Pokémon Mythology
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A ordem dos Cavaleiros

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A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Arcanine-arcanon em Ter 19 Mar 2013 - 17:34

Oi galerinha '-' mais uma fica minha ai pra vocês, estou voltando aos poucos para a PM, e pretendo ficar dessa vez. Eu já tinha essa fic em mente faz um tempo, mas só passei ela pro papel agora, então eu já sei mais ou menos o que vai ocorrer nela.

Primeiramente, a Fanfic foi baseada nos livros da Herança, mais conhecido como Eragon. É uma série de livros muito boa, eu recomendo a leitura. Para os que já leram, será mais fácil de entender a Fic, mas para os que não leram, vocês também irão entender. O início pode parecer bem parecido com os livros, mas depois rumos diferentes serão tomados.

Os capítulos serão semanais. Se eu estiver inspirado, pode ser que cheguem mais cedo. Se estiver mal, pode ser que demorem mais (não muito, uns 3 dias a mais). Críticas e elogios são sempre bem vindos. ^^

Bem, vou começar direto pelo capítulo 1, nada de Prólogo. Há muitas coisas que eu queria explicar, é só um Prólogo não seria suficiente. Também, os dois personagens que serão apresentados nesse capítulo não são os principais, mas eu precisava explicar a história deles antes de apresentar o principal, que não aparece ainda. Provavelmente o capítulo 2 será voltado também para a explicação da história desse mesmo personagem. Por favor, notem também as passagens do tempo, elas são importantes.

Diferente do Pokémon normal, Unova nessa Fic está localizada à Oeste de Orre. E sim, eu vou usar continentes como Orre, Fiore, os usados em Pokémon Ranger, então para se localizarem, recomendo esse mapa: http://serebii.net/pokearth/

Esse primeiro capítulo terá MUITA narração e pouca fala, a ação virá depois, então recomendo dar uma parada no meio do capítulo pra não ficar entediante. Também, a fala normal eu uso desse jeito:


Spoiler:
- Pikachu, use choque do trovão! - Ordenou Ash.

Entretanto, na fic haverá uma comunicação mental entre treinador e Pokémon (sim, Pokémons falam, mais detalhes no decorrer do capítulo), então para ela usarei aspas:

Spoiler:
"Olá Pikachu, como vai você?" - Perguntou Ash.

Chega de falar, leiam a fic logo. Espero que gostem!

A ordem dos Cavaleiros

Capítulo 1


Os jogos Pokémon e animês sempre deram uma ideia errada: de que cada treinador pode andar com seis pokémons, usando cada um alternadamente, e podendo capturar livremente vários monstrinhos, enviando-os automaticamente, se estiver com o número máximo com você, para um laboratório, onde ele ficará com um professor que ira tratá-lo enquanto seu treinador não pode dirigir sua atenção a ele.

A realidade é uma coisa totalmente diferente. Há uma ligação entre Pokémon e humano: algo que une a mente dos dois, permitindo-os ter uma comunicação mental. E, sim, as criaturas que normalmente são tratadas como um animal qualquer consegue falar. Mas, apenas com seu treinador, por meio dessa comunicação mental que ambos têm, ou com outros pokémons. Esse entrosamento também permite que um sinta as emoções do outro, as aflições... É como se ambos se tornassem um único ser. E, cada treinador só pode ter essa ligação com um Pokémon, o seu parceiro de vida. Entretanto, se um da dupla vier a falecer, essa ligação é cortada, e há uma alta chance do outro enlouquecer, por perder seu parceiro que deveria passar o resto da vida junto consigo. Também para aqueles que perdem um companheiro, é possível conseguir outro, o que é muito difícil, pois as lembranças do antigo estão, literalmente, vivas em sua alma.

Algo conhecido como pokébola... É mito. Tal objeto nunca existiu. A ligação feita entre ambos é algo feita por um ataque do Pokémon Deus, conhecido como Arceus. A guerra entre humanos e pokémons era algo que devastava vidas e terras, e para acabar com isso, o Deus, que apareceu somente uma vez na humanidade, criou esse poder único, unindo seres humanos e pokémons, para trabalharem juntos, a favor de uma sociedade e uma humanidade melhor. A ligação acontece quando o Pokémon escolhe o treinador que melhor poderá viver junto e o humano o aceita como companheiro.

Existem 17 tipos diferentes de pokémons que podem escolhê-lo. Entretanto, aqueles que são escolhidos por um Pokémon dragão tornam-se extremamente poderosos, e ganham uma longevidade enorme: vivem eternamente, a menos que sua vida seja tirada por outro ser. São chamados de cavaleiros de dragão. Desde a antiguidade, toda pessoa escolhida por tal tipo torna-se automaticamente um cavaleiro, e, com tal título, tem o dever de junto de seu Pokémon proteger o mundo contra qualquer ameaça que venha a surgir na Terra. Dragões escolhem seus treinadores quando ainda estão no ovo. Ser escolhido por um deles é algo extremamente difícil, e há alguns dragões que passam milênios esperando pelo parceiro certo.

Mas não são todos que pensam no bem ao juntar-se a tal tipo grandioso: há aqueles que se aproveitam do grande poder que adquirem, e tentam ter mais e mais poder, ganhar controle sobre outras criaturas e espalhar o mal pela Terra. Na maioria das vezes, aqueles que querem o mal são detidos pelos bons cavaleiros, que, com toda sua força unida derrotam facilmente os maldosos. Isso trouxe a Terra milênios de paz e sossego. Até que...

--X--
Maio do ano 1865, cidade de Azalea, Johto.

A noite chegou apavorante, e, junto dela, uma chuva de congelar o cérebro. Hoothoots piavam, Mightyenas uivavam. Aquela cidade era bem chuvosa, mas a de hoje batia recordes, alagava ruas, causava transtornos. Com os ruídos da escuridão, a noite tornava-se amedrontadora, fazendo com que moradores não saíssem de suas casas. A fraca luz de postes feitos com velas iluminava bem pouco os becos estreitos.

Protegendo-se das maldades do mundo, numa pequena tenda de uma barraca de verduras que agora estava fechada, encontrava-se um garoto ruivo, com olhos iguais aos da água que por ali passava. As sardas em seu rosto mostrava que ainda era jovem, aproximadamente quinze anos. Abraçava seus joelhos, tentando amenizar o frio que sentia. Seu maxilar tremia, suas roupas esfarrapadas agora estavam ensopadas.

Desde o incêndio em sua casa, há dois meses, onde perdeu tudo, inclusive os pais, o garoto morava nas ruas, comia o que encontrava em lixeiras, ou o que roubava de vendedores. Ninguém o ofereceu ajuda, deixaram-no no cruel mundo das ruas. Num dia de chuva desses, seu medo aumentava, junto de sua raiva e tristeza. Chorava baixinho, com saudades da vida que tinha. Se tivesse um Pokémon, as coisas seriam mais fáceis, porém nunca encontrara um parceiro de vida. Nenhum monstrinho uniu-se a ele.

Teve uma ideia: iria bater na porta da casa do vendedor da loja onde estava. Talvez fosse uma boa pessoa, disposto a ajudá-lo, alimentá-lo e tirá-lo do frio. Levantou-se e bateu o puxador da porta, indicando aos moradores que alguém estava do lado de fora.

Ouviu passos do lado de dentro, e logo um homem apareceu em sua frente. Usava pijamas, com um sapato de dormir. Tinha uma cara de bravo, provavelmente por ser acordado a essa hora da noite num dia chuvoso daqueles.

- Olá senhor. Meu nome é Simon, e estou passando frio nesse dia chuvoso. Também tenho fome, e não há lugar para onde possa ir, um cobertor quente pra me esquentar. Será que poderia contar com sua bondosa ajuda, para passar ao menos uma noite? – O pobre garoto perguntou.

- Oras, é por isso que fui acordado? Um mendigo! Não tenho nada para você sua aberração, escória! Suma da minha casa! – A resposta foi ríspida. O homem deu um empurrão na porta, que bateu com força em frente à Simon.

O garoto começou a chorar. Chorou como nunca antes. Lembrou-se de seus pais, do conforto e do carinho que tinha com eles. Queria sua vida de volta... Não, melhor. Queria vingança. Vingança contra aqueles que viraram seu rosto contra ele, que não estenderam um braço de ajuda. A sociedade o odiava, ele odiava a sociedade. Iria se vingar. Tinha que arranjar uma maneira.

Mas por enquanto, tudo o que queria era proteger-se do frio. Correu para o leste, em direção a Rota 33. Abriu o muro que conecta a cidade com a rota, e passou correndo.

Já na rota, encontrou uma árvore grande, onde a chuva não atingia, e ele poderia passar a noite. Ajeitou-se no tronco, rezou para que dias melhores viessem e fechou os olhos. O sono rapidamente veio, atingindo-o como uma flecha. Porém, não conseguiu dormir bem, devido ao frio que lhe era imposto. Em alguns dias, calculava, poderia morrer de tanto frio. Sua situação era deplorável. A vida lhe esvaia, a chama de vitalidade que restava estava se apagando. Acordou. Pensou em desistir ali e agora, suicidar-se.

Até que ouviu um barulho. Um chiado, algo estranho... Parecia o berro de uma criatura. Olhou para trás e tomou um tremendo susto: viu um forte brilho dourado! Em seguida, um som muito alto e estridente cortou a noite. Decidiu que deveria verificar o que era.

Andou até o mato na rota, onde se cortou num espinho e continuou. Acho uma pequena clareira... Era dela que vinham o som e o brilho esquisitos! Andou até ela, e viu o que era: um ovo. Tocou nele e rapidamente tirou a mão, pois se queimou. Era muito quente. Outro grasnido. A criatura lá dentro remexia-se constantemente, e parecia furiosa.

Simon logo percebeu que aquele seria o seu Pokémon. O pequeno ser lá dentro escolheu-o para ser seu dono. O amigo que estará com ele por toda vida. Sabia disso pois Pokémons em ovos só eclodem na presença dos pais, coisa que não acontece, ou quando está por perto de seu treinador escolhido. Pensou em quais tipos poderiam estar lá... Um poderoso fogo? Um inteligente psíquico? Um noturno? Ou um amedrontador fantasma? Talvez um forte lutador... Eram várias opções que o faziam pensar.

Então, a casca começou a se abrir. O brilhou aumentou. O som ficou mais alto... O Pokémon estava eclodindo. Sentiu um toque em sua mente... Outro ser conectava-se com ele. Com certeza era seu novo amigo. Seu único amigo. Então, ele começou a sair: a primeira coisa foi seu crânio... Cinza. Depois, foi seu grande nariz azul. Em seguida, seus olhos penetrantes, junto de uma boca com dentes caninos afiadíssimos. Enfim, saiu totalmente do ovo: tinha um pequeno pescoço, era gordinho e tinha um par de patas. Seus curtos braços saiam um pouco debaixo do pescoço.

O bichinho olhou para ele e fez uma cara de alegria. Parecia contente de estar perto de um novo companheiro. Então, a chuva parou. Estava amanhecendo, Simon reparou nos feixes de luz. O garoto tentou lembrar-se de qual era o tipo daquele Pokémon, e qual seu nome. Então, surgiu-lhe algo... Não, não podia ser... Bagon! Um Pokémon dragão! Ele, um garoto de rua, um Zé ninguém... Escolhido por um dragão! Um dragão! Aquilo era demais para ele. Sentiu-se forte. Forte como nunca. E feliz... Feliz por ter um companheiro, alguém que iria ajudá-lo. Iria amá-lo.

Sua vingança. Com um Pokémon dragão, ela seria fácil de ser executada. Ele teria muito poder. Olhou para seu amigo... Agora, ele parecia fraco. Entretanto, evoluiria. Ficaria forte. Iria se tornar um majestoso Salamence.

Bagon foi a sua direção... Farejou-o. Sentou em seu colo e pôs-se a dormir. Parecia feliz. Simon sabia que Pokémons se comunicavam com seus treinadores mentalmente, mas como o seu ainda era filhote, provavelmente ainda não tinha essa habilidade. Abraçou seu novo amigo. Feliz, fechou os olhos para descansar.

--X--

Junho do ano 1865, Rota 33, Johto.

Simon chegou à clareira. Trouxe mais pedaços de carne para seu Pokémon. Como ainda era filhote, necessitava ser alimentado por outros, já que ainda não conseguia caçar. Sempre que tinha fome, ou que precisava alimentar seu companheiro, o garoto assaltava os estabelecimentos e roubava carne, frutas e legumes. Seu bichinho era carnívoro, então dava tudo para ele, enquanto ficava com os vegetais.

Simon tinha estabelecido como sua nova moradia a clareira. Desde seu nascimento, o Bagon não havia saído dela ainda. O Pokémon sabia que quando seu treinador saia de lá era para buscar comida, então pacientemente esperava por ele. Algumas vezes, o rapaz sentia um toque em sua mente, e sabia que era ele. O Pokémon ainda não conseguia falar, mas eles trocavam emoções de felicidade, alegria, tristeza... E, sem saber por que, seu amigo também sentia raiva. Não dele, de alguém que ele não conseguia especificar.

Então, nesse dia, Bagon começou a falar.

“Tenho fome.” – Disse.

Simon assustou-se. Ele dormia quando seu amigo disse aquilo, e acordou num sobressalto. Viu que a conexão entre os dois estava mais firme agora que podiam se comunicar com palavras. Sentia isso em sua mente. Então, mentalmente, respondeu:

“Bagon é você?”

“Sim amigão!” – Respondeu o dragãozinho. “Eu aprendi a me comunicar com você! Agora podemos trocar mais conhecimentos, sem ser somente por troca de emoções.”

O garoto percebeu como o Pokémon era inteligente. Será que todos os dragões são assim?

“Bem, vou buscar comida para você.” – Disse o garoto.

“Tudo bem amigão!” – Respondeu Bagon. – “Estou esperando!”

Simon se levantou, e seguiu em direção à cidade, pronto para mais um de seus assaltos. Não demonstrava, mas irradiava felicidade. Finalmente seu Pokémon poderia comunicar-se com ele.

--X--

Setembro do ano 1865, Rota 33, Johto.

Simon voltou correndo para seu esconderijo. Uma matilha de Growlithes corria atrás dele. Um dono de loja o viu roubando, e acionou a polícia, que soltou os cães. Felizmente, ele conseguiu chegar a clareira são e salvo. Seu Pokémon esperava por ele faminto. Dessa vez, conseguiu carne de porco junto com alguns legumes e vegetais. Fez a fogueira, preparou a comida, e quando ficou pronta, deu-a para Bagon, que aceitou agradecido. O dragão devorou-a instantaneamente.

“Bagon, precisamos ir embora.” – Simon começou a discussão.

“Por quê?” – Perguntou o dragão. – “Essa clareira é tão aconchegante, e eu ainda sinto medo do mundo lá fora.”

“Eu já estou conhecido pelos roubos de comida na cidade”. – Respondeu o garoto. – “Growlithes me atacaram, e quase fui pego. Nosso tempo por aqui já se esgotou. Devemos partir. Vamos em direção a Union Cave, nela pegamos a direção da rota 32, que será nosso novo lar. Eu posso fazer assaltos à cidade de Violet. Você não pode ser visto, pois logo irão me detectar como cavaleiro de dragão, e eu terei que entrar para a ordem dos Cavaleiros, o que eu não quero.”

“Tudo bem amigão...” – Disse o dragão. – “Nós vamos... Mas porque você não quer entrar para a ordem? De acordo com o que você me falou nesses últimos dias, lá seremos bem tratados, teremos comida à vontade!”

“Tenho meus motivos. Vamos andando, no caminho te conto.”

--X--

Outubro do ano 1865, Rota 32, Johto.

Tudo ia bem na Rota 32. Bagon e Simon haviam se estabelecido numa mini caverna ao lado das Ruínas de Alph. Sempre que necessitavam comida, o garoto assaltava armazéns em Violet. Não sabia como havia desenvolvido essa habilidade de assaltar tão furtivamente, e ninguém percebê-lo. Entretanto, logo notícias chegarão de Azalea sobre um garoto que furtava armazéns, e farão a ligação de que é a mesma pessoa. Então, teria que executar seu plano logo.

No meio do caminho para a rota 32, Simon contou a seu parceiro o porquê do ódio a todo ser humano. Como foi jogado na rua, sem ajuda de ninguém, largado para a morte. Como Bagon ainda havia pouca experiência de vida, absorveu toda a raiva de seu dono para si. Tudo que afligia humano afligia criatura. Ambos tinham, agora, um mesmo objetivo: a vingança.

O plano de Simon não era nada simples: como ninguém sabia que havia um novo Cavaleiro, ele devia agir às escuras. Treinaria Bagon arduamente, até que ele evoluísse e se tornasse um Salamence. Assim que isso acontecesse, voaria até Unova, que na verdade ficava a oeste de Orre e iria até Nimbasa City, que é onde fica a ordem da sede dos Cavaleiros. Lá, teria que agir muito discretamente. Queria assassinar o líder da ordem, Orrin, que também é o presidente continental de Unova, e seu dragão, um Dragonite. Fazendo isso, conseguiria tomar posse da região e de boa parte do mundo Pokémon, já que os cavaleiros são a maior força existente no planeta.

Como conseguiria ir para a torre dos Cavaleiros, fortemente vigiada, sem chamar atenções e assassinar seu líder, não sabia. Caso tudo desse errado, voaria para longe junto de seu Pokémon.

Lembrou-se da hierarquia no mundo. Em cada continente há o presidente continental: no caso de Unova, Orrin, que também é o líder dos cavaleiros. E, existe o presidente mundial, que é a figura que controla tudo: a pessoa mais importante no globo terrestre. E ele era seu maior alvo. Depois de derrubar os Cavaleiros, extinguir os pokémons dragões, sobrando apenas seu Salamence, iria atrás do rei do mundo, assassiná-lo, e torna-se o rei do mundo. Ninguém sabe de onde o rei mundial governa, é uma informação extremamente sigilosa, porém, tendo acesso aos arquivos dos cavaleiros, poderia obter tal informação.

Agora, focou-se no treinamento de Bagon. Praticava contra seu Pokémon todos os dias, tornando-o mais forte, fazendo-o ficar mais perto da evolução.

Depois de um longo e árduo dia de treino, sentaram-se juntos em sua caverna, e dormiram tranquilos. O começo do plano da dominação mundial estava para começar.


Última edição por Arcanine-arcanon em Seg 25 Mar 2013 - 14:31, editado 1 vez(es)
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Aephus em Ter 19 Mar 2013 - 22:45

Ooooopaaaaaaaaaaaaaa! Primeiro capítulo contando a versão Pokémon da conspiração de Galbatorix! Só falta agora chamar Bagon de Shruikan hehe

Meu amigo, adorei esse começo inusitado! Realmente, a interação que você fez com os dois mundos, Eragon e Pokémon, tá excelente! O único problema que posso deduzir aqui será a possível alusão à imensa jornada de Eragon pelo continente de Alagäesia (o que demorou 4 livros para terminar tudo) e por isso, creio eu que a história será bem longa... a não ser que você apenas coloque os pontos principais.

Por fim, não avaliarei erros gramaticais ou sintáticos, mas percebi que há uma falta de coordenação entre algumas frases no texto. Então, sugiro que você use mais conjunções para unir melhor o contexto.

Estarei esperando ansiosamente pelo próximo capítulo!
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Hyurem em Qua 20 Mar 2013 - 14:46

Gostei bastante da ideia de juntar o universo pokémon com o dos livros do ciclo da herança. Parece algo que deve funcionar.
Legal começar a história contando o lado do que parece ser o antagonista.

Mas, nessa história de de cada treinador possuir só um pokémon há um problema: os pokémons que evoluem por troca.

Bem, é isso! Boa sorte com sua fan fic! Smile
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Yoshihime em Qua 20 Mar 2013 - 15:22

Começo dizendo que nunca li Eragon, até ganhei o primeiro livro de uma tia no natal, mas não é minha prioridade no momento. Mas mesmo assim me interessei pela fanfic, está bem diferente do tradicional, acompanharei. Interessante, dessa vez o protagonista é motivado por vingança, acabando por se tornar um vilão? Quem sabe.

A narração está excelente, acho que se aumentar pode ficar cansativo para o leitor. Mas você avisou isso no início...

Não vou ficar apontando erros, mas você comeu algumas letras "u" em alguns verbos escrevendo coisas com "acho" no lugar de "achou", nada que comprometa o entendimento.

Sucesso para a fanfic.
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Weird von Gentleman em Qua 20 Mar 2013 - 16:46

Olá Arcanon,

Tens uma visão muito interessante sobre como criar um vilão, deixa-me que te diga. Esta história de um pobre rapaz abandonado ser escolhido por um Pokémon dragão, que faz toda a diferença, não é uma novidade, mas é uma maneira interessante de contar a história de um possível vilão. Contudo, talvez devido à tua tenra idade, caíste nalguns lugares comuns (clichées) que tiram toda a energia ao texto, nomeadamente ao nível da comunicação entre "treinador" e Pokémon e com a magnificação do facto de um pobre miúdo ser escolhido de um momento para o outro, por um raríssimo Bagon. Sinceramente, eu estava à espera que não fosse dragão coisa nenhuma e que fizesses algo completamente novo a partir daí...

Acho que o prólogo está muito bem estruturado e que dá logo uma impressão do que vai acontecer a seguir, mas como te disse, acho que te deixaste cair muito naquela coisa do miúdo que não vale nada e passa a herói, por um golpe de sorte demasiado divina. Talvez consideres dar umas voltas às próximas parte, de maneira a criar mais suspense e adrenalina no leitor, porque seguramente é isso que vai fazer com que os membros sigam a tua história.

Continuação de boa escrita! cheers
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por DarkZoroark em Qui 21 Mar 2013 - 6:09

Olá Arc
Agradou-me muito o seu primeiro capítulo. Foi bem interessante a ideia de um cross-over - não sei se é o termo certo - entre Pokémon e Eragon. Sempre gostei dessa série de livros e da trama por trás dela.
Ao que parece - e como o Aephus já disse - a primeira parte da história será a conspiração do Galbatorix do mundo Pokémon. Achei interessante a escolha do Bagon/Salamance para ser o dragão dele. Tinha imaginado - e calculo que não fui o único - Que seria um Deino/Hydreigon. Mas enfim, esta ideia de ele se tornar o governante do mundo é algo bem legal. Acho meio difícil de acreditar que existiria um título desses, mas enfim...
Gostei da trama de que um simples garoto de rua que torna-se - no caso tornará-se - o líder de uma nova ordem mundial por simples vingança. Mas isso remete a um fato interessante da psicologia humana. Temos a tendência de acharmos que somos o indivíduo mais infeliz do mundo e que todos os outros tendem a se divertir com nosso infortúnio, mas nunca tentamos entender o outro lado da história. Certo que não dar qualquer auxílio a um garoto de rua é algo ruim, mas algo muito pior poderia ter ocorrido. Vou deixar de divagar sobre isso e voltar ao enredo da sua fic.
Apreciei o fato de que as regiões dos spin-offs aparecerão em sua fanfic. Fazia muito tempo em que não havia sequer uma citação a elas - o que é algo bem triste, já que podem ser aproveitadas tão bem ou até melhor do que as de jornadas.
Erros eu não achei nenhum, mas não quer dizer que não existam. Sua escrita é realmente muito boa, dando uma visão clara do que acontece sem perder a simplicidade que agrada aos leitores.
Vou deixar meu comentário por aqui. Aguardo pelo seu segundo capítulo, ninja
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Kyun em Qui 21 Mar 2013 - 21:57

Hi Arc!

Adorei o tema da Fic. Gosto bastante de Eragon, apesar de não ter tido a oportunidade de ler os livros da saga ainda.

O bom de não ser do tipo clichê de aventuras, não é nem que eu não goste. Só que acho que as Fics desse gênero devem se prolongar bastante na maioria dos casos, e torna-se uma coisa meio chata...
Mas a sua não. Me pareceu muito interessante, e me deu vontade de ler mais.

Acho que com o passar do tempo, Simon vai mudar de ideia... Ou não... Não sei dizer. xD

Enfim, espero ansioso o próx. cap.
Boa sorte com a Fic. ^^
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Arcanine-arcanon em Ter 26 Mar 2013 - 20:28

E ai pessoal. Very Happy Como prometido, os capítulos serão semanais, então aqui está o novo capítulo. Queria agradecer muito a todos os comentários, vocês me fazem continuar querendo escrever Fics sempre. Vou responder comentário por comentário, como sempre faço:

@Aephus escreveu:Ooooopaaaaaaaaaaaaaa! Primeiro capítulo contando a versão Pokémon da conspiração de Galbatorix! Só falta agora chamar Bagon de Shruikan hehe

Meu amigo, adorei esse começo inusitado! Realmente, a interação que você fez com os dois mundos, Eragon e Pokémon, tá excelente! O único problema que posso deduzir aqui será a possível alusão à imensa jornada de Eragon pelo continente de Alagäesia (o que demorou 4 livros para terminar tudo) e por isso, creio eu que a história será bem longa... a não ser que você apenas coloque os pontos principais.

Por fim, não avaliarei erros gramaticais ou sintáticos, mas percebi que há uma falta de coordenação entre algumas frases no texto. Então, sugiro que você use mais conjunções para unir melhor o contexto.

Estarei esperando ansiosamente pelo próximo capítulo!

E ai, obrigado pelo comentário. Eu pensaria em Simon mais em Murtagh do que em Galbatorix. Smile Ops, falei demais. kkk Aham, deu bastante trabalho pra pensar em cada coisinha que eu poderia unir do Pokémon ao Eragon. Tipo, eu vou tomar rumos diferentes dos livros, então vai ser bem menor, e eu vou compactar um pouco, ai não vai ficar tão grande, só os capítulos serão bem grandinhos. Obrigado pela dica, vou tentar melhorar nisso. E obrigado pelo seu comentário, volte sempre!

@Hyurem escreveu:Gostei bastante da ideia de juntar o universo pokémon com o dos livros do ciclo da herança. Parece algo que deve funcionar.
Legal começar a história contando o lado do que parece ser o antagonista.

Mas, nessa história de de cada treinador possuir só um pokémon há um problema: os pokémons que evoluem por troca.

Bem, é isso! Boa sorte com sua fan fic! Smile

Opa, obrigado pelo comentário. :') Aham, na verdade o Simon é meio que o antagonista e protagonista, haverá outro protagonista mais há frente. Pois é, pensei nisso da troca, mas vou inventar diferentes meios para eles evoluírem. Obrigado pelo comentário, volte sempre!

@Guillerjo escreveu:Começo dizendo que nunca li Eragon, até ganhei o primeiro livro de uma tia no natal, mas não é minha prioridade no momento. Mas mesmo assim me interessei pela fanfic, está bem diferente do tradicional, acompanharei. Interessante, dessa vez o protagonista é motivado por vingança, acabando por se tornar um vilão? Quem sabe.

A narração está excelente, acho que se aumentar pode ficar cansativo para o leitor. Mas você avisou isso no início...

Não vou ficar apontando erros, mas você comeu algumas letras "u" em alguns verbos escrevendo coisas com "acho" no lugar de "achou", nada que comprometa o entendimento.

Sucesso para a fanfic.

Oi, valeu pelo comment. Leia Eragon, é muito bom, você se prende na leitura. Vingança foi o melhor motivo que eu consegui achar kkk mas o Galbatorix no livro também é motivado por vingança, ai eu me inspirei nisso. Infelizmente, vou ter que aumentar um pouquinho a narração nesse capítulo, mas terão mais falas e uma batalhazinha no final, então não será tão entediante. Obrigado pelo comentário, volte sempre!

@Weird von Gentleman escreveu:Olá Arcanon,

Tens uma visão muito interessante sobre como criar um vilão, deixa-me que te diga. Esta história de um pobre rapaz abandonado ser escolhido por um Pokémon dragão, que faz toda a diferença, não é uma novidade, mas é uma maneira interessante de contar a história de um possível vilão. Contudo, talvez devido à tua tenra idade, caíste nalguns lugares comuns (clichées) que tiram toda a energia ao texto, nomeadamente ao nível da comunicação entre "treinador" e Pokémon e com a magnificação do facto de um pobre miúdo ser escolhido de um momento para o outro, por um raríssimo Bagon. Sinceramente, eu estava à espera que não fosse dragão coisa nenhuma e que fizesses algo completamente novo a partir daí...

Acho que o prólogo está muito bem estruturado e que dá logo uma impressão do que vai acontecer a seguir, mas como te disse, acho que te deixaste cair muito naquela coisa do miúdo que não vale nada e passa a herói, por um golpe de sorte demasiado divina. Talvez consideres dar umas voltas às próximas parte, de maneira a criar mais suspense e adrenalina no leitor, porque seguramente é isso que vai fazer com que os membros sigam a tua história.

Continuação de boa escrita! cheers

Obrigado pelo comentário. Bem, o Simon tinha que ser escolhido por um dragão, porque senão a história da Fic seria totalmente diferente, ele não seria um Cavaleiro. Mas talvez eu tenha "enclichêzado" mesmo, um garoto que só se ferra consegue algo tão raro e agora fica tudo bem... Obrigado pelas dicas e obrigado pelo comentário!

@DarkZoroark escreveu:Olá Arc
Agradou-me muito o seu primeiro capítulo. Foi bem interessante a ideia de um cross-over - não sei se é o termo certo - entre Pokémon e Eragon. Sempre gostei dessa série de livros e da trama por trás dela.
Ao que parece - e como o Aephus já disse - a primeira parte da história será a conspiração do Galbatorix do mundo Pokémon. Achei interessante a escolha do Bagon/Salamance para ser o dragão dele. Tinha imaginado - e calculo que não fui o único - Que seria um Deino/Hydreigon. Mas enfim, esta ideia de ele se tornar o governante do mundo é algo bem legal. Acho meio difícil de acreditar que existiria um título desses, mas enfim...
Gostei da trama de que um simples garoto de rua que torna-se - no caso tornará-se - o líder de uma nova ordem mundial por simples vingança. Mas isso remete a um fato interessante da psicologia humana. Temos a tendência de acharmos que somos o indivíduo mais infeliz do mundo e que todos os outros tendem a se divertir com nosso infortúnio, mas nunca tentamos entender o outro lado da história. Certo que não dar qualquer auxílio a um garoto de rua é algo ruim, mas algo muito pior poderia ter ocorrido. Vou deixar de divagar sobre isso e voltar ao enredo da sua fic.
Apreciei o fato de que as regiões dos spin-offs aparecerão em sua fanfic. Fazia muito tempo em que não havia sequer uma citação a elas - o que é algo bem triste, já que podem ser aproveitadas tão bem ou até melhor do que as de jornadas.
Erros eu não achei nenhum, mas não quer dizer que não existam. Sua escrita é realmente muito boa, dando uma visão clara do que acontece sem perder a simplicidade que agrada aos leitores.
Vou deixar meu comentário por aqui. Aguardo pelo seu segundo capítulo, ninja

Olá e obrigado pelo comentário! Eu também pensei no Hydreigon, mas ele não seria exatamente o que eu queria. É, esse título é bem estranho! kkk Pensei no Dragonball, na saga de Piccollo acho (faz tempo que não leio os mangás) em que ele sequestra o governador mundial, algo assim. Eu adoro spin-offs, principalmente Pokémon xd, então vou tentar ao máximo incluir eles na Fic. Obrigado pelo comentário, volte sempre!

@Kyun escreveu:Hi Arc!

Adorei o tema da Fic. Gosto bastante de Eragon, apesar de não ter tido a oportunidade de ler os livros da saga ainda.

O bom de não ser do tipo clichê de aventuras, não é nem que eu não goste. Só que acho que as Fics desse gênero devem se prolongar bastante na maioria dos casos, e torna-se uma coisa meio chata...
Mas a sua não. Me pareceu muito interessante, e me deu vontade de ler mais.

Acho que com o passar do tempo, Simon vai mudar de ideia... Ou não... Não sei dizer. xD

Enfim, espero ansioso o próx. cap.
Boa sorte com a Fic. ^^

Olá agradeço o comentário! Recomendo Eragon, é muito bom. Fics de aventura são até legais por serem mais simples, mas tornam-se um pouco cansativas mesmo... Só que depende muito do autor se vai ficar clichê ou não, porque as vezes pode ser uma coisa bem chatinha, onde o personagem sai de cidade em cidade pegando insígnias, ou algo em que ele faz diversas coisas, e no meio disso pega insígnias. Sei não, Simon é bem cabeça dura, hein... Obrigado pelo comment, volte sempre!

Notas sobre o capítulo: ele está BEM grandinho, pode ficar meio cansativo em algumas partes. Recomendo parar na metade, descansar e voltar depois, pra não ficar chato. Se verem algum erro, falem nos comentários, não tenham preguiça! Bem, ai vai:


Capítulo 2 - União

Janeiro do ano 1866, Rota 37, Johto.

A cidade de Ecruteak estava imensa à sua frente. Finalmente, havia chegado. Depois de uma longa jornada da Ruins of Alph até lá, Simon só pensava em arranjar um bom lugar na rota para descansar. Iria procurar por um lugar nas redondezas, que fosse inabitado e confortável. Bagon havia evoluído, fruto de seu longo treinamento. Agora era um Pokémon quadrúpede, com uma carapaça cinza e só um pequeno pedaço do corpo para fora – na verdade, só os olhos. Shelgon.

Depois de um tempo na Ruins of Alph, assaltando a cidade de Violet, Simon também começou a ficar conhecido, e por pouco não é pego diversas vezes. Decidiu que era hora de partir de lá, arranjar outro lugar para continuar seu treinamento com Shelgon. Mas, dessa vez iria mais preparado. Assaltaria alguém na cidade – seu último roubo por lá – e pegaria todo seu dinheiro. Escolheu alguém que aparentava ter um bom status, e sua escolha foi certeira: conseguiu um ótimo dinheiro de um senhor, e poderia comprar comida em Ecruteak ao invés de assaltar.

Para que Shelgon passasse sem ser percebido na cidade, o garoto teve que passar com ele pelos caminhos que achava que não teria ninguém. Felizmente, tudo deu certo e ele conseguiu chegar à Rota 36, e em seguida na 37.

Procurou entre as árvores algo que pudesse abriga-los. Deu sorte, pois achou um pequeno espaço entre os galhos grande o suficiente para ambos, e com a grama macia e baixa, fazendo uma cama bem confortável. Assim que colocou seus poucos pertences num canto, viu que era hora de começar o treinamento diário com Shelgon. Chamou seu Pokémon:

“Vamos treinar?”

“Só se for agora!” – Respondeu o Pokémon carapaça.

O treinamento era simples: primeiro Simon distribuía vários socos em seu amigo, para testar sua defesa e um novo movimento, o Protect. Como sempre, Shelgon mostrava ter um escudo natural firme e forte. No fim do dia, o garoto sempre ficava com a mão dolorida por tal treino. Em seguida, o dragão deveria usar o ataque Zen Headbutt numa árvore. O golpe era sempre seguido de um forte estouro, mostrando que a força dele também estava ótima. Após isso era um treinamento de ataques a distância, onde o rapaz jogava galhos para cima, e de longe o dragão teria que acertá-los com o Dragonbreath.

Como sempre, Shelgon se mostrou eficiente em todo o circuito. Era incrível como o dragão demonstrava um grande progresso a cada treino. Dia após dia, ficava mais evidente que ele era um dos membros do mais poderoso tipo de Pokémons: o dragão. E cada ataque, cada golpe mostrava que sua evolução para Salamence estava mais próxima. Simon mal podia esconder sua felicidade quanto a isso.

Finalizado o treino, o garoto deu um pouco de água para seu Pokémon, que havia achado num riacho ali perto e colocado num cantil improvisado. Também ofereceu comida, resto do estoque que tinha guardado dos assaltos em Violet.

Era hora de fazer uma visita à Ecruteak, ver como estava a cidade, e se era para eles um local seguro para estabelecerem-se. Na única vez que foi à antiga cidade era bem pequeno, e por isso não se lembrava exatamente como era. Também queria saber onde ficavam os armazéns, não para assaltar, pois agora tinha dinheiro, e sim para comprar comida quando fosse necessário. Deixou Shelgon no esconderijo, que pacientemente concordou em esperar, e seguiu seu caminho.

Como estavam numa parte da rota que era bem colada com a cidade, o garoto não demorou a ver a entrada. Ecruteak era bem antiga, com casas no estilo de dojôs. Suas ruas eram largas, o que permitia que várias pessoas trafegassem ao mesmo tempo. Ao longe, viu duas torres: primeiro a Burned Tower, que antes era conhecida como Brass Tower, e que foi destruída por um grande incêndio de origem desconhecida. Diz a lenda que era ali que o pássaro lendário Lugia morava, mas nada concreto.

Viu também a Bell Tower, muito alta, com aproximadamente dez andares e o topo, onde se localizava um sino, que avisava aos moradores que a noite vinha chegando. Foi construída depois do incêndio na Burned, e lendas também dizem que se você tiver certos itens, o Pokémon lendário Ho-oh aparecerá.

Andando pelas ruas, Simon viu duas mercearias: ambas com bons preços, e com o dinheiro que tinha poderia ficar um bom tempo em Ecruteak sem ter que fazer assaltos. Viu também o ginásio Pokémon, onde seu líder era especialista em fantasmas. Quem dera a ele ter uma vida normal... Poder desafiar líderes de ginásio, ganhar insígnias, lutar contra a liga. Mas não. Sua vida era sua vingança. E tinha certeza de que a conquistaria.

Decidiu que era hora de voltar para a rota, já tinha passado tempo demais na cidade. Pegou a saída ao sul, que o levaria para onde Shelgon o esperava. Estendeu sua conexão mental buscando seu Pokémon: com sucesso, encontrou a mente de seu amigo:

“Estou voltando, tudo está normal na cidade. Como está ai?”

“Tudo bem.” – O dragão apressou-se a responder. – “Um Teddiursa acabou de passar pelo nosso esconderijo, e me desafiou a um duelo. Pobrezinho, perdeu feio!”

“Assim que se faz.” – Disse Simon. – “Mas lembre-se, os inimigos que iremos enfrentar são muito mais que um simples ursinho de floresta. São dragões poderosos, que se equivalem a você em força. E eles estão em número muito mais alto, então todo cuidado é pouco. Entendeu?’”

“Sim amigão! Vou rasgar aqueles pintinhos que se acham dragões com meus dentes de Salamence!”

“Isso, assim que se fala! Já estou chegando, quando chegar continuaremos nossa conversa.”

E o garoto continuou andando. Ficou feliz em saber que seu Pokémon estava feliz com a chance de poder destruir todos aqueles dragões ridículos e seus Cavaleiros. Aqueles caras não eram Cavaleiros, na verdade. Ele era. E Shelgon era um dragão de verdade, um sedento por sangue, que quer destruição, feroz como dizem as lendas. Não aqueles pássaros gordos da ordem, que não se movem há décadas.

Tudo parecia bem por enquanto... Até que, de repente, sentiu uma pontada no estômago. Algo havia acontecido. Sua conexão mental com Shelgon o dizia isso. Seu amigo estava em perigo, podia sentir.

“Amigão, corra! Estou em apuros!” – Simon sentiu um grito em sua mente vindo de seu Pokémon.

Não... Não era possível. Alguém descobriu Shelgon! Isso acabava com todos seus planos de destruição. Correu o máximo que pôde. Tentou fazer comunicação, perguntou a Shelgon quem estava com ele. Nenhuma resposta. Quem quer que fosse, tinha feito algo a seu dragão. E ele não aceitava isso. Um incêndio podia matar seus pais, a sociedade podia rejeitá-lo, mas seu companheiro de vida não!

Finalmente, chegou à clareira. Um cenário revoltante estendeu-se em sua frente: em um canto, Shelgon estava caído, inconsciente. Em outro, um homem de cabelos grisalhos, trajando um terno preto sorriu para ele. Seus óculos quase caíram com o movimento. Ao seu lado, um pássaro metálico estava em posição de ataque, pronto para avançar a qualquer ordem de seu dono. Suas asas eram vermelhas por dentro, e unhas afiadíssimas acompanhavam suas garras. O garoto lembrou-se dele como Skarmory.

Correu para Shelgon. Pegou-o nos braços e viu que estava seriamente ferido. Seus olhos negros estavam fechados. Virou-se para o homem, que deu um sorriso largo, quase uma risada.

- Quem é você?! O que fez com o Shelgon, e o que quer com a gente?! – Simon gritou, chorando.

- Ora, ora. – Disse o homem, que tinha uma voz gelada e penetrante. – Temos aqui um Cavaleiro com seu dragão. E porque você ainda não se apresentou à ordem, jovenzinho? Sabia que todo humano que se une a um dragão deve imediatamente apresentar-se a ela? Você pode ter sérios problemas. O que faz aqui?

- Isso não importa para você! Apenas deixem-nos em paz! – Retrucou o garoto.

- Bem, pela raiva que emana de você e de seu Shelgon, suponho que você não goste da ordem dos Cavaleiros, senão já teria se juntando a ela. Eu também não gosto. Deixe-me contar uma historinha. – Respondeu o homem, que se acomodou em um tronco. – Em Unova, há uma equipe chamada Reborn. Sim, antes que pergunte, eu faço parte dela. Nós unimos forças para acabar com a ordem dos Cavaleiros. Uma vez que ela esteja acabada, sendo a maior força do mundo, nós teremos o comando do planeta. Entretanto, não temos força suficiente para confrontá-los. Precisamos de alguém que os conheça... Que saiba quais são seus pontos fortes. Um cavaleiro que esteja disposto a nos ajudar. Desde então, nosso líder envia membros da equipe para todos os continentes, procurando um novo Cavaleiro que simpatize com nossa causa.

O homem olhou para Simon como se fizesse uma pergunta, e o garoto logo entendeu isso. Enquanto vinha de Violet para lá, ele esteve pensando que vencer toda a ordem sozinho seria impossível, e seu plano estava destinado ao fracasso. Mas, com a ajuda de uma equipe como a que esse homem falava, ele tinha uma grande chance de ter sucesso.

- Bem, acho que você já entendeu o que eu quero de você. – Disse o homem. – Ah, claro. Desculpe-me pela minha falta de educação. Meu nome é Baldwin. – Em seguida, ele afagou seu pássaro de metal, que respondeu um pequeno grasnido. – E esse é meu velho companheiro, Skar. Eu gostaria de saber seu nome... E se você gostaria de unir-se a nós.

Simon olhou para ele. Não parecia estar mentindo. Seu rosto passava uma confiança que não deixava aquilo ser uma mentira. O rapaz ia aceitar, com certeza. Mas antes faria um drama para mostrar que era durão.

- Meu nome é Simon... E não posso aceitar. Não enquanto Shelgon estiver ferido desse jeito.

O homem mexeu em seu bolso, pegou um frasco e jogou para o garoto.

- É uma poção. Dê para seu Pokémon e ele ficará bem. – Disse.

Simon apressou-se em abrir, e passar o líquido verde e gosmento na carapaça ferida de Shelgon. A agonia que o Pokémon parecia sentir melhorou, e seus machucados começaram a cicatrizar. Ainda estava desacordado, mas logo iria voltar.

- Então...? – Perguntou Baldwin.

- Preciso falar com Shelgon antes. Vamos espera-lo acordar.

- De acordo.

Skar deitou-se na grama, e começou a cochilar. Baldwin pegou uns papéis e começou a fazer algumas anotações. Simon olhava frequentemente para seu Pokémon, esperando melhoras. Uma hora deve ter se passado quando Shelgon começou a se mexer. Abriu os olhos e viu seus agressores. Tomou um susto, sentindo um conjunto de raiva e medo.

“Acalme-se, eles são amigos.” – Disse Simon no contato mental ao sentir o pavor de seu amigo.

“Amigão, foram eles quem me machucaram! Temos que derrotá-los, eles nos viram!” – Gritou Shelgon, ainda com medo.

Pacientemente, Simon explicou tudo que aconteceu a seu companheiro. Lentamente, o dragão foi se acalmando, mas seu treinador ainda sentia um pouco de raiva dentro dele. Logicamente, pois depois de sofrer uma agressão daquelas, os agressores não passarão a ser amigos em questão de segundos. Mas, o mais importante agora não era aquilo.

Baldwin observava-os atentamente. Sabia que se comunicavam mentalmente. Não era só Cavaleiros e dragões que tinham essa comunicação, qualquer Pokémon de qualquer tipo tem isso com seu parceiro. O homem calculou que eles decidiam se iriam unir-se a equipe Reborn ou não. Os dois não sabiam, mas só tinham essa escolha. Era isso ou a morte.

“Então, devemos ou não?” – Perguntou Simon a seu companheiro.

“Não sei... Não gostei muito desses caras.” – Respondeu o dragão.

“Shel, essa é nossa única chance! Se queremos depor a ordem, devemos nos unir a eles! São fortes, podem nos ajudar. E assim que você evoluir, irá se tornar muito poderoso, e juntos podemos derrotar os Cavaleiros.”

“Então tudo bem... Mas eu vou ficar de olho naquele pássaro metálico.” – Disse o dragão, enquanto olhava para Skarmory, que retribuiu o olhar.

- Muito bem. – Anunciou o garoto. – Nós nos juntamos a vocês. Mas queremos saber seus planos, e tal... Enfim, que nos coloquem por dentro de tudo.

- Ótima escolha, rapaz. – Disse Baldwin, contendo sua felicidade. A equipe teria um Cavaleiro para ajudá-los. – Pois bem. Acomode-se, vou lhe contar nossos planos.

Então o homem de terno começou a contar sobre a equipe. Foi fundada por um homem chamado Adam e seu Manectric. Ambos discordavam de como o mundo Pokémon era governado, e por isso queriam assumir o poder. Recrutaram membros que simpatizavam com sua causa e fundaram a Reborn. Entretanto, mesmo com o exército que conseguiram formar, ainda não tinham força suficiente para combater a ordem. Precisavam de alguém cujo poder se compare com quem eles estavam prestes a enfrentar. Por isso, Adam enviou vários membros a diversos continentes, com intuito de achar um Cavaleiro que quisesse ajudá-los. A busca foi mal sucedida, e eles continuavam procurando. Assim que conseguissem o que precisavam, iriam marchar de Castelia, onde se situava a base principal da equipe, para Nimbasa, lugar onde a ordem governa Unova. Eles tinham o mesmo pensamento de Simon: uma vez que os Cavaleiros fossem derrubados, o mundo seria de quem os derrubou, pois eram a maior força do planeta, que ajudava o presidente mundial a governar.

- Nós também temos a vantagem do ataque surpresa. – Continuou Baldwin. – A existência de nossa equipe é extremamente sigilosa, nossa base em Castelia é muito bem escondida. Agora, vamos a parte mais importante do plano: onde você se encaixa. – O homem deu uma pausa. – O presidente Orrin, líder da ordem e presidente continental de Unova fica na parte mais alta da torre da base deles. Raramente ele sai de lá, então a menos que o azar sorria para nós, o encontraremos em seu posto quando invadirmos Nimbasa. Você deve furtivamente entrar com Salamence pelo espaço reservado ao Dragonite dele, o que lhes dará acesso a seus aposentos. Travem a batalha que for, mas matem o desgraçado! Enquanto isso, nós estaremos na base da torre deles, lutando contra o exército, que estará enfraquecido, pois não sabe de nosso ataque.

Simon viu que seu Pokémon entendia tudo que lhes era explicado, mas ele não conseguiu absorver todas aquelas informações. Pelo que parece, seria a pessoa mais importante do plano, então não poderia falhar, a menos que quisesse condenar todos ao fracasso. Era um peso muito grande para um garoto de apenas 14 anos como ele... Mas sabia que tinha que lidar com isso e derrotar todos seus inimigos, caso quisesse sua vingança.

- Tudo bem... – Respondeu o garoto. – Mas e agora? Digo, Shelgon ainda não é um Salamence, ou seja, ainda não pode voar e nós não podemos ir para Unova ainda. Ficaremos aqui até que ele conclua seu treinamento e evolua, podendo voar para lá?

- Há uma base da Reborn em Johto na cidade de Mahogany. Iremos para lá, treinaremos o Shelgon e enviaremos uma mensagem a Adam para que ele saiba que um Cavaleiro foi achado e se dispõe a nos ajudar. Assim que seu dragão evoluir, voaremos para Unova, onde o plano será iniciado. – Baldwin levantou-se, acompanhado de seu pássaro metálico. – Então, o que estamos esperando? O tempo é precioso, vamos andando.

--X--

- Como as pessoas na rua não estranharam você? – Simon perguntou a seu novo companheiro de aventura.

- Eu? Não tem nada de errado em uma pessoa com seu Skarmory. As ações da Reborn não são conhecidas, como te expliquei antes. As pessoas achariam estranho se vissem seu Shelgon, pois um Pokémon dragão é algo extremamente raro, uma coisa que uma pessoa comum nunca viu, e se estivesse fora da ordem seria pior ainda. Mas como viram você sem nenhum Pokémon, não havia nada estranho. – Baldwin respondeu.

Eles estavam na rota 42, o caminho de Mahogany. Para passar por Ecruteak, Baldwin dera uma mochila enorme que carregava consigo, onde Simon colocou Shelgon, deixando um pequeno buraco para o Pokémon respirar, assim nenhuma pessoa viria seu Pokémon dragão. Entretanto, acabou sobrando para Skarmory levar o Pokémon carcaça, pois nenhum dos humanos teria força suficiente para carregar algo de 110 kg, que era o peso de Shelgon. Chegando na Rota 42, eles deram uma parada, pois o pássaro metálico estava exausto. Sentaram num lugar onde poderiam descansar, e ficaram conversando.

Estavam sentados ao lado de um rio que passava pela rota. Seus Pokémons estavam dormindo. Shelgon logicamente não estava à vista, dormia dentro de uma barraca que Baldwin carregava consigo, então se alguém passasse por eles, não veria o dragão.

Simon percebeu que seu Pokémon se sentia incomodado em ter que ficar se escondendo, mas entendia que era necessário. Por enquanto sua existência não podia ser revelada. O garoto também percebeu outra coisa: a inteligência de Baldwin. Ao conversar com ele, via que o homem conhecia muitos assuntos, tinha respostas para praticamente todas suas perguntas. O deixava curioso saber como ele foi parar numa equipe de criminosos.

- Vamos, falta pouco para chegarmos a Mahogany. – Disse Baldwin, levantando-se. Certo tempo já havia se passado, e Skarmory havia recuperado sua força. Realmente, faltava bem pouco para chegarem ao destino, mas Shelgon era realmente muito pesado, e Skar teria que ter todas as forças para fazê-lo.

Arrumaram as coisas e Shelgon entrou na mochila, que foi colocada nas costas do pássaro. Continuaram a caminhada. Enquanto Simon e Baldwin iam andando, Skarmory voava um pouco acima deles, vendo o que poderiam encontrar a frente. Não demorou muito e o garoto viu uma grande montanha, conhecida como Mt. Mortar. Eles não teriam que passar por ela, pois havia um caminho onde a rota continuava, e o monte ficava de lado.

Em pouco tempo, Mahogany ficou a vista. Uma pequena cidade, com casas compactas, em sua grande maioria de um andar. Um centro Pokémon situava-se no meio das ruas, e um ginásio onde o líder usava Pokémons do tipo gelo também estava ali. Na saída ao norte da cidade estava o Lake of Rage, onde alguns boatos diziam que morava um Gyarados vermelho.

Dentro da cidade, seguiram em direção a uma casa ao norte do centro Pokémon. Porém, enquanto chegavam mais perto, Simon viu que era uma loja de souvenir, não uma casa. Entraram nela. Por dentro, era uma loja normal: vendia alguns itens que normalmente não eram vendidos no market, compravam uns raros também... A loja estava vazia, além do homem atrás do balcão. Simon viu que não era uma simples loja de souvenir quando Baldwin falou com o vendedor:

- Bom dia Keller. Abra, por favor.

O vendedor, que parecia um simples homem trajando um macacão verde, fez que sim com a cabeça e tirou um quadro do lugar. Atrás dele, havia uma máquina, com números de 0 a 9, mostrando que ali seria digitada uma senha. Apressou-se a apertar vários números. Um móvel moveu-se, fazendo uns itens nas prateleiras balançarem.

- Uau! – Exclamou Simon. Assim que os móveis se mexeram, uma escada que levava para o subsolo surgiu. O garoto não via onde acabava, pois era escuro. Baldwin puxou-o, levando em direção à escada.

- Apresse-se a fechar quando descermos. – Seu companheiro falou para o vendedor, que Simon já concluíra que fazia parte da Reborn.

Quando entraram, o porão por onde se abria a escada fechou, e tochas acenderam-se sozinhas. A escadaria descia metros abaixo, sendo que a saída não podia ser vista. Baldwin ia à frente, seguido por Skarmory que carregava a mochila com Shelgon, e depois Simon.

- Bem vindo ao quartel general da Reborn em Johto. – Disse Baldwin. – Essa escadaria vai nos levar para lá. Nós só podemos ativar o mecanismo que libera a passagem secreta quando não tem ninguém na loja. Demos sorte que não tinha ninguém agora, pois normalmente as pessoas demoram bastante. Você conheceu Keller, que além de ser um vendedor de itens é o porteiro do quartel.

Finalmente, Simon viu uma luz no fim da escadaria. Estavam chegando perto.

- Nós não podíamos arriscar construir perto do solo, pois algum curioso que estivesse cavando por ai poderia nos descobrir. Logo, tivemos que ir bem fundo, para não haver chances de nos descobrirem.

A primeira coisa que Simon viu ao chegar foi uma sala pequena, totalmente branca, com poucos móveis, algumas poucas decorações e uma única porta, onde dois homens estavam um de cada lado dela, barrando qualquer suspeito. Ao verem Baldwin, saíram de frente da porta, liberando a passagem.

Após essa porta, uma sala ampla, com diversas portas e corredores para os lados. Várias pessoas corriam de um lado para outro. Uns acompanhados de Pokémons, outros não. Alguns ocupavam cargos importantes, de acordo com o trabalho que faziam, e uns tinham uma importância menor, pois executavam um serviço mais fácil. Todos solenes membros da Reborn, que se dedicavam a única causa de derrubar a ordem dos Cavaleiros.

Baldwin seguiu por um corredor longo e amplo, parecendo ir até o final do esconderijo. Algumas pessoas paravam e cumprimentavam-no, murmurando palavras como “olá chefe” e “bem vindo de volta”. Uns poucos perguntavam quem era aquele garoto, e ele apenas dizia que era um novo recruta, e que seria apresentado mais tarde.

Pelo visto, chegaram ao destino, pois o corredor tinha seu fim, apenas com uma porta. Em cima dela, lia-se uma placa “Líder da equipe Reborn em Johto”. Simon passou por ela, sendo seguido de seu novo amigo. A sala em que chegaram era grande e confortável. Um imenso sofá estendia-se num canto dela. Uma cama também estava ali por perto. Também havia uma mesinha de vidro, com três poltronas de couro, e uma escrivaninha com um computador de última geração. Uma cesta decorada e aparentemente confortável, destinada a Skar, encontrava-se em um dos cantos da sala.

Após todos entrarem, Baldwin trancou a porta e sentou-se no sofá, fazendo uma indicação para que Simon se sentasse, que logo o fez, sentando-se em umas das poltronas de couro. Skarmory deixou a mochila com Shelgon no chão e deitou-se em sua cesta, recuperando as energias gastas ao carregar todo o peso do dragão. O Pokémon carapaça saiu da mochila, com um salto, mostrando uma enorme felicidade de poder sair dali. Acomodou-se no chão perto de seu treinador.

“E então amigão, tudo bem?” – Simon perguntou a seu Pokémon.

“Aquela mochila era muito apertada! Finalmente pude sair dela, que alívio.” – Respondeu o dragão. – “Preste atenção, Baldwin parece querer falar com você. Também estarei atento ao que ele dirá.”

- Acho que você já percebeu que eu sou o líder desse quartel. – Disse o homem.

- Sim. – Respondeu o garoto, pois já era óbvio, devido aos cumprimentos exaltando o líder, e a placa em cima da porta de entrada.

- Todo continente tem uma base da Reborn, com um líder, sendo a base principal Unova. Eu lidero Johto. Cada líder tem a função de manter o segredo da equipe, não deixando escapar nenhuma informação sobre nós. Também temos a tarefa de procurar diariamente por um Cavaleiro, coisa que pelo visto eu fui o único que consegui fazer.

Depois das últimas horas, coisas como essa não eram novidade para Simon. Tudo virou uma bagunça em sua vida nesses últimos meses. Enquanto seu amigo falava, ele mostrava que entendia com um movimento de cabeça.

- Agora, te darei algumas instruções sobre sua permanência aqui. Todo membro que chega a um quartel é apresentado a todos pertencentes dele na sala de eventos. Sim, você já ira se apresentar como Cavaleiro. Será uma surpresa enorme para todos, ficarão muito felizes que finalmente poderemos dar início ao nosso ataque... Mas enfim, você ficará aqui até que Shelgon evolua, e quando isso acontecer, irá para Unova. Lá, nossas tropas se prepararão, os quartéis nos outros continentes também irão para lá, e nós tomaremos a ordem. O treinamento aqui será rigoroso, vocês lutarão contra oponentes fortíssimos, então será um ótimo aprendizado para vocês. Também vou me comunicar com Adam sobre você, ele ficará muito satisfeito.

Aquele turbilhão de informações era uma loucura na cabeça do garoto. Ele virou alguém realmente tão importante assim? A Reborn nunca havia se mostrado, e agora iria se preparar para um ataque em massa tão grande somente porque ele havia aparecido? Então o poder de um Cavaleiro é tão grande assim? Olhou para Shelgon, deitado do seu lado. Pelo visto, ele tinha um potencial enorme, muito maior do que Simon pensava. Por enquanto estava escondido, mas assim que evoluísse viria à tona.

Baldwin pegou o telefone, discou um número qualquer, e começou a falar:

- Prepare um quarto para um novo recruta, venha até minha sala e conduza-o até lá. Traga seu Pokémon, temos uma bagagem pesada. – Após isso desligou e virou-se para Simon. – Um membro irá te levar até seu quarto. Shelgon irá na mochila, será levado por um Mamoswine. Enquanto você não é apresentado, melhor ele ficar escondido. Se alguém perguntar se você tem um Pokémon, diga que não. Assim que estiver em seu quarto, não saia de lá até eu te chamar.

Alguém bateu na porta da sala, provavelmente a pessoa que iria conduzir Simon até seu quarto. Shelgon percebeu que era momento de agir e entrou na mochila. O garoto rapidamente fechou-a, para que não vissem o que havia nela. Baldwin deu uma ordem para que o membro entrasse, e assim foi feito. Era um homem baixinho, com cabelos penteados no estilo índio, usando o que parecia ser o uniforme da equipe: uma blusa vermelha e branca com um short preto. Do lado de fora da sala, um mamute esperava. Tinha presas de marfim enormes, um focinho bem grande, pelos marrons e um rosto azul. Era o Mamoswine que Baldwin havia mencionado, provavelmente o companheiro de vida daquele estranho homem.

- Senhor, o quarto do novo recruta está pronto. – Disse o homem.

- Conduza-o até lá. Mamoswine levará a mochila. – Disse Baldwin, apontando para onde Shelgon se escondia. – Ah, e Kim... Não é da importância de ninguém o que há dentro dela. De maneira nenhuma a abra. E não deixe que ninguém incomode nosso novo amigo enquanto ele está em seu quarto.

- Entendido senhor!

Fazendo um grande esforço, Simon levou a mochila para fora, onde Mamoswine pegou-a com sua presa, e colocou-a em suas costas. O mamute tomou um susto, pois provavelmente achou que aquilo seria leve, mas o peso era enorme. Só que, depois disso, aquele Pokémon enorme não teve problemas para carregá-la, devido sua enorme força.

Kim conduziu o garoto até onde acabava aquele imenso corredor, passou por alguns membros da Reborn e continuou em frente. Enquanto andavam, Simon ia se surpreendendo com o esconderijo: debaixo do solo e era muito amplo. Tinha espaço para qualquer Pokémon neles, provavelmente para nenhuma criatura grande como Mamoswine ter dificuldade de locomoção. E eram muitos os membros naquele quartel, com seus Pokémons, então juntando aos quartéis de outros continentes, e o principal, Unova, era muita gente... Eles iriam esmagar os Cavaleiros!

Simon lia algumas placas que via enquanto passava, e seu guia explicava-o o que eram. Em uma estava escrito “sala de reuniões”. Ali era onde Baldwin unia-se com outras pessoas importantes do quartel e tomava as medidas corretas. Viu também um lugar com uma porta enorme de puxar, onde estava escrito “sala de eventos”. Era onde novos membros eram apresentados, planos eram definidos. Kim explicou que era uma sala gigante, onde cabiam todos os membros do esconderijo. Passaram pelos quartos dos dois sub-líderes do quartel, que, como Baldwin explicou-o antes, eram sua mão esquerda e sua mão direita.

Em uma placa em cima de uma porta qualquer, lia-se “campo de batalhas”. Kim explicou-o que era ali que diversos treinamentos eram feitos, e que havia um espaço bem grande, com quatro campos de terra batida, três menores e um maior, o principal. Simon deduziu que ali seria onde ele passaria bastante tempo de sua vida, até que Shelgon evoluísse.

Até que chegaram num lugar onde, numa viga no teto, lia-se uma placa: “alojamento dos membros”. Então, a medida que andavam, via-se os números: Quarto 1, Quarto 2, Quarto 3 e assim em diante. Finalmente, chegaram no destino, o Quarto 56. Devem ter andando uns 4 minutos da sala de Baldwin até lá, algo que mostrava a imensidão do quartel.

- Vou te deixar aqui. Boa sorte. Alguém te chamará depois e te dará instruções. – Disse Kim. Seu Mamoswine colocou a mochila onde Shelgon estava suavemente no chão ao lado de Simon. Assim, os dois deram as costas e seguiram em frente.

O garoto empurrou a porta de seu quarto e viu que estava aberta. Arrastou a mochila no chão até dentro de seu aposento, e, junto dela, entrou. No lado de dentro havia uma chave. Apressou-se a trancar, e enfim poder tirar Shelgon daquela mochila. O dragão ficou contente ao poder sair novamente, ficar livre. Simon olhou ao redor, em seu quarto... Uma cama grande estava em um canto, junto de um abajur com uma luminária. Um pequeno armário situava-se no outro lado do quarto. Tinha um bom tamanho, ele e seu Pokémon conseguiriam se locomover bem ali. Logicamente não havia nenhuma janela, pois no subsolo nada poderia ser visto.

“E ai amigão, o que achou do quartel?” – Perguntou Simon.

“É incrível! Muito grande! E aqui tem vários Pokémons, eu posso conseguir vários oponentes formidáveis para treinar.” – Respondeu seu dragão.

Simon deitou-se em sua cama e sentiu o conforto do colchão macio.

“Nossa... Deve ter um ano que eu não durmo numa cama como essa. É bom demais.” – Disse ele.

“Chega pra lá, vou deitar também!”

Shelgon deu um pulo na cama, fazendo os dois ficarem apertados. Abraçaram-se, felizes como nunca. Finalmente estavam bem. Depois de muito tempo de luta, não exercendo o poder que um Cavaleiro e seu dragão realmente tinham, poderiam ficar fortes de verdade. Então, emergiram num sono profundo. Estavam cansados de tudo isso, e teriam que descansar bem, pois amanhã seriam apresentados...

--X--

Março do ano 1866, Mahogany, Quartel general da equipe Reborn em Johto.

Simon andava orgulhoso com Shelgon pelo quartel. Muitas pessoas paravam e curvavam-se, mostrando que ele era um Cavaleiro, alguém extremamente importante, principalmente para aquela equipe, que esperava por alguém como ele há muito tempo. Finalmente o garoto sentia o mérito de fazer parte de algo tão nobre. Mas não podia se desviar de seu objetivo principal, que era destruir os Cavaleiros.

Dois meses haviam se passado desde sua chegada ao quartel general. Sua apresentação foi incrível: todos o reconheceram como um Cavaleiro assim que viram Shelgon. Notícias sobre ele espalharam-se em todas as bases de todos os continentes. Adam, o líder da equipe, ficou extremamente feliz ao ver que tinham o que finalmente precisavam, e deu ordens para que a equipe Reborn no mundo todo se preparassem para a guerra contra a ordem. E assim fizeram, esperando somente uma última coisa: a evolução de Shelgon.

A base principal, em Unova, estava ficando cheia: pessoas de todos os continentes estavam indo para lá. O próprio quartel de Johto ficou mais vazio. Porém, sua estada no esconderijo tem sido ótima: ele passava o dia praticamente inteiro treinando com caras muito fortes, e Shelgon conseguia derrotar Pokémons formidáveis, mesmo não tendo chegado a seu último estágio ainda. Logicamente os dois não ocupavam mais o simples Quarto 56, agora estavam em um quarto de luxo, perto da sala de Baldwin. Só que ambos se sentiam um pouco presos... Desde que chegaram, nunca mais viram o mundo exterior, e isso era um pouco agonizante.

Agora estavam indo para o campo de batalha, fazer o treinamento diário. Hoje lutaria contra uma amiga que tinha feito, Anabela. Ela tinha um poderoso Reuniclus, que sempre derrotava Shelgon. Em muitas vezes, faltava muito pouco para o dragão vencer seu oponente, mas ele nunca conseguia chegar a esse ponto. E era isso que fazia dos dois bons oponentes, pois faziam Shelgon dar seu máximo, deixando sua evolução bem mais próxima.

Chegaram no campo de treinamento e entraram. Ninguém estava lá, exceto Anabela e Reuniclus, que os esperavam na arena principal. A mulher era linda, cabelos longos e loiros, olhos azuis como uma piscina, usando o uniforme padrão da Reborn para mulheres, a camisa vermelha e branca e a calça jeans. Seu Pokémon era algo como uma gosma, com um bichinho parecido com um bebê dentro. Possuía longas mãos, ligadas ao corpo por pequenas bolinhas vermelhas e brancas.

Simon posicionou-se em seu lugar, ao lado de Shelgon, e sorriu para Anabela. Trocaram cumprimentos e começaram a batalha. O dragão e o psíquico estavam um de frente para o outro, esperando quem iria fazer o primeiro movimento... Que foi de Simon:

- Shelgon, Dragonbreath!

- Reuniclus, desvie e use o Psyshock!

O dragão deu um passo para trás e fez força para que um sopro azul saísse dele. O ataque foi direto no psíquico, que conseguiu desviar a tempo, e logo em seguida criou uma onda vermelha que foi em direção de Shelgon. Pego de surpresa, o Pokémon carapaça ainda desviou, mas o ataque pegou de raspão, ferindo-o um pouco.

“Tenho que mudar a estratégia para ataques físicos, os de longe não estão dando certo...” – Pensou Simon. – Shelgon, Zen Headbutt!

O dragão encolheu-se todo, ficou em forma de míssil e partiu com uma extrema velocidade para cima de seu oponente.

- Você acha que isso pode fazer alguma coisa? – Disse Anabela. – Reuniclus, desvie e use o Dizzy Punch!

- Crunch! – Exclamou, em seguida, Simon.

Reuniclus concentrou-se em desviar do ataque do inimigo e em seguida atacar, e por isso não esperava outro ataque. Assim que escapou da cabeçada do dragão, preparou-se para dar seu soco, mas foi surpreendido por uma mordida que causou-lhe sérios danos, por ser super efetiva.

- Hum, esperto. Usar o Zen Headbutt para servir como distração, e depois atacar-nos com o Crunch. – Disse Anabela. – Mas isso está longe de acabar! Reuniclus, Recover!

- Shelgon, não deixe!

O dragão correu na direção de seu oponente, que o parou com um soco, e em seguida jogou-o longe com um empurrão. Após isso, Reuniclus envolveu-se em uma energia branca, que restaurou parte de sua energia perdida no Crunch.

- Aproveite que o Shelgon está de guarda baixa, Psychic! – Gritou Anabela.

- Protect.

Reuniclus criou um ataque formado por várias ondas psíquicas e lançou-os em direção ao dragão, inutilmente, pois Shelgon criou uma barreira mágica que parou os ataques.

- Shelgon, vamos acabar com isso, Double-edge! – Comandou Simon.

- Dizzy Punch! – Retornou Anabela.

Shelgon correu para Reuniclus com sua cabeça em frente, preparando-se para um ataque letal. O Pokémon psíquico também foi para seu oponente, preparando um potente soco. Assim que colidiram foram arremessados para os lados, ambos extremamente feridos. Porém, Reuniclus conseguiu levantar-se, e correu para Shelgon, que ainda estava caído, sem forças para lutar. O psíquico preparava-se para um Dizzy Punch final, que acabaria com a luta...

Até que, não se sabe de onde, Shelgon reuniu forças e conseguiu levantar. Chegara ao seu máximo, seu poder precisava se expandir... Começou a brilhar, crescer... A força da batalha, a adrenalina dele, tudo o que havia acontecido, o treinamento, fizeram com que ele chegasse ao momento que todos esperavam: estava evoluindo!


Última edição por Arcanine-arcanon em Qua 27 Mar 2013 - 13:38, editado 1 vez(es)
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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por Yoshihime em Qua 27 Mar 2013 - 3:41

Vou fazer como tenho começado a fazer, escrever o comentário enquanto leio.

Logo no terceiro parágrafo há uma troca de palavras: "Para que Shelgon passasse sem ser despercebido na cidade", acredito que você quisesse dizer "Para que... passasse despercebido" ou "para que... passasse sem ser percebido"

Logo em diante fiquei imaginando quanto efeito socos de um garoto poderiam causar a um Shelgon. Vou fazer uma observação chatinha, que as vezes nem eu respeito. Pokémon é a abreviação de pocket monsters, não se coloca abreviações no plural, logo o plural de "O Pokémon" é "Os Pokémon" e não "Os Pokémons". Na fic nem importa muito, mas colocar abreviações no plural pode fazer você cometer errinhos fora da internet.

Erros de colocação pronominal, é uma das partes mais chatas da nossa gramática, não atrapalha em nada na leitura, mas foge a norma. Em uma determinada parte escreveu: "imediatamente apresentar-se", nesse caso "imediatamente" é um advérbio de tempo, portanto é uma palavra atrativa exigindo a próclise, o correto seria "imediatamente se apresentar". Logo em seguida comete novamente o mesmo erro: "Apenas deixem-nos", apenas é um advérbio de exclusão, logo o certo seria "Apenas nos deixem".

Um coisa que me incomodou um pouco foi a rapidez com que Baldwin descobriu que Simon não gostava dos Cavaleiros lá, soou um pouco anti-natural para mim, pegar um garoto, conhecer seus objetivos do nada, e contar o plano de uma organização claramente criminosa para ele, além disso colocá-lo como parte central do plano do nada parece forçado. Parece algo meio "The Chosen One".

Você me lembrou de mim em 2010, repete muito o "E" e em muitas passagens ele não é necessário. Passe a olhar melhor isso, porque realmente incomoda na leitura.

O capítulo longo, mas pouca coisa aconteceu, foi bem parado, fiquei com a sensação de que você poderia ter retratado tudo que retratou com menos palavras, mas como é o início da fanfic isso é perdoável.

Estou ansioso pela continuação, quero conhecer mais sobre a Reborn e que tipo de membros existem nela. O mesmo vale para a Ordem.

Sucesso com a fanfic.


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Re: A ordem dos Cavaleiros

Mensagem por DarkZoroark em Seg 1 Abr 2013 - 22:59

Arc o/
Gostei bastante do capítulo. Não achei ele tão longo assim, mas não sou a pessoa certa para julgar esse tipo de coisa - cheguei a escrever um com 23 páginas o.O Depois dessa, não tem como dizer se um capítulo é longo ou não...
Enfim, vamos falar da sua Fanfic. Achei interessante a maneira com qual Simon treina o Shelgon. Bem legal isso de o treinador treinar juntamente ao seu Pokémon, ao invés de só ficar dando comandos. Sério. Bem original e perspicaz de sua parte por fazer isto. Acho até mais humano por parte do treinador do que fazer seus companheiros se enfrentarem a sós.
Bem legal teres mencionado tanto a Burned Tower quanto a Bell Tower, pois mesmo com um grande número de Fanfics que se passam na região de Jotho poucas são as vezes em que estas são mencionadas. Ter misturado parte da mitologia Pokémon nesta parte do capítulo foi bastante interessante. Acho que podias ter dado uma explanada maior e mencionar a história por trás do surgimento dos Cães Lendários, mas é só uma sugestão. Isso levantou uma questão em minha mente que gostaria que respondesse, se não se importar: Haverão treinadores que sejam parceiros dos Pokémons Lendários?
Gostei do Baldwin e do Skarmory. Tenho uma certa empatia por este tipo de personagem, que meio que age como um tutor para o protagonista/antagonista. O visual dele me lembrou um pouco de uma versão mais velha do Loke - terno e óculos é quase marca registrada. Quero ver agora como será o líder supremo da Reborn. Com certeza deve ser alguém com grande carisma, para ter conseguido criar uma organização com tamanha infraestrutura.
Achei interessante que alguns fatos sobre a atual Mahogany já existissem no século XIV, como a base subterrânea usada pela Team Rocket e o Red Gyarados. São coisas que quase nunca são usadas por um escritor no decorrer da fanfic - O Gyarados até é, mas a base nunca. Foste bem criativo em empregá-la no contesto da fic, mesmo a mesma estando com um ar mais medieval - algo apropriado, diga-se de passagem.
A batalha parece estar se desenvolvendo muito bem. Meio difícil de acreditar que um Shelgon sempre acabe perdendo para um Reuniculus já que possui defesas altas. Isto só demonstra que o Pokémon Psíquico deve ser extremamente forte. Contudo, quero ver agora como a mesma irá decorrer agora que a evolução ocorreu. Brinks, sei que Salamance vai humilhar o outro. Não sei se é o caso, mas não vais ficar naquele estilo básico de quatro ataques, não é verdade? Shelgon usou cinco diferentes até agora. Eu acho isso bem legal - fica meio enjoativo ver o cara usar os mesmos 4 golpes dúzias e dúzias de vezes.
Achei dois erros:

Chegaram no campo de treinamento e entraram.
Deveria ser "ao"
Assim que escapou da cabeçada do dragão, preparou-se para dar seu soco, mas foi surpreendido por uma mordida que causou-lhe sérios danos, por ser super efetiva.
Neste caso aqui deveria ser "lhe causou".
Outro problema que vi foi que o nome Shelgon ficou muito repetido em certas partes do texto. Bom, por enquanto é só. Espero seu próximo capítulo. ninja


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Re: A ordem dos Cavaleiros

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