Pokémon Mythology
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Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

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Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por Mason T. em Qua 11 Jan 2012 - 17:39

Olá, pessoas da Mythology! Bem, chamem-me por Mason T. A Fanfic que eu vou postar aqui, na verdade, não é completamente inédita, antes que os meus ex-colegas de um outro forúm comecem a me chamar de plagiador, eu vou me explicar. Eu a havia postado em um antigo falido forúm e tinha escrito até o quinto capítulo. Então, quando achei este forúm, achei que seria bem interessante repostá-la, e cá estou eu. Bem, não vou me prolongar mais em apresentações. Boa leitura, espero que gostem e estou aberto à críticas. Críticas, não insultos, por favor...
Enjoy! =)

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Capítulo 0: Prólogo.

“Bem... Um narrador como eu poderia começar esta historia falando sobre o incrível mundo dos Pokémon e como as pessoas são felizes e... E não é bem assim que as coisas acontecem. Acontecem acidentes no mundo Pokémon assim como acontece com o mundo Não Pokémon, e outros incidentes e tragédias inimagináveis. Eu, como seu caro Narrador, focarei a nossa historia em um garoto comum de uma bela cidadezinha chamada New-Bark... Era uma vez um garotinho de 15 anos chamado de Trevor...
P.S.: Esta não é uma historia violenta, se foi o que pensou. Não ocorre nenhuma tragédia inimaginável neste capítulo. Dependendo do que você considera uma tragédia...”


“Eu poderia jurar que aquilo não era real. Mas era. E havia tantas cores no céu que se movimentavam e sempre voavam para longe. Eu iria sentir falta daquele lugar. E aquele lugar também sentiria a minha. Minha viagem havia acabado”.
Trevor acordou assustado. Já faziam algumas noites que vinha tendo esses sonhos estranhos. Sempre via a si mesmo, mas nunca conseguia controlar seu corpo e suas ações. Observava apenas como espectador, aqueles lugares maravilhosos e aquele jovem inteligente de 15 anos, que tinha um caráter bem mais sério que o dele próprio, mas todos os traços idênticos. E ele normalmente gostava de sonhar que a sua vida tivesse uma paisagem diferente todos os dias. Mas isso não tornava os desfechos menos assustadores: sempre acabava morto nesses sonhos, e no dia seguinte tudo recomeçava. Já pensava demais durante o dia, tinha a noite para o seu descanso. De volta ao sono.

O garoto acordou cedo no dia seguinte, antes de todos da casa. O que na verdade resumia-se a ele e sua irmã mais velha. Os pais normalmente voltavam para casa nos finais de semana, quando o trabalho no laboratório de Cinnabar havia sido terminado. Pelo menos até a segunda-feira. Desceu as escadas, silenciosamente, da pequena casa, e chegou à sala principal. Era um lugar confortável ali: dois sofás cor de marfim, um de três lugares, o outro de dois; em volta de um tapete cinza próximo a uma televisão de tela plana de 28”, tudo em uma sala com um horroroso papel de parede rosado com rodapé de madeira clara. A porta ficava logo depois. Não levaria seus Pokémon desta vez, provavelmente estariam dormindo. Deixou um bilhete para sua irmã e saiu para dar uma volta pela pequena cidade, embora não tivesse dado dois passos, tivesse visto um vulto dourado voando da janela de seu quarto. Um segundo depois e este já estava caminhando ao seu lado. Talvez alguém tivesse acordado antes dele, afinal...
– Olá, Ninetales... Bom dia para você também.
Continuou andando sem rumo. A raposa, graciosamente, o seguia, ondulando suas longuíssimas nove caudas enquanto caminhava. Nas ruas haviam poucas pessoas; era uma cidade tranqüila e ainda era muito cedo, mas havia um certo amigo de Trevor que certamente já estaria acordado em uma hora dessas. Então se decidiu.
– Vamos até o laboratório do Professor. Talvez ele finalmente tenha preparado algum serviço interessante para mim hoje. Você me ajuda?
Nem precisou de resposta. Os dois começaram a correr com uma velocidade incrível. Obviamente a raposa tinha o triplo, ou o quádruplo, ou... Resumindo, ela era muito mais veloz que ele, mas por pura bondade ou lealdade sempre se mantinha dois passos atrás. Sempre. Mas ele não era lento, e como moravam perto, depois de 15 minutos haviam chegado ao tal laboratório. Estranhamente, as luzes estavam apagadas, mas a porta estava aberta. Trevor entrou.
– Professor? – ele chamou.
Ninguém respondeu.
– Professor? – desta vez ele falou mais alto.
Novamente, ninguém respondeu. Ninetales acendeu as luzes tocando o interruptor com uma das caudas. Naquele momento, seria melhor se não o tivesse feito.
Algumas estantes estavam bagunçadas, mas haviam outras que tinham sido brutalmente levadas ao chão. Este, nem se via mais, pois tudo o que se mostrava era uma imensa capa de papéis e livros maltratados. Havia também cacos de vidro e... Café...? Trevor correu para dentro, passando por cima de tudo, tendo até lascado a perna com vidro. O Professor naquela hora poderia estar apenas em sua sala, e como estava? Trevor desesperadamente abriu a porta e acendeu as luzes.

Naquela mesma hora, sob os céus nublados das imensas colinas que ligavam as rotas de New-Bark e Blackthorn, dois companheiros de longa viagem conversavam enquanto relaxavam sobre os corpos voadores de dois dragões.
– Não deveria ter feito aquilo...
– Não estou no humor para suas brincadeiras, Vincent... – respondeu a mulher com um tom autoritário, mas mudou para um penoso rapidamente, – Mas eu sei... Eu me estressei! Ele estava praticamente me fazendo de boba, o que eu deveria ter feito?
– E agora estamos sem pista alguma de onde aquilo esteja...
– Não exatamente. Sei de alguém que possa saber. Ou melhor, sei que ele realmente não está com o que queremos, mas...
– O que?
– Tudo o que sabemos é que o Professor sabia do perigo que sua pesquisa corria, não era? Mas ele estava prevenido, escondeu o objeto fora de sua casa, do laboratório ou até mesmo da cidade, e ele não deve ter jogado em qualquer lugar... Está entendendo o que eu quero dizer?
–Sim, mas passamos um bom tempo observando-o constantemente, e ele praticamente não fazia outro caminho sem ser de sua casa até o laboratório... Por três meses!
– Eu sei disso, mas é por saber do perigo que corria que ele provavelmente pediu a outra pessoa para guardar o objeto por ele...
– Alguém de confiança... Entendo o que quer dizer, mas se isso for verdade teríamos de revistar todas as casas de New-Bark e isso seria... Complicado.
– É isso! Alguém como ele certamente deve ter um círculo de confiança, sabe? Ele estava obcecado com sua pesquisa e não sabia mais como fazê-la progredir, então, enquanto criava teorias, deve ter confiado a alguém muito próximo...
– Temos de voltar a New-Bark, não é?
– Sim, temos... Imediatamente. – a mulher afirmou friamente, – Flygon! Dê meia-volta!
– Você também, Flygon. Meia-volta...
E o sol já começava a nascer novamente... Assim como no dia anterior.

A ambulância chegou minutos depois. Muitos que já haviam acordado se reuniam na porta do laboratório para saber do que se tratava. Os olhares pasmos se espalhavam a medida que as pessoas descobriam do acontecido.
– O Professor? Mas quem poderia ter feito isso? – perguntava um senhor do outro lado da rua.
– Eu sempre soube que ele acabaria desse jeito! Isso aconteceu por que ele não quis me dar um Pokémon quando eu pedi! – falava um garotinho satisfeito na calçada.
– Que isso, meu filho! Tenha modos, o Professor era um homem exemplar! – falava a mãe do garotinho satisfeito na calçada.
– Ele me roubou um pacote de biscoitos quando era mais novo... Aquele cretino! Foi muito bem feito o que aconteceu com aquele cretino! Muito bem feito! Cretino! – bem... Narradores como eu não tem de explicar esse tipo de disparidades... Não mesmo.
Enquanto isso, Trevor conversava com um paramédico na sala do professor:
– Como é o estado dele? – perguntou o garoto.
– Bem, ele perdeu muito sangue e o abdômen dele foi ferido gravemente. Teremos de fazer a cirurgia com urgência para ter certeza da situação.
– Certo... Eu posso acompanhá-lo? Eu sou bem próximo a ele.
– É claro, aparentemente nenhum dos assistentes do laboratório ou outro acompanhante chegou...
Nesta mesma hora, uma mulher morena entrava desesperada pela porta, perguntando escandalosamente por seu marido. Trevor correu ao seu encontro.
– Sra. Elm! – exclamou o garoto.
– Ah! Trevor, querido! Onde ele está? O que aconteceu? – perguntava a mulher, se afogando em lágrimas.
– Eu ainda não sei o porquê, mas... – ele hesitou – Alguém tentou matar o Professor... A senhora tem alguma idéia de quem possa ter sido?
A mulher praticamente ignorou o garoto e correu ao encontro do marido que já estava sendo levado na maca até a ambulância. Trevor deu de ombros e se escondeu junto com sua Ninetales por trás de um par de estantes derrubadas. Decidira ficar um pouco mais de tempo no laboratório.
– Droga! Eu queria olhar a sala mais uma vez para saber o que aconteceu, mas os peritos não me deixariam entrar... – então ele sorriu, – Mas isso não é um problema para nós, Ninetales, não concorda?
A raposa sorriu malignamente. E assim o fez Trevor. E ele tocou a testa desta com um par de dedos da mão direita...
– Extrassensorial. – ordenou.
E tudo ficou mais claro. Ele caiu desacordado. Ela continuou tocando-o com a pata, na testa. E ele em um piscar de olhos estava na sala, observando tudo sem que ninguém sequer cogitasse sua presença. Do que seria feita a vida se cada um não tivesse seus truques?

Havia sangue no chão. Muito sangue. Conseguia ver lenta e claramente os movimentos dos peritos na cena do crime; alguns tiravam várias fotos, outros coletavam evidências; mas a faca, a própria arma, não estava ali, provavelmente seria retirada cirurgicamente pelos paramédicos com quem falara mais cedo. Havia folhas de papéis e diários de pesquisa jogados por toda parte, alguns haviam inclusive sido banhados em sangue. Subitamente sentiu uma sensação assustadora: ainda naquele estado, começou a sentir estranhos calafrios e uma estranha dor de cabeça, e nessa hora, uma mulher de longos cabelos negros entrou pela porta. Era linda... Mas estranhamente, ninguém a percebia ali... E o fotógrafo parara de fotografar a cena. Estava imóvel... Da mesma maneira que todos naquela sala, com exceção da bela mulher que se movia em direção a um diário específico. Em momentos de desespero como aquele, Trevor tentava manter a calma, apostando em sua personalidade racional, ou ao menos esconder sua reação. Mas desta vez ele correu para fora da sala, apenas para perceber que tudo ali estava simplesmente tão imóvel quanto na sala do Professor, e virou-se para a bela mulher de cabelos negros apenas para vê-la encará-lo furiosamente em uma fração de segundo, estender o braço em direção a ele ou outra fração menor ainda, e sentir-se novamente sendo puxado de volta para seu corpo contra a sua vontade.

– Urrgh!
O garoto ainda recuperava o fôlego depois de alguns minutos.
Olhou em volta, assustado, temendo ter sido descoberto, mas ali estava apenas ele e Ninetales, esta que estava confusa pelo susto do garoto.
– O que aconteceu, Ninetales?! Por que o contato parou?– exclamou ele exasperadamente
O Pokémon fez um sinal de que também não sabia do que se tratava.
– Não foi você... Mas então... Depressa, preciso que me leve novamente! Extrassensorial! – ordenou novamente, mas desta vez nada aconteceu.
Ficaram em silêncio por alguns segundos.
– Tente de novo, por favor! – ele tocou novamente a testa da raposa.
Nada aconteceu. “Estamos sendo... Bloqueados!”, pensou Trevor.
– Droga!

Apenas a alguns metros depois do laboratório, em um pequeno bosque daquela pequena cidade, um pequeno grupo novamente se reunia. A bela mulher vinha correndo do laboratório.
– Conseguiu? – perguntou Vincent.
– O que você acha? – respondeu ela sorridente, e virando-se para o terceiro componente do grupo, falou – Alakazam, brilhante! Como sempre!
O Pokémon acenou modestamente.
– Mas, por favor... – a mulher dirigiu-se seriamente ao psíquico – Preciso que nos mantenha protegidos de qualquer corpo extrassensorial agora.
– O que você fez, Laura? – perguntou o homem secamente.
– Não é o que eu fiz... No momento em que eu peguei o diário de pesquisa principal do professor, havia um garoto na sala que me percebeu... Ele não havia sido afetado pela onda psíquica que jogamos no laboratório, o que quer dizer...
– Ele estava em estado extrassensorial...
– Foi muita sorte eu ter optado pela ilusão psíquica nas pessoas. Se eu não tivesse ido pegar por mim mesma os relatórios... Eu não sei...
– Acha que ele pode ser uma ameaça?
– Não sei se exatamente uma ameaça... Mas leva anos e anos, e apenas com muita habilidade, para conseguir utilizar um Pokémon como meio extrassensorial. Seria estupidez subestimá-lo em uma batalha, por exemplo...
– Mas além do diário... Conseguiu mais alguma coisa?
– Não... Tenho de admitir que me assustei depois deste incidente. E além do mais, não acho que descobriríamos mais olhando outra pilha de papéis...
– Temos de falar diretamente com eles para sabermos onde ele escondeu o tão precioso experimento...
– Estamos fazendo-lhe um favor... O Professor está obcecado, não quer compartilhar o projeto, e não tem nem idéia de como continuá-lo.
– Você não poderia estar mais certa. Vamos agora?
– Não... Amanhã iremos ao hospital. Estou exausta...

“Eu sonhei com o que acontecera pela manhã naquela noite. E fiquei tão chocado quanto da primeira vez quando entrei na sala do professor e o vi jogado no chão em uma poça de sangue com uma faca cravada pouco acima do quadril. Foi terrível. Mas por que alguém faria algo assim? A quem o Professor irritou daquela forma para ser atacado daquela maneira? Eu sabia que ele vinha agindo estranho ultimamente, e ele disse que era apenas uma pesquisa complicada quando perguntei-lhe o por que. E ele nunca me mandou para nenhuma outra viagem desde...”
“Agora eu me lembro. Foi uma das vezes que ele pareceu mais nervoso... Quantas semanas fazem, mesmo? Duas, três? Não. Foram quatro, com toda a certeza... Era bem cedo, quando ele me ligou... Muito preocupado:
– Olá? Trevor? Ah, ainda bem que você atendeu! Desculpe-me incomodá-lo a esta hora, mas é de extrema importância que você venha até o meu laboratório agora!
Peguei meus dois Pokémon, e corri até o laboratório, pensando que fosse apenas mais uma daquelas pequenas jornadas que ele vivia a me pedir, e que eu adorava cumprir, para entregar algum pacote ou comprar algum item especial em uma cidade específica. Talvez fosse algo mais importante e eu não fizesse idéia.
– Ah, Trevor! Ainda bem que você chegou! Preciso que você faça uma entrega importantíssima para mim. – exclamou o professor assim que eu cheguei.
– Bom dia, Professor. É outro relatório “super-secreto” que o senhor não pode enviar por email? – eu perguntei muito bem-humorado.
– Ah, não, não... Na verdade é um pacote muito especial. É algo muito importante para mim que preciso que você entregue para alguém de minha confiança.
– E quem seria?
– Há uma cidade, acima das montanhas; Blackthorn, você já deve ter ouvido falar, e lá mora um certo senhor, que é para quem eu quero que você entregue o pacote.
– E onde ele está?
– Essa é a parte interessante... Ele está no templo do Covil do Dragão; ele é o guardião daquele lugar, então...
– Mas o Covil do Dragão não é aquele templo que...
– Espere eu terminar... – ele pegou uma carta na mesa ao seu lado, – Ele já está ciente de sua visita, veja esta carta... Ele mesmo a escreveu, entregue-a na entrada e eles deixarão você entrar.
– Entendi: viajar até Blackthorn, entrar no Covil do Dragão e entregar o pacote para o senhor...?
– Chame-o de Mestre. Apenas Mestre.
– Certo... Eu apenas irei até a minha casa avisar a minha irmã sobre essa viagem, e eu estarei indo...
– Espero que tenha um bom nadador em sua equipe: o Covil do Dragão possui um imenso lago. Ou melhor, a maior parte dele é realmente um lago.
– Estou preparado para isso também.
– Eu repito: tenha muito cuidado desta vez. – falou seriamente.
– Não se preocupe Professor!
Era apenas aquela peça daquele quebra-cabeça que faltava...
Ache esta peça, Trevor...
E o enigma estava decifrado.”


Trevor acordou em um estalo. Vestiu camisa e calças pretas, e colocou uma jaqueta de couro que havia jogado no fundo do armário. Pegou as poké-bolas jogadas na escrivaninha. Desceu as escadas rapidamente, enquanto cumprimentava sua irmã; e explicava que faria o desjejum após visitar o Professor no hospital. “Tudo bem”, como ela sempre repetia. Nesse mesmo tempo, uma bela mulher de cabelos negros se arrumava junto com seu leal acompanhante, preparando-se para uma série de perguntas que poderiam fazer com que enfim, seu objetivo fosse concluído. E por uma arrogante ironia, todos estes que foram citados andavam a uma mesma velocidade, a um mesmo passo, de uma mesma distância de um único hospital que mais estava para um templo esclarecedor, do que uma central de restabelecimento. Mesma hora; portões diferentes. Por coincidência ou pura ironia, os dois grupos anteriores descobriram o quarto correto por balcões opostos, e seguiram por um mesmo corredor, por extremidades diferentes, caminhando dignamente, confiantes de seu objetivo e que simplesmente tudo seria fácil demais...
Mas não seria...
Ainda haveria muito mais por se contar.
“Está na hora de esclarecer tudo!” era a única frase nas mentes dos dois grupos...
Agora podemos começar a verdadeira história.

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E é isso! Bem, espero que tenham gostado, e... Alguém sabe se existe alguma tag para parágrafos? Sério, seria ótimo se tivesse...
Enfim, provavelmente estarei um capítulo por semana, mas não é certeza. Comentem sobre o que acharam, e ciao! =D


Última edição por Mason T. em Dom 15 Jul 2012 - 14:34, editado 1 vez(es)
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por DarkZoroark em Qua 11 Jan 2012 - 19:04

Olá MT.
Duas palavras: Simplesmente Ótimo. Sério, não consegui desgrudar o olho do começo ao fim. Pareceu até livro. Muito bem detalhada e descrita. Gostei bastante do fato de haver uma tentativa de homicídio logo no começo da fic, o que é bastante raro, senão única da sua. Você está de parabéns!!! Vou acompanhá-la feliz em fazê-lo.
Aguardo seu próximo capítulo.
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por Guraena em Sab 14 Jan 2012 - 20:47

Amei !
Muito boa msm ... Vc narra e descreve muito bem ; e como o membro DarkZoroark disse , pareceu um livro .
Com certeza vou acompanhar e aguardo os próximos episódios Very Happy
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por SuperPikachu em Dom 15 Jan 2012 - 16:03

Nossa. Gostei muito. Como disseram, uma tentativa de homicídio logo no primeiro capítulo... Genial. Mas o que mais me surpreendeu foi o que o Ninetales fez. Não sabia que Extrassensorial era isso... Como já falaram também, você descreve muito bem e parece um livro Very Happy
No agurado dos rpóximos capítulos
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por Mason T. em Qua 18 Jan 2012 - 0:23

Olá novamente, pessoas da Mythology! Primeiramente, gostaria de agradecer pelos comentários, vocês não fazem idéia de como nos inspiram a continuar escrevendo! Como eu planejei, trouxe mais um capítulo da Fic hoje. Bem, espero que gostem, e boa leitura!

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Capítulo 1: Retrospectiva.

“E lá eu estava: no início das grandes colinas que formavam a rota de New-Bark/Blackthorn. Já era fim de tarde quando eu cheguei lá; e era lindo... As colinas puramente verdes da grama, subiam em belas ondulações que apenas poucas magníficas árvores tinham a astúcia de interromper. Ao fundo ainda se conseguia ver uma imensa formação rochosa que provavelmente seria uma das entradas da Caverna Escura. E o sol se pondo, aquilo sim era uma bela vista!
– Ninetales! Wartortle, saiam! – eu ordenei radiante.
Os dois saíram, contentes por presenciar àquela cena.
– É bonito, não é? – eu sorri levemente, – Mas temos de andando... O professor falou que era importante que eu entregasse este... Pacote. Seja lá o que for... Mas não se preocupem, a viagem nessa hora é ainda melhor!
Continuamos andando, esforçando-nos para subir todas aquelas colinas, e como era cansativo! As primeiras jornadas em que o Professor havia me enviado eram muito mais fáceis! Mas perderam a graça com o tempo e as mais complicadas se tornaram as mais prazerosas... Já estava escurecendo, e ainda parecia que aquela paisagem de imensidão verde não havia se modificado uma folha. Mas ao olhar em volta, encontrei uma grande árvore na qual poderíamos acampar.
– É aqui, pessoal! Ninetales, me ajude a pegar uns galhos dessa árvore e... Wartortle, cave um buraco aí para fazermos a fogueira.
E assim foi feito. Alguns minutos depois estávamos todos descansando. E eu, ainda recostado no tronco da árvore com Ninetales em meu colo, caí no sono sem perceber direito. Deveria estar muito cansado.”


E ali estavam Trevor e a bela mulher de cabelos negros, a qual os leitores já conhecem por Laura. O garoto estava com o traje preto e a velha jaqueta de couro. Ela, vestia-se com um jaleco de hospital por cima de um vestido azul na altura dos joelhos, com sapatos pretos de altos saltos; e seus longos cabelos pretos estavam enfiados em um coque improvisado. Médica ou não, era difícil não acreditar naquele disfarce. Desafiando os olhos de um ao outro como rivais mal-entendidos naquele pequeno hospital da zona sul de New-Bark. O corredor, ficara silencioso subitamente. Os funcionários pararam de andar por ali, e a porta do quarto do professor estava a apenas um passo dos dois. Vincent olhava a cena seriamente. Laura começou:
– Olá, senhor... Gostaria de visitar o Sr. Elm? – perguntou-o friamente.
– Sim, eu gostaria... – ele respondeu da mesma forma; – A senhora é médica daqui? Nunca a vi pela cidade...
– Estou substituindo o turno de um amigo.
– E quem seria este amigo?
– Por que deseja saber?
– Conheço o povo da cidade... Então queria saber o que aconteceu com o seu amigo. Poderia ser um conhecido meu... – a frieza em ambas as vozes era indiscutível.
– Apenas um resfriado. – ela conteve-se em serrar os dentes – Vai entrar?
– Vou.
– Não demore. Tenho de aplicar o remédio na hora.
– Eu sei.
Trevor passou rapidamente pela porta, fechando-a imediatamente. E finalmente recuperou o fôlego.
– Minha nossa! – exclamou.
Do outro lado da porta, esse estranho alívio era o mesmo em Laura.
– O que foi aquilo? – perguntou Vincent.
– Era ele! Era o garoto que eu vi no laboratório! – a mulher sussurrou rapidamente.
– O que? E por que deixou ele entrar?
– O que eu deveria ter feito? Entrei em pânico! Você sabe como eu sou!
– Controle-se, então! Vamos lá, Laura... Todos estão contando conosco em Sandbridge... Não podemos falhar!
– Eu sei, eu sei... – ela suspirou entristecida – Mas eu não sei se posso continuar fazendo isso... Eu quase matei o Professor... Eu não queria ter feito aquilo, eu não queria ter nos metido nisso!
Uma lágrima caiu de seu olho direito, e ela deixou seu corpo escorregar pela parede.
– Venha aqui, me dê um abraço... – consolou-a Vincent.
– Até parece que você leu minha mente...
– Sou seu irmão... Consigo saber até quando você está com fome! Agora, vá ao banheiro e enxugue essas lágrimas. Eu assumo por enquanto.
– Obrigada... – então ela sorriu.
Enquanto isso, do outro lado da porta, Trevor tentava acordar o Professor Elm.
– Professor... Professor. – e ele não acordava – Professor!
Nada.
– Professor! – Trevor tentava acordá-lo sem sucesso empurrando seu ombro...
Mas nada acontecia...
– Ele deve estar muito dopado... Droga! Parece que eu...
Nesse instante, Wartortle se liberta a força de sua Poké-Bola.
– Wartortle? Por que saiu agora?
A tartaruga fez um sinal para que o garoto se afastasse.
– O que...? – Trevor estranhou a ação.
As bochechas da tartaruga se encheram em uma fração de segundo.
– Wartortle, não!
...
– Aah! Urgh! – esbravejou o homem ainda engasgando-se.
– É... Desculpe-nos por isso, Professor... Wartortle... De volta!
O Pokémon olhou estranhamente para o treinador e recusou.
– Agora!
Desta vez funcionou.
Após este incidente, Trevor aguardou até o Professor se recompor e começaram a conversar. A voz do homem estava fraca, e seu corpo abatido.
– Eu levei uma facada na barriga ontem mesmo, Trevor, e por sua causa, quase me afoguei agora... Como esperava que eu estivesse?
– Eu entendo... Professor... – ele hesitou; – Eu queria ir direto ao ponto: tem alguma idéia de quem possa ter feito isso com o senhor?
– Não mude de assunto, Trevor... Estávamos falando da quantidade de morfina que eles tem me dado... Devem estar tentando me induzir ao coma... – a voz do professor estava em pedaços, falando fracamente.
– Não estávamos não – o garoto confundiu-se e recomeçou – Não estávamos falando disso; mas sim sobre o seu estado. Os médicos não deram nenhuma previsão de alta, não foi?
– Eu agradeço muito a sua visita, Trevor... Mas... Eu não estou... – as suas pálpebras fecharam-se lentamente – Em condições de... – e adormeceu.
Então Trevor desistiu. Certamente o professor estava muito debilitado para esclarecer qualquer coisa naquele momento. Saiu do quarto; a mulher com a qual se encontrara mais cedo não estava mais ali. Não tinha tempo para continuar naquele hospital. Desceu as escadas, e quando estava saindo pela porta, deu de cara com uma tagarela Sra. Elm.
Enquanto isso, Vincent e Laura haviam se reunido novamente na porta do quarto do Professor para a execução de seu plano. Entraram, e a porta foi trancada.
– Hypno, ajude-me agora. – sussurrou Vincent e de dentro da Poké-Bola, um estranho Pokémon humanóide amarelo guardava um relógio de hipnose.
– Professor! – sussurrando, Laura balançou fortemente a cabeça do homem; – Professor! – e deu um forte tapa em sua bochecha.
– Ouch... – reclamou, abrindo lentamente os olhos.
– Agora, Hypno...!
O Pokémon começou rapidamente a balançar o seu relógio em frente aos olhos do professor, ao mesmo tempo em que os olhos de si mesmo brilhavam com um tom acinzentado. O professor logo adquiriu uma postura estática e ficou imóvel.
– ...
– Deu certo? – perguntou Laura
O hipnotizador afirmou com um gesto.
– Muito bem... Agora podemos começar... – hesitou, e sentou-se na poltrona ao lado – Onde escondeu o objeto de sua pesquisa?
– Eu pedi para alguém guardar... – respondeu-a friamente.
– Quem? E onde? – sua voz era serena.
– Não... Não posso! – ele fechou os olhos em um sinal de dor.
– Hypno! – Vincent gritou.
O brilho nos olhos do hipnotizador aumentou e o relógio pendia mais vagarosamente acima dos olhos do Professor. Hypno havia retomado o controle...
– Agora... – sugeriu Laura – Com quem você deixou o Ovo?
– Trevor... Trevor Bennett... – sibilou – Eu o entreguei. Ele sabe com quem o Ovo está... Encontre-o e ele saberá o que... Uh-oh...
– Trevor? – questionou Vincent – Quem é Trevor?
– Um garoto... 14 ou 15 anos... – reanimou-se um pouco – Minha... Cabeça! Ai!
– Hypno! O que está acontecendo?
O brilho nos olhos do Pokémon aumentou.
– Depressa! – exclamou Laura – Um garoto... Jovem, e o que mais?
– Eu estava com ele neste instante... E eu não me...
Nesta mesma hora, Sra. Elm batia à porta.
– Mas quem trancou esta porta? – perguntava para si. – Alguém está aí?!
– Corra Laura! – ordenou Vincent.
– Como?
– Eu assumo daqui. Use Alakazam para teletransportar-se para fora do hospital e talvez ainda consiga achar o garoto.
– Era aquele, não era? – ela deu um leve sorriso.
– Você tem certeza agora?
– Tenho...! Vou encontrá-lo e fazer ele me entregar.
– Boa Sorte, Laura.
– Obrigada... – ela colocou a mão em um dos bolsos do jaleco, tirou uma Poké-bola e lançou-a ao ar – Alakazam! Teletransportar!
Uma aura luminosa foi a última coisa que Vincent viu antes de ver a irmã desaparecer diante de seus olhos.

“Eu estava no topo da colina. Era frio, muito frio; deveria ter me preparado melhor. A minha frente, em uma escorregadia depressão se via a magnífica cidade de Blackthorn. Pelo que eu conseguia ver, as construções lembravam muito as do século passado: telhados e ornamentos de madeira, e uma estranha padronização; e as casas eram bem espaçadas. Não conseguia ver sequer uma construção com mais de três andares; e estas já eram raras. Deveria ser um povo bastante conservador. Ao fundo da paisagem, quase que ocultando o céu, magnificamente se mostrava uma imensa formação rochosa em um lago no extremo norte da cidade, e uma grande fenda, como uma assustadora boca, levava a água abaixo, para dentro da caverna, como uma cachoeira. Dos dois lados da fenda se viam gigantes, e perfeitas estátuas em pedra de Dragonites. Um em cada lado. Era uma beleza assustadora, que intimidava qualquer um que a visse. Especialmente pela condição de templo daquele lugar; e agora eu tinha certeza... O Covil do Dragão ficava logo ali. E era o meu destino final daquela jornada.”

Trevor finalmente havia se livrado da Sra. Elm; agora pensava apenas em ir para casa, e tentar organizar todas aquelas teorias que perturbavam sua cabeça desde o incidente do laboratório. Laura reaparecera com Alakazam atrás de uma árvore no estacionamento do hospital; e assim, correu para a entrada o mais rápido que pode; e ali estava seu alvo. Trevor continuava caminhando tranquilamente, imerso em seus pensamentos. Saiu da área do hospital, atravessou a rua e entrou em uma loja de conveniências que atravessava o quarteirão para pegar um atalho. Laura o seguia, se misturando entre clientes e funcionários para não ser percebida. Jogara o jaleco em uma prateleira qualquer e desfez o coque. Ah, mas aquilo não mudaria seu rosto; e teria de permanecer escondendo-se. Saíram da loja.
O garoto apressara o passo. Não... Deveria ser apenas impressão sua... Laura continuava seguindo-o. “Não devo ir para casa agora!”, o pensamento repentino atingiu Trevor. Parou. Voltou a andar para em direção aos limites da cidade; era distante; mas a medida que andavam, as casas começavam a diminuir. “É ela!”, ele pensou. “Ele percebeu...!”, e Trevor começou a correr o mais rápido que pôde. Laura desfez o plano, tirou os sapatos altos e começou a correr também. O chão machucava seus pés, mas não poderia se preocupar agora. E não precisaria.
Lançou a Poké-bola ao chão.
– Flygon! – agora ela gritara. O disfarce se fora completamente e ela se apoiava sobre o corpo do dragão verde que voava na direção de Trevor.
– Wartortle! – em dois segundos ele se virara na direção de Laura; em outro, lançou a Poké-bola – Hidro-Bomba!
A tartaruga lilás saiu de seu refúgio rapidamente e lançou um fortíssimo e longo disparo de água, que embora não tenha acertado o alvo, destruiu um pedaço da parede de uma das pouquíssimas casas que havia naquela área da cidade.
– O que você quer comigo? – perguntou-a Trevor, ofegante.
– Informações. – Laura respondeu, tentando manter seu tom o mais frio possível, embora estivesse tão conturbada quanto o garoto. E desceu das costas do Pokémon.
– Bem... Quando pessoas querem informações, elas perguntam. E depois se vão... – ele tomou fôlego e parou.
– ...
– Mas você... Você tentou matar uma pessoa... Por informações? E seja lá o que for; desista...
– O que?
– Eu não direi uma palavra a você! Terá de fazer muito melhor que isso. – finalizou o garoto.
– Isso é um desafio? – ironizou – Está me desafiando para uma batalha?
– Estou. – respondeu desta vez, mais calmamente – Está me subestimando?
– Não. – sussurrou – Inclusive reconheço seu talento... Mas eu sou uma oponente muito forte. Lembre-se disso.
– Também não a estou subestimando. Quero uma batalha de duplas.
– Então uma batalha de duplas será exatamente o que você terá.
Os dois recuaram um passo. Cada um pegou outra Poké-bola no bolso.
Lançaram-nas ao ar.
– Ninetales; Wartortle! – começou Trevor.
– Alakazam; Flygon!
“É agora!”.
– Ninetales, Lança-Chamas no Flygon! Wartortle vá até ele com o Giro Rápido e atinja o Flygon com o movimento de Aqua-Cauda! – ordenou Trevor.
– Derrubar um de cada vez? Que golpe baixo! Flygon! Intercepte o lança-chamas com o Sopro-do-Dragão; Alakazam, lance o Wartodle para o ar com o Psíquico! Agora!
O dragão rapidamente subiu ao céu e atacou com uma fortíssima rajada de ar que lançava de sua boca. Os movimentos de Flygon e Ninetales colidiram-se, e os dois disputaram poder até a força causar uma explosão de vento e fogo em pleno céu. No mesmo tempo, Wartortle se dirigia com toda a sua velocidade, girando dentro de seu casco, em direção a Flygon. Na hora que saiu da carapaça, sua cauda ondulante branca alongou-se, adquiriu uma textura azul brilhante e começou a ondular exatamente como a água de um córrego seguindo aos movimentos da tartaruga. No mesmo instante, os olhos de Alakazam adquiriram um brilho sombrio, e o mesmo Wartortle foi atingido fortemente na barriga por uma força invisível e lançado ao céu.
– Droga! – resmungou Trevor – Ninetales, Estrela Cadente!
– Alakazam, Proteção! Flygon, voe mais alto!
– Ah, não mesmo! Wartortle, Raio de Gelo no Flygon!
A raposa dourada lançou de sua boca velozes estrelas que iam em direção a Alakazam, o qual protegeu-se com uma barreira, semelhante a vidro que despedaçou todas elas. No mesmo tempo, Flygon voou rapidamente, mas o raio que Wartortle, ainda no ar, materializou na frente de sua cabeça acertou as costas de Flygon em um golpe certeiro, que congelou suas asas e o fez cair.
– Flygon, não!
– Agora, Wartortle! Vá até ele com o Giro Rápido e finalize com o Soco de Gelo!
A tartaruga mal tocou o solo, entrou em sua carapaça e foi em alta velocidade até o dragão que caia congelado. Estava aproximando-se dele quando Laura deu um outro comando:
– Alakazam; Onda de Choque!
– Droga! Ninetales, Extrassensorial no Flygon! Wartortle, Proteção!
Os olhos vermelhos da raposa brilharam sombriamente enquanto dirigia o movimento para Flygon. No mesmo segundo, Alakazam liberava uma onda de eletricidade quase transparente abrangendo todo o campo; enquanto Wartortle se protegia sob a mesma camada com aparência de vidro que Alakazam usara anteriormente. Ninetales foi atingido em cheio pela onda de eletricidade, porém não antes de puxar psiquicamente o corpo do dragão verde ao chão, o que selou a derrota deste.
– Flygon...!
–Ninetales!
Ninetales rapidamente levantou-se, porém Flygon estava definitivamente derrotado e Laura não hesitou em chamá-lo de volta para a Poké-bola. E a batalha continuou:
– Ninetales, Movimento Esvaído! Wartortle prepare o Esmaga-Crânio!
– Alakazam, coloque toda a sua força em um Ataque Psíquico!
No momento em que as patas da raposa dourada deixaram o chão, ela foi se esvaindo e reaparecendo em curtíssimos intervalos de tempo. Ao mesmo tempo em que a tartaruga contraia todos os seus músculos em defesa preparando-se para dar um ataque que Trevor planejava ser o último. E no mesmo instante, Alakazam lançou uma enorme onda de poder, invisível, porém poderosa o suficiente para arrancar o solo fortemente por onde passava em uma velocidade absurda. E ambos se aproximavam cada vez mais... E mais e mais...
E mais...
Ansiando pelo momento em que iriam se alcançar...

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E é isso novamente! Bem, novamente, espero conseguir manter a qualidade que vocês apreciaram no prólogo, e sobre quaisquer detalhes que possam melhorar o desenvolvimento da Fanfic, estou aberto a críticas e opiniões. Obrigado pela atenção, e ciao! =D
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por roberto13 em Qua 18 Jan 2012 - 9:00

Oi, quanto tempo!

Que bom que continuará a fic aqui. Quanto ao aviso aos ex-colegas de fórum, não acho que alguém o chamaria de plagiador uma vez que está usando o mesmo nick.

Não vou comentar muito os próximos caps, pois já sabe a minha critica e opinião sobre a fic. Esperarei os novos caps, até lá estarei como apenas um mero espectador.
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por Mason T. em Sab 28 Jan 2012 - 2:17

Yo, pessoas da Mythology! Bem, depois desta demora, e realmente sinto muito por isso, mas estava a resolver assuntos importantes; aqui estou com o novo capítulo da Fic. Agradeço aos comentários, e Roberto, que bom que você apareceu por aqui também, cara! Very Happy Mas enfim, vamos ao que interessa, espero que gostem do capítulo e boa leitura!

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Capítulo 2: Instinto Competitivo.

“E ali eu estava. Nesta fração de segundo eu perdi toda a idéia do que aconteceria depois.”
A onda de energia que corria até o grupo de Trevor alcançou Wartortle. A tartaruga perdeu qualquer chance de defesa no primeiro momento em que a primeira partícula de areia levada por aquele Psíquico de proporções absurdas o atingiu; quando o próprio chão começou a, literalmente engoli-lo vivo. Era um poder muito forte que afundava Wartodle para abaixo daquela enorme massa de terra; como as ondas do mar. Mas ele não sabia nadar ali.
– Wartortle! Não! – gritava Trevor desesperadamente.
Laura permaneceu impassível, enquanto Ninetales permanecia ocultando-se em um movimento sombrio. Trevor, então, percebeu a única maneira de salvar seu Pokémon antes que o pior acontecesse.
Pegou a Poké-bola.
– Retorne; agora! – ordenou.
Nessa hora; Ninetales preparou-se para o bote. Através de seu movimento anterior; conseguira se ocultar e driblar a onda de energia de Alakazam. E apareceu bem ao seu lado.
– Psíquico! – ordenou Laura; em uma expressão de surpresa ou raiva ao ver a raposa dourada surgir quase ao seu lado; e recuou vários passos rapidamente.
– Explosão de fogo!
O que aconteceu depois foi apenas um grande impacto. Naquele campo de batalha; nas mentes dos dois treinadores.

“Era incrível. Não me impressionava aquele lugar ser tão restrito: era quase mágico. Enquanto eu surfava nas costas de Wartortle, observava tudo ao meu redor. Havia acabado de entrar naquela grande abertura entre as duas gigantescas estátuas; embora tenha tido muito trabalho de descer aquela enorme cascata nas costas de um Pokémon com o porte de Wartortle. Estava completamente encharcado; mas eu tinha problemas maiores: estava completa, e inteiramente perdido. Olhava tudo ao meu redor, e me perdia ainda mais no encantamento. O lago era cristalino; via-se o reflexo do amplo teto daquela cova, em que eram esculpidas diversas imagens de dragões; sendo que muitos deles eu nunca sequer havia visto. E a precisão era incrível! Nas paredes, mais estátuas, embora a que mais se destacasse fosse a de um longuíssimo Dragonair, que naquele momento, era a única coisa que eu tomava por referência. Continuamos a adentrar na caverna, e a luz da entrada começava a desaparecer. Eu havia esquecido de levar uma lanterna e Ninetales provavelmente não teria utilidade em um meio alagado como aquele. Apenas me restava seguir em frente. De repente toda a luz sumiu. E, sim, agora eu estava completamente perdido.”

Os poderes dos dois Pokémon combinaram-se e o resultado foi uma estrondosa, ensurdecedora onda de pressão e fogo que atingiu ambos. O fogo não chegou até Laura, mas ela estava perto o suficiente para ser arremessada para trás, em direção à parede de uma casa abandonada ao lado do campo de batalha. Em uma altíssima velocidade e força, Alakazam e Ninetales foram jogados para lados opostos, e após ricochetearem bruscamente no chão, os corpos dos dois foram arrastados por uma dúzia de metros até finalmente pararem. Para Trevor, era óbvio que o fogo apenas teria fortalecido Ninetales, mas os choques bruscos poderiam ter sido demais para ela agüentar. Da mesma forma, Laura estava temerosa de que Alakazam não pudesse mais lutar naquela hora: mesmo tendo habilidades extraordinárias, defesa física a uma explosão daquela não era exatamente seu ponto forte.
Passaram-se imóveis três minutos, em três segundos.
Tudo permanecia estático. Poderia dizer-se que até as nuvens pararam.
Nada aconteceu. Mas tudo estava entendido.
– Retorne, Alakazam.
– Retorne, Ninetales.
...
– Você é bom. – começou Laura.
– Você também, – parou, e continuou – Embora isso não justifique de forma alguma o que fez.
– Não foi minha intenção causar aquele dano ao Professor...
– Mas você causou.
O clima se mantinha tenso. E continuava piorando.
– Escute... – Laura começou, – Pense o que quiser sobre mim, mas ao contrário do que você pensa, não existem apenas um lado bom e um lado ruim nesta história...
– O que você quer dizer?
– Talvez meus métodos tenham sido precipitados. Mas posso garantir que é por uma boa causa.
– O que você quer com o Professor? Ou mesmo comigo?
– Você tem uma informação que me é crucial. Quero que a fale para mim.
– E se eu recusar?
– As coisas vão acabar muito ruins para você.
“Não é mais seguro ficar aqui. Tenho de me afastar dela, agora!”
– Eu não acho que você possa me fazer algum mal... – Trevor nem acreditava no que estava dizendo.
– Bem então... Terei de forçá-lo a isso.
“Corra, Trevor! Corra como nunca correu na vida, seu garoto burro! Olha o que você fez! Continuar provocando tentadoras de assassinatos psicóticas não é a melhor maneira de continuar vivo!”
E assim o fez. Virou-se rapidamente e começou a correr como nunca o fez antes. Laura foi atrás, mas ele era mais rápido que ela. Logo, começaram a sair daquela área mais rural para uma mais movimentada. Laura continuava carregando os sapatos na mão, o que chamou bastante atenção, embora aquilo não importasse muito naquele momento e logo, Trevor conseguiu despistá-la. Foi para casa. Aquilo era demais para um dia só.

“Cheguei em casa, ainda atônito. Minha irmã não estava no momento, provavelmente deveria ter ido fazer compras em Cherrygroove, como era de costume uma ou duas vezes por semana. Liberei meus dois Pokémon no pequeno quintal por trás da minha casa. Era bem cuidado, tinha grama e um pequeno e raso laguinho ao fundo, onde eu coloquei Wartortle para descansar, enquanto eu pegava alguma medicina no armário da sala. Ninetales repousava debaixo da sombra de uma macieira, ao lado do laguinho. Peguei algumas Poções e comecei a tratar os ferimentos. Não parecia nada sério. Depois disso, decidi deixar Wartortle repousando na água, mas Ninetales decidi levar para o meu quarto, para um longo descanso...”

Em uma velha casa abandonada ao oeste dos limites de New-Bark, Laura novamente se reunira com seu irmão, Vincent.
– Maldito seja! Aquele...
– Se acalme, Laura! Seu desespero não nos levará a lugar algum!
A mulher calou-se repentinamente.
– Assim é melhor.
– Não está me ajudando...
– Então, o que vamos fazer agora?
– Não sei... Sabe... Estive pensando. Poderíamos subornar o garoto de alguma forma, entende? Acho que ele é o único que realmente sabe onde o Professor escondeu o ovo.
– Ou hipnose...?
– Sinceramente, esse seu Hypno não está muito bem treinado! A última vez foi quase um fiasco; imagino como você enganou aquela mulher irritante!
– Ouch! – o jovem riu, – Estou magoado... Pelo menos não fui eu que perdi uma batalha para um garoto...
Laura o olhou severamente e depois riu também.
– Empatei! ...Então, o que vamos fazer?
– Bem...
– E como sempre, você já tem tudo planejado, não é?
– Estive pensando... Há alguém que nos deve um favor, e que se precisamos vencer uma batalha daquele garoto ou descobrir qualquer informação... Você sabe em quem eu estou pensando...?
– Katherine? Aquela...
– Hei! Ela é uma grande amiga minha...! E convenhamos; pergunte à ela onde foi escondido o tesouro de Velha Sootopolis e ela já terá gastado todo o ouro. É uma profissional.
– E ela nos deve muito pelo que fizemos... Então ela não cobrará. E mesmo que ela seja uma... Você sabe... É uma profissional.
– É claro que é...

“Desci as escadas apressadamente após ouvir algumas vozes conhecidas. Finalmente...! Normalmente nos reuniríamos no sábado, mas por alguma razão, que muito pouco me interessa, meus pais haviam chegado mais cedo em casa. Era sempre bom revê-los, mas hoje eu tinha realmente algo muito importante para pedir após tomarmos o café-da-manhã. Toda a família reunida. E bem, tenho de admitir que tenho uma admiração enorme por cada membro de minha família. Minha mãe, Courtney, era uma brilhante cientista que junto com meu pai, Terrence,tão excêntrico e louco quanto era inteligente, lideravam o projeto de reconstituição de fósseis Pokémon no laboratório de Cinnabar. E os dois eram brilhantes! Estavam quase lá, e sempre viviam a falar de como admiravam a pesquisa em que estavam envolvidos. Até eu me interessava profundamente algumas vezes, embora sentisse a falta deles. Após uma boa conversa com todos à mesa, decidi falar com meu pai sobre meus planos para a investigação sobre o incidente do Professor. Era loucura, mas ele era em quem eu mais poderia confiar naquela situação. Minha mãe continuou conversando com minha irmã na cozinha.”
– Eu ouvi falar do incidente com o Elm... Eu e sua mãe falamos com o Professor Oak, em Pallet, quando estávamos voltando para casa. Ele estava paranóico. Muito...! Eu fico pensando quem teria feito isso com ele; eu quero dizer, além daquele homem de quem ele roubou um pacote de biscoitos quando era mais novo, eu não consigo pensar em mais ninguém...
– Bem... – Trevor olhou novamente para a mãe e as irmãs, e baixando a voz, continuou – Eu sei quem foi. E de certa forma, sei um pouco do por que.
– O que? – assustou-se Terrence.
– E preciso de sua ajuda para poder ir mais fundo nisso... Embora eu provavelmente esteja ficando louco em falar disso com... Com o meu pai...!
– Bem... Eu subornei o prefeito de Cinnabar para levantar fundos para minha pesquisa... – ele riu – Passei dois anos perseguindo uma criatura que mais tarde descobri ser um submarino pirata de um bando de loucos de uma equipe... Qual era o nome deles mesmo...? E me casei com sua mãe dois dias depois do seu avô apontar uma arma na minha cabeça. Verdade... Já fiz mais loucuras do que você jamais faria em um milhão de anos. Surpreenda-me.
– Eu sei, pai... O senhor é louco, não é? – e ambos começaram a rir.
– Mas me diga, o que exatamente pretende fazer?
– Como eu disse... Sei a razão do que aconteceu com o Professor. E as pessoas que fizeram isso estão atrás de alguma informação, de algum objeto... Eh... Eu não sei exatamente o que é... Mas eu tenho uma idéia do que pode ser. Pretendo ir a Blackthorn, e ir ao Covil do Dragão; há alguém que acho que pode me ajudar lá...
– O Covil do Dragão? É um lugar um tanto exclusivo... Sagrado, de certa forma. Como vai entrar lá? Eu não sei o que você iria querer fazer em um lugar como aquele...
– O senhor sabe sobre as explorações que o Professor vem me mandando há algum tempo... Numa delas, eu imagino que tenha sido a mais importante, eu fui permitido a entrar lá e foi quando eu conheci alguém... Bem, estou me confiando nisso. Mas depois eu conto essa história. O que eu realmente queria pedir é um pequeno auxílio para a minha equipe Pokémon. Imagino que o senhor esteja com o Pokémon mais veloz que eu conheci até agora...

“Mas o que? Estava confuso... A última coisa da qual eu me lembrava era de começar a me sentir puxado para dentro daquele monstruoso lago que se tornava cada vez mais abominável na minha mente... E estava escuro antes, mas agora, uma sombria luz amarelada reluzia acima de mim... Mas o que é isso? Uma vela? Olhei ao meu redor. Estava em um quarto, deitado em um colchão em um piso de madeira, e haviam outros dois, um de cada lado, e o meu estava no meio. A luz vinha de um candelabro de bronze do topo, no centro do quarto. Haviam três janelas, uma em frente a cada colchão, opostas à apenas um arco que levava a um corredor. Nas paredes laterais haviam duas janelas em cada. Estava tonto... Olhei para mim mesmo; estava sem a jaqueta cinza, e sem a camisa branca também, e as minhas calças já não estavam totalmente encharcadas do meu “mergulho” de mais cedo, embora ainda não tivessem secado totalmente. E que horas seriam? Olhei para o meu pulso. Que droga, devia ter perdido meu relógio! E finalmente me dei conta do mais importante, onde estavam minhas poké-bolas? Tateei todo o meu corpo e olhei para todos os lados novamente, e comecei a me desesperar, onde estavam os meus Pokémon...? Levantei-me rapidamente e de um vulto surgiu um homem em frente ao arco do corredor. Olhei melhor, e a silhueta descrevia um homem velho... Seria ele... O Mestre?”

Já era noite em New-Bark. A família de Trevor estava reunida para um delicioso jantar preparado pela Sra. Bennett, com o auxílio da filha mais velha, Anna. Os quatro Bennett estavam sentados à mesa conversando quando foi ouvido o toque da campainha.
“Quem seria?” perguntava Trevor a si mesmo.
– Ah! Até que enfim ele chegou! Jurava que ele não chegaria a tempo! – exclamou a Sra. Bennett.
Terrence foi atender, e por trás da porta apareceu um homem pouco robusto, aparentando uns 60 anos, que vestia uma camisa branca por baixo de um suéter marrom. Pouco após de a porta ser fechada, logo apareceu a tagarela Sra. Elm com sua filha.
– Professor Oak! Mas que surpresa, jurava que não viria! E senhora Elm, como a senhora está? – cumprimentava Sr. Bennett.
– Eu pensei o mesmo! Mas felizmente eu consegui pegar uma viagem de última hora no trem-bala de Saffron, e depois vim voando de Goldenrod até aqui, literalmente! Longa história!
– Eu estou ótima! E graças à Deus, Elm está se recuperando depressa! Talvez ele ganhe alta na próxima semana... Mas hoje, apenas eu e Carly viemos!
– Bem, sentem-se! Eu e Anna iremos buscar o jantar, esperem só um minutinho! – falava exultante, a Sra. Bennett.
E logo, estavam todos jantando. A conversa foi bastante agradável, e ainda que a história sobre a viagem do Professor Oak tenha sido bastante mirabolante, foi bem engraçada de qualquer modo. Aquela não era a primeira vez que via aquele homem, cuja importância se impunha mesmo que ele não o tentasse. Mas era sempre uma pessoa divertida, e que vivia perguntando pelo Sr. Bennett quando Trevor iniciaria uma jornada Pokémon. Era alguém que realmente incitava a estima dos outros por si. Após o jantar, todos ficaram conversando na sala de jantar.
– E então, Trevor? – perguntava o Professor, – Quando pretende sair em uma jornada? Vamos lá, você já tem 15 anos, está ficando velho!
“Velho? Eu?”
– Bem, professor... Ainda que eu já tenha finalizado o estudo básico ano passado, eu pretendo continuar estudando, como a Anna. O senhor entende, não é?
– Ah... – respondeu ele desanimadamente, – Mas tenho de admitir que estou desapontado... Da mesma forma de quando sua irmã me falou a mesma coisa! Anna, você tem 17 anos não é? Você deveria participar da Liga Pokémon. Não entendo como pode ter se tornado uma treinadora tão habilidosa e deixar seus talentos sem uso!
– Eu não sei, professor... – respondeu a jovem, sorrindo, – Eu já tive muitas competições com meus Pokémon quando eu era mais jovem, e acho que foi o suficiente...
– E ganhou quase todas, não foi? Ah, se todos os jovens de Pallet tivessem o dom que vocês têm! Enfim, eu gostaria de depois dar uma olhada no seu Wartortle, Trevor. Eu sinceramente acho que ele nunca gostou de mim, mas ainda guardo boas lembranças das perseguições que tive a ele.

“O que o professor falou era verdade. Não sobre eu estar ficando velho, mas sobre minha irmã, Anna. Ela tinha formado uma poderosa equipe completa apenas aos treze anos, e embora tenha enchido prateleiras de troféus de competições locais, nunca teve isso como algo mais sério. Eu tinha feito quinze anos há dois meses e contava apenas com Ninetales e Wartortle, mas as vezes eu realmente pensava em levar isso mais a sério do que simples viagens que eu sempre fazia. Saí da sala e fui ver como estava Wartortle, que relaxava no quintal até aquele momento.”

Pouco após Trevor se encontrar com Wartortle, o Professor, juntamente com Anna e o Sr. Bennett entraram no quintal. O que se seguiu foi uma surpresa no mínimo, emocionante. O Professor iniciou a conversa.
– Bem, pelo que vejo, seu Wartortle está muito bem!
– Sim, ele está. O senhor queria examiná-lo, não é?
– Sim, mas eu digo de outra forma.
– Como?
– Eu estive pensando... Eu realmente acredito no seu potencial, Trevor, e eu quero ter certeza de que minhas expectativas estão certas...! Anna, ainda ponho minhas esperanças em você.
“É claro!” e o garoto esboçou um sorriso confiante na mesma hora. Uma hora ou outra aquilo iria acontecer. Anna sorriu e em longos passos se posicionou ao lado de Trevor, e lhe passou furtivamente uma Poké-bola. “É agora! É agora!”
– Papai mandou eu lhe dar isso, – cochichou, e a garota sorriu – Sabe o que é, não?
– Certo...! – concordou, – Ninetales! – o garoto gritou, e numa sombra vultosa, a raposa saltou de uma janela no segundo andar, e desceu ao pé de seu treinador.
– Fearow! – Anna disse, e jogou uma poké-bola, da qual saiu um grande pássaro marrom e de longo bico, que demonstrava sua força e imponência por suas graciosas e enormes asas.
– Essa vai ser difícil, não? – o Professor riu, – Venusaur, Blastoise! Saiam...!
– Ah, é a batalha da década! Pelo menos para mim...! – exclamava um exultante Sr. Bennett, – Courtney! Venha aqui, depressa!
“E ali eu estava. É apenas nessas horas que eu me lembro da verdadeira razão do meu gosto por Pokémon... As batalhas, o treinamento, e toda aquela emoção. Estaria eu preparado? Estaria Anna preparada? Talvez pudéssemos mesmo ganhar. Mas aquilo estava começando apenas ali...! Talvez se eu me focasse... Eu realmente teria uma chance...”
“E talvez... Talvez eu realmente tenha encontrado aquilo que muitas pessoas levam a vida toda para procurar... Para o que somos feitos.”

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________

Por hora, é só! Espero que tenham gostado, digam suas opiniões, e próxima semana estarei trazendo o próximo. Obrigado por ler, e ciao!
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por DarkZoroark em Seg 30 Jan 2012 - 7:12

Olá MT (não consigo me desacostumar...)
Desculpe não ter comentado seu segundo cap. Estava ocupado estas últimas semanas e não consegui tempo para comentar, embora tenha-o lido de cima a baixo.
A história está ótima. Esse Ninetales é incrivelmente forte e silencioso (o segundo adjetivo é algo que poucas pessoas exploram nas fics, o que faz sua fic diferenciar-se muito das outras). Gostei bastante da narração e tradução. Está tudo muito bom. Continue assim!! ^^
Espero seu próximo capítulo e a batalha dos irmãos.
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por Mason T. em Ter 14 Fev 2012 - 23:03

Perdoem a demora, leitores! Bem, obrigado aos que leram e ao que comentou. Bem, este capítulo vai colocar uma nova cara na história, e é melhor não falar muito e deixar vocês lerem Smile. Enfim, espero que gostem e boa leitura!
______________________________________________________________________________________________________________________________________________

Capítulo 3: Em pleno ar.

Nos céus de algum lugar na fronteira entre Kanto e Johto, uma dama em um vestido de seda verde-jade sobrevoava uma floresta nas costas de um grandioso dragão violeta de asas vermelhas, olhando friamente ao chão em busca de um ponto preciso. E ela achara o que estava procurando.
– Desça, Salamence!
Numa velocidade absurda, o dragão desceu na própria floresta, mandando algumas dezenas de árvores ao ar enquanto realizava um pouso perfeito, bem em frente à um par de pessoas que pareciam aguardar ansiosamente àquela chegada.
– Katherine. – cumprimentou uma das pessoas, uma bela mulher, friamente.
– Olá, Laura... – respondeu a dama com desdém, – É melhor que seja importante. Imagine só... Tiraram-me de uma festa de tremer o teto, em um cruzeiro maravilhoso com um velho bobo pra lá de rico, e o filho lin-dís-si-mo dele... Mas eu devo a vocês. Então? O que querem da Kath aqui?
E desta mesma, um sorriso pretensioso naturalmente surgiu.

Enquanto isso, mais ao sul daquela floresta, na cidade de New-Bark, uma grande batalha tomava início.
– Venusaur, Folha Navalha! Blastoise, Raio de Bolhas! – começou o Professor.
– Fearow, detenha o ataque do Blastoise e voe até ele com o Bico Broca! – ordenou Anna.
– Ninetales, Lança-Chamas no Venusaur e queime as folhas!
Dos dois canhões em seu casco, Blastoise lançou uma enxurrada de bolhas brilhantes que iam em direção aos dois adversários, mas estas mesmas foram destruídas por um velocíssimo Fearow que numa fração de segundo, adquirira um brilho em seu bico, que logo, como se tivesse saído de sua cabeça, começou a girar em alta velocidade, indo ao ataque em direção à imensa tartaruga. Ao mesmo tempo, o grande Pokémon de planta lançou folhas afiadas de suas costas, que giravam em alta velocidade em direção aos adversários, que assim como o outro ataque, foi impedido, mas desta vez pelo fogo conjurado pela raposa dourada.
– Ah...! Eu sabia que vocês não me decepcionariam! Venusaur, use a Semente-Bomba para colidir com o Lança-Chamas! Blastoise, prepare o Quebra-Crânio!
No instante em que o fogo estava alcançando Venusaur, este mesmo, lançou do interior da grande flor em suas costas, uma grande semente que foi lançada rapidamente ao lança-chamas e explodiu na mesma hora, impedindo o ataque. Nesse tempo, Blastoise pareceu contrair todos os seus músculos, deixando que Fearow o acertasse com o bico direto em sua barriga, e embora tenha recuado um pouco, pareceu não ter sofrido muito dano.
– Agora, Blastoise!
– Movimento Espelho, Fearow!
– Ninetales, Extrassensorial!
– Venusaur, Terremoto!
Blastoise saiu de sua posição defensiva e em um curtíssimo vulto, bateu sua própria cabeça fortemente contra o corpo de Fearow, porém este, pouco antes do impacto repetiu o mesmo movimento da tartaruga, refletindo por uma fração de segundo uma aura transparente com a silhueta do próprio adversário. Venusaur adquiriu uma aura marrom-amarelada e lentamente levantou as patas dianteiras para chocá-las contra o chão, mas Ninetales conseguiu coordenar um perfeito movimento psíquico mais rapidamente, fazendo Venusaur perder totalmente o equilíbrio e cair sobre o próprio peso, fazendo o movimento falhar completamente.
– Brilhante...! Anna, você não apenas utilizou um ataque como defesa, mas o próprio ataque do adversário como sua proteção... Estou impressionado! E Trevor... Impedir o meu movimento em vez de tentar combatê-lo... Inteligente...! – comentou o Professor.
– Bem... O senhor certamente deve saber que o movimento Quebra-Crânio têm de ser preparado por um pequeno período de tempo, mas ao contrário de outros ataques dessa mesma natureza, ele aumenta a defesa física do usuário logo após o uso. Então o dano causado pelo Blastoise sobre o Fearow foi bem reduzido e vice-versa.
– Intrigante...! Mas ainda nem começou...! Blastoise, Contra-Ataque! Venusaur, recomponha-se e use a Bomba de Lama!
– Ninetales, Onda de Calor!
– Fearow, ataque!
A cabeça de Fearow foi encoberta com uma camada áurea com a silhueta da cabeça de Blastoise e partiu para o ataque a Blastoise. Este, na iminência do ataque, agarra fortemente o longo pescoço do pássaro e num giro, o joga de volta ao lado do qual veio, fazendo o corpo da pobre ave quicar no terreno. Venusaur rolou seu corpo para se manter em pé novamente, e num simples movimento da flor em suas costas, começou a lançar grandes bolas gelatinosas de cor escura do seu interior. No mesmo instante, Ninetales lançou uma grande e veloz onda vermelho-transparente que se expandia panoramicamente e fez as bombas evaporarem no instante em que as atingiu, e continuava indo em direção a ambos os oponentes do outro lado do campo, e até mesmo Fearow, que estava começando a se recompor.
– Fearow! Saia daí e voe alto!
– Blastoise, esfrie o campo com a Dança da Chuva!
Quando a onda quente começou a se aproximar, ateando fogo por onde passava, Fearow abriu suas enormes asas e levantou um rápido vôo para o céu nublado que se formava rapidamente, enquanto Blastoise adquiria uma aura azul enquanto movimentava seu corpo em uma dança bizarra que na medida em que se estendia, mais nublado o céu tornava. Mas a chuva não caiu suficientemente rápida para impedir que o calor atingisse Venusaur e fizesse o topo de seu corpo expandir-se em chamas.
– Venusaur! – agora o professor perdera a calma.
A primeira gota de chuva caiu.
A segunda também.
E junto com o resto, Fearow desceu em alta velocidade contra o corpo do Pokémon planta, atingindo-o frontalmente, derrotando-o definitivamente enquanto a chuva forte apagava os vestígios do fogo no derrotado oponente.
– Estou impressionado! Vocês derrotaram um dos meus Pokémon mais poderosos, e ainda assim... Bem... Acho que não poderei mais facilitar para vocês!
“Como?! Facilitar?”
– Blastoise, Hidro-Bomba. – ele falou impassível, mudando totalmente sua postura anterior.
A tartaruga posicionou seus canhões em direção à Ninetales , e num estalido, mandou dois grandes pressurizados jatos de água em direção à raposa.
– Ninetales, saia daí agora!
– Movimento de Duplo-Gume, agora!
– Fearow, impeça-o!
Ninetales se sucedeu em rapidamente esquivar dos dois grandes jatos de água, porém, logo após isso, todos os membros e a cabeça de Blastoise entraram em seu casco e voltando seus canhões para o solo, lançou outro jato pressurizado que lhe deu um impulso absurdo em direção à Ninetales, e sem esta conseguir escapar novamente, ele saiu de seu casco e investiu todo o seu corpo contra a raposa; depois se equilibrou novamente no chão e investiu-se outra vez contra a raposa, que caiu no chão quase que totalmente debilitada.
– Não!
– Fearow, Agilidade com o Ataque de Fúria!
– Canhão de Luz, Blastoise! – ordenou o Professor, finalizando-se nessa ordem.
Fearow voou rápida e graciosamente até Blastoise, mas este, no momento que virou as costas para Ninetales, refletiu um flash de luz em seus canhões, que foi crescendo numa devastadora velocidade até se tornar um grande canhão luminoso que acertou Fearow frontalmente, derrotando a ave definitivamente.
– Ninetales, depressa, Raio Confusão!
– Blastoise, Mega-Soco!
A raposa lentamente tenta levantar-se, inutilmente, mas não a tempo de impedir a imensa tartaruga de virar-se com um leve brilho em seus braços e indiferente, finalizou aquela batalha.

“Estou sonhando? Não... Sim... sim...! Estou.
Mas o que é isso... Esse dia... Aconteceu há dois anos, depois de... Uma batalha entre meu pai e o Professor Oak... Foi isso... Onde eu estava mesmo?
...
– Então, Trevor... Esta batalha fez você mudar de opinião sobre iniciar uma jornada Pokémon?
– Bem... Não sei, Professor. Quero dizer, é algo complicado, e nem eu sei exatamente como é toda essa história de jornada!
– Não há nada de complicado nisso! Jornadas Pokémon são a maior diversão que um jovem como você poderia ter! Eu morreria pela oportunidade de fazer tudo aquilo novamente...!
– Mas o que são exatamente...? Eu nunca realmente soube muito sobre isso... É coletar as oito insígnias para competir na Liga Pokémon, não é?
– Bah...! A Liga Pokémon não é tão exigente assim faz tempo! Mas eu não culpo o Conselho Pokémon por isso... Os Líderes dos Ginásios foram ficando fortes demais, demais mesmo! Faz sete anos desde a última vez que um treinador conseguiu coletar as oito insígnias em Kanto!
– Sete anos?! – perguntei abismado.
– Sim... Sete anos. – comentou o meu pai, – O trio final de Kanto permanece invicto por sete anos. Nessa última vez que alguém conseguiu as oito insígnias, foi a última em que os três foram derrotados.
– E quem seria o “trio final”? – eu perguntei curioso.
– Os guardiões das três últimas insígnias: Sabrina, Blaine e... – o Professor hesitou no último nome; – Giovanni.
– E como as pessoas passaram a competir na Liga depois disso?
– Bem... O Conselho foi reduzindo o número de insígnias necessárias quando percebeu que o número de competidores foi baixando. Hoje em dia, são necessárias apenas quatro, e o número de competidores ainda é baixíssimo; ao ponto de terem de unificar as Ligas de Kanto e Johto!
– Interessante...
– Mas esse não é o único tipo de jornada que existe, Trevor... Essa é a beleza disso: você escolhe o que quer fazer; se quer capturar inúmeros Pokémon, estudar os lugares por onde passa ou simplesmente viajar para onde quiser! Eu estou disposto a lhe dar uma PokeDéx e um Pokémon novo se você aceitasse ir!
– Tenho Ninetales e Squirtle... Acho que estou feliz com a vida que tenho aqui...
– Só estou lhe avisando, garoto... É algo fora do real o que você está perdendo!
Minha memória acaba aqui...”

...
“Acordei assustado. Não por que o sonho havia sido assustador, mas simplesmente por que aquelas memórias vieram de uma forma... Real demais. Olhei para o relógio: ainda eram cinco da manhã... Fiquei pensando sobre tudo aquilo que estava acontecendo recentemente antes de dormir novamente. Pensei sobre o incidente de dois dias atrás, aquela mulher misteriosa e sobre o grande incentivo em jornadas por parte do Professor... Não... Eu não era para essas coisas. As pequenas aventuras nas quais o Professor Elm me mandava eram suficientes! A minha vida estava ótima do jeito que estava, e... Eu ainda estava com muito sono para pensar naquilo àquela hora. Mas eu teria de buscar respostas em Blackthorn de qualquer forma. Respostas que nem o Professor Elm, nem ninguém naquela cidade poderiam me dar.”

As seis da manhã o despertador de Trevor estava tocando. Sentia-se disposto; aquele era o dia da viagem. Tentara não explicar mais do que o necessário para o pai; embora este fosse a pessoa mais em quem mais podia confiar. A mãe e a irmã pensaram que seria apenas uma viagem curta para comprar alguma coisa na cidade vizinha, Cherrygrove, tendo, inclusive lhe dado uma lista de compras. E o plano era, de fato, não demorar muito em Blackthorn. A viagem que normalmente duraria por volta de quatro dias, certamente não se estenderia por mais de meia hora desta vez, agora que havia obtido uma importantíssima, ainda que temporária adição em sua equipe. Pegou poucas coisas, teve um bom desjejum e às sete horas já estava saindo para a Rota 29.
Depois de chegar lá, parou; e jogou uma Poké-bola para o alto.
– Pidgeot, saia!
Logo, num flash luminoso, da Poké-bola saiu um grande, belíssimo pássaro, com graciosas asas castanhas, olhos confiantes, e três longas mechas de cabelo saindo do topo de sua cabeça. Trevor subiu em suas costas, e logo levantaram vôo, despercebendo que bem atrás de uma das muitas árvores dali, escondiam-se olhos tão negros quanto a própria escuridão dos eventos que se seguiriam a partir daquele. Olhos que observavam sutilmente cada movimento de Trevor há algum tempo atrás, sem que este sequer percebesse. Bem, estava na hora de parar de observar; teria de agir...
– Salamence... Hora de voar, querido...!
E a caçada começara.

“Olhei para aquele velho que se aproximava. Tinha uma aparência serena, despreocupada. Mas logo me lembrei de outra coisa também muito importante... Onde estava minha mochila? Onde estava a encomenda? Levantei-me num salto, mas aquele homem continuava com a mesma expressão indiferente. Finalmente decidi confrontá-lo.
– Onde eu estou?!
– No templo, ou melhor, no retiro do Covil do Dragão. – ele respondeu serenamente, e depois começou a rir; – Você teve muita sorte! Se Dragonite não o tivesse visto, você a esta hora estaria morto mesmo! – e continuou a rir.
– Por que o senhor está rindo? Isso não tem graça nenhuma! O que aconteceu?!
– Bem... A única coisa que não tem graça nenhuma é a sua insensatez! Não se pode ficar nadando por aí em um lugar sagrado como este nas costas de uma tartaruga menor que você! – ele começou a gargalhar; de uma forma um tanto assustadora, o que tornou ainda pior a minha situação no mínimo perigosa, – Você foi pego em um redemoinho. – ele finalizou, mas impassível nesta única frase.
Eu entrei em desespero após finalmente perceber a minha situação.
– Eu, o que?! Mas o que aconteceu depois disso, e onde estão meus Pokémon? E... Eu estou dormindo há... Há quanto tempo?!
– Alto lá...! – ele gritou – Bem... ...
Houve um intrigante minuto de silêncio.
– ...?
– ...
– ... Mas o que?
– Faça uma pergunta de cada vez, não entendi nada do que você disse!
Eu literalmente dei uma tapa na minha própria testa depois desse fiasco de conversa.
– Eu... Trevor Bennett... – respirei fundo; haja paciência, Trevor, paciência, – Vim aqui para poder falar com “O Mestre”... Fui mandado pelo Professor Joseph Elm, para entregar uma encomenda muito importante... E...
– Ótimo, então. Eu sou o Mestre. O que Elm me mandou desta vez?
“O que?!”, de início eu me impressionei, mas depois me perguntei se poderia haver alguém além daquele velho morando naquele lugar. Observei-o novamente; certamente não era como eu imaginava. A descrição do Professor especificava um ancião poderoso, sábio e na minha mente seria alguém com mais... Sensatez...
– Eu não sei bem... – eu repensei sobre isso... Eu, até aquele momento ainda nem sabia do que se tratava a encomenda, – Eu apenas fui mandado aqui.
– Então você deve confiar cegamente no Professor, não é?
– Bem... Talvez... Eu confio nele. Por quê?
– A confiança é algo importante... Da qual nunca conseguimos nos desapegar! Acredite nisso, meu jovem: pode se tornar a pessoa mais suja, independente e fria, mas sempre haverá alguém em quem confiaremos, e a quem nunca conseguiremos trair!
– É uma idéia bonita...
– E real! Sabe... Uma vez conheci um pobre homem que havia perdido tudo, e fugiu de toda a sua vida para recomeçar do zero. Mas houve apenas uma pessoa que ele não conseguiu se desapegar completamente, mas esta ainda nem o conhece! Ou pelo menos nem se lembra dele... Mas eu sei que se um dia ele encontrasse essa pessoa, não seria capaz de fazer nada que a atingisse.
– Mas... – eu ri daquele homem, no mínimo, mentalmente desequilibrado, – Como isso é possível?
– É uma longa história... Mas como eu dizia, a confiança é importante, porém... Tanto como é perigosa! Se tivesse uma bomba dentro do seu pacote?
– Mas ele não faria isso...! – eu ri, e Ele fez o mesmo.
– Será?
“Será?”; eu não sabia mais... Resolvi finalmente voltar ao assunto principal, sobre o que havia acontecido com meus Pokémon, e o tal pacote.
– Mas... Eu quero saber o que aconteceu exatamente, quando o redemoinho me pegou...!
– Você já estava desacordado, mas sua tartaruga ainda lutava para salvá-lo. Dragonite estava voando pelo lugar e encontrou vocês, então os ajudou.
– E Ninetales? Onde ela está?
– A Poké-bola dela não saiu do bolso de seu casaco... Não se preocupe quanto a isso.
– Nossa... Que alívio! Mas, e a minha mochila? Onde ela está? Onde?!
– Sobre isso... Receio que eu tenha uma má notícia.
...
Olhei adiante. Já conseguia ver a imensa formação do Covil do Dragão ao longe. Estava quase lá, quase lá...! Era uma área de montanhas; o vento era forte, e frio, e embora desta vez eu tenha vindo mais preparado, ainda tive que me agarrar com todas as forças ao pescoço de Pidgeot, tanto para tentar, sem sucesso, aquecer-me; e para impedir que o vento me arrancasse daquele velocíssimo pássaro. Mas a ansiedade não me fazia querer ir mais devagar. A cada segundo estávamos cada vez mais próximos de respostas. E eu esperava que tudo aquilo acabasse ali.”


Katherine se mantinha logo atrás de Trevor, a uma distância segura o suficiente para não ser vista. Por baixo de seus longos cabelos esvoaçantes, escondia-se um sorriso confiante, sombrio e a certeza de que como inúmeras outras vezes, sairia vitoriosa quando aquilo terminasse. Para pessoas acostumadas a difíceis, porém valiosas tarefas como aquela mulher; no final, tudo acabará bem, desde que você desista totalmente de uma desastrosa emoção tão curta quanto seu nome... O medo.

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Próxima semana, Capítulo 4: O Covil do Dragão (Parte I), já escrito! Boa noite!
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por chaos em Sex 24 Fev 2012 - 12:46

Olá, sua fan-fic está realmente boa.
adorei a ideia do covil do dragão.
Você poderia dar um ar cômico na história, ela está do começo ao fim apenas triste e misteriosa.

uma coisinha que me incomodou foi o uso da mesma palavras varias vezes, como no primeiro capitulo

– Ele me roubou um pacote de biscoitos quando era mais novo... Aquele cretino! Foi muito bem feito o que aconteceu com aquele cretino! Muito bem feito! Cretino! – bem... Narradores como eu não tem de explicar esse tipo de disparidades... Não mesmo.
tente usar sinônimos se possível
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por Mason T. em Sex 24 Fev 2012 - 18:35

Obrigado pelo comentário, cara! Mas, tipo, foi proposital o erro, eu juro. Tente imaginar um velho desmiolado difamando um importante professor numa rede de TV e como ele falaria (logo você vai ler esta parte)... Eu tentei causar algo cômico com isso, por isso a repetição da mesma palavra, como se ele não tivesse mais como ofendê-lo. Mas não deu muito certo, pelo visto, haha... Smile
E sobre o tom da Fic, tentarei mudar isso, mas já tenho até o capítulo 8 pronto, então talvez eu consiga mudar um pouco depois desses, mas este tipo de narrativa pareceu encaixar melhor à história... De qualquer forma, verei o que posso fazer! Smile
Enfim, sem mais delongas, ao próximo capítulo...

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Capítulo 4: O Covil do Dragão (Parte I).

Trevor já se encontrava sobrevoando Blackthorn quando pediu para Pidgeot pousar nas margens do cristalino lago que levava ao interior do Covil do Dragão. Tendo feito isso, olhou em volta: não havia ninguém ali, ainda que já fossem oito horas da manhã, então horário certamente não era o motivo. A grama era brilhante, e muito bem cuidada. Ao leste, não muito distante, viu uma bela construção circular moldada em cimento, com sustentação em colunas de ferro; o Ginásio de Blackthorn. Era uma torre que aparentava ter cinco andares, embora se percebesse que não havia telhado nela. Já havia visto aquilo na primeira vez que visitara a cidade, mas nunca havia chegado mais perto. Pensou em visitar o local, mas logo desistiu: “Prioridades sempre serão prioridades”; talvez em outro dia pudesse ir. Deu algum tempo para Pidgeot descansar, enquanto este bebia água do lago. Olhou para o norte. Viu as duas imensas estátuas de Dragonite repousando severamente ao lado da grande fenda que marcava a entrada naquele lugar misterioso e sagrado. “É aqui” pensava, enquanto sua mente vagava por todas as possibilidades sobre o desfecho de todo aquele mistério que, enfim, parecia estar mais próximo de seu fim do que nunca.
“Então... Isso acaba aqui, não é?”
Lembrou-se então, de dois guardiões que certamente encontraria a frente; jovens que mantinham uma expressão séria e postura fixa, cada um equilibrando-se perfeitamente no topo da cabeça das estátuas. Da última vez que estivera ali, entregara a tal carta que o Professor havia lhe dado para prosseguir. Restava saber se, sem aquilo, os guardiões o deixariam entrar, pois afinal, o templo era sagrado, e pelo que o Mestre lhe contara na visita anterior, a entrada era restrita apenas aos considerados... Dignos. Mas Trevor ainda não tinha certeza do que aquilo significaria quando pensava em si mesmo.

“Aquilo havia sido demais! Ter passado por tudo aquilo, apenas para descobrir que o tão importante pacote com o qual eu havia sido incumbido de entregar, havia sido perdido nas profundezas de um redemoinho.
– Eu não acredito...! Não acredito! Como isso pode acontecer?
– ...
– Agora o que eu vou fazer quando o Professor me perguntar como... Mas que droga!
– Cale-se! – ordenou num tom severo o Mestre, e o lugar foi dominado pelo mais completo silêncio.
– ...
– Assim está melhor.
– Perdoe-me, senhor... Eu não...
– Acalme-se. Sua impaciência nunca o levará a qualquer lugar. Agora, siga-me. Estou certo de que seus Pokémon querem vê-lo.
Embora fosse o que eu esperava daquele homem, aquela nova atitude começou a me assustar. Ele perdera o comportamento sereno e as gargalhadas no momento em que eu comecei a entrar em pânico quando descobri que o pacote havia sido perdido no lago. Saímos do quarto em que estávamos, atravessamos um corredor, com o piso e as paredes idênticas às do outro cômodo, e iluminado por um par de tochas nas paredes. Oposta à direção para onde caminhávamos, viam-se outros arcos, idênticos ao do quarto, então deduzi, que estranhamente, aquilo poderia ser um alojamento, ou algo relacionado, e aqueles seriam os outros quartos. Receoso das respostas daquele senhor, decidi nem perguntar.
Chegamos a um salão retangular no fim do corredor. Era iluminado por velas como o resto da construção. A arquitetura não diferia muito dos cômodos anteriores, mas neste haviam colunas de pedras esculpidas nos quatro vértices do lugar. Notei que estávamos saindo da extremidade direita do salão, e que na extremidade esquerda havia um arco idêntico, que provavelmente levaria a outro corredor com outros quartos. Na parede oposta, havia um grande portão de madeira no centro, que como descobri após caminhar mais um pouco, levava à saída. Mas foi apenas após o Mestre realmente abri-lo, e também após ver a realidade daquele templo, que eu finalmente percebi o porquê daquele lugar ser considerado... Sagrado.”


Nesse mesmo tempo, bem acima daquele local, sobrevoava discretamente uma grande ave de aspecto metálico; passando despercebida em um bando com várias semelhantes a esta, mas que, aparentando ter conseguido o que procurava, rapidamente muda sua direção, distanciando-se do grupo, iniciando um vôo veloz em direção ao sul de Blackthorn.
Observando de longe nas costas de seu grande dragão, Katherine já notava alguma hesitação de Trevor em prosseguir ao Covil do Dragão. Mas ela precisava que ele continuasse, ou toda a investigação que fizera até ali para descobrir o grande interesse de Laura e Vincent acabaria em nada, ou tomaria um rumo desorientado. Mas até mesmo ela não tinha idéia de como continuar, ou mesmo do porquê do garoto continuar olhando seriamente para aquele lago sem dar qualquer sinal de que se moveria tão cedo...
“Se eu for e eles não me deixarem entrar, então eu teria de dar uma maneira de passar, mas sem ser visto, o que seria muito difícil, uma vez que aquela fenda é a única entrada. Mas por outro lado, se eu pedisse para entrar, e eles deixassem, eu evitaria qualquer problema... Mas se eles não deixassem...!”
“Não! Vamos acabar logo com isso, eu vou entrar, e vai ser agora...!” e deu um firme passo em direção ao lago; “Mas será que seria realmente inteligente fazer isso? O que alguém mais calculista faria?” e voltou o passo.
“Mas o que é que ele está fazendo?! Você vai ou não entrar agora, garoto?” pensava Katherine. Paciência nunca havia sido um problema para aquela mulher, mas a situação estava ficando ridícula.
“Não. É agora, eu tenho que ir. Sem problemas, Trevor, nada a temer...!” e desta vez foi definitivo. Subiu nas costas de Pidgeot, e confiante, levantou vôo. O grande pássaro planava magnificamente sobre o lago; uma vez ou outra inclinava-se e cortava a água com suas grandiosas asas. Logo, puseram-se a frente da entrada, enquanto o garoto rezava para que tudo ocorresse como fora planejado; e dois imponentes guardiões mantinham-se impassíveis até Trevor pronunciar a primeira palavra.
– Gostaria de entrar. – Trevor começou seriamente.
– Você já veio aqui antes. – falou o guardião da estátua direita, em um tom frio – O Mestre o convidou novamente?
– Não. – sua voz tremeu um pouco, – Mas eu gostaria de vê-lo. É algo importante.
– Lamento, mas não podemos permitir sua entrada.
– Mas é algo de extrema importância! Eu preciso entrar...!
– Sabemos que você foi avisado na primeira vez que esteve aqui: apenas os treinadores que se provarem dignos poderão entrar no templo, demonstrando isso através de incríveis habilidades no treinamento de dragões, ou elevando seu valor obtendo a Insígnia da Nascente, no Ginásio de Blackthorn. O único caso a que se pode realizar uma exceção, é o de ocorrer um convite pessoal do Mestre ao visitante. O senhor não atendeu nenhum dos quesitos para a entrada, então sinto muito, não podemos deixá-lo entrar. – finalizou severamente o guardião da estátua esquerda.
– Mas o senhor não entendeu...! Eu estou aqui por...
– Lamento. – interrompeu o guardião da direita, – Não podemos deixá-lo entrar.
“Mas eu posso.”
“Droga!” pensou Trevor. Mas antes mesmo do garoto virar-se para as margens do lago, em um curtíssimo instante, uma estrondosa explosão bem acima dali ocorreu, causando um deslizamento de pedras que vinha na direção do garoto e dos guardiões, levantando ainda uma grande nuvem de poeira.
– Mas o que?! – surpreendeu-se um dos guardiões, e rapidamente sacou uma Poké-bola – Dragonite, saia! Jogue as pedras para longe com o Sopro do Dragão!
– Kingdra! – disse o outro, repetindo o mesmo gesto, – Faça o mesmo com a Hidro-Bomba!
No entanto, antes mesmo dos dragões terem tempo de sair de suas Poké-bolas e realizarem os movimentos; da nuvem de poeira acima de suas cabeças onde ocorreu a explosão, saiu rapidamente um vulto que arrastou a destruição daquela parede rochosa em um arco de demolição levantando uma nuvem de poeira ainda maior, e desaparecendo logo depois; tornando impossível para qualquer um ver algo naquela área ao mesmo tempo em que derramava uma chuva de pedras em todos ali.
“Essa é a minha chance! Tenho de entrar agora!”
Enquanto os dragões tentavam cegamente lidar com as inúmeras pedras que caiam da montanha, Trevor avançou o mais rápido que pôde para dentro do templo, despercebendo que estaria sendo seguido por aquela mesma mulher, que voava silenciosamente, desta vez em outro Pokémon, encobrindo-se completamente naquela leve escuridão que se tornava cada vez maior, enquanto comemorava a conclusão de mais um plano rápido, porém não menos perfeito.
Mas não havia terminado ainda.
Mal sabiam os guardiões do Templo, que após com muito esforço, interceptarem todas aquelas rochas que caiam violentamente acima deles, defendendo bravamente as gloriosas estátuas de Dragonite e a seus próprios corpos, em meio a uma diferente, fina poeira alaranjada que se misturava com a anterior, misteriosamente começariam a perder todos os sentidos e desmoronariam rapidamente ali mesmo, juntamente com seus poderosíssimos Pokémon; enquanto uma frágil borboleta de coloridas asas voava de volta para sua treinadora após cumprir brilhantemente o que lhe fora mandado.
Mas aquilo era apenas o começo do plano.

Um imenso corpo azul com quatro longos braços voou rapidamente ao encontro de Katherine, que se mantinha imperceptível enquanto seguia Trevor de longe, adentrando naquela misteriosa caverna.
– Metagross... Muito bem, ninguém poderia ter feito este serviço melhor do que você...! – cochichou em um tom quase surdo.
E libertando suas mãos que seguravam firmemente os pequenos pés de um Pokémon morcego, aparentemente exausto por carregar aquele peso, Katherine pousou silenciosamente no topo da cabeça do grande corpo metálico, que se mantinha levitando abaixo desta, enquanto tirava uma Poké-bola de uma pequena bolsa que levava nos ombros.
– Crobat, obrigada...! Agora, descanse. – e o Pokémon retornou ao seu refúgio.
Logo, planando sobre a água ao lado da mulher, a mesma borboleta do incidente na entrada do templo reapareceu, rodopiando furtivamente no ar até finalmente pousar no ombro da treinadora.
– E então?
A borboleta em um leve gesto confirmou a pergunta, enquanto Katherine abria um leve sorriso; desconsiderando o fato de que nesse mesmo tempo toda a luz que vinha da grande fenda na entrada daquele templo, que já se apresentava bastante dissipada, esvaecia mais e mais a cada segundo. Até restar apenas uma grande e inefável escuridão.

Nos arredores de New-Bark, Laura e Vincent olhavam o céu deitados naquela pequena clareira; embora este parecesse bem mais tranqüilo que a irmã. Logo, atravessando uma volumosa nuvem que passava lentamente, surgiu um grande pássaro metálico, que pousou exatamente na frente do homem.
– Skarmory! E então, o que houve?
O pássaro fez um aceno negativo com a cabeça, em sinal de desapontamento.
– Eu avisei! Ela se foi, não é? Disse que ela nos trairia, mas você achou que seria melhor confiar nela, e olhe onde estamos agora! – retrucou Laura, perdendo a pouca calma que tentava manter até aquele momento.
– Primeiramente... – começou Vincent calmamente, – Você concordou em pedir a ajuda dela...
Os dois irmãos permaneceram em silêncio, até Vincent continuar.
– Segundo... Skarmory não viria aqui nos avisar sobre isso apenas se tudo já estivesse perdido. Eu nunca confiei nela, Laura... Não entende o que eu fiz?
– ...
– Katherine nos levou direto a onde queríamos. Foi bem melhor do que ficar andando em círculos, como fizemos desde que entramos nisso. Agora é apenas uma questão de tempo até conseguirmos o ovo e, enfim, concluirmos nossa missão.
Laura esboçou um leve sorriso.
– É por isso que chegamos até aqui, Vincent. – falou seriamente, – Você é um gênio...! – e sorriu novamente.
– Bem, nem todos podem ser tão bonitos como você, então...
Os dois sorriram.
– Vamos logo...! – apressou-se Laura.
– Skarmory... – falou Vincent no mesmo tom calmo, – Nos leve até o lugar.
A grande ave de metal levantou vôo rapidamente ao mesmo tempo em que Vincent e Laura jogavam ao ar uma Poké-bola cada um.
– Flygon, saia!
Eram apenas oito horas e meia da manhã daquele dia. E mais dois habilidosos treinadores dominavam aqueles céus novamente.

“Meus olhos não conseguiam acreditar no que viam. Estava ali, mas eu poderia jurar que aquela cena não era real. Até onde percebi, estávamos em uma espécie de ilha, onde aquela construção que parecia ainda mais magnífica quando vista pelo exterior estava no centro: era formada por enormes blocos de pedra, o que lhe dava a aparência de um pequeno castelo medieval. Também haviam tochas, começando dos dois lados do portão do qual eu acabara de passar, e se espaçando simetricamente até a parede frontal, a única que eu conseguia ver naquele momento, terminar. Mas não era isso o que mais impressionava. A ilha onde eu me encontrava localizava-se dentro de uma gigante cúpula rochosa, e a minha frente a única imagem que eu via era uma sombria, enorme fenda que levava a um grande túnel alagado. Naquela hora, eu não sabia exatamente onde estava, muito menos onde eu havia parado antes de desmaiar. Grandiosas tochas posicionavam-se nas paredes da cúpula, contidas em grandes ânforas, iluminando todo o lugar com um ardente fogo, o que, de certa forma, deixava o lugar um tanto quente, em contraste com frio da cidade em que se localizava. A simetria e a beleza dali era quase, senão completamente, divina.
Mas não era isso o que mais me surpreendia.
Olhei para o ar, o “céu” da caverna; e para água. E continuava alternando minha vista entre esses dois vastos componentes. O que estava ali. Aquilo sim era o que me impressionava.
Apenas senti um grande vulto cortar o ar ao meu lado. Sorri. Era fascinante.”


Trevor não havia traçado um caminho definido para chegar onde queria. Muitas vezes ouvia o som de redemoinhos nas águas por onde passava, embora soubesse que seria um grande erro tomar aquilo como referência; “Os dragões da água sentem-se muito bem descarregando seu poder no seu próprio habitat, como em redemoinhos ou em grandes ondas. É a forma deles de exibir para todos a sua força. E neste local, a atmosfera de competição é ainda maior, portanto, redemoinhos como o que atingiu você aparecem e se vão o tempo inteiro por aqui, sendo assim, nadar nestas águas é muito perigoso, e você foi um louco em vir aqui sem saber disso!” lembrou-se Trevor das palavras do Mestre na última vez que estivera ali. O garoto viu um leve brilho alaranjado adiante no túnel que havia tomado. “É por aqui. Eu estava certo!”. E fez um gesto para Pidgeot ir mais rápido. Katherine continuava seguindo o menino silenciosamente, enquanto aquele brilho tornava-se cada vez maior. Uma grande sombra passou ao lado de Trevor.
E logo passou por Katherine também.
Um alto rugido foi ouvido pelos dois.
– Mas o que foi... Isso? – sussurou a mulher para si mesma.
“Essa não...! Se aquilo for...”
Em um curto momento, os dois treinadores notaram um leve brilho alaranjado, semelhante ao que viam a frente, mas este surgira no começo do túnel que haviam tomado anteriormente.
O brilho foi crescendo...
E crescendo...
“Mas que droga!”
– Metagross! Vá! – desta vez Katherine abandonou toda a discrição, desprendendo-se rapidamente do grande Pokémon metálico e mergulhando brutalmente na água.
E Trevor finalmente percebeu do que se tratava, quase que despercebendo a voz da mulher que o seguia.
– Pidgeot! – o garoto agarrou-se no pescoço do pássaro, – Corra! Agora!
No instante em que o fogo iria alcançar o Pokémon máquina, este adquiriu uma brilhante aura azul e começou um velocíssimo giro multilateral, fazendo com que todo o fogo que vinha em sua direção o envolvesse em uma grande esfera flamejante, iluminando o local, ao mesmo tempo em que Trevor fugia desesperadamente nas costas do Pokémon pássaro. Nessa hora, Katherine emergiu apressadamente, dando o próximo comando.
– Mande de volta com o Psíquico! – gritou, e o som ecoou por toda a caverna.
“Mas quem é que está aqui?!” perguntava-se Trevor, enquanto fugia em alta velocidade da incrível onda de fogo que, pensava ele, continuava a lhe perseguir até aquele momento.
Rapidamente, Metagross interrompeu o veloz giro que realizava, posicionando seus quatro membros em direção a origem do fogo, cobrindo a parte deste contida em sua esfera incendiária com a mesma aura azul que utilizara para formá-la.
– Agora!
E então o grande Pokémon azul relançou todo o ataque na direção do usuário, criando uma magnífica parede flamejante que rasgava o ar aquele túnel até desaparecer do campo de vista de si mesmo e de sua treinadora.
Um altíssimo rugido foi ouvido após isso.
– Tire-me daqui, Metagross! Agora! – ordenou a mulher apressadamente.
Os sombrios olhos daquele poderoso Pokémon brilharam em um leve tom azulado, fazendo Katherine levitar magicamente para fora daquelas águas, até finalmente pousar levemente no corpo daquele e em um instante, desaparecer daquele lugar.
“Esse lugar realmente tem seus segredos, afinal...!” e sorriu em um gesto de ambição.

Na entrada do Covil do Dragão, um jovem policial investigava a intrigante situação, porém, sem obter muito sucesso. Não havia quem tivesse visto, ouvido ou sentido qualquer sinal de luta, o que não era de se surpreender, uma vez que aquele local sempre fora bastante isolado do resto da cidade. Quem sabe o que teria acontecido aos guardiões do templo, se a líder do Ginásio de Blackthorn, Clair, não estivesse sobrevoando a cena do ataque cerca de meia hora depois do ocorrido? No momento, havia um pequeno grupo de pessoas se reunindo nas margens do lago de Blackthorn, sendo a maioria formada por policiais e peritos que examinavam o local. E Clair.
– Qual é o estado deles? – perguntava a imperiosa mulher em um tom preocupado.
– Não muito bom, senhora, mas já estão no hospital. Os Pokémon provavelmente se recuperarão rapidamente, mas os guardiões foram atingidos por uma séria infestação esporádica desconhecida. – respondia o investigador apreensivamente.
– Um fungo, você quer dizer?
– Mais ou menos... É desconhecido; a equipe médica disse que estão tentando tratar com antibióticos já prontos, mas o tratamento não tem surtido muito efeito.
– Obrigada... Quero que continue me informando sobre qualquer outra descoberta. Mas continue por aqui. Tente achar algo útil.
– Sim, senhora.
– Eu irei ao hospital para saber se há algo que eu possa fazer. Ouvi falar de um curandeiro excepcional em Cianwood, mandarei alguém ir até lá para buscar alguma coisa.
– Seria uma ótima idéia, senhora, mas há um pequeno detalhe...
– E qual seria...? – ela perguntou friamente.
– É pouco provável que ele tenha a cura para isso. Aparentemente a infestação foi causada por uma exposição rápida e direta, e... É muito específica.
– Você quer dizer que alguém veio aqui e os estupeficou? De propósito?
– Eh... Sim, foi o que ocorreu.
A mulher calou-se por um instante.
– Sabe como poderíamos conseguir uma cura?
– Começar com uma amostra dos esporos originais seria uma boa escolha. Mas não temos nem idéia de por onde começar!
– ...
– Senhora?
– Sabe... Realmente não seria uma boa idéia ir até Cianwood, não é?
– Eu não sei bem, senhora, mas se a senhora quiser... Eu... Eu... Posso mandar alguém ir.
– Esqueça isso. Estarei no Ginásio se precisarem de mim. Há alguém com quem eu preciso falar. – e então, furtivamente sacou uma Poké-bola, – Gyarados!
Habilidosamente, a mulher subiu na cabeça da grande cobra d’água, e num forte mergulho, desapareceu da vista de todos ali presentes.

No último ponto daquela mesma caverna, debaixo de uma magnificente cúpula feita da própria pedra; um homem meditava em frente ao grandioso lago, juntamente com dois grandes, dignos, poderosíssimos dragões de pela amarela ao seu lado. Lentamente, a sua frente, um belo, longo corpo azul emergiu. O homem olhou nos olhos do dragão. Leu os seus serenos gestos, ouviu sua fina voz. E, enfim, respondeu:
– Não se preocupe, Dragonair. – ele deu uma pausa antes de continuar, – Eu já sabia disso, mas agradeço de qualquer forma por sua preocupação.
Então levantou-se. E olhou seriamente para os dois que repousavam ali com ele.
– Preparem-se. Dragomarem, Dragominan. Não quero mais ataques aos nossos visitantes. Deixe todos do templo cientes disso! Agora!
Os dois Pokémon graciosamente abriram suas asas, e levantaram um vôo veloz, enquanto realizavam um movimento espiral, sendo que cada um movia-se em torno do outro em direção ao topo da cúpula. Logo após chegarem, ouviu-se um grito ecoar por todo o templo.
Não. Eram dois, em uníssono. Um único som que marcava aquela utópica soberania existente naquele lugar sagrado, e ecoava por todo ele. Até este se dissipar, e restar apenas a sua mensagem...
E o Covil do Dragão calou-se naquele mesmo momento.
“Trevor Bennett, não é?” pensava, “Ah, se aquele pobre garoto soubesse no que se meteu...”

@Block by Bitto;

Fanfic inativa a mais de um mês, caso queira retomá-la, envie uma MP à um moderador da área.

Edit: Desbloqueada à pedido do autor...


Última edição por Sir Bakujirou S. em Qui 12 Jul 2012 - 22:04, editado 1 vez(es) (Razão : editado)
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Re: Pokémon: It's an Old, Very Old Story...

Mensagem por Mason T. em Dom 15 Jul 2012 - 14:29

Capítulo 5: O Covil do Dragão (Parte II).

Trevor continuava voando pelos túneis do Covil do Dragão, e mesmo que estivesse certo de que alguém o perseguia, recusava-se a voltar e confrontar o perseguidor; pois, de certa forma, ainda estava assustado pelo ataque do Pokémon misterioso. Algumas pequenas tochas começaram a preencher as paredes e apareciam com cada vez mais freqüência à medida que prosseguia.
“Devemos estar perto, agora” pensou.
De repente, um altíssimo som, como um grunhido profundo, melancólico, surgiu de mais adiante no túnel, e que ecoava por toda a caverna.
“O que foi isso?!” perguntavam-se os dois visitantes.
Pararam por um momento. Talvez outro Pokémon fosse atacá-los depois disso, mas... Nada ocorreu. Decidiram continuar, prosseguindo, porém, parecia que alguma coisa ficara errada. Havia algo estranho, de fato. O lugar, pouco depois do ataque, ficara meio silencioso. Não. Estava muito, muito silencioso, e pelo que se lembrava dos Pokémon que havia visto na primeira vez que viera ali, provavelmente não se assustariam apenas com aquele fogo. Na verdade, a maioria dos dragões fazia muito aquilo...

“Era impressionante. Talvez fosse mais que isso, mas eu não tinha palavras para descrever aquela cena. Haviam belíssimos Pokémon voando velozmente por todo o ar, alguns inclusive aparentavam travar calorosas batalhas. “A atmosfera de competição aqui é ainda maior” lembrava-me das palavras do Mestre. Na água, como ele mesmo havia dito, de vez em quando surgiam redemoinhos, saindo poderosíssimos Pokémon de seu interior, geralmente Gyarados, mas depois que estes se cansavam,saiam daquele lugar, e o redemoinho desaparecia aos poucos. Fiquei um tanto amedrontado quando vi vários deles observando-me com um ar suspeito. O Mestre então me tranqüilizou.
– Não te preocupe, Trent...
– É Trevor... – interrompi.
– Que seja, Travis... Eles estão apenas estranhando você. Você talvez ainda não tenha entendido muito bem, mas este lugar é bastante reservado. Pouquíssimas pessoas entraram aqui alguma vez na vida. Se eu não soubesse que o que Professor Elm mandou por você fosse de extrema importância, eu mesmo não o teria deixado entrar.
– ...
– Este... – ele suspirou – Não é um lugar para treinadores.
Ele adquiriu uma postura séria.
– É um lugar para dragões e seus mestres.
– Eu... Eu sinto muito, pretendo sair daqui o mais rápido possível, eu apenas quero...
– Oh? Ah... – o velho homem começou a gargalhar – Não estava me referindo a você, Trevor. Desculpe-me, realmente, me desculpe. Eu o convidei aqui e você quase morreu para cumprir sua missão, e agora eu estou falando como se quisesse que você saísse daqui... Hohoho...! Não se preocupe, na verdade, aprecio muito a sua companhia! Em um lugar como esse, às vezes eu fico meio solitário. Não dá para passar a vida inteira conversando apenas com seu Pokémon!
Agora a loucura dele estava explicada. Solidão. Eu sempre soube...
– Mas não vem ninguém aqui visitá-lo? – perguntei surpreso.
– Clair. De vez em quando ela vem aqui treinar seus Pokémon, mas ela é uma mulher ocupada...
– Clair... Eu já ouvi esse nome em algum lugar, mas...
– É claro que você já ouviu falar dela, biltre! Ela é a líder do Ginásio de Blackthorn, sendo a mais poderosa da Liga Johto! É um dos maiores orgulhos que esta cidade tem!
– Ah, sim! Eu me lembrei agora: ela foi uma convidada especial no Buena’s.
– Buena’s? Nós não vemos esse tipo de coisa por aqui, meu jovem. Aqui, é um lugar de meditação e treinamento... – falou seriamente.
– Perdoe-me senhor... – respondi constrangido.
– Não foi nada... – e deu uma pausa.
– Bem... Saindo um pouco deste assunto... – eu hesitei, – O senhor disse que meus Pokémon estavam seguros, não foi?
– Ah, sim! É claro. Mas estão muito cansados, especialmente seu Wartodle. Ele se esforçou bastante, embora não tenha conseguido salvá-lo por conta própria.
– Ele deve estar desapontado...
– Mas ele é um Pokémon forte, meu jovem! Já pensou em treiná-lo para evolução? Ele seria um Blastoise impressionante, em minha opinião...!
– Não, não...! – respondi apressadamente – Quero dizer... Eu sempre os treino para batalhas, mas é apenas um passatempo para mim, nada mais que isso...
– Que seja! Agora, siga-me.
Fomos caminhando pela parede lateral da construção, até chegarmos a um muro que cortava esta, com um pequeno portão de ferro que dava acesso a um grande quintal rochoso. Vi um pequeno lago que se ligava ao maior por um volumoso canal, aonde vi dormir tranquilamente, Wartodle, e do seu lado, fora da água, estava Ninetales, que embora estivesse sonolenta demais para me perceber, ainda mantinha-se acordada, mostrava uma expressão de tédio absoluto.
Ah! Ninetales...!
– Como eu falei... – começou o Mestre – Eles estão cansados, então deixe-os descansando por um tempo. Agora vá trocar essas calças molhadas e vá vestir uma camisa. A sua está secando, mas há uma roupa reserva no quarto vizinho ao qual você estava dormindo. Vá.
– Certo.
E sai correndo, olhando para aquele glorioso show de poder que me cercava completamente, e que não deixou de me impressionar por um...
Ouch...! Me bati na cerca.
É melhor olhar para frente agora.”


Logo, um enorme brilho começou a preencher o fim do túnel, e Trevor finalmente percebeu do que se tratava.
“Chegamos!”
E saiu do túnel, porém, logo percebeu que havia realmente algo muito errado. O lugar estava vazio, ao ponto de diferenciar-se completamente da cena que havia presenciado da primeira vez que estivera ali. O fogo continuava flamejante como antes nas enormes ânforas, mas os dragões... Não estavam ali. Até que o garoto olhou para a pequena ilha do templo. Lá, estavam a lhe observar o Mestre e do seu lado, seus dois Dragonites: Dragomarem e Dragomiran.
Voou em direção ao ancião, que se mantinha silencioso.
– O que aconteceu aqui? – o garoto perguntou aflito.
– Não se preocupe Trevor. – respondeu em um tom frio – Mas acho que você entrou aqui sem permissão, não foi?
– ... – o garoto ficou mudo, parando a própria respiração.
– Uma hora ou outra você viria procurar por respostas. Nada mais certo. Mas não é isso que está me incomodando...
– Como?
– Você foi seguido até aqui. – finalizou, com uma resposta rápida.
“Então eu estava certo...!” pensava Trevor, olhando de relance para o túnel de onde saíra.
– Seja lá quem você for, revele-se agora! – gritou o Mestre em um tom imperioso.
– Mas que droga...! – sussurou Katherine para si mesma.
“Do túnel, revelou-se um grande Pokémon azul, com quatro longos membros que eu não conseguia identificar como sendo seus braços ou suas pernas. Ele flutuava com uma aparência tranqüila, mas eu não conseguia reconhecê-lo. E em cima deste revelava-se uma belíssima mulher, de longos e levemente ondulados cabelos castanho-escuro, de pele sombriamente pálida, como se não tivesse tomado sol por um longo tempo. Tinha olhos negros tão confiantes como eram ameaçadores, e sua boca era coberta por um berrante batom vermelho, realçando a aparência sombria de sua pele e juntamente com seu corpo magro, davam-lhe a aparência de uma frágil boneca de porcelana. Ela abriu um discreto sorriso, e começou a falar com uma fina voz.”
– Olá...! – ela riu, – Eu sou Katherine.

A mulher sorriu. Então, na cabeça de seu grande Pokémon, ela flutuou até posicionar-se ao lado de Trevor que ainda se mantinha nas costas de Pidgeot.
– Katherine? Quem é você...? – perguntou o garoto.
– Sou uma treinadora de dragões. – mentiu, – Vim aqui para reportar-me ao Mestre do Covil do Dragão.
– Bem, minha jovem, parece que não foi tão difícil para você passar a força pelos guardiões do templo, não?
– Como disse? – ela perguntou, ainda mantendo aquele leve sorriso no rosto.
– Você não precisava fazer tanto barulho, mas admiro sua habilidade para passar despercebida. Tenho certeza de que se não fosse pelo violento ataque de Charizard, você ainda não teria se revelado, não é, senhorita Katherine? – respondeu rapidamente em um tom sarcástico.
– Eu não entendo... O que o senhor quer dizer? – respondeu, mudando a atitude sorridente para uma confusa.
– Saiba, minha jovem, que as paredes e as águas deste lugar têm olhos, e têm ouvidos também. E eles são todos os Pokémon daqui. Não foi o suficiente para você ameaçar a integridade deste local, mas teria de nocautear gravemente os guardiões deste também?
Emergindo lentamente da água, um longo Dragonair pôs-se ao lado do Mestre, enquanto encarava desconfiadamente Katherine. A mulher perdeu totalmente o sorriso e a aparência amigável, afastando-se rapidamente de Trevor para mais perto do túnel de onde saíra.
– Você não tem o que é preciso para ser chamada de treinadora de dragões! Como ousa invadir este lugar e pôr a ordem deste em risco? O que você quer? – falava o Mestre, mudando completamente sua postura calma e paciente para uma furiosa.
– Posso provar isso. Eu o desafio para uma batalha. – e sacou lentamente uma Poké-bola.
– Aceito seu desafio. – e seriamente continuou, – Mas eu não devo perder.
E em um gesto rápido, os dois conjuraram poderosos Pokémon para o confronto.

“Numa velocidade absurda, o dragão desceu na própria floresta, mandando algumas dezenas de árvores ao ar enquanto realizava um pouso perfeito, bem em frente à um par de pessoas que pareciam aguardar ansiosamente àquela chegada.
– Katherine. – cumprimentou uma das pessoas, uma bela mulher, friamente.
– Olá, Laura... – respondeu a dama com desdém, – É melhor que seja importante. Imagine só... Tiraram-me de uma festa de tremer o teto, em um cruzeiro maravilhoso com um velho bobo pra lá de rico, e o filho lin-dís-si-mo dele... Mas eu devo a vocês. Então? O que querem da Kath aqui?
E desta mesma, um sorriso pretensioso naturalmente surgiu.
– Sem brincadeiras agora, Katherine... – falou Vincent.
– Claro, claro... É por isso que vocês andam sempre tão mal humorados! Olhe só para você, Laura! Com tantas rugas na sua idade...!
– Ora, sua louca, vou te mostrar quem tem rugas...! – respondeu Laura furiosa.
– Se acalmem, meninas! Não estamos aqui para esse tipo de discussão ridícula... – intervinha o irmão da anterior, – Katherine... Queremos pedir sua ajuda.
– Olha só...! E o que eu ganho com isso?
– Eu sabia... Ela é uma mercenária duas caras, e pronto, Vincent! Eu sabia! – reclamou Laura.
– Vocês podem mostrar um pouco de maturidade aqui?! – repreendeu Vincent, e continuou, – O que você ganha? Primeiro você está nos devendo, e segundo...
– Eu não devo favores, querido... Já devia saber disso. – interrompeu, respondendo ironicamente.
– Posso continuar? – falou Vincent, – E segundo, que se você não nos ajudar, entregamos você a Giovanni. É o suficiente?
– Não brinquem com isso...! Sabem a minha situação, vocês não ousariam! – respondeu, porém sua voz passara do tom irônico ao nervoso.
– E você sabe a nossa...! Desta vez, é realmente importante.
Katherine sorriu levemente enquanto olhava de relance para as próprias unhas.
– Então isso quer dizer... – ela caminhou pensativa e lentamente ao redor de Vincent, – Vocês realmente acharam? Estou surpresa!
– Mais ou menos. – respondeu Laura seriamente, – Estamos perto, mas não sabemos como continuar. Então queremos sua ajuda.
– Apenas me dêem as instruções, e terão o serviço feito logo, logo...
– Katherine, outra coisa...
– Sim?
– Se tudo der certo, prometemos ajudar você a recuperar o seu...
– Não fale sobre isso. – a mulher o interrompeu severamente, – Eu farei o que vocês pedirem, contanto que não me entreguem àquele monstro, certo? E, além disso, não haveria como vocês me ajudarem neste assunto em especial... Sabem do que ele é capaz, e não quero que arruínem suas vidas por causa disso. Obrigada de qualquer forma, mas não tentem nada.
E tornou-se irredutível depois disto.”


Laura e Vincent finalmente chegaram à entrada do Covil do Dragão. Porém, ao contrário do que planejavam, o local estava cheio de pessoas, e logo perceberam que a parte superior da fenda que levava ao interior do templo estava parcialmente destruída, deixando grandes pedras quase totalmente submersas no lago.
– É aqui. – comentou Vincent.
– Eu achei que seria um lugar mais isolado. E mais vazio... E menos destruído...
– As coisas nem sempre saem como planejamos, não é, Laura? – respondeu Vincent em um tom sarcástico.
– Podemos ir por debaixo d’água... É a maneira mais segura até entrarmos lá. – e sorriu, – Alakazam, saia!
Laura jogou uma Poké-bola, da qual saiu um Pokémon humanóide que flutuava serenamente ao lado de sua treinadora. E em um movimento repentino, os dois irmãos afastaram-se vertiginosamente do grupo de pessoas que se aglomeravam na entrada do Covil do Dragão.
– Quando você estiver pronta...!
– Retorne, Flygon!
– Retorne!
– Agora!
E desprendendo-se dos dragões que lhes mantinham no céu, os irmãos caiam em queda livre naquele grande lago, até o Pokémon psíquico adquirir um leve brilho azulado nos olhos, fazendo com que todos os atingidos pelo movimento começassem a reduzir a velocidade da queda, imergindo lentamente na água, sendo envolvidos por uma constante bolha de ar, e assim, seguindo ao seu destino final naquela busca.

Adentrando mais naquele mesmo lugar, sob uma grandiosa cúpula rochosa, estavam dois poderosos treinadores preparando-se para uma fervorosa batalha.
– Salamence, Triturar! – ordenou Katherine.
– Dragomarem, intercepte-o com o Mega-soco!
O dragão azul de Katherine foi bem mais rápido que o Dragonite do Mestre, mas embora tenha chegado mais rapidamente ao seu alvo, este defendeu-se das afiadas presas do adversário usando suas mãos para realizar um soco certeiro ao lado do olho de Salamence, jogando-o para baixo em direção a água, mas antes que isso acontecesse, o dragão amorteceu-se batendo fortemente suas grandes asas, criando uma rajada de vento abaixo de si, impedindo sua queda.
– Droga! Salamence, Garra do Dragão!
– Dragomarem, combata-o com o mesmo movimento!
Tanto os braços daquele Dragonite quanto as patas dianteiras de Salamence ganharam uma fortíssima aura que misturava uma cor vermelho-escura com um sombrio negro, formanto três longas garras brilhantes que envolviam os membros superiores de ambos; colidindo logo depois, deixando os dois dragões em um combate corpo a corpo, enquanto as duas auras de seus membros criavam radiantes faíscas vermelhas na área do contato.
– Salamence, agora!
O dragão azul em um gesto brutal empurrou Dragonite em direção às margens da ilha, bem ao lado de onde seu treinador, e Trevor estavam. O garoto voou evasivamente para a esquerda, a fim de desviar do enorme corpo do dragão que havia sido arremessado.
– Mas como...? Não pode ser... – impressionou-se o garoto de forma receosa.
– Bem... – Katherine riu discretamente – Dragonite e Salamence, por coincidência têm praticamente a mesma base de força de ataques físicos, e acredito eu que tanto o meu Pokémon, quanto o seu, senhor... – ela riu novamente.
– Estão no mesmo nível. – completou o velho.
– Ou aproximadamente... Porém há um pequeno fator que o senhor deixou passar despercebido...
– A habilidade especial de Salamence, não é? Admito que foi muita inteligência sua pensar nisso.
– Intimidar é o nome. Essa habilidade age às vezes sem que o adversário perceba até que seja necessária, deixando este amedrontado para atacar utilizando sua força integral, e assim... Me dando vantagem. Brilhante, não?
– Tenho que admitir que suas táticas de batalha são inteligentes, mas... – nesse momento o Dragonite do Mestre começava a se levantar em meio aos destroços que sua queda havia causado, – Não serão suficientes.
– Ah, não serão? Salamence, Cabeçada Zen!
– Vamos igualar as coisas... Dragomarem, Agilidade!
Salamence adquiriu um radiante brilho rosado no topo de sua cabeça rapidamente e voou em direção do Dragonite que ainda se levantava. Porém, antes que o grande dragão azul o alcançasse, Dragomarem adquiriu um forte impulso com os pés, e em um salto, voou para o topo da cúpula rochosa em uma fração de segundo, fazendo com que o adversário errasse o movimento.
– Dança do Dragão!
– Salamence, Espancamento!
O Dragonite, aumentando cada vez mais sua velocidade, adquiriu uma nova aura cristalina, esbranquiçada, ao mesmo tempo em que começou a realizar um velocíssimo movimento orbital em torno da cúpula, fazendo com que o adversário se confundisse totalmente em seu ataque, fazendo-o falhar.
– Mas que droga! – reclamava desesperadamente Katherine.
– Está na hora de acabar com isso, minha jovem! – exclamou o velho homem para a adversária, – Dragomarem, Velocidade Extrema!
– Salamence, Proteção!
O dragão do Mestre subitamente tornou-se imperceptível. Os únicos indícios de que ele continuava na batalha foram os vultuosos, invisíveis ataques que atingiam brutalmente Salamence por todos os lados; que mantinha exaustivamente um escudo vítreo ao seu redor; sem que este sequer visse o usuário daqueles velozes ataques. Até que o dragão azul não agüentou mais. O seu escudo se desfez em fracos riscos brilhosos, e ele foi atingido em uma rajada de colisões até ser jogado impiedosamente na parede daquele lugar, criando uma enorme cratera, e marcando sua derrota, ao mesmo tempo que Dragomarem pousava invisivelmente ao lado do Mestre.
“Impressionante...!” pensava um encantado Trevor, que observando de longe, ainda não conseguira perceber o que realmente havia ocorrido ali.
– ... – a mulher permanecia silenciosa.
– Seu Pokémon é forte, mas você não soube lidar com os imprevistos do adversário. – comentou o Mestre, – Seus erros começaram a partir de que Dragomarem aumentou sua velocidade. Depois que eu igualei o poder de ataque entre os dois dragões, você se desesperou, e essa foi a sua ruína.
– Retorne, Salamence. – e sacando novamente a Poké-bola, ordenou friamente.
– E então? – questionou o Mestre.
Então ela sorriu.
– Então eu não vou desistir. – e saltando em uma acrobacia veloz, saiu de cima da cabeça de Metagross e no momento exato em que tocaria a água do lago, uma grande torre feita desta própria emergiu, servindo de suporte para a treinadora ao mesmo tempo em que os olhos do Pokémon brilhavam em um leve tom azul, – Metagross. Vamos terminar isso.
– Eu continuarei com Dragomarem. Enfim... Agilidade com o Quebra-Tijolos!
– Não desta vez...! Defesa de Ferro!
O dragão, tornando-se ainda mais rápido foi de encontro ao grande Pokémon azul, mas no momento da colisão, o atacante pareceu ter recebido um dano maior do que o próprio alvo que mantinha-se assustadoramente impassível mesmo com um ataque daqueles.
– Agilidade e Mistura Meteoro! – ordenou a mulher.
Metagross subitamente ganhou uma brilhantíssima aura azul ao redor de seus membros, e em um giro multilateral, atingia rápida e violentamente o Dragonite com múltiplos ataques, em que este não encontrava sequer tempo para recuar, sendo golpeado por diversas rochas brilhantes semelhantes a meteoros que formavam-se instantaneamente logo após cada choque físico que os membros do grande Pokémon metálico causavam.
– Dragomarem, saia daí! – ordenou o Mestre em um grito apressado, – E derrube-o com a Explosão de Fogo!
– Proteja-se com o Psíquico!
“Será... O Mestre está sendo derrotado?” refletia Trevor após perceber a perda da calma do velho homem após o último movimento.
Criando uma forte explosão eólica ao bater suas asas criando uma ventania repentina em direção ao adversário, o dragão conseguiu repelir-se deste. Logo após obter uma distância segura, um ardente brilho surgiu em sua boca, crescendo vultuosamente, até ser lançado como uma veloz bola de fogo que crescia estrondosamente, esquentando mais e mais aquele lugar que já fervia em uma batalha de dois lados equivalentes.
Mas de apenas um vencedor.
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