Pokémon Mythology
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Killer Z

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Killer Z

Mensagem por Net_Fenix em Sex 5 Set 2014 - 22:48

Killer Z

"Todos os seres em algum momento encaram o caos e a morte de frente...
E... Para os humanos... Isso não é uma exceção..."

Capítulo 1:

Capítulo I (Prólogo) - Rotina monótona... O último dia de paz...


É um fato, todos hesitam em momentos de conflito e desilusão, os momentos em que as pessoas mais se desesperam e se banham em sua própria insanidade. Mas e se chegasse um dia em que não tivéssemos para onde correr? Um momento em que tivéssemos que encarar esses momentos de corpo e alma? Não importa, todos tentariam correr como ratos, algo inevitável. Este mundo... Um mundo onde pessoas se escondem, choram e caem em desgraça. Um mundo onde somente poucos lutam por uma faísca de esperança em seus corações, tomados pelas trevas.

Tóquio - 13:00h - Colégio Tenma

Meu nome é Tatsumi Sendou, sou um estudante do 2º ano do Colégio Tenma. Meus pais se divorciaram quando eu tinha 6 anos e desde então moro com minha mãe na zona residencial sul de Tóquio. Já fazem 9 anos e ainda estou na mesma rotina monótona de sempre: Acordar, tomar o café da manhã, ir para a escola, voltar para casa, jantar e dormir. "Chega. Já estou cheio dessa rotina interminável e frustrante, quero algo novo, algo que dê uma virada na minha vida por completo", era o que eu pensava enquanto olhava a janela da minha sala, já que minha mesa ficava extremamente ao fundo da classe e encostada à parede. Me sentia completamente distante de todos, como se minha mesa ficar no fim do mundo já não fosse suficiente.

- Você está bem, Tatsu?

Minha única amiga na escola (acredite se quiser), Harumi Mihara, 3º ano, por ser um ano mais velha do que eu sempre me tratava feito criança, como se "um único ano de diferença" fosse grande coisa, o pior é que não era só isso, eu era horrível nos esportes, estudos e em tudo que se possa passar por sua cabeça, por isso Harumi me superava em tudo, além dela ser super popular. Era frustrante, mas ficava feliz por ter pelo menos uma pessoa que fizesse minha rotina ficar organizada..

- Por que eu não estaria bem? - perguntei para ela, ainda olhando pela janela.
- Você parece deprimido em qualquer momento do dia. Foi reprovado em algum teste de novo?
- N-Não! É horrível você sempre pensar o pior de mim, Harumi!
- Então está tudo bem. Que bom.
- Você não deveria estar no ginásio agora? Achei que era a capitã do time de vôlei feminino.
- A Suzuka pode me cobrir por algum tempo.
- Você deveria tratar seus afazeres com mais responsabilidade.


O sinal tocou de repente, Harumi olhou para a porta, assim como eu virei o rosto. Logo ela virou para mim com o sorriso alegre de sempre.

- Tude bem, então eu já vou indo, Cuide-se, Tatsu.
- Sim, você também.


Sempre me perguntei o porquê, o porquê de justo alguém como a Harumi, alegre e boa em tudo no que fazia iria querer virar amiga de um cara deprimente e inútil como eu, no entanto, desde que tivesse alguém que sorrisse para iluminar minha vida sem nenhum brilho, estava tudo bem.
As horas se passaram, as palavras que saíam da boca do professor de língua japonesa me lembravam a Era Meiji (ele sempre adorava falar sobre isso, então acabou ficando na minha cabeça), uma era mais simples, sem a rotina irritante das cidades grandes, tempo dos samurais e espadachins, algo que sempre admirei, pessoas que davam sentido a suas vidas, não importa se era do jeito certo ou errado, eles tinham um objetivo, isso era o que importava. Realmente, eu provavelmente estava muito deprimido para pensar nessas coisas tão claramente.

*15:50h

O sinal de saída finalmente tocou, mas para mim não havia sido nada demais, todos os dias pareciam passar muito rápido no meu ponto de vista, mas de qualquer forma eu arrumei meus livros na mochila e saí olhando para o chão, como sempre, sendo ignorado por todos, mas eu também os ignorava, não queria conversa.
Na saída não me encontrei com Harumi como de costume, sempre voltávamos juntos, já que ela morava em um bairro vizinho ao meu, mas não podia esperar nada, tinha que voltar para casa e estudar para os testes que chegariam em algumas semanas. Até aí, tudo normal.
Sei o que você está pensando, então é só uma história sobre um menino depressivo em sua rotina depressiva? Na verdade, marque aí, são às 16:00h, em um beco escuro na zona sul de Tóquio sobre um céu completamente alaranjado em que nossa história tem seu verdadeiro início.

Tóquio - 16:00h - Zona residencial sul de Tóquio

Voltando para casa, estava tudo muito quieto, eu, mesmo adorando silêncio e tranquilidade, aquele momento me dava calafrios, eu tentava balançar a cabeça, imaginando que estava tudo bem, mas de repente,  sobre um muro, eu vi uma figura humana, mas não conseguia ver seu rosto, a luz do Sol dificultava minha visão. Tapei os olhos com as mãos, mas continuei olhando para aquela pessoa.

- Quem está aí? - gritava para a figura misteriosa.

Ela não dizia nada, não pronunciava nem mesmo uma palavra. Me assustei quando ela levantou um de seus braços para o alto erguendo algo, não conseguia ver, mas sua silhueta era iluminada pelos raios solares. Uma lâmina, é isso, mas espera um momento, por que alguém estaria erguendo uma lâmina para mim? "Tentaria me atacar? Era um assalto? A resposta para o fim do meu tédio?" perguntas que vinham e iam em minha cabeça como o vento que batia no meu rosto, que por sinal estava trêmulo, não conseguia controlar meus pensamentos, simplesmente gelei naquele momento, mas uma coisa estava clara em minha mente, uma voz ecoava na minha cabeça pronunciando uma simples frase que impedia meu movimento e me atormentava: "Eu vou morrer".
Um rápido movimento, a pessoa jogou o braço que estava erguendo a lâmina para trás, com isso, fechei meus olhos, meu fim era inevitável, a única coisa que ouvi foi o som de uma lâmina sendo cravada em algo. Porém, por mais incrível que pareça, consegui abrir meus olhos novamente, eu achava que aquela pessoa havia hesitado e ido embora, no entanto, ela ainda estava lá, com certeza olhando para mim, mas tinha algo errado... Era isso, a lâmina não estava mais com ela.
Aquela pessoa apontou logo para minha direção, era para mim? Não, eu notei que tinha algo a minha frente, sim, era a lâmina, mas não era só isso, quer adivinhar?

- É... Um sabre... - gaguejei engolindo a seco.

Exatamente, dá pra acreditar? Tinha um sabre cravada no chão bem diante nos meus olhos. Mas, apesar de tudo, estava confuso.

- Por que... O que é tudo isso afinal...?

Desperdicei palavras em vão, aquela pessoa se virou rapidamente e desapareceu na penumbra do anoitecer que tomava o céu, A única coisa que vi foi um rabo de cavalo longo, usava roupas negras como a noite, marcada por um símbolo simples e característico em suas costas: "Z".
Peguei o sabre do chão pela empunhadura, realmente, estava firmemente cravado no chão. Minha mão tremia, não sei porquê, mas de qualquer forma eu havia colocado o sabre na minha mochila e corri para casa.

Tóquio - 17:58h - Residência dos Sendous

- Estou de volta!
- Seja bem-vindo, Tatsumi, o jantar já vai estar pronto.
- Não, mãe, obrigado, tenho que ir estudar logo.
- Tem certeza?
- Sim, qualquer coisa estou lá em cima!


Subi as escadas às pressas, entrei no meu quarto e tranquei a porta, não queria que a minha mãe visse o sabre, que por sinal cloquei em cima da mesa e fiquei olhando por muito tempo. Pensamentos mais uma vez vieram em minha cabeça confusa, eu não entendi nada, uma figura desconhecida aparece do nada e me entrega um sabre, mas com certeza foi o fim da minha rotina entediante.

*22:50h

- Tatsumi, hora de dormir!
- O quê!? Já?

Eu havia passado a noite toda olhando para o sabre, não havia estudado nada. Apaguei as luzes do meu quarto e escondi o sabre debaixo da cama e me deitei sob os lençóis, fechando os olhos lentamente.

*7:30h

Mais um dia monótono começava, eu havia dormido muito mal pensando repetidas vezes na cena em que me encontrava ontem e como eu me sentia com tudo aquilo, mas não era hora para isso, tinha que me arrumar para a escola e tomar o café da manhã.
Desci as escadas em passos mais lentos que antes, escondendo o sabre sob meu casaco.

- Bom dia, Tatsumi - dizia minha mãe.
- Bom dia.
- Estudou muito ontem à noite? Me surpreendi até que horas ficou acordado.
- B-bem... Sim, eu acho...


Após tomar o café da manhã era hora de ir para a escola, me levantei da mesa e antes de abrir a porta da frente calcei meus sapatos.

- Estou indo!
-Cuide-se, Tatsumi!


Mais um dia normal na minha vida, ou era o que eu achava, mal sabia que aquele dia seria o fim da minha rotina monótona...

Continua...

Capítulo 2:

Capítulo II - O começo do fim... Mãos manchadas de sangue...


Pessoas sempre reclamam de suas rotinas, às vezes olham para o nada e procuram algum sentido nisso tudo, mal sabe elas que talvez essa rotina monótona e entediante seja a melhor opção, pois nunca sabemos o que pode ser o motivo de mudanças em nossas vidas.

Tóquio - 8:24h - Colégio Tenma

Após algum tempo de caminhada finalmente cheguei na escola, todos estavam do lado de fora esperando as portas se abrirem, aproveitavam o tempo batendo papo e jogando conversa fora, o que me deprimia muito por não ter alguém para compartilhar novidades (que eu não tinha). Por sorte vi Harumi vindo em minha direção acenando de longe com seu sorriso que sempre me alegrava.

- Bom dia, Tatsu!
- Ah, Harumi.
- Você ouviu as notícias? Disseram que muitas pessoas foram encontradas mortas por causas desconhecidas e desapareceram de repente, não é estranho?
- Harumi... Esse não é o tipo de coisa de que eu gosto de falar...
- Ah, desculpa, desculpa, mas enfim...


Harumi continuou falando, mas eu estava banhado em pensamentos. Era bom ter sempre alguém como ela por perto, alguém que eu poderia confiar, foi por esse motivo que eu decidi contar para à ela sobre o sabre e aquela pessoa.

- Ei, Harumi...

Mas por outro lado, eu não sabia nada sobre o que aconteceu, conhecendo Harumi ela tentaria me ajudar a desvendar esse mistério, meu medo era de que a resposta de tudo pudesse chocá-la e eu nunca mais veria seu lindo sorriso cheio de energia novamente.

- O que foi, Tatsu?
- N-Nada, tudo bem...


Decidi. Não poderia contar nada sobre o sabre para Harumi, não importa o que acontecesse.
De repente o sinal tocou e as portas foram abertas, os estudantes caminharam calmamente em passos fortes, me lembrava um pelotão. Antes de entrar na escola notei algo atrás das árvores, um homem vestindo um jaleco com um chapéu. De repente ele levanta a cabeça e vejo que metade dela estava cheia de mordidas, algumas partes profundas e sangrando.

- O quê... - pensava eu chocado.
- M-Me ajude... - gaguejava o homem.


Ele estendeu a mão na minha direção, mas do nada apareceram outras mãos por trás dos arbustos que agarraram o homem pela garganta e pela e pelo rosto e o puxaram para dentro. Eu fiquei abismado e pensei:

- Aquele era... O professor de língua japonesa...?

*8:32h

A aula já havia começado, eu, como de costume, ficava olhando para a janela com o rosto sob minha mão, mas desta vez olhava para o local onde vi o homem, não conseguia esquecê-lo. Alguns garotos em mesas à frente da minha começaram a sussurrar uns para os outros.

- Ei, você viu o professor de língua japonesa?
- Disseram que ele não veio, mas alguns alegam que viram ele na entrada.
- Que estranho...


Tinha minhas suspeitas, mas a única coisa que queria era esquecer tudo. De repente um barulho intenso de portas sendo balançadas freneticamente vinham do portão principal, olhei mais atentamente para a janela depois disso.

- Que barulheira, será que alguém se atrasou e está querendo entrar?
- Provavelmente...


Não, não era isso, olhando mais atentamente eu vi que não era uma, mas sim muitas pessoas que estavam batendo no portão, no entanto estavam agindo de maneira estranha, balançando de um lado para o outro, batendo no portão severamente e alguns o arranhando e logo abaixo estava o professor de língua japonesa de jaleco e mais dois homens agindo da mesma forma. Algo estava errado.

- O que diabos está acontecendo... - pensei.

Logo notei que o sabre começou a vibrar, por algum motivo aquilo me passava um mau presságio. De repente vi o porteiro indo reclamar com aquelas pessoas, parecia tudo bem, mas do nada vi que elas o pegaram e começaram a mordê-lo e mastigá-lo. Eu fiquei perplexo e assustado, logo levantei e bati as mãos na mesa gritando para a classe:

- Pessoal, vamos sair daqui agora!
- Ei, que brincadeira é essa, Sendou? - perguntou Itsuki, um estudante que "mauricinho".
- Não é brincadeira, vamos sair daqui agora!
- Eu achava que você era estranho, mas nem tanto, não deem atenção a ele - dizia outro estudante virando o rosto.


Todos começaram a rir, mas por mais que eu estivesse irritado sabia que não poderia revidar, alguém que do nada começa a gritar coisas estranhas realmente parecia meio louco, mas não tinha tempo a perder, algo precisava ser feito e rápido!
Logo um os alto-falantes foram ligados, lançando sobre a escola o som da voz da diretora que estava com um tom bufante. Logo em seguida pronunciou algumas palavras.

- Pessoal, por favor, saiam pela saída saída de trás calmamente, é uma emergência e... Não, espere, o que é isso, não!

De repente gritos e grunhidos soaram pelos alto-falantes constantemente e não demorou muito para que todos os alunos se desesperassem.

- Acalmem-se! - gritava o professor.

"Isso tinha que ser resolvido, alguém tinha que dar um jeito nisso" com esses pensamentos senti o sabre me chamando, foi quando que, por impulso, peguei o sabre de meu casaco e corri para o corredor e abrindo a porta fortemente, o que causou um silêncio por um momento. Logo eu gritei:

- Venham comigo, temos que chegar até a porta dos fundos!
- Por que ouviríamos você? - perguntou Itsuki.
- Eu não sei o que está acontecendo, mas vocês escutaram o que aconteceu na diretoria, temos que ir.


Os alunos não pensaram duas vezes e me escutaram, Itsuka também veio, mas antes deu um breve murmúrio.
No corredor eu vi uma pessoa, vindo em nossa direção.

- É o Kaito do 1º ano - disse uma das estudantes conosco.
- Ei, por aqui... - disse estendendo a mão.

Parei por um instante, algo estava errado, aquele garoto estava com os olhos vidrados, cambaleando e grunhindo, os mesmos sons vindos da sala da diretora.
Ele estava com uma aparência assustadora, era um monstro, eu empunhei o sabre e por impulso eu avancei contra ele e cortei sua cabeça com a lâmina do sabre, os estudantes entraram em pânico.

- O que é isso? Eu nunca fiz esses movimentos antes... - pensei.
- Sendou, temos que continuar! - exclamou Itsuka.
- Sim!

O corpo do estudante havia caído no chão e muitos evitaram olhar para ele, não vou mentir, alguns vomitaram e outros enlouqueceram por alguns instantes, mas mesmo assim tínhamos que sair de lá.
Mais e mais pessoas como Kaito apareceram, por mais doloroso que fosse, tinha que ser feito, não posso dizer que aguentei tudo de maneira desalmada, à cada pessoa que eu cortava com o sabre sentia o medo e angústia dos mesmos e o sangue derramada sobre o sabre e sobre meu corpo pesava cada vez mais. Finalmente chegando na porta dos fundos, ouço gritos vindos do terraço.

- Esse grito... Harumi!

Eu me virei "tinha que salvar Harumi", pensei. De repente uma mão toca meu ombro, virando o rosto vi que era Itsuka.

- O que está fazendo? Não foi você que disse que tínhamos que sair daqui? - disse ele.
- A Harumi ainda está lá em cima!
- Por que se importa tanto?
- Porque... Ela é a única coisa que dá um brilho na minha vida...
- De qualquer jeito, eu vou com você, não vou deixar que dê uma de "cara legal" sozinho.
- Itsuka...


Concordei com a colaboração de Itsuka e fomos correndo subindo os degraus das escadas para socorrer Harumi. Infelizmente para nós mais e mais daqueles monstros chegavam um após o outro, mas por algum motivo eu conseguia realizar movimentos e diferentes estilos de lutas de espadas que nunca havia feito, "era o sabre, tinha que ser" pensei, e por alguma razão o sabre sempre era mirado na cabeça deles.

*9:00h - Terraço do Colégio Tenma

Chegando no terraço vimos Harumi cercada pelas criaturas e presa encostada na grade do terraço.

- Harumi, estou indo! - gritei
- Tatsu...

Quando Harumi virou para mim, notei que ela estava chorando, aquele sorriso contagiante e puro fora manchado pela primeira vez por lágrimas. Fiquei completamente louco, a única pessoa que me fazia feliz estava em desespero e em prantos, meu maior medo se tornara realidade. Imperdoável, simplesmente imperdoável!

- Desgraçados! - gritei

Não podia ter mais piedade, avancei com empurrão do meu próprio ódio e insanidade, algo que guardava profundamente em meu coração, desta vez, não pensava em nada a não ser proteger Harumi e matar os culpados que a fizeram chorar. Itsuka também ajudou, pegando um pedaço de metal do chão ele começou a bater nas cabeças daqueles monstros um após o outro, quem diria que o gatinho que se divertia na caixa-de-areia do papai mostraria suas garras naquele momento.
Depois de um tempo, todos as criaturas foram decapitadas, eu e Itsuka estávamos muito cansados e caímos no chão.

- Tatsu, o que está acontecendo!? - exclamava Harumi.
- Harumi... - dizia eu em voz ofegante.

Mesmo depois de deter as criaturas, Harumi continuava chorando, ela segurou a minha mão e uma de suas lágrimas pingou no meu rosto.

- Harumi... Me desculpe... - dizia eu em voz baixo, soltando algumas lágrimas também.

De repente mais monstros apareceram pela porta que ligava o terraço às escadas. Nos assustamos, não tínhamos mais forças para continuar, no entanto, tentei me levantar novamente.

- Tatsu, o que está fazendo...?
- Se eu vou morrer aqui... Vou morrer protegendo a Harumi custe o que custar...
- S-Sendou...


Lançando minhas últimas energias à tona, eu dei um impulso e corri tonto em direção às criaturas erguendo o sabre para o alto enquanto a luz do Sol refletia em sua lâmina.

- Não permitirei que destruam a única coisa que dá sentido a minha vida... Mexa-se, meu corpo, para proteger o sorriso da Harumi! - pensei enquanto avançava.
- Tatsu! - gritou Harumi.

De repente uma figura aparece do nada a minha frente, impedindo meu avanço. Era a mesma pessoa de ontem, empunhando um sabre semelhante ao que havia me entregado naquele momento.
Enquanto os zumbis avançavam, aquela pessoa também ia ao encontro dos mesmos. Seus reflexos eram incríveis, conseguia se mover mais rápido como um raio (acredite, não é exagero), em um piscar de olhos os monstros sucumbiram à lâmina do sabre daquela pessoa. Eu me aproximei dele lentamente e exausto.

- Q-Quem é você...?

Ele não disse nada ficou parado olhando para o nada e virado de costas para mim, mas continuei insistindo.

- Por favor, diga-me... Quem é você...?

Quando finalmente consegui encostar em seu ombro, meu corpo não aguentou mais e acabei caindo no chão.
De repente, uma voz ecoou na minha cabeça repetindo as mesmas palavras: "Killer Z" e isso ficou se repetindo até eu perder completamente a consciência.
Quando recobrei a consciência, estava imóvel junto à Harumi e Itsuka.

- Harumi... Itsuka... O que aconteceu...?
- Você desmaiou de exaustão, mas já deve estar melhor. - disse Harumi.
- Harumi, que bom... Está sorrindo de novo, estou feliz...
- Não se alegre tanto, olhe para lá. - disse Itsuka virando o rosto para as grades.

Me apoiei nos ombros de Harumi e Itsuka e eles me ajudaram a levantar. Quando vi a cidade me espantei, fumaça saindo de vários prédios, milhares daqueles monstros devorando pessoas, eu conseguia ver e sentir o caos e o terror que toda a cidade expressava.

- O que diabos... Está acontecendo...

Se lembram quando eu perguntei o que faríamos se não pudéssemos correr dos problemas de crise? Pois é, essa é nossa resposta: lutar, lutar para sobreviver e lutar para trazer alguma luz em um mundo engolido pela desgraça. A humanidade começou a entender e a sentir na pele o terror de não poder escapar de seus problemas e o resultado nada mais pode ser, que seu próprio sucumbimento.

Continua...

Capítulos

Capítulo 1/Capítulo 2 (Especial de estréia)
Capítulo 3


Última edição por Net_Fenix em Sab 20 Set 2014 - 20:14, editado 1 vez(es)
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Re: Killer Z

Mensagem por megapikachu em Ter 9 Set 2014 - 11:54

os dois capitulos sao otimos ta de parabens essa fic me lembrou o anime bleach e a serie the walking dead eu estou esperando os proximos capitulos rs
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Re: Killer Z

Mensagem por Net_Fenix em Sab 20 Set 2014 - 20:09

Capítulo 3:

Capítulo III - A fuga... A dor da perda...

Ouvi de todo mundo a seguinte frase: "todos somos iguais". Para ser sincero, depende do ponto de vista de quem vê, sejamos francos, não há como comparar uma pobre pessoa vivendo na miséria com um ricaço em seu paraíso pessoal, pelo menos, não em carne e osso. Nos machucamos iguais, sentimos as mesmas emoções, mas vemos o mundo, todos nós, de maneiras diferentes, seus habitantes, seus lugares e seu céu. É fácil dizer que o julgamento de um ser divino é o que nos torna iguais, mas palavras sem crença não passam de enrolação dita por aqueles que nasceram em um berço de ouro, ou tiveram tudo na vida de mão beijada. Somos iguais desde que nascemos, isso é um fato, mas a verdade só aparece para aqueles que a veem claramente. Mas será que somente um pessoa ver a verdade é suficiente para fazer todos olharem também?

*9:20h - Terraço do Colégio Tenma

A cidade estava toda destruída, do longe dava para se ouvir os gritos de desespero de pessoas que lutavam por suas próprias vidas. Sentia que meus ouvidos doíam só de ouvi-las, Itsuka e Harumi olhavam para a cidade com os mesmos olhos de horror e tristeza que eu, era algo que queríamos que fosse um sonho, para podermos acordar e ver que nada daquilo era real. Infelizmente, era a verdade, não tínhamos saída, algo inevitável, talvez, o resultado de vários anos de ignorância e arrogância da humanidade, era no que eu acreditava.

- E agora, o que fazemos? - perguntara Itsuka.
- Essa cidade não é mais segura, no fim das contas, a melhor coisa seria sair daqui o quanto antes - respondi.
- Mas para onde iríamos? - retrucou Harumi.
- O lado leste da cidade não tem muita movimentação, talvez seja a melhor opção.
- Então o que você sugere, Sendou?
- Sair daqui o mais rápido possível e chegar no lado leste chamando o mínimo de atenção possível.
- Ótima ideia, Einstein, mas para chegar até lá precisamos sair daqui primeiro.

Logo Harumi olhou para o alto, parecendo que havia lembrado de algo.

- O que foi, Harumi? - perguntei.
- Se eu não estiver enganada, havia uma saída de incêndio próxima às escadas.
- O que estamos esperando? Vamos logo! - exclamou Itsuka.

Corremos então para a direção das escadas, ainda bem que após a aparição "daquela" pessoa, as criaturas foram completamente dizimadas. Não foi difícil de encontrar a porta da saída de incêndio, saímos o mais depressa possível, dessemos as escadas e saímos pelos fundos do colégio.

*Tóquio - 9:36 - Lado leste de Tóquio

Conseguimos sair de Tenma sem nenhum problema, com sorte os outros estudantes conseguiriam sair a salvo também, no entanto, uma coisa horrível estava prestes a acontecer.

- Sendou, olhe para trás! - gritou Itsuka.

De repente eu vi o que gostaria de não ter visto, uma horda gigantesca daquelas criaturas estava se aproximando, talvez tenhamos atraído alguns que estavam escondidos entre as sombras das casas.

- Droga, quando eu achei que já estaríamos a salvo... - resmunguei.
- Tatsu, têm uma estação de metrô abandonada logo a frente, se a pegarmos podemos chegar a um terminal rodoviário de ônibus que vão para fora da cidade - disse Harumi.
- Caramba, você poderia ser uma guia, sabia? - retrucou Itsuka.
- Não temos tempo para isso, eles estão se aproximando! - exclamei.

Seguimos a orientação de Harumi e não demorou muito para encontrarmos a estação de metrô, passamos pela entrada correndo enquanto aquelas "coisas" nos seguiam insistentemente. Pulamos nos trilhos antigos da estação e fomos para o norte em direção ao terminal rodoviário, no entanto, "eles" continuavam nos perseguindo.

*10:09h

Por sorte não demorou muito e nós conseguimos chegar ao terminal, no entanto, não esperávamos ver tantas pessoas. Isso mesmo, parecia que toda a cidade teve a mesma ideia que nós, elas corriam desesperadamente por todo o terminal, desesperadas, mas com motivos. Nós nos esgueiramos pela multidão até chegar à um dos ônibus que pareciam estar à espera das pessoas. Lá vimos uma multidão reclamando com um dos motoristas.

- Por favor, pessoal, acalmem-se todos! - disse ele.
- Por favor, senhor, deixe-me entrar, não pode deixar eu e minha filha aqui! - berrou uma mulher segurando a mão de uma garotinha.
- Essa cidade já está condenada, vocês devem salvar os que restaram! - gritou um cidadão.
- E-Eu não posso fazer nada, os ônibus não aguentarão tantas pessoas...
- Então salve aquelas que realmente são importantes... - disse alguém no meio da multidão.

Após aquelas palavras serem ditas, um homem, usando uma cartola e trajes a rigor caminhou em passos lentos em direção ao motorista.

- C-Como assim, senhor? - questionou o motorista.
- Estamos em um momento de crise, não é mesmo? São nesses momentos que pessoas importantes devem ser protegidas, e os insetos devem lutar por suas vidas, é assim que o mundo funciona.
- O que ele disse...? - resmunguei.
- Acalme-se, Tatsu - cochichou Harumi.
É desse jeito mesmo, gente como eu sobrevive, e animais incompetentes são deixados para trás...
- O que você disse, desgraçado?! - gritei de repente sem hesitar.

Logo eu pulei na frente daquele homem, tomado pelo instinto, entrelacei os dedos de uma de minhas mãos em um punho, enquanto a outra segurava bem mais forte a empunhadura do sabre e olhei para ele irritado de um jeito que nunca fiquei antes.

- Como é, pirralho? - perguntou ele olhando para mim.
- Insetos... Animais... Não somos nada disso, somos pessoas, ninguém aqui vale mais do que ninguém! - exclamei.

Infelizmente, parecia que minhas palavras não surtiram efeito, ele virou o rosto no mesmo instante.

- É isso que estou falando, senhor motorista, são simplesmente insetos que clamam por suas vidas, patético, não acha? - disse ele de maneira irônico, soltando uma gargalhada.

Depois daquilo, não consegui me segurar, deixei uma de minhas mãos solta e avancei contra o homem e dei um poderoso soco naquela cara miserável. Agi por impulso, sem pensar duas vezes, como resultado, ele foi jogado para trás e caiu no chão.

- O que é isso? Perdeu a cabeça, moleque?! - exclamou ele.
- Eles estão vindo! - gritou uma das pessoas ao longe.

Era tarde, perdemos tempo demais, quando nos tocamos, as criaturas já haviam atravessado a entrada da estação e se aproximavam, arrastando-se pelo chão e lançando no ar o cheiro de sua carne podre. Não demorou muito para todos se desesperarem, não conseguiam mais ficar parados, eles avançaram em direção aos ônibus em pânico e no meio da algazarra, eu corri na direção de Itsuka e Harumi, guardei o sabre na bainha, segurei as mãos dos dois e saí correndo em direção ao ônibus os puxando.
Por sorte conseguimos entrar em um dos ônibus, pelas janelas vimos a confusão que estava lá fora, aquelas "coisas" já estavam atacando várias pessoas, HArumi virou o rosto, não conseguia ver aquela cena horrível e, no meio das pessoas eu vi aquele homem de antes e, por mais que eu não quisesse acreditar...

-É... A minha mãe...?

Ela estava conversando com um dos motoristas no meio da multidão pela janela da frente do ônibus onde estávamos, parecia aflita, pensei que seria pelo fato daqueles monstros estarem se aproximando, mas não era bem assim.

- Onde está meu filho? Ele está bem? - dizia ela.

SInceramente, não sabia o que sentir, o sentimento que mais sentia era raiva, raiva por minha mãe se importar mais comigo do que com sua própria segurança. Logo eu bati na janela desesperadamente e comecei a gritar.

- Mãe! Mãe, estou aqui, entra logo no ônibus!

Minha mãe ouviu as batidas e me viu por trás da janela, mas já era tarde, todos os ônibus já haviam dado partida.

- Mãe! Mãe! - gritava eu desesperado.

Vendo a imagem da minha mãe sumindo no horizonte, eu ficava mais aflito à cada momento e gritava cada vez mais alto. A última coisa que vi era o sorriso dela, por mais improvável que parecesse, soltando uma lágrima, no começo achei que era de tristeza, mas mudei no mesmo momento de ideia quando ela lançou as últimas palavras que ouviria da mesma.

- Que bom... Que você está bem...

E assim deixamos Tóquio para trás, viramos o rosto para esquecer o quanto antes o rosto das pessoas que estávamos deixando para trás.
Uma única pessoa vendo a verdade sobre o julgamento de um ser divino não é suficiente para fazer outras verem, mas e se mais de uma vê-la, e se algo forçar a acreditarmos nisso? É exatamente o que estava acontecendo, não importa quanta influência ou dinheiro tivermos, temos o mesmo fim, apesar de tudo, deixamos esse mundo da mesma forma que todos, claro que, aqueles que sobrevivem, não são melhores do que os que partiram, para nós, os sobreviventes, isso ficava cada vez mais claro.

Continua...
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Re: Killer Z

Mensagem por megapikachu em Dom 21 Set 2014 - 0:37

esta muito bom esta de parabens eu achei triste que a mae e o filho se separaram eu estou esperando os proximos capitulos
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megapikachu
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Re: Killer Z

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