Pokémon Mythology
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A Caçada Atrás da Ilusão

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A Caçada Atrás da Ilusão

Mensagem por LordMikal em Dom 3 Mar 2013 - 13:47

Olá amigos. Tenho trabalhado nesta fic por uns dois meses, estou com uma boa noção de como vai terminar e acho que já é hora de postar. Sinta-se á vontade para deixar um comentário caso encontre erros ou se simplesmente gostou da fic. Em breve irei adicionar biografias e coisas assim.



A Caçada Atrás da Ilusão


“Um sonho. É isso que descreve a força de vontade dos treinadores Pokémon pelo mundo afora. Incansavelmente eles lutam e treinam dia após dia com um único objetivo: Ser o novo Campeão. Eu também luto e treino duro assim como eles, mas não temos o mesmo objetivo... Não... Se não consigo andar pela cidade sem que alguém me desafie é por outro motivo. Eu já alcancei tudo aquilo que eles tanto desejam. Meu nome é Mikal Igneus, e eu sou o Campeão da Liga Pokémon.”

Prólogo

° Um pequeno lembrete °
- Eu adoro cores –


Um sol amarelo da manhã me despertou naquele dia de sábado, olho para cima e vejo folhas verdes dançando no vento serpentino. Olho para a esquerda e vejo meu fiel parceiro Ciel, um Eevee cujo nome vem da cor de seus olhos, azuis como o céu, seu pelo marrom também dançava no vento, enquanto a grama verde-clara se dobrava perante ele. Levanto-me com a ajuda de um apoio, a árvore marrom que havia sido meu abrigo.


- Bom dia Ciel, dormiu bem? – Pergunto-lhe com um sorriso no rosto.

- Vee! – Era a resposta de sempre, três letras, mas eu sempre entendia o significado. Já vi muitas pessoas tentando “traduzir” a linguagem Pokémon, mas para mim, é algo que se sente e não que se ouve.

Havia um lago azul-cristalino na minha frente, era o Lago Verity, isso quer dizer que devo ter chegado a Sinnoh ontem. Faz muito tempo que não piso neste continente deve fazer quase 3 anos desde que derrotei o Campeão daqui. Esqueci-me de mencionar este pequeno detalhe, não me tornei apenas o Campeão da minha terra natal, Kanto, também venci em Johto, Hoenn, Sinnoh e Unova. Enquanto lavo meu rosto, observo meus olhos, que eram uma mescla de verde com azul e a intensidade de cada cor variava todo dia.


- Vamos logo Ciel, quero chegar logo á Sandgem e falar com o Professor e ver se ele sabe alguma coisa sobre o paradeiro “daquilo”. – Disse pondo as mãos no bolso do meu jeans azul procurando um lanche rápido para nós, quando um pequeno doce pulou para fora, e isso era suficiente para enganar a fome de Ciel por enquanto.

Passo a mão no cabelo numa tentativa de amenizar os efeitos do vento, que o transformava em uma bola de pelos escuros. Após um breve instante, começo á sentir o cheiro da água do mar, não estávamos tão longe assim afinal... Penso logo nos meus outros Pokémon, talvez se tivermos tempo e não apareça nenhum pequeno aspirante á Campeão eles possam se divertir na praia.

- Ciel, quando foi a última vez que eu deixei vocês brincarem? – Minha memória não era confiável nesse tipo de coisa, mas nenhum deles me culpava já que sabiam meus motivos, minha mente estava completamente focada em achar “ele”.

- Vee... – As mesmas três letras, só que num tom diferente, realmente fazia tempo que Ciel e os outros se afastaram das batalhas, e mesmo sabendo que eles aceitavam isso sem problemas, ainda me fere por dentro.

Enquanto caminho pela cidade já começam os olhares curiosos, alguns com admiração, outros com inveja, e outros que mal sabiam quem eu era. Eu ignorava isso sempre, para mim aquelas pessoas não existiam, só havia duas coisas que eu me importava – Ciel e o caminho até o meu destino, o Laboratório do Prof. Sullivan – e não tinha tempo para perder com distrações.

- Ei você! O de jaqueta vermelha! – Uma voz me chamou por trás, era um Deles, sempre tinha um não importa onde eu estava. Mesmo sem paciência me virei com um olhar calmo. – Então meus olhos não me enganam... Mikal Igneus, o Campeão da Liga Pokémon realmente está aqui. Eu te desafio para uma batalha pelo título de Campeão aqui e agora!

Um pequeno círculo de curiosos se formou ao redor, enquanto os atrasados comentavam “É ele mesmo!” os que acompanhavam desde o início diziam coisas como “Ele não pode fazer isso!”, “Que idiota. Acha que vai se tornar Campeão numa disputa não oficial”.

- Posso saber o nome daquele que me desafia? – Perguntei encarando-o com um olhar frio e intenso.

- Meu nome é Daniel Lucius, e a partir dessa manhã de sábado, sou o novo Campeão da Liga Pokémon! – Ele me respondeu cheio de ímpeto, ele não era exatamente o que as pessoas pensariam quando o assunto é um Campeão, mas pensando bem, também não sou isso tudo. Pego alguns segundos para visualizar meu oponente, um jovem que deve ter por volta de 13 á 14 anos, seus óculos finos se equilibravam perfeitamente no seu nariz grego enquanto tentavam ocultar seus olhos castanhos, usava uma camisa preta com cubos e uma estampa de marca, no seu pescoço balançava uma correntinha de prata com uma Pokébola na ponta, como a maioria das pessoas desse século, andava de jeans e tênis.

- Daniel Lucius, eu aceito o seu desafio. Perdoe-me se estou com um pouco de pressa, então essa será uma batalha de 3x3 sem substituições. – Disse enquanto ele segurava uma Pokébola miniaturizada entre os dedos. – Ciel é a sua vez. – Meu pequeno Eevee dos olhos azuis deu alguns passos para frente, pelo o sorriso na sua cara, era óbvio que nosso oponente havia sido enganado pela a aparência frágil dele.

- Marowak abra o nosso caminho para a glória! – Ele lançou a Pokébola que estava nos seus dedos, e dela saiu um Pokémon um pouco robusto, parecia a miniatura de um dinossauro, os seus músculos definidos e cicatrizes indicavam que aquele era um Pokémon muito bem treinado, que lutou várias batalhas. – Inicie com Bonemerang! – O Marowak atirou seu osso na direção de Ciel, ele girava numa velocidade tão grande que parecia distorcer o ar ao seu redor.

- Ciel, desvie com Quick Attack. – Ciel desapareceu enquanto o osso passava por onde ele deveria estar, antes que treinador e Pokémon pudessem olhar para a esquerda, Marowak havia sido atingido.

- Brick Break! – Com o osso mais uma vez em suas mãos, Marowak tentou esmagar Ciel num golpe poderoso, mas mesmo despreparado para o ataque, ele conseguiu desviar se jogando do chão, espalhando poeira pelo ar. – Ele está vulnerável! Acabe com ele!

- Use a areia! – Ciel usa a sua cauda para atirar areia no olho do adversário, cegando-o temporariamente.

A falta de visão enfureceu o Pokémon, que começou á brandir seu osso e golpear o ar de um lado para o outro, não chegando nem perto de acertar Ciel, que se levantou com calma e esperou por um comando.


- Isso é um golpe sujo! – Daniel reclamou, nem sequer abri a boca, somente pensei na ingenuidade dessas pessoas que fala sobre golpes baixos e tudo mais, numa batalha você tem que vencer independente se seu adversário está em desvantagem ou não. Como eu adoraria ver esse cara sendo esmagado numa luta “injusta” contra a Elite 4. – Se não pode ver, ataque ás cegas com Flamethrower. – Ele nem considerou a opção de ajudar dizendo a localização de Ciel. Nada adianta um Pokémon poderoso se o treinador não luta junto dele.

- Se essas chamas se espalharem esse imbecil pode queimar a cidade. – Comentei para mim mesmo num tom baixo, pensando como aquilo seria um estorvo para meus planos. – Ciel use a areia para apagar o fogo! – Havia muita areia ao redor, típico de Sandgem, então Ciel não teve muita dificuldade para neutralizar o Flamethrower. Enquanto isso, Marowak recuperou sua visão, seu olho tão irritado que o vermelho da minha jaqueta estava encarnado em seus olhos.

- Bonemerang! – Eu já estava de saco cheio com aquele ataque, no último uma mulher quase viu estrelas quando o osso passou assobiando perto do seu ouvido.

- Ciel, Iron Tail! – Ciel pula e sua cauda assumiu um brilho num tom de prata que pessoalmente acho lindo, sem muita dificuldade, ele parte o osso em dois, para espanto do treinador e seu Pokémon. – Sem o osso você não pode mais usar o Bonemerang nem o Brick Break, já deixamos bem óbvio que o Flamethrower será inútil aqui, e presumo que o último ataque dele deve ser algo que também dependa do osso, se conheço bem esse Pokémon deve ser alguma coisa como Bone Rush. – A cara de espanto de Daniel não me deixou dúvida, meu palpite estava certo, e aquele Marowak estava tão indefeso quando um bebê. – Porque não chama ele de volta e impede alguns ferimentos?

Sem escolha, Marowak teve que abrir mão de seu lugar na batalha, em seu lugar veio um morcego roxo com quatro asas e dois pequenos pés, que são inúteis para andar, seus olhos amarelos me encaravam com uma fome voraz.

- Esse Crobat já teve uma recompensa enorme pela sua captura em uma cidade por aí. Ele é tão cruel que suas vítimas ficavam totalmente secas após uma boa sugada. Diga adeus para seu pequeno Eevee. – De fato, aquele Crobat tinha uma índole maligna e perigosa, não sei como ele domesticou tal Pokémon mantendo sua natureza sádica, mas ele era muito perigoso. – Fatie-o com Air Cutter! – Duas lâminas de vento cortante deslizavam na direção de Ciel, nem o mais duro metal iria sair intacto depois dessa.

- Desvie com Quick Attack! – Sim, eu usei a mesma estratégia de antes, preciso saber o quão forte essa coisa é.

- Não desta vez... – Me surpreendi, o Crobat evitou a investida de Ciel como se já estivesse esperando. – Os sentidos dele são apurados demais, não vai pegá-lo de surpresa como fez com Marowak. – Daniel cruzou os braços em deboche, a atitude dele me enoja.

Eu me lembro de ter visto um artigo sobre ele em um jornal... “O Vampiro de Goldenrod”. 27 pessoas morreram por causa desse encrenqueiro, as autoridades disseram que não havia mais salvação para ele, estava completamente viciado em sangue humano e deveria ser sacrificado. Só de pensar que alguém anda por aí com uma criatura tão perigosa me faz perguntar onde está o senso de responsabilidade desse cara. Felizmente, de todas essas pessoas ao redor, ele me escolheu como alvo. É o meu sangue que ele quer...


- Bem... Não queria ter que fazer isso, mas com esse monte de gente aqui a coisa pode ficar perigosa. Ciel... – Retirei dois tampões de ouvido de silicone de um bolso da jaqueta e tampei meus ouvidos. – Hyper Voice!

*SKKKKKREEEEEEEE*

Um grito terrível se espalhou, tão alto que todos ao redor se contorciam de dor e caíam no chão, Crobat estava sendo torturado pela aquela onda sonora praticamente inaudível para mim, até chegar ao ponto que abriu sua boca freneticamente e caiu no chão. Nocauteado.


- Muito bem Ciel, sempre posso confiar em você quando se trata de fazer um escarcéu. Acho que ter um ouvido tão apurado não é tão bom assim... – Não resisti a terrível tentação de brincar, Daniel levantou a cabeça, lágrimas correndo pelo seu rosto e seus óculos rachados, na iminência de quebrar. – Tenha muito cuidado com onde você vai usar esse Pokémon, ele é perigoso até mesmo nas mãos dos melhores treinadores.

- Se é assim que você quer brincar, pois muito bem, não queria ter que recorrer ao meu último recurso, mas não tenho escolha. – Daniel arrancou violentamente a Pokébola da corrente de prata, e despertou minha curiosidade para que tipo de criatura ela abrigava. – Trema de medo, eu chamo a ti, Samurott! – Ao jogar a Pokébola no chão, dela surgiu um Pokémon com aparência formidável, semelhante á um leão marinho, longos bigodes brancos cercavam seu rosto, espalhados pelo seu corpo azul estavam várias conchas de formatos diferentes que serviam como armadura.

- Só agora que ele manda o melhor... – Comentei mais uma vez aborrecido olhando meu relógio de pulso dourado, eu não tinha tempo para lutar com ele. – Muito bem, creio que não posso esperar mais. Também vou usar meu último recurso. Isso acaba aqui e agora. Ciel, esta é a minha ordem, Last Resort!!!

Os olhos azuis de Ciel desapareceram por completo, enquanto uma aura branca o cercava, estrelas se materializavam ao redor de Samurott, que junto do treinador assistia sem saber o que fazer, após crescerem até um tamanho considerável, todas as estrelas rapidamente se jogaram contra o Pokémon, resultando numa grande explosão. Quando a fumaça e a areia cessou, ele estava derrotado.

- Eu... Não acredito... Samurott não perde... Ele nunca perdeu... – Chocado, Daniel correu e se jogou para abraçar o seu Pokémon, coberto por poeira e feridas.

- Arrogância não vence batalhas, lembre-se disso. – Estendi o braço, Ciel pulou e subiu por ele até chegar ao meu ombro, não estava nem um pouco cansado, e me virei, ignorando tudo mais uma vez e continuando meu caminho.

Eu tenho tudo o que Eles mais desejam, tudo que faz seus corações arderem e puxá-los para seguir em frente; o título de Campeão, uma equipe de Pokémon fortes e poderosos, fama, dinheiro, mulheres... Eu devia ser a pessoa mais feliz do mundo. Mas não... Eu não sou feliz... E não serei até que eu encontre “ele”... O Pokémon Lendário.

Continua no próximo capítulo.


Última edição por LordMikal em Sab 14 Dez 2013 - 17:41, editado 1 vez(es)
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Re: A Caçada Atrás da Ilusão

Mensagem por Pokaabu em Dom 3 Mar 2013 - 19:40

PÔ CARA, ficou bem legal, rs. Você escreve muito bem, e a tal busca da felicidade, que todos nós procuramos incessantemente foi bem colocada por você no texto, acho que você pecou nas características físicas do personagem, até agora só sei a cor dos olhos, mas nada de tão terrível assim. Estou ansioso pra ver qual pokémon lendário é esse e como você vai desenvolver essa história, já que o personagem tem tudo, né? Bom é isso... Até o próximo capítulo. Talvez~


Última edição por Pokaabu em Dom 3 Mar 2013 - 21:20, editado 1 vez(es)
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Re: A Caçada Atrás da Ilusão

Mensagem por Black~ em Dom 3 Mar 2013 - 21:19

Bom, achei muito legal a história.

O cara é campeão da Liga Pokémon, tem tudo de bom que se pode imaginar, mas ainda assim não é feliz, é algo que acontece muito de verdade, foi bom você ter retratado tudo isso na história, e não deixar apenas "um campeão esnobe qualquer".

Gostei de você ter usado um pokémon meio que esquecido pela maioria, que é o Marowak, poucas pessoas lembram/gostam dele. Também gostei de o cara usar apenas o Eevee pra vencer todos os pokémons. Eu esperando uns Dragonites da vida e o cara ganha com o Eevee -q.

Uma coisa que eu achei muito incômoda foi o uso de acentos no "a", em nenhuma das ocasiões têm acento, se tornou até um pouco chato de se ler, recomendo que revise e tudo mais, mas só vi esse erro, você escreve bem.

Também gostaria de imaginar qual espécie seria esse lendário. Não consigo lembrar de nenhum que seja ligado à felicidade, mas enfim.

Acho que teve até bastante repetição das palavras, principalmente Ciel, acho que palavras como "cachorro", "bichano", "cão", entre outras substituem muito bem, basta procurar no dicionário de sinônimos do Google, ou o do Word mesmo.

Enfim, acho que só e boa sorte com a fic.

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Re: A Caçada Atrás da Ilusão

Mensagem por LordMikal em Qui 12 Dez 2013 - 1:20

Olá pessoal, voltei (mesmo sem ninguém sentir minha falta), pra resumir minha história, passei quase 1 ano sem internet, e a primeira (ou não) coisa que fiz assim que colocaram de volta foi trabalhar na fic. Enfim, já faz algum tempo que não escrevo então não me crucifiquem se acharem um erro ou dois.

Capítulo 01: Sem Pistas... Ou não.

Eu estava na porta do laboratório do Professor Sullivan, um dos maiores experts do mundo quando o assunto é Pokémon e um amigo próximo, ele me contatou faz uns cinco dias quando eu estava em Cinnabar procurando pistas “daquilo” dizendo ter boas notícias para mim. Conhecendo as “notícias” que ele costuma me dar provavelmente é algum idiota dizendo ter visto “ele” quando na verdade é outro Pokémon ou uma coisa totalmente diferente. Na primeira vez, eram bolhas de sabão feitas por uma garotinha de Sunyshore, depois, foi um Glameow voando com a ajuda de um Pokémon psíquico, e um mês atrás foi um menino dizendo que tinha um, quando era só uma carta dele... Não posso culpá-lo por querer me ajudar, só gostaria que ele não acreditasse em tudo o que dizem.


- Olá Sra. Sullivan. O professor está? – Perguntei assim que a porta abriu. Angelina Sullivan, a esposa do professor, desde que se formou na faculdade ela se dedicou inteiramente á ajudar na pesquisa do marido. Uma mulher muito simpática.

- Mikal! Ciel! Que bom revê-los! - Disse ela nos dando um abraço carinhoso. – Podem entrar. James está na sala assistindo a televisão na sala. – Dito isso, nós entramos.

Apesar de o laboratório dominar a maior parte da construção, também havia um pequeno espaço para o Professor morar. Máquinas complicadas e livros que zombam da minha capacidade mental estavam espalhados pelo lugar, nunca teve ordem aqui, e provavelmente nunca terá.


- Mikal! Não achei que chegaria a Sinnoh tão cedo, geralmente demora duas semanas para um barco chegar aqui. – Disse ele levantando-se do sofá verde-musgo. Seus olhos caramelados cansados de anos de leitura estavam escondidos atrás de um par de óculos muito grosso.

- Exatamente, me cansei de gastar dias de barco então vim voando no Silver. – Meu Dragonair, foi o primeiro Pokémon que eu capturei em Johto.

- Mas quase uma semana voando deve ser muito desgastante para um Pokémon, mas o que mais se pode esperar de um Pokémon treinado por você? Ainda me lembro de quando ele era um pequeno Dratini. Dratini... Pokémon formidáveis esses do tipo Dragão, difíceis de treinar, mas verdadeiros monstros em batalha. Um Pokémon digno de um Campeão como você. – Ele costuma se perder no meio da conversa, não é uma característica muito agradável. Mas James Sullivan era assim, um homem que te encantava com seus defeitos.

- Nunca entendi porque após todo esse tempo Silver ainda não evoluiu, 6 anos de batalha e ele continua assim. – Confesso que também perdi o foco nesse momento, mas era um assunto que me deixava curioso.

- Talvez... Ele esteja pronto para evoluir, mas não deseja fazer isso. Ele tem medo Mikal... – Aquela frase chamou minha atenção. – Desde o início você treinou Silver para ser rápido, e confesso que mesmo com a minha experiência nunca vi um Pokémon que conseguisse ser mais veloz que ele. A evolução para Dragonite iria aumentar consideravelmente a sua massa corporal, ele não seria mais tão veloz como antes e perderia a sua função na equipe, um treinador com tantos Pokémon diferentes como você poderia facilmente substituí-lo, e devido ao trauma no passado dele...

A história de Silver de fato não era um lindo conto de fadas, um Dratini abandonado por um treinador de Blackthorn no Mt. Silver porque ele havia achado “um mais forte”. E é nessa hora que as pessoas se iludem. Sempre que conto essa história as pessoas esperam uma trama de novela, um sacrifício que eu fiz por ele que o levou á se unir á nos. Seria muito lindo se fosse verdade, mas Silver lutou para não ser capturado com muita determinação. Estava decidido que não iria se aproximar de humanos novamente para não se ferir mais uma vez. Mesmo capturado ele se recusava á obedecer minhas ordens, e tinha momentos que se Ciel não estivesse por perto, ele tentaria me matar sem pensar.

- Felizmente, ele superou isso... Ele confiou e ainda confia em mim, jamais poderia soltá-lo nem se ele não pudesse ser útil de jeito nenhum – Enquanto digo isso, retiro a Pokébola de Silver presa ao meu cinto, e me lembro daquele dia aleatório em que ele finalmente me obedeceu. Posso ter esquecido quando foi ou contra quem foi ou até mesmo quantos Pokémon eu tinha até lá, mas nunca vou esquecer-me daquele olhar submisso que ele tinha nos olhos, como se dissesse “Sou o seu peão e sua espada. Use-me como desejar”.

- Ainda bem que deu tudo certo entre vocês, essas histórias geralmente não costumam acabar bem. Agora, creio que você deve estar curioso para saber por que eu o chamei aqui para Sinnoh. – Disse ele levantando-se e me chamando para o laboratório enquanto coçava a sua barba marrom malfeita.

- Quem foi que o viu dessa vez? – Perguntei enquanto ele ligava o seu computador, mais uma vez, os arquivos e fotos que estavam armazenados insultavam minha inteligência.

- Tenho uma coisa muito melhor pra você, ele não só foi visto por mais de uma pessoa, mas filmado também. – Aquela sentença fez meus olhos dispararem, como se fossem abrir caminho para fora da minha cabeça. Vendo que havia alcançado a reação que desejava, Sullivan iniciou o vídeo.

Eu não enxergava nada de início além de alguns borrões pretos num fundo branco que supostamente deveriam ser árvores, mas desafio qualquer pessoa nesse mundo á olhar e distingui-las, aparentemente estavam filmando durante uma nevasca terrível, porém, era possível ver uma mulher loira de olhos verdes com um casaco preto falando com alguém, provavelmente a pessoa que estava gravando.


"- Eu não acredito que perdemos aquele Abomasnow!!! Nosso vídeo vai ser um fiasco se não o encontrarmos!" – Disse ela enquanto lutava contra a neve para poder andar, me pergunto quem em juízo perfeito sai numa nevasca com aquele tipo de botas estilo country, como se fosse um passeio ensolarado no shopping.

"- Espere... O que é aquilo lá na frente?" – Disse a voz sem corpo do gravador.

Também despertou a minha atenção, a nevasca geralmente prosseguia até onde a vista alcançava, mas por algum motivo ela não estava caindo em um ponto especifico. Mais estranho ainda, circulava esse ponto fazendo uma espécie de esfera de neve.

- Vamos entrar! Isso deve ser obra do Abomasnow! – Disse a mulher cheia de disposição se jogando dentro da neve, logo a câmera vai junto e a tela fica completamente branca por um instante. - O que é isso?! – A mulher gritou, e senti vontade de fazer o mesmo também.

No centro da esfera de neve, cercado por cristais congelados flutuando ao seu redor, brilhando como uma estrela estava um pequeno Pokémon rosa parecido com um gato, olhou por um instante para os dois antes de ficar invisível e sumir, a nevasca voltando ao seu fluxo natural naquele instante.


- Mew... Depois de tanto tempo finalmente achei uma pista... – Estava totalmente tomado por aquele sentimento, após 3 anos viajando sem destino, uma pequena e breve visão do meu objetivo acendeu a chama da esperança.

- E não foi a única vez que esse tipo de atividade psíquica foi vista nos arredores de Snowpoint. Por algum motivo, Mew está perambulando por esse território gelado sem um lugar fixo. – Ao término do vídeo, ele abre várias fotos que eram nada mais do que reportagens de jornais recentes.

“Cascata ao redor de Snowpoint é misteriosamente dividida ao meio.”

“Hoje de manhã os cidadãos de Snowpoint foram surpreendidos com um fenômeno estranho, nessa época um pouco antes do início do inverno, uma das últimas cachoeiras não congeladas ao redor da cidade havia se dividido em duas, quando as autoridades subiram para examinar a anomalia, a queda d’água simplesmente voltou ao seu fluxo normal depois de um clarão de luz vindo do ponto de divisão.”.

“Árvores entortadas surgem ao redor de Snowpoint”.

‘É verdade que existem vários tipos de árvores, de várias formas e tamanhos diferentes, mas como se expressaria ao sair no seu quintal depois do almoço e ver uma árvore que deu meia-volta e começou á crescer em direção ao chão? Esse foi o espanto da Sra. Maria algumas horas atrás. “Sempre cuidei dessa árvore com muito amor e carinho, foi um presente de minha mãe quando eu era jovem, mas agora veja como ela está! E o pior é que me disseram que o dano é irreversível e ela não vai sobreviver muito tempo”. Desabafa a dona de casa. Além desse caso em particular, mais árvores entortadas foram vistas nas florestas ao redor de Snowpoint, algumas que davam lindos nós em si mesmas, outras que giravam e voltavam a crescer para cima. Vários experts do continente vieram investigar o caso, o nosso entrevistado, o Prof. Ribeiro diz ter certeza que se trata de uma obra de um Pokémon Psíquico, e um muito poderoso. Justamente quando achávamos que a cachoeira dupla ia ser a coisa mais bizarra do ano...”.

E os incidentes prosseguiam cada vez mais estranhos, desde folhas que dançavam sem vento á pessoas que flutuavam inconscientemente. Não havia dúvida para mim, Mew estava causando aquelas anomalias com seu enorme poder psíquico.

- Mew não é um Pokémon com o senso de humor para pregar brincadeiras dessa natureza, é óbvio que ele está usando seus poderes psíquicos em excesso e isto está interferindo com a natureza da realidade em si em Snowpoint. – Disse James ajeitando os óculos no nariz, esperando pela minha reação.

- Mas a pergunta é: Por quê? – Eu só conseguia pensar em um motivo para isso, alguém estava tentando capturar Mew.

- Existem inúmeras razões para ele ter feito isso, Mew pode ter enfrentado algum oponente antes ou enquanto estava em Snowpoint, também pode ter passado muito tempo sem usar seus poderes e isso levou á um acumulo de energia psiônica no seu corpo, também pode ter surgido a necessidade de fazer essas peculiaridades por alguma razão que desconhecemos, ou na pior das hipóteses, ele foi capturado ou está sendo controlado por um treinador cuja imaginação não compreende o tamanho da força que possui, porém acho muito improvável, mas lhe aviso prontamente: Eu obtive esse vídeo e a informação com exclusividade, mas não posso impedir a mídia de divulgar os outros ocorridos, não vai demorar para que outros percebam a conexão entre isso e alguma coisa aleatória que as interesse, e como eu digo, quem anda no escuro acaba tropeçando onde não espera. – Era uma maneira que ele usava para dizer quando se encontra algo enquanto procura outra.

- Nesse caso, estou indo para lá imediatamente. – Coloquei Ciel no meu ombro, não havia tempo para perder e ele parecia muito ciente do que estava acontecendo.

- Mas vocês não vão ficar nem para o café ou algo assim? Além do mais, é melhor você se esconder até amanhã. Os rumores chegaram aqui também... – Ele não especificou o que era, mas eu sabia muito bem o que poderia ser.

Suspirei aborrecido numa tentativa de recuperar a paciência perdida, a batalha contra Daniel Lucius havia se espalhado pela cidade em poucos minutos, Eles... Devem estar me procurando por todo lugar, e negar um desafio não é uma escolha para mim.


- Pois bem, nesse caso aceito o café. E o almoço e jantar também. Não estou com tempo pra perder com esses aspirantes iludidos hoje. – Normalmente eu apreciava uma boa batalha, sentir o sangue ardente correndo pelas minhas veias, o bater do meu coração que sincronizava com o dos meus companheiros... Mesmo depois de 6 anos nunca perdi meu espírito de luta. O que me deprimia eram esses pretendentes á Campeão achando que eu não tenho vida e meu tempo é inteiramente para eles. Exatamente isso que eles pensam. “Para Eles”. Eles só querem o título, não dão a mínima para a responsabilidade que ele traz, ou se vão tirar a única coisa que eu tenho, e esse tipo de egoísmo não me agradam.

Normalmente eu evitava passar as tardes ou até o dia inteiro no laboratório do professor, obviamente não há muita coisa para se fazer lá, e eu odeio passar o dia dentro de quatro paredes. Para a minha sorte, havia muito trabalho para ser feito, e o melhor, trabalho que o meu cérebro conseguia acompanhar.
Uma pequena lista foi entregue a mim, na terrível letra de médico do professor com vários pequenos afazeres para serem feitos, de fato eram coisas simples, mas poderiam dar muito tempo necessário para a pesquisa do professor, muitas vezes ele tentou me explicar, mas pouco entendi sobre ela. Ele fala sobre como cada espécie de seres vivos tem um código de DNA único para aquela espécie, porém, há uma peculiaridade que ele reparou. Como muitos sabem, há um limite de potencial para o poder de um Pokémon, os chamados Levels, que vão de 1 á 100, mas ao comparar um Chimchar e um Infernape ambos no limite de potencial, ainda vai existir uma grande diferença de poder entre os dois, mesmo se tiverem sido criados da mesma maneira pelo mesmo treinador. Isso nos leva para a Evolução Pokémon, também não é nenhuma novidade que todo Pokémon que evolui somente o fará mediante uma específica condição, a maior parte, por experiência. A ideia é que o corpo do Pokémon armazena a energia gasta em batalha em seu corpo, e ao juntar o suficiente, ele será capaz de alterar seu próprio DNA e se transformar numa espécie diferente, mais poderosa e adaptada, o que explicaria a diferença de poder entre os exemplos citados. Onde eu estava? Ah sim, a lista...


- Ora bem... Essa primeira tarefa é fácil e ainda ajuda na pesquisa do professor... – Apesar da imensa dificuldade que tive, consegui ler “Organizar as amostras de DNA Pokémon por região e tipo”. Uma tarefa muito fácil para quem viaja por aí todo tempo como eu.

Espalhados sobre a mesa estavam vários frascos rotulados com nomes de espécies diferentes, o primeiro que peguei tinha um pequeno pelo negro, o rótulo dizia “Mightyena”, se minha memória não me falha, é um tipo Dark de Hoenn então assim eu o guardei, em seguida veio um frasco cheio de um líquido de aparência viscosa, pelo rótulo, deduzi que era saliva de Lickitung, então o guardei como um tipo Normal de Kanto. Foi quase uma hora inteira disso, por ironia, minha contagem deu 251 frascos diferentes.


- “Procurar o papel com as fórmulas de variação na relação DNA/RNA levando em conta os tipos da quintessência determinadora de elemento e o tamanho do polímero em si, junto com as enzimas que modificam o DNA e a recombinação genética”. Que droga foi essa que eu li? – Meu cérebro deu uma trava total ao ler aquilo, então fui pedir ajuda ao professor.

Ele estava operando uma máquina bizarra, sua tela mostrava uma cadeia de DNA pertencente a alguma espécie de Pokémon, algumas das bolinhas que formavam a cadeia tinham uma coloração artificial diferente, provavelmente para diferenciar uma das outras. Com um aperto de um botão, o professor quebrou-a e separou as bolinhas por cor, mas havia algo errado, sempre que ele juntava as mãos no queixo e encarava alguma coisa era por esse motivo.


- Onde estará? – Disse ele, sem fazer a menor ideia que eu estava atrás dele.

- Professor? Pode me ajudar com isto? – Ele se virou automaticamente, uma reação esperada de uma pessoa com um cérebro tão ativo. Ele tirou o papel das minhas mãos e começou á ler com atenção.

- Ah sim... Desculpe por isso. Essa é a minha lista de lembretes, ironicamente, eu esqueci que havia escrito algumas coisas aqui que você poderia não entender. – Ele pegou uma caneta e riscou tudo para reescrever em uma linguagem mais compreensível. – Aqui. Agora deve ser mais fácil de entender.

- “Achar o papel azul no meio dos arquivos”. – Segurei um suspiro, ele sempre foi assim, quando não é oito é oitenta. Dobrei o papel para guardá-lo no bolso e me retirei.

Como esperado, os arquivos eram a definição física de caos, acho que o quarto de uma criança estaria mais arrumado que aquilo, pelo menos ele era responsável ao ponto de manter aquela pilha de papéis livres de sujeira. No meio de várias e várias folhas brancas ainda assim demorei 15 minutos para achar o maldito papel com a fórmula para fazer sopa, ou o que diabos ela deveria fazer, porém, em meio aos papeis, algo chamou minha atenção.

- O que é isso? – Não havia fórmulas naquela folha, ou registros de experiências, ou até mesmo palavras. Um esboço de um Pokémon que eu nunca tinha visto antes, seu corpo marrom lembrava um amendoim com espinhos verdes sobre a sua cabeça, ao seu lado, uma pessoa sem rosto usando algum tipo de bijuteria no braço, logo percebi que o professor tinha feito várias interrogações acima do objeto, como se fosse a resposta para os segredos do universo.

Passei mais tempo olhando aquele esboço do que pretendia por causa da quantidade enorme de lembranças que ele me trouxe. Olhando daquele jeito, parecia somente mais um novo treinador prestes á sair de casa, e isso me fez lembrar aquele dia inesquecível 6 anos atrás, um pequeno garoto de 10 anos na cidade de Pallet observando triste acima de um muro enquanto os três escolhidos da cidade partiam em suas aventuras. Porém, assim que eles saíram pela Rota 1 um senhor de idade o chamou.


                                                                                                                               
~x~

“- Você queria estar no meio deles não é mesmo? É realmente uma sensação incrível, sair por este vasto mundo com nada além de determinação nas costas...” – Ele disse para o meu antigo eu, que desceu do muro em um instante.

Eu realmente mudei muito nestes 6 anos, crescei quase meio metro e meu cabelo escureceu um pouco, mas curiosamente não consigo dizer mais nada em como mudei nesse tempo. Mas a imagem daquele senhor ficaria gravada na minha mente para sempre: Aquela pessoa um pouco mais alta do que eu, com seus cabelos grisalhos e pele enrugada dentro de um jaleco branco, sua bengala com uma Pokébola na ponta, o broche com uma importância que desconheço que todos os professores tem... Me pergunto onde eu estaria se não fosse ele.


“- Desculpe, mas quem é o senhor?” – Como eu era ingênuo naquela época... Não havia como não saber quem era aquele gentil senhor.

“- Sabe, este é realmente um mundo muito grande, e como tal, tem seus perigos. Por isso para deixar a cidade você tem que ser maior de idade ou... Você pode um parceiro... Um Pokémon para te proteger e ao mesmo tempo você protegê-lo. Quantas vezes eu já ouvi falar do pequeno órfão da Rua dos Ventos... Eu sou um professor Pokémon Mikal, e posso te dar um Pokémon para você sair em uma aventura que nem eles. Isto é, se você quiser.” – Ele enfiou a mão no bolso do jaleco e tirou uma Pokébola junto da minha primeira Pokédex.

“- Nossa! Muito obrigado! Eu... Muito obrigado mesmo... Que Pokémon é este?” – Com o ímpeto da juventude (sendo que não estou tão velho para falar isso, mas tudo bem) peguei os objetos de uma forma meio que rude.

“- Para ser franco, o motivo de te dar esta “honra” especial é porque acho que você tem algo a mais do que essas crianças. Este Pokémon na sua mão é um Eevee, e assim como você, tem o potencial para tornar-se o que quiser. Cuide bem dele e ele será forte.”

~x~

É tão nostálgico lembrar aquele dia, em que deixei a cidade que sempre cuidou de mim e apesar de minhas incertezas, saí no desconhecido. Nem nos meus sonhos mais loucos eu acharia que eu chegaria ao topo do mundo como fiz.

- Mikal o jantar está pronto. – Disse o professor após chegar sorrateiramente pondo a mão no meu ombro. Com o susto o papel com o esboço caiu de minhas mãos e se perdeu para sempre naquele buraco negro.

- Já são seis horas? – Olho para uma das poucas janelas do laboratório, a lua cheia amarela subia no céu noturno, com inúmeras estrelas ao seu redor. – Acho que me perdi um pouco no passado...

Após a sopa com cogumelos mais gostosa da minha vida, fui para o “meu quarto”, como o professor dizia. Ele e a mulher sempre quiseram um filho, mas infelizmente, descobriu-se que Angelina tem esterilidade congênita, portanto, não podem ter um filho. Desde então este quarto esteve aqui, cheio de todas as coisas que seriam do bebê, mas vazio, então durmo aqui já que sou praticamente “adotado” pela família.

Era um quarto comum, não muito pequeno, mas também não era grande, havia estantes cheias de brinquedos nas paredes, e um guarda-roupa de mogno com roupinhas de bebê, que Angelina limpava periodicamente para não mofarem, como se fossem o único vestígio do filho que ela nunca teve. A janela mostrava o começo da floresta que cercava a parte da cidade que não era cercada pelo mar, do lado da cama, havia um tapetinho que estava sendo banhado pelos raios da lua (é praticamente impossível sair da mesa em menos de 3 horas no jantar da família Sullivan) onde Ciel adorava dormir.

- Acha que vamos achar ele desta vez Ciel? – Enquanto ele se ajeitava no tapete, eu me jogava na cama, pessoalmente nunca gostei de pijamas.

- Vee! - A resposta de sempre, nunca falhando em me motivar.

Pensei em tudo o que aconteceu naquele dia, a batalha contra Daniel Lucius, caçar os trecos do professor no meio daquela parafernália, a habilidade incrível do professor de sempre ter assunto para prender os três na mesa de jantar por horas, mas tinha uma coisa que eu não podia controlar, todos esses pensamentos sempre iam embora, davam lugar para outro, que me perseguia há 3 anos. A minha única chance de absolvição... O Pokémon Lendário... Mew...

Continua...

O próximo não deve demorar, acho que consigo terminar em duas semanas se meus professores colaborarem... Até a próxima!!!

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