feita da melhor maneira possível, pois é necessário checar o passaporte e a permissão de todos aqueles que entram no vilarejo, assim como também devem indicar em quais hospedarias estes irão ficar. Haviam vários grupos isolados dos amontoados de pessoas, estes pareciam ser os mais sérios competidores.

– Eu não me importaria de ter que passar mais algum tempo aqui. O que acha, Gaara?

Perguntou a bela kunoichi de cabelos loiros que carregava algo parecido como um leque bem grande. Estava ao lado de dois rapazes, ambos de Sunagakure. Um era mais alto, utilizava uma roupa toda preta com um capuz em sua cabeça, seu rosto era pintado com algum tipo de tinta de coloração púrpura e em suas costas havia algo que mais se assemelhava à uma múmia. Do lado deste estava um garoto um pouco menor, cabelos ruivos bem curtos, uma estranha tatuagem na testa escrito "Amor". Não possui sobrancelhas e tinha um olhar bem assustador.

– Responda a Temari, Gaara. Não seja tão arrogante. – implicou o mais alto.



– Quer que eu te mate aqui e agora, Kankurou? – ameaçou.

"Sem o Baki por perto ele fica muito assustador..."

No instante em que o menor o ameaçou aquilo parecia ter aterrorizado seus companheiros de time, era como se suas espinhas congelassem, mal conseguiam expressar uma resposta em palavras, até que, mesmo que sem saber o que falar a garota resolver aliviar a tensão.

– Não é para tanto, não é? Vamos lá Gaara, Kankurou... Temos que mostrar nossos passaportes e permissões especiais. – disse a garota se dirigindo até os guardas de Konoha.

Logo ali ao lado, um outro grupo, bem diferente parecia estar apenas observando todo aquele tumulto na entrada do vilarejo, o time era composto por dois homens bem altos, ambos possuem cabelos longos de coloração verde, porém cada um possui a franja virada para um lado, provavelmente irmãos. Logo ao lado deles se encontra uma jovem de pele clara e cabelos tom de oliva, longos, carregando uma katana em suas costas, a mesma possui um olhar bem penetrante e algumas cicatrizes pelo corpo, apesar de ser uma jovem bonita.

– Tomo, Ringo... Kabuto-sensei está usando um hitaiate de Konoha? – perguntou a menina.

– Fale baixo Hebiko-sama... É tudo parte do plano de Orochimaru-sama. – explicou Tomo.

– Mas nós representaremos um dos dois times de Otogakure, temos que aguardar novas informações durante o exame. – explicou Ringo.

– Que chato... Espero me divertir nesse tal exame... –  proferiu inocentemente, porém um sorriso diabólico percorria por aqueles lábios.

Continua...



Prévia:
O tempo passou depressa, logo começará o exame Chuunin. Todos os genins se reúnem no local onde ocorrerá a primeira etapa do exame, quando o time treze se depara com uma breve batalha envolvendo o time 7 e um dos membros do time Gai, Rock Lee. Também querendo mostrar para o público suas habilidades, Taiki emerge em meio há um combate envolvendo Uchiha Sasuke e Rock Lee;

Naruto: Another Story - Capítulo 15: Rivalidade total! Sasuke Vs. Taiki Vs. Rock Lee!
NOTAS:
Ryūko-Ryu • Shushiki-San no Kata: Zanzou (Estilo Dragão e tigre • Terceira forma defensiva: Pós Imagem) Uma técnica de Kenjutsu utilizada por Taiki, combinando um perfeito Shunshin no Jutsu com sua agilidade, o usuário surge por detrás do oponente, deixando para trás uma imagem de seu corpo.
Katon: Gooen no jutsu: (Elemento fogo, técnica da grande chama) Uma técnica simples de Katon onde o usuário expele chamas de sua boca.
Katon: Hono no Shikai: (Elemento fogo, Juramento das chamas) Uma técnica do elemento fogo em que o usuário cria um determinado número de esferas flamejantes de diversas tonalidades diferentes, servem tanto para atacar quanto para proteção.



Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:52, editado 4 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por DarkZoroark em Sab 29 Ago 2015 - 23:32

xKai o/
Pedindo desculpas aqui de novo pela demora para sair o comentário. Era para ter saído durante a tarde, mas o aniversário de 15 anos da minha irmã é semana que vem e minha velha me obrigou a sair pra ajudar na preparação. Deixando estas anedotas e desventuras de lado, vamos ao review deste último capítulo:
Olhando por cima a princípio devo dizer que gostei bastante do capítulo. Ao que vejo serviu mais como uma espécie de introdução às duas equipes de OC's que irão participar do torneio e adicionar um ar de descontração do trio principal. Achei bem interessante a estratégia que usaram para "imobilizar" a Akane, embora, como ela mesmo tenha dito, teria sido inútil em um combate real. Admito que fiquei empolgado para ver como que o trabalho em equipe deles funcionará durante o Exame Chuunin. O confronto entre os três também foi muito bem desenvolvido. Algo que tenho imaginado é se haverá algum desenvolvimento no tipo de relação que a Ayaka tem com a Hinata. Creio que seria interessante de testemunhar isto.
Vou ter que admitir que tive de dar uma procurada na internet para saber o que era um shamisen. Contudo, devo dizer que achei a utilização deste instrumento musical bem original. Lembrou-me um pouco da Tayuya e estaria mentindo se não dissesse que comecei a pensar sobre um confronto entre ela e o Masaru. Apesar de tudo, o garoto consegue surpreender com umas táticas simples, mas eficientes. Achei interessante a combinação de Katon com Genjutsu e imagino que possa vir a ter vários elementos interessantes que possam surgir daí.
A introdução da Equipe 21 - muito provavelmente a que será "rival" da protagonista - foi bem interessante e mostrou que eles são bem habilidosos para treinar em tal área. Embora não tenha tido chance para saber sobre a personalidade da Shizuka e do Renji deu para ver que pelo menos o Kuroi é confiante demais em suas próprias habilidades. Não chego a culpar se ele tiver força suficiente para mostrar que isso não é pura arrogância, então vou esperar um pouco mais antes de comentar a fundo sobre este trio. Um segundo time da aldeia do som foi uma ideia bem inusitada também. Vou ficar no aguardo como se dará o desenvolvimento destes personagens.
Erros gramaticais não encontrei nenhum, mas resolvi frisar algumas coisas aqui abaixo:

@xKai escreveu:[...]que encobriu e escondeu o ruivo por algum tempo.
Fica meio redundante utilizar tanto "encobriu" e "escondeu" na mesma frase visto que ambas possuem o mesmo significado. Ao redor deste pequeno fragmento também notei uma repetição frequente da palavra "chama".
@xKai escreveu:[...]ótimo, assim pego os dois enquanto se distraírem.
Nesse caso o verbo distrair está conjugado no futuro enquanto o restante da frase está no presente. Creio que teria ficado melhor "distraem" ao invés de "distraírem".
@xKai escreveu:[...]quando repentinamente param de saltar e saltam até uma clareira no meio do local.
Ficou meio estranho esta parte. Poderia ter sido evitado ao trocar a palavra "saltam" por "foram".
Bem, por enquanto é só. Fico no aguardo do seu próximo capítulo. ninja
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Mandy-chan em Ter 8 Set 2015 - 15:01

Dessa vez realmente demorei a comentar Kai, peço desculpa por isso em primeiro lugar. Troquei de emprego recentemente e blá blá blá. Detalhes
Vamos ao comentário sobre esse capítulo PI-CA das galáxias. X3
Por enquanto foi meu capítulo favorito, de longe, introduzindo novos times exclusivos da fic e finalmente colocando os protagonistas para lutarem juntos já que até agora não havíamos visto as habilidades deles juntos e eu admito que estava pré-supondo que o Taiki nunca tinha visto o Masaru e Ayaka lutarem. Como esse comentário vai ser meio grande vou colocar minhas opiniões em tópicos pra ficar tudo mais Kawaii

Sobre a estratégia conta Akane: Apesar de ter sido algo bem interessante usar o triangulo e tudo mais achei uma tática um tanto falha, mas acho que essa foi a intenção já que são Genins. E como o Dark disse no comentário dele, a jounin poderia inutilizar aquilo facilmente, porém, foi algo bem legal de se ler.

Sobre Taiki: Apesar de ser um personagem do qual eu gosto bastante e de fato ser o protagonista acho que ele estava um tanto quanto... hm... arrogante nesse capítulo, ele tem se aproximado bastante do Sasuke ao meu ver. O que pode acabar caindo em um conflito entre os dois personagens no decorrer da história.

Sobre Ayaka: De longe está sendo minha personagem favorita, sempre genial como de costume e ponderada. Ela lembra bastante o Neji, é claro, são irmãos Dúh U3U. O desenvolvimento dela está sendo espetacular. Apesar de ela não ter agido muito na luta contra seus colegas. Só espero que ela não acabe caindo no mesmo problema do irmão já que, durante o anime, o Neji nunca lutou com um oponente do qual ele pudesse tirar proveito do Taijutsu... Neji x Kidoumaru que o diga.

Sobre Masaru: Uhul cheguei no ruivinho lindo (Admito tenho queda por ruivos). Viagens a parte... o Masaru subiu muito no meio conceito neste capítulo afinal com uma estratégia simples conseguiu imobilizar a Ayaka mantendo o "campo perfeito para ele brilhar" e, mais uma vez como foi dito pelo Dark, um confronto dele contra a Tayuya seria genial. Outra dúvida que me surgiu foi quanto ao "Hono no Shikai" achei uma técnica extremamente interessante, mas admito que me confundiu: Esta é uma técnica que não requer selos de mão ou os acordes do Masaru funcionam como selos já que você descreveu ele mudando a canção quando usa a técnica. Caso ele consiga substituir os selos pelos acordes isso seria FODA DEMAIS. Imaginei ele com várias músicas para fazer jutsus diferentes. Mas acho que isso é coisa pra próximos capítulos.

Sobre os times OC's: Apesar de não ter visto muito deles ainda acho bem interessante e admito. Gostei do jeito inconsequente do Kuroi, me lembra um pouco o Rod da sua fic de Radiata, só que com menos palavrões. Ou não afinal ainda tem coisa pra rolar com esse personagem.

Kiss e até logo.  issoai
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Capítulo 15: Rivalidade total! Sasuke Vs. Taiki Vs. Rock Lee.

Mensagem por xKai em Dom 13 Set 2015 - 15:14

Comentários:

DZ: Fala DZ! A estratégia utilizada na batalha contra a Akane realmente foi feita com a intenção de ser algo bem simples, apenas para estreitar os laços entre os membros de time, o que convenhamos funcionou. Assim como você percebeu o episódio foi sim para adicionar os personagens OC'S, mas também foi um tanto importante, já que mostrou um pouco mais dos personagens principais, afinal eles até o momento nunca haviam visto os outros lutarem, já que lutarem em terrenos diferentes na última missão. O Masaru é a criatura mais imprevisível do time 13, um usuário de genjutsu que possui eficientes ninjutsus de longo alcance em seu arsenal, também conta com um arsenal de provocações eficientes. A equipe de número 21, de fato será antagonista, pelo menos nesta etapa da história, mais pra frente quem sabe se tornam até amigos? Kuroi possui uma incrível confiança, ele confia muito na supremacia da sua força, enquanto Renji é o tipo mais pensante da equipe, até demais. Shizuka possui um pouco dos dois, é muito forte, mas é também bastante astuta, mas este e outros detalhes serão mostrados mais em breve.


Mandy-Chan: Não se preocupe com isto, o importante é que conseguiu tempo para isto, mas mesmo que não consiga já é o bastante contar com a sua leitura, afinal eu escrevo para que os outros possam ler, se gostam melhor ainda ^^

Exatamente, a estratégia usada contra a Akane consistiu em algo que era bem simples de se fazer, já que eram três contra um, mas ao mesmo tempo foi apenas uma maneira de testar a Jounin, que acabou deixando-se levar pela empolgação de vê-los tão focados no trabalho em equipe.

O Taiki é um personagem um pouco instintivo, apesar de ele usar bem a cabeça. Como você adivinhou, ele realmente entrará em conflito com ele em algumas vezes, talvez até no shippuuden, já que Sasuke se tornará um ninja renegado. Sobre a arrogância, não é algo que leve muito a sério, já que a natureza dele é bastante bipolar, algumas vezes ele vai ser até mesmo um pouco bobo e inocente.

Nem me diga... Era tenebroso assistir as lutas do Neji, tirando o Naruto, todos os seus adversários foram ninjas que lutavam de longa distâncias, ou então o Kisame, um adversário que é bastante complicado lutar de mãos nuas, já que ele absorveria seu chakra a cada vez que ele tocasse em sua espada... A Ayaka provavelmente partilhará deste problema algumas vezes, afinal não da pra escolher seus adversários com tanta facilidade, mas ela irá tirar muito proveito de seu excelente Taijutsu nas batalhas corporais, um pequeno spoiler pra você. >>> Em determinado momento, ela irá criar o seu próprio estilo de luta e adicioná-lo ao Juuken. <<<

Exatamente, o Masaru é capaz de controlar a técnica utilizando os acordes de seu Shamisen, possuindo um padrão específico para cada tipo de movimento, além de poder aplicar genjutsu em quem estiver dentro de um alcance também específico, mesmo que escute a música não quer dizer que será pego pela ilusão, uma vez que esta habilidade é um tanto diferente das demais.

O personagem Kuroi, é a inspiração original, basicamente o Rod foi criado usando o mesmo modelo que o Kuroi, então não será coincidência que se pareçam tanto, apenas no visual que são diferentes.







CAPÍTULO 15



Rivalidade total! Sasuke Vs. Taiki Vs. Rock Lee.

Konoha - Academia ninja • Neste amplo local, que fora construído para que os jovens aspirantes a shinobis sejam ensinados pela elite, também é o local onde aqueles que já se tornaram shinobis possam refinar seus conhecimentos, elevando seu próprio nível e atingindo a posição como chuunin. É claro, existem outros meios para se tornam um chuunin, mas o exame é o meio mais tradicional e certamente aquele que mais atrai o público, uma vez que uma mera condecoração passa por muito despercebida. O movimento estava acima do normal, genins de diversos vilarejos diferentes, trajando as mais diversas vestes possíveis de se imaginar atravessam as portas da academia ninja, todos com muita pressa e uma discreta ansiedade.

A equipe principal seguia caminhando por um dos grandes corredores do prédio da academia. Não puderam deixar de notar algo estranho no ar, havia uma certa tensão, mas não vinha deles próprios, era como se alguém estivesse lutando ali perto. Após ouvir alguns grunhidos e sons de pancadas o trio descobre por fim o que estava havendo. Atravessando aquele portal, se deparam com mais um corredor, sendo que deste era possível ver uma sala do andar de baixo, já que não haviam paredes ali. No andar de baixo haviam quatro pessoas. Um garoto loiro de olhos azuis trajando roupas de cor laranja, era Uzumaki Naruto. Na outra extremidade estava uma bela e jovem kunoichi de olhos verdes bem claros e cabelos cor de flor de cerejeira, trajava um vestido vermelho com círculos da cor branca e um tipo de short preto por debaixo do mesmo. Observava o combate um pouco aflita, os outros dois que estavam ali participavam de um fervoroso embate. Ambos possuem cabelos na cor preta, porém um deles possui um corte estranho, sobrancelhas grossas e uma chamativa roupa verde colante, suas habilidades físicas pareciam bastante refinadas, julgando pelo modo em que lutava utilizando de um puro taijutsu. Já o outro rapaz utiliza uma camisa azul tendo um par de braceletes brancos em ambos os braços, Short também da cor branca e em seus olhos estão presentes uma coloração vermelha e um par de tomões negros rodeando sua íris, assim como nos olhos de Taiki, tratava-se de um Sharingan.

Ayaka se aproximou do muro onde se recostou, parecia um pouco interessada naquilo, afinal de contas, ter conhecimento prévio de seus adversários antes de uma batalha é algo deveras vantajoso, mas Taiki pensava de forma um pouco diferente. O garoto subiu no muro, e sem dar nenhum sinal o garoto saltou para baixo, no momento em que os dois jovens iriam colidir poderosos pontapés, pondo-se entre ambos, bloqueando seus respectivos pontapés o garoto resolve participar do combate.

– Yo! – disse enquanto bloqueava os chutes. – Espero que não se importem, que eu participe também. – afirmou, apenas observando a reação dos combatentes.

– "Segurou meu chute com apenas um dos braços, quem é esse cara?" – pensava o rapaz de camisa azul. – Você, qual o seu nome? – perguntou.

– Faz parte da boa educação se apresentar antes de pedir que alguém se apresente, Sasuke-kun. Mas enfim... Sou Hakuryuu Taiki.

– Desculpe Taiki-kun, mas esta batalha é entre mim e o Uchiha Sasuke-kun! A propósito, me chamo Rock Lee. – fazendo a pose Nice Guy.

– "Porque ele se apresentou já que não quer lutar contra ele?" – pensou a garota de cabelos cor de rosa.

– Acredito que me conhece através do Masaru...? Muito bem, por mim não tem problema algum que você lute também, com estes olhos eu não vou perder.

– Interessante, os seus olhos. Também posso fazer isto, quer ver? – debochou Taiki ativando seu Sharingan.

– Você também é do clã Uchiha? – perguntou Rock Lee, agora parecia afim de enfrentar Taiki.

Imediatamente após Taiki ativar seu Sharingan, Sasuke sentiu um estranho calafrio passando por seu corpo. Seus olhos arregalaram bastante, era como se ele estivesse examinando aquele outro par de olhos para testar sua veracidade, não era um sonho, nem mesmo ilusão. Aquele rapaz, que para ele é alguém totalmente desconhecido é possuidor da habilidade especial que apenas indivíduos de seu clã são deveriam possuir.

– Então, como vai ser? Vamos logo com isso! – gritou Taiki enquanto sorria, apesar de inteligente, era bastante instintivo, era como se ele dependesse de lutar para sobreviver.

Sasuke foi o primeiro que avançou na direção de Taiki, provavelmente irritado por sua repentina aparição e também pelos fatos que se sucederam, fizeram com que Taiki seja seu primeiro alvo, porém Rock Lee não encarava o fato de ter sido ignorado, mesmo que ele estivesse vencendo a batalha, antes da chegada do protagonista. O sobrancelhudo se moveu com uma velocidade absurda, era rápido como o vento, se enfiou entre ambos e utilizou um poderoso chute rasteiro enquanto executava um giro.




Konoha Reppū!

O Uchiha um pouco mais familiarizado com a técnica desviou com um salto, enquanto Taiki preferiu usar de outro artifício, utilizando um Shunshin o jutsu para o alto, reaparecendo por cima de Rock Lee, despencando do céu ao mesmo tempo que erguia sua perna para chutá-lo fortemente com seu calcanhar, mas o usuário de Taijutsu foi surpreendentemente ágil ao colocar ambos os braços sobre a testa, próximo ao rosto, interceptando o chute em queda livre do garoto, que tomou impulso nos braços do adversário e saltou para trás, por fim aterrissando.

– " Ele é bom... Mesmo após atacar conseguiu bloquear o meu chute, minha perna está até doendo. " – pensou Taiki enquanto confrontava Rock Lee, sem tirar seus olhos do Uchiha.

– " Esse cara que foi transferido para o time do Masaru... É bem rápido, certamente usou uma técnica de cintilação corporal... Já o de sobrancelhas grossas usa muito chakra em suas pernas e braços, sem dúvidas um usuário habilidoso de Taijutsu... " – pensava Sasuke. – Interessante, vamos nessa! – disse.

– Espera aí, Sasuke-kun! Só faltam trinta minutos para a chamada. – proferiu a menina de cabelos cor de rosa.

– Não se preocupe, só vai levar 5 minutos! – exclamou enquanto avançava na direção de Taiki e Lee, ainda era incerto qual seria seu alvo.

– "Desculpe Gai-sensei, mas parece que vou ter que quebrar as regras, preciso muito usar aquela técnica!" – pensou Lee.

Sasuke avançou com grande velocidade, passando ao lado de Taiki, que ficou totalmente imóvel, observando o que aconteceria a seguir, porém antes mesmo de confrontar Rock Lee, Sasuke era surpreendido pelos poderosos ataques do sobrancelhudo.

Konoha Senpū! – gritou Lee enquanto tentava atingir Sasuke em pleno ar com um chute rasante.

O Uchiha, por muito pouco, conseguiu evadir do ataque, mas assim que tocou o solo foi atingido por uma rápida cotovelada, mal pode ver o branco das bandagens do usuário de Taijutsu e foi arremessado longe. Taiki ficou observando, e assim que percebeu que o Uchiha estava quase derrotado, interveio.

– Isso não foi nem um pouco quente... Esperava mais de alguém do clã Uchiha... Mas enfim...  – Provocou Taiki. Eu te desafio agora, Rock Lee!

– "Ele disse o meu nome!" – pensou Rock Lee. – Yosh! Gai-sensei, finalmente o resultado do meu treinamento está me deixando popular!

– Certo... Aí vou eu!

Taiki correu na direção do usuário de Taijutsu, atacando em linha reta, como faz de costume, mas assim que chegou próximo saltou por cima do adversário, aterrissou no chão e então em alta velocidade começou a correr circulando pelo rapaz, era quase como se houvessem vários Taikis correndo em alta velocidade, se movia tão depressa que deixava um rastro de sua própria imagem para trás.

– " Essa velocidade... " – assustou-se Sasuke, enquanto ainda se levantava.

Konoha Reppū! – disse Lee usando um forte chute rasteiro enquanto girava com seu corpo, sua intenção era atingir as pernas do rapaz, fazendo o tropeçar.

Mas não havia atingido nada, porém algo incomum havia acontecido, a perna de Lee parecia ter ficado um tanto quanto dormente enquanto ele sentia um estranho frio pelo seu corpo, sobre sua perna estava alguma coisa úmida e brilhante, era água, mas parecia muito gelada e haviam ali alguns flocos brancos.

– Pó de gelo? – perguntou.

– Vai saber? – respondeu retoricamente. – O seu taijutsu é incrível, não consigo atacá-lo de frente, enquanto eu estiver de mãos nuas. – disse sorrindo, enquanto apontava para sua espada, ainda embainhada nas costas, uma espiral de vento úmido começou a se formar nas costas de Taiki, onde estava sua espada, o garoto a segurava pelo cabo, ainda sem remover da bainha ou de suas costas. – Hyōton...






Ayaka e Masaru observavam tudo aquilo de uma espécie de sacada que existe no andar superior. Masaru parecia empolgado, já Ayaka observava tudo aquilo com um certo desânimo, como se pensasse algo do tipo "quando esses garotos idiotas vão parar de brigar?"

– Eu aposto no Taiki, afinal ele é o protagonista! – gritou Masaru, enquanto assistia o embate com certa empolgação.

– Hey... Masaru, Não estamos em um mangá... Não tem essa de protagonista.

– Haha! Será mesmo...?

– Melhor a gente chamar o Taiki logo, não acha? Falta pouco tempo para a chamada. – perguntou Ayaka.

– O Taiki se parece comigo, sabe... Tirando a parte que ele pensa demais as vezes... Quando ele fica com o sangue quente, tem a necessidade de provar que é mais forte do que os outros! Não é demais? – continuava Masaru. – Acho que é melhor a gente ficar vendo até o fim, e também... A gente fica sabendo dos pontos fracos dos outros hehe... O Naruto caiu antes mesmo da gente ver o que aconteceu.

– Mas que coisa, vocês são tão simplórios.

– É isto que faz de nós homens. – explicou.

– Minha teoria é outra... "É isso que faz de você... Idiotas". – pensou Ayaka, com uma expressão um pouco desnorteada.






Enquanto Masaru e Ayaka haviam conversado na parte superior, a batalha a baixo seguia num impasse. Até que Taiki desativou seu Sharigan, por pura e espontânea vontade, percebendo que já estava extrapolando, aquele não era o lugar para ele mostrar suas habilidades. Não levou mais do que cinco segundos para que aquela massa de ar úmido que rodeava o garoto fosse dissipada. Aquilo dava imediatamente a entender que ele estava fora da batalha, Rock Lee e Sasuke continuavam o embate, mas em Sasuke ainda restavam inúmeras dúvidas. Estava confuso por não conseguir prever os rápidos movimentos de Lee e repleto de dúvidas a respeito da identidade de Taiki, que assim como ele era capaz de usar o Sharingan, e além de tudo... Lee não fora capaz de notar, mas Sasuke e Sakura perceberam que a técnica que o protagonista estava para utilizar era uma Kekkei Genkai. Em uma tentativa mais desesperada de ataque, o Uchiha atacou de frente o usuário de taijutsu, muito imprudente, todos os seus socos e pontapés foram evitados, já sua defesa estava totalmente exposta, raramente se defendia de algum ataque com sucesso e quando o fazia sofria danos assim mesmo, era uma batalha unilateral, uma verdadeira surra. Por ultimo Rock Lee atingiu o rapaz com um chute no queixo, jogando-o para cima, em seguida saltou e ficou exatamente embaixo do Uchiha.

Kage Buyou? – perguntou o Uchiha, sem reação alguma.

– Eu vou te mostrar com essa técnica... Que o trabalho duro pode superar um gênio.


As ataduras de seus braços se desenrolaram, como em um truque de mágica e se amarraram no adversário, imobilizando-o e fazendo com que despencassem juntos em queda livre, porém, antes que isso fosse acontecer um projétil muito chamativo e cor de rosa, um cata-vento, foi arremessado contra uma das faixas, levando-a até a parede impedindo Lee de prosseguir com seu movimento, percebendo que iria cair o rapaz executa uma pirueta acrobática em pleno ar, pousando suavemente, enquanto o Uchiha cai de costas no chão. Ou melhor cairia se a garota de cabelos cor de rosa não tivesse deslizado pelo chão suavizando sua queda. O projétil havia sido disparado por uma tartaruga falante de casco vermelho que carregava uma bandana de Konoha em seu pescoço, Rock Lee rapidamente se dirigiu até o animal, fazendo algum tipo de reverência.

– Eeh? – disse Taiki ao ver o animal. – Sujou! – rapidamente ele pulou até onde Ayaka e Masaru estavam.

– Taiki, o que foi? É só uma tartaruga. – disse Masaru.

– Cara você é mesmo um ninja sensor...? Não consegue perceber a quantidade de chakra daquilo? Não é uma tartaruga normal! – E mesmo assim, eu não falo da tartaruga, continue olhando... – dizia Taiki enquanto encarava a tartaruga do alto.

Algum tempo já havia passado, todos ali observavam de maneira perplexa, a tartaruga de alguma maneira parecia estar brigando com Lee, não apenas isto, o tratava com bastante rispidez. Após um breve tempo de diálogo uma nuvem branca de fumaça surge em cima do animal e de seu interior surge um homem alto que utiliza das mesmas vestes colantes de tonalidade esverdeada, o cabelo de tigela e as sobrancelhas grossas não deixavam dúvidas, trata-se de Maito Gai.

– Caramba! Mas que confusão toda é esta? Vocês! Ainda estão no florescer da juventude!

A cena a seguir era incomparável, um tanto quanto vulgar, pela pose estranha que o homem fazia com aquelas vestes. O homem que parecia tratar seu aluno como se fosse um filho, o atingiu com um violento soco de punição e o abraçou logo em seguida, uma cena nojenta ao mesmo tempo que inspiradora, todos ali encaravam a situação com uma certa originalidade... As reações eram mistas, de ambos os grupos. O se retirou daquele lugar, se dirigiam para a sala onde seria a chamada oficial do exame chuunin, onde todos os participantes estariam aglomerados aguardando o que seria a primeira prova do exame.

– O horário permite este tipo de coisa? – perguntou Taiki.

– Não sei... Mas pode-se colocar em pauta... – respondeu Ayaka.

– Inspirador... Mas de um jeito nojento... No melhor estilo Gai-sensei. – acrescentou Masaru.

– "O Chakra que senti era mesmo desse cara?" – pensava Taiki. – Enfim... Vamos?

– A gente tinha que ter pelo menos dito algo antes de se mandar assim... Não sei se viu, mas o Naruto tava feito barata esmagada. – comentou Masaru enquanto corria atrás de seus companheiros.

– Pelo pouco que sei... Aquele lá é bem resistente, não vai ser aquilo que vai deixar ele quieto. – disse Taiki olhando esquisito para Masaru.

– Ora... Parece que conhece bem o Naruto, hein Taiki? – disse Ayaka, debochando.

– Nesse ponto tenho que concordar... Ele já aprendeu a ser bem resistente... Também, com todas as pancadas que a vida lhe dá, acabou acostumando.





Após o breve confronto que envolveu três times, os novatos claramente marcaram seus nomes naquele exame, antes mesmo dele começar, algo como "estamos aqui". Naquela grande sala repleta de mesas e cadeiras onde centenas de participantes aguardavam a chamada, a tensão era sufocante. Os rumores sobre a peleja já haviam se espalhado, era como jogar gasolina no fogo, todos os participantes experientes encaravam os novatos com uma expressão de seriedade, como estivessem dizendo "o lugar de vocês não é aqui, saiam!". Os genins de Kakashi estavam com ainda mais problemas, Naruto em algum tipo de surto, ou uma grande vontade de se mostrar, disse aos berros que venceria aquele exame, chamando toda a atenção para si próprio, aumentando ainda mais o clima de tensão. Os genins de Konoha estavam se conhecendo. Taiki que não conhecia bem os outros logo fora apresentado aos demais, porém era inevitável as faíscas entre ele e Uchiha Sasuke. O grupo de Maito Gai: Hyuga Neji, Mitsashi Tenten e Rock Lee estava um pouco isolados dos demais genins de Konoha. Masaru inicialmente tratava de apresentar à Taiki os outros genins, mas depois de algum tempo o rapaz ficou em silêncio, observando Tenten, uma integrante do time Gai.

– Masaru? – perguntou Taiki, que tentava focar sua visão onde Masaru estava olhando. – Hey, não vai me dizer que... – disparou a rir.

– Não tem graça, Taiki-kun. – disse Ayaka. – O amor costuma deixar as pessoas um pouco tontas.

– Heh... Então esse carinha deve ter muito amor escondido ai. – dizia Taiki, tentando não rir muito alto.




Não muito longe do grupo principal estavam três dos genins da vila do Som, os dois rapazes de cabelos verdes e a garota espadachim. Parecia estar bastante empolgada, enquanto seus parceiros pouco balbuciavam algo, ela estava bastante inquieta, toda hora deixava seu canto e conversava com outros participantes, mas sempre com aquele perigoso olhar no rosto, um olhar de alguém que veio do submundo. Era incerto se ela dizia mentira ou verdade, aquela expressão era repulsiva, era assustadora.

– Hebiko-sama, Consegue ver aqueles três? – perguntou Ringo, enquanto apontava para o time protagonista.

– Consigo ver sim, o que tem demais? – perguntou.

– O garoto de cabelo escuro. Ele é o nosso alvo. – afirmou Tomo.

– Que pena... O mais bonitinho... – Lamentou, com aquela mesma expressão, sorridente, mas falsa. – Mas e sobre o Uchiha?

– Orochimaru-sama disse que cuidaria pessoalmente dele... Provavelmente é o mais promissor. – respondeu Ringo.

– Não é justo... Ele sempre pega a parte mais divertida... Mas no fim de tudo... Eu vou me divertir bastante com aqueles três... – Pausou. – Hunf, dentre eles tem uma menina bem bonita, não é... Farei com que ela fique irreconhecível... Ou será que não? Hihihi...

Ringo e Tomo se entreolhavam suando frio, mesmo eles possuem um temor absurdo pela jovem, sabem bem que por trás daquele rosto inocente se esconde um verdadeiro monstro. Um ser faminto por vidas humanas, que não se satisfará jamais, mesmo que tenha que ir e voltar das profundezas do inferno.





Sentados um ao lado do outro em uma das várias cadeiras, em plena multidão, estavam Kuroi, Shizuka e Renji. Apesar de evitarem a multidão preferiram ficar ali, pois assim evitariam que os demais genins de Konoha os chamassem a atenção. O único que não tinha problemas com aquilo era Kuroi, que visivelmente irritado apenas encara Shizuka com um olhar de "Quem você pensa que eu sou?".

– Vai ficar me encarando até quando, Kuroi? – perguntou Shizuka.

– Até essa desgraça de exame terminar, maldita! – gritou. – Porque temos que ficar aqui?

– Para evitar irritações... É melhor não nos envolvermos com ninguém, até que este exame termine. Afinal, somos todos adversários. – respondeu de maneira ríspida.

– Devagar, devagar aí vocês dois... – disse Renji, enquanto ajeitava seus óculos.

– Está irritada só porque "o novato número 1" parece ter rivais mais promissores do que ela, hunf. – respondeu a altura.

– Está falando de Uchiha Sasuke? As notas dele empataram com as minhas na academia, julgo por este critério. – respondeu Shizuka.

– Fala sério... Assim como ele você teve notas rebaixadas porque tiraram zero em trabalho em equipe... Minhas notas foram baixas porque estudar é um pé no saco... Sabe bem que sou mais forte que você. – indagou Kuroi.

– "Eles não param com isso... Esse exame vai durar uma eternidade..." – pensava Renji, enquanto se lamentava.

– Hunf, o prego que mais se destaca é aquele que será martelado. – proferiu Shizuka, em baixo tom.

– Odeio quando você utiliza "Kotowaza". – balbuciou Kuroi, mais uma vez.

CONTINUA...
Ayaka é brilhante! O segredo do Tenketsu.

Prévia: A primeira etapa do exame chunin finalmente começa! Uma prova escrita acaba por pegar todos aqueles de surpresa, regras difíceis e punições muito severas acabam expulsando um atrás do outro. Taiki e Ayaka utilizando suas próprias habilidades parecem estar se saindo bem, mas e Masaru? Ayaka parece ter descoberto algum segredo sobre ele durante o treinamento antes do exame, algumas verdades estão para serem reveladas! Não percam:

Naruto: Another Story - Capítulo 16: Ayaka é brilhante! O segredo do Tenketsu.
Notas:

Pose Nice Guy: É quando alguém estende o braço com o punho cerrado e o polegar levantado, basicamente um "joinha".
Konoha Reppū: (Redemoinho da folha) O ataque é um giro de chute baixo simples, mas um usuário forte o suficiente pode enviar um adulto grande voando como se não pesasse nada.
Konoha Senpū: (Furacão da folha) Um taijutsu onde se inicia uma sucessão de chutes altos e chutes baixos. Em primeiro lugar, ao ver o chute alto, o adversário se abaixa para desviar dele, aumentando assim as chances de o chute baixo acertá-lo.
Kotowaza: Provérbios japoneses. Shizuka mencionou que "O prego que mais se destaca é aquele que será martelado, com isso ela quis dizer que aqueles que se destacam demais, acabam por serem rejeitadas, pois junto com o talento e a força acaba vindo a arrogância, de certa maneira ela pode ter insinuado a si própria também.


Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:53, editado 2 vez(es)

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Capítulo 16: Ayaka é brilhante! O segredo do Tenketsu.

Mensagem por xKai em Qua 7 Out 2015 - 11:18

Comentários:
Como não houveram comentários no capítulo anteerior, segue o post normalmente.

CAPÍTULO 16



Ayaka é brilhante! O segredo do Tenketsu.


Os inscritos para o exame estavam aglomerados por toda a sala de espera, alguns conversavam, já outros preferiam aguardar em silêncio até que o examinador aparecesse. A turma de Uzumaki Naruto parecia estar reunida, mas a tensão ali não era das melhores, o garoto loiro acabou por dizer em voz alta que ele iria derrotar todos e se tornar um Chuunin, para muitos que estavam ali, inclusive alguns que já prestavam o exame repetidamente, sentiram-se ofendidos com tamanho comentário. Repentinamente, três vultos são vistos correndo em velocidade anormal, seu rumo era a pequena aglomeração onde estava o grupo principal. Yakushi Kabuto, o jovem de óculos e cabelos cinzas estava com eles lhe explicando o funcionamento do exame ao mesmo tempo que lhes fornecia alguma informação sobre um determinado e perigoso grupo, os ninjas da areia. Sendo pego de surpresa o mesmo praticamente não foi capaz de esboçar uma reação, apenas saltou para trás em defesa, conseguindo desviar das kunais que foram lançadas pelo jovem de camisa amarela, que utilizava os mesmos trajes que os ninjas da vila do som. Porem, em seguida surge um outro homem, este usava muitas bandagens pelo corpo, mais parecia uma múmia. Estava lhe atacando pela brecha que fora aberta, mas Kabuto ainda assim foi veloz o bastante para desviar, impressionando os genins próximos.

– "Esses caras são ninjas do som... Será que...!" – pensava, poucos instantes antes da lente de seus óculos estilhaçarem.

Naruto e Sakura imediatamente partiram na direção de Kabuto para socorrê-lo, enquanto o homem-múmia ajeitava o equipamento que carregava em seu braço, este que parecia o culpado pelo ataque que fizera, Kabuto salivava um pouco pela boca enquanto sentia uma forte dor de cabeça. Um ataque no mínimo ameaçador. A mulher de longos cabelos negros não havia participado do ataque, mas estava ao lado de seus companheiros assistindo a agonia de Kabuto, ambos com um sorriso em suas faces.

– Ora, você não é lá grande coisa. Imaginei que seria melhor, já que prestou este exame por quatro vezes. – implicou o homem-múmia.

Todos os genins observavam a situação com bastante cautela, muitos tentavam explicar o que havia de fato acontecido, mas poucos eram aqueles que teriam uma resposta para tal fato.

–  Será que dá para ficarem quietos!? – exclamou uma voz amedrontadora, no instante em que uma grande nuvem de fumaça encobriu boa parte da sala.

Enquanto a expeça fumaça estava por se dissipar era visto que ali haviam vários ninjas de Rank Chuunin, no centro deles estava um homem grande, forte com algumas cicatrizes no rosto. Utilizava uma bandana para cobrir sua cabeça. Também trajava um sobretudo negro, bem longo e seu status de Jounin já implicava que não se tratava de uma pessoa comum.

– Desculpe por fazê-los esperar. –  pausou. – Eu sou o inspetor da primeira fase de seleção do exame chuunin. Morino Ibiki. Não pensem que podem fazer o que querem durante o exame! – exclamou apontando para o lado da confusão. –  Será que querem ser reprovados a partir de agora?

– Me desculpe. É que eu estava tão ansioso, já que este é o meu primeiro exame. – proferiu Dosu, cinicamente enquanto escondia o equipamento de seu braço.

– Hunf... Essa será uma boa oportunidade para dizer isto. Vocês não podem lutar, a não ser que sejam autorizados pelo inspetor. E mesmo se derem a permissão vocês estão proibidos de se matarem. Os desgraçados que não me obedecerem irão falhar imediatamente, entenderam? – explicou Ibiki utilizando de sua poderosa arma chamada intimidação. – Coloquem todos as suas identificações sobre a mesa, escolham um número e passem para a sala ao lado, o número que pegarem indicará seus respectivos assentos, em seguida iremos lhe passar os papéis para o teste escrito.

Naquele momento o nervosismo fora implantado, Ibiki parece estar se divertindo com aquilo. A maioria dos inscritos já começara a perder interesse pelo fato da primeira fase ser um exame escrito, isto provavelmente eliminaria mais da metade dos concorrentes.

– Teste escrito? – perguntou Taiki, junto de seus parceiros. – Parece que começamos com o pé esquerdo. – disse enquanto encarava Masaru com total desânimo.

– Não vai ter problema... Se vocês dois passarem... – disse o ruivo, já entregando os pontos.

– Quanta sinceridade... Tentar pra que, não é mesmo? – respondeu Ayaka, com desdenho.




Academia ninja • Sala de testes A exemplo da sala anterior esta outra partilha de sua amplitude, porém é repleta de mesas escolares, cada uma delas cabendo cerca de cinco pessoas, claro possuindo um espaço razoável entre os mesmos, uma vez que se tratava de um exame escrito. Nas extremidades da sala estavam vários chuunins sentados em cadeiras normais, estes segurando um lápis e uma prancheta cada. Os genins eram bem distribuídos, já que seus assentos foram representados pelos números em que tiraram de uma urna, dificultando em muito que membros do mesmo time ficassem próximos. Ibiki estava de frente para o quadro negro, onde para chamar a atenção dos genins fez um ponto no quadro, o que gerou um som agudo.

– Essa primeira fase possui algumas regras importantes. Eu não aceitarei nenhuma pergunta, então prestem atenção. – pausou. – A primeira regra é que todos vocês vão começar com dez pontos cada. O teste escrito consiste em dez perguntas, que valem respectivamente um ponto cada.  É um teste baseado em deduções. Se você errar uma questão, terá um ponto reduzido.

Ibiki explicava ao mesmo tempo em que escrevia no quadro alguns exemplos, os mesmos eram divididos em exemplos 1 e 2. Exemplo 1: Se todas as respostas forem corretas, você permanece com o seu total de dez pontos. No exemplo dois, se você errou três perguntas e acertou sete, o seu total é diminuído em três, resultando em sete.

– “Haha! O Masaru parece que vai passar por maus bocados.”  – pensou Ayaka, que deixava escapar uma pequena risada.

– Segunda regra. – pausou Ibiki. –  A decisão se irão passar ou não é baseada na pontuação do time inteiro.

– “Não pode ser.”  – dizia Ayaka jogando a testa contra a mesa.

Ayaka não era a única pessoa que havia tido a mesma reação, espalhados pela classe várias pessoas estavam intimidadas com a regra número dois, a tensão não parava de aumentar, era como se o instrutor estivesse torturando a mente de todos ali. Mas uma outra garota não se conteve da mesma maneira, Haruno Sakura do time sete imediatamente contestou.

– Espere! – exclamou. – Mas como assim... Pontuação do time todo, mas o que?!

– Cale-se! – respondeu Ibiki. – Há uma razão para isso, então cale a boca e escute. – enfatizou. – Agora que entendeu, vamos para a próxima. Se um inspetor determinar que você colou ou tentou algo parecido durante a prova... Isto resultará em uma perda de dois pontos em seu total. Ou seja, existem pessoas que serão forçadas a deixarem a prova antes de terem o teste corrigido.

Em outras palavras... Mesmo que você acerte todas as perguntas pode acabar falhando por conta de algum parceiro que errar as questões... Ou pior, se alguém do grupo tentar colar... Vai acarretar em uma perda de pontos para o grupo... Mas por outro lado, se a Ayaka e eu tirarmos a nota máxima neste teste... Mesmo que o Masaru erre todas as questões temos uma chance... Uma situação bem difícil. – pensava Taiki.

– Não vamos deixar de observar vocês por um segundo sequer. – disse um dos chuunins inspetores.

– Pensem com cautela, se colarem vão acabar se machucando. Vocês todos almejam ser chuunins, então para que sejam devem agir como um ninja de primeira linha. – pausou – E também... Se uma pessoa de determinado time tirar zero, todos deste time estão desqualificados!

Agora o pânico era total, várias reações eram perceptíveis por toda a sala, indicando que nestes times provavelmente haviam pessoas que não se sairiam tão bem em um teste deste tipo. Taiki e Ayaka imediatamente se assustaram, todos imaginavam o pior, já que Masaru não era o mais inteligente do grupo, nem de longe.

– “Que estranha sensação... Sinto como se dois pares de mãos estivessem tentando agarrar o meu pescoço...” – pensava o ruivo.

– Será dado uma hora de exame, sendo que após quarenta e cinco minutos passados de exame a décima questão será passada. Então, que todos comecem! – ordenou Ibiki.

Ayaka já começava a responder algumas perguntas, na verdade apenas a primeira pergunta, que era a única que ela conseguiria resolver, mesmo que aquilo fosse lhe tomar algum tempo. Taiki enfrentava os mesmos problemas no instante em que começou a ler os problemas, eram muito avançados, poucos naquela sala seriam capazes de realmente responder aquelas questões, na verdade era de se duvidar se dentre os inspetores teria alguém capaz de responder a tais perguntas.

– "Perguntas difíceis demais para serem respondidas... Qualquer um que "for pego" colando perderá pontos... "Seja um de primeira linha". – pensava.Eu não tenho dúvidas, é como se eles estivessem nos pedindo para colar... Mas sem sermos pegos... Algum tipo de teste em que devemos coletar informações sem sermos descobertos... Provavelmente esta é a verdadeira natureza deste exame.


"Parece que não tenho escolha!"pensaram Taiki e Ayaka que simultaneamente.

– "Sharingan!"

Ativando seu Doujutsu Taiki começara a observar atentamente a pessoa que estava sentada a sua frente, copiando com seus olhos todos os movimentos feitos pelo braço de seu alvo.

– "Parece que esse cara tem todas as respostas, vou imitar seus movimentos rapidamente!." – utilizava seu Sharingan para copiar os movimentos feitos preço braço de seu alvo, assim sabendo o que ele estava escrevendo.

– "Byakugan!"

Ayaka fazia o mesmo, porém utilizando a visão de raios x que seu doujutsu lhe concede, é capaz de ver claramente as respostas, então começara a escrever feito louca, mas ainda lhe restavam dúvidas.

– O Masaru não vai conseguir perceber isso, não é... Só eu posso ajudá-lo!




Taiki, Masaru e Ayaka estavam no terceiro campo de treinamento, era o dia anterior ao dia da primeira fase do exame chuunin. Um pouco afastados um do outro, porém estavam combatendo a si próprios, um embate si contra si que estava bastante nivelado.

– Vamos ver quem será mais rápido, sua música... O seu Juken... Ou a minha espada, não é? – finalizou Taiki, com um tom um pouco mais descontraído, parecia estar se divertindo com aquela tensão.

– Consegue ser mais rápido do que o som Taiki? – retrucou o ruivo olhando seus amigos de longe.

Naquele momento Ayaka observara o ruivo de uma forma um pouco diferente, não tinha nada haver com o que ele acabara de dizer, mas com o seu Byakugan ativado ela foi capaz de perceber algo que sempre havia passado despercebido, foi quando resolveu falar.

– Hey, Masaru! – chamou. – Como eu posso dizer... Parece que você tem um tenketsu a mais na cabeça... Não deveria ter um ali...

– Ah esquece isso... É coisa minha, parece que essa coisa precisa ser "desativada", sabe? Todas as vezes que eu sou pego em algum genjutsu essa coisa se acalma e então, acredite, sou um cara bem esperto quando isso fica sossegado. – disse o ruivo com uma expressão um pouco mais séria.




– "É claro... O tenketsu..."dizia. – Com licença! – levantou chamando a atenção do inspetor chefe.

– O que é? Não disse para se calarem? Não responderei a nenhuma pergunta. – disse.

– É que... Eu preciso ir no banheiro sabe... Problemas femininos, sabe como é, não é? – dizia a garota com um sorriso de constrangimento.

– Ah... Você, leve a garota para o banheiro. – apontou para uma inspetora feminina.

– Não vou tirar os olhos de você garotinha, não tente nada. – disse a mulher.

Ayaka assentiu com a cabeça, ergueu os braços que foram algemados pela mulher, que segurava uma corda, que servia para que não a permitisse de escapar. A garota se esforçou um pouco para ficar um pouco atrás da mulher.

– "Vou ter que usar a minha memória... Se usar o Byakugan ela vai perceber."

A garota respirou fundo e então mesmo com as mãos amarradas, deu um tapa no ar com uma de suas mãos, empurrando uma espécie de agulha de chakra, apenas um doujutsu conseguiria enxergar aquilo. A empurrou diretamente contra a cabeça de Masaru, que estava sentado um pouco mais para a direita, torcendo para que tivesse sido bem sucedida a mesma partiu em direção ao banheiro com a inspetora.

– "O que está fazendo, Ayaka?" – pensava Neji que acompanhava tudo com seu Byakugan.

Enquanto Ayaka era levada pela inspetora Masaru imediatamente tombou sua cabeça contra a mesa, em questão de poucos segundos este acordou e levou sua mão direita até sua cabeça. Coçou a cabeça e então olhou para a prova que estava em sua frente.

– Já fazia algum tempo que eu não pensava com tanta clareza... Então é para colar não é mesmo? Mas as perguntas são tão fáceis... Usar meu Shintenshin no jutsu seria desperdício de chakra.

O garoto então pegou a caneta que estava repousada na mesa e começou a escrever em uma velocidade monstruosa, nem mesmo parecia ser o mesmo Masaru, sua expressão era de pura confiança, quase genial. Apenas olhando para os lados já era possível perceber que grande parte dos inscritos já haviam sido eliminados, mas ainda restava uma quantidade considerável. Ibiki pensava por um instante de olhos fechados, quando os abriu já haviam se passado os quarenta e cinco minutos.

– Certo! – exclamou. – Já se passaram os quarenta e cinco minutos, irei ditar a décima questão agora! Mas antes disso... Tem uma coisa que preciso dizer. Haverá uma regra especial para a última questão.

Naquele momento, Ayaka e uma outra pessoa que haviam saído da sala por alguns momentos retornaram. Ayaka foi ignorada por Ibiki, que direcionou sua atenção para Kankurou.

– Você tem sorte, parece que seu amiguinho não foi um desperdício de tempo. – dizia.

Ibiki estava se referindo a marionete de Kankurou, Karasu. Que estava disfarçada como um dos inspetores, a mesma marionete havia levado o ninja da areia para o banheiro onde ele foi capaz de ler algumas respostas. Kankurou pareceu surpreso ao pensar que Ibiki sabia sobre Karasu, então apenas o olhou com bastante seriedade enquanto se dirigiu para o seu lugar. Antes disso ele deixou cair um pequeno pedaço de papel muito bem enrolado sobre a mesa de Temari, sua irmã, ali estava a cola que ele havia feito.

– Já vou avisando que se trata de uma regra sem esperança... Primeiro de tudo vocês deverão decidir se vão ou não querer responder a décima pergunta. – disse.

– E se por acaso nós decidirmos não responder a última questão, o que você fará? – perguntou Temari.

– Hunf. É simples. O seu total de pontos será reduzido a zero. Ou seja irá falhar, e com isso os outros dois de seu time também falharão.

Naquele instante uma mistura de incertezas e exaltações foram plantadas em praticamente todos os participantes. É claro que Ibiki parecia estar se divertindo um pouco com a situação, pois o homem vez ou outra fitava um singelo sorriso, mesmo que não chegue a mostrar seus dentes.

– Mas que tipo de pergunta é essa? – ergueu-se Taiki. – É claro que vamos preferir responder, afinal de que adiantará não responder se nossos pontos iriam zerar? – perguntou.

– Também existe uma outra regra... – dizia Ibiki. – Se decidirem responder a pergunta, e errar a questão... Você perderá o privilégio de participar do exame chuunin para sempre! – exclamou.

Mais uma vez o impacto de suas palavras ecoaram por toda a sala, os alunos ali presentes estavam supérfluos, alguns mal conseguiam emitir algum tipo de reação e simplesmente ficavam abobalhados, outras socavam a mesa mostrando sua raiva e indignação com aquilo. Kiba se indignou ao ponto de levantar a voz para Ibiki, lhe questionando sobre esta regra, uma vez que nesta sala haviam pessoas que já tinham prestado o exame outras vezes.

– Hahaha! –riu. Parece que vocês são azarados. Este ano eu sou a regra! Por isso vocês tem a opção de não responder. Caso a escolha estarão fora, mas poderão participar de futuros exames. Então vamos começar logo com isto, aqueles que não pretendem responder a última pergunta levantem a mão. Após confirmar seus números e nomes poderão se retirar e tentar a sorte ano que vem.

– "Como se eu fosse desistir pela metade... Seja lá qual que seja a tal última pergunta... Que venha." – pensou Taiki confiante.

– "Eu já me arrisquei neste exame até pelo Masaru, não será isso que me impedirá de prosseguir, vou mostrar o quão longe uma Kunoichi pode chegar." – pensou Ayaka.

– "Anda logo com isso cara... Provavelmente a resposta para tal pergunta será fácil como todas essas." – pensava o Masaru intelectual.

Talvez para a surpresa de todos os novatos, Uzumaki Naruto levantou a mão para o alto, desta forma todos imaginaram que o loiro estava desistindo do exame. Porém o exaltado rapaz deu um forte tapa na mesa de madeira ao invés de se levantar.

– Que se dane! Eu não vou fugir agora! Eu vou responder agora. Mesmo se ficar um genin para toda a vida, eu irei me tornar Hokage, não importa como! Eu não estou com medo! – exclamou, colocando seus sentimentos para fora.

– Irei perguntar mais uma vez! Esta escolha poderá influenciar a vida de vocês para sempre. Aqueles que não querem responder, esta é a chance.

– Eu não vou voltar atrás com a minha palavra. Esse é o meu jeito ninja! – disse Naruto confrontando Ibiki.

Ibiki olhou para toda a sala, notou que ninguém levantava as mãos, percebeu que as palavras de Naruto haviam sido como uma injeção de confiança e adrenalina para todos naquele recinto.

– "Garoto interessante... Ele fez desaparecer a incerteza de todos... Setenta e oito estudantes... É muito mais do que eu esperava, parece que não tem porque eu enrolar mais as coisas." – Boa resposta! Então... Todos aqueles que ainda estão aqui, estão aprovados para a próxima fase! – exclamou.

– Mas como assim já passamos? Não vai ter a décima questão? – dizia Sakura um tanto quanto perturbada.

– Hahaha! – riu Ibiki. – Não tem essa não... Ou se preferirem podem chamar de questão de dupla escolha.

– Então, as outras questões não tiveram importância alguma? – perguntou Temari, bastante exaltada.

– Mas é claro que tiveram. Elas testaram sua capacidade de coletar informações. Primeiro: O teste sugere mentiras na primeira regra... A decisão de falha ou não é decidida pelos três integrantes do grupo. Ao fazer isto, damos um incontável peso na consciência daquele que não quer atrapalhar o time. Porém, estas perguntas não poderiam ser respondidas por vocês genins, então a maioria deve ter chegado em uma conclusão... "Tenho que trapacear para passar." Em outras palavras, este exame foi feito com a certeza de que todos iriam colar. Por este motivo, secretamente colocamos dois chuunins que sabiam todas as respostas, para que fossem os alvos das colas.

Após aquela breve explicação as pessoas começaram a dialogar, afinal grande parte havia descoberto que ali haviam pessoas que sabiam das respostas, apesar de Uzumaki Naruto ter aparentemente não descoberto absolutamente nada daquilo, já era um milagre ele ter passado, mas parecia gostar de cantar vantagem, dizendo que já sabia de tudo.

– Mas é claro... Alguns que colaram feito idiotas, fracassaram. Por que? – dizia Ibiki que desamarrava a bandana de sua cabeça, exibindo inúmeras cicatrizes e queimaduras. – Muitas vezes, informação pode valer mais do que a vida em campo de batalha. Informação é competida com a vida das pessoas. – dizia com orgulho ao mostrar todas aquelas feridas resultantes de torturas. – Lembrem-se disso, pegar informação incorreta também podem trazer grandes problemas para o seu time ou vilarejo, então os fizemos coletar informações corretas na forma de cola, para que assim estejam preparados para o futuro. E expulsamos aqueles que faziam só merda neste esquema, e foi o que aconteceu. Então finalmente chegamos na terceira questão, uma pergunta muito dolorosa que envolveu aceitar ou não aceitar. Aqueles que decidiram não respondê-la, falharam junto com o time. Se você tivesse aceitado e não soubesse responder, teria o direito de participar outra vez tomado. O que visamos aqui foi a importância de se tomar importantes decisões, decisões que não apenas o afetarão, mas também sua vila e seus companheiros, muitos perigos os esperam e chegará a hora que vocês irão se deparar com uma difícil situação, na qual uma decisão errada poderá custar tudo isto. Um líder de esquadrão, é isto o que buscamos, para isto todos aqui devem estar preparados. Aqueles que deixaram de lado na esperança de tentarem no ano que vem, um futuro incerto... Tolos como estes não tem o direito de se tornarem chuunins. É isso o que acredito. – pausou. – Está encerrada a primeira etapa do exame chuunin, devo dizer que estou orgulhoso de vocês! Desejo-lhes boa sorte.

Mal havia dado tempo para que o homem terminasse de se despedir, quando subitamente a vidraça era quebrada, uma mulher em grande velocidade voava através da mesma, saltou em frente ao quadro negro onde com o auxílio de algumas kunais e uma grande lona pregou no quadro uma espécie de cartaz representativo, onde dizia "Inspetora da segunda prova, Mitarashi Anko." A mulher em questão tinha cabelos negros com um rabo de cavalo arrepiado, na forma de um coque. Trajava uma fina malha de aço e um sobretudo bege sobre esta, dando-lhe um ar bastante provocativo, já que a malha de aço deixavam seus seios quase a amostra. Uma minissaia com um tom de bege um pouco mais escuro que o sobretudo e sandálias de cano alto para completar.

– Eu sou a segunda inspetora, Mitarashi Anko! – dizia. – Vamos para  segunda fase, sigam-me! – disse aos berros.


– Estraga prazeres... – disse Ibiki.

– Setenta e oito? Você deixou todos estes vinte e seis times passarem? Parece que este ano a primeira fase foi bem levinha. – reclamou Anko.

– Acontece que este ano temos vários alunos excepcionais.

– Bom, que seja. Farei com que mais da metade falhe na segunda fase. Nos veremos então amanhã! Iremos para um outro lugar, então perguntem para seus tutores jounins para saberem mais detalhes. Estão todos dispensados!


CONTINUA...
Terror na floresta da morte! Primeira parte.

Prévia: Após passarem na primeira fase do exame a equipe principal se reencontra com Akane, que acaba por lhes fornecer importantes informações sobre o que será a prova, uma vez que ela será na tão temida floresta da morte. A corrida pelos pergaminhos do céu e da terra já começou, poucos terão a chance de passar para a terceira fase. Não percam:

Naruto: Another Story - Capítulo 17: Terror na floresta da morte! Primeira parte.


Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:54, editado 2 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Mandy-chan em Sex 23 Out 2015 - 10:52

Yo xKai, desculpa a demora de novo.

► Sobre o capítulo 15

No geral o capítulo foi só algo para adiar um pouco mais o exame, apesar de ter vários pontos importantes, como estabelecer uma rivalidade Sasuke x Taiki o que já era esperado. A luta em si foi legal, mas não pude deixar de imaginar um grito em conjunto do Taiki e do Lee dizendo "PORRADA NO SASUKE", basicamente esse é meu review da luta.
Já outro ponto que adorei foi a olhada nos outros times, principalmente no time rival, a cada aparição que esses três surgem passo a gostar mais do jeitão idiota do Kuroi e menos da atitude egoísta e orgulhosa da Shizuka enquanto sou neutra com o Renji, afinal ele ainda não teve tempo de brilhar.
A quebra de quarta parede do Masaru foi ÉPICA e deu o toque de humor que a luta do Taiki precisava.

► Sobre o capítulo 16

Finalmente o exame começou \o/ e começou muito bem, você escreveu tudo de forma perfeita inclusive as falas do Ibiki, com uma ou outra adptação ou talvez fosse por erros de legenda que vc corrigiu, não cabe a mim julgar isso hehe'
Durante a prova o Taiki usar o sharingan foi algo um tanto clichê, pois o sasuke fez o mesmo, mas dá para entender, se eles tem as mesmas ferramentas usam a mesma técnica. O mesmo aconteceu com a Ayaka que usou o Byakugan de forma similar ao Neji, porém ela surpreendeu ativando o tenketsu do Masaru para ativar a 'super inteligência" dele. Isso foi genial.

Para terminar deixo uma questão. Episódio 15 o Taiki brilhou, 16 o brilho foi da Ayaka, será que veremos o Masaru brilhar no 17? Espero que sim ^^

Kisses e até logo
tchau
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Capítulo 17: Terror na Floresta da Morte! Primeira parte.

Mensagem por xKai em Seg 9 Nov 2015 - 23:15

Comentários:
Mandy-Chan: Obrigado pelos elogios, mas na verdade eu fiz tudo da minha cabeça mesmo, como o exame chuunin foi uma das minhas temporadas favoritas, eu devo ter assistido umas cem vezes ou por aí... Então não é surpresa eu ter alguns diálogos inteiros já salvos em alguma parte do meu cérebro xD Assim como você apontou, no caso do Taiki e da Ayaka não tinha muito o que fazer além de explorar suas próprias "ferramentas", no caso do Byakugan e do Sharingan. Mas a ativação do Tenketsu de Masaru foi um espetáculo a parte. Se o Masaru vai brilhar, quem sabe? Isto pode acontecer, não sei se será neste capítulo ou no próximo, mas ele com certeza terá o seu momento e será algo muito importante para o grupo. Mais uma vez agradeço pelos comentários e espero que volte sempre Smile


CAPÍTULO 17



Terror na Floresta da Morte.


Academia ninja - Sala de reunião • Após a difícil primeira fase muitos dos aprovados para a etapa seguinte aproveitavam de um merecido descanso, pois o que lhes aguardaria na segunda prova seria algo no mínimo cruel, levando em consideração o grande número de jovens que estavam na competição. Porém um time em específico não se contentava em abaixar a cabeça esperando os ponteiros do relógio seguirem com o seu ritmo, eles queriam algo mais, suas cabeças ansiavam por respostas, era quase sufocante ter uma dúvida como aquela deixada de lado. Com o intuito de ter suas perguntas esclarecidas, só havia uma pessoa em que o trio poderia confiar naquele momento.

– Akane-sensei! – Ayaka a chamou, entrava naquele recinto acompanhada de seus parceiros.

– Oras... Mas que diferente, acho que não me recordo de ver os três assim tão sorridentes.

– Impressão sua. – disse Taiki um pouco encabulado com a indireta da professora, tentou disfarçar coçando o rosto.

– Pergunta logo Ayaka! – falou Masaru, jogando um pouco de pressão em cima da garota.

– A inspetora da segunda prova pediu para que nós falássemos com nossos professores a respeito da segunda prova... Você sabe do que se trata? – perguntou Ayaka.

– Ah... Alguns não foram a favor... Mas pra início de conversa este tipo de competição nunca foi feito para crianças, o fato de vocês estarem na prova... Para muitos é considerado como sorte. – proferiu a mulher com um certo pesar. – A segunda prova irá acontecer na Floresta da Morte, caso já tenham ouvido falar desta avançada área de treinamento, devem saber que ela não possui este nome a toa. – proferiu se aproximando mais dos genins. – A vida de vocês é mais importante do que qualquer provação, assim como eu os outros jounins irão estar esperando em uma torre de vigia, que será o ponto objetivo de vocês durante a prova, caso nos intrometamos, vocês estarão eliminados, mas lembrem-se... Naquela floresta as pessoas mudam, e muito! Se perceberem que estão enfrentando um inimigo que não podem vencer façam o possível, mandem um sinal que me faça saber que são vocês, eu irei imediatamente, mesmo que acarrete na eliminação de vocês.

– Sensei... – abaixando um pouco a cabeça, Taiki proferiu algumas palavras para Akane, ainda que um pouco encabulado. – Acho que você seria uma mãe incrível. – disse o rapaz.

– Jura? – disse a mulher apertando-lhe as bochechas, logo depois lhe dando um forte abraço. – Não esqueçam de dizerem isso para o Kakashi quando estiverem com ele! – exclamou a mulher nervosa, um pouco que descontrolada.

– Sensei... Está arrancando as minhas bochechas... – dizia o garoto com boa parte do rosto já dormente.

– Tenho que me lembrar também... Preciso escolher bem a roupa que usar... Afinal de contas o time do Kakashi também passou... Então ele vai estar lá também! – enquanto Akane sonhava, acabara por não perceber o que estava fazendo.

– Sensei, você está matando ele! –  dizia Ayaka, separando os braços da mulher do garoto, que naquela altura deveria ter perdido boa parte da sensibilidade que tinha em seu rosto.

–  Ops... Desculpe Tai-kun... –  desculpou-se Akane com um sorriso meio bobo.

– Masaru, vai ficar só olhando? – perguntou a garota.

– Ah... Ele tá fazendo cena... Na verdade eu aposto que ele adorou.

– Não está ajudando...

– Eu posso ajudar, na floresta. – disse Taiki recobrando os movimentos dos lábios. – Sei bem como sobreviver neste tipo de ambiente, nas montanhas de onde eu vim tem alguns bosques bem fechados... Algumas vezes meu pai e eu brincávamos lá por dias.

– Como assim brincavam? – perguntou Masaru.

– Quando eu não aprendia algo que ele me ensinava ele me levava para lá no meio da noite e disse que se eu achasse o caminho de volta eu "ganhava". Hahaha... Coisas de pai.

– Nem ferrando! – disseram juntos.

– Taiku-kun... Seu pai deve ser uma pessoa maravilhosa. – comentou Akane.

– Pode acreditar que sim... Só os castigos dele que eram meio chatos...

– "Se as brincadeiras já eram mortais... Melhor nem imaginar os castigos...." – pensou Ayaka.

O clima parecia estar bem descontraído, a tensão do exame havia sido passada para trás graças ao belo convívio que o time estava vivendo naquele instante... Muito provavelmente era a primeira vez que todos se viam naquela situação, principalmente Taiki, que parece só se mostrar mais sincero quando este fala de seu pai e de seu passado nas montanhas.






44° Área de treinamento: Floresta da morte, Entrada • A segunda etapa do exame chuunin já estava para começar. Já havia se passado um dia e todos aqueles que irão prosseguir com a prova se encontram em uma área que rodeava a floresta da morte. O interior da floresta é um perímetro circular, desta maneira existem inúmeros portões que podem ser utilizados para entrar na área cercada, que normalmente é proibida, porém para este exame a floresta se tornou aberta exclusivamente para os participantes e examinadores. Mitarashi Anko já tratava de explicar para os ninjas ali presentes como seria esta etapa.

– Antes de começarmos com a segunda fase, irei passar isto para vocês. – disse enquanto tirava um maço de papel do interior de seu sobretudo. – São formulários de consentimento, todos precisam assinar para prosseguirem com a prova. Daqui pra frente pessoas irão morrer... Então, bem eu não devo ter responsabilidade nisto, apenas vocês. Haha!

O clima estava um pouco mais pesado, mesmo com a risada descontraída da examinadora. Todos ali já imaginavam que isto podia acontecer, mas ninguém pensou que logo na segunda etapa do exame já teriam que colocar suas vidas em risco.

– Antes de começarmos com a segunda fase, irei passar isto para vocês. – disse enquanto tirava um maço de papel do sobretudo. –  Bem, então irei começar com a explicação da segunda etapa, após isso vocês deverão se dirigir aquela cabana onde irão entregar os formulários assinados. – pausou. – Serei breve, então fiquem todos calados e escutem com atenção. Todos passarão por um teste de sobrevivência.  – abriu um pergaminho mostrando um mapa da área.  – Primeiro explicarei os traços geográficos do local. A quadragésima quarta área de treinamento é uma região cercada por quarenta e quatro portões trancados. Há um rio, uma floresta e uma torre no centro. A distância entre cada um dos portões e a torre são de aproximadamente dez quilômetros. Dentro deste local todos vocês irão passar por um programa de sobrevivência, esse programa consiste em...  – fechou o pergaminho com o mapa e então puxou outros dois de seu casaco.  – Uma competição em que tudo depende destes pergaminhos! Pergaminho do céu e pergaminho da terra.  Vocês lutarão por eles. Metade dos times pegarão o pergaminho do céu, enquanto a metade restante pegará o pergaminho da terra, para serem aprovados neste exame é necessário que todos os membros de um time cheguem na torre com ambos os pergaminhos. Se um membro do time morrer ou ficar incapaz de chegar até a torre o time estará eliminado. Se forjarem de alguma forma a presença de um membro do time... O time em questão será eliminado.

Neste meio tempo em que a examinadora explicava como seria realizado o exame vários alunos tiravam suas dúvidas, que eram respondidas rapidamente pela examinadora, que parecia inclusive um pouco empolgada com o exame.

– Essa segunda etapa terá um tempo limite de cento e vinte horas, simplificando, cinco dias.

– Nesse caso não é possível que a metade dos times passem... Um tempo limite em um ambiente com criaturas perigosas, plantas venenosas e provavelmente outros grupos que podem acabar matando pessoas... – dizia Neji confrontando a examinadora.

– Exato! – respondeu a mulher.

– Mas e a comida? – perguntou Chouji, desesperado.

– Lamento, deverão usar a que trouxeram ou então devem procurar por conta própria, a floresta está repleta de recursos. – respondeu Anko.

–  Tsc... É por isso que chamam de sobrevivência, Chouji! –  disse Ino.

– Com o tempo passando terá que se mover mais rápido... Quase não haverá tempo para descansar. Hehe, parece difícil. –  afirmou Lee, com seu tradicional sorriso brilhante.

–  Também haverão muitos inimigos, não poderemos nem dormir direito. –  afirmou Sasuke.

–  Bem, pessoas se machucarão neste tempo. – dizia a examinadora. – E aqueles que não resistirem as regras desta fase, serão reprovados, é claro.

– Com licença. –  chamou Shikamaru. – Nós poderemos desistir no meio do exame? –  perguntou.

– Uma das regras desta exame é: Não desistir durante o exame. Todos passarão os cinco dias dentro da floresta, mesmo que não tenham mais vontade de participar. Já que estamos falando disto, irei uma condição, que será absolutamente proibida. Ninguém poderá abrir os pergaminhos, entenderam? A não ser que eles estejam juntos e que vocês já estejam no interior da torre.

– O que acontecerá se abrirmos? – perguntou Naruto.

– Só saberá quando olhar. Haha surpresa! Se vocês se tornarem chuunins terão em suas mãos documentos confidenciais, documentos que vocês terão que proteger com suas vidas, mesmo que desconheçam sobre o assunto. Bem, este é o fim da explicação. Agora troquem os formulários assinados por pergaminhos, ali naquela cabana. Logo depois os portões se abrirão e todos começarão a segunda etapa juntos. – disse apontando para a cabana. – Aqui vai mais uma dica... Não morram!

44° Área de treinamento - Floresta da morte, Portão 02 • Taiki, Masaru e Ayaka já haviam trocado seus termos de responsabilidade pelo pergaminho, este em questão era quase inteiramente negro, menos o centro que era branco, nele também estava o kanji que dizia "terra". Seu objetivo então era sobreviver dentro da floresta e chegar até a torre, roubando o pergaminho do céu de algum outro time. Taiki guardou o pergaminho consigo, enquanto aguardavam pelo início do exame, que aconteceria exatamente às 14:30. No instante em que o ponteiro maior atingiu o número seis a inspetora imediatamente ordenou que começasse o exame.

– Agora! Que comece a segunda fase do exame chuunin! – exclamou, de forma que os vários inspetores informassem a todos os times que estavam espalhados pelos arredores.




O time treze estava tão próximo que nem sequer foi necessário que um inspetor lhes avisassem, foram capazes de ouvir diretamente a voz de Anko, e assim que o portão foi aberto e o caminho liberado os três partiram em disparada floresta a dentro. Inicialmente corriam em formação de flecha, um ao lado do outro, estando Taiki dois passos à frente correndo pelo centro, mas logo a floresta começou ma se fechar e foram obrigados a subir e correr por entre os galhos daquele mundo de árvores gigantescas. A floresta era muito densa, e a vida selvagem por ali era bem diferente, as árvores possuem variadas circunferências, porém em grande maioria tratavam-se de árvores colossais, de altura superior aos vinte metros. Após pouco mais de dez minutos de corrida o grupo subitamente parou para uma pequena reunião, afim de traçar seus objetivos.

– Parece que este é um bom local. – dizia Ayaka que retirava um pergaminho de sua blusa.

– Ayaka, por acaso isso não é um... – dizia Taiki, antes de ser interrompido pela garota.

– Mapa! – mostrava orgulhosa. – Tivemos um dia inteiro para descansarmos, e assim que soube que a prova seria aqui achei que seria útil trazer um mapa da região, assim podemos nos localizar e pensar em algum caminho de fácil acesso.

– Ual... Você é incrível...

– Ela não é a única. – dizia Masaru com um sorrisinho diabólico. – Eu tive uma ideia fenomenal! – exclamou o ruivo.

Ayaka e Taiki olhavam um para o outro, perplexos. Era um pouco difícil de imaginar que Masaru iria ter uma ideia que realmente fosse ajudar o grupo, mas como o garoto conseguiu se sair bem no exame anterior, talvez não fosse ruim dar-lhe o benefício da dúvida.

– Todos nós temos habilidades sensoriais, não é? Olhando por este lado, somos perfeitos para um teste deste tipo... Taiki, você conhece técnicas de sobrevivência, Ayaka você com seu Byakugan é capaz de nos dar um incrível perímetro de segurança e eu... Não gosto de me gabar, mas se eu sei alguma coisa é como sobreviver em uma floresta! – dizia um pouco exaltado.

– Fala logo! – exclamou Ayaka.

Masaru então começou a explicar o seu plano, conforme ele falava mais a expressão apática no rosto de Taiki ganhava um brilho fora do comum, logo Ayaka também esboçava um sorriso, era fascinante! Nunca que o ruivo havia sido tão brilhante em sua vida, sem que tivesse o seu tenketsu extra ativado, é claro.

– Bem, acho que vale a tentativa... Mas pra isso teremos que acelerar bastante, vamos ter que nos adiantar bastante para que possamos armar esta emboscada. – explicava Taiki.

– Vamos até esta área... É um caminho muito fácil, provavelmente alguns idiotas vão optar pelo caminho mais óbvio, ainda mais se tiverem um mapa, cairão exatamente onde queremos. – dizia Ayaka marcando um "X" numa parte do mapa.

– Então, o que estamos esperando! Toda velocidade à frente! – disse Masaru apontando o dedo para frente.

– Você quer dizer para este lado, não é? – Dizia Taiki apontando a direção correta.

– Dá no mesmo, de qualquer forma estamos seguindo em "frente"! Vamos. –  saiu Masaru bancando o orgulhoso, mas internamente parecia um pouco desapontado pela mancada que havia feito pouco tempo depois de ter aquela ideia fantástica.




O grupo acelerou, corriam e saltavam em alta velocidade em meio aos galhos mais altos daquelas árvores. Enquanto corriam era inevitável ouvir sons de gritos e de algumas explosões, o espetáculo já havia começado, neste momento enquanto eles correm em busca de um bom posicionamento, alguns times já se enfrentam naquele ambiente hostil repleto de predadores. Logo passaram-se duas horas de corrida por dentre aquela floresta, graças as habilidades individuais e em conjunto de ambos conseguiram evitar qualquer encontro desnecessário. Agora que chegaram até o seu ponto de ação os três trabalharam juntos em uma armadilha. Ayaka e Masaru cuidavam da armação, enquanto Taiki utilizava seus conhecimentos de sobrevivência para procurar algum suprimento da floresta. Em menos de meia hora o rapaz voltou, carregava em suas costas um pequeno amarrado com lenha e em seus braços algumas frutas que podiam ser comidas.

– Desculpe não ter trago carne, mas todos os animais que eu achei eram grandes demais. – disse, se desculpando.

– Não tem problema, a gente guardava para o dia seguinte. – respondeu Masaru,

– Você é débil por acaso? – perguntou Ayaka. – A maioria dos animais daqui são enormes, e quando eu digo enormes eu quero dizer colossais! Iríamos matar o animal para comer uma parte insignificante dele, sem contar que daria muito trabalho para limpar o animal... Eu é quem não ficaria com esta tarefa. – disse mais uma vez.

– Foi o que meio na cabeça quando o urso me atacou haha! – disse Taiki, espontaneamente.

– Urso? E fez o que com ele? – perguntou Masaru.

– Foi a nocaute com uma pedrada. – disse Taiki.– Mudando de assunto, parece que fizeram um ótimo trabalho, funciona da maneira que combinamos?

– Exatamente. A parte mais estranha é o Masaru ser o estopim da armadilha... Mas não deve ter erro.

– Ei! A minha parte é a mais importante de todas... Sem contar que foi eu mesmo quem tive a ideia. – respondeu.

– Certo, então vamos começar... Eu serei a isca, Ayaka use o seu Byakugan para procurar por algum time que esteja próximo.

– Pode deixar. Byakugan!

Utilizando a herança sanguínea de sua família Ayaka inicia a busca por algum time próximo, para que assim o grupo ponha em prática sua estratégia. Mesmo não tendo visualizado seus alvos, cada um dos três assume sua posição no plano. Taiki que seria a isca sentou-se na sombra de uma árvore, em um galho que estava cerca de dez metros acima do solo. Masaru se escondeu nos galhos mais altos e Ayaka em arbustos em terra firme.

Desavisados sobre o que lhes aguardavam mais adiante, um time de genins da vila da grama avançavam pela floresta, como de praxe o time em questão é composto por dois rapazes e uma garota. Pela aparência deviam ter por volta de dezesseis anos, um dos rapazes possui cabelo azul claro e utiliza óculos escuros, carrega uma grande shuriken em suas costas. O outro de cabelo púrpura utiliza óculos de cor laranja, um pouco que hippie, enquanto a garota loira utiliza óculos de cor violeta com as lentes em forma de estrelas, utilizam também roupas um tanto que fora de época, parecem terem saído de algum tipo de discoteca dos anos 70. A garota loira logo avistou Taiki, que com seu faro aguçado foi capaz de perceber alguma coisa, apesar de não saber distinguir exatamente a direção, porém Ayaka golpeou a árvore em que ele estava recostado, o tremor fora o suficiente para que ele estivesse avisado da presença de adversários.

– Hirokazu, Raiku! – gritou.

– Já vimos! – gritaram simultaneamente enquanto cada um vindo de uma direção cercavam a árvore onde Taiki estava recostado e então juntos iniciam um ataque atirando Shurikens.

– Te pegamos! – gritou o de cabelo azul.

Parecia ter sido um ataque perfeito, porém o som que as shurikens emitiram ao acertar o garoto estava errado, parecia oco... Até que por fim um tronco de madeira cai no chão envolto por uma fumaça de cor branca. De pé, estando de cabeça para baixo em um dos galhos, uns cinco metros acima do chão, estava Taiki, segurando sua espada ainda presa em suas costas.

– Oras... Me parece que esta conclusão está errada. –  debochou. –  Permita-me ensiná-los como se ataca de forma silenciosa.

Era incrível como o garoto parecia mais ágil do que anteriormente, muito provavelmente porque desta vez estava levando a situação com mais seriedade, o garoto saltou da árvore desaparecendo no ar, sua silhueta só era vista novamente quando chocava sua lâmina contra a shuriken gigante de Hirokazu, que utilizava para se defender do ataque de Taiki.

– Não creio que esta seja a forma de usar uma shuriken, mas não acho que fará diferença.

Continuou debochando enquanto saltava para o alto utilizando um Shunshin no jutsu, fazendo-o desaparecer por um instante. No instante subsequente a tal movimento Taiki desce do céu com a mesma velocidade, reaparecendo uns trinta centímetros acima de Hirokazu golpeando sua shuriken, partindo-a no meio e cortando superficialmente parte do rosto do rapaz, junto com uma mecha de seu cabelo. Após o ataque o protagonista reaparece por detrás dos outros dois.

Ryūko-Ryu • Koushiki-Ni no Kata: Shoukou. Tirando a minha terrível criatividade para dar nomes, é um ataque interessante não acham? Interessados em saber mais sobre o meu estilo?

– Minha shuriken! Seu filho da...! – proferiu Hirokazu partindo para cima de Taiki.

– Acha que nos fará de idiota seu moleque maldito? Peguem ele! – exclamou o rapaz de cabelos púrpuras.

– Opa, que tal pegarem leve com o vocabulário? Não que conversar vá resolver, afinal não passam de bárbaros que atacam alguém sem um pingo de estratégia.  – disse Taiki enquanto era perseguido pelos três. – "Tsc... Não imaginei que seriam provocados só com isso... Masaru, é a sua vez." – pensou.

Após aquele breve pensamento, Taiki saltou um pouco mais longe e usou mais uma vez um Shunshin no jutsu. No momento em que ele sumiu, os três ninjas da grama pararam percebendo que seria desperdício tentar continuar com a perseguição. Naquele ínfimo instante em que o trio parou,  pode-se ouvir um som de folhas se movendo e um vulto verde e laranja passou por entre os galhos mais altos despertando novamente a atenção dos três genins da grama, foi quando Masaru desceu até os galhos onde os três estavam. O ruivo estava com um largo sorriso no rosto e logo sacou seu Shamisen e começou a tocar uma agitada melodia. Enquanto ele tocava sua melodia seis pequenas bolas de fogo azul, todas com pequenas caudas e rostos, surgiram ao seu redor enquanto o garoto pronunciava em um tom baixo e risonho como se estivesse a se divertir com aquilo.


Katon: Hitodama.

Enquanto aquelas esferas de fogo rodeavam o ruivo provocando pequenas brisas quentes que levantavam seus cabelos dando ao genin um ar sombrio e macabro. O estranho trio de ninjas da grama via-se assustado associando a técnica com invocações de demônios ou espíritos. Logo outras chamas passavam a surgir ao redor dos três.

– Mas que merda é essa?! E-essa floresta é amaldiçoada! – gritava a loira com uma expressão de terror nos olhos.

Enquanto Masaru assustava os três genins, Taiki que havia usado seu shunshin no jutsu pouco antes para desviar dos oponentes, sorrateiramente cortava fios de nylon quase invisíveis nos galhos acima do campo de batalha fazendo diversas pinhas gigantescas, cada uma com quase um metro de altura, embebidas em óleo inflamável caírem ao redor de Masaru e os outros ninjas.

– Até logo disco-boys. – Disse o ruivo terminando sua canção.

Quando os acordes pararam, Masaru usou um Shunshin no Jutsu e desapareceu do lugar deixando que as pequenas chamas começassem a voar descontroladas tocando as pinhas ao redor dos ninjas da grama as fazendo explodirem ferindo os três ninjas e os jogando para baixo onde, após a queda de uns cinco metros, Ayaka os estaria esperando. A kunoichi estava em sua postura de batalha, abaixo de seus pés estava o símbolo dos oito trigramas. Sem dó nem piedade, a garota lhes presenteara com inúmeras palmadas, aquilo gerou um fluxo de distorção de tempo, para observadores a garota os espancava em altíssima velocidade, tamanha que mal era possível ver seus braços se mexendo, porém para quem executava a técnica os movimentos eram suaves e precisos, como se estivesse em câmera lenta.

– Ela assusta. – disse Taiki pousando ao lado de Masaru.

– Sem dúvida... – respondeu o ruivo.

– Meninos! – gritou a garota. – Parece que demos sorte! O pergaminho que estava com eles é o pergaminho do céu. – informou.

– Caramba! Mas já deu o "loot" no inimigo?

– Você que é lento, vamos lá!

Estavam ambos reunidos, Taiki segurava o pergaminho da terra que já possuíam, e Ayaka o pergaminho do céu que acabaram de adquirir, olhavam um para o outro de forma simpatizante, estavam contentes que o seu trabalho em equipe havia funcionado, tudo devido a miraculosa ideia de Masaru, que nem sequer estava em seu modo intelectual.

– Masaru, depois do exame me lembre de te pagar uma refeição de Yakiniku! – disse Taiki, socando o ombro do garoto enquanto lhe dava os parabéns.

– Eu nem precisei te bater para que fizesse algo inteligente, parabéns! – congratulou Ayaka.

– Então vamos descansar! – gritou Masaru.

– Acredito que seja o melhor a se fazer, afinal gastamos muito energia para nos adiantar.

Enquanto o grupo dialogava tranquilamente, já preparando um merecido descanso, algo estava a espreita, os observava com intenções nenhum um pouco puras. Trajava blusa e saia curtas da mesma tonalidade de cinza, sua bolsa de kunais é amarrada em sua coxa direita, na esquerda, exatamente alinhada com a outra esta uma outra bolsa de kunai, esta de cor branca e servia para cobrir uma estranha cicatriz, que dava a impressão de que sua perna havia sido cortada. Em seu antebraço esquerdo uma cicatriz semelhante era vista. Um olhar que refletia morte. A garota de cabelos cor oliva os observava timidamente enquanto caminhava para longe da sombra da árvore que fazia com que seu corpo parecesse uma silhueta sombria. Ayaka foi a primeira a perceber, pois ainda estava com sua técnica ocular ativada, Taiki percebeu assim que notou a reação da Ayaka, Masaru não demorou muito mais, porém parecia um tanto confuso.

– Olá. – disse a garota rindo de forma inocente. – Vamos brincar? – riu outra vez, desta vez enquanto acariciava a serpente que repousava em seus ombros.



– Você... – logo a misteriosa assassina veio a cabeça de Taiki, a estranha silhueta que havia assassinado o líder do grupo de bandidos no País das Fontes Termais. – Onde estão os seus parceiros? – perguntou Taiki em alto tom.

– Hm... Parceiros?

– Me refiro aos grandalhões, os topetudos de cabelo verde e azul.

– Ah... Tombo e Ringo... Eles eram muito chatos, não me divertiam de jeito nenhum. – pausou. – Então os matei, haha! – riu mais uma vez de maneira inocente. – Vocês, será que querem brincar comigo?

– Essa garota... Não está falando coisa com coisa... – disse Ayaka, a encarando.

– Ei... É só que que estou com um frio na espinha aqui? – perguntou Masaru.

– Não... Ela também está me dando arrepios... Ayaka, Masaru! Já temos os dois pergaminhos, não temos porque lutar com ela que já está eliminada! Se é verdade o que ela disse sobre os parceiros estarem mortos, ela não poderá continuar no exame, vamos dar o fora!

– Também não estou gostando nada disso... Concordo com o Taiki, Masaru vamos cair fora, a torre fica naquela direção! – gritou a garota desesperada.

– São todos iguais... – dizia a garota com um olhar de pesar em sua face. – Porque as pessoas sentem medo de mim...? – dizia para si própria enquanto passava as mãos sobre algumas cicatrizes em seu corpo. – Enfim... Então não terei escolha a não ser brincar com vocês a força!

Sua expressão era totalmente diferente, era quase que macabra, refletia o completo desespero. Antes mesmo que o trio conseguisse se mexer a garota transformava-se parcialmente em uma serpente, e rastejou até eles em uma velocidade absurda, em questão de um piscar de olhos a garota estava no meio dos três.

– Mas o que...! – Taiki nem teve tempo de terminar sua frase, quando foi atingido pela cauda da garota que o atirou contra uma árvore próxima.

– Taiki! –  Ayaka tentou correr na direção de seu parceiro, mas também fora atingida e foi jogada contra o rapaz, que acabou sofrendo um outro impacto.

– Fala sério... Que diabos de velocidade foi aquela...

Dizia Masaru, a encarando com muito medo, instintivamente ele saltou para cima de uma árvore, onde sua mobilidade era maior, porém a garota serpente sorriu cinicamente e então uma cobra gigantesca surge por detrás de Masaru, chicoteando-o com sua grande cauda e o jogando contra o solo.




CONTINUA...
Terror na floresta da morte! Segunda parte.

Prévia: Depois de finalmente conseguirem o pergaminho do céu utilizando de uma inusitada estratégia criada por Masaru, o time treze que planejava tirar um merecido descanso é repentinamente atacado por uma estranha garota que possui uma incrível habilidade. A batalha que iniciou totalmente desequilibrada adquire uma incrível intensidade após uma explosão de novas habilidades, não percam: Naruto: Another Story - Capítulo 18: Terror na floresta da morte! Segunda parte.

Notas:
Katon: Hitodama - (Elemento fogo, Esfera de espírito) Uma técnica em que Masaru utilizando seu Shamisen materializa inúmeras esferas com a aparência de espectros, que ao comando dos acordes se direcionam contra um alvo, o incendiando.
Ryūko-Ryu • Koushiki-Ni no Kata: Shoukou (Estilo Dragão-Tigre, A segunda forma ofensiva: Cima e baixo) Utilizando o Shunshin no Jutsu para cima e depois rapidamente para baixo é criado um grande poder de ataque em sua arma. Técnica utilizada para surpreender e abrir brechas na defesa de um inimigo.


Última edição por xKai em Sex 14 Abr 2017 - 17:41, editado 3 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Mandy-chan em Dom 22 Nov 2015 - 22:14

Capítulo perfeito como de costume Kai, meus parabéns.
Gostei muito de como o exame foi crescendo e agora, na floresta, senti ele chegando próximo a um clímax onde as coisas estão começando a se aquecer e isso não foi uma referência a estratégia do capítulo hihi.
Aproveitando isso, minha teoria se provou certa afinal. O Masaru realmente brilhou nesse capítulo um pouco mais do que os protagonistas, mas seguido de perto do Taiki X3
Vou, como no comentário anterior, dividir esse em tópicos já que acho que tem muito a ser comentado sobre este.

►  Sobre o início do capítulo.
Achei que esse início da Akane explicando como será a prova meio cômico e sei que esta é a intenção, mas forçou um pouquinho, nada que fosse um problema, mas tome cuidado por que não quero ver a sensei do trio de protagonistas virar uma fangirl do Kakashi hihi' Ela pode gostar (Eu também gosto) mas não force demais isso durante a trama.

►  Sobre o trio da grama.
Pessoalmente imaginei três idiotas que mal sabem usar chakra, e acho que essa era a intenção. Um visual extremamente forçado que tenta esconder os ninjas e ao mesmo tempo dar-lhes brilho. Não tem muito o que comentar, afinal, foram meios para um fim. Ou seja... Figurantes! \o/ Madara os adoraria.

►  Sobre o Masaru
Fico feliz que está tirando aos poucos a imagem de completamente inútil e alívio cômico do Masaru afinal, acho que ele foi o personagem que mais evoluiu no decorrer da fic. Nos primeiros capítulos ele era completamente ofuscado pelas habilidades do Taiki e da Ayaka servindo só pra arrancar risadas, porém nesse capítulo ele se provou uma parte importante do time e mostrou que é um personagem com muito mais a ser explorado do que simplesmente mais um do clã Sarutobi. Esse novo jutsu, a Hitodama, me despertou interesse, afinal, qual a ligação do nosso macaquinho com espíritos para criar ou conhecer, tal jutsu?

►  Sobre o Taiki
Taiki está se mostrando quase um Shunshin no Shisui HAHA
Sério ele é outro personagem que vem me surpreendendo muito, cada dia mais poderoso e mostrando novas faces da personalidade o que é muito bom. Ele parece estar crescendo rápido ao mesmo ritmo do Masaru, quem sabe eles serão Naruto x Sasuke na fic o que seria bem interessante amigos e rivais.
A técnica que ele mostrou nesse capítulo foi bem impressionante e espero muito em breve descobrir mais sobre o passado dele afinal, até agora mostrou que o pai dele foi um "ótimo" treinador. Muito amável.

►  Sobre a Ayaka
Apesar dela ser a minha personagem favorita no trio (Seguida de Masaru e Taiki, nesta ordem) dessa vez ela não brilhou muito, porém mostrou novamente ser a mais esperta dos três com o lance do mapa. Mas creio que ofuscar ela foi um lance estratégico já que no capítulo anterior o palco foi todo dela.

►  Considerações finais.
Finalmente vimos de novo a garota do país das fontes termais \o/ Ela me parece ser uma personagem no mínimo interessante e espero que logo você atualize o databook para que eu possa ver o rostinho dela *-* Estou aguardando uma grande luta entre ela e o trio de protagonistas no próximo capítulo ou muito em breve.

Sem mais, beijinhos. E até logo.
tchau
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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por xKai em Ter 9 Fev 2016 - 22:12

Comentários:
Mandy-chan: Desculpe pelo longo hiato, mas sabe como é né, férias -q Tudo se resume em férias...  Mas cá estou de novo e espero postar com o ritmo de antes. Este capítulo saiu um pouco mais longo, posso até usar como desculpa, né? kkk

Sobre o início do capítulo anterior o que tenho para dizer é que... Bem, a Akane é apaixonada pelo Kakashi, logo talvez ela pode se meter em algumas situações constrangedoras por conta disso, já que ela é tímida em expressar seus sentimentos. Sobre os ninjas da grama foi exatamente o que você pensou -q Só mais alguns figurantes, foram necessários para que a segunda prova não demorasse, não queria colocar personagens importantes além da Hebiko nessa parte. O Masaru é bem loucão das ideias né, ele gosta muito do misticismo e sobrenatural (tenho que colocar isso no databook quando for atualizar), por isso essa ligação com espíritos em algumas de suas técnicas, vai ser super normal. Sobre o Taiki, será revelado bastante na terceira temporada, ou seja após o exame Chuunin. Ele é um garoto quase bobo, pois não consegue ver a maldade nas coisas, quase inocente -q Mas quando ele entra em batalha muda completamente, isto já se deve ao fato do pai dele ter o treinado assim. Uma vez que perder totalmente seu medo de ferir os outros ele pode se tornar um ninja impecável. Exatamente, como ela brilhou muito no capítulo 16 tirei um pouco deste brilho no 17 -q Mas ele voltou com tudo neste capítulo, acredite. Ayaka também é uma das minhas personagens favoritas, a verdade é que eu fiz ela baseada no tipo de garota que eu gosto -q Forte e determinada, note que apesar de ser uma garota ela não possui todos aqueles dramas femininos que a maioria possui. O nome da garota das fontes termais é Hebiko, a princípio um monstro no corpo de uma garota. Mas é uma coisa mais profunda, ela é um grande experimento do Orochimaru, tão próxima dele que criou como sendo sua filha, porém ela sofre de um transtorno bipolar, sua segunda natureza é aquela que serve Orochimaru. Sua natureza normal é pacífica e evita conflitos, mas esta natureza aos poucos é consumida pela dominante, que é pura maldade, ela será uma das grandes antagonistas da série. Não querendo dar spoiler, mas ela é praticamente uma chimera.

Bom, espero que tenha uma boa leitura, até mais : D



CAPÍTULO 18



Terror na Floresta da Morte - Segunda Parte.


A supremacia de sua força era impressionante, em questão de instantes os genins de Konoha eram subjugados um por um pela poderosa adversária. Qual a razão de uma jovem franzina de pele pálida possuir tamanha força? E qual era seu objetivo? O que mesma possui como diversão se encaixa na mais bizarra das histórias de terror. A enorme serpente que acompanhava a garota, como se fosse um guarda-costas, roçava seu rosto ao corpo da garota, da mesma maneira que um mascote faz após receber um carinho.

– Que coisa, não? Cobrinha, acho que está na hora de limpar toda esta sujeira. – disse a garota, com um tom ridiculamente doce. – Orochimaru-sama deve ter se enganado, tudo lixo. – disse desta vez com um olhar frio.

Atendendo ao comando de sua mestra a cobra se afastou da garota, serpenteando na direção de Masaru que era o mais próximo dela, Taiki e Ayaka que foram literalmente jogados para escanteio estavam do lado oposto. O ruivo estava consciente e fazia um pouco de força para se levantar após receber tamanho impacto, um pouco tonto tentava manter-se de pé, porém parecia ser tarde demais, a cobra mostrava sua língua com uma aparência ameaçadora e preparava o bote, saltava na direção do garoto com um impulso de sua cauda, sua grande mandíbula se abria, repleta de dentes, pronta para devorá-lo, até que...



Katon: Byakko no Kōen! – gritou Taiki, subitamente.

Apontando sua espada para frente o garoto envolveu a si própria e sua lâmina em uma aura flamejante. Virando a lâmina para a horizontal, toda aquele volume de chakra que estava em seu corpo foi sendo concentrado na lâmina, o garoto avançou um passo para frente onde executou um corte em pleno ar, atirando da espada uma onda de chamas com o aspecto de um grande felino, que usando suas garras de fogo foi capaz de dilacerar a cobra, a engolindo em chamas até que a mesma se tornasse nada além do que um monte de cinzas.

– Agora é a sua vez!  – gritou mais uma vez.

Desta vez o garoto mirava a garota serpente, após tomar impulso em uma árvore próxima o garoto saltou em sua direção, segurando sua espada embebida em chamas com ambas as mãos, aguardando o momento de maior proximidade para que dispare novamente sua técnica. Com um sorriso no rosto, a garota novamente se move em uma velocidade surpreendente, surgindo a poucos centímetros de Taiki, praticamente tocando seu rosto no do rapaz.

– Parece que finalmente nossa brincadeira pegou fogo, não é? – disse com aquele sorriso falso e inocente.  

Em seguida lhe deu um soco no estômago o fazendo voar de volta para onde estava, o fazendo escarrar pela boca e grunhir de dor.

– Ou talvez eu esteja enganada... – dizia com pesar.

Enquanto a antagonista estava distraída, focada em Taiki, Ayaka a surpreende pelas costas, com muita agilidade e precisão lhe acerta um total de três golpes nas costas, atingindo áreas importantes do corpo da garota, que despenca no chão como um tomate estragado.

– Acabou abaixando sua guarda no último instante. – disse Ayaka de pé observando com estranheza aquele corpo.

– Está falando com quem? – perguntou uma voz que vinha do alto de uma árvore.

Taiki lentamente caminhava e se postava ao lado de Ayaka, assim como Masaru que agora já estava bem acordado, ambos se entreolhavam espantados após presenciar aquilo, o que estava no chão diante de seus olhos parecia uma casca vazia, uma pele de cobra abandonada, havia sido uma substituição perfeita. A garota que estava em cima daquela árvore, fitava o grupo com seu olhar inocente em contraste com aquela risada odiosa de deboche. Tal riso irritava profundamente os três protagonistas, fazendo com que Taiki, sacasse um pergaminho de seu bolso e dele invocou uma fuuma shuriken fechada.

Fuuma Shuriken Kage Fuusha! – exclamava Taiki abrindo sua shuriken e a arremessando contra a antagonista.

Shuriken Kage bunshin! – gritou Masaru, após Taiki lançar a shuriken.

Quando o ruivo realizou seu selo de mão, novas fuuma shurikens surgiram de nuvens de fumaça branca ao redor da original. Naquele instante Masaru e Taiki se entreolharam como se entendessem o pensamento um do outro e gritaram em simultâneo.

Após aquela combinação de técnicas, as shurikens faziam uma volta devido ao efeito do arremesso e pareciam rodear a garota cobra que desviava com excelência tanto da original quanto das réplicas, porém é surpreendida quando repentinamente, shurikens que se ocultavam nas sombras das outras surgem para atacá-la, era um Kage Shuriken no Jutsu utilizado por Masaru e Taiki. Porém com saltos mortais para trás e movimentos flexíveis de cintura a garota mais uma vez se esquiva. No momento que viu a vilã desviando em posições que desafiavam a anatomia humana, Taiki puxou um fio de nylon quase invisível, trazendo a arma original de volta para si enquanto Masaru saltou em uma velocidade assombrosa para os galhos mais altos realizando acrobacias mirabolantes ao se pendurar nos galhos até chegar novamente próxima da garota.

– Desde quando o Masaru é tão rápido? Quer dizer eu sei que ele é rápido, mas não esse tanto... – disse Taiki um tanto assustado.

– É um macaco em seu habitat natural. – Ayaka retrucava com um sorrisinho vitorioso, confiante nas habilidades de seu colega de time.

Enquanto isso, nos galhos acima, Masaru de forma inconsequente parecia ter começado um combate a curto alcance com a garota que se movia com uma velocidade similar ao ruivo em acrobacias tão complicadas quanto as dele. Ambos se combatiam com um taijutsu quase coreografado de tão perfeito que eram os golpes e esquivas. Um queria ganhar terreno sobre o outro procurando uma brecha que fosse para atacar a médio alcance quando garota enrolou uma serpente na perna do ruivo o arremessando novamente contra um tronco.  

– Tsc que brinquedo frágil, não era pra voar tão longe. Vamos brincar mais! – dizia Hebiko, avançando contra o tronco onde o genin estava.

– Tá bom. Eu vou te mostrar um jogo novo! Katon Gooen no jutsu! – Masaru exclamou, lançando uma enorme chama contra a atacante que a impedia de prosseguir com seu golpe. – Ayaka, Taiki! Vamos repetir o show de antes.

Quando o garoto gritou isso, Taiki que estava nos galhos abaixo usou um Shunshin no Jutsu novamente, agora surgindo sobre Hebiko que estava queimada pelas chamas de Masaru e a chutou nas costas arremessando a kunoichi contra os galhos abaixo onde Ayaka a esperava já em posição de batalha com o símbolo dos oito trigamas sob seus pés pronta para atacar a vilã de forma similar ao que havia feito com os ninjas da grama.

Jūkenhō: Hakke Sanjūni Shō! Hakke Ni shō! Yon shō! Hasshō! Juuroku shō... Hakke Sanjūni Shō! – dizia Ayaka, conforme golpeava incessantemente sua adversária.

De forma impecável a garota parece ter atingido em cheio a inimiga, o som que a garota serpente emitiu ao cair no chão era sem dúvidas algo real, não poderia ter sido uma nova técnica de substituição, mas algo estava errado, mesmo após receber todos aqueles ataques de maneira muito estranha, quase como se estivesse sendo controlada por alguém ela se punho de pé novamente, vários ossos de seu corpo estavam quebrados devido a queda, inclusive seu ombro direito que aparentemente estava deslocado. A antagonista encarava aquilo como algo natural, simplesmente colocou o braço no lugar e endireitou o resto do seu corpo, que emitia o som de ossos estalando.

– Isso está mesmo acontecendo? – perguntou Ayaka, em choque.

– Monstro maldito... Não tem como ela ser humana. – disse Taiki, que estava a avaliando com o Sharingan.  – Como saiu ilesa depois disso?

– Ossos quebrados? De fato eles estavam. Foram calcificados quase que instantaneamente... – disse Ayaka, que a avaliava com a habilidade de seus olhos.

– Mas agora os tenketsus dela estão fechados, a vitória é nossa! – afirmou Masaru, parecia certo sobre a vitória.

– Tem algo errado, o fluxo de chakra dela está fluindo normalmente. – observou Taiki. – Que chakra estranho... Nunca vi algo parecido, é denso e exala um horror que não consigo descrever.

A garota serpente exibia outra vez seu habitual sorriso, tão falso quanto o animal que a mesma simboliza. Limpava suas roupas, aquilo parecia ser sua única preocupação, ignorava qualquer uma das falas ditas pelos protagonistas, não parecia ser de seu interesse.

– Desculpe... – disse ainda sorrindo, parecia ter sérios problemas em expressar suas emoções. – Minha missão aqui deverá ser cumprida, mesmo que vidas sejam perdidas.

– Ei, ela não bate muito bem não é? Está pedindo desculpas por seja lá o que for... E ainda pretende nos matar? – Perguntou Masaru, confuso.

– Não pense demais, vai acabar queimando os poucos neurônios que ainda funcionam.  – zombou Taiki, com uma expressão displicente. – Isso facilita um pouco as coisas, sabendo disso basta lutarmos sem a intenção de morrer.

– Taiki... O que você disse não faz muito sentido. – afirmou Ayaka.

– Faz todo o sentido pra mim. – respondeu Taiki, de imediato. – Ela matou os próprios parceiros, e por causa de alguma missão secreta está aqui para acabar com a gente. Já não faz parte do exame, temos que lutar com a intenção de matá-la para que possamos sobreviver.

– "Esse cara... Quando está lutando muda completamente de personalidade. Será que é sempre desse jeito?" – pensou Masaru.

– Então será um trabalho em equipe improvisado, como no treino contra a Akane-sensei? – riu Ayaka. – Na prática o resultado não deu muito certo.

– Exatamente, mas durante o treino nós tínhamos certas restrições. – disse Taiki, sem completar.

– Jutsu! – gritou Masaru.

– Entendi, no treinamento ela nos proibiu de usar qualquer jutsu.

– Olá! – gritou a menina serpente, aparecendo de surpresa entre o trio. – E tchauzinho... Sen'eijashu!

Exclamou enquanto disparava serpentes ocultas em seus braços para atacar o trio, Masaru e Taiki saltaram para uma árvore próxima, no entanto Ayaka era pega, as cobras a apertavam com firmeza.

– Eu vou te tirar daí Ayaka. Cobra maldita, prove do meu genjutsu! – berrou Masaru.

– Genjutsu? Também posso fazer algo do tipo... – o encarou com uma expressão psicopata.

Seus olhos pareciam incrivelmente assustadores, por algum motivo o ruivo simplesmente não conseguia se mover após encarar de frente aqueles olhos malignos, era quase como se ele estivesse preso no chão, porém seus músculos sequer reagiam, ele acabara de cair em um genjutsu de paralisia corporal, o alvo da técnica se encontra em uma dimensão abstrata, tendo o corpo perfurado por estacas que lhe impede de se mover.



– O que achou do meu Kanashibari no Genjutsu? – perguntou. – Peço perdão, mas vocês não tem chance de alguma de vitória. Agora parece que sobrou apenas você, garoto do Sharingan.

– Será mesmo? Talvez devesse olhar melhor o que está segurando. – respondeu Taiki, em tom provocativo.

Era Ayaka, utilizando seu refinado de chakra ela foi capaz de afrouxar um pouco a amarra de cobras que a enforcava, mas isto não era tudo o que a Hyuuga iria fazer, repleta de desgraça em si mesma por não ter sido capaz de desviar daquele ataque ela foi capaz de analisar melhor a situação do que qualquer outro ali, ao mesmo tempo em que orquestrava um contra-ataque que os levaria para uma vitória sem precedentes.


Hakkeshou Kaiten!


Esbravejou a garota, que expulsou a força as cobras ao seu redor expelindo chakra através dos poros de sua pele. Aproveitando-se do ataque inimigo agora assumiu sua postura de combate e começou a girar, criando uma esfera de chakra ao seu redor que acaba por "capturar" as cobras puxando o adversário que era girado violentamente com sua técnica, causando-lhe um efeito centrífuga. Vendo a situação que se encontrava a antagonista simplesmente descartou as cobras de seu braço e saltou fora, ficando de pé sobre uma árvore, lá Masaru o aguardava.

– Oras, nunca ouviu dizer que é cada macaco em seu galho? Esse é o meu, então dá o fora! –  disse Masaru, chutando a garota para o alto.

– Como pode, estava preso no meu genjut... Foi você... – disse olhando para Taiki, ainda em pleno ar.

– Quando se está sozinho nunca caia em um genjutsu, é praticamente uma regra ninja. Mas quando se está em grupo basta alguém forçar um pouco de chakra para o corpo da vítima ou dar uma forte pancada na cabeça, é natural que quando as pessoas andem em grupo alguns sejam as iscas. – disse Taiki, sorrindo impiedosamente.

– Seu maldito! É por isso que a minha cabeça dói! –  protestou Masaru.



– Não sei do que está falando, mas não vamos perder a chance que a Ayaka nos deu, não é? "– Não vou perdoar você, de forma alguma, alguém que matou os próprios parceiros e que tentou ferir os meus... Amigos."

Katon: Gooen no Jutsu! – exclamou Masaru após executar os selos.

Fuuton: Reppūshō! – gritou Taiki, fazendo o mesmo.

Taiki pulou até o galho onde Masaru estava e ambos iniciaram uma série de selos manuais, ao finalizarem o ruivo expele uma grande rajada de fogo contra a antagonista que em queda livre não tinha como se defender, já Taiki invocou um poderoso vendaval apontando suas mãos para frente, que fez com que as chamas da técnica de Masaru ficassem gigantes, ao ponto de serem vistas de muito longe, como resultado disse a garota acabou sendo arremessada ainda mais para o alto, tendo o corpo incinerado. Enquanto a adversária subia era possível ver seu corpo girando de modo a colocá-la com a face virada para o trio, então de modo inumano a antagonista abriu sua boca e de dentro dela uma segunda vilã surgiu, completamente molhada em uma viscosa mistura de muco e saliva. Enquanto ela descia em direção ao time pode-se ouvir sua voz furiosa em contraste com o tom inocente de antes.

– A brincadeira acabou agora! Fuuton: Shinkū Taigyoku! – esbravejava a jovem.

Enquanto exclamava o nome da técnica a garota formou os selos de mão necessários e de sua boca lançou duas enormes esferas de vento quase invisíveis em direção a Ayaka e Masaru os afastando de Taiki que era seu real alvo. Os olhos da vilã brilhavam em tom de amarelo vivo, algo amedrontador que fazia o garoto ficar rígido onde estava, uma sensação similar a um genjutsu, todavia era o mais simples medo da morte já que, devido a seu sharingan, ele pôde ver o chakra absurdo da inimiga, sua diferença de poder era inimaginável.

– “Droga, se o Taiki continuar ali parado ele vai morrer... Se eu me jogar contra ela ambos vamos morrer...” – Pensava Masaru, levantando ainda tonto após receber o golpe. – Que se foda... vamos todos morrer mesmo...

Após uma breve risada o ruivo impulsionou-se com as pernas ainda machucadas e, com a força que ainda lhe restava saltou contra o amigo o empurrando para longe da jovem, naquele momento por acidente os dentes da antagonista foram cravados no braço direito do ruivo.

– Ah! Espero que todos tenham visto isso, por que eu não vou fazer de novo... – disse o ruivo, ofegante momentos antes de cair desmaiado.  –

No movimento uma das presas dela quebrou-se ainda fincada a pele de Masaru causando-lhe uma dor angustiante, logo em seguida algo bem incomum começou a se manifestar. Onde os dois caninos da antagonista haviam adentrado uma grande quantidade de chakra de tonalidade turquesa criou um vórtice ao redor do garoto, aos poucos uma estranha formação surgiu em sua pele, era composta por três figuras disformes porém concêntricas, com cor unicamente preta. Logo após isto o garoto caiu inconsciente e o chakra ao seu redor desapareceu. A antagonista estava entrando em colapso mental, sua feição não era mais assustadora, porém era como se estivesse totalmente arrasada emocionalmente. Havia cometido um erro que poderia se tornar imperdoável, pois a técnica de selo amaldiçoado que acabara de usar não era algo que pode ser usado a hora que bem entender, seu chakra gigantesco desceu ao chão após a utilização desta técnica. Taiki e Ayaka logo perceberam algo e forçaram-na a se afastar de Masaru.

– Taiki! – exclamou Ayaka.

– Ok! – respondeu o garoto, de bate pronto.

Taiki e Ayaka de forma sincronizada avançaram por terra em direções opostas, para não permitir que exponham o grupo inteiro ao perigo, ao mesmo tempo pretendiam encurralar sua oponente.

Katon • Kenjutsu Ougi: Hibashiri Kaen! – exclamou Taiki, que fincava sua espada contra o solo de forma que um caminho de chamas avançava na direção da inimiga que saltou em um galho mais alto.

– Não vai fugir! – vociferou a Hyuuga, que de surpresa surgiu atrás da garota, a golpeando vorazmente em diversas partes do corpo.

Porém, mais uma vez a garota serpente evitou completamente o ataque, deixando apenas um tronco no lugar onde estava seu corpo, desta vez havia utilizado uma técnica comum de substituição. A verdadeira estava escondida na floresta, preparando sua retirada.

– Parece que eu falhei... Não posso usar essa técnica de selo amaldiçoado muitas vezes em um único dia, por hora vou deixá-los em paz. – disse com sua personalidade mais séria.

Do outro lado, Taiki e Ayaka se dirigiam onde estava Masaru, para dar-lhe algum apoio entretanto, o ruivo está completamente desmaiado, e em seu braço direito estava uma estranha marca que chamou bastante a atenção dos dois genins, que por hora preferiram ficar em silêncio, mas sabiam que cedo ou tarde deveriam tocar no assunto com alguém, pois aquela coisa teria que ser removida.

– Temos que seguir logo para a torre. – disse Taiki.

– Logo vai anoitecer e ficar aqui vai ser um pandemônio com ele neste estado. – concordou a garota.

– Eu não estou preocupado com ele! – corou o garoto. – Só estou me sentindo desconfortável, mesmo que eu tenha mais chakra que a maioria eu usei bastante aqui. – disse, desviando do assunto.

– Vamos logo Taiki. – disse Ayaka, levantando. "– Taiki-kun, você está mesmo dizendo a verdade? Porque não usou a sua Kekkei Genkai..." – pensou.

Após um breve diálogo os dois jovens seguem em direção a torre localizada no centro da floresta da morte. Uma vez que possuem ambos, pergaminho do céu e pergaminho da terra já não era mais necessário fazer mais nada naquele local. Muito atentos ao seu redor, tanto Taiki quanto Ayaka utilizam suas técnicas visuais nesta última parte do caminho. Taiki parecia um pouco cansado e andava muito devagar, mesmo que estivesse carregando Masaru em suas costas. Por algum motivo estava evitando de pisar muito forte com um de seus pés, dando a impressão de que estava mancando.



CONTINUA...
A Verdade por trás do exame! Masaru corre perigo.

Notas:
Katon: Byakko no Kōen(Elemento fogo: Grande brilho do tigre branco): Após realizar os selos necessários o corpo do usuário é encoberto por chamas vermelhas que se manifestam na forma de um felino feroz. Enquanto estiver envolvido em tais chamas todos os seus ataques físicos enviam ondas de fogo de longa e média distância na direção do adversário, estas chamas possuem um brilho muito forte que também é capaz de queimar olhos descuidados.

Fuuma Shuriken • Kage Fuusha(Shuriken de vento demoníaco, Moinho das sombras): Trata-se da utilização básica deste tipo de shuriken, que só poder ser usados por aqueles que possuem vasta experiência em Shuriken-jutsu.

Kage Shuriken no Jutsu(Técnica da sombra shuriken): Um combo onde o usuário atira simultaneamente mais de uma shuriken, porém o alvo visualiza apenas uma delas, pois as demais estão escondidas na sombra da primeira.

Sen'eijashu(Mãos de serpentes das sombras):
Esta técnica permite que o usuário ejete cobras de seu pulso ou manga, geralmente após um movimento de pancada. As cobras são usadas ​​principalmente para atacar à distância e, sendo cobras, podem causar várias feridas venenosas no corpo da vítima ou mantê-la no lugar

Kanashibari no Genjutsu(Técnica ilusória de paralisia corporal): Um genjutsu usado por usuários do Sharingan, onde aqueles que fazem contato visual com o usuário acabam por ficarem paralisados devido o medo. Por algum motivo Hebiko foi capaz de utilizar esta técnica sem possuir o Sharingan. Esta técnica é uma versão mais fraca da técnica Magen: Kasegui no Jutsu.(Ilusão Demoníaca: Tranca de Estacas)

Hakkeshou Kaiten(Oito trigramas: Palmas giratórias do céu): A técnica utiliza o controle de chakra adquirido através do treinamento do Punho Gentil para liberar uma enorme quantidade de chakra de todos os pontos de chakra no corpo do usuário. Também é uma manobra defensiva para compensar o ponto cego do Byakugan, como o chakra liberado bloqueia qualquer ataque possível contra o usuário.

Fuuton: Shinkū Taigyoku(Elemento vento grande esfera de vácuo): Uma versão mais forte da Liberação de Vento: Esfera de Vácuo, onde o usuário escolhe comprimir todo o ar inalado anteriormente em uma única esfera, causando um grande esmagamento de chakra de Vento que, depois, cospe de sua boca.

Katon • Kenjutsu Ougi: Hibashiri Kaen(Elemento • Arte secreta do caminho da espada: Caminho de chamas): Empalando sua(s) espada(s) contra o solo, chamas rasantes emergem em direção ao inimigo, cercando-o e formando um caminho entre o usuário da técnica e o alvo, prendendo ambos em um caminho de chamas.



Última edição por xKai em Qua 29 Jun 2016 - 22:55, editado 4 vez(es)

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Re: Naruto: Another Story

Mensagem por Feartype em Ter 9 Fev 2016 - 22:57

Boas Xkai

Sobre a "luta", esta boa só que eu acho que não precisas de exagerar tanto em detalhe, sei que é preciso, mas não em tanta quantidade. Uma dica, tenta colocar as batalhas mais dinâmicas... Abraço
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