Pokémon Mythology
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LIFE

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LIFE

Mensagem por Mich em Sex 13 Jul 2012 - 3:10


Capítulo 1


Eu estava andando em direção á minha casa, voltando do templo. Moro em uma pequena vila, então todos aqui prestam seus respeitos ao menos uma vez por semana.

Ah sim, esqueci completamente de minha introdução, meu nome é Eiji Nobuo, tenho vinte e dois anos de idade e meus cabelos são pretos e longos. Sim, você pode ter uma ótima ideia de mim nesse momento, não peça mais nada.

Mas, voltando, eu andava de volta para casa. Minha vila é bem genérica, tendo tudo o que se precisa ter na medida certa. Temos um hospital? Sim, temos UM hospital.

Temos uma livraria? Sim, temos UMA livraria. Não que isso atrapalhe, como disse é uma vila pequena. Todos se conhecem, e acho que isso é o câncer desse lugar. Não se pode fazer nada sem que todos saiam comentando, é como ter sua vida exposta.

Moro aqui desde que nasci, sim. Se me perguntassem “Você quer sair dessa vila?”, eu muito provavelmente diria que não. Já me apeguei a tudo aqui. Me acostumei com o ritmo mais tranquilo.

Finalmente, após doze minutos andando, chego em casa. É uma casa comum, você pode se satisfazer com isso. De qualquer forma, um velho amigo meu estava na sala de estar. Seu nome era Daiki, ele era mais alto que eu e tinha cabelos loiros bagunçados. Bem, não esperava encontrar ele ali, principalmente porque ele não tem a chave da minha casa e porque eu sempre tranco as portas e janelas, mas enfim...

- Olá. Como diabos você entrou aqui? – Perguntei, voltando a trancar a porta.

- Sua mãe abriu a porta pra mim. – Respondeu ele trazendo outro assunto á tona. Sim, eu moro com a minha mãe. Nós temos uma relação bem conturbada, porém. Ela ficou meio louca da vida desde que eu disse a ela aos 18 anos que não faria faculdade, e desde então ela começou com o papo de que eu não seria ninguém na vida, que ela teria que me sustentar até morrer, essas coisas. Até hoje ela me olha com desgosto depois daquilo e eu ainda acho que ela vai me chutar de casa algum dia.

- Entendi. Ela está aí?

- Não, disse que ia comprar comida...

-... “pro filho ingrato que ela tem”. Já é de praxe. – Sinceramente, minha mãe é uma pessoa de vocabulário muito reduzido. Ou é “Meu filho ingrato”, ou é “Meu filho que não se importa com nada”. – Mas então, o que você está vendo?

- Um programa sobre casamentos que não dão certo. É bem legal porque a maioria dos casos é traição ou dinheiro.

- Isso só mostra o quanto as mulheres pensam que o mundo gira em torno delas. – Sim, pode parecer machista o quanto for, mas é verdade Já namorei algumas mulheres na minha vida e posso dizer como testemunha que poucas são as que te querem por você, e nenhuma é a que te aceitará do seu jeito. Eu prefiro mesmo ser um homem solteiro até minha morte a ter uma mulher e filhos.

- Ei, ei, não fale assim.Não são todas as mulheres que são ruins. – Percebe-se claramente que o pobre Daiki não conhece a realidade - Tenho certeza existe uma ou outra que se salve.

- Talvez...

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Hoje eu acordei bem cedo. Geralmente, uma vez ao ano, tenho o costume de ir ao templo e agradecer á tudo de bom que aconteceu no ano todo, e acontece que hoje é esse dia. Eu gosto de ir cedo pois o templo geralmente está vazio e posso não ser incomodado enquanto faço minhas preces. De qualquer forma, eu chamo o Daiki pra ir comigo, pois ele faz isso também, e na volta sempre passamos em algum restaurante aberto e depois em algum fliperama. Voltando á história, eu saí de casa pouco depois das 5:30 AM daquele domingo. Eu achava que seria um dia qualquer. Enfim, andei até a casa do Daiki, ela fica a mais ou menos 30 segundos da minha, visto que ele mora no fim da ladeira onde fica minha casa.

Cheguei e bati na porta. Ninguém respondeu por uns segundos, então eu fiquei quieto. Bati novamente, ninguém respondia. Olhei pra dentro da janela e, pra minha surpresa, vi ele dormindo no sofá da sala de estar [sala de estar essa que estava horrenda, por sinal], com a televisão ligada. Bem, vi que essa não era uma boa hora pra chamá-lo então parti... sim.

Cheguei no templo por volta das 5:45, como esperado, além dos monges ele estava bem vazio. Sentei-me e comecei a fazer minhas preces.

- .... – De repente, interrompendo minha concentração, senti uma pontada na minha nuca. Olhei para trás mas não vi nada ou ninguém, só continuei.

- .... – De repente, interrompendo minha concentração, senti uma pontada na minha nuca. Olhei para trás mas não vi nada ou ninguém, só continuei, novamente.

- .... – De repente, interrompendo minha concentração, senti uma pontada na minha nuca. Olhei para trás mas não vi nada ou ninguém, só continuei, novamente.

Pois bem, no meio das minhas preces minha barriga começou a doer. Quase como se estivesse se encolhendo. Logo, parei. Não estava exatamente doendo, mas me dava uma sensação desconfortável. Me levantei e sentei em um banco do lado de fora para ver se a sensação passava. Passou, de certa forma. Na verdade, é como se nem estivesse lá.

Enquanto voltava, reparei em uma menina, orando no mesmo lugar em que eu estava. O que me incomodava era que ela estava usando um uniforme particularmente diferente. Todas as nossas escolas têm quase o mesmo estilo de vestimenta, mas o dela era diferente, como o das grandes cidades. Me aproximei e voltei a rezar.

Ficou um silêncio por uns 10 minutos depois senti ela se levantar. Demorei mais uns 3 minutos e me levantei, pronto pra ir pra casa. Quanda estava saindo, o Monge me parou.

- Ei, senhor Nobuo!

- Sim?

- Muito obrigado por vir nos visitar tão cedo. Enfim, acabou de amanhecer, gostaria de um café?

- Ah, sim, muito obrigado. – Aceitei pois sabia que a minha mãe não prepararia meu café. É sempre bom pegar comida dos outros.

- Certo, quando estiver pronto eu lhe chamo, enquanto isso espere ali no banco, por favor.

- Tudo bem.

Desci as escadas e vi a mesma menina sentada. Ela tinha um cabelo longo preto e balançava as pernas pra frente e pra trás. Aparentava ter uns 8 anos. Fui e me sentei ao lado dela. O único barulho era o das folhas das árvores caindo e os pássaros cantando. O Sol estava bem forte. Como estava ficando tudo muito constrangedor, decidi partir para a conversa.

- Olá, qual o seu nome?

- ... Meu nome é... Mieko Rei... – Ela falou de forma bem tímida e quieta.

- Você é bem tímida não é?

- Não é isso... minha mãe sempre disse que eu não devo falar com estranhos, mas de certa forma eu me sinto bem perto de você...

- Como assim?

-Porque de certa forma, você parece bem mais frágil e inseguro do que eu. – Nesse momento ela fez questão de me olhar nos olhos. Os olhos enormes dela me encarando enquanto ela falava aquelas palavras falsas... ou que eu achava serem falsas...

De certa forma, eu fiquei um pouco bravo comigo mesmo. Aquela menina que não aparentava ter mais de 10 anos tinha aquela imagem de mim. Talvez eu realmente fosse um fracasso. Perguntei :

- Você diz isso com base no quê?

- Não sei. Você me parece uma boa pessoa, mas uma pessoa cuja vida não quer gostar de jeito nenhum.

“Uma pessoa cuja vida não quer gostar de jeito nenhum...” minha vida foi resumida nessas meras palavras dessa mera menina.

Se parar pra pensar... a vida nunca gostou de mim. Me lembrei de quando fui espancado quando tinha 10 anos pelos meus amigos de classe em um jogo de basquete... me lembrei de quando fui roubado em um golpe bobo quando tinha 15 anos... me lembrei de quando minha mãe disse que eu não era mais ninguém na vida dela quando eu tinha 18 anos... sim, a vida me odeia. Não consigo firmar relacionamentos nem fazer algo funcionar a meu favor. Eu gostaria de pensar que tudo isso é uma vontade de Deus de me ver continuar a lutar, mas sei que não é isso. Eu poderia ter um braço cortado nesse momento que eu iria pro hospital pensando “Puxa, que coisa chata”. Eu estou realmente vivendo? Sinceramente, o que é viver? É fazer algo? Então eu que não faço nada pro mundo não estou vivendo? Será que eu devo escalar uma montanha ou participar de uma corrida ilegal pra viver? Será...

- Senhor Nobuo, o café está pronto!

Aquele grito do monge me acordou á vida. É como se eu estivesse em algum tipo de transe... pensar te leva á um transe, não é mesmo? De qualquer forma, eu fui lá tomar o café oferecido pelo monge, mas eu estava preocupado com a menina, então convidei-a:

- Ei, venha comigo, é perigoso ficar aqui sozinha!

- Não, eu vou ficar bem.

- Mesmo? Onde está sua mãe?

- Minha mãe está onde a minha mãe está! Deixe-me sozinha, por favor.

Depois de pestanejar um pouco, ela veio comigo. Sentamos á mesa e tomamos café... pelo menos eu. Ela simplesmente ficou encostada na porta. E eu quase me esqueci dela, só me lembrei quando fui sair. A presença dela era realmente pequena naquela sala. Quando estávamos saindo, eu insisti em levá-la para casa, e ela recusou. Eu insisti mais uma vez e ela recusou. Depois de muito insistir, ela aceitou.

- Onde você mora?

- Eu moro... siga-me.

Ela me levou ao metrô. Pegamos o primeiro que apareceu e fomos até o ponto final. Depois fomos de trem novamente ao ponto final. Após descer na muvuca de pessoas eu percebi que a havia perdido. Procurei e procurei, mas não a encontrei. Até que eu percebi algo no meu bolso. Um bilhete. Um bilhete escrito “Obrigado por ter me acompanhado senhor”. Não sei como ela fez isso, mas fez. E demorou um tempo até eu perceber que... eu estava no meio da cidade grande. Eu estava tão preocupado que estava quase cego, mas depois eu vi as luzes e as pessoas... afinal, o que eu temia? A cidade se revelou como algo lindo, bem diante de meus olhos. Bem diante de meus olhos eu vi pessoas se relacionando, eu vi animais correndo, eu vi chafarizes, eu vi lojas, eu vi letreiro, eu vi vida...
Bem, logo após uma tarde inteira desvendando o novo território, eu voltei pra casa... estava exausto. Eu cheguei em casa em torno das 21:00, minha mãe não estava. Eu simplesmente sentei no sofá e relaxei. Eu precisava relaxar. Todas as minhas tensões desapareciam enquanto eu estava repousando lá. Eu simplesmente sentei-me e fechei os olhos. Depois de uma tarde agitada desbravando novos continentes, eu precisava disso. Era como se meu cérebro saísse por cada poro do meu corpo. Foi uma tarde agitada... sim, muito agitada.

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Antes que fiquem de mimimi, vou dizer que a falta de descrição e expressões FOI PROPOSITAL.
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Re: LIFE

Mensagem por Gehrman em Sex 13 Jul 2012 - 3:51

coentando

Eu gostei. O pr0tag lá com uma vida inútil, menininha de menor misteriosa, um amigo legal que dorme na sala, e tudo mais. Eu mais gostei foi da Mieko, básica personagem que ninguém sabe nada sobre e tem curiosidade de saber, e que talvez tenha um passado tenso.

Gostei sobre esse assunto da vida do Eiji. Mãe odeia ele, seu amigo chega na casa e dorme no sofá, até que ele encontra uma pessoa misteriosa que pode mudar sua vida, ou coisa parecida. Tenho boas esperanças pela fic.

Só isso mesmo, não tenho muita coisa a dizer, só que gostei. Agora, já que coentei, falo

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Re: LIFE

Mensagem por MEMEMASTER420 em Sex 13 Jul 2012 - 12:58

Cara, eu adorei a fic, ela ficou muito intensa e misteriosa, principalmente por essa garota, sei lá, mas ela me lembra a Lolita, ou a Laina, nem sei.
Curti o amigo dele, curti mesmo, o monge é o mais lgl também, tá, voltando, o personagem principal meio que me lembra de uma fic que um dia eu pensei em fazer, mas tudo bem, pode roubar essa ideia.
Mas cara, tenho de dizer que há falta de descrição e expressões
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