Pokémon Mythology
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Case One ~

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Case One ~

Mensagem por mrdeid em Dom 11 Maio 2014 - 21:10

Case One ~

Capítulo 01 escreveu:
Caso 01
Sonhos que se repetem, no meu ponto de vista, não são normais.



[...] – Tem sim... Acho que sim, não sei... Aarg, eu não consigo enxergar...

- Vamos, faça um esforço.

- Eu vi! Duas pessoas... Dois rapazes, talvez... Eles estão flutuando...

- Mais força!

- Não, eles estão sentados em algo... – Falei, logo após abrir os olhos e desistir da terapia do dia.

Kah havia exigido muito de mim antes. Eu sabia que sonhar aquilo era importante, mas não sabia como fazer para finalizar o sonho. Aquele sonho se repetia a cada dia, assim como os outros, mas esse era diferente. O primeiro sonho veio pronto, faltava somente as faces, que aos poucos foram aparecendo. O segundo havia vindo faltando as pessoas, tanto face como corpo, posição. Esse sonho era o mais difícil. Não tinha local, pessoas, nada. Somente falas, um diálogo, com o som ainda não claro. Um zumbido.

- Vai desistir tão fácil? Cadê o Peter que havia chegado aqui disposto a ajudar?

- Ficou junto com nas imagens dos sonhos, no mundo invisível, no mundo que não existe.

- As imagens existem, só basta se esforçar. Tente pensar no sonho mais um pouco, quem sabe quando você dormir, algo apareça.

- Eu já disse, Kah! Pra que tanta insistência? Eu vou embora. – Disse, abrindo a porta do escritório, batendo com força.

O dia não havia sido fácil. No trabalho, voltei a ter conflitos com os estagiários. Em casa, meus irmãos haviam me xingado – pela primeira vez – com palavras de baixo calão. E agora no meu segundo turno, Kah acabava com tudo. Era só o que me faltava.

O “passeio” de ônibus também havia exigido muito de mim. O percurso inteiro sem sequer um banco vago. Todos cheios, com pessoas de mau humor, pensando no pior da vida. Crianças brigando com os pais, homens ofendendo mulheres. A sociedade estava como uma lixeira.

O caminho a pé da casa do Caio até a minha também havia sido exausto. Havia presenciado um assalto, e por puro azar, havia sido pego de testemunha. Até todos os depoimentos acabarem, já era noite. Foi só o tempo de se deitar e cair em sono profundo, que já não era uma coisa agradável para mim.

...

“- Seu idiota, entra logo, hehe! – Uma voz calma e doce.

- Não quero, baixinha. – Uma voz grossa.

- Ora, entra logo. – Dizia aquela voz calma e doce, empurrando o garoto.

...
- Vamos, venha. – Uma outra voz, um pouco mais idosa, mas também calma.

- Boa aula, idiota, hehe! – A voz calma e doce retornava, dando um tapinha nas costas do garoto.

- Cala boca, anã. – Dizia, empurrando a garota para longe.

- Que falta de respeito, ******. – A voz mais idosa repreendia-o, mas não dizia o nome do rapaz, somente um chiado.

...
- Ei, ******, o que vai fazer hoje? – A garota questionava.

- Rir de anãs como você. Vamos embora, temos que falar com o vovô ******. – Novamente o chiado, dessa vez dita pelo garoto da voz grossa.

- Seu avô, não meu, manézão. – A voz doce se irritava, respondendo com o mesmo tom do garoto.

Um silêncio. Os dois se encaravam. A imagem então desaparecia.”

- Peter? Mano? É hora de me levar pra escola... Ei, mano? Acorda, você está atrasado! Peter?

Acordava. A noite havia sido horrível. Uma dor nas costas, cabeça cansada. Sem motivo algum, havia acordado me lembrando do sonho daquela noite, coisa rara, geralmente esquecia o sonho logo no momento que eu abria os olhos. O sonho estava fraco, não lembrava de tudo, mas de um casal discutindo.

Meu irmão ficou me chamando por cinco minutos, enquanto eu estava em transe: de olhos abertos, com a cabeça dormindo. Só conseguia pensar no sono. Não via nada, somente via que alguém gritava desesperado por meu nome. Voltei ao normal, percebendo que estava atrasado para levar meu irmão mais novo, Matheus, para a escola.

Ele tinha doze anos. Tinha uma irmã também, Carol, de catorze anos. Eu me chamo Henrique Peter – lê-se PETER, e não PITER –, de dezoito anos. Meu pai é um homem fracassado na vida, que abandonou a família “para viver num mundo melhor” – bebidas, dinheiro sujo –, e minha mãe morreu cerca de dois meses. Fiz dezoito anos ano passado, então pude adquirir a guarda deles.

Eles algumas vezes acabam me chamando de pai, já que sou como o protetor deles. Cuido deles como nunca, como se fossem a minha vida. O problema é que a condição para a guarda deles era ter dinheiro e condições para sustentá-los, e isso anda difícil. Meu trabalho fica do outro lado da cidade, e além de pagarem uma mixaria, exigem muito esforço de mim.

Era estagiário naquela loja inútil – Computadores Certos, o lugar para computadores certos – onde sou tratado como um lixo. O supervisor se chama Jeferson Carter, e ele é filho do dono do local. Faço o trajeto de casa, escola, trabalho, escola, casa.

Carol já se formou na oitava série da escola onde estudava, então vai sozinha para a escola de segundo grau. Como Matheus é menor, sou obrigado a levá-lo. Não reclamo disso, mas se ele aceitasse se mudar para uma escola mais próxima de casa, tudo seria mais fácil.

Voltando ao ponto, estava atrasado para tudo naquele dia. Trabalho, escola... Tudo! Se eu não me virasse rápido, teria um dia desperdiçado. Mais uma cobrança no trabalho, mais uma ligação da escola para saber o motivo do “meu filho” ter faltado, e mais umas anotações pro pessoal que cuida dos papéis sobre a guarda das “minhas crianças”.

O que eu fiz? Dormi novamente. Já era muito tarde, mesmo que me esforçasse, chegaríamos na hora da saída na escola de meu irmão e na hora do pessoal que trabalha no turno da tarde na “magnífica” loja de computadores. Meu irmão permaneceu lá, me cutucando, me impedindo de dormir. Aquela tentativa havia sido falha.
- Matheus, vá jogar um pouco de RPG com seus amigos da esquina e me deixe dormir. Vou dizer que você pegou um resfriado ou alguma coisa assim. Pede pra sua irmã fechar a casa depois que você sair.

- Mano, você é horrível... Pensei que seria legal ter um pai realmente bom, mas desde que a mamãe se foi, você está diferente... Está preguiçoso, relaxado e...

- E com muito sono. Vai lá. Uma criança normal agradeceria por faltar a aula. Anda logo antes que eu mude de ideia.

- Eu não sou normal... Eu sou descente... Só queria ter uma boa educação, assim como a minha irmã... Você é horrível... – Disse ele, com um olhar embravecido, batendo a porta com força.

Com o barulho da porta, senti minha mente travar, recebendo uma imagem na minha mente. Uma mulher, cabelos castanhos e longos. Coloração marrom, cacheados. Olhos verdes, alta. Uma mulher elegante, mas com uma aparência misteriosa.

A imagem sumiu. Fiquei pensando nela, mas voltei a pensar no sonho. Depois me dei conta que o sonho havia feito eu me assustar, e de tanto pensar nele, havia faltado ao serviço e sequer havia ajudado meu irmão. Era um outro eu dentro de mim.

- CAROL! – Gritei.

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Re: Case One ~

Mensagem por Micro em Seg 12 Maio 2014 - 1:46

O que falar desse cara que mal conheço mas já considero pacas?

Eu estou sem tempo nenhum na vida, mas dei uma passada aqui. E pra falar a verdade, foi o texto em Calibri que me fez ler. Adoro essa fonte.

O começo é meio estranho. Terapia no trabalho é algo que eu não sabia que existia fora de filmes. Mas depois comecei a entender, e você explicou muito bem a situação do personagem.

Ainda não tive nenhuma ideia mirabolante sobre o enredo, e por isso estou dependendo de você pra continuar prendendo a minha atenção. E não acho que Calibri vá funcionar duas vezes ;>

O único erro, que por algum motivo me deixou um pouco perturbado, é quando ele fala que "só conseguia pensar no sono" e não "sonho". Coisa boba, mas ficou na minha cabeça até agora.

Bem, aguardo continuação :0 E boa sorte com seu texto.
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Re: Case One ~

Mensagem por mrdeid em Dom 1 Jun 2014 - 10:11


@Micro escreveu:O que falar desse cara que mal conheço mas já considero pacas?

Eu estou sem tempo nenhum na vida, mas dei uma passada aqui. E pra falar a verdade, foi o texto em Calibri que me fez ler. Adoro essa fonte.

O começo é meio estranho. Terapia no trabalho é algo que eu não sabia que existia fora de filmes. Mas depois comecei a entender, e você explicou muito bem a situação do personagem.

Ainda não tive nenhuma ideia mirabolante sobre o enredo, e por isso estou dependendo de você pra continuar prendendo a minha atenção. E não acho que Calibri vá funcionar duas vezes ;>

O único erro, que por algum motivo me deixou um pouco perturbado, é quando ele fala que "só conseguia pensar no sono" e não "sonho". Coisa boba, mas ficou na minha cabeça até agora.

Bem, aguardo continuação :0 E boa sorte com seu texto.

Obrigado pelo comentário ^^ Btw, foi um erro de digitação, faltou o H auhauahuahu.

Dia 02


- Hum... Onde estou? – acordei afobado.

- Papai... Você está no hospital... Essa é a Dra. Kahterine Morcegas.

- Se preferir, pode me chamar de Kah. – a mulher foi se aproximando, sentando nos pés de minha cama.

Vi que a face era familiar, e me recordei da imagem vista noutro dia. Tentei me sentar na cama, para melhor diálogo, mas vi que haviam vários aparelhos interligados ao meu peito, que não me deixaram fazer o que eu queria. Minha respiração ficava fraca, e Carol simplesmente mandava eu me deitar novamente. Tentei falar mais alguma coisa, mas não consegui.

- Senhor Peter, bem... Sua filha disse que, no momento que você lhe gritou para ela aparecer... Bem... Você estava cortado no peito, com algumas palavras escritas em sangue na parede. Ela disse que você banhava em sangue, mas parecia estar bem, gritando e sorrindo. Ela disse que logo que você desmaiou, o sangue começou a correr mais rápido.

- A Dra. Kah é responsável por cuidar de casos sobrenaturais, e esse negócio de cortes do nada e sangue em palavras é considerado um poder sobrenatural, causado por um espírito ou um dom de outro mundo.

- Resumindo, eu sou a pessoa que vai lhe interrogar e cuidar do procedimento de sua vida. Estou em acordo com o pessoal que irá cuidar da guarda de seus irmãos. Caso você não se recupere, ou passe por problemas psicológicos por conta desse poder que lhe atingiu, a guarda ficará para alguma pessoa mais capacitada de sua família. Descanse, Sr. Peter. Voltarei aqui pela noite, no período de visitas, quando o senhor estiver mais descansado. Licença, Carol.

- Até logo, Dra. Kah. Obrigado pelo que está fazendo por nós.

Não havia compreendido nada daquilo. Do que raios estavam falando? Eu estava bem, sem corte algum, eu vi a Carol entrar no meu quarto, falar comigo. Depois eu dormi! Tenho certeza disso... Por que não consigo contestar? E por que estou com tantos aparelhos ligados ao meu corpo?

Com medo, resolvi descansar e dormi. Se isso tudo fosse real, a mulher que apareceu em meu sonho iria retornar.

...
Dito e feito... Havia dormido um pouco, e pela noite, lá estava a mesma mulher, acompanhada de dois enfermeiros que pareciam estar tirando os equipamentos de mim.  Durante este meio tempo, havia tido o mesmo sonho quatro vezes, fixando na parte em que a garota brincava com o garoto, que lhe dava um corte com palavras.

A mulher parecia séria, mas eu sabia que ela não era malvada.

- Olá novamente, Sr. Peter. Como se sente?

- Melhor... – havia conseguido falar. – O que está...?

- Sr. Peter, vamos, diga: você já viu fantasmas?

Respondi não com a cabeça.

- Sombras se mexendo?

Respondi negativamente novamente.

- Dejavus? A sensação de já ter estado nesse lugar alguma outra vez?

Pensei bastante, mas resolvi responder que não.

- E sonhos repetidos? Aquela sensação de que aquilo vai acontecer e você é o único que pode ajudar as pessoas do sonho?

- Tenho tido isso todos os dias, doutora...

Kah, assim como ela havia pedido para se chamada, retirava um bloquinho, anotando tudo o que eu havia dito, em exatas palavras.

- Peter, quais são os personagens do seu sonho? O que eles fazem?

- Um garoto e uma garota que brigam constantemente... A garota é dócil, brincalhona, parece gostar do garoto... O garoto é sério, bruto e parece não ir com a cara da garota. A garota é baixinha, e o garoto alto. O garoto tem um avô, que parece ter autoridade sobre ele ou ela... E também havia uma senhora, talvez professora, não sei... Ela repreendia o garoto em uma das discussões com a garota.

- Nomes?

- Nenhum...

- Locais?

- Sem imagens, só vozes... E chiados, quando se referem a nomes...

- Considerações finais?

- Nenhuma, mas me lembro de ter visto uma imagem sua no final de um dos sonhos.

- Minha? Haha, por que eu estaria nos seus sonhos?

- Quem sabe... Uma presságio do futuro?
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Re: Case One ~

Mensagem por ~Luxy em Qua 4 Jun 2014 - 21:45

And we have a plot now.

A premissa parece ser algo bom a princípio, com um personagem que consegue ver o futuro de algo basicamente. Irei esperar para ver como toda a história vai se desenvolver e tudo mais, mas espero que mantenha uma coerência. Não encontrei nenhum erro aparente, a única coisa que me incomodou um pouco foi que eu achei os capítulos razoavelmente pequenos, mas eles terminam no ponto certo, então não tenho muito a reclamar.
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Re: Case One ~

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