Pokémon Mythology
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Ragnarok

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Ragnarok

Mensagem por Rush em Seg 17 Fev 2014 - 19:56

Boa noite. A ideia foi o meu primeiro contato com a literatura e Fan Fictions. A história é baseada no jogo Ragnarok Online, o qual eu considero o melhor jogo de RPG Online que eu já joguei. A história era protagonizada por personagem originalmente, mas nesta versão ela funcionará com POVs. Me inspirei em Game Of Thrones sim, e isso poderá ser percebido pelo sistema de POV.

Eu fiz o projeto todo sozinho originalmente, mas neste remake tive ajuda de dois amigos. Então os meus agradecimentos especiais vão para Gustavo e Lucas. Gustavo é o Snow Walker aqui do fórum.

Eu sinceramente espero que gostem. Tenho quase certeza de que quem já jogou ou foi viciado no jogo, gostará e se sentirá familiarizado com alguns eventos que irão acontecer. Muito obrigado.










R A G N A R O K



Livro I

Niilismo.




-Prólogo-


“Tolos. Sujam as suas lâminas com o sangue dos seus próprios irmãos. Queimam suas próprias casas, amaldiçoam suas próprias terras [...] A inocência de sua própria espécie... Está corrompida pela sua própria egolatria. Pela fome de poder. [...].”

Baphomet, destruição de Glast Heim.



Dia vinte três. Flechas Cruzadas, duzentos e noventa e quatro anos após o cometa rubro.



 Seu coração estava pulsante. Não podia raciocinar direito já que não conseguia manter a calma. Deveria estar preparado, mas não, não estava. Não estava pronto para aquilo, e sabia que ninguém de sua frota estava. Afinal, ninguém esperava por aquilo. Ninguém pensou que aquilo realmente aconteceria. Sua respiração turva o fazia ficar com falta de ar. Ele então molhava seu rosto com aquela água dentro de um balde feito com placas de madeira que havia recebido. Observava o seu reflexo deformado na água, até ele lentamente ficar definido.

 Observava os seus cabelos negros compridos e oleosos. Seu rosto comprido coberto por uma barba mal feita. Não podia negar que se achava um rapaz bonito, ainda mais dentro daquela armadura cinzenta que trajava. Um símbolo de honra e respeito. Era um cavaleiro.



- Certo. – Respirava fundo, tentando manter a calma. – Você não está sozinho... Não. – Ele chacoalhava o seu rosto, passando aquela água em seus cabelos, os alisando dentre seus dedos, lembrando-se do carinho de sua amada com quem tanto estava preocupado.



Será que ela estava bem? Será que a bela Isadora estava segura dentro de sua pequena casa de concreto com um telhado de madeira? Será que ela e seu irmão mais novo, Hugo, estão bem?

Ele ficava mais um tempo observando o seu próprio reflexo, tendo um pequeno momento só para ele dentro de seus pensamentos. Percebia em como aquilo era bom, e em como ele nunca fazia aquilo com frequência. Logo o barulho de uma porta de madeira abrindo bruscamente o assustava, fazendo-o derrubar o balde que espalhava a água que estava dentro. Ele rapidamente se levantava, segurando na bainha de sua espada bastarda que o auxiliou na formação acadêmica para ser um cavaleiro.


- Samuel, o que está fazendo?! – Um rapaz que aparentava ter a mesma idade do homem se indagava, mostrando-se também ser um cavaleiro, pela sua armadura. Seus cabelos louros compridos estavam presos dentro de um elmo prata com detalhes de plumas vermelhas em sua vertical, assemelhando-se a um moicano. – Precisamos ir agora, entendeu?! Agora!


 O garoto engolia seco, concordando com a cabeça. Ele não perdia tempo e segurava o seu elmo que estava no chão, o vestindo de uma forma desleixada pelo fato de suas mãos estarem tremendo bastante, mas não havia mais tempo. Precisava defender Izlude. Precisava defender a sua cidade natal, a grande cidade satélite de Rune-Midgard. Ele acenava mais uma vez com a cabeça para o amigo, mostrando que estava preparado. Então ambos saiam do cômodo às pressas.

Samuel podia ver um pesadelo se tornando realidade. Seu quartel estava quase todo destruído, assim como as humildes casas dos moradores por ali. Chamas queimavam os telhados de palha e madeira, as vidraças estouravam, o choro das crianças e mulheres se misturava com os gritos de agonia dos homens que tentavam defender as suas famílias, morrendo com apenas um golpe dos homens-sombra.



- Isadora! – O rapaz berrava desesperadamente, pensando no destino de sua amada. Pensava que aqueles homens-sombra estavam presos fora das muralhas de Izlude, mas não. Eles haviam descoberto alguma forma de entrar, destruindo o exército por dentro.



 Desesperado, ele corria, dando as costas para seu amigo, que gritava por ele, o repreendendo. Após esse chamado, ele sentia uma pontada perfurar sua armadura, quebrando pelo menos duas de suas costelas. O grito de dor chamava a atenção de Samuel, que vendo a cena, berrava furioso, buscando justiça.

Um daqueles homens-sombra finalmente finalizava o louro ao perfurar ainda mais sua costela, de tal forma com que sua armadura fosse inútil, o abatendo como um porco. O rapaz tentara escapar do golpe, mas a cada tentativa, a lâmina parecia afundar ainda mais em seu corpo, finalmente atingindo um de seus pulmões. O inimigo retirava seu braço bruscamente, fazendo com que o sangue jorrasse do ferimento como uma cachoeira, sujando o lugar rapidamente de um vermelho gritante.


- Seu... Seu desgraçado! – Samuel gritava, correndo em direção do homem, preparado para finalizá-lo com um golpe certeiro com a sua pesada espada bastarda.


O homem se movimentava sutilmente, desviando perfeitamente do golpe ao se abaixar. Com o vacilo, Samuel parecia jogar todo o seu corpo pra frente, ficando incapacitado de executar outro movimento de defesa, fazendo assim com que o homem sombra  aproveitasse e o atingisse no estômago.  Aquela lâmina não parecia ser uma adaga qualquer. Havia perfurado a sua armadura... Com tanta facilidade.

O sangue rapidamente escorria por sua boca, o fazendo gemer de dor ao sentir a morte se aproximando. O grito das mulheres morrendo com golpes de espada, tendo suas gargantas cortadas, tendo seus filhos assassinados em sua frente... Aquilo parecia ser o hino, a canção que iria marcar a sua morte. Izlude estava destruída. Ele caía de joelhos, vendo o corpo de seu amigo tremendo, provavelmente sufocando no próprio sangue.

Ao olhar para o lado, podia ver o seu assassino. Um daqueles homens-sombra. Ele estava usando uma lâmina com uma espécie de bracelete, manchada com o sangue de diversos cidadãos de Izlude que morreram numa morte tão... Inapropriada. Tão suja.  


- Uma Katar...?- Ele se perguntava. Enquanto percebia que aqueles homens-sombra eram de... Um país aliado. Um país com uma aliança de décadas. Morroc.


Ele então tossia, já que o sangue parecia subir para a sua garganta. Ele parecia nem sentir mais dor, apenas amargura. Ver aqueles gritos. O calor do fogo. O enxofre. Imaginar o destino de... Percebia que Izlude já estava destruída. A famosa cidade-satélite sucumbira num ataque surpresa de traidores. Virava-se de lado, enquanto regurgitava uma enorme quantidade de sangue. Em meio de tanto caos, ele escutava o pequeno liquido vermelho pingando da Katar daquele homem sombra.

Fechava os olhos, rezando por sua amada. E então o silêncio predominava. Tudo havia acabado, era engolido pela escuridão.
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Re: Ragnarok

Mensagem por Snow Walker em Seg 17 Fev 2014 - 20:43

Foi uma longa jornada até este momento, implorando dia após dia pra você postar de uma vez esse capitulo e agora eu não sei bem o que comentar, acho que estou com um pouco de vergonha pelo agradecimento. Então não prometo um comentário muito grande e bem construído, mals aí. Cara, tu não sabe como é nostálgico ler essa sua fic, porque eu amava muito jogar Ragnarok há uns anos atrás e lendo isso me deu vontade de voltar a jogar. Tenho até hoje o CD de instalação que veio com uma Level Up <3

A narração está ótima e gostei da introdução do Samuel, acho que já repeti isso diversas vezes pra ti no skype. Porra, coitado do loirinho ali que mal fez nada durante a historia. Apareceu e logo morreu, mas do jeito que as coisas estão acho que veremos muito isso nessa historia. Curti demais o clima do capitulo, o desespero do Samuel durante o mesmo e a facilidade com que matou o personagem. Sério, muita gente tem medo de matar personagens e quando o faz querem algo tão épico que simplesmente esquecem toda a lógica, mas eu realmente gostei dessa morte. Foi tão... Natural, por assim dizer. Era meio obvio que ele morreria. Os Homem-Sombra são realmente inimigos incríveis, sério. Foi um bom Prologo pra historia.


Olha, cara. Eu realmente gostei e acompanharei, pois amo Ragnarok e aprecio sua escrita. Provavelmente não foi o melhor comentário que viu na sua vida, mas é o que tem pra hoje meu amigo, se contenta com saporra. E como é apenas o prólogo, não tenho muito o que dizer. Vlw flw <3
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Re: Ragnarok

Mensagem por 3DSFood em Sab 22 Fev 2014 - 11:52

Hm... O que dizer da fic?
Eu adorei a apresentação dos personagens, e fiquei meio bolado pelo loiro que morreu ;-; Essas descrições de morte me dão agonia SUHAHSAU
Achei bem inovador, o 'protagonista' por assim dizer morreu no prólogo cara, que louco xD. Achei esses vilões ai bem op, One hit K.O Mas isso ai mostrou que os personagens são seres humanos e não existe protagonismo que salve eles, ponto positivo.
Eu já disse que eu adoro sua escrita, né? Bem cara, curti o prólogo.
Espero por mais.
Falou õ/
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Re: Ragnarok

Mensagem por Rush em Sex 28 Mar 2014 - 19:13

@Snow Walker: Lindo. <3 Realmente, Ragnarok é um dos melhores - se não o melhor - RPG que eu já joguei. O jogo é meh, mas o universo é lindo demais. *-* Agradeço muito por ter vindo aqui comentar. Venha mais vezes <3

@3DSFood: Food lindo <3 Fico muito feliz que você tenha vindo aqui comentar. *-* Pois é, nessa fic NINGUÉM estará a salvo da morte. Foi extremamente baseado em GoT, morre quem vacila, vive quem sabe jogar. AEUHEU' Agradeço muito por ter vindo aqui comentar. Comente sempre <3


~>x<~


Sim, eu demorarei pra c@ralho pra postar cada capítulo, mas não irei desistir da fic. Muito obrigado pra quem estiver lendo isso. Você provavelmente é lindo pra c@ralho.


~>x<~







R A G N A R O K
 
Livro I
 Niilismo.
 
-Capítulo I-
 
"Nunca abata um cordeiro mostrando a arma que o assassinará. O medo estraga a carne, a deixa dura e tira o sabor. Não o assuste, não o deixe saber o que irá acontecer até acontecer." – August Reed, o Grand Chef, para Rei Tristan III, antes do ataque surpresa à Geffen, durante a queda dos necromantes.
 
 
 
Dia vinte quatro. Flechas Cruzadas, duzentos e noventa e quatro anos após o cometa rubro.
Prontera, a capital.
 


 
- Esses dois são os únicos... Os únicos sobreviventes? – Um homem de cabelos longos e louros perguntava, sentado numa cadeira, atrás de uma velha mesa de madeira maciça, coberta por livros e pergaminhos amarelados, escritos a uma caneta com bico de pena.
 
O cômodo era pequeno, porém, aconchegante. Possuía algumas tochas que o mantinham iluminado, mesmo que pouco, durante as noites. O chão era forrado com tapetes de couro, que também revestiam as paredes, mantendo o lugar aquecido até nos mais frios invernos.


Na única porta que dava acesso àquela sala, um homem alto de ombros largos, com o rosto comprido e barbudo, vestindo uma armadura prateada com adornos dourados junta de uma longa capa vermelha, estava parado, sem dizer nada. Ele carregava um pesado elmo de aço em seu braço direito, enquanto a mão esquerda ficava em suas costas, como sinal de respeito.


Ao seu lado, uma pequena criança de cabelos alaranjados, presos como um rabo de cavalo, não demonstrava nenhum sentimento. Apenas olhava com um olhar sério e penetrante nos olhos do louro, enquanto carregava um pequenino bebê em seus braços. Os poucos fios de cabelo que o menininho tinha, eram verdes.
 
- Sim, milorde. – Respondia o general.


 - Por favor, Ethos. Não precisa me chamar de “milorde” enquanto estamos a sós. Você não me deve respeito algum. – O homem sentado dizia, enquanto se levantava ao fechar um enorme livro de capa grossa de cima de sua mesa. Ele usava uma túnica branca, com detalhes vermelhos em suas mangas, ficando marrons da cintura para baixo. 


- D-Desculpe-me, Ceris. – O Lorde dizia se curvando, o que fazia o seu amigo rir.


- Hahaha. Ignore-o, menininha. – O homem de cabelos dourados respondia fazendo um sinal para ela se aproximar. – Muito obrigado, Ethos. O senhor pode se retirar agora. – Terminava de falar, sorrindo para o lorde.


- Sim, Milor- Ceris! – Se atrapalhava, ficando sem graça e logo se curvando mais uma vez, como se quisesse pedir desculpas. Ele então se virava fechando a porta do cômodo.
 
Ceris, o homem dos fios dourados, abria um sorriso simpático no rosto, não podendo evitar esconder a tristeza em seus olhos, sabendo que aquelas duas crianças, seriam as únicas sobreviventes de Izlude. Seus familiares, amigos, estavam todos mortos.
 
- Qual é o seu nome, menininha? E do seu irmãozinho? – Ele perguntava, se curvando um pouco para ficar com a mesma altura da garota.


-... – Ela continuava com a mesma expressão séria no rosto, como se não sentisse nada. Parecia insegura, mesmo não entendendo a gravidade da situação. Talvez, só estivesse nervosa em relação às novas pessoas que estava conhecendo.


- Não se acanhe. – Ceris continuava com o sorriso bobo em seu rosto, transmitindo a simpatia de seu ser para todo o ambiente. – Eu sou Ceris, o Sumo-Sacerdote da catedral de Prontera. A maioria me chama de Milorde, mas eu realmente não me importo com isso. Sou um ser humano, como qualquer um. – Terminava com o mesmo sorriso.
 
Desta vez, o que contagiava o cômodo, era o silêncio que a pequena menina trazia. Não dizia ou fazia nenhum barulho. Ficava imóvel enquanto o pequenino bebê se mexia em seus braços, bocejando um pouco.


O louro lentamente desmanchava o seu sorriso, onde apenas o seu olhar triste predominava em seu rosto, levantando logo em seguida. Entendendo a razão a qual aquela garota se afundava no silêncio e isolação, o trauma de ver seus familiares e vizinhos sendo aniquilados por aqueles homens-sombra.


Ele preferia não perturbar a pequena garota, se virando lentamente para pegar algo que pudesse entretê-la durante a pequena passagem de tempo naquela catedral, como algum livro de histórias na gigantesca estante de livros atrás de sua mesa. Após uma pequena procura, ele retirava um livro grande, onde um Hatii – um lobo feito de lascas de gelo pontiagudas – estava estampado na capa.
 
- M-Meu nome é Tsuki. – A menina de cabelos alaranjados dizia. Como se ela mesma estivesse assustada com o fato de ter falado. Ceris ficou surpreso na hora, abrindo novamente aquele sorriso bobo e simpático em seu rosto, enquanto carregava o livro para a menininha. – Este não é meu irmão. Ele é o neném dos meus vizinhos, os senhores Nikimura. O nome dele é Seth.


- Seu vizinho? – O Sumo-Sacerdote perguntava, se apoiando em seu joelho para novamente ficar na mesma altura de Tsuki.
 
A garotinha apenas acenava com a cabeça, sem dizer mais nada. Ceris se levantava. Não podia esconder aquela carga de sentimentos melancólicos que escorriam por seu corpo, os calafrios que sentia em sua espinha. Lágrimas enchiam seus olhos azuis, mas não chegavam a ser derramadas. Ele apenas engolia seco, vendo no que aquela menininha teria passado para sobreviver e salvar a vida de Seth, o pequeno neném de seus vizinhos.
 






 
Dia quinze. Almas de Sangue, Trezentos e sete anos após o cometa rubro.
Sul de Lutie, a cidade de gelo.
 
 
Cavalgavam contra o vento frio com dificuldades, em cima de seus cavalos. Era um grupo pequeno, seis cavaleiros vestidos de branco. Mesmo com a fúria da nevasca, os bravos cavaleiros não paravam um minuto sequer. Estavam destemidos a acabar com aquela missão.
 
- Capitão Cold! Não sei se o cavalo aguenta! – Um dos cavaleiros gritava o mais alto que podia, e mesmo assim, era difícil de ouvir, já que o som da forte nevasca cobria qualquer outro. Ele era o único que não vestia elmo algum. Seus cabelos eram brancos, e eram levados com os fortes ataques de ventania.
- A velha Miranda aguenta muito mais do que essa simples garoa de granizo, seu sedentário de merda! – O homem que os guiava gritava, após soltar uma longa gargalhada. Este, que era o líder do grupo, vestia uma pesada armadura branca com detalhes vermelhos, assim como sua longa capa de ceda, que parecia que iria se soltar de seus trajes graças aquele vento absurdamente forte. – Aguente ai, Snow! Você está ficando para trás!
 
Miranda parecia relinchar, lutando para não seguir o caminho que percorriam. Até um momento, em que ela parava de vez, levantando ambas as patas dianteiras e soltando um longo relincho, se recusando a dar mais um passo naquela direção.
 
- Mas que diabos, Snow?! – Capitão Cold perguntava, mandando o seu enorme cavalo branco parar por um momento para ver o que estava acontecendo. Os outros quatro cavaleiros, que andavam em uma única fileira, também paravam em consequência.
- A Miranda não quer mais continuar! – Ele gritava, enquanto se protegia da neve com seu braço esquerdo, com os olhos quase fechados.
- Mas que porra, Snow! – Um dos cavaleiros respondia, raivosamente. – Estamos quase chegando em Lutie! Cavalgamos três dias e duas noites! – Ele completava.
- Não é a minha culpa, Pentos. – Snow rebatia, se defendendo. Ele tinha dificuldades em controlar a égua, que estava querendo dar meia volta e seguir o caminho oposto.
- Controle a sua mãe, seu filho da égua! – O Capitão Cold brincava, enquanto um pingo de frustração subia em sua mente, impaciente com aquela situação. – Estamos a quatro ou seis horas de Lutie! Vamos logo! Não vou aguentar ficar mais um dia sem a boca de uma mulher no meu pau!
 
Tais palavras arrancavam risadas dos quatro cavaleiros, enquanto Snow ficava preocupado. Ele podia sentir o medo de Miranda. Sabia que havia algo de errado, mas porque só ela? Os cavalos dos demais pareciam estar tranquilos, seguindo o caminho normalmente.
Então, antes que o seu capitão pudesse dizer mais uma palavra, um longo e tenebroso uivo era escutado, num som crescente e distante, que parecia deixar a nevasca mais fraca, sendo possível ver um pouco mais além do horizonte.
Aquele uivo fazia Capitão Cold rapidamente desviar o seu olhar para a sua rota original, enquanto sentia o vento que batia em seu rosto diminuir gradualmente. Naquele momento, o uivo era mais uma vez escutado, num tom bem maior, já que a nevasca diminuía bastante.
 
- Merda! Vamos seus porcos sedentários, corram de volta para o Castelo de Gelo! – Cold berrava desesperado, batendo no seu cavalo branco com seu arreio, fazendo-o relinchar e cavalgar rapidamente na direção oposta de onde iam.
- Mas Capitão!  - Pentos se questionava, sendo o único que não cavalgava imediatamente.
 
O Cavaleiro olhava no seu destino original, já que a nevasca havia cessado. No horizonte, ele podia ver uma figura que o atormentou. No alto de uma colina de neve, uma criatura quadrúpede cheia de espinhos olhava em direção dos cavaleiros. Era um lobo que não parecia uivar mais, e sim os observava atentamente.
 
- Capitão! – Pentos gritava ainda parado em cima de seu cavalo. Quando ele olha para trás, via os seus companheiros cavalgando o mais rápido que podiam, já que escutaram e obedeceram ao aviso de seu superior imediatamente. – Merda... – Ele suspirava, voltando a observar o horizonte.
 
A visão não fora nada agradável. A cena que observava fazia o seu coração pulsar fortemente em seu peito, a ponto de pensar que o órgão iria pular para fora de sua garganta. Sentia uma enorme vontade de vomitar, enquanto suas mãos e pernas tremiam mais do que tremiam com o frio.
Ele via o enorme lobo correndo colina abaixo, numa velocidade incrível, já que surpreendentemente o alcançava, mostrando que o seu tamanho era até mais colossal do que imaginava.
 
- Merda! – Pentos gritava, antes de sentir o enorme impacto do corpo do lobo de gelo colidindo com o seu, fazendo com que o seu cavalo berrasse de dor. Sabia que por causa daquele impacto, teria quebrado no mínimo uma perna e duas costelas.
Snow ficava olhando para trás, tentando ver se Pentos havia alcançado o grupo. Ele então começava a escutar gritos desesperados de dor e agonia. O que o fazia fechar os olhos com força, tentando não ouvir e esquecer aquilo. Após um pequenino momento, os gritos cessavam.
 
- C-Capitão! – Um dos cavaleiros se pronunciava. – Do que estamos fugindo?!
- Cale a boca, Reynard! – Cold o respondia, sem olhar para trás. – Hatiis, não são conhecidos por sua piedade diante suas presas.
 
Snow estava calado, arregalando os olhos ao ouvir a palavra “Hatii”. Ele então olhava para trás mais uma vez, querendo ver se estava seguro, já que o lobo provavelmente se alimentava do corpo de Pentos.
Ao virar o rosto, ele observava um vulto esbranquiçado pulando em sua direção. Ele rapidamente se assustava, e por reflexo se virava, e pulava de Miranda, que era atingida pelo ataque do Hatii. Ela gritava, mas morria imediatamente, já que o enorme peso lobo de gelo esmagava as suas costelas e quebrada a sua coluna.
Por estar em alta velocidade, Snow caía na neve bruscamente, a ponto de rolar alguns poucos metros até parar imediatamente. Ele também gritava de dor, já que o Hatii havia atingido o seu rosto com a sua pesada cauda.
 
- Capitão! – Ele gemia o mais alto que podia. Não conseguia pensar direito, estava tudo girando em sua volta. Seu olho direito ardia muito. Sentia seu rosto estar molhado com um liquido quente, que era diferente da neve. Pressionava a sua mão contra o seu olho direito, sentindo uma enorme dor.
 
Ao retirar ambas as mãos de seu rosto, ele se assustava com a enorme quantidade de sangue que banhava o seu corpo. Por estar ofegante, sentia o gosto entrar em sua boca, fazendo-o cuspir imediatamente. Logo, o grito de seus companheiros e cavalos gritando era escutado, resultando em Snow tentar se levantar com todas as suas forças, para lutar por seus amigos.
 
- Capitão Cold! – Ele gritava, mal conseguindo andar. Estava muito tonto, não conseguia abrir o seu olho direito, o que lhe causava muita aflição. Temia que o sangue tivesse entrado nele e pudesse prejudica-lo, ou coisa do tipo. Mal podia caminhar, caindo de bruços na neve, ainda ofegante.
 
Sentia o gelo da neve em seu rosto, mas já estava acostumado. Era até relaxante ficar deitado depois de tantas horas cavalgando sem parar. Aquela pancada na cabeça teria sido muito forte, já tinha perdido todas as suas forças.
Logo, percebia a nevasca voltando aos poucos, com a neve que voltava a cair dos céus. Aquilo teria acabado? Cold e seus companheiros estariam a salvo? Ele se rastejava lentamente, enquanto a neve cobria aos poucos o seu corpo. Miranda estava morta. Pentos estava morto. Era muita coisa a ser processada em sua cabeça.
Não demorou muito até perder totalmente as suas forças, fazendo com que ele desmaiasse no meio de tanta neve, enquanto flocos cristalinos caindo sobre o seu corpo, o cobrindo por completo.

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Re: Ragnarok

Mensagem por Micro em Seg 31 Mar 2014 - 13:20

ADOREI A FORMATAÇÃO. MEU DEUS QUE LINDO.

Não tou muito fã esses dias de aventuras mágicas mirabolantes, mas tá tão bonito que eu tive que comentar.

Eu não entendo muito de Ragnarok (na verdade não sei nada xis dê) mas tá dando pra entender maisoumenos o desenrolar da história.

Sua descrição é impecável, não preciso falar mais nada. Podia só dar uma justificada no texto, isso me incomoda um pouco.

É isso, bjos.
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Re: Ragnarok

Mensagem por Matheus em Qua 9 Abr 2014 - 15:42

E aí Rush, cara parabéns eu esqueci totalmente que era uma fic de Ragna e me lembrou muito a escrita de Martin. Sou seu fan, você escreve bem e isso incentiva o leitor a continuar, muito legal. Eu jogava Ragna, pena que o jogo perdeu o seu verdadeiro foco que era entreter os jogadores e passou a cobrar por coisas fúteis. Eu tinha Arcano, Feiticeiro, Guardião Real, Cavaleiro Rúnico que é meu personagem favorito, Taekwon, Sentinela, Bioquímico e Shura, eu era muitas viciado em Ragna. É um dos melhores jogos que pude jogar. Além de outros que fizeram parte da minha infância da empresa level up. Eu gostava muito da galera que se reunia para interpretar o personagem, isso era muito gratificante no jogo. Enfim ganhou um leitor, na verdade eu acomponho a fic do Kyle que é muito boa, Seth é o meu personagem favorito da fic, estou gostando do Dudrio por causa dele, nunca antes havia gostado desse pokémon achava estranho, mas agora é um dos meus favoritos de Kanto, perdendo o lugar para o Pidgey, Ace é muito bacana Very Happy Estou no 7 capítulo, por tal motivo ainda não postei lá, mas logo haverá resposta na fic pokémon. E tu muito criativo, muito bom. Enfim desculpe qualquer coisa e uma ótima sorte com as duas fics.

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Re: Ragnarok

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