Pokémon Mythology
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Pandora's Temple

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Pandora's Temple

Mensagem por Dusknoir em Ter 14 Fev 2012 - 20:53



***


Prólogo




A lenha crepitava em meio às chamas fracas da lareira, a fumaça subia pela chaminé e seu rastro percorria lentamente o céu já escuro pelo anoitecer. Na casa um velho Orc se encontrava sentado numa poltrona confeccionado pelo couro e ursos cinzentos, caçados na redondeza da vila.

Sua roupa era composta por um colete de lã branca, uma calça de linho resistente e aconchegante, um manto branco nas costas e uma coberta em suas pernas devido ao frio. Seus olhos encontravam-se fechados e por dentro ele remoía sozinho sobre tudo o que ele já havia passado... E sobrevivido.

A sala estava quente, bem ao meu gosto, pensava ele. As chamas da lareira estavam bem alimentadas pela madeira cortada por seu aprendiz. Ah como ele queria ser jovem novamente! Poder correr e saltar, bem ele estava vivo e bem mais forte do que muitos jovens guerreiros, mas queria ser pouco mais jovial.

Um sofá marrom estava acomodado á sua frente e mais uma poltrona ao seu lado, bem como no meio das duas uma mesinha de bambu amarrada por cipós.

- Onde está minha sopa? – ele se pegou perguntando em voz alta.

Da cozinha ao lado veio em resposta uma voz afeminada e melodiosa, calma e singela em toda a plenitude de uma bela jovem élfica. Kalya, outra de seus aprendizes e uma das quais ele mais tinha carinho.

A jovem havia perdido os pais na guerra que ocorrerá após seu aniversario de apenas um ano, eles não voltaram, mas ela ficará aos cuidados do xamã Orc. Ele á havia ensinado a arte do arco e da flecha, bem como na domesticação das feras.

- Está quase pronta vovô! – respondeu a voz da elfa.

Vovô... Mesmo ele já tendo lhe explicado que ele nunca havia sido da família ela teimava em lhe chamar assim, talvez por terem somente um ao outro. Tinidos de pratos e colheres e talvez até copos vieram da cozinha e logo após vinha a jovem com uma bandeja confeccionada também em bambu.

Depositou com cuidado a bandeja com um prato fumegante de sopa de carne de javali e legumes, um dos pratos preferidos do velho xamã quando o frio se alastrava pelas colinas da vila de Andrassol. Um copo com suco de melão estava na mesinha ao seu lado.

A jovem possuía a pele branca, cabelos num tom castanho claro e em seus olhos um lampejo verde, sua vestimenta era uma longa túnica de linho em azul e uma pantufa em forma de coelhinho, talvez aquele que ele havia pegado de manha... Ou não.

- O-Obrigado... – Mas não terminou de falar, pois um espirro interromperá sua fala. Retomou forças e novamente o Orc pôs-se a falar. – onde esta Keyer?

Keyer... Um elfo problemático ele diria. Mas um elfo jovem e de bom coração, era irmão de Kalya, mas ao invés da arte veloz do arco ele preferirá seguir o ramo da espada e escudo se tornando um guerreiro.

- Logo deve retornar, está numa empreitada aos centauros de vila leste. – concluiu a elfa entre uma colher e outra de sopa.

Centauros! Como o Orc odiava-os! Mesmo sendo eles seres naturais almejavam além de tudo a destruição das amplas matas para as transformarem em colinas planas e desertas, vá saber o que aqueles cérebros de azeitona pensavam!

Por culpa deles Kalya e Keyer haviam perdido os pais, por causa daquele povo varias vilas haviam sido destruídas e agora eles queriam dominar as ilhas e praias do oeste? Somente por cima de seu cadáver.

- Ei está tudo bem? – e voz da jovem o trouxe a realidade, olhou para sua sopa que continuava fumegante e o cheiro da carne cozida do javali impregnara a casa por completo.

- Sim, estou. – o xamã voltou a comer sua sopa e ficou calado o restante dos quinze minutos.

A jovem já havia terminado e começou a retirar os pratos, talheres e copos. Lavou tudo bem rapidamente e voltou à sala totalmente vestida em outros trajes.

Agora estava com roupas de couro por sob um colete de malha metálica, o arco estava em sua costa junto de sua aljava com milhares de flechas, uma aljava encantada, claro! Um manto e um capuz terminavam o conjunto.

- Vou caçar, posso?

- Pode. – o velho não tinha tanta certeza se ele deveria deixa-la ir, mas em breve ela se tornaria uma ‘’mulher’’ uma elfa adulta e seu teste seria trazer as presas de um dos tigres das redondezas, seria melhor se ela já estivesse acostumada com a caça.

- Obrigada. – abaixou-se e aplicou um beijo na testa do Orc e foi toda feliz para o estabulo da vila.

Naquele lugar ficavam armazenados os diversos animais para serviços de montaria: lobos para os guerreiros, Kodos para puxar grandes carroças, e Falcostruzes para as arqueiras e sentinelas.

Aproximou-se de sua ave, era grande, bem maior do que os avestruzes comuns, suas penas variavam do amarelo ao roxo para depois o azul. Seu bico turvo e negro se mostrava forte e suas pernas longas e firmes davam-lhe a velocidade desejada.

- Pronto para mais uma? – perguntou ela ao animal que respondeu com um arrulho semelhante ao das corujas.

Por fim montou a sela de couro no pássaro e fez com que disparasse em direção das colinas onde o posto avançado das sentinelas estava, seria lá que ela ficaria por cerca de dois dias para provar que estava pronta para se tornar adulta.

Enquanto isso na casa bem aquecida, o Orc já se colocava de pé, uma loba de pelos cinzentos se aproximara dele e o ajudava com seus passos até seu quarto.

O cômodo era espaçoso, possuía uma cama macia, dois travesseiros bem fofos, um manto de pele para o frio e um lençol de linho azulado, havia ainda um grande armário mais ao canto e um grande baú, o velho se sentou na beira da cama.

- Puxe-o pra mim, Snowfang. – pediu ele com cuidado para a loba. Ela já acostumada com serviços do tipo quando o dono ficava doente bastou enganchar sua boca no cadeado e o arrastar até os pés de seu mestre.

O velho retirou uma chave dourada que estava pendurada num pingente em seu pescoço, utilizou-a no baú e o abriu com dois cliques e um clanc. Por fim colocou sua mão direita dentro do baú e do mesmo retirou um grande martelo.

Analisou-o com cuidado e então o depositou aos seus pés, colocou sua mão mais uma vez no baú e retirou um arco de dentro, sua cor era branca e parecia ser feita de ossos, não só parecia como fora feito de ossos, um cordame estava preso entre as pontas.

Olhou com cuidado para o arco e então o colocou sobre um pano vermelho que sua loba havia pegado, embrulhou com cuidado a arma e pediu para sua companheira que o colocasse sobre sua estante.

Por fim mergulhou suas mãos uma ultima vez no baú e retirou uma longa e grossa espada, levantou-se e começou a maneja-la de um lado para o outro, seus movimentos estavam pouco enferrujados, mas ainda serviam para alguma coisa caso precisasse de uma espada, mas não precisava agora.

Embrulhou a arma num pano azul petróleo e o colocou ao lado do arco de ossos. Olhou para ambos e sorriu vendo que seus ‘’netos’’ fariam bom uso das armas.

- Preciso voltar aos treinos... – concluiu ele guardando o martelo numa das gavetas de seu criado rente à cabeceira da cama.

Foi então que mais uma vez aconteceu, uma luz azulada estava emanando de seu martelo, correntes de energia Elemental estavam em seu corpo e uma voz lhe dizia na mente:

Prepare-se.



Última edição por Dusknoir em Sex 17 Fev 2012 - 16:20, editado 1 vez(es)
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Re: Pandora's Temple

Mensagem por Silyn em Qua 15 Fev 2012 - 19:03

Ciao Ric.~ o/
Acabei de ler sua fanfic~
Em termos de descrição, a fic está muito boa.
Os personagens foram bem descritos assim como suas ações.
Mas... Como posso explicar? Sinto que falta algo mais. Algo que me prenda mais a leitura.
Não que eu não tenha gostado da fic, eu realmente achei ela interessante... Ah, meh, não sei explicar lol.
Não achei nenhum erro de potuguês também, ponto positivo pra você.
Como é apenas um prólogo não posso dizer muito sobre a história, mas eu gostei daquele toque de suspense no fim.
Não tenho muito a dizer, afinal esse foi apenas o inicio~
Te desejo sorte na fic~, tomará que você consiga completá-la o/

Addio.~
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Re: Pandora's Temple

Mensagem por DarkZoroark em Qua 15 Fev 2012 - 21:29

Olá Dusk o/
Desculpe a demora em comentar (Eu li tudo as três da tarde, mas acabei tendo de sair e só consegui comentar agora.)
Achei sua fic bastante interessante, mas assim como o Silyn eu acho que está faltando algo que prenda o leitor a sua fic. A descrição está ótima, realmente. Erros de português? Não achei nenhum, mas sou meio desligado neste assunto.
Bom, como é um prólogo, não há mais o que dizer. Aguardo seu primeiro capítulo.
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Re: Pandora's Temple

Mensagem por Dusknoir em Sex 17 Fev 2012 - 15:58

@Silyn escreveu:Ciao Ric.~ o/
Acabei de ler sua fanfic~
Em termos de descrição, a fic está muito boa.
Os personagens foram bem descritos assim como suas ações.
Mas... Como posso explicar? Sinto que falta algo mais. Algo que me prenda mais a leitura.
Não que eu não tenha gostado da fic, eu realmente achei ela interessante... Ah, meh, não sei explicar lol.
Não achei nenhum erro de potuguês também, ponto positivo pra você.
Como é apenas um prólogo não posso dizer muito sobre a história, mas eu gostei daquele toque de suspense no fim.
Não tenho muito a dizer, afinal esse foi apenas o inicio~
Te desejo sorte na fic~, tomará que você consiga completá-la o/

Addio.~

Silyn você veio! Agradeço muito por tê-la lido e ainda mais por ter comentado, estou ciente de que preciso desenvolver mais a arte de prender o leitor no texto, mas ainda não encontrei o meu modo de faze-lo, pois cada escritor o faz de uma maneira, obrigado por me desejar sorte e quanto á completa-la eu vou sim, mesmo sendo ela uma Long Fic! Ciao Silyn!



@DarkZoroark escreveu:Olá Dusk o/
Desculpe a demora em comentar (Eu li tudo as três da tarde, mas acabei tendo de sair e só consegui comentar agora.)
Achei sua fic bastante interessante, mas assim como o Silyn eu acho que está faltando algo que prenda o leitor a sua fic. A descrição está ótima, realmente. Erros de português? Não achei nenhum, mas sou meio desligado neste assunto.
Bom, como é um prólogo, não há mais o que dizer. Aguardo seu primeiro capítulo.

Agradeço da mesma forma á você por ter lido e comentado, o inicio do desenvolver ainda deve estar um pouco confuso, pois é muita coisa para eu colocar e direcionar vocês leitores, mas se eu tentar colocar tudo num só capitulo garanto que se perderiam ainda mais. Sinto por isso. agora não precisa mais aguardar pois aqui está o primeiro capitulo.

**


Capitulo 1 - Fende Alma



Prepare-se.

A voz em seu sono continuava a falar, agora o velho Orc não se encontrava mais em sua confortável e humilde casa. Deduzia estar dentro de alguma caverna pois o local era rochoso e o teto era alto bem como tudo era feito de pedra.

Prepare-se.

Novamente a voz ecoou por sua mente e pela caverna, o Orc dava passos lentos sempre em frente, chegou á um ponto onde algo irradiava luz, a iluminação provia da lava que escorria sob uma estreita ponte de pedra que levava para o que parecia ser uma espécie de altar.

Atravesse... Agora a voz sussurrava como se não quisesse que mais ninguém a ouvisse com exceção do Orc.

O xamã ia atravessando o mar de lava, hora ou outra tentáculos sobressaiam-se do rio ardente e então desaparecia no mesmo.

Atravessou rapidamente a ponte e agora se prostrava se frente para o altar onde um orbe vermelho flutuava num suspensório e uma espada de cabo talhado em prata estava presa na pedra.

Pegue-os falou a voz novamente.

O Orc sabia que tudo era um sonho, quase um pesadelo ele diria, mesmo assim obedecia as ordens da voz misteriosa e sussurrante.

Tocou o cabo frio da espada, a pedra rachou e se partiu em minúsculos pedaços de cascalho avermelhado revelando a lamina da arma. Sua lamina possuía o mesmo tom prateado de seu cabo, porém runas azuladas brilhavam por toda a arma.

Sinta-a.

Os olhos do velho se fecharam procurando se concentrarem num único ponto, o gume afiado e frio da espada. Conseguirá identificar o que as inscrições diziam, era uma língua antiga.

Fende Alma...

- Quem é você? – o Orc ousou perguntar, o orbe já estava em suas mãos junto da espada fria e letal.

Um flash de luz dourada inundou a caverna e de repente o Orc não se encontrava mais lá, mas no topo de uma elevada montanha. Ao longe ele podia observar um vulcão, provavelmente o mesmo em que minutos antes ele se encontrava.

- Quem é você? – tornou a perguntar.

Um rugido. O rufar de asas poderosas sendo utilizadas. Um corpo se elevando ao ar.

- Meu nome ainda não deve ser lhe dado, Mas minha forma tu poderás ver! – a voz agora não mais sussurrava, possuía um tom grave.

O Orc se virava para todos os lados com o orbe rubro em mãos e a espada na outra, de seu gume um brilho opaco era emitido.

Foi então que se virou para a direção do vulcão mais uma vez e viu o dono da voz em sua mente e em seus sonhos. Um dragão.

O corpo da criatura era todo dourado, suas escamas brilhavam como o sol, senão mais, seu corpo alongado muito se assemelhava aos dragões chineses que os humanos reverenciavam como a força do caos e da sabedoria, porém este possuía asas e estas também emitiam luz, não... Elas eram feitas de luz.

Em sua cabeça vinha uma espécie de elmo de prata com um emblema azul. Ele reconheceu de imediato o símbolo.

- Você é um guia espiritual?

O dragão pousou numa rocha branca que se encontrava à direita do xamã.

- Um espirito? – sua voz continuava grave, porém calma. – Talvez, mas possuo o mesmo tipo de vida que você, sendo assim não pertenço a eles.

- Um dragão? – a pergunta fora mais idiota do que o xamã pensará, era obvio que sim!

- Sim, mas não sou somente um dragão. – Agora a criatura descia da pedra para ficar frente á frente do Orc. – Sou um Dragão Celestial, um espirito vivo e um guia também, Drokar.

Seu nome, como a criatura sabia seu nome? Mas não teve tempo de perguntar mais qualquer coisa, pois o ser alado já se encontrava voando para o oeste.

- Em breve nos veremos novamente! – bradou a criatura ao longe. – Se quiser melhores respostas vá ao Rochedo Escarlate, encontrará mais do que apenas respostas.

E então o nada.

**


O Orc acordou suando frio, olhou para todos os lados e viu que se encontrava em sua própria casa. Certo ele tinha sonhado, porém algo pesava em suas mãos. Teve medo de olhar, mas acabou cedendo: Um orbe rubro e uma espada de prata.

Então não havia sido um sonho? Mas suas roupas continuavam as mesmas que ele estava quando viera dormir. Olhou para o relógio, sete horas.

Ele queria respostas, mas tinha medo de como seriam elas.

- Hora de buscar respostas. – disse para si mesmo.

Levantou-se de sua cama e dirigiu-se até o banheiro onde fizera sua higienização. Voltou para o quarto e começou a colocar sua armadura para a pesada viagem.

- Não quero morrer por causa de linces ou qualquer outra coisa! – resmungava enquanto encaixava sua ombreira.

A armadura era pesada para muitos, mas não para ele que já se acostumará com aquele tipo de vestimenta. Pegou o martelo e o colocou preso em sua cintura, prendeu a espada gélida numa bainha metálica que ele possuía e o orbe ele guardou numa pequena bolsa de viagem.

Dentro dela colocou também algumas outras coisas, como comida e dois odres de agua, voltou para a sala e pegou uma caixinha dourada onde uma espécie de areia estava guardada e a colocou na bolsa também, abriu a porta da sala e saiu para a vila de Andrassol.

Poucos moradores estavam despertos àquela hora, a maioria abriam suas lojas e estabelecimentos, outros que faziam parte do grupo de soldados e sentinelas se encaminhavam para os postos de vigia ou para guarnecerem os portões.

Saiu pelo portão leste do grande vilarejo, um Troll e um Elfo lhe saudaram com uma reverencia. O xamã se encaminhou até eles.

- Bom dia soldados! – ambos retribuíram o cumprimento. – Saberia me dizer se Sowfang passou por aqui?

- Sim, a loba cinzenta passou e seguiu em direção do Rochedo Escarlate! – Troll apontou a direção.

O xamã agradeceu e distribuiu algumas moedas de prata para os dois guardas, costume de ele presentear aqueles que lhe serviam como guias ou alguma coisa.

- Então partilhamos do mesmo sonho? – perguntou a si mesmo. – Talvez ela chegue antes de mim.

O Orc agora se encontrava numa campina deserta, olhou para todos os lados a fim de verificar se havia mais alguém fora ele, estava sozinho.

- Talvez chegue antes de mim, talvez. – fechou os olhos.

Seu corpo estava tomado por energias translucidas, algo muito semelhante á uma fina e tênue névoa, e mesmo assim muito diferente dela. O Orc uivou e então houve a mudança de corpo.

Essa habilidade era dada somente aos lideres espirituais de cada povo e assim eles se transformariam na forma de seu guia. A forma do lobo era a espécie de seu guia, Snowfang.

Desatou a correr como nunca, encontrava-se agora numa outra dimensão, paralela á sua. O mundo espiritual era uma linha conjunta ao mundo dos vivos e aos demais planos e quem estivesse nele poderia estar em qualquer lugar e observar á tudo e todos sem que alguém sequer soubesse se sua presença.

Em questão de minutos o xamã já conseguia distinguir o pico elevado do Rochedo Escarlate e preparou-se para correr ainda mais. Subiu uivando por todo o elevado monte rochoso e conseguiu ver que a loba já se encontrava ao lado da pedra vermelha que simbolizava o Rochedo Escarlate.

Fechou os olhos de novo e a tênue nevoa abandonou seu corpo fazendo com que voltasse ao mundo dos vivos para se deparar com a loba á sua frente.

- Agora como buscarei minhas respostas?

Dito e feito. A pedra vermelha possuía runas que até mesmo ele não sabia ler, talvez a língua dos seres extras planares, não sabia dizer ao certo.

As letras começaram a transbordar em energia, a luz era alaranjada representando o elemento terra, um espaço redondo se abriu no rochedo. Snowfang olhou para seu companheiro e transmitiu-lhe uma linha de pensamento.

O orbe.

Mais que rapidamente o Orc retirou a pedra rubra de sua bolsa e a encaixou no rochedo que emitiu um barulho semelhante aos cliques da fechadura de uma porta. Agora uma corda de energia envolvia a loba cinzenta.

- Eu lhe darei as respostas. – falou ela com uma voz grossa. – Não sou Snowfang, mas o guardião desta pedra.

- Quero saber quem era o dragão em meu sonho. – disse o Orc com firmeza.

O guardião que estava no corpo da loba tornou a dizer.

- Não, Drokar, você não quer saber isso. – o xamã ia falar, mas foi cortado. – deves olhar mais longe e deixar esta questão de lado, pois não será por mim que saberá dele. Olhe para o sul e sinta o gosto do vento que parte dos picos de Elendrin.

O Orc ainda contrariado fez como o guardião pediu, olhou para a grande elevação que era o monte Elendrin. O ar estava pesado e o cheiro que vinha daquela direção trazia o caos.

- Sente agora algo diferente? – tornou o guardião. – Exatamente. Esse poder caótico que tu sentes no gosto dos ventos é o mesmo que muitas vilas sentiram quando elas se aproximaram, porém meu espirito e meus vassalos não puderam detê-las em seus caminhos!

Uma pena de ave surgiu nas mãos do Orc. Sua cor era arroxeada quase puxada para o lilás.

- Seu caminho deve seguir para aquela direção, somente lá suas respostas estarão totalmente solucionadas, mas lembre-se! O caminho é perigoso e somente aqueles á quem você confia e daria lhes sua vida devem seguir com você.
Drokar estava pasmo, sabia de que criatura era aquela pena, mas tinha medo de estar com a razão.

- Me diga ao menos... – Drokar tremia dos pés á cabeça. – O que é esta espada?

O guardião no corpo da loba olhou para a lamina, pensou se deveria contar tudo, mas resolver dizer somente um pouco, pois o tempo estava acabando para ele.

- É fende alma o nome desta arma. Uma espada lendária cuja força aumenta ao possuir a alma dos inimigos. Seus cortes não mortais e quando o inimigo jaz morto ele não será transformado em espirito, fumaça ou qualquer outra coisa. As runas sugarão a alma do ser e assim a espada aumentará sua força. Ela já pertenceu a Tyrael.

Tyrael? Drokar já ouvira mitos sobre ele, não seria o espirito angelical? Aquele que governava as valquírias e anjos? Aquele cujo poder provinha da luz e dos elementos?

- Agora volte para sua Andrassol, reúna-se com aqueles que irão junto de ti e parta em direção do monte Elendrin, lá tu encontrarás outra pedra, esta de cor verde e seu orbe deverá ser encaixado mais uma vez. Aquele guardião lhe dará suas respostas e novas perguntas vão nascer em ti e nos teus companheiros. Agora Parta!

A voz reverberou por todo o Rochedo Escarlate, a elevação rochosa tremeu por completo e as runas na pedra agora diziam somente uma coisa: Harpias.

- Snowfang? – Drokar chamava a loba, com um uivo ela acordou de sua possessão. – Você me acompanhará?

O animal assentiu e se aproximou do xamã. Drokar acariciou lhe a cabeça num ato de carinho.

- Estou ficando velho para viagens deste tipo, mas ainda quero minhas respostas. – e riu enquanto ouvia os sinos de Andrassol serem tocados. – Conheço alguém que gostaria de nos acompanhar, o que você acha?

A loba uivou novamente, porém este fora um uivo diferente. Um chamado e um aviso.

Desceram juntos o rochedo e caminharam por aquele mundo em direção da vila, Drokar segurava em punho uma trompa feito de chifre de iaque e o soprou forte duas vezes sendo seguido pelo uivo da loba em ambas as vezes.

Ele havia sido convocado...











___________________________________

Ao meu ver o tamanho está bom, mas deem suas opiniões e deixem seus comentários! Espero que tenham gostado, até o Próximo!
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Re: Pandora's Temple

Mensagem por roberto13 em Dom 19 Fev 2012 - 11:40

Oi!
Eu consegui ler apenas o prólogo até agora.
A descrição tá ótima, mas por você tanto ter focado nela e ter esquecido de colocar um pouco mais de acontecimento, o prólogo ficou monótono, não prendeu a leitura. Tente conciliar esses dois.

Gramaticamente, teve palavras sem acento como ultima e trocou à por á. Teve um problema com a pontuação em que poderia ter usado algumas vírgulas e outros casos que poderia substituí-las por pontos, não deixando os períodos grandes (outro fator que dificulta a leitura). Vou usar um exemplo:

Mesmo sendo eles seres naturais almejavam além de tudo a destruição das amplas matas para as transformarem em colinas planas e desertas, vá saber o que aqueles cérebros de azeitona pensavam!


Uma vírgula entre naturais e almejavam; entre almejavam e além; entre tudo e a.
Ponto entre desertas e vá.


É isso! Espero em breve ler o outro cap.
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Re: Pandora's Temple

Mensagem por Dusknoir em Dom 19 Fev 2012 - 22:23

@roberto13 escreveu:Oi!
Eu consegui ler apenas o prólogo até agora.
A descrição tá ótima, mas por você tanto ter focado nela e ter esquecido de colocar um pouco mais de acontecimento, o prólogo ficou monótono, não prendeu a leitura. Tente conciliar esses dois.

Gramaticamente, teve palavras sem acento como ultima e trocou à por á. Teve um problema com a pontuação em que poderia ter usado algumas vírgulas e outros casos que poderia substituí-las por pontos, não deixando os períodos grandes (outro fator que dificulta a leitura). Vou usar um exemplo:

Mesmo sendo eles seres naturais almejavam além de tudo a destruição das amplas matas para as transformarem em colinas planas e desertas, vá saber o que aqueles cérebros de azeitona pensavam!


Uma vírgula entre naturais e almejavam; entre almejavam e além; entre tudo e a.
Ponto entre desertas e vá.


É isso! Espero em breve ler o outro cap.

Obrigado por ter lido, vou tentar melhorar na parte de prender o leitor ao texto... Vou melhorar na parte escrita, acentos e virgulas bem como os pontos também.

**


Capitulo 2 - Perguntas sem respostas



Um grande acampamento estava sendo levantado fora dos imites das terras dos povos de Andrassol. Cerca de cinquenta tendas estavam sendo armadas, perto de um dique portuário onde um grande navio de casco vermelho estava ancorado.

O líder xamã, Drokar, berrava as ordens para os demais soldados e batedores que deveriam ir à busca de informação sobre o terreno em que se encontravam. O Orc estava todo protegido por sua armadura de prata, grandes luvas com soqueiras embutidas protegiam suas mãos, o martelo continuava em seu cinto bem como a espada em sua costa.

- Armamentos na tenda um e dois! – gritava ele novamente ao ver um grupo de seis soldados carregarem os caixotes contendo as armas encomendadas para as tendas erradas. – Sem moleza!

Trompas de chifre soaram na direção contraria á que os soldados monitoravam.

O Orc caminhou em direção da barricada que os Trolls haviam erguido, olhou para a direção mais ao leste e pode perceber que uma camada de poeira e terra se levantava nas terras áridas de Durotar.

- Um possível ataque, senhor? – indagou temeroso o soldado Orc. – Devo mandar que preparem os canhões e catapultas?

Drokar ainda permanecia atento á movimentação que vinha na direção de seu acampamento, enquanto isso, por uma segunda vez, as trompas soaram vibrantes novamente. O líder sorriu e pediu que preparassem mais doze tendas pouco á lateral direita da central.

O soldado imediatamente informou os demais que começaram a desembarcar as demais tendas avermelhadas e as posicionarem onde havia sido pedido. O xamã ainda quis que as cozinheiras preparassem algo para ser colocado na tenda central onde os planos deveriam ser desenvolvidos.

A nuvem de terra e poeira finalmente se aproximava, os portões da barricada de pedra e madeira permaneciam fechados, por ordem do xamã. Pela terceira, e ultima, vez as trompas soaram fortes.

Perante os portões da barricada estava uma grande caravana de Kodos carregados de suprimentos, armamentos, mantos, peles e principalmente cavaleiros Taurens.

O líder estava sob um grande animal cinzento com placas de metal protegendo o corpo e uma ponta de metal no chifre, o assento da montaria era feito de couro leve e confortável para longas viagens.

- Finalmente chegou! – exclamou o xamã ao ver o guia da caravana.

O Tauren por sua vez era duas vezes maior que o Orc, deveria ter cerca de dois metros e meio, seu corpo robusto era adornado por armaduras tão pesadas quanto ás do xamã e ainda mais resistentes.

Este tipo de povo não temia nenhum tipo de inimigo, por isso buscavam aterrorizar os oponentes com sua aparência de bárbaros. Das placas metálicas surgiam espigões metálicos, sua arma era um machado que, talvez, estatuas poderiam utilizar... Caso elas fossem vivas.

A caravana adentrava a paliçada do acampamento e dentro de um grande cercado os Kodos foram amarrados e deixados ali para um merecido repouso, enquanto isso, o líder Tauren se localizava sentado numa cadeira de pedra frente ao Orc.

- Peço desculpas de minha demora. – começou o líder bárbaro. – Mas havia um grupo de tortuscos em nosso caminho... Tivemos de nos livrarmos deles.

Entre os dois líderes estava uma pesada mesa de pedra onde um grande mapa do continente estava exposto, havia certas marcações feitas em giz e outras com tintas e carimbos.

Ao lado de cada um havia também uma mesinha de bambu com carne tostada de javali, ovos fritos e Malte. Alguns tipos de queijo e biscoitos também estavam sendo servidos.

- Entendo a situação que você e a caravana passaram. – certificou-se de que os soldados estivessem longe. – O assunto do qual tenho a tratar com você, se refere á sonhos bem estranhos e as sete pedras...

E de fato entendia, uma vez que no mar suas tropas também haviam encontrado inimigos.

Andou até a entrada da tenda e a fechou, andou até onde estava o grande mapa e apontou a localização de uma grande montanha.

- Estive tendo aqueles sonhos novamente, Ahmo, e dele obtive isso. – agora na grande mesa estava a espada denominada ‘’Fende Alma’’ e o Orbe Rubro.

O Tauren continuava com a expressão séria no rosto até ver o orbe sobre a mesa. Agora em seu rosto estava o terror.

Seria possível que as lendas de sua tribo estariam sendo revividas? Mesmo para os Tauren isso seria loucura... A menos que, mas ele não gostava de pensar sobre essa questão.

- O orbe eu reconheço, mas sobre a espada. – pegou-a em mãos e como um fabuloso guerreiro começou a analisa-la. – Ela possui maneiras diferentes de cortar e ferir que eu mesmo desconheço...

- Essa espada pertenceu ao guardião sagrado, Tyrael! – o xamã se controlava para não ter um espasmo. – Você sabe quem foi ele? – o outro mal teve tempo de responder. – Exatamente. Tyrael fora quem expurgou Baham deste mundo! Se esta espada está de volta, não seria possível que ele também retorne?

O silencio doía no coração do Orc e ainda mais na mente do líder guerreiro. Sua história era envolta por trevas e o orbe compartilhava boa parte de sua vida.

- Responda!

- Acalme-se, Drokar. – pediu o bárbaro. – Baham está morto como as lendas dizem, mas a espada não possui vida, é um simples objeto encantado com os poderes do anjo.

Isso poderia ser considerado uma verdade e meia. As lendas contavam sobre a morte de Baham o mestre demoníaco, mas não havia provas em lugar algum desse acontecimento. Baham fora um demônio guerreiro e o orbe era um dos artefatos que ele ostentava com orgulho, as memorias do lorde deveriam estar fluindo eternamente naquela pedra.

Todavia a espada era o artefato que sempre acompanhava o arcanjo guardião, Tyrael, assim como o orbe essa arma poderia ter armazenado as memorias do anjo. A única maneira de revelar a verdade seria com a ajuda das sete pedras.

Para se localizar as pedras dever-se-ia saber ao menos onde uma se encontrava, mas onde? Esta e muitas outras perguntas torturavam a mente do líder guerreiro.

- Drokar! Em seus sonhos, ao menos uma das sete aparecia? – indagou o Tauren.

- Eu estive conectado á primeira. Kronos o pai da Terra. – respondeu o Orc pouco mais calmo. – Ele me mandou seguir para Elendrin... Mas não sozinho.

Isso despertou o interesse do guerreiro sentado na mesa. Levantou-se com um urro e bateu o cabo do machado contra o chão terroso.

- Kronos indicou Elendrin e tu precisarás de companhia. – Ahmo continuou a falar agora por fora da tenda. – Eu serei sua companhia pelo caminho tortuoso.

Drokar olhou surpreso para o Tauren guerreiro ao seu lado. Ele e Ahmo eram amigos de infância, ambos sabiam dos
sentimentos e curiosidades do outro.

Ahmo agora apanhou uma grande trompa de chifre oco, levou-a em seus lábios e soprou com todo o folego de que dispunha.

- Drokar! – chamou ele. – Prepare o Brucutu que eu preparei a Montanha...

O Orc xamã sorriu para o colega de infância. A jornada deles seria algo semelhante aquela de quando eram mais jovens, ou seria algo mais ameaçador.

Para o Orc seria algo bom de fazer estaria distraindo sua mente e quem sabe descobrindo finalmente quem seria aquele dragão.

Agora para Ahmo a situação seria diferente, pois ele sabia que os inimigos poderiam muito bem entrar em seus encalços...

Bastava ver para crer.









_________________________________

P.S.: Como esta fanfic será longa, bem longa, tentarei postar os capítulos a cada 2 (3) dias. See ya!

P.P.S.: O tamanho dos capítulos estarão sendo acrescidos ao longo do tempo, em breve teremos eles de tamanho maior.
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Re: Pandora's Temple

Mensagem por Kurosaki Mud em Dom 26 Fev 2012 - 18:09

Oi Dusk o/

Li o prólogo e achei sua fic muito boa ^^

Você descreve bem a história, me senti na cena. Só achei que você exagera quando traz onomatopeias, não se coloca muito onomatopeias nas fics, a não ser que seja algo vagal, não em som como o clanc.

Me Gusta Orcs *0* Não vi erros aparentes, só tomar cuidado com um pouco de reptição, não foi muito alarmante.

É isso, até mais Dusk o/

Pepe Akemi: A Pedido do membro, por via Mp, ele me disse que não poderia continuar com a fic, então fic trancada, se quiser voltar com ela, so mandar mp de volta.
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Re: Pandora's Temple

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