Pokémon Mythology
Olá, visitante! Vejo que ainda não está conectado ao nosso fórum, faça login.
Espere, você ainda não está cadastrado? D:
Inscreva-se em nosso fórum e venha aproveitar as novidades que estamos preparando pra vocês. Nós teremos o maior prazer em recebê-lo no fórum e se precisar de qualquer ajuda, temos muitos membros e nossa equipe para ajudá-lo! Lembrando que você pode postar sua fanfic, seus desenhos ou edição de imagens, seu vídeo-detonado ou gameplay, participar de um RPG, postar e ler notícias do mundo Pokémon, tirar todas as suas dúvidas sobre todos os jogos de Pokémon, comentar sobre o desenho do momento ou apenas jogar um papo fora. Além de fazer amigos!
Para cadastrar-se clique no botão 'Sign-Up' ou em 'Registrar-se' aqui abaixo. Seja bem vindo!

[Remake] A guerra de Sinnoh

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ir em baixo

Re: [Remake] A guerra de Sinnoh

Mensagem por -Ice em Qui 31 Out 2013 - 15:12

Demorei um pouco mais dessa vez, mas aqui estou eu, espero que gostem do capítulo.

Comentários:
Claymore-: Legal seu comentário fera, mas cadê a construtividade?

Brincadeira cara, os pokémons realmente não estão sendo usados ainda, pois eles acabaram de começar a missão deles, mas daqui para frente os pokémons vão aparecer mais frequentemente, espero que você continue acompanhando a fic até lá.

VII
Takuya

Certamente aquilo era um resgate, Takuya ficara esperançoso ao saber que alguém achara aquela casa no meio do mato, ele finalmente poderia ver a luz do Sol depois de semanas.

Aquela também era a primeira vez que via os outros cômodos daquela casa, já que fora levado para lá inconsciente e acordou no quarto trancado, onde estava até então.
Eles foram para o que poderia ser a sala principal da casa, julgando por sua aparência. Bonita? Sim. Assustadora? Também. O chão de carpete parecia não ser varrido há séculos, e a parede estampada com Sóis e Luas estava toda arranhada, os móveis também eram bem antigos, porém elegantes, Todos em volta de uma cama com... aquilo deitado era um velho desmaiado?

O que Takuya mais queria ver ali era seu resgate, mas todas as suas esperanças de sair de lá acabaram quando ele viu os dois garotos. O mais alto devia ter uns treze anos, era ruivo e sardento, com intensos olhos azuis, era bastante magro, usava uma camiseta cinza, um shorts preto e sapatos tão verdes que pareciam brilhar no escuro. O outro também era magro, tinha cabelos negros e despenteados que desciam até a nuca e olhos da mesma cor com olheiras fundas. Sua camisa era branca e verde e usava calças jeans escuras, além de um tênis de corrida preto, ele tinha um olhar de quem desconfiava de qualquer coisa, como se um cara fosse pular de trás de um dos móveis, e ele já estava preparado para isso. Certamente seria um cara assustador, se não fosse tão baixinho.

O homem de terno pareceu estupefato quando viu os dois garotos, e pareceu ficar nervoso também, pois soltou o braço de Takuya, como se ele fosse menos importante que os outros dois.

- Você! - exclamou o garoto de cabelo negro, apontando o dedo indicador para o homem - Seu filho...
- É bom te ver também. - disse o homem, limitando-se à um sorriso. Por um momento, Takuya pensou que os dois fossem velhos amigos ou algo assim, mas o homem fez um movimento rápido com a mão, pegando uma Pokéball e arremessando no chão. Um pokémon serpente roxo e preto saiu, sibilando.

O garoto ruivo tirou da mochila de suas costas uma PokéBall e a arremessou no chão.

- Yanmega! Aerial Ace!

Do objeto circular saiu uma libélula verde gigante, que brandiu as asas, liberando uma forte rajada de vento contra a serpente, que cambaleou para trás e sibilou, irritada.

- Poison Jab. - ordenou o homem, tão calmo quanto se fica ao jogar bingo com os amigos.

A cauda da cobra ganhou um tom de cor roxo e atacou Yanmega, que foi jogada para trás.

Depois disso tudo virou uma confusão, Seviper dando golpes venenosos e Yanmega usando movimentos voadores, os dois se chocavam e criavam fumaça, ficando difícil de enxergar.

Takuya começou a abanar com a mão, espantando a fumaça, até que alguém segurou seu braço direito, ele ia atacar a pessoa até ver que era o garoto de cabelo negro.

- Quem é você? - perguntou.
- Sou Takuya Yagiri. - ele queria mentir, mas quando o garoto o tocou ele sentiu algo... algo que o fez confiar que esse garoto era confiável. - Me ajude, tenho que achar um diário preto.
- Vamos sair daqui. - disse o garoto.

Takuya não sabia como, mas sabia que o garoto estava com medo, ele sentia isso, os dois seguiram até a porta mais próxima.

Eles entraram em um quarto meio pequeno, tinha apenas uma beliche com uma cômoda de uma gaveta do lado e um guarda roupa na parede esquerda, o chão de lá também era carpete.

- Esse diário é seu? - perguntou o garoto, soltando Takuya, que assentiu.

Os dois começaram a procurar, reviraram a gaveta única da cômoda e o guarda roupa, até que o menino de cabelo negro gritou:

- Aqui! - ele ergueu o diário preto e surrado. - Mas o que é que tem nesse... Ai!

Takuya ficou tão feliz por ver seu diário recuperado que não prestou atenção quando uma mulher ruiva entrou correndo no quarto e desferiu um golpe com uma faca no punho do menino de cabelos negros, ele até se sentiu mal por saber que o garoto tinha se machucado por sua causa, mesmo sem saberem o nome um do outro.

- Finalmente você veio para a morte, César Snow. - disse a mulher ruiva, enquanto o garoto gemia enquanto o pulso jorrava sangue. - Sua mãe está presa em uma de nossas bases G.U.M, levará séculos para você a encontrar, a menos que aceite cooperar conosco.
- Não faça isso! - gritou Takuya - Eles querem você para ver se você é um dos...

A ruiva apontou a faca para a garganta de Takuya.

- Você, Yagiri... - ela fez com a mão um sinal que Takuya não entendeu pois estava muito ocupado bolando um plano para saírem dali com o diário, mas tinha algo nessa moça que o assustava, ela tinha uma cara desprovida de emoções, com olhos azuis que pareciam estar se tornando cinzentos e sem vida, ela lembrava a Takuya alguém.

César Snow tomou a iniciativa, ele tinha enrolado o pulso cortado com papel higiênico, mas com o outro que ainda estava bom ele deu um soco no nariz da mulher ruiva, que cambaleou para trás, Takuya aproveitou a oportunidade e correu até o diário, finalmente pondo as mãos nele depois de tanto tempo. Ele não teve tempo de comemorar pois um grito alto ecoou por toda a casa.

- Luiz! - exclamou César Snow, jogando a mulher ruiva para o lado e seguindo para o cômodo de onde saíram, Takuya o seguiu.

A fumaça da colisão de ataques tinha sumido na sala, mas o cheiro de veneno misturado com suor ainda estava no ar. O garoto ruivo estava caído no chão não muito longe de seu pokémon, derrotado, ele agarrava a perna sangrando enquanto urrava de dor. O homem de terno sorriu.

- Uma coisa interessante sobre o veneno de Seviper: Quanto mais você se mover, mais rápido ele se espalhará.
- Idiota! - berrou César Snow, indo na direção do homem, mas o pokémon cobra sibilou e o garoto recuou, assustado, fazendo o homem de terno sorrir ainda mais.
- Acabou, os três garotos que mais me deram trabalho, todos em uma sala só, nas minhas mãos.

Foi então que Takuya se deu conta da importância daqueles dois, eles não tinham ido lá para salvá-lo, o destino os levou até lá, eles eram... O importante agora era os três saírem dali em segurança, mas como fariam isso?

O garoto de cabelo negro, César Snow, parecia estar tendo uma briga dentro de si, até que murmurou:

- Que seja só dessa vez.

Então ele mergulhou na direção da mochila amarela surrada do seu amigo e pegou de lá uma PokéBall.

- Saia daí e me ajude, por favor... - disse ele, ao arremessar a PokéBall em direção ao chão, prendendo a respiração quando um raio vermelho saiu dela, apresentando um lince azul e preto com uma cauda de estrela.


Última edição por -Ice em Sab 9 Nov 2013 - 17:41, editado 3 vez(es)
avatar
-Ice
Membro
Membro

Masculino Idade : 19
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 03/02/2010

Frase pessoal : </∆>


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Remake] A guerra de Sinnoh

Mensagem por -Ice em Sex 8 Nov 2013 - 15:55

Enfim galera, sei que é chato o autor ficar pedindo comentários, mas é ainda mais chato você passar um tempo escrevendo um capítulo e imaginando o que as pessoas acharão dele para ninguém dizer nada. Mas comentando ou não, eu não desistirei da fic.

VIII
Luiz

Luiz certamente não estava tendo o que se chama de um dia bom, depois de ver a casa de seu pai ser destruída, vivenciar a dor de ter um pedaço de vidro enfiado em uma das nádegas, saber que seu melhor amigo guardava um segredo dele e achar uma casa misteriosa abandonada em uma rota, ele achou que nada podia piorar.

Estava errado, é claro. Logo ao chegarem na casa, encontraram um homem misterioso que César parecia conhecer (outro segredo, que ótimo!) junto a um menino estranho. O tal Takuya Yagiri era bem esquisitão, seu cabelo cor-de-palha desgrenhado descia até a altura dos ombros, ele era muito branco e seus olhos era intensamente verdes. O mais esquisito é que ele usava uma roupa de hospital suja, que parecia uma toga igual à que os egípcios usavam na antiguidade (ou chineses, Luiz não era muito bom em história).

Depois de muitas coisas ruins, ele esperava que finalmente acontecesse algo de bom, mas estava errado novamente, ele perdeu a batalha para o homem misterioso e ainda levara uma mordida venenosa na perna.

O ponto alto do dia? O seu amigo, que tinha medo de pokémon há oito anos estava prestes a batalhar contra o homem e a Seviper, pena que ele parecia não saber o que fazer.

Luxray! rugiu o pokémon para César, esperando uma ordem, o que fez o homem misterioso de terno rir ainda mais.

- Usa o Thunderfang! - gritou Luiz.

O pokémon o obedeceu, suas presas cresceram e ganharam uma tonalidade amarelada e soltaram faíscas, o lince avançou e mordeu Seviper, que sibilou irritada e pulou para trás, sem atacar, estava paralisada.

- É, usa isso aí de novo! - disse César, parecendo se animar um pouco com a ideia de batalhar com pokémons.

O garoto esquisitão, Takuya, agarrou Luiz pelo braço e o arrastou para fora da casa, os dois foram para o meio do mato da rota duzentos e um.

- Você está me sequestrando? - perguntou Luiz - Meu pokémon ainda está lá dentro, eu...
- Estou te tirando de perto da batalha - disse Takuya - Você está envenenado, temos que ver algo para cuidar disso.

Luiz ficara tão agitado ao ver seu melhor amigo batalhando que se esquecera completamente da perna envenenada, de repente a dor das presas de Seviper o mordendo correu por seu corpo novamente. Takuya guardou no bolso de sua veste de hospital um livrinho preto.

- O que é isso? - perguntou Luiz, apontando com a cabeça para o bolso da veste de Takuya, onde o livrinho fora guardado.
- Meu diário. - respondeu, meio desconfortável.
- Ah, você tem um diário. Bastante másculo, não?

O garoto fingiu não ter ouvido isso.

- Tem alguma coisa na sua mochila que ajude?
- Depende, Poções de pokémon funcionam em humanos?

Takuya bufou, ele pareceu estar ficando nervoso com Luiz.

- Se é a sua única chance, podemos tentar. - ele mexeu na mochila de Luiz e tirou um frasquinho roxo e cinza. - Beba isso.

O garoto ruivo obedeceu. Ele nunca tinha bebido uma poção de de pokémon antes, mas sempre imaginou que o gosto era bom, como Nutella ou Doritos, mas nunca esperou sentir sabor de urina (ele também nunca bebera urina antes, mas o sabor devia ser esse).

- Credo, os pokémons bebem isso mesmo?

Apesar do gosto ruim, sua perna logo começou a melhorar, a cor voltou ao seu rosto e ele ficou disposto novamente.

Ele não teve tempo de falar mais nada, a porta da casa abriu, e César saiu de lá correndo, tropeçando nos próprios pés, ele tinha uma expressão de pavor no rosto, mas não olhou para trás quando saiu da casa.

- Corram! - exclamou ele - Eu acho que consegui paralisá-los, mas não vai demorar muito tempo até eles virem nos buscar, vamos logo!


-x-


Se ter uma das pernas envenenada era doloroso, correr usando ela era pior ainda. Luiz não sabia dizer se sentia-se feliz por sair daquela casa, mas também cansado por passar metade da rota duzentos e um correndo, e seu estômago estava começando a doer muito mesmo.

- Vamos parar. - suplicou ele, arfando, enquanto ainda corriam para se distanciar daquela casa horrível, Takuya com suas pernas longas estava na frente, seguido por Luxray carregando Yanmega e por César no meio e Luiz estava muito atrás, gemendo a cada passo que era obrigado a dar.

Os três foram diminuindo a velocidade até parar completamente e em seguida despencaram no chão. Apesar de estar vendo estrelas, Luiz conseguiu enxergar que estavam quase no final da rota duzentos e um, deitados perto de uma árvore que fornecia uma bela sombra.

- Eu acho que deixei alguma coisa para trás. - disse ele, retornando seu Yanmega para a PokéBall. César fez o mesmo com Luxray, mas em seguida afastou o objeto de perto dele.
- Nunca... mais... batalho...

Luiz se lembrou de seu pai, quando ele disse para que o garoto fosse para a casa de César, de algum modo, ele sabia que o garoto precisava da ajuda de seu filho, e estava certo, pois ele estava sendo atacado por dois G.U.M.s. Isso podia ser adicionado à lista de coisas que não contam para Luiz.

Ao se lembrar do dia em que encontrou-se com César, ele não pôde deixar de reparar em como o garoto mudara, parecia estar crescendo para o tamanho de uma criança de doze anos normal, chegando ao ombro de Luiz, também tinha tomado mais sol, reduzindo sua palidez, o cabelo negro e descontrolado crescera ainda mais.

- E então, o que descobrimos ao ir para a casa? - perguntou César, franzindo a testa.
- Achamos um garoto louro e magrelo. - Luiz apontou para Takuya - Podemos adotá-lo?
- Muito engraçado. - repreendeu o garoto com roupa de hospital. - Mas obrigado por me ajudarem. Devo uma para vocês.

Luiz sorriu, milhares de maneiras de usar a "ajuda" de Takuya ao seu favor, mas afastou todas da cabeça, precisava ser mais sério agora que estavam em perigo.

- Sabe alguma coisa sobre... hum... seis garotos que talvez estejam sendo procurados pela equipe G.U.M? - perguntou.

Os olhos de Takuya perderam o brilho por alguns segundos, ele sabia.

- Sim. - respondeu - Mas vou contar a vocês no caminho para Jublife, não podemos ficar muito tempo parados ou vamos ser pegos.


Última edição por -Ice em Sab 9 Nov 2013 - 17:40, editado 2 vez(es)
avatar
-Ice
Membro
Membro

Masculino Idade : 19
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 03/02/2010

Frase pessoal : </∆>


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Remake] A guerra de Sinnoh

Mensagem por Pikato em Sex 8 Nov 2013 - 16:56

Olá Ice, cara eu resolvi comentar para aplaudir mesmo seu esforço. Houve uma epoca no forum em que eu passei por esta fase, ninguém comentava na minha fic e eu me esforçava de todo modo para fazé-la. Surpreendentemente foi nela em que me sucedi bem, está até na biblioteca, foi a que mais rendeu um enredo bom. Então o que tenho te falar é simples, não desista, mesmo que pareça impossível, alguem irá surpreendé-lo com um comentário, como estou fazendo agora.

Sabe, eu não li muito a estória, devo confessar, mas só por esse capítulo percebi a sua determinação e a forma como você escreve, mesclando elementos de ação, humor e situações inusitadas. Sem contar, no nível de sua escrita que é boa, cito como exemplo o sibilou, nunca usei esta palavra, e vou confessar não sei o significado dela também.

Eu gosto de Sinnoh e acho legal você basear sua estória nela, acho que o principal motivo da parada de comentários seja a volta repentina da fic, tipo alguns membros estão se matando de estudar por causa do final de ano. Esse deve ser um dos motivos.

Te deixou com um conselho bem útil, tente fazer um resumo dos capítulos, acho que isso iria atrair mais leitores e assim eu também descobriria mais algumas coisas da fic.

Bem, meu comentário não se centrou no capítulo, mas na fic em si que tem um bom enredo. Mas gostei dessa batalha e do cara ser "poisionado". Enfim, boa sorte, espero que você não desista.

Ps: Muda a cor do amarelo para uma mais fraca, está doendo a visão, tentar ler desse jeito.
avatar
Pikato
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 18/05/2013

Frase pessoal : Voltei^^


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Remake] A guerra de Sinnoh

Mensagem por -Ice em Sex 15 Nov 2013 - 17:28

Gente, eu gostaria de avisar que eu fiz uma mudança na fanfic, a história continuará igual, mas agora eu tirei o título de todos os capítulos por causa da falta de criatividade, e coloquei os números dos capítulos como algarismos romanos. No main post eu também coloquei um mini resumo da história de cada personagem, até agora foram só César e Luiz, mas eu vou editando conforme aparecerem novos personagens (só aqueles que tiverem um capítulo narrado por ele que terão um resumo no main post).
Spoiler:
Pikato: Olá Pikato, que bom você por aqui (: Obrigado por aplaudir e tal, mas eu acho que estar chegando o final do ano letivo não faz com que as pessoas não comente, acho que a fic que é ruim mesmo, ou talvez eles leiam mas não comentem por preguiça, slá.
Nível de escrita, acho que eu evoluí bastante mesmo desde 2010, mas acho que ainda tem muito, muito mesmo, pra mim melhorar na escrita, principalmente porque a minha é bem simples. Sibilar é algo do tipo que a cobra faz quando puxa o s, entende?
Gostei desse conselho de por um resumo dos capítulos, acho que vou colocar em prática no próximo capítulo, talvez fique legal mesmo, obrigado C:

IX
César

Apesar de não demonstrar na frente dos dois garotos, César estava prestes a chorar.

Desde que saíra de sua casa para ir àquela missão estúpida, seu maior medo -tirando os pokémon, é claro- era perder a mãe, que deixara sozinha em casa, onde os G.U.M.s podiam ir e pegá-la. E foi exatamente isso que fizeram, de acordo com a mulher ruiva que encontrara naquela casa abandonada.

Agora sua consciência estava pesando, era ele que os G.U.M.s queriam, e sua mãe era apenas uma isca, que podia ser morta a qualquer momento. Se César tivesse se entregado no dia anterior, ela nunca teria sido pega, e ele teria sido devolvido, afinal, não era um dos seis garotos que eles procuravam.

Mas não tinha como mudar o passado, então ele tinha que se concentrar no presente, ele tinha que pegar os seis garotos para Rowan, e um deles estava com os G.U.M.s, então talvez na hora de resgatá-los, ele trouxesse sua mãe de volta, também. E Takuya, por mais esquisito que fosse, sabia algo sobre esses garotos, então ele tinha que ouvi-lo.

Os três se levantaram da grama que estavam deitados e começaram a andar em direção à Jublife, que devia estar a mais ou menos meio quilômetro deles.

- Então, sabidão, conte-nos sobre os seis jovens. - disse Luiz.

Takuya parecia estar escolhendo as palavras certas para dizer.

- Bem... vocês conhecem a Profecia? - perguntou.

Os dois responderam em uníssono, César disse não e Luiz disse sim.

- É um objeto místico - explicou Takuya - Segundo dizem, a Profecia guarda algo de importante que acontecerá no futuro. Se você a encontrar, pode ouvir isso, e então ela se transportará para algum lugar aleatório de Sinnoh, tornando quase impossível achá-la duas vezes.
- Sim, mas a Profecia é uma lenda. - disse Luiz - E, mesmo se fosse verdade, segundo a lenda, ninguém a acha desde o começo do século vinte.
- Mas eu acredito que a lenda seja verdadeira. - disse Takuya, tirando aquele seu diário preto do bolso da veste de hospital. - Esse é meu diário, é nele que eu guardo meus sonhos...

Luiz riu com o nariz.

- É pior do que eu pensava. - ele ia dizer mais, mas César olhou para ele com seu melhor olhar de cale a boca.
- Como eu ia dizendo, - ele também fuzilou Luiz com o olhar - meus sonhos não são... normais, eles são muito reais e assustadores, e eu os escrevo no diário pois acho que um dia vou precisar deles. E parece que não sou só eu, aquele homem na casa abandonada tinha o diário guardado e estava o examinando, tinha um sonho em especial que ele queria ver, mas não vamos falar disso agora.

Os pelos da nuca de César arrepiaram, ele também tinha sonhos reais e assustadores, mas decidiu não dizer nada.

- Há um tempo atrás, eu tive um sonho onde aparecia a Profecia, errr... aqui! - ele abriu o diário em uma página no meio e mostrou para os dois, dizia:

Três homens estavam andando em uma floresta escura e úmida, pareciam estar procurando alguma coisa... O mais alto, que tinha cabelo preto gritou alguma coisa para os outros dois e eles foram correndo em direção à um brilho azul, a origem desse brilho é uma PokéBall de cristal flutuando no ar, eles parecem felizes por terem achado ela.
Parece que a PokéBall está falando alguma coisa, e eles estão ouvindo-a, parecem interessados, o que será que é?
Um pokémon selvagem apareceu, é um Onix, ele parece bravo. A PokéBall sumiu, os três homens estão desesperados, o Onix está os atacando, um deles foi atingido no peito, ele parece sem ar! Os três se separaram...


- Depois disso eu acordei. - disse Takuya. - Depois que fui para aquela casa, o homem que vocês viram lá começou a me perguntar sobre esse sonho em especial, e eu não pude deixar de reparar que ele é o homem que foi atingido pelo Onix. Ele acredita que eu sonhei com mais do que isso, só não quis colocar aqui a última parte do sonho.
- Ele é meu tio. - explicou César - George L. Snow. Quando estávamos batalhando, ele me chamou para fazer parte da equipe G.U.M.

Os três ficaram em silêncio, até que Takuya voltou a falar.

- Ele percebeu que a última página do diário está rasgada, e acha que é nela que está o resto do sonho, e eu achava que era por isso que ele me mantinha preso, mas também tem outro motivo. Às vezes ele ficava nervoso falando sobre uma profecia, então me lembrei da antiga lenda de Sinnoh, e então associei as coisas, a PokéBall de cristal é a Profecia, e esse homem, George, acredita que no resto do meu sonho está a resposta para onde a Profecia foi parar.
- Sim, mas... e os seis jovens? - perguntou Luiz.
- Uma vez eu ouvi uma conversa entre esse homem e uma outra mulher, ele disse que tinha que saber onde a Profecia estava, e isso seria um grande passo para eles prenderem os outro cinco jovens. Então eu deduzi novamente, a Profecia falava algo sobre seis jovens, e eles estavam tentando prender esses jovens, se precisavam de mais cinco... eu era um deles.

César e Luiz se entreolharam, igualmente estupefatos, finalmente tinham encontrado um dos seis, uma parte de sua missão já estava feita, agora faltava menos para eles conseguirem... Então Takuya era o garoto que Rowan falou que os G.U.M.s tinham pego... Rowan!

- Takuya - disse César - Você sabe quem são os três homens do seu sonho?
- Só reconheci o seu tio - disse ele. - Os outros dois eu não faço a mínima ideia de quem são.
- Luiz, seu pai! - exclamou César - Ele sabia sobre os seis jovens não sabia? Só podia ser ele outro dos homens, ele sabia sobre a Profecia o tempo inteiro... Mas quem será o terceiro homem? Será que ele quer usar o que sabe sobre a Profecia para o bem como Rowan ou para o mal como George?
- Calma aí cara. - disse Luiz - Nosso principal objetivo são os seis jovens, nós temos que achá-los para...
- Como assim seu principal objetivo? - perguntou Takuya.

Os dois garotos explicaram a Takuya sobre a missão deles, sobre Rowan e as outras coisas que aconteceram com eles até agora.

- ... e agora só precisamos dos outros cinco. - terminou Luiz.
- Entendi... - disse Takuya, que não parecia tão animado quanto os outros dois. - Olha, não conseguiremos nada se andarmos todos juntos, vamos fazer assim: Eu vou sozinho para Oreburgh, tem algo me dizendo que meu próximo destino é lá, enquanto vocês dois vão para Jublife, tem um cara lá chamado Cause Kruss, falem com ele, ok?

César queria contrariar, mas o rosto decidido de Takuya deixava claro que ele não seria contrariado facilmente.

- Certo. - ele fez um sinal positivo - Vamos nos encontrar em Eterna, daqui a uma semana, e vemos o que fazer, que tal?
- Ah. - Luiz pegou sua mochila e tirou de lá algumas vestes. - Coloque alguma coisa mais decente, ninguém vai levar a sério um cara com roupa de hospital andando por aí.

Takuya abriu um largo sorriso. No sol do meio dia, ele podia ser confundido com uma garota bem feia graças ao seu cabelo desgrenhado até os ombros, mas mesmo assim parecia bem simpático, talvez eles se tornassem grandes amigos quando tudo isso acabasse.

- Até daqui a uma semana. - disse ele, e foi correndo para Jublife e virou em direção à Leste, onde Oreburgh devia ficar.


@3DSFood: FanFic trancada por inatividade .Caso queira re-abrir a mesma, envie uma MP para qualquer FFM.
avatar
-Ice
Membro
Membro

Masculino Idade : 19
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 03/02/2010

Frase pessoal : </∆>


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [Remake] A guerra de Sinnoh

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum