Pokémon Mythology
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The Last Force of Heaven

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The Last Force of Heaven

Mensagem por Dusknoir em Qui 29 Mar 2012 - 19:18

Spoiler:
Bem.

Não tenho muita coisa a dizer, mas espero que gostem da minha fanfic. Sei que há aqui no fórum, duas ótimas fanfics de PJ. Mas todas caracterizam novamente o lado bom dos deuses e mais uma vez os titãs são deixados de fora ou colocados como seres maléficos.

Aqui é outra história...


**


Sinopse:


Spoiler:
Você arriscaria sua vida e seu poder para salvar o mundo? E se para salva-lo sua família tivesse de ser morta? Você o faria mesmo assim? Céu e Terra sempre foram predestinados a se unirem, mas e o mar...?


Observações:


Spoiler:
1. Cada semana terá apenas um capitulo postado, assim eu tenho mais tempo de programar-me e vocês de lerem e comentarem.

2. Os capitulos terão tamanhos variados, nem muito grande, mas também não muito pequenos.

3. Fichas de personagens somente serão aceitas por MP ou via meu Escritório.

**


~Prólogo ~



Pense numa situação ruim de sua vida, pensou? Certo. Agora multiplique ela por dez e você terá uma mínima noção da minha situação.

Tinha acabado de sair do shopping e comprado meu novo portátil, um luxuoso PSP na cor preta, quando me aparece a pessoa que mais adoro e que sempre me revela as piores situações e momentos nada bons.

Sempre considerei Michael um irmão que nunca tive, o cara é simplesmente demais para um filho de Atena. Os projetos e ideias dele são simplesmente incríveis! E eu como bom construtor, mecânico e filho de Hefesto adoro bons projetos.

Bem com toda essa conversa você deve estar confuso e se perguntando do motivo de eu falar que sou filho do deus das forjas e meu amigo ser filho da deusa da sabedoria e guerra... Enfim uma longa história da qual não gosto de lembrar, basta que vocês saibam que somos semideuses.

E como semideuses sempre, e dou muita ênfase ao significado de sempre, estamos em risco de sermos fatiados por monstros vindo do Hades com vontade de comerem espetinhos semi – divinos.

- Kael, aqui! – do outro lado da rua ele me acenava. – Corre!

Sua expressão era de pânico, uma expressão um pouco rara na face de um filho de Atena. Não entendi muito bem naquele momento o porquê tinha de correr e foi então que cometi o erro de me virar para trás.

Bem quando disse que multiplicasse seu pior dia por dez, não estava brincando. A cena de ter dois ciclopes, gigantes, fortes querendo te pegar não era como eu imaginava a volta para a minha casa, após comprar no shopping!

Com certeza eu corri, o único e grande problema era que eu me encontrava de frente para duas avenidas. As ruas estavam movimentadas, era o horário de pico. Pessoas saiam de seus serviços e as crianças, jovens ou monstros disfarçados saíam de suas escolas.

Atravessei um mar de carros agitados e escutei todo tipo de palavrões dos quais não citarei nenhum, quando finalmente estava alcançando meu colega ouço um urro e então um banco de jardim se chocou com a parede de uma loja qualquer.

- Vamos! Precisamos despista-los! – Michael agitava os braços freneticamente me chamando.

Corri em sua direção como nunca havia corrido, peguei um aparelho já velho e gasto. Era semelhante ao formato do PSP vita, porém era menor, mais rustico e não muito bonito, meu simples Game Boy Advanced. Eu o mantinha mais por afeto do que para me divertir.

- Ativar sistema de auto ajuda! – berrei ainda correndo na esperança de que o console se ouvisse. – Autômato numero dois!

Um bip vinha de meu bolso repetidas vezes, o aparelho eletrônico conseguirá registrar a minha voz, na hora bem desesperada. Cada vez mais eu e meu colega corríamos dos dois brutamontes atrás de nós que agora portavam dois postes de luz.

- Para onde? – disse eu.

- Central Park! – ele gritou.

Não sabia por que iriamos para o parque àquela hora, mas confiei no plano de Michael. Se é que ele tinha um.

Continuamos a correr como sempre e logo pude ver através do espelho retrovisor de um carro estacionado, ao qual eu passei do lado, que os dois perseguidores se aproximavam de nós.

Estávamos chegando, e Michael se embrenhou entre algumas arvores e depois sumiu me deixando para trás junto dos dois ciclopes.

- O.K. – disse eu novamente. – Que venha a atração principal do dia.

Toquei no pingente que estava pendurado em meu pescoço, as correntes pratas prendiam a miniatura de um machado do mesmo material onde havia também uma letra ‘’H’’ suspensa nas correntes. Toquei no machado.

Simultaneamente em minhas mãos surgiu um grande, porém nada pesado, machado de guerra feito de bronze celestial, ouro e prata. Minha arma havia sido confeccionada por mim mesmo, contava ainda com laminas duplas feitas totalmente de bronze celestial com somente o cabo em prata e algumas letras gregas formando o nome Rachaterra.

- Qual dos dois feiosos quer ser o primeiro? – minha inútil e idiota frase me custaria minha vida. Onde raios estava Michael?

O primeiro ciclope se adiantou com o poste de luz em mãos e sem ao menos pensar, o que de fato eles nunca fazem eu acho, me atacou frontalmente. Meu instinto me disse para saltar e assim o fiz. Quando pulei para o lado vi que no lugar de antes havia agora um grande buraco.

O segundo se aproximou de mim urrando por ter desviado do ataque de seu irmão. Tive de contra-atacar com o machado para não ser transformado em panqueca. Quando olhei para trás, vi que o outro havia conseguido uma nova arma: um banco de praça.

Esperei o momento certo e quando o banco foi arremessado eu rolei pelo chão em direção á fonte que havia no centro do parque. O projetil acertou em cheio o outro brutamonte deixando ele atordoado em meio ao chão duro do local.

Não esperei mais nada acontecer e então parti para cima do ciclope semiacordado, brandi o macho e então descrevi um poderoso golpe no meio de sua barriga fazendo com que a criatura estourasse numa nuvem de poeira dourada.

Senti então alguma coisa fria me acertar e não vi mais nada fora borrões e gritos.

O outro ciclope aproveitando meu momento de distração, assim como eu havia feito com seu irmão, me golpeou com os próprios punhos em minha nuca me jogando de encontro á uma arvore dali.

Meus sentidos estavam fracos, mas pude visualizar os borrões correspondentes a forma de Michael com sua lança e um anel em forma de coruja que o deixava com os reflexos melhorados quase ao máximo.

Ele dançava em torno do monstro e o golpeava sempre que possível, mas a criatura sempre desviava. Sua mente devia estar sendo preenchida com alguma outra coisa e somente agora me viera a mente o estranho fato de ele estar no exato momento ao meu lado quando os ciclopes surgiram...

Ainda pensando ouvi dois tipos de sons diferentes, o primeiro eu já tinha ouvido antes e este era o urro do ciclope, ele havia conseguido arrematar Michael para dentro da fonte com um tronco grosso e oco de alguma arvore próxima.

O segundo era mais forte e me reconfortou, um rugido extremamente poderoso e então bem na minha frente jatos de chamas foram disparados e no mesmo momento fizeram do ciclope um monte de nada. Não sei nem mesmo se ele ao menos explodirá em pó dourado... E então perdi meus sentidos.

**


Tentei me levantar, mas descobri que me encontrava de certa forma paralisado, quase entrei em pânico, não fosse a presença daquela pessoa.

Cristina Black, filha de Apolo. Seus cabelos castanhos pareciam vivos enquanto se balançavam na leve brisa que adentrava pela janela, sua pele clara e seus olhos azuis encantavam á qualquer um. Possuía as mesmas feições do pai, que já me advertirá
para chama-la á sair, pode soar estranho, mas Apolo era um deus legal.

Ela continuava a me fitar, olho a olho. Não pude deixar de me sentir de certa forma constrangida.

- Sabe como chegou aqui? – ela disse.

Realmente eu nem fazia a mínima ideia de como havia chego, me lembrava de ter comprado no shopping meu PSP Vita, ter encontrado dois ciclopes e Michael... Onde ele estava?

- Michael está mais ao lado. – continuou ela. – Mas sabe como você chegou?

- Hã... Não. – respondi. Aquilo devia ter soado muito idiota.

Ela veio se sentar na maca ao meu lado e então torou a fitar algo lá fora, algo que rugia e emitia sons de carro e roncos de motores diversos. Uma buzina estridente soou durante alguns minutos e então ela fechou as janelas.

- O guardião trouxe vocês, mas havia mais alguém com você. – ela continuava séria.

Mais alguém? Quem mais poderia ter vindo conosco? Daron, meu dragão de bronze celestial e ouro era programado para não ser visto pro nenhum humano!

Olhei para meus pés e constatei que sobre eles havia uma pequena criatura. Possuía as penas brancas e somente algumas eram pretas, um bico retilíneo e uniforme na cor laranja, pés com garras nada afiadas e pequenos olhos negros. Uma gaivota.

- Isso ai que voltou comigo? – disse eu.

Ela concordou que sim com a cabeça. A ave vinha saltitando na minha direção e então se aninhou na cabeceira da maca onde eu estava. Tentei me sentar e desta vez consegui e tornei a fitar a ave.

Diferente de tudo o que eu já havia sentido em minha vida ela me dava confiança, me fazia sentir-me mais forte e ao longe eu ouvia o som de ondas se quebrando. Seria aquilo uma mensagem de Poseidon?

Mas por que eu receberia ela?

Nesse momento um grito ecoou pelo acampamento e meus instintos me disseram mais uma vez para correr. Quando vi estava transpassando a porta da Casa Grande e caminhava em direção da arvore de Thalia. Um urro e mais dois gritos agudos...

O que estaria acontecendo.

- Se abaixe – Cristina se jogará sobre mim me derrubando no chão com força.

E então uma explosão. E a fumaça tomou conta de tudo e todos...


Última edição por Dusknoir em Sex 30 Mar 2012 - 19:43, editado 1 vez(es)
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Re: The Last Force of Heaven

Mensagem por DarkZoroark em Sex 30 Mar 2012 - 16:07

Olá Dusk.
Nice Prologue, men. Gostei bastante desta fanfic de Percy Jackson (embora eu não entenda nada sobre esse assunto, sei bastante sobre mitologia greco-romana e nórdica). Ficou ótimo o tamanho e a história também. Sua descrição e narração são fantásticas, dando uma excelente visão do que ocorre nos capítulos. Erros só encontrei mesmo foi a repetição de palavras. Sério, você repetiu muito o uso de "disse eu" após as frases. Tente procurar alguns sinônimos para isso.
Bom, é isso. Aguardo o primeiro capítulo.
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Re: The Last Force of Heaven

Mensagem por #Tabs em Seg 2 Abr 2012 - 2:25

Dusk, meu amor (-s), não pude(!) deixar de comentar.

Você arriscaria sua vida e seu poder para salvar o mundo? E se para salva-lo sua família tivesse de ser morta? Você o faria mesmo assim? Céu e Terra sempre foram predestinados a se unirem, mas e o mar...?

Bitch, please, como conseguiu fazer essa frase me chamar pra ler a fic? -youno

Bem, falando sobre o divino prólogo... Omg, descrição impecável Dusk. <3 De verdade, teve umas partes nas quais eu me enrolei, mas foi só ler de novo e eu materializei melhor. :3 O que deixou a desejar foram as repetições - que no caso foram em uma quantidade média -, e a segunda parte do prólogo, na qual você poderia ter colocado primeiramente o local onde eles estavam, que só foi revelado no fim do prólogo, pelo que eu prestei atenção. q A batalha do Kael contra os Ciclopes foi bem excitante, tirando o fato dele apanhar e desmaiar. q Só não entendi bem o que foi que matou o Ciclope, se foi esse dragão dele ou algo pior, até mesmo Michael. Era pra deixar esse buraco na minha mente ou eu não prestei atenção? xD

Cristina Black, filha de Apolo. Seus cabelos castanhos pareciam vivos enquanto se balançavam na leve brisa que adentrava pela janela, sua pele clara e seus olhos azuis encantavam á qualquer um. Possuía as mesmas feições do pai, que já me advertirá para chama-la á sair, pode soar estranho, mas Apolo era um deus legal.

Achei sua fic séria, você escreveu corretamente em todas as áreas, esse "legal" ai deu uma bela descontraída, a qual eu achei que ficou muito bem encaixado, deu um ar mais "atual" na história. Falando em atual, gostei de tudo ocorrer na realidade de hoje em dia, não existem tantas fics assim (Apesar deu saber que Percy Jackson ocorre num mundo real. q). Bem, só espero que diminuam as repetições.

Enfim, comentei e gostei da história, quero acompanhar então faça o favor de escrever TUDO! >: Dessa vez tu nem pediu, me ame, ok? <3 bjs. :* -q
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Re: The Last Force of Heaven

Mensagem por Dusknoir em Seg 2 Abr 2012 - 14:51




Capitulo 1 - Somos salvos por uma gaivota




Lembro-me claramente de ter me atirado para cima de Christina e a jogado ao chão, o que por sinal ela não havia gostado nem um pouco, fazendo com que ficássemos sob um manto de chamas e fumaça.

Assim que a maré negra abaixou, eu e ela nos pusemos de pé para dar de cara com uma cena que eu jamais sequer teria pensado em assistir. Peleu o guardião da arvore de Thalia estava envolvido numa luta com duas esfinges e um dragão alado.

Pense assim: se tranque dentro de um lugar com uma cobra gigante cuspidora de fogo e duas leoas do tamanho de um ônibus, depois pense num lagarto idiota sobrevoando suas cabeças e tacando fogo em tudo o que se movimentasse e então você teria uma vaga e ridícula ideia do que estou tentando lhes dizer.

- Temos de ajuda-lo! – eu gritava para Christina uma vez que os urros eram sobrenaturais. – Vamos!

Mas ela não estava mais do meu lado, como eu poderia ser tão burro?

Christina estava alvejando, literalmente, uma das esfinges, porém suas flechas nem sequer machucavam o corpo feito de pedras das duas criaturas e para o guardião a situação já estava mais do que complicada.

Decidi parar de pensar em estratégias, já que elas nunca foram meu forte, e parti para cima das criaturas que tentavam rasgar e morder as escamas do nosso mascote. Desci Fendeterra e tentei atacar com um golpe direto na cabeça do animal leonino.

Fracasso total, preciso me lembrar de dizer que havia um dragão voador? Bem eu havia me esquecido desse perigoso detalhe. Jamais iriamos chegar até as esfinges sem que a criatura alada nos interceptasse!

- Abaixe-se! – uma voz poderosa viera por sobre meus ombros.

Mal tive tempo de abaixar e uma flecha do tamanho de um ônibus fora disparada numas as esfinges fincando-se diretamente no nariz da criatura, num outro momento teria rido daquela cena, mas não estávamos numa situação fácil assim.

A esfinge perfurada pela seta mortal se desintegrou em pó dourado sumindo e retornando, por um tempo, para as profundezas do tártaro. Seria possível que Hades era tão burro ao ponto de deixar que essas coisas voltassem a viver?

Quando me virei para ver quem havia disparado aquele projetil me deparei com o chalé de Ares se preparando para a batalha, todos entrando em bigas de guerra puxadas por pégasos ósseos que soltavam fogo pelas narinas.

- Clark? – perguntei para aquele que estava numa armadura toda preta com uma grande pena preta na cabeça.

O cavaleiro me olhou, eu acho já que não conseguia ver seus olhos pela tampa do visor, e dirigiu-me um aceno nada receptivo e educado com um dos dedos que não irei mencionar. Sua lança negra estava nas mãos e com um aceno para o campista que manobraria os animais mortos, porém reanimados, eles decolaram rumo á batalha contra o lagarto terrível que ascendia os céus.

- Lute feito homem, Kael! – sua voz grave se assemelhava á um estrondo de trovão. – Por Ares!

Bem, agora quem estaria em encrencas seria o dragão, melhor para nós. Entretanto algo me dizia que os deuses não gostavam de nós porque desmaiado sobre a colina estava o dragão guardião, Peleu.

Meus olhos se arregalaram ao ver que a esfinge restante havia dobrado de tamanho atingindo cerca do tamanho de um prédio de cinco andares... Por que será que nessas horas o dragão tinha de estar desmaiado?!

- Peleu! Volta amigão! – tentava reanima-lo, mas ele ainda respirava tranquilamente e... Roncava? – Acorda seu lagarto idiota!

- Ele não vai acordar e você devia saber disso. – a voz fria de Chris me acordou. – Pegue a droga do machado e lute!

Mais uma flecha fora preparada por ela em seu arco vermelho ouro e então disparada rumo aos pés da criatura de pedra e areia. Assim que ela se fixou na pele do monstro explodiu com um som terrivelmente alto.

- O que foi isso?

- Flecha sônica. – Chis devia me adorar pois sempre me olhava com um olhar... Melhor não explicar.

Mais campistas subiam, mas alguma coisa os mantinha presos na parte central do acampamento, algo grande, voador e que cuspia fogo... Olhei para o céu e me deparei com outro dragão. Onde estava a droga do velocino?

Armei-me com Fendeterra e parti para cima da esfinge, desta vez tive êxito e decepei uma de suas pernas deixando-a manca. Seria um alvo mais fácil a partir de agora.

Chris continuava a mandar flechas de som, não consegui entender o nome complicado que ela tinha dito, então batizei de flecha de som, muito mais fácil de lembrar.

Enfim a esfinge estava quase se desintegrando em pó quando reparei que aquilo não era um pó dourado e comum de quando matávamos os monstros, mas sim areia! Imediatamente a poça de terra começou a tomar uma nova forma. Outra esfinge!

- Precisamos de fogo! – gritei para ela. – se aquecermos o suficiente a areia se tornara vidro e então não poderá se recompor!

Assim eu esperava ao menos.

- Não tenho setas de fogo grego! – Christina parecia querer me alvejar no lugar da criatura.

Não tinha tempo de descer até as forjas e pegar alguns potes de fogo grego, então pensei, oras sou um filho de hefesto! A terra deve me obedecer, certo?

- Distraia a esfinge! Tenho um plano. – não era bem um plano.

Concentrei minha mente e deixei que ela voasse para longe, imaginei as grandes forjas de meu pai, a lava escorrendo entre os caldeirões, a ardência e a temperatura do local, o bater do martelo na bigorna e então senti que algo tremia sobre meus pés.

Desci o olhar e constatei que o que tremia era o próprio chão! Voltei a me concentrar e agora pensava em rios de lava, cachoeiras daquele liquido mortal e quente e então apontei para a esfinge que encontrava-se imobilizada por uma flecha de gelo que prendera suas pernas.

Meu ar devia estar acabando, pois meus pulmões doíam, minhas pernas fraquejaram e meu corpo era constantemente pressionado pela força da terra até que um jato de magma puro fora arrematado do centro da terra para sob os pés da esfinge derretendo-a por completo e transformando-a em uma fumaça de pó transparente.

Nesse momento só não desci colina abaixo por que Michael vindo de sei lá onde me segurou e colocou-me apoiado na terra. Mas ainda tínhamos dois grandes problemas: os dragões ainda tocavam o medo no acampamento.

- Vou descer e ajudar com os pégasos! – tive tempo de ver Chris descer aflita aos tropeços a colina.

Voltei a vislumbrar o dragão Peleu, agora novamente enroscado na arvore sagrada e com o velocino bem preso num dos galhos secos da planta.

Senti então que podia escutar as ondas se quebrando ao longe. O cheiro da agua salgada do mar invadia meu cérebro e minhas narinas e o pio das gaivotas ao longe me fez recobrar a consciência.

Quando vi a luta estava invertida, minha gaivota estava voando entre as duas criaturas dracônicas que cuspiam baba quente enquanto o chalé de Ares tentava se reagrupar após serem jogados ao mar.

Mas tinha alguma coisa estranha naquela gaivota. Seu voo era muito mais acelerado do que dos dragões sem falar que mesmo quando as chamas lhe acertavam elas nem ao menos mostravam um arranhão sequer!

A gaivota arrastava os dragões para cima do mar que desembocava em Long Island e o plano devia estar dando certo porque cada vez mais as criaturas se aproximavam da área azul. Foi então que algo inacreditável aconteceu.

O passado branco e pequenino desceu num mergulho frenético em direção do mar, onde talvez ele pensasse que estaria mais seguro, logicamente que os perseguidores o seguiram no mesmo ato.

A gaivota tendo sido a primeira a mergulhar, atingiu o mar por primeiro sendo seguidos pelos outros dois brutamontes, mas agua agora espumava e vapor subia pela sua superfície. Seria possível que eles estivessem lutando no fundo do mar?

E então para a alegria de todos, a gaivota voltou aos ares sendo seguido por dois desesperados lagartos que tentavam fugir de alguma coisa, ou muitas coisas naquele caso.

Assim que a gaivota ascendeu ao céu, cerca de milhares de tentáculos azulados projetaram-se para fora e puxavam com ferocidade os lagartos de fogo. Aos poucos eles foram sendo moídos e torcidos pelos longos tentáculos até que não restasse mais nada que não posse o piar da gaivota e o brado dos campistas.

Depois disso pude sentir que algo me reconfortava e esfriava meu corpo e minha mente, percebi que essa energia fria vinha do meu pingente e então o tirei deixando-o sobre a palma da minha mão. Ali havia uma nova peça fora o grande ‘’H’’ e a miniatura de minha arma...

Ali também estava um grande ‘’O’’ azulado e frio com inscrições de grego antigo que eu não pude entender naquele momento, mas que no futuro seria algo crucial para a minha sobrevivência...

Por hora eu permiti desmaiar mais uma vez.














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Re: The Last Force of Heaven

Mensagem por DarkZoroark em Seg 2 Abr 2012 - 15:25

Olá Dusknoir

Gostei bastante desse capítulo. A batalha entre as criaturas e os semi-deuses foi muito boa. Sério mesmo. lol Uma gaivota salvou eles?! Acho que não, penso que na verdade foram lulas gigantes a comando de Poseidon, mas enfim... O Kael não dorme direito? Como que alguém desmaia toda vez que encontra um monstro (falando vulgarmente)?
Quanto aos erros, você melhorou bastante em relação ao último capítulo, pois nesse não houve repetição exagerada de palavras. Entretanto, uma coisa em que você pecou, e a única que eu vi, foi o fato de que muitas palavras que deveriam ter sido acentuadas estavam sem estes. Atente-se mais a isto.
Bom, deixo meu comentário por aqui. Aguardo seu próximo capítulo.
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Re: The Last Force of Heaven

Mensagem por Dusknoir em Dom 8 Abr 2012 - 21:28

@DarkZoroark escreveu:Olá Dusknoir

Gostei bastante desse capítulo. A batalha entre as criaturas e os semi-deuses foi muito boa. Sério mesmo. lol Uma gaivota salvou eles?! Acho que não, penso que na verdade foram lulas gigantes a comando de Poseidon, mas enfim... O Kael não dorme direito? Como que alguém desmaia toda vez que encontra um monstro (falando vulgarmente)?
Quanto aos erros, você melhorou bastante em relação ao último capítulo, pois nesse não houve repetição exagerada de palavras. Entretanto, uma coisa em que você pecou, e a única que eu vi, foi o fato de que muitas palavras que deveriam ter sido acentuadas estavam sem estes. Atente-se mais a isto.
Bom, deixo meu comentário por aqui. Aguardo seu próximo capítulo.

Precisa esperar mais não!

Agradeço por continuar lendo e comentando, fico imensamente grato. Quanto aos tentaculos somente nos capitulos pouco mais á frente. Espero que curta esse corrido capitulo.

-->X<--


Capitulo 2 - Luzes, Água, Morte e trovão!



Você deve estar me acusando de ser o maior idiota do acampamento Meio-Sangue, certo? Devo dizer que às vezes eu realmente ajo como tal, mas nem sempre sou um. Mas porque tenho que desmaiar toda vez que uma batalha ocorre? O que há de errado comigo?

- Kael! – Michael me chamava pelo lado de fora de meu chalé. – Vem logo o jogo vai se iniciar!

É verdade. Hoje teríamos a captura da bandeira, e não, eu não desmaio no meio dele! Peguei um cinto de bronze e o prendi em minha cintura, coloquei meu pingente e peguei um capacete romano com arranjos em vermelho.

Meu time seria representado por esta cor. Vermelho. Normalmente era dessa mesma cor que o os campistas ficavam após enfrentarem a ira e selvageria dos filhos de Ares ou quando os filhos dos três grandes se reuniam num único time.

Dessa vez meu time era fora o chalé de Hefesto, o chalé de Deméter, os filhos de Atena e Apolo. De modo que Chris, eu e Michael estaríamos juntos. Em compensação no outro estavam os filhos de Ares com os de Dionísio, Zeus, Poseidon e Hades. Nico estava ausente, mas sua meia irmã estava ali. Luxia era meiga e muito educada.

Ela Possui cabelos negros como a noite e a pele clara, estava de armadura grega completa e usava uma grande lança preta, presente de seu pai.

Felix é filho de Poseidon e é um tanto quanto teimoso. Se mandamos ele ir para o norte ele vai ao sul, de modo que temos que dizer as ordens ao contrario para que ele, às vezes, obedeça. Certo ele é mais alto do que eu e possui a pele morena junto dos cabelos castanhos. Nunca fui muito com a cara dele até esse dia.

Walt é filho de Zeus. Nunca se sabe quando ele está prestes á explodir. Porta uma lança toda coberta de raios e é por incrível que pareça a pessoa mais calma de todo o acampamento.

**


Avançávamos com passos calculados, os filhos de Atena e Apolo haviam colocado muitas armadilhas ao redor de todo o Punho de Zeus ao norte do rio que cruzava o bosque, os arqueiros do deus sol estavam na dianteira indo pela copa das arvores mais altas com seus arcos sempre prontos.

O chalé de Atena avançava em duas partes, a primeira avançava pelo leste e a outra pelo oeste, nós de Hefesto íamos pelo centro com o chalé de Demeter em nossos pés.

Meus irmãos suavam logo no começo e então ouvimos um grito e sentimos o cheiro forte do ozônio, Walt estava próximo. Mal terminei essa pequena linha de pensamento e um grupo de cães infernais se adiantaram frente ao nosso chalé, meus colegas de quarto lutavam bravamente até um raio lhes mandar pro espaço sideral.

- Ora, Ora. Quem é que ficou aqui? – Walt sorria com a lança em mãos. – Kael?

A ponta daquele item estava toda brilhosa com os vários raios que dançavam em sua lamina. Luxia vinha ao seu lado com outra lança que as vezes disparava um jato de fogo negro ou raios roxos da morte.

- Coitadinho dele! – ela choramingava. – Não podemos machuca-lo, podemos?

- Dane-se! - Félix estava presente com uma espada de um metro em punhos e um sorriso não muito agradável. – Vamos tritura-lo.

Pensei em correr, mas lembrei de que os filhos de Apolo estavam sobre mim e então em movimentos velozes toquei a letra ‘’H’’ em meu pingente o que era raro de eu fazer.

Senti uma grande pressão agir sobre meu corpo, ouvi estalos metálicos e então abri os olhos e vi que meu corpo não possuía mais pele, mas sim que eu era feito todo de bronze celestial. Estava maior, provavelmente com uns cinco metros de altura o que era bom naquela circunstancia.

Avancei sobre eles mais fui detido por um muro de agua doce. Maldição! Estávamos sob o rio e eu nem ao menos havia percebido. Tentei socar a parede de agua, mas senti uma presença aterradora. Olhei para trás e um flash me mandou ao infinito e além...

Quando cai a proteção de bronze se desfez e reparei que havia caído no campo inimigo com os filhos de Ares me cercando de um lado e os três grandes do outro. Ótimo.

Mas havia algo de errado, pois os filhos de ares colocaram-se a correr para a direção da bandeira, talvez o chalé de Atena a tivesse pego, mas vi então o desgosto na face do trio á minha frente.

- Walt, Luxia e Felix. – uma voz jovial pronunciava os nomes e somente quando a parede de agua abaixou pude ver que quem os proferia era um jovem, de aparentes dezessete anos, com cabelos pretos, shorts e camisa branca. Nada havia em suas mãos.

- Ele é um gato! – provavelmente um comentário desnecessário de Luxia. – Não quero saber! Eu o vi primeiro! – choramingava novamente a garota.

- Não importa, vou tritura-lo com minhas ondas! – Berrou Felix.

Ia dizer que não havia como triturar alguém com meras ondas, mas fiquei quieto somente vendo o que ocorreria naquela batalha. Quando olhei para minha lateral direita encontrei um grande raiz de arvore e ali fiquei. Esqueci-me completamente do jogo e me assustei ao ver a gaivota pousar no ombro daquele rapaz misterioso. Seria ela uma traidora?

- Aguenta essa carinha! – feliz urrou e então desferiu um corte na agua fazendo com que uma lamina de agua fosse jogada no rapaz de cabelos pretos.

O mesmo somente estendeu uma das mãos e segurou a lamina aquosa entre os dedos, segurou-a e então a mandou de volta acertando o filho do deus dos mares em cheio no peito.

- Poseidon sempre foi fraco. – Luxia estava de frente para o rapaz. – Gatinho você será meu!

Uma onda de trevas se alastrou devorando tudo o que encontrava pela frente. Novamente o garoto estendeu uma das mãos e então um flash de luz branca acendeu e iluminou todo o bosque, quando consegui abrir os olhos vi Luxia jogada em meio ao pequeno e estreito córrego toda ensopada.

- Vez do filho de Zeus. – Walt sempre fora uma bomba relógio e agora a lança exalava o cheiro forme de gás ozônio. Ele sorria.

- Sou o céu primordial, não podem me parar. – a voz lenta do rapaz sacudia minha mente.

Céu primordial? Que história era essa? E como ele havia derrotado dois dos três somente usando as mãos! Quando voltei a prestar atenção na luta, Walt carregava sua lança com a ira dos raios de seu pai.

- Dois podem jogar o mesmo jogo. – nesse momento tive de me segurar para não ter um treco ali mesmo.

As palmas das mãos brancas do rapaz misterioso emitiam uma simples, porém forte, aura branca. Mais raios desceram do céu, mas estes eram mais potentes que os de Zeus. Rezei para que ele não me tivesse escutado.

Walt estava assustado, mas não sem motivos. Seria o rapaz seu meio irmão? Mas como ele não possuía uma arma e porque não estava presente no acampamento antes?

Antes de terminarmos de pensar o rapaz gritou e então uma onda de raios brancos fora lançados contra Walt e todo o bosque, as arvores eram transformadas em pó branco, eu também não fora poupado do ataque e senti que tudo dentro de mim quebrava... Uma explosão e então a fumaça.

**


Acordei na enfermaria da casa grande. Na cama ao meu lado estavam na mesma ordem, Walt, Felix e Luxia e sentado numa cadeira recostada á parede branca estava o mesmo rapaz de antes com Quíron ao lado metidos numa conversa longa e confusa sobre tal profecia e gaia... Senti uma coceira em meus braços e vi que ao meu lado estava à gaivota de antes... Uma voz me mandou dormir e assim o fiz...
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Re: The Last Force of Heaven

Mensagem por DarkZoroark em Sab 14 Abr 2012 - 20:11

Dusk o/
Desculpe a demora em comentar. Tinha lido quarta-feira, mas devido a escola (que novidade...) só tive tempo de comentar hoje. Gostei bastante do capítulo. Atividades "normais" do acampamento são algo raro de se ver em fanfics de Percy Jackson. Desmaiou de novo... Na próxima vez, dá para ele um leite de papoula. Pelo menos assim dorme direto... lol Derrotaram os filhos dos três facilmente.
Quanto aos erros, não encontrei nenhum, mas não quer dizer que não existam. Sua descrição e narração melhoraram bastante desde o último capítulo.
Bom, é isso. Aguardo seu próximo capítulo, onde irei comentar mais cedo.
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Re: The Last Force of Heaven

Mensagem por Dusknoir em Ter 24 Abr 2012 - 18:50

Spoiler:
Olá mais uma vez á todos os leitores!

Obrigado ao DZ por mais uma vez comentar em minha fanfic, espero que goste desse capitulo e aprecie a curtinha explicação da primeira parte deste capitulo.

Peço desculpas por minha ausência, mas eu estive viajando e estava sem nenhuma conexão de internet por lá! Ç.Ç desculpem-me!



--->>XxX<<---



Capitulo 3 - A profecia (1a parte)



Lembro-me de poucas coisas que não sejam de mais uma vez eu me encontrar na enfermaria da casa grande, ao menos desta vez eu não estava sozinho, Luxia, Walt e Félix compartilhavam de um mesmo quarto e todos possuíam bandagens pelo corpo. O mais inteiro aparentava ser eu.

Refresquei minha memoria com um gole de agua fria de um pequeno copo de vidro, ao qual peguei sobre meu criado mudo. O pequeno móvel continha o colar de ferro com a grande letra H e a miniatura do machado.

Busquei olhar em volta do lugar, um quarto normal para uma enfermaria normal. Paredes brancas para transmitirem calma aos pacientes e um teto azul claro, bem para alguma coisa também.

- Humm... – um gemido fraco soou ao meu lado.

Era Walt, o filho do senhor Zeus.

- Como está? – obviamente uma pergunta idiota de se fazer!

- Não muito bem, mas consigo movimentar os braços e as pernas, somente sinto a cabeça doer. – a voz estava um pouco rouca.

Busquei os corpos dos outros dois campistas. Luxia suspirava lentamente e Félix parecia sonhar com algo, pois seus punhos se contraiam e os olhos se apertavam cada vez mais... Pobre Félix, ele nunca aceitaria a derrota.

Novamente percorri o quarto de ponta á ponta e me assustei ao ver uma figura antes não presente ali: o mesmo garoto de cabelos brancos de antes.

Seu rosto estava oculto por causa do mesmo permanecer com a cabeça levemente baixa, ele parecia dormir porque a respiração permanecia num ritmo constante, porém leve.

As roupas eram típicas para um jovem, calças jeans, tênis esportivos, camiseta inteiramente branca e uma jaqueta de couro preto completando o conjunto. Um relógio prata estava em seu pulso esquerdo, mas pelo o que eu podia ver os ponteiros mantinham-se parados. Ele usava um colar de prata também e nele havia uma grande letra U com pequenas asinhas nas laterais.

- Quem é ele? – a voz rouca de Walt me surpreendeu, pensei que ele tinha adormecido.

- Sinceramente? – indaguei. – Não sei, mas adoraria saber.

Do meu lado esquerdo, Félix, se movimentou irrequieto. Acordou subitamente com um susto e percebemos que ele suava e que sua respiração mantinha-se acelerada. Luxia também despertava murmurando algo como ‘’Minhas pobres unhas... ’’.

- Eu não sei se gostaria de saber quem o idiota é! – resmungou com uma voz nem um pouco irritada o filho de poseidon.

- Mas de uma maneira ou de outra vocês terão de me ouvir por bem ou por mal.

Novamente uma voz juvenil surgiu entre nós quatro, me virei depressa demais e comecei a sentir um pouco de tontura, mas constatei que realmente era o jovem de antes.

- E quem vai nos obrigar? – Félix tentou se levantar, mas algo invisível o deteve.

Tentei fazer o mesmo que ele, mas então senti algo esmagando meu corpo e o pressionando contra a maca cada vez mais, meus músculos e ossos pareciam arder num caldeirão de lava, e sim eu sei o que é isso!

Luxia e Walt imitaram nossas ações, mas percebi que a força sobre eles era mais fraca, talvez devido aos diversos ferimentos pelo corpo de ambos.

- O-o que é isso!?

- Acalmem-se e eu retirarei o pouco de peso do céu sobre vocês! Descansem ou faço com que não restem nada a não ser uma massa de ossos e pele!

Imediatamente eu relaxei meu corpo, percebi que com um suspiro Walt e Luxia faziam o mesmo o único que não retrocedia era o teimoso filho do deus dos mares. O peso estava aumentando, pois os pinos da maca estavam quase estourando!

- Pare com isso! – berrei por instinto.

- Faça com que ele pare de resistir e eu paro com a força. – a voz do rapaz continuava serena, não sei o porquê, mas algo nele me lembrava do céu... Estranho!

- Por favor, pare! – quando me dei conta de quem era dono daquela voz constatei que na verdade era Luxia que tinha algumas lagrimas nos olhos.

Não sei se dentro daquele teimoso idiota havia alguma pena, mas que ao ver a face em lagrimas de Luxia, Félix, relaxou totalmente. Algo surpreendente!

- Agora que estão todos quietos eu posso começar respondendo a primeira pergunta feito por vocês. Quem sou eu? – o tom de suspense não combinava com ele definitivamente.

Nesse momento a gaivota grasnou do lado de fora, provavelmente ela estaria indo pescar alguns peixinhos no mar da costa de Long Island. O jovem de cabelos brancos recomeçou.

- Como eu já havia dito eu sou o céu primordial, sou o criador das estrelas e pai dos titãs. Ah sim! Também fui eu o primeiro que cobri a terra com meu manto azulado.

Aquilo não fazia sentido! Como um moleque, digo, um jovem de aparentes dezessete anos poderia ser pai de Cronos e sua trupe? Digo, eu havia estado no meio da batalha contra o exército de Cronos e seus irmãos, mas não acho que ele poderia ser pai de algo velho aquela maneira.

- Este corpo é nada mais do que um hospedeiro, tanto que, minha força não pode ser totalmente usada nessa forma inferior. Enquanto eu não recuperar meu verdadeiro EU nada poderei fazer a respeito da Profecia...

Ah o horripilante e frio silencio... Se há algo pior do que o silencio eu realmente gostaria que se apresentasse para a chamada.

- Profecia? Verdadeiro Eu de você? – Walt repetia algumas coisas em forma de indagação. – Pode-nos explicar melhor?

O rapaz eu um longo e demorado, bem demorado, suspiro.

- Acho melhor vocês verem com os próprios olhos. – nesse momento eu adoraria ter desmaiado novamente, pois a sensação daquela viagem ao me encontrar acordado fora insuportável!

Ele se pôs de pé e então separou as pernas colocando a direita um pouco atrás da esquerda, parecia que ele iria começar alguma coreografia estranha de uma dança qualquer. Espalmou as mãos para a frente com as palmas apontadas para baixo e murmurou algo em grego antigo.

- Senhores passageiros queiram apertar os cintos, pois o expresso Urano está prestes a decolar! – a piada não combinou nada com o tom de voz serio dele...

Se aquela pequena dor do maldito ‘’peso do céu’’ já me fazia sentir-me uma panqueca viva tente imaginar o que é sentir ser esmagado pela pressão do espaço sideral. Imagine você dentro de uma maquina de lavar com espaço suficiente para um poodle entrar e ficar entalado lá dentro.

Exatamente isso. Meu corpo era comprimido de baixo para cima e de todos os lados possíveis devido a pressão do espaço e dos cosmos ao nosso redor, sim o garoto nos levara com passos estranhos para os cosmos!

- Vejam a posição de urano. – pediu ele calmamente.

Realmente eu demorei a identificar o maldito planeta, a dor estava insuportável e cá entre nós, astrologia nunca fora o meu ponto forte. Depois de um tempo a dor sumiu e identifiquei o planeta com vários anéis girando tão rapidamente que meus olhos não podiam acompanhar.

- Por que ele está no lugar de júpiter? – Walt tornou a questionar.

- Exatamente isso que eu queria que vocês identificassem. O Planeta júpiter fora dado pelos romanos como uma representação do nome grego Zeus, todavia o planeta foi de alguma forma alinhado com as forças de seu pai, Walt.

- Mas atualmente Urano tem se aproximado lentamente da Terra e os cientistas de seu mundo não perceberam isto ainda, talvez por causa da névoa ser muito forte, eu mesmo demorei para perceber tal ato!

Tentei ligar os pontos de ligação entre termos ido ao espaço e urano estar mais próximo de meu planetinha.

- O problema é que há duas representações importantes nos cosmos que refletem no planeta terra. A Terra é uma mera representação do poderio de Gaia, a criatura que tudo originou. E urano é uma representação do céu que primeiramente cobriu a terra e um dos mais poderosos Deuses primordiais...

- Urano! – Luxia cortou a ultima palavra do rapaz.

- Exatamente jovem! Eu sou uma mera ilusão muito mais jovial e sem poder do que minha real forma simplificada possui! Para que eu recupere minhas forças eu precisarei da ajuda de vocês e vocês da minha, pois uma terrível profecia se aproxima!

Tentei imaginar se seria algo relacionado á mais algum campista fazer dezesseis anos, mas então lembrei que todos ali filhos dos grandes já haviam ultrapassado esse marco. Creio que as profecias estavam um tanto que atrasadas...

‘’Céu e Mar finalmente irão se abraçar,
Do titã rendido a ajuda virá
De quatro pequenos uma força há de nascer
Para evitar que ela possa se reerguer
Uma promessa irá se cumprir e
Grandes forças irão se exaurir’’

- Essa é a profecia que vocês por si sós devem resolver, ou caso contrario o mundo será destruído pela criadora de tudo e todos! Assim como eu me levantei Gaia e Tártaro também estão a caminho de levantar-se e se o senhor primordial do submundo se alinhar a mãe terra então nem mesmo toda a minha força e de meus filhos poderão lhes deter!
Com isso ele bateu palmas e sua imagem começou a tremeluzir, já evaporando em fumaça branca.

- Durmam em paz e me encontrem amanha ao raiar do sol no Punho de Zeus! Até em breve jovens semideuses!

Tentei lhe perguntar como que após tamanhas informações e sustos poderíamos dormir em paz sem sonharmos com um planeta se partindo ao meio e titãs fazendo festinhas para todos os lados!

Enfim em meio a esses pensamentos eu adormeci...
@3DSFood:Fan fic inativa por mais de um mês, caso queira re-abrir ela mande MP a algum FFM.
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