Pokémon Mythology
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A Irrealidade da Vida

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A Irrealidade da Vida

Mensagem por Mag em Seg 31 Dez 2012 - 4:54

Art by Andreoli.

Não quero embromar ninguém, quero que leiam minha história. Ela não é ruim e, no fim, até eu me amarrei.

A ideia veio simples e inusitadamente. "Férias tediosas, horas e horas frente ao PC jogando Pokémon Heart Gold, quando um indivíduo particularmente abençoado aproxima-se com um sorriso debochado, questionando-me "- Como é que eles fazem para conseguir o primeiro pokémon?" e a sensação foi de que tive todo o controle do mundo por um segundo. A ideia surgiu e o mundo pokémon sob a perspectiva herickiana veio a minha mente num turbilhão de pensamentos e emoções, levando-me a um estado espiritual tal que não fui capaz de resistir por mais nenhum instante. Todo o exterior estava em sua normalidade, mas o interior deste ser que vos fala modificou-se. Vejam agora, honrados membros, a concessão da leitura jamais vista por outrem."

A história será contada por PoVs (pontos de vistas). Isso quer dizer que a divisão dos capítulos é diretamente relacionado à visão do personagem ao qual o título faz referencia. Os "protagonistas", Rodrigo, Tyler e Raquel, autores dos primeiros capítulos, terão seus capítulos narrados em primeira pessoa. Mas quaisquer outros personagens que eu introduzir no enredo terão o capítulo narrado em terceira pessoa.

Abaixo, deixo algumas imagens e escritos importantes para o enriquecimento da história.

. Personagens .

Spoiler:
Rodrigo
Spoiler:

Raquel
Spoiler:

Tyler
Spoiler:

Nohara
Spoiler:

Desconhecida
Spoiler:

OBS: Todas as imagens foram encontradas no deviantart, mas eu não sei quem são os criadores. De qualquer forma, créditos total a eles pelas imagens.

. Capítulos .



. A Introdução do Grande Mestre .

"Guerra é paz, Liberdade é escravidão, Ignorância é força."

"As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas.
Com efeito, se não se lhes permitir ter padrões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas."


"Somos diferentes de todas as oligarquias do passado porque sabemos muito bem o que estamos fazendo. Todos os outros, inclusive os que se pareciam conosco, eram covardes e hipócritas. Os nazistas alemães e os comunistas russos chegaram perto de nós em matéria de métodos, mas nunca tiveram a coragem de reconhecer as próprias motivações. Diziam, e talvez até acreditassem, que tinham tomado o poder contra a vontade e por tempo limitado. E que na primeira esquina da história surgiria um paraíso em que todos os seres humanos seriam livres e iguais. Nós não somos assim. Sabemos que ninguém toma o poder com o objetivo de abandoná-lo. Poder não é um meio, mas um fim. Não se estabelece uma ditadura para proteger uma revolução. Faz-se a revolução para instalar a ditadura.
O objetivo da perseguição é a perseguição. O objetivo da tortura é a tortura. O objetivo do poder é o poder."

1984,
George Orwell.

Ah, eu pensei em postar um prólogo, mas tava meio chatinho. Portanto, fiquem diretamente com o primeiro capítulo, mas para os implicantes, finja ser um prólogo.
Boa leitura!

1
Rodrigo

– Merda! – murmurei, frustrado. – Volte aqui, seu cão dos infernos!

E parti numa busca frenética para alcançar meu alvo, um pequeno cão com pelagem robusta de um laranja vívido e com listras negras envolvendo seu corpo. Tendo "pequeno" como eufemismo, claro. O cão devia ter cerca de um metro de altura e certamente seria capaz de me derrubar no chão com um salto, sem grandes dificuldades.

Ainda agora, entretanto, eu questionava minha decisão de ir atrás de um pokémon sem nenhum preparativo realmente adequado para fazê-lo, de mãos abanando, a não ser pela pokébola velha e desgastada que nem tinha certeza se funcionava. A pokébola? Não pense que fui ao laboratório de um daqueles professores fictícios e ele me presenteou com a escolha de um pokémon inicial e várias pokébolas. Não, seria muita tolice. Pokémon, tal qual pokébolas, são posses para crianças e jovens de famílias abastadas, que possuem dinheiro suficiente para financiar uma ridícula "Jornada Pokémon". A saliva de minha boca amarga-se apenas com o pensamento desta expressão propagada pela mídia.

Ah, a mídia... a mídia que transformou esmagadoramente a sociedade em uma desgraça alienada, com tamanha sutileza e, em contrapartida, tão escancaradamente. Seria possível? Foi. Hoje vivemos num mundo em que tudo é fácil, todo jovem, no momento de sua escolha, pode sair de sua casa e viver uma aventura inesquecível. Basta solicitar num laboratório o pokémon inicial que quererá, os outros itens necessários e dar início a sua jornada pitoresca. Fácil, não?

Não. Isso é uma mentira grotesca a qual a população tem de viver resignada. O governo criou essa ilusão e a mídia tem o papel de convencer todos de que é uma verdade incontestável, além de propagar as barreiras na mente humana capazes de questionar essa realidade hipócrita. Como eles o fazem, eu mesmo ainda tenho dificuldades de entender. Sei apenas que eles conseguem literalmente hipnotizar grande parte da população com torneios arranjados tão falsos quanto o sorriso de um cortesão e com programas de televisão que dramatizam a vida de falsos vencedores.

Esbarrei nos galhos cheios de folhas de uma árvore e minha atenção voltou-se novamente para meu alvo. O Growlithe era um pokémon belo, isso eu conseguia admitir apesar do ranço odioso que sentia de todas essas criaturinhas infames que colaboravam tão fortemente para a perpetuação da mentira propagada pela mídia. Mas eu não me importava com isso. Não o queria para ser apenas mais um jovenzinho imbecil que se vangloria por ser comprado ao vender-se pela fama, para ser idolatrado pelo mundo afora. Queria-o por outros motivos, ainda que minha mente não se conformasse totalmente com isso, às vezes, alertando-me de que o meu objetivo era exatamente o que eu mais repugnava. Eu, um deles?

Afastei o pensamento, voltando-me para o cachorro, agora encurralado entre mim e um gigantesco monte de pedras. Esta era minha melhor oportunidade.

Fitando os olhos do cão que me observava com os dentes escancarados, num rosnado obstinado, agachei e apalpei o chão até encontrar uma pedra com o tamanho adequado. Havia treinado minha pontaria antes e o tiro foi certeiro. A pedra acertou fortemente nas costelas do pokémon que, sem opções, avançou em minha direção. Tentei desviar para o lado, em vão. Caí de costas na terra macia, em meio às raízes das grandes árvores que nos cercavam, com os braços em posição de defesa em cima de meu corpo.

A poderosa mordida do cão no meu braço esquerdo fora em cheio. Sua boca cobria metade do meu antebraço, e com movimentos ferozes ele mexia a cabeça, provocando a abertura de cortes profundos. A dor insuportável que senti foi atordoante, mas não me demorei nessas sensações. Com a mão direita procurei por algo no chão que pudesse me ajudar. Outra pedra. Com toda a força e velocidade que consegui reunir, levantei a mão carregando-a e a acertei na cabeça do animal que, aturdido, soltou meu braço e afastou-se de mim, grunhindo de dor.

Levantei-me e avaliei o estado do meu braço o mais rápido que pude. O sangue me banhava e marcava os dentes do animal. A não ser que tivesse muita sorte, aqueles cortes se tornariam em horrendas cicatrizes. Não perdi tempo com esses pensamentos e avancei contra o Growlithe novamente, desta vez sem temê-lo. O pokémon estava praticamente sem chances de se defender, os ferimentos que já havia lhe provocado junto à forte pancada na cabeça o deixaria desmaiado rapidamente.

Fui pego de surpresa, portanto, quando o cão levantou a cabeça novamente, olhando-me com brilhos de ira e escárnio estampados em sua face. Não somente a sua resistência me surpreendeu, mas especialmente a capacidade que aquele pokémon, aquele animal, tinha de expressar emoções apenas com o olhar.

Foi neste instante, então, que uma chama, não imensa nem esplendorosa, mas ardente, vazou de sua boca. O fogo acertou-me na perna. Um grito irresistível de dor desprendeu-se por meus lábios e ecoou floresta afora. Um ódio crescente ferveu em meu coração e pensei em desistir, mas já não era possível. Necessitava não apenas capturá-lo, mas vingar a situação em que ele havia me deixado.

Fugi da chama que ele ainda lançava pela boca, ofeguei desesperadamente atrás do tronco de uma árvore e, ignorando todas as dores que sentia, corri na direção do cão, preparado para fazer tudo que podia. Ele tentou me acertar com fogo uma segunda vez, mas previ seu ataque e, desviando para o lado, chutei-o pesadamente nas costelas e segui atacando. Ele caiu no chão guinchando. Virou a cabeça na tentativa de me morder novamente, mas sua velocidade vívida já era ínfima. Com outro chute concluí o trabalho que queria. Mas minha raiva não terminara e ainda continuei chutando descontroladamente o corpo inerte do pokémon.

Cortes sangrentos e terríveis hematomas estavam espalhados por seu corpo e sua cabeça estava num péssimo estado. Então percebi que possivelmente ele já estava morto. Eu extrapolara, havia sucumbido à crueldade de minha humanidade e, num estado de torpor e ira, ataquei-o inconsequentemente.

Parei de bater no Growlithe jogado no chão. Sentei-me na terra macia e húmida, abaixei a cabeça e ofeguei desesperadamente. Uma lágrima escapou de meus olhos e desceu por minha face, delineando meus traços com forma de dores, de revoltas, de alegrias e de sonhos. Delineando todo meu ser. Seria eu somente mais um no meio deste mar de monstros inumanos?

Verifiquei delicadamente como estava o Growlithe. Constatei que ainda estava vivo, mas o risco de morte era evidente. Levantando, me recompus e suspirei lentamente, colocando ordem em meus pensamentos. Enfiei a mão nos bolsos e retirei a pequena pokébola. Estava enferrujada e suja; era uma velharia que eu tinha roubado de um galpão quase inutilizado. A única que consegui encontrar. Pressionei o centro da pokébola e encostei-a levemente na lateral do corpo do Growlithe, que em poucos instantes foi sugado para dentro da pokébola ao tornar-se uma luz vermelha. Alguns segundos foram necessários para que eu constatasse que a captura fora um sucesso. Ah, mas que felicidade eu senti!

Não vibrei de alegria nem exultei com essa captura. Causou-me apenas repulsa. Fitei a pokébola em minha mão antes de enfia-la no bolso e iniciar o retorno para casa. O que eu havia feito com aquela criatura me fizera pensar o quão necessário aquilo era, na culpa referente aos meus pesares que aquele ser carregava. A verdade bateu-me com uma dor feroz quando percebi que ele era inocente.

– Por favor, não morra – disse para mim mesmo enquanto caminhava, com uma sinceridade que embargou minha voz.

Não, o que eu fizera não fora justo em hipótese alguma. Mas eu tinha uma razão para fazê-lo independente de sua justiça. Ou também seria injusto eu usar de todos meus atributos e das poucas oportunidades que a vida me fornecia para buscar uma nova realidade a mim e aos que estão ao meu redor?

↭ ↭ ↭

PS¹: Sim, eu me chamo Herick.
PS²: Desejo sugestões para o nome da fic. Aos leitores criativos e que pensaram em algo ardiloso, digam, por favor.

Desde já agradeço a atenção, pessoal!


Última edição por Mag em Qua 5 Jun 2013 - 1:02, editado 25 vez(es) (Razão : Um main post precisa ser editado e reeditado always.)
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Black~ em Seg 31 Dez 2012 - 14:04

Bom, a fanfic é interessante, eu gostei da história, um garoto que odeia esses negócios de laboratório e talz. No começo achei que o Growlithe era o pokémon dele, mas vi que não. Você escreve bem e descreve também. Só vi um pouco de repetição no segundo parágrafo, das palavras pokébola e Pokémon, talvez fosse inevitável, mas enfim, é só e boa sorte com a fic.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Pokaabu em Seg 31 Dez 2012 - 17:21

Lindo, belo, maravilhoso, esplêndido, não tenho palavras para descrever.


É bonito de se ver e de se ler, o jeito como você usa as palavras é incrível.


O que me desagradou um pouco foi a não, proposital ou não, revelação do nome do protagonista.


Eu não consigo ficar embromando nos comentários (Por isso os espaços), só posso dizer que vou acompanhar.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por -Murilo em Seg 31 Dez 2012 - 19:17

Olá! Sua fic tem possui uma escrita esplendida! Com muita riqueza de detalhes, e boa narração, consegui imaginar cada momento que durou a luta do menino com o pokémon.

De fato, parece-se mais a um prólogo. Pena que não teve maiores explicações da história. Nem o nome do menino você disse '--' Mas enfim, só esperando o próximo capítulo. Aliás, achei muito interessante esse seu ponto de vista do mundo pokémon. Ele meio que reflete a realidade nossa. Engolimos tudo o que assistimos na televisão e nos deixamos levar pelas informações ficando alienados.

Uma dúvida me veio agora. A sua fic será de jornada? Tudo bem que esses tipos de histórias já são bem manjadas, mas seria interessante saber como são as viagens de jornada nesse seu mundo. Nele as coisas não são tão fáceis quanto vemos nos jogos e anime. Mesmo que pareça natural que se atacarmos um ser, ele reagiria para se defender, seria chocante ver um growlight mordendo e atacando uma pessoa no anime. Mas como ele é voltado para o público infantil, então nem se pode esperar isso. Mas como sua fic parece trazer um tom mais adulto, será interessante acompanhar essa jornada. Boa sorte na sua fic!
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Mag em Sab 5 Jan 2013 - 6:00

Boa madrugada, pessoal! Ia esperar para postar depois, mas não resisti.
Respostas aos comentários:
Spoiler:

@Black~ escreveu:Bom, a fanfic é interessante, eu gostei da história, um garoto que odeia esses negócios de laboratório e talz. No começo achei que o Growlithe era o pokémon dele, mas vi que não. Você escreve bem e descreve também. Só vi um pouco de repetição no segundo parágrafo, das palavras pokébola e Pokémon, talvez fosse inevitável, mas enfim, é só e boa sorte com a fic.
Muito obrigado por comentar, Black~! Bom que tenha se interessado... Não sei se você realmente compreendeu esse capítulo, mas não diz respeito a um moleque rebelde qualquer que odeia pokémon e tal. Não. Cita uma vida que se aproxima da realidade, revelando uma sociedade injusta, um governo corrompido e uma mídia manipuladora. Qualquer pessoa no lugar dele em sã consciência faria o mesmo, pois os pokémon são uma arma de elite para manter a situação degradante em que a população vive.
De qualquer forma, espero que continue lendo! Você acabará entendendo isso melhor...

@Pokaabu escreveu:Lindo, belo, maravilhoso, esplêndido, não tenho palavras para descrever.

É bonito de se ver e de se ler, o jeito como você usa as palavras é incrível.

O que me desagradou um pouco foi a não, proposital ou não, revelação do nome do protagonista.

Eu não consigo ficar embromando nos comentários (Por isso os espaços), só posso dizer que vou acompanhar.
hehe Pokaabu, obrigadão pelo comentário! Só de marcar presença já faz uma diferença imensa. Fico feliz que tenha gostado tanto... eu realmente estava inspirado na hora de escrever este capítulo xD. Quanto a parte do nome do personagem, a resposta vem logo abaixo.
Valeuuuu pelo comentário e espero que continue lendo e gostando!

Murilo_Marcos escreveu:Olá! Sua fic tem possui uma escrita esplendida! Com muita riqueza de detalhes, e boa narração, consegui imaginar cada momento que durou a luta do menino com o pokémon.

De fato, parece-se mais a um prólogo. Pena que não teve maiores explicações da história. Nem o nome do menino você disse '--' Mas enfim, só esperando o próximo capítulo. Aliás, achei muito interessante esse seu ponto de vista do mundo pokémon. Ele meio que reflete a realidade nossa. Engolimos tudo o que assistimos na televisão e nos deixamos levar pelas informações ficando alienados.

Uma dúvida me veio agora. A sua fic será de jornada? Tudo bem que esses tipos de histórias já são bem manjadas, mas seria interessante saber como são as viagens de jornada nesse seu mundo. Nele as coisas não são tão fáceis quanto vemos nos jogos e anime. Mesmo que pareça natural que se atacarmos um ser, ele reagiria para se defender, seria chocante ver um growlight mordendo e atacando uma pessoa no anime. Mas como ele é voltado para o público infantil, então nem se pode esperar isso. Mas como sua fic parece trazer um tom mais adulto, será interessante acompanhar essa jornada. Boa sorte na sua fic!
Cara, tenho que fazer um agradecimento especial pelo seu comentário. Você realmente compreendeu o que eu disse. Isso é mais do que gratificante... uí... Sabia que eu até pensei em fazer jornada? Ficaria até legal, até porque há formas de fazer isso sem ficar aquela mesmice. O caso é que talvez eu comece faculdade esse ano, até no final de Janeiro ainda, dependendo dos resultados, aí eu ia acabar desistindo da fic. Eu preciso de um enredo que conclua mais rapidamente.
Quanto da parte do nome do personagem, suas características físicas e o resto da história, abaixo vou dar uma explicada.
Muito obrigado mesmo por comentar! Se você não comentasse, eu pensaria que ninguém tinha entendido minha fic. -qq
PS: Eu já comecei a ler a sua. Hoje a tarde (agora deu 6 da madrugada o.o - nem tinha visto) devo comentar õ/

Antes do capítulo, preciso falar uns negócios.
Sabem aquele início exagerado lá em cima, onde disse como veio a ideia para a fic? Aquilo é verdade. Quando a bendita pessoa me fez aquela pergunta, inconscientemente minha mente uniu o que mais está impregnada nela há um tempo e o enredo daquele capítulo foi criado. Eu escrevi-o, no entanto, sem ter NENHUM RESQUÍCIO de ideia do que faria no resto da história. Sinceramente, não sei nem as reais motivações do meu personagem, nem o que acontecerá. A trama é um mistério para mim tal qual é para vocês. Farei disso um desafio, onde darei total liberdade aos meus personagens. Aquela bosta toda de incorporar o personagem e deixar ele viver por si? Enquanto escrevia o primeiro capítulo, soube que isso existe. É assustador. /SpiritsFelling

Quanto ao nome do meu personagem, vejam só, eu só fui reparar quando estava terminando de escrever o segundo capítulo e ia postar o primeiro, mas deixei só para ver a reação de vocês. O primeiro comentarista nem reparou :rabbit:Desde que li o comentário do Pokaabu e do Murilo, no entanto, reparei que ia acabar fazendo bagunça. Hoje, por causa dos seus comentários, o "esboço" (entre aspas porque não era nada) do que poderia ser o enredo modificou-se completamente. Tive uma ideia legal e coloquei-a imediatamente em execução. O segundo capítulo que eu havia escrito foi pro lixo, escrevi outro inteiramente diferente.

A ideia é de que a história será contada sob a perspectiva de mais de um personagem. Alguém aqui já leu As Crônicas de Gelo e Fogo - minha paixão? Então, o comentário de vocês me fez querer fazer algo semelhante, mas ao invés de escrever em terceira pessoa, será em primeira. Será um desafio para mim, um excelente, aliás. E apesar dessa ideia, todo o resto da trama ainda está enevoado em minha mente. Vocês verão algumas possibilidades a partir do segundo capítulo, mas ainda é vago. Vejamos o que mais seus comentários me trarão indiretamente.

Obs.: Os títulos dos capítulos terão, agora, a numeração e o nome do personagem que dará sua visão para o capítulo. Sugiro que os que já leram, retornem no primeiro post e vejam as novidades. Tem umas imagens bem legais e vocês saberão o nome do protagonista. haha

2
Tyler

– Druddigon, estou enojado desta luta. – O imenso pokémon dragão virou-se para mim, como que indeciso. – Você ainda não entendeu? Destrua meu adversário.

O tom grave e conclusivo de minha voz deve ter feito com o dragão compreendesse, pois no instante seguinte o gigante avançou em toda sua velocidade na direção do Magmortar. O treinador que batalhava contra mim, com um sorriso triunfal, ordenou que seu pokémon terminasse – insinuou – usando Flamethrower. Pensei em gargalhar, mas isso me delataria.

No fim, eu faria com que a culpa fosse toda dele.

Apenas observei de esguelha o término da luta. Eu já estava entediado com essas batalhas supervisionadas por professores que meus pais pagavam para mim. "Assim, um dia você poderá vencer a Liga Pokémon", eles diziam, sonhadores. Como eram cegos! Eu já possuía quase tudo que precisava para vencer qualquer um, mas eles ainda me impediam de sair em jornada. E eu, dependente do financiamento deles, omitia minha frustração e fingia ser o filhinho que eles queriam.

Com destreza, o Druddigon desviou do ataque de fogo e acertou uma mordida no Magmortar que me deu certeza de que a minha parte naquele teatro tinha terminado. O barulho de ossos se partindo e de carne se estraçalhando ecoou levemente pela sala de treinamento.

Um silêncio imperou no lugar.

Peguei uma pokébola em meu bolso e apontei-a para o meu pokémon. Ele retornou e eu virei as costas para cena que se desdobrava. Caminhei com calma e estabilidade para o meu quarto. Tudo estava em seu perfeito estado.

Quando fechei a porta, ouvi ao longe, como a lembrança de um sonho que se desprende lentamente da mente, um grito de horror. Um grito em que vibrava em sua sonoridade aquele típico sentimento desamparado de perda irrevogável. Quase pensei em sentir-me arrependido; quase. Mas aquele seu treinador... que palerma! O que ele estava pensando quando achou que seu Magmortar sairia ileso de uma batalha com o meu Druddigon?

O mínimo que ele merecia por isso era a morte do seu próprio pokémon. Isso era a justiça por sua impertinência! Sorri internamente com esse pensamento desconexo. Aquele garoto ridículo metido a pegador deveria sofrer porque... porque eu senti vontade de fazê-lo. Por que não?

É claro, ele já havia me humilhado na escola. Ele me chamava de nerd antissocial e outros apelidos medíocres, e seu coleguinhas, tão imbecis quanto ele, riam disso como se fosse uma piada. Eu pouco me importo para o que crianças pensam de mim. Quando me virem no centro do mundo, talvez mudem de pensamento. Se não, forço-os a mudar. Existem pokémon para isso, não é?

Ao menos para mim, sim. Possuo, contudo, ambições de ir mais além. Existem outros pokémon, mais raros, ou melhor, especiais, que fariam toda a diferença. Eu poderia fazer o que quisesse sem dar satisfações a ninguém caso tivesse um deles. Eles são conhecidos como lendários. São a única coisa que me vem a mente quando penso em poder, controle e liberdade.

Eu gostaria de estar caçando-os há anos, mas meus pais acham que eu ainda devo ficar mais forte antes de fazer isso. E é claro que eu nunca diria que a minha estratégia envolve capturar pokémon lendário. Essa captura é tida como ilegal. A pessoa que faz isso atualmente viverá o resto de sua vida encarcerada, e nunca mais poderá ter contato com outros pokémon. Pouco me importa isso também, já que quando eu os tiver ninguém terá poder suficiente para impor essa regra sobre mim.

Desde que essa ideia veio à minha mente alguns anos atrás, eu fiz incontáveis pesquisas sobre esses pokémon. Com o dinheiro e a influência do meu pai, um dos homens mais ricos de Sinnoh, tive acesso a arquivos restritos e a quantidade de informações que armazenei é algo que assustaria qualquer um.

Canavale, a cidadezinha imprestável em que minha família vive por causa do porto que meu pai administra, ainda fora importante para mim. Há, nos recantos mais escondidos e intocados da biblioteca da cidade, um arsenal de informações sobre os mais poderosos lendários. Mas para mim, já se esgotaram.

Somente duas coisas, além dos meus próprios pais, me predem nesta cidade pobre: o menino que eu odeio e a menina que eu amo. Estranho? Clichê? É provável... Mas Raquel sempre me chamou atenção. Seu olhar, sua pele, seus cabelos... Tudo nela parece gritar, com fôlego redobrado a cada vez que a vejo, que eu preciso dela! Mas ela me odeia, me repugna. Isso, essa atração indomável pelo fruto proibido parece ser natural ao ser humano. Não fora assim desde o princípio?

– Tyler! – A voz de minha mãe interrompeu-me. Ela gritava de algum cômodo distante. – Tyler!

Saí do quarto calmamente e desci as escadas. Minha mãe e meu pai encontravam-se lá, os dois num incômodo palpável, desconcertados. Haviam descoberto o que eu fiz. O menino que perdera seu pokémon também estava, reparei; sentava-se no sofá, soluçando um choro em vão.

– O que foi que você fez, Tyler? – Perguntou-me meu pai, com a voz trêmula tentando ser firme.

– Nada – eu disse, sombrio, sereno.

– Não minta! – Exclamou minha mãe. – Nós vimos o pokémon... – Sua voz falhou.

– Acidentes acontecem, a culpa não foi minha, tá bem?! – Gritei, com raiva dissimulada, como se me sentisse mal por ter feito aquilo. Como se, de alguma maneira, não tivesse sido proposital. Um acaso, um descuido.

Lágrimas escorreram por minha face e não demorei a sentir que alguém me abraçava, amparando-me. Era minha mãe.

– Tudo bem, tudo bem. Fique calmo, filho, a culpa não foi sua – disse, virando-se e olhando com raiva para o menino que soluçava no sofá. – Olha o que você fez! Ele não teve culpa. Vá embora e não me apareça mais aqui! – Ela exclamava, expulsando o garoto.

No mais profundo de minha mente, uma gargalhada ecoava.

Fora, o teatro falsificava meu real sentimento.

Tinha nojo dessas pessoas tão facilmente manipuláveis. Veja esta mulher, que ingênua! Acreditara nesta mentira tão mal formulada. A realidade é que é uma mulher medíocre, hipócrita. Queria mimar-me, mas falhou. A mente é um mistério, onde os segredos mais obscuros da nossa humanidade vivem ocultos, esperando a melhor oportunidade para se externarem, agarrando-se à vida com voracidade; é onde nossa própria sanidade entra em jogo.

A minha estava em xeque.


↭ ↭ ↭

Pronto. Eu acredito - e espero - que o próximo capítulo já tenha mais ação. Esses dois primeiros foi tanto para apresentar esse mundo pokémon, como para mostrar as duas perspectivas que dividirão a história. Espero que tenha sido do agrado de todo mundo, pois este foi mais difícil de fluir do que o outro - talvez e, certamente, porque o outro personagem tem uma conexão maior comigo.

Comentem, comentem, comentem! Cada palavra soma como um incentivo!


Última edição por Mag em Seg 24 Jun 2013 - 2:21, editado 12 vez(es)
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Dedé. em Sab 5 Jan 2013 - 7:22

Não sou muito chegado em ler histórias grandes assim... mais por preguiça mesmo, mas, o ínicio dela me chamou atenção, comecei a ler e enfim, li tudo, achei muito legal como você colocou sua própria 'visão' do mundo pokémon refletido no mundo real. Eu fico pensando, e o braço do pobre garoto... como deve estar?
Dexa isso pra lá... Eu percebi outra coisa também, os pensamentos dos dois personagens parecem ser de adolescentes de 14~15 anos, nas imagens que você colocou parecem mais velhos...
Mas, vamos deixar isso de lado também e falar da história. A escrita tá perfeita, adorei a organização, muito texto, eu odeio isso, mas faz parte, fazer o que?
Uma pergunta, foi Magmortar do cara lá que morreu? Eu não entendi bem, tipo, se um pokémon perde a batalha ele morre? Por que o garoto foi à casa dele? Eu não entendi essa parte, talvez por ler rápido demais.
A sua história está um pouco temebrosa, isso é legal, o tyler me lembra muito o Raito/Light do Death Note. A forma de pensar, a maneira como ele mente e engole isso seco. Essa visão de primeira pessoa deixou muito legal a sua fic. Continua dessa forma. Mas... E o garoto do growlithe, onde ele entra na história do Tyler? São histórias separadas?
Que talvez irão se encontrar... Ou é apenas outro mistério, eles são rivais? Sinceramente, a sua fic parece muito uma versão pokémon de Death Note. Eu gostei mesmo. Continua com ela, num para não, mesmo que você entre na faculdade.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por -Murilo em Sab 5 Jan 2013 - 11:48

Outro capítulo excepcional! Fico feliz que de certa forma meu comentário tenha ajudado na formação da sua história. Apesar que mudar o enredo assim completamente é um pouco abrupto demais não? '--' Mas contanto que isso seja pelo bem da fic. Ah, também acho melhor que seja uma fic mais curtas. É certo que é legal acompanhar, mas são muito raras as fic que são concluídas. Se ela for mais curta, tem mais chance. Eu pessoalmente só planejo fics de no máximo 10~12 capítulos, e até agora não conclui nenhuma Razz Mas vamos em frente.

Agora a fic que mudou de foco, ela vai ser narrada pelos dois personagens? E quando eles se encontrarem. Eu já vi uma fanfic aqui em que algumas partes eram narradas na primeira pessoa, e quando esse personagem não estava presente, narrava em terceira pessoa. Acho que não tem muito problema nisso, mas a fic é sua né.

Uma coisa interessante nesse capítulo, é a maneira como podemos interpretar esse personagem Tyler. Quem o olhasse por fora, acharia-o uma pessoa malvada, até psicopata (quem o conhecesse realmente, sem a atuação de filho bonzinho). Mas quando o vemos da sua própria perspectiva, as coisas já mudam. Ele continua a fazer maldades, e pensar egoistamente, mas ele meio que não se sente culpado, ou não vê nada de errado nisso. É engraçado que ele cria seus próprios motivos para agir assim, achando estar fazendo algo certo ou justo. Mas ainda assim eu o acho malvado. Ele dá certinho com o menino do primeiro capítulo. Aliás, quero só ver como vai ser a interação entre eles.

Outra coisa pessoal que eu acho, é que há um certo exagero nessa questão de pokémons lendários. Claro que eles são mais fortes, únicos e tal, mas tem alguns que não merecem esse endeusamento que dão a eles. Por exemplo, os trios lendários de cada jogo. Não os acho essa coca-cola toda. Pra mim, os fodões mesmo são só aqueles tem algum poder sobre a terra, sendo até capaz de destrui-las. Por exemplo, Groudon, Kyogre e Rayquaza. Eles tem o poder de destruir só a terra. Mas os lendários da criação como Arceus e família, já tem poder pra destruir o universo inteiro Shocked Por isso que sou mais esses. Tem uns que instigam a gente por causa do mistério por trás deles, como mew, celebi, e esses outros fofinhos.

Bom, chega, que o comentário já tá mudando de rumo, e vai acabar ficando muito grande. Só posso dizer que estou adorando sua fi, que vou acompanhá-la, e só quero ver que tipo de história ela vai nos trazer. Boa sorte^^
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Black~ em Sab 5 Jan 2013 - 12:46

Bom, eu basicamente entendi agora, seria algo reclamando da fácil manipulação do povo, algo bem comum hoje em dia, causado pela nossa "querida" Globo, li e entendi, tinha achado meio estranho no começo, mas ok.

Isso de dois personagens diferentes narrarem a história sobre perspectivas diferentes um do outro não me agradou muito, mas acho que pode dar certo e ficar bem interessante, mas a ideia sua, mesmo não gostando muito -q.

Concordo com o Murilo, pokémons lendários alguns nem são tão fodões, tipo as aves, os cães, os "fofinhos", existem pokémons normais que são bem mais fortes que eles, tipo Dragonite e companhia. Mas é meio falha essa lei lembrada pelo personagem, se o cara tem um lendário, como vão conseguir prendê-lo? Sendo que os lendários são tecnicamente os pokémons mais fortes?

Mas achei interessante o ponto de vista dele, ele faz algo querendo, meio que não querendo (what?), mas foi bacana. E o assunto da manipulação novamente retratado, ele mata o pokémon querendo e diz pra mãe dele que foi sem querer, ainda sobrando a culpa pro outro jovem.

Enfim, acho que só e boa sorte com a fic.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Varus8 em Qui 24 Jan 2013 - 23:50

"Ok, depois de você ameaçar beijar minha bunda, estou aqui"

Achei bem interessante essa visão do mundo pokemon, mostrando que o mundo das maravilhas, pode não ser tão maravilhoso.

Outra coisa muito interessante, é a fic sendo narrada por dois personagens, mostrando duas visão diferentes desse mundo pokemon, que é tão realista!

Não desista, vê se vai até o fim com essa fic, ok ?

Estarei acompanhando e comentando.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Rush em Sex 25 Jan 2013 - 1:49

Rapaz... Estou de queixo caído. Sério.

Você fez algo que consegue receber o título de perfeição. Fez algo que eu tinha o intuito de fazer, porém falhei, o que é como o próprio título diz, 'A irrealidade da vida'. Mostrando-se como tudo é doce nos olhos do público, hipnotizado pela mídia que os manipula facilmente num mundo amargo, violento e perto de ser chamado de podre, já que aprisionam criaturas selvagens e obrigam-as a lutar até a morte, como o ocorrido no último capítulo.

Realmente, mostra como a população é cega e ignorante com o "Pão e Circo" que o governo introduz. Em como todos são treinados por lavagens cerebrais indiretas a serem alguém, enquanto na verdade, são apenas mais uns vendidos para inspirar outros a seguirem seus passos comunistas. Algo corrupto, macabro e desumano, que acredito que seja o dinheiro imposto por meros cidadãos ignorantes que sentem sede por essas 'batalhas' e 'aventuras inesquecíveis'.

De qualquer forma, pela introdução o nome do primeiro personagem a ser introduzido é Rodrigo, não? Achei um pouco confuso, um garoto temperamental com alguns indícios de ser um psicopata, em minha opinião - ou não, é claro. Mostrou-se arrependido em ter quase matado o Growlithe, mas mesmo assim o fez quando estava banhado de raiva ao ser atacado. Creio que seja um garoto de bom coração que quer fazer o bem, quebrar o muro. Porém, seus sentimentos sem embolam quando sua mente fica confusa. Sua pele ferida deve contribuir para que o jovem perca a cabeça durante a ação, não? Logo prevejo que ele será um moleque vingativo que chegara a cometer homicídio culposo ou até acidental.

Já Tyler me impressionou. Ao contrário do anterior introduzido, esse é um total sociopata. Um clichê bem trabalhado, eu diria. Não sei porque, mas ele me lembrou muito a um peixe-pescador, pelo fato dele emitir um brilho de esperança e criar uma imagem de outro ser bom, calmo e até inofensivo. Mas quando a pessoa já fora atraída demais, recebe um bote da realidade que perfura suas pelas com seus dentes afiados e profundos. Creio que ele manipulara muita gente além de seus pais ingênuos. Ele me lembrou
MUITO do personagem Rorschach, de Watchman, apenas escondido por trás de uma máscara de bonzinho.

A única coisa que me surpreendeu, foi o fato dele não ter agredido os moleques na escola. Creio eu que ele não poderia pelo seu físico, que é compensado com um forte dragão agora, certo? E mesmo atraído pela Raquel (Sinceramente não gosto desse nome, mas é por experiências pessoais), não cheguei a ver um motivo para que o prendesse completamente na cidade. Quer dizer, ela deve ter feito algo que a deixou única, não? Algo que realmente o surpreendeu o bastante até sentir um forte amor platônico - ou não - por ela.

Sei que são dúvidas demais, mas fiquei muito admirado e empolgado com sua obra, de verdade. Fiquei curioso sobre o passado dos personagens, e mais ansioso ainda no futuro e como eles vão cruzar seus caminhos entre si. Não sei se será uma jornada para conseguir uma criatura lendária e assim criar um novo governo socialista ou apenas destruir a visão falsa que a mídia cria.

De qualquer forma, não encontrei erro. E acho que meu comentário também foi grande, mesmo sem citações, não? Quem sabe um dia eu te alcanço, haha!

Well, é isso. Poste o terceiro capítulo logo.

Um abraço, até mais!

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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Mag em Ter 5 Fev 2013 - 4:01

Olá, lindos leitores. Perdoem-me a demora tão grande, mesmo com a atenção que recebi. Amei cada comentário de coração mesmo. Acho legal que a fic está conseguindo levá-los a refletir de alguma forma. Isso é excelente, e eu estou curiosíssimo para saber mais dessas suas suposições...
Vamos aos comentários.
Spoiler:
0Dede0: Cara, que ótimo que leu, gostou e comentou!
Sabe o que mais me chamou atenção no seu comentário? A comparação com Death Note. Antes de postar o comentário naquela madrugada (mas ele já estava todo escrito), eu assisti à 3 capítulos desse anime. Eu realmente não sou otaku, éca, acho esse povo que se gaba por isso uns retardados, e olha que esse tal de Varus8 é meu primo e otaku declarado. Mas, o caso é que eu achei a premissa de Death Note muito legal. Alguns questionamentos levantados, as atitudes e contradições na personalidade do protagonista... Interessante mesmo, mas até hoje não voltei a assistir. Mas acho que vou fazer isso, talvez seja até uma inspiração a mais para o Tyler.

A única coisa do seu comentário que discordo é quanto a idade dos personagens. Eu sinceramente nunca vi um adolescente entre 14 e 15 anos com todos esses questionamentos perturbando suas mentes, são raríssimos os que dão atenção à isso até em idade mais avançada. Tem muitos que fingem, mas que são assim mesmo, raros. Eu não disse na fic ainda, mas a idade dos personagens está entre 17 e 18.

Quanto a todo o resto, do porquê do Tyler ter matado o Magmortar e tudo o mais, eu realmente não tive motivos para explicar isso sob a perspectiva do Tyler, mas depois vocês compreenderão, pode ficar tranquilo!

Eu enrolei muito e começo a faculdade depois do carnaval, mas essa fic eu terminarei mesmo que demore um ano. Questão de honra!
Muito obrigado pelo comentário e espero que retorne mesmo!

Murilo_Marcus: Que bom que esteja aqui de novo, com mais um comentário brinde para mim!
O que eu achei mais interessante no seu comentário (e que acabou sendo recomentado pelo Rush também), foi você dizendo que o Rodrigo daria certinho com o Tyler. Eu realmente ri, pois não esperava que vocês interpretassem o Rodrigo desta forma. Ri de maravilhado, a subjetividade da interpretação e até o fato de nós julgarmos prematuramente... Amei!  What a Face  Eu não quero dar spoiler, quero deixar o enredo explicar-se por si, então vocês compreenderão algumas coisas que talvez não ficaram tão claro no início quanto às motivações e ações das personagens.

Ah! E com relação a esse negócio dos lendários, fique tranquilo! O Tyler fez pesquisas demais para que pudesse correr o risco de pegar qualquer um. Ele fará as escolhas mais ousadas, apesar de, no fundo, ser ainda um personagem cheio de sensatez quando o assunto é tomar as decisões que mais trarão benefícios a ele.
Agradeço de coração pelo comentário e espero que continue lendo, gostando e comentando com tamanha voracidade!

Black~: Blackzão! Meu incauto leitor.
Acho que agora você está pegando o fio da meada. A globo, aqui no Brasil, é a emissora que tem maior papel de alienação, mas essa questão é tão abrangente... A mídia é uma fonte de manipulação voltada para obter seu lucro e o consentimento da população, mas a alienação em si é muito mais do que simplesmente ser uma pessoa vidrada nas novelas da globo ou coisa do tipo... É algo deveras maior, e a compreensão quanto à isso é complexa, praticamente impossível de definir e identificar. De qualquer forma, você está pegando a coisa...

Fiquei triste por você não ter gostado tanto da história sobre mais perspectivas. Eu sinceramente espero que no decorrer da fic eu possa convencê-lo do contrário por meio do enredo que se envereda por pontos de vistas contrários e que acaba, de uma forma ou de outra, cativando o leitor pela verossimilhança que traz à tona. Admito que isso seja meio trabalhoso também, mas vamos que vamos. hehe

Com relação aos lendários, é como eu disse ao Murilo: o Tyler não fez inúmeras pesquisas para chegar no fim e correr o risco de capturar uma coisa qualquer. Ele não é um personagem tolo, acredito que posso garantir isso.
Tomara que persista na leitura, apesar dos pontos que não lhe agradaram tanto.

Varus8: Meu primo da bunda fedorenta! Eu disse para você pegar a frase que eu escrevi no facebook e apropriá-la ao seu texto. Não aprendeu isso na escola não, menino?  Question
Man, obrigadão por criar uma conta aqui só pra comentar na minha fic, mesmo que tenha precisado ser ameaçado nesse nível para que fizesse-o. Saiba apenas que aqui você pode soltar a franga nos comentários sem dó de ser triste. Não dizendo muitos palavrões e não fazendo flood, faça o seu texto expondo o que você realmente acha. Desta vez você não tomará alertas como da outra. kkk
Thank por comentar e continue vindo aqui!

Rush: RUSH, RUSH, RUSH, RUSH, RUSH... RUSH! Tu é lindão demais, cara.
A única coisa que poderia fazer para mostrar real agradecimento, seria clicando no botão "Agradecer", mas foi clicando incontáveis vezes neste botão que descobri que só se pode agradecer um comentário por tópico (ou página, não sei). Só sei que o seu comentário é mais do que digno daquele verdão que destaca tudo.

Estou muito feliz em saber que você gostou tanto da fic. É simplesmente maravilhoso ver que há leitores que realmente compreendem o que você quer dizer... perdidamente maravilhoso. E aqui você, assim como o Murilo, fez um comentário muito peculiar. Eu achei interessantíssimo ver como a personalidade do Rodrigo foi vista por vocês. Sinceramente, não era algo que eu esperava. haha Mas você aprofundou um pouco mais no personagens e desvendou algumas coisas corretas... eu diria. Quando eu escrevi aquela passagem onde o Rodrigo bate no Growlithe sem controle, eu me imaginei muito no lugar dele. Não apenas eu, mas qualquer humano. Imagine você, independente de como isso venha acontecer, que um cachorro gigante e forte te morda no braço e ainda cuspa fogo em você (lol). O caso é que você ficaria tão incontrolavelmente irado com isso, por causa da dor que sente e pela própria sensação de humilhação que isso nos traz, que não conteria esforços para retribuir em dobro. Isso se dá pelo impulso inerente ao ser humano em tentar se defender de qualquer forma. Mas, depois que ele para pra pensar e vê o que fez sem necessidade, arrepende-se mesmo. Ele não é mal no sentido estrito da palavra. Mas não quero me aprofundar nisso, o próprio enredo apresentará meus personagens no decorrer da fic.

Quanto ao Tyler, eu acho que você o traduziu melhor do que faria eu mesmo. Um peixe-pescador foi uma excelente comparação. Eu não conhecia Watchmen, mas pesquisei agora na internet e fiquei interessadíssimo. Parece muito interessante. Eu não sou fã de mangá, mas uma história em quadrinhos neste nível parece imperdível. Se tiver a oportunidade, comprarei. xD Eu só espero continuar fazendo com que você fique interessado no Tyler, um personagem que talvez possa criar entraves para mim... Com relação ao sentimento pela Raquel, isso ainda tem muito a ser explorado, até por mim mesmo. Eu quero deixar esse sentimento todo bem verossímil, mesmo que no fim seja um amor platônico, quero que seja plausível. Eu tenho umas ideias bem legais do que acontecerá no final de tudo e o que resultará a interação entre meus personagens, mas eu ainda tenho muito que descobrir...

Ah! E Rush, eu entendo o que você disse da sua fic. Por um lado, vejo que você também tentou colocar esse conteúdo nela, e até conseguiu, eu diria, mas o foco do enredo da sua fic não é esse, por isso você acha que não conseguiu. Eu só posso te indicar um livro que li, que com certeza deve ser o melhor nesse contexto, e que faz sua mente virar de cabeça pra baixo. É simplesmente atormentador. E você percebe isso pois as situações lá são possíveis aqui. Leia, portanto, "1984", obra prima sobre alienação. George Orwell é um gênio.

Enfim, Rush! Eu sou imensamente grato pelo seu comentário. Dá mais vigor para continuar a escrever. Obrigado, obrigado, obrigado!

O capítulo demorou muito a sair. Sim, demorou, mas eu tenho motivos. Não é escola, estudos nem vestibular. Desde que postei o segundo capítulo, venho trabalhando no terceiro. Porém, este capítulo 3 que vocês lerão é o terceiro que escrevi. O primeiro, que era sob o ponto de vista do Rodrigo, onde ele voltou pra casa e eu apresentei a mãe, ficou até bom. Fiz uns diálogos entre eles que me espantou, de tão bons. Mas quando cheguei na sexta página, perdi o interesse. Achei a ideia limitada. Parti pra outro rumo. Duas páginas, e joguei no lixo novamente. Na terceira vez, ousei mais. Decidi por acrescentar, também, a perspectiva da Raquel. Conheçam um pouco dela, portanto:

3
Raquel


Perdi o fôlego e observei-o com atenção, verificando se eu não estava tendo uma visão ilusória indesejada. Não era. Rodrigo estava uma ruína. Sua calça estava queimada e, pelos estragos, vi horríveis queimaduras em suas pernas. Segurei o grito e voltei-me para o seu braço, que estava encoberto por um pano encharcado de sangue. Sua pele estava pálida.

Agachei ao seu lado, ajoelhando-me no chão, ainda segurando a histeria o mais forte que pude, e coloquei a mão delicadamente em sua testa. Estava quente. O toque, por mais suave que tivesse sido, despertou-o de súbito, ofegante. Olhou ao redor tão amedrontado que não reconheci sua expressão. Quando me viu ao seu lado, começou a acalmar-se progressivamente.

– Ah... Raquel. – Disse, forçando um sorriso que, no entanto, senti ser verdadeiro. – Que bom que chegou.

Colocou sua mão direita em meu rosto e tentou se sentar, mas o esforço mostrou-se vão.

– Rodrigo, o que aconteceu aqui? – Interroguei-o, em desespero, extasiada.

– Eu estou bem... – ele respondeu, num sopro de voz.

Respirando fundo e ainda mantendo todos os meus questionamentos e medos no interior de minha alma, o forcei a se deitar novamente. Estava tão aflita quanto indignada, contudo. Ele devia ter dito qualquer outra coisa, menos aquela merda cavalheiresca de que “estava tudo bem”.

– Está bem coisa nenhuma, imbecil. – Sussurrei, mais para mim mesma. Estava com medo de que qualquer ato impensado pudesse feri-lo mais.

Ele me fitou nos olhos, como um pedido indiscreto para que me acalmasse e com resquícios de algo que eu interpretei como... desculpa? Então começou a vasculhar o bolso à procura de algo. Fiquei mais estarrecida quando ele tirou dali uma pokébola velha e enferrujada, mas aparentemente em funcionamento. Estendeu-a para mim. Seu braço tremia e ele temia me olhar.

– Veja o que tem dentro. – Pediu, sério.

Decidi que aquela seriedade toda era digna de alguma pena. Peguei a pokébola e pressionei o botão que expeliria fosse o que houvesse ali dentro. Com uma lágrima de desespero descendo a minha face, todo um quebra-cabeça formado por peças de complexidade indizível, traduzidas em suposições, se resolveu por completo em minha mente. Como ele tivera coragem?

Eu estava tremendo compulsivamente. Não consegui manter meu olhar muito tempo naquele Growlithe com ferimentos aterradores. Em sua cabeça e espalhados por seu corpo, os cortes abertos banhavam o chão com um sangue grosso e escarlate.

Virei-me, mas fui incapaz de fixar meu olhar em Rodrigo.

– Ro-rodrigo – gaguejei, mesmo tentando evita-lo –, o que aconteceu? – A intensidade de minha voz o alertou. A pergunta fora um reflexo, ele sabia que eu havia compreendido. Eu estava pasma com as incontáveis cenas que bombardeavam minha mente tentando supor o que havia acontecido.

– Eu realmente não queria que ele ficasse assim... não foi minha intenção. – Olhou-me, mas eu não retribuí. Inspirou e expirou. – Olhe para mim. Leve ele daqui o mais rápido possível. Ele não morrerá. – E sôfrego, com a voz rouca e virando cabeça para o outro lado, sussurrou: – Não se preocupe comigo.

Não perdi um segundo sequer. Retornei o Growlithe para a pokébola e saí correndo em meio às árvores que rodeavam a cabana, encontrei a estrada para a cidade e embalei a velocidade. Sensações dúbias, impróprias e injustas me deixavam confusa enquanto travavam um embate no fundo de minha alma; mas o Rodrigo merecera aquela negligencia. Soube, então, que ele nunca entenderia minha grande paixão e admiração pelos pokémon. Não era uma simples opinião que poderia ser contra argumentada por críticas, era uma convicção interna da qual eu nunca abriria mão, fosse ele de acordo ou não com aquilo.

Internamente, considerei-me uma ingênua. Como eu pude não desconfiar? Ele fugiria de casa com algum propósito, e qual seria, senão este? Pegar um pokémon usando sua própria força e captura-lo. Se bem que, eu nem imagino como ele conseguira uma pokébola. Roubou? Era a única alternativa.

Cheguei ao Centro Pokémon, mas antes que fosse barrada, a segurança me reconheceu. Geralmente nós usamos o cartão de acesso para entrar, mas ela viu minha expressão de desespero, medo e apreensão e compreendeu que o assunto era importante. Corri até os enfermeiros, dei-lhes a pokébola e disse que fizessem todo o possível pelo Growlithe; pagaria o que fosse preciso. Eu não poderia esperar, mas retornaria no dia seguinte assim que pudesse.

No fim, não consegui ser tão negligente a ponto de deixa-lo morrendo naquela cabana, macambúzio por causa da minha reação imediata. Saí do Centro Pokémon já com uma ideia em mente. Não iria vê-lo, eu não suportaria naquela condição; mas também não conseguiria ficar indiferente por causa da ira que sentia do que ele havia feito. Decidi recorrer a algo que ele nunca aprovaria, mas eu confiava que tudo correria bem, além de ser uma forma de salvá-lo.

Resolveria dois problemas num só golpe. A definição exata não era “problema”, até porque o meu segundo objetivo com aquela ideia era tentar fazê-lo se sentir decepcionado comigo. Essa era uma forma indireta, também, de retribuir o que ele me fizera sentir. Sabe aquela sede de vingança ínfima, que inicialmente nem aparenta ser o que realmente é? É isso que eu sentia. Faria com que o Rodrigo pensasse que eu o denunciara às autoridades numa tentativa apressada de salvá-lo, ao mesmo tempo traindo sua confiança, mas o caso seria o oposto: eu chamaria um velho amigo meu, de inteligência notável, para ir ao casebre cuidar dos ferimentos dele. Eu confiava que ele faria tudo certo, mas o Rodrigo, não.

Apesar da situação embaraçosa em que eu me encontrava, sorri internamente com aquela ideia genial. Ele traíra meu juízo sobre si quando decidiu fazer o que fez com o Growlithe, e o resultado seria eu dissimular uma perda de interesse nele e a retribuição da traição, mesmo que indiretamente.

Irei-me comigo mesma por ter pensamentos tão maliciosos... Isso era inadmissível! Rodrigo todo ferido, num lugar inabitado, e eu aqui, pensando em como faria para que ele se sentisse tão decepcionado comigo como eu ficara com ele... Mas, afinal, qual outra alternativa eu tinha? Não, eu não voltaria lá de forma alguma. Então era chamar meu amigo para fazer isso mesmo.

Única alternativa.

↭ ↭ ↭



Espero que não tenha sido um capítulo enfadonho. Eu não quis dizer antes, mas eu cheguei a pensar em escrever este capítulo pela quarta vez, mas aí já achei exagero. Eu ia morrer escrevendo o capítulo 3. Como no capítulo anterior eu menti, dizendo que neste teria mais ação, talvez eu compense-os no próximo.

Ah! Vou aproveitar a oportunidade para sugerir que vocês visitem minha página de contos: A Página Qualquer.

Comentem sem limites! Liberem suas imaginações e exponham tudo o que vocês pensaram!
Cada palavra somo como um... incentivo!


Última edição por Mag em Seg 24 Jun 2013 - 2:49, editado 5 vez(es)
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Pokaabu em Dom 17 Fev 2013 - 19:59

Magmortar o/, sensei.

Raquel, vamos lá, a única que parece ter a cabeça no lugar até agora e isso pode ser bom ou ruim porque cuidar de tudo e de todos pode deixar qualquer um maluco (experiencia própria), como pode esse garoto simplesmente decidir que vai fazer e acontecer? Sem medir as consequências?

Como a Raquel é a única "sã" da fic até agora, fica como minha personagem favorita. Apesar de eu sempre torcer pros malvados (Tyler o/), enquanto ele não mecher com a Raquel tudo fica sussa.

Escrita maravilhosa, exploração do senstimento da personagem incrível, aprendi até novas palavras '-'.

A única coisa que não bate é o título, sei lá... Mas né.

No mais, saiba que eu sempre leio o que você escreve (até comentários), mas fico com preguiça de comentar Razz. Até a próxima
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Yoshihime em Sex 1 Mar 2013 - 15:18

Olá, camarada.

Começo dizendo que conheço sua paixão que é As Crônicas de Gelo e Fogo, ela também é uma paixão minha.

A Fanfic está fantástica. É realmente impressionante sua escrita. Ela me fez refletir sobre como realmente deve ser caro bancar uma jornada pokemon, por mais que se ganhe dinheiro com batalhas. Estou gostando muito de capítulos por PoV. Ver as diferentes visões de mundo. Você está conseguindo encarnar bem os personagens. O segundo capítulo, o do Tyler, ficou fabuloso, sério, foi o melhor até agora, a facilidade que eu tive de "entrar" na mente dele foi ótima.

Eu vi alguns erros de digitação, mas na boa, nenhum deles atrapalha a leitura e falar deles seria muito pau-no-cool. Então é isso, aguardo mais ótimos capítulos.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Vulc em Qua 6 Mar 2013 - 22:49


Cara, amei sua fic. Sério.


O personagem que mais gostei até agora foi o Tyler. É um tipo de cara que me fascina por ser desprezível, como o mindinho, e acho que por isso que associo os dois. No início pensei que o Rodrigo ia ser só um revoltadinho, mas me surpreendi vendo que ele é apenas uma vítima das circunstâncias do lugar de onde vive. Gostei de ver a diferença extrema entre os dois. A Raquel foi a que teve menos carisma, ao meu ver, tá servindo de ponte entre os mundos, um meio termo entre os dois.
Sua escrita é incrível, vi só um errinho de digitação no terceiro capítulo mas nada que precise ser citado.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Weird von Gentleman em Dom 17 Mar 2013 - 16:41

Olá, Mag!

Gostei bastante da tua história e ainda mais do teu caráter, porque não é qualquer um que faz transparecer as ideias na escrita, tal como tu transpareces. Geralmente, o que acontece numa FF de Pokémon é que o escritor dá mais atenção às mecânicas e detalhes que vêm do jogo, do que propriamente àquilo que é a base de qualquer texto, seja ele prosaico, dramático ou mesmo lírico: a mensagem transmitida. Dá para perceber que tu não és novo neste tipo de escrita e portanto, sabes tão bem como eu, que um texto gera-se a partir de uma ideia ou mensagem que o escritor quer passar. E deixa-me que te diga que eu já sou experiente em "Mag's", dado já ter conhecido uns dois ou três, e até agora nenhum revelou uma sensibilidade tão aguçada quanto a tua. Parabéns por isso!

No entanto, há sempre um "mas"... Sinceramente, acho que fizeste bem em mudar de estilo, pelo que dás a entender nas tuas "Notas de Autor", no entanto há 2 arestas que vais querer limar, antes de avançares mais com a história:

i) É muito dificil, para autores amadores como nós, fazer aquilo que o George R. R. Martin faz, que é simplesmente mudar de estilo quando muda de personagem. No teu texto isso não se nota lá muito bem e corres o risco e estar a chamar nomes diferentes a personagens que são arquétipos umas das outras. Estou a referir-me mais ao Terry e ao Rodrigo...

ii) Para uma personagem marcar o leitor, não é preciso que tu enalteças assim tanto os seus defeitos, por mais singulares que sejam. A mim parece-me que até agora, tens uma lista de anti-heróis bem criada, mas falta alguém mais puro e menos defeituoso, se é que me entendes. Este ponto roça ligeiramente com o ponto anterior, pois se as personagens forem muito coladas em espírito, as suas ações também o serão;

As personagens são sempre o mais díficil, mas uma vez que o tecido de que são feitas esteja pronto, é num instante que lhes coses os fatos e as pões a rigor para o teu texto. Estás de parabéns! cheers

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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Mag em Sex 22 Mar 2013 - 1:30

Respostas aos lindos comentaristas:

Spoiler:
Pokaabu: Oi, baby. Achei a Raquel meio fraca. Algumas passagens boas, outras ruins... Ainda quero incorporar ela melhor. Espero que não o desaponte.
Muito obrigado por comentar, cara. Pensei que ia ficar sem desta vez.

Guillerjo: Ei, Gui. Cara, que bom que tenha gostado do Tyler. Espero conseguir continuar a deixá-lo um personagem palatável. Fiquei feliz por ter gostado da fic. Se quiser, sinta-se à vontade para destacar erros. Eu gosto de corrigir, na verdade.
Muito obrigado mesmo por comentar, Gui. I choose you.

Vulcano: Olá, paixão da minha entrevista.  rabbit  Fiquei felizão por ter vindo aqui ler. E mais ainda por ter gostado e comentado. Eu diria que o Tyler tem poucos resquícios de Mindinho. Ele é um personagem diferente, mas igual também em algumas motivações... Nunca vou criar um Mindinho, man. ú.u Também achei a Raquel muito ponte entre os personagens. Ainda quero tentar dar uma encorporada mais nela.
Obrigadão, bjos e espero que continue lendo e deixando suas marcas por aqui.

Weird von Gentleman: Caríssimo Weirdo! Seu comentário aqui me foi uma surpresa muito bem vinda de verdade. Eu acho que precisava desse "chamada de volta à realidade". Se fizermos algumas análises dos dois primeiros capítulos, poderíamos mesmo dizer que o Rodrigo e o Tyler são arquétipos um do outro. Meu objetivo com o Rodrigo não era esse. Aliás, eu não esperava que os leitores o vissem como o cara do mal que estão vendo. Vou tentar desfazer essa visão que está se formando dele. Agora, o Tyler não é anti-herói, é um vilão mesmo. O Rodrigo eu chamaria de anti-herói, e eu até pretendo criar mais uns assim. Mas tratarei de não enaltecer tanto os defeitos deles. Outro ponto do seu comentário que me pegou de jeito. Quando escrevi esses capítulos, estava com essa vontade de denunciar a podridão humana no meu âmago. Agora vou balancear isso mais. haha
Muitíssimo obrigado pelo comentário. Eu sinceramente espero que continue lendo minha fic e me dando mais bons conselhos. (:

Não sei se todos viram, mas eu criei um tópico no Escritórios de Fanfics pra minha fic, a fim de pedir umas opiniões para os leitores. Felizmente, o Weirdo e o Gui foram lá me dar um help. A partir de agora, sempre que eu for fazer algo do tipo, mas não der pra postar por aqui, irei postar lá. Link: Projeto da Irrealidade.

Aos que foram lá já sabem da novidade. O caso é que eu me revoltei com a primeira pessoa. Ela me priva de muitas coisas, então tomei outra decisão para mudar alguns rumos da fic. Os capítulos do Rodrigo, Tyler e Raquel continuarão a ser narrados em primeira pessoa, para não haver conflito. Mas qualquer outro personagem que eu introduzir na história, terá seu ponto de vista abordado na terceira pessoa. Iniciando por este, o Nohara. Ah! E este nome não é mérito meu. O parceiro Rush que me sugeriu esse nome, quando eu solicitei. Obrigado, cara.

O main post foi atualizado com a imagem dos novos personagens e, melhor, com um trecho muito intrigante de Memórias Póstumas, do Machado. Ao leitor apressado e que não esteja interessado em compreender o que ele diz, sugiro que nem leia. Mas se tem interesse, leia e releia com atenção. Quando li o livro, fiquei estarrecido por esta parte e não resisti à tentação de transcrevê-la aqui.

Ah! E meus sinceros agradecimentos aos leitores que votaram na fic no FOTM de fevereiro. Fiquei muito alegre.
4
Nohara



- Cuidado, Hypno! – Desta vez sua voz não soou tão límpida, reparou Nohara, mas aguda e desesperada.

Rodrigo levantou o tronco sobre a cabeça e o jogou. O objeto parou no meio do trajeto de acertar o pokémon, que desviou-o para o lado. Rodrigo não perdeu tempo e correu o mais rápido que pôde até o Hypno, pronto para dar-lhe um fortíssimo soco. Paralisou-se a meros centímetros de acertá-lo. A garota sorriu, despreocupada. Andou vagarosamente, se aproximando de Rodrigo com um sorriso atraente. Chegou bem perto e olhou-o de frente.

- Então é você... Nunca imaginei que fosse tão lindo. – Ela disse, sorrindo. Aproximou-se mais, roçando seu nariz no de Rodrigo. Deu um breve selinho em seus lábios e se afastou. – Mas está precisando de um banho e de se hidratar, sabia? Seus lábios estão secos, lindinho.

Rodrigo não compreendia mais nada. A menina continuou olhando-o por um tempo, meio perdida em devaneios. Depois voltou seu olhar para Nohara, intrigada.

- Mas você não parece ser do tipo dele. – Ponderou, apontando para Rodrigo. – O que está fazendo aqui?

Não recebeu resposta, mas riu consigo mesma daquela pergunta imbecil. Os dois estavam sob o seu controle, completamente travados. Hypno chiou um barulho grave, impaciente com sua dona.

- Isso não importa, não é? Preciso matar vocês de qualquer jeito... Que pena! Juro que seria mais bondosa se ele – sorriu para Rodrigo – estivesse com um cheiro agradável. – Virou-se para o Hypno. – Pode acabar com eles.

O pokémon psíquico fechou os olhos e levantou as mãos, colocando à mostra um objeto circular ligado a uma fina corda. O item balançava vagarosamente de um lado para o outro, da direita para a esquerda, do leste para o oeste. Rodrigo soltou um urro de dor e caiu no chão, mexendo-se para todos os lados, convulsivo.

O som de seu grito soou aterrador para Nohara. Não via nada exteriormente, mas sabia o que o Hypno estava fazendo. Logo Rodrigo não teria mais sanidade alguma. Aproveitou o instante de desatenção e se forçou a mexer, mas o pokémon era fortíssimo. Estava tão preso à telecinese quanto antes.

Súbito. O Hypno flutua descontroladamente e é arremessado ao chão com força. Um Growlithe furioso corre do meio da floresta e solta rajadas de fogo no pokémon estatelado no chão. De onde o pokémon de fogo saíra, outra garota veio correndo, com ódio ardente estampado na face. Ao seu lado vinha uma imponente Gardevoir.

Raquel era morena, a pele de um caramelado castanho deslumbrante. Os cabelos castanhos escuros, longos e lisos, desciam até sua cintura fina. Os olhos eram de um verde musgo puríssimo. Os lábios naturalmente vermelhos e saudáveis. Seu corpo, cuidadosamente delineado, causaria inveja a mais desejada das mulheres.

A outra assistia a cena sem reação. Seu pokémon estava impotente, sendo atacado por um Growlithe feroz. Quando deu por si não pôde desviar de Raquel. Levou um soco certeiro da morena. Caiu no chão com um gemido de dor.

- Quem é você, sua vadia descarada? - Inquiriu Raquel, furiosa.

Levantou-se e tentou correr. Deu poucos passos e foi paralisada pela telecinese da Gardevoir.

- Você não vai fugir. Porque veio matar o Rodrigo? Como sabia onde ele estava? – Encarou-a. – Agora você vai dizer tudo.

Um uivo de dor tirou sua atenção. O Hypno havia se livrado do Growlithe, que estava jogado no chão. Raquel ficou assustada, o cão de fogo ainda não havia se recuperado completamente; não podia se descuidar dele ou logo teria de ser levado ao Centro Pokémon novamente.

- Gardevoir, não tenha pena desse Hypno. – E correu até o Growlithe.

Solto do poder do Hypno, Nohara libera o pokémon da pokébola. Era um majestoso Alakazam.

- Ajude a Gardevoir, Alakazam. – Diz ele.

Gardevoir e Alakazam colocam-se lado a lado, fitando o adversário psíquico. Os três se preparam, e cada um é imerso numa concentração inabalável. Uma louca batalha mental começa a ser travada entre os três pokémon. Uma sensação de tensão envolveu a todos que assistiam.

A garota aproveitou a oportunidade, levantou-se rápido e correu em fuga. Quando ia adentrar a mata fechada, uma pedra bateu a parte que divisava sua nuca e a cabeça. Caiu no chão, desfalecida.

Rodrigo desferira o tiro certeiro, embora estivesse tontíssimo. Não resistiu muito e desmaiou em seguida.

Nohara olhou para os lados. Respirou fundo e ajeitou os óculos. O Hypno já tinha sido nocauteado. Estavam bem. Ainda. Olhou para a menina a vários metros de distancia, caída no chão. Depois para o Rodrigo, também desmaiado por causa do cansaço. Por fim, se virou para Raquel. Se fitaram.

- Esse moleque tem uma [palavra censurada] pontaria. – Falou.

↭ ↭ ↭


Acho que foi um capítulo bem diferente dos outros, não é? Espero que gostem.

E, sim, o narrador volta ao tempo para saciar a curiosidade do leitor. Tive essa ideia quando saí da faculdade.

Estou muito feliz com os novos leitores que a fic ganhou, mas espero que todos que lerem possam comentar. Não se intimidem pelos comentários gigantes que tem aqui. Você não tem a obrigação de fazer isso, faz se quiser. Só o fato de dizer, de forma bem sucinta, o que você achou do texto, já seria um grande incentivo.


Última edição por Mag em Seg 24 Jun 2013 - 14:44, editado 5 vez(es)
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Yoshihime em Sex 22 Mar 2013 - 2:59

Finalmente. Ele voltou, o boêmio voltou finalmente.

Gostei da mudança de narração, e a vantagem que você vai ter ao revesar em estilos é que vai poder agradar quem gosta de primeira e de terceira pessoa. Só vai irritar aos mais puristas.

Quantos pokémon imponentes, gosta desse adjetivo pelo visto. Mas nenhum problema em repeti-lo, haha. Não vou apontar erros, porque não lembro de ter visto nenhum, juro que apontaria dessa vez, mas não achei.

Só vi que você caiu em algo que todos caem, eu mesmo acabei de cair nessa última frase. A repetição insistente do "que" em algumas partes, nada demais, mas poderia tornar a leitura mais agradável se diminuísse.

Você tinha esquecido da palavra pêndulo, mas conseguiu driblar isso facilmente, parabéns.

Quero saber mais sobre essa garota ~~~misteriosa~~~ ai.

Até o momento eu gosto de todos personagens, menos do Nohara, mas isso faz parte.

Nos vemos no próximo capítulo.
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Pokaabu em Sex 22 Mar 2013 - 12:21

Bom capítulo, para perguntas e não respostas. Quem é a piriguete? Gostei dela. Achei que o Growlithe/Rodrigo estavam muito mais abatidos, não esperava uma recuperação tão rapida. Eu nem senti muito a mudança de narração, fluiu normalmente, assim como nos outros capítulos. Enfim, espero que não demore tanto para escrever e que o póximo capítulo seja do Tyler, já pensou ele e a piriguete juntos? delirando4

Té mais tchau
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Varus8 em Qua 27 Mar 2013 - 19:40

Eu realmente estava desanimado nao em ler seus capítulos,pois eu ainda não tinha lido o 3 mais quando cheguei na metade dele não consegui mais parar, e minha alma pedia por mais até que cheguei no final do capítulo 4, fiquei triste choro3 ....

A história está muito boa envolvente,espero ansiosamente pelo próximo capítulo XD .
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Caio. em Seg 1 Abr 2013 - 20:38

Meu caro Herick destruidor de ppks! Finalmente tomei coragem e vim ler sua fic.

~Rodrigo: Tudo fluiu muito bem nesse capítulo em minha opinião. A "batalha" ficou muito boa, e eu cheguei a ter pena do Growlithe. Não reparei erros, se tinha, nem percebi pela sua escrita bonita. Não sei a música que eu estou ouvindo deu um chan no capítulo ou não, mas está realmente muito bem feito. Espero saber mais dos objetivos do Rodrigo... Penso-o como um pobre ou qualquer coisa do tipo, alguém que quer ficar rico a qualquer custo.

~Tyler: Não puxarei mais saco da escrita, ok? Só vou lembrar mais uma vez que você escreve muito bem adgoiadgoiadogiadogi Enfim... Odiei o Tyler. Se esse foi o objetivo, você conseguiu. Eu fico imaginando esses riquinhos filhos da [palavra censurada], mas filhos da [palavra censurada] ao extremo mesmo (e olha que eu conheço um) que se acham muito inteligentes até vir um bombado dar facada neles. Aí eu quero ver. Espero que alguém mate esse merda antes que ele encha mais o saco hu3 Quanto a Raquel, ela parece ser bem maneira :3

~Raquel: Oh, que interessante! Um capítulo só pra Raquel, huh? E ela é rica, huh? Achei, pelo desenho, que ela fosse uma Lara Croft da vida xD Novamente, o Growlithe me deu pena :c O Rodrigo é pobre \õ/ Sabia \õ/ Com esse capítulo, fica mais evidente o que você falou sobre contar a história através de visões. Os dois primeiros Caps pareciam prólogos, na verdade. Esse ainda parece com prólogo, mas slá... Soa menos prólogo q Outra coisa... Precisava mesmo colocar a palavra macambúzio? Acredito que muita gente não a conheça, e pelo menos pra mim soa pouco interessante no quesito bonita. Se bem que macambúzio não sei por que, me lembra o nordeste e o nordeste tem charme. É, foi bom ter usado macambúzio. Mas podia usar séquiso também, se você leu essa palavra no texto que estou pensando que leu. Gostei mesmo dessa Raquel, pensamentos maliciosos :a E ah, o Growlithe me deixou macambúzio.

~Nohara: Nohara é um cara interessante, parece ser um médico bem maroto. E essa maluca do Hypno aí? Curti ela. Ela me lembra uma vadgea. Uma vadgea nordestina, uma vadgea macambúzio de Pernambuco. Faz sentido? Nenhum, eu sei. Ri alto da parte do "Quem é você sua vadia descarada?" xD Gostei ainda mais quando vi que o Nohara usa um Alakazam. Raquel é outra que me surpreende cada vez mais, Gardevoir, hein? Bem legal. Gosto bastante dele. Essa luta mental de certa forma me lembrou Eragon. Você já leu/fez alguma referência? CARA, RI MUITO ALTO da última frase do Nohara kkkkkkkkkkkkkk Enfim... Muito boa sua fic :3

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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Grace Kelly em Dom 7 Abr 2013 - 18:45

Gostei da sua fanfic, Mag, adorei a estória e a narrativa.
Coitado do Growlithe no começo da estória ):
A Raquel é um personagem muito interessante, gostei dela Smile
Triângulo amoroso, será? Machadinho na cabeça hehe
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Mag em Qua 17 Abr 2013 - 22:00

Resposta aos gatos:

Spoiler:
Guillerjo: Voltei. Bêbado, maconhado e comendo cigarro, eu voltei.
De conservador eu não to querendo nada, então espero leitores mais largados também. Eu realmente gosto de imponente e impotente, mas só usei daquela forma tão insistente porque eu escrevi o final do capítulo com pressa, durante a madrugada, escondido da minha mãe. Eu troquei o adjetivo de algum deles logo depois que li seu comentário.
É, a questão do 'que' realmente é problema. E muitas vezes há formas de alterar a expressão de um jeito que nem precise mais dele, ou substituí-lo por "o qual/etc", mas às vezes sai do controle mesmo. Eu revisei o capítulo 4 e retirei uns dois 'que', mas não deu pra mudar tanto assim.
O Nohara ainda vai ter umas surpresinhas pra nóis.
Obrigado por comentar, Gui.

Pokaabu: Verdade, essa piriguete saiu legal. Eu escrevi as falas dela com pressa, mas ficaram legaizinhas mesmo.
O caso do Growlithe e do Rodrigo talvez eu não dê tanta atenção no enredo. Mas o Centro Pokémon ali tem um tecnologia bastante desenvolvida, então ele se recuperou bastante num tempinho. Mas ainda está bem machucado, você verá. Da mesma forma que o Rodrigo, que recebeu um tratamendo especial na queimadura e tá com a atadura no braço mordido. Ele não está tão acabado.
Não fique triste, este capítulo é do Rodrigo, mas o próximo vou tentar prometer que seja um bem bão do Tyler, ok?
Obrigado por comentar, Pok.

Varus8: Meu lindo primo ótakú, fico sempre muito felizão quando te vejo por aqui.
Caraca, e olha que o capítulo da Raquel foi um dos mais chatos. Que bom que esteja gostando. Isso vai ser bom, porque este capítulo que eu vou postar agora, o 5, me pareceu o mais maçante de todos. Não desista de ler ele mesmo que esteja chato, os próximos vão ser melhores.

Mr. Perry:Oh, seu Perry, você quase me dá um ataque do coração. Desde o início eu queria que você lesse minha fic, mas não tenho coragem de pedir. Fiquei felizão quando vi seu comentário aqui, sério! (:
Cara, amei seu comentário, até porque vi você desvendando cada um dos personagens. Primeiro a duvida de que o Rodrigo era pobre, depois a confirmação. O ódio pelo Tyler, que eu compartilho com você, mas que será importantíssimo. Até porque a gente costuma gostar desses personagens maus e manipuladores. Você ainda sofrerá bastante com ele, acho.
Mr. Perry escreveu:Precisava mesmo colocar a palavra macambúzio? Acredito que muita gente não a conheça, e pelo menos pra mim soa pouco interessante no quesito bonita. Se bem que macambúzio não sei por que, me lembra o nordeste e o nordeste tem charme. É, foi bom ter usado macambúzio. Mas podia usar séquiso também, se você leu essa palavra no texto que estou pensando que leu.
Eu ri tanto do seu comentário sobre macambúzio, macaca. No fim, eu não sei se você gostou realmente ou não, mas tudo bem. Eu não sei... Macambúzio é uma palavra legal, e eu já conhecia ela, acho que já usei antes... e ela é tão expressiva, que dependendo do contexto é fácil de entender o significado.
E, sim, a Raquel é rica e tem uns pensamentos maliciosos. Eu não gosto de personagens perfeitos, eles precisam demonstrar aquelas imperfeições particulares do ser humano. Embora as pessoas tenham entendido essa parte, eu ainda não consegui fazer soar do jeitinho que eu queria. Tudo bem. O Nohara é realmente interessante. O capítulo atual acho que prova um pouco mais disso.
Mr. Perry escreveu:E essa maluca do Hypno aí? Curti ela. Ela me lembra uma vadgea. Uma vadgea nordestina, uma vadgea macambúzio de Pernambuco. Faz sentido? Nenhum, eu sei.
Verdade, essa vadgéia é pura curtição macambúzia pernambucana.
Eu li os três primeiros livros de Eragon, já faz dois anos na verdade. Tava apaixonado pela série na época, mas demorou pra sair o último e ainda não tive coragem de gastar tanto dinheiro nele. Quando escrevi aquela luta, que era pra ter sido melhor desenvolvida, eu nem pensei nisso... O:
Obrigadão por ler e comentar na minha fic, Peri. Eu fiquei filiz.
Bjs macambúzios na sua ppk rachada.

Grace Kelly: A menina com o nome da minha amiga do ano passado! haha
Que bom que gostou da fic, especialmente da Raquel. Eu ainda quero dar uma incorporada nela pra fazê-la uma forte personagem feminina.
Não sei se pode chamar de triângulo amoroso. Talvez, né... Talvez eu esteja virando a tia Meyer e as modas literárias... ain, que ofensivo.
Obrigado por comentar!

Devo estar fazendo tanta mudança ao londo da fic que os leitores vão ficar loucos, mas foi necessário. A partir desse capítulo, enfim, o enredo da história está se construindo de uma forma mais concreta em minha mente. E na realidade está voltando às suas origens. O primeiro capítulo eu escrevi quando ainda estava extremamente perturbado com a leitura do livro 1984, do George Orwell. Agora, vejo que a trama tem muito a ver com ele mesmo.

Por conta disso, o trecho do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas foi retirado do main post e substituído por trechos de 1984. Não excluo totalmente o significado da passagem anterior, que de forma resumida, tinha a ver com a busca insana que nós temos pela felicidade, mas que sempre escapa de nós. Mas o contexto da minha fic está muito mais relacionada ao livro do Orwell, então nada melhor que trocar. Se tiverem coragem, vão lá e leiam. É interessantíssimo.
Boa leitura.

5
Rodrigo

Eu estava no extremo de um campo de batalha, tendo no outro extremo o meu adversário. No centro, dois pokémon diferentes, mas igualmente majestosos, batalhavam ferozmente.

Num segundo indizível, vi-me numa sala escura, sentado numa cadeira, hipnotizado por olhos que me encaravam com puro escárnio. Eu estava sendo subornado indecorosamente. Resisti e não pareci transparecer hesitação, mas não fora suficiente.

O homem dos olhos de escárnio me dissera outra coisa, algo pior e deveras mais aterrorizante. Tremi diante de suas ameaças. De que forma? Eu não entendia, mas acreditava nele. É claro que acreditava. Observe aqueles claros olhos cheios de um escárnio penetrante, indecifrável, que provocava em mim uma sensação de opressão. Os olhos eram a própria personificação do homem.



Acordei revirando-me sem controle, com o corpo embebecido de suor, embora sentisse um frio enregelante. Uma brisa carregada com um frescor gélido soprou em minhas costas, e meus pelos eriçaram-se em resposta, a começar pela nuca, espalhando-se fio a fio pelo resto do corpo.

Estava deitado num mato rasteiro, ao lado de uma grande árvore de copa intransponível. Sentei-me devagar, apoiando as costas no tronco e encolhendo meu corpo por causa de mais uma brisa indesejada que passava. Sabia que havia acabado de acordar de um pesadelo pavoroso, e por isso eu ainda tremia involuntariamente, mas não me lembrava de nada. Lembrava-me apenas de imagens indistintas e desfocadas, sem contexto que as conectasse.

Uma poderosa luz azulada apossou-se do céu e desceu à terra, clareando por milésimos de segundos aquela noite sem lua. Tão rápido como apareceu, o relâmpago sumiu subitamente. Enquanto tremia, apoiado na árvore e tentando recobrar alguma compostura, o som estrondoso de um altíssimo trovão propagou-se pela floresta, impondo seu poder natural.

O barulho abrupto do início de uma chuva forte despertou minha mente ainda sonolenta. Olhei para cima, e em consonância uma gota d’água pingou em minha face, ligeiramente abaixo do meu olho direito. Escorreu até meus lábios, imitando uma lágrima. Então gotas sucessivas começaram a cair, e o efeito inicial de torpor desfez-se. Que merda de intransponível a copa dessa árvore era, não?

Levantei-me rápido do chão, olhando ao meu redor. Felizmente não precisei fazer muito mais. Raquel veio correndo em minha direção do meio da mata.

– Rodrigo, – gritou de longe – vem!

À minha frente, ela correu de volta para onde estava, sem se importar muito em lançar olhares para trás para verificar se eu a seguia. Considerei-me um imbecil pensando nisso, mas queria vê-la agir de qualquer forma que mostrasse que eu tinha algum valor para ela.

Acelerei o passo e segui-a o mais rápido que pude. Alcancei-a quando estava à porta do casebre. Estiquei o braço e toquei de leve a mão dela. Ela virou-se, com um mescla de susto e rancor sustentado pelo orgulho ferido estampado no rosto. Fitei-a com intensidade.

Ela fechou os olhos, virou o rosto para o lado e tentou se afastar para entrar na cabana. Continuei segurando-a. Dei um passo a frente e puxei-a junto ao meu corpo. Com a mão desocupada, envolvi seu queixo e delicado, mas com firmeza, voltei seu rosto para mim.


– Eu só acho que vocês não precisam fazer isso na chuva. Está frio. – Disse Nohara, observando-nos pela porta do casebre.

– O frio nós não estávamos sentindo, te garanto. – Retorqui, afastando-me de Raquel.

Entramos. No colchão onde outrora eu estivera, a estranha menina que nos armou uma emboscada estava deitada, desmaiada. O Alakazam e a Gardevoir estavam bem próximos dela, atentos. Do outro lado do cômodo, num canto, o Growlithe estava deitado no chão, num sono profundo.

– Ele está bem? – Perguntei à Raquel.

– Sim. Uma costela fraturada, mas já deram um bom trato nele no Centro Pokémon. Não demorará a se recuperar. – Os olhos dela brilharam intensos, enquanto olhava o cão. – Ele é um excelente companheiro, Rodrigo.

Respirei fundo. Não queria contrariá-la de forma alguma. Vi que a relutância dela quanto a mim era pura dissimulação, mas sabia do amor dela por essas criaturas. E ela também sabia do meu rancor pelos Pokémon, embora nunca se conformasse. Nem eu com ela. Como faria?

– Só saiba que eu não pretendia deixa-lo daquela forma...

– Não minta para mim, nem se iluda. Sei que você aproveitou o momento para descontar todo seu ódio nele. Mas agora quero que pare e pense, seu brutamontes. Pare e pense.

– Casal bipolar, hora de voltarmos nossa atenção para o assunto mais premente. – Nohara disse, retorcendo os lábios, desdenhoso. – Eu sei o que essa garota é e o que pretendia aqui.

– Ela pretendia me matar, isso é óbvio.

Nohara revirou os olhos, exasperado. Decidi ficar quieto.

– Preste atenção, Rodrigo. Isso pode soar estranho e ridículo, mas há um programa secreto do governo que literalmente caça as pessoas muito ‘fora do padrão’. Consegue tirar alguma conclusão disso?

– Não. – Respondi depois de algum tempo, incerto.

Ele respirou fundo.

– Embora eu ainda tenha poucas informações, porque como disse, é secreto, e diferente das novelas ficcionais, desvendar essas organizações não é tão simples, sei o mais relevante para o momento. – Fitou-me. – Você não está seguro, Rodrigo. Nem um pouco seguro.

– O que você está querendo dizer com isso, Nohara? – Perguntou Raquel, franzindo a testa.

– Esse órgão trabalha para o governo sob a premissa exclusiva de manter uma sociedade submissa, indiscutivelmente refém do modelo idealizado por eles, adequada ao governo e à elite. Indiretamente, dando sensação contrária à população, eles inibem o pensamento.

– Mas eu sei muito bem disso. É por querer tentar mudar essa realidade que estou aqui.

– E aí está o problema. Quando alguém manifesta claramente sua oposição diante desse poder inabalável, essa organização é imediatamente acionada. Eles precisam eliminar os possíveis problemas.

– E como eu poderia ser um problema tão grande assim? Sou só um, e ainda estou longe de ter o que preciso para conseguir meter questões na mente da população.

– Uma iniciativa inflama outras, Rodrigo. E eles precisam impedir a disseminação da oposição. Não esperam para ver se a pessoa poderá causar problema. A ínfima possibilidade já é suficiente para que eles ajam.

Estava estupefato. Tinha consciência de que vivia sob um poder ditatorial, que se camuflava descaradamente pelas raras e fracas oportunidades que nos concedia, mas também que havia um lado da própria população que se resignara àquela condição, questionando apenas aquilo que o próprio governo evidenciava como questionável. Mas o fato de haver uma organização para impedir pessoas de agirem diferente... absurdo.

– Mas... – tentei argumentar.

– Você nunca foi muito discreto, ou foi? – Interrompeu-me. – A desgraça já está feita.

– Então ela... – apontei a menina desmaiada.

– Sim. É dessa organização. E provavelmente só mandaram ela pois ainda não sabem que tem mais pessoas com você.

Um turbilhão de pensamentos incendiou minha mente. Somente agora me ocorrera a ideia de que poderia ter havido muitos outros como eu, que pretenderam colocar em prática uma infinidade de planos para acabar com esse regime. Mas foram todos mortos pelo acaso que resume a vida... Silenciados antes que pudessem acender a faísca de dúvida que contaminaria a população. Como eu nunca pensara nisso?

Pela primeira vez desde que tive a ideia de começar essa loucura, senti medo de verdade. Medo de tudo que poderia acontecer, medo de estar correndo um risco real de perder a vida. Estava jogando com algo indescritivelmente maior que eu, e nunca tinha pesado as consequências dessa forma. Antes, tinha apenas a noção de que isso era moralmente incorreto, que era melhor não envolver minha mãe nisso. Mas nunca cogitei a possibilidade de ser morto por causa disso.

– O que nós... – travei. Somente eu. – Eu. O que sugere que eu faça?

Raquel virou-me um olhar frio e duro. De pedra. Assisti vultos irreconhecíveis de vários sentimentos passando por sua mente enquanto fitei-a por alguns segundos, mas não identifiquei nada muito reconciliador. Para mim, já se tornara indiscutível a proposta de inseri-la no que eu fosse fazer.

– Sair daqui o quanto antes. Quando essa menina louca não retornar, eles virão verificar.

– Pra onde...

– Eu vou com você. – Disse Raquel.

Olhamos fixamente um para o outro, cada um com sua razão para ter raiva. Nohara nos impediu de começar outra discussão.

– Eu já pensei em tudo. Raquel, sumir de sua casa abruptamente é a pior coisa que poderia fazer. Volte pra lá e aja normalmente, depois nós conversamos. – Voltou-se para mim. – Rodrigo, saia daqui e se esconda na floresta a oeste de Canalave. Amanhã, quando o sol se pôr, nos encontraremos próximo ao porto da cidade, tudo bem?

Ele arquitetara tudo tão rapidamente que eu fiquei meio perdido ao racionalizar as informações.

– E ela? – Apontei a garota que tentara me matar.

– Não se preocupe, eu já tenho algo preparado pra ela. – Olhou para o Alakazam.

Aquele Pokémon transpassava para mim uma sensação inquietante. Não sabia explicar, mas havia uma espécie de aura entorno dele que me cativava, me instigava, me deixava ansioso. Não fora diferente desta vez, quando ele levantou os braços, os olhos brilhando brancos, e a menina desmaiada começou a flutuar no ar. Ele parecia saber o que seu treinador queria com apenas um olhar.

– Ah, pegue isso pra você – puxou do bolço uma pokébola e colocou-a em minha mão. – Cuide  dele, seu idiota. Dos dois. – Olhou para o Growlithe.

– É, cuide bem deles. – Reforçou Raquel.

– Vamos de uma vez, Raquel. – Nohara abriu a porta de madeira do casebre e saiu.

Raquel olhou incerta para a saída. Depois olhou-me com frieza. A dissimulação de sua raiva falhou no último segundo, e vislumbrei muito temor ali. Por mim e pelos Pokémon, inferi. Então saiu.

Fui até a porta e de lá observei-os afastando à passos lentos. A tempestade, antes fazendo cair uma torrente de água dos céus, transformara-se apenas num fraco chuvisco.

– Pegue logo o que você precisa daí e vá para a floreste a oeste! – Gritou Nohara de longe. – Faça o favor de não chamar atenção só desta vez, certo? – Gracejou.

Continuei olhando-os. Fora tudo tão rápido. Eu estava perdido, não tinha mais noção do que devia fazer realmente. Seguir as instruções tão meticulosas e antecipadamente preparadas por Nohara me pareceu o melhor a fazer. Mas eu estava desconfiado...

Num átimo, a menina que flutuava no ar e o Alakazam, que caminhava ao lado de seu dono, desaparecem. Pisquei os olhos com força, averiguando minha visão. Sim, eles tinham sumido mesmo. Ainda vendo-os andar, a distância tornou meu foco de visão baço, e então já não vi mais nada.

Entrei na cabana. Tinha que me preparar para a aventura do dia seguinte.

↭ ↭ ↭


Este foi, sem dúvida alguma, o capítulo mais maçante de minha fic. Conversando com o Gui pelo face, até disse que se pudesse colocar um título do meu capítulo, faria como ele, e seria a tão chata Segunda-feira. E para piorar, ele é o maior capítulo da fic (deu 2000 palavras exatamente), mas acredito que é de extrema necessidade para que a história se desenrole melhor.

Por favor, suplico-vos que comentem, mesmo que seja pra me massacrar.


Última edição por Mag em Ter 23 Abr 2013 - 5:40, editado 2 vez(es)
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Pokaabu em Qua 17 Abr 2013 - 23:50

Sleep Estou com sono, mas vamos lá, você sabe que eu não sou de falar muito, enfim. Boa critica ao governo, só que, como o Nohara sabe que existe uma organização? E ele sabe mesmo, ele sabe detalhes e tudo mais, acho que temos um traidor ai e acho que será uma traição por ciúmes. Eu pensei que o Rodrigo estava machucado, acho que ele deve comer alguma coisa também, considere isso, ficar com fome é muito ruim. lálá, vou dormir porque amanhã a escravidão social recomeça, xau xau. bocejo
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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Rush em Qua 17 Abr 2013 - 23:55

Rapaz Herick, olá.

sdopasefetgadgdLSJKFLADJKFLKSDNFLKZSDGZXFG4XC54GB52CXV4BHXCH56542634234234ZDGZDasfpasfgvasdgv54FOASPFDOAS`DPEDÀWLPEÀSLPDÀSCFFGZDFG4245

Esse fui eu enfiando meu punho com muita força no teclado até a pobre tecla do "F5" sair. Depois eu coloco ela de volta.



Sua. Fic. É. Muito. Boa. Pra. Caralho.

Sério, tinha me conquistado no primeiro capítulo, acabei perdendo a introdução da Raquel e do Nohara. Nome lindo esse, né? "Nohara". Ótimo gosto. Enfim, falando no diabo, eu gostei muito dele. Acho que ele é o personagem mais legal da fic. O cara intelectual é [palavra censurada]ão. Achei muito legal e interessante essa ligação que ele tem com o Alakazam, mostrando em como ambos são inteligentes o bastante a ponto de se entenderem com apenas um olhar. Achei muito peitos essa vadgea dos peitos. Sério. Peitos.

Sobre esse último capítulo em si, achei muito... Sei lá. Embora tenha repetido a palavra "escárnio" no início, eu achei ele perfeito. Na moral, imaginei um capítulo de alguma espécie de anime. Te juro, vi as cenas passarem como animações em minha mente, de tão bem como você escreve. Vejo que esse título 'provisório' se tornou o oficial, não? Eu o achei perfeito para sua obra de arte, de verdade.

Achei a cena do beijo excelente. Foi uma cena que me deu calafrios e fiquei até sem ar, imaginando o que o Rodrigo deveria ter sentido. Aquele formigar de 'Porra, agora vai'. Achei muito foda essa cena, muito mesmo. Foi a primeira vez que fiquei com raiva do Nohara, mas eu ri. Imaginei ele vendo os dois se pegando e fazendo um facepalm, pensando em algo como "Eles podem morrer e ficam compartilhando calor e desejos carnais".

Eu acho que agora a porra vai ficar séria mesmo. Acho que o que eu me apeguei tanto a esta fic, foi o duro realismo que você aprofundou neste romance, mostrando as dificuldades em poder lutar contra o governo, mesmo tendo garra - No caso o Rodrigo - e uma mente brilhante - Nohara. Me pergunto o que ele vai fazer com a peitos, já que ele se teleportou com ela pra alguma lugar alheio. Creio que ele deverá hipnotizá-la ou algo do gênero, estou certo? Enfim, sistema fdp. Achei o Rodrigo um tanto... Troglodita. E a Raquel é uma personagem que chamou minha atenção, porém não me cativou tanto como o Nohara.

Cara, tu escreve muito bem. Muito bem mesmo. To ansioso pro próximo capítulo, cara. Sou seu fã

Abraço, até mais

bro fist

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Re: A Irrealidade da Vida

Mensagem por Yoshihime em Qui 18 Abr 2013 - 0:09

Como disse não comentarei nada de zzzzzgramática

Eu estou gostando das coisas, gosto de qualquer coisa que mostre movimentos revolucionários, e existem muitas por ai, veremos como esse se sai.

Esse capítulo foi paradão, com algumas revelações bacanas sobre o enredo.

Por isso não tenho muito o que comentar, mas o beijo foi muito bem descrito.
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Re: A Irrealidade da Vida

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