Pokémon Mythology
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Pokemon Relíquias!

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Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 14 Fev 2012 - 22:07

Pokemon Relíquias

O inicio pode parecer, mas não é mais uma história sobre treinadores que saem por ai atrás de insignias.
O prólogo apresenta 8 capítulos onde se mostras as primeiras capturas e coisas básicas , depois disso começa a verdadeira história de vingança.

Escrito por: Brenda & Charles
desenhos feitos por Brenda
História feita por Charles




Personagens principais:

A fan-fic narra as aventuras de dois grandes amigos, Charles e Brenda

Charles: Um jovem de coração imenso, destemido e persistente que procura sempre ajudar seus amigos.
no começo da história ele não sabe muito bem que caminhos seguir, mas almeja algum dia sair da "sombra" de seu primo.
No decorrer da história encontra o seu verdadeiro objetivo no mundo pokemon

Brenda: uma garota de uma personalidade um tanto extrovertida, sempre dando seu melhor.
Seu maior objetivo é ganhar a Liga Pokemon, para isso conta com ajuda de seu amigo e rival Charles.
Brenda como Charles tem pequenos problemas familiares que influenciarão em suas jornadas.



Lema da E.R

Spoiler:


Izye: Prepare-se para a destruição
Dylan: renda-se agora se não...
Izye: Izye
Dylan: Sou Dylan
Izye: Para derrotar todos os inimigos
Dylan: e deixa-los em perigo
Izye: Para infestar o mundo com maldade
Dylan: e destruir qualquer sinal de bondade
Izye & Dylan: a E.R triunfará, e com vocês irá acabar






Sumário:

Prólogo: 1ª temporada
Spoiler:

2ª temporada
Spoiler:

3ª temporada
Spoiler:

4ª temporada
Spoiler:
Capitulo 1: Partindo pro ataque!
Capitulo 1: desarmar!




Pokemon: Reliquias



CAPITULO 1
A melhor jornada começa em pallet!



 Dentro do carro...
- Ah mãe, temos mesmo que ir para aquele fim de mundo? - perguntou Charles.
- Pallet não é tão mal assim querido, é nossa cidade natal, um lugar tranquilo onde conhecemos todo mundo. E também, já estava na hora de sairmos daquela cidade agitada. - Você adorava Pallet, o que aconteceu? - respondeu sua mãe.
- Eu cresci mãe, isso aconteceu. E também... você sabe.
- Isso já é passado filho, nunca mais aconteceu, por que aconteceria agora? Não tenha medo está tudo bem.
Charles: um garoto de um pouco mais de dez anos, com cabelos castanho-escuros e vestindo sempre um casaco azul e jeans, morou em Pallet até uns seis anos, quando depois de alguns acontecimentos sua mãe decidiu mudar-se pra longe para protegê-lo. É um garoto forte, gentil e destemido, que ama os Pokémon.
Ainda não sabe qual seria seu objetivo em uma jornada, por isso ainda não a começou. Por enquanto seu maior desejo é ter sua própria identidade.
                                             
  ...
                                  Chegando à Pallet

- Olha quem finalmente chegou - gritava uma senhora idosa, de vestes floridas, simples, mas elegante. Ela estava acompanhada de um senhor já de cabelos grisalhos, mas bem arrumados, vestido com um casado de tweed de cor escura. Os dois se apressaram da direção de Charles.
- Ele se parece tanto com o primo, o orgulho de Pallet. Você será tão bom quanto ele.- disse a Sra. Liero
- Sentimos muito sua falta rapazinho - Disse o Sr. Liero enquanto o abraçava - será que já está pronto para a sua jornada? E mais importante claro, seguir os passos de seu primo?

Um sorriso forçado foi tudo que Charles deu em resposta.
Isso deixa claro o porquê dele querer ter sua própria identidade.

Depois de cumprimentar todos os que vieram recebê-los, resolveu ir dar uma volta.

- É sempre “olha! O primo do nosso grande treinador!”, “vai seguir os passos dele” ou “talvez chegue a ser tão bom quanto ele!”. É raro quando alguém me chama pelo meu nome e não faz referencia ou me compara ao meu "grande primo", aff!

Enquanto andava por Pallet, percebia que muitas coisas continuavam iguais, achando que nada teria de novo para surpreendê-lo; Até que deparou-se com uma menina de cabelos castanho-claros e ondulados, vestida com uma camiseta quadriculada e calças jeans, cujo nome que mais tarde viria a descobrir era Brenda, que era espirituosa e cheia de energia, tinha vários sonhos a realizar e estava apenas a espera de alguém para acompanhá-la em sua jornada.
Brenda veio correndo na direção de Charles gritando:

-NOSSA É VOCÊ! É VOCÊ, É VOCÊ! O tal primo de que todo mundo falava, o primo do...
- Ah não, chega! – Charles a cortou, já furioso - EU TENHO UM NOME SABIA?

O silencio tomou conta do lugar, um pequeno morro florido, cercado por arvores de médio porte. Só se ouvia o barulho do vento ao passar farfalhando pelas folhas verdes e brilhantes.
Ela ficou encarando-o por um tempo que pareceu ser infinito, o que o deixou meio envergonhado pela atitude grosseira. Porém ele percebeu que de algum jeito, ela sabia o porquê daquela atitude. Antes que Charles tivesse chance de se desculpar ela foi logo se apresentando:

- Meu nome é Brenda, e o seu?
- Ah o meu...? É Charles... - respondeu ele ainda envergonhado

Os dois começaram a conversar, a sensação de que já se conheciam era evidente. Logo já pareciam ser amigos a muito tempo  

- E aí, vai começar sua jornada hoje? - perguntou ela.
- Talvez, não sei bem o que quero pra mim, e também...
- Não quer ficar na sombra dele né? – perguntou, já sabendo a resposta.
- Você parece me conhecer muito bem. - afirmou Charles meio desconfiado.
- Ou talvez eu saiba como é... - Respondeu ela - Bem, eu vou começar minha jornada hoje, vou fazer o máximo pra vencer todas as batalhas, principalmente uma contra o seu priminho - sorriu ela, já se levantando para ir embora.
- Espera! Você está saindo em jornada por causa dele?
- Bem eu cresci com ele e ele se tornou um ídolo pra mim. Espero algum dia poder batalhar contra ele e...

Ela começou a ficar meio vermelha e tratou de mudar logo de assunto:

- Sabe, a melhor maneira de se descobrir o que se quer fazer na jornada é saindo em uma, por que você não viaja comigo?
- É pode ser, sair em jornada com uma amiga seria ótimo.

Então os dois partiram em direção ao laboratório do Prof. Carvalho. Chegando lá, eles se encontraram diretamente com o Professor.

- Charles! - disse o Prof. Carvalho com um sorriso - Não imaginava que viria tão cedo.
- Ele vai viajar comigo - Disse Brenda sorridente.

O professor que já sabia como Brenda queria achar um acompanhante para a viagem mas não tinha se sucedido até o momento, deu um sorriso e um aceno de cabeça em resposta.
Em seguida o professor explicou coisa básicas sobre a jornada e depois os levou até uma sala onde entregou as pokedex e  as pokebolas. Brenda e Charles estavam ansiosos pelos Pokémon, e não esperavam o que viria a seguir.

- Ouve pequenos problemas com o transporte dos Pokémon iniciais que viriam hoje, e eles não chegaram até aqui – explicou o Prof. Carvalho, com o rosto serio. – Desculpem.


No próximo capitulo:
Para o criatório!
Riolu se junta à jornada.



...


CAPITULO 2
Para o criatório!
Riolu se junta à jornada.


O que poderia ser mais chocante para um treinador iniciante do que não receber seu Pokémon inicial? Sem seu primeiro Pokémon, treinadores não poderiam sair em jornadas pois seria perigoso, e além disso, precisariam de muita sorte para capturar um Pokémon.

- E agora? O que vamos fazer? Esperamos até que entreguem os novos Pokémon? - perguntou Charles
- Bem... é uma opção - respondeu o professor.
- Tem outra? – perguntaram Brenda e Charles ao mesmo tempo.
- Sim. Há um criatório na cidade de Aquorra, que é bem próxima daqui, e de lá vocês poderiam ir para Veridian onde há o primeiro ginásio.
- Mas não podemos sair da cidade sem um Pokémon professor. - disse Charles

O professor Carvalho apenas olhou para Brenda como se ela já soubesse o que fazer. E ela sabia mesmo.

- Vamos. - disse Brenda saindo – Obrigada professor!
- Pra onde? – perguntou Charles, depois de agradecer e se despedir do professor Carvalho.
- Começar nossa jornada, claro!

Os dois saíram do laboratório correndo, a caminho da casa da Brenda. Ela sabia exatamente o que fazer para que os dois conseguissem seus primeiros Pokémon.

- O que vamos fazer na sua casa?
- Você vai já ver – gritou sem olhar pra Charles, que a seguia.

Enquanto corriam, Brenda se lembrou do pequeno bracelete dourado no braço do seu novo amigo, que havia notado enquanto conversavam no morro, mas nada falara. O bracelete era dourado e possuía desenhos de Pokémon lendários, feitos com um fio de prata fino e delicado.
Brenda usava um objeto parecido em seu cabelo que lhe servia de prendedor, e nele havia as mesmas ilustrações de lendários só que as cores se invertiam. Sua mãe lhe dizia que um dia ela saberia o que aquilo fora, mas nunca contou nada além disso. Ela ficou por muito tempo se perguntando sobre os objetos, se tinham algo de comum e o que significavam.


...


Chegando em casa, um Riolu que esperava prontamente se apressou em pular no colo de Brenda assim que ela chegou. Os olhos de Charles brilharam assim que ele entendeu o porque da visita.

- Esse Riolu é seu? - perguntou impressionado.
- Ainda não - respondeu ela sorrindo enquanto pegava uma das pokebolas em sua bolsa. – Bem, é isso. Pokebola vai!
...
...
...

- Pronto, agora é meu. Saia Riolu!


POKEDEX: Riolu: Pokemon cachorro metálico, é a forma pré-evoluída de Lucário.
possui uma destreza enorme, e devido ao seu tamanho pode se esconder facilmente. Quando triste ou com medo, sua aura se torna mais forte, como uma forma de sinalizar os seus aliados.


- Aaah mas que Pokémon incrível! - exclamou Charles
- Minha irmã que me deu. - suspirou - faz um tempo ainda era um ovo,  mas já nos tornamos grandes amigos.
- Ela está aqui? Queria conhecê-la, ela também é treinadora?

Já dentro de casa, Brenda percebeu que havia alguém no andar de cima.

- Não é importante conhecê-la agora, talvez mais tarde... – respondeu procurando em uma gaveta um pedaço de papel. Quando achou  escreveu um bilhete simples, o deixou em cima da mesa e saiu de casa.



- Você não vai se despedir?
- Quando partimos eu te explico C - respondeu ela
- "C"? Quem é "C"? - perguntou ele confuso.
- Você oras. – respondeu ela encarando-o - É mais fácil te chamar de "C" do que de Charles.
- Ok então "B".

Eles riram e foram embora, deixando a casa para trás... Ao voltarem pro laboratório, encontraram Tracey.

- Ei gente! Que bom encontrar vocês, o professor me mandou entregar esses cartões aqui.
- Obrigada Tracey - disse B – Mas onde está o professor?
- Ele só me disse que precisava sair rápido, e pediu para tomar conta do laboratório.
- Ele não falou mais nada?- perguntou C
- Bem, se eu não ouvi mal... Eu acho que ele disse algo sobre a nova Equipe Rocket, e talvez algo sobre Veridian.
- Equipe rock...- Charles tentava dizer algo quando Brenda o puxou
- Talvez o encontremos lá. Vamos C, já está na hora. Até mais Tracey.

- Temos que pegar suas coisas ainda, vamos pra sua casa - disse B
- O Tracey... Ele disse mesmo equipe Rocket?- perguntou C
- Talvez, eu não sei, vamos logo pra sua casa.
- Será que o professor Carvalho vai ficar bem?
- Seja lá o que for que tenha acontecido, o professor vai conseguir cuidar disso sozinho, eu não posso me meter nisso de novo.- disse B como se estivesse inquieta com o assunto.
- De novo?
- Vamos logo C.

Ela não queria falar mais sobre o assunto, então Charles decidiu não perguntar mais. Quando chegaram na casa de Charles, notaram que sua mãe ainda estava guiando os carregadores da mudança. Depois de falarem com a mãe de Charles, ela entregou-lhe sua mochila que já estava devidamente preparada, olhou-o profundamente nos olhos, sorriu, beijou sua testa e disse:

- Não tenha medo dos sonhos, através deles você pode tornar alguém mais feliz.

Com essas doces palavras na cabeça Brenda e Charles começaram a jornada


No proximo capitulo:
Uma nova Equipe Rocket
E velhos planos


Última edição por chaos em Qua 11 Dez 2013 - 0:32, editado 30 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por -Murilo em Ter 14 Fev 2012 - 23:10

Hum... Não costumo ler muito as fics do fórum, mas o título da sua me chamou a atenção. Depois de lê-la toda fiquei impressionado com a história. Apesar do clichê da jornada, ela tem muitos mistérios interessantes. Logo no inicio fala sobre algo que aconteceu com Charles no passado, sobre as joias com pokés lendários (relíquias???) e agora a nova Team Rocket. Acredito que tudo isso esteja interligado, mas não consigo desconfiar como ainda.

A história é bem legal e as descrições também, mas algo que me incomodo um pouco foi o excesso de falas. Talves se voce tentasse trocá-las por uma narração, ou alguma outra coisa também fique legal. Espero que voce se dê bem na sua fic e tente se aprimorar. Ah! Mais uma coisa. Você que fez esses desenhos? Porque se for, parabéns , porque desenha muito bem!

Boa sorte na sua fic,, vou tentar acompanhá-la!
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 21 Fev 2012 - 18:47

Pokemon Relíquias!
Capitulo 3
Uma nova Equipe Rocket
E velhos planos



Poucos meses antes, em um lugar distante, uma nova base da Equipe Rocket se erguia. Rodeada por uma vasta floresta, no meio de uma grande cordilheira de montanhas cinzentas, era quase impossível de se atingir. Nesse lugar isolado, sentimentos de discórdia e vinganças vigoravam, tudo envolto numa maldade pura.

- Agora que Giovanni nos deixou na direção, muitas coisas vão mudar por aqui.
- Vocês terão que acatar as nossas ordens.

Três membros assumiam o cargo de chefes da Equipe Rocket, Jessie, James e Meowth.


“Assim que voltaram de seu mais recente fracasso em Unova, eles se preparavam para o pior quando se encontrassem com Giovanni, mas logo do cara as coisas não ocorreram como eles previram. Seu chefe estava tenso e com bolsas embaixo dos olhos, parecia muito apreensivo. Giovanni não esperou que eles começassem a se explicar e deixou sua organização nas mãos deles. Ninguém entendeu o porquê da partida tão repentina, mas haviam rumores de que alguém vira o Pokémon lendário Mew rondando a base.
Quando tais rumores chegaram aos ouvidos de Jessie e James, uma única coisa pode ser lembrada por Jessie; nada relacionado a Mew, pois sua mente bloqueava qualquer coisa relacionada a ele devido a traumas passados, mas sim, lembranças relacionadas a Mewtwo e a destruição da antiga base da Equipe Rocket. Nisso, ela encontrou um ótimo jeito de unir o útil ao agradável. A Equipe Rocket poderia se vingar de Mewtwo e ao mesmo tempo Jessie James e Meowth agradariam seu chefe. Ou ex-chefe?

- Então Mewtwo por aqui de novo hm? - pensou Jessie num ar maléfico enquanto andava pelo seu novo escritório observando tudo mas sem prestar atenção em nada, a mente imersa em vários pensamentos.

James e Meowth não entenderam o porquê dela estar citando Mewtwo, mas concordaram com seus planos. Não sabiam o porquê de Jessie ainda estar interessada em agradar Giovanni, já que agora eles estavam no mais alto escalão da Equipe Rocket, acima de tudo e de todos, mas mesmo assim acenaram em concordância.”



Depois de semanas de longos planejamentos e incessantes pesquisas, finalmente acharam a chave para seus problemas:

- Senhores, nossas pesquisas revelaram que duas crianças possuem os objetos que nós precisamos. Eles possuem a “ligação”, o poder que pode controlar os lendários - dizia uma subordinada para Jessie, James e Meowth.
- Mewtwo se arrependerá de ter destruído nossa base no passado –pensava Jessie - Partam ao encontro deles agora, e nos tragam esses objetos!

Enquanto isso ...


- Riolu, Ataque Rápido!(Quick Attack)

O Riolu de Brenda então acerta um Cartepie que é lançado para longe, indo parar no meio da densa floresta, fora do campo de visão deles.

- Ah não, esse já é o segundo que o Riolu manda pra longe! - disse Brenda decepcionada.
- Como eu disse você tem que controlar mais a força dele usando ataques mais leves quando for tentar capturar algum Pokémon, se não acontece isso - aconselhava Charles – vamos continuar procurando.
- Tudo bem... Eu só espero que esse Cartepie consiga se recuperar depois dessa...

Eles recomeçaram a caminhada, e Brenda continuava a olhar para os lados, parecendo cada vez mais apreensiva.

- O que foi? Você esta parecendo preocupada há algum tempo - perguntou Charles.
- É que eu estou querendo ir ao banheiro, só que até agora não achei nenhum...
- Banheiro? Ah, sei, então vai atrás daquela arvore ali, eu vou... hm, ficar de costas.

Brenda inocente como é foi e olhou atrás da arvore e ficou confusa quando não achou nenhum banheiro

- Não tem nada aqui C - reclamou ela.
- Você sabe que está no meio de uma floresta né? Não há banheiros por aqui.
- E O QUE EU FAÇO AGORA??
- Você nunca saiu de Pallet? – disse Charles se segurando para não rir.
- Só de carro. Nunca tive problemas desse tipo – respondeu ela, tentando se controlar.
- Hm agora eu entendo. Bem, você tem sorte que estamos perto de Aquorra, mas mais cedo ou mais tarde...
- AAAAH cale a boca! Grr vamos logo.

Ela se virou abruptamente para que ele não visse que estava corada e começou a andar, um pouco rápido demais. Charles correu para alcançá-la, e então eles retomaram caminhada pela Rota 1, um trecho de terra que atravessa uma vasta floresta, e liga as cidades de Pallet e Aquorra. Agora com o passo um pouco mais apressado, já estavam bem perto da cidade de Aquorra quando Charles ao observar Riolu, lembrou-se de uma pergunta que estava querendo fazer.

- Sua irmã que te deu o Riolu né? Eu esqueci, quem é ela mesmo?
- Eu já falei que não é importante.
- Mas...
- E esse seu bracelete? - perguntou Brenda cortando logo Charles, antes que ele pudesse fazer mais perguntas e aproveitando pra tocar num assunto sobre o qual ela estava curiosa.
- Ah isso? Não sei de onde veio nem porque ele tem esses desenhos, mas minha mãe me contou que o professor carvalho me deu ele quando eu era pequeno para afastar os “pesadelos” que eu andava tendo na época.
“Pesadelos”? pensou Brenda, desconfiada. Será que eram os mesmos...? Não, não podia ser, seria muita coincidência. Mas mesmo assim resolveu perguntar.
- Pesadelos? Um bracelete desses pra afastar simples pesadelos?
- É, pelo menos foi isso o que minha mãe me contou, mas...

Ele parou de falar, parecia estar decidindo se ela seria confiável ou se sequer acreditaria no que iria falar. Mas ele já a tinha como uma amiga, e esse segredo era uma coisa que sempre quis compartilhar com alguém.

- Mas? – perguntou Brenda entusiasmada, mal podendo esconder sua inquietação.
- Bem, pelo pouco que me lembro, parece que algum tipo de Pokémon ficava me rondando a noite, me pedindo socorro, algo assim... é confuso, não sei se isso fazia parte do pesadelo ou se era de verdade.
- Você também? - pensou Brenda. Pelo menos era o que ela pretendia, porem acabou falando em voz alta.
- Como assim “você também”?

Automaticamente Charles olhou para os cabelos de Brenda. Mais precisamente, para a presilha que prendia sua franja. Ele percebeu que as mesmas ilustrações de seu bracelete estavam lá também.

- Ham, nada não, não é nada importante - respondeu ela rapidamente, tentando disfarçar.

Enquanto isso, dois integrantes da Equipe Rocket em um helicóptero sobrevoavam a rota 1, um pouco longe demais de Brenda e Charles para que eles pudessem ouvir o som das pás. Eram eles:


Izye uma das mais novas integrantes da ER, seu espírito ativo a deixa sempre alerta. Não é do tipo que aceita a derrota e sempre faz de tudo pra conseguir o que quer. Seu objetivo principal não era se juntar a Equipe Rocket, mas depois de tantas frustrações considerou essa sua única alternativa. Adora Pokémon do tipo lutador, apesar de não ter nenhum ainda.

Dylan uma pessoa um tanto misteriosa. Não é de seu feitio demonstrar qualquer tipo de sentimento. Na maior parte do tempo ele se demonstra desinteressado e indiferente aos fatos. Mas tem uma grande afinidade com sua parceira, apesar de não parecer. Ninguém sabe o porque se juntou a ER, nem mesmo Izye.


- Essa caçada é inútil, Izye. Onde vamos achar essas crianças? Elas podem estar em qualquer lugar agora – dizia Dylan, no comando do helicóptero.

Izye, a parceira de Dylan, olhava atentamente em todas as direções através de um binóculo. Quando estava para responder a Dylan, notou Brenda e Charles caminhando pela trilha na floresta. Viu o Riolu no ombro de Brenda e logo o imaginou em sua posse.

- Um Riolu por essas bandas? Bem, essa procura pelas crianças valeu de alguma coisa - disse Izye, mais para si mesma do que para Dylan – Vamos lá!

Dylan não estava muito interessado no Riolu, mas mesmo assim foi em direção a Charles e Brenda. Quando estava perto o suficiente para que os dois lá embaixo já ouvissem claramente o helicóptero, Izye exclamou:

- Fearow vá!

Interrompidos na conversa sobre a presilha de Brenda pelo barulho, estavam a procurar o helicóptero quando um Fearow passou num rasante e prendeu o Riolu que estava no ombro de Brenda com suas garras.

- Não! Riolu! - gritou Brenda, surpresa.

Ela seguiu o Fearow com os olhos, que ficou sobrevoando o helicóptero enquanto este pousava, levantando poeira. Assim que este pousou, Charles e Brenda avistaram através da cortina de poeira o que devia ser uma pessoa saindo dele, logo seguida de outra.

- Quem vocês pensam que são? Devolvam meu Riolu! – gritou Brenda enquanto Charles observava atentamente a situação, procurando alguma maneira de salvar Riolu das garras de Fearow.
- Quem nós somos? Hu hu, bem, você pode nos chamar de “A nova Equipe Rocket”. E agora esse Riolu pertence a minha parceira - disse Dylan, calmo como se estivesse falando sobre o tempo.

Brenda zangada voltou o olhar para se Riolu, que ainda estava nas garras do Fearow sem saber como se soltar. Charles, falando pela primeira vez depois do choque, disse para ela mandar Riolu se soltar usando algum ataque.

- Certo. Riolu use Repuxo!(Force Palm)

Riolu abriu a palma de sua mão e...

BUUUUMMM!!!


Uma grande explosão atingiu o Fearow, que soltou Riolu.

- Fearow use golpe aéreo!(Aerial Ace) - ordenou Izye, agora prestando atenção a batalha que ocorria la em cima.
- Mande seu Riolu desviar usando o ataque rápido! – aconselhou Charles.
- Use o Ataque rápido!(Quick Attack) em direção ao solo Riolu!

Riolu segue as instruções de Brenda e usa o ataque rápido em direção do chão, conseguindo desviar do ataque de Fearow; mas com toda a velocidade com que o Fearow usou o golpe aéreo ele criou uma forte rajada de vento, forte o suficiente que jogou todos eles pra longe.

CONTINUA...


No próximo capitulo:
Virando heróis de Aquorra!


Última edição por chaos em Ter 28 Fev 2012 - 17:59, editado 1 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por -Murilo em Ter 21 Fev 2012 - 20:09

Olá! O capítulo de hoje foi muito legal! E digo que fiquei muito surpreso com essa nova equipe rocket. Imagina só, sendo comandada por Jessie, James e Meowth. Mas pelo o que me parece, eles já estão bem maus, se está falando que vieram de Unova. Parece que há muito mistério interligando a equipe rocket, mew e mewtwo e os nossos heróis. Estou cada vez mais curioso. E esses desenhos então, deixam a fic ainda mais bela. O uniforme de Izye e do Dylan ficaram muito legais! E a personalidades deles também são muito interessantes. A sua escrita ficou muito boa nesse capítulo. Só precisa continuar a reduzir um pouco mais as falas e aumentar a descrição. Uma outra coisa também que me incomodou foi você escrever os ataques em portugues. Alguns eu até entendi, mas não faço ideia do que possa ser Repuxo! Mas tirando isso está tudo ótimo! Aguardo o proximo capitulo. Ah! Mais uma coisa. Brendan tem o riolu, enquanto que Charles ainda vai atras do dele. Acho que descobriremos quem vai ser o poke dele no proximo capítulo!
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por Mason T. em Ter 21 Fev 2012 - 23:05

Cara, achei sua Fanfic bem interessante! Muito boa por sinal! Você escreve bem, sem nenhum erro absurdo o suficiente que eu precise comentar, e embora tenha tido o começo clichê, você parece estar sabendo dirigir a história para um rumo diferente. Eu tive a impressão de que você parece estar tentando dar um rumo sério à Equipe Rocket. Faça isso, seria ótimo se deixassem apenas de ser ladrões sem rumo. Enfim, aguardo o próximo capítulo!

Heei, cara, se você puder, dá uma olhada na minha Fanfic, talvez você goste, o link está na sign. Obrgado! Very Happy
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 28 Fev 2012 - 18:54

Olá! Antes de tudo gostaria de agradecer a todos que acompanham e comentam a Fan-Fic.

Sobre diminuir as falas, eu juro que estou tentando, mas em episódios que as batalhas são longas, eu não vejo jeito de diminuir a quantidade. Iremos continuar tentando.

Boa leitura!


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Pokemon:Relíquias
CAPITULO 4
Virando heróis de Aquorra!



Depois da forte rajada de vento causada pelo ataque aéreo do Fearow de Izye, que acabou jogando todos para longe, Charles acorda assustado e com uma forte dor de cabeça.

- Ai minha cabeça – diz ele fazendo uma careta enquanto se levanta.

Observando ao seu redor ele percebe que não está mais na rota 1, e sim numa grande sala azul equipada com as mais recentes tecnologias que um laboratório Pokémon podia ter (pelo menos era o que ele pensava) e repleta de estantes, lotadas de livros. Tinha apenas uma janela, que dava para um campo gramado banhado pela luz alaranjada do sol da tarde, e não muito distante algumas casas da cidade. Do outro lado havia uma porta branca. Ele estava no que parecia ser uma maca, posta no meio da sala, mas não parecia fazer parte dela. E Brenda estava desacordada em outra maca ao seu lado. Assustado, ele começou a chamá-la:

– B? B? Acorda!

Para seu alívio, ela começou a abrir os olhos. Sua expressão era tão confusa quanto a dele enquanto se levantava e observava o lugar, e aparentemente não tinha sofrido nenhum machucado. Mas ela ainda estava com vontade de ir ao banheiro por isso praticamente saltou da maca e por causa da velocidade com que se levantou ficou tonta e quase caiu.

- Que isso B, vai com calma! Tá tudo bem?
- Preciso ir ao banheiro!
- Tem um banheiro logo ali. Clássica segunda porta a direita. – disse uma senhora que acabara de entrar. Aparentava ter uns trinta e poucos anos de idade e usava um

jaleco branco por cima de jeans e uma blusa simples. Tinha cabelos claros e por trás de óculos de grau brilhavam inteligentes olhos azuis. Estava sorrindo como se estivesse rindo da própria piada.



Brenda a agradeceu e saiu correndo na direção indicada.

- Me desculpe, mas quem é você? E onde estamos? - perguntou Charles saindo da maca.
- Ah que falta de educação a minha, meu nome é Celine, muito prazer. Alguns moradores encontraram vocês na entrada da cidade, viram que vocês possuíam o“CPI” e então os trouxeram até meu laboratório.

- CPI?
- Cartão de Pokémon Inicial, sem ele você não pode pegar seu primeiro Pokémon.
- Então a senhora que nos entregará nossos Pokémon inicias? – perguntou Brenda que enquanto voltava pegou a ultima parte da conversa.
- Sim eu mesma. Ah, e pode me chamar de Celine. Gostariam de escolher seus Pokémon agora e depois me contarem o que foi que aconteceu? Ficamos assustados quando chegaram aqui. Mas não se preocupem, só ficaram desacordados por alguns minutos.
- Espere! – disse subitamente Brenda – Onde está meu Riolu? Ele está bem? Está aqui pelo menos? Ele...
- Ele está bem sim, não se preocupe – respondeu Celine, acalmando Brenda - Aliás ele está bem ali, se recuperando. Nos o examinamos e não há nada de errado com ele, daqui a alguns momentos estará acordado e bem disposto.

Ainda sorrindo ela se virou e andou na direção de uma mesa em um lado da sala, onde estavam postas três pokebolas sobre almofadas de veludo. À frente de cada uma tinha cartãozinho amarelo indicando o Pokémon que havia dentro.

- Os Pokémon iniciais de Kanto como vocês já devem saber são:
Squirtle tipo água;
Charmander tipo fogo;
E Bulbassauro tipo grama/veneno.


Charles olhava para as pokebolas fixamente e sabia exatamente qual queria. Ele se dirigiu até a mesa e pegou a do pokebola que continha um Squirtle, Brenda também já decidida o seguiu e escolheu a que tinha um Charmander. Os dois sorriram por ter completado o primeiro passo em suas jornadas.

- E quanto ao que aconteceu? - perguntou Celine, se sentando em uma cadeira atrás de outra mesa e indicando duas cadeiras à frente para eles se sentarem.
- Um grupo chamado... Como era mesmo B? – Disse Charles enquanto prendia sua pokebola no cinto e se sentava. Ele queria muito ver seu novo Squirtle, mas precisavam falar sobre o assunto.
- Equipe Rocket – Disse Brenda seriamente, enquanto guardava sua pokebola na parte da frente de sua bolsa e ia se sentar.
- Equipe Rocket? - perguntou Celine num tom de quem não estava acreditando.
- Sim, ela nos... - dizia Brenda quando Celine a interrompeu, agora com a expressão séria.
- Desculpem, mas isso é impossível. A equipe Rocket se desfez há anos, e não tem como eles voltarem.

Nesse instante uma grande explosão destruiu a parede do laboratório que tinha visão para o campo. Riolu que até o momento permanecia desacordado se levantou assustado e correu para os braços de Brenda. Celine notou entre a fumaça o emblema da ER, e começou a gritar o que pareciam ser ordens para alguém que não estava lá. Rapidamente Brenda e Charles se viraram para a fumaça, prontos para batalhar.

- C agora que temos três Pokémon, podemos derrotá-los.
- Certo – respondeu ele com um aceno de cabeça – Celine, tire os outros Pokémon que houverem aqui, nós cuidamos desses bandidos.
- Squirtle
- Charmander
- SAIAM! - gritaram os dois ao mesmo tempo.

- Não seja singelo garoto, seus Pokémon não são nem treinados ainda, você ainda acha que pode nos derrotar? – falou Dylan, saindo da fumaça – Nidorino cuide deles, Duplo chute!(Double Kick)
- Squirtle, entre na casca rápido!- ordenou Charles

Mas Squirtle nem sequer o tinha conhecido, não sabia o que estava acontecendo nem o que deveria fazer, por isso acabou recebendo o golpe.

- Não, Squirtle! - gritou Charles
- Charmander use brasas!(Ember) – ordenou Brenda

Charmander também não conhecia Brenda, mas ao ver o que aconteceu com Squirtle decidiu seguir as ordens dela. Ele direcionou o ataque ao Nidorino e o deixou em chamas.
Squirtle que incrivelmente não estava nocauteado saiu debaixo de Nidorino, olhou para Charles e compreendeu que assim como o Charmander havia obedecido a Brenda, ele devia obedecer a Charles.
Para mostrar que havia compreendido juntou o que restava de suas forças e atacou Nidorino usando Cabeçada Zen(Zen Headbutt), o que surpreendeu a todos.

O golpe super efetivo de Squirtle derrotou Nidorino.

- UAU Squirtle você sabe o Cabeçada zen - disse Charles muito feliz, com um sorriso de orelha a orelha para Squirtle.
- SQUIRTLE, SQUER SQUER - respondeu o pequeno Pokémon.
- Deixe que eu cuido disso seu inútil - resmungou Izye para Dylan, finalmente aparecendo
- Rhyhorn saia e use ataque de chifre!(Horn Attack). - Mandou Izye.

Rhyhorn era assustador, muito maior que Nidorino e parecia ser muito mais forte também. Enquanto Dylan que finalmente tinha se recuperado do choque – se é que se podia chamar sua expressão neutra de choque - chamava Nidorino de volta.
Rhyhorn correu ferozmente em direção a Squirtle e Charmander.

- Squirtle use evasiva, rápido! – ordenou Charles.

Squirtle desviou de Rhyhorn por pouco, mas Rhyhorn não parou o ataque, apenas mudou a direção para Charmander.

- B, os golpes tipo fogo do Charmander não terão quase nenhum efeito, fuja!

Brenda podia responder que já sabia disso, mas estava ocupada pensando em algum plano. Olhando para cima, percebeu que no teto haviam instalados vários sprinklers, logo formulou seu plano.

- Não, eu tenho uma ideia! Charmander, se prepare, evasiva!
- Háhá, esse é seu plano? Você está fazendo justamente o que ele lhe disse! – Zombou Izye.

Quando Rhyhorn passou por Charmander, que por muito pouco não foi atingido, teve que parar para atacar de novo. Brenda aproveitou esse breve instante

- Charmander use brasas(Ember) no teto, rápido!
- Char... charmandeeeeeerr!

Charmander usou o ataque bem na hora em que Rhyhorn se preparava para voltar, ativando os sprinklers e encharcando completamente Rhyhorn que parou o ataque.

- Rhyhorn? – observava Izye enquanto Rhyhorn se enfraquecia
- C agora é com você! – disse Brenda enquanto chamava Charmander de volta para que ele não se molhasse.
- Deixa comigo! Squirtle jato d’água(Water Gun)!

E o jato de água mandou Rhyhorn pra longe, quase derrubando Izye e Dylan, que se desviou numa velocidade incrível. Izye estava quase se levantando, ainda não tinha aceitado a derrota, quando ouviram sirenes tocando e uma multidão se formando ao redor.

- Isso é apenas o começo - disse Dylan muito sério - vamos Izye.

Izye pegou a pokebola do Fearow e a lançou. Os dois escaparam voando do local.
Logo depois chegaram alguns carros da polícia. Assim que a oficial Jenny saiu do carro, Celine, a dona do criatório, apareceu e saiu correndo em direção a ela.

- Oficial Jenny, aqueles eram integrantes da Equipe Rocket.
- Eu temia isso. Eles atacaram justamente o criatório. Quais serão seus planos agora?

Jenny então se virou e viu Brenda, Charles e seus Pokémon se aproximando. Pelo que ela já havia ouvido, eles que tinham batalhado contra os agentes da Equipe Rocket protegendo o criatório e os afastando dali.

- A cidade de Aquorra tem uma divida de gratidão com vocês, muito obrigado por defender este lugar – declarou ela.
Celine fez um gesto de concordância com a cabeça e começou a aplaudir. Aos poucos, todos em volta se juntaram em grande salva de palmas em agradecimento aos novos heróis.


...



- Que perda de tempo, deveríamos ter ido procurado as relíquias, não acredito que ficamos o dia todo atrás daqueles pirralhos só por que você queria um Riolu – resmungava Dylan mal-humorado. Perder não era de seu agrado.
- Os chefes não irão ficar contentes com isso... – lembrou inutilmente Izye.





No próximo capitulo:

O ginásio destruído!
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 6 Mar 2012 - 21:25



Ninguém comentou, mesmo assim não podemos deixar de postar não é?
hoje episódio duplo, espero que gostem XD

ainda hoje edito o primeiro post com o lema da ER

Boa leitura

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Pokemon relíquias!
Capitulo 5
O ginásio destruído!


Enquanto deixavam Aquorra para trás, Brenda e Charles seguiam andando em direção de Veridian por um caminho florido das espécies mais variadas de vida vegetal com seus diversos odores que tomavam conta de todo aquele singelo lugar. Curtindo seus mais novos amigos, eles prosseguiam aproveitando a paisagem.

- Finalmente consegui meu Charmander, esperei tanto por isso – Dizia Brenda toda ditosa enquanto enchia de caricias seu novo Pokémon.

Charles e Squirtle se divertiam muito brincando e se conhecendo. Diante de toda aquela afeição, os Pokémon se sentiam cada vez mais felizes. O Dia parecia perfeito; mas nem tudo são flores no mundo Pokémon.
Ao longe, dentre as colinas, onde se localizava a cidade de Veridian, nuvens de fumaça começavam a se formar. Ao notar esse suspeito acontecimento, Charles ficou preocupado. Logo Brenda percebeu seu silencio e procurou o que Charles estava olhando.

- Ali não fica a cidade de Veridian? – perguntou ela.
- O professor Carvalho! – lembrou Charles de supetão – ele está em Veridian, vamos!

Rapidamente eles guardaram seus Pokémon e se puseram a correr, e tão rápido quanto, o clima agradável e as belas paisagens foram dando espaço a uma densa camada de fuligem que cobria quase tudo ao redor.
Chegando aos arredores da cidade, se depararam com uma multidão correndo para todos os lados e o esquadrão Golduck tentando apagar o fogo.O desespero tomava conta do lugar.

- O que está acontecendo aqui? – perguntava Brenda horrorizada com o que via.

Uma figura conhecida dentre a neblina começou a correr em sua direção

- Brenda, Charles! O que vocês estão fazendo aqui? - dizia o Professor ofegante e tossindo devido a toda a fumaça que inalara.
- Professor Carvalho, o senhor está bem? O que está acontecendo aqui? – dizia Charles tentando ajudar o professor
- A Equipe “COF! COF COF!” Equipe Rocket, “COF!” eles voltaram.
- Já sabemos - disse B - Nos atacaram nas proximidades de Aquorra.

O professor Carvalho pareceu ficar mais preocupado do que já estava.

- Atacaram vocês? Conseguiram as relíquias? Não, eles não podem, como acharam tão rápido? – falava tão rápido, que não notou que a Equipe Rocket não havia roubado nada deles.
- Que relíquias professor? Eles queriam roubar o Riolu da B, eles não...

O Professor ao ouvir a explicação, dirigiu seu olhar para o pulso de Charles, e o mesmo seguiu seu olhar. Então seus olhares se cruzaram.

- Que relíquias são essas? –perguntou Brenda

Os dois ainda se olhavam fixamente, mas seus olhares pareciam divergir; Charles parecia querer respostas, e o professor parecia querer oculta-las. O professor desviou seu olhar para Brenda e a respondeu.

- São joias muito especiais, se a Equipe rocket se apoderar delas, eles poderão controlar o mundo.

...

A alguns metros dali se localizava o ginásio de Veridian. O ginásio também estava em chamas e a ponto de desmoronar.
Nesse instante,




Gary Carvalho, o líder do Ginásio se aproxima correndo, gritando para a multidão se dispersar depressa da área. Ele sabia que se um prédio tão grande quanto o ginásio desabasse, varias pessoas se machucariam, e ele sabia que viria a desabar.
Segundos após, o ginásio veio a baixo. Nuvens de poeira e fuligem se espalharam, e no lugar do antigo ginásio, um novo edifício escuro e tenebroso se ergueu das chamas.

- Então era verdade, uma das antigas filiais secretas da Equipe Rocket estava mesmo no subsolo do ginásio. Como ninguém achou? – Disse a policial Jenny perplexa que acabara de evacuar algumas áreas e testemunhara o prédio sublevar-se.

Mais que de repente, inúmeras explosões magnéticas se iniciaram por toda a cidade. De todos os cantos então surgiram Magnemites, Magnetons e Magnezones, que ao se posicionarem em pontos estratégicos criaram um campo magnético em volta de toda a cidade, tornando-a deserta.
Para destruir o campo magnético a policial Jenny arquitetou um plano de ataque com todos os outros policiais. O plano constituía-se em todos os policiais mandarem seus growlithes atacarem os Pokémon que estavam gerando o campo magnético, mas de nada resolveu.

- É impossível destruir isso – disse Gary
- Cessar fogo! – ordenou Jenny - Temos que achar outra maneira de adentrar a cidade.

Afastada da frente de ataque, a enfermeira Joy tratava de todas as pessoas e Pokémon feridos. Mas mesmo com muitos cooperando ainda havia caos.
Diante de toda aquela situação o Professor Carvalho só via uma opção. Apesar de recear ter que fazer isso não teve outra escolha, teria que envolver Charles e Brenda no problema. Estando descansado e não tossindo mais, ele pode dizer:

- Escutem! A situação é muito mais séria do que imaginam, mas precisamos da ajuda de vocês.
- Da nossa ajuda, por quê? – disse Brenda, que apesar de querer ajudar de qualquer forma estava um pouco assustada com aquilo tudo.
- É complicado explicar agora, mas enquanto a Equipe Rocket não encontrar as relíquias estaremos seguros. Eu peço que não se preocupem, isso não atrapalhará a jornada de vocês, mas eu preciso que encontrem Kurt em Cerulean.
-Kurt? O criador das primeiras pokebolas? – lembrou Charles.
- Sim, ele está se refugiando da Equipe Rocket em Cerulean, vocês têm que encontrá-lo, e quando conseguirem saberão o que fazer.
- Mas e a cidade?! - perguntou B preocupada.
- Vocês não podem fazer nada aqui, devem encontrar Kurt, só assim poderão ajudar. Nós nos viramos, não se preocupem - disse o professor Carvalho tentando não deixar sua preocupação transparecer.
- Mas... – Brenda tentava dizer alguma coisa, mas o professor a cortou
- não importa oque está acontecendo aqui, vocês são apenas crianças, não devem deixar isso atrapalhar a jornada de vocês – lembrou o professor Carvalho – apenas se cuidem - disse ele sorrindo em meio a toda aquela confusão.

Assim eles decidiram partir.
Estavam preocupados com a cidade, mas se esse era o único jeito de ajudar, sabiam que o deveriam fazer.




No próximo capitulo:
Não coma carne na floresta!


...

Capitulo 6
Não coma carne na floresta!



Depois de toda a confusão que aconteceu em Veridian, e sabendo que a unica maneira de ajudar a cidade seria encontrando Kurt, nossos heróis tiveram que mudar alguns planos... Não que eles tivessem algum.


...


- Tudo bem, vejamos... Sem o ginásio de Veridian, temos outros três ginásios que eu acho bom visitarmos e... – Falava Brenda quando Charles comentou:
- Sabe... Mesmo se nós tivéssemos desafiado Gary no ginásio, teríamos perdido feio, nem ao menos treinamos desde que recebemos nossos Pokémon.

Brenda desistiu do que ia falar e começou a refletir sobre o que Charles havia dito. Depois de um tempo finalmente respondeu.

- Você tem razão, estamos à dias na estrada e até agora não treinamos nem sequer um pouco. Apenas o Riolu treinou um pouco.
- Sem falar que até agora não peguei nenhum Pokémon – lembrou Charles encabulado.

Estavam em uma floresta enorme, cercada por uma densa vegetação, parecida com a da Rota 1, mas o ar era mais abafado e úmido. Ao longo dela se ouvia o canto de Pidgeys.

- Vamos aproveitar que estamos na floresta para treinar um pouco. Aliás, nem sabemos o que vai acontecer até encontrarmos Kurt - lembrou Brenda – então que tal uma batalha?
- Eu e você?
- Não, eu e aquela árvore. Erm desculpe não resisti – disse ela se divertindo, e depois falando sério - Sim, como você disse, nós temos que treinar se quisermos ter alguma chance no próximo ginásio.
- Aaah não teve graça, rum! – respondeu ele corando - Mas tudo bem. Que tal 1x1?
- Só pode ser assim né, tu só tem um Pokémon... táa parei!

Depois que Charles desculpou Brenda de novo, cada um se dirigiu para um lado, dando espaço ao campo de batalha. Brenda escolhe Riolu, que animado se põe à frente. Charles não esperava que ela escolhesse Charmander mesmo, já que ele estaria em desvantagem. Ele então chama seu único Pokémon, Squirtle.

- Nossa primeira batalha, e eu vou ganhar – declarou Brenda confiante.
- Você ainda deve estar no mundo dos sonhos né? – brincou Charles.

Ele sabia que Brenda tinha Riolu a muito mais tempo que ele tinha Squirle, e que Riolu tinha mais experiência, mas isso não o desanimou. Resolveu atacar primeiro.

- Squirtle, Cabeçada Zen(Zen Headbutt) no Riolu!
- Detenha-o com Repuxo!(Force Palm) Riolu!


Quando Squirtle estava prestes a se chocar com Riolu, ele desviou-se do ataque deixando Riolu surpreso.
Squirtle havia desviado com um grande pulo. A estratégia de Charles era dar impulso ao golpe de seu pokemon e causar um grande dano em Riolu usando a força gravitacional.

- Tsc tsc, estratégia muito simples - disse B - Riolu copiar(Copycat)!


Ao usar o golpe Copiar Riolu gera um Cabeçada Zen tão forte quanto o de Squirtle e os dois colidem no ar.

- Squiiirtleeee!!
- Rrrr...

Os dois resistem firmemente e se preparam para um novo ataque.

- Squirtle use jato d’...

Nesse instante Charles percebe alguma coisa se mexendo a trás da grande arvore em que deixara sua mochila. Abandonando a luta, ele manda Squirtle segui-lo e corre atrás do que ele supõe ser um Pokémon.

- C? Aonde você vai?! Não pode abandonar uma batalha na metade! – Gritava B enquanto quase ficava para trás – Vamos Riolu!


- Olha, é um Carnivine! - disse Charles entusiasmado, ainda à frente de Brenda.

Quando viu os dois se aproximando, o Carnivine fugiu.

- O que é aquilo na boca dele? – perguntou B finalmente o alcançando.
- AAH É MINHA MOCHILA! - gritou Charles tentando não bater em uma árvore enquanto corria atrás do Carnivine - me devolva isso sua planta super desenvolvida!

Carnivine não prestava a mínima atenção em Charles, o que o deixou furioso. Brenda achava que ele parecia estar se divertindo, mas não sabia dizer com certeza se ele estava sorrindo ou se era sempre assim.

- Squirtle, jato d’água(Water Gun)!

O Pokémon segurou a mochila com as folhas que seriam suas mãos, abriu sua boca e engoliu o ataque de Squirtle como se estivesse tomando agua de um rio.
Enquanto Brenda e Charles ficavam pasmos com o que acabavam de ver, Carnivine continuou a mexer na mochila de Charles, e finalmente encontrou o que queria: um monte de hambúrgueres que a mãe de C havia preparado para a viagem. Jogou quase todos de uma vez em sua boca e largou a mochila no chão

- AHHH MEUS SANDUICHES! – gritava Charles pensando no que iria comer mais tarde.

Brenda estava achando aquela situação toda muito hilária, até que lembrou que não havia levado comida decente e que também comeria daqueles hambúrgueres.
Brava, ela grita - Você mexeu com a comida da pessoa errada! -Charmander, use brasas(Ember)!

Carnivine logo percebe o ataque e trata de desviar prontamente. Durante seu pulo, Carnivine gira e usa Folha-magica(Magical-Leaf) que acerta Charmander em cheio.

Apesar de ter desvantagem contra um Pokémon tipo fogo, o ataque causou grande dano. Carnivine devia ser de um nível mais alto.
Enquanto Brenda foi socorrer Charmander, Charles se pôs em ação.

- Deixa comigo B - Squirtle Cabeçada Zen(Zen Headbutt)!

O golpe acerta Carnivine em cheio, que o faz derrubar alguns dos hambúrgueres que ainda não havia engolido. Ao se deparar com toda a comida estragada, Carnivine reage abrindo sua boca de uma maneira diferente exalando um cheiro forte e adocicado que toma conta do ambiente.
Brenda e Charles ficam se perguntando o que estaria acontecendo, até que Brenda, que subitamente perdendo a cor, aponta para algum lugar atrás do Carnivine.

- Ai... meu... Arceus...– disse Charles chocado.

Atrás de algumas árvores, um bando de Carnivines havia aparecido.


Pokedex:Pokémon planta carnívora.
Usa de doces aromas para atrair as presas ou sinalizar seus amigos. É conhecido por ter uma das mordidas mais fortes do mundo Pokémon.

Assim que a pokedex acabou de falar, os dois só fizeram olhar de novo para o bando de Carnivines, cada vez mais próximos, e se puseram a correr à toda.
Para piorar, ao olhar para trás notaram que os Carnivines estavam os seguindo. Aparentemente, haviam sobrado alguns hambúrgueres.

- Eles querem os sanduiches que sobraram, jogue! – disse Brenda
- Mas só sobraram dois!
- JOGA LOGO!!

Mesmo assim, Charles pegou apenas um deles e o jogou pra longe, em outra direção. Todos os Pokémon foram atrás do sanduiche dando tempo para que Charles e Brenda armassem um plano para fugir.
Sem falar nada Brenda diz para Charmander usar cavar(dig) no solo, e por sorte Charles entende o plano e manda Squirtle ajudar a cavar o buraco da maneira que pudesse. O problema era que os Carnivines provavelmente passariam ao lado do buraco, então com muito pesar, já que era o ultimo hambúrguer, Charles joga o sanduiche na armadilha para atrair os Pokémon para dentro.
O sacrifício deu certo, pois os Carnivines que já estavam voltando se dirigiram de imediato para o buraco e caíram nele. Provavelmente ficariam por lá tempo suficiente para que os dois escapassem.

...


- Nossa escapamos, ainda bem – disse B
- Mas ficamos sem nenhuma comida – Rebateu Charles, desanimado.

Toda aquela correria o deixara com fome.

- Bem, tecnicamente não ficamos sem nenhuma comida... – disse Brenda, apesar de não parecer muito mais animada – só que eu preferia hambúrgueres à barras de cereais e coisas do tipo... Espera, onde está sua mochila?

Só nesse momento Charles percebeu que não estava com a sua mochila. De novo. Então Squirtle chamou atenção de Charles, e quando ele olhou para onde Squirtle estava apontando, viu que um Carnivine que conseguira escapar estava com sua mochila.
Não havia mais comida nenhuma, no que ele estava mexendo? Quando Charles correu para recuperar sua mochila, o Carnivine achou uma pokebola e de alguma maneira parecia tê-la confundido com um sanduiche, pois estava prestes a engoli-la. Mas ao invés disso ele ativou a pokebola, que o capturou. E para a surpresa de todos, ele acabou ficando lá!
Com tão incomum situação, Brenda não pode deixar de fazer outra piada com Charles:

- Isso aí C, pelo visto também se captura Pokémon pelo estomago!


No proximo capitulo:
Ui e Yui, mestres da Batalha em Dupla.
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 13 Mar 2012 - 19:01

A quem lê, gostaria de pedir que comentassem, criticas construtivas são bem-vindas.
Não queremos parar com o projeto. Se tem alguma sugestão de como a história deve se desenvolver, podem deixa-las nos comentários
toda sugestão pode ser aproveitada Smile

-------------------------------------------------------





Pokemon Relíquias!

CAPITULO 7
Ui e Yui, mestre da batalha em dupla.




Depois de muita caminhada pela floresta e já mortos de cansaço a única coisa em que eles pensavam era em sair logo da li. Há algum tempo tinham visto uma placa no meio da estrada que dizia:

Cidade de Pewter: 100 metros

Mas parecia que estavam andando há séculos e nada da cidade. A noite caiu e eles decidiram parar para descansar e deixarem seus Pokémon livres para se divertirem.
A alguns metros de onde eles estavam, subitamente um clarão de luz brilhou intensamente, e logo eles foram investigar.
Duas duplas de treinadores estavam travando uma batalha. De um lado havia dois garotos de vestes simples, calça jeans e blusa, um deles usava um boné vermelho. Do outro lado, se encontrava uma dupla onde logo se percebia serem gêmeos.





A menina se chamava Ui, tinha os cabelos longos e escuros como a noite, usava roupas típicas da cultura chinesa. Era uma coordenadora esperta, e graciosa, seus movimentos sempre tiravam o melhor de seus Pokémon. Usava como amuleto de sorte, um broche dourado com o meio de um vidro quase indestrutível na cor preta.

Seu irmão, sempre ao seu lado, se chamava Yui, seu cabelo era curto de um branco mais claro que a mais reluzente lua. Suas vestes eram parecidas com as de sua irmã. Era um treinador linha-dura, não respeitava ninguém exceto sua irmã. Ela era tudo pra ele, seu amuleto da sorte, ainda mais depois que sua mãe, em seu leito de morte, havia lhe pedido que cuidasse dela. Usava em sua camisa um broche muito parecido com o da Ui, mas em seu centro a cor do vidro era branca.

A batalha estava quase no fim, Yui e Ui não haviam tido a mínima dificuldade.

- Clefairy termine a batalha com o duplo-tapa!(DoubleSlap) – ordenou Ui.
- Sandshrew giro-rápido!(Gyro Ball) – gritou Yui.


Os golpes acertaram em cheio os Pokémon dos adversários fazendo-os perder.

- E vocês se consideram treinadores? – dizia Yui praticamente brigando com os garotos – Vão! Achem outra saída, por aqui vocês não passam.

Os treinadores recolheram seus Pokémon e se foram correndo.

- Não precisava falar assim com eles Yui... – dizia Ui preocupada com a atitude do irmão.
- Pessoas inúteis como aquelas, que não têm nosso talento, não merecem seguir jornada devem voltar pra casa e se esconderem – respondeu.

Nesse instante, ao olhar dentre as arvores, Ui percebeu a presença de Charles e Brenda e seus Pokémon, e fez sinais pra que se fossem, mas Yui logo percebeu e mandou com que sandsherew atacasse-os.
O que Yui queria era mais uma batalha para provar que era o melhor, e assim desafiou os dois. Mesmo Ui achando o que o irmão fazia errado, ela sempre batalhava ao lado dele, então se preparou. Charles e Brenda ficaram indignados com a atitude de Yui, e prontamente aceitaram a batalha.
As duplas se posicionaram em lados opostos da floresta e lançaram seus Pokémon.


...


Longe dali na base secreta da Equipe Rocket acontecia uma reunião com todos os agentes...

- Como ninguém conseguiu encontrar as crianças? – questionava Jessie furiosa.
- Senhora - dizia um agente em meio à multidão - Enquanto estava em Veridian, supervisionando o processo de dominação da cidade, o professor Carvalho estava conversando com duas crianças, um garoto com um Squirtle e uma garota com seu Riolu, sobre Kurt. Ele falou algo sobre as relíquias e disse algo como “apenas eles poderem ajudar”. Tudo indica que são eles.

Jessie pensou um instante sobre a situação, novamente várias lenbranças tomaram conta de sua cabeça a deixando imóvel. A cada noticia que ela recebia sobre as relíquias a deixava em um estado onde parecia tentar se lembrar de algo que ainda não conseguia. As ideias pulsavam em sua cabeça, e a deixavam sem ação.
James já sabia o que acontecia, então tomou a frente e ordenou que todos os agentes procurassem as crianças que o outro acabara de descrever.
Izye e Dylan que estavam na reunião se olharam e ficaram imaginando se as crianças que o agente havia descrito seriam as duas crianças que eles haviam atacado. Eles logo partiram, sabiam que a recompensa por acha-los seria incrível, e eles eram os únicos a terem pistas.


...



Novamente na floresta, a batalha já estava quase começando.
Charles havia escolhido seu Carnivine que havia pegado recentemente, e Brenda escolheu seu fiel Riolu.
Charmander que estava fora da pokebola já começara a se sentir dispensável, afinal, Brenda quase nunca o chamava para batalha, então o pequeno Pokémon simplesmente se sentou triste ao lado de Squirtle para assistir a batalha.
Yui chamou seu Kakuna, enquanto Ui seu seaking que ela havia treinado maravilhosamente bem, dando grande destreza para batalhar em terra.


POKEDEX: Seaking pokemon do tipo aquático. No outono, os machos Seaking pode ser visto executando danças de corte em leitos de rios para cortejar as fêmeas. Durante esta temporada, sua coloração se torna mais bela mais bela. Usa do chifre em sua cabeça para proteger seus ovos e a si próprio.

POKEDEX: Kakuna pokemon tipo inseto. Enquanto aguarda sua evolução, os Kakunas vivem agarrados em árvores para se esconder dos predadores. Embora ainda seja um casulo, consegue se mexer um pouco para executarem ataques simples.


Ui rapidamente mandou seu Seaking usar Pulsação de Água(Water Pulse) no Riolu. Charles que lembrou de que Carnivine já havia engolido o ataque do Squirtle antigamente, então mandou que fizesse novamente, e assim defendeu Riolu


- Riolu Copiar(Copycat) - ordenou Brenda ao Riolu que estava seguro atrás de Carnivine.

Riolu cria um Pulsação de Água(Water Pulse) super forte e o manda em direção do kakuna.

- Kakuna, chegou a hora – disse Yui calmamente.

Um brilho ofuscante envolve kakuna que começa a tomar uma forma diferente, e antes que o ataque o atingisse, ele se torna um Beedril e se defende da Pulsação de Água(Water Pulse) usando a agulha que tem como mão, transformando o ataque em minúsculas partículas de agua.
Mesmo surpresos com a evolução repentina, Charles e Brenda não se acanham e continuam o ataque.

- Carnivine balas de semente(Bullet Seed).
- Riolu ataque rápido(Quick Attack).

Para deter o ataque, Ui e Yui mandam seus Pokémon atacarem também.

- Beedrill agulhas-gêmeas(Twineedle).
- Seaking ataque-de-chifre(Horn Attack)

Como Brenda mandou Riolu usar um ataque físico, e o Beedrill e seaking eram mais rápidos, os ataques acertaram-no primeiro causando grandes danos.

- Seu Riolu é muito lento pra conseguir acertar qualquer golpe em nossos Pokémon – Dizia Yui em tom de chacota, enquanto a Ui o olhava tristemente sem declarar nada.
Charles ao ouvir o comentário de Yui logo teve uma ideia.
- Se o problema é velocidade, nós podemos resolver - Disse Charles confiante – Carnivine use mordida(Bite) no Riolu.

Todos olharam surpresos para Charles achando que ele ficara loco por atacar o Pokémon que era seu aliado. Brenda tentando o deter ordenou que Riolu fugisse, mas foi muito lenta.
Assim que o golpe acertou Riolu, ele começou a se iluminar.

- O que está acontecendo? – perguntou Ui espantada com o que acontecia.

Charles todo feliz por seu plano ter dado certo explicou:

- É a habilidade do Riolu, Inabalável. Toda vez que o Riolu ficar com medo por causa de um golpe, sua velocidade aumentará.

Brenda ficou surpresa com aquilo, só não ficou muito feliz por que não foi ela quem se lembrou da habilidade. Agradecendo Charles e voltando rapidamente à batalha, Brenda manda Riolu usar Repuxo(Force Palm) em Beedrill e Charles ordenou Carnivine a usar Folha-mágica(Magical Leaf).


Com uma velocidade incrível, Riolu acerta o golpe no beedrill deixando-o paralisado, e o folha mágica de carnivine acerta os dois, deixando inconsciente o Seaking e prejudicando o beedril.
Ui parecia até feliz com a derrota, ao contraio de Yui que estava completamente furioso.

- Beedrill ataque – gritava ele.
Mas beedrill estava paralisado e não conseguia se mover
- Riolu, acabe com isso, ataque rápido(Quick Attack) .

E assim, numa grande velocidade a batalha acaba com Brenda e Charles saindo vencedores.
Yui com seu temperamento forte se retirou do campo de batalha pisando duro e jogando pragas ao vento, enquanto Ui ria da lição que Brenda e Charles haviam dado nele.
Somente nesse momento, Brenda e Charles olham direito ao seu redor e notam a placa:


Bem vindo a Pewter


No próximo capitulo:
O observatório de Brock
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 20 Mar 2012 - 20:27


A história tomará rumos mais sério nos próximos capítulos
finalmente a merecida vingança começará.
Será que até vilões merecem compaixão?

"Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável."
---------------------------------------------------------------------



Pokemon Relíquias!
CAPITULO 8
O observatório de Brock!




Pewter, mais conhecida como a cidade da pedra. Nela se localiza o famoso ginásio do tipo Pedra de Brock. A mais nova novidade da cidade é o observatório de Brock que é integrado ao Centro Pokémon da cidade, onde ele pretende aprender tudo o que puder sobre os Pokémon e como trata-los.
Ao chegarem à cidade, Charles e Brenda se dirigiram rapidamente ao Centro Pokémon, chegando lá, logo se viram diante de uma estufa gigante. Era o observatório.
Curiosos como qualquer pessoa, ao chegar aquele admirável lugar, logo perguntaram a enfermeira Joy do que se tratava aquela grande área verde, envolta de paredes de vidro num formato circular, com as mais diversas tecnologias e vários Pokémon, dos mais variados tipos sendo tratados e observados.


A enfermeira logo tratou de explicar que aquilo pertencia ao Brock. Que ele havia fundado depois de voltar de Sinnoh para estudar e aprender mais sobre os pokémon.

- Ah o Brock – Lembrou B com um sorriso no rosto, depois que a enfermeira Joy os tinha explicado sobre o observatório - Faz tempo que não o vejo.
- Você o conhece B? – perguntou C admirado.
- Só de vista. Sempre quando ele voltava à nossa cidade com Ash eu o via de longe, nunca tive coragem de falar com ele. Bem, eles tinham mais o que fazer do que ficar perdendo tempo falando comigo – disse ela, parecendo estar distante.


Logo B percebeu que Charles a olhava tentando prever o que mais ela iria dizer e tratou rapidamente de mudar de assunto.
Rapidamente ela perguntou a enfermeira Joy se eles poderiam dar uma olhada no observatório e conhecer Brock que estaria trabalhando lá naquele momento.
A enfermeira Joy concordou e sugeriu que levassem seus Pokémon até o Brock, pois ele estava se especializando em medicina Pokémon e havia coletado ervas medicinais incríveis. E assim eles foram ao encontro de Brock.


...


Perto da cidade, Dylan e Izye vasculhavam a floresta de Veridian sobrevoando-a inteira em seu helicóptero atrás de pistas sobre as crianças.
Queriam acha-los rapidamente. Izye resmungava que em tão pouco tempo eles não poderiam ir tão longe e procurava desesperadamente por eles.
Dylan, do seu jeito neutro de ser, controlava a nave seriamente sem falar nada, mas parecia estar imerso em pensamentos não prestando a mínima atenção no que Izye resmungava. Ele seguia adiante enquanto Izye observava a floresta com seus binóculos.
Notaram um grande buraco no chão. Deveria ter sido resultado do golpe Cavar(Dig) de algum Pokémon, pensou Dylan. Viram algumas fogueiras apagadas montadas no decorrer da floresta, e seguindo os rastros, chegaram à parte final da floresta, onde pareciam ter ocorrido algumas batalhas. Logo pensaram que Charles e Brenda já deveriam de estar na cidade, e então seguiram para a entrada.
Não foi difícil acha-los quando entraram na cidade, sabiam que todo treinador ao entrar numa cidade nova se dirige imediatamente para o Centro Pokémon.
Pousaram seu helicóptero longe para que não chamasse atenção, logo entraram secretamente no Centro Pokémon, em todas as estalagens que o centro disponibilizava e finalmente no observatório.
Quando os encontraram, eles os observaram calmamente. Charles havia encontrado Brock e logo o desafiara para uma batalha, Brenda se sentindo deixada pra trás questionou o porquê dele ser o primeiro, e assim começaram a debater o assunto. Ninguém até esse momento notou a presença dos agentes da Equipe Rocket no local.
Enquanto os dois amigavelmente conversavam com Brock e o conheciam, Izye e Dylan foram se distanciando deles para poderem executar seu plano. Eles estavam contando com algo que saberiam que iria acontecer.
Pouco demorou e logo veio o esperado.
Em todas as tevês do Centro Pokémon, começaram a surgir noticias de vários agentes da Equipe Rocket rondando e atacando vários inocentes. Todos se reuniram na entrada do Centro Pokémon para verem as noticias deixando o observatório quase vazio.
Enquanto Izye desativava todos os sprinklers, Dylan localizava alguma coisa com que pudesse começar um incêndio. Rapidamente encontrou um Growlithe, o provocou impiedosamente até que este começasse a atacar. Vários ataques de fogo foram disparados contra Dylan, mas este se desviava sem problemas.
A área era coberta de árvores que ajudavam a proporcionar um ambiente agradável aos Pokémon. Os ataques de Growlithe causariam facilmente um incêndio ali, e assim foi.
O incêndio se alastrou com facilidade, os Pokémon começaram a fugir desesperados por qualquer passagem que achassem. Logo um estouro passou correndo dentro do Centro Pokémon derrubando a tudo e a todos.
Brock notou o incêndio no observatório e empalideceu, viu todo seu trabalho sendo destruído, correu para tentar apagar o incêndio, mas foi impedido por muitas pessoas que temiam que o pior pudesse acontecer com ele caso lá fosse.
Ele se debateu incansavelmente, mas nada poderia fazer. Já haviam acionado o esquadrão Poliwrath, mas estes ainda não haviam chegado, e quando chegassem já seria tarde demais.
Todos saíram correndo para fora do centro, pois este já estava começando a ser engolido pela fumaça. Antes que Charles e Brenda pudessem sair, foram agarrados a força por Izye e Dylan. Eles os levaram até o observatório onde o fogo crescia cada vez mais. Os dois estavam com máscaras, por isso não eram afetados pela fumaça.
Brenda e Charles começaram a tossir. Nem Dylan nem Izye sabiam como as relíquias eram, de modo que enquanto Dylan os segurava, Izye os chantageava, falando que caso não entregassem as relíquias ela os deixaria morrer ali mesmo.
O Growlithe que havia provocado o incêndio não havia fugido. Ele se sentira culpado por causar o incêndio, e ali ficara procurando uma maneira que consertar o estrago. Quando notou Dylan e Izye ameaçando as crianças, Growlithe juntou toda a raiva que havia adquirido de Dylan e correu para ataca-los.
Charles mal conseguia respirar, quanto mais falar ou pensar. Ele e Brenda estavam prestes a desmaiar, mas Growlithe prontamente pulou nos vilões fazendo solta-los.
O pequeno Pokémon sabia que não poderia detê-los facilmente, então se colocou em um ponto central dentre as chamas e uivou ruidosamente ativando sua habilidade Fogo Brilhante (flash fire).
Todas as chamas começaram a ser absorvidas pelo Growlithe que brilhava intensamente. Logo o fogo começou a se dissipar, Izye e Dylan ainda caídos no chão testemunhavam tudo com grande espanto.
Ao absorver todo o fogo, Growlithe fechou os olhos, respirou fundo, e com um olhar ardente quando reabriu os olhos, soltou um grande ataque de Lança-chamas(Flamethrower) em direção dos dois agentes.

O reflexo rápido de Dylan foi o que os salvaram, pois rapidamente este lançou sua pokebola onde continha um Slowbro que contra atacou Growlithe com uma Hidro bomba(Hydro Pump), criando uma grande nuvem de vapor.
Mas antes que quaisquer uns dos Pokémon pudessem atacar novamente, pedras começaram a rolar de trás de Dylan. Surpreso com a situação Dylan só pensou em mandar seu Slowbro usar Proteção(Protect) para protegê-los das pedras.
Quem estava a lançar as pedras eram os Pokémon de Brock, que ao verem o fogo sumir, correram para dentro do observatório para ajudar. Growlithe aproveitou a distração dos vilões para levar Brenda e Charles para longe dali.
Izye sabendo o que aconteceria caso ficassem ali por mais alguns minutos puxou Dylan rapidamente para que fugissem. E mesmo assim só conseguiram fugir, pois Charles e Brenda estavam inconscientes ao chão e Brock havia ido ajuda-los.
Todas as pessoas que haviam ficado do lado de fora entraram nessa hora acompanhados do esquadrão Poliwrath, mas Já era tarde de mais, tudo estava destruído.
Tudo que conseguiram ver diante daquele tamanho desastre foi um Growlithe chorando ao lado de dois corpos deitados ao chão.


No próximo capitulo
2ª Temporada
Sonhos esmagados, a jornada interrompida!
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por Richie em Sex 23 Mar 2012 - 18:44

Muito bom! Espero que C e B não tenham morrido....
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 27 Mar 2012 - 16:45

Pokemon Relíquias
2ª temporada
Capitulo 1
Sonhos esmagados, a jornada interrompida!



O dia estava belo e sereno, ele havia acabado de acordar e mesmo assim sentia-se completamente cansado. Seu corpo doía, mas não por inteiro, apenas da cintura para cima. Tentava se mover, mas era difícil. Seus pensamentos estavam bagunçados, pois se via em um quarto de hospital relativamente grande, muito bem limpo onde por todos os cantos se viam flores espalhadas.
Ele via tudo aquilo, mas não entendia o que havia acontecido. Tentou se mover outra vez, e outra, e outra, mas foi inútil. Estava entrando em desespero, não sentia suas pernas. O que havia acontecido? Perguntava-se com os olhos cheios de lagrimas, lutando para não deixá-las cair.
Olhava para os lados como se procurasse algo. Ele encontrou.



Na parede, havia um calendário marcando “13 de Maio”
Dessa vez não se segurou e desatou em lágrimas, ele se desesperou. Como não poderia se lembrar dos últimos dois meses de vida? E o que teria acontecido para fazê-lo não sentir suas próprias pernas? Questionava-se tentando entender tudo que se passava.
No corredor sua mãe que iria adentrar ao quarto havia parado na porta ao perceber seu filho acordado. Não podia encara-lo, tinha receio de ver seu filho naquele estado, não queria vê-lo sofrendo.
Sua única reação foi se recostar na porta e começar a chorar. Todos no corredor entendiam o porquê daquilo, ela esperava pelo momento de seu filho acordar ah quase dois meses.
Brock, que visitava o hospital diariamente para consola-la, chegara naquele momento e a viu aos prantos. Já sabia o que poderia ter acontecido, então estendeu sua mão, sorriu levemente e disse:


- Não podemos deixa-lo martirizando-se nesse momento, Charles já deve ter percebido tudo.

Vera, mãe de Charles, era uma senhora de uns trinta e poucos anos. Era gentil, bondosa, não media esforços para ajudar seu filho. Sacrificou tudo que tinha em Pallet para que seu filho não tivesse mais os pesadelos.



Sempre bem arrumada, era muito vaidosa, tinha belos cabelos longos, escuros e encaracolados.
Junto ao Brock, entrou no Quarto de Hospital. Estava feliz por ver seu filho acordado mais ao mesmo tempo triste pela cena que acabava de presenciar. Charles estava completamente desequilibrado, começara a gritar e esmurrar suas pernas tentando faze-las reagir, de nada adiantava.
Sua mãe correu para segura-lo, deu-lhe um abraço tão forte que o fez parar por um segundo. Ao sentir as batidas do coração de sua mãe, ele se acalmou. Seu lamento se tornou mais intenso.
Brock sentou-se ao seu lado. Enxugando suas lagrimas, Charles se preparava para a verdade e então finalmente perguntou:

- O que aconteceu?
- Se lembra do dia do incêndio no observatório? Dois agentes da Equipe Rocket o fizeram refém em meio às chamas. Um Growlithe que eu estava tratando, conseguiu salvar a você e a Brenda, mas depois que o fogo se dissipou as árvores estavam muito queimadas e danificadas. Vocês estavam perto de uma delas quando uma veio a baixo e...

Charles não quis que Brock terminasse. Procurou consolo no ombro de sua mãe e continuou seu lamento.
Podia-se ver claramente que todos sentiam pelo ocorrido, estavam tristes, mas nada podiam fazer. Deixando de chorar por um instante, ele se lembrou de sua amiga Brenda e perguntou preocupado:

- O que aconteceu com ela? Ela está bem?

Brock fez um breve silencio que pareceu uma eternidade para ele, pois estava muito preocupado, então repetiu a pergunta:

- Brock! O que aconteceu com a B?
- Ela deve estar ótima- disse ele triste com a reação que Charles poderia ter - no incidente ela apenas ficou inconsciente por algumas horas, mas quando acordou e soube de seu estado, esperou apenas por mais três dias sem derramar uma única lágrima e partiu.

A única reação de Charles foi dar um sorriso e dizer:

- Ela tinha um sonho, não poderia deixar que alguém paraplégico como eu atrapalhasse sua jornada.

Apesar do que disse, quando terminou sua frase pode-se perceber o quão triste ele estava pela partida da amiga e tudo que acontecera.
Nesse instante alguns médicos chegaram para fazer exames nele. O colocaram em uma cadeira de rodas e assim ele percebeu como seria sua vida dali em diante.

...


Em meio às montanhas, numa grande área coberta em sua maioria por rochas, Brenda estava sentada em um pequeno espaço verde na companhia de seu Riolu e o Growlithe que lhe havia salvado. Ela folheava um caderno de maneira séria. Nele havia escrito:

Diário de viagem:

Dia 17/03: Primeiro dia em que começarei a viajar sem meu melhor amigo.
Estou escrevendo para que entenda o porquê de ter o abandonado. Meu objetivo é me vingar de quem o fez sofrer. Sei que irão fazer de tudo para protegê-lo no hospital.

Dia 21/03: Cheguei a Cerulean. Aqui encontrei com Kurt e a líder do ginásio do tipo Água, Misty. Sei que o C adoraria conhece-la.
Quando expliquei tudo que aconteceu ao Kurt ele se surpreendeu, me alertou sobre meus objetivos, mas não pode me deter.
Ele me entregou uma estranha pokebola com as iniciais “GS” nela. Disse que seria a arma necessária contra a E.R.

Dia 02/04: Finalmente algo de bom aconteceu na minha vida desde o incidente. Consegui capturar um Eevee para ajudar na batalha contra a E.R.
Consegui despistar Izye e Dylan várias vezes. Só não sei por que nenhum outro agente me persegue.

...

...

...

...

Dia 01/05: Charmander evoluiu para Charmeleon. Não é nem surpresa que ele já tenha evoluído, com o treinamento intensivo que estamos tendo...

...

Dia 13/05: Hoje se completam dois meses, espero que você acorde logo amigo. Eu vou te vingar, confie em mim.





No próximo capitulo
2ª temporada
O que você irá fazer?
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 3 Abr 2012 - 20:16

Pokémon Relíquias
2ª temporada
Capitulo 2
O que você irá fazer?


Em meio a montanhas de papéis de uma sala de arquivos, um jovem ruivo usando o uniforme da E.R. averiguava todas as informações dos ataques que os agentes haviam executado. Em meio a toda aquela bagunça, duas fichas em especial lhe chamaram a atenção:



- Interessante... – Dizia o agente um tanto pensativo.

Meowth, que há algum tempo desenvolvera o habito de espreitar por todas as salas do Quartel General, estava a observar esse agente. Ao notar que ele encontrara as fichas que estava procurando, resolveu surpreende-lo:

- O que tens a esconder ai? Não está pensando em nos trair está? –Dizia Meowth com um sorriso malicioso estampado em seu rosto e com suas afiadas garras à mostra, preparadas para atacar.



- J-jamais. – Disse o pequeno rapaz se recuperando da surpresa.
- Ótimo! Agora me entregue isso aí.


Meowth folheou os arquivos que lhe foram entregues, e mais que de repente, seu sorriso se extinguiu. Antes que saísse correndo, olhou para o garoto e disse:

- Você sabe do que seriamos capaz caso nos traísse. A escolha de se juntar a nós foi sua, melhor tomar mais cuidado... Gary Carvalho.

Após pronunciar essas ultimas palavras, Meowth se pôs a correr o mais rápido possível em direção à Jessie e James, desaparecendo da vista de Gary que ficou recostado na parede a pensar no que deveria fazer.


...


Numa espaçosa área localizada no fundo do Hospital, coberta por árvores e com alguns bancos brancos formando uma bela praçinha, Charles estava na companhia de seus Pokémon em sua cadeira de rodas, ao lado de uma enorme árvore. Ele estava num estado deplorável, mal se mexia, estava com olheiras, pálido e gelado. Seu olhar estava perdido, assim como sua mente.
Seu Carnivine e Squirtle pareciam tão infelizes quanto ele. Desde o acidente nunca saíram de seu lado, e depois que acordou, tentaram de tudo para anima-lo. Mas nada adiantou.
Seus dias pareciam se resumir a isso. Acordava, comia um pouquinho de nada, não falava com ninguém, se trancava em seu quarto e só saia à tarde quando era forçado. Parecia ter desistido de viver. Sentia-se inútil. Nem andar mais conseguia. Mas naquela tarde, uma tarde típica de quarta-feira, dia 16 de maio, uma jovem moça com um pouco mais de 19 anos lhe apareceu.
As vistas cansadas confundiram Charles, ele achou ser sua amiga que a muito não via. Um sorriso, depois de tanto tempo teve um breve inicio em seu rosto, mas logo se eliminou quando o sol revelou o rosto daquela bela moça que lhe lembrava muito o rosto de sua amiga.


-Olá! Sou Isabel.

Isabel acabara de sair da adolescência, mas já a consideravam uma grande pesquisadora. Usava um jaleco branco como a maioria dos cientistas e óculos fundo-de-garrafa relativamente grandes. Era comportada, culta e gentil. De certa forma, se parecia muito com Brenda.
Charles permaneceu quieto, mas ficara surpreso com a semelhança que Isabel tinha com Brenda e se recostou da cadeira.
Ela esperava por uma resposta, mas não obteve, então continuou:

- Você deve ser Charles. Sinto muito sobre o que aconteceu com você. Soube de tudo através do professor Carvalho. Ele sente muito por ter incentivado você e minha irmã a saírem em jornada, mas...
- Sua irmã? – Foram às primeiras palavras que Charles pronunciava em muito tempo.

Isabel sorriu ao ver que ele reagira e se apresentou mais uma vez:

- Meu nome é Isabel - renomada pesquisadora e irmã mais velha de Brenda. Prazer!
- O que você faz aqui? Você sabe algo da B?- perguntou Charles que recuperava o animo para falar.

Isabel explicou a situação. Relatou que não sabia nada sobre Brenda desde que ela partiu e deixou apenas um bilhetinho.

- O que estava escrito no bilhete? – lembrou Charles - por que ela partiu daquele jeito?
- A nossa família acredita na ciência. Já a Brenda não. Ela não acredita que possamos conhecer o mundo somente pelos livros, e por ser impulsiva decidiu sair em jornada.

Charles se encostou novamente e vários pensamentos começaram a rondar sua cabeça. Ele voltou a pensar que ela o deixou porque alguém no estado dele só iria atrapalhar.
Pensamentos assim o deixavam cada vez mais triste.

-Você não quer descobrir por que ela se foi sem você? - Disse Isabel

Ele a ignorou.
Isabel se aproximou dele, colocou a mão sobre sua perna. Ele não sentia nada e isso só o deixou mais triste. Diante disso ela pronunciou de modo calmo:

- Pessoas pelo mundo inteiro, em estado pior que o seu, ainda realizam coisas incríveis. Tudo que acontece tem um propósito e nos ensina algo. Você não deve desistir de viver por isso. E aí, o que você vai fazer?

Carnivine e Squirtle se levantaram prontamente, esperando que algo positivo surgisse daquelas palavras. Eles almejavam ver seu mestre sorrindo novamente.



...


Um mundo distorcido se formava em volta de Brenda. Ela começava a desaparecer. O que estava havendo, ela se perguntava. Era como se ela estivesse e não estivesse ali. Tudo começou a se distanciar. Conseguiu perceber que algo estava caindo. Mas o que? Seria algo que ela estava carregando? Aquele mundo estranho começou a girar, sua visão se fixou em um ponto especifico. Não em um ponto, mas em um objeto. Era o estranho objeto que ela usava como presilha. Estava diferente. Mas como?
As silhuetas dos Pokémon pareciam mais reais. Uma luz vermelha cercou o objeto que foi sugado. Mas para onde?
A imagem se distorceu. Tudo escureceu, e um ponto dourado e prateado brilhou no meio do infinito vazio. Era a bola “GS”. Ela tentou pega-la, mas não conseguia. A pokebola se abriu e dentro dela apareceu sua presilha. Uma estranha voz começou a pronunciar "RELIQUIAS... RELIQUIAS... RELIQUIAS
E inesperadamente uma das imagens ilustrada na presilha tomou vida. Era um Mew saindo dela.
Ela foi transportada para um lugar estranho, como se fosse uma caverna. Havia estranhas figuras na parede, e no centro da caverna se encontrava uma misteriosa mulher sentada numa cadeira sendo rodeada por Mew.
O olhar da mulher encontrou o de Brenda. A mulher se levantou, seus olhos se tornaram vermelhos. Ela avançou.
Antes que ela alcançasse Brenda, tudo se dissipou.

...

Nesse momento Brenda acordou assustada, na entrada de uma grande caverna. Ela perguntava-se como havia parado ali. Com medo que algo ruim acontecesse Se levantou e foi embora correndo daquele lugar.

Diário de viagem:

Dia 16/05: Hoje tive um pesadelo horrível. Quem será aquela mulher estranha? Como fui parar na caverna? O sonho pareceu tão real. Eu queria muito estar ao lado do meu amigo.


Quando terminou de escrever ela pegou a bola “GS” e a observou fixamente, enquanto uma ideia se formulava em sua cabeça.
Desprendeu a presilha de seu cabelo e decidiu testar uma coisa.
Mas antes que o pudesse fazer, uma estranha pessoa encapuzada surgiu atrás dela e gritou:

- O que pensa que vai fazer?



No próximo capitulo
2ª temporada

Descobrindo segredos.
Continuarei por você


Última edição por chaos em Sex 27 Abr 2012 - 15:02, editado 1 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 10 Abr 2012 - 21:03

Oi gente Smile (tenho a impressão de estar falando sozinho)
queria avisar que esse capitulo por enquanto não conterá nenhuma ilustração.
Por motivos de saúde o texto foi atrasado impossibilitando que se fizessem desenhos,
mas em poucos dias os desenhos desse capitulo serão postados.

Atenciosamente: Charles e Brenda
----------------------------------------------

ps: se alguém ler isso, dê sinal de vida XD

--------------------------------------------------




Pokémon Relíquias
2ª temporada
Capitulo 3
Descobrindo segredos.
Continuarei por você.


Por instantes ela permaneceu congelada. Não havia ninguém ali momentos atrás, como alguém surgira do nada? Começou a se virar lentamente, mas de repente uma sombra escura se aproximou e a garrou.
Riolu que nunca ficava em sua pokebola, estava ao lado dela, grunhiu ferozmente e o atacou.
A mão daquela figura estranha se dirigiu rapidamente contra Riolu, segurando sua cabeça fortemente impedindo o ataque e fazendo o mesmo desmaiar.

- Riolu... - balbuciou Brenda abalada pelo que acontecia.

O ser então abriu sua mão lentamente, deixando Riolu cair inconsciente no chão.
De tanto medo Brenda deixou escorregar os objetos que tinha em mãos. Ela tentava enxergar o rosto daquela pessoa ou o que quer que aquilo fosse, mas o rosto estava coberto por um capuz e sendo assim ela não enxergava nada.

- O-O que você q-quer? Quem é v-você? – perguntou, com toda coragem que conseguiu juntar.

O estranho encapuzado não respondeu. Com um movimento rápido, pegou a presilha que estava no cabelo de Brenda, a jogou no chão e se pôs a correr.

Brenda foi rápida e conseguiu não se machucar ao cair no chão e rapidamente pegou sua bolsa e chamou todos seus Pokémon.
Enquanto todos eles atacavam o estranho encapuzado, ela agarrou Riolu e o abraçou forte.
A criatura se desviava avidamente de todos os ataques, mas pelo menos isso o impedia de fugir. Os movimentos que ele utilizava para se desviar pareceram familiares para Brenda, mas não lembrava naquele momento onde já os tinha visto.
Logo após Charmeleon ter o atacado ferozmente, e mais uma vez ele ter desviado, Eevee não pensou duas vezes e sem dar algum tempo para desviar, Ele atacou usando o Mordida(Bite) agarrando o capuz dele. Nada muito revelador ficou explicito. O máximo que Brenda pode ver com isso foi o cabelo dele, mas ele se virou rapidamente jogando Eevee em cima de Charmeleon e impedindo que mais características fossem reveladas.
Ele se levantou e disse:

- Você não tem ideia do quanto isso é poderoso garota.

Ele enquanto falava, mostrava a Brenda à presilha dela, mas ele a chamava de relíquia.
Ele continuou a falar o quanto aquilo poderia ajudar a humanidade, mas também o quanto seria perigoso caso caísse em mãos erradas. Brenda nesse momento percebeu que poderia obter respostas, então tentou parecer ingênua:

- Por que todos chamam essa presilha de “relíquia”? É apenas uma presilha bonita, não tem nada de demais!

Mesmo com a cabeça coberta dava para perceber por sua voz o quanto ele se irritou com a falta de conhecimento da garota. Tinha caído no plano de Brenda.

- Eu não entendo como eles escolheram você e aquele garoto para cuidarem de algo tão poderoso como as chaves da “Gankutsu Seichi” - Resmungou ele para os céus como se dissesse que ele seria alguém digno desse feito.

Não era muita informação, mas ao poucos ela se lembrou de várias histórias que ouvia de sua mãe quando era mais nova. Histórias que falavam sobre Arceus e como criou todos os outros Pokémon em uma caverna que teria sido seu primeiro lugar de descanso. O primeiro lugar em que teria sido visto, mas que ninguém nunca conseguiu chegar até lá, e a informação foi sendo perdida ao longo dos tempos, restando apenas histórias.

- A Gruta Sagrada! – falou Brenda como se tivesse ligado as peças de um difícil quebra cabeça.



...



Isabel convidou Charles para ir até um laboratório da cidade em que ela trabalhava de vez em quando.
Charles não tinha vontade de sair, mas foi mesmo assim.
Achava que por Isabel ser irmã de Brenda talvez ele conseguisse descobrir mais sobre sua amiga.

- Você pesquisa sobre o que? – Perguntou ele seguindo caminho em direção ao laboratório
- Eu estudo os diferentes usos dos ataques. Não acho que eles sirvam apenas para as batalhas. - respondeu ela
- Como assim? – perguntou ele interessado
- Bem, você talvez nunca tenha percebido, mas a mochila da Brenda não é comum. Não importa a quantidade de objetos que ela coloque na mochila, sempre sobrará espaço e nunca pesará mais que o peso normal.

Charles ficou surpreso com a afirmação dela e começou a falar pra si mesmo que coisas assim eram impossíveis. Isabel explicou que esse foi um dos primeiros experimentos que deram certo, e pra isso ela usou uma funcionalidade diferente para o ataque Caixa de truques (Trick room)
Ele estava impressionado com tudo que havia ouvido, tinha tantas perguntas que não sabia qual lançar primeiro.
Eles chegaram até a porta do laboratório e nessa hora Isabel falou:

- O meu principal objetivo de vir ao seu encontro era para te ajudar, eu vou usar tudo que eu aprendi e usarei minhas técnicas para incrementar sua cadeira.

Charles pareceu assustado e ao mesmo tempo agitado com o que ela poderia fazer e antes que ela o empurrasse para dentro ele só conseguiu dizer:

- Ei espere... Eu não... O que é...


...


Vera que observava tudo que Charles fazia lá fora o viu saindo alegre seguindo Isabel e soltou algumas palavras:

- Já estava na hora disso acontecer, eu não queria, mas ele precisa seguir seu destino - dizia ela segurando um ovo Pokémon de um tom azul claro.


Nesse momento Brock chegou ao quarto.

- Vera, ligue a TV no canal 8, acho que é de seu interesse.

No canal 8, estavam noticiando que outra cidade havia sido invadida pela Equipe Rocket. Ao lado das imagens da cidade estava uma lista com todas as cidades já invadidas.

- Como você previu, nenhuma cidade que possui um líder de ginásio a não ser Viridian foi invadida. E os agentes que você mandou para investigar Gary acham cada vez mais indícios sobre uma suposta vida dupla.

Na adolescência Vera foi uma exímia detetive. Era a melhor da região de Kanto. Seu principal objetivo era acabar com a E.R, mas quando Charles nasceu decidiu que sua prioridade era cuidar de seu filho.

Era coincidência de mais no dia da dominação de Viridian ele saber exatamente a hora que o ginásio viria a baixo – pensava Vera - Agora, para cuidar de meu filho, terei que continuar com o plano de deter a E.R.



No próximo capitulo
2ª temporada
A profecia de Jirachi!



*(Gankutsu 「岩窟」- Caverna, antro, cisão, gruta)
*(Seichi「生地」- Terra natal, lugar de nascimento)




Última edição por chaos em Sex 27 Abr 2012 - 14:55, editado 3 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por Roxiln em Ter 10 Abr 2012 - 21:10

cara vc desenha d+
muito bom mesmo gostei da historia dos personagens e do excelente enredo ta de parabens Very Happy

eu gostei desse desenho em particular
vc ta craque em desenhar cenarios eu sou muito ruim nisso... Embarassed
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 17 Abr 2012 - 22:17

Olá meu nome é Brenda, junto ao Charles sou Dona/parceira nesse projeto.
Gostaria de agradecer ao membro Roxiln pelos elogios.
é muito bom saber que alguém valoriza nosso trabalho.
Quanto ao cenário eu tenho um pequeno livro onde ensinam várias técnicas de como desenha-los, através deles que eu consegui desenhar.

------------------------------

Boa leitura! Não deixem de comentar Smile


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Pokémon Relíquias
2ª temporada
Capitulo 4

A profecia de Jirachi!



Diário de viagem:
Dia 16/05: Um dos dias mais estranhos da minha vida. Quem era aquele estranho encapuzado/mascarado? O que ele queria? Por que ele foi embora do nada? E ainda por cima fugindo com minha presilha. O que será que ela tem de tão especial?
O mais estranho foi toda a história sobre a “Gruta Sagrada”. Ele a chamou de “Gankutsu Seichi” e por algum motivo esse nome me trás muitas lembranças, não só de histórias, eu sinto que tem algo mais.

O vento soprava forte, ela não sabia bem onde estava.
Lembranças da caverna voltaram a sua cabeça
Desde que acordou naquela estranha caverna, muitas coisas aconteceram repentinamente. Da caverna ela fugiu sem um destino concreto, só queria ficar o mais longe possível, e ali ela estava.
Era uma savana colossal, possuía poucas arvores que ficavam amontoadas perto de uma enorme cordilheira de montanhas, que se estendia por quilômetros. Quase não havia grama, poucas espécies de Pokémon. O pôr-do-sol era incrivelmente belo e deixava o lugar com um ar poético-melancólico.

- Só pode ser ela – pensou Brenda refletindo sobre a caverna em que havia acordado.

Nas histórias em que ouvia quando era pequena, tinha uma em particular que narrava o “encontro milenar”.


Era a época em que todos os lendários de todas as partes do mundo se juntavam para um momento de paz, longe de tudo e de todos.
Lá eles permaneciam por um dia inteiro. Eles recuperavam toda sua saúde, e no final do dia faziam uma longa viagem de volta para manterem o mundo em equilíbrio.
Tudo seguia na maior paz em toda parte do mundo, até que em um desses encontros, uma estrela caiu no meio da caverna. Um Pokémon estranho emergiu dela. Presenciavam o nascimento de um novo ser. Era Jirachi, o realizador de desejos.
Todos os presentes no local o rodearam. O Pokémon tinha a aparência de uma criança, parecia inofensivo. Apenas parecia...
Seu olho espiritual, localizado na barriga se abriu pela primeira vez liberando todo o poder que tinha. Aquela imensa habilidade impressionou a todos, sentimentos novos como ganância e inveja começaram a surgir entre os presentes ali. Todos queriam possuir aquele poder.
Mas antes que qualquer disputa começasse, Arceus, deus dos Pokémon e criador de tudo, interviu, proibindo que Jirachi permanecesse nesse mundo por mais de 7 noites em um período de mil anos.
...
Mil anos mais tarde Jirachi apareceu em uma cidade chamada Forina, cidade da qual ele viria a ser o guardião.
...
Ele só poderia permanecer no mundo Pokémon eternamente quando concedesse o desejo mais puro a alguém de bom coração, e que logo em seguida abrisse mão de seus poderes, não podendo assim realizar mais desejos.




-“Seichi”, Lugar de nascimento – Pensava Brenda – Tem uma parte na história que diz que na “Gruta Sagrada” ainda é possível sentir a energia que foi liberada de Jirachi. Será que se eu for até lá eu...

Ela não pensou duas vezes e seguiu para encontrar a caverna.

...


Longe dali, no QG da E.R., Gary adentrava na base por uma janela pequena que se encontrava aberta. Mesmo sendo cuidadoso não escapou da vigilância de Meowth.

- Fez um bom passeio? – Perguntou ironicamente o Pokémon que surpreendia Gary mais uma vez.

Gary tentou não transparecer sua surpresa e continuou seu caminho não se importando com a presença do felino.

- Então? Não vai me contar o que estava fazendo? – Perguntava Meowth calmamente.

Gary simplesmente ignorou as palavras de Meowth mais uma vez.

- Você já deve saber que não somos tão bobos quanto pensa. Selecionamos vários espiões para ficar de olho em você. O estranho foi você não ter notado.

Gary gelou com a informação que havia recebido. Ficou parado em frente à porta pensativo, mas não soltou nenhuma palavra. O que estava fazendo era perigoso e exaustante, ele já estava em seu limite.
Meowth não deu trégua. Continuou jogando acusações que para o temor de Gary eram todas verdadeiras, até que ele não conseguiu mais se conter e avançou contra o Pokémon.
Gary o agarrou pelo pescoço e o prensou contra a parede, mas Meowth continuava a sorrir diabolicamente. Ele começava a ficar assustado. Em nenhum dos encontros anteriores a E.R. parecera tão maligna quanto estava ficando agora.
Gary então percebeu gotas de sangue caindo perto de sua bota. Um golpe rápido de Garras-Furiosas (Fury Swipes) acertara Gary no pescoço. O golpe foi profundo, poderia perder muito sangue e assim que ele percebeu isso soltou Meowth imediatamente.

- Dessa vez passa. Espero que certas pessoas comecem a se comportar melhor - Disse Meowth calmamente, enquanto ia embora sem parecer ter sofrido dano algum.



...


- Charles? Chegou tarde, o que vocês fizeram no laboratório? – perguntava a mãe de Charles que o esperava pacientemente no saguão do hospital.

Charles estava do mesmo jeito que tinha saído, mas algo nele parecia estar diferente. Ele não fez rodeios, explicou tudo rapidamente, e foi direto ao ponto:

- Eu vou continuar a minha viagem mãe. Eu sei que se eu não tentar agora nunca vou conseguir nada e nem vou descobrir o meu propósito no mundo. Eu vou continuar.

Vera estava sentada em um sofá confortável no salão principal, segurando um ovo Pokémon. Ela se levantou, caminhou em silencio até Charles, e o entregou o presente. Ela não podia fazer muito, então sorriu e respondeu:

- A noticia sobre o acidente se espalhou rapidamente entre todos em Pallet e na nossa família. Muitos te mandaram presentes esperando que você melhorasse, mas um deles mandou um presente para que você continuasse.

Charles observou o Ovo e percebeu nele um bilhete que ainda estava lacrado. Ele o abriu e começou a ler:






Última edição por chaos em Seg 4 Mar 2013 - 13:16, editado 1 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Sex 27 Abr 2012 - 15:42

oi gente, gostaria de me desculpar pelo atraso nesse capitulo.
Ele estava pronto desde terça, mas por problemas internos não pude postar.
Houve alguns conflitos e o futuro da fic ficou por incerto.
Bem... aproveitem o Capitulo de hoje Smile


PS: não sei se perceberam, mas desde o capitulo passado não há mais a parte que diz "No próximo capitulo"
Isso porque o titulo tende sempre a mudar e sempre temos que editar os capítulos anteriores
devido a isso retiramos essa parte. Ah e mais uma vez esse capitulo fica sem ilustração por enquanto...

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Pokémon Relíquias
2ª Temporada
Capitulo 5
Motivação!




Brenda andava incessantemente em busca da caverna. Não sabia que caminho seguir, nem se estava na direção certa. Mesmo assim, tinha a motivação necessária para prosseguir. A paisagem parecia mudar cada passo que dava. Ora uma savana, ora uma floresta densa e chegou a passar até por uma pequena cidade deserta.
Nessa pequena cidade não havia um humano ou Pokémon sequer. Aliás, quanto mais ela avançava, mais os Pokémon pareciam desaparecer. Tudo ficou mais estranho ainda quando, depois de passar por um pequeno deserto onde o Sol rugia fortemente, ela chegou a uma área onde a lua contrastava com o gelo que cobria tudo.
Ela seguia seu caminho. Não contestava mais nada. Parecia até estar em um transe.
Depois da região congelada ela adentrou em uma floresta exótica. Havia lá plantas que ela nunca tinha visto em toda sua vida. Mas nenhum sinal de Pokémon. Com o canto do olho, notou uma mancha vermelha no meio do verde intenso. Parou subitamente e, virando-se para onde achava que estava o vermelho escarlate, reconheceu uma planta. Era uma flor, que ela identificou como uma Açucena Silvestre. Mas estava extinta há muito tempo. Começou a se perguntar o que estava acontecendo com aquele lugar, e mais precisamente aonde estava.
Não tendo alternativa, voltou a sua caminhada. Um pouco mais adiante chegou até o “fim”. Não havia como prosseguir e também não queria voltar. Ela estava na beira de um precipício. Abaixo só havia uma imensidão escura.
Um extinto profundo a impedia de sair da li. Afastou-se da beirada por precaução, e ficou pensativa. Começou a andar de um lado ao outro. Morosamente uma ondulação no espaço se formou diante dela e foi ficando cada vez maior. Brenda ficou abismada mas não correu, permaneceu ali. Percebeu que atrás dela se formava outra. Não só atrás, por todos os lados varias se formaram em volta dela.
Ela supôs que as ondulações eram fendas do espaço-tempo, pois cada uma dela ilustrava um local diferente. Na que tinha se formado primeiro, diante dela, mostrava uma cidade moderna.
Era enorme. Estava no mesmo nível em que se encontrava, mas ela podia ver que era uma cidade recheada de edifícios, das mais variadas formas e tamanhos. Além dos edifícios conseguia avistar uma praça deserta e um enorme e brilhante shopping. Estava de noite lá também, e principalmente, estava tudo calmo. Não havia um movimento sequer.
Tentou alcança-la com a mão, e para sua surpresa pôde sentir um clima diferente. Do pulso para trás sentia um clima ameno. No resto da mão, pode sentir uma sensação térmica elevada.
Não se importando com as consequências que poderiam vir, atravessou a fenda. Afinal uma cidade moderna como aquela era muito melhor que uma floresta escura e esquisita.


...


Bem escondida no interior de uma floresta densa, havia uma casinha de madeira. Simples por fora e tecnológica por dentro, lá estavam hospedados Izye e Dylan.
Izye estava sozinha na cabana. Dylan havia saído de manha sem avisa-la, e ainda não havia voltado. Ela estava preocupada.
Por ser boa com tecnologia ela estava montando equipamentos que usariam futuramente. Ela montava-os com um sorriso estampado no rosto. Quem a visse nesse momento jamais diria que ela fazia parte de uma organização criminosa. Havia aprendido sobre robótica com seu pai. Quando mais nova seu pai lhe incentivava a montar pequenos robôs ao lado dele, que era um grande engenheiro mecatrônico. Decidiu fazer uma pausa. Pegou uma xicara de café e se pôs a pensar diante da janela. Não suportava ficar sozinha, pois, sempre se lembrava de seu triste passado.

Ela havia perdido toda sua família em um acidente quando era bem pequena. Por não haver ninguém por perto, não conseguira ajuda e seus pais vieram a falecer diante de seus olhos, deixando-a sozinha. Assim, passou a viver em um orfanato. Poucas oportunidades surgiram para a garota. Uma das melhores foi quando lhe disseram que se daria muito bem na carreira de modelo. A pequena Izye ficara muito feliz na época, mas a inveja alheia a impediu de realizar qualquer sonho. Depois da proposta, suas “amigas”, colegas de quarto e moradoras do orfanato a humilhavam constantemente. Ela sofria muito, fizeram de tudo para arruinar todas as chances que ela viria a ter, e o pior é que conseguiram.
Em certo dia, ao se levantar da cama todas as garotas já acordadas começaram a rir, sem mais nem menos. Ela não sabia o porquê. Dirigiu-se acanhada até o espelho e chegando lá percebeu que seu cabelo estava todo destruído. Haviam cortado seu cabelo durante a noite sem que ela percebesse. Ela não aguentou toda aquela maldade.  Olhou para as garotas do dormitório com os olhos cheios de lágrimas enquanto elas riam sem arrependimento.
Izye começou a correr, sem conseguir enxergar nada. Tentando esconder o que restava de seu cabelo, abriu a porta do orfanato e saiu correndo aos prantos pela rua. A poucos metros do orfanato ela esbarrou em uma mulher muito elegante. A mulher se abaixou e gentilmente perguntou o que havia acontecido. Ainda chorosa, Izye falou.
A estranha senhora abraçou-a e suavemente perguntou:

-“Você irá deixar isso assim?”

Com duas ultimas lagrimas ardentes deslizando pelo rosto, ela juntou toda sua raiva e soltou palavras terminantes de puro ódio.

-“EU QUERO QUE TODAS MORRAM!!! QUE PAGUEM PELO QUE ME FIZERAM!!!”
-“Que assim seja” -disse a mulher.

A mulher levou a menina até um parquinho que ficava em frente ao orfanato, a deixou sentada brincando no balanço que ficava defronte a janela de seu dormitório.

-“Fique aqui”- falou a mulher sorrindo docemente, enquanto ia embora.

Minutos depois uma explosão acontece. O orfanato é destruído com todos os que estavam dentro. Mal se ouviram gritos. Aconteceu tudo muito rápido. Uma boneca voou e caiu em chamas ao lado de Izye, que ainda estava sentada no balanço. Ao ver o edifício em chamas ela apenas sorriu alegremente, enquanto a misteriosa mulher se aproximava e a levava pela mão.




Pela janela viu que Dylan chegava. Assim que ele entrou ela perguntou, tentando não ser muito efusiva, aonde ele havia estado. Ele demorou a responder. Parecia querer esconder onde estava e o que fazia. Assim ele apenas olhou para ela e foi se sentar sem dar respostas.

- Tudo bem, não precisa falar! - disse ela feliz por ele ter chegado.

...


Amanhecia...
Charles já se preparava para sair do hospital.
Graças às melhoras feitas na cadeira de rodas, Charles agora podia passar por qualquer terreno, subir as escadas sozinho e rodar (ou correr) rapidamente; entre outras surpresas que Isabel não revelou. Ele estava pronto para seguir sua vida independente dos obstáculos. Carregava junto de si o ovo que ganhara de seu primo.  No momento que o foi entregue, ele não demonstrou, mas estava muito feliz.
Sua mãe o esperava do lado de fora ao lado de Brock que cuidava de seus Pokémon. O dia parecia perfeito, dessa vez ele tinha um propósito na viagem. Pegou seus Pokémon e se despediu de todos. A cena parecia familiar. O lembrava do dia em que saia em jornada ao lado de Brenda, só que dessa vez havia algo diferente, algo desafiador. Ele parecia mais animado do que antes, mais determinado, se sentia com coragem.
Virou de costas, olhou a imensidão do mundo que se estendia diante de seus olhos. Emoções tomavam conta dele, ele idealizava tudo que poderia acontecer. Havia amadurecido com tudo que aconteceu, mas sua jornada não seria tão fácil.
Por que estaria feliz?
O motivo pelo qual seguira jornada desde o inicio.  O motivo que o faria viajar novamente. O motivo pelo qual não se sentira sozinho, pois, sempre, em algum lugar, alguém estava lutando por ele, e enquanto sabia disso, Charles não se sentia, nem estava sozinho.


Última edição por chaos em Seg 11 Nov 2013 - 23:19, editado 3 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Sex 4 Maio 2012 - 14:46

Pokémon Relíquias
2ª Temporada
Capitulo 6 Part. 1
Destinos interligados

- Uaaaaaah! Há quanto tempo eu não sinto essa sensação – Dizia Charles enquanto se via diante de treinadores que batalhavam em meio às montanhas.

A excitação era grande, a cada golpe que disparavam, ele sentia mais e mais vontade de batalhar também.

- Vai lá Kirlia! Use Psíquico!(psychic) – Ordenou um dos treinadores.
- Koffing proteção!(protect)


Por pura sorte a Proteção acabou por falhar e Koffing caiu inconsciente ao chão. O jovem dono do Pokémon psíquico comemorava alegremente a vitória. Estava pronto para outra luta, mas...

- Ei! – Chamou Charles – Agora você irá batalhar comigo - Disse ele posicionando sua cadeira de rodas a uma distancia perfeita formando o campo de batalha.

O outro treinador o olhou de cima a baixo, não com arrogância, mas imaginava que não devesse batalhar com alguém naquele estado, pensava ele que seria uma vitória muito fácil e injusta.

- Que foi? Ande. Vamos... Escolha seu Pokémon – Dizia Charles completamente animado.

Seu adversário hesitava. Olhou para o treinador que acabara de vencer. O olhar foi retribuído. Ambos pensavam que não seria certo batalhar, mas então... O que fazer?
Charles começava a estranhar a situação. Jamais pensaria que alguém deixaria de batalhar com ele por estar numa cadeira de rodas e por isso continuava a insistir na batalha. Não vendo reação, resolveu chamar logo Squirtle. Não vendo alternativa, o treinador escolheu um Pokémon também, ele mandou um Seel que acabara de capturar. Não sabia ao certo o que deveria fazer, então decidiu que o certo seria deixa-lo ganhar.


Pokédex: Seel Pokémon aquático. Gosta de viver em aguas geladas e usa o chifre protuberante em sua cabeça para quebrar o gelo espesso e conseguir respirar sem sair da agua.


A batalha corria estranhamente. Apenas Squirtle atacava enquanto o treinador do lado oposto do campo dava ordens para que seu Seel apenas desviasse. Muitas vezes o comando foi dado tardiamente de propósito para que o golpe acertasse Seel.
A batalha seguiu assim por um determinado tempo, Charles começava a achar isso muito estranho e indignado lançou varias perguntas sobre a atitude do treinador. Sem saber o que responder ele ficou quieto. Olhava para Charles mas seu olhar sempre se desviava para a cadeira de rodas, e então ele abaixava a cabeça.
O rapaz que havia perdido a batalha anterior ainda assistia a tudo e quando Charles dirigiu seu olhar para ele, ele agiu da mesma maneira e abaixou a cabeça também. Charles começava a perceber o que se passava.
A “batalha” pausou. Nenhum dos dois treinadores ousava encarar Charles. Indignado, ele falou:

- Não é por que eu estou numa cadeira de rodas que eu sou um inútil! Eu... eu ainda consigo batalhar... Eu não preciso...

Ele não sabia bem o que dizer. Ele mesmo há algum tempo atrás havia duvidado de sua capacidade, por que os outros não duvidariam? Debater seria inútil. Ele chamou seu Squirtle de volta e só fez um gesto de reprovação com a cabeça.
Estava triste e com raiva, segurando o ovo que seu primo havia lhe dado em seu colo ele seguiu caminho entre as montanhas deixando os treinadores para trás.

...

Brenda ao entrar no portal que se abriu na noite anterior havia chegado numa cidade moderna, recheada de edifícios, das mais variadas formas e tamanhos. Nesta cidade havia praças e um belo e gigante Shopping.
Ela estava cansada de tanto andar e então apenas quis se certificar em que tempo-espaço estava.
Dirigiu-se até uma banca de jornal que estava fechada, mas do lado de fora havia algumas revistas na vitrine.
Quando se deparou com a revista “Kanto Magazine” e a data “Maio, 16” ficou aliviada e decidiu procurar algum lugar para passar a noite.



Diário de viagem:
17/05: Ontem foi um dia estranho. Muito estranho. Talvez nem tenha sido real, não sei, é confuso... Só que daquele lugar estranho, apareceram uns portais e acabei entrando em um deles. Cheguei a uma cidade que, segundo a enfermeira Joy, se chama “Tenôa”. Por algum motivo esse nome não me é estranho.


Ao terminar de escrever em seu diário Brenda se dirigiu até a enfermeira Joy para buscar seus Pokémon que estavam em exame. Ao olhar ao lado do balcão ela notou um grande mapa que marcava a localização da cidade.

- Então a cidade de Tenôa fica ao extremo norte do MT. Lua – observou ela – Não fica muito longe de Pewter... Talvez se eu passasse lá e...
- Aqui estão seus Pokémon – disse a enfermeira Joy, sorrindo sem perceber que acabara de interromper um pensamento importante.
- Ah Obrigada – disse Brenda voltando a si.

Ela guardou suas pokébolas e saiu do Centro Pokémon sem um destino aparente.


...


Izye havia acordado cedo aquela manhã. Ela e Dylan estavam dormindo no mesmo quarto. A cabana era pequena e só possuía uma cama. Dylan havia cedido a cama para ela, então dormia em um sofá não muito confortável, mas grande o suficiente.
Quando Izye acordou permaneceu na cama por um tempo, nesse período Dylan começou a sussurrar algumas coisas enquanto dormia. A manhã era silenciosa e o sofá não estava muito distante, então pode o ouvir bem.

- Eu não posso deixa-la usar ainda... - meu objetivo é impedir que isso acontecesse de novo - só eu posso acabar com... a Equip... Rocket...

Ela preferiria jamais ter ouvido...
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por 3DSFood em Dom 6 Maio 2012 - 2:00

Sinceramente, não sei como não tem comentários...
A Fan Fic é incrível!Tem tudo para ser ótima!A história está tomando um rumo melhor e desviando do clichê.
Fora que ela apresenta bastantes emoções, e assuntos sérios(algo pouco valorizado em fan fics de pokemon), não sei por quê, o jeito que você escreve faz com que esses assuntos mais sérios que não combinam com pokemon sejam viáveis, e isso me deixa bastante impressionado.
Os desenhos estão concerteza bem caprichados, merecem os parabéns, os dois!.
Espero que continue com a fan fic, pois ela está realmente muito boa.
Até õ/.
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por Richie em Dom 6 Maio 2012 - 17:09

Opa, nem tinha visto os novos capítulos.
Muito bons!
Ah, e naquele capítulo, o 7 da primeira temporada, os nomes Ui e Yui você se inspirou em um mangá chamado K-ON ou não?
No mangá K-ON, Ui e Yui são irmãs.
No aguardo para o próximo capítulo.
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Qua 16 Maio 2012 - 19:15

Sinceramente, não sei como não tem comentários...
A Fan Fic é incrível!Tem tudo para ser ótima!A história está tomando um rumo melhor e desviando do clichê.
Fora que ela apresenta bastantes emoções, e assuntos sérios(algo pouco valorizado em fan fics de pokemon), não sei por quê, o jeito que você escreve faz com que esses assuntos mais sérios que não combinam com pokemon sejam viáveis, e isso me deixa bastante impressionado.
Os desenhos estão concerteza bem caprichados, merecem os parabéns, os dois!.
Espero que continue com a fan fic, pois ela está realmente muito boa.
Até õ/

Muito obrigado, é gratificante saber que alguém valoriza nosso trabalho Smile
Ah muitos outros temas que gostaríamos de experimentar ainda na fic, mas isso pode render uma história muito longa.

Opa, nem tinha visto os novos capítulos.
Muito bons!
Ah, e naquele capítulo, o 7 da primeira temporada, os nomes Ui e Yui você se inspirou em um mangá chamado K-ON ou não?
No mangá K-ON, Ui e Yui são irmãs.
No aguardo para o próximo capítulo.

Mais um leitor que bom Smile.
Sim, os nomes são inspirados nos personagens de K-ON!
Brenda que me deu essa ideia. Estava tendo muitas dificuldades em achar nomes descentes para gêmeos, e quando a perguntei ela rapidamente soltou esses nomes.
A B-chan é genial XD.
Estranho você mencionar eles. esse capitulo é quase que centrado completamente neles Smile

Bem... enrolei de mais

Boa leitura

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Pokémon Relíquias
2ª Temporada
Part. 2

Destinos interligados




Montanhas... Cadeias e cadeias de montanhas formando um habitat perfeito para qualquer Pokémon tipo Terra ou Pedra e muito seguro para aqueles que precisavam se esconder de predadores ou até... De tudo e de todos...
Em meio às montanhas havia uma grande cratera em forma de um labirinto, onde qualquer um que passasse ou se perdesse por lá poderia ser visto por quem observasse de cima. Era um lugar enorme, mas nem por isso era fácil de guardar segredos ou até mesmos seus pensamentos.

- Nosso irmão está por aqui né? - disse Ui, que estava deitada em um apequena área plana da montanha ao lado de seu irmão observando tudo que acontecia naquele lugar
- Fique quieta Ui – Disse seu irmão Yui tão baixo que mal se ouvia, e ao mesmo tempo tão grosseiro a ponto de deixa-la sem graça – O acústico desse vale é extremamente bom, qualquer sussurro pode ser ouvido a quilômetros.

Do outro lado da montanha havia uma figura estranha que eles não perceberam a presença. Ela observava atentamente os movimentos de tudo que acontecia lá em baixo

Enquanto observavam, no meio da estrada passava um garoto em estado deplorável. Estava limpo e bem arrumado, mas seu olhar era morto, parecia cansado, sem vontade de viver. Ele se locomovia em uma cadeira de rodas. Sim... Era Charles. Ele parecia ter perdido toda sua autoestima, começava a pensar que jamais deveria ter saído de novo em jornada. Pensava agora que todos iriam julga-lo pelo seu modo, e jamais teria uma batalha descente outra vez.

Lá do alto Ui reconheceu Charles. A surpresa foi tanta que ela se esqueceu do acústico do lugar e acabou por gritar de surpresa. O grito assustou Charles que por pouco não deixava seu ovo Pokémon cair ao chão e se quebrar. Depois de ter certeza que o ovo estava seguro, Charles começou a vasculhar as alturas á procura do que havia emitido aquele som.
Yui rapidamente puxou sua irmã para trás e tampou a boca dela para que ela não fizesse outro barulho e revelassem onde estavam.
Enquanto ainda procurava de onde viera aquele grito, Charles mal percebeu que abaixo dele uma nuvem de poeira começava sair de uma pequena rachadura na terra, como se o chão tivesse se partindo.
A terra se quebrou. Uma grande cratera se formou embaixo dele. Um buraco sem que se pudesse enxergar o fim.

“- Em sua cadeira eu fiz coisas muito especiais, é incrível o que se pode fazer usando habilidades especiais de certos pokemon em outros tipos de função”
“-Tecnica (Technician) é uma das habilidades que eu tinha mais interesse, achei usos super práticos para tal habilidade”



Charles teria caído se não tivesse pensado rápido e acionasse uma das novas habilidades que Isabel havia adicionado em sua cadeira de rodas. Ele não sabia o que viria a acontecer, mas sabia que seria a melhor hora para tentar.
A cratera estava lá, em baixo dele, mas Charles não havia caído. Isso por que sua cadeira de rodas criou rapidamente duas pernas mecânicas que seguraram nas laterais da fenda impedindo que a cadeira caísse.
Charles muito surpreso com tudo isso só pode exclamar um quase inaudível “Uau!”
Para escapar da situação decidiu ativar as habilidades da cadeira novamente. O efeito agora fez com que a cadeira começasse a pular. O pulo foi incrivelmente alto e já se encontrava no ar a metros da cratera que havia se formado. Mas antes de chegar ao chão...

- Ninguém pode escapar do destino... – disse uma figura escura que o observava do alto da montanha.

Outra fenda se abriu em baixo dele tão rapidamente e calculadamente que o fez cair buraco adentro sem qualquer chance de escapar.
A única reação da misteriosa sombra em cima da montanha foi uma fazer um estranho símbolo com a mão e sumir deixando para trás cristais de gelo que haviam se formado em baixo dele.
Ui e Yui não haviam visto nada do que acontecera, eles pensavam ainda que se escondiam de Charles para que o mesmo não os visse mas quando decidiram se levantar, quase ao mesmo tempo que a figura estranha desapareceu, uma explosão elétrica e intensas chamas saíram dos cristais de Yui e Ui respectivamente, em uma intensidade tão forte que os fez desmaiar.



...



Brenda ainda estava na cidade de Tenôa. Ela tinha uma forte impressão de que já conhecia aquele lugar, então decidiu explorar as ruas da cidade para descobrir o que lhe intrigava.
A cada rua ela percebia que existiam poucas pessoas andando, e a maioria parecia estar com medo de alguma coisa. Ela olhava para os lados e a maioria das lojas estavam fechadas, apenas lojas de conveniências e o centro Pokémon estavam abertos.
Ela decidiu parar alguém que passava para perguntar. Era um senhor já de idade, que andava apressadamente pela rua com uma aparência desarrumada como se tivesse saído de casa apenas por que era necessário. Por algum motivo ele foi muito rude e olhou para ela com uma cara de espanto. Nem ao menos deu explicações e continuou seu caminho.
Antes que pudesse refletir sobre a atitude do homem, um forte e agudo uivo ecoou por toda cidade. Todos que estavam na rua começaram a correr como se suas vidas estivessem em perigo. Todas as poucas lojas que estavam abertas fecharam rapidamente.
Em instantes a cidade estava deserta, Brenda havia ficado para trás. Ela não entendia o que estava acontecendo.
Do outro lado da rua surgia um Umbreon. Ele parecia selvagem. Selvagem e feroz, sedento por sangue. Seu olhar dizia isso.

- Próximo alvo detectado. Ataque!

Como estava sozinha Brenda automaticamente percebeu que o alvo era ela. Tentou chamar seus Pokémon para ajudar, mas por algum motivo suas Pokébolas apareceram congeladas. Sua única alternativa foi correr. Ela correndo o mais rápido que pode, até que de repente não sentiu mais um chão sobre seus pés.

- Alvo capturado. Destino!
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 29 Maio 2012 - 17:10

Olá gente, desculpem o atraso nos capítulos. Vida de estudante/vestibulando não é fácil.
Em poucos dias voltaremos ao ritmo normal e acrescentaremos todas as ilustrações nos seus respectivos capítulos.
Espero que entendam e continue acompanhando a Fic que agora não esta mais sob o risco de ser cancelada Smile

Boa Leitura!

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Pokémon Relíquias
2ª Temporada
Part. Final

Destinos interligados


"Nas terras opostas uma guerra acontecerá. Apenas o benévolo ser pode reinar."
"Ao nascer da pequena alma, tudo vai ocorrer. E do céu a grande luz irá descer para retomar o seu poder.”
"A batalha entre luz e trevas irá acontecer até que guerreiros de alma pura selem seu poder”


Em uma profunda caverna que no momento estava iluminada apenas pelo move Iluminar (flash) de um pequeno Bronzor, um grupo de quatro agentes imóveis rodeavam Jessie, James e Meowth. Estes estavam agachados próximos a uma distinta rocha, analisando detalhadamente as inscrições entalhadas nela.
Por ser uma escrita muito antiga, Meowth portava um grande livro de “Runas Perdidas” ao qual folheava atentamente tentando decifrar o resto da profecia ali escrita. Mas não havia apenas aquele tablado de pedra. Outros agentes já haviam descoberto vários outros espalhados pelo vasto labirinto escuro.

- O que vocês pretendem ao pretendem ao modificar as inscrições antigas? – Perguntou Gary que se escondia em baixo de uma manta preta rodeada por alguns botões dourados, o que o diferenciava dos outros agentes inferiores. Usava uma gola alta para esconder a grande marca que Meowth deixara em seu pescoço ao tê-lo acertado com um golpe certeiro de Garra-furiosa (fury swipes) criando uma grande cicatriz.


Meowth que sempre desconfiara de Gary fazia o possível para que ele não soubesse o bastante sobre seus planos, por isso olhou para Jessie e James e fez um gesto negativo com a cabeça. Virou-se e voltou a analisar o livro sem dar resposta.
Gary não contente por ter sido ignorado continuou:

- Não importa o propósito de vocês, não podem danificar toda a cultura que resta dessa cidade que os liga ao passado. Se algo realmente irá acontecer como diz nas inscrições por que muda-las? O que irão ganhar com isso?

Jessie deixou de se concentrar por um momento na rocha e olhou irritada para Gary, pensando em porque ainda não havia o eliminado da E.R. Frustrado por não obter as respostas que queria, Gary decidiu retirar-se e saiu resmungando em direção à saída.


- Ei garoto – Chamou James que já ficara aborrecido há um tempo com as atitudes do garoto – Você que escolheu se juntar a E.R, nunca precisamos realmente de você e você sabe disso.
- MENTIRA - seu grito ecoou pela caverna – Giovanne estava desesperado, pensando que alguém pudesse descobrir sobre a base que se escondia em baixo do ginásio antes do tempo certo. Ele precisava de alguém que não levantassem suspeitas. Ele me escolheu para cuidar do ginásio por que eu era um membro valioso da E.R.
- Ele te escolheu apenas por que você é neto de um dos mais renomados pesquisadores do mundo Pokémon - disse James que havia repentinamente mudado de postura. Ele estava até dando medo agora – Se não fosse o seu “velho” você já teria sido aniquilado da E.R a muito tempo. Meowth teve piedade de você por te deixar apenas com essa cicatriz. Ouse continuar com seus planos e você verá o que acontece.

Gary inconscientemente levou a mão ao pescoço ao se lembrar do dia em que o Pokémon felino o atacou. Agora o ferimento já cicatrizado parecia doer novamente. Ele não ousou responder, se virou e seguiu para fora então todos voltaram as suas tarefas como se nada tivesse acontecido.


...


- Foram outras 12 cidades invadidas em apenas 3 dias – informava Brock que agora se vestia com um jaleco marrom desabotoado com uma camisa simples preta por baixo.
- De acordo com tudo que descobriram, Gary está agora nas proximidades de Tênoa e Parun. Acho que serão essas as próximas dominadas pela E.R. - Disse Vera que agora deixara o hospital pouco depois de seu filho e partira com Brock, decidida a acabar de uma vez por todas com a E.R.


Estavam andando apressadamente em direção a um carro que os esperava, trocando informações no caminho e se preparando para o que fosse acontecer.
Assim que alcançaram o carro se ouviu um pequeno BIP vindo da bolsa que vera carregava. O som era emitido de um aparelho de porte médio, se semelhava ah uma poketch, mas muito mais desenvolvida, talvez outra invenção de Isabel.
No Poketch ela recebera uma mensagem que dizia:

Gary Carvalho: Visto em “atividades suspeitas” rondando o laboratório do Professor Carvalho.

Pareceu apenas observar o que acontecia no interior do local, entretanto, foram instaladas escutas no laboratório e microcâmeras, retiradas minutos depois por um de nossos agentes.
Outra tentativa foi feita, mas o alvo pareceu desconfiar de algo e seguiu a outro local.
Apareceu dias depois de sua segunda tentativa com um grave ferimento localizado no pescoço, não se sabe ainda o que ocorreu.

Base da E.R. ainda não localizada



- Traindo o próprio avô? – Perguntou Brock surpreso.
- Primeira regra de investigação: Não tire conclusões de pequenos fatos, todos são suspeitos até que se prove o contrário. Ainda não sabemos o que ele pretendia. - Afirmou Vera - Por hora devemos tentar descobrir mais. Vamos voltar a Veridian, tenho algo a observar.
- Ninguém consegue entrar na cidade desde que foi invadida, como pretende entrar? – perguntou Brock um pouco confuso. Ele esperava que fossem para Tênoa ou Parun, as próximas cidades que supostamente seriam invadidas, mas Vera decidira ir à Veridian, sem o explicar o porquê.

Vera tinha um plano, mas não falou nada. Entraram no carro e seguiram caminho.


...

A queda parecia não ter fim, Charles caia enquanto seu corpo parecia ficar cada vez mais leve. Começava a perder a consciência. Estava perdendo contato com a cadeira, seu único apoio estava indo embora até que viu-se completamente solto no ar, em uma queda livre mortal. Ele só desejou perder logo a consciência para não sentir o impacto. Fechou os olhos e ouviu em sua mente:

“Não tenha medo dos sonhos, através deles você pode tornar alguém mais feliz.”


Por que as últimas palavras de sua mãe quando saiu em jornada pela primeira vez voltaram a sua cabeça depois de tanto tempo? Não questionou, apenas decidiu se entregar...
Viu seus pensamentos se distorcerem cada vez mais, e então a pulseira em seu braço se soltou. Vultos luminosos passaram em volta dele e tomaram forma de um objeto oval. Logo aquela luz se materializou em uma pokebola dourada, que tinha um “G” e um “S” gravados nela. Ele então concentrou todos seus esforços para olhar fixamente para sua pulseira e a pokebola, que pareceiam estar se unindo. De repente ocorreu um clarão de luz dourada ele se viu em outro lugar.
Estava em uma sala estranha, muito ampla e escura, as paredes eram de algo como uma pedra escura, e estavam completamente preenchidas de símbolos que ele desconhecia. A única coisa que havia na sala era uma mulher, sentada em um trono que parecia ser feito do mesmo material da parede, também cheio de símbolos. Um Mew flutuava ao redor dela e emitia uma fraca luz.
Assim que ela dirigiu o olhar para Charles, ele começou a sentir um grande vazio dentro de si. A misteriosa mulher tinha uma aparência insana, parecia estar feli, mas de um modo perturbador. Ela mostrou um sorriso de dentes afiados, levantou-se e dirigiu-se em direção a Charles. Ele estava caído no chão, sem poder andar e sem sinal de sua cadeira de rodas. Estava com muito medo, enquanto a mulher continuava a se aproximar. Ela chegou perto o suficiente para Charles notar um profundo ferimento em seu pulso, e que um pequeno tufo de cabelo faltava em sua cabeça que agora era ocupado por outro grande ferimento. Ela ergueu a mão e...

- Charles...?

A voz era familiar. Charles queria de algum jeito sair daquele lugar e seguir a voz, mas não tinha como.

-... Charles? Charles...? – a Voz falou de novo.

A estranha mulher parecia ouvir também, e a cada novo chamado seus olhos se enchiam de lagrimas.

-... CHARLES!

Com o grito, Charles acordou. Ao recuperar totalmente a consciência, notou que estava sentado, amarrado de costas com outra pessoa.

- B? É você? - Perguntou ele.

Só o que ouviu em resposta foi um pequeno soluço. Ele sabia que era Brenda, estava muito feliz mas principalmente preocupado.

- B? É você? ...Está chorando?
- Senti sua falta C! - disse ela, começando a chorar.

Apesar de continuar preocupado, ele entendeu que eram lagrimas de felicidade.


Última edição por chaos em Dom 7 Abr 2013 - 13:11, editado 1 vez(es)
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Seg 4 Mar 2013 - 14:07

Pokémon Relíquias
3ª temporada
Capitulo 1

O misterioso encapuzado, a traição e o novo Pokémon.


- é muito bom te rever... erm... Reencontrar, já que ainda não te vi – Dizia Charles enquanto seu rosto corava com tamanha a emoção daquele momento. Seu espirito recobrara sentimentos já algum tempo perdidos.

Em resposta, Brenda que estava amarrada de costas a ele, se recostou e aconchegou-se um pouco mais em seu amigo. Fechando os olhos como se para imaginar que o abraçava.
Os dois permaneceram ali, em silencio, muito felizes, como se o tempo prosseguisse mais lentamente e nada mais importasse, senão os dois felizes por se reencontrarem.
O silencio apenas foi quebrado quando Charles decidiu questionar onde estavam. Havia outras perguntas que ele gostaria te ter feito nesse momento a sua amiga, mas na situação que se encontrava, essa pareceu mais correta do que saber “como havia sido a viagem?”.

- Estamos em uma espécie de ruínas antigas entre duas cidades – explicava Brenda que se contorcia para enxergar seu amigo- enquanto estava quase sem consciência deitada ao chão, consegui ouvir alguém comentar algo assim.

Charles, agora parecia incomodado, olhava para as paredes daquele lugar freneticamente como se as reconhecesse. Era uma pequena sala, em forma retangular, semelhante a um corredor, nada de muito especial. Paredes de pura pedra, em algumas havia várias gravuras representando batalhas Pokémon. No final, uma única porta grande e pesada.

- Como você veio parar aqui? - questionou ele, agora parecendo furioso.

Ela tentava se lembrar do que havia acontecido. Grande parte do que houve parecia um tanto confuso, impossível, sem explicação e ,por fim, se concentrou, conseguindo explicar-se.
Mesmo tendo narrado o ataque que sofreu do Pokémon noturno e do grande espanto e terror que esse Pokémon causou na população da cidade, Charles parecia aliviado, como se quisesse ouvir qualquer coisa diferente do que pensava.

- Então A profecia vai se realizar... – pensou Charles em voz alta para que Brenda ouvisse.

Ela o questionou sobre a Profecia e Charles a explicou prontamente com todos os fatos que se lembrava.

- Como você sabe disso?

Ele hesitou em responder, e quando o fez, com um sorriso forçado que ela não podia ver, mentiu dizendo:
- Apenas sou bem informado.

Charles não conseguiria engana-la facilmente, ela jamais acreditaria em algo tão simples. Ela sabia que deveria ter muita coisa por “baixo dos panos”.
Mas antes que pudesse questiona-lo, percebeu pelas frestas da porta que uma estranha sombra se aproximava. A temperatura parecia diminuir rapidamente, e Brenda agora ofegava bastante.

- De repente esfriou muito- observou Charles, que começava a sentir calafrios.
- Tem alguém lá f...

Antes que Brenda terminasse, a porta se abriu. A temperatura pareceu chegar a números negativos.
O estranho encapuzado que entrou na sala se dirigia na direção deles ha passos pesados e lentos.

- Parece que aquela sua “cadeirinha” é indestrutível... Pena! Não vou poder usa-la para subornar você – disse o encapuzado primeiramente a Charles. Logo, dirigiu a palavra a Brenda – Mas quem sabe, essa Pokébola estranha que achei em sua mochila.
Ele estava segurando a Bola “GS” que estranhamente brilhava e reagia a um pingente de núcleo cinza que estava pendurado a seu peito.

- aiii!... Meu punho – Resmungou Charles, contorcendo-se.

A região em que estava seu bracelete como que por magica começava a arder, fazendo-o sentir muita dor.
Brenda que não estava mais com sua presilha desde que lhe roubaram perto da "Gruta Sagrada" tentava entender o que se passava com seu amigo, pois, mesmo amarrados punho a punho, não sentia nada.
Charles se debatia, tentava soltar-se para levar uma das mãos em amparo a seu punho que fervia em dor, mas era inútil, estava muito bem amarrado. Todo o esforço de nada adiantava.
O homem misterioso que segurava a pokebola agora se sentira incomodado, olhava fixamente para a Bola “GS” como se soubesse o porquê dessa estranha reação. Ele começou a respirar profundamente, e ao primeiro grito de dor que Charles deixou escapar, ele largou a bola “GS” em um susto, que interrompeu seu pensamento e faz com que o mesmo saísse pela porta batendo-a com força, sem concretizar a chantagem que viera a fazer.
Quase que imediatamente, a dor cessou.
Com medo do que havia acontecido ali, Charles estava em choque. Brenda lançava pergunta sobre pergunta, queria saber se seu amigo estava bem. Charles não respondia, respirava com dificuldade, olhando fixo com olhos arregalado para o nada. Permanecia em silencio. A pokébola caiu bem em frente à Brenda que cessou as perguntas e a olhou fixamente, como se começasse a desvendar mais profundamente seus mistérios.
Charles ainda ofegava bastante. A dor havia sido muito intensa.
Do outro lado da gigante porta de pedra, o estranho ser encapuzado estava recostado, parecia soar e estava com a mão na cabeça como se estivesse repassando tudo que acabara de ocorrer do outro lado da porta. Resmungava para si próprio:

- Não são... não... meus propósitos não são maus... Não... Não pode ser... – e ali ficou por algum tempo tentando convencer por algum motivo a si próprio que o que pretendia era algo bom, nada de repugnante, nada mal.



...



- É o máximo que eu posso avançar – dizia o motorista que levava Vera e Brock até Veridian.
- Aqui está ótimo, obrigada – agradeceu Vera, que apontou para uma estrada escondida na floresta, como se dissesse “nos espere ali”.

Próximo a Veridian não se via mais flor alguma. O solo estava ressecado, e a atmosfera estava carregadamente eletrizada por causa da barreira de proteção que cercava a cidade “quase fantasma”.

- Bem... Kirlia vá! – Disse Vera jogando a pokebola que continha seu Kirlia
- Já tentaram teleportar(teleport). – Alertou Brock prontamente.
Vera mais uma vez repetiu a ele sobre não se basear em pequenos fatos, e observar mais o que acontece.
- E o que pretende fazer?
- Apenas olhe...
As ondas elétricas que envolviam a cidade pareceram se concentrar em Kirlia.
- Visão-futura!(Future Sight) - Ordenou Vera – As ondas eletromagnéticas estimularão o cérebro de Kirlia aumentando sua capacidade de ver o futuro, ou nesse caso... Ver além.

Uma fenda do espaço-tempo se formou diante deles. Imagens de dentro da cidade passaram apressadamente até que se focaram no ginásio da cidade, que era agora um enorme prédio escuro.
Dentro do prédio que Kirlia mostrava com seu incrível poder psíquico, puderam observar que havia vários cientistas trabalhando ali dentro. Iam de um lado a outro, carregavam pastas, tubos e afins. Pareciam tomar extremo cuidado com tudo que carregavam.
Não era apenas isso que Kirlia estava mostrando. Ela focalizou a imagem e em uma pequena estufa. Brock pode notar que um pequeno Ratatta se retorcia ali dentro, sua cor parecia mudar, seus pelos caiam, aquele Pokémon parecia estar sofrendo.
A imagem mudou.
Apareceu uma câmara de vidro onde dentro puderam observar um pequeno feto flutuando em um liquido meio lilás.
Quando a imagem mudou novamente e se focou nos papéis espalhados pela mesa eles puderam ler claramente...

“Projeto NewMew”


...

Em meio aos vários corredores das ruinas, Dylan andava apressadamente procurando por algo. Ele era seguido por Izye que tentava o impedir de procurar o que quer que fosse, e leva-lo a terminar logo a missão que lhe foi estipulada.

- Dylan...
- Não é essa... Droga! – dizia Dylan cada vez que não encontrava o que procurava nas centenas de quartos vazios que ali tinham
- Dylan... – Chamava Izye tentando impedi-lo

O rapaz mal a ouvia. Estava centrado de mais no que queria.

-Dylan... eu estou ficando preocupada com...

Dylan virou apressadamente em um corredor impedindo que ela terminasse.
Ele continuou seguindo pelos vastos corredores sem parar. Izye tentava acompanha-lo tentando dizer algo que parecia importante, mas não conseguia.
Ao chegar a certo ponto da Ruína, Dylan avistou um vulto passando apressado, Ele começou a correr na mesma direção para tentar encontra-lo, mas antes que chegasse a avistar nitidamente quem era Izye o alcançou e o abraçou apertadamente por trás.
Ele tentou se soltar para continuar a correr, mas ao perceber a aflição com que Izye pousou a cabeça em suas costas, soluçando, ele cedeu um pouco.

- Pare! Por favor, pare! – Gritava Izye que já estava rouca com o choro – Eu não quero ficar sozinha novamente. Pare!

Dylan que estava sendo abraçado pela companheira, agora ouvia o desabafo da amiga enquanto via o rastro daquele vulto sumir por completo.

- Por favor, não queira destruir o único lugar que me abrigou em vários anos... Por favor. – Suplicava Izye enquanto pensava em tudo que já havia passado e pelo que as pessoas que a acolheram na E.R fizeram.
- Tudo bem... – Disse ele se virando para acolhê-la em seus braços enquanto ela chorava – Eu não vou te abandonar! Você pode acreditar em mim?
Izye levantou a cabeça, levou sua mão ao rosto de Dylan e respondeu:
- Não!... Eu não acredito.

E com um dispositivo que carregava em sua luva lhe deu um choque fazendo-o cair no chão inconsciente.


Black: Fanfic trancada por inatividade, caso queira reabri-la, mande uma MP a qualquer Fanfic Moderador.
Black: Fanfic destrancada a pedido do autor.
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Dom 7 Abr 2013 - 18:27

Pokémon relíquias!
3ª temporada
Capitulo 2

decisões

Depois do intenso choque que levara, Dylan acabou desmaiando e foi arrastado pela amiga até a sala mais próxima. Chegando a uma das ultimas salas pela qual haviam passado, Izye pretendia deixa-lo ali, trancado, para que não mais atrasasse a missão e tentasse destruir a Equipe Rocket, sua única família.
Tirou a blusa do uniforme e enrolou-a de forma a fazer um travesseiro. Pousou a cabeça de Dylan de maneira que ficasse confortável, tirou os cabelos que caiam por entre os olhos e como que para agradecer pelos momentos que passaram juntos, recostou seu rosto ao dele.
Sua mão esquerda acariciava seu peito. Não queria se separar dele. Por um breve momento, pensou em desistir de tudo, talvez convencê-lo a desistir do plano e propor que fugissem juntos. Quem sabe formariam uma família?
Sua mão descia pelo tórax do companheiro. Ainda estava imersa em duvidas. E se ele não fosse? Não quisesse fugir com ela e deixar tudo para trás? Dylan jamais havia demonstrado qualquer sentimento por ela.
Tratava-a de maneira diferente. Sim, tratava. Era um pouco mais cauteloso. Parecia se importar, mas ainda era frio. Como saber?
Talvez continuasse ali, pensando por horas e horas, porém, sua mão percebeu uma saliência na camisa do uniforme de Dylan. Parecia haver algo ali. Isso a intrigou e a trouxe novamente para a realidade. O que haveria ali? – perguntou-se
Ao levantar a camisa, nada encontrou. Mas havia algo ali.
Insistiu. Insistiu e conseguiu perceber que na parte de dentro um bolso totalmente costurado se escondia.
Conseguiu abri-lo. Prontamente reconheceu o que viu. Dentro, estava a presilha de Brenda. Não entendeu como ou porque aquilo estava ali. Pensou. Ideias surgiam. Fatos se ligavam. Em certo momento, tudo lhe pareceu claro. Deduziu que todas as vezes que ele saiu e não dizia aonde ia, ele estava atrás das relíquias. Mas para que?
Ele queria levar o crédito sozinho? – pensou ela – Não – disse a si mesma, mas sabia que no fundo, não o conhecia direito. O que esperar dele então?
Uma vez, durante a noite, ouvira-o dizer que precisava destruir a Equipe Rocket. Ela não sabia o porquê daquilo. Ela não o conhecia realmente. Talvez por isto, resolveu detê-lo.
Dylan queria destruir sua família, as pessoas que a acolheram. Por quê?
Estava em duvida. Sentia algo por ele. Não sabia se era correspondida. Na verdade, não sabia de nada.
Enfim decidiu-se. Guardou a presilha. Iria entrega-la a Equipe Rocket e esqueceria todo e qualquer sentimento que sentira por Dylan. Acariciou o rosto deleuma ultima vez, e por fim, lhe deu um beijo.
Saiu, e com a ajuda de seu Rhyhorn trancou a sala para que ele não conseguisse abrir.
Não sabia o que iria acontecer com ele. Estava triste, mas tinha uma divida com sua família. Uma divida com as pessoas que a acolheram. Precisava completar sua missão.

...


Corredores e mais corredores levavam a uma das partes mais antiga das ruina. Um lugar onde as mais tristes injustiças teriam acontecido.
Era nesta parte das ruinas que os antigos reis daquela terra aprisionavam e torturavam quem fosse contra suas verdades e ideais. Enterrado e escondido com o passar do tempo, apenas poucos explorados - os mais destemidos - ousaram desvendar os mistérios que envolviam tal lugar. As ruinas eram imensas e logo abaixo do que antes era o castelo da família real, se encontravam instrumentos de torturas e dezenas de celas com barras de aço, que mesmo com o passar dos anos ainda pareciam fortes e resistentes. Ali, era O grande calabouço.

-Gary, por que continua com isso? – Perguntava um senhor que estava preso atrás destas grandes barras de aço – por que compactua com a Equipe rocket? Não vê que eles só disseminam o mal?

Sentado em um tablado feito de pedra onde se observava algemas em cada canto da mesa, Gary ouvia calado. Tinha uma aparência triste. Parecia distraído. Por vezes, sua mão ia de encontro à ferida em seu pescoço.

- O que seu avô iria pensar? – dizia o prisioneiro
-Meu avô é um tolo!- respondeu Gary com escárnio. A mera citação do Professor Carvalho o irritava.
– A Equipe Rocket esta avançando com a ciência, meu avô não entende o que isso significa – Dizia gary, tentando justificar-se - Você, mais do que ninguém deveria entender meus motivos, afinal, participou da criação de Mewtwo, não foi?

Um momento de silencio. Gary, mesmo sabendo da verdade, esperava uma reação.
Um suspiro.
Dentro da cela estava ninguém menos que Elton, pai de Charles.

Antes do nascimento de seu filho, havia participado de umas das partes do Project Mewtwo, um projeto isolado, que se desenvolvia separadamente. O projeto não se focava exatamente na criação de Mewtwo, mas em uma arma que poderia detê-lo caso o mesmo viesse a se revoltar.
Quando ainda muito jovem Elton havia criado uma espécie de vírus benéfico aos Pokémon, que mais tarde veio a receber o nome de Pokérus. Por seus feitos, foi incluído no projeto.
Os demais desenvolvedores eram membros antigos da Equipe Rocket. Com o tempo, vieram a falecer, sobrando apenas Elton para manter as pesquisas e tudo que haviam feito vivo.
Mesmo sozinho foi capaz de finalizar o produto, mas temia os efeitos que aquilo poderia causar. Decidiu encerrar por ali sua colaboração com a Equipe Rocket e alegou que toda a pesquisa havia dado errado. Tentando esconde-la confiou a experiência a um amigo. Alimentava a esperanças de que a E.R não prosseguisse com o desenvolvimento de Mewtwo, mas já era tarde, o projeto estava quase terminado.



-Em?- insistiu Gary
-Eu... O projeto... Era perigoso. Seu avô e eu... – Não se expressava direito. Arrependera-se toda a vida do momento em que se envolveu com a E.R
-Você sabe por que esta aqui? – perguntou Gary – Giovanni não é idiota. Você acha que ele não exigia relatórios de desenvolvimento? Estavam progredindo, mas infelizmente ele teve que contar unicamente com você. Tem sorte de estar vivo.

Elton permanecia em silencio. Não se via em posição de criticar Gary, ele mesmo havia errado.

- o engraçado é a maneira como cada um vai pagar pelo seu erro. –Dizia dessa vez com um sorriso doentio no rosto- Encontrei com seu filho antes de dominarmos Veridian. A Equipe Rocket esta atrás dele...

Dessa vez mostrou reação - O que vocês querem com ele? – Gritou Elton parecendo furioso.
O sorriso de Gary se tornou maior – O filho tem o poder que a E.R quer, o pai a capacidade para criar – zombava de todo o azar - Mais interessante que isso, só a guerra que vai se formar. E tudo por que você tomou uma decisão errada. – desaprovava ironicamente.

Dentro da cela Elton parecia entender o que se passava e media as consequências de sua atitude. Seu filho estava em perigo. A cidade e mais centenas de outros inocentes foram envolvidos. E por quê? Por culpa dele. Tudo por que decidiu que não iria ajudar a E.R.
Neste momento, por um dos tuneis que ligam a ruina ao Grande Calabouço, um agente inferior adentrou a procura de Gary. Este lhe informou que Meowth esta o procurando.
Involuntariamente, como já havia feito muitas vezes, leva sua mão ao ferimento no pescoço. Cabisbaixo, perdendo o ar zombatório, diz já estar indo. O agente se retira.
Só agora, Elton concluíra nas atitudes de Gary que talvez o ferimento pudesse ter sido causado por Meowth. Notara também que ele guardava grande rancor do Pokémon felino. Talvez fosse obrigado a fazer o que fazia. Pensou que o garoto não fosse mal de verdade.
Queria usar a raiva que ele sentia contra Meowth a seu favor, entretanto, antes que pensasse como, Gary ia saindo. Gritou por seu nome. Conseguiu freá-lo e obter sua atenção, mas não sabia o que dizer. Gary se pôs em movimento novamente.
Gaguejando só conseguiu dizer:

- P... Pe... Pense bem... No que vai fazer.

Gary saiu...


...



O clima na cidade de Tênoa não era muito agradável. Quase não se via movimento nas ruas. Metade dos estabelecimentos fechados, muitas casas abandonadas.
O exercito se preparava. Uma guerra estava para acontecer.
Incentivados pela Equipe Rocket, Parun, a cidade vizinha já estava posicionada. A qualquer momento dariam inicio a disputa.
Localizadas próximo ao Mt. Moon, Tênoa e Parun, antigamente eram um só reino. Motivos políticos ocasionaram na separação da cidade. Relatos mostravam que a história da cidade fora enterrada junto à queda do castelo real. O que se tinham do passado eram apenas duas estatuas de mármore, representando dois Pokémon, que agora, e talvez no passado tivessem sido os guardiões da cidade. De um lado havia Cresselia e do outro Darkray. Havia outras poucas histórias. Algumas mais famosas como o da existência de ruinas sob toda a cidade, mas não se obtinha fatos concretos. Não se achava uma ligação coesa entre tais fatos. Por que as ruinas estavam ali? Por que o reino se dividiu? O que houve com os reis? A história tinha se perdido com o passar dos anos. Apenas as ruinas, a qual existia de fato e poucos tinham acesso, guardava parte desta história.
As estátuas, mantidas bem conservadas com o passar do tempo, caracterizou as cidades. Na cidade de Tênoa os habitantes adoravam os Pokémon psíquicos. Em Parun, acontecia o mesmo com pokemon noturnos. As peculiaridades referentes aos tipos desses pokemon e dos guardiões da cidade que os representavam, de certo modo, aumentou sua rivalidade.
Para impedir um provável desastre, influentes de varias outras cidades se reuniram para tentar conter os ânimos. Perguntavam-se o que havia causado à revolta. As cidades mesmo rivais, nunca haviam declarado ou ameaçado uma verdadeira guerra, então, por que agora?
Certo grupo vinha liderado por ninguém menos que o Professor Carvalho que planejava uma reunião com o líder de Parun.
Dominado e manipulado por Jessie, James e principalmente Meowth, o líder de Parun informou-os sobre a reunião. O felino, maligno e vingativo como demostrara ser, decidiu aproveitar-se do momento pondo à prova a lealdade de seu rebelde subalterno preferido, e obter mais informações sobre as relíquias.
O Professor carvalho, que detinha todo o conhecimento sobre os objetos que procuravam era necessário para que os planos da E.R funcionassem. Por vezes, o atacaram, porém, todos os ataques de algum modo falharam. Meowth, irritado com o atraso em seus planos investigou o que acontecia. O suspeito comportamento de Gary lhe intrigava. Descobriu que ele tentava de todos os modos proteger seu avô, o que acarretava na falha dos planos.
Vendo seu alvo tão próximo, cercado de agentes, duvidava que Gary pudesse fazer algo para impedir novamente seus planos.

-Chamou? – perguntou Gary entrando no escritório cedido pelo presidente de Parun ocupado pelos três novos chefes da E.R.
Meowth, com seu sorriso doentio se aproximara do garoto e informou – tenho uma missão especial para você!

O ambiente era digno de um representante. Enorme e vistoso. Monitores se espalhavam em um canto. Na sala ao lado, Jessie e James conversavam com o governador de Parun, deixando Meowth sozinho com o garoto. Meowth apontou para os monitores, e o olhar de Gary seguiu o movimento.
A imagem ali era de um senhor já com certa idade. Entrava pela porta da frente da prefeitura e ali, esperava sua audiência. Esperava resolver os conflitos entre as cidades e evitar a guerra.

-Vov... – suspendeu sua surpresa rapidamente. Entendera subitamente o perigo em que seu avô se encontrava.
Percebendo a inquietação dele, continuou mais animado- você deve captura-lo! Traga-o aqui! – pensou um pouco mais - Não, melhor... Não nos atrapalhe com isso. Faça-o falar sobre as relíquias, se não colaborar, torture-o! Arranque a informação dele.

Indeciso. Jamais havia pensado que mandariam ele mesmo agir contra o avô.
Seu avô discordava inteiramente de qualquer ação da Equipe Rocket, e tentara inúmeras vezes aconselha-lo. As palavras do professor mexiam com ele.
Sim, Carvalho estava a par da participação do garoto na Equipe Rocket. Após o desabar do ginásio, tudo se esclareceu. Conversando com seu neto, descobriu seus motivos e tentou para-lo. Sem sucesso.
Gary acreditava mesmo que a E.R estava no caminho certo trabalhando na criação e duplicação de Pokémon. Ele queria estar a par dos projetos de criação, mesmo não concordando com os demais planos da organização.
Estava sendo corroído pela incerteza. A ação de seu avô atrapalhava seus planos. Não sentia ódio por ele, na verdade, respeitava e amava-o, por isso nunca quis que lhe fizessem mal. Entretanto, todos seus esforços para protegê-lo, colocava-o em perigo. Suas ações já lhe haviam custado um grave ferimento no pescoço.
Amava o professor Carvalho, não permitiria que lhe fizessem mal. Impediria de todas as maneiras, mas gora, ele quem teria que o fazer.
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por 3DSFood em Qui 11 Abr 2013 - 20:47

Olá,
Desculpa ficar longe por um tempo.
Não desanime pela falta de comentários, sério, nenhuma fan fic pode morrer por isso...
Bem, eu ainda adoro o seu jeito de escrita, muito bom. Eu só percebi ali no final uma falta de enter nas frases e um erro de digitação; "gora = agora", mas nada muito grave.
Estou gostando bastante do rumo da história, continue assim! ;D
Até.
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Re: Pokemon Relíquias!

Mensagem por chaos em Ter 7 Maio 2013 - 11:52

Olá 3DSFood, obrigado por acompanhar a fic.
Prometo não deixar o projeto pela metade, e também, já esta chegando ao final-ou não-.
Espero que goste desse capitulo. Boa leitura!

------------------------------------------------------

Pokémon Relíquias
3ª temporada
Capitulo 3

Ui, Yui e Wui




O tempo corria lentamente. O gigante amarelo começava a se esconder como se temesse pela situação. O exercito se posicionava. Protestantes, com suas placas e cartazes levantados aguardavam o resultado da audiência que o Professor Carvalho marcara com o líder de Parum. Os cidadãos amedrontados escondiam-se.
Dentro da prefeitura, Meowth esperava calmamente pela decisão do sobrinho de Carvalho. Os planos da E.R pareciam correr perfeitamente bem. Na sala ao lado, Jessie e James pareciam ter realizado outra parte de seu plano.

- Então, o que me diz? – perguntou James ao prefeito depois de uma longa conversa
- “um reino impuro pode se tornar, E só a decisão de um rei, pode tudo mudar” - relembrou o prefeito- Meu único objetivo é proteger a cidade! Se para isso devo tomar a decisão e atacar primeiro, que assim seja feito. Tomaremos o controle da cidade de Tênoa e de seus cidadãos evitando esse futuro terrível.

Levado por uma forte crença, o líder de Parum, conhecido como Sr. Marchan II era um líder muito religioso, que acima de tudo, queria proteger sua cidade. Homem de porte pequeno, mas de grande força. Transpirava poder. Vinha sempre bem arrumado trajando um conjunto social. Seu pai, de mesmo nome, atuava ao lado do rei Parum, que depois da morte, deixara agora o cargo e um vasto conhecimento sobre o passado daquelas terras em suas mãos.
Influenciado facilmente pela crença religiosa, deixou-se levar pela E.R. que alegando serem historiadores, lhe entregaram um tablado das antigas ruinas já modificado. Diziam que tal artefato teria sido talhado por um antigo profeta - o que não era de fato mentira -, e que predestinava um conflito gerado por detentores de grande poder, e como resultado, a queda de uma das cidades.

Agora com a certeza de guerra, a E.R poderia prosseguir com seus planos.


...  
             


Logo abaixo, nos vastos corredores da ruina, passos descompassados e apressados eram percebidos. O vulto, a sombra que ali passava apressadamente era ninguém menos que Wui. Vestido com uma capa preta, semelhante à de Gary, Wui era o encapuzado que momentos atrás interrogara Brenda e Charles. Ainda perturbado com a cena que vira - e pensava ele a ter provocado- corria sem direção pelos corredores daquele vasto labirinto. Pensava e rebuscava em sua mente um motivo de justificativa para o que aconteceu. Frustrado e um pouco cansado, parou de correr.
Jovem garoto de cabelos opacos cinzas gélidos, Wui era alto e magro. Parecia sofrer de bipolaridade. Horas tempestuoso. Horas calmo e caloroso; por vezes gélido. Usava em seu peito um broche dourado com o meio de um vidro quase indestrutível na cor cinza– única coisa visível de seu traje sempre coberto pela manta negra – e desde seu nascimento carregava sobre si uma enorme responsabilidade.

-Eu estou fazendo o certo, Não estou? É isso que devia fazer, não é? – perguntava a si próprio

Ajoelhou-se. Pensou em Charles e Brenda, lembrou-se da agonia que Charles sentira. Por que aquilo aconteceu? E por que o incomodava tanto?
Colocou a mão sobre o broche que carregava junto de si. Pensou na estranha reação do objeto à simples proximidade com a relíquia de Charles.

-Alguma coisa esta errada – concluiu.

Em um corredor próximo de onde se encontrava, dois agentes inferiores da E.R passavam caminhando. Olhando á volta avistarem Wui ajoelhado. Aproximaram-se, e notando o manto que o cobria, perceberam que se tratava de um agente superior. Prontamente puseram-se a ajuda-lo, entretanto, tomado pela raiva da incerteza, Wui avançou contra eles prensando-os na parede.

-Onde eles estão? Digam-me! – gritava Wui já exaltado e exacerbado

Atormentados pelo choque da surpresa permaneceram calados sem saber o que fazer ou dizer, obrigando Wui a repetir a pergunta.

-Onde estão Jessie e James? Andem!

Passado parte do susto e da surpresa, um dos capangas ainda amedrontado decidiu dizer o que sabia.

- E...Eles estão em uma reunião. Uma... Uma... Reunião com o governador de Parum. Planejam começar a gue-guerra hoje.

Logo após a informação, seus músculos pareceram relaxar. Agora estava muito mais confuso que antes. Seu braço que prendia com força os dois capangas foi levado ao rosto que já se encontrava em um vermelho sangue. Vendo-se livres, os dois que ali foram interrogados se puseram a correr. Wui, novamente sozinho nos corredores daquele labirinto, começou a pensar sobre tudo que sucedera. Alguma coisa lhe dizia que havia sido enganado.

"Há algum tempo, estando focado em completar sua missão, viu seu pingente reagir de forma estranha a toda e qualquer noticia que sucedia a E.R.
A estranha reação em seu pingente era decifrada como algo da qual ele poderia se beneficiar. Levado pela cega intuição e sensação que aquela reação lhe passava, não via a tomada das cidades como algo de ruim. Pensava e via cegamente a E.R como pessoas unidas por um objetivo em comum, a “purificação das cidades”. Levado pela sensação que seu broche lhe passava, descobriu maneiras de conseguir contato com a mesma, e ao somar de poucos dias já fazia parte da organização.
Jessie, impressionada pelo poder do broche que o garoto possuía, percebeu que o artefato reagia de diversas maneiras nas mais diversas situações e que sempre parecia influenciar o garoto em tudo, por vezes, provendo-o de habilidades únicas- como diminuir a temperatura ambiente- viu nele a oportunidade que tanto buscava. Ao saber da missão que o garoto possuía, e aproveitando-se da ingenuidade do garoto, decidiu usa-lo de forma a conseguir rapidamente as relíquias e “de quebra” ele ainda impediria qualquer interferência.
Antes de tudo, precisava de uma justificativa que o fizesse correr atrás do que ela tanto queria.
Maquiou seu principal objetivo e fez-se parecer líder de uma instituição de acordo com os princípios do garoto. A chave mestra para o sucesso de seus planos foram os tablados proféticos. Usurpando a verdadeira profecia, transformou-a por completo de forma que atendesse a todos os seus planos.
“Nas terras opostas uma guerra acontecerá, Dois causarão esse imenso pesar. Levam consigo um poder para destruição, e apenas um guerreiro de alma pura levara a salvação...”"


Ali, sozinho e preocupado, estava coberto de duvidas. Seus pensamentos se refletiram no broche e o mesmo começou a brilhar.


...  
 


Na superfície, próxima a entrada da cidade, mesmo o vasto corredor de montanhas parecia impotente para tudo que se passava. Ali, quase no ponto mais alto da montanha, um murkrow estava a bicar um objeto brilhante. O objeto que emitia aquela luz eram os broches de Yui e Ui. Desmaiados já há algum tempo, só agora pareciam recobrar a consciência. Ui acordando com um susto, levantou-se tão rapidamente que espantou o Murkrow ali presente. Olhou ao lado e viu o irmão ainda inconsciente.


- Yui! Yui acorda! Vamos Yui, acorde! – suplicava enquanto balançava-o apreensivamente.

Abrindo então os olhos pela primeira vez, encontrou dificuldade em levantar-se. Sua irmã rapidamente avançou em seu pescoço abraçando-o mais forte que podia.
Não durou muito a cena. Ao encontro dos dois broches que fazia algum tempo emitiam forte luz, um tremor ocorreu-lhes pelo corpo. Uma breve cena de Wui apareceu em suas mentes.

-Wui? – disse Yui surpreso.
- Já fazia muito tempo que não tínhamos noticias. Se estão reagindo assim... – Dizia Ui referindo-se aos broches- É um sinal que Wui deve estar perto- observou esperançosa levantando-se mostrando disposição para procura-lo
-Não temos certeza. Quando separados os broches não mostram informações claras – Explicou Yui que parecia não ter mais esperanças de encontrar o irmão
-Mas é a única pista que temos. Sabemos que é aqui que devemos cumprir a missão da mamãe, então... ele só pode estar aqui – tentava convencer seu irmão
- Como saber se ele não desistiu...

Nesse instante Yui foi interrompido. Em um acesso de raiva Ui defendeu seu outro irmão Wui. Em meio a lagrimas que agora escorriam por seu rosto, ela disse:

- Ele jamais faria isso! Se um dia nos deixou é por que não queria que nos envolvêssemos na missão. Ele não queria que acontecesse o mesmo que aconteceu com a mamãe!- Dizia em meio a uma torrente de lagrimas
- Ele que matou a nossa mãe! – rebateu Yui que parecia agora ter lagrimas na beira dos olhos – Se ele não tivesse nascido...

Yui não conseguiu terminar, caiu em lagrimas lembrando-se do passado. Sua irmã que novamente iria defender se outro irmão notou em Yui uma magoa profunda que o fazia dizer aquilo. Aproximou-se dele e quis consola-lo.
Calmamente lhe falou:

- Você lembra-se do dia em que o Wui partiu?
- Foi logo após a morte da mamãe – respondeu secando as lagrimas
- e o que ela nos disse naquele dia?


“Uyawa, mãe de Ui,Yui e Wui, era um jovem senhora nascida e criada na região de Unova. Tinha forte  ligação com os lendários daquelas terras. Devidos as suas boas atitudes, numa noite de festas na vila, Zekrom e Reshiram apareceram em seus sonhos. Esses lhe informaram que os princípios de sua existência estavam sendo adotados de maneira errada, não por ela, nem por alguém da vila em que morava, mas por pessoas em um continente distante.
Incumbiram-na de lutar contra tais atitudes, e assim foi mandada a região de Kanto.
Uyawa, que era casada com um guerreiro da vila, no dia que recebera tal missão, também ficara sabendo que estava gravida. Mesmo isso não a impediu de seguir a jornada e fazer valer os valores de suas divindades por todo o mundo. Seu marido, que era contra sua partida, nada pode fazer. Ele não podia segui-la, e mesmo furioso por ser contrariado, entendeu ser o desejo da mulher.

- Um dia, espero que não muito distante, nós voltaremos a nos ver, me espere.
- e nosso filho?
-Eu irei cuidar dele, não seu preocupe querido.

...  

Passado alguns meses, Uyawa já estava em Kanto, nas proximidades das duas cidades. Com sua barriga mais volumosa, Uyawa aparentava estar fraca e doente. A rápida mudança climática tinha afetado a drasticamente. Mesmo no estado em que se encontrava, ela arranjou forças para continuar. Pode testemunhar de perto toda a injustiça que naquelas cidades eram cometidas. Os cidadãos eram guiados por falsos valores, criados por seus atuais reis.
Nesse tempo, as cidades estavam isoladas do mundo. Uyawa Conseguiu se infiltrar naquelas terras que mantinha relações quase nulas com o resto do continente, entretanto, pouco conseguiu fazer. Muito debilitada, ficou impotente. No decorrer de poucos meses quase não tinha mais forças, e para agravar a situação, chegou o dia do nascimento da criança.
Não tendo ninguém para ampara-la, foi obrigada a fazer o parto sozinha.
Sentia muita dor, e foi só nesse momento que descobriu que teria gêmeos.
Vendo a aflição da mulher, os lendários entraram em contato outra vez. Não esperavam que tal empecilho viesse a acontecer. Seu estado enfermo já atrasava a missão, somados aos filhos de agora, seria impossível continuar.
Os filhos nasceram, era um casal. Abraçando com força as duas crianças, Uyawa juntou todas as forças que tinha e se concentrou em manter o contato com Reshiram e Zekrom que exerciam tal presença de um plano mítico. Desculpou-se inúmeras vezes por ter falhado na missão.
A voz de Uyawa falhava, seus braços amoleciam quase derrubando as crianças. Já estava muito cansada por todo o esforço.
Ao mesmo tempo em que se sentia contente, sentia-se culpada. Ela queria completar a missão. Ela havia sido escolhida para tal, mas se encontrava impotente.
Olhando para seus filhos, encontrou a solução.

- Zekrom! Reshiram! Sei o quão difícil é encontrar alguém digno de sua confiança. Sei que tendo falhado já não ganho crédito, mas se me permitem dizer, tenho aqui em minhas mãos, o fruto da minha carne. Sei que serão pessoas de bem. Peço um pouco de tempo, e uma nova chance. Irei guia-los através de nossos ideais e eles salvarão sua honra.

Após estas palavras uma nova presença pareceu, Kyurem. Esse que parecia poder se comunicar através de palavras com os humanos, disse:

- Você oferece o futuro de seus filhos para nossos ideais. Esta tentando manter sua missão viva, mas sinto dizer, essas duas crianças não possuem a capacidade para suportar nossa benção, são fracas de espirito.
- Me dê um tempo! Com o passar dos anos suas habilidades irão melhorar.

Vendo o estado de Uyawa, os três lendários só encontravam uma solução. Raras eram as pessoas que se prendiam fortemente a seus princípios e seriam dignos para a confiança de tal poder.

- Só o nascimento de outra criança poderá resolver! – proferiu Kyurem

Após essas palavras, o plano mítico que se encontravam e o mundo real pareceu se encontrar por instantes. Uyawa e seus filhos pareciam brilhar.
A imagem espiritual dos três lendários apareceu diante dela.

- O garoto receberá a benção de Zekrom! – disse Kyurem – Seu nome será Yui.
- A garota receberá a benção de Reshiram! Seu nome será Ui.
- O equilíbrio entre os três, o que deverá manter a ordem, agora nascera!

Após essas palavras, Uyawa começava a sentir a dor de um novo parto. Já cansada e debilitada, o criar dessa nova vida poderia causar graves consequências a sua saúde.
Não se importou. Esforçou-se para tê-lo e assim completar sua missão.

- Esse que acaba de nascer se chamará Wui!

Estando com os três em seus braços e prestes a desmaiar, a luz se tornou mais intensa. Um brilho místico tomou conta dos bebes. Uyawa os abraçava o mais apertado que podia.
A luz por fim cessou. A presença dos três lendários pareceu ter sumido.
Olhando para seus filhos, Uyawa notou em cada um deles um broche que fazia referencia a sua benção lendária. Sorriu, beijou cada um com ternura e, por fim, pôs-se a amamente-los.

...

Quase oito anos mais tarde, Uyawa já não tinha forças para levantar da cama. O nascimento de Wui encurtara sua vida drasticamente. Ela não o culpava, pelo contrário, amava-o demais.
Desde o nascimento, educara-os da maneira que foi educada. E mesmo quando muito jovens, ela, vendo que não duraria por muito mais tempo, contou-lhes sobre a missão.
Jovens como eram, ficaram muito animados, entretanto, não durou muito. Sua mãe ensinou-lhes sobre as habilidades únicas que cada um deles possuía, mas ao mesmo tempo em que cada um era especial, Wui se sobressaia. Questionada pelos filhos, Uyawa não pode mais esconder o passado, e revelou as consequências que levaram ao nascimento dele. Naquele momento os três ficaram bastante impressionados, nada afetou o relacionamento deles, até que chegou o fatídico dia.
Uyawa a beira da morte diz a eles:

- meus anjos, desculpem a mamãe por isso. Se pudesse ficaria a vida toda ao lado de vocês, mas parece que chegou minha hora. Não quero que fiquem tristes ou com medo, vocês tem um ao outro, cuidem um do outro. Se ajudem e nunca permitam que separem vocês. Eu amo vocês!

Após essa ultima afirmação, Uyawa não mais abriu os olhos.”


- Ela disse pra que não nos separássemos – disse Yui com os olhos cheios de lagrimas.
- Ela amava o Wui tanto quanto nós. Só porque ele nasceu de maneira diferente, não deixa de ser nosso irmão. A mamãe nunca o culpou por ter ficado doente. Nós somos o ultimo desejo dela - Explicou Ui.
- Wui nos abandonou logo depois que ela morreu. Ele não ligou para o que a mamãe pediu. Nós devíamos cumprir a missão juntos.
- Você o culpou pela morte da mamãe! – rebateu Ui.




Contra isso o garoto não teve argumentos
– Eu estava com raiva, eu... – não achou mais o que dizer.

Até esse momento os irmãos não percebiam, mas com o decorrer da conversa o brilho em seus broches aumentava.

- O que esta havendo? – perguntou Ui ao finalmente perceber aquele evento.
-Não sei – disse Ui tocando ao broche – sempre que os broches brilham nós sentimos alguma coisa, mas agora, nada.
- A imagem que vimos de Wui na caverna! Ele deve estar em perigo – lembrou Ui rapidamente.

Apaziguado o sentimento de raiva que sentira a poucos pelo irmão, o eminente perigo trouxe coragem para que Yui agisse.

- Precisamos ajuda-lo. Vamos Ui

Ui pode dar um pequeno sorriso ao ver a atitude do irmão.
Rapidamente os dois se puseram a correr em direção a cidade. A cada passo que dava, sua missão parecia chegar ao fim e com isso, o ultimo desejo de sua mãe.


Última edição por chaos em Dom 21 Jul 2013 - 16:52, editado 2 vez(es)
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