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TRILUX

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TRILUX

Mensagem por Umbreon_NICE em Dom 29 Dez 2013 - 19:42

Notas Do Autor escreveu:Oh, esse vai ser um diabo. Vai ser um grande projeto, e bem longo, provavelmente, e acho que cada capítulo vai contar cada versão de cada personagem, pra não alongar muito o tópico. Vai ter coisas de universos diferentes, monstros esquisitos, e etc. Espero que gostem e aprecie, pois esse prólogo foi bem "hard" de se fazer. Criar cada elemento da história, cada personagem, e agora que comecei a escrever esse projeto. Espero que gostem.



Prólogo


Meu Deus, estou muito nervoso, e um pouco atrasado. Havia acordado tarde naquele dia estranho, e um congestionamento mais estranho ainda, em uma cidade tão rápida e fluída como aquela que viviam. Não haviam muitos registros de crimes, somente os de violência levada pelo preconceito, essa doença era levada até hoje, no ano de 2027. Muitas coisas haviam evoluído na Terra, aparelhos eletrodomésticos, internet ilimitada para muitas pessoas de vários países – não todos os países pois em certos lugares, a internet havia chegado do nada, lugares do mundo em que a informação era pouca, e a saúde menos ainda. AIDS, Câncer, e pessoas ruins são as piores doenças que habitam o mundo até hoje, não importa quantos remédios sejam criados, quantos anos o mundo passe, esses três malefícios da humanidade ainda estão pregados nas pessoas. Todavia, por mais que existam malefícios, existem pessoas que criam empresas, e essas empresas se tornam gigantes, uma delas é a empresa em que eu trabalho a TRILUX.

Ah, por onde começar, a TRILUX é uma grande empresa, com sedes em várias partes do mundo, sendo a principal aqui, na Inglaterra. Ela faz experiências que curam as doenças do mundo, e por mais incrível que pareça, todas as curas que os pesquisadores dessa companhia criaram, funcionaram. Dengue, Tétano, Sífilis, são uma das poucas doenças, sejam elas passadas pelo sexo, por mosquito, ou pelo ambiente, a TRILUX consegui criar cura para a maioria delas, faltavam muitas poucas doenças, que logo iriam sumir, pois os pesquisadores da empresa nunca param, sempre os mais inteligentes, astutos e certos pesquisadores. Formados nas melhores universidades, com as melhores notas, as pessoas do mundo começavam a dizer que abençoadas seriam as pessoas que de algum modo, trabalhassem na TRILUX, e cá estou eu. No primeiro dia de emprego como Auxiliar de Pesquisa, estou pondo meu jaleco e procurando meus utensílios na Sala do Doutor Edgar, cujo eu deveria ajudar – uma sala nem tão grande, nem tão pequena, em um canto dela havia um jardim com luz artificial, que faziam as plantas exercer a fotossíntese normalmente, como se fosse a luz do sol, havia uma mesa e uma cadeira de escritório, uma papelada, umas duas poltronas estofadas e um armário de metal, com algumas partes de vidro, com vários remédio e utensílios médicos lá dentro. Era uma sala bem cuidada e limpa, toda branca, por mais que no teto seja um branco com tonalidade mais escura, e a tonalidade das paredes mude de uma para a outra – mas agora, precisava correr contra o tempo, e chegar ao momento da experiência, que era a mais importante na história da TRILUX, ouvi falar que haveria vários jornalistas para assistir e fazer matérias sobre como uma empresa que começou tão pequena, ajudando os pobres a melhorar de doenças como gripe e entre outras, conseguiu chegar na cura da AIDS e do Câncer ao mesmo tempo. E eu iria participar de todo esse processo grandioso, mal podia acreditar.

Corri pelo corredor que tinha os mesmos padrões da sala do Pesquisador Edgar, paredes com tons de branco diferentes, e no teto havia lâmpadas que mantinham uma agradável temperatura ambiente, nem muito quente, nem muito frio, independente da temperatura do lado de fora da empresa, que as vezes era muito fria mesmo. Olhei para o meu relógio de pulso, que marcavam exatamente nove e meia, sendo que eu deveria estar lá as nove e vinte, corri mais ainda, cansado e quase sem fôlego, consegui pegar um elevador, mas não sabia se ele ia para cima ou para baixo. Havia umas três pessoas lá, duas delas aparentavam estar correndo contra o tempo, como eu, a outra parecia ser uma secretária de algum departamento, calma, e levando alguns papéis para algum Pesquisador assinar. Não demorou muito para que o elevador chegasse ao andar que eu queria, e então andei com passos rápidos, e com o fôlego recuperado, entrei na Sala de Experiências N° 03, as outras Salas de Experiências haviam sido fechadas, pois algum acidente havia acontecido em alguma experiência tendo como meta, Câncer e AIDS, mas dessa vez, a Vice-Diretora Ananda, garantiu a todos que a experiência aconteceria com êxito. A Sala de Experiências não era, de certo modo, uma sala normal, pois era muito grande, provavelmente, tomava todo o andar, e parecia mais um Bioma de floresta. Tinha muitas árvores lá, grandes, pequenas, de pequenas, de folhas menores ainda, formigas também, rastejando pelo chão de areia, mas em meio esse habitat, havia algo que seria como uma ponte, que cortava a mata ao meio – essa ponte era toda pintada em um branco reluzente, e ficavam alguns centímetros acima do chão, para não tocá-lo e não haver interação pessoas com bioma. A resposta da empresa para a imprensa, que considerava do bioma tão realista que chega copiar a realidade, como a salvação do planeta, era que aquilo era uma experiência que ajudava em outras experiências, para a criação da cura de doenças, e nada mais do que isso. Alguns loucos por teorias conspiratórias achavam que o bioma era algo usado para criar uma ligação com outro mundo, um Mundo Paralelo a realidade em que vivemos, e daí, a TRILUX conseguiria retirar tantas curas para todas as doenças atuais. Mas claro, essa é uma teoria tão sem nexo, tão idiota, que o diretor e a vice-diretora da empresa simplesmente deixaram as teorias surgir, dizendo que até mesmo um simples animal saberia que essa é uma teoria falha e idiota, junto também, catalogando essa pessoa e impedindo que ela consumisse produtos da empresa, provavelmente, morrendo bem mais cedo que o de costume.

Continuei andando, até chegar no Centro da Sala, onde se encontrava uma esfera, cujo me informaram dizendo que era o Núcleo NEXUS, algo que estava presente em todas as experiências da empresa. Na sala também estavam o meu professor e pesquisador, Edgar White; – alto, tinha um cabelo bagunçado e preto, que ia até o ombro, seu rosto era fechado e melancólico, acompanhado de um olhar vago e autoritário – Matteus B.; – era uns cinco ou sete centímetros menor que Edgar, engraçado e possuía feições parecidas com a de White, porém, tinha uma expressão de graça, e vivia soltando gracejos para as funcionarias da empresa, e era Chefe de Segurança – estavam também, Ingred White, irmã mais nova de Edgar – baixinha e bem mais branca que o irmão, tinha um rosto bem feminino e delicado –; e a Vice-Diretora Ananda – alta, tinha longos cabelos pretos e usava uma roupa formal, tinha um rosto largo e era só isso que eu podia ver dela, pois rapidamente sua voz autoritária se dirigiu a mim.

- Walter, espero que saiba que se não se sair bem nisso, esse vai ser seu último e primeiro dia na TRILUX. – Sua voz era bonita, mas ainda mantinha seu tom de Vice-Diretora.

Concordei com um acenando a cabeça, e me dirigi para uma salinha que ficava no canto do bioma, era uma sala de tamanho médio, e junto comigo, os outros quatro que estavam no núcleo me acompanharam, Matteus estava rindo e falando alguma coisa para Edgar, que por mais que tivesse uma cara fechada, soltou um risinho abafado e dirigiu um olhar para mim. Eu era novato, e no primeiro dia falhei com meu chefe. Abri a porta da salinha e esperei o resto de pessoal entrar, os quatro ficaram olhando o NEXUS pelo vidro, alguns mais atentamente que os outros, a Vice-Diretora batia o dedo indicador na Mesa de Controle, apressada e sem paciência, provavelmente estava quase pra me chutar pra fora do prédio, então comecei o que tinha que fazer, só que mais rápido, apertei alguns botões e fiz uma contagem regressiva. Cinco...quatro...três...dois...um... e começou.

Ingred enrolou sua mão nas mãos de Edgar e Matteus, sua expressão era de medo, mas medo de quê? Iria tudo bem, se não eu iria pagar as despesas com a minha alma, provavelmente. Não demorou muito para o NEXUS começar a brilhar, forte e amarelo. Não tão amarelo, mas era um verde amarelado, ou algo assim, e como brilhava. Os olhos de todos estavam apreensivos pelo o que iria acontecer, menos eu, que tentava estar tranqüilo o máximo possível para passar confiança, e conquistar o que restava do meu emprego. Mas esse, possivelmente, foi um erro que mudou a minha vida, a vida do Planeta Terra, e a vida em todo o Universo.

As garras de aço do NEXUS se expandiram, e lasers saiam do teto e das paredes, fazendo a esfera brilhante flutuar e emanar uma energia muito forte, fazia as folhas das árvores balançarem, e podia sentir o vidro da salinha resistindo ao impacto do vento que era feito dentro do bioma, era algo inacreditavelmente lindo. A esfera de energia começou a expandir uma aura, de cor verde amarelada, que se expandia lentamente. Todos estavam tensos, então a Vice-Diretora virou para mim, e lançou um olhar forte e destrutivo, provavelmente estava me xingando em sua cabeça. Veio até a Mesa de Controle, me empurrou na porta e ficou apertando alguns botões, Edgar, Ingred e Matteus estavam nervosos e provavelmente nenhum gracejo resolveria os problemas agora.

- Atenção, todos do prédio-sede TRILUX, evacuem o prédio agora. –Ananda falava em um microfone que ficava do lado de duas linhas verticais de botões azuis e uma alavanca escrita “Push for defense”. – Repito, todos evacuem o...

E explodiu. Eu não pude ver muita coisa, mas o que vi, nunca mais poderia esquecer. A aura se expandiu, expandiu, expandiu, e então, a NEXUS a sugou para dentro de si. Demoraram alguns segundos, sete ou dez, para a esfera brilhante perder a cor e ficar preta, e então, expandiu de volta de uma só vez, a Vice-Diretora desceu a alavanca, mas a defesa não foi o suficiente, e foi muito rápido, como um tiro saindo de uma arma. O preto da esfera engoliu toda a sala, e depois, todo o andar, e então, todo o prédio da empresa, que causou uma explosão que poderia ser vista em quilômetros de distancia, contudo, essa detonação não colocou a empresa abaixo, só destruiu tudo o que era de vidro, e retirou toda a energia. Uma raio de luz escuro cortou o céu, e transformou parte dele em nuvens escuras. Era o inicio do fim.

Já dentro do bioma, eu me encontrei caído no chão, com a porta por cima de mim. Estava fraco, e tonto, por isso tirei a porta lentamente, mas não conseguia, pois havia algo mais pesado sobre ela, algo como uma pedra sobre algum pilar inclinado de forma que impediu que me rocha esmagasse, então rastejei até uma pequena abertura, mas pequena o suficiente para eu poder passar sobre ela, e vi, vi o que nunca queria ter visto. O que eu vi, fui eu que fiz, e mais ninguém. As teorias estavam certas, meu deus, como fui tolo. Agora eles caminhavam lentamente para me pegar, eram meio verdes, pelo seu andar se podia saber que eram feitos de aço, e suas mãos, eram como a parte afiada de uma tesoura. Suas cabeças tinham algo parecido com pequenos chifres com as pontas pretas, suas cabeças tinham a forma de uma pata de cachorro, ou algo assim, só que verdes, com pintinhas vermelhas, e olhos mais vermelhos ainda, e pequenos. Nas costas, tinham coisas que se semelhavam com asas de libélulas, finas e transparentes, mostrando apenas pequenas veias verdes. Em si, ele era muito horrível, e fazia um chiado incompreensível. Voltei alguns passos, com cautela. A primeira coisa que eu faria seria chamar os seguranças para dar um fim nessa coisa, e então, mais uma polêmica da TRILUX seria esquecida, mas isso era real. As teorias eram reais, e era tarde de mais para pedir ajuda.

Eu senti uma garra, que parecia uma tesoura, passar por dentro de mim. Vi sangue sair do meu corpo, e aquela garra grotesca se alojando dentro do meu corpo. Essas foram às últimas memórias que eu tive, o mundo ficou escuro, e mais escuro, até que se apagou, e o que eu pude ouvir foram outros chiados diferentes, e senti que a culpa da destruição do mundo, seria minha.  
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Re: TRILUX

Mensagem por Caio. em Seg 30 Dez 2013 - 0:07

Olha Umb, eu não curti o início. Parecia a propaganda de uma empresa. E slá, acho que tu não deixou muito claro, por exemplo, o porquê de só AIDs e Câncer não terem cura, sabe? Isso ficou meio estranho, slá. Do resto, achei rápido demais, algumas vezes você repetiu as coisas, não curti muito o prólogo não.
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Re: TRILUX

Mensagem por Black~ em Dom 5 Jan 2014 - 14:45

Bom, vamos lá.

A ideia da fic me pareceu interessante, uma empresa fodona que consegue descobrir e sarar tudo, irreal, mas eu curti, afinal ficção científica é pra ser coisas que não existem -q, mas enfim, concordo que o prólogo ficou meio confuso.

Olha cara, o negócio da empresa e daquela viagem de Mundo Paralelo é até legal, mas sei lá, destruição do mundo, futuro. Isso é meio clichê, aqueles apocalipses loucos que acontecem no futuro, que não sobra ninguém na terra e ela é povoada por E.Ts/monstros ou etc -q, mas enfim.

Não tem muito pra falar do prólogo, mesmo que foi "grande", mas foi mais "enrolação" mesmo. Mas concordo com o Perry que dava pra você dar uma explicada de porque o câncer e AIDS não têm cura, já que era um futuro distante, todo mundo bonzão e tals.

Erros não vi nenhum que prejudicasse a leitura.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: TRILUX

Mensagem por Hike em Seg 6 Jan 2014 - 8:20

Não tem muito o que falar por quê Black e Caio já falaram tudo que eu ia escrever, também não entendi o que aconteceu depois que veio a explosão, ela promete muito.
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Re: TRILUX

Mensagem por Umbreon_NICE em Sex 10 Jan 2014 - 15:00


Resposta dos Comentários escreveu:@Perry
Bem, a ideia do prologo era falar um pouco sobre onde a história gira, e quais eram os personagens principais mesmo. Algumas coisas eu vou explicar com o tempo. Vou tentar maneirar na repetição e detalhar mais, pois vai ser bem necessário.
@Black Baku
A parada do cancêr e a AIDS, acho que vão ser as grandes "cartas na manga" da história. Espere e verá. Thanks.
@Hike
Rá! O que houve depois da explosão também vai ser explicado. Relaxem. Obrigado pelo comment.




Edgar

Estava tudo tão, azul, e frio. Edgar abriu lentamente os tontos olhos, e voltou a sentir parte por parte de seu corpo, que estava em um êxtase de dor. Ah, e como doía. A ultima vez que ele havia sentido tenta dor no corpo, foi quando acordou de ressaca dentro de um carro que nem era dele, os seus amigos tinham dito que ele tinha se acabado na cachaça, todavia parecia mais que a cachaça que acabou com ele. Mas naquele momento, algo pior que uma cachaça tinha acontecido algo bem maior e bem mais destrutivo que isso. Cada membro de cada vez, ele foi levantando,
primeiro se apoiou com o braço esquerdo, e viu uma areia branca, e úmida, cair de seu ombro.

Depois, foi o outro braço, e quando tentou se levantar percebeu que havia muito mais daquela areia branca nas costas dele. Passou a mão entre suas omoplatas, e sentiu uma coisa fria. Era neve. No chão, não era areia úmida, era somente uma neve branca, fina e cristalina, linda e inocente, que refletia uma beleza que se viam em poucos lugares do mundo. Agora, ele estava mais confuso ainda, pois não sabia onde estava. Tinham tochas, várias seguidas, trilhando caminhos por algo que pareciam túneis, que se misturavam e iam em frente, fazendo curvas, entrando em outros caminhos, e por assim iam, infinitamente, e a cada metro, uma tocha estava acesa. E como elas brilhavam, uma chama vermelha, quente e rubra, que era impossível pensar que está acesa sempre, sem ninguém repor carvão, ou qualquer outro combustível. Dentro delas, dentro desse fogo, se via a personificação da beleza, ela dançava, e dançava, dava piruetas e ainda esquentava o local.

Um passo após o outro, um... dois, mas Edgar estava muito fraco pra poder caminhar, estava faminto, parece que o sono que estava durou mais que horas, mais que dias, e também, por mais quente que fosse o túnel, ele estava congelando de frio, permaneceu muito tempo na neve do solo, ela o encobriu, dormiu com ele, se tornou parte dele. E aquele lugar, não pertencia ao mundo normal em que ele vivia disso era outra certeza. O ar era muito fluido, muito “bom de respirar”. Algo diferente, uma coisa que limpa os pulmões, uma coisa totalmente pura, sem aqueles gases que faziam mal as pessoas. Três... quatro... cinco passos, lentos e pesados cinco passos, e logo na frente, alguns quatro pés de distancia, dois caminhos diferentes, que levariam a outros caminhos diferentes. Edgar não sabia, mas estava totalmente perdido. Como saberia onde fica o fim do túnel, como vai conseguir sobreviver até chegar o final dele se nem consegue caminhar?

Seis... sete... oito passos, e então ele virou para a esquerda, nove... e tudo apagou, perdeu a força no joelho esquerdo e caiu de cara na neve, logo depois percebeu que perdeu a força no corpo todo, seus músculos estavam congelando, seu sangue corria mais devagar, e sua visão estava escurecendo, escurecendo... escurecendo. E apagou. Sonhou que estava novamente em sua casa, sentado em uma cadeira, na cozinha, fitando um prato de ovo frito com pão, enquanto esperava sua esposa trazer algo para beber. Estava em casa de novo, a luz do sol passando do vidro da janela e batendo em seu rosto, o canto de alguns pássaros e o barulho do cachorro no quintal. Dava para ouvir também o som da TV, passava algum desenho animado popular, para crianças populares, como sua filha, Louise, uma pequena garota de sete anos, cabelos ondulados – nada muito cacheados, mas nem muito liso, de forma que quando se movia, lembravam ondas – com o rosto da mãe, os olhos e a boca do pai. Louise caminhou vagarosamente, com os olhos inchados e cansados, sua expressão era de sonolência, soltando bocejos inocentes e agarrando na saia da mãe.

- Mamãe, eu não quero ir para a escola hoje. – Sussurrou a garotinha, com o dedo mindinho na boca e olhando para a mãe.

A mulher que era a mãe tinha os mesmos cabelos de ondas da filha, e da mesma cor, um castanho claro que ao sol parece um fraco loiro. Os olhos pequenos e uma pele branca, branquíssima, provavelmente essa cor é hereditária, bochechas rosadinhas e fofas, seu olhar era muito maternal, algo singelo, nada ríspido, muito suave.

- Meu Doce, você não pode faltar à escola hoje! É dia de prova, e olha – ela passou a mão na testa da garotinha, deixou por alguns segundos, e retirou – nem esta quente, nem nada. Então você vai pra escola sim.

- Mas mamãe – a garota passou a mão no coração, e olhou para a mãe com olhos tristes. – Meu coração ta dodói.

E então, tudo foi se afastando, a mesa, a cozinha, sua esposa e sua filha, ficaram mais longe, mais longe, a dimensão onde estava aumentava, era como ver a sua realidade mais distante. O coração começou a bater mais rápido, mais rápido, como um desfile de escolas de samba, eram lindas batidas divinas, que aceleravam, e iam, e iam, até que o barulho de uma explosão ecoou na sua mente. Mais uma vez, ele estava no momento exato da explosão. A aura se expandia lentamente, e ninguém sabia que ela iria quebrar e mandar tudo para os ares. Ele viu aquele momento passar diante dos seus olhos, e começou a chorar por dentro, pois tudo aquilo que ele conhecia, tinha ido embora.

Edgar estava se esvaindo, sua vida ia sumindo, lentamente e dolorosamente, porém era algo pacifico, e precisava disso mais do que nunca. A morte seria o calor que ele precisava naquele momento, poderia ir para o mundo dos sonhos, voltar a ter uma família, por mais que fosse criada pelo fruto da imaginação. E esse sonho não teria fim, continuaria, continuaria, viveria com aqueles que amou, e não correria mais risco de vida trabalhando com a TRILUX. Mas, esse sonho não iria acontecer agora. Mesmo deitado no solo úmido, com neve nas suas costas, lágrimas começaram a sair dos seus olhos, quando um barulho começou a correr pelos túneis, e chegou até seus ouvidos. Tum...tum...tum...tum... eram passos, de pés grandes e pesados, provavelmente, e que se aproximavam cada vez mais, vagarosamente. Era um refúgio para a alma do pesquisador perdido. “Algum monstro, ou alguma pessoa vai vir. Eu posso morrer, ou posso sobreviver, mas já é qualquer coisa.”

Os passos estavam se aproximando, e o barulho aumentava. Não eram seres normais, sem duvida, o barulho que esses passos tinham, faziam neve cair do teto do túnel. Ele queria ter forças para falar, porém, tudo tinha se esgotado nele. E então, os passos pararam. Simples assim, pararam.

Uma pequena mão apalpou suas pernas. Edgar não podia sentir muito bem devido ao congelamento que estava sofrendo, todavia, era capaz de sentir algo passando pela sua pele, dando vida aquilo que não tinha mais nenhuma esperança. A mãozinha subiu das pernas para as costas, e depois lentamente, com muito cuidado, foi para a cabeça. Ah, aquilo era tão bom! O calor humano! Foi como uma dádiva perdida, aquele toque. Os dedos da mão voltaram a tremer de frio, e as lágrimas congeladas pararam de tentar correr. Os lábios do pesquisador ficaram vermelhos, muito vermelhos, o sangue voltava a correr no seu corpo.

Lentamente, ele virou a cabeça para ver quem era que havia lhe ajudado, e viu uma criança de capuz de malha, segurando um cajado de madeira bem rústica, e com um andar estranho, seguido por dois, ogros. Algo parecido com um ogro, grande, forte, tinha pés grandes e na cabeça... Só tinham um olho. Um olho grande e azul era lindo, como uma pedra preciosa. Tudo aquilo era demais para a sua cabeça, estava cansado, e precisava dormir. Seu corpo entendeu o pensamento, e caiu em sono.
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Re: TRILUX

Mensagem por Snow Walker em Sex 10 Jan 2014 - 15:16

E aí, tio Umbrello, Ayrton Senna boladão.

Como eu te disse no skype, eu realmente amei a cena dele se levantando na neve, a descrição ficou incrivel, mesmo. Eu me interessei mais pelo capitulo do que pelo prólogo, porque esse a leitura foi um pouco mais leve e simples - pelo menos pra mim - e me atraiu muito mais. Me pergunto o que diabos está acontecendo com o Edgar para ele, afinal parecia muita "noia" aquela cena da personificação da beleza e tals.
Já disse que você descreveu muito bem? Então, repito. Mostrou um Edgar quase morto, cansado e com fome, conseguiu descrever muito bem estas cenas. Senti um pequeno aperto no peito quando a garotinha disse que o coração dela tava dodói, sei lá. Achei fofo, de um certo modo. E esse final, sério. Que [palavra censurada], mano. Não pensava que a fic tomaria um rumo assim, com monstros e garotinhas segurando cajados. Muito bom mesmo. Irei acompanhar a fic.

Até a proxima ~
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Re: TRILUX

Mensagem por Black~ em Sex 10 Jan 2014 - 22:06

Bom, vamos lá.

Capítulo bem daora esse. Mesmo todo estranho, místico, fantasioso, ele foi bem daora -q. Esse Edgar, o sofrimento dele, cara ficou bem real, a gente sentiu o drama do personagem, realmente você descreveu de uma maneira muito boa.

Esses pensamentos dele ficaram bem loucos. Ele relembrando sua tranquila vida em casa com sua esposa e sua filha, bem bacana. Aquela parte que a menina fala que ta com o coração dodói é algo fofo, mas algo meio tenso -q, mas enfim.

O final ficou louco, em ambos sentidos. Aparecendo ogros parece que o cara usou um LSD boladão -qq, mas já sabia que você ia colocar os monstros. E sendo uma história que se passa no futuro é de se imaginar que seja assim -q.

Erros devo ter visto um ou outro, nada de mais.

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Re: TRILUX

Mensagem por Sccoper em Sex 10 Jan 2014 - 23:36

E aí!,

Primeiramente, parabéns pela Fic. Acabei de começar a ler o prólogo, mas ele me atraiu tanto que já li o capítulo em seguida. É incrível esse seu talento de escrever. Eu li e nem vi o tempo passar. A forma como você descreveu os ambientes, personagens, ficou bem bacana. Fiquei até sem fôlego no final -q
Outra coisa que achei interessante foi a forma como você decidiu dividir os capítulos, por personagens. Assim fica mais fácil de entender na minha opinião, sem misturar muito os fatos.

Garantiu mais um leitor,
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Re: TRILUX

Mensagem por Caio. em Sab 11 Jan 2014 - 14:50

Eu não sei, mas ainda leio sua fic com certeza estranheza... Às vezes acho que sou rigoroso demais comentando na sua fic, mas slá. Acho que não curti muito o tema... Ou talvez eu encare sua narração como algo fora do comum, porque não estou mais acostumado a ver-te escrever desse jeito, mas slá.

Eu achei esse capítulo melhor, trouxe alguma emoção a mais, porém ainda achei tudo meio... Dunno. Seco. Eu vi alguns erros ao longo do capítulo, a maioria com vírgula e/ou com letras trocadas, nada de demais. Do resto, não sei bem o que comentar. Vamos ver como começa a putaria toda xD

Flw
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Re: TRILUX

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