Pokémon Mythology
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Pokémon Hantā

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Pokémon Hantā

Mensagem por Nadeshiko Love em Qui 16 Fev 2012 - 22:31

Spoiler:
As aparências e os nomes de muitos personagens, assim como o personagem principal, não iram me pertencer. Isso porque eu tenho mais facilidade de escrever quando já possuo o personagem pronto, com um nome e aparência já criados. Conforme os personagens forem aparecendo, eles ceram mostrados em cada capítulo, assim facilita tanto para os leitores quanto para mim Very Happy

PRÓLOGO

Ilha Shibafu: onde o sol nasce quente e confortável. A grama sempre verdejante.
Ilha Kazan: solo quente, rodeada pelo perigo e o poder de cinco vulcões.
Ilha Mizuhi: de seu solo brota a água mais bela e pura. Às vezes pacífica, às vezes violenta.
Ilha Mushi: uma floresta natural. Os redemoinhos que a cercam tornam quase que impossível adentrá-la.
Ilha Ryuuko: berço de mistérios e lendas. Nela o impossível pode acontecer.
Ilha Yukoori: cercada por montanhas de gelo. Em seu solo congelado quase nada pode sobreviver.
Ilha Denki: cerca por nuvens negras, assolada com raios constantemente. É nessa ilha instável onde a nossa história começa...


1 ano antes...


Em meio à escuridão da floresta, iluminava vagamente durante às vezes em que os raios cortavam o céu tétrico, uma figura pequena corria desesperadamente. Seus olhos vermelhos repletos de pânico, por vezes se viravam para ver se ainda era perseguido, apenas para constatar a terrível verdade. Seus cabelos loiros lisos grudavam em sua testa, se era pela chuva ou pelo suor ele já não podia dizer. Seu pequeno coração batia acelerado, o medo tomava conta de seu corpo. Sua garganta já estava doendo de tantas vezes que havia gritado, implorando por ajuda. Mas ele, no fundo, sabia que era inútil.

Durante as tempestades, ninguém saia. Ninguém adentrava a floresta. Era por isso que, para seu desespero, ele sabia que ninguém viria lhe salvar.

- Ah! – gritou, quando seu pé esgalhou em uma raiz que estava saliente ao solo, fazendo com que seu corpo franzino fosse jogado ao chão.

Gemeu com a dor do impacto. Sentindo a lama ser arremessada em seu rosto, dificultando ainda mais sua visão. O pânico cortou mais uma vez seu corpo ao escutar mais um vez os uivos das criaturas que lhe perseguiam.

Em pânico, puxou o pé preso na raiz, mas sem conseguir se libertar. As lágrimas de medo já lhe partiam a face, se misturando a chuva que lhe castigava o corpo. Quando mais puxava, mais a raiz parecia se prender. Foi quando viu as dezenas de pares de olhos vermelhos brilharem em meio à escuridão.

Quando os viu, fechou os olhos encolhendo o corpo. Sua audição parecia apenas querer aumentar sua aflição, lhe permitindo ouvir cada passo que aquelas criaturas da noite davam em sua direção.

- Onegai... Alguém...TASUKETE!

Seu último grito se misturou ao som de um trovão, enquanto aquelas seres pulavam em sua direção para dar fim a uma vida que mal havia começado. Foi no momento que deveria ter sentido os caninos serem cravados em sua carne, que uma raio dourado corpo a floresta, passando quase que rente ao seu corpo caído, acertando as criaturas que lhe cercavam.

Viu uma sombra pular por cima de seu corpo e o som de uma batalha pode ser ouvido. Uivos, rosnados e ganidos, acompanhados de explosões e som de raios e trovões.

Mesmo que o medo ainda lhe assolasse o corpo, moveu-se para ver o que acontecia. Seus olhos vermelhos expandiram-se em assombro ao ver as dezenas de corpos das criaturas que antes lhe perseguiam caídos no chão.

Apenas havia uma criatura erguida, porém, está era diferente das demais. Seu corpo era maior e sua aparência, mesmo que disforme pela noite e a chuva, era semelhante a um leão. Mas o que mais se destacava naquela escuridão eram os olhos amarelos cercados por um brilho vermelho.

A criatura se aproximou de si a passos calmos, até que seu corpo ficasse quase que sobre o seu. Abaixou a cabeça, mordendo a raiz que prendia seu pé, para puxá-la e libertá-lo.

Um pouco surpreso e ainda com medo do que a pouco havia lhe acontecido, ergueu seu corpo, até se sentar no chão ensopado pela chuva. Tremulo, ergueu a mão para tocar quem havia lhe salvado. E no mesmo instante em que sua mão sobre caiu sobre o pelo espesso, um raio mais forte que os anteriores cruzou o céu, iluminando tudo ao sua volta revelando diante de si a identidade de seu salvador. Um Luxray.
____________________________________________________________________________________________________________________________________________

Onegai = Por favor
Tasukete = Socorro, ou me ajude


Última edição por Nadeshiko Love em Sab 25 Fev 2012 - 16:36, editado 3 vez(es)
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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por roberto13 em Sex 17 Fev 2012 - 18:31

Oi!
Bom, a sua descrição é ótima e tem um acervo grande palavras. Porém você as usa de uma forma errada, em certas ocasiões. Pelo menos ao meu ver, não sou uma gramatica ambulante, então não é certeza de eu estar certo. Os erros estão logo abaixo:

Em meio à escuridão da floresta, iluminava vagamente durante às vezes em que os raios cortavam o céu tétrico, uma figura pequena corria desesperadamente.

Achei muito confuso a segunda oração. Poderia ter feito assim: "Uma figura pequena corria desesperadamente em meio à escuridão da floresta. Os raios cortavam o céu tétrico, enquanto a iluminava vagamente."

[quote]Mas ele, no fundo, sabia que era inútil./quote]

Não que esteja errado, mas eu acho que você deveria evitar usar o "Mas" no inicio de oração.

Durante as tempestades, ninguém saia.

O tempo verbal de "saia" é o Presente do Subjuntivo. Acho que você quis usar o Pretérito Imperfeito (Indicativo), então teria um acento: "saía".

se misturando a chuva que lhe castigava o corpo.

O certo é "misturando-se".

Quando mais puxava, mais a raiz parecia se prender.

Não seria "quanto" em lugar de "quando"? Quando tem valor temporal. Quanto mais tem de proporção.

,lhe permitindo ouvir cada passo que aquelas criaturas da noite davam em sua direção.

O certo é "permitindo-lhe".

Seu último grito se misturou ao som de um trovão, enquanto aquelas seres pulavam em sua direção para dar fim a uma vida que mal havia começado. Foi no momento que deveria ter sentido os caninos serem cravados em sua carne, que uma raio dourado corpo a floresta, passando quase que rente ao seu corpo caído, acertando as criaturas que lhe cercavam.

"Aquele" na primeira linha. No segundo período, eu não entendi muito bem o que você quis dizer. Você trocou o "uma" por "um", mas não foi por isso que a estrutura perdeu sentido. Faltou um verbo entre "raio dourado" e "corpo a floresta". Acho que ficaria melhor trocar a última virgula por um "e". O "lhe" foi empregado erroneamente. O certo é trocar por "o" devido ao verbo cercar, que é transitivo direto (tem uma explicação melhor embaixo).

Mesmo que o medo ainda lhe assolasse o corpo, moveu-se para ver o que acontecia. Seus olhos vermelhos expandiram-se em assombro ao ver as dezenas de corpos das criaturas que antes lhe perseguiam caídos no chão.

Os dois "lhe" foram colocados errados, ao meu ver. Como são pronomes oblíquos átonos o "lhe" tem apenas papel de objeto indireto. O pronome "o" assume o papel de objeto direto e assolar (algo); perseguir (algo) são verbos transitivos diretos.


Apesar de alguns erros. Achei muito interessante esse cap. Continuando dessa forma, a fic prometerá. Só não desista no meio do caminho como muitos fazem aqui...
É isso! Espero o prox. cap. e caso não o comenta por falta de tempo, tenha certeza que eu o li.
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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por -Murilo em Sex 17 Fev 2012 - 19:17

Olá! A sua fic parece ser bem interessante. Pelo só pelo prologo ainda não pude entender como vai ser a história, mas pelo título já imagino que tenha a ver com aventuras. Como não gosto de corrigir erros como o cara de cima, vou falar sobre sua escrita.

De fato, você sabe descrever bem, e narrar também, pois sabe utilizar diversos termos. Mas o fato é você saber utilizá-lo da maneira correta. Não tente enriquecer sua fic enchendo de palavras difíceis pois acha que vai ficar melhor, pois não vá. Quando terminar um capitulo, procure lê-lo de novo e veja se você consegue entendê-lo. E quanto aos erros de digitação, procure observar isso no Word, ou qualquer editor de texto, e até nos navegadores. O Chrome e o Opera apontam os erros.

Mas não se incomode com as criticas. Pense nelas como uma ajuda pra você melhorar mais. Pelo prologo eu já vejo que vai ser uma grande história e espero que voce se esforce para escrevê-la bem. Boa sorte!
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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por Nadeshiko Love em Sab 18 Fev 2012 - 16:04

CAPITULO I

- Tadase, é hora de acordar! Vamos, levante que os raios estão fracos hoje! – gritou Otohime, mãe do jovem Tadase.

Ela era um senhora já com certa idade. Seus cabelos possuíam uma bonita cor negra, que se assemelhava a escuridão da noite. Seu rosto revelava poucas rugas, apenas algumas próximas aos olhos e a boca. Seu corpo era magro, provavelmente devido ao trabalho braçal e difícil que desempenhava na pequena chácara que possuíam.

Em seu quarto, Tadase ainda estava envolto nos cobertores relutante em acordar. Por vezes, brincava dizendo que era a eletricidade estática que o prendia em sua cama até tão tarde. Ainda mantinha a mesma aparecia que tinha há um ano quando fora ataca por Mightyenas durante uma tempestade. Talvez apenas seus cabelos houvessem crescido um pouco mais. Além disso, nada em seu físico havia mudado.

Por fim, parou de adiar o momento em que teria que se levantar. Afastou as cobertas e se sentou a beira da cama, coçando os olhos em uma tentativa falha de espantar o sono. Aos pés de sua cama, deitado confortavelmente no chão, encontrava-se seu Luxray. O mesmo Luxray que o salvará há cerca de uma ano.

Depois daquele incidente em que quase havia sido morto, Luxray havia se tornado um grande amigo e protetor seu. Sorriu e se inclinou sobre o Pokémon, lhe afagando o pelo recebendo uma espécie de rosnado um pouco contrariado.

- É hora de acordar, Luxray – declarou rindo, vendo-o apenas virar a cabeça para o outro lado e voltar a dormir.

Levantou-se e foi em direção a seu armário, pegando uma peça de roupa limpa, saindo do quarto e indo para o banheiro que ficava no fim do corredor. Tomou um banho para tirar o suor da noite e a sonolência que ainda sentia, escovou os dentes e penteou os cabelos. Só quando havia terminado toda sua higiene é que saiu do banheiro indo em direção à pequena cozinha.

Ao chegar lá, encontrou Luxray debruçado sobre o pote de comida. Viu Otohime em frente a pia, terminando de lavar a louça do desjejum, enquanto na mesa havia um prato com ovos fritos, bacon e torradas, juntamente com um copo grande de leite.

- Bom dia okaasama - cumprimentou, sentando-se a mesa e iniciando sua refeição.

- Bom dia dorminhoco – respondeu com um sorriso brincalhão nos lábios, não resistindo provocar o filho.

Tadase corou e então soltou uma pequena risada envergonhada. Quando estava terminando a torrada, escutou um barulho que vinha da janela e quando ergueu o olhar, viu que era um dos Magnemites que tinham.

Na aldeia em que morava era comum que as famílias possuíssem Magnemites, pois eles eram os únicos capazes de apararem os raios caíssem sobre as casas. Em casa, a sua família possuía cinco dos Pokémon imãs, que sua mãe chamava carinhosamente de: M1, M2, M3, M4 e M5. Honestamente, Tadase só sabia dizer quem era o M3, pois este era completamente cinza, diferente dos outros que tinham a ponta de seus imãs em tons vermelhos e azuis. No entanto, Otohime afirmava com convicção que sabia diferenciar os cinco.

- Apesar dos raios da noite passada, hoje teremos um bom dia – comentou Otohime, olhando pela janela vendo o céu cinzento com poucos raios. – Acho que você pode levar as Miltanks para pastarem nas montanhas hoje.

- Certo – concordou Tadase, terminando de tomar o restante do leite e se levantando para colocar a louça sobre a pia. – Estou indo. Vamos Luxray!

Luxray abocanhou a última porção de comida que ainda tinha em seu pote e se levantou, para seguir o loiro que corria em sua frente para fora de casa.

Otohime sorriu ao ver o filho energético sair. Os deuses havia lhe abençoado com seis filhos ao longo de sua vida, mas quatro deles havia herdado o sangue quente do pai e não conseguiram aguentar viver naquela pequena vila, presos em uma ilha cercada por raios e nuvens de tempestades.

Seu marido que não via há sete anos, havia nascido na ilha Kazan. Era um aventureiro e não negava que em suas veias corria o sangue quente daqueles que nasciam sobre a sombra dos vulcões. E no fundo, Otohime sabia que mesmo que não demonstrasse, Tadase também possuía o mesmo sangue correndo em suas veias. Provavelmente, não tardaria o dia em que Tadase fosse deixar a ilha e seguir por um mundo de aventuras.

~*~

Tadase soltava longos suspiros enquanto observava os Miltanks deitados no campo. Alguns dormiam, outros comiam a grama que estava próxima a eles. Soltou um amplo bocejo, coçando os olhos que estavam pesados. Ficar ali, parado e apenas cuidar das Miltanks era algo entediante que sempre lhe dava sono.

Aconchegou-se um pouco mais em Luxray, que estava deitado atrás de si, com a cabeça levantada, atento a qualquer perigo. Em dias como aquele, quando não haviam muitos raios e não estava tão frio, Tadase sempre sentia vontade de dormir. Antes de ter Luxray ao seu lado, era complicado, pois sempre corria o risco de ter os Pokémon da chácara atacados, ou roubados. Mas agora, sempre podia se dar ao luxo de tirar uma soneca sem se preocupar.

Não soube dizer quanto tempo havia passado desde o momento em que fechara os olhos, com a intensão de fazer um pequeno cochilo. Talvez apenas alguns minutos, ou quem sabe algumas horas, não podia afirmar corretamente, mas acordou quase que de forma imediata ao escutar o que parecia ser um grito agudo de seus Miltanks.

Olhou ao redor atordoado, vendo que seu pequeno grupo de Miltanks estavam rodeados por três Pokémon que deveriam medir mais de nove metros de altura. Steelix, reconheceu quase que imediatamente os Pokémon metálicos que viviam nas proximidades.

Levantou-se, pronto para correr até lá, mas mal havia dado dois passos, quando se sentiu ser agarrado pelo colarinho da camisa de lã azul que usava. Olhou para trás e viu que havia sido Luxray, que o puxou e o fez cair sobre suas costas.

Rapidamente, os dois correram na direção onde estava os Miltanks. Tadase sentiu o sangue gelar ao ver que um dos Steelix havia avançado com a boca aberta sobre o rebanho.

- Luxray, Iron Tail! – exclamou, quase que imediatamente ao ver aquilo.

A cauda de Luxray foi envolvida em um brilho branco, enquanto ele usava suas patas traseiras para pegar um maior impulso e saltar. Saltou e em meio ao ar, girou o corpo e golpeou o Steelix que havia ameaçado atacar o rebanho na junta da cabeça com o restante do corpo. Girou novamente, caindo no chão, entre os Miltanks que se encolhiam apavorados e os Steelixs furiosos e, possivelmente, famintos.

Tadase sentiu um frio na espinha no momento em que conseguiu analisar quem eram seus inimigos. Steelix eram Pokémon de duplo tipo: solo e metal. E justamente a parte solo daqueles Pokémon, os tornava imune a todos os ataques elétricos.

Eles eram imunes aos ataques de Luxray. Dos quatro ataques que sabia, Luxray só conhecia dois que não eram elétricos: Protect e Iron Tail. E mesmo que usasse o Iron Tail, não seria o bastante para espantar aqueles Steelixs. O que poderia fazer?

Escutou um rosnado de Luxray, o que o fez abaixar o olhar, vendo o brilho nos olhos amarelos-avermelhados. Sorriu e envolveu o pelo negro mais firmemente em seus dedos, conhecia o gênio do Pokémon que era seu melhor amigo. Mesmo em desvantagem, Luxray sempre se recusava a recuar. Fora essa teimosia que o havia feito salvar Tadase há um ano.

- Okay... Vamos lá Luxray! Iron Tail! – exclamou, segurando-se firme no Pokémon, para que não caísse durante a execução do golpe.

Luxray contraiu suas patas, pronto para saltar e dar inicio ao que seria uma longa e cansativa batalha, quando um raio de fogo cortou seu lado esquerdo, fazendo com que, instintivamente, se jogasse para o lado oposto. As chamas acabaram por acertar um os Steelixs que pareceu sentir muita dor e isso pareceu assustar os outros, acabando por fazer que com eles recuassem.

Tadase olhou para ver o que havia gerado aquele ataque de fogo, afinal, Pokémon de fogo eram um tanto que incomuns na ilha Denki. Foi que viu, a cerca de 20 metros de onde estava, a figura de um homem alto, de longos cabelos cor de fogo com uma longa mecha branca na franja. Ele usava roupas de um material semelhante ao couro, tudo em tons pretos e cinzas. Ao lado dele, estava à origem do ataque que espantado os Steelixs. Um Infernape.

Definitivamente, aquele homem não era um dos habitantes daquela ilha, por tanto, a questão era: quem era ele?

Tadase sentiu que sua pergunta iria ser respondida, quando viu que o homem se aproximava de si. A passos calmos ele se aproximou, até que a distancia que os separava fosse de, aproximadamente, um metro. Agora, Tadase podia ver que os olhos do homem era de um azul turquesa escuso e que pareciam analisar fixamente seu rosto.

- Er... Vo... – começou, com um pouco de receio, mas nem bem havia começado e foi friamente cortado pelo desconhecido.

- Seu pai – falou, assustando Tadase. – O nome dele é Tsukasa da Ilha Kazan?

- C-como você sabe...? – indagou, sem conseguir conter a falha em sua voz.

Desde que tinha cinco anos não via, ou ouvia qualquer coisa sobre seu pai. Segundo Otohime, ele era um homem que amava a liberdade e gostava de aventuras. Mesmo com uma família, não conseguia se prender em um mesmo lugar muito tempo, algo que parecia ter sido imitado por seus irmãos.

- Meu nome é Soujirou da Ilha Kazan – declarou, seus olhos não desviando dos do loiro. – Tsukasa-san foi meu mestre.

- Seu... mestre... – murmurou, tentando entender que aquele homem a sua frente lhe dizia.

- Sim, estou indo encontra-lo, mas ele é um homem difícil de achar – falou, não contendo um sorriso de desdém. – Mas tenho um recado dele para “o filho que mais se parece comigo”, como ele mesmo havia dito.

Agora sim, Tadase estava completamente chocado. Seu pai ficava anos sem lhe ver e, do nada, surgia um homem que dizia ser pupilo dele e que tinha um recado para si.

- Então, você quer saber o recado? – indagou, ao ver que o menino havia se perdido em pensamentos.

- Eu... Eu não escuto nada dele há sete anos... – murmurou, abaixando a cabeça.

Mesmo que não falasse, ou que tentasse não admitir, sentia falta de seu progenitor. Ainda tinha, guardadas de forma carinhosa como mais belo tesouro, lembranças dele. Do sorriso gentil... Do abraço caloroso... Do olhar compreensivo...

- Hunf... O recado é: Se quiser me ver de novo, venha atrás de mim. Mas venha como um PH – declarou Soujirou, sem esperar que o garoto continuasse.

Tadase ergueu o rosto ao escutar aquilo. Não havia entendido o que aquilo significava e estava prestes a perguntar, mas assim que olhou para o lugar onde Soujirou deveria estar, viu que já não havia mais ninguém. Soujirou havia simplesmente desaparecido, deixando para trás um garoto cheio de duvidas e curiosidades.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

Okaasama = modo formal de se falar mãe.
Iron Tail = Cauda de Ferro
Protect = Proteção


____________________________________________________________________________________________________________________________________________

PERSONAGENS

Spoiler:

Tadase
Idade: 12 anos
Aparenta ser um menino calmo e gentil, mas existe muito em seu íntimo para ser revelado.
Pokémon:



Soujirou
Idade: desconhecida
Aparentemente, é um pupilo de Tsukasa, pai de Tadase. A ele foi confiada a tarefa de entregar a Tadase uma recado do pai.

Pokémon:



Otohime
Idade: 43 anos
Uma mulher calma e gentil. Apesar do aparente descaço do marido pela família, ela não demonstra remorso, ou raiva.
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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por roberto13 em Dom 19 Fev 2012 - 11:13

Oi!

Antes de escrever qualquer comentário, só queria deixar claro que uma crítica bem feita não são apenas elogios, alias, esses para nada servem para o processo de melhora. Não quero de forma nenhuma ofender alguém com os pontos mostrados que eu acho estarem errados. Agora vamos ao comentário.

Você ainda continua errado os pronomes. Vou citar apenas um exemplo (e teve alguns citados no prólogo)

,lhe afagando o pelo recebendo uma espécie de rosnado um pouco contrariado

Toda oração iniciada com verbo e pronome, o verbo sempre vem em primeira posição: afagando-lhe

Mas não é só ai que está o erro. O verbo afagar é transitivo direto (afagar algo ou alguém -> não há preposição, caso tivesse como gostar -de- algo seria transitivo indireto). E o lhe é um pronome oblíquo que atua apenas como objeto indireto. O certo seria trocar esse "lhe" por "o", que faz o papel unicamente de objeto direto.

Tirando isso, teve algumas partes em que exagerou dos gerúndios e poderia ter feito outras opções, como é o caso acima também.

Quanto a narração e descrição, continuam muito boas, continue assim. É só melhorar um pouquinho na gramática. A história ainda tá muito no início, então não posso dizer nada sobre a mesma.

Você postou 2 cap em 3 dias. Eu recomendo que poste um cap por semana (por eu ser preguiçoso só posto de 2 em 2 semanas...). Dessa forma você deixa o leitor mais intrigado e permite que novos consigam acompanhar a sua historia.

É isso! T+ e não desanime de continuar a postar.
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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por -Reborn em Dom 19 Fev 2012 - 12:31

A Fic é boa, não tem muitos erros ortográficos, não preciso citar erros, já que o robert já o fez.

A história é baseada em Hunter x Hunter não é? (certeza que sim). Mas continue escrevendo assim, sem muitos erros, sem correr com a história e com descrições. Eu acho que a mãe dele não vai impedir que o Tadase saia em jornada, tem quatro filhos espalhados por esse mundão. Fiquei curioso em saber mais do irmão que mora na fazenda, ele não apareceu e isso me deixo com a pulga atrás da orelha...

Só dou uma dica, poste uma vez por semana. Eu desejo boa sorte e vou estar acompanhando ;p
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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por -Murilo em Qua 22 Fev 2012 - 21:17

Olá! O primeiro cap. foi muito legal! Deu pra perceber que Tadase e Luxray tem muita afinidade e que ambos são determinados e fortes. Intrigou-me foi o pai mandar o recado justamente para Tadase (tá, ele é o protagonista) Isso significa que ele dever ter algo em especial que o difere dos outros irmãos. Muito interessante. Agora imagino que ele irá atras do pai dele e que deve ser envolver em muitas aventuras, mal posso esperar por isso. Falando do texto, a sua descrição e narração estão muito boas! Só precisa observar os erros ortográficos, como os que roberto13 citaram. Mas se esforçar acredito que logo sua fic ficará perfeita! Aguardo o próximo capítulo!
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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por Nadeshiko Love em Sab 25 Fev 2012 - 16:33

CAPITULO II

Depois do ocorrido, Tadase achou mais prudente levar os Miltanks de volta, afinal, não queria correr o risco dos Steelixs voltarem e atacarem novamente.

Voltou para casa e guardou as Miltanks no pequeno celeiro, antes de voltar para dentro de casa. Ao entrar, escutou a voz de Otohime que lhe cumprimentava alegremente.

- Ah, Tadase. Okarinasai – falou, aparecendo no corredor com as mãos húmidas, envoltas em um pano de prato, indicando que havia lavado a louça há pouco tempo.

- Hm... Tadaima... – respondeu, sem olhar diretamente para a mulher a sua frente.

Ao ver a expressão do filho, Otohime soube quase que imediatamente que alguma coisa havia acontecido. Tadase sempre exibia os mais brilhantes sorriso, por isso ela sabia quando alguma coisa havia acontecido com seu filho.

- Tadase, o que houve? – indagou em um tom sério, olhando fixamente nos olhos do filho.

Tadase pensou em mentir, dizendo que estava tudo bem, mas achou melhor não. Era um péssimo mentiroso, sem mencionar que estava muito confuso e talvez sua mãe pudesse lhe ajudar naquele momento.

Os dois foram até a pequena sala de estar, onde Tadase contou tudo o que havia acontecido enquanto cuidava as Miltanks. Conforme ele falava, a expressão de Otohime se modificar, ficando cada vez mais melancólica. Provavelmente, aquilo havia lhe trazido muitas lembranças do passado.

Depois que terminou de falar, um silêncio um tanto que pesado tomou conta da sala. Desconfortável, Tadase se remexeu e olhou para todos os cantos, exceto para sua progenitora.

- Luxray são Pokémon misteriosos, não é mesmo? – indagou ela, depois de muito tempo em silêncio olhando fixamente para o Pokémon que estava ao lado do loiro. – Mesmo aqui, na ilha Denki, lar de muitos Pokémon elétricos eles são especialmente raros. Algumas pessoas dizem que eles são espíritos do trovão.

Tadase olhou para o amigo um pouco surpreso. Desde que ele havia aparecido consigo, Otohime jamais falou nada sobre ele, apenas lhe permitiu mantê-lo.

- Há um ano, quando aquela tempestade aconteceu e você insistiu em ir atrás daquele Flaaffy, que havia fugido. Eu temi pelo o que poderia te acontecer e rezei para o deus do relâmpago, Raikou protege-lo – confessou, sorrindo um pouco triste ao se lembrar daquela noite. – Quando você voltou, todo machucado e sangrando, achei que fosse morrer. Mas então vi que você não voltava sozinho, mas sim que vinha sendo carregado por Luxray. Eu senti que, naquela noite, Raikou escutou as minhas preces e mandou o espírito trovão lhe salvar.

Ao escutar aquilo, Tadase sentiu um pequeno sorriso surgir em seus lábios. Inconscientemente, ergueu a mão e acariciou a pelagem negra e espessa da cabeça de Luxray.

- Você quer ir, não é mesmo? – indagou Otohime, depois de mais alguns minutos em silêncio. – Você quer ir atrás do seu pai?

- Eu… eu não sei… - admitiu, pois tinha receio de deixar para trás sua casa e o lugar onde vivia. Ele temia…

- Tadase, você sabe que não gosto que minta para mim – falou ela, em um falso tom de repreensão, sorrindo para o menino. – Eu dei a luz a seis crianças. Quatro delas sentiram-se sufocadas demais nessa pequena ilha, e partiram em busca de um lugar maior. Keldon fica mais na cidade do em casa, pois não suporta a vida que levamos. Mas você, Tadase, sempre foi diferente de seus irmãos. Desde que nasceu, eu soube disso. Você possuiu o sague quente daqueles que tem como origem a ilha Kazan. Você não só deseja ir, mas como você precisa ir.

Tadase não conseguiu conter o sorriso ao escutar aquilo. Quando diziam que as mães conhecem seus filhos melhor do que ninguém, diziam a pura verdade.

- Mas… Soujirou-san disse no recado que eu devo encontra-lo como um PH – comentou Tadase, lembrando-se do recado de seu pai. – O que seria isso, okaasama?

- PH… Pokémon Hantā – esclareceu ela sorrindo de forma gentil. – São considerada a elite em muitos lugares. Verdade que alguns sujam esse título, roupando e vendendo Pokémons e itens raros no mercado negro. Mas os verdadeiros Pokémons Hantās são algo muito além disso. Tsukasa era… não… ele é um Pokémon Hantā.

Tadase sentiu seus olhos se arregalarem em espanto ao escutar aquilo. Seu pai era um Pokémon Hantā? Sempre havia imaginado que ele fosse um treinador, ou algo assim, para ficar tanto tempo fora de casa, mas a verdade parecia ir muito além de sua imaginação.

Tadase abriu a boca para falar alguma coisa, mas a fechou quase que imediatamente, ao ver Otohime se levantar. Observou enquanto ela andava até próxima a pequena lareira, mais especificamente indo em direção à pequena estante que havia ao lado. Ela abriu uma das gavetinhas, retirando uma caixa de madeira velha, para então voltar a se sentar.

- Antes de viajar, há sete anos, seu pai me deixou isso – explicou ela, olhando de forma saudosa para a caixa. – Ele não me disse o que havia dentro e muito menos o que eu devia fazer com ela. Só disse que um dia eu saberia o que fazer quando o dia chegasse. Agora eu sei que ele se referia a esse momento.

Sem dizer mais nada, ela estendeu a caixa para o filho que a pegou com as mãos um pouco tremulas. Não era medo… não era isso que sentia. Era… era ansiosidade… uma sensação estranha por saber que seu pai havia lhe deixado algo antes de partir.

Com esse mesmo sentimento, abriu a caixa e viu que ela continha apenas dois itens. Um uma carta e um pequeno cubo dourado com algumas inscrições que ele não sabia o significado.

Sem ter muitas opções, pegou a carta e a abriu descobrindo dois conteúdos. Um era um pedaço de papel dobrado, e o outro era o que parecia ser um cartão preto. Quando o pegou, viu que havia estampado apenas duas letras na parte da frente. Um “H” dourado e, sobreposto à primeira letra, um “P” prateado.

Muito mais curioso do que antes, pegou a carta a desdobrando para ler:


“Olá Tadase,

Se você está lendo isso, é porque o dia finalmente chegou. Provavelmente você já recebeu o recado que passei para alguns de meus pupilos, e sua mãe já deve ter lhe dito que sou um Pokémon Hantā.

Quando você ler isso, eu deverei estar muito longe, em algum lugar do mundo fazendo sabe-se lá o quê. A vida de um Pokémon Hantā é difícil de prever e é por isso que eu amo ser um. Eu também tenho certeza de que você adoraria se tornar um, por isso te deixei um convite para fazer o teste Hantā.

Sabe por que eu sei disso? Porque você tem algo que nenhum dos seus irmãos possuí. Você herdou algo de mim que o faz perfeito para ser um Hantā.

No entanto, a decisão é sua e você deve escolher se quiser fazer o teste, ou não. Se você quiser me ver, terá de fazê-lo e vir atrás de mim. Se decidir por isso, pegue o navio do velho Capitão Blansh. Ele usa a fachada de navio pesqueiro, por isso você vai ter que mostrar o convite.

Só mais um dica. O teste para ser um Hantā começa no momento em que você embarcar no navio. Por isso fique atento.

Boa sorte filho.”


Quando terminou de ler, Tadase olhou novamente para o cartão. Na carta, seu pai falava que era sua escolha se tornar um Hantā ou não, mas… será mesmo que era sua escolha?

- Acho que você precisa pensar agora, não é mesmo? – indagou Otohime se levantando prata para deixar o filho sozinho.

Tadase não ouviu o que ela havia dito. Seus olhos continuavam fixos no cartão negro, apenas desviou o olhar quando escutou um leve rosnado, fazendo com que olhasse para o Pokémon ao seu lado. Os olhos amarelos de Luxray o olhavam de uma forma que Tadase não pode explicar.

Luxray tinha uma habilidade especial, que lhe permitia ver através de qualquer objeto. No entanto, o modo como ele estava olhando-o naquele momento, Tadase poderia afirmar com convicção que Luxray estava vendo através de seu corpo. Vendo sua alma.

Os dois sabiam qual deveria ser sua decisão.


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Re: Pokémon Hantā

Mensagem por -Murilo em Sex 2 Mar 2012 - 22:10

Nossa! Esse capítulo ficou muito legal! Finalmente está começando a ação! Mesmo com a insegurança, finalmente o Tadase vai começar sua jornada para se tornar um Hanta! A batalha foi muito bem narrada e quase achei que o Luxray iria ser derrotado. Mas como tudo em uma história está destinado, acabou dando tudo certo. Agora finalmente a história vai começar de vez! Mal posso esperar pelos próximos capítulos para saber como vai ser as provas hanta de pokémon! Aguardo!


@ Pepe Akemi Says: Fan Fic inativa por mais de um mês, logo que isso acontece ele é trancado, caso queria reabri-lo só mandar uma Mp a qualquer Fan Fic Moderador. Trancado.
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Re: Pokémon Hantā

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