Pokémon Mythology
Olá, visitante! Vejo que ainda não está conectado ao nosso fórum, faça login.
Espere, você ainda não está cadastrado? D:
Inscreva-se em nosso fórum e venha aproveitar as novidades que estamos preparando pra vocês. Nós teremos o maior prazer em recebê-lo no fórum e se precisar de qualquer ajuda, temos muitos membros e nossa equipe para ajudá-lo! Lembrando que você pode postar sua fanfic, seus desenhos ou edição de imagens, seu vídeo-detonado ou gameplay, participar de um RPG, postar e ler notícias do mundo Pokémon, tirar todas as suas dúvidas sobre todos os jogos de Pokémon, comentar sobre o desenho do momento ou apenas jogar um papo fora. Além de fazer amigos!
Para cadastrar-se clique no botão 'Sign-Up' ou em 'Registrar-se' aqui abaixo. Seja bem vindo!

Uma carta de amor lunática.

Ir em baixo

Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 6 Abr 2013 - 4:42

Uma carta de amor lunática




~Sinopse~

Diego Harmony, um garoto de 15 anos que fará 16 logo, decide contar para a garota que tanto gosta o que sente por ela em sua festa, porém as coisas não seguem o ritmo que ele esperava. No dia seguinte, seu avô lhe traz um presente estranho e lhe propõe uma coisa, a decisão para essa pergunta mudaria completamente a vida dele.

~Personagens~

(Os créditos das imagens dos personagens vão para o Anime Characters Database e suas respectivas empresas).
Spoiler:

Diego Harmony
Idade: 16 Anos
Altura: 1,66 m
Peso: 54 Kg
Signo: Aquário
Descrição: Inocente, tímido e bastante emotivo. É O protagonista da fic e é atualmente o Harmony mais novo, sendo o filho de Deliri e Argos Harmony, seu avô é Delirus.

Joseph "Joey" Goldy
Idade: 16 Anos
Altura: 1,64 m
Peso: 54 Kg
Signo: Libra
Descrição: Extrovertido, engraçado e bastante fantasioso. É o melhor amigo de Diego, o mesmo adora jogar vídeo game e é um fã incondicional de jogos de aventura e luta, seus tipos menos preferidos são os FPS, seu pai é Hanseal Goldy, dono do museu da cidade. Nada se sabe sobre sua mãe ainda.

Damian Nullify
Idade: 17 Anos
Altura: 1,68 m
Peso: 57 Kg
Signo: Escorpião
Descrição: Sério, calculista e antissocial. Damian entrou na escola de Diego e Joey faz pouco tempo e já se tornou um dos melhores alunos dela, alguns dizem que o mesmo escolheu voltar um ano por conta própria, contudo nada concreto. Nada se sabe sobre sua família até agora.

Melony Calmby
Idade: 16 Anos
Altura: 1,59 m
Peso: 49 Kg
Signo: Capricórnio
Descrição: Ingênua, dramática e bonita. Melony é uma das garotas mais lindas e queridas de toda a escola, sua personalidade e aparência são cobiçados pela maioria de suas falsas amigas, ela também é a garota que Diego tanto gosta.

Marianne "Mary" Symphony
Idade: 16 Anos
Altura: 1,61 m
Peso: 52 Kg
Signo: Touro
Descrição: Forte, determinada e decidida. Mary é a capitã do time de vôlei da escola, ela é bastante querida pelas companheiras de time e odeia pessoas folgadas e/ou mimadas, a garota se irrita um pouco com Diego pelo mesmo ser muito tímido, enquanto odeia de coração Joey pela sua personalidade "desprezível".

Linda Etherart
Idade: 16 Anos
Altura: 1,60 m
Peso: 50 Kg
Signo: Virgem
Descrição: Sociável, nervosa e curiosa. Linda é uma das poucas amigas de Melony que se podem chamar "Verdadeiras", ela adora jogar futebol e fica irritada com bastante facilidade.

Rei Wavepurple
Idade: 16 Anos
Altura: 1,58 m
Peso: 47 Kg
Signo: Câncer
Descrição: Quieta, inteligente e letárgica. Rei é outra amiga verdadeira de Melony, a mesma é bastante quieta e silenciosa, apenas falando quando acha que é realmente necessário e evita conversas que não tem interesse, ela prefere ler livros sobre rituais e coisas assombradas, além de ser capaz de dormir com os olhos abertos.

~Agradecimentos~

Gostaria de agradecer ao Black~ pelo tópico de ajuda sobre "Como construir um Main Post", isso realmente me ajudou! Não sei se consegui fazer de um jeito legal, mas espero que tenha ficado um pouco organizado. XD

~Curiosidades~

1°: Não sei se notaram... Mas a maioria dos sobrenomes terminam com "Y'" no final.

~Índice de Capítulos~

1. Uma carta de amor lunática

2. Uma noite de amor lunática

3. Um presente de um avô lunático

4. Diego, um detetive lunático

5. A Cruz de Medusa

6. O Cavalo de Cristal, Parte 1: Preparação

7. O Cavalo de Cristal, Parte 2: Colisão

8. O Cavalo de Cristal, Parte 3: Resolução

9. A Viagem escolar








Hoje é o dia que o nosso protagonista tão esperou... O seu aniversário de 16 anos acontecerá hoje.

Diego Harmony, um garoto bastante comum para o estereotipo de pessoas em torno dessa idade.

Sua aparência física é feita de cabelos cor de vinho, a parte da frente tem suas mechas espetadas enquanto a de trás é lisa. A cor de suas íris é castanho escuro.

Seu visual pode ser um tanto quanto “único”, porém até o momento apenas isso seria sua característica mais diferenciada.

O que ele não sabia é como sua vida mudaria por conta desse dia... E A confusão em que o mesmo se meteria, não era pequena.

Capítulo 1: Uma carta de amor lunática.

Hoje seria o inicio do novo ano letivo, Diego agora estava cursando o segundo ano do ensino médio, mas não era apenas isso.

O mesmo decidiu que hoje iria declarar o seu amor para sua amiga que conhece há mais de quatro anos, Melony Calmby.

O amor que crescera por ela foi aumentando de tamanho consideravelmente pelo tempo até chegar a um ponto que o jovem não é mais capaz de segurá-lo.

E por hoje também ser seu aniversário, nada melhor do que fazer a coisa que mais quer nesse dia.

“Dizem que temos mais sorte quando é o nosso aniversário” Pensava ele.

O rapaz terminou de tomar banho e voltou para seu quarto, afinal o mesmo tinha uma suíte, então não precisaria sair casa á fora apenas de toalha.

Ele foi até o espelho e deu uma olhada, seus cabelos espetados agora estavam caídos e quase o deixavam cego.

- Fica difícil enxergar assim... – Comentou Diego.

O garoto terminou de se secar e foi até seu guarda-roupa, pegando a roupa de sua escola e a vestindo.

O uniforme era composto por uma camisa social preta com o símbolo da escola nas costas e uma gravata vermelha juntamente de uma calça branca.

O jovem desceu as escadas e foi até a sala onde sua mãe e seu pai estava para se despedir deles.

A casa do rapaz não era tão grande, tinha dois andares, o primeiro era onde a sala de estar e a cozinha ficavam, enquanto que no segundo existiam os quartos do mesmo e de seus familiares, além de um extra que servia para visitas.

- Mãe e Pai! Estou indo para a escola. – Avisou Diego da sala.

Os pais do garoto estavam na cozinha. A mãe preparava bastante comida, afinal muitas pessoas viriam para essa festa, já o pai do mesmo ouvia o rádio ao mesmo tempo em que comia uma panqueca.

- Certo filho! Boa sorte lá. – Desejou a mulher com um grande sorriso no rosto.

- Dê o seu melhor, filhão! – Falou o homem cheio de comida na boca.

Diego deu um último sorriso e saiu de lá, abriu a porta e depois a fechou, começando á seguir o caminho de sempre para sua escola.

Mas como já era esperado, o mesmo estava bem mais animado e corria com todas as suas forças para logo chegar ao seu destino.

- Melony... – Pensava Diego, corando-se um pouco. – Certo! Preciso me acalmar, não posso aparentar estar muito apreensivo ou nervoso, se não ela poderá desconfiar de algo...

Não demorou muito para que chegasse até a escola, o garoto parou de frente para a entrada do colégio e respirou fundo.

Várias pessoas passavam por ele e continuavam á seguir em frente, mas Diego não estava ligando nenhum pouco para elas.

- Certo... – Diego abria os olhos novamente. – Estou pronto.

Quando o mesmo foi dar um passo para frente, uma mão tocou gentilmente o seu ombro e o fez virar para trás.

Era ela.

Sim, a garota que o nosso protagonista tanto falou e pensou estava frente á frente com ele: Melony Calmby.

Uma menina de 16 anos com cabelos castanhos lisos que chegavam até suas costas, além de suas belas íris que tinham uma coloração turquesa.

A mesma trajava o uniforme escolar, a única diferença é que estava usando uma saia branca ao invés de calça.

- Parabéns, Diego! – Ela desejou com um sorriso.

O coração do nosso rapaz começou a palpita, seu rosto avermelhou-se agressivamente e ele acabou gaguejando.

- Me... Me... Melo... – Não conseguia falar o nome dela, o garoto balançou a cabeça e saiu correndo para dentro do prédio, deixando a amiga parada ali.

-... Ué... O Que eu fiz? – Perguntou Melony á si mesma.

Diego corria e apenas isso, não pensava em mais nada, até o mesmo ser parado pela rasteira de uma pessoa que o acabou jogando no chão.

- Au... – Murmurou Diego enquanto se levantava com o queixo machucado.

- Correr pelos corredores é errado, lembra? – Avisou um aluno. – Opa... Era você, Diego?

Joseph “Joey” Goldy, esse era o nome da pessoa que havia derrubado o nosso protagonista, os dois eram amigos desde crianças. O problema é que nesse ano foram colocados em salas diferentes.

Joey tinha cabelos loiros escuros, eles eram lisos e caídos, seus olhos tinham uma coloração alaranjada e o mesmo trajava o mesmo uniforme que Diego.

- Uma pergunta cara... Por que estava correndo por ai? – Perguntou Joey cruzando os braços.

- Estava fugindo da Melony... – Explicou Diego um pouco envergonhado.

- Ainda nisso? Mano, uma hora ela vai perceber o porquê de estar evitando-a. – Alertou Joey. – Precisa falar logo o que sente.

- Eu sei disso! – Exclamou Diego. – O problema é que não é nada fácil...

- Covarde.

- E Você não está ajudando!

Joey suspirou e colocou as mãos nos ombros de Diego, o olhando diretamente nos olhos com uma face séria.

- Você precisa se lembrar de que não é o único que acha aquela guria bonita, Diego. Se não atacar, seu turno será roubado e outro jogador pode completar a missão antes de você!

Novamente Joey estava falando através de palavras de vídeo games, essa era uma das características mais marcantes que o protagonista lembrava-se de seu amigo de infância.

Mas ignorando a frase meio sem sentido do colega, o rapaz sabia que o mesmo estava certo e que caso não agisse logo, alguém acabaria roubando o coração de Melony.

- Acho que tem razão... Mas é melhor eu esperar até a festa de hoje á noite em casa, não acha? – Sugeriu Diego.

- Hm... Realmente... Ficar em território conhecido é melhor do que botar sua bandeira em um local dominado pelo inimigo. – Disse Joey com a mão sobre o queixo.

-... Sei que irei me arrepender, mas quem seria o inimigo nesse caso? – Perguntou Diego.

- A escola. – Respondeu Joey fazendo sinal positivo com a mão direita.

- Pior que faz sentido... – Sussurrou Diego para que seu amigo não ouvisse.

Antes que fossem capazes de continuar a conversa, os dois foram surpreendidos pelo sinal que bateu, avisando que as aulas teriam inicio.

Joey suspirou com desânimo e se despediu do amigo, saindo de lá e indo para sua designada sala.

Diego fez o mesmo, entretanto a sua surpresa foi maior, pois ao abrir a porta de sua sala, o mesmo foi atingido por vários olhares de alunos e alunas desconfiados.

-... Mas que clima pesado... – Pensou Diego com medo.

O jovem andou até sua carteira que ficava do lado da janela e se sentou bastante nervoso.

- Ei, o que houve? – Perguntou uma voz vinda do lado direito do garoto.

Ao virar-se, o rapaz se deparou com a pessoa que se sentava perto dele, a capitã do time de vôlei da escola: Mary Symphony.

A mesma tinha cabelos ruivos que chegavam até seu pescoço, mas estavam presos em um rabo de cavalo dessa vez, seus olhos tinham uma íris rosada e como todas as outras usava o uniforme escolar.

- Acredite Mary... Nem eu sei. – Comentou Diego deprimido.

- Achei que tinham parado de pegar no seu pé da sexta série pra frente... – Disse Mary desinteressada. – Mas que seja.

A capitã apoiou seu cotovelo na mesa e posicionou seu queixo sobre sua mão, ficando com seus olhos virados em direção á professora que arrumava os papeis.

Diego nunca foi um grande amigo de Mary, os mesmos já haviam conversado, porém o jovem não via o laço dele com ela algo muito forte ou especial, apenas colegas comuns.

O rapaz procurou sua amada pelas carteiras cheias de pessoas e conseguiu encontra-la na primeira da última fileira da direita, logo a que ficava perto da porta.

- Me perguntou se ela está pensando no porque de eu estar agindo assim ultimamente... – Pensava Diego.

- Diego Harmony! – Gritou a professora batendo na mesa do aluno.

- PRESENTE?! – Indagou Diego, assustado.

A mulher o lançou um olhar frio enquanto que a turma caia na gargalhada por conta daquela cena.

- Concentre-se, pois a aula vai começar. – Avisou a professora.

- Sim... Senhora... – Assentiu Diego se recompondo.

Depois da aula, o intervalo chegou e o garoto tirou seu lanche da mochila e o colocou na mesa, uma caixa de biscoitos junto de um suco de laranja.

A maioria das pessoas saiu da sala e só havia sobrado o protagonista e um jovem estranho que estava com a cabeça deitada sobre a mesa, parecia estar dormindo.

Logo a porta do local foi aberta e Joey entrou, indo até seu amigo.

- E Ai como foi às aulas? – Perguntou Joey se sentando na carteira de Mary que se encontrava vazia no momento.

- Entediante. – Respondeu Diego mordendo um pedaço do biscoito. – E as suas?
- Mesma coisa. – Assentiu Joey desanimado. – Infelizmente hoje não é dia de educação física, então apenas teremos aulas chatas.

- Mas se olharmos bem é o primeiro dia de aula, então não poderemos esperar muita coisa não é? – Deduziu Diego.

- Ainda assim... As missões opcionais deviam ser mais legais. – Comentou Joey.

- Ás vezes eu me confundo com você falando desse jeito... Missões opcionais seria a escola, correto? – Perguntou Diego.

- Exatamente. – Confirmou Joey.

Os dois continuaram sua conversa até o sinal de término do intervalo tocar, o amigo do protagonista se levantou e saiu de lá, voltando para sua sala.

Diego guardou o que restou do suco na mochila e arrumou o jeito que estava sentado, aos poucos todos foram entrando até a sala ficar novamente cheia.

A professora continuou dando as tarefas, afinal por mais que fosse o primeiro dia de aula, todos ali já estavam no 2° ano e deviam aprender o máximo que pudessem.

O tempo foi passando e o sinal de término da aula tocou, o jovem guardou suas coisas e colocou a mochila sobre suas costas, ele virou seu olhar em direção á Melony e viu que a mesma ainda estava se arrumando para ir embora.

- É minha chance... – Pensou Diego indo até ela.

- Esse Diego... Ele é muito viciado nela. – Resmungou Mary vendo o colega indo até a menina.

Ao chegar perto da mesma, o rapaz engoliu seco e a chamou.

- Ei... Melony. – Disse Diego. – Quer ajuda?

A garota virou-se e sorriu para ele como forma de resposta, a dupla então começou a guardar os materiais aos poucos, até que suas mãos se tocaram quando foram fechar a mochila da mesma.

Os dois se coraram e viraram os olhares, o coração de Diego batia com muita frequência e o de Melony não parecia estar muito diferente.

- Er... Você... Você sabe que é meu aniversário hoje, certo? – Diego tentava puxar assunto para que aquele momento fosse esquecido.

- Ah... Sim, sim. – Assentiu Melony. – A festa será na sua casa, correto?

- Exato... Ás 20h00min da noite... – Acrescentou Diego. – Você... Você vai?

- Claro... – Confirmou Melony. – Bem... Tenho que ir... A gente se vê hoje á noite, então...

A jovem pegou sua mochila e saiu da sala, o protagonista suspirou e abaixou a cabeça.

- Acho que eu fiz uma bobagem... – Comentou Diego consigo mesmo.

A porta da sala logo fora aberta e Joey apareceu deslizando pela mesma, quase derrubando Mary no caminho.

- Olha por onde anda seu maluco! – Exclamou Mary irritada.

- Fica fria e mata zumbi, minha filha. – Sugeriu Joey indo até seu colega.

- Sem dúvidas... Maluco. – Sussurrou Mary.

O amigo colocou seu braço sobre o pescoço de Diego de forma brusca, porém tomando cuidado para não machuca-lo.

- Opa! Preparado para a festa? – Perguntou Joey animado.

- Há... Sim, mas ela é apenas daqui á umas duas horas, Joey... – Comentou Diego

- É melhor já ficar preparado, ainda assim. – Disse Joey. – Um guerreiro de verdade sempre está pronto para uma batalha!

- Claro... – Murmurava Diego.

- Enfim, a gente se vê lá amigão! – Despediu-se Joey, soltando seu amigo e saindo do local correndo. – Eu vou atrás da verdade da minha vida, isso ai!

O garoto coçou a cabeça um pouco, ele estava animado com sua festa ainda mais porque confessaria os seus mais profundos sentimentos para a garota que tanto ama.

Porém... A animação exagerada do seu amigo Joey deveria ser capaz de superar á dele fácil se fizessem uma comparação.

“Ele é muito extrovertido” Pensou Diego.

Contudo era exatamente por isso que os dois se davam tão bem, o protagonista era bastante tímido e para fazer uma dupla com essa personalidade nada melhor do que uma pessoa tão animada quanto Joey.

De qualquer forma, o rapaz seguiu seu caminho e saiu da sala, logo depois partindo para fora da escola e seguindo a trilha para voltar até sua casa.

O pôr do sol dava um detalhe á mais ao cenário pelo qual o nosso jovem passeava, o mesmo realmente adorava aquilo, achava uma paisagem tão calma e bela.

- Pergunto-me o que irei fazer caso a Melony aceite o meu pedido... – Pensava Diego. – Eu sei que pensar desse jeito avançado é muito presunçoso da minha parte, mas mesmo assim! Só de pensar nisso, o meu coração já fica animado...

Por estar perdido em seus pensamentos, o menino acabou trombando com alguém no meio do caminho.

- Opa! Desculpa! – Desculpou-se Diego, fazendo uma reverência e ai sim olhando para o estranho.

Entretanto aquela pessoa já era meio que uma conhecida do jovem: Damian Nullify.

O aluno mais inteligente de sua sala e a pessoa que sempre dorme no horário do intervalo, o mesmo também é dito ser o modelo de “homem perfeito” para quase todas as meninas da escola.

Damian tem cabelos brancos bagunçados e a sua franja é penteada para a esquerda, seus olhos tem uma coloração azul escura que parecia adentrar na mente de qualquer um que os olhasse por muito tempo.

- Você... Você é... – Diego não sabia o que falar, nunca havia falado com ele mesmo sendo da mesma classe por dois anos seguidos.

O estranho segurou o punho do ruivo e o olhou atentamente, parecia estar procurando alguma coisa.

- Ei! O Que está fazendo?! – Indagou Diego assustado e tentando se soltar.

Damian simplesmente largou a mão e a força que o protagonista fazia para trás acabou o fazendo cair de bunda no chão.

- Qual... Qual é a sua? – Interrogou Diego.

- Não é um deles. – Resmungou Damian. – Não merece meu tempo.

O garoto de cabelos brancos apenas seguiu seu caminho, sem ligar para a pergunta do outro jovem.

-... Medonho... – Comentou Diego enquanto se levantava. – Mas depois penso nisso, tenho que ir logo para a casa me preparar.

O rapaz continuou a seguir seu caminho e entrou em sua casa. O mesmo foi capaz de ver as preparações que sua mãe e seu pai haviam feito, eles tiraram os móveis da sala e colocaram umas mesas onde as comidas e as bebidas estavam além de ter um DJ checando o som.

Contudo... Nada é perfeito e a pior parte disso é que o garçom e a garçonete eram seus familiares que tinham colocado uma roupa feita para isso.
-... O Que... É Isso? – Perguntou Diego.

- Você gostou filhinho? Não estamos lindos?! – A mãe do protagonista girou um pouco e parou em uma pose fofa, fazendo brilhos aparecerem sobre seus olhos. – Hihih!

Já o pai do mesmo estava com tanta vergonha que se recusava á sair da cozinha, pois não tinha sua “masculinidade” com aquela roupa.

- Você é tão má às vezes, mãe. – Comentou Diego subindo as escadas.

- Impressão sua, hoho! – Debochou a mulher. – Agora... Querido... Se não sair daí, você sabe muito bem o quão brava ficarei!

- Sim senhora... – Concordou o homem com medo.

No quarto de Diego, o rapaz jogou sua mochila de lado e tirou as roupas da escola, indo direto para o banho e ligando o chuveiro.

O mesmo fechou os olhos e começou a sentir a água atingir sua face e começar a aumentar de força aos poucos.

- Eu sei que deveria estar animado para o meu aniversário... Mas por que será que estou tão intrigado com aquilo que o Damian falou? – Pensava Diego, enquanto colocava sua mão direita sobre seu cabelo que agora estava cobrindo seus olhos. – “Não é um deles”...

- Me pergunto o que seria esse “deles”... – Comentava Diego.

Continua.

Próximo Capítulo: Uma noite de amor lunática.


Última edição por Shindou Hajime em Sab 1 Jun 2013 - 19:26, editado 9 vez(es) (Razão : Quis deixar mais organizado.)
avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 13 Abr 2013 - 15:34

Notas do Autor: SÁBADO É DIA DE QUE? \O\ Yeap, Capítulo novo saindo do forno. =w=/ Infelizmente não teve nenhum comentário, oh well, eles virão com o tempo /espero;-;
Esse capítulo foi melhor que o primeiro na minha opinião, mas de certa forma ainda não me agradou completamente... De qualquer forma! Tenham uma boa leitura. =D




Anteriormente...

Nós vimos o primeiro dia de volta á escola de Diego que não havia sido muito diferente dos antigos.

Ele conversou com seu amigo Joey e conseguiu ficar determinado para declarar o que sente em relação á Melony Calmby.

Mas no meio do caminho, o nosso protagonista acabou trombando com Damian Nullify que falou algo estranho e simplesmente foi embora.

Porém não era hora de se preocupar com isso, afinal a hora da festa estava se chegando e o nosso jovem deve se preparar logo, pois hoje será uma noite inesquecível.

Capítulo 2: Uma noite de amor lunática.

Diego havia terminado de tomar o seu banho e agora estava de frente para o seu guarda-roupa, tentando ver qual roupa ele usaria.

- Para uma ocasião dessas, eu devo usar a que mais gosto... – Diego tirava uma camisa preta que tinha linhas brancas do início até o fim da manga, o que cobria seu braço por completo. – Mas... E Se a Melony não gostar desse tipo de roupa? Será que ela prefere algo mais sofisticado?

O rapaz começava a bagunçar seu cabelo com tantas dúvidas e se jogava em sua cama, virando seu olhar para o teto.

- Isso é chato e difícil demais... – Resmungou Diego.

- Já se arrumou querido? – Perguntava a mãe do garoto lá da sala. – Já está quase na hora dos convidados chegarem!

- Estou terminando! – Respondeu, se levantando e voltando até o seu guarda-roupa. – Vamos lá...

Diego guardou a camisa que segurava e pegou outra, essa dessa vez era totalmente vermelha e tinha uma estampa em preto com a frase “Warning, Global Warning!”, o mesmo também trajava uma calça branca com um bolso na frente.
- Certo... Estou pronto. – Disse Diego determinado.

O protagonista saiu de seu quarto e desceu as escadas, chegando até a sala e vendo seu pai ao lado da mesa de comida enquanto sua mãe pegava os doces na cozinha.

- Sinto muito mesmo por isso, Pai. – Desculpou-se Diego vendo o traje que seu familiar estava usando. -... Sério.

- Não... Tudo bem. – Disse o homem se segurando para não chorar de desespero.

A campainha então foi tocada, o jovem virou-se em direção á porta e foi até ela, deu uma última suspirada e a abriu, vendo que a primeira pessoa á chegar foi ninguém menos que: Mary Symphony, por mais incrível que parecesse.

A menina usava um casaco sem mangas rosa com um capuz, também trajava uma bermuda preta com dois bolsos na parte da frente, os cabelos da capitã estavam soltos dessa vez.

- Ma... Mary? – Diego arregalou um pouco os olhos.

- O Que? Algum problema? – Interrogou a garota.

- Ah... Nenhum... – O rapaz coçou um pouco seu cabelo e fez um sorriso falso. – Só não esperava que você fosse à primeira á chegar.

- Tenho uma séria regra de não chegar atrasada em nenhum dos meus compromissos. – Explicou-se Mary, entrando na casa e indo na direção da mesa de comida.

- Se você diz... – Diego fechou a porta e seguiu a convidada.

A garota pegou uma coxinha e deu uma mordida nela, observando atentamente o pai do menino que estava vestido de garçom.

- Hm... – Murmurava Mary, continuando á comer.

- Algo de errado? – Perguntou o homem.

- Só achei que esses tipos de roupa estavam fora de moda. – Respondeu Mary, virando-se e sentando sobre o sofá.

O pai de Diego abaixou a cabeça e começou a resmungar coisas como “Por que eu sofro isso”, “As pessoas não entendem o quanto essa roupa pinica”, “Sinto falta da minha juventude”.

- Desculpe por isso Pai... – Pediu Diego.

Depois disso, os convidados foram chegando normalmente e entrando na casa do jovem, Diego foi os recebendo com um grande sorriso todas as vezes que já aparentava um pequeno cansaço.

O mesmo se apoiou em seus joelhos e suspirou pesadamente, até agora Melony não tinha chegado.

- Será que ela não vem? – Pensou Diego preocupado.

A campainha tocou novamente e a felicidade do rapaz aumentou novamente, porém logo sumiu brevemente ao ver que era seu amigo Joey na porta.

- Ah... É Só você. – Comentou Diego desanimado.

- Nossa. – Joey cruzou os braços. – Oi pra você também.

O amigo do protagonista usava uma camisa amarela com uma linha preta no centro, sua calça era azul e o mesmo estava com uma cara emburrada.

- Desculpa por isso. – Pediu Diego. – Mas é que até agora a Melony não chegou, então eu estou preocupado.

O loiro deu um peteleco na testa do aniversariante e sorriu.

- As garotas demoram bastante tempo para se arrumarem, então é mais do que normal a Melony demorar, não acha? – Deduziu Joey.

- Hm... Acho que sim. – Assentiu Diego. – Valeu Joey.

- Disponha! – O amigo fez um sinal positivo com sua mão e entrou na casa. – Agora é hora de atacar os salgadinhos, os refrigerantes e o mais importante... Os doces!

O loiro foi até as mesas onde as coisas que tanto queria se encontravam e iniciou sua degustação sobre elas, o ruivo sorriu vendo aquela cena e voltou a olhar para a porta, esperando que a campainha tocasse novamente.

- Melony... – Pensava Diego.

- Seu porco! Pare de comer desse jeito! – Gritava Mary.

- Qual é! Você convidou logo ELA pra Party, Diego?! – Exclamou Joey.

(Nota do Autor: Joey está usando Party no sentido de um grupo de RPG, porém essa palavra também é utilizada para designar festas).

- Algum problema com isso?! – Continuava Mary á discutir.

- Sim, muitos! – Retrucou Joey.

- Irritante!

- Bruxa!

Os dois começavam a discutir, entretanto o protagonista não estava prestando muita atenção naquilo, pois a campainha foi tocada um pequeno tempo depois.

Com toda a animação que estava Diego abriu a porta e dessa vez estava certo, era Melony!

A jovem usava um vestido vermelho que tinha as mangas e a borda em uma coloração branca, a mesma também trajava um salto alto verde claro e tinha uma tiara de flores em seu cabelo.

- Olá, Diego! – Cumprimentou Melony com um sorriso.

Não apenas por causa de como ela o havia cumprimentado, mas também o jeito que a mesma estava vestida fez com que o rapaz ficasse completamente vermelho.

Para tentar esconder a sua vergonha dela, o jovem tentou ficar com a cabeça abaixava, porém não teve tanto efeito.

- Você está bem? – Interrogou Melony preocupada. – Parece uma pimenta desse jeito...

- Sim! Estou ótimo! – Diego acabava gaguejando um pouco entre as palavras. – Você... Você está muito linda hoje, Melony.

- Oh... Obrigada. – Melony sorria um pouco corada.

As outras meninas da festa foram correndo até os dois e puxaram Melony dali, Diego havia se esquecido desse pequeno fator...

Por mais que quisesse ficar a sós com sua amada, ele precisaria dar um jeito de não deixar que as amigas da mesma á monopolizem.

- Por que eu as convidei mesmo? – Pensava Diego confuso.

Joey chegava perto de seu amigo novamente, entretanto algo estava novo em sua face...

- Isso é... Chocolate? – Perguntou Diego.

- Digamos que aquela bruxa me deu um contra ataque critico... – Respondeu Joey. – Posso usar o banheiro?

- Pode, mas... Daria para me ajudar em uma coisa primeiro? – Pediu Diego um pouco receoso.

- No que?

- Preciso que se livre das amigas da Melony para que eu possa falar com ela á sós...

- Só isso? Vai ser mole! – Debochou Joey gesticulando com sua mão.
- Só não exagere muito. – Avisou Diego.

- Não precisa se preocupar! – Garantiu Joey batendo sua mão direita em seu peito. – Deixa tudo com o mestre.

O protagonista queria saber onde seu amigo havia tirado que ele era mestre em algo, porém decidiu deixar de lado e esperar ver o que o mesmo iria fazer.

Diego cruzou os braços e observou Joey se aproximar do círculo das amigas que cercavam e conversavam incansavelmente com Melony.

Porém... O loiro simplesmente passou por elas e foi até o DJ da festa, roubou o microfone do mesmo e subiu no sofá da sala, chamando a atenção de todos ali.

- TODO MUNDO, EXIJO A ATENÇÃO DE VOCÊS POR UM MOMENTO. – Gritou Joey.

As pessoas presentes no local se calaram e viraram seus olhares para o amigo do protagonista, o mesmo suspirou e fez uma cara séria.

- Um dia, um personagem da série Final Fantasy foi jogar no boliche... Quem ele era?

- Quem?

- Cloud STRIKE. – Falou Joey, batendo a mão em seu joelho e começando a cair na gargalhada, até notar que ninguém havia rido. -... Merda.

Vários objetos e comidas começaram a ser atiradas com força no garoto que se abaixou e tentou se esconder atrás do DJ, usando-o como escudo.

- Qual é! Vocês não riram, mas Silent Hill! - Tentou Joey novamente.

- Peguem os garfos e as facas! – Gritaram as pessoas revoltadas.

- ISSO É EXAGERO, CARAMBA! – Indagou Joey, assustado.

Diego não sabia exatamente o que fazer, entretanto o seu companheiro havia conseguido afastar as amigas de Melony, agora a sua amada apenas ria da situação enquanto permanecia encostada na parede.

- É minha chance... Valeu Joey. – Pensou Diego indo até a jovem.

- Ei, Melony. – Chamou Diego. – Poderia vir comigo um pouco? É que gostaria de falar uma coisa com você...

O protagonista coçava um pouco seu cabelo, o nervosismo começava a aparecer aos poucos e as bochechas dele coravam-se de leve.

- Ah, claro. – Melony sorriu e seguiu o jovem até as escadas da casa.

Os mesmos se sentaram e a amada ficou o observando, esperando o momento em que o rapaz falaria o que tanto guardou.

- Então... O Que é? – Pergunto Melony, curiosa.

O ruivo engoliu seco e cerrou os punhos, ele não podia voltar atrás agora. Seu amigo havia sacrificado sua segurança física e social apenas para que o mesmo tivesse o momento certo para contar o que sente por Melony.

Não podia fracassar e para isso deveria escolher muito bem as palavras que iria utilizar ao falar aquela frase.

- Bem... Você sabe que a gente conhece á um bom tempo, não é? – Começou Diego.

- Sim! E Isso é o que faz a gente ser grandes amigos, correto? – Deduziu Melony, sorrindo.

- Na verdade... É Sobre isso de “amigos” que eu gostaria de falar. – Explicou Diego um pouco receoso.

- Hm... Como assim? – Interrogou Melony sem entender.

- Eu... Bem... É Que... – Diego tentava falar, porém estava começando á ter dificuldades.

- Está tudo bem? – Melony ficava um pouco preocupada, levantando as sobrancelhas de leve.

- Sim... Está tudo bem. – Diego fechou os olhos e os abriu novamente, determinado. – A verdade... A verdade, Melony!

O protagonista engoliu todo seu medo e receio e segurou as mãos da amada repentinamente, corando-a.

- Ei... – A jovem gaguejava um pouco.

- Eu gosto de você, Melony! – Declarou Diego. – Não apenas como amigo... Quero ser algo á mais, eu... Realmente gosto de você.

Ele havia conseguido, o mesmo soltou as mãos da menina e virou seu olhar bastante envergonhado, estava incapaz de observar ela nos olhos por conta de suas palavras.

- Eu... – Melony ia falar algo, mas logo se calou e voltou á pensar um pouco.

- Droga... Que clima tenso... Eu acho que não deveria ter me declarado e nem nada... – Pensava Diego se arrependendo.

- Pois bem... – Melony passava a mão pelo próprio cabelo. – Seus... Seus sentimentos realmente me surpreenderam, eu não esperava por essa.

- Desculpa... – Pediu o ruivo se encolhendo em vergonha.

- Não precisa se desculpar... Até gostei do que disse. – Comentou Melony. – Contudo...

Os olhos do rapaz se arregalaram um pouco, uma chama de esperança acendeu-se em seu coração ao a ouvir comentar que havia gostado do que o mesmo tinha dito, entretanto havia mais coisas por vir.

- Eu... Eu infelizmente não gosto de você desse jeito. – Continuou Melony um pouco triste. – Sinto muito... Mas não posso corresponder aos seus sentimentos.

A garota se levantou e começou a descer as escadas, ao chegar ao último degrau ela se virou até Diego e fez uma reverência, voltando até a sala.

O ruivo deitou-se sobre onde estava e ficou observando o teto, sem pensar e nem falar mais nada, apenas fitando-o.

Um tempo depois, Joey foi até as escadas e sentou-se do lado de seu amigo, o loiro estava com as roupas rasgadas, cheio de ferimentos e pedaços de doces e salgadinhos pelo seu corpo, além de ter um garfo fincado em seu ombro.

-... Como foi? – Perguntou Joey.

-... – Diego suspirou em resposta. – E você?

- Sério que você ainda me pergunta? Cara... Olha minha aparência. – Resmungou Joey.

- Desculpa... Só não estou prestando muita atenção nas coisas. – Explicou Diego.

- Não fique assim. Levar um fora faz parte da vida, então não precisa ficar todo depressivo só por causa do primeiro. Além de que muito provável não será o último.

- Cala a boca, Joey.

- Certo... Mas enfim, me mandaram aqui para te levar para os parabéns.

- Vamos logo, então. – Diego se levantou e desceu os degraus, indo até a sala e sendo seguido por seu parceiro.

Os dois se juntaram ao círculo formado na mesa de comida, onde agora o bolo estava posicionado.

O rapaz de cabelos vermelhos foi para o meio e a multidão começou a cantar, contudo aquilo não parecia mudar em nada o humor do jovem.

No final, ele assoprou as velas e o doce começou á ser partido e dividido entre os convidados da festa.
A mãe de Diego foi até o mesmo e o tocou no ombro para chamar sua atenção, assim com um grande sorriso, ela disse:

- Seu avô deve chegar ainda hoje para entregar seu presente, querido. – Avisou a mulher.

- Ah... Certo. – Assentiu Diego.

Pouco a pouco os convidados foram indo embora até não sobrar mais ninguém ali, tirando Joey que iria dormir no local.

- Mais uma vez, obrigado por me deixarem ficar aqui, senhor e senhora Harmony! – Agradeceu o loiro enquanto subia as escadas com o protagonista.

Os dois adentrarem no quarto e Diego fez a primeira e única coisa que passou pela sua cabeça... Jogou-se na cama.

- Meu deus... Você tá tão depressivo que se a tristeza batesse em sua porta, ela iria sair correndo chorando. – Comentou Joey abrindo o guarda-roupa. – Deve ter alguma roupa legal sua para me emprestar por hoje...

- Eu sabia que isso ia acontecer... – Murmurava Diego com a cara no travesseiro.

- Não adianta chorar pelo leite derramado. – Joey pegava uma roupa e retirava a que utilizava no momento, além disso, o mesmo aproveitava e tentava tirar o garfo de si... Mas sem sucesso. – Merda... Por que jogaram garfos e facas? Isso é muito Action Replay...

- Não faço a menor ideia de como vou encarar a Melony na escola amanhã... – Continuava Diego.

- Só fingir que ela está de roupa intima, oras. – Sugeriu Joey colocando a nova roupa.

Dessa vez, o loiro estava vestindo uma camisa listrada em amarelo e preto, trajava também um short azul escuro e ficava descalço.

- Isso não vai bem me ajudar á olhar para ela, Joey. – Resmungou Diego, tirando a cara do travesseiro.

- Que tal pedir para a jogadora usar uma máscara então? – Disse Joey, retirando o colchão que ficava em baixo da cama do amigo. – Só digo que essa é a melhor opção que acho pra sua situação, hein.

- Mudar de país ainda é uma opção? – Perguntou Diego.

- Se for para o México, sim.

- Eu quero morrer... – Diego afundava a cabeça no travesseiro novamente.

Enquanto isso...

Na sala, o pai e a mãe do protagonista terminavam de limpar a bagunça que a festa havia causado e então aproveitavam para conversar um pouco.

- Você sabe o que seu pai irá dar para o nosso menino? – Comentou o senhor Harmony.

- Bem... Digamos que eu já faça uma ideia do que é. – Confirmou a senhora Harmony. – Por quê?

- É que conhecendo o tipo do seu avô, eu não gostaria de imaginar que tipo de coisa extravagante ele traria... – Brincou o homem, rindo.

- Tem razão! – Assentiu a mulher, começando á rir junto.

Longe dali, Damian Nullify apreciava o luar no terraço de um grande prédio que era iluminado por aquilo.

- Em breve... – O garoto de cabelos brancos observava seu punho direito e fixava seu olhar em um bracelete cinza que aparentava uma aparência de uma lâmina se conectando á outra pela ponta. – Sim... Em breve.

Continua.

Próximo capítulo: Um presente de um avô lunático.
avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 20 Abr 2013 - 17:02

Notas do Autor: SÁBADO É DIA DE???? Yeah, capítulo novo. u_u Again, sem comentários... D: Oh well, vamos continuando. =w=/ Esse cap FINALMENTE teve um avanço no Plot, claro, os outros não foram completamente inúteis, mas esse aqui tem uma importância maior dentre eles.

De qualquer forma, eu espero que gostem! :3




Anteriormente...

Diego Harmony teve sua festa de 16 anos em sua casa, o mesmo aproveitou esse evento e finalmente após ultrapassar todo seu medo e receio, ele conseguiu se declarar para a garota que tanto ama: Melony Calmby.

Porém... Nem tudo são flores. Melony agradecia os sentimentos que o ruivo tinha por ela, contudo a mesma era incapaz de retribuí-los.

Dito isso, o nosso protagonista caiu em depressão e mal conseguiu aproveitar o resto de sua própria festa, por mais que a conversa que tivera com seu amigo antes de irem dormir tivesse ajudado um pouco, a tristeza permanecia grudada em seu coração.

Entretanto... Hoje o seu avô chegaria junto de seu presente, isso talvez fosse um motivo para ficar feliz?

Capítulo 3: Um presente de um avô lunático.

Aos poucos Diego foi abrindo os olhos, ele havia conseguido dormir graças ao falatório de Joey na noite passada, o que acabou lhe cansando bastante.

- Hm... Bom dia, Joey. – Diego virou de lado e viu seu avô deitado de costas para o loiro, com seu olhar fixo no de seu neto. -...

- Fala garoto! – Cumprimentou o velho sorrindo.

- MAS QUE MERDA É ESSA?! – Gritou Diego fazendo Joey se levantar do colchão em um pulo.

- O QUE FOI?! – Perguntou Joey assustado.

O amigo então observou a cena e viu o estranho homem de meia idade sobre o colchão também... O que obviamente significa que os mesmos estavam deitados juntos.

- PEDÓFILO! – Exclamou Joey apontando seu dedo indicador para o avô de Diego.

- Nossa... Será que vocês não podem se acalmar? Estão muito escandalosos de manhã. – Resmungou o velho se sentando sobre o colchão. – Cheguei faz pouco tempo, não está grudado há horas e nem nada comigo.

- AINDA ASSIM EU SENTI A MINHA MASCULINIDADE PERDER LEVEIS! – Continuava Joey á reclamar.

- Mas por que está aqui, vovô? – Interrogou Diego, se sentando em sua cama.

- Ué, sua mãe não avisou que eu viria para cá hoje? – Respondeu o homem.

O protagonista tentava se lembrar. Provavelmente ela tinha dito para ele, mas com toda a confusão que teve ontem era bem provável que o mesmo tenha esquecido.

- Eu acho que sim... – Comentou Diego coçando seu cabelo. – De qualquer forma... Não poderia ter escolhido um jeito melhor de nos acordar?

- E Menos [palavra censurada]. – Acrescentou Joey cruzando os braços, ainda em revolta.

- Mas sua mãe me contou que ficou meio estranho no final da festa. – Explicou o avô de Diego. – Então achei que deveria te animar de algum jeito e decidi fazer isso! Entende?

O sorriso que brotou nos lábios do velho fez o jovem de cabelos cor de vinho rir de leve.

- É... Quase esqueci completamente do que houve ontem. – Comentou Diego abaixando a cabeça. – Mas deixemos isso de lado.

- E Ai velho, cadê os presentes? – Perguntou Joey.

- Joey! – Exclamou Diego. – Não fale assim com meu avô.

- Qual é! Você pensou nisso que eu sei. – Retrucou Joey.

O velho caiu na gargalhada e colocou a mão sobre sua barriga para se segurar de tanto rir.

- Ai garotos... Vocês fazem eu me lembrar dos meus tempos de jovem. – Disse o avô de Diego. – Contudo o loiro tem razão, eu trouxe um presente!

O homem estava usando um pijama azul com bolinhas brancas em volta dele, o mesmo era feito por uma camisa com um bolso no peito direito e um short que chegava até o início do joelho.

O mesmo levou sua mão até o bolso e retirou uma pequena caixinha dele, a estendendo para seu neto.

- Aliás, velho... Ainda não sei o seu nome, qual é? – Perguntou Joey se sentando sobre o colchão, mas mantendo uma distância segura.

- Delirus Harmony. – Apresentou-se o velho. – E Você?

- Joseph Goldy! – Joey sorria. – Mas apenas “Joey” está bom.

- Hehe, certo. É um prazer em lhe conhecer, loiro.

- Digo o mesmo, velho!

- Eles pediram os nomes, mas ainda continuam se chamando por apelidos estranhos... – Pensava Diego sem entender aquela cena.

Ignorando aquilo, o ruivo pegou a caixa e a observou, abrindo-a logo depois.

Com a mesma aberta, o rapaz conseguiu ver o que era: um colar. Contudo não um comum, tinha o formato de uma cruz que estava sendo envolvida por várias serpentes.

- Que coisa mais... Exótica, vovô. – Disse Diego segurando o estranho objeto.

- Bem, ela é um artefato que está na nossa família por um bom tempo já... Creio que seja normal acha-la exótica. – Explicou Delirus.

- Eu sempre soube que sua família era satanista, cara. – Comentou Joey fazendo sinal positivo para seu amigo.

- LÓGICO QUE NÃO, JOEY! – Gritou Diego nervoso. – Ignorando ele... O Que esse artefato é, vovô?

- A Cruz de Medusa. – Disse Delirus cruzando os braços. – Um artefato mágico que vem passado pela família Harmony desde 45 anos atrás.

- Er... Com licença tio. – Chamava Joey um pouco confuso. – É Só impressão ou você acabou de falar “Artefato mágico”?

- Não é impressão. – Afirmou Delirus. – Eu realmente falei isso.

A Sobrancelha de Joey arqueava um pouco com a resposta, o velho estaria se referindo á algo muito importante ou seria mágico de magia como nos jogos que ele havia jogado?

Diego também estranhava aquilo um pouco, contudo decidiu pedir uma explicação mais detalhada para só depois tirar conclusões.

- Vovô... Por favor, me explique isso de artefato mágico. – Pediu Diego curioso.

-... Certo. – Disse Delirus. – (Ao que parece a mãe dele ainda não o disse nada... Melhor eu pegar leve então).

- Levando em conta que sua mãe não lhe disse nada, a explicação pode demorar um pouco... Então irei por partes. – Avisou Delirus. – Há um tempo, a família Harmony juntamente com os Nullify e os Shafty decidiram proteger os artefatos mágicos que foram encontrados em pesquisas arqueológicas.

- Ninguém sabia de onde ou o porquê desses artefatos terem sido criados e escondidos, o que importava é que o poder contido dentro deles era enorme, alguns podiam causar danos irreversíveis e outros seriam até capazes de renascer pessoas. – Continuava Delirus. – Por isso as três famílias decidiram guarda-los e protege-los com o intuito de não os deixar cair nas mãos erradas.

- Isso parece uma história de um RPG... – Pensava Joey estranhando cada palavra que o avô de seu amigo falava.

- Ele está realmente falando sério... ? – Pensou Diego. – Aliás... O nome Nullify me é familiar de algum lugar...

- Entretanto... Nem tudo são flores. – Delirus ficava mais sério. – Chegou a um ponto do qual a família Nullify começou a criar um grande interesse nesses artefatos, então em uma das reuniões das três, os mesmos proporão a opção de utilizarmos os artefatos mágicos, claro que as famílias Harmony e Shafty discordaram disso, mas a ambição dos traidores estava apenas começando.

- Em uma tentativa muito exagerada e arriscada, eles pegaram os artefatos que estavam protegendo e iniciaram uma guerra contra nós. – O velho abaixava um pouco a cabeça, demonstrando uma tristeza enorme em seus olhos enquanto continuava á falar. – No final conseguimos vencer... Claro, se perder vários de nossos companheiros e familiares fosse uma grande vitória... Mas de qualquer forma, conseguimos parar a ambição dos Nullify por um bom tempo, porém eu temo que os mesmos tentem fazer algo desse tipo novamente...

- Espera... – Pediu Joey, curioso. – Se o que você está dizendo é tecnicamente verdade, se conseguiram vencer os Nullify não quer dizer que todos os artefatos estão com os Harmony e os Shafty?

- Na verdade... – Comentou Delirus. – Após vencermos, tanto nós, os Harmony quanto os Shafty decidiram guardar os objetos em um local que ninguém fosse capaz de acha-los, pois tínhamos medo que caíssemos na ambição de poder iguais os Nullify.

- E onde estão os artefatos então? – Interrogou Diego.

- Escondemos em locais variados ao redor do globo, contudo se a minha memória não me falha... Existem cinco pela cidade. – Afirmou Delirus.

O loiro e o ruivo trocaram olhares, eles sabiam que a história que o homem havia acabado de contar era fantasiosa e muito sem lógica, entretanto a seriedade e a tristeza em suas frases eram bem notáveis. Ninguém conseguiria fingir e nem faria algo de uma escala tão grande por causa de apenas uma brincadeira.

Ainda mais alguém como o avô do protagonista, afinal ele não teria nenhum motivo para mentir.

- Antes de lhe dar minha resposta... Poderia me dizer o que deseja que eu faça? – Pediu Diego um pouco receoso.

-... Estou dando a Cruz da Medusa para que você impeça que os artefatos caíssem na mão do novo sucessor dos Nullify e que seja capaz de trazer os objetos para o lugar aonde eles pertencem. – Explicou Delirus. – Ás mãos dos Harmony.

- Eu temia que fosse isso... – Diego abaixava a cabeça. – Olha vovô... Até consigo acreditar em sua história, por mais duvidosa que a mesma possa ser... Porém não estou no momento para fazer esse tipo de coisa grandiosa.

- COMO ASSIM?! – Indagou Joey se levantando bruscamente, assustando Delirus e Diego. – O que você está falando, cara?! Isso é tipo o que várias pessoas, inclusive eu sonhamos! Ser capaz de fazer coisas que são consideradas impossíveis e viver aventuras inesquecíveis! E Vai recusar tudo apenas porque levou um fora?

Joey estava irritado, tudo o que mesmo sempre viu nos jogos e sempre quis que acontecesse á si, no momento estava acontecendo com seu melhor amigo que além de irritar o loiro, o deixava indignado pelo protagonista ser capaz de rejeitar uma chance daquelas.

- Não é fácil, sabia?! – Gritou Diego, se levantando na cama. – Eu sei que você gosta desses tipos de coisa, Joey! Mas será que não é capaz de entender como estou me sentindo?! Gostei de verdade da Melony e simplesmente recebi um não!

- Já falei para parar de chorar sobre o leite derramado! Você tem que limpar as lágrimas e olhar para frente, ora! – Retrucou Joey.

- PARE DE TRATAR TUDO COMO UM JOGO! – Exclamou Diego.

Um silêncio permaneceu no quarto, nenhum dos três sabia o que falar depois de tal acontecimento, principalmente o velho.

Joey abaixou a cabeça e coçou um pouco o seu cabelo, o mesmo sentou-se no colchão novamente.

-... Desculpa. – Murmurou Joey arrependido.

Diego deitou-se na cama e ficou olhando para o teto, suspirou e virou-se na direção do avô e de seu amigo.

-... Tudo bem. – Disse Diego. – Me desculpe também.

- Vocês estão muito exaltados. – Avisou Delirus. – Não estou pedindo para que decida agora e nem nada disso.

Delirus se levantou e deixou o objeto do lado de seu neto, o velho andou até a porta do garoto e deu uma última olhada para os dois.

- Só achei que para combater um sucessor jovem dos Nullify, nós também deveríamos usar um jovem dos Harmony. – Terminou Delirus, saindo do quarto.

- Ahn... – Suspirou Joey. – Que conversa cansativa... Você não acha?

Ao virar seus olhos para o seu amigo, o loiro se assustou ao ver o mesmo com os olhos arregalados como se tivesse visto um fantasma.

- Er... Aconteceu algo? – Perguntou Joey.

- Jovem dos Nullify... Nullify... – Sussurrava Diego colocando as peças nos seus devidos locais.

- Você... Está bem, cara? – Continuava Joey preocupado.

- Damian Nullify, Joey! – Exclamou Diego.

- O que tem aquele viadão? – Interrogou Joey sem entender.

- Não é isso! – Reclamou Diego. – Não percebeu?! O Sobrenome do Damian é Nullify!

- Nullify... – Repetiu Joey. -... CARA, NÃO ME DIGA QUE...

- Esse tal sucessor jovem que eles escolheram é o meu colega de classe, o Damian! – Deduziu Diego.

- É... O Seu rival não vai ser nada fácil, hein. – Afirmou Joey.

- Você realmente só pensou nisso... ? – Comentou Diego impressionado. – Eu quis dizer que se o Damian é um Nullify, então por que ele não fez nada contra mim até agora?

- Sei lá. Talvez achasse que você fosse tão bobão apaixonado que não conseguiria ser capaz de herdar algo de uma família tão poderosa como a Harmony. – Disse Joey gesticulando com a mão.

-... Não precisa exagerar... – Diego abaixou a cabeça, triste. – Mas... Acho que agora entendo o porquê dele ter me parado no meio do caminho para casa ontem á tarde...

- Bem... Mas o que fará então? – Perguntou Joey, dessa vez ficando com uma expressão séria. – Vai aceitar o pedido do velho ou...

O ruivo ficava pensativo por um tempo, ele ainda não havia se recuperado totalmente depois de ter levado um fora de sua tão amada garota, entretanto alguém precisava impedir que os Nullify completassem o seu objetivo.

Mas era perigoso. Acima de tudo aquilo tinha um alto risco, afinal talvez o protagonista acabasse tendo que lutar contra seu colega por conta de um artefato e ele não queria fazer isso.

Tentava acreditar que Damian foi enganado de algum jeito por sua família á fazer esse tipo de coisa, o que lhe daria um motivo á mais para aceitar a proposta do seu familiar.

Esses pensamentos eram como uma cachoeira na mente de Diego. Naquele momento tinha tantas razões para aceitar e recusar que não sabia o que fazer.

- Eu não sei... – Avisou Diego pegando a Cruz de Medusa e começando a fita-la. – Me pergunto qual seria o poder disso...

Antes que o jovem pudesse fazer algo á mais, uma aura branca apareceu em volta do artefato, o que fez com que o ruivo se assustasse e tacasse a cruz na parede, desaparecendo com aquele brilho estranho.

- O que foi isso?! – Indagou Diego com medo.

- Não sei! – Disse Joey indo até onde o objeto havia caído. – Cara... Não precisava jogar tão longe.

O loiro pegou o artefato e o observou, contudo nenhuma energia igual aquela de antes aparecia.

- Ei, tenta segurar ai. – Pediu Joey jogando-a para seu amigo.

Assim que o protagonista segurou a cruz, a mesma novamente liberou aquela camada de coloração branca que ficava em volta do objeto.

Os olhos tanto do loiro quanto do ruivo estavam pasmos com aquela cena que estavam vendo... Aquilo seria a ativação da habilidade?

- Não parece estar acontecendo nada... – Disse Diego receoso.

- Isso seria desanimador ou um alívio? – Interrogou Joey.

- Faço a menor ideia... – Diego ficava sério novamente. – Vovô... Não sei se já tenho a resposta, porém...

- Ei! Garotos! – Chamava a mãe do protagonista lá de baixo. - Vocês não estão atrasados para a escola?

O silêncio novamente invadiu o quarto de Diego, fazendo com que ele e Joey ficassem quietos.

- Esquecemos completamente o horário... – Comentou Joey.

- Estamos mortos...

Enquanto isso na sala de aula de Diego, a maioria das pessoas comentavam sobre o fora que o mesmo havia levado. Pelo que parece a amiga da qual Melony contou sobre o evento da noite passada acabou o espalhando para toda classe.

Damian que sentava na última fileira da esquerda na primeira carteira observava atentamente a janela.

- Será mesmo que foi por isso que você não veio... – Pensava Damian. – Harmony?

Continua.

Próximo Capítulo: Diego, o detetive lunático.




avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por X-Infernape em Dom 21 Abr 2013 - 1:07

Gostei da sua fic. A história é original, com um tema que concerteza me agrada. Gostei da história das famílias protegendo artefatos antigos. Porém, agora fiquei muito curioso sobre o seguimento da história. Fico pensando qual será o 1º passo do nosso querido protagonista. Do mesmo modo, me pergunto o que fará nosso detestado inimigo Damian Nulify.Gostei principalmente desse cap. Mas eu queria so saber: A Mary, o Joey e a Melony terão algo haver com a história principal? Espero o próximo cap.
avatar
X-Infernape
Membro
Membro

Masculino Idade : 18
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 16/08/2012

Frase pessoal : Que venha logo o Sangue do Olimpo!


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 27 Abr 2013 - 16:32

Nota do Autor: YES! Sábado de novo, ou seja... Novo capítulo! Mas dessa vez temos um comentário *u* Vamos lá!

X-Infernape: Obrigado pelo comentário! Fico feliz que você esteja gostando da fic, isso me deixa muito contente! XD Sobre a Mary, Melony e Joey, sim, os mesmos serão importantes! Só que acho que ainda demorará um pouco para acontecer, tanto é que Joey e Melony mal aparecem nesse cap, contudo em troca a Mary tem um grande destaque aqui! XD Enfim, obrigado e continue acompanhando!

Comentário respondido... Agora ao capítulo!




Anteriormente...

O avô de Diego, Delirus Harmony foi até o quarto do mesmo para lhe dar o presente de aniversário: A Cruz de Medusa.

Aproveitando a deixa, o velho contou para seu neto e para seu amigo, Joey Goldy, a verdade por trás das famílias Harmony, Nullify e Shafty.

Agora o nosso protagonista deve decidir se irá se tornar o sucessor dos Harmony para impedir que o novo Nullify, Damian consiga recuperar os artefatos que uma vez causaram uma grande briga no passado.

Contudo... O que o ruivo menos sabia é o quanto as pessoas á sua volta seriam envolvidas nisso.

Capítulo 4: Diego, um detetive lunático.

Depois de terem se arrumado, Diego e Joey saíram de casa e começaram a correr em direção á escola com o máximo de velocidade que podiam.

- Caramba! Por que fomos ficar pensando tanto nas coisas que seu velho falou? – Perguntava Joey.

- Não reclama agora! Você que ficou me fazendo pensar demais. – Respondia Diego ás pressas.

- Eu sei! Mas não me diga que não está curioso em saber que tipo de coisa branca era aquela saindo da Cruz de Medusa. – Comentou Joey emburrado.

- Depois pensamos nisso! – Gritava Diego. – SÓ NÃO QUERO CHEGAR ATRASADO!

~///~

Na escola, a aula havia começado.

- Hm... Algum de vocês viu onde Harmony e Goldy se meteram? – Perguntou a professora.

- Aposto que depois do fora que ele levou da Melony, o Diego não vai ter coragem de entrar por aquela porta durante um bom tempo! – Comentou uma garota, fazendo algumas pessoas começarem á rir com ela.

-... Diego... – Pensou Melony preocupada.

Damian batia as mãos em sua mesa, levantando-se e fazendo com que todos que riam parassem e o observassem assustados.

- O Que... O Que foi Damian? – Perguntou a garota.

- Professora, eu preciso de um pouco de ar. – Pediu Damian, ignorando completamente a jovem. – Aqui está bastante poluído.

- Ah... Claro... – Assentiu a professora.

Sem dizer nada mais, o rapaz de cabelos brancos simplesmente saiu da sala.

- Que garoto estranho... – Resmungou a mesma garota.

- Er... Professora. – Chamou Melony. – Também posso sair? É que preciso beber água.

- Certo Melony... Mas não demore, ouviu? – Avisou a mulher.

- Sim! – Assentiu Melony enquanto saia da sala.

Ao sair de lá, a jovem virou seu olhar na direção da onde Damian estava indo e o seguiu, ela não sabia o porquê, entretanto o mesmo havia se irritado com as piadas feitas sobre Diego, então pensava que ele deveria ser algo dele.

O garoto de cabelos brancos acabou virando á direita no corredor, ele havia adentrado na sala de música e Melony o seguiu até lá.

No entanto... Ao entrar no local, a mesma não vinha nem mesmo um rastro de Damian por lá.

Ela virou seu olhar e observou à sala, a mesma tinha mesas no fundo e os instrumentos ficavam na frente, variando entre guitarras, baixos, pianos, trombones e etc.

As janelas do lugar permaneciam fechadas e lacradas com as cortinas, Melony andou até um piano e deslizou seus dedos pelas teclas dele de leve.

- Eu jurava que ele tinha vindo por aqui... – Murmurava Melony.

De repente, a jovem foi capaz de ouvir o barulho da porta se fechando e sendo trancada. Os olhos da mesma esbugalharam naquele momento e seu coração iniciou um ritmo mais rápido.

- Quem está ai?! – Exclamou Melony correndo até a porta.

Ao chegar nela, a menina tentou abrir pela maçanete, mas foi em vão. Logo começou a bater seus punhos na porta enquanto gritava por ajuda.

- Alguém?! Por favor, abram a porta! Isso não tem graça! – Gritava Melony.

Um barulho podia ser ouvido de uma das paredes do local, a garota virava seu olhar para elas tentando ver o que havia acontecido.

Após um tempo, a jovem foi capaz de ver um buraco bem pequeno na da direita, ela andou até o local e acabou encontrando uma pequena bola preta que deslizou até tocar em seu pé.

- O Que é isso? – Perguntou Melony, se agachando para ver o objeto mais de perto.

Porém... Ao fazer isso, uma pequena fumaça começou á sair do artefato, o que fez com que a menina ficasse um pouco zonza.

- Ah... Mas... O Que... – Melony colocava a mão sobre sua testa, se sentindo mal. – Está... Aconte... Acontecendo...

Os olhos da garota ficavam um pouco pesados e tentavam se fechar, porém ela os forçava á ficar abertos.

A mesma andou um pouco para trás e usou a parede em forma de tentar se equilibrar.

- Soco... Socorro... – Melony não conseguia mais aguentar, ficou de joelhos e então caiu com seu corpo sobre o chão, inconsciente.

~///~

Nosso protagonista junto de seu amigo havia conseguido chegar à escola, contudo atrasados.

Os mesmos levaram uma pequena bronca da coordenadora, entretanto graças á boa vontade da moça, eles foram capazes de sair de lá com apenas um sermão, além de poderem entrar na sala mesmo com a aula já tendo iniciado.

- Viu? Não foi tão mal assim. – Disse Joey.

- Realmente... Eu achei que pegaríamos alguma advertência ou algo assim. – Comentou Diego mais aliviado.

- Viu? Você precisa esfriar mais a cabeça, cara! – Joey fazia sinal positivo com seu dedão direito para o amigo. – Que nem eu.

- Acho que se eu fizer isso irei perder meu cérebro... – Murmurou Diego.

-... O Que quis dizer com isso?! – Exclamou Joey irritado.

- Nada demais... Nada mesmo. – Sussurrou Diego.

Os dois então chegaram à porta da sala do loiro, o ruivo se despediu de seu companheiro e tomou o rumo para a sua classe.

Ao chegar à entrada, o protagonista respirou fundo e preparou para adentrar no local, mas ele tinha uma impressão de que seria o motivo de piada da escola.

Por mais que a Melony não fosse uma fofoqueira e nem nada, mais cedo ou mais tarde alguma amiga linguaruda dela acabaria ouvindo o segredo e o espalhando para o mundo todo.
Porém não tinha volta agora, ele teria que encarar o resultado de suas escolhas e a primeira coisa á superar seria a vergonha de ser o alvo de brincadeiras de todos ali.

Então sem mais delongas, o mesmo abriu a porta, contudo a cena que esperava ver era diferente.

Os alunos e alunas não o olharam, apontaram o dedo e começaram a rir igual em sua imaginação, na verdade todos pareciam preocupados e algumas meninas até choravam.

- Ué... O que houve aqui? – Pensou Diego sem entender.

Mary saia do grupo de pessoas em que estava conversando e andou até a entrada onde o rapaz estava ficando frente a frente com ele.

- Er... Aconteceu algo? – Perguntou Diego.

- Francamente... Será que não consegue chegar mais cedo nos dias onde as coisas acontecem? – Resmungou Mary cruzando os braços.

- Desculpa ok? – Pediu Diego. – Mas hoje eu tive sorte de não ter levado uma advertência e nem nada...

- Certo. – Mary coçava seu cabelo e olhava seriamente para o jovem. – É Sobre a Melony.

- Hm? O Que tem a Melony? – Interrogou Diego.

- Ela está na enfermaria. – Respondeu Mary.

Agora sim o garoto entendia o porquê de todo esse alvoroço... Melony estava machucada.

O mesmo começava a sentir os batimentos de seu coração aumentar enquanto tentava controlar as coisas que passavam por sua cabeça.

- O Que... O que houve com ela?! – Diego colocava as mãos sobre os ombros de Mary, bastante nervoso.

- Ei! Vai com calma! – Mary acabava se irritando pela força com que o ruivo a segurou, então sem dó acertou uma cabeçada no mesmo, fazendo com que os dois se afastassem com dor. – Ai...

- Au... Por... Por que fez isso? – Perguntou Diego se apoiando na porta.

- A culpa é sua, seu stalker! – Resmungou Mary com pequenas lágrimas nos olhos. – Não precisava me segurar com tanta força, seu idiota!

(Nota do Autor: Stalker é uma palavra inglesa que significa "perseguidor". Aplica-se a alguém que importuna de forma insistente e obsessiva uma pessoa, Mary usa isso, pois acha que Diego não consegue pensar em outra coisa além de Melony).

- Des... Desculpa... – Pediu Diego arrependido. – É Que... A Melony...

- Eu sei que você gosta dela. – Mary passava os olhos sobre seu braço para limpar o choro. – Vou te levar onde ela está, mas se tocar em mim que nem antes, lhe garanto que não conseguirá ter filhos no futuro, seu bosta.

- Ahaha... Sim... Senhora... – Assentiu Diego com medo.

A capitã aproveitava que a professora não estava na sala e saiu de lá com o protagonista, descendo a escada e indo para o primeiro andar, o local onde ficava a enfermaria.

Os mesmos chegaram até a entrada e acabaram se deparando com Damian, que aparentava ir à direção da onde tinham vindo.

Os olhos de Diego arregalaram nesse momento, a conversa que havia tido com Joey hoje de manhã havia chegado como um foguete em sua mente.

Damian era o sucessor dos Nullify, a família que tinha uma grande rixa contra os Harmony e os Shafty, pois tinham sido capazes de atrapalhar os planos deles de utilizar os artefatos para o próprio bem.

O ruivo não sabia o que falar, ele cerrou seus punhos e ficou fitando o menino de cabelos brancos que não parecia se importar com aquilo.

- Posso passar? – Pediu Damian com as mãos no bolso.

- Ei, dê espaço. – Avisou Mary se afastando um pouco de Diego.

-... Certo... – Afirmou Diego fazendo o mesmo.

O Nullify passou pela abertura e seguiu seu caminho, subindo a escada e desaparecendo da vista dos dois.

- Você tem algo contra ele? – Interrogou Mary curiosa.

- Hein? – Diego só havia acordado pra realidade agora, graças ao chamado da ruiva. – Ah... Não... É Que... Sabe... Er...

- Você é [palavra censurada]? – Deduziu Mary.

- LÓGICO QUE NÃO! – Exclamou Diego. – Por... Por que acha isso?! Sabe que eu gosto da Melony, então porque diabo pensaria nisso?!

- Ué... Poderia usar como uma desculpa para esconder seu ego homossexual reprimido. – Comentou Mary dando de ombros.

-... Vamos logo ver a Melony, por favor... – Pediu Diego tentando se acalmar.

A porta da enfermaria era aberta e os dois entravam, o lugar estava bem arrumado e tinha três camas, todas elas continham uma cortina para que não fosse possível ver o paciente, além de ter uma mesa no canto inferior direito que era da enfermeira juntamente com o armário de remédios e injeções que permanecia atrás.

Diego e Mary andaram até a mulher, ela era uma moça de 29 anos; tinha cabelos loiros que chegavam até sua cintura; usava óculos vermelhos; suas íris eram roxas e a mesma trajava uma camisa social amarelada junto de uma saia branca que ia até seus joelhos, além do jaleco branco que ficava sobre suas costas.

- Com licença, você é a Sheila? – Perguntou Mary.

- Ah? Sim, sou eu mesma! – Respondeu Sheila, abrindo um largo sorriso em sua face. – O que desejam aqui crianças?

- Viemos ver a Melony... Melony Calmby! – Explicou Diego, se exaltando um pouco. – É Que... Ela parece que se machucou. Então eu gostaria de saber como está a situação...

- Entendo. – A mulher se levantava e andava até a última cama e arredava a cortina, mostrando Melony deitada com o cobertor e inconsciente. – Pelo que parece, a mesma inalou algum gás de origem desconhecida que a fez ter uma pequena tontura, além de fazê-la desmaiar. Contudo não precisa se preocupar, afinal não foi nada grave.

O protagonista ouvia as palavras da enfermeira e se acalmava um pouco, sua preocupação com a amada já havia pelo menos enfraquecido.

Entretanto... Algo ainda ficava em sua cabeça, o que aconteceu para ela ter inalado esse tal gás desconhecido?

- Senhora, onde aconteceu isso? – Interrogou Diego.

- Hm... Pelo que me consta, ela foi encontrada desmaiada dentro da sala de música. – Respondeu Sheila.

- Entendi! – Assentiu Diego, correndo para fora da enfermaria e se dirigindo até as escadas.

-... HEIN?! – Indagou Mary, só percebendo o que aconteceu agora. – VOLTE AQUI, DIEGO!

A garota também acelerou o passo e começou a seguir o protagonista, deixando a mulher sozinha no local.

-... Os jovens de hoje em dia. – Murmurou para si mesma.

O ruivo corria o máximo que podia, subiu as escadas e foi fazendo seu caminho até a sala de música, ignorando completamente a capitã que o seguia sem parar.

O protagonista abriu a porta e adentrou no lugar onde ocorreu o “crime”, Mary chegou logo em seguida e foi até o lado de Diego.

- Tá maluco?! – Perguntou Mary irritada.

- Olha ali. – Disse Diego, apontando para o pequeno buraco que tinha na parede. – Deve ter sido por ali que o gás entrou...

- Realmente não dá para falar com você quando está focado em alguma coisa que tenha relação com a Melony... – Resmungou Mary, virando seu olhar para onde o mesmo havia apontado. – Bem... Provavelmente foi por ali, mas como abriram aquele buraco? Caso tivessem usado algum tipo de ferramenta ou algo assim, o barulho teria sido grande o suficiente para as salas ao lado terem ouvido.

O protagonista colocava sua mão direita sobre seu queixo, ficando com uma face pensativa.

Mary tinha razão, então o criminoso provavelmente não teria usado uma ferramenta, mas outra coisa para fazer aquele buraco e jogar o gás onde Melony estava.

Porém... Tinha outra coisa que irritava o ruivo ainda, por que fizeram isso? Melony é uma garota boa e respeita todos que ela conhece. O mesmo nunca viu alguém que fosse capaz de falar que odiava a garota, a não ser que fosse brincadeira.

- Não dá... Eu não consigo pensar em uma pessoa que tenha algo contra a Melony. – Comentou Diego.

- Sério... Você a coloca em um pedestal viu? – Reclamou Mary cruzando os braços. – Talvez fora da nossa vista ela seja má ou chata com alguém e como forma de se vingar, o mesmo simplesmente tentou afetá-la com isso.

- Mas... Se a pessoa realmente tivesse raiva, não usaria algo que apenas causaria um efeito passageiro na Melony... – Disse Diego.

-... É... Nisso até que você tem razão. – Admitiu Mary. – Porém... Vai mesmo ficar bancando o detetive por causa dela?

- Como assim? – Perguntou Diego sem entender.

- Está fazendo bastantes coisas para uma garota que não sente a mesma coisa que você. – Respondeu Mary, séria.

-... Não preciso que ela sinta, contanto que eu tenha esses sentimentos, farei qualquer coisa para vê-la bem... – Retrucou Diego, abaixando a cabeça.
- Tem certeza que é para a Melony? – Interrogou Mary.

- Como... Assim? – Disse Diego, confuso.

- Tem certeza que não está fazendo isso apenas para conseguir mais chances de fazer com que ela goste de você? – Falou Mary sem perder sua postura. – E está usando isso de “Faço isso porque a amo” como desculpa?

Naquele momento pareceu que tudo que o protagonista havia pensado e feito não passava de uma mentira.

Ele mal tinha notado que talvez essas fossem a causa por estar tão preocupado com o crime e não com o estado em que a sua amada estava.

O ruivo cerrou os punhos com força e fecharam os olhos, o mesmo percebeu que por mais que parecesse bem, ainda estava machucado pela resposta recebida.

Por mais que a conversa na noite anterior com Joey e a de hoje de manhã com seu avô tenham ajudado há maquiar um pouco as suas emoções, a capitã havia conseguido ver por trás daquela máscara.

Diego queria apenas ter recebido um sim, ele tinha feito tudo, se preparou e deixou todos os sentimentos negativos que o impediam de falar o que sentia para Melony de lado, só para ser rejeitado no final?

Seu coração e mente não aceitava isso.

O protagonista andou até Mary, a mesma se assustou no começo e deu alguns passos para trás, contudo ela parou no meio do caminho para ver o que o garoto faria.

Então... O inesperado veio em seguida: o ruivo deitou a cabeça no ombro da capitã, fazendo-a ficar com os olhos arregalados, ela em nenhuma hipótese pensava que o jovem tentasse fazer aquilo.

- O Que... O Que você... – Mary corou-se de leve, mas pode sentir que Diego estava chorando.

As lágrimas não caiam, porém por dentro ele estava.

-... Só... Dessa vez. – Pedia Diego entre alguns gaguejos para Mary.

-... Vai ter que me pagar depois, então... – Assentiu Mary, colocando a mão sobre o cabelo do mesmo. – Seu stalker.

A ruiva normalmente não deixaria coisas assim acontecerem, contudo naquele momento ela achava o jovem um pouco parecido com ela.

Afinal... No passado, a mesma havia passado algo parecido com o que o protagonista está sofrendo.

Os dois apenas ficaram ali em um completo silêncio, nenhum deles tinha algo á falar, apenas ficaram quietos até o sinal tocar.

~///~

No final de tudo, o caso de Melony não foi resolvido, então as pessoas decidiram deixar de lado porque nenhum dano grave havia acontecido á jovem.

Diego e Mary se separaram no intervalo e cada um foi se encontrar com seus amigos e amigas, no final o ruivo acabou contando o que houve para seu amigo que quase o estrangulou por ter ficado junto da tal capitã.

Realmente, o ódio entre Joey e a ruiva não era algo normal.

Após isso, todos voltaram para a classe e tiveram as últimas aulas, foram liberados pelos professores e seguiram para fora. O ruivo decidiu esperar seu companheiro no portão de saída da escola.

- Só espero que o Joey não atrase... – Pensava Diego.

Ao longe, o rapaz foi capaz de ver Damian se aproximando, entretanto dessa vez não ficou tão sério e em alerta igual da última, o garoto de cabelos brancos parecia se importar muito pouco com Diego, mesmo levando em conta o fato de ele ser um Harmony.

- Até amanhã, Damian! – Despediu-se Diego sorrindo.

Damian parou ao lado do mesmo e sussurrou algo em seu ouvido:

- Achei que suspeitaria mais de mim... Afinal, só porque você é um Harmony não quer dizer que eu deva apenas atacar sua família... – Sussurrou Damian. – As pessoas com quem você tem laços também são uma opção, não concorda?

Os olhos do protagonista se arregalaram e seu corpo ficou parado por um tempo... A pessoa que havia feito aquele crime não era alguém que tinha algo contra Melony... E Sim alguém que tinha algo contra ele.

Dito isso, o menino de cabelos brancos seguiu seu caminho e foi embora, deixando o ruivo em choque no local.

- Damian... Nullify... – Diego rangia os dentes e cerrava os seus punhos enquanto falava o nome do colega.

Continua.

Próximo Capítulo: A Cruz de Medusa.



avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por X-Infernape em Dom 28 Abr 2013 - 1:51

Cara, gostei desse cap. Fico D+. A parte de que eu mais gostei foi quando a Melony ficou presa na sala. Essa parte eu gostei pq o Damian de uma de ninja ninja e desapareceu da sala. Nessa hora fiquei pensando como ele fez aquilo, e imaginei que ele havia usado uma passagem secreta na sala. Mas ai eu pensei que isso seria meio estranho de acontecer, porque não teria como ele colocar uma passagem secreta na sala, e não teriam motivos para os proprietários da escola colocarem uma. A menos... Bem, eu pensei também em outra coisa, mas acho melhor não falar, prefiro descobrir lendo a história. Novamente, o cap ficou muito bom. Espero que a Melony morra melhore logo. Outra coisa que também me deixou curioso, foi o fato de nenhum membro dos Shafty ter aparecido ,e estou esperando sua aparição. Também quero ver os outros artefatos mágicos que aparecerão na história, e entender melhor os poderes da cruz da medusa. Até o próximo cap, e que ele venha melhor que todos os outros juntos! Senão você vai se arrepender amargamente KKKKKKK! Yéyé! Pegadinha do malandro! Ou nem tanto... Enfim, até!
avatar
X-Infernape
Membro
Membro

Masculino Idade : 18
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 16/08/2012

Frase pessoal : Que venha logo o Sangue do Olimpo!


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 4 Maio 2013 - 15:25

Nota do Autor: OPAAAAAAAAAAA! E Ai lunáticos, beleza? =D Sábado novamente, ou seja... Dia de um novo capítulo! Mas claro que antes, eu irei responder o comentário. u.u

X-Infernape: Que bom que gostou do capítulo! XD Sobre como o Damian conseguiu tramar isso, eu creio que deve ser explicado no capítulo 7, pelas minhas contas. AKSAKSKASAL, Coitada da Melony! -q Ahhh, os Shafty vai demorar para aparecer mesmo! Mas não se preocupe, logo os verá em ação. o/ Sobre os Artefatos, o primeiro alvo dos Harmony e Nullify é apresentado nesse capítulo também, juntamente com os poderes da Cruz da Medusa, por isso espero que goste! =D Mais uma vez obrigado pelo comentário e continue acompanhando.

Pronto! Comentário respondido e agora é hora do que estavam esperando!
Com vocês, o novo capítulo!





Anteriormente...

Melony acabou sendo machucada por um incidente que aconteceu dentro da sala de música, Diego e Mary tentaram descobrir o culpado, mas foi em vão.

No meio da investigação, o ruivo finalmente foi capaz de descobrir o que realmente estava sentindo após ter levado o fora de Melony, graças á ajuda de Mary.

Ao final do dia, enquanto esperava Joey na saída da escola, Damian disse para o protagonista que ele era o culpado, fazendo assim finalmente o mesmo ter vontade de impedir os Nullify de fazer o que querem.

E Agora... A briga pelos artefatos mágicos finalmente começará.

Capítulo 5: A Cruz de Medusa.

Depois da revelação de Damian no final do dia escolar, Diego correu o mais rápido que pode para chegar a sua casa e contar o que aconteceu, estava tão vidrado naquilo que até esqueceu que esperava seu amigo.

Chegando ao local, o ruivo contou o acontecido para seu avô que simplesmente balançou a cabeça positivamente e o levou até o porão da casa.

Ali existia um quarto todo branco que parecia uma solitária, o pior de tudo é que os seus pais estavam no lugar também.

O susto que o protagonista levou foi enorme, porém seus familiares foram capazes de explicar que já sabiam sobre a história dos Harmony, Nullify e Shafty.

O único que estava por fora seria o pai do garoto: Argos graças ao mesmo ser de outra família, contudo ao casar-se com a mãe do menino, ela teve que conta-lo a verdade por trás dos mistérios de sua linhagem.

E Com tudo de certa forma nos locais certos, o tempo para a conversa havia finalmente chegado.

- Então... Deixe-me ver se eu sei o que está pensando... – Disse Delirus. – Você quer se tornar o sucessor dos Harmony para impedir os planos de Damian por ter causado aquele crime contra sua garota?

- Ela não é minha garota! – Exclamou Diego, corando violentamente. – Mas... Sim, é basicamente isso.

- Eu queria continuar acreditando que finalmente o sangue dos Harmony despertou em você e o seu espirito ardente em chamas nos ajudaria em nome de recuperar os artefatos... – Comentava o velho, desanimado. – E não por causa de uma garota.

Diego ficava um pouco irritado com aquilo, entretanto decidiu deixar de lado e respirou fundo, voltando á olhar para seu familiar.

- Enfim... Você vai me treinar ou não? – Perguntou Diego.

- Eu irei, mas não precisa ser tão apressado. – Respondeu Delirus cruzando os braços.

- Certo... – Diego abria um sorriso enquanto cerrava seu punho direito.

O mesmo havia conseguido uma chance de fazer com que o seu colega pagasse pelo que fez, o melhor é que agora ele não tinha dúvidas se realmente estava fazendo aquilo pela Melony ou por si próprio.

Sabia que no momento vingar a sua amada era a coisa que o mais motivava a querer seguir com essa tradição maluca de sucessor da família Harmony.

A única coisa que ainda permanecia como dúvida na mente do rapaz era sobre como seria a aparência e os poderes dos artefatos que ele deveria pegar. Aquilo realmente o deixava um pouco curioso.

- Antes de tudo! – Gritava a mãe do menino entrando no meio dele e do velho. – Eu preparei uma roupa perfeita para o momento em que você aceitasse seguir com nossa tradição, querido!

Os olhos de sua familiar brilhavam como se fossem estrelas, o que assustava o nosso protagonista e o fazia dar alguns passos para trás.
- Você é realmente agitada, mãe... – Comentou Diego.

- Ora! Eu apenas quero ver meu bebê sempre na melhor forma possível. – Explicava a mulher colocando as mãos em sua cintura. –

O ruivo suspirou e sorriu para sua mãe, o mesmo não queria desapontar ela e nem nada, então decidiu aceitar vestir o que a mesma queria.

Aliás, talvez a roupa que ela preparou fosse algo confortável e legal, mas sonhar grande era um dos defeitos do nosso jovem...

A mulher entregou o traje nas mãos de seu filho e virou-se de costas juntamente com os outros dois adultos que estavam ali, para assim Diego ter privacidade em trocar de vestimenta.

Depois de colocado a roupa, a primeira coisa que ouviram foi um grito vindo de nosso protagonista.

- MAS QUE DROGA É ESSA, MÃE?! – Indagou Diego assustado.

Ao se virarem, o que eles sentiam estava meio variado... Um sorriso enorme permanecia estampado na face da mulher, seus olhos brilhavam também.

Agora, a cara de Delirus e de Argos não era uma das melhores... Os mesmos estavam boquiabertos e talvez não fossem capazes de analisar o que diabos eram aquilo.

A tal vestimenta que o ruivo trajava era composta por: uma meia camisa listrada entre laranja e preto que deixava a barriga e o umbigo do mesmo de fora; uma calça bege escura que tinha dois bolsos na frente e um atrás e por fim um tênis vermelho que tinha labaredas estampadas nele.

- QUE TIPO DE TRAJE É ESSE?! – Interrogava Diego indignado. – VOCÊ QUER QUE EU USE ISSO PARA CONSEGUIR OS ARTEFATOS DE VOLTA?!

- Exatamente! – Afirmava a mãe do mesmo fazendo um sinal positivo com sua mão direita.

- Querida... Não acha que isso é um pouco... Revelador demais? – Perguntou Argos.

- Está querendo dizer que não gostou? – O olhar da mulher demonstrava uma grande aura assassina para seu marido.

-... Eu adorei. – Mentiu Argos, rindo falsamente para salvar sua vida.

- Pai... Você é muito submisso. – Pensava Diego.

- Deliri, minha filha... Você fez isso pensando na locomoção do Diego durante o treinamento e as possíveis batalhas, correto? – Deduziu Delirus.

- Sim! Sabia que você iria sacar pai. – Deliri cruzou os braços e balançou a cabeça positivamente.

- Bem... Olhando por esse lado, a roupa é realmente perfeita. – Admitiu o velho.

- NÃO CONCORDE COM ELA, VÔ! – Suplicou Diego.

- Se acalma garoto. – Sussurrava Delirus, se aproximando de seu neto para que ninguém mais ouvisse. – Só use isso hoje, eu farei questão de manter segredo sobre quando serão as missões para você poder usar as roupas que quiser.

- Ah... Obrigado. – Agradeceu Diego, suspirando com alívio.

Delirus então se afastou e foi até a parede do porão, apertando um botão que estava bem escondido e fazendo com que no centro do local, o chão abrisse e fizesse três bonecos de madeira saírem.

Diego e Argos ficaram com os olhos esbugalhados, jamais tinham pensado que existia algo assim na moradia deles.

- Querida... Que mudanças que você fez na nossa casa? – Interrogou Argos.

- Ah, só mudei umas coisas do porão para ficar igual ás outras casas dos Harmony! – Respondeu Deliri sorrindo.

-... Não quero nem imaginar como deve ser as casas dos seus parentes. – Comentaram Diego e seu pai em coro.

O avô do ruivo então se aproximou dele novamente, tirando a Cruz de Medusa do seu bolso e a soltando na palma da mão do jovem.

- Ah... Você á pegou do meu quarto? – Disse Diego observando o objeto.

- É Lógico! Não pode deixar um artefato igual esse largado ali, uma pessoa poderia roubar. – Repreendeu Delirus, sério.

-... Mas quem iria invadir o meu quarto? Que está logo no segundo andar? – Retrucou Diego sem entender.

-... Não importa! – Exclamou Delirus tentando mudar de assunto. – Enfim! Você já viu ou testou o que esse artefato é capaz de fazer?

- Bem... – Diego pensava um pouco, relembrando daquela aura que apareceu no objeto quando o mesmo e seu amigo estavam conversando. – Um tipo de energia branca ficou em volta dele quando eu o toquei, mas tirando isso... Nada.

- Entendi... – Delirus posicionou a mão sobre seu queixo. – O artefato reagiu á você, porém por não ter o utilizado da maneira certa, a “habilidade” não se manifestou.

Uma dúvida apareceu na mente do rapaz, o mesmo tinha conseguido ativar inconscientemente a força que estava adormecida dentro daquele artefato, contudo igual seu familiar disse, ele foi incapaz de ver o que a tal habilidade faz.

O protagonista ainda se lembrava da explicação que seu velho deu para os objetos que tinham sido protegidos pelas famílias um tempo atrás, todos tinham uma “habilidade” que era considerada sobrenatural, entretanto até o momento o ruivo foi incapaz de ver algo desse tipo.

- Mas... Vô, aquela energia não está aparecendo. – Avisou Diego.

- Aperte-o então. – Pediu Delirus.

- Se você diz... – Assentiu Diego.

O jovem fez o que seu avô falou e apertou a cruz, o que misteriosamente deu certo.

Aquela aura branca novamente encobriu o artefato e só agora que o rapaz foi capaz de perceber o “calor” que aquilo emanava, não havia sido capaz de senti-lo antes, pois assim que a energia se manifestou... Ele jogou o objeto na parede.

- Certo... O que a habilidade disso faz? – Perguntou Diego curioso.

- Toque em um dos bonecos para ver, ora. – Respondeu Delirus com um largo sorriso em seus lábios.

Diego sabia que seu velho estava tramando algo, então foi andando com cuidado até ficar frente a frente com o alvo, se preparou e posicionou a palma da sua mão direita na face dele.

De repente, a aura branca ficou mais densa ao entrar em contato com a madeira e ela foi sendo transferida, começando á petrifica-lo aos poucos.

No final, o tal boneco de treinamento havia virado uma estátua de pedra por completo.

- Achei que seria capaz de deduzir a habilidade que esse artefato tinha... Afinal, o nome “Medusa” deveria ser bem óbvio, não concorda? – Explicou Delirus.

- Então... A Habilidade desse objeto é... – Murmurava Diego ainda espantado com tal cena.

- Petrificação. – Delirus completava a frase de seu neto. – Qualquer coisa que tocar utilizando a aura da Cruz se tornará pedra.

- Meu deus... – Argos também estava sem palavras, mesmo sabendo de toda a história por trás do Harmony, essa havia sido a primeira vez que presenciou algo sobrenatural em sua vida. – Existem outros artefatos capazes de fazer isso?

- Não capazes de fazer a mesma coisa. – Disse Deliri para seu marido. – Mas sim, existem outros com poderes tão forte quanto ou até mesmo mais fracos.

- Entendi... – Confirmou Argos.

- Pois bem, já que terminaram... Poderiam dar licença para nós? – Pediu Delirus cruzando os braços. – É que necessito da atenção total do Diego para as próximas coisas que irei ensiná-lo, vocês aqui acabaria atrapalhando.

- Certo... – Assentia a mãe do garoto, um pouco deprimida. – Vamos querido! Preciso preparar mais roupas pras próximas missões e treinamentos que virão para o nosso filho!

Deliri pegava a mão de seu amado e o levava para fora do porão, subindo as escadas e voltando para o primeiro andar da casa, deixando o menino e o velho sozinhos ali.

- Bem... Vamos começar. – Disse Delirus. – Você aprendeu a petrificar, agora preciso te ensinar a como desfazer a petrificação feita pela Cruz de Medusa.

Os olhos do protagonista esbugalharam um pouco, por que ele deveria saber como parar o seu próprio ataque? Afinal, o mesmo não usaria aquilo apenas contra seus inimigos?

- Com licença, vovô... – Interrompeu Diego. – Mas por que eu preciso saber como desfazer minha própria habilidade?

- Acredite... Nunca se sabe em que tipo de situação você poderá se encontrar quando estiver atrás dos artefatos, então é melhor prevenir do que remediar. – Explicou Delirus gesticulando com a mão. – Você não concorda?

De certa forma, o ruivo concordava com o que seu parente havia dito. Talvez em algum momento tivesse que usar esse poder em algum inocente para impedir que as coisas se alastrem. Então saber como parar seu próprio ataque seria de grande ajuda nesses momentos.

O protagonista calou-se e fitou seu olhar na explicação que viria logo em seguida, estava pronto para aquilo.

- Para retroceder a petrificação, você deverá tocar no local onde a habilidade começou á se alastrar utilizando a aura do objeto, só que pensará em desfazer aquilo. – Falava Delirus. – Mas lembre-se que isso gastará mais energia do que atacar normalmente.

- Certo... – Afirmava Diego, gravando as explicações em sua memória. – Vamos ver se entendi.

O ruivo se aproximou do boneco que havia petrificado há um tempo e novamente posicionou sua mão sobre ele, suspirou fundo e fechou os olhos, começando a pensar nas coisas que Delirus explicou.

- Desfazer... – Sussurrava Diego sem perder a concentração. – Desfaça a petrificação...

A aura branca que ficava em volta da cruz passou novamente uma quantia de si pelo alvo, só que dessa vez a petrificação estava sendo desfeita até finalmente o alvo voltar a ser de madeira.

Ao terminar de se concentrar, Diego abriu os olhos e viu o resultado da sua tentativa, o mesmo não conseguiu se contiver e deu um pequeno pulo sobre o piso onde estava virando-se na direção de seu avô com um largo sorriso estampado em seu rosto.

- Viu?! Eu consegui vovô! – Avisou Diego animado.

- Hehe, você ficou bastante animado hein? – Comentou Delirus rindo de leve.

- Ah... Bem... – Diego corou-se de leve e coçou um pouco seu cabelo, abaixando a cabeça com vergonha. – É Que não esperava que eu conseguisse de primeira, sabe...

- Mas é claro que conseguiria! – Exclamou Delirus cruzando os braços. – Tem o sangue dos Harmony percorrendo por você, garoto. É impossível que não fosse capaz de realizar essas coisas.

O velho sorriu para seu neto e colocou a mão sobre a cabeça dele, bagunçando o cabelo do mesmo e há retirando um tempo depois.

Entretanto... O protagonista sabia que ainda faltava uma coisa, claro que ele tinha meio que terminado o treinamento, mas o seu avô não havia lhe dito nada sobre o primeiro artefato que teria que ir atrás.

O ruivo engoliu seco e ficou sério, decidido á perguntar para seu familiar sobre o objeto á ser pego.

- Ei vovô... – Chamou Diego.

- Sim? – Perguntou Delirus.

- Agora que eu completei esse treinamento sobre como controlar a Cruz da Medusa... – Respondeu Diego. – Quer dizer que agora você irá me explicar sobre um dos artefatos que irei pegar primeiro que o Damian?

Delirus pousou sua mão direita sobre seu queixo, ficando pensativo até achar as palavras certas para responder a criança, então falou.

- Sim, isso é verdade. – Afirmou Delirus. – Porém... O objeto que você caçará só irá chegar ao museu da cidade amanhã á noite, então não tem mais o que fazer por hoje.

- QUE?! – Indagou Diego, surpreso. – Por que diabo eu treinei se o artefato só irá chegar aqui amanhã?!

- “Não faça amanhã o que se pode fazer hoje”. – Delirus fazia sinal positivo com seu dedão para Diego. – Já ouviu esse ditado?

- Não acredito que fui ludibriado pelo meu próprio avô... – Resmungou Diego sem acreditar naquilo.

- Se acalme, poxa! Olhe pelo lado bom, amanhã você terá o dia inteiro para pensar em uma estratégia sobre como conseguir o objeto. – Sugeriu Delirus gesticulando com a mão.

- Hm... Até que tem razão sobre isso... – Diego cruzava os braços, pensativo. – Mas pelo menos você sabe qual o artefato e o que ele faz?
- Lógico que sim. – Confirmou Delirus balançando a cabeça positivamente.

- Sério? Poderia me contar vovô? – Pediu Diego, curioso.

O jovem estava querendo saber bastante quais seriam esses artefatos que foram o motivo das três famílias acabarem entrando em conflito, afinal o único objeto que ele conhecia era a Cruz de Medusa, o que provavelmente não valia já que devia ser algum tipo de marca da família Harmony.

- Pois bem... Se você quer tanto assim... – Disse Delirus. – O artefato que precisará pegar amanhã é o “Cavalo de Cristal”.

- Cavalo de Cristal... – Repetiu Diego. – E o que ele faz?

- Bem... Para responder essa sua pergunta, eu irei lhe contar a história por trás desse objeto. – Avisou Delirus. – Então é melhor sentarmos.

Diego obedeceu ao seu velho e se sentou com as pernas cruzadas, o homem fez o mesmo e os dois ficaram de frente um para o outro.

- A lenda diz que há muito tempo atrás existiu um reino que estava travando uma guerra contra outro, nesse lugar existia uma princesa que nunca pode se divertir e ou brincar por conta do perigo que o local estava passando. – Começou Delirus. – Até que em um belo dia... A mesma encontrou um cavalo perdido, o mesmo não se lembrava de como e o porquê de ter viajado até ali, então a primeira coisa que o fez se sentir em casa naquele momento foi o sorriso sincero da jovem.

- Os dois começaram há passar bastante tempo juntos á partir dali enquanto a guerra continuava aumentando de proporção e se alastrando cada vez mais. – Continua Delirus. – Não durou muito até que o reino da princesa fosse derrotado e tomado... E A mesma assassinada.

Os olhos do protagonista esbugalharam-se naquele momento, por mais que aquilo fosse uma “lenda” parecia ser real, afinal se tratava de um assunto que sempre existiu: Os problemas que a guerra traz.

Mas o mesmo decidiu deixar de lado e continuar escutando até o fim.

- O cavalo sem saber o que fazer simplesmente saiu correndo, não sabia para onde iria, ele apenas não queria ficar ali. – Terminava Delirus. – Foi-se descoberto que o animal havia se isolado em uma caverna e acabou morrendo de desidratação e fome, então em sua homenagem essa pequena estátua foi feita.

- Contudo... – Acrescentava Delirus. – O desejo da alma do cavalo de proteger a sua dona é tão forte que acabou se grudando ao artefato, o que faz o mesmo ganhar vida todas as noites e sair em busca de sua tão amada amiga.

- Mas... Ele não sabe que ela está morta? Por que continua procurando-a então? – Interrogou Diego.

- Ele é incapaz de aceitar esse fato, garoto. Esse foi um dos motivos principais do que porque sua alma ficar presa á aquele objeto. – Explicou Delirus. – Por isso precisamos que você o pegue e o traga aqui para finalmente sermos capazes de dar para ele um descanso merecido.

O protagonista no momento parecia com dúvidas, contudo não era se iria ou não fazer aquilo, o mesmo vai fazer... O problema é que se perguntava se aceitar essa missão tão séria de caçar os artefatos mágicos apenas para poder vingar Melony pelo que Damian fez estava certo...

O ruivo suspirou e se levantou o treinamento havia cansado ele e ficar pensando demais naquelas coisas não daria certo no momento, então o mais sensato fazer era descansar.

- De qualquer forma... Obrigado pelas informações, vovô. – Agradeceu Diego. – Vou descansar um pouco, preciso estar preparado para amanhã.

Diego virou-se e andou até as escadas, começando a subi-las.

-... Ele ficou tão vidrado nisso que esqueceu o quão vergonhosa é a roupa que está usando. – Comentou Delirus. – Isso que é foco.

Logo um grito pode se ouvir do primeiro andar da casa... Sim, a concentração no assunto durou pouco tempo para o nosso jovem herói.

- EU NÃO VOU MAIS USAR ISSO, MÃE! – Gritava Diego.
- MAS FILHO! – Indagava Deliri.

Continua.

Próximo Capítulo: O Cavalo de Cristal, Parte 1: Preparação.

avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Dom 12 Maio 2013 - 0:31

Nota do Autor: Mais um querido sábado, pessoas! Se bem que á essa hora já é domingo... Bem, desculpem o atraso. ): Tive que ir até uma festa e só cheguei agora! Por isso não se preocupem, eu posso atrasar um pouco, mas o capítulo sempre sai no sábado/domingo! XD

Não teve nenhum comentário dessa vez... =/ Well, não tem problema. u.u Só quero que não fiquem com vergonha de comentar, hein! >XD
Sobre o capítulo, eu achei ele mais uma "Preparação" pras coisas que acontecerão no próximo, porém o mesmo em si é legal e apresenta duas novas personagens que vão ser importantes mais pra frente!

Por fim... O Capítulo!





Anteriormente...

Diego decidiu aceitar a missão de recuperar os artefatos mágicos para a família Harmony, pois queria se vingar de Damian pelo o que o mesmo havia feito com Melony.

O ruivo também acabou conseguindo aprender como usar a habilidade da Cruz de Medusa e como desfazê-la.

E por fim conseguiu aprender sobre o seu alvo de amanhã: O Cavalo de Cristal, porém uma dúvida ainda permanecia em sua mente...

Será que aceitar algo tão sério como a tradição de sua família apenas para conseguir sua vingança estava certo?

Capítulo 6: O Cavalo de Cristal, Parte 1: Preparação.

No dia seguinte...

Diego levantou-se e tomou banho como sempre, trocou a roupa e dirigiu-se para a escola após terminar de tomar café.

O garoto chegou ao local e acabou tendo que se desculpar com seu amigo, pois acabou o abandonando ao descobrir que Damian foi o culpado pelo ataque á Melony.

Foi um pouco difícil, mas no final Joey o desculpou e os dois foram para suas respectivas salas, claro que dessa vez, ao entrar o jovem virou motivo de piada.

Ontem não tinham brincado com ele por conta que a situação estava séria graças ao que aconteceu com Melony – que, aliás, não tinha vindo hoje na escola – Então hoje foi o dia de tirarem com a cara do ruivo.

- Eu já esperava isso... – Pensava Diego abaixando a cabeça, indo até sua carteira e se sentando.

Ao sentar-se, Diego percebeu que a cadeira ao seu lado estava vazia, o mesmo arregalou um pouco os olhos, aquilo significaria que Mary também faltou?
A garota que mais se dedica á escola e aos esportes, Mary Symphony acabou de faltar um dia de aula? O protagonista não parecia aceitar isso.

Porém, antes que o mesmo pudesse seguir com seus pensamentos, a porta da sala foi aberta e todos ali pararam de rir e contar piadas, a professora tinha acabado de chegar.

- Bom dia alunos. – Ela disse, colocando suas coisas sobre a mesa e olhando para a turma.

- Bom dia, professora! – Responderam todos em coro, menos Diego.

- Pois bem, peguem seus cadernos que nos iremos continuar as atividades de ontem. – Pediu a mulher, tirando um giz do bolso e começando a escrever no quadro negro.

O ruivo posicionou sua mochila do lado esquerdo e a abriu, pegando o caderno e a lapiseira, colocando-os sobre a mesa e se preparando para copiar.

Entretanto... Uma pequena bola de papel acabou atingindo sua testa, o mesmo olhou pelos lados e viu um grupo de garotos rindo.

Diego pegou o objeto e o abriu, viu que era um desenho de um porco ajoelhado á uma princesa – bem mal feito – e os nomes sobre os personagens: “Diego” e “Melony”.

O protagonista suspirou e jogou o papel pela janela, começando a anotar as coisas do quadro.

- Parece que levar um fora hoje em dia não é uma coisa boa... – Pensava Diego.

~///~

Em um bairro perto da escola existia a casa dos Symphony, a mesma tinha dois andares e uma coloração verde clara, um jardim do lado direito da entrada e a garagem era descoberta, ficando do lado esquerdo. Existia também uma pequena trilha que passava pelo jardim e ia até a porta da casa.
No segundo andar tinha dois quartos – um para os pais e o outro para a filha – e um banheiro.

Dentro do quarto de Mary, a mesma estava escondida pelos cobertores e encolhida em sua cama.

O local tinha as paredes laranja. Um guarda-roupa ficava na da direita, uma escrivaninha estava na frente da cama – Que estava na esquerda - e por fim uma estante de livros que se encontrava ao lado da janela.

- Não acredito que fui adoecer logo hoje... – Resmungava Mary, tirando a cabeça pra fora do cobertor. – Ah... Ah... Atchim!

A garota assoprava seu nariz no travesseiro e voltava a se esconder.

- Só queria entender como pude ficar doente... – Reclamava Mary, emburrada.

~///~

Depois das primeiras aulas, o sinal do intervalo tocou e Diego se levantou, o mesmo se dirigiu até a cantina, o local ficava perto do pátio da escola e tinha algumas cadeiras e mesas de plástico para os alunos se sentarem e comer.

O lugar onde se comprava o lanche ficava no canto superior esquerdo e a fila que tinha lá chegava perto das escadas.

O protagonista procurou um pouco até conseguir avistar Joey, após um tempo, o ruivo viu seu amigo e correu até a mesa dele – que só tinha duas cadeiras, sendo que uma já estava ocupada pelo próprio. – puxou o objeto e então se sentou sobre ele.

- E ai cara! – Cumprimentou Joey, sorrindo e dando uma mordida em seu cachorro quente. – Como foi à aula?

- Ahn... – Diego suspirou, batendo a cabeça na mesa. – Não muito bem...

-... Fizeram graça de sua cara, né? – Deduziu Joey.

- Sim. – Diego levantava um pouco sua face, fazendo com que seus olhos pudessem ser vistos. – Achei que a história de levar um fora da Melony já tinha passado...

- Nós estamos em uma dungeon, cara. – Comentou Joey. – Não espere que os NPC’s estejam do seu lado.

- Não esperava isso... Mas pelo que eu sei, a maioria deles é boa. – Resmungava Diego. – De qualquer forma... Você sabe o porquê da Mary ter faltado hoje, Joey?

- Faço nem questão de saber. – Admitiu Joey dando outra mordida em sua comida. – Mas por que quer saber dela?

- Nada demais... – Sussurrou Diego. – Só curiosidade...

A dupla então seguiu com seus assuntos casuais, no final o sinal de término do intervalo tocou e todos subiram.

O protagonista se despediu do loiro e voltou para sua sala e como antes... Ao abrir a porta, as pessoas apontaram e riram mais um pouco, além de contar algumas piadas.

- Nunca acaba... – Pensava Diego.

O ruivo dirigiu-se até o seu assento e se posicionou nele, não demorou muito e a professora adentrou no local também para que pudesse continuar com seus ensinamentos.

Diego mal conseguia prestar atenção nas explicações da adulta, o mesmo estava intrigado sobre a missão que teria hoje à noite, sobre porque a capitã do time de vôlei havia faltado e também do porque de se importar da ruiva não ter vindo.

Claro que era algo bastante novo, visto que a jovem era provavelmente a mais pontual de todas as alunas e alunos daquela escola.

Porém... Tinha outra coisa. Se fosse apenas uma curiosidade, ele não ficaria tão preocupado a ponto de perguntar para seu melhor amigo, a pessoa que menos gosta da Mary por ali sobre o porquê da mesma ter faltado.

Estando perdido profundamente em seus pensamentos, o ruivo acabou nem percebendo as horas passarem, só notou ao ouvir o final de termino das aulas que o acordou brutalmente do mundo em sua cabeça.

O protagonista arrumou suas coisas e pegou a mochila, se dirigiu até a entrada, porém duas meninas entraram na sua frente, impedindo a passagem.

A primeira tinha cabelos loiros que chegavam até seus ombros, os olhos eram verdes e a mesma trajava o uniforme da escola, essa era uma das melhores amigas de Melony: Linda Etherart.
Spoiler:

A segunda tinha cabelos roxos que chegavam até suas costas, além de uma fita vermelha na mecha direita, os olhos continham a mesma cor e ela também utilizava a roupa escolar, sendo essa outra amiga da amada de Diego: Rei Wavepurple.
Spoiler:

- Er... O que houve? – Perguntou Diego sem entender.

- Hm... Então você é o garoto que admitiu o amor pra Melony? – Linda analisava o protagonista da cabeça aos pés. – Até que não é tão ruim... O que você acha Rei?

- Ele parece uma menina. – Respondia Rei, sem mudar a expressão de seu rosto.

- Hein?! – Indagava Diego. – Quem são vocês e o que querem comigo?!

- Eu sou Linda Etherart! – A garota colocava a mão sobre seu peito ao se apresentar. – Uma das melhores amigas de Melony Calmby.

- E Eu sou Rei Wavepurple. – A menina de cabelos roxos fazia uma reverência. – Sou a outra melhor amiga de Melony Calmby.

O ruivo não estava entendendo o que diabo acontecia ali... As duas são amigas de sua amada, certo. Mas por que elas pareciam vê-lo como se fossem robôs vendo detalhes de seus alvos?

- Tudo bem... Mas o que querem? – Persistiu Diego.

- Simples! – Linda sorria. – Apenas viemos ver quem foi que teve coragem de se declarar para ela. Sabe... Você não tem muitos pontos atrativos, contudo essa sua cara inocente de menininha consegue mesmo ser fofa!

- Sim. – Concordava Rei com o que sua amiga dizia.

Diego abaixava a cabeça ao ouvir a explicação, o mesmo já devia ter deduzido que seria isso.

Ele já estava cansado daquelas brincadeiras, entretanto parece que seus colegas não conseguem se cansar delas.

- Certo... Terminem de brincar com minha cara logo para que eu possa ir. – Pediu Diego. – Tenho uma coisa importante para fazer hoje.

Os olhos de Linda e Rei se esbugalhavam ao ouvir o que o ruivo disse, as mesmas se entreolharam e então continuaram a conversa.

- Não viemos para rir de você. – Disse Linda com as mãos sobre sua cintura. – Por que pensou isso?

Dessa vez a pessoa que ficou surpresa foi o protagonista, o mesmo arregalou os olhos ao ouvir a resposta delas.

Como não queriam fazer piadas sobre ele? O jovem era praticamente o alvo de todos os tipos de coisas engraçadas que podiam ser feitas naquele dia e as mesmas simplesmente não queriam fazer nada?

- Deve ser uma armadilha... – Pensava Diego se afastando um pouco.

-... A gente não morde. – Resmungou Linda emburrada.

- Não faremos nada de mal, apenas queríamos lhe parabenizar. – Explicou Rei.
- Para... Parabenizar? – Repetiu Diego, confuso.

- Sim. – Assentiu Rei. – Você é a primeira pessoa que gosta da nossa amiga e que realmente teve coragem de se declarar para ela, por isso viemos lhe parabeniza-lo.

- Ah... Obrigado... Eu acho. – Agradeceu Diego, se acalmando aos poucos. – Mas não acham um pouco estranho me agradecerem por isso?

- Até pode ser. – Linda coçava seu cabelo. – O problema é que a maioria das outras pessoas que gostam da Melony é bem... Pervertida. Então é bom sabermos que não tem só esse tipo de lixo gostando dela!

-... Vocês são estranhas. – Admitiu Diego.

- O Que?! – Indagava Linda.

A loira irritada correu até o ruivo e o prendeu em uma chave de braço, rangendo os dentes enquanto aumentava a força aos poucos.

- Repita se tiver coragem, seu andrógeno! – Exclamava Linda.

- Me solta! Eu peço desculpas, eu peço! – Implorava Diego com dificuldades para respirar.

- Isso de novo... – Rei suspirava.

Após um tempo de dor, o protagonista conseguia se livrar do golpe, as duas garotas se despediam dele e seguiam seus caminhos.

Diego logo saia da sala e descia as escadas, o mesmo ainda tentava entender o que diabos haviam acontecido, mas ainda não conseguia achar uma explicação lógica.

Porém... O encontro com essas conhecidas da Melony o fez pensar, talvez ele devesse ficar um pouco mais feliz sobre isso, afinal pode não ter conseguido o que desejava, contudo ainda podia ser amigo dela, algo que raramente era possível após tal acontecimento.

Não demorou muito até que o protagonista chegasse à entrada da escola, onde o seu fiel amigo loiro o esperava.

- Demorou bastante... – Resmungou Joey de braços cruzados.

- Desculpa... – Pediu Diego, sorrindo falsamente. – É Que tive que resolver uns problemas na sala antes de sair...

- Tudo bem. – Joey dava de ombros. – Só acho que ultimamente tem demorado bastante.

- Foi mal... Tentarei não demorar mais. – Prometia Diego. – Então, vamos?

Joey assentia com a cabeça e então a dupla seguia o caminho de saída da escola, os mesmos sempre voltavam juntos para casa até chegar a um ponto onde deveriam se separar.

Ao longo do caminho, o ruivo pensava na missão que teria hoje à noite, ele deveria recuperar o cavalo de cristal enquanto o objeto era levado ao museu.

Seria uma tarefa difícil ainda mais porque teria que não ser visto e muito menos evitar usar seu poder da Cruz de Medusa em pessoas inocentes.

Entretanto... Dentre tudo isso, uma coisa iria valer a pena de se arriscar tanto: O mesmo finalmente conseguiria vingar sua amada pelo o que Damian fez á ela.

Depois de um tempo andando, Diego e Joey chegaram até a parte em que se separariam. Os mesmos seguiram os caminhos diferentes após se despedirem.

Não demorou muito e o ruivo chegava a sua casa, ele fechava a porta assim que entrou e retirava o tênis, deixando a mochila na entrada.

- Cheguei! – Avisou Diego.

Ao falar isso... De repente, um barulho foi-se ouvido do segundo andar e a mãe do rapaz, Deliri Harmony apareceu descendo as escadas rapidamente e agarrando seu filho em um abraço.
- BEM VINDO QUERIDO! – Dizia a mulher enquanto esfregava sua bochecha na do protagonista. – Preparado para o grande evento?

- Oi... Mamãe. – Cumprimentava Diego, se soltando do abraço. – Sim... Eu acho.

Argos, o pai do jovem descia juntamente com Delirus, o avô do menino.

- Ora, não fique tão sem confiança. – Comentou Delirus. – Vai se sair melhor do que imagina garoto.

- Espero que sim. – Disse Diego. – Mas então, qual o horário que terei que sair daqui?

- 20h00min em ponto. – Respondia Delirus. – E São... 19h10min.

- Pelo menos dá pra eu comer... – Suspirava Diego, aliviado.

- Sim! E Eu terei mais um pouquinho de tempo para terminar a roupa para a missão de hoje. – Comentava Deliri com os olhos brilhando.

-... Isso de novo não... – Resmungava Diego.

Depois dessa cena casual na vida do protagonista, o mesmo foi até a mesa de jantar e se sentou enquanto seu pai e avô terminavam de arrumar as coisas para o rapaz comer.

Após tudo preparado, o ruivo começou a degustar da comida, levou em torno de 30 minutos para ele acabar de comer tudo.

Com a barriga cheia, Diego foi até o sofá e se sentou junto de seus familiares, esperando a sua mãe terminar o traje.

- Como vocês acham que vai ser? – Perguntou Argos.

- Humilhante. – Responderam Diego e Delirus em coro.

- Qual é... Deem uma chance para ela. – Pediu Argos.

- TERMINEI! – O grito de Deliri que vinha do segundo andar interrompia a conversa dos três, os passos da mesma descendo a escada podiam ser ouvidos.

O pai e o velho se viravam para trás, os mesmos acabaram tendo mais coragem do que o protagonista para olharem primeiro.

- É tão ruim assim? – Interrogava Diego com medo.

-... Olhe por você mesmo. – Respondiam os dois.

O ruivo curioso com a resposta, suspiro fundo e virou-se para trás, então ele foi capaz de ver o tal traje que sua mãe tanto preparou: Era uma jaqueta preta listrada com laranja e um capuz, além da calça que tinha uma coloração azul escura e continha um bolso atrás.

- O que acharam? – Perguntou Deliri sorrindo.

- Ahn... O pior é que... Realmente... Não está feio. – Respondeu Diego, surpreso.

Dessa vez tudo parecia certo, não apenas tinha a confiança de seus familiares, como também teria uma roupa legal e confortável para vestir graças á sua mãe.

É... Talvez ele realmente fosse capaz de completar aquela missão e ainda dar o que Damian merecia, sem dúvidas.

Continua.

Próximo Capítulo: O Cavalo de Cristal, Parte 2: Colisão.





avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 18 Maio 2013 - 14:08

Nota do Autor: Ahhhh, mas que sábado mais delicioso! Esse céu nublado com um cheirinho de chuva, quem não gosta? u_u E Como já devem estar cansados de saber... Todo sábado é dia de capítulo novo! Esse aqui teve um pouquinho de ação, então o próximo deve ter mais. XD Eu sinceramente não esperava que esse arco do Cavalo de Cristal fosse durar tanto... Não faço ideia se ele vai acabar na parte 3, sinceramente. -q

De qualquer forma, com vocês... O Novo capítulo!





Anteriormente...

Diego sofreu um dia de brincadeiras na escola por conta de ter levado um fora de Melony, além de que Mary acabou não indo, pois estava doente.

O ruivo ficou bastante preocupado com a capitã e tentava entender o porquê disso, mas foi em vão.

O protagonista também foi capaz de conhecer duas amigas de Melony: Linda e Rei. Elas foram parabeniza-lo por ter coragem o suficiente para falar de seus sentimentos para a amada.

No final, o mesmo estava com tudo preparado para a missão de hoje á noite: Recuperar o Cavalo de Cristal á todo custo.

Capítulo 7: O Cavalo de Cristal, Parte 2: Colisão.

Diego tinha terminado de vestir o traje que sua mãe havia feito para ele, o mesmo foi explicado sobre a missão uma última vez pelo seu avô.

Ele deveria ser capaz de invadir o caminhão que estava levando o artefato até o museu da cidade, claro que sem ser visto.

O automóvel partiria do ponto inicial ás 20h20min e chegaria até o lugar marcado às 21h50min, o que deixava o nosso protagonista com uma hora e trinta minutos para conseguir cumprir sua tarefa.

O ruivo levaria consigo a Cruz de Medusa, uma pistola que continha um gancho dentro para prender em certos locais para subir e por fim luvas especiais feitas com o objetivo de tocar no Cavalo de Cristal sem manchá-lo e nem nada.

O mesmo não estava acostumado com nenhum daqueles objetos que eram para ajudá-lo na missão, ele pensava que provavelmente acabaria só usando o artefato mágico, pois dentre todos era o que mais tinha confiança de que utilizaria de modo correto... Ou quase.

Sem muito tempo a perder, Diego foi com seu pai até a garagem e os dois entraram no carro, o homem mais velho ligou e a dupla saiu da casa, indo em direção até o lugar onde o garoto deveria ficar esperando.
Ao chegar lá, o protagonista viu que era uma das calçadas que ficava no bairro onde as maiorias dos prédios de empresas famosas existiam.

O mesmo abria a porta do carro e descia dele, se despedindo de seu familiar e andando até ficar ao lado de um poste.

- Agora estou sozinho... – Pensou Diego vendo seu pai ir embora com o automóvel. – Certo... Não é hora de fraquejar, eu ainda tenho dez minutos antes da missão começar.

O ruivo colocava seu capuz sobre a cabeça e o amarrava, escondendo seu cabelo e um pouco do seu rosto para que ninguém conhecido o visse ali.

Ele estava guardando a pistola do gancho no bolso da calça, utilizando a jaqueta para que o objeto ficasse bem escondido, o mesmo também já usava as luvas necessárias para tocar no seu alvo.

As pessoas iam e vindo pelo local, passando pela rua ou apenas seguindo o caminho da calçada.

- Tudo bem... O Problema agora é saber como vou utilizar o gancho para me prender no caminhão sem que ninguém note... – Pensava Diego. – Droga... Eles não me deram nenhuma dica do que fazer, eu estou completamente perdido...

Diego abaixava a cabeça e suspirava, aquela era sua primeira tarefa e nem estava fazendo-a apenas porque era um tipo de tradição em sua família, mas sim porque desejava vingança contra Damian e essa missão seria o meio perfeito para isso.

Não queria machuca-lo muito e nem nada, só gostaria que o Nullify entendesse que aquilo que fez com Melony havia sido errado.

Outra coisa que também o encucava era sobre o porquê de não ter falado sobre isso para Joey, seu melhor amigo. Quem sabe o mesmo poderia tê-lo acompanhado e o ajudaria a encontrar formas de cumprir essa tarefa?

Porém não tinha tempo para pensar sobre isso... O mesmo se perdeu tanto em seus pensamentos que nem notou que só faltavam 3 minutos para a ação começar.
- Lá vem ele... – Pensou Diego, suspirando fundo e se preparando.

De longe, o mesmo foi capaz de avistar o caminhão que vinha em uma velocidade normal, o automóvel foi parando aos poucos por conta do sinal da rua que havia ficado avermelhado.

Aquela seria uma ótima chance para atirar o gancho e se prender, contudo todos seriam capazes de vê-lo fazendo aquilo e como o caminhão estaria parado, o motorista conseguiria perceber e sairia do mesmo, o que atrapalharia completamente a missão.

A única opção era atirar na hora em que fosse liberado que o automóvel seguisse em frente pelo semáforo.

- Acalme-se... Vai dar tudo certo... – Pensava Diego, começando a suar aos poucos. – Preciso acertar o momento exato...

Liberado.

Foi à única coisa que ficou na mente do protagonista ao ver o sinal vermelho mudar para verde, fazendo com que todos os automóveis preparassem para seguir em frente.

Em um movimento rápido, o ruivo levantou um pouco a parte de trás da jaqueta e tirou a pistola, apontando-a para as costas do caminhão.

Quando todos ali notaram a arma, já era tarde demais. Diego apertou o gatilho e o gancho foi solto e se prendeu com sucesso na porta traseira do automóvel.

- Consegui! – Exclamou Diego feliz.

Ao verem que não era uma arma de fogo, a multidão ficou um pouco mais calma, entretanto ainda confusa sobre quem era aquele moleque e porque diabos havia feito aquilo.

- Será que não sabe que vai ser arrastado junto? – Perguntou um homem pelas pessoas.

-... Hein? – Indagou Diego, só se lembrando disso agora.
O protagonista foi puxado com força devido à velocidade que o caminhão utilizou para sair de lá, o ruivo começou a ser arrastado e suas roupas iam deslizando pela rua, ficando bastante sujas.

Ele tentava se colocar de pé, mas aquilo estava mais difícil do que aparentava ser, por pouco não era atingido várias vezes por carros ou motos, graças às esquivas que o automóvel fazia.

- COMO ERA PREVISTO QUE EU CONSEGUISSE FAZER ISSO?! – Gritava Diego em protesto.

O ruivo continuava sendo arrastado graças á força do caminhão, ele era visto por muitos motoristas que ficavam surpresos por verem alguém ter coragem o suficiente para pegar “carona” daquele jeito.

Aos poucos Diego foi conseguindo se estabilizar mesmo tendo bastantes dificuldades, até finalmente conseguir ficar de pé.

- Ah não... – O protagonista observava a sujeira que estava sua jaqueta. – Minha mãe vai ficar louca quando vir isso...

Por mais que sua vida corresse risco ao chegar a casa, o ruivo não poderia fraquejar. Conseguiu se estabilizar e agora precisava achar um jeito para subir no teto do caminhão e entrar dentro dele.

- Pois bem... De acordo com o vovô, se eu apertar o gatilho de novo, o gancho irá me puxar e se fixara novamente dentro da pistola. – Analisava Diego. – Mas se eu não conseguir me segurar...

Levando em conta sua inexperiência, Diego sabia que seria incapaz de recolher o objeto para a arma e ainda conseguir se segurar no automóvel, era mais provável que batesse de cara com a porta traseira, caísse no chão e então fosse atropelado.

Estava se arrependendo bastante por ter aceitado fazer tal coisa apenas para conseguir sua vingança sobre Damian por conta de Melony.

- Eu devia não ter me deixado levar tanto pelas emoções momentâneas... – Resmungava Diego.

Porém... Seus pensamentos foram quebrados ao ouvir a buzina de um carro que estava atrás do caminhão e do ruivo.

- Hein?! – Indagava Diego se assustando.

Naquele momento, o garoto não conseguia entender o que o homem do outro automóvel reclamava. A sua mente havia criado uma ideia que talvez funcionasse.

Caso ele pulasse nesse carro e o usasse como impulso para subir até o teto do caminhão, o mesmo seria capaz de recolher o gancho e não ser puxado diretamente pra bater de cara com a porta traseira.

Contudo era arriscado. Muito arriscado. Ele sabia como utilizar a Cruz de Medusa graças ao seu pequeno treinamento, entretanto em nenhum outro fez algum tipo de exercício físico para ficar preparado nesse tipo de situação.

Era um dos últimos, se não o último a ser escolhido na educação física exatamente por conta disso, mas não era hora de ficar com esses pensamentos.

Ou fazia aquilo ou ficava sendo arrastado pelo caminhão até chegar ao museu e ser pego pelos seguranças.

- Vamos lá... – Sussurrava Diego, engolindo seco. – Pela Melony!

Diego começou sua corrida e pulou em cima do capo do carro, fazendo com que o motorista ficasse ainda com mais raiva e iniciasse movimentos estranhos com as mãos em direção do protagonista.

O ruivo não ligava e olhava para frente, onde estava o seu destino, o teto do caminhão. Ele se posicionou para pular, no entanto...

O homem havia colocado a mão pra fora da janela e segurado sua perna, começando a puxá-la.

- O Que você pensa que tá fazendo, garoto?! Quer morrer?! – Perguntava o mais velho, irado.

- Foi mal, tio! – Desculpava-se Diego, utilizando seu outro pé para pisar na mão que o segurava.

- Ai! – Indagava o homem, recolhendo seu braço para dentro do carro.

Era a hora, Diego correu um pouco e pulou com tudo que podia.

- Por favor... Funcione! – Pensava Diego.

O protagonista conseguia se segurar na beirada do teto do caminhão, mas estava com um pouco de dificuldades por ainda segurar a pistola que permanecia com o gancho fincado.

O ruivo usava um pouco mais de sua força, começando a conseguir subir no teto até finalmente deitar-se sobre ele, arfando e suando bastante no final de tudo.

- Eu... Eu consegui... – Ofegava Diego. – Agora...

Diego apertava o gatilho novamente, o que fez o gancho voltar rapidamente para dentro da arma.

- Certo... Só preciso achar um jeito de entrar na parte onde o cavalo de cristal está... – Diego virava-se de costas para cima, observando mais a frente o teto.

O mesmo acabava notando que no meio dele existia um pequeno buraco, porém que ainda assim um adolescente seria capaz de passar por ele.

Seu coração começava a bater um pouco mais rápido, a coisa que passava por sua cabeça era: Quem mais teria motivo para entrar dentro desse caminhão tirando ele?

Só existia uma resposta: Damian Nullify.

Claro que poderiam ser ladrões também, contudo a pessoa que o protagonista mais apostava e queria que fosse era o seu inimigo.

O ruivo se levantou e andou até a beirada do buraco, se preparando para entrar dentro dele.
- Estou contando com isso... – Diego retirava a Cruz de Medusa de seu pescoço e a segurava com força na mão direita.

Diego pulava no buraco, pousando dentro de um local bem pequeno. Nele existiam caixas nos quatros cantos do lugar e mais para a esquerda estava um altar com uma almofada em volta por um vidro quebrado.

Entretanto... A Coisa que mais chamou a atenção do protagonista foi quem olhava para os estilhaços: Damian.

Foi como ele esperava, o culpado pelo que Melony sofreu estava ali bem á frente dele, além de que provavelmente o mesmo já tinha roubado o artefato.

- DAMIAN! – Gritou Diego desamarrando o seu capuz e o jogando para trás, deixando seu rosto e cabelos livres.

O menino de cabelos brancos virava para trás, o mesmo trajava uma camisa regata azul com a estampa de uma corrente com uma aura preta em volta dela; utilizava um short marrom surrado e estava com seu bracelete de lâminas no braço direito.

- Oh... Não esperava lhe ver aqui. – Admitiu Damian, sem mudar sua postura.

- Só isso...? – Perguntava Diego. – Só isso que tem a dizer depois do que fez com a Melony?!

O ruivo avançou na direção do Nullify e tentou soca-lo, mas o adversário apenas se jogou para o lado, pousando de joelhos e voltando seu olhar para o Harmony.

- Você não vai querer fazer isso. – Damian se levantava.

- Por quê?! – Exclamou Diego.

- Não tem a menor chance de vencer, além de que se levarmos em conta o tempo que iremos perder brigando, o cavalo de cristal ficará cada vez mais longe de alcançar. – Explicou Damian, cruzando os braços.

- Al... Alcançar o cavalo de cristal? Como assim? – Interrogou Diego.

- Pelo que parece, ele ganhou vida mais cedo do que imaginávamos. – Respondeu Damian. – Deve estar por ai caçando a sua tão amada “amiga”.

- Mas... Ela está morta. O Que fará quando descobrir que é incapaz de acha-la? – Continuou Diego.

- Não será incapaz de acha-la. – Retrucou Damian.

-... O que quer dizer?

- Não importa se são diferentes na aparência, se o cheiro e a personalidade forem iguais... O cavalo irá sequestrar essa garota não importa o que aconteça.

- Espera... Então isso quer dizer que...

- Exato. Você não deveria ficar com raivinha e querer resolver essa briga idiota agora enquanto sua namoradinha corre mais perigo caso seja o alvo daquele artefato.

- Ela não é minha namorada! – Gaguejava Diego, corado. – Mas... Damian... O que acontece quando uma menina entra em contato com o cavalo de cristal?

- Entra em um sono profundo. – Comentava Damian, colocando sua mão direita sobre seu queixo. – E Se ficar muito tempo perto dele... Esse sono... Será eterno.

Os olhos do protagonista se esbugalhavam, a pior coisa agora não era que só poderia cumprir sua vingança depois... Mas que Melony corria mais perigo agora caso o artefato sequestrasse ela.

- Droga... Eu... Eu preciso ir até a casa da Melony pra me certificar de que está bem! E Depois... Depois resolveremos isso, Damian. – Garantiu Diego.

- Tem certeza? – Perguntou Damian.

-... Ahn? – Indagou Diego sem entender. – O Que quer dizer com isso?
- O caminhão parou já faz um tempo. – Avisou Damian, sério.

O ruivo só havia percebido aquilo agora, estava tão vidrado em achar um salvo de salvar Melony e cumprir sua vingança que nem percebeu que as horas foram passando enquanto realizava a missão e conversava com o Nullify.

O barulho da porta traseira do automóvel abrindo começou a ser ouvido, fazendo Diego virar-se para trás assustado e Damian suspirar.

Ao ser aberta, o motorista junto de vários seguranças viram os dois ali, parados em pé em volta do altar com o vidro quebrado e sem sinal da estatua do cavalo de cristal.

- Quem... São vocês? – Perguntaram os homens em coro.

-... Já disse que sou muito jovem pra ser preso? – Choramingou Diego.

- Francamente... – Resmungou Damian.

~///~

Enquanto isso... Em frente à casa dos Symphony, o cavalo de cristal flutuava, observando Mary dormindo pela janela.

O mesmo se movimentava lentamente e passava pela janela como se fosse um fantasma, pousando no chão e andando até a beirada da cama da garota.

- Hm... – Mary se remexia na cama.

Os olhos do animal brilhavam em azul como seu corpo fazendo com que a capitã de vôlei fosse levitada e levada até suas costas.

O cavalo de cristal passava novamente pela janela e saia galopando pelos prédios, seguindo com Mary ao seu lado.

A situação se complicava bastante para o lado de Diego e Damian que agora deveriam achar um jeito de escapar dos seguranças e alcançar o artefato mágico, enquanto Mary é sequestrada pelo animal.
Essa noite ainda está apenas no começo...

Continua.

Próximo Capítulo: O Cavalo de Cristal, Parte 3: Resolução.


avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 25 Maio 2013 - 18:00

Nota do Autor: SÁBADO, CRIANÇAS! O/ Dessa vez o capítulo veio no horário certo, haha! E Olha, esse capítulo foi muito bom - Eu pelo menos achei XD - Aqui nos encerramos o arco do cavalo de cristal, ou seja... No próximo teremos o início de uma nova aventura! /ounão.

Como sempre, sem comentários. ;-; Oh well, sem problemas! u_u Sem mais delongas, aqui vai o cap!





Anteriormente... Diego iniciou a missão de recuperar o cavalo de cristal, mas teve pequenos problemas no caminho.

O mesmo quase lutou contra Damian, porém os dois tinham um problema maior agora que o artefato mágico havia fugido.

E o pior de tudo é que sua vitima não era Melony igual o protagonista esperava... Mas sim Mary.

Como será que essa noite tão longa irá acabar?

Capítulo 8: O Cavalo de Cristal, Parte 3: Resolução.

Diego e Damian foram pegos pelos seguranças do museu e foram levados até a sala de interrogação do local. Ela era um lugar de formato retangular; tinha uma mesa no meio com um total de quatro cadeiras, sendo que duas foram ocupadas pelos jovens, ao meio dela existia uma luminária que ajudava a iluminar a escuridão de lá juntamente com uma caixa de rosquinhas.

Os homens apenas ordenaram que os garotos esperassem ali, pois os mesmos iriam resolver certas coisas e depois voltariam para analisa-los.

- EU SOU MUITO JOVEM PARA SER PRESO! – Exclamava Diego, bagunçando seus cabelos com as mãos. – Droga! Por que isso está acontecendo comigo?!

- Se acalme. – Pedia Damian, apoiando seus cotovelos sobre a mesa. – Nós precisamos de um plano para sair daqui.

- Não me peça para ficar calmo! – Resmungava Diego. – Eu ainda preciso achar o cavalo de cristal, salvar a Melony e ainda conseguir fugir disso aqui sem que meu nome seja arquivado e me torne um criminoso!

- Bem... Não adiantaria fugir. Eles poderiam fazer um retrato falado de nós dois. – Comentou Damian.

Diego suspirava enquanto abaixava a cabeça, o protagonista odiava admitir, mas o seu inimigo estava certo. Se fugissem, os seguranças ainda seriam capazes de encontra-los através de papeis de procurados.
- Mas se escapar daqui não é uma boa opção... Então o que devemos fazer? – Diego apoiava seu braço na mesa e pousava sua bochecha na palma de sua mão. –

- Nós temos duas opções. – Disse Damian, cruzando os braços.

- Que seriam? – Perguntou Diego.

- Matar eles ou achar um jeito de bater tão forte na cabeça dos mesmos para que tenham amnesia e não se lembrem de que viram a gente. – Respondeu Damian.

-... As duas opções são terríveis... – Reclamava Diego, batendo sua cabeça na mesa. – Nós vamos ser presos...

- Bem, eu não sei sobre você, mas irei sair daqui não importa o que tenho que fazer. – Admitiu Damian.

- Matar pessoas apenas vai piorar a situação... – Pensava Diego. – Mas não existe jeito de conseguir mudar a cabeça do Damian, afinal ele fez aquilo com a Melony apenas porque a mesma é uma pessoa que tem certa afinidade comigo...

Os olhos do ruivo então se esbugalhavam, aquela frase passava pela sua cabeça “Pessoas que tem certa afinidade comigo”, o mesmo se lembrava de alguém que poderia ajuda-los a sair daquela encrenca facilmente.

Diego batia as mãos na mesa e se lentava da cadeira, ele tinha uma grande determinação em seu olhar, pois as chances de esse plano dar certo eram bem altas.

- Damian! Eu sei um jeito de sairmos daqui sem ter que fazer essas coisas tão dramáticas! – Garantiu Diego. – Só preciso de um celular.

- E por acaso você trouxe celular? Pois o meu eles recolheram. – Retrucou Damian, desinteressado.

-... Estamos perdidos. – Diego batia novamente a cabeça na mesa. – Eu sabia que não devia ter dado ouvidos ao meu avô e ter trazido o meu...

A porta da sala de interrogação começou a ser aberta, fazendo com que Damian e Diego ficassem preparados. O protagonista apenas tentava pensar em um jeito de não parecer nervoso enquanto o Nullify procurava formas de derrubar o alvo facilmente.

Quando ela terminou de ser aberta, os dois viram apenas uma pessoa entrando:

Era um homem bem alto e um pouco velho, ele deveria ter no mínimo 48 anos; seus cabelos eram loiros e os olhos tinham uma coloração esverdeada; o mesmo tinha um bigode que começava do seu queixo e terminava em baixo de seu nariz; o estranho trajava um terno branco com uma camisa social listrada em cinza e preto por baixo juntamente com uma gravata escura.

Ele era o dono do museu e... Um conhecido do ruivo, por mais que aquilo fosse estranho.

- Vo... Vo... Você... ? – Diego ficava com seu dedo indicador apontado para o homem, ainda não acreditando no que via.

- O conhece? – Damian olhava um pouco surpreso para o protagonista.

- Han... Han... Hanseal Goldy, o pai do Joey... – Apresentava Diego.

-... Diego? Você é o ladrão do cavalo de cristal? – Interrogava Hanseal, sem entender.

- Não sei se isso é uma benção ou maldição... – Pensava Diego, abaixando a cabeça.

~///~

Enquanto isso, o animal de aura azulada continuava voando pela cidade com sua princesa – Mary – em suas costas.

A mesma quase acordou diversas vezes por estar sendo carregada pelo artefato, mas o mesmo sempre conseguia fazê-la voltar a dormir.

A capitã do time de vôlei não seria capaz de sair daquela situação á menos que alguém a ajudasse... E logo as únicas pessoas que poderiam salvá-la estão com certos problemas.

~///~

- Então... Explique-me isso direito. – Hanseal puxava uma das cadeiras restantes e se sentava.

- Certo... Preciso tomar cuidado com o que irei falar para ele. Afinal mesmo sendo o familiar do meu melhor amigo, Hanseal ainda é o dono do museu e perder um de seus artefatos não é legal... – Pensava Diego. – Então... A Verdade é que...

- Eu e o Damian queríamos muito dar uma olhada no cavalo de cristal, por isso invadimos o caminhão com essa esperança, porém quando chegamos lá... O mesmo já tinha sumido. – Explicou Diego. – Nós apenas queríamos dar uma olhadinha, nada mais! Não roubamos o artefato e nem nada, juro para você, Hanseal!

O homem encarava o olhar do protagonista, seus olhos realmente mostravam que não estava mentindo, mesmo que certas partes tivessem sido inventadas, o final era verdade.

O ruivo sabia que se esse seu argumento não funcionasse, não teriam mais chances e o mesmo acabaria tendo que ver o Nullify machucar não apenas os seguranças, mas também o familiar de seu melhor amigo.

- Por favor... Funcione. – Pensava Diego nervoso.

- Melhor eu me preparar... – Damian cerrava seu punho.

- Entendo. – Hanseal cruzava os braços, balançando a cabeça positivamente.

Com aquela resposta, tanto o olhar do garoto de cabelos brancos quanto o de Diego ficaram arregalados, o dono do museu realmente havia aceitado aquilo por mais impossível que parecesse.

- Está... Está falando sério, Hanseal? – Perguntava Diego, surpreso.
- Claro. Joey já me falou muito sobre você Diego. – Hanseal sorria. – E uma das coisas que ele me disse para ficar claro era que... Você jamais mente, é capaz de mostrar seus verdadeiros sentimentos até mesmo em situações em que mais ninguém seria capaz.

- Ah... – Diego corava-se de leve na bochecha. – Entendo...

- Por isso podem ir. – Hanseal se levantava. – Os seus objetos estão com os seguranças da entrada, eu já avisei eles que caso vocês saíssem daqui era para liberá-los.

- Obrigado. – Damian se levantava da cadeira e fazia uma reverência. – Você é mesmo muito gentil.

- Que nada. – Hanseal colocava as mãos em sua cintura. – Nós iremos atrás da pessoa que roubou o cavalo de cristal, por isso não precisam se preocupar. Amanhã de manhã o artefato já estará aqui para que vocês os vejam sem preocupação.

Diego e Damian sorriam em resposta, os mesmos saiam da sala de interrogação e corriam pelo museu, eles estavam no segundo andar, então tiveram que descer uma escada e andar mais um pouco para chegar à saída.

Mesmo que estivessem relutantes, os seguranças entregaram os objetos dos dois: A Cruz de Medusa, o bracelete de lâminas, a pistola com o gancho, o celular do Nullify e as luvas do protagonista.

A dupla saiu do local e foi passando pela calçada, até verem o beco mais próximo e virar nele, ficando parados ali.

As luzes alaranjadas dos postes da cidade já haviam sido acesas e a escuridão já não estava mais presente.

- Então iremos trabalhar juntos? – Perguntava Diego enquanto guardava a pistola no bolso, vestia as luvas e amarrava o artefato mágico em seu punho direito.

- Com apenas uma condição. – Respondia Damian, terminando de se arrumar também.
-... Qual seria a condição? – Interrogou Diego.

- Em troca de lhe ajudar a salvar sua princesa... O cavalo de cristal será meu. – Avisou Damian ficando com um olhar sério.

- Como... Como assim? – Murmurou Diego sem entender.

Damian batia sua mão na parede que estava atrás do ruivo, o garoto de cabelos brancos se aproximava dele ficando a poucos centímetros um do outro.

- Exatamente. – Afirmou Damian. – Se você não concordar, eu posso muito bem lhe matar aqui e agora, afinal ninguém veria e tenho a vantagem de ter mais experiência em batalha.

- Mas... Se não fosse por mim, não teria conseguido sair daquela enrascada no museu... Você me deve uma. – Retrucava Diego, suando um pouco.

- Errado. Não pedi para que fizesse aquilo, se fez por conta própria e como bônus eu também consegui ser solto, apenas lhe agradeço. – Disse Damian. – Mas não... Não lhe devo nada.

-... Droga... – Pensava Diego.

- Vai aceitar ou não? – Interrogou Damian.

Por mais que Diego não quisesse, o mesmo não tinha outra opção. Salvar a vida de sua amada era mais importante no momento do que tentar brigar com aquele Nullify por causa do artefato.

O protagonista suspirou e cerrou seus punhos, odiava ter que desapontar seus familiares, entretanto não tinha outro jeito.

- Aceito... Mas deverá me prometer que a Melony não ficará com nenhum machucado! – Exclamou Diego, rangendo os dentes.

- Ótimo. – Damian se afastava e olhava para o alto. – Só precisamos descobrir o paradeiro do cavalo... E Sei exatamente como fazer isso.

O plano do garoto de cabelos brancos era simples, como provavelmente o animal já tenha conseguido capturar a sua “princesa”, o mesmo deveria estar procurando um local para manter ela segura.

E levando em conta que o cavalo era capaz de flutuar, então o local mais alto da cidade seria o ponto principal de esconderijo deles, ou seja... A torre da vista lunar era o seu destino.

Ela era maior do que todos os outros prédios de empresa que existiam pelo lugar, a mesma tinha 324 metros e podia ser subida através de escada ou elevador.

A torre foi utilizada muitas vezes por cientistas para observarem o espaço com mais facilidade, então para que ficasse mais viável ir lá, os mesmos instalaram telescópios, ela é tida como patrimônio histórico da cidade por ter ajudado a “Revolução de Alice” no ano de 1900.

Ela é livre para ser vista e andar por ela, não precisa pagar e nem nada, apenas pegar a permissão com os seguranças e subir.

- Tem certeza que ele virá aqui? – Perguntava Diego, amarrando o capuz por precaução.

- A possibilidade é de 70%. – Respondia Damian, pegando os tickets com o homem e voltando para perto do Harmony. – Então não posso dizer certeza... Mas tem uma grande probabilidade.

- Espero que esteja certo... – Comentava Diego.

Diego e Damian iam até o elevador e entravam nele, os mesmos apertavam o botão que fazia a porta se fechar e iniciar a subida deles até o topo.

- Por que quer tanto salvá-la? – Interrogava Damian.

- Er... Por que está perguntando isso tão de repente? – Retrucava Diego, coçando o cabelo.

- Apenas curiosidade. – Damian cruzava os braços. – Pelo o que me lembro, ela lhe deu o fora e graças às amigas dela, você é atualmente o palhaço da escola.

- Bem... Antigamente seria mais porque desejaria fazer algo que a fizesse ver que gosta de mim... Mas graças á Mary, eu atualmente sei a verdade por trás das minhas ações pela Melony. – Explicou Diego. – Eu a amo... E graças á isso, desejo vê-la feliz não importa se seja com outra pessoa ou comigo.

- Isso... É muito idiota. – Afirmou Damian.

- Realmente, não posso discordar. – Confirmava Diego, rindo de leve. – Porém... Ainda sim acho que é o certo.

O elevador parava. A dupla se entreolhava e a porta se abria, os dois saiam e chegavam ao topo da torre da visão lunar.

O local era completamente aberto, parecia à cobertura de um prédio cheio de telescópios nas grades que ficavam em volta para impedir que as pessoas caíssem.

E um pouco mais á frente deles estava o tão falado artefato mágico: O cavalo de cristal que carregava Mary em suas costas.

- Espera... Não é a Melony?! – Exclamava Diego surpreso.

- Parece que o sentido de perfeição desse animal é diferente do seu... – Comentou Damian. – Eu já devia ter esperado isso. Mas e ai... O trato ainda está de pé mesmo que não seja a sua amada?

- Mas... Mas... – Murmurava Diego. – MAS É LÓGICO QUE SIM! NÃO POSSO DEIXAR A MARY DESSE JEITO!

- Ótimo. Assim ficará mais fácil. – Damian abria um sorriso de leve e colocava sua mão sobre o bracelete de lâminas. – Não queria mostrar a habilidade do meu artefato na frente de um Harmony... Contudo promessa é promessa.

O animal olhava sério para os meninos e ficava em posição para atacar caso fizessem algum movimento brusco.

- Bracelete de Lancelot... Vamos lá! – Gritava Damian.

Uma aura azul encobria o braço do Nullify em que estava o objeto, entretanto essa energia era diferente da Cruz de Medusa não apenas por causa da cor, a mesma tinha um formato de uma espada, o que acabava espantando o protagonista.

- Bracelete... Bracelete de Lancelot? – Repetia Diego.

- Sim. A habilidade desse artefato é a “Perfuração”, ele é capaz de ultrapassar qualquer coisa sem fazer nenhum barulho, não importando o quão sólido seja. – Explicava Damian.

- Então foi assim que ele conseguiu fazer aquilo com a Melony e o caminhão sem que o motorista e ela percebessem... – Deduzia Diego.

- Ei. – Chamava Damian.

- Ahn? O Que foi? – Perguntava Diego.

- Vá para a esquerda e fique esperando pela garota. – Respondia Damian, começando a avançar na direção do animal.

O ruivo sem ter tempo apenas seguia as ordens do Nullify, ficando posicionado no local ordenado.

O garoto tentava acertar um corte horizontal no cavalo, entretanto o mesmo se jogava para o lado, esquivando do corte.

O animal se recuperava rapidamente e corria até Damian, acertando uma cabeçada na barriga do jovem e o jogando para trás, porém ele conseguia permanecer de pé.

- Ele é mais rápido do que eu esperava... – Damian cuspia para o lado e voltava a correr na direção do alvo. – Então sei o que fazer...

Quando estava bem perto do artefato, o Nullify se jogava em uma rasteira e conseguia passar por baixo das pernas do adversário, chegando atrás dele.

Assim que o cavalo virou-se para trás, já era tarde demais. O garoto de cabelos brancos conseguia acertar um corte na cara do mesmo, o fazendo relinchar enquanto ia para trás.

- Agora! Pegue a garota! – Ordenou Damian.

- O cavalo de cristal... – Pensava Diego, começando a correr na direção do animal. – No final ele não queria machucar ninguém... Apenas desejava ser capaz de se reencontrar com a sua princesa...

O artefato acabava se atrapalhando e escorregava, fazendo com que Mary caísse de suas costas e o protagonista fosse capaz de agarrá-la.

- Mary... – Diego a segurava em seu colo. – Ainda bem que está bem...

Graças ao seu deslize, o cavalo agora estava caído no chão ofegante, entretanto o corte que Damian havia feito mal aparecia.

O Nullify se aproximava dos três e parava na frente do animal, porém virava seu olhar na direção do ruivo.

- Pronto. – Disse Damian. – Trato acabado... Agora você pode levar ela de volta pra casa.

Diego se levantava enquanto segurava a capitã do time de vôlei em seu colo, o mesmo fitava o garoto de cabelos brancos seriamente.

- O que fará com o cavalo de cristal? – Perguntou Diego.

-... Vai saber. – Respondia Damian. – Eu apenas sigo ordens, nada mais e nada menos.

- Damian... – Diego cerrava seus dentes. – Na próxima vez... O artefato será dos Harmony... E Eu finalmente irei conseguir vingar a Melony.

O protagonista andava até o elevador e apertava o botão para descer, a porta se fechava e o mesmo era levado até a entrada da torre.

Damian apenas ficava ali observando o cavalo que aos poucos ia desaparecendo até voltar à forma de uma pequena estatua de cristal.

- Acabou por hora. – Damian desativava o bracelete de Lancelot, fazendo com que a aura sumisse.

Enquanto isso...

O ruivo caminhava com Mary sonolenta em seu colo, o mesmo estava com um pouco de dificuldades em achar, então teve que perguntar para alguns vizinhos, entretanto agora ele está no caminho certo.

A capitã do time de vôlei ainda não havia acordado completamente, contudo a mesma sabia que estava sendo carregada, porém não entendia quem era por conta do capuz.

- Vo... Você... – Chamava Mary com dificuldades.

- Ela está acordada? – Pensava Diego.

- Q... Quem... Quem é vo... Você... – Mary não aguentava e fechava os olhos novamente, voltando a dormir.

- Parece que o Cavalo de Cristal te deixou bastante cansada, hein? – Brincava Diego, rindo com ele mesmo. – Até que ela é bonitinha dormindo...

O protagonista parava de andar e repensava no que tinha acabado de dizer... O mesmo ficava com a cara completamente avermelhada e aumentava a velocidade dos passos para chegar logo na casa dos Symphony.

- Por quê... Por que eu falei isso? – Resmungava Diego, sem entender.

Mary abria um sorriso de leve, pois mesmo dormindo... Ela sentia algo quente em seu coração.

Continua.

Próximo capítulo: A Viagem escolar.



avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Shindou Hajime em Sab 1 Jun 2013 - 19:22

Nota do Autor: Sábado novamente! Capítulo novo chegando agora XD Esse provavelmente é o maior de todos, ele é tipo a "ponte" do final do primeiro arco para o segundo, por isso que seu tamanho tá assim. D8

Novamente, sem comentários. e.e' Also, eu tenho um aviso a fazer, a escola tá ficando BEM puxada, então provavelmente não conseguirei mais trazer os capítulos de semana em semana, por isso qualquer demora, já sabem. XD

Anyways, fiquem com o cap!





Anteriormente...

Diego e Damian foram capturados pelos seguranças do museu da cidade, porém graças á determinação do protagonista e a bondade de Hanseal Goldy, os mesmos conseguiram ser soltos.

Então os dois seguiram para torre da visão lunar, o local onde o Nullify apostava que o cavalo de cristal estaria.

E Dito e feito, a dupla enfrentou o animal e conseguiram vencer, fazendo com que o ruivo ficasse com Mary e o rival com o artefato.

Por hora, os Nullifys estão na frente... Mas os Harmonys não irão deixar barato na próxima vez.

Capítulo 9: A Viagem escolar.

Na noite anterior, Diego deixou Mary na entrada da casa de seus pais e tocou a campainha para que eles a achassem, o mesmo conseguiu se esconder para que não o vissem e foi capaz de sair de lá sem levantar suspeitas.

Ao voltar para casa, o protagonista foi recebido com a preocupação de seus familiares, já eram 23h10min, mas o ruivo não estava tão espantado com o horário, o tanto de tempo que ele e Damian perderam com os problemas no caminho para finalmente conseguir alcançar o cavalo de cristal não foi pouco.

Infelizmente, o ruivo teve que contar sobre o trato que fez com o Nullify, porém estranhamente o seu avô não o repreendeu e nem nada, apenas sorriu e disse que faria o mesmo em seu lugar.

Por mais que estivessem sorrindo, o sentimento de ter fracassado ainda permanecia em Diego, contudo ele estava feliz por ter sido capaz de salvar Mary.

E por fim, o protagonista finalmente foi capaz de ter a tão merecida noite de descanso que precisava.

No dia seguinte, o ruivo fora acordado por sua mãe, pois de acordo com a mesma, a escola havia ligado e avisado que como eles sempre faziam todo final de mês ocorreria uma viagem escolar para algum local.

E Como fevereiro já estava chegando ao final, no dia seguinte seria a ida ao tal lugar marcado.

Depois disso avisado, Diego se levantou e tomou seu banho, colocou as roupas escolares e desceu para tomar seu café.

Sentou-se em uma das mesas e viu seu avô e pai ali comendo também.

- Animado para a viagem, filho? – Perguntou Argos.

- Acho que sim... Não falaram para onde é. Então não posso ter certeza. – Diego dava uma mordida na torrada.

- Fica frio! Conhecendo a sua escolha tenho certeza que será um ótimo local. – Garantiu Argos, sorrindo.

- Se você diz... – Murmurou Diego. – Mas ei vovô, o senhor tem alguma novidade sobre o próximo artefato mágico?

- Não precisa pensar nisso por enquanto, garoto. Você acabou de sair de uma situação bem complicada, é melhor descansar um pouco. – Comentava Delirus enquanto lia o jornal.

-... Certo. – Assentia Diego de cabeça baixa.

No fundo o protagonista sabia que seu avô estava deprimido pelos Harmony terem perdido o primeiro artefato para os Nullify, porém o mesmo não seria capaz de cobrar isso de seu neto, por isso evitava falar sobre essas coisas no momento.

O ruivo queria compensar o fracasso de algum jeito, ele apenas não sabia como fazer isso.

Após terem terminado de comer, Diego se despediu de seus pais e avô e então saiu de casa, pegando o caminho de sempre para ir até sua escola.

Depois de um tempo, o protagonista chegou até o instituto de educação, o mesmo adentrou nele e subiu as escadas até o andar onde ficava sua sala.

Ele abriu a porta e entrou, porém dessa vez tinha algo diferente, os alunos não brincaram com a cara dele e nem nada, os mesmos apenas continuaram conversando normalmente entre si.

- Estranho... – Murmurou Diego, se sentando em sua carteira e colocando a mochila do seu lado.

- O Que é estranho? – Perguntou Mary que estava sentada ao lado dele.

-... Você veio na aula... – Comentou Diego, ficando corado ao vê-la.

- Er... Não me diga? – Ironizou Mary. – Enfim, o que houve com sua face? Ela está parecendo uma pimenta.

- Nada demais, acredite... – Afirmou Diego de cabeça baixa.

- Mas então, o que é estranho? – Continuou Mary.

- Bem... É que ontem todos aqui ficaram zoando com a minha cara pelo fora que eu tomei da Melony. – Explicou Diego. – Você não veio, então não viu.

- Entendo... – Mary colocava a palma de sua mão sobre seu queixo. – Mas não tem nenhuma ideia do que os fez pararem de zoar você? Porque pelo o que eu conheço dessa escola, quando alguém vira motivo de chacota isso dura praticamente dois meses...

- Bem... Talvez entendessem o quanto era maldoso e decidiram parar? – Sugeriu Diego.

-... Estamos falando da nossa escola. – Disse Mary.

- Tem razão... – Suspirou Diego.

A porta da sala de aula era aberta, contudo quem entrava não era a professora... E Sim Melony.
Entretanto a mesma estava diferente hoje, não que sua aparência ou face fossem diferentes, mas sim que ela era acompanhada por um garoto mais velho.

Ele tinha cabelos loiros bagunçados, olhos azuis e deveria ter 1,80 de altura, o mesmo era um pouco musculoso e trajava as roupas da escola.

Assim que a dupla entrou, a sala virou seus olhares para o protagonista, o que o fez ficar ainda mais confuso com aquela situação.

- Er... Quem é aquele cara? – Interrogou Diego. – E O pior... Por que eles estão olhando para mim?

- Aquele é o Brian do 3° ano. – Respondeu Mary. – Brian Dunker, se não me engano é o líder do time de futebol americano...

- Como você o conhece? – Perguntou Diego.

- Ele já deu em cima de mim. – Resmungou Mary. – Mas dei um fora que o mesmo jamais esquecerá.

- Como você é má... – Comentou Diego fazendo um sorriso falso.

Linda se se sentava à mesa do ruivo de repente, fazendo com que ele se assustasse e quase caísse da cadeira, porém por sorte conseguiu se equilibrar.

- Nunca mais faça isso! – Gaguejava Diego.

- Fica frio. – Pedia Linda, jogando seu cabelo para trás. – Mas ei, você está bem?

- Ahn... Sim... – Disse Diego. – Por que está me perguntando isso?

- É que... Nós achamos que ficaria triste... – Explicou Linda.

- Triste com o que? E Com “nós” você quis dizer a sala inteira? – Perguntava Diego.

- Sim. Pois bem... Acho que não percebeu ainda. – Linda suspirava. – Brian e Melony estão namorando.

Aquela frase atingiu o coração de Diego, seus olhos se arregalaram e o mesmo acabou se levantando bruscamente da cadeira, inconscientemente.

Os alunos e alunas o observavam enquanto sua mente continuava a repetir aquela novidade incansavelmente, seus punhos se fechavam e o protagonista começava a ficar nervoso.

- Ei... Diego? – Chamava Linda, preocupada.

Atrás do casal, Damian chegava à sala, essa havia sido a primeira vez que o Nullify quase chegou atrasado, porém por sorte a professora não tinha aparecido.

O garoto de cabelos brancos notava que todos os olhares estavam direcionados ao seu rival, o Harmony que parecia ter visto um bicho papão e tinha acabado de ficar congelado de medo.

-... O que houve? – Pensava Damian.

- Você... Está legal? – Perguntava Mary.

O ruivo tentava falar algo, contudo o som não saia de sua boca, seu corpo parecia não ter forças para fazer mais nada, a velocidade com que o coração do mesmo batia aumentava gradualmente.

- Gente... ? – Sussurrava Melony sem entender.

Sem ter o que fazer, Diego apenas saiu correndo da sala, o mesmo abriu a porta e correu, passando pela professora que começou a gritar o nome dele, no entanto foi em vão, pois ele não conseguiria parar.

Não sabia o que sentir e muito menos como agir, o protagonista tinha achado que desde aquele dia em que a capitã de vôlei descobriu como se sentia, ele não teria que se preocupar mais com os sentimentos que tinha por Melony.

Entretanto nada daquilo pareceu ajudar por muito tempo... Afinal por que continuava sentindo essa dor se tudo que queria é que sua amada fosse feliz? Talvez a felicidade dela seja com aquele cara e não com o ruivo, mas seu coração não aceitava.

Ele sentia raiva e vergonha por ter acreditado que porque amava ela, o mesmo não precisaria se preocupar se fosse consigo ou com outros que Melony ficaria feliz.

As palavras de Damian que Diego ouviu ontem ressoavam pela sua mente, o fazendo questionar-se.

~ Flash-back, Capítulo 8. ~

- Por que quer tanto salvá-la? – Interrogava Damian.

- Er... Por que está perguntando isso tão de repente? – Retrucava Diego, coçando o cabelo.

- Apenas curiosidade. – Damian cruzava os braços. – Pelo o que me lembro, ela lhe deu o fora e graças às amigas dela, você é atualmente o palhaço da escola.

- Bem... Antigamente seria mais porque desejaria fazer algo que a fizesse ver que gosta de mim... Mas graças á Mary, eu atualmente sei a verdade por trás das minhas ações pela Melony. – Explicou Diego. – Eu a amo... E graças á isso, desejo vê-la feliz não importa se seja com outra pessoa ou comigo.

~ Flash-back, Fim. ~

- Talvez... – Pensava Diego, parando de correr aos poucos. – Talvez eu... Nunca tenha a amado... ?

Uma porta que estava do lado direito do protagonista se abria, revelando Sheila que parecia estar saindo da enfermaria até se dar conta que o jovem de cabelos vermelhos permanecia em sua frente.

- Diego? – Chamava Sheila.

- Shei... Sheila... – Diego olhava para a enfermeira.

- Aconteceu algo? – Perguntava a mulher.

-... Posso descansar aqui? – Pedia Diego.

- Ah... Claro. – Assentia Sheila, dando espaço para que o jovem adentrasse no local. – Você está bem?

O ruivo ia até uma das camas e se deitava nela, ficando com seu olhar fixo no teto enquanto revia as coisas que aconteceram hoje.

- Não sei. – Respondia Diego, fechando os olhos.

- É Algum problema no amor? – Deduzia Sheila, se sentando na borda da cama.

- Como sabe? – Murmurava Diego, colocando o braço sobre seus olhos.

- Vocês jovens são mais fáceis de entender do que imagina. – Comentou Sheila. – Mas então, o que houve entre você e a pequena Melony?

- Eu me declarei para ela na minha festa de aniversário... – Começou Diego. – Porém ela me rejeitou. Disse que não sentia o mesmo, contudo agradecia pelos meus sentimentos... E hoje a mesma aparece com um namorado, um cara chamado Brian do 3° ano...

- Entendo... Está se sentindo traído, não é? – Interrogou Sheila.

- Um pouco... Mas o que mais está me deixando confuso é... Se eu realmente a amava. – Admitiu Diego. – Talvez... Fosse apenas uma ilusão?

- Ué, se não gostasse dela de verdade, então não deveria ficar assim pela mesma ter encontrado outra pessoa. – Disse Sheila.

- Não sei... – Diego virava-se de lado na cama. – Poderia me deixar sozinho por um tempo?

- Certo. – Assentia Sheila, se levantando e saindo da enfermaria. -... Espera! Eu esqueci o que iria fazer... Ah, que droga!

~///~

A Aula havia chegado até o fim, Diego recebeu uma falta por não ter comparecido as aulas mesmo estando na escola, mas o mesmo não ligava para isso na hora.

O protagonista ia chegando até o portão de saída do local, porém acabava avistando seu amigo Joey que balançava a mão na esperança do ruivo o notar.

- Joey. – Disse Diego ao chegar perto do louro.

- E Ai cara! – Cumprimentava Joey sorrindo. – Como foram suas aulas?

- Eu as faltei. – Comentou Diego.

- Sério? Não sabia que tinha coragem o suficiente para fazer isso... – Joey coçava seu cabelo, estranhando aquilo. – Você andou upando sem eu saber?

-... Escuta Joey. – Murmurou Diego. – Hoje não estou muito bem para conversar... Então vou voltar sozinho, ok?

- Aconteceu algo? – Perguntou Joey, ficando sério.

- Não... Nada demais. – Respondeu Diego, saindo do lugar.

-... Hora de bancar o detetive. – Confirmava Joey.

O louro se virava e corria pelo pátio da escola, indo na direção da quadra onde a aula de vôlei das meninas acontecia.

O mesmo odiava ter que perguntar o que houve com seu melhor amigo para aquela pessoa, mas não tinha jeito.

Joey chegava até a porta do local e via várias garotas com camisas brancas e shorts pretos, ele procurava em meio delas aquela que tinha seu ódio: Mary Symphony.

Não demorou muito e ele a avistou, o cabelo dela não estava preso dessa vez, o mesmo permanecia solto, contudo apenas chegava ao pescoço da menina.

- EI MARY! – Gritava Joey.

- Hein? – Mary acabava se distraindo e levava uma bolada na cara, caindo no chão. – AU!

- Nossa... Belo saque! – Joey fazia sinal positivo para a aluna que tinha atingido a capitã.

A ruiva se levantava e passava a mão no machucado, no entanto por sorte ele não foi grave, a mesma corria até a entrada e parava na frente do louro.

- O que quer aqui animal? – Perguntava Mary cruzando os braços.

- Você sabe o que aconteceu com o Diego? – Interrogou Joey.

- Entendo... Então ele não te contou. – Murmurou Mary. – Bem... Aquela tal de Melony chegou hoje na classe com o novo namorado dela, o tal do Brian do 3° ano.

-... Sério que ela fez isso mesmo sabendo que o Diego gosta dela? – Joey não acreditava na tamanha ignorância da menina.

- Meh... Não fale assim. – Resmungava Mary. – Por mais sacana que tenha sido a garota não precisa ficar acorrentada e impedida de andar livremente com a pessoa que gosta apenas porque o ruivo ia ficar triste.

- Vocês mulheres são estranhas. – Resmungou Joey.

- E Vocês homens exageram demais. – Retrucou Mary. – Enfim, eu vou voltar para a aula, vê se não me atrapalha mais.

A capitã do time de vôlei voltava para o jogo, deixando Joey ali parado e pensativo.

- Me pergunto que tipo de quest eu deveria fazer para te ajudar amigão... – Sussurrava Joey.

~///~

Diego chegava a sua casa, entretanto nem cumprimentava sua família direito, o mesmo apenas subia e se trancava no quarto, tirando o tênis e jogando a mochila no canto para assim deitar sobre sua cama.

Enquanto isso... Na sala Argos e Delirus conversavam ao mesmo tempo em que viam televisão do sofá.

- Então... Você já sabe qual é o próximo artefato mágico? – Perguntou Argos.

- Sim... Será o quadro da Revolução de Alice do ano de 1900, pintado pelo artista Pierrot... Mas acho que o nosso garoto está com muitos problemas, então vou deixar para contar sobre isso mais para frente. – Respondeu Delirus.

- Tem certeza? Não tem medo que os Nullify os peguem primeiro? – Interrogou Argos.

- Não. Esse quadro está no museu da cidade vizinha, por isso ainda vai demorar um pouco para que eles percebam. – Garantiu Delirus. – Só espero que esse pequeno intervalo seja o suficiente para nosso menino estar preparado para a segunda missão...

- Diego... – Pensava Argos.

~///~

No dia seguinte, o protagonista era novamente acordado por sua mãe, só que dessa vez as coisas que iria levar para a aula eram diferentes, de acordo com os itens necessários para a excursão, o ruivo deveria trazer um bloco de notas, uma caneta e por fim seu lanche.

Com tudo preparado, Diego tomou seu banho e colocou a roupa escolar, pegou a mochila e saiu de casa após se despedir dos seus familiares.

O protagonista estava melhor do que ontem, claro que ainda não tinha sido completamente curado, porém a boa noite de sono ajudou um pouco.

Contudo... Aquela dúvida ainda permanecia em sua cabeça: “De quem eu realmente gosto?”.

O ruivo não tinha mais certeza se amava realmente a Melony, aliás... Desde o começo, ele agora vê que não tinha completa consciência sobre seus sentimentos serem verdadeiros ou não.

E agora que sua amada está namorando outra pessoa, Diego foi capaz de compreender mais sobre o que sentia por ela.

No entanto, o tempo e o local para pensar nisso não eram aqueles, o protagonista precisaria se desculpar com seu melhor amigo e explicar o que houve se não tinha certeza que Joey faria alguma coisa idiota.

Ao chegar à entrada da escola, o ruivo viu o ônibus que levaria o 1°, 2° e 3° ano para a excursão.

- DIEGO! – Gritava Joey, correndo na direção de seu amigo e deslizando bem no final, conseguindo assim ficar frente a frente com ele. – Está melhor?

- Ahn... Digamos que sim, Joey. – Assentiu Diego com um sorriso falso. – Mas então, você está preparado para a excursão?

- Meh! Nem tanto. – Joey colocava as mãos atrás de sua cabeça. – Não gosto de quando outras turmas vão com a gente, eles são chatos demais.

- Ei! – Uma voz conhecida chamada o protagonista.

Ao olhar para a direção do chamado, o ruivo viu quem era: Rei e Linda, as duas corriam na direção dele e de seu amigo e paravam ao chegarem perto.

- Então... Está melhor? – Perguntou Linda sorrindo.

-... – Rei apenas balançava a cabeça, mostrando que concordava com a pergunta de sua amiga.
- Sim. – Respondeu Diego. – Obrigado por se preocuparem.

- Certo... Quem são elas? – Resmungava Joey.

- Sou Linda Etherart! – Apresentou-se Linda. – E Essa é minha amiga Rei Wavepurple, você deve ser o amigo dele.

- Desde quando você virou amigo de garotas, cara? – Perguntou Joey.

- É uma história estranha... Eu te conto na viagem. – Respondeu Diego, coçando o cabelo.

Os professores assopravam um apito para conseguir a atenção dos alunos e das alunas, assim fazendo com que os mesmos adentrassem no automóvel e sentassem em seus lugares.

As cadeiras eram duplas, então todos tiveram que se sentar a dois. Assim que eles se organizaram, o ônibus foi ligado e a viagem começou.

Em mais ou menos uma hora, o automóvel havia chegado à cidade ao lado: Arcticus, ela era menos infestada de prédios, o que mais predominavam eram casas e bairros comuns com um ou outro arranha-céu de uma empresa desconhecida.

O lugar mais famoso era sem dúvidas o museu de Pierrot, um artista que viveu na época da Revolução de Alice que ocorreu na cidade natal do protagonista: Eruamus Nortunis.

Depois de mais um tempo, o ônibus parou á frente da entrada do museu e todos desceram, adentrando o lugar. O mesmo era cheio de pinturas e esculturas incríveis, contudo a que mais se destacava é a que permanecia no meio do local, retratando a equipe de pessoas que participaram e ajudaram a Revolução de Alice acontecer para que o líder da cidade naquela época fosse tirado do poder.

A professora explicou as regras para os alunos, os mesmos não deveria fazer muito barulho e tinham que escrever um texto sobre a pintura que mais gostaram de Pierrot, era simples e prático.

Joey e Diego foram logo para a mais falada “A Revolução de Alice”, enquanto os outros simplesmente decidiram pegar outras mais leves e fáceis de descrever.

Ao estar de frente para o quadro, a dupla via várias pessoas, tanto garotas quanto garotos, todos eles tinham participado daquela guerra civil.

- Com certeza antigamente não era fácil... Se você for notar, a maioria é bem jovem e não deve ter menos do que 17 anos... – Deduzia Diego.

- Não sei por que, mas como esse estilo de construção da era vitoriana virou o que conhecemos hoje? – Perguntava Joey, sem entender aquilo.

- Curioso ver vocês aqui. – Dizia uma voz conhecida pelos dois.

Assim que o protagonista e seu amigo viraram-se, os mesmos observaram a pessoa que havia falado aquilo: Damian Nullify.

- Meh... O que quer aqui? – Resmungou Joey.

- Você também veio fazer um trabalho da Revolução de Alice, Damian? – Interrogou Diego.

- Sim. – Admitiu Damian, se aproximando dos dois. – Dos trabalhos do Pierrot, esse é o que mais me encanta, pois além de mostrar a felicidade que os soldados têm de ter conseguido vencer a guerra civil... Se olhar bem, é capaz de sentir o quão duro foi para eles.

-... Eu não sinto nada disso. – Joey cruzava os braços.

- É porque pessoas como você... Não tem sensibilidade para uma coisa tão bela quanto à arte. – Retrucou Damian.

- Ora seu...! – Joey cerrava seus punhos.

Antes que o ruivo pudesse fazer algo, Joey segurava Damian pelos ombros, o Nullify não deixava barato e fazia o mesmo, os dois começavam a disputar quem era mais forte enquanto iam se aproximando aos poucos da pintura.

- Gente! Se acalmem! – Pedia Diego, tentando separá-los.

Os três acabavam tropeçando no pé um do outro e caíram de cara no quadro, entretanto... Eles não o acertaram... Uma coisa diferente havia acontecido.

Os mesmos foram sugados para dentro da pintura.

Continua.

Próximo Capítulo: O nome é Alice.

Black: Fanfic trancada por inatividade. Caso queira reabri-la mande uma MP a qualquer FFM.
avatar
Shindou Hajime
Membro
Membro

Masculino Idade : 23
Alerta Alerta :
0 / 100 / 10

Data de inscrição : 28/03/2010

Frase pessoal : Aquele cara que gosta de laranja, né?


Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Uma carta de amor lunática.

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum