Pokémon Mythology
Olá, visitante! Vejo que ainda não está conectado ao nosso fórum, faça login.
Espere, você ainda não está cadastrado? D:
Inscreva-se em nosso fórum e venha aproveitar as novidades que estamos preparando pra vocês. Nós teremos o maior prazer em recebê-lo no fórum e se precisar de qualquer ajuda, temos muitos membros e nossa equipe para ajudá-lo! Lembrando que você pode postar sua fanfic, seus desenhos ou edição de imagens, seu vídeo-detonado ou gameplay, participar de um RPG, postar e ler notícias do mundo Pokémon, tirar todas as suas dúvidas sobre todos os jogos de Pokémon, comentar sobre o desenho do momento ou apenas jogar um papo fora. Além de fazer amigos!
Para cadastrar-se clique no botão 'Sign-Up' ou em 'Registrar-se' aqui abaixo. Seja bem vindo!

Veridis Quo

Ir em baixo

Veridis Quo

Mensagem por Bähr. em Dom 13 Out 2013 - 21:21

Veridis Quo
705752

Olá e sejam bem-vindos. Esta é a minha primeira fic aqui, como podem perceber. É um projeto que estive pensando em fazer desde ontem, inclusive comentei com o Perry a respeito. Nesse intervalo de ontem para hoje, escrevi dois capítulos e postarei aqui o primeiro, deixando o segundo para outro dia. Planejo fazer algo curto, não muito mais que cinco ou seis capítulos, já que tenho dificuldade em manter um projeto muito extenso e também porque não vejo necessidade em prolongar demais essa fic, já que estou com toda a história na cabeça. Enfim, sem mais delongas, o primeiro capítulo está aqui. Also, não escrevi nenhum prólogo pois acredito que a existência do mesmo poderia comprometer o futuro da fic de alguma maneira.



Sumário
1.1 - Circa Mortem - Neste post
2.2 - Circa Essentiae - Aqui
3.3 - Circa Timores - Será postado em breve





___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



1.1 – Circa Mortem

     Hoje minha mãe morreu. Ou ontem. Ou anteontem. Não sei ao certo. Recebi uma carta do asilo onde ela estava morando, com uma linda página branca e letras pretas, dizia:
“Prezado Sr. Júlio.
              Venho através desta, informar-lhe que Sra. Mendes falecera no dia de hoje. O enterro acontecerá depois de amanhã, às 10:00 horas da manhã, na Capela Mortuária Santo Azevedo.
  Meus sinceros pêsames,
               Diretor do asilo Santo Azevedo.”

 É, foi ontem.  

     Que droga, eu não queria sair de casa no dia de hoje. É verão e o dia está mais quente do que deveria – 33Cº, segundo o rádio – e eu não gosto do calor. Por que o velório tinha que acontecer justamente hoje? De um modo ou de outro, eu tinha que ir. Meu pai já falecera há tempos e como sou único filho, deveria comparecer. Arrumo minhas coisas, pego a chave do carro e olho no relógio, este marcara quinze minutos para as oito da manhã. Até a cidade de São Sebastião, eu demoraria cerca de uma hora. Eu não queria ter de ir tão cedo – na verdade, eu não queria ter de ir – mas devo chegar para fazer os preparativos. Saio de casa, chaveio a porta, acendo um fumo e ligo o carro. Dou uma olhada pela rua e tudo está deserto. Também pudera, este calor é anormal. A parte boa disso é que meu chefe deu-me três dias de folga – ele não gostara muito da ideia, mas é política da empresa.

     Eu não amava minha mãe. Não desgostava dela, também. Minha relação com ela é a mesma que eu mantenho com todos ao meu redor, uma relação neutra e sem importância. Eu nunca me importei com ninguém, sequer com parentes. Não sei até que ponto isso poderia ser bom ou ruim, já que não me importo com isso também. Apenas vivo minha vida sem se importar com nada – nem com ela própria. Certo filósofo disse uma vez: “Não temas a morte. Afinal, enquanto vives, desconheces a morte; e, quando morreres, desconhecerás a vida.” Eu não temo nem a vida nem a morte. Apenas vivo. Não temo, também, a morte dos que me rodeiam; estes me interessam tanto quanto uma mosca interessa a um gigante.

     Finalmente, cheguei a São Sebastião. Essa cidade chega a ser pior que a cidade que vivo no quesito movimento. Tudo lá é tão pacato que mais parece uma vila de camponeses do que uma cidade. Não demorei muito para encontrar a tal Capela Mortuária Santo Azevedo, esta se destaca bastante dentro da pequena cidade. O prédio é pequeno, paredes brancas cheias de rachaduras, com enfeites da cor do ouro rodeando toda a estrutura. Uma grande cruz feita de madeira pendurada logo a porta da capela. Esta, por sua vez, era relativamente grande se compararmos com o resto da estrutura; era feita de madeira também e com enfeites da cor do metal. Ao lado da capela, uma pequena casa de cor amarela, também já desgastada com o tempo.  Na frente dessa casa, pude ver um senhor de idade varrendo a varanda. Andei em sua direção e ele me percebeu.

- Ei! – Falou, acenando para mim. – Você é o filho da Sra. Mendes?
- Sou.
- Meus pêsames... – Ele fala de uma maneira triste, parece realmente se importar comigo mesmo nem me conhecendo.

- Tudo bem, acontece. – Respondi seco. Ele aparenta ter reparado na minha secura. Tentei revidar com um sorriso de canto, mas não me pareceu muito efetivo. – E você, é...?
Tentei trocar de assunto. Eu realmente não queria demonstrar minha indiferença perante a morte da minha progenitora, não é algo que as pessoas estão acostumadas a ver.

- Sou Francisco, o zelador daqui. Ajudarei o senhor com o preparo do... Você sabe... – Ele se sentia desconfortável em dizer as palavras enterro e morte.

- Claro. Onde ela está?

- Me acompanhe, por favor.


     Adentramos a casa amarela e lá estava ela, deitada em um caixão marrom escuro. A sala onde estávamos era bem ventilada – e também deveria, devido ao calor que estava tendo desde semana passada. Uma janela dava vista a um campo com algumas verduras plantadas, localizado aos fundos dessa casinha e havia cerca de vinte cadeirinhas de plástico brancas rodeando o caixão. Sentei-me em uma delas, para esperar até pessoas começarem a chegar ao local.

- Deseja um cafezinho? – Francisco ofereceu-me

- Claro.  

     Eu estava de costas para ele, olhando para o caixão, enquanto Francisco pegava uma garrafa de café e colocava sobre uma mesa que ficava ao lado da minha cadeira. Levantei-me, peguei uma xícara e me servi. O café estava amargo demais, mas bebi mesmo assim.

- Eu vou voltar aos meus serviços. Se precisar de mim, é só chamar. – Disse ele.

- Pode deixar, obrigado por tudo.


...

     O tempo foi passando e pessoas foram chegando. Com o tempo, parecia que eu era o único na sala que tinha menos de setenta anos. Eu fiquei no meu canto, apenas observando o semblante de todos ao meu redor e tudo o que eu via era tristeza. O agonizante silêncio que circulava a sala era quebrado às vezes pelo soluço de uma senhora que estava sentada ao fundo. O que mais me parecia abatido era um senhor que estava bem próximo do caixão, ele não parava de chorar e de balbuciar sons inaudíveis com um tom de melancolia. Fiquei o encarando por um tempo, curioso a seu respeito.

- É o Sr. Jorge. – Uma voz familiar fala para mim. Virei para ver quem era e era Francisco, que estava de pé ao meu lado. – Ele e a senhora sua mãe caminhavam juntos todos os dias pelo asilo, todos diziam que eles eram namorados.
Quem diria, minha mãe tinha arranjado um namorado no asilo. Depois que meu pai morreu, quando eu tinha dez anos, nunca mais tinha a visto com outro homem. Bem, nunca mais a verei com outra pessoa.

     A noite ia caindo e os velhos começaram a dormir nas próprias cadeiras. Eu ficava apenas admirando todos, não tinha muito mais para fazer naquele lugar mesmo. Percebi que Francisco ainda estava acordado e fui falar com ele.

- Vou dar uma volta por aí, acender um cigarro e esticar as pernas. – Falei.

- Tenha cuidado, já está bem tarde. – Ele falou, com um ar de preocupação.

     Eu mal conhecia o homem, mas percebi que ele é o tipo de pessoa que se importa com tudo e com todos, desde familiares até pessoas desconhecidas. Ele é exatamente o oposto do que sou, é uma boa pessoa.

      Levantei, fui até o carro e peguei um maço de cigarros e o isqueiro. Comecei a andar pelas ruas desertas daquele fim de mundo enquanto admirava a paisagem quieta e confortante, diferente do que estou acostumado a ver na minha cidade. Acendi o primeiro cigarro enquanto admirava uma bela casa verde, que me lembrava a minha infância. Cresci numa casa da mesma cor, porém bem maior e em um lugar mais privilegiado. Meus pais cuidavam bem de mim, até onde consigo me lembrar. Meu pai morreu de ataque cardíaco, acredito que o fim da minha mãe tenha sido o mesmo; e o meu também será. Desci uma rua que levava até um lago com água cristalina que refletia o brilho da lua cheia que transbordava o céu de claridade junto de suas estrelas. Aquele lago me dava lembranças de quando eu era mais jovem. Foi lá que aconteceu o meu primeiro beijo e também onde eu fiz amor pela primeira vez. Lúcia era o seu nome. Tinha belos cabelos negros como a noite e um olhar que perfurava a alma. Ela é dois anos mais velha que eu, que naquele tempo tinha vinte anos.  Era uma noite como essa, nós estávamos namorando, fomos passear naquele lago, acabou acontecendo. Porém, eu não senti nada demais. Eu não a amava, também. Não sentia nenhum tipo de atração por ela, estava a namorando apenas para manter uma máscara. Não é preciso dizer que não durou muito tempo para nosso namoro acabar. Ela vivia dizendo que eu não a via como a mulher que ela era, que outros a desejavam mais do que eu e que se eu quisesse continuar com ela, deveria mudar isso. Então saí da casa em que estávamos – que era dos pais dela – e nunca mais voltei. Lembro que a última imagem que tive dela foi de seu rosto coberto de lágrimas, enquanto ela dizia o quão estúpido e babaca eu sou por fazer aquilo. Novamente, não me importava com nada disso. Nunca chorei pela perda dela. Nunca senti sua falta, também.


     O silêncio é quebrado por passos pesados. Novamente, era Francisco.  Ele parecia ter alguma simpatia por mim ou algo assim. Creio que é por causa da minha mãe, ele provavelmente está com pena, mesmo eu demonstrando que não me importo com isso.

- Ei. – Disse ele.

- Opa. – Respondi, acendendo outro cigarro. – Aceita um?

- Não, obrigado. Não fumo.

- Entendo.

E, novamente, silêncio. Tentei puxar assunto com ele, para que isso não continue.

- Então, - me virei para ele – como ela morreu?

- Ataque cardíaco. Foi durante o seu sono, então ela não sofreu nada. Não sei se isso vai fazer o senhor se sentir melhor, espero que faça.

- Tudo bem, obrigado. Como era o relacionamento dela com os outros idosos? – Novamente, puxei assunto. Não quero que o peso do silêncio caia sobre nossas cabeças novamente. É desconfortante.

- Era um dos melhores – Disse ele. – Ela se dava bem com todos, principalmente com o Jorge. Ambos eram como carne e unha.

- Imagino que o Jorge tenha ficado chocado após receber a notícia.

- Ah, e como ficou. Pobre Jorge, sinto muita pena dele.

- Entendo.

     Realmente, deve ter sido difícil para ele passar por isso. Perder alguém importante é complicado, creio eu. Por que, então, nos aproximamos dos outros, sabendo que no final ficaremos tristes? Relações humanas são complexas. Jorge já sabia que, mais cedo ou mais tarde, um dos dois iria morrer.  E mesmo assim, se aproximou de minha mãe. Eu nunca saberei o que é isso, porém. Nunca saberei o que é perder alguém importante, já que não existe alguém importante para mim. Às vezes, isso me parece ser uma vantagem.
     Olho para o outro lado do lago e percebo a silhueta de uma mulher. Ela vem se aproximando e com isso, consigo reparar na sua face.
        Era a Lúcia.
             Sinto um calafrio pelo corpo todo.
                 E, então, uma fincada no peito.


___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


Última edição por Bähr. em Qua 16 Out 2013 - 16:27, editado 1 vez(es)
avatar
Bähr.
Membro
Membro

Masculino Idade : 20
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 13/10/2013


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Veridis Quo

Mensagem por Caio. em Seg 14 Out 2013 - 16:04

Well, então o título ficou Veridis Quo mesmo daogiadogiaodgiaodgioadig. Coloca Veritas, cara u.u Brimkz, deixa Veridis mesmo. Como eu te disse, esse capítulo tá bem... Triste. Não sei. A solidão, a morte, são temas bem interessantes, porém dolorosos. E você focou naquilo que todos temem: o envelhecer, o aguardar pela morte. Isso ficou bem interessante.

Se eu fosse tu, dava uma enroladinha maior pra postar os capítulos. Muito rápido assim meio que desanima o pessoal a ler tudo, então slá. É isso. Não lembro de ter visto erros quando li, nem acho que vou encontrar se eu ler com mais detalhes.

That's all, espero mais.
avatar
Caio.
Membro
Membro

Masculino Idade : 21
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 27/06/2010

Frase pessoal : A noir. E blanc. I rouge. U vert. O bleu.


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Veridis Quo

Mensagem por Bähr. em Qua 16 Out 2013 - 16:26

Estarei postando aqui o segundo capítulo da minha fic. Ele está bem pequeno mas pode dar algumas dicas do rumo da fic. Pretendo postar o terceiro assim que estiver pronto, para compensar o tamanho deste. Eu já tinha escrito este segundo capítulo há um tempo atrás, apenas mudei alguns detalhes para poder se encaixar da melhor forma possível na minha história. Enfim, aqui está.

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

2.2 – Circa Essentiae


      Acredito ser onze da noite e cá estou eu, sentado na minha cama, rodeado de drogas e de dinheiro. Na minha mente, apenas a imagem de uma mulher de cabelos negros como a noite e olhos que penetram na alma. Às vezes imagino se posso voltar no tempo. Mudar o que aconteceu comigo. Sair dessa vida perigosa. Acredito que isso é impossível. A polícia bate na porta, meu fim está próximo. Se eu fechar os olhos, ainda consigo me imaginar num lugar melhor, com minha mãe. Uma casa no campo, eu sentado na varanda admirando o nascer do sol. Então eu me levantaria e iria até a cozinha, prepararia meu café preferido: panquecas.  Após comê-las, eu poderia sair e dar um passeio. Seria uma vida perfeita.


     Creio que todos temos uma essência; nascemos com ela, morremos com ela. A essência de alguns é voltada para a bondade, enquanto outros têm uma essência má. Você acha que alguém que nasceu e cresceu num cenário de terror, onde tudo pode acontecer a qualquer momento, terá uma essência positiva ou negativa? Essa não é uma pergunta retórica. A essência nunca muda independentemente dos meios em que esta se encontra, certo? Errado. A essência é flexível quando fraca, e depende do meio em que nasceu. Para criar uma identidade, ela precisa do seu meio. Porém, quando a essência é forte, forte o suficiente, ela pode – e vai – se fortalecer perante aos meios. Qual é a sua essência? O ambiente externo ao da sua mente consegue mudar a sua ideia de correto? Ele muda a sua essência? Pense a respeito. A minha essência era fraca, e cá estou eu.


     Novamente, batidas na porta. A polícia está perto de arrombar e eu vou ser baleado até a morte. É assim o fim de todo traficante, afinal. Nada que eu possa fazer além de me levantar para pegar o isqueiro e acender outro cigarro. As pessoas falam que, instantes antes da sua morte, você se relembra de tudo o que viveu até aquele momento. Acho que estou passando por isso agora. Lembro-me de tudo perfeitamente. A minha infância fora complicada; meu pai deixou minha mãe e eu em casa quando eu tinha quinze anos. “Vou sair de casa e ficar famoso” ele falou. “Todo o mundo me reconhecerá”. Já se fazem mais de vinte anos. Eu nunca senti falta dele. Minha mãe me cuidou do jeito que pôde. Como eu gostaria de estar com ela agora. Voltar no tempo, fazer tudo de novo. Mas isso já não é possível.


     Lembro que cresci em uma casa podre, cheia de ratos e baratas. Este é o pior dos cenários para se criar um filho, ainda mais quando o seu pai é um babaca. Certa vez, quando eu tinha meus treze anos, o meu melhor amigo faleceu. Quando meu pai me viu chorando pela morte do meu amigo, ele falou em tom de embriaguez: “Queria que tivesse sido você.” Essas palavras nunca saíram da minha mente. Elas moldaram a minha essência e me fizeram à imagem e semelhança do meu pai. Nem o incondicional amor materno pôde me salvar daquele cenário; tudo estava fadado a acontecer. E aconteceu. Comecei a roubar com quinze, quando meu pai nos deixara. Então, com dezesseis, comecei a usar drogas e a traficá-las. Minha mãe já não me reconhecia mais e eu também não. Não fui eu quem fez isso. Foi a essência. A minha essência.  A essência do meu pai, que foi plantada em mim.


     Meu primeiro amor foi com dezoito anos. Creio eu que o seu nome era Júlia. Lúcia, talvez. Não consigo me recordar direito. As suas madeixas negras e seu perfume inconfundível ainda permanecem em minha mente. Eu acreditei da forma mais cega possível que ela era a minha salvadora, ela iria me libertar daquele mundo das drogas e do tráfico, que me atormentara há anos. Acreditei que ela iria remodelar a minha essência e me fazer uma boa pessoa.
Ela retirou uma grande parte de mim quando me deixara. A parte da minha esperança. Se minha essência já estava corrompida antes de eu conhecê-la, tornou-se duas vezes pior depois que eu a conheci.


     Escuto a polícia arrombar a porta. Tomo meu último suspiro e os encaro. Os seus olhares eram de repúdio e desaprovação, assim como o olhar do meu pai. Me enojo apenas de olhar para eles. Sinto cada uma das balas perfurarem a minha pele, sinto a dor de ter metal dentro de mim. Olho para o teto e fecho os olhos.



     E então, tudo se escureceu. Sinto o brilho quente do sol batendo em minha face. Não estou morto, afinal? Abro os olhos, ainda tonto, e olho ao redor. Uma sala totalmente branca, com apenas uma janela para a rua. Aproximo-me desta e observo o cair das folhas de uma árvore, indicando que estamos no outono. Tudo está tão belo, o que aconteceu? Será que isto é o paraíso? Sinto que alguém está se aproximando. Uma mulher, também vestida toda de branco, abre a porta.

- Vejo que finalmente acordou. – Diz ela. – Você já estava dormindo faz dois dias. Você fora internado aqui depois de uso excessivo de drogas e álcool.

     Então era isso o que tinha acontecido. Estou num centro de reabilitação. Não sou nenhum traficante. Ou será que sou? Ainda me sentindo tonto, deito na cama novamente e apago. E agora acredito ser onze da noite e cá estou eu, sentado na minha cama, rodeado de drogas e de dinheiro...


___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


@3DSFood: FanFic trancada por inatividade. Caso queira re-abrir a mesma, envie uma MP para qualquer FFM.
avatar
Bähr.
Membro
Membro

Masculino Idade : 20
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 13/10/2013


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Veridis Quo

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum