Pokémon Mythology
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Uma história, Wade Vatsson.

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Uma história, Wade Vatsson.

Mensagem por Axell em Ter 6 Nov 2012 - 20:22

Era apenas mais um dia comum na cidade, fazia frio, e os grandes prédios não deixavam a pouca luz do sol atingir as ruas. Constantemente o vento forte fazia papéis e jornais velhos voarem por aquele jovem incomum. E lá estava ele, fazendo seu mais que tradicional trajeto em direção ao metrô, com seus costumeiros fones de ouvido e seu gasto casaco de lã marrom. Seu nome era Wade Vatsson, tinha rebeldes cabelos castanhos que iam até seus ombros, e não pesava mais que 60 quilos, muito pouco pra alguém que tinha 16 anos. Wade era um daqueles garotos que só de ser bater os olhos já se podia notar que não era do tipo social, os fones de ouvido gigantes aumentavam essa sensação, mas o seu olho fixo no nada e em tudo ao mesmo tempo concretizava aquilo, olhos de um tom azul escuro, quase o próprio preto.

Mas para o jovem aquele não era apenas mais um dia, era seu aniversário, ele não se importava com isso, ninguém se importava, era sozinho no mundo por opção própria. Já dentro do metro recostava sua cabeça no encosto almofadado, percebia que mesmo sendo uma sexta feira às 7 horas da noite aquilo estava completamente vazio, e o único som que ele ouvia era de alguns vagões passando, fazendo estalar o trilho, e de uma lâmpada com mau contato, que vira e mexe soltava algumas poucas faíscas a distante.

- Tão quieto...

Ele entrava no vagão que havia acabado de parar a sua frente, esse também vazio, não se incomodou com isso, era até melhor assim, encostou novamente sua nuca no topo do assento, e ficou ali, olhando o teto por alguns segundos. Naquele momento Wade sentiu que sua vida não estava andando, a três anos que não andava, o tempo apenas passava por ele, mas nada acontecia. Resolveu parar de pensar naquilo, e em poucos minutos estava sentindo com muito sono, sua pupilas pesavam, sua visão começou a ficar embaçada, e sua cabeça começou a doer, latejar, mas mesmo assim sentia sono. Tirou o casaco, o enrolou e jogou no banco onde se deitou, iria demorar até chegar em seus destino, e em poucos minutos estava dormindo.


=/=



- Ei! Garoto! Acorde, Nigel vai dizer algumas palavras, acho que você deve saber o que acontece com que não houve seus discursos de inspiração não é?
Wade abria os olhos lentamente, um garoto gordo e visivelmente mais alto do que ele estava a sua frente, mas não era isso que lhe chamava atenção. O garoto usava um tipo de armadura ou uma roupa medieval qualquer, tinha grossas camisas de manga longa preta, que na verdade pareciam alguma animal morto no qual só tiveram o detalhe de arrancar a cabeça. E em seu peito havia uma grande placa de ferro já amaçada e cheia de riscos. Mas o que mais chamava atenção era um grande machado que estava preso as suas costas, aquela arma poderia facilmente ter mais da metade do tamanho total de Wade.

O garoto não acreditando passava a mão por seus cabelos, mas pegava o nada, eles não estavam lá do mesmo jeito de antes, mas isso não era relevante no momento. – Quem é você?! Onde estou? Me diga agor...

- Feche essa sua boca, Nigel já começou. – Disse em um meio sussurro.

O jovem de cabelos negros sem opção, apenas seguiu o olhar do gorducho a procura do tal Nigel, e não foi difícil, todos ali estavam sentados apenas olhando para um único homem. Esse tinha uma vestimenta toda preta, também parecia algum tipo de animal só que melhor trabalhado, mas aquele ali tinha muito mais metal em seu corpo, peito, braços e cabeça eram protegidos por algum metal sujo, enquanto suas pernas tinham uma longa bota de couro. Mas Wade logo percebeu o que realmente lhe chamava atenção, Nigel tinha metade de sua cabeça amaçada, o lado direito era voltado para dentro, impedindo até mesmo a visão daquele olho, era como se uma grande bola tivesse batido e afundado ali.

Os grossos e longos cabelos enrolados e embaralhados do homem caiam sobre seu ombro. Ele se preparava para falar, até que simplesmente ficava parado com o olhar vazio ao céu acinzentado. – Eles chegaram, se preparem. – Disse em voz baixa, mas como ninguém falava junto dele todos ouviram.

E subitamente todos começaram a se mexer, Wade, sem reação e perdido naquele mundo de pessoas vestidas de modo estranho e mal cheirosas não conseguia se mover.

- Venha logo. – Falou o gorducho de antes. –Venha. – Apontando pro chão enquanto se escondia atrás de uma pedra. Percebendo que todos ali estavam olhando para ele por ser o único que estava ainda na mesma posição, logo se apressou e foi rastejando para junto do rapaz.

- Eu... não sei aonde estou, não sei..

- Shhh.

- Mas..

- Shhhhhhh. Eles estão chegando, ouça. – Sussurrou. E passos pesados puderam ser ouvidos ao fundo, muitos. O coração de Wade acelerou, e milhares de borboletas estavam dentro de sua barriga naquele momento. Ele tinha entendido, uma batalha iria acontecer, e eles iram atacar, era uma armadilha, estavam no topo de duas montanhas, espalhadas por ela, iram atacar os inimigos assim que passassem por entre as duas porções de terra. E olhando agora via que tinha mais 60 homens ali junto com ele, pelo menos era o que achava já que todos estavam escondidos.

- Por favor seu nome. – Disse desesperado.

O gorducho fitou ele por alguns segundos, conseguiu sentir o medo exalando do garoto a sua frente. – Me chamo Aleki Gaiatti. Fique perto de mim e ficara bem. Você se chama?

- Wade... – Falou suspirando, um ataque de pânico se aproximava.

- Certo Wade, fique perto de mim e use essa sua espada para se proteger quando eu não estiver olhando.

O barulho aumentava, estavam chegando perto.

- Que espada?

Aleki olhou para sua cintura, onde pendia uma bainha de ferro para uma espada de uma mão.

- A, essa espada. Droga, droga, droga. Só pode ser um sonho, só.

O barulho aumentava, haviam chegado.

- Vai ser tudo, menos um sonho Wade.

Ninguém mais falava, Wade estava escondido, e não se atrevia a levantar sua cabeça de trás da rocha, apenas colou seu rosto a pedra cheia de barro e grama e escutou. Muitos passos rachavam o chão, cavalos também podiam ser ouvidos, e mais alguns sons de animais que o garoto não conseguiu decifrar. Os homens que passavam ali não falavam o mesmo idioma, e Wade pouco entendia, pareciam na maioria das vezes apenas grunhidos. Seu coração acelerava mais, e ele só tentava não desmaiar ali, seria com certeza o pior a se fazer. Olhava para Aleki e tentava o imitar, esse que estava com apenas um joelho no chão, com uma mão se apoiava na rocha, e com a outra segurava o cabo do grande machado.

Até que os homens lá embaixo pararam, e por instantes foi possível ouvir até mesmo moscas voando a 10 metros. Nigel se levantou e saltou de sua rocha com extrema agilidade, e logo todos homens o seguiram, sacando suas armas e gritando com fúria em frente ao inimigo.

- OOOooooaaAAAAh!!!

Wade também se levantou, e logo sacou sua espada com grande facilidade, nem ele mesmo entendeu aquilo. Já se preparava para imergir rumo ao centro, onde já podia se ouvir gritos e barulho de carne rasgada quando Aleki colocou a mão a sua frente o impedindo.

- Espera.. tem algo errado, nossos arqueiros não atiraram.. não estão aonde deveriam estar. – Ele colocou novamente a arma em suas costas e fez sinal para segui-lo, sem alternativa o assustado garoto foi.

Subiram algumas pedras, e quem estivesse vendo de longe podia até mesmo pensar que estavam fugindo, mas quando chegaram ao topo percebeu o que o grande garoto queria dizer, havia 5 homens lá em cima, e pelos menos 7 caídos, os que estavam no chão pareciam ser do mesmo lado dos garotos. Wade percebia agora que o inimigo dele não era realmente humano, pelo menos não todos, alguns deles tinham a pele em um tom vermelho, tinham bolhas e manchas de mais por todo o corpo, eram maiores do que um humano comum mas tinham os membros de tamanho diferentes, desiguais. Como um mini ataque do coração Wade recuou, mas quase que instantaneamente voltou para a batalha, seus dedos se firmaram em volta de sua espada, e seus olhos se adequavam aos inimigos.

Aleki ficou agachado, os inimigos ainda não tinham notado a presença dos dois. Esperou eles prepararem as flechas para um ataque aos seus companheiros lá embaixo e fez sinal para Wade avançar com tudo. E assim foi, com apenas um ataque horizontal seu machado dançou no ar e Gaiatti derrubou dois inimigos de uma só vez acertando um no pescoço e outro no peito já que estavam abaixados com arco em punho. Enquanto isso Wade bateu com a espada entre o ombro e o pescoço de seu oponente, sentiu sua espada afundar na carne até bater no osso, e teve que ouvir o gritos de agonia, mas mesmo assim não sentiu nenhuma emoção negativa, nem mesmo remorso ou receio, como se já tivesse feito aquilo muitas vezes antes.

Agora os outros dois que sobraram perceberam os dois humanos, e ambos vinham armados com pequenos machados contra Aleki. Mas antes que Wade se preparasse para o novo embate algo o agarrava pela cintura e o jogava com força no chão, na queda perdeu sua espada e agora ambos rolavam morro abaixo em grande velocidade, esbarravam em pedras e outros corpos e pessoas.Assim que pararam o homem estava montado em cima de Wade, e com uma faca apontada para sua garganta, o garoto rapidamente jogou suas duas mãos contra as daquela criatura e o impediu , tentava insistentemente aguentar a força, não era tão difícil, se sentia muito mais forte do que antes, com mais músculos. Depois de alguns segundos, em um único movimento Wade torceu o pulso do homem, e mordeu seu nariz com toda sua força arrancando um grande pedaço, virou seu corpo e agora era ele quem estava por cima, pegou a primeira pedra que achou a ergueu o máximo que podia e bateu sucetivas vezes contra o rosto do humanoide, amassando e o explodindo por final

Estava cansado e ofegante, seu rosto e corpo sujos de sangue e terra. Voltou a subir o morro em busca de seu companheiro, e no meio do caminho por sorte encontrou sua espada. Assim que chegou no topo, viu Aleki em pé com um dos machados dos rebeldes, seu braço sangrava e seu olho estava inchado, mas ao seus pés haviam quatro seres agonizando, ele havia dado cabo de todos sozinho. Ambos os garotos se encaravam e faziam um sinal de positivo com a cabeça.

Os dois ficavam em pé, a batalha lá embaixo tinha acabado, haviam vencido.

- RÁPIDO!! TODOS VOCÊS! TEMOS QUE SAIR DAQUI, A MAIS DELES, CENTENAS DELES VINDO, FIZERAM UMA ARMADILHA SOBRE A NOSSA! VÃO, CORRAM! – Berrava Aleki enquanto chacoalhava de um lado pro outro uma tocha lá de cima.

Wade, olhava para trás, ignorando todos os olhares dos soldados lá de baixo para os dois garotos. E dali podia ver centenas de tochas e archotes brilhando na noite, todos vindos em direção a eles. O barulho de passos no solo recomeçava.








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