Pokémon Mythology
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Diários de Ruína : Alissa

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Diários de Ruína : Alissa

Mensagem por RuinQueen em Seg 6 Ago 2012 - 16:17

Nota do autor: Bom galera, primeira vez que posto alguma história que escrevo ou escrevi online. Dá um pouco de nervosismo. Bom, só espero que minha fic não seja tão pesada assim, pelo menos eu acho que ela se encaixe na cclassificação etária de 14+... Bom, não tinha a mínima idéia de como fazer uma introdução para a fic, então acho que vou começar pela história mesmo. Obrigado desde já a todos que lerem e comentarem, faço isso apenas pela diversão e entretenimento de todos. Espero receber muitas dicas para melhorar a história cada vez mais.


Prólogo

Postado dia 06/08/12

Spoiler:
É uma noite de lua cheia, segundo a superstição popular criaturas ferozes e assasinas saem nessa época de seus disfarces para caçar.
Mas não é exatamente esse o motivo das pessoas da minuscula cidade de Storm não saírem de suas casas à noite.
Todos têm medo mesmo de uma ameaça completamente real e mortal.Não digo mortal de trazer a morte consigo, pois qualquer criatura sobrenatural pode fazer isso, digo mortal por ser uma ameaça de carne e ossos, uma ameaça completamente humana.
Era um grupo de exterminio que atuava naquela pacata cidade, causando um aumento na taxa de assasinatos na cidade, e aumentando o expediente e a raiva dos policiais.
Eles mandavam na cidade e isso era bem claro, eles tinham estabelecido no inconsciente da população pequena dali um "toque de recolher". Como os cidadãos sabiam dele? simples, quem saísse de casa ou estivesse na rua depois de um certo horário poderia não voltar a ver a luz do dia.
É nesse cenário de pressão psicológica sobre a população em que a nossa personagem atual se encontra agora.
Andando solitária no meio de uma escura rua.No meio de um clima chuvoso.
Por onde passava despertava a curiosidade e a pena das pessoas, que observavam da distancia de suas seguras janelas gradeadas, a marcha dela. Uma marcha que poderia ser fúnebre, uma vez que os criminosos não poupavam ninguém, idosos,crianças,mulheres,homens.
Pelo menos ela estava vestida de acordo com a ocasião, vestido preto até os joelhos, sobretudo de mesma cor até os pés. Acima de sua cabeça erguia um grande guarda-chuva preto que protegia seus ondulados cabelos ruivos da chuva torrencial, ao mesmo tempo que escondia suas faces pálidas e seus escarlates olhos de quem a visse.
Não sabiam as pessoas, que rezavam para que aquela pobre alma desavisada não encontrasse um destino cruel naquelas ruas, que ela era o predador mais perigoso que já vagara ali.
Não sabiam disso também os cinco homens que a seguiam à uma certa distância.
Talvez ela não soubese da presença deles... ou talvez soubesse.
Ela entrou em um beco mal iluminado e dessa vez os homens se apressaram em não perdê-la de vista.
Virando a esquina os homens ficaram surpresos e ao mesmo tempo contentes, pois ali no fundo do beco estava a ruiva, aparentemente encurralada.
Olhava fixamente para os cinco de dentro do escuro, a única coisa que eles podiam ver dela eram seus faiscantes olhos, que apesar de terem o brilho do fogo pareciam tão frios quanto o gelo e tinham a crueldade de um predador analisando sua presa.
Se alinharam na entrada do beco fechando qualquer espécie de saída dali, não tinham idéia de que quem precisaria de uma rota de fuga seriam eles.
O líder aparente do grupo deu um passo para a frente e começou a falar:
-Boa noite senhorita, a que devemos a honra de tal beleza em nossa humilde cidade? com certeza a senhorita não é daqui estou certo?
A mulher continuou os observando em silencio, olhando nos olhos de cada um por alguns segundos cada.
Cada um que recebia seu olhar se encolhia e tremia imperceptivelmente,não sabiam o porque, mais pareciam ser eles que estavam no lugar errado na hora errada.
um dos homens chegou perto do lider e disse bem baixo:
-vamos logo com isso! aqui tá frio eu tô temendo!
E ele voltou para trás do lider com um curioso olhar da mulher, parecia que ela tinha ouvido a breve conversa da distancia que estava, apesar de ser grande o barulho da chuva.
O lider apenas assentiu com a cabeça e voltou a se dirigir à mulher:
-Bom senhorita, eu não gosto de apressar as coisas como você deve ter percebido, eu gosto de fazer tudo com calma, mas essa chuva não é muito convidativa e meus amigos aqui não estão gostando dela. Eu devo apenas me desculpar porque a senhorita não irá retornar para casa nunca mais consegue entender?
A mulher até agora imóvel e concentrada finalmente demonstrou alguma reação ao que o lider do bando disse. Porém não foi com pânico que os assasinos contavam que ela reagiu, na verdade foi com... uma longa e alta gargalhada!
Ela parecia se divertir com a situação, e muito! Os criminosos já estavam perdendo não só a paciencia, eles também estavam perdendo a confiança!
Foi então que ela começou a dizer:
-Vocês esperam ser os maiores assasinos da história dessa cidade desconhecida. Vocês querem ter alguma fama por isso e querem mostrar que são cruéis simplesmente matando qualquer um que passa na hora errada e no lugar errado...Mas vocês simplesmente perdem a confiança em seu objetivo quando estão cara a cara com uma desconhecida que despreza o que vocês consideram uma arte! Não imaginei que vocês fossem ficar tanto tempo aqui, até os humanos mais insensatos que eu conheci correram de mim ao primeiro alerta de perigo que se instinto de auto proteção os deu. Mas vocês sentiram os arepios, sentiram o medo, eu sei que sentiram o medo, e ainda sim insistiram em ficar no mesmo lugar! Acho que eu deveria parabenizá-los com algo por sua coragem ou sua burrice! Já sei, vou permitir a vocês uma morte rápida e muito dolorosa!
O bando ficou paralisado mas a mulher continuava a sorrir ameaçadoramente para eles. O líder incomodado com a situação se apressou ainda mais em acabar com aquilo e dise:
-Só matem-na logo, está frio e ela está me irritando.
A mulher respondeu irônicamente:
-então acho que entramos em consenso com algo não?

Ao longe, aproximadamente seis quarterões, foram ouvidos gritos. Que duraram pouco, mas que foram muito altos.
Ninguem teve coragem de sair de casa para ver o que estava acontecendo, muito menos a policia teve essa coragem.
Apenas encontraram, na manhã seguinte aos gritos, cinco corpos estirados no chão daquele beco.
Uma cena horrivel, cruel. Os moradores dali não sabiam se ficavam felizes ou se preocupavam mais ainda, uma vez que os homens foram identificados como o grupo de exterminio que aterrorizava a cidade.
A polícia chegou a cogitar a possibilidade de um serial killer novo na cidade, uma vez que todos os cadáveres mostravam as mesmas causas de morte.
Todos tiveram o pescoço cortado, com quatro linhas bem definidas mostrando que foram quatro cortes simultâneos.
A única coisa certa em todos eram os cortes e seus rostos que tinham congelado em pânico.
Talvez devido à alguma coisa que viram extamente antes de morrer.

Nota do autor: Nesse ponto quero fazer um destaque: as cores das falas. Sempre será assim : Vermelho escuro : Personagem pincipal (Alissa), Preto : Outros personagens, Azul escuro : Personagem(s) secundário(s)
Por enquanto só essas cores, mas prevejo que deverei acrescentar cores nas falas do antagonista.

Capítulo 1

Postado dia 09/08/12

Spoiler:
Ela sente o sangue ferver, enquanto avança em cada um dos homens à sua frente.
Sente o sangue escorrer entre as mãos, está quente como deveria. Não se importa com o que está fazendo, é apenas um trabalho...
-Cinco corpos ao chão. Alvos eliminados, trabalho concluido.
A cena fica embaçada e aos poucos clareia.
Ela levanta da cama.
Era só um sonho.
Não, não foi um sonho, foi o trabalho do dia anterior.
Ela olha ao redor de seu quarto, tudo normal como sempre. Aos seus pés, em cima da cama, está enrolada sua gorda gata.
-Bom dia pixie...-Alissa diz enquanto se espreguiça.
A gata se desenrola e se estica dando um leve miado, uma forma animal de dizer bom dia à sua dona.
Ainda sonolenta Alissa começa a se levantar da cama, afinal de contas o serviço ja foi concluido,mas e o pagamento?
Ela vai apressada ao escritório e verifica a única janela aberta na tela de seu computador.
"Transferência concluída"
-Isso sim que é semana! Um serviço concluido e um pouco de dinheiro para se viver preguiçosamente não é pixie?
A gatinha como sempre responde com um miado animado.
-Essa manhã merece uma comemoração à minha volta à ativa! vamos ao mercado e também ao parque pixie!
"Miu! Miu!" responde uma alegre e saltitante pixie.
Alissa retira meio descuidada algumas roupas de seu closet, e se dirge ao banheiro. Toma banho, se veste, enfim, segue uma rotina completamente comum.
Sai de casa com os cabelos presos em rabo de cavalo, usando lentes de contato azuis, que faziam seus olhos ficarem lilázes já que a cor natural deles era vermelho, e vestindo a dupla mais básica que uma pessoa pode ter em seu guarda-roupa: calça jeans e blusa branca.
Desce de seu apartamento no 5º andar do edifício seasons no centro da cidade de Haiper recebendo elogios e "bom dias" dos seus vizinhos e conhecidos.
Chegando na portaria foi cumprimentada pelo porteiro que disse:
-Bom dia senhorita Alissa, bom dia pixie! como vão as moradoras mais charmosas do edifício hein?
-Estamos bem Horatio! Bom dia! e como vai o porteiro mais carismático da cidade?
-Melhor agora com tal colírio para as vistas senhorita Alissa!
-Haha! boa piada Horatio! Vou indo passear com pixie se não se importa. até a volta!
E Alissa sai do prédio com um "até" do porteiro.
Vai ao banco e transfere o dinheiro de sua conta de recebimentos para uma conta pessoal, para que pudesse usar, e a outra parte transfere para uma conta internacional que ninguem nunca ia ligar à ela, afinal de contas o seguro morreu de velho não?
Passa em uma padaria compra um suco e alguns sonhos e vai para o parque.
No parque ela solta pixie para brincar e começa a ler um jornal enquanto toma café da manhã.
"Massacre dos assasinos de Storm!"
Alissa lê a reportagem rindo por dentro e lembrando de cada detalhe da noite anterior. "como as noticias se espalham rápido." pensa.
Toma mais um gole de suco e comtempla a calmaria do parque. Cachorros brincando, Gatos brincando, Adultos caminhando, crianças brigando...
"Ah, crianças idiotas brigando, era só o que me faltava..." ela pensa. "Mas espere ai... uma das crianças não me é desconhecida... Mas é claro!" ela pensa. "O garoto ali no meio que vai apanhar é filho da minha vizinha!". À uma distancia que seria impossivel um humano ouvir qualquer coisa, Alissa escutava o que acontecia lá. Insultos, chingamentos, insultos. Nada de tão novo. Estava claro que seu vizinho estava sofrendo bulling. Mas interferir na briga de alguem conhecido...
Alissa pensa e repensa se deve parar a briga. Aquela ladainha já está a incomodando.
Ela levanta-se de seu banco e vai na direção dos garotos que já haviam passado da fase dos insultos e chingamentos e começavam a bater no vizinho de Alissa.
Ela continuava a andar calmamente enquanto pensava "Mas qual é o nome do pirralho fracote mesmo?".
Quando chegou na briga ouviu um dos valentões dizer:
-Hah, Estevão seu fracote, você nem consegue reagir! Hahaha!
-Reagir? - Responde Estevão enquanto Alissa pensa " Ah é, o nome do pirralho fracote é Estevão!"- vocês são muitos, seus covardes!
-Covardes?! vamos acabar com ele pra ver quem aqui é covarde! -Responde um dos valentões
-Oi! Oi! Que confusão é essa aqui eu posso saber?! -interfere Alissa
Os garotos param assustados com a intromisão de Alissa e se apressam em correr gritando "Estevão seu fracote, depois a gente te pega!"
-Moleques insolentes.-dizia Alissa-você está bem Estevão?
-Estou, estou... -dizia Estevão ofegante enquanto se levantava do chão- obrigado moça... -ele reconhece sua salvadora e logo corrige- Ah! Obrigado senhorita Alissa!
-De nada, vê se da próxima vez bate antes de discutir garoto. você não quer ser sempre o fracote da turma quer?-diz Alissa
-O quê, você está doida?! viu quantos eram contra mim?!
-Quantidade suficiente para qualquer um dar conta.
-Para qualquer um dar conta... Eu só não digo pra senhorita tentar dar conta de um grupo desse tamanho porquê você acabou de me ajudar aqui e tambem porque eu preciso chegar em casa rápido!- Diz Estevão e sai correndo.
"Crianças!" pensa alissa enquanto chama pixie para voltar para casa tambem.

Nota do autor: Aqui está o capítulo 2 como prometido. Não tive muito tempo de revisar, mas creio que esteja coerente e, no mínimo, bom. Decidi fazer a história em um post só, uma vez que não quero encher o tópico de posts, assim fica mais simples e pequeno. Agradeço desde já a atenção de todos os leitores e desejo a todos uma boa leitura.

Capítulo 2

Postado dia 12/08/12

Spoiler:
"Tentar dar conta de um grupo daquele tamanho... Deveria ter deixado o pirralho fraco apanhar!"Pensa Alissa enquanto volta para seu apartamento.
"Ah se pelo menos tivesse um trabalho agora pra eu cortar alguns pescoços!Aquele garoto não tem idéia de quantos eu já matei, se não fosse sem sentido ele ia entrar nessa contagem hoje mesmo!"
Nota do autor:Bom, eu preciso dizer uma coisa sobre a nossa personagem principal, você já deve ter classificado ela mais ou menos como uma heroína não? Independente da resposta,
não é do feitio dela ser boazinha, na verdade Alissa é como qualquer mulher : Temperamental.Ela até que poderia sair matando todo mundo que a irritasse(e até que gostaria!), porém nossa personagem é racional, então Estevão (e os garotos do capitulo passado) só estão vivos porque Alissa só mata profissionalmente (é, ela é uma assasina de aluguel,novidade.), e ela não costuma misturar seus alvos com problemas pessoais. (Só se os problemas pessoais dela forem os alvos!). Continuando a história...

Alissa entra no elevador com pixie e aperta o botão do 5° andar...
O elevador sobe 3 andares.
E derrepente o elevador para...
-Ah, que bom agora o elevador quebrou!
Enquanto isso perto dali...
-Horatio a senhorita Alissa que mora no 5° andar já chegou?-pergunta Estevão para o porteiro
-já, já chegou sim Estevão! e já subiu há alguns minutos!-responde Horatio
-Valeu Horatio!-diz Estevão correndo para o elevador
Estevão aperta o botão do elevador...
"hum... está demorando...vou ir pelas escadas!"e ele se apressa em correr para as escadas.
Enquanto isso na portaria...
-Horatio o elevador parou aqui. Você pode mandar alguém resolver esse problema?- Alissa chama o porteiro pelo interfone
"hm? o elevador parou?Estranho... Ah, é eu desliguei a energia do elevador sem avisar para a senhorita Alissa! isso me lembra que eu tenho que colocar a placa de 'em manutenção' também! Afinal de contas hoje é dia de manutenção como acontece uma vez em cada seis meses!" lembra-se Horatio
-Calma senhorita Alissa vou resolver esse problema em um minuto!
horatio vai até o armário do zelador e pega uma placa de "em manutenção", vai até a caixa de energia para religar o elevador...
-Senhorita Alissa conseguiu chegar em seu andar?- pergunta Horatio pelo interfone
-Sim, obrigado Horatio!-responde ela
"ah, agora é só colocar o elevador de volta para o térreo... colocar a placa... desligar a energia... e esperar os técnicos!" Horátio pensa enquanto conclui suas tarefas do dia e volta ao seu posto.
Enquanto isso devolta ao 5° andar...
-Ah! pensei que nós íamos ficar presas ali pixie!- diz Alissa
"miiiuuu!" responde pixie tremendo.
-Calma já passou pixie, da próxima vez vamos de escada!
"miu! miu!"
Alissa entra em seu apartamento, que estava com a porta destrancada, pensando "puxa eu esqueci de trancar a porta antes de sair! Ainda bem que esse prédio é bem seguro!"
ela liga a televisão e começa a assistir as notícias:
"Hoje falaremos com o delegado que investiga o caso da morte dos 5 assasinos de Storm!"
-Ah que droga! eles já estão mortos! porque se preocupar! esses idiotas... tentando achar alguma razão para a morte daqueles cinco! eles eram assasinos! e agora estão mortos! eu os matei! esses humanos não deveriam estar felizes?!-grita Alissa estressada
"miu! miu! miu!" pixie chama a atenção de sua dona.
-É, eu tambem percebi pixie. Achei que não fosse nada mas se você diz...-Alissa se levanta do sofá e vai até a cortinada janela da sala.
No meio do silencioso apartamento um zunido se ouve. A cortina cai ao chão em pedaços.
A um metro de distância da janela se encontra Alissa.
A aproximadamente neio metro de distância sua unhas estão estendidas.
Apenas alguns milímetros separam as afiadas unhas de Alissa do pescoço de seu espião.
-Então... O que o trás ao meu humilde lar... Estevão!

Nota do autor:
Finalmento consigo um tempo para vir postar alguns capítulos! Como eu atrasei o capítulo 3, que devera ter sido postado dia 15, eu vou postar os capítulos 3 e 4. Esses são os avisos por enquanto, boa leitura a todos!

Capítulo 3

Postado dia 18/08/12

Spoiler:
-E então Estevão, espero a resposta. Ou você estava me espionando para meus inimigos?
Nesse caso sabe que morrerá aqui mesmo!

Estevão a encara com os olhos lacrimosos e implora:
-Não! Por favor eu não estva espionando a senhorita! Por favor não me machuque! Socorro! Socorro! - Grita Estevão
-Não adianta, essas paredes são anti-som, você vai ficar rouco e ninguém vai saber que você está aqui! Agora me responda pirralho, quanto você ouviu e o que diabos fazia na minha casa?!
-Por favor... por favor... eu só tinha vindo aqui para pedir desculpas pela minha atitude no parque e te agradecer direito! E-eu não ouvi muito bem o que você disse por causa da cortina... é... a cortina não me deixou ouvir nada!
-Mentiroso! essa cortina não barra o som! e mesmo que você não tivesse ouvido nada você viu minhas garras! isso já é motivo suficiente para morrer!
Alissa se aproxima e Estevão começa a chorar.
-Ah! por favor! você já é grandinho de mais para ficar chorando de medo! pare com isso! Eu não posso te fazer nada mesmo, muitos te viram entrar no prédio! e eu não costumo matar ninguém que não seja um alvo!
Alissa se afasta e recolhe as garras. Estevão, que estava sentado no chão se levanta e seca os olhos.
-Você não vai me matar mesmo? sério? sério?
-É, é. sério, sério. sua morte não ia me ajudar em nada, só me daria dor de cabeça. Agora me diga exatamente o que você ouviu e viu. Sem mentir, eu não vou te machucar. Venha vou fazer um chá pra você se acalmar, e eu também.
Alissa e Estevão vão para a cozinha e tomam chá com biscoitos enquanto Estevão explica o que ouviu.
-Hum... você sabe demais... mas não acho que ninguém ia acreditar em você. Você não tem nenhuma prova.
Estevão abaixa a cabeça e encara sua xícara de chá de camomila.
-Alissa... O que você é? Digo, você matou aqueles cinco mesmo?
-É, matei. Agora, quanto ao que eu sou eu não posso responder muito bem. Acordei um dia em uma cidade muito longe daqui, desse jeito, sem lembrar infância, juventude... nada. Mas sabia responder qualquer questão que me perguntavam, química, física, matemática e conhecendo um monte de línguas também. Não sei porquê mas quando me perguntaram meu nome eu só pensei em Alissa então achei que era meu nome. Só que sem sobrenome eu não podia saber nada de mim, tive que criar um e fazer documentos também. Depois descobri minha habilidade e comecei a trabalhar eliminando criminosos. Só isso.
-Uau! Que legal! acordar sem memória e com poderes! parece enredo de história de aventura! e ainda sair livrando o mundo de criminosos! Vocâ poderia ser uma Heroína Alissa!
-É poderia, mas salvar pessoas não dá comida nem teto pra ninguém.
-Ah... mas deve ser legal não?
-Não me perturbe Estevão, não tem nada de legal nisso. Você já matou alguém antes? Para os humanos o peso que consciencia sentiria seria esmagador. Por isso eles vêm até mim procurando se livrar de problemas e ficar com as mãos limpas.
Estevão e Alissa ficam em silencio por um bom tempo encarando as paredes.
-Alissa... Você... ia me matar mesmo...?
-Ia,mas você me parece muito idiota pra isso, e além disso você pode me servir.
-Idiota?! Servir?
-É, quando eu precisar da sua ajuda eu te chamo. Por hoje vá para casa, deve ter alguém preocupado com você lá.
-Nossa que legal! eu vou ser seu parceiro pra combater os criminosos!
-Vai embora logo pirralho irritante! ou eu vou arrancar um dedo seu!
-Ta bom! Ta bom!
Estevão bate a porta.
Alissa suspira e diz:
-Isso pode nos causar problemas pixie, mas ele pode ser de utilidade.
"Miaaaau..." responde pixie se esticando no sofá, enquanto Alissa olha a lua pela janela.
Capítulo 4

Postado dia 18/08/12

Spoiler:
Edifício das Empresas Claw. A maior compania do planeta. Seus negócios vão de aspíradores de pó, à armas biológicas....
Alissa observa o prédio imenso.
"é aqui o atual trabalho, não acredito que estejam fazendo experiências com humanos, mas...
pra quê precisariam de 10 andares subterrâneos de laboratórios super equipados?" pensa ela.
Alissa entra no prédio e logo é abordada pela recepcionista:
-Boa tarde senhora! Têm permissão para entrar em nosso edifício?
"Como eu pensava, até para falar com a recepcionista preciso de identificação ou permissão. Sorte que isso já foi providenciado..."
-Senhorita, por favor. Tenho hora marcada com o doutor Lemond, sou a senhorita Forest. Responde Alissa.
-Ah, claro. deixe-me checar aqui... sim, aqui está. pegue seu cartão, com ele você pode usar o elevador. O doutor Lemond está no andar -5.
-Obrigada.
"andar menos cinco... se eu estiver correta os alvos estão na andar menos dez."
Alissa se dirige ao elevador, usa seu cartão e logo o elevador começa a descer.
"como previsto, não tem botões, você sobe ou desce conforme a permissão de seu cartão. Não vai ser um problema."
Alissa estica suas garras e faz um corte no fundo do elevador. Um quadrado pequeno por onde passa.
"preciso fechar isso logo, podem notar algo." pensa ela enquanto silenciosamente tira um pequeno dispositivo com que solda o quadrado ao elevador novamente.
Alissa desce os andares com suas garras, como um gato.
Então ela chega ao fundo do poço do elevador. Ela coloca o ouvido na porta de metal e ouve cuidadosamente.
"Pelos batimentos cardíacos são dois guardas atras dessa porta. É aqui, terei menos de quinze minutos para eliminar os alvos e sair."
-Isso vai ser... Interessante.-Ela diz baixinho, olhando o elevador que desce até onde ela está.
As portas metálicas automáticas se abrem, e os guardas ficam a postos, porém...
-Vazio!-diz um guarda.
-Impossível! esses elevadores não descem sozinhos! avise que devemos ter...
Alissa sai do teto do elevador e rapidamente corta a garganta dos dois guardas antes que pudesse dizer "intrusos!".
-Acabou a hora do ataque surpresa! Agora começa o trabalho!
Alissa corre por infinitos corredores, degolando guardas e pulando seus corpos.
"Aqui tem mais guardas que deveria! Talvez perceberam alguma movimentação estranha?" Ela Reflete enquanto desmonta as defesas do laboratório subterrâneo.
Ela chega em uma sala aberta com vinte guardas a esperando com suas miras à laser apontando para Alissa.
-Nossa vocês estão meio bravos... Porquê não conversmos um pouco...?-Alissa diz acompanhando a mira dos lasers com os olhos.
-Matem esse monstro!-Grita o líder dos guardas, e logo milhares de tiros são disparados na direção de Alissa.
"droga, isso vai ser chato..." pensa Alissa em um milésimo de segundo.

Nota do autor:
Pois é galera, não tenho conseguido cumprir as datas que programo para postar novos capítulos, é triste mais é a verdade. É meio dificil conseguir algum tempo para escrever e postar quando sua mãe acha que você não faz nada de produtivo no computador... Por isso vou avisando que postarei um capítulo em até 7 dias a partir da data em que o ultimo foi postado, assim tenho tempo de escrever, revisar, editar e postar os capítulos. Bom, quanto aos próximos capítulos... vão ser um tipo de flashback, vão explicar um pouquinho dos preparativos da protagonista para esse trabalho que ela irá executar(esse que começou no capítulo 4) , isso por que esse próprio trabalho será um gatilho na história para a protagonista procurar o próprio passado. Sem mais grandes revelações, boa leitura a todos.

Capítulo 5

Postado dia 22/08/12

Spoiler:
6 dias antes dos acontecimentos do capítulo 4:
Estevão toma um café da manhã agradável com seus pais. Conversam sobre assuntos corriqueiros como sempre, os pais não são muito bons em se aprofundar na vida dos filhos, riem, brincam... enfim, agem como uma família normal.
Logo ele sai de casa, está na hora de ir para o colégio...
Então ele para na frente do elevador e aperta o botão que indica que ele vai descer.
Ele olha para o lado, no fim do corredor, uma porta o encara silenciosa e solitária. Então ele lembra dos acontecimentos do dia anterior e dá graças aos céus por estar vivo.
O elevador chega e logo ele entra, ainda pensando em Alissa... Será que ela era um mutante ou uma criatura mítica ? Não, de todas as histórias e criaturas que ouvira falar Alissa não era parecida com nada conhecido, ou desconhecido.
Passou o dia, pensando nisso. Apesar de, como sempre, dar respostas brilhantes aos professores que sempre ficavam orgulhosos.
Passaram as aulas...
Estava na hora de sair, pensava em qual seria o motivo de não ter visto Alissa o dia todo, afinal de contas, ela mesma disse que entraria em contato com ele para dizer no que ele poderia servir...
Andou sem prestar muita atenção no caminho e acabou entrando em uma rua sem saída.
A rua estava deserta.
"Ah, errei o caminho. Eu deveria prestar mais atenção nisso..."
Quando se vira um grupo de garotos o espera, o mesmo grupo de sempre.
-É Estevão, está com a cabeça nas nuvens seu rato? Nós viemos para dar o que você merecia ontem, mas como você também merece uma surra hoje resolvemos te bater em dobro para compensar!
-Nossa vocês sabem contar! Que interessante, sabem que duas vezes é o dobro! está aí uma coisa incomum para idiotas como vocês.
"Ai Estevão você está querendo morrer..." Ele pensou consigo mesmo.
-Seu verme! Hoje você não tem aquela sua amiga bonitinha pra te salvar! Vamos, peguem ele!
"Bem mais velhos, mais fortes e em maior número que eu... isso va doer..." Pensa ele enquanto se encolhe.
Os garotos fazem um círculo em volta de Estevão e começam a jogar ele de um lado para o outro, enquanto aproveitam e batem nele.
-Ora, ora... "pau que nasce torto não se endireita" não é mesmo? Uma voz feminina conhecida diz.
Estevão logo a reconhece e diz:-Alissa!
-Ora se não é a amiguinha do Estevão! E chegou em boa hora, nós estávamos mesmo querendo nos vingar da sua intromissão nos nossos assuntos.-Diz o lider dos valentões.
Alissa não se impressiona e responde:
-Ora se não é o valentão idiota de ontem! Vocês não bateriam em uma dama como eu, não?
-Claro que não bateríamos! Nos só acertaríamos as contas.-Responde o valentão rindo alto, enquanto é acompanhado pelos outros.
-Que coisa feia... Eu acho... Que vou precisar ensinar uma lição à vocês. Por que afinal de contas... A raça humana deveria conhecer seus limites!
Estevão, muito machucado, é jogado no chão e pensa consigo: "Alissa... Você vai matá-los...?" E logo desmaia.
"...corde....Acor...Acorde...Acorde!"
Estevão ouve enquanto recupera a consciencia aos poucos.
-Acorda logo pirralho irritante e fraco!
-Ah, Alissa... - Ele diz enquanto olha ao redor.
Todos os valentões estão caídos no chão. Bem machucados, mas inteiros.
-Você bateu em todos eles?! Exclama Estevão.
-Eu te disse que qualquer um dava conta de um grupo desses.
-Alissa... Você me protegeu... Você é realmente uma heroína!
-Pare com isso! Eu apenas estava protegendo um investimento. Eu não lhe disse que você iria me ajudar em algumas coisas? Então, agora suas habilidades como rato de computador vão me servir.
-Rato de computador... Você é uma heroína, é isso! mas se você diz que precisa da minha ajuda, como eu posso negar isso à uma dama?
-Tá, Tá. Pare com isso e vamos pra minha casa, eu cuido desses seus machucados e você já adianta seu trabalho.
-Okay... - Estevão diz enquanto levanta e segue Alissa.


Capítulo 6

Postado dia 29/08/12

Spoiler:
Ainda 6 dias antes dos acontecimentos do capítulo 4. No apartamento de Alissa.
-Nossa Alissa, não sabia que você era boa com machucados!
-Eu vivo sozinha garoto, minha vida é perigosa, eu preciso saber cuidar de ferimentos.
Estevão olha para Alissa fixamente...
-O que foi moleque?
-Ah, não nada...
-Fala logo, eu não tenho paciencia com mentiras.
-Ah, é que... desde que eu descobri aquele seu segredo... você cuida tão bem de mim. Parece até uma irmã.
Alissa olha para estevão.
-Eu te disse que só estou investindo em uma parceria. E além disso, eu não quero que você fique dando com a lingua nos dentes por ai só por que apanhou um pouquinho.
-Você vive dizendo que eu tenho como te ajudar, mas eu não tenho a minima idéia de como vou fazer isso!
-Vai ter agora. Recebi uma missão.
-Missão?
-Sim, tenho um novo alvo, digo, alvos.
-Alvos?
-É, você é bom com computação e internet garoto, quero que você entre no sistema das empresas Claw e descubra um modo de eu chegar até meu objetivo.
-Espere! Me explique melhor, que missão é essa?! E esses "alvos" ?
-Você mais do que ninguém deve saber o que eu faço garoto. Mas eu te direi o que eu peciso fazer. No prédio principal das empresas Claw, na cidade de Long Shore, existe um laboratório subterrâneo pelo que fiquei sabendo. Lá estão fazendo experiencias com seres humanos, algo deplorável. A minha missão é destruir toda a pesquisa e os seus pesquisadores.
-Alissa! E se eles forem inocentes?!
-Não são, estão lá por livre e espontânea vontade. Você me deve favores garoto, não discuta, faça.
-Não posso! Seria o mesmo que contribuir em um massacre!
-Ok, entendo...
Alissa começa a andar pela sala...
-Já imaginou se derrepente sua família toda morresse em um acidente Estevão...? O que você ia fazer... tão sozinho no mundo?
-Alissa... isso é uma ameaça?
-Não, claro que não! Eu não sou de fazer ameaças, eu sou de cumpri-las. Eu te deixei vivo até agora apenas por quê você ainda tem utilidade. Todos que sabem meu verdadeiro trabalho estão mortos agora, nem mesmo meus contratantes sabem minha identidade garoto. Você devia estar grato por estar vivo. Mas se você quiser nadar contra a corrente... Vai ter que aguentar as consequencias.
-Grr... Você é horrivel.
-Não sou o que você acha Estevão, eu não sou humana. Vocês humanos me pagam com seu dinheiro manchado de sangue para matar. Eu não sou nenhum monstro como você pensa, só tenho meus meios para alcançar meus objetivos.
Estevão abaixa a cabeça
-Droga... Eu vou te ajudar.
-Muito obrigado pela compreensão. Bom, por onde começamos...?

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Capítulo 7

Mensagem por RuinQueen em Qui 13 Set 2012 - 7:51

Nota do autor :
Eu estive muito doente e sem contato com o computador todos esses ultimos dias, por isso não postei novos capítulos. Essa é a explicação para minha demora. Enfim, a história, na minha humilde opinião está começando a ficar interesante.Hoje também é dia de novidades! Mudei um pouco, só um pouquinho mesmo, o modo de postar a história, nada tão grande ou notável. Espero que tenha ficado melhor para ler que da outra forma. Não direi muito mais para não deixar escapar informações, espero que todos apreciem os próximos capítulos tanto tanto eu me diverti os escrevendo.

Capítulo 7
Postado dia 13/09/2012

2 dias antes dos acontecimentos do capítulo 4. No apartamento de Alissa.
Estevão trabalha para descobrir uma forma de fazer Alissa chegar em seu objetivo e, completar sua missão.
Está fazendo isso contra a própria vontade, acredita que esteja contribuindo com um massacre.
"Esse garoto tem princípios demais... Esqueço às vezes que os humanos acham matar outro de sua espécie um crime. É um pensamento tolo, eles matam milhares de seres vivos todos os dias em sua ganância. E Estevão achando que sou um monstro... É um tolo."
Alissa pensa enquanto olha a rua pela janela.
"Não acredito, como alguém pode pensar com tanta frieza em vidas?! Em que eu fui me meter?!Eu não quero contribuir com isso... Mas não tenho escolha! Mesmo que eu denunciasse ou contasse para alguém o que está acontecendo... Iriam me chamar de louco!
Por que isso tem que ser um beco sem saída?"
Estevão pensa enquanto invade o complexo sistema das Empresas Claw.
Há alguns dias atrás Alissa recebeu uma missão...
E há 5 dias os caminhos de Estevão e Alissa se tornaram sombrios, tanto quanto se misturaram....
Será um golpe do destino?
Ou coincidência?
-Consegui. - Estevão diz desanimado.
-Sim, sim, o que você conseguiu?
-Essas são as informações...
Estevão passa a planta do subsolo tanto quanto a quantidade de pessoas que o guardam.
-Hum... vai ser fácil. -Alissa diz
-Alissa você também vai matar os guardas? Eles só estão cumprindo seu trabalho...
-Eles dão cobertura para que atrocidades sejam cometidas com seres de sua espécie Estevão, você não entendeu? A morte não é o pior como você pensa. Na verdade você acha que eu não tenho valores, mas os seus valores é que estão deturpados.
-Não concordo com você. Mas não posso fazer nada. Fiz minha parte, estou liberado?
-Não, como eu vou entrar lá?
-Você tem hora marcada com um doutor no andar -5, sob uma identidade falsa claro, espero que você vá disfarçada, se descobrirem algo a polícia vai atrás de você. Apesar de quê... Eu não acho que eles vão espalhar a notícia. Afinal de contas, estão fazendo algo ilegal...
-Muito bem estevão, seu raciocínio melhorou muito! Mas um pouco e chegará perto de mim.
-Não diga isso, não estou contente. Mas se eu vou fazer algo, eu preciso fazer meu melhor.
-Muito bem... Você está sendo bem prático. vou tratar de memorizar as informações, você
está liberado.

Estevão se levanta de sua cadeira sem nada dizer.
-Talvez eu te chame para uma próxima vez que precisar de suas habilidades. -Alissa diz de costas para Estevão.
-Alissa... Quero que saiba... Sou totalmente contra isso.
Estevão diz e bate a porta.
-É, eu sei. Ms você não pode, e nem vai fazer nada contra. - Alissa diz para si.
"Espero que o garoto um dia me compreenda..." Ela pensa consigo, enquanto olha preocupada pra a porta.
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Capítulo 8

Mensagem por RuinQueen em Qui 13 Set 2012 - 7:58

Capítulo 8

Postado dia 13/09/12

Num momento presente, agora se lembrando de centenas de coisas em um único segundo...

Milhares de tiros são disparados ao mesmo tempo. Não se ouve ou se vê nada, os clarões e estampidos das balas dominam o ambiente.
Os disparos tem somente um alvo, e talvez não haja esperança para ele...
Talvez...
Então os tiros cessam a um sinal.
Um volume preto está jogado ao chão.
O alvo foi eliminado...?
-Ela não é ninguem pessoal! vamos limpar essa bagunça! - Diz o lider
Os homens sob seu comando mal se mechem quando subtamente...
Algo está caindo do teto, somente a visão periférica dos homens tem tempo de notar. Seus corpos humanos nada podem fazer para reagir, afinal de contas, somente seus inconcientes notaram o perigo. Não há como reagir.
Uma sombra cai em cima deles, o sangue começa a jorrar e em minutos a unidade inteira está em pedaços jogados ao chão.
Uma figura ofegante ainda está de pé no meio daquela carnificina, Ela olha o volume preto no outro lado do salão.
-Ah, eu gostava daquele casaco...- ela diz.
Não há mais ninguem vivo para ouvir seu lamento.
Ela dá as costas à seu casaco e olha para os portões à sua frente.
-O ultimo obstaculo... se eu estiver correta sobre o horário...
E com um estalo os portões se abrem automaticamente.
-Bom garoto... Fez seu trabalho direitinho.
Ela entra, há pessoas trabalhando lá dentro, não são seu alvo, mas podem ser um problema.
Os cientistas olham a visitante desconhecida e logo notam o massacre atrás dela.
Começam a se ouvir gritos , e eles tentam fugir de alguma maneira.
Mas, sua unica saida de encontra bloqueada pela estranha assasina.
Sem pena ela mata cada um, não quer testemunhas. Todos mortos, agora ela pode alcançar seu alvo.
Para à frente da porta metálica e branca à sua frente. A partir desse momento ela deve agir sem esperar que "as portas se abram pra ela". Lembra-se que deixou o dispositivo que fora preparado especialmente para essa porta em seu casaco que fora fuzilado.
Passa por cima dos corpos se olhar qualquer um, se abaixa e pega a pequena caixa preta.Um dispositivo mais retangular que quadrado.
Ela volta à porta que precisa abrir e liga o dispositivo. Uma luz fraca e vermelha é emitida de uma das faces do retangulo, e ela aponta essa luz para o terminal de segurança na parede. Um zumbido baixo se ouve e a porta começa a rolar para o lado.
-Finalmente!- Alissa diz triunfante.
Um homem de cabelos grisalhos se encontra no meio da sala à frente de Alissa.
Ele treme e seus olhos estão arregalados de terror.
Ele diz alguma coisa inaudível, uma palavra sem som, como se tivesse perdido a voz instantaneamente.
Alissa ignora isso e entra na sala.
-Então doutor Howt...vamos acabar logo com isso?
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Re: Diários de Ruína : Alissa

Mensagem por RuinQueen em Ter 25 Set 2012 - 13:31

Capítulo 9

Postado dia 25/09/12

O doutor e a assasina se encaram. Um silencio reina sobre o lugar, somente as duas respirações podem se ouvir. Uma lenta e calma, a outra ápida e desesperada.
Alissa desvia seu olhar do velho no meio da sala e olha ao redor.
Espécies de macas estão organizadas dos dois lados da sala, quatro de cada lado Alissa conta. coisas que parecem seres humanos se encontram sobre elas. Esqueléticos, cinzentos.
O doutor continua parado no mesmo lugar, os olhos arregalados de terror. Mas não é só isso. Há algo mais em seu olhar... Reconhecimento? Ele parece lembrar-se de algo enquanto olha para a mulher à sua frente.
Alissa percebe que o doutor sabe de algo além de sua pesquisa e decide conversar um pouco antes de eliminá-lo. Afinal de contas, a missão já está praticamente concluída, e ele não tem saída alguma...
-Então Oliver Howt, parece que você me conhece...-começa Alissa, enquanto começa a andar de um lado para o outro sem tirar os olhos do velho.
-Meu Deus, você não deveria estar viva... Muito menos aqui! -responde o doutor, parece mais falar consigo mesmo, pois olha fixamente para o chão enquanto treme.
-Ah, então você me conhece. Agora só me pergunto, de onde e quando?
-Você não deveria estar aqui...Você não deveria estar viva...- O doutor balbucia consigo mesmo repetidas vezes.
"Droga, ele está nervoso demais, ele deve ter um passado ruim demais. Tenho quase certeza agora... Ele contribuiu com a minha tranformação nisso!"
Alissa se aproxima rapidamente do doutor, impaciente e nervosa segura o colarinho da camisa dele com a mão direita enquanto estica as garras da mão esquerda.
Aproxima seu rosto do rosto dele, e vê o terror bem de perto em seus olhos.
-Olhe bem, não feche os olhos agora... Me responda, foi você que criou esse monstro?
o doutor parece prestes a desmaiar, mas responde quase sussurrando:
-Não... Foi... Foi você...Você criou esse monstro.
Alissa treme de ódio enquanto perfura a caixa toráxica do velho e arranca seu coração.
Sem gritos, sem som. Ela joga o corpo dele no chão e contempla o órgão em sua mão.
Quente, vermelho, ela deixa cair no chão e limpa o sangue de suas mãos na roupa do cadáver...
-Alvo eliminado...-Ela diz baixinho, quase rouca- Agora só resta uma coisa a fazer...
Pega a mesma caixinha que usou para abrir a porta e coloca em cima do computador que está no meio da sala.
Pega uma outra caixinha, dessa vez branca de dentro do bolso da calça que usa e digita um "10".
Logo um holograma sai da caixinha preta mostrando os números "9:59" que estão decrescendo.
-Nove minutos para a explosão!-Ela diz enquanto corre devolta pelo caminho em que veio.
Passa direto apressada, aumentando cada vez mais a velocidade de sua corrida.
Chega ao elevador por onde veio, a tempo apenas de ouvir um eco vindo dos corredores. O som de uma explosão!
Ela se assusta, demorou demais para chegar até ali... Olha para o buraco de onde o elevador descia."Alguém vindo? Impossível, Estevão checou todos os horários!" Ela pensa.
Mas não há tempo, o elevador se abre na sua frente e mais guardas estão dentro dele. Ela mata todos rapidamente e faz um buraco no teto do elevador.
Passa pelo buraco e escala rapidamente as paredes. Não pode esperar sente o calor do fogo já subindo pelo poço do elevador. Sai do poço do elevador e nota que não há ninguem na recepção. Corre rapidamente, uma explosão dessas no subsolo vai desabar o edifício todo.
Corre para fora do prédio e se encontra no meio de uma multidão em pânico, alguma coisa aconteceu do lado de fora!
Não há tempo para pensar, não há tempo para nada. Corre pelo meio da multidão e se une à ela. Está indo para o metrô da cidade, essa é a rota de fuga programada.
Na hora que chega no subsolo o metrô está saindo, como planejado.
Entra apressadamente, e se senta perto das portas. Não há manchas de sangue em sua roupa, nem sujeira alguma.
Um trabalho perigoso concluído impecávelmente, como sempre?
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Re: Diários de Ruína : Alissa

Mensagem por RuinQueen em Ter 25 Set 2012 - 13:35

Capítulo 10

Postado dia 25/09/12


3 dias depois dos acontecimentos no prédio das Empresas Claw, Alissa descobre que o alvoroço todo tivera sido causado por um assalto ao banco próximo do prédio em que concluíra sua missão. A polícia trocara tiros com os bandidos e a população ficara em pânico.
A explosão que se seguiu no prédio da grande empresa não ajudou muito a acalmar a situação. Mesmo presos, os bandidos negaram atuação no atentado, que foi considerado como terrorista, executado por uma organização desconhecida.
Alissa percebe o quão grande fora aquele trabalho por um momento, porém, olhando para a rua pela sua janela é tomada por outros pensamentos...
Lembranças, melhor dizendo.
Lembranças do falecido Doutor Oliver Howt...
Sua mente começa a torturá-la, apenas por uma simples frase cruel : "Foi você que criou esse monstro..."
Pensara que os humanos fizessem tudo por poder, porém nunca se incluíra entre eles.
Nunca imaginara que fosse um deles, embora tivesse uma grande semelhança física e genética com eles.
Por 3 dias seguidos ela tentou negar que fora um deles e que por livre e espontânea vontade se transformara nesse monstro...
Apesar de que, não se lembrava de sua personalidade entes de "acordar". Tinha se dedicado a eliminar a indecisão e qualquer outro sentimento que a relacionasse com a humanidade, por algum motivo, mesmo que soubesse que não era humana, ela sentia culpa.
Aquela culpa que se esconde no pior lugar de um ser : o coração.
Agora essa culpa estava aparecendo, fluindo por toda sua alma, se ela ainda tivesse uma.
Agora nesse terceiro dia, começa a entrar em conflito com tudo que sempre acreditou, apenas por cogitar a possibilidade de ter sido a humana mais sedenta de poder que já conhecera.
Respira fundo.
Não pode perder o controle agora. Apesar de tudo, agora ela precisa descobrir seu passado.
Apenas isso pode livrá-la da culpa que invade seus pensamentos, revelando a consciencia que sempre tentara eliminar de sua mente.
Fecha a janela. Olha para sua gatinha deitada no sofá, onde costumava ficar, e sente um pouco de alívio.
Salvara pixie ainda filhote de uma caixa jogada na rua. Uma chuva torrencial caia e por coincidencia acabara de concluir outro serviço.
De 7 pequenos gatinhos na caixa apenas um ainda estava vivo, e chorando, talvez chamando por sua mãe.
Num surto de humanidade tomou aquele gatinho nos braços e cuidou. Agora pensava que aquele pequeno gatinho molhado se tornara seu único companheiro, pois por algum motivo, sentia que pixie a entendia, e que tambem ela entendia pixie.
-A única coisa que eu fiz na vida de que me orgulho... -diz alissa baixinho olhando para o chão.
Deixa toda a culpa de lado, acabou a hora de se arrepender.
Pega o telefone e faz uma ligação.
-Treze, quero que investigue todos os negócios das Empresas Claw, oficiais e encobertos.- Desliga o telefone sem esperar uma confirmação do outro lado da linha, não é necessário.
Agora só precisa falar com mais uma pessoa.
Vai para a porta de seu apartamento e hesita um momento, então gira a maçaneta ja decidida sobre o que fazer.
Percorre o corredor com passos lentos até a porta em seu final.
Toca a campainha e logo é atendida.
-Boa noite senhora Demerise, eu poderia falar com estevão?


By~Murilo: Trancada por inatividade. Caso queira reabri-la, contate um Fanfic moderador
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