Pokémon Mythology
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[Remake] Tempos de Neblina

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[Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Qua 13 Mar 2013 - 1:24



O Sol do meio dia iluminava a grande cidade de Celadon, a luz incidia sobre os prédios e parte era refletida, o que restava era absorvido pelo asfalto que parecia arder como brasa, o pandemônio tomava conta da cidade, pessoas, automóveis e pokémon transitavam em todas as direções e sentidos.

No meio de toda a confusão da cidade grande um homem caminhava apressado. Estava atrasado, olhava o relógio com freqüência, suas preocupações eram o suficiente para fazer ele esquecer do imenso calor que tomava seu corpo, por conta do sol forte mais o terno preto que trajava, usava um pequeno chapéu de feltro, e carregava uma mala junto ao corpo, possuía um nariz comprido e curvado que lembrava um bico, tinha algumas rugas, além de um bigode negro.

Após alguns minutos caminhando ele parou na entrada de um beco, olhou para os lados para se certificar que ninguém o olhava, logo após entrou. Caminhou pelo beco, que compartilhava suas paredes com grandes prédios empresariais, em caçambas de lixo podiam ser vistos alguns Meowts, Rattatas e Houndoons.

O homem caminhou até o final, era um beco sem saída, no seu fim apenas uma imensa parede com tijolos amostra e uma caçamba de lixo, contudo acima desta existia uma pequena janela, e dentro dela era possível ver uma fraca luz. Ele foi até a parede, contou cinco palmos a partir do chão, sete da caçamba de lixo, então encostou a cabeça no muro.

— Os pactos, sem a força, não passam de palavras sem substância para dar qualquer segurança a ninguém... — murmurou quase beijando a parede.

A parede tremeu. Seus tijolos moviam-se como se estivessem vivos, uma porta de metal então se revelou. O homem a empurrou e atravessou, agora se encontrava em um imenso galpão cheio de caixotes, algumas portas, mas ele logo se dirigiu para uma mesa que se encontrava logo a sua frente, envolta dela estavam sentados dois homens lado a lado, eram muito parecidos com o ele, o da direita vestia assim como ele um terno e um chapéu de feltro, contudo na cor branca, o da esquerda uma roupa idêntica, mas de cor cinza.

Também estavam sentadas envolta da mesa duas mulheres, uma delas era muito bela, uma pele branca e lisa, tinha cabelos lisos e negros, seus olhos azuis bem claros pareciam hipnotizar qualquer um que olhasse diretamente para eles, vestia um belo vestido negro estilo Gothic Lolita. A outra mulher não chamava tanta atenção por sua beleza, era alta, com a pele um pouco bronzeada, longos cabelos loiros ondulados, trajava uma blusa social xadrez com calças jeans.

— Vladimir, você está atrasado. — Disse a loira.

— As negociações demoraram mais do que o previsto. – Disse aquele que acabara de chegar, enquanto puxava uma cadeira para se sentar, colou a mala sobre a mesa.

— O tempo não importa agora, como foram as negociações? — disse o homem de branco.

— Perfeitas. — Disse Vladimir abrindo a maleta.

A mala estava cheia de dinheiro, muitas notas, de variadas cores e valores, todos envolta da mesa se mostraram satisfeitos.

— Já mandei o carregamento para Goldenrod, eles devem receber em breve. — voltou a falar o homem de preto — O dinheiro que está aqui é apenas nossa parte.

— O que? – exclamou o de cinza espantado. — Quer dizer que tudo isso é a nossa parte? Vinte por cento do total?

— Exatamente, por isso disse que foi perfeita, a encomenda foi maior que o esperado, e é bem possível que voltemos a negociar com eles.

— A mercadoria foi levada por um transporte seguro? Não quero que a polícia volte a atrapalhar nossos negócios. — Disse a mulher de olhos azuis.

— Fique tranqüila chefinha, mandei tudo por meio de teletransporte.

— Ótimo então, se a polícia apreender não estará mais em nosso poder e sim dos clientes.

— Uma última coisa, daqui a um mês receberemos reforços, esta é uma cidade grande e só ter dois pólos na cidade é ruim, ainda mais se ficarem distantes como o nosso fica em relação ao W12.

— Sem contar que somos apenas cinco aqui e três lá. Se a polícia descobre algo e resolve atacar estaremos fritos com certeza. — Disse o homem de cinza.

O debate sobre planos, medidas e negociações continuou por um bom tempo, durante todo ele a mulher loira parecia participar pouco, mas sempre atenta, freqüentemente tornava a olhar para a pequena janela virada para o beco, parecia interessada por algo ali.

Ao fim dos debates ela foi a primeira a se levantar. Dirigiu-se para fora do galpão pelo mesmo caminho que Vladimir entrou, ela se encostou-se à porta e virou para a caçamba de lixo.

— Rapaz, acho que você já sabe de mais.

Uma exclamação de susto saiu de dentro da caçamba.

— Olha, eu acho melhor que eu tenha te visto antes deles, pode vir comigo, ficará tudo bem, confie em mim.

A mulher esperou por alguns minutos olhando para o amontoado de lixo, tornou a insistir.

— É melhor você sair, se não sair um daqueles quatro vai vir aqui fora, te tirar a força, só deus sabe o que irão fazer com você, se vão te torturar, manter como refém, matar.

Passados alguns minutos o que quer que seja que estivesse no meio do lixo resolveu se render, então de dentro da caçamba emergiu um garoto. Com cabelos negros e oleosos que pareciam sugar toda a luz local, despenteados, mal cuidados, caiam sobre a pele clara de seu rosto, que normalmente parecia um pouco suja, seus olhos azuis pareciam refletir tudo que no horizonte se projetasse, não era muito forte ou gordo, contudo também não muito magro.

— Venha comigo. – Disse a mulher começando a caminhar.

O garoto foi seguindo ela, estava confuso, o que iria acontecer com ele? Por que a mulher não o levara para dentro? Ele continuou a acompanha-la de olhos fechados rezando para que tudo desse certo.


Notas: É isso ai, estou reescrevendo uma antiga fanfic minha que na época fui obrigado a parar por causa de uma porcaria de regra sobre não poder postar fanfics tendo alertas. Mas agora voltei, sempre gostei muito dela. Estou aproveitando para melhorar capítulos já escritos e escrever novos. Comentem, por favor.


Última edição por Guillerjo em Sex 12 Jul 2013 - 13:59, editado 14 vez(es)
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Aephus em Qua 13 Mar 2013 - 8:32

Opa, gostei muito desse prólogo! Muito misterioso e conspirante!

Confesso que quando olhei para a imagem, imaginei que a história seria no Rio de Janeiro já que a paisagem local é um pouco parecida, se não me engano.

Quanto aos erros gramaticais ou sintáticos, não vi nada que possa ser mostrado. Então, sua escrita está perfeita! E continue com o belo trabalho!
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Kurosaki Lucas em Qua 13 Mar 2013 - 9:59

Bom, Tempos de Neblina foi bem elogiada na época em que você estava escrevendo, o Micro chegou até a comentar comigo sobre ela, mas se não me engano já estava um pouco avançada e não tive a oportunidade de acompanhá-la desde o início.

Enfim, antes de qualquer coisa, não me ligo muito em erros gramaticais, então não espere comentários meus apontando um aqui, outro ali, eu vejo, mas depois eu esqueço e relevo. Cheguei a ver aí na fanfic casos simples de palavras que você sem querer 'comeu' sílabas. Razz

Enfim², olha, gostei por enquanto da história, esse gênero sempre me agrada, digo, essas histórias com um suspensezinho e com organizações criminosas haha'! Estou empolgado com ela, esses cinco... A que mais simpatizei foi a que acudiu o menino, ela parece ter um estilo um pouco nerd, digo, eu imagino isso.
Taí, um tema que se você conseguir explorar bem, pode levar à sua fanfic às alturas, organizações criminosas, pelo título, poderemos ter um mundo em crise talvez (?), e um jovem alienado deste mundo entrando nele sem saber, já que teve seu primeiro contato com eles. ;~

Boa sorte com a fanfic, Gui, vou acompanhar se possível.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Qua 13 Mar 2013 - 17:56

Gui, tenho uma levíssima sensação de que eu já li isso. Agora realmente não sei se li ou se apenas estou me confundindo com alguma coisa que li muito semelhante...

O negócio, cara, é que eu gostei bastante. Li poucos livros que envolvem tramas com esses tipes de mistérios, com investigações, ações criminosas e esse tipo de coisa. Mas é muito bom. E essa imagem aí é muitíssimo sugestiva, cara. Pode ou não ser um spoiler, mas isso não importa, porque agora fiquei ansioso. As mercadorias não devem ser drogas ilícitas. õ/

Narrativa agradável, leves descrições para ambientar o leitor, mas não exagerado. Eu não sei exatamente o porquê, mas aquele início em que você falava do calor que era em parte refletido e em parte absorvido pelo asfalto, eu gamei. Acho que esses detalhes-informativos são mais instigantes... O vestido estilo Gothic Lolita invariavelmente me fez pensar em Lolita, ainda mais vindo de você, mas isso deixa para lá.

Como você não gosta de quotar erros, eu não vou fazer isso com você. Mas realmente eu não vi nenhum, a não ser umas tremas bobas e essas coisinhas de mudanças nas regras da ortografia, mas está relax. Espero que desta vez dê para terminar a fic, e que mais regras bobas não o atrapalhem. Compreende, né?

Estou sinceramente ansioso pelo próximo capítulo, ver pra que lado a fic vai seguir e em qual personagem se centrar (apesar de a mulher de olhos azuis ser indiscretamente chamativa para o autor haha).

Muito bom, Gui.
Até.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Sab 16 Mar 2013 - 14:21

Respondendo vocês:
Spoiler:

@Aephus escreveu:Opa, gostei muito desse prólogo! Muito misterioso e conspirante!

Confesso que quando olhei para a imagem, imaginei que a história seria no Rio de Janeiro já que a paisagem local é um pouco parecida, se não me engano.

Quanto aos erros gramaticais ou sintáticos, não vi nada que possa ser mostrado. Então, sua escrita está perfeita! E continue com o belo trabalho!

Poxa, muito obrigado!

@Kurosaki Lucas escreveu:Bom, Tempos de Neblina foi bem elogiada na época em que você estava escrevendo, o Micro chegou até a comentar comigo sobre ela, mas se não me engano já estava um pouco avançada e não tive a oportunidade de acompanhá-la desde o início.

Enfim, antes de qualquer coisa, não me ligo muito em erros gramaticais, então não espere comentários meus apontando um aqui, outro ali, eu vejo, mas depois eu esqueço e relevo. Cheguei a ver aí na fanfic casos simples de palavras que você sem querer 'comeu' sílabas. Razz

Enfim², olha, gostei por enquanto da história, esse gênero sempre me agrada, digo, essas histórias com um suspensezinho e com organizações criminosas haha'! Estou empolgado com ela, esses cinco... A que mais simpatizei foi a que acudiu o menino, ela parece ter um estilo um pouco nerd, digo, eu imagino isso.
Taí, um tema que se você conseguir explorar bem, pode levar à sua fanfic às alturas, organizações criminosas, pelo título, poderemos ter um mundo em crise talvez (?), e um jovem alienado deste mundo entrando nele sem saber, já que teve seu primeiro contato com eles. ;~

Boa sorte com a fanfic, Gui, vou acompanhar se possível.

Foi elogiada assim? Haha, mas que doido. Ela já tem uns 6 capítulos prontos, mas precisando de vários ajustes. Depois olho o prólogo de novo para tentar achar onde comi sílabas. Obrigado, kuro.

@Mag escreveu:Gui, tenho uma levíssima sensação de que eu já li isso. Agora realmente não sei se li ou se apenas estou me confundindo com alguma coisa que li muito semelhante...

O negócio, cara, é que eu gostei bastante. Li poucos livros que envolvem tramas com esses tipes de mistérios, com investigações, ações criminosas e esse tipo de coisa. Mas é muito bom. E essa imagem aí é muitíssimo sugestiva, cara. Pode ou não ser um spoiler, mas isso não importa, porque agora fiquei ansioso. As mercadorias não devem ser drogas ilícitas. õ/

Narrativa agradável, leves descrições para ambientar o leitor, mas não exagerado. Eu não sei exatamente o porquê, mas aquele início em que você falava do calor que era em parte refletido e em parte absorvido pelo asfalto, eu gamei. Acho que esses detalhes-informativos são mais instigantes... O vestido estilo Gothic Lolita invariavelmente me fez pensar em Lolita, ainda mais vindo de você, mas isso deixa para lá.

Como você não gosta de quotar erros, eu não vou fazer isso com você. Mas realmente eu não vi nenhum, a não ser umas tremas bobas e essas coisinhas de mudanças nas regras da ortografia, mas está relax. Espero que desta vez dê para terminar a fic, e que mais regras bobas não o atrapalhem. Compreende, né?

Estou sinceramente ansioso pelo próximo capítulo, ver pra que lado a fic vai seguir e em qual personagem se centrar (apesar de a mulher de olhos azuis ser indiscretamente chamativa para o autor haha).

Muito bom, Gui.
Até.

Já leu sim, fica tranquilo. Eu vou tentar me centrar em diferentes personagens, mas sempre vai haver um principal. É a vida... Valeu, Mag.


Capítulo I - Convite

Thomas Smith viveu todos os seus 14 anos de vida na cidade Celadon, estudava em uma das melhores escolas de Kanto para se tornar um criador, o que era seu sonho, porém achava os métodos de ensino aos quais era submetido absurdos. Em todos seus dois anos de escola até o presente momento só tinha saído para uma aula pratica uma única vez, como poderia alguém estudar para ser um criador de pokémon, sem ter contato com eles em seu habitat natural?

Mas tudo isso já não importava no momento, visto que ele estava caminhando para a morte certa, quando se está prestes a morrer a última coisa na qual alguém pensaria era na escola.

A Mulher apertava o passo, eles estavam se aproximando de uma parte mais deserta da cidade, já era possível ver parte de uma densa floresta. Ela então parou e se virou para o garoto.

– Bem eu acho a curiosidade um grande defeito... – Disse ao rapaz enquanto enfiava a mão no bolso, e pegava algo.

Thomas congelou, um frio intenso percorreu sua espinha e se alojou em sua barriga. Fechou os olhos. Aquela mulher iria matá-lo naquele momento. Mas ela simplesmente retirou um cigarro e um isqueiro do bolso e se colocou a fumar.

– Sou Janet Hasani, estou investigando a atuação deles na cidade de Celadon. – Dizia a mulher logo após dar a primeira tragada no cigarro.

– Eles quem? – perguntou o garoto, fazendo muito esforço para falar, estava bastante assustado.

Janet olhou para ele, parecia surpresa. Andou em círculos envolta do rapaz, estava pensando em algo. Ele agora estava mais tranqüilo, e olhava fixamente para ela.

– Você espiona coisas sem nem saber do que se trata? – Disse a mulher franzindo a testa e tornando a tragar o cigarro. – Você é estranho.

– É que eu achei aquilo muito suspeito...

– E resolveu investigar? Afinal você se acha um detetive profissional?

–Não eu só...

– Garoto, você poderia estar morto agora!

– Eu sei... Mas afinal do que se trata todo essa coisa de entrega, carregamento, clientes, W12?

– É algo complexo rapaz, esse mundo do crime... – Dizia a mulher com um olhar vago. Parecia que sua mente estava sendo bombardeada de informações. – Complexo, e que eu não vou te explicar, ainda é muito novo para saber, ainda mais depois de saber dessa sua coragem de se meter a investigador. Até mais, espero não ter que te encontrar de novo.

Janet foi caminhando em direção a cidade, mas logo parou e se virou para trás.

– Não se envolva. – Disse ela, e logo se virou e continuou a caminhar.

Thomas ficou um tempo parado olhando a mulher partir Tudo aquilo que acontecera era tão estranho, por um momento achou que era um simples sonho, mas logo percebeu que isso era algo infantil de se pensar. Pegou seu celular na mochila, olhou as horas, já eram 15h30min, não daria mais tempo de voltar para escola para assistir as aulas da tarde, ele então voltou pelo caminho que veio.

Depois de um bom tempo andando ele entrou em uma cafeteria, da cidade era seu lugar preferido, lembrava muito o visual de uma estação de trem antiga, o que ele achava muito elegante, o cheiro dos doces era muito agradável, contudo o que tornava o lugar especial eram os encontros que tinha com seus amigos ali.

Sentou-se próximo a uma janela e pediu um capuccino, a simpática garçonete loira com quem já era acostumado trouxe o pedido, mas estranhou ele estar ali no horário de aula e sozinho.

– Aconteceu algo?

– Não...– Respondeu Thomas olhando pela janela.

O garoto ficou ali parado, tomando seu capuccino aos poucos, refletindo sobre tudo que acontecera mais cedo, depois de algum tempo ele tornou a pegar seu celular, dessa vez ignorou as horas e fez uma ligação, passados alguns minutos a porta da cafeteria se abriu.

Um garoto alto, loiro, seus cabelos passavam a idéia contrária dos de Thomas enquanto os de um pareciam sugar toda luz o do outro parecia refleti-la, usava óculos de armação fina, vestia uma blusa branca com calças jeans.

Era Calvin Berry, o melhor amigo de Thomas, estudava na mesma escola que ele, porém na parte que se referia ao ramo competitivo de pokémon. Dentro do campeonato interno da escola era capitão de uma equipe conhecida por sempre apresentar maus resultados, a Clover. Tinha como objetivo um dia vencer o campeonato com esta equipe e então ser chamado para representar a escola em competições interescolares.

De mãos dadas a ele vinha uma garota, era menor que os dois garotos, tinha longos cabelos castanhos e cacheados, usava grandes óculos de armação grossa, por cima de seus olhos castanhos e cobrindo todo seu miúdo rosto, sua pele era muito branca, seu corpo era bonito, mas bastante coberto pela volumosa roupa que usava, uma longa saia branca e uma blusa rosa nada decotada.

Victoria Woolf estudava a parte científica por trás dos pokémon, suas característica e tudo mais, ambicionava ser uma grande pesquisadora no futuro. Ela e seu namorado sentaram junto de Thomas.

– O que você queria nos falar de tão importante? – Perguntou Calvin.

Thomas explicou tudo que ele tinha visto e o que aconteceu mais cedo.

– Não entendi o que nos temos a ver com isso.

– Ora, como não? Calvin, temos tudo a ver, temos que fazer algo contra tudo isso. – Disse Thomas indignado.

– Tom, não acho que seja uma boa idéia, deixe isso para os policiais... – Disse Victoria com sua voz serena.

– Como assim? Vamos nos sentar e cruzar braços, sabendo de tudo o que esta acontecendo?

– Pelo que disse, você não tem idéia do que se trata tudo isso. –Calvin mantinha a calma mesmo vendo que seu amigo estava se alterando.

– Mas eu sei que boa coisa não é! – Depois de falar Thomas se levantou deixou o dinheiro da conta no balcão. – Amanhã depois da escola na minha casa.

A noite passou, pareceu a mais longa das noites para qualquer um dos três. Tom pensando que se seus dois amigos o abandonassem ele teria que fazer tudo o que pretendia sozinho, essa ideia o perturbava. Os outros dois pensando se ajudariam ou não o amigo a combater aquilo que eles quase não tinham idéia do que era.

Thomas acordou bem cedo na manhã seguinte e foi trabalhar em algo no seu computador, ficou por horas ali digitando e pensando, nunca se esforçara assim antes, a idéia de combater o crime realmente o animava, por sorte conseguiu terminar antes da hora de ir para a escola, pegou duas pokébolas de cima da mesa e jogou em sua mochila, jogou ela nas costas e partiu.

A escola era enorme, provavelmente era a maior construção da cidade, enormes edifícios, arenas de batalhas, até mesmo uma pequena floresta na qual eram feitas as poucas aulas praticas do curso de criação.

Calvin e Victoria chegavam na escola caminhando lentamente de mãos dadas, vinham conversando sobre a decisão de ajudar ou não seu amigo com sua idéia louca de combate ao crime.

– Nós vamos, e ele sabe que nós vamos. – Disse o loiro.

– Sim, ele não é bobo, realmente confia em nós dois.

– Ei, Calvin – Chamava uma voz feminina vinda de trás deles, era doce e mostrava animação.

– Droga, não gosto dessa garota.

– Calma Victoria, ela só é da minha equipe é normal que venha falar comigo.

Uma garota vinha até eles, era bonita, loira com olhos azuis, tinha a pele lisa e branca, vestia um belo vestido azul, longas meias brancas.

– Oi, Alice, o que você quer? – Perguntou Victoria sem mostrar nenhuma paciência.

-Oras, só vim dar bom dia e me juntar a vocês, não posso?

-Claro que pode. – Disse Calvin sorridente. – Então como vai você?

-Vou bem.

Um rapaz veio correndo até eles. Ficou os rodeando com os braços abertos, fazendo sons estranhos com a boca, vestia uma roupa de aviador, tinha cabelos ruivos, olhos negros e não era muito magro.

– Olá, Allen, você poderia parar de nos rodear assim? – Pediu Calvin sem esconder o tom de ordem.

– VUAAAAAAAAAAASSSSSSSSHHH – Exclamava o garoto parando. Virou-se para o pequeno grupo. – Estranho, o Mike não está com vocês? Passei na casa dele antes de vir para cá e ele já tinha saído.

– Ele já deve ter subido, sabe como ele é. – Disse Alice sorrindo. – Bem se faltava alguém acabou de chegar.

Thomas vinha andando até eles sorridente, entrou entre Calvin e Victoria separando as mãos dos dois, e passando seus braços pelos ombros deles.

– Então, aceitaram meu convite, não é? Na hora do almoço, em minha casa. – Disse o garoto animado.

– Na hora do almoço? Achei que você tinha dito depois da aula... Perder aulas da tarde não é uma boa.

– Relaxe Victoria, eu tenho certeza que disse na hora do almoço, e se não disse estou dizendo agora.

– O que vai ter na sua casa depois do almoço? Posso saber?

– Cale-se Alice, esse assunto é só entre nós três, assunto secreto, e não venha fazer aquela sua cara de choro para mim que não adianta, também se você estiver pensando em pedir minha mãe para deixar você entrar enquanto estivermos lá, pode desistir. Hoje ela trabalha o dia inteiro.

– Mesmo assim ela não vai gostar de saber que você está matando as aulas da tarde. – Disse Alice com um sorriso maldoso no rosto. – Acho bom você me contar.

– Nem adianta tentar me subornar, ela sabe que eu vivo matando. – Disse Thomas enquanto tirava seus braços dos ombros de Victoria e Calvin. – Vou indo para aula, espero vocês no almoço.

Ele foi caminhando na direção de um dos prédios, balançando os braços e cantarolando.

– Ele parece muito animado. – Alice estava desconfiada – Venha Allen, vamos para sala também.

– Você não manda em mim, eu vou quando quiser.

– Ande logo!

Os dois foram andando, dessa vez para um prédio diferente do que Tom tinha ido, Allen logo abria seu braços e saia correndo e fazendo seus sons estranhos, enquanto Alice gritava vários palavrões para ele pedindo que parasse.

Calvin e Victoria se despediram com um beijo, não muito longo para não chamar muita atenção, mas também não muito curto para não ficarem com muita vontade depois.

A manhã passou e o sinal para o almoço tocou, Tom ficou esperando seus dois amigos, que não demoraram para aparecer, no portão de entrada.

– Olha, eu nem sei o que deu na nossa cabeça para te acompanhar, mas realmente espero que você não venha com uma idiotice enorme.

– Calvin, você confia na minha inteligência ou não?

– É justamente da sua inteligência que tenho medo, na verdade não dela, e sim de sua imaginação. – Disse Calvin enquanto todos começavam a caminhar. – Só espero que não se esqueça, essa é a vida real.

Não demorou muito para chegarem a pequena casa onde vivia Thomas, muito aconchegante e arrumada, a sala de estar possuía um sofá e uma poltrona, era iluminada pela luz que vinha de uma enorme janela, uma pequena mesinha de centro, um enorme móvel com uma televisão e muitos livros, Tom nunca devia ter nem encostado neles, pelo que todos sabiam ele só lia os poucos livros que guardava em seu quarto.

Subiram uma estreita escada que levava a um corredor com cinco portas, entraram na primeira a esquerda. O quarto dele era grande quando comparado ao restante dos cômodos, possuía uma cama coberta por um lençol azul, uma grande mesa onde estavam empilhados uns cinco livros, sobre ela também estavam o computador do garoto e uma televisão pequena, o resto do quarto era ocupado por um armário, uma cadeira, lixo e roupas jogadas pelo chão.

– Está quase tudo pronto, olhem só. – Disse o dono do quarto ligando seu computador.

Ele então abriu um arquivo de texto, e mostrou para os amigos, que se espantaram, como poderia alguém tão idiota ter escrito tudo aquilo? Parecia muito complexo, era ilustrado com algumas imagens, mostrava vários esquemas e planos, contando com diferentes possibilidades, parecia que o que ele tinha contado para os dois no dia anterior não era nem um décimo do que ele sabia, no início do documento lia-se em letras grandes e vermelhas o titulo “Operação Condor”.

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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Seg 18 Mar 2013 - 12:16

Desculpe a demora, Gui.

Sinceramente, eu gostei mais do primeiro capítulo. O início desse nos reservou uns diálogos bem legais com aquela mulher bonita e fumante, mas achei o resto do capítulo bastante corrido. Não digo que você devia ter embromado com informações à toa, mas que podia ter narrado um pouco mais para tirar aquela ideia de algo 'vago' que o capítulo deixou. Por exemplo, podia ter dado uma melhorada na relação entre esse casal, o protagonista, e aqueles dois amigos loucos deles. Ficou corrido, simplesmente.

Contudo, eu tenho quase certeza que será uma saga que nos reservará bastante ansiedade. Esse Thomas parece meio maluco da cabeça, mas veremos. Acho que será um espécie de clichê de investigação bem gostoso de se ler. Estou curioso para ver o que eles farão, conhecer essas ideias complexas do Tom, e... bom, tenho certeza que aquele ruivo e a Alice acabarão se intrometendo nisso aí também.

Mas fiquei bem mais interessado na loira linda que usa Gothic Lolita. Ela deve nos reservar umas passagens muito boas...

Até o próximo capítulo, Gui.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Caio. em Ter 19 Mar 2013 - 2:52

Ainda lembro bem dessa fic, o personagem Calvin me dá risadas até hoje. Aquela lata de lixo é clássica. Janet soa como uma personagem bem interessante, e adorei a parte que ela supostamente irá matar o Thomas.

Odeio personagens tipo a Alice, personagens que subornam, que se acham gostosas, afinal, dessas a vida tá cheia -q

Bem, não tenho muito o que comentar. Espero a continuação animado.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Qui 21 Mar 2013 - 13:22

Spoiler:
@Mag escreveu:Desculpe a demora, Gui.

Sinceramente, eu gostei mais do primeiro capítulo. O início desse nos reservou uns diálogos bem legais com aquela mulher bonita e fumante, mas achei o resto do capítulo bastante corrido. Não digo que você devia ter embromado com informações à toa, mas que podia ter narrado um pouco mais para tirar aquela ideia de algo 'vago' que o capítulo deixou. Por exemplo, podia ter dado uma melhorada na relação entre esse casal, o protagonista, e aqueles dois amigos loucos deles. Ficou corrido, simplesmente.

Contudo, eu tenho quase certeza que será uma saga que nos reservará bastante ansiedade. Esse Thomas parece meio maluco da cabeça, mas veremos. Acho que será um espécie de clichê de investigação bem gostoso de se ler. Estou curioso para ver o que eles farão, conhecer essas ideias complexas do Tom, e... bom, tenho certeza que aquele ruivo e a Alice acabarão se intrometendo nisso aí também.

Mas fiquei bem mais interessado na loira linda que usa Gothic Lolita. Ela deve nos reservar umas passagens muito boas...

Até o próximo capítulo, Gui.

Acho que nunca vou conseguir fazer um capítulo que supere o prólogo, talvez quando as coisas avançarem um pouco, e só. Obrigado por acompanhar.

Mr. Perry escreveu:Ainda lembro bem dessa fic, o personagem Calvin me dá risadas até hoje. Aquela lata de lixo é clássica. Janet soa como uma personagem bem interessante, e adorei a parte que ela supostamente irá matar o Thomas.

Odeio personagens tipo a Alice, personagens que subornam, que se acham gostosas, afinal, dessas a vida tá cheia -q

Bem, não tenho muito o que comentar. Espero a continuação animado.

Obrigado ai Perry.

Capítulo II – Operação Condor
Calvin e Victoria se mostravam espantados olhando todo aquele plano que Thomas fizera, claramente não conseguiam acreditar que aquilo tinha sido feito por ele.

– Bem, como vocês podem ver eu fiz vários planos, logo várias possibilidades. – Disse o garoto dando uma longa pausa para respirar, olhando para o rosto dos amigos. – Como está escrito ai, vamos invadir aquele local daqui a uma semana, ou seja, na próxima terça, até lá todos os dias vamos, cada um de uma vez, passar o dia observando a movimentação no local. A partir dessa observação possivelmente iremos saber como eles se comportam, a ordem de chegada deles, coisas assim. No final veremos quais dos planos que eu bolei é o melhor.

A garota olhou para seu namorado que fez um sinal de positivo a cabeça, ele logo se virou para Thomas.

– Bem, vejo que seu plano é bom, mas nós temos que estudar cara, e amanhã...

– Fique tranquilo, cada um vai um dia, assim não seremos prejudicados, pode deixar amanhã eu assumo.

– Mesmo assim Thomas, eu e quero que você esteja amanhã na batalha.

– Calvin, eu já vi várias batalhas suas, perder uma não vai fazer mal...

– Porém essa é a primeira vez que eu e minha equipe conseguimos chegar nas oitavas...

– Estarei torcendo por você cara, mas é preciso fazer isso.

– Tudo bem. – Disse Calvin se levantando e virando para ir embora, contudo inclinou levemente a cabeça para Thomas. – É bom que tudo isso dê certo, não quero gastar meu tempo em vão. – Voltou-se para a porta e partiu.

Victoria logo se despedia do amigo e ia caminhando até a porta do quarto, quando o garoto a segurou pelo braço e olhou fixamente em seus olhos.

– Victoria, você não precisa tentar convencer ele de nada. – Disse Thomas logo largando a garota e sorrindo.

– Eu sei. – Ela também sorriu, deu um longo suspiro, retirou-se.

O resto do dia Thomas não procurou se preocupar com o plano. Passou lendo seu livro favorito, que já tinha lido várias e várias vezes, mesmo assim não se cansava, era “A jornada”, escrito por George Gordon, o livro era quase uma autobiografia contando todas as aventuras do autor no caminho para se tornar um grande criador de pokémon. Tempo depois de lançar o livro George desapareceu, logo foi dado como morto e enterrado Ecruteak, cidade onde nasceu. A capa do livro era simples, todavia atraente, preta apenas com o contorno de uma pokebola, o título e o nome do autor, tudo em dourado.

***

A noite caiu sobre Celadon. Em um modesto apartamento na cidade duas mulheres trocavam carícias em uma cama de casal.

Janet passava lentamente seus dedos entre os negros fios do negro cabelo da outra mulher, olhava fixamente para seus olhos azuis onde conseguia ver seu reflexo. Trocaram um suave beijo.

– Estou preocupada, Janet – Disse a morena sentando na cama. – Recebi informações ontem do W12, eles disseram que a polícia está pegando cada vez mais pesado na cidade... Os reforços vão demorar a chegar. O que temos que fazer na próxima terça é grande.

– Fique tranquila, Fen. – Janet a abraçou. – Vai dar tudo certo, caso as coisas compliquem nossa equipe é pequena mas é muito competente...

***

O sol estava nascendo. Iluminando aos poucos o céu limpo e anil. Alguns pokémon podiam ser vistos percorrendo o céu, poucas pessoas e automóveis circulavam pela rua, era o momento em que a cidade estava acordando. Na frente de uma casa estava sentado um garoto, a leve brisa que circulava pela cidade balançava seus loiros cabelos. Olhava para o céu, seus olhos através dos óculos mostravam certa ansiedade e nervosismo, tragava compulsivamente um cigarro, seu corpo estava coberto por um casaco laranja e verde, no chão ao seu lado estavam três pokebolas e uma braçadeira amarela com um grande “C” azul desenhado.

– Você não deveria fumar, não tem idade para isso. – Disse uma voz masculina, bem rouca, vinda do lado dele.

Calvin se virou. Deparou-se com um garoto se aproximando. Não era muito alto, vestia um casaco igual ao dele, estava com as mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans, seus tênis e a mochila que trazia nas costas estavam surrados, possuía olhos castanhos, em sua cabeça tinha um boné branco, mas ainda assim era possível ver algumas pontas dos seus cabelos castanhos.

– Você tem razão... – Murmurou o garoto loiro jogando o cigarro no chão e pisando em cima. – Estou nervoso, Mike, muito nervoso.

O rapaz de boné se sentou ao lado de Calvin. Ficaram um tempo ali parados apenas olhando o céu, até que um deles começasse a falar.

– Eu também estou muito nervoso, todos estamos. – Disse Mike ajeitando seu boné. – Quem diria que a Clover nas oitavas de final... E vamos mais longe, só precisamos vencer aquela Mariella e suas namoradas.

– Não seria bom subestimar elas, não parecem tão fracas...

– Capitão, o senhor é muito pessimista.

– Eu acho que você não precisa me chamar de senhor. – Disse Calvin se levantando e pegando suas coisas no chão. – Vamos andando.

Os dois garotos foram caminhando pela cidade, estava calma, nem parecia que em pouco tempo suas ruas seriam invadidas por milhares de pessoas. Calvin ainda se mostrava nervoso, sentia o peso da responsabilidade, não era apenas membro daquela equipe, mas sim seu capitão, sabia também que a partir de agora membros da diretoria estriam ali para ver o desempenho deles, era o primeiro dos passos para entrar na equipe da escola.

Não demorou muito até que chegassem a enorme escola, estava vazia, faltava um bom tempo para começarem as aulas, Mike se sentou em um banco, mas Calvin continuou caminhando para o interior da escola.

– Eu vou indo para o estádio logo, não quero ver a Victoria antes de começar, acho que vai me deixar mais nervoso ainda.

– Então vou indo com você. – Disse o garoto se levantando do banco.

A escola era maior do que se imaginava, quando se caminhava por ela, realmente parecia que eram os únicos na escola, contudo quando passaram por um grande lago existente na escola perceberam que tinha alguém em suas margens. Aproximaram-se. Era uma garota, seus longos cabelos negros caiam na cintura, não apreciam de um negro natural, estava até mal pintado e revelava algumas poucas mechas loiras, usava calças jeans um pouco rasgadas e surradas, no seu braço estava uma braçadeira igual à de Calvin.

– Mariella. – Murmurou o garoto loiro se aproximando.

Ela se virou, seu rosto lembrava perfeitamente Alice, os mesmos belos olhos azuis, a mesma pela lisa, era idêntica, se não fosse o fato de ter os cabelos tingidos de preto, e parecer bem menos vaidosa.

– O que você quer? Já disse que eu quase não falo com minha irmã, portanto não sei que horas ela vem... – Dizia a garota sendo cortado por Calvin.

– Só vim lhe desejar boa sorte. – Disse ele sorrindo.

– Sim, porque você vai perder! – gritou Mike, demonstrando grande confiança.

Mariella logo se aproximou do garoto que tinha acabado de gritar, esticou sua mão, passou suavemente pela face dele, então lhe meteu um chute no meio das pernas. Ele caiu ajoelhado no chão, urrando de dor, ela novamente meteu um chute, dessa vez na cara dele, derrubando-o no chão. A garota abaixou e pegou o boné da cabeça dele e colocou na sua.

– Amor, vou pegar ele emprestado, depois devolvo. – Disse ela caminhando e indo embora.

Calvin estendeu a mão para o amigo, ajudando ele a se levantar.

– A única coisa, que deixa a personalidade dela um pouco parecida com a da Alice é isso, as duas são perigosas, deviam estar presas sei lá. – Resmungou Mike passando a mão no corpo para tirar a poeira. – E ela ainda roubou meu boné, cara.

– Mike, você anda com boné reserva, nunca achei que isso fosse servir para alguma coisa, mas chegou a hora de usar ele.

Eles foram caminhando, enquanto Calvin não largava seu olhar de nervosismo. Mike cantarolava e tirava da mochila um boné idêntico ao que Mariella tinha. Então chegaram a uma enorme construção, era um gigante estádio, do tamanho de um oficial usado nas fases finais das ligas regionais de pokémon. Na escola ela só era usada a partir das oitavas de final. Os dois garotos se aproximaram maravilhados, nunca tinham entrado nele para batalhar.

– Essas arquibancadas vão estar cheias, a escola inteira praticamente vendo a gente batalhar... – Disse Calvin pausadamente.

Os dois entraram no estádio, ficaram no meio da arena parados, olhando para as arquibancadas. Depois de um tempo foram para o local de concentração das equipes, eram duas salas, eles entraram na que possuía a placa Clover pendurada na porta. Era uma sala aconchegante, pequena, com as paredes elegantemente pintadas em um tom salmão, possuía uma janela que dava vista a arena, uma mesinha no centro, dois sofás.

Calvin e Mike ficaram ali por pouco tempo sentados conversando, vendo os lugares na arquibancada serem preenchidos. Até que a porta se abriu, Alice e Allen entraram juntos, também vestiam casacos iguais aos dos que já estavam na sala, o cabelo de Alice estava bem penteado e ela vestia um belo vestido rosa por baixo do casaco, enquanto Allen continuava com sua roupa de aviador.

– Por que não esperaram a gente na entrada do colégio? – Perguntou o garoto que tinha acabado de entrar e colocava seus óculos de aviação.

– O Capitão queria vir direto para cá, ele estava bem nervoso até agora a pouco. Encontramos sua irmã, Alice, ela me bateu.

– Finalmente ela fez algo útil. – Disse a garota sorrindo. – Calvin, não precisa ficar nervoso, vai dar tudo certo.

Quando Alice terminou de falar uma sirene tocou. Era o sinal. Estava avisando que era para os quatro irem para a arena. Saíram da sala. Depararam-se com um quarteto de garotas, uma delas era Mariella, ao seu lado estava uma garota ruiva, muito bonita, tinha os cabelos lisos caindo nos ombros, olhos verdes, era baixa, e estava olhando para o chão. Do lado dela uma garota loira muito alta, mascava um chiclete de forma nojenta, seus cabelos estavam despenteados e sujos, sua pele não era muito lisa nem limpa, ficava encarando os quatro profundamente. Do outro lado da irmã de Alice, estava uma garota sorridente, morena, com os cabelos presos em rabo de cavalo, tinha olhos bem negros, todas elas vestiam um casaco rosa com calças jeans.

Todos entraram na arena, as arquibancadas estavam lotadas, pessoas gritavam, aplaudiam, era uma baderna sem fim. Calvin respirou fundo, estava mais nervoso ainda agora, uma voz masculina então começou a sair das caixas de som.

– Olá a todos, estamos aqui para a primeira partida das oitavas de final do campeonato de pokémon da Academia Ashford! Aqui nós temos a equipe Clover contra a equipe Breeze. – Ele deu uma pausa por conta do alvoroço que a torcida fez. – Que comecem as batalhas, os dois participantes da primeira batalha ao centro!

Alice foi caminhando para o centro da arena, os outros três se dirigiram para alguns bancos que existiam nas laterais. Ela respirou fundo, posicionada na frente dela estava a garota ruiva, que continuava cabisbaixa.

– Vejamos, temos aqui... Alice Spektor contra Daniella Campbell! Podem começar.

– Somos só eu e você, Dani... – Disse Alice com um suspiro. – Vamos lá Magmar!

A garota lançou a pokébola, dela saiu um pokémon vermelho, com partes do corpo amarelas, era bastante estranho e tinha uma espécie de bico, dele estava saindo um pouco de fumaça.

– Electabuzz... – murmurou Daniella praticamente derrubando a pokébola no chão.

Um pokemon amarelo surgiu, era praticamente do mesmo tamanho que o Magmar, tinha o corpo todo amarelo, com listras pretas que lembravam raios, possuía antenas na cabeça, ele soltou uma espécie de rugido e apontou para o pokemon vermelho que estava na sua frente.

Notas do Autor: Esses capítulos estão me dando trabalho pra acertar, eu não conhecia PONTOS em 2010 pelo visto, haha. Nesse capítulo eu adicionei bastante coisa. Então, é isso ai.

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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Sex 22 Mar 2013 - 14:19

haha Não se preocupe, Gui. Enquanto em 2010 você não conhecia os pontos, eu nem sabia raciocinar. Imagina que história legal de um menino, filho da Jessie e do James, com uma menina, filha do Ash e da May. Carcacus. Mutcho bom. Eu tipo escrevia pra mim fazer, e mi dá isso.

Esse capítulo ficou bem escrito, mas realmente não traz muita novidade. Só sabemos que o time perdedor do Calvin finalmente conseguiu ir para as oitavas de final. Essa menina ruiva, adversária da Alice, parece muito estranha... Vamos ver o que ela nos reserva.

A parte da tal organização ficou só com a Janet e sua parceira, num trechinho só. Estou ficando mais curioso pra saber o que essa organização pretende, o que a Janet, como infiltrada, pretende combater... E o doido do Thomas se metendo no que não é chamado também. õ/

Mas vamos lá. Próximo capítulo com as batalhas nesse estádio, não é?

Aguardo o próximo capítulo.

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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Seg 25 Mar 2013 - 20:46

Spoiler:
@Mag escreveu:haha Não se preocupe, Gui. Enquanto em 2010 você não conhecia os pontos, eu nem sabia raciocinar. Imagina que história legal de um menino, filho da Jessie e do James, com uma menina, filha do Ash e da May. Carcacus. Mutcho bom. Eu tipo escrevia pra mim fazer, e mi dá isso.

Esse capítulo ficou bem escrito, mas realmente não traz muita novidade. Só sabemos que o time perdedor do Calvin finalmente conseguiu ir para as oitavas de final. Essa menina ruiva, adversária da Alice, parece muito estranha... Vamos ver o que ela nos reserva.

A parte da tal organização ficou só com a Janet e sua parceira, num trechinho só. Estou ficando mais curioso pra saber o que essa organização pretende, o que a Janet, como infiltrada, pretende combater... E o doido do Thomas se metendo no que não é chamado também. õ/

Mas vamos lá. Próximo capítulo com as batalhas nesse estádio, não é?

Aguardo o próximo capítulo.

Tu que é boêmio.

Obrigado Mag pelo comentário.

Se você ler, comente

Capítulo III
Hora do Clímax!


O sol da manhã iluminava a grande arena, estava lotada, um enorme número de pessoas se concentrava em apenas duas garotas e dois pokémon.

– Não podia ser mais fácil. – Disse uma garota loira e alta, enquanto mascava um chiclete, parecia se esforçar para fazer aquilo da forma mais nojenta possível. – Levamos de quatro a zero, com certeza.

– Michelle, acredito que você não saiba prever o futuro, logo cale a boca. – Mariella olhava fixamente para o centro da arena enquanto se ajeitava no banco.

As duas garotas se encaravam, seus dois pokemon faziam o mesmo, elas suspiraram, não demorou muito para que o primeiro movimento da batalha fosse feito.

– Magmar, Flamethrower! – Disse Alice quebrando o silêncio entre as duas.

– ThunderPunch!

O pokemon de fogo encheu os pulmões de ar. Soprou uma enorme quantidade de fogo contra o adversário, mas este logo preparou um soco. Ficou parado enquanto faíscas envolviam seu punho. Quando o fogo se aproximou ele apenas o socou, foi o suficiente para ir dispersando as chamas neutralizando o ataque.

– Agora Electabuzz, Cross Chop!

– Faça o mesmo, Cross Chop!

A criatura felina cruzou os braços que começaram a brilhar, então partiu disparado contra o Magmar que realizou o mesmo. Chocaram-se, ficaram por algum tempo disputando forças, porém o pokémon de fogo se mostrou superior fazendo o Electabuzz recuar enquanto se desequilibrava. Uma voz podia ser ouvida nesse momento, “Flamethrower” dizia, a ordem foi obedecida Encheu seus pulmões e soprou.

Dessa vez não foi em vão, o fogo envolveu o pokemon elétrico, e foi carregando ele por alguns segundos, quando as últimas labaredas sumiram, se revelou um Electabuzz ofegante e com os pelos chamuscados.

– Fire Punch – Voltou a ordenar Alice. Ela precisava aproveitar aquele momento em que praticamente dominava a batalha, realmente precisava.

Magmar levantou seu punho esquerdo, chamas começaram a envolve-lo, deu um impulso para frente, disparou contra a criatura felina que ofegava não muito distante. “Thunder” A voz de Daniella voltou a ser ouvida depois de um momento de silêncio da garota enquanto seu pokemon sofria ataques. O que ocorreu a seguir foi o evento mais rápido da batalha até então. O pokemon de fogo tentou socar o Electabuzz, mas este incrivelmente conseguiu desviar, então esticou seus braços para frente e disparou uma enorme rajada de eletricidade sobre seu adversário.

Magmar com certeza sofreu muito com o ataque, isso ficou visível assim que a rajada terminou, ele cambaleou, estava claramente tonto, agora era a vez de Daniella tentar aproveitar o momento.

– Rain Dance! – Ordenou ela.

Electabuzz uniu suas mãos e fui separando elas lentamente, uma esfera azul celeste crescia entre seus dedos, quando ela atingiu o tamanho de uma bola de futebol foi lançada para o céu. Não demorou muito para nublar, trovões começaram a ser ouvidos, relâmpagos iluminavam o local agora escuro por conta das nuvens. As primeiras gotas começavam a cair, nesse momento Alice demonstrou uma clara preocupação.

– ThunderPunch!

Magmar ainda estava um pouco atordoado, cambaleava um pouco, olhava para o céu estranhando a chuva repentina, mal pode perceber seu adversário se aproximando rapidamente e acertando nele seu punho eletrizado. O pokemon de fogo foi derrubado, e junto soltou um urro de dor.

– Magmar! – Gritou Alice mostrando preocupação, mas não demorou para mudar sua expressão, em questões de segundos começou a se mostrar determinada. – Dê um jeito de sair daí, como treinamos!

Ele então mostrou entender as ordens de sua treinadora, rolou para o lado, em instantes levantou, e começou a encarar o Electabuzz.

– ThunderPunch, mais uma vez.

– Seismic Toss!

O Pokemon amarelo partiu contra seu oponente, mais uma vez com os punhos eletrizados, quando chegou ao seu alvo preparou-se para socá-lo, todavia este desviou e agarrou seu braço. Magmar puxou Electabuzz com toda sua força e o arremessou contra a parede da arena. A criatura felina soltou um grito de dor ao colidir contra a parede, ele conseguia se manter de pé mesmo sentindo grande dor nas costas, lançou um olhar para sua treinadora que pareceu entender e fez um sinal afirmativo com a cabeça.

Um relâmpago iluminou o céu, O pokemon elétrico ergueu seu braços lançando um raio para o céu, a descarga elétrica viajou entre as nuvens e despencou em cima do Magmar, esse tentou desviar mas foi em vão, o raio o atingiu totalmente, ele novamente saiu muito atordoado do ataque.

– Cross Chop! – Disse Danielle.

O pokemon atendeu rapidamente sua treinadora, cruzou os seus braços brilhando, e correu contra seu adversário, Alice apenas fechou os olhos, qualquer ordem agora seria em vão, era impossível para Magmar se recuperar do golpe anterior e fazer algo tão rapidamente, ela abriu seus olhos, porém não olhou para a batalha se virou para seus amigos e disse “Desculpa...”, voltou a fechar já tirando sua pokebola do bolso.

O encontro final aconteceu, os braços do Electabuzz acertaram a barriga do pokemon de fogo, que soltou um gemido de dor, o atacante ia empurrando seu alvo violentamente e por fim o largava no chão, Magmar cuspia um pouco de sangue e caia desacordado, rapidamente sua treinadora retorna ele para a pokebola, olha para sua adversária, sorri e diz poucas palavras.

– Parabéns, você mereceu... – Ela se virou, foi se retirando do estádio, passa pelos seus companheiros sem olhar para eles.

Não estava muito chateada com a derrota, mas sabia que seu pokemon era muito orgulhoso, estava preocupada com isso, meses antes ela passara por problemas com Magmar após perder uma batalha, ele só queria treinar e treinar cada vez mais durante o dia, se Alice falava que já era hora de parar ele se revoltava e corria e só aparecia pela noite, ela tinha certeza que isso iria acontecer de novo...

– Agora Rafaella Woodstock contra Allen Planck. – Disse novamente a voz masculina saindo das caixas de som. – Podem começar!

Uma das garotas que estavam sentadas no banco se levantou, tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo, ia sorridente para o centro da arena, também estava indo para essa direção um rapaz ruivo, também sorria, vestia uma roupa de aviador, caminhava como se estivesse marchando.

Eles se cumprimentaram acenando a cabeça, a moça colocou as mãos no bolso da calça e tirou uma pokebola, o garoto abriu uma pochete que estava de baixo de sua blusa, também tirou uma pokebola.

– Vá Snorlax! – Disse Rafaella esticando a bola para frente.

Da bolinha foi disparado um laser, dele surgiu uma enorme criatura, passava dos dois metros de altura, mas o que impressionava era o quanto era gordo, parecia estar com sono, mas se mantinha de pé, a chuva tocava seu corpo, mas ele parecia não se importar.

– Vamos lá Sly! – Allen liberou seu pokemon.

Um belo Swellow surgia, ele mal saia da pokebola e já voava rodeando a arena, a chuva ajudava, de certa forma, a exaltar sua beleza. Algo chamava atenção no pássaro, era de uma cor verde diferente do azul tradicional, também parecia ser maior do que o normal.

– Snorlax, use o Sunny Day!

A criatura gorda formou em sua boca uma esfera brilhante, um pouco alaranjada, e logo a lançou para o céu, ela passou pelas nuvens que começaram a se afastar, e o tempo chuvoso se transformou em um ensolarado.

– Vai brincar com o clima como sua amiga? – Disse Allen com um tom irônico. – Vai ser difícil.

– É o que veremos. Snorlax, SolarBeam!

– Fly!

O Snorlax lançou uma imensa rajada contra seu adversário, era de um amarelo brilhante, emitia tanto calor que até quem estava na arquibancada conseguia sentir um pouco. O raio ia se aproximando do Swellow, ele não se movia. Contudo quando estava sendo quase atingido pelo ataque subiu rapidamente desviando do mesmo, logo depois foi voando rente a rajada contra o Snorlax, esse não conseguiu desviar e sofreu uma investida do pássaro na cabeça.

– Agora, Sly, Air Slash!

O pokémon voador subiu no ar e se distanciou do Snorlax, começou a bater as asas e junto com o vento produzido por esse movimento foi lançado uma esfera azul, ela foi contra o grande pokemon, que tentou desviar, mas não conseguiu. Foi atingido na barriga, pareceu não sofrer muitos danos.

– Fly novamente!

O Swellow deu uma volta no ar e se preparou para um mergulho contra o Snorlax. Um grito pode ser ouvido, “Rock Slide” ele dizia. O pokemon gordo se virou, ergueu suas mãos, várias pedras começaram a se desprender do chão e voar contra Sly, ele tentou desviar, mas elas estavam vindo de várias direções, o pássaro então despencou.

– Flamethrower, Snorlax!

O pokemon soltou uma enorme massa de fogo de sua boca contra o pássaro que estava caído no chão...

– Sly! Saia daí!

O Swellow fez um movimento incrível, se levantou com auxilio de suas asas e de seu bico. Levantou vôo, tudo em um curtíssimo espaço de tempo, quando as chamas tocaram o chão o pokemon já estava a dez pés de altura.

– Agora é hora do clímax! – Gritou o garoto fazendo vários movimentos com seus braços. – Wing Attack!

– Snorlax! Use o Rock Slide!

O Pássaro começou a dar voltas em torno do Pokemon gordo, enquanto isso suas asas começavam a brilhar, o Snorlax então voltou a fazer o movimento com os braços para o alto levantando rochas do chão.

– Mostre do que você é capaz, Sly! – Disse Allen.

Swellow então foi desviando de cada uma das pedras perfeitamente, algumas escapava por pouco, mas outras passavam longe, não tardou para que as rochas acabassem e o pokemon pássaro se encontrasse indo contra o Snorlax com suas asas brilhando muito. Com sua asa direita acertou a barriga da enorme criatura que por sua vez soltou um urro de dor, então Sly deu uma volta e acertou o pokemon novamente, mas dessa vez com sua asa esquerda e nas costas.

Allen cruzou seus braços formando um “xis”, parecia muito animado. – Clímax! – Gritou. – Air Slash!

Era impossível para o Snorlax desviar, Swellow estava muito perto. O Pássaro formou um esfera azul com o bater de suas asas e a lançou no rosto do grande pokemon.
A Esfera colidiu, ficou um tempo girando contra a face da criatura e desapareceu, o chão tremeu rapidamente, o Snorlax tinha caído desacordado e o placar logo mudava e anunciava: Clover 1 x 1 Breeze.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Qua 27 Mar 2013 - 4:01

Ei, Gui, desculpe demorar ler. Mas cheguei, de qualquer forma.

O capítulo ficou bom, as batalhas bem feitas, mas sucintas e objetivas. Se não me engano, eu vi um errinho só no texto, mas sinceramente esqueci o que era. Deixa pra lá. Mas, sabe o que mais me chamou atenção no texto, e logo no início? Aquela sensação agoniante de estar próximo a uma menina que mastiga chiclete de forma nojenta, eu comecei a me repugnar dela também. O interessante é que parece que você provavelmente já tenha conhecido uma pessoa com esse caráter e tinha esse hábito de mascar de forma que o enojava, e você acabou atribuindo à ela essa imagem. Não sei, posso estar completamente enganado, mas é o que me pareceu. Até porque é a primeira característica dela que você destaca neste capítulo e no anterior.

A única coisa que estou sentindo falta é de um aprofundamento um pouco maior nos personagens. Talvez se você destacasse um pouco mais os pensamentos deles indiretamente por meio da narrativa, já seria suficiente e agradável. Mas você é quem sabe até que ponto ir.

Até o próximo capítulo.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Sab 30 Mar 2013 - 1:00

Spoiler:
@Mag escreveu:Ei, Gui, desculpe demorar ler. Mas cheguei, de qualquer forma.

O capítulo ficou bom, as batalhas bem feitas, mas sucintas e objetivas. Se não me engano, eu vi um errinho só no texto, mas sinceramente esqueci o que era. Deixa pra lá. Mas, sabe o que mais me chamou atenção no texto, e logo no início? Aquela sensação agoniante de estar próximo a uma menina que mastiga chiclete de forma nojenta, eu comecei a me repugnar dela também. O interessante é que parece que você provavelmente já tenha conhecido uma pessoa com esse caráter e tinha esse hábito de mascar de forma que o enojava, e você acabou atribuindo à ela essa imagem. Não sei, posso estar completamente enganado, mas é o que me pareceu. Até porque é a primeira característica dela que você destaca neste capítulo e no anterior.

A única coisa que estou sentindo falta é de um aprofundamento um pouco maior nos personagens. Talvez se você destacasse um pouco mais os pensamentos deles indiretamente por meio da narrativa, já seria suficiente e agradável. Mas você é quem sabe até que ponto ir.

Até o próximo capítulo.

Poxa, tá desculpado, você é quem sempre comenta. Eu não sei de onde tirei essa mania que dei para a Michelle, mas queria algo que fosse irritante. Sobre o aprofundamento nesses capítulos iniciais eu andava meio perdido sobre quais personagens eu destacarei mais, por isso não conseguia imaginar em qual focar, mas já me decidi. Obrigado pelo comentário.

Capítulo IV
Queda


Um pequeno chiado sai pelas caixas de som, mas é logo substituído pela voz de costume: “Michelle Perri contra Michael Pond.”. A garota loira se levantou do banco, sua altura era impressionante, de todos os competidores era, de longe, a mais alta. Andava um pouco curvada, seus cabelos não se moviam com seu caminhar, eram secos e cacheados, parecia que não lavava eles há um bom tempo. Também se dirigiu ao centro do campo Michael. Arrumava seu boné, estava nervoso, tentava disfarçar o nervosismo assobiando.

Posicionaram-se no centro da arena, encaram-se por alguns segundos, a garota meteu a mão no bolso, tirou-a com uma pokebola entre os dedos, esticou o braço para frente o máximo que pode, inclinou o pescoço, era costume seu fazer tal pose ao lançar seu pokémon, já era bem conhecida por todos presentes. Da pokebola saiu um estranho ser, tinha o formato humanóide, parecia usar calças rosa com detalhes amarelos, mas era parte de seu corpo, seus lábios eram grossos e rosados, seu corpo pálido, e em sua cabeça existia uma espécie de crista da mesma cor das calças.

Michael imediatamente lançou seu pokémon, tinha um exoesqueleto metálico, de um forte e belo vermelho, também era de um formatu humanóide, mas possuía inúmeros traços que lembravam um artrópode, entre eles as pequenas asas que mantinham ele a alguns centímetros do solo, possuía duas enormes garras semelhantes à de caranguejos.

– Medicham, Hi Jump Kick! – Gritou a garota.
– Scizor, Iron Head!

O Pokémon lutador correu por um tempo na direção do seu adversário, na metade do caminho deu um salto e preparou um chute, contudo alguns segundos antes de atingir seu alvo algo aconteceu. O inseto metálico começou a brilhar, um forte e prateado brilho cobriu todo o seu corpo, ele então saltou e colocou sua cabeça na trajetória do chute de seu adversário.

Os dois se chocaram, a força causada pelo impacto jogou os dois pokémon para trás, o pokémon de Michelle estava com alguns ferimentos na perna, enquanto o de Michael possuía alguns na cabeça.

– Double Team!

Obedecendo ao comando de seu treinador, Scizor começou a dar voltas ao redor do pokémon lutador, enquanto se multiplicava. As inúmeras cópias ficaram girando em torno de seu adversário, este se mostrava confuso em um pouco tonto, até que escutou a voz de sua treinadora, “Fire Punch” ordenava.

Os punhos do Medicham foram cobertos por chamas, ele soltou um grito e socou as figuras que o rodeavam, foi fazendo uma por uma desaparecer, porém no final não teve nenhum resultado, eram todos clones o verdadeiro não estava ali.

– Aerial Ace!

O verdadeiro Scizor desceu dos céus, e com um rasante acertou o Medicham arrastando ele contra a parede a da arena, o pokémon então revidou sem nenhuma ordem de sua treinadora, cobriu seu punho direito com labaredas e socou as costas da criatura metálica. Este soltou um grito de dor, fez algo semelhante, mas cobriu suas garras com uma cor avermelhada, era como se esquentasse o metal que cobria ela, e executou uma seqüência de socos no seu adversário, quando terminou se afastou um pouco.

– Droga! Isso não devia ter acontecido, não devia... – Repetia Michael para si mesmo, levou suas mãos a cabeça. Continuou assim por muito tempo, se existia algo que caracterizava seu pokémon era a rebeldia.

– Parece que você também encontra problemas com seu pokémon... – Disse Michelle rindo. –Sei bem como é, mas eu sei lidar com isso... Será que você consegue o mesmo?

Medicham e Scizor começavam uma luta, ignoravam todo o exterior, incluindo seus treinadores, estavam trocando muitos socos, o lutador então deu um salto para trás e voltou a cobrir seus punhos com chamas, o inseto inclinou para frente abriu suas asas e garras, eles então partiram um ao encontro do outro.

O choque levantou muita poeira, o que resultou na formação de uma densa cortina, que dificultava a visão dos espectadores, contudo não demorou muito para que os dois saíssem do ponto cego. Medicham saiu com um salto e Scizor voando, o lutador foi com um chute contra o inseto que repetiu seu movimento inicial, e cabeceou a perna de seu oponente.

O Impacto derrubou os dois no chão, não demorou muito para se levantarem e começarem a se socar novamente. Michelle batia palmas, estava aplaudindo as atitudes de seu pokémon.

– Entendi... O Pokémon dela é mal acostumado por natureza... Como o Scizor. – Murmurou Michael para si mesmo – Então ela descobriu que continuar mimando ele é o único jeito de deixá-lo mais forte. – À medida que pensava ele percebia que os aplausos davam certa motivação ao pokémon, e que ele estava levando clara vantagem sobre o seu.

O Garoto não hesitou começou a aplaudir seu pokémon, no meio dos aplausos gritava frases de motivação, não tardou para Scizor crescer na batalha, estava se igualando ao seu adversário, mas já era um pouco tarde... Os dois já mostravam sinais de cansaço, eles desequilibravam regularmente, cambaleavam e voltavam a se golpear.

Os dois pararam, se encararam, suspiraram e caíram. O placar anunciou o empate e continuou marcando: Clover 1 x 1 Breeze.

Michelle e Michael recolheram seus pokémon, não se mostraram muito contentes com o resultado, eles não voltaram para os bancos de suas equipes, saíram da arena.

Mariella e Calvin não esperaram anunciarem, só havia restado eles dois, respiraram fundo, ajeitaram suas braçadeiras, os capitães iriam decidir aquela batalha. Pegaram suas pokebolas nas algibeiras que carregavam, eram famosos por serem os únicos por usar esse tipo de coisa na escola.

–Vá Seviper! – Disse Mariella lançando seu pokemon.

– Arbok, vamos lá!

Calvin estava tenso, aquela era a batalha decisiva, era como se tudo tivesse sido em vão, o esforço de Alice para tentar ganhar, mesmo que ela não tenha conseguido, a grande habilidade de Allen já conhecida por ele, as ações de Michael para apoiar seu pokémon mesmo esse o desobedecendo.

Procurou olhar para sua adversária, percorreu todo seu corpo até achar seus olhos, aqueles brilhantes olhos azuis... Por mais que se distanciasse de Alice nas roupas ou na personalidade, ou pintando o cabelo, aqueles olhos entregavam tudo, os olhos das irmãs eram exatamente iguais, mas ali estava também um grande diferencial, o olhar de Mariella, esse sim era bem diferente do de sua irmã.

Quando se deu conta a garota estava mexendo a boca para dar ordens a seu pokemon, a reação de Calvin foi imediata, repetir o que ela disse.

– Iron Tail!

As duas serpentes que ocupavam o centro do estádio giraram, suas caudas brilhavam prateadas. Chocaram-se como duas espadas, o som de duas barras de metal se chocando ecoou pela arena. Os pokemon se encaravam, enquanto forçavam suas caudas.

– Gire! – Disseram os dois treinadores juntos.

A cena se repetiu, porém dessa vez no lado inverso. Seviper parecia levar um pouco de vantagem, o metal desapareceu do corpo do Arbok que soltou um urro de dor ao ter seu rabo pressionado contra o chão pelo adversário.

– Arbok, Crunch!

As presas do pokemon brilharam, ele avançou na direção da cauda de seu oponente e abocanhou-a, o som que a mordida produziu era semelhante ao de um vidro se despedaçando, o metal desaparecia e revelava longos dentes cravados na pele da Seviper, o sangue escorria. Quando o Arbok o largou se revelaram grandes e vermelhas feridas, as presas do pokémon estavam ensangüentadas, gotas vermelhas começavam a cobrir o chão da arena.

– Agora... Dig! – Ordenou Calvin.

– Seviper, Crunch!

O pokémon de Calvin foi contra o solo da arena o cavando com facilidade, porém perseguido pelo outro pokemon, que o perseguia com a boca coberta por um brilho azul, ambas as serpentes entraram no buraco que acabara de ser cavado na arena.

Os minutos seguintes foram preenchidos por sibilos e urros de dor. Calvin se mostrava nervoso, precisava saber o que estava acontecendo, se sentiu ridículo ao perceber que Mariella se mantinha calma. “Maldita seja essa vadia” pensou ele, mas logo afastou tais pensamentos, precisava se manter calmo.

Um vulto coberto de sangue saiu do buraco, um ofegante Arbok se revelou, possuía várias marcas de mordidas pelo corpo, que sangravam muito, gotas de sangue também pingavam de sua mandíbula.

Alguns segundos mais tarde, a Seviper emergiu da terra, parecia furiosa, também tinha o corpo coberto de sangue e de feridas, soltou um sibilo de raiva e olhou para sua treinadora...

Porém foi Calvin quem agiu primeiro, “Crunch” disse ele. Os dentes de seu pokemon voltaram a brilhar e ele partiu para cima de seu oponente... Mas a reação de Mariella foi rápida, seu grito “Dragon Tail!” ecoou pela arena.

Os movimentos seguintes aconteceram muito rápido, Arbok saltou sobre Seviper com a boca aberta preparando uma mordida, este então aproveitou o momento e acertou a outra serpente com sua cauda que brilhava em um vermelho intenso.

Um estalo pode ser ouvido. Algo como se o crânio do Arbok fosse partido em milhares de pedaços.

O pokemon caiu no chão, sofrendo convulsões, sua boca espumava muito. O Silêncio tomou conta da arena. Os olhos de Calvin se encheram de lágrimas, tinha agora alguns motivos para chorar...

O placar mudou.

Clover 1 x 2 Breeze.

***

Thomas estava dentro da caçamba de lixo fazendo esforço para ouvir o que vinha do galpão secreto atrás da parede do beco, conseguia ouvir algumas poucas palavras, mas percebia que ainda faltava uma pessoa, o mesmo homem que ele seguira quando descobriu o lugar, suas suspeitas deviam estar certas, a ordem de chegada dos membros era sempre a mesma.

Começou a ouvir passos, o homem devia estar chegando, junto começou a ouvir um latido muito próximo. Encolheu-se no meio do lixo e pode ouvir o homem dizer:

– O que há de errado com o lixo Houndoom?


Notas do Autor: Bem, esse era o último capítulo que eu havia escrito, a partir daqui será tudo criação do atual Guillerjo, começa o desafio aqui. A frequência dos capítulos vai diminuir, mas isso já não importa. Ah, peço que se você ler comente, nem que seja pouca coisa, para que eu saiba a opinião de mais leitores. Abraço


Última edição por Guillerjo em Sab 30 Mar 2013 - 12:56, editado 1 vez(es)
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Kurosaki Lucas em Sab 30 Mar 2013 - 11:20

Como aqui falta luz constantemente, ou eu sempre dou o azar de fechar o navegador, vou postar e editando com os comentários...

♦ Capítulo 1
Eu fiquei impressionado com a sua forma de conseguir descrever e passar para o leitor como acontece as coisas. Enfim, acho que já tinha dito isso, mas realmente retrata muito bem como é, deixando a imaginação fluir e se misturar com o que você quer passar. Eu achei algumas ocasiões que você poderia retratar melhor um pouco corridas, somente, como na lanchonete, por exemplo. Ou Tom estava muito ansioso ou ele é impaciente mesmo, pois em rápidos instantes ele já fora embora por simplesmente não conseguir convecer a seus amigos. A caminhada entre todos os amigos ficou algo vago, se conseguisse introduzir melhor o menino ruivo. Mas até que não tenho muito o que falar.

Alguns erros de digitação, acho que vi umas duas frases que você esqueceu de por o ponto final (continuativo), que você terminava uma frase e começava outra sem o ponto, no caso.

Sobre a história, tudo pareceu misterioso e tenebroso, temos uma espiã infiltrada entre eles, Tom se arriscando e arriscando seus amigos também, é realmente um menino aguçado. Calvin parece bunitinhu, me lembra o Berry só que adolescente, a namorada dele também parece ser bem simpática. Enquanto a Alice parece ser uma garota fútil, ambiciosa, sedutora e ela parece ter algum lado sombrio, não sei não, estou com a pulga atrás da orelha com ela. Enfim, Tom realmente esconde uma mente brilhante, vai se meter a investigador e creio que um aliado a Janet agora que ele irá mergulhar mesmo nesse assunto. Espero ver bons resultados disso.

♦ Capítulo 2
Ótima narração dos fatos, Gui, tudo muito bem retratado novamente e com uma descrição majestosa, inclusive dos pokémons. Adorei. Uma única coisa me chamou atenção, na manhã do torneio tudo pareceu-me corrido, Calvin conversando com o Mike, que ainda não consegui decifrar muito bem como ele de fato é, e a parte das meninas e da Alice também me deu um fuck mind, mas acho que isso já foi confusão da minha cabeça mesmo. Tipo, na hora que Calvin e Mike entraram na sala de preparação, parecia que o estádio estava vazio e em tão pouco tempo, só entre a Alice e o Allen chegar o estádio já se lotou e o narrador já estava pronto pra anunciar o começo. Ficou um pouco confuso, pra mim, essa parte, corrida, eu diria.

Dessa vez não encontrei erro algum, de ortografia ou digitação, está magnific.

Enquanto a história, nossa o Tom realmente está cada vez mais realmente interessado nesse seu objetivo de investigar a organização secreta e esse livro que ele está lendo me pareceu meio 'Minha luta' (é esse mesmo né?) do Hittler ahurhua, fora algumas outras coisas parecidas que passou aí e me deu um flash rápido. Janet e sua namorada, pufpuf, ela tinha mesmo esse jeito meio durona, vamos ver como andará essa parte da estória com ela. Enquanto a preparação para a batalha, cara, a irmã da Alice é sapata também? -q Tipo, as meninas da equipe dela, ela pega todas elas? Meu Deus, quanta putaria (zoa). Sobre a batalha, parece que será algo bem animado em, as equipes parecem ter certo atrito já, principalmente por ter irmãs rivais nelas. Acho que reservará boas coisas para frente. Agitação.

♦ Capítulo 3
O capítulo 3 já foi bem animado, talvez poderia ter sido melhor aproveitado o momento de drama entre Alice e seu Magmar. Mas fora isso, achei que você deixou tudo muito bem sob medida, genial as descrições e narração das batalhas, não foi algo tão monótono e nem sem graça ou rápido, ótima entonação de tudo nelas. Não foi algo previsível, o resultado das batalhas, ao contrário, não conseguíamos saber, já que uma hora parecia que eles iam acabar, mas não, continuava e você virava o jogo. Adorei.

Os erros ortográficos, eu vi apenas uma troca de artigo, ou alguma coisa do tipo, dê uma revisada depois.

Já expressando o meu lado como fã da estória, estou adorando o desenrolar, como disse, as batalhas não foram previsíveis, você esperava um resultado e deu outro, como foi na batalha do Magmar x Eletacbuzz. Essa menina parece ser bem nojentinha, a do chiclete, haura, irrita até o leitor, cara, fico imaginando-a e acho que ela deve ser tipo aquelas meninas mal cuidadas e porcas, sei lá. Eu estava torcendo pro Magmar, deu peninha dele e achei que você deu um tom muito real para a batalha, isso eu não curti muito, talvez. O Allen dessa vez me passou outra imagem, nem sei porque, ele parece ser um cara destemido e otimista, gostei. Sua batalha com o Swellow pareceu que ele tinha plena confiança no seu pokémon, o que é muito legal. Adorei como tudo aconteceu e raramente consigo ver boas fanfics em que o autor saiba retratar as batalhas de forma legal. Gostei, Gui, parabéns. Foi um teste talvez, essa parte.

♦ Capítulo 4
Já esse capítulo eu não curti muito não, Gui. Achei que nele deveria ter sido guardado o maior dos clímaxes, mas a batalha do Allen foi mais excitante que essas duas últimas, digo, achei que ambas ficaram muito repetitivas, com uma narração e descrição mais despojada e repetitiva, cenas e situações bastantes parecidas. Os treinadores pareciam-se frios e sem muitas emoções aparentes, não sei, não gostei. Fora que as batalhas pareciam muito dramatizadas e reais, algo como sangue, e danos no crânio da Arbok, foram coisas meio pesadas, acho que poderia fazer algo mais voltado para a realidade de pokémon mesmo, mas isso fica a seu critério, só achei um pouco pesado. A trincha entre os capitões foi algo que você soube destacar, disso eu gostei realmente, mas a batalha não ficou tão emotiva. Enfim, mas o estilo e a história você continua retratanto fiel e seguindo bem, parabéns por isso.

Alguns erros de digitação e pontuação estiveram presentes.

Comentando sobre o capítulo / história em si, eu gostei como as coisas andaram, ficaria um pouco forçado se a Clover ganhasse, mas as batalhas foram realmente, ao meu ponto de vista como leitor fanático, emocionantes, coitadinha da Arbok e foi grilo meu ou o Calvin tem alguma atração pela Mariella? :0 Vou curtir esse casal se tiver. Os pokémons desobedientes são um saco mesmo, e a menina rival do Mike parecia uma louca ao vibrar para que seu pokémon continue sendo assim, imaginei uma pessoa batendo palma pra um louco dançar. Enquanto os pokémons se fodiam os treinadores estavam lá batendo palmas, fuck the logic desses treinadores. rs' A luta das cobras foi bem tensa, fiquei quase arrepiado enquanto elas estavam embaixo da terra, tipo, o que será que está acontecendo. E deu pena da Arbok². E agora, o Tom? Meu Deus, coitado dele, será que vai ser descoberto? e.ê Estou com um certo frio na barriga e também com uma sensação estranha, parece ansiedade, curiosidade, sei lá. Mas de fato pouca coisa ainda andou na main line da história, isso é bom, para não ficar muito corrido.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Sab 30 Mar 2013 - 21:21

Ei, Gui. Tenho que ser honesto e dizer que no início desse capítulo, em específico a primeira batalha, estava tudo bastante entediante. Não estava mal escrito, e na verdade você até pausou e deu atenção aos detalhes durante a batalha, mas parece que só foi escrito para completar o torneio. Não foi gostoso de ler, foi só descendo...

Porém quando chegou na última batalha tudo mudou. No fim eu fiquei super ansioso. Você detalhou o necessário na batalha para ambientar o leitor, mas também escreveu com intensão, cara. Parece estranho, mas vou tentar explicar isso. O caso é que você tinha o motivo de fazer dessa batalha, então a leitura ficou intensa. Primeiro que só os dois pokémon que lutariam já me chamaram atenção. Eu amo a Arbok, e inclusive esperava que ela massacrasse a impostora da Seviper. Durante a batalha eu comecei a ficar instigado e terminei duro de tesão. O próprio final foi muito tenso, embora eu odeio a ideia de que a Arbok tenha perdido e morrido.

Depois deste capítulo, sim, eu posso dizer com certeza que estou curioso de verdade para ler o próximo. Até para ver se dá para reparar em muitas diferenças entre a sua perspectiva de escrita e narração no passado e agora. E o Thomas vai se phuder muito.

Até o próximo. Não demore, hein.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Caio. em Seg 1 Abr 2013 - 17:24

Cap. II: Regina Spektor aparece novamente, huh? xD Eu sempre gostei do Electabuzz. Como o Mag disse, você escreveu esse capítulo muito bem. Não vou criticar o fato de que foi meio parado, até porque precisamos de fazer ligações, não é? adogiadogiadoig. Gostei dessa garota loira e dessa morena. Btw tem alguma relação com a namorada da Janet? Aliás, na época (pelo que eu saiba) um casal lésbiscos era novidade. Continuo achando legal o fato de ter um e naturalidade com que você retratou-o. Espero que o time Clover ganhe Very Happy

Cap. III: Eu gostei da batalha, ela foi bem escrita. Juro que se Woodstock com Plank fosse em relação a música Meu Amigo Plank ia ficar l0k40 lololol. Enfim, gostei da Hippie aí. Será que ela fuma muita Marijuana? Cara, cara *--* Um Swellow! Adoro Swellows! *--* Me lembram minhas calopsitas e rimam com Marshmallows adogiadogiaodigoadig (ainda sob o efeito do Woodstock). Essa segunda battle também foi descrita, curti (embora tenha gostado mais da primeira, foi mais l0k0n4). Espero que algum membro dessa equipe use Castforms :3

Cap. IV: Bem, essa batalha IMO foi a melhor até agora, tirando o clichê do Double Team multiplicar com os pokés já parados, podia ter usado ele pra multiplicar na hora que fosse tomar uma porrada... Aí seria mais interessante. De toda forma, o final deles se enfrentando sozinho e empatando foi muito bom. Gostei bastante, foi bem inovador isso dos pokés que não obedecem começarem a lutar com o apoio dos treinadores lol Nunca esperei que fosse ver algo do tipo, confesso. A luta final foi engraçada (séquiso guei masoquista lololol), mas o Pokémon morrendo D: Foi triste cara, honestamente.

Eu lembro desse final... Cara, eu lembro que fiquei na expectativa e puff... A fic parou D:
Espero que role porrada [y]

PS: Sou da mesma região que o Zaki e vou editando enquanto leio.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Qua 3 Abr 2013 - 3:19

Spoiler:
@Kurosaki Lucas escreveu:Como aqui falta luz constantemente, ou eu sempre dou o azar de fechar o navegador, vou postar e editando com os comentários...

♦ Capítulo 1
Eu fiquei impressionado com a sua forma de conseguir descrever e passar para o leitor como acontece as coisas. Enfim, acho que já tinha dito isso, mas realmente retrata muito bem como é, deixando a imaginação fluir e se misturar com o que você quer passar. Eu achei algumas ocasiões que você poderia retratar melhor um pouco corridas, somente, como na lanchonete, por exemplo. Ou Tom estava muito ansioso ou ele é impaciente mesmo, pois em rápidos instantes ele já fora embora por simplesmente não conseguir convecer a seus amigos. A caminhada entre todos os amigos ficou algo vago, se conseguisse introduzir melhor o menino ruivo. Mas até que não tenho muito o que falar.

Alguns erros de digitação, acho que vi umas duas frases que você esqueceu de por o ponto final (continuativo), que você terminava uma frase e começava outra sem o ponto, no caso.

Sobre a história, tudo pareceu misterioso e tenebroso, temos uma espiã infiltrada entre eles, Tom se arriscando e arriscando seus amigos também, é realmente um menino aguçado. Calvin parece bunitinhu, me lembra o Berry só que adolescente, a namorada dele também parece ser bem simpática. Enquanto a Alice parece ser uma garota fútil, ambiciosa, sedutora e ela parece ter algum lado sombrio, não sei não, estou com a pulga atrás da orelha com ela. Enfim, Tom realmente esconde uma mente brilhante, vai se meter a investigador e creio que um aliado a Janet agora que ele irá mergulhar mesmo nesse assunto. Espero ver bons resultados disso.

♦ Capítulo 2
Ótima narração dos fatos, Gui, tudo muito bem retratado novamente e com uma descrição majestosa, inclusive dos pokémons. Adorei. Uma única coisa me chamou atenção, na manhã do torneio tudo pareceu-me corrido, Calvin conversando com o Mike, que ainda não consegui decifrar muito bem como ele de fato é, e a parte das meninas e da Alice também me deu um fuck mind, mas acho que isso já foi confusão da minha cabeça mesmo. Tipo, na hora que Calvin e Mike entraram na sala de preparação, parecia que o estádio estava vazio e em tão pouco tempo, só entre a Alice e o Allen chegar o estádio já se lotou e o narrador já estava pronto pra anunciar o começo. Ficou um pouco confuso, pra mim, essa parte, corrida, eu diria.

Dessa vez não encontrei erro algum, de ortografia ou digitação, está magnific.

Enquanto a história, nossa o Tom realmente está cada vez mais realmente interessado nesse seu objetivo de investigar a organização secreta e esse livro que ele está lendo me pareceu meio 'Minha luta' (é esse mesmo né?) do Hittler ahurhua, fora algumas outras coisas parecidas que passou aí e me deu um flash rápido. Janet e sua namorada, pufpuf, ela tinha mesmo esse jeito meio durona, vamos ver como andará essa parte da estória com ela. Enquanto a preparação para a batalha, cara, a irmã da Alice é sapata também? -q Tipo, as meninas da equipe dela, ela pega todas elas? Meu Deus, quanta putaria (zoa). Sobre a batalha, parece que será algo bem animado em, as equipes parecem ter certo atrito já, principalmente por ter irmãs rivais nelas. Acho que reservará boas coisas para frente. Agitação.

♦ Capítulo 3
O capítulo 3 já foi bem animado, talvez poderia ter sido melhor aproveitado o momento de drama entre Alice e seu Magmar. Mas fora isso, achei que você deixou tudo muito bem sob medida, genial as descrições e narração das batalhas, não foi algo tão monótono e nem sem graça ou rápido, ótima entonação de tudo nelas. Não foi algo previsível, o resultado das batalhas, ao contrário, não conseguíamos saber, já que uma hora parecia que eles iam acabar, mas não, continuava e você virava o jogo. Adorei.

Os erros ortográficos, eu vi apenas uma troca de artigo, ou alguma coisa do tipo, dê uma revisada depois.

Já expressando o meu lado como fã da estória, estou adorando o desenrolar, como disse, as batalhas não foram previsíveis, você esperava um resultado e deu outro, como foi na batalha do Magmar x Eletacbuzz. Essa menina parece ser bem nojentinha, a do chiclete, haura, irrita até o leitor, cara, fico imaginando-a e acho que ela deve ser tipo aquelas meninas mal cuidadas e porcas, sei lá. Eu estava torcendo pro Magmar, deu peninha dele e achei que você deu um tom muito real para a batalha, isso eu não curti muito, talvez. O Allen dessa vez me passou outra imagem, nem sei porque, ele parece ser um cara destemido e otimista, gostei. Sua batalha com o Swellow pareceu que ele tinha plena confiança no seu pokémon, o que é muito legal. Adorei como tudo aconteceu e raramente consigo ver boas fanfics em que o autor saiba retratar as batalhas de forma legal. Gostei, Gui, parabéns. Foi um teste talvez, essa parte.

♦ Capítulo 4
Já esse capítulo eu não curti muito não, Gui. Achei que nele deveria ter sido guardado o maior dos clímaxes, mas a batalha do Allen foi mais excitante que essas duas últimas, digo, achei que ambas ficaram muito repetitivas, com uma narração e descrição mais despojada e repetitiva, cenas e situações bastantes parecidas. Os treinadores pareciam-se frios e sem muitas emoções aparentes, não sei, não gostei. Fora que as batalhas pareciam muito dramatizadas e reais, algo como sangue, e danos no crânio da Arbok, foram coisas meio pesadas, acho que poderia fazer algo mais voltado para a realidade de pokémon mesmo, mas isso fica a seu critério, só achei um pouco pesado. A trincha entre os capitões foi algo que você soube destacar, disso eu gostei realmente, mas a batalha não ficou tão emotiva. Enfim, mas o estilo e a história você continua retratanto fiel e seguindo bem, parabéns por isso.

Alguns erros de digitação e pontuação estiveram presentes.

Comentando sobre o capítulo / história em si, eu gostei como as coisas andaram, ficaria um pouco forçado se a Clover ganhasse, mas as batalhas foram realmente, ao meu ponto de vista como leitor fanático, emocionantes, coitadinha da Arbok e foi grilo meu ou o Calvin tem alguma atração pela Mariella? :0 Vou curtir esse casal se tiver. Os pokémons desobedientes são um saco mesmo, e a menina rival do Mike parecia uma louca ao vibrar para que seu pokémon continue sendo assim, imaginei uma pessoa batendo palma pra um louco dançar. Enquanto os pokémons se fodiam os treinadores estavam lá batendo palmas, fuck the logic desses treinadores. rs' A luta das cobras foi bem tensa, fiquei quase arrepiado enquanto elas estavam embaixo da terra, tipo, o que será que está acontecendo. E deu pena da Arbok². E agora, o Tom? Meu Deus, coitado dele, será que vai ser descoberto? e.ê Estou com um certo frio na barriga e também com uma sensação estranha, parece ansiedade, curiosidade, sei lá. Mas de fato pouca coisa ainda andou na main line da história, isso é bom, para não ficar muito corrido.

Bem você comentou muita coisa, vou responder só o principal. Bem eu realmente concordo com você talvez a batalha da Alice tenha sido bem mais sincera e sentimental que as duas últimas, é a minha favorita. Sobre a Michelle eu fico bem feliz, ela irritou você e o Mag, eu buscava isso. Talvez você vá demorar pra conhecer melhor o Mike, mas você ainda vai conhecer sobre ele. Pode deixar, que vou tentar balancear realidade com um pouco de fidelidade com Pokémon. Obrigado.

@Mag escreveu:Ei, Gui. Tenho que ser honesto e dizer que no início desse capítulo, em específico a primeira batalha, estava tudo bastante entediante. Não estava mal escrito, e na verdade você até pausou e deu atenção aos detalhes durante a batalha, mas parece que só foi escrito para completar o torneio. Não foi gostoso de ler, foi só descendo...

Porém quando chegou na última batalha tudo mudou. No fim eu fiquei super ansioso. Você detalhou o necessário na batalha para ambientar o leitor, mas também escreveu com intensão, cara. Parece estranho, mas vou tentar explicar isso. O caso é que você tinha o motivo de fazer dessa batalha, então a leitura ficou intensa. Primeiro que só os dois pokémon que lutariam já me chamaram atenção. Eu amo a Arbok, e inclusive esperava que ela massacrasse a impostora da Seviper. Durante a batalha eu comecei a ficar instigado e terminei duro de tesão. O próprio final foi muito tenso, embora eu odeio a ideia de que a Arbok tenha perdido e morrido.

Depois deste capítulo, sim, eu posso dizer com certeza que estou curioso de verdade para ler o próximo. Até para ver se dá para reparar em muitas diferenças entre a sua perspectiva de escrita e narração no passado e agora. E o Thomas vai se phuder muito.

Até o próximo. Não demore, hein.

A primeira batalha foi claramente escrita para completar, tanto que empatou, eu precisava jogar responsabilidade para a última. Espero que você continue gostando da fanfic. Obrigado.

Mr. Perry escreveu:Cap. II: Regina Spektor aparece novamente, huh? xD Eu sempre gostei do Electabuzz. Como o Mag disse, você escreveu esse capítulo muito bem. Não vou criticar o fato de que foi meio parado, até porque precisamos de fazer ligações, não é? adogiadogiadoig. Gostei dessa garota loira e dessa morena. Btw tem alguma relação com a namorada da Janet? Aliás, na época (pelo que eu saiba) um casal lésbiscos era novidade. Continuo achando legal o fato de ter um e naturalidade com que você retratou-o. Espero que o time Clover ganhe Very Happy

Cap. III: Eu gostei da batalha, ela foi bem escrita. Juro que se Woodstock com Plank fosse em relação a música Meu Amigo Plank ia ficar l0k40 lololol. Enfim, gostei da Hippie aí. Será que ela fuma muita Marijuana? Cara, cara *--* Um Swellow! Adoro Swellows! *--* Me lembram minhas calopsitas e rimam com Marshmallows adogiadogiaodigoadig (ainda sob o efeito do Woodstock). Essa segunda battle também foi descrita, curti (embora tenha gostado mais da primeira, foi mais l0k0n4). Espero que algum membro dessa equipe use Castforms :3

Cap. IV: Bem, essa batalha IMO foi a melhor até agora, tirando o clichê do Double Team multiplicar com os pokés já parados, podia ter usado ele pra multiplicar na hora que fosse tomar uma porrada... Aí seria mais interessante. De toda forma, o final deles se enfrentando sozinho e empatando foi muito bom. Gostei bastante, foi bem inovador isso dos pokés que não obedecem começarem a lutar com o apoio dos treinadores lol Nunca esperei que fosse ver algo do tipo, confesso. A luta final foi engraçada (séquiso guei masoquista lololol), mas o Pokémon morrendo D: Foi triste cara, honestamente.

Eu lembro desse final... Cara, eu lembro que fiquei na expectativa e puff... A fic parou D:
Espero que role porrada [y]

PS: Sou da mesma região que o Zaki e vou editando enquanto leio.

Você gostou mais da batalha que menos gostaram, haha. Obrigado.

Capítulo V
Vermelho

Thomas estava encolhido, tremia por conta do medo, ouvia a respiração do Houndoom acompanhada do som de suas garras arranhando a caçamba. Precisava achar uma solução para esse problema o mais rápido possível. Meteu a mão no bolso e tirou uma pokebola, a aproximou de sua boca.

- Desculpe... Mas isso é preciso, você se vira, tenho certeza. – Murmurou enquanto apertava o botão central da bola.

Um comprido pokémon saiu da pokebola direto para fora da caçamba, era bege com algumas listras marrons espalhadas ao longo de seu corpo, muito semelhante a um furão. Assim que percebeu a presença do cão do seu lado começou a correr, o Houndoom não teve outra reação que não fosse perseguir o Furret.

– Era só um pokémon imundo. – Disse o homem enquanto se encostava à parede.

Tom só conseguiu se sentir aliviado quando o homem entrou na passagem secreta que se abrira na parede. O Garoto se levantou e desceu da caçamba, primeiro precisava encontrar seu Furret, que provavelmente estaria esperando ele na porta de casa ou na cafeteria, era um pokémon muito esperto e que acompanhava ele há oito anos.

***

Estavam sentados na mesa no grande galpão, entre enormes caixas e containeres, os três homens de ternos preto, branco e cinza. Junto deles estavam duas mulheres, uma de pele bronzeada e cabelos loiros, outra com longos cabelos negros e profundos olhos azuis.

– Hoje deveríamos receber o representante da A3, mas até agora ele não apareceu. – Disse a morena.

– Verdade, mas temos que esperar. É uma encomenda importante que ele traz, o comprador vai pagar bem. – Dessa vez quem falou foi o homem de terno preto.

Os cinco foram surpreendidos. Ouviram o som de palmas. Aproximava-se. Saindo do meio dos caixotes. Viraram-se para essa direção.

– Ótimo ver a qualidade de vocês da W24. Eu poderia espionar vocês sem nenhum problema. Esse lugar não é nada seguro. Vocês nem sequer vistoriaram o local antes de sentar essas suas bundas sujas nas cadeiras. – Era uma voz masculina, com um tom escandaloso. Foi acompanhado do som de um escarro e o cessar dos aplausos.

Um ruivo apareceu, estava na casa dos 20 anos. Tinha a pele muito branca. O rosto coberto por sardas. Seu cabelo era volumoso e muito bagunçado. Vestia um imundo macacão branco com um pequeno broche no formato de um eptagrama azul. Colocou a mão em um dos bolsos. Retirou um sanduíche meio comido envolto em plástico filme. Desembrulhou. Mordeu.

– Ma...Major O... O... Oliver. – O homem de cinza gaguejou.

Nesse momento Janet sentiu sua espinha congelar. Seu estômago revirou de nervoso. Quando entrou nesse serviço imaginava tratar com setores inferiores da chamada Aliança, mas ali estava um major, um membro da Los Siete.

O setor superior da organização secreta auto-intitulada Aliança era chamado Los Siete, era composto pelos sete mais habilidosos membros. Cinco deles eram referidos como Majores. Um como tenente-coronel e o líder como Coronel. De todos os sete apenas três tinham seus nomes conhecidos pela polícia, junto da fama de serem ótimos treinadores, com habilidades diversas, eram estes Cibele, conhecida como “Rosa do deserto”, Joffrey, chamado de “A Sombra” e Oliver, “O Rubro”. Dos outros só se conhecia as alcunhas: “O Lírio”, “O Pierrot”, “O Braço Direito” comandados pelo “O Cérebro”.

– Escutem aqui. – Oliver se aproximou. Janet viu seu rosto pálido enrubescer. Apontou para os cinco. Sua mão tremia. – Eu odeio incompetência. É algo que me irrita. – Falava pausadamente. – Eu acabaria com vocês agora mesmo e renovaria a W24. Mas a Aliança não possuí tantos membros disponíveis no momento. Vou deixar a encomenda com vocês. – Respirou fundo. Sua boca mexeu um pouco sem emitir som algum, parecia contar. – Em breve voltarei. Se vocês não mudarem, acabo com vocês! –Deu a última mordida em seu sanduíche. Jogou o plástico filme no chão. Retirou do bolso uma pokébola dourada. Colocou o objeto rudemente no centro da mesa. Saiu.

Major Oliver não era chamado de “O Rubro” por causa de seus cabelos, e sim por causa da tonalidade que seu rosto assumia quando explodia de raiva. Seu pavio curto era muito conhecido. Seu passado não. Apenas sabiam que cresceu em um orfanato de Saffron, de onde fugiu, passando a viver nas ruas. Seu gosto por sanduíches é talvez a coisa mais peculiar de sua personalidade, boatos dizem que ele conhece todas as lanchonetes da parte central de Kanto, conseguindo diferenciar o gosto de cada um. Ninguém ousava zombar disso, por amor a vida.

***

Thomas havia procurado por seu Furret em sua casa, mas não o encontrou lá. Pensou então em olhar no Café, encontrou-o na porta. Aproveitou a viagem então para tomar um cappuccino. Dessa vez sentou-se no balcão e fez o pedido.

– Rapaz, você está fedendo, andou no lixo? – Disse uma voz vinda do seu lado. Era um ruivo vestido com um macacão branco. Devorava um sanduíche.

– Por ai... Você não pode falar muito, olhe o estado desse macacão. – Tom deu uma risada descontraída.

– Olha rapaz, você deveria respeitar, esse macacão tem muita história.

– História de lixeiro, provavelmente.

Oliver bateu a mão no balcão. Seu rosto começava a corar. Olhou fixamente para Thomas. Fechou os olhos. Sua mente foi bombardeada por imagens de seu passado. Contou até dez e respirou fundo. Aqueles malditos pensamentos automáticos. Não deveria se irritar por coisa pouca assim.

– Garoto, você não sabe de nada mesmo. Por que não está comendo um desses? É o melhor sanduíche de toda Kanto. – O ruivo virou para a balconista. – Trago um desses para o garoto, por minha conta.

– Ah, obrigado, não precisava.

– Precisava, não quero uma juventude perdida.

– Mas é apenas um sanduíche.

– O melhor de toda Kanto. Trabalho em Saffron, sempre que tenho oportunidade de vir para Celadon venho, só por causa dele. Peguei uma entrega hoje que nem era minha, mas precisava de um desses.

– Você é um cara estranho. – Tom pegou seu sanduíche que acabara de ser entregue pela balconista e mordeu. – Mas isso é realmente muito bom. – Disse enquanto mastigava.

– Eu disse, – Oliver olhou seu relógio. – Bem, deu minha hora. Preciso voltar para Saffron. – Ele se levantou. – Tome um banho. – Foi até o caixa. Alguns minutos depois saiu do estabelecimento.

Thomas resolveu colocar aquela conversa na lista das mais estranhas que já teve. Mas por algum motivo achou aquele homem interessante. Arrependeu-se de não ter procurado uma forma de ampliar o contato com ele. Seu celular então tocou. Era Victoria. Lembrou-se então da batalha da Clover. Atendeu.

***

Calvin estava no quarto do Centro Pokémon da escola. Sentado em uma cadeira de metal. Olhava fixamente para o Arbok dentro de um tubo de vidro. Estavam tentando ao máximo recupera-la, há duas horas. O treinador não havia saído em nenhum momento do lado de seu Pokémon.

No quarto ainda estavam mais três pessoas. O Médico operava o aparelho de recuperação. Victoria também estava sentada em uma cadeira de metal, segurava a mão seu namorado. Encostada na parede estava Mariella olhava com um olhar de preocupação para o Pokémon. Sua perna direita balançava de ansiedade.

A porta do quarto se abriu. Um rapaz de óculos, com cabelos negros e pele escura apareceu, tinha 18 anos. Vestia um casaco azul e branco, com uma braçadeira de capitão branca com um “C” vermelho. Era Apolo, o capitão da equipe da escola.

– Mariella Spektor, venha comigo. – Disse.

Ela desencostou da parede. Colocou sua mão esquerda no ombro de Calvin, disse “Estarei aqui para o que precisar” e saiu pelo corredor com o capitão.

Os dois foram até uma sala em um prédio vizinho ao Centro Pokémon. Era a exclusiva do Capitão da equipe, Mariella se sentou em uma cadeira na frente de uma mesa.

– Bem, o que tenho a falar é rápido. – O rapaz abriu uma gaveta em sua mesa e retirou uma folha de papel. – Eu e os outros membros da Equipe da Academia de Ashford gostaríamos que você se juntasse a nós. Você vai ter que abandonar seu cargo em sua equipe do intraescolar. Mas é para algo maior. Nós acompanhamos seu bom desempenho desde o último ano, quando sua equipe conquistou a segunda posição, depois da última batalha tomamos essa decisão. Você aceita? – Disse colocando na mesa a folha de papel, era uma espécie de ficha.

– Eu não mereço.

– Como assim? Você é uma excelente treinadora, seus Pokémon são fortíssimos...

– Você viu o que minha Seviper fez? – Mariella colocou as mãos sobre a mesa e encarou Apolo.

– Sim, ela se mostrou incrivelmente poderosa...

– Ela quase matou o Arbok! – Mariella levantou irritada. – Aquilo foi horrível! Não se sabe nem se ela irá sobreviver! Isso para mim não é ser uma treinadora, é ser uma assassina! E se esse é o tipo de pessoa que vocês recrutam eu não quero mesmo entrar! – socou a mesa.

– Calma, garota! – Apolo parecia um pouco assustado. Fez sinal com as mãos para Mariella sentar. – Se você não quer tudo bem. Há alguém da sua equipe que você quer indicar?

– Há alguém, mas não é da minha equipe, é Calvin Berry, da Clover.

– Mas ele perdeu...

– Eu conheço Calvin há oito anos, sei melhor do que ninguém nessa escola de como ele merece essa vaga. – Mariella se levantou. Saiu da sala sem olhar para trás.

Voltou para o Centro Pokémon. Sentia a responsabilidade de ficar com Calvin, era ela a culpada por tudo aquilo, precisava estar com ele. Mas quando abriu a porta do quarto o médico já não estava mais lá. Encontrou Calvin e Victoria trocando um voraz beijo. Nem procurou mais nada. Aquela cena foi o suficiente para irritá-la. Bateu a porta com força e saiu pisando forte.

***

Mariella estava sentada em um banco virado para o lago da escola. Lágrimas escorriam pelo seu rosto. Quando alguém se sentou do seu lado.

– Quem diria, Mariella tem sentimentos. – Disse Calvin.

– É, talvez seja difícil ser a durona cem por cento do tempo. – Ela pareceu sorrir levemente. – Eu luto tanto para manter essa pose, mas talvez não seja mais do que uma cópia da Alice.

– Você não é uma cópia da Alice. Vocês são bem diferentes na verdade. Não é só por causa de suas roupas ou seu cabelo pintado, você é bem menos fútil, chantagista, convencida...

– Obrigado...

– Pelo que?

– Está sendo legal comigo, mesmo depois do que aconteceu na batalha.

– Você não tem culpa, e o Arbok já está bem. – Calvin se virou para ela sorrindo.

Mariella esticou os braços. Agarrou a gola da camisa do garoto e puxou ele para junto de si. Seus lábios se tocaram. Em seguida as línguas. Calvin parecia responder no início, mas logo parou tirando sua boca.

– Desculpa.... – Disse ela enquanto levantava e saía correndo.

Calvin respirou fundo. Levantou-se. Quando virou deu de cara com Victoria chocada. Ela estava estática. Viu uma lágrima escorendo pelo seu rosto antes que ela corresse. Do seu lado estava Thomas, que balançava a cabeça de forma negativa. Olhou para as garotas correndo.

– O que eu faço? – Perguntou para Tom. Seu rosto demonstrava confusão.

– Eu não sei, talvez comer sanduíche seja uma boa...

Notas do Autor: Está ai meu primeiro capítulo escrito esse ano. Ele é meu favorito até agora, não tem o suspense do prólogo, nem a ação da batalhas, mas é o que mais me soou sincero e com personalidade. Ao revisar ele me pareceu até certo ponto corrido. Contudo não vi o que pudesse resolver isso, acho que pode ser um reflexo da personalidade explosiva e agitada de Oliver. A segunda metade do capítulo ficou com esse caráter romancezinho adolescente. Procurei agradar aos vários tipos de leitores. Aos que gostarem do romance, esperam a resolução do triângulo amoroso. Os que gostam mais da parte “policial” da fanfic esperam para saber sobre a pokébola dourada, sobre Los Siete e a Operação Condor. Aos que gostarem de ironia fica a fala final do Thomas, e o capítulo acabou sem ele tomar banho...



Última edição por Guillerjo em Sex 5 Abr 2013 - 2:09, editado 1 vez(es)
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Caio. em Qua 3 Abr 2013 - 15:44

Cara, esse capítulo passou muito rápido, sem grandes emoções como disse, mas achei-o bem maneiro por explorar os personagens. Gostei mesmo do Oliver, aquela parte de "duvidar do sabor do sanduíche" foi hilária. O diálogo também me fez rir... Afinal... Talvez ele não seja uma pessoa tão ruim assim, né? Ou não. Vai saber.

Eu gosto de Calvin. Mariella também se mostrou personagem interessante com essa sinceridade e culpa. Quero conhecer esses elites aí agora, parecem ser maneiros :D
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Rush em Qui 4 Abr 2013 - 0:47

Boa noite!

Tenho que admitir que fiquei atraído pela Fan Fiction por causa da imagem que você postou no main post. Se eu NÃO me engano, o autor desta imagem é/ou é um conhecido de um artista chamado 'Silver5'. Artista excelente, que desenhou, por exemplo, o lendário Rayquaza em forma realista. A melhor que eu já vi. Tá Aqui, se quiser ver.

Enfim, eu li tudo entre ontem e hoje, e não irei comentar detalhe por detalhe. Primeiramente, tenho que dizer que achei muito agradável a sua organização, na qual deixa o texto formatado numa forma muito boa de se ler - embora a narração esteja um pouco "pobre". Não gostei muito das batalhas não. Ficaram simples e esclarecedoras, sim, mas não achei muita emersão enquanto lia as mesmas. Não senti o 'impacto' ou a 'profundidade' dos movimentos e ataques.

Achei engraçado esse último capítulo, achei Oliver um cara interessante, btw. Achei muita sacanagem usar o Furret como isca, mas gostei bastante em como foi descrito e da ideia em si. Teria feito o mesmo.

Enfim cara, voltarei nos capítulos futuros, onde poderei ler e comentar com mais calma.

Um abraço, até mais.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Kurosaki Lucas em Qui 4 Abr 2013 - 9:32

Esse capítulo me pareceu mais como um descanso da história, para não ficar algo muito fadigado. Um dos líderes apareceu, isso foi legal, alguma revelação sobre o grupo, mas no geral, enfim, eu volto a martelar pra você tentar dar um pouco mais de emoção / ou simplesmente enrolar, na história, percorrendo melhor a narrativa e a descrição dos acontecimentos ou dos próprios personagens. A parte do Oliver foi a melhor pra mim, ali sim, eu li uma boa introdução ao personagem com todo o seu jeito e muito natural durante a ocasião, ficou bem legal. O primeiro contato amoroso de Mariella e Calvin seria muito melhor se você talvez colocasse mais sentimentos, descrevesse como a Mariella estava se sentindo depois do beijo por exemplo. Mas enfim,

Erros ortográficos eu não vi algum, só no finalzinho que eu suponho que você tenha trocado palavras. Escreveu 'casa' ao invés de 'cara'. Fora isso, não vi nenhum mesmo.

Meu comentário pessoal como leitor... A forma como Tom escapou dessa enrascada foi genial, achei muito legal e inteligente da parte dele, pensar rápido assim haha, muito inteligente mesmo. Não sei o porque, mas Oliver me cativou um pouco, mesmo parecendo ser um pouco incrédulo / arrogante, sei lá, mas ele parece ser maneiro e ter um lado mais humano. Quero conhecer um pokémon dele ahurhua. Ele e Tom bons amigos? Seria legal. Quanto Calvin x Mariella x Victoria, será interessante mesmo explorar esse triangulo, mas vou dizendo que Calvin x Mariella me dá ansiedade, sei lá, acho que eles combinariam legal. Achei muito boa a cena do primeiro beijo entre eles. Vai ser legal mesmo essa história entre eles. Mas estou mesmo ansioso pra conhecer a organização e os conflitos. No aguardo em Gui.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Qui 4 Abr 2013 - 22:45

Junto com o prólogo, é o melhor capítulo mesmo, Gui.

Em fim você deu uma pausa para dar atenção aos personagens. Antes, Tom para mim era só um bobalhão intrometido, mas me afeiçoei tremendamente a ele neste capítulo. Como já disseram, a decisão que ele teve para escapar do Houndoom ficou excelente, eu acho que inicialmente nunca pensaria em fazer isso. O Calvin é um personagem legalzinho, legal, mas não fiquei tão interessado nele. O Oliver... haha Estou gostando muito das manias que você insere nos personagens, é algo que eu gostaria de explorar mais também. Ele parece ser bem doidão.

Eclético como sou, já li até a Saga Crepúsculo inteira - oh, nostalgia de segundo ano -, eu me agrado por qualquer das partes do enrendo, desde que sejam bem escritas e amarradas. Acho que esse encontro casual entre o Oliver e o Tom foi uma sacada muito boa, se você explorar isso bem na fic ficará bom pra caramba, cara. Eu não achei o texto corrido, ficou bastante adequado em todas as partes com o caráter objetivo e direto da sua escrita.

Até o próximo.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Dom 7 Abr 2013 - 4:56

Spoiler:
Mr. Perry escreveu:Cara, esse capítulo passou muito rápido, sem grandes emoções como disse, mas achei-o bem maneiro por explorar os personagens. Gostei mesmo do Oliver, aquela parte de "duvidar do sabor do sanduíche" foi hilária. O diálogo também me fez rir... Afinal... Talvez ele não seja uma pessoa tão ruim assim, né? Ou não. Vai saber.

Eu gosto de Calvin. Mariella também se mostrou personagem interessante com essa sinceridade e culpa. Quero conhecer esses elites aí agora, parecem ser maneiros :D

Valeu Perry, espero continuar agradando.

@Rush escreveu:Boa noite!

Tenho que admitir que fiquei atraído pela Fan Fiction por causa da imagem que você postou no main post. Se eu NÃO me engano, o autor desta imagem é/ou é um conhecido de um artista chamado 'Silver5'. Artista excelente, que desenhou, por exemplo, o lendário Rayquaza em forma realista. A melhor que eu já vi. Tá Aqui, se quiser ver.

Enfim, eu li tudo entre ontem e hoje, e não irei comentar detalhe por detalhe. Primeiramente, tenho que dizer que achei muito agradável a sua organização, na qual deixa o texto formatado numa forma muito boa de se ler - embora a narração esteja um pouco "pobre". Não gostei muito das batalhas não. Ficaram simples e esclarecedoras, sim, mas não achei muita emersão enquanto lia as mesmas. Não senti o 'impacto' ou a 'profundidade' dos movimentos e ataques.

Achei engraçado esse último capítulo, achei Oliver um cara interessante, btw. Achei muita sacanagem usar o Furret como isca, mas gostei bastante em como foi descrito e da ideia em si. Teria feito o mesmo.

Enfim cara, voltarei nos capítulos futuros, onde poderei ler e comentar com mais calma.

Um abraço, até mais.

Olá Rush, obrigado pelo comentário. Eu gostei do trabalho desse Silver5, mas não achei a imagem em galerias dele, então prefiro não creditar sem saber.

@Kurosaki Lucas escreveu:Esse capítulo me pareceu mais como um descanso da história, para não ficar algo muito fadigado. Um dos líderes apareceu, isso foi legal, alguma revelação sobre o grupo, mas no geral, enfim, eu volto a martelar pra você tentar dar um pouco mais de emoção / ou simplesmente enrolar, na história, percorrendo melhor a narrativa e a descrição dos acontecimentos ou dos próprios personagens. A parte do Oliver foi a melhor pra mim, ali sim, eu li uma boa introdução ao personagem com todo o seu jeito e muito natural durante a ocasião, ficou bem legal. O primeiro contato amoroso de Mariella e Calvin seria muito melhor se você talvez colocasse mais sentimentos, descrevesse como a Mariella estava se sentindo depois do beijo por exemplo. Mas enfim,

Erros ortográficos eu não vi algum, só no finalzinho que eu suponho que você tenha trocado palavras. Escreveu 'casa' ao invés de 'cara'. Fora isso, não vi nenhum mesmo.

Meu comentário pessoal como leitor... A forma como Tom escapou dessa enrascada foi genial, achei muito legal e inteligente da parte dele, pensar rápido assim haha, muito inteligente mesmo. Não sei o porque, mas Oliver me cativou um pouco, mesmo parecendo ser um pouco incrédulo / arrogante, sei lá, mas ele parece ser maneiro e ter um lado mais humano. Quero conhecer um pokémon dele ahurhua. Ele e Tom bons amigos? Seria legal. Quanto Calvin x Mariella x Victoria, será interessante mesmo explorar esse triangulo, mas vou dizendo que Calvin x Mariella me dá ansiedade, sei lá, acho que eles combinariam legal. Achei muito boa a cena do primeiro beijo entre eles. Vai ser legal mesmo essa história entre eles. Mas estou mesmo ansioso pra conhecer a organização e os conflitos. No aguardo em Gui.

Obrigado Kuro, vamos ver o que acha do resto da história.

@Mag escreveu:Junto com o prólogo, é o melhor capítulo mesmo, Gui.

Em fim você deu uma pausa para dar atenção aos personagens. Antes, Tom para mim era só um bobalhão intrometido, mas me afeiçoei tremendamente a ele neste capítulo. Como já disseram, a decisão que ele teve para escapar do Houndoom ficou excelente, eu acho que inicialmente nunca pensaria em fazer isso. O Calvin é um personagem legalzinho, legal, mas não fiquei tão interessado nele. O Oliver... haha Estou gostando muito das manias que você insere nos personagens, é algo que eu gostaria de explorar mais também. Ele parece ser bem doidão.

Eclético como sou, já li até a Saga Crepúsculo inteira - oh, nostalgia de segundo ano -, eu me agrado por qualquer das partes do enrendo, desde que sejam bem escritas e amarradas. Acho que esse encontro casual entre o Oliver e o Tom foi uma sacada muito boa, se você explorar isso bem na fic ficará bom pra caramba, cara. Eu não achei o texto corrido, ficou bastante adequado em todas as partes com o caráter objetivo e direto da sua escrita.

Até o próximo.
'braços.

A única certeza que tenho do futuro é: de Oliver e Tom pode esperar bastante coisa interessante.

Capítulo VI
Segunda-Feira


Era noite. A lua cheia brilhava no céu. Pequenos insetos rodeavam constantemente a lâmpada de um poste. O lugar estava bastante vazio, já passara da meia-noite. Calvin e Thomas estavam sentados em um banco de praça. O primeiro fumava o seu sétimo cigarro, era consumido por aflição e ansiedade. Precisava organizar seus pensamentos. Estava há horas conversando com Tom, mas não conseguia se decidir, esclarecer as coisas.

— Victoria é tão boa para mim, ela é doce, amo tantas coisas nela, o jeito que fala baixo, sua ternura, seu sorriso tímido. — Calvin suspirou. — Mas Mariella tem algo, ela mexe comigo.

— Você já repetiu isso várias vezes. Essa é sua conclusão. Não percebe? Sente-se atraído pela Mariella, mas Victoria é de quem você realmente gosta. Resolva seus problemas com ela de uma vez, temos coisas maiores para nos preocuparmos.

— Coisas maiores?

— A Operação condor. — Tom acenou com as mãos, como se aquilo fosse refrescar a memória de seu amigo.

— Ah, isso. Sabe... — Calvin jogou o que restava do cigarro no chão. — Eu e Victoria conversamos sobre. Isso é loucura.

— Como assim? Eu já disse que...

— Tom, acorde para vida. Não é assunto nosso tudo isso. Não vivemos em um desenho animado, um filme ou coisa do tipo. Esse é o mundo real, não vamos nos envolver nisso, ok?

Thomas respirou fundo. Como podia Calvin dizer aquilo? Ele pensava que eram amigos para o que fosse preciso. Aquilo pareceu hipocrisia. Enquanto se preocupava com algo realmente importante, uma organização criminosa, seu amigo vivia um dilema entre duas garotas e era ele quem deveria acordar para a vida? Calvin estava sendo egoísta como de costume. Pensava que todos estavam a seu dispor a todo momento. Mas dificilmente estaria ao dispor dos outros. Pensava ser o centro do universo. Considerava seus problemas como universais.

— Boa sorte com suas namoradas. Venha me procurar só se mudar de ideia. — Tom levantou do banco e foi embora, sem olhar para trás. Ouviu Calvin chamar por ele, mas não respondeu.

***

Era uma ensolarada tarde de quarta-feira. Calvin estava sentado em uma cadeira na sala destinada a sua equipe. Era pequena. Possuía apenas uma armário de metal, quatro cadeiras e uma mesa de madeira, além de uma enorme janela voltada para o campus. A maioria da escola estava bastante vazia, estavam todos na arena assistindo à batalha entre a Olhos Vermelhos e a 88, pelas oitavas de final, a vencedora desse confronto enfrentaria a Breeze na próxima fase. Poderia ser a Clover...

O garoto se levantou. Olhou para um porta-retrato na mesa. Uma foto dele com seus três companheiros de equipe. Allen sorria sinceramente como sempre, ao seu lado Alice forçava um sorriso, Michael segurava a aba de seu boné e ele estava bem sério. Chegou a hora de deixar a Clover, aquela foto seria substituída pela nova formação em breve. Que tipo de pessoa entraria na equipe? Talvez alguém que melhorasse ela, o que ele foi incapaz de fazer. Mas aquilo não importava, a equipe não importava, não era mais um integrante dela.

Pegou uma folha de papel que estava sobre a mesa. Checou por uma última vez. Era seu formulário de ingresso na equipe da escola. Estava todo preenchido. Ele foi indicado a fazer parte dela por Mariella. Faltava apenas uma coisa. Colocou o papel na mesa. Retirou sua braçadeira, em seguida seu casaco laranja e verde. Dobrou. Colocou-o sobre a mesa. Por cima dele colocou a braçadeira.

A porta então foi aberta. Calvin se virou. Victoria entrou, estava muito bonita. A luz do sol entrava pela janela incidindo sobre seu pequeno rosto, ela estava sem óculos seus olhos brilhavam com uma coloração avelã. Seus longos cabelos castanhos estavam bem penteados. Ela suspirou.

— Recebi sua mensagem, fale logo. — Ela desviou seu olhar. — Você está perdendo ótimas batalhas agora.

— Imaginei. Mas tenho algo importante para falar com você. — Ele se aproximou. Colocou suas mãos na cintura dela. Encarou-a. — Preciso te dizer que eu te amo, você é muito importante para mim, me faz tão bem, mas... — Inclinou-se para beija-la, contudo ela virou o rosto.

— Mas o que? — Perguntou.

— Mas Mariella mexe um pouco comigo, por isso aquilo aconteceu, talvez... — foi interrompido por um forte tapa que levou. O som do impacto ecoou pela sala vazia. A outra mão da garota empurrou ele.

— Sua cara não arde? — Foi andando de costas, virada para o garoto. — Nunca deveria ter me apaixonado por você, estava na cara que seria um babaca...

Calvin ficou um tempo parado, enquanto observava a garota partir. Passou a mão pelo lado de seu rosto que havia levado o tapa. Chutou uma cadeira próxima. Victoria estava com raiva dele agora, Thomas também, provavelmente Mariella. Abandonaria Allen, Alice e Michael na perdedora Clover.

Caminhou até a mesa e pegou a ficha. Sua mão tremia junta com a folha. Estava cansado. Derrotas no estádio e agora fora dele. Precisava mudar essa sua vida. O primeiro passo era entrar na equipe da escola. Conseguiu isso. Era a hora de procurar a realização de seus sonhos, vencer o campeonato de Kanto pela escola, quem sabe ser contratado por um equipe e vencer o mundial. Deixaria Thomas e Victoria para trás se fosse preciso. Se eles não o queriam mais, ele não os queria mais.

***

Os sol se punha. Era o final da tarde de mais uma segunda-feira em Celadon. Três homens com ternos cinza, branco e preto carregavam caixotes até um caminhão. Aquela era uma rua deserta, mesmo naquele horário, se não fossem por algumas pessoas que circulavam, e alguns indivíduos em um ponto de ônibus lendo jornais ou conversando. O homem de preto então entrou no veículo. O de cinza colocou um último caixote e também entrou. Seguido pelo de branco que fechou a porta traseira.

O caminhão partiu. Thomas abaixou o jornal que usava para cobrir sua face. Sempre via aquilo em filmes, nunca pensara que um dia faria algo do tipo. Pegou um bloco de notas e um lápis em seu bolso. Anotou a placa do veículo. Sabia para onde iria, para Cerulean. Passou a semana investigando tudo aquilo por conta própria. Chegou a hora. No dia seguinte destruiria aquela base. O dia da Operação Condor finalmente chegara.

Notas do Autor: Quando reli esse capítulo ele me pareceu chato como uma segunda-feira. Mas ele é um mal necessário. Preciso dele para construir o que Calvin se tornará.

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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Qua 10 Abr 2013 - 23:13

Gui, desculpa de novo a demora. Já faz três dias que você postou. A facul me enrolou, mas eu também sou enrolado.

Cara, não achei o capítulo chato nem um pouco. Primeiro, porque está pequeno, então não fica cansativo de ler. Segundo, porque o capítulo está muito bem escrito. Amei várias passagens do Calvin e do Tom. Aquela interação entre a Victoria e o Calvin ficou espetacular. "- Sua cara não arde?" eu quase vibrei com essa pergunta, como te disse no faceee. Ótimo, ótimo mesmo.

Você deixou bem claro o que o Calvin virará. Eu sinceramente não imaginava uma mudança tão brusca e repentina na personalidade dele. Na realidade, essa mudança nem ocorreu ainda, é apenas um suposição adiantada. Cuidado pra não transformar ele num vingador/rebelde sem causa. O Calvin deve sentir rancor, mas até que ponto ele será capaz de manter isso é que é o problema. Às vezes a gente tenta manter a raiva por causa do orgulho ferido e, comigo, isso quase sempre dá errado. E ele é fumante. lol É o primeiro capítulo que você coloca isso ou ele já fumou em outros e eu não vi?

O trecho do Tom, especialmente quando ele dizia "Calvin estava sendo egoísta como de costume. Pensava que todos estavam a seu dispor a todo momento. Mas dificilmente estaria ao dispor dos outros. Pensava ser o centro do universo. Considerava seus problemas como universais." ficou excelente também. Reflete a hipocrisia do seu próprio pensamento, não é? Essa passagem ficou excelente exatamente pela forma como você inseriu isso, deixando que os leitores percebessem, mas de um jeito que não ficasse ridículo na mente do personagem.

Eu particularmente gostei muito do capítulo. E como você disse, ele norteará o que vai acontecer no decorrer da história.

Até.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Ter 23 Abr 2013 - 2:23

Spoiler:
@Mag escreveu:Gui, desculpa de novo a demora. Já faz três dias que você postou. A facul me enrolou, mas eu também sou enrolado.

Cara, não achei o capítulo chato nem um pouco. Primeiro, porque está pequeno, então não fica cansativo de ler. Segundo, porque o capítulo está muito bem escrito. Amei várias passagens do Calvin e do Tom. Aquela interação entre a Victoria e o Calvin ficou espetacular. "- Sua cara não arde?" eu quase vibrei com essa pergunta, como te disse no faceee. Ótimo, ótimo mesmo.

Você deixou bem claro o que o Calvin virará. Eu sinceramente não imaginava uma mudança tão brusca e repentina na personalidade dele. Na realidade, essa mudança nem ocorreu ainda, é apenas um suposição adiantada. Cuidado pra não transformar ele num vingador/rebelde sem causa. O Calvin deve sentir rancor, mas até que ponto ele será capaz de manter isso é que é o problema. Às vezes a gente tenta manter a raiva por causa do orgulho ferido e, comigo, isso quase sempre dá errado. E ele é fumante. lol É o primeiro capítulo que você coloca isso ou ele já fumou em outros e eu não vi?

O trecho do Tom, especialmente quando ele dizia "Calvin estava sendo egoísta como de costume. Pensava que todos estavam a seu dispor a todo momento. Mas dificilmente estaria ao dispor dos outros. Pensava ser o centro do universo. Considerava seus problemas como universais." ficou excelente também. Reflete a hipocrisia do seu próprio pensamento, não é? Essa passagem ficou excelente exatamente pela forma como você inseriu isso, deixando que os leitores percebessem, mas de um jeito que não ficasse ridículo na mente do personagem.

Eu particularmente gostei muito do capítulo. E como você disse, ele norteará o que vai acontecer no decorrer da história.

Até.
'braço.

Sem problemas em relação à demora. Ainda bem que você gostou, Calvin já apareceu fumando antes da Batalha pelas oitavas, o egoísmo acaba tornando todos hipócritas e mostrando como podem ser tênues relações humanas.

Capítulo VII
Terça-Feira

O relógio de pulso de Thomas indicava 6:00 da manhã de Terça-Feira. Ele terminou de amarrar seu tênis. Fechou a mochila que estava aberta em cima da cama, colocara nela coisas que julgava necessárias. Saiu cuidadosamente do quarto, tentando ao máximo não fazer barulho para acordar seus pais ou sua irmã.

Saiu para a rua. Sentia frio mesmo com seu casaco. Poucas pessoas andavam pela cidade. Volta e meia um carro passava, normalmente táxis. Caminhou até o estreito beco que tanto visitara na última semana. Entrou. Um pequeno Rattata passou por entre suas pernas. Encostou-se na parede. Contou cinco palmos a partir do chão, sete da caçamba de lixo que existia ali.

— Os pactos, sem a força, não passam de palavras sem substância para dar qualquer segurança a ninguém.

O muro tremeu. Os tijolos se moveram aos poucos. Revelaram um enorme galpão. Ele entrou. A parede atrás de si fechou-se. Thomas pegou sua lanterna na mochila e iluminou o local. Passou a luz por caixotes, containeres até encontrar o que procurava: a mesa. Foi até ela. Em cima estava uma pequena caixa cúbica de madeira, trancada com um cadeado.

Tom abriu sua mochila, pegou uma marreta. Ergueu a ferramenta segurando com as duas mãos. Desceu. A cabeça acertou a caixa que rachou, mas não chegou a quebrar. O garoto respirou frustrado, tentou novamente. Mais uma vez apenas rachaduras. Guardou a marreta na mochila. Retirou uma pokébola do bolso. Apertou o botão central dela.

Um pokémon com traços galináceos surgiu, seu corpo era coberto por penas amarelas na parte superior e laranjas na inferior. Apoiava-se nas patas traseiras. Um Combusken.

— Certo, Combusken, preciso que você use o Brick Break na caixa.

O Pokémon fez um sinal afirmativo com a cabeça. Esticou o braço para o alto. Sua garra começou a brilhar intensamente. Golpeou a caixa que se partiu em inúmeros pedaços, revelando uma pokébola dourada. Pegou o objeto, percebeu que existia um pokémon dentro dela e guardou no bolso. Devolveu o Combusken para a sua pokébola.

Foi mais fundo no galpão. Passou a lanterna por caixotes e containeres. A sua ideia era simples, ele pegaria a única que restava da organização na cidade, Fen. Janet teria que ajudá-lo, afinal ela era uma policial, depois disso chamariam a polícia. Ele seria um herói.

Caminhou par ali olhando o lugar durante uma hora até que resolveu abrir um dos caixotes, olhar que tipo de coisa além de pokébolas douradas e pokémon modificados — alguns dias atrás enquanto espionava ouviu falarem algo sobre Larvitar I”s , assumiu que fosse algum tipo de modificação.

Abriu. Encontrou alguns paralelepípedos de pacotes plásticos. Retirou um pequeno canivete de seu bolso a fim de poder abrir um deles. Fez um corte e abriu com os dedos. Um pó branco escorreu pela fissura.

— Cocaí... — Nesse momento foi interrompido um uma sensação estranha que tomou seu ser. Sentiu um frio enorme em seus pés, subindo até os joelhos. Olhou para baixo, viu que estava com as pernas cobertas de gelo. Tentou mexe-las mas estavam presas ao chão. Sentiu algo tocando suas costas. Virou-se. Viu uma Colt M1911 apontada para ele. Uma mão bastante branca a segurava.

Fen vestia um curto vestido branco, meias arrastão pretas, e sapatos de salto alto de mesma cor. Segurava a pistola com a mão direita. Olhava fixamente para Tom. Atrás dela estava um enorme pokémon azul como os olhos de sua treinadora, com um grande casco e canhões nos ombros. Um Blastoise.

— Isso é Heroína, querido. — Disse ela docemente. — Vamos lá, diga, quem é você e o que faz aqui?

— Eu ach-chei... — gaguejou — que aqui fosse um galpão abandonado...

— Ah, vamos lá, nós dois sabemos que você não pode entrar aqui simplesmente, existe uma forma secreta. — Ela pressionou o cano da pistola contra as costas do garoto. — Para quem você trabalha?

— Ninguém... — O suor frio escorreu pela testa de Tom. Ele engoliu seco. Seu coração parecia explodir de tensão. Era só aquela mulher puxar o gatilho que ele morreria. — Eu só pensei... — perdeu as palavras.

— Pensou..?

— Pensei que eu podia acabar com vocês...

A mulher estourou em uma gargalhada. — Você é patético. — Disse apertando o gatilho.

Thomas fechou o olho. Ouviu o disparo. Preparou-se para a morte. Sentiu a urina quente escorrendo por sua perna por dentro da calça. Sentiu uma forte dor no braço esquerdo. Ouviu um estalo, um gemido vindo da mulher atrás de si e o barulho de algo caindo no chão.

Abriu lentamente os olhos. Viu uma marca de bala no caixote da sua frente. Olhou para seu braço esquerdo, viu o sangue escorrer por ele, havia sido pego de raspão. Olhou mais a frente e viu a Colt no chão. Virou-se para trás, Fen estava estática olhando para o lado esquerdo. Seus olhos azuis estavam bem abertos, assim como sua boca pequena.

Do outro lado do galpão estava Janet. Vestindo uma camiseta branca larga, que revelava alguns detalhes de seu sutiã rosa, shorts jeans curtíssimos, óculos espelhados estilo aviador, um chapéu panamá branco. Seus longos cabelos loiros caiam sobre seus ombros. Ela segurava um cigarro entre os dedos da mão direita. Ao seu lado estava um enorme Venusaur com a boca aberta como se bocejasse. De sua flor saíam duas vinhas, usara uma delas para golpear a mão de Fen na hora do disparo.

— Janet... — Fen ainda estava surpresa. — Mas o que foi isso?

A loira tirou algo dos bolsos de trás e mostrou, era um distintivo policial — Investigadora Janet Hasani da Polícia de Kanto. Você está presa. — Disse. Virou-se para Tom em seguida. — Garoto, eu disse para não se meter, se eu não chegasse você estaria morto agora. Essa é a vida real, não é desenho, um jogo, um filme, não pode simplesmente levantar da cama e decidir salvar o mundo.

— Engraçado. — Fen soltou uma gargalhada de deboche. — Se não quer que eu mate o garoto então venha aqui e me ajude a prender ele, nossas brincadeiras deixamos para depois.

— Isso não é uma brincadeira. — Janet deu um passo a frente. Retirou algemas que estavam guardadas na parte de trás dos shorts. — Venha.

— Janet, pare de bobeira. — Fen virou, uma lágrima escorria por sua bochecha, não queria acreditar naquilo. — Vamos prender o garoto com as algemas.

— Isso não é brincadeira, estenda as mãos e venha, pelo seu bem.

— Mas o nosso amor... — A morena juntou as mãos entre os seios. As lágrimas escorriam cada vez mais.

— Eu precisava me aproximar de algum membro para melhores informações, você, além de estar no comando aqui, é linda. — Ela suspirou. — Mas nunca senti nada realmente.

— Bem... Se é assim — Fen deu alguns passos para trás. — Blastoise, Rapid Spin!

O Pokémon tartaruga entrou dentro de seu casco e começou a girar em alta velocidade, foi deslizando na direção da investigadora e seu pokémon. Janet fez um sinal com uma das mãos, mostrando para o Venusaur os dedos indicador e médio. O Pokémon fez um sinal positivo com a cabeça e lançou uma de suas vinhas contra o casco giratório.

A vinha primeiro golpeou três vezes o casco tentando o frear, mas falhou. Então entrou em um dos orifícios do casco, começou a ser enrolada, era como um carretel de linha. O Venusaur fez esforço para trás, jogou o corpo para a direita, movendo o Blastoise giratório. Jogou o pesado casco contra a parede que rachou.

Janet fez novamente o sinal com os dois dedos. O seu Pokémon lançou suas vinhas contra Fen prendendo ela. A investigadora foi então ajudar Tom, mas quando olhou ele havia sumido.

O Blastoise estava desmaiado contra a parede, a força do impacto foi enorme, as rachaduras iam até o teto. Fen chorava enquanto Janet a algemava.

— Eu realmente te amo... — Disse — Nunca imaginei que você fosse uma cadela do governo.

— Sou boa com disfarces, vamos lá. Vamos ter mais o que conversar na delegacia. Esse lugar vai ser ocupado pela polícia em breve.

***

Thomas estava em seu quarto, arrumava sua mochila. Seus pais estavam no trabalho e sua irmã na escola. Foi guardando as coisas que levaria consigo. As palavras de Janet ecoavam em sua mente, o som do disparo, seu ferimento doía, cuidaria dele na próxima cidade. Estava decidido, finalmente partiria em sua jornada, conheceria o mundo, cresceria.

Guardou roupas, algumas ferramentas, laptop, celular, algumas pokébolas vazias, sua vara de pescar, um kit de primeiros socorros, um pacote com dinheiro que guardara nos últimos anos. No bolso da frente colocou o seu livro favorito: “A Jornada” de George Gordon. Em bolsos menores guardou suas duas pokébolas com o Combusken e o Furret, a pokébola dourada e a pistola.

Trocou sua calça e cueca sujas de urina, a calça estava um pouco chamuscada e molhada por causa dos ataques de Combusken que usara para derreter o gelo.

Saiu de casa, deixou uma pequena carta para seus pais dizendo sobre como não concordava em estudar para ser um criador, se queria realmente ser um precisava de uma jornada, assim como George Gordon, precisava conhecer o mundo, crescer, um dia voltaria para vê-los.

Pegou sua bicicleta e partiu.



Notas do Autor: tentei deixar o menos corrido possível, espero ter conseguido.



Última edição por Guillerjo em Ter 23 Abr 2013 - 4:49, editado 1 vez(es)
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Mag em Ter 23 Abr 2013 - 4:36

Nossa, cara, ficou bom o capítulo. Não achei corrido, foi só... objetivo, como seus escritos costumam ser. E que doideira, hein? Já havia me esquecido que a Fen era a parceira da Janet. Quando vi isso, fiquei embasbacado. Outra boa dissuadidora, se entende a flexão da palavra. E mais uma vez o Tom toma um tapa na cara por sua própria ignorância e egocentrismo. Achei massa quando ele mijou quente na calça, melhor do que mijar fora da privada. Estou louco para ver o que vai acontecer... fuga de casa... hum... estou sabendo... e essa pokébola dourada, que era o cerne da organização... Ho-oh... ?

Eu encontrei dois errinhos bobos de revisão. Se quiser corrigir, eles estão nuns dos últimos parágrafos, na luta entre os iniciais, os dois erros na mesma linha. Um `falou` que devia ser `falhou`e um `oficios`que devia ser `orifícios` (a vinha entrando na casca do Blastoise).

Só isso, tomara que o próximo não demore.

Até.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

Mensagem por Yoshihime em Ter 14 Maio 2013 - 15:18

Valeu, Mag!

Capítulo VIII
Tempos de Neblina



Já se passara um ano desde o desaparecimento de Thomas. Isso chocara Calvin completamente, por mais que tivesse optado por abrir mão da amizade e se concentrar em sua carreira, sentia falta dele.

Estava agora em um bar com seus colegas de equipe comemorando a classificação deles para as oitavas de final do Campeonato Interescolar de Kanto. Marcel, o novo capitão da equipe que assumira após Apolo se formar, dava algum discurso bêbado. Toda equipe aplaudia e gritava, eram 11 membros.

Os olhos de Calvin percorreram o bar e encontraram Mariella sentada um pouco afastada, sozinha em uma mesa, ela parecia afundar dentro de seu casaco azul e branco da equipe, havia ingressado logo após sua equipe, a Breeze, ter se consagrado campeã do campeonato da escola. Ele foi cambaleando até ela e sentou ao seu lado.

— Não está feliz com nossa vitória? — Perguntou sorrindo.

— Estou, mas é que... — Ela encolheu dentro do casaco. — Eu não me sinto bem-vinda, sabe, eu recusei entrar na equipe uma vez...

— Por causa disso que eu estou aqui. Obrigado.

— Não precisa agradecer de novo, sempre faz isso, além disso depois daquilo eu arruinei, infantilmente, seu namoro.

— Já falamos muito disso. Aconteceria mais cedo ou mais tarde, só demonstrou o quanto era tênue meu relacionamento.

Mariella abaixou seu olhar calada. Encarou suas surradas calças jeans, pegou uma de suas mãos com a outra, parecia examinar minuciosamente suas unhas. Alguns momentos de tensão. Ela ergueu lentamente seus olhos. Calvin então começou a inclinar seu rosto.

Seus lábios secos se tocaram. Ele umedecendo os lábios dela e ela os dele. Suas línguas se encontraram e se enroscaram. Aproximaram-se. Calvin colocou sua mão na cintura dela, Mariella no pescoço dele. Sentiram o calor em seus corpos, logo foram obrigados a tirar seus casacos da equipe por questão de conforto. Ficaram entre beijos e carícias por um longo tempo.

***

No quarto de Calvin, Mariella se vestia. Ele continuava deitado na cama, calado.

— Não vai me levar até a porta? — Ela perguntou. Seus olhos azuis brilhavam por conta da luz que entrava pela janela, seus cabelos tingidos de negro caiam no meio de suas costas. Ela agora já vestida calçava seus tênis.

— Não tem ninguém em casa. — Ele bocejou. — Desce lá.

— Ok, eu estava pensando, seria legal se fizemos algo juntos amanhã, já que é sábado.

— Não vou poder, tenho umas coisas para fazer.

— Que coisas?

— Coisas... — ele se virou na cama ficando de costas para ela.

— Tudo bem então... — Ela suspirou. Terminou de amarrar seus cadarços. Levantou e saiu pela porta.

Quatro anos depois do desaparecimento de Thomas.


A estação final do metrô de Saffron era decadente, poucas pessoas apenas passavam por lá, sempre iam com outros objetivos. Era um enorme centro para venda de drogas ilícitas, celeiro da cultura junkie, prostituição de todos os tipos. Era suja. Pessoas podiam ser vistas caídas no chão por todos os lados, fedia a urina, e a outras secreções tanto humanas quanto de Pokémon.

Um homem caminhava por aquele lugar, seu cabelo era enrolado, curto e tingido de roxo. Usava óculos escuros, piercing na boca, nas orelhas e na sobrancelha. Sua barba estava bem feita. Vestia uma camiseta branca com uma gola U que batina no meio de seu peito, mostrando a sua tatuagem de um lírio amarelo e pregado na camisa estava um broche de eptagrama azul. Ele possuía 31 anos.

Caminhou entre aquelas pessoas degredadas, até que avistou grupo de três garotos. Mas ignorou completamente dois, só tinha olhos para um.

Esse garoto se chamava Detlef, era loiro, de pele bem branca, rosto inocente e olhos ônix, seus lábios eram avermelhados, provavelmente tinha entre 14 e 16 anos.

O homem se aproximou do grupo os outros dois garotos se afastaram por saberem do que se tratava. “O Lírio”, como era chamado, pousou sua mão no ombro do loiro e sussurrou algo em seu ouvido.

***

Oliver subia de elevador praguejando. Precisava chamar Joffrey, “A Sombra”, que estava no terraço. Por que aquela aberração não usava um celular? Seria tão mais fácil. Retirou um sanduíche embalado do bolso e começou a comer.

Finalmente chegou ao terraço. Lá de cima conseguia ver Saffron inteira, era o edifício mais alto da cidade. Era obrigado a reconhecer que Joffrey soube escolher seu ponto preferido.

Ele estava lá. Sentado na sacada fumando. Seus cabelos eram negros e despenteados. Vestia pesadas roupas pretas, jaqueta — onde estava preso o eptagrama—, calças, coturnos, camisa. No pescoço carregava uma pesada corrente de prata com um pingente de cruz ortodoxa.

— Você deveria fazer duas coisas. — Disse Oliver se aproximando. — Comprar um celular e parar de fumar. — chegou perto de Joffrey, apontou para o cigarro. — Esse troço mata.

— Não fumar faz de você um imortal? — Joffrey ergueu as sobrancelhas.

— Não! Mas preserva minha saúde.

— Cuide da sua que eu cuido da minha. — Ele desceu da sacada. — Anda, o que quer comigo?

— Reunião de emergência. As coisas estão começando a ficar prontas.

— Ótimo. — Joffrey sorriu.

***

Em uma colina próximo ao Lake of Rage, um homem tocava um alaúde. Vestia um casaco verde, um grande chapéu de mesma cor, calças marrons, sapatos pretos. Seus cabelos e seu cavanhaque eram grisalhos, ao seu lado estava um Honchkrow que acompanhava as notas com seu crocitar. Um aplauso surgiu atrás dele que se virou.

Um velho se aproximava, seus cabelos eram brancos, assim como sua barba. Trajava uma farda militar, com inúmeras medalhas presas. Ele sorria enquanto aplaudia.

— Ora, Ricardo, você continua um ótimo músico.

— Obrigado, — O músico sorriu. — George Gordon fardado, quem diria que eu veria isso de novo.

— Tempos sombrios se aproximam. Aqui isolado você provavelmente não sabe sobre o crescimento de uma organização chamada Aliança, um grande problema.

— Então por isso resolveu parar de forjar sua morte? Por causa de uma organização?

— Eu ainda não parei, poucos sabem que ainda vivo e estou assumindo como chefe do planejamento militar de Kanto-Johto.

— Honrados são eles, mas diga, qual o motivo de sua visita?

— Estamos reunindo nossos melhores profissionais. — ele sorriu. — Você é nosso melhor investigador.

— Era. Sabe muito bem que larguei essa vida há oito anos. Existem outros grandes investigadores por ai, meus pupilos, por exemplo.

— Eles estão em setores de base, mas precisamos de uma elite. Sei que você não abandou por completo essa vida, há dois anos contribuiu em segredo nas investigações do caso das três irmãs que assassinaram um rapaz em Goldenrod.

— Foi apenas para passar o tempo.

— Você ama isso, admita. — O velho sorriu. — Mas tenho outra coisa para te contar. Tudo indica que Cibele Kreuser está nessa Aliança.

— A Rosa do Deserto? — Ricardo sentiu o frio percorrer sua coluna, costelas e se alojar na sua barriga.

— Essa mesmo. — O velho manteve o sorriso em seu rosto.

Fim do Livro Um: Neblina

Notas do autor: Depois de algum tempo desaparecido voltei com a fic, através desse capítulo de encerramento do livro Um. Obrigado, quem me acompanha. Só peço uma coisa, se ler comente, por favor, vejo gente que nunca comentou aqui votar em mim no FoTM, comentem, poxa Sad mesmo que seja só a opinião sobre o rumo das coisas, e especulações.
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Re: [Remake] Tempos de Neblina

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