Pokémon Mythology
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Pokemon Relíquias!

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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Sex 7 Jun 2013 - 0:19

Pokémon Relíquias!
3ª Temporada
Capitulo 4

Que se inicie a Guerra!



- Vovô! – Chamou Gary enquanto se aproximava.
- Gary?- perguntou o Prof: Carvalho surpreso- O que faz aqui?

O garoto não respondeu. Tremia por dentro só de pensar no que era obrigado a fazer.
Meowth, que prestava atenção em todos os seus movimentos através de câmeras espalhadas pelo saguão, ansiava por um deslize do garoto. Outros agentes da Equipe Rocket também rodeavam o local para impedir qualquer tentativa de fuga e/ou rebelião.
Gary suava frio. Ainda indeciso, precisava se decidir rapidamente.

-O que foi meu filho? O que faz aqui? – Perguntava o professor.

Tentou responder.  Demonstrava nitidamente estar nervoso e tremendo de medo.
Professor Carvalho olhou ao redor. Viu todos os olhares das pessoas que passavam voltados a eles. Rapidamente entendeu o que acontecia. Fora de espontânea vontade para o covil do vilão sem ter a menor ideia do que acontecia. Jamais pensara que a guerra que ali se formava fazia parte dos planos da E.R.

Suspirou - Pode me levar – Disse sorrindo e levantando as mãos como “convite” para ser algemado.

Carvalho não se deixaria ser levado tão facilmente se fosse outro agente qualquer, teria batalhado. Em sua juventude fora um grande treinador. Um dos mais fortes. Mesmo agora depois de mais velho e sendo um grande pesquisador nunca deixou de carregar seus Pokémon consigo, mesmo que raramente os chamasse. Mas se tratando de Gary, não podia reagir, estaria colocando a vida de seu neto querido em perigo, e isso, com certeza não iria permitir.
Os lábios de Gary tremeram mais rapidamente. Não se conteve, avançou contra seu avô, não para prendê-lo, mas para captura-lo em seus braços de maneira afetuosa. O abraçou. Abraçou o mais forte que podia e recostando a cabeça em seu peito, se pôs a chorar e soluçar. As atitudes de seu avô, nesse momento tão critico, impressionavam o garoto.

-De-de...-des-desculpe – Disse em meio a soluços.

Os braços de Carvalho retribuíram as caricias do jovem e envolveram-no com força.

Pelas câmeras da sala, Meowth observava a cena. – Sempre fraco. Sabia que não conseguiria – disse sorrindo.

De súbito, mudou sua expressão, e por um microfone ordenou ataque.
Rapidamente todas as pessoas que passavam pelo saguão “sacaram” suas pokebolas. Em segundos, Gary e Carvalho estavam cercados por diversos Pokémon, em sua maioria venenosos.

Afastando os braços de seu avô, Gary se virou de forma a encarar boa parte dos agentes que o cercavam. Pegou suas pokebolas, olhou pelo canto do olho para seu avô e disse:

- Me deixei levar pela ganância, é hora de me remediar com o senhor. Nidoking! Blastoise! Kingler! Saiam e me ajudem a acabar de vez com a Equipe Rocket.

A batalha começou. Sozinho os três Pokémon de Gary tentavam evitar um exercito inteiro de Pokémon. Gary, usando a força que tinha, lutava com os poucos agentes que se arriscavam no meio da batalha para capturar avô e neto.
Em meio a socos, gary ordenava a seus Pokémon

-Blastoise use o Hidro canhão(Hydro Cannon)! Nidoking terremoto(Earthquake)! Kingler guilhotina(Guillotine)!
- Não há como derrotar todos – disse Carvalho que levantando seu jaleco deixou transparecer três pokebolas. – Pidgeot! Charizard! Dragonite! Ajudem-me!

A batalha continuava. Mesmo com seis pokémon  poderosos a chances de sair dali continuavam nulas. Estavam batalhando contra uma horda de pokemon que destruíam partes do saguão a cada ataque. A batalha s tornava cada vez mais violenta.
Meowth, que estava no andar de cima, abandonara os monitores assim que as primeiras câmeras foram destruídas. Tinha convicção de que seus agentes acabariam de uma vez por todas com seus problemas. Correu a sala ao lado onde se encontravam Jessie, James e o governador de Parum que já tinham notado os estrondos que a batalha provocava. Usando de sua lábia, fez entender que o que acontecia era culpa da cidade vizinha que implantara espiões ali na republica com a intenção de fazer um primeiro ataque forte e eficaz.

- O plano de Tênoa era por o líder, o senhor, abaixo. Sua morte implicaria no domínio total de Parum – inventava Meowth – Se nossos guarda-costas não estivessem aqui...

Um estrondo interrompeu Meowth. A parte esquerda do prédio começou a desabar.
Funcionários desesperados começaram a deixar o prédio. Guardas entraram na sala e auxiliaram Sr. Marcham a abandonar o local o mais rápido possível.
Levado o Lider de Parun. Os três chefes da E.R ficaram para trás. Jessie, calmamente indagou meowth:

-Ora! Ora! Posso saber o que você decidiu fazer sem nos consultar? – disse parecendo alegre com o resultado.
- Digamos que resolvi de vez dois dos nossos problemas- respondeu Meowth sorrindo diabolicamente.
- Então o garotinho e seu vovôzinho...? – Disse James quase aplaudindo – hum! Bom! Então, poucos minutos para tudo começar.
- Muito bem! – disse Jessie – Falta pouco. Mas antes, vamos sair daqui, esse lugar fede a otários manipulados.
                                                                   

...



Do lado de fora da republica já se encontravam varias vans de onde saiam dezenas de repórteres que na verdade tinham o intuito de cobrir as manifestações ao redor da republica e informar sobre a ameaça de guerra, entretanto, transmitiam ao vivo o prédio desmoronando e o desespero dos funcionários para saírem de lá.

O que tudo indica uma batalha entre vários seguranças da republica e rebeldes da cidade de Tênoa causaram o desmoronamento da republica. Mesmo todas as paredes tendo revestimento contra ataque, a proporção de danos foi incrível. Especialistas afirmam que para destruir um prédio da magnitude da republica seria necessário uma média de 100 pokemon.
A batalha que ocorreu no salão principal fechou as principais saídas do prédio. Por sorte ainda havia saídas laterais na republica.
Em média foram 17 funcionários feridos que já estão recebendo auxilio médico. Não há informação sobre o numero de pessoas que estavam batalhando no saguão e nem se conseguiram escapar deste trágico acidente.


Outro jornal intitulado New Bark News gravava um anuncio urgente do Lider de Parum: Sr. Marchan que saiu em total segurança do prédio:

Esse ataque rebelde e covarde a republica de Parum não ficara por menos. Chegou a hora de tomarmos uma atitude. Declaro tempos de Guerra à cidade de Tênoa. Melhor que se rendam ou casa alguma ficará de pé.

- Começou – informou vera que recebia as noticias instantaneamente em seu aparelho que se assemelhava a um tablet.
- Mas, por que a E.R não atacou a cidade? Achei que... por que causar uma guerra? – questionava Brock que parecia confuso
- Eles não querem apenas dominar cidades sem propósito algum. Há algo em Parum. Algo que eu tenho certeza que tem haver com o Project NewMew – respondeu vera que parecia pensar.

Ao lado dos campos de força que protegiam Veridian, vera começava a pensar em seu próximo passo. Vera sentia que não podia sair agora daquele local, tinha algo a mais ali que a intrigava. Sentia como se houvesse algo muito poderoso tentando entrar na cidade.

             
...


Em baixo das ruinas, um grande movimento se formava. Muito integrantes da E.R ouviram os estrondos que se formavam com o desabar do prédio. Com todo o barulho, Wui também pareceu acordar.
Jessie contatou todos os agentes a se posicionarem e levarem o grande tablado profético para o centro da cidade.
Wui, que também recebeu a mensagem, se encheu de raiva.

- A guerra começou – disse esmurrando a parede – mais pessoas inocentes sofrendo

Ao dizer isso se lembrou de algo importante. Ele mesmo, por ordens dos chefes, teria causado sofrimento a muitos outros, por vezes tornando-os prisioneiros - quando não acontecia coisa pior-. Além das duas crianças que a profecia lhe dizia, qualquer outro que entrava no caminho da E.R era morto ou trancafiado.

- O calabouço – pensou Wui – todos ali... Se realmente a E.R não for o que diz ser... eles... eles só estavam tentando impedir que isso acontecesse. Eu preciso liberta-los.

Wui se pôs a correr. Indo em direção ao calabouço ignorava o chamado de todo e qualquer agente pelo qual passava e que não entendia para onde ele estava indo. Corria exaustivamente até o calabouço, conhecia a ruína, não se perderia fácil. Pensava em libertar os prisioneiros dali. Pensava consigo que se todos obedecessem ao chamado, o calabouço estaria vazio, dando oportunidade de se redimir com cada um ali.  
Em minutos chegou ao seu destino. Como imaginava, não havia um único membro da E.R ali, entretanto, quase todas as celas também estavam vazias, com exceção de uma.
Na única cela ocupada estava ninguém menos que Elton. Vendo Wui chegar, o prisioneiro que estava sentado parecendo pensar, se levantou e foi até as grades que o prendiam.
Depois de ficarem em silencio por alguns segundos, Wui decidiu interrogar o prisioneiro como que para se averiguar que realmente era contra a E.R que ele deveria lutar.

- Quem é você? E por que está aqui?

Elton pareceu surpreso com a pergunta. Enquanto tentava entender o motivo da pergunta, Wui se aproximava.

- Meu nome é Elton – disse, pensando no propósito daquele interrogatório.
-e por que esta aqui? – insistiu wui, que agora olhava fixamente para o rosto do prisioneiro parecendo reconhecê-lo.
- quem é você? – respondeu Elton ignorando a pergunta, achando a situação muito estranha.

Wui chegava mais perto, parecia inclinar o rosto. Estava se esforçando para tentar lembrar onde vira aqueles mesmo traços, aquele mesmo perfil muito semelhante ao de Elton.
Um estrondo na parte de cima fez tremer as paredes do calabouço.

- O que esta acontecendo lá em cima? – perguntou Elton aflito
- A guerra começou – disse Wui que estava mais preocupado em desvendar onde já vira o rosto do prisioneiro ao que acontecia a sua volta.
Elton se revoltou. – Como você pode dizer isso com tanta calma? Milhares sofrendo lá em cima e você ...
E um momento de clareza trouxe a resposta a Wui- é o garoto! – exclamou atônito. – o garoto de cadeira de rodas. O das relíquias...
Elton se calou. Sabia do trágico acidente que debilitara seu filho. Sabia de seu estado e sobre as relíquias - Meu filho? – disse – Meu filho... Onde ele está?
-Seu filho?

Wui, agora entendia o porquê da semelhança entre os dois, mas por que a E.R tinha capturado pai e filho? pensava consigo.
O cristal no peito de Wui parecia brilhar novamente. Wui segurou o broche com força, pensou por um instante e decidiu perguntar novamente:

- Por que você esta aqui?

Elton, que já driblara a pergunta outras vezes, resolveu contar sua história. Não sabia a intenção do garoto, mas percebia com facilidade que ele parecia transtornado, indeciso. Decidiu então colaborar:

- há muito tempo, eu participei de um projeto da E.R. Um projeto que era desenvolvido nessa cidade – olhava para cima. Tinha medo do que acontecia ali, pois achava que ele tinha causado tudo aquilo – O projeto era complexo e demorado. Os anos se passaram e apenas eu fiquei encarregado de termina-lo. Aquilo... Aquela substancia – Não achava palavras para descreve-la - nunca deveria ter sido produzida. Era muito perigosa. Não poderia deixar que ninguém usasse aquilo, por isso decidi encerrar o projeto e minha colaboração com a E.R. naquele momento.

Wui prestava total atenção nas palavras de Elton.

- Eu sabia que não os enganaria por muito tempo, mas os anos se passaram e achei que estava tudo bem. Até agora. Meus erros colocaram a vida de vários em perigo, e... – Elton fez uma pausa. Olhou sofrivelmente para Wui. Decidiu mudar de assunto e novamente perguntou  - E meu filho, como ele esta? Eu preciso saber...
- A cidade esta em guerra. Isso é culpa sua? – disse Wui fazendo cada vez mais força sobre seu broche.
-Não! – exclamou – eu estudava estas ruínas há algum tempo. Aqui, descobri em diversas salas uma espécie de profecia. Decifrei-as e pretendia...
- “Nas terras opostas uma guerra acontecerá, Dois causarão esse imenso pesar. Levam consigo um poder para destruição, e apenas um guerreiro de alma pura levara a salvação...” – Ditou Wui com a intenção de confirmar a suposta profecia.
- o que? – perguntou Elton confuso – Não! –exclamou

O brilho do broche se tornou mais intenso parecendo afetar Wui

-ENTÃO? – gritou ele com voz um tanto rouca parecendo sofrer de dor.

Assustado com a reação do garoto começou a recitar aos tropeços a verdadeira profecia:

-"Nas terras opostas uma guerra acontecerá. Apenas o benévolo ser pode reinar. Ao nascer da pequena alma, tudo vai ocorrer e do céu a grande luz irá descer para retomar o seu poder. A batalha entre luz e trevas irá acontecer até que guerreiros de alma pura selem seu poder”

Wui agora suava muito, sentia calor e frio, uma sensação horrível. Descobrira a verdadeira profecia e ainda mais, descobriu que fora enganado. O brilho de seu broche lhe dava essa certeza, nunca havia reagido dessa forma e com tamanha intensidade. A simples citação da verdadeira profecia causara esse efeito.
Toda aquela luminosidade tomava conta do calabouço.
Em meio ao show de luzes, as ideias de Wui pareceram tomar forma. Se não sabia o que fazer antes, neste momento já havia se decidido. Segurou nas barras que prendiam Elton, e com os poderes provenientes de seu lendário protetor, congelou as barras e as estilhaçou.



Última edição por chaos em Qui 12 Set 2013 - 0:30, editado 1 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Dom 21 Jul 2013 - 17:59

Olá caro leitores, desculpe pela demora no capitulo. No começo do mês estava tudo pronto para ser postado, mas infelizmente(ou felizmente?) derrubaram coca no meu notebook e acabei perdendo tudo. O bom disso tudo é que ganhei um novo XD.
Para me desculpar pela demora trouxe duas ilustrações para esse capitulo, e pretendo continuar trazendo cada vez mais :3
deixando de enrolações, vamos ao capitulo.

Boa leitura!

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Pokémon Relíquias!
3ª Temporada
Capitulo 5
Resgate.





Agora que se via livre, Elton só pensava em correr e procurar por seu filho. Deu os primeiros passos, mas, Wui que agora sentia fortes dores de cabeça, parecia cambalear. Elton foi a socorro e deixou que se apoiasse nele antes que caísse.
Wui Nunca havia se sentido tão mal. Todo seu interior estava em choque.
Lutava contra si próprio.  

- As coisas estão muito confusas – disse Wui sofrivelmente, pondo a mão na cabeça – se essa profecia esta certa... – Wui pensava – Outros devem ter sido enganados.
- Eu conheço a profecia verdadeira, posso desmascarar a E.R – dizia Elton com a intenção de ajudar.
- Não duvido. Se estava aqui, é por que era um risco para os planos da Equipe Rocket mas, duvido que no meio desse caos, alguém vá te ouvir.
- eu conheço essas ruínas melhor do que ninguém. Sei como reverter esta situação.
- Não é o bastante! Sei que pretende ir atrás de seu filho, mas deixe isso comigo. Você disse que o que a E.R quer é o produto que você criou certo?

Elton confirmou.

- Você deve impedir que eles consigam o que querem. Eu libertarei e ajudarei seu filho a sair daqui.
Certo – disse Elton depois de pensar um pouco – Eu me viro a partir daqui. Conto com você para cuidar do Charles. –concluiu Elton
Ajudando Wui a se equilibrar sozinho, e logo após correndo em direção aos vários corredores das ruínas.


...
 


Charles? – Chamava Brenda com os olhos já marejados – você esta bem?
- Meu punho... – conseguiu responder – parecia queimar.

Brenda olhava fixamente para a bola GS. Lembrava-se da conversa que teve com Kurt quando o encontrou em Cerulean.

-C? – chamou Brenda – lembra-se do que o professor Carvalho nos pediu quando o encontramos em Veridian?

Mesmo com dor, ouvia atentamente.
Brenda começou a narrar tudo que ela viveu após o acidente e o que descobriu sobre a bola GS.


“logo após... logo após o acidente, decidi partir sozinha, cheguei a Cerulean sem muitos problemas. Os únicos a me perseguirem foram Izye e Dylan.
Se eles não sabiam sobre as relíquias no primeiro ataque próximo a cidade de Aquorra, agora já estavam cientes da situação e estavam atrás delas. Não ousei batalhar diretamente com eles. Procurava não ficar sozinha, sabia que se me pegassem desprevenida, seria o fim dos meus planos.
Quando encontrei Misty, ela me contou que no passado, junto ao Ash, havia levado esta estranha pokebola para o Kurt em Johto, e que até o momento, não tinha qualquer informação sobre os segredos da Bola que carinhosamente apelidaram de GS devido à gravura nela.
Lembro-me de ter sido guiada até uma sala nos fundos do ginásio. Assim que entrei, me deparei com Kurt debruçado sobre uma série de papéis bem antigos. Ele parecia cansado, como se não dormisse há dias. Misty me confirmou isso.
Ele esperava por nós...
Nesse instante percebi que a situação era realmente muito mais séria do que achava inicialmente.
No primeiro contato que tive com a bola GS, ela reagiu de maneira estranha ao objeto que sempre chamei de “presilha”, mas Kurt logo me corrigiu chamando-a de  “gema da concepção”. Não entendi o porquê desse nome e menos ainda por que tinha um nome.
Kurt começou a vasculhar seus papeis em busca de um em especial.  Pegou e separou um pequeno amontoado de papeis. – arrisco dizer que entre todos os papeis, esses pareciam ser os mais velhos – ele me entregou estas anotações. Percebi que se tratava de uma espécie de “diário de trabalho”. Nesse papeis havia diversas anotações sobre as propriedades de uma espécie de gema dita ser entregue, ao artesão que escreveu tais anotações, pelo próprio Arceus. O diário datava de 100 anos atrás, e pertenceu ao bisavô de Kurt.
Eu não estava entendo o que aquilo significava, até que Kurt, finalmente me explicou.
Ele passou meses analisando a bola GS, tentando descobrir para que servia, e quando estava prestes a desistir, encontrou, em um armário antigo, as anotações do trabalho de seu avô.
No inicio, não deu muita importância, não sabia do que se tratava. Ao abrir, Surpreendeu-se. Descobriu que fora seu avô foi quem criou a bola GS, a tal bola que lhe tirava o sono, e a partir dessas anotações descobriu a fundo alguns dos segredos da pokebola.”


Brenda interrompeu-se por um instante

-C?
- o que foi? - perguntou assustado, estranhando a interrupção.
- O que vou te falar agora, me assustou por muitos dias. Ao mesmo tempo em que ficava deslumbrada e me sentia poderosa, tinha medo. As relíquias... a bola GS... é... é poder de mais, e é disso que a E.R esta atrás, foi devido a essas relíquias que aconteceu isso... que aconteceu isso com você.

Charles não disse nada. Aconchegou-se nas costas de Brenda como para dizer que estava bem. Não sentia medo, não temia o que sua amiga estava prestes a falar, só aproveitava o fato de estar ao lado dela. De certa maneira, isso a acalmou e a fez continuar.



-“Kurt me mostrou algumas anotações que continham uma série de ilustrações. Algumas poucas páginas, todas pintadas à mão e todas ilustrando cenas parecidas. Os pokemon ali gravados eram seres lendários, guardiões dos continentes, que poucas pessoas tiveram a oportunidade de ver pessoalmente. E uma inscrição a baixo de cada cena dizia “Grandes e poderosos, as relíquias GS tem o poder para controla-los.”

-Controlar? – surpreendeu-se. Varias ideias começaram a penetrar na cabeça dele - mas, com todo esse poder...
- Agora entende o meu medo? Se isso pode realmente controlar os pokemon lendários, que cuidam da paz e estabilidade do mundo... – Brenda não queria pensar no que aconteceria- Você não viu as ilustrações do diário, mas alguns detalhes eram assustadoras. As imagens, nelas os pokemon pareciam querer se enfrentar, e o olho ao fundo de todas as imagens só tornava tudo mais perturbador.
- Olho? – perguntou Charles que a essa altura já se esquecera da dor em seu pulso, e parecia apreciar seu “bracelete”
- é, eu perguntei ao kurt o que significava aquilo e ele me mostrou uma das primeiras paginas do diário. A grafia parecia ter sido feita as pressas, por isso foi difícil entender, e tendo sido escrito há tanto tempo, já estava quase apagado. O que eu consegui ler foi algo sobre...gruta, sobre um meteoro que caiu, muito poder... não sei – Brenda fazia esforço para lembrar- entendi muito pouco de tudo aquilo, e kurt também não havia entendido. – dizia angustiada - Lembro que citava o olho... 1000 anos...
-Jirachi? – falou Charles.

A pergunta fez com que Brenda se calasse, não havia pensado nele quando leu o diário pela primeira vez.
“Jirachi, o pokemon realizador de desejos que foi banido por Arceus”.
Lembrou-se de uma história, que não sabia exatamente onde ouviu pela primeira vez, Pensou por mais um instante e por fim disse:

- Aquilo não é uma simples história, faz parte dos sonhos.

...



-Está vazia. Alguma coisa importante começou lá em cima – dizia Izye que não conseguiu sair do grande calabouço e procurava por outro agente que a ajudasse.

Andando pelos corredores a procura de uma saída, levava Junto ao seu peito a relíquia de Brenda que havia encontrado com Dylan. Caminhava pensando nele e por isso não encontrava facilmente a saída. Já pensava em voltar e ficar com ele, mas a divida que tinha com a E.R a impedia disso.
Andou por mais corredores sem qualquer rumo, estava perdida em seus pensamentos e nem notou que a presilha que carregava junto ao peito começara a brilhar.
Wui, que andava em direção à sala onde prendera Charles e Brenda, percebeu que mais uma vez seu pingente reagia, parou e olhou ao redor. Vendo o brilho que emanava de Izye, percebeu que a reação acontecia devido ao objeto que ela carregava, se voltou para ela e perguntou - quem é você? –
Izye virou-se e escondeu rapidamente o objeto atrás dela, mas percebendo que se tratava de um agente da E.R, se acalmou. Suspirou e disse:

- Olá! Meu nome é izye Yokata, estava tentando sair dessa caverna, mas acabei me perdendo. Preciso falar com Jessie e James. Sabe onde...
- o que você tem ai? – indagou Wui avançando ainda um pouco tonto
-Nada! – izye apertou ainda mais a presilha - é confidencial.

A cada passo de Wui, a presilha brilhava mais. Izye notara agora o forte brilho que emanava do objeto no peito de Wui. Começava a desconfiar dele.

- me dê isso! – ordenou ele.
- Não! – respondeu ela – eu que irei entregar isso aos chefes. – disse, achando que Wui queria tirar todo o crédito que ganharia.
-É a relíquia não é? –perguntou, já reconhecendo a sensação que a reação lhe passava - Você não sabe o quanto isso é perigoso garota.
- Ah! Não diga! – exclamou ela sarcasticamente – eu gosto de perigo, veja como combina comigo – disse, prendendo a presilha em seu cabelo.
-isso não é brinquedo! – gritou Wui avançando para cima dela
-Não vou deixar você toma-la de mim!

Izye pegou suas pokebolas. Planejava enfrentar Wui pela posse da relíquia.
- Rhyhorn! Fearow! Vái!

Wui regrediu alguns passos. Tirou a capa da E.R e a jogou para trás.

- Hora completar minha missão. Irei deter a E.R e começarei por você. Vanillish vai!

Izye não se amedrontou. Não quis dar espaço para falhas e rapidamente atacou.
Seu Rhyhorn avançou usando Giga impacto(Giga Impact), seu Fearow, usou bico broca(Drill Peck).
-Vanilish, nevasca(blizzard)!

O pokemon de Wui era poderoso demais. Seu alto cargo na Equipe Rocket exigia isso, mas Izye não ficava para trás, seus Pokémon tinham alto nível.
Fearow desviou do ataque e acertou em cheio o pokemon de Wui causando grande dano.
Rhyhorn ficou coberto de gelo, não podendo continuar o ataque.
A batalha continuou por certo tempo tendo Rhyhorn congelado. Vanillish lançava uma série de ataques, mas fearow desviava rapidamente e o atacava.
Percebendo que mesmo depois de muitos ataques Vanillish parecia muito bem, decidiu que o melhor seria fugir da batalha. Não arriscaria perder. Quando rhyhorn conseguiu se livrar do gelo, Izye decidiu arriscar. Fez seu pokemon usar o golpe terremoto(Earthquake) que fez tremer parte das ruínas causando rachaduras na parede e fazendo pedras deslizarem, com esse pequeno desastre surgiu a chance que Izye precisava. Correu.

- não é com esse truque que irá me enganar. Isso acaba agora!
Com uma ultima ordem, Vanillish se virou horizontalmente e girou com grande velocidade disparando estalactites de gelo na direção de Izye.
Seus pokemon desviram, mas izye não foi rápida o bastante. O impacto dos golpes lançou Izye contra a parede fazendo a ficar presa por estacas de gelo suspensa na parede da ruína.



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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Dom 11 Ago 2013 - 22:45

Pokémon Relíquias!
3ª Temporada
Capitulo 6
Reencontros



Presa à parede por estacas de gelo, Izye estava inconsciente. Seu Rhyhorn e Fearow que haviam desviado do ataque, rosnavam e ameaçavam atacar Wui que se aproximava na intenção de proteger sua treinadora.
Wui não temia, a aproximação com a relíquia parecia intensificar seus poderes e criava em torno de si uma áurea gélida que fazia recuar os pokemon de Izye.
Aproximou-se o bastante para poder toca-la.
Vendo perigo de sua mestra o instinto Pokémon fez com que Rhyhorn avançasse, mas assim que Wui se virou em sua direção, Rhyhorn pareceu congelar por dentro. Wui, tinha agora em seu rosto uma feição diferente. Olhos maiores, amarelos e assustadores. Sua boca, antes aparentemente normal, desenvolveu presas. De suas narinas saiam neblina. Uma visão animalesca que impediu qualquer ação por parte do pokemon.


Tocou na presilha presa ao cabelo de Izye, a segurou firme e a puxou ferozmente. A enorme força ali aplicada foi o bastante para além de desprender a presilha e trazer junto alguns fios de cabelo, arranca-la e desprende-la de algumas estaca de gelo, fazendo-a cair no chão violentamente.
Agora, em contato com a presilha e vendo o corpo de Izye indefeso e caído ao chão, Wui abaixou-se. Suas mãos agora criavam garras de gelo que deslizavam pelo corpo de Izye apreciando a carne. Sua boca que já se assemelhava ao focinho de um Pokémon tomava proporções maiores. Respirava ofegante, com prazer. Sentia à vontade de degustar daquela carne. Era um instinto novo, que jamais experimentara. Fearow e Rhyhorn nada podiam fazer, paralisados de medo assistiam o que se passava. Mesmo o vanilish de Wui começava a se afastar.
Grunhidos e excitação, praticamente tornara-se um animal, domado por seus instintos.

-WUI!!! – uma voz ecoou pelos corredores perto dali.

Estava pronto para avançar.

-WUI!! – chamou uma outra voz!

Deteve-se. Farejou ao redor. Suas feições humanas começavam a retornar.

-WUI!!! – chamou uma última vez.

Viraram ao corredor.

-Wui? – disse Ui com alegria e surpresa por reencontrar o irmão. Deu alguns passos alegres antes de notar o que sucedia. Encontrando o irmão ajoelhado ao lado de uma mulher inconsciente e com uma expressão um tanto estranha, deteve-se e questionou o que acontecia.

Yui que vinha logo atrás se pôs ao lado da irmã e observou. Via claramente que ali havia ocorrido uma batalha.
Wui ainda ajoelhado ameaçou cair. Seus irmãos foram ao encontro deste. Aproveitando a oportunidade, Fearow e Rhyhorn, que até então estavam imóveis num canto do corredor, avançaram. Fearow agarrou Izye que passou em extrema velocidade, seguido por Rhyhorn que seguia usando Giga impacto como para afastar todos em seu caminho.
Tudo se sucedeu tão rápido, que Ui e Yui só tiveram tempo de arrastar o irmão para fora do caminho enquanto os Pokémon carregando o corpo de Izye sumiam no corredor.

-Wui, você está bem? – perguntou seu irmão.
- A relíquia? Cadê?

Soltou-se dos braços do irmão e pôs-se a procurar buliçosamente pelo objeto.
Achou-o um pouco distante de onde estava e só com ela em mãos sossegou-se.

- O que é isso? O que está acontecendo? – perguntou Yui
- Quem era aquela? – completou Ui.

Segurando a presilha com fervor explicou sucintamente o que ocorreu antes dos irmão chegarem. Sobre como estava prestes a realizar a missão de sua mãe e o que deveria fazer, mas pareceu esquecer-se completamente dos momentos animalescos que lhe possuíram.

- Eu preciso entregar essa relíquia para seu verdadeiro dono e tira-los logo daqui. Sinto que algo grande está para acontecer.
- Já está acontecendo! – advertiu Ui – Uma guerra já começou lá em cima. Se não fosse as ligações entre nossos broches, jamais teríamos te achado.
- Não, é algo maior que a guerra, eu sinto isso.
- Seja o que for, iremos te ajudar –disse sua irmã.

Wui sorriu. Nem parecia mais aquela fera que tomou seu corpo e comandou suas ações. –Vamos – disse ele!
-Wui! Espere – pediu seu irmão – eu queria me desculpar pelo que falei no dia em que nossa mãe morreu. Eu estava bravo e...
- Tudo bem! Eu também pensei daquele jeito algumas vezes, talvez... talvez seja por isso que tentei completar essa missão sozinho. Queria provar o motivo de ter nascido, mas fui tão cego as vezes, que talvez só tenha piorado a situação.
-Estamos juntos! E é isso que importa.

Os três se abraçaram depois de tanto tempo e prometeram não mais se separar. Resolveriam o que precisavam e depois seguiriam, juntos.
Puseram-se a correr pelos corredores guiados por Wui. Chegaram a uma pequena sala onde haviam duas mochilas e um ovo a brilhar em cima de uma cadeira de rodas.
Pegaram os objetos. Mais alguns passos adiante, Wui empurrou uma pesada porta feita de pedra, entrou, sorriu:
-olá de novo.




...



Passando por frestas e tuneis secretos, Elton já estava livre das ruinas. Sabia que teria que voltar ali, mas antes precisava conseguir ajuda.
Presenciou de perto a Guerra em todo o alvoroço de seu início. Civis eram aconselhados a se refugiarem, as forças militares de Tênoa investiam na proteção de seus cidadãos. As forças de Parum, com seus planos já armados e fortalecidos com os membro da Equipe Rocket, avançavam sem piedade. No meio da confusão, Elton procurou ajuda na casa de um antigo amigo que morava no subúrbio da cidade.

-MARCOS!!! – gritou à porta repetidas vezes, até que a porta foi aberta e abruptamente Elton puxado para dentro.
- O que faz aqui? Viu o que está acontecendo lá fora, quer me prejudicar?

Marcos Rasgard era um senhor já de idade, amigo de anos de Elton. Usando óculos e suéter marrom, era um típico homem clássico. No passado, um pesquisador, foi a quem Elton confiou todo seu trabalho fruto da infeliz colaboração com a Equipe Rocket.

- Até parece que não está feliz em me ver?
- você sumiu, ficou dias desaparecido e logo após, coisas estranhas começaram a ocorrer. Eu sei que a E.R. está agindo e essa disputa entre as cidades só prova isso.
- você está certo, e tem todo direito de não me querer em sua casa. Deixei muita responsabilidade sobre seus ombros, uma responsabilidade que era minha. Pus em perigo meu melhor amigo e agora o passado voltou pra me assombrar de todas as maneiras.
- Não estou com raiva de você. Você confiou em mim. Não era sua intenção que tudo isso acontecesse, simplesmente aconteceu. – explicou-lhe um tanto menos assustado- mas pode me explicar tudo que está havendo?
- Primeiro preciso de um favor – desse ele – tem alguma telefone que possa usar?
Marcos levou-lhe até seu escritório. – Daqui poderá falar mais à vontade.

Elton sentou-se de frente a tela do telefone e discou o número de sua esposa, Vera.
Em pouco tempo foi atendido com entusiasmo. Os dois não se viam já algum tempo, desde que ela decidiu voltar para Pallet com seu filho e ele ficará investigando as ruinas. Elton pretendia terminar seu trabalho e voltar para a família, mas foi raptado e feito refém pela E.R preocupando Vera, que decidiu não contar para seu filho, que já nesse tempo tinha acordado do coma e se encontrava indisposto à cama.
Depois de uma saudação calorosa entre os dois e algumas lagrimas de emoção da esposa, Elton pôs-se a narrar a situação. Falou do filho e que havia também sido sequestrado pela E.R., da fuga do calabouço e do que pretendia fazer para reverter a situação, mas tinha medo que machucassem seu filho e nem sabia por que estavam atrás dele.

- Sabe o bracelete que ele carrega no braço? – perguntou Vera – não é uma bracelete comum, foi o professor carvalho quem lhe entregou...
- Para afastar pesadelos. Sim, sei, aquele superstiçãozinha...
-Não é superstição! – pronunciou – Aquilo é real, e faz parte dos planos da E.R

Elton lembrou-se da conversa que teve com Gary “O filho tem o poder que a E.R quer...”

- o que aquilo pode ter de especial? – perguntou assustado
- ainda não sei muito bem, nem Carvalho sabe direito... mas...
- e como ousou colocar nosso filho em perigo? – interrogou furioso
- Calma, eu também concordei com tudo. Você não viu as coisas que eu via e que atormentavam nosso filho, ele tinha algo de especial, e esse bracelete, tão poderoso... eu já deveria ter contado tudo isso.

“O professor contou-me uma vez que Ivy, uma cientista que residi nas ilhas laranjas, encontrou certa vez, objetos especiais em uma expedição que fez a grandes cordilheiras. De início não percebeu ligação entre esses objetos estranhos, e notou que um se assemelhava bastante com uma pokebola. Impressionada com ela, entrou em contato com o renomado professor carvalho. Os dois pesquisaram essa estranha pokebola, mas sem resultado. Decidiram então, envia-la a um profissional, Kurt, o artesão das bagas que depois de muitas pesquisas descobriu poucas coisas sobre os objetos, mesmo assim, coisas importantes.
Ivy não havia revelado a existência dos outros dois objetos e quando marcaram um primeiro encontro, ela os levou consigo.
Ao verem a existência de outras partes do quebra-cabeça, decidiram junta-los. Quando juntaram os três objetos pela primeira vez algo inesperado aconteceu. Uma fenda se criou e viram que dela saiu um mew.
Perceberam que isso significava algo realmente grandioso, e merecia muito mais estudos. O Mew que dali saíra, rondou-os curiosamente. Ninguém tentou captura-lo, estavam impressionados demais.
O professor me disse que Mew os analisou e percebendo que os objetos estavam em boas mãos, desapareceu. Professor carvalho não sabia o porquê daquilo, mas imaginou que o veria de novo.
Tempos depois, em Pallet, duas criancinhas começaram a ser cercadas durante a noite por uma criatura misteriosa. Nosso filho e Brenda. O professor decidiu averiguar e observando o sono das crianças descobriu que era Mew que as rondava. O mesmo mew que havia se materializado na presença de todos aqueles objetos estranhos.
As crianças não sabendo do que se tratava aquilo, ficavam apavoradas, achando que aquilo tudo eram pesadelos, pois muitas vezes mew chegava a invadir seus sonhos, me disse o professor.
Carvalho então tentou algo que, já há algum tempo, estava martelando em seus pensamentos.  Ele pegou as já nomeadas “relíquias de GS” e as entregou a mim e a mãe de Brenda. Ao cair da noite, quando as crianças, já cansadas de lutar contra o sono acabaram por dormir, Nós logo o vestimos com aquelas peças mística.  
Um pequeno brilho rondou os fios prateados e dourados de tais objetos que começaram a materializar figuras de diversas espécies de Pokémon lendárias. O que nós vimos, foi incrível, nunca tinha vista algo tão maravilhoso. Mew mais uma vez se materializou, e dessa vez por pouco tempo, apenas deu uma espécie de sorriso e se foi.
Nunca mais reapareceu, e os pesadelos sumiram.”


- Você nunca me contou isso. – disse Elton.
- Achei que não precisasse. Você já estava ocupado fazendo seu trabalho em Tênoa.
- Se os pesadelos acabaram, por que você decidiu sair da nossa casa em Pallet e vir morar aqui?
- Depois que entregamos as relíquias para eles, a Equipe Rocket que já sabia da existência de tais objetos, e a muito tempo estava de olho nos poderes que ela possuía, pois apresentava características até mais poderosas que a Master Ball, decidiu agir ao vê-las desprotegidas, e entregues a duas crianças.
O prof. Carvalho vendo o perigo que as crianças corriam, juntou alguns dos cidadãos de confiança e usando dos Pokémon do laboratório ficaram encarregados de protegê-las.
Devido aos diversos ataques que sofríamos, já não vivíamos em paz. O mesmo acontecia com a cidade. Mesmo depois que recebemos a notícia de que a E.R tinha se desfeito eu decidi me mudar e levar o Charles para junto de você.
- se eu soubesse, teria voltado correndo.
-Eu achei que pudesse lidar com o caso, já havia investigado os planos da E.R e pretendia acabar com ela sozinha. Hoje vejo que precisava de ajuda. – dizia arrependida.

Brock que estava ao lado de Vera e ouvia tudo. Ele havia entregue a tal bola GS a kurt na primeira vez, e só agora recebia informações dela. Mesmo impressionado com o que ouvia, ele percebeu forte vibrações e uma oscilação no campo de força que cobria Veridian. Virou-se para averiguar.

- ela estava certa. Alguma coisa está tentando entrar na cidade.

Brock voltou-se para Vera que estava falando sobre seu filho com Elton. Este lhe explicava que alguém que lhe ajudara a escapar prometera salvar seu filho enquanto ele deveria tentar destruir a E.R.
As oscilações no campo de força sessaram a citação da E.R. Brock percebeu e tentou chamar a atenção de Vera, mas esta discutia com Elton o que ele faria sobre a Guerra que começara.
Antes que o mesmo pudesse terminar de falar, o sinal foi cortado, e com um estrondo sônico Mewtwo apareceu diante de Vera e Brock.




Black: Fanfic trancada por inatividade. Caso queira reabri-la mande uma MP a qualquer FFM.
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Qui 12 Set 2013 - 0:47

Pokémon Relíquias!
3ª Temporada
Capitulo 7

O meteoro!

Vendo-se diante de Charles e Brenda, Wui notou rapidamente a aflição que lhes invadiu ao som de sua voz. Sua simples saudação, um tanto alegre –diga-se de passagem- em meio a todo aquele caos já se tornava motivo para desconfiança.

- o que você quer aqui? – indagou Brenda um tanto furiosa lançando olhares preocupados a todo momento para seu amigo que temia sentir aquelas fortes dores no pulso novamente.
- Calma! – pediu Wui que se via numa encruzilhada. Só agora lembrara do que fizera e do medo que causara. Depois de tudo já não podia esperar a fácil e rápida colaboração que a situação exigia.

Vendo a falta de ação do irmão, Yui decidiu intervir.

-Viemos libertar vocês! Tome! – disse mostrando a cadeira de rodas com as mochilas e o ovo Pokémon que trouxera da outra sala.
C e B logo reconheceram a dupla com quem batalharam no início de sua jornada e espantaram-se vendo-os junto a E.R
- Eu vou solta-los- disse Ui andando em direção a eles
-Não! – interrompeu Brenda – Não chegue perto! – e começou a chutar o ar numa tentativa desesperada de mantê-los longe. - eles querem pegar sua relíquia também C!

Para tentar acalmar os ânimos da garota, Wui mostrou que estava com sua presilha, mas antes que pudesse explicar que a havia recuperado de Izye, Brenda logo o acusou:

- Claro que você está com ela, percebi isso quando entrou vestido com o manto preto, o mesmo que usava no dia em que me roubou!
-Não! Você está entendendo errado, ele recuperou a presilha– tentou explicar UI, mas Brenda estava agitada demais e não deixava que se explicassem.

Em cima deles, na cidade, estrondosas explosões cada vez maiores podiam ser ouvidos, e vendo o quão urgente era a situação, Wui disse:

- seu pai, Charles, pediu para que te tirássemos daqui.

Todos se calaram e Brenda, finalmente se acalmou.

-Meu pai? – surpreendeu-se Charles.

Wui vendo que obtivera resultados, continuo:

- Ele estava aprisionado no Grande Calabouço. Quando o libertei, fizemos um acordo. Ele tentaria acabar com a guerra lá em cima e eu o salvaria.
- Porque seu pai estava preso C? o que ele fazia aqui? – perguntava indignada com a reviravolta da situação.
- Eu não sei. – respondeu – ele era um pesquisador e está caverna era seu grande trabalho, mas...
- A E.R estava atrás de uma substancia que ele criou e para evitar que a profecia viesse à tona decidiu captura-lo- revelou Wui apressadamente

Brenda lembrou-se da profecia que Charles havia lhe falado quando acordou. Agora ela sabia como ele havia obtido aquela informação.

- e porque você ajudou ele se faz parte da Equipe Rocket? – perguntou ela tentando ligar os pontos.
- Eu fui enganado, quando descobri meu erro decidi fazer alguma coisa.
- e como saber se você não está mentindo?

Charles observava toda a conversa. Estava preocupado demais para falar. De um lado apoiava as precauções de sua amiga, mas por outro, se Wui estivesse falando a verdade, seu pai estaria lá em cima, agora, enfrentando a E.R, sozinho.
Wui apressado em sair da gruta e para mostrar que dizia a verdade, pegou a presilha que segurava e lançou-a ao colo de Brenda dizendo:

- se preferir ficar ai, tudo bem.
- Nós vamos! – disse finalmente, charles.

Deixaram-se desamarrar. Brenda ainda um pouco desconfiada quis saber por que Ui e Yui estavam ali. Os dois explicaram rapidamente que eram irmãos e tinham uma missão a cumprir. Não deram maiores detalhes e nem tinham tempo para isso.
Quando todos já de pé se uniram para ajudar Charles a se sentar na cadeira de rodas, todos os 3 pingentes e as relíquias começaram a reagir. A pokebola GS que até então se encontrava no chão, no mesmo lugar que Wui deixara cair, começou a vibrar.
De repente não mais estavam no calabouço, não mais estavam em Tênoa ou Parum, nem mesmo no planeta terra. Agora se encontravam no espaço vazio. De longe conseguiam notar algo se aproximando. Luzes forte tomavam conta de todo o lugar e percebiam que o que se aproximava era a terra.
Não, a terra não se aproximava, eles que se moviam em direção a ela. Perguntavam-se por que de estarem vendo aquilo. Sentiam uma grande sensação de calor. Seria possível? De onde vinha?
Ao lado um gigante meteoro passava seguindo em direção a terra, e por algum motivo eles sabiam que se dirigia exatamente para Tênoa e Parum.
Instantes depois todo se dissipou e voltaram a sala das ruínas que estavam antes.

- O que foi isso? - Perguntou Yui assustado
- Um meteoro está vindo em nossa direção, será que... –previu Charles
- precisamos acabar logo com a guerra – disse Wui – e salvar todo mundo –completou Brenda – antes que – disse UI – o pior aconteça – terminou Charles

Muito assustados com a situação, puseram-se a sair das ruínas o mais rápido possível.


...


- A conexão caiu, acho que cortaram qualquer tipo de comunicação na cidade – presumiu Elton que a poucos conversava com sua mulher.

Seu amigo, Marcos, olhando o sinal do celular viu que continuava com sinal, mas preferiu não aterrorizar seu amigo.
Ao ouvirem uma explosão que parecia estar muito próxima dali, Elton decidi colocar seu plano em ação e pede ajuda a seu amigo, Marcos.

- O que você vai fazer? – perguntou
-Primeiro preciso acabar com a guerra.
- Impossível. – disse Marcos – o líder de Parum está cego achando que a cidade de Tênoa se virou contra ele para tomar seu território.
- faz parte do plano da E.R, o real motivo era conseguir as relíquias como você ouviu minha esposa falar. Se não conseguirem o produto que criei, as relíquias são alternativas, talvez até melhores, para os planos deles, mas creio que isso também está resolvido e eles também não conseguiram.

Elton explicou o que faria a seu amigo e como ele iria lhe ajudar. Sabendo das modificações feitas nas antigas profecias, Elton sabia que se revelasse a verdadeira poderia reverter a situação e quem sabe, acabar com a guerra.
Enquanto ele faria isso, Marcos deveria partir para Veridian.

- Veridian? – perguntou Marcos – encontrar Vera?
- Sim, você deve levar todas as pesquisas e o produto final para ela, ela saberá o que fazer.

...

Próximo a Veridian...

- Mewtwo? – disseram Brock e Vera em uníssono.
- Equipe Rocket – proclamou o nome da organização com fúria – vocês novamente brincando com a vida, não se cansam disso? – disse avançando vagarosamente para cima deles com intenção de atacar.
- Não somos da E.R – disse Brock prontamente– estamos na verdade investigando-a  

Mewtwo assim que fitou os olhos no garoto e olhou com mais atenção o reconheceu. Lembrou-se de como no passado ele o ajudara junto a outros dois amigos e assim se acalmou.
Vendo o pokémon mais calmo quando notou a presença de Brock, Vera sentiu-se segura e decidiu entender por que mewtwo estava ali.

- O que você quis dizer com “brincar com a vida novamente”?

Vera havia tocado no ponto fraco de mewtwo. Percebendo em como o pokémon falava da situação decidiu se aproveitar e arrancar o máximo de informações possíveis.

- Estamos lutando pela mesma coisa – completou, com a intenção de convencer
- Eu... Eu sou o resultado dessa brincadeira da E.R.  Eles tentaram criar vida. Criar para destruir, e apesar de fracassar, conseguiram trazer angustia e duvida para os pokémon como eu. E agora, insistem no erro produzindo outro ser que novamente não achará seu lugar no mundo. Viverá uma vida de privações e nunca será um pokémon real. – Mewtwo dizia isso com rancor na voz.
- Privações? Que tipo de privações – perguntava Vera.

Mewtwo pareceu desviar os olhares para o céu ou mais além dele. Se concentrou no espaço por alguns segundos o que obrigou vera repetir a pergunta.

- Todo ano, na passagem de inverno a primavera todos os guardiões de todo o mundo se unem numa gruta sagrada onde recuperam suas forças e descansam em paz, para no final do dia, voltarem e protegerem seus respectivos lares. E todo ano, eu sou atraído contra minha vontade a esse lugar e chegando lá, sou barrado por uma força invisível sendo obrigado a ficar do lado de fora, pensando o quão... – mewtwo parou de explicar, olhava novamente para o céu.
- o quão? – perguntou brock

Passou-se alguns segundo em silencio

- está vindo antes do normal – comentou Mewtwo
Vera e Brock olharam na mesma direção que mewtwo, mas nada conseguiam ver. Ao perguntar o que “viria antes do normal” o pokemon que já respondia quase que mecanicamente só disse: o Meteoro
Antes que qualquer outra pergunta fosse feita, Mewtwo se lançou apressadamente e ferozmente em direção ao campo de força. Estava determinado a entrar no local.

- Mewtwo espere! – disse vera correndo atrás dele seguida por Brock
- que meteoro é esse que está vindo? – perguntou o ex-líder de ginásio

Mewtwo lançava poderosos ataques em direção do campo de força. Todos inúteis. No meio de tanto esforço, suas única palavras eram: “-preciso impedir que outra vida sofra! Preciso impedir que outro pokémon sofra! Que outro clone se forme!”
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Sex 11 Out 2013 - 12:06

Pokémon Relíquias
3ª Temporada
Capitulo 8
Segredos pelo caminho



Correndo no intuito de escapar da gruta e salvar a cidade, Charles, levado por Brenda, Wui e seus irmãos avançavam rapidamente pelos corredores da gruta.
A iminente ameaça de um meteoro colidir com a cidade em plena guerra tornava urgente qualquer ação.
A situação parecia ser impossível, não havia jeito de piorar, mas tudo que acontecia já era estarrecedor demais.
Tudo parecia levar a uma única profecia e duas peças que para muitos seriam um simples bracelete e um mero prendedor, mas que na verdade, já se mostrava a peça chave para tudo aquilo.

- Então... – disse Yui para Charles – você tem alguma ideia do que significa realmente a profecia?

Charles permaneceu um tempo tentando lembra-se de tudo que seu pai havia comentado quando começou explorar as ruínas.

- Meu pai me contou certa vez, que a profecia foi escrita por um velho eremita, que foi aprisionado nessa ruína por ir contra a vontade dos reis e julgar suas atitudes. Durante suas pesquisas, meu pai encontrou gravuras nas paredes que contavam a história das cidades. Nelas, o velho eremita dizia que antigamente Parum e Tênoa eram um só reino, mas governado por dois irmãos que viviam brigando. As constantes discussões acabaram por dividir metade do reino para cada um dos irmãos.
- E os antigos reis deram seu nome para sua respectiva metade do reino – completou Brenda ansiosa– Isso todo mundo sabe, ensinam em história.
- o que não ensinam – disse Charles – É o quão ditador eram esses reis.

Wui, Yui e Ui se olharam. Estavam ali exatamente para deter o legado deixado por esses reis para os atuais representantes.

- O que meu pai descobriu foi que a disputa entre eles continuou mesmo após a separação dos reinos, mas agora, usavam da população para travarem suas guerras...
-alegando defender os ideais e a verdade – completaram os três irmãos em uníssono.
- o que? – disse Brenda que parecia ser a única perdida na história.
- essa é a nossa missão – disse Ui- nossa mãe veio para defender as verdades e os ideais.
- O que os reis faziam aqui era simplesmente usar a população para travarem suas guerras pessoais, isso irritou os guardiões da vila da mamãe – disse Wui

Brenda pensou um pouco sobre os “guardiões” da vila que Wui citou. Olhando atentamente para suas faces percebeu subitamente características dos três lendários em cada um deles e proferiu seus respectivos nomes – Zekrom, Reshiram e Kyurem.

- sim, são esses os guardiões de nossa vila – disse Yui – eles protegem as verdades, os ideais e o equilíbrio entre elas.
- quando os três viram o que ocorria aqui ficaram furiosos e escolheram nossa mãe para prezar pela manutenção da ordem.
- E ela resolveu o problema de que maneira?

Os três irmãos se olharam. – Ela não terminou, depois de chegar aqui ficou muito doente e um tempo depois acabou falecendo.
Brenda ficou tão vermelha quanto um Slugma enfurecido. Não tinha ideia sobre a vida deles, e não era sua intenção tocar nesse assunto.
Percebendo sua amiga já encabulada, C decidi continuar o que contava, evitando o constrangimento dela.

- meu pai disse que mesmo sendo aprisionado no grande calabouço, esse eremita conseguia sair todas as noites de sua cela em busca de uma passagem que o levasse para fora desse labirinto, e para não se perder deixava gravada a história dessa cidade nas paredes por onde passava naquela noite. Pela data das escrituras, ele pode ter morrido sem jamais ter escapado desse lugar.

Enquanto Charles falava, o grupo era guiado por Wui. Já estavam chegando a uma saída próxima e perceberam que as várias escrituras pelas quais passaram no caminho já estavam escassas confirmando que o pobre velhinho jamais achara a saída.

-Tinha algo escrito na sala em que vocês estavam não tinha? Algo sobre uma prisão no céu – perguntou Yui
-Aquilo era linguagem Unown – disse Brenda surpresa- você sabe ler aquilo?

Yui balançou a cabeça um pouco em afirmação, tímida pela surpresa e o tom de voz usado.

- Sim, dizem que a rainha Tênoa era apaixonada por Pokémon psíquicos, e o Rei Parum por Pokémon noturnos. Eram tão apaixonados que possuíam uma adoração por Cressélia e Drakrai, respectivamente.
- Uau! – exclamou Wui – eram totalmente opostos.
- sim, e isso só causava mais desavenças entre eles. Mas o ápice de tudo aconteceu com a vinda de Cressélia e Darkrai até a região. Sendo apaixonados por tais Pokémon conseguiram obter o controle sobre eles, mas a rivalidade já existente entre os Pokémon só fez crescer o ódio entre os irmãos. E um dia, O rei de Parum decidiu derrubar o reino da irmã de uma vez por todas. Derrubando seu lendário protetor, pretendia tomar posse do reino da irmã e unificar o reino todo para si. Cressélia que por natureza defenderia qualquer um de Darkray se opôs contra Parum e lutou, mas de alguma forma, o rei Parum conseguiu aprisiona-la em uma prisão celeste.
- foi essa batalha que fez a população se voltar contra os reis e os deixarem isolados em seus respectivos castelos até sua morte? – disse Brenda lembrando-se de algumas aulas de história que teve sobre a região.
-Aham! As revoltas populares que ocorreram naquela época impediram que o reino fosse tomado, e o calabouço que era de conhecimento de apenas alguns, depois disso foi esquecido completamente, e o eremita junto a ele.
- A saída! – exclamou Wui que correu para checar como estava a situação.

Wui foi seguido pelos irmãos, e Brenda aproveitando o momento puxou Charles de lado para esclarecer algumas coisas que rondavam sua cabeça durante a explicação.

- C, isso não pode ser mera coincidência. A história da cidade, Darkrai, Cressélia, e o meteoro... Você se lembra dos sonhos não é? Eu não fui à única a sonhar com eles.
- A história diz que quando Arceus criou nosso mundo, um deles não se sabe qual gerou desconfiança em Arceus e fez com que ele criasse Darkrai para punir aqueles que tentassem se virar contra ele, levando aquele, para um mundo de pesadelos onde só Darkrai tinha o controle sobre a criatura... – disse Charles lembrando-se de algo que até o momento achava ser história que lhe contavam quando pequeno.
- Mas darkrai ficou tão poderoso que poderia fazer uma grande batalha e assim destruir o mundo pokemon. Nisso, Arceus deu a função de criar pesadelos à Darkrai e criou outro pokemon.
- Cresselia!
- cujo seus poderes e seu objetivo eram contrários aos de Darkrai.
-Cresselia dava bons sonhos, Darkrai pesadelos.
-Ela enfraquecia Darkrai deixando-o exausto, depois o levava de volta para seu mundo... – completou Brenda
- onde ele deveria manter o Pokémon dormindo pelo máximo tempo possível e assim controlar seus poderes...
- é Jirachi não é? – disse Brenda entendendo tudo - O olho que eu vi nas anotações de Kurt, o Pokémon que despertou ganancia em todos os outros guardiões, o meteoro que está vindo em nossa direção... O realizador de desejos acordou novamente.



...



Vendo-se diante dos esforços gastos inutilmente por Mewtwo para entrar na cidade, Vera procurava uma maneira segura de se aproximar.
Ela exclamava seu nome em vão. O Pokémon já não queria conversar.
Os impactos provocados contra o campo de força criavam explosões imensas que chamariam atenção a quilômetros dali. Brock tentava deter uma aproximação de Vera, mas esta avançava cada vez mais, e Brock, por conseguinte, ia junto.
O Pokémon parecia sofrer os danos que queria causar.
Em uma próxima colisão que pretendera dar, Mewtwo se afastou tentando ganhar velocidade para o impacto. A velocidade com a qual se direcionou ao campo foi tremenda, causando danos ao solo e ventos muito fortes. Mas antes que ele pudesse alcançar, eis que surge em sua frente à figura de Mew, que impede o ataque de mewtwo e com o impacto sofrido é lançado ao chão quase inconsciente.
Ao se deparar com a figura de Mew, o pokemon clone logo percebe o que se sucedia. O conselho novamente se reuniria e ele seria atraído forçadamente até o local. O Pokémon tenta se levantar, e com o resto de suas forças procura fugir, mas seu destino foi traçado.
Sendo o clone de um lendário deve comparecer a reunião, mas por ser um mero clone, dela não participará.
Mew, com movimentos suaves e leves, cria o portal que os levará ate a Gruta Sagrada. Os ventos fortes são demais para o já debilitado Mewtwo resistir
A cena se passou tão rapidamente que Vera não teve muito tempo no que pensar.
Mewtwo havia lhe falado sobre a gruta onde os grandes guardiões se reuniam para recuperar suas forças, mas para quê? E não estava “cedo demais?” como Mewtwo havia comentado.
Vera sentia que deveria conhecer esse lugar.
Com um movimento involuntário agarrou no pulso de Brock e o puxou em direção ao portal.
Apesar dos ventos fortes, eles não pareciam sofrer influencia. Como se os ventos fossem a “força invisível” que atraísse mewtwo contra sua vontade.
Os dois se aproximavam. Mew já estava do outro lado do portal. Mewtwo era atraído rapidamente para lá. Se fosse suficientemente rápida, talvez, só talvez conseguisse ali entrar.
De um clarão e uma sensação estranha, Vera e Brock não mais estavam na fronteira de Veridian. Encontravam-se agora no nada. Não havia nada em volta. O chão de puro concreto e o céu de um azul intenso. Não havia indicação alguma. Para todos os lados o vazio.
Estavam atônitos. Não pronunciavam uma palavra se quer.
Teriam continuado a olhar para o nada se vera não se colocasse a andar em uma direção qualquer. Andaram por certo tempo, e a paisagem de repetente começou a se transformar. Ora uma savana, ora uma floresta densa e chegou a passar até por uma pequena cidade deserta.
Nessa pequena cidade não havia um humano ou Pokémon sequer. Tudo pareceu mais irreal quando, depois de passar por um pequeno deserto onde o Sol rugia fortemente, eles chegaram a uma área onde a lua contrastava com o gelo que cobria tudo.
Eles seguiram seu caminho. Não contestavam nada. Pareciam até estar em um transe.
Depois da região congelada eles adentraram em uma floresta exótica. Havia lá plantas que eles nunca tinham visto em toda sua vida. Mas nenhum sinal de Pokémon. Com o canto do olho, Brock notou uma mancha roxa no meio do verde intenso. Parou subitamente e, virando-se para onde achava que estava o estranho brilho purpura, reconheceu uma planta. Era uma flor, que ela identificou como uma Orquídea Fantasma, que muitos acreditavam estar extinta. Começou a se perguntar o que estava acontecendo com aquele lugar, e mais precisamente onde estavam.
Não tendo alternativa, voltaram a sua caminhada. Um pouco mais adiante chegou até o “fim”. Não havia como prosseguir e também não queriam voltar. Eles estava na beira de um precipício. Abaixo só havia uma imensidão escura, mas ao lado, finalmente um Pokémon. Ou deveria receber o titulo de um mero clone?
Sentado, cabisbaixo virado olhando para o nada, ali estava Mewtwo, que parecia esperar pacientemente e aproveitando para se recuperar.
Vera e Brock se aproximaram. Mewtwo virou-se, notou sua presença, mas nada fez. Simplesmente voltou a posição a que estava antes.
Tendo o ímpeto investigativo e ainda abismada com tudo que sucedera, Vera e Brock sentaram-se ao lado de Mewtwo.
Olhando na mesma direção do Pokémon, viam ao nada e ao tudo. Tudo ao mesmo tempo.

Como era possível existir um lugar tão magico assim?



Última edição por chaos em Ter 12 Nov 2013 - 9:46, editado 1 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Seg 11 Nov 2013 - 23:54

Pokémon Relíquias
4ª Temporada
Capitulo 1
Partindo pro ataque!

Em meio as cordilheiras a neve caia.
Um homem, de alto porte, vestindo grossos casacos, estava só na vasta imensidão branca.
Gritava desesperado.
Sua voz não podia ser ouvida, era engolida pelos gemidos dos ventos fortes.
Apesar de sua inquietude e toda a gritaria, a neve continuava se mantendo firme, sem qualquer risco de se abalar e se transformar numa avalanche.
Seria esse o objetivo de tanta gritaria? causar uma avalanche? queria ele provar alguma coisa? arriscar sua vida?
A neve, então, estaria a brincar com ele, mantendo-se firme perante suas exigências.
Mas não.
Havia desespero em seu olhar. Um sentimento de angustia tomado por uma urgência.
Seus lábios pareciam pronunciar um nome.
 
Mi-ya-mo-to …

...


-Gente! - Gritava Wui já fora da caverna, tentando chamar a atenção de Charles e Brenda que estavam conversando um pouco atrás.  - As coisas estão sérias, a Vanguarda de Parum já esta avançando

Tendo uma vista privilegiada do alto da montanha onde se encontrava a saída das ruínas, eles observavam todo o caos que se formava.
O céu já ganhava um tom avermelhado com a presença cada vez mais evidente do meteoro que agora já podia ser visto a olho nu, mesmo que com certa dificuldade.

-Irmão – dizia Ui aflita agarrando a manga da blusa de Wui – precisamos fazer algo logo. As duas cidades podem ser destruídas.

Mesmo ouvindo o chamado de Wui, Charles e Brenda se olharam mais uma vez.

-Saindo agora, iremos lidar com tudo isso. Sem volta - Disse  ele – tudo vai se esclarecer, você esta preparada?
-Se você estiver...

Os dois entraram em acordo. Brenda se pôs atrás da cadeira de rodas e guiou charles até a saída o mais rápido que pode. Chegando próximo a entrada, gritou para os irmãos:

-Sabemos que são os vilões. Façam de tudo para vence-los!

Com a deixa de Brenda, Ui, Yui e Wui saltaram montanha a baixo correndo em direção a guerra. Já havia conversado dentro da caverna e era urgente que detivessem a guerra.
Mesmo de longe, viam claramente tudo que acontecia.
Lá, muitos cidadãos inocentes já haviam se trancado em casa. Uma outra parte se arriscava nas ruas em meio aos soldados e tanques que surgiam para tentar cruzar os portões da cidade. A frota da oficial Jenny tentava impedi-los e guia-los em segurança, mas eram pessoas demais.
Bastiodons e tanques de guerra avançam tomando terreno e ocupando as ruas.
As defesas de Tênoa já se posicionavam nas fronteiras desde o anuncio de guerra proclamado diretamente pelo Sr. Marchan.
Resistiam aos primeiros ataques de Parum com dificuldade. O auxilio da E.R fez com que Sr.Marchan se prepara-se para uma guerra à meses; e os membros da E.R em seu exército dificultavam ainda mais as coisas para a cidade de Tênoa.
De um lado, O esquadrão Rampardos/bastiondon dividiam-se em quatro pontos distintos da fronteira auxiliados por tanques e o exercito já uniformizado e armado.  Logo atrás a força aérea já posta. Pidgeots, Braviarys, e aviões militares.
Tênoa ainda se posicionava. Parum estava na frente, e a pressa em mandar seu exercito para a guerra sem qualquer preparo lhe causou grandes estragos. A horda de pokémon guerrilheiros e tanques passavam por cima de todos  em seu caminho, ferindo muitos civis. O Esquadrão Blastoise posicionavam-se seguidos de mais tanques em uma grande desordem. O atraso de Tênoa lhe deixou principalmente vulnerável a ataques aéreos.

-Não vamos conseguir nos posicionar. - Disse UI que corria ao lado de seus irmãos montanha a baixo
-Não precisamos ir até lá e bater de frente. Tênoa está em desvantagem e nossos inimigos estão trabalhando com Parum, uma ataque traseiro irá surpreende-los – planejou Yui
-Não esqueça que nossos inimigos são apenas a E.R – lembrou Wui – Não podemos atacar soldados inocentes que estão sendo manipulados.
-Se não atacarmos, eles que nos atacam. - retrucou.

Não tinham muito o que fazer, eram apenas 3 contra um exercito inteiro, mas precisavam tentar no minimo atrasa-los.
Seus broches brilhavam, agora estando os três juntos, sentiam-se mais poderosos.
Ainda no alto da montanha, Brenda tentava encontrar alguma espécie de estrada ou um terreno menos acidentado no qual pudesse  passar com a cadeira de Charles.

-Eles precisam de você lá – disse o garoto – deixa que eu me viro

Desesperada, Brenda negava abandona-lo, mas C já havia pensado em como vencer aquela barreira física. Lembrou-se das modificações que Isabel fez em sua cadeira, e pressionando um botão lateral , fez surgir duas espécies de asas compostas por laminas na lateral da cadeira. Vendo a cadeira levantar voo, B logo agarrou-se firme ao pescoço de seu amigo. A cadeira os fez planar até um terreno mais baixo.

-uhuuuuuuuuu! - gritava o garoto no ar. - Sua irmã e demais! - disse referindo-se a isabel que modificara sua cadeira.

Brenda realmente estava impressionada, mas apenas respondeu com um “cala a boca”
Chegando em terra firme, num terreno menos acidentado, as laminas se contraíram. De lá, charles já podia chegar sem ajuda á cidade, descendo por uma espécie de estrada que se encontrava logo a frente.
Puseram-se a correr imediatamente, mas logo notaram que a frente em uma pequena fenda da grande montanha haviam pessoas escondidas. Temendo um ataque surpresa da E.R sacaram prontamente suas pokebolas.
Squirtle, charmeleon, Eevee e Carnivine foram chamados, e logo surpreendidos por um hiper raio(Hyper Bean) vindo da cratera em sua direção.
O pensamento rápido de charles fez Squirtle usar o proteção, evitando assim o ataque. Mas logo após, diversos outros golpes foram lançados.
Rajadas de bolhas, lançamento de rocha e um hidro canhão foram disparados. Não havia apenas um pokémon.
Muitos golpes foram evitados e contra atacados. B e C não sabiam com quem lutavam, mas foram atacados e precisavam revidar.
Em meio a golpes do tipo pedra e aquático, Charmeleon estava em desvantagem. Quando acidentalmente um ataque foi lançado contra sua treinadora, este avançou o mais rápido que pode em sua direção, e de um brilho ofuscante, o pokémon começou a ganhar tamanho e duas grandes asas, salvando Brenda do ataque  e o rebatendo com um poderoso Cauda de dragão(dragon Tail).
Brenda surpreendeu-se ao abrir os olhos e ver que estava planando em seu Charizard. Haviam treinado muito para isso, e evoluir agora a deixava muito feliz.
A rocha, rebatida por Charizard, foi lançada com tamanha precisão que destruiu boa parte da fenda.
Sem mais a proteção das rochas, Brenda e Charles poderiam ver contra quem batalhavam e nas costas de seu mais novo Charizard, brenda se assustou ao ter uma visão de seus inimigos.

-Professor!!!

Na fenda, professor Carvalho e Gary se escondiam. O professor parecia inconsciente, com suas roupas rasgadas, e Gary num estado tão pior quanto.

Somos nós – gritou Brenda voando nas costas de seu Charizard – Charles e Brenda!

Gary olhou com clareza e percebeu finalmente contra quem estava lutando. Em meio a situação quase pareceu dar um sorriso por finalmente encontrar alguém de confiança.
Os garotos se aproximaram, perguntando o que aconteceu e  muito preocupados com o estado de Carvalho.
Contou aos dois sobre a batalha que teve contra a E.R no salão da prefeitura e como escapara dalí, usando seus pokémon.

-quando o prédio começou a desabar, consegui por muita sorte mandar meu Alakazan usar o teletransporte para nos tirar dalí, mas não fui rápido o suficiente e uma pedra atingiu o vovô. - disse triste e cansado chorando sobre o peito de Carvalho.

Carvalho tinha um sério ferimento na cabeça, e isso preocupava muito os garotos.

-Estamos quase perto da cidade, se conseguirmos chegar até um hospital, podemos conseguir ajuda – disse C
-Por favor! - implorou Gary - não posso deixa-lo aqui sozinho

Brenda concordou.

-conte com a gente. Voltaremos o mais rápido possí...

Antes que Brenda terminasse de falar, alguns Fearows passaram voando.
Agentes da E.R estavam chegando para armar misseis e lança-los contra Tênoa.

-Rápido! Precisamos nos esconder! - disse charles percebendo que estavam chegando.

Com a ajuda de seus pokémon, conseguiram arrastar uma grande pedra formando um esconderijo provisório.
Vendo o grande movimento, não sabiam se seria seguro sair dalí

-E agora? São muitos - disse assustado
-Precisamos de ajuda médica urgente! Precisamos sair daqui. Não podemos parar agora.
-vocês não conseguirão passar sem chamar atenção. Precisam derrota-los. Pode ser o grande trunfo pra deter a E.R, eles estão contando com esses misseis. Desarma-los agora pode ser o elemento surpresa
- São tantos - temia charles - Não sei se meus pokemon serão capazes, nunca pude treina-los

Brenda entendia a insegurança do amigo, queria ajuda-lo, mas não queria força-lo.
- Eu vou! você fica aqui e cuide deles. - disse B saindo do esconderijo.

antes que saisse, C segurou seu pulso. Ele não queria ser tão medroso, mas as condições não lhe eram favoraveis.
Respirou fundo um instante, não precisou de muito mais tempo para pensar. A cidade, Gary, professor Carvalho e muitos outros contavam com eles. Era preciso ser feito.
Saíram do esconderijo e não deram chance ao azar.

-Charizard Lança chamas!
-Carnivine Semente Bomba! Squirtle Pulsação d'água!


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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Qua 11 Dez 2013 - 0:26

Pokemon Relíquias
4ª Temporada
Capitulo 2

Desarmar


Brenda e Charles saíram de seu esconderijo decididos a impedir de uma vez por todas os planos da Equipe Rocket.
Não perderam a chance, e com seus golpes certeiros derrubaram alguns agentes antes mesmo deles pensarem em descarregar os mísseis.
Lança-chamas! Jatos de água! Esferas de energia!  Os ataques eram lançados com tamanha urgência e para todos os lados que tornavam tudo uma enorme bagunça.
Rocket's pulavam de seus buggy's, usados para transportar os misseis, para evitar de explodir junto a eles toda vez que um lança-chamas atingia os tanques de combustível do carro.
Alguns, sem controle, desciam desfiladeiro a baixo para evitar os golpes e não conseguiam voltar.
Apesar da guerra ser entre Tênoa e Parum os únicos ali instalando mísseis eram da E.R, o que significava que não se tratava de apenas “mais uma conquista” e provavelmente, o líder de Parum não havia concordado com aquilo.
Ao todo, 50 rockets foram designados para a instalação, mas antes mesmo de fazerem alguma coisa, cerca de 30 já estavam inconscientes. Os poucos que restaram não estavam tão preparados para um combate, por isso contavam em média com 1 ou 2 pokémon, o que mesmo assim era muito para apenas 2 treinadores. Os que restaram finalmente ficaram cientes da situação e se organizaram.
Não demorou muito, e C e B já estavam sendo cercados.  
Usando em sua maioria pokémon venenosos, a E.R tinha o fator medo sob seu controle. Só os melhores treinadores conseguiam domar esses pokémon, e um passo em falso significaria passar dias em uma cama de hospital, lutando contra o veneno.

-Arboks! Sempre Arboks! - reclamou Charles quase totalmente cercado por elas.

Carnivine estava preso pelo golpe enrolar de um deles. Já parecia estar cansado e sem poder lançar nenhum golpe, e os Fearows que o atacavam, deixavam-no ainda mais exausto.
Brenda planava nas costas de seu Charizard, podia descer e salvar charles, mas isso estava fora de cogitação. Um erro e ela e seu pokémon seriam fatalmente envenenados.
Pensou em uma maneira de detê-las e então, sacou sua pokedex.
Uma voz feminina eletrônica começou a falar:



POKEDEX: Arbok, pokémon cobra venenosa. Os padrões assustadores em sua barriga são usados para intimidar e paralisar seus inimigos. Com uma natureza muito vingativa, ele não vai desistir da caçada, não importa quão longe ela esteja, uma vez que escolhe sua presa.

-Ótimo, só me deixou com mais medo! - disse preocupada

Sem ideia do que fazer, só tentou atacar, mas jatos de ácido foram disparados em sua direção, acertando e ferindo Charizard que caiu ao chão, derrubando Brenda na queda em meio aos Arboks que logo a cercaram também.
Carnivine estava quase desmaiando, e Squirtle pelo seu tamanho, conseguia com muita destreza escapar de alguns pokémon e por sorte defender Charles.
A situação parecia perdida.
Eevee, que ficara no esconderijo para cuidar de Carvalho e Gary, estava dividido em ir ajudar ou ficar.

-A situação não está boa amiguinho! – disse Gary, vendo a preocupação do pequeno pokémon.

Gary pegou uma Pokebola do bolso – Sei que esta muito cansado de nos teletransportar. Exigi muito te fazendo transportar todos e para tão longe, mas por favor, só mais um pouco.

Alakazam saiu de sua pokebola, parecia cansado, mas estava disposto a ajudar.
Rocket's do lado de fora riam da situação, outros tentavam recuperar os destroços dos mísseis.
Não esperavam, não imaginavam que tivesse mais alguém alí para afronta-los.
Gary, aproveitando-se da vantagem que tinha contra os pokémon venenosos, ordenou o ataque, mas não de seu esconderijo. Fez Alakazam se teletransportar e lançar os ataques de vários lugares de maneira que ninguém soubesse de onde viria o próximo.
Mesmo debilitado, Alakazam conseguiu derrotar inumeros inimigos e deu uma enorme vantagem a Charles e Brenda que agora se viam fora de perigo.
Um golpe de Alakazam era o bastante para nocautear os pokémon venenoso e deixar os agentes da E.R confusos, mas os demais pokémon do grupo, mesmo que em número bem reduzido, ainda estavam em campo, o que era um problema, pois, Charizard teve que se virar sozinho contra eles quando os pokémon de Charles ficaram exaustos e já não conseguiam lançar qualquer ataque sendo preciso serem chamados de volta.
Alakazam que também estava já muito cansado, acabou desmaiando.

Vendo-se incapaz, Charles não sabia mais o que fazer para ajudar sua amiga, e Gary não poderia abandonar o esconderijo. Praticamente se sentiu inútil, achando que não deveria ter saído da caverna, ou mesmo do hospital. Começara a se perguntar por que tinha acordado?
Realmente, não se via na condição de fazer qualquer coisa para ajudar, e como se ouvissem seus pensamentos:

-OS MISSEIS! - gritou uma voz doce mais severa vinda de algum lugar no céu, mas que por algum motivo, somente ele pode ouvir.

Charles pareceu acordar de seu transe depressivo. Avançou entre os pokémon desmaiados em direção aos misseis que agora estavam desprotegidos. Para Charles parecia tudo um grande amontoado de metal, não sabia como prosseguir, e estava com medo de tentar destruí-los e tudo explodir, mas uma voz em sua cabeça lhe indicou os misseis e não se sabe por que, ele obedeceu.
No momento em que pensava no que fazer, um agente da E.R que a pouco estava inconsciente no chão, levantou-se! Segurou no braço dele e gritou :- Não toque nisso!!!
Com um movimento involuntário diante do susto, ele virou-se e levando sua mão fechada em direção ao céu, acertou em cheio um soco no queixo do rocket que o segurava, fazendo cair no chão novamente bem ao lado de sua cadeira.
Esse pequeno incidente direcionou toda atenção para si. Alguns rockets foram em sua direção.
Não houve mais tempo para pensar ou ter medo. Vendo algumas ferramentas espalhadas ao lado do míssil e tomado pelo desespero, pegou a primeira ferramenta a seu alcance: uma chave de fenda prateada, bifuncional, tendo um de seus lados achatado e pontiagudo com uma proteção de borracha em tom verde cobrindo parte da ferramenta.

-Parados! Eu sei como arma-lo e posso disparar contra vocês – ameaçou o garoto.
-Apenas tente – sugeriu um dos agentes que se aproximavam – Apenas um deles tem o poder de devastar uma extensão referente a 11 cidades como esta. Dispare aqui e eu, você, as duas cidades e todos ao redor morrerão!

Charles parou...

-11 cidades? Mas... se usarem aqui... pensei que fossem usa-la apenas contra Tênoa. - disse ingenuamente.

Um mar de risadas ressoou pelo local.

-Você subestima a Equipe Rocket!



                                                             …  

Em meio aos grandes tanques de guerra, Wui, Yui e Ui imobilizavam todos os membros da Equipe Rocket que conseguiam identificar. Não usavam seus próprios uniformes, mas também não estavam uniformizados com os uniformes do exército de Parum.
As ruas de Parum já estavam desertas, não por opção. Ninguém teve opção de abandonar a cidade. Foram todos feitos prisioneiros em suas próprias casas, deixando apenas o exército e rocket's nas ruas.
Não demorou muito para  notarem os irmãos e tentar detê-los. E mesmo sendo apenas três, usaram artilharia pesada. Estavam atacando Parum, e isso já era motivo para disparar sem qualquer prévio aviso.
O fato de não estarem usando qualquer pokémon ou arma era motivo de riso. o que pretendiam dessa maneira? mal sabiam o que lhe esperava.
Seus corpos brilhavam e pareciam ganhar um poder inimaginável conforme o brilho aumentava, tornando-os capazes de nocautear alguns agentes rapidamente.
Assim que tiros foram disparados ficou a cargo de Ui destruí-los. Instintivamente ele abriu a boca, que agora assemelhava-se a um focinho de pelagem branca ainda pouco visível, e disparou uma rajada de fogo que fez a pólvora das balas disparadas explodirem no ar.
Muitos recuaram de medo.

– Um humano que dispara fogo! - alertou um deles já amedrontado.
-É um monstro! Veja! Tem fucinho! - gritou
-Garras! -  Alertou outro.

Muitos abandonaram suas armas e correram. Os mais corajosos decidiram enfrenta-los,afinal, eram apenas 3. Ledo engano.

Os três irmãos realmente não pareciam ter mais noção de nada. Seus instintos a flor da pele lhe transformaram em seres  um tanto irracionais, movidos pelo instinto. Sabiam quem era o inimigo, mas talvez nada impedisse que os matassem ou atacassem inocentes.
O cabelo de Yui começava a sofrer com a estática que emanava de seu broche e se alinhava como uma grande agulha na parte posterior de sua cabeça. Seus olhos ganham um tom vermelho sangue e sua pele começava a escurecer ganhando um brilho metálico.
Wui começava a empalidecer. Seus olhos amarelos, sua boca aumentando e seus dentes crescendo. Seu corpo começava a se curvar. Parecia ser o mais cruel é gélido dos três. Foi o primeiro a avançar.
Sua presa: um agente corpulento da E.R segurando uma Baron’s Revised M416 CQB muito potente. Não teve chance de usar a arma. As presas de Wui tão frias como o gelo penetraram em seu ombro que  parecia queimar de tão intenso.
Em poucos segundo o corpo do rocket pareceu adquirir um tom azulado. Seus batimentos cessaram. Estava congelado por dentro. Como demonstração do que aconteceria com os demais, Wui apreciou seu mais novo sorvete.
Vários estavam paralisados de medo. Muitos correram em pânico, mas foram detidos por Yui que paralisou seus corpos.
A aura ardente de Ui inutilizava o uso de qualquer arma num  raio de 700 m.
Apesar da maioria dos soldados Parunenses estarem na linha de frente, alguns presenciaram o que aconteceu, pois, muitos cuidavam do fornecimento de armas da cidade ou tinham outra função qualquer durante a guerra.
E por incrível que pareça, todos eles estavam livres das garras de Wui, Yui e Ui, por enquanto...
Um mensageiro que conseguira escapar em meio ao caos de rockets que fugiam estava decidido a avisar seu general sobre as “feras humanas”, mas este se encontrava na linha de frente, e seria impossível avisa-lo já que seu rádio comunicador tinha sido afetado pela aura de Ui. Tentou alguns outros superiores, mas não haveria tempo de chegar até eles.
Finalmente avistou Jessie, James e Meowth.
Correu desesperadamente ao seu encontro.
Os três se reuniam numa tenda de guerra pequena mas luxuosa. Havia um sofá muito confortável,   frutas e vinhos. Nem sinal de qualquer mapa da cidade, maquetes para planos, nem mesmo um rádio para comunicação e informes da guerra. Pareciam simplesmente não fazer nada.

-O que você quer? - pergunto Jessie furiosa pela invasão.

Por um instante, o jovem soldado não conseguiu falar. Talvez pela fadiga ou pela surpresa de todo aquele luxo numa tenda de guerra. Não entendia o que eles faziam ali, parados.
Diante da estupefação do garoto, Jessie se viu obrigada a repetir a pergunta, dessa vez num tom mais impaciente.
Voltando a realidade, o soldado mensageiro se pôs a tagarelar sem parar. Percebia-se urgência em sua voz.
Urgência, medo, terror. Sentimentos que tomaram conta até mesmo dos três ouvintes.
Nem mesmo a E.R ouvira falar sobre feras humanas que devoravam humanos.
O que estaria acontecendo?
Quando o jovem mensageiro disse que o mais assustador deles usava uma capa preta com um simbolo parecido com o que os três ali na sala usavam, tudo se esclareceu.
Meowth ordenou que o mensageiro se retirasse para conversar a sós com Jessie e james.

-vocês ouviram? - disse o felino;
-Sim, pelo visto Wui nos traiu, e trouxe amiguinhos.
- Bem que eu achei estranho ele não atender ao nosso chamado, agora sei por quê.

Enquanto Jessie e Meowth falavam sobre Wui, James notou, por uma espécie de janela de plastico presa na lona da tenda, uma nuvem de fumaça vindo das montanhas.

-Hey!- chamou ele -Não era para os misseis estariam ali? -perguntou apontando pela janela.

curiosa com o que James tinha perguntado e pelo seu olhar centrado, dirigiu-se até a janela rapidamente.
Ao ver a nuvem de fumaça que se formava ficou totalmente preocupada. Pegou seu celular do bolso e tentou se comunicar com os agentes que enviou para a instalação dos misseis.




-Nem sinal deles – disse preocupada e confusa.
-Merda!

As coisas pareciam estar dando errado, e isso estava fora de cogitação. Era preciso agir.
Jessie discou outro numero em seu celular.
Em menos de um toque foi atendida.

-Libere! - disse sem exitação.
-mas... senhora, não está...
-Libere! Já disse!





- jessie... - meowth tinha com toda certeza reprovado sua atitude – cedo demais... cedo demais!
-Não temos como prever se ele fará tudo que mandarmos. Se der errado como antes... ainda não temos a substancia para destruí-lo, e nem as relíquias. - informou James.
-Então, esta na hora de conseguirem. Mexam-se – disse apontando para a nuvem de fumaça na montanha.


                                                             

                                                                     



-Marcos? - dizia Elton por uma espécie de mini-radio, acoplado em sua cintura e ligado a um dispositivo em sua orelha. - vi que bloquearam as saídas. Onde você está?
-Não se preocupe – respondeu, correndo a 100 km/h num carro conversível verde pelas estradas que ligam Tênoa/Parum à Veridian – consegui sair da cidade antes que conseguissem trancar todas as saídas. A cidade está uma bagunça. E o pior : ainda amassei bastante as laterais do carro. Está me devendo essa!
-Cuide da minha esposa e te agradecerei minha vida toda!
-Tudo bem! Onde você esta agora?
-No fundo do poço, literalmente. Se tentasse chegar nas ruínas pelas entradas que tem na superfície, seria capturado. Abri um buraco e cheguei até o esgoto. Tem uma única passagem aqui em baixo.
-Abriu um buraco? Como assim? Abriu aonde? - perguntava um tanto zeloso pela sua casa.

do outro lado da linha, Marcos pode ouvir que Elton havia chegado até a entrada da Ruína. Sabia que assim que entrasse não teria mais como se comunicar com seu amigo

-Não posso falar mais agora, juro que te pago depois! até mais!






-boa sorte! - disse enquanto continuava e direção a Veridian no seu carro conversível.

Planejava chegar lá antes que anoitecesse. Pegou os óculos no banco ao lado, ligou o rádio na estação 108.9 , estava tocando The Beedrills.

Here comes the sun! doo doo doo doo! Here comes the sun... And I say: it's all right....
pisou fundo no acelerador.

     

                                                               



O sinal de Elton foi cortado assim que entrou na ruína. Havia entrado por uma fenda aparentemente minuscula demais, mas sabendo a maneira certa de se encaixar, uma pessoa não muito grande conseguiria passar sem dificuldade. A fenda levava a uma sala pequena. Planejava chegar aos corredores e se esgueirar até uma parte da ruína que ele mesmo tinha decidido manter em segredo quando a descobriu.
Ele mesmo tinha a camuflado e por isso, tinha certeza que estaria intocada e guardando um tablado original da profecia. Só precisava sair dessa sala e chegar aos corredores, mas assim que saiu da fenda, notou o corpo de um homem jogado ao chão.
Inicialmente se assustou. Sabia que a ruína estava tomada por agentes da E.R, mas imaginava que a essa hora estariam lá em cima, lutando.
Mas apesar do susto inicial, percebeu que o agente estava inconsciente e não representava perigo algum.
O que teria acontecido? Indagou Elton.
Não se importou muito com ele. Não estava morto, percebeu que respirava, e para ele estava de bom tamanho. Tentou abrir a porta, mas estava bloqueada.
Empurrou diversas vezes tentando move-la. Inútil.
Conseguiu move-la depois de muito esforço por alguns milímetros, deixando uma pequena porção de luz entrar.
Parou um pouco para descansar. Nem se lembrava mais do agente jogado logo atrás dele.
Tentou reunir forças para empurrar um pouco mais. Não tinha pokémon com ele e não havia outra passagem seguindo pelos esgotos. Era preciso fazer algo.
Perguntou-se se o cara a quem não tinha dado importância alguma teria algum pokémon com ele. Decidiu averiguar. Olhou em direção ao corpo deitado no chão. Havia 3 pokebolas em sua cintura, conseguira ver devido a iluminação natural da caverna que passava por entre a fresta milimétrica que conseguira abrir com toda a sua força. Decidiu pega-la, mas antes, sua curiosidade natural o fez olha na direção do rosto daquele rapaz.
Para sua surpresa, aquele corpo jogado não era de qualquer agente. Ele levantou-se rapidamente. Achou que seu cérebro estaria a brincar com ele. Olhou mais atentamente. Aproximou-se.
A respiração pesada. O corpo do garoto suava pela falta de oxigênio naquela minuscula sala.

-Não pode ser– disse Elton com muita surpresa e muito confuso

o corpo do garoto começou a reagir. Sua cabeça se inclinou um pouco para a esquerda. Seus olhos começaram a tremer e com muito esforço, suas pálpebras se abriram.

-Dylan!

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