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Entrevista com o Vampiro #2: Quase Modernista: Poemas e só. (Brag/Diamandis) Pikalove

Entrevista com o Vampiro #2: Quase Modernista: Poemas e só. (Brag/Diamandis)

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Mensagem por Caio. em Dom 2 Fev 2014 - 15:07



Quase Modernista: Poemas e só.


The Love Club, por Lorde.


Bragato: E aí, quer fazer agora?
Entrevistador: Sim, por que não? Se quiser, claro.
Bragato: Então começa aí, entrevistador.

E: Quais são os textos de sua autoria favoritos?

Brag: Geralmente, eu não consigo definir quais são meus preferidos, até porque a hype é sempre maior em cima daquele texto quentinho que você acabou de fazer, não vou usar o clichê de "É que nem filho, não tem preferido", então eu diria que gosto muito de Estrela e Excerto Terápico: Meus fantasmas, Minhas escusas.

E: E o que o Excerto representou para você, exatamente?

Brag: Bem, eu tinha passado por um momento de rememoração de fatos muito tristes enquanto fazíamos uma espécie de dinâmica na escola, aí, eu que tenho coração mole, comecei a chorar e uma amiga segurou minha mão muito forte e não largou enquanto aquilo não acabou.

Naquele momento eu sabia que de alguma forma tinha que pedir desculpas ao mundo por chorar por algo que não vale a pena propriamente.

E também foi minha forma de agradecer pelo ato.

E: Por que acha que memórias não valem lágrimas? Afinal, elas, como as lágrimas, surgem e já vão indo...

Brag: Não é o fato da memória em si, mas a situação às vezes exigiu algo de mim para o qual eu não estava pronto. As lágrimas de fato não são por conta do "momento triste", mas sim do meu acovardamento diante do momento.

Sabe, se sentir pequeno em relação ao mundo?

E: É, sei como é isso. Mas no fim, acho que, pior que lágrimas, é não esboçar reação a nada e aí virar uma casca fria, caindo, caindo... É um negócio meio psicodélico demais. Sobre Estrela, alguma relação com a do Gui?

Brag: Na verdade, não. Estrela surgiu de um trechinho que li em algum lugar que fazia uma analogia entre o brilho das estrelas com a raça humana. Era algo como "Nós humanos somos como estrelas, umas brilham de mais outras de menos, mas todas têm o mesmo direito de brilhar." Em cima desse trechinho eu enriqueci a ideia e saiu o poema que com certeza é meu preferido.

E: Ah, isso explica o último verso e a última estrofe em si. De toda forma, você acabou falando de liberdade, no fim. Tinha parado para pensar nisso quando o fez?

Brag: Sim, meus poemas sempre têm alguma mensagem ou alerta, não digo subliminarmente, mas implícito. E eu gosto do tema "liberdade", pois em si é agradável escrever sobre e é um tema que rende muitas situações (textos/debates/conflitos) ultimamente.

E: Por falar em tema para escrever, já parou para pensar que, no seu último texto, ao dizer que o cronista ao não encontrar uma cena escreve sobre sua própria "...incapacidade, desinspiração e, até mesmo, sobre a própria palavra...", você acaba virando um narrador-personagem? Afinal, ele fala justamente sobre o que falar, não é mesmo?

Brag: Com certeza é um lado interessante de se analisar e que, pra falar a verdade, não havia analisado.

E: Por isso eu digo, aquele teu texto transcende a metafísica, é palpável, sólido, ao mesmo tempo que não é. Chamaria-o comicamente de inception.

Brag: Bom trocadilho, de qualquer forma, naquela minicrônica eu queria consolidar o cronista como atuante de um roteiro emprestado da vida, mas, de certa forma, você está certo. Quase todo cronista faz parte de sua própria crônica, sendo ouvinte ou observador ou até mesmo personagem.

E: Realmente e, aliás, para escrever teus textos, você sempre espera a "cena" ocorrer?

Brag: Com o tempo eu adaptei meus olhos para olhos de escritor. Escrevi sobre isso em "Laço de Fita". Hoje em dia, olho o mundo em busca de alguma cena que valha a pena um comentário ou texto e não espero a cena ocorrer. Ela ocorre naturalmente, o que realmente é uma interação entre mim e ela.

E: Atribui a isso a espontaneidade dos teus textos?

Brag: Acho que conta um pouco sim, não escrevo nada que seja "artificial". Para artificial, digo inventado. Sempre procuro uma inspiração externa para os textos.

E: Compreendo. Well, eu ia falar do Laço mas tu já adiantou. Ele de certa forma não seria um excerto terápico?

Brag: Seria um encerramento dos três, porém não tão profundo quanto. Quis escrever um pouco sobre minhas particularidades. Não sei se já repararam, mas minha galeria de one-shots às vezes segue uma série, como foi o "Excertos Terápicos".

Essa em particular, não é um alívio ou "bota-fora" como foram os outros dois. É mais suave, sublime.

E: Sim, realmente o é. É engraçado, porque você disse que não é profundo, mas a simplicidade dela, para mim, traz profundidade. Eu realmente fico imaginando cada vida, cada pequeno espaço, cada situação que ocorre ao redor. Foi como você disse no texto. Talvez ele realmente não seja profundo, mas dá asas ao oculto.

Brag: Gostei de como dimensionou, completaria dizendo que ele é uma portinha de entrada para minha vida. Nunca falei sobre particularidades antes dele, como o fato de eu ser daltônico.

E: É, eu por exemplo não sabia. Esse fato te influenciou na escrita de alguma forma?

Brag: Não muito, mas às vezes gosto de importar meu daltonismo pra escrita e transformar subjetividade em outras. Não sei se fui claro, mas é algo assim.

E: Eu não entendi muito bem, poderia explicar novamente?

Brag: Bem, vou parafrasear Carlos Drummond: "O poeta é quem veste as palavras". Eu gosto de transformar significados em outros. Uma dança com expressões, entendeu?

E: Ah sim, compreendo perfeitamente. Fazer esse tipo de coisa é sempre interessante. Retomando... Se o primeiro excerto é você pedindo desculpas e o último é você "encontrado", o segundo seria você se buscando?

Brag: O segundo é mais profundo que o primeiro, mas pequei em organizar as ideias. Gosto de classificar como uma transição ou autoafirmação. Sabe, aquela fase da vida "poxa, posso ser melhor do que isso". Esse excerto reflete bem essa frase.

E: Sim, sei como é. Então... Ao mudar para o oeste e fugir do sol que nascia a leste, queria alcançar seu melhor e fugir do passado, do que era ruim?

Brag: Sim, é uma metáfora do passado. Meu passado seria o leste e o este é o que me aguarda. Atualmente estou muito feliz entre eles.

E: Hehe. E Lolita? Representa uma paixão mundana, passageira, etc? Resumindo, é uma simples [palavra censurada] e um cara apaixonado, no tesão do momento?

Brag: Eu tava muito na vibe de ter acabado Lolita (Vladimir Nabokov) e tava ouvindo muito Lana Del Rey. Misturei o contexto e erotismo um pouco e saiu aquele curta, que originalmente era uma proposta de fic.

E: Teria sido interessante, não acha?

Brag: Quem sabe? Eu tenho um problema crônico de nunca acabar uma fic.

E: Vish, nem fala.

Brag: Mas talvez veremos "Lolita" soon1.

E: Estarei no aguardo. Uma das últimas suas que eu queria comentar é a Sinestesia Cinza. Acha que ela se assemelha ao seu último curta, o do cronista?

Brag: Ambos tem um toquezinho de meta linguagem e se assemelham bastante. Até certo ponto se completam, porque a miniacrônica expede o texto e Sinestesia mostra como é a recepção.

deságua em letras sórdidas
deságua sobre essa gente


Nesse trecho precisamente.

E: Eu achei o Sinestesia mais poético, principalmente no seu início. É sempre assim, sempre. Não sei com você, como é?

Brag: Bem, eu gosto de vislumbrar antes de trazer com um certo choque o final. Espero que você tenha sempre a sensação de "que contexto maravilhoso" e, no fim, "que [palavra censurada] final, contrastando com o início". Esse é meio que meu estilo.

E: É, parando para analisar, realmente. Essa é a maneira que é, hehe. Brags, fala-me mais do que é a literatura para você, a estética poética, a falta de estética poética, a poesia simples e pura etc.

Brag: Bem, eu gosto de dizer que literatura é essencial para mim. Adoro estudar sobre, adoro ler, adoro comentar e, claro, adoro escrever.

Sobre a poesia, o nome da minha galeria é bem sugestivo. Eu acho que devemos escrever independente da estética e da forma. Apenas escreva. Quando sentir que deve fazer um soneto, faça-o. Quando sentir que deve rimar, rime-o, mas escreva sempre. Essa é minha filosofia.

E: Muito bonita, me lembra A Sociedade dos Poetas Mortos2.

Brag: Tenho que ler/ver, por falar nisso. Aliás, isso é uma das coisas que eu tinha em mente para encerrar. Gosto de transitar entre as artes, seja um quadro ou uma sign, uma música ou um filme. No final, sintetizo todas essas fontes em texto. Acho que não devemos nos prender a uma única arte absoluta. Sejam livres.

E: Enfim. Você acha que, ao terminar cada texto seu, você consegue atingir seus objetivos?

Brag: Com certeza. Escrever é minha maneira de pedir desculpas ao mundo e dizer que eu o amo também.

E: Bem, vamos agora às perguntas genéricas que eu faço a todos os entrevistados. Acredito que a resposta de algumas já tenha ficado clara, mas vamos lá, de toda forma.

1. Qual é seu texto favorito? Por quê?
2. Qual foi o texto mais marcante para você? Por quê?
3. Você costuma se inspirar em músicas para escrever? Quais?
4. Houve algum texto que não gostou? Por quê?

Brag: 1 - Estrela, acho o texto mais simbólico e que reflete bem a sociedade.

2 - Partis Homines, foi o primeiro que mostrei para a minha família, antes tinha vergonha de meus poemas e das reações das pessoas ao meu redor, mas recebi bons elogios e perdi esse medo.

3 - Só escrevo ouvindo música, ultimamente tem sido muito Lorde, Lana DeL Ray, Robyn e a sempre amada Marina & The Diamonds.

4 - Os que eu não gosto geralmente rasgo e nem publico, mas claro que já fiz muitos textos que não gostei e os refiz depois, Partis Homines é um exemplo.

E: Ok, perfeito. Vamos para as últimas perguntas. Você gostaria de ter sido perguntado alguma coisa a mais? O quê? Como responderia?

Brag: Acho que foi excelente, na verdade estou exaurido de falar tanto sobre mim. Bom trabalho.

E: Obrigado. Última pergunta. Algo mais a ser dito sobre ti, sobre teus textos, sobre qualquer coisa que quiser?

Brag: Tenho sim, meu autor favorito é Carlos Drummond de Andrade. Ele é meio a razão de eu ter começado a escrever. E no mais, gostaria de falar que eu tenho uma enorme dificuldade em manter as coisas na minha vida. Escrever acabou se incorporando. Para esses que sentem dificuldade em encontrar seu "hobby pra vida inteira", não hesitem em procurar. Só não se tornem adultos desinteressantes e desimportantes. É isso.

E: Bela mensagem. Enfim, obrigado Brags.

Brag: Nada, prazer foi meu.




Gostaria de agradecer bastante ao Brags, por ter sido muito legal durante a entrevista e por ter parado só para isso. Valeu mesmo, cara.
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Mensagem por Umbreon_NICE em Dom 2 Fev 2014 - 15:44

Entrevista legals, sempre curti os poemas e curtas do Brags,
é interessante ver o que se passa na cabeça dele

brags escreveu:Eu gosto de transformar significados em outros. Uma dança com expressões

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Mensagem por Diamandis em Dom 2 Fev 2014 - 19:59

Foi um prazer, Perry, espero que seja útil para outros leitores
e continue com sua inciativa.
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Mensagem por Mag em Sex 28 Fev 2014 - 19:16

Poxa, sinto muito só vir ler hoje. Mas no mais, gostei bastante da entrevista, amo diversos textos do brags e acho que a gente ainda vai ler muita coisa boa vinda dele.
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