Pokémon Mythology
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Nefarious

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Nefarious

Mensagem por whoispaulo em Qui 31 Jul 2014 - 12:38

Bom pessoal, eu tava com um projeto de fanfic faz um tempo e acabei abandonando e agora estou voltando. A ideia principal da fanfic era sobre Pokémon, depois a reescrevi sem Pokémons e agora mais um vez, voltei à ideia inicial. No entanto, a fic é mais madura e nada de treinador de dez anos começando uma jornada. Concluímos então que a fic por ser mais madura, pode conter palavrões, conteúdo sexual (e homossexual), violência e dentro outras coisas. Por tanto, se você não quiser ler algo que tenha relação com essas coisas, NÃO LEIA! Não sei qual classificação colocar, então classifiquem-se vocês mesmos. A fic vai seguir o protagonista, que tem um segredo. O segredo vai ser desvendado ao decorrer da estória. Não quero fazer uma fanfic muito longa, mas também não será mega curta; terá um número razoável de capítulos. Vos trago o prólogo da estória, que nada mais é que a introdução de tudo. Então, não está grande e não esperem nada de revelador sobre a fanfic. Espero que gostem, comentem e não deixem de opinar. Por tanto, sejam bem vindos à Nefarious!


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Prólogo

O ar da sala era úmido; se é que poderia chamar aquilo de sala. Estava mais pra um cubículo. Eu ficava sentado a maior parte do tempo, minhas pernas doíam por conta da posição em que eu ficava, já que não podia esticá-las. A iluminação era quase que nenhuma, isso se não fosse pelo feixe de luz que passava pelo estreito espaço entre a porta e o chão. Eu ouvia os passos e via sombras no corredor, ouvia partes de conversas e sentia quando alguém estava por perto.

O silêncio e a falta de espaço fizeram com que eu aprimorasse uns dos meus sentidos; minha audição. Me tornei um exímio ouvinte e podia dizer precisamente quantos passos cada agente dava até chegar ao fim do corredor. Podia até mesmo distingui-los pelo caminhar e isso sem nem mesmo ter visto seus rostos. Ouvia a brisa batendo na árvore, Pidgeys e Pidoves voando, o ruído do vento gelado, os carros e mais carros que chegavam no prédio.

Sete dias desde que fui capturado e mantido nesse minúsculo cômodo. Sete dias comendo sobras e passando frio. Sete dias sem ver algo que não fossem sombras. Sete dias sem ouvir a voz dele, sem ver o rosto de meus amigos. Sete dia sem meu time. Sete dias vazios.

Meu ombro travava cada vez que tentava mexer os braços. A queda foi dura e não cuidei do ferimento desde que cheguei aqui. A água que me davam pra beber, eu passava na ferida, na tentativa de limpar o sangue seco em meu braço. Minhas roupas sujas e ensanguentadas já cheiravam mal e o cheiro me dava náuseas. As mãos já machucadas, não tinham força nem pra me apoiar no chão. Eu não era nada ali dentro. Mas ao mesmo tempo em que eu não representava nada, eu representava tudo.

Alguém vinha caminhando pelo corredor. Passos largos e fortes, passos como o de nenhum outro agente. Podia ouvir os agentes dizendo "Senhor" em quanto o desconhecido passava; talvez em forma de reverência e submissão. Acho que deve se tratar de um dos superiores, um dos generais. Pelo feixe de luz da fresta da porta, pude perceber que o tal "Senhor" estava de frente para minha cela.

- Abra a cela! - ele ordenou com uma voz grossa e imponente.
- Nós temos ordens para não abrir até a chegada de Oregon... Senhor - disse o outro em tom baixo logo completando.
- Eu poderia cortar essa sua língua fora por esquecer como se respeita seus superiores. - indagou ele baixo. Pela sombra pude perceber que havia se aproximado do outro agente. - Abra a porra dessa porta e não me questione rapaz! Você deve agradecer por ainda viver e poder servir a essa companhia. - gritou ele com voz grossa. - Abra a porta!

Logo após o berro ouvi o tinir do molho de chaves ao cair no chão. Uma mão logo abaixou para apanhá-las. Um corpo estava próximo à porta e ouvi o ruído da chave na velha fechadura. Eu engolia seco e tremia por conta do frio e do medo. Eu não estava preparado para nada naquele momento, não nada daquela magnitude. Me encolhi no canto do cômodo encostando-me na parede e segurando minhas pernas.

A porta abriu e tudo que vi foi um clarão. A luz forte me cegou e fiquei sem a visão por alguns segundos que pareceram uma eternidade. Abri os olhos lentamente e tentei me acostumar com a claridade. Abria e fechava, piscava inconscientemente. A silhueta do homem batia com sua potência vocal. Era alto e forte. Bem alto e bem forte. A roupa preta a apertada demarcavam mais seus braços e pernas. O grande "R" vermelho em seu peito confirmava o que eu suspeitava. Team Rocket.  A pele era morena e os cabelos bem pretos. Ele entrou no pequeno quadrado na qual eu estava encolhido e pelas roupas me puxou para fora com força. Cai de frente pra ele, na altura de suas botas negras. Vi seu Liepard por de trás dele em quanto ele se enroscava em meio à suas pernas. O felino olhava diretamente para mim e em certos momentos parecia querer atacar-me. Prostrado, fiquei perante ao homem e quando consegui olhá-lo nos olhos, ele deu um leve sorriso sarcástico.

- Você é meu! - ele disse em quanto me olhava.
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E aí galera, algum palpite em cima do porquê nosso protagonista foi capturado pela Team Rocket? Não deixe de dar sua opinião, porque eu levo todas as críticas em consideração. Aguardem o próximo capítulo para mais respostas.

Personagens:

Nome: Icarus
Idade: 17 anos
Altura: 1,60 M
Cor do olhos: Esquerdo: verde; Direito: Vermelho
Cor dos cabelos: Ruivo
Naturalidade: Johto
Habilidades e talentos: Audição incomum
Fraquezas: -
Time: Butterfree
RIP: Arcanine
Família: -
Parceiros: Dário; Mitchie
Personalidade: Icarus é misterioso e quieto. Detalhista, ele consegue planejar tudo em sua cabeça antes mesmo de por em prática. O mesmo perdeu a confiança em tudo por conta de um acontecimento do passado e por conta disso conquista-lo por completo é uma tarefa difícil. Realista e sério, Icarus ainda possui traços de seu passado que o transformam no menino doce e inseguro de anos atrás.

Nome: Dário
Idade: 21 anos
Altura: 1,89 M
Cor dos olhos: Castanhos
Cor dos cabelos: Preto
Naturalidade: Kanto
Habilidades e talentos: Força, escalada, arrombamento
Fraquezas: Falta de paciência, teimosia
Time: Liepard
RIP: -
Família: -
Parceiros: Icarus
Personalidade: Para alguém intimidador devido sua altura, por hora, Dário é infantil. Seu senso de humor varia ao ser contrariado e gosta de estar no comando. É o que chamamos de macho alfa. No entanto, seu foco para com suas missões é admirável e as realiza com perfeição e maturidade.

Nome: Dragon
Idade: 19 anos
Altura: 1,70 M
Cor dos olhos: Castanhos
Cor dos cabelos: Brancos
Naturalidade: Kanto
Habilidades e talentos: -
Fraquezas: -
Time: -
RIP: -
Família: -
Parceiros: Dário.
Personalidade: Determinado e falador, Dragon consegue sempre tudo o que quer devido ao seu grande poder de persuasão.

Curiosidade: Nefarious é "Nefasto" em Inglês, cujo significa algo de de mau agouro, que causa desgraça; agourento, azarento, infausto; aziado, lutuoso (de luto), trágico, sinistro, funesto, ominoso, danoso, ruinoso, nocivo, prejudicial, causador de desgraça.


Última edição por HeyPaulo em Qui 28 Ago 2014 - 11:40, editado 4 vez(es) (Razão : Correção de erros.)
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Re: Nefarious

Mensagem por pietrosaggioro em Qui 31 Jul 2014 - 14:25

Eae cara blz? Anúncios no Off funcionam, cara eu estou sem tempo pra entrar muito no fórum, mas gostei muito do prólogo e tentarei acompanhar a fic. Como você mesmo disse não foi curto nem revelador, mas foi muito bem escrito, a narração e a descrição do cenário e das emoções que o protagonista estava sentindo foram muito boas mesmo. A parte que ele representava nada, mas na verdade representava tudo, foi tão profunda que achou petróleo -q Curti demais. Só achei dois erros de digitação que passaram desapercebidos, é meio chato comentar, eu sei que foram erros bobos e de digitação mesmo, mas foram esses:

O A luz forte me cegou e fiquei sem a visão por alguns segundo(s)

Enfim cara, fiquei bem animado com a Fic bem misteriosa e tals, estou ansioso para o primeiro capítulo e que bom que voltou a escrever ae, essa área tão linda está pouco movimentada, enfim cara é isso, boa sorte com a fic.


Última edição por pietrosaggioro em Seg 4 Ago 2014 - 22:44, editado 1 vez(es)
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Re: Nefarious

Mensagem por Tsurugi em Qui 31 Jul 2014 - 14:53

Yo!

Gostei bastante do prólogo, a narração em primeira pessoa nesse tipo de fic pode ser bem interessante. Falando em narração, ela estava muito boa. Tanto como a descrição.

Acho que o protagonista é um Pokémon, só acho ._.
Enfim, espero que poste o primeiro capítulo logo. Acho que vou acompanhar.



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Re: Nefarious

Mensagem por Black~ em Qui 31 Jul 2014 - 20:23

Bom, vamos lá.

Pelo prólogo eu já curti a fic. Toda essa aura misteriosa e cheia de suspense sobre a fic ficou interessante. Além disso curti também ela ser um pouco mais adulta. Eu por exemplo não me importo com a classificação, até prefiro fics assim mais adultas, com palavrões e tudo mais.

Realmente a descrição, a narração, a forma como descreveu os personagens ficou tudo bem bacana. E concordo com o pietro que naquela parte lá foi bem profundo mesmo. Encontrei petróleo lá também -qq, mas enfim, deu pra perceber bem o sofrimento do rapaz/raposa.

Bom, eu realmente não entendi o porquê da Equipe Rocket estar com o cara, mas como você não ia revelar nada no prólogo então entendo, mas vamos esperar para ver todos esses desfechos e mistérios.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Nefarious

Mensagem por DarkZoroark em Sex 1 Ago 2014 - 13:45

HeyPaulo o/
Já havia visto o prólogo ontem, mas por conta de alguns problemas relacionados a faculdade e tudo mais tive de deixar o comentário para hoje. Então sem nos delongarmos muito mais aqui - até porque isso eu vou fazer quase que constantemente mais para frente - e vamos ao review:
Curti bastante a temática dark da Fanfic. Sempre é interessante ver isso em um tema geralmente "bonitinho" como é o caso de Pokémon. O fato de a história estar envolta em mistério e suspense meio que me atraí também, pois sempre curti histórias do gênero. O fato de o protagonista ter desenvolvido a audição por ter ficado muito tempo preso em um lugar escuro e fechado é, além de algo que pouca gente aproveita nas Fanfics, um fato interessante. Não sei porque, mas me fez lembrar de algum anime ou filme que vi no passado - não recordo o nome, no entanto.
O mais curioso mesmo é o motivo pelo qual a Team Rocket estava atrás dele. Pensei que talvez pudesse tratar-se de um Mewtwo ou Deoxys, mas o fato de ele ter dito que pertencia a uma equipe meio que eliminou essa hipótese. Então fico pensando que ele ou seja alguém que tenha atrapalhado imensamente a organização criminosa no passado ou tenha alguma habilidade especial da qual eles estejam atrás. Vou ficar esperando para saber qual é a sua identidade.
Quanto a erros, encontrei apenas um:

HeyPaulo escreveu:Era mais pra um cubículo.
Creio que pelo sentido da frase deveria ser "Estava" no lugar de "Era".
Quanto a escrita devo dizer que adorei. Muito boa e concisa, deu uma clara ideia sobre o que acontecia durante a leitura e também sobre a área ao redor do personagem - se bem que, no caso do prólogo, por se tratar do espaço de um cubículo não havia muito espaço para ser descrito. Entretanto ainda ficou muito bom.
Como é apenas um prólogo não há muito mais que eu possa falar. Fico no aguardo de seu primeiro capítulo
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Re: Nefarious

Mensagem por whoispaulo em Seg 4 Ago 2014 - 15:16

Fala galera! Antes de tudo, quero agradecer aos que leram, aos que leram e comentaram, a todos que fizeram desse prólogo algo bom. Agradeço a cada um, mas particularmente aos comentaristas.

Agradecimentos:
@pietrosaggioro: Fico feliz em saber que gostou da fanfic e espero que possa acompanha-lá. Agradeço pelos elogios e pelo alerta quanto aos erros de digitação, os mesmo já foram reparados.
@Tsurugi: Obrigado pela leitura! Percebi que deixei uma pulga atrás de sua orelha quanto a origem do protagonista. Acho que só lhe resta acompanhar a estória para descobrir do que se trata. Very Happy
@Black~: Obrigado cara! A fic vai seguir esse ritmo sempre. Quanto ao porquê do Team Rocket ter capturado nosso mocinho, só acompanhando mesmo. Hahahaha.
@DarkZoroark: Valeu amigo! Irei esclarecer o motivo no decorrer da fic. Obrigado também por apontar o erro, irei repará-lo.

Hoje eu trago pra vocês o primeiro capítulo da fic. Seguindo o prólogo, essa capítulo vai ser um pouco tranquilo. Apenas com a introdução dos personagens principais da estória e uma interação dentre os mesmos. Como eu disse na apresentação, essa estória será mais madura. Estejam prontos pra umas das primeiras conversar entre o futuro otp gay de vocês! Hahahaha. E gente, serei bem claro com todos: A FIC TERÁ SIM CONTEÚDO HOMOSSEXUAL. Não retratarei, caso ocorra, cenas de sexo e nem entrarei em detalhes. Por tanto, se você não gosta, não concorda ou simplesmente não quer ler algo assim, peço que não acompanhe a fanfic. Isso também não quer dizer que a estória será inteiramente composta de personagens homossexuais, pelo contrário, terão personagens héteros e até cenas digamos que mais quentes entre os mesmos. Apesar de que como eu sou o autor, posso mudar tudo na fic e fazer algo que vocês nem mesmo esperam. Por fim, vamos acabar com essa demora e seguir com isso.

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Chapter 1

"Icarus is flying too close to the sun
Icarus's life, it has only just begun
This is how it feels to take a fall
Icarus is flying towards an early grave"


"O vento batia forte em meu rosto. Eu não enxergava absolutamente nada, ficava apenas com minha cabeça baixa e encolhido enquanto segurava forte na pequena juba de meu Arcanine. As curvas e saltos quase me faziam cair. Eu respirava com dificuldade e minhas forças pareciam acabar cada vez mais rápido. Com uma curva brusca feita para a esquerda, me desprendi de meu Pokémon e devido a alta velocidade em que estávamos, fui arremessado para o lado. Senti meu corpo bater com força em uma árvore e logo em seguida rolei por um pequeno morro. Uma das pedras no meio da descida interrompeu minha rolagem e me causou um ferimento no ombro. Gritei de dor e logo levei a mão ao local. Sentia o líquido quente escorrer por todo o meu braço e não me surpreendi ao ver minha mão ensanguentada.

- Ele está lá embaixo! - disse um dos homens segurando uma lanterna e apontando a luz para minha direção.

Antes mesmo que eu pudesse me mover, Arcanine surgiu perante a mim e com a boca abocanhou minhas roupas e me arremessou dentro de uns arbustos. Não senti a dor do arremesso, mas galhos me arranharam e cai ao chão por de trás da folhagem. Arcanine rosnou diante da presença dos agentes e formou guarda em frente ao arbusto que me escondia.

A dor em meu ombro era forte e o sangue parecia não cessar. Meu coração batia tão forte que era possível ouvir as batidas. Eu estava fraco, machucado e perdia cada vez mais sangue. Deitado no chão eu chorava e inspirava o ar com força. Antes de perder os sentidos e desacordar por completo, pude ver Arcanine rugindo enquanto seu corpo era envolto pelo corpo do Steelix de um do agentes. Com um único movimento do grande Pokémon de pedra, tudo que ouvi foi o barulho de ossos se quebrando e um único uivo de dor. O corpo agora quebrado caiu ao chão e agentes se aproximavam do arbusto na qual eu estava. Meus olhos se fecharam."


- Ei! - ouvi o grito que me acordou de meu transe - Não vai comer nada?
- Não estou com fome. - respondi de forma seca.
- Você precisa se alimentar. - ele disse.
- Por que me tirou de lá? - perguntei quase que por cima da frase anterior. - Se você está do lado deles, por que me tirou de lá?

Ele se aproximou de mim e com as mãos estendidas, segurava um cantil de alumínio. Recolhi meu corpo com as mãos. A luz da fraca chama possibilitava a visão de seu rosto. Os cabelos escuros divididos ao meio cobriam parte de sua testa. A barba rala, também de cor escura, cobria um pouco de seu rosto. Ele me olhava fixamente com a mão estendida e imóvel. Estendi o braço para apanhar o cantil e senti arder. Meu ferimento ainda não cicatrizado, agora estava como uma atadura.

- O que tem aqui? - perguntei baixo.
- Beba! - ele disse com voz potente. O tom de sua voz fazia parecer como se todas as frases ditas por ele soassem como uma ordem. - É água.

Peguei o cantil e levei em direção a boca. Meus olhos o fitavam e os dele faziam o mesmo comigo. Bebi boa parte da água com um único gole e a sensação de frescor era revigorante. Ele sorriu e tomou o cantil de volta.

- Seu ombro está melhor? - ele perguntou. Fiz que sim com a cabeça. - Ótimo! Tomei a liberdade de fazer uma atadura e passar alguns medicamentos em sua ferida. Também te troquei as roupas.

Estava tão cansado que devo ter adormecido no caminho. Olhei para meu corpo e vi que não vestia mais as mesmas roupas. O que era bom, já que as antigas estavam rasgadas, com manchas de sangue e com um péssimo cheiro. Eram um pouco folgadas, mas ainda sim melhores que as anteriores.

- Isso só reforça a minha dúvida. - falei um pouco mais alto, mas agora com o olhar voltado pro chão. - Por que me ajudou?

Ele se levantou e se aproximou mais, estendeu a mão para mim e esperou até que eu a segurasse e a usasse para me levantar. Movimento que fiz com dificuldade. Ficar de pé nunca pareceu tão difícil. Minhas pernas estavam fracas e bambeavam com facilidade. Tentei dar um passo e senti uma leve dor. Apertei os olhos e tentei fazer o mesmo movimento. Cai sem forças.

- Parece que alguém se esqueceu de como andar. - ele disse com um ar de brincadeira.
- Quando se fica em um cubículo por uma semana e sem nem mesmo poder esticar suas pernas, andar é quase que impossível. - respondi.

Ele me ajudou a me levantar, se pôs em minha frente e abaixou o corpo. Como era mais alto que eu, o leve inclinar de seu corpo não adiantou tanto assim.

- Suba. - ele disse sem se virar pra trás.

Permaneci imóvel enquanto o olhava agachado. Ele olhou para trás e fez um sinal com a cabeça. Apoiei-me sobre seus ombros e subi em suas costas. Fiz força para subir e senti uma leve fisgada em meu ombro. Com rapidez ele se levantou e tomou minhas pernas e as puxou para frente laçando-as em sua cintura.

- Você não precisa me carregar.
- Você mal consegue ficar de pé.

Comigo em suas costas, ele se abaixou a pegou uma única mochila com uma das mãos e com a outra pegou o cantil quase que vazio e usou a sobra de água para apagar a chama que nos aquecia. Com passos largos e firmes, ele caminhava e subia pela Ilex Forest. O vento na floresta era frio e tinha um aroma agradável. Me fazia lembrar de quando caminhava por aqui. Caminhamos em silêncio por um longo tempo, até que resolvi romper o silêncio com uma declaração.

- Você ainda não me respondeu o porquê de ter me tirado do covil.
- A única maneira de tirar alguém de dentro de um lugar, é sendo de dentro. - ele disse. - Eles querem você, Icarus.
- Como sabe meu nome? - perguntei.
- Como eu disse, eu era de dentro.

Ele parou por um instante e respirou fundo. Desci de suas costas com a desculpa de que já conseguia caminhar. Apoiei-me em uma árvore e o olhei rapidamente. Mil perguntas corriam pela minha mente e nenhuma delas tinha uma resposta.

- Como sei que posso confiar em você? Como você mesmo disse, você era de dentro.
- Eu salvei sua vida, se lembra?
- Isso não significa nada. - disse rapidamente.
- Na verdade significa muito.
- Posso pelo menos saber com quem ando?- perguntei antes que ele se movesse.
- Dário. - ele respondeu.

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Pois bem pessoal, esse foi o primeiro capítulo. Não escrevi muito para não ficar uma coisa chata de se ler. Terão capítulos que serão maiores que outros, assim como em toda fic. Espero que gostem do capítulo postado e deem suas opiniões sobre o porquê de Dário ter ajudado Icarus. Vejo vocês nos próximos capítulos e até mais!


Curiosisdades:
- Icarus vem do nome da mitologia grega, Ícaro. Conhecido pelo conto que retrata a tentativa frustrada de Ícaro de sair da ilha de Creta (Grécia) voando. Como suas asas eram feitas de cera e penas de gaivotas, seu pai o alertou para que não voasse próximo ao sol. No entanto, a desobediência de Ícaro, resultou no derretimento de suas asas, causando assim sua queda e morte.
- Dário é o nome de um dos reis do Império Aquemênida.
- A citação no começo do capítulo é de uma das músicas da banda Bastille, cujo nome é Icarus (link na citação).


Última edição por HeyPaulo em Seg 4 Ago 2014 - 20:37, editado 1 vez(es)
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Re: Nefarious

Mensagem por DarkZoroark em Seg 4 Ago 2014 - 20:14

HeyPaulo o/
Vi que já tinhas postado o novo capítulo então resolvi dar uma passada aqui de uma vez e não ficar flauteando pra postar o comentário. Então, sem mais delongas, vamos ao review:
Apesar de um tanto curto achei o capítulo bem legal. Deu uma esclarecida muito boa e serviu para a introdução dos que parecem ser os dois personagens principais. O nome do protagonista ser Icarus foi um detalhe que eu curti. "As Asas de Ícaro" é um dos contos da mitologia grega que, apesar de não ser lá um dos que mais gosto, sempre me fizeram refletir sobre a vontade e o desejo humano.
O Dário o estar ajudando também é algo que levanta suspeitas. Pela maneira com que isso foi feito meio que me lembrou a fuga do Desmond em Assassin's Creed II. Por conta disso fico imaginando que o motivo para tal ação seja porque o Icarus tenha alguma habilidade ou talento oculta que vá ajudar tanto ao Dário quanto aos seus aliados a lutarem contra a Team Rocket - ou posso estar viajando demais. Só esperando para ver.
Gostei do fato de que, mesmo que o homem tenha tratado suas feridas e lhe dado algo para beber o Icarus continue desconfiado do mesmo. É algo que, apesar de ser uma reação que eu considere normal, não é muito vista em Fanfics de Pokémon - pudera né, metade delas são de jornada. Fico no aguardo para ver como que essa relação tensa entre os dois irá se desenvolver.
Quanto a erros encontrei apenas um:

HeyPaulo escreveu:- Quando se fica em um cúbico por uma semana e sem nem mesmo poder esticar suas pernas, andar é quase que impossível.
Deveria ser "cubículo" nesse ponto. "Cúbico" é unidade de medida.
De resto não vi nada de muito alarmante. A escrita está ótima e é fácil ter um entendimento da história com a mesma. Fico no aguardo do próximo capítulo. ninja
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Re: Nefarious

Mensagem por Black~ em Ter 5 Ago 2014 - 21:05

Bom, vamos lá.

Eu achei esse capítulo bem interessante. Foi curto, mas eu não me importo muito com o tamanho, mas ficou interessante. Com a revelação dos possíveis protagonistas e o cara parando de sofrer um pouco, quem sabe, né? Mas enfim.

De toda forma, acho que o Dário ou é gay ou sabe de algo bem foda do Icarus, e o "quer" pra ele, fingindo ser amigo e tudo mais, bom, vamos esperar. Mas é curioso que a Equipe Rocket estava atrás do Icarus, então talvez o Icarus tenha algum superpoder ou algo bem valioso, vamos aguardar.

Enfim, não tenho muito pra falar desse capítulo. Só esperando pra ver essa relação dos dois e tals.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Nefarious

Mensagem por whoispaulo em Qui 14 Ago 2014 - 22:06

Faaaala galera! To aqui pra trazer o segundo capítulo da nossa fanfic! Assim como o anterior e possivelmente os próximos, esse capítulo começa com uma volta no passado, afim de entendermos mais um pouco de Icarus. Esse capítulo também não tem muita ação, mas já é uma introdução de prováveis acontecimentos futuros! Obrigado mesmo a todo mundo que leu, à quem leu e comentou, á quem só leu, á quem achou uma bosta. Enfim, todo mundo! É importante pra mim saber o que vocês acham, porque assim é o único modo de eu melhorar, em todos os aspectos. Um agradecimento especial e respostas aos meus comentaristas da vez.

Agradecimentos:
@DarkZoruark: Obrigado pelo comentário! E sim, o Icarus é bem desconfiado e mesmo ele confiando em você, nunca vai ser por completo. Vacilou uma vez com ele, nunca mais será a mesma coisa. Valeu por apontar os erros e espero seu comentário no capítulo de hoje! Fique de olho na fic, hein! Abração!

@Black~:  Muito obrigado pela crítica! E vou te contar, NEM EU sei se o Dário é gay ou não. Hahahaha. Ta tudo recente ainda pros dois e vamos ver com o desenrolar da história como a sexualidade deles vai aflorar. Não deixem de acompanhar! Até mais!

Então pessoal, sem mais delongas, eis aqui o capítulo de número dois. Aprovem e não deixem de comentar!

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Chapter 2




"Oh why you wanna break away
I'm bleeding
I can see you now in shades of grey
A memory fading
I can see you wanna break away
I'm bleeding
I can see you now in shades of grey
A memory fading"




"Eu corri rápido e me escondi por detrás de uma das inúmeras árvores que formavam a Ilex Forest. Me encolhi o máximo que pude e esperava não ser visto. Os arbustos que cresciam ao derredor eram densos e de cor escura. Por vezes alguns chacoalhavam e acreditava eu ser algum Pokémon selvagem. A floresta estava cheia deles e era o lugar perfeito para uma captura. O sol estava forte e os feixes de luz atravessam a folhagem e criavam pequenos pontos luminosos no chão verde da floresta.

Ainda encolhido, tentei ver por entre o tronco da árvore colocando apenas um pouco de meu rosto pra fora do esconderijo. Pouco o suficiente para que pudesse ver algo se aproximando. Com uma das mãos me apoiava no chão e com a outra tampava a boca na tentativa de emitir o mínimo de som possível. Respirava levemente pra quem nem mesmo minha respiração ele fosse capaz de ouvir. A audição dele era sobrenatural! Não existia um som que ele não fosse capaz de distinguir e nem mesmo algo que ele não pudesse escutar com precisão. Isso fazia dele brilhante, excepcional.

O vento soprou forte e um pouco da poeira bateu em meu rosto. Instantaneamente levei as mãos aos olhos e os esfreguei. A ardência e a sensação de que pequenos grãos arranhavam meus olhos era péssima e como reação de meu próprio corpo, lacrimejei. Pisquei diversas vezes e ainda com a visão embaçada, via a silhueta em minha frente; silhueta está que me era familiar.

- Pensei ter ouvido você dizer que dessa vez seria mais difícil te encontrar! - ele disse com o tom de deboche seguido de um sorriso bobo.
- Eu teria escapado e mudado de esconderijo se não tivesse perdido minha visão. - respondi enquanto ainda esfregava os olhos.
- Venha. Vamos lavar esse rosto - ele disse pegando em meu braço e me levantando.

Mitchie era alto pra um alguém de treze anos. Na verdade era apenas alguns centímetros mais alto que eu. Crescemos juntos e desde criança foi meu único amigo. O único que se manteve ao meu lado e o único que eu confiava de olhos fechados. O único que não me julgava ou criticava. Mitchie era meu irmão. Ele não se importava em ser visto com uma criança de dez anos, com um inicial recém recebido das mãos do Professor Pokémon local e nem mesmo ligava para as gozações e olhares tortos. Ele se importava comigo e apenas comigo.

- Ponha bastante água. - ele disse enquanto eu lavava meu rosto em um pequeno lago.

O frescor da água em meu rosto diminuía o calor que eu sentira. Antes de me levantar, joguei um pouco de água em meus cabelos e os arrastei pra trás com as mãos. Apoie-me no chão e me levantei rapidamente ainda com Mitchie ao meu lado. Ele estava com um meio sorriso no canto do rosto que se tornou em um sorriso largo e aberto assim que o olhei e ri. Os cabelos brancos seguiam o curso do vento e balançavam no ritmo da brisa. Os olhos de cor azul eram sinceros e pareciam ver através de mim. Parei por um instante e o observei. Não que eu já não tivesse feito o mesmo antes, mas dessa vez o observei de verdade. Mitchie era o único que realmente sabia quem eu era e me aceitava por completo.

- Ah, quase me esqueci. - ele me disse antes de por a mão no bolso traseiro de sua calça e tirar uma pokébola. - Isso é pra você!
- O que é? - perguntei ansioso. Ele não respondeu.
- Você vai gostar.

Peguei a pokébola com uma das mãos e ansioso liberei o Pokémon que ali contia. Um pequeno brilho verde reluziu quando o liberei e logo pude ver do que se tratava. Um Butterfree vivaz e encorpado que logo abriu suas asas ao sair da pokébola, que com o leve bater das mesmas tomou voo pairando sobre nós. Ele realmente era diferente. Não seu corpo ou coloração, mas sim seu olhar. Em instantes, o pequeno monstrinho desceu até nós pondo-se em minha frente possibilitando assim nosso primeiro entreolhar.

- Ele tem o que chamamos de Heterocromia. Assim como você. - Mitchie explicava-me. - Alguns Pokémons sofrem alterações genéticas ainda dentro de seus ovos. Seja ela por ação humana ou pela própria natureza. Isso explica a existência de Shinies, cores incomuns, asas de formato diferentes e, o mais raro deles, a Heterocromia.

Admirava a beleza exótica de Butterfree enquanto ouvia as palavras de meu parceiro. Sua raridade era grande e Mitchie havia comparado-me à ele. Ele estava errado. Eu não tinha nada de especial ou raro. Nossa única semelhança era uma estranha alteração genética. Por que tal comparação? Será mesmo que eu era especial? Mesmo sem conhecer as incógnitas que pairavam sobre minha mente, era notável a conexão existente entre meu recém mascote e eu. Com o mesmo ainda planando diante de mim, aproximei-me e estendi a mão pondo-a perante ele. Com um único movimento, Butterfree inclinou sua cabeça e a tocou em minha mão. Pude senti-lo pela primeira vez e a sensação era boa. O inseto, agora meu, liberou um pequeno som, este que parecia de satisfação e felicidade, fazendo-me sorrir.


X
- Você volta amanhã? - perguntei antes de me despedir.
- E algum dia eu deixei de vir?

Sorri e o abracei antes de ir. Virei-me de costas e o avistei despedindo-se enquanto balançava os braços dando tchau. Ele voltaria amanhã."



Pra alguém que costumava ir todos os dias à Ilex Forest, eu já não aguentava mais o local. O ar era espeço e denso, o cheiro era forte e mesmo tendo ficado preso por longos sete dias, tudo que eu desejava era não estar ali. Minha cabeça doía, latejava. Minhas pernas estavam francas e todo meu corpo parecia sentir a mesma dor. Dário fazia o possível para que nos alimentássemos, mas era difícil conseguir alimentos que não fossem Berries ou ervas, mas ainda assim melhores que as sobras que me davam no covil. Água potável não nos faltava, para nossa sorte. Um pequeno lago ao norte, próximo a saída para a Rota 34, era nossa fonte. O clima da floresta era agradável em certos momentos e em outros era simplesmente insuportável. Volte e meia alguns treinadores passavam com seus companheiros e Pokemons pelo caminho dentre as árvores enquanto eu e Dário nos escondíamos na esperança de que nenhum deles tivesse visto qualquer um de nós.

Eu já não me importava com a presença estranha de Dário junto a mim. No entanto, sua fidelidade repentina e seu estranho interesse em ajudar-me ainda me intrigavam. Por vezes, tentava estabelecer um diálogo na tentativa de descobrir algo que me fosse útil, mas o rapaz era esperto demais até mesmo pra soltar um simples detalhe. Me enganei em subestimá-lo; porém até o mais forte dos guerreiros tem seus deslizes e pontos fracos.

O fato de me esgueirar pelas árvores, rastejar pelo chão e esconder-me em arbustos me trazia cada vez mais desgosto pela situação. Minhas roupas já estavam puídas e sujas e minha pele coçava devido ao contato com algum tipo de planta. Levantei-me detrás de uma árvore e verifiquei o local torcendo para que ninguém estivesse por perto. Eu estava sozinho, já que Dário havia deixado-me pouco antes de procurar algo para comermos. Olhei mais uma vez ao derredor. Nada. Puxei minha blusa e a tirei deixando meu peito nu. Abri o botão de minha calça e a abaixei. Senti o vento quente da floresta em meu corpo, que de certa forma ainda me trazia frescor.

Com calma caminhei até o lago e adentrei as águas claras e geladas sem pressa alguma. Com passos curtos cheguei ao nível um pouco mais baixo na qual as águas cobriam meus ombros. Relaxei meu corpo e o deixei balançar com a leve movimento da mínima correnteza. A água cristalina possibilitava a visão até determinado nível do lago. A parte mais funda era mais escura e parecia ser o centro. Era possível avistar a outra margem pouco antes de uma grande parede de árvores com seus largos troncos. Ainda com os ombros submersos, com as mãos apanhei um pouco de água e molhei meu rosto. A sensação da água escorrendo por minha pele fazia com que eu relaxasse cada vez mais. Antes que eu me virasse, uma pressão em minha cabeça fez meu corpo descer e sem a possibilidade de tomar ar engoli um pouco de água. Me debati e escapei do que me prendia e estranhei não ter suspeitado do que se tratava quando emergi.

- Eu precisava fazer isso! - disse Dário entre risos exagerados enquanto jogava mais água em mim com as mãos.
- Foi pra isso que me tirou do lixo daquele quartel? - disse com raiva - Pra me matar aqui fora?
- Foi apenas uma brincadeira, Senhor Eu Levo Tudo a Sério.

Sem a possibilidade de eu indagar algo, Dário mergulhou em meio as águas e surgiu um pouco mais distante e fez isso por incontáveis vezes. Os cabelos negros pesados por conta da água agora estavam todos para trás e o corpo moreno, agora nu, não se cansava de mergulhar. A raiva momentânea se esvaziava cada vez mais de mim e dava lugar à indiferença. Nadei um pouco para longe, mais para o meio do lago, e desci meu corpo permitindo a água cobrir-me por completo e ali fiquei. Com o pouco barulho, submerso eu pensava em tudo que até então eu tinha vivido. Lembranças corriam pela minha mente, memórias ruins pareciam nunca ir embora e a saudade se multiplicava a cada devaneio que tinha. Fechei os olhos e descansei ali.

Abri meus olhos e vi o corpo de Dário se aproximando. Quando perto de mim, me tomou pelos braços e levou-me à superfície. Inspirei fundo e revigorei o ar em meus pulmões. Limpei a água do rosto e vi Dário com o olhar assustado me encarando. Me desprendi de suas mãos mas me mantive diante dele fitando-o e observando seu olhar perplexo.

- Você é algum tipo de louco? - ele perguntou assustado. - Eu achei que você tiha sumido. Eu me distancio de você por alguns segundos e você some? Eu não to aqui pra brincadeira!
- Falou o senhor que praticamente me afogou! - respondi nervoso.
- Uma brincadeira não chega perto do que você fez agora!
- De que porra você está falando?
- Você ficou lá em baixo por quase uma hora! - ele gritou perto de mim.

Fiquei estagnado olhando diretamente para Dário e ele sem palavras, ainda assustado, me encarava também. Eu pensei que nunca acontecia de novo. Mesmo estando habituado com tal situação, eu era capaz de perder a noção do tempo quando o mesmo acontecia. Eu relaxa e quando abria meus olhos, horas já haviam se passado. Era como um mini coma, algo imperceptível para mim.

- Você vai me contar o que houve ou não? - disse Dário segurando-me pelos braços.
- A gente precisa sair daqui!

Me soltei de Dário e corri em direção a margem sem ligar para meu corpo nu, na qual o mesmo já havia visto outrora. O forte rapaz correu e me alcançou, me virou bruscamente e olhou em meus olhos. Seu olhar era diferente agora, preocupado. Ele me sacudiu e me jogou no chão perto de minhas roupas. Seu semblante já não era mais o mesmo e sentia a fúria que ele transparecia.

- Vista suas roupas e vamos dar o fora daqui! - ele ordenou em tom alto - Ande! E nem mesmo pense em sair do meu campo de visão!

Tomei minhas roupas e comecei a vesti-las ali mesmo. Com pressa e sem perceber, Dario já estava vestido e me encarava enquanto eu me compunha. Seu olhar seco e sem expressão assustava, me dava calafrios e ao mesmo tempo um ar de segurança. Sua expressão era de espera e impaciência. Já com algumas bolsas na mão, cheias de objetos e alimentos roubados, meu companheiro, se é que o posso chamar assim, apenas de calça e botas, se ergueu e deu início a caminhada. Calado ele seguiu por um caminho entre as árvores ainda na tentativa de nos esconder.

- Onde nós vamos?
- Cale a boca e me acompanhe. - ele respondeu com grosseria. Apertei meu passo e me pus diante dele.
- Me diga onde vamos! - gritei. Sem tempo nem mesmo para um piscar de olhos, a mão de Dário atingiu o lado esquerdo de meu rosto. A pressão e a força foram tanta, que me corpo cambaleou e fui direto ao chão.

Minha visão ficou turva e meu rosto ardia. Pisquei algumas vezes afim de recobrar as forças e o foco. Dário inclinou apenas o tronco em minha direção e com uma das mãos, virou meu rosto em sua direção para que assim fosse possível vê-lo.

- Eu não te tirei da porra daquele cubículo fedido pra aguentar esse tipo de coisa! - ele disse ao pé do meu ouvido - Eu te tirei de lá porque sei que você é importante para eles e mesmo colocando minha merda de vida em risco, eu estou ajudando você e não eles!

A ênfase que ele deu em "você" me fez refletir. Ainda era um mistério o real motivo da ajuda de Dário, mas mesmo que de forma mínima, eu ainda levava em consideração a fuga que ele me proporcionou. Antes dele se levantar, me segurei em seu braço e o usei como suporte para levantar. Sacudi minhas roupas e continuei seguindo Dário em frente sem nenhuma palavra. Eu o olhava com os olhos de quem pede um olhar de volta, mas eu não o recebia.

Mesmo perto da saída para a Rota, alguns minutos foram o suficiente para que chegássemos em uma pequena pousada e lar de dois anciões. Por sorte o Day care estava vazio, isso se não fosse pela presença do minúsculo senhor e sua esposa e um número considerável de Pokémons. Durante nosso check-in no local, fiquei sentado num pequeno sofá enquanto esperava Dário retornar com tudo resolvido. Assim foi feito. Nosso dinheiro, nosso não, dele, rendeu o suficiente para uma única noite; sendo assim aquele o único dia que ficaríamos.

As escadas em forma de caracol levavam ao segundo andar, este que era escuro. Uma porta no fundo do corredor era nosso destino temporário. O sol, agora já se pondo, entrava pela janela formando o único meio de iluminação natural do quarto. O cômodo era pequeno e mal distribuído, os móveis batiam com o estilo do quarto. No canto, perto da janela, uma única cama. Ainda assim era uma cama; uma melhor que nenhuma. Com o corpo já cansado, refletindo assim em sua aparência, Dário largou as mochilas ao chão, caiu de costas a cama e não perdeu tempo em se livrar de suas roupas.

- Eles vendem umas roupas no bazar no andar debaixo. Compraremos antes de partirmos pela manhã. - ele explicou. Sacudi a cabeça em sinal de concordância. - Me desculpe pelo tapa.
- Eu meio que mereci. - respondi logo em seguida
- Eu to nessa por você. Não sei o porquê, mas me sinto na obrigação de te ajudar.

O silêncio foi completo depois da frase de Dário. Sentado no chão e recostado na parede eu o olhava deitado sem ver seu rosto. Respirei fundo e tomei o máximo de ar possível.

- Já não é a primeira vez.
- O que? - ele perguntou subitamente.
- Ficar nesse transe. - respondi. - Já aconteceu por horas.
- Mas e o lance da água? Como conseguiu sobreviver?
- Eu simplesmente desligo meus sentidos. É uma catástrofe sempre que acontece. Eles vão me encontrar depois disso.
- Não se nós os acharmos primeiro.

Conversávamos eu olhando para o chão e ele para o teto. Em um pulo ele se levantou e sentou ao chão em minha frente.

- Vamos entrar no antigo prédio de domínio da Team Rocket. Fica na próxima cidade.
- Você só pode estar ficando maluco! - critiquei - Eles me querem! É isso que vai dar à eles?
- Icarus, eles não nos verão. O prédio ta abandonado e podemos entrar pelo subsolo. - ele explicou tirando uma planta da mochila. - Podemos coletar uns arquivos antigos e ver se descobrimos algo. Entraremos por essa passagem e sairemos pela mesma.
- E o que você espera encontrar lá?
- Respostas! - ele falou rápido - Alias, eu recuperei isso pra você. Foi o único que consegui de volta.

Dário vasculhou a mochila e retirou uma pokebola; objeto esse que era familiar. Um pequeno "M" riscado na época com algo pontudo ainda era visível. Ele estendeu as mãos e me entregou. Levantei o braço trêmulos e tomei a bola para mim. Minha única lembrança dos dias passados, das pessoas que se foram e de tudo que até agora eu tinha vivido estava ali dentro. Era ele, era meu Butterfree ali dentro. Eu não estava enganado. Uma fisgada de dor e saudade tomou meu coração mas minha mente estava tão focada e entorpecida que a dor era o mínimo naquele momento.

- Espero que não se importe por eu ter checado o que tem dentro antes de te entregar. - Dário disse - Ouvi dizer que eles são de extrema raridade. Mas raros que Shinies. Os olhos dele, eles são como os seus.
- Eu me lembro deste.

Num movimento com a mão direita, Dário removeu uma mecha de cabelo que cobria um de meus olhos e a pôs atrás de uma de minhas orelhas, expondo assim meu outro olho.

- Bem melhor assim!

O olhar de Dário agora era um olhar determinado. Sua boca vomitava as palavras e seus olhos frenéticos nem mesmo piscavam. Meu coração batia forte apenas em imaginar adentrar o antigo prédio sede de tal organização, essa que me queria morto. Ou vivo. Eu nem mesmo sabia como eles me queriam, mas eles fariam de tudo para ter a mim. Enquanto meu mais novo aliado falava, me questionava se o mesmo realmente não sabia o real motivo e interesse de sua antiga "família" comigo. Eu descobria, nem que pra isso fosse preciso levar na cara mais mil tapas vindo dele.

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Então amigos, é isso. O que acharam do capítulo? Será que Dário e Icarus vão conseguir adentrar ao antigo prédio sede da Equipe Rocket e escapar em segurança? Comente, critiquem, elogiem, façam o que quiser porque a casa é de vocês!  Fiquem de olho e no aguardo do próximo capítulo. Até mais pessoal!


Curiosidades:
- A citação no começo da capítulo é de uma das músicas da cantora e atriz Lea Michele, cjujo nome é Thousand Needles (link na citação).
- Heterocromia é uma característica genética na qual o portador possui um olho de cada cor. Pode acontecer tanto em animais, quanto em seres humanos. Podendo também ser total, resultando assim em olhos de cores distintas; ou parcial, resultando em algumas manchas de cores diferentes na íris.
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Re: Nefarious

Mensagem por Brijudoca em Sab 16 Ago 2014 - 13:24

Fala HeyPaulo

Já estou de olho em sua fic há alguns dias e acabei esperando o sábado para ler com calma e poder vir comentar.

Icarus é um dos protagonistas mais interessantes que eu já vi em uma fic. Ele é tão misterioso, tão intrigante, sei lá, simpatizei muito com ele e sua escrita em primeira pessoa faz com que seja mais fácil se conectar com ele, só não consigo imaginá-lo muito bem pois não faço ideia de qual é sua idade qqqq

No final desse capítulo 2 só senti falta dele soltar o Butterfree da pokeball para terem um reencontro emocionante lol

E nem você sabe se o Dário é gay? Olha, pra mim a única possibilidade dele não gostar dessa fruta é se ele for parente do Icarus porque o jeito que ele o trata não me deixa dúvida HAHAHA

Sua escrita é linda, adorei a forma que você descreve as personagens e os locais sem ficar cansativo. Não vi nenhum erro prejudicial a leitura.

Acabou de ganhar um leitor, então até o próximo capítulo o/
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Re: Nefarious

Mensagem por Black~ em Dom 17 Ago 2014 - 17:15

Bom, vamos lá.

O capítulo, como você disse, não teve muita ação, foi mais uma revelação do passado que me colocou uma pulga na orelha em relação ao Dário, mas é só uma pulga mesmo, não acho que seja nada de mais. E um pouco do avanço da vida deles.

Teve um momento que o Icarus diz pra eles saírem dali, mas depois é o Dário que ordena que eles saiam dali imediatamente e o Icarus não entende nada. Na verdade eu também não entendi nada, já que primeiro o Icarus diz pra sair e depois o Dário que diz pra sair, ah sei lá.

Depois dessa revelação do fato do garoto ter heterocromia, eu fiquei pensando que talvez a Equipe Rocket queira alguma coisa com o garoto por esse fato, ou por ele ter essa doença e o seu Butterfree também. Sei lá, tem que ir deduzindo, já que a fic não revela nada -q.

Bom, aquela pulga que eu disse poderia ser o fato do Dário ser irmão do garoto, talvez irreconhecível com o tempo que passou e tudo mais, mas acho que seria meio impossível isso, já que o garoto reconheceria o irmão de qualquer forma. E, se não é irmão, é gay, é impossível esse cara não ser gay -q.

Erros eu vi alguns, mas não vou citar.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Nefarious

Mensagem por whoispaulo em Qui 28 Ago 2014 - 11:23

Hey hey hey amigoxxxx! Hoje eu trago à vocês mais um capítulo da minha, da sua, da nossa fic! Nesse novo capítulo tivemos a introdução de mais um personagem que veio pra dar um gás nas coisas e causar umas intrigas. Tivemos também a revelação de um fato de Dário que vocês estão morrendo pra saber (mesmo já duvidando hahaha). Tem uma breve explicação sobre Mitchie que vai deixar vocês com uma pulguinha atrás da orelha e dar mais dúvidas pra vocês. Me desculpem se não to revelando muito, mas é que quero manter o nível de mistério e aos poucos vou jogar umas pistas pra ver se cês pescam. Aliás, nesse já tem uma, então atentos!  Adicionei à primeira postagem uma espécie de ficha técnica de cada personagem da fic até o momento , descrevendo-os melhor, pra que assim vocês possam imagina-los com mais facilidade. Agora não poderia deixar passar meus agradecimentos.

Agradecimentos:
@Brijudoca: Cara, cê não sabe como eu fico feliz com um comentário seu! De verdade. Eu lembro de quando entrei no fórum e você era redator, se não me engano. Até eu que sou um pouco old sei que cê é old dos olds! Hahahaha. Agora sobre a fic, Icarus é realmente muito intrigante. Ele é muito misterioso e mesmo eu tendo criado ele, confesso que as vezes me pergunto o que se passa naquela cabecinha. Dário era uma incógnita pra mim e juro de coração que eu não o faria gay. Hahaha. Mas minha escrita acabou levando ele pro lado colorido da força. Agradeço demais mesmo pelos elogios e espero que você goste da fic e continue acompanhando. Qualquer dúvida, entra em contato comigo! Agraço!

@Black~: Não se fruste, você é inteligente e pesca as coisas fácil, então atenção nas entrelinhas dos capítulos, tem respostas lá! Hahahaha. O Dário odeio ser contrariado, por isso a mudança súbita dele no último capítulo. Ela falou com Icarus e acabou se irritando com facilidade, daí enloqueceu e quis embora. Ele é um garoto chorão! Mais uma vez obrigado pelo comentário e fica de olhoooo! Hahahaha.

É isso pessoal, fiquem de olhos abertos para os detalhes pra algumas pistas. Espero que gostem dessa novo capítulo e não deixem de comentar sobre. Vejo vocês no próximo cap. Até mais galera, fiquem com esse escrito direto do forninho da Giovana! See ya!

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Chapter 3




"You found me dressed in black
Hiding way up at the back
Life had broken my heart into pieces"





Com movimentos leves e cuidadosos, tentei me levantar tomando cuidado para não acordar Dário. O estreito colchão fez com que ficássemos colados na cama e o contato com ele era inevitável. Seu corpo definido e grande me obrigou a encolher-me e por inúmeras vezes eu sentia sua respiração próxima à meu pescoço e seus braços em cima de mim. O corpo dele era quente, forte, e olhá-lo dormir, por mais que soe com um ar de psicopatia, era interessante. Seus cabelos negros bagunçados eram um charme. A barba pra fazer, agora bem mais cheia que anteriormente, já cobria seu rosto dando a ele um ar maduro e de superioridade. O peitoral definido estava coberto pelo leve lençol, que por sinal era pequeno para ele, já que não cobriam seus pés. Dormia como se estivesse em casa, a vontade, esparramado e apenas de roupas íntimas. Com um movimento rápido saltei da cama e antes de dirigir-me à varanda, tomei minha pokébola em mãos.

O céu sem nenhuma nuvem possibilitava a visão das incontáveis estrelas. Pontos luminosos uns maiores e mais brilhantes que outros. Apoiei-me na sacada e olhei ao redor. Deixei a brisa bater em meu corpo enquanto mantinha a cabeça erguida. Respirei fundo e me concentrei no silêncio da noite. Busquei sons ao redor canalizando toda minha energia e esforço para meus ouvidos, forçando-o mais que o normal. Mitchie havia me ensinado sua técnica e a concentração era indispensável para que a mesma fosse bem sucedida. A última vez que a usei foi no covil dos Rockets antes de ser resgatado por Dário; era bem útil e ainda sou capaz de reconhecer os agentes pela forma de seu caminhar.

Com a mão, logo após me apoiar na sacada, fiz força e sentei-me sobre a mesma. Apenas com um leve short, este que Dário havia roubado de algum varal, eu me sentia leve e confortável. O vento trazia um aroma agradável e um ar levemente gélido. A rota estava vazia. A água de frente para a sacada da casa refletia a grande lua cheia que brilhava ao céu juntamente com as estrelas. Calafrios tomavam conta do meu corpo, mas o vento, com sua brisa, fazia o trabalho de levar qualquer preocupação minha embora. Eu me esvaziava de tudo, até de mim mesmo.

Usando uma das mãos joguei a pokébola ao ar e libertei Butterfree. A luz verde que saía da mesma sempre me chamava atenção. Ele voou pelo céu noturno indo cada vez mais alto enquanto eu o observava tomar altitude. Como um rasante, ele caiu do céu rasgando os ares e logo em seguida posou exatamente em frente a mim. Ele era lindo! A cada olhar que eu dava para meu parceiro, uma memória boa me vinha a cabeça. Os momentos felizes ao lado dele me faziam lembrar de minha infância e como tudo parecia ser mais fácil à anos atras. Ele sempre emitia sons similares, sons estes que para um qualquer, soavam apenas como ruídos de felicidade. Mas não pra mim, eu o entendia.

Fiz um sinal com a cabeça chamando-o para perto de mim e lhe fiz um carinho. Desci a mão à altura de seu pescoço e fiz um leve movimento com os dedos. Eu sabia que ele gostava pois sempre sorria quando sentia minhas mãos sobre ele. Tomei uma de suas pequenas patinhas e o puxei para perto de mim concluindo o movimento com um abraço. Era bom senti-lo. Por anos, logo após a partida de Mitchie, Butterfree foi meu suporte, minha força. Ser tratado como aberração até mesmo por meus pais, fez com que eu me isolasse cada vez mais do mundo, ligando-me assim a meus Pokémons.

- Somos só eu e você agora, amigão. - disse enquanto Butterfree se dirigia à minha cabeça e logo após pousando - Na verdade, nós três. Não perca seu tempo se escondendo por de trás das cortinas, Dário.

Os passos dele eram fáceis de se ouvir. Até alguém não especializado em ruídos conseguiria ouvir os passos pesados e fortes que o mesmo dava. Ele se aproximou e se sentou na sacada de costas para a paisagem. Cruzou as mãos e reclinou seu corpo, fazia pose de pensador, como se estivesse refletindo. O vento fez seus cabelos balançarem fracamente e pude ouvi-lo respirar fundo. Pondo-se sentado de maneira ereta, ele se virou para a vista e com seu meio sorriso de canto de boca olhou para mim. A luz da lua fazia sua pele brilhar e ficar mais vibrante. Soltei um pequeno sorriso correspondendo o que havia recebido.

- Ele é muito bonito mesmo. - ele disse levando à mão até Butterfree acariciando-o.
- Foi um presente de um velho amigo.
- Parece que você é bem querido por esse amigo a ponto de receber um presente tão raro quanto este exemplar.
- Sou. - respondi antes de meu silêncio - Ou costumava ser.

Abaixei a cabeça, respirei fundo e passei a mão em meus cabelos. Dário se aproximou e se inclinou na tentativa de estabelecer um contato visual comigo. Foi em vão. Estava de olhos fechados remoendo mais uma vez minhas lembranças e trazendo a tona situações que deveriam ser esquecidas e jamais postas à mesa novamente.

- Eu o conheço.
- Não. - respondi - Não o conhece.
- Mitchie Newcastle. Tinha dezesseis anos até o dia do desaparecimento. - ele respondeu rápido - Capturado pela Team Rocket em 18 de outubro de 2010. Acreditavam na possibilidade de alguma alteração genética em seu genoma. Fui o primeiro ser humano usado no Projeto Gama antes do cancelamento do mesmo.
- Eu disse que você não o conhecia.
- Eu te contei sobre ele.
- Você descreveu o Mitchie do Projeto Gama. - respondi com tristeza na voz - Não o Mitchie que eu conheci.

Levantei a cabeça com os olhos em lágrimas. Com um movimento, Dário se aproximou mais e tomou minha mão apertando-a forte. Ele me olhava sem expressão, talvez na tentativa de não demostrar nada. Soltando minha mão, seu braço agora me envolvia em um abraço. Apertei os olhos e sentia as lágrimas correrem por meu rosto e pingarem em minhas pernas. O sentimento de revolta que outrora eu já não possuía, agora voltava a mim trazendo as mesma memórias vazias e carregadas de dor. Eu chorava feito criança enquanto Dário ajudava-me a descer da sacada levando-me para o quarto. Sentando-me a cama, sentia meu corpo balançar com fraqueza e minha visão se turvava. Logo após Dário se sentar, joguei minhã cabeça em seu colo e ali fiquei, chorando até que minha visão se turvasse por completo seguida de minha queda no sono.

x

Acordei com a luz do sol batendo forte em meu rosto. As cortinas balançavam com a força da brisa e o dia parecia estar totalmente aberto. Esfreguei os olhos tentando enxergar melhor antes de me levantar. Um fraco e abafado ruído vinha do banheiro. Levantei-me com calma e fui em direção a porta. Estendi a mão em direção a maçaneta quando a mesma se abriu com rapidez e Dário surgiu em meio a neblina quente do cômodo. Seu corpo estava molhado e ele envolto em uma toalha branca. Ele como sempre riu enquanto me olhava fixamente.

- Eu preciso passar. - ele disse entre os risos.
- Oh, me desculpe. - disse passando a mão em meu cabelo colocando-o atrás da orelha.
- Fico feliz por ter me escutado quando disse que assim é melhor. - ele disse passando por mim dando passos de costas para manter o contato visual.

Fechei a porta sem pressa olhando-o com seu sorriso pouco aberto. O som do trinco da porta foi baixo. Recostei minhas costas sobre ela e desci até o chão; fiquei ali por alguns minutos antes de entrar no box. Sedento por água fresca, o banho veio em ótima hora. A água escorrendo por meu corpo quente lavava até minha alma. Por incontáveis minutos fiquei ali sobre a mesma deixando-a tocar minha pele, refrescar-me e levar com ela toda a dor que ainda sentia ao lembrar de Mitchie. Pensava também em minha conversa com Dário na noite anterior e como ela terminou. Me sentia fraco, não em forças corporais, mas sim em mentais. Era impressionante o poder descomunal que Mitchie ainda tinha sobre mim, mesmo depois de anos de partida. Seu espírito parecia me perseguir, parecia nunca me deixar em paz. Sua voz atormentava minha cabeça e ecoava em meu cérebro durante todos os dias dos últimos quatro anos. Eu vivia sobre sua sombra, mesmo que eu não a visse mais. Meu coração estava condenado a seguir comprometido com um fantasma, um demônio do passado que eu já não aguentava mais carregar em minhas costas. Era um parasita que carregava em minhas entranhas, um hóspede indesejado.

A porta se abriu a Dário adentrou o cômodo. Agora apenas de calças, se apoiou na pia e jogou um pouco de água na rosto e pôs um pouco na boca. Gargarejou e logo em seguida cuspiu. Olhou pra mim e mostrou os dentes num sorriso largo como se peguntasse se seus dentes estavam limpos. Fiz que sim com a cabeça ainda dentro do box embaçado. Antes de sair me disse que havia comprado novas peças de roupas e que as mesmas estavam sobre a cama. Respondi com um breve obrigado antes que ele deixasse-me sozinho novamente.

Enrolei-me na toalha antes de abrir a porta que dava acesso ao quarto. Estava vazio. Na cama as roupas e um bilhete de Dário escrito com uma estranha caligrafia dizia para vestir-me com rapidez e encontra-lo no andar de baixo. O quarto já arrumado agora estava como o encontramos. Os lençóis esticados, cada coisa em seu lugar, janela fechada. Me livrei da toalha e tratei de me vestir. As roupas eram confortáveis e bem melhores que as anteriores. Pus a blusa de cor escura e mangas brancas com leveza enquanto sentia a maciez do tecido. O short jeans era um pouco apertado e terminava na altura do joelho. Um par de tênis, também em cor preta, estavam em tamanho perfeito encaixando-se exatamente em meus pés.

Vestido, segui pelo corredor até a escada em rodamoinho e desci com calma. Dário gargalhava de alguma palhaçada ou citação do velho senhor e dono do estabelecimento. Sua esposa apenas acompanhava o papo dos dois com um olhar atento acompanhado de um sorriso alegre. O papo parou assim que me avistaram. Caminhei até o balcão onde todos se encontravam já agradecendo Dário pela roupa.

- Agradecemos a hospedagem - disse para a senhora.
- É sempre bom receber jovens bem intencionados como vocês em nossa casa. - ela disse.
- E faz tempo desde que seu amigo não para por aqui. - o senhor disse olhando para Dário - A última vez foi com um outro rapaz. Se me lembro bem, era de uma das lojas de veículos de Goldenrod City.
- Outro rapaz? - perguntei.
- Não era ninguém! - Dário disse sem graça.
- Não se preocupe, jovem rapaz. Quando se quer ser o futuro de alguém, devemos esquecer seu passado. - o velho disse.
- Oh, não, não! - gritei enquanto senta minhas bochechas se avermelharem - Não estamos juntos.
- Ah querido, tudo tem seu tempo. - disse a velhinha pegando em minhas bochechas agora rosadas. Olhei para Dário com o canto do olhos; ele segurava o riso. - A propósito, como vocês se mostraram ótimo hóspedes, queremos dar-lhes isto.
- São ovos de Eevee. Em pouco tempo chocarão.

Dário arregalou os olhos olhando pra mim. Eu sem palavras e imóvel apenas encarrava os dois senhores com seus mãos estendidas. Ambos seguravam cápsulas protetoras de ovos ao mesmo tempo em que eles emitiam suas luzes anunciando a proximidade do nascimento dos Pokémons contidos ali.

- Não podemos aceitar. - respondi.
- Podemos sim! - Dário atropelou-me tomando as capsulas em suas mãos e me entregando uma delas.
- Sabemos que serão ótimo amigos para esses lindos monstrinhos.
- Até uma próxima vez, queridos! - disse a senhora ao mesmo instante que Dário puxava-me para fora do local.

A forte luz solar bateu com força em meu rosto me fazendo semicerrar os olhos na tentativa de regular a luz que entrava em minhas retinas. O ar trazia um vento fresco mesmo acompanhado de um imenso calor resultado do dia aberto. Virando a esquina do local do Day-Care, já era possível avistar o grande portal que dividia a Rota 34 da cidade. Dário caminhava ao meu lado e por vezes me olhava com cara de bobo segurando seu ovo. A luz era intensa e pareciam mesmo não demorar muito para chocar.

- Você deveria ter demostrado o pingo de educação que você tem agradecendo aquela senhora pela regalia que ela nos deu. - disse julgando-o.
- Eles já tem meus agradecimento. - Dário retrucou.

Revirei os olhos ignorando o rapaz. Após meros passos dados, atravessamos o portal de boas vindas de Goldenrod City. O ar já não era o mesmo, as pessoas corriam com pressa, carros e outros meios de transporte enchiam as ruas, pessoas enchiam as calçadas e lojas. Os prédio enormes não se comparavam à altura da grande torre de rádio da cidade. Lojas e mais lojas compunham a cidade. O barulho era intenso, tal como imaginava ser o ritmo de vida de seus moradores. Mulheres com seus saltos altos e Pokégears ao ouvido, tagarelavam a respeito de tudo com suas companheiras do outro lado da linha. Riam de futilidades e se acabavam em compras. Os homens, muito bem vestidos por sinal, também não largavam seus aparelhos, mas ao invés de bolsas de compras, carregavam suas maletas de couro negro enquanto berravam palavras ligadas ao negócio, explorações de minas subterrâneas, vendas e construções de novas lojas de artigos do tipo que "Todo treinador deste continente vai querer!", como eles os descreviam. A entrada do Game Corner contava com inúmeros grupos de jovens rodeados de fumaça e seus Pokémons ao chão acompanhando-os. Uma horda de babacas que distribuíam olhares de repressão, quando na verdade os reprimidos eram eles. Não me incomodavam, olhares como aqueles eu recebi por toda minha vida, piores até.

- O rapaz que o senhor do Day-Care citou, quem era? - perguntei alto tentando atravessar o alto volume da cidade.
- Já estamos quase lá.

Uma das ruas nos levou até o estabelecimento de vendas e aluguéis de bicicletas. Segui Dário assim que ele abriu a porta fazendo um barulho no sino por de trás da mesma indicando aos que estavam do lado de dentro a entrada de um novo alguém. Com um baixo número de clientes, vi o que parecia ser o dono do local vir até nós recebendo Dário com um carismático aperto de mãos. Assim que apresentado à ele por Dário, recebi meus cumprimentos.

- Ora, ora ora. O bom filho a casa torna. - uma voz masculina e jovial soou por de trás do balcão. Um rapaz loiro e de corpo ligeiramente definido fitava Dário. Seus olhos verdes não piscavam. Caminhou em nossa direção ignorando minha presença posicionando-se diante de meu companheiro.
- É ótimo revê-lo, Dragon.
- Você sabe que eu digo o mesmo, certo? - ele respondeu com um ar de deboche - E quem é seu novo bebê aqui?
- Com licença? - perguntei rápido.
- A quanto tempo ele vem comendo você? - ele perguntou com intimidade e em alto tom.
- Ele não me comeu ainda! - gritei com o menino logo percebendo minha resposta ao olhar para a cara de espanto de Dário - E nem vai!
- Dragon, eu não tenho tempo para suas gracinhas! - Dário disse tomando-o pelo braço fazendo-o olhar para si.
- Essa sua brutalidade me faz minhas pernas bambearem! - Dragon disse rindo
- Precisamos de você!
- Não precisamos não! - respondi com raiva - Não acredito que me trouxe aqui pra ouvir baboseiras desse asno. Vamos embora daqui!
- Mas é agora mesmo que eu vou junto! - Dragon respondeu provocando.

Virei-me soltando o ar de meus pulmões com força. Fitei Dragon e seu olhar era baixo, seu riso era debochado e provocativo, seu ar era de superioridade. Ele se livrou da mão de Dário assim que correu para o cômodo que ficava por de trás do balcão. Dário caminhou até mim com um semblante envergonhado, rosto vermelho e coração acelerado. Apoiou sua mão em meu ombro esquerdo e fiz a gentileza de logo tira-la. Ouvi o risinho de Dragon antes que eu deixasse o local atravessando a porta de entada. Já do  lado de fora e com a cabeça fervendo, chutei uma das latas de lixo da calçada espantando alguns Pidgeys que se alimentavam de algumas migalhas de comidas ao chão. O sino tiniu indicando a abertura da loja e não me espantei ao ver Dário ali parado me encarando.

- Me desculpe pelo meu amigo.
- Amigo? - disse entre um riso sarcástico. - Você chama aquilo de amigo? Ele está mais pra um demônio em forma humana!
- Ele pode nos ajudar. - ele respondeu.
- Pois é bom que ele seja muito útil, caso contrário nada me impedirá de cravar um soco naquele rostinho sínico.

O menos tinir do sino que anunciou Dário, agora anunciava Dragon. Com um única mochila e o olhar somado ao sorriso de deboche ele se posicionou diante de nós com a mão em sua cintura.

- Vamos começar a festa!
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

É isso galera. O que acharam? Será que Dragon vai aprontar mais um pouco? O que será que Dário tem em mente? Icarus vai aguentar as asneiras de seu mais novo "aliado"? Comente, critiquem, elogiem, façam o que quiser porque a casa é de vocês!  Fiquem de olho e no aguardo do próximo capítulo. Até mais pessoal!


Curiosidades:
- A citação no começo da capítulo é de uma das músicas da cantora Sia, cjujo nome é Dressed in Black (link na citação).


Última edição por HeyPaulo em Sab 30 Ago 2014 - 16:02, editado 2 vez(es) (Razão : Correção de erros.)
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Re: Nefarious

Mensagem por Brijudoca em Sab 30 Ago 2014 - 0:58

Morto que você lembra de mim da época de redator hahaha old dos olds e ainda gostando de pokemão, é a vida -qqqqq

Sua escrita é tão cativante, que mesmo não acontecendo quase nada no capítulo ele não ficou cansativo em nenhum momento. Estou ficando cada vez mais curioso em relação ao Mitchie, alteração genética e projeto gama... oi? Explicações pra ontem!

Icarus continua me conquistando capítulo após capítulo, seu carisma é muito alto e seu encontro com o Butterfree foi tão <3 Agora esse relação dele com o Dário já ta tão viada nem o Dragon ou os velhos do Day Care se deixaram enganar auhuahusahuas a propósito, amo o Eevee, fiquei muito feliz que os dois ganharão ovos dele.

Dragon, mal apareceu e já sinto que vou adorar o estilo dele, espero não me decepcionar haha Já estou ansioso pelo próximo capítulo!
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Re: Nefarious

Mensagem por Black~ em Qua 3 Set 2014 - 20:59

Bom, vamos lá.

O capítulo, como disse nosso amigo acima, não teve nada de mais, mas foi até legalzinho de qualquer forma. Na verdade ele não foi cheio de ação e sangue, mas teve sim algo de mais, o irmão do garoto envolvido nesse negócio ai que criou um certo mistério à história.

Cara, já tá na cara que os dois mordem a fronha. Aparecem no banheiro enquanto o outro toma banho, terem uma intimidade mesmo se conhecendo há pouco tempo, além de todo mundo já perceber que eles são gays. Só não fizeram sécsons ainda -q.

Nem achei o Dragon babaca, não. Achei ele um personagem normal ,só meio debochado. Mas, afinal de contas, quem não gosta de personagens assim? Acredito que ele vá virar meu personagem preferido -q. E pelo visto ele também é gay -qq.

Cara, esse mistério do irmão fiquei curioso agora. Projeto gama? Alteração no genoma? Então o rapaz é algum robô ou coisa do tipo? -q. E era por isso que a Equipe Rocket estava atrás do Icarus? Sexta, no Globo Repórter -q, mas enfim.

Erros devo ter visto um ou outro.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Nefarious

Mensagem por whoispaulo em Ter 30 Set 2014 - 15:38

Amigox lindo do meu core, como vocês estão? To aqui não pra trazer o capítulo novo, mas sim uma explicação da minha falta de atividade aqui no tópico. Estou em período de prova na faculdade e estou estudando quase que todos os dias desse mês que se passou. Então tive que ler muitos artigos e textos pra me preparar pra essas provas. Hoje eu trago pra vocês uma pequena carta (pequena MESMO) escrita pelo nosso querido Icarus. Essa que nunca foi enviada. Até porque ele não saberia pra onde enviar. É bem curtinha mesmo. Estava pensando em incluir ela no capítulo seguinte, mas como ele está quase que todo escrito, decidi postar agora pra dar uma notícia e novidade pra vocês. Obrigado pela paciência e não deixem de acompanhar a fic. Os agradecimentos diretos farei assim que postar o capítulo, que por sinal sai essa semana. Até já amigoxxxx!

Letters to Nobody escreveu:

É difícil escrever sabendo que você possivelmente jamais lerá minhas palavras. É difícil escrever sabendo que nada voltará a ser como antes. É difícil escrever sabendo que minhas lágrimas não sessarão tão cedo. Você disse que voltaria, você prometeu. Mas você também não cumpriu essa sua promessa. Você me deixou, me abandonou, me largou do jeito que me encontrou. Limpou minhas feridas pra que mais tarde elas se abrissem e sangrassem novamente. Curou-me, tornou-me dependente da sua presença e numa velocidade absurda desfez todo o processo.

Como alguém tão dócil e angelical pode tomar a forma do mal em meros segundos? Como tamanha doçura que outrora me encantava agora era amarga como o fél? Como os olhos que antes me olhavam sem repulsa agora me fuzilavam com ódio? O coração frágil como um cristal tomou a forma de uma sólida rocha. Inquebrável, inabalável, intocável, inalcançável.

Aprendi a conviver com a dor que por incontáveis vezes foi minha única aliada. Ela não me deixou e não deixará tão cedo. Sua falta deu lugar à ela e hoje a tenho como minha companheira. Quem sabe ela sempre seja. Me esvaziei de sua essência e me enchi da dela. Me esvaziei até de mim mesmo e me enchi de dor. Sou composto e dor, fui criado pela dor, eu sou a dor.



Icarus.
10 de novembro de 2010


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Re: Nefarious

Mensagem por whoispaulo em Ter 28 Out 2014 - 11:40

Good things come for those who wait! Olá amigoxxxxxx! Demorou mas ta aqui! Desculpem-me a falta de postagens aqui no fórum e no tópico da fanfic. Passei por um momento BEM RUIM recentemente e não estava muito apto à escrever. Esse capítulo, mesmo sendo pequeno admito, é um capitulo que vai dar a introdução ao grande objetivo da fanfic. Sei que vocês estão com várias perguntas não respondidas, mas tenho uma surpresinha pra vocês no final que vai fazer vocês pensarem mais. PROMETO de coração que no próximo, cujo já comecei a escrever, tem MUITAS respostas, e dessa vezes não são nas entrelinhas e sim de maneira explícita! Então fiquem atentos. Agradeço aos meus comentaristas por sempre estarem aqui e por fazer essa fic ir pra frente. Obrigado por lerem!

Agradecimentos:
@Brijudoca: É CLARO QUE EU ME LEMBRO DE VOCÊ! Lembro até do seu set da Ave Cyrus. Hahahaha. Cara, o Icarus me surpreende também. As vezes eu o faço ir por um caminho, mas depois volto atrás por conta de coisas dele mesmo. É como se ele tivesse vindo a vida. Não sei explicar. Eu também amo o Eevee. Fica de olho no Dragon que ele vai ser quem vai agitar as coisas mesmo. E sim, estão viados demaisssss! Ainda mais nesse capítulo de hoje! Aguardo seu próximo comentário! Abraço
@Black~: Querido amigo Black~, quando disse irmão, não me referia ao carnal e genético e sim de irmandade. Mas eles mesmo se consideravam irmãos. Dragon vai ser o típico amigo escroto que não tem vergonha ou medo de falar umas verdades pros outro. Fica de olho porque tem respostas vindo aqui, ainda mais por você ser o que mais me cobra respostas. Hahahaha. Aguardo seu comentário hein! Valeu!

Pois então pessoal, eis aqui o capítulo novo e espero que gostem do desenrolar que dei nesse capítulo. Se divirtam e não deixem de comentar hein!

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Chapter 4



Viktor Frankl escreveu:Quem tem um porque na vida, enfrenta qualquer como.




- Você deve estar maluco em querer entrar naquele prédio! - Dragon disse.
- É o único jeito de conseguirmos algo concreto. - Dário respondeu - Eles mantinham os arquivos de todas as operações em um depósito no subsolo, afim de que um dia fossem observados e talvez até ressuscitados. Se dermos sorte, ainda estarão por lá.

Dragon e Dário discutiam a possibilidade da invasão ao antigo quartel dos Rocket enquanto eu só conseguia pensar em o quão irritante era pra mim a voz grossa e o jeito ogro de Dragon. Talvez não fosse nem sua voz ou jeito e sim sua simples presença. Os olhares de canto de olho que ele me dava faziam-me pensar o que se passava em sua mente. Meu desgosto por ele foi imediato, seguido de uma vontade gritante de meter-lhe a mão à cara por conta do inconveniente comentário perante toda a loja. Não que estivesse cheia, mas ainda assim fora algo que me tirou do sério. Seus cabelos loiros eram bem finos e ralos, batiam na altura do pescoço. De vez ou outra ele passava a mão sobre eles arrastando-os para trás e jogando-os para o lado. Na verdade ele fazia o mesmo movimento inúmeras vezes, quem sabe até sem percebe, apenas por costume.

- Vamos precisar da Lauren. - Dragon disse
- Quem é essa Lauren? - perguntei apressado.
- Namorada dele.
- Achei que você não fosse adepto à esse tipo de coisa. - disse debochadamente.
- Sou o tipo de cara que está aberto a todo tipo de prazer carnal. - explicou Dragon ao mesmo tempo que me olhava fixamente - Ela além de ser ótima em tudo que faz, sempre elogia meus movimentos na cama. Diferentemente do que seu amiguinho costumava fazer.
- Você poderia poupar-me dos detalhes. - respondi reprovando o rebolado grotesco do rapaz.
- E não se esqueçam de que eu estou presente. - Dário se manifestou.

Revirei os olhos para ambos como sinal de reprovação ao assunto. Dragon já estava por dentro do ocorrido que nos trouxera até ele, tendo também concordado em nos ajudar apenas pela vontade de deixar sua casa e viver algo diferente nos seguintes dias. Explicação que não me convencia por completo. Estávamos na parte de trás da cidade, em um minúsculo campo formado apenas por três míseras árvores. Uma delas tinha uma espécie de "covil" de madeira, aqueles construídos quando crianças, sendo este o local de nossa mesa de reuniões. Com suprimentos suficientes para o trio, a pequena casinha contava com diversos desenhos de Pokemons. Desenhos anatômicos feitos por Dragon, que por sinal eram muito bons. Tirei a casca de durão e o elogiei, recebendo logo em seguida um sorriso como forma de agradecimento. Um mapa da cidade esticado pelo chão da cabana listava e descrevia uns lugares de importância e estabelecimentos da cidade, além de contar também com todos os dutos de água, ventilação e esgoto da mesma.

Sentado de pernas cruzadas, Dário trouxera seu Liepard para fora da pokébola afim de que o mesmo tomasse um ar. O felino se esticou o máximo que pode e logo em seguida acomodou seu corpo por cima dos pés do dono ao mesmo tempo que esfregava a cabeça no joelho do rapaz, talvez como forma de carinho. Dário o acariciava com movimentos leves sobre a cabeça e na altura do pescoço. O Pokémon se contorcia de prazer e ronronava baixo diante dos carinhos de seu dono. Naquele momento. com aparência amável, era difícil associá-lo ao gato do covil dos Rocket que expressava um enorme desejo de rasgar-me a garganta.

O companheiro de Dragon era outro felino. Uma Delcatty. Encorpada e de pelo com cor vivaz, a Pokémon tinha aparência firme e dominadora, tal como a de seu treinador. Mesmo com o semblante calmo, seus olhos fitavam-me enquanto a mesma lambia a própria pata. Sentado sobre uma mesa, Dragon passava os pés com leveza sobre a mascote, na qual conhecia seus pontos corporais de satisfação.

- O que esperamos encontrar naquele depósito? - perguntei.
- Quando a invasão de Johto se deu, diversos covis foram escondidos por todo o continente. - Dragon respondeu.
- Todas as cidades tinham um. - explicou Dário. - O Team Rocket hoje em dia não é mais uma potência criminosa como era antes. Na verdade, não exatamente. Estávamos fazendo tudo por de baixo dos panos, sem levantar suspeitas. Na época do Projeto Gama, diversos corpos foram desperdiçados e até hoje não se sabe o que foi feito com os protótipos malsucedidos.

As palavras de Dragon atravessavam meu peito como uma adaga. Eram como ácido injetado em mim, corroendo assim meu interior. Traziam-me memórias perturbadora e com um rápido movimento encolhi meu corpo até uma das paredes da cabana. Tremulo e sem piscar minhas lembranças dominavam minha mente. Levei as mãos a cabeça e sem piedade dei murros em mim mesmo. Sabia que eu estava gritando, mas não ouvia som algum. Com a visão turva vi Dário vir em minha direção com um pano nas mãos, posicionando-o com pressão em meu nariz. Sentia o líquido quente jorrar de minhas narinas e os pingos ao chão. Meu corpo se congelou e minha mente se esvaziou. Sabia que estava acontecendo. Por favor, não ali. Não agora.

X

Meu olhos estavam fracos, não consegui abri-los com rapidez. Pisquei por várias vezes afim de me acostumar com o luz solar que adentrava a cabana. Dário estava do meu lado segurando minha mão direita com um olhar perplexo no rosto. Gritou por Dragon que por algum motivo não estava na cabana. Ele segurava minha mão com força. Força necessária pra me provar segurança. Com a visão total pude vê-lo fitando-me com aqueles grandes olhos castanhos; cor esta que lembrava-me troncos de árvores crescidas e vivazes. Ainda estagnado, percebi a aproximação de Dário e ele era ainda mais atraente de perto. Seus cabelos negros caiam sobre o seu rosto cobrindo parte do mesmo. A luz do sol batia em sua pele e por alguma razão a fazia reluzir. Com os lábios próximos aos meus, quase que tocando-os, verei de modo ligeiro evitando o possível ato que estava por vir.

- Você está bem? - ele sussurrou em meu ouvido e fiz que sim com a cabeça. - Você nos deu um susto. Seu corpo parecia pedra, seus olhos estavam brancos e você parecia nem mesmo respirar.

Ignorei as falas do rapaz enquanto tentava apagar a lembrança do que ocorrera. Com uma das mãos, Dário tomou meu rosto e o virou para si ao mesmo tempo que se aproximava. Eu já não tinhas mais forças para esquivar, talvez eu nem quisesse. Senti o calor de seu corpo se aproximando até a interrupção de Dragon.

- Eu atrapalho? - disse ele segurando um sorriso de canto de boca carregado de sarcasmo.
- De forma alguma. - Dário respondeu.

Ainda com o sorriso no canto do rosto, Dragon se inclinou em um pequeno armário e tomou para sim algumas Berries, Petit Gateaus e Sodas. Estendeu as mãos entregando-as à mim.

- Você não está se alimentando bem, não é? - ele perguntou mesmo já sabendo a resposta. - Tome tudo.

Peguei os alimentos de suas mãos e devorei como um Pokémon faminto. Rápido demais talvez. Olhei para Dragon e ele percebeu meu olhar de fome. Ele tomou mais suprimentos em mãos e me entregou; dessa vez mais do que dá primeira vez. Repetimos o processo por no mínimo quatro vez até que eu me sentisse inteiramente saciado.

- Diga o que sabe! - Dragon disse ferozmente.
- Escut... - antes que pudesse terminar minha frase,. Dragon levou a mão em minha garganta e me pressionou contra a parede. Vi Dário parado com as mãos sobre a boca sem reação.
- Eu não vou arriscar minha vida por conta de um viadinho misterioso. - ele disse sem dó em sua fala. - Ou você conta o que sabe e o porque desse seu mini ataque cardíaco e demoníaco, ou te deixaremos a mercê de algum outro babaca disposto a te ajudar. Na verdade, Delcatty pode dar um jeito nesse seu lindo rostinho de forma que ninguém te reconheça. Não, melhor, te jogaremos onde você nunca deveria ter saído!

Com um empurrão, Dário tirou as mãos de Dragon de meu pescoço trazendo-me de volta o fôlego. Respirei fundo e recobrei o ar em meus pulmões. Senti uma leve dor por conta da pressão que fora feita em minha garganta.

- Você pode nos contar o que sabe? - Dário disse de forma calma.
- Não se esqueça de que me matando, vocês nunca saberão onde ir!
- Quem disse que queremos te seguir? - Dragon falou com palavras secas. - Você vai trazer perigo pra nossas vidas!
- Eu não convidei você para vir! - disse já erguendo a mão.
- Meu Arceus! - Dragon disse entre risadas descontroladas. - Novidades grande Johto: o viadinho esquizofrênico quer dar uma de machão agora!

Sem me controlar voei na cintura de Dragon jogando seu corpo ao chão. Antes que Dário nos separasse, o tempo foi suficiente pra Dragon levar o tão merecido murro em seu rosto sínico que merecia. Inesperadamente, Dário deu em ambos um forte tapa, que pareceu nos fazer acordar pra situação e nos trazer de volta a realidade que estávamos.

- Eu não quero ser babá de duas crianças!
- Diga ao mocinho que esse soco terá volta!
- Vem com tudo, Ditto! - respondi.

Já separados e com Dário entre nós, sentei-me no canto da cabana. Respirei fundo e preparei minha mente para abrir-me.

- Você querem saber sobre o Projeto Gama? - perguntei com segurança - Pois bem, eu sou o Projeto Gama!
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Fiquem com essa revelação do Icarus! O próximo capítulo tem muitas coisas pra vocês. Semana que vem está aqui, promessa! Comente, critiquem, elogiem, façam o que quiser porque a casa é de vocês!  Fiquem de olho e no aguardo do próximo capítulo. Até mais pessoal!



Curisosidades: - A citação no começo do capítulo é médico psiquiatra, Viktor Frankl (Viena, 26 de março de 1905 — Viena, 2 de setembro de 1997)
- Icarus chama Dragon de "Ditto" na tentativa de chama-lo de ameba.
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Re: Nefarious

Mensagem por Noldin em Ter 28 Out 2014 - 13:47

Comecei a acompanhar a fic hoje e devo dizer que estou adorando o rumo que a história anda tomando. Quero elogiar a sua escrita visto que vi apenas alguns erros aqui ou ali contudo nada que atrapalhasse o entendimento do leitor. As reviravoltas em cada capítulo e a pitada de comédia em alguns momentos tiram um pouco da seriedade e ajudam a descontrair em certos momentos, o que é ótimo para não ser um drama total. Se eu não gosto do Dragon? Um pouquinho mas deve ser pela personalidade cínica dele, não cola muito comigo. Estou ansioso para conhecer a Lauren e ver o que acontecerá com um quarteto formado (ou não, né), tenho a impressão de que ela será meio bitch.

Agora, voltando no capítulo de hoje... P*ta que o pariu, cada reviravolta. Já começou dizendo que o Dário foi PA do Dragon, o pokémon de Dragon é uma Delcatty, o Icarus começou a ter uma epifania e teve um lindo ataque de loucura e o murro foi bem merecido. Só que eu devo afirmar como todo bom leitor que nada, absolutamente nada, ganha dessa mega surpresa no final do capítulo. Como assim ele é o Projeto Gama? Quero mais informações sobre o projeto e espero ansiosamente o próximo capítulo para desenrolar esse choque aí.

Enfim, está tudo ótimo. Parabéns pela fic!
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Re: Nefarious

Mensagem por Brijudoca em Qui 30 Out 2014 - 16:44

RESPOSTAS SIM OBRIGADO CHEGA DE SÓ VIA: DAGEM

Então, o capítulo foi excelente como sempre, então já vamos começar o comentário com um grande "PARABÉNS" clap clap

Dragon melhor pessoa, sabia que eu ia curtir ele haha Agora esse Icarus tentando dar uma de machão não colou qqqqq

E esse blackout? Já tava esperando um sonho-flashback revelador, mas é claro que você decidiu estender meu sofrimento já que eu tô cada vez mais curioso pra descobrir o que caraleos esse menino é, ainda mais depois da revelação no final do cap.

Como disse o amiguinho acima, também quero ver essa Lauren se juntando a trupe, pois depois da chegada do "amigo babaca" só ta faltando uma basic bitch mesmo lol

Estarei em profundo aguardo do próximo capítulo, mas  acredito que você vai manter várias dúvidas minhas como "wtf is Mitchie?" ou "Quando o Dário vai comer o Icarus?", mas quem sabe né.

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Re: Nefarious

Mensagem por Black~ em Seg 10 Nov 2014 - 19:11

Bom, vamos lá.

O capítulo foi curto (não considere isso como uma crítica, eu prefiro capítulos curtos -q) e ficou bem bacana. Teve alguma movimentação e alguns acontecimentos e o final do capítulo foi totalmente inesperado. O Icarus contando tudo aquilo e panz.

Esse negócio do Projeto Gama é aquela mesma história de quando contou sobre o irmão dele né? Ou é outra coisa? De toda forma, então ele meio que sabe o porquê da Equipe Rocket estar atrás dele, por causa de todo esse Projeto Gama e tudo mais.

Bem, o bromance tá rolando solto aí hein. O Dário e o Icarus quase se beijando, até serem interrompidos pelo Dragon. O Dragon também tem seus trejeitos gay, então pelo visto teremos um triângulo amoroso homossexual na história -q.

Erros devo ter visto um ou outro, mas nada de mais.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Nefarious

Mensagem por Samurott77 em Ter 11 Nov 2014 - 23:35

História bem interessante.
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Re: Nefarious

Mensagem por Sirina em Sex 5 Dez 2014 - 12:47

Passei um bom tempo sumida daqui da PM e da sessão de fanfics...fico feliz de ter voltado e lido de primeira uma fanfic tão maravilhosa !
Ótima descrição, história envolvente e muito suspense...sem falar, que os personagens não são infantis, são mais maduros. E isso é além de ser muito bom, é muito raro de se encontrar.
Boa parte das fanfics retratam crianças, ou as que tentam retratar garotos maduros, são sem sucesso, sempre errando na descrição ou até mesmo no psicólogico do personagem.
Parabéns pela fanfic ! Espero ansiosa o próximo capitulo Smile
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Re: Nefarious

Mensagem por whoispaulo em Qua 11 Fev 2015 - 14:43

Hey, hey, hey! Como vocês estão, amigos? Hoje trago pra vocês mais um capítulo da nossa fanfic e peço desde já perdão pelo atraso. Tenho mais um capítulo aqui e já já o postarei também. Pois deixo avisado que o próximo será um capítulo duplo pra compensar minha demora. Nesse novo capítulo temos mais revelações (finalmente) e mais incógnitas que serão respondidas com o tempo. Agora, vamos aos agradecimentos. E obrigado mesmo por lerem.

Agradecimentos:
@Noldin: Obrigado por acompanhar a fic e fico feliz que esteja gostando. Fique ligado pois teremos mais e mais respostas. Vamos confessar que se eu liberar tudo de uma vez vai ser muita informação pra vocês. Hahahaha. Não esqueça de comentar o capítulo de hoje, quero saber  que achou. Abraço.
@Brijudoca: "WTF is Mitchie?!" será revelado em breve. Sério mesmo. Hahahaha. Eu to sentindo tua angústia daqui. A parte do sexo também será mais tarde, acho. Eu vou te bombardear de respostas, me aguarde. Não deixe de acompanhar, significa muito pra mim. <3
@Black: Você já ta sacando demais as coisas, pare agoraaaaa. Mas ainda assim não é isso tudo que você ta sacando. Não vai ter triângulo não, pelo menos até agora. Não tenho planos de fazer isso, mas quem sabe. Obrigado por ser um leitor.
@Samurott77: Muito obrigado, querido!
@Sirina: Fico feliz que tenho voltado e que esteja gostando da fic. Agradeço os elogios e espero que continue acompanhando. Beijão.

Agora, sem mais delongas, vamos ao capítulo de hoje. Aproveitem!

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Chapter 5



"Cause darling I'm a nightmare dressed like a daydream"




- Amarrem-o mais forte! - o chefe deles gritou. - Ele vai escapar, seu inúteis! Amarrem-o!
- Ele é só uma criança! - disse uma das enfermeiras.
- Não temos tempo a perder com seres patéticos como você. - ele disse seco enquanto a olhava com desgosto. - Tirem essa idiota daqui.

Eles a tomaram pelo braço e senti seus dedos escaparem dos meus. A levaram para fora da sala e com a porta ainda aberta pude ver, mesmo com a visão embaçada, que a jogaram ao chão e a bombardearam com socos. Ela gritava por piedade. Não piedade à ela e sim à mim. Ela me protegia como um filho, mas mais uma vez por minha culpa, fiz com que mais um pagasse. Os gritos de dor que ela emitia ecoavam pelo corredor e eu me debatia na maca da sala. Contorcia meus membros cada vez mais forte até que libertei-me do que me prendia os pés. Chamavam cada vez mais enfermeiros para deter-me, mas era inútil. A porta, agora trancada, deixara-me preso aos agentes e seus Pokémons de guardas e aos enfermeiros e suas seringas cheias de tranquilizantes. Livre da maca, apenas com as mãos presas e no canto da sala, sabia que teria que tomar tal decisão. Um encorpado Blaziken seria meu fantoche; brincaria com ele feito um boneco de trapo. Era fácil pra mim controlá-lo.

- Recolham seus Pokémons, ele vai controlá-los! - um agente gritou de forma inútil. Blaziken saltou com rapidez e rasgou-lhe a garganta. Ele estava sobre meu domínio; sabia de suas habilidades, fraquezas e qualidades. Uns tentavam reagir ou correr dos golpes e o desespero trazia-me uma satisfação descomunal. Foi questão de segundos até que eu terminasse. O chão branco da sala agora estava regado de um vermelho escarlate lindo. Meus pés dançavam sobre o líquido quente que banhava o local. Um dos agentes, ainda vivo, tentou um movimento grotesco de cravar em mim uma seringa. Não tive dó alguma em ordenar Blaziken que lhe quebrasse o braço. Mais um grito abafado de dor que soava como música pra mim. Deixei a sala e rastros de sangue pelo corredor.

- Nos despedimos aqui. - disse dando um carinho no rosto de Blaziken. - Queime com eles.

O local em instantes se tornaria apenas um cemitério de corpos nojentos e cinzas de um projeto malsucedido. Faria de tudo pra viver, nem que pra isso fosse necessária a morte.



- Aconteceu pala primeira vez quando eu tinha dez. - disse olhando-os fixamente - Saltava de mente em mente, de pesadelo em pesadelo. Eu estava nos sonhos deles, eu era os sonhos deles. Por isso eles me capturaram incontáveis vezes.
- Então, você quer mesmo que acreditemos nessa sua baboseira? - Dragon disse enquanto revirava o olhar.
- Não é baboseira. - respondi com precisão.
- Eu não acredito!
- Você correu pra socorre-la e não conseguiu impedi-lo de acabar com a vida dela. - vomitei as palavras e ouvi o pedido de silêncio de Dragon. Continuei - Você ficou lá parado e tudo que conseguiu fazer foi ver as mãos deles contornando o pescoço dela até que você pode ouvir o som do estalo que o pescoço da senhora, agora quebrado fizera. Você observou estagnado como uma estátua cada soco que ela recebia mesmo depois de morta. Você viu o sangue escorrer pelo chão da sala e as mãos dele vermelhas. Você viu o crânio da sua pobre mãe ser esmagado contra o chão.
- Pare, pare, pare! - Dragon berrou. - Saia da minha cabeça!

Dragon batia na cabeça enquanto chorava. Suas lágrimas jorravam de seus olhos como um dilúvio. Uma chuva de sentimentos. Soluçava e mal conseguia respirar. Seu olhar me fitava com raiva e talvez até com medo. Vi seu corpo se recolher e murchar no canto da parede da cabana. Seu rosto vermelho por conta do choro estava a amostra já que seus cabelo estavam puxados para trás. Meu coração desacelerou, tentei me aproximar e fui detido por Dário.

- Dragon, me desculpe. Eu não tinha a intenção. - disse com voz baixa.
- Se afaste de mim! - ele berrou com medo. - Não se aproxime!
- Mas...
- Se afaste! - Dário gritou.

Sem palavras que pudessem rebater ou confortar o sofrimento e dor de Dragon, que por ora foram trazidos a tona por responsabilidade minha, Dário me puxou para fora da cabana.

O dia estava aberto e a brisa era não tão forte. O aroma doce que o vento trazia era atordoante e agradável ao mesmo tempo. Era possível ver casas, prédios e pequenas ruas da cidade através das árvores do pequeno campo em que estávamos. A grama verde era macia e alta e me fazia cócegas nos tornozelos. Estiquei-me com os braços levantados no intuito de relaxar os músculos e vi Dário fazer o mesmo agora já perto de mim. Seu olhar de tristeza não mudara desde que regurgitei o discurso na cabana. Seu semblante era monótono, seus olhos estavam baixos, abraçava os próprios braços se recolhendo. Estaria ele com medo de mim? Talvez. Fiquei de frente para ele e esperei que nossos olhares se encontrassem. Ele olhava pra baixo sem eleva-los um segundo. Dei um passo a frente e recebi um passo na direção contrária. Tentei tocá-lo mas seu corpo se esquivou enquanto se virava.

- Eu desapontei você também? - soltei baixinho.
- Não estou desapontado. Surpreso talvez. - ele disse - Como pode fazer isso com Dragon? Você não sabe o quanto ele sofreu com o assassinato da mãe. Na verdade... parece que sabe.
- Eu não quis magoá-lo. Apenas usei uma lembrança forte que significasse algo pra ele pra provar que eu não mentia.
- Vasculhasse outra parte do cérebro dele! - Dário elevou a voz - Fazia esse seu truque com outra memória dele. Sei lá, falava de alguma situação de sexo com alguma namoradinha que ele teve no passado. Ele não precisava que a lembrança de um pai assassino fosse trazida a tona de maneira tão ríspida.
- Ele é sempre um babaca com todos. - respondi seco.
- Isso não faz dele um monstro. Ele pode ser o cara mais filho da [palavra censurada] que você já conheceu na vida, mas ele é de carne e osso assim como nós. Ou como eu. Ou seja lá do que você seja feito. Ele tem sentimentos. - Dragon disse com os olhos fixos em mim. Olhos estes com me davam um olhar de reprovação. Tomou uma pokébola nas mãos e me entregou. - Tome. Não vá muito longe. Use Butterfree. Ele talvez seja o único que te entenda por completo. Volte apenas quando conseguir um novo parceiro. Vou acalmar e apaziguar a alvoroço que você causou.

X

Voltei com calma dentre as árvores com os narinas entorpecidas devido ao cheiro adocicado e forte que pairava o ar. A ordem de Dário era para que eu apenas retornasse após uma captura. Teria voltado nos primeiros dez minutos mas os pensamentos que atormentavam minha mente fizeram-me prolongar minha caminhada regada de sentimentos e emoções que faziam eu sentir como se meu coração fosse um damasco seco e amargo. Meu peito estava apertado e as batidas de meu coração eram fortes como um tambor, fazendo-o parecer uma bomba que viria a explodir meu tronco a qualquer momento.

Parei de frente a subida da cabana e respirei fundo antes de decidir subir. Tentei pensar em inúmeras maneiras de retratar-me com Dragon e nenhuma - que realmente pudesse mostrar meu arrependimento - surgiu em minha mente. Eu fechava meus olhos e tudo que via era o choro desesperado dele o olhar de desgosto que Dário me dera outrora. Engolia seco e respirava com dificuldade, estava tenso e sentia um enorme pesar em meus ombros. Talvez fosse o fardo de culpa e dor que eu carregava comigo há tempos. Talvez fosse tristeza, sentimento este que eu já estava habituado a sentir, mas não daquele nível. Talvez fosse apenas um mal estar trazido por conta do cheiro da floresta. Céus, como eu odiava tal cheiro. Era de se impressionar como um cheiro, que por vezes me era agradável, outras era o que me trazia a ânsia ao vômito. Eu já não entendia mais o que eu sentia ou se realmente sentia tudo aquilo. Uma mistura de emoções que ao final do dia não significavam absolutamente nada; eu me inibira de qualquer sentimento, mas eles ainda me perturbavam a mente.

Subi com cautela e me esforcei pra que não fizesse barulho algum. Arrastava meu corpo com calma e subia lentamente. Inspirava e expirava a cada degrau que subia e cogitava até mesmo não voltar. Eu tinha que voltar. Dário me esperava; eu não podia deixa-lo - mesmo que eu quisesse - porque algo me prendia a ele.

Já na cabana vi Dário de costas e Dragon sentando com um sorriso que desaparecera quando seus olhos se encontraram com o meus. Seus rosto descorou e notei a breve e leve mordida nos lábios. Um corpo feminino magro e alto se virou. A pele clara e as sardas no rosto davam-lhe um ar sofisticado que era quebrado pelo pela maneira despojada que seus cabelos ruivos da cor de cobre estavam presos em um coque levemente frouxo. Os olhos grandes e bem arrendondados compostos de um verde vivo faziam seu olhar penetrar a alma e parecia difícil não ser atraído por eles. Seu andar era forte e confiante e a cintura fina era destacada por conta do busto avantajado e do quadril definido. Antes que pudesse dizer algo fui recebido com um forte soco de esquerda da mão nada delicada da moça. Ela disse que o primeiro era por ter feito o homem dela chorar. O segundo, dado longo em seguida, foi justificado como um alerta. Ou vi os risos abafados de Dragon e de Dário.

- Você deve ser Lauren. - eu disse enquanto mexia o maxilar agora dolorido.
- E você deve ser o ratinho esquisito de laboratório que ouvi falar.
- Não creio que tenha escutado coisas boas a meu respeito. - respondi.
- E existem coisas boas a serem ditas? - ela perguntou estendendo-me a mão para que que eu me levantasse. Movimento inútil já que logo após ela largou minha mão fazendo-me cair novamente. Ela riu com deboche. Dário se aproximou e me ajudou a levantar.

O trio fitava-me com olhares monótonos e de julgamento. Dário era o único que ainda parecia se importar com algo. Dragon e Lauren olhavam-me com olhos de indiferença e até mesmo de nojo. Revirei os olhos e soltei o ar de meus pulmões. Sentei sem perder o contato visual com os que me olhavam e ali ficamos por alguns minutos sem que algum de nós fizesse algo. Vi Lauren falar algo com Dragon ao pé do ouvido mas não me atrevi a questionar.

- Nós queremos respostas. - Lauren se pronunciou.
- Tem muita coisa em risco. - eu disse.
- Como por exemplo? - Dário citou.
- Minha vida.
- Então não é tanta coisa assim. - Dragon soltou.

Dragon se aproximou e sussurrou em meu ouvido pedindo uma colaboração da minha parte. Assenti com a cabeça  recebi um breve sorriso de volta como agradecimento. Ele ainda se importava.

- Hoje, tarde na noite, iremos ao antigo covil e tomaremos para nós tudo que for necessário. - disse.
- Você não dá as ordens aqui. - Lauren falou.
- Como ele disse, hoje iremos ao covil. -  Dário repetiu.
- Ou respostas ou a sua garganta. - disse Lauren se aproximando de mim e fazendo um pequeno movimento no pescoço simbolizando um corte.

Ela e Dragon se viraram e deixaram a cabana deixando-me apenas com Dário perante a mim. Ele soltou um forte bufo e se aproximou mais de meu corpo, tomou minhas mãos e beijou-me a testa.

- Fico feliz por ter voltado.

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Então pessoal, por hoje é isso. Palpites sobre o que está acontecendo por trás de tudo isso? Não deixem de comentar sobre o capítulo, hein. Abraços e até a próxima!



Curiosidades: -A citação no começo da capítulo é de uma das músicas da cantora Taylor Swift, cujo nome é Blank Space (link na citação).
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Re: Nefarious

Mensagem por Brijudoca em Dom 15 Fev 2015 - 16:39

Eita que saudades dessa fic <3

Não tô crendo nesse poder do Icarus :ooo o bicho é fodinha mesmo, será que ele já ouviu falar da iniciativa vingadores? -n

Fiquei com um pouco de dó do Dragon mas não culpo o Icarus por querer dar uma lição nele, mas fiquei chocado com a forma que ele perdeu a mãe. Só não entendi o Dário mandando ele sair e capturar um pokemon depois do ocorrido, fiquei tipo? E pelo visto nem o rapaz entendeu já que ele voltou pra cabana sem capturar nada mesmo ¯\_(ツ)_/¯  (ou capturou?)

Agora essa Lauren sim é um pesadelo vestido como um sonho, já chegou na ignorância e ameaçando o Icarus auhsauhsau gostei da sua personalidade e ela parece ser bem bonita pela descrição será que ela consegue deixar o cara mau bonzinho por um fim de semana? (parei qq).

A sua escrita como sempre continua muito envolvente, só teve um momento que você se confundiu e escreveu Dragon em vez de Dário.

Agora quero ver o resultado dessa invasão ao covil, pois depois da revelação do projeto gama eu não vejo esse grupo funcionando pacificamente por muito tempo, prevejo altas tretas. Aguardo ansiosamente o próximo capítulo (e que ele não demore meses de novo 🔪).
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Re: Nefarious

Mensagem por Black~ em Seg 16 Fev 2015 - 15:14

Bom, vamos lá.

Esse capítulo foi bem legalzinho. O Icarus mostrando ser um cara destruidor. O Icarus apanhando para a namorada do Dragon, etc. Enfim, eu gostei bastante do Icarus ter colocado o Dragon no lugar dele, mesmo utilizando de um evento tão traumático assim. Dessa forma, quem sabe o Dragon não para de encher o saco do Icarus?

Essa namorada do Dragon é bem doente, viu? Ela deve enganar todo mundo, pois parece ser uma menina muito bonita, mas que no fundo é bem doidona. Mas até que ele combina com o Dragon, que é um cara bem doidão assim também, igual a ela -qq, mas enfim.

Eu também não entendi porque o Dário mandou o Icarus sair e só voltar depois de capturar um pokémon. Tipo, qual a necessidade disso? Além de que o mesmo aparentemente voltou sem capturar nenhum pokémon, então eu realmente fiquei sem entender o motivo de tudo isso, mas enfim.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Nefarious

Mensagem por Weird von Gentleman em Qua 18 Fev 2015 - 18:50

Meu caro, Paulo! Que escrita maravilhosa possuis! Apenas tenho um comentário: é uma das FF mais bonitas e bem escritas que já vi. É acredita que já as vi de sobra.

Gosto muito dos personagens que criaste, sobretudo do Icarus, claro. Há qualquer coisa de imponente na sua origem, muito devido ao facto de escolheres os nomes míticos com que os batizas. Para além disso, e muito iinteligente escolher citações que nos dão logo uma pista sobre o capítulo. Fica muitíssimo elegante!

Os meus sinceros parabéns pelo trabalho e espero um dia podermos vir a trabalhar juntos, já que possuímos pontos de vista muito semelhantes!

Um abraço,
Weird
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Re: Nefarious

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