Pokémon Mythology
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Games of Little World

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Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Qua 12 Mar 2014 - 21:40

É... Depois que a outra Fanfic desandou por inúmeros motivos (falta de tempo, vontade, desvio muito grande do enredo original...) eu venho aqui com outra que penso que será mais prazerosa de fazer. Esta Fanfic é inspirada na light-novel de Tatsunoko Tarou; Mondaiji-tachi ga Isekai Kara Kuru Sou Desu Yo? - tendo uma adaptação de anime em 2012.
Trata-se de uma releitura do universo, adicionando os OCs e alguns poucos elementos, - um ou outro arco, um detalhe a mais etc.. - mas sempre mantendo o estilo tido nas light-novel. Já aproveito para dizer que esse é o motivo de as falas serem postas entre aspas ao invés de usar o travessão; para manter similaridade com o trabalho original. Contudo, caso não apreciem o fato, sintam-se a vontade para dizer nos comentários que eu mudarei para o estilo clássico. Outro ponto a ressaltar é que o uso de onomatopeias poderá (e irá) ocorrer durante o desenrolar da história. Deixo mais abaixo a música de abertura do anime - e da Fanfic - bem como o prólogo. Bom proveito ^^




Prólogo


Olhos ardósia observavam, desinteressados, enquanto pequenas aves marrons voavam por sobre sua cabeça em direção ao horizonte. O indivíduo em questão era um jovem com por volta de dezessete anos de idade e um metro e setenta e poucos de altura. Seus cabelos eram curtos, repartidos e vermelhos, com algumas poucas mechas penteadas de modo a cair-lhe sobre a testa. Sua pele era um tanto pálida. Trazia, ao redor do pescoço, uma corrente de prata com um pingente de ametista pendendo de seu centro. Trajava um casaco preto com uma cauda relativamente longa e duas listras brancas descendo por ambos os braços. Sob este havia uma camisa roxa sem qualquer detalhe em especial. Usava um par de calças negras presas por um cinto de couro. Calçava um par de botas também escuras.

A montanha estava tingida pelo marrom e laranja costumeiro do meio do outono. As chuvas caíam com a freqüência costumeira da estação, mas pareceram ter dado uma trégua e permitido ao Sol que tivesse seu momento.

Observava tudo sentado em um banco em frente a uma casa de doces. Apesar de o lugar ser atípico era algo bastante comum nos arredores de Kyoto. Ao seu lado estava um pequeno dragão. Com exceção de sua barriga, focinho e um pequeno topete brancos seu corpo era inteiramente azul. Suas orelhas eram tão longas quanto seu par de caudas. Usava um minúsculo par de óculos em frente aos seus olhos escarlates e um colar dourado.


“Taiyou-sama, para onde partiremos agora?”

A pergunta fora recebida com um triste e pesado suspiro. Shuuryuu Taiyou era capaz de descrever seu mundo em apenas uma palavra; monótono. A princípio tentara amenizar a situação ao andar por todo Japão, mas após alguns meses o que fora emocionante tornara-se mais uma obrigação para tentar evitar o tédio.

“Não faço ideia, Ian. Acho que o melhor que temos a fazer é ir andando e vermos até o que o destino nos revela.”

Sentia falta de um bom livro ou leitura. Quando criança costumava passar horas e horas a fio lendo para se desassociar de sua rotina monótona. Gostava bastante dos livros de ficção, mas tinha predileção por aqueles de história, biologia e mitologia. Com o tempo apenas o conhecimento não lhe era suficiente, e fora isso que lhe fizera decidir em viajar. Mas nem isso bastava agora... Procurava por algo que realmente lhe excitasse, fizesse-o sentir-se vivo e, pela primeira vez na vida, apresentar-lhe algum desafio.

“...?”

Wooosh. Mal virara a cabeça e uma forte e repentina tempestade atingira a região. Era de tal forma intensa que Ian precisara se segurar no banco para não ser lançado para longe. Uma carta selada a cera dançava junta à ventania e – após seguir uma trajetória muito pouco natural – pousou sobre os joelhos de Taiyou. O nome dos beneficiários estava escrito nitidamente no envelope: “Para Shuuryuu Taiyou-dono e Ian-dono”.

“Quem será que nos mandou isso?”

“Sem remetente... Conveniente.”

Esquecendo-se de todas as outras questões um sorriso de interesse quase sombrio surgira em sua face. O pequeno azul, já conhecedor do que a expressão queria dizer, soltou um rápido suspiro e tratou de se animar, pulando para sobre o ombro do ruivo de forma a lerem em conjunto. Ele tranquilamente quebrou o selo do envelope e puseram-se a ler seu conteúdo.




“Garotos e garotas com maravilhosos talentos e muito aborrecimento, dirijo-me a vós! Se vocês ambicionam testar seus Gifts então deixem de lado sua família, suas posses, seu mundo e venham ao nosso Little Garden.”




“Mas o quê...?”

O cenário mudara diante de seus olhos sem qualquer transição. Subitamente encontraram-se a milhares de metros acima do nível do solo. Antes mesmo de sentirem a pressão atmosférica já estavam caindo em uma velocidade considerável. Fora então que avistaram.

Uma paisagem completamente desconhecida se revelava à medida que desciam. No horizonte, uma súbita queda apresentava um abrupto fim ao mundo. Abaixo deles estava uma cidade desconhecida e completamente coberta, tão grande que não saberiam dizer seu tamanho exato. O mundo que lhes aparecera era um completamente novo.
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Dom 16 Mar 2014 - 13:14

Não conheço a Light Novel, eita nominho grande em? Essa pessoa gosta de escrever... Então, não tem como eu falar muito sobre o assunto, mas o prólogo foi muito cativante, bem interessante pra ser sincero. Sua escrita como sempre é muito boa, eu não consigo enemgosto de usar sinônimos, mas você os utiliza muito bem, vou ficar aguardando o capítulo 01 para ter um melhor entendimento sobre a história, espero que leve ela adiante.

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Re: Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Qui 3 Abr 2014 - 17:31

@xKai escreveu:Não conheço a Light Novel, eita nominho grande em? Essa pessoa gosta de escrever... Então, não tem como eu falar muito sobre o assunto, mas o prólogo foi muito cativante, bem interessante pra ser sincero. Sua escrita como sempre é muito boa, eu não consigo enemgosto de usar sinônimos, mas você os utiliza muito bem, vou ficar aguardando o capítulo 01 para ter um melhor entendimento sobre a história, espero que leve ela adiante.

Pois é cara, nome é dose pra essa. Fica aqui o capítulo um para dar um esclarecimento maior da história então: PS - As falas do Gato Cálico só são entendidas por uma das personagens e o Ian.

Showdown! Enemy's Cosplayer?!


Fora só após ter caído dois quilômetros que percebera a presença de outros. Três outros jovens – e curiosamente um gato – compartilhavam da mesma inusitada situação que ele próprio e Ian.

O primeiro talvez tivesse a mesma idade que Taiyou. Tinha cabelos loiros e espetados para todas as direções além de olhos roxos. Usava um par de headphones com uma pequena marca vermelha em ambas as extremidades. Trajava o que parecia ser um casaco escolar azul-acinzentado. Apenas um dos botões no meio da roupa esta abotoado, revelando uma camisa amarela sob a vestimenta. Vestia ainda um par de calças no mesmo estilo que a jaqueta e tênis brancos com detalhes em preto e dourado.

A segunda era uma garota com por volta de quinze ou dezesseis anos e grandes olhos azuis. Tinha um longo cabelo castanho com uma franja e trançados de ambos os lados que lhe caía até a cintura. Vestia um moletom branco com uma fita amarela ao redor do pescoço, uma saia longa azul-marinho e um par de saltos marrons. Usava também um par de laços vermelhos nos lados de sua cabeça.

A terceira deveria estar na volta dos seus dezesseis anos, fizera-se notar. Seus cabelos eram curtos e castanho-claros, no mesmo tom de seus olhos. Trajava um longo casaco sem mangas branco com alguns poucos detalhes em azul claro sobre uma camisa também nívea. Usava também um short laranja, longas meias pretas e um par de botas marrons.

O felino se assemelhava, até onde o ruivo soubesse, a uma cria de gatos cálicos. Seu corpo era majoritariamente branco, apenas com as costas em laranja e marrom. Sua orelha esquerda era escura e a direita clara. Seus olhos eram de um tom verde esmeralda. Sua cauda era laranja com listras marrons e uma ponta branca.


“Ginyaaaa! O-Ojou---!”*

Miara o pequeno animal enquanto os seis despencavam em direção a uma morte quase certa. Entretanto, conforme caíam passaram por múltiplas finas membranas de água pré-posicionadas sobre o ponto de pouso que gradativamente desaceleraram seus corpos. O grupo então se chocou contra um pequeno lago com um audível splash – todos com exceção de Ian, que permanecera flutuando a alguns poucos centímetros da superfície da lagoa.

Tinha de admitir também que ao mesmo tempo em que a paisagem parecia natural também era difícil de descartar a possibilidade de ser artificial. Para começar, o “local de pouso” ficava em meio a uma enorme floresta com árvores carregadas de folhas esmeraldinas com vários penhascos ao seu redor. Água escorria por estes, mas não no ritmo ou força de uma cachoeira. Parecia que um terremoto catastrófico atingira a área sem, no entanto, prejudicar a flora. Por mais que fosse bonito também era bizarro. É... Parece que iria gostar daquele mundo.

Os adolescentes conseguiram pousar em segurança, mas a história fora outra para o gato cálico não tivera a mesma sorte. A jovem de cabelos curtos fora rápida e trouxera-o para a superfície antes que se afogasse.


“... Você está bem?”

“Eu achei que fosse morrer...!”

O gato miava e respirava com alguma dificuldade, mas ela parecia feliz que ele estava bem no geral.

Visualizando um leito próximo o grupo de crianças problemas nadara em sua direção. Taiyou fora o primeiro a sair do lago, com Ian já o esperando. Não se afastara nem dois metros e já se espichara sobre o gramado verdejante, encarando, pensativo, o Sol. Acabara de cair quatro quilômetros em uma experiência de quase-morte, estava ensopado, com frio até os ossos e, por mais incrível que pareça, estava gostando. Poucos momentos nesse estranho mundo novo e seu coração batera mais forte do que nunca em toda sua vida. Se houvessem mais momentos assim naquele mundo, ficaria mais do que feliz em ter ido para lá. Enquanto refletia a garota de cabelos longos e o loiro chegaram a costa cuspindo insultos para todos os lados.


“E-Eu não acredito! Para pensar que eles nos trariam para esse mundo sem dizer qualquer palavra e ainda por cima nos largar do céu!” – Reclamara a moça.

“O mesmo aqui, droga! Dependendo da situação teria sido Game Over na hora. Teria sido melhor que eles nos invocassem dentro de uma rocha ou alguma coisa pelo menos.”

“... Mas se fizessem isso você não seria capaz de se mover, não é mesmo?” – Perguntara.

“Sem problemas com isso.”

“Entendo. Bem egoísta da sua parte.”

Os dois deram-se as costas com um audível “Hmpf” e começaram a enxugar suas roupas. Atrás deles, a outra garota saíra de dentro da lagoa. Seguindo o exemplo dos outros, ela começou a se secar. Próximo a ela, o felino sacudia seu corpo e lançava água para todos os lados.

Enquanto se enxugava, perguntou.


“Onde... Será que isso é?”

“Sem ideias. Havia algo que parecia o fim do mundo, então talvez estejamos nas costas de uma tartaruga gigante?”

Respondera o loiro. Taiyou até via algum sentindo na réplica, mas se desapontaria um pouco se fosse só um réptil gigante ao invés de um mundo novo. Apesar disso, uma coisa era certa; esse era um lugar do qual não sabiam nada. Após o estudante deixar suas roupas secas o máximo possível ele moveu uma madeixa irritante para o lado e perguntou:

“Provavelmente não tem erro, todavia só para ter certeza vou perguntar de todo jeito. Vocês também receberam aquela carta estranha?”

“Exatamente, mas antes de tudo não se refira a mim dessa maneira. Meu nome é Kudou Asuka. Preste atenção nisso de agora em diante. Seguindo em frente; você aí segurando o gato, seu nome é?”

“Kasukabe You. O mesmo”

“Entendo. Vamos nos dar bem de agora em diante, Kasukabe-san. E quanto a vocês dois?”

Perguntara Asuka, referindo-se ao ruivo e ao pequeno dragão. Esboçando um leve sorriso pôs-se de pé e virou-se para encarar a moça. A essa altura o Sol já havia agido por si só e secado suas roupas, mas o cabelo continuava um pouco mais escuro e pesado do que de costume. O réptil azul pousara rapidamente sobre seu ombro.

“Shuuryuu Taiyou. Esse aqui é o meu parceiro.”

“Eu sou o companheiro de viagens do Taiyou-sama, Ian. É um prazer conhecê-los.”

Fizera uma leve reverência após terminar a frase. Ele sempre fora mais cordial da dupla. Os outros três, no entanto, pareciam surpresos com o réptil azul ter a capacidade de fala. Não era a primeira vez que isso ocorria então não estavam desacostumados com a reação. A dama finalmente recuperara a compostura depois de alguns minutos.

“Igualmente. Finalmente, e quanto a você aí com a aparência selvagem e não-civilizada?”

“Devo lhe agradecer por sua incrivelmente pomposa auto-introdução. Eu sou – assim como a aparência sugere – o não-civilizado e selvagem Sakamaki Izayoi. Eu também sou vulgar, bruto e um hedonista. Portanto sugiro que siga as regras de uso e os alertas de perigo antes de falar assim comigo, Ojou-sama.”

“Vou pensar no seu caso se me enviar primeiro o manual de instruções, Izayoi-kun.”

“Haha, você está falando sério? Eu vou fazer um, então é melhor ficar preparada, Ojou-sama!”

Sakamaki Izayoi rindo alegremente; Kudou Asuka virando-se arrogantemente; Kasukabe You assistindo indiferentemente; Shuuryuu Taiyou e Ian conversando calmamente; ao longe, alguém os observava por entre as sombras.

(Uau, eles todos parecem ser crianças problema!)

Pensara a espectadora. Bem, havia sido ela que os invocara em primeiro lugar, mas... Agora que os vira conviver por alguns poucos minutos... Tinha dúvidas se conseguiriam ou não trabalhar juntos. Deixou escapar um suspiro melancólico. Para piorar a situação, Izayoi parecia estar se irritando.

“Ok, é legal e tudo mais termos sido invocados, mas porque não tem ninguém por aqui? Nessa situação não deveria haver alguém para nos explicar o que seria aquele tal de Little Garden que estava na carta?”

“Concordo. Sem qualquer explicação não há motivos para sairmos daqui e duvido que sermos calmos em excesso seja para melhor também.” – Conjecturou Taiyou.

(Honestamente!)

Replicara silenciosamente observadora. Se eles ficassem um pouco mais assustados seria mais fácil de aparecer, mas como estavam calmos era difícil encontrar um momento oportuno.

(Bem, não adianta ficar pensando muito sobre isso. Eu só tenho de me decidir antes que a situação fique ainda pior.)

Ouvindo cada um deles expressar sua insatisfação quase a fizera dar meia-volta, mas persistira. De súbito, Izayoi inspirou fundo e enquanto exalava disse.

“Eu acho que não temos outra escolha se não perguntar à pessoa que está se escondendo.”

Nas sombras, o coração da observadora saltara como se tivesse sido agarrado por alguém. Em um instante os olhos de todos na clareira haviam sido postos sobre seu esconderijo.

“Ora, vocês notaram também?” – Perguntou Asuka, surpresa.

“Mas é claro. Eu sou invencível quando se trata de esconde-esconde.” – Afirmou com orgulho o loiro.

“Deu para ouvir quando ela suspirou.” – Comentou calmamente Taiyou.

“Na direção do vento eu consigo percebê-los mesmo sem querer.” – Disse You, prestando atenção em seu gato.

“Oh, você é uma pessoa bem interessante.”

Disseram em uníssono os dois garotos. Estranhando a coincidência olharam-se por alguns instantes antes de sorrirem.

Para a espectadora parecia que os jovens haviam tirado o tapete de debaixo dos seus pés. Ficara ali esperando só para descobrir que todos já tinham conhecimento de sua presença. Sem outras opções pôs-se de pé e, com cuidado, pusera-se atrás de uma árvore, deixando que as crianças problemas vissem apenas o seu rosto esboçando um gentil sorriso.


“B-bem, vocês são tão assustadores que eu...”

“Ok. Se não quer sair por bem vamos ter de fazer isso do jeito difícil.”

Dissera Izayoi. No instante seguinte saltara alguns metros no ar e lançara um chute em direção ao “abrigo” da outra. A força do golpe fora suficiente para quebrá-lo ao meio. Com um crac estrondoso o cedro tombara para trás, forçando a garota a sair do esconderijo. O ruivo não sabia dizer com qual das coisas estava mais surpreso; a força do loiro ou o visual da outra.

Deveria ter entre quinze e dezesseis anos, no máximo. Mas era aí que acabava a normalidade. Tinha um longo cabelo azul-claro e o que pareciam ser duas orelhas de coelho no topo de sua cabeça. Seus olhos eram vermelhos. Trajava um vestido preto com alguns detalhes em vermelho e branco com babados. Vestia também uma mini-saia escarlate com cinta-liga, um par de sapatos da mesma cor, longas meias escuras e um par de pulseiras que combinavam com o restante.


“M-Mas o que é isso?” – Perguntara Asuka, tornando-se rapidamente vermelha como um pimentão. Estava visivelmente desconfortável com o aspecto da desconhecida.

“Cosplay?” – Indagara You.

“N-Não é nada disso! Até parece que a Kuro Usagi faria algo tão vergonhoso quanto isso e...”

O que quer que fosse o restante da frase a garota fora impedida de dizê-lo. Tendo perdido rapidamente o interesse, Izayoi dera meia volta e avançara com mais uma voadora. Agindo depressa a garota esquivara com um salto para trás, pousando sobre o galho de uma árvore. Porém, You fora mais rápida e a pulara em perseguição. Por um tempo as duas pareciam dançar enquanto iam de galho em galho. Enquanto que Kuro Usagi movia-se como uma criança brincando de saltar como um coelho a morena o fazia de modo semelhante a um felino.

“Que tal trabalharmos em equipe, Asuka-san? Isso está começando a me deixar aborrecido...”

“Tudo bem,Taiyou-kun. Vejamos o que você pode fazer.” – A ligeira insinuação de um desafio parecera entreter o ruivo. Um sorriso perigoso surgira em sua face.

“Ok, mas não vá se arrepender.”

Com um rápido movimento o jovem de cabelos escarlates correra um de seus dedos pelo ar, deixando para trás uma linha de pequenos pontos brancos brilhantes, semelhantes a estrelas no céu noturno. Após terminar a trajetória recuou sua mão e estalou os dedos. Os sinais alvos avançaram em uma extrema velocidade, adentrando a mata e confrontando-se contra uma dás árvores. Para o azar da “menina-coelho” fora em um dos galhos desta que ela pousara após seu último salto. No instante seguinte o cedro desmoronou como se tivesse sido cortado pela lâmina de uma espada e Kuro Usagi fora junto em direção a uma dolorosa queda.

Constatando que um grupo de pássaros voava por perto, a moça de cabelos longos esboçara um leve sorriso.


“Passarinhos, peguem-na agora!”

A ordem fora dada em um tom absoluto que não admitia discussões. Como se fossem treinadas as aves desceram em rasante na direção de seu alvo, pegando-a com suas garras e impedindo que se chocasse contra o solo... Isto é, até que estivessem fora de uma área arborizada. Uma vez na clareira o que quer que houvesse sido lhes infligido parecera desaparecer, e os pequenos animais debandaram. Tendo perdido o sustento, a jovem caiu alguns metros antes de dar de bunda contra o chão. Retraindo-se um pouco por causa da dor, a moça logo notara que estava cercada pelas quatro crianças problema e Ian.

“Então... Quem é essa?” – Perguntara Izayoi.

“Uma pessoa coelho?” – Sugerira Asuka.

“Taiyou-sama, ela não cheira igual a um ser humano.” – Informara o pequeno dragão azul.

“Acho que isso quer dizer que não é apenas cosplay...”

Dissera em resposta. Enquanto o quarteto discutia a identidade da espectadora misteriosa You avançara repentinamente e segurara firme uma das orelhas da observadora na base... Antes de puxar com toda força. Um grito fora dado de imediato pela cerúlea, que começara a se debater na tentativa de escapar.

“E-Espere um minuto! Se fosse apenas tocar eu deixaria você fazer sem qualquer reclamação, mas eu não pensei que você tentaria arrancar as incríveis orelhas da Kuro Usagi logo no primeiro encontro! No que você está pensando?”

“Satisfazendo minha curiosidade.”

A resposta fora calma e simples, como se aquilo fosse a coisa mais comum do mundo. Com um ríspido movimento a garota-coelho conseguira desvencilhar-se da mão da jovem. Entretanto, o loiro e a dama pegaram cada um uma de suas orelhas e começaram a puxar como se fosse um cabo de guerra. O berro de dor essa vez fora, no mínimo, duas vezes mais alto que o anterior. Vendo a situação cômica, Taiyou não conseguiu conter uma risada descontraída. Finalmente havia encontrado algo de divertido para fazer e pessoas interessantes para com quem compartilhar.
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Qui 3 Abr 2014 - 23:15

Eu fiquei até meio surpreso, curti bem os acontecimentos do primeiro capítulo, foram descritos com uma boa lógica e não fugiu em nenhum momento da "linha" da história. Curti muito o tipo de escrita, tanto nas falas quanto nas narrações.

Adolescentes realmente são uma espécie bem diferente não? Eu achei que eles iriam ficar desesperados, assustados ou muito confusos com a situação atual, mas parecem de bem com a vida, tirando o maluco aí que chegou partindo a árvore no meio, bela maneira de atrair uma garota, quase matando ela .-.

Curti o gato, tenho muito apego aos felinos, e gostei de haver um junto dos demais protagonistas, apesar de ele não ser um gato comum, creio eu. Por enquanto é só, espero que o próximo capítulo tenha um melhor desenrolar, quem sabe romance e comédia também pra deixar a fic bem "farofada". Até o próximo capítulo.

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Re: Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Seg 7 Abr 2014 - 18:37

@xKai escreveu:
Eu fiquei até meio surpreso, curti bem os acontecimentos do primeiro capítulo, foram descritos com uma boa lógica e não fugiu em nenhum momento da "linha" da história. Curti muito o tipo de escrita, tanto nas falas quanto nas narrações.

Adolescentes realmente são uma espécie bem diferente não? Eu achei que eles iriam ficar desesperados, assustados ou muito confusos com a situação atual, mas parecem de bem com a vida, tirando o maluco aí que chegou partindo a árvore no meio, bela maneira de atrair uma garota, quase matando ela .-.

Curti o gato, tenho muito apego aos felinos, e gostei de haver um junto dos demais protagonistas, apesar de ele não ser um gato comum, creio eu. Por enquanto é só, espero que o próximo capítulo tenha um melhor desenrolar, quem sabe romance e comédia também pra deixar a fic bem "farofada". Até o próximo capítulo.

Valeu pelos elogios cara. Se acha que isso é coisa de doido, fico pensando o que vai achar conforme for lendo os capítulos. Na real é um gato comum sim, tem nada de especial não. Na história ele é sugado para o Little Garden acidentalmente junto da You Xp. Comédia nem precisa dizer que vai ter e quanto ao outro... Bem, acho que só lendo pra saber:

52 Cards




“... I-Inacreditável. E pensar que levaria uma hora até que vocês começassem a me ouvir... Deve ser assim que uma professora de delinquentes se sente.”

Reclamara Kuro Usagi, tomando fôlego. As crianças problema havia anteriormente perdido o interesse nela e decidiram por explorar os arredores. Enquanto caminhavam a garota-coelha tentava pará-los com avisos e súplicas, tudo em vão. Só fora ter sucesso quando ameaçara mandá-los de volta caso não parassem e a escutassem. Mas o ruivo tinha de admitir que parara em um bom lugar.

O grupo subira uma das muitas encostas ao redor da lagoa. De lá era possível ver um incontável número do que pareciam tendas de circo estendendo-se até aonde a vista alcançava. Porém, agora que via mais de perto, podia perceber algo de diferente... E Ian também.

“Taiyou-sama, o topo daquelas estruturas é...”

“Sim. Permite que a luz entre, mas impede os raios solares em si. O que será que há lá dentro?”

A pergunta abrira um leque de possibilidades em sua cabeça, mas só conseguia chegar a uma conclusão. De todo folclore que conhecia só um tipo de criatura precisaria desse tipo de proteção para sair durante o dia; vampiros. Se lhe tivessem dito algo do tipo apenas um dia antes teria começado a rir e negado tudo, mas com o que vira no pouco tempo que estava lá já não sabia dizer o que seria ou não real naquele mundo. Izayoi parecera ter a mesma dúvida e, virando-se para a garota-coelha, falara em um tom calmo, mas carregado – o mesmo que usara antes de partir uma árvore ao meio.

“Oi, por que não começa logo a explicação sobre o motivo de ter nos trazido para cá?”

“S-Sim...”

Quase com lágrimas nos olhos, Kuro Usagi finalmente conseguira um momento para que eles a escutassem.  Encontrando um morrinho próximo o quarteto de crianças-problema sentou-se e dirigiu uma pequena parte de sua atenção para ela. O pequeno dragão descansava sobre o ombro do ruivo sentindo os aromas trazidos pela brisa e o Gato Cálico apenas repousava preguiçosamente sobre a relva. Recompondo-se, a moça abrira os braços e começara o discurso.

“Bem vindos ao mundo do Little Garden! Nós invocamos vocês quatro para garantir-lhes o privilégio de participar dos Gift Games, cujos quais apenas aqueles que possuem Gifts próprios podem participar.”

“Gift Games?” – Repetira em tom de dúvida You.

“Isso mesmo! Vocês provavelmente notaram, mas não são humanos comuns. Esses extraordinários poderes que possuem podem ser bênçãos recebidas de várias divindades, demônios, espíritos e estrelas. Gift Games são eventos em que esses dons são usados para competir um contra os outros. Little Garden é um mundo que foi criado inteiramente com o propósito dos possuidores desses prestigiosos poderes possam ficar e se divertir.”

Taiyou não parecera ter engolido completamente aquela história. Havia alguma coisa dentro do que ela falara que não cheirava bem. Olhando para o lado constatara que Ian tinha o mesmo receio, mas fizera sinal para ignorar por hora.

De súbito, Asuka erguera uma de suas mãos para indicar que tinha perguntas.

“Vamos começar com o básico, se não se importa. Primeiramente, quem é o ‘nós’ que você mencionou?”

“Yes! Portadores de Gifts que foram invocados de outro mundo devem se afiliar a uma das várias Communities de Little Garden para poderem crescer.”

“Sem chance!” – Responderam os quatro adolescentes ao mesmo tempo.

“Vocês precisam se juntar a uma! Além do quê, o vencedor de um Gift Game ganha um prêmio provido pelo Host. É um sistema extremamente simples.”

“Quem é o Host?” – Perguntara em seguida You.

“Eles podem ser todo tipo de indivíduos. Há jogos criados por divindades com muito tempo livre que buscam testar os mortais ou há aqueles que são auto-organizados por várias Communities para que elas possam demonstrar sua superioridade. Como característica própria, o primeiro não tem restrição de quem pode participar. Mas como pode ser esperado de deuses, esses jogos podem ser brutais e extremamente difíceis, sem garantias de sobrevivência. Porém, as recompensas são excepcionais. Dependendo do Host, você pode até mesmo receber um novo Gift. Em contrapartida, você precisa oferecer alguma coisa como uma ficha em troca do direito de participar. A regra é, que se todos os participantes forem derrotados, todas as fichas pertencerão a Community do Host.”

“O último termo é bem cruel. O que pode ser usado como ficha?” – Questionara Asuka.

“Eu diria que quase qualquer coisa. Dinheiro e bens, terras, direitos, honra, pessoas... até mesmo seus próprios Gifts. Naturalmente, quanto maior a aposta maior é a recompensa. Se você obtiver um novo dom de outra pessoa se torna possível participar de Gift Games de um nível ainda mais elevado. Porém, no caso de perder um dos jogos com seu Gift na linha você automaticamente irá perder a habilidade também.”

Uma sombra escura parecera surgir por debaixo do sorriso da Kuro Usagi. A última sentença havia sido dada em um tom similar a uma afronta. Percebendo que os jovens haviam se interessado, ela prosseguiu.

“Mas não acho que vocês vão entender muito apenas ouvindo a minha explicação. Então que tal jogarmos um jogo simples?”

No instante em que terminara a sugestão um pequeno baralho de cartas materializara-se sobre uma de suas mãos, capturando a atenção dos adolescentes. Sem se importar muito, começou a embaralhá-lo.

“Há Communities de todos os tipos nesse mundo. Na verdade, é até possível dizer que é extremamente difícil viver aqui sem estar em uma.”

Com um estalo de seus dedos fizera com que uma enorme mesa similar a usada em cassinos surgisse entre elas e os jovens. O som da colisão desta com o solo fizera com que o Gato Cálico soltasse um miado assustado.

“A Kuro Usagi não se importaria em deixar vocês entrarem para a Community da qual ela faz parte, mas ter pessoas que não conseguem nem vencer um jogo simples seria um problema. Um problemão, na verdade! Vocês só atrapalhariam demais! Retardariam todo mundo!”

A sugestão de um desafio imersa em uma provocação fora mais que suficiente para fazer um sorriso ameaçador surgir na face de ambos os garotos. Ian já esperava que Taiyou o fizesse, mas ficara surpreso ao ver a mesma expressão em Izayoi.

“Você está querendo nos testar?” – Perguntara de maneira retórica o loiro.

“O último idiota que me incitou a participar de alguma coisa acabou em um leito de hospital.” – Comentara o ruivo, dando de ombros.

“E-Espera aí, nós ainda não dissemos nada!” – Reclamara Asuka.

“Se estiverem com medo podem recusar.”

Dissera a garota-coelho em um tom ao mesmo tempo infantil e carregado de malícia. Apesar de aparentar estar calma e autoconfiante o que pensava em relação ao que falara dissera um segundo antes era completamente diferente.

(O que eu estou dizendo? Se eles ficarem furiosos e voltarem para casa eu vou estar em grandes apuros!)

“Que jeito interessante de provocar. Quais são as regras do jogo?”

Questionara Izayoi. A pergunta parecera ter tirado um grande peso de sobre os ombros de Kuro Usagi. Com uma expressão aliviada, prosseguiu com a explicação.

“Vamos usar essas cartas. Por favor, peguem uma que possua uma figura dentre estas cinquenta e duas cartas que vêem aqui. Mas só terão uma chance e cada pessoa só pode escolher uma.”

“Podemos usar qualquer método que queiramos?” – Perguntara a dama, intrigada.

“Desde que não infrinja as regras. Aliás, a Kuro Usagi possui a habilidade de Judge Master. Ou seja, vocês não podem quebrá-las comigo por perto. Os meus olhos e ouvidos estão ligados à rede central do Little Garden, então irei saber no mesmo instante se estiverem trapaceando.” – Explanara.

“E quanto às fichas? Iremos apostar nossos Gifts?” – Indagara Taiyou.

“Como vocês acabaram de chegar a esse mundo, dessa vez vamos jogar sem arriscar nada. Mas se você insistir, pode por seu orgulho na linha.”

“E se nós vencermos?” – Questionara You, ignorando a tensão entre os outros.

“Vamos ver... Nesse caso eu, como seva de um deus, farei qualquer coisa que você me pedir.”

“Ah? Qualquer coisa?”

Repetira Izayoi. Imediatamente sua atenção voltara-se para o decote da garota-coelho. Esta, percebendo após alguns segundos o que se passava, rapidamente pôs os braços sobre seus seios em defesa.

“M-Mas nada sexual!”

Adicionara rapidamente. No mesmo instante as duas garotas lançaram um olhar desconfiado contra o loiro, enquanto o ruivo desatara a rir. Até Ian achara graça na situação e sorrira, conseguindo conter a risada por pouco.

“Eu estava só brincando, é claro. De qualquer jeito, o que vocês querem fazer?”

“Não precisa nem perguntar.” – Respondera Asuka.

“Nunca recusei um desafio antes e não vai ser agora que vou começar.” – Dissera Taiyou.

“Sim. Vamos tentar.” – Concordara You, falando mais com o Gato Cálico do que com qualquer outro.

“Game estabelecido!”

Exclamara Kuro Usagi. No mesmo instante um pedaço de pergaminho surgira entre ela e os adolescentes, descendo lentamente até pousar na mão do loiro.

“Isso é?” – Perguntara a dama.

“Um Geass Roll. Um contrato das partes pertencentes ao jogo. As regras e a condição de vitória também estão escritos aí.”






GIFT GAME NAME: "Find the Card"

Lista de Jogadores:
Sakamaki Izayoi
Kudou Asuka
Kasukabe You
Shuuryuu Taiyou

Condições de Vitória:
Escolha um rei, rainha ou valete dentre as cartas da mesa.
Cada jogador só pode escolher uma carta.

Condições de Derrota:
Rendição.
Não cumprimento das condições pré-estabelecidas.

Gift Obtido:
O vencedor poderá ter um de seus desejos atendidos pelo Host, Kuro Usagi.

Juramento: Vamos respeitar as regras acima e, com reverência, juramos participar desse Gift Game sob as instruções de nosso Host.

Selo [Thousand Eyes]






“Ok. Entendido. Mas antes de começarmos, deixe-nos olhar essas cartas.” – Pedira Izayoi, já estendendo uma de suas mãos.

“Não me importo. Podem olhar a vontade.”

Concordara a garota-coelho, intrigada com a solicitação.

Nos minutos seguintes o grupo de crianças-problema passara a examinar cada carta atentamente com seus olhos. Taiyou apenas pegara uma e dera um toque na parte de trás com o indicador antes de entregá-las aos outros. Soltando um bocejo, ficou esperando até que terminassem de examiná-las.

Devolvendo as cartas à Kuro Usagi, esta as embaralhou mais uma vez e deslizou o deque pela mesa, separando-as. Com um sorriso e fazendo uma pose um tanto quanto estranha, dera início ao jogo.


“Quem vai primeiro?” – Inquirira Asuka. Ficaram todos em silêncio por alguns instantes antes que o loiro desse um passo a frente.

“Nesse caso, vou eu então.”

Voluntariara-se. Pusera-se em frente à mesa e ficara a correr os olhos pelas cartas. Por fim, abrira um sorriso debochado e falara.

“Obrigado pelo seu incrivelmente intimidante discurso.”

“S-Sem problemas.” – Respondera a garota-coelho, sentindo um frio correr-lhe a espinha.

“Eu escolho... Esta!”

E com isso dito batera a palma da mão contra um dos objetos. Embora a força não fosse nem metade da usada anteriormente para destruir uma árvore fora suficiente para lançar o restante delas ao ar. Caindo de volta a mesa, só que maneira desorganizada, revelara o restante das cartas. Surpresa, Kuro Usagi só podia gaguejar.

“O-O que...”

“Então eu vou pegar esta.” – Articulara a dama, retirando o rei de copas.

“Eu quero essa.” – Falara You, pegando a rainha de espadas.

“Fico com esse.” – Dissera Taiyou, escolhendo o valete de paus.

“E-Espera aí! Isso não foi...” – Começara a juíza, mas fora rapidamente interrompida por Izayoi.

“Não estamos quebrando nenhuma regra. Nós escolhemos as cartas com figuras da mesa e uma por pessoa. Estou errado?”

“N-Não, mas...”

Parara no instante em que suas orelhas começaram a se mexer, como se tivessem captado algum som inaudível para os demais. No instante seguinte esboçara uma expressão de derrota.

“A rede central do Little Garden determinou que seu método de vitória foi válido. Asuka-san, Taiyou-san e You-san cumpriram as condições de vitória.” – Declarou, por fim.

“Conseguimos!”

Comemorara Asuka, dando um high five com a outra garota. Taiyou apenas dera um sorriso tranquilo e erguera o punho, que fora prontamente batido pelo de Ian. Recuperando um pouco da sua força de vontade, Kuro Usagi tornara-se para o loiro.

“M-Mas Izayoi-san, você ainda não venceu!”

“Ei ei, quem você acha que eu sou?” – Perguntara, virando a carta que havia selecionado para revelar o rei de paus.

“C-Como você...” – Principiara a garota-coelho, de olhos arregalados.

“Eu me lembrei da posição de cada carta. A próxima a essa é o nove de ouros. Este é o dois de paus e esse é o valete de espadas.”

Revelara como se fosse a coisa mais comum do mundo. Na medida em que ia predizendo a identidade de cada um dos itens ia virando-os, só para mostrar sua razão. A moça de cabelos azuis só pode olhar, boquiaberta, enquanto o loiro o fazia.

“Você não é nada mal, mas graças a isso os métodos em que pensamos foram inutilizados.” – Lembrara a dama, feliz apesar de tudo. A menina do gato apenas concordara silenciosamente com a cabeça enquanto o ruivo dera de ombros.

“Acho que lhes devo desculpas então.”

Dissera o loiro, com um sorriso zombeteiro. A juíza só podia fazer observar enquanto as crianças-problema conversavam tranquilamente sobre a fácil vitória. Voltando-se para ela, o estudante exclamara.

“Ei, Kuro Usagi!”

“S-Sim?!” – Replicara, surpreendida com o chamamento abrupto.

“Que tal se eu te ordenar a fazer algo logo de cara?” – Indagara, sorrindo de uma maneira sombria.

“E-Eu já disse que não pode ser nada sexual!” – Respondera de imediato, pondo mais uma vez os braços sobre os seios.

“Bem, isso aí até que parece legal, mas há só uma coisa que eu gostaria de te perguntar. Este mundo é divertido?”

Um pouco surpresa com a questão, demorara um pouco até que a ficha caísse. Esboçando um sorriso, dera a resolução.

“... Yes! Gift Games são jogos demoníacos e angelicais que transcendem os limites da humanidade. Eu garanto que o Little Garden é muito mais interessante que os outros mundos!”
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Ter 8 Abr 2014 - 8:26

Cara esse capítulo foi sensacional! Adorei toda essa ideia de Gift games... Sem contar que você já deve ter antecipado bem os capítulos na sua mente para conseguir bolar algo assim, além de muito criativo pareceu uma ideia muito interessante, testará cada um dos personagens de várias maneiras possíveis, individualmente, como equipe além dos desafios. Usar a honra como ficha pode ser algo perigoso... O que aconteceria se a pessoa que usar a honra de moeda perdesse? Ficaria "desonrado"? E em caso de vitória... Se a recompensa é equivalente ao apostado... Apostar a honra de fato seria inteligente? Seria um bom preço para ter algo equivalente?  De uma forma ou de outra é tudo muito interessante.

Izaioi-kun... Que modos são esses rapaz? Literalmente comeu a coelhinha com os olhos -q.

Fiquei muito surpreso com esse "primeiro dia de jogos" espero que os próximos também sejam bem legais, visto que esse foi só para explicação, foi muito bem bolado e muito bem jogado.

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Re: Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Sex 11 Abr 2014 - 16:17

@xKai escreveu:
Cara esse capítulo foi sensacional! Adorei toda essa ideia de Gift games... Sem contar que você já deve ter antecipado bem os capítulos na sua mente para conseguir bolar algo assim, além de muito criativo pareceu uma ideia muito interessante, testará cada um dos personagens de várias maneiras possíveis, individualmente, como equipe além dos desafios. Usar a honra como ficha pode ser algo perigoso... O que aconteceria se a pessoa que usar a honra de moeda perdesse? Ficaria "desonrado"? E em caso de vitória... Se a recompensa é equivalente ao apostado... Apostar a honra de fato seria inteligente? Seria um bom preço para ter algo equivalente?  De uma forma ou de outra é tudo muito interessante.

Izaioi-kun... Que modos são esses rapaz? Literalmente comeu a coelhinha com os olhos -q.

Fiquei muito surpreso com esse "primeiro dia de jogos" espero que os próximos também sejam bem legais, visto que esse foi só para explicação, foi muito bem bolado e muito bem jogado.

Xkai o/
Valeu pelo comentário. Quanto aos Gift Games, eu peguei como base o que acontece na Light-Novel e tentei bolar uma explicação que ficasse fácil... O que no fim seria um Gift Game de exemplo  Razz É bem esse o objetivo mesmo, testar eles tanto individualmente quanto em equipe. Na verdade apostar a honra seria o mesmo que apostar a própria reputação dentro do Little Garden. No caso de derrota, você acaba por perder todo respeito que possuía anteriormente. Não é uma aposta vista com regularidade, mas pode vir a acontecer...
Me cita um adolescente que não ia pensar em fazer isso e eu concordo contigo que os modos dele não são lá essas coisas. Espero que goste desse capítulo.


A Leader of No Names


Outer Gate Número 2105380, Peribed Avenue, em frente à Fountain Plaza.

Um pequeno grupo de crianças brincava em frente às escadarias que levavam ao interior do Little Garden.

A área ali era um pouco mais bem cuidada do que a em que os adolescentes haviam caído. As árvores haviam sido cortadas e podadas, deixando a vista uma trilha clara da entrada do local até onde a vista alcançava. Grama verdejante e alguns arbustos baixos carregados de frutinhas podiam ser vistos por toda sua extensão. O portal em si era apenas um grande arco de tijolos com um pequeno lance de escadas de pedra. Um par de estátuas esculpidas guardava cada extremidade do portão. Nada de muito grandioso ou rebuscado.


“Jin-kun! Por que a Kuro Usagi-neechan não voltou ainda?” - Perguntara uma das crianças.

“Nós já esperamos duas horas em vão! Estou cansada disso...”

Em instante, todos os jovens começaram a dar voz ao seu descontentamento, então Jin lhes respondera com um sorriso levemente amargo.

“... Parece que é isso. Vocês todos podem ir para casa agora. Eu vou esperar pelos nossos novos aliados aqui.”

O garoto em questão não deveria ter mais do que doze anos. Tinha cabelos verde-musgo com uma franja penteada para os lados, deixando algum espaço em branco no meio de sua testa. Seus olhos eram de um tom azul-escuro. Vestia o que parecia ser um robe cor de areia. O interior do capuz deste era vermelho. Sob o manto trajava uma camisa formal branca, sem qualquer detalhe aparente.

“Então nós estamos indo. Eu sei que é difícil ser o líder, mas faça seu melhor Jin!” – Encorajou um menino.

“Se estava tudo bem em irmos embora, podia ter nos dito mais cedo! Minhas pernas estão como pedras!” – Reclamara uma menina, mais nova que os demais.

“Estou com fome. Tudo bem se comermos o jantar sem esperarmos por você?” – Perguntara uma terceira criança.

“Sem problemas. Mas não fiquem acordados até tarde mesmo que nós não cheguemos dentro do horário previsto!”

Avisara. As crianças então começaram a fazer seu caminho para casa enquanto conversavam animadamente.

Após tê-las perdido de vista, Jin sentou-se nas escadarias de pedra e soltou um suspiro triste. Como um modo de fazer o tempo passar, ficou encarando as nuvens enquanto pensava nos mais recentes acontecimentos.


(Eu ouvi que os países criados fora do Little Garden se tornaram mais ativos recentemente, mas já que a Peribed Avenue dá de cara com o [Edge of the World] não tem muita coisa acontecendo por aqui...)

Em Little Garden, o termo [País] era frequentemente usado para descrever Communities extremamente grandes.

Mesmo que houvesse claramente um [Edge of the World] a superfície daquele mundo era comparável a de uma estrela, então não havia chances de que muitos recursos naturais e terras abundantes fossem deixados não-desenvolvidos.

Os talentosos reuniam pessoas e criavam um país, mas ao mesmo tempo muito daqueles há muitos daqueles sem nenhum Gift que começam uma vida fora de Little Garden.

Raças como os dragões, demônios, feras míticas e espíritos possuíam todos grandes estabelecimentos fora das paredes da cidade coberta.


(Se o pessoal que veio do outro mundo acabar por ser inútil, nós talvez tenhamos de criar uma Community aqui fora...)

Estava pondo todas as suas esperanças e expectativas em seus novos aliados. Visto que uma Community sem poderes não consegue organizar Gift Games como Host e não pode participar de outros também, ela acaba decaindo a um estado em que não pode se sustentar sozinha. Isso significaria o seu fim.

Atualmente, por certas razões, aquela a qual Jin pertence – exceto por Kuro Usagi – é composta inteiramente de crianças mais jovens do que ele. Deixar para trás a terra em que eles viveram desde que nasceram e partir para uma jornada interminável era algo que ele gostaria de evitar a todos os custos.


“Jinbo-chan! A Kuro Usagi trouxe os novos membros!”

O garoto erguera sua cabeça, surpreendido. A menina-coelho andava pela estrada que levava ao Outer Gate seguida de perto por duas outras moças, um gato e o que parecia ser um filhote de dragão azul.

“Bem vinda de volta. Esses três são os novos membros?” – Perguntara.

“Yes! De fato, esses cinco...”

Começara, virando sua cabeça para trás e prontamente congelando no mesmo lugar. De fato, os dois jovens haviam desaparecido.

“... E, mas o quê?! Não havia mais dois?! Um com olhos levemente malignos, uma boca muito suja e outro com roupas de gótico, olhar desinteressado, ambos exalando uma aura de “eu sou um delinquente juvenil” por todo o corpo?” – Perguntara.

“Ah, o Izayoi-kun? Ele disse ‘Eu vou dar uma olhada no fim do mundo e voltar daqui a pouco! ’e saiu correndo naquela direção.

Apontara Asuka. Só que o caminho que indicara dava de cara com o precipício que eles haviam visto enquanto caiam. Permanecendo estupefata no meio da estrada, Kuro Usagi começara a questionar os remanescentes com as orelhas arrepiadas.

“E quanto ao outro?”

“Taiyou-sama achou interessante a ideia e foi junto com ele.” – Explicara Ian.

“Por que não pararam eles?” – Perguntara a garota-coelho.

“Eles nos disseram para não fazer isso.” – Respondera a dama.

“Por que não avisaram a Kuro Usagi sobre isso?” – Gritara.

“Eles nos disseram para não te falar.” – Dissera You.

“É mentira. Só pode ser mentira. Vocês só acharam que seria um aborrecimento, não é mesmo?”

“Sim.”

Rebateram os três em uníssono. Fora então que ela caíra sobre os próprios joelhos. Estava invejando a si mesma horas atrás quando ainda estava entusiasmada quanto aos novos membros. Em pensar que todos eles acabariam por serem crianças problemas... Devia ter irritado algum deus para que isso lhe ocorresse.

Em contraste com Kuro Usagi, Jin havia ficado inteiramente pálido.

“I-Isso é terrível! No [Edge of the World] há muitas Feras Místicas e Deuses vagueando livremente em busca de mais Gift Games.” – Exclamara.

“Feras Místicas?” – Indagara Ian, confuso.

“Ye-Yes. Esse termo é usado para bestas que possuem Gifts. As que vivem ao redor do [Edge of the World], em particular, possuem alguns realmente poderosos. Uma vez que você os encontra é o fim. Não existe um humano capaz de criar oposição a eles.” – Explicara a garota-coelho.

“Oh, isso é uma vergonha. Já é game over para eles tão cedo assim?” – Dissera Asuka.

“Game over antes mesmo de começar um jogo? Charmoso...” – Comentara You, desinteressada no assunto.

“Taiyou-sama não vai morrer tão fácil assim.” – Replicara o pequeno dragão, despreocupado.

“Isso não é hora para ficar de brincadeiras!”

Repreendera o garoto. Estava desesperadamente tentando fazê-los entender a seriedade da situação, mas o trio apenas dera de ombros após terem sido censurados.

Kuro Usagi pusera-se de pé enquanto deixava escapar um longo suspiro.

“Jinbo-chan, eu sinto muito mesmo, mas está tudo bem se eu deixar esses três sob seus cuidados?” – Perguntara, com um olhar sombrio se formando.

“Entendido. O que você irá fazer?”

“Kuro Usagi irá capturar as crianças problemas e, já aproveitando, vai fazer com que eles lamentem dolorosamente terem zombado de mim, conhecida como [Aristocrata do Little Garden].”

Explicara. Recuperara-se de sua aflição e passara a emanar uma aura extremamente ameaçadora e enraivecida por todo seu corpo, fazendo com que seus cabelos mudassem de azul escuro para um vermelho-brilhante. Mirando o Outer Gate, ela pulara alto no ar e agarrara um dos pilares de sustentação, pondo-se em uma posição de salto na horizontal.

“Nós estaremos de volta em um momento! Vocês aproveitem um pouco o tempo livre e explorem o Little Garden!”

Seus cabelos escarlates esvoaçaram ao vento quando ela se lançou da pilastra, deixando rachaduras nesta. Ao tocar o solo, partira em perseguição com a velocidade de uma bala, desaparecendo na linha do horizonte em pouco tempo.

Enquanto tentava manter sua cabeleira organizada em vista do forte vento provocado pela partida da garota-coelho, Asuka murmurou.

“Ora, coelhos do Little Garden conseguem correr bem rápido...”

“Eles são parte da criadagem do criador deste mundo. Ela não é apenas forte, mas possuí inúmeros Gifts e autoridades especiais por ser de nascimento nobre. Enquanto ela não encontrar uma divindade extremamente forte ela estará bem, eu acho...”

Explicara o garoto. A dama respondera com um ausente “Entendo” antes de virar-se para um preocupado Jin e falar.

“Bem, Kuro Usagi disse que poderíamos ir em frente e explorar a vontade, então acho melhor aceitarmos essa oferta e entrarmos logo no Little Garden. Você irá nos escoltar, eu imagino?”

“Eh? Ah, sim. Eu sou Jin Russell, líder dessa Community. Eu recentemente fiz onze anos e ainda sou muito inexperiente, mas vamos nos dar bem de agora em diante. Seus nomes são?” – Questionara.

“Eu sou Kudou Asuka. Aquela segurando o gato é...”

“Kasukabe You.”

“E eu sou Ian. Um prazer conhecê-lo.”

Introduziram-se, fazendo uma leve reverência após a devida apresentação. Com um sorriso, o garoto comentou.

“Então vamos entrar logo. Deixe-me ver... Que tal conversarmos enquanto comemos alguma coisa?”

Sugerira. No mesmo instante a dama pegara-lhe pela mão e começara a levá-lo em direção ao portal. Os outros apenas seguiram de perto, esperando para ver o que haveria do outro lado...
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Sab 12 Abr 2014 - 10:32

Capítulo bem interessante, bem curto também, mas como você havia me dito por Skype foi apenas para introduzir Jin na história.

A cada capítulo que leio esta dupla "Izayoi e Tayou" parecem ser aquele tipo de protagonista que "convida" a confusão, provavelmente esta escapada que eles deram vai dar alguma merda... Isso é se Kuro Usagi não espancar eles dois *-* Adorei a coelhinha, uma personalidade bem cativante, ela provavelmente vai ter um papel de "mãe" pra esse povinho irresponsável aí.

Caramba, até criaturas místicas tem gifs e podem participar dos games? Por essa eu realmente não esperava, imagina jogar um game contra um dragão? Que coisa mais louca... Mas seria deveras interessante, aposto que você já deve estar pensando nos games contra criaturas místicas. Tadinho do "gato" ele não aparece muito -q No começo eu achei que seria um gato especial, depois você me disse que ele seria comum, e agora ta mais do que confirmado, ele é apenas um objeto de fofura para ser pego no colo o tempo todo xP

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Re: Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Dom 13 Abr 2014 - 20:35

@xKai escreveu:
Capítulo bem interessante, bem curto também, mas como você havia me dito por Skype foi apenas para introduzir Jin na história.

A cada capítulo que leio esta dupla "Izayoi e Tayou" parecem ser aquele tipo de protagonista que "convida" a confusão, provavelmente esta escapada que eles deram vai dar alguma merda... Isso é se Kuro Usagi não espancar eles dois *-* Adorei a coelhinha, uma personalidade bem cativante, ela provavelmente vai ter um papel de "mãe" pra esse povinho irresponsável aí.

Caramba, até criaturas místicas tem gifs e podem participar dos games? Por essa eu realmente não esperava, imagina jogar um game contra um dragão? Que coisa mais louca... Mas seria deveras interessante, aposto que você já deve estar pensando nos games contra criaturas místicas. Tadinho do "gato" ele não aparece muito -q No começo eu achei que seria um gato especial, depois você me disse que ele seria comum, e agora ta mais do que confirmado, ele é apenas um objeto de fofura para ser pego no colo o tempo todo xP

xKai o/
Valeu pelo comment. Dupla que convida confusão é pouco para o que eles vão fazer. Quanto a Kuro Usagi acabar com eles... Bem, acho que só no próximo capítulo para ver. Quanto a participar contra um dragão realmente vai ser de uma dificuldade alta, para dizer o mínimo. Quanto ao gato ele é normal sim, mas também não é um bichinho só para pegar no colo. Vais ver conforme a Fanfic se passa o papel que ele vai desempenhar. Espero que goste desse capítulo:


Maou

Little Garden, Outer Gate Número 2105380, Inner Wall

Os cinco – Jin, Asuka, You, Ian e o Gato Cálico – chegaram ao lado encoberto por um véu após atravessar uma passagem de pedra. No mesmo instante foram engolidos por uma luz radiante.

Enormes edifícios cobriam as ruas até onde a vista alcançava. Flâmulas das mais variadas eram dispostas com orgulho em frente a eles. Algumas eram mais numerosas que outras, mas ainda assim eram de uma variedade impressionante. E, como o nome do local sugeria, uma enorme fonte estava disposta no centro da região, com uma estátua de elefante jorrando água para todos os lados.


“O-Ojou! Mesmo que nós tenhamos entrado em uma cidade coberta podemos ver o sol!” – Miara o felino.

“... É o que parece. Mas nós não podemos enxergar o interior pelo lado de fora.” – Concordara You.

“Exatamente como Taiyou-sama disse.”

Murmurara o dragão. Sendo o que era, podia perfeitamente entender tanto animais quanto seres humanos, embora isso fosse sabido apenas por ele mesmo e o ruivo. Realmente, enquanto caíam e quando ele e o ruivo observaram do lado de fora não conseguiram avistar nada no interior da cidade. Todavia o sol era aparente no céu da cidade. Vislumbrando os prédios que alcançavam os céus ele inclinara sua cabeça em confusão.

“A proteção que cobre o Little Garden se torna visível pelo interior. Foi originalmente posta aí para proteção de espécies que não podem receber a luz solar diretamente.”

Explicara Jin. Enquanto encarava o céu azul, Asuka erguera uma sobrancelha e remarcou com um tom irônico.

“Essa é uma história bastante interessante. Pode ser que vampiros vivam aqui?”

“Bem... Sim.” – Respondera Jin.

“... Entendo...”

Respondera com uma expressão mista. Ela não sabia que tipo de vida vampiros de verdade levavam, mas não havia pensado na possibilidade de eles conviverem com outras espécies na mesma cidade. Só esperava que não fossem como aqueles que ouvira falar nas histórias que falavam em seu mundo.

Aproveitando o momento sereno em que se encontravam, o Gato Cálico deslizou por entre os braços da garota e começou a admirar a vista da Fountain Plaza.

“Ainda assim... O ar aqui parece realmente diferente de outros locais humanos que eu conheço. É como o limpo ar das montanhas depois que a névoa matinal se dissipa. Olha! Aquela escultura na fonte é realmente bem feita! Se o pai da Ojou pudesse vê-la tenho certeza de que ficaria fascinado!” – Miara.

“Eu concordo.” – Dissera You.

“Oh, você falou alguma coisa?” – Perguntara Asuka.

“... Nada demais.”

Respondera-lhe a garota. O tom de resposta fora extremamente diferente do que a maneira gentil com que tratara o gato, fizera-se notar Ian. Deveria avisar depois Taiyou para não aborrecê-la.

Felizmente a dama fora sensata e decidira ignorar aquele estranho comportamento e ao invés disso decidira se focar na tumultuada Fountain Plaza. Próximas ao chafariz havia existiam um bom número de elegantes e belos cafés. Tornando-se para Jin, perguntara com um sorriso.

“Há algum que você recomende?”

“Eu peço desculpas. Eu deixei os arranjos com a Kuro Usagi... Por favor, escolham alguma que lhe agradem.” – Dissera o garoto.

“Isso é algo bem generoso da sua parte.”

No final decidiram por sentar-se em frente a um café ostentando a bandeira da [Six Scars]. Uma pequena cerca branca delimitava os limites da lanchonete. Alguns arbustos com flores a desabrochar. O telhado era bem inclinado e em formato de triângulo, sendo composto por uma série de tijolos. Grandes janelas similares as de uma igreja antiga davam vista para o interior da loja. As mesas eram circulares e brancas, com um guarda-sol azul saindo de seu centro. O cardápio já havia sido posto anteriormente sobre o móvel. Asuka então pegou-o e pôs-se a passar os olhos pelos alimentos.

Do interior viera uma jovem garota com orelhas de gato. Tinha curtos cabelos roxos penteados de uma maneira similar aos de Jin. Seus olhos eram violeta. Vestia uma camisa rosa sob um avental branco com detalhes em vermelho e uma saia nos mesmos tons deste. Tinha uma longa cauda no mesmo tom de seus cabelos.


“Bem vindos! Meu nome é Kyaroro Gundark! Posso anotar o seu pedido?” – Perguntara a atendente.

“Deixe-me ver... Dois chás pretos e uma xícara de chá verde. E para comer... Isso... E aquilo.” – Respondera-lhe a dama.

“Eu quero um suco de kiwi, por favor.” – Pediu Ian.

“E um pouco de comida de gato.” – Miara o pequeno animal.

“Sim sim. Então são três chás, um suco e um prato de comida de gato.”

Repetira, anotando tudo em um bloco de notas. Jin, Asuka e o lagarto azul viraram suas cabeças em confusão, mas a que estava mais surpresa era Kasukabe You. Com um olhar de quem tem uma experiência fora do comum, ela perguntou a garçonete.

“Você entende o que o Gato Cálico diz?”

“Mas é claro. Eu pertenço à raça dos felinos. Esse cavalheiro charmoso tem um pelo muito lindo para sua idade, então vou dar-lhes um pequeno desconto.” – Dissera Kyaroro.

“Suas orelhas são bem bonitas e você tem uma bela cauda curvadinha, nee-chan. Eu volto para comer aqui na primeira chance que eu tiver.” – Cantara o bichano.

“Ah, mas que galanteador!”

Exclamara a jovem moça com orelhas de gato, encabulada. Dando meia-volta, retornara para o interior da loja oscilando sua cauda para frente e para trás no caminho. Após vê-la entrar, You começara a fazer carinho em seu animal de estimação com um sorriso feliz.

“... Little Garden é um lugar incrível, não? Tem alguém aqui que consegue entender o que você fala além de mim.”

“E-Espere um minuto! Você é capaz de conversar com gatos?!”

Indagara Asuka com um não usual tom afobado. Em resposta, You apenas anuiu um pouco. Isso só servira para confirmar as suspeitas de Ian, que sorria calmamente. Também fascinado, Jin começara a fazer perguntas.

“Você pode se comunicar com outras espécies, não apenas gatos?”

“Sim. Se estiver vivo, eu consigo conversar.” – Respondera a jovem, em um tom pacífico.

“Isso soa incrível. Então você poderia falar até com aqueles pássaros voando ali?” – Apontara a dama, cada vez mais interessada na habilidade.

“Provavelmente... Eu possa. Os únicos pássaros com que eu já falei foram um pardal, uma garça e um cuco... Mas também já falei com pinguins então não deve haver problemas.”

“Pinguim?” – Repetira o filhote de dragão, surpreso.

“É. Conheci alguns em um aquário. Já fiz amizade com golfinhos também.”

Interrompendo You, Jin e Asuka ergueram suas vozes em uníssono. Estavam surpresos com a mesma coisa também. Era praticamente certo que ela se encontrasse com aves selvagens, mas pensar que ela iria ter a chance de conversar com um pinguim.

“M-Mas se for mesmo possível que você se comunique com qualquer ser vivo, esse é um Gift muito útil de se ter. Aqui no Little Garden, a falta de entendimento com as Feras Místicas é muito frequente.” – Explicara a criança.

“O que você quer dizer com, Jin-san?” – Perguntara Ian.

“Bem, alguns membros da raça dos felinos e aqueles que pertencem à criadagem dos deuses, como coelhos, têm a habilidade de falar com alguns animais, mas as Feras Místicas são um caso inteiramente diferente. É de conhecimento comum que se você não for da mesma espécie ou possua um Gift adequado se torna muito difícil de chegar a um entendimento. Mesmo a Kuro Usagi que pertence à aristocracia do Little Garden consegue conversar apenas com algumas poucas famílias.”

“Entendo... Kasukabe-san tem uma habilidade maravilhosa. Estou com inveja, devo dizer.” – Falara a dama.

“É verdade. Tenho certeza de que Taiyou-sama ficará bastante impressionado quando souber sobre seu talento, You-san.”

Afirmara o pequeno dragão. Uma vez tendo recebido os elogios, a jovem corou levemente, encabulada. Em contrate, a princesinha sussurrara com voz e expressão bastante melancólicos. As duas haviam se conhecido há apenas poucas horas, mas sabia que aquele semblante não era costumeiro dela.

“Kudou-san...”

“Só Asuka está de bom tamanho.” – Interrompera a dama.

“Ah, ok. Que tipo de habilidade você possui, Asuka?” – Perguntara You.

“Eu? Meu poder é... Bem, terrível. Porque...”

“Ora? Se não é o líder da Community mais insignificante do Bloco Leste, Jin-kun em pessoa. Kuro Usagi não está aqui para ser sua babá hoje?”

Caçoara uma desrespeitosa e hipócrita voz. Por trás do grupo surgira um estranho homem com mais de dois metros de altura. Tinha cabelos cor de mel e, em sua boca, uma fileira de dentes afiados como o de um tubarão. Seus olhos eram verde-escuros e possuíam uma pupila extremamente fina. Vestia um smoking preto e uma gravata borboleta vermelha.

Infelizmente, muito infelizmente, aquele homem era alguém que Jin conhecia. Com uma careta, respondera de forma ríspida.

“Nossa Community se chama ‘No Name’, Galdo Gasper da ‘Fores Garo’. Por favor, dirija-se a ela como tal.”

“Cale-se, seu sem nome. Eu ouvi que você havia invocado novos membros. É chocante o modo com que você consegue manter sua Community em um estado tão hediondo e tendo perdido seu orgulho juntamente com seu [Nome] e [Emblema]... Não acham, minhas senhoras?”

Indagara o homenzarrão, com um sorriso de arrepiar a espinha. Se auto-convidando, sentou-se na cadeira livre na mesa deles. Asuka e You sorriram-lhe com toda a cortesia que conseguiram, embora por dentro quisessem dar-lhes alguns bons tabefes. Ian, por outro lado, não estava com a mínima vontade de esconder seu desconforto.

Sabia que a situação não iria ficar boa. Galdo Gasper tinha um cheiro difuso, um tanto parecido com o de seres humanos. Mas, por baixo disso, conseguia discernir outro odor; mais forte e agressivo. O aroma mais parecido que lhe vinha à mente era o do gatinho no colo de You. Também conseguia ouvir seus batimentos cardíacos; acelerados em demasia para alguém que estivesse calmo. Na possibilidade de haver um confronto sabia que poderia impedi-lo de ferir os outros, mas torcia para que Taiyou chegasse lá o mais rápido possível.


“Desculpe-me, mas se você deseja se sentar conosco você poderia se introduzir antes de começar uma conversa do modo com que a etiqueta dita.” – Remarcara Asuka, em um tom frio e sem emoções.

“Opa, minhas apologias. Eu sou afiliado a uma Community conhecida como ‘666 Beasts’ que reside em um dos mais altos escalões do Little Garden.” – Vangloriara-se.

“Uma multidão de macacos desordenados.”

“Eu sou o líder do... Ei, espere um minuto! Que macacos desordenados, seu moleque!!!”

Após ouvir o comentário de Jin, Galdo erguera sua voz ao mesmo tempo em que suas feições mudavam grande e rapidamente. Sua boca rasgou-se, abrindo até a base de suas orelhas. Presas semelhantes às de um carnívoro e olhos bem abertos foram direcionados ao garoto com imenso ódio. Um calafrio correra pela espinha do lagarto enquanto ele se preparava para pular no pescoço do adulto.

“Cuidado com o que fala pirralho. Eu posso ser conhecido como um cavalheiro, mas a coisas que eu não posso fingir não escutar.”

“Em seus tempos como o guardião da floresta, você já teria tomado uma atitude correta em relação a nós. Agora você é apenas uma fera assola essa vizinhança.” – Remarcara Jin.

“Ha, você não é diferente de um fantasma se apegando desesperadamente as glórias de seu passado. Ao menos entendes a situação em que sua Community está?” – Perguntara o homem, em tom zombeteiro.

“Agora esperem um minuto.”

Falara Asuka, erguendo uma de suas mãos para interromper o bate-boca entre os dois. Conseguindo o que queria, prosseguira.

“Eu não entendo direito a situação, mas consigo ver claramente que vocês têm uma história bem negativa um com o outro. Com isso em mente, eu gostaria de fazer algumas poucas perguntas.”

E com isso mandara um olhar gélido como a Antártida. Entretanto o alvo de tal ato não era Galdo Gasper, mas sim...

“Ei, Jin-kun. Se importaria de nos explicar o que Galdo-san poderia querer dizer com a situação atual da nossa Community?”

“Q-Quanto a isso...”

O garoto havia perdido todas as suas palavras. Aquela vez ele percebera ter feito um grande erro. Era justamente o que ele e a garota-coelho queriam esconder acima de tudo. A falta de uma resposta adequada acabara por atrair a atenção de Ian e You também. Não tendo perdido aquela expressão problemática, Asuka continuou a pressionar por respostas.

“Você se introduziu como líder dessa Community. Nesse caso, assim como a Kuro Usagi, deveria ser seu trabalho para explicar ao seus novos membros sobre elas. Estou errada?”

Sua voz estava calma, mas as questões atingiam Jin como facas afiadas. Assistindo a essa cena, Galdo Gasper retornara suas expressões bestiais a uma forma mais humana e então falara com um tom suave e um sorriso de quem esconde algo dos pais.

“Senhorita, é bem como você disse. Explicar as regras do Little Garden a companheiros recém-invocados é um trabalho natural por aqui. Mas é claro que ele não quer fazê-lo. Se me permitires, o líder da ‘Fores Garo’, eu lhe direi objetivamente a importância das Communities e a situação da Community, ‘No Name’, que esse pirralho... Eu quero dizer, Jin Russel lidera.”

Asuka olhara mais uma vez para o menino com uma expressão suspeitosa. Ele ainda estava sentado ali com os olhos fixos no chão em silêncio.

“Se não lhe for um incômodo, fale-me, por favor.”

“Com prazer. Primeiramente, Community é um termo comum usado para facções fundadas por um x número de indivíduos. Humanos usam palavras como [Família], [Organização] e [País] para referir-se a elas enquanto Feras Míticas apenas as chamam de [Hordas].” – Começara o homem.

“Já sabemos disso.” – Dissera-lhe Ian, em um tom ainda desconfiado. Porém, mediante a reviravolta que ocorrera a pouco, conseguira escondê-lo em um véu de inocência.

“Só estou me certificando. Para que uma seja ativa dentro do Little Garden é necessário um [Nome] e um [Emblema]. Este é particularmente importante, pois serve para delimitar o seu território. Esta loja possuí uma grande bandeira também, flutuando logo ali. Aquele é um exemplo.”

Apontara a flâmula descrevendo o símbolo da ‘Six Scars’ balançando da parede do café com um dedo que terminava em uma longa garra.

“Aquele brasão, feito por seis marcas de garras douradas sobre um fundo roxo, indica que esta loja está dentro do território gerenciado por esta Community. Se você deseja expandir sua própria então você pode apostar seu próprio [Emblema] com outra Community em um Gift Game que ambos concordem. De fato, eu expandi a minha através deste mesmo método.”

Indicara então o símbolo no peito de seu smoking, um tigre laranja com um “x” escuro cruzando seu corpo. Uma averiguada rápida pelo trio de novatos nos arredores mostrara que havia um grande número de lojas e construções com o mesmo desenho.

“Se esse padrão indica o seu território... Então é correto dizer que você controla quase que inteiramente esta vizinhança?” – Perguntara Asuka.

“De fato. Infelizmente o quartel-general da ‘Six Scars’ fica no Bloco Sul, então não podemos nos mover em relação a ela. Contudo, o restante das Communities de classe média ao redor do Outer Gate Número 2105380 estão todas sob meu controle. O resto são rudemente aquelas cujo centro de operações está situado em um Bloco diferente ou em um Nível maior... Ah, e aquelas que não valem nem apena o esforço. ”

Rira Galdo sarcasticamente. Jin nem se esforçava em redarguir; apenas continuava com os olhos fixos em seus próprios pés tentando segurar o choro.

“Agora, com relação aos problemas com a sua Community, minhas damas. Para falar a verdade... Ela já foi a mais poderosa entre todas do Bloco Leste alguns anos atrás.”

“Ora, isso é inesperado.” – Dissera Asuka, realmente surpresa.

“Apesar de que o líder naquele tempo era outro. Parece que ele era uma pessoa incrível, muito superior ao Jin-kun aqui. Seus desempenhos nos Gift Games eram os melhores entre a humanidade e alguns diziam ser a Community mais poderosa de todo Little Garden.”

A partir daquele ponto Galdo começara a falar em um tom muito menos interessado. Como a sua organização era agora a dele, aquela história não lhe importava em nada.

“Além do Bloco Leste eles pareciam ter grandes relações com as principais Communities do Sul e do Norte. Eu estou realmente lhes dizendo a verdade... Mesmo que eu odeie o seu atual líder, aquele era realmente algo. Ele havia ganhado a aprovação das Feras Místicas do Sul e dos Monstros Devoradores de Homens do Norte e até possuía ligações com os escalões mais altos do Little Garden. Tão impressionante que eu poderia até admirá-los... Ou ao líder anterior, melhor dizendo. A Community havia alcançado um esplendor nunca antes visto naquelas formadas por humanos, mas...! Eles atraíram a atenção de alguém que você não quer como inimigo e foram obrigados a participar de um Gift Game, sendo aniquilados em uma única noite pela maior calamidade desse mundo.”

“Calamidade?”

Repetiram os três recém-chegados, em uníssono. Parecia muito irreal que algo tão grandioso tivesse sido destruído da noite para o dia.

“Isso não é uma metáfora, meus caros. Eles são o único, maior e pior desastre conhecido no Little World... Aqueles simplesmente chamados por [Maou].
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Qui 17 Abr 2014 - 8:37

Caramba, desculpa! Eu esqueci que você tinha postado o capítulo... Sem mais delongas cá estou para fazer um comentário, mesmo que não seja dos melhores.

O capítulo me chamou muito a atenção, a dupla encrenqueira continua desaparecida, mas ta de boa... Os outros tão segurando bem a situação, e finalmente o felino teve uma participação mais interessante, quem iria imaginar que ele seria tão cavalheiro? E um galanteador, segundo a garçonete da cauda curvada *-* Eu não tinha ideia de que essa garota conseguia falar com todos os animais, eu achava que o gato e ela tinha alguma ligação um com o outro... É um poder bem legal, prevejo que um dia ela servirá de intermédio entre humanos e as tais feras místicas. Não gostei desse Galdo, o cara acabou de chegar e já coloca essa moral toda? Se não fossem estes dentes e a musculatura animal... Alguém já teria batido nesse cretino U_U'

To curioso com o Jin e com todo a community [No Name]. Ele de fato parece estar escondendo algo, algo que o incomoda muito...  Essa tal Maou deve ser impressionante para causar um estrago destes em apenas uma noite =X

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Re: Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Seg 21 Abr 2014 - 17:13

@xKai escreveu:
Caramba, desculpa! Eu esqueci que você tinha postado o capítulo... Sem mais delongas cá estou para fazer um comentário, mesmo que não seja dos melhores.

O capítulo me chamou muito a atenção, a dupla encrenqueira continua desaparecida, mas ta de boa... Os outros tão segurando bem a situação, e finalmente o felino teve uma participação mais interessante, quem iria imaginar que ele seria tão cavalheiro? E um galanteador, segundo a garçonete da cauda curvada *-* Eu não tinha ideia de que essa garota conseguia falar com todos os animais, eu achava que o gato e ela tinha alguma ligação um com o outro... É um poder bem legal, prevejo que um dia ela servirá de intermédio entre humanos e as tais feras místicas. Não gostei desse Galdo, o cara acabou de chegar e já coloca essa moral toda? Se não fossem estes dentes e a musculatura animal... Alguém já teria batido nesse cretino U_U'

To curioso com o Jin e com todo a community [No Name]. Ele de fato parece estar escondendo algo, algo que o incomoda muito...  Essa tal Maou deve ser impressionante para causar um estrago destes em apenas uma noite =X

xKai o/
Sem problemas com a demora meu - demoro também bastante com os meus ^^'.  Ainda acho que o gato cálico está mais para um mestre do romance - o gato é [palavra censurada] ú.ú - do que para cavalheiro, mas enfim. Quanto ao Galdo... bem, vamos apenas dizer que ele não vai ficar com esse jeitão de big boss por muito tempo. Na real, Maou é um termo que serve para um grande número de seres. O que atacou a community dos [No Name], apesar de ser bastante forte, na minha opinião não é o mais fora que apareceu nas light-novel. Tem um bem, mas beeeeeeem pior. Espero que tu goste deste capítulo.


Problem Children Vs. Deity


“Quão longe aqueles dois idiotas foram?”

Perguntara-se, já cansada da perseguição. Fazia quase meia hora desde que Kuro Usagi começara a procurar por Sakamaki Izayoi e Shuuryuu Taiyou. Ela provavelmente não procurara tanto quanto os quatro mil metros que os adolescentes haviam caído ao serem invocados, mas do lago de onde eles caíram até o [Edge of the World] era uma distância extremamente longa. Já que você tinha de cruzar uma densa floresta infestada de seres malignos, – a mesma em que ela estava – havia poucas chances de você chegar até lá em sua primeira tentativa.

(Além do que, essa área em particular é parte do território de uma classe especial de deuses. Se eles os convencerem a participar de um Gift Game...)

A segurança dos dois estava ainda mais ameaçada agora. Começara a correr em um passo cada vez mais acelerado, mas parara repentinamente ao ouvir gemidos fantasmagóricos da floresta ao seu redor.

“Coelha.” “Uma coelha está aqui.” “Uma [Coelha da Lua] nessa região remota!” “Bem como os garotos disseram.” “Devemos tentar pará-la?” “Desafiá-la para um jogo?” “Mas desafiá-la quanto a quê?” “Força?” “Conhecimento?” “Ou talvez valor?” “Impossível, não há como nós vencermos ela.”

Coelhos eram conhecidos como [Aristocratas do Little Garden] por serem de nascimento nobre. Além de existirem poucos eles raramente se aventuravam fora da cidade coberta. Mas os mitos sobre sua força faziam-nos temidos por demônios de baixo poder como aqueles – o que, no momento, era um alívio para ela. Estavam todos escondidos por entre as folhagens, deixando apenas seus olhos avista. Não que não pudesse derrotar a todos, mas isso consumiria bastante tempo e quando terminasse poderia ser tarde demais para os delinquentes.

“Err... Sábios seres da floresta! Desculpem-me pela repentina questão, mas vocês viram dois garotos passando por aqui? Seriam gentis o suficiente para me indicar a direção correta?”

Perguntara com delicadeza, apesar de estar com pressa. Entretanto, a única resposta que recebera fora um incômodo silêncio. Ficara assim por alguns instantes e já estava pronta para prosseguir quando uma voz irrompera do meio da mata.

“Eu posso ser seu guia, se lhe aprouver, Kuro Usagi-ojou-san.”

De dentro do matagal podia ser ouvida uma voz reservada e o som de cascos, muito diferente dos murmúrios dos vários espíritos malignos de antes. O ser que apareceu era um cavalo branco-azulado com um protuberante chifre dourado saindo do meio de sua testa. Seus olhos eram de um tom violeta claro, quase lilás.

“Ora, mas que surpresa! A Community ‘One Horn’ deveria estar localizada mais ao sul que eu me lembre...” – Falara a garota. Sem se importar com o comentário, o unicórnio respondeu.

“Eu poderia perguntar-lhe o mesmo. É inesperado ver um coelho ao leste do Little Garden. Eu pensava só ser possível durante Gift Games oficiais entre Communities... Bem, não vamos nos meter mais nos assuntos um do outro. Se estiveres procurando pelos garotos que eu imagino, então eles estão no mesmo local do qual eu venho. Parece que resolveram desafiar um dos Mestres da Floresta para um jogo – em outras palavras, um Deus da Água.”

Informara. No mesmo instante Kuro Usagi sentira suas pernas cederem e caiu de joelhos, sem saber o que pensar. Parecia que ia ter um ataque cardíaco e morrer ali de tão estressada que estava. O motivo? No penhasco íngreme conhecido como [Edge of the World] havia uma enorme cachoeira denominada Tritonis que dividia o Little Garden em oito partes. Adormecidos naquela área só poderia haver um de dois tipos de Deus da Água; ou uma Serpente Divina ou um Dragão. Rezava com todas as forças para que fosse o primeiro caso. Mesmo que fosse quase impossível de derrotar, uma cobra d’água não era nada comparada a um dragão marinho.

“Por que... Realmente... Essas crianças-problema só me dão trabalho!”

“Não há tempo para se lamentar agora. Se aqueles garotos são seus conhecidos, então devemos correr. Apenas os mais fortes sobrevivem aos jogos dos Deuses da Água desta área. Talvez ainda tenhamos tempo para salvá-los. Suba logo em minhas costas.” – Oferecera o unicórnio, deitando-se para que a aristocrata pudesse fazê-lo rapidamente.

“Yes, yes... M-Mas o quê?”

Pouco antes que Kuro Usagi conseguisse montar o animal um tremor abalou a terra por toda a floresta. Imediatamente olhado para o rio, surpreendera-se ao ver ao longe uma série de enormes pilares de água explodiram no horizonte.  Eram de tal forma descomunais que era possível vê-los a olho nu mesmo estando a algumas dúzias de quilômetros de distância do local. Tal evento certamente era impossível em um Gift Game regular.

“... Desculpe-me. Mas parece que é melhor eu ir sozinha.” – Dissera a menina-coelho.

“... Eu não gostaria de mandar uma jovem garota para o perigo, mas... Eu lhe atrapalharia?” – Perguntara o equino.

“Não, mas se alguma coisa acontecer eu talvez não seja capaz de lhe proteger. E também, perdoe minha indelicadeza, mas Kuro Usagi corre mais rápido também.”

“Então tome cuidado. Mande lembranças minhas para esses seus garotos problemáticos.”

Assentira, com um tom calmo, mas triste. Dando alguns passos para trás abrira caminho para a garota, que começou a correr em direção ao Tritonis ostentando uma expressão nervosa. Sua figura tornara-se distante em um piscar de olhos. Correndo mais rápido a cada instante enquanto esquivava das árvores ela emergira da floresta como um raio de luz em pouco tempo.

Parara em um banco lamacento em frente a um pequeno braço de rio. Este se conectava com muitos outros até formar um maior e enfim desaguar no que seria Tritonis; uma colossal queda d’água com quilômetros de comprimento e ainda mais de altura. Montes de terra cobertos por grama surgiam aqui e ali entre os canais, variando grandemente no tamanho. Mais ao leste, uma encosta íngreme e arborizada se erguia alguns metros no ar.


“Eles devem estar aqui por perto...” – Dissera a menina-coelho.

“Hm? Você é a Kuro Usagi?” – Indagara uma voz.

“O que aconteceu com a cor do seu cabelo?”

Perguntara uma segunda. Dando meia volta vira tanto Shuuryuu Taiyou quanto Sakamaki Izayoi encarando-a em um misto de surpresa e desinteresse. Felizmente pareciam ainda estar bem. Alívio... Era algo que, por hora, ela ainda não havia sentido. Após toda a perseguição em alta velocidade sua sanidade estava no limite. Ela então exclamara furiosamente.

“Para onde vocês dois pensaram que iam?”

“Isso não é óbvio? Para o [Edge of the World].” – Dissera o ruivo, de um modo pacato.

“Bem, não fique tão zangada. Isso dá rugas, sabia?”

Caçoara o loiro. Seus sorrisos inoportunos continuavam ali, pelo menos. Ao que parecia não havia motivos para tanta preocupação, já que os dois pareciam estar inteiros. A única diferença de meia hora antes era o fato de eles estarem aparentemente mais encharcados do que quando caíram no lago.

“Mas eu tenho de admitir que você tem umas pernas bem rápidas. Nós estávamos apenas brincando por aqui, mas ainda assim...”  - Reconhecera Izayoi.

“É. Não pensei que você conseguiria nos alcançar tão rapidamente. Estava apostando em uma hora e meia ou duas, talvez...” – Comentara Taiyou.

“Isso... Mas é claro! Eu sou conhecida como [Aristocrata do Little Garden], uma nobre distinta! Para pensar que eu não iria...”

Fora só então que realizara uma coisa importante. Pasma com a descoberta, inclinara a cabeça em confusão. Não conseguira pegá-los tendo corrido por mais de meia hora, mesmo sendo capaz de se mover mais rápido que um furacão e sua força ser incrivelmente maior que a de um Deus da Guerra ordinário. Ainda mais, o fato de ela não ter percebido que eles haviam desaparecido anteriormente e que não conseguira alcançá-los até o presente momento sugeria habilidades físicas inumanas.

“Bem, de todo modo é bom ver que vocês estão ilesos! Kuro Usagi ouviu que vocês haviam desafiado um Deus da Água para um Gift Game. Isso me deixou tão assustada que eu quase morri...”

“Deus da Água?” – Repetira o loiro, erguendo uma sobrancelha.

“Ah, você quer dizer aquele ali?”

Perguntara o ruivo. No mesmo instante seu corpo inteiro havia petrificado. O jovem estava apontando para algo vagamente visível, mas longo e branco flutuando ao longo do rio principal. Antes mesmo que compreendesse o que era, o grande corpo erguera seu pescoço recurvado e exclamara, furioso.

“Ainda não... O teste ainda não acabou seus fedelhos!”

O que Taiyou apontava era uma serpente branco-azulada com mais de dez metros de altura. Marcas cianóticas estavam presentes por toda a extensão de suas costas. Possuía dois olhos alaranjados e um chifre cor de safira saindo da lateral de sua cabeça. Evidentemente, era aquela cobra que governava a região.

“Deus da Água...! Como foi que vocês idiotas deixaram ele tão enfurecido?” – Perguntara Kuro Usagi, repentinamente sem forças.

“Ele começou a balbuciar alguma coisa sobre ‘escolham seu teste’ ou alguma coisa do jeito enquanto nos desprezava. Então eu perguntei se ele conseguiria nos derrotar por todo nosso dinheiro.” – Dissera Izayoi, com um sorriso debochado.

“No fim o resultado foi... Bem decepcionante, para falar a verdade.” – Comentara Taiyou, dando de ombros.

“Seus bastardos... Não fiquem tão cheios de si mesmos, humanos! Não pensem que vão me derrotar com algo assim!”

Rugira a serpente marinha com voz estridente. Seus olhos e presas brilharam e, no momento seguinte, tufões de água foram gerados por correntes aéreas. Olhando os arredores, a menina-coelho percebera um grande número de árvores espalhadas ao redor deles, retorcidas e quebradas. Resultado do confronto entre o trio, sem dúvida. Vendo a velocidade em que os furacões giravam, constatara que se alguém fosse engolido por eles estava tudo acabado. Um corpo humano seria sem sombra de dúvidas impiedosamente destroçado em centenas de pedaços.

“Izayoi-san, Taiyou-san, se afastem!”

Dissera, dando um paço em frente para cobri-los. Contudo, o olhar afiado e ameaçador do loiro fizera com que ela parasse no mesmo instante.

“Quem tem de sair de perto é você, Kuro Usagi! Fomos nós que compramos essa briga e ele aceitou! Se você interferir eu vou te esmagar antes de qualquer outra coisa.”

O tom de sua voz era quase que mortal. O ruivo só observava a situação, mas assentira silenciosamente com a cabeça mediante a declaração. Vendo a perseverança da dupla a menina-coelho mordera o lábio, percebendo que não havia nada que pudesse fazer uma vez que o Gift Game já havia começado.

“Eu aplaudo o seu espírito. Se conseguirem sobreviver a este ataque, eu reconhecerei como sendo sua vitória.” – Dissera a serpente.

“Essa foi a coisa mais idiota que eu já ouvi em toda minha vida.” – Comentara Taiyou.

“Isso mesmo. Uma luta não acaba quando definem o vencedor. Ela termina quando o perdedor é decidido.”

Complementara Izayoi. Tendo ouvido as palavras insolentes de ambos os adolescentes, Kuro Usagi e o Deus da Água estavam sem falas. Abrindo a palma de uma de suas mãos, o ruivo fizera com que múltiplos pequenos pontos de luz surgissem ao seu redor, rodeando o membro como planetas ao redor de uma estrela. Com um grito de fúria, a serpente declarara antecipadamente sua vitória.

“Essas palavras insolentes vão ser as últimas das suas vidas!”

Respondendo ao rugido da divindade, redemoinhos surgiram por baixo dos tufões. Isso fizera com que os tornados ficassem maiores que ela e sugassem toneladas de água por segundo. Havia quatro, cada um rugia como um ser vivo e movia-se como uma cobra.

O poder de invocar tormentas e até mesmo destruir todo o ambiente ao seu redor. Isso era algo comum para aqueles com o Gift [Divinity]. Os furacões então engoliram a margem do rio, envolvendo o corpo de ambos os adolescentes. Antes, porém, que fosse atingido Taiyou atirara as fagulhas que circundavam sua mão para frente, embora sem efeito aparente.


“Oi, não seja tão convencido!”

Fora uma subida ocorrência. Um ataque que excedera o poder da tormenta. De dentro do turbilhão Izayoi conseguira varrê-lo para o lado com um simples movimento de sua mão. Quanto ao outro, um brilho dourado surgira a sua frente antes do tornado ao seu redor se desfazer.

Em frente à Taiyou estava uma bela moça com não mais que quinze anos a sorrir para a serpente. Possuía longos cabelos dourados e bem-penteados que lhe caíam até a base das costas, usando uma coroa de flores para que não fizessem o mesmo sobre seus olhos. Estes eram verde-esmeralda e cintilavam de modo gentil. Vestia o que parecia ser um vestido de noiva cor de mármore do mais fino material. Algumas flores estavam dispostas aqui e ali, embelezando o conjunto. Não usava qualquer sapato, deixando seus pés roçarem contra as gramíneas no chão. Havia um pequeno topázio nas costas de cada uma de suas mãos. Por fim, empunhava um pequeno cetro branco que culminava em uma flor de lótus rosa.


“Oi, bem que você podia ter me dito que pode invocar lolis a hora que quiser! Já tinha te pedido algumas para mim.” – Falara Izayoi. O comentário fizera com que tanto ruivo quanto a loira rissem.

“Ele é engraçado, Taiyou onii-chan.”

“Se você está dizendo, Vielje... Bem, mudando um pouco o assunto, poderia derrotar aquela serpente, por favor?” – Perguntara o jovem.

“Atacar não é minha área de especialidade, mas... Vou fazer o meu melhor, onii-chan!”

Concordara a moça, em um tom jovial. Com um movimento gracioso, apontou seu cajado para o Deus da Água. Um raio rosa claro partira de dentro da flor deste e atingira o adversário. Embora não com força o suficiente para derrotar a divindade fora suficiente para atordoá-la. O ruivo não perdeu a oportunidade se virou para o amigo e falou com um tom triunfante.

“O que acha de terminarmos com tudo agora?”

“Ok, mas não se jogue na minha frente. Você pode acabar indo para em um hospital.”

Avisara, antes de se posicionar para saltar. O outro apenas sorrira sombriamente antes de ter seu corpo envolvido por uma aura roxa. Quando a dupla saltou um som de explosão fora ouvido. Era como se a própria terra tivesse se quebrado ao meio sob seus pés. Tiveram impulso suficiente para alcançar e então atingir a cabeça da cobra; Taiyou com um soco e Izayoi com um chute. A força fora tanta que jogara a divindade para trás, antes que seu enorme corpo colidisse com a água. O impacto fizera com que o líquido transbordasse e alagasse as regiões ao redor – encharcando os dois garotos pela terceira vez naquele dia. Aborrecido, o garoto virou-se para a menina-coelho e brincou.

“Que droga. Eu estou me molhando muito hoje. Kuro Usagi, você vai pelo menos pagar a conta da lavanderia, não é mesmo?”

As palavras nem mesmo chegaram ao seu destino. Para alguém que estava com a cabeça completamente em desordem, aquele era o menor de seus problemas.

(Humanos... Derrotaram um Deus? E usando de força bruta? Que tipo de absurdo...!)

Pensara, antes de se lembrar das palavras do Host que lhe provera o Gift usado na invocação das quatro crianças-problema.

“Eles estão sem sombras de dúvidas... Entre os detentores de Gifts mais poderosos de toda a humanidade, Kuro Usagi.”

Naquela hora, estava convencida de que haviam sido palavras ditas apenas da boca para fora. Quem lhe dissera isso era uma pessoa de confiança, mas ela ainda assim havia duvidado de sua veracidade até mesmo quando as repetira para Jin.

(Eu não acredito... Mas se eles realmente forem assim tão poderosos...! A reconstrução da nossa Community talvez venha a ser mais do que apenas um sonho!)

Falhando em controlar sua excitação, seu coração começara a bater mais rápido e suas orelhas a erguerem-se. Percebendo isso, Izayoi levantara uma sobrancelha.

“Oi, o que aconteceu com você? Se você não se cuidar eu vou apertar seus peitos ou pernas ou algo do gênero?”

“Eh? Kyaa!”

Gritara, ao ver o que ocorrera em seguida. O loiro havia ido rapidamente para trás da menina-coelho e usara uma de suas mãos para pegar um de seus volumosos seios por baixo de um de seus braços e usara a outra para agarrar uma de suas coxas por dentro, apertando-os enquanto sorria sombriamente.

O momento de felicidade de Kuro Usagi fora retirado dela enquanto ela jogava o garoto para longe e recuava com um salto enquanto gritava.


“Seu i... I... Seu idiota! Você pretendia macular a minha castidade que eu protegi por duzentos anos?!”

“A castidade que você protegeu por duzentos anos? Ah, como eu estou com vontade de deflorá-la!” – Exclamara Izayoi com um sorriso pervertido. Apesar de ser obvio para o ruivo que aquilo se tratava de uma brincadeira, a menina-coelho não parecia ter notado.

“Por acaso você é um idiota tão grande assim?! Não, você É um grande idiota!!!”

Ela rapidamente mudara sua pergunta para uma afirmação como um insulto intencional.

Os Coelhos eram como alguém que tivesse nascido com todos os gostos e preferências no que se tratava de interesse amoroso; bela face, inocentes e de espírito indomável. Por causa disso, o número de rufiões que tentavam conseguir algo com Kuro Usagi era como o número de estrelas no céu. Até o momento não havia ninguém que conseguira chegar ao ponto de tocá-la sem que ela reagisse a tempo. Nunca pensara que um idiota – ou melhor, pervertido – agarraria seus seios passando o braço por de baixo de sua axila.  

Vielje e Taiyou apenas observavam tranquilamente enquanto a menina-coelho passava um sermão no delinquente. Como que se lembrando de algo, a loira virou-se para o garoto e disse-lhe em um tom gentil.


“Onii-chan, já que você não corre mais perigo eu estou indo, tudo bem?”

“Ok. Muito obrigado pela ajuda hoje. Mande lembranças minhas aos outros, ok?” – Pedira o ruivo.

“Sim!”

Respondera animosamente com um sorriso. Seu corpo começara a desvanecer lentamente, até ter desaparecido por completo. Izayoi, é claro, não deixara de escutar a curta conversa e virara-se rapidamente para o garoto, querendo sanar suas dúvidas.

“Outros?”

“O restante dos Galaxians; doze Divindades Astrais cada qual representando uma das constelações ao longo da elíptica. Usando pontos de luz como substitutos para estrelas eu posso recriar suas constelações e então trazê-los para onde eu estou pelo tempo que eles desejarem permanecer.” – Explicara.

“Entendo. Que habilidade mais divertida!”

Comentara o loiro, sorrindo. A menina-coelho, por outro lado tornara a ficar pasma. A invocação de seres vivos por si só já era uma façanha, sendo, em geral, requerido um Gift de extraordinário poder para fazê-lo – como aquele usado para trazer as crianças-problema. O fato de o ruivo conseguir fazê-lo facilmente e ainda por cima com seres de nível divino fazia-a duvidar se estava ou não acordada. Sacudiu então sua cabeça e perguntou aos garotos.

“A-A propósito, como que vocês farão em relação ao Deus da Água? Por acaso está morto?”

“Eu só bati com força para nocauteá-lo.” – Dissera Taiyou, tranquilamente.

“O mesmo. Foi divertido lutar com ele, mas tirar sua vida não seria algo prazeroso. Bem, agora que eu já olhei o [Edge of the World] podemos voltar ao Little Garden.” – Comentara Izayoi.

“Nesse caso, vamos ao menos receber o Gift pelo menos. Não importam quais foram os detalhes dos jogos, Izayoi-san e Taiyou-san foram os vencedores. O Deus da Água também não deve reclamar, eu acho.”

Falara Kuro Usagi. Os garotos apenas ficaram observando-a, confusos sobre o que ela queria dizer com aquilo. Relembrando-se de que não havia explicado aos adolescentes sobre esse fato, adicionou.

“Quando você compete com um deus em um Gift Game, normalmente escolhe-se um entre três métodos básicos. Os mais populares são [Força], [Conhecimento] e [Valor]. Quando você decide fazer um desafio de poderes normalmente é preparado um adversário adequado, mas nesse caso vocês derrotaram a própria divindade. Nós iremos receber alguma coisa que será sem sombra de dúvidas maravilhosa! Com isso a Community da Kuro Usagi pode se tornar mais poderosa do que é agora.”

Exclamara, satisfeita. Aproximou-se então do Deus serpente com passos que mais pareciam o começo de uma dança. Os dois moços se olharam por um instante antes de tornarem sua atenção para a menina-coelho, ambos aparentemente insatisfeitos. Sentindo os olhares sobre si, ela virou-se e perguntou-lhes, confusa.

“Q-Qual o problema, pessoal? Essas expressões assustadoras... Eu os ofendi de alguma maneira?”

“Não. O que você disse faz sentido. O vencedor recebe algo do perdedor, essa é a regra suprema dos Gift Games. Eu não tenho problemas com isso e tenho certeza que Taiyou também não, mas... Kuro Usagi...” – O tom e expressão geralmente brincalhona do loiro haviam sumido inteiramente.

“Você está escondendo algo crítico de nós desde o início, não?”

Completara o ruivo. No mesmo instante, o coração da garota parecera ter parado de bater.
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Ter 22 Abr 2014 - 13:21

Esse capítulo foi bem grande. A cada capítulo eu estou gostando mais da personagem Kuro Usagi, ela ao mesmo tempo que demonstra ter uma força muito grande, parece desempenhar um papel de protetora, como se fosse uma mãe para esses jovem.

Taiyou e Izayoi são muito arrogantes, poxa vida a cada vez que abriam a boca humilhavam a divindade marinha, é inexplicável isso. Mesmo que tenham habilidades, subestimar algo tão grande é pouco caso com as próprias habilidades, sei lá... Não curti muito eles não -q Ainda to mais preocupado com o Jin. O capítulo foi bem legal e finalmente mostrou algo mais emocionante, até o próximo e boa sorte com a fic.

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Re: Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Ter 29 Abr 2014 - 10:33

@xKai escreveu:
Esse capítulo foi bem grande. A cada capítulo eu estou gostando mais da personagem Kuro Usagi, ela ao mesmo tempo que demonstra ter uma força muito grande, parece desempenhar um papel de protetora, como se fosse uma mãe para esses jovem.

Taiyou e Izayoi são muito arrogantes, poxa vida a cada vez que abriam a boca humilhavam a divindade marinha, é inexplicável isso. Mesmo que tenham habilidades, subestimar algo tão grande é pouco caso com as próprias habilidades, sei lá... Não curti muito eles não -q Ainda to mais preocupado com o Jin. O capítulo foi bem legal e finalmente mostrou algo mais emocionante, até o próximo e boa sorte com a fic.
xKai o/
Primeiramente, valeu pelo comentário. Na verdade é bem esse o papel que ela desempenha na maior parte da light-novel. Na real nem é tanto serem arrogantes, é o fato de não terem tido um desafio a vida toda. Eles passaram a vida toda entediados e, como maneira de reprimir isso, criaram essa personalidade sarcástica e um tanto antipática. Mas com o tempo vais ver que eles são mais profundos do que parecem (ou não -q). Quanto ao Jin, as respostas vão aparecer no próximo capítulo. Espero que goste deste.


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“... Do que você está falando, Taiyou-san? Se for algo sobre o Little Garden eu já prometi responder quaisquer dúvidas que você tiver, e o mesmo quanto aos Gift Games-” – Começara Kuro Usagi, antes de ser interrompida por Izayoi.

“Não é isso. O que estamos pedindo para você... Não... Eu vou lhe perguntar algo de que eu já sei a resposta. Por que era tão importante que você nos invocasse?”

Perguntara. Por fora a expressão da menina-coelho não mudara, mas por dentro ela se sentia dentro de um tornado. Isso porque o loiro atingira o ponto que ela queria esconder.

“Isso é... Assim como eu disse mais cedo. Para que vocês se divirtam e vivam alegremente-” – Dessa vez quem a interrompera foi o ruivo, aborrecido com a falha negativa.

“Ah, é mesmo. A bela historinha que você nos contou mais cedo. Originalmente eu havia imaginado que fora puramente o desejo de uma pessoa bem-intencionada ou que não passava de uma piada sem graça. Eu e Ian estávamos bem entediados em nosso mundo e posso entender que os outros também tiveram bons motivos para vir ao Little Garden, vendo que nenhum deles ao menos protestou quanto a isso. Eu não dou a mínima para sua atual condição, mas... Para mim você parece estar bastante desesperada.”

Conjecturara. Fora a primeira vez que Kuro Usagi deixara transparecer sua aflição. Seus olhos se esbugalharam e fitaram-no como se ele houvesse atingindo precisamente aonde dói. Ignorando isso, Taiyou continuou.

“Pode ser só minha intuição, mas... A sua Community não é uma sem poder – graças a alguma circunstância – uma equipe em declínio, ou qualquer outra coisa do gênero? Por isso você nos chamou; para fortalecer essa organização. Se eu assumir isso como verdade, então suas ações de agora e você ter ficado furiosa quando nós nos negamos a nos juntarmos a sua Community mais cedo faz todo o sentido...”

“Bem na mosca, não é mesmo?”

Indagara Izayoi, com um sorriso sombrio e irritado. Kuro Usagi estalou sua língua de modo amargo mentalmente. Ter aquele fato surgindo nesse momento era realmente inconveniente. Ela queria evitar deixar que os poderosos recrutas que eles foram capazes de invocar após tanto trabalho duro era algo que ela gostaria de evitar a todo custo. O loiro percebera isso e prosseguiu.

“E você escondeu esse fato de nós. Julgando isso, nós ainda devemos ter a liberdade para escolher uma Community diferente, estou certo?”

“...”

“Seu silêncio me diz tudo, Kuro Usagi. Se você ficar quieta nesse ponto a situação só vai piorar para o seu lado. Ou está bem para você que nós entremos em outra organização?” – Perguntara.

“N-Não, não está! Esperem um momento!” – Pedira a menina-coelho, subitamente nervosa.

“É isso o que estamos fazendo, não? Só diga tudo sem esconder nada, ok?”

Exigira o primeiro. Os dois jovens então se sentaram em um par de pedras próximas e ficaram aguardando pela explicação. Mas para ela havia um grande risco em contar tudo sobre a atual condição de seu grupo.

(Se eles houvessem ao menos notado isso após assinarem o Acordo de Admissão da Community...)

Murmurara mentalmente. Após concordarem com tal contrato, sair dela não seria fácil. Eles estavam planejando em fazê-los emprestar suas forças para pouco a pouco restaurá-la, mas parece que tanto Jin quanto ela tiveram uma péssima sorte. Seus oponentes eram crianças-problema de nível mundial. Percebendo a demora, o loiro falou.

“Se você não me disser nada, então não adianta eu ficar aqui. Vou apenas me juntar a uma Community diferente.”

“Se eu lhes contar... Vocês vão nos ajudar?” – Perguntara a coelha, incerta.

“Se for uma história interessante...”

Disseram os adolescentes em uníssono. Apesar de estarem usando de um tom calmo e irônico, seus olhares eram sérios. Kuro Usagi finalmente percebera que seu julgamento inicial quanto aos dois era turvo. Diferentemente de You e Asuka que ouviram de modo ‘obediente’ às suas palavras, Izayoi e Taiyou estavam tentando entender tentando entender por inteiro como que o Little Garden funcionava. Após alguns minutos em silêncio, voltara a falar.

“... Entendido. Nesse caso, Kuro Usagi vai então fortalecer sua resolução e contá-los sobre a nossa terrível situação da melhor maneira possível.”

Seu tom estava na mesma intensidade que o olhar dos garotos. Limpou sua garganta e falou um tanto desesperada.

“Primeiramente, nossa Community não possui um [Nome] para chamar a si mesma. Por consequência, quando alguém deseja se dirigir a nós eles usam o pseudônimo de ‘No Name’ para isso. Além disso, não possuímos um [Emblema] que representa o nosso orgulho. Esse símbolo também possui o importante papel de indicar os territórios de uma organização.” – Explicara.

“E então?” – Perguntara o loiro, digerindo palavra por palavra analiticamente.

“Além do [Nome] e do [Emblema], nós não contamos mais com nenhum de nossos membros chaves. Pondo de um modo mais simples, de todos os cento e vinte e dois membros apenas Jinbo-chan e Kuro Usagi possuem Gifts poderosos o suficiente para participarem de Gift Games. Todos os outros são crianças de dez anos ou menos.” – Revelara.

“Uau! Vocês estão mesmo no fundo do poço!” – Comentara o segundo.

“Exatamente!”

Concordara a menina-coelho. Rindo das palavras pomposas do loiro, logo pôs sua cabeça entre os joelhos com um baque. Pensando em voz alta, ela não podia parar de pensar que sua Community estava chegando ao fim.

“E como chegou a esse ponto? Vocês servem de creche para os outros ou algo do gênero?” – Perguntara Taiyou.

“Não, todos os seus pais eram membros antigos e foram abduzidos. O causador disso foi a maior calamidade em todo Little Garden... Um [Maou].”

Respondera. Ouvindo a palavra Maou os jovens repentinamente animaram-se. Seus olhos brilhavam como os de uma criança que acabara de notar um novo brinquedo na vitrine de uma loja. Erguendo sua voz, Izayoi perguntou.

“Mas que diabos... Quão legal é isso?! Há alguém aqui em Little Garden que é endereçado por este maravilhoso nome?”

“B-Bem... Sim. Mas eles são provavelmente diferentes do que vocês imaginam.” – Dissera Kuro Usagi, surpresa com a repentina explosão.

“Sério? Mas para ele se chamar de Maou então deve ser um canalha poderoso, diabólico e bem forte que ninguém vai se importar se eu esmagar com todas as minhas forças.” – Descrevera o loiro.

“Se você derrotar um, é verdade que irá haver um monte de pessoas gratas em vários lugares. Dependendo das condições pode até ser possível torná-lo seu subordinado após derrotá-lo.” – Falara a menina-coelho.

“Imagino que como vocês estavam com crianças na hora do ataque a sua Community não houve muitas escolhas quanto a recusar o Gift Game, não é?” – Perguntara Taiyou.

“Yes. Os Maous são certas divindades guerreiras que pertencem a uma classe especial e privilegiada do Little Garden que possuem a autoridade chamada [Host Master]. Como podem adivinhar, fomos desafiados por um desses, forçados a participar de um Gift Game, e nossa Community... Foi roubada de tudo que precisa para funcionar propriamente como uma organização.”

Isso também não era uma figura de linguagem. Haviam usurpado a Community de Kuro Usagi de seus status, prestígio e até mesmo todos os membros. Tudo que restara era uma terra vazia arruinada e as crianças. Os jovens, entretanto, não mostraram qualquer sinal de simpatia para com a situação. Izayoi re-arrumou suas pernas e então perguntou.

“Então isso quer dizer que não ter um Nome ou Emblema é uma verdadeira vergonha. O mais problemático é o fato de não haver nada para indicar o seu território. Vocês não podem arranjar novos?” – Perguntara.

“Isso... Isso é...”

Kuro Usagi pusera suas mãos contra o peito e parara de falar. O ponto trazido a tona pelo loiro era válido. Uma Community sem nenhum destes não tinha como mostrar seu orgulho e ganhar a confiança das pessoas. A falta de um Emblema em Little Garden significava que sua Community não seria reconhecida como uma entidade pelas outras. É por isso que ela e os outros haviam posto suas últimas esperanças nos novos aliados de outros mundos.

“É possível. Porém mudar o nome significaria a completa dissolução para uma Community. Mas isso não seria bom! O que nós mais queremos... É proteger um lugar para onde nossos companheiros possam retornar!”

Exclamara, quase derramando lágrimas. Fora a primeira vez que as palavras de menina-coelho refletiam seus verdadeiros sentimentos. Ela e as crianças haviam jurado defender o que sobrara da organização, mesmo que significasse serem escorraçados pelos outros.

“É um caminho difícil. Mas nós queremos reconstruí-la pouco a pouco... E um dia recuperar nosso Nome e Emblema e mostrá-la orgulhosamente. Para esse fim não há outras escolhas para nós além de contar com jogadores poderosos como vocês dois, Izayoi-san! Taiyou-san! Vocês emprestariam sua incrível força para a nossa Community...?!”

“Hum... O que você vai fazer?” – Perguntara o estudante ao outro.

“Sei lá... Orgulho e camaradas de um Maou...”

Kuro Usagi perguntara fazendo uma grande reverência. Em contraste, os garotos falaram com um tom apático à sua confissão. Quase como se não tivessem nem escutado ao que ela dissera. Seus ombros caíram enquanto tentava a todo custo conter o choro.

(Se eles recusarem agora... Nossa Community vai...)

A moça mordera o lábio. Se soubesse o arrependimento que isso iria levá-la, teria sido melhor explicar tudo logo de cara para os adolescentes.

Os garotos ficaram em silêncio. Taiyou reclinara para trás e Izayoi re-arrumara lentamente suas pernas. Após bons três minutos de silêncio, o loiro finalmente quebrara a atmosfera tensa.

“Isso parece divertido.” – Dissera, com um sorriso.

“Sim.” – Concordara o ruivo.

“... Huh?” – Gaguejara a menina-coelho.

“Não faça ‘Huh?’ para mim. Nós acabamos de dizer que iremos cooperar. Fique um pouco mais feliz, Kuro Usagi.”

Recomendou o primeiro. A jovem, aturdida, perguntara mais três ou quatro vezes a mesma pergunta enquanto estava de pé.

“O-O que? Era para esse ponto que a conversa estava se dirigindo?”

“Foi. Ou você não precisa de nós? Se você disser coisas rudes eu vou mesmo ir para algum outro lugar qualquer.”

“N-Não faça isso, por favor! Você absolutamente não tem de fazer isso! Nós precisamos de você, Izayoi-san!” – Dissera a garota.

“Honestidade é sempre melhor. Agora vá acordar aquela serpente para pegarmos nosso Gift, Kuro Usagi. Depois disso veremos a cachoeira no fim desse rio e o [Edge of the World].”

Demandara Taiyou. Ela rapidamente assentira ao pedido e animadamente saltara para o topo do Deus da Água, aproximando-se de suas presas. Os adolescentes apenas observavam-nos discutindo algo a distância, quando subitamente uma luz azulada envolvera os arredores. Após a lenta e ambulante fonte de luz finalmente fora transferida da cabeça da divindade para as mãos da menina-coelho esta voltou rapidamente para frente dos outros dois. Com orgulho, mostrara para eles o Gift.

“Olhem só! Nós recebemos uma muda de árvore d’água tão grande assim! Se nós tivermos isso não precisaremos mais comprar de outras Communities! Isso vai ajudar muito a todos nós!”

Explicara de maneira animada. Pulava de um lado ao outro cantando ‘ukyaa!’ abraçada à planta. Izayoi e Taiyou não estavam familiarizados com todas as circunstâncias de Little Garden, mas parecia ser algo especial para a moça.

“É bom que você tenha gostado tanto, mas posso fazer-lhe uma pergunta?” – Indagara o loiro.

“Mas é claro! Mas é claro! Posso perguntar até três, talvez quatro perguntas que a Kuro Usagi irá responder-lhes alegremente!” – Exclamara a garota.

“Ora, quanta gentileza! Bem, pode ser uma questão sem qualquer importância, mas se você queria esse Gift tanto assim, por que não enfrentou a serpente por si mesma? Até onde eu possa ver você é bem mais forte que ela.”

Perguntara o primeiro. Ela apresentara uma reação surpresa, mas logo seus olhos ficaram melancólicos.

“Ah... Quanto a isso... A razão é que como os coelhos são conhecidos como [Aristocratas do Little Garden] eles possuem um privilégio especial como o [Host Master], mas que é chamado de [Judge Master]. Se alguém com esta habilidade serve de juiz para um Gift Game nenhum dos participantes pode quebrar as regras – ou melhor dizendo, a derrota do que as infringiu é imediatamente estabelecida.” – Explicara.

“Oh, que Gift mais interessante.” – Comentara impressionadamente Taiyou.

“Sim! Isso quer dizer que se nós conspirarmos com a Kuro Usagi seremos imbatíveis nos Gift Games!” – Brincara Izayoi. Apesar do tom cômico, a moça parecera não ter notado.

“Não é isso que eu quis dizer! Infringir os regulamentos é igual a ser eliminado completamente. Meus olhos e ouvidos estão diretamente conectados a rede central do Little Garden. Isso quer dizer que apesar do meu desejo o vencedor é decidido e as Fichas podem ser recebidas. E se você tentar desfazer o veredicto através de força bruta...”

“Sim?” – Perguntara o estudante, erguendo uma sobrancelha.

“Nós nos autodestruímos.”

Revelara a menina-coelho. No mesmo instante os dois adolescentes tiveram em suas mentes a imagem passageira da jovem explodindo em vários pedaços na sua frente. Apesar de tétrico, o pensamento parecera diverti-los um pouco. Sem perceber o verdadeiro motivo disto Kuro Usagi prosseguiu com a explicação.

“Como uma compensação de possuirmos o Gift [Judge Master], há algumas poucas restrições.
• Primeiro; após servirmos de juízes não é possível participar de qualquer outro Gift Game por quinze dias.
• Segundo; nosso envolvimento participação só é viável no caso do Host permitir.
• Terceiro; estamos terminantemente proibidos de competirmos em Gift Games fora do Little Garden.
Bem, há mais algumas, mas essas são as principais razões para que eu não pudesse desafiar o Deus da Água. Além do fato de que os trabalhos de juíza da Kuro Usagi ser a única fonte de renda da Community, não há muitas chances de participar de Games quando se é designado como [No Name].”

“Entendo. Mesmo com habilidades consideráveis se você não pode participar não há muito que fazer.”

Comentara Taiyou. Izayoi apenas dera de ombros e começara a andar em direção à boca da Grande Cachoeira de Tritonis. O ruivo e a moça alcançaram-no rapidamente. Após alguns momentos de caminhada, a garota virou-se para a dupla e perguntou.

“Kuro Usagi também tem uma pergunta para vocês, Izayoi-san, Taiyou-san.”

“Vamos ouvir então.” – Permitira o loiro.

“Por que vocês decidiram cooperar conosco mesmo depois de todas as mentiras?”

“Hm... Eu poderia dar a minha resposta agora, mas isso não seria divertido. Que tal se quando chegarmos ao [Edge of the World] eu lhe disser?” – Questionara o estudante.

“Sim.”

Concordara o ruivo, interessado na proposta. A moça então se dera por vencida, embora a dúvida não fosse sumir tão facilmente de sua mente. Quatro horas haviam se passado desde que os seis – Izayoi, Asuka, You, Taiyou, Ian e o Gato Cálico – foram invocados ao Little Garden. O sol se punha rapidamente, anunciando o fim do dia.

Tritonis estava tingida em vermelho e aquecida pela luz do pôr-do-sol. Uma série de arco-íris eram formados ao longo do violento fluxo de água. A boca em formato de elíptica era criada por uma série de rios que se estendiam por milhas antes de cair em um infinito abismo abaixo. Após observá-la por alguns instantes o loiro virara-se para Kuro Usagi e, com um sorriso, disse.


“Quanto a sua pergunta, vamos ver... Colocando de forma simples, é porque há um senso de aventura. Em nosso mundo nossos predecessores tomaram parte em todo possível tipo de façanhas históricas e poucas pareciam adequadas para mim. Então eu pensei que, se esse é um local diferente, talvez ainda haja coisas incríveis que eu possa realizar.”

“Entendo. E quanto a você, Taiyou-san?” – Perguntara a menina-coelho.

“Sei lá... Acho que porque me pareceu ser divertido ter um objetivo interessante uma vez na vida. Tudo era muito chato de onde eu vim, então pensei que ajudar na reconstrução da sua Community possa ser algo que vá me satisfazer como indivíduo.”

Revelara com os olhos brilhando e um sorriso no rosto. No curto espaço de tempo em que estivera no Little Garden Taiyou sentira-se mais vivo do que nunca. Se continuasse assim, poderia acostumar-se facilmente e com prazer em viver naquele novo mundo. Continuaram a vislumbrar a enorme cascata por mais algum tempo. Kuro Usagi, observando os dois adolescentes em um silêncio contemplativo, perguntou.

“Então, o que acharam? Essa é a Grande Cachoeira de Tritonis, com uma largura de quase dois mil e oitocentos metros. Provavelmente não há uma queda d’água tão grande assim no mundo de vocês, não é?”

“Sim, honestamente é incrível. Se você estiver certa, é duas vezes mais largo que as cataratas do Niágara. Como que é abaixo deste [Edge of the World]?” – Perguntara Izayoi.

“Será que esse mundo é carregado nas costas de uma tartaruga no fim das contas?”

Julgara Taiyou. De acordo com uma das primeiras teorias elaboradas pela humanidade o mundo não seria esférico, mas sim flutuaria sobre um gigantesco quelônio. Era provavelmente a esta conjectura que o ruivo estava se referindo. A menina-coelho, no entanto, replicou.

“Infelizmente esse não é o caso. Suportando esse mundo há pilares conhecidos como [Áxis do Mundo]. Ninguém sabe exatamente quantos deles existem, mas um deles perfura o Little Garden. A uma lenda dizendo que a razão para que este mundo esteja nesta forma incompleta é porque alguém retirou um dos [Áxis do Mundo] e levou-o para casa, mas...” – Começara, antes de ser abruptamente interrompida pelo loiro.

“Isso é incrível! Então nós devemos ser agradecidos a este grande idiota!”

Exclamara sorrindo. Assistindo à cascata tornando-se mais escura enquanto o sol lentamente descia os garotos apenas observaram aquela beleza natural. Após o último arco-íris desaparecer os três deram meia-volta e começaram o caminho de volta para a cidade. Repentinamente, Taiyou falou repentinamente.

“Bem, você nos chamou para esse mundo divertido e sem-sentido. Eu e Ian iremos fazer nossa parte e tenho certeza de que Izayoi-kun também, mas entenda que não pretendo ajudá-la a persuadir as outras duas. Não me importo se você enganá-las ou iludi-las, mas eu preferiria que isso não nos causasse problemas no futuro. Se pretendem que trabalhemos juntos como uma equipe é melhor que não haja segredos.”

“... Eu entendo.”

Dissera Kuro Usagi, com um pesado arrependimento em seu coração. Sim, eles eram aliados que lutariam lado a lado na mesma Community. Ao tentar tomar vantagem sobre eles só por serem crianças-problema acabara por criar uma situação em que eles talvez perdessem toda a confiança que de outro modo ganhariam. A importância da Community fizera-a esquecer sobre esse fato. Fora algo totalmente rude para com esses novos camaradas.

(Se eu tivesse explicado tudo desde o início... Eu imagino se Jinbo-chan esta bem?) – Pensara, olhando para o céu.
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Qua 30 Abr 2014 - 11:10

Nesse capítulo muitas dúvidas que eu ainda tinha foram perdidas. Muita coisa foi explicado e houveram ótimos diálogos bastante envolventes. A cada capítulo eu curto mais essa Kuro Usagi, é engraçado como a personalidade dela consegue ser tão transparente, é como se fosse um painel branco, esperando para ser preenchido com alguma cor, a personalidade dela muda constantemente o que é bem bacana.

Já a dupla de garotos problemas podiam ter pegado um pouco leve com ela, não? Achei até que foram meio cruéis com todo aquele sarcasmo, poxa vida...

Enfim, foi muito legal toda aquela explicação sobre a community, e sobre o porque dela estar no fundo do poço, a coelhinha é realmente como se fosse uma mãe, está dando tudo de si para proteger o que ainda resta e cercada de crianças.

Estou bem ansioso para ver à outro gift game, desta vez quem sabe com mais pessoas hehe. Até o próximo capítulo e boa sorte com a fic.

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Re: Games of Little World

Mensagem por DarkZoroark em Sex 16 Maio 2014 - 5:57

@xKai escreveu:
Nesse capítulo muitas dúvidas que eu ainda tinha foram perdidas. Muita coisa foi explicado e houveram ótimos diálogos bastante envolventes. A cada capítulo eu curto mais essa Kuro Usagi, é engraçado como a personalidade dela consegue ser tão transparente, é como se fosse um painel branco, esperando para ser preenchido com alguma cor, a personalidade dela muda constantemente o que é bem bacana.

Já a dupla de garotos problemas podiam ter pegado um pouco leve com ela, não? Achei até que foram meio cruéis com todo aquele sarcasmo, poxa vida...

Enfim, foi muito legal toda aquela explicação sobre a community, e sobre o porque dela estar no fundo do poço, a coelhinha é realmente como se fosse uma mãe, está dando tudo de si para proteger o que ainda resta e cercada de crianças.

Estou bem ansioso para ver à outro gift game, desta vez quem sabe com mais pessoas hehe. Até o próximo capítulo e boa sorte com a fic.

xKai o/ Primeiramente obrigado pelos elogios.  Quanto a Kuro Usagi, realmente ela é bem extrovertida - isso não dá para negar - e vai ter um papel bem de mãe para os garotos-problema. Já quanto a ser cruel cara... Sei lá, até acho que foi um tanto quanto justo. Afinal, ela não foi totalmente honesta desde o começo... Mas opinião é opinião e gosto não se discute. Quanto ao próximo ter mais pessoas na verdade não vai ser tanto assim, mas o seguinte... Ops, spoiler. Vou parar por aqui. Espero que goste deste capítulo.

Powerfull Words


O tempo era meia hora antes de Kuro Usagi encontrar Izayoi e Taiyou. No café da ‘Six Scars’ na Fountain Plaza, Asuka e You sumarizaram o que haviam aprendido sobre sua Community a partir da explicação de Galdo Gasper enquanto bebiam seus chás. Ian apenas encarava o homenzarrão com um olhar sombrio, acobertando-o por de trás do suco de kiwi que pedira. A dama então se pronunciou.

“Estou entendendo. Em outras palavras, um [Maou] é um termo usado para deuses e afins que desfrutam de seus privilégios especiais nesse mundo e a Community do Jin-kun foi manipulada e destruída por um deles. Isso é correto?”

“De fato, minha dama. Deuses adoram humanos atrevidos desde tempos antigos, afinal. Quebrar alguma coisa que você gosta muito após usá-la demais é uma ocorrência comum.”

Galdo Gasper abrira seus braços enquanto ria alto e ironicamente. Sentava de uma maneira tanto quanto rude sobre a cadeira, o que só contribuía para o clima tenso entre ele e os outros. Sem se importar com isso, prosseguiu.

“Eles perderam seu Nome, Emblema e todas as suas forças principais. Tudo o que restou foi uma extensa área de terra em uma zona residencial. Se eles tivessem formado outra Community quando aquilo ocorrera, a antiga seria relembrada como sendo excepcional. Agora eles não são nada mais do que um bando de sem nomes e desonrados.”

“...” – Jin só conseguia fazer ficar em silêncio, olhando para o chão embaraçado.

“Pensem um pouco. O que uma organização pode fazer que não seja permitida pelo próprio Nome? Trocas? Servir de Host? Ninguém irá confiar em uma Community sem um título. Participar de Gift Games? Sim, isso certamente é possível. Mas será que detentores de dons poderosos irão se afiliar a uma entidade que permitiu que seu prestígio e orgulho decaíssem tanto?” – Questionara Galdo.

“Verdade. Provavelmente ninguém iria querer entrar.” – Dissera Asuka, em tom cordial.

“Sim. Ele não é nada além de um fantasma descarado do passado prendendo-se a sua antiga glória enquanto procura por um sonho impossível.”

Dissera o homenzarrão. Ria de forma alta e um tanto bárbara, quase rasgando seu smoking com a contração dos músculos. Jin, em contra partida, estava com sua face corada e os punhos fechados com força sobre o colo. Mesmo assim, não tinha coragem para redarguir, fizera-se notar Ian. Finalmente contendo a risada, o homem continuou.

“Eu realmente tenho pena da Kuro Usagi. Coelhos possuem tantos poderosos Gifts que são chamados de [Aristocratas do Little Garden] e qualquer Community iria de bom grado recebê-los de braços abertos. Ter um deles em sua organização é um grande feito por si só. E ainda assim todo dia ela se sacrifica por esses estúpidos pirralhos, suportando-os apenas com seus poucos ganhos.”

“... Compreendo. Entendi a situação. Então Galdo-san, por que você não nos conta o verdadeiro motivo por detrás desta história?”

Perguntara Asuka, identificando um significado oculto entre aquelas palavras tão cordiais. O homem notara isso e rira alto antes de responder.

“Eu vou falar diretamente então. Se lhe aprouver, vocês e a Kuro Usagi entrariam para a [Fores Garo], por favor?”

“O-O que você está dizendo, Galdo Gasper?!”

Exclamara o jovem, levantando-se abruptamente e batendo um dos punhos contra a mesa. Seu medo transformara-se em fúria no mesmo momento em que o homem fizera a pergunta. Este, no entanto, contra-atacou com um olhar feroz na direção do menino.

“Cale-se, Jin Russell. Se você tivesse mudado seu Nome e Emblema quando teve a chance ao menos alguns de seus membros teriam permanecido. Você mesmo pôs sua Community nessa situação com seu egoísmo, e ainda assim se atreve a invocar pessoas de outro mundo?”

“I-Isso é...”

“Você realmente pensou que poderia enganar alguém só porque não sabem nada sobre esse mundo? E se o resultado for fazê-los ter que suportar o mesmo fardo que a Kuro Usagi... Então como residente do Little Garden é meu dever avisá-los.”

Dissera rispidamente Galdo. Com mais um de seus olhares bestiais fora capaz de silenciar o garoto antes mesmo que houvesse uma resposta. Mas mais do que suas palavras, o senso de culpa de Jin por seu comportamento indesculpável para com Asuka, You e Ian fizera com que seu coração tornasse-se pesado.  Sua Community estava de fato em uma situação apertada como aquela.

“Então o que acham, meus caros? Eu não irei pedir para que me respondam imediatamente. Todo mundo possui trinta dias de liberdade dentro do Little Garden que podem ser usados para decidir em qual Community entrar. Eu sugiro que vocês inspecionem tanto os [No Name] quanto a nossa [Fores Garo] e após uma consideração cuidadosa...” – Planejara, mas fora interrompido pela dama.

“Não é necessário. Eu estou perfeitamente satisfeita com a Community do Jin-kun.” – Declarara.

“O que?”

Indagaram Jin e Galdo juntos. Estavam tentando discernir seus motivos de sua expressão, mas não conseguiam chegar nem perto disso. Como se nada em especial houvesse ocorrido, Asuka bebeu o que restara de seu chá e virou-se para You com um sorriso antes de perguntar.

“O que você acha disso tudo, Kasukabe-san?”

“Nada demais, estou feliz com qualquer uma. Afinal, eu só vim a este mundo para fazer amigos.” – Respondera.

“Oh, que inesperado. Nesse caso, posso me auto-indicar para a posição de amiga número um? Nós temos personalidades opostas, mas de alguma forma eu sinto que iremos nos dar surpreendentemente bem.”

Questionara. You pensara em silêncio sobre o assunto por algum tempo e então assentiu com um leve sorriso.

“... Sim. Você é diferente das outras garotas que eu conheço, então talvez esteja tudo bem.”

“Estou muito feliz por você ter feito uma amiga, Ojou!”

Miara o Gato Cálico, derramando lágrimas de alegria. Ian apenas sorrira feliz por elas. Fora então que a dama tornara sua atenção para ele e questionou.

“E quanto a você, Ian-chan?”

“Taiyou-sama irá provavelmente entrar na Community do Jin-san mesmo que saiba dessa situação. Não faz muito do feitio dele ignorar pessoas que estejam precisando de ajuda, especialmente crianças. Então felizmente isso me põe no mesmo barco.”

Explicara, um pouco encabulado com o honorífico lhe atribuído. Os três então começaram a conversar sem dar a mínima atenção à presença dos dois líderes. A expressão de Galdo enrijecera por ter sido completamente ignorado. Tentando manter a compostura tossiu um pouco para por as atenções da mesa sobre si.

“Perdoe-me, mas poderia me dizer por qual motivo...”

“Como eu já falei estou perfeitamente satisfeita. Conforme você escutou , Kasukabe-san veio para cá apenas para fazer amigos e Ian-chan irá agir conforme seja o desejo de Taiyou-san. Estou certa?”

“Sim.” – Concordaram os dois, em uníssono.

“E eu, Kudou Asuka, desisti de minhas riquezas, casa, meu futuro garantido e uma vida que muitas pessoas rezariam para ter e vim aqui para o Little Garden. Você realmente acha que eu iria achar um convite insincero de uma organização de pequena escala que domina apenas uma pequena parte de território como sendo tentadora? Se é assim, eu sugiro que você tente mais uma vez reconhecer suas limitações, seu cavalheiro de araque.”

Ralhara a garota, recusando a oferta em tom monótono. No mesmo instante Galdo Gasper erguera-se de sua cadeira, apoiando seus braços contra a mesa. Todo seu corpo tremia de raiva. Como um auto-proclamado homem educado ele provavelmente estava tentando achar palavras adequadas para as declarações extremamente insultantes de Asuka.

“E-Espere um segundo, minha cara...”

Silêncio!”

Ordenara a dama, em um tom cortante e resoluto.

Clash! A boca do homenzarrão fechara-se com grande violência e de um modo não-natural, forçando-o a emudecer. Ele parecia confuso, desesperadamente tentando abrir sua boca, mas sem qualquer efeito. Nenhum som saia de sua garganta. Cruzando os braços, a garota prosseguiu.


“Eu não havia terminado de falar. Ainda há perguntas que eu estou interessada em fazer. Sente-se aí e responda as minhas dúvidas!”

As palavras de Asuka continham poder. Dessa vez, o homem fora forçado contra a cadeira com tanta força que rachaduras surgiram nesta. A essa altura, Galdo já estava entrando em pânico. Ele não sabia como ela fazia, mas toda a liberdade de seus membros fora roubada, inibindo até mesmo a menor das reações. Estava totalmente a mercê da moça.

Fora então que a atendente viera correndo de dentro do café, assustada com a confusão.

“P-Por favor, mantenham suas disputas fora desse estabelecimento...”

“Ora, você chegou no momento mais oportuno. Eu gostaria que Kyaroro-san observasse a isso como uma testemunha imparcial. Você provavelmente irá escutar a algumas coisas bem interessantes.”

Dissera a dama. Após Ian e Jin conseguirem finalmente acalmar a menina-gato, ela prosseguiu.

“Você disse que desafiou outras Communities desta área para um Gift Game em que ambas as partes concordaram e venceu todas elas. Mas isso difere bastante dos outros jogos de que eu ouvi Kuro Usagi falar. Desafios entre organizações deveriam ser compostos de um Host e jogadores, ambos arriscando várias fichas... Ei, Jin-kun. Apostar toda uma Community é assim tão comum?” – Perguntara Asuka.

“Eu diria que muito raramente, se não houver outras opções. Isso é o mesmo que apostar sua própria existência como um grupo.” – Explicara o garoto. A garçonete assentira silenciosamente.

“Era como eu imaginava. Mesmo nós sabemos disso e mal acabamos de chegar aqui. Ser capaz de forçar combates entre Communities é exatamente o motivo pelo qual aqueles com o privilégio da habilidade de Host Master são temidos como sendo Maous. Por que você, que não desfruta de tal regalia, conseguiu obrigá-los a apostar suas próprias organizações, uma atrás da outra? Você poderia nos contar?”

Pedira em um tom gélido e mortal. A face da Galdo Gasper era a mesma de uma pessoa que estivesse prestes a gritar. Suava frio e tentava com todas as suas forças reprimir as palavras, mas mesmo assim começara a falar. Pessoas nas proximidades começavam a perceber a razão por trás de tal distúrbio; em outras palavras, ninguém poderia desobedecer às ordens dadas por Kudou Asuka.

“Há varias maneiras de forçá-los. A mais fácil é sequestrar mulheres e crianças de outras Communities e subornar seus membros. Nós deixamos aqueles que não responderam a isso para mais tarde e absorvemos todos os outros, gradualmente forçando os remanescentes a circunstâncias em que eles não possam evitar o Gift Game.” – Revelara o homem.

“Bem, é exatamente isto que eu esperava. É um plano simples e adequado para um peixe pequeno como você. Porém, os membros das organizações que você absorveu desta maneira irão realmente trabalhar para você?”

“Nós tomamos algumas crianças como reféns de cada Community anexada à [Fores Garo].”

Uma das sobrancelhas de Asuka contraíra-se levemente. Sua maneira de falar e expressão não mudaram em nada, mas a atmosfera ao seu redor passara a emitir uma sensação de mau agouro. Ian tentava com todas as forças manter-se calmo. Até mesmo You, que estava indiferente quanto à escolha das Communities encarava-o como se olhasse para algo desagradável.

“... Entendo. Cada vez mais desprezível. Então onde essas crianças estão confinadas neste momento?”

“Eu já matei todas elas.”

Revelara Galdo, com um sorriso cruel.

A atmosfera ao redor de todos congelara por um instante. Jin, Kyaroro, You, Ian e até mesmo Asuka duvidavam do que acabaram de ouvir e, por um momento, não sabiam o que pensar. Apenas o homem continuara a falar, obedecendo à ordem que recebera.

“No primeiro dia em que nós pegamos os pirralhos o choro deles me irritou tanto que eu matei-os sem nem mesmo pensar. Depois disso eu tentei ser mais cuidadoso após tomá-los, mas os constantes ‘eu sinto falta do meu papai’ e ‘eu quero a minha mãe’ me aborreceram além do limite e acabei assassinando-os no fim das contas. A partir daquele dia em diante eu me resolvi em lidar com as pestes no mesmo dia em que elas chegam. Mas se os membros descobrissem que eu matei alguém das suas Communities isso destruiria a [Fores Garo]. Então eu usei um subordinado confiável que pegou os seus corpos e os com...”

Cale-se!”

Clang! A boca de Galdo fechara-se mais rápido do que antes. A voz de Asuka tornara-se ainda mais terrível enquanto ela reprimia o homem, quase como se tentando expelir sua alma para fora do corpo.

“Incrível. Não é todo dia que se encontra alguém que sirva também na definição de escória. Como esperado do Little Garden,  a casa de criaturas inumanas. Não é mesmo, Jin-kun?”

Perguntara a dama. O garoto estava um tanto quanto intimidado pelo olhar gélido dela, mas a negativa viera rapidamente.

“Tal ato de maldade é raro até mesmo nesse mundo.”

“É mesmo? Isso é um tanto embaraçoso... Aliás, com essa confissão a lei do Little Garden tem como punir essa escória?” – Indagara.

“É problemático. Claro que é contra as normas tomar reféns de Communities que recusaram seu desafio ou assassinar os camaradas de seus seguidores, mas... Se ele escapar para fora das fronteiras do Little Garden antes que seja punido não haverá nada que possamos fazer.”

Dissera o menino, embora aquilo pudesse servir como uma forma de punição também. Se Galdo como um líder deixasse a [Fores Garo], era claro que a organização, que não é nada mais do que um bando desordenado, se quebraria. Mas Asuka não estava satisfeita apenas com isso.

“Entendo. Então não há nada que possamos fazer.”

Concluíra antes de estalar os dedos, irritada. Aquele devia ser o sinal; no mesmo instante o poder que restringia o homenzarrão se desfez e a liberdade de seus membros voltou. Louco de raiva, esmagou a mesa à sua frente enquanto vociferava na direção da moça.

“S-Sua vadia ignorante!”

Juntamente ao seu alto rugido, seu corpo passou a sofrer radicais mudanças. O smoking que usava rasgou-se enquanto os músculos de suas costas estendiam-se e pelos laranja e pretos cresciam em uma velocidade assustadora. Sua mandíbula crescera, tornando-se a mesma de um grande felino. Suas unhas cresceram e tornaram-se garras afiadas.

“Vadia, eu não sei o que você está pensando... Mas você sabe quem é meu chefe, não?! Eu estou sob a proteção do Maou que protege o Portão Número 666 do Little Garden! Comprar uma luta comigo é fazer o mesmo com ele! Você sabe realmente o qu...”

Fique calado! Eu não terminei de falar.”

Clang! Mais uma vez sua boca fora fechada veementemente pelo poder das palavras da dama. Contudo sua raiva não mais podia ser contida apenas por aquilo. Ergueu um de seus braços, grosso como um tronco de árvore, e atirou-o na direção da moça.

Ian reagira de imediato à ameaça. Jogou o que restara de seu suco nos olhos do homem-tigre, cegando-o temporariamente. Acertara então uma cabeçada em sua mandíbula, forçando-a para trás. Enfurecido com a súbita reação Galdo subitamente mudou o alvo de sua ira da dama para o lagarto azul e lançou uma de suas patas na sua direção. You pusera-se rapidamente entre eles.


“Lutar não é bom.”

Dissera antes de agarrar um dos braços do homenzarrão e torcê-lo para trás. Isso fizera com que ele girasse e então tropeçasse nos próprios pés, ficando preso contra o solo. Seus olhos estavam esbugalhados pela surpreendente força que os finos braços da garota exibiam. Ian passava suas mãos sobre a cabeça, como que a massageando. O maxilar de Galdo era surpreendentemente rígido e aparentemente fora o pequeno dragão quem levara a pior. Asuka apenas ria como uma criança.

“Galdo-san, eu não ligo para quem está te protegendo. O mesmo pode provavelmente ser dito do Jin-kun também. Afinal a sua meta principal é derrotar o Maou que destruiu sua Community.”

Ouvindo as palavras da dama o garoto inspirara fundo. Na realidade quase havia perdido para o medo quando o Maou fora mencionado, mas ter ouvido-a mencionar seus objetivos ajudara-o a se recompor.

“... Sim. Nossa intenção é a de vencermos ele e recuperar nosso orgulho e camaradas. Esse tipo de ameaças não vão mais funcionar contra nós.”

“Como você ouviu. Isso quer dizer que você não tem como evitar a destruição da [Fores Garo].” – Provocara a moça.

“D-Droga!”

Por razões desconhecidas o homem-tigre ficara sem forças pela primeira vez desde que se encontrara com os [No Name]. Após recuperar um pouco de sua compostura, Asuka ergueu o queixo de Galdo com a ponta do seu pé e então falou em um tom sombrio.

“Porém, eu não vou ficar satisfeita apenas com o termina da sua Community. Uma escória como você deveria ser preso a correntes e punido enquanto se arrepende de todos os seus pecados... Mas há uma proposta que quero fazer a todos vocês aqui presentes.”

Jin e Kyaroro assentiram para com as palavras da garota antes de inclinarem suas cabeças em sinal de dúvida. Com um sorriso malicioso a dama prosseguiu.

“Vamos jogar um Gift Game. Com a existência da sua [Fores Garo] e a alma e o orgulho dos [No Name] em jogo.”
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Re: Games of Little World

Mensagem por xKai em Dom 1 Jun 2014 - 11:07

O capítulo foi menor que o anterior, então não vou ter muito o que comentar, mas de qualquer jeito aí vou eu.

Assim como o anterior eu até que curti a leitura, apesar de não ter tido muita ação aconteceram várias discussões bem interessantes, adoro ler brigas envolvendo pessoas e tals, apesar de não ter sido assim pra tanto né, mas já que isso vai ser resolvido em um Gift Game acabou sendo melhor ainda, ansioso para o próximo capítulo onde parece que o primeiro gif game mais difícil vai acontecer, então até lá 0/

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