Pokémon Mythology
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O Agregador

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O Agregador

Mensagem por -Murilo em Sab 4 Ago 2012 - 12:40

Olá! Quando participei do One Try Champioship, eu fiz uma shot chamada "O Agregador de Almas". Quem acompanha o concurso, sabe do que se trata. Pois bem, eu gostei muito do que escrevi, então resolvi estender um pouco a história e fazer uma fanfic. Mas ela será bem curta, cerca de três capítulos, eu acho. O primeiro capitulo é a shot que eu escrevi. Se você não viu, leia, e se você leu no concurso, leia também, pois o final está diferente para dar continuidade a história. Espero que gostem do tema, e comentem^^

Atenção: Contem temas como ocultismo, ritual, possessões, espíritos e demônios.



O Agregador




Capitulo 01: Roubo

Joshua era um garoto um tanto quanto excêntrico. Tinha a pele bem clara, enquanto que o cabelo e os olhos eram bem escuros. Aos doze anos, seu maior interesse era sobre assuntos sobrenaturais. Tudo o que tinha a ver com espíritos, rituais, possessões o fascinava. Ao contrario da maioria das pessoas que sentiam medo desses tipos de coisas, Joshua sentia uma ardente curiosidade. Passava grande parte do seu tempo pesquisando sobre eventos sobrenaturais, e lendo livros a respeito. Mas claro, tudo em segredo. Quando seus pais perceberam o interesse do garoto sobre esses assuntos, proibiram-no terminantemente de que ele tivesse contato com qualquer coisa sobre isso. Joshua então passou a pesquisar mais sobre a paranormalidade secretamente. Sua vontade era ver um espírito com seus próprios olhos. Havia inclusive tentado fazer rituais em seu quarto. Mas todos haviam fracassado terrivelmente, deixando o garoto frustrado. Mas um dia, tudo isso mudou. Uma experiência inacreditável fez Joshua mudar completamente seu ponto de vista sobre a paranormalidade.

Segunda-feira, de manhã. Joshua estava andando pela rua ao lado do seu melhor amigo Carlos. Os dois estavam a caminho da escola. Carlos era um rapaz moreno, de grandes olhos castanhos. Ao contrario de Joshua, ele era bem extrovertido, amante dos esportes. Mas apesar das diferenças de personalidade, os dois eram bastante amigos. Como moravam perto um do outro, sempre iam juntos para a escola.

Nesse dia, Joshua estava com uma expressão diferente. Apesar da aparência horrível por causa das olheiras da noite mal dormida, ele trazia um sorriso de satisfação, como se houvesse encontrado algo que estava procurando muito.

- Não vai me dizer por que está com essa cara alegre? – fala Carlos intimando uma resposta do amigo.

- Ontem eu fiquei acessando até tarde. Encontrei uma coisa incrível! – exclama ele com o olhar perdido.

Carlos apenas revira os olhos. Já até imaginava sobre o que se tratava. Sempre que Joshua descobria alguma coisa sobre fantasmas, ficava com aquela expressão.

- Encontrei um site que falava sobre um tipo de espírito que eu nunca ouvi falar – explica Joshua – São os Pokespirit! São espíritos de criaturas que não são nem de humanos, nem de animais. É algo que não existe em nosso mundo!

- Ih! Já vem você falar dessas livusias! – exclama Carlos – Eu já te falei pra parar de mexer com essas coisas. Isso é coisa do diabo!

- Nada a ver isso aí que você falou! – retruca Joshua – Lá inclusive ensina como se faz um ritual para invocar um pokespirit. Se eu conseguir ver um, ele poderá fazer tudo o que eu quiser!

Carlos apenas suspira resignado. Conhecia o amigo o suficiente para saber que nada do que dissesse o iria fazer mudar de idéia. Quando ele encasquetava com alguma coisa, não havia ninguém que o fizesse parar.

- Vai ser esta noite! – exclama Joshua com os olhos brilhando – Eu finalmente vou ver um espírito de verdade!

***

Naquela mesma noite, Joshua estava em seu quarto se preparando para fazer o ritual. Já era quase meia noite, e já estava quase tudo pronto. Havia seguido a risca o que o site ensinava sobre como atrair um pokespirit. O garoto trancou bem a porta e a janela do quarto para que ninguém o visse e o incomodasse. Arrastou a cama para um canto para abrir um bom espaço. No chão, ele desenhou com um giz branco um circulo perfeito. Em seguida, com um giz vermelho, dois triângulos entrelaçados, a famosa estrela de Davi, dentro do circulo. Ele posicionou uma vela negra em cada ponta da estrela. E por último, colocou uma caixa quadrada com tampa no centro do desenho. Joshua acendeu as velas e apagou a luz do quarto. O garoto então respirou fundo e fechou os olhos. De frente para o desenho, com os braços abertos, ele começou a falar palavras que ele nem sabia o significado, apenas havia decorado do site. Num primeiro momento, nada aconteceu. Mas ele sabia que deveria dizer todas as frases até o fim. Ele então continuou. Quando finalmente ecoou a ultima palavra, Joshua abriu os olhos e encarou na caixa. Aos poucos, ele foi sentido uma fraca brisa quente, mesmo estando o quarto todo fechado. As chamas das velas tremulavam freneticamente. Joshua não tirava os olhos da caixa. De repente, a tampa voou longe, dando um baita susto no garoto. De dentro da caixa começou a sair uma névoa esverdeada que mudava para o roxo. Uma figura se descobria de dentro dela. Parecia ser uma pessoa de vestido longo. Mas em sua cabeça, havia uma espécie de capacete arredondado. Os braços da criatura balançavam-se como se estivessem dançando. Joshua olhava para aquilo tudo paralisado. Mas não podia ficar assim o tempo todo. Finalmente estava diante de um espírito de verdade.

- Você é um pokespirit? – indaga ele quase sem voz.

- Meu nome é Gardevoir – sussurra o espírito. Sua voz parecia uma melodia cantada por uma artista lírica.

A criatura que se intitulava de Gardevoir, aproximou-se do garoto, saindo do meio da névoa. Ela começou a flutuar em volta dele, acariciando-o com seus maleáveis braços.

- Quero te mostrar um lugar – fala o espírito no ouvido de Joshua – Venha até o meu mundo. É um lugar lindo! Venha conhecer outros como eu!

Joshua estava hipnotizado pelo bailar e a voz melodiosa da criatura. Sem relutar, o garoto se deixou levar pelo Gardevoir. O espírito segurou em sua mão, e o puxou em direção a nevoa. Seu espírito saiu do seu corpo. Joshua se viu com uma consistência gasosa, enquanto que seu corpo vazio caiu no chão inerte. Ele então foi levado para o meio da nevoa. Não conseguia enxergar nada, mas ainda sentia a mão de Gardevoir o segurando. Quando deu por si, estava saindo do meio de uma nuvem. Estava sobrevoando um lugar totalmente desconhecido. Parecia um cenário de filme de terror. Estava descendo sobre um lugar escuro. Só via um grande campo cheio de arvores secas e retorcidas. A grama que se estendia era toda negra e viscosa. Joshua estava apavorado com aquele lugar.

Quando finalmente pousou no chão, Gardevoir prendeu o garoto a uma arvore. Seus braços foram forçados para trás, e suas mãos amarradas. Ele estava com os olhos esbugalhados de medo. E mais ainda sentiu com a cena que viu depois. O espírito que se dizia chamar Gardevoir começou a se transformar. Seu vestido branco passou a ser negro e cheio de camadas. Seu olhar sereno passou a ser frio e violento. Seu capacete verde desapareceu, dando lugar a algumas formas que se projetavam da cabeça.

- Ma-mas quem é você?! – exclama Joshua horrorizado.

- Garoto tolo! – brada a criatura. Sua voz agora era horripilante – Meu nome na verdade é Gothitelle. Sou um agregador de almas! Isso é pra você aprender a nunca mais mexer com os espíritos! Sua alma será minha!

E terminou sua frase com uma risada assustadoramente diabólica. Joshua estava desesperado. Estava diante de um demônio que queria a sua alma e não conseguia sequer se mexer. Tentava de todas as maneiras desprender suas mãos, mas elas estavam firmemente atadas por cipós da própria floresta. O garoto só pode ficar olhando Gothitelle ir se afastando aos poucos. A criatura levantou voo e mergulhou de volta na nuvem em que havia saído. Agora ele estava sozinho em um mundo desconhecido e hostil. Para canto que olhasse, Joshua via uma ameaça por entre as arvores negras. Parecia que havia alguém por perto pronto para atacá-lo.

***

O espírito ladrão de almas reapareceu no quarto de Joshua de forma invisível. Ao chegar no local, ele percebeu que já estava de dia. As janelas estavam abertas, e os raios de sol entravam com forte iluminação. Os pais de Joshua estavam lá dentro, segurando o corpo do garoto inerte nos braços. Eles estavam desesperados, e pareciam bastante assustados. Os desenhos e as velas que o garoto havia organizado estavam todas espalhadas e apagadas. Percebendo que já havia amanhecido e o menino não saia, os pais foram até o quarto e viram o menino caído no chão, além da assustadora menção de que havia acontecido um ritual ali. O pai segurava Joshua nos braços, enquanto que a mãe tentava acordar o menino balançando-o e lhe dando tapas. Mas nada adiantava. Ele parecia estar em coma, visto que ainda ouviam os batimentos cardíacos.

Gothitelle olhava para aquela cena toda sem se mexer. Ele então sorri diabolicamente, como se tivesse tido uma terrível ideia. No mesmo instante, o espírito se jogou sobre o corpo de Joshua, possuindo-o e tomando conta de seus comandos. Em alguns segundos o menino abriu os olhos lentamente. Os pais sorriram aliviados. Mas os seus olhos não eram mais os mesmos. O castanho quase preto agora era de um vermelho vivo que poderia matar ao encarar alguém. Os pais se assustaram com aquilo, chegando a se afastarem do próprio filho. Joshua possuído se levantou, e com uma expressão aterradora soltou um rugido furioso, que nem a maior das feras seria capaz de emitir. Os pais ficaram petrificados de horror. O menino então saltou sobre seu pai como se fosse uma fera agarrando sua presa. Ele o derrubou no chão e deu outro rugido bem diante do seu rosto. A mãe gritou apavorada, e saiu correndo do quarto, deixando o marido a mercê do filho.

Joshua então largou seu pai e correu atrás da mãe. Ele desceu as escadas como um raio e logo chegou na sala. Chegando lá, ele viu a mulher e junto dela estava outro garoto, o amigo de Joshua, Carlos. O rapaz estava com uma expressão de quem não estava entendendo nada.

- O que está acontecendo aqui?! – indaga ele confuso.

- Ele não é mais o Joshua! – berra a mãe tentando se esconder atrás do menino – Ele é um demônio!

Axel: À pedido do dono, trancado.
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