Pokémon Mythology
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O Príncipe das Batalhas

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O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Dom 9 Dez 2012 - 16:03

Título: Batoru no Oujisama
Categoria: Pokémon e Prince of the Tennis
Gênero: Ação, Luta, Vida Escolar, Amizade, Crossover;
Sinopse: Ele era considerado um prodígio. Até aquele momento, só uma única pessoa havia lhe derrotado e ele ansiava em derrotá-la. Mas tudo isso muda, muda quando ele compreende o tamanho do mundo.
N/T: Tanto Pokémon como Prince of the Tennis não me pertencem. Essa fic é a introdução de Pokémon no mundo de Prince of the Tennis.
Capa:



Prólogo



Nanjirou estava sentado confortavelmente na sala de estar, junto com sua esposa, enquanto os dois observavam o filho de um ano abrir os presentes de natal de forma ansiosa. O menino era pequeno, olhos dourados e cabelos negros esverdeados, mas o olhar que ele tinha… aquele olhar… Nanjirou o conhecia muito bem e justamente por isso que havia resolvido dar a ele aquele tipo de presente.

Ryoma piscou os olhos para o último presente que havia recebido. Esse era um pouco maior que os demais, embrulhado em papel vermelho e verde, com um grande laço prateado. Cambaleante, ele andou até o embrulho, sentando-se a sua frente, enquanto suas mãos pequenas começavam a rasgar o papel metalizado. Quando se livrou do papel, uma caixa de papel marrom foi revelada. Ela tinha um seguimento de furos nas laterais e assim que viu a caixa Rinko olhou para o marido sem acreditar.

- Nanjirou, é cedo demais! – exclamou assustada e até mesmo irritada com aquilo.

- Não Rinko, não é cedo demais – declarou Nanjirou, com um sorriso de lado.

Quando Ryoma abriu a caixa uma pequena bola de pelos marrons saltou para cima de si, jogando-o no chão. Quando abriu os olhos deparou-se com outro par de olhos dourados.

- Feliz natal Ryoma. Esse Eevee é o meu presente para você – declarou Nanjirou calmamente, sorrindo ao ver como seu filho e o pequeno Pokémon se encaravam.



CAPITULO UM
Um Príncipe Aparece




- Ei, você ouviu? Tem um aluno de 12 anos no torneio sub-16!
- Você está brincando, certo? Ele deve ter se registrado errado.
- Não estou brincando.
- Isso é besteira. Não pode ser verdade...



~*~


O trem estava calmo para um dia de semana. O último vagão estava quase que completamente vazio, com a exceção de cinco pessoas que o ocupavam. Sentado em um dos bancos um pouco curvado para frente com o rosto encoberto por seu boné e a cabeça abaixada, encontrava-se um garoto de aparentes 12 anos. Ele tinha a pele clara e os cabelos em um tom esmeralda escuro. Vestia uma bermuda azul marinho e uma jaqueta vermelha com detalhes em um tom rosa claro. Ao seu lado estava a sua mochila, com seu nome escrito em letras brancas: ‘Ryoma’. Ele estava em silêncio apenas observando o que acontecia a sua frente.

Havia três garotos mais velhos, que provavelmente deveriam frequentar o High School, mas a atitude deles não era nada madura. Um deles ria de forma escandalosa, quase como se pensasse ser o grande chefão.

- Idiotas. Vocês nem sabem qual pokébola usar para capturar um tipo inseto – riu aquele que agia como chefe daquele grupo. – Se você quer capturar um tipo inseto, você tem que usar uma Nest Ball.

- É por isso que você é o Ás do Clube de Batalhas da Kitagoe, Sasabe – comentou um dos outros, rindo de forma impressionada enquanto o tal Sasabe começava a fazer movimentou de lançamento de pokébola com o braço.

- Idiota, isso é senso comum – respondeu Sasabe em um tom de soberania.

Ryoma precisou conter um riso naquele momento. Aqueles três já estavam lhe irritando e isso não era algo que gostava.

- Ei – se manifestou por fim, chamando a atenção de todos que estavam no vagão. – Vocês são barulhentos.

Houve um momento de silêncio no trem, em que Ryoma sabia que todos estavam lhe encarando. Precisava conter o riso, pois conseguia sentir o olhar fuzilante do tal Sasabe em sua direção. Naquele momento, o trem deu uma forte guinada, fazendo com que os três adolescentes que estavam em pé bambeassem para os lados, quase caindo no chão. Com isso, Ryoma viu uma pokébola verde com detalhes em amarelo lembrando um alvo.

- Hah… não posso acreditar que fui criticado por um aluno do colegial – zombou Sasabe, como se quisesse diminuir seu comentário, enquanto se abaixava para pegar a pokébola que havia derrubado.

- Bingo – falou rindo quando o mais velho recuperou a pokébola do chão. – A pokébola verde com detalhes amarelos é a verdadeira Nest Ball, usada para capturar Pokémon de níveis mais baixos.

- O quê? – rosnou Sasabe lançando o que deveria ser um olhar assassino e intimidador, mas que apenas arrancou uma baixa risada de Ryoma.

- A pokébola para capturar os tipos inseto é a Net Ball – continuou com um sorriso de ironia se formando em seus lábios, conforme sentia o movimento do trem parando. – Tem pessoas que confundem as duas.

O trem parou por fim e ignorando completamente a presença dos dois, Ryoma pegou sua mochila e saiu do trem.

~*~

Sakuno soltou um suspiro, estava escorada na pilastra da estação de trem esperando por sua avó, Ryuzaki Sumire. Ela tinha 12 anos, os cabelos castanhos longos presos em um par de tranças, os olhos eram da mesma tonalidade dos cabelos. Usava uma blusa branca com um bolero cor-de-rosa claro por cima e uma saia verde clara que ia até um pouco acima dos joelhos.

- Droga, oba-chan está atrasada e foi ela quem me convidou – resmungou baixinho olhando pela milésima vez em seu relógio.

Soltou um suspiro e acabou por se lembrar da cena que havia presenciado no trem há poucos minutos. Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios ao se lembrar daquele garoto que havia, de certo modo, lhe salvado. Ainda estava um pouco surpresa com a forma como todos pareciam tratar abertamente a criação de Pokémons e batalhas. Havia estudado quase que toda a sua vida em uma escola interna, onde era completamente proibido ter um Pokémon ou falar do assunto, no entanto, ao se mudar para aquela cidade havia descoberto que as coisas eram realmente diferentes do que eram no internato.

- Ei, você sabe onde fica a Quadra de Batalha Kakinokizaka? – indagou uma voz masculina, fazendo com que Sakuno saísse de seus pensamentos.

Quando os olhos castanhos fitaram a pessoa à frente, sua boca se abriu em um perfeito ‘o’ de surpresa, ao ver o mesmo garoto do trem. Os olhos dele eram em um tom dourado e sua expressão parecia incrivelmente calma e indiferente.

- Ah! Você estava no trem! – exclamou apontando diretamente para o rosto dele, vendo-o lhe fitar com surpresa, só então percebendo o gesto descortês que fazia, corando envergonhada e voltando a puxar o braço contra o próprio corpo. – Oh… gomenasai. – murmurou desviando minimamente o olhar, para depois sorrir amplamente. – Eu também vou para a Quadra de Batalha Kakinokizaka. Você vai batalhar? Essa é a primeira vez que vou ver uma batalha Pokémon!

- Então, onde fica? – indagou novamente Ryoma, olhando para a garota a sua frente, tentando entender se ela havia ou não lhe dito o caminho a seguir no meio de todo aquele pequeno discurso.

- Ah, gomenasai… - desculpou-se rapidamente, percebendo que havia falado mais do que devia, ao invés de simplesmente dar a resposta que o moreno queria. – Er… - parou um segundo olhando os lados. Por ter se mudado há pouco tempo, ainda não tinha certeza dos caminhos que se deveria tomar para chegar a determinados lugares. – Você vai pela saída sul e segue em frente. – respondeu por fim em um tom confiante.

- Saída sul? – repediu Ryoma, apenas para ter certeza de que havia entendido corretamente à direção. – Obrigado.

Sakuno sorriu, vendo-o se distanciar em direção a saída sul. Quando fez isso, seus olhos pousaram na mochila que ele carregava em seus ombros, onde as letras brancas formavam o nome do moreno.

- “Ryoma. Então é Ryoma-kun.” – pensou sorrindo minimamente.

Sakuno ainda ficou esperando na estação por mais meia hora, até que finalmente viu sua avó se aproximar apressada. Sumire era uma mulher já de idade, apesar de que seu folego e motivação poderiam facilmente superar qualquer adolescente. Ela tinha os cabelos longos em um tom castanho com alguns fios grisalhos. Seu rosto apresentava algumas rugas e ela vestia uma simples roupa de treino: uma calça de moletom cor-de-rosa e uma jaqueta do mesmo tom.

- Ah! Oba-chan! Você está atrasada! – exclamou Sakuno com a expressão fechada demonstrando a irritação que estava sentindo.

- Gomen, gomen Sakuno – desculpou-se com um sorriso culpado. – Está tudo bem, vamos indo. – declarou se virando em direção a saída norte para sair da estação.

Sakuno olhou confusa para a direção que sua avó estava tomando.

- Essa é a saída norte… - murmurou, imaginando se sua avó havia confundido a direção que deveriam tomar.

- O que está dizendo? A Quadra de Batalha Kakinokizaka fica logo depois da saída norte – declarou Sumire encarando a neta sem entender, enquanto apontava para a saída.

Os olhos se Sakura se expandiram ao escutar aquilo. Olhou para trás, em direção à saída sul e sentiu um frio percorrer sua espinha. Havia dado a direção errada! Em pânico saiu correndo da estação, deixando uma confusa Sumire para trás.

Em um tempo recorde, Sakuno chegou à Quadra de Batalhas Kakinokizaka. O lugar estava cheio de treinadores de todas as idades, todos competidores daquele torneio. Alguns tinham seus Pokémons fora das pokébolas exibindo-os quase como troféus, enquanto outros pareciam mais tensos encarando suas próprias pokébolas. Havia algumas batalhas já em andamento, o que fez com que Sakuno ficasse ainda mais nervosa. Olhou para todos os lados nervosa, tentando encontrá-lo, mas sem sucesso algum.

- Ei… você está com pressa… - declarou Sumire, que finalmente havia conseguido alcançar a neta, olhando um pouco surpresa para a mesma. – Você está procurando alguém? – indagou ao ver que a menina olhava para todos os lados quase com desespero.

- Oba-chan, o que acontece quando você se atrasa para uma batalha? – indagou Sakuno virando-se para encarar a mais velha quase desesperada.

- Isso é W.O. – respondeu Sumire surpresa com a pergunta, desde que havia se mudado Sakuno não havia mostrado nenhum tipo de interesse em batalhas Pokémon, tanto que naquele dia só a estava acompanhando por pura casualidade.

- W.O.? – indagou Sakuno confusa, sem entender qual era o significado daquela palavra.

- Quer dizer desqualificação – explicou ainda surpresa com o súbito interesse da neta.

- Isso é terrível! Eu… eu preciso dar uma volta! – exclamou quase em um grito desesperada, se virando e saindo correndo novamente, deixando Sumire para trás novamente.

Sakuno correu pelo o que parecia ser horas, até que finalmente conseguiu encontrar Ryoma. O garoto estava deitado na grama em frente a uma quadra desocupada, com os braços atrás da cabeça e o boné branco protegendo seu rosto do sol. Sakuno parou por um momento para tomar ar, observando a postura relaxada do moreno e por um segundo, pensando que talvez não houvesse acontecido o pior. Aproximou-se com calma, um pouco receosa de o quão irritado ele deveria estar consigo.

- C-com licença… - murmurou, chamando a atenção de Ryoma, fazendo com que ele erguesse os olhos dourados para lhe encarar. – Você chegou a tempo?

- Me atrasei cinco minutos. Fui desqualificado – respondeu simplesmente, voltando a abaixar a cabeça. Sua voz estava fria e sem qualquer emoção.

Ao escutar aquilo, Sakuno sentiu vontade de se bater. Era isso que dava não ter estudado as ruas corretamente! Por sua culpa, Ryoma havia perdido sem nem ao menos conseguir participar.

- G-gomenasai! – exclamou se curvando quase que inteiramente para frente, sentindo-se envergonhada por sua atitude. – É minha culpa.

Ryoma levantou parte superior de seu corpo, ficando sentando e encarnando a garota a sua frente. Seus olhos dourados estavam mais sérios e frios do que de costume.

- Você está certa – afirmou em um tom seco, talvez mais ríspido do que seria realmente necessário.

Sakuno sentiu sua culpa dobrar ao escutar aquela resposta. Precisava encontrar algum meio de se retratar. Foi quando uma ideia lhe surgiu, fazendo com que um pequeno sorriso se desenhasse em seus lábios.

- Ei, você está com sede? – indagou batendo as mãos animada, como se houvesse tido uma ideia de gênio.

Ryoma se surpreendeu com a pergunta encarando a garota por alguns instantes. A ‘ideia de gênio’ de Sakuno era convidá-lo para beber um suco, como forma de se desculpa, no entanto a garota não tinha moedas para usar na maquina de suco do parque, acabando por ser Ryoma a compra-los.

Sem demonstrar qualquer expressão, Ryoma pegou duas ladas de suco Ponta sabor uva entregando uma das latas a castanha.

- Gomenasai… eu não trouxe nenhum dinheiro… - murmurou Sakuno envergonhada, havia sido sua ideia para se desculpar e ele era quem estava pagando.

Ryoma não disse nada apenas foi em direção a um dos bancos se sentando, sendo seguido pela garota. Ficaram alguns minutos em silêncio, enquanto ele bebia um longo gole da bebida doce. Aquela era sua bebida favorita e isso até mesmo ajudava a espantar o mau-humor que estava sentindo por ter perdido sem nem ao menos batalhar.

- Err… obrigado por antes… - falou Sakuno depois de alguns instantes em silêncio, olhando fixamente para suas mãos envergonhada. – Você me salvou lá no trem.

- Do que está falando? – indagou Ryoma surpresa ao escutar aquilo. Ele não se lembrava de ter feito nada para ajudar aquela garota.

- Bem… se você não houvesse interferido, aquele garoto teria acabado me batendo… - respondeu envergonhada brincando com os dedos sobre a superfície lisa e fria da lata.

- Você estava no mesmo trem? – indagou Ryoma piscando confuso. Ele realmente não conseguia se lembrar disso, só se lembrava daqueles três barulhentos. – Onde você estava sentada?

- Do lado oposto ao seu – murmurou Sakuno encarando o moreno sem acreditar.

- Hum? Seja o que for – declarou Ryoma, dando de ombros sem muito interesse naquilo. - Eu só os mandei se calarem porque estavam falando alto, só isso.

Sakuno o olhou sem acreditar no que ele dizia, mas antes mesmo que pudesse falar qualquer coisa a mais, uma lata vazia passou voando entre os dois, caindo no chão pouco a frente deles. Os dois se viraram para ver quem havia feito aquilo, se deparando com os três adolescentes do ginasial.

- Desculpe por ser barulhento – rosnou Sasabe, lançando um olhar irritado para o moreno.

Os três se aproximaram até ficarem a menos de meio metro de distância dos dois mais novos. Ryoma os encarou sem fazer qualquer comentário, ao mesmo mudar sua expressão.

- Esse é o pirralho de agora a pouco – comentou o garoto que estava do lado direito de Sasabe. Ele tinha os cabelos em um tom arroxeado e a expressão de deboche tão visível quanto ao do colega.

- Parece que ele acabou de perder e está indo embora, não é? – zombou o que estava lado esquerdo. Este tinha os cabelos castanhos escuros e uma expressão irônica.

Os dois primeiro vestiam um uniforme marrom de suas escolas, enquanto Sasabe usava uma bermuda cor-de-vinho e uma camisa branca com detalhes em lilás. Sasabe ergueu o braço, batendo de leve na aba do boné de Ryoma, fazendo com que ele se levantasse e assim os olhos dourados frios lhe fitassem.

- Estou no torneio sub-16 – afirmou em um tom arrogante e desdenhoso, como se estivesse fazendo um grande anuncio. – E também sou aspirante ao troféu. Você me disse para calar a boca? Te desafio a falar isso de novo! – declarou confiante de que agora que Ryoma sabia quem ele era, iria demonstrar mais respeito.

No entanto, sua resposta foi completamente diferente do que imaginava. O olhar do garoto se tornou mais duro e frio, quase como se o estivesse desafiando. Aquilo apenas serviu para aumentar sua raiva.

- Não gosto do seu olhar! – declarou irritado, esperando que o olhar mudasse, mas não houve resposta novamente. – É muito cedo para um pirralho como você falar sobre batalhas Pokémon comigo! – rosnou entre dentes, sua irritação aumentando cada vez mais, enquanto fechava os punhos irritado. – Seu moleque ignorante! – gritou movendo seu punho rapidamente na direção do rosto do garoto, pronto para acertar um soco.

Sakuno gritou tapando os olhos, mas Ryoma não se mexeu um único milímetro, sem nem ao menos piscar. Como havia imaginado, o punho parou a poucos centímetros se rosto. Homens covardes nunca iam até o fim, pensou com desdém e ironia. Sakuno olhou novamente para o moreno e suspirou aliviada, ao ver que ele não havia sido golpeado. Sasabe cerrou ainda mais os dentes ao ver que não havia conseguido mudar a expressão de Ryoma.

- Ei, vamos nessa – chamou o garoto de cabelos castanhos escuros ao lado de Sasabe. Ele já estava cansado daquilo.

- Sim – concordou Sasabe se soltou uma bufada de ar irritado. Poderia descontar sua raiva na próxima batalha, pensou.

- Ei… - antes que os três se afastassem a voz de Ryoma os atraiu novamente. Ryoma se levantou e foi em direção à lata que Sasabe havia jogado no chão, pegando-a se volta. – Você se lembra da pokébola?

- O quê? – indagou Sasabe irritado, voltando a se virar para encarar o garoto, vendo-o jogar a lata dentro da cesta de lixo a certa distância.

Ryoma se virou para encarar o mais velho. Seus olhos estavam ardendo em chamar de confiança, enquanto um sorriso malandro se desejava em seus lábios. Agora ele ia se livrar de toda a tensão que sentia por ter perdido uma partida por W.O.

- Se não, eu te ensinarei a ter uma batalha Pokémon – declarou confiante ajeitando a aba do boné, deixando que toda a ironia e confiança transpasse por sua voz.

- Maldito… - rosnou Sasabe, não acreditando que estava sendo desafiado por alguém mais novo.

Sakuno também estava em choque. Ela não entendia nada de batalhas, mas para ela estava obvio a diferença de experiências que os dois. Preocupada, ela seguiu os dois até uma quadra vazia, esperando conseguir convencer Ryoma a desistir antes que acabasse se machucando.

Sasabe já estava em seu lugar na quadra, jogando sua pokébola para cima e para baixo com uma expressão de superioridade em seu rosto. Para ele aquela partida já estava ganha. Enquanto isso Ryoma estava sentado em um dos bancos, arrumando os cadarços de seus tênis.

- Sasabe, você ainda tem que batalha no torneio – lembrou o garoto de cabelos arroxeado. – Tem certeza que quer fazer isso?

- Esse vai ser um bom aquecimento para a próxima batalha – declarou Sasabe rindo de forma desdenhosa.

- Uma vez que você coloca algo na cabeça, não escuta mais ninguém… - comentou o de cabelos castanhos dando um suspiro resignado.

Sakuno olhou para Ryoma, lançando constantes olhares temerosos na direção de Sasabe. Aquilo era uma loucura! Abriu a boca para dizer algo, mas voltou a fechá-la vendo Ryoma abrir a mochila e mexer em seu conteúdo, até tirar uma pokébola padrão armando e colocando ao seu lado no banco, antes de abrir a jaqueta para tirá-la, revelando uma camisa branca com detalhes em vermelho que usava por baixo.

- Talvez… seja melhor não fazer isso… - murmurou receosa.

- Eu vim até aqui para isso, eu seria estupido se voltasse sem ter tido uma batalha sequer – declarou Ryoma se levantando e dando a jaqueta para Sakuno segurar, enquanto pegava a pokébola. – Segure isso para mim.

Ryoma andou calmamente até o outro lado da quadra, ficando em seu posto. Os dois se encararam por vários segundos, até que a voz de um dos amigos de Sasabe se fez presente:

- Batalha entre Echizen e Sasabe…

- Não precisamos de nenhum juiz – declarou Sasabe, com um sorriso confiante. – Você não se importa não é mesmo?

- Claro, eu não me importo – concordou Ryoma, imaginando que o outro lamentaria aquela decisão.

Sasabe riu lançando sua pokébola no ar, liberando seu Pokémon.

- Apareça! Cacturne! – exclamou Sasabe, convocando seu fiel Pokémon espantalho.

- É com você… Eevee! – falou Ryoma, liberando seu próprio Pokémon.

Assim que os dois Pokémons surgiram na arena, Sakuno arregalou os olhos ao ver a clara diferença entre os Pokémons. Cacturne tinha mais de um metro de altura, o corpo inteiramente verde recoberto com espinhos e uma expressão assustadora. Eevee media menos de cinquenta centímetros, tinha o corpo recoberto com pelos em um tom marrom e olhos grandes e uma expressão incrivelmente fofa.

- Haha! Olha só o moleque! Usando um Eevee contra o Cacturne do Sasabe! – riu um dos colegas de Sasabe, achando graça da escola de Ryoma.

Eevee pareceu entender o comentário como uma ofensa, eriçando todo o seu pelo enquanto seus olhos pareciam exalar um brilho agressivo. No entanto, apesar de sua expressão e postura nada amigável, o seu tamanho e aparência não pareciam em nada assustar Cacturne que sorria presunçoso igual ao dono.

- Não se preocupe, eu vou te dar uma vantagem – zombou Sasabe apenas aumentando a raiva de Eevee. – Cacturne, Pin Missile!

Cacturne ergueu os braços, fazendo com que uma rajada de espinhos brancos brilhantes fossem liberadas de seus braços, lançando-os na direção de Eevee. Tanto Eevee quanto Ryoma ficaram parados por vários segundos, observando o ataque se aproximar. Sem um comando direto, Eevee saltou para cima girando o corpo desviando facilmente do ataque de Cacturne. Quando viu seu Pokémon começar a cair novamente Ryoma sorriu de lado.

- Batalhe a sério! Eevee, Swift! – ordenou rapidamente.

Eevee soltou um miado agudo, abrindo a boca e liberando dezenas de estrelas douradas acertando com precisão Cacturne, fazendo com que ele fosse lançando para o outro lado da quadra de batalha. Sasabe olhou para seu Pokémon sem acreditar. Tudo bem que Pin Missile era um ataque fácil de ser evitado, mas a potência daquele Swift não era normal.

- Cara, o Cacturne foi derrubado com um golpe como aquele! – exclamou um dos colegas de Sasabe, que estava realmente surpreso com o contra-ataque que o mais novo havia dado.

- Hehe… eu só estava brincando – justificou Sasabe rindo, enquanto Cacturne se levantava, retornando ao seu lugar para continuarem a batalha.

Sakuno estava com os olhos arregalados. Aquilo era uma batalha Pokémon? Ela nunca havia imaginado ver isso e mesmo que não soubesse nada sobre como batalhar, aquele jeito de se esquivar do ataque havia sido incrível em sua opinião.

- Então você veio para cá – declarou Sumire parado ao lado da neta e olhando para a quadra com um sorriso nos lábios.

- Oba-chan! – exclamou assustada virando-se para encarar a mulher mais velha.

- Isso parece interessante… - comentou Sumire com um sorriso de quem sabia mais do que qualquer outro.

- Não fique ai parada! Você tem que parar essa batalha! – exclamou Sakuno assustada com aquele comentário da avó. Ela não enxergava o que estava acontecendo? – Uma coisa levou a outra e agora ele está batalhando com alguém do colegial!

- O que você está falando? – indagou Sumire contendo a vontade de rir, ao ver a expressão da neta. – Você não viu aquela evasiva e o contra-ataque? Agora vai ficar interessante…

Ryoma tinha um sorriso confiante nos lábios, enquanto Eevee estava com a cabeça erguida e os olhos brilhantes em diversão clara. Nenhum dos dois iria cair facilmente e o modo como Sasabe batalhava apenas servia para diverti-los.

- Sasabe, seria melhor você tentar vencer – zombou um dos colegas de Sasabe, o que apenas aumentou a irritação do colegial.

- Cale a boca! Qualquer um pode desviar de um Pin Missile! – gritou Sasabe nervoso.

- É, existem pessoas que usam essa desculpa quando perdem – rebateu Ryoma em um tom irônico que serviu apenas para aumentar ainda mais a raiva de Sasabe. Eevee soltou um longo miado, como se concordasse com o dono, oferecendo a Cacturne o mesmo sorriso irônico.

- Seu pirralho! É melhor você não fugir! Cacturne, Venoshock! – gritou Sasabe enfurecido.

Cacturne inflou o peito para então lançar dezenas de sementes de energia arroxeada na direção de Eevee.

- Shadow Ball! – mandou Ryoma em um tom de confiança.

Eevee concentrou a energia obscura próxima à boca, formando uma esfera negra rodeada por uma pequena descarga de energia arroxeada, lançando de encontro ao ataque de Cacturne, interceptando-o com perfeição. Todos que assistiam a batalha ficaram em choque ao ver a intercepção.

- Mentira… aquele Eevee conseguiu interceptar o Venoshock do Cacturne de Sasabe… - sussurrou um dos colegas de Sasabe chocado com o que estava assistindo.

- Eevee Quick Attack! – mandou Ryoma com um sorriso amplo nos lábios.

Eevee correu na direção de Cacturne deixando um rastro de poeira para trás, acertando com força a barriga do Pokémon espantalho, voltando a jogá-lo no chão. Novamente a força do ataque surpreendeu a todos, pois não era normal um Quick Attack ser tão forte.

- Incrível… - murmurou Sakuno não acreditando que uma coisinha daquele tamanho, em uma óbvia desvantagem, poderia ser tão forte e rápida.

- Isso ainda não é nada – afirmou Sumire com um meio sorriso. Aquele garoto era igual ao pai, pensou.

- Huh? Você o conhece, oba-chan? – indagou surpresa ao escutar aquele comentário, olhando para a mais velha.

- Eu não te contei? – indagou Sumire olhando para a neta com um sorriso brincalhão nos lábios. – Ele é o Príncipe das Batalhas.

- Príncipe… das Batalhas…? – repetiu Sakuno, voltando a olhar para o campo, vendo Cacturne atacar vezes seguidas com os braços rodeados por uma luz branca, enquanto Eevee se esquivava com facilidade, quase como se estivesse brincando de pular corda.

- Echizen Ryoma. 12 anos – começou a falar Sumire olhando para a batalha com um sorriso nos lábios. – Em um ano e meio, ele venceu quatro torneios de batalhas seguidos nos EUA e é conhecido como gênio.

- Quatro seguidos?! – exclamou Sakuno surpresa ao escutar aquilo.

- Sim e não foi sorte – respondeu Sumire rindo. – Ele é filho de um antigo aluno meu. A família dele está de volta ao Japão… e mesmo não sendo conhecido por aqui, ele disse que participaria desse torneio. Eu disse para ele se registrar do Sub-14 ao invés do Sub-12, caso fosse realmente bom… mas Ryoma foi convencido. Disse que se fosse batalhar, teria que ser no mínimo na Sub-16. Realmente, é um garoto incrível.

- Eevee Return! – ordenou Ryoma em um tom firme.

Os olhos de Eevee ganharam um brilho branco, enquanto saltava velozmente na direção de Cacturne, atingindo-o com força e jogando-o contra a grade de proteção da quadra. Cacturne ficou algum tempo paralisado, seu corpo já revelando as dezenas de feridas da batalha, enquanto Eevee não apresentava um único arranhão.

- S-sugoi… - sussurrou um dos colegas de Sasabe, sem acreditar na força do pequeno Eevee.

- Ei, você não acha… - começou o outro.

- Que o Sasabe vai perder para um moleque do colegial? – completou enquanto trocavam um olhar nervoso.

- “Isso é mal… se continuar assim, eu serei motivo de piadas…” – pensou Sasabe, vendo seu Cacturne retornar cambaleante para a quadra. – “Tá na hora de eu mostrar uma coisinha para esse moleque.” Cacturne, Drain Punch!

Os olhos de Cacturne ganharam um brilho sádico, quando ele saltou em direção ao pequeno Eevee, erguendo o punho direito cercado por uma massa de energia verde e amarela em espiral, atingindo-o com força. Quando recebeu o ataque, Eevee solou um miado agudo de dor caindo no chão gravemente ferido. Após o ataque Cacturne foi envolvido por um brilho esverdeado, tendo vários de seus ferimentos recuperados.

- Haha… o que achou dessa moleque? – riu Sasabe, mas não obteve resposta.

Ryoma olhou para Eevee que se levantava com um pouco de dificuldade balançando a cabeça com força, como se assim fosse se livrar da súbita dormência que percorria seu corpo.

- Drain Punch… - murmurou Sumire surpresa, ao ver o ataque sendo executado. – Isso é mal.

- Ahm? O que houve oba-chan? – indagou Sakuno preocupada.

- Aquele ataque não é só poderoso e efetivo, como também transfere a energia da vítima para o usuário – explicou Sumire agora preocupada. – Se Ryoma não encontrar um meio de revidar esse ataque, pode estar com sérios problemas.

- Cacturne, mais uma vez, Drain Punch! – repetiu a ordem confiante de que havia encontrado um modo de vencer facilmente.

- Eevee… Double Team – comandou em um tom calmo, como se não estivesse sentindo qualquer tipo de pressão.

O corpo de Eevee liberou um brilho branco, antes que o ataque lhe atingissem, fazendo com que cerca de trinta clones surgissem rodeassem Cacturne, fazendo com que ele se detivesse por um momento, olhando confuso para os lados.

- Como esperado de Ryoma – declarou Sumire, com um sorriso amplo ao ver a estratégia do moreno.

- Por quê? Isso é tão incrível assim? – indagou Sakuno surpresa com aquele elogio de sua avó.

- Sim, muito – afirmou Sumire com um sorriso ainda mais amplo. – Muitos treinadores pensam que ensinar ataques que não causam dado físico aos seus Pokémon é uma perda de tempo. Mas graças ao Double Team, Cacturne não pode atacar sem arriscar errar e se tornar um alvo fácil.

Sasabe estava tão confuso quanto seu Pokémon, sem saber para qual lado ele deveria atacar. Se errasse, ele daria abertura para que o verdadeiro Eevee atacasse e isso poderia ser o fim. Não. Ele se recusava a perder para um pirralho do colegial!

- Cacturne! Solar Beam! – gritou enfurecido apontando em linha reta.

Cacturne obedeceu e Ryoma não acreditou naquela ordem. Quando o raio de energia branca foi lançado, Ryoma precisou se jogar para o lado para não ser atingido, mas mesmo assim o ataque passou de raspão em seu braço esquerdo. Com a força do impacto, seu boné voou para longe enquanto estava jogado no chão com a mão comprimindo o ferimento que deixava escapar pequenas gotas de sangue rubro.

Eevee cancelou o Double Team, correndo na direção do dono caído sendo imitada por Sakuno que tinha uma expressão de pavor em seu rosto.

- R-Ryoma-kun… a-aqui… - murmurou estendendo um lenço cor-de-rosa para que o garoto estancasse o sangue.

- Não interfira durante a batalha – rosnou Ryoma, empurrando Sakuno para longe de si, erguendo-se e olhando para Eevee que tinha uma expressão de preocupação. – Daijoubu… - murmurou baixinho para que o Pokémon escutasse.

Seus olhos se voltaram para Sasabe que sorria de forma presunçosa. Eevee se postou na frente do treinador com os olhos ainda mais raivosos do que antes, enquanto Ryoma recuperava o boné e o colocava, como se nada houvesse acontecido.

- Seu Pokémon é fraco – declarou Ryoma friamente, seus olhos parecendo ser envoltos por uma corrente de gelo. – Mada mada dane.

Sasabe não pareceu se importar com aquelas palavras, pois seu rosto continuou a exibir o sorriso de escarnio mesmo quando Ryoma parecia lançar estacas de gelo pelos olhos. Sumire ficou em silêncio por vários segundos. Ela conhecia aqueles olhar e isso significava apenas uma coisa, mas não poderia ser possível… Eevee não poderia…

- Ice Beam – mandou Ryoma em um tom frio e calmo, sua voz não se elevando em nenhum momento.

Os olhos de Eevee foram tomados por um brilho raivoso enquanto puxava o ar com força para dentro de seus pulmões, abrindo a boca e lançando três raios de energia branca azulada na direção de Cacturne acertando-o com força e jogando-o contra a grade de proteção mais uma vez, mas dessa vez inconsciente.

- C-Cacturne! – exclamou Sasabe sem acreditar ao se virar e ver que parte do corpo do Pokémon espantalho estava envolto por gelo.

- Ice Beam – sussurrou um dos colegas de Sasabe sem acreditar no que via. – Isso foi um Ice Beam!

- Cacturne está fora de combate… a vitória é do Eevee – murmurou o outro colega de Sasabe em choque.

- Sakuno! Ryoma venceu! – exclamou Sumire que estava realmente surpresa, sem acreditar que havia mesmo visto um Eevee usar o Ice Bem.

- Incrível! Não acredito que ele venceu! – exclamou sorrindo abertamente e olhando para o garoto como se ele não fosse real.

- I-impossível… - sussurrou Sasabe sem acreditar no que via, repentinamente, sentindo-se minúsculo diante da força de presença de Eevee e Ryoma. – Idiota! Eu não estava batalhando a sério! – exclamou irritado, tentando recuperar do choque ao ver seu Pokémon mais forte nocauteado, enquanto o retornava para a pokébola.

Ryoma riu com desdém ao escutar aquilo, até mesmo Eevee deu um sorriso irônico ao ver que o mais velho parecia estar fazendo de tudo para continuar a menosprezar a força de Ryoma.

- Ei… Sasabe, já chega – falou um dos colegas do mais velho, fazendo com que todos o olhassem.

- Apenas admita que você perdeu – completou o outro, olhando envergonhado para o amigo que nem mesmo depois daquilo admitia que não conseguiria ganhar do menor.

- Se você quiser fazer uma batalha completa eu não me importo – declarou Ryoma sorrindo abertamente, desapontando os botões de sua camisa como quem não quer nada, surpreendendo a todos, exibindo um corrente de prata com um pingente em forma de pokébola dourada onde havia a letra ‘S’ gravada formadas por pedrinhas verdes.

Os olhos de todos se arregalaram ao verem a corrente, quase como se ela criar vida e ataca-los. Sumire olhou para a corrente e riu. Tal pai, tal filho não é mesmo?

- Você ainda não entendeu? – indagou Sumire em voz alta, fazendo com que todos a olhassem. – Desista, seu garoto teimoso. Você não pode vencer Echizen Ryoma, não importa quantas vezes tente.

- Do que você está falando? – rosnou Sasabe dando um passo em direção a Sumire, mas parando quando um raio branco azulado passou voando ao lado, quase lhe atingindo-o, forçando-o a voltar a olhar para Ryoma e Eevee.

- Ele é um Treinador de Rank S – declarou Sumire, fazendo com que todos olhassem Ryoma sem acreditar.

Quase como se houvesse visto um fantasma, Sasabe saiu correndo da quadra gritando um ‘desisto’ desesperado. Ryoma sorriu de lado e se abaixou pegando Eevee no colo, recebendo um miado contente do pequeno Pokémon seguido por frenéticas lambidas em sua face, o que lhe arrancou algumas risadas limpas e descontraídas.

- Echizen Ryoma… é realmente um treinador incrível – pensou Sumire, observando atentamente o garoto com o Pokémon nos braços. – Vai ser divertido a partir de agora.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO
Samurai Junior

Dicionário:
Oba-chan: termo carinhoso para se referir a avó;
Nest Ball: pokébola que facilita a captura de Pokémons abaixo do nível 20;
Net Ball: pokébola que facilita a captura de tipos insetos e aquáticos;
Gomenasai: me desculpe;
Sufixo 'kun': é um termo gentil e carinhoso para se referir a meninos;
Pin Missile: Míssil de Espinhos;
Swift: Estrela Cadente;
Venoshock: Choque de Veneno;
Shadow Ball: Esfera Sombria;
Drain Punch: Soco Drenagem;
Double Team: Multiplicar;
Solar Beam: Raio Solar;
Ice Beam: Raio de Gelo;
Mada mada dane: Literalmente "Você tem muito o que aprender."

Nota Final da Autora:
Oi Gente!! o/
O que acharam da ideia? Espero que tenham gostado ^-^
Não é nenhum pouco fácil ter de adaptar um anime assim sabiam? Só eu mesma pra fazer uma coisa dessas XD
Comentem onegai *-*
P.S.: Antes que alguém diga alguma coisa coisa, eu sei que o Eevee 'não pode' usar o Ice Beam, mas na minha fic ele vai poder usar e o motivo disso vai ser explicado mais tarde. Imagem que é como aquele Riolu do anime, que era capaz de usar o Aura Sphere.


Última edição por Bruninha em Seg 7 Jan 2013 - 14:28, editado 8 vez(es)
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Seg 10 Dez 2012 - 16:13

CAPITULO DOIS
Samurai Junior




- Aqui está.

Sumire ergueu a cabeça ao ver a revista Trainer Pokémon Teen surgir a sua frente. Parado diante da sua mesa encontrava-se Inoue Mamoru, seu amigo e conhecido repórter da popular revista voltada para os treinadores jovens. Inoue era alto, provavelmente chegando perto de 1,8 m quase 1,9 m de altura. Tinha os cabelos castanhos curtos e rentes à cabeça, os olhos eram de um castanho mais escuro e a face ainda não apresentava rugas. Ele vestia uma camisa listrada amarela com uma gravata marrom avermelhada e calças sociais da mesma cor da gravata.

- Eu vim para entregar o lançamento do mês – explicou Inoue com um sorriso expectante, o que significava que ele havia escrito alguma reportagem e queria saber a opinião da técnica.

- Você só precisava tê-lo enviado – lembrou Sumire pegando a revista e começando a folheá-la, apensar de que sabia que havia muitos outros motivos para que Inoue trouxesse a edição por conta própria.

- Está tudo bem, nós dedicamos bastante tempo aos alunos treinadores – declarou mostrando uma de suas intenções ao vir entregar aquela edição.

- Entendi, você veio espiar os novos membros do clube – declarou Sumire, precisando se controlar para não sorrir ao pensar no novo membro que o clube receberia.

- Haha… com certeza – afirmou Inoue rindo ao escutar aquela resposta. Sim, esse era um dos motivos que o haviam levado até a escola Seigaku. – Como está esse ano? – indagou ansioso, pois havia acompanhado o desempenho do clube no ano anterior e desejava mais sorte para eles naquele ano.

- Vamos ver… - respondeu Sumire em um tom misterioso, preferindo deixar que Inoue descobrisse sozinho sobre o mais novo membro do clube.

Ela continuou folhando a revista, até que parou em uma dupla página onde se lia o título grande em negrito: Idade de Ouro do Japão – Samurai Nanjirou. Ela quase não acreditou ao ver a reportagem sobre o antigo aluno que havia subido mais alto do que qualquer um havia imaginado. Inoue estranhou a expressão de surpresa da mulher mais velha, inclinando-se um pouco para ver o que ela havia visto e não pode deixar de sorrir ao ver o artigo.

- Eu estava no comando desse artigo – afirmou em um tom claramente orgulhoso.

- Não podia tê-lo escrito de forma mais imparcial? – indagou ao ver a forma completamente pessoal com que o artigo havia sido escrito, praticamente promovendo Nanjirou ao posto de deus. – Essa coisa está toda influenciada.

- Está tudo bem assim! – exclamou batendo com forma as mãos sobre a mesa de madeira, para depois sorrir de forma confiante. – A divisão masculina de batalhas era realmente fascinante, naquela época. Eu era um grande fã do Echizen Nanjirou.

Sumire soltou um suspiro e voltou a olhar para a foto do ex-aluno.

- Echizen, não é? – falou em um tom resignado.

- Ele era chamado de “O Samurai vinda da terra das Cerejeiras” – continuou Inoue em um tom sonhador e fascinado, quase como se estivesse sendo puxado para um tempo distante. – Ele se aposentou jovem. Mas ele podia ter alcançado o topo do mundo se tivesse batalhado por mais alguns anos. Até um Grand P-Slam não seria somente um sonho. – completou soltando um suspiro de resignação, quase como se estivesse falando de uma terrível tragédia que não pode ser evitada.

Sumire girou a cadeira em que estava sentada, olhando para o pátio da escola através da janela de vidro, vendo as centena de alunos adentrarem o terreno da escola.

- Echizen Nanjirou, não é? – indagou ela com um sorriso de gato malandro nos lábios, aquele sorriso de quem sabia mais do que os outros.

~*~

Seigaku era uma escola publica que já existia há algumas décadas. Mantinha um uniforme tradicional gakuran azul marinho, tinha uma boa colocação no rank escolar, mas não impressionou Ryoma. Quando seu pai havia lhe dito que estudaria em sua antiga escola, pensou que veria algo muito diferente e pode até mesmo se considerar decepcionado, principalmente durante a aula de inglês a qual achou fácil demais comparada as que tinha nos EUA. Mas pelo menos tinha um clube de batalhas descente, segundo o seu pai pelo menos.

Após o período de aulas obrigatórias, Ryoma saiu para procurar o tal clube e ver se valia realmente a pena se inscrever. Quando estava caminhando na direção da área usada para o clube, escutou uma voz estridente e irritante gritando seu nome:

- Ei! Echizen! – quando se virou, viu um garoto de castanhos alaranjados que deveria ter a sua idade, correndo em sua direção. Ele não lhe parecia estranho, mas não conseguia se lembrar da onde… - Yo, você é o Echizen da minha classe, certo? – indagou respondendo a pergunta de onde ele lhe era conhecido. – Você vai entrar no clube de batalhas também?

- Quem é você? – indagou sem responder a pergunta do garoto, havia detecto certa confiança na voz dele, mas sua presença não lhe se destacava. Ou era um cara forte que sabia se conter, ou apenas um idiota que pensava que era o número um.

- Sou Horio. E essa escola é famosa por seu clube de batalhas. Aqui tem muitos treinadores fortes – opção dois, um idiota; pensou Ryoma ao escutar o inicio do discurso dele. – Mesmo parecendo assim, eu tenho dois anos de experiência como treinador. E também fui para uma escola de batalhas, virar um titular é o meu sonho.

Ryoma não terminou de escutar o que Horio dizia, voltando a fazer seu caminho em silêncio. Como poderiam haver pessoas tão idiotas? Bem… seu pai também era um idiota, mas isso era diferente. Seu pai era forte. Aquele tal de Horio… provavelmente não ficaria de pé durante dois minutos em uma batalha de verdade.

- Ops – escutou uma voz mais firme e madura, fazendo-o parar de andar.

Quando abriu os olhos, deparou-se com um garoto mais alto, provavelmente do segundo ano. Ele tinha os cabelos negros arrepiados para cima com gel, e os olhos em um tom violeta. Sua expressão era um misto de despreocupação e confiança e, diferente de Horio, ele exalava uma aura forte.

- Olhe para frente, ou vai esbarrar em alguém – declarou o mais velho, com um sorriso brincando em seus lábios.

Naquele momento Horio os alcançou, mas não falou nada o que Echizen agradeceu em silêncio. Seus olhos dourados encararam o rosto do mais velho, sem mostrar qualquer respeito ou educação. Só mostrava essas duas coisas a pessoas que realmente mereciam, e até que lhe fosse provado o contrario, aquele cara não merecia nenhuma das duas.

- Essa mochila que você está carregando é bem grande – comentou o mais velho novamente, olhando para o tamanho da mochila de Ryoma.

É claro que é grande, pensou Ryoma quase que mudando de ideia sobre a força que aquele garoto poderia ter. Qualquer treinador que se presasse carregava uma quantidade adequada de vários itens e acessórios essências em uma batalha, sem mencionar que ele não carregava suas pokébolas no bolso da calça e sim dentro da mochila.

- Não gosto do seu olhar – declarou o veterano, ao perceber o ar de desafio e indiferença presente nos olhos dourados. – Mas já que você é novato, vou perdoá-lo dessa vez. Olhe para frente quando andar. – falou se afastando com um sorriso de quem havia descoberto algo divertido.

Ryoma o olhou e cogitou rapidamente a ideia de desafiá-lo, mas logo a descartou. Ele não parecia ser tão forte assim. Horio disse alguma coisa, mas o ignorou novamente voltando a andar em direção a área do clube de batalhas.

Quando chegaram, Ryoma não se surpreendeu ao ver o local. Não era nada sofisticado, até mesmo poderia ser considerado simples e corriqueiro. Haviam cinco unidades de batalhas, com cada uma contendo três quadras. Algumas arvores em volta, criando um bom ambiente o que provavelmente fazia com que todos ficassem mais relaxados durante os treinos. Havia um pequeno grupo do que deveria ser de júniores treinando alguns movimentos evasivos, enquanto dois novatos carregavam caixas cheias de discos e bastões.

- Justo o que eu esperava da Seigaku! Possui uma boa infraestrutura! – exclamou Horio, parecendo realmente admirado com tudo a sua volta. – Vamos lá nos inscrever agora, Echizen!

Ryoma não pensava em fazer sua inscrição sem ter certeza se os membros do clube eram bons, mas antes mesmo que pudesse dizer alguma coisa, um dos novatos se manifestou diante da fala de Horio:

- Não podem – afirmou ele, chamando a atenção dos dois. – Os veteranos estão tendo uma batalha em outra escola. Então a inscrição começará amanhã.

Ryoma os olhou e percebeu que, diferentes de Horio, nenhum deles demonstrava confiança desnecessária quase como se soubesse seu próprio grau de habilidade. O que havia dito aquilo deveria ser um pouco mais baixo que ele, com os cabelos negros, em um corte cogumelo um pouco fora de moda. O outro era mais alto e magro que o primeiro e tinha os cabelos rasgados em um A2. Ambos usavam uma bermuda marrom avermelhada que não chegava à meta das coxas e camisas brancas, provavelmente o uniforme estipulado para os novatos.

- A maioria dos novatos já se foram, mas queríamos fazer uma batalha antes de irmos – explicou o outro com um sorriso um pouco envergonhado.

- Nossa, que droga – reclamou Horio, parecendo contrariado ao ver que realmente não poderia se inscrever naquele dia.

- Ei, vocês aí – chamou uma voz mais forte e carregada de confiança.

Echizen olhou pelo canto dos olhos, vendo que eram dos dois júniores que estavam treinando antes. O que havia falado era alto, com os cabelos castanhos escuros e olhos da mesma cor. Usava um uniforme de treino azul claro, com uma faixa verde na testa. O outro tinha os cabelos morenos azulados em um corte curto, usando o mesmo uniforme do primeiro. Ao lado do castanho havia um Swalot e ao lado do de cabelos azulados havia um Heracross.

- Vocês vão entrar no nosso clube de batalhas? – indagou o castanho com um sorriso de deboche.

Assim que virão os doía veteranos, tanto Horio quando os outros dois novatos fizeram reverencias de respeito, mas Ryoma nem ao menos se moveu, apenas ficou em silêncio encarando os dois mais velhos.

- Sou Katsuo Mizuni, primeiro ano – apresentou-se o que tinha a cabeça raspada.

- Kachiro Kotou – seguiu o de cabelos em corte de cogumelo.

- Hehe… sou Horio Satoshi. Estou honrado de ter entrado em um clube de batalhas tão renomado como o Seigaku – afirmou Horio parecendo um pouco envergonhado, mas Ryoma concluiu que era apenas fingimento. – Tenho dois anos de experiência em batalhas…

Os juniores ignoraram Horio e olharam em sua direção, provavelmente esperando que se apresentasse de boa vontade como os demais. Mas se fizesse isso, ele não seria ele mesmo e antes que querer saber o nome de alguém, era preciso se apresentar primeiro. No entanto, aqueles dois pareciam ignorar essa pequena regra de etiqueta.

- E você aí, qual o seu nome? – indagou o de cabelos azulados, parecendo ter cansado de esperar que Ryoma falasse por vontade própria.

Ryoma não respondeu, apenas os encarou de forma indiferente, até mesmo fria. O resultado foi quase instantâneo. O dono do Heracross se irritou e fez menção de avançar em sua direção.

- Idiota, não consegue me ouvir?! – rosnou irritado perdendo completamente a postura superior que exibia antes.

- Está tudo bem – falou o castanho, impedindo que o outro acabasse partindo para cima de Ryoma. – Nós conhecemos um bom jogo, querem tentar?

Os alertas de perigo que Ryoma soaram naquele momento, conforme escutava sobre o ‘jogo bom’ que os veteranos conheciam. Basicamente, era fazer com que seu Pokémon lançasse um ataque de longa distância e acertasse uma lata e dez centímetros do outro lado da quadra. Haviam dez chances de fazê-lo e se conseguissem o prémio era de 10,000 ienes e cada pessoa deveria pagar 200 ienes para jogar. Ryoma não se aproximou, ficou encostado na grade de proteção na quadra, apenas observando em silêncio o que iria acontecer.

~*~

Sakuno estava animada com seu primeiro dia de aula. Já fazia algumas semanas desde que havia presenciado sua primeira batalha e havia acabado por desejar tentar também. Ao saber do súbito desejo da neta por batalhas, Sumire havia lhe dado um Pokémon de presente, alegando que era seu presente de natal adiantado. O Pokémon que recebeu era um pequeno Marill, um tipo água fácil de treinar e bom para os iniciantes segundo Sumire.

Depois de assistir a todas as aulas, Sakuno resolveu ir até a área de batalhas para se inscrever no clube feminino. Sua nova amiga, Osakada Tomoka, havia decidido ir consigo. Tomoka tinha os cabelos castanhos escuros, amarrados em um par de marias-chiquinhas. Os olhos eram castanhos, do mesmo tom dos cabelos. Elas usavam o mesmo uniforme verde e branco.

- Por que você decidiu entrar no clube de batalhas tão de repente, Sakuno? – indagou Tomoka olhando para a garota que segurava seu pequeno Marill contra o corpo.

- Não há nenhuma razão – respondeu Sakuno rapidamente, corando de leve ao se lembrar do treinador de olhos dourados. – Vamos correr, eu quero entregar logo o formulário.

- Ei, vocês estão indo ao clube de batalhas? – indagou uma voz feminina, atravessando a frente das duas meninas, impedindo-as de continuar. – Ah! Estou salva! Vocês podem me levar até lá?

A mulher que as havia parado era jovem e alta, tinha os cabelos castanhos em um corte chanel repicado e os olhos da mesma. Usava uma calça jeans azul envelhecido, uma blusa lilás e um casaco de brim branco.

Sakuno e Tomoka trocaram um olhar confuso e até mesmo desconfiado. Percebendo isso, a desconhecida rapidamente voltou a falar.

- Ah, desculpem, deixe-me apresentar – falou rapidamente, pois não queria ser dada como uma pessoa suspeita. – Sou Shiba Saori, editora da Trainer Pokémon Teen. Ouvi dizer que o clube de batalhas masculino é de alto nível. Eu vim escrever sobre os novos jogadores, mas… não consigo achar as quadras principais. É por isso…

- Ei, Shiba! – exclamou a voz de Inoue, interrompendo a jovem repórter. – O que você está fazendo aí?

- Ah, Inoue-senpai! – exclamou surpresa ao ver o homem um pouco mais velho que si se aproximando.

- Você já fez seu relatório? – indagou Inoue sério, olhando um pouco desconfiando para a parceira.

- Para falar a verdade, eu estava prestes a fazê-lo… - murmurou ela, tentando encontrar uma boa saída para aquela situação, pois sabia que estava prestes a levar uma represália daquelas.

- O quê? – indagou incrédulo, olhando para a mulher mais jovem sem acreditar.

~*~

Depois que todos trocaram de roupa, se iniciou o tal jogo. Como havia imaginado, acertar a lata não era algo possível para um verdadeiro novato fazer e aqueles dois veteranos sabiam disso. O primeiro que tentou acertar foi Katsuo com o seu Poliwag, usando o Water Gun, mas o ataque sempre passava reto, ou simplesmente não alcançava a distância adequada. O segundo que tentou foi Kachiro com seu Foogus, usando o Acid, mas o ataque não chegava nem na metade da distância.

Os dois veteranos estavam rindo claramente das tentativas frustradas. O último que tentou foi Horio com seu Tympole com o ataque Bubblebeam, mas foi quase tão fracassado quanto os dois primeiros, exceto pelo último ataque que passou de raspão na lata, fazendo com que ela balançasse, mas não caísse. Ao ver aquilo os olhos de Ryoma se estreitaram. Agora sim ele tinha a certeza de que era uma cilada.

Na hora em que os veteranos foram cobrar o dinheiro, os dois revelaram o detalhe por detrás das tentativas. Eram 200 ienes por pessoa, mas cada tentativa de ataque eram 500 ienes, o que fazia o total de 5,200 ienes. Enquanto estavam extorquindo o dinheiro dos novatos, os olhos do de cabelos castanho se voltaram para Ryoma, com um sorriso de desdém.

- Ei, baixinho aí atrás – falou rindo, provavelmente pensando que aquele comentário afetaria Ryoma, ledo engado. – Você deveria tentar também.

- Não pense que vai se safar – declarou o outro, deixando claro que não deixariam que ele fosse sem que jogasse.

Ryoma quis rir. Aquilo não era nem ao menos um desafio de verdade.

- Eu não me importo, eu farei – falou em um tom calmo e desinteressado, se desencostando da grade de proteção, pegou a pokébola dentro da mochila e foi até o ponto onde deveria ficar para lançar os ataques.

- Não faça isso Echizen, nunca vai acertá-la! – exclamou Horio, parecendo realmente preocupado com isso, já que ele próprio não havia conseguido.

Ryoma simplesmente o ignorou. Abriu a pokébola e liberou seu Eevee o que causou um acesso de riso nos veteranos e fez com que os novatos temessem por si. Um sorriso de desdém surgiu nos lábios de Ryoma, sendo imitado Eevee. Até que aquilo poderia ser divertido, pensou ironicamente.

- Você não poderá derrubá-la, menos que acerte diretamente – declarou Ryoma, mais como uma orientação para Eevee do que para os demais.

- O-o que você está dizendo? – resmungou o veterano de cabelos castanhos, parecendo subitamente preocupado.

- Tem pedras dentro dela – afirmou Ryoma novamente, sem olhar para os dois veteranos trapaceiros. – Eevee, Shadow Ball. Não use força demais.

Eevee olhou fixamente para o alvo que estava a quase dez metros de distância de si, abrindo a boca formando um esfera de energia obscura relativamente pequena, lançando-a na direção da lata. A esfera apesar de pequena foi rápida, cruzando toda a distância e acertando com precisão a lata, jogando-a do ar e fazendo com que a tampa caísse, derrubando cerca de dez pedras grandes de dentro dela.

Ao ver as pedras Horio olhou irritado para os veteranos.

- Senpais estão trapaceando! Isso é sujo! – gritou Horio, olhando indignado para os dois júniores.

- Cale a boca! O que um novato sabe? – rosnou o de cabelos azulados, perdendo novamente a compostura.

- Pirralho idiota… não deveria ter feito isso – rosnou o outro, olhando diretamente para Ryoma e Eevee que sorriam com desdém.

- Eevee, Shadow Ball. Mantinha o ritmo – mandou ignorando claramente os dois veteranos, apenas para provoca-los.

Obedecendo ao seu dono, Eevee começou a lançar consecutivos ataques Shadow Ball acertando a lata várias vezes, mesmo com ela mudando de posição repetidas vezes.

- Se acertarmos ela 100 vezes, vocês me darão 1,000,000 ienes? – indagou dando implicitamente a ordem para Eevee que parecia estar se divertindo tanto quanto seu dono com aquela brincadeira.

Ryoma fez um movimento silencioso para que esse parasse os ataques momentaneamente, enquanto esperava uma resposta dos veteranos que encarava os dois com raiva e surpresa, enquanto os três novatos tinham os olhos arregalados em admiração e espanto.

- In-incrível controle de ataque… - murmurou Horio que não conseguia acreditar que um minúsculo Eevee havia conseguido acertar tantas vezes a lata.

- Como ousa usar esse tom com um veteranos? – rosnou o castanho mais velho, parecendo a ponto de partir para a ignorância.

- Só porque nasceram um ano antes, não significa que vocês possam fazer isso – rebateu em um tom insolente, apenas aumentando a raiva dos dois veteranos.

- Seu pirralho… - rosnou o castanho, já pronto para erguer o punho e socá-lo, mas não teve chance fazê-lo.

Uma esfera de energia esverdeada atravessou toda a extensão de das três quadras, acertando com precisão a lata no chão, fazendo com que ela voasse e batesse na grande logo atrás do dois veteranos.

Ryoma olhou para ver quem havia feito aquilo e se surpreendeu um pouco ao ver o mesmo veterano com quem quase havia esbarrado pouco antes. Ao lado dele havia um Zangoose, que tinha um sorriso debochado e descontraído, semelhante ao do dono.

- Oh, acertamos. Lucky! – exclamou rindo, se aproximando até ficar atrás de Ryoma e seu riso desaparecer, dando lugar a uma expressão séria. – Ei, ei, Arai. Só porque o pessoal do terceiro ano não está, não significa que você pode perturbar os novatos. Você não pode!

A presença dele fez com que os dois outros se retraíssem. Era óbvio que o moreno não era qualquer um naquele clube.

- Momo, eu tenho algo para fazer, então eu vou embora antes… - murmurou Arai desviando o olhar e se virando para ir embora, sendo seguido pelo outro.

Ryoma soltou um suspiro de leve e deu um passo na direção de sua mochila, com a intenção de ir bora, mas antes que o fizesse escutou novamente a voz do moreno, Momo, como os outros dois haviam lhe chamado.

- Ei, quem disse que você pode ir? – indagou sorrindo de lado.

~*~

Sakuno estava entrando na área do clube de batalhas junto com Tomoka, Inoue e Shiba, quando parou de repente avistando Ryoma no meio de alguns garotos. Quase não acreditou ao vê-lo, mas teve certeza de que era ela, ao notar o pequeno Eevee ao seu lado.

- O que houve? – indagou Tomoka ao ver que a amiga havia parado de repente.

- Como? Ryoma-kun… - murmurou surpresa, sem entender o que ele fazia ali, ainda mais vestindo um uniforme do colégio.

- Você o conhece? – indagou Tomoka subitamente interessada, agarrando a amiga pelo braço e começando a puxá-la em direção à quadra. – Vamos, vamos!

Assim que se aproximou, Sakuno não teve mais qualquer duvidas de que era realmente Ryoma. Olhou para Marill que agora andava um pouco atrás de si e engoliu em seco. O que Ryoma falaria de seu Pokémon?

- Como eu pensei, é você mesmo, Ryoma-kun – declarou chamando a atenção dos olhos dourados para si.

Tomoka encarou o garoto de cabelos negros esverdeados, quase como se estivesse hipnotizada pelo mesmo.

- Sakuno! Quem é esse? Me apresente! – exclamou ansiosa, olhando para a garota ao seu lado.

- Oh… esse é o Echizen Ryoma-kun – respondeu Sakuno surpresa com a atitude da amiga, sem saber como entenderia aquilo.

Inoue que estava um pouco mais para trás, ao escutar o nome do garoto sentiu um frio passar por sua espinha. Não poderia ser… ou poderia?

- Hehe… então você é o Echizen Ryoma. Mais baixo do que eu pensava… - comentou Momo olhando com surpresa para o menor a sua frente, enquanto o pelo de seu Zangoose parecia se eriçar ao escutar o nome do garoto.

- Quem é você? – indagou Ryoma virando o rosto novamente para encarar o mais velho, ignorando o comentário sobre sua altura.

- Aluno do segundo ano, Momoshiro Takeshi e esse é o meu parceiro Zangoose – apresentou-se e logo apontou para o Pokémon ao seu lado. – Ouvi da Ba-san que… seu Eevee pode usar o Ice Beam?

- Quê? Sério? – indagou Horio olhando de Ryoma para o pequeno Eevee ao lado do garoto. – Isso não é impossível?

- O que é um Ice Beam? – indagou Kachiro confuso com a menção do ataque.

- É algo impressionante? – perguntou Katsuo olhando para Horio.

Ao escutar aquilo, um sorriso confiante surgiu nos lábios de Ryoma. Ah… aquela sensação… ele sabia o que estava prestes a vir e estava ansiando por isso. Eevee balançou seu pelo, quase como se estivesse com frio, mas não era essa a sensação que ela sentia.

- E daí? – indagou com seu sorriso crescendo nos lábios.

- Vou te esmagar – declarou Momo, com um brilho nos olhos ao escutar a resposta petulante. – Tenho que fazer isso antes que você amadureça.

Ryoma sentiu seu nível de adrenalina subir ao escutar aquilo. Não gostava que as pessoas o julgassem apenas por ter 12 anos. Olhou para o Zangoose de Momo e seu olhar partiu direto para a perna direita do Pokémon. Seu olhar se estreitou ali por alguns segundos. Momo realmente o estava desafiando para uma batalha daquele jeito?

Sem dizer nada, os dois se posicionaram em seu lugares na quadra, enquanto os demais se colocavam do lado de fora da quadra, com exceção de Horio que havia se oferecido para ser o juiz da batalha. Eevee balançava sua cauda felpuda de uma lado para o outro, olhando fixamente para Zangoose que apenas se mantinha parado do outro nado da quadra.

- Er… e agora… a batalha entre Momoshiro-senpai e Echizen Ryoma vai começar – declarou com mais orgulho do que era realmente necessário. – O árbitro serei eu, Horio, que tenho mais de dois anos de experiências em batalhas.

- Esqueça logo isso e comece a batalha! – gritou Tomoka nervosa com o discurso do castanho.

- E agora, uma batalha e um a um. Eevee versus Zangoose. Comecem! – declarou Horio um pouco assustado com o grito da garota.

Momo estava um pouco tenso, esperando o primeiro movimento Ryoma. Ele precisava fazer aquilo rápido.

- Eevee, Shadow Ball – ordenou surpreendendo a todos, incluindo o próprio Pokémon que se virou para olhar o dono, apenas como se tentasse confirmar o que havia lhe sido ordenado. – Mire na perna direita.

Se fosse possível, Eevee deu de ombros e voltou a encarar Zangoose, concentrando a energia obscura em sua boca, formando uma esfera negra e lançando-a na direção do Pokémon garras de gato. A esfera se chocou contra a perna direita de Zangoose, mas não causou nenhum efeito.

- Ataque ineficaz! – declarou Horio confuso com aquela escolha de ataque.

- Sim, sim! Ryoma-sama é tão legal! – gritou Tomoka parecendo subitamente emocionada pela cena.

- Espere, aquilo foi um ataque ineficaz, quer dizer que não fez nada contra o adversário. Se ele repeti-lo, pode perder a batalha – explicou Shiba ao ver a animação da garota.

Momo sentiu um frio percorrer sua espinha. Ele sabia. Aquele ataque foi um aviso de que se não parasse naquele momento, Ryoma batalharia a sério e não iria se responsabilizar por nada. Olhou para Zangoose que também estava esperançado para que ele decidisse. Que se danasse. Nenhum dos dois era do tipo que fugia sem tentar primeiro.

- Não quero ataques sem efeito. Jogue a sério – declarou Momo, dando a resposta que Ryoma estava esperando.

- Iada – respondeu de forma petulante, não era do tipo que jogava tão baixo.

- Pirralho arrogante – murmurou Momo ao escutar aquilo.

Ryoma olhou para Eevee, tentando seu olhar retribuído. A pequena raposa não queria ficar brincando.

- Eevee, Ice Beam – mandou por fim, sabendo que não adiantaria ficar tentando poupar o Zangoose por muito tempo.

Eevee concentrou a energia gelada em sua boca, para então liberar três raio brancos azulados na direção de Zangoose que se jogou para o lado tentando desviar do ataque, mas tendo seu braço esquerdo congelado. Momo ficou mais nervoso ao ver que não seria assim tão fácil desviar daquele ataque. Inoue arregalou os olhos em surpresa ao ver o perfeito Ice Beam.

- Ice Beam! – exclamou Inoue chocado com a capacidade daquele Eevee. – Inacreditável.

- Com licença, o que é um Ice Beam? – indagou Tomoka olhando para o homem mais velho atrás de si.

- É um ataque do tipo gelo, que pode congelar o adversário, deixando-o incapacitado de continuar a luta – explicou Inoue em um tom calmo, apesar de que havia uma batalha em seu interior.

- Mas Inoue-senpai, Eevee não deveria ser capaz de usá-lo – lembrou Shiba atraindo a atenção de Inoue.

- Sim, não sei explicar como esse Eevee é capaz de fazê-lo – declarou Inoue, voltando seus olhos para a quadra. – Não acredito que um Pokémon de um estudante do colegial pode fazer um ataque desses.

- “É a primeira vez que vejo um Eevee usar um Ice Beam, ainda mais tão forte…” – pensou Momo vendo Zangoose quebrar o gelo com suas garras. – “Ele é melhor do que eu pensava.

- Eevee, mais uma vez, Ice Beam – ordenou Ryoma em um tom calmo.

- Zangoose, Flamethrower! – mandou Momo rapidamente, ao escutar a repetição de ordem.

Eevee e Zangoose atacaram em um mesmo momento, fazendo com que seus ataques se chocassem. Normalmente, um ataque de fogo teria a vantagem, mas ao invés disse um consumiu o outro fazendo com que toda a quadra fosse consumida por um nevoeiro branco. Por ser pequeno, Eevee desapareceu facilmente na nevoa, surpreendendo Momo que olhou para todos os lados. Ele sabia que o próximo ataque não seria como o primeiro, precisava saber de onde viria para se proteger.

- Eevee, Swift! – ordenou Ryoma, que não precisava procurar seu Pokémon desesperadamente.

Momo não teve tempo de pensar em um meio de escapar e também não haveria como. Swift sempre acertava. Uma forte rajada de estrelas douradas emergiu da fumaça acertando Zangoose e o jogando contra a grade de proteção, fazendo com que caísse de joelhos e soltasse um forte grunhido de dor. Momo se assustou ao ouvir o grunhido de seu Pokémon.

- Você também sabe esse? – indagou surpreso, olhando para do treinador para o Pokémon.

Ansioso Inoue pegou sua câmera e começou a tirar fotos de Ryoma, até que sua lente deu zoom nos olhos do garoto e uma imagem se sobrepôs ao rosto infantil de Ryoma. A imagem clara de Samurai Nanjirou. Ao constatar isso, Inoue sentiu seu corpo gelar e bambear para trás.

- Esses olhos… - murmurou sem acreditar. – Aquele menino… Echizen Ryoma… é filho de Echizen Nanjirou!

Ryoma sorriu de lado, enquanto via o medo e o nervosismo claro nos olhos de Momo. Zangoose havia voltado para a quadra um pouco cambaleante e parecia evitar pisar com força com a perna direita.

- “Droga… deixei isso ir longe demais…” – pensou Momo ao ver como seu Pokémon se apoiava quase que completamente sobre a perna esquerda.

- Mada mada dane – declarou Ryoma ajeitando seu boné. – Vamos acabar com isso Eevee. Return.

Eevee soltou um miado alto, enquanto seu corpo era iluminado por uma luz branca, para então começar a correr na direção de Zangoose.

- Acabou o tempo! – exclamou Momo, fazendo com que Eevee deslizasse pelo chão, parando a centímetro de Zangoose, que foi retornado para sua pokébola. – Eu desisto. Acabou. – declarou em um tom descontraído, como se não se importasse de fazer aquilo. – Vou deixá-lo ir dessa vez. – completou em um tom de descaso, como se estivesse fazendo um favor para Ryoma.

Eevee não gostou de escutar aquilo e estava prestes a reclamar, mas a voz de Ryoma inferiu antes.

- Betsu ni – declarou, fazendo com que a pequena raposa voltasse para a pokébola contrariada e andando de volta onde estava sua mochila.

Kachiro, Katsuo e Horio correram para onde o moreno estava indo, vendo-o voltar a vestir o uniforme gakuran e guardar a pokébola de Eevee em um dos bolsos internos da mochila.

- Incrível Ryoma-kun – comentou Katsuo que estava realmente impressionado com o desempenho do moreno.

- Fiquei muito surpreso – comentou Kachiro, que mal havia conseguido piscar durante a batalha.

- Echizen, em que clube você treinava? – indagou Horio curioso, pois mesmo que não fosse admitir, ver as habilidades de Ryoma o deixaram surpreso e invejoso.

- No Templo – respondeu simplesmente, colocando a mochila nas costas, vendo a expressão de confusão no rosto dos três.

Mas antes que algum deles pudesse dizer mais alguma coisa, um movimento atrás de Ryoma lhe chamou novamente a atenção.

- Espere, Tomoka-chan! – exclamou Sakuno, enquanto a amiga lhe puxava para dentro da quadra de batalha.

- Muito prazer – declarou Tomoka assim que viu os olhos de Ryoma as encarando com calma e certa indiferença. – Sou amiga da Ryuzaki Sakuno, meu nome é Osakada Tomoka. É um prazer te conhecer – apresentou-se formalmente, inclinando-se um pouco em uma reverência.

- Olá Ryoma-kun… - murmurou Sakuno corando levemente, pensando se deveria apresentar seu Marill agora para o garoto. – Desculpe-me pela última vez.

Ryoma olhou para a garota de tranças pelo o que pareceu ser vários minutos, parecendo um pouco confuso.

- Ryuzaki Sakuno…? – murmurou de forma distraída. – Quem é?

Ao escutar aquela pergunta, Sakuno sentiu como se recebesse uma bofetada em seu rosto. Seus olhos se encheram de lágrimas, antes de sair correndo sendo seguida por Marill.

Momo observou a sena e riu. Aquele ano seria interessante, pensou e abaixou os olhos para a pokébola de Zangoose. Precisaria tomar cuidado. Muito cuidado.

- Está tudo bem, Momoshiro? – indagou Sumire aparecendo atrás do garoto do segundo ano, assustando-o.

- Oh, Ba-san – falou surpreso, olhando para a técnica atrás de si.

- Nessa velocidade, aquele novato ia de dar uma surra – comentou em um tom de brincadeira, pois havia assistido com atenção a batalha dos dois.

- Você pode estar certa… - concordou em um tom despreocupado, coçando a cabeça como se quisesse disfarçar alguma coisa.

- Seja sensato – rosnou Sumire, se segurando para tão dar um tapa no garoto. – Se a perna de seu Zangoose não estivesse machucada, você poderia…

- Não – descordou Momo olhando com atenção para o garoto de olhos dourados. – Ele sabia desde o começo.

- Hehe… sério? – indagou Sumire tentando não rir demais.

- Ele usou seus outros ataques para enfrentar seu senpai – comentou sorrindo de lado ao se lembrar de que apenas no último momento Ryoma havia recorrido ao Return. – Deve ter sido uma vantagem. Que assustador…

Inoue olhou para o garoto que ia embora com uma expressão calma, como se não houvesse acabado de disputar uma batalha contra alguém mais velho. Seu corpo todo estava tremendo e seu coração já havia dado saltos mortais. Ele não conseguia acreditar que havia conseguido viver para ver aquilo.

- Echizen Ryoma – falou Shiba se aproximando do colega de trabalho. – Quem é ele?

- É mesmo. Aquele menino… provavelmente é… o “Samurai Junior” – respondeu Inoue olhando com expectativa para o garoto.

- Samurai… Junior? – repetiu Shiba sem entender.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO
Chega o Time Titular da Seigaku

Dicionário:
Ba-san: velha;
Iada: é um jeito meio infantil de dizer não;
Lucky: sorte;
Flamethorwer: Lança Chamas;
Bubblebeam: Rajada de Bolhas;
Acid: Ácido;
Sufixo 'sama': sufixo se tramamento usado para se referir a alguém superir e admirável, como alguém da realeza por exemplo;
Water Gun: Jato d'Água;
Betsu ni: tem vários significados, mas nesse caso é 'eu não me importo';
Senpai: termo usado para se referir a aluno mais velhos, ou pessoas mais experientes em determinado ramo;

Notas finais da Autora:
Oii XD
O que acharam? Estão curiosos para verem os verdadeiros titulares da Seigaku?
Bem... antes de me despedir e começar o proximo cap, eu quero fazer uma pergunta a todos: Qual Pokémon deve ser o segundo pokémon de Ryoma? A melhor sugestão vai ser a usado quando... bem... quando as coisas esquentaram. Não posso falar quando, porque se não estraga a surpresa XD
Beijinhos
=*
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Rush em Seg 10 Dez 2012 - 16:49

Boa tarde. Sei que pode ficar furiosa comigo, mas não li nenhum capítulo até agora. Bem, parei no meio do primeiro capítulo, e então percebi que você já havia postado o segundo. Eu nunca fui fã de Prince of Tennis, mas o inicio do primeiro capítulo me lembrou muito ao anime.

De fato, não apoio muito a ideia de crossovers e nem a participação de personagens já criados, mas você escreve bem, tem um vocabulário rico e ainda implementou gírias japonesas, o que eu achei bem agradável. 'Chan', 'Kun', 'Senpai', são gírias que eu também uso, mas usar palavras no próprio idioma, como Batsu Ni e tal, é meio sem nexo não? Aliás, eles podem até morar no japão, mas não vejo sentido em falar duas línguas ao decorrer da estória sem nenhuma razão presente.

Também queria alertar a velocidade e o tamanho dos capítulos. Você pelo jeito gosta de escrever bastante, e admiro isso. Sou um fã da leitura e adoro escrever, porém muitos usuários tem grande preguiça de ler as inúmeras linhas escritas dentro da tela do computador. Sei que pode parecer chato, mas dê uma pausa de tempo, como uma semana, para postar cada capítulo. Já que grandes, os leitores terão tempo de acompanhar sem pressa, e não ficarem perdidos como eu fiquei.

Você escreve muito bem, com certeza irei acompanhar a obra, justamente pelo prazer que sinto em ler boas estórias. Quando você postar o terceiro capítulo e ao terminar de ler os dois restantes, eu irei comentar com mais calma e mais detalhes.

É isso, um abraço, boa sorte.

~Rush
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por -Murilo em Ter 11 Dez 2012 - 23:01

Oi Bruninha! Cara, adorei sua fic! Nunca assisti Prince of Tenis, mas gostei muito da história da fic! Só que ela tem capítulos muuuuuuuuuuuuito grandes! O texto é ótimo, e aleitura foi fluindo graças as ótimas batalhas, mas admito que dá uma preguicinha em ler tudo. Minha sugestão é que quando for digitar, não passe de 5-6 páginas de word. Não só eu mas muita gente tem preguiça de ler.

Falando da sua história, eu simplesmente adorei, principalmente os personagens. Suas personalidades foram muito bem escritas, e dá pra identificá-los rapidamente (não consigo decorar nomes XD). Mas preciso de dizer. Eu odiei esse Ryoma. Cara, ele se acha tanto! Tá certo que ele é bem forte nas batalhas e ele e seu eevee devem ter treinado bastante. Mas seu jeito frio de ser, e pouco se importa com os outro me irrita! Acho que por ser filho de um famoso, ele fico muito convencido. Digamos que seu olhar seja um "chamador de desafios" rsrs. Mas não é nada contra você, é porque não gosto desses tipos de pessoas mesmo. E tem outra coisa. Ele é o protagonistas, e geralmente, eles se desenvolvem no decorrer da história. Mas o Ryoma já é bem fod@o, então o que mais ele pode fazer, além de ganhar dos mais velhos que se acham? Admito que torci para que o Momo vencesse a batalha, só pra eu ver a cara dela. Rô menino! Ele me lembra um pouco o Paul e o Trip de Pokémon.

Mas uma que eu amei, foi a menina lá do trem. Eu achei ela tão kawaii desu! Acho que no fundo ela gosta do Ryoma, mas ele nao dá nem tchum pra ela(nem pra ninguém), ainda por cima, a amiga dela já quer sair na frente! Quero só ver como vai se desenrolar essa história. Uma coisa interessante que eu notei, é que mesmo sendo frio, Ryoma já conseguiu vários companheiros (a contra gosto também XD). Deve ser o poder dos protagonistas rsrs.

Falando sobre o texto, eu simplesmente adorei. Sua narração e descrição estão ótemas. Mesmo as paisagens, lugares e pessoas, estão muito bem escrita em meio as situações. Apesar de que eu já esqueci como são as características dos personas hhsahshash. Mas é porque minha memória é péssimas. Erros só encontrei um, no qual você digitou cena com S, e o correto é com C. Seria legal se você pudesse buscar algumas imagens de personagens que se parecem com o seus, pra montar um Main Post com as biografias. Mas isso é com o tempo. Bom, boa sorte com sua fic, continue se esforçando, faça capítulos menores onegai. Bye!
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Frase pessoal : Pq ñ podemos fugir da realidade se ela é uma droga


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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Qua 12 Dez 2012 - 14:21

Personagens:
Ryoma
Tezuka
Fuji
Eiji
Inui
Kawamura
Kaidoh
Oishi
Momoshiro (Momo)
Sakuno
Veteranos do Segundo Ano (Arai é o do meio)
Novatos (respectivamente) Katsuo, Horio e Kachiro
Tomoka
Sumire
Shiba e Inoue
Nanako


CAPITULO TRÊS
Chega o Time Titular da Seigaku




- Echizen Ryoma? Você já ouviu falar dele?
- Não.
- Pelo o que Momo disse, ele não é um novato qualquer.
- Bem… se ele disse isso, então deve ser verdade.
- Se esse é o caso, nós devemos ser gratos.
- É mesmo…

~*~

Ryoma chegou à área do clube de batalhas um pouco adiantando, sendo que havia apenas alguns garotos do segundo anos e outros do primeiro ano. No final, havia decidido por participar do clube depois do incidente com o veterano Momoshiro. Apesar daquela ter sido uma batalha desnecessária e sem qualquer valor real, ele foi capaz de sentir um pouco do que aquele clube tinha a lhe oferecer. E segundo seu pai, aquele time possuía verdadeiros ‘monstros’ e isso era o que mais lhe interessava.

Ryoma estava sentado no chão da quadra terminando de amarar os cadarços de seu tênis, enquanto Eevee estava deitada ao seu lado, com os olhos semicerrados, como se ainda estivesse dormindo. Junto com ele estavam Kachiro, Katsuo e Horio cada um com seu respectivo Pokémon ao lado.

- Treino de manhã… é bem duro… - comentou Kachiro parecendo realmente sonolento, assim como seu Foongus que até mesmo ressonava encostado em sua perna. – Pergunto-me se vou conseguir aguentar o dia todo.

Horio sorriu e lançou um olhar para Ryoma ao seu lado, dando um sorriso presunçoso quase como se houvesse descoberto um segredo constrangedor.

- Eu achei estranho… aquele Momoshiro-senpai – declarou ele em um tom convencido, como se esperasse que Ryoma falasse alguma coisa. – O Zangoose dele estava com a perna machucada, por isso ele não batalhou nem com a metade de suas habilidades.

- Ele estava machucado? – indagou Katsuo surpreso, olhando de Horio para Ryoma sem acreditar.

- Não sabia disso… - murmurou Kachiro surpreso com aquilo. – Incrível.

- Como eu disse da última vez. Os outros titulares tinham uma batalha, então não estavam aqui – falou olhando para o lado, esperando alguma reação de Ryoma, mas não conseguindo obter nada. – Echizen, está me escutando?

- Não – foi a única resposta de Ryoma, em um tom desinteressado, o que irritou Horio.

- Bem… não importa – declarou Horio sorrindo de lado. – Isso só mostra que um aluno do primeiro ano, não pode ser tão bom quanto um titular. O nível da Seigaku é muito alto – continuou falando, com mais orgulho do que o necessário, já que aquilo não tinha qualquer influencia sua. – Mesmo que os senpais titulares não estejam aqui, o resto dos integrantes ainda são muito bons. E alguém com um Pokémon no estágio inicial não teria a menor chance.

Aquela última frase era para irritar Ryoma, mas quem se irritou foi Eevee que pareceu despertar completamente, virando-se para encarar o garoto convencido. Sem que ao menos desse chance de Horio continuar seu discurso, lançou uma esfera de energia negra na direção dele, errando o alvo propositalmente, fazendo com que o garoto a olhasse com medo.

- Eevee, não use seus ataques sem permissão – declarou Ryoma em um tom semelhante ao de um pai repreendendo um filho, se levantando e começando a alongar os músculos, sendo imitado pela pequena raposa.

- É só isso que você diz?! Essa coisa quase me acertou?! – gritou Horio apontando para o Pokémon de Ryoma como se ele fosse um grande monstro que havia tentado lhe devorar.

- Bem… você provocou depois de tudo – respondeu dando de ombros e se afastando do grupo para começar os exercícios iniciais.

Ryoma voltou a se alongar, dessa vez as pernas para que pudesse dar algumas voltas e aquecer seu corpo, enquanto Eevee dava pequenas cambalhotas com o mesmo objetivo. Foi quando um dos veteranos se aproximou de si com uma expressão de poucos amigos.

- Você é o ‘Super Novato’? – indagou em um tom seco e até mesmo ríspido.

Ryoma pensou um pouco. Super novato? Era assim que o estavam chamando agora? Foi quando a voz estridente de Horio chegou aos seus ouvidos. Ele havia voltado a se gabar de coisas que não tinham nada a ver com ele. Uma ideia maliciosa lhe passou pela cabeça e se alguém pudesse ver, veria um par de chifrinhos vermelhos em sua cabeça.

- Ali – falou, apontando na direção de Horio que agora estava cercado por cerca de sete novatos, que ouviam a tudo o que ele dizia.

- Aquele menino? – indagou o veterano seguindo o dedo de Ryoma. – Entendi. Aquele com o Tympole.

Ryoma se virou um pouco parando seus exercícios apenas para apreciar a cena que iria acontecer, Eevee que também estava irritada com Horio e seus comentários desnecessários, olhou na direção do grupo, sua cauda balançando de um lado para o outro expectante. Os dois precisaram se conter muito para não rolarem no chão de tanto rir, ao ver a expressão de medo de Horio ao ser afrontado por um dos veteranos.

- “Mada mada dane” – pensou rindo e voltando a se alongar.

O treino da manhã durou apenas duras horas, antes que todos precisassem se trocar para irem assistir as aulas. Horio havia voltado a se gabar dentro do vestiário, dessa vez falando sobre o capitão do clube, que era invicto. Parecia que ele não havia aprendido nem mesmo com a ‘brincadeirinha’ que Ryoma havia feito mais cedo. Provavelmente, Horio era do tipo que não aprenderia nunca.

Ignorando os discursos do colega, Ryoma retornou Eevee para a pokébola para que ela descansasse antes dos treinos após as aulas.

- Echizen… - chamou interrompendo seu discurso e olhando para o garoto de cabelos negros, enquanto trocava os sapatos. – Não é ruim você ser odiado pelos alunos do segundo ano? – não obteve qualquer resposta. – Aquele Arai-san parece ser muito restrito com relação a hierarquia da escola. Ele deve te odiar… AAHH!!

O grito de Horio fez com que todos olhassem, incluindo Ryoma que parou de abotoar o casaco de seu uniforme pela metade. Seus olhos dourados desviaram de um Horio caído no chão tremendo de medo e próximo ao lugar em que o garoto havia caído, encontrava-se um pequeno Wurmple.

- Wurmple – falou Ryoma um pouco surpreso ao ver o Pokémon inseto ali.

- T-ti-tirem essa coisa daqui! – exclamou Horio se arrastando para longe do Pokémon, como se ele fossem um grande monstro que estivesse prestes a devorá-lo.

- Horio-kun… não me diga que você tem medo de Pokémons insetos? – indagou Kachiro olhando com incredulidade para o garoto jogado no chão.

- Não é medo! Eu só não gosto deles! – gritou justificando, apenas que suas palavras não mudavam em nada a realidade.

- Hm… então você tem medo deles – declarou Ryoma deixando que um sorriso maldoso surgisse em seus lábios. Isso era uma boa informação.

Antes que alguém pudesse comentar aquela pequena revelação, todos escutaram um alto e estridente som de um ronco e olharam diretamente para o pequeno Pokémon, que agora estava deitado no chão com lágrimas nos olhos.

- Esse barulho… foi essa coisinha que fez? – indagou Katsuo não acreditando que todo aquele barulho havia sido produzido por um ser tão pequeno.

- Ele deve estar com fome – comentou Kachiro.

Ryoma puxou sua mochila abrindo-a e tirando de dentro dela uma lata e um pedaço de papel laminado, se levantando e caminhando até o pequeno Wurmple que ao sentir sua presença ergueu a cabeça confuso. Em silêncio, Ryoma colocou o papel laminado no chão e abriu a lata, derrubando uma quantidade generosa de ração Pokémon. Assim que viu a comida os olhos de Wurmple brilharam e ele atacou a comida sem qualquer cerimonia fazendo com que um sorriso pequeno e sincero surgisse nos lábios de Ryoma.

- Coma bastante – sussurrou erguendo a mão e acariciando o topo da cabeça do Pokémon antes de se levantar, terminando de abotoar seu casaco.

Os três encararam Ryoma surpresos, pois não imaginavam que o garoto que sempre se demonstrava indiferente a tudo e a todos, fosse fazer algo como aquilo. Sem falarem mais nada, todos terminaram de se trocar para que pudessem seguir para suas respectivas aulas.

- Se não corrermos a aula vai começar! – exclamou Horio apressado abrindo a porta para sair rapidamente, com mais ânsia de ficar longe do pequeno Pokémon inseto que agora ressonava tranquilamente no chão, do que para assistir a aula realmente.

No entanto, assim que abriu a porta, seu corpo se chocou contra o de Arai. Assim que percebeu com quem havia trombado, a cor deixou completamente o rosto do garoto.

- Olhe por onde anda idiota! – rosnou Arai, lançando um olhar mortal para o garoto que se encolheu.

Subitamente, Horio pensou que ficar junto com Wurmple não fosse algo tão ruim, comparado à opção de enfrentar Arai. Mas ignorando completamente o súbito clima que havia se formado na saída do vestiário, Ryoma passou por eles apenas dando um pequeno ‘oi’ desdenhoso, o que apenas serviu para aumentar ainda mais a raiva de Arai.

- Ei! Isso era para ser um cumprimento para mim? – rosnou o mais velho, a ponto de agarrar o menor e espanca-lo.

Mas Ryoma o ignorou completamente, fingindo não escutá-lo, apenas seguiu seu caminho para a sala. Aproveitando a saída de Ryoma, os outros três saíram de fininho sem serem notados. Quando percebeu que não havia mais nenhum novato, Arai entrou no vestiário, socando com força a parede de forma repetida.

- Kiso… esses malditos novatos! – rosnou dando um soco mais forte, mas dessa vez no armário, fazendo com que uma cesta com pokébolas velhas caísse no chão.

- Ei, Arai, vai com calma! – exclamou um dos colegas do castanho, mas se calou ao ver que uma das pokébolas havia acertado o Wurmple que dormia próximo aos armários, puxando-o para dentro e se selando. – Cara! Você acabou de capturar um Wurmple!

- Como se eu ligasse para esse verme de Pokémon! O que eu quero é a cabeça daquele novato! – rosnou chutando a pokébola que havia capturado o Pokémon inseto.

- Qual era o nome dele mesmo? – indagou veterano de cabelos vermelhos.

- Echizen Ryoma. Por causa dele, até mesmo o Momoshiro está contra mim! – exclamou irritando sentando-se no banco do vestiário.

- Mas eu escutei que ele é muito forte – comentou o outro veterano de cabelos azuis escuros. – Se isso for verdade, talvez ele acabe participando das batalhas de ranking…

- ELE AINDA É UM NOVATO! – gritou Arai enfurecido com a insinuação do colega. – Não deixarei isso acontecer! Não deixarei isso acontecer… “Merda… tenho que arranjar um jeito de constrangê-lo na frente de todo…” – pensou tentando encontrar algum meio de fazê-lo.

~*~

Tezuka olhava para a folha quadriculada sem desviar o olhar. A lapiseira batendo de leve no papel, deixando pequenas marcas de gravite. Tezuka era um adolescente alto de cabelos castanhos claros, quase dourados e olhos da mesma tonalidade. Usava óculos e sempre agia se forma séria e formal. Era o capitão do clube de batalhas e precisava organizar as batalhas de ranking que serviriam para selecionar os oito melhores do clube para participarem dos torneios entre as escolas. Precisava dividir com cuidado, pois se o fizesse errado, poderia cometer um sério erro e comprometer a estrutura do time.

- Como está indo Tezuka? – indagou Sumire que estava junto na sala com o capitão e o vice-capitão mais ao fundo. – Já descobriu uma maneira de dividir igualmente os quatro blocos?

Oishi era melhor amigo de Tezuka e os dois haviam entrado juntos para o clube de batalhas. Era tão alto quanto o capitão, porém não tão sério e restrito. Alguns o consideravam a ‘mãe’ do clube, por seu jeito protetor, sempre pensado no melhor para todos. Tinha os cabelos negros rentes à cabeça, com exceção de duas mechas mais espessas que deixava livre sobre sua testa.

Tezuka não respondeu as perguntas da técnica, apenas olhou fixamente para o papel quase que totalmente em branco.

- Essas batalhas de ranking serão para determinar os titulares para o torneio do distrito – continuou Sumire, sabendo que cada palavra sua aumentava ainda mais o senso de responsabilidade do capitão. – Deve ser difícil – terminou em um tom de brincadeira.

- Sim – admitiu Tezuka por fim, erguendo a lapiseira e voltando-a batê-la contra o papel.

- Eu ouvi… que Ryuzaki-sensei tem alguém em mente – comentou Oishi finalmente se manifestando, aproveitando o óbvio momento de indecisão do capitão. – Por exemplo, um dos novatos – concluiu com um sorriso brincando em seus lábios.

- Não importa o que eu acho – declarou Sumire, como se estivesse dizendo que não tinha culpa de nada. – Basicamente, os novatos não podem participar das batalhas de ranking até o verão.

- Bem… isso depende do capitão – declarou Oishi, como se estivesse entregando a Tezuka uma tarefa de vida, ou morte.

Oishi e Sumire trocaram um olhar ao não receberem uma resposta. Para Tezuka, o mais importante era serem capaz de chegarem aos nacionais e saírem vitorioso. No anterior haviam perdido enfrentarem o número um de Tokyo, Rikkaidai. Aquele era o último ano deles, antes de se formarem e irem para outra escola, por isso era uma questão de honra fazerem aquilo que juraram fazer, sem mencionar que Tezuka tinha uma promessa a cumprir.

~*~

Eevee soltou um longe gemido, balançando seu pelo após correr com seu dono durante o treinamento pós-aulas. Os dois já estavam acostumados a fazerem treinamento físico, talvez por isso não estivessem tão cansados, mas em um contraste claro estavam Horio e Tympole. O garoto de cabelos castanhos suava muito, enquanto o pequeno Pokémon vibração estava jogado no chão quase que inconsciente. Na verdade, Horio não era o único a estar tão cansado, todos os novatos, com a única exceção sendo Ryoma, estavam jogados no chão exaustos.

- Por que os treinos são tão rígidos? – indagou Horio caindo no chão ao lado de seu Pokémon.

- Mada mada dane – declarou Ryoma, quase rindo do comportamento de Horio. Onde estavam seus dois anos de experiência agora?

- Não parem novatos! Façam 50 abdominais! – ordenou um dos veteranos que estava vigiando o treino físico dos novatos.

Todos reclamaram, mas não havia nada a ser feito. Ryoma não disse nada, apenas começou a fazer seus exercício, sendo imitado por Eevee. Se Ryoma estivesse mais atento a sua volta, teria visto que naquele momento os dois repórteres de dias atrás haviam chegado para assistir ao treino.

Inoue olhou expectante para a quadra a procura do ‘Samurai Junior’ e não pode deixar de ficar decepcionado ao vê-lo fazendo treinamento físico.

- Entendo… até que o verão chegue, ele só pode fazer treino físico – falou decepcionado. Ele havia ido ali para testemunhar as habilidades do filho de seu ídolo, mas pelo o que parecia não conseguiria fazê-lo.

Ryoma terminou de fazer suas abdominais mais rápido do que todos e estava sentado esperando para iniciarem a próxima sessão de exercícios, quando sentiu uma aura ameaçados atrás de si. Olhou para cima, com seus olhos dourados indiferentes e frios, deparando-se com Arai. Os dois se encararam por vários segundos, até que Arai desviou momentaneamente em direção ao lugar onde Ryoma havia deixado sua mochila e voltou a encará-lo.

- Ei, não fique se exibindo só porque sabe um pouco sobre batalhas Pokémon – declarou Arai expelindo raiva e desdém a cada palavra que dizia, mas sua resposta continuou sendo o mesmo olhar frio e indiferente de antes. – Os titulares voltaram hoje. Se continuar assim, esse Arai-sama vai…

Arai nunca terminou sua frase, pois naquele momento, todos os sentidos se Ryoma se expandiram e seus olhos desviaram para a entrada da quadra. Através da entrada, surgiam cinco adolescentes mais velhos, todos usando o uniforme de titulares azul e brando. Tanto Ryoma como Eevee tremeram levemente, ao sentirem a clara aura de poder que os envolvia. Eles eram fortes.

Dentre os cincos, havia apenas um do segundo ano que ‘liderava’ a entrada do grupo, esse de cabelos negros e olhos frios. A pele levemente morena de sol, usando uma bandana laranja em sua cabeça. Segundo anos, Kaidoh Kaoru. Do lado esquerdo deste estava um do terceiro ano, relativamente mais alto de cabelos azuis escuros, a pele clara e usando óculos quadrados de lentes grossas. Terceiro ano, Inui Sadaharu. Ao lado de Inui havia um mais baixo, porém do mesmo ano que ele, os cabelos castanhos dourados, a pele branca e uma expressão de gentileza e passividade, enquanto mantinha seus olhos ocultos, deixando-os fechados. Terceiro ano, Fuji Syusuke. Do lado direito de Kaidoh, encontrava-se o vice-capitão Oishi Shuichiro. E por último um garoto um pouco mais baixo que Oishi, de cabelos vermelhos e pele clara, com os olhos azuis escuros, com um pequeno curativo em seu rosto. Terceiro ano, Kikimaru Eiji.

O clima na quadra mudou totalmente, enquanto viam os titulares encontrando. Ryoma estava com as pupilas dilatadas e seu coração batia mais rápido do que o normal. Aquela sensação de desafio percorrendo suas veias, algo que não sentia facilmente. Eevee também não estava em um estado melhor. Todo a pelugem que envolvia seu pescoço estava eriçada, enquanto soltava leves rosnados, como se estivesse dizendo ao seu dono que queria batalhar e queria isso agora.

Assim que os titulares largaram suas mochilas e todos os novatos, com exceção de Ryoma novamente, se curvaram dando as boas vinda ao grupo. Eles começaram a liberar seus Pokémons principais e Ryoma sentiu um novo arrepio ao vê-los. De Fuji, Clefable; de Kaidoh, Seviper; de Inui, Venomoth, de Oishi, Xatu; e de Kikimaru, Emolga. Todos lhe pareciam poderosos e Ryoma realmente desejou desafiá-los ali mesmo.

- Nós queremos que os novatos se sintam em casa – avisou o vice-capitão em um tom gentil, seus olhos verdes escuros vasculhando cada novato, tentando encontrar o ‘grande novato’. – Então peguem uma quadra aberta e comecem a batalhar – falou, achando que assim seria mais fácil encontrar o verdadeiro prodígio, pois em uma batalha, seria impossível ele se esconder.

Ryoma apertou os punhos com força. Se ele começasse a batalhar naquele momento, não poderia se responsabilizar pelos ferimentos que iria infligir ao Pokémon adversário. Olhou para Eevee e negou com a cabeça, eles não batalhariam agora. Em casa, quando chegassem, fariam isso contra seu pai, pois assim não teria remorso depois.

Enquanto todos os novatos começavam a fazer batalhas desajeitadas, Ryoma ficou em um canto, observando o treino dos titulares. Eles fazia um treino de ataque, onde eram lançados discos de cerâmica nas mais diversas direções e seus Pokémons deveriam acertá-los com precisão. Ao verem as habilidades dos mais velhos, todos pararam suas batalhas e ficaram observando com grande admiração.

- Nunca vi um treino de ataque assim… - murmurou um dos novatos, realmente impressionado com tudo aquilo.

- Então é assim que os titulares da Seigaku são… - comentou outro novato, olhando com vergonha para seu próprio Pokémon sem qualquer uma daquelas habilidades.

- Nossos senpais são ótimos, como sempre – declarou Arai, que não estava muito longe do grupo de novatos, também observando o treino admirado. Seu olhar desviou por um momento para encarar Ryoma. – Ei! Entendeu agora? Só porque tem sorte, e seu Eevee pode usar o Ice Beam, não significa que você possa competir nas batalhas de ranking.

Oishi que estava atento a qualquer demonstração de habilidades superiores de algum novato, enquanto lançava os discos, acabou por perder o equilíbrio ao escutar aquilo, lançando um dos discos alto demais. O disco subiu passando por Emolga que soltou uma exclamação de susto, voando para perto do treinador.

Ryoma olhou para o disco. Seu corpo interino estava tremendo e ele precisava liberar um pouco daquela adrenalina. Olhou para Eevee e teve seu olhar retribuído.

- Eevee! – ordenou, fazendo com que o Pokémon corresse e saltasse para cima de sua cabeça, para então usá-la como trampolim e ganhar altura, ficando quase na mesma altura do disco. – Shadow Ball!

Eevee girou duas vezes no ar, enquanto concentrava a energia obscura em sua boca para então liberar a esfera negra, destruindo o disco de cerâmica e voltando a cair sobre a cabeça do dono de pé. Os olhos de todos se arregraram e fitaram o pequeno novato que agora tirava o Eevee de sua cabeça, lhe acariciando de leve o pelo marrom. Até mesmo os titulares o olhavam surpresos, enfim, tendo a resposta de quem era o ‘super novato’. Os olhos de Ryoma brilhavam em diversão ao ver a expressão de todos.

- É inexplicavelmente simples – declarou Ryoma com um sorriso desdenhoso nos lábios, encarando Arai que estava chocado e com mais raiva ainda.

Arai perdeu completamente a cabeça naquele momento. Atravessou a distância que havia entre eles e agarrou Ryoma pela gola da camisa branca de treino.

- Pare com essa arrogância… - rosnou Arai, a ponto de socar o menor. – Não seja tão convencido! Não há espaço aqui para você, seu novato irritante!

Antes mesmo que alguém pudesse interferir e parar Arai, uma voz firme e calma cortou a quadra, mas sua calma apenas indicava sua irritação.

- Sobre o que estão discutindo aí na quadra? – indagou a voz calma e firme de Tezuka, fazendo com que todos olhassem para o capitão do time.

Tezuka havia acabado de entrar na quadra e não havia gostado em nada de ver o que Arai e o novato estavam fazendo. Ao seu lado, surpreendendo a todos, havia um Haxorus que exibia o mesmo olhar reprovador do dono.

- Penalidade por causar distúrbio – declarou Tezuka friamente, sem ao menos se mover. – Corram dez voltas pela quadra, os dois. E guardem seus Pokémons.

- E-espere… - murmurou Arai, não acreditando que estava sendo repreendido junto com Ryoma. – Foi ele que…

- Vinte voltas – interrompeu Tezuka e se alguém olhasse com atenção, viria duas veias de irritação saltarem em sua testa.

- H-hai! – exclamou Arai, não querendo ter de dar mais voltas.

- Quando eles acabarem, os veteranos vão entrar nas quadras – declarou Tezuka alto o bastante para que todos escutassem. – Novatos, se preparem para limpar tudo.

Todos concordaram, alguns olhando de forma admirada para o Pokémon imponente do capitão. Horio acima de todos, estava quase babando ao ver o poderoso Haxorus. Oishi sorriu e andou até o capitão, chamando-o baixinho para conversarem em particular.

Arai ainda estava bufando de raiva, quando viu Ryoma ir até sua mochila e guardar a pokébola de Eevee dentro, para então se afastar e ir dar as voltas que havia recebido como penalidade. Ao ver a mochila do calouro, uma ideia surgiu em sua mente. Chamou seus dois colegas, que também não estavam gostando em anda do ‘super novato’, dizendo o que eles deveriam fazer, enquanto pagava as tais voltas.

~*~

Correr era bom. Ajudava a pensar. Essa era a opinião de Ryoma, por tanto, aquelas voltas de penalidade lhe soaram mais como uma recompensa do que como um castigo. Tinha muita adrenalina não liberada em seu corpo e tudo parecia ter aumentado ao ver o Haxorus do capitão. Ele deveria ser o mais forte de todos. Será que seu Eevee seria capaz de derrota-lo? Os tipos dragões eram os mais fortes e difíceis de treinar e ter um no nível final era algo incrível. Seu pai não tinha um, talvez fosse o único tipo que ele não tivesse. Ele mesmo nunca havia enfrentado um tipo dragão antes.

- “Quero batalhar com ele” – pensou, pois a ideia lhe dava aquela sensação gostosa de medo e expectativa.

Distraído por seus pensamentos, havia acabado por dar umas dez voltas a mais do que havia sido lhe mandado. Quando percebeu isso, soltou um suspiro e voltou para a quadra. O sol já começava a se por, o que indicava que deveriam ter ainda apenas mais uma, ou duas horas de treino. Sua adrenalina ainda não havia diminuído muito, mas já estava mais controlada.

Voltou para a quadra e viu que todos os novatos estavam fazendo treino de lançamento, cada um segurando uma pokébola. Aproximou-se do banco em que havia deixado sua mochila, mas não a viu ali.

- Ah… Ryoma-kun… - falou Kachiro com a voz ofegando dos movimentos que estava fazendo. – Já deu as vinte voltas?

- Você parece normal – comentou Katsuo, surpreso com a quantidade de folego que o outro tinha.

- Os novatos tem que fazer 100 lançamentos – explicou Horio, vendo que Ryoma não estava respondendo, apenas olhando para os lados como se procurasse algo. – Apresse-se e venha.

- Claro… - murmurou Ryoma, olhando embaixo dos bancos, imaginando se sua mochila havia caído.

- O que aconteceu? – indagou Horio, ao ver que o garoto estava procurando algo. – Esqueceu suas pokébolas?

- Não – respondeu, pois realmente não as havia esquecido, sem as deixava dentro da mochila. Mas sua mochila não estava ali.

- Você tem coragem de aparecer aqui sem suas pokébolas – comentou Arai em um tom superior se aproximando do grupo de novatos com seus dois colegas. – Está dizendo que não precisa do treino básico?

Ryoma estreitou os olhos. Foram eles.

- Você está sempre tão confiante, enfrente-me agora – desafio Arai, que tinha um sorriso prepotente nos lábios. – Mas você não está com nenhum Pokémon…

O olhar que Arai trocou com seu colega de cabelos avermelhados fez com que todos tremessem. Com um sorriso tão prepotente quanto o do castanho, o ruivo pegou uma pokébola que estava jogada no chão e entregou a Arai. O castanho sorriu maldoso e a jogou na direção de Ryoma, que a pegou no ar com habilidade.

- Fique com esse aí – declarou Arai maldoso.

Ryoma abriu a pokébola, fazendo com que ela liberasse um pequeno Wurmple. Todos os novatos arregalaram os olhos ao ver o pequeno verme, que olhou confuso para os lados, até que seus olhos pararam em Ryoma que estava sério.

- Esse é… - murmurou Horio se afastando rapidamente ao ver o Pokémon inseto.

- É o que estava no vestiário – completou Kachiro, com os olhos arregalados. – É impossível! Não há como batalhar usando um Wurmple! Eles não podem fazer praticamente nada!

- Qual o problema? – indagou Arai, parecendo incrivelmente satisfeito ao ver a cena de Ryoma encarando o pequeno inseto. – Não vai me enfrentar? Oh ‘Super Novato’.

Ryoma não respondeu, seu olhar desviou do pequeno Pokémon em seus braços, para encarar o veterano. Aquilo acabou de ser a gota d’água para fazer com que sua raiva transbordasse. Então eles lhe achavam tão fraco ao ponto de não conseguir vencer com um Wurmple?

Os titulares que estavam treinando próximo ao local olharam a cena com desconfiança. Era óbvio para eles o que estava acontecendo.

- Arai está causando problemas de novo – comentou Kikimaru, enquanto Emolga pousava graciosamente em sua cabeça, como se quisesse encontrar um bom lugar para assistir a cena a sua frente.

- O que devemos fazer? Impedir? – indagou Inui, olhando para o ruivo atrás de si.

- Eles vão tomar outra bronca do capitão – resmungou tirando Emolga de sua cabeça e a olhando com reprovação.

Antes que os titulares decidissem o que fariam, Arai se afastou com um sorriso desdenhoso nos lábios.

- Esse Pokémon é perfeito para você, novato – declarou rindo. – Aprenda com isso e nunca mais se exiba de novo. Se fizer isso, talvez, sua preciosa mochila apareça de novo.

Ryoma perguntou um pouco o pequeno Wurmple, que o olhou surpreso. Ele iria esmaga-lo. em silêncio se virou e começou a andar em direção a quadra.

- E-ei… - chamou Horio, mantendo alguma distância, por causa do Pokémon inseto. – Echizen, onde você está indo?

- Tem alguns… - comentou em um tom frio, antes de parar e se virar para encarar Arai, que havia parado de rir. – Que jogam sujo porque são fracos.

- O quê? – rosnou Arai, não acreditando que Ryoma ainda estava com o mesmo tom de arrogância de antes. – Está falando que eu a escondi?

- Quem sabe? – indagou Ryoma em posta, se colocando em um dos extremos da quadra de batalha, batendo de leve o pé no chão, para então soltar Wurmple que andou uma pouco para ficar no posto certo para batalhar. – Okay, vamos batalhar.

Arai se chocou com aquela resposta. Ryoma realmente o enfrentaria com um Wurmple? Melhor para si, pensou, pois com um Pokémon ridículo como aquele, não havia como perder e ainda poderia satisfazer seu desejo e humilha-lo frente de todos.

Fuji que assistia a tudo com certa expectativa sorriu, olhando um pouco analítico para o Pokémon que Ryoma estava sendo forçado a usar.

- Hm… eu quero ver mais disso – declarou, fazendo com que os demais titulares o olhassem incrédulos.

- Eu sabia que você diria isso – resmungou Eiji, que já conhecia as tendências sadistas do colega.

Arai estava rindo enquanto observava Ryoma do outro lado do campo. A sua frente estava seu Swalot, que certamente sairia vencedor naquela batalha, pois não havia como perderem para um Wurmple. Todos os espectadores concordavam com a opinião de Arai, pois seria impossível um Pokémon tão pequeno e que quase não sabia nenhum ataque vencer um Pokémon evoluído e obviamente maior. Inoue também estava observando tudo com Shiba e não sabia o que pensar. Nos dias atuais, nenhum treinador usava Pokémon vermes como: Wurmple, Caterpie e Weedle. Era quase um tabu, pois esses três eram considerados os mais fracos de todos.

- Aqui vou eu! Swalot, Acid Spray! – ordenou Arai confiante.

Swalot abriu a boca, e lançando um jato de acido verde na direção de Wurmple, atingindo e o jogando no chão. Arai sorriu, mas seu sorriso desapareceu quando o pequeno Pokémon voltou a se erguer sacudindo a cabeça e limpando os resíduos do ataque de seu corpo.

- Kiso… Toxic! – voltou a ordenar o ataque irritado ao ver que não havia conseguido acabar com o Pokémon no golpe anterior.

Ryoma olhou para Wurmple parecendo um pouco indiferente aos olhos de todos, mas não era isso. Ele estava testando. Ele precisava saber do que aquele pequeno Wurmple era capaz, antes de usá-lo corretamente. Foi por isso que não ordenou qualquer evasiva, deixando que o segundo ataque acertasse Wurmple, arremessando-o contra a grade de proteção e caindo no chão. Olhou novamente para o Pokémon que se levantava e voltava lentamente para a quadra. Sorriu. Pronto, já sabia de tudo o que precisava.

- Eu sabia! É impossível com aquele Pokémon! – exclamou Horio desesperado, como se fosse ele que estivesse sendo forçado a batalhar com um Wurmple.

Arai estava convencido. Seu sorriso de desdém não diminuía nem um pouco, apenas aumentava a cada ataque que lançava contra Wurmple. Mas a confusão atingiu a todos, ao verem Ryoma se espreguiçar, para então abrir os três botões de sua camisa, deixando que o pingente dourado com a letra ‘S’ brilhasse contra o sol de fim de tarde.

- Okay… hm… já podemos parar de brincar Wurmple – disse ele terminando de se espreguiçar. Estava na hora no show.

- Idiota, tentando ser forte… Swalot, Body Slam!

- String Shot. – ordenou em um tom calmo.

Swalot saltou na direção de Wurmple, pronto para cair sobre o pequeno Pokémon e esmaga-lo, no entanto, diferente dos ataques anterior, o pequeno inseto não ficou parado. Expeliu de sua boca um grossa teia, envolvendo o corpo de Swalot quase que por inteiro, deixando apenas os olhos vermelhos expostos. Por causa da teia, Swalot perdeu o equilíbrio, caindo de costas no chão, mais parecendo um casulo do que qualquer outra coisa.

- S-Swalot! – exclamou Arai ao ver o Pokémon desesperado tentando se soltar da teia.

Todos que assistiam a batalha arregalaram os olhos, ao verem o Pokémon de Arai completamente imobilizado pelos resistentes fios da teia de Wurmple. Inoue sorriu ao ver aquilo, pegando sua câmera e tirando algumas fotos. Era inacreditável.

- Ele estava testando a resistência de Wurmple, para deduzir se sua teia seria forte o bastante – comentou Eiji surpreso com o que havia visto.

- Ele é bom – concordou Fuji, seus olhos se abrindo e revelando um tom azulado igual ao céu de verão.

Arai olhou desesperado para seu Pokémon, não acreditando no que estava acontecendo. Escutava os cochichos de todos, que estavam admirados com o que o garoto estava fazendo.

- Isso foi realmente fraco – comentou Ryoma, parecendo um pouco decepcionado, recebendo um olhar choroso de Wurmple, como se este estivesse se desculpando por não poder usar uma teia mais forte.

- C-cala a boca! – gritou Arai, que não acreditava que tudo estava indo contra ele. Era Ryoma que deveria ser humilhado e não ele! – Swalot, Acid!

Swalot se remexeu ainda mais preso pelas teias, tentando fazer aquilo que o dono lhe mandava, mas as que estavam envolta de sua boca eram realmente fortes e resistentes, não deixando que liberasse nem mesmo uma gota do líquido ácido.

- Wurmple Attack – mandou Ryoma calmamente, em um tom de confiança. – Brinque um pouco.

Wurmple correu na direção de Swalot, acertando-o e o jogando para cima, começando a brincar com o Pokémon como se fosse uma bola cabeceando-a varias vezes, o que fez com que todos que assistissem comessem a rir da cena. Arai arregalou os olhos, enquanto via seu Pokémon ser usado como bola por um Pokémon muito menor do que ele.

- Um grande caligrafo não precisa escolher suas canetas – comentou Fuji com um sorriso maldoso nos lábios, enquanto um brilho intenso preenchia seus olhos.

Ryoma riu ao ver a expressão de pânico no rosto de Arai. Isso era só o começo, pensou maldoso. Faria com que Arai jamais esquecesse aquele dia e nunca mais pensasse em lhe provocar.

- Bem… meu aquecimento já terminou – declarou Ryoma, em um tom maldoso, fazendo com que Arai recuasse um passo, enquanto Wurmple jogava Swalot no chão. – Vamos terminar isso… senpai.

- E-ei… vamos deixar isso desse jeito – falou um dos amigos de Arai, com pena do colega e com medo dele ser o próximo da lista a ser humilhado.

- É só um treino – justificou o outro, que sentia tanto medo quanto o primeiro.

- Iada – respondeu Ryoma com um sorriso de lado.

~*~

Oishi e Tezuka, junto com Sumire, observavam o que acontecia na quadra de batalhas através de uma das janelas da escola. O vice-capitão havia acabado de se recuperar de um acesso de risos, assim como a técnica, depois de verem o pequeno Wurmple ‘brincar de bola’.

- Tezuka… o que você acha? – indagou Oishi, limpando as lágrimas de seus olhos. Ver um Pokémon de quase 1,8m de altura ser feito de bola por um com menos de 50 cm era algo que não se via todos os dias.

Os olhos de Tezuka estavam fixos na quadra, não perdendo nenhum detalhe, porem sua voz não vacilou nem mesmo um milímetro quando falou:

- Não perdoo a quebra de regras. Faça com que todos corram – declarou virando-se e saindo da sala.

- Até mesmo os titulares? – indagou Oishi, imaginando a revolta de Eiji ao escutar que teria de correr.

- Todos! – afirmou Tezuka fechando a porta e deixando apenas Oishi e Sumire na sala.

Sumire sentou-se na cadeira e sorriu. Sabia que Tezuka havia ficado interessado e quando seus olhos bateram sobre as folhas que o capitão estava usando para fazer a seleção das batalhas de ranking, teve a certeza de que Tezuka havia ficado muito interessado. Essa certeza se devia apenas ao nome que lia no papel, afirmando sua participação nas batalhas: Echizen Ryoma (1º ano).

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO
O Homem Conhecido como Mamushi

Dicionário:
Kiso: pode ser entendido como 'maldição' é uma expressão usado por muito quando estão com raiva;
Shadow Ball: Esfera Sombria;
Hai: Sim;
Acid Spray: Spray Ácido;
Toxic: Tóxico;
Body Slam: Queda de Corpo;
String Shot: Tiro de Estilingue;
Acid: Ácido;
Attack: Investida;
'Um grande caligrafo não precisa escolher suas canetas': a citação de Fuji significa, que um treinador realmente forte, não é determinado pelo Pokémon que usa;
Iada: um jeito infantil e imaturo de dizer 'não';

Notas Finais da Autora::
Oi gente XD
Bem, as coisas estão esquentando ne? rsrs... Acho que o Arai não vai mais querer pegar no pé do Ryoma depois dessa rsrs... Sei que muita gente meio que não foi muito com essa personalidade alá Paul e Trip que o Ryoma tem, recebi até comentário sobre isso, mas gente... ele não mau! Ele só é convencido! E com razão. Mas no fundo ele é um garoto legal que só mostra seu lado mais 'forte', escondendo o 'outro' lado não tão forte. Deu pra perceber isso quando ele foi legal com o Wurmple, ne? ^-^
Espero que estejam gostando e a partir do próximo cap, Ryoma entrará nas batalhas de ranking e terá de enfrentar dois titulares e vencê-los para se tornar um titular. Espero que estejam gostando =D
Beijinhos para todo Wink
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Sab 15 Dez 2012 - 13:22

Imagem Especial do Capítulo:

CAPITULO QUATRO
O Homem Conhecido como Mamushi


- Ohayo – murmurou Ryoma, entrando na cozinha e largando sua mochila ao lado da mesa.

- Ohayo Ryoma-san – respondeu a voz feminina e alegre de Nanako, prima de Ryoma.

Nanako já tinha 20 anos e cursava a universidade local e por isso vivia com seus tios. Tinha os cabelos longos em um tom negro arroxeado e olhos castanhos. Sua personalidade era sempre dócil, principalmente com Ryoma, que para si era como um irmão menor. Assim que o garoto se sentou para comer ela lhe serviu o prato contendo dois ovos fritos, bacon e salsichas, enquanto em outro estava duas fatias de pão australiano. Ryoma encarou seu café da manhã e foi inevitável que seus lábios formassem um ‘bico’.

- Okaasan! – gritou, virando-se na cadeira para olhar o corredor. Ele não gostava de comida americana! Quantas vezes ele teria de implorar para que sua mãe lhe servisse a comida japonesa que tanto gostava?

- Obasan já saiu – alertou Nanako sorrindo ao ver a expressão do moreno, lhe servindo um copo grande de suco de laranja. – Prometo que amanhã faço seu café japonês preferido Ryoma-san, então coma esse hoje.

- Hm… - resmungou baixinho, começando a comer. Não tinha escolha e precisava de energia naquele dia, já que seriam iniciadas as batalhas de ranking e ele competiria.

Olhou para o chão e viu Eevee comendo uma porção maior de ração Pokémon com colocação rosada, enquanto ao seu lado estava o pequeno Wurmple que havia ‘ganhado’ há alguns dias. Sorriu ao se lembrar daquela partida. Foi muito gratificante brincar com Arai e havia mostrado a todos que suas habilidades não diminuiriam, não importando o Pokémon que tivesse consigo. Isso ele havia aprendido logo cedo. Não importa o Pokémon que você use, tudo o que importa é o modo como você o usa. Mesmo o mais belo diamante se torna um pedregulho em mãos erradas, assim como o mais horrível pedregulho se torna o mais belo diamante nas mãos certas.

- Ryoma-san, aqui está o seu almoço – falou Nanako, retirando o menor de seus pensamentos, enquanto colocava um bento na frente do garoto. – Eu já coloquei a comida o Eevee na sua mochila também. Fiz a ração com pecha barry.

- Hm… domo… - murmurou terminando de comer e bebendo o restante do suco rapidamente.

Pegou sua mochila e colocou Eevee novamente na pokébola, guardando seu bento e se preparando para sair. Mas mais havia dado dois passos, quando sentiu alguém lhe puxar pela calça. Olhou para baixo e viu Wurmple lhe encarando com o olhar de cachorrinho que havia caído do caminhão da mudança.

- Não. Não vou levar você comigo hoje – afirmou decidido, Wurmple podia ter se saído bem contra Arai, mas não seria assim com um dos titulares que poderia enfrentar nas partidas de ranking. Antes que isso acontecesse, ele precisaria treinar Wurmple seriamente e deixa-lo verdadeiramente mais forte. – Se comporte e me espere voltar.

~*~

Ryoma saiu do vestiário já trocado e com Eevee ao seu lado. A pequena raposa não parava de pular animada com a idade de que batalharia com pessoas fortes. Ryoma já havia cansado de falar que antes de batalharem com os titulares, teriam de vencer os demais veteranos o que não era realmente um grande desafio. Enquanto estava atravessando o caminho para as quadras onde as batalhas aconteceriam, encontrar Sakuno em frente à área de alvo usada para treinar a pontaria dos ataques. Viu ao lado dela um pequeno Marill que tentava acertar o alvo a apenas cinco metros de distancia, mas seus jatos d’água sempre erravam.

Soltou um suspiro com aquela cena. Como alguém poderia não entender o básico? Aproximou-se em silêncio, não deixando que sua presença fosse notada e quando Marill tentou novamente acertar um dos alvos, deu um leve pontapé no Pokémon, fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse no chão.

- Ryoma-kun! – exclamou Sakuno assustada e até mesmo irritada pelo o que o garoto havia feito com seu Pokémon.

- Está rígido demais. Relaxe os músculos e se concentre apenas no alvo – falou simplesmente se virando para continuar seu caminho.

- Um concelho! – exclamou surpresa, mas sem conter um sorriso ao escutar aquilo, mesmo que não entendesse realmente o que aquilo significava.

Quase que instantaneamente, após a saída de Ryoma, Tomoka apareceu animada lhe puxando pelo braço em direção à quadra de batalhas, falando algo sobre Ryoma e batalha no meio de vários gritos histéricos. Mesmo que Sakuno houvesse dito que precisava praticar com Marill, a castanha nem ao menos se importou e apenas a arrastou em direção a quadra.

Quando chegou lá, Sakuno se surpreendeu ao ver várias de suas senpais do clube feminino de batalhas dependuradas na grade de proteção, gritando os nomes dos titulares clube do masculino. Estava havendo uma serie de batalhas e em uma das quadras, a batalha de Ryoma estava começando. Avistou o pequeno Eevee de frente para um Pupitar. A batalha não durou nem mesmo dois minutos, pois logo na segunda vez que Eevee usou o Ice Beam, Pupitar caiu no chão inconsciente.

- Incrível. Ele venceu sem receber nenhum dado – comentou Shiba surpreendendo as duas garotas, que a olharam vendo que ela estava acompanhada de Inoue.

- Shiba-san. Inoue-san. – murmurou Sakuno surpresa, ao ver os dois. – O que fazem aqui?

- Viemos assistir as batalhas de ranking – explicou Inoue que não conseguia conter um sorriso. – Ryoma-kun parasse estar em sua melhor forma hoje – comentou olhando expectante para o garoto que agora se sentava em um banco com Eevee em seu colo.

- É realmente incrível. Aquele Eevee não está nem um pouco cansado – comentou Shiba erguendo a câmera a dando zoom na pequena raposa. – Como um Pokémon tão pequeno, pode ter tanto folego?

- Isso são coisas que apenas o treino físico e uma boa alimentação podem dar – explicou Inoue. – Provavelmente, Ryoma-kun tem aquele Eevee há muito tempo e deve ter dedicado muito tempo em treiná-lo para que ele fosse tão forte. Poucos garotos de sua idade tem esse senso de responsabilidade.

Ao escutar aquilo Sakuno olhou para o próprio Marill que estava ao seu lado. Não era atoa que Ryoma era forte. Ele treinava sempre e nunca deixava de cuidar de seu Pokémon. Se ela quisesse ser forte, teria de fazer o mesmo.

~*~

- Sugoi Ryoma-kun! Se você continuar vencendo assim, certamente vai se tornar um titular! – exclamou Katsuo, enquanto atravessavam o campo para irem tomar água.

Ryoma não falou nada. Eevee estava caminhando um pouco mais a frente, quase dando pequenos pulos, ao invés de caminhos normalmente. Ela sempre ficava assim depois que vencia mais de uma partida com facilidade.

- Demo, o próximo adversário do Echizen é um titular, não vai ser tão fácil quanto os outros – declarou Horio com um sorriso maldoso nos lábios, esperando para ver se conseguia alguma reação, mas nada.

- Pois eu tenho certeza de que o Ryoma-kun vai vencer! – exclamou Katsuo firme no que dizia. – Ele não é um novato qualquer!

- Hm… onde está Kachiro? – indagou Horio, obviamente querendo mudar o rumo da conversa.

- Ahm? Agora que você falou, ele sumiu desde a terceira batalha do Ryoma-kun - comentou Katsuo olhando para os lados, como se quisesse encontrá-lo.

Antes que qualquer um respondesse, o som de um ronco se fez presentes e todos encararam Horio que corou sem jeito.

- Hehe… acho que já passou da hora do almoço – comentou rindo sem jeito, coçando a cabeça envergonhado. – Vamos comer o vestiário! – declarou, correndo na direção do vestiário.

Mas Horio não havia dado dois passos, quando seu corpo se chocou contra um maior, jogando-o no chão. Quando olhou para cima para ver em quem havia batido, o garoto empalideceu ao se deparar com a expressão cruel de Kaidoh e os olhos perigosos de Seviper que estava logo ao lado do dono.

- Olhe por onde anda ichinen – rosnou em um tom baixo e perigoso, fazendo com que Horio quase de urinasse de tanto medo. – Saia daqui.

- H-hai! – gritou Horio se levantando e saindo correndo mais rápido que suas pernas lhe permitiam.

Os olhos de Kaidoh se ergueram na direção de Ryoma que, diferente de Katsuo e Horio, o encarou fixamente como se ele não lhe assustasse. Eevee também encarava Seviper, que não parava de tremer sua cauda em um aviso perigoso, mas nada disso assustava a pequena raposa. Tanto treinador quanto Pokémon se encaravam, ambos sentindo o peso que os rodeava. Eram os próximos a se enfrentarem isso fazia com a tensão entre eles aumentasse ainda mais.

Ryoma deixou que um meio sorriso se desenhasse em seus lábios antes de continuar seu caminho, fazendo com que Eevee desprendesse sua atenção de Seviper e o seguisse. Kaidoh observou enquanto o menor se afasta e apertou os punhos dentro dos bolsos da bermuda que usava. Aquele calouro era convencido demais e isso deixava todos os seus nervos a flor da pele.

- Sua batalha ainda nem começou e você já está no ‘modo ataque’ – comentou uma voz mansa o que fez Kaidoh se virar para trás.

Assim que o fez, deparou-se com um sorridente Fuji e logo ao seu lado sua Clefable que compartilhava seu sorriso. Lentamente, o dono dos olhos azuis andou até o lugar onde Kaidoh estava, olhando na direção em que Ryoma havia ido, podendo ainda vê-lo cruzar a porta do vestiário e desaparecer completamente de sua vista.

- Esse novato, Echizen-kun, parece ser realmente interessante – comentou como se estivesse falando de como estava o tempo. – Estou com inveja de você, por estar no Bloco D e poder enfrentá-lo.

- Não é nada demais. É apenas um novato – respondeu Kaidoh em um tom seco, porém com certo respeito.

- Como seu senpai e amigo, eu não colocaria esse garoto no saco de ‘apenas um novato’, Kaidoh – declarou Fuji abrindo os olhos e expondo o brilho cuidadoso e perigoso dos olhos azuis. – Para o bem do seu lugar de titular, não subestime seu adversário. Afinal, ele me lembra um pouco do Tezuka naquele idade. Principalmente na habilidade.

Os olhos de Kaidoh se arregraram em surpresa ao escutar aquilo, mas não pode dizer nada, pois Fuji simplesmente foi embora, deixando-o para trás. A tensão em seu corpo aumentou significativamente ao escutar aquilo. Fuji havia entrado no clube na mesma época que Tezuka e era um dos poucos que conhecia realmente o capitão do clube. Se ele estava comparado Ryoma a Tezuka, então Kaidoh realmente não poderia se descuidar.

~*~

- Você está realmente indo bem, Echizen – comentou Horio com a boca cheia de comida, cuspindo um pouco de arroz em cima de Katsuo que estava a sua frente, forçando-o a afastar o próprio bento enojado. – Você é realmente incrível!

- Horio-kun… - gemeu Katsuo não acreditando que seu almoço havia sido alvejado por cuspe e pedaços de arroz. – Você disse que seria difícil para o Ryoma-kun ganhar – comentou enquanto tirava a parte atacada de seu almoço, para conseguir comer o que havia sobrevivido.

Ryoma não disse nada, estava de lado começando seu bento enquanto lia uma revista. Ao seu lado Eevee comia afoitamente a ração que havia sido lhe preparada por Nanako. Os olhos dourados estavam atentos à reportagem da revista, quase que ignorando completamente as palavras de Horio.

- Eu falei que ele não poderia vencer um titular – declarou Horio, como se estivesse justificando suas palavras. – Mas se ele continuar assim… ele pode até ganhar do Kaidoh-senpai.

Antes que Horio continuasse a falar sobre as chances de Ryoma vencer, ou perder na próxima batalha, a porta do vestiário abriu e Kachiro entrou. O garoto estava com vários machucados nos braços, o que assustou um pouco aos colegas. Em suas mãos havia uma câmera de vídeo.

- Kachiro, o que aconteceu com você? – indagou Horio ao ver o estado do colega.

- Hm… er… eu estava me esforçando para gravar e acabei recebendo um ataque – respondeu tremendo de leve ao se lembrar do que havia lhe acontecido alguns minutos atrás. – Esqueça isso. Nós temos um sério problema! Vejam o que eu gravei! – exclamou erguendo a câmera de vídeo e a armando.

Katsuo e Horio largaram seus bentos e foram assistir ao vídeo. Era a batalha de Kaidoh com um dos garotos do segundo ano. O começo foi comum, viram Seviper desviar de alguns ataques e usar outros, mas em um determinado ponto, Seviper começou a se mexer de forma estranha e…

- M-mentira… - murmurou Horio sem acreditar no que seus olhos viam.

- O que… foi isso? – indagou Katsuo entre chocado e assustado.

- Eu não sei, mas depois que ele fez aquilo, o Pokémon do outro senpai não conseguiu mais batalhar direito – falou Kachiro fechando o vídeo e olhando para os colegas apreensivo.

- Hm… Sugoi ne… Seviper – comentou Ryoma em um tom despreocupado, ainda com os olhos fixos em sua revista o que fez com que seus colegas o encarrassem sem acreditar. – Talvez eu não consiga vencer.

- Ah! Não diga isso Ryoma-kun! Eu gravei esse vídeo para te ajudar! – exclamou Kachiro não acreditando no que o amigo falava.

- Coma tudo Eevee, essa comida vai te fazer muito bem – falou Ryoma acariciando as costas de Eevee, ignorando completamente o que Kachiro falava.

- Ryoma-kun! – gritaram Katsuo e Kachiro juntos, olhando com quase desespero para o garoto.

Ryoma fechou a revista e a guardou dentro da mochila, junto com a vasilha de seu bento vazia. Levantou-se e se espreguiçou amplamente, sendo imitado por Eevee que já havia acabado de comer.

- Bem… estou indo – disse caminhando para fora do vestiário, deixando os amigos chocados para trás.

~*~

Oishi estava concentrado fazendo algumas correções dos resultados das batalhas, por isso acabou se assustando com o surgimento repentino de Inui.

- Inui? – exclamou, olhando para o colega que pegava a caneta e marcava o resultado de sua última batalha.

- Trocarei de lugar com você, então pode ir – falou calmamente largando a caneta e encarando o colega de time.

- Como está? – essa pergunta poderia ter vários significados, mas tanto Inui quanto Oishi sabiam do verdadeiro significado dela.

- Melhor do que eu esperava. Aquele novato ainda não perdeu uma única vez – declarou Inui, com um olhar cuidadoso por detrás das lentes grossas.

- Mas você já tem alguma ideia de como vencê-lo, não é mesmo? – indagou Oishi se levantando da cadeira e olhando para Inui.

- Suponho que sim – respondeu ergue o caderno verde que usava para fazer anotações, o que fez um frio percorrer a espinha de Oishi.

- Eu realmente detesto esse seu caderno – comentou fazendo com que o outro desse um sorriso enviesado.

- Bem… todos tem que ter seu estilo, esse é o meu – respondeu dando de ombros, para então para e encarar o quadro de batalhas do Bloco B, onde estava o nome de Tezuka. – O que Tezuka pensa sobre o garoto?

- Não sei, ele ainda não me disse nada claramente – respondeu, olhando para o quadro junto com Inui, quase como se ele fosse lhe oferecer todas as respostas. – Mas pediu para que eu gravasse as batalhas que ele não pode assistir. Provavelmente, ele vai ir ver a do Kaidoh pessoalmente.

- Se esse novato chamou a atenção de Tezuka, é mais um motivo para que eu o derrote – declarou Inui calmamente, fazendo com que Oishi desse uma pequena risada.

Sim. Se alguém chamava a atenção do capitão do clube, então não deveria ser qualquer um e isso era o bastante para que qualquer um quisesse superá-lo.

~*~

Tezuka apertou novamente o play do controle, para voltar a ver o vídeo da batalha que havia pedido para Oishi gravar, enquanto tinha sua própria batalha. Observou com atenção os movimentos e as expressões tanto do treinador, quanto do Pokémon. Haxorus estava deitado no chão ao lado de sua cadeira, também observando o que acontecida no vídeo. Tezuka apertou o pause assim que escutou a porta se abrindo, revelando Sumire que tinha um sorriso de quem havia pegado o ladrão em ação.

- Preocupado? – indagou ela cruzando os braços e olhando na direção do vídeo, que estava parado exatamente em uma cena onde Eevee iniciava o ataque Ice Beam.

- Não – foi uma resposta curta, mas ao mesmo tempo uma grande mentira. Ele estava preocupado sim, por vários motivos e o principal tinha conexão direta com seu passado.

- Esse garoto lembra muito você, Tezuka – comentou Sumire, quase como se estivesse lendo os pensamentos do garoto. – Mas a diferença está na atitude. Você sempre foi mais calmo e não contava vantagem, Echizen faz justamente o contrario. Ele adora contar vantagem e provocar seus adversários.

Tezuka desviou o olhar para Haxorus e acariciou a cabeça do Pokémon dragão. Aquilo era preocupante e fazia com que os fantasmas do passado se tornassem ainda mais presentes. Sim. Eles eram parecidos em habilidade, mas diferentes em vários pontos. Principalmente sobre um ponto que parecia rondar tanto os olhos de Ryoma quantos os de Eevee, exatamente como uma sombra.

- Ele usou uma Everstone? – indagou Tezuka calmamente, imaginando se Ryoma estava trancando a evolução do próprio Pokémon.

- Hm… não que eu saiba – admitiu Sumire dando de ombros. – Mas pode ser isso, pois pelo o que sei, Echizen o tem há muito tempo.

Tezuka se levantou da cadeira, fazendo com que Haxorus também se erguesse.

- Aonde vai? – indagou Sumire, vendo o capitão seguir ate a porta.

- A partida de Kaidoh está prestes a começar – respondeu simplesmente abrindo a porta e saindo.

Sumire riu com aquela atitude. Sim. A partida de Kaidoh contra Ryoma estava prestes a começar.

~*~

Quando Ryoma entrou na quadra alguns minutos adiantado para sua batalha, pode ver o final da batalha de Momo. Sorriu de lado ao ver como os movimentos de Zangoose estavam melhores do que da vez em que batalharam. Realmente, havia sido imprudência do mais velho lhe desafiar enquanto seu Pokémon estava machucado. Quando a batalha terminou Momo saiu da quadra, mas parou assim que viu Ryoma e Eevee do lado de fora.

- Yo! – cumprimento animado erguendo a mão em um aceno para o mais novo.

- Oi – respondeu simplesmente, sem grande animação. – A perna do seu Zangoose parece estar melhor – deixando um sorriso malandro se desenhar em seu rosto.

- Tsk… você realmente sabia desde o começo – resmungou em um misto de irritação e vergonha. – Kaidoh é seu próximo oponente?

- Hm… provavelmente – respondeu dando de ombros, como se aquilo fosse algo sem importância, começando a caminhar em direção a quadra que seria usada para sua batalha.

- Não diga ‘provavelmente’ – falou Momo, dando uma risada do jeito do menor. – Você pode não se preocupar, mas… - seu tom de voz ficou sério, o que chamou a atenção de Ryoma. – Tenha cuidado com Mamushi.

- Mamushi? – indagou confuso parando de caminhar e se virando para encarar o mais velho.

- Estou falando sobre o Kaidoh – explicou rindo ao ver a confusão no rosto do menor.

- Ah… claro – afirmou voltando a caminhar.

- Ahah… queria saber se ele realmente entendeu… - murmurou Momo, olhando para Zangoose ao seu lado, que apenas deu de ombros, como se não soubesse responder aquilo.

Antes que Momo pudesse pensar em dar mais alguma alerta para o menor, Zangoose rosnou alto e se virou em direção à entrada da quadra. Quando olhou, entendeu logo o porquê, Naquele momento Kaidoh adentrava a quadra sendo seguido por Seviper.

- Melhor você entrar na pokébola Zangoose, não é hora de brigar com o Seviper – declarou Momo sério, chamando o Pokémon para dentro da pokébola.

Momo saiu da quadra e foi se junto aos demais titulares que estavam ali para assistir a batalha. Se surpreendeu um pouco ao ver Tezuka ali, mas não perguntou nada. Estava mais ansioso para ver como Ryoma lidaria com Kaidoh.

- Finalmente… Echizen contra um titular – comentou Eiji, que não escondia o sorriso expectante nos lábios.

- Contra alguém como Kaidoh… estou curioso para saber até onde ele pode aguentar – comentou Inui abrindo seu caderno e tirando uma lapiseira de seu bolso.

Tezuka ficou em silêncio, encarando o pequeno novato na quadra. Aquela batalha iria lhe responder algumas perguntas, mas não todas. Ele precisava de todas as respostas, antes que pudesse cometer algum erro em seu julgamento.

Ryoma tentava controlar as batidas de seu coração enquanto encarava Kaidoh do outro lado da quadra, Eevee não parecia estar tendo o mesmo controle. A pequena raposa estava com os pelos eriçados e batendo a pata direita sobre o chão ansiosamente, enquanto seus olhos estavam fixos em Seviper.

- A batalha entre Echizen e Kaidoh está para começar – declarou o juiz da batalha, olhando de um treinador para o outro. – Será permitido o uso de apenas um Pokémon, sem possibilidade de substituição durante a batalha. O primeiro que deixar o Pokémon adversário incapacitado de continuar a batalhar será o vencedor. Comecem!

- Eevee Swift! – ordenou Ryoma segundos após receberem a permissão de iniciarem a batalha.

- Glare! – ordenou Kaidoh.

Antes que Eevee pudesse usar o Swift, os olhos de Seviper foram rodeados por um brilho vermelho, fazendo com que a pequena raposa se encolhesse e recuasse dois passos, não conseguindo seguir em frente com o ataque.

- Agarre-o! Wrap! – ordenou Kaidoh, com um sorriso maldoso nos lábios.

- Eevee evasiva! – mandou Ryoma, sentindo a pulsação de seu corpo tremer naquele momento.

Eevee tentou se mover, mas não conseguiu. Rapidamente Seviper se aproximou e envolveu o corpo do pequeno Pokémon com sua longa cauda, apertando-o com força o bastante para quebrar seus ossos. Ryoma tremeu quando escutou um grito agudo de Eevee, fechando os punhos com força.

- “Você pode fazer melhor que isso, Eevee” – pensou decidido. – Eevee, se você perder agora, nunca irá derrotá-lo – declarou Ryoma em um tom alto o bastante para que Eevee escutasse e abrisse os olhos trêmulos. Houve um segundo agoniante em que Eevee encarou seu treinador.

Ryoma estava certo. Se ela se deixasse vencer ali, não iriam conseguir. Não poderiam perder ali. Não sabendo de qual lugar retirou forças, Eevee abriu a boca e mordeu com toda a força que possuía a cauda que lhe envolvia, fazendo com que Seviper soltasse um guincho de dor, soltando-lhe a contra gosto.

- Bom trabalho, agora use Shadow Ball! – ordenou Ryoma, com um sorriso amplo no rosto.

Eevee saltou para trás, ganhando distância, enquanto concentrava a energia obscura em sua boca, lançado três esferas negras de uma única vez contra Seviper, que não teve chance de escapar, sendo atingido. Seviper caiu com o impacto, mas se ergueu. Os olhos do Pokémon serpente pareceram brilhar com algum sentimento indescritível, enquanto seu corpo começava a se mover de forma estranha, quase como se estivesse dançando. Sua cauda se mexia para um e sua cabeça para o outro, em um ritmo lendo.

Os olhos de Horio, Kachiro e Katsuo se arregalaram ao verem aquele movimento. Era o mesmo movimento estranho que Seviper usava durante o vídeo. Isso só poderia significar uma coisa.

- Poison Fang – ordenou Kaidoh em um tom sério e ao mesmo tempo calmo.

Os olhos Seviper brilharam rapidamente, enquanto suas longas presas ganhavam um brilho arroxeado e ela saltava rapidamente na direção de Eevee.

- Evasiva! – comandou Ryoma rapidamente.

Eevee saltou para o lado, desviando a tempo das presas envenenadas, mas por causa de sua evasiva, não percebeu a cauda pontiaguda a suas costas surgir, sendo tomada por um brilho arroxeado antes de lhe golpear e jogá-la contra a grade de proteção. Ryoma se virou rapidamente na direção em que Eevee havia sido arremessada. Seu corpo gelou por um par de segundos.

- O movimento dele veio mais cedo, não acha Tezuka? – indagou Fuji, que não conseguia conter o sorriso ao ver como Kaidoh estava batalhando.

- Significa que Kaidoh está batalhando seriamente – declarou Tezuka simplesmente, sem mostrar qualquer sentimento.

- Foi isso que vimos no vídeo – lembrou Horio assustado.

- Aquela é a combinação principal de Kaidoh: Combo Snake – explicou Momo que estava próximo ao grupo de novatos. – Primeiro Poison Fang e se o adversário desviar é pego pelo Poison Jab. O principal objetivo dessa combinação, é envenenar o adversário.

- Envenenar?! – exclamou Tomoka que estava assistindo a batalha junto com Sakuno e os dois jornalistas. – O que isso significa.

- Quer dizer que o objetivo de Kaidoh-kun não é causar dado e sim forçar Eevee a um status prejudicial, fazendo com que não possa continuar batalhando – explicou Inoue entendo o que Momo estava falando. – Isso significa, que depois daquele ataque, Eevee provavelmente não vai durar muito tempo em campo.

O clima entre os espectadores pesou, enquanto Ryoma olhava para seu Eevee ainda caído. O juiz estava prestes a encerrar a batalha, mas foi detido ao ver o pequeno Pokémon se levantando. Ryoma sorriu de lado. Seu Eevee não era tão mole assim.

- Heh… você tem um jeito interessante de usar seus movimentos – comentou Ryoma sorrindo presunçosamente, enquanto Eevee voltava para o campo de batalha sacudindo o pelo e dando um alto miado, não exibindo qualquer aparência de que estava sobre envenenamento. – Mada mada dane.

Os olhos de todos se arregalaram para o pequeno Pokémon que estava em perfeito estado, era quase como se só tivesse sido atingido por um ataque de cauda comum. Os olhos de Kaidoh se estreitaram. Como?

- Vamos lá, Eevee…

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO
Combo Snake

Dicionário:
Ohayo: Bom dia;
Okaasan: mãe;
Obasan: tia;
Sugoi: Incrível;
Demo: 'mas', 'no entanto';
Ichinen: novato;
Everstone: Pedra Eterna, usada para impedir o Pokémon de evoluir;
Yo: Oi;
Mamushi: Literalmente 'víbora';
Swift: Estrela Cadente;
Glare: Encarar;
Wrap: Enrolar;
Shadow Ball: Esfera das Sombras;
Poison Fang: Presa de Veneno;

Notas Finais da Autora:
Oi Pessoal XD
Finalmente, a tão esperada batalha de Ryoma contra um Titular!! \o/
Vamos ver como ele se saí nessa batalha =P Espero que todos estejam gostando ^-^
Beijinhos para todos Wink
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Ter 18 Dez 2012 - 21:05

CAPITULO CINCO
Combo Snake

O clima entre os espectadores estava tenso, enquanto viam a troca de olhares frios entre os dois treinadores na quadra. Shiba estava tirando as fotos, quando sua câmera fez zoom em Eevee, vendo que não havia nenhum sinal de envenenamento. Aquilo era estranho. Normalmente, quando um Pokémon recebido diretamente o Poison Jab, sempre acabava envenenado, então… por que Eevee parecia tão bem?

- Inoue-senpai, como Eevee pode sobreviver aquele ataque? – indagou ela parando de tirar as fotos e olhando para o parceiro.

- Quem sabe… talvez sorte. Existe uma possibilidade do efeito da Poison Jab não acontecer – sugeriu Inoue que também estava surpreso com a resistência do pequeno Pokémon.

- Sorte não tem nada haver com isso – declarou a voz séria e ao mesmo tempo descontraída de Sumire, fazendo com que os dois repórteres se virassem para lhe olhar.

- Técnica Ryuzaki! – exclamou Inoue assustado com o aparecimento súbito da mulher mais velha.

- Echizen não é um simples aluno do primeiro ano – declarou Sumire, com um sorriso brincando em seus lábios. – Finalmente, está preparado para a batalha.

Todos olharam para o menor na quadra e viram seus olhos brilharem em determinação, determinação essa que era compartilhada pela pequena raposa, que apesar do ataque anterior, estava ainda mais animada do que antes.

- Eevee Shadow Ball!

- Não deixe que ataque, Combo Snake! – ordenou Kaidoh.

Quando Eevee ia começar a acumular a energia para o ataque, Seviper saltou para cima de si com as presas envenenadas e a ponta da cauda brilhante alertando de seu veneno. Cancelando seu próprio ataque, Eevee começou a desviar dos ataques se jogando de um lado para o outro, fazendo com que seu corpo não se distanciasse muito do chão, dificultando a possibilidade de Seviper lhe acertar.

- “Oh… então novato está tentando se manter longe dos ataque.” – pensou Kaidoh um pouco surpreso, mas seu sorriso maldoso não deixando seus lábios. – “Mas só isso não é o bastante para impedir meu Seviper.” Abaixe mais o corpo, Seviper!

Os olhos de Seviper brilharam rapidamente, enquanto fazia sua cauda arrastar no chão, atingindo Eevee e o lançando para o alto. A pequena raposa rodou do ar, caindo a pouco mais de um metro de distância de seu treinador. Todos prenderam a respiração, esperando ver o efeito do veneno de Seviper em ação, mas contrariando as expectativas Eevee voltou a se levantar do chão, balançando o pelo como se estivesse tentando se livrar de algo preso nele.

- C-como? – indagou Kaidoh confuso. Tudo bem o efeito não aparecer na primeira tentativa, mas não aparecer na segunda tentativa era algo estranho.

- Hehe… você não vai conseguir infligir Eevee a um status tão facilmente hoje – declarou com um sorriso convencido nos lábios. – Eevee almoçou há pouco tempo e o cardápio de hoje era… ração Pokémon feita de pecha berry.

Tanto Kaidoh, quanto os demais espectadores arregalaram os olhos ao escutarem aquilo. O sorriso que Eevee e Ryoma exibiam ao revelarem isso irritou Kaidoh. Bem… Ryoma teria de agradecer mais tarde para Nanako pela comida, afinal, sem isso, provavelmente estaria em grandes apuros naquele momento.

- Entendi… esse garoto é esperto – comentou Momo rindo baixinho.

- Eto… o que é pecha berry? – indagou Sakuno olhando para o mais velho confusa.

- É uma fruta que tem a propriedades antiveneno – explicou Momo com um sorriso nos lábios. – “Kaidoh agora está com alguns problemas. Vai ser divertido”.

Kaidoh estreitou os olhos. Ele não contava com isso. Realmente, enquanto Eevee tivesse a vitamina antiveneno em seu corpo, a possibilidade do efeito do Poison Jab ser ativada era diminuída potencialmente. Mas isso não importava, uma hora ou outra o efeito iria ser ativado e ele ganharia.

- Seviper, continue com o Combo Snake! – ordenou fazendo com que um sorriso surgisse nos lábios de Ryoma.

- Eevee, continue desviando! – comandou Ryoma.

Mais uma vez todos observaram Seviper atacando com suas presas e caudas, precisando ficar mais rente ao chão para tentar acertar a pequena raposa, no entanto Eevee conseguia desviar com mais facilidade conforme o tempo ia passando. Os espectadores suavam enquanto observavam a batalha, já não sabendo mais dizer se era pelo fato de estar quente, ou se era simplesmente por sentirem a pressão que estava rodeando a quadra naquele momento. Seviper jogava sua cauda para todos os lados enquanto movia sua cabeça para o outro, entendendo acertar Eevee de algum jeito, mas o pequeno Pokémon era veloz e ágil o bastante já tendo adquirido o ritmo certo para desviar adequadamente dos ataques.

- “Que agilidade. Esse Eevee consegue desviar de todos os ataques” – pensou Kaidoh surpreso com a agilidade do pequeno Pokémon. Era a primeira vez que alguém conseguia evitar tão precisamente seus ataques. – “Para um treinador do primeiro ano, ele é incrível. Mas acabou de assinar seu desejo de morte”.

Eevee saltou para trás desviando da cabeça, mas dessa vez acabou sendo atingida pela cauda fazendo com que caísse no chão novamente. Levantou-se com um pouco mais de dificuldade, puxando o ar com força pela boca, tentando recuperar o folego pelos movimentos que estava fazendo. Seu olhar se desviou um momento para seu treinador logo atrás de si. Precisava saber até quando tinha que fazer aquilo.

- Só mais um pouco… - murmurou Ryoma baixinho, para que apenas Eevee pudesse escutar. Ele sabia que estava sendo difícil para Eevee, mas precisavam de mais tempo. Apenas mais um pouco.

- Seviper continue atacando! – ordenou Kaidoh, querendo aproveitar o momento em que Eevee havia parado.

Foi mais um duelo de agilidade. Seviper atacava e Eevee desviava arduamente. Os espectadores já não sabia dizer quando aquela batalha terminaria, pois sempre que parecia que Eevee seria atingida ela desviasse e sempre que Seviper conseguia atingi-la ela voltava a se levantar ainda sem demonstrar qualquer influencia de veneno em seu corpo.

- Sugoi… Eevee está desviando de todos os ataques – comentou Katsuo surpreso ao ver a agilidade do pequeno Pokémon.

- Se continuar assim, talvez Ryoma-kun possa ganhar! – afirmou Kachiro parecendo entusiasmado com a batalha que assistia.

- Sugoi! É tão rápido! – exclamou Sakuno, com os olhos brilhando na direção do pequeno Pokémon, desviando momentaneamente para o Marill ao seu lado. Um dia, Marill seria tão rápida quando Eevee, pensou.

- Com certeza, Eevee tem uma grande resistência – concordou Inoue olhando assombrado para a forma como Eevee desviava dos ataques, enquanto Shiba tirava fotos o mais rápido que podia. – Mesmo assim…

Momo sorriu de lado ao ver como Eevee se mantinha desviando dos ataques, não tentando contra-atacar. Era obvio para si o móvito. Se parasse para atacar, não conseguiria desviar dos ataques e uma hora, ou outra o veneno faria efeito.

- Echizen caiu completamente na armadilha do Mamushi – declarou ele rindo irônico.

- Armadilha? – indagaram os três novatos ao mesmo tempo, olhando para o veteranos que estava próximo a eles.

- Isso mesmo. Para Mamushi, o Combo Snake não é apenas um ataque – explicou Momo, seus olhos adquirindo um brilho de seriedade, enquanto via Eevee escorrer e ser acertada novamente pela cauda. – Sua outra intenção é…

Eevee se ergueu com dificuldade. Seu pelo húmido pelo suor e sua pequena boca aberta puxando o ar com força. Aquilo não estava sendo nada fácil. Olhou para Ryoma e recebeu um aceno negativo. Soltou um pequeno rosnado de irritação. Ainda não havia chegado a hora.

Os olhos de Sakuno se arregalaram levemente ao perceber o estado súbito de Eevee.

- Eevee está ofegante demais… - murmurou ela, o olhar de admiração começando a ser substituído por um de preocupação.

- Entendi! – exclamou Horio se agarrando a grade ansioso. – Por ficar desviando dos ataques, Eevee perde energia e folego.

- Exatamente – confirmou Momo cruzando os braços e olhando para a batalha, imaginando se Ryoma já havia percebido a armadilha, ou se ainda estava completamente envolvido pela técnica de Seviper.

Kaidoh riu em seu lugar. Não havia como Eevee escapar mais, ele já deveria estar em seu limite e isso lhe dava a vantagem. Era hora de terminar com a brincadeira.

- Seviper, Rock Smash! – ordenou Kaidoh, decidido a terminar tudo naquele golpe.

Seviper concentrou a energia em sua cauda, fazendo com que o brilho arroxeado fosse substituído por um brilho marrom amarelado. Um sorriso desdenhoso surgiu nos lábios de Ryoma.

- Agora Eevee! Swift! – ordenou Ryoma.

Os olhos de Eevee ganharam um rápido brilho ao escutar o comando de seu treinador. Saltou para o alto, desviando do ataque e abrindo a boca para liberar uma espiral de estrelas douradas que atingiram Seviper fazendo com que ela caísse próxima ao treinador. Quando Seviper se ergueu os olhos de Kaidoh se arregalaram. As escamas do Pokémon serpente estavam cobertas por um suor, enquanto Seviper respirava com dificuldade maior do que Eevee.

- Seu Seviper parece estar cansado, Kaidoh-senpai – comentou Ryoma com um sorriso malandro em seus lábios. – Eevee Quick Attack!

- Desvie Seviper! – ordenou irritado, não entendendo o que havia acontecido de errado. Sua estratégia nunca falhava.

Eevee correu rapidamente na direção de Seviper, antes mesmo que o Pokémon pudesse desviar, atingindo com força e o lançando novamente ao chão. Mesmo ofegante, Eevee sorriu de forma presunçosa igual ao seu treinador. Já fazia alguma tempo que a pequena raposa não estava mais aguentando ficar desviando sem atacar, agora finalmente podia atacar com tudo!

- Essa é uma boa batalha – comentou Fuji, com um sorriso maldoso nos lábios. – “Ele é melhor do que eu pensava”.

Tezuka ficou em silêncio, olhando o jeito como Eevee estava contra-atacando agora, enquanto Seviper se via em dificuldade de atacar e desviar. Para a surpresa de todos, era o Pokémon de Kaidoh que havia ficado cansado e mais lento durante a batalha, ao invés do pequeno Eevee de Ryoma.

- Ao que parece, Kaidoh ainda não percebeu – comentou Eiji olhando com seriedade para o que acontecia. Ele estava surpreso, afinal, nunca havia visto alguém revidar contra Kaidoh daquele jeito.

- O que está acontecendo? – indagou Kawamura, olhando para o ruivo sem entender. Ele já havia batalhado contra Kaidoh algumas vezes, mas nem mesmo seu estilo de batalha conseguiu evitar o cansaço infligido pelos movimentos de Seviper.

- Etto… senpai… o que está acontecendo? – indagou Sakuno, olhando para o mais velho curiosa.

- Echizen está usando a arma de Kaidoh contra ele mesmo – explicou Fuji com um sorriso nos lábios. – Para evitar os ataques envenenados, Eevee saltou para os lados sem se distanciar do chão, isso obrigou a Seviper manter seu corpo mais rente ao solo. Mas com isso, todo seu corpo fica rígido e tenso demais, fazendo com que o estresse e o cansado de cada movimento seja três vezes maior do que o normal.

Os olhos de Sakuno se arregalaram ao escutarem aqui e quase que imediatamente, as palavras de Ryoma quando a havia visto treinando voltaram a sua mente: “Seu corpo está rígido demais…” Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios ao se lembrar daquilo.

- Ah… como esperado do Ryoma-sama – suspirou Tomoka com os olhos brilhando em admiração ao escutar o que o garoto estava fazendo. – Você extraordinário Ryoma-sama! Lindo! – gritou a última parte, fazendo com que Sakuno a olhasse envergonhada. Como Tomoka poderia agir daquele jeito sem ter vergonha alguma?

Ryoma ignorou os gritos que vinham do lado de fora da quadra. Aquele momento era importante. Tanto seu Eevee, quanto o Seviper de Kaidoh estavam igualmente cansados. Já não era mais uma questão de força, ou habilidade. Agora, o que importava era a força de vontade que sentiam. Olhou para Eevee vendo que as pequenas patas tremiam levemente, enquanto o pelo marrom já estava ensebado de tanto suor. Tinha que ser rápido. Precisava encontrar a abertura final e terminar com aquilo.

- “Não vou perder para um novato!” SEVIPER COMBO SNAKE! – gritou Kaidoh enfurecido, decidido a não parar o ataque.

- Eevee Double Team! – mandou Ryoma, que também não desistiria tão facilmente.

Seviper saltou o mais rápido que pode na direção de Eevee, mas antes que pudesse chegar próximo à pequena raposa, está teve seu corpo envolvido por uma luz branca, fazendo com que dezenas de cópias suas surgissem pelo campo. Seviper olhou para todos os lados confuso, sem saber qual deveria atacar.

- “Onde? Onde está o verdadeiro?” – rosnou Kaidoh em pensamento, olhando para todos os lados, sem saber qual deveria atacar.

- Direita. Esquerda. Pela frente. Ou talvez por trás – falou Ryoma com um sorriso maldoso nos lábios, o brilho que preenchia seus olhos era mais intenso do que o comum. – A opção certa… é por cima. EEVEE RETURN!

Todos olharam para cima e viram Eevee que estava girando rapidamente com o corpo encolhido com os olhos fechados, exatamente como havia feito quando se exibirá a alguns dias na quadra acertando o disco de cerâmica. O corpo pequeno ficou envolto em uma forte luz branca, até que seus olhos se abriram e ela desceu em queda livre na direção de Seviper. O Pokémon serpente se moveu para o lado com a intenção de desviar, mas não seria assim tão fácil. De um jeito que ninguém pode explicar, o Eevee que estava em queda livre desapareceu, surgindo ao lado de Seviper e a golpeando com todas as suas forças, arremessando-a contra a grade de proteção.

Seviper ainda se ergueu após o ataque e encarou a pequena raposa ofegante em campo, mas ele já havia atingido seu limite. Chocando a todos, a grande serpente caiu no chão inconsciente fazendo com que um silêncio pesado os rodeasse, quebrado apenas pela voz do juiz.

- Seviper está incapaz de continuar. Eevee venceu. Vitória de Echizen!

Eevee soltou um longo miado de alivio caindo no chão ofegante. Ryoma sorriu e andou até o pequeno Pokémon o pegando no colo. Quando os olhos castanhos de Eevee se abriram, viram o sorriso do treinador. Um sorriso de orgulho e satisfação que fez com que sentisse que todo aquele esforço havia valido a pena.

- Bom trabalho… Eevee… - sussurrou acariciando o pelo castanho e deixando que ela dormisse em seu colo. Definitivamente, Eevee merecia um bom descanso.

Os titulares que assistiam à batalha estavam em silêncio, sem saber o que pensar naquele momento. Nunca haviam imaginado que Kaidoh perderia para alguém do primeiro ano.

- Aquele menino… ganhou… - murmurou Kawamura como se achasse isso incrivelmente difícil de acontecer.

- Ele ganhou… - murmurou Katsuo com um sorriso amplo.

- Ryoma-kun… - murmurou Kachiro com o mesmo sorriso do colega.

- ELE GANHOU! – exclamaram os três novatos dando um abraço grupal e começando a pular de alegria, quase como se houvessem sido eles a ganharem aquela batalha.

Ryoma olhou em volta e sorriu de lado, mas logo seu olhar se voltou para Kaidoh que estava retornando Seviper para a pokébola. Ele havia conseguido, mas havia sido por pouco. Andou a passos firmes e calmos na direção do mais velho, até que ficou a menos de um metros dele, fazendo com que os olhos enfurecidos se virassem para lhe encarar. Sem dizer nada, Ryoma estendeu a mão livre para o mais velho.

- Aperto de mão – falou simplesmente, consciente de que não era um gesto comum seu. Bem… não era comum batalhar com pessoas que mereciam esse gesto.

Kaidoh olhou para a mão do garoto, mas não retribuiu o gesto.

- Não vai ter tanta sorte da próxima vez, novato – rosnou se virando e saindo da quadra.

Assim que saiu da quadra, percebeu o olhar de todos os demais titulares. Todos estavam surpresos e até mesmo assustados com o que haviam presenciado na quadra.

- Foi uma pena Kaidoh – comentou Inui, olhando para o colega. Realmente, aquele jogo havia sido uma nova fonte de dados para si.

- Não vou perder minha posição de titular. Nunca! – rosnou simplesmente continuando seu caminho e ignorando completamente os demais.

~*~

O sol já estava se pondo. Todos os veteranos já haviam ido para casa, deixando apenas o pequeno grupo de novatos para trás, que deveriam limpar e concertas as quadras para as batalhas do dia seguinte. O assunto que não morria entre os novatos, havia sido a vitória dele contra um titular. Nenhum novato conseguia acreditar que realmente algo assim havia acontecido. Um novato vencendo um veteranos, não um veterano qualquer, mas um titular do clube.

Eevee estava deitado em um dos bancos na quadra dormindo, enquanto seu dono terminava seus afazeres. A pequena raposa ainda estava exausta de todo o esforço que havia feito para vencer a batalha, mas mesmo assim havia um pequeno sorriso satisfeito em seus lábios enquanto ressonava baixinho no banco.

- Eu sabia que o Echizen ia vencer – afirmou Horio em um tom convencido, inflando o peito como se ele é que houvesse sido o vencedor.

- Horio-kun, você falou coisas bem diferentes – debateu Kachiro, olhando para o amigo com descrença. De que lado ele estava afinal?

- Mas Ryoma-kun foi realmente incrível! – exclamou Katsuo olhando para o garoto que terminava de varrer uma das quadras e se aproximava com a vassoura em mãos. – Aposto como ele vai conseguir se tornar um titular se continuar assim!

- Hunf… não tenho tanta certeza – declarou Horio cruzando os braços e inflando o peito. – Kaidoh-senpai era apenas um titular do segundo ano, o próximo adversário dele é o Inui-senpai do terceiro ano. Mesmo sendo o Echizen…

- ELE VAI VENCER! – gritaram Kachiro e Katsuo ao mesmo tempo, não deixando que o castanho voltasse com o mesmo discurso novamente.

- Ei – chamou Ryoma parando a alguns metros do grupo, com a vassoura apoiada no ombro e os olhos com desinteresse. – Eu não me importo com o que vocês estão dizendo, mas podemos terminar logo a limpeza?

Katsuo e Kachiro pareceram ignorar aquilo, sorrindo e correram para perto do garoto, os olhos de ambos brilhando de admiração.

- Ryoma-kun, você teve algum técnico especial quando era mais novo? – indagou Kachiro animado com toda a habilidade que o colega possuía.

- Você é tão forte! Aposto que nunca perdeu uma batalha! – afirmou Katsuo com um sorriso ainda maior do que o de Kachiro.

- Ahm? Do que está falando? – indagou Ryoma confuso, olhando de um para o outro. – Eu perco o tempo todo.

Os dois novatos arregraram os olhos ao escutarem assim. Por um momento, pensando que era apenas alguma brincadeira de Ryoma.

- Não faça brincadeiras! – exclamou Kachiro um pouco irritado por aquela resposta. – Seu objetivo não é se tornar um Pokémon Master?

Ryoma se virou e começou a andar lentamente arrastando a vassoura.

- Nada disso – declarou simplesmente, sentindo uma leve pulsação em seus sangue ao se lembrar de seu real desejo.

- Verdade? Que desperdício! – lamentou Kachiro não acreditando que o garoto realmente não almejava tal coisa.

- Mas com suas habilidades, você certamente poderia se tornar um – afirmou Katsuo, como se suas palavras fossem mudar a opinião de Ryoma.

- Não estou interessado – respondeu simplesmente dando de ombros.

- Se assim, então porque você batalha? – indagou Horio olhando sem entender para o garoto de olhos dourados.

Ryoma não respondeu, apenas largou a vassoura em um canto qualquer e pegou Eevee em seu e saiu da quadra. Inoue observou o garoto ir embora e sorriu amplamente. Assistir aquela batalha havia sido o mesmo do que assistir uma batalha protagonizada por Echizen Nanjirou.

- Aquele último ataque destruiu Kaidoh – comentou em um tom animado, fazendo com que Shiba o olhasse confusa. – Não tenho qualquer duvida. Àquela hora era Samurai Nanjirou!

- Do que está falando, Inoue-senpai?

- Agora eu realmente não tenho escolha, a não ser ir vê-lo – falou sem responder a pergunta de Shiba seu sorriso aumentando ainda mais.

- Ver quem? – indagou Shiba novamente, não gostando de ser deixava de fora do assunto.

- O pai desse menino… Echizen Nanjirou – afirmou Inoue, sentindo a empolgação aumentar ao perceber que finalmente havia chegado a hora de falar com a única pessoa que poderia lhe esclarecer os mistérios de Echizen Ryoma.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPITULO
Esse Homem Chamado Echizen Nanjirou

Dicionário:
Shadow Ball: Esfera Sombria
Sugoi: Incrível
Rock Smash: Esmagamento de Rocha
Swift: Estrela Cadente
Quick Attack: Ataque Rápido
Double Tema: Multiplicar
Return: Retorno
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Dom 23 Dez 2012 - 16:01

Personagem Novo:

Echizen Nanjirou

CAPITULO SEIS
Esse Homem Chamado Echizen Nanjirou





- Marill, evasiva! – ordenou Sakuno quando viu a bola preta se aproximando.

Marill saltou para o lado desviando da bola e sorriu começando a pular, feliz que havia conseguido desviar. Sakuno riu daquela atitude, mas compreendia os sentimentos da pequena. Após assistirem a batalha de Ryoma no dia anterior, as duas entenderam que precisavam aumentar suas bases, antes de tentarem entrar em uma batalha real.

- Eh? Que tipo de evasiva foi essa, hein Sakuno? – indagou a voz estridente e animada de Tomoka se aproximando da grade de proteção e olhando para a amiga e para o Pokémon da mesma. – Você não melhorou em nada hein.

- Tomo-chan, mas… - murmurou envergonhada, vendo Marill abaixar as orelhas tão envergonhada quanto à dona. O que podiam fazer? Não era fácil ficar mais forte.

- Sem ‘mas’! Entenda uma coisa, Sakuno, se você quer aprende a batalhar – comentou Tomoka com um ar de quem sabia tudo, em um tom confiante. – Você tem que fazer isso de um jeito gracioso assim como Ryoma-sama!

Sakuno olhou para a amiga e depois olhou para seu pequeno Marill. Fazer como Ryoma e seu Eevee?

- Impossível… - murmurou abaixando a cabeça, enquanto Marill fazia uma expressão chorosa ao escutar as palavras da dona.

- Não é impossível! – rebateu Tomoka, olhando-a com reprovação. – Se for você, Sakuno, eu tenho certeza que consegue. Anime-se! Bem… de qualquer jeito eu tenho que ir, nos vemos depois Sakuno!

Sakuno não teve tempo de dizer mais nada, pois logo Tomoka saiu correndo para longe. Quando se viu sozinha novamente, Sakuno sorriu e olhou para o pequeno Marill que ainda estava com uma expressão chorosa em seu rosto. Sem qualquer intenção, a imagem de um Marill mais rápido, ágil e forte surgiu em sua mente a fazendo rir baixinho.

- Da mesma forma que eles… - sussurrou girando seu corpo para que voltassem a treinar.

~*~

Sumire sorriu ao receber todo o relatório de Tezuka. Desde a batalha entre Ryoma e Kaidoh que os titulares estavam mais tensos e sérios quanto seus treinos. Tezuka estava sério na frente na técnica que mantinha um sorriso matreiro nos lábios.

- Isso é muito interessante – comentou ela inclinando-se de forma mais confortável na cadeira.

- Depois que Echizen derrotou Kaidoh, todos começaram a ficar mais preocupados – comentou Tezuka impassível. – Parece que todos estão sofrendo de um grande desconforto. Se formos para o torneio com essa atmosfera, os resultados serão…

Tezuka não terminou sua frase, não era necessário. Sumire sorriu ao escutar aquilo. Depois que todos viram aquela batalha, onde um novato havia derrotado um titular, tudo pareceu ficar mais tenso entre eles. Alguns estavam se esforçando mais em seus treinos e outros agradeciam o fato de não terem ido parar no mesmo bloco que o menino prodígio. No dia seguinte seria a batalha entre Inui e Ryoma e, dependendo do resultado, as coisas poderiam se tornar ainda mais interessantes.

- Parece que você está começando a gostar desse Echizen Ryoma – comentou Sumire analisando a postura do capitão.

- Não, eu ainda não sei seu potencial – respondeu impassível, sem demonstrar qualquer sentimento. – Primeiro eu quero que ele enfrente todo o tipo de treinador.

- Você continua exigente como sempre – suspirou Sumire, como se o estivesse repreendendo por alguma pirraça.

- Como capitão, essa é a escolha certa a ser tomada – respondeu simplesmente, fazendo com que Sumire suspirasse e pegasse sua xícara de chá, bebendo um pouco do liquido quente.

- OBA-CHAN! – gritou Sakuno adentrando a sala, assustando a mulher mais velha que acabou por derrubar chá em si mesma.

- Sakuno! – repreendeu, lançando um olhar irritado para a neta que ao ver o que tinha acontecido corou e abaixou a cabeça.

- G-gomenasai… - murmurou envergonhada apertando Marill contra si.

- Sinceramente… o que você quer? – indagou abrindo a gaveta de sua mesa e procurando um pano para se limpar.

- Etto… eu… eu não encontrei o Ryoma-kun… então… pensei que a senhora poderia saber onde ele estaria… - murmurou envergonhada, seu rosto ganhando um tingimento de vermelho mais vivo.

Sumire parou de procurar o pano e olhar para sua neta, até que deu um meio sorriso. Ela já estava na idade? Pensou, tentando segurar o riso e voltando a se sentar confortavelmente na cadeira, olhando para o campo de treino, esquecendo-se do pano.

- Hoje não há batalhas – comentou recebendo um olhar confuso da mais nova, o que a fez sorrir de lado. – Mas Ryoma é um viciado em batalhas. Provavelmente ele deve estar em um lugar onde possa treinar, mesmo que sozinho.

- Um lugar em que possa treinar… mesmo sozinho… - murmurou Sakuno pensativa, até que uma probabilidade surgiu em sua mente. – AH! Já sei! Arigato oba-chan! – exclamou saindo correndo da sala, o que arrancou alguns risos de Sumire.

- Que empolgação toda é essa…? – indagou Sumire soltando um suspiro e bebendo um pouco de seu chá novamente.

- Todos os grandes treinadores do passado – começou a falar Tezuka, atraindo a atenção da mais velha, enquanto ele olhava para o lugar onde Sakuno havia desaparecido. – Tem algum tipo de carisma. E o carisma faz com que as pessoas os sigam.

- Carisma, não é? – indagou Sumire, lançando um olhar astuto para Tezuka que a olhou confuso. Se havia alguém que possuía ‘carisma’ essa pessoa era Tezuka.

~*~

Inoue parou o carro e olhou expectante para a casa de dois andares no estilo ocidental. Ao mesmo tempo em que era imponente, também era simples. Aquela era a casa de Echizen Nanjirou. Inoue quase havia precisado vender sua alma para conseguir aquele endereço, sendo que o treinador lendário não era exatamente do tipo que deixava pistas de como encontra-lo. Mas não havia precisado chegar a tal extremo, pois um velho conhecido havia feito as preparações para a mudança da família Echizen dos EUA para o Japão, e assim pode lhe oferecer o endereço correto.

- Nee… Inoue-senpai… tem certeza de que devemos falar com esse tal de Echizen Nantaro? – indagou Shiba, que não estava muito segura se queria encontrar essa pessoa.

- É Nanjirou – corrigiu Inoue com um sorriso confiante, enquanto apertava a campainha. – Além do mais, você sabe o quão difícil é para alguém encontra-lo? Estamos prestes a ver uma lenda que não aparece diante do publico há anos!

O portão da casa se abriu e Inoue, que estava encontrar o homem ao qual idolatrou por anos, se surpreendeu ao ver uma jovem de longos cabelos azuis escuros a sua frente. Ela tinha uma expressão gentil no rosto, o que o fez ficar um pouco sem jeito.

- Desculpe por demorar. Posso ajuda-los em algo? – indagou Nanako sorrindo gentilmente para os dois repórteres.

- Er… quem é você? – murmurou Inoue, imaginando se havia o endereço.

- Sou Meino Nanako – respondeu com o sorriso ainda mais aberto e gentil.

- Er… gomen… acho que errei o endereço – murmurou Inoue coçando a cabeça sem jeito. – Eu estava procurando a residência de Echizen Nanjirou, mas parece que cometi um erro.

- Não, não cometeu – afirmou Nanako calmamente, olhando para Inoue por algum tempo, como se o analisasse. – Ojisama não está em casa no momento, mas se for importante, pode ir encontra-lo no templo no final na rua.

- Ah… arigato – agradeceu envergonhado, fazendo uma pequena reverencia e puxando chiba em direção ao carro novamente.

Inoue seguiu na direção que Nanako havia lhe indicado e em menos de cinco minutos já estava em frente a um templo budista. Nunca imaginou que o local de seu encontro com seu grande ídolo fosse ter tal cenário, mas isso não lhe importou nem um pouco. Puxou o ar com força para dentro dos pulmões e começou a subir as escadas, enquanto escutava o som o gongo.

Depois de vencer quase 300 degraus, os dois repórteres finalmente adentraram o templo e olham em volta, a procurar de alguém, até que viram um monge de costas deitado de forma preguiçosa sobre o chão, enquanto usava uma corda amarrada em seu pé para fazer o gongo soar.

- Er… com licença – chamou Inoue, um pouco duvidoso se deveria interromper aquele homem. – Estou procurando Echizen Nanjirou. O senhor pode me dizer onde ele está?

- Oh, quem é? Eu sou Nanjirou – falou o monge virando seu rosto e encarando Inoue.

Ao se virar para responder Nanjirou perdeu o equilíbrio caindo e ficando pendurado pela perna, enquanto a revista que estava lendo voou de sua mão caindo sobre a cabeça de Shiba. Quando a mulher olhou para o conteúdo da revista, seu rosto se tingiu por um forte tom de vermelho. Era uma revista com fotos de estudantes na piscina.

- O que é isso?!

~*~

Sakuno parou de correr ao chegar em frente a uma academia de treino Pokémon. Sorriu e voltou a correr para dentro do lugar, começando a procurar Ryoma. O encontrou em um dos setores mais altos que ficava a céu aberto. O garoto estava usando seu uniforme de treino habitual e corria junto com Eevee em uma esteira desviando de bolas ocasionais que era lançadas por uma máquina.

- Como eu pensei, Ryoma-kun está aqui – murmurou Sakuno para si mesma, olhando para como o garoto estava treinando.

A máquina parou de liberar as bolas e Ryoma parou de correr, assim como Eevee. Mesmo de costas Ryoma sentiu a presença de Sakuno, apenas não entendia o que a garota queria ali.

- O que foi? – indagou Ryoma sério, sem se virar para a garota.

- Bem… - murmurou envergonhada e isso piorou quando os olhos dourados finalmente voltaram-se para lhe encarar. – Não importa o que eu diga… vai parecer estranho… Mas oba-chan disse que você poderia estar aqui…

- Sim, e daí? – indagou, ainda não entendendo o que a garota estava fazendo ali.

- Bem… eu não tenho nada a dizer… - admitiu abaixando a cabeça.

Ryoma se virou e andou até a máquina de lançar bolas e voltou a colocar moedas dentro, para então voltar à esteira e começar a correr com Eevee novamente.

~*~

Inoue sempre pensou em como seria o grande treinador lendário Samurai Nanjirou e quando finalmente o encontra, já não sabia o que pensar. Ele era um homem já com quarenta e poucos anos, mas tinha o físico ainda bom como se seu corpo houvesse se esquecido de envelhecer corretamente. Os cabelos eram curtos em um tom de castanho escuro, assim como seus olhos, a pele era morena do sol e usava um quimono de monge marrom simples.

- Sou Inoue da revista Trainer Pokémon Teen – apresentou-se, fazendo uma revência formal diante do homem a sua frente. – É uma honra para mim conhecê-lo, Echizen Nanjirou-san.

- Oh… eu não sou Nanjirou – falou Nanjirou forçando sua voz a um sotaque americano ao escutar de onde Inoue era. – Ele já saiu.

- Você acabou de dizer que era… - murmurou o repórter, não entendo o que havia dito de errado.

- Isso é um incomodo… - murmurou Nanjirou coçando a cabeça desconfortável. – Não sou bom em falar com repórteres. Você se enganou. Não sou Nanjirou.

- Nós viemos aqui para fazer algumas perguntas, Nanjirou-san – explicou Inoue, que não queria ir embora sem antes ter algumas respostas, respostas que apenas aquele homem poderia dar. – Por favor!

- Hm… o que você quer? – rosnou Nanjirou, olhando a contra gosto para Inoue.

- Ei Inoue-senpai, esse velho é mesmo o treinador lendário? – indagou Shiba desconfiada com a atitude de Nanjirou, que em nada lembrava o modo como Ryoma agia. – Ele parece só um monge velho e pervertido para mim.

- Shiba! – exclamou Inoue em represália. Ele ali se esforçando para convencer Nanjirou a responder algumas perguntas, e sua assistente começa a fazer comentários daquele tipo? Alguém ia fazer hora extra no final de semana e não seria ele!

Antes que Nanjirou pudesse tentar encontrar alguma forma de escapar dos dois repórteres, escutou a voz de Nanako que estava entrando no templo.

- Ojisama! Eu trouxe um pouco de chá – avisou a jovem se juntando aos três.

- Che… você veio me interromper – rosnou Nanjirou irritando com a aparição da sobrinha.

- Ojisama, vai ser chato se você não falar a verdade – declarou Nanako olhando-o com seriedade e gentileza.

Nanjirou soltou um suspiro. Sabia que se não falasse corretamente, mais tarde Nanako o delataria para sua esposa e ai sim estaria com verdadeiros problemas, afinal, Rinko sempre havia reclamado do jeito com que tratava todos os repórteres que apareciam para lhe entrevistar.

Sem dizer mais nada, Nanjirou se virou e andou até a parte detrás do templo fazendo com que todos lhe seguissem. Quando chegaram ali, Inoue se surpreendeu ao ver uma quadra de batalha montada no meio do templo.

- O monge que cuida desse templo está de férias – explicou Nanako um pouco mais atrás de seu tio, se virando para encarar os dois repórteres com um sorriso gentil em seu rosto. – Então ojisama construiu uma quadra de batalha.

- Ahh… isso é mal… - murmurou Nanjirou coçando a cabeça irritado. – Ei você. Por um acaso é treinador? – indagou virando-se para encarar Inoue que se surpreender com a pergunta, ainda mais com o sorriso de canto que lhe era oferecido. – É possível?

- Bem… eu batalhava um pouco quando estava na escola – admitiu Inoue sorrindo amplamente. – Mesmo agora, eu ainda batalho todo o final de semana com alguns amigos do trabalho.

- Oh. É mesmo? – indagou Nanjirou subitamente mais interessado na presença de Inoue. – Então eu posso desafiá-lo para uma batalha? O idiota do meu filho ainda não chegou em casa… então estou entediado…

Inoue encarou Nanjirou sem acreditar no que havia acabado de escutar. Será que estava adquirindo algum problema de audição?

- “Não acredito que o invencível Samurai Nanjirou, me desafiou para uma batalha!” E-espere um momento! – exclamou fazendo uma reverencia formal, antes de se virar e sair correndo.

Meia hora depois de ter saído, Inoue voltou com outra roupa e segurando uma pokébola. Ele usava uma bermuda preta e uma camisa listrada, junto com um par de óculos escuros. Ao ver aquilo, Shiba bateu em sua própria testa envergonhado.

- Isso é tão embaraçoso, Inoue-senpai – gemeu ela, escondendo o próprio rosto, como se fosse ela a estar vestida daquele jeito.

- Hm… você está bem confiante – comentou Nanako sorrindo, sabendo que se alguém sem confiança batalhasse contra seu tio, as coisas poderiam ser doloridas.

- Com certeza! Como treinador, você não sabe quando vai ser desafiado, por isso deve sempre andar preparado – declarou Inoue sorrindo confiante.

- Ahh… confesse logo que você estava planejando desde o começo batalhar com Echizen Nanzaburou – declarou Shiba, não acreditando no que o parceiro estava fazendo.

- Ei garota idiota, é Nanjirou! – exclamou Nanjirou que já estava posicionado na quadra, apenas esperando Inoue.

- Hunf… eu ainda não acredito que ele seja o treinador lendário. Ele mais me parece um velho asqueroso, isso sim – resmungou Shiba realmente duvidosa.

- Ei! Shiba! – exclamou repreensivo, olhando para a colega irritado. – O que você está dizendo na frente de Meino-san?!

- Oh… gomen… - murmurou, olhando sem jeito para a garota mais nova ao seu lado.

- Hihi… não se preocupe com isso – falou Shiba sorrindo gentilmente, para então olhar de forma mais séria na direção de seu tio. – No entanto, ela acertou em partes. Ojisama não se parece com um treinador lendário, a menos que esteja em meio a uma batalha. Sugiro que seja cuidadoso Inoue-san.

Inoue a encarou surpreso, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Nanjirou gritou para que entrasse logo na quadra. Mais do que rapidamente, o repórter entrou na quadra e encarou o homem que estava do outro lado. Ainda não acreditava que estava prestes a ter uma batalha contra seu ídolo.

- Nanjirou-san, eu tenho muitas coisas para lhe perguntar, não apenas como repórter, mas como um treinador Pokémon! – afirmou Inoue, liberando seu Pokémon, fazendo com que seu leal Magcargo entrassem em campo.

- Ah… certo. Eu responderei a todos as suas perguntas – afirmou Nanjirou, surpreendendo o repórter, mas logo um sorriso malandro surgiu em seus lábios, encontro tirava uma pokébola de dentro de seu quimono. – Mas só farei isso se você conseguir me causar um dano.

Inoue tremeu ao escutar aquilo e a pokébola de Nanjirou pareceu se abrir em câmera lenta, até que revelou por fim um Pokémon de quase dois metros. Os olhos de Inoue tremeram ao se depararem com o Pokémon a sua frente. Aquela era Slaking! Em todas as fotos que tinha das reportagens antigas sobre Echizen Nanjirou, ao lado do treinador lendário aparecia sempre um Vigoroth. Depois de anos, provavelmente ele havia evoluído e se tornado Slaking. Sua batalha não seria apenas contra o treinador lendário Samurai Nanjirou, mas também com seu Pokémon mais forte, Slaking! Agora ele poderia morrer feliz.

- Se é assim, então não vou me segurar. Magcargo, Flamethrower! – ordenou, sabendo que se não fosse sério, não teria a menor chance.
Magcargo inflou as bochechas, para então abrir a boca, liberando uma forte rajada de fogo na direção de Slaking.

- Hammer Arm.

Slaking ergueu o braço esquerdo, fazendo com que ele fosse envolvido por uma luz branca, antes de golpear a rajada de fogo, interceptando o ataque, sem sofrer um único arranhão.

- Um ataque de efeito logo de cara – resmungou Nanjirou esfregando seu próprio pescoço. – Isso é um pouco irritante…

- Pare de brincadeiras – riu Inoue, não sabendo realmente se o outro estava brincando ou não. – Aqui vamos nós de novo. Ancientpower!

O corpo de Magcargo foi rodeado por uma energia prateada, para então expeli-la e fazer com que formasse uma esfera de energia, lançando-a na direção de Slaking.

- Eu sou um grande fã seu – falou Inoue com um sorrindo.

- Devolva – mandou Nanjirou, com um sorriso em seus lábios. – Mesmo que diga isso, não me agrada que um homem me admire.

Quando a esfera de energia de energia estava prestes a atingir Slaking, ele ergueu o braço e a golpeou, fazendo com que voltasse para Magcargo que caiu sobre o impacto do próprio golpe, mas logo voltou a ficar de pé.

- Por que se aposentou tão cedo? – indagou Inoue, olhando sem entender para o homem a sua frente. Tanto ele, quanto Slaking parecia estar nas melhores condições possível, então… por quê?

- Se-gre-do – riu Nanjirou, ao escutar a pergunta. Ele jamais responderia isso a um repórter.

- Arg… Magcargo, Stone Edge! – ordenou Inoue, tentando encontrar um meio de fazer o outro responder. – Foi um acidente? Uma doença talvez

- Sem comentários. Hammer Arm. – riu Nanjirou quase como se estivesse se divertindo com os esforços de Inoue.

Um círculo de rochas acinzentadas surgiu em volta do casco de Magcargo, antes de ele lança-las na direção de Slaking, que voltou a concentrar a energia em seu braço fazendo-o brilhar. Quando as primeiras se aproximarem, acertou-as com seu braço, fazendo com que elas se chocassem com as demais, criando um efeito domino, destruindo todas as pedras.

- “Droga. Pensei que seria capaz de acertar um único ataque” – pensou Inoue soltando um suspiro, mas logo sorrindo. – “Bem… não seria Samurai Nanjirou se eu o fizesse facilmente”.

- Aquele home é bom, mas esse é o melhor que um treinador lendário pode fazer? – indagou Shiba um tanto que decepcionada. Até mesmo nas batalhas de Ryoma havia sentindo mais entusiasmo.

Nanako soltou uma pequena risada ao escutar aquele comentário. Ela não havia percebido?

- Shiba-san, por favor, olhe para as penas do Slaking – pediu Nanako em um tom de brincadeira.

Os olhos de Shiba se moveram para os pés do Pokémon preguiçoso e assim que os viu arregalou os olhos em descrença. O solo envolta de seus pés estava mais baixo do que o restante do campo e a terra estava um pouco revirada. Não podia ser…

- O Slaking do ojisama não se moveu um único centímetro desde o inicio da batalha – declarou Nanako, fazendo com que a repórter percebesse que o Pokémon de Nanjirou estava contra-atacando e bloqueando os golpes sem ao menos se mover. – Ele sempre faz isso… mesmo quando batalha contra Ryoma-san. O que realmente o irrita muito – terminou Nanako dando uma pequena risada ao se lembrar das varias cenas que já havia presenciado de Ryoma perdendo a calma após uma batalha contra seu pai.

- Ele sempre faz isso? – indagou Shiba chocada com aquela revelação.

- Sim – afirmou Nanako sorrindo e voltando a olhar para.

- I-incrível…

~*~

Sakuno se remexeu no mesmo lugar enquanto observava outra sessão de corrida e desvio de Ryoma e Eevee. Não entendia o porquê de ele estar correndo junto com seu Pokémon, afinal, era apenas Eevee que batalhava, ou seja, não era necessário que Ryoma fizesse um treinamento físico igual ao de seu Pokémon. Na verdade, agora que parava para pensar, ela não sabia quase nada sobre aquele garoto tão incrível e talentoso. Sabia apenas seu nome e o quão bom ele era em batalhas. Será que ele iria se irritar se perguntasse?

- Hm… eu vou incomodá-lo se falar? – perguntou mais para si mesma do que para o garoto.

- Tudo bem, pode falar – respondeu simplesmente pulando para o lado e desviando de uma bola, sendo imitado por Eevee.

Um sorriso amplo e cheio de esperanças surgiu nos lábios de Sakuno ao escutar aquilo.

- Ryoma-kun, quando você começou a batalhar? – indagou curiosa, pois tinha certeza que já deveria fazer alguns anos que ele o fazia.

Ryoma atrasou um passo ao escutar aquela pergunta, mas foi algo tão insignificante que Sakuno não percebeu.

- Eu esqueci – respondeu simplesmente acelerando ainda mais a esteira, surpreendo a garota com aquela reposta e ela quase pensou que fosse apenas uma desculpa para não lhe responder. – Quando me dei conta… estava treinando e batalhando todos os dias. Uma vez, quando decidi parar. Eu não consegui.

- Por quê? – a pergunta era pequena, mas a resposta seria incrivelmente importante, importante para Sakuno compreendesse o grande mistério que era Echizen Ryoma.

- Tenho um objetivo – respondeu, tentando se concentrar nas bolas que viam em sua direção.

~*~

Magcargo estava ofegante. Ele já havia atacado uma várias vezes e os ataque que não haviam sido bloqueados, foram lançados contra si fazendo com que recebesse os próprios dados. Inoue estava surpreso, enquanto sua admiração aumentava ainda mais. Aquele, definitivamente, era o Samurai Nanjirou.

- Vou mudar de assunto – declarou Inoue, encarando seriamente o homem do outro lado da quadra. – O que você espera do Ryoma-kun? Qual o seu propósito? Rest.

Magcargo soltou um bocejo e fechou os olhos, sendo envolto por uma luz colorida recuperando suas forças. Nanjirou, que estava na metade de um bocejo, parou surpreso com a pergunta e olhou para Inoue como se ele houvesse adquirido mais três cabeças.

- Propósito? – indagou confuso.

- Em breve… ele vai batalhar com pessoas de todo o mundo e vai melhor, tornando-se um super treinador. Não está certo? – indagou revelando o que imaginava que aguardava o futuro de Ryoma.

Nanjirou soltou uma risada fraca e desdenhosa ao escutar aquilo. Super treinador? Ryoma?

- Inoue-kun… mada mada dane – declarou Nanjirou, fazendo com que o repórter o olhasse surpreso. - Diga Inoue-kun, está se divertindo? – indagou Nanjirou, com um sorriso amplo nos lábios. – Eu realmente gosto de brincar com ele. Honestamente, é 10 vezes, não… 100 vezes mais divertido do ser um Pokémon Master.

Inoue se surpreendeu ao escutar aquilo e não pode deixar de sorrir também. Então Nanjirou sentia-se assim em relação à Ryoma. Ele, enfim, compreendia.

- Eu entendo, Nanjirou-san – afirmou vendo os olhos de seu Magcargo se abrirem lentamente. – Você está tentando fazer com que Ryoma-kun se torne uma estrela, não é mesmo? Stone Edge!

Os olhos de Nanjirou se estreitaram ao escutar aquilo, aganando um brilho forte. Slaking enrijeceu por um segundo, com se sentisse o que passava pela mente de seu dono.

- Counter.

Magcargo lançou o círculo de pedra na direção de Slaking, que começou a ser coberto por um brilho multicolorido. Quando as pedras acertaram seus corpo, o brilho se expandiu e as jogou de volta com o dobro do poder na direção de Magcargo jogando-o no chão inconsciente. Inoue olhou para o próprio Pokémon sem acreditar. Mesmo depois de ter recuperado suas energias com o Rest, bastou um único ataque para que fosse derrotado.

- “Que poder sobre humano” – penou olhando para o homem do outro lado do campo, que exibia um sorriso confiante. – “Sem duvida alguma, esse é Samurai Nanjirou”.

Shiba estava com os olhos arregalados, enquanto Nanako tentava conter uma pequena risada.

- Parece que ele ficou um pouco sério – comentou como se seu tio não houvesse feito nada demais.

Nanjirou sorriu de forma infantil e colou os dois braços atrás da cabeça, parecendo subitamente envergonhado.

- Me desculpe por isso! Parece que colocamos muita força… – pediu rindo, quase igual a uma criança que quebrava a janela do vizinho.

- Não. Eu agradeço a oportunidade de ter batalhado com você! – exclamou Inoue retornando Magcargo para a pokébola e fazendo uma longa reverência.

~*~

O sol já estava se pondo e Sakuno andava lentamente a dois passos de distância de Ryoma. O garoto parecia sério demais. Ela imaginava se havia perguntado alguma coisa que não deveria. Mesmo quando tentava se aproximar, parecia impossível entender quem era Echizen Ryoma.

- Ryoma-kun… - chamou um pouco hesitante, ainda havia tantas coisas que queria saber.

- Huh? – indagou monossilábico, sem se virar para olhá-la.

- Qual era o objetivo que você tinha dito?

Ryoma virou o rosto rapidamente para olhá-la, mas logo voltou a desviar o olhar. Seu objetivo…

- Gomen… se não quiser responder está tudo bem… - falou apressadamente, pensando que talvez aquele fosse um assunto pessoal demais para Ryoma.

Eles andaram mais alguns metros, até que chegaram em um cruzamento e ficaram parados um ao lado do outro, enquanto esperavam o sinal fechar para que pudessem atravessar a faixa.

- Existe uma pessoa… – começou Ryoma surpreendendo a garota, que lhe olhou ansiosa. –… de quem eu quero ganhar. – falou começando a atravessar a faixa e deixando Sakuno para trás. – Quero ganhar dele nas batalhas.

~*~

Nanjirou soltou um longo suspiro, olhando de canto para os dois repórteres que pareciam esperar ansiosos por alguma informação. Bem… não fazia mal dar uma, ou duas informações para aqueles dois, certo?

- No momento… - comentou em um tom sério que não parecia combinar muito com seu jeito de ser. - O estilo de Ryoma, não passa de uma cópia do meu próprio estilo.

- Uma cópia? – indagou Inoue sem entender.

- Sim – confirmou, olhando em direção ao pôr-do-sol. – Enquanto for assim, haverá sempre uma barreira impedindo que ele cresça adequadamente. Por isso, ele tem que descobrir o que lhe falta, para superar essa barreira.

- E… e o que é? – indagou Inoue ansioso por aquela informação.

- Gomene Inoue-kun, mas você não conseguiu acertar nenhum ataque, então não vou responder – riu Nanjirou de um jeito maroto e infantil.

Nanako riu ao ver a expressão de decepção dos dois repórteres, que tentaram insistir para conseguirem a resposta, mas foram ignorados de forma infantil por seu tio. Quando dos dois foram embora, Nanako se aproximou de Nanjirou com um olhar gentil e até mesmo triste.

- Ojisama, você não falou nada, por que estava com medo de que eles acabassem contando ao Ryoma-san, não é mesmo? – indagou Nanako, mesmo que aquela pergunta não necessitasse de uma resposta.

- Hunf… isso é sua culpa, Nanako-chan. Pare de dizer aos repórteres onde me encontrar – reclamou, lançando um olhar irritado para a sobrinha.

- Isso que… falta em Ryoma-san… não teria nenhum valor se ele não descobrisse sozinho, não é mesmo? – indagou ela, ignorando a represália que havia recebido.

- Ahh… isso mesmo. Aquele filho idiota tem que descobrir sozinho, ao contrario não teria qualquer valor – respondeu soltando um amplo suspiro.

- Foi por isso que o senhor insistiu que ele estudasse em sua antiga escola?

- Você está fazendo pedagogia, ou psicologia Nanako-chan? – indagou irritado, olhando para a garota que apenas riu baixinho. – Tsk… estou com fome. Espero que o jantar já esteja pronto – murmurou irritado enquanto saia do templo.

Nanako observou enquanto ele se afastava, para então desviar seu olhar em direção a quadra.

- “A verdade, é que você se preocupa muito com o Ryoma-san, não é mesmo ojisama? Por isso tem medo de que ele nunca consiga quebrar essa barreira.” – pensou com um sorriso triste em seus lábios. – “Mas eu acredito no Ryoma-san. Eu sei que ele vai conseguir encontrar sua própria resposta”.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO
Dois Ryomas

Dicionário:
Flamethrower: Lanças Chamas
Hammer Arm: Braço de Ferro
Ancientpower: Poder Antigo
Stone Edge: Círculo de Pedra
Rest: Descansar
Couter: Contra-Ataque

Notas da Autora:
Oi Gente ^-^
Bem, acho que eu acabei de fazer algumas revelações sobre o Ryoma não é mesmo? Mas isso não é nem mesmo a ponta do Iceberg por isso, não fiquem pensando: agora eu sei de tudo. As coisas vão ficar ainda mais tensas a partir de agora e no próximo cap inicia a batalha de Ryoma contra o segundo titular XD
Espero que estejam gostando
Beijinhos
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Sab 29 Dez 2012 - 16:00

CAPITULO SETE
Dois Ryomas




A lapiseira percorria velozmente a fola de seu caderno. Esboços, números e palavras eram escritos rapidamente nas folhas do caderno de Inui. Ao seu lado, analisando cada dado que era escrito, seu Venomoth o acompanhava. Naquele dia, o destino das vagas para titulares seria decidida e ambos estavam terminando de fazer as simulações necessárias para garantir que venceriam. Assim que terminou de escrever, um sorriso convencido se formou nos lábios de Inui.

- Perfeito. As chances de vitória de Echizen Ryoma são de 0%.

~*~

Depois de um dia de ‘folga’ das batalhas de ranking, tudo voltava a acontecer. As últimas batalhas aconteciam quase que simultaneamente. Muitos alunos do segundo ano já haviam sido eliminados com a exceção de Kaidoh e Momo. Kaidoh, apesar de ter perdido para Ryoma, ainda tinha uma chance de manter seu titulo de membro titular caso não perdesse em sua próxima batalha. Momo ainda não havia sofrido nenhuma derrota e logo enfrentaria um de seus senpais. Kawamura e Fuji já haviam garantido suas vagas de titulares, sendo que Fuji havia conseguido 6 vitórias e nenhuma derrota, enquanto Kawamura havia conseguido 5 vitorias e apenas 1 derrota. Naquele momento, era o capitão do clube que estava batalhando, tendo como adversário o vice-capitão.

Havia garotas de todos os clubes ao redor da quadra de batalha, soltando suspiros e gritinhos conforme viam a forma como o capitão Tezuka batalhava. Xatu já estava cansado e ofegante, com vários ferimentos em seu corpo. Em um contraste claro, Haxorus estava em perfeito estado do outro lado da quadra, sem nem ao menos ofegar.

- “E eu que me preocupei, achando que ele ainda não estava recuperado. Tezuka está melhor do nunca” – pensou Oishi, dando um sorriso de lado. Mesmo que fosse clara a sua derrota, ele não desistira tão fácil. – Xatu, Giga Impact!

- Dragon Rage. – comandou Tezuka em um tom calmo.

Xatu foi envolvido por uma massa de energia branca e rosa em um formato espiral, voando se encontro ao Pokémon dragão. Assim que viu a aproximação de Xatu, Haxorus abriu a boca liberando uma rajada de energia branca azulada, interceptando o ataque do Pokémon adversário e fazendo com que ele caísse no chão inconsciente.

A plateia explodiu ao ver a vitória de Tezuka, mas o capitão não pareceu se importar com os gritos. Olhou para Haxorus que se aproximava.

- Bom trabalho – elogiou erguendo a mão e acariciando o topo da cabeça do Pokémon, recebendo grunido baixo de gratidão.

- Você estava ótimo Tezuka – elogiou Oishi se aproximando do amigo e estendendo a mão.

- Você baixou sua guarda no começo da batalha – comentou Tezuka em um tom de repreensão, apertando a mão do colega.

- Ahh… eu pensei que vocês não estivessem bem ainda… acabei pagando pelo meu julgamento precipitado – admitiu Oishi um pouco envergonhado, mas nunca deixando de sorrir. – Você vai ir assistir a batalha de Echizen agora?

- Seu adversário dessa vez será Inui, duvido que ele vença com facilidade – declarou Tezuka começando a sair da quadra.

- Se ele vencer, vai ser tornar um titular mesmo sendo do primeiro ano – comentou Oishi, correndo para alcançar o castanho.

- Antes disso, ele terá de vencer Inui, mas não posso afirmar que ele consiga isso em suas atuais condições – declarou Tezuka retornando Haxorus e guardando sua pokébola na mochila, pegando uma garrafa com água e bebendo-a.

- Ahm? Eu sei que o estilo do Inui é irritante e todos sofrem com ele, mas você do jeito que você fala, até parece que Echizen está em um nível normal para um novato – comentou Oishi um pouco surpreso, guardando sua própria pokébola e pegando sua garrafa de água.

Tezuka não respondeu. Não queria ser descuidado e fazer suposições, antes que pudesse ter certeza do que falava. Olhou na direção da quadra usada para as batalhas do Bloco D. Os novatos estavam envolta de Ryoma parecendo animados, enquanto o mesmo estava apenas sentado em silêncio com Eevee em seu colo. Se estivesse certo e, por alguma eventualidade, Ryoma se tornasse um titular, ele precisaria tomar medidas drásticas.

~*~

Ryoma estava com os olhos fechados tentando se concentrar. Havia entendido na última batalha contra Kaidoh que os titulares não eram treinadores qualquer, por isso sabia que precisaria dar tudo de si sem brincar como costumava fazer. No entanto, se concentrar era uma tarefa quase impossível com duas bocas grandes gritando atrás de si. Horio parecia estar com toda a disposição do mundo para falar naquele dia, enquanto Tomoka não parava de gritar ‘Vai, Vai, Ryoma-sama’ balançando um cartaz cor-de-rosa com seu nome escrito em preto, cheio de glitter de com corações desenhados.

Mas toda aquela bagunça e barulho diminuíram significativamente, enquanto os titulares e veteranos que já haviam terminado suas batalhas se reunir ao redor da quadra. Ryoma abriu a boca minimamente para liberar uma pequena quantidade de ar. Aquela pressão. Aquela ansiedade. Aquela tensão que percorria todo o seu corpo. Era bom sentir aquilo.

Os olhos dourados voltaram a se abrir assim que sentiu a tensão aumentar. Quando o fez, deparou-se com Inui que havia acabado de entrar na quadra. Ao lado do veterano, Venomoth encarava fixamente Eevee ao lado do treinador menor.

- Desculpe pela demora – declarou Inui em um tom calmo.

Ryoma não respondeu. Apenas se levantou e seguiu para seu lado da quadra com Eevee, enquanto um sorriso torto se desenhava nos lábios de Inui. Cada um se colocou em seu posto, apenas esperando a permissão do juiz para o inicio da batalha.

- Batalha entre Ryoma e Inui. Será permitido o uso de apenas um Pokémon sem qualquer tipo de substituição. Quem deixar o Pokémon adversário sem condição para continuar da batalha será o vencedor. Comecem!

- Eevee! – ordenou Ryoma, fazendo com que Eevee começasse a correr em direção a Venomoth.

- Double Team – ordenou Inui, enquanto um brilho rápido passava por seus olhos. – “Possibilidade de um ataque frontal: 100%”.

O corpo de Venomoth liberou uma luz branca, então fazer com que dezenas de clones surgissem e rodeassem Eevee, obrigando a pequena a cessar seu ataque inicial, olhando para os lados a procura do verdadeiro.

- “Isso evita o primeiro ataque, no entanto, os dados indicam que Echizen não se deixará intimidar. Seu próximo movimento será…” – pensou Inui analisando cada mínima expressão corporal que era executada pelo menor. – “97% de chances de ser…”.

- Eevee, Swift! – ordenou Ryoma.

- Bug Buzz.

No momento em que Eevee abriu a boca para lançar seu ataque com a intenção de destruir os clones, Venomoth começou a vibrar suas antenas, liberando um onda sonora vermelha, fazendo com que Eevee se encolhesse e gemesse de dor. Os olhos de Ryoma se dilataram ao ver aquilo. Inui estava conseguindo impedir todos os seus ataques antes mesmo que conseguisse inicia-los. Não era só coincidência.

- “Vejamos. Agora será…

- Eevee concentre-se na origem do som! Shadow Ball! – Ryoma ordenou com a voz firme.

Eevee abriu os olhos, sua expressão distorcida em dor, enquanto fazia um esforço além do normal para erguer suas orelhas e tentar detectar a origem real do som. Os segundos que demorou para conseguir fazê-lo pareceram ser séculos intermináveis para a pequena raposa, que usou toda a força que possuía para saltar, fugindo da onda sonora e começando a concentrar a energia obscura em sua boca.

- “Fabulosa tentativa de contra ataque, no entanto, não é o bastante.” – pensou Inui com um sorriso pequeno desenhado em seus lábios. – Signal Beam.

Venomoth fez com que todos os clones desaparecessem para então surgir na frente de Eevee, concentrando a energia em suas antenas e liberando um raio policromático, acertando a pequena raposa e a jogando do outro lado da quadra. Ryoma se virou assustado na direção em que Eevee havia caído, vendo o pequeno Pokémon se levantar ofegante e com vários ferimentos visíveis. Os olhos de Ryoma desviaram para Inui que permanecia calmo.

- Ei… não parece que Inui-senpai sabe exatamente como Ryoma-kun vai atacar? – indagou Katsuo que estava se segurando na grade de proteção, enquanto desvia momentaneamente sua tensão para os amigos.

- Isso é impossível – afirmou Horio cruzando os braços, tentando esconder o quão preocupado estava. – Não há como saber como um treinador pretende atacar.

- É possível – afirmou a voz calma de Fuji, que estava observando a batalha ao lado de Tezuka, fazendo com que os novatos lhe olhassem surpreso. – Inui sabe exatamente como Echizen vai atacar.

Os novatos encararam o mais velho com surpresa e até mesmo com apreensão. Como era possível que Inui pudesse saber exatamente como Ryoma iria atacar?

- Aquele Inui… está fazendo uma batalha perfeita como sempre, não é mesmo Tezuka? – indagou olhando para o amigo ao seu lado. – Creio que será uma batalha realmente difícil para Echizen.

Tezuka não respondeu, apenas continuou impassível observando a batalha. Inui era um dos melhores e seu estilo de batalha sempre causava problema a todos. Um estilo perfeito. Atingindo seu adversário nos lugares certos.

- Eto… Fuji-senpai – chamou Kachiro parecendo um pouco apreensivo. – Como Inui-senpai pode saber como Ryoma-kun?

- Porque Inui é um gênio das estratégias – declarou Fuji abrindo os olhos e esponto as íris azuis.

Ryoma encarava Inui do outro lado da quadra impassível. Eevee estava ofegante e com inúmeros machucados encarando Venomoth que não possuía um único ferimento. Por mais que ordenasse um ataque, Inui parecia saber exatamente o que pretendia fazer e contra-atacava de forma a sempre alunar seu ataque. Olhou para Eevee. Ela não aguentaria muito tempo.

- Eevee…

- 25% - falou Inui alto o bastante para que Ryoma escutasse, atraindo a atenção do menor. – Eu assisti quatro batalhas suas, incluindo a contra Kaidoh. Return 12 vezes, Shadow Ball 5 vezes, Ice Beam 3 vezes. Em um caso como esse, sua tentativa de contra-ataque com Return… você tem uma chance de acerto de apenas 25%.

Os olhos de Ryoma se dilataram ao escutar aquilo. Então era isso.

- Especialmente contra um adversário que pode voar, como Venomoth. Um ataque direto é ruim – declarou Inui erguendo a mão e ajeitando os óculos. – E ainda sabendo que tentar um Return com uma fita não funcionará, você insistirá em usar Return. Por tanto, fazendo os cálculos, a probabilidade de você usar o Return é de 75%, porém você tem apenas 25% de chances de obter sucesso. Eu já descobri como você batalha.

Aquilo era irritante. Vinte vezes mais irritante do que batalhar contra seu pai. Então esse era o jeito de Inui batalhar? Baseando-se em dados de suas batalhas anteriores para tentar simular o que faria a seguir? Um sorriso torto surgiu em seus lábios. Parecia que para vencer, ele teria de primeiro superar a si mesmo.

- É uma estratégia muito irritante – comentou como se não estivesse encurralado.

- E você é um calouro muito rude – riu Inui, parecendo achar graça do que Ryoma havia dito.

Horio estava quase arrancando os próprios cabelos, quase como se fosse ele estava em uma situação ruim e não Ryoma.

- Echizen está com problemas… - gemeu seriamente preocupado.

- Inui-senpai é muito forte – comentou Katsuo que olhava admirado para a forma como o mais velho estava enfrentando seu amigo.

- Ele deve ser mais forte que o Kaidoh-senpai – comentou Kachiro que se segurava a grade de proteção da quadra, como se assim pudesse ver melhor a batalha.

- É claro que sim – afirmou Fuji atraindo a atenção dos garotos mais uma vez. – Inui já derrotou Kaidoh três vezes.

- O quê? Três vezes?! – indagaram todos os novatos ao mesmo tempo, surpresos com aquela informação.

Ryoma fechou os olhos e soltou uma pequena quantidade de ar. Isso era ruim. Ele não gostava daquele tipo de batalha. Olhou para Eevee e agradeceu por ter aumentado as horas de treino na esteira, caso o contrario, provavelmente ela já estaria atirada no chão sem forças.

- Eevee Shadow Ball! – ordenou surpreendendo Inui, que estava esperando pelo Return.

- Venomoth… - Inui não terminou de falar.

Antes mesmo que o veterano desse sua ordem, Eevee lançou a esfera negra que passou voando pela lateral do Pokémon sem atingi-lo. Todos olharam sem entender, tanto para Ryoma quanto para a pequena raposa e se surpreenderam ainda mais ao ver o sorriso confiante que ambos tinham em seus lábio.

- Você sabia o curso desse ataque também, não é mesmo? – indagou com um sorriso malandro em seus lábios.

- Eu não esperava que você o errasse propositalmente – admitiu Inui também sorriso de lado.

Ao ver aquilo Fuji riu recebendo um olhar confuso dos novatos. Ele havia entendido o que Ryoma quis fazer.

- Echizen também não quer perder – comentou, como se essa simples frase explicasse sua atitude ao errar o ataque.

- Quer dizer que ele errou de proposito? – indagou Kachiro surpreso ao escutar aquele comentário do mais velho.

- Tentar intimidar o adversário é bom, mas ele não pode ganhar com isso – declarou Horio cruzando os braço e olhando sem entender para o colega. – O que aquele Echizen está pensando?

Horio não sabia o quê, mas Ryoma exibia um sorriso malandro típico de quem está planejando alguma coisa. Eevee voltou a atacar com mais rapidez, mas Venomoth continuava a bloquear e antecipar cada um de seus movimentos. Era algo irritante. Eevee precisava ser mais rápida e precisa do que o normal para conseguir atingir Venomoth, mas isso não era algo simples. Só o fato de ter de aumentar bruscamente sua velocidade natural já colocava a pequena raposa sobre pressão, mas ter de desviar dos constantes ataques aéreos de Venomoth.

- “Isso é irritante, mas parece que só tem um jeito de vencer…” – pensou um pouco irritado, não queria ter de fazer aquilo.

~*~

Sumire estava encostada na janela de sua sala, observando a batalha entre Inui e Ryoma. Havia um sorriso pequeno em seus lábio. Ela estava ansiosa por aquela disputa desde que viu que os dois treinadores estavam no mesmo bloco.

- “Ryoma, uma batalha contra Inui é uma batalha contra você mesmo” – pensou ela, imaginando se o garoto conseguiria superar aquele desafio. – “Então, se você não pode ganhar de si mesmo, você não será capaz de ganhar de Inui”.

~*~

Venomoth conseguiu se desviar mais uma vez de um dos ataques de Eevee, acertando-a com força com o Signal Beam, fazendo com que ela caísse no chão ainda mais machucada do que antes. Os três novatos olhavam nervosos para o colega, sem conseguir entender o que estava acontecendo. Se Ryoma tinha um plano, ou se já havia desistido completamente daquela batalha.

- Eevee está muito machucado – comentou Kachiro preocupado ao ver o pequeno Pokémon se erguer com dificuldade.

- Uma pessoa não pode mudar seu estilo de batalha tão facilmente. Especialmente no meio de uma batalha – comentou Fuji pensativo, analisando com cuidado o modo como Ryoma estava agindo. Um treinador experiente não mandaria seu Pokémon atacar sem pensar nas consequências. – Não importa o quanto tente atacar, seu oponente sempre estará um passo a frente. Se ele fosse um treinador qualquer, já estaria em pânico.

Inui também estava um pouco surpreso, mas por um motivo diferente dos demais. Ele havia percebido que Eevee havia ganhado uma maior agilidade no decorrer da batalha, isso era um sinal de que aquele pequeno Pokémon havia recebido um excelente treinamento. Mas o que mais lhe surpreendia, era a expressão indiferente de Ryoma, que parecia ignorar completamente o fato de Eevee estar próximo ao seu limite. Ele estava planejando obrigar o pequeno Pokémon a continuar a batalhar, mesmo que isso significasse ir além do que poderia aguentar?

- Você é bom – admitiu Inui, recebendo um olhar indiferente do menor. – Seu Eevee está aumentando sua agilidade conforme a batalha avança. No entanto, você está ignorando completamente o próprio limite do seu Pokémon. Não importa o quão ágil seu Eevee fique, ele não vai conseguir derrotar meu Venomoth do estado em que se encontra. Seria melhor você desistir da batalha, pelo bem do seu Pokémon. – aconselhou, não obtendo nenhuma resposta do menor. – Eventualmente, você se tornará um titular da Seigaku. Mas esse ano, a vaga é minha.

Um sorriso torto surgiu nos lábios de Ryoma. Um sorriso que foi imitado pela pequena raposa. Limite? Era isso que estava parecendo?

- Mada mada dane – declarou alto o bastante para que todos escutassem, fazendo com que todos os olhos que observavam a batalha lhe encarassem surpresos. – Foi bom ter vindo para a Seigaku – admitiu erguendo o rosto em um sorriso desdenhoso, enquanto seus olhos eram tomados por um brilho perspicaz. – Agora posso vencer todos os tipos de treinadores.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPITULO
Estratégia Atrativa
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Pokaabu em Sab 29 Dez 2012 - 20:44

Garota, que história em? Já te mandei um MP com o que acho da fan fic... Incrível.


Espero que você siga o meu conselho em relação aos erros, escrava o word, girl, é uma história incrível que você tem nas mãos.

Boa sorte estou acompanhando;
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Qua 2 Jan 2013 - 14:11

CAPITULO OITO
Estratégia Atrativa

~*~ Flash Back ~*~

- Ei Chibisuke. É só isso que vocês têm? – indagou Ryoga com um sorriso maroto nos lábios.

- Maldito… - rosnou Ryoma, encarando o mais velho do outro lado da quadra.

Ryoga sorriu enquanto seu Growlithe exibia o mesmo sorriso enviesado do dono. Eevee estava jogada no chão, se erguendo com dificuldade, enquanto uma rajada de fogo envolvia em seu corpo, fazendo com que ela soltasse um miado dolorido e precisasse usar toda a força que já não possuía para continuar de pé.

- Desista Chibisuke, Eevee já está além do limite, não há como ela vencer o Growlithe agora – declarou Ryoga com o sorriso presunçoso aumentando.

Ryoma fechou os punhos, com seus olhos dilatando de raiva, Eevee estava igual. Nenhum dos dois iria desistir, mesmo que as chances fossem negativas. No entanto, antes mesmo que Ryoma pensasse em uma ideia para contra-atacar, Eevee saltou para o alto, girando em seu próprio eixo para então se voltar na direção de Growlithe e piscar para ele…

- Isso é… - murmurou Ryoma com os olhos arregalados.


~*~ Fim do Flash Back ~*~

Venomoth conseguiu se desviar mais uma vez de um dos ataques de Eevee, acertando-a com força com o Signal Beam, fazendo com que ela caísse no chão ainda mais machucada do que antes. Os três novatos olhavam nervosos para o colega, sem conseguir entender o que estava acontecendo. Se Ryoma tinha um plano, ou se já havia desistido completamente daquela batalha.

- Eevee está muito machucado – comentou Kachiro preocupado ao ver o pequeno Pokémon se erguer com dificuldade.

- Uma pessoa não pode mudar seu estilo de batalha tão facilmente. Especialmente no meio de uma batalha – comentou Fuji pensativo, analisando com cuidado o modo como Ryoma estava agindo. Um treinador experiente não mandaria seu Pokémon atacar sem pensar nas consequências. – Não importa o quanto tente atacar, seu oponente sempre estará um passo a frente. Se ele fosse um treinador qualquer, já estaria em pânico.

Inui também estava um pouco surpreso, mas por um motivo diferente dos demais. Ele havia percebido que Eevee havia ganhado uma maior agilidade no decorrer da batalha, isso era um sinal de que aquele pequeno Pokémon havia recebido um excelente treinamento. Mas o que mais lhe surpreendia, era a expressão indiferente de Ryoma, que parecia ignorar completamente o fato de Eevee estar próximo ao seu limite. Ele estava planejando obrigar o pequeno Pokémon a continuar a batalhar, mesmo que isso significasse ir além do que poderia aguentar?

- Você é bom – admitiu Inui, recebendo um olhar indiferente do menor. – Seu Eevee está aumentando sua agilidade conforme a batalha. No entanto, você está ignorando completamente o próprio limite do seu Pokémon. Não importa o quão ágil seu Eevee fique, ele não vai conseguir derrotar meu Venomoth do estado em que se encontra. Seria melhor você desistir da batalha, pelo bem do seu Pokémon. – aconselhou, não obtendo nenhuma resposta do menor. – Eventualmente, você se tornará um titular da Seigaku. Mas esse ano, a vaga é minha.

Um sorriso torto surgiu nos lábios de Ryoma. Um sorriso que foi imitado pela pequena raposa. Limite? Era isso que estava parecendo?

- Mada mada dane – declarou alto o bastante para que todos escutassem, fazendo com que todos os olhos que observavam a batalha lhe encarassem surpresos. – Foi bom ter vindo para a Seigaku – admitiu erguendo o rosto em um sorriso desdenhoso, enquanto seus olhos eram tomados por um brilho perspicaz. – Agora posso vencer todos os tipos de treinadores.

Os olhos dos novatos se arregalaram ao escutar aquilo, enquanto encaravam o moreno que exibia um sorriso de pura confiança.

- Derrotar… - murmurou Katsuo, como se estivesse tentando entender o que o colega havia dito.

-… todos os tipos de treinadores? – completou Kachiro olhando com descrença na direção de Ryoma.

- Echizen planeja virar o jogo! – exclamou Horio entre assustado e descrente.

Eevee olhou para seu treinador, entendo o que ele queria mesmo não houvesse um comando verbal. Era verdade que eles queriam manter aquele movimento em segredo, mas se era para vencer, não se importavam em revelar aquilo.

De forma lenta, Eevee começou a dar pequenos pulos no mesmo lugar causando várias interrogações nos espectadores.

- Essa é uma estratégia nova, que aprendemos há algum tempo – comentou Ryoma com seu sorriso malandro se expandindo, enquanto via a expressão Inui se transformar em clara surpresa. – Queríamos mantê-la em segredo até… - Eevee sorriu de lado enquanto aumentava o ritmo dos saltos, começando a usar apenas uma de suas patas para se manter em movimento. – O Torneio Nacional.

Aquelas palavras causaram várias expressões de surpresa. Inoue em praticar sorria ao ver a ambição clara nos olhos de treinador e Pokémon. Ele se perguntava se já havia visto esses mesmos sentimentos em sincronia em outro treinador que não fosse em Nanjirou. Provavelmente não.

- É incrível… - murmurou Shiba abaixando a câmera surpresa com aquelas palavras de confiança. – Você escutou aquilo, Inoue-senpai?

- Torneio Nacional. Ele é muito confiante – declarou Inoue, que apesar de surpresa não conseguia esconder seu próprio entusiasmo ao escutar aquela confiança e ambição.

- Inoue-senpai, eu também já me decidi! – afirmou Shiba se virando para o colega, com um sorriso de pura determinação em seus lábios.

- Sobre o quê? – indagou surpreso com aquela atitude súbita da mulher.

- A partir de hoje, eu acompanharei o crescimento e Echizen Ryoma de perto – declarou decidida.

- Acompanhar de perto? – repetiu um pouco surpreso, afinal, não imaginava que a colega estava indo para esse ponto.

- Claro, não é fácil falar algo como aquilo. Esse tipo de afirmação: ‘Até o Torneio Nacional…’ Ryoma-kun é tão fofo! – terminou a frase com um gritinho estridente, quase igual a uma colegial.

- Espere um pouco! Pode ir parando aí! – exclamou Tomoka em um tom alto, fazendo com que a mais velha lhe olhasse surpresa.

- Quem é você? – indagou Shiba olhando para a menina.

- Você não pode entrevistar Ryoma-sama sem a minha aprovação! – declarou decidida, com os braços apoiados no quadril. – Eu sou a presidente do fã clube do Ryoma-sama.

- Ah? Fã Clube? – indagou Shiba, apenas para ter certeza de que havia escutado certo.

- Quer se juntar? – convidou Tomoka ainda confiante e decidida.

- Não estou interessada no fã clube – recusou calmamente, assumindo uma postura superior enquanto falava. – Eu só quero mostrar aos fãs das batalhas Pokémon, as habilidades do Ryoma-sama.

- AH! Você acabou de usar o ‘sama’ para se referir ao Ryoma-sama! – gritou Tomoka, quase como se houvesse recebido o pior dos insultos com aquilo. – NÃO ACEITAREI NENHUMA ENTREVISTA!

- Se acalme Tomo-chan! A batalha já vai recomeçar – declarou Sakuno, segurando a amiga pelos ombros, tentando contê-la.

Inui encarava aquele garoto entre ofendido e surpreso. Tinha que dar algum crédito a ele por confiança, mas não importava quanta confiança ele demonstrasse, seria ele – Inui Sadaharu – a vencer aquela batalha.

- Venomoth Signal Beam! – ordenou Inui a fim de encerrar aquela batalha naquele mesmo instante.

- Eevee, agora! – falou Ryoma que tinha um sorriso amplo em seus lábios.

A pata direta frontal de Eevee tocou o solo e em um segundo ela estava saltando para cima, desviando do ataque de Venomoth, para então voltar a tocar o chão com a pata esquerda traseira. Venomoth voltou-se para trás rapidamente, lançando outro raio policromático na direção da pequena raposa, mas assim como da vez anterior, Eevee tomou impulso com a pata esquerda dianteira para saltar para o lado aterrissando sobre a direita traseira.

- Etto… os movimentos do Eevee parecem diferentes… - comentou Kachiro desviando o olhar para encarar os dois amigos.

- Hm… é verdade, parece quase como se ela estivesse voando – concordou Katsuo, que também havia notado os movimentos estranhos que o Pokémon de Ryoma estava fazendo.

- Aquilo é Split Step – explicou Fuji com um sorriso brincando em seus lábios. – É um movimento de pés muito usados em vários esportes, como: basquete e vôlei; também é usado frequentemente em artes marciais, como: caratê e boxe.

- É comum treinadores ensinarem movimentos diferentes para seus Pokémons, com a intenção de ajuda-los a melhorar suas habilidades – comentou Inoue, como se estivesse analisando o que Ryoma havia decidido ensinar ao seu Eevee. – Mesmo assim…

- Aquele Split Step é diferente – declarou Fuji sorrindo de forma maldosa.

- Diferente? – indagaram os três novatos, olhando para o mais velho.

- Normalmente um Pokémon quadrupede precisa concentrar o impulso inicial do salto em suas duas patas traseiras e usar as duas dianteira para pousar – explicou Fuji, tentando fazer com que todos compreendessem o ponto principal. – Eevee está usando uma pata dianteira para saltar, enquanto usa a traseira para pousar. Isso lhe atribuiu mais vantagem e também diminui consideravelmente a fadiga que sofre enquanto executa o movimento.

- Mas mesmo assim, apenas usando isso Ryoma-kun não poderia vencer – comentou Shiba olhando confusa de Inoue para Fuji.

- Bem… vamos esperar para ver o que Echizen-kun está planejando – declarou Fuji com um sorriso misterioso em seus lábios.

Inui não estava conseguindo entender. Era certo que o Split Step auxiliava em uma melhora nos movimentos, no entanto, isso não explicava a quantidade de energia que Eevee ainda possuía. Ele já deveria ter alcançado seu limite, mas não era isso que estava acontecendo. Mesmo depois de todos os danos, Eevee parecia com tanta energia quanto no inicio da batalha.

- “Concentre-se. Analise. O próximo movimento será…

- Isso não é chato? – indagou Ryoma com um sorriso maroto nos lábios. – Tentar adivinhar o que vou fazer? Você não precisa mais ficar tentando fazer isso, senpai, pois vou lhe dizer exatamente o que farei agora. Vou mandar Eevee usar seu novo movimento, para depois atacar com Return.

- Isso não vai acontecer – declarou Inui seguro do falava. – Eu já bloquei antes seus ataques, não há a mínima chance de você torna-los efetivos.

Um sorriso maldoso surgiu nos lábios de Ryoma. Ah… como ele iria apreciar a cena a seguinte.

- Eevee use Attract! – ordenou com um sorriso amplo em seus lábios.

- Inútil, esse movimento só funciona com Pokémons de gêneros opostos – declarou Inui que não parecia nenhum pouco abalado ao escutar o comando que o garoto havia dado ao seu Eevee.

- Honto? Então Venomoth é fêmea também? – indagou Ryoma com um sorriso presunçoso em seus lábios.

Inui olhou na direção de Eevee sem acreditar, vendo a pequena raposa saltar e girar em seu eixo, para então piscar e liberar uma corrente de corações cor-de-rosa que voou na direção de Venomoth envolvendo o Pokémon inseto.

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPITULO
O Dia Difícil

Dicionário::

Chibisuke: baixinho, naninco, pequeno
Mada mada dane: você tem muito o que aprender
Signal Beam: Raio Sinalizador
Split Step: movimento de pés usado em vários esportes para aumentar a velocidade
Attract: Atração

Resposta de Comentário::

Obrigado pelo comentário Pokaabu ^^ fiquei realmente feliz com ele e mais confiante em continuar com a fic.
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por pietrosaggioro em Qua 2 Jan 2013 - 17:24

Olá, boa tarde, li os primeiro capítulos da fic e gostei bastante, os capítulos são bem grandes e detalhados, gostei da temática da fic, eu assitia esse anime de vez em quando, passava na extinta Animax, bons tempos. Enfim, muito legal a sua Fic, estou gostando bastante, quando arrumar um tempo, eu acabo de ler os outro capítulos, eles são bem grandes e.e Enfim, parabéns pela fic, e boa sorte com ela ;D

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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Bruninha em Seg 7 Jan 2013 - 14:24

CAPITULO NOVE
Dia Difícil

- Eevee use Attract! – ordenou com um sorriso amplo em seus lábios.

- Inútil, esse movimento só funciona com Pokémons de gêneros opostos – declarou Inui que não parecia nenhum pouco abalado ao escutar o comando que o garoto havia dado ao seu Eevee.

- Honto? Então Venomoth é fêmea também? – indagou Ryoma com um sorriso presunçoso em seus lábios.

Inui olhou na direção de Eevee sem acreditar, vendo a pequena raposa saltar e girar em seu eixo, para então piscar e liberar uma corrente de corações cor-de-rosa que voou na direção de Venomoth envolvendo o Pokémon inseto. Inui congelou ao ver os corações cercarem Venomoth e adentrarem o do Pokémon tornando efetivo o ataque. Para o completo espanto de todos Venomoth começou a voar e dançar ao redor de Eevee que tinha um sorriso maldoso nos lábios.

- “Attract. Um ataque que impede o Pokémon do sexo oposto de atacar com movimentos prejudiciais. Eu descartei essa hipótese pela probabilidade baixa de Eevee ser fêmea.” – pensou Inui olhando da pequena raposa para o garoto do outro lado da quadra.

- Mada mada dane, senpai – declarou Ryoma com um sorriso torto. – Eevee Return!

Eevee soltou um longo miado, enquanto seu corpo era envolvido por um brilho branco, para então correr na direção de Venomoth e acertado com força jogando o Pokémon inseto contra a grade de proteção. Para o choque de todos, após o ataque Venomoth não se levantou mais, continuando no chão inconsciente.

- V-Venomoth está fora de combate, vitória de Eevee. Vencedor, Echizen! – declarou o juiz que estava espantado com a reviravolta que a batalha havia sofrido.

Horio, Katsuo, Kachiro, Tomoka e Sakuno que assistiam a batalha deram um grito de alegria e adentraram a quadra para cumprimentar Ryoma. Os demais veteranos apenas olhavam para Inui que retornava Venomoth com uma expressão séria, para então voltar seu olhar na direção do novato que desviava dos colegas e ia à direção da pequena Eevee, pegando-a no colo com um sorriso satisfeito.

- “Retunr. Um movimento do tipo normal que exibe o forte laço entre treinador e Pokémon. Para conseguir todo esse poder… tremo só de imaginar quanto treino eles fizeram” – Inui sorriu de lado e saiu da quadra sendo recebido por um sorriso compadecido de Oishi.

- É uma pena Inui – falou o vice-capitão, parecendo realmente triste pela derrota do amigo.

- Ahh… até hoje somente Tezuka e Fuji foram capazes de superar meus dados – comentou olhando para trás e vendo o calouro sair da quadra sendo seguido por todos os amigos. – Esse novato. Definitivamente, nossa escola se tornará mais forte.

- Concordo, me pergunto o que Tezuka está planejando para esse novato – declarou Oishi voltando seu olhar para o capitão do clube estava se retirando do local.

~*~

Ryoma andou calmamente até a parte exterior da quadra, tentando ignorar os gritos que seus colegas davam. Ele estava esgotado psicologicamente e Eevee precisava descansar, pois ainda restava à última batalha do bloco D e ele queria se tornar um titular invicto, apesar de que tinha certeza de que a próxima batalha seria fácil.

- Echizen-kun – chamou uma voz calma, fazendo com que o menor parasse e se virasse para ver quem lhe chamava.

Se aproximando a passos calmos, estava Fuji com um sorriso gentil em seus lábios. O mais velho parou a alguns passos de distância do calouro e ergueu a mão direita que segurava dois vidrinhos com um liquido branco. Ryoma olhou para os frascos logo reconhecendo o conteúdo, mas sem entender o porquê do mais velho estar lhe oferecendo aquilo. Horio se esticou um pouco sobre o ombro do colega para ver o que estava acontecendo e assim que viu, seus olhos se arregalaram amplamente.

- MooMoo Milk! – gritou ele assustando a todos. – Senpai, isso é um produto muito caro! Você não deveria ficar oferecendo!

- A batalha contra Inui não foi fácil – comentou Fuji ignorando a súbita explosão de Horio. – Creio que tanto você, quando Eevee precisão disso.

Ryoma olhou para os frascos por um segundo, mas acabou por pegá-los quando escutou um leve gemido dolorido de Eevee. Seu orgulho não era maior do que sua responsabilidade como treinador, sem mencionar que não possuía mais MooMoo Milk em seu estoque de itens.

- Arigato senpai – murmurou, abrindo um dos frascos e fazendo com que Eevee bebesse lentamente.

Instantes após beber todo o leite especial, o corpo de Eevee foi envolvido por uma aura transparente, para que depois ela abrisse os olhos e saltasse do colo do dono cheia de energia, como se não houvesse acabado de travar uma difícil batalha.

- Nee Fujiko, aquelas não eram suas últimas duas garrafas de MooMoo Milk? – indagou Eiji surgindo atrás do amigo, abrando-o pelas costas e observando enquanto Ryoma se afastava com Eevee, terminando de beber o conteúdo do outro frasco.

- Sim, eram as minhas últimas – confirmou Fuji, com um sorriso maroto nos lábios.

- Ahh… que desperdício seu Fujiko. Você vai ter de esperar semanas para conseguir mais – comentou Eiji, parecendo realmente surpreso com o que o amigo havia feito.

- Provavelmente, mas não teria graça assistir ele batalhando naquelas condições – declarou Fuji abrindo os olhos e lançando um olhar malandro para Eiji que o soltou rapidamente, quase como se houvesse sido queimado.

- Uoh! OISHI! FUJIKO ESTÁ FAZENDO AQUELA CARA DE NOVO! – gritou o ruivo saindo correndo na direção do vice-capitão que ainda estava conversando com Inui.

~*~

Ryoma puxou a jaqueta gakuran preta de seu uniforme de dentro do armário, começando a vesti-la com calma. O dia havia terminado, assim como as batalhas de ranking. Os titulares oficiais da Seigaku acabaram sendo: o Capitão, Tezuka Kunimitsu, 3ºano; Vice-capitão, Oishi Shuichiroh, 3ºano; Fuji Syusuke, 3ºano; Kawamura Takashi, 3ºano; Kikimaru Eiji, 3ºano; Momoshiro Takeshi, 2ºano; Kaidoh Kaoru, 2ºano; e por último ele, Echizen Ryoma. No final, quem havia perdido seu lugar como titular havia sido Inui, mas isso não era algo que interessava a Ryoma. Tudo o que ele estava querendo naquele momento era emergir na banheira de ofurô e depois se jogar em sua cama.

- Echizen – chamou Oishi, se aproximando do menor, fazendo com que ele parasse de abotoar a jaqueta preta. – Aqui, escreva seu tamanho – pediu, estendendo um pedaço de papel.

- Tamanho? – indagou confuso, olhando um pouco duvidoso para o pedaço de papel a sua frente.

- É para o pedido da jaqueta dos titulares. Me entregue isso amanhã, certo? – indagou Oishi antes de se virar e se afastar.

- Incrível! – exclamou Horio arrancando o papel da mão de Ryoma. – A jaqueta é a prova de que você é um titular. Seu nome será bordado na jaqueta, então precisa de um pedido especial! Ah… quando eu vou ter a minha?

Ryoma girou os olhos e pegou papel, guardando-o dentro do bolso de sua calça, terminando de abotoar a jaqueta preta de seu uniforme. Pegou sua mochila e saiu do vestiário. No momento em que cruzou a porta, precisou reprimir um bocejo. Balançou a cabeça, tentando espantar o sono. Precisava aumentar suas horas de treino, talvez até mesmo intensificar um pouco. Caso encontrasse outro tipos como Kaidoh e Inui durante uma batalha, precisava garantir que tanto Eevee quanto ele estaria em condições.

Ryoma não soube dizer quando, mas Katsuo, Kachiro e Horio o haviam alcançado começando a falar algo sobre a sua batalha contra Inui e o fato de agora ser um titular. Eles não sabiam falar de outra coisa?

Quando estavam prestes a atravessar o portão da escola, Ryoma ergueu os olhos e se deparou com Sakuno que parecia estar esperando por alguém. Assim que ela os viu desencostou do muro e ficou parada lhes encarando, fazendo com que todos parassem surpresos.

- Ah! Ryuzaki-san, alguma coisa erra? – indagou Katsuo olhando-a surpreso.

- Hm… er… Ryoma-kun… - murmurou ela engonhada, seu rosto já estava coberto pelo tom vermelho o que era estranho na opinião de Ryoma.

- Ah! Ryoma-sama! – gritou a voz estridente de Tomoka, fazendo com que todos olhassem para trás, vendo a garota vir correndo na direção deles. – Ahm? Por que você já está aqui, Sakuno? – indagou Tomoka pulando em cima da amiga, para então se virar na direção de Ryoma com um sorriso amplo nos lábios. – Ryoma-sama, eu queria lhe dar os parabéns por se tornar um dos titulares! Sério, como a presidente do seu fã clube, eu estou muito empolgada! Sakuno você também, não é mesmo?

Ryoma soltou um suspiro, aproveitando aquele momento em que Tomoka havia se virado para falar com Sakuno para escapar. Por todos os deuses, como poderia haver garotas tão… tão… chatas? Tudo o que ele estava querendo agora era um banho, uma comida quente e uma cama. Será que era tão difícil de conseguir algo assim? Infelizmente, não conseguiu fugir a tempo, já que não demorou para que os outros lhe alcançassem.

~*~

Sakuno soltou um suspiro enquanto caminhava distraída pelos corredores. Havia tentado no dia anterior parabenizar Ryoma por ter conseguido a vaga de titular, mas nem mesmo havia conseguido formar duas palavras coerentes. Por que sempre ficava assim? Provavelmente, era porque sempre havia tanta gente em volta dele que ficava nervosa demais.

Ela só precisava encontrar com Ryoma em um momento em que não houvesse mais ninguém por perto. Era isso! Ela só precisava encontra-lo sozinho. Com um pequeno sorriso em seus lábios, correu até a classe em que Ryoma tinha aula, mas para seu azar ele não estava ali.

Foi quando a lembrança de vê-lo correndo na esteira no centro de treinamento com Eevee lhe surgiu. Mesmo antes de ser um titular, Ryoma parecia estar sempre focado em treinar e aumentar suas habilidades. Provavelmente, agora que havia conseguido a vaga para titular, ele deveria estar treinando ainda mais. Com um sorriso mais confiante, correu até o outro lado da escola, onde ficavam as esteiras de treino. Foi quando avistou Inui próximo a uma mesa onde havia um liquidificado e vários legumes e verduras verdes.

- Inui-senpai! – chamou se aproximando dele, fazendo com que ele lhe olhasse. – O senhor sabe onde o Ryoma-kun está?

- Echizen? – indagou como se estivesse pensando.

- Sim… desde que ele se tornou um titular… eu pensei que mesmo na hora do almoço ele poderia estar treinando – murmurou expectante.

- Eu não o vi por aqui hoje – declarou Inui depois de pensar um pouco. – Se ele veio, deve estar treinando nas quadras.

- Muito obrigada – agradeceu, fazendo uma pequena reverencia, antes de dar as costas e sair correndo em direção as quadras.

Quando chegou às quadras, olhou para todos os lados tentando encontrar qualquer sinal de Ryoma ou de Eevee, mas sem conseguir sucesso. Foi quando avistou Momoshiro, junto com Oishi que estavam se alongando junto com seus Pokémons.

- Senpais! – chamou correndo até eles, fazendo com que eles parassem os alongamentos por um momento.

- Ah… a neta da técnica Ryuzaki – declarou Momo, dando um sorriso descontraída.

- Eto… er… senpais… vocês viram o Ryoma-kun? – indagou um pouco nervosa, já que não tinha nenhuma intimidade com aqueles dois.

- Echizen? – indagou Momo surpreso, parando um momento para pensar.

- Não, nós não o vimos – respondeu Oishi em um tom calmo.

- É mesmo…? – murmurou um pouco decepcionada.

- O quê? O quê? Você vai declarar seu amor para ele? – indagou Momo em um tom de brincadeira, com um sorriso maldoso nos lábios.

- Não é isso! – respondeu um pouco rápido, seu rosto se tingindo de um tom vermelho furioso.

- Hum… Eles são tão jovens… Ser jovem é ótimo… - suspirou Momo lembrando fortemente um velho que lamentava sua juventude perdida.

- A diferença de idade entre vocês é de apenas um ano – declarou Oishi dando um tapa atrás da cabeça de Momo.

Sakuno os olhou por um momento, parecendo realmente surpresa. Olhou para os dois Pokémons que estavam juntos aos mais velhos. Eles pareciam tão fortes e sérios.

- Hm… os senpais são tão sérios… mesmo durante o almoço, se juntam aqui para treinar – comentou Sakuno mais para si mesma do que para qualquer outra pessoa.

- Isso não é verdade – declarou Momo com um sorriso maroto. – Estamos aqui só para matar o tempo.

- Como temos muito tempo livre, gostamos de usá-lo para batalhar – explicou Oishi surpreendendo a mais nova. – Certo, vamos começar Momo.

- Okay.

Os dois entraram na quadra e Sakuno os observou por vários minutos. A forma como eles comandavam seus Pokémons. Os ataques precisos. As devoluções perfeitas. As evasivas na hora certa. Era quase como olhar um mundo completamente diferente do seu. Era aquele mundo que Ryoma pertencia agora?

~*~

Eevee soltou um longo bocejo, se virando para o lado e voltando a dormir profundamente. Ryoma riu e ergueu a mão para acariciar a pelugem marfim ao redor do pescoço da pequena raposa. Haviam conseguido fugir com louvor de suas ‘fãs’ antes que elas pudessem lhe abordar na hora do almoço, encontrando um refugio seguro no telhado da escola. Ali Eevee poderia terminar de descansar apropriadamente, enquanto ele mesmo podia descansar um pouco.

- Aqui podemos descansar um pouco… - murmurou deitando-se de lado, usando a mochila como travesseira e observando o leve ressonar de Eevee, fechando seus próprios olhos para dormir também.

~*~

- Seigaku!
- FIGHT, FIGHT, FIGHT!

- Calouros, suas vozes estão muito baixas – repreendeu Oishi com um sorriso nos lábios.

Era hora do treino pós-aula e enquanto os veteranos e titulares de aqueciam era função dos calouros animarem.

- Nossos senpais parecem mais motivados – comentou Kachiro olhando para o mais velhos que faziam seus alongamentos e aquecimentos.

- É claro! Em breve, começarão as competições regionais – declarou Horio com um sorriso convencido, como se fosse ele que estaria participando. – Ao contrario deles, vocês duas não tem nada para fazer – comentou se virando e encarando Sakuno e Tomoka que estava do outro lado da grade de proteção observando o treino. – Espiando de novo?

- Não estamos espiando. Isso é torcer, torcer! – replicou Tomoka irritada com o comentário.

Sakuno suspirou e desviou o olhar, acabando por encontrar Ryoma um pouco afastado dos mais alongando as pernas junto com Eevee.

- Ah! Lá está! Meu príncipe! – gritou Tomoka olhando na mesma direção de Sakuno.

Sakuno pensou em repreender a amiga, mas antes mesmo que pudesse dizer alguma coisa, a voz irritada de sua avó assustou a todos que estavam próximos.

- O que vocês estão fazendo?! Não tirem os olhos do alvo! – gritou Sumire, enquanto repreendia um grupo do segundo ano que não estava conseguindo mirar corretamente os ataques de seus Pokémons.

- Sakuno… sua avó é assustadora… - murmurou Tomoka assustado ao ver o modo como a técnica estava gritando e forçando os garotos ao treino.

- Isso não é verdade… normalmente… - murmurou em resposta forçando um sorriso. Ela também pensava isso.

Decorrido o pareceu ser século de tortura para os alunos do segundo ano, Tezuka deu a ordem para que todos se agrupassem para receberem as instruções. Os titulares se arrumaram em fila ombro a ombro, enquanto os do segundo ano se alinhavam atrás e por último os do terceiro ano ao fundo. Em frente a eles estavam Sumire, junto com Tezuka e Oishi.

- Eu não deveria dizer isso, mas… - começou Sumire soltou um suspiro, encarando a todos com seriedade. – O torneio regional está muito perto. Os oito titulares escolhidos para o torneio… eles terão de treinar duro para se prepararem para o torneio. O nível das outras escolas está diferente do ano passado, todos aumentaram seus níveis. – o olhar atento de Sumire se voltou para Ryoma e Eevee que estava distraídos. – Então, não podemos pegar leve. É isso!

- Muito bem, o treino vai continuar – declarou Tezuka em um tom firme, que não deixava qualquer abertura para reclamações. – Segundo e terceiro ano, quadra C. As quadras A e B ficarão para os titulares.

- Finalmente! – exclamou Eiji animado com a perspectiva, afinal, em sua cabeça ir para a quadra, significava que batalhariam.

- Esperem um pouco – declarou Sumire, ao ver que eles estavam prestes a se dirigirem para as quadras. – Para os titulares… Eu pedi a este homem para preparar um treino especial para vocês.

Todos olharam para a entrada da quadra onde puderam ver Inui adentrar a quadra, usando uma calça de moletom verde clara e uma camisa branca de mangas curtas. Ele estava carregando uma caixa de papelão grande.

- Inui! – exclamaram todos juntos, apontando para o especialista em dados.

- Yo – respondeu com um sorriso matreiro. – Para chegarmos ao Torneio Nacional, primeiro teremos de treinar o básico e reforça-lo. – explicou Inui soltando a caixa e distribuindo tornozeleiras e munhequeiras para todos os colegas e para os Pokémons. – ‘Força tornozelo’ e ‘Força pulsos’. Isso vai adicionar peso extra em suas pernas e pulsos. Cada chapa de metal pesa o total de 250g. Vamos começar adicionado duas chapas por membro, o que fará um total de um quilo extra nas pernas e nos braços.

Ryoma terminou de prender os pesos nas patas de Eevee e em suas próprias pernas. A pequena raposa ergueu uma das patas e depois a outra, começando a dar pequenos saltos, como se tentasse ajustar o peso ao seu corpo.

- E ainda há essas três hastes – explicou Inui colocando três hastes coloridas em um dos estremos das quadras. – Vermelha, azul e amarela. Junto com três argolas: amarela, azul e vermelha – ele mostrou três argolas brancas com uma única e fina listra colorida. – O treino é simples, mas vai ser necessário grande coordenação entre treinador e Pokémon. Eu lançarei essas argolas de forma aleatória, o treinador deverá pegá-la e lança-la para seu Pokémon em um tempo de dois segundos e o Pokémon deve lança-la de volta a haste correspondente.

- Hm… entendi – concordou Eiji se posicionando no outro extremo da quadra, enquanto Emolga saltava de seu ombro planando alguns metros acima de seu treinador, mas não tão alto como de costume, já que ainda não havia se acostumado com os pesos extras.

- Cometa um erro, e já era – alertou Inui, antes de se posicionar e lançar a primeira argola.

Eiji sorriu de lado e correu na direção da argola, saltando no ar para pegá-la.

- Vermelha! – exclamou antes de pegar a argola e lançar na direção de Emolga, que já esperando.

Com um movimento gracioso, Emolga pegou a argola com sua cauda girando-a e a lançando em direção à haste vermelha, fazendo com que a argola caísse corretamente sobre ela. Inui lançou a segunda e Kikimaru repetiu o processo, mas dessa vez gritando um ‘azul’ antes de lançar a argola na direção de Emolga e vê-la arremessar na direção da haste azul.

- É realmente incrível – comentou Oishi, que estava assistindo o treinamento do ruivo. – Depois que Inui lança a argola, ele pode distinguir a cor da listra, instantaneamente.

- Amarela! – exclamou Eiji fazendo um salto mortal e lançando a argola na direção de Emolga.

- Com isso, Emolga, que também possuía a mesma habilidade, pode lançar a argola na haste da mesma cor – continuo Oishi que parecia realmente orgulhoso com o modo como o amigo estava se saindo do treino. – Ser capaz de distinguir a cor da argola enquanto ela se move, é uma habilidade que nenhum outro poderia ter…

- Existe sim – declarou Fuji, interrompendo o discurso do colega com aquele sorriso de Frajola que comeu Piu-Piu. – Olhe – falou apontando para a outra quadra, onde Ryoma estava treinando.

Sumire lançou outra argola, fazendo com que Ryoma corresse na direção da mesma, gritando um ‘azul’ antes de pegá-la e lança-la na direção de Eevee saltou e pegou a argola lançando-a na direção da haste azul.

- Na outra quadra… - murmurou Fuji abrindo os olhos e admirando a cena, quase como se fosse uma atração fascinante.

A expressão de Oishi era de puro choque. Ele sempre pensou que Eiji seria o único dotado de uma excelente visão, capaz de acompanhar objetos em movimento, mas agora percebia que estava completamente enganado. Sem mencionar a óbvia sincronia que havia entre os dois.

- Nada menos esperado de um treinador que confia no movimento Return – riu Fuji achando engraçado o modo como Oishi estava encarando a cena espantado.

Tomoka que estava observando o treino arregalou os olhos ao notar o que os titulares estavam realmente fazendo. Não era um simples treino sincronia.

- Sakuno, eles não estão apenas lançando as argolas – balbuciou Tomoka completamente atordoada com aquilo que os titulares faziam. – Olhe! Eles estão mirando as argolas para a cor correspondente aos hastes!

- I-isso é possível? – balbuciou Sakuno arregalando os olhos ao ver que o que a amiga dizia era verdade.

Sumire e Inui compartilharam um sorriso ao ver o modo como os dois treinadores estavam se saindo no treino.

- Os dois são muito bons, não concorda? – indagou Sumire, com um sorriso de lado.

- Mas, gradualmente… o peso de 1 kg em suas pernas e braços… - murmurou Inui com um brilho sádico.

Eiji parou de fazer suas acrobacias com os olhos arregalados. De repente, havia ficado mais difícil erguer as pernas para saltar e correr. Emolga também acabou reduzindo a altura de seu voo, pois repentinamente havia ficado mais difícil se mover. Mas antes que pudesse pensar em qualquer coisa, Inui lançou outra argola, fazendo com que precisasse voltar sua atenção ao treino novamente.

- Vermelha! – falou se preparando para correr e pegar a argola.

- Não é azul? – indagou Inui com um sorriso matreiro nos lábios.

- Hun, mentiroso! – exclamou Eiji, mas por ter respondido acabou perdendo o tempo e viu a argola passar reto por si, batendo contra a grade de proteção e caindo no chão, revelando que a cor da listra era realmente vermelha. – O que é isto? Era vermelha! Inui! Isso não é justo… trapaceiro!

Emolga aterrissou na cabeça de Eiji e também começou a reclamar pelo o que Inui havia feito, afinal, os dois estavam indo bem!

- Se você perder sua resistência, seus julgamentos também vão piorar! – repreendeu Inui, ignorando o ataque infantil que o ruivo havia tido. – Kikimaru, troque de posição! É mesmo, eu me esqueci de comentar. Aqueles que cometerem um erro beberão meu suco de vegetais.

Sabe-se de onde Inui tirou um copo contendo um líquido verde escuro estendendo-o para Eiji, junto com Venomoth que apareceu com outro copo estendendo-o para Emolga. Eiji e Emolga saltaram para trás ao ver o que teriam de beber.

- Er… o que tem dentro disso? – indagou ao ver a coloração nada comum do suco.

- Comida, não tem com o que se preocupar – afirmou Inui, enquanto um sorriso sádico crescia em seus lábios. – O gosto foi especialmente ajustado!

Ryoma sentiu um frio na espinha que foi compartilhado por Eevee, enquanto os dois observavam o ruivo e o pequeno esquilo elétrico beberem aquela coisa. Quase que insanamente após beberem, Eiji e Emolga saíram correndo da quadra, com o ruivo gritando ‘água, água, água’. Definitivamente, ele não queria beber aquela coisa!

- Echizen! – gritou Sumire, fazendo com que o garoto se assustasse, vendo a argola com a listra azul passar reto por si.

Quase como se houvesse sido transportado, Inui e Venomoth apareceram na frente de Ryoma e Eevee estendendo um copo para cada um. Hesitantes, os dois se olharam e por fim beberam tudo o mais rápido que puderam, tentando sentir o menos possível do gosto, mas foi impossível. Assim que o saber amargo e repulsivo do suco tocou suas línguas, tanto Eevee quanto Ryoma tiveram o mesmo impulso de devolverem todo o café da manhã que haviam consumido naquele dia.

Sob o olhar apavorado de todos Ryoma saiu correndo da quadra com a mão pressionando a boca, sendo seguido por uma Eevee desesperada. Os dois nem ao menos esperaram para chegarem ao banheiro, parando no primeiro arbusto que encontraram e devolvendo a mãe natureza todo seu café da manhã.

- “Droga… justo hoje que ka-san fez comida japonesa…” – pensou erguendo-se e limpando a boca com as costas da mão. – Eu nunca mais quero tomar aquela coisa.

Eevee gemeu em concordância, parecendo estar muito perto de desmaiar. Ryoma pensou em ficar mais alguns minutos ali, tentando se recuperar do súbito mal-estar, mas não demorou muito tempo para que outros regulares aparecessem junto com seus Pokémons que haviam sido vitimas do ‘suco demoníaco de Inui'. Logo depois de Ryoma, apareceram Kawamura junto com seu Machoke logo atrás também usando o arbusto mais próximo para vomitar. Não demorou muito e foi a vez de Oishi e Xatu.

Antes que o lugar ficasse lotado de tantas pessoas passando mal, Ryoma voltou para a quadra carregando Eevee, que parecia prestes a desmaiar após consumir aquele ‘suco demoníaco’. Quando chegou à quadra, pode assistir a vez de Momo e Kaidoh. O Zangoose de Momo acabou errando a mira o que condenou os dois ao suco de Inui. Seviper estava indo bem, até o momento em que usou o Poison Tail para acertar a argola, fazendo com que ela girasse em um ângulo amplo demais, acertando a hastes vermelha ao invés da azul. A surpresa de todos, foi ver Kaidoh e Seviper correm da quadra com mais desespero do que os demais. Após isso, todos concluíram sem qualquer duvida: O suco especial de vegetais de Inui era letal!

A surpresa foi quando Fuji e Clefable cometeram um erro.

- Fuji! Você fez de proposito! – gritou Eiji se sentando quase que imediatamente, já que ele estava jogado no chão da quadra junto com Emolga.

- Sim, eu quero beber pelo menos uma vez – afirmou Fuji com um sorriso gentil nos lábios, sendo imitado por Clefable.

Sob o olhar de todos, ambos beberam o suco. Foi um segundo de espera torturante, enquanto todos esperavam a reação que todos haviam tido, mas a surpresa foi…

- É muito bom! Eu recomendo – declarou Fuji soltando um suspiro satisfeito, sendo imitado por Clefable.

Aquelas palavras surpreenderam a todos. Eiji resmungou um ‘não minta’ e voltou a se jogar no chão. Definitivamente, mais assustador do que o suco demoníaco de Inui, só mesmo a pessoa que pode bebê afirmar que é bom: Fuji Syusuke.

Horas depois de muita tortura naquele treino, praticamente todos os regulares estavam jogados no chão da quadra junto com seus Pokémons, muitos ameaçando devolver o leite materno que consumiram há muito tempo. Os únicos que haviam ‘sobrevivido’ ao treino, haviam sido: Fuji, que mostrará uma assustadora resistência ao suco do especialista em dados e Tezuka que não havia cometido um único erro durante o treinamento.

- Todos fizeram melhor do que eu esperava – comentou Inui, começando a revelar os resultados do treino. – Kikimaru, Emolga tem o hábito de perder a postura enquanto ataca. Isso vai melhorar se vocês trabalharem os músculos do antebraço. Oishi e Kaidoh, vocês precisão se concentrar em melhorar os movimentos de seus Pokémons. Kawamura e Fuji, vocês precisão trabalhar a velocidade, para isso, precisão desenvolver os músculos do quadríceps e tríceps de seus Pokémons.

Todos gemeram uma resposta vaga, fracos demais para falarem alguma coisa mais coerente.

- Momoshiro, a precisão de seu Zangoose deve aumentar se vocês diminuírem sua força para 70%. Tezuka e Haxorus fizeram bem em não cometerem erros, mas precisão de mais flexibilidade. Suas expressões são muito frias – ao fim do comentário todos na quadra precisaram abafar uma risada, pois ninguém queria ser condenado a voltas naquele momento. – E por fim, Echizen e Eevee. Vamos começar com dois copos de leite por dia.

- Ahm? Leite? – indagou confuso se sentando no chão, fazendo um carinho suave na barriga de Eevee que realmente não parecia bem após três copos do suco demoníaco.

- Sim, isso vai ajudar a melhorar a resistência óssea sua e de Eevee, sem falar que você precisa crescer – declarou Inui ajeitando seus óculos.

Ryoma fechou sua expressão ao escutar aquilo. Certo, ele era o mais baixo, mas ele não precisava ter sua altura tratada como um problema. Ser pequeno nunca fez diferença na hora em que estava em uma quadra de batalha.

- Voltando ao assunto… - continuou Inui, indo até a caixa de papelão que havia trazido e tirando mais algumas plaquinhas de metal. – Vamos acrescentar mais um peso.

- Espere um pouco Inui – pediu Fuji com um sorriso manso nos lábios.

- Cinco pesos estão bons – declarou Oishi que também estava com um sorriso maroto.

- É o mesmo para você, não é mesmo? – indagou Kawamura rindo ao notar os pesos que o amigo e seu Pokémon estavam usando.

- Depois nós iremos usar os cinco pesos, certo Inui-senpai? – indagou Momo em um tom de brincadeira.

- Eu não me importo, mesmo que sejam seis pesos – declarou Ryoma se levantando com um sorriso desdenhoso em seus lábios.

- Não, para os titulares… usaremos acima de dez pesos – declarou Inui, fazendo com que todos lhe encarrassem com descrença.

Quase que instantaneamente, todos começaram a atacar Inui arrancado várias gargalhadas de Sumire. Ela sabia que aquele era só o começo e que todos precisariam treinar muito para que o sonho dos Nacionais se tornasse real. Bem… pelo menos eles tinham energia.

~*~

Sakuno estava andando de cabeça baixa. Havia assistido todo o treino dos titulares e as palavras que havia sido proferidas pelos três novatos ainda estavam dançando dentro de sua cabeça.

~*~Flash Back~*~

- Os titulares da Seigaku, certamente são incríveis – comentou Horio, parecendo realmente surpreso. – O que há de errado, Kachiro?

- Hm… Ryoma-kun está seguindo o mesmo treino… - falou hesitante, como se não soubesse o que dizer.

- Parece que ele está em outro mundo – declarou Katsuo com um sorriso, como se soubesse o que o amigo estava tentando dizer.


~*~Fim do Flash Back~*~

Outro mundo. Um mundo onde ela e nem ninguém teria acesso. Era isso que eles estavam tentando dizer? Ela havia tentado se aproximar de Ryoma o dia todo, querendo lhe dar os parabéns pela posição de titular, mas havia sido impossível fazê-lo.

Soltou um suspiro e ergueu o olhar, surpreendendo-se ao ver Ryoma saindo de uma loja com uma sacola de papel roxa.

- Ryoma-kun… - murmurou surpresa, atraindo o olhar dourado para si.

Sorriu minimamente e correu até o garoto, vendo que o conteúdo da sacola era a nova camisa de titular que ele deveria usar a partir do dia seguinte.

- Essa é a jaqueta dos titulares? – indagou, para depois se sentir uma idiota perguntando o óbvio.

- Sim, acabou de ficar pronta – respondeu Ryoma, parecendo não se importar com a pergunta boba.

- Sim, é incrível Ryoma-kun – murmurou e o olhou um pouco apreensiva. Será que realmente pertenciam a mundos diferentes agora? – Etto… hm… p-pode me mostrar como ficou…?

- Eu vou vestir no treino de amanhã – era uma resposta simples e até mesmo esperada, mas para Sakuno aquilo foi à resposta que não queria ter. Eles realmente estavam em mundos diferentes.

- Ah… certo… verdade… desculpe-me… - murmurou, sentindo uma súbita vontade de sair correndo.

Ryoma a encarou por alguns segundos. Definitivamente, ele nunca entenderia as garotas, pensou largando a mochila e começando a abrir a jaqueta de seu uniforme, para então puxar a jaqueta nova de dentro da sacola, vestindo-a. Sakuno arregalou os olhos em surpresa ao ver que Ryoma havia realmente vestido à jaqueta.

- Sim, está perfeita – declarou Ryoma olhando terminando de ajeitar a jaqueta, com um sorriso de satisfação nos lábios.

Um sorriso amplo surgiu nos lábios de Sakuno. Aquele era o mesmo Ryoma que havia conhecido no trem! Ele não havia mudado. Ambos pertenciam ao mesmo mundo.

- Ryoma-kun, eu queria lhe dar os parabéns por se tornar um dos titulares! – falou instintivamente, sem que percebesse as palavras saindo de seus lábios cheias de alegria.

- Obrigado – declarou Ryoma surpreso com aquilo, voltando a pegar a mochila do chão e seguindo seu caminho.

Sakuno sorriu e correu para alcança-lo andando ao lado dele. A expressão de Ryoma era séria e focada, mas os olhos dourados brilhavam cheios de vida. Sakuno sabia que demoraria muito para que ela compreendesse totalmente aquele garoto misterioso, mas uma coisa ela poderia ter certeza naquele momento. Apesar de todas as aparências, Ryoma era um garoto gentil e caloroso. Um verdadeiro príncipe.

Imagem Especial:

CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO
Mais uma vez! A reaparição de Sasabe

Dicionário:
Attract: Atração
Return: Retorno
MooMoo Milk: Leite de Miltank
Arigato: Obrigado
Ofurô: banheira tradicional japonesa. Normalmente, se acrescenta sais de banho e essências especiais para relaxar.
Fight: Lute
Ka-san: mãe

Resposta aos Comentários:

Pietrosaggioro Oi, fico feliz que tenha gostado da fic ^^ estou me esforçando bastante para fazer uma fic que seja realmente boa XD
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Re: O Príncipe das Batalhas

Mensagem por Pokaabu em Seg 7 Jan 2013 - 19:15

Oi Bruno, tudo bem? Acabei de ler o último capítulo e ficou muito bom em termos de criatividade e apontamento para o restante da fan fic, com a liberação da informação "torneio nacional" já se sabe até onde a fic chegará.

Eu vi alguns erros.

pegar a argola e lançar na direção de Emolga, que já esperando.

Não seria esperava?

Ah! Ryuzaki-san, alguma coisa erra? – indagou Katsuo olhando-a surpreso.

Errada?

- Hm… er… Ryoma-kun… - murmurou ela engonhada, seu rosto já estava coberto pelo tom vermelho o que era estranho na opinião de Ryoma.

Envergonhada.


ESSE DAQUI APARECEU MUITO Ó:

Oishi e Kaidoh, vocês precisão se concentrar em melhorar os movimentos de seus Pokémons.

O certo seria precisam, precisão seria de ser preciso.

Ex:

O ataque teve uma precisão fenomenal.

ENFIM.

Eu estou acompanhando com muito gosto, sua fic vai entrar na minha lista de fics que você tem que ler antes de morrer. Espero que você não desista e um dia ainda espero fazer algum projeto com você Smile

Até o próximo capítulo, em rumo ao torneio nacional.


XD


By~Murilo: Tópico trancado por inatividade. Caso queira reabri-lo, contate um FanFic Moderador.
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Re: O Príncipe das Batalhas

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