Pokémon Mythology
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Killer

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Killer

Mensagem por Kurosaki Lucas em Sab 14 Jun 2014 - 23:33


"O motivo da minha satisfação é o de dor para os outros"


Desde criança eu ouvia os outros dizendo o que é certo ou o que é errado. Me convenço de que o certo ou errado sou eu quem faço. Eu faço o certo, o meu certo, assim eu imagino ser o meu mundo ideal. Meus pais... Eu fui criad por dois pais, literalmente. Quando minha mãe morreu, meu pai casou com um velho rico e homossexual para me sustentar. Um homem nojento e apático, apesar de ter muitas riquezas, era podre, pobre e vazio de bons valores. Felizmente eu me livrei dele. Não foi meu primeiro. Ninguém que cruza o meu caminho e marca um X na minha linha sai impune. Hoje eu vivo sem rumo, sem casa, com a minha própria companhia. Talvez seja hora de partir.





I
Meu pequeno mundo

"Meu mundo não foi feito para você"

Vivíamos em um bairro afastado do centro da cidade, muito mato, poucas casas. Os vizinhos ainda colocavam suas cadeiras para fora ao final da tarde e conversavam até que o primeiro vaga-lume acendesse. Naquele tempo, eu não tinha ideia do que fazer na hora seguinte, eram horas e horas de alegria com o meu irmão Antônio. Ele era mais novo que eu, dois anos, para ser exat. Era um menino baixo, de cabelos negros, em forma de cuia, lisos e escorridos, a pouca luz que poderia haver em um local, o seu cabelo refletia. Ao seu lado, sinto como se os minutos voassem, corressem, eles não faziam questão de me esperar. Meu pai, antes de se tornar viúvo, era um homem forte, alto, de aparência sadia, seu bigode era o diferencial. Seus olhos eram da cor do meu xixi, como eu dizia quando era criança. Ele trabalhava como enfermeiro. Nas horas vagas fazia "bicos" para estranhos, ou era assim como ele queria que nós pensássemos. Desde que meu irmão nasceu, minha mãe piorou sua saúde já frágil, ela tinha alguma doença que a tornava fraca, cada ano que passava ela estava mais magra, suas olheiras eram aparentes até mesmo com maquiagem. Ela sentia dores frequentes nos ossos. Ainda assim conseguiu sobreviver até os 6 anos de meu irmão. Por mais que sentisse que algo era diferente, eu amava minha família, e minha família se amava.

Nossa vida era comum. Nossa rotina era padronizada. O amor dos meus pais, parecia inventado. Era entediante essa vida para mim. Eu pensei em suicídio algumas vezes, mas tinha pena da minha mãe, tinha medo de que sentiria saudades do Antônio. Certa vez tentei me afogar na banheira, mas meu corpo não me obedeceu. Eu me convenci de que eu estaria sendo egoísta se me suicidasse, covarde. Então, por meses aturei essa vida medíocre, de alun de escola, com colegas mimados, amigos corretos, pessoas ordinárias.

Até que eu ganhei um cachorro de presente. Ele parecia me obedecer, ele era carinhoso, atencioso, eu até gostava dele. Mas ele me entediava. Ele, como as outras pessoas, era o mesmo, não mudava, o mesmo latido, a mesma reação quando eu chegava da escola, o mesmo carinho. Nada mudava. Isso me deixava aborrecid, então em um dia chuvoso, os únicos dias que eu gostava de sair, pois assim ninguém me via, eu sai com o traste. Andei pelas ruas molhadas, a lama parecia descer das encostas. Mesmo com 7 anos, era normal os vizinhos me ver na rua, meus pais não se preocupavam, minha mãe nem poderia também. Quando eu passei por um terreno baldio, havia um animal estranho, algo que parecia um lagarto grande, ele encarou meu cachorro, este que ficou acuado. Eu me aproximei para tocar no lagarto e ele partiu em minha direção em ponto de ataque. Por um repente meu cachorro avançou no lagarto, os dois se atracaram, mas o lagarto logo fugiu, enquanto meu cachorro sangrava bastante sua pata.

— Seu idiota, eu não mandei você atacar o bicho. Você está desobedecendo minhas ordens! — lembro-me de dizer isso gritando, com raiva

Meu cachorro parecia estar desfalecendo em minha frente, ele ainda respirava, mas sua pata sangrava muito e ele não conseguia se movimentar. Eu então pisei em sua cabeça e torci. Penso que esse é o jeito mais prático de livrá-lo logo de sua dor. Isso me fez lembrar minha mãe...


~x~

Mamãe pois a sopa nos pratos sobre a mesa e nos chamou para comer. A sopa dela é uma das melhores que já comi, tem batatas, cenoura, carne, sempre bem quentinha e com pequenas torradas para acompanharmos. Gostaria que meu cachorro estivesse vivo para experimentar comigo. Aliás, como sempre, apesar de já terem se passado 3 dias, ninguém notou a falta do cachorro. Sei que assim é melhor, não quero respondê-los.

— Mãe, é verdade que você vai morrer? — questionei minha mãe, em tom de curiosidade
— Qual a sua, criança?... Você não sabe o que é morte. Você tem apenas 7 anos, largue de ser tola. — ela disse entre algumas tossidas e outras
— Se você acha bom sofrer, eu acho que é certo.
— Estou me recuperando de uma gripe, querid. Estarei bem logo.
— Espero que a senhora morra. Ou viva.

O típico silêncio constrangedor nos fez uma visita nesse jantar. Após o que eu disse, minha mãe se retirou da mesa junto do meu irmão. Meu pai estava consertando o ar condicionado do chefe dele.


~x~


Faltei à escola, meu irmão já tinha ido. Agora ele já estava frequentando uma escolinha para crianças pequenas, uma espécie de creche só que para preparar as crianças para a Classe de Alfabetização. Eu estava na segunda série. Meus 8 anos continuavam tão entediantes quantos meus 7 anos. Minha mãe não podia mais levantar da cama, ela estava definhando. Ao lado de sua cama havia uma toalha com algumas manchas de sangue, proveniente de suas irritantes tosses que me tiravam o sono. A babá que cuidava de mim e do meu irmão estava cochilando no sofá.
Quando ouvi o grito da minha mãe, senti que eu deveria fazer alguma coisa. Eu estava no meu quarto, lendo livros coberta. Meu pai estava a 4 dias fora. Tinha saído para um bico, ele disse que faria a instalação do sistema de segurança na casa do seu chefe no hospital. Ele nunca estava presente, e envelhecia a cada vez que aparecia em casa. Não sei nem se ele é realmente meu pai. Meu pai e minha mãe sou eu mesm
Levantei da cama, fui em direção ao quarto da minha mãe, com cuidado para não acordar a desocupada da babá.

— Querida mamãe, estou livrando-a deste mundo cruel. — pressionei o travesseiro contra seu rosto.

Ela já estava quase morta, não tinha mais forças para falar. Meu pai ligava todos os dias para saber como ela estava. A última vez que ela conversou com ele pelo telefone haviam 2 dias.

Me certifiquei que ela não estava mais respirando, pelo menos foi assim que meu cachorro ficou depois de ter morrido. Ele parou de ofegar, de respirar. Voltei para minha cama, dormi.


~x~


Duas semanas depois, foi declarada a morte do meu irmão. Na ocasião de sua internação, ele havia se jogado da janela. Ele tivera mais coragem que eu.






Por favor pessoal, leiam, sei que eu não comento em fic de ninguém, ashua, mas é isso aí, queria escrever essa história que eu já tinha planejado um tempo. Eu estou muito enferrujado.
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Re: Killer

Mensagem por Bakujirou em Dom 15 Jun 2014 - 0:22

Curti a narrativa, acredito que o primeiro post de fic, como um inicio de uma história esteja um pouco vago, dando a sensação de querer saber o que pode acontecerá em seguida.

Só não estou identificando se trata de um tema de drama ou suspense ou mesmo um romance policial. HM. Quem sabe o proximo post eu consiga identificar o que se trata na historia do protagonista e também narrador sem nome identificado. HMM.

{Me desculpe se eu fui um pouco rude no chat, estava querendo puxar um papo mas oce apenas sumiu de la sem resposta alguma. Vim por curiosidade mesmo, já que tinha acabado as minhas tarefas.}

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Re: Killer

Mensagem por Micro em Dom 15 Jun 2014 - 19:30

Poisé né kuro. Finalmente você parou com essa viadagem e veio escrever logo.

Bem, não sei se foi o ar triste e assassino da sua história, mas eu gostei dela. Sei lá, tou numa fase onde a tragédia tá me interessando mais que a comédia.

Tiveram algumas palavras onde a últim letra foi comid do nada, e uma frase que, sei lá, deve ter dado problema na hora de colar do word. Mas fora isso, tá ótima <3

Sei lá, achei o menino MUITO frio. Me lembrou o Lucius daquele jogo do capiroto. E o que diabos era aquele lagarto? Um crocodilo? Uma teiú?

Quero saber se ele vai conseguir se apegar a alguém. E por favor, não coloque um romancezinho desmiolado na história. Ela tem futuro, não acabe com ele bem no inicinho ;-;

No geral gostei muito, mas como você disse, tá meio enferrujado, e por ser só um prólogo não teve muito aprofundamento dos personagens,

Ah, mais uma coisa. O IRMÃO MAIS NOVO NÃO PORRA ;-;-;-;-;-; ELE ERA SÓ UM BBZINHO
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Bem, é isso. Vê se aparece na Amber tbm seu [palavra censurada] 2bjos
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Re: Killer

Mensagem por mrdeid em Dom 15 Jun 2014 - 20:33

Eaí Kurinho, sua vaca <3

Enfim, adoro textos que envolvem pessoas inocentes, fofas, MAS PSICOPATAS. Adorei esse garotinho ai ahuahauhauau. Ótima formatação, ótimo enredo, escrita. Não é atoa que em menos de um dia já teve bastante gente comentando. Muito bom.

Só achei um erro:

"— Estou me recuperando de uma gripe, querid."

Faltou uma letra depois de querid :3
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Re: Killer

Mensagem por Black~ em Ter 17 Jun 2014 - 11:42

Bom, vamos lá.

Cara, tipo, gostei bastante da fic. Que protagonista problemático e perturbado. Uma criança de sete anos que sai matando cachorro, mãe, eu hein, que coisa mais doente -q. Mas isso foi diferente, de certa forma. Talvez ela tenha algum problema, porque não vi motivos aparentes para ser assim tão perturbada.

Não sei se foi um erro, mas aquele "coberta" quase no final, revelou que a protagonista é na verdade uma menina. Tipo, pra mim parecia que era um menino mesmo, mas não. Então acho que isso vai deixar a história melhor ainda -q, mas enfim.

Erros não vi nenhum que fosse prejudicial à leitura, só algumas palavr comid assi por exempl -q. Mas enfim.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: Killer

Mensagem por pietrosaggioro em Qua 2 Jul 2014 - 1:15

Nem sabia sobre essa fic, quando você disse no OFF que postaria um novo capítulo, eu logo vim procurar e li o prólogo e gostei muito, a história é muito profunda e triste, achei bem legal e diferente. Assim como o Black fiquei com a impressão de a protagonista ser uma menina, achei que era um menino desde o começo também. Enfim gostei bastante, não precisa nem falar que a narrativa foi fantástica, reproduziu muito bem o clima pesado. Achei o prólogo num tamanho bom, não ficou curto nem longo demais, introduziu a história e me deixou muito curioso. Lagarto do Satanás, matadô de cachorros :s A parte da morte do cachorro e depois da mãe foi muito triste, a criança só tem 8 anos O_o Enfim cara, acompanharei a fic e boa sorte ai com ela.

Abraço.
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Re: Killer

Mensagem por Caio. em Qua 2 Jul 2014 - 15:39

Cara, eu só vi uns erros que eu achei, para além de irritantes, estranhos. Acho que é algum erro no editor, ou algum problema com a letra "o" do seu teclado. Leia esse capítulo. Tu vai ver coisas como as que o Black citou no comment dele. De resto...

Amei esse capítulo, embora eu esteja odiando o (a?) principal. Seu jeito de escrever sempre foi gostoso de se ler, não sei exatamente o porquê. Já cansei de te falar isso, okay? Okay. Piada interna. Você entendeu. Eu acho. Não sei o porquê, mas imaginei um local parecido com o que tu descreveu aí; a baixada. Principalmente esses lados daí e Queimados, que têm umas paisagens meio... Mato, mato, vizinhos, crianças etc.

Well, let me see o que vai rolar. Pena. Queria ter visto melhor esse Antônio.

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Re: Killer

Mensagem por Tsurugi em Qua 2 Jul 2014 - 16:47

Yo
Bom, como você disse, está mesmo um enferrujado. Mas a narração está boa, deixou realmente aquele clima pesado e melancólico que você provavelmente quer passar. Se você continuar, vou acompanhar.

Fiquei chateado com o irmão mais novo morrendo logo no começo, até me deu a leve suspeita de que foi o protagonista que o matou. Falando em protagonista, até pouco mais da metade do prólogo eu pensei que fosse uma menina. Que, aliás, é uma filha da [palavra censurada]. Quem é que mataria o seu cachorro porque ele fez algo que desagradou? Quanto à mãe eu até entendo, que ela já estava sofrendo demais, mas o cachorro poderia se recuperar. Além disso, eu tenho a impressão de que a menina levaria seu cachorro pra floresta pra matá-lo, de qualquer forma.

Eu desejo que essa menina morra ^^ Por favor, não desista, quero ver como vai ser o primeiro capítulo.

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Re: Killer

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