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Legend of Zelda: Queen of Darkness

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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por ~Dark em Sab 10 Mar 2012 - 19:23

Capitulo maravilhoso, gostei do aqueye, quero saber mais o que a harpa tem haver com a história e também gostei do ponto de vista da Zelda.
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Seg 12 Mar 2012 - 13:48

Hey! Zeroan acabou um novo capitulo! Como eu não tenho muito pra falar, fiquem direto com el capituelo suculento (dafuq?)

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 15: O palácio Zora.

---x---

O sol do décimo dia de viagem estava nascendo quando Link finalmente avistou os primeiros prédios à distância. Os estabelecimentos escondiam o gigantesco lago que fornecia água para a maior parte de Hyrule e que também era grande parte nas vidas dos seres que viviam na cidade construída á sua beira.
Epona acelerou ao comando do cavaleiro, e em pouco tempo, o grande portão de ferro da cidade Zora estava à frente deles. Link esperou por alguns momentos, e pensou em chamar alguém, quando uma voz áspera disse:

- Cuidado, viajante.

A figura apareceu à frente da égua, saindo das sombras em que estava instalado antes. Tinha uma forma curiosa; uma mistura entre homem e peixe, tinha um corpo alto com formas humanoides, porém tinha guelras, tinha dedos grudados e uma grande cauda de golfinho, que estava encostado no chão neste momento.

- Quais são suas intenções, cavaleiro? – O Zora perguntou, cuidadosamente.
- Eu venho numa missão. – Link respondeu brevemente.
- É mesmo? E foi mandado numa missão... por quem, eu reflito?
- Pela Guardiã da Floresta Kokiri, a Grande Árvore Deku.

O Zora olhou para ele com seriedade por algum tempo. Então ele sorriu debochadamente.

- Ah, sim! É claro! E eu estava voando pelos céus num pássaro vermelho, quando minha namorada foi derrubada por um ciclone! E eu agora estou numa missão para resgatá-la. Que coincidência!
- EI! Não ouse fazer graça com nós, seu homem-peixe fedido! – Neyri saiu debaixo do chapéu de Link e flutuou na frente da face do guarda – Teria um simples garoto de dezesseis anos uma fada, uma espada enfeitiçada e um símbolo brilhante na mão?! Eu não acho que sim!

O Zora pareceu espantado pelo súbito aparecimento da fada, e mais ainda pelas palavras dela.

- Ma-mas o quê! – Ele exclamou – Eu nunca vi uma fada tão rude assim!
- Bem, eu vou ficar mais rude se você não deixar-nos passar. – Neyri resmungou, voltando para o gorro de Link.

O Zora ficou pensativo por um tempo.

- Perdoe-me, nós não estamos permitindo visitantes na cidade ultimamente. Certos problemas que estamos tendo não podem ser revelados... Porém, a fada mencionou algo... intrigante. O símbolo da sua mão foi mencionado pelo rei sobre visitantes. Pode mostra-lo?

Link hesitou um pouco, considerando se era sensato exibir o símbolo sem cuidado. Porém, isso parecia ser a única coisa que convenceria o guarda a deixa-lo entrar na cidade.
O cavaleiro tirou a luva da mão direita e mostrou as costas dela para o Zora. Ele abriu a boca, espantado, e sacudiu a cabeça.

- Certo! Você pode entrar na cidade, herói.

Por que parece que todos sabem o que essa maldita marca significa, a não ser eu? Pensou Link, atravessando o portão que o guarda abriu.

- Herman, leve ele para o palácio! O rei pode se interessar por ele.
- Um Hylian? Tem certeza disso? – Perguntou o Zora que tinha sido chamado.
- Sim. Vá logo!

Herman sinalizou para Link, mandando-o segui-lo. Link acompanhou-o, surpreso pela velocidade do homem-peixe.
O cavaleiro olhou para os prédios que passava, analisando-os. Diferente dos prédios rústicos de pedra dos Gorons, estes eram feitos de materiais mais puros e decorados, dando uma aparência nobre a eles.
Os moradores da cidade olharam para ele, surpresos. Alguns deles começaram a sussurrar entre eles ou perguntando para o guia quem o Hylian era. Outros pareceram entrar em pânico e correram para longe. Seja qual for o problema, eles com certeza não querem que eu o descubra.
Logo, os dois chegaram a frente de um prédio colossal, feito inteiramente de uma pedra que reluzia á luz do sol. Herman trocou algumas palavras com os guardas que estavam instalados fora do palácio.

- Me siga, Hylian. Você se apresentará ao nosso rei, e espero que não o desaponte. – Herman avisou, sinalizando para Link segui-lo novamente.

O interior do palácio era tão belo como o exterior, com relíquias da história Zora decorando as paredes, além de quadros contando sobre o passado de Hyrule. Link mal teve tempo de admirá-los, pois Herman já estava no final da sala de entrada, esperando-o.
O Zora abriu a porta para o cavaleiro, e ele hesitou um pouco. Ele mal conhecia os hábitos daquela raça, será que poderia encarar o topo da hierarquia deles? Mas ele logo passou pela porta, recolhendo toda sua coragem.
Dentro da sala, um grande trono azul estava instalado no fim dela. Um grande Zora, usando uma coroa na sua cabeça, estava sentado nele, enquanto discutia com outros de sua espécie avidamente. Porém, ele olhou para o visitante e calou-se.

- Senhor meu Rei, nós precisamos divulgar a doença do lago! Nós precisamos ajuda da Rainha e dos... – Um dos Zoras da corte continuou falando, muito rapidamente.

- Cale-se! Nós temos um convidado. – O rei disse, silenciando o subordinado.

Os Zoras olharam para Link, surpresos por verem alguém de outra espécie no palácio deles. Porém, o rei Zora simplesmente analisou o cavaleiro, sem demonstrar nenhuma emoção.

- Quem deixou este Hylian sujo entrar em nosso real palácio? – Exclamou um dos Zoras – O que os guardas estavam pensando?
- Acalme-se. Eles devem ter tido uma ótima razão para permitir entrada para ele. – Outro disse. Este usava uma túnica vermelha e alguns amuletos no pescoço, e ao contrário dos outros, ele olhava para Link com curiosidade.
- Sim. Qual o motivo da sua presença, Hylian? – Perguntou o rei.

Link retirou a luva da mão direita e mostrou o símbolo ao rei, que o olhou calmamente.

- Acredito que você tenha recebido uma carta dos Gorons recentemente. – Disse Link.
- Exatamente. O conteúdo dela era muito interessante. Acho que temos bastante à discutir. – O rei afirmou, e olhou para os súditos – Deixem-nos. Mikau, você fica.

Os Zoras protestaram um pouco, mas depois de um olhar do rei, eles deixaram a sala. Porém, o que usava a túnica vermelha ficou ao lado do governador.

- Agora que estamos sozinhos, nós podemos conversar livremente. – O rei disse, relaxando um pouco – Eu ouvi de você antes, se estiver certo da sua identidade. Você é Link, o suposto Cavaleiro Real que raptou a princesa Zelda. Mas, isso é o que o povo acredita...
- Sim, eu sou Link. Mas tudo sobre eu raptar a Rainha e armar traição junto com meus colegas é mentira. – Apressou-se o Hylian.
- Não se preocupe, jovem cavaleiro, o líder dos Gorons Stann deixou claro sobre a sua identidade. Porém, eu gostaria de ouvir pessoalmente sobre suas viagens.

Link começou a contar sobre a armação de Dragmire com os Ocultos, o disfarce da Rainha Oculta como Zelda, como a princesa tinha resolvido que o único jeito de derrotar a tirana era com a Espada Mestra, e de como ele tinha de coletar as três pedras espirituais, incluindo a dos Zoras.

- Isso certamente é um conto fascinante. – Notou Mikau, o Zora de vermelho – As lendas da primeira Invasão diziam que o Herói daquele tempo usou a Lâmina do Banimento das Sombras para derrotar o líder dos Ocultos e desmanchar o grupo dele. Se isso funcionou uma vez, deve funcionar de novo.
- Sim, isso faz sentido. – O rei concordou – Você ganhou nossa confiança, Link. Nós lhe entregaremos a nossa Safira justamente. Porém, ela se encontra no nosso santuário sagrado, em uma ilha no centro do Lago Hylia...

O rei olhou para o chão, com uma postura triste.

- O lago foi envenenado, herói. A Rainha mandou um de seus servos para o santuário, onde toda a água do lago é purificada. Esse monstro fez o lago adoecer, e é impossível atravessá-lo por nado ou barco.

- Felizmente, nós conseguimos parar o fluxo do lago para além do nosso domínio. Porém, se passar mais tempo, a água do Reino vai acabar. – Mikau disse.
- Sim. Nós lhe pedimos um favor, cavaleiro. Você impediu a erupção da Death Mountain e a morte da Grande Árvore Deku. Agora é a hora de você nos ajudar, como todo herói anterior. – O rei pediu.

Link encarou os dois Zoras com firmeza, considerando sua nova missão. Se eles não eram capazes de atravessar o lago que conheciam tão bem, que chances ele teria? Mas ele não podia parar agora, depois de passar por tantas dificuldades anteriormente.

- Eu vou encontrar um jeito de chegar ao Santuário e derrotar o monstro da Rainha. Podem contar comigo.

O rei sorriu satisfeito, e Link pensou se aceitar a missão teria sido sensato.

---x---

Eita, esse capitulo ficou BEM curto. Acho que é o mais curto desde o comecinho da fanfic.
É, ele ficou meio mediocre, acho que os capitulos anteriores de "introdução" a novas raças foram melhores. Ele teve de ficar bem pequeninho porque o Link vai bem rápido para o Dungeon.
Falaaaaaando em Dungeon... NEXT CHAPTAH IS ONE! Vou tentar misturar a ação do primeiro com o puzzle do segundo, pra ficar chisque. Então, até o próximo capitulo!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Qua 14 Mar 2012 - 15:32

ZEROAUDASFUDAHDOUDHSOFSHOAFIDFJSIFDJOPFJOFDA

LINDO CAP! <3 Curto, mas incrível. Era exatamente o que eu esperava, a terra das águas cristalinas e peixes-humanóides com lâminas em seus braços. megustamegustamegustamegusta Omg, estou ancioso pro próximo cap. ç.ç Faça dedicado a mim. -sqn Muito bem descrevida a cidade, apesar de que eu achei que ela seria submarina, talvez. No TP não tem nem casa, no Ocarina só tem uma caverna (-Q) e no Majora's Mask só tem uma cidade in-cavern bem legal. Gostei do mesmo jeito, principalmente do palácio. Zero, quero a Dungeon divástica, com um chefe que me surpreenda. u___________________u

Até mais. <3
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Qui 22 Mar 2012 - 15:51

Oie! Aqui é o Zeroan, como sempre trazendo um capitulo novo para LoZ: Queen of Darkness!
Esse novo capitulo é bem importante, o terceiro Dungeon da aventura! Uhul! Eu gostei bastante dele, pois o capitulo não ficou no mesmo estilo dos outros, o simples 'Link entra mata monstro resolve enigmazinho e sai com a Pedra pronto acabou'. E também teve uma cena bem legal nela, provavelmente minha favorita da fanfic!
Aaaaaaaaaaaaaaliás, só vou avisar agora, antes de me xingarem! xD O capitulo tem UMA palavrinha forte, ou seja, um PALAVRÃO (derp). Só queria avisar, ou criancinhas de oito anos poderiam ficar traumatizadas xD
Okay, prossiguam para o capitulo!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 16 – O Santuário no Lago Hylia.

---x---

A visão do lago era chocante para Link. Ele antes tinha ouvido falar que as águas dele eram tão transparentes que o solo aparecia claramente, e que ele reluzia a luz do sol. Agora, ele tinha uma aparência bem diferente.
A água tinha sido substituída por um ácido roxo forte, com bolhas estourando a sua superfície, e liberava um odor muito desagradável.
Mikau grunhiu, ao lado do cavaleiro.

- Como você vê, a situação do lago está inacreditável. Não é possível colocar um pé nesta ‘água’, pois ela corrói até os ossos.

Ele pegou uma pedra do chão e jogou-a no ácido. Ela bateu no líquido e afundou-se, soltando um som áspero, e fumaça subiu de onde ela tinha caído.

- Então é impossível passar por nado. Vocês não pensaram em buscar ajuda com os Kokiris? Eles poderiam voar facilmente até a ilha. – Link sugeriu.
- Nós consideramos isso. Porém, mesmo se eles conseguissem chegar até o santuário, as armadilhas que armamos para invasores iriam pará-los.

Link refletiu sobre os outros meios que ele podia usar para chegar até a ilha. Um Kokiri podia carrega-lo até ela, mas ele era muito pesado e não havia nenhum ponto de descanso no lago. Se existisse um ponto mais elevado, ele podia arriscar passar por ele, mas Mikau tinha o informado que isso não era possível.
Link cruzou os braços, percebendo que o ar estava um pouco frio, por causa do inverno que estava chegando. Ele então teve uma ideia ao pensar nisso, e desembainhou sua espada.

- O que você vai fazer? – Perguntou Mikau, intrigado.
- Acho que tenho uma solução.

O herói apontou a ponta de Justiça para o líquido e concentrou-se em pensamentos de frio e neve. Ele ouviu um som fino, e quando abriu os olhos, parte do ácido a frente deles tinha congelado.

- Isso é fantástico! – Mikau exclamou surpreso – Eu não tinha pensado nisto antes! Assim, você pode criar um caminho até o Santuário... Mas o gelo é firme o suficiente para você caminhar em cima dele?
- Só há um jeito de descobrir...

Link encostou um pé na superfície congelada, e cautelosamente, pôs o outro pé. Ele ficou em pé no gelo, esperando que rachaduras começassem a aparecer, mas nada aconteceu.
Ele continuou á apontar a espada para frente, e mais ácido congelou-se. Link deu mais alguns passos, e teve certeza que este era o método mais seguro para chegar á ilha.

- Certo! Isto parece seguro o suficiente. – Mikau concordou – Seguindo assim, você chegará ao Santuário em aproximadamente meia hora. Tome cuidado!

Link assentiu e continuou a travessia pelo lago.

---x---

Zelda olhou temerosamente para o grupo de Moblins que se aproximava no horizonte, seguindo na direção da floresta Kokiri diretamente. O número de monstros no exército era quase o dobro do primeiro ataque, e eles mal tinham conseguido resisti-lo com a ajuda de Link, Aveil e Sand.

- Não se preocupe, princesa. Eles não podem passar pela barreira da Grande Árvore Deku, agora que ela está completamente saudável. – Garantiu Malo.
- Sim. Nós não temos de confrontá-los diretamente, e se por algum motivo tivermos de fazer isso, você tem a nós e os Kokiris para ajudar. – Acrescentou Talo, ao lado do irmão.
- Eu sei disso. O que me preocupa é quem está os liderando... – Explicou Zelda.

A frente dos monstros, um cavalo negro cavalgava a toda velocidade, e um cavaleiro em armadura da mesma cor de sua montaria estava montado nele, levantando uma espada inteiramente preta.

- Dragmire... – Talo grunhiu – Aquele maldito vai lutar dessa vez!
- Ele não atreveu se juntar a batalha da ultima vez. O que fez ele mudar de ideia agora? – Zelda perguntou.
- Ele tem quase o dobro de Moblins ao lado dele agora. Isto deve ter lhe dado alguma coragem. – Malo raciocinou, com desprezo na voz – Eu queria poder sair daqui só para arrancar aquela cabeça feia do pescoço!
- Não se preocupem. Ele não espera a resistência da Guardiã. Se tivermos sorte, ele vai entrar na área dela e ela poderá mata-lo sem esforço. – A princesa disse.

Passaram-se vinte minutos, e o exército chegou somente à alguns metros da beira da Floresta. Eles torceram para eles continuarem, mas Dragmire mudou a posição da sua espada para a direita, e os Moblins pararam imediatamente.
O cavaleiro negro desmontou e andou um pouco a frente, segurando firmemente sua espada.

- O que ele vai fazer? – Murmurou Zelda, preparada para utilizar sua magia.
- Nada com que você deveria se preocupar, princesa. Se você cooperar, é claro. – Dragmire respondeu, com sua voz aumentada magicamente – Está surpresa? A minha nova Senhora me forneceu vários poderes, incluindo meus melhores sentidos.

Ele embainhou sua espada e levantou os braços, num gesto zombador.

- Posso saber por que nossa maravilhosa princesa e seu grande herói não nos encontraram em batalha, como antes?

Zelda permaneceu quieta, resistindo a urgência de lançar um feitiço direto na face do matador de seu pai.

- Você não vai responder, então? Eu não posso força-la agora, Zelda. – Dragmire continuou, sorrindo sombriamente – Mas, em breve, eu vou obter minhas respostas. Talvez eu descubra onde o pequeno Link está. Ele jogou a toalha e desistiu dessa resistência fútil, por acaso?
“Bem, eu saberei, de qualquer jeito. Agora, tudo que você tem de fazer é sair do seu pequeno esconderijo, e talvez eu poupe os seus amigos cavaleiros e Kokiris. Isso seria satisfatório, não?”

Zelda lançou um olhar determinado para Malo e Talo, e saiu andando do refugio nas árvores. Ela andou até ficar á frente de Dragmire, deixando alguns metros entre eles.

- Ah! Eu não estava realmente esperando que você obedece-se. – O traidor admitiu – Você sempre foi um pouco... teimosa.
- Pare com essa bobagem, Dragmire. – Respondeu Zelda, furiosa – Por que você retornou, mesmo sabendo que eu não desistiria?
- A minha Rainha teme seu poder, por algum motivo. – Disse Dragmire, acidamente – Na minha frente, eu não vejo nada mais do que uma pirralha nobre que acha que pode lutar contra seres claramente superiores. Talvez o seu companheiro Link representasse alguma ameaça, mas você... Bem, eu confio na minha Rainha, e se ela me dá uma ordem, eu obedeço.
- Você é um tolo, sabia? – A princesa falou friamente – Você não sabe metade do que está acontecendo, mas mesmo assim pensa que é poderoso e importante. Você é um peão, e somente isso, para sua ‘Rainha’!

Dragmire olhou para ela seriamente, e seu corpo começou a tremer. Chamas começaram a rodear seus punhos, assustando alguns Moblins.

- Ah, você pensa assim, é? – Ele perguntou, com um sorriso um pouco maníaco – Você vai pagar por isso, vadia!

Ele estendeu suas mãos, soltando uma torrente de fogo que iria acertar Zelda, mas foi aparentemente refletida por uma barreira invisível. As chamas se dispersaram, revelando a princesa, intacta.

- O que significa isto?! – Exclamou Dragmire, espantado.
- A Grande Árvore Deku me protegeu. Link matou o monstro da sua Rainha e salvou a Guardiã, e ele vai ajudar os Zoras também!

Zelda chacoalhou suas mãos, criando faíscas nas pontas de seus dedos. Ela pôs as mãos para a frente, soltando um raio de eletricidade que lançou Dragmire vários metros e ao chão. Ele se levantou lentamente, e a encarou de olhos arregalados.

- É, aprenda a não subestimar seus inimigos! Vá correndo de volta para sua Rainha! – Zelda continuou, carregando mais um ataque.

Dragmire desviou por pouco da magia dela e montou em seu cavalo. Ele saiu galopando á toda velocidade, e os Moblins seguiram ele, confusos.
Zelda fechou seus punhos, terminando o fluxo de mágica dentro dela. Ela sorriu um pouco, grata por finalmente conseguir machucar o matador de seu pai. Mas então ela suspirou, decepcionada.
Agora ele vai informar a Rainha sobre isso, e ela vai descobrir nosso plano. Eu comecei a contagem regressiva para Link.

---x---

A ilha no meio do Lago Hylia era uma grande forma elevada, com pontas rochosas de todos os lados, menos em uma abertura que levava a uma pequena área de areia.
Link apontou a espada na direção da abertura, criando um caminho de gelo até ela. Na rápida viagem pelo lago de ácido, ele só tinha corrido perigo algumas vezes, quando a superfície congelada ameaçou rachar.
O cavaleiro pulou para a ilha, sentindo chão firme sob seus pés. Ele ficou parado por um momento, se equilibrando. Então ele olhou para cima e avistou o Santuário Zora, uma enorme casa similar a uma igreja, feita do mesmo material que fazia as casas da cidade brilharem contra o sol.

- Vamos, Link! Temos de nos apressar! – Disse Neyri, ansiosa.

Link assentiu e correu até a frente do estabelecimento, e abriu a enorme porta dele.
Ao contrário do Santuário Kokiri, este estava completamente limpo e bem-cuidado, com bancos em perfeito estado e um grande altar sem sinais de podridão, como se ele fosse usado constantemente.
Esperando que algum monstro caísse do teto, o cavaleiro desembainhou Justiça, e colocou-a à sua frente. Ela se pôs em chamas e iluminou a sala sombria, mas nenhum ser foi revelado, então o herói a fez voltar ao normal.

- Podemos ficar tranquilos, pelo menos por enquanto. – Link disse, aliviado – Deve existir alguma porta secreta atrás do altar, assim como no santuário dos Kokiris.
- Por que eles são tão semelhantes? – Perguntou Neyri, intrigada.
- Porque eles servem o mesmo motivo. Cada uma das principais raças aliadas do Reino possui um templo dedicado às três Deusas: os Gorons representam Din, os Kokiri á Farore, e Nayru é representada pelos Zoras. – Link explicou, enquanto examinava a parede no fundo do Santuário.
- E os Gerudo? Eles não têm nenhum Santuário?
- Eles também têm um templo, mas eles não representam nenhuma Deusa. O principal papel deles na aliança com a Família Real é guardar a abertura da Escuridão, que fica no deserto deles... – Ele afastou-se da parede – Achei!

Uma parte da parede abaixou-se, desaparecendo no chão, ao Link apertar uma pequena parte destacada nela. Um túnel foi revelado, com uma luz fraca ao fim dele.
O herói andou pela passagem, que deu numa sala circular, iluminada por uma fraca bola de luz presa á parede. No meio do chão, havia um circulo aberto, cheio de água.

- Isso é o que nós temos de fazer? – Neyri berrou, irritada – Eu odeio água! Você sabe como minhas asas ficam pesadas por causa dela?
- Desculpa, mas isso parece ser o único jeito de continuar. Deve ser por isso que Mikau disse que os Kokiri não seriam capazes de chegar até a Safira... – Link refletiu – Vá para debaixo do meu chapéu, e segure sua respiração.

A fada grunhiu, irritada, mas mesmo assim se escondeu no gorro dele.
Link aproximou-se do circulo de água, e pôs um pé nele. A água estava quente, então ele mergulhou e logo começou a nadar para baixo. Ele seguiu a passagem subaquática, segurando sua respiração com esforço.
O túnel virou-se, e Link começou a nadar para a frente, até se deparar com um bloqueio de metal com pequenos furinhos que deixavam a água passar.

- Uhh... – Link soltou um grunhido, sem querer, por causa da falta de ar.

Ele forçou o bloqueio com as mãos, tentando derrubá-lo, mas sem muito efeito. Ele se esforçou um pouco mais, e o símbolo na sua mão direita brilhou pela sua luva. Uma força sobrenatural tomou conta dele, e com isso ele conseguiu arrancar o metal das paredes do túnel.
O herói nadou furiosamente, até sair em uma sala enorme, cheia de água. Ele partiu para cima, e milagrosamente chegou a superfície.

- Ah... – Ele respirou pesadamente – Neyri? Neyri?
- Eu estou bem. – A fada murmurou baixinho.

Link examinou a sala, e achou uma plataforma no outro lado da sala. Ele nadou lentamente até ela, mas foi parado de repente quando algo o segurou pelo pé.
Ele olhou para baixo e viu um monstro verde, com escamas de peixe e uma face amarela, segurando-o pelo calcanhar. O ser puxou-o, arrastando-o para debaixo d’água.
O monstro tentou arranhá-lo com sua outra mão, mas Link afastou-se, desviando por meros centímetros. Com esforço, o cavaleiro desembainhou sua espada e atacou lentamente na direção da garra que o estava segurando, fazendo-o larga-lo.
Link nadou para longe do monstro, disputando uma pequeno corrida com ele. O herói desviou do ser por pouco quando ele o alcançou, e disparou para cima, bem mais perto da plataforma do que antes.
Ele segurou a borda da plataforma e subiu nela, abaixando-se quando o monstro saltou por cima dele. Link rolou por entre as pernas dele, desviando de suas garras, levantou-se e arranhou suas costas.
O inimigo cambaleou por causa do machucado, e Link chutou-o, derrubando-o na água, de onde ele não voltou.

- Isso foi por pouco... – Comentou Neyri – Aquilo era um Zola. Alguns dizem que eles são antecessores dos Zoras, quando eles não eram inteligentes!
- Boa coisa que eles evoluíram... – Respondeu Link, esbaforido.

Link seguiu pelo túnel da plataforma, e começou a sentir um forte cheio vindo do fim dele. Uma luz roxa vinha do fim da passagem, dando uma aparência sinistra a ela.

- Acho que estamos chegando perto. Prepare-se. – O herói disse.

O final do túnel deu em uma grande sala de mármore, com um caminho singular que dava para o centro da câmara, que era rodeada por água contaminada. Um enorme chafariz estava no espaço no meio, fornecendo água para o lago Hylia.
Porém, o servo da Rainha Oculta estava sentado no topo do monumento. Era uma criatura parecida com um sapo, de uma cor escura com bolas vermelhas espalhadas pelo seu corpo. Tinha uma cauda similar a de um escorpião, que estava mergulhada no liquido que saia do chafariz, contaminando-a com seu veneno.
O monstro abriu seus olhos lentamente e encarou Link, que tomou uma posição defensiva e desembainhou sua espada.

- Wart! Ele é um bicho nojento que pode cuspir veneno em você, Link! Cuidado! – Neyri disse.

O sapo retirou sua cauda da água e tentou atacar Link com ela, mas ele pulou para o lado, desviando. O cavaleiro girou e cortou fora a ponta do rabo do monstro.
O Wart soltou um grito agudo, e do toco que restava, nasceram duas novas caudas. Elas dispararam na direção de Link, que bloqueou uma delas com seu escudo, mas a outra agarrou o seu outro braço, fazendo-o deixar cair a espada.
A outra cauda atacou de novo e segurou seu tornozelo esquerdo, e ambas levantaram-no, até ele estar acima do corpo do monstro. Wart abriu a boca, e Link viu veneno começar a formar-se na garganta dele.
Pensando rápido, Link usou sua mão livre e atirou seu escudo na boca do sapo, fazendo ele se engasgar temporariamente e larga-lo. O herói rolou para aliviar seu impacto com o chão, e recuperou sua espada rapidamente.
Wart recuperou-se e grunhiu fracamente.

- Link! A boca dele parece ser bem sensível! – Neyri comentou.
- Sim!

Link correu na direção do sapo, que tentou derrubá-lo com suas caudas, mas ele pulou sobre elas. Ele caiu a frente do monstro, que abriu sua boca e começou a formar mais veneno.
Aproveitando a falta de escudo, Link agarrou Justiça com ambas as suas mãos e cortou o céu da boca de Wart, que gritou de dor. O sapo pulou para fora do chafariz, e grudou-se na parede. Ele se mostrou surpreendentemente ágil, escalando rapidamente e soltando jatos de veneno.
Link desviou dos projeteis com dificuldade, por causa da falta de espaço. Wart logo se cansou de tentar acertá-lo, e moveu-se até acima dele, pendurando-se no teto. Sem aviso, ele largou-se e quase esmagou o herói, que pulou para longe no ultimo instante.
O sapo criou uma rachadura no chão da sala, mas ficou atordoado, sem poder se mexer. Link aproveitou o momento e pulou nas costas dele. Com um grito, ele enfiou Justiça na cabeça da abominação, tirando o resto da energia dela.
Wart explodiu em gás, e o cavaleiro caiu no chão. Ele levantou-se com esforço, percebendo que estava dolorido e cansado com sua aventura. Ele achou a Safira dos Zoras depositada no topo do chafariz mágico, e quando tocou-a, sentiu sendo levado para longe.

---x---

Zelda estava tocando sua harpa tranquilamente, para não acordar os Kokiris, no momento em que Link apareceu no quarto dela. Ela parou por um momento e estremeceu, como se um vento frio tivesse passado por ali, mas não olhou para o herói.

- Zelda? – Link chamou, não sabendo se ela responderia ou não.

A princesa olhou para cima, e encontrou a figura quase transparente de Link imerso nas sombras.

- Link?! Como você chegou aqui? – Ela perguntou, assustada – Melhor, você está realmente aqui?
- Eu não sei. Eu recuperei a ultima Pedra Espiritual, e quando eu a toquei me achei aqui. Mas essa sensação... É como as visões que eu tive antes. – Ele murmurou intrigado.
- Bom. Então se a pedra o levou até aqui, deve significar alguma coisa...

Eles ficaram em silêncio por alguns segundos, mas Zelda logo sacudiu a cabeça.

- Então não vamos perder tempo! Olhe, Link, Dragmire esteve aqui ontem, junto com aproximadamente o dobro de Moblins do que da outra vez. A Guardiã bloqueou a entrada deles, mas ele descobriu nosso plano. Eu... Eu contei onde você estava, e ele foi informar a Rainha Oculta. Ela vai adivinhar nossas intenções rapidamente.
- Então eu tenho de me apressar, antes que seja tarde demais! Me conte onde a Espada Mestra está! – Link pediu, ansioso.
- Eu pesquisei sobre as lendas que referem a ela, e acredito que o lugar mais provável seja a Floresta Assombrada. Está escrito que quando alguma pessoa possui as três Pedras Espirituais, a maldição não a afetará e a Floresta irá se abrir para ela.
“Eu odeio ter de fazer isso, mas você vai ter de ir sozinho. A Guardiã diz que meu aprendizado não é o suficiente por enquanto, e nada garante que as Pedras me protejam também."
- Então, este é um adeus?
- Por enquanto. Você tem de ir o mais rápido possível e adquirir a Espada Mestra. Quando conseguir, retorne o mais rápido possível para a Floresta Deku. Nós vamos pensar no resto depois. Boa sorte.
- Certo. Tome cuidado.

A visão de Link começou a apagar, e a ultima imagem de Zelda que ele teve pareceu estranhamente triste e dolorosa, mais do que deveria ser.

---x---

PAN, PAN, PAAAAAAAAAAN!
Não sei quanto a vocês, mas este foi meu capitulo de Dungeon favorito. Eu gostei bastante do jeito que ele ficou no final, apesar de ter ficado um pouquitinhoooo curto, mas acontece.
E, é claro, a minha cena favorita foi aquela da Zelda confrontando o Dragmire. Eu queria mostrar mais da personalidade daquele (insira palavrão qualquer aqui), e aquela foi a melhor oportunidade. E também mostrou que a Zelda não é tão cuti-cuti assim como parece. Ela gosta de magia de raios, entenderam?

Então, o que espera nosso herói, Link, agora que ele vai buscar a Espada Mestra? E a Zelda, o que fará em quanto isso? Descubra no próximo capitulo de, não, não é DragonBall Z, e sim, The Legend of Zelda - Queen of Darkness.
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por ~Dark em Qui 22 Mar 2012 - 21:05

Muito legal esse capitulo, eu estava esperando ansiosamente seu dungeon, eu amo dungeons e esse foi incrivel, principalmente a batalha contra Wart!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Sex 23 Mar 2012 - 0:47

ASDSAFAFFDSFFDDFDFDSF ZEROAN SEU DIVO! <3

MERECE UM BEIJO DEPOIS DESSE CAP TOTALMENTE DIVINO -Q Ok, parei de frescura. De verdade, ameeeeeeeeeeeeeeeeee(...)eeeeeeeeei o cap. <3 Ficou perfeito. O Santuário foi a coisa mais [palavra censurada] de imaginar. q E o chefe, me lembrou um pouco aquele sapo do Majora's Mask, sub-boss de vários templos. Geeko, algo assim. Enfim, vamos analisar. -s Sobre o início, normal, a idéia de congelar o lago foi algo que nem eu pensei. e.e Se fosse o jogo já estava procurando detonado. -s Zelda e Dragmire, omg. <3 Não sabia que ela possuia tanto poder assim. E o cavaleiro fugiu, masqlol. -Q Achei que ele iria bater nela, a tal "vadia". u.u Nem liguei do palavrão, sério, achei até que deu uma emoção pra iniciar a batalha deles dois. o/ Só uma coisa, ele fugiu pela informação dada pela Zelda ou por medo mesmo? q Não que tenha deixado a dúvida no cap, mas é só pra confirmar. e.e Sobre o Santuário, Zolas. lol, existe isso? Eu juro que já ouvi em algum lugar - e não, não pensei nos Zoras. Q Mas quando você descreveu uma criadura escamada, face amarela, me lembrou eles mesmo. :3 Kokiris podres, nunca chegariam ao chafariz. u_u -n God, o Link fez coisas incríveis neste templo, foi o cap que eu mais amei, e não vai ter um pra substituir, okvlw. u.u Você bem que podia fazer um estilo OoT e TP, de depois de pegar a Master Sword/Fused Shadows ter mais templos, eu acharia completamente legal. Sobre a visão, lol, eu achei que ele iria ver a Rainha falando com Dragmire, ou não, né. q

Zero, você escreve de um modo que prende a leitura, não sei como, parabéns. <3 Espero o próximo cap, e conte comigo sempre pra vir comentar. o/
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Ter 3 Abr 2012 - 15:47

EAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAE, ZEROAN AQUI!
Vish.
Então, pessoal, como sempre estou trazendo mais um capitulo *mágico* da fanfic. Obrigado pelos elogios! E, Tabitha, o Dragmire fugiu tanto pra informar a Rainha dele e também porque ele é covardão mesmo XD E a fanfic não vai acabar tão cedo, ainda tenho MUITO a escrever (vish).
So yeah, read dah chaptah.

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 17: Reis, rainhas e princesas.

---x---

O vento do deserto trouxe areia para a face de Sand, mas ele nem se importou com isso, tão feliz estava por retornar para sua casa, uma terra que ele realmente conhecia.
Interessante, ele conseguia identificar as dunas de areia e as rochas que se destacavam do chão mais facilmente do que os vários pontos de referencia espalhados pelos campos de Hyrule.

- Sand, concentre-se. Você está quase saindo do nosso caminho! – Aveil avisou.

O garoto sacudiu a cabeça e tocou a coxa da sua montaria com o pé, fazendo-o ajeitar sua rota, ficando longe da areia fofa que fazia vários Gerudos descuidados afundarem e nunca mais voltar para a superfície.
Eles estavam montados em dois cavalos especiais, que tinham recolhido numa pequena aldeia a beira do deserto. Os animais eram treinados para suportar o calor e a terra rochosa e incerta da terra dos Gerudos, que um cavalo normal não poderia aguentar.

- Nós temos de continuar, filho, antes que a noite caia. Nós não queremos ficar trancados mais uma vez. – Aveil insistiu, olhando para o horizonte.
- Eu ouvi os Stallhounds uivando ontem a noite. Você acha que eles estão por perto? – Sand perguntou nervoso.
- Besteira. Eles nunca se atrevem a chegar tão próximos do Centro...

Só que a Rainha Oculta está afetando tudo, mãe. Quem sabe se os Stallhounds já não atacaram a cidade... Sand pensou, percebendo o tom preocupado que a Gerudo tinha tentado esconder.

- Certo, Sand, vamos acelerar. Nós estamos muito perto! – Aveil garantiu, fazendo seu cavalo aumentar a velocidade.

Sand imitou-a e eles continuaram o caminho até o Centro Gerudo.

---x---

Já haviam passado três dias desde que Link partira da cidade dos Zoras, e ele agora conseguia avistar as grandes árvores da Floresta Assombrada, que ficava no trajeto do Lago Hylia, que agora estava purificado.
Depois de acordar na beira do Lago, ele tinha imediatamente dado seu adeus ao rei Zora e a Mikau, explicando brevemente seus motivos, e então tinha começado a viajem até a Floresta Assombrada, prosseguindo o dia inteiro, e dormindo menos do que tinha antes, somente para ganhar mais tempo.
Ele já tinha percebido vários sinais da passagem de Dragmire e seus Moblins, e podia calcular que o cavaleiro tinha dois dias de vantagem, e que ele tinha dispensado seu exército para continuar mais rapidamente.
Uma hora se passou, e Link se encontrava na frente da entrada para a floresta, encarando a escuridão do lugar. Ele desmontou e tocou a testa de Epona.

- É melhor você ir embora, garota. Vá para Zelda. – Link disse, apontando para nordeste, onde a Floresta Deku ficava – Tome cuidado.

A égua sacudiu a cabeça e emitiu alguns sons, com medo de ir embora. Mas, segundos depois, ela partiu na direção que Link mostrara.
O cavaleiro respirou profundamente e deu o primeiro passo para dentro da floresta.

---x---

O palácio não tinha mudado no tempo em que ele tinha estado fora. Ele permanecia intacto, resistindo as furiosas tempestades de areia do deserto, e com sua altura, protegia as várias casas que se encontravam aos seus pés.
Duas mulheres Gerudos vieram dar as boas vindas a Sand e Aveil, e eles entraram no palácio, onde várias pessoas perambulavam. Alguns pararam para cumprimenta-los e perguntar sobre a viagem, mas Aveil os dispensava rapidamente, apressada.
Os dois finalmente passaram pelo salão principal, e entraram na grande sala do trono. Sand engoliu em seco ao ver seus três meios-irmãos, que olharam para ele suspeitosamente.

- Por quê chegou tão cedo? Não pode nos deixar em paz por um momento! – Reclamou baixinho o mais velho deles.

Sand era o mais velho dos filhos do rei, o único filho que ele tivera com Aveil, e os três outros tinham vido de outra mulher. Os irmãos tinham aprendido a desprezá-los assim que tiveram a ideia de que era o legitimo herdeiro do deserto, e diziam que ele era fraco demais para governar.
O pai estava sentado no trono, rígido e com a expressão séria, como sempre. Ele era um homem de pele negra, com uma juba de cabelos vermelhos; usava roupas nobres, pretas com detalhes dourados, mas não se comportava como um rei fino. Ele tinha um punho de aço, e usava-o para governar sobre suas terras.

- Aveil, e meu filho, Sand. Vocês retornaram mais cedo do que estávamos esperando. – Drake, o rei, disse – Vocês comunicaram-se com a rainha Zelda e reafirmou nossa aliança nestes tempos difíceis?
- Nós não tivemos esta chance, senhor. – Aveil respondeu, e Sand percebeu a expressão do rei mudar um pouco – Nós trazemos noticias terríveis.

Os irmãos cochicharam silenciosamente, e Sand raciocinou que era sobre sua incompetência, mas não lhes deu atenção.

- Bem, pode nos contar estas noticias que interferiram em sua missão. – Drake pediu, cruzando os braços.
- Nós todos sabemos sobre as mudanças no reino. Monstros atacando mais frequentemente, mais roubos e outros crimes sem castigos, e o comércio totalmente desequilibrado. Isto não foi obra da nossa graciosa Rainha. – Aveil começou.
- Um daqueles nobres gananciosos da corte real está tomando vantagem da Rainha quando está fraca? Eu vou prontamente tomar conta deste homem, se este for o caso.
- Não! É algo pior. Aquela que nos reina não é a herdeira legitima de Hyrule, não tem o sangue ancestral dos primeiros Hylians! O ataque que ocorreu recentemente, que resultou na morte do rei não foi obra da Guarda Real, como fazem nós acreditarmos.
- O que está falando, mulher?

Todos na sala ouviam atenciosamente, incluindo os outros filhos e os nobres que se encontravam ali. Sand sabia que aquilo era um momento crucial, e se afastou da mãe silenciosamente.

- Podem acreditar ou não no que digo, mas peço que me julguem justamente, por mais inacreditável que minha história seja. O massacre foi planejado por Sir Dragmire, o presumido herói, sem o conhecimento dos seus colegas. De algum jeito, ele conseguiu abrir o portão da Escuridão, sem nosso conhecimento, e combinado com os temíveis Ocultos.
“A suposta governadora atual é a Rainha deles, num disfarce muito bem feito de Zelda, apesar de que nada possa justificar as suas ordens e mudanças. Nós fomos enganados.”

A sala ficou quieta por um momento, e Sand sorriu, pensando que a mãe tinha convencido eles. Mas então os irmãos começaram a rir, e os outros os seguiram. O rei continuou com uma face sem emoção, encarando Aveil.

- Fiquem quietos. – Ele falou, e seus súditos pararam de rir quase imediatamente – Você tem alguma prova de suas afirmações?
- Eu tenho. – Aveil tirou uma carta de sua manga e a entregou ao rei – Eu e Sand nos encontramos com a verdadeira Zelda e seu guarda Link, e ela me entregou esta nota para mostra-lo. Ela possuiu o selo real.
- Ah, sim, possui. – O rei examinou o papel, mas então o esmagou – Quando aprendeu a arte da falsificação?

Aveil ficou vermelha.

- Mas, senhor-
- Você acaba de acusar a nossa Suprema Rainha e seu mais precioso cavaleiro de traição e outros crimes. Você tem outra prova?
- Eu... Eu não tenho. Mas, se você esperasse, a própria Zelda poderia se apresentar.
- Talvez. Mas, por enquanto, ela não está aqui, acredito. Guardas, levem a mulher para as masmorras. – Drake ordenou – Normalmente, você seria julgada rapidamente pela própria Rainha Suprema e executada, mas os tempos são difíceis. Ficará trancafiada até Zelda estiver preparada para esta tarefa.

Os guardas agarraram os braços de Aveil, que olhou tristemente para o filho. Ele deu alguns passos na direção dela, até ser segurado por um de seus irmãos.

- Me larga! – Exclamou, irritado.
- Sand, se controle. Sei que não teve nada a ver com o que foi narrado agora, mas posso mudar de ideia. – O rei avisou, severamente.

Ele sabe que é verdade! Mas, por que não ajuda? Sand refletiu O Portão da Escuridão fica no deserto, guardados pelos seus homens. Será que ele está envolvido com os Ocultos, também?!

---x---

Dragmire entrou na sala do trono bruscamente, surpreendendo a Rainha.
O cavaleiro tinha os cabelos bagunçados e a armadura desarrumada, e parecia quase não se aguentar de pé. Midna o examinou friamente.

- Bem vindo, sir. Realizou a missão que lhe entreguei, ao contrário da ultima vez? – Ela perguntou, sentada no trono de Hyrule – Você sabe que não aceitarei falhas novamente.
- Minha rainha... – Dragmire ajoelhou-se, esbaforido – Cavalguei na direção da Floresta Deku, certo de que poderia dominar os Kokiris e capturar a peste Zelda. Mas ela é mais esperta do que pensamos.
- Está me chamando de tola? – Midna perguntou, flexionando seus dedos direitos, que soltaram algumas faíscas.
- N-Não! Não queria dizer isto... – Dragmire garantiu – Parece que a princesinha e seu cavaleiro Link conseguiram ressuscitar a Grande Árvore Deku. A maldita me acertou quando não estava preparado, e deixou escapar que o seu cavaleiro agora partia para os Zoras.

Midna levantou-se, equilibrando-se nas pernas finas da sua maior inimiga. Ela tinha de imitar a aparência da princesa, e o corpo dela não a agradava.

- Sim. Então o cavaleiro já conquistou os Gorons e os Kokiris, e provavelmente os Zoras, a esta altura. Bem, isso tinha de acontecer mais cedo ou mais tarde. Vou ter de me livrar desse tal Link.

Heróis, sempre inconvenientes.

- Você está perdoado, Dragmire. Eu sei que não é páreo contra a Guardiã, e pelo que parece, a pestinha Zelda.

O cavaleiro encolheu-se e tentou não se importar com as palavras. Hylians, todos fracos. Machucados por simples letras.
A Rainha dos Ocultos abriu os braços e murmurou algo incompreensível, e foi consumida pelas suas sombras, somente para aparecer em um lugar muito distante.

---x---

Oh hai there.
Então, este capitulo foi bem legal de escrever. Eu tava louco pra finalmente estabelecer o Sand como um personagem importante mesmo, e introduzir um pouquinho da história dele. Ele vai ser um dos poucos que val ter cenas centradas nele.
Also, desculpem pela cena brevissima com o Link. Ela só apareceu ali para colocar uma pausa entre Sand e Aveil no deserto, e a próxima cena que já ocorria no Pálacio Gerudo, e também para colocar uma especie de prévia para o próximo capitulo.
E a ultima cena com a Rainha da Escuridão foi bacaninha, e mais uma prévia para o próximo capitulo. Ela vai ser a outra personagem com cenas centradas nela.
E eu tenho um pequeno pedido para vocês, caros leitores queridos ^^ Infelizmente, nos jogos Zelda os Gerudos são todos mulheres, em exceção ao rei delas, que nasce homem de 100 em 100 anos. Isso faz muito sentido na minha opinião, então eu resolvi mudar isso. Mas daí o maldito rei ficou sem nome porque o unico Gerudo homem nos games é o Ganondorf. E não seria legal colocar o nome do rei de Ganon...
So, o nome Drake é temporário. Se alguém tiver uma sugestão melhor, PELAMORDIFAROREDINENAYRU, escrevam nos comentários. Isso deixaria um Zeroan feliz [:
Esperem pelo próximo capitulo, pois ele será ÉPICO!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por ~Dark em Ter 3 Abr 2012 - 21:32

Capitulo incrivel Zero, adorei a parte com Sand e Aveil.
Eu pensei num nome, que é Byrne, eu sei é um pouco bocó esse nome.
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Qua 4 Abr 2012 - 22:05

OI ZERO, SEU LINDO. <3 Preciso conversar com você, pode entrar no MSN qualquer hora? >:

Falando sobre o capítulo, oh god. ç-ç Fiquei com pena da Aveil. ç____ç Poxa, ela parece tão legal. Gostei de imaginar como seria o palácio dentro do deserto, megusta, ficou tipo uma vila com um enorme castelo. <<<<: O que eu mais gostei do Cap foi conhecer a Rainha. Zero, Midna é o nome da Twilight Princess, os Ocultos por acaso tem haver com ela? q Midna como má eu iria chorar. ç-ç Mas enfim, sobre o nome... Guy, não faço muito idéia. Tem que ser algo diferente, com o som do deserto. Kahak, Naroo, coisas do tipo ou não, né, sou sem idéias. <: O cap foi só pra intregar o Sand, mas a última cena me fez rir, principalmente no comentário sobre os Hylians. Estou com medo do que possa acontecer ao meu lindo Link. >: enfim, o cap estava ótimo. <3

Parabéns zero, quero o cap épico logo se não te mato. <: s2
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Qua 11 Abr 2012 - 14:57

Haaaai.
Zeroan aqui, com mais um capitulo da fanfic.
Tabitha, não, a Midna da fanfic não tem nada a ver com a de TP, eu só escolhi esse nome porque parecia bom para a personagem da Rainha da Escuridão ^^ Eu decidi deixar o nome do Rei Gerudo como Drake mesmo, pra não complicar minha mente muito xD
E, como disse no ultimo post, este é o capitulo épico que vai encerrar a primeira 'parte' da fanfic! Eu gostei bastante de como ficou no final... ENJOY!

---X---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 18: A Espada Mestra.

---x---

A prisão dos Gerudos ficava embaixo do palácio, e continha muitas celas enferrujadas que eram raramente usadas, pois os moradores do deserto eram julgados rapidamente e sofriam seus castigos imediatamente, com a exceção daqueles que cometiam crimes maiores, ou que seriam julgados pelo governador de Hyrule.
Numa dessas celas estava Aveil, sentada num banco preso a parede pesarosamente. Sand andou até a frente dela, ignorando os guardas que o olharam com suspeita, e tocou na grade.

- Sand? – A mulher levantou e andou até ele, tocando seus dedos – O que está fazendo aqui?
- Eu vou te libertar, mãe. – Ele sussurrou, cuidando para que os guardas não ouvissem.
- Não! – Aveil respondeu.

Sand olhou para ela, surpreso. Ela sacudiu a cabeça negativamente.

- Filho, você não pode fazer isso. Eu vou ficar aqui.
- Mas por quê? O pai prendeu você injustamente. Nós não conseguimos a aliança, então não temos o que fazer aqui. – O jovem Gerudo retrucou – E o pai sabe sobre os Ocultos, mas mesmo assim não nos ajudou.
- Ah, então você percebeu? Você se tornou mais esperto. – Ela sorriu tristemente – Sim, Drake sabe muito bem sobre os Ocultos. E por que ele não ajudaria a princesa, eu me pergunto. Você sabe a resposta?

Sand pensou um pouco.

- Bem, o portão para a Escuridão fica no deserto, então o Dragmire deve ter vindo para cá antes. E ele conversou com o rei e eles formaram uma aliança, por alguma razão?
- Você já entendeu o inicio. É, parece que o rei formou uma aliança com os Ocultos. Eu tenho uma ideia do porque dele ter feito isso. – Aveil revelou, pensativa – Dragmire deve ter revelado os seus planos para Drake, e pediu para ele abrir o portão da Escuridão.
“Ele teve de concordar. Se não, Dragmire poderia simplesmente se dirigir até o portão e assassinar os guardas, e abri-lo do mesmo jeito. E depois, com os Ocultos libertados, seria fácil exterminar os Gerudos.”
- Então você está dizendo que ele formou uma aliança com os Ocultos para nos proteger? – Adivinhou Sand.
- Isso mesmo.

Sand concordou com a cabeça, entendendo o raciocínio da mãe.

- Mas isso não explica por que você quer ficar aqui!
- Simplesmente porque se eu fugir, o rei vai ter um motivo para nos perseguir, vai tentar nos prender, e então os seus súditos vão começar a considerar mais seriamente a nossa noticia. – Aveil disse.
- Isso seria bom!
- Não, não seria. Depois disso, o rei teria de quebrar sua aliança com os Ocultos, e então eles destruiriam os Gerudos, fazendo todos os esforços dele inúteis. Além disso, a presença dos Ocultos se tornaria publica, e tenho certeza que Zelda não quer isso, pelo menos por enquanto.

Sand concordou tristemente.

- Certo. Então você vai ter de ficar aqui. – Ele disse – Mas e eu?
- Bem, você vai fugir, Sand. Você tem de ir de volta para Zelda, informa-la sobre o que aconteceu aqui e ajuda-la o máximo possível. Pode fazer isso? – Perguntou Aveil.
- Mas não irão me perseguir se fizer isso?
- Provavelmente não. Os nobres mesquinhos vão simplesmente dizer que você fugiu “como o jovem revoltado que é, e logo vai voltar para o papai.”. – Aveil sorriu.
- Certo. Então eu vou ir...

Sand deu um passo para trás e olhou tristemente para a mãe, que abaixou a cabeça. Ele virou-se e saiu da prisão dos Gerudos.

---x---

O brilho de Neyri iluminou fracamente o caminho entra as árvores da Floresta Assombrada, deixando uma rota segura para Link seguir.
Eles já tinham prosseguido por dez minutos, e por enquanto nenhum acidente havia acontecido, mas os dois percebiam o ocasional par de olhos vermelhos que aparecia, mas nunca se revelava por completo.

- Não era para nós estarmos seguindo um novo caminho? Estamos indo ao contrário da ultima vez que estivemos aqui! Nada mudou! – Neyri reclamou, impaciente.
- Zelda disse que as Pedras nos guiariam até a Espada Mestra. – Link respondeu.
- Elas não estão fazendo seu trabalho, então...

Link colocou a mão no seu bolso mágico e retirou o Rubi dos Gorons, a Esmeralda dos Kokiris, e a Safira dos Zoras. As três Pedras Espirituais começaram a brilhar, e então se soltaram da mão do cavaleiro e flutuaram na frente dele.
Link tentou pegá-las, mas elas se afastaram magicamente. Ele andou na direção delas, e elas continuaram.

- Elas estão nos guiando! – Neyri percebeu – Vamos segui-las!

O caminho que seguiram passava entre muitas árvores quase grudadas umas com as outras, mas depois de um tempo, a rota se abriu, e agora era uma caminhada fácil com bastante espaço.

---x---

Depois de algum tempo, Link começou a perceber que os topos das árvores começavam a se afastarem, deixando luz solar passar pelas folhas e iluminar o caminho. Agora o ar também carregava um cheiro de água salgada, o que intrigou o cavaleiro.

- Nós devemos estar andando para o sul, na direção do Mar Floria. – Ele raciocinou.

As três Pedras Espirituais estavam brilhando fortemente, ao ponto de esquentar um pouco o ar. Elas começaram a avançar mais rapidamente, e Link logo teve de correr para acompanha-las.
Alguns minutos passaram, e Link percebeu uma enorme fonte de luz á distancia. Ele correu mais rápido, e chegou até a luz.
As três Pedras voltaram ao bolso dele, e o cavaleiro examinou o local onde se encontrava. Era uma abertura natural num penhasco, pelo que parecia, pois as paredes eram de rocha sólida e no final do lugar o horizonte estava visível, uma visão ampla do grande Mar Floria que marcava a fronteira sudoeste de Hyrule.
Porém, Link mal prestou atenção a bonita vista, pois seu olhar foi imediatamente atraído a pedra quadricular no centro da área, onde estava depositada uma espada, com uma metade da lâmina enfiada na rocha.

- Não acredito... – Neyri sussurrou – A Espada Mestra! Nós conseguimos!

Link sorriu e correu até o altar de pedra, respirou fundo e colocou uma mão no punho da arma sagrada. Porém, um choque passou pelo seus dedos ao encostar a espada, e ele recuou, surpreso.
E então, uma voz feminina exótica e fluente invadiu sua mente.
Bem vindo, novo mestre. Mais uma vez um herói aparece, para levantar-me em batalha e derrotar o inimigo maligno que ameaça a terra. Como o procedimento usual, você deverá vencer o seu último teste antes de ganhar meu poder.
O punho da lâmina brilhou, e sua sombra começou a se alongar, até um punho sombrio emergir dela. A mão tocou o chão e fez força, até que uma figura negra levantou-se por inteiro.
A forma se assemelhava a Link em quase todos os aspectos, mas o seu corpo era de uma pele muito preta, seus olhos eram vermelhos e seu sorriso era malicioso. Ele mexeu o braço para trás e desembainhou uma espada, igual à Justiça.

- Link! É... É você! – Neyri guinchou, assustada.

A sombra avançou, tentando acertar Link, mas este desembainhou sua própria lâmina e bloqueou o ataque. O cavaleiro contra atacou, tentando cortar o ombro do seu imitador, mas ele recuou.
O herói encarou sua versão maligna, intrigado, enquanto bloqueava outro golpe tentava revidar. Eles tentaram machucar um ao outro, mas todos os movimentos eram facilmente parados.
Ele é eu, portanto ele deve pensar do mesmo jeito. Link raciocinou. E se ele luta como eu, tudo que tenho de fazer é combate-lo diferentemente!
Link pulou e tentou acertar por cima, e a sombra bloqueou facilmente. Porém, o herói pousou e começou a atacar rapidamente para todos os lados, fazendo o inimigo se esforçar para bloquear cada golpe.
Link, sempre um cavaleiro que lutava calmamente, tentando achar o ponto fraco do oponente e termina-lo usando esta fraqueza, agora virara um típico iniciante na maneira das espadas, atacando sem parar e com a maior força possível.
Normalmente, esta estratégia nunca funcionava, mas a experiência de Link e o fato do inimigo esperar outro meio de ataque fizeram ela possível. E o trunfo final do cavaleiro foi parar de repente, quando seu oponente não esperava, e enfiar Justiça no peitoral da sombra quando estava desequilibrada.
A forma negra se desfez, e a voz misteriosa voltou.
Você provou que o seu lado da luz é maior do que o das sombras, além de mostrar que perante um inimigo similar ou superior que você, pode esforça-se e ganhar a vitória. Agora você deve retirar me do meu longo adormecimento e acabar a era de trevas que cobre a terra.

- Isso, Link! Rápido, pegue a Espada Mestra e vamos sair desse lugar sinistro! – Neyri disse, agitada.

Link assentiu e voltou a frente do altar de pedra. Ele fincou Justiça no chão e colocou as duas mãos no cabo da Espada Mestra. Ele forçou os músculos e puxou, retirando a arma da rocha.
O herói segurou o objeto lendário e levantou-o ao ar, fazendo a luz do sol refletir na grande lâmina de aço afiada. Ela era presa ao cabo pela sua cruzeta que representava duas asas azuis, e no meio um cristal amarelo estava encaixado.
Link sorriu e virou-se, mas tomou um susto e recuou vários passos.

- Surpreso, herói?

A Rainha da Escuridão estava em pé na entrada do lugar, usando o corpo de Zelda e de braços cruzados. A luz que entrava na área pareceu diminuir quando ela sorriu.

- Você parece um belo e justo herói, se me permite dizer. – A rainha disse – Não é pura coincidência que você foi escolhido para livrar o meu pequeno reino sobre as raças de Hyrule. Ah, mas é claro que você mudou pouca coisa, de qualquer jeito...

Link segurou a Espada Mestra com mais firmeza e preparou-se para atacar, mas a Oculta olhou-o diretamente nos olhos e seu corpo pareceu paralisar.

- Não tão cedo, Link. Eu percebo agora que eu sei o seu nome, mas o meu ainda é um mistério para você... Perdoe-me. Meu nome é Midna. – Ela estendeu a mão, mas Link não a cumprimentou.
- Não é um prazer. – Link retorquiu – O que veio fazer aqui?
- Oras, não é obvio? Se você governasse um reino inteiro, e alguém começasse a bagunçar a ordem das coisas, ficaria parado? Eu estou aqui para parar a sua bagunça, usando termos leves. – Ela falava calmamente, mas as palavras dela carregavam ameaça claramente.
“Essa é uma espada bonita que você carrega, herói. A Lâmina do Banimento da Escuridão, eu presumo? E como achou-a? Talvez com isso.”

Ela fechou uma mão, e as Três Pedras Espirituais voaram do bolso de Link. O cavaleiro arregalou os olhos, surpreso.

- Ah, sim. Eu sempre soube de tudo. Acha que eu não sabia sobre cada movimento seu e da sua princesa, sobre a sua conquista das relíquias? Todo esse tempo, eu poderia intercepta-los quando quisesse e terminar as suas vidas. Mas eu acho que valeu mais a pena esperar e me livrar dessa maldita Espada como um bônus. – Midna disse seriamente – E depois disso, sabe o que vou fazer?

Link encarou-a, bravo. Ela sorriu levemente.

- A cara princesa Zelda não vai durar muito tempo. Assim que a Guardiã dos Kokiris a deixar, ela vai segui-lo. Espero que isso faça a sua morte um pouco menos dolorosa, ou mais, dependendo do ponto de visão.

Link tremeu um pouco e conseguiu atacar com a Espada, mas Midna parou-a com um movimento da mão direita.

- Você tem um pouco de crédito, herói. Poderia ter uma chance de me derrotar se a Espada Mestra estivesse em seu melhor estado. As centenas de anos de descanso a deixou fraca, acho. Uma pena, você tinha tanto potencial.

Midna levantou os braços, e Link começou a flutuar. A Rainha da Escuridão andou um pouco, e levou-o a beira da caverna, deixando vários metros acima do mar.

- Você perdeu, Link. Não tema pelo reino, ele está em boas mãos. – Midna disse, séria – Adeus.

Ela levou os braços a frente do seu corpo, e Link saiu voando velozmente. Ele ouviu o guincho de Neyri quando ela ficou para trás, e sua última visão antes de bater contra o mar foi a da Rainha, com a sua imitação incrivelmente semelhante a verdadeira Zelda a distância, Neyri flutuando pesarosamente ao lado dela, e Justiça, fincada ao lado do altar da Espada Mestra.

---x---

Oh God.
E agora, comofaz? Link se morriô...
Bem, eu só queria deixar claro duas coisas:
NÚMERO 1: Não, a fanfic não terminou neste capitulo. Ainda temos muito a nossa frente, e lembrem-se que a querida princesa Zelda está viva, além do Sand, que é outro personagem importante.
NÚMERO 2: A voz que o Link ouve é sim, a da Master Sword, mas também pode ser da Fi, isso vocês podem interpretar como quiserem. (Tecnicamente, a Master Sword É a Fi, mas tudo bem, não vamos entrar em detalhes aqui xD)
Então, queria agradecer a todos que acompanham a fanfic, e espero que continuem comigo nos próximos capitulos, que vão ser bem interessantes... Não vou dar spoilers! Twisted Evil
Até o próximo chapter!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Moon_fire em Qua 11 Abr 2012 - 22:00

Meu deus, eu acompanho essa fan fic desde o primeiro capitulo, e esse é o melhor (quando eu terminei de ler fiquei com essa cara: Shocked ), corrigindo ,essa é a melhor fan fic que eu já li Very Happy . Esperandoansiosamenteopróximocapitulo
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Qui 12 Abr 2012 - 22:19

ZERO, SEU MALDITO. Ç-Ç COMO PÔDE FAZER MAL AO MEU GOSTOSO HERÓI FAVORITO? Ç-Ç EU DEVERIA FINCAR-LHE A MASTER SWORD NO OLHO -Q

Adorei o raciocínio do Sand e da Aveil, ficou super legal isso. Sério. Falando sobre a floresta. Achei ela curta, mas como não tinha o que descrever achei... Diferente. Por acaso aqueles olhos vermelhos que ficavam sua visão em Link e Neyri era a Midna? o-o Pobre Neyri, será que alto vai ocorrer com a melhor fadinha até hoje? >: Uma coisa, você falou que a Master Sword é a Fi, seria diferente e inovador você colocar a Fi numa história com fada, talvez uma pudesse explicar a outra. Ou não. Achei uns erros por ai, só de concordância. Faz tipo as chamas do Skyward Sword, ele recupera cada pedra e as une, transformando a Master Sword em uma nova espada. /o/

Só sugestão, ok. -q Se tiver adivinhado a história, não me conte. -q Até o próximo cap. <3 E o resto da fic toda. u_u
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Ter 24 Abr 2012 - 15:16

Eae! Zeroan aqui!
AS ALWAYS, trazendo mais um capitulo da fanfic! Esse é QUASE todo no ponto de vista da Zelda, e colocar o 'clima' pros próximos chaptas! [:
Não tenho muito a comentar aqui, então VAI CAPITULO!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 19: Tumulo sem corpo.
---x---
Neyri acordou caída na grama da caverna da Espada Mestra, sentindo um cansaço no seu corpo pequeno de fada. Ela bateu suas asinhas lentamente, até começar a voar fracamente.
Ela examinou a área, percebendo a grama que parecia estar apodrecendo e o altar de pedra destruído em pedaços no meio da caverna. Ela olhou para a abertura e avistou o Mar Floria, e se lembrou dos acontecimentos anteriores.

- Link! – A fada exclamou.

Percebendo que a conexão entre ela e o herói tinha sido quebrada, ela voou felizmente pelo ar, experimentando novamente a liberdade. Mas então Neyri entendeu que a única explicação para a quebra do feitiço seria que Link havia morrido, ela parou de movimentar-se e olhou pesarosamente para o chão.
O que eu vou fazer agora? Eu posso viajar por Hyrule, agora que estou livre. A fada logo descartou a ideia, sacudindo seu corpo. Não! Eu devo informar a Zelda do que aconteceu! Como será que ela vai reagir as noticias?
A fada saiu voando em direção ao leste.

---x---

O céu da noite da Floresta Deku era uma visão muito tranquilizadora, e era por isso que Zelda havia tornado uma atividade constante contemplá-lo depois de um dia cansativo. Com a partida de Link para a Espada Mestra, esse costume ficou ainda mais frequente, pois ela raramente dormia muito, pensando como ele estaria.
Mas nesta noite algo atraiu a atenção dela, um ponto escuro a distância, se aproximando pelas colinas do campo. Ela forçou um pouco os olhos, e distinguiu a forma de um cavalo.

- Será que poderia ser...? – Zelda indagou.

A princesa esperou, e o cavalo se aproximou, até estar a alguns metros longe dela.

- Epona! – Zelda exclamou, surpresa.

Ela acariciou a cabeça da égua, que relinchou feliz. Link deve ter a mandado para cá, caso algo acontecesse a ele. Será que ele completou a missão dele? E se sim, quando ele vai voltar?

---x---

A perguntas da princesa foram respondidas uma hora depois, quando ela estava novamente contemplando o horizonte. Um ponto de luz apareceu à distância, aproximando-se rapidamente, e Zelda refletiu se aquilo não era resultado de seu sono.
Porém, ela começou a ouvir gritos fracos chamando-a, e a luz se aproximou mais ainda. A esfera de luz parou a sua frente, e ela percebeu quatro asas nas costas dela.

- Neyri!
- Sou eu mesma, princesa... – A fada suspirou, e o seu brilho diminuiu bastante. Zelda estendeu as mãos, e a pequena criatura caiu nelas, cansada.
- Como você chegou até aqui? E onde está o Link?

A fada não respondeu imediatamente, e Zelda pensou que ela tinha desmaiado.

- Link conseguiu a Espada Mestra, mas nós fomos atacados... – Neyri disse fracamente.
- Por quem?!
- A Rainha da Escuridão!

Zelda levantou-se, totalmente acordada, e balançou a cabeça.

- Como isso aconteceu? Conte-me tudo, por favor.

A fada começou a narrar os acontecimentos, começando da entrada deles na Floresta, até a retirada da Espada Mestra. Ela fez uma pausa antes de contar sobre a intervenção de Midna, e como ela matou Link.
A princesa não respondeu. Ela começou a tremer e fechou os olhos, e Neyri observou pesarosamente quando lágrimas começaram a escorrer dos olhos dela.

- Ele lutou até o final, Zelda... – Neyri tentou consolar a princesa e ela mesma, mas isso obteve poucos resultados.
- Eu sei... – Zelda disse, entre soluços – É só que... Ele sempre conseguiu vencer todos os desafios, mesmo os mais difíceis. Depois da morte do rei e de Lancel, ele continuou forte, e acho que foi a única razão de eu continuar lutando... E eu não poderia imaginar um fim mais cruel do que este.
- Ele era um cavaleiro muito notável, realmente. – Neyri concordou, delicadamente – Todos os feitos dele foram em vão, tudo por causa daquela maldita Rainha!

Zelda olhou para a distância, e limpou as lágrimas dos olhos.

- Eu vou para lá, onde ele morreu. – Ela decidiu, subitamente.

Você acha isso realmente sensato, princesa?

- Grande Árvore Deku?

Sim, sou eu. Eu sinto muito pela sua perda. Link era um jovem muito promissor, devo dizer, e com certeza representava grande parte da resistência que ainda existe contra a Escuridão.
Eu sei como se sente, pequena Zelda. Porém, eu peço que reconsidere sua decisão. Uma viajem como essa é perigosa, e pode não resultar em nada. Mas eu não vou impedi-la.
A Rainha dos Ocultos pode estar atenta para todos os seus movimentos, mas enquanto estiver sobre minha proteção, não terá chance nenhuma de encontra-la. Se realmente partir, deve fazer isso cuidadosamente, e voltar o mais rápido possível. Entende?

- Sim, Guardiã. Eu compreendo a sua preocupação, mas não posso descansar até terminar isso, até visitar o ultimo lugar onde Link pisou. – Zelda respondeu, com certeza na voz.

Então vá, princesa. Você é a ultima esperança de Hyrule.
Zelda montou Epona e olhou para a Floresta, quietamente.

- Princesa! Eu vou com você! – Neyri disse, flutuando ao lado dela.
- Mas você não precisa descansar? Você chegou aqui sem descanso nenhum...
- Eu sei, Zelda... Mas, eu não tenho outra alternativa. Não há para onde eu ir, nenhum objetivo a cumprir. – A fada explicou – E você vai precisar de alguém para guia-la pela Floresta Assombrada.

A princesa olhou para ela, seriamente.

- Você não se lembra de onde ficava antes de nos conhecer?
- Não... Tudo antes de eu ser capturada e presa a Link parece não existir na minha mente. E, mesmo que eu me lembrasse, acho que não poderia voltar a viver quietamente depois de me envolver em tanta ação! – Neyri respondeu.
- Certo. Vamos, então, até a Floresta Assombrada.

---x---

Já tinham passado dois dias, e Epona ainda cavalgava na direção da Floresta Assombrada, sobre o céu da noite. Uma chuva pesada caia, mas o terreno a seguir era plano, portanto ela não apresentaria problemas.
Zelda e Neyri mal falaram durante a viajem, inquietadas pelo motivo dela. Felizmente, Epona respondia á princesa muito bem, já que já estava bastante familiarizada com ela.
A fada examinava atentamente a distância, quando, de repente, três figuras apareceram das sombras.

- Zelda! Olhe! – Ela gritou.

As três figuras pareciam estar montadas em grandes cavalos negros, e somente seus olhos vermelhos eram discerníveis ao longe. Zelda parou Epona e desmontou.

- É melhor ficar no chão. Eles com certeza já nos avistaram, e não é possível fugir com essa chuva...

A princesa desembainhou sua espada e esperou os cavaleiros chegarem perto. Eles pararam alguns metros dela, e agora era possível distinguir suas formas: homens que usavam armaduras leves com capuzes que tapavam suas cabeças, mas seus rostos eram pálidos, tinham orelhas mais longas do que até Hylians e olhos vermelhos sem pupilas.

- Ocultos... – Zelda praguejou silenciosamente – O que buscam, senhores?

Os três cavaleiros sorriram entre si, satisfeitos.

- Nós estamos procurando alguém. – Respondeu o do meio – A Rainha está pagando muito caro para quem achar esta pessoa.
- Ela disse que estaria com uma fada. – Outro complementou, lançando um olhar á Neyri – E uma égua similar a sua...
- Eu não encontrei ninguém assim no meu caminho, senhores. – Zelda respondeu, tentando evitar um confronto físico.

O ultimo cavaleiro riu.

- Bem, dizem que esta procurada é bastante similar a nossa Rainha. Hylian, de cabelos pretos e olhos lilases... – Ele disse – Essa descrição encaixa bastante a você, não?

A princesa recuou e abriu as mãos, e duas chamas acenderam em suas palmas. Ela estendeu os braços e elas acertaram os peitos de dois dos cavaleiros, que foram lançados para fora de seus cavalos.
O cavaleiro do meio avançou, mas Zelda desviou do caminho de seu cavalo e desferiu um golpe numa perna do animal com sua espada, e ele caiu junto com o Oculto.
A maga respirou fundo e afastou seus braços de seu corpo, deixando sua arma cair no chão. Um circulo de chamas acendeu-se em volta dela, afastando os inimigos dela.

- Zelda! Você não pode manter esse fogo por muito tempo, principalmente nesta chuva! – Neyri exclamou – Nós temos de desistir...
- Eu não vou desistir. Isso seria me entregar, e ao reino, á Escuridão! – A princesa negou, fortalecendo sua magia.

Os Ocultos tentaram atravessar as chamas, mas elas expulsavam-nos fortemente.

- Maldita seja essa magia! – Resmungou um deles para seus companheiros – Eu podia aprender um pouco sobre isso, depois...
- Ei, pequena maguinha! Por que não apaga essas faíscas e se entrega sem mais acidentes? – Outro sugeriu.

Zelda fechou uma mão e apontou em direção a este Oculto. Parte das chamas disparou contra ele, queimando-o, e ele caiu no chão gritando.
Os outros berraram com raiva e tentaram novamente atravessar o fogo, sem sucesso. Eles recuaram, e mais uma vez tentaram, com mais sucesso.
Zelda apagou as chamas, incapaz de suportá-las por mais tempo, e juntou sua espada.

- Isso mesmo, maguinha! Vamos lutar justamente, sem seus truques!

Os dois cavaleiros avançaram, com suas espadas preparadas. Um deles tentou acertá-la, mas a princesa bloqueou o golpe rapidamente, e começou a recuar rapidamente. Os Ocultos continuaram a botar pressão nela, fazendo-a andar para trás.
Zelda segurou a espada com uma mão e abriu a outra, e faíscas começaram a soltar dos dedos dela. Um dos cavaleiros abriu a boca para reclamar, mas ele foi derrubado por um raio antes de poder começar.
O ultimo inimigo ignorou a caída do amigo e continuou a lutar. Zelda bloqueou outro ataque, mas este foi forte demais e derrubou a espada dela.
A princesa pulou para trás e juntou as duas mãos. Ela separou-as, e uma esfera de fogo flutuava entre suas palmas, que saiu voando e acertou em cheio contra o peito do Oculto, e a explosão derrubou-o.
Zelda deixou os braços caírem e piscou, sentindo o cansaço cair sobre ela. Ela ajoelhou-se, fraca. A ultima coisa que ela ouviu antes de desmaiar foi Neyri chamando seu nome.

---x---

Zelda acordou encostada em uma árvore, e percebeu que o dia já havia chegado e que a chuva havia parado de cair.

- Princesa?

Ela piscou e olhou para o lado, e viu Sand, sentado numa pedra. Ele estava aparentemente limpando sua adaga, que estava ensopada de sangue.

- Sand? O que está fazendo aqui? – Zelda perguntou confusa.
- Eu estava indo em direção a Floresta Deku. Eu senti um cheiro de fumaça e decidi investigar, e achei você desmaiada. – Ele explicou.
- Eu expliquei tudo a ele! – Neyri informou, flutuando perto deles – Dois daqueles desgraçados acordaram durante a noite, mas Sand tomou conta deles. O terceiro você praticamente fritou vivo com aquela ultima magia.

A princesa sacudiu a cabeça positivamente. Sand terminou de limpar a adaga e guardou-a em sua bainha. Ele coçou a cabeça, incomodado.

- Eu... Hum... – Ele disse em voz baixa – Sinto muito pelo Link...

Zelda não respondeu, mas se levantou, lembrando-se de sua missão. Ela achou sua espada no chão e prendeu-a de volta a seu cinto.

- O que você estava fazendo por aqui, Sand? – Ela perguntou.

Sand contou a história de como o rei Gerudo havia formado uma aliança com os Ocultos e que sua mãe estava presa. Zelda balançou a cabeça.

- Coisas ruins continuam acontecendo... – Ela murmurou – Mas se essa aliança com os Gerudos não nos meter em conflito com eles, não será um grande problema. E se a Aveil te mandou para nos ajudar, Sand, é melhor você voltar para a Floresta Deku. Eu não tenho nenhum plano, por enquanto.
- Mas você vai continuar sozinha? E se mais Ocultos aparecerem? – Sand perguntou.
- Você tem razão. Não é seguro alguém ficar viajando sozinho aqui. Então, vamos até a Floresta Assombrada, e depois voltamos para os Kokiris? Que tal? – Zelda sugeriu.

Sand concordou, e em alguns minutos eles retomaram a viajem.

---x---

Atravessar a Floresta Assombrada foi fácil, pois Neyri se lembrava bem do caminho, e a presença da Rainha da Escuridão parecia ter marcado o lugar.
O trio se moveu rapidamente pelas árvores, e poucos monstros os incomodaram. Os poucos que se revelaram, Zelda cuidou deles com magia.
Quando eles finalmente chegaram ao lar da Espada Mestra, o sol estava se pondo, e o Mar Floria estava brilhando com a luz dele. Sand parou na entrada do lugar, quietamente.

- A Rainha realmente machucou este lugar. – Neyri comentou – A grama apodreceu e as rochas parecem estar rachadas.

Zelda concordou, emocionada. Ela olhou para os destroços do altar da Espada Mestra.

- Ela brincou conosco. – A princesa disse – Ela esperou até conseguirmos a única arma que podia derrota-la. Agora a nossa chance de libertar o reino é menor ainda.

A princesa ajoelhou-se e apontou para as pedras do altar, e elas começaram a flutuar. Elas começaram a mudar de formato e a se fundirem, até que tomaram a forma de uma lápide.
A rocha fincou-se no chão, e Zelda concentrou-se mais. Usando magia, ela escreveu nela:

Link
Bravo cavaleiro de Hyrule
Herói numa era escura
Morto com uma lenda nas mãos

Talvez exista outra lenda. Outra arma que possa derrotar essa Midna. A princesa pensou, levantando-se. Não podemos perder a esperança.
Ela olhou para o ‘tumulo’ de Link e percebeu pela primeira vez uma espada fincada no chão ao lado dele. Ela pegou o punho dela e retirou-a do chão, e reconheceu Justiça.

- Sand? Venha aqui.
- O quê? – O Gerudo se aproximou e examinou a espada – Essa é... A velha espada do Link?
- Sim. – Zelda entregou-a para ele – Pode ficar com ela. Eu vi que você só tem uma adaga, e apesar de ser uma boa arma, pode não ser a melhor para as futuras batalhas a nossa frente.

Sand olhou com dúvida para Justiça.

- Mas... Talvez ela deveria ficar aqui, como uma lembrança dele?
- Link não era desse tipo. E ainda, essa foi a primeira espada verdadeira dele, e foi o mestre dele que a deu a ele. Link não gostaria que ela fosse deixada sem uso. – Justificou Zelda.
- Certo. Então eu vou ficar com ela, com honra. – Sand respondeu, juntando a bainha da arma do chão e ajustando-a as suas costas.
- Vamos embora. Temos de voltar para a Floresta Deku e decidir o que faremos agora.

A princesa lançou um ultimo olhar ao tumulo e mergulhou nas profundezas da Floresta Assombrada.

---x---
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Qua 25 Abr 2012 - 2:33

Triste, sério. ç-ç Ah, Zeroan, esse capítulo na vista da Zelda foi emocionante e emotivo ao mesmo tempo. Ver a Zelda triste com a morte do Link e a criação do túmulo combinaram bastante durante o cap. Ele ficou grande, de um modo incrível. <3 Pois apesar do tamanho, era necessário para ter a história completa. Gostei bastante, principalmente das lutas. Neyri, coitada. D: Eu queria saber do passado dela, deve ter sido algo muito... Amedrontador, já que ela se esqueceu de tudo e apenas lembra o nome dos monstros. Enfim descrição impecável mas tem erros. u_u Você repetiu várias palavras. >: Numa frase ficou assim: "Ela fez isso isso e isso rapidamente, e saltou pra isso e isso rapidamente". ._. Achei esse tipo de erro umas três, quatro vezes. Eu sei que é difícil, mas procure sinônimos ou até usar palavras diferentes (é, totalmente). Sobre história não ficou nada ruim, aliás, ficou perfeito. :3 Você vem evoluindo Zero, e o enredo que deu pra essa FanFic está ficando muito bom, emociona até. ç_ç -qqq

Enfim, saiba que foi épico esse cap, apesar de 'triste'. <3<3<3 Até Zero. o/
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Seg 30 Abr 2012 - 17:19

Oi!
Bem, mais um capitulo para a fanfic chegou! E ele tem revelações FANTÁSTILOSAS (sim, são revelações tão grandes, que merecem uma nova palavra). Thabita, quanto ao problema de repetição, esse é a coisa que mais me incomoda! É bem facíl de evitar isso normalmente, mas quando se tem poucos personagens, ou um unico personagem executando várias ações, fica bem complicado. Por isso que eu sempre tento variar com os sinonimos, por exemplo, para a Zelda eu uso princesa, maga, entre outras, mas quando eu descrevo ela numa batalha, daí é inevitavel as repetições. Mas mesmo assim eu estou tentando melhor neste quesito, então não se preocupe.
Anyway, fiquem com o capitulo:

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 20: Novos e velhos heróis.

---x---

Stann, o líder dos Gorons, olhou fixamente para a carta por um tempo e então a esmagou entre suas mãos. Ele colocou a bola de papel amassado na sua mesa e sacudiu a cabeça.

- O que aconteceu de tão ruim, senhor? – Darbus, seu fiel conselheiro perguntou.
- Nós sofremos uma grande perda, meu amigo. O pequeno Link foi terminado pela Rainha da Escuridão, assim como a Espada Mestra... – O líder explicou, levantando-se.

Darbus ficou silencioso, lentamente aceitando a noticia.

- E agora? O que faremos? – Ele perguntou de repente, levantando suas mãos num gesto de impotência.
- Nós podemos só rezar pelo melhor. Se as Deusas ainda cuidam da nossa terra, espero que tomem alguma ação. Infelizmente, não posso afirmar que creio tanto nelas quando nossa Hyrule é assombrada por sombras do passado que retornam e bons homens são mortos sem misericórdia.

Darbus tinha notado que desde a visita de Zelda e Link a cidade dos Gorons, Stann havia começado a conectar-se mais a religião de Hyrule.

- Se nós não podemos rezar pelas Deusas, vamos rezar pela nossa verdadeira Rainha, Zelda! – Darbus falou – Se tem alguém que pode botar o reino de volta ao normal, é ela!
- Você está certo. Mas ela precisará de ajuda, e um bocado dela... – Stann acrescentou – Eu preciso que você viaje até a Floresta Deku, e ajude-a como puder. Você representará os Gorons ao lado dela. Você aceita sua missão?
- Com honra, irmão Stann. Vou partir a manhã do próximo dia.

---x---

Zelda avistou a borda da floresta Deku, que reluzia á luz da manhã. Ela e Sand tinham viajado por mais três dias para chegar ali, partindo a maior velocidade possível, pois a qualquer momento mais servos da Rainha podiam aparecer.
Uma forma pequena apareceu acima da floresta e se aproximou voando. A princesa identificou Arya, que pousou ao lado dela. Ela desceu de Epona e abraçou a Kokiri.

- Zelda! Não nos assuste mais desse jeito! – A princesa dos Kokiris reclamou – Você saiu no meio da noite, e na próxima manhã a única coisa que nos acalmou foi a Guardiã, que nos contou da sua saída.
- Desculpe por tê-la deixada preocupada. – Zelda pediu.
- Desculpas aceitas. Eu sei que você saiu por um motivo importante. – Arya abaixou os olhos – Sinto muito pelo Link.
- Nós temos de continuar, de qualquer jeito. Se ficarmos presos ao passado e ao que podia ter acontecido, não vamos derrotar a Rainha. – Zelda respondeu.

A Kokiri concordou.

- Então, é melhor voltarmos a floresta. Talo e Malo devem estar loucos por revê-la. Nós tivemos que conter eles para não perseguirem você quando receberam a noticia da sua saída.

Zelda sorriu fracamente. Quantas vezes será que eu terei de explicar tudo que aconteceu e aceitar pêsames essa tarde?

- Certo. Vamos para a Floresta.

---x---

Malo e Talo conversaram com ela tranquilamente. Depois de entenderem a necessidade da princesa de partir, eles decidiram não incomodá-la com tudo que podia ter acontecido se algo ruim ocorresse.
Os Kokiris falaram com ela brevemente, mas deixaram-na em paz na maioria do tempo. A Grande Árvore Deku perguntou para ela se desejava continuar seu aprendizado, e ela confirmou que sim.
Neyri agora passava a maioria do tempo entra as fadas que moravam na floresta, e lentamente juntou-se ao grupo delas, mesmo que se sentisse um pouco distante dos pequenos seres alegres e sem preocupações. Passou a se perguntar frequentemente se algum dia já tinha sido assim.
Sand sentiu-se perdido no meio de tantos desconhecidos, mas os Kokiris fizeram o máximo possível para que ele ficasse confortável. Toda tarde ele ia a uma clareira quieta na floresta e treinava com sua nova espada, Justiça.
Três semanas se passaram neste ritmo monótono, mas todos sabiam que ele tinha de ser quebrado eventualmente.

---x---

Numa tarde quieta Darbus chegou, e com ele veio Mikau, o mago Zora. Zelda recebeu-os surpresa, e chamou o resto do seu grupo para uma reunião. Todos se encontraram na clareira da Guardiã. Ali se encontravam Malo e Talo, Arya, Sand, e Neyri.

- Eu chamei-os hoje para cá porque recebemos dois convidados muito especiais. – Zelda informou – Bem, não vamos ficar demorando mais que o necessário. Vocês receberam minha carta?
- Nossos lideres receberam a carta, sim. – Darbus respondeu – Ela trazia noticias ruins, mas é melhor não focarmos nelas agora.

O resto do grupo concordou.

- Líder Stann mandou-me para cá no intuito de ajudar o máximo possível. Ele contatou o rei Zora e ele mandou Mikau para cá também.
- Meu rei ainda confia em você, princesa, mesmo que tenhamos recebido uma grande infortuna. – Mikau acrescentou – Posso não ser muito bom em combate, mas conheço detalhadamente a história do reino e, nesse ponto, posso ajuda-la se precisar.
- Obrigado, toda ajuda é bem recebida. – Zelda agradeceu.
- Eu gostaria de fazer uma pergunta, princesa. – Malo pediu, e a maga assentiu – Bem, nós estamos parados faz um bom tempo. O nosso único plano foi estragado, e precisamos de um novo, e rapidamente. Você tem alguma ideia?
- Eu tenho uma pequena ideia, mas não é algo concreto, pelo menos por enquanto.
- Então você tem uma ideia! Conte-a para nós! – Arya disse, animada.

Zelda ficou quieta por um tempo, organizando os seus pensamentos.

- Eu comecei a especular depois de visitar o lar da Espada Mestra. Eu penso que seria muito estranho ou inseguro que os nossos ancestrais tivessem construído somente uma arma capaz de derrotar a Escuridão, principalmente por causa do que a própria Rainha revelou antes de matar Link: A Espada Mestra iria perder seu poder se seu poder não fosse usado periodicamente.
“Não nos resta as memórias de quem construiu a Lâmina do Banimento do Mal, mas tenho quase certeza que ela seria inteligente o suficiente para garantir que, se ela falhasse, outro objeto restaria que a substituiria.”
- Então você acha que em algum lugar, existe outra arma que podemos usar contra a Escuridão? – Perguntou Talo.
- Isso mesmo. – Zelda confirmou – Mas essa arma deve ser um grande segredo, ao contrário da Espada Mestra, que se tornou uma lenda comum.
- Sua teoria realmente tem um fundo de verdade. – Mikau concordou – Nos vários pergaminhos e livros que contam a história de Hyrule, em algumas descrições das épocas mais sombrias do reino, aquelas em que o mal voltava para assombra-lo, um olho atento poderia achar falhas ou buracos nelas, particularmente relacionados á princesa e á heróis. O motivo por isso poderia ser a arma, que deveria ser mantida em segredo.
- Então agora nós temos uma missão! – Darbus disse – Nós temos de descobrir se tal arma existe, e se ainda existe e onde está.
- Nós Kokiris temos uma vasta biblioteca, talvez haja alguma coisa para nos ajudar nela. – Arya informou.

O grupo sorriu, com um objetivo finalmente fixado em suas mentes. Zelda deixou-se sorrir também, contente que sua teoria tinha algum crédito, como tinha dito Mikau, e também por ter tantas pessoas ajudando-a.
A reunião logo se transformou em uma conversa relaxada entre as várias pessoas que ali se encontravam. Pela primeira vez em um mês, a princesa conseguiu afastar seus pensamentos da Escuridão e do futuro.

---x---

Ele abriu os olhos, e tudo que viu foi uma vastidão branca por todo lado. Movimentou as mãos, e sentiu um chão sólido e gelado sob ele. Lentamente, o homem sentou-se e piscou várias vezes.

- Ótimo. Ele finalmente está acordado. – Uma voz disse, e ela ecoou pelo lugar.
- Já era tempo.

Link discerniu as formas de duas pessoas a alguns metros dele. Uma delas era uma mulher de baixa estatura. Ela usava vestes negras que cobriam quase todo seu corpo, exceto sua face. Ela tinha cabelo branco e olhos azuis que possuíam uma força misteriosa.
A segunda pessoa era um homem alto e musculoso, que usava vestes marrons. Ele estava olhando fixamente para Link, e ele percebeu a espada que o homem carregava.

- Quem são vocês? – O herói perguntou, levantando-se – E onde estou?

A mulher olhou para o homem, e ele assentiu.

- Acalme-se, herói. Você quase morreu, e ficou desmaiado por um bom tempo, mas precisa entender isso: não somos seus inimigos, e estes não podem alcança-lo aqui. – A mulher disse – Quanto a quem somos... Meu nome é Impa, do povo Sheikah. O meu companheiro se chama... Bem, isto com certeza seria complicado de explicar.
- Você pode me chamar de Sombra, se quiser, pois eu sou, de um jeito, sua sombra, ou você é a minha. – O homem concluiu.

Link olhou para ele, confuso.

- Vocês ainda não responderam a minha questão. Não perguntei por seus nomes, mas por quem são, e que lugar é este.
- Esperto, este herói. As Deusas escolheram bem. – Impa disse – Nós somos os seus guias, Link. O seu potencial é bom, mas não pode se comparar com sua Inimiga. O trouxemos para cá para treiná-lo.
“E este lugar não tem nome. Quando a minha vida e a do... Sombra acabaram, viemos parar aqui. Esperamos muito tempo até o próximo herói aparecer, para guia-lo por sua jornada.”
- Então vocês são fantasmas? – Link questionou.
- Se quiser colocar deste jeito, sim.

Link assentiu, intrigado.

- Deixe-me explicar a sua situação. Impa tem o mau habito de explicar mistérios com mais mistérios. – Sombra disse, e Impa cruzou os braços – Serei bem direto. A muito tempo atrás, quando eu era vivo, a primeira invasão dos Ocultos ocorreu. Por vários detalhes que não são relevantes á agora, eu me tornei o herói que matou o antigo líder da Escuridão. Impa me ajudou em minha jornada em vários momentos.
“Quando eu morri, as Deusas me deixaram uma única tarefa: esperar aqui, até o momento em que o próximo herói aparecesse, e treinasse-o para seus desafios. Por que, eu não sei. Talvez algo maior esteja a sua frente, mas as Deusas têm seus próprios motivos.”
- Então as próprias Deusas comunicaram-se com você? É assim com todos os heróis? – Link perguntou.
- Isso é algo que não cabe a nós explicar. – Impa respondeu – A sua princesa pode explicar quando você voltar para ela.
- Então eu vou poder voltar? E como você sabe sobre Zelda? – Link perguntou.

Impa apertou sua testa e suspirou.

- Você faz perguntas demais. Elas serão respondidas com o tempo, se isso lhe deixar contente. Mas, por enquanto, você deve começar seu treinamento, pois seu tempo aqui não é ilimitado.
- Levante a Espada Mestra, e podemos começar! – Sombra disse, erguendo sua espada.

Link alcançou suas costas e encontrou o cabo da sua arma sagrada, e quando a retirou de sua bainha, ela brilhou ao ser apontada para o antigo herói.
E então, o treinamento misterioso do cavaleiro Link começou.

---x---

É UM MILAGRE DIXEÇUIZ!
Isso mesmo, Link está de volta a vida. Quanto a própria cena, ela ficou um pouco confusa, admito. Eu nunca fiz um personagem 'misterioso' como a Impa e o Sombra, então foi dificil. Mas as várias questões que esse 'treinamento' do Link trouxe vão ser respondidas.
E eu queria deixar claro: apesar de que o Link "voltou a vida", essa parte da fanfic será ainda mais voltada a Zelda. Pode se dizer que o papel anterior da Zelda como o "personagem que está longe em treinamento mas que é importante para a estória" foi transferido pro nosso herói. Então yay, parabéns a princesa.
E se algo ficar estranho na história que vai ser revelada pelos novos mentores do Link, me desculpem. Eu tenho coisas planejadas para o final da fanfic, e talvez algumas coisas estejam relacionadas a eles.
Então, espero que tenham gostado, até o próximo capitulo!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Ter 1 Maio 2012 - 2:52

ZERO SEU LINDO <3 MEU LINK SDÇ BONITO GOSTOSÃO TESUDO RE APARECEU! <3

Gostei bastante do Capítulo. oh1 Esclarecimentos (É es ou ex? -q) e revelações ficaram perfeitos. <3 O que eu mais gostei mesmo foi da reunião, do modo de pensar da Zelda e do Link de volta. Queria saber o nome do lugar onde ele está, e não entendi muito bem quem é esse sombra (?). Estranhei o nome Impa. Ela no Ocarina of Time é a protetora de Zelda, de cabelos brancos e uma Sage. No Skyward Sword, uma mulher dos cabelos compridos que se torna velha pra caramba. "Old Temple Woman". Faça um cap centrado nesse treinamento, com certeza ficará divino. <3 Seria algo ruim você fazer um templo centrado com a Zelda? oh0 Por mim, ficaria legal oh1 Espero que ela faça mais coisas do que ficar dando o cu (desculpe -q) pro Ganon. >:

Esperando anciosamente o próximo cap. <3
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Qua 16 Maio 2012 - 14:37

Oi!
Foi mal a demora que levou pra eu trazer um capitulo novo, mas eu estava com poucas ideias para ele... É que nesta parte da fanfic, a história é mais "demorada", pode-se dizer. Para se ter uma noção do que quero dizer, neste capitulo já se passou mais de um mês desde que Link "morreu" xD
Mas, fiquem logo com o capitulo!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 21: O treinamento do herói.

---x---

Link bloqueou o golpe de Sombra com seu novo escudo de metal, e sentiu seu braço tremer com o impacto da colisão. O jovem cavaleiro contra-atacou, mas o seu novo mestre parou o ataque com facilidade.
Uma semana já havia passado desde que Link acordara naquele estranho lugar vazio e branco. Apesar de estar apreensivo, ele havia concordado com a proposta de treinamento de Sombra e Impa. Porém, ele ainda estava confuso sobre a situação dele.
O mestre baixou sua espada, satisfeito.

- Isso é o bastante por enquanto. Vamos recomeçar em alguns minutos.
- Certo. – Link concordou. Ele estranhamente não possuía a necessidade de comer, beber ou dormir naquele lugar, e ele nunca se cansava dos treinamentos rigorosos de Sombra.

Link embainhou a Espada Mestra. Impa, que estava sentada por perto assistindo, aplaudiu lentamente.

- Parabéns! Você está chegando ao nível do Sombra. Talvez, em algumas semanas, possa derrota-lo. – Ela disse.
- Obrigado, eu acho. – Link respondeu, não tão agradecido.
- Isso foi um elogio, herói. – Impa retrucou, impaciente – Sombra foi um guerreiro muito poderoso na sua época. Você deveria se sentir honrado por estar sobre seu treinamento.
- É difícil eu me sentir honrado sabendo tão pouco sobre ele.

Impa suspirou.

- Bem, você quer saber mais, então? Como desejar.

---x---

- Ele nasceu muito, muito tempo atrás, como um simples garoto de um vilarejo distante, no nordeste de Hyrule. Ele cresceu normalmente, igual a todos os seus amigos e sua família. Mas então, a mão negra do Destino pousou sobre ele.
“Os Ocultos apareceram, vindos das Montanhas Snowpeak, que eram castigadas pela neve e o vento. Eles originaram de meu próprio povo, os Sheikah, mas eles descobriram... algo... que os transformaram.”
“Eles partiram em busca desta coisa, espalhando trevas e dor pelo seu caminho. Eles invadiam vilarejos e os destruíam, junto com as pessoas que não haviam fugido, em sua busca.”
“O povo do vilarejo de Sombra não sabia sobre os acontecimentos que assombravam a região, e foram pegos desprevenidos. O único sobrevivente foi ele, e com uma enorme quantidade de sorte, talvez, ele fugiu para o Castelo Hyrule, no sul.”
“Por várias jogadas do Destino, ele conheceu a Princesa de seu tempo, e a mim, que a protegia. Antigamente, alguns membros do meu povo protegiam a Família Real, mas isto estava sendo posto a prova pelos traidores Ocultos.”
“Então, a jornada de Sombra, a qual eu não entrarei em detalhes agora, começou. Ele retirou a Espada Mestra do seu pedestal e preparou-se para a sua batalha contra os Ocultos.”
“A batalha entre Hyrule e os Ocultos ocorreu no nordeste, e esta região ainda possuiu traços da destruição que ocorreu lá. Sombra, a Princesa e eu lutarmos contra o líder dos Ocultos, no meio dos dois exércitos.”
“Infelizmente, a Princesa foi morta pelo Rei Oculto, e eu falhei em sua proteção. Mas Sombra conseguiu mata-lo com a Espada Mestra, e os Ocultos foram presos.”

---x---

Impa abaixou a cabeça, e Link notou que ela não devia ter pensado em seu passado em um longo tempo.

- Então, você já está satisfeito? – Sombra perguntou, e Link percebeu que ele estava prestando atenção na narrativa de Impa o tempo inteiro – Nós lutamos contra os Ocultos pela primeira vez. Perdemos muita coisa. Eu perdi minha família e meu vilarejo. Impa perdeu a Princesa, e seu povo cortou a sua ligação com a Família Real.
“Agora, é a sua hora de derrotar os Ocultos, e dessa vez para sempre. Eu fui pego de surpresa, mas você tem a chance de treinar e vencer. Não nos desaponte.”

Link assentiu e desembainhou a Espada Mestra.

- Certo. Vamos treinar.

---x---

A biblioteca dos Kokiri estava em ótimas condições, e Zelda ficou satisfeita por finalmente ter um plano em mente e poder começa-lo. Ela já havia começado a vasculhar os livros por alguma pista da arma que poderia derrotar a Rainha Oculta a dois dias, mas sem resultados.
Mas ela não havia ficado muito chateada, pois naquela biblioteca ela sabia que podia achar eventualmente. Mikau e Darbus estavam a ajudando na busca, mas eles também não haviam achado nada.
A princesa levantou-se a procurou por algum titulo interessantes nas prateleiras. Ela escolheu um chamado “A história de Hyrule”, e torceu para que encontrasse algo nele.
O livro, obviamente, contava a história do Reino desde sua fundação, a vários milênios. Zelda bocejou um pouco, pois já havia lido outros livros com o mesmo principio. Ele contava sobre a primeira era de Trevas de Hyrule, quando o temível Ganondorf havia dominado o Reino, e o Herói do Tempo havia o derrotado.
Passando por mais um período de tempo, a primeira Invasão dos Ocultos havia ocorrido. Zelda já conhecia a história como a palma da mão, mas resolveu ler do mesmo jeito.
E, foi nestas páginas que ela encontrou a informação que faltava em todos os outros livros:

- O terror dos Ocultos terminou quando o Herói atravessou o corpo do líder deles com a Espada Mestra, enquanto este estava vulnerável ao ser acertado pelas Flechas da Luz da princesa. – Zelda leu, perplexa – Pouco é lembrado dos efeitos colaterais da Guerra. Os Ocultos foram banidos para a Escuridão; os Sheikah decidiram deixar o serviço da Guarda Real, atormentados pelo preconceito que certamente sofreriam; o herói desapareceu misteriosamente, junto com a Espada Mestra; o Arco e as Flechas da Luz foram guardadas no Castelo Hyrule, e a morte da princesa que usou a arma foi lamentada.

Zelda levantou-se, triunfante, e chamou Darbus e Mikau, que chegaram correndo.

- Eu achei a resposta! Aqui está!

O Zora e o Goron examinaram as páginas do livro atentamente, e a princesa esperou ansiosa pela resposta deles.

- Bem... O livro parece ser confiável. – Mikau opinou – Tudo que ele narrou está de acordo com o que lembramos. Mas, se este Arco da Luz foi guardado no Castelo Hyrule, como ninguém se lembra dele?
- Eu achei isso estranho também. – Zelda concordou – Mas, eu tenho uma explicação para isso. Quando meu pai estava vivo, eu observei algumas vezes ele mexendo no trono. Parecia haver algum compartimento nele, mas quando eu perguntava para ele sobre isso, ele negava a existência dele. Talvez ele fosse me contar mais tarde, quando fosse minha hora de governar sozinha. O Arco deve estar guardado no próprio Trono...
- Nós não temos prova disso, mas confiamos nas suas suposições, princesa. – Darbus disse – Elas estiveram certas até agora. Mas, se o nosso objetivo é adquirir essa arma... Teremos de nos infiltrar no próprio Castelo onde a Rainha Oculta está!

Zelda sorriu um pouco, sem humor.

- Já tinha a ideia de que conseguir a arma não seria fácil. Mas, se ela está no Castelo, talvez não seja tão ruim. Afinal, teríamos de chegar até a Rainha para usá-la, de qualquer jeito...
- É verdade. Mas teremos de planejar cuidadosamente! – Darbus disse.
- Sim. Mas não podemos perder tempo, pois agora nós temos uma esperança de novo, e temos de nos segurar nela! Vamos nos infiltrar na Cidade de Hyrule, e derrubar a Rainha da Escuridão! – A princesa do Destino falou, abrindo seu sorriso, e ela sentiu a marca na sua mão brilhar.

---x---

Yaaaay. Tá tudo bem a agora (não capturei o Entei T-T)
Esse capitulo ficou bem curto, me desculpem por isso! Mas ele só serviu para explicar melhor a situação do Link, e para a Zelda descobrir sobre o Arco da Luz...
No próximo, teremos o SUPER HIPER ULTRA GIGA MASTER BLASTER capitulo dessa parte da fanfic! Então ele vai compensar bastante pelo tamanho deste aqui...
Aliás, eu queria deixar claro outra coisa: a linha do tempo onde essa história se passa não é a de nenhum dos outros jogos. A Nintendo lançou a linha de tempo oficial da série este ano, que revelou que a partir do fim de Ocarina of Time, ela se separava em três! Para não ocorrer nenhum conflito, inventei a QUARTA linha do tempo, onde só ocorre a Primeira Invasão dos Ocultos, que foi 'narrada' neste capitulo!
Então, deixando isso de lado, esperem pelo próximo capitulo, que vai ser É-P-I-C-O!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por ~Dark em Qui 17 Maio 2012 - 17:40

Zeroan sua fic está incrivel, eu adorei esse capitulo e estou esperando ansiosamente pelo próximo
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Sex 25 Maio 2012 - 23:14

Demorei, porém cheguei! /o/ -s

Zero seu lindo, eu estava esperando loucamente esse cap. >>>>>>>>>: Não demore com o épico também. u___u Gostei da história desse sombra, ele é o que eu chamo de Link. -n A Impa também, parece ser da época de Ganondorf. Gostei da sua narração sobre as histórias, a do livro e a contada pela Impa. É uma pena que neste cap não houve ação. ç-ç Seria mais interessante. q Apesar da lutinha no começo, como ela foi pequena, não há muito o que falar. Só espero que o próximo cap tenha um mistério terrível pra entrarmos no Castelo de Hyrule. <3<3<3

BORA LÁ ZERO, QUERO LER O PRÓXIMO CAP. Q
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Seg 28 Maio 2012 - 17:47

Hello!
Mais uma vez estou aqui trazendo um novo capitulo, e por**, esse foi um baita de um capitulo que eu escrevi xD Quase sete páginas inteiras no Word, e teve tanta coisa nelas que esse se tornou meu favorito...
Aliás, Thabita, como sempre resolvendo suas perguntas LOL O nome verdadeiro do Sombra é realmente Link, só que eu não queria criar um paradoxo e explodir a cabeça do NOSSO Link xD E o Sombra não é da época do Ganondorf, que seria Ocarina of Time, mas sim da primeria Invasão dos Ocultos [: Mais do passado dele vai ser explorado em breve \o/

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 22: A invasão do Castelo Hyrule.

---x---

O céu estava nublado aquele dia e o ar estava frio enquanto a companhia de Zelda viajava pelos campos de Hyrule, movendo-se determinadamente em direção ao Castelo do reino.
Já havia se passado cinco dias desde que eles haviam deixado os Kokiris e eles logo teriam de atravessar a Floresta Assombrada, e todos estavam temerosos sob essa parte da jornada.

- Princesa? – Malo chamou.
- O quê? – Zelda perguntou.
- Não acha que deveríamos parar um pouco? Afinal, estamos viajando a algumas horas. – O cavaleiro disse.
- Daqui a meia hora podemos parar por hoje. Nesse tempo deveremos já ter chegado a beira da Floresta Assombrada.

Malo assentiu e foi de volta a companhia do irmão. Zelda observou os outros viajantes, checando o bem estar deles. Sand estava cavalgando um pouco atrás de todos, silenciosamente. Lá no alto, Arya voava graciosamente, vigiando a terra em frente deles. A carroça de Kafei e Cremia se movia lentamente, e isso se atribuía pelo fato de Mikau e Darbus estarem sentados nela.
Zelda direcionou Epona até ficar ao lado de Kafei, que estava cuidando dos cavalos que estavam conduzindo a carroça.

- Kafei? Você acha que seus cavalos podem continuar por mais meia hora?
- Claro que podem, princesa! Eles foram treinados especialmente para aguentarem este tipo de peso! Se quisesse, poderiam cavalgar por duas horas ainda! – O fazendeiro respondeu, orgulhoso.
- Certo. Mas mesmo assim, vamos parar em meia hora. A noite já vai chegar. – A princesa disse, e se afastou.

Incomodava um pouco que Kafei e Cremia participavam dessa missão. Apesar de saberem sobre os Ocultos e estarem dispostos a ajudar, ainda eram cidadãos inocentes. Porém, quando Zelda planejou a invasão ao Castelo e se encontrou com o problema de como entrar discretamente nele, Malo e Talo se lembraram dos fazendeiros e os contataram.
Trazendo inocentes diretamente ao perigo. Eu sou a pior herdeira que Hyrule já teve. A princesa pensou, mas balançou a cabeça e deixou estes pensamentos, concentrando-se na jornada.

---x---

Cinco dias se passaram, e sob o céu da noite, as muralhas da Cidade Hyrule finalmente apareceram á distância. O grupo se entreolhou, ansiosos pelo perigo que os aguardava.

- Certo. Todos se lembram do plano? – Zelda perguntou, tentando parecer confiante, e os companheiros pareceram não perceber que ela na verdade estava quase desistindo da missão.
- Nós já sabemos, mas é melhor repassarmos ele, em caso de alguém não ter prestado muita atenção. – Malo disse, direcionando um olhar de censura para Talo.
- Então, vamos fazer isso mesmo. – Zelda sorriu fracamente – Certo. Eu, Sand, Arya, Mikau e Darbus vamos nos esconder atrás da carroça, e Kafei e Cremia vão passar pelo portão, com a desculpa de querer vender os seus produtos. Malo e Talo, vocês agiram como os guardas deles.

Os fazendeiros e os cavaleiros assentiram e memorizaram suas partes.

- Quando estivermos seguros dentro da cidade, eu vou sair da carroça e invadir o castelo. Sand, você vai comigo. Apesar de eu conhecer algumas entradas secretas pelo castelo, você tem bastante habilidade neste tipo de situação, eu presumo.
- Claro. Qualquer Gerudo acima de dez anos é treinado para... – Sand procurou uma palavra que não soasse parecida com “roubar”.
- Nós entendemos o que quer dizer. – Zelda disse, gentilmente – Arya, você vai sair da carroça também, e se dirigir para o teto do Castelo. Tenha bastante cuidado, pois os Ocultos tem uma ótima visão noturna. Se você notar que algo deu errado, voe para cima e faça algo para chamar a atenção de quem ficar na carroça. Esse vai ser o sinal para fugir.

Arya assentiu, e torceu para que não tivesse de fazer isso.

- Todos que ficarem na carroça, ajam normalmente. Mas, se algo der errado, preparem-se para lutar e fugir. Não se preocupem em salvar eu e Sand, Arya pode nos levar por algum tempo se precisarmos de ajuda.
- Quanto a saída, pode ser bem difícil. Se formos pegos, podem esperar batalha. Mas também pode acontecer de conseguirmos o Arco e fugir discretamente. Vamos para a carroça se isso acontecer.

Os viajantes balançaram a cabeça positivamente. Apesar de Zelda não ter tido essa intenção, o seu pequeno falatório havia os encorajado, e nenhum deles considerava ela era a pior herdeira de Hyrule, como ela tinha pensado antes.
A princesa, Sand, Arya, Darbus e Mikau se deitaram na carroça, e Cremia tapou-os com um pano bem grande, além de prender os outros cavalos no veiculo. Eles respiravam fundo quando o meio de transporte começou a se movimentar de novo.
Que as Deusas estejam nos assistindo. Zelda pensou, temerosa.

---x---

A carroça parou diante do portão da cidade, e os escondidos ouviram uma voz ríspida exclamar:

- E o que temos aqui? Uma grande carroça, ahm?
- Olá, senhor. Venho com a minha filha para vender meus produtos; leite, carne... – Kafei respondeu, calmamente.
- Sim, sim! Não precisa me informar sua lista de produtos inteira! – O guarda respondeu – Você pode passar. Espero que venda muito.

A carroça voltou a se mover de novo, e Zelda se sentiu aliviada pelo guarda não querer revistar o veiculo. Kafei continuou guiando os cavalos por alguns minutos, mas então parou lentamente.

- Vamos. – Zelda sussurrou, e escorregou para fora da carroça discretamente.

Sand e Arya a seguiram, e eles se esconderam num beco escuro entre duas casas. A carroça continuou a avançar, e Talo lançou um olhar rápido para eles antes de acompanha-la.
Zelda observou a rua em que estavam.

- Não há ninguém aqui. Arya, pode ir. Tome cuidado.
- Boa sorte para vocês. Vou ficar atenta. – A Kokiri responde, e voou quietamente para longe.

A princesa e Sand a observaram até chegar ao topo do castelo. Felizmente, ninguém a avistou.

- Devem ser umas onze horas. Ninguém está fora de casa, então por enquanto não temos de tomar muito cuidado. – Zelda sussurrou – Me siga.

Ela examinou a rua mais uma vez e então saiu do beco, num passo leve e apressado. Os dois seguiram pelas ruas da cidade, avançando na direção do grande castelo que ficava no final dela, e durante o percurso não encontraram ninguém.
Quando eles finalmente chegaram perto do seu destino, Sand examinou-o admirado. Ele possuía torres altas feitas de uma pedra branca, que brilhavam misteriosamente na escuridão da noite. Ele estava cercado por um fosso largo e profundo, e havia somente uma ponte que o atravessava, levando diretamente para a entrada do castelo, onde um guarda estava em pé.

- Cuidado! – Zelda sussurrou, puxando Sand para longe da visão do guarda, que não parecia estar muito acordado, portanto não os percebeu – Bem, nós não vamos poder passar pela entrada principal. Eu não tinha muita esperança disso mesma. Eu sei de uma entrada secreta.
- Bem, isso é conveniente... – Murmurou Sand, aliviado por não ter de enfrentar o guarda.
- Vamos. A entrada fica por aqui.

Eles andaram para a direita, circulando o fosso, ao mesmo tempo mantendo distância dele. Zelda examinava as árvores que cercavam a área, e parou diante de uma delas. Ela tocou o tronco e forçou-o.
Surpreendentemente, uma parte da casca se destacou e afundou no chão, revelando um espaço oco na planta, com um buraco no chão com escadas que levavam para baixo.

- Uau. Eu nunca teria pensado em procurar uma entrada secreta numa árvore. – Sand admitiu, impressionado.
- E essa é só uma delas. Posso pensar em outras ainda mais surpreendentes. – A princesa respondeu.

Eles entraram na árvore, e ela se fechou novamente. Eles ficaram na escuridão por um momento, mas Zelda logo fez uma minúscula esfera de luz em sua palma, que iluminou o esconderijo.
Ela foi a primeira a começar a descer, e Sand logo a seguiu. Eles logo chegaram no fim da escada, e se encontraram num túnel que se estendia longamente.

- Para onde isso leva? – O Gerudo perguntou.
- Direto para a sala do trono.
- Você já usou essa passagem antes?
- Algumas vezes, para escapar de reuniões entediantes.

Sand olhou incrédulo para a princesa, sem acreditar que ela faria tal coisa. Zelda sorriu um pouco.

- As vezes até eu não tenho paciência sobre essas coisas. Eu costumava fugir antes das reuniões e passar um tempo com Link... – Ela disse, e isso foi seguido de um silencio constrangedor.

Eles seguiram pelo túnel, tentando causar o menor barulho possível. Sand notou passos acima deles, e pensou se eram de Ocultos ou de Hylians.
Então eles chegaram a uma escada com alguns degraus que levavam para cima, e eles subiram cautelosamente. Eles chegaram no final, um corredor sem saída.

- É aqui... – Zelda sussurrou, e encostou a orelha na parede – Você está ouvindo algo?
- Não. – Sand respondeu, depois de escutar cuidadosamente ele mesmo.
- Certo. – A princesa respirou fundo – Chegou a hora. Fique atento, pois alguém pode entrar a qualquer instante.

Ela empurrou a parede, e ela se destacou com a pressão e afundou no chão. A luz invadiu os olhos dos dois, irritando-os.
Depois de um tempo, após os seus olhos se acostumarem a luminosidade, eles entraram na sala. Era um grande salão, com pilares de pedra polida e um teto de vidro. O grande trono real estava posto ali, majestosamente, dourado e vermelho.
A princesa admirou o objeto por um instante antes de começar a remexer nele. Ela procurou rapidamente por algum botão ou alavanca na cadeira, e então sentiu um pequeno relevo.
Ela apertou, e de repente, um compartimento se abriu no topo do trono. Zelda olhou esperançosamente para ele, e lá estava: um arco feito de ouro, com uma corda que parecia ser feita do mesmo material, apesar de ser mais fina. Junto estava uma aljava, cheia de flechas de ótima qualidade, com pontas que pareciam de prata.
Ela olhou maravilhada para a arma, e pendurou a aljava nas suas costas, sentindo uma conexão misteriosa com as relíquias. Porém, ela logo sentiu um arrepio, e por um breve momento entrou em pânico. Ela segurou a mão de Sand, que olhou confuso para ela, e em alguns momentos eles estavam invisíveis.
Um cavaleiro entrou na sala de repente, mas não pareceu notar os dois. Ele tirou o capacete, mostrando seu rosto: Dragmire. Porém, Zelda não prestou atenção nele, e sim na figura que estava se formando no meio do salão.
A própria Rainha da Escuridão havia aparecido ali, e a princesa tremeu um pouco ao examina-la: era extremamente igual a si mesma, porém havia algo que mostrava a natureza perversa dela.

- Bem vinda de volta, minha Rainha. – Dragmire ajoelhou-se a frente dela.

Midna sorriu e sentou-se no trono, batendo os dedos nas bordas do assento, como se estivesse satisfeita consigo mesma.

- Presumo que tudo ocorreu como planejou, senhora. – Dragmire continuou.
- Ah, sim. Tudo ocorreu muito bem. – A voz da Oculta era fria, mas ao mesmo tempo perigosamente bela, e isso só fez Zelda se sentir ainda pior – A Grande Árvore Deku pode até ter sido abençoada pelas Deusas, mas o corpo dela era velho e frágil. Foi fácil me livrar dela.

Não. Zelda pensou ao ouvir as palavras.

- Ainda não sei o que o impediu de livrar-se dela em primeiro lugar, Dragmire. – A Rainha continuou – Talvez eu devesse ter lhe dado mais poder. Assim, você poderia já ter cuidado da princesa que anda solta por aí.
- Me desculpe, minha Rainha. – Dragmire respondeu, humilhado – Ela era poderosa demais.
- Claro. Você só sabe lutar com a espada, e não com magia. Eu o perdoo.

Midna levantou-se, e Zelda e Sand recuaram alguns passos, temerosos.

- Sua falha pode ser corrigida brevemente. De fato, poderíamos resolver isso agora mesmo. Já é hora de reconhecer nossos visitantes.

A Rainha olhou diretamente para os invasores, e a magia de Zelda quebrou imediatamente, revelando-os. Dragmire olhou surpreso para eles, e imediatamente desembainhou sua espada.

- Fique calmo, Dragmire. Você já vai poder ter sua “vingança”... – Midna disse, sem tirar os olhos de Zelda – Antes, tenho algumas coisas a falar com a princesa.

Ela sorriu um pouco.

- Parece que você caiu direto na minha armadilha, assim como seu amigo. – A Rainha disse, e sacudiu a cabeça ao ver a reação de duvida de Zelda – Você realmente pensou que eu não sabia que o Arco da Luz, a única arma restante que pode me derrotar, estava depositado no trono onde eu sento? Bem, você me subestimou.
- Se você sabia dele, por que não o destruiu? – Zelda achou a coragem para perguntar.
- Você é bem previsível, Zelda, assim como o antigo Link. Mas não achei que cairia no mesmo truque duas vezes! Eu deixei o Arco da Luz intacto, e você veio direto aqui para busca-lo.

Sua tola! Zelda gritou mentalmente para si mesma.

- Posso entender que você não tinha muitas escolhas. – Midna admitiu – E no seu desespero isso pareceu uma boa resposta. Eventualmente, eu teria a pego de qualquer jeito.

A Rainha desviou os olhos de Zelda e então olhou para Sand, que havia desembainhado Justiça, mas parecia não ter a disposição de empunhá-la. Porém, fundo em seus olhos, um fogo determinado ardia.

- Você até trouxe um Gerudo inocente para essa missão. Não pode ver, Zelda, que só vai causar mais dor se continuar lutando?
“E aquela carroça em que entrou na cidade? Pertence a mais dois inocentes fazendeiros, certo? Acredito que eles não gostariam de encontrar uma fazenda de cinzas quando voltarem. Lembre-se que chamas também se espalham muito bem em florestas e árvores velhas, espantando grandes pássaros e pequenas fadas brilhantes.”
“Desista agora, e nada desse tipo acontecerá, nunca mais. É sua escolha: desista agora, ou morra tentando lutar.”

De qualquer maneira, eu perco, e o reino também. Não há esperança, não importa minha escolha.
Mas então ela se lembrou dos dias ensolarados de antes, de cavaleiros que haviam morrido na esperança de vive-los de novo, e soube que nenhuma dessa duas escolhas era a certa.

- Eu vou lutar, e vou vencer, nem que seja a ultima em pé. E lembre-se disso.

A princesa levantou o Arco da Luz e encaixou uma das Flechas de Pratas em questão de instantes. O projetil saiu voando na direção da Rainha, emitindo uma luz dourada, e a vilã mal teve tempo de bloquear ele com magia.
Midna gritou furiosa e estendeu a palma de sua mão, de onde saiu uma esfera de energia negra. Porém, surpreendendo ambas as magas, Zelda reagiu e bloqueou o ataque com sua própria magia.
Dragmire avançou, grunhindo de ódio, e levantou sua espada para atacar a princesa. Porém, outra lâmina interceptou-a e jogou-o para trás. Sand pulou na direção do traidor e derrubou-o no chão.

- Vamos!

Ele correu para a saída do salão, e Zelda correu atrás dele. A Rainha Oculta olhou para eles, calada, e olhou para Dragmire.

- Siga-os com seus melhores homens. Agora.

---x---

Malo olhava preocupado para o céu, pensando se Zelda e Sand estavam bem. Foi quando ele notou algumas explosões de luz emanando do castelo, e avistou a forma de Arya voando para o alto.

- Preparem os cavalos! Aconteceu algo! – Ele exclamou para os companheiros.

Kafei e Cremia separaram seus cavalos da carroça, e também libertaram Epona e o cavalo de Sand. Talo já estava montado, e com ele estava Mikau. Darbus observava o castelo, temeroso.
Então, eles avistaram Zelda e Sand abrindo as portas do castelo. O Gerudo acertou rapidamente o Oculto que estava de guarda antes que ele tivesse desembainhado sua espada.
Os dois correram rapidamente, mas logo depois deles agora vinham uma dezena de cavaleiros, um deles Dragmire. Todos os que haviam ficado na carroça saíram cavalgando para a saída da cidade.
Zelda gritou algo, e Arya mergulhou, segurando a mão dela e de Sand, e levantou voo. Ela carregou-os por um tempo, em alta velocidade, mas logo teve de pousar de novo.

- Me desculpem! Não consigo carrega-los assim! Corram rápido, os seus cavalos estão esperando um pouco adiante! – A Kokiri exclamou, e subiu de novo.

Malo desacelerou um pouco e olhou para trás, avistando a princesa e o Gerudo correrem na direção de seus cavalos, que estavam a algumas dezenas de metros.

- Eles nunca vão conseguir... – O cavaleiro real murmurou, e desembainhou sua espada.

Talo percebeu sua ausência e gritou para ele:

- Malo? Volte aqui!

O cavalo de Malo saiu cavalgando à máxima velocidade, e o seu cavaleiro levantou a espada. Ele passou por Zelda e Sand, e gritou o mais alto que conseguiu.

- POR HYRULE!

Ele colidiu contra os inimigos, causando desordem e derrubando-os. Com toda sua fúria, ele matou dois dos Ocultos que tentaram pará-lo, e então correu na direção de Dragmire. Mas o traidor conseguiu levantar-se e desviar da investida, e com enorme força o acertou na cabeça com a espada, matando-o.
O ultimo esforço dele não foi em vão, pois Zelda e Sand conseguiram montar seus cavalos e seguir seus companheiros. A princesa olhou para trás, e lágrimas surgiram em seus olhos.
Ela percebeu que um dos cavaleiros havia se levantado e mirava com um arco na direção dela. Ela se abaixou e a flecha passou por cima dela, e infelizmente acertou outro alvo: Kafei gritou e caiu do seu cavalo. Cremia berrou agoniada, mas não parou.
Finalmente eles saíram da cidade, e continuaram cavalgando pelos campos de Hyrule, e nenhum cavaleiro Oculto os seguiu.
Porém, não foi alivio que Zelda sentiu, mas sim remorso e tristeza, pois aquela aventura havia criado mais perdas do que novas esperanças.

---x---


Vish.
É isso mesmo, TODO MUNDO MORREU. Bem, não todo mundo, mas vocês entenderam...
Sobre isso, eu não sei se fiz corretamente. Eu nunca escrevi uma cena de morte desse tipo, tirando a do Link, é claro, mas ele não morreu de verdade, portanto não conta. Eu sinceramente gostei da partida valorosa do Malo ): Espero que o Kafei não tenha passado batido depois, também. A morte do fazendeiro dubem pode não parecer não muito importante, mas vai ser no futuro ^^
Outra: eu gostei pra caramba da cena em que a Zelda e o Sand enfrentam a Midna. Eu acho que ficou muito legal, principalmente porque ajudou bastante a adicionar mais para os personagens.
Aliás, desculpem pela falta do Link. Ele mandou um oi e disse que vai aparecer no próximo capitulo.
Então, até a próxima! Adios!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Sex 8 Jun 2012 - 16:44

Oi, pessoal!
Mais uma vez estou aqui, trazendo mais um capitulo para a fanfic. Desculpem pela pequena demora xD Infelizmente, não houve nenhum comentário, então vamos direto ao capitulo:

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 23: Uma floresta de cinzas.

---x---

Zelda observava quietamente o campo, no topo da colina onde ela e seus companheiros haviam parado para a noite. Ela olhou para a lua cheia que emitia um pouco de luz, e então dirigiu um olhar para o seu grupo.
Eles estavam recolhidos ao redor da fogueira apagada que haviam feito. Ela observou a expressão rígida que Talo mantinha enquanto dormia, e também a face um pouco vermelha de Cremia, como se ela houvesse chorado recentemente.
É tudo a minha culpa. A princesa pensou, não pela primeira vez nos últimos dias. Ela lançou um olhar para Arya, que estava dormindo no topo de um galho numa árvore, e felizmente ela não parecia muito perturbada.
Pelo menos ela ainda tem esperança de que os Kokiris ainda estão vivos. Talvez a Rainha tenha os deixado viver. Ela sabia que isso provavelmente não era verdade, mas mesmo assim não queria aceitar o fato até estar comprovado.

- Princesa? Você não vai dormir?

Zelda assustou-se e encostou no punho de sua espada inconscientemente, mas ela logo relaxou ao perceber que era Sand. O Gerudo sentou ao lado dela, preocupado.

- Eu não estava conseguindo dormir. – Ela respondeu, simplesmente.
- Sério? Tem certeza que não há nada de errado? – Ele insistiu, não acreditando nela.
- Não há nada de errado.

Sand olhou para ela seriamente, ainda não acreditando.

- Eu sei que algo a está incomodando, e tentar manter isso somente para si mesma não vai ajudar, princesa. Mas não precisa me contar, se não quiser.

Zelda virou a sua mão e observou o símbolo triangular que havia na palma dela.

- Você já sentiu culpa por algo que fez?
- As vezes.
- Esse é meu problema, Sand. Sempre que eu tento dormir, eu me lembro do que aconteceu na cidade, e que foi tudo culpa minha. Eu levei todos a uma armadilha e Malo e Kafei morreram por causa disso. Eu não consigo suportar olhar para Cremia mais, pois sempre volta a visão do pai dela sendo atingido e caindo do cavalo. Eu penso, se nós ganharmos essa guerra, não merecerei ser rainha porque eu levei meu povo a morte!

Ela parou de falar e encostou a mão na testa, sentindo uma dor de cabeça.

- Mas isso não foi sua culpa, princesa. – Sand falou.
- Foi sim, era tudo uma armadilha...
- E daí? Você não sabia disso. E, se alguém não quisesse lhe acompanhar a ela, partiriam. Todo mundo acreditava em você, princesa, e ainda acreditamos.
- Não deviam.
- Por que não devíamos? Olhe, o que aconteceu na cidade foi o resultado dessa guerra. E se você desistisse aquilo aconteceria mais vezes ainda. Zelda, nós acreditamos em você porque é a única pessoa que pode e quer parar isso. Entende agora? Não devia se sentir culpada.

A princesa sacudiu a cabeça levemente, concordando com ele. Ela olhou novamente para o símbolo em sua mão.

- Eu não sinto culpa só por isso. – Ela disse, quietamente.

Sand examinou o símbolo, intrigado, e lembrou-se de que Link tinha um parecido.

- Eu acho que você deveria dormir agora, princesa. Faltam só algumas horas até amanhecer e teremos de ir rapidamente. Eu posso manter vigia em seu lugar, se quiser.
- Acho que você está certo. – Zelda concordou – Sabe, você cresceu bastante nesse tempo, Sand. Quando atravessamos a Floresta Assombrada pela primeira vez e eu tive que curá-lo por causa de um lobo que nos atacou, não tinha pensado que íamos ter esse tipo de conversa algum dia.

Sand olhou para o horizonte, envergonhado. Zelda se levantou.

- Boa noite.
- Boa noite.

---x---

Na próxima semana, o grupo viajou rapidamente, sempre vigiando se estavam sendo seguidos. Eles não trocavam muitas palavras, a não ser quando decidiam qual caminho tomar.
Eles tinham atravessado a Floresta Assombrada com facilidade, e Zelda achou intrigante ela agora conseguia achar o caminho por ela tão facilmente. Agora eles continuavam pelos campos do leste, em direção a Floresta Kokiri.
Finalmente eles avistaram as árvores, se é que podiam ser chamadas de árvores. Elas pareciam mais pedaços podres de madeira, com uma cor cinzenta, e sem folhas. Arya soltou um grito angustiado e voou rapidamente até seu lar arruinado.
Zelda desmontou de Epona e correu atrás dela, mas o resto do grupo não a seguiu, pois não tinham vontade nenhuma de entrar no lugar.
A princesa não encontrou nenhuma árvore saudável pelo caminho até a clareira da Grande Árvore Deku, e nem lá ela encontrou vida. Arya estava ajoelhada à frente da Guardiã queimada, de cabeça baixa.

- Como alguém poderia fazer uma coisa dessas... – A Kokiri murmurou, chocada.

Zelda ficou quieta. Ela vasculhou a clareira, procurando algum sinal de vida.

- Você achou alguém? – A princesa perguntou delicadamente.
- Não. Não restou nenhum dos meus irmãos e irmãs, nem as fadas... As árvores... Elas não falam mais... – A voz de Arya estava rouca, e ela demorou alguns minutos para se levantar.
- Eu sinto muito, Arya.
- Vamos embora, por favor...

Zelda segurou o braço da Kokiri e a guiou para fora da floresta morta, onde os seus companheiros estavam esperando, quietos.

- Vamos para o norte. Não podemos ficar parados por muito tempo, e o sul não é seguro. – A princesa decidiu, na voz mais estável que conseguiu – Arya, você não pode voar. Pode montar Epona comigo.

A Kokiri não respondeu. Em vez disso, ela continuava olhando para o seu lar queimado.

---x---

O que eles acharam no norte não melhorou o humor deles. A antiga fazenda Romani agora era um circulo de cinzas, e nenhum dos animais que estavam ali antes foram encontrados.
Cremia não chorou, pois ela as lágrimas dela já pareciam ter acabado nos últimos dias. O resto do grupo fez uma fogueira no meio do terreno, já que a noite havia chegado.
Porém, quando o grupo estava se acomodando para dormir, o som de dezenas de passos furiosos chegaram até eles. Uma companhia de Moblins cavalgava na direção deles, montados de javalis, e o líder era um grande Moblin, três vezes maior do que os outros. Ele carregava uma lança e urrava, gelando as espinhas do pequeno grupo de rebeldes.

- Eu sabia que estávamos sendo seguidos... – Zelda murmurou para si mesma, mas então olhou para seus amigos, e disse em voz alta – Nós vamos ter de lutar. Arya e Cremia, vocês não estão em condição para isto. Mikau, você deve protegê-las.
- Entendido, princesa. – O Zora assentiu e levou as duas para longe, onde não seriam alvo fácil dos monstros.
- Talo e Darbus, vocês dois devem ignorar o líder e derrubar os Moblins menores. Eles devem ser uns cinquenta, pelos meus cálculos, mas parecem não ter muita disciplina. Mesmo assim, tomem cuidado.
- Sand, nós vamos enfrentar o líder. Ele é um Bulblin, uma espécie maior deles, e muito mais resistente. Infelizmente, ele não é tão burro quanto seu exército.

Depois de receberem suas ordens, eles se prepararam. Talo saiu cavalgando em seu cavalo, e Darbus correu do lado dele por um tempo. O Goron pulou e encolheu-se em volta de si mesmo, tornando-se uma esfera que rolou pelo chão em uma velocidade tremenda.
Ele desviou do grande Bulblin e acertou a maioria dos Moblins atrás dele, derrubando-os de seus javalis. Talo chegou atrás dele, e matou o resto que se mantiveram montados com sua espada, e ele golpeava com tanta fúria que parecia que os monstros tinham matado o seu irmão, e não Dragmire.
Enquanto isso, o Bulblin continuou avançando, sem ligar com a queda de seus servos. Ele urrou e seu javali acelerou mais ainda. Zelda retirou o Arco da Luz de suas costas e encaixou uma flecha nele.
A princesa mirou cuidadosamente e atirou. O projetil voou pelo ar, envolto pela magia sagrada de Zelda, e acertou o javali na testa. Ele caiu imediatamente, e seu mestre pulou de suas costas, e fechou a distancia entre ele e seus atacantes.
Zelda recuou, pois o Bulblin tentou acertá-la com sua lança, furioso. A maga guardou o Arco e desembainhou sua espada, conseguido bloquear o segundo golpe do monstro. Ele continuou atacando, tentando quebrar a defesa da princesa, e chegava cada vez mais perto de seu objetivo, pois seus ataques eram fortes e machucavam os braços dela.
Felizmente, Sand interviu e atacou o Bulblin enquanto estava distraído, cortando o lado de seu torso. O monstro rugiu e partiu para cima dele, mas o Gerudo pulou para trás com destreza, fazendo o seu inimigo tropeçar.
A batalha continuou assim, com Sand desviando dos ataques do Bulblin enquanto desferia seus próprios rapidamente. Apesar de já estar sangrando em vários lugares, o enorme monstro continuou lutando, cada vez mais furioso.
Por fim, quando o Gerudo julgou que sua estratégia iria falhar brevemente, ele avançou e espetou Justiça na barriga do Bulblin, que foi pego de surpresa e não teve tempo de reagir. A besta caiu no chão, sangrando.

- Sand, você está bem? – Zelda perguntou, preocupada.
- Estou bem. – Ele respondeu, e limpou o sangue que cobria Justiça na grama.

Talo e Darbus voltaram depois de matarem todos os Moblins, e não tinham sofrido nenhum ferimento sério. Mikau voltou com Arya e Cremia, e nada havia acontecido com elas.

- Foi muita sorte de nós termos percebido os Moblins antes de chegarem. – Darbus disse – Eles teriam dado muito mais trabalho de outro jeito. Nós vivemos, graças ao pensamento rápido da princesa Zelda!
- Não precisaríamos dele se não tivesse decidido ir ao Castelo. – Zelda respondeu, curtamente.

O grupo ficou em silêncio, e a princesa sacudiu a cabeça, arrependida.

- Me desculpem, não queria soar tão rude. Mas mesmo assim queria que nada disso tivesse sido necessário.

Sand olhou para ela com um pouco de irritação, fazendo-a lembrar-se da conversa que tiveram antes.

- Eu sei. Vocês confiaram em mim, e não deveria me sentir culpada. Mas eu me sinto. Se eu não tivesse nos levado àquela maldita armadilha no castelo, nada disso teria acontecido. Malo e Kafei estariam aqui, e ontem estaríamos sobre a vigília da Árvore Deku, com os Kokiris por perto, e Neyri e as outras fadas!

O grupo continuou em silêncio, fitando o chão, enquanto ela continuava a falar, frustrada.

- Eu não sei por que vocês continuam a confiar em mim. Eu não sei o que fazer agora, para onde ir... Se continuarem comigo, só irão encontrar mais desgraça, não entendem?

Talo levantou a cabeça, sério.

- Ninguém sabe o que faremos, princesa. Mas quando a onde iremos? Eu não sei quanto aos outros, mas vou continuar ao seu lado, porque eu sei que só você pode achar a solução, mesmo que demore anos. Quem teve a ideia de procurar pela Espada Mestra? Você. Quem descobriu sobre a revolta dos Ocultos? Você. Quem achou a localização do Arco da Luz? Você.
- E do que isso importa? – Zelda perguntou – A Espada Mestra foi perdida, junto com Link. Ele era o único que tinha o potencial de usá-la. As nossas chances de derrotar os Ocultos acabaram junto com ele.
- Isto não é sobre Link! – Talo exclamou – Nós todos sentimos falta dele. Sim, ele era nossa maior esperança. Mas nós não teríamos essa esperança se ele estivesse sozinho! Você foi quem guiou ele pela sua jornada, e foi só pela intervenção da Rainha Oculta que tudo acabou.
- Ele quer dizer, princesa, que tudo que Link fez foi por causa de você. – Sand disse – Você sempre descobriu o que fazer, e era ele quem executava essas missões. Mesmo que ele não esteja aqui, você tem outros quem podem ajuda-la. Nós precisamos de você, tanto quanto você precisa de nós.

Zelda assentiu finalmente, aceitando a opinião deles.

- Se vocês ainda quiserem me seguir, não vou reclamar. Mas, eu quero deixar claro que eu não me importo se não quiserem continuar a me ajudar.
- Como eu disse, vou continuar ao seu lado. – Talo disse.
- Eu também. – Sand seguiu-o, e Darbus e Mikau também.

Zelda olhou para a Kokiri que estava sentada no chão, quieta.

- Arya? E você?
- Eu acho que os Ocultos já levaram coisas demais de mim. Eu posso ser a ultima da minha raça. Eu continuarei com você.
- Obrigada, Arya. E quanto a você, Cremia?
- Eu vou com vocês. – A fazendeira disse – Eu sei que não sou de muita ajuda, mas vou tentar ser útil.
- Você sempre será bem vinda entre nós. – A princesa disse – Agora, temos de dormir. Nós vamos partir cedo de manhã. Para onde, eu não sei, mas não quero me encontrar de novo com Moblins. Eu vou ser a vigia esta noite.

Ninguém objetou com isso, e um a um, eles dormiram.

---x---

Mais uma vez, Link fitava a imensidão branca que o cercava, e não foi a ultima vez que pensou em onde aquele lugar ficava exatamente. Porém, aquele era um dos últimos momentos em que ficara ali.
Alguns minutos atrás, Sombra havia revelado que finalmente seu treinamento estava completo. Em alguns minutos, ele estaria de volta em Hyrule, e apesar de estar feliz, ele também estava temeroso por o que encontraria.
Ele ouviu o chamado de Impa e andou na direção dela. Ela estava em pé ao lado de Sombra, que tinha uma expressão indecifrável.

- É hora de você retornar para onde pertence. – O antigo herói declarou – O seu treinamento foi duro, e agora você tem a força para derrotar os seus maiores inimigos. Porém, isto não é tudo. Quando voltar para o Reino, ainda terá uma missão a cumprir antes de derrotar a Rainha dos Ocultos.
- O quer dizer? – Link perguntou, curioso.
- A Espada Mestra não possui todo o seu poder atualmente. Os séculos que ficou adormecida diminuíram a magia dela, e por isso não pode derrotar a magia negra da própria Escuridão. Você terá de restaurá-la para sua antiga glória...
- E como eu farei isso?
- Eu explicarei tudo em breve, herói. – Impa disse, impaciente.
- Você vai comigo?

Link ficou surpreso, pois eles nunca tinham mencionado isso antes.

- Claro que irei. A algumas coisas que só eu sei sobre a Escuridão e a Espada Mestra. E ainda, é sempre útil ter uma Sheikah ao seu lado.
- Basta de falatório. – Sombra disse – Desembainhe a Espada. Eu a usarei como o portal para Hyrule. Porém, não serei capaz de trazê-los de volta, pois daqui não consigo sentir o poder diminuído dela.

Link desembainhou a Espada Mestra e Sombra encostou no punho dela. Impa segurou o ombro de Link.

- Adeus, herói. Adeus, Impa. Que nós nos encontremos de novo, em outro tempo e outro lugar.

De repente, tudo ficou preto, e Link se sentiu sendo mandado para outro lugar, muito distante e familiar.

---x---
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Fugushi em Qua 13 Jun 2012 - 0:45

Konichuwa Sir. Zeroan0!

Sua Fic é a melhor que já li,Dragmire o cara mais FDP que já vi.Esses ultimos Caps estão maravilhosos,gostei do sombra(Link),você esta matando todos personagens do bem vou te enfiar a Master Sword nos olhos.Gostaria que Link tivesse o passaro que ele tem LoZ Skyward Sword iria ser muito dahora o passaro vermelho ajundando nas batalhas,mas como ele já tem a Epona.No começo pensei que Dragmire fosse o Gannondorf,pois o sobrenome do Ganon é Dragmire isso me confundiu no começo.O nome do Rei do Gerudos esta bem podre mesmo,então vai meu conselho:

-Gaepora(Diretor da Knight Academy em Skyward Sword)



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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Ter 26 Jun 2012 - 15:49

Yo!
Yuki Fugushi, acho que não faria muito sentido o Link ter um Loftwing ]: Se ele tivesse, poderia simplesmente voar para qualquer lugar que quisesse em questão de minutos... Also, o nome do Rei Gerudo vai ter que continuar Drake, por que se não vai ficar meio confuso. Também, Gaepora é um personagem bonzinho, inclusive o nome dele vem do Sage of Light de Ocarina of Time, e apesar do Drake não ser naturalmente dumal, não combina colocar esse nome nele, mas valeu pela sugestão! (aliás, quando você entra no MSN? Já te adicionei faz uma semana e ainda não te vi nele xD)
ANYWAY, fiquem com o capitulo:

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 24: O retorno à Hyrule.

---x---

Link abriu os olhos e percebeu que estava em Hyrule. Porém, vários soldados passavam por ele, correndo e brandindo espadas e lanças. Um deles atravessou seu corpo, e o herói raciocinou que devia estar tendo mais uma visão.
Os soldados avançavam contra um exercito de pessoas encapuzadas, que estavam parados, somente levantando as mãos e repelindo os inimigos com magia. Link notou as faces pálidas dos magos, identificando-os como Ocultos.

Só pode ser o passado... Link pensou. A primeira Guerra Oculta.
Uma grande explosão de luz aconteceu no meio do exército de Ocultos, espantando-os. Os soldados de Hyrule conseguiram romper a defesa deles neste momento, ganhando vantagem. Uma barreira de luz subia até os céus de onde a explosão ocorrera.
Link correu na direção dela, atravessando soldados e Ocultos que batalhavam igualmente agora. Quando o herói chegou na barreira de luz, vários Hylians tentavam passar por ela, derrubando os magos que tentavam os impedir. Link conseguiu passar facilmente pelo obstáculo.
A primeira coisa que ele viu foi uma pessoa derrubada no chão, cortada em vários lugares e com ossos quebrados. Ela virou-se com dificuldade, e Link reconheceu uma Impa muito mais nova do que a que ele conhecia.
Longe da Sheikah caída, um grande homem de pele negra e cabelos ruivos, vestido numa armadura preta pesada, ria, enquanto erguia alguém pelo pescoço com uma mão só e na outra segurava uma espada.

- Foi um longe tempo, princesa, desde a ultima vez que segurei alguém como você pelo pescoço... – O homem disse lentamente – Eu espero que tenha ouvido sobre o destino dessas pessoas.

A princesa que ele erguia era muito semelhante a Zelda, porém, ela parecia ser mais velha e tinha uma expressão mais feroz do que Link já vira a princesa de sua época usar.

- Cale a boca, Ganon. Você sabe que não a darei para você por minha própria vontade. O Destino e as Deusas determinaram que eu seria sua guardiã. – Ela respondeu, e tentou desembainhar sua espada, mas ela saiu voando, impulsionada pela magia de Ganon.
- O Destino e as Deusas? – Ele perguntou, e seu sorriso desapareceu de sua face – Eu esperava que suas razões fossem melhores, princesa. As Deusas não lhe ajudaram em nada, e muito menos o Destino. Eles lhe amaldiçoaram, assim como a mim.
- Ela não é uma maldição. É uma benção.
- Uma benção! Você pode escolher se quer usar benções ou não, e elas trazem felicidade e esperança. Eu, você e seu amigo não tivemos escolha desde o começo, e nossa benção só trouxe dor! Eu faria tudo para me livrar dela!
- Você está errado. Ela causa dor porque você quer se livrar dela. Se fosse usada corretamente, aconteceria exatamente o contrário.
- Se você não quer se livrar dela por sua própria vontade, então a destruirei eu mesmo, e você junto dela. Adeus.

Ganon apertou o pescoço da princesa, e Link ouviu o barulho de ossos quebrando. O líder dos Ocultos então a jogou no chão, sem vida. Impa gritou angustiada, e tentou se levantar, mas alguém a impediu.
Do lado da Sheikah, um jovem cavaleiro se encontrava, usando vestes verdes e brandindo um escudo de metal e uma espada, uma cópia idêntica da Espada Mestra. Ele correu na direção de Ganon, e o vilão defendeu sua investida, irado.
Ao redor de Link, tudo começou a escurecer, e ele sentiu que sua visão estava acabando. A ultima coisa que ele viu foi o corpo da princesa, e sua face parecia se juntar à de Zelda dolorosamente.

---x---

- Acorde!

Link sentiu uma mão sacudindo-o pelo ombro, e abriu seus olhos lentamente. Ele enxergou as estrelas no céu, e o rosto pálido de Impa o observando preocupada. Ela percebeu que ele havia acordado, e sua expressão mudou para uma de irritação.

- Bem, acho que agora já basta de descanso, não acha? – A Sheikah perguntou, um tom de censura na voz.
- Me desculpe. Eu tive uma visão.

Link se levantou, e percebeu que estavam no campo de Hyrule, e a lua cheia iluminava fracamente a grama verde e as várias árvores que se espalhavam pelo lugar.

- Onde estamos?
- Parece ser a região sudoeste do reino, perto do Deserto Gerudo, se minha memória não falha. Já faz seis meses desde que você segurou a Espada Mestra pela primeira vez. – Impa respondeu, já prevendo a próxima questão – Sobre o que foi sua visão? Ela pode ser importante para seu futuro.

Link contou para ela sobre o que havia presenciado. A expressão da Sheikah não mudou, mas ele notou como os olhos dela refletiam tristeza.

- Essa foi uma visão interessante, herói. É bom que você saiba mais sobre o primeiro conflito com os Ocultos.
- Este Ganon... Ele foi o primeiro líder deles? E o que ele queria com a princesa?
- Sim, ele era o líder deles. Quanto a segunda questão, não cabe a mim responde-la. Sua princesa pode explicar para você, se não quiser terminar como a minha.

Impa então começou a andar para o norte.

- Nós vamos nesta direção, por enquanto. Vamos torcer para que haja alguma vila por perto, onde podemos perguntar por informações.
- Informações de que?
- De onde está a princesa Zelda, é claro. Nós acharemos ela, e então decidiremos o que fazer.

---x---

No próximo dia, eles encontraram um pequeno vilarejo. Eles perguntaram por noticias da princesa Zelda para a dona de uma pousada, e ela olhou-os estranhamente antes de responder:

- A rainha está em seu castelo, como deveria ser. Onde mais ela estaria?
- Desculpe. Então, você ouviu falar sobre alguns rebeldes por estas partes? – Link mudou a questão.
- Hum... – A mulher lançou um olhar mais curioso ainda para ele – Há rumores. As pessoas dizem que um pequeno grupo de rebeldes anda viajando pelos arredores. Dizem que pretendem destronar a rainha.
- Onde eles foram vistos pela ultima vez?

Ela explicou intrigada a localização de uma minúscula floresta ao noroeste, onde de vez em quando fumaça era avistada. A mulher também recomendou que eles tivessem cuidado quando partissem, pois monstros estavam rondando mais frequentemente nesta região.
Link e Impa viajaram a pé, pois não havia cavalos a venda no vilarejo, os próximos dois dias. Na segunda noite, eles avistaram um amontoado de árvores à distância, e partiram depressa na direção dele.

- Você acha que ela está ali? – Link perguntou.
- Provavelmente. Também podem ser bandidos ou monstros, mas se este for o caso, podemos cuidar facilmente deles. – Impa respondeu em voz baixa.
- É. Nós vamos ter de arriscar.

Link desembainhou a Espada Mestra e Impa retirou uma adaga do seu cinto. Eles prosseguiram silenciosamente em direção à pequena floresta. Quando chegaram à beira das árvores, eles pararam, quietos.
A Sheikah assentiu para seu companheiro, encorajando-o a ir na frente. O herói respirou fundo e entrou na floresta, empunhando a Espada Mestra com firmeza. De repente, uma figura oculta pelas sombras apareceu a alguns metros diante dele, segurando um arco com uma flecha encaixada.
Eles ouviram o som de asas batendo, e de repente outra figura apareceu atrás de Impa, encostando uma espada nas costas dela.

- Parem! – A primeira figura exclamou – Quem são vocês, e o que querem aqui?
- Estamos à procura da princesa Zelda. O meu nome é Impa, dos Sheikah. O nome dele é Link, Cavaleiro Real de Hyrule.

A figura puxou a flecha mais ainda.

- Só podem estar brincando! A sua Rainha acha que isso vai funcionar? Eu admito que a primeira vez que a ilusão dele apareceu, me enganaram. A segunda vez não funcionou. Agora, uma terceira ilusão, acompanhada de outra que não conheço? A Rainha da Escuridão pensa que sou tão estupida assim?

O coração de Link bateu mais forte quando ele reconheceu a voz.

- Acredite, não somos ilusões, e não trabalhamos para os Ocultos. – Impa disse, calmamente.
- Mesmo? Eu não acredito nisso. Me diga, por que de todas as opções, a Rainha escolheu uma Sheikah para tentar me enganar?

Impa ficou quieta depois dessa frase.

- Ahm... Zelda, ela não parece uma ilusão. A minha espada não a desfez quando toquei-a com ela. – A segunda figura disse, hesitante.
- Talvez ela tenha melhorado a magia. Bem, o único jeito de descobrir é esse...

Ela estendeu uma mão e um fogo cresceu a partir de sua palma, iluminando o lugar. Link quase não reconheceu Zelda ao vê-la: ela parecia ter crescido desde que a tinha visto pela ultima vez. Ela tinha largado o arco quando acendeu o fogo, mas mantinha uma postura que mostrava que era capaz de pegá-lo de novo e acertá-lo com uma flecha antes que pudesse atacar.
A princesa olhou para ele com uma mistura de frustração e tristeza. Ela levantou a mão direita dela, onde um símbolo de três triângulos brilhava.

- Levante a sua agora.

Link obedeceu, erguendo sua mão direita também. O símbolo apareceu, brilhando mais ainda do que o de Zelda, que se manteve quieta.

- Zelda? – Arya chamou, enquanto ainda segurava sua espada contra Impa, que observava a princesa curiosamente – O que foi? São ilusões, certo?
- Não... – Zelda murmurou – Eles são de verdade... Link? É você?
- Sim, sou eu. Senti sua falta, Zelda. – O cavaleiro respondeu.

A princesa olhou para ele sem saber o que fazer. Então ela desfez o fogo, correu até ele e o abraçou, emocionada.

- Eu estou de volta, princesa. Nós vamos tomar de volta nosso reino.

---x---

Yaaaaaaaaaaay! Tá tudo bem agora, porque eu revivi o Link tecnicamenteelenuncamorreumastudobem
Eu não acho que o reencontro do Link e da Zelda ficou tão bom, mas sei lá, eu não queria fazer uma super drama em que todos chora e se emociona xD Desculpem também pelo capitulo ter acabado tão subitamente. É que esse foi o melhor jeito que eu achei de terminá-lo. A reação dos outros com a volta do Link vai ser tratada no próximo capitulo ^^
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Fugushi em Ter 26 Jun 2012 - 23:06

Hey, acabei de ler o capitulo esta até legal, mas eu achei um pouco chato pelo fato de não ter ação, e como o Ganon é do mal ele esmagou a cara da Antiga Zelda ele é do Capetiz.E como assim a Zelda não reconheceu o Link (ela tava chapada Very Happy ).Achei a parte da ilusão do Link um pouco confuso.Eu também não gosto de reencontros melosos.
Eu também acho que seria estranho ter um Loftwing na Historia, mas admita seria legal.Espero o próximo capitulo e não demore tanto.
OFF: Eu não estava entrando no MSN, porque eu estou sem PC e tenho que usar o Notebook do meu irmão, e é bem difícil ele deixar eu mexer (tenho que mexer escondido).


Última edição por Yuki Fugushi em Qua 4 Jul 2012 - 10:03, editado 1 vez(es)

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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Richie em Dom 1 Jul 2012 - 11:45

Depois de garimpar muito, achei a Fanfic que procurava.
Zero, mano, sua fic é incrível, até que enfim achei algo assim tão emocionante.
Cara, eu comecei a ler os capítulos antigos, e devorei-os em uma tarde (e metade de noite) agora estou atualizado com sua fic.
Espero mais capítulos, e a história já passa longe do clichê faz tempo.
PS: Tomara que a Neyri não tenha morrido Sad

@Miss Zero: Fanfic inativa à mais de um mês. Trancada. Caso queira re-abrila, mande uma MP á qualquer FFM.
@Miss Zero: Destrancada à pedido do dono. Boa sorte ^^
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