Pokémon Mythology
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Patisserie

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Patisserie

Mensagem por Micro em Sex 2 Nov 2012 - 15:46


Essa fic não é recomendada para menores de quatorze anos




Personagens
Spoiler:
Nira escreveu:





Nira Verdanturf, aka. Vaillant Chef
Uma bela menina de dezesseis anos, que quer seguir o sonho de chef. Aluna e filha adotiva de Archie Rankoff. Possúi uma Pokébola defeituosa que guarda com carinho.
Time:

@Chris escreveu:





Christopher Sweets, aka. Confiseur Chef
Um rapaz de dezessete anos. Quer ser chef.
Time:
Desconhecido

Nate escreveu:





Nathaniel Sieghart, aka. Chupacabra
Um homem de vinte e cinco anos anos, sem Pokémon, que gosta de motos e violência.
Time:
Nenhum

Silicia escreveu:





Silicia Star
Uma jovem de quinze anos, mimada, que consegue facilmente o que quer.
Time:

??? (Espion) escreveu:





, aka. Espion & Agente Internacional 160-R
Uma agente secreta de trinta e dois anos, vinda do continente de Sinnoh. Veio investigar o meteoro na Sky Arrow Bridge, disfarçada de repórter.
Time:

@Annie escreveu:





Ann Sheppard, aka. Annie
Uma repórter de vinte e quatro anos, cabeça de vento, embora famosa pela incrível habilidade investigativa. Veio investigar o meteoro na Sky Arrow Bridge, e ajuda Espion em sua missão.
Time:
Créditos ao usuário Pokémon-Platinum do Deviantart pelos ícones dos Pokémon <:





.:Prólogo:.

Os holofotes se acenderam.
Era um grande palco de madeira, oval, com assoalho de cerejeira 8mm, com diâmetro de aproximadamente quinze metros. Duas escadas se posicionavam nas duas "pontas" do ovo, ligando o palco ao chão de carpete verde com apenas cinco degraus. Ao fundo, um piano começou a ser tocado, e aplausos começaram a ser ouvidos por todos os lados. Como os holofotes miravam o palco, a platéia se localizava na parte escura do auditório, não sendo vista pelos participantes do programa.
Então, de uma nuvem de gás e luz arroxeados, surgiu um homem no palco. Ele seria completamente normal, vestindo uma calça jeans e uma camiseta laranja, se não fosse seu cabelo espetado, óculos escuros e uma jaqueta verde meio transparente, que parecia ser feita de gelatina de limão.

Ele levantou um microfone e pô-lo à boca, começando a dizer:
- E agora começamos a reta final do nosso programa!

A platéia explodiu em gritos e palmas. Foram necessários cerca de vinte segundos de espera até que o narrador pudesse falar de novo.

- Após seis meses de disputa, apenas trinta e dois dos mil e vinte e quatro participantes de todo o mundo poderão se tornar trabalhadores oficiais! Após uma cuidadosa contagem de pontos, temos agora nossos finalistas!

O homem apontou o dedo para cima, onde uma enorme tela se acendeu. Nela, várias fotos de pessoas de todas as idades, sexos e etnias começaram a aparecer, em ordem desordenada, ocupando toda a tela. Quando todos os 1.024 participantes terminaram de aparecer, algumas das fotos começaram a se desintegrar. Primeiro, metade da tela desapareceu, e as fotos restantes aumentaram de tamanho a fim de ocupar novamente a tela, restando agora quinhentos e doze participantes. Novamente, o número foi cortado pela metade, e então de novo, e de novo, e de novo. E assim sucessivamente, até restarem apenas trinta e duas fotos na tela.

Uma mulher começou a chorar de felicidade na platéia, aos berros, apontando para a tela e dizendo "Aquela é a minha filha!". Outros começaram a comemorar também, e logo o local se tornou mais barulhento que fim de jogo nos estádios de Nimbasa. Os holofotes começaram a piscar, e o auditório novamente ficou silencioso. Ao fundo, uma porta se abriu, e duas filas de pessoas começaram a andar em direção ao palco oval. Cada fila tinha dezesseis pessoas, e elas subiram por escadas diferentes e ocuparam lados opostos do palco, ficando de frente uns aos outros, com o apresentador entre eles.
Era uma mistura de jovens, adultos e até um casal de idosos, que tinham participado do Reality Show que durara seis meses, em um enorme "hotel", onde os participantes competiam entre si para não serem eliminados.
Mas não era um programa de lutas Pokémon. Nem um programa de musicais. Nem um programa de moda. Nem sequer um programa de esportes.

A tela trocou a imagem das fotos por um enorme símbolo, que representava mundialmente o programa: uma espátula de cozinha e uma faca, cruzadas entre si, com um nome logo abaixo em destaque: Chefs de Aço.
Era um programa culinário.

O apresentador bateu duas palmas, e duas mulheres vestindo roupas curtíssimas subiram ao palco, carregando um embrulho com todo o cuidado que poderiam ter. Ele pegou-o com a mão livre, e levantou para o alto, de modo que todos pudessem ver. O cameraman principal focou a câmera no embrulho, de modo que uma imagem mais detalhada aparecesse na grande tela. Era uma forma comporta por um tubo fino e cilíndrico, e em sua ponta algo retangular, envolto por um plástico escuro e um laço vermelho.

- Dentro deste embrulho está o prêmio de primeiro lugar: uma espátula dourada, assinada pelos maiores chefs da história! Os chefs Rankoff, Blaybell e Raydom!

O embrulho se abriu sozinho, revelando em seu interior algo ridiculamente brilhante, que emitia tons de amarelo e dourado para toda a plateia ver. Grandes "OOOH!" e "AAAH!" foram emitidos, e rapidamente, o embrulho se fechou, para evitar possíveis furtos.

- Mas, infelizmente, só temos um deste prêmio. Então teremos um último embate, a fim de decidir o primeiro lugar!

A platéia explodiu em gritos novamente. O apresentador deu alguns passos para o lado, e no local onde estava o chão começou a se abrir. Não só no centro do palco, mas nas suas extremidades também. Outras duas regiões começaram a se abrir, uma em cada ponta, a dois metros das escadas. Como a preparação da arena estava começando, apenas os adversários e o juri podiam permanecer no local. Logo, trinta dos competidores abandonaram o palco, descendo pelas escadas, restando apenas dois jovens, um garoto e uma garota, que pareciam estar preparados para o que estava prestes a acontecer.

[...]
A arena. O local onde os cozinheiros disputam. Pode ser de qualquer material, em qualquer local, mas nele precisariam caber ao menos três utensílios: a Mesa Central e dois Acordeões.
A mesa central é o local onde ficam os ingredientes; fica no centro do palco, como o nome diz, e em sua superfície ficam vários recipientes, com os vegetais, grãos, frutos e carnes, dentre outros condimentos, e fica a cargo do cozinheiro e seus assistentes correrem até a mesa principal para pegar seus ingredientes. Isso gera uma grande competição, visto que seu adversário pode ser mais rápido e pegar o ingrediente que você planejava usar, deste modo te obrigando a mudar de receita.
Os acordeões são os altares dos cozinheiros. Antigamente eram cozinhas completas, com fogão, pia, bancada, forno e congelador, mas por ocuparem muito espaço foram substituídos por móveis menores e mais práticos. E então, um arquiteto genial desenvolveu a cozinha portátil, chamada de Acordeão. É um móvel que se parece com uma mesa metálica, dividida em compartimentos, e de tamanhos variados, com todos os utensílios necessários para o chef. Eles se localizam a uma mesma distância da mesa central.
O Acordeão Triplo, ou Tradicional, é o Acordeão usado nas disputas oficiais culinárias. Consiste em três compartimentos: o primeiro contém duas gavetas, uma que serve como forno e a outra como congelador. A parte de cima das gavetas também sofre mudança de temperatura, podendo ser usada como uma chapa quente ou fria. O segundo compartimento é uma mesa retangular, reta, de 60 x 80cm. Nela são feitos os cortes, misturas e todos os outros procedimentos de uma bancada normal. O terceiro compartimento possúi duas panelas imbutidas, que com o toque de botões pode ser preenchida por água e ter sua temperatura controlada. Entre os compartimentos existem gavetas, nas quais se localizam os utensílios culinários, como espátulas, facas e etc.

[...]
- Agora que as preparações estão prontas, hora de apresentar nossos competidores!

Os dois jovens estavam atrás de seus acordeões. De frente um ao outro, trocavam olhares de medo e ao mesmo tempo de confiança. Não sabiam qual deles iria ganhar, mas tinham certeza de que dariam o melhor de si. O apresentador se sitou entre os dois, e sentou em cima da Mesa Central, que no momento se encontrava vazia.

- Do lado esquerdo do campo, temos o chef que saiu de Opelucid para participar do campeonato, o especialista em doces, Christopher Sweets!

O garoto, ruivo, vestindo uma camisa social azul-marinho de mesma cor dos olhos, fez uma referência para a platéia, e lançou duas Pokébolas ao ar. Delas saíram um Heatmor, vestindo um avental com um sorriso na região da barriga, e um Simisear, com duas luvas para forno e um babador amarelo. O apresentador não deu nem tempo dele respirar.

- O que tem a dizer, Chef Sweets?

O garoto se assutou, pois era a primeira vez que era chamado oficialmente por esse nome. Afinal, até a semana passada era apenas mais um cozinheiro aprendiz no reality show. Mas recuperou a compostura, e respondeu com voz madura:

- Bem, queria agradecer ao meu irmão mais velho, que me ensinou a cozinhar, e por causa dele consegui chegar até aqui.
- Oh! Com apenas dezessete anos e já fala como um homem! Vamos ver se sua voz se equivale à sua capacidade de cozinha!

Então o apresentador se virou para o outro lado, onde a garota se posicionava. Tinha cabelos verdes e olhos de mesma cor, e vestia um vestido caseiro marrom.

- E a competidora, que veio de Hoenn para completar seu sonho, a cozinheira destemida, Nira Verdanturf!

A garota soltou um sorrisinho, por causa do apelido que acabara de ganhar, mas depois voltou a ficar reta e séria. Lançou duas Pokébolas também, revelando um Whimsicott com um babador e uma Lilligant de avental rosa, com algumas pétalas bordadas formando um "L".

- Vejam só! Fogo e Grama! Será que a combinação elemental irá decidir o fim da disputa?
- Espero que não. - disse Nira, com confiança.
- Então veremos. - respondeu Chris, com seus olhos azuis flamejando.

Pela primeira vez, o narrador não disse nada. Deixou que os dois competidores se encarassem por alguns instantes, e a platéia sentiu o palco se aquecendo. Aquela não seria uma disputa normal; aqueles dois dariam um verdadeiro show no palco.

- Pois então, começaremos! Chefs, abram seus acordeões!

Os dois jovens pegaram os cantos da mesa com as duas mãos, e puxaram para fora, abrindo os compartimentos e revelando as duas gavetas. Em uma delas havia o Kit de Utensílios Básico: um descascador, uma tesoura de cozinha, um ralador, um saca-rolhas, um pequeno secador de folhas, conjunto de três espátulas, duas peneiras, um escorredor, algumas tigelas, conjunto de três facas e um fouet. Isso sem falar dos pequenos frascos com sal, açúcar e pimenta, que eram essenciais. Na outra gaveta havia um avental tamanho adulto dobrado, com um enorme símbolo do programa estampado nele. Os dois jovens vestiram-no, antes do apresentador continuar o programa.

- As regras são simples: aquele que fizer o melhor prato em dez minutos ganha! É permitido atrasar o oponente, mas não pode roubar o ingrediente após ele ser retirado da Mesa Central.

O apresentador desceu da mesa, e várias mulheres de roupas curtas entraram em palco, cada uma segurando uma grande bacia colorida com os ingredientes: uma verde dos vegetais, uma amarela dos grãos, uma azul dos frutos, uma vermelha das carnes, uma roxa dos condimentos e uma laranja dos laticíneos.

Após todas as mulheres terem colocado as bacias na mesa e saírem do palco, o apresentador fez uma contagem regressiva com as mãos.

- Cinco!

Nira dobrou um pouco os joelhos, atrás do balcão, preparando-se para correr.

- Quatro!

Chris apoiou o braço em cima de seu acordeão. Parecia querer saltá-lo a qualquer instante.

- Três!

Os Pokémon também se entreolharam, confiantes.

- Dois!

Desta vez, a platéia também entrou em coro na contagem regressiva.

- Um!

A tensão estava em seu clímax. Os dois jovens suavam frio, com a barriga borbulhando de nervosismo.

- Chefs, que comecem a cozinhar!

[...]
Tudo ocorreu muito rápido. O apresentador mal terminou de falar, Chris saltou por cima do acordeão e Nira deu uma cambalhota por debaixo do seu móvel. Os dois atingiram a mesa ao mesmo tempo. Chris começou pela bacia amarela, pegando um pacote de farinha e outro com chocolate em barra e um de chocolate em pó. Nira pegou um pacote de frango e um pote de cogumelos, na bacia vermelha do outro lado da bancada. Whimsicott rapidamente deu um salto por cima da bacia azul, pegando em pleno ar uma cebola, dois tomates e um ramo de salsa, logo depois correndo para a bacia amarela para pegar a farinha restante. Todos os ingredientes ficaram seguros em suas costas de algodão. Enquanto os dois chefs voltavam para seus acordeões, Heatmor e Lilligant atingiram a mesa principal, trocando olhares furiosos. Pareciam capazes de se atacar em plena disputa, mas não o fizeram por falta de ordens. Os dois foram na bacia laranja, e começaram a disputar a manteiga, o leite condensado, o creme de leite e os ovos. Mas, por sorte, os dois voltaram com quantidades satisfatórias dos mesmos.

Nira abriu as duas tampas das panelas, no terceiro compartimento. Após fazer as medições certas dos ingredientes, misturou o creme de leite, a farinha de trigo, os ovos, a margarina e o sal em uma das panelas. Trabalhou a massa com os dedos até ficar homogênea, e depois pegou uma fôrma de 22cm de diâmetro, a qual untou e enfarinhou. Logo depois forrou a fôrma com a massa, de modo a fazer a casca de uma torta.

Chris, em seu lugar, destampou as duas panelas, e encheu uma delas com água fervente, adicionando a manteiga logo depois. Quando começou a ferver, adicionou a farinha de trigo e misturou bem. Enquanto isso, começou a trabalhar no recheio em outra panela. Misturou o leite condensado, chocolate em pó, o chocolate em barra, a manteiga e o leite, deixando ferver até soltar do fundo da panela.

Lilligant, com um habilidoso Magical Leaf, começou a descascar e cortar a cebola, o cogumelo e o tomate, retirando as sementes dos mesmos, enquanto Nira fatiava o frango com uma faca média. Juntaram todos estes ingredientes na outra panela, e adicionaram um bocado de azeite, de modo a refogar a carne e os vegetais. Após a cebola dourar, desligou o fogo, e adicionou sal, pimenta e salsa, previamente cortada pela Lilligant. Enquanto isso, Whimsicott corria até o balde laranja, pegando um pacote de queijo derretido e voltando à bancada.

Habilidosamente, Simisear transferiu a massa de farinha de trigo para um refratário, sem se importar com a temperatura da mistura. Então foi quebrando e adicionando os ovos, um a um, misturando entre eles, até atingir o número de cinco ovos. Então transferiu a massa de farinha e ovos para outra fôrma, com um furo no meio, e levou ao forno no primeiro compartimento. Enquanto isso, Chris transferia o recheio para outra forma, e colocou na cauda de Heatmor. Lá, adicionou água ao espaço entre a cauda e o recipiente, fervendo o recheio em banho-maria.

Agora com o queijo derretido em mãos, Nira adicionou-o à mistura de vegetais e frango, enquanto Whimsicott esfriava a massa com um poderoso Gust. Nira transferiu a mistura de vegetais e frango dentro da fôrma de massa, e com um restante da massa cobriu a torta, colocando logo depois no forno no primeiro compartimento.

Heatmor abriu a tampa do forno, retirando a massa de farinha e ovos, que agora estava dourada. Aproximou o bico do rolo de massa, e "sugou" o calor da mistura, deixando-a a temperatura ambiente. Chris abriu um furo no rolo de massa, e despejou a cauda de chocolate do lado de dentro e em volta do rolo, fazendo uma deliciosa bomba de chocolate. Colocou um pouco de granulado em cima, para dar uma aparência mais bonita, e transferiu o doce para um prato de porcelana.

Nira retirou a torta de frango do forno, e pincelou seu topo com o catupiry restante, e deixou que Whimsicott esfriasse um pouco a torta com Gust.

Os dois chefs colocaram seus pratos no compartimento do meio de seus acordeões, indicando o fim da disputa.

[...]
Duas mulheres subiram ao palco, cada uma se dirigindo a um dos acordeões. Elas pegaram os pratos, e levaram para a mesa do júri.
A mesa do júri ficava escondida, em uma parte menos movimentada do palco. Normalmente ela não é iluminada, mas quando chega o momento da degustação, todos os holofotes se voltam para ela. A mesa é composta de três jurados: uma enfermeira Joy, um connossieur e um Chef de Cozinha Profissional.
Nesta ocasião, estavam a Enfermeira Joy de Castelia, vestindo seu vestido de enfermeira, o ex-líder de Ginásio Chili, com um terno de gravata vermelha, realçando os cabelos e os olhos, e por fim a Chef 5 Estrelas, Anne BlayBell, vestindo um belo vestido branco e usado uma estranha fita rosa no pescoço, que descia até a região dos seios, com cinco buttons presos à fita. Quando a platéia viu a presença de uma Chef 5 Estrelas no júri, explodiu uma onda de aplausos e risos, com comentários como "Linda!", "Gostosa!" e "Já peguei!" por parte dos homens, e "Diva!" ou "Me dá um autógrafo!" por parte das mulheres.
Ela olhou friamente para a platéia, de modo a calá-los, mas após cruzar os olhos com alguém, ficou envergonhada e voltou a olhar para frente, com o rosto mais vermelho que um pimentão.
O apresentador mostrou-se entretido com a situação, e não perdeu tempo para irritar a cozinheira.

- Aconteceu algo, Anne?
- Fica na sua, Kyle.
- Só aí. Mas, continuando, vejamos as opiniões do nosso júri!

As duas mulheres dividiram os dois pratos em três partes iguais, dando cada uma a um dos júris. Os três experimentaram os pratos, e demonstraram igual satisfação com eles.
A primeira do juri, a enfermeira, pegou um microfone na frente de sua cadeira, e começou a dar a sua opinião.

- Bem, ambos os pratos estão maravilhosos! A combinação de frango com catupiry me lembrou das tortas que minha mãe fazia quando era pequena, e morava em sítios perto de Striaton. Mas a bomba de chocolate ficou excepcional! Nunca havia comido um chocolate tão delicioso quanto esse. Parece que o banho-maria derreteu o chocolate sem retirar o sabor. Meu voto vai para o Chef Sweets.

O garoto soltou um sorriso de aprovação. O primeiro voto era dele. Se ele não ficasse se policiando o tempo todo, talvez tivesse soltado uma pequena lágrima masculina de felicidade.
Então Chili pegou o microfone em sua mesa.

- Olha, eu achei tudo isso demais! Tipo, a corrida para pegar os ingredientes, a integração entre treinador e Pokémon, simplesmente sensacional! WHOOOAH! Mas a torta de frango ficou um pouquinho melhor que a bomba. Acho que já enjoei dos doces do Cress. Se eu soubesse que esse programa era assim antes, acho que teria me tornado jurado antes mesmo de ser líder de ginásio!

E então a Chef Verdanturf ganhou um voto. Ela deu um saltinho de alegria, enquanto dava algumas palminhas em pleno ar. A pontuação estava 1 a 1. Agora seria o voto decisivo, da Chef 5 Estrelas, Anne Blaybell.

- Bem, a bomba ficou sensacional! O modo como a casca ficou dourada... realmente, seu irmão deve ter sido um chef e tanto. Você tem um grande futuro como chef... talvez, consiga até me superar!

A plateia ficou muda. Aquilo era uma surpresa para todo mundo. Geralmente, quando um Chef 5 Estrelas elogia um cozinheiro tanto assim, ele realmente deve ser bastante importante. Alguns repórteres e câmeras começaram a se dirigir para próximo de Chris. Já podia até mesmo prever o título do jornal da noite: "Chef Novato é consagrado por Chef 5 Estrelas", seguido por algumas fofocas de celebridades e fotos da infância do garoto. Mas aquele não era o fim do seu discurso.

- Mas meu voto ainda não foi decidido. Eu realmente adorei a sua bomba, mas a torta... o modo em que ela preparou a torta, cortou o frango e fez o topping de catupiry... é um estilo único, que eu realmente reconheço como digno de um Chef 5 Estrelas. Esse estilo me lembra o de um antigo amigo...

Ela virou os olhos para a platéia, para o local onde ela havia ficado envergonhada, mas a pessoa não estava mais ali. Ela deu um suspiro de alívio, e continuou a falar.

- Bem, meu voto vai para a Chef Verdanturf. A primeira Chef mulher a erguer a espátula dourada.

Nira desabou em choro. Ela abraçou Lilligant e Whimsicott, que pulavam e gritavam de felicidade. Chris também ficara feliz, pois mesmo que ele perdesse o primeiro lugar, ainda ganhara a recomendação de um Chef 5 Estrelas. E o segundo lugar não era tão ruim assim. Ele se dirigiu para a garota, a fim de que trocassem um aperto de mãos, mas Nira, ainda chorosa, acabou abraçando ele e seus Pokémon.

[...]
Os acordeões voltaram a ser "engolidos" pelo chão, juntamente à mesa central. Os trinta participantes, que estavam vendo a apresentação da platéia, voltaram a se posicionar no palco, mas agora faziam uma única fila, de frente para a mesa do júri. Mais mulheres de roupas curtas apareceram, cada uma segurando uma grande quantidade de fitas, ou algo que se parecia com aquilo. Todas as fitas eram diferentes entre si, e eram de todas as cores, e de todas as formas. Mas todas tinham uma coisinha em comum.

- Pois bem, deem uma salva de palmas para os nossos novos chefs! Agora que eles passaram no primeiro teste, podem receber seu próprio Lanyard e sua primeira estrela!

Lanyard, traduzido em "colhedeira" para o português, é uma espécie de fita que se usa em volta do pescoço onde se colocam buttons, pins e outros objetos. Possúi também um gancho onde se coloca um objeto pessoal, geralmente um cartão ou um chaveiro de enfeite. Nira recebeu um Lanyard verde, com várias bolinhas rosas, e um button do tamanho de uma moeda de um real. Enquanto isso, Chris recebeu um Lanyard preto, com algumas setas vermelhas e azuis espalhadas pela fita, e o mesmo button presente em todos os outros.

- Para aqueles da platéia que não sabem, o Lanyard é uma espécie de Badge Case, mas ele guarda as estrelas dos chefs! O Lanyard é a maior prova de que um chef em treinamento pode cozinhar oficialmente, e juntamente a ele vêm a primeira estrela, a Aim Star!

A tela mudou novamente. Desta vez, ela mostrou uma versão amplificada do button, que estava presente em todas as fitas. Era uma semi-esfera azul transparente, de borda cinza, com o desenho de uma mira impressa dentro dele. Era ridiculamente bonito, e contrastava com o rosa e o verde da fita de Nira.


- Mas agora chegamos no fim do nosso programa. Obrigado a todos que participaram aqui conosco do fim do Chefs de Aço! Espero vocês no ano que vem!
Aqui é Kyle Raydom, despedindo de todos vocês. Mas não se esqueçam do lema do programa.

Agora é a sua vez de brilhar.

.:Notas do Autor:.
É, eu sei que fiquei bastante tempo sem postar uma fanfic, estava tentando juntar várias ideias fragmentadas na minha cabeça, e fazer a continuação de uma das melhores histórias aqui do fórum. Por enquanto, não sei quantos capítulos farei, nem quando entregarei eles. Mas eu vou terminar essa história, e depois terminar a Trovadores e finalmente refazer a Another Elite.

Para quem teve dificuldades de imaginar o Acordeão, aqui tem uma imagem explicando-o:
Código:
http://www.pilgrimways.com/garden/wp-content/uploads/2010/04/00061.jpg

E para quem nunca viu um Lanyard, aqui tem umas fotos dele:
Código:
http://www.chinawholesalegift.com/pic3/2010-9/8/polyester-id-card-holder-lanyard-15140377400.jpg
http://jewelry-store.fashiononlinebrand.com/pic/89/pink-cheetah-bling-lanyard-id-badge-holder.jpg

Antes que digam qualquer coisa, eu tive sim aprovação do Mud para fazer essa segunda temporada baseada na história dele. Ela não vai seguir o destino dos protagonistas da sua história, mas ocorrerá alguns anos depois dos eventos anteriores, e será necessário acompanhar a história dele se quiser entender algumas das coisas na minha fanfic.

É isso. Até o próximo capítulo.


Última edição por Caesar Micro em Sex 4 Jan 2013 - 11:22, editado 21 vez(es)
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Re: Patisserie

Mensagem por Kurosaki Mud em Sex 2 Nov 2012 - 17:40

Um dos melhores escritores junto da minha fic? Cara, isso é surreal e.e
Micro, parabéns, deu um jeito legal pros meus personagens, o Kyle e o Só aí continuou xD.
A Nira tem uma personalidade legal, curti. Só queria saber se você colocará a Yuuki novamente, eu ia gostar =p
Erros? Plateia perdeu o acento, acho que só vi isso.
Bem, espero o próximo, acho que está um pouco grande para um prólogo, mas tudo bem, ficou divino. E a música ficou bem encaixada no fundo, do jeito que só você sabe fazer.
Enjoy o/
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Re: Patisserie

Mensagem por Micro em Seg 5 Nov 2012 - 14:13

Hamner escreveu:Micro, por min você era mais um " qualquer " por aqui pelo fórum, mais depois disso. É simplesmente divino, bom, maravilhoso e eu sabia sim, que você tinha algum tipo de talento pra escrita ( detalhes do seu detonado, hehe ) mais isto simplesmente se superou. Eu, no meio da leitura pensei: " Mais cara, qual vai ser o fim disto ? " e agora estou bem curioso, parabéns, isto você conseguiu passar porem acho que alguns termos ficaram bem chatos como as assistentes com o ridiculamente, acho que não foi muito legal repetir isso, mesmo sendo duas vezes. Os detalhes também, são incríveis. Eu pelo menos raramente imagino a cena que na fanfic, ou até historia esta sendo retratada e nisto eu imaginei e acho que estou apaixonado pela Nira, oh. Resumindo: parabéns cara e continue isso ou se não eu rastreio o seu IP e te mato juntamente com a sua família e que tal citar o nome dos pokemons ? Acho que seria legal uma coisa desse gênero, vou indo. haha (:
Brigado, Hamn <3
Fica tranquilo, se matar a minha família eu mesmo vou te decapitar do mundo dos mortos.
Mud escreveu:Um dos melhores escritores junto da minha fic? Cara, isso é surreal e.e
Micro, parabéns, deu um jeito legal pros meus personagens, o Kyle e o Só aí continuou xD.
A Nira tem uma personalidade legal, curti. Só queria saber se você colocará a Yuuki novamente, eu ia gostar =p
Erros? Plateia perdeu o acento, acho que só vi isso.
Bem, espero o próximo, acho que está um pouco grande para um prólogo, mas tudo bem, ficou divino. E a música ficou bem encaixada no fundo, do jeito que só você sabe fazer.
Enjoy o/
MUDMUDMUD <<33
É, eu tentei escrever o máximo para não ficar pequeno. Mas aguarde, ainda nem disse nada das personalidades deles.



.:Capítulo 1 - Nova Perspectiva:.


[Nira]

No banco da frente de um carro, Nira brincava com seu Lanyard. Balançava de um lado para o outro, passava por entre os dedos... não acreditava que finalmente se tornaria uma chef oficial! Whimsicott e Lilligant comemoravam no banco de trás do carro, entreolhando entre si. Ela se virou para o motorista, um homem alto e relativamente atraente, de cabelos castanhos longos com as pontas tingidas de uma tonalidade azul-escuro, usando um Sport Fino preto e branco. Em seu Lanyard, estava escrito "Archie Rankoff".

- E então mestre, gostou do meu desempenho?

Ele soltou um sorriso leve, e olhou para ela com um olhar orgulhoso, mas rapidamente retornou a atenção para a estrada. Estavam dentro de um LRX branco, atravessando uma ponte enorme. O trânsito estava pesado, e os carros se moviam lentamente. Sem tirar os olhos do carro à sua frente, continuou a dizer.

- Não esperava menos da minha pequena Scyther.

Ela virou-se no banco, para brincar com os seus Pokémon no assento traseiro. Eles sorriram novamente quando viram o Lanyard, mas olhavam para o gancho vazio nele. Nira também notava o espaço vazio, e comparou seu Lanyard com o do seu mestre. O dele era azul e verde, e tinha cinco buttons diferentes; um deles era idêntico ao que usava no momento. E o gancho estava preenchido por algo que se parecia com um anel, com uma belíssima joia verde.

- Ah sim, Nira, você precisa escolher algum objeto para colocar no seu Lanyard.
- Como assim?
- Algo que te identifique. O meu, por exemplo, é um anel de Jade, que herdei dos meus antepassados. Se eu te contasse por tudo que passamos juntos...

Nira soltou um sorriso de compreensão. Então ela pegou sua mochila, que estava no banco de trás entre os dois Pokémon, e tirou de dentro dela uma pequena Poké-bola. Se parecia muito com uma Heal Ball, mas era completamente rosa na parte de cima, e tinha uma espécie de mancha roxa e a parte de baixo completamente lilás. Nira apertou o botão em seu centro, fazendo-a encolher para um tamanho menor, quase uma bola de golfe, e engatou-a no gancho de seu Lanyard.

- Perfeito!

Por mais que Nira gostasse daquela Poké Ball, nunca soube para que servia. Já tentara usar várias vezes para capturar Pokémon, mas ela ficava mais rígida que uma pedra ao ser lançada. E nunca conseguia transferir um Pokémon para essa Pokébola, usando as máquinas avançadas do Centro Pokémon. Fora isso, era exatamente como uma Ball normal; conseguia até mesmo ser aberta e examinada por dentro.

- Ah, você ainda não se desfez dessa Poké Ball defeituosa?
- É, eu tenho a sensação de que ela ainda será útil.
- Tem certeza?
- Intuição feminina. Mas agora, me diz, falta muito para Nacrene?

O homem olhou para a frente de novo. O carro andava a quase dois quilômetros por hora, por causa do engarrafamento. Homens buzinavam, e motocicletas avançavam por entre os carros. Enquanto isso, os pedestres atravessavam pela passarela tranquilamente, logo acima deles.

- Nesse ritmo, chegaremos lá só amanhã.
- Ah...

Nira abriu a janela do LRX, de modo que pudesse admirar a paisagem. Era uma linda tarde, e o sol se punha perfeitamente no horizonte. A ponte atravessava um dos dois maiores rios de toda Unova, e dava no mar, onde metade do sol ainda podia ser visto. O céu laranja contrastava com o azul da água, e podia ser visto o transatlântico Royal Unova atravessando a ponte por debaixo deles. A garota foi aos poucos colocando a cabeça para fora da janela. Afinal, era uma linda paisagem a vista da Skyarrow Bridge. Mas a tranquilidade não durou muito.

- Nira, cuidado!

Prevendo os fatos usando o retrovisor, o motorista puxou a garota para dentro do carro pela jaqueta. E por uma questão de milésimos de segundos, uma motocicleta negra passou rapidamente no local onde a garota tinha deixado a cabeça. O guidon da moto acertou o retrovisor, e por ser resistente, não se quebrou. Mas o motociclista perdeu o equilíbrio e foi arremessado na calçada na sua frente, com a moto parando a poucos centímetros de distância da sua cabeça. Archie deslisou o carro para o acostamento, de modo a socorrer o motociclista desconhecido.

Antes que pudessem fazer qualquer coisa, uma segunda moto apareceu. Nela, um homem magro, usando roupas colantes completamente negras e um capacete preto com uma cruz roxa, parou a alguns palmos da outra moto. Então, sem descer de sua moto, seu braço alongou, como um grande pedaço de chiclete, e segurou o homem desmaiado pelo pescoço. Não... não era seu braço que havia alongado... era a manga de sua jaqueta de couro, que era ridiculamente grande.

Com a mão livre, ou melhor, com a manga livre, o motorista negro pegou algo na jaqueta do homem desmaiado, e largou-o no chão, novamente acelerando a moto e desaparecendo de vista. Os carros voltaram a andar em uma velocidade normal, e aos poucos a normalidade voltara à Skyarrow Bridge. Exceto pelo homem ensanguentado no chão do acostamento, e sua moto quase destruída.

Em movimentos rápidos, os dois chefs desceram do carro, com Lilligant e Whimsicott logo atrás. Nira nem teve tempo de tirar a sua mochila; saiu do carro exatamente como estava: cabelos bagunçados, uma camiseta branca com uma jaqueta de frio grossa verde por cima, e um pequeno short jeans, acompanhado de botas marrons. Archie abriu o primeiro botão de sua camisa, de modo a respirar melhor.

- Nira, pegue seu Xtransceiver e ligue para a emergência!

Enquanto o homem fazia os primeiros socorros, a garota puxou a manga de sua blusa de frio, revelando um Xtransceiver verde. Ela apertou habilidosamente alguns botões, e rapidamente estava na linha com uma Enfermeira Joy.

- Depressa! Precisamos de ajuda na Skyarrow Bridge!

Assustada e abalada, Nira olhava para os lados, sem saber o que fazer. Estava entrando em pânico, mas logo se acalmou quando viu que o motociclista estava aos poucos retomando a consciência. Os carros, que agora voltavam a andar numa velocidade normal, simplesmente ignoravam aquele trio de pessoas estranhas. Nira ajoelhou-se ao lado de Archie, que tinha o motociclista nos braços, babulciando algumas palavras.

- Ele está melhor?
- Não foi nada permanente, mas acho que ele tem alguns ossos quebrados...
- E o que ele está falando?

Aparentemente, nenhum dos dois chefs conseguia entender nada do que ele dizia. Mas ele soltava um ruído no final de cada frase. Soura... Zoura... Não era possível ter certeza sobre o que o homem falava. Mas não durou muito tempo; a ambulância logo chegou no local, levando o motociclista ensanguentado para um local melhor. Archie trocou algumas palavras com os paramédicos, parecendo realmente irritado com a situação, mas logo se acalmou e se aproximou de Nira.

- Bem, parece que agora está tudo melhor. Vou ter que preencher uns papéis em Nacrene, dando meu testemunho e tal... mas nada muito demorado.

Nira se acalmou um pouco. Olhou para Whimsicott e Lilligant, ou melhor, Scott e Lily, que também estavam agitados com a situação. Sentou-se no chão, com as pernas cruzadas, exausta. Fora muita tensão para um dia só, e ela não estava preparada para tanto estresse como aquele.

- Quem eram eles? Os motociclistas...

Archie olhou para o horizonte. Com certeza, queria evitar de responder à pergunta da garota. Mas agora era tarde demais; ela havia presenciado muita coisa.

- São Runners. Uma gangue de motociclistas que começou a agir na ilegalidade faz cinco anos, e atualmente atormenta as ruas de Unova com violência.
- Ah...
- Mas foi a primeira vez que vi dois Runners de uma mesma gangue brigando entre si.

Nira imaginava se todos os motociclistas eram violentos assim, como o homem de mangas longas. Ela também olhou para o lado, tentando "iluminar" os pensamentos com um pouco da luz do sol laranja que se punha atrás do mar. Mas se assustou ainda mais, quando viu, a poucos centímetros de seu rosto, uma pequena criaturinha negra, andando pelo parapeito da ponte. Ela passou pelos chefs com tanta rapidez que Archie nem sequer notara sua presença.

Mas não era só isso. Archie parecia estar incomodado com alguma coisa. Ele olhava fixamente para um ponto negro no horizonte. Ele parecia crescer cada vez mais... primeiro, parecia ser uma bola, mas depois ficou do tamanho de um prato, depois de um carro, depois de uma casa... Por reflexo, o homem tirou duas Pokébolas do seu cinto, mandando-as para fora.

- Scott, use Cotton Guard! Torch, use Mirror Move!

Nira, Scott e Lily ainda não haviam notado o que estava vindo na direção deles. Mas sem hesitar, o Pokémon obedeceu às ordens do homem, e prendendo a respiração, inflou o algodão em suas costas, formando uma enorme parede de lã macia e fofa.
Nira olhou para onde Archie tanto olhava, e por um segundo, dividiu o desespero com seu mestre. Ela agora entendera o que o deixara tão preocupado, fazendo-o desperceber o pequeno monstrinho negro que passara entre eles.

[Espion]
O avião tinha acabado de pousar em Mistralton. Era um jato pequeno vermelho e azul, com capacidade para cerca de trinta passageiros. Em sua lateral, estava escrito "Transcontinental SU", identificando o tipo de carga e a rota aérea que o avião havia feito; ele carregava pessoas, fazendo conexão entre Sinnoh e Unova.
A porta se abriu, e o veículo com a escada logo estacionou-se ao lado do avião. Dele, começaram a descer vários passageiros, de todos os tamanhos, sexos e cores. Mas havia uma mulher que se destacava dos demais. Vestindo um sobretudo e uma boina negros, que fortaleciam a cor de seus cabelos ruivos, uma mulher de aproximadamente trinta anos descia lentamente os degraus do avião. Logo atrás dela havia uma mulher loira, de mesma idade, com uma blusa verde-água e uma saia branca, enquanto segurava um material de filmagem com os braços. As duas não pareciam se conhecer, mas destacavam-se da multidão igualmente.

A mulher ruiva atravessou o aeroporto e rapidamente atingiu o balcão principal. Seu condicionamento físico era incrível, visto que não deixara cair uma gota sequer de suor depois de caminhar sobre um sol de verão rachante usando um vestido negro. Lá, comprou um jornal, e começou a folheá-lo, enquanto puxava a manga do seu sobretudo para ligar seu Xtransceiver vermelho.

- Alô?

Sua voz era de um tom maduro, e ao mesmo tempo sedutor.

- Agente 160-R, na escuta?
- Pode me chamar de Espion.

O homem do outro lado da linha ocultava sua face nas sombras, como se fosse um chefe de uma quadrilha procurada ou chefe de segurança nacional.

- Pois bem, Agente Espion. Agora que atingiu o continente de Unova, irei te passar suas novas missões.
- Continue.

A mulher ruiva terminara de folhear o jornal, e agora olhava atentamente para a manchete na página principal.

- Preciso que você investigue o acidente que ocorreu dois dias atrás, na Skyarrow Bridge. Para isso, enviamos também uma renomada repórter para te ajudar a ter acesso à cena do crime sem chamar a atenção. Seu nome é Ann Sheppard, e ela se parece com esta foto.

A tela do Xtransceiver revelou a foto da mulher loira que descera do avião junto dela. Espion olhou para os lados, a fim de localizar sua parceira, e encontrou-a no café do aeroporto, duas mesas ao seu lado. A loira era desajeitada, e pela aparência de sua roupa, parecia que tinha acabado de entornar nela seu terceiro café.

- Bem... se o senhor diz que vou ter que ficar com aquilo como parceira, ao menos me diga, por que essa missão é tão importante assim.
- Minhas fontes dizem que pode estar relacionado ao seu caso de quinze anos atrás.

Espion apertou o jornal com força. A menção àquela data de quinze anos atrás sempre fora uma lembrança amarga para a agente. Ela despediu-se de seu chefe e foi em direção à sua nova parceira, deixando o jornal meio amassado em cima do balcão.
Sua manchete dizia, em altos tons:

Meteoro atinge Skyarrow Bridge. Nenhum sobrevivente encontrado.


Última edição por Caesar Micro em Sab 24 Nov 2012 - 20:38, editado 2 vez(es)
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Re: Patisserie

Mensagem por Bro em Seg 5 Nov 2012 - 17:57

Hm, tava pensando em fazer uma fic, e, essa sua vai ajudar muito cara. Tá divo. Parece aqueles lordes feudais sayajins escrevendo. Acho que vou começá-la depois do bolsão e das provas, ou no meio de ambos. Se depois puder me dar umas dicas... Laughing
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Re: Patisserie

Mensagem por Mineral_Treiner em Seg 5 Nov 2012 - 23:16

Revivendo das cinzas...aqui estou eu!

Bem...não sei o que dizer desta fic...pois dizer que ela esta fodástica seria desmerecer ela!
Cara, muito boa essa fic!
Tava com saudades de ler alguma coisa sua, mas finalmente você decidiu lançar ela!
adios!
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Re: Patisserie

Mensagem por DarkZoroark em Seg 5 Nov 2012 - 23:41

Micro o/
Adorei a sua ideia de continuar a Top Chef Pokémon, a qual, na minha opinião, é uma das melhores fanfics do fórum (sem dizer que é uma das que mais abre o apetite Cool ). Achei bastante interessante a escolha dos Pokémons que deste para a Nira. Lilligant e Whimscott, apesar de serem muito usados por NPCs nos jogos, são ainda muito pouco explorados nas fanfics, deixando a sua com um algo a mais.
Meteoro? Skyarrow Bridge? Nenhum Sobrevivente? Que maldade, poderia ter deixado ao menos a Nira viva (estou começando a adorar ela). O tal Pokémon negro acho que já sei quem é (não vou dizer para não dar spoiler ú.ú). Sério, a cena do meteoro caindo me lembrou muito do final dos jogos PMD Red/Blue, quando o Rayquaza destrói um. Me deixou com um friozinho no estômago e louco pelo seu próximo capítulo.
Não encontrei nenhum erro gramatical. Sua descrição e sua narração também são ótimas, fazendo com que o leitor possa ter uma boa visão do que acontece na fanfic.
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Re: Patisserie

Mensagem por Micro em Ter 6 Nov 2012 - 22:55

@Bro escreveu:Hm, tava pensando em fazer uma fic, e, essa sua vai ajudar muito cara. Tá divo. Parece aqueles lordes feudais sayajins escrevendo. Acho que vou começá-la depois do bolsão e das provas, ou no meio de ambos. Se depois puder me dar umas dicas... Laughing

Olha, te dou dicas quando você quiser! E obrigado por ler <3

@Mineral_Treiner escreveu:Revivendo das cinzas...aqui estou eu!

Bem...não sei o que dizer desta fic...pois dizer que ela esta fodástica seria desmerecer ela!
Cara, muito boa essa fic!
Tava com saudades de ler alguma coisa sua, mas finalmente você decidiu lançar ela!
adios!

Aleluia! Você saiu dos "parabéns" pelo MSN e veio em PmAccount comentar a minha fic. Brigado <3

@DarkZoroark escreveu:Micro o/
Adorei a sua ideia de continuar a Top Chef Pokémon, a qual, na minha opinião, é uma das melhores fanfics do fórum (sem dizer que é uma das que mais abre o apetite Cool ). Achei bastante interessante a escolha dos Pokémons que deste para a Nira. Lilligant e Whimscott, apesar de serem muito usados por NPCs nos jogos, são ainda muito pouco explorados nas fanfics, deixando a sua com um algo a mais.
Meteoro? Skyarrow Bridge? Nenhum Sobrevivente? Que maldade, poderia ter deixado ao menos a Nira viva (estou começando a adorar ela). O tal Pokémon negro acho que já sei quem é (não vou dizer para não dar spoiler ú.ú). Sério, a cena do meteoro caindo me lembrou muito do final dos jogos PMD Red/Blue, quando o Rayquaza destrói um. Me deixou com um friozinho no estômago e louco pelo seu próximo capítulo.
Não encontrei nenhum erro gramatical. Sua descrição e sua narração também são ótimas, fazendo com que o leitor possa ter uma boa visão do que acontece na fanfic.

Valeu ::3 Ah, se você acha que é Zeckrom o Pokémon negro, está terrivelmente enganado.


.:Capítulo 2 - Laços:.


A cabeça de Nira doía. Sentia como se seu cérebro estivesse sendo afogado em ácido, e corroído por todos os lados, enquanto girava em uma centrífuga de laboratório. Aos poucos ela foi abrindo os olhos e, levando as mãos ao rosto, esfregou os olhos. A visão ia desembaçando aos poucos, revelando um teto de metal. Sentia algo quente sobre seu corpo, e as paredes se movendo devagar. Precisou apoiar um dos cotovelos do lado do corpo para poder se sentar.

Olhou melhor ao redor; estava deitada numa cama de quarto, vestindo um camisolão amarelo e debaixo de três cobertores de lã pesada. Em seu colo dormia calmamente Scott. As paredes em volta eram um papel de parede azul-celeste, e de vez em quando via-se alguma nuvem feita de tufos de algodão coladas na parede com fita adesiva. No mesmo cômodo havia um armário, uma cadeira e uma pequena mesa ao canto, e na parede ao seu lado tinha uma grande janela redonda. Tentou mover as pernas sem acordar o pequenino, mas estava muito fraca e cansada, de modo que até mesmo a leve criatura de algodão fosse pesada o suficiente para imobilizá-la.

Cutucou levemente a ovelha de lã, acordando-a. Num salto, ela pôs-se de pé, pronta para atacar na direção que a cutucaram, mas quando reconheceu a mestra abriu um enorme sorriso e abraçou-a.

- Calma, Scott. Eu estou bem! Pode parar!

Então ela se lembrou do que houve antes de desmaiar. Pouco antes do meteoro atingir a ponte, o Whimsicott inflou-se de lã, formando uma parede natural contra o rochedo. E além disso, um Pokémon amarelo comandado por Archie formara uma espécie de parede refletida entre os humanos e o corpo espacial, de modo que um meteoro de mesmo tamanho e intensidade se chocasse contra o original. Era o Mirror Move. Mas os fragmentos de ambos os meteoros se espalharam por todo o local, destruindo os cabos de aço e o cimento da estrutura. O chão rachou, e antes que Archie pudesse segurar a sua mão, ela e seus Pokémon cairam em direção ao mar.
Em plena queda, ela viu os outros escombros da ponte caindo em sua direção. Vira também o Pokémon vermelho salvando Archie, enquanto enormes blocos de concreto e o LRX branco se chocavam contra a superfície da água.

Balançou a cabeça, voltando ao presente. Ela colocou as pernas para fora da cama e pôs-se de pé, alongando em seguida. Abriu o armário, procurando por seus pertences, e lá encontrou as roupas que usara naquele dia, limpas e dobradas, juntamente com sua mochila e seu Lanyard, intocados. O Xtransceiver verde também não parecia ter estragado com a água e o impacto. Retirou o camisolão amarelo, para trocar de roupa, mas ficou envergonhada quando percebeu que não usava nenhum sutiã por debaixo da camisa. E para prevenir, rodou a chave que estava na porta.

[...]

Poucos segundos após terminar de se trocar, Nira ouviu alguém bater à porta. Com passos lentos, olhou pela escotilha que conectava os dois corredores. Ela só abria por dentro, deste modo dando privacidade para quem estivesse no interior do quarto. Através da pequena abertura, conseguiu enxergar uma pequena senhora idosa, que pacificamente aguardava a porta ser aberta. Sem opções, Nira retirou a trava, e recebeu a sua visita inesperada.

- Então você acordou! Eu e meu marido estávamos preocupados...
- Ah, então foram vocês que nos salvaram! Muitíssimo obrigada!

A senhora sentou-se na cadeira, de frente para a cama de cobertores marrons. Nira sentou-se na cama, de modo que ficassem (quase) à mesma altura.

- Bem, meu nome é Hazel. Hazel Sieghart. Eu e meu marido Osha somos aquacultores. E quem é você?
- Sou Nira Verdanturf. Sou uma chef de cozinha.
- É, isso eu pude ver pelo seu Lanyard. Parece que você ganhou recentemente, não foi?

E assim Nira contou que ganhara no último programa dos Chefs de Aço, e como ela caíra da ponte, incluindo a briga entre os corredores. À medida que ela ia contando, o rosto da senhora ia ficando cada vez mais triste. E quando falou sobre o garoto das mangas longas, ela quase chorou. Mas retomou a compostura, e começou a falar, com um tom mais sério.

- Se o que me diz é verdade... vocês quatro são os únicos sobreviventes do Caso Sky Arrow...
- Desculpe, você disse quatro?
- Sim, você e seus três Pokémon.

Nira inclinou a cabeça para o lado, com dúvida. Então contou nos dedos os seus Pokémon. Um dedo para ela, um dedo para o Whimsicott chamado Scott, um dedo para a Lilligant chamada Lily... e ainda sobrava um dedo, para inteirar quatro. Repetiu a soma novamente, mas não entendia o que era aquele último Pokémon. Lembrou-se de Torch, o Pokémon vermelho, salvando Archie dos escombros da ponte... e então se lembrou da segunda Pokébola que ele lançara.

- Ah, já sei! O Orange!
- Bem... não sei... eu nunca vi um Pokémon como ele antes.
- Ah sim, ele é um Pokémon Raro de Sinnoh. Desculpe, mas você sabe onde eles estão?
- Eles estão na cozinha, preparando pratos. Me parece que sua Lilligant é bastante habilidosa, não?

Hazel soltou um pequeno sorriso, e levantou-se em direção à porta. Nira fez o mesmo, mas ao levantar deixou algo cair de dentro dos cobertores. Um pequeno pedaço de papel caiu no piso de madeira. Ela pegou-o, e viu nele uma foto, com um garotinho de cabelos negros ao lado de um Timburr. Hazel deu alguns passos em sua direção, e soltou um suspiro quando viu a foto.

- Haha! Como esse menino era sapeca...
- Seu neto?
- Sim... ele era o dono desse quarto, mas então comprou uma casa em Nuvema, e desde então vem nos visitar todo mês.

Quando ouviu aquilo, Nira quase deixou a foto cair. Como devia ser antigo aquele pedaço de papel! O garoto não devia ter mais que dez anos na fotografia, mas agora já tinha idade o suficiente de ter a sua própria casa! Lembrou-se de quando Archie comprara sua casa em Lacunosa Town, e da festa que deram para comemorar a casa nova. Mesmo sendo uma aprendiz, era considerada como uma filha pelo mestre. E então lembrou-se que ele deveria estar procurando por ela em algum lugar. Delicadamente, a senhora pegou a foto das mãos da garota e disse, num tom mais animado.

- Bem, então vamos à cozinha.

[...]
Não era um barco muito grande. Talvez tivesse cerca de dez quartos, dois banheiros, uma sala e uma cozinha. Marinheiros e cientistas de ambos os sexos andavam de um lado para o outro, segurando enormes placas de vidro contendo rochas de inúmeras cores e tamanhos. Nira viu também dois homens usando um guindaste para colocar o LRX do seu mestre dentro d'água. Mas este carro estava completamente inoperacional, e começara a enferrujar. Estava meio curiosa sobre o que podia ser aquele navio, e então perguntou para Hazel.

- Pois bem, eu disse que fazíamos aquacultura. Mas a nossa é bastante especial, nós cultivamos corais.

Nira então percebeu que as placas de vidro eram na verdade aquários, e que as rochas coloridas na verdade eram Pokémon! Nira nunca vira algo igual antes.

- Existe um Pokémon, da região de Johto, chamado Corsola. Ele cresce em águas salgadas, e permite que vários organismos microscópicos cresçam em sua carcaça. Não são muitos que sabem, mas ele é apenas aquela parte branca de baixo. A parte colorida são os corais crescendo em suas costas.

Hazel apontou para uma parede em frente às duas mulheres. Nela mostrava uma enorme foto de um Corsola, com as anatomias de seu corpo, e uma paleta de cores ao lado.

- A cor mais comum de seus corais é a rosa, e depois podemos encontrar Corsolas azuis. Mas se manipularmos o pH do ambiente onde vive, podemos obter corais de todas as cores do arco-íris.
- Interessante... mas por que vocês usam objetos metálicos no fundo do mar?

Hazel olhou com prazer para a garota.

- Você é bem esperta! Bem, ainda não dominamos completamente o processo, mas parece que os Corsola gostam de fazer seus ninhos próximos à ferrugem. De vez em quando, os corais migram de sua carcaça para o metal mergulhado, e assim criamos vários recifes de corais naturais. Além de reciclarmos metais inutilizáveis, aumentamos a biodiversidade marinha.

Nira estava fascinada com aquele trabalho. Ele parecia ser interessante, divertido, e o melhor de tudo, ajudava o meio ambiente. E a senhora parecia trabalhar naquele cargo a tempos. Mas Nira não desistiria de seu sonho. Por mais que fosse colorido aquele mundo, ela ainda alvejava mais se tornar uma Chef 5 estrelas. Depois da breve excursão pelo barco, as duas chegaram à cozinha.
Não era um cômodo muito grande. Deveria ter uns quatro metros de largura por cinco de comprimento, e estava rodeado de balcões. Apenas três espaços estavam desocupados pelas mesas de metal inoxidável, e nelas se localizavam o fogão, a geladeira e a porta de entrada. Entre os utensílios podíamos ver uma mulher magra, morena, de cabelos longos e vestido casual, vestindo um avental azul, e um homem rechonchudo, vestindo um roupão e um avental idêntico ao da mulher. Entre os dois estava Lily. E uma geladeira.
Quando viram Hazel entrar no aposento, bateram contingência, exceto Lily, que se jogou nos braços de Nira. Scott chegou logo atrás das duas, para participar da conversa. O homem rechonchudo começou a falar.

- Ouí! A bela adormecida acordou!
- Não fale assim da coitada. Ela ficou desacordada por três dias.

Hazel explicou sobre ela ser a última sobrevivente do Caso Sky Arrow. Os dois cozinheiros entraram em choque quando entenderam, e Nira descobriu por quanto tempo ficara desacordada.

- Nós te encontramos a dois dias... então você deve ter ficado desmaiada apenas por um dia. Seu Whimsicott tinha feito um enorme colchão de algodão para que vocês flutuassem. E encontramos uma Pokébola no seu colo, com... bem... uma geladeira dentro.

Nira se virou para o eletrodoméstico que ocupava espaço no meio do cômodo. E, estranhamente, abraçou-o. Como que num passe de mágica, a geladeira começou a ganhar uma coloração alaranjada, e uma energia roxa começou a ser emitida pelo metal. E pior ainda. A geladeira começou a flutuar.

- Orange!

Dois olhos e uma boca apareceram na tampa do freezer. A geladeira soltou um ruído, enquanto sua boca formava uma parábola com sua concavidade para cima. Sim, a geladeira tinha sorrido. Num primeiro instante, os cozinheiros e a idosa recuaram, com medo, mas depois se aproximaram, percebendo que não era nenhuma ameaça para eles. O Pokémon de raio abandonou a geladeira por um instante, e adquiriu sua verdadeira forma, flutuando ao lado de Nira.

- Bem, este é um Rotom, um Pokémon Fantasma-Elétrico. Eu e meu mestre capturamos ele num chalé abandonado de Sinnoh... mas a história é longa. Digamos que ele acabou caindo no meu colo no meio do acidente. Mas ele é muito forte, logo não posso usá-lo em batalhas.

Uma das desvantagens de não ser um treinador é o fato de não poder controlar Pokémon mais fortes que o seu. Afinal, você poderia até derrotar o líder de um ginásio, mas não poderia ganhar uma insígnia. Mas o momento de paz não durou muito tempo. Com passos largos, um homem entrou, suando a frio, na cozinha. Ele vestia uma roupa de pescador, mas usava uma boina, com alguns botões, como um oficial da marinha.

- O que foi, Sargento Mack? O almoço será servido em meia hora. Ou está sentindo dores de barriga de novo?

Mas a brincadeira de Hazel foi interrompida. O homem nem ao menos demonstrou interesse no que ela tinha acabado de dizer.

- É urgente. Venham comigo. É o Osha.

[...]
O homem estava pálido. Muito pálido. Aliás, sua pele estava com um tom de púrpura. Mesmo debaixo das cobertas da cama king-size do quarto de casal, ele não parava de suar frio. Era um homem de traços até mesmo bonitos, embora a idade tenha deixado algumas rugas e o cabelo se tornara grisalho. Tinham duas mulheres ao lado da cama, com roupas de enfermeiras. Uma delas acabara de injetar um soro em sua veia, e a outra limpava o suor de sua testa com um pano úmido.
Quando entraram no aposento, Hazel adquiriu uma personalidade completamente diferente. Ela parecia frágil, sem o marido para apoiá-la. Sentou-se na cama, ao seu lado, e segurou sua mão livre.

- Filho da... você só fez isso pras duas enfermeiras cuidarem de você, não é, seu safado?
- Quem... me... dera...

O homem mal conseguia respirar. Uma das enfermeiras tinha começado a falar, mas Nira interrompeu-a, dizendo com um tom mais alto.

- Ele foi envenenado.
- Hoje mais cedo, pedimos para ele investigar um ninho de Corsola que estava sendo constantemente atacado. Um Jellicent selvagem apareceu, e deve ter atacado ele com seus tentáculos venenosos. Conseguimos conter a lula antes que causasse mais estragos, mas o Marechal Osha está assim desde então.

A explicação do sargento terminou de confirmar a suspeita de Nira. A enfermeira, que tinha sido cortada anteriormente, começou a dizer.

- Já aplicamos todos os antídotos que tínhamos a nossa disposição... mas nada... não há nada que possamos fazer. Ele estava desidratando, então aplicamos um soro, mas não sabemos se ele resistirá até a cidade mais próxima...
- CALADA!

O berro de Hazel silenciou o quarto novamente. Ela estava realmente abalada com a situação do marido. Era como se recentemente ela tivesse perdido outra pessoa que ela amava muito. Mas nem tudo ainda está perdido.

- Tem algo que eu queria tentar.

Todos olharam para Nira, perplexos. Hazel fez um aceno com a cabeça, desesperada. Não sabia mais o que fazer. Nira rapidamente abriu sua mochila, e retirou dela algo que se parecia com um Notebook. Ela apertou o botão lateral, e ele deslizou para o lado, logo depois adquirindo dois suportes laterais. Era uma mesa portátil. Não só uma mesa; era um Acordeão portátil.
Nira olhou para trás, onde Lily, Scott e Orange aguardavam. Com um aceno de cabeça, os três entenderam o comando. E, quase que sincronizadamente, começaram a agir.

- Bem... preciso de... Pecha Berryes! Também uma Kebya Berry e uma Lum Berry.

Orange rapidamente se abriu, e Scott pegou os itens que ela havia pedido. Em poucos segundos, duas Pecha, uma Kebya e uma Lum estavam em cima do acordeão.

- Agora que consigo enfraquecer o veneno... preciso de recuperar os nutrientes perdidos. Uma Oran e uma Citrus, por favor.

Novamente, a ovelha de lã pegou os frutos dentro da geladeira. Os espectadores olhavam admirados com a garota agindo. Enquanto ela amassava as Pecha Berry, Lily descascava a Lum Berry e cortava a Kebya Berry com as pétalas que saiam de sua flor.

- Agora uma Limonada e um embrulho de Energy Powder.

Pela terceira vez Scott saía de perto do Acordeão, e voltava com uma garrafa de vidro e um saquinho com um pó branco. Depois de preparar todas as frutas, Nira colocou as frutas em uma panela, e colocou sobre o fogão em fogo constante, até que todas elas obtivessem uma textura pastosa. Então ela adicionou duas colheres de sopa de Limonada, e despejou o pó branco por cima. Misturou bem, e deixou cozinhando. O cheiro de frutas começava a invadir o ambiente, deixando todos famintos.
Não demorou muito até que ela desligasse o fogo, e transferisse a mistura para uma forma vazia. Esta ela colocou dentro da geladeira, digo, Orange. O pokémon tinha três divisões: a primeira, de cima, nunca se abria, pois era lá que ficavam os motores da geladeira e a face do Pokémon; a segunda, no meio, era um depósito quase infinito de comida; e o terceiro era uma gaveta "fast-freezing", que permitia congelar alimentos rapidamente.

- Orange, preciso que deixe isso em temperatura ambiente. Nada de geleia congelada dessa vez, ok?

O pokémon soltou um sorrisinho, e após tremer um pouco, um apito demonstrou que estava pronto. Nira abriu a gaveta de baixo, e retirou a geleia da forma, colocando-a num prato. Era uma substância pastosa, mas consistente, parecendo uma gelatina. Mas esta não fazia barulhos estranhos, e parecia mais saborosa que uma simples gelatina de uva.
Ela entregou o prato para a enfermeira mais próxima, que após pensar um pouco, lembrou-se de dar a comida para o doente. Todos estavam paralisados. Não, eles não foram atacados. Mas estavam paralisados de admiração. Talvez nunca tivessem visto uma cozinheira como aquela trabalhar antes, tão belamente. Apenas Hazel, que não largava a mão do marido, não deixou de mostrar seu medo de perdê-lo para a morte.

[...]
A enfermeira terminou de dar a geleia para o homem.

Sua pele começou a perder a tonalidade roxa, e ficou rosada, como normalmente era. A respiração voltou a ficar normal, mas ele ainda suava frio, como se tivesse pegado um resfriado. Hazel suspirou, aliviada, e deu um olhar maternal para Nira, que respondeu com um sorriso. A cozinheira da embarcação começou a chorar de alívio, e o Sargento não deixou de mostrar sua felicidade.
Todos ali pareciam gostar e respeitar o seu líder.
O cozinheiro gorducho começou a pular de um lado para o outro, se aproximando cada vez mais de Nira.

- Madmoiselle! Madmoiselle! Que prato explêndido! Fenomenal! Poderia me dizer qual é o nome dele?

Meio hesitante, Nira lembrou-se de quando aprendera a prepará-lo. Fora no mesmo dia que Archie capturara o Rotom do time. Ela estava folheando alguns livros antigos da mansão na Eterna Forest, e acabou descobrindo a receita de uma substância pastosa, capaz de curar qualquer Pokémon.

- Bem, esta é uma variação de uma receita antiga para uma Poção de Pokémon. Eu chamo ela de New Gateau.

Notas do Autor:
Quem ainda não conseguiu imaginar o Acordeão Móvel, volte ao prólogo, na foto explicativa do Acordeão tem uma foto dessa versão compacta e prática.
É uma versão menos completa, que todo chef autorizado carrega dentro da mochila, para casos de emergência.

E quem não percebeu, essa "poção antiga" é o Old Gateau.
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Re: Patisserie

Mensagem por DarkZoroark em Qua 7 Nov 2012 - 0:46

Micro o/
Ótimo capítulo. Na verdade, o Zekrom nem passou pela minha cabeça. Pensei em alguém menor, mais peludo e com mais características de mamífero do que de dragão. yay a Nira está viva (Tá bom, essa era fácil de adivinhar. Fanfic sem personagem principal é que nem um Piloswine sem pelos) e chocado ela tem um Rotom?! Daqui a pouco vai ter uma cozinha inteira dentro das Pokéballs. Gostei que tenha sido a forma Rotom-F para ele (minha favorita). Até o nome dele é de material para cozinhar...
Esse New Gateau deve ser bom, pelo jeito que deixou o pessoal do navio enquanto era preparado. Fazer um "re-make" do Old Gateau foi bem inovador, o que fez sua fanfic receber um brilho a mais. Como que alguém faz uma geleia congelada? Pra mim isso vira sorvete.
Achei apenas um erro:
- Agora que consigo enfraquecer o veneno... preciso de recuperar os nutrientes perdidos. Uma Oran e uma Citrus, por favor.
Deveria ser "Sitrus" ao invés de "Citrus".
De resto, continuo com a mesma opinião do capítulo anterior. Descrição incrível e Narração empolgante. Espero pelo seu próximo capítulo.
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Re: Patisserie

Mensagem por Micro em Sex 9 Nov 2012 - 21:18

@DarkZoroark escreveu:Micro o/
Ótimo capítulo. Na verdade, o Zekrom nem passou pela minha cabeça. Pensei em alguém menor, mais peludo e com mais características de mamífero do que de dragão. yay a Nira está viva (Tá bom, essa era fácil de adivinhar. Fanfic sem personagem principal é que nem um Piloswine sem pelos) e chocado ela tem um Rotom?! Daqui a pouco vai ter uma cozinha inteira dentro das Pokéballs. Gostei que tenha sido a forma Rotom-F para ele (minha favorita). Até o nome dele é de material para cozinhar...
Esse New Gateau deve ser bom, pelo jeito que deixou o pessoal do navio enquanto era preparado. Fazer um "re-make" do Old Gateau foi bem inovador, o que fez sua fanfic receber um brilho a mais. Como que alguém faz uma geleia congelada? Pra mim isso vira sorvete.
Achei apenas um erro:
- Agora que consigo enfraquecer o veneno... preciso de recuperar os nutrientes perdidos. Uma Oran e uma Citrus, por favor.
Deveria ser "Sitrus" ao invés de "Citrus".
De resto, continuo com a mesma opinião do capítulo anterior. Descrição incrível e Narração empolgante. Espero pelo seu próximo capítulo.

Haha, brigado. É, acho que você já descobriu quem é o bichinho negro.

Hmm... os comentários estão diminuindo... vou fazer mais propaganda! Ainda mais agora que aparece um personagem super gato que vive fazendo coisas sensuais.


.:Capítulo 3 - Banho e Sangue:.


Mais uma vez, Nira re-lia a carta que Hazel deixara com ela.

Querida Nira,

como eu te disse antes, teremos que ficar em Nuvema por uma semana. Muito obrigada por cuidar do meu marido, com aquela sua geleia estranha, mas deixaremos-no internado por alguns dias no hospital mesmo assim. Parece que aquele não foi um ataque comum, mas sim um golpe planejado de algum treinador. Então peço que tome bastante cuidado.
Se quiser, pode esperar uma semana, e te daremos uma carona para Castelia ou Nacrene... mas se você realmente precisa chegar no seu destino o mais cedo possível, acho que você pode pedir os serviços do meu neto. Ele é um entregador, e já pilotou por toda a Unova antes. Não deve ser nada para ele te levar até Nimbasa.
Ah sim, quase me esqueci. Na sua mochila eu coloquei alguns sanduíches e uma garrafa d'água, embora você possa fazer todas as comidas que quiser... e também deixei algum dinheiro. Não precisa me pagar depois! Considere isso como um agradecimento por ter salvado meu marido. Bem, agora terei que terminar a carta, já que está chegando no final da folha. Deixarei em cima da sua mesa, antes de você acordar, já que farei companhia para Osha e não poderei te encontrar pessoalmente. Te desejo a melhor da sorte.
Meu neto mora na Alameda das Ondas, número 537. É uma casa branca de portão azul. Você encontrará um jovem bastante parecido com Osha, ele se chama Nate. Diga a ele que fui eu quem o recomendou a você, talvez facilite um pouco.

Abraços de sua amada amiga
Hazel Sieghart
.
                                                                                                                        

Naquela manhã, Nira acordara com o barco quase vazio. O balançar de sua proa tinha parado, ou seja, eles finalmente tinham atingido o porto. Ainda de pijamas, levantou-se de sua cama e abriu a enorme janela redonda, para observar a paisagem. Por sorte, sua janela dava de frente para o cais; deste modo, ela poderia ver o movimento das pessoas e a imagem de alguns prédios ao fundo.
Tomou um banho e vestiu sua roupa, que como sempre estava limpa e dobrada dentro do armário, e se preparou para colocar a sua mochila, quando percebeu que estava mais pesada. Após conferir todo o seu conteúdo extra, chegando até mesmo a comer um dos sanduíches, Nira notou o pedaço de papel em cima de sua cama. Sentou-se lentamente nos cobertores de lã marrom, e leu calmamente a carta. Uma, duas, três, quatro vezes. Uma lágrima caiu de seu olho, quando leu a despedida; era a primeira vez que a chamavam de "amiga" por escrito. Mas então levantou-se, colocou seu Lanyard com a Poké-bola defeituosa, e saiu disparada pela porta do quarto.

Após despedir-se da tripulação, a qual conheceu melhor durante os sete dias que esteve em alto mar, colocou Lily, Scott e Orange de novo dentro de suas Poké-bolas. E assim, saiu do enorme barco com um sorriso no rosto.

- Ei garotinha, uma menina como você andando sozinha pelo cais... não tem amor à vida não?

A policial Jenny, sentada em sua poltrona ao lado de um Liepard, preenchia o posto policial no centro do piso de madeira que o porto oferecia para seus tripulantes se sustentarem. Era uma visão privilegiada da maioria do cais, mas mesmo assim alguns barcos tapavam a visão da policial, tornando o local cheio de pontos cegos e lugares "sinistros".

- Desculpe, estou meio perdida.
- Melhor tomar tento, ou vai acabar parando dentro de um barco desses aí, como mercadoria.

Nira engoliu em seco. A policial estava sendo bastante direta e arrogante, mas o que ela disse não deixava de ser verdade. Nira então colocou as mãos nas Poké-bolas no seu cinto, de modo a demonstrar confiança, e então dirigiu algumas palavras à guarda.

- Estarei bem protegida. Sabe onde é a Alameda das Ondas?
- Bem... se você tem tanta certeza assim... a Alameda das Ondas é uma rua de frente ao mar, cinco quarteirões à esquerda daqui.

A policial apontou para um lado da cidade, com algumas construções mais antigas que começavam a mostrar os efeitos da maresia em suas paredes e muros. Não deixava de ser charmosa, mostrando um contraste com os prédios e construções novas no lado direito de Nuvema.

- Ah, obrigada!

Após despedir-se, Nira cambaleou em direção ao bairro de casas antigas. A policial suspirou, aliviada, e voltou a dormir em seu posto. Liepard soltou uma risadinha, e subiu em seu colo, para tomar o posto da treinadora.

[...]

Após ler a carta pela quadragésima nona vez, Nira conferiu o número da casa. 537. Finalmente tinha encontrado a casa. E era exatamente como Hazel descrevera; uma casa rústica de dois andares, branca e simétrica. No primeiro andar, além da porta principal ao meio, tinha duas janelas em cada lado. Uma varanda de madeira clara com algumas vinhas crescendo ao redor dos pilares dava um ar de antigo e selvagem ao local. O segundo andar tinha três janelas, logo acima das respectivas aberturas do andar de baixo, e acima dela havia um telhado vermelho-escuro. Entre a varanda e a rua tinha uns três metros de jardim, com uma estrada de pedras bem ao meio, ligando a porta principal ao portão, azul, como o resto da cerca que rodeava a casa.
Não havia um interfone, apenas um sino de corda na área da varanda. Nira empurrou o portão, que estava aberto e destrancado, e atravessou o caminho de pedras. As flores roxas e azuis balançavam com o vento, e um sino de vento harmoniosamente acalmava o ambiente. Subiu os dois degraus da varanda, e balançou as cordas do sino, de modo a fazer barulho e chamar a atenção da casa.

À medida que se aproximava da casa, ouvia um barulho cada vez maior de água fervente caindo, o qual se interrompeu quando o sino foi tocado. Barulhos de portas e passos no assoalho foram ouvidos dentro do local, até que finalmente cessaram atrás da porta principal. E então, após trinta segundos de barulhos, a porta se abriu até a metade.

- Quem é?

Neste momento, Nira não sabia o que fazer. Ela ficou completamente sem fala. Atrás daquela porta, estava um rapaz, com cerca de vinte e cinco anos, muito parecido com Osha. Exceto pelas rugas, que não estavam presentes nele. Sua pele era levemente bronzeada, e seus olhos eram de um azul tão claro quanto os de uma joia valiosa. Seu cabelo negro estava encharcado, assim como seu rosto, e seu corpo todo, com músculos bem definidos à mostra. Mas não era só isso que chamava a atenção: ele estava completamente nu, a não ser por uma toalha da cintura até os joelhos, molhada, meio transparente, que tapava sua genitália.
No momento que ele abrira a porta, todo o vapor que saia de dentro da casa começou a escapar, e um jato de calor começou a cercar Nira.

- Ei... não vai falar nada?

A garota estava mais envergonhada que um Alomomola. Não sabia se olhava para seu rosto perfeito, sua barriga definida ou o volume em sua toalha. Após algum tempo mudos, o rapaz suspirou, e com sua mão esquerda pegou-a pelo ombro e puxou para dentro da casa, fechando a porta logo em seguida.

- Você me parece familiar... o que você quer? Um banho ou uma entrega?

Nira teve que desviar o olhar para poder conversar. Enquanto ouvia o garoto perguntar, observava o interior da casa; era um grande saguão coberto de ladrilhos, tanto no chão quanto nas paredes e no teto, com um balcão em seu interior. Atrás dele, uma mulher de kimono estava sentada, com um livro de hóspedes aberto em sua frente, enquanto ela cochilava em serviço. Tinha cabelos iguais aos do rapaz que abrira a porta para Nira, e usava um prendedor de cabelo com um sino na ponta. Nas duas paredes ao lado haviam duas portas coloridas, uma azul e uma vermelha, com os símbolos ♂ e ♀ estampados em tinta branca, respectivamente. E no fundo havia uma porta de serviços, escrita "Apenas Pessoal Autorizado". Vapor de água fervente inundava o cômodo inteiro, vindos de uma das portas, que estava entreaberta.

O jovem de cabelos negros bateu a mão no balcão, acordando a mulher que estava dormindo. Com um salto, ela se posicionou, quase deixando suas vestes caírem no processo. Ela esfregou os olhos, colocou um par de óculos que estava guardado debaixo do balcão, e mecanicamente cumprimentou a cliente de cabelos verdes.

- Seja bem-vinda à Casa de Banhos e Entregas Ariane. Onde o cliente é a maior prioridade!

Nira aproximou-se do balcão, enquanto o garoto consertava sua toalha, que começara a deslizar pelo seu corpo.

- Ela estava batendo na porta, e você não ouviu. Tive que vir abrir a porta desse jeito, pelado, de novo.
- Ah, me desculpe, Nateeeeee!

A voz dela afinou-se quando disse a última letra. Ela então apertou as bochechas do rapaz, que respondeu a tal ato com violência e seriedade, retirando as mãos femininas de sua face com um empurrão.

- Ah, oi... sou Nira...
- Seja bem vinda, Nira! Gostaria de um banho? Hoje estamos com uma promoção, banhe por uma hora pelo preço de meia! Mas apenas até o meio dia.
- Não... eu não vim para tomar um banho...

Então ela rapidamente olhou para Nate, e imaginou ter um homem como ele lavando suas costas. Sua face voltou a ficar vermelha, e ela teve que esconder seu rosto com as mãos, para não começar a babar em público. Por mais que ela tentasse se comportar, quando começava a ter pensamentos "picantes", ela não conseguia se segurar por muito tempo, e depois... bem, melhor nem saber. O rapaz suspirou, como se fosse algo normal, e começou a andar em direção ao banheiro masculino, pela porta entreaberta a qual escapava o vapor que aquecia o ambiente.

- Mais uma que fica envergonhada comigo. Sério, vocês mulheres são difíceis de entender. Se não precisam mais de mim, vou voltar a tomar meu banho.
- Ah, me desculpe pela intromissão. Não vim aqui tomar um banho... eu preciso fazer uma entrega.

Nira juntou forças o suficiente para formar aquela frase. O rapaz parou na metade do caminho, e olhou para ela com o canto dos olhos, e respondeu positivamente com um sorriso, como se ela tivesse dito as palavras mágicas.

[...]

Após ele pegar um roupão idêntico ao kimono da balconista, e vestir por cima de sua toalha, sentou-se ao lado das duas garotas para ouvir a menina de cabelos verdes. Eles se sentaram em uma pequena sala de estar, atrás da porta Restrita para Funcionários, que tinha espaço o suficiente para dois sofás de veludo azul.

- Bem... preciso de uma carona até Nacrene.
- Espera, a carga é você?

O rapaz olhou para ela como se ela tivesse acabado de dizer uma ofensa. A garota de kimono olhou friamente para ele, e depois voltou-se compreensivamente para Nira.

- Desculpe... é que nós transportamos mercadorias. Nunca levamos passageiros antes.
- Mas a Senhora Hazel me recomendou vocês... então achei...
- Eu já disse, não dirijo com pessoas ao meu lado.

O homem levantou-se rapidamente, e com passos largos e raivosos voltou ao banho masculino. Antes de fechar a porta, jogou o roupão no saguão principal pela fresta entreaberta, que caiu no piso ladrilhado e começou a formar uma poça no chão.

- Desculpe de novo... é uma longa história...

A mulher levantou-se, e balançou o sino no seu cabelo. Um Scrafty apareceu, passando pela porta de acesso restrito, segurando em suas mãos uma bandeja com dois copos. Cabelos negros serviu Nira uma xícara com um chá verde, que cheirava bem. Mas a garota estava sentindo já muito calor, então recusou a bebida quente.

- Bem, acho que devemos começar pelo início. Meu nome é Ariane Sieghart, e aquele mau-humorado que você conheceu é meu irmão três anos mais velho, Nathaniel Sieghart.

Bingo! Era exatamente quem Nira procurava. Mas Ariane continuou.

- Eu sou dona dessa casa de banhos, que é por sinal a única de toda Nuvema. Meu irmão me ajuda com a clientela masculina, mas o que ele realmente gosta de fazer é dirigir. Então cinco anos atrás ele abriu um negócio próprio de entrega a domicílio, de modo que pudesse passar a maior parte do tempo sobre um veículo. Mas então aconteceu um acidente com um dos clientes... e bem... é algo meio particular.
Desculpe, mas não poderemos te ajudar.

Um pouco desanimada, Nira agradeceu Ariane e levantou-se. Abriu sua mochila, e pegou um sanduíche, para comer. Um de seus péssimos hábitos era comer quando estava triste ou nervosa; Archie brincava, dizendo que este era o motivo de seu sonho de se tornar uma chef. Mas quando retirou o embrulho da mochila, deixou seu Lanyard, que estava guardado lá dentro, cair em direção ao chão. A Poké-bola defeituosa, por ser mais pesada, tocou o piso primeiro, e após quicar duas vezes, parou, com a fita verde e rosa parando logo em seguida.
Com a mão livre, Nira pegou seu cordão, e guardou-o novamente na mochila, se desculpando com a mulher de Kimono. E rapidamente saiu do local.

"Aquela Poké-bola..." pensou a mulher.

[...]

Nira não sabia onde estava mais quente: dentro ou fora da casa de banhos. Ela entrou numa lanchonete do outro lado da rua, e pediu uma Soda Pop gelado para acompanhar o sanduíche. Enquanto isso, pensava como faria para chegar em Nacrene. Não teria como ela chegar lá a pé em pouco tempo, e esperar uma semana para ficar ainda mais tempo no mar demoraria muito. Afinal, ela precisava chegar naquela cidade o mais rápido possível.

Uma semana antes de ela vencer o Chefs de Aço, Nira e Archie visitaram a ex-líder de ginásio Lenora. Os trinta e dois vencedores já estavam decididos, e por isso eles tinham o último mês do programa para descansar - desde que voltassem no último dia para participar do fechamento do programa. Mesmo assim Nira e Archie decidiram escolher o futuro emprego da jovem chef. Depois de muita pesquisa árdua e difícil, eles decidiram que seria melhor que ela começasse a trabalhar no Café Warehouse, e depois fosse melhorando e ganhando as suas novas estrelas com o tempo.
Mas o Café Warehouse era um local bastante disputado entre os chefs. E mesmo a amizade entre o Chef 5 Estrelas e a Ex-Líder não era o suficiente para garantir uma vaga permanente para ela.
"Vou te dar duas semanas para chegar aqui e reivindicar sua vaga. Se você chegar um dia atrasada, e outro cozinheiro novato tomar o seu lugar, não poderei fazer nada para impedí-lo de trabalhar no nosso Café", dissera Lenora, antes que ela disparasse em direção a Castelia, para receber sua primeira estrela.

- Se eu calculei certo... estou sumida a nove dias... isso me dá mais cinco dias até Nacrene. Tenho que chegar lá o mais rápido possível.

E com uma última mordida, ela terminou seu sanduíche. Pagou o refrigerante, e estava pronta para sair, quando foi barrada na saída da lanchonete. Dois homens em uma mesa, próximos à entrada do local, levantaram-se rapidamente, e apontaram uma arma para a garota. O susto foi tanto, que Nira demorou para entender que estava sendo assaltada, e só após alguns segundos ela parou para perceber as vestes dos seus assaltantes.
Ambos estavam vestidos como Runners: blusas negras com uma jaqueta de couro, com a cruz em suas costas, e uma calça jeans azul-escura também. O que segurava a arma tinha acabado de colocar o capacete, de modo que não fosse reconhecido, e o outro já usava uma touca que cobria grande parte de sua cabeça, deixando apenas o rosto descoberto.

- Nira Verdanturf?
- S-sim... sou... eu?
- Ótimo. Você nos poupou uma grande varredura em Nuvema.

A lanchonete estava completamente vazia, exceto pelos dois motoqueiros, a chef e a caixa do local. Esta tentou pegar seu Xtransceiver, mas o homem de rosto descoberto pegou a sua própria arma e apontou para a mulher.

- Calminha, não viemos fazer nada com o restaurante. Queremos apenas a pimpolha aqui.

A rua não estava tão deserta assim, mas a lanchonete era pequena, e ninguém estava prestando atenção no que estava acontecendo. O homem de capacete aproximou a arma da cabeça da chef, intimidando-a, o que realmente fez efeito na garota de dezesseis anos. Ela estava quase chorando. Se fizesse qualquer movimento brusco para pegar sua Poké-bola, teria suas entranhas transformadas em purê. Ela então fechou os olhos, contando com a sorte.
E o local ficou em silêncio por alguns instantes.





CRACK!

Ao ouvir aquele barulho tão perto de seus ouvidos, Nira precisou abrir os olhos. Mas não acreditou no que via. Por um instante, ela não vira nada, apenas a parede da lanchonete, que se localizava atrás do motoqueiro. Mas então olhou para baixo, e encontrou o seu assaltante.
Mas ele não estava normal.
Ele estava completamente estirado no chão, e seu capacete tinha sido destruído completamente. No lugar dele, encontrava-se um bastão de basebol, com vários pregos enferrujados manualmente inseridos, para aumentar a capacidade violenta da arma. Alguns dos parafusos tinham cravado na cabeça do homem, e os furos causados por eles deixavam um rio de sangue escorrer de sua cabeça até o chão, formando uma poça que ia aos poucos crescendo.

- Mas o quê?

A reação do homem de rosto descoberto fora demasiado lenta. Com um soco na barriga, quebrando duas de suas vértebras, ele fora nocauteado. Em menos de três segundos, os dois homens estavam jogados no chão. E Nira nem ao menos descobrira quem tinha feito tal ato. O terceiro homem vestia um casaco negro cujo capuz escondia sua face nas sombras da lanchonete escura.

- Sabia que te conhecia de algum lugar, Senhorita Verdanturf.

O encapuzado deu alguns passos em direção ao semi-cadáver com o bastão cravado na cabeça. Com um só puxão, separou madeira e parafusos de carne e ossos, fazendo um nojento barulho de abatedouro. Ele apoiou o bastão em um dos ombros, e o sangue escorreu por toda a arma, sujando as mãos e o casaco do "herói". Mas, entre todos aqueles homens, este era o que Nira mais tinha medo. A mulher atrás do caixa caiu, sentada no chão, em pânico, balbuciando algumas palavras. A chef quis fazer o mesmo, mas estava paralisada de medo, não conseguindo nem respirar direito.

- Ainda bem que aquela vaca me disse a tempo sobre o seu Lanyard. Senão eu não te encontraria viva agora.

O homem tirou o capuz, revelando um rosto com marcas de sangue em toda a sua face. Os olhos estavam sedentos por violência, e não pareciam satisfeitos ainda. A caixa começou a falar mais alto, e mais lentamente, até que ela conseguisse gritar, para que todo o quarteirão pudesse ouvir. Não era uma frase muito difícil. Era apenas uma palavra. Um nome. Um apelido.

"Chupacabra".

[...]

As duas mulheres entraram no Quarto 33 do Grande Hotel Mistralton. Era uma enorme suíte, com duas camas de casal king-size, banheira de hidromassagem e vista para todo o aeroporto com as montanhas. O carpete aveludado de vermelho com o piso de madeira do quarto, junto ao candelabro de velas de verdade davam um ar majestoso ao cômodo. Ann começou a andar de um lado para o outro, tirando fotos de todos os detalhes. Ela parecia uma daquelas criancinhas de cinco anos hiperativas e excitadas com algo novo. Enquanto isso, Espion apenas sentou-se em uma das camas, abrindo em cima da mesma sua mala negra e separou sua vestimenta para o dia seguinte.

- NOOOOSSA! QUE QUARTO LINDO!
- Já vi melhores.

Ann olhou para Espion com uma cara de desaprovação, dizendo com os olhos "Mas que péssima piada, hein?". Mas logo depois sua atenção se desviou para a mala da agente. Tinha vários disfarces, casacos marrons e roupas comuns do dia a dia. Havia também um embrulho transparente com duas Poké-bolas dentro, separadas especialmente em um dos cantos da mala.

- Ah, você também é uma treinadora?
- Já fui uma. Das melhores. Agora prefiro usar os Pokémon como amigos e não como armas.

Espion pegou de dentro da mala negra um cinto negro, com vários compartimentos. Era feito de um material resistente e elástico, que coube perfeitamente no casaco negro que a espiã vestia. Interessada, Ann se jogou na outra cama, e deitou-se virada de frente para a mulher ruiva, que separava os equipamentos tranquilamente.

- Isso é um daqueles cintos cheios de segredos? Tipo gás venenoso, corda de escalar, boomerang...
- Por favor, eu sou uma agente, e não o Zubatman.
- Ah, que pena. Seria muito legal se você saísse por aí dirigindo um carrão preto turbinado, combatendo o perigo e as forças do mal!

Ann projetou um soco para cima, no ar, como se ela estivesse voando por aí como o super homem. Mas então voltou à realidade, e concentrou-se nas duas Poké-bolas.

- O que tem aí dentro?
- Não sei... geralmente, eles me dão alguns parceiros de missão... mas eu nem sempre me dou bem com eles.

Espion pegou o embrulho transparente, e pressionou um botão na base do pacote. Uma portinha se abriu, pela qual Espion pegou as duas esferas, e lançou-as no ar.
De uma delas, saiu um ser marrom, no formato de uma pera achatada. Ele tinha duas "asinhas" e um enorme ponto de exclamação amarelo em suas costas. Em pleno ar, ele começou a balançar suas nadadeiras como se fossem asas, e começou a flutuar pelo ar, tocando levemente o chão e permanecendo imóvel por alguns segundos.
Da outra esfera saiu um candelabro negro, composto de uma lâmpada esférica central, da qual saiam duas ramificações, e destas ramificações saiam outros quatro braços, dois de cada lado, com velas nas suas pontas. As cinco velas estavam acesas, e seu fogo era fantasmagoricamente púrpura.

- Um Chandela e um Maggyo?
- Acho que nesse continente eles os chamam de Chandelure e Stunfisk.

O peixe marrom olhou o ambiente estranho ao seu redor, com medo de todas aquelas cores e luzes, mas logo encontrou o que procurava. Com um impulso de sua cauda, saltou na direção de Espion, e aterrissou suavemente em seus... digamos... seios. Enquanto o Stunfisk tentava abraçar aquelas fontes eternas de felicidade, Ann começou a rir histericamente da situação.

- Acho que ele gosta de você.

Espion pegou o peixe com uma das mãos, e arremessou-o pela janela, quebrando-a no processo. O Stunfisk desapareceu entre as árvores da Rota 7, a algumas centenas de metros do hotel. O candelabro assustou-se, e escondeu-se atrás de Ann, que também estava com medo da espiã ruiva, e esta bateu as duas mãos, como se estivesse limpando-as, falando num tom calmo logo em seguida.

- Você pode ficar com o candelabro. Agora vamos dormir. Partiremos pela manhã, quando o Stunfisk tiver encontrado o caminho de volta.
Para a Sky Arrow Bridge.

Notas do Autor

FOTOS DO NATE TOMANDO BANHO! LINK!
/nosebleed

@On:
Bem, queria deixar realmente claro, que o personagem da minha fanfic e o personagem criado pelo NTDevont (deviantart) não tem nada em comum! Eu já planejava um rapaz bonito, violento, de cabelos negros e olhos azuis, que se chamasse Nathaniel. Mas quando fui procurar fotos para ilustrar, e encontrei esse personagem já existente, comecei a rir histericamente. Então mandei o link para um de meus ajudantes, e juntos rimos histericamente.
Era muita coincidência.

Mas repetindo, os dois personagens não tem nenhuma relação fiel. Apenas usei a foto como descrição da aparência, e é apenas uma coincidência que ambos tenham o mesmo nome.
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Re: Patisserie

Mensagem por Bro em Sab 10 Nov 2012 - 7:47

Em si está boa, não vi erros, eu acho. Vou continuar lendo, mas não esquece de desabilitar a sign. ._.
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Re: Patisserie

Mensagem por Richie em Sab 10 Nov 2012 - 21:18

Ótima Fan Fic.
A sua descrição é excepcional e a narrativa flui de forma natural.
Dando destaque ao capítulo 3, especialmente quando o Nathaniel matou o motoqueiro.
Fontes eternas de felicidade, que Stunfisk inteligente.

Vou acompanhar sua fic, boa sorte com a história.
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Re: Patisserie

Mensagem por .Korudo Arty. em Sab 10 Nov 2012 - 23:27

Olá man. Sinto-me no dever de comentar essa fic. Nossa, fiquei bestinha agora, fazia tempos que não lia uma fanfic desse naipe... tudo bem que realmente faz tempo que eu leio fics, mas a sua me chamou a atenção por um detalhe que eu acho fundamental: organização. Uma coisa que definitivamente me faz ler uma fic é ver que o tópico é super bem organizado, com as coisas bem divididas e tal.

Antes de distribuir mais elogios eu gostaria de fazer uma pergunta: As imagens da fic (a do Main Topic, a "insígnia" (esqueci o nome desse signo azulzinho que a Nira ganhou no concurso) e a dos personagens) foi você que fez ou encontrou na net? Elas são bem... legais Smile

Well, agora no ON Topic; eu achei bem interessante também a inovação, eu sou fascinado pelo Mundo Pokémon, mas acho meio tediosas as fics mais "mamão com açúcar" - sem ofensas - tipo o Ash (e_e) e a sua é mega inovadora, tudo bem que ela já tem uma base na Top Chef 1 - aliás, por causa da tua fic vou ver se consigo ler a Top Chef - e eu não sei se a outra é tão criativa como a sua, mas...

Ah! Outro ponto-chave que eu amo é a sua incrível capacidade de prender a atenção dos leitores mais afoitos. Para mim, como um escritor iniciante, o maior desafio é desenvolver capítulos que tenham sentido sem ser muito sem-graça, determinados capítulos tem de ser mais calmos, principalmente os primeiros que são responsáveis por introduzir o enredo, e é difícil deixar estes capítulos mais instigantes. E você consegue cara! E consegue muito bem, primeiro deixando fluir as ideias de modo que nesses capítulos surjam situações que motivem as pessoas a lerem - no Prólogo a batalha entre os chefes que foi maestral, no Primeiro Capítulo toda a sequência na ponte desde o Runner atacando o outro até o meteoro, no Segundo você consegui transformar um capítulo sem emoções mais fortes em algo motivante introduzindo as cenas que deveriam, cronologicamente, ocorrer no Primeiro através do flashback e o Terceiro Capítulo, sem dúvida, aquela parte do Chupacabra foi uma cartada ótima! - e além disso sua escrita é... fumegante! KKKK' Descrição meio estranha, mas é assim que eu vejo, para um leitor que adora momento de luta e ação como eu seus capítulos são o combustível que faz minha alma queimar!

Você também tem a criatividade de criar pontos separados e distintos no enredo - Espion e Ann, o meteoro, os Runners, Nathaniel, a pokébola misteriosa - que muito provavelmente irão se conectando com o desenrolar da trama, isso dá aquela sensação conhecida de "Quero mais". Seu modo de escrever também é algo que eu gosto muito, você tem a capacidade de começar seus capítulos e os terminar de um modo completamente atraente.

Parabéns! Não tenho o que reclamar, sinceramente, mande logo o Quarto Capítulo, eu preciso dele! Ah! E o que aconteceu com o Archie, ele morreu? Neutral

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Re: Patisserie

Mensagem por rogerio_sneider em Dom 18 Nov 2012 - 17:20

olá, micro. blz? ^^
estava eu dando uma olhada na lista de fanfics, vendo se alguma me interessava (depois de cair na real e perceber que ambas as fics que eu estava lendo e que estão em hiato há meses não voltarão tão cedo). eis que encontro um nome conhecido nos autores.
curioso como sou, cliquei no link para ver no que dava e comecei a ler seu prólogo.
já sabia que vc não era nenhum analfabeto funcional, pois li o seu "micro" detonado de B2W2, mas nada poderia ter me preparado para a surpresa que eu tive.
vc escreve realmente muito bem.
sua descrição é excelente e seus personagens tem vida, o que eu realmente prezo muito. (detesto aqueles personagens já pré-determinados que são tão clichês que é só ele falar meia duzia de frases que já sabemos exatamente como eles são e que não parecem ter personalidade propria)
sem falar no tema totalmente inovador (créditos ao mud, eu sei), mas que não tira o espaço de tudo o que acontece à volta dos personagens.
acredito que só uma vez eu li uma fanfic tão boa com uma escritora tão brilhante, mas ela não terminou a fanfic... ¬¬'
enfim, pra resumir, vc ganhou um novo leitor, cara. aushuahs

bem, então à história.
sério, nunca tinha ouvido falar sobre fanfics cujo tema fosse culinária (tbm não conhecia a fic do mud) e achei uma excelente ideia.
o prólogo foi realmente inusitado. poucas vezes uma história inicia já na final de um concurso, o que me deixou bastante curioso para saber qual será seu desenvolvimento.
achei um pouco comprido demais para um prólogo mas, de qualquer forma, ficou bom assim mesmo. (até pq ele realmente parece com um prólogo, apesar das proporções...)
inicialmente eu achei que o personagem principal era o Sweets, o que talvez tenha acontecido por ele ter aparecido no palco primeiro.
por causa disso, dei pela falta dele no primeiro capítulo, que foi quando eu percebi que a Nira que era a protagonista.
mas eu ainda acredito que o Sweets vai voltar e que será um personagem de destaque, principalmente poe ele ser o segundo da lista de personagens.. .-.
aushaushasuah
fanfic cheia de mistérios, heim... são as minhas preferidas.. *------*
não tem graça quando os acontecimentos são todos muito simples, sem nenhum suspense que grude o leitor à tela e o faça ficar esperando ansiosamente pelo posto do próximo chap.
sem falar que um dos meus passa-tempos preferidos é tentar resolver os mistérios.. e.e
bem, como vc ja deu algumas coisas sobre o que refletir, vou contar as hipóteses às quais cheguei.
primeiro temos aquela pokéball misteriosa que não captura pokémons.
para mim, uma pokéball com essas características ou está quebrada ou já possui um pokémon vinculado à ela.
quando um pokémon é capturado por um treinador, ele não pode ser capturado por outro, a não ser que tenha sido libertado.
então acredito que com as pokéballs seja o mesmo e, como uma pokébola quebrada não seria de grande serventia ao mistério... acho que vc entendeu.
depois temos aqueles runners estranhos na ponte.
tbm acho que dois da mesma gangue não brigariam, pois se isso acontecesse, o resto provavelmente tomaria partido e a gangue ia acabar se matando (não que eu ache que fariam falta, mas eles devem estar cientes disso).
mas não acho que eles fossem da mesma gangue. nem que fossem ambos runners, ou mesmo humanos.
ta, ok. o que caiu era sim um runner humano comum, mas o outro que o estava seguindo.. muito suspeito.
a começar pela manga-elástica-que-se-move-segundo-a-vontade-do-dono. nunca ouvi falar de algo assim, nem mesmo no mundo pokémon.
por isso cheguei a conclusão de que ele não era humano, e sim um pokémon disfarçado, que possui algumas formas distintas e cujo corpo é elástico, sendo que o corpo principal na realidade é uma rocha. (acho que vc já entendeu onde eu quero chegar)
depois veio aquele meteoro, que confirmou minhas suspeitas da identidade do estranho motoqueiro mas, sem mais evidencias, fico só na especulação, mesmo.
mas, depois da Nira conhecer Hazel e da reação dela ao ouvir a menina narrar sua história, comecei a seguir numa outra linha de pensamento, menos provável mas também mais possível.
mas ainda tem aquela pequena criatura preta que a Mira viu na ponte.
concordo com a opinião do DarkZoroark, mas existem muitos pokémons, mesmo em Unova, que possuem essas características e, sem mais nenhuma aparição dele, fica realmente quase impossível adivinhar quem é. claro, tenho minhas suspeitas, mas seriam apenas chutes.
agora.. que relação aquela estranha pokéball tem com a Ariane e com o Nate?
e era atrás dela que aqueles dois runners estavam quando emboscaram a Mira no bar?
muitas perguntas e nenhuma resposta... >.>
e será que essa mesma pokébola tem alguma relação com o meteoro que caiu na ponte e que será investigado pela Espion?
e o que que aconteceu a 15 anos atrás?
para meu primeiro comentário, vc realmente conseguiu me arrancar muitas perguntas.. xD

bem, vou ficando por aqui. acho que já falei demais para um primeiro comentário.
vou pedir desculpas mas já vou avisando, meus comentários tendem a ser grandes. beem grandes.. o.O
enfim.. até o próximo chap. o/

p.s.: quase morri de rir do stunfish e suas fontes eternas de felicidade.
consegui até imaginar a cara dele (os olhos com formato de dois sorrisos ao contrário)... auhsuahsauhs
p.s.2: foi vc quem criou as arts, incluindo as dos personagens? '-'


Última edição por rogerio_sneider em Seg 26 Nov 2012 - 14:03, editado 5 vez(es)
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Re: Patisserie

Mensagem por DarkZoroark em Sab 24 Nov 2012 - 10:55

Micro o/
Desculpa essa demora para comentar seu novo capítulo, mas estive de provas durante estas duas últimas semanas, então ficou meio complicado. Mas enfim, aqui estou eu. Achei muito bom o capítulo. Achei interessante uma menção ao que aconteceu com Lenora após deixar seu cargo como líder de ginásio, algo que é muito inovador, já que não vi mais ninguém fazê-lo até agora. Ri pacas com a reação da Espion contra o Stunfisk. Pokémon tarado não é a primeira vez que vejo, mas é sempre algo muito divertido. Achei apenas um erro, o qual não é nem mesmo gramatical.
Nira não sabia onde estava mais quente: dentro ou fora da casa de banhos. Ela entrou numa lanchonete do outro lado da rua, e pediu uma Soda Pop gelado para acompanhar o sanduíche. Enquanto isso, pensava como faria para chegar em Nacrene. Não teria como ela chegar lá a pé em pouco tempo, e esperar uma semana para ficar ainda mais tempo no mar demoraria muito. Afinal, ela precisava chegar naquela cidade o mais rápido possível.
Essa foi a única parte do texto que achei meio repetitiva, pois a palavra "chegar" foi repetida três vezes. Com alguma mudança frasal, "alcançar" também seria uma opção viável.
De resto, você continua excelentemente bem. É um dos poucos escritores daqui que mostra um talento muito bom. Aguardo seu próximo capítulo.
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Re: Patisserie

Mensagem por Micro em Sab 24 Nov 2012 - 20:33


Tantos Comentários <3
Vou até ter que diminuir o tamanho deles para caber...

@Bro escreveu:Em si está boa, não vi erros, eu acho. Vou continuar lendo, mas não esquece de desabilitar a sign. ._.


Brincs, vou desabilitar ela sim. E obrigado por ler <<3
-Richie EZX escreveu:Ótima Fan Fic.
A sua descrição é excepcional e a narrativa flui de forma natural.
Dando destaque ao capítulo 3, especialmente quando o Nathaniel matou o motoqueiro.
Fontes eternas de felicidade, que Stunfisk inteligente.

Vou acompanhar sua fic, boa sorte com a história.
Valeu <<3
Nossa, não sabia que as "fontes eternas de felicidade" iam polemizar tanto assim...

@.Korudo Arty. escreveu:Olá man. Sinto-me no dever de comentar essa fic. Nossa, fiquei bestinha agora, fazia tempos que não lia uma fanfic desse naipe... tudo bem que realmente faz tempo que eu leio fics, mas a sua me chamou a atenção por um detalhe que eu acho fundamental: organização. Uma coisa que definitivamente me faz ler uma fic é ver que o tópico é super bem organizado, com as coisas bem divididas e tal.

Antes de distribuir mais elogios eu gostaria de fazer uma pergunta: As imagens da fic (a do Main Topic, a "insígnia" (esqueci o nome desse signo azulzinho que a Nira ganhou no concurso) e a dos personagens) foi você que fez ou encontrou na net? Elas são bem... legais Smile

Well, agora no ON Topic; eu achei bem interessante também a inovação, eu sou fascinado pelo Mundo Pokémon, mas acho meio tediosas as fics mais "mamão com açúcar" - sem ofensas - tipo o Ash (e_e) e a sua é mega inovadora, tudo bem que ela já tem uma base na Top Chef 1 - aliás, por causa da tua fic vou ver se consigo ler a Top Chef - e eu não sei se a outra é tão criativa como a sua, mas...

Ah! Outro ponto-chave que eu amo é a sua incrível capacidade de prender a atenção dos leitores mais afoitos. Para mim, como um escritor iniciante, o maior desafio é desenvolver capítulos que tenham sentido sem ser muito sem-graça, determinados capítulos tem de ser mais calmos, principalmente os primeiros que são responsáveis por introduzir o enredo, e é difícil deixar estes capítulos mais instigantes. E você consegue cara! E consegue muito bem, primeiro deixando fluir as ideias de modo que nesses capítulos surjam situações que motivem as pessoas a lerem - no Prólogo a batalha entre os chefes que foi maestral, no Primeiro Capítulo toda a sequência na ponte desde o Runner atacando o outro até o meteoro, no Segundo você consegui transformar um capítulo sem emoções mais fortes em algo motivante introduzindo as cenas que deveriam, cronologicamente, ocorrer no Primeiro através do flashback e o Terceiro Capítulo, sem dúvida, aquela parte do Chupacabra foi uma cartada ótima! - e além disso sua escrita é... fumegante! KKKK' Descrição meio estranha, mas é assim que eu vejo, para um leitor que adora momento de luta e ação como eu seus capítulos são o combustível que faz minha alma queimar!

Você também tem a criatividade de criar pontos separados e distintos no enredo - Espion e Ann, o meteoro, os Runners, Nathaniel, a pokébola misteriosa - que muito provavelmente irão se conectando com o desenrolar da trama, isso dá aquela sensação conhecida de "Quero mais". Seu modo de escrever também é algo que eu gosto muito, você tem a capacidade de começar seus capítulos e os terminar de um modo completamente atraente.

Parabéns! Não tenho o que reclamar, sinceramente, mande logo o Quarto Capítulo, eu preciso dele! Ah! E o que aconteceu com o Archie, ele morreu? Neutral
MEU DEUS UM COMENTÁRIO GRANDE /muitochurros
Sério, tava precisando de um comentário desses pra animar meu dia. Eu tava achando que precisava da nota de um Fanfic Mod, mas depois desse comentário e do debaixo me sinto completamente revigorado.
Sério, sem comentários pro tanto que você me elogiou, mas da próxima vez tenta apontar os erros também, ok?
S2 <<<333
Sobre as imagens, eu encontrei elas >: não tenho tanta capacidade artística assim >:

@rogerio_sneider escreveu:
olá, micro. blz? ^^
estava eu dando uma olhada na lista de fanfics, sendo se alguma me interessava (depois de cair na real e perceber que ambas as fics que eu estava lendo e que estão em hiato a meses não voltarão tão cedo). eis que encontro um nome conhecido nos autores.
curioso como sou, cliquei no link para ver no que dava e comecei a ler seu prólogo.
já sabia que vc não era nenhum analfabeto funcional, pois li o seu "micro" detonado de B2W2, mas nada poderia ter me preparado para a surpresa que eu tive.
vc escreve realmente muito bem.
sua descrição é excelente e seus personagens tem vida, o que eu realmente preso muito. (detesto aqueles personagens já pré-determinados que são tão clichês que é só ele falar meia duzia de frases que já sabemos exatamente como eles são e que não parecem ter personalidade propria)
sem falar no tema totalmente inovador (créditos ao mud, eu sei), mas que não tira o espaço de tudo o que acontece à volta dos personagens.
acredito que só uma vez eu li uma fanfic tão boa com uma escritora tão brilhante, mas ela não terminou a fanfic... ¬¬'
enfim, pra resumir, vc ganhou um novo leitor, cara. aushuahs

bem, então à história.
sério, nunca tinha ouvido falar sobre fanfics cujo tema fosse culinária (tbm não conhecia a fic do mud) e achei uma excelente ideia.
o prólogo foi realmente inusitado. poucas vezes uma história inicia já na final de um concurso, o que me deixou bastante curioso para saber qual será seu desenvolvimento.
achei um pouco comprido demais para um prólogo mas, de qualquer forma, ficou bom assim mesmo. (até pq ele realmente parece com um prólogo, apesar das proporções...)
inicialmente eu achei que o personagem principal era o Sweets, o que talvez tenha acontecido por ele ter aparecido no palco primeiro.
por causa disso, dei pela falta dele no primeiro capítulo, que foi quando eu percebi que a Nira que era a protagonista.
mas eu ainda acredito que o Sweets vai voltar e que será um personagem de destaque, principalmente poe ele ser o segundo da lista de personagens.. .-.
aushaushasuah
fanfic cheia de mistérios, heim... são as minhas preferidas.. *------*
não tem graça quando os acontecimentos são todos muito simples, sem nenhum suspense que grude o leitor à tela e o faça ficar esperando ansiosamente pelo posto do próximo chap.
sem falar que um dos meus passa-tempos preferidos é tentar resolver os mistérios.. e.e
bem, como vc ja deu algumas coisas sobre o que refletir, vou contar as hipóteses às quais cheguei.
primeiro temos aquela pokéball misteriosa que não captura pokémons.
para mim, uma pokéball com essas características ou está quebrada ou já possui um pokémon vinculado à ela.
quando um pokémon é capturado por um treinador, ele não pode ser capturado por outro, a não ser que tenha sido libertado.
então acredito que com as pokéballs seja o mesmo e, como uma pokébola quebrada não seria de grande serventia ao mistério... acho que vc entendeu.
depois temos aqueles runners estranhos na ponte.
tbm acho que dois da mesma gangue não brigariam, pois se isso acontecesse, o resto provavelmente tomaria partido e a gangue ia acabar se matando (não que eu ache que fariam falta, mas eles devem estar cientes disso).
mas não acho que eles fossem da mesma gangue. nem que fossem ambos runners, ou mesmo humanos.
ta, ok. o que caiu era sim um runner humano comum, mas o outro que o estava seguindo.. muito suspeito.
a começar pela manga-elástica-que-se-move-segundo-a-vontade-do-dono. nunca ouvi falar de algo assim, nem mesmo no mundo pokémon.
por isso cheguei a conclusão de que ele não era humano, e sim um pokémon disfarçado, que possui algumas formas distintas e cujo corpo é elástico, sendo que o corpo principal na realidade é uma rocha. (acho que vc já entendeu onde eu quero chegar)
depois veio aquele meteoro, que confirmou minhas suspeitas da identidade do estranho motoqueiro mas, sem mais evidencias, fico só na especulação, mesmo.
mas, depois da Nira conhecer Hazel e da reação dela ao ouvir a menina narrar sua história, comecei a seguir numa outra linha de pensamento, menos provável mas também mais possível.
mas ainda tem aquela pequena criatura preta que a Mira viu na ponte.
concordo com a opinião do DarkZoroark, mas existem muitos pokémons, mesmo em Unova, que possuem essas características e, sem mais nenhuma aparição dele, fica realmente quase impossível adivinhar quem é. claro, tenho minhas suspeitas, mas seriam apenas chutes.
agora.. que relação aquela estranha pokéball tem com a Ariane e com o Nate?
e era atrás dela que aqueles dois runners estavam quando emboscaram a Mira no bar?
muitas perguntas e nenhuma resposta... >.>
e será que essa mesma pokébola tem alguma relação com o meteoro que caiu na ponte e que será investigado pela Espion?
e o que que aconteceu a 15 anos atrás?
para meu primeiro comentário, vc realmente conseguiu me arrancar muitas perguntas.. xD

bem, vou ficando por aqui. acho que já falei demais para um primeiro comentário.
vou pedir desculpas mas já vou avisando, meus comentários tendem a ser grandes. beem grandes.. o.O
enfim.. até o próximo chap. o/

p.s.: quase morri de rir do stunfish e suas fontes eternas de felicidade.
consegui até imaginar a cara dele (os olhos com formato de dois sorrisos ao contrário)... auhsuahsauhs

^ 1 imagem vale + que 1000 palavras
S2 <<<333

Sobre o "homem" de mangas, lol, pensei por séculos e não entendi onde você quis chegar. Um Pokémon de pedra com braços esticáveis? Um Shuckle? Não, não... eu te garanto, ele é humano sim.

Hamner escreveu:Voltei pra você Micro, como vai ? a fic continua emocionante hehe, só o primeiro capitulo que foi meio morto em minha opinião, continue assim e quem sabe dessa maneira você chegue pelo menos aos meus pés, hehe
Pfv sua mulher da vida, pode ajoelhar e beijar minha unha encravada, que talvez eu tenha misericórdia de sua vida pequena e pouco iluminada.
Mas bgd <<33

@DarkZoroark escreveu:Micro o/
Desculpa essa demora para comentar seu novo capítulo, mas estive de provas durante estas duas últimas semanas, então ficou meio complicado. Mas enfim, aqui estou eu. Achei muito bom o capítulo. Achei interessante uma menção ao que aconteceu com Lenora após deixar seu cargo como líder de ginásio, algo que é muito inovador, já que não vi mais ninguém fazê-lo até agora. Ri pacas com a reação da Espion contra o Stunfisk. Pokémon tarado não é a primeira vez que vejo, mas é sempre algo muito divertido. Achei apenas um erro, o qual não é nem mesmo gramatical.
Nira não sabia onde estava mais quente: dentro ou fora da casa de banhos. Ela entrou numa lanchonete do outro lado da rua, e pediu uma Soda Pop gelado para acompanhar o sanduíche. Enquanto isso, pensava como faria para chegar em Nacrene. Não teria como ela chegar lá a pé em pouco tempo, e esperar uma semana para ficar ainda mais tempo no mar demoraria muito. Afinal, ela precisava chegar naquela cidade o mais rápido possível.
Essa foi a única parte do texto que achei meio repetitiva, pois a palavra "chegar" foi repetida três vezes. Com alguma mudança frasal, "alcançar" também seria uma opção viável.
De resto, você continua excelentemente bem. É um dos poucos escritores daqui que mostra um talento muito bom. Aguardo seu próximo capítulo.

Sem problemas <3
Depois tenho que arranjar tempo para substituir esses erros... podia ter um cargo aqui na PM como Rewritter, pra fazer isso >:


.:Capítulo 04 - Conexões:.


[Ann]

Saindo do Grande Hotel Mistralton, a dupla impacável novamente se destacava da multidão. Espion vestia um sobretudo marrom, mas desta vez amarrara o cabelo em duas tranças, que pendiam dos dois lados de sua cabeça. A ideia de Ann era que, com o cabelo preso, ele atrapalharia menos nas batalhas, e após alguns treinamentos de força com o coitado do Stunfisk, fora aceito pela espiã. E por falar no peixe, ele pendia de ponta-cabeça no cinto da mulher, preso pelo rabo por um gancho, que amarrava-o como uma garrafa d'água em pochetes de corrida. Por outro lado, Ann aparecia com uma camiseta negra e uma saia de mesma cor, até os joelhos, e ao seu lado estava Chandelure, com a câmera fixa em uma de suas hastes.

- E então, onde vamos?

A pergunta da repórter voltou a atenção da agente para o grupo. Ela olhava para os lados, como se quisesse garantir que não havia ninguém ouvindo a conversa.

- Primeiro, vamos pegar a minha moto no aeroporto. Ela teve que pernoitar no local, para que a segurança local pudesse conferir os documentos, ou procurar algum explosivo oculto... coisas de aeroporto.
- Ah, eu tinha ouvido alguém fazendo uma baderna para colocar um veículo no avião... não achei que fosse você...
- ENFIM, depois vamos direto para a Sky Arrow Bridge. Lá, você vai poder filmar a sua matéria sobre a destruição da ponte, e eu vou poder procurar por mais detalhes sobre a minha investigação.

Os olhos de Ann brilharam de curiosidade. Pelo pouco tempo que passaram juntas, Espion já descobrira o que aquilo significava. E não era muito bom. Quando Ann ficava interessada em algo, ela não iria parar por nada até descobrir o que era. Por pouco, Espion não revelara seu verdadeiro nome para a garota. Talvez fosse por causa dessa necessidade de informações que a garota tivesse atingido um nível tão alto em sua carreira. A repórter aproximou-se da espiã, e na ponta dos dedos, encarou-a fixamente com os olhos, e sem piscar repetiu a mesma frase de sempre.

- E então, quando vai me dizer sobre esse seu caso de quinze anos atrás? Não consigo parar de pensar nisso!
- Olha, é melhor que você não saiba mais do que já sabe. Já te disse, é ultra-confidencial, e não quero ver mais gente envolvida nele.

E novamente, Espion dera uma resposta boa o suficiente para calar a repórter pelas próximas... cinco horas. Ou menos. Espion sabia que não conseguiria evitar o assunto por muito mais tempo, e logo precisaria encontrar algo que tomasse toda a atenção de Ann. Aleatoriamente, ela apontou em uma direção.

- Olha aqueles homens alí. Não acha que eles estão agindo meio estranho? Que tal investigar?

A agente apontava para um beco, onde vários homens de jaquetas negras de couro se reuniam em um círculo mal-feito. Alguns Scraggy's e Scrafty's compunham a roda, tornando o ambiente um pouco sombrio. A chama nos olhos de Ann se reacendeu, e serelepe e saltitante se dirigiu à entrada do beco, com Chandelure seguindo-a logo atrás.
Espion aproveitou a oportunidade, e correu em direção ao aeroporto para pegar sua motocicleta. Mas mal sabia ela que sua parceira estava andando em direção a uma gangue de motociclistas.

[Nira]

O corredor do Hospital de Nuvema era largo, com alguns sofás confortáveis e plantas para decorar as paredes brancas e o piso verde. Além de Nira, estavam sentados no banco de espera um senhor de idade e uma criança com um braço engessado. Mesmo depois de uma longa noite de sono, Nira não conseguia esquecer o que ocorrera no dia anterior. Ela praticamente entrara em transe durante toda a tarde, e não conseguiu processar o que ocorrera na sua frente durante aqueles amedrontadores cinco minutos dentro do restaurante.
Sua mente estava repleta de perguntas. Quem eram aqueles dois homens? O que queriam com ela? Onde estava Archie?
E a mais importante.
Quem era Nate?

Após fazer esta pergunta a si mesma, a porta ao lado se abriu. O garoto saiu do quarto, com um sorriso triste no rosto, e com um movimento de cabeça, fez com que Nira o acompanhasse até a saída do hospital. Ela saltou do banco, andando em sua direção, e enquanto andavam pelos corredores do hospital, observava o movimento harmônico que o bastão de basebol fazia em suas costas. Ele nunca largava o bastão, nem sequer para ir ao banheiro, como sua irmã havia dito no dia anterior. Mesmo após pernoitar na casa de banhos, e ser consolada por Ariane, Nira não conseguia se acalmar com aquele rapaz.
Afinal, ele deixara um homem em coma e o outro internado com apenas um golpe em cada um.

- E então, descobriu o que eles queriam?

Sem olhar para trás, Nate respondeu Nira.

- De acordo com o Costelas, eles são Runners contratados por uma família rica para fazer trabalhos sujos.
- Sujos como?
- Assassinato e sequestro.

Nira olhou para trás, com medo. Pela abertura de vidro na porta, parecia que o homem falava com alguém pelo seu Xtransceiver. Mas a chef rapidamente acelerou o passo, ficando ao lado do seu "herói".

- E eles foram contratados para... me sequestrar? Por que?
- Preferi não perguntar.

Ele fechou a cara, e Nira preferiu não dar continuidade à conversa. Algumas de suas perguntas tinham sido respondidas, e não sabia se podia ao certo confiar no rapaz ao seu lado. Mas se tinha alguém que queria matá-la, era preferível ficar do lado de alguém forte como ele, para ao menos chegar viva em Nacrene.

- Mas, me diga, de onde você me conhece?
- Ah, foi a minha irmã. Ela começou a dançar pela casa um dia aí quando seu programa favorito tinha terminado, e uma garota de cabelos verdes era a vencedora do Reality Show. Aí ela se lembrou de você quando saiu pela porta, e me chamou para te trazer de volta para a casa de banhos.
- Então ela é uma fã dos Chefs de Aço?
- "Fã" é pouco para ela. Não sei como ela não te amarrou numa estaca e colocou no quarto dela para enfeitar depois que ela se lembrou de quem você era.

Nira soltou um sorriso de alívio, e Nate sentiu-se melhor com isso. Mas ele disse apenas meia verdade. O outro motivo estava pendurado no pescoço da garota, por duas camadas rosas e verdes de um material resistente, enfeitado por um botão azul.

- Será que foi assim que eles me encontraram?
- Huh?
- Digo, eles me reconheceram depois que eu saí do carro, e por sorte tentaram me eliminar?

O rapaz ficou pensativo. Era a melhor hipótese do momento. Pelo que Nira descreveu da cena na ponte, o Runner deve tê-la encontrado, e avisado sua localização para alguma equipe de eliminação. E por causa do método, Nate já tinha uma leve ideia de quem podia ser; mas não tinha certeza, já que ele não tinha motivo para tal.

Mergulhado em ideias, Nate não percebeu que tinha acabado de trombar em uma pequena garota que passava pela calçada em frente ao Hospital, empurrando-a em direção a um arbusto.

[Ann]

- Merda. Eles encontraram a garota, mas não conseguiram eliminá-la.

Fora tudo que Ann conseguiu ouvir do grupo de homens reunido no beco. Aparentemente, todos se calaram quando o Xtransceiver de um deles tocou, e um homem do outro lado da linha começara a falar ofegante, como se tivesse sido atacado na barriga por uma manada de búfalos raivosos. Ela aos poucos se aproximou do círculo de pessoas, se escondendo atrás de uma grande lata de lixo, numa distância realmente perigosa para ela.

- Parece que um homem interferiu, e internou nossos parceiros. Ele está falando do quarto de hospital.
- Pelo menos sabemos que ela está viva. Parece que o Draco Meteor não foi o suficiente para matá-la.
- Claro que não! Esperava menos da aprendiz de Archie Rankoff?
- Falando nele, parece que ele está desaparecido desde o dia da ponte.

As vozes falavam juntas, confundindo a mente da jovem repórter. Ela precisou de um tempo para assimilar a informação, mas então entendeu que falavam sobre o acidente o qual fora enviada para investigar.

- Ele também revelou o nosso plano para o homem.
- Como é que é? E a nossa lei do sigilo?
- Parece que este rapaz sabia sobre o código de conduta dos Runners, e pediu para que não sacrifiquemos os dois internados.

"Então eles são Runners, hein?" refletia Ann, em sua mente. Ela sacou de sua bolsa uma câmera fotográfica profissional, com direito a uma película a prova d'água, e desativando o flash, tirou uma foto do círculo de homens. A câmera não fizera nenhum click, mas o Scraggy mais próximo conseguiu ouvir o barulho do diafragma se abrindo, e se virou bruscamente, fazendo os outros homens acompanharem o seu olhar até a lixeira mais próxima.

- Parece que tem alguém nos espionando.
- Tomara que seja um homem. Não queria ter que espancar uma mulher hoje.

O círculo começou a se desfazer. Os homens começavam a revistar seus casacos de couro, procurando por lâminas e armas escondidas. Um deles pegou um bastão de ferro que estava apoiado na parede, produzindo um som alto ao fazê-lo. Ann percebeu que sua localização tinha sido revelada, e preparava-se para uma fuga. Ela não conseguiria usar a desculpa de "perdi meus óculos" e não conseguiria encarar tantos Pokémon com apenas o Chandelure. Mas antes mesmo que fizesse algum movimento, um barulho de impacto paralisou a todos.

Literalmente.

Paralisou a todos.

Uma figura marrom foi arremessada no homem ao centro da roda, e então emitiu poderosos raios elétricos, que deixou imóveis tanto humanos quanto Pokémon. A figura sorria sadicamente enquanto atacava os corredores, e não tinha nenhum dó dos homens. Afinal, nenhum deles tinha o que o Stunfisk procurava. Então, em alta velocidade, uma mulher passou por entre os homens, e parou no fim do beco. Ela estava montada em uma bela motocicleta big trail negra, com labaredas pintadas no cano de descarga e um vidro protetor transparente-avermelhado. A moto tinha as mesmas cores da piloto, que ao retirar o capacete completamente negro, deixou cair uma cabeleira rubra que se misturou com o vidro e as labaredas do veículo.

- Tudo bem Ann?
- Sim...

A repórter levantou-se de trás da lata de lixo, e recuou para fora do beco. Enquanto dava lentos passos para trás, viu a agente arrancar um cano enferrujado da parede, e batê-lo nas mãos, como se fosse "interrogar pacificamente" os homens.
Saindo do beco, ela apoiou-se nos joelhos, e começou a recuperar o fôlego. Ela ficou a maior parte do tempo lá dentro prendendo a respiração, de modo a ocultar sua presença. Logo atrás, Chandelure apareceu, com sua face imóvel como sempre.

- Essa foi por pouco, né?

Pelos barulhos que o beco soltava, parecia que uma chacina acontecia no local. Felizmente, o sol batia na direção oposta à dos prédios, de modo que a sombra ocultava o que ocorria, e o barulho da multidão disfarçava os gritos de dor. "Melhor eu me acostumar com isso" dizia a si mesma. Mas não sabia se aguentaria tanta violência por muito tempo; afinal, era uma repórter pacífica.
Enquanto pensava nisso, um homem bem vestido se aproximava dela, um pouco esbaforido, e com suas roupas um pouco amarrotadas. Mesmo assim, ele demonstrava um tom rígido e formal.

- Ei, senhorita, com licença. Você poderia me fazer um favor?

[Nira]

- Então seu nome é Silicia Star?

A garota afirmava com a cabeça fortemente. Ela estava claramente envergonhada por ter trombado em Nate, mesmo depois dele se desculpar pessoalmente com a garota. Ela parecia ainda mais envergonhada depois daquilo, mas talvez fosse apenas impressão de Nira.

- Me desculpe por ter trombado em você, pequena senhora.
- Ah, n-não foi nada...

Sua face ficava cada vez mais avermelhada, contrastando com sua pele clara e olhos verdes. O cabelo era loiro e curto, liso no início mas com as pontas onduladas. Vestia uma blusinha branca com vários babados, parecendo uma Gothitelle, e uma calça jeans com borboletas azuis bordadas na região do bolso com pingentes azuis. Por mais que Nira tentasse olhar para sua bolsa e seus sapatos, seus olhos acabavam "escorregando" para a face da garota, como se fosse um imã de olhares.

- Desculpe por fazer vocês dois perderem tempo comigo... vocês devem estar ocupados com algo...
- Ah, não se preocupe com isso! Se precisar de alguma ajuda, pode nos pedir!

Nate olhou para Nira com desgosto. Sua cara mostrava claramente algo como "E se ela pedir uma carona?". Nira fechou a cara, respondendo com um "Cale-se". Os dois desenvolveram uma espécie de conversa por olhares, no pouco tempo que ficaram juntos. Era prático, mas era mais engraçado que eficiente. Silicia olhava os dois dialogarem uma briga silenciosamente.

- Ah... eu queria uma ajuda... para capturar um Pokémon.
- Só isso? Claro que nós...
- Nós vírgula.

Novamente Nira secou-o com os olhos.

- Vai buscar a sua moto. Vamos te esperar na Rota 1.

Batendo os pés, o rapaz deixou as duas moças. Em voz baixa, praguejava e chingava as duas, enquanto elas iam na direção oposta, em direção aos portões de Nuvema.

- Por favor, me desculpe! Estou realmente atrapalhando você e seu namorado!
- Ah, não! Ele não é meu namorado... ainda...

A segunda parte foi dita em voz baixa, em um tom de frustração. Mas algo brilhou nos olhos de Silicia.

[Espion]

A agente saíra do beco, montada em sua moto. Suspirou, com uma triste face de decepção. Mesmo depois ameaçar enfiar os canos em locais indesejáveis dos motoqueiros, eles não responderam a nenhuma de suas perguntas. E ela não queria causar um escândalo logo no segundo dia que passara no continente, então abandonou-os paralisados no beco.
Encontrou Ann de pé na calçada em frente, se despedindo de um homem um bocado familiar para Espion. Mas este rapidamente se virou, e correndo, desapareceu na multidão.

- Quem era?

A pergunta assustara a repórter, que quase deixou um pedaço de papel em suas mãos cair no chão. Habilmente, pegou-o em pleno ar, e mostrou para a agente.

- Era só um senhor simpático. Ele disse que seu Xtransceiver quebrou, e pediu para que eu entregasse essa mensagem para a filha mais nova dele, a Cráudia.

Espion pegou o papel de suas mãos, e começou a ler em voz alta. "Hoje jantaremos uma Pizza de Bolonhesa no restaurante da esquina. Esteja pronta às oito horas." Era uma mensagem normal, e chegava até mesmo a ser ridícula, mas a agente não baixou a guarda mesmo assim. Logo abaixo, tinha um número de chamadas em anexo.

- Ok, você pode entregar essa mensagem. Mas o homem disse qual era o seu nome?
- Ah, era algo como Arthur, Archeops...

A espiã já esperava algo aleatório vindo da sua parceira. Então não esboçou reação. Mas a repórter continuou a falar.

- Mas tinha algo a mais...
- O que era?
- Ele me disse que mandou um abraço a uma tal de Yuuki... você conhece ela?

A palavra acertou Espion no peito como uma flecha. Ela começou a sua frio quando ouviu aquele nome. Rapidamente, abriu o banco de sua moto, e pegou um capacete sobressalente, dando para a repórter.

- Suba na moto. Me conte depois o que sabe daquela gangue. Mas temos que ir. Agora.

Espion não podia contar nada para a repórter, que não desconfiara de nada. Pelo menos, não sobre aquele nome.
Aquele maldito nome.

Notas do Autor

O nome do capítulo quer dizer que os dois grupos finalmente tem algo em comum.

Basicamente, é isso. Ah, também vou começar a colocar nos [...] o nome do "personagem-guia" do momento. Não é o personagem narrador, já que continuarei a narrar em terceira pessoa... seria algo como em Guerra dos Tronos.
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Re: Patisserie

Mensagem por rogerio_sneider em Seg 26 Nov 2012 - 13:39

yo, micro-kun. blz? ^^
o chap demorou um pouquinho mais para sair do que o habitual ou é impressão minha?
fim de ano, provas e trabalhos até o pescoço, certo? eu sem bem como vc se sente.. ¬¬'
mas não tem problema. contanto que não desista da fic, não faz mal.
já vou avisando que nenhuma das fanfics que eu acompanhei aqui no fórum foram finalizadas, então conto com vc.. >.>
e não vejo o porque de desabilitar a sing. nenhuma das que eu li precisava disso (e tbm nunca li nada acerca desse assunto nas regras e tutoriais de fics do fórum). é importante em HQs pra não ficar uma confusão de imagens do cacet, que dificultaria no entendimento, mas como as fanfics são completamente escritas, não vejo necessidade disso... '-'

well.. ao chap...
huum.. então deve mesmo ser quem eu imaginei.
mas vc não percebeu mesmo a que pokémon eu tava me referindo? '-'
eu falava de um deoxys.. .-.
e, por ser um pokémon extraterrestre, poderia ter alguma relação com o meteoro que caiu em seguida, mas que vc já revelou ser um simples draco meteor.. (eu disse simples?! o.O nunca ouvi falar de um draco meteor com tanto poder. não quero nem imaginar a força do pokémon dragão que fez aquilo... o.O)
eu realmente pensei que se tratava de um meteoro de verdade, tanto que no chap 2, quando o torch usou mirror move, pensei que ele havia mirado no cotton guard e fiquei confuso quando percebi que havia sido, na verdade, no meteoro.
agora eu entendi como isso foi possível.. xD
mas então quer dizer que alguém contratou os runners (e, pelo visto, uma gangue inteira) para sequestrar (ou assassinar) a Nira. mas com que propósito?
não é por causa do torneio, né?
não acredito que o Sweets-kun seria tão mal perdedor a ponto de tentar algo assim..
e aquela garotinha (Silice oi Silicia? no main post ta diferente do chap, não esquece de arrumar. ^^ - arrumado) vai começar a acompanhá-los ou vai simplesmente capturar um pokémon e ir embora?
acho a segunda alternativa improvável, pois se fosse assim não teria motivo para ela ter aparecido (muito menos estar no mains post.. e.e), mas ja percebi que ela não vai largado do pé do Nate, principalmente depois de descobrir que ele e a Nira não são namorados.. (são os olhos azuis ou a cara de poucos amigos? ¬¬' uahsuhas)
bem... sem mais especulações, hoje.
apenas aquele cara estranho que falou com a Ann, mas que é uma completa incógnita. apenas da para perceber que é conhecido da Espion, junto dessa tal de Yuuki, de quem a ruiva aparentemente não tem lembranças muito boas.. (talvez sejam irmas.. complexo de inferioridade com irmas mais velhas aparecendo do nada em missões difíceis sempre afloram as emoções até dos personagens mais misteriosos.. e.e)

vou ficando por aqui, mas, antes de ir, vou te fazer uma sugestão...
como a fanfic já está no seu 4º chap e segunda página, o que vc acha de postar no main post os títulos deles com o link?
acredito que isso facilitaria um pouco a navegação, principalmente se alguém quiser re-ler um chapter específico.. =D
- implementado =3
ah, e outra coisa.. na recomendação para idades vc colocou "HQ", mas se trata de uma fanfic, não?
vc deve ter pego de um dos guias e esqueceu de arrumar, com tanto o que fazer, né?
está perdoado, só não esquece de arrumar lá depois. ^^
ah, e para o caso de vc ter posto "HQ" intencionalmente, desculpe, mas pq? '-'
- arrumado. ;D

continue com o ótimo texto e sempre dando o melhor de si, pois por melhores que sejamos, sempre temos o que melhorar. ^^
vou ficar esperando pelo próximo chap.
até.. o/

p.s.: então vc gostou do meu outro coment? *--*
eu amo comentar em boas fanfics, mas gosto mais ainda quando meu coment deixa o escritor feliz, pois tenho teoria de que uma fanfic só consegue ser levada até o fim se os coments animam o escritor o suficiente para isso, pois quando a história vai chegando ao fim, este vai perdendo o entusiasmo que tinha no inicio, e a unica coisa que o mantém criando novos chapters e postando-os são seus leitores.
sem falar na importantíssima interatividade entre o escritor e o leitor, principalmente quando chega ao ponto de o escritos conhecer tão bem seus leitores que consegue imaginar as reações de cada um ao lerem determinadas partes de um ou outro capítulo. (somos humanos, não somos? interagir é importante.. ~~)
por isso eu sempre dou muita importância para os comentários, apontando as qualidades ou os defeitos (contanto que sejam construtivos) e sempre comento em todas as fics que eu leio.
uma vez eu li um coment que apenas citava e corrigia TODOS os erros ortográficos da escritora naquele chap e me revoltei. disse que a trama é tão importante quanto a gramática, se não mais, até, e que apontar apenas os erros gramaticais vai mais desmotivar o escritor e faze-lo pensar se é ou não capaz de dar continuidade à sua obra do que incentivá-lo, que é uma das principais importâncias dos comentários.


Última edição por rogerio_sneider em Qua 28 Nov 2012 - 13:43, editado 1 vez(es)
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Re: Patisserie

Mensagem por .Korudo Arty. em Seg 26 Nov 2012 - 21:58

Eu sinceramente não sei o que dizer. O capítulo está simplesmente perfeito, cercado de mistérios e perguntas, mas isso é normal para você. Bem, quanto aos erros, é que eu realmente não encontrei nenhum, sabe? Você é muito bom, mesmo. Mas bem, se quer tanto que aponte erros, o único foi o início. Não foi um erro exatamente, mas é que ele ficou levemente confuso, mas conforme fui lendo mais a frente fui entendendo as coisas, mas esse é seu estilo de escrever, você descreve algo ao início de um capítulo que não tem aparente relação direta com o fim do capítulo anterior e nas sequências vai esclarecendo as coisas para que fiquem mais claras.

Com relação ao capítulo, acho difícil eu comentar tudo separadamente, mas vou tentar citar o que mais gostei. Achei bastante perspicaz o modo como conectou as diversas partes umas as outras. Conexões, como diz o título. Os mistérios no capítulo foram o ponto alto e sempre muito instigantes, como já disse, você é simplesmente ótimo em deixar dúvidas pairando no ar sem que você consiga tirá-las da cabeça.

Eu estou meio sem criatividade pro comentário, mas de qualquer forma, parabéns! O capítulo ficou ótimo, mesmo que tenha demorado um pouco para sair, cheguei a pensar que ia desistir de uma fic tão boa.

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Re: Patisserie

Mensagem por DarkZoroark em Ter 4 Dez 2012 - 9:31

Micro o/
Desculpe-me por esta demora, mas agora que estou de férias vou conseguir comentar mais rápido os seus capítulos novos (pelo menos, espero).
Bem, vamos ao capítulo. Vem cá, esses runners tem um dragão lendário ou o que? O.o O tamanho daquele Draco Meteor só pode ter essa explicação ou ser um dragão muito, mas MUITO forte. Eu tinha pensado que era algum desastre natural (como dito em um comentário anterior), mas agora estou é impressionado com tamanha força destrutiva que foi empregada por um Pokémon. Queria ter um assim nos jogos...
A parte em que revelaste que contrataram os runners para assassinar/sequestrar a Nira me lembrou de mais a série Gundam Wing e toda a intriga existente. Isso de pessoas da classe alta contratarem gangues e mercenários para fazerem todo o "trabalho sujo" é algo muito legal de se por em uma fanfic (primeira vez que vejo, mas não deixa de ser verdade).
Por que será que eu tenho a impressão de que vai dar alguma disputa amorosa entre a Nira e a Sicília pelo Nate? Quanto à Espion, estou curioso para saber quem é essa tal de Yuuki (já tenho umas três teorias...). Já li algo dela na Top Chef Pokémon, mas esqueci (passar lá pra ver de novo). Achei apenas um erro:
Batendo os pés, o rapaz deixou as duas moças. Em voz baixa, praguejava e chingava as duas, enquanto elas iam na direção oposta, em direção aos portões de Nuvema.
"Xingava" é com X.
Bom, é isso. Aguardo seu próximo capítulo
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Re: Patisserie

Mensagem por Micro em Sex 28 Dez 2012 - 0:09


.:Capítulo 05 - Culpa:.


[Nate]

A grande porta branca se abriu em um estrondo, de modo que toda a casa de banhos pôde ouvir. Um casal que estava ao balcão conversando com Ariane se assustou, dando passagem para o furioso rapaz, que fechava mais a cara a cada passo que dava. A mulher do outro lado do balcão de, u de ombros, e com um suspiro, recebeu o irmão.

- O que foi dessa vez?
- Vim pegar a Gilera. Estamos prontos para ir.

Ariane encarou Nate do rosto até os pés, analisando o irmão. Ela conhecia todas as expressões corporais do mesmo; por exemplo, braços cruzados significavam impaciência, e um olho fechado com o outro aberto significavam interesse. E seus braços não mentiam dessa vez, pois mostravam raiva e nervosismo. Percebendo a ira do irmão, ela não se conteve, e começou a debochar.

- Parece que tem uma mulher te levando à loucura...
- Calada.
- O que ela fez? Não é como se você tivesse que levar mais uma pessoa agora...

O rapaz semicerrou os olhos, com uma cara de "é exatamente isso". Ela deu um sorrisinho, enquanto ajeitava o roupão, e levantou-se do enorme puff no qual ficava sentada a maior parte da manhã. Entrou na porta de "Apenas Funcionários", e voltou de lá segurando um molho de chaves e um capacete. Eram três chaves unidas por um gancho roxo de alpinista, e um chaveiro com uma bússola do tamanho de uma moeda de $100 (tamanho correspondente à moeda de um real). Já o capacete era mais extravagante; era fechado e completamente branco, com várias marcas de mão feitas à tinta. Elas variavam de tamanho e cor, e cada uma era feita no final de cada trabalho concluído, mostrando os progressos do rapaz durante seus sete anos como motoqueiro.

- A Gilera é aquela sua lambreta grandona, né?
- Big Scooter. Não diminua o nível dela ao dessas lambretas simples e feias. E eu vou ter que pegar ela por causa do assento extra.

A paixão do rapaz por motos o levou a nomeá-las e até mesmo desenvolver um certo afeto por elas. Gilera GP800 era a segunda moto mais usada por Nate, devido à velocidade e conforto, além de ter dois lugares fixos e um compartimento extra no qual podia ser acoplado outro banco. Ao receber o capacete, pegou de dentro dele um par de munhequeiras próprias para dirigir, fechou a jaqueta de couro e conferiu o cadarço dos seus sapatos. Colocou o capacete com o visor aberto, guardou as chaves no bolso e despediu-se de Ariane com um abraço, saindo então pela porta da frente. O casal, confuso e assustado, voltou a conversar com Ariane, que já estava acostumada com a situação.

[...]

Nate fechou a porta, e atravessou o quintal, passando pelo portão, se dirigindo ao prédio ao lado. Ele pegou uma das chaves de seu gancho e se abaixou, abrindo a porta de loja da enorme construção comercial. Mal os primeiros raios de luz iluminaram seu interior, o rapaz apertou o botão da chave de sua Gilera, fazendo com que uma das motos piscasse seu farol e emitisse um barulho de alarme.

Sim. Uma das motos.

O galpão estava repleto de outras motocicletas; haviam ao mínimo oito delas. Estavam todas enfileiradas e bem cuidadas, limpas e engraxadas, cada uma de um tamanho e forma diferente. Tinham Scooters, Customs, Nakeds, Streets, Sports e uma Chopper. Gilera era uma das duas Scooters, vermelha e pesada, com cerca de 250kg e três assentos, um ao lado do outro. Nate tateou um pouco a parede mais próxima, acendendo um interruptor com temporizador: após cinco minutos, as luzes se apagariam automaticamente, para economizar energia, e a trava no teto que segurava o portão se abriria, fechando assim o aposento. Mas, agora com a iluminação extra, era possível ver todo o interior do galpão.

O piso era de concreto, liso, mas não o suficiente para se tornar escorregadio. As paredes tinham uma altura de quase três metros, formando um aposento retangular de quase 40m³. Embora fosse amplo o espaço, ele possuía apenas uma entrada: a enorme porta de metal, típica de garagens, que se enrolava no teto. Não haviam janelas, tornando o ambiente seco e um pouco poeirento, cheirando a graxa e borracha; nada que o rapaz ainda não tivesse acostumado. Nas paredes haviam armários e prateleiras repletas de ferramentas, desde aplicadores de graxa às mais variadas chaves inglesas, assim como um pequeno box com pia e vaso ao fundo.

Nate montou em Gilera, como se fosse algo natural, posicionando-se no assento mais próximo do guidão. Ele conferiu a gasolina do tanque e o óleo: tudo perfeito. Girou a chave, e com barulho um pouco mais baixo que o das outras motos, deu a partida, saindo assim da garagem.
Mas mal ele saiu do local, foi abordado por uma voz conhecida.

- Se não é o Nate. Saindo para mais um trabalho?

A mulher mal terminou de falar, a porta da garagem se fechou logo atrás. Alguns "clicks" foram ouvidos, apagando as luzes e trancando o galpão. Nate precisou subir o visor de seu capacete para responder, visto que ele isolava a boca do resto da face, impedindo qualquer som que tentasse sair.

- Oh, professora Juniper. Não sabia que iria tomar um banho hoje logo depois do almoço.

A professora deu um sorrisinho de compreensão. Juniper era uma daquelas mulheres inconfundíveis: sempre com aquele seu penteado vertical e andava sempre trajando seu jaleco. Fora do "comum", ela segurava alguns panfletos debaixo do braço, e uma toalha no ombro.

- Na verdade, tive que vir mais cedo para falar com a sua irmã.
- O que aconteceu?
- Bem... estou procurando uma pessoa... e como vários treinadores vem aqui na sua casa de banhos, decidi perguntar a ela se tinha visto essa pessoa.

Juniper então pegou um dos panfletos e entregou a Nate. O homem virou o papel, de modo a ver sua face escrita, e levou um breve susto ao ver quem estava na foto.

- Parece que um ladrão invadiu o nosso laboratório hoje de manhã.

[Nira]

- Patrat, o Pokémon Sentinela. Usando alimentos armazenados em bochechas, eles podem manter a vigia por dias. Eles usam suas caudas para se comunicar com os outros.

A inconfundível voz feminina e eletrônica da Pokédex apitou. Ao mesmo tempo, imagens tridimensionais de um Patrat apareciam em sua tela, mostrando o animal em seus vários habitats e ações, desde comer a dormir. A poucos metros do equipamento, um Patrat de verdade encarava as duas garotas, fixamente, sem nenhuma reação.
Silicia então guardou sua Pokédex, branca e rosa, dentro da mochila. Com a outra mão, pegou uma Pokébola vazia em seu interior, e apertou o botão do meio, para trazê-la ao tamanho normal.

- Vai tentar capturar um Patrat?

A pergunta de Nira assustou a garota.

- Sim... algo contra?
- Bem. Existem outros Pokémon mais interessantes a serem capturados aqui. Como por exemplo um Scraggy.

Silicia olhou para Nira com um ar de dúvida. Provavelmente desconhecia o que seria um Scraggy. Imaginou uma daquelas marcas famosas de abridores de garrafa, mas nada que a lembrasse um dinossauro anãozinho amarelo vestido de ladrão.

- Vou começar com um mais fácil.

Confiante, Silicia encarou o esquilo. Ainda observante, ele levantou-se, e começou a fazer alguns barulhos estranhos. "O que ela está pensando em fazer?" poderia ser uma das traduções do esquilês. Ele se aproximou uns dois passos da garota, e ela fez o mesmo, ficando um a dois metros de distância do outro.
Como que num reflexo, Silicia arremessou a Pokébola no esquilo. A força era incrível, e a força de vontade da garota era maior ainda; seria um desperdício um arremesso daqueles dar errado.

Pena que ele desviou da bola facilmente.

- Espera, você tentou jogar a bola sem enfraquecê-lo antes?
- Sim... algo errado?
- TUDO! Não é assim que se faz... olhe bem.

Nira pegou uma das suas esferas e lançou ao ar, liberando Lily. A Pokedéx apitou, mas dentro da mochila, não conseguiu formar nenhuma frase, falando apenas alguns sons abafados. Feliz e dançante, Lily cumprimentou o Patrat, que retribuiu com um aceno de cauda.

- Primeiro, você precisa atacar o esquilo.
- Nossa, quanta violência!
- Ué, pensou que ele ia ficar parado para entrar na bola contra a vontade dele?
- Na verdade...

Nira cobriu a face com as mãos, em tom de desaprovação. Depois olhou para a garota loira, que não fazia a menor ideia do que tinha acontecido de errado. Ou ela é muito inocente, ou nunca viu uma batalha na televisão antes, refletiu Nira. Embora fosse uma Chef, ela tinha o conhecimento básico de qualquer treinador: primeiro você enfraquece, depois que se joga a bola.

- Vamos lá, eu não posso capturar um Pokémon como vocês. Apenas treinadores podem fazer isso.
- Sério?
- Sim... você por acaso sabe a função de um Treinador?

Silicia inclinou o rosto em dúvida. Nira deu outro facepalm.

- A função de Treinadores é capturar e fortalecer Pokémon, para que as outras profissões possam usá-los. Quando você deposita um Pokémon em uma box, ele passa para uma conta global de "empréstimos" de Pokémon, para ser usado por uma outra pessoa... em pesquisas, shows, trabalhos domésticos...
- Ah! Por isso que o sistema B.O.X. geralmente fica escrito "Someone's PC"?
- Isso. Nem todos nós podemos capturar Pokémon contra a vontade deles. Eles podem se tornar rebeldes e agressivos conosco. A função do treinador é capturar e treinar os selvagens, para que se acostumem com o convívio humano, e fortalecê-los ou evoluí-los para estudos. É basicamente uma das profissões mais importantes atualmente.

Os olhos de Silicia se encheram de luz. Ela se sentia importante. Nira preferiu ignorar a reação da garota, e continuar com a explicação.

- Nós, Chefs, só podemos ter Pokémon através de presentes e trocas, ou caso o próprio Pokémon queira ficar conosco. Eu conheço Lily e Scott desde pequena, e eles quase que pediram para serem capturados... então pude ter eles comigo.

Nira olhou para Lily com um bocado de fraternidade. Lembrou-se rapidamente de alguns momentos de sua infância, e sentiu um pouco de nostalgia, mas logo recuperou a postura com sua pequena "discípula".

- Enfim. Acho melhor você capturar logo esse Patrat.
- Mas eu não tenho como enfraquecê-lo.
- Huh? E o seu inicial?
- Não recebi.

Nira começou a levantar suspeitas. Silicia supostamente era uma treinadora, mas não sabia o que ela devia fazer, e não havia recebido nenhum inicial da Professora. Nem sequer a Pokedéx ela sabia usar, visto que a garota tinha apertado vários botões aleatoriamente para ligá-la pela primeira vez. Tudo era muito estranho, para uma garota rica e bonita como ela começar uma jornada como uma criança qualquer.

- Então, pegue a sua Pokébola de novo. Eu posso te emprestar a Lily desta vez.

Silicia andou em direção ao Patrat. O esquilo fugiu para dentro da floresta; ele não seria necessário novamente no local, deixando a esfera tecnológica intocada no local onde estava. A garota abaixou-se, de modo a pegar a esfera com ambas as mãos. Mas a esfera desapareceu.
Ok, na verdade, ela não desapareceu. Uma mancha negra passou entre a humana e a máquina em alta velocidade, recolhendo a esfera consigo. Quando as duas meninas perceberam que tinham sido roubadas, já era tarde: o vulto já tinha desaparecido de cena.

[Nate]

O rapaz pagou o pedágio da Rota 1. Todo o tráfego entre cidades era controlado por pequenos postos de guarda, os quais cobravam uma pequena taxa de transição para a passagem de veículos. E mesmo sendo construído recentemente, o Posto de Nuvema já funcionava perfeitamente como qualquer outro posto. Retirando algumas moedas de valores variados de seu bolso, entregou-as para a mulher dentro da cabine, que após contá-las apertou um botão, liberando a passagem da moto.
Nate simplesmente odiava ter que pagar o pedágio. Por isso, fechou a cara para a mulher, que sentiu-se ameaçada de morte durante todo o processo. Mal o acesso foi liberado, ele acelerou, deixando o posto de guarda para trás.

Embora fosse uma rota para treinadores, ela não era completamente selvagem. Atravessando-a ao meio, uma rodovia conectava a cidade de Nuvema e Accumula, a qual vários veículos mais pesados usavam como modo principal de locomoção. Às margens da rodovia, vários treinadores caçavam Pokémon nos matos próximos. Como o trânsito estava terrível, Nate decidiu sair da rodovia principal, e deste modo pôde acelerar ao máximo no terreno rochoso das redondezas.
Enquanto dirigia Gilera, Nate apreciava a paisagem. As folhas das árvores se soltavam nesta época do ano, e então eram levadas pelo vento, em movimentos uniformes, por toda a rodovia. Aquelas ondas de folhas amarelas e alaranjadas, aos poucos, cobriam o terreno de terra descoberto, e formavam um piso dourado para os pedestres e Pokémon. Era uma rota relativamente calma; além dos barulhos dos carros, podia-se apenas ouvir o estalo das folhas ao serem esmagadas por Gilera.

- Merda... já atravessei mais de metade da Rota... e nem sinal delas... onde será que elas estão?

Embora o rapaz não movimentasse a cabeça, seus olhos não ficavam quietos dentro do visor. Os sete anos de carreira desenvolveram uma visão aguçada para Nate, que o tornava capaz de identificar qualquer pessoa num raio de 1km. E a rota era muito menor do que isso. Ele então encostou a moto e levantou seu visor, levando o pulso à face. O Xtransceiver abriu na lista de contatos, e o rapaz selecionou "Verdanturf", iniciando assim uma chamada.
Do outro lado da linha, a garota atendeu à chamada de vídeo. Seu rosto estava muito suado, e estava completamente descabelada. A paisagem ao fundo mudava velozmente, como se ela estivesse correndo muito rápido.

- Ei, já estou na metade da rodovia! Onde estão vocês?
- Ah, não sei! Acho que estamos quase chegando em Accumula...

Nate piscou os olhos com força. Pensou ter ouvido mal... afinal, não tinha como aquelas duas garotas terem corrido dois quilômetros naquele tempinho em que esteve fora. Mas suas suspeitas acabaram com outra voz ao fundo.

- Ei, Nira, aquele não é o Nate?

Nira virou para trás, para responder Silicia, mas acabou desviando o olhar para onde a garota apontava. Ela esbugalhou os olhos, e gritou rapidamente no relógio.

- Se abaixe!

Sem pensar duas vezes, Nate jogou-se da moto. Ele mal tocou o chão, um vulto razoavelmente grande pulou a moto, justamente no local onde o garoto se encontrava. Logo de trás da moita, as duas garotas também apareceram. O rapaz começou a reclamar.

- Mas que merda...
- Esse Pokémon nos roubou! Atrás dele!

O homem suspirou. Montou-se na moto, com as duas garotas sentando logo atrás, e deu partida, atrás do vulto.

- Ao menos, digam oi... algo assim...
- Ah, oi.
- Olá.

Nate voltou a olhar para frente, e pegou dois capacetes menores, que estavam pendurados no guidão, entregando-os às garotas. Os dois eram negros e idênticos, sem nenhuma diferença aparente. Mas os capacetes não eram o tópico principal do momento, e sim o vulto correndo na sua frente. Os carros ao lado pareciam ignorar a presença da moto e do Pokémon, facilitando na discrição de ambos.

- Sabem que pokémon é esse?
- Eu acho que vi um vulto na ponte, no dia do meteoro... mas este é maior e mais rápido do que o que eu tinha visto, então acho que não são os mesmos.

Nate sentiu-se super agradecido com a informação adicional. Pena que não ajudava em nada. Ele então aguardou a resposta da garota loira, que parecia cochilar no terceiro assento. Nira precisou cutucar Silicia para fazer a pergunta.

- E você, Silicia?
- Eu o quê?
- Sabe que Pokémon é esse?
- Ah, claro. É um Lillipup.

Os dois olharam boquiabertos para a garota. Como ela poderia saber de algo assim?
Mas foram rapidamente respondidos quando ela retirou um objeto de sua bolsa.

- Ele foi adicionado à Pokedéx hoje mais cedo.

A menção à palavra Pokédex fez a cabeça de Nate estalar. Ele se lembrou de algo importante... mas deveria esperar mais um pouco... não era o momento certo para perguntar. Ele se concentrou apenas em seguir o cachorro, pilotando a sua Scooter.

[Silicia]

A garota sentia-se cansada pela viagem.
Depois de horas correndo atrás do vulto, acabaram chegando em Accumula. Já era quase meio dia, quando perderam o Lillipup de vista, e decidiram fazer uma pausa para o almoço. Decidiram estacionar em um restaurante familiar, próximo ao Centro Pokémon, localizado no centro da cidade. Não era um estabelecimento muito grande, mas tinha vista para toda a praça e, do outro lado, para uma mansão no topo de uma colina.

Nate pediu um prato feito, típico de motoristas de estrada. As duas garotas estranharam o tamanho do prato do rapaz, e então pegaram algo mais leve, composto principalmente de salada e carne branca.

- Vão comer só isso?

O homem falava enquanto mastigava, fazendo alguns barulhos estranhos. Silicia achou nojento, mas Nira apenas olhava para a comida, hesitante.

- A alface não foi lavada corretamente... e a carne, mais crua impossível. Alguns destes tomates estão em fatias desproporcionais... eles chamam essa espelunca de restaurante?
- Cala a boca, e come. Não é todo dia que você vai a um restaurante chique sem ser reconhecida, não é?

Nira respirou fundo, e lembrou-se que estava sendo procurada, por ser uma cozinheira famosa. O segredo já tinha sido descoberto por Silicia, que concordou em ficar em silêncio sobre o assunto. Mas mesmo assim, a grosseria do rapaz deixava Silicia incomodada. Era como se ele estivesse tratando as duas garotas como se fossem... homens.

- Mas e então, o que foi que o Lillipup roubou de vocês?
- A minha Pokébola especial.

Nate parou de mastigar por um segundo. Ele não acreditava que tinha feito aquela corrida toda por causa de uma estúpida Pokébola.

- Tudo isso por apenas $200?
- Não... a Pokébola dela não era comum. Acho que era importada de Johto.

Silicia pegou um embrulho dentro de sua mochila, revelando ser a embalagem de uma Pokébola importada.

"Friend Ball; uma Pokébola feita a partir de frutos capaz de deixar qualquer Pokémon mais amigável. Por apenas $20.000 no cartão, ou em dez vezes sem juros!" repetiu Silicia, com uma voz um pouco robótica, como se fosse uma daquelas garotas-propaganda da televisão. Nate deixou escapar um sorriso, enquanto Nira tentava imitar a mesma voz. Os dois pareciam distraídos o bastante para que Silicia fizesse aquilo novamente.

Rapidamente, deu uma olhadela pelo ombro. Não, ele não estava ali.

Sempre que pudia, a loira olhava, para ver se aquele homem estaria a seguindo. Depois do que ela fez, era provável que ele já tivesse sido chamado para buscá-la. Um pouco mais aliviada, Silicia deu sua primeira garfada.

Mas ela já suspeitava que seu segredo não duraria muito. Sabia que aquela felicidade clandestina seria, aos poucos, descoberta, e transformada num mar de culpa.

Notas do Autor

Haha, desculpem a demora. Este capítulo foi mais difícil de ser feito, visto que eu já tenho a história toda feita na minha cabeça. E então eu não sabia onde e nem como parar. Sério, quase que eu fiz catorze páginas do word para apenas este capítulo.

Não estarei respondendo mais aos comentários. Acho que isso estraga a dinamização da leitura. Mas saibam que eu li todos :3 Rogério, Arty e Zoroark, obrigado por acompanharem essa fic.

Acho que abrirei um tópico de enquetes onde são feitas perguntas aos personagens. E dependendo das perguntas, eu posso respondê-las. Algo como data de nascimento, comida favorita, tamanho do órgão genital... coisas simples assim. Mas nada que comprometa com o futuro da história.
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Re: Patisserie

Mensagem por rogerio_sneider em Sex 28 Dez 2012 - 13:46

Micro, seu crápula! Como assim não vai responder coments? T.T
Como assim atrapalham a dinamização da leitura? Hidoi desu.. T.T
Bem, a decisão é sua. Se vc acha melhor apenas postar os chapters, tudo bem... Mas saiba que, para mim, as respostas aos coments são tão importantes quanto os coments são para vc... -.-

Well... à fanfic...
Como já era de se esperar, não encontrei praticamente nenhum erro, a não ser um de digitação, no final do primeiro parágrafo, e acho que mais um outro tão imperceptível que eu nem me dei ao trabalho de copiá-lo para corrigir. (estava muito concentrado lendo.. e.e)

Huuuum....
Parece que a Silicia-chan andou fazendo algo de errado... e, pelo main post, acho que alguém encontrará seu ladrãozinho.. e.e
Bem, parece o pokémon perfeito pra ela, tendo em vista o que eu suspeito. auhsuahsuahs
Sabe, Nate tem uma personalidade bem simples até, depois que se conhece. Talvez seja pq ele é muito expressivo e isso torna mais fácil de entende-lo.
Não me admira a reação de Ariane ter sido algo casual. Acho que ela já deve estar acostumada com o irmão entrando aos trambolhões na casa de banhos, causando tumulto.
Eu fico pensando... Silicia vem de uma família rica, como a família que quer o pescoço de Nira. Será que a garota poderia ter alguma pista de quem seja? Não acho que ela teria um envolvimento maior nessa história, uma vez que ela não conhecia a outra anteriormente.
Dei uma passadinha no main post para ver como estavam as coisas e reparei em uma mudança e em algo que eu ainda não tinha reparado.
O que eu não tinha reparado: o time de Nate é "nenhum". Isso significa que ele não precisa de nenhum pokémon com aquele taco, certo? aushaushaush
E agora a mudança da qual falei: O time de Chris.
Antigamente ele possuía dois pokémons do tipo fogo, que foram usados no primeiro capítulo. Eu sei que o main post sofreu algumas alterações e que por alguns dias não constava o Team de nenhum mas, uma vez que vc os tenha acrescentado novamente, ficaria estranho se abster de colocar os pokémons do Sweets e apenas colocar um simples "Desconhecido", o que me leva a acreditar que seus pokémons mudaram, mas porque?
Bem, tenho minhas suspeitas, mas nada que eu queira dividir no momento.. e.e
aushaushausuahsuahsuahs
Sabe, inicialmente eu acreditava que a Espion trabalhava em uma organização ilegal, mas agora acredito que ela seja uma agente semelhante ao Looker de Pokémon Platinum, principalmente pelo fato de Ann poder saber o suficiente sobre o que está acontecendo sem fugir para contatar as autoridades. (se bem que ela pode estar esperando um grande furo de reportagem para depois denunciar...)

Hum.. não sabia onde parar o chap e ja tinha feito 14 paginas do word...
PQ NÃO POSTOU AS 14 NUM SÓ CHAP?!!!! lolololololol~~~~ *apanha* (Silyn-chan feelings.. e.e)
auhsaushauhsauhsuahsuahs
Bem, pelo menos sabemos que os proximos chaps chegarão mais rapidamente, pelo menos, né? e.e
Acho que vou ficando por aqui. Quase morri rindo com a péssima captura da Silicia e com os diversos facepalms da Nira. aushuahsuahush
Vou ficar esperando pelo proximo chap, tendo ou não respostas aos coments. >.>
Até... o/
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Re: Patisserie

Mensagem por DarkZoroark em Ter 8 Jan 2013 - 20:14

Micro o/
Demorei demais mas cheguei. Achei que já tinha comentado, mas foi só agora que vi que não o tinha feito ^^'. Peço-lhe mil desculpas. Enfim, cá estou eu e o meu comentário perdido.
Adorei o capítulo. Muito bem feito, como sempre. Acho que a coleção de motos do Nate combinou bastante com a personalidade dele. Se bem que uma dezena de motocicletas guardadas em uma garagem é quase fanatismo.
Cara, respeitei esse Lillipup. Tens pra trocar um assim? Nunca consegui encontrar um que fosse rápido assim. É esse o ladrão que apareceu mais cedo? Achei que era um outro camaradinha. Ajudasse comprovar uma teoria minha: Garotas ricas e mimadas desde a infância são burras como uma pedra. Certo que é novata, mas que tem que enfraquecer o oponente, como a Nira disse, é informação básica. Quero ver como que ela irá capturar o pequeno cão.
Antes de ir, devo dizer que concordo com o rogerio, afinal, como ele disse, responder aos comments é tão importante quanto recebê-los. Aguardo seu próximo capítulo.
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Re: Patisserie

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