Pokémon Mythology
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As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Rush em Ter 6 Jan 2015 - 13:28

Muito obrigado para todos que comentaram. Me desculpe a ausência, acabei tirando umas férias da fic. Muito obrigado pelos comentários, de coração! <3







Kyle era puxado pelo braço por Gabrielle, que parecia estar encantada com os artefatos expostos no museu. Seus olhos brilhavam ao ver fósseis e alguns fragmentos de meteoritos, mas o que mais chamava a atenção da jovem eram as diversas rochas coloridas em uma espécie de estante.


- Olhe, Kyle! – A loira estava admirada. As rochas pareciam estar vigiadas por um alto segurança que grosseiramente os segurava pelos braços, impedindo que pudessem se aproximar. – Ei!

- Sinto muito, vocês não podem se aproximar das Pedras. – O segurança dizia ainda em tom grosseiro.

- Ei, largue a gente! – Kyle se soltava, retirando uma esfera de captura de seu cinto e ameaçando a usar caso necessário. Dentro da esfera era possível ver um Growlithe encarando o segurança ferozmente.



Então de repente aparecia um homem baixo, acima do peso e com cabelos preto-acinzentados que entrava na frente do segurança antes que este pudesse fazer qualquer outra coisa em resposta.



- Ei, ei, ei! Não há motivos para baderna neste museu! – O homem de óculos respondia, dando um sinal para o segurança se afastar. – E você, não vê que eles são apenas crianças?!

- Criança? – Gabrielle coçava seu rosto, não muito satisfeita de ser chamada daquilo.



Jonathan então percebia a presença de Nero dentro da esfera avermelhada-transparente nas mãos de Kyle. Ele ficava boquiaberto, tão surpreso que seus óculos quase caíam de seu rosto.


- Tommy! – O homem dizia, retirando a esfera das mãos de Kyle. – Você está bem! – Ele afirmava, olhando para o canino que apenas observava confuso.

- Tsc! Me devolva! Nero é meu Pokémon! – Kyle retirava bruscamente a Pokébola das mãos de Jonathan.



O homem olhava para a situação, ainda assustado e sem acreditar no que estava acontecendo.






As crônicas de um Gyarados Voador!


Kyle Adventures.




Capítulo XXIII – B Button.




O escritório de Jonathan era um lugar não muito grande, mas era longe de ser humilde. Várias coleções de pedras raras, alguns prêmios e medalhas, e muitas fotografias com alguns líderes de ginásio que assumiram o posto no ginásio de Pewter.

Entre as fotografias, Kyle observava uma velha e surrada, onde Jonathan ainda era uma criança e estava ao lado de um velho homem acompanhado de um Onix.


- Essa é a minha fotografia mais valiosa. – Ele sorria, oferecendo café para Kyle e Gabrielle antes de sentar atrás de sua mesa. – Esse velho homem é Brock, o primeiro líder de ginásio aqui de Pewter.

- Nossa... Quantos anos ele tinha? – Gabrielle perguntava, tomando um gole de sua xicara de café.

- Noventa e dois na foto. – Jonathan abria um sorriso. – Os nativos de Pewter são conhecidos por terem vidas extremamente longas e cheias de vitalidade. Brock só se aposentou com cento e onze anos, um pouco antes de morrer.


Kyle se surpreendia e até queria saber mais a respeito, já que admirava os líderes de ginásio. Porém ainda estava com raiva pelo desagradável evento que havia acontecido, por isso ficava emburrado de braços cruzados.


- Ah sim. Perdoe-me. – O senhor se desculpava antes de limpar a garganta. – Esse seu Growlithe... Nero, certo? Ele pertenceu ao meu sobrinho. Alex Stone.


O coração de Kyle começava a pulsar forte. Ficava nervoso, vendo que o Growlithe já seria de outra pessoa.


- Não pode ser. Eu encontrei Nero em minha casa alguns meses atrás! – O rapaz aumentava o seu tom. – Eu até o registrei em meu time!

- Alguns meses atrás, precisamente. – O senhor fechava seus olhos, não muito contente. – Justamente quando meu sobrinho me visitou aqui. Bem, caso você queira tirar suas duvidas, eu recomendo que você solte Nero de dentro de sua Pokébola.



Kyle engolia seco, um pouco receoso. Ele então segurava a sua esfera de captura e clicava em seu botão central, fazendo com que um raio branco materializasse o Growlithe em seu colo.

Poucos segundos após isso, uma enorme Arcanine entrava no escritório após sentir o cheiro familiar. Ela começava a chorar freneticamente, como se estivesse com muitas saudades, e rapidamente corria em direção de Nero.

O Growlithe parecia fazer o mesmo. Chorava um pouquinho e pulava do colo de Kyle, pressionando a sua cabeça contra o peito da Arcanine e trocando mais carinhos.



- Maggie e Tommy são irmãos. – Jonathan dizia. – Eles e mais três Growlithes foram presentes para a minha família há quase um ano. Eu fiquei com Maggie, meu sobrinho com Tommy e outros familiares ficaram com o resto.



Naquele momento Kyle entrava em choque. Se ele já não estivesse sentado, provavelmente ele iria cair de costas no chão, ainda tentando engolir aquela informação, de que seu segundo Pokémon já pertencia a outra pessoa.

Vendo a preocupação do seu treinador, Nero parava de trocar carinhos com Maggie e caminhava até o rapaz, empurrando a sua cabeça contra a perna dele, como se tentasse dizer, “Ei, não fique assim não”.

Gabrielle também percebia a mudança de humor no amigo, então ela segurava a sua mão enquanto abria um sorriso tímido e um pouco melancólico, tentando demonstrar compaixão pelo garoto.


- Bem. Ele era um presente para Alex, mas tem um probleminha... – Jonathan intervia, prendendo a atenção do treinador de pallet.

- Probleminha? – perguntava curioso.

- Bem... Tommy, ou Nero, como você preferir... Ele não conseguiu evoluir, assim como seus irmãos.


Kyle e Gabrielle olham assustados com tal informação. O homem então retirava uma pedra alaranjada com um fogo vivo que queimava em seu interior. A pedra, no entanto, não estava muito quente, apenas o suficiente para aquecer o bolso do senhor.

Ele colocava a pedra ao lado de Nero, mas parecia ser em vão, já que nada acontecia.


- Pera... Seu sobrinho abandonou Nero porque ele não pode evoluir? – Kyle perguntava diretamente, mudando todo o seu humor melancólico para um raivoso modelado com justiça.

- Receio que sim. – O homem não parecia nada orgulhoso.


O garoto com o chapéu de palha apenas dava um forte soco na mesa, fazendo um barulho que assustava Maggie e fazia Nero ficar atento. Gabrielle ficava sem graça e também assustada.


- Seu sobrinho é um grande filho da [palavra censurada]! – O treinador respondia se levantando da cadeira. – Nero é um dos Pokémons mais incríveis que eu já vi, capaz de fazer coisas que nenhum outro jamais foi capaz de fazer!


Gabrielle pensava em impedir o garoto de dizer tais coisas, mas ela concordava com ele, assim como Jonathan, que não parecia ficar ofendido.


O pequeno Growlithe em seu lado o olhava sério e surpreso. Naquele momento ele não dava atenção a mais nada além das palavras de Kyle.



- Nero andou sozinho até Pallet, desceu El Pico de las Batallas sozinho, e ainda teve que lutar contra o frio do inverno! Seu sobrinho fez tudo isso só porque Nero não conseguiu evoluir?! Eu juro que irei dar um soco na cara dele quando eu o conhecer, tenha certeza disso! Eu nunca irei abrir mão de Nero, e nunca irei deixa-lo sofrer como ele sofreu! Nero é meu amigo, meu aliado e eu não vou deixar nada de ruim acontecer com ele, independente se ele não evolui ou não!


Jonathan estava assustado e surpreso com a atitude do treinador, então não dizia nada, apenas o encarava com um ar de espanto.


- Olhe, Kyle! Suas palavras estão fazendo Nero evoluir! – Gabrielle dizia em um tom alto e surpreso.


Porém, quando olhavam para o Growlithe, viam que nada acontecia.


- Desculpa, gente. Eu achei que isso seria engraçado e quebraria o clima pesado.  


Kyle olhava emburrado, mas um choro canino o chamava a atenção. Quando notava, Nero estava chorando. O rapaz abria um sorriso e o pegava, colocando-o em seu colo e lhe dando um abraço.


- Calma, amigo. Não precisa chorar. – Fechava seus olhos, dando um abraço firme no Growlithe.


Jonathan também abria um sorriso simpático no rosto.


- É por isso que eu estou feliz em saber que Tom- Quer dizer, Nero, está contigo. – Ele então se levantava entregando a pedra de fogo para Kyle. – Por favor, fique com isso.


Kyle pegava o minério com cuidado, notando seus detalhes. Seu formato era semelhante a um losango com vários lados. Sua superfície era quase transparente e num tom amarelado, sendo possível ver um pequeno fogo queimando em seu interior intensamente, mesmo que não tivesse oxigênio. Em sua ponta superior, havia um pequeno colar de couro.


O treinador de Pallet achava aquilo lindo, e imediatamente colocava o colar em Nero. O pingente de pedra de fogo combinava bastante com a aparência do Growlithe.


- Perfeito. – Kyle abria um sorriso.

- Tão lindo. – Gabrielle se aproximava, apoiando-se no ombro do amigo e fazendo um carinho no queixo do cão.

- Ah. Acho que você também deveria ir para o Ginásio de Pewter. Você parecer ser um treinador excelente e capaz de derrotar a líder... Arianna.


Gabrielle se levantava com um pulo.


- Sim! Precisamos comprar os ingressos e marcar a batalha!

- Não é preciso. Irei recomendá-los para ela, e vamos dizer que... Vocês não precisam pagar e nem marcar nada. Apenas digam que eu os recomendei, e se ela perguntar, diga que “Água mole e pedra dura, tanto bate até que fura”.


~>x<~



Brenda e Russel também estavam no museu. Enquanto Russel ficava admirado alguns fósseis e pedras preciosas que ali estavam, Brenda parecia estar receosa, procurando alguém com alguns olhares não tão discretos.


- Ciúmes? – O Hitmonchan dizia em um tom baixo, segurando risada.

- Lógico que não! Porque eu sentiria ciúmes? – Respondia quase que imediatamente, emburrada.

- Porque você gosta dele, ué. Isso está mais claro que água.



Aquelas palavras de Rocky faziam com que os olhos da loira ficassem arregalados, seu rosto rapidamente corava e ela demonstrava nervosismo.


- Claro que não! – Dizia em tom alto, chamando a atenção das pessoas que ali estavam.


Russel começava a rir.

Sua risada era logo interrompida por um alto estrondo que resultava no abrir das duas portas de vidro blindado da entrada do museu. De lá, entravam três pessoas já reconhecidas e temidas pelo local.



- Martin, faça as honras. - O homem do meio dizia, fazendo com que um Machoke que entrava logo atrás deles apertasse um botão do enorme rádio que carregava em seus ombros.





O criminoso dava passos largos, retirando a sua máscara enquanto chacoalhava seus cabelos macios e perfumados, que tomavam conta do ambiente rapidamente. Os fios castanhos eram lisos, mas tomavam forma de um topete fabuloso.

A cada passo que avançava, seu quadril rebolava. Estava carregando uma grande escopeta de cano cerrado em sua mão direita, apontada para cima para manter seu estilo.

Como anteriormente, o Machoke dançava com as batidas da música, fazendo movimentos pélvicos em algumas ocasiões.



- Há. Há. Há. – O desmascarado ria ironicamente, num tom sério. – Vocês acham isso engraçado? Vocês realmente acham isso engraçado?!



Ao notar a presença dos criminosos, alguns visitantes do museu se agachavam e se escondiam. Os funcionários faziam o mesmo, inclusive os seguranças, com exceção da minoria que ainda ficava em pé, em choque.

Sir. Audrey Felix se aproximava de um dos funcionários de pé, o segurando pela gola. Sem hesitar, dava um tiro no teto, fazendo um som ensurdecedor ecoar pelo local e fazer uma pequena parte do teto cair.


- Ein?! – Perguntava em tom alto.

- Não! Não, senhor! Por favor, não me machuque!


Felix suspirava decepcionado, soltando o funcionário e segurando em seu ombro, como um movimento de compaixão. Após um pequeno tempo em silêncio, ele dava um forte soco no rosto do funcionário, o fazendo cair com o nariz quebrado.


- Nós viemos aqui apenas UMA vez, não deixamos NENHUM ferido e o mais importante, não roubamos NENHUMA dessas suas pedras preciosas. – Dava um forte chute em um balcão de exposição com algumas pedras d’água dentro. – E é ASSIM que vocês nos tratam?!

- D-Desculpe s-senhor! – O funcionário choramingava enquanto pressionava o seu nariz quebrado, suas mãos estavam banhadas de sangue.

- Agora me responda uma ÚLTIMA VEZ, entendido? – Apontava a escopeta de cano cerrado em direção do inocente. - Onde está a PORRA do Âmbar Velho?!


Antes que o funcionário pudesse responder, Russel limpava a sua garganta, mostrando que ele e Brenda não se escondiam como os demais.


- Posso te ajudar princesa? – O Hitmonchan perguntava sério, estralando seus punhos e seu pescoço.


Audrey fechava os olhos e respirava fundo, tentando manter a paciência. Ele virava para em direção do autor de tal pergunta e observava Russel. Seus olhos bravos ficavam calmos, e um sorriso simpático abria em seu rosto.


- Ora, ora, ora. Um Hitmonchan falante? Isso é novidade. – Audrey apontava a escopeta para o Hitmonchan. – Você deve valer bastante no mercado negro, aberração.


Ao ser chamado de aberração os olhos de Russel começavam a arder em chamas. Sua respiração começava a ficar pesada e ele avançava passos pesados e lentos em direção do criminoso.


- Se você aproximar mais eu atiro, macaco lutador de boxe. – Audrey o provocava, rindo da situação por estar armado.


O sorriso de Audrey, no entanto, era desmanchado ao ver Russel empurrando Brenda para o lado e dando um salto. Por reflexo atirava, mas não conseguia acertar o Hitmonchan. Antes de poder ver o percurso que o Pokémon fazia no ar, ele percebia que sua arma de fogo saía voando com um golpe que recebia na mão. Ele gritava de dor com o ocorrido, e notava que Russel já estava em sua frente, ainda com a respiração pesada e uma expressão raivosa em seu rosto.

Os visitantes e funcionários olhavam assustados com a velocidade do Hitmonchan, e por um momento, tinham a esperança se saírem de lá vivos e com seus pertences, por outro lado, estavam com medo de presenciar suas mortes pela a atitude justiceira do Pokémon.



- Como OUSA?! – Audrey se questionava enquanto apertava a sua mão. – DAVID, ALANA, FAÇAM ALGUMA COISA.



Os dois apenas acenavam com a cabeça e retiravam as suas máscaras. David era um jovem alto e belo, seus cabelos eram tosados nas laterais de sua cabeça, possuindo um topete castanho claro.

Alana era uma jovem um pouco bela de cabelos negros lisos, com uma franja cobrindo toda a sua testa e jogada para o lado.
Ambos miravam suas armas em direção do Hitmonchan, mas eram surpreendidos ao vê-las sendo cortadas no meio antes mesmo de poderem apertar no gatilho.



- Muito bem, Aoki. – Kyle dizia em um tom amigável, mostrando estar acompanhado de Gabrielle e Jonathan. Ao seu lado, estava seu Ivysaur em posição de combate, que havia lançado duas grandes folhas de navalha para cortas as armas de fogo. – Ei, eu sugiro que vocês saiam daqui agora, ou o negócio vai ficar bem feio pra vocês!
Audrey recuava alguns passos, ainda segurando a sua mão inchada com o soco de Russel. Ele dava passos até ficar na frente de seus capangas.
Kyle também fazia o mesmo, caminhava em direção de Russel para lhe dar cobertura.


- Vocês sabem com quem vocês estão SE METENDO?! – Audrey perguntava em um tom escandaloso.

- Com uma bicha, um garçom e uma hipster. – Kyle respondia, retirando mais duas pequenas esferas de captura de seu cinto. – Você quer mesmo se meter com a trupe de Pallet?


Neste momento Brenda se levantava, Russel avançava um passo, ainda raivoso. Gabrielle também retirava uma esfera de captura de sua bolsa e Aoki bufava, mostrando não estar com paciência para esperar a resposta dos bandidos.



- David, Alana. – Audrey dizia em um tom sério, abrindo um sorriso. – Vamos fazer da maneira antiga. – Agora retirava uma Pokébola de seu sinto. – Z-Type, escolho você!


Um Porygon-Z era materializado de dentro da esfera avermelhada e transparente. Ele flutuava de um lado para o outro, com o corpo trêmulo. Parece que estava dando tilt.


- Golias, você também, meu amigo! – David lançava uma esfera de captura, saindo um Scyther muito maior e mais forte que o comum. O inseto bufava, mostrando não estar de brincadeira.

- Feuer, vamos trucidar esses malditos! – Alana repetia a ação de seus companheiros, saindo um Houndour que rosnava para os heróis.



Vendo a situação, Kyle avançava um passo, lançando as duas Pokébolas de suas mãos. Delas, saía Hattori e Tatsuo, que ficavam ao lado de Aoki.
O Scyther de Kyle, no entanto, não parecia dar atenção, e ficava lixando suas lâminas, como sempre ficava.


- Eu dou conta dos três. – Kyle dizia, olhando para trás. – Apenas levem os inocentes para os fundos em segurança. Eu venço desses criminosos.

- Você tem certeza, Kaká? – Gabrielle perguntava, com receio.



O rapaz de chapéu de palha apenas concordava com a cabeça.

Seus amigos então não questionavam e faziam o que ele pedia. Guiavam os inocentes até os fundos para que ficassem em segurança. Kyle recuava um passo para ter espaço para a batalha iniciar.


- “Aoki está machucado, então precisarei tomar cuidado. Os oponentes estão usando um Houndour, um Scyther e um bicho que eu nunca vi nada vida...”. – Pensava, tentando formular uma estratégia. – “Preciso terminar com essa ameaça desconhecida antes de derrotar os outros dois. Depois é só acabar com o Scyther maromba.”.

- Z-Type, use Ataque Triplo!

- Feuer, use brasa!

- Golias, Corte Noturno!


Kyle se surpreendia com os movimentos agressivos e repentinos. O Porygon-Z começava a tremer muito mais que o normal, como se estivesse sobrecarregado, então três esferas das cores azul, vermelha e amarela se formavam no formato de um triangulo. Este era lançado em direção do rapaz de Pallet.

O Houndour apenas rosnava e soltava uma pequena quantidade de brasa que percorria em direção de Aoki.

O Scyther começava a bater as suas asas, fazendo um som altíssimo que se assemelhava um helicóptero e uma vespa, sua velocidade, no entanto, era lenta comparada aos outros Scythers. Ele mirava em Tatsuo.


- Okay, vocês estão pensando óbvio demais. – Kyle abria um sorriso, que era logo desmanchado quando via o triangulo de três cores vindo em sua direção.


Rapidamente ele segurava Aoki e pulava para o lado, para assim o proteger das brasas e se proteger do Ataque Triplo.


- Hattori, Vento Gélido no chão! Aoki, Folhas de Navalha no bicho escroto flutuante! Tatsuo, pare de lixar suas lâminas e faça alguma coisa!


O Gastly rapidamente abria a sua boca, deixando que um ar tão gelado que se tornava branco tomasse conta de seu corpo. Então ele flutuava para o chão, fazendo o mesmo ficar úmido e congelar rapidamente.

Aoki ainda estava nos braços de Kyle, ele então pulava para frente e de uma de suas folhas das costas ele lançava uma pesada e grande folha, que se assemelhava a um bumerangue, em direção do Porygon-Z.

Tatsuo não fazia nada, apenas afiava as suas lâminas, despreocupado.

Golias ainda corria em direção do outro Scyther, mas se surpreendia com o chão congelado, escorregando e caindo de costas no chão.
A folha de navalha voava em direção do Porygon Z, mas este desviava facilmente.



- Tsc, Golias, se levante! – David gritava, preocupado, vendo que seu Pokémon estava vulnerável.

- Hattori, use Hipnose no Houndour! Aoki, aproveite e use Semente Sanguessuga nele também! Tatsuo, retorne para sua Pokébola, você só está atrapalhando!


Kyle retirava a sua Pokébola de couro de seu cinto, fazendo com que o Scyther retornasse para dentro de sua esfera. Logo em seguida ele liberava Nero, que ficava em seu lado, em posição de combate.

Os olhos de Gastly brilhavam um pouco, e estes pareciam criar uma aura que era lançada em direção do Houndour. Imediatamente o Houndour caía de lado, dormindo.

Aoki não perdia tempo e lançava uma semente de dentro de sua flor. Com uma precisão incrível, a semente acertava o Houndour e se abria, criando várias vinhas que o amarravam e soltavam um raio vermelho. Aquilo causava bastante dor no Houndour, mas mesmo assim ele ainda continuava dormindo.



- Não! Droga! – Alana gritava, pisando no chão.

- Okay, menos um! Agora Hattori, use Desabilitar no bicho estranho, e Aoki, use Semente Sanguessuga novamente!



O Gastly emitia um forte chiado que fazia o Porygon-Z ficar totalmente paralisado. O Ivysaur repetia o movimento, lançado mais uma semente que atingia em cheio o Porygon-Z. As vinhas o prendiam e soltavam uma forte energia vermelha. O seu corpo então caía ao chão, não tendo mais forças para levitar.


- “Ok, Aoki pode usar duas semente sanguessuga em um curto espaço de tempo agora. Hattori usou Desabilitar, então não poderá repetir o movimento novamente. Usei meus dois grandes trunfos, mas pelo menos derrotei dois dos Pokémons deles.”. – Kyle pensava, não deixando de esconder a sua felicidade por sua estratégia ter dado certo.

- Como ASSIM?! – Audrey se questionava puto da vida.



Golias ainda tentava se levantar, com dificuldades já que seu peso não o ajudava naquele chão congelado. Aquilo fazia David ficar preocupado e receoso. Kyle percebia aquilo.



- Ok. Eu venci. – Ele dizia, poupando o Scyther do inimigo. O Gastly flutuava até o seu lado, Aoki recuava alguns passos e seu Growlithe apenas continuava em posição de combate. – Agora vão embora, antes que fique pior para vocês.
Audrey engolia seco, furioso por ter a sua honra manchada. No entanto, David ficava impressionado com a atitude do rapaz. Havia poupado o seu Pokémon de qualquer tipo de sofrimento, mesmo com uma enorme desvantagem.


- Você vai pagar. – Audrey dizia, retirando mais uma esfera de seu sinto, mas era segurado por David antes mesmo que pudesse fazer alguma coisa.

- Calma amor. – David dizia em um tom baixo, mas sério. – Não precisa usar a nossa arma secreta agora. Nós perdemos, aceite isso. Ele não está com policiais aqui e eles ainda não chegaram. Temos tempo para fugir.



Alana revirava seus olhos, enjoada daquilo. Audrey respirava fundo, aceitando a triste realidade e concordando com seu parceiro. Ele não dizia nada, apenas recuava seu Porygon-Z e caminhava para fora da saída.

David fazia o mesmo. Ele olhava para trás e sorria para Kyle.


Quando os dois capangas saíam do museu, Audrey virava de costas, não saindo totalmente.



- GUARDE minhas palavras, caipira. Isso TERÁ troco. – Audrey então saía do museu.



Kyle suspirava aliviado. Estava orgulhoso de si e de seus Pokémons.


- Vocês foram incríveis. – Ele dizia, passando a mão na cabeça de Aoki e Nero, sorrindo para Hattori. – Estou muito orgulhoso de vocês.


Hattori começava a rir, contente por escutar aquilo. Então ele começava a brilhar num tom branco e um som ecoava pelo local. Kyle ficava surpreendido com o que estava acontecendo, já que o Gastly começava a expandir o seu tamanho.

Quando parava de brilhar, o Gastly havia evoluído para um Haunter. O sorriso de Kyle ia de orelha a orelha. Estava muito feliz por aquilo ter acontecido. Hattori agora estaria mais forte do que nunca.

Nero apenas observava o que havia acontecido, e não podia negar que sentia inveja pelo o que acontecia. Um de seus parceiros havia evoluído, coisa de que ele não era capaz de fazer.




As crônicas de um Gyarados Voador!


Acontecimentos importantes:


Spoiler:


- Hattori Evoluiu para um Haunter.
- Foi descoberto que Nero foi abandonado por não conseguir evoluir.
- Audrey e sua trupe foram derrotados por Kyle.
- Audrey está procurando um Old Amber.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Black~ em Sex 9 Jan 2015 - 15:05

Bom, vamos lá.

O capítulo foi bem bacaninha, não teve aquele humor dos outros, foi mais focado no drama mesmo, mas nem por isso ficou ruim, muito pelo contrário, gostei bastante. Apesar que esses vilões dão uma carga de humor a mais para a história huahuaha.

Que história triste do Nero, coitado. Abandonado pelo treinador por não poder evoluir e tudo mais, mas achei bacana o Kyle ter defendido o Nero e tudo mais, foi bem bacana ver que ele se preocupa com seus pokémons e que ele evoluiu bastante e panz.

Realmente ele evoluiu bastante. Em pensar que no começo ele era um bostinha que penou pra ganhar da Aurora, agora ele venceu fácil adversário aparentemente mais fortes que ele, apenas bolando uma boa estratégia e ainda tendo pena do Scyther do David.

Eu ri da Gabrielle falando que depois de tudo aquilo o Nero tava evoluindo e depois falando que era só pra quebrar o clima huahuahuah. Também ri do David dizendo pro Audrey: "calma amor" huahuaha, então os dois são namoradinhos? -qq.

Erros eu devo ter visto um outro, principalmente "sinto", mas nada de mais.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por DarkZoroark em Seg 12 Jan 2015 - 4:36

Rush o/
Já havia lido o capítulo na quinta, mas só pude comentar sábado. E, de fato, o comentário era para ter saído ontem. O problema é que quando eu estava para postar o review - só faltava revisar o texto - o PC travou e eu tive de reiniciar. Preciso nem dizer que atingi nível de raiva Broly e que só agora fui esfriar a cabeça para recriá-lo. Então, sem mais delongas, vamos ao review:
Em relação ao restante dos capítulos este teve um rumo mais sério e sombrio. Não vejo nada de errado com isso. Na realidade, acho até que é um ponto positivo se usado corretamente, mesmo em Fanfics cujo foco seja o humor, pois dá um maior aprofundamento do passado e personalidade dos personagens. Já aproveitando que estou falando sobre isso, a história do Nero me lembrou na hora do episódio em que o Ash captura o Charmander. Teve alguma inspiração aí? Um detalhe que eu achei interessante, muito embora provavelmente vá ter muito pouco impacto na continuidade da história, é ele usar um colar com uma Fire Stone. Nunca havia visto - ou pensado - em nada parecido, mas foi um ponto bem legal.
Admito que ri um pouco na parte em que a Gabrielle faz uma brincadeira com o Nero estar evoluindo e, no meu ponto de vista, achei uma boa estratégia isso. Não tenho nada contra, mas o personagem crescer - ou, no caso de Pokémon, evoluir - com o "poder da amizade" já está um tanto saturado. Enfim, uma saída interessante. O Nero também ter tido inveja ao ver o Haunter é algo que não é visto com muita frequência em Fanfics de jornada - na maioria os Pokémons sempre estão no modo felicidade eterna. Preciso dizer que gostei bastante disso?
A batalha contra os três vilões eu achei muito boa, pois mostrou algumas estratégias bem diferenciadas por parte do Kyle - se bem que dele eu já não espero mais nada. O David me lembrou um pouco o Matt - aquele Admin bombado da Team Aqua - e o fato de ele respeitar um adversário merecedor e tudo mais. Aliás, Folha Navalha cortar o cano de uma arma... Tá podendo esse Aoki. A combinação de Semente Sanguessuga e Hipnose foi bastante original. Fico esperando para ver como que vai ser esse troco do qual falaram. Erros só mesmo aquele que o Black~ citou e, como de costume, sua escrita está exemplar.
Fico no aguardo de seu próximo capítulo. ninja
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por BlakeBlaze em Seg 12 Jan 2015 - 19:59

Parabéns pelo enredo e contrução dos personagens, o melhor de tudo é que do jeito que você escreve teremos leitura por um bom tempo hahaha
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Rush em Sex 30 Jan 2015 - 1:13

@Black: Muito obrigado cara, de verdade! Porra, tu acha o Sir. Audrey engraçado? ELE MATA, ELE MATA PESSOAS COM ARMAS. UAHEUHAUAE' Se tu acha que o Kyle ficou forte, imagina esse cap então? SHESH. Enfim, muito obrigado por acompanhar. Tu é lindo sabia? Continue aparecendo por aqui. <3

@DZ: DZ! /o/ Muito obrigado cara. Eu me baseei bastante naquele Bulbasaur do anime que não podia evoluir e acabou parando no esgoto, lembra? E eu mesmo usando bastante o realísmo na fic, eu também apelo bastante pro não realismo. AUEHAUE' tipo essa cena das folhas navalhas cortando as armas. Mas enfim, muito obrigado cara, de verdade mesmo. Espero que tu continue aparecendo por aqui também! <3

@BlakeBlaze: Muito obrigado cara, fico muito feliz pelos elogios! Continue aparecendo por aqui! <3




Esse capítulo vai ficar grande por causa da batalha de ginásio. Toda batalha de ginásio vai ser grande. :/








Brenda arrumava algumas estantes, alinhando pedras azuis em seu interior de forma organizada. O museu nem parecia ter sido assaltado hoje mais cedo, tudo graças a Brenda, que se alistou para ajudar a limpar toda a bagunça. Com a ajuda de alguns funcionários e do próprio Jonathan, Brenda demorou cerca de quatro horas para arrumar tudo, incluindo os vestígios de batalha.


- Muito obrigado pela ajuda garota, você é um anjo! – Jonathan agradecia, vendo que a estante de Pedras d’Água estava até melhor do que antes, tudo graças ao perfeccionismo da garota.
- Tudo bem! – Ela agradecia um pouco tímida. – Sinto muito pelo que aconteceu hoje mais cedo.


Jonathan ficava um pouco confuso com o pedido de desculpas, como se estivesse até ofendido.


- Como assim desculpas? Seu amigo salvou o dia! Ele venceu de Sir. Felix e seus capangas! E ainda por cima você ainda se ofereceu para ajudar! Falando nisso... Porque você não quis ir com seus amigos ao ginásio? Não está curiosa para ver se seu amigo consegue vencer da líder de Pewter?


Brenda suspirava, demonstrando um pouco de tristeza em seus olhos.


- Claro que estou, mas... Kyle está com aquela menina nojentinha, a Gabrielle. E mesmo sendo um motivo besta, eu não me sinto bem vendo os dois...
- Tudo bem, querida, eu já entendi. – Jonathan esboçava um sorriso em seu rosto. – Já passei por muitas frustrações amorosas, sabe? Bem, que tal trabalhar aqui por um momento? Posso lhe ensinar coisas sobre minérios, até... Sobre o Velho Âmbar.
- Velho... Âmbar?




As crônicas de um Gyarados Voador!


Kyle Adventures.




[Especial!] Capítulo XXIV e XXV – Stone Coliseum.




- “Água mole e pedra dura, tanto bate até que fura.” – Kyle proferia com confiança em seus olhos, enquanto Gabrielle, Jason, Russel e Alice ficavam curiosos atrás do rapaz.


Estavam dentro do ginásio “Coliseu de Rocha”. O lugar era grande e bem diferente do “Castelo de Vidro” de Pallet. O ginásio era redondo e fazia jus ao nome “coliseu”, se assemelhando bastante aos grandes coliseus de Roma.

Dentro dele, várias arquibancadas contornavam as paredes redondas, onde no centro, um grande campo de batalha era o centro das atenções.

Kyle ainda estava em uma das entradas, conversando com um dos atendentes que organizavam os horários de batalhas. Esse parecia ficar confuso com aquilo, logo falando com sua líder por interfone. O atendente parecia confirmar com a cabeça enquanto balbuciava algumas palavras, um pouco sem graça já que provavelmente levava um xingo.


- Errm... Arianna disse que vocês precisam marcar uma batalha e que... Aqui não é a casa da vó de vocês para vocês aparecerem quando quiserem de graça.
-... Uh? – Kyle ficava surpreso com o que a líder dizia. Mas logo chacoalhava seu rosto e esboçava confiança em seus olhos. – Nem ferrando! Eu salvei o museu de Pewter hoje e tenho direito desse desafio!


Jason, Russel e Gabrielle tentavam segurar o rapaz, mas ele imediatamente corria para dentro do coliseu, fazendo todos suspirarem decepcionados com tal atitude infantil.


- Espere, jovem! Você não pode entrar! – O recepcionista ficava desesperado, pulando de seu balcão para tentar alcançar o jovem.
- Ele é tão decidido! Cheio de atitudes! – Alice admirava, com brilho em seus olhos.
- Ele tá é com fogo no rabo mesmo. Tá pior do que seu Charmeleon. – Russel suspirava.




~>x<~




O interior do Coliseu de Rocha era enorme. Assemelhava-se muito a um coliseu caído de Roma, mas muito bem moderno por dentro. Vários holofotes em suas paredes davam destaque para o campo de batalha em seu centro, e as arquibancadas estavam lotadas.

Kyle corria em direção do centro, mesmo que o recepcionista estivesse correndo e gritando atrás dele. O som da multidão comemorando abafava bem cada chamado desesperado do recepcionista.

Uma batalha estava acontecendo, e isso deixava os espectadores ainda mais animados. Um poderoso Onix rugia enquanto atacava Pokémons que nem podiam ser vistos pelo rapaz de chapéu de palha, já que o ângulo não beneficiava a sua visão. Ele subia inúmeros degraus para alcançar o campo de batalha, e quando chegava, percebia que uma garota estava com uma Nidoran fêmea em seus braços. Estava tão chateada que segurava para não derramar lágrimas.


- E a vitoriosa mais uma vez por nocaute... É a líder Arianna! – Uma juiza gritava, essa usava óculos e era ruiva. Um visual bem hipster.- Ahn? Quem é você? – Perguntava, ainda com sua voz ampliada pelo microfone.
- Eu sou Kyle da cidade de Pallet! E eu estou aqui para desafiar essa líder aqui e agora!


Kyle entrava no campo, confiante de si. Quando fazia isso a juíza ficava totalmente sem graça, olhando confusa para a treinadora que havia perdido a batalha. No entanto, os adolescentes que assistiam nas arquibancadas começavam a gritar de emoção.
O mesmo recepcionista chegava, ofegante.


- Desculpe senhor... Mas você não tem nenhum horário marcado, né? – A juíza perguntava, checando a sua agenda.
- Nem! Mas eu salvei o museu de Pewter dos ataques de um [palavra censurada] e seus dois colegas. – Kyle apontava para si mesmo, orgulhoso. – E então eu digo, “Água mole e pedra dura, tanto bate até que fura!”


A juíza continuava sem graça, assim como o recepcionista, que ainda estava ofegante.


- Eu... Devo sair do campo? – A treinadora perguntava.


A líder começava a rir quando escutava aquelas palavras. Ela se aproximava revelando a sua aparência.

Arianna era uma líder bem alta, alcançando os um metro e setenta e cinco de altura. Sua pele é bem morena e seus cabelos são espetados e verdes. Usava um top laranja com uma calça branca apertada, deixando a sua barriga a mostra. Seu rosto era bem semelhante ao seu avô, o fundador do ginásio Brock.



- Hahahaha... Moleque insolente. – A líder ria, se aproximando do menino. – E quem você pensa que é para vir ao meu ginásio sem marcar horário?
- Eu sou Kyle de Pallet, não escutou? – Kyle respondia no mesmo tom, com um olhar bravio.


A treinadora engolia seco.


- E-Eu acho que só vou embora mesmo.
- S-Senhor, eu peço que você saía do campo de batalha agora me-
- Nah. Pode ficar. – Arianna respondia séria. Isso fazia a multidão ir à loucura, assobiando e aplaudindo. – Você é o moleque que movimentou a carreira de treinadores não? Pois bem, eu aceito seu desafio, moleque!


Nesse ponto, Jason, Alice, Russel e Gabrielle entravam, vendo a multidão aplaudindo ansiosa para a próxima batalha. Todos ficavam com os olhos arregalados, vendo que Kyle realmente havia conseguido.

A treinadora saía do campo, se aproximando do grupo.


- Vocês estão com ele?
- Sim! – Alice respondia com brilho nos olhos. – Ele é perfeito, não é?
- Não? – Russel respondia quase que imediatamente.
- Bem... Meu nome é Karine, eu adoraria ver a batalha com vocês, se vocês não se importarem. – Ela dizia.
- Está ok, eu acho. – Jason respondia sério.




~>x<~




- Certo. Então a batalha entre Kyle, da cidade de Pallet, e a grande líder Arianna irá começar! A batalha será de três contra três, sem direito de substituições. Quem vencer terá direito de 1/3 do dinheiro dos desafios como recompensa, e caso o desafiante vença, ele também terá o direito da insígnia de rocha! – A juíza dizia bem alto em seu microfone. – Agora... Comecem!




Kyle sorria, ele ajeitava seu chapéu de palha e esboçava um sorriso confiante em seu rosto. Ele retirava uma Pokébola de couro de seu cinto e clicava em seu botão central, expandindo o seu tamanho. Ele então a lançava para o centro do campo, liberando o seu Scyther.


- Ok, Tatsuo, vamos vencer essa! – Kyle garantia sua vitória com o mesmo sorriso confiante.


Arianna ria com a escolha patética do treinador. Ela pegava uma esfera vermelha e transparente, liberando um Geodude.


- Geo, use Lançamento de Rochas!


Ao dizer isso, várias esferas se abriam no lado do campo de Arianna, onde algumas grandes pedras subiam, como se o ginásio estivesse fornecendo munições para o Geodude. O Pokémon rochoso então pulava até a pedra mais próxima, a lançando contra o Scyther.


- Pera, isso pode? – Kyle se impressionava com aquilo. – Tatsuo, se esquive, rápido!


O Scyther não obedecia, continuando sério e lixando as suas lâminas, porém quando a pedra estava próxima, ele a partia em dois com um golpe incrivelmente rápido.


- Um Pokémon que não obedece a seu dono? HAH! Que clichê. – Arianna ria em tom de deboche. – Duas vergonhas em meu ginásio, um treinador incompetente e um Pokémon inútil. – Terminava com risadas no mesmo tom de antes.


A multidão começava a rir quando ela dizia isso. Kyle e Tatsuo ficavam bravos, demonstrando isso em seus olhos.


- Tatsuo... Vamos acabar com essa vaca.
- Scy! – O inseto concordava, ficando em posição de combate.
- Ui. O orgulho ferido vai unir os dois? Que fofo. Geo, use rolo compressor!


O Geodude concordava com a cabeça e dava um enorme salto, abraçando o seu corpo redondo. Ele girava verticalmente até cair no chão, onde rolava numa velocidade impressionante até o Scyther.


- Tatsuo, Lâmina de Vento no chão e depois usa Corte Cruzado.


O inseto fazia movimentos simples, porém velozes. Começava ao cortar o ar, lançando um vento cortante que deixava uma pequena, porém profunda depressão no chão. Quando o Geodude atingia o local, ele saía voando para cima, fazendo um ângulo de noventa graus.

Ao ver o plano dando certo, ele pulava enquanto cruzava suas lâminas, porém cruzava como uma cruz, e não um “x”. Ao atingir o Geodude, o mesmo caía em alta velocidade no chão, nocauteado.


- Hmmm... Gostei da criatividade, admito. – Arianna comentava, recuando seu Geodude em sua Pokébola. – Vamos, Sand! Ataque de areia!


O próximo lançado era um Sandshrew. Ele saía de sua esfera e já virava de costas, dando vários chutes com as patas traseiras e levantando grande quantidade de poeira.

- Tatsuo, ela está subestimando a gente. – Kyle ria. – Bata suas asas com força.


O Scyther fazia o comando. Um zumbido era feito ao bater as asas numa velocidade tão grande que até tirava os pés do chão. A areia era lançada em direção oposta, atingindo o próprio Sandshrew.


- Tsc. Sand, use-
- Corte Cruzado. – Kyle interrompia.


O Scyther não perdia tempo e pulava com as lâminas em formato de cruz. Ao atingir o Sandshrew, o pequeno caía atordoado, já nocauteado.


- Mentira. – Karine comentava surpresa.
- É... Ele é muito forte! – Alice comentava, ainda com o mesmo brilho nos olhos.


Agora era a Arianna que estava com o orgulho ferido. Ela não comentava nada, apenas recuava o Sandshrew.


- Quando você vai começar a batalhar de verdade com a gente? – Kyle perguntava sério. Alguns da multidão começavam a rir e zombar da líder, mas a pergunta era sincera.
- Não queria que você saísse humilhado. – A líder respondia sem graça. – Opal, sua vez querida.


A Pokébola da líder se abria ainda no ar, materializando uma enorme serpente de rochas que caía no chão. O peso seria tanto que o Coliseu inteiro tremia, fazendo muitos comemorarem.

A Onix rugia, estremecendo o coração de todos presentes.


- Heh... Agora sim. – O sorriso de Kyle ficava mais confiante que nunca. – Tatsuo, vamos destruir essa minhoca.
- Scy! – Respondia. Por mais que odiasse, o Pokémon estava adorando esse momento que passava obedecendo a seu treinador.
- Opal, não iremos pegar leve dessa vez. – A líder ria. – Rápido, Pedra Oculta!


A Onix não pensava duas vezes antes de lançar a sua cauda para frente. Dela, algumas pequenas pedras saíam voando em direção do Scyther, que facilmente desviava. As rochas se misturavam com o piso da arena.


- Huh? O que é isso? – Kyle demonstrava preocupação.
- Você irá ver. Opal, Cauda do Dragão!
- Tatsuo, desvie e uso Lâmina de Vento!


O Scyther começava a bater as suas asas e batia voo, ficando em baixa altitude. Ele começava a desferir vários golpes no ar, causando inúmeros cortes a serem lançados na Onix.

A oponente não parecia sentir muita dor, dando um salto com sua cauda, virando horizontalmente e acertando o inseto com a mesma.

O Scyther era atingido em cheio, e saía voando em direção de Kyle. Porém ao invés de cair em seu treinador, ele ficava vermelho e retornava para dentro de sua Pokébola.


- Como assim? – Kyle ficava surpreso.


A Onix caía no chão, causando um forte tremor novamente. Ela encarava Kyle de maneira que o rapaz sentisse calafrios. Ele não sabia o que havia acontecido... Tatsuo havia retornado para a Pokébola?


- Heh. O movimento Cauda do Dragão força o Pokémon adversário a voltar para dentro de sua Pokébola. Interessante, não? – Arianna sorria.

- Ok, Tatsuo pode descansar um pouco. Vamos, Hattori!




Da Pokébola lançada, o Haunter saía já dando risada. Porém ele era atingido por várias pequenas pedras que levantavam do campo, causando um pouco de dano.


- Ahn?! Como assim?! – Kyle se questionava, logo se lembrando do movimento que o Onix havia usado a “Pedra Oculta”. – Quer dizer que toda a vez que um Pokémon meu entrar em campo ele irá ser atingido? Tsc. Hattori, use Esfera das Sombras!
- Opal, desvie com Cavar!


A Onix dava um salto, caindo de cabeça no chão enquanto girava horizontalmente o seu corpo. Com facilidade e quase que imediatamente, Opal entrava no chão, criando um enorme buraco.

O Haunter olhava aquilo confuso.


- Tsc, fique esperto Hattori, ela pode aparece a qualquer momento!


O Haunter segurava para não rir, mas ficava atento ao seu redor, tentando prever da onde a Onix iria sair. Porém ele logo se surpreendia, e flutuava para cima, vendo que a Onix estava saindo em baixo dele para o atacar.


- Agora, Esfera das Sombras!


O Haunter que ainda flutuava para cima carregava uma esfera sombria em suas mãos, a lançando em cheio no rosto da Onix, que caía com tudo no chão, bem debilitada.


- Opal, não! – Arianna gritava, preocupada com aquele golpe.


O Haunter começava a descer, indo para frente de Kyle.


- Isso, Hattori! Você foi incrível!


O Haunter sorria como resposta, então ele começava a brilhar intensamente, mudando a sua forma. Ao contrário de antes, ele diminuía um pouco, onde suas mãos pareciam se fundir com o seu corpo.

Agora suas mãos eram pequenas, mas possuía pernas e um corpo. Uma pequenina cauda e um sorriso diabólico.


- Gengar! – O fantasma respondia, ficando em posição de combate e pousando no chão suavemente.


Olhando da plateia, Karine se surpreendia com aquela batalha. Ela nunca havia visto uma batalha tão estratégica pessoalmente. Parecia que a líder e o desafiante sabiam perfeitamente o que deveriam fazer.


- Hattori... Você é incrível. – Kyle continuava com seu sorriso confiante. – Agora... Vamos acabar logo com isso! Use Esfera das Sombras!





O Gengar apenas aumentava seu sorriso enquanto seus olhos ficavam mais cerrados, concentrando em seu alvo. Ele começava a correr numa velocidade tão grande que parecia que ele deslizava pelo campo. Duas esferas sombrias começavam a carregar em ambas suas mãos.


- Opal, Deslizamento de Pedras!


A Onix novamente soltava aquele rugido majestoso que mais uma vez estremecia o campo. Agora algumas rochas do campo começavam a levitar em um ritmo crescente, até que a maioria das rochas estivesse no ar, logo em seguida, o Onix avançava um pouco o seu corpo, as lançando em direção do Gengar.

O fantasma ainda corria em direção do adversário. Com facilidade ele desviava das enormes pedras que caíam em sua direção. Vendo que iria ser atingido, o Gengar pulava em uma das rochas, pulando na superfície de uma em uma e pegando altitude.

Quando todas as pedras já estavam no chão, Hattori estava cara a cara com Opal, onde ele lançava as duas Esferas das Sombras no rosto da Onix.
Uma enorme explosão acontecia e a serpente de rochas caía no chão, inconsciente.

Nesse ponto, a multidão começava a gritar e a aplaudir de pé o feito do desafiante de Pallet. Ele havia derrotado a líder de Pewter sem perder nenhum Pokémon.
A líder ficava assustada, mas esboçava um sorriso. Ela aplaudia o feito do jovem, avançando alguns passos até o centro do campo.
Kyle estava muito feliz e fazia o mesmo, até ficar de frente com Arianna.



- Muito bem, tenho que admitir que estou surpresa. – Ela dizia enquanto retirava uma insígnia de seu colete alaranjado. – Parabéns, em nome do Coliseu de Rocha e de seu fundador, Brock, eu lhe presenteio com a insígnia de Pedra, além de um terço do dinheiro das inscrições.



Kyle segurava a insígnia com seu dedo indicador e polegar, e como uma cena clichê de algum desenho qualquer, ele apontava para cima, sem sentido algum, com uma felicidade que podia ser comparada a do Gengar em seu lado.




Acontecimentos:
- Tatsuo, o Scyther de Kyle, decide obedecer o seu treinador.


- Porra, Hattori evoluiu novamente.


- Kyle vence de Arianna.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por noisewyvern em Sex 30 Jan 2015 - 9:53

Fantástico cara! Venho acompanhando sua fic a algum tempo e venho me surpreendendo com suas habilidades!
Rapaz, esse Hattori deve ser de outro mundo pra evoluir tão rápido assim! XD
Continue assim Smile Smile
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por DarkZoroark em Sab 31 Jan 2015 - 4:36

@Rush escreveu:- Ele é tão decidido! Cheio de atitudes! – Alice admirava, com brilho em seus olhos.
- Ele tá é com fogo no rabo mesmo. Tá pior do que seu Charmeleon. – Russel suspirava.
Como eu ri nessa parte. Meu deus...
Rush o/
Chegando cedo dessa vez até porque vou viajar e só volto quarta. Apesar de estar levando o note, não sei se vou conseguir me conectar a internet. Então, por isso e pelo fato de que eu adoro ler as suas histórias, me antecipei para vir aqui e dar meu parecer. Sem mais delongas, vamos ao review:
Dando um overview geral o capítulo foi ótimo. Na real até cheguei a achá-lo um tanto curto, mas é que com tanta ação rolando o desejo de quero mais toma conta. Atendo-me mais aos detalhes e indo por partes, achei interessante o desenrolar dentro do museu. A Brenda com ciúmes e tudo mais serviu pra mostrar que ela de fato ama o Kyle. De começo me pareceu que a implicação era só com a Alice, mas quando li sobre a invejinha com relação a Gabrielle ficou tudo claro. E ao que parece vem Aerodactyl por aí. Se não for apenas especulação minha devo dizer que vai ser bem emocionante ver o pterodáctilo - acho que seja - em uma história. Apesar de ter uma Mega Evolução e ser um Pokémon bem poderoso poucas vezes chego a ver um em uma história. Tudo bem que nesse caso não vou reclamar muito por se tratar de um Pokémon pré-histórico, mas enfim...
A batalha entre o Kyle e a Arianna foi realmente bem legal. Começo a perceber que a equipe dele só tem monstros. Tá loco! É Ivysaur destruindo arma com folha navalha, Scyther derrotando Pokémon de pedra com facilidade, Gengar que evolui mais rápido que Caterpie, Growlithe que destrói meio-mundo... Começo a ficar feliz de nunca ter de encarar esse cara numa batalha. Brincadeiras a parte, curti bastante a desenvoltura do combate. Tanto o Kyle quanto o Tatsuo ficando p*** da vida por causa dos comentários da líder de ginásio foi um momento que serviu para mostrar como ambos são parecidos. Outro ponto que gostei foi a utilização de um Sandshrew na batalha. Apesar de não ser um Pokémon de pedra eu sempre curti ele e a sua evolução - acho o design legal d+. Só fiquei na dúvida se o Tatsuo vai realmente passar a obedecer todos os comandos do caipira de Pallet ou se foi algo apenas temporário. O Hattori ter evoluído duas em dois capítulos foi algo que me surpreendeu bastante. Além disso, o nível de força que ele conseguiu com essa de agora... Tá quase virando um Chuck Norris. Gostei bastante da forma com que ele "deslizou" pela arena e ter criado duas Shadow Balls simultaneamente. Sei lá... Acho que combinou com o tipo de movimento que se espera de um Gengar.
Bem, por enquanto é só. Fico no aguardo do seu próximo capítulo. ninja
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Black~ em Dom 1 Fev 2015 - 12:45

Bom, vamos lá.

O capítulo foi bem insano e daora, apesar de curto, não que isso seja ruim, muito pelo contrário, eu amo capítulos curtos, pois tenho preguiça de ler capítulos longos e tudo mais huhauha. Enfim, como eu disse, o capítulo ficou bom mesmo, com a batalha de ginásio e tals.

Eu achei que a batalha ficou rápida, mas isso pode ser considerado bom, já que o Kyle deitou pra cima da Arianna com um Scyther e um Haunter/Gengar, realmente, o Kyle está bem fodão, como você mesmo falou no começo do capítulo. Imagina essas porras quando forem Venusaur, Scizor, Arcanine (não, pera), mas enfim.

Será que o Tatsuo vai finalmente obedecer o Kyle? Já que os dois ficaram putinhos com a líder e tals, pareceram encontrar algo em comum, bem, vamos aguardar. E o Hattori? Que desgraça é essa? Evoluindo em dois capítulos, tá parecendo Caterpie ou Weedle. Só sei que agora ele vai comer vários cus, mas enfim.

Gostei daquela parte da Brenda arrumando o museu e tudo mais. Naquele momento ela só reforçou o que já imaginávamos: que ela ama o Kyle, e que não gosta de vê-lo com aquelas duas. Duas interesseiras, que só gostam dele pelo sucesso que ele tem huahauhauha, mas enfim.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Rush em Ter 31 Mar 2015 - 1:01

@noisewyvern: Muito obrigado cara! Espero que continue lendo! Sim esse Hattori é cabuloso o_o

@DarkZoroark: Muito obrigado cara! Esse ciumes da Brenda é muito mal controlado, dispensou o pobre rapaz no ensino médio e agora fica regulando suas amizades. haha Eu fico muitíssimo feliz em ver que você notou a semelhança entre o Kyle e o Tatsuo. Os dois são bem infantis e teimosos, mas quando estão bravos, sempre farão qualquer coisa para calar quem os deixou assim. Sobre isso, vamos ter que esperar para ver! Haha Ah, vai ter bastante isso, infelizmente. Eu gosto de colocar Pokémons "tema" e não só "tipo", no caso, o Sandshrew no ginásio de pedra. E sim, eu sempre imaginei um Gengar deslizando. Combina muito! Haha Muito obrigado mesmo, espero que continue lendo! <3

@Black: Muito obrigado, cara! Tu também achou o cap curto? Ele foi o maior até agora. AUEHAUE' MANO AUEHAUEHAUHA' que cruel você, mas ri demais dessa brincaderinha com o Nero, embora uma vaga tenha sido reservada para você no inferno. AEUHAUE' Sim, o Kyle melhorou MUITO, e mesmo não deixando claro, isso foi graças ao Morgan, de certa forma. Sim, esse Hattori é muito cabuloso. Agora que o Kyle fica mais apelão do que nunca, só espero que vocês não tenham se importado com o Haunter evoluindo sem ser por troca. De qualquer forma, muitissimo obrigado por tudo, espero que você continue lendo! <3



Desculpem a demora. Férias e tal da área de fics. Voltei! Enfim, é. Tenham uma ótima leitura!







~>x<~









 
 
 A pedra dourada brilhava cintilante. Seu formato era meio oval e as cores flavescentes ficavam num tom mais denso e escuro a cada milímetro de seu interior. Possuía um cheiro forte de resina, mas ninguém ousaria dizer que a pedra não era linda.
Os olhos azuis de Brenda pareciam brilhar no mesmo tom que o pequeno minério de tão encantada que estava, mesmo que ele estivesse dentro de uma vitrine.



- Que lindo! – Ela pensava alto.
- Sim, sim. – Jonathan concordava com a cabeça enquanto coçava a sua barba mal feita. – Sabe o que é mais extraordinário?



Brenda não parecia dar muita atenção, mesmo que estivesse escutando as palavras que saíam da boca do homem. A beleza de tal minério era o suficiente para deixar seus olhos grudados nela.



- O mais extraordinário é que dentro desse minério, o velho âmbar, possui o DNA de uma criatura pré-histórica. Um pokémon pré-histórico!



Brenda finalmente tirava os olhos da pedra oval, se virando confusa para o homem. Tentando entender o ponto em que ele queria chegar.



- Com ela... – Ele dizia, ajeitando a sua gravata e ficando em um tom sério. – Nós poderemos ressuscitar um Pokémon incrivelmente forte e extinto. Um Aerodactyl.



 
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Kyle Adventures.





Capítulo XXVI – Beauty Dome.








Já haviam se passado dois dias desde a conquista triunfante de Kyle no coliseu de pedra. Com sua fatia ganha do dinheiro prometido levantado com os ingressos – mesmo que ele não houvesse se inscrito posteriormente -, o grupo de amigos comemorou esses dois dias em restaurantes chiques ainda sobrando uma boa parte do dinheiro.

Ainda dentro de um restaurante cinco estrelas, a mesa dos jovens era interrompida por um garçom que andava com uma espécie de monitor preso a um suporte com rodas. Dentro do monitor Kyle se surpreendia com a imagem de Jöhan Falk.


- Yo! – Ele dizia, com um sorriso em seu rosto. – Não poderia estar mais orgulhoso, moleque de Pallet. Não poderia esperar menos de você.


O rapaz de chapéu de palha apenas sorria como resposta, limpando o seu rosto sujo com molho.


- Só queria mesmo ligar para parabeniza-lo, e... – Limpava sua garganta, como se quisesse suavizar mais sua voz. – Lhe dar uma dica para você continuar sua jornada.
- Dica? – Kyle se perguntava curioso.
- Sim. Eu recomendo que você participe de alguns torneios para levantar mais a sua moral. Não me entenda mal, mas você precisa ser mais reconhecido durante a sua jornada, assim você pode levantar mais patrocinadores e mais fãs.


Jason que estava calado até então se inseria na conversa. Estava de braços cruzados e com o seu prato vazio, com uma aparência tão séria que nem parecia que estava comemorando a vitória do amigo.


- Dê ouvidos a ele Kyle. Acho que você e Alice poderiam participar de torneios e concursos aqui de Pewter. Agora que você possui a insígnia do Coliseu de Pedra, é impossível que uma casa de eventos recuse a sua participação.
- Isso mesmo. – Jöhan confirmava. – Não querendo deixar de ser humilde, mas não se preocupem com o dinheiro. Só a popularidade ganha nessas casas de evento já irão valer a pena.


Alice não havia terminado o seu prato. Ela ficava visivelmente nervosa com aquele assunto.


- E-então... Nós i-iremos participar de concursos amanhã? – Sua barriga formigava ao pensar nisso.
- Sim. – Kyle respondia com um sorriso. – Mal posso esperar! Agora que Hattori é um Gengar, eu sou invencível!
- Heh. – Jöhan ria de leve. – Gosto de seu positivismo, mas não subestime os outros treinadores. Sempre tenha em mente que existem treinadores incrivelmente fortes por aí, como Herick.


Kyle se levantava da mesa com um sorriso imenso em seu rosto.


- E eu vou derrota-lo! – Dizia em um tom que chamava a atenção de outras pessoas dentro do restaurante. Brenda parecia tentar esconder seu rosto com a vergonha que sentia. Jason suspirava e Alice ficava com seus olhos brilhando.

Russel, no entanto, não parava de comer desde o início da conversação.





~>x<~




Alice estava nervosa, com as pernas tremendo. O hall daquela casa de concursos era enorme e muito bem decorada. O papel de parede rosa parecia ficar mais intenso com as luzes fortes dos lustres presos ao teto.

Em sua frente, uma fila de pessoas jovens e com estilos alternativos a assustava. Todos eles pretendiam se inscreverem naquele concurso, logo todos eram rivais.
Estava notoriamente nervosa. Russel então lhe dava um pequeno soquinho amigável em seu ombro.


- Relaxe, ‘Lice. Você vai se dar bem.


Ela estava acompanhada do Hitmonchan e de Jason, enquanto Kyle, Brenda e Gabrielle não estavam ali. Ela olhava com um sorriso triste, tentando mostrar agradecimento pelas palavras de conforto, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela levava um susto com uma voz interrompendo a conversa.




- A primeira vez é sempre a mais intensa!


O dono da voz era um garoto que aparentava ter a mesma idade da menina, um pouco menor que ela e de cabelos castanhos lisos, num corte que parecia que ele mesmo havia os cortados com uma tigela na cabeça.

Seus olhos eram verdes, mas algumas espinhas que estavam em sua bochecha pareciam tirar qualquer qualidade de sua aparência.





- Falando nisso, meu nome é Luke! Qual é o seu?



Jason e Russel estranhavam aquele garoto enxerido. Alice parecia estar até mais aborrecida com ele.


- Alice. – Respondia seca e direta, mostrando que não queria papo com ele.
- Prazer! – Ele ignorava os sinais, continuando a puxar assunto. – Você viu quais são os prêmios desse concurso?
- Eh... Não?
- Um Togepi em primeiro lugar, e um Eevee em segundo! Incrível não?!


Alice ignorava o garoto, mas mesmo assim ele continuava a falar. Esperava até sua vez para se inscrever com ele a enchendo a paciência. Porém, Alice não dizia sequer uma palavra a mais pra ele. No máximo respondia com um sorriso forçado, que parecia estar escrito “Vá embora”, porém a inocência de Luke o fazia apenas puxar mais assuntos.



~>x<~



Gabrielle e Brenda estavam sentadas em uma cadeira com uma pequena mesa quadrada as separando. O ambiente parecia ser a de um restaurante com baixa iluminação, mas era outra casa de eventos.

Ambas observavam o centro do cômodo, onde dois treinadores batalhavam em uma plataforma bem iluminada. Um deles era Kyle, que batalhava com um treinador nervoso que sabia que não possuia nenhuma chance.


- Então, qual é o seu lance com Kyle? – Gabrielle perguntava, comendo um morango coberto com chocolate.
- Lance?! Como assim? – Brenda ficava corada, virando o seu rosto.
- Oh, vocês não estão juntos? – Dava outra mordida na fruta rosada.


O som dos aplausos de gritos de comemoração mostravam que Kyle havia derrotado mais um pokémon de seu oponente. O rapaz de chapéu de palha sorria, enquanto o Growlithe em sua frente não parecia nem estar cansado.


- Não. – Brenda dizia, olhando para o amigo.
- Então você não liga né? Digo, você não liga se a gente sair ou coisa do tipo,


O oponente do rapaz lançava seu grande trunfo: Um Fearow que soltava um longo e agudo grito. Este batia as suas asas em direção do Growlithe, que seguindo as ordens de Kyle, desviava facilmente e pulava em cima dela, lhe distribuindo uma forte mordida em seu pescoço.

Os olhos de Nero brilhavam em uma aura vermelha, mostrando que ele já havia usado o movimento “Uivar”, logo estava mais forte que o comum.


- Claro que não. – Brenda respondia um pouco receosa, olhando para o chão.
- Ótimo. Só pra saber mesmo. – Gabrielle dava uma piscadela.


Logo escutavam mais aplausos e assobios. Quando podiam perceber, Kyle já havia vencido do jovem treinador com quem batalhava. Não demorava muito para outro entrar em seu lugar e outra batalhar ser iniciada.




~>x<~




Alice estava com a respiração trêmula. Suas pernas tremiam como nunca. Ela já havia participado de outros concursos, mas nenhum de tão grandeza como o Concurso Oficial de Pewter. Ele era enorme, e haviam no mínimo umas 5 mil pessoas.

A jovem notava que seu rosto estava em uma enorme tela de plasma no centro da arena, assim como o rosto dos outros participantes. Eram 32 no total, que iriam ter que se esforçar para chegar até a final.

Ela percebia que além da apresentadora, havia três juízes ali presentes.







A primeira era bem jovem, no auge de seus 18 anos. Seu nome artístico era Lala, uma cantora pop que fazia sucesso atualmente. Dona de um corpo escultural que era um exemplo do padrão de beleza atual, Lala estava vestida com trajes estranhos baseados na cultura oriental do continente, típicos das anciãs de Lavender.
Usava um chapéu da cor caramelo com uma espécie de cereja costurada na ponta, assimilando um cupcake.

Embora muitos criticassem a sua presença como juíza, alegando que ela estava ali por dormir com os organizadores do concurso, ela era muito bem recebida pela plateia como primeira jurada.





A segunda era a jurada mais velha e mais respeitada. Lady Lorena era jurada de Hoenn desde sua juventude, sendo a juíza mais severa e sisuda de concursos até então. Só pela sua presença, mostrava que aquele concurso em especial seria muito importante.





O ultimo, mas não menos importante, era Gabriel Ho, um campeão de concursos já aposentado, conhecido por ganhar três taças de grandes festivais em Hoenn em sua carreira. Não era tão severo como Lady Lorena, mas era de longe bem mais sério do que Lala.





O apresentador e jurado especial era Sr. Rosée Marques, um dos campeões e porta vozes de Hoenn, mais conhecido como apresentador do que Top Coordenador. Seu carisma era extremamente adorado pelo povo, e era o mais aplaudido quando apresentado no telão.



A voz de Sr. Rosée preenchia todo o local com seu microfone preso a sua orelha. Ele fazia gestos com os braços e dizia palavras bonitas que todos queriam ouvir antes do inicio do concurso. Alice, é claro, não prestava atenção em nada daquilo.

Ela estava sentada em uma das poltronas, com Luke em seu lado dizendo mais coisas que ignorava. Ela suava frio, vendo os competidores indo para se apresentar. E um lhe chamava a atenção.


- E agora, com vocês, o querido Top Coordenador de Hoenn... Anthony Silverheart!

O rapaz que caminhava em direção do campo de apresentações era muito belo. Aparentava também ser da mesma idade de Alice, mas ao contrário de Luke, ele era mais alto que a garota. Sua pele era clara e tão lisa e delicada que ele parecia ser de porcelana.

Seus cabelos prateados eram naturalmente espetados e lisos. Faziam uma pequena franja que cobria parte de sua testa. Usava trajes tão chiques que ele parecia ter saído de um filme de cinema.




- Lucky, saía deslumbrante como sempre!


O rapaz retirava uma Pokébola negra e azul de seu cinto que possuia uma lua dourada em sua superfície. Dela, um pequeno gatinho azul e bípede saía girando horizontalmente. Vários brilhos saíam junto com ele.

O Meowstic era tão bem cuidado, que seu perfume doce já invadia toda a arena, que ficava encantando com o Pokémon.


- Lucky, use Light Screen e Stored Power! – Por alguma razão aquele garoto dizia os nomes dos golpes em inglês, mas seu sotaque francês fazia tudo soar mais sexy.


O Meowstic não hesitava em obedecer a seu treinador, e rapidamente criava uma espécie de campo de proteção ao seu redor, que era redondo e se assemelhava a uma bolha de sabão. Logo em seguida, o felino fazia seus olhos brilharem num tom forte de esmeralda, criando uma aura da mesma cor que parecia forçar para se expandir dentro da bolha, mas a tela de luz era resistente e não quebrava.

Quando podiam ver, uma pequena esfera colorida estava preenchida com uma luz esverdeada com alguns detalhes rosa. Após um sinal de Anthony, a esfera se quebrava em mil pedaços, como se fosse vidro, porém as cores caíam lentamente, semelhantes a uma tinta caindo em água. A cena era absolutamente bela.
A plateia aplaudia de pé.


- Ótimo, Lucky! Agora se despeça de seus convidados com Yawn!


O Meowstic soltava um longo bocejo que era acompanhado com sua voz fina e doce, que faziam todos ficarem admirados com tanta fofura. Ele então retornava para Moonball. Os aplausos continuavam.


- Magnífico! Lindo! Fofo! Eu sou sua fã, Anthony! – Lala ficava de pé, batendo palmas e dando gritinhos. – Eu dou 10 pra você!

- De fato, foi uma apresentação muito bela. – Lady Lorena continuava, ainda sentada e num tom sério. – Até agora foi a melhor apresentação, de longe. Você e Lucky estavam em sintonia e parecem que vocês possuem um laço muito forte, não? Porém faltou algo... Faltou humildade. Faltou naturalidade, entende? Mas parabéns, tiro meu chapéu para você. Minha nota é 9.5

- Como Lady Lorena diz, faltou certa humildade em sua apresentação. – Gabriel apenas puxava o saco da outra juíza. – Mas em uma apresentação de tanto peso como essa, minha nota é 10.

- Então parabéns, porque minha nota também é 10! – Sr. Rosée dizia em um tom super animado. - Parabéns, você vai para a segunda fase em primeiro lugar!



Anthony agradecia e saía do campo de apresentações pela mesma porta que havia entrado, sendo bem recebido pelos outros top coordenadores, e sendo bastante invejado pela maioria, que o esfaqueavam com os olhos.

Alice ficava admirada e levantava para falar com ele. Luke parecia ficar um pouco decepcionado com aquilo.


- A-Anthony, certo? Meu nome é Alice. – Dizia corada. – Você foi muito lindo... Quer dizer, sua performance.
- Sim? Claro que foi! Haha. – Ele ajeitava seu cabelo prateado, sorrindo para a garota. – Fico muito agradecido que uma garota tão bela tenha gostado de minha tão bela apresentação. – Ele acariciava o queixo da menina.


O coração de Alice parava por um momento. Ela se esquecia de tudo e apenas sorria tão corada como uma maçã. Tudo ficava mudo e o seu sorriso ficava maior e meio torto, totalmente apaixonada por aquele rapaz.


- Alice? Você está ai? – A voz de Sr. Rosée ecoava pelo cômodo, mas ela não parecia dar muita atenção.
- Alice, creio que é sua vez, não? – O sotaque francês do rapaz lhe dava um ótimo charme. – Me surpreenda com uma ótima apresentação, ok?


Quando finalmente caía a ficha, Alice ria sem graça e ia correndo em direção do campo, saindo pela única portinha que havia no cômodo. Ela era bem recebida, mas os aplausos eram bem menores que anteriormente.

Ela cambaleava ao tropeçar no próprio pé, e por pouco não caía. Aquilo fazia os espectadores rirem e Russel tapar o rosto.


- Ok, vamos lá, Wendy! – Dizia corada, tentando não se abalar com aquilo.


Ao lançar sua Pokébola para o alto, a Butterfree saía batendo suas asas magnificamente, mostrando a beleza das cores alaranjadas e raras de suas asas. O público ficava admirado.


- Ok... Eh... – Ficava pensando tanto em Anthony que acaba dando um branco em sua mente. Ela olhava para o telão em cima dos jurados e via que uma contagem regressiva estava rolando desde que entrara no campo. Caso chegasse a 0, ela não poderia mais fazer nada.


O silêncio era constrangedor. Alice tentava pensar no que fazer, e então se lembrava de Kyle.


- Ok! Wendey, use Dança Frenética e em seguida, uh, Vento de Prata no chão!



A Butterfree obedecia fielmente a sua treinadora, começando ao girar o seu corpo horizontalmente numa velocidade crescente. Logo em seguida, ela parava imediatamente, fazendo pequenos fragmentos de pó cintilante de suas asas cair. Seus olhos brilhavam num tom azul e ela batia as asas numa velocidade altíssima, lançando uma rajada de vento prateado no chão.

Os mesmos fragmentos de pó cintilante que eram lançados das asas do Butterfree, dando a impressão de ser um vento prateado. A rajada colidia no chão, se espalhando pelos lados. Pequenos pontinhos brilhantes caíam lentamente no chão.

A multidão ficava admirada, isso fazia Alice se acalmar.


- “Isso! Está dando certo!” – Pensava com um sorriso confiante em seu rosto. – Ok, agora use Ventania para criar um redemoinho de prata!


Wendy novamente começava a bater as asas, e como ordenada, ela levantava os fragmentos de pó prateados que estavam no chão e criava um redemoinho da mesma cor de aproximadamente três metros. Era uma cena linda.


Logo em seguida, o redemoinho se desfazia, novamente com a cena dos fragmentos de pó prateados caindo. Alice fazia uma reverência para agradecer os comentários.


- Foi muito lindo, adorei! Nota 8! – Lala dizia batendo palmas como uma criança feliz.

- Hmm... Isso para mim foi apenas sorte de iniciante. Faltou disciplina. Não de Wendy, mas de você mesma. Vocês não estão em sintonia, sua Butterfree está mais além de algo que você tenta acompanhar. Ela no entanto parece ser muito bem cuidada, e por executar seus comandos com graciosidade, vejo que ela te adora. Minha nota é 6.2, isso porque estou de bom humor.

- Concordo com Lady Lorena. – Gabriel mais uma vez puxava o saco da juíza. – Mas eu gostei bastante de seu improviso. Sei como concursos podem ser assustadores. Minha nota é 7.

- E a minha nota é 8! – Sr. Rosée mais uma vez dizia no mesmo tom animado, fazendo o público vibrar. – Parabéns, Alice, pela ótima performance. Vamos rezar para que você vá para a próxima rodada!


Alice respirava fundo e suspirava. Por um momento ela jurava que iria desmaiar, já que estava muito decepcionada com o resultado. Aquele 6.2 tinha sido muito menos do que ela realmente esperava e bem, aquilo poderia tirá-la do concurso.

Ela agradecia ao fazer mais uma reverência e caminhava para o pequeno cômodo de espera, onde os outros coordenadores se encontravam.


Alice observava aquele Coordenador que era o ultimo a se apresentar. Ele era muito estranho. Provavelmente tinha uns 20 anos e possuia quase 2 metros de altura. Ele andava um pouco curvado, mas usava roupas espalhafatosas em detalhes brancos e roxos, que pareciam as de um rockstar. Seus cabelos roxos espetados e compridos realçavam seus olhos sonolentos.

Para completar seu uniforme para sua apresentação, ele carregava consigo um violão.
Ao entrar em campo, ele lançava uma esfera azul clara para cima, saindo uma espécie de sino amarelo que pousava como uma pena no chão. Alice nunca havia visto um pokémon como aquele.




- Bell. – Sua voz suave era muito agradável de ouvir. – Vamos tocar aquela melodia que ensaiamos, sim?


Ele começava a tocar alguns acordes que formava uma bela melodia.







O pequeno Chingling marcava o tempo ao fazer alguns passos de dança. A cada passo que dava, um som parecido com ao de uma meia lua soava de seu interior.

A plateia ficava em silêncio para apreciar aquela belíssima melodia. O coordenador que se chamava Auto, apreciava o que tocava de olhos fechados, enquanto o pequeno Chingling dançava ao seu redor no mesmo ritmo.

Quando a musica ficava acelerada, o Chingling também aumentava a velocidade de seus passos, a um ponto em que dava piruetas para encaixar o som na canção.
Então a música parava. Alguns participantes ficavam de pé e aplaudiam, assobiando e gritando o seu nome. Outros apenas ficavam sentados, entediados com uma apresentação um tanto medíocre aos seus olhos.



- Isso foi... Tedioso. – Lala fazia uma expressão de desgosto. – Acho que você deveria ter um gosto musical melhor, já ouviu meus best-hits? Mas como seu Chingling é muuuito fofo eu vou dar 6! – Nunca Lala deu uma nota tão baixa a um participante.

- Ignorando totalmente o comentário anterior para não ter um derrame cerebral com tanta futilidade... – Lady Lorena, no entanto parecia ter adorado o desempenho de ambos. – Nunca vi uma apresentação tão linda há anos. A serenidade de seus movimentos, o laço entre humano e pokémon... A amizade, o amor entre vocês. Duas almas. Dois seres vivos. Foi intenso, foi lindo. Minha nota é 10. – Em contra partida, Lady Lorena nunca deu uma nota tão alta.

- Eu concordo. Eu achei a melodia absolutamente bela. E... – Gabriel limpava uma lágrima forçada. – Eu até me emocionei. É 10 com certeza.

- Eu gostei, admito, mas tenho que admitir também que achei um pouco parado. Quando começou a ter um clima acelerado vocês pararam! Vocês deveriam investir mais em climas dançantes e contagiantes. Posso estar enganado, mas esse é o primeiro concurso de vocês? Vocês foram muito bens. Auto e Bell, minha nota é 8.5. – Sr. Rosée pela primeira vez dava uma crítica construtiva quase que profissional.



Auto apenas agradecia fazendo uma reverência.


- Muito obrigado. – Dizia, ainda curvado. – Bell, por favor, agradeça os bondosos jurados, sim?


O Chingling dava um pequeno salto, balançando de leve o seu corpo. Uma melodia muito serena e doce ecoava na frente de Sr. Rosée, Gabriel e Lady Lorena, que sentiam enorme prazer em escutar um som tão belo.

Já Lala percebia que a melodia ficar mais forte próxima dela, a um ponto que seu copo d’água quebrava.

Com risadas e aplausos, Auto saía de campo.

Alice ficava admirada com tal espetáculo. Em seu lado, Anthony Silverheart estava sentado. Ela segurava sua mão, o que fazia Luke ficar enciumado com a amiga que acabara de conhecer.



Acontecimentos do cap:


Luke introduzido



Anthony Silverheart introduzido



Auto introduzido



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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Killer123 em Qui 2 Abr 2015 - 20:15

Hey, Rush!

Cara, eu estive lendo os últimos capítulos para assim poder comentar, de forma assim para não ficar sem entender nada. Eu vou dizer sua fic é incrível. Serio. personagens carismáticosExceto o Morgan, ele é um filho da [palavra censurada]. Gosto de fanfics que tenham realismo. A sua abusa sexualmente de realismo e não realismo. Além das batalhas serem orgásmicas. Incríveis. bem agora parando o puxa saquismo.
Esse capítulo foi bem interessante. Mostrou o quanto o Kyle é badass. Ainda tem duas minas afim dele E eu aqui na merda!. Esse Luke é um chato do [palavra censurada]. Parece aqueles caras retardados que querem falar com você pelo resto da vida. Mesmo você nem ouvindo. Essa Lala eim?! Fútil pra kar#@##. Me lembra aquelas cantoras Pop que tem voz que presta nem pra ser Back vocal. Gabriel puxa saco do caramba. Eu quero ver esse cara se ferrando bonito. E bem tem a Alice, ela era apaixonada pelo Kyle e já se apaixonou Anthony Kiedis! Essa é a tal da paixonite de adolescente. Bem. Espero ansioso pelo próximo capítulo.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por DarkZoroark em Qui 2 Abr 2015 - 21:54

Rush o/
Demorei um pouco mais do que pensava para vir aqui comentar, mas enfim cheguei. O motivo disso é que fiquei bem atarefado e também porque estou revendo alguns animes - esse segundo é meio besta, mas enfim... E, na realidade eu também escrevo os meus comentários em um ritmo que é digno da expressão "devagar, quase parando". Bem, agora que estou aqui de vez, vamos ao review deste seu último capítulo:
Analisando por cima primeiramente, o capítulo ficou bem legal. Faz algum tempo desde a última vez que cheguei a ver concursos sendo apresentados em Fanfics - se não me engano, a última que li foi a Jornada de Delailan do Murilo, e isso já faz um ou dois anos. Tendo em conta isto, foi legal reler, ao menos a primeira parte inicialmente, deste gênero de disputas. Além disso, utilizar dos torneios das casas de batalha como plano secundário, ao menos durante este capítulo, foi um lance bem interessante.
A aparição do Jöhan era algo que eu não esperava, mas que não deixou de ser divertida. Fiquei na dúvida de quem seria esse Herick de que ele falou. Imagino que talvez tenha uma ficha dele na Kanto Stars, então vou dar uma olhada lá mais tarde. Curti a apreensão da Alice no início do capítulo. Apesar de ser algo que eu, ao menos, consideraria normal de observar durante uma estréia em um novo campo ou, como no caso dela, em um evento de grandes proporções não é algo que seja visto normalmente nas histórias. O Russel tentando animá-la posteriormente foi algo de que eu particularmente gostei. Mostra que, apesar de toda a pose de machão, ele tem um lado gentil.
Ah, as desilusões amorosas... Algo comum na vida de um adolescente, chata pra [palavra censurada] e, apesar de ser algo que deveria ser levado em consideração para a criação das histórias, não é visto com a frequência que, ao menos eu, acredito que deveria ser apresentada. Achei o Luke um personagem que tem uma personalidade compatível com a sua faixa etária. Ter aparentemente se apaixonado pela Alice e depois ficar com ciúmes do Anthony, - entro em mais detalhes sobre ele mais para frente - sem contar o fato de que ele ficou falando direto sem nem perceber a falta de interesse da garota... Na real me lembrou um pouco de um amigo meu e, admito, o eu de alguns anos atrás também.
Achei interessante as personalidades dos juízes. A Lala - sou só eu ou o nome saiu dos Teletubbies? - lembrou-me um pouco da Lisia - ou Lucia nas versões japonesas - em Omega Ruby/Alpha Sapphire. Tudo bem que a dos jogos não tenha aparentemente dormido com algum organizador de concursos, mas enfim... A Lorena pareceu-me uma personagem bem interessante também. É um tanto rígida, mas imagino que haja uma razão para isso. Quanto ao Gabriel achei ele meio que um misto das outras duas juradas. Talvez mais para frente eu consiga ter uma opinião mais bem detalhada sobre ele.
Agora falando sobre as apresentações e aproveitando para falar sobre o Anthony, gostei bastante das mesmas. Um ponto que é interessante foi a utilização do Meowstic. Não é um Pokémon que encontre-se comumente em Fanfics, apesar de que no Wi-Fi não demora muito para se ver um. Gosto muito da espécie e realmente acho uma pena que não apareçam mais. A apresentação foi simples mas bem legal. Quanto a da Alice, achei interessante o nervosismo atrapalhar na mesma - se a sensação já é rara, a mesma atrapalhar um personagem então... A apresentação acabou ficando bem legal, apesar de tudo. Butterfree - e praticamente qualquer outro Pokémon inseto obtido cedo nos jogos - é uma coisa muito rara de ser vista. Vou ficar no aguardo para ver se ela irá passar para a próxima fase. BTW, não sei se disse isso antes, mas a personalidade do Nero é bem semelhante à do Fantasma em As Crônicas de Gelo e Fogo, não?
Encontrei apenas um par de erros:

@Rush escreveu:O hall daquela casa de concursos era enorme e muito bem decorada.
Por estar referindo-se a "O hall", deveria ser "decorado".
@Rush escreveu:Todos eles pretendiam se inscreverem naquele concurso, logo todos eram rivais.
Deveria ser "inscrever".
Bem, por enquanto é só. Fico no aguardo de seu próximo capítulo. ninja
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Rush em Qua 8 Abr 2015 - 17:50

@Killer123: Hey! Muito obrigado mesmo, fiquei realmente muito feliz com os elogios. Eu adoro realismo em Pokémon, sei lá, deixa tão mais... Próximo da realidade, sabe? AUEHAUE' Fico feliz que tenha gostado das batalhas também! Sim, você acertou sobre a paixonite de Alice. Pow, ela tem 13 anos, é normal ela ficar afim de alguns adolescentes influentes na vida dela! haha Muito obrigado mesmo cara, espero te ver por aqui novamente. Continue lendo! <3

@DZ: Hey! Muito obrigado, DZ! Sim, e eu admito que me a fic do Murilo me inspirou bastante. Sinto falta dele aqui na área. :/ Fico feliz em você ter percebido a interação de Russel com Alice. Russel, no fundo, é o "imã" do grupo, que mais futuramente - ou não - será o motivo que deixará todos unidos. Sobre o Herick, você vai saber dele muito bem com o decorrer da fic, mas agora no segundo volume ele não será explorado. Novamente sobre Alice, ela realmente é uma pré-adolescente sonhardora, apenas espero ter a desenvolvido bem nesse capítulo. Espero que goste do capítulo, será focado em batalhas. Muito obrigado por sempre continuar lendo, de verdade. <3


Hey, tenham uma boa leitura!

Só uma pergunta... Vocês acham que eu deveria colocar a sprite dos personagens/pokémons quando estes aparecem? Pelo modo em que vários personagens são diversos - assim como os Pokémons - acaba sendo fácil ficar perdido ou esquecer de um ou outro.



~>x<~



- Isso é incrível! Esse é o sexto oponente seguido que Kyle derrota! Esse moleque de Pallet é invencível! – O narrador das batalhas gritava empolgado, contagiando todos que assistiam já de pé, ignorando, as cadeiras no local.


Kyle estava de pé, com um sorriso no canto de seu rosto. Em sua frente, Nero estava ofegante, mas ainda de pé. O Growlithe estava visivelmente cansado, mas lutava para não mostrar fraqueza. O pingente de pedra de fogo em seu colar balançava no ritmo de sua respiração acelerada.


- Nero, você está bem? – Kyle perguntava, se ajoelhando e acariciando a cabeça do pequeno.


Como resposta, o pequeno cão acenava com a cabeça.


- Não, você não está bem, seu teimoso. Vem cá. – Kyle abria um sorriso simpático, segurando o Growlithe em seu colo que o olhava indignado. Ele tentava lutar para sair dos braços de seu treinador e voltar para o campo de batalha, mas o rapaz encostava os lábios em sua testa, o beijando. Imediatamente o Growlithe ficava calmo, vendo que Kyle só queria o melhor para ele.

- Você quer continuar?! Se você vencer de quinze treinadores em sequência você ganha o grande prêmio da casa, um Eevee!


Kyle abria um sorriso no canto de seu rosto, lembrando daqueles reality shows de perguntas que valiam tudo ou nada.


- Então é melhor você separar a Pokébola dele, porque ela vai direto pro meu cinto. – Ele mostrava seu cinco com as esferas de captura que continham Aoki, Tatsuo e Hattori.


A multidão ia à loucura.






As crônicas de um Gyarados Voador!


Kyle Adventures.





Capítulo XXVII – Dilema!




Após um tempo, os resultados saíam no telão de plasma. Mais da metade dos competidores haviam sido reprovados e saíam de mãos vazias, frustrados. Alice procurava o seu rosto na lista de aprovados. O primeiro era Anthony Silverheart. O segundo era Auto, mas não a encontrava. Quando o desespero quase tomou conta de seu coração, ela podia ver que ela era uma das últimas que haviam sido aprovadas.

Ela suspirava, aliviada.


Logos chaves eram montadas, onde seria a parte de batalhas. Alice iria enfrentar Anthony Silverheart logo no primeiro round, o que a deixava extremamente nervosa.


~>x<~



Kyle de certa forma estava exausto, mesmo que não houvesse feito nenhum esforço físico. Porém, só pelo fato de ter que formular estratégias rápidas e pensar na forma mais rápida de acabar com os combates, fazia sua cabeça doer. O som dos aplausos e assobios não o ajudava.

Nero estava em sua frente mais uma vez. O pequeno cão flamejante estava cansado e ofegante, mas não iria desistir agora. Finalmente era o último oponente, e caso o derrotasse, o jovem poderia levar uma taça, uma fatia de dinheiro acumulada com os ingressos e um Eevee.


- Muito bem. Agora você terá de enfrentar mais um último oponente em uma batalha de três Pokémons. – O narrador das batalhas proferia em tom sério.

- Manda bala. – Respondia com um sorriso confiante em seu rosto.



Antes que o narrador pudesse falar qualquer outra palavra, a silhueta de uma garota se aproximando podia ser notada. Ela era muito bela, aparentando ter a mesma idade do rapaz.

Seus cabelos castanhos e volumosos caíam em seus ombros, tão perfumados que acabavam realçando ainda mais a beleza da garota. Seus olhos eram azuis escuros e combinavam perfeitamente com as poucas sardas que pintavam o dorso de seu nariz.

Seus lábios carnudos eram naturalmente rosados, e por isso não estava usando nenhum tipo de batom. Ela mordia seu lábio inferior enquanto caminhava em direção do campo. Um pequeno hábito que possuía, que acabava seduzindo seus oponentes mesmo sem ser sua intenção.






Kyle a observava um pouco assustado. Não estava com medo de perder, mas alguma coisa lhe chamava a atenção. Talvez pelo fato de essa ser a primeira garota bonita de sua idade com quem batalhava.



- Kyle, Kyle. Finalmente terei a honra de batalhar contigo. – A garota comentava com um sorriso meigo que fazia o coração do rapaz se acelerar.
- Você me conhece? – Ele perguntava engolindo seco.
- Sim, não lembra de mim? Eu fui a desafiante de Arianna, no Coliseu de Pedra.


Kyle sinceramente não conseguia lembrar-se dela, mas não se deu o trabalho de pensar muito. Logo ela soltava outro risinho tímido e retirava uma Pokébola com detalhes pintados em sua superfície.


- De qualquer forma, boa sorte. Eu sou a treinadora representante da casa de eventos, “Sunstone”. Nunca perdi nenhum desafio direto.
- Talvez porque os treinadores já estejam exaustos e você os seduz com esse papinho de garota meiga. – Kyle a interrompia com um olhar desafiador. – Não vai colar comigo.
- Vamos ver. – Outro risinho tímido. – Vamos, Ignis!


A Pokébola lançada se abria ainda no ar, provavelmente programada para se abrir três segundos após o botão central ter sido pressionado. Um pequeno lagarto laranja saía com cambalhotas, pousando no chão com auxilio de sua pequena mão direita.

A chama em sua cauda não interferia na iluminação do campo, mas fazia com que uma sombra de seu corpo mudasse de ângulo.
Seus olhos azuis mostravam desafio ao seu oponente.


- Um Charmander, hun? – Kyle sorria. – Nero, use Mordida!


O Growlithe não perdia tempo e já corria em direção do lagarto bípede sem gastar muito de sua preciosa energia. Avançava com um salto em direção do oponente, mas se frustrava ao ver que ele se desviava com facilidade. Capotava aproximadamente um metro no chão.


- Uma Charmander. – A garota corrigia. – Ignis, use Tela-de-fumaça e Arranhar logo em seguida!


A Charmander soltava uma grande quantidade de fumaça cor de carvão que acabava tapando a visão de todos sobre o campo de batalha. Nero olhava para os lados, confuso, mas a sua visão se tornava praticamente nula. Levava um enorme susto ao sentir um forte arranhão em seu rosto.


- Nero, não se deixe enganar! Use seu olfato para identificar a sua posição e usa Mordida!


O Growlithe tentava fazer o que o treinador mandava, mas o cheiro forte de carvão tornava a Charmander invisível. Logo em seguida ele levava outro arranhão vertical em seu queixo.


- Ignis, acabe isso com Lança-Chamas!


A Charmander abria sua boca e uma luz alaranjada saía de sua garganta. Não demorou a que uma forte rajada de chamas saísse e acabasse por dissipar toda a fumaça negra do campo, atingindo Nero em cheio.

Porém, para o seu espanto, as chamas apenas rodeavam o Growlithe, que parecia apenas se fortalecer com aquilo.


- Obrigado. – Kyle agradecia. – Nero, use Roda Flamejante!


O Growlithe dava um salto, girando verticalmente numa velocidade incrível. Ao mesmo tempo ele abria a sua boca e repetia o movimento do Charmander, fazendo com que as chamas cobrissem todo o seu corpo. Ao cair no chão, a poderosa roda de fogo corria em direção do oponente.





~>x<~




Luke aparentava estar nervoso. Em sua frente, seu pequeno Riolu estava exausto, enquanto o Croagunk de Auto coaxava entediado. No telão, a contagem regressiva se aproximava de um minuto. Os pontos de Luke estavam quase reduzidos à zero enquanto os de Auto estavam cheios.

- Você é muito inexperiente. – Auto brincava, dedilhando em algumas cordas de seu violão.
- Fique quieto, seu emo! – Luke se estressava. – Lux, use Repuxo!


O pequeno coiote bípede concordava com a cabeça. Uma gota de suor deslizava em seu rosto antes que o obedecesse, correndo com sua mão direita estendida. Um brilho azulado tomava conta dela quando o Riolu a lançava em direção do oponente, mas este apenas se abaixava, desviando com uma incrível facilidade.


- Doku, use Agulha Venenosa. – Auto comandava, sereno como sempre.


Ainda abaixado, o Croagunk lançava uma de suas mãos chatas que brilhavam em rosa no peito do Riolu, imediatamente o nocauteando.
Os pontos representados por uma barra amarelada embaixo da imagem de Luke eram descontados devido o golpe ter errado e pelo Riolu ter sido atingido, sendo reduzidos à zero. Uma campainha era soada antes mesmo que o coiote azulado tocasse ao chão, fazendo os espectadores comemorarem com aplausos. Havia sido uma derrota perfeita.

Luke retornava seu Riolu cabisbaixo, e não hesitava em sair da arena enquanto os aplausos ainda eram soados.


- Que patético. – Anthony, que observava de dentro da pequena sala de espera, comentava de braços cruzados. – Não descontou nem sequer 1% dos pontos daquele hippie. Um amador.
- Pois é... – Alice se sentia mal por Luke, mas concordava com o belíssimo rapaz ao seu lado.


Um silêncio constrangedor permanecia no local quando o garoto mencionado adentrava o cômodo. Seus olhos cheios de lágrimas faziam alguns participantes segurarem a risada. Alice sentia uma enorme pena dele.


- Ei, não precisa ficar assim. – Ela dizia, ficando na frente de Luke. – Existem várias casas de concursos disponíveis, incluindo outra aqui em Pewter. Ela não é tão grande e importante, mas... Ainda presenteia o vencedor com uma fita válida! – Um sorriso simpático faziam as lágrimas de Luke secarem e ele retribuir seu sorriso.
- Valeu, Alice. Você é-
- Por favor, não. – Anthony os interrompia, com ar de superioridade. – Você foi patético, garoto. Sua performance com seu Shinx foi patética e a sua batalha com seu Riolu foi patética. Você é patético.


Luke ficava tão surpreso com aquelas palavras que lhe pesavam o coração, que nem se quer esboçava uma reação.


- Silver! – Alice lhe empurrava de leve, abismada com aquelas palavras agressivas.
- Não deixa de ser verdade, garotinha. – Auto também ingressava à conversa, ainda segurando seu violão de madeira. – Isso não é nenhum concurso independente. Estamos atuando para o Grande Festival. Novatos como ele não possuirão nenhuma chance.
- Pois é. – Silverheart concordava com a cabeça, esboçando um sorriso de deboche. – Não perca seu tempo com pessoas patéticas como ele.


Alice olhava triste para Luke. O garoto estava novamente com os olhos encharcados de lágrimas.

A loira sentia uma enorme raiva no momento em que via Luke com o coração partido. Mesmo que houvesse o ignorado anteriormente, ela não iria tolerar que aqueles dois zombassem dele por sua derrota. Ela então agia por impulso, dando um forte tapa no rosto de Anthony.


- Mas que diabos! – Ele gritava. O estalo dado pelo golpe chamava a atenção de todos do cômodo, que assistiam a cena pelo televisor de plasma.


Sim, para o infortúnio de Anthony, toda aquela cena estava sendo gravada pelas câmeras que filmavam Auto. A cena de Alice o golpeando havia sido transmitido para todos os espectadores do estádio e em rede nacional.

Silverheart ficava puto. A marca vermelha da mão da loira estava estampada em seu rosto e pulsava na mesma medida em que seu coração batia acelerado.


- Sua vadiazinha... – Ele resmungava. – Como ousa tocar em mim?!
- D-Desculpe! – Alice se arrependia amargamente. Exceto pelas suas atitudes com Luke, Anthony era o príncipe que sempre sonhara casar.
- Você irá se arrepender. Eu prometo que vou fazer você se arrepender!


Alice engolia seco, se encolhendo a cada palavra que Anthony dizia direcionado a ela. Podia escutar os outros competidores rindo da cena patética em que Silverheart era humilhado, mas nada era mais confortante que o sorriso triste de Luke, que mostrava sua gratidão por ela ter o defendido.





~>x<~



Nero e Ignis estavam caídos no chão, ambos incapacitados de continuar a batalhar. Tanto Kyle como sua oponente ficavam surpresos com o resultado, mas não importava, eles apenas retornavam seus Pokémons e os agradeciam pelo seu desempenho.


- Quem é você? – o rapaz perguntava, surpreso por Nero ter sido derrotado.
- Karine. Guarde esse nome. – Dava-lhe uma piscadela. – Chalk, sua vez!


Ela lançava outra esfera de captura. Esta era amarelada e possuía algumas fitas finas vermelhas coladas em sua superfície. A esfera assim como a anterior, havia sido programada para abrir três segundos após seu botão central ter sido pressionado.

A criatura materializada era estranha. Seu corpo era bípede e amarelado, mas levitava. Os seus três dedos do pé se entrelaçavam enquanto uma de suas mãos alisava seus longos bigodes. Seu olhar era determinado, e parecia ter destaque com a estrela vermelha em sua testa.

Na outra mão, uma colher flutuava e girava de acordo com os movimentos de seus dedos magros.


- Um... O que é isso? – Kyle se perguntava, retirando a sua Pokédex e apontando para a criatura. Quase que instantaneamente recebia todos os dados possíveis daquele Pokémon. – Kadabra, hum? Você pode dar conta, Aoki!


Sua Pokébola se abria ao atingir o chão. O Ivysaur saía com um rugido assemelhado ao nome de sua espécie. Seu olhar era ainda mais determinado que o do oponente.


- Aoki, use Folhas de Navalha!
- Chalk, intercepte com Poder Psíquico!


O Ivysaur lançava duas folhas curvas que se assemelhavam a bumerangues, que voavam em direção do Kadabra. Este, no entanto, fazia uma aura azulada rodear o seu corpo. Seus olhos brilhavam da mesma cor, e logo apontava a sua mão para as folhas que voavam em sua direção. A mesma aura as dominava, e ele as esmagava com facilidade.


- Interessante. – Kyle comentava com um sorriso. – Aoki, Folhas de Navalha novamente e Chicotes de Cipó!

- Chalk, apenas repita o processo.

O Ivysaur mais uma vez lançava aqueles bumerangues verdes das folhas que contornavam a rosa em suas costas. Não hesitando, ele lançava quatro vinhas em direção do Kadabra que só não eram velozes quanto o movimento anterior.

O humanoide dourado parecia meditar. A aura azulada ainda continuava a rodeá-lo e seus olhos estavam fechados. Quando os abria, eles estavam mais uma vez dominados com a cor azul.

Novamente as folhas ficavam paradas no ar, e as quatro vinhas também ficavam inertes. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Kyle sorria.


- Ótimo, use Semente sanguessuga, rápido!


Aoki concordava e apontava a rosa de suas costas em direção da criatura. Uma semente era lançada como um míssil e por estar ocupado demais concentrado naquele golpe psíquico, o Kadabra nem percebia o grão o atingir na cabeça, se abrindo e fazendo com que dezenas de vinhas o prendessem.


- Droga! Chalk, Acalme a sua Mente!


As folhas não eram amassadas como as anteriores, mas caíam lentamente ao chão. As vinhas de Aoki eram liberadas, e as vinhas da semente sanguessuga soltavam um doloroso raio vermelho que faria qualquer outra criatura gemer de dor, mas não Chalk.

O Kadabra apenas fechava os seus olhos e flutuava em posição de Lotus. Não parecia sentir nenhuma dor.


- Ahn?! – Kyle rangia os dentes ao ver que sua estratégia havia dado certo, mas Karine havia lidado muito bem com a situação, quebrando-a com muita facilidade. O rapaz notava que aquela garota raciocinava tão rápido como ele.




~>x<~



Alice estava insegura no campo de batalha. No outro lado, Anthony a olhava em desdém. A marca da mão e dos cinco dedos de Alice ainda pulsava em seu rosto.


- Podem começar! – Sr. Rosée dava a ordem.
- Ok,Charcoal, vamos lá! – Alice lançava suavemente a Pokébola de seu Charmeleon, que ainda no ar era libertado e pousava com uma cambalhota.
- Dust, vamos destruí-la. – Silverheart rangia os dentes, lançando uma esfera negra com detalhes prateados.


A Pokébola customizada de Anthony era lançada com a perfeição de um Top Coordenador. Ao tocar suavemente no chão, ela se abria e materializava uma criatura um pouco maior que seu treinador, tão pesada e rústica que nem parecia pertencer ao rapaz.

Sua aparência assustadora consistia de um par de olhos azuis, tão grotescos que encaravam o Charmeleon como se este fosse sua presa; Um par de chifres pontudos, uma mandíbula recheada de dentes pontudos e uma carapaça de aço que refletia a luz dos holofotes.

A sua cauda pesada arrastava no chão, e a criatura soltava um rugido estridente que ecoava por toda a arena.



- E o Pokémon escolhido por Anthony Silverheart para o turno da batalha é um Aggron! Quem diria! – Sr. Rosée dizia em tom animado, mas bem surpreso.


Alice olhava para aquele Pokémon com medo em seus olhos. Suor frio escorria de seu rosto.


- C-C-Charcoal, u-use…
- Dust, use um forte Stomp no chão. – Ordenava em tom sério, interrompendo a garota.


O Aggron parecia estar sorrindo macabramente. Ele obedecia a seu treinador e dava uma pisada tão forte no chão, que acabava causando várias rachaduras em sua superfície. Um tremor balançava todo o estádio e o Charmeleon acabava perdendo o equilíbrio, assim como sua treinadora. Ambos caíam no chão e acabavam por receber aplausos e risadas.

A barra amarela de Alice diminuía severamente quando isso acontecia, aproximadamente 25%.

Um sorriso malicioso se formava no belo rosto de Anthony. Seu olhar, no entanto, ainda demonstrava raiva sobre a garota. Vê-la sendo humilhada de tal forma era tão prazeroso, que o rapaz apenas sentia seu coração pulsando em seu peito, satisfeito.


- Ei! – Alice se levantava com dificuldade, um pouco depois de seu Charmeleon. Sua salamandra de fogo encarava furioso seu oponente, esperando um comando de Alice. – Charcoal, use Lança-
- Dust, Iron Head!


Mesmo que fosse interrompida, o Charmeleon abria a sua boca e uma luz alaranjada saía de sua garganta. Ele soltava um potente lança chamas em direção do Aggron, porém a cada passo que o encouraçado avançava mais tremores faziam com que o Charmeleon perdesse o equilíbrio, fazendo um “s” de fogo no chão, mas não acertando o inimigo.

Mais pontos eram descontados de Alice.


- Charcoal, desvie e use Lança-Chamas mais uma vez!


Antes que o Aggron pudesse atingir a salamandra, está dava um salto para a sua lateral e rolava, ficando atrás do encouraçado. Logo em seguida ele soltava uma rajada de chamas que atingia as costas do Aggron, que nem parecia sentir dor.

De qualquer forma, uma quantidade considerável de pontos era descontada de Anthony, e sua barra diminuía aproximadamente 30%.


- Tsc, Iron Tail! – Comandava nervoso, vendo que sua vitória não seria perfeita.


Anthony sabia que a quantidade de pontos descontados seria equivalente à beleza do golpe ou esquiva, ou da humilhação causada pelo oponente. Então ficava extremamente furioso ao ver que o Charmeleon de Alice conseguira desviar de forma tão perfeita.

O Aggron, no entanto, se virava numa velocidade tão surpreendente, que Alice não pode nem reagir. A pesada cauda do metálico atingia-o em cheio no rosto, que saía voando em direção de uma das paredes do estádio.

Era possível ver que dois dentes da salamandra haviam caído por causa do golpe, e ela imediatamente desmaiava ao colidir contra a parede.
Muitos comemoravam e gritavam com a brutalidade do golpe. Os pontos de Alice eram reduzidos à zero, e era possível ver que a barra de Anthony também abaixava um pouco, graças à violência excessiva do comando.

De qualquer forma, aquela havia sido a partida mais rápida até então, demorando um pouco menos que dois minutos.

Alice corria desesperada para checar se seu Charmeleon estava bem. Ela o segurava em seu colo e percebia que ele havia sido nocauteado, mas ainda respirava. Estava sem dois dentes superiores na lateral de sua arcada dentária, e o local em que recebera o impacto estava bastante inchado e roxo. Ela o abraçava fortemente, com lágrimas escorrendo de seus olhos.

Anthony se aproximava, sendo acompanhado de seu Aggron. Seus passos pesados faziam o chão tremer levemente.


- Pensei que você não fosse patética, mas vi que estava enganado. – Ria em tom irônico. - Se serve de alguma coisa, eu iria pegar leve contigo. Você que causou isso. – Seu sorriso de deboche fazia Alice sentir ainda mais raiva. – Você não tem e nunca terá nenhuma chance comigo. Então desista.


Jason e Russel ficavam furiosos ao escutar aquilo. O Hitmonchan começava a gritar, tentando insultar o rapaz. Alice não se levantava e continuava abraçando o seu Charmeleon. Ela olhava para o telão de plasma e podia ver a imagem de Anthony ampliada com a legenda “Winner”. Ela engolia seca e deixava mais lágrimas escorrerem de seu rosto.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Killer123 em Dom 12 Abr 2015 - 15:17

Hey, Rush!

Bem, eu pensei que você ia demorar para postar o capítulo. Mas foi bem rápido dessa vez.E posso dizer que adorei e meio que senti um pouco de raiva enquanto lia, Esse Anthony é um belo dum filho da [palavra censurada]! Eu achei que o tal de ' Auto ' era uma pessoa gentil, mas este também é um filho da [palavra censurada]!

Agora sim o Kyle subiu no meu conceito, agora é a 3° novinha afim dele ( tirando a Alice que deve ser só uma paixonite) agora tá numa enrascada, tem 3 mina afim dele. Eu pensei que o Kyle era um carinha feio, mas é o garanhão e tanto.

A batalha entre Nero e o Charmander foi muito boa, eu esperava que Nero fosse acabar com o mesmo com um golpe só. Mas talvez deve-se ao fato do mesmo estar exausto. Já a de Aoki e o Kadabra, para mim vai ser bem apertada.

Eu meio que senti pena do Luke, eu já conheci um garoto que era meio "abobado", detestava ele, mas depois que ele apanhou de um colega, meio que senti pena dele. a ultima noticia que tive do rapaz é que ele não tem nenhum amigo na escola onde estuda.

Ser humilhado e não poder fazer nada é horrível. Mas ao menos o Anthony teve o que merece( Se eu fosse a Alice, iria meter a porrada nele) Bem espero ansioso pelo próximo capítulo!
Boa sorte!
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por DarkZoroark em Seg 20 Abr 2015 - 5:06

Rush o/
Primeiramente peço-lhe desculpas pela demora em postar este comentário. Originalmente tinha a intenção de fazê-lo quarta-feira, mas acabou havendo alguns problemas e me vi forçado a adiá-lo. Além disso, estou "meio ocupado" com o novo Mortal Kombat e combinando de ir ver o novo filme dos Vingadores com alguns amigos. Anyway, deixando isso tudo de lado, vamos ao review mais do que atrasado:
Como de costume, dando um overview geral a princípio, devo dizer que gostei bastante do capítulo. Achei legal a desenvoltura conjunta do mesmo, passando tanto o que acontecia com o Kyle quanto com a Alice. Não é algo muito utilizado nas histórias, visto que normalmente são usados dois capítulos que transcorrem simultaneamente na linha temporal da história. Deixaste as passagens mais dinâmicas na forma que escolheste.
Indo por partes de acordo com o próprio ritmo ditado pela história, achei interessante a utilização de um prêmio no torneio em que o Kyle está participando. Apesar de ser algo relativamente comum - ao menos do meu ponto de vista - que haja um encorajamento para quem participa deste tipo de coisa dificilmente se vê um Pokémon sendo ofertado. Lembrou-me um pouco do sistema utilizado nos antigos Game Corners da vida. A escolha de um Eevee como prêmio achei bem legal. Não chega a ser um Pokémon raro nas histórias, visto que praticamente todo mundo gosta de uma ou outra Eeveelution, mas foi um detalhe interessante. Caso o caipira de Pallet ganhe-o como prêmio vou ficar no aguardo para ver para qual forma o mesmo evoluirá.
Outro ponto que considero surpreendente é a resistência física do Nero. Não são muitos os casos em que um Pokémon, quanto mais no primeiro estágio evolutivo, consegue vencer quatorze combates seguidos e ainda continuar de pé. Começo a crer ainda mais que haja algo de sobrenatural neste Growlithe, - ou pelo menos que tenha algum motivo para destacar-se tanto assim em relação aos demais Pokémons - mas vou ficar no aguardo para confirmar.
Interessante a utilização de uma treinadora representante para a casa de eventos. Meio que me lembrou as irmãs do Battle Chateau. Um detalhe aparentemente simples, mas que me agradou bastante, é que a mesma possuí um "nome artístico", por assim dizer. Pode ser também que eu tenha me confundido com o nome do estabelecimento, mas enfim... De todo modo, foi interessante isso. Fora o fato de que a guria é linda demais. A utilização de uma Charmander serviu, na minha opinião, para dar um destaque na história. A bem verdade, deixando de lado Fennekin e Chikorita, que são espécies com uma aparência mais feminina, é raro ver algum inicial deste sexo. Fico meio em dúvida se quem irá vencer será o Aoki ou o Kadabra que ainda não decorei o nome. Parece-me que, fora a decisão equivocada do Kyle - Acho que o Tatsuo ou o Hatori teriam sido escolhas melhores - o Pokémon psíquico ainda tem muito o que mostrar. Vou ficar aguardando para ver que final terá isto.
Quanto ao Contest... Caraí, acho que é a primeira vez que vejo uma Flawless Victory em um destes. O Auto limpou o chão com o Luke, sem exageros. Apesar de que a personalidade dele deixa a desejar, gostei do Pokémon que lhe foi atribuído. Croagunk não é uma espécie vista com muita frequência em histórias, mesmo com o desta que teve no anime. Em Concursos então... Outro ponto interessante foi a "conversa", no melhor dos termos, entre os dois veteranos e o par de novatos após a batalha. Sei lá, fiquei me enjoado com a personalidade deles, mas meio que serviu para dar uma humanização maior aos personagens e a obra em si. Uma historia em que todos os personagens, exceto pelos vilões, são todos bem comportados e de boa índole seria irreal. Gostei do tapa na cara. Eu particularmente teria escolhido um soco, mas isso vai de cada um.
A batalha da Alice e do Anthony foi meio... Brutal, para dizer o mínimo. Selvageria nunca foi algo muito visto em histórias que se focam nos concursos, então ficou interessante uma demonstração disso. A utilização de um Aggron também foi um ponto que eu curti. A despeito de ser sempre comentado por um fã ou outro não é um Pokémon que apareça com muita frequência em histórias - embora eu acredite que isso em parte seja por poucas progredirem à um ponto em que seja possível a sua aparição. Dado a condição em que o Charmeleon estava ao final do capítulo imagino que teremos ao menos uma menção de um Centro Pokémon no próximo capítulo, mas vou ver se isso irá ou não se realizar. Algo que eu quero mesmo ver é como se desenrolará a história da Brenda lá no museu.
Erros não encontrei nenhum e, como de costume, sua escrita estava ótima. Quanto a sua pergunta... Olha, eu francamente não tenho qualquer problema com imagens sendo postas no meio das histórias. Contanto que não sejam excessivamente grandes não atrapalha em nada a mesma, creio eu. Se forem sprites como os que tens posto até o momento eu até gostaria de ver mais alguns. Bem, por enquanto é só. Fico no aguardo do próximo capítulo. ninja
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Rush em Ter 21 Abr 2015 - 16:07

@Killer: Hey, Killer! Muito obrigado! Bem, nesta parte em que os personagens estarão mais "fortes" será notável que muitos introduzidos serão filhos da [palavra censurada]. Só peço para que você não julgue o livro pela capa! Ou melhor, o livro pelo prólogo, neste caso. AUEHAUE' Alice na real não queria ter batido em Anthony, ela agiu por impulso mesmo, mas eu também acho que ela deveria ter sentado a porrada nele. AUEHAEU' Muito obrigado cara, espero que você continue lendo! Abraço! <3

@DZ: DZ! Tudo bem cara, sei como é. Ta gostando do jogo? Eu quero comprar quando sair pra play3, mas a dublagem da Pitty me broxou um pouco. AEUAHE' Então, com vários protagonistas eu irei acabar adotando o sistema PDV em alguns capítulos, já que não será sempre em que eles estarão juntos, e mano, toda referência que eu faço você acaba sacando! Eu fiz essas casas de eventos baseados no Game Corner mesmo. Pensei em dar um Dratini como prêmio, mas seria muita apelação né? AUEHAE' Fico feliz que tenha gostado do Aggron e do Croagunk. Muito obrigado pelos elogios, cara, espero que você continue lendo! Abraço! <3



~>x<~


Eu tentarei colocar alguns sprites para ver como o capítulo fica.

Muito obrigado e tenham uma ótima leitura!


~>x<~








Alice, Luke, Jason e Russel estavam em um Centro Pokémon próximo à grande arena de Concursos de Pewter, onde acontecia a Jornada para o Triunfo, nome dado ao período de concursos válidos que inscreveriam seus vencedores para o Grande Festival.

A loira corria o mais rápido o possível para a recepção, preocupada com a gravidade do ferimento de seu Charmeleon. Ele era socorrido imediatamente, e após vários minutos na sala de espera, finalmente possuía noticias de seu Pokémon.


- O golpe foi horrível, de fato. – A enfermeira que seria porta voz da médica local dava as noticias com um olhar triste. – Sei que não devo me meter na vida dos outros, mas você não pode desafiar treinadores tão experientes. Seu Charmeleon teve muita sorte em não ter entrado em um coma ou coisa do tipo, só precisará de muito descanso e gelo. Algumas frutas Sitrus poderão acelerar seu estado de cura.


Alice concordava com sua cabeça, triste, porém muito aliviada em escutar tais noticias. Lembrava que a pancada com a pesada cauda do Aggron havia lançado o Charmeleon como um boneco de pano contra a parede. A cena tinha sido horrível.

Luke, no entanto, colocava a mão em seu ombro, com um sorriso confortante em seu rosto. Jason notava que a pequena televisão na sala de espera estava, coincidentemente, no canal que apresentava ao vivo os concursos da “Jornada para o Triunfo”.


- Enfermeira, você poderia, por favor, trocar de canal? – Ele perguntava em um tom solidário.
- Não precisa. – Alice respondia, olhando com uma expressão bravia. – Eu quero ver.


Jason encarava a garota para tentar mudar de ideia, mas podia ver determinação em seu olhar. Ele então decidia realizar o desejo da garota, se sentando ao seu lado e observando a tela pequena.

Nessas quase uma hora em que estavam ali, eles percebiam que o concurso havia progredido muito. Já estavam nas finais, onde Anthony Silverheart enfrentaria Auto. Os dois coordenadores eram incrivelmente habilidosos em sua profissão, além de serem treinadores excepcionais.

Anthony usava seu Aggron, enquanto Auto usava seu Croagunk. A batalha durou menos de cinco minutos, onde o anfíbio lutava para se esquivar do brutamonte de aço. Os inúteis golpes do roxo não surtiam efeito algum no Aggron, que o derrotava com apenas uma cabeçada após muito esforço.

Vencendo por nocaute, era notável que Anthony quase havia perdido pelos golpes que havia errado. A maioria dos pontos descontados havia sido pelas esquivas bem sucedidas do Croagunk e pelos golpes fracos que este havia dado.





As crônicas de um Gyarados Voador!


Kyle Adventures.




Capítulo XXVIII – Sintony




- Aoki, Chicotes de Cipó! – Kyle ordenava sem paciência, vendo que o oponente era extremamente durão.

- Chalk, apenas continue com seu Poder Psíquico. – Karine respondia em contrapartida, com um sorriso confiante em seu rosto.


O Ivysaur estava alguns metros de diferença do Kadabra, mas lançava suas quatro vinhas em várias chicotadas contínuas, todas defendidas por uma espécie de campo de força azulado.

O forte raio vermelho que saía das vinhas da semente sanguessuga não cessava nunca, porém o Kadabra não sentia nenhuma dor ou desconforto, não saindo de sua posição de Lotus.



- Isso não vai dar certo, tsc. – Kyle mordia seu polegar, tentando se concentrar e pensar em alguma maneira de agir. Por alguma razão, golpes não diretos, como a Semente Sanguessuga, não parecia surtir nenhum efeito em Kadabra, e este se defendia de qualquer golpe direto usando seu poder Psíquico. Ele estava apenas cansando Aoki.
- Algum problema, campeão? – Karine sorria ao ver o esforço mental que Kyle fazia para tentar contra-atacar o seu Pokémon. – Nunca enfrentou um Pokémon Psíquico antes?
- Isso não vem ao caso. – O rapaz do chapéu de palha não negava estar mal humorado. Claro que enfrentara Pokémons psíquicos como... Na verdade, ele nunca havia enfrentado Pokémons deste tipo. – Ok, Aoki, vamos tentar algo diferente.


Karine olhava curiosa para o comportamento de seu oponente.


- Use Raio-Solar!


A expressão de Karine mudava drasticamente. Antes confiante, agora estava assustada e mordia os lábios graças a seu tique. Seu coração pulsava mais depressa, mesmo que em sua mente, pensamentos que duvidavam daquele golpe lhe fazia ficar sujeita a questionamentos sobre um possível blefe.

De qualquer maneira, não poderia arriscar. Um golpe tão poderoso como o Raio-Solar poderia derrotar seu Kadabra facilmente.


- Chalk, use-
- Investida! – Kyle sorria, vendo o desespero de sua oponente.


Sim, havia sido um blefe. Ao escutar a ordem interrompida de sua treinadora, o Kadabra abria seus olhos para se preparar para qualquer ataque que pudesse ser realizado, no entanto, se surpreendia ao ver o corpo do Ivysaur correndo em sua direção.

Karine balbuciava algumas palavras que não podiam ser entendidas pelo desespero que sentia assim seu Kadabra acabava não reagindo. Já Aoki investia com toda a sua força o seu oponente, a ponto de ambos caírem ao chão, machucados. Ao receber o golpe direto, o psíquico acabava se desconcentrando e os raios vermelhos da semente causavam-lhe enorme dor.


- E o Kadabra de Karine foi nocauteado! A representante da casa possui apenas mais um Pokémon!
- Isso não foi legal. – A garota recuava seu Pokémon, vendo que o Ivysaur se levantava com dificuldades, chacoalhando seu rosto.
- Admite, foi sim. – Kyle sorria de orelha a orelha. – Vamos, você está pensando óbvio demais dando comandos para seu Pokémon. Você também precisa enganar seu oponente.


A moçoila soltava um riso tímido, arrumando seu cabelo castanho escuro logo em seguida. Ela retirava uma esfera de captura de dentro de sua jaqueta de couro.


- Ok, admito que foi interessante. Mas o mesmo truque não funcionará comigo duas vezes. Neko, escolho você!


Karine lançava suavemente a sua esfera de captura que se abria antes de tocar no chão, voltando para a mão da garota numa velocidade incrível. O Pokémon que se materializava era menos estranho que o anterior já que era mais comum. Era quadrupede e possuia uma cauda enrolada. Suas orelhas eram negras e entre elas, uma moeda dourada estava presa a sua testa.





- Um Meowth? Ok, Aoki, você consegue vencer dele fácil.
- Neko, use Garras Furiosas!


O Meowth miava sorridente para a sua treinadora, correndo sobre quatro patas numa velocidade assustadora. Ao ficar na frente de Aoki, ele ficava sobre duas patas e três garras afiadíssimas saíam de cada mão, começava então a dar vários arranhões no Ivysaur.


- Aoki, use Semente-Sanguessuga!


O Pokémon de grama ficava com o rosto todo arranhado. Antes que o golpe pudesse persistir, ele afastava o felino com uma forte cabeçada e apontava a sua rosa em direção do mesmo, lançando uma pequena semente de dentro.

Neko, no entanto, facilmente se desviava.


- Droga. – Kyle murmurava. – “Agora não posso mais usar o Semente-Sanguessuga. Tsc, a velocidade desse Meowth é bem superior e isso pode me causar problemas... A não ser que...” – Kyle apontava para frente. – Aoki, use pó-do-sono para se locomover rapidamente!


O Ivysaur apontava a sua rosa para trás, e como ordenado, expelia uma enorme quantidade de pó-esverdeado no chão, fazendo com que ele fosse impulsionado para frente e desse uma forte cabeçada no Meowth.

O felino dava uma cambalhota para trás e tentava ficar sobre duas patas para atacar seu oponente, porém sentia uma leve tontura pelos vestígios de pó-do-sono espalhados pelo campo.


- Aoki, raio-solar! – Kyle proferia, apontando para frente.


O Ivysaur olhava para trás com seus olhos de íris rosada. Karine, no entanto, abria um sorriso, apontando para sua frente.


- Neko, mantenha a sua guarda alta! Já disse que não irei cair no mesmo truque!


O pó-do-sono lentamente se espalhava pelo campo, mas não era o suficiente para apagar o Meowth. O felino obedecia a sua treinadora, mesmo zonzo, cruzando seus finos braços para ficar em modo defensivo.

Após cinco segundos, o sorriso de Karine lentamente se desmanchava. Ela percebia que o Ivysaur estava alguns metros distante de seu Pokémon, apenas se concentrando. Pequenos fragmentos de luz estavam sendo absorvidos pela rosa em suas costas.


- Mas o quê?! – Karine se questionava. – Neko, use garras furiosas!
- Aoki, agora!


O Meowth abaixava a guarda, e mesmo com movimentos lentos, ele corria em direção do inimigo. Aoki, no entanto, lançava um fraco feixe de luz de sua rosa que acertava Neko em cheio.

O feixe era bem fino, já que a luz solar absorvida era quase inexistente, logo havia usado de sua própria energia. Porém, a velocidade do golpe era inacreditável, sendo que mesmo que fraco, nocauteava o Meowth no mesmo instante que o atingia.

Aoki caía ao chão, sem energias e exausto, porém ele havia vencido a batalha.


- Incrível! – O apresentador dizia em tom elevado e animado. – O desafiante venceu os quinze treinadores, a representante da casa Sunstone, e ainda levará um Eevee para casa! Incrível!


Karine recuava seu Meowth de volta para sua Pokébola. Ela percebia que Kyle carregava seu Ivysaur e caminhava em sua direção, lhe estendendo a mão direita.


- Foi uma ótima batalha.

- De fato. – Ela respondia. – Não gostei de seus blefes, no entanto.

- Vamos, você está pensando óbvio demais. – O rapaz do chapéu de palha sorria. – Bons treinadores vencem usando bons Pokémons. Ótimos treinadores vencem usando estratégias. O lance não é só derrotar o Pokémon do adversário, é também mexer com a sua cabeça.




Karine ficava admirada com aquelas palavras. Ela realmente escutava com atenção o conselho do rapaz, vendo que ele a vencera sem muitas dificuldades, mesmo depois de quinze treinadores. Além de tudo, ela lembra de que ele venceu o ginásio do Coliseu de Pedra sem perder nenhum Pokémon. Ela estava muito admirada.


- Bem, se qualquer dia desses você decidir seguir em uma viagem para a Grande Liga, vai ser uma honra considera-la minha rival. – Kyle então se virava, saindo do campo.
- Então é melhor me colocar na sua lista. – Karine dizia enquanto o rapaz caminhava. – Porque na próxima vez que nos encontrarmos você que vai cair em minha estratégia.


O rapaz de chapéu de palha apenas levantava a sua mão, ainda caminhando em direção oposta. Um sorriso surgia no rosto de Karine, que se inspirava em treinar mais para superar o rapaz. Agora estava decidida em seguir uma viagem para encontra-lo na Grande Liga.




~>x<~


Os três jovens caminhavam pelas ruas escuras de mais uma noite em Pewter, enquanto a longa calçada de pedras era iluminada com algumas luzes de postes. Kyle caminhava com uma pequena taça de ouro em sua mão esquerda, enquanto com a direita ele carregava um pequenino Eevee que lutava para lamber o seu rosto.
Gabrielle e Brenda caminhavam ao seu lado. Ambas estavam sérias e não trocavam uma palavra desde a pequena conversa que tiveram durante o desafio à casa Sunstone.

Na verdade, Brenda estava sendo consumida pelo ciúmes enquanto Gabrielle estava se sentindo rejeitada, já que o rapaz só dava atenção para o Eevee que havia ganho.


- O que acham? – Kyle perguntava olhando para trás. – Blur é um bom nome, não? Significa “Mancha”.





As duas apenas concordavam com a cabeça, não dando muita atenção. Kyle estranhava o comportamento das duas, mas dava com os ombros e continuava o seu rumo.


- Falando nisso, amanhã cedo irei registrá-lo no meu time. Alguma de vocês quer ir comigo ao Centro Pokémon?
- Eu trabalho no Museu, lembra? – A voz de Brenda estava tão desanimada que mal podia ser escutada.
- Eh. – Gabrielle dava com os ombros, não muito interessada, mas aceitando a proposta do garoto.




~>x<~


Blur dormia na cama luxuosa daquele quatro de hotel cinco estrelas. Brincara tanto com seu novo treinador que seu corpo não resistia ao sono. Isso mostrava que ele não deveria ter mais do que dois meses de vida.

Kyle aproveitava que seu Pokémon dormia e saía do quarto, caminhando até a sala do apartamento alugado. Realmente, o lugar era muito luxuoso: Possuía cerca de quatro suítes com duas camas cada e uma enorme sala de estar que tinha acesso a uma sacada com uma vista linda. Em dias ensolarados e limpos, era possível ver embaixo da montanha de Pewter, assim Veridian inteira ficava visível. Infelizmente, hoje não era um dos casos, já que a neblina impossibilitava de ser ver qualquer coisa para fora da janela.

A sala era grande, possuia uma televisão de plasma na parede e embaixo uma lareira. Dois sofás e uma poltrona e para completar, no canto havia uma mesa de jantar com uma geladeira e um micro-ondas. O fogão não era necessário pois geralmente comidas quentes eram entregues quando requisitadas.

Na sala, Jason e Russel estavam sentados no sofá, conversando em tom baixo para não incomodar Alice, Brenda e Gabrielle, que já estavam dormindo. Eles cumprimentavam Kyle com a cabeça quando este se aproximava.


- Então, deu tudo certo hoje? – O treinador perguntava ao se sentar no sofá da frente. – Não tive oportunidade de perguntar antes, já que Alice já estava dormindo.
- Nah. – Russel chacoalhava negativamente a cabeça. – Quer dizer, Alice foi bem no primeiro turno, mas ela pegou um babaca como oponente.
- Então...?
- Ela não conseguiu. – Jason completava. Estava de braços cruzados e sério, como sempre.


Os três ficavam conversando por quase uma hora. O assunto principal foi sobre a relação entre Jason e Clarice, o qual Kyle deu bastante atenção. No fim os três acabavam rindo ao lembrar de algumas situações embaraçosas, como re-assistir a batalha entre Russel e Ares, que havia sido gravada na Pokédex do rapaz.

Após isso, Jason se levantava para tomar um banho e dormir. Estava exausto com o dia corrido. Ao sair da sala, ele trombava com Gabrielle que já estava de pijama. Ela acabava substituindo a presença do homem.


- Oie. – Ela sentava ao lado de Kyle, causando um silêncio constrangedor entre o rapaz e o Hitmonchan.


Mesmo com trajes de dormir, a garota estava muito bonita. Estava com uma camisa de pijama esbranquiçada com uma estampa dos quatro iniciais de Kanto e um pequeno short negro que estava acima de suas coxas, exibindo suas belas pernas – mesmo pálidas, já que estava acostumada com o clima frio de Pallet. Por fim, seus cabelos estavam soltos, perfumados e volumosos, já que fazia umas duas horas que tomara um bom banho.

O rapaz nunca teve vergonha em conversar com garotas, mas naquela situação, ele ficava olhando para o chão, embaraçado.


- Bem. – Russel se levantava, esticando os braços. – Eu vou dormir. Crianças, usem proteção, ok? – Brincava, se retirando do local.


Com aquelas palavras Gabrielle soltava um riso tímido, mas Kyle ficava ainda mais corado, olhando para o chão sem graça.


- Até que não seria uma má ideia, né? – A garota dizia em um tom baixo com o rosto próximo ao dele.
- C-C-Como é? – Seu coração quase saía pela garganta. Ficava trêmulo e sua cara parecia uma maçã de tão vermelha.
- Eu to brincando, seu bobo. – Dava-lhe um soquinho no ombro. Um tanto surpresa coma reação do rapaz. – Você nunca esteve com uma garota, né?
- C-Claro que já estive! – Kyle respondia um pouco ofendido. – Quer dizer... Eu já dei um selinho em uma. E quase beijei uma enfermeira do Centro Pokémon de Pallet.


Gabrielle olhava confusa para o garoto e se engasgava para não rir, o que acabava deixando o garoto bem constrangido.


- Você é BV? Com 14 anos o famoso Kyle de Pallet nunca beijou uma garota?
- Pois é. – Respondia sem graça, mas de consciência limpa. – Não vou mentir pra você.
- Que fofo. Sério. – Ela sentava um pouco mais próxima do rapaz, a um ponto em que seus braços ficavam encostados um no outro.



Escutava seu coração pulsando tão forte a um ponto em que ele ficava perdido em seus pensamentos. Gabrielle não o ajudava quando descansava a sua cabeça em seu ombro, onde o cheiro forte e perfumado de shampoo era inalado por suas narinas.

Trêmulo, ele lentamente erguia o seu braço direito e o pousava suavemente no ombro da jovem, que por sua vez, acabava sorrindo pela atitude fofa do garoto. Ele engolia seco, de maneira discreta. Tentava criar forças para tomar alguma atitude ou ao menos não ficar parado em um silêncio constrangedor. Então ele fechava os olhos e virava o rosto, avançando nos lábios da loira.

Percebia que seus lábios se encostavam, e os dela lentamente se abriam, mas antes que suas línguas pudessem se encostar, ela empurrava o seu peito suavemente, o afastando.


- Calma, não precisa ser tão apressado assim. – Ela ria. – Aja suavemente, me corteje e faça com que entremos em sintonia, sabe? – A mesma mão que antes empurrava o peito do rapaz agora o acariciava no mesmo local. – Não precisa me engolir né. – Ria mais uma vez.


Kyle esboçava um sorriso sem graça, ainda a abraçando. Seu coração ainda estava muito acelerado, mas pelo menos sentia um enorme alivio ao ver a paciência da garota. Realmente, ser inexperiente em tal aspecto era constrangedor e por isso acabava sentindo vontade de desistir, mas não poderia fugir daquilo.

Ele a olhava nos olhos. Sentia um calafrio percorrer a sua espinha que parecia ser reciproco, já que Gabrielle sorria em contra partida. Ele lentamente avançava o seu torso em direção da loira, que como uma dança, apenas o deixava conduzir.

Quando seus rostos estavam próximos, ambos fechavam seus olhos e sentiam seus lábios se tocarem. Um lento beijo era formado o que acabava por fazer a mão esquerda do rapaz pousar em uma das coxas dela.

Kyle estranhava a sensação. No momento ele parecia prestar atenção em detalhes insignificantes que no fundo tornavam o momento mágico, como o hálito refrescante de Gabrielle. O perfume em seus cabelos. Em como a mão delicada da garota, que com movimentos suaves acabava acariciando seu peito.

Seu coração não estava pulsando tão rápido como antes. Como a moça havia dito, eles haviam entrado em sintonia.



Eventos importantes:


- Kyle venceu de Karine com Aoki, vencendo a casa de torneios Sunstone.

- Aoki aprendeu Solarbeam.



- Kyle ganhou Blur, um Eevee.



- O último Pokémon de Karine é Neko, um Meowth.

- Karine se tornou uma Rival, prometendo vencer de Kyle.

- Kyle e Gabrielle se beijaram, onde foi revelado que o protagonista era BV até então.

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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Killer123 em Qua 22 Abr 2015 - 17:29

Hey, Rush!

Eu li o capítulo ontem, mas o final, eu queria ler ele de forma especial, então fiquei caçando uma música que combinasse com os momentos românticos entre Kyle e Gabrielle, acabei por achar que 'Magic-Coldplay' uma melhor opção, dentre as musicas que conheço, não tenho certeza se combinou muito mas, deu pro gasto.

O capítulo em si foi muito bom, mas como diria o Jack, o estripador, vamos em ' partes'. Finalmente tivemos a conclusão da batalha entre Kyle e Karine. Gostei bastante de ver a melhoria em batalhas do Aoki, já que ele estava meio ' fraco' em comparação a Nero, Tatsuo e Hattori ( Este sendo o mais apelão). Mas eu dou um desconto já que o mesmo a pouco tempo era um Bulbasaur tímido, que mal sabia batalhar direito. Ele aprender ' Solarbeam' numa hora daquelas, que eu achei ser apenas blefe, me assustou um pouco, mesmo sendo um raio fraco, foi o bastante para acabar com o Meowth.

A Alice tentando mostrar-se forte foi um momento que gostei bastante. Só que eu estava torcendo para que os 'AA' ( Auto e Anthony) levassem uma surra de pau mole de outros competidores. Mas eu já esperava que um deles ganhasse. Mas ficou explicito que Auto é tão ou até melhor que Anthony. O Anthony' e seu Aggron só venceram devido a habilidade em batalha do Aggron.

Karine prometendo que iria batalhar com Kyle algum dia, gostei bastante, me lembrou um pouco o anime, onde o Ash conhece um rival, promete que vai batalhar com ele algum dia, mas no final. Sabemos que ele nunca vai rever o mesmo.

'Blur', ficou tão bonitinho no Eevee, até que combina combina com o mesmo. ( Se não me engano, você deve ter uma Eevolution, com o mesmo nome).

Os momentos de Kyle, Russel e Jason, foram bem legais. Se conhecerem mais, relembrarem momentos bons e ' constrangedores'. Achei legal também eles reverem a batalha do Russel vs o Poliwrath bombadão. E ainda rirem do que acontecera naquela parte do volume.

Russel sendo malicioso
 Me Gusta Mucho

Agora vamos, ao momento ápice do capítulo. Eu achei tão legal que a Gabrielle fosse paciente com o rapaz, isso demonstra que ela realmente gosta do garoto, porque devido a descrição dela, com qualquer cara 'like a Seth' ela iria zoar o rapaz até ele morrer. O Kyle ser Bv, isso não é culpa dele e sim do Seth, que chegava com o Dodrio e bem...

Quando o Kyle pegou na coxa da Gabrielle eu já esperava que fosse muito mais do que um beijo ocorresse, mas ai vem o final,que me encantou.

Bom, mas uma coisa eu digo... Quem nasceu para ser Kyle, nunca vai ser um Ryuzack Huahuahua.

Espero pelo próximo capítulo
Boa sorte!
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por DarkZoroark em Dom 26 Abr 2015 - 3:07

Rush o/
Levei um pouco de tempo a mais para comentar do que pretendia pois combinei de ir ver quinta-feira a estreia dos Vingadores 2 com alguns amigos meus. Até planejar tudo certo e comprar os ingressos acabei gastando muito tempo. Ontem acabei tendo uma maratona de compromissos (Faculdade, Dentista e um Curso extraclasse) que me impediram de fazê-lo. Peço desculpas pela relativa demora. Enfim, agora que já assisti, vamos ao review da história:
Dando um overview primeiro o capítulo foi muito bom. A conclusão do concurso foi bem interessante, embora já desse para ter uma ideia de que seriam o Auto e o Anthony na final. Achei interessante que este quase tenha perdido a disputa por causa do número de evasivas e não dos golpes em si. Não é uma estratégia muito comum, apesar de ser perfeitamente válida para este subgênero de disputas, e na realidade é a primeira vez que vejo algo assim sendo implementado. A utilização da diferença de velocidade e agilidade entre ambos foi um aspecto que gostei de ter sido ressaltado, com os movimentos do Croagunk causando pouco dano, mas em compensação ele próprio escapando de grande parte dos ataques adversários.
O desfecho do combate entre a Karine e o Kyle foi bem interessante e, devo dizer, diferenciado do comum. Em geral o que acontece nas histórias, em especial na final de algum evento, é que ambos os treinadores acabam usando o número máximo de Pokémons permitidos durante a batalha, então foi excelente ter visto uma luta em que este não foi o caso. Outro ponto original, e do qual gostei bastante, foi a utilização de um blefe durante a batalha. Apesar de ser algo que eu considero como sendo comum em disputas acirradas - e que em 70% dos casos dá certo - não acontece com grande frequência nas histórias. Ainda mais que nesse caso foi um "blefe duplo", por assim dizer. Após finalizar o Chalk com uma Investida ele ainda derrotou o Neko com a suposta enganação. Um ponto interessante também foi o Aoki ter aprendido a usar o Solar Beam. Não entendo muito a falta de uso do mesmo nas histórias, visto que é poderoso e que é usado com uma frequência considerável no competitivo - tudo bem que apenas em Sunny Team, mas não vem ao caso no momento.
A cena do retorno dos três com o Eevee foi meio tensa, por assim dizer. Ambas as garotas se sentindo ignoradas e o Kyle não prestando atenção em nada a não ser seu novo Pokémon me lembrou muito cenas de vários animes - protagonista "pokerface" é meio que algo comum nas histórias e bem divertido também. Um ponto que me impressionou foi do Eevee ainda ser um filhote com apenas dois meses de idade. Isso meio que me faz crer que levará algum tempo para ele evoluir. Acho meio que uma pena, mas é interessante para deixar os leitores no mistério sobre qual forma ele assumirá. Estou chutando entre Espeon ou Umbreon, talvez um Jolteon. Vou ficar no aguardo para ver se isso se concretiza.

@Rush escreveu:- Bem. – Russel se levantava, esticando os braços. – Eu vou dormir. Crianças, usem proteção, ok? – Brincava, se retirando do local.
Ri muito quando li esta frase. O Russel meio que me lembra aquele primo, tio ou amigo chato que todo mundo tem e que vive te embaraçando em qualquer oportunidade que tenha. Apesar de ser chato quando acontece com a própria pessoa, é muito prazeroso de se observar. A Gabrielle aproveitando-se para estender a brincadeira mais um pouco e a reação do Kyle serviram para aumentar o tom cômico da cena. Em defesa do caipira de Pallet, acho que não há tantos problemas em ser BV aos quatorze anos - eu só fui perder aos quinze. A cena final com os dois se beijando e, de acordo com o guia de personagens da sua história, começando posteriormente um relacionamento foi algo que eu não esperava... A princípio. Imagino que a situação vá ficar tensa agora com a Brenda, mas vou aguardar para confirmar. Não encontrei nenhum erro de escrita e, como de costume, sua escrita continua ótima. Fico no aguardo do seu próximo capítulo. ninja
P.S:
Deixando um espaço aqui para o pequeno "bate-papo" do Mortal Kombat X devo dizer que o jogo é muito bom. Não achei a dublagem da Pitty tão ruim quanto vinham dizendo, mas optei pelo inglês por já estar acostumado com as vozes originais. A dublagem da Mileena, entretanto, eu gostei muito mais em português. Sei lá, achei a voz muito boa e combinou com a personagem.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Black~ em Dom 26 Abr 2015 - 20:58

Bom, vamos lá.

Depois de alguns episódios, estou de volta, mas enfim. Esse capítulo foi bem bacana e gostei de como a história se desenvolveu nesses três capítulos, com essa fase de concursos para popularizar o treinador. Achei isso bem interessante; nunca tinha pensado em nada a respeito -q, mas enfim.

Cara, esse capítulo foi muito bom. Finalmente teve o desfecho do Kyle na casa de lutas e nossa: estou cada vez mais surpreso com o Kyle e realmente torcendo pelo protagonista huahuaha. Cara, ele realmente tá um treinador fudido. Ele vence pelas estratégias sagazes que usa. Muito bom.

Eu fiquei triste pela Alice. Foi uma forma muito brutal do Charmeleon dela ter sido debilitado. Naquele momento ele poderia literalmente morrer em combate. Tudo isso por causa da humilhação que o Anthony sofreu. Mas eita molequinho demoníaco, pqp.

Não sei porque, mas depois que o DZ comparou o Nero ao Fantasma, eu vi um pouco do Joffrey no Anthony huahuaha e a Alice pareceu a Sansa, já que ficou apaixonada pelo garoto que parecia um príncipe e não percebia o quão ele era babaca. Pelo menos a Alice percebeu logo -q.

Achei interessante que você tenha colocado contests na fanfic. Não podemos dizer que são raros, mas também nãos os vemos com muita frequência, a última fic que realmente trouxe com "força" era a da Delailan, como disse o DZ, enfim. Mas gostei de como também fugiu um pouco dos padrões, com um dos coordenadores tendo um Aggron e agredindo violentamente um adversário.

Bem, o Eevee é o Eevee né. Por mais que seja sempre utilizado nas fanfics, eu acabo gostando sempre de ver um Eevee, principalmente que sempre fica aquele mistério "Oh! Qual Eeveelution será que ele vai virar?" -q. Então vamos aguardar para ver no que esse Eevee vai se tornar huaha.

Cara, a cena do beijo foi muito bem escrita. Nossa, meus sinceros parabéns! Posso até dizer que foi uma cena lúdica. Mostrou todo o nervosismo do Kyle ao beijar a primeira vez e não foi simplesmente duas bocas se encostaram e pronto. Você descreveu tudo certinho, muito bem e tals. Bem legal mesmo.

Enfim, é só e boa sorte com a fic.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Rush em Qua 29 Abr 2015 - 0:04

@Killer: Killer! Muito obrigado! Fico muito contente em ver que você está gostando do andamento da fic! Eu acho que combinou sim, e pelo visto você possui um ótimo gosto musical! Olhe, pra ser honesto, acho que o Aoki, o Nero e o Tatsuo são bem equilibrados em questão de força... Aoki possui o Leech Seed, que na maioria dos casos, acaba com o oponente. Nero possui a resistência e força de vontade, e já o Tatsuo possui força e agilidade. O Hattori é apelão no geral mesmo. AEUHAEU' E sim, Auto e Anthony são coordenadores equivalentemente excepcionais, mas leve em consideração que Anthony já é mais experiente, enquanto Auto começou "agora". Muito obrigado pelos elogios, eu fico muito feliz que você tenha gostado! Continue lendo, um abraço!

@DarkZoroark: DZ! Muito obrigado! Tudo bem, rapaz! Acredita que eu ainda não fui assistir? :/ Eu tentei ir assistir no sábado, mas todas as cessões - até a de meia noite - estavam muito lotadas. Retornei domingo e a mesma coisa, só tinha cadeiras disponíveis na fileira de frente com a tela. Vou tentar assistir nessa sexta que é feriado, parece que o filme está muito bom! Enfim, muito obrigado pelos elogios! Sim, eu tentei explorar aquele sistema de pontos que são descontados quando o oponente erra ou coisa do gênero. Pra ser honesto, a fan fic do Murilo me inspirou bastante. Sobre a cena do beijo, eu fico bem feliz que você tenha gostado. Eu sinceramente - mesmo sendo o escritor - fiquei até surpreso com a reação paciente de Gabrielle, sendo que o primeiro beijo de Kyle foi bastante bom - o meu foi horrível kkkkk -, e eu acabei me adiantando demais no guia. AUEHA' Enfim, muito obrigado cara. Espero que continue lendo! Um abraço!

@Black: Blaaaack! Que saudade de tu rapaz! Por onde andou? Quando vai voltar com a fic? Muito obrigado pelos elogios! Sim, lembra quando ele era um bostinha? Eu te disse que ele iria evoluir rapidamente, e admito que isso vem da minha preguiça de estender demais a fic. Nossa, por mais que Nero tenha semelhanças com o Fantasma e a Alice com a Sansa, o Anthony não tem muito haver com o Joffrey. AUEHAUE' Ou será que tem? Pra ser honesto, a relação dele com Alice foi bem semelhante ao de Sansa com Joffrey. AEUHAEU' A realidade é que em pokémon, Eevee>Pikachu. Acho que toda fic tem ou vai ter um eevee ou uma eevolution. Eevee deveria ser a marca registrada de Pokémon AUEHUAE Muito obrigado cara, espero que tu não suma e continue lendo haha u.u Um abraço! 



~>x<~


Eu consegui outro emprego - melhor, mas mais puxado - então provavelmente eu ficarei um pouco ausente ou mais focado. Sei lá, depende de como o tempo vai influenciar na minha criatividade.

Como vocês perceberam, eu estou postando semanalmente. Isso é porque eu estou gostando demais do rumo em que a fic está tomando, e isso me inspira a escrever ainda mais. 

De qualquer forma, me avisem se estiver chato eu ficar postando toda semana, se quiserem posso estender um pouco mais o prazo - de duas em duas, por exemplo.

Enfim, espero que gostem do cap. Tenham uma ótima leitura!

obs: Não irei acrescentar imagens/trilha sonora por estar bem cansado. Desculpem. :c



~>x<~









O silêncio era constrangedor. Davi aguardava ansiosamente a resposta do recrutador enquanto este relia seu currículo pela segunda vez com seus pequenos olhos cansados.
Estava sentado em uma cadeira um pouco desconfortável e por isso acabava reparando detalhes no cômodo em que se encontrava. Distraído, ele levava um susto quando o homem começava a falar.


- Então senhor Tyler. Por onde começar? – Seu tom sério não lhe agradava, mostrando que após tal pergunta apenas noticias negativas iriam vir. – Vejo que você possui um longo histórico de empregos em sua carreira. Empregos em que você foi demitido.


Davi apenas concordava com sua cabeça. Usara um nome falso para não ser reconhecido como criminoso. O homem em sua frente ajeitava seus óculos enquanto continuava afalando.


- Furto. Agressão. Furto E Agressão. – Colocava a folha sobre sua mesa. – Sinto muito, de verdade. Mas nossa empresa é séria. Procuramos jovens de boa fé que possamos confiar e...
- Eu já expliquei que todas as acusações são mentiras. Calúnias.
- Sinto muito, senhor Tyler, mas papéis não mentem.


Apenas concordava com a cabeça, ignorando tudo que o homem dizia por estar cansado de ouvir a mesma coisa sempre. Sentia uma enorme tristeza em seu coração.


- Sinto muito. Não poderei lhe recrutá-lo para operar em nossa empresa mas tenho certeza que você achará um emprego bom.




~>x<~



- Eu disse no chão! Fique no chão ou eu atiro! – A voz do assaltante fazia com que seus reféns se encolhessem no chão, deitados.

Os três assaltantes mascarados ficavam no centro do cômodo do banco enquanto os reféns ficavam sentados encostados na parede. Enquanto um os vigiava os outros dois roubavam o dinheiro do cofre.

Um quarto assaltante era revelado. Ele não parecia ser humano, pois era muito forte para um. Seu rosto também era comprido, tendo um focinho semelhante a um dinossauro, mas era impossível de se ver pela máscara negra que usava.

Davi estava com uma escopeta de cano serrado em suas mãos e vigiava os reféns. Observando os olhos assustados das vítimas daquele assalto, ele não sentia nada além de remorso. Suspirava.







As crônicas de um Gyarados Voador!


Kyle Adventures.




Capítulo XXIX – Stupid no sense




Fugiam em alta velocidade em um carro conversível vermelho. Agora sem as máscaras, a trupe de Audrey despistava os policiais que os perseguiam. A policia de Pewter realmente era incompetente, mas isso nunca foi problema, já que a cidade carece em assaltos. Os três indivíduos eram exceções.


- Ganhamos na loteria hoje, ein? O suficiente para munição, comida, roupas... – Alana sorria ao contar centenas de cédulas em um dos muitos punhados que haviam roubado.
- Arrasamos. – Audrey comentava, ajeitando sua aparência no retrovisor do carro.


Davi que estava dirigindo, permanecia-se calado até então.


- Porque está quieto? O que foi dessa vez? – Audrey perguntava sério, ainda checando a sua aparência.
- Nada.
- Diga logo, não temos tempo para drama. – Alana reforçava a pergunta, de mal humor.
- Bem... Eu não... Eu não quero isso, sabe? – Ele comentava, o que prendia os olhares assustados de seus colegas. – Eu queria... Uma vida normal. Não necessariamente normal... Mas segura.


O Machoke que estava no banco de trás também olhava assustado.


- Eu... – Antes que seus colegas pudessem dizer algo, ele voltava a falar. – Eu entreguei uns currículos hoje.
- Entregou, Davi? Você entregou alguns currículos?- Audrey respondia em um tom alto e agressivo. – Ótimo então você decidiu entregar alguns currículos. Então me responda, quantos tiveram uma boa repercussão?
- Nenhum. – Respondia triste, sem tirar os olhos da estrada.
- Exatamente. Nenhum. Você é um assaltante. Nasceu para ser um assaltante e sempre será um. Você é um fracasso, como nós dois aqui. E do fracasso nós fazemos sucesso, então deal with that, baby.


Davi olhava o parceiro desacreditado no que havia escutado. Ele voltava a olhar a estrada e depois olhava Audrey novamente.


- Não precisa ser grosso. – Respondia nervoso.
- A bicha tá de coração partido. – Alana respondia em um tom irônico, fazendo com que ela e Audrey começassem a rir.


Davi pisava o pé no freio, fazendo que o carro parasse totalmente em aproximadamente cinco segundos. Entre esses segundos, o som horrível dos pneus cantando machucavam os ouvidos dos assaltantes, mas nada se comparava à dor de cabeça com a quebra brusca de velocidade. O motorista tirava o cinto e saía do carro, fechando a porta com uma força exaltada.


- Davi, vamos lá. Pare com isso. – Alana tentava se desculpar, um pouco desinteressada.
- Deixa ele. – Audrey acendia um cigarro. – A gente pega um pouco do dinheiro dele em compensação.





~>x<~




Davi caminhava em passos largos e acelerados. Mesmo que não estivesse correndo, qualquer um que o olhasse acharia que ele estava com pressa. Seus olhos bravios encaravam o nada enquanto em sua mente vários assuntos se perdiam. Estava tão distraído que acabava se esbarrando em uma pessoa.


- Perdão! – Ele se desculpava, checando se a pessoa estava bem.
-Tudo bem, só preste mais atenção na calçada... – A garota em quem esbarrava seguia o seu rumo.


Davi suspirava. Estava com a cabeça muito quente. Ele então olhava para o outro lado da rua e percebia que havia um enorme museu – o mesmo que tentara assaltar com Audrey duas semanas atrás.

Ele ficava encarando por um tempo até que decidia o que fazer. Engolia seco e caminhava até o local, percebendo que ele estava fechado para o horário de almoço. Ao olhar pela porta de vidro, podia perceber que uma funcionária ainda estava lá dentro.

Forçava um pouco a porta de entrada do museu, e não se surpreendia quando ela se abria. Quando a fechava novamente após entrar no museu, a funcionária se assustava.



- Você de novo?!
- Calma. – Davi tentava a acalmar. A funcionária era ninguém menos do que Brenda, que aparentemente estava sozinha, devido o horário de almoço.
- Socorro! – Ela gritava. – Vou chamar os policiais!


Davi se desesperava quando ela dizia isso. Ele tentava a acalmar se aproximando, mas ela gritava mais alto. Desesperado, ele tapava a boca da menina, mas esta o mordia.


- Droga, loirinha! Assim você não me ajuda! – Ele então retirava um pano e uma pequena vasilha de seu bolso. Em movimentos rápidos, como se estivesse acostumado em fazer aquilo, ele derramava o éter no tecido, pressionando-o contra o rosto de Brenda. Em menos de cinco segundos ela desistia de lutar, apagando.


Davi segurava Brenda pelos ombros para que a garota não caísse. Vendo a funcionária do museu apagada, ele acabava se desesperando mais ainda.


- Merda. Olha o que você me fez fazer. – Ele resmungava. Olhava para os lados, receoso. Agora teria que pensar no que iria fazer.


De trás de um dos balcões, a pequena Vulpix de Brenda observava tudo assustada.



~>x<~



Kyle saía do Centro Pokémon com seu mais novo Eevee. Havia demorado mais do que esperado, já que havia aplicado todas as vacinas possíveis no pequeno mamífero, além de lhe dar um bom banho e o registrado em seu time.

Blur estava cheiroso e com um pequeno topete em sua cabeça. Assim como Nero, quando registrado, ele estava com uma pequenina gravata em seu pescoço. O rapaz também estava acompanhado de Gabrielle, a quem segurava a mão enquanto caminhava com seu Eevee. Ele estava com um grande sorriso em seu rosto pela noite passada,


- Então, quer almoçar a onde? – Kyle perguntava.
- Não sei Kaká. A onde você achar melhor. Se bem que eu iria gostar de comer Sushi.
- Sushi? – O rapaz estranhava. – Não é Magikarp cru, isso aí?
- Você já comeu? – Ela perguntava com um sorriso desafiador.
- Não.
- Então não opine. – O mesmo sorriso continuava em seu rosto, esperando pela reação do garoto.
- Justo. Vamos lá então.


Ao chegarem no final do quarteirão, os jovens se assustavam com a figura de Megan correndo desengonçada  como se fugisse de um terrível perigo.


- Megan? – O rapaz de chapéu de palha a chamava, fazendo que a Vulpix parasse de correr imediatamente, quase capotando.


A raposa pulava em direção do conhecido, grunhindo algo que se assemelhava ao nome de sua espécie, desesperada. O Eevee se divertia com ela, repetindo exatamente os seus movimentos como se fosse um tipo de brincadeira.


- Eu acho que aconteceu alguma coisa. – Kyle ficava sério, olhando para Gabrielle preocupado. – Será que assaltaram o museu novamente?


Gabrielle ficava sem entender nada. A Vulpix percebendo que o rapaz entendera a mensagem que ela tentava passar, acabava correndo na mesma direção de antes.
Kyle se assustava mas não perdia tempo, segurava Blur em seus braços e corria atrás da raposa, puxando Gabrielle.


- Ei, calma! – A garota proferia, perdendo o equilíbrio.




~>x<~




O grupo de Seth acampava no lado de fora de Pewter. Contemplavam o céu nublado, fazendo que embaixo da montanha houvesse nada além de um mar de neblina.


- Heh. Foi difícil, mas consegui. – Seth ria, contemplando a insígnia do Coliseu de Pedra em suas mãos. – Me pergunto se Kyle ou Gabrielle também conseguiram.
- Bem, aquele Onix de Arianna não estava para brincadeiras. – Camila concordava com o pensamento do treinador. – Mas aquele seu amigo é forte, acho que ele deve ter vencido sim.


Antes que a conversa pudessem continuar a conversa, um fortíssimo tremor amedrontava o grupo. O terremoto seria tão forte que destruíra totalmente o acampamento improvisado deles, derrubando suas cabanas e destruindo a fogueira.


- Que diabos! – Fabiana resmungava, se levantando.

Logo em seguida um gigantesco Onix saía de dentro da terra, rugindo furiosamente. Este era o dobro do tamanho do Onix de Arianna, e também possuía uma coloração bem mais escura. Outra característica dele eram as inúmeras cicatrizes em seu rosto e seu corpo.






- O Onix gigante que estava aterrorizando Pewter? – Fabiana ficava em choque.


Seth sorria, retirando uma esfera de captura de seu cinto.


- Que surpresa mais agradável. – Ele comentava. – Mizu, escolho você!




~>x<~



Kyle e ainda corriam atrás de Megan. Eles percebiam que alguns pingos de chuva começavam a cair do céu enquanto o mesmo ficava mais escuro. O rapaz do chapéu de palha parava decorrer, dando um sinal para a Vulpix fazer o mesmo.


- Gabrielle, Megan não está indo para o museu. – Ele temia, vendo que a raposa estava impaciente. Ele retirava uma esfera de seu cinto e a entregava, notando que ela estava confusa. – Por favor, vá até Jason e Russel o mais rápido possível e venham atrás de mim. Essa é a Pokébola de Nero...


Quando a loira segurava a Pokébola que continha o Growlithe, Kyle tirava o seu chapéu de palha e colocava na cabeça da loira.


- Peça para Nero guia-los pelo meu cheiro.


Gabrielle hesitava de inicio, temendo pelo rapaz que iria tentar desvendar aquele mistério sozinho. Mas ela confiava nele, logo acenava com a cabeça, ficando séria e determinada para ajudar o treinador.

Beijavam-se antes que Gabrielle seguisse rumo ao hotel procurar pelo mecânico e o Hitmonchan. Kyle engolia seco, voltando a seguir Megan.



~>x<~


- Eu entrei em pânico, ok?! Ela ameaçou chamar a polícia!


Estavam em um pequeno cômodo. Percebia-se que estavam em uma residência pequena e de apenas um andar, sendo bem humilde. Alana estava sentada em uma velha cadeira enquanto lixava suas unhas, nem dando atenção para a discussão. Audrey, no entanto, parecia tentar se acalmar de um ataque cardíaco.


- OK! Ok! Ok. – Respirava fundo, purificando seus pulmões e sua alma. – Você fez bem. Sério! Bem, agora nós temos a melhor chance para roubar o Velho Âmbar.
- Você ainda quer roubar essa coisa? – Davi cruzava os braços, ainda preocupado com o que havia feito. No canto do cômodo, Brenda estava deitada, ainda inconsciente.
- Lógico que quero, querido! Esse Velho Âmbar pode me dar algo que vale mais do que dinheiro! Pode me dar poder!


Davi suspirava.


- Já disse que não quero mais fazer parte disso. Para ser honesto eu fui ao museu para me redimir e oferecer meus serviços!
- Serviços do que? Ser uma putinha? – Alana finalmente entrava na conversa.
- Vai se [palavra censurada]! – Davi retirava uma Pokébola de seu bolso, lançando Golias, seu enorme Scyther.
- Ta me ameaçando, bicha? – Alana se levantava, também sacando uma Pokébola.
- PAREM VOCÊS DOIS. – Audrey finalmente perdia a paciência, fazendo com que ambos recuassem assustados. – [palavra censurada]. Você não pode mais deixar de ser parte disso, Davi. Você sequestrou uma garota.


Davi fechava os olhos, passando as mãos pelos cabelos, arrependido do que havia feito.


- Olhe o que iremos fazer... Iremos usá-la como moeda de troca pelo Velho Âmbar e iremos nos mudar para Cerulean, ok? Após isso, eu deixo você ser livre, eu prometo.


O clima ficava mais sereno. Davi e Alana se acalmavam enquanto Golias apenas marcava presença. Porém a serenidade era quebrada com o som da porta sendo arrombada.

Audrey imediatamente sacava uma Pokébola, assim como Alana. Davi ficava atento para comandar seu Scyther.

Quando percebiam, quem havia arrombado a porta era ninguém menos que Kyle. O garoto se contorcia no chão, gemendo de dor. A verdade é que a dor era tanta que ele jurava ter deslocado o ombro. Ao seu lado estava um Eevee e uma Vulpix.



- O fedelho do museu. – Audrey comentava, sorrindo. – Bem... Parabéns Davi. Você acabou atraindo uma maré de sorte para mim.


Última edição por Rush em Sex 8 Maio 2015 - 22:06, editado 1 vez(es)
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Black~ em Qui 30 Abr 2015 - 21:30

To escrevendo mais uns dois capítulos antes de postar, sabe como é né. Mas ela volta logo. Enfim.

Bem, gostei desse capítulo. Ele foi interessante pelo fato de não mostrar bem o Kyle em si, e ser um episódio mais voltado para o Davi e até mesmo um pouco para o Seth e o Onix fodástico. Além de claro, o sequestro da Brenda. Enfim, eu gostei de como ele ficou bem escrito e de como se desenvolveu.

Achei bem bacana essa "evolução como pessoa" do Davi, desenvolvendo uma personalidade nele, não sendo somente um vilão "matar, matar e matar". Gostei bastante. Achei interessante que o Davi quis se livrar da vida de bandido e causou algo pior: desmaiou a Brenda e a sequestrou, e agora o Audrey vai usá-la como moeda de troca. Boa, Davi.

Fiquei curioso a respeito daquele Onix que apareceu para a trupe do Seth. Não sei porque, mas eu ri da Fabiana falando "Que diabos". Sei lá, pareceu uma cena tão bizarra, já que o terremoto destruiu tudo e ela falou dessa maneira, sei lá -q. Mas enfim, espero para ver o que vai acontecer com esse Onix e se o Seth vai capturá-lo.

Bem, imaginamos que o Kyle vá lutar contra os bandidos e salvar a Brenda e fazer seu papel de protagonista, mas seria bem interessante ver de fato o Audrey trocar a Brenda pelo Velho Âmbar, seria algo bem inovador numa fic. Mas enfim, vamos aguardar pra ver.

É só e boa sorte com a fic.
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Killer123 em Qua 6 Maio 2015 - 18:37

Hey, Rush!

Bom, eu me atrasei para comentar já que estava viajando e também estou terminando o capítulo da minha fic. Que pretendo postar hoje. Além do colégio que não tá fácil.

O capítulo foi muito bom, não posso esperar menos de você, estou até ansioso pelo próximo capítulo. Gostei que o foco foi em vários personagens. Mas acho que Davi vai ser bem importante a partir de agora. Meio que senti pena do mesmo, só não sei se ele irá conseguir dar a volta por cima.

Finalmente o Onix gigante apareceu. Seth tu vai apanhar feio. Eu estava bem animado para ver a aparição dele ou da possível aparição do Aerodactyl.

Como todo protagonista que se prese, Kyle vai ter de salvar a Brenda e quem sabe Blur irá ter sua primeira batalha, ele é bem novinho, mas é nessas horas que é necessário ser forte.

Erros eu só encontrei esse aqui.

@Rush escreveu:Kyle e ainda corriam atrás de Megan.

-  Creio que queria escrever " Kyle e Gabrielle ainda corriam atrás de Megan"

Bem é só isso.
Boa sorte!
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por DarkZoroark em Qui 7 Maio 2015 - 19:43

Rush o/
Só para variar, peço-lhe desculpas antecipadamente pelo relativo atraso em vir aqui comentar. Originalmente eu pretendia fazê-lo no fim de semana, mas comprei alguns jogos na Steam e na Origin, aí... Já viu. Para piorar, quando eu estava terminando o comentário o computador travou e acabei perdendo tudo. Fiquei tão p*** da cara que só agora consegui me acalmar o suficiente para refazê-lo. Então, sem mais delongas, vamos ao review:
Bem, dando um overview primeiramente, devo dizer que o capítulo foi realmente muito bom. Achei bastante original e interessante teres utilizado uma atividade relativamente mundana como forma de expandir o universo da história e o próprio personagem. A aparição de uma entrevista de emprego é algo que nunca vi em Fanfics de Pokémon e, a bem verdade, pouquíssimas vezes vejo sendo sequer citadas em outros gêneros. A desenvoltura do Davi foi outro ponto que eu gostei. A personalidade dele foi aprofundada meio que se aproveitando do "gancho" usado no capítulo do assalto ao Museu, em que ele mostrou um certo respeito pelo Kyle por ter poupado seu Scyther. Isso de ele querer deixar a "carreira", se é que da para chamar assim, criminosa e ter um emprego normal não é algo que seja visto com muita frequência como o pensamento de vilões nas histórias. Achei um lance realmente genial. Só uma coisa que fiquei curioso: o nome dele durante o capítulo do museu era David e agora ficou Davi. Seria um apelido ou foi uma mudança de nomes mesmo?
Achei interessante a relação entre o Kyle e a Gabrielle. O pequeno bate-papo que eles tiveram tentando decidir o que comer foi bem realista. Deu um clima bem descontraído para o relacionamento, algo que falta em muitas histórias. É realmente uma decepção quando a cada três parágrafos da história é posto um beijo ou abraço entre o protagonista e sua amada assim que estes começam a namorar. Sei que não vai acontecer aqui, mas é mais para desabafar mesmo. Enfim, passemos para o próximo ponto da história.
Gostei da aparição do Onix gigante. Lembrou-me do episódio em que o Bruno capturou o dele. Ao que pude perceber acontecerá algo similar no decorrer dos próximos capítulos para o Seth. Seria algo interessante do meu ponto de vista, tendo em mente que são poucas as vezes em que se vê um protagonista/rival utilizando de um Pokémon desta espécie. Creio que em parte seja pelo seu tamanho excessivo que torna difícil sua participação efetiva em uma história. A forma com que o capítulo terminou me deixou em dúvidas se haverá, de fato, algum combate entre o Kyle e os bandidos. Ele estar se contorcendo de dor no chão do esconderijo me leva a crer que, a menos que seus Pokémons saiam das Pokébolas por vontade própria ou o reforço chegue logo ele vai estar em maus lençóis. Ficarei aguardando para saber mais sobre isso, contudo.
Erros não encontrei nenhum e, como de costume, sua escrita continua ótima. Vou ficar no aguardo de seu próximo capítulo. ninja
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Rush em Dom 10 Maio 2015 - 18:32

@Black: Muito obrigado! Fico feliz que tenha gostado do Davi! Hehe O Onix deu trabalho pra caramba, então fico feliz que tenha gostado também. Muito obrigado cara, espero que você continue lendo! Um abraço! <3

@Killer: Relaxa, cara! Muito obrigado! Fico feliz que tenha gostado do cap. Obrigado pela correção, vou ficar mais atento! Haha, muito obrigado mesmo, espero que você continue lendo! Um abraço! <3

@DZ: Muito obrigado! Fico feliz que tenha gostado do cap e do davi. Sim, o Onix negro foi uma referência ao Onix gigante do anime, amava o anime nessa época. :') Fico muito feliz que tenha gostado de como o capítulo ficou, espero que você continue lendo! Um abraço! <3



~>x<~



Desculpem os agradecimentos breves. Eu estou com pressa e vou ter que sair daqui a pouco. Espero que vocês gostem do cap, ele será o capítulo que irá fechar o Volume III!


Tenham uma ótima leitura!


~>x<~





Kyle recebia um forte soco no rosto, o que fazia um fino fio de sangue escorrer por sua boca, além de deixar a maçã de seu rosto bem roxa.
O rapaz estava amarrado em uma cadeira, ao lado de Brenda, que ainda estava desacordada. A cada golpe que recebia de Audrey ou Alana, ele escutava Davi tentando interver.


- Ok. Nós já o prendemos! Não há mais necessidade de violência! – Davi gritava mais uma ultima vez.
- Cale a boca, bicha! – Alana reclamava já farta da voz do colega.


A garota dava outro soco no rosto do treinador, que não fazia nenhum barulho sequer.


- Tsc, nunca vi um refém tão comportado. – Audrey estranhava o comportamento do individuo. – Porque você está quieto?
- Heh... – Kyle cuspia um pouco de sangue. – Estou dando uma chance para vocês me vencerem. Vocês são tão fracos que não seria justo eu roubar-lhes essa oportunidade.


Audrey fechava o rosto, vendo a insolência do garoto. Ele apertava seus dedos com força contra sua mão, formando um punho. Não hesitava em dar um fortíssimo soco no rosto de Kyle.







As crônicas de um Gyarados Voador!


Kyle Adventures.




Capítulo XXX – Final Threat!





Já haviam se passado aproximadamente duas horas e nenhum sinal de Gabrielle, Jason ou Russel. Kyle ainda estava preso à cadeira, sentindo o sangue escorrer pelo seu queixo, que saíam dos machucados na maçã do rosto. Brenda não estava presente.

De vigia estavam Davi e o Houndour de Alana. O cão rosnava para qualquer movimento que o refém fazia, mesmo que estivesse com os membros imobilizados. O criminoso estava com os braços cruzados, pensativo e preocupado.


- Ei. – Kyle chamava a sua atenção, fazendo o Houndour rosnar. – Você não precisa fazer isso, você sabe? – Abria um sorriso. Seus dentes estavam vermelhos pelo sangue acumulado em sua boca. – Você não merece ser tratado assim.
- Tsc, fique quieto. – Davi não podia negar como se sentia aliviado pelo rapaz não demonstrar raiva ou ódio. – Tsc... Sinto muito. Eu também não queria que acabasse assim.
- E quem disse que acabou? – Kyle ria. – Como eu disse, só lhes dei uma chance. E como pensei vocês falharam.
- Falhamos eh? Pelo que eu posso ver você que está amarrado.


Davi e Kyle riam da situação.


- Você é um garoto legal. – Davi dizia sorrindo simpaticamente. – Não precisa se preocupar que nada irá acontecer com você e sua namorada.


Kyle começava a rir. Mas a sua risada continua acabava desmanchando o sorriso no rosto de Davi.


- Claro que não vai. Eu venci.


Davi ficava confuso, até um ponto em que achava aquilo assustador. Ele percebia que as portas do cômodo se fechavam bruscamente, o que fazia o Houndour começar a latir.

O assaltante se levantava, tentando ver se havia alguma pessoa por trás disso, mas até Audrey e Alana não estavam dando noticias. Davi percebia que o clima do ambiente caía drasticamente, a ponto de começar a ter calafrios e ver uma leve fumaça branca sair de sua boca. O Houndour não parava de latir.



- Tatsuo, Corte Cruzado!



O homem não conseguia entender o que havia acontecido. A Pokébola encouraçada que estava presa ao sinto de Kyle se abria, materializando o Scyther que já voava em direção dele, som as lâminas em forma de cruz.

Com um pensamento rápido, Golias avançava contra a espécie familiar, investindo fortemente contra tal e defendendo seu treinador. Ambos os Scythers se encaravam e começavam a rosnar um para o outro. O Houndour tentava morder Tatsuo, mas acabava sendo atingido por alguma força desconhecida, voando contra a parede e caindo nocauteado.


- Golias, use Corte das Sombras!
- Tatsuo, use Corte Furioso!


Ambos os Scythers começavam a se atacar com suas lâminas. Todos os golpes eram defendidos um pelo outro, onde Tatsuo mostrava superioridade em sua velocidade enquanto Golias compensava na força.

As lâminas do brutamonte que emanavam uma áurea negra erravam todas as tentativas, facilmente desviadas pelo menor. Em contra partida, Tatsuo tinha todos seus cortes bloqueados.

A luta estava muito equilibrada. Porém a cada movimento agressivo que o menor dava, parecia ficar mais forte, violento e veloz, ficando cada vez mais difícil para Golias se defender.


- Golias, use Golpe Aéreo!


O brutamonte recebia alguns poderosos cortes do oponente, embora não demonstrasse sentir muita dor. Ele tentava acertá-lo com um corte vertical, mas Tatsuo facilmente desviava, porém Golias girava numa velocidade surpreendente e acabava acertando as costas do inimigo.

Tatsuo era lançado contra a parede pela monstruosa força do oponente, caindo bem cansado. Quase havia sido nocauteado com apenas um golpe.


- Tatsuo, não! – Kyle se desesperava vendo que seu Scyther não teria nenhuma chance de vencer no momento. – Pare, por favor!


Golias dava passos lentos até ficar na frente do outro. Quando ele se preparava para finalizá-lo, ele escutava seu treinador o chamando.


- Pode parar, Golias. – Um sorriso se formava no rosto de Davi, vendo que Kyle se acalmava. – Não deveria ter me atacado, garoto. Só poupei seu Scyther por você ter poupado o meu.


Kyle não dizia nada. Pra ser honesto, ele nem se lembrava de ter sido misericordioso, mas era algo que ele faria novamente se tivesse oportunidade.


- Ok. Fico feliz que não tenha comandado seu Haunter. Pode pedir para ele se revelar, eu sei que ele está aqui.
- Hattori. – Kyle apenas chamava seu nome, mostrando que o fantasma realmente estava presente na sala.


O Gengar se revelava, surpreendendo o assaltante que não sabia que ele havia evoluído novamente. O fantasma flutuava ao lado de Kyle.


- Como eu disse... Você não merece ser tratado daquele jeito por eles. Você merece algo melhor.


Davi encarava o chão, cabisbaixo e pensativo. Seus pensamentos eram interrompidos quando a porta do cômodo era arrombada mais uma vez.


- ONDE ESTÃO MEUS AMIGOS?! – Russel gritava como um selvagem enquanto seus punhos pegavam fogo. Ao seu lado estava Jason com uma espécie de Magnemite improvisado, Nero e Gabrielle.


Kyle sorria ao vê-los.






~>x<~



- Eu disse que eu mato a garota se vocês não me entregarem o Velho Âmbar! – Audrey gritava, apontando sua escopeta de cano serrado na cabeça de Brenda.

- Ok! Eu entendi e seu pedido é uma ordem. – Jonathan Thorn estava muito nervoso. Um pingo de suor frio escorria em sua testa. O Velho Âmbar valia milhões de Zeny, mas ele não poderia arriscar a vida de sua melhor funcionária e querida amiga. – Não a machuque, por favor. Irei pegar o Velho Âmbar.



Alana sorria. Estava com duas armas em suas mãos já que Feuer, seu Houndour, estava vigiando Kyle. Sem o treinador, havia sido moleza assaltar o banco. Brenda estava acordada faz um tempo. Lágrimas enchiam seus olhos ao ver o cano da arma encostando-se a sua cabeça.

Após vários minutos, Jonathan Thorn retornava com uma pedra dourada em suas mãos. Ele estava com luvas  para não prejudicar sua superfície delicada, mas sabia que ela iria se contaminar quando caísse nas mãos de Audrey.


- Ei, Audrey. – Uma voz o chamava, vindo da porta da frente do museu.


Antes de poder perceber quem era o dono da voz, três vinhas de cipó eram lançadas velozmente em direção das mãos armadas dos assaltantes, puxando-os bruscamente, a um ponto em que eles acabavam atirando nas paredes e no teto. Graças à força dessas vinhas, as armas saíam voando.


- Eu... Não... Acredito. – Audrey se virava lentamente, furioso. – VOCÊ está livre?! Como?!
- Eu o ajudei, Audrey. – Davi avançava, ficando ao lado do treinador que ainda sangrava. – Eu disse que não quero fazer parte disso.


Audrey ficava mudo enquanto seu rosto ficava quente de raiva. Ele apontava para o traidor, furioso.


- Martin, MATE-OS!


O Machoke que carregava o enorme aparelho de som, apenas concordava com a cabeça, com um sorriso de quem não sabia da seriedade da situação. Ele colocava o aparelho no chão, o ligando em uma playlist que o Machoke mesmo havia feito.





Quando a música começava a tocar, o Machoke rasgava as suas vestes negras de assaltante, mostrando que usava uma pequena malha apertadíssima que mostravam seus músculos definidos. Ele começava a dançar com vários passinhos no chão, sem sair do local. Ficava na ponta de seus pés, pisando em uma velocidade incrível.

Ele começa a girar a sua cabeça enquanto fazia um arco com os braços. Logo em seguida ele dava pulos altos e esticava suas pernas para os lados, caindo e rodopiando horizontalmente.

Seus movimentos de dança eram dignos de serem aplaudidos de pé se estivesse se apresentando e não assaltando.



- Eu cuido dessa coisa. – O Hitmonchan avançava, ainda com a música rolando no fundo.


Russel corria em direção do Machoke com o punho erguido, se surpreendendo ao ver que ele se esquivava ainda dançando. O lutador contra-atacava o boxeador com um soco na nuca.

O Hitmonchan cambaleava para frente, mas não perdia o foco. Virava-se com um fortíssimo soco que atingia o rosto do azulado. Martin, no entanto, segurava o pulso de Russel com as duas mãos, o jogando com um golpe de judô para o lado. Rocky quicava no chão antes de se levantar com um salto. Ele estalava seu pescoço, fazendo seus punhos pegarem fogo.


- Quer que eu entre na dança? Pois eu entrarei na dança! – O Hitmonchan começava a dar vários pulinhos para o lado, como se estivesse se aquecendo.


Lançava vários socos sem cessar os saltinhos, mas esses eram desviados ou bloqueados por Martin, que contra atacava com murros mais fortes. Pelo seu instinto de batalhas, Russel também se desviava destes.

O Machoke percebia que o oponente abaixava a guarda e dava um fortíssimo soco em seu estômago, dando uma uppercut em seu queixo como um combo. Recuava dois passos com um sorriso maroto no rosto. Usava suas luvas de boxe azul para limpar o sangue que escorria de sua boca.


- Pode vir, seu frango!


Martin não esboçava uma expressão agradável em seu rosto ao ser chamado daquilo e corria para pegar impulso e dar uma voadora de dois pés no peito do lutador, que caía de costas bem machucado.

Russel se levantava novamente, desta vez com dificuldades. Ele continuava rindo com o mesmo sorriso maroto.


- Minha vez, campeão.


Agora ele avançava numa velocidade surpreendente, dando um uppercut tão forte no queixo do Machoke que tirava os seus pés do chão. Não parava por ai, e dava um soco ainda mais forte em seu estômago, o lançando para cima.

Russel agora dava um salto para alcança-lo, e no ar ele começava a distribuir inúmeros socos numa velocidade tão alta que era quase impossível de ser acompanhado a olho nu.

Os socos eram lançados no rosto, no peito e nos braços, num ritmo crescente a um ponto em que seus punhos ficavam praticamente invisíveis. Em tom alto, mas muito rápido, ele começava a contar vários números em ordem crescente. Era impossível entender o que ele dizia.


- Duzentos e noventa e oito, duzentos e noventa e nove, e trezentos! – Russel gritava, dando um último soco, que mesmo lento, era visivelmente mais forte já que afundava no estômago de Martin, o jogando como um torpedo contra o chão, o que levantava uma grande quantidade de poeira e fazendo com que o chão tremesse.


Ao pousar no chão, a música acabava. Seu combro de trezentos socos em 10 segundos fora o suficiente para derrotar o Machoke.

Audrey tentava retirar uma Pokébola de seu bolso, mas uma semente atingia o seu peito, se abrindo e várias vinhas que o prendiam e soltavam um forte raio vermelho que drenava suas energias. Alana tentava fugir, mas a mesma semente a atingia, facilmente a nocauteando.  


- Você está bem? – Kyle se aproximava de Brenda, lhe dando um beijo na testa. A jovem apenas o abraçava, aliviada que tudo aquilo acabara.



Na verdade não. Ainda não havia acabado. Mesmo sentindo uma horrível dor de sua energia sendo absorvida pelos raios vermelhos da semente sanguessuga, o assaltante fazia uma enorme força para quebrar as vinhas. O seu esforço era em vão, vendo que elas não se partiriam tão fácil, mas foi o suficiente para a Pokébola que ele havia pego cair no chão e revelar seu Pokémon.

Era Z-Type, seu Porygon-Z, que não hesitou em destruir as vinhas da semente sanguessuga ao ver o seu treinador em perigo.


- Z-Type! Raio de Gelo, agora! – Audrey gritava enquanto se levantava e corria na direção oposta dos mocinhos.


O Porygon-Z entendia o comando e criava uma esfera azul ciana em sua frente, lançando um raio da mesma cor em direção do chão, rapidamente criando uma barreira fina de gelo, que mesmo não sendo muito resistente, era o bastante para atrasá-los. O Pokémon seguia o homem logo em seguida.

Audrey estava acabado. Estava suando, o que borrava a sua maquiagem e seus fios de cabelo não estavam em sintonia. Ele estava furioso e dava passos pesados em direção de uma sala do museu que parecia já conhecer.

Seu plano havia dado certo, Russel quebrava a parede de gelo com apenas um soco, mas já era o suficiente para atrasá-los enquanto Audrey adentrava na sala e trancava. A porta da mesma era feita de aço.

Dentro do cômodo havia várias maquinas, tubos de ensaio e microscópios, como se fosse uma sala de estudos. Ignorava tudo aquilo, seguindo a uma máquina em especial.

Era arredondada e prateada, bem grande. Em seu centro, havia uma pequena portinha de vidro que poderia ser aberta para colocar artefatos em seu interior.



- Z-Type, preciso que você me ajude aqui.


O Porygon-Z rapidamente parecia entrar dentro da máquina, fazendo com que ela ligasse e a pequena portinha de vidro se abrisse. Audrey colocava o Velho Âmbar dentro dela e a fechava, se assustando com a porta de aço recebendo uma fortíssima pancada.
A máquina começava a brilhar e fazer um barulho de processamento.




~>x<~



- Não precisa arrombar a porta! Eu tenho acesso! – Jonathan repreendia Russel ao mostrar um cartão acinzentado. Passava-o em uma superfície ao lado da porta, fazendo com que um pequeno círculo brilhasse em verde e a mesma se abrisse.

Quando entravam no local, eles ficavam surpresos. Uma enorme quantidade de fumaça branca saía da máquina, impedindo que eles pudessem ver qualquer coisa.



- “Ressurreição de fóssil... Completo.” – A voz feminina da máquina proferia com o sucesso de Audrey.

- Hahahahahahahaha! HAHA! – O assaltante ria, vendo que havia vencido. – Agora eu sou invencível... EU possuo ele! EU possuo o temível...!


Quando a fumaça cessava, Audrey ficava em silêncio. Da máquina saía um Pokémon que apenas havia sido visto em revistas de arqueólogos e ficção cientifica. Um réptil de pele cinzenta com olhos verdes e intimidadores. Sua mandíbula era grande comparada ao seu corpo e possuia inúmeros dentinhos.

Em seus finos braços havia uma pele rocha que serviria como um par de asas, e para completar, uma longa cauda com um triangulo em sua ponta.

- Incrível... – Jonathan contemplava. Todos seus anos de pesquisa especulavam o que acabara de ver e não ligavam que um assaltante teria tido sucesso naquilo que pretendia fazer. – Você ressuscitou o Aerodactyl.


Kyle, Brenda, Jason, Russel, Gabrielle e Davi ficavam surpresos e maravilhados com o que viam, porém a reação de Audrey não era a mesma.


- ONDE ESTÁ A MINHA MÁQUINA ASSASSINA?! – Ele berrava furioso ao ver que o Aerodactyl era minúsculo, um filhote.





- ISSO NÃO É JUSTO! – Berrava ainda mais alto, fazendo com que o pequeno Aerodactyl soltasse um fino grunhido.

- Aoki, prenda-o. – Kyle ordenava.



O Ivysaur lançava duas vinhas da rosa em suas costas, amarrando Audrey que por sua vez, nem lutava em tentar se soltar. Estava decepcionado demais para aquilo. O Porygon-Z saía da máquina para defender o seu treinador, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, Russel dava um forte soco e o nocauteava.





~>x<~



Após algumas horas o museu estava rodeado de viaturas. Mesmo que apenas dois assaltantes tivessem sido presos, eles eram tão perigosos que a delegacia não hesitou em chamar reforços para prendê-los.

De longe, em cima de um morro, Kyle e Davi observavam tudo aquilo. Estavam encostados em uma árvore e de braços cruzados.


- Então... Conseguimos. – Davi comentava, num tom tão aliviado que parecia estar um pouco triste que aquilo havia finalmente acabado.
- Yup! Finalmente você pode seguir a sua vida normalmente. Pretende fazer o que?


Davi ria de leve, olhando para o céu que se abria lentamente, revelando o sol que até então estava escondido debaixo das nuvens.


- Ir para Cerulean, talvez. Voltar a trabalhar como cozinheiro. Audrey provavelmente irá dizer a minha aparência e posição para eu também ser preso. Aqui em Pewter já não é mais seguro.
- Porque você não vem com a gente? Poderia completar a nossa equipe!
- Heh. Não acho que a sua amiga ficará feliz com isso. Afinal, eu a sequestrei.
- Relaxe, Brenda não é de guardar rancor!




~>x<~



- Ele é lindo... – Brenda ficava admirada enquanto alisava a nuca do Aerodactyl. O Pokémon pré-histórico não parecia ficar incomodado, pelo contrário, ele apreciava a presença de Brenda.

- De fato, sim. – Jonathan concordava. – Em meus estudos eu pude perceber que Aerodactyls são muito agressivos, desde filhotes. – Quando aproximava a sua mão, o pequeno avançava para mordê-la. – Mas ele é bem tranquilo com você.


O pequeno Aerodactyl rosnava para Jonathan.


- Vocês estão de saída, não? – O gerente do museu ficava triste ao proferir tais palavras.
- Sim... Pretendemos ir para Cerulean.
- Entendo... Se quer uma dica, eu acho que vocês deveriam explorar a Montanha da Lua. É no caminho de Cerulean e bem, lá vocês poderão resolver vários problemas com Dylan. Além de ser um líder de ginásio, ele é um especialista em rochas até melhor do que eu. Ele pode tentar resolver o problema com Tom- quer dizer, Nero.


Brenda concordava com a cabeça e dava um abraço de despedida em seu amigo.


- Ah, outra coisa. – Jonathan dizia. – Aqui está o seu pagamento. – Retirava um envelope do bolso de seu paletó e a entregava. – E... Porque você não fica com esse Aerodactyl? Você é uma garota brilhante, creio que você irá descobrir mais sobre ele do que eu mesmo iria.


Brenda olhava surpresa para o homem. Um sorriso abria em seu rosto.


- Você é um ótimo amigo, John.
- Você também, Brenda. Cuide-se em sua jornada. Sei que seu amigo tem um ótimo potencial e juntos vocês poderão chegar até a Grande Liga. E... Qual vai ser o nome de seu Aerodactyl?


Brenda o olhava, ainda fazendo carinho em sua nuca, ela sorria em ver que ele gostava dela.


- Daemon.





~>x<~




Dois dias depois.


Jason e Russel estavam na frente do hotel em que eles se hospedaram durante a estadia em Pewter. Jason trajava a sua famosa jaqueta de couro marrom fechada, enquanto Russel parecia estar com um novo uniforme. Ambos carregavam malas com ferramentas.

Alice também se encontrava, vestindo um vestido azul com o mesmo cachecol azulado que sempre usava. Estava um pouco chateada, pois teria se despedido de Luke no dia anterior.Carregava uma pequena mochila bege.

Brenda estava com uma camisa vermelha com uma pequena estrela dourada em seu peito, com o pequeno logo “Kantonian Star”.  Em seus braços ela carregava Megan, e Daemon descansava em seus pés, ainda sonolento por ter acordado cedo demais. Em suas mãos ela trazia consigo uma mochila negra.

Davi estava um pouco isolado do grupo por não ter intimidade. Ele carregava uma grande mochila em suas costas, onde duas panelas estavam presas no lado de fora.

Todos esperavam Kyle, que até então estava sendo arrumado por Gabrielle, pois de acordo com ela, ele não tinha cara de um treinador famoso. A ansiedade do grupo de ver como o jovem estava parecia ter morrido a umas duas horas, antes mesmo de o sol nascer, porém a atenção de todos era atraída quando viam dois jovens se aproximando de dentro do hotel.

Kyle agora estava com uma jaqueta vermelha de uma ótima marca, Charizard’s Den, onde também é a prova de fogo. Por baixo, usava uma camisa preta. Uma corrente de prata em seu pescoço parecia ganhar destaque. Em seu ombro, o pequeno Blur descansava com um sorriso no rosto.



Seu cabelo estava todo para cima, em formato de um topete arrepiado. No entanto, não estava com seu chapéu de palha em sua cabeça, e sim preso em suas costas o que era bem estranho.

Em suas mãos, usava uma luva branca com uma munhequeira preta de couro por cima. Nas luvas, havia o magnetismo KA-C, criadas por Jason, onde era possível atrair as Pokébolas sincronizadas com o mesmo magnetismo e facilitar nas capturas ou batalhas, onde podia se focar sem se preocupar em buscar as esferas.

Usava calças jeans cinzas-clara do material Silver Wind, resistente e confortável para viagens a pé. Trajava tênis vermelhos também da marca Charizard’s Den, bem confortáveis e resistentes.

Seu olho esquerdo estava verde-escuro, devido a uma única lente de contato que permitia que o visse Pokémons ocultos e ter visão noturna. Tal lente de contato era chamada de Green Vision, criada originalmente pela Silph Co. e modificada por Jason.

Seu cinto de couro negro possuia cinco Pokébolas. Todas negras com uma listra vermelha contornada por dourado. Nela havia um botão escuro que era quase invisível para quem visse de longe, que servia para mudar a opacidade da esfera de captura, para totalmente negra ou transparente. Também criadas por Jason. Por último, possuia um par de óculos escuros.





A sua aparência surpreendia a todos. Gabrielle parecia estar orgulhosa de seu trabalho bem feito.


- Prontos para partir? – Kyle perguntava com um sorriso maroto em seu rosto.

- Bem, eu irei ficar. – Gabrielle dizia o que gerava surpresa em seu ficante. – Agora que eu o ajudei em sua jornada, preciso seguir a minha. Irei vencer de Arianna no Coliseu de Pedra e depois irei chutar a sua bunda no caminho.


Kyle ficava triste com a noticia, mas estava ansioso demais para seguir a sua jornada. Sabia que se a seguisse com junto a uma rival, ambos acabariam sendo prejudicados.


- Então isso é um adeus? – O rapaz perguntava triste.
- Nem, bobinho. Iremos nos encontrar durante a nossa jornada. Além de nos enfrentarmos na Grande Liga.

Davam um longo selinho, que fazia Brenda e Alice desviarem seus olhares, um tanto com ciúmes.



O grupo caminhava para a saída de Pewter que daria para a rota 3. Seria nela que em que iriam caminhar até a Montanha da Lua. Infelizmente, não teriam trilhos no metro para lá. A caminhada seria longa.

A equipe estava completa.






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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por DarkZoroark em Ter 12 Maio 2015 - 5:31

Rush o/
Já havia lido o capítulo durante o fim de semana, mas em decorrência de química que tive ontem achei por bem dar uma adiada pequena no comentário. Enfim, agora que estou livre de obrigações para com a faculdade vamos ao review deste último capítulo:
Gostei bastante desta conclusão do Volume III. Achei interessante a cena de "interrogatório" com o Kyle, na falta de um termo melhor para o espancamento sofrido pelo garoto. Fiquei meio surpreso que ele não tenha perdido um ou dois dente no meio disso, mas não é nada fora do normal. O Davi tentar protegê-lo de sofrer muito mais também foi uma ação que considero bem inovadora, já que não há muitos bandidos que opinem o que estejam pensando. Em geral os que não gostam da ação preferem ficar em silêncio ou sair do aposento para não ter de ver tais práticas.
O confronto rápido entre ambos também foi muito interessante. O Tatsuo sair da Pokébola por vontade própria eu meio que já imaginava, mas não imaginava que o Kyle já houvesse liberado anteriormente o Hattori é algo que eu não havia considerado. A cena do Pokémon fantasma atacando sem ser visto me lembrou da batalha do do Koga e do Green contra a Agatha no mangá. O confronto entre os Scythers foi uma cena que considero excelente para cativar os fãs. A bem verdade, batalhas entre Pokémons da mesma espécie em geral a são, ainda mais quando são dois com proporções físicas tão diferentes. Vendo que o Davi se juntou ao grupo fico curioso para saber como será a interação entre ambos os insetos.
A situação no museu foi uma que, apesar de relativamente tensa a princípio, acabou sendo muito empolgante. O Kyle surgindo no ápice do estilo "herói do momento certo", apesar de um tanto clichê, foi um ponto realmente muito interessante. Me surpreendi um pouco com o Davi tê-lo ajudado. Imaginei originalmente que ele somente se renderia e então iria embora, mas pelo visto me enganei. A batalha entre o Russel e o Martin teve um desenvolvimento que eu achei bem inesperado. Falando sinceramente não esperava que o Machoke fosse dar tanto trabalho para ser derrotado. Embora deva admitir que não haja muitos seres vivos que sejam capazes de resistir ao combo de 300 socos em 10 segundos do boxeador, ainda assim me vi em alguns momentos pensando que ele talvez fosse derrotado.
Creio, contudo, que a parte mais surpreendente do capítulo tenha sido a ressurreição do Aerodactyl. O que mais me espantou é que o Pokémon pterodáctilo seja apenas um bebê. Esta é a primeira vez que vejo um deles sendo ressuscitado ainda na infância, o que adiciona bastante originalidade a própria história. A personalidade dele é outro ponto que eu gostei bastante, viso que personagens super-protetores e ciumentos são extremamente divertidos de se observar. Imagino que vão haver várias confusões e momentos hilariantes por causa disso. Vou dizer que não imaginava que o Davi fosse um bom cozinheiro, mas creio que isso tenha adicionado um ar inovador à história. Os apetrechos high-tech do Kyle também me impressionaram bastante, sobretudo aquela lente de contato. Foi um detalhe bem inovador para a história. As munhequeiras me lembraram um pouco o mecanismo utilizado pelo Capitão América no Vingadores 2 para recuperar o escudo.
Quanto a erros, encontrei apenas um úico erro:

@Rush escreveu:Infelizmente, não teriam trilhos no metro para lá. A caminhada seria longa.
Ficou faltando um acento em "metrô".
Quanto a escrita já sabes muito bem a minha opinião, não é mesmo? Vou deixando meu comentário por aqui. Espero pelo próximo capítulo e o início do Volume IV. ninja
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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

Mensagem por Killer123 em Qua 13 Maio 2015 - 22:09

Hey!

Bem como sempre cá estou, desta vez sem atraso. Mas na minha fic sim.
O capítulo foi bem interessante. De primeiro vemos o Kyle se fudendo ( coisa normal) e Davi tendo suas dúvidas quanto a se manter no time de ladrões. Além da bela batalha entre o Tatsuo e o Scyther que toma Whey que esqueci o nome.

Hattori como sempre divando.

Eu estranhei bastante a demora do povo para salvar o Kyle, mas ela pode ser explicada devido ao Jason ter demorado a construir um Magnemite Que serviu de nada no final. A musica para combinar com os movimentos pélvicos do Machoke foi uma situação engraçada posso dizer, uma luta entre os dois boxeadores foi bem interessante. Não esperava que o Russel fosse tomar uma surra do Machoke gay( eu acho que ele é gay)
esperava uma batalha equilibrada como a do Rocky vs Ares, que foi a melhor batalha até agora na fanfic.

O momento mais surpreendente foi o Aerodactyl ter sido ressuscitado logo como um filhote,  estava esperando que o Kyle fosse salvar o dia derrotando o Aerodactyl numa batalha épica e depois ele ia ficar rico por salvar Pewter e se casar com a Gabrielle e com a Brenda ao mesmo tempo é claro e iria ter 3 filhos com cada uma. - ignore isso.

Mas agora sério, eu ri pacas ao ver que Audrey se [palavra censurada] lindo nessa. Valeu a pena mesmo ver esse capítulo. Me lembrou em que certos vilões [palavra censurada] se davam mal de forma que não parece ser algo que esperávamos, mas mesmo assim eu gostei.
 A Brenda ficar com o Aerodactyl também foi bem legal- ela precisava de um Up- pois estava ficando meio ( meio?) para trás nesse quesito de habilidade em batalha. Apesar dela não ser a que batalha, até a Alice que não sabe batalhar muito bem está mais forte que ela.
 Davi ser cozinheiro foi um fato bem legal. Espero que ao menos ele consiga se socializar com o povo. Kyle está ostentando bastante. Incrível os equipamentos dele. Saiu de caipira para um treinador famoso. Vai virar famosinho.

Bem é só isso!
Boa sorte e espero pelo próximo capítulo!


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Re: As crônicas de um Gyarados Voador - Kyle.

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