Pokémon Mythology
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A Colina e O Pântano

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A Colina e O Pântano

Mensagem por roberto13 em Qui 4 Out 2012 - 20:18

Sumário
Spoiler:

0 - Prólogo - Início Singelo

Oi! Aqui está uma história (a segunda que postarei), que fiz nas horas vagas ou sem inspiração para escrever a FT. Os cap. geralmente serão menores do que a minha principal e uma característica (não sei se é boa ou mal) será a raridade de batalhas. Caso alguém esteja esperando poderes que destruam o mundo, cabelos loiros arrepiados e cosmos de sei lá da onde, vai se decepcionar (isso se ler o cap depois desse aviso... Não me levem a mal, também adoro essas referências haha). Muitos elementos da FT serão também abordados aqui, assim como parecerão alguns personagens e citações. Caso alguém não a leia, não se preocupem, pois são meramente acessórios sem importância. Mas os convido a lerem. Mais abaixo de cada cap. vou postar algumas sinopses de personagens para "atiçar" a curiosidade. Os cap. saíram na quinta ou sexta da semana seguinte do cap. postado da FT (o primeiro, por exemplo, sai daqui a duas semanas). Não farei pedido algum, até porque sei que eu não seria atendido...

P.S: Embora não apareça por enquanto, algumas cenas possivelmente serão mais pesadas, abordando alguns temas que é necessário ter uma mentalidade mais "adulta". Acredito que só a própria pessoa pode saber se está apta ou não a tais abordagens, por isso fica a conta do leitor ler ou não.

Depois de tamanho texto, vamos ao prólogo.


0 - Prólogo – Início Singelo



Aquela época, o fim de ano, era uma estação quente na região de Kanto. A temperatura se tornava amena na pequena cidade litorânea, Pallet, que embora tivesse uma localização privilegiada, seu potencial econômico não era devidamente explorado. O grande porto de Vermillion e a proximidade desta com Saffron e Celadon, as importantes metrópoles da região, ofuscavam qualquer brilho que Pallet poderia ter economicamente. A única função que notabilizava a cidade era o laboratório entregue recentemente a um professor desconhecido, Ernest Linné. No entanto, a preparação de novos treinadores começava a sofrer concorrência de Pewter, que desenvolvia o seu museu para uma universidade e desta para uma escola preparatória, incorporando o modelo da Academia de Goldenrod. Devido a essa rivalidade, Pallet perdia a pouca importância e reduzia a oferta de Pokémon entregues, limitada por uma cobrança de taxa que refletia a perda de quantidade e qualidade dos iniciais. Tal medida hierarquizava as classes que poderiam seguir uma vida de treinador: a mais alta iniciava os estudos em Pewter; a média, sem o poder da primeira, era formada na cidade natal; e a pobre não possuía qualquer condição de manter uma jornada. Em suma, a vida de treinador, que ainda era bastante rentável mesmo para aqueles com pouco talento e o início custoso, era restrita.

O Sol já substituía a Aurora, despertando os pássaros que imediatamente começavam o seu cantarolar matinal. Antes dessas luxúrias da Natureza, porém, um jovem já caminhava por seu bairro pobre. Tratava-se de Rolando Buonarroti, um recente aluno formado da escola gratuita de Pallet. Ainda era novo, possuindo por lá de seus dezessete anos, e a sua juventude demonstrava-se por meio de sua incrível beleza. Possuía o cabelo preto e num corte curto, arrumado com algumas mechas caindo pela testa. Seus olhos retinham o azul claro do céu, e a sua pele, a clareza das nuvens. Sem dúvidas era o morador mais belo daquela pacata cidade. Não era só belo, mas também talentosíssimo com pokémon. Contudo, tratava de um infeliz que teve seus sonhos inviáveis com a morte do pai. A perda, além de ser sentimental, era igualmente sentida materialmente, com a descida de classe social. Sua família se completava com a mãe, Agnes Mousnier, e sua irmã, Camille. Estas, conhecedoras da grande perícia do rapaz, trabalhavam arduamente para realizar o sonho quase impossível, porém ainda vivo, dele.

Rolando estava a pé aquela hora devido ao emprego de entregador de uma distribuidora de vários produtos. O serviço não era dos melhores, mas ajudava na sobrevivência da família e de algumas metas futuras. Embora aquela vida fosse imposta pela fatalidade e tornava-se mais dolorida pela capacidade intelectual, uma pequena chama do sonho ainda se mantinha acessa por ser conservada juntamente com a vaidade, que era mimada pela irmã e pela mãe.

Terminada as primeiras horas do dia e do trabalho, Rolando retornava à sua casa. Junto com Agnes e Camille, o rapaz compartilhava, além dos míseros alimentos, das pobres roupas, o amor familiar, o único suporte em meio tanta dor e tantos problemas. Olhava amavelmente à irmã, que sorria ternamente, elevando sua beleza semelhante a do irmão. A mãe dos dois apenas os observava, deleitando-se em silêncio e tendo seus olhos azuis, tesouros de herança aos filhos, tomados por um brilho de outrora.

A reunião familiar durava cerca de meia hora, no entanto, esses minutos eram vividos tão intensamente que aproximavam da eternidade. Rolando retornava ao trabalho, indo de encontro ao seu chefe na sede do empreendimento do qual era empregado. O logradouro encontrava-se num bairro de classe média e era perto da residência do dono. Este era um rapaz de vinte e um anos, de cabelo castanho claro e liso, pele morena, olhos pretos e alta estatura. Chamava-se Aaron Smith, e, embora tivesse uma fisionomia imponente, sua personalidade era amigável, sendo um chefe que muitos desejariam ter.

- Alguma entrega para essa tarde? – Rolando adentrava na sala de Aaron. A familiaridade dos dois possibilitava aquela liberdade.

- Sim, há uma para a Rua Travessia do Mar – a voz grossa cessava assim que o chefe observava algo entre panos sobre a mão do amigo. – O que é isso?

- Camille quis que eu trouxesse para você por agradecimento pelo aumento que me deu – Rolando colocava a travessa sobre a mesa após retirar os panos. – Foi ela mesma que fez.

- Ela?! – Aaron sentia o delicioso aroma da comida, enquanto seu coração disparava. – Depois a agradeça por mim. Diga que adorei o presente.

- Pode deixar. Voltarei ao trabalho, até mais.

Rolando retornava a rua com um pacote nas mãos. Atravessava por vários bairros de classe média e alguns da alta. O endereço que chegara era o mais imponente da cidade. O rapaz admirava-se com cada construção, que eram próximas, mas não ao ponto de serem justapostas, com cada monumento, inclusive os de uma praça adornada com belas flores e a qual servia para algumas crianças brincarem. No entanto, o que mais chamava sua atenção era um casarão mais distante, quase ao fim da rua central daquele bairro. A intensidade do brilho dos olhos do rapaz elevava a cada metro de aproximação daquela magnificência. Era uma casa de dois andares, a largura ocupava grande área e sua fachada era a maior de todas as residências. Apesar da beleza, possuía um tom melancólico com as janelas estreitas e adornadas por cortinas cinza, mesma tonalidade da tinta na superfície da estrutura. O entregador impressionava-se também com a campainha, que julgava ser o som que ouvira mais próximo do canto dos anjos. Ele adentrava na imponente residência e logo percebia partes do belo jardim, deslumbrando-se. Naquele momento ele sonhava em ter aquele mundo, o qual jamais conquistaria. Frente à porta, era atendido por uma das empregadas. Esta, no entanto, logo desaparecia assim que uma mulher aparecia ao seu lado e falava baixo em seus ouvidos.

A dona da casa fitava o entregador. Ela possuía a idade por volta dos trinta e cinco, porém os anos não danificavam a beleza de seu rosto, de seus negros olhos e de sua lisa e clara pele. Era belíssima e despertava uma agradável sensação, que despertava o coração e secava a garganta, no rapaz. O olhar de Laura Lucchese era penetrante e afundava profundamente na alma de Rolando, atiçando-o em um desejo imoral. Este intensificava com a ordem de adentrar na residência.

- Entre, por favor. Irei mostrar o lugar em que colocará esse pacote.

Se Rolando achava que tinha escutado o canto dos anjos por ouvir apenas aquela campainha, logo se corrigia, pois o som do Céu era a delicada e terna voz de Laura. Esta também sentia a flecha de Eros perfurar o coração assim que mirava aqueles belos olhos e os traços harmônicos daquele que poderia rivalizar com Apolo, jogando-a num sentimento que jamais sentira. O seu cônjuge era um homem de idade, setenta e tantos anos, e aquele casamento era apenas um arranjo feito para sanar as dívidas da falida família de Laura. A bela mulher jamais sentia o desabrochar do amor em seu delgado e elegante peito.

Mesmo tendo o despertar tardio daquele sentimento, a mulher, com a sabedoria que cabe apenas ao determinado sexo, conseguia segurar as rédeas do coração e manejar o abrasivo calor que queimava todo o seu corpo. O olhar mantinha-se o mesmo, não refletindo a cálida paixão. No entanto, as suas bochechas ruborizavam e a denunciavam. Rolando percebia o tom róseo, porém estava tão ébrio com aquela beleza que não decifrava Laura naquele instante.


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By~Murilo: Fic trancada por inatividade. Caso queira reabri-la, contate um FanFic Moderador.
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