Pokémon Mythology
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[SongFics - Ragnarok] O Cookie, Não me Esqueça e Cartas de Um Suicida

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[SongFics - Ragnarok] O Cookie, Não me Esqueça e Cartas de Um Suicida

Mensagem por JackO'Ligater em Qui 31 Maio 2012 - 14:41

Olá! Por ser novato no fórum eu fiquei meio sem graça de postar isso, mãs, fazer o que né, todo autor quer compartilhar suas histórias com os outros.

No caso das que postarei agora, eu explorei um tipo meio incomum de FanFicsm que são as SongFics. Elas consistem em pegar uma música que te agrada, e fazer uma história, usando tal música como inspiração. Fiz essas Fics e postei em alguns fóruns específicos de Ragnarok, como não tiveram muito feedback, estou compartilhando aqui.

Aproveitem!

SongFics


Escutar a música ao mesmo tempo que lê a história e tentar ler em um ritmo mais lento, para acompanhar a letra, ou o que você achar melhor.


1- O Cookie




Gostaria de contar uma hístoria, se você me der essa honra. É sobre um pequeno monstro, chamado cookie. Usava um pequenino chapéu vermelho, ficava bem em sua cabeça.

Um belo dia, vivendo sua feliz vida, foi chamado por Papai Noel, para ter sua primeira grande aventura. Pegar o presente que o bom-velinho perdera, no colorido segundo andar da Fábrica de Brinquedos.

O cookie feliz, começou a sua grande empreitada, dançando de forma alegre, enquanto comprimentava todos os porings que passavam, com um largo sorriso. As gelatinas o olhavam com cara de pena. Ele não entendia.

Depois de uma pequena caminhada, o monstrinho saltitante achou o presente, que estava procurando. Estava no topo de uma linda montanha de presentes, de todas as cores e formatos.

Maravilhado pela beleza, começou a escalar a pequena montanha, enquanto cantarolava alegremente sua canção natalina favorita.

Infelizmente, isso chamou a atenção do Cavaleiro da Tempestade, uma criatura maléfica que matava todos os intrusos que pisavam nos domínios de papai noel.

Cookie ficou com medo, mas seguiu escalando bravamente. O monstro o viu.

- Olhe os presentes, pequeno gnomo. Não são bonitos? - falou.

- Sim, são - falou o pequeno tentando disfarçar o seu medo.

- Olhe os presentes, pequeno gnomo. Não são bonitos? - repetiu enquanto caminhava em direção ao cookie.

- Sim - falou incerto

- Onde está a sua felicidade? - falou, chegando mais perto.

- Está aqui, senhor - falou esboçando um falso sorriso.

- Quero ouvir um sonoro “hoooooooray” - falou o grande monstro pegando o pequenino corpo do cookie.

- Hoooooooooray - falou com medo.

Não satisfeito, o Cavaleiro da tempestade o esmagou com sua mão. Sangue vermelho como o natal jorrou pela colorida fábrica de brinquedos.

- Cantando, sorrindo, perdendo a sua vida - falou o malvado Cavaleiro da Tempestade, enquanto dava as costas ao corpo desforme de cookie.

Em algum lugar, foi possível escutar um último “hooooooooray”, melancólico como a morte, enquanto um sonoro “ho-ho-ho” ecoava pela fábrica.

______________________________________________________________________

2- Não me esqueça




Sou sua felicidade.
Sua desgraça.

Suas memórias de um dia feliz.
Suas memórias de um dia triste.

Sou o amor, na forma de uma memória. Não importa onde você for, me encontrará. Eu te seguirei. Sempre.
Sou a derrota, na forma de um pesadelo. Não importa onde você for, me encontrará. Eu te seguirei. Sempre

As árvores daquela floresta, o cheiro do orvalho. O vermelho do sangue.
As areias daquele deserto, o vento seco. O cheiro do sangue.

Sou o arco-iris das suas lágrimas, suas memórias felizes de uma pancada cruel. Existe amor no que é certo? Sim, existe.
Sou a luz da meia noite. Sua memórias tristes, de um ato impulsivo. Existe amor no incerto? Não, não existe.

Isso é dor. Isso é uma vida, que você tirou.
Isso é felicidade. Isso é uma lágrima, que você derramou


Não me esqueça, saiba que estarei lá, não importa onde, nas suas memórias, o seguirei. E na sua consciência, o assombrarei.


Sou o embrião, de toda sua desgraça.
Sou a solidão da compania.

Quando olhou nos meus olhos, você viu a dor.
Quando olhou nos meus olhos, você viu o amor.

Como é sentir o gosto do sangue pela primeira vez? Como é matar?
Como é ser impulsivo? Como é sentir o gosto do sangue incontáveis vezes?


Não me esqueça, eu posso te amar. Não me esqueça, eu posso te odiar.
Não me esqueça, eu posso te libertar. Não me esqueça, eu posso te arruinar.


Se o mundo conserva a harmonia, saiba, que a morte é fria.
Assim como o afeto. Assim como a alegria.

Abra seus braços, e receba aquele momento.
Agora, faz parte de você, está encravado em suas memórias, assim como meu sangue, em seus olhos.

Sou a vítoria, marcada em suas memórias. Lembre-se mais, sinta a alegria daquele momento. Te ensinei como lutar, te ensinei como amar, te ensinei como sorrir, te ensinei como chorar.
Sou o amor, marcado em suas memórias. Lembre-se mais, sinta a tristeza daquele momento. Te ensinei como cuidar, te ensinei como admirar, te ensinei como sentir, te ensinei como chorar.

Não sozinho, mas juntos.
Não juntos, mas sozinho.

A primeira vida que tiramos nunca passa em branco, assim como os pelos do lunático, que você tanto queria, e ainda sim, matou. A imagem impressa na carta, te acompanha, como uma maldição.

A primeira vida que cuidamos nunca é esquecida, assim como as penas do seu primeiro peco-peco, que você cuidou, amou, chorou, e matou. Motivos? Não são necessários, o momento disse tudo.


Essa é sua reflexão, essa é sua perdição. A vida. A morte.


Ainda é possivel lembrar o sentimento, quando você me enterrou, chorando, incerto, fraco, humano.
Ainda é possivel lembrar o sentimento, quando você caminhava alegremente nas minhas costas. Me dizia aonda ia. Eu te levaria.


Ambos mortos. Suas mãos fizeram isso. Como se sente? Venha nos enterrar, diga suas últimas palavras. Escutaremos. Perdoaremos. Mas você, não pode perdoar a si mesmo.


Não me esqueça.

Não me esqueça.


______________________________________________________________________

3- Cartas de Um Suicida




Deve haver algo estranho no modo como me sentia por ela, não queria me sentir assim, mas sei que senti, e não pude evitar.

No modo como ela andava, o modo como ela me olhava, tudo isso me cortava, e não sei como me sentir.

Quando nos conhecemos, tudo era azul. A cor do céu, a cor de suas vestes. Agora, tudo é negro, como meus olhos, minhas palavras.

A primeira vez que a vi, nunca esquecerei. Parada embaixo de uma árvore, com uma maçã em suas mãos, vermelha como seus cabelos, e pequena como foi sua vida.

Tentei conversar, não consegui. Ela se deteve a um pequeno riso. Eu também. Assim que tudo começou, mas não foi assim que acabou.

Nunca poderei mudar o que senti naquela hora, minha face nunca mostrará o que não é real. Ela sabe, eu sei, o mundo sabe. O Cavaleiro sabe.

Montanhas nunca pareceram tão altas, sombras nunca pareceram tão escuras, solidão nunca pareceu tão cruel. Palavras nunca pareceram tão vazias. Mortos não falam.

A coisa mais doce que consegui de você, foram as pequenas palavras que trocamos, que embora curtas, foram verdadeiras, e embora breves, duraram uma eternidade.

Humanos não sabem como se portar perante a perda, e a face deles entrega isso.

Um momento. Uma vida.

Quero que saiba, todas as minhas palavras foram verdadeiras.

Poderia ter mentido, sou um tolo. Nunca poderei olhar as coisas da mesma forma depois daquele dia. Nunca. Mostrei a ela como me sentia, ela ignorou, e agora, a morte a pegou.

Aqueles olhos verdes, aquele sorriso melancólico, a palidez de sua face, a tristeza em sua vida. A morte nunca pareceu tão dura. Não tanto quanto aquele dia.

Eu chorei. Ela chorou. Tudo estava escuro, frio. Queria sentir o calor de sua pele. Não consegui. Mortos são frios.

Até os monstros pararam para olhar aquela cena, nunca chorei tanto na minha vida. O sangue grudou em minhas mãos, no meu rosto, no meu corpo. Não liguei, queria você viva, e você sabia disso.

Glast Heim é um local solitário, principalmente, quando a morte emana.

Desesperado, não soube o que fazer, a abandonei, não tinha como a salvar. Ela já estava perdida. Ao menos, eu poderia ter lhe dado um enterro digno, mas não. A deixei, para servir de comida as gárgulas, não acredito em mim mesmo.

Agora ele se foi, e a muito tempo, o sofrimento permanece, a tristeza permanece. A indiferença não voltou.

A caminhada foi negra, me atacaram, eu não liguei. Não era nada mais que uma rosa selvagem suja, sozinha, triste, cega, desesperada.

Poderia mentir, sou um tolo, meus olhos nunca se manteram calmos, eu falei para ela, como estava lutando para esconder isso. Ela não me escutou, e nada falou. Jaz morta, morreu em meus baços.

Minha tristeza nunca poderia ser representada por palavras, e essa, é minha última mensagem ao mundo. Nada vale a pena sem ela. Nada vale a pena enquanto não me vingar de quem fez isso.

Em seus últimos momentos, ela parecia assustada. Como será que a morte era? Eu não sei... ainda.

Tentarei, não conseguirei. Não terei a mesma sorte que ela, ele me deixaria vivo. O Cavaleiro do Abismo é sábio, ele saberia que me deixar sofrer com meu passado, e minhas lutas perdidas, seria a melhor escolha.

Eu poderia ter mentido, mas não para ela. Para mim mesmo.

Aquela cena continua na minha cabeça, a lua em seus cabelos, o relincho do cavalo negro que o monstro montava. A lança atravessando sua barriga. Lembro-me perfeitamente do sangue indo ao encontro dos meus olhos. Ardeu. Ainda me pergunto como ela se sentiu, como foi ver sua vida acabando, e não podendo fazer nada.

Posso tentar, mas nunca conseguirei. A única opção que me resta, é a morte. Doce como a carne. Salgada como a vida

Te amei como nunca amei antes. Os momentos que passamos juntos, os sorrisos que trocamos, as aventuras que vivemos, as cenas ternas que presenciamos, os olhares que trocamos. Acho que um amor como o nosso nunca será visto novamente, pelo menos, não para mim. E nem por você.

Eu poderia ter mentido para mim mesmo, e ter dito desde o inicio que não a amava. Você não teria me acompanhado, e nem teria morrido. Devo desculpas.

Reflexões de um suicida? Não, reflexões de uma pessoa que sofreu. Com a morte. Com a vida. Se alguma coisa você aprendeu com minha história, diga, pois pode ser a última coisa que aprendeu.



Autor: Carlos Eduardo Melo.


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