Pokémon Mythology
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Pokémon: Shadows and Warriors

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Pokémon: Shadows and Warriors

Mensagem por LOLipop em Qua 16 Out 2013 - 17:49



Sinopse:

Harry e seu Poochyena Shadow partem em jornada para descobrir o paradeiro de sua irmã, a mais nova pesquisadora Pokémon de Kanto. Mas antes de chegar lá, precisam fortalecerem-se e criarem um reputação em Johto. Com a ajuda do pequeno Shadow, um dócil e amigável companheiro, Harry descobre que a vida não deu tão errado assim como ele pensava.

Personagens:

*Mais serão adicionados com o decorrer da Fanfic.
Personagens:

A primeira impressão de Harry Clotaire seria de um garoto frio, enrudecido. Mas ao conhecê-lo melhor nota-se que é bastante amigável e determinado. Odeia falar sobre seu passado e sua mãe falecida. Ama sua irmã e Shadow, seu Poochyena, sobretudo. Tem quatorze anos, adora ler de desenhar e odeia injustiça, abandono e pessoas falsas. Pode ser muito tagarela, às vezes.


Dave McLoyal é um garoto de nove anos enérgico e hiperativo. Pode parecer tímido no começo, mas basta saber menos que o nome da pessoa e ele já se solta e começa a fazer suas brincadeiras infantis e piadas sobre Pokémon. O paradeiro de sua família é desconhecido, mas sabe-se que ele tem uma irmã de aproximadamente 16 anos. Arnold é o nome de seu Cyndaquil, cujo Dave trata com zelo e amor.

?

A suposta namorada de Falkner. Ela foi vista na entrada de Violet. Seu(s) Pokémon(s) ainda são desconhecidos, assim como seu nome e sua história, mas sabe-se que ela aparecerá mais vezes e com uma importância imprescindível no decorrer da história. (Mais informações sobre ela serão adicionadas pós quinto capítulo, em sua segunda aparição)

*Todos os sprites foram feitos e/ou editados por mim. Se alguém quiser usar algum(s) só me dar créditos depois.

Capítulos:

1- O destino em seu colo
2- O ladrão de Cyndaquils
3- O rapto de Kanto e o domador de galinhas



O destino em seu colo

A cortina foi aberta de forma brusca. Ele não soube dizer se foi o barulho alto ou a luz repentina que o fez acordar. Ele esfregou os olhos e viu a figura de seu pai sentado na cadeira de sua escrivaninha, ao seu lado um envelope branco e um bolinho sem cobertura com uma vela em cima que ele tinha certeza que já tinha usado em outros aniversários.

Aniversário... Sim! Hoje era o décimo quarto aniversário de Harry, agora ele se lembrava. Um resquício de sorriso brotou em seus lábios. O homem à sua frente respirou pesado e começou a falar, percebendo que o garoto havia acordado.

-Sua tia mandou esse bolo pra você. E sua irmã pediu pra te entregar essa carta quando tivesse dez anos, mas ficou guardada tempo demais. Desculpe. —Seu pai não esboçou reação alguma. Era um homem endurecido pelo tempo, pela vida.

-Ahn... —Ele quis xingar a falta de consideração do pai. Poxa... Sua irmã lhe enviou uma carta e ele só teve acesso quatro anos depois. —Obrigado.

Yan Clotaire saiu do quarto, fechando a porta com força. Esse era o jeito dele, afinal. Talvez tivesse o jeito de guerreiro que o sobrenome “Clotaire” carregava, que na língua dos dragões significa “Guerreiro das sombras”.

Harry se levantou, estabanado como sempre, jogando as cobertas no chão e agarrou a carta da escrivaninha com as duas mãos. Encarou o envelope e a letra da sua irmã que dizia “Para o aventureiro mais cabeça-oca desse mundo” por alguns segundos. Deu um sorriso involuntário ao lembrar-se dela. Sem demoras, abriu a carta.

“Oi maninho!

Acho que você deve estar com saudades, e eu também estou sentindo muito sua falta! Como você está? Não sei se seu pai vai querer te entregar essa carta, ele insiste em não querer falar comigo. Mas afinal, eu só queria desabafar que estava com muitas saudades. Eu sei que você era muito jovem quando parti para Kanto, mas eu precisava correr atrás dos meus sonhos! Eu sempre te disse pra fazer isso, não é? Aí em Johto não havia oportunidades nesse tempo. Eu tinha que buscar meus sonhos onde tudo começou, espero que não tenha raiva de mim.

E foi pensando isso que deixei uns presentes para você. Agora que sou Pesquisadora tenho esse poder, haha! Bom, no meu ex-quarto aí de casa, há um quadro de paisagem. Atrás dele, há um cofre. A senha é 3209. Divirta-se. Eu sei que você quis isso desde sempre. É sua chance.

Eu te amo, Harry. Nunca se esqueça disso. Boa sorte. Vá se encontrar comigo aqui em Kanto qualquer dia.

Com amor, Hayley”


Curioso como sempre, o garoto saiu descalço tropeçando em tudo que encontrava até o antigo quarto de sua irmã. Realmente havia um cofre atrás daquele quadro! Como ele nunca havia percebido? O que mais aquela casa escondia?

Digitando o código, a porta se abriu num barulho de pressão sendo tirada. A boca de Harry caiu nos joelhos. Cinco Pokébolas e uma Pokéagenda. E um papel escrito “E não se esqueça de pegar seu inicial <3”. De tudo que ele poderia pensar, sair em jornada era o que menos passava pela sua cabeça. Ele sempre quis isso e seu pai com certeza não deixaria. Mas agora ele era independente.

Talvez há quatro anos não fosse, mas agora era. Aliás, hoje era o dia da distribuição de iniciais. Talvez ainda houvesse tempo. Colocou os itens em sua velha mochila de escola: Agora não precisaria mais dela. Escovou os dentes e tomou um banho tão rápido e objetivo que mal acreditou que fosse possível.

Sua melhor roupa era uma camisa branca, uma calça jeans quase nova, tênis cinzas e uma jaqueta de mangas curtas laranja. Não era muito, era o suficiente.

Desceu as escadas correndo, pulando degraus da maneira mais rápida possível. Talvez ainda desse para chegar à tempo no laboratório de New Bark.

Seu pai, sentado na sala, tirou o cigarro da boca.

-Sabia. Por isso não te entreguei aquela droga de carta. Agora só me resta te desejar boa sorte. —Harry sorriu.

-Pai. São os meus sonhos. Hayley sempre disse para eu cor...

-Hayley, Hayley. Aquela garota me dá nos nervos, ainda bem que saiu de casa. —Ele aumentou o tom, e deu mais uma tragada.

-Não fale assim! Ela é minha irmã! Eu a amo! —Ele cerrou os punhos.

-E eu lá ligo? Sua mãe mal ficou com aquele cara e já foi tendo filha, ela é só uma bastarda.

-CALA A BOCA! PARA DE FALAR ASSIM DELA! —Ele respondeu aos berros. Depois, respirou fundo ao notar a falta de reação do pai. Após se acalmar, deu um sorriso triste para o homem, e falou num sussurro, abrindo a porta:

-Se cuida pai. —E fechou a porta atrás de si. Tudo isso para correr o mais rápido possível até o laboratório.

Não ficava longe dali.


“Talvez ainda há tempo” repetia para si mesmo, enquanto tentava manter a mochila em suas costas. Ele já conseguia ver o laboratório. Um garoto saía de lá, e liberava seu Cyndaquil. Ele sorriu. Quase lá. Assim que o garoto saiu, o professor Elm fechou a porta, e colocou uma placa na entrada. “Distribuição finalizada. Até ano que vem!”

Harry freou imediatamente. Droga! Ele havia chegado tão longe... Chutou a base do laboratório, mesmo sabendo que de nada adiantaria e sentiu uma dor grande em seu pé. Resmungou e xingou tudo que havia para ser xingado, encontrou uma árvore perto dali e sentou-se em sua base.

Ele ficou encarando as casas. O laboratório, que a partir de agora simbolizava seu fracasso. Ele mal havia colocado a ideia de uma jornada na cabeça, mas já havia ficado tão consistente, tão real! E agora nada. O que ele poderia fazer? Bater na porta e implorar por um Pokémon que já não estava mais ali? Isso com certeza  só acontecia em filmes. E ele não estava em um filme. Aquilo era a vida real, e mais uma vez na vida, ele fracassou.

Uma lágrima silenciosa percorreu-lhe o rosto. Mais uma derrota na vida. Mas ele não iria chorar, não mesmo! Limpou-a com a manga da blusa. Sua mochila estava jogada num canto qualquer.

Fechou os olhos, e procurou concentrar sua linha de pensamentos em algo bom. Se continuasse com pensamentos de fracasso iria acabar lembrando-se de não poder ter feito nada enquanto sua mãe morria de uma doença inexplicável. De como ficou parado ao ver Hayley afastar-se pela estrada, em direção à Kanto, e agora, quando chegou tarde demais no início de sua quase-jornada.

Droga, não adianta, ele sempre acabava lembrando-se das suas falhas.

E ali, absorto em pensamentos tristes, ele adormeceu.


--


Acordou com o sol em seu auge, quase três da tarde, seu relógio mostrava. Ele realmente não queria chegar em casa e dizer “Olha pai, eu fracassei”. Mas era o único jeito, ele decidiu se levantar e ir para casa. Mas um peso em seu colo o impediu. Ele nem havia notado que havia algo pressionando suas pernas e barriga, apenas quando tornou-se um obstáculo para que ele ficasse em pé. Olhou para baixo.

Uma pequena criatura preta e branca, um filhote. Seus caninos estavam uma parte para fora da boca, e estava dormindo tranquilamente no colo dele. Ele nunca havia visto um Pokémon assim em Johto. Tinha os pelos felpudos e bem macios ao se tocar. Seus olhos estavam naturalmente fechados, demonstrando um sono tranqüilo. Tinha o tamanho de uma Chikorita, aproximadamente.

Com muito esforço, Harry alcançou sua mochila e abriu sua PokéAgenda, abaixando o volume, para não acordar o pequeno em seu colo.

“Poochyena, o Pokémon mordida.
Este Pokémon intimida os adversários arrepiando os pelos de sua cauda. Gosta de rosnar mostrando os dentes e atacar com mordidas. Ele corre atrás de suas presas até ficarem exaustas.”

Mas ele parecia tão dócil e indefeso em seu colo! Talvez aquele Poochyena fosse diferente dos demais. Harry acariciou a cabeça do menor até ele abrir os olhos. Amarelos e vermelhos, vívidos. O pequeno Pokémon não pareceu intimidador ou arisco, como a descrição. Balançou a pequena cauda e sentou-se no colo do menino.

-Oi, meu nome é Harry —Ele sorriu. O Pokémon também. Até havia se esquecido da tristeza de antes.

-Pooch, pooch! —O som do Pokémon era como se fosse um latido de filhote.

-Você gostou de dormir aqui, hã? —Ele pegou o pequeno no colo. Suas penas estavam dormentes. Finalmente se levantou e agarrou sua mochila.

-‘Chyena! —Ele concordou com a cabeça.

-Você tem treinador? Ou família? —Harry perguntou.

-Poochy, pooch. —A criatura não pareceu abalada. Harry teve uma idéia. Talvez não estivesse mais tudo perdido.

-Quer ser meu Pokémon? Eu prometo cuidar muito bem de você, te treinar e deixar muito forte! E te colocar para dormir, se você quiser, e te alimentar, e estudar sobre vo...

-Poochyeenaaa! —O Pokémon interrompeu a tagarelice do novo treinador. Ele fez que sim com a cabeça.

-Legal! Yay! Ei, eu nunca vou pedir para você fazer algo que não queira. Você não é meu Pokémon, é meu amigo. Tudo bem? Ah, você quer tem um nome? —Harry olhou para o filhote, que fez um som de animação. —Que tal Shadow? Combina com seu tipo noturno.

-‘Chyena! —Mais uma resposta positiva. Realmente esse Pokémon era muito mais dócil do que a Pokéagenda descreveu.

Então vamos, nosso destino é Cherrygrove, a cidade mais perto. Mas antes disso... —A barriga de Shadow roncou, interrompendo a fala do treinador.

-... Exatamente. Antes disso vamos comer alguma coisa. —Ele colocou o Pokémon no chão, e os dois partiram para a árvore de frutinhas mais próxima.

...


Última edição por LOLipop em Qui 31 Out 2013 - 20:18, editado 10 vez(es) (Razão : Correção, ajuste de algumas partes. Rush, thank you (:)
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Re: Pokémon: Shadows and Warriors

Mensagem por Rush em Qua 16 Out 2013 - 19:34

Hey, boa noite. (:


Tenho que admitir que gostei bastante da sua Fan Fiction. O seu Main Post está bem organizado - Vejo que usar sprite customizados está ficando popular aqui na área haha -, com uma escrita agradável e simples. Achei interessante o Pokémon principal da fic ser um Poochyena, um Pokémon tão bonito e bem trabalhado - Seu design é excelente -, mas tão pouco usado em FF's, geralmente usado por um vilão ou coisa do gênero.


Sobre a história, tenho que ressaltar que tudo ficou um pouco corrido e dramático. Como por exemplo escorrer uma lágrima de um dos olhos do garoto quando o laboratório estava fechado, e do nada adormecer. Isso inclui a saída dele de sua casa, onde não houve nem uma despedida decente, apenas saiu correndo para buscar o seu inicial. Claro que ele provavelmente voltaria para casa, mostrando o inicial para seu pai, mas foi essa a intenção que você deu a entender.


Bom, a sua escrita é MUITO agradável. A leitura foi ótima e despertou aquela anseio de "início de jornada". Ficou bem realista e o ambiente muito bem trabalhado. Só os acontecimentos que ficaram corridos.


Eu irei acompanhar a fic sim, tenho certeza que sairá alguma coisa excelente daqui.


Um abraço, até mais. Aguardo o próximo capítulo. (:




Edit: Para evitar a poluição do tópico responda os comentários junto do capítulo novo. (:


Última edição por Rush em Qua 16 Out 2013 - 21:52, editado 1 vez(es) (Razão : Subliminar)
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Capítulo 2

Mensagem por LOLipop em Sex 18 Out 2013 - 15:31

Rush: Concordo. E aliás, arrumei, veja se ficou melhor as partes que ficaram muito corridas. Obrigado pelos elogios, me deixa muito feliz saber que alguém vai ler isso aqui c:



O ladrão de Cyndaquils

-Segundo o mapa, Cherrygrove é só 20 minutos daqui, o que acha, Shadow?

-Pooch! —O Pokémon latiu, e colocou a língua para fora, em sinal de cansaço.

Harry riu-se e pegou o filhote, para colocá-lo nos ombros.

-Você é meio preguiçoso, né? AI! —Shadow mordeu a orelha de Harry, falsamente ofendido. —Ok, ok. Isso doeu.

Caminharam pela Rota Vinte e Nove por mais quinze minutos, enquanto Harry pensava se não estava perdendo algum Pokémon selvagem de vista ou algum treinador novato como ele.

Harry nunca havia batalhado com ninguém, nem mesmo treinado um Pokémon, e estava confuso e incerto se iria fazer direito quando chegasse a hora. Mal sabia ele que a hora havia chegado.

-'Chyeena! —Shadow assustou-se com algo e pulou para trás, amortecendo sua queda abaixando-se.

-Hey! —Harry olhou para o amigo. —Que foi?

Quando ele olhou para frente novamente se deparou com um Weedle selvagem.

-É nossa chance, Shadow! Use... Ahn... Você sabe usar a Mordida?

Shadow respondeu com uma potente mordida no pescoço do Pokémon inseto, que pareceu atordoado.

-Isso! Agora use a investida!

A criatura selvagem mal teve a chance de atacar e novamente foi atingida em cheio. Fora de combate. Mas já?

-Oras... Já conseguimos, Shadow!

-Poochy! —O Pokémon sorriu, com o ego inflado.

-Bom, vamos continuar, afinal, falta pouco tempo até chegarmos. —O Pokémon fez que sim com a cabeça e subiu nos ombros do treinador.

À medida que a cidade de Cherrygrove ficava maior na visão dos dois aventureiros, eles começaram a ouvir suspiros e soluços. Um homem de roupa pretas passou por eles correndo, mas este gargalhava. Eles não deram muita atenção, procuraram saber quem era o dono do choro.
Um garotinho, menor que Harry passou, limpando os olhos e chorando dolorosamente, em sentido contrário à Cherrygrove.

Harry percebeu que era o garoto que havia recebido o último Pokémon inicial da distribuição, um Cyndaquil. Ele colocou a mão no ombro do garoto e se abaixou até mais ou menos a altura dele.

-Ei, garoto! O que aconteceu?

-U-um homem mau roubou m-meu Arnold. —Ele limpou os olhos com as mangas úmidas.

-Quem é Arnold? —Harry logo depois pensou se essa era a pergunta certa a ser feita.

-Meu Cyndaquil... —O menino olhou pela primeira vez nos olhos de Harry.

-Como era esse homem?

-De roupa p-preta. Foi pra lá. —Apontou para o caminho de volta para New Bark. Ele iria ter que voltar? Já havia chegado...

"Faça o que é certo" Sua consciência alertou.

-Ok! Vamos atrás dele! —Ele pegou na mão do menino e os dois correram de volta.

Shadow alertou para um sujeito comendo frutinhas debaixo de uma árvore, na metade do caminho.

-Pooch!

-Ali está ele! —O menino agora parecia determinado.

-Devolva meu Pokémon, seu estúpido! —Ele apontou para o rosto do homem, que mal esboçou reação.

-Ooooou...? —Ele disse, debochando do garoto, que estremeceu.

-Ou o Shadow vai partir sua cara em duas! —Respondeu Harry, aparecendo por trás. Shadow estava no chão, rosnando. Agora sim parecia ameaçador.

O ladrão pareceu assustado, mas se recompôs e sacou uma Pokébola.

-Vai Raticate! —E liberou o Pokémon rato com dentes exageradamente grandes.

-É contigo Shadow! —O Poochyena deu um rápido aceno com a cabeça. —Use a Mordida!

-Raticate, evasiva e Ataque Rápido!

O Pokémon desviou da Mordida de Shadow, mas esse não teve tempo para desviar do ataque em alta velocidade de Raticate.

Shadow foi ao chão.

-Amigão, tudo bem? — Harry preocupou-se.

Mas ele levantou e sacudiu a terra dos pêlos brancos e pretos.

-Isso, agora use o Ataque rápido também! —Harry disse.

Dessa vez, o Poochyena acertou em cheio Raticate, que foi arremessado e bateu no ladrão. Do cinto deste, caiu uma Pokébola.

O menino que Harry salvou correu até a Pokébola.

-Arnold! —Ele apressou-se em liberar o Pokémon, que saiu da Pokébola olhando para os lados, e sorrindo ao ver o treinador. — Arnold, use a Roda de Fogo!

-E Shadow, use o Ataque Traição! —O Poochyena correu para atacar Raticate pelo lado, que já se preparou para defender quando, no último segundo, Shadow desviou e atacou em cheio pela frente.

-Quiiil! —Exclamou Arnold, reunindo forças.

O Pokémon do ladrão já ia reunir suas últimas forças para se levantar quando foi atingido pela roda de fogo de Arnold, o Cyndaquil do menino, desmaiando na hora.

Sem orientação do treinador, Shadow correu e mordeu com força o traseiro do ladrão, que soltou um grito desnecessariamente feminino, recolheu o Pokémon e saiu correndo no sentido contrário à Cherrygrove.

-Eu vou voltar, seus pirralhos! E quando eu voltar, voltarei acompanhado! —Praguejou o ladrão.

-Haha! Isso Shadow! —Harry e o menino acariciaram a criatura.

-Obrigado moço! Muito obrigado! —Ele abraçou a cintura do maior, que gargalhou.

-Não foi nada, garoto. Qual seu nome? —Harry bagunçou os cabelos do menino.

-Dave McLoyal, e o seu? —O menino

-Harry Clotaire. Para onde você estava indo?

-Para Cherrygrove, estou saindo em jornada! –O menino parecia ser menor que dez anos. Harry estranhou.

-Quantos anos você tem? —Ele arqueou uma sobrancelha.

-Nove. Mas não conta pra ninguém. —Ele disse olhando para os lados, em tom de segredo.

-Tudo bem! Haha! Ei, acabei de ter uma idéia. Eu pareço velho demais para isso, mas também estou em jornada, vou atrás da minha irmã em Kanto. O que acha de seguirmos jornada juntos? —Harry animou-se. Se o garoto aceitasse, finalmente teria um amigo, e não sentiria-se tão sozinho assim.

-E-eu não sei... —O garoto loiro baixou os olhos.

-Olha, eu posso te ajudar com os Pokémons e as capturas, e nós podemos treinar juntos. E além disso, podemos passar por problemas como esse como uma dupla, afinal, sem o Shadow e eu, você estaria em apuros, e sem o Arnold, Shadow poderia ter desmaiado, a gente se ajuda. O que acha? —O aventureiro teve medo da reação do garoto.

"Idiota, você não sai convidando qualquer um assim para ser seu companheiro de jornada!" Xingou a si mesmo em pensamento.

-É uma boa ideia! Vamos ser amigos! —O garoto sorriu.

-É, vamos. —Harry pegou Shadow no colo, e os quatro: Harry, Dave, Shadow e Arnold caminharam de volta para Cherrygrove, conversando sobre coisas aleatórias.

O menino de cabelos azuis não queria pensar agora em como sua vida estava dando terrivelmente certo. Ele agora tinha um amigo, e isso era ótimo: ele nunca teve um amigo em toda a vida, além de sua irmã. Ele agora tinha um amigo Pokémon –por que afinal, ele se recusava a chamar Shadow de “seu”- e agora ele estava realizando um velho sonho de infância, que era sair em jornada. Realmente sua vida finalmente começava a dar certo. Claro, ignorando seu pai, que provavelmente ficaria ainda mais amargo sem seu filho em casa. E o homem correndo, amedrontado por uma Poochyena: de roupas pretas
e um “R” vermelho na camiseta.


Última edição por LOLipop em Sex 18 Out 2013 - 20:18, editado 4 vez(es) (Razão : Correção²)
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Re: Pokémon: Shadows and Warriors

Mensagem por Pikato em Sex 18 Out 2013 - 16:44

Rocket... Eles são a equipe mais suja que existe, a Flare usa a energia de Kalos para alcançar seus objetivos, Plasma liberta os Pokémons, Galactic usa o poder dos lendários, Aqua e Magma a mesma coisa, mas a Rocket rouba os Pokemons para vendé-los no mercado negro, eles sim são os mais cruéis vilões. Mesmo que cada um tenha seu objetivo específico de destruir o mundo e etc, eles conseguem se destacar como piores vilões.

Bem, devo dizer que gostei do capítulo e da fic, envolve um enredo interessante tendo como o Pochyena, coisa que eu jamais esperaria, muito bem pensado, visto que ele aparece nas mãos dos vilões. Uma parte ficou meio confusa, quando ele diz para o menino se ele quer seu companheiro do jornada, achei muito simples este convite, mas acho que ficou até legal.

Bem, no mais é isso, gostei do enredo e a gramática pecou um pouquinho em questão da repetição e de duas frases estarem juntas, mas tenho certeza que você consegue fixar esse problema mais tarde.

Aguardo o próximo capítulo.
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Re: Pokémon: Shadows and Warriors

Mensagem por Ari Tasarov em Sex 18 Out 2013 - 18:45

Oi, faz tempo que não comento em uma fic, então ignore se esse comentário ficar uma droga... rs' Então só me resta dizer que adorei muito essa fic, mesmo rapaz aushau @.@ Parece que vai ser uma jornada bem interessante, já que o guri tem a influência da irmã e tals, né? Hm, adorei seu modo de escrita simples, perfeito pra esse tipo de fic com ''essência'' completamente pokémon, entende? E de resto tá tudo bem detalhado, sem exageros.

Parabéns, até o próximo.
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Capítulo 3

Mensagem por LOLipop em Qui 31 Out 2013 - 16:15

~Pikato: Obrigada pelo comentário, tentarei arranjar alguns sinônimos e corrigir alguns erros. Ótima crítica =D
~Ari: Obrigada :3 Significa muito pra mim alguém ler e gostar!

Notas: Capítulo meio pequeno e meio parado, mas ao mesmo tempo dá início ao verdadeiro desenrolar da história. No próximo vai haver mais ação, visto que agora tenho pouco tempo. A postagem será semanal. Todas as sextas.



O rapto de Kanto e o domador de galinhas


Eram quase sete da noite e os dois garotos estavam em sacos de dormir no início da Rota 30. Eles ainda conseguiram passar em Cherrygrove. Harry e Dave deixaram seus Pokémons descansarem no Centro Pokémon e agora eles estavam prontos para mais aventuras. Eles conversaram com um velhinho que parecia muito abalado. Ele dizia que todos os pesquisadores em Kanto estavam sumidos há quatro dias. Isso poderia ter sido mais uma obra de uma tal  “Equipe Rocket”, segundo o velhinho. Harry não sabia o que era Equipe Rocket, mas estava determinado a acabar com ela se fosse preciso, por que há um detalhe que mudava toda a jornada do herói que quatorze anos. Hayley, sua amada irmã mais velha era uma Pesquisadora Pokémon.

E ali, deitado em seu saco de dormir, ele encarava o céu, pensativo, triste, preocupado. Ele não conseguiria dormir sabendo que sua irmã estaria perdida, acuada pela essa tal Equipe Rocket. Pensava se ela sentia medo, se ela sentia frio, e se ela se perguntava o que fariam com ela. Até mesmo, se ela estaria viva. O garoto estremeceu com o pensamento, e tratou de tirá-lo da sua cabeça, é claro que Hayley estava viva! Tinha que estar!

Ele suspirou pesado. Virou para o lado e forçou seus olhos a ficarem fechados. Adormeceu.

--

Acordou com o puxão em seu saco de dormir que o fez virar e ir de cara na grama. Acordou resmungando, mas deu um sorriso ao ver que foi obra de seu arteiro Poochyena.

-Bom dia pra você. —O menino deu um leve tapa nas orelhas do Pokémon.

-Pooch! —Ele balançou a cauda, brincalhão.

-Hummmmpff... Bom dia... —Dave acabara de acordar, e liberou seu Cyndaquil. —Bom dia Arnold!

-Quil! —O Pokémon bocejou.

-Hora de ir, não acham? —Harry anunciou, dobrando seu saco de dormir em um rolo, e pendurando-o atrás de sua mochila.

-Haz... Deixa eu dormir mais cinco minutos. —A criança coçou os olhos.

O mais velho levantou uma sobrancelha.

-Quem é Haz?

-Você. —Dave olhou para ele como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Ooooooooooooooooookay... Sem apelidos, tudo bem? —Harry pegou o Poochyena no colo e o colocou sentado no saco de dormir em suas costas. —Agora vamos, carinha.

-Tá, ta —O garotinho fingiu irritação e dobrou suas coisas, fazendo como o maior. Esse, por sua vez, deu uma risada do menino e bagunçou-lhe os cabelos.

Logo, os aventureiros já estavam na estrada. A cidade de Violet era a próxima parada, mas Olivine era o destino. Harry não parecia, mas estava extremamente nervoso para chegar em Kanto e salvar sua irmã. Ele daria sua vida, se fosse preciso. Mas uma voz em sua cabeça dizia que o certo era fortalecer-se primeiro para depois enfrentar esses Rockets e o que quer que eles possuam.

Harry sabia que logo viajaria sozinho de novo, mas o que ele podia fazer? O garoto ficaria por Johto, e ele daria adeus as amizades.

”Você está fazendo isso por Hayley, acalme-se” Ele se confortou.

-Dave, qual seu objetivo? Digo, por que está em jornada? —Perguntou, enquanto chutava pedrinhas pelo caminho.

-Me tornar o maior mestre Pokémon de todos os tempos! —Ele levantou os braços e elevou a voz.

-Ahn, típico. Isso virou modinha, não é? —Dave emburrou-se e cruzou os braços.

-Saiba que eu sou diferente, eu farei história, eu capturarei todos os Pokémons do mundo, até os lendários, e mos...

-Claro que sim. —Harry sorriu amarelo para o menino, tão tagarela como ele próprio. —Então, acho que em Olivine nos separamos.

-Por que? Você não quer ser um mestre Pokémon? —O menino perguntou como se fosse um crime grande sendo cometido.

-Ahn, não... Essas coisas são entediantes. Eu vou atrás da minha irmã, em Kanto. Ela está em perigo. Está em mãos do que parece ser uma organização criminosa e eu vou salvá-la! —Os olhos de Harry brilharam como os do garotinho ao falar em ser um mestre Pokémon.

-Entendo. Mas você não poderá lutar com uma organização criminosa sozinho, Haz! Tem que arrumar alguns companheiros de jornada quando for para Kanto.

-Huh, eu não pensei nisso. É verdade, depois eu penso nisso. O que há de mais em Violet, a propósito?

-O que há?!? O QUE HÁ? O primeiro ginásio de Johto, o que acha disso? —Harry apenas demonstrou interesse levantando uma sobrancelha.

-Então batalharemos lá! —Harry fechou as mãos em punho.

-Poochy! —Shadow animou-se também.

Logo, um cochicho foi ouvido ao lado dos dois treinadores. Eram dois garotos vestidos aparentemente igualmente, com o cabelo cortado no mesmo estilo.

-Parece que vocês querem enfrentar Falkner, huh? —O de cabelos castanhos disse, com um olhar de deboche.

-O que tem nisso? —Harry perguntou com desinteresse.

-Vocês acham que estão no nível do LORDE DOS CÉUS? —O loiro disse, gesticulando exageradamente.

-Lorde do que? —Dave se pronunciou. —Eu acho que tô no nível de um menino mais velho que tem um Pidgey e um Pidgeotto. —O menor disse, igualmente debochado.

-O QUÊ?! —O primeiro menino fez menção de fechar os punhos e fazer uma expressão assustadíssima. —Como ousa falar assim do nosso mestre?

-Aham, aham, falem pro seu mestre que será sorte se as galinhas dele não virarem refeição pro Shadow.

-Poochy! —Shadow passou a língua em volta da boca, demonstrando suposta fome.

Dave e Harry deram as costas, rindo dos garotos com expressões horrorizadas.

-Hmm, parece que alguém está cantando vitória cedo... —Uma voz rouca feminina despertou novamente a atenção de Harry.

-Ai, ai. Quantos paga paus existem para esse cara em Violet? —Harry levantou as mãos, em falsa rendição.

Uma garota de cabelos verdes e curtos saiu de trás das colunas da entrada da cidade. Harry imaginou como os olhos de alguém poderiam ser tão azuis, mas logo ignorou o pensamento.

-Não sou nenhuma paga pau. Sou a namorada do Falkner.

-Oh, Arceus, o que você quer então? —Harry revirou os olhos.

-Nada. Na verdade, te desejar boa sorte, você vai precisar. —Ela deu um sorriso malicioso, e passou a mão pelo rosto de Harry, aproximando-os bastante e deixando o menino corado. Com isso, soltou-o e saiu rindo e brincando com uma Pokébola.

-U-au. —Dave ao seu lado só ficava de boca aberta.

Harry sacudiu a cabeça, afastando qualquer coisa que lhe viesse à mente.

-Vamos. —Disse, depois de se recuperar, encarando Dave. —Temos um ginásio pra vencer.

Pikato: Fanfic trancada por inatividade, caso queira reabrir mande mp para algum moderador.
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