Pokémon Mythology
Olá, visitante! Vejo que ainda não está conectado ao nosso fórum, faça login.
Espere, você ainda não está cadastrado? D:
Inscreva-se em nosso fórum e venha aproveitar as novidades que estamos preparando pra vocês. Nós teremos o maior prazer em recebê-lo no fórum e se precisar de qualquer ajuda, temos muitos membros e nossa equipe para ajudá-lo! Lembrando que você pode postar sua fanfic, seus desenhos ou edição de imagens, seu vídeo-detonado ou gameplay, participar de um RPG, postar e ler notícias do mundo Pokémon, tirar todas as suas dúvidas sobre todos os jogos de Pokémon, comentar sobre o desenho do momento ou apenas jogar um papo fora. Além de fazer amigos!
Para cadastrar-se clique no botão 'Sign-Up' ou em 'Registrar-se' aqui abaixo. Seja bem vindo!

Puppet

Ir em baixo

Puppet

Mensagem por cocotinha_white124 em Seg 19 Ago 2013 - 18:38


Notas
Bem, eu e o Vulc vamos escrever uma fic sobre Pokémon, pensamos em fazer de jornada, mas no fim me veio alguns questionamentos, e fiquei refletindo sobre alguns fatos: Porque os pokémons até então agressivos obedecem cegamente seus treinadores? Porque somente 4 ataques? Diversas outras questões que abordaremos na fic. Então, com ideia pronta eu e ele começamos a esculpir a estória, que não está finalizada, então, o decorrer da fic está tão incerto para nós quanto para vocês. O universo será explicado aos poucos, e talvez até façamos um guia futuramente.


~~v~~

Prólogo



John estava esparramado dentro do box do banheiro, sentado em meio a água com espuma que fluía lentamente para a escuridão do ralo. Fora um dia monótono, o homem não fez nada, na verdade, estava já a quinze dias sem sair de casa, passava suas chatas  horas de descanso sentado em um sofá ouvindo as notícias na TV.

As gotas caíam sobre os cabelos negros e lisos do homem, que encarava sem expressão seu próprio reflexo distorcido no vidro do box. O silêncio tedioso era só interrompido pelo gotejar do chuveiro e pelas vozes das propagandas que passavam no televisor do apartamento de baixo.

"...Como todos nós cidadãos de Unova sabemos, faltam somente dois meses para grande Liga Pokémon Nacional, ocorrerá no nosso grande ginásio, Unova, poderão comprar seus ingressos..."

O homem de trinta e dois anos ouviu o pequeno trecho da propaganda sobre a grande liga de Unova.

- Babacas, ficam idolatrando esses animais, mas a maioria deles sequer verá de perto um na vida. - disse John abafando uma pequena risada. - Engraçado, esse país parece que praticamente quer dar o cu para os pokémons, mas somos separados deles por muros.

Levantou-se soltando uma risada irônica. Agarrou a toalha pendurada na haste de metal do box, e começou a enxugar o corpo musculoso, passou-a em seus cabelos, que ficaram despenteados. Tratou de vestir uma cueca branca e uma calça jeans que estavam em cima da patente da privada.

Após isto foi até a bancada da pia do banheiro branco e lustroso, pousou uma das mãos no acabamento de mármore branco e com a outra pôs-se a desembaçar o espelho.

- É, cara, já está na hora de cortar essa merda. -  comentou olhando para a própria barba.

Buscou o creme de barbear no armário embaixo da pia, passou por cima dos pelos negros que recobriam o rosto de pele branca, os olhos castanhos olhavam cuidadosamente para o reflexo, cuidando seu rosto. Empunhando o barbeador, começou a  raspar a barba com movimentos de baixo para cima. Por fim seu rosto estava novamente descoberto, revelando o queixo de formato quadrado do homem.

O detetive foi em direção a sala do seu apartamento sem se preocupar em cobrir a parte superior de seu corpo. O ar-condicionado contrariava as ordens da natureza, enquanto o frio desesperador do outono fazia os corpos quentes gelarem a rua, o cômodo tinha uma temperatura morna e agradável.

Pegou o controle sobre a mesinha de madeira lustrosa, e ligou o televisor enquanto se jogava no sofá branco.

- Calma, John, só mais um dia e poderá voltar a investigação.

Quinze dias de férias, porque caíram logo nesta época? Pensava John irritado, três dias antes de seus dias de descanso começarem ocorreu algo inusitado, um homem fora encontrado utilizando um pokémon ilegalmente, coisa até então considerada impossível, os itens possuem um sistema de segurança, mesmo treinadores legalizados só podem revelar suas bestas quando a pokéball reconhece um outro pokémon, isto só não se aplica à agentes da polícia, que podem libera-los livremente para fazerem a lei. As esferas reconhecem o usuário, não somente suas digitais, como seu sistema nervoso, logo, não é possível o caso ser apenas o roubo de uma pokéball policial.

- Merda - o detetive socou a própria perna irritado, quinze dias e não conseguia pensar em nada além disto, como era possível?

Olhou para o relógio digital acima da televisão pendurado na parede, eram vinte para as seis da tarde, precisava jantar. Aproveitando isto decidiu sair para comer, seria uma boa ideia para esquecer os problemas. Assim, vestiu uma camiseta branca e agarrou seu sobretudo que estava em cima da mesinha da sala do apartamento, junto a carteira e por fim saiu, batendo a porta.




As luzes fortes das propagandas deslizavam pelos gigantescos prédios comerciais de Castelia, atores e personagens 3D dançavam pelas grandes telas, oferecendo produtos, indicando locais, recomendando serviços. Realmente, Castelia merecia seu título como a grande metrópole de Unova.

As pessoas corriam apressadas pelas calçadas, trajes despojados a imponente ternos, cabelos em estilo militar com cores naturais a moda antiga a drads em rosa berrante. Os carros deslizavam pelas ruas em grande volume, o trânsito estava agitado e ensurdecedor. John andava em meio a calçada da grande Castelia Street, desviando das pessoas que cruzavam seu caminho apressadas, o frio era congelante, somente loucos andariam sem agasalhos com a temperatura que assolava a cidade.

Chegando a seu destino, o homem olhou o restaurante, suas paredes externas lembravam a textura de alguma madeira, suas portas eram transparentes, podendo ver um interior limpo, pessoas conversando, as mesas simples e belas enfeitando cada canto do agradável estabelecimento.

O detetive adentrou o local, passando pelas portas de vidro e pelos guardas ao lado das mesmas, um dos funcionários saiu de trás do balcão de carvalho e foi até John, após um cumprimento mecânico guiou o homem até uma mesa sem reservas, e saiu logo depois do mesmo se acomodar nela, deixando um cardápio.

Abriu o curto livro que indicava os pratos oferecidos pelo estabelecimento, sem sequer ler os outros pedidos olhou para o local onde indicava o preço do sanduíche, o mesmo de sempre, 2 coins e 49 cents. Assim, após algum tempo uma garçonete loura veio até a mesa de John, o mesmo pediu um sanduíche e uma taça de vinho. Em apenas dois minutos seu pedido estava a sua frente, entregue pela mulher de cabelos dourados novamente.

Começou a morder o pão com alface, molho e hambúrguer. John sinceramente repugnava o gosto deste hambúrguer industrial, por mais que desenvolvessem produtos químicos que simulassem o gosto da carne, ele nunca se pareceria completamente com a verdadeira carne de Bouffalant que comiam em tempos passados. O detetive não comia uma carne de verdade a quase vinte anos, quando a lei que proíbe completamente qualquer comercialização ou caça de pokémons, afinal, você não pode fazer propagandas sobre algo, se ao mesmo tempo isto é diariamente comido de forma massiva.

Olhava a seu arredor, algumas pessoas comiam, famílias pequenas, jovens namorados, amigos, sócios, perdeu-se olhando os outros, assim, esquecendo seus problemas por alguns minutos. Após beber os últimos goles de sua taça o homem de sobretudo levantou-se da mesa e, foi em direção ao caixa, pagou a conta e saiu rua afora, deixando que o frio congelante do outono entrasse no estabelecimento aquecido.

Andava pelas ruas noturnas, ignorava as pessoas que passeavam cruzando seu caminho, as luzes velozes dos faróis, amanhã voltaria finalmente a seu trabalho. Adentrou uma ruela pouco movimentada afim de cortar caminho, as casas eram escuras e malcuidadas, muros pichados e sujos, estava longe de ser um local agradável.

O silêncio aterrorizador era só interrompido pelos passos velozes e largos de John, após passar pela ruela virou à esquerda, por fim chegando ao prédio onde mora.

Adentrou o apartamento apressado para sair do frio, ligou o aquecedor e jogou-se cansado no sofá, iria dormir cedo, acordar e poder voltar a investigação. Antes que pudesse voltar a seus pensamentos um toque similar a de um telefone do século passado surgiu de seu bolso, ele puxou seu smartphone, o aparelho era tão fino quanto uma folha de papel, com um toque na tela touchscreen ele atendeu a chamada.

- John, é você? Porra cara, sei que você está totalmente focado no último caso... - dizia uma voz apressada no smartphone.

- Carl? O que aconteceu? - perguntou o detetive ansioso para seu amigo.

- Bem, pegamos um novo civil carregando ilegalmente uma pokéball, ele conseguiu escapar, está foragido porém, foi identificado e temos sua residência. - disse Carl rapidamente. - Explico melhor a situação amanhã quando você voltar. Até.

- Adeus. - exclamou John e em seguida desligou seu telefone.



~por Andreoli

~~v~~


Última edição por A. Oliver em Dom 22 Set 2013 - 1:57, editado 7 vez(es)
avatar
cocotinha_white124
Membro
Membro

Masculino Idade : 19
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 04/02/2012

Frase pessoal : Na ponheta ele é ambidestro - Black


Ver perfil do usuário http://andreoli17.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Tsurugi em Seg 19 Ago 2013 - 21:56

Wow, você escreve muito bem, cara!
Gostei dessa estória, um detetive marrento meio que entediado com a vida normal e obcecado com um caso policial? Muito legal!

Só peço que não deixe o texto centralizado, é meio chato na hora de procurar um parágrafo perdido, fora que dói um pouco a vista. E outra coisa, comece com letra maiúscula depois do travessão de uma fala. Fora isso, não encontrei outros erros.

Boa sorte e espero pelo primeiro capítulo!


Tsurugi
Membro
Membro

Masculino Idade : 19
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 26/03/2012

Frase pessoal : Nuzleaf Rocks


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Caio. em Seg 19 Ago 2013 - 22:28

Quando vi o tópico, a fic estava centralizada. Fui fazer outras coisas e quando voltei estava normal. Bem melhor assim, cara! xD Enfim... O que tenho a dizer? Esse cara ser um detetive... Me lembrou Sherlock. Provavelmente é porque estou viciado em Sherlock, então tudo relacionado a mistérios etc faz-me pensar nele.

O futuro da sua fic parece ser chato, desprezível. Me parece o passado do filme Wall-E, onde a humanidade tá toda fodida e parecemos fingir que está tudo bem. Será que isso terá alguma relação no futuro? Não curti muito o John. Ele é um personagem que eu consideraria chato, porque é arrogantemente arrogante. Não entenda isso como uma critica, você o criou muito bem se eu o odeio por sua personalidade q Você soube trabalhar bem a personalidade dele.

Erros eu só vi uma vírgula trocada que eu não vou nem citar onde (a não ser que queira que eu fale por MP ou pelo Skype q). Você escreve muito bem. Só não use tantos palavrões, teve um na hora de fazer a barba que achei totalmente inútil. Slá, pode ser que esteja bom, mas eu acho que polui muito a fic.

See ya. Boa estória, eu acho.
avatar
Caio.
Membro
Membro

Masculino Idade : 21
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 27/06/2010

Frase pessoal : A noir. E blanc. I rouge. U vert. O bleu.


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Black~ em Ter 20 Ago 2013 - 17:55

Bom, vamos lá.

Eu curti a história. Um detetive que é revoltado com a vida, e que odeia os pokémons mesmo vivendo no mundo pokémon -q. Bem diferente daquelas histórias que tudo é perfeito. O mundo é belo e todo mundo se ama -q, mas enfim.

Acho que palavrões na fic são interessantes, deixa mais madura e tals, mas desde que o cara não abuse. Concordo com o Perry que aquela parte da barba foi desnecessário colocar palavrão. Assim, quando tem muito fica feio, por isso recomendo que tenham mais cautela quanto a isso, mas enfim.

O John ficou bem grotesco mesmo, achei interessante um personagem todo escrotão assim. No começo eu achei que ele odiaria os pokémons e tudo mais, mas que acabaria se "rendendo" a eles, e teria um. Tanto que começou falando da Liga Pokémon, por isso achei estranho -q.

Gostei desses negócios de pokébola com identificação digital e tudo mais. Acho que foi feito pra evitar roubos de pokémons. Sei lá, não é tão difícil ver roubos de pokémons nas fics, já que sempre tem a equipe vilã que tenta roubar. Mas dessa maneira nunca tinha visto, legal mesmo.

Erros eu não vi nenhum, se vi foi um outro bem besta, por isso nem vou citar.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
avatar
Black~
Fanfic Mod
Fanfic Mod

Masculino Idade : 20
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 27/02/2011

Frase pessoal : The winter has come


Ver perfil do usuário http://pokemonblackrpgforum.forumeiros.com./

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Dengel em Ter 20 Ago 2013 - 19:20

Oi-Oi!

Adorei ler isto! Achei que a escrita esteve impecável, proporcionando um momento agradável ao leitor, que é o que se pretende, afinal. E falo apenas pela forma, não pelo conteúdo!

Em relação ao conteúdo, achei interessante um detetive num mundo diferente do mundo pokémon a que estamos habituados. Espero apenas que não meta muito policial, pois nunca fui fã disso. Sempre gostei mais das partes iniciais e finais dos livros ou filmes policiais, visto que é onde se concentra a maior parte da ação, por norma. Mas esta história parece implicar muito mistério, o que pode ser bastante vantajoso para atrair os leitores!

Ainda não podemos dizer muito coisa à cerca da história, mas adorei a personalidade do protagonista. Parece ter aquele gosto por ação, querer descobrir e prender os mauzões, ansiar por um boa luta que, no final, ganhará de certeza (ou então não...).

Também gostei do fato dos pokémons estarem "restringidos" das pessoas, tornando-se extremamente difícil fazer uma jornada ou até mesmo encontrar um pokémon para fazer companheiro. Para além disso gostei do novo engenho das pokébolas.

E praticamente é só isto. A escrita estava muito boa, tanto a narração como a descrição, e gostei do desenvolvimento da personalidade do inspector. Vamos ver o que ele vai fazer depois deste telefonema!!
avatar
Dengel
Membro
Membro

Masculino Idade : 21
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 19/07/2013

Frase pessoal : Just Live and Let Die


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Pikachuzinha em Seg 2 Set 2013 - 22:09

Hey, Lack-chan (eu já tinha chamado você por esse apelido aqui na PM? -q). Bom, como prometi, vim comentar aqui na sua fic. Wow, só pelo banner eu me senti animada para a leitura. xD Ser bom nas arts ajuda na hora de fazer um tópico legal, né, Lackzinho? Mas falando agora do enredo. Sério, você é muito criativo. Gostei bastante do prólogo... Sua escrita é ótima!

Erros só achei um, que foi quando cê trocou "há" por outra coisa aí, acho que foi "à". e.e' Espero que a fic continue, mesmo que o Vulc não entre tanto assim (altas conversas no Skype, ahsuahuashua). Isso me lembra que você já tinha me contado sobre, e, inclusive, me mostrado a estória. O John parece ser um protagonista e tanto, mesmo que eu não entenda nada dessas coisas de detetives e policiais. Gostei dele, não sei porque, mas tenho uma certa "atração" por personagens ignorantes e arrogantes de mal com a vida. e.e

Por fim, é isso. Espero poder comentar mais vezes aqui. Boa sorte e até mais! \õ/
avatar
Pikachuzinha
Membro
Membro

Feminino Idade : 17
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 21/07/2012


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Vulc em Qua 4 Set 2013 - 14:15

Respostas dos comentários:

@Tsurugi escreveu:Wow, você escreve muito bem, cara!
Gostei dessa estória, um detetive marrento meio que entediado com a vida normal e obcecado com um caso policial? Muito legal!

Só peço que não deixe o texto centralizado, é meio chato na hora de procurar um parágrafo perdido, fora que dói um pouco a vista. E outra coisa, comece com letra maiúscula depois do travessão de uma fala. Fora isso, não encontrei outros erros.

Boa sorte e espero pelo primeiro capítulo!

Primeiramente, muito obrigado pelo elogio <: Na verdade, nunca deixo, nem mesmo em outros tópicos, no caso foi um erro meu, esqueci de fechar o center do título do prólogo e o novo editor fechou no final enquanto editava uma coisa, só notei o erro depois que você avisou >: Sobre as letras maiúsculas, isso já vai ser corrigido a partir do 2º cap.
@Caio. escreveu:Quando vi o tópico, a fic estava centralizada. Fui fazer outras coisas e quando voltei estava normal. Bem melhor assim, cara! xD Enfim... O que tenho a dizer? Esse cara ser um detetive... Me lembrou Sherlock. Provavelmente é porque estou viciado em Sherlock, então tudo relacionado a mistérios etc faz-me pensar nele.

O futuro da sua fic parece ser chato, desprezível. Me parece o passado do filme Wall-E, onde a humanidade tá toda fodida e parecemos fingir que está tudo bem. Será que isso terá alguma relação no futuro? Não curti muito o John. Ele é um personagem que eu consideraria chato, porque é arrogantemente arrogante. Não entenda isso como uma critica, você o criou muito bem se eu o odeio por sua personalidade q Você soube trabalhar bem a personalidade dele.

Erros eu só vi uma vírgula trocada que eu não vou nem citar onde (a não ser que queira que eu fale por MP ou pelo Skype q). Você escreve muito bem. Só não use tantos palavrões, teve um na hora de fazer a barba que achei totalmente inútil. Slá, pode ser que esteja bom, mas eu acho que polui muito a fic.

See ya. Boa estória, eu acho.
Já expliquei pro Tsurugi sobre isso, erro meu D= E na verdade, acho que todo mundo relaciona isso a detetive-q

É, de certa forma é isto, mas de qualquer forma, as pessoas se adaptaram aos ideias desse mundo, e esta fic gira no mais naqueles que não aceitam esta sociedade.
John, é, ele é arrogante realmente, nem foi o personagem que mais gostei enquanto criamos, mas bem, ele, junto a outros dois(Não os seus amigos que aparecem neste cap) que aparecerão mais a frente, são os que tem a visão mais contrária sobre esta sociedade, claro, estes, tendo pontos de vista totalmente diferentes.

Pois é, vírgulas são meus maiores problemas junto a acentuação :~~ E sobre os palavrões, talvez seja pelo fato de eu ser muito boca-suja, mas isto vai mais de uma personagem para a outra, mas bem, mesmo nos mais irritados vou colocar menos palavrões, digo isso por mim, já que o Vulc não tem esse problema >:

Vlw pelo comment, man.
@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Eu curti a história. Um detetive que é revoltado com a vida, e que odeia os pokémons mesmo vivendo no mundo pokémon -q. Bem diferente daquelas histórias que tudo é perfeito. O mundo é belo e todo mundo se ama -q, mas enfim.

Acho que palavrões na fic são interessantes, deixa mais madura e tals, mas desde que o cara não abuse. Concordo com o Perry que aquela parte da barba foi desnecessário colocar palavrão. Assim, quando tem muito fica feio, por isso recomendo que tenham mais cautela quanto a isso, mas enfim.

O John ficou bem grotesco mesmo, achei interessante um personagem todo escrotão assim. No começo eu achei que ele odiaria os pokémons e tudo mais, mas que acabaria se "rendendo" a eles, e teria um. Tanto que começou falando da Liga Pokémon, por isso achei estranho -q.

Gostei desses negócios de pokébola com identificação digital e tudo mais. Acho que foi feito pra evitar roubos de pokémons. Sei lá, não é tão difícil ver roubos de pokémons nas fics, já que sempre tem a equipe vilã que tenta roubar. Mas dessa maneira nunca tinha visto, legal mesmo.

Erros eu não vi nenhum, se vi foi um outro bem besta, por isso nem vou citar.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
Oi, bem, consideramos os problemas também, logo, precisávamos de uma personagem que contrariasse o ideal contemporâneo.

Sobre os palavrões, é o que expliquei com o Perry, infelizmente esqueci de moderar, e nem vejo isto como algo que deixe mais madura, acho que a palavra que se encaixa é natural.

O John nem seria assim, mas no final acabou ficando, e bem, ele de qualquer forma possui um Pokémon, este revelado acho que no cap 3~4, já que como agente da policia é obrigado a isto, neste mundo, Pokémons são equivalentes a uma pistola.

Ah, legal ter gostado e, não é somente para roubos, na verdade, a maior intenção é a segurança, num mundo onde existem animais destrutivos e ainda por cima podem ser controlados é necessário uma segurança rigorosa.

Vlw Black c:
@Dengel escreveu:Oi-Oi!

Adorei ler isto! Achei que a escrita esteve impecável, proporcionando um momento agradável ao leitor, que é o que se pretende, afinal. E falo apenas pela forma, não pelo conteúdo!

Em relação ao conteúdo, achei interessante um detetive num mundo diferente do mundo pokémon a que estamos habituados. Espero apenas que não meta muito policial, pois nunca fui fã disso. Sempre gostei mais das partes iniciais e finais dos livros ou filmes policiais, visto que é onde se concentra a maior parte da ação, por norma. Mas esta história parece implicar muito mistério, o que pode ser bastante vantajoso para atrair os leitores!

Ainda não podemos dizer muito coisa à cerca da história, mas adorei a personalidade do protagonista. Parece ter aquele gosto por ação, querer descobrir e prender os mauzões, ansiar por um boa luta que, no final, ganhará de certeza (ou então não...).

Também gostei do fato dos pokémons estarem "restringidos" das pessoas, tornando-se extremamente difícil fazer uma jornada ou até mesmo encontrar um pokémon para fazer companheiro. Para além disso gostei do novo engenho das pokébolas.

E praticamente é só isto. A escrita estava muito boa, tanto a narração como a descrição, e gostei do desenvolvimento da personalidade do inspector. Vamos ver o que ele vai fazer depois deste telefonema!!
Wow, vlw cara. Vamos equilibrar um pouco de cada, mas talvez fique bastante na questão policial, mas com um pouco de mistério.
John vai ser realmente o cara durão, que gosta do que faz e sabe que é um dos melhores nisto.
É, consideramos diversos fatores, primeiro, preços, somente pessoas ricas são capazes de financiar jornadas, afinal, itens de alta tecnologia como pokéballs, tratamento em centros pokémon, estimulantes como potion, etc, isso será explicado futuramente, mas dá pra ter uma ideia, também há bolsas dadas por professores, mas de qualquer forma, jornadas é algo para a alta classe. Obg pelo comment.
@Pikachuzinha escreveu:Hey, Lack-chan (eu já tinha chamado você por esse apelido aqui na PM? -q). Bom, como prometi, vim comentar aqui na sua fic. Wow, só pelo banner eu me senti animada para a leitura. xD Ser bom nas arts ajuda na hora de fazer um tópico legal, né, Lackzinho? Mas falando agora do enredo. Sério, você é muito criativo. Gostei bastante do prólogo... Sua escrita é ótima!

Erros só achei um, que foi quando cê trocou "há" por outra coisa aí, acho que foi "à". e.e' Espero que a fic continue, mesmo que o Vulc não entre tanto assim (altas conversas no Skype, ahsuahuashua). Isso me lembra que você já tinha me contado sobre, e, inclusive, me mostrado a estória. O John parece ser um protagonista e tanto, mesmo que eu não entenda nada dessas coisas de detetives e policiais. Gostei dele, não sei porque, mas tenho uma certa "atração" por personagens ignorantes e arrogantes de mal com a vida. e.e

Por fim, é isso. Espero poder comentar mais vezes aqui. Boa sorte e até mais! \õ/
Tinha sim, e bem, o banner não é nada de mais, e vlw pelo elogio da escrita, Carol. Sem muito o que falar, iria apenas dizer o que já disse aos outros D=, bem, espero que continue lendo.

Só avisando que quase nenhum capítulo vai ser solo. Eu e o lack vamos tentar sempre fazer os capítulos juntos e talz
~~v~~

I
Subúrbio





A noite estava fria, o céu negro limpo de nuvens, os prédios do suburbio de Castelia formavam paredes imponentes, sem brechas. Carros pintados em preto e branco estavam estacionados perto de um casa de paredes amarelas, seu telhado era plano, a porta estava escancarada, alguns boêmios tardeiros que passavam pelas ruas da avenida lançavam olhares curiosos.

Uma jovem mulher de estatura média estava próxima dos carros, abraçava uma prancheta, seu casaco garantia que era uma policial da cidade. Ela beirava a casa dos trinta, seu rosto jovem e bonito parecia omitir isto, seus cabelos escarlate lhe caíam até metade de suas costas, os olhos azuis penetrantes flertavam com asfalto com olhares rápidos, que rapidamente iam em direção aos carros, outrora aos colegas que bloqueavam o local com faixas amarelas.

A ruiva foi em direção a casa, haviam terminado de bloquear o local, dois policiais do Departamento de Drogas estavam próximos ao carro discutindo, ignorou ambos, continuando seu percurso. Esticou a perna direita e passou por cima das faixas, em seguida um homem alto de cabelos castanhos escuros e barba fez o mesmo.

- Rachel. - Disse o homem que aparentava estar pela mesma faixa de idade que a policial. - Está tudo pronto, apesar de não termos a pokéball temos grandes chances de acharmos algo que nos leve até o distribuidor.

- Carl? Desculpe, não te vi. - disse a mulher surpresa, percebendo a presença do homem somente agora. - Sim, dificilmente um vagabundo assim teria quebrado um sistema tão fortalecido.

Avançaram pelo hall, o piso era feito de madeira, as paredes eram brancas e sujas, havia poucos cômodos, somente uma sala onde também estava ferramentas culinárias e, um banheiro e quarto.

- Sinceramente, não deveria ter ligado para o John. - Repreendeu a ruiva, enquanto colocava duas luvas brancas.

- Você sabe que ele comeria meu cu se eu escondesse algo assim dele.

A mulher levou a mão a seu cinto, agarrando uma esfera de metal, uma pokéball sem pintura. Sem hesitar ativou o item, e um grande animal de pelos escuros se materializou em sua frente após um  feixe vermelho seguido por uma brisa. O Ursaring lançou um olhar enraivecido e insano em direção a sua treinadora, suas garras eram gigantescas e ameaçadoras, brilhantes como metal, ignorando a expressão assassina, a treinadora induziu sinais nervosos para a pokéball, e com isto, o animal se curvou, farejando itens que ajudariam na investigação.

O animal soltava vapor pelas narinas graças ao impiedoso frio que assolava a cidade, ela cheirava tudo, e sem muita dificuldades,  com um aceno com a grande cabeça, indicou a sua dona a pia da cozinha. A jovem mulher foi em direção ao local, abriu o armário, e agachou-se, deixando somente a metade inferior do corpo para fora.

- O que é? - Perguntou o homem enquanto coçava levemente a barba.

Rachel remexia o corpo, era possível ver que ela procurava em todos os centímetros do balcão.

- Ora, ora. - disse finalmente. - Carl, temos um pouco de cocaína, acho que fica na média das duzentas gramas.

Rachel decidiu olhar os outros armários para procurar mais provas. Afinal, ainda era de madrugada. Quanto mais rápido encontrassem tudo, mais perto estariam da resposta para tudo aquilo. Induziu seu Ursaring que ajudasse os outros a encontrar o resto das drogas, ele não aparentava usar somente um tipo de droga. Pelo estado da casa, pelo menos quinhentos gramas deveriam ser encontrados.

Analisou a cozinha, abrindo todo compartimento possível: geladeira, gavetas e portas de armários e até um compartimento secreto que ficava abaixo do piso, escondido por uma tabua solta. Mais algumas gramas de LSD.

-Carl – Gritou a ruiva ao parceiro que passava a mão pela parede. – teve mais sorte que eu?

- Se encontrar nada é sorte, sim. – Disse o homem ironicamente.

Rachel já estava quase desistindo, quando viu algo que talvez não tivesse notado normalmente. A falta de energia a fez fechar os olhos por um momento, localizando um reflexo tímido. O reflexo de um visor de celular a luz da lua. Ela saiu correndo, quase atropelando Carl e segurou o aparelho em mãos, com todo o cuidado que podia usando as luvas de borracha.

- Fantástico. - Disse Carl. - Pensei que estaria com o celular consigo, mas não dá pra pensar como esses nóias.

- Na verdade levou, ao menos que viva somente para as drogas. Só mensagens encomendando drogas, deve possuir dois celulares, um principal e este.

Curioso, chegou próximo a Rachel, agachando-se como ela, para poder visualizar o aparelho. Um objeto longe dos top de linha, era deveras grosso, sua tela tinha uma resolução fraca, a mulher deslizava a caixa de mensagens pela tela com seu dedo indicador.

- Quais as informações que temos até agora sobre ele?

- Trabalha aqui perto, poucas quadras de distância, é barman, um boteco com diversos casos de brigas e caça-niqueis. - Comentou a policial. - Olhe isto, aparentemente ele usa maconha, cocaína e LSD, os dois primeiros consegue com um número que usa o nome de "Dudão", o outro é... Til, manjador dos quatrocentos e vinte.

O detetive abafou uma risada prazerosa, respirou um pouco e perguntou:

- Está vendo em ordem crescente ou decrescente?

- Crescente. Estou vendo somente o último mês... - A mulher parou por um momento, parecia ler diversas vezes o mesmo recado. - Isso, ele pediu um pouco de cocaína a uma semana atrás, bem, esse Dudão disse que tinha um "bagulhete louco" por conta da casa para ele, coisa de conhecido. Na próxima ele manda "muito irado", dá para concluir que ele já recebeu, no mais, talvez seja a pokéball.

- Possívelmente, foi em média neste período que achamos a primeira pokéball ilegal, não temos outros ocorridos, talvez estejam por conta da casa por serem testes apenas. - Comentou Carl enquanto mordia levemente a mão esquerda distraidamente. - Já temos relatos desse traficante? Bem, não creio que eles tenham feito algo como isto, talvez sejam apenas peões, distribuindo junto com suas plantas.

- Não, não temos, só fortalece isso, não é nenhum traficante de renome. Vamos pedir para interceptarem as chamadas e mensagens dos dois, pegamos o Manjador e cuidamos do Dudão, podemos talvez achar vestígios com ele, nunca se sabe.

Ambos se levantaram satisfeitos, Carl ajeitava as mangas de seu terno, enquanto a mulher fazia seu pokémon ir de volta para a pokéball. Rachel agarrou os sacos de LSD e cocaína e os levou para fora da casa malcuidada, entregando-os a um policial. Ela então passou a mão na nuca, sua mão estava fria como gelo.

- Bem, Carl, vou enviar as denúncias, drogas não é nosso departamento, mas já que temos algo além também iremos com os outros até o Dudão. - falou Rachel, enquanto amarrava seu cabelo. - Vamos para a casa agora, o pessoal das drogas vai cuidar do resto, e durante o dia iremos dar cabo do traficante.

Rachel foi em direção a rua. Olhou para Carl e se sentiu velha lembrando-se de quando eles ainda eram jovens no campus da faculdade, olhando para as estrelas depois de estudar para a prova de física que teriam. Se Jonh estivesse ali, a nostalgia estaria completa.

- Ei – O amigo disse dando uma leve coçada na barba – quer sair pra beber alguma coisa como...Chá? Sabe, acho que você deveria descansar um pouco.

- Okay, já acabamos o que tinhámos de fazer por aqui, só amanhã. – Ela concordou fazendo que sim com a cabeça. – um chá cairia bem. Me leva até em casa?


O apartamento da mulher era aconchegante, agradável e simples, piso de madeira, paredes brancas e limpas, janelas amplas, a luz do luar da madrugada iluminava os cômodos apagados. Os amigos sentados em uma pequena mesa na cozinha.

Ambos riam do passado. Lembraram-se do trote que cada um levou quando entrou na faculdade, dos professores que tinham e claro, de histórias que viveram com Jonh. Os três eram quase inseparáveis naquela época. Rachel seguiu para criminologia e Carl e John decidiram ficar no departamento de provas.

- O que aconteceu com Jonhnny? –  Rachel perguntou entre goladas do seu chá de camomila – ele era tão energético, tão alegre. O que deixou ele tão... Amargo?

- Não faço ideia – disse Carl dando os ombros –  Acho que quando convivemos por tanto tempo com assassinatos, drogas, roubos... Você sabe, temos que mudar, eu e você nos tornamos mais sérios também.  –  Ele olhou para a caneca vazia que tinha em mãos e deu uma risada fraca –  Ele é um mistério até para mim, mesmo sendo meu melhor amigo.

Rachel se espreguiçou e logo em seguida um som estridente invadiu o local: o telefone dela tocou. Pegou o aparelho rapidamente e ouviu a voz de um dos policiais que estavam na cena do crime.

- Carl, acho que não vou poder terminar o meu chá – ela disse com um sorriso travesso – encontraram a casa do Dudão. Temos que ir.





A luz dos primeiros feixes alegres solares banhavam os prédios preguiçosamente, o subúrbio de Castelia era um lugar não tão agradável, viviam neste lugar classe baixas e médias, pessoas normais, um lugar muito movimentado quando se tratava de tráfico de drogas.

Dudão sentia haver algo errado, não gostava daquela sensação, mas sabia que era besteira. Olhava distraído para alguns sacos de cocaína em cima de uma mesa de escritório, balança seu revólver distraidamente na mão, olhava para as paredes, para o relógio digital que marcava seis horas da manhã. Não devia estar ali, mas faltava cocaína, não fizeram o suficiente para o mês, Jim cozinhava a mercadoria no andar de baixo, só esperava que conseguissem atingir a quantidade com que se acostumaram a vender.

Por um momento ouviu batidas fortes, passos, não sabia o que era, agarrou a arma e, puxou uma esfera de metal de sua gaveta e a segurou bruscamente com a mão. O traficante ouviu gritos, era Jim, vozes grossas, estava ferrado. Era alto de mais para pular, escancarou a porta, e correu pelas escadas, diversos guardas armados seguravam seu sócio, eles procuravam pelos lugares, havia um growlithe, o avistaram. Dudão correu em direção a porta da frente, era inviável fugir pelos fundos, um guarda o agarrou, preparava um golpe com o cassetete, simplesmente atirou no braço do policial, que o soltou urrando de dor. Vi o cão o perseguir, alguns estavam fora da casa.

- Vai foder sua mãe. - Vociferou Dudão.

Atirou no pescoço de um dos que estavam fora da casa, uma mulher de cabelos vermelhos e vivos o perseguiu, ele corria pela rua, o carro estava perto, estacionado a poucos metros, um Mustang negro. Entrou, ligou a ignição sem ao menos fechar a porta, e acelerou, dez metros, onze, treze. Era difícil dizer o que acontecia, no momento seguinte o carro capotava, um vulto chocolate estraçalhava o metal com sua garras brilhantes, Ursaring abria a lateria para capturar o traficante.

- Se renda. - Berrou Rachel ainda assustada pelo que acontecia, a ruiva estava a poucos metros de seu Ursaring.

O traficante conseguiu ativar sua pokéball, um grande bovino com pelagem crespa foi em direção a besta que rugia furiosamente em cima do carro, as patas cortaram o couro resistente de seus flancos, enquanto os marfins se encravavam no abdome do monstro. Rachel sentia sua cabeça doer, estava tonta, a conexão iria se romper a qualquer momento, a dor se intensificava a cada segundo, enquanto os chifres perfuravam mais fundo o corpo do urso gigantesco.

O homem de pele bronzeada e moicano louro se arrastava para fora do Mustang destroçado, suas pernas sangravam, não olhava para trás, só forçava seu Pokémon a empurrar o adversário. Rachel não aguentava mais, iria desmaiar, se sentia muito fraca, empalideceu ainda mais quando viu os marfins brotarem em meio as costas de seu Ursaring, tudo tão rápido, ele gemer e cair.

O Bouffalant vitorioso foi surpreendido, um par de três garras tão afiadas quanto a de Ursaring se encrava no flanco do bovino, o animal de pelagem creme e azul pulava para cima do Pokémon recém derrubado, tentava encravar seus chifres no novo adversário, se debatendo no chão, o Typhlosion encravou uma garra que faiscava raios, era um Thunder Punch, a barriga do touro se rasgou, seu intestino escorreu para fora. E por último o grande ser que soltava pequenas chamas de seu corpo mordeu o pescoço de Bouffalant, quebrando sua jugular. A fera se ergueu, patas dianteiras, boca e tronco manchados de sangue, rugia com a boca escancarada enquanto as chamas trepidavam fortemente em suas costas, liberadas por gazes de seu corpo, por fim o ser foi engolfado por um feixe vermelho, assim, deixando a besta morta com seu estômago arregaçado em meio ao asfalto.

Carl guardou a pokéball de seu Typhlosion no cinto e correu até Rachel, enquanto os policiais iam em direção a Dudão. O homem focou seus olhos negros na mulher em seus braços, sua cara estava branca como leite, seus olhos pareciam não ter foco, o detetive se assustou quando a ruiva saltou de seus braços tremendo, ela vomitou, caiu de quatro e cuspiu o resto, vomitava alimentos consumidos, líquidos e sangue, uma mistura alaranjada e nojenta.

- Ra-rachel? Rachel? Fale c-co-omigo. - Balbuciava Carl.

Ele se jogou para o chão, envolveu seus braços em volta de sua cintura e a deitou de lado quando parou de vomitar, ela tremia insanamente, era um ataque epilético. Então notou, a mulher segurava firmemente a pokéball em sua mão, ainda sentindo a dor de Ursaring, as veias estavam saltadas por usar tanta força.

Sem pensar duas vezes levou o corpo até perto da coxa da ruiva que tremia, agarrou a mão que apertava o item, e começou sem hesitar, primeiro o indicador, o puxou fortemente para trás, quebrando-se com um estralo, depois o anular, e, continuou até que a pokéball fosse libertada. A mulher parecia recuperar um pouco da cor, mas seus dedos apontavam para diversas direções de forma desagradável.

- Precisamos de um médico, policial Black Rachel ferida e em péssimo estado. - Disse Carl em seu rádio com certa urgencia na voz. - Também será necessário tratamento psiquiátrico

~~v~~

~por Vulcano&Andreoli
avatar
Vulc
Membro
Membro

Masculino Idade : 20
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 13/03/2010

Frase pessoal : I'm still into you


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Black~ em Dom 8 Set 2013 - 14:25

Bom, vamos lá.

Só pude vir agora, pois estive com alguns compromissos (ninguém se importa, mas é). Enfim, esse capítulo foi legalzinho, mostrando a aparição desses dois amigos do John e todos esses acontecimentos nele, como esse negócio das drogas e tals.

Eu curti essa parada de tráfico de drogas, quer dizer, é uma coisa normal, mas acaba sempre sendo um tabu numa fic. Os policiais geralmente são aqueles bocós que têm um Growlithe e ficam correndo igual uns idiotas atrás de uns bandidos lixosos. Foi interessante ter colocado essa coisa toda.

Essa luta foi bem sangrenta hein -q. Os órgãos, as tripas tudo saindo do corpo dos pokémons. Como já disse em respeito à questão das drogas. Não acho nada surpreendente, mas acaba sendo um tabu essa violência com pokémons, salvo raras exceções.

Erros eu vi um ou outro, mas não citarei nenhum.

Acho que só tenho isso a falar. Boa sorte com a fic.
avatar
Black~
Fanfic Mod
Fanfic Mod

Masculino Idade : 20
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 27/02/2011

Frase pessoal : The winter has come


Ver perfil do usuário http://pokemonblackrpgforum.forumeiros.com./

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Dengel em Seg 9 Set 2013 - 12:45

Hey-Yo!

Bem, muito bom esse capítulo. As duas personagnes tiveram uma boa aparição, com bastante ação, e um pouco do mistério sobre John começa a ser desvendado. BTW, muitas vezes (senão todas) vi o nome John escrito Jonh.

Gostei da parte da investigação na casa, apesar de não ser muito fã, e da relação um tanto difícil entre Rachel e Ursaring, se bem que ela não "desistiu" do seu pokémon quando este foi gravemente ferido. Será interessante ver a reação do Ursaring depois disto. Fiquei também curioso com essa conexão criada entre treinador e pokémon que permite a cada um sentir a dor do outro.

A parte da perseguição e luta foi, claramente, a mais violenta e com mais ação do capítulo. Uma luta não muito importante a nível de enredo, mas que serviu como exemplo para termos uma ideia de como serão as próximas a partir deste ponto, e, devo dizer, que me agrada imenso.

Bom, basicamente é isso. Esperarei o próximo capítulo!
avatar
Dengel
Membro
Membro

Masculino Idade : 21
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 19/07/2013

Frase pessoal : Just Live and Let Die


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por cocotinha_white124 em Dom 22 Set 2013 - 1:54

@Black~ escreveu:Bom, vamos lá.

Só pude vir agora, pois estive com alguns compromissos (ninguém se importa, mas é). Enfim, esse capítulo foi legalzinho, mostrando a aparição desses dois amigos do John e todos esses acontecimentos nele, como esse negócio das drogas e tals.

Eu curti essa parada de tráfico de drogas, quer dizer, é uma coisa normal, mas acaba sempre sendo um tabu numa fic. Os policiais geralmente são aqueles bocós que têm um Growlithe e ficam correndo igual uns idiotas atrás de uns bandidos lixosos. Foi interessante ter colocado essa coisa toda.

Essa luta foi bem sangrenta hein -q. Os órgãos, as tripas tudo saindo do corpo dos pokémons. Como já disse em respeito à questão das drogas. Não acho nada surpreendente, mas acaba sendo um tabu essa violência com pokémons, salvo raras exceções.

Erros eu vi um ou outro, mas não citarei nenhum.

Acho que só tenho isso a falar. Boa sorte com a fic.
Vlw preto, é, tipo, a luta nem seria assim, porém, eu achei que seria o melhor a se fazer, pelo fato que estava tudo calmo, era pra dar um susto na massa quente Wink

@Dengel escreveu:Hey-Yo!

Bem, muito bom esse capítulo. As duas personagnes tiveram uma boa aparição, com bastante ação, e um pouco do mistério sobre John começa a ser desvendado. BTW, muitas vezes (senão todas) vi o nome John escrito Jonh.

Gostei da parte da investigação na casa, apesar de não ser muito fã, e da relação um tanto difícil entre Rachel e Ursaring, se bem que ela não "desistiu" do seu pokémon quando este foi gravemente ferido. Será interessante ver a reação do Ursaring depois disto. Fiquei também curioso com essa conexão criada entre treinador e pokémon que permite a cada um sentir a dor do outro.

A parte da perseguição e luta foi, claramente, a mais violenta e com mais ação do capítulo. Uma luta não muito importante a nível de enredo, mas que serviu como exemplo para termos uma ideia de como serão as próximas a partir deste ponto, e, devo dizer, que me agrada imenso.

Bom, basicamente é isso. Esperarei o próximo capítulo!
Foi um erro de ambas as partes, onde escrevemos errado mesmo. E não foi questão de desistir, ela foi até onde pôde, porém nos momentos finais nem podia controlar o próprio corpo. E bem, leia o cap pra saber o que ocorre com o Ursaring. É, acho que este é um dos trunfos da fic, a conexão criada entre ambos, será mais aprofundado com o decorrer dos caps.
Cara, ótimo, você entendeu perfeitamente o que quis passar, como disse pro Black, foi um balde de água fria na temperatura amena que a fic carregava.






A Besta Escarlate



Outubro, 23, 2083.


Rachel olha para o quarto relaxada, havia acabado de acordar e se sentia ótima, infelizmente não lembrava de quase nada depois do incidente com os pokémons. Não demorou e a porta abriu, uma mulher com uniforme de enfermeira entrou no quarto para medir a temperatura dela. O homem de sobretudo segurava uma xícara de café e parecia desapontado por estar ali logo cedo.

- Johnny! Qual é? Você não pode me visitar e continuar com essa cara feia.

- Oi – Ele deu um sorriso leve.

A enfermeira saiu rapidamente do quarto e ele se sentou em uma cadeira ao lado da cama e deixou a xícara sobre a cabeceira. Tirou uma pasta negra e a abriu, deixando alguns documentos sobre as perna da mulher.

- Estes são alguns dados, tivemos as seguintes informações sobre aquela pokéball – Ele disse pegando sua caneca. - ela é um crack.

- Existe algo tão potente assim? Afinal, é o sistema das pokéballs de que estamos falando. – Ela disse espantada enquanto folheava o relatório. - E como armazenam os pokémons? Afinal, eles são teleportados para o Poké Center local e mantidos em estado de hibernação.

- Eles redirecionam para algum centro deles, é uma grande organização, para conseguir financiar tal esquema.

O coração de Rachel acelerou. Sua respiração ficou mais ofegante. A rede que eles tinham não se restringia apenas a um traficante. Existia muito mais por trás de tudo aquilo. Ela respirou fundo, tentando pensar e não sair correndo pela porta pra ser jogada na cama de novo.

- Bem, mas temos mais alguma pista? – Ela perguntou

- Bom, eles cozinhavam a cocaína, porém recebiam maconha de terceiros, talvez seja esta a chave, foi decidido – ele deu um golada no seu café - A melhor opção seria um espião, será duro, ele deverá achar os cabeças, e ainda conseguir as informações, mas com tudo pronto, estamos livres para prende-los.

- Eu – Ela disse com os olhos brilhando -Eu posso. Você sabe que sou capaz disso Johnny.

- Não, já foi decidido que será um novato. É a melhor opção! - ele argumentou - Não podemos ter o risco de você ser reconhecida. Lembra de que você já esteve numa reportagem no jornal? Fica tranquila, esse novato vem de fora da cidade, mas dizem que ele é muito bom, ótimos resultados na academia.

Rachel tentou não demonstrar sua decepção. Era a segunda vez que  se sentia inútil em menos de um mês. Ela queria sair daquela cama e pegar o caso, mesmo sabendo que seria idiotice. Era algo que queria fazer pra se sentir útil.

- Cinco minutos – ele disse num suspiro.

- O que? – ela perguntou largando os papéis por um momento, mostrando uma cara confusa.

- Meu limite Rachel, o do período de visitas. – Ele disse dando uma olhada no relógio com pulseira de couro que tinha - tenho de ir, venho ver você amanhã novamente pra me certificar como você está e contar a quantas anda a investigação.

O homem saiu pela porta, que se fechou, deixando a mulher mais uma vez, às portas da solidão.



Outubro, 28, 2083.


Estava deitada em uma cama branca, um travesseiro de penas, tudo a seu arrredor era branco, tão branco como a neve. Os cabelos carmesim e lisos jogados em meio ao colchão, o rosto sereno e relaxado, as pálpebras tremendo levemente afim de se manterem fechadas, seu corpo era recoberto por uma camisa branca de um tecido leve, as pernas eram vestidas por uma jeans escura, meias brancas e limpas lhe cobriam os pés. Um Kadabra estava atrás dela, ele fitava-a com um olhar sem vida, isto durou alguns minutos, e por fim uma porta praticamente invísivel em meio ao quarto se abriu, uma mulher com uma média de trinta e cinco anos adentrou o cômodo.

- Rachel, venha comigo, já temos os resultados. - A psiquiátra de cabelos negros e presos sorria gentilmente.

A policial ao ouvir a voz despertou, se levantou rapidamente da cama, tomando a porta como destino, ambas as mulheres saíram da sala, deixando o Pokémon sozinho. Estavam agora em uma sala aconchegante, havia um divã com estofamento branco ao canto, uma mesa de escritório de carvalho, uma cadeira vermelha, o carpete verde era elegante, combinando com as paredes marrons, algumas estantes com livros.

- Bem Rachel, já temos os resultados, seu nível de estresse mental está na casa dos sessenta, sendo cinquenta a numeração mediana, posso dizer que você lidou muito bem, outros na sua situação ultrapassariam os três dígitos fácilmente. - comentou a doutora, enquanto fazia um sinal para a paciente sentar-se no divã.

- Jennifer, isso quer dizer... Posso voltar a serviço? - Perguntava Rachel excitada, a policial brincava com seus dedos involuntariamente.

- A situação é delicada ainda, irei lhe dar a permissão, mas teremos que ter você a cada três dias aqui. Não é viável deixarmos uma oficial tensa, podendo não controlar seu pokémon. - Comentava a doutora enquanto buscava os papéis que permitiriam a policial de retornar. - É isto, chegamos ao final, daqui alguns dias nos veremos novamente.

Rachel simplesmente se despediu de sua psiquíatra, saiu pela porta, andou pelos corredores enquanto outros cidadãos esperavam a hora de suas consultas. Passou pela porta do centro psiquíatrico, caminhou alguns passos para a direita, ninguém poderia vê-la, foi até uma sombra no canto do grande prédio. Encostou o corpo na parede gelada, lágrimas escorriam de seus olhos azuis. Se lembrava da náusea, da dor em sua cabeça, sentir a morte de seu antigo pokémon, tudo ainda era tão confuso, apenas seis dias se passaram desde o caso.

Passou a mão no topo de sua coxa, pegando uma esfera de seu cinto, era brilhante, Carl lhe entregara ela ante-ontem durante o período da manhã, aquela pokéball continha o código de teleporte de um Krookodile. Viu um garoto e uma mulher passarem pela calçada branca, começou então a enxugar os olhos com as costas da mão, não podia estar assim, hoje era o dia que voltaria a seu serviço, além de estar responsável por alguns estagiários.

Sem demora enxugou os últimos resquicios de lágrimas que haviam em seus olhos, e andou até a calçada branca, estendeu a mão na rua e fez um táxi branco parar. Entrou rapidamente e sem rodeios lhe disse o endereço: Rua Dragon Tail, número 1557. Tentou ouvir a música da rádio para se acalmar por completo, mas o motorista ficava tentando puxar conversa. Teve que aguentar o homem por cerca de quinze minutos, estes que pareceram horas.  Quando chegaram, mal podia esperar para sair daquele carro que cheirava a mofo. Deu ao motorista uma nota de 50 coins, recebeu o troco e foi o mais rápido que podia para dentro do prédio da delegacia.

Rachel deu uma ajeitada em seu terno após passar pela porta, passou pelo balcão de atendimento e foi em direção a um longo corredor, faltava ainda meia hora para encontrar os estagiários. Leu acima da porta "Departamento de provas", era seu local, abriu a porta e ficou extremamente surpresa ao ser recebida por todos os colegas de trabalho, haviam algumas flores em cima das mesas, onde normalmente encontraria-se papéis, havia um bolo em cima de uma das escrivaninhas. Depois de um tempo, notou uma faixa de tnt com os dizeres "Bem vinda de volta ruiva". Os olhos encheram de lágrimas e ela correu para abraçar a todos que estavam lá.

- Bem vinda. - diziam diversos em uníssono, dando tapas em suas costas, um homem de cabelos grisalhos, uma mulher loura e bela, uma outra de cabelos castanhos lhe apertava a mão, um colega mais jovem, um atrás do outro.

- Hey - Carl dizia ao lado - gostou? Foi meio barra falar com a chefia, mas achamos que você merece, depois de tudo que ocorreu na semana passada.

- Obrigada Carl - ela disse lhe dando um abraço apertado - se não fosse você, eu acho que eu não estaria aqui.

- Relaxe, é isso que fazemos - Ele sorriu pegando um pedaço de bolo e entregando a mulher, ela pôde agora notar que havia um grande urso desenhado na cobertura. - Ajudamos uns aos outros. Tenho quase certeza que faria o mesmo por mim.

- Eu? - ela disse, irônica -Te deixaria morrendo lá.

Carl fez uma cara que se assemelhava ao espanto, enquanto a moça e seus colegas riam do homem.

- O que importa é que você está viva, coisa que infelizmente Richard não teve a oportunidade. - Comentou um homem de pele parda que aparentava estar na casa dos trinta.

- Obrigado, Samuel. - disse a mulher feliz. - Bem, já está na minha hora, tenho alguns estagiários para cuidar. Até.

Saiu pela porta, apalpou a pokéball nova como se pedisse forças enquanto andava em direção à sala dos estagiários. Iria ensiná-los a como utilizar os pokémons, embora tivesse quase certeza de que poderiam colocar outras pessoas para fazer isso.

Quando chegou a sala e abriu a porta, achou o que viu estranho. Haviam cerca de dez alunos, uma turma que geralmente tinha mais de cem. Todos pareciam muito magricelas para aguentar o serviço policial, mesmo ela não sendo um exemplo de força bruta.

- Bem, eu sou Rachel Black – ela começou – e primeiramente, vou explicar como funcionam as poké-balls, essas que são os recipientes usados para guardarem seus parceiros. Esse aparelho permite uma conexão neural com o Pokémon, ela se adapta ao seu sistema nervoso para que não seja possível roubo ou uso indevido dessas criaturas. Já tivemos casos no passado de feras que acabaram por incendiar casas, simplesmente por estarem sob o controle de alguém mal intencionado.

- Mas, o que impede que um ser mal intencionado obtenha uma poké-ball?  - Um garoto asiático perguntou. No crachá lia-se o nome Kurachi.

- Certo Kurachi, – Ela continuou – as poké-balls para captura são dadas apenas para treinadores licenciados, junto com uma já com Pokémon contido. Esses treinadores tem que fazer um curso de treinamento para aprender a dominar completamente e a utilizá-los de forma sábia em batalha, e além disso, essa poké-balls específicas só podem ser usadas na presença de outro Pokémon.

- Mas e em casos emergenciais? Como assaltos ou incêndios, eles não podem ser usados? – Perguntou um loirinho com nariz pontudo de nome Michael.

- Para isso, existem as forças policiais e o corpo de bombeiros com poké-balls especiais que podem ser liberadas a qualquer momento. Os bombeiros, claro, tem posse apenas de pokémons do tipo água, e nós da polícia podemos ter a qualquer tipo.

- E sobre os movimentos que cada Pokémon pode fazer. – Disse uma menina com longos cabelos castanhos e olhos claros, Megan – Quantos e como funciona a seleção deles?

- Ótima questão – Rachel disse com um sorriso – Cada pokéball  pode carregar no máximo 4 ataques ao mesmo tempo.  Se forçarem a aprender mais, um deve ser apagado, pois a conexão neural entre treinador e Pokémon fica abalada pela complexidade de 5 ou mais movimentos, e isso geralmente leva a dores insuportáveis para Pokémon e treinador. Esse, que é um tópico interessante: A dor que seu Pokémon sofrer será também sentida por você, claro, em uma escala um pouco reduzida. - Ela fez uma pausa para respirar - A união neural é o que causa isso, e por esse motivo é importante que cuidem bem do seu Pokémon, certo? Existem também TMs, são arquivos com golpes, que após comprados pelos treinadores podem ser modificados livremente na pokéball.

Todos assentiram, Rachel olhou rapidamente para seu relógio, não queria segura-los por muito ali, tinha que dar um pouco de prática a eles. Rachel bateu as mãos, dando a entender um final no assunto.

- Vamos agora ir até o subsolo, em nossas salas de treinamento, quero que vocês tenham um ideal prático, porque quando estiverem em ação, nada disso valerá tanto quanto experiência. - Instruiu a policial dando um sorriso aos estudantes. - Por favor sigam-me.

Ela então abriu a porta da sala vazia e esperou todos saírem, após isto tomou a frente do grupo, guiando os estudantes. Passaram pelos corredores, chegando depois de poucos minutos a duas largas escadas, desceram as mesmas em passos contínuos, os estagiários olharam perpexos para o grande piso, haviam uma grande arena para batalhas, equipamentos para treinamento, uma sala para treino com armas de fogo.

- Todos vocês tem seus pokémons, certo? - Perguntou a mulher dando o último passo, pôde ver todos assentirem. - Vocês devem possuir o conhecimento de que nenhum policial pode portar uma arma biológica caso não esteja com seu estresse mental numa faixa menor que setenta pontos. Podem me explicar o por quê?

Uma jovem que devia estar na faixa dos vinte e três anos ergueu a mão timidamente, ela tinha a pele levemente bronzeada e os cabelos eram dourados, seu rosto era docilmente bonito, vestia uma saia preta acompanhada por uma camisa branca abotoada até o colarinho.

- Um treinador ou policial deve manter seu quadro de estresse estável, o limite oficial no governo de Unova é setentea pontos, algo maior que isto pode interromper a conexão com o Pokémon, causar dores mentais no treinador, e até chegar ao ponto de obstruir o usuário do controle.

- Exato...?

- Hã... Sarah, senhora Black. - respondeu a garota nervosa.

- Tudo bem foi uma ótima explicação, e por favor, me chamem somente de Rachel. Venham!

Andaram em direção a um arco, dois círculos brilharam em verde, permitindo a passagem de todos legalmente. Alguns policiais treinavam suas miras em meio a sala, o som era muito bem abafado, podendo-se ouvir somente fracos estalos, outros melhoravam o vigor de seus companheiros em circuitos, já a grande arena estava livre para os estudantes da Universidade Municipal de Castelia. Rachel puxou a pokéball de seu cinto e extendeu seu braço, após um feixe havia um grande Krookodile a sua frente, o animal era lindo, suas escamas brilhavam hora em um violeta vívido, hora em um escarlate. Seus dentes eram grandes e brilhantes, igualmente como suas garras.

- Todos possuem Pokémons. - Começou a falar a policial. - Mas acho que quase nenhum de vocês já esteve em uma batalha de verdade. Não importa que setor escolher, sempre nessas carreiras vocês se verão contra a morte, é uma profissão triste, não são todos que tem a chance de morrer na cama. A melhor dica que tenho à vocês é que sigam seus intintos, sintam o peso do pokémon, não estarão controlando um corpo humano, vocês devem ser seu parceiro. Ao ganhar a licença para o uso destes monstros vocês são cuidadosamente avaliados em diversos testes, e assim recebem um ranking com todas as espécies catalogadas, quanto mais próximo do topo, maior a compatibilidade que possuem. O Krookodile está em quarto lugar em minha lista.

Aquele garoto de antes, Michael, foi a frente dos outros.

- Nós iremos batalhar? - Perguntou um pouco constrangido.

- Sim, e pretendo que comecemos agora, primeiro eu e um de vocês. - disse apontando para o grupo. - Candidatos?

Uma garota de cabelos chocolate e lisos levantou a mão, era Megan, a jovem que perguntara anteriormente.

- Tudo bem, Megan, eu vou naquele lado, espero que inicie, você vai estar na vantagem, alguns acontecimentos anteriores me fizeram perder meu antigo Ursaring, estou ainda me adaptando ao Krookodile. - disse a mulher virando para trás, ajeitou levemente os cabelos carmesim enquanto ia em direção ao lado oposto da arena.

Megan pegou sua pokéball da calça jeans, um Pokémon de corpo marrom brotou dela, seu rosto era coberto por um crânio de aspecto feroz, ele segurava em uma das mãos uma tíbia com a ponta quebrada. Ambos preparados em cada lado do campo, o Marowak foi o primeiro a partir para a frente, o animal tinha um e quarenta de altura em média, saltou e num golpe circular atacou o grande réptil, este se esquivou para trás, Megan continuou a induzir a fera, o mesmo brandiu seu osso contra o adversário, que, repetiu o movimento de esquiva, porém desta vez saiu com um talho no estômago.

-  Wow, estou bem lenta mesmo. - Comentou Rachel sentindo uma leve dor em sua cabeça.

A jovem soltou uma risada, e Marowak liberou um gélido vapor de sua mão, partindo com um murro em direção ao oponente, Krookodile agarrou o punho e girou o ser que possuia metade de seu porte, fazendo seu corpo se estralar no chão. O monstro se ergueu tonto, o réptil seguiu ao comando de sua mestre, Brick Break, um soco veloz e certeiro, o crânio trincou e se despedaçou-se, revelando a face da besta, que cambaleou para trás com o olho sangrando, o mesmo efeito surgiu em Megan, que aparentava ter sido pega por uma forte dor.

O Krookodile para a surpresa de Rachel seguiu seus golpes, agarrou o pé do adversário e estourou seu corpo novamente contra o chão, o unhava ferozmente, socava sua face. Megan caiu no chão, urrando de tanta dor, gemia descontroladamente enquanto suava, coaçava o corpo desesperada com a mão livre.

- Não, não, saiam daqui! Não consigo controla-lo, tirem ela agora e peçam ajuda. - Berrava a mulher enquanto lágrimas escorriam de seus olhos azuis, "porque hoje?" - pensava ela.

Antes que qualquer um pudesse reagir Marowak se ergueu, e acertou diversos golpes elementares em Krookodile, não estava mais sobre controle de ninguém, o adversário caiu, todos os estudantes berravam descontroladamente. E num último murro, acertou um Ice Punch na face do monstro de Rachel, a garota foi contra o chão, a dor era horrível, queria se matar, via tudo enevoado, iria desmaiar. - "Não agora sua vagabunda".


Outubro, 28, 2083.


O quarto era branco e limpo, seu piso era revestido por um carpete azul escuro, o cômodo estava praticamente vazio, havia apenas um pequeno sofá vermelho e uma TV de LED no chão, seus fios eram conectados à tomada, igualmente a caixa da televisão a cabo. A brisa agitada do inverno sussurava em meio à casa alugada, juntamente com os leves gemidos indecentes produzidos pelo equipamento e o pingar constante do chuveiro, que por fim cessou-se.

Após alguns minutos um homem adentrou a porta, vestia somente uma calça jeans, sua pele era negra, o peito nu forte, carregava uma toalha branca no ombro, seu rosto de aspecto ousado era adornado por costeletas leves, junto a se penteado afro. Sentou-se, algumas gotas ainda escorriam pelo corpo quente, ignorava o frio, suspirou, olhou para seu televisor, viu a mulher de cabelos negros e lisos gemer, o rosto dócil com os olhos fechados, os seios fartos e desejaveis socados contra o edredom rosa, o tronco vindo bruscamente hora para frente, hora para trás, e, sem avisos, a televisão apagou-se, podendo-se agora ver somente o reflexo do homem que apontava o controle.

Joe Barkley tateou sua mão pelo sofá vermelho, seu rosto não demonstrava expressão, sentiu o metal frio e curvado, agarrou-o, assim, mirando o revólver contra a televisão de LED, abriu o tambor, mexeu nas balas rapidamente, fechou-o, repetiu o processo, mirou novamente em direção a TV, o guardou no bolso, sacou mais uma vez, isso se repetiu por alguns minutos. A arma escorregou de sua mão, caindo no piso com um baque, tateou mais uma vez pelo estofado, tocou metal agora, ergueu o distintivo, os olhos negros fixos no dourado.

- Cento e cinquenta mil coins. Seguro de vida, médico, casa. Total segurança em caso de risco. - murmurou o homem negro com um olhar sem vida. - Tempo indeterminado.

Por Lack e Vulc
avatar
cocotinha_white124
Membro
Membro

Masculino Idade : 19
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 04/02/2012

Frase pessoal : Na ponheta ele é ambidestro - Black


Ver perfil do usuário http://andreoli17.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por knew em Dom 22 Set 2013 - 19:07

Ok.
Eu gostei. Mesmo os cap. serem gigantes e as vezes cansativos, não abordar uma viajem com meu companheiro [pokemon super overpower] já é uma grande satisfação.
E meu deus, abordagem nota 100. Trafico de drogas e pokémons morrendo, conseguiram jogar pokémons na nossa realidade e deixar mais interessante do que o sistema capitalista que imaginei algum presidente fazendo.

obersevação: dat krookodile
avatar
knew
Membro
Membro

Masculino Idade : 18
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 27/12/2011

Frase pessoal : deus é top


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Dengel em Ter 24 Set 2013 - 15:00

Hey-Yo!

A minha parte preferida no capítulo foi realmente a reação de Rachel à batalha. Achei excelentemente dramático, com toda aquela alteração da parte da mulher ao novo ambiente com o Krookodile. Apenas fiquei com pena da estudante xD Mas achei um pouco estranho todo aquele pânico. Ou melhor, não percebi o porquê desse pânico durar tanto tempo. Tudo bem que nunca haviam participado numa batalha antes, mas alguns devem ter visto, e havia profissionais na sala, eles poderiam ter feito algo.

De qualquer maneira, gostei muito da explicação que deu sobre as pokébolas. Ficou muito melhor do que o simples "aparelho que serva para guardar os pokémons enquanto ninguém os quer para lutar".

Quanto à escrita. Encontrei alguns erros, mas a descrição/narração estiveram muito boas. Quanto à parte da batalha, também gostei do modo de atacar. Já no anterior os treinadores não haviam dado qualquer comando, mas agora deu para perceber melhor graças à explicação das pokébolas e do sistema nervoso.

Bem é só. Desculpe, não estou muito na onda de escrever hoje xD Continue assim!
avatar
Dengel
Membro
Membro

Masculino Idade : 21
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 19/07/2013

Frase pessoal : Just Live and Let Die


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Black~ em Ter 24 Set 2013 - 17:38

Bom, vamos lá.

Primeiro, a fic passa no ano de 2083? Lol, tipo, wtf. Nunca deu pra imaginar isso, quer dizer, tudo tá tão 2013, tirando o bem explicado fato da conexão de pokébola e treinador. Mas é como disseram, fazer fic no futuro é difícil -q, mas enfim.

O capítulo ficou legalzinho, mas foi mais só explicação de como as coisas funcionam, depois no final que tomou um ápice mais nervoso com o descontrole do Krookodile e depois o negão que deve ser algum bandido -q, mas ficou muito misterioso esse finalzinho -q, mas enfim.

Esse negócio da ligação psíquica entre pokémon e treinador é bem interessante, e meio doida também, como o caso do Krookodile. Se o treinador não tiver total controle sobre o pokémon, essas desgraças acontecem -q, é legal também o treinador sentir o golpe assim como o pokémon.

Vi um erro ou outro.

Sobre esse capítulo não tenho mais nada a comentar, portanto é só e boa sorte com a fic.
avatar
Black~
Fanfic Mod
Fanfic Mod

Masculino Idade : 20
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 27/02/2011

Frase pessoal : The winter has come


Ver perfil do usuário http://pokemonblackrpgforum.forumeiros.com./

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por cocotinha_white124 em Seg 21 Out 2013 - 11:56

Não queria fazer isto, mas bem, podem trancar.

Pikachu: Reaberta! :')


Última edição por Pikachuzinha em Seg 28 Out 2013 - 22:02, editado 3 vez(es) (Razão : Tópico trancado a pedido do autor. Caso queira reabrir, mande mp para algum moderador.)
avatar
cocotinha_white124
Membro
Membro

Masculino Idade : 19
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 04/02/2012

Frase pessoal : Na ponheta ele é ambidestro - Black


Ver perfil do usuário http://andreoli17.deviantart.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Puppet

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum