Pokémon Mythology
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Ao Reino

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Ao Reino

Mensagem por Kurosaki Lucas em Sex 3 Maio 2013 - 11:43

Ao Reino


Tudo temo

- Contudo, a senhora já deveria prever que Pedro sucumbiria as graças deste mundo.
- Não está a meu alcance a compreender tamanha precipitação, Pedrinho com tudo o que têm, como pode dar as costas ao Reino por conta de uma mulata? Se Antônio souber disso, nossa família está perdida.
- Mas nem tudo devemos à monarquia, minha senhora. – o homem disse enquanto se enrolava nos lençóis brancos da baronesa – Deixe que Pedro seja feliz e sejamos nós também felizes.
- Cala-te, menino! Mande que o detetive procure por Pedro, ele não pode ousar manchar o nome da família, eu conheço meu marido e sei que ele poria tudo a perder, se tudo correr como planejo em breve estaremos mais íntimos do Reino como nunca. – ela disse recostada à cabeceira da cama, enquanto usava os longos canudos para fumo.
- Estou indo, baronesa, mas saiba que por pouco tempo, admiro tua beleza e não resisto se quer um tanto longe.

Julieta é a baronesa da família dos Prados e por infelicidade do destino nunca realizou o seu sonho de ter uma filha. Seu marido, que a comprou de uma família pobre enquanto ela ainda era uma moça, Antônio Prados, sempre foi apaixonado por ela, apesar da diferença de idade. Ela pelo contrário sentia-se atraída apenas pelo o que seu marido poderia oferecer, então desde que este passou a ser dono de grandes terras e de escravos, onde ocupava-se durante o dia inteiro, trazia homens para dentro de casa e cometia constantemente o pecado do adultério, tal que ela tanto condenava. Ainda, Julieta Prados era uma senhora muito cristã e o padre podia contar com sua presença quase todos os dias.
Seu único filho e herdeiro, Pedro Prados, também foi criado com firmeza e rigidez, seu pai não permitia que ele se quer olhasse para a senzala, com o tempo, o menino mais curioso ficava, há algum tempo envolveu-se com uma criada, mas sua mãe o repreendeu e a mulher pagou pelo que Pedro fazia, errado ou certo, não cabia à Julieta julgar, mas nessa época o que sempre sobrepôs é o que o patrão acha e o que ele quer.

- Não há formas ou possibilidades que eles possam me encontrar, Jô, vamos embora para bem longe, minha família não pode saber que você está grávida, mas eu juntei um dinheiro que recebia de mesada do meu pai e podemos enfim ir embora. Já cumpri meus deveres com os Militares, agora podemos ser felizes, sem preconceito, vamos morar em um campo.
- Pedro, não insista, eu não posso, meus pais, eles vão sofrer no meu lugar! Seus pais nunca vão mudar, nunca Pedro, NUNCA! – Joana gritou, desesperada, o amor de Pedro à consumia
- Se essa é sua escolha, aos olhos dos meus pais eu não criarei este filho, ou você força o aborto, ou abandona esta criança na roda dos desvalidos. Eu não criarei, se quer reconhecerei, meus pais ficariam furiosos.
- Não quero ouvir nem mais uma palavra.
- Joana, me espere, longe poderemos ser felizes, eu, você e esse filho que está esperando, mas lá nunca seremos.
- Ao seu lado eu nunca serei.

Eles estavam escondidos em um dos celeiros da família Prados, próximo dali, em uma coisa Pedro tinha razão, seus pais matariam Joana se soubesse que esse filho que ela espera é dele. Pedro era um bom rapaz, mas sempre temeu o que seus pais podem fazer, como eles irão julgá-los. Joana sem nenhuma paciência, arredou pé do celeiro e pareceu decidida a voltar para a fazenda. Enquanto Pedro resolveu fazer uma visita à Igreja.

- Padre, preciso me confessar. Estou muito aflito, com tudo.
- Ora meu filho, não se apresse, por favor, me acompanhe. Cristo ouvirá e perdoará tudo o que você fez.

O padre levou o rapaz até uma salinha escura e com cheiro de mofo, lá havia uma cabine e milhos espalhados no chão. O padre, já um senhor de idade avançada, com manchas de velhice na face e pele enrugada, com um aspecto triste, parecia beirar os 90 anos de tão ancião.

- Eu engravidei uma serva da fazenda. Se eu contar a verdade, meus pais me condenarão e possivelmente castigarão ela também. Pior, não sei como poderia assumir este filho. Se eu ao menos tivesse uma oportunidade, um segredo deles, estou cansado dessa vida preso, mas se meu pai... Eu temo o que os meus pais podem fazer comigo. Eu sou um covarde, tudo temo, temo que meus pais matem a criança, batam na serva, me expulsem de casa. Temo que eu perca o meu conforto. Então queria pedir permissão a Deus que eu possa mentir, ao menos dessa vez. Eu sei que eu deveria estar aqui me arrependendo das coisas que fiz, mas eu quero uma permissão de perdão.
- Ah, meu filho, você pode ajudar a igreja e tudo será perdoado, Deus vê as boas obras e recompensa os que as cumpre. Está vendo como está precária a situação na igreja. Nos ajude e Deus proverá.
- Certo, só me diga do quanto precisa.

Enquanto Pedro se acertava com o padre, sua mãe chegava à igreja, estava como sempre usando roupas comportadas, quase como uma beata, mas escondia um caráter maquiavélico por trás de toda essa aparência. Pedro viu a oportunidade perfeita para aprontar e ter um truque na manga.

- Padre, eu estava precisando também de um pouco de água, o senhor poderia me arranjar uma e se possível, queria tomar um banho, me arrume uma toalha. Não quero chegar na fazenda sujo assim.
- Ah, claro, espere um pouco, procurarei a moringa, não me lembro onde deixei.
Julieta se dirigiu ao confessionário e Pedrinho, como ela dizia, tratou logo de se esconder dentro da cabine.
- Ah padre, o senhor já estava me esperando aí. Eu preciso confessar mais uma vez, hoje de manhã... O Pedrinho longe, Antônio sempre ausente, precisei de carinho de um outro homem, mas o senhor sabe, Deus sabe, a aflição que venho passando. Temo que algum dos meus amantes possa contar a Antônio, ou algum servo abrir o bico, temo não ter que recorrer para o mais crítico, estou desesperada, cada relação que tenho, me sinto realizada, satisfeita, gosto da carne, mas Deus me perdoe, eu sou humana.
- Mamãe, não esperava, a senhora guardando segredos tão sombrios, você sabe o que o papai faria se descobrisse não é mesmo?
- Pedrinho? – a baronesa Prados se assustou e caiu em desespero.
- Imagina, a Baronesa Prados, envolvida com dezenas de homens. Quantas vezes você já não sujou o lençol do Papai com esses canalhas. Mas preste atenção, agora a senhora deverá fazer tudo o que eu pedir.
- Você não seria capaz. Saia daí já, cale a boca.
- Ah eu seria sim.
Notas do autor escreveu:Estou meio inseguro quanto à reação de vocês, é minha primeira fic sem ser de Pokémon, um tema mais adulto, mas bom, espero conseguir aperfeiçoar. Podem criticar à vontade mesmo.
Emocionado com a minha primeira obra sem ser pocémão. ;-;


Última edição por Kurosaki Lucas em Qua 8 Maio 2013 - 16:01, editado 2 vez(es)
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Re: Ao Reino

Mensagem por Kurosaki Mud em Sex 3 Maio 2013 - 11:55

Kulosaki u.u
Então, acho que decidiu ser meu concorrente de FOTM hein, -qqqq
Ficou bem escrito seu texto, meus parabéns : D Geralmente não curto este tema, mas do jeito que você descreveu não ficou monótono.
Continue assim e vê se não larga mais nenhuma ò.ó
Inté
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Re: Ao Reino

Mensagem por Yoshihime em Sex 3 Maio 2013 - 16:40

Eu não recomendaria começar capítulos com diálogos como você fez, sem descrição algumas, a menos que vá fazer o texto inteiro assim, como alguns do CFA. Não me pareceu transmitir nada, foram falas vagas que não fizeram diferença nenhuma para o texto.

Vou chamar atenção a uma passagem: "Ela pelo contrário sentia-se atraída apenas pelo o que seu marido poderia oferecer" Foi perigosa, primeiro pela expressão "pelo contrário" que é forte e radical, a condição de se atrair pelos benefícios do casamento não é contrária a de ser apaixonado, além disso "sentia-se atraída apenas pelo o que seu marido poderia oferecer" foi muito vago, sabe? porque isso não especifica pelo que ela se atraí, se é por dinheiro, terras, bens, pode ser até mesmo pelo amor, carinho ou beleza, tudo isso são coisas que o marido pode oferecer.

Não achei os diálogos muito dinâmicos. Pareceram artificiais.

Uma coisa que complicou também foi a falta de situar geograficamente o leitor, sobre onde isso se passa, na América? Na Europa? (Onde não era comum uma grande quantidade de escravos) Em um lugar fictício? Além de situar cronologicamente, em que período da história humana, ou daa história inventado por você, se passa isso. Faltou ambientar melhor nesse sentido.

Abraço, lerei e comentarei todos os capítulos, se possível.

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Re: Ao Reino

Mensagem por Black~ em Sex 3 Maio 2013 - 19:02

Bom, vamos lá.

A história me pareceu até interessante, porém como o Guillerjo disse faltou você especificar o tempo em que se passa a história e onde ela se passa, mesmo eu crendo que seja o Brasil pelos nomes e por causa dessas histórias de escravos, mas poderia colocar, ou talvez você quis deixar assim mesmo, mas enfim.

Eu também não curto muito textos que já começam com falas, sem adicionar uma narração para que o leitor possa se situar na história e poder maginar o que poderia estar acontecendo, etc. Ai começa com falas fica meio estranho, mas enfim.

Bom, concordo que a parte em que diz que a mulher se interessa pelo que o marido tem, soa muito vago, mesmo já dando a impressão de bens materiais como fazendas e dinheiro, acho que se especificasse que fosse bens ficaria melhor.

A mulher diz que é religiosa e trai o marido com o meio mundo. Sim, religiosa -q. Bom, a mulher era pobre e casou com um homem rico, que na verdade a comprou. À essa época as famílias de pobres eram geralmente os negros, porém a mulher reclama que a "namorada" do filho é negra. Ela seria uma negra criticando uma negra? Mas enfim, senti também que faltou a descrição dos personagens, o cabelo, os olhos, etc.

Também acho que dava pra ter tido um pouco mais de narração no texto, pois ficou muito "sobrecarregado" de falas, e também vi uma repetição das palavras, não foi intensa, mas acho que dava pra evitar, mas enfim.

Creio que só e boa sorte com a fic.
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Re: Ao Reino

Mensagem por Mag em Sex 3 Maio 2013 - 21:58

Nossa, espera, nunca vi o Gui ser tão mal, ele deve estar aborrecido.

Olha, a ideia é interessante. Eu gosto de história ambientadas nessa época, que muito provavelmente é a colonização do Brasil ou algum outro país americano. Diferente do Gui, eu não senti tanta falta de você dizer especificamente em que época era isso e em que lugar, ou até se é um universo fictício, embora poderia ser agradável para os leitores se inserirem melhor.

Eu ia quotar errosss, mas deixa. Não tem nada, nadinha alarmante mesmo. Mas a expressão que o Gui citou é um exemplo de como não trabalhar com as palavras certas pode dar interpretações ambíguas ao texto. Nesse contexto, deu pra entender que a mulher só quer saber dos bens materiais do cara, mas em outro, talvez isso não ficasse tão claro e aquela expressão confundiria tudo.

Agora teve uma parte, um único trecho que eu li como se você estivesse escrevendo sobre minha situação atual, PQP:
@Kurosaki Lucas escreveu:Eu temo o que os meus pais podem fazer comigo. Eu sou um covarde, tudo temo, [...] me expulsem de casa. Temo que eu perca o meu conforto.
CARA, o Pedro se encarnou em mim aí, nossa! As outras partes, não, não me identifiquei assim... mas esta aí foi demais, rapaz. Bem que ler isso poderia fazer mágica.

Não tenho muito mais pra falar. Imagina a situação que ele vai criar em casa com esse segredinho da mãe, caraca, ele vai phuder com ela.

Como é uma história pequena, eu vou acompanhar, sim senhor.
Até o próximo.
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Re: Ao Reino

Mensagem por Joeh em Sab 4 Maio 2013 - 23:03

É, ficou bom. Gosto de história.
Enredo bem legal, uns nomes daquela época e tal. O único erro mesmo foi algumas trocas de "," por ".", ou vice-versa.

É isso, boa sorte e estarei acompanhando.


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Re: Ao Reino

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