Pokémon Mythology
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Minun Nature.

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Minun Nature.

Mensagem por Fugazi em Ter 23 Set 2014 - 16:53

Oi.
Bem, como eu acredito que escrever seja a única coisa que eu faço e que presta, resolvi postar uma ficzinha para "diversão" de todos vós.
Como explicar... Tenho esse projeto há um tempo, mas era bem "for fun". Na falta de coisa melhor, vai essa mesmo.
Sou horrível em organização de post (sou horrível em organizar qualquer coisa), então, se algo estiver bagunçado ou feio demais, me avisem.
Tó uma sinopse aí pra você que tá visitando o tópico pela primeira vez. O que ela não falar, você terá que esperar pra saber.
Vou dar um jeito de fazer um sumário aceitável aqui, aguardem. Por enquanto, fiquem com essas 2645 palavras aí. ~Nós realmente falamos tanto quanto respiramos...

Há uma organização criminosa. Isso, como a Rocket, a Plasma, a Galactic, qualquer uma que vocês queiram citar. Porém, os indivíduos desta não estão interessados em conquistar o mundo, ou proibir coisas, ou em dinheiro e manias de grandeza. Nada disso. Também não são um grande grupo, e sim uma minoria dispersa entre a imensa população de Sinnoh. Tais pessoas acreditam que é mais simples convencer os civis por meio do diálogo, afinal, anos de eloquência treinada no esconderijo sombrio não eram para desperdício. Claro que nada é sempre pacífico, e meios sórdidos são necessários para qualquer revolução... Contudo, não entremos nesse mérito. O que há com essa equipe, afinal? Por que se reuniram, qual sua bandeira de luta? Como membra da grandiosa Illusen, posso confirmar: é simples. Extermínio, extinção. Nós odiamos o inútil, e estamos certos de que num mundo tão vasto como o dos Pokémon, existe um tipo especial que sequer deveria existir. E é ele nosso alvo. Grass, Grass-types. Odiosas platinhas. Sorriam e floresçam enquanto podem, pois nossa facção irá dar um fim em sua patética existência. O ódio coletivo, o desprezo que o planeta sente por vocês - iremos enaltecê-lo e transformá-lo no combustível que irá mover a queda de cada folha e cada pétala que seja do seu imprestável tipo.
Porém, não podemos negar que temos pontas soltas..."


Plant #00: Apresentando os Desinteressantes

Apenas mais uma sala isolada, mais uma barbárie, mais uma tortura. A luz insistia em piscar, o ar se perdeu em meio à tensão e uma batalha de mentes começou. Uma pequenas batalha, se comparada à guerra que por tantos anos iria se estender silenciosamente.

- Abby... Abby! O que você irá fazer? Ele irá morrer se continuar assim!

- Não... Não! Parem de atacá-lo, agora!

- Woo... Woo...

- Tirem eles daqui! Ninguém precisa passar por isso!

- Ahaha, mas é claro que o necessário está se cumprindo! Nossa doutrina precisa de sacrifícios para ser totalizada. É o ciclo. Você lembra o que ensinamos, certo?

- Eu não posso... Não posso... Meu corpo trava... O desespero me engole...

- Desespero? Huh! Emoções não devem te dominar, jamais. Equilíbrio. Se você vir uma criatura desse tipo, seu dever é acatar seu eu impiedoso e matá-la sem pensar. Acabar com a forma de vida indesejável. Pequeno, grande, minúsculo. Realmente não importa. Se até mesmo seu pequeno amiguinho está sendo retalhado, por que não essa fera? O que a difere das outras que você matou? Hahaha, isso mesmo, retalhado... Re-ta-lha-do, com “H”. Ele não fez nada para ser retaliado. Sabe o porquê desse ataque? Este Wooper era fraco, inocente e ainda por cima frágil, desprotegido. Não há nada mais prazeroso para a espécie que você vê. São piores que os fantasmas. Bárbaro, não?

- Woop...

O Pokémon deu seu último suspiro, e então deixou o mundo. A face demonstrava sofrimento, uma morte terrível, envolvendo bem mais que a dor física. Seu espírito e sua personalidade haviam sido rasgados e tratados como lixo. As folhas que feriram seu corpo ainda permaneciam em sua pele azul, agora sem a vivacidade e brilho de antes e banhadas por sangue fresco.

“Mesmo que esteja morto... Como alguém pode perder tanta graça em segundos...? E eu... Eu não fiz nada por ele.”

- Abby, os seres dessa raça são assim. Eles veem uma desvantagem e a eliminam. Lembro-me de histórias que diziam que esses Pokémons eram os mais pacíficos e agradáveis que existiam. Agora veja... Por que mudariam? Por que se tornariam assassinos? A natureza tão boa se tornou grotesca... E estão todos de acordo com isso. Você entende, não é?

- Sim. Talvez algum dia eu saiba se essa malevolência e covardia que vocês tanto mostram são reais ou não.

- Oh, continua esperta. Eu não mentirei. Sinto muito pelo Wooper. Mas isso era algo que você tinha que resolver. São situações como essa que mostram o potencial desenvolvido durante esses anos, é a prova se fracassamos na criação de um ser. E, convenhamos, a culpa é sua. Sabia da hostilidade do mundo ao seu protegido, e mesmo ciente de tal, deixou-o desprevenido. Irresponsável. Não te detesto... Na verdade, não odeio ninguém. Minha alma é mais pura dentre os Commanders. Mas é minha obrigação reprovar aqueles que não conseguem se formar com nossos ideais. Bem, eu falhei também. Vidas foram sacrificadas por sua causa, no talento imenso que só eu via escondido em você. Não me importaria em fazer isso de novo, mas esse lugar não está sobre meu poder. Apostei no escuro, e perdi miseravelmente...

- Pena que você não conseguiu seu objetivo. Achei que seria útil pelo menos pra isso. Hehe.

- Ora, ora, pequena Abby. Não tente esconder. Você me odeia, ainda que eu seja sua mãe. Eu sei, eu sei. Porém, me responda uma única coisa... O que você sente em relação aos Grasses?

- Vou te dar uma boa notícia. Eu os abomino. Congratulações para Illusen, nossa perfeita organização.

- Mas que ótimo! Podemos te jogar fora com a certeza de que acertamos em algo!

As plantas são muito graciosas. Todas elas têm algum charme, sempre há alguém para defendê-las ou chamá-las de fracas. Porém, o desejo daquelas pessoas era reverter o quadro. A promissora Illusen faria com que não existisse mais nenhum Grass para ser amado ou detestado.
--------y--------

- E voltamos ao sonho do Wooper morrendo. Deve ser obra daquele maldito fantasma. Desde quando esse devorador vem me importunando? Grr, os Houndours daqui poderiam fazer algo sobre isso. Eu deveria estar reclamando pro nada, praguejando como a ranzinza que sou, mas tentarei fazer algo produtivo.

Uma voz aborrecida quebrou o silêncio daquela área. Sendo a região vasta, um local simples como aquele dava um bom abrigo. A moradia era basicamente um esconderijo, uma minúscula cabana acessível por uma entrada próxima à entrada do Lago Valor. A garota residente realmente não tinha muitos propósitos em sua vida – apenas um – e esse seria considerado monstruoso por muita gente. Nem mesmo um Pokémon era uma constante em sua vida – “Só quando preciso de dinheiro, então abordo qualquer criatura daqui e vou atrás de treinadores trouxas”. Vazia, muito vazia.

- Então, o que eu faço todo dia...? Oh droga, resolvi entrar num momento “Qual o sentido da vida” bem agora? Huh... Eu não desperdiço minha existência. Gastar espaço nesse mundo não é meu estilo. Todo dia eu treino. E quando digo treino, me refiro a uma verdadeira luta, onde força e habilidade se misturam. A maioria das pessoas usa Pokémon para se defender ou medir forças. Por isso, não esperam que alguém sozinho possa fazer muito. Coitados, dependentes de algo tão banal. Mesmo que mandem seus amados bichinhos contra mim, nenhum deles deve ser capaz de me resistir. Pelo menos, é o que eu tento. Tomei a força das criaturas para mim.

O problema é que havia algo estranho no local. Era uma aura sinistra que ficava cada vez mais forte, coisa que a irritava profundamente. Familiaridades a incomodavam.

- Fantasmagórico... Só pode ser o pestinha roxo novamente.

O palpite estava certo, mas de forma um pouco infeliz. O Dream Eater, um Gengar, estava cercado por uma matilha de Houndours ferozes, encarando-o com perversão natural de um predador. Alguns mostravam suas presas ameaçadoras, outros preparavam ataques de fogo e escuridão. Era possível ouvir um indício de risada vindo dos cães. Bela malevolência natural.

“Ora, ora, parece que eu previ alguma coisa.”

Aquilo merecia uma gargalhada. Era terrivelmente engraçado o sorriso mau e diabólico do fantasma se contrair em algo assustado e consciente de que seu grande poder acabou e você agora é um ratinho nas mãos de um exterminador. Porém, ela tinha noção de algumas coisas e não deixaria aquele Pokémon morrer na mão de suas desvantagens.

- Aí, cãezinhos noturnos – a garota entrou na frente do Gengar – não façam nada contra esse nanico aqui. Ele é meu protegido.

O bando não parecia ter intenções de obedecer. Ao contrário, ficou ainda mais hostil e intimidante. Isso só para Gengar, porque a “defensora” pouco se importou com a patética tentativa de advertência.

- Bah, que problema tem. Será por uma boa causa... Hehe...

Um leve sorriso e um maléfico olhar se formaram em sua face antes de partir para cima do Pokémon. Ela era ágil e forte, pronta para lidar com a maioria dos inimigos. Os primeiros golpes já eram o suficiente para calar a matilha, mas não podia acabar por aí. Há quanto tempo exatamente ela evitava fazer aquilo? Era perigoso caso alguém descobrisse, mas não havia ninguém vivo ali. Quase nunca tem. E suas mãos, seu espírito, seu eu... Todos pediam por sangue novo, sangue jovem. Há tempos tais coisas foram sentidas, escorrendo em sua mão junto ao medo e desespero. Hah, isso só naquela época. O que um dia foi a tristeza de perder um amigo agora era a magnificência de pisar os outros.

- Bem... Então esse vai ser o fim de vocês. Tee hee.

Deu continuidade ao ataque. Alguns fugiram, covardes latindo aterrorizados. Nada que o sofrimento de um não resolvesse. Golpes, golpes, mais golpes, precisos e sem misericórdia. E por algum motivo, a raiva começou a surgir em sua cabeça.

-Ah! Certamente!

Reconhecer quando a vítima está morta era uma das coisas que ela sabia desde outras épocas. Matar Pokémon, seu mórbido hobbie. Nada recebia por isso, assim como não eram muitos os sentimentos que fluíam em seu corpo na hora do ato. Alívio, alegria, prazer? Machucando essas criaturas? Não, nada disso. Era algo... Automático. Aquilo precisava ser feito para... Para satisfazer uma vontade que existia com ela. Bah, não era importante. Dar atenção aos pequenos detalhes à custa de rapidez nas ações era algo estúpido em sua visão.

- Que bicho mais tépido. Sério que são chamados de cachorros do inferno? Mereço. Bater nos Bibarels dentuços era mais divertido...

Tendo terminado com o primeiro Houndour, a garota jogou o cadáver em um canto da cerca que envolvia a grama alta na tediosa Rota 214. Mas a expressão formada naquele rosto não era muito feliz. Era aborrecida, insatisfeita. Um impulso enérgico eletrocutou seu corpo, que perdeu a consciência – talvez o fato mais perigoso no meio de todo esse ato.

- Ahaha... Eu falhei de novo...

A voz nervosa com um tom de malevolência e talvez insanidade assustou todos os presentes ali, aparentes ou escondidos. Os mesmos se encolheram o quanto puderam, temendo um doloroso fim. Um verdadeiro predador havia chegado – um predador invencível, inabalável, o topo de toda a cadeia. A energia sinistra daquela simples humana passava a sensação que qualquer resquício de vida da região poderia evaporar em um súbito ataque de exasperação.

- Que droga... Há algo errado... Algo muito errado!

O grito ecoou pelas proximidades, fazendo os indefesos Staravias voarem velozmente, como nunca antes. Jamais asas foram tão valorizadas por aquelas criaturas gritantes. Dois Houndours tentaram fugir, porém foram surpreendidos por uma pesada mão em volta de seus pescoços, indisposta a largá-los. Soltaram um ruído abafado, quase um chiado, pois tinham sido pegos com tanta força que quase morreram instantaneamente. Maldita resistência natural.

- Onde pensam que vão, hein? Eu não posso me concentrar em apenas um para descobrir os sentimentos certos. Despeçam-se de suas chamas e amigos, a trajetória inútil de vocês acaba aqui.

Então, ela começou a bater os dois Pokémon um no outro, num sangrento e dolorido ritmo.

- Argh... Por quê? Por que eu não consigo? Eu estou fazendo tudo certo! Estou assassinando sem me exaltar, não é?

Agora era hora de socá-los contra o chão, esmagando-os como massa de pão. Os ossos podiam ser sentidos, quebrando, esfarelando – alguns transpassavam a pele negra e ferida – ossos que poderiam ter se desenvolvido num bravo Houndoom. Contudo, aquilo jamais aconteceria.

- Houn... Houn...

Ambos uivavam, pedindo pela morte. Seus gemidos eram uma triste sinfonia melancólica na floresta, e um zumbido irritante aos ouvidos da assassina.

- Não adianta, não adianta. Vocês não morrerão enquanto possuírem uma única gota de sangue em seus corpos. Huh.

A fúria tomava conta de sua alma novamente. Sabia que aquilo estava incompleto. Falhara todas as vezes até agora, algo revoltante ao extremo. Falhas eram imperdoáveis para alguém como ela.

- Ainda não achei nenhum vestígio... Isso é terrível...

Os Houndours pareciam estar em seus últimos uivos. Tossidos sangrentos marcavam o último ato daquela tragédia.

- Estão parando? Droga. São uns fracos mesmo.

De repente, o coração dos injuriados foi preenchido por esperança. Eles sentiram que estavam sendo soltos pelo toque mais leve da garota...
Mas, eles foram violentamente arremessados à parede que ali existia. O golpe final. A executora olhou para o campo, vendo-o levemente sujo de sangue nas bordas e bagunçado pela fuga de outros Pokémons. A maior parte do líquido escarlate ficara em suas roupas e na grama de execução. Num dos cantos, as três vítimas jaziam cruelmente. Apenas olhou com certo desprezo e penar, pois aquelas vidas foram sacrificadas ao nada. Por fim, o mesmo Gengar de antes olhava ligeiramente aterrorizado, pois até para um fantasma aquilo havia sido demais.

- Ugh, até você. Saia daqui. Você não é aquele que eu procuro. AGORA!

O Pokémon sumiu ligeiramente antes que fosse acertado por uma pedra que a garota atirou no local onde ele estava, numa tentativa de apaziguar sua raiva. Não funcionou.
Ela subiu no ponto mais alto da Rota, um pedaço montanhoso acima do Maniac Tunnel. Teve a visão do sol saindo ao leste, uma bola de luz surgindo em meio aos tons do arrebol. Mais um dia à frente, mais um desperdício...
Entretanto, não era tudo. O bosque ao redor do Lago Valor e uma parte da cidade Veilstone eram visíveis também.
Com um olhar perdido, ela deitou-se esticada num pequeno gramado dali. Um pouco de conforto após uma matança nunca faz mal.

- Eu não compreendo. Mesmo depois de uma semana, a resposta ainda está longe de mim.

E ali no ponto mais vazio do lugar, a jovem tentava lidar com seu fracasso.
--------y--------


- Ahaha, essa é Veilstone! A cidade das rochas. O orgulho de Sinnoh. Sim, isso mesmo. Não há melhor lugar em toda a região. Uma urbe com história e entretenimento. O Game Corner e a Department Store, seus ícones. Um ginásio com uma temível líder, nossa jovem e excepcional Maylene. Uma eterna lembrança mundial com o prédio que foi a base da Equipe Galáctica. Bem, cada um concorda com o que acha conveniente. Sinnoh por si já é uma estrela, fato inegável. Todos amam Sinnoh. Nada se compara conosco.

Um velho senhor ria e conversava com o nada, gabando-se de tudo que o diferenciasse de qualquer outra pessoa. Ria sem saber o porquê, ria porque sua futilidade o obrigava a tal. Uma ruiva o encarava a metros de distância, numa posição de vida não tão desejável. Uma atendente do cassino Game Corner, especificando.

“Agh, quanta apelação. Tudo bem que essa região é ótima, mas ficar babando é o cúmulo. Esse tipo de cara é tão chato! Ok que eu amo esse lugar, mas dêem um tempo. Ainda sou obrigada a ouvir essas risadas triviais, como se a vida fosse tão maravilhosa assim... Aff.”

- Com licença, senhorita...

- Huh? Ah, desculpe. Mienfoo. Meu nome é Mienfoo.

- Pois bem, Mienfoo. Quero comprar algumas Coins.

- Claro... 50 ou 500?

- 500.

- 10.000 é o valor. - tal frase boçal era a marca dos vendedores do local. Forçada tentativa.

- Tome.

- Aqui estão, use-as sabiamente e volte sempre.

“Haha, eu sempre imagino as pessoas me xingando quando digo isso. O Game Corner é terrível para os azarados, mas convenhamos, os viciados não são poucos. Meu nome é... Ah, vocês já sabem. Sim, eu tenho o nome de um Pokémon. Estrangeiro. Pelo menos não me chamo Jynx, hunf. Trabalho aqui no... Ack, já disse também. Eu detesto repetir palavras. A maioria deve pensar que tenho uma vida miserável vendendo moedinhas o dia inteiro, mas não, é algo divertido... Encontrar sempre a população e... Bah, que tolice. Quer dizer que minha diversão é servir apostadores compulsivos e observar o movimento desses idiotas? Estúpido. A quem eu quero enganar, eu odeio esses ‘patridiotas’. Ao menos tenho o ginásio. Ir lá hoje não seria problema algum, a menos que seu Gengar tivesse ido ferrar com a vida de um pobre viajante noturno. Demônio.”

- Ah, eu sabia que deveria ter capturado-o aquela vez! Dependendo de um fantasma para fazer algo útil, que maravilha. Maldito apressado. O prenderei numa Poké Ball ordinária qualquer dia desses.

Após um pouco de estresse, uma sombra negra invadiu o prédio, aparecendo no ombro de Mienfoo de surpresa. Diferente de outros, este aqui era um real Ghost, nunca se deixando intimidar por qualquer coisa do mundo dos vivos.

- Ah, aí está você, idiota. Já te disse pra não me deixar sozinha do nada e...

- Gen, Gengar!

- Huh? Não interrompa a bronca. Não me interesso por conversas alheias.

O Pokémon sorridente apontou para duas garotas conversando, animadas e despreocupadas. Pareciam ser uma Lass e uma Ace Trainer, tipo mais comum de jovens na cidade, tão aborrecedoras e perfeitinhas como quaisquer outras.

- Então é verdade que ela veio para cá?

- Sim, sim, finalmente. Ela não saía nunca de Hearthome, que coisa.

- Tenho dúvidas se vou ao show mesmo... Afinal, por que essa Idol é tão famosa?

- Mophy é bonita, dedicada, tem talento e aparentemente defende uma organização secreta. Eu acho legal, dá uma aparência não tão inocente. E o Swanna dela é realmente fofo, tão legal poder ver espécies de outras regiões por aqui... Vamos, venha comprar o ingresso comigo! Confie!

A Ace de cabelo colorido puxou a mão da inocente Lass e saiu correndo pela cidade, deixando as portas automáticas do Game Corner para trás. Ah, a jovialidade.

- Ora, ora, Idol? Mophy? Ok, ok. Obrigada, Gengar – a garota pegou uma Coin Case inutilizada, na qual estavam guardadas duas navalhas – Vamos checar e dar um belo espetáculo lá.
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Re: Minun Nature.

Mensagem por Pokaabu em Ter 23 Set 2014 - 22:08

Você escreve muito bem. Realmente.
A primeira personagem é o que? Um tipo de psicopata? Pareceu-me algo assim. Gostei mais da segunda "protagonista?", mais despojada, humana, mais verossímil, se assim preferir. Quer dizer que a organização quer acabar com o tipo planta, espero que você dê uma boa razão para esse ódio todo.
Também vou tentar acompanhar sua fic.
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Re: Minun Nature.

Mensagem por Black~ em Qui 25 Set 2014 - 21:59

Bom, vamos lá.

Curti a fic. Ela ficou meio misteriosa no prólogo, mas curti de toda forma. Gostaria de saber qual a causa de tanta revolta com os pokémons do tipo grama e querer acabar com todos eles. Achei interessante isso, bem diferente uma organização querer destruir tal tipo pokémon.

A primeira protagonista deve ser a Abby, que tem sérios distúrbios mentais. A garota fica matando pokémons por hobbie, e ainda pratica essa sessão de violência gratuita para com os pobres e oprimidos Houndours -q. Coitados deles =/.

A outra protagonista, concordo, ficou mais humana, com dramas clichês, e além de ser mais humanizada mesmo, ter sentimentos variados, não somente "matar, matar, destruir". Não to criticando a outra protagonista, mas só acho que a segunda ficou melhor.

Só senti que a fic ficou um pouquinho confusa. Talvez seja de propósito, para o leitor não descobrir nada. Mas algumas coisas poderiam ter sido melhor explicadas, mas enfim.

Erros devo ter visto um ou outro.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Minun Nature.

Mensagem por Brijudoca em Dom 28 Set 2014 - 12:48

Oi

Estou bem confuso pra falar a verdade lol Você escreve muito bem, sem cometer nenhum erro que prejudique a leitura e de forma envolvente.

Porém eu achei tudo confuso demais, em alguns momentos eu não sabia nem quem é que estava falando no diálogo, ou sobre o que estava acontecendo em si. Tudo bem se este for o seu estilo, porque logo as coisas devem começar a fazer sentido, mas tome cuidado pra não ficar disperso demais.

A história é bem curiosa e estou realmente empolgado para ver que rumo ela vai tomar, então fico no aguardo do próximo capítulo o/
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Re: Minun Nature.

Mensagem por Fugazi em Sex 3 Out 2014 - 21:38

Respostas:
Pokaabu: Hm, pelo visto o povo entendeu minha "separação de pessoas". Ok, pode deixar, espero que neste capítulo as coisas se esclareçam um pouquinho. Obrigada pelo comentário, mesmo.

Black: Oh, finalmente! Bem, é claro que há um motivo para tanto ódio com as plantazinhas, embora o mesmo seja meio individual para cada um. Ohoho, acho que a confusão vai se dissipar um pouco nesse capítulo. Afinal, esse foi o "00". É proposital mesmo, pra dar um mistério. Vamos ver qual protagonista será mais popular. Obrigada pelo comentário, espero que me acompanhe.

Brijudoca: Haha, é normal! Escrevo, é? Isso é bom, eu me esforço. Ora, todos ficaram confusos mesmo... Argh, se o capítulo de agora não melhorar, acho que estou perdida. -n Bem, o aguardo acabo, vamos lá.

Oh, obrigada MESMO aos três que comentaram, fiquei empolgada e logo trouxe um novo capítulo. 2.476 palavras novas pra vocês.

Plant #01: Detetives e Bandidos

Gengar apenas continuava com seu usual sorriso, adorando a ideia de que desastres estavam por vir. Caos era o alimento favorito de todos os Ghosts. Afinal, as noções de diversão ficam um pouco distorcidas após a morte.

- Odeio quando você fica rindo assim, parece que sou uma palhaça. O que você sabe, hein? Se eu estiver fadada à insanidade, apenas diga.

Pokémon e treinadora se encararam, numa furiosa troca de olhares. Não havia nada importuno para Mienfoo do que aquela criatura. Odiava aquele olhar onisciente e esperto, o semblante sempre superior, a poderosa energia que passava a certeza de que tal espectro era invencível. E, ao mesmo tempo, amava a confiança, o temperamento igualmente malicioso e a bizarra fidelidade daquela alma. Há quanto tempo eram uma dupla? Tempos demasiado imemoriais. Às vezes, ao olhar além da estrutura corpórea de Gengar, analisando sua essência, a garota acreditava seriamente que ambos partilhavam o mesmo espírito, ele sendo uma encarnação passada. E, tal como qual, um dia ela se tornaria uma sombra inconveniente, atormentando e ajudando outra pessoa tão problemática quanto a mesma.

Com o período de trabalho acabando – finalmente as horas extras valeram de algo – Mienfoo ganhou um tempo para pensar melhor no que ia fazer. É mesmo, o que ela ia fazer? Não podia subir lá e atacar uma Idol como aquela. Corria risco de ser parada em instantes por seguranças massivos, ou até mesmo atacada por um feroz público após o ato.

- Ah, planejar coisas é um saco. Queria tanto só dar uma de terrorista e arremessar tudo que estiver ao meu alcance. Mas não. Poderia eu ficar escondida e simplesmente atirar a lâmina, como alguém que tenta assassinar um presidente? Nesse caso, a presidente de um bando de fãs fanáticos...

O Pokémon sombra a encarou e seus olhos vermelhos indicaram o que deveria ser feito como um flash.

- Haha, às vezes você é o TM70 que eu preciso, Gengarzinho. Ok, ok, sem plano então. Vamos ser inconsequentes como sempre e ver o que dá. Você vai me ajudar em qualquer caso, não é?

Como resposta, ele levantou seu braço quase transparente, apontando um de seus pequenos dedos para cima. Ou seja, um sinal positivo. Enquanto observava a companheira afogar-se em pensamentos de ataque, pensou para si:

“Mais inconsequente ainda é você pensando nessas coisas no meio da rua, quando tantos humanos estão de ouvidos apurados. Ahaha.”
--------y--------




Com a noite chegando, Veilstone tornava-se uma real cidade grande. A noite é melhor parte, não? Luzes em todo lugar, tanto quanto dos postes quanto dos estabelecimentos construídos para a diversão daqueles que mereciam se divertir. A pacífica localização das rochas perdia seu caráter calmo com o neon de bares, lojas e o luxuoso cassino Game Corner. Passos rápidos, risadas, vozes garbosas. Até mesmo na algazarra, a urbe mostrava o que tinha de melhor. E, em meio a tantos tipos, sejam de pessoas ou locais, uma pequena figura encapuzada em vermelho e preto apressava-se em algo que muitos julgariam loucura.

“Hunf, as pessoas daqui são bem arrogantes. É perceptível em sua voz altiva e seu largo sorriso o orgulho que sentem quando o assunto é essa cidade. Nem na hora da diversão deixam de lado esse patriotismo.”

Era um bom passatempo observar as outras pessoas. Não dá pra saber o que elas pensam – muito menos as peculiaridades de suas vidas – um fato que mexia ainda mais com o espírito copiador de Shane. Espírito copiador é algo que não soa muito bem, não é? Mas servia. O espírito sempre desejoso de conhecimento das emoções alheias.

Ela caminhava em direção a uma área não muito popular. Talvez pela grande concentração de motociclistas, os chamados Roughnecks e punks em geral. Enfim, o tipo de gente que ninguém gosta muito. Mas como era assim que ela estava fantasiada, lá era seu lugar. Já se adaptara às ruas tortuosas, sujas e perigosas. Incomum era a presença de alguém de pouca estatura e rosto calmo por aquelas bandas, contudo, o julgamento de outros civis nunca foi um empecilho para Shane, em toda sua vida de disfarces.

“A melhor fantasia é aquela que implica seu grupo ou condição, pois uma vez que você é reconhecido como tal, suas atitudes já são previstas, afastando qualquer possibilidade de pensarem outras coisas, afastando indesejáveis tentativas de saber o que se passa com você. E como alguém que vive enganando o próximo, eu sei que qualquer brecha é como fechar os olhos numa rodovia. Mas chega de viajar...”

O bar, cujo nome era Fontanelle, não era o melhor dos lugares, mas era certo que numerosos “errantes” adoravam trocar presença aqui. O dono provavelmente aproveitara uma das velhas casas da Team Galactic, que ficaram sem nome e sem poder após a queda da equipe, e tomou para si como local de trabalho. Por isso, era possível ver um “G” estilizado nas paredes. Nenhum oficial da lei apareceria para inspecionar as vibes delinquentes. A pintura exterior praticamente não existia, apenas algumas lascas de tintas insistiam em não cair da mureta. A estrutura lembrava um misto de papelão e cimento, isso quando a alvenaria não se mostrava exposta. Um segundo andar com janelas velhas e quebradas contribuía com a aparência desleixada, finalizada pela porta de hastes de ferro, com dois quadrados de vidro trincado ocupando a maior parte. Ao interior, a arrumação melhorava infinitamente. A iluminação era fraca, a decoração um pouco perturbadora, e o ambiente tenso combinado com extremo constituíam Fontanelle por completo. Nenhum cidadão mais comum seria agradado por tais aspectos, porém, o bar poderia ser facilmente considerado um ponto de reunião de Roughnecks e garotas nervosinhas. Lá era possível fugir da utopia da cidade, conversar trivialidades, tornar real o simples desejo de se diferir da população certinha que os cercava. Incrível era o fato de que tal mundo existisse dentro da realidade de Veilstone. E agora, a jovem detetive iria presenciar, mesmo que com outra identidade, a grandeza por trás daquelas paredes destruídas e desmanteladas.

A porta rangeu, o que era um sinal prático de entrada no estabelecimento. O atendente, que aparentava estar dormindo em pé, acordou num susto, e logo olhou para a entrada. Um leve sorriso se formou na face de ambos. Shane, ainda com seu modo de andar elegante, aproximou-se do balcão para trocar umas palavras com o conhecido.

- Yay, Gecko.

- Ah, olha só quem apareceu. Srta. ]Fake Princess.

- Tive que sumir um pouco, coisas de trabalho. E que apelido inconveniente...  

- Trabalho? Pff. Fingir ser outra pessoa para descobrir inutilidades é um trabalho? Esse nomezinho é perfeito para ti.

- Não zombe da minha habilidade como detetive.

- Ok, ok, por que veio? Não acho que você goste de lugares assim, Sherlock.

- Vim fazer uma visitinha, relaxar um pouco e conversar com o grande amigo que és. A perfeição de Veilstone é meio enjoativa. Um pouco de maldade nunca é demais, não é Gecko, meu colega?

- Huh. Você escolhe lugares no mínimo estranhos para espairecer.

- Seu bar possui uma distorção única que é um afrodisíaco para os sentidos.

- Ahaha, essa é nova. É até um bom nome para uma bebida, “Distorção Afrodisíaca”. Acredito que os mais animadinhos adorariam provar uma alucinação desse naipe. Seria um sucesso, haha. Mas, querida Shane, o que você quer, hein?

- Que bom que perguntou, caro. Quero algo bem natural, entende? Verde, que tenha folhas, aquele tipo um pouco raro e único, que não pode ver pássaros, nem veneno, gelo, insetos ou fogo... Frágil, invariável e pouco popular...

A ironia era um dos aspectos dominados pela garota. Necessário para imitar outras pessoas naturalmente maliciosas. Estava decidida a arrancar algumas informações do bizarro rapaz. Bizarro, bizarro. Seu cabelo ruivo e bagunçado escorria pela face pálida, sempre aparentando apatia ou falta de sentimentos. Como se ele não soubesse sentir ou ter reação. Físico alto e mole, sempre com a coluna curvada, um esqueleto de borracha. Talvez o que mais chamasse atenção fosse o tapa-olho negro, cobrindo a visão esquerda. Ninguém nunca soube o que se escondia atrás do acessório. Um vórtice negro de caos e perdição, provavelmente. Embora a figura fosse amedrontadora até para os frequentadores, a detetive prezava aquele ser, chegando a desejar que fossem reais amigos. Contudo, era impossível. Afinal, ela estava ciente de que Gecko era um pilar alto da malfadada Illusen, seu alvo recente. Talvez isso fosse algo digno de pena.

- Ora, ora. Não queres pensar um pouco melhor? Mesmo eu, que aparento ser aberto para tudo, não gosto desse tipo de pedido. Triste, sou obrigado a conviver com tal. Como se o universo exigisse isso. Queria tanto provar que todos os estabelecimentos podem render sem coisas assim, impostas... Seria divertido se você concordasse comigo. Porém, sei da sua aversão a regras. É um pouco irônico, não? Uma “agente” que segue caminhos tortuosos para chegar à justiça.

- Como é dito desde tempos arcaicos... A maioria dos fins justifica os meios.

- Sim, exato. Nisso concordamos, querida. Em relação à sua solicitação... Não sairei vitorioso na batalha que é mudar sua opinião, certo? Imutável, diria. Se não posso contar com sua concordância nesse tipo de assunto, ao menos todos estes amigos espalhados pela cidade estão de acordo com minha proposta de liberdade.

- Interessante... Deves ter levado um tempo para reunir tantas amizades.

- Tempo, tempo. Tão trivial às vezes. Como agora. Não importa o período, a recompensa é maravilhosa. Estou sempre cercado por eles.

- Cercado? Estranho, estamos aqui, conversando casualmente, mas não vi afinidade sua com nenhum cliente. Onde estão? Onde estão seus preciosos amigos?

Apesar da pressão exercida na voz, Shane preocupava-se. “Ele está sorrindo e pela primeira vez vejo algum brilho em seus olhos. O que é isso? Despertei alguma besta interior?” Pensamentos como esse, inseguros, prepararam uma espécie de defesa mental dentro dela, esperando uma verdade absurda. Reparando o novo comportamento da colega, o atendente afrouxou seu sorriso e começou a apontar para todos os presentes na sala.

- Ali. Ali também. Do outro lado. Naquele canto. Mais um entrando... Hahaha, eles estão em todo lugar. São todos meus amigos. Minha cara, seu poder de observação é um fato, mas isso não a separa da maioria das pessoas. Como tal, você não liga para o que essa gente fala. Não só os habitantes da cidade. Absolutamente ninguém repara nas palavras desses líderes de gangues e punks. Inúteis e triviais assuntos, indignos de interesse. Uma dica, para uma pessoa esperta como ti: destranque seus ouvidos. Ouça, ouça essas vozes. Desde que entrou, não reparaste em nada? Sério? O que esses caras estão falando, que ideias são essas? Huh, permita-me dizer, é um pouco decepcionante. Pois bem... Perceba o som do murmúrio.

A constante ironia do barman a irritava em alguns momentos como esse. No entanto, a fortíssima curiosidade natural da garota ignorou todos os dizeres adicionais, concentrando-se apenas nos sons ao redor. Diálogos das escórias.

“Grasses... Tão inúteis...”

“Pois é. Aquáticos anulam sua pouca utilidade. Afinal, quem não pode vencer um Rock/Ground?”

“É uma vergonha que meus amados Poisons tenham que compartilhar seu tipo com essas aberrações tão frequentemente. Ao menos servem para serem derrotados por nós...”

“Isso é o mesmo que nada. Haha.”

“Absurdo como Grasses são opções para começar uma jornada. Só criam mais crianças fracas e tolas.”

“Plantas só prestam para apoiar tipos mais poderosos. Estão aí para serem destruídas e usadas. Por isso não concordo com seu extermínio, e sim escravização.”

“Nah, está certo. O poder delas é até bom, afinal, o que seria de um inseto, elétrico ou fogo sem um golpe de grama. Mas as criaturas em si? Discordo, amigo. São repulsivas. Não merecem tal poder. Merecem a extinção.”

- O som do murmúrio é poderoso, não?

- Hm... Que poder... Que poder de manipulação incrível, hein? Estou sem palavras. – o espanto estava bem disfarçado. Ela sabia como fazê-lo.

- Manipulação? Não, não. Nós trouxemos o que todos escondiam. Todas, todas essas pessoas odeiam Grass-types. E não são os únicos. Qual é, ninguém gosta desse tipo. É fraco e desnecessário. Vamos despertar e revigorar o desejo que o mundo tem em destruir e nunca mais ver essas plantas malditas. Cyrus já dizia. O planeta não será perfeito se possuir inutilidades. Bem, não queremos alcançar perfeição, e sim um aprimoramento. Gostaria que todos entendessem que a Illusen só traz benefícios... Incluindo você.
Especialmente você, Shane. Uma mente como a sua seria ideal. Como os fatos são cruéis. Receio que quando entender nossa posição, já não seja por bem.

- Você... Você é bom em convencer. E ameaçar. Ou isso não foi uma intimidação? Agradeço os elogios, mesmo que propositais. Sua voz, seu foco. Tudo genial demais. Por um momento, eu cheguei a imaginar uma utopia sem Grasses... Huh, quase. Isso é perigoso, sabia...? Não posso me permitir uma recaída assim. Assim como não permitirei que me façam uma escrava. Desistam de controlar tudo, não irão conseguir. Serei o empecilho para sua amada organização. Afinal, minha função é desmascarar os caras maus.

- Ahaha, vá em frente. Livre-se de qualquer pressão. Por que mesmo você é detetive, Shane? Quem te inspirou a isso? Por que deseja defender a nem tão soberana lei? Hein?

- Devo lhe perguntar também. Como acabou parando nesse grupo misterioso?

- Os líderes. Eles me salvaram. Sinto-me correto em contribuir para o projeto, ainda mais quando é algo que levará o mundo a uma nova etapa de história.

- Heróis, huh? Bizarro. Devem ser do estilo que destroem a cidade para salvá-la. Enfim... Esgotei meu horário por aqui. Foi bom vê-lo novamente, Gecko. Passarei sem nada hoje. Até a próxima... Se houver próxima.

- Oh, eu espero que haja, Fake.

E, como um rato que foge para a toca, Shane fugiu calmamente do sufocante lugar, um território oficialmente inimigo. Por pouco não enlouquecera com as vozes que divergiam sobre algum destino horrível o suficiente para a raça maldita. Até sua resistente propriedade mental ficou acuada diante de tantas opiniões destrutivas. Principalmente a do sombrio rapaz, que aparentava esconder um poder de hipnose atrás do negro tapa-olho. Se ele conseguira impressionar a detetive somente com palavras e algum brilho no olhar, que seria do mundo caso ele revelasse toda a potência de sua persuasão?

“Assustador. Não sabia que meu amiguinho possuía tal habilidade de convencimento. Eu deveria pensar que foi fácil convencer mentes pequenas como aqueles Roughnecks, porém essa não só é uma opinião errada por causa de minha própria concordância com suas ideias – embora momentânea, aconteceu e admito – e sim porque tais pessoas não são tão idiotas como se imagina. Essa conversa foi de alto nível. Foi algo como isso que ela recebera como educação? Ela, meu alvo atual... Abby, conhecida como Mienfoo. Hunf, se minha trilha lógica estiver correta – e como eu acredito que esteja – talvez todos aqueles cachorrinhos não tenham ido em vão.”
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