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Legend of Zelda: Queen of Darkness

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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Qua 14 Dez 2011 - 13:52

Eae! Zeroan aqui.
Como sempre, trazendo mais um novo capitulo de The Legend of Zelda, Queen of Darkness! Esse capitulo explica mais ou menos o titulo e dá um objetivo a jornada de Link! Yaaaay!
Eu to tentando deixar as postagens consistentes, uma quarta e uma sexta, mas não sei se isso vai funcionar direito. Mas vou tentar [: Boa leitura!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 6 – Descobertas.

---x---

Link materializou-se no pé da montanha e caiu de joelhos, exausto. Neyri saiu debaixo de seu gorro e começou a gritar:

- Link! Link! Você está bem?!

O cavaleiro assentiu a cabeça lentamente, mesmo não se sentindo bem. Além da exaustão e dos machucados ganhados na batalha contra o Grande Dodongo, ele não conseguia tirar o seu breve sonho sinistro da cabeça. Ele tinha uma sensação de que não era somente algo causado pelo cansaço.
Ele logo sentiu uma mão enorme pousar no seu ombro. Levantando a cabeça, ele se deparou com a face sorridente de Darbus.

- Você conseguiu, Link! O vulcão parou de tremer e a fumaça está se dispersando! É inacreditável... – O Goron disse, ajudando o herói a se levantar.
- Obrigado, Darbus. A razão dos distúrbios era uma infestação de monstros. Tinha um Grande Dodongo lá... E eu tive uma visão...
- Você pode falar sobre isso depois. Você teve um tempo difícil contra aqueles monstros, e tem de descansar.

Link quis protestar, mas Neyri bateu na cabeça dele antes que ele pudesse.

- É, seu cabeça dura! Eu nem consigo chegar perto de você por causa do seu fedor... Você vai descansar, por bem ou por mal!

---x---

Horas depois, Link acordou numa cama hospitalar escura. Ele levantou a cabeça, atento, e percebeu que a noite já tinha caído lá fora.
Uma luz bruxuleante iluminou a sala do hospital dos Gorons, e Zelda puxou um banco para sentar ao lado de Link.

- Como você está se sentindo? – Ela perguntou preocupada, colocando a palma da mão na testa dele.
- Melhor. – Respondeu ele, sentando-se na cama – Eu arranhei um pouco meu braço quando lutei contra o Dodongo. E me sinto um pouco febril, provavelmente por causa do calor...
- Sim, é melhor que você fique de cama amanhã também. – Zelda recomendou, e sorriu – Mas você precisa saber o verdadeiro tamanho das suas ações. Depois de você voltar, o chefe Stann veio falar comigo. Ele ofereceu toda a ajuda que pudéssemos querer, e garantiu que lutariam por nós se fosse necessário. Você pode ter garantido o primeiro passo para a nossa volta ao castelo, e também salvou todos os Gorons.

Ela abraçou Link apertado, deixando-o quase sem folego. Então ela o soltou, sorridente.

- Depois que eu lutei contra o Dodongo, eu tive uma espécie de visão, Zelda...
- Sobre o quê?
- Eu acho... Que eu vi a sua impostora.

A sala ficou estranhamente quieta depois de ele ter falado isso. A princesa juntou as duas mãos, pensando. Link olhou para ela, hesitante, e resolveu contar tudo o que tinha presenciado no sonho.

- Ela era quase idêntica a você, mas tinha algumas diferenças visuais, e principalmente o jeito dela era diferente do seu. Ela tinha aquele tipo de aura sombria que todos os vilões têm nos contos de fada. Você... Bem, você emana bondade e alegria. Eu não sei como o povo não percebeu a diferença.
- Obrigada. – Disse Zelda, lisonjeada.
- Bem, mas isso não é tudo. A impostora começou a fazer algum tipo de feitiçaria, e logo o Grande Dodongo estava formado. Ela ordenou que ele cuidasse da área e garantisse que os Gorons não tomassem nenhuma ação ofensiva. E depois disse que Hyrule um dia seria dela de novo e que retornaria ela a seus tempos de glória.
“Então, eu juro, ela olhou para mim, como se eu estivesse ali mesmo. E disse que Hyrule pertenceria a Rainha da Escuridão de novo.”

Apesar de não saber o significado real da frase, essa era a parte do sonho que mais o perturbava. Ela pareceu ter o mesmo efeito em Zelda, pois ela ficou quieta por alguns minutos.

- Eu acho que você, de algum jeito, viveu as primeiras memórias do Grande Dodongo quando o matou. Isso acontece algumas vezes em mortes de monstros poderosos. – A ultima parte não era exatamente verdade, mas Zelda não queria tocar no assunto – Eu acho que sei também quem é essa impostora, Link. E se estiver certa, a condição do reino pode ser pior do que pensávamos.
- Essa impostora... Ela é a Rainha da Escuridão, não? E o que isso significa?
- Você já conhece a lenda dos Ocultos, Link?
- Um pouco... Não me lembro muito bem. – Admitiu o cavaleiro, constrangido.

Zelda balançou a cabeça, decepcionada, e decidiu que teria de contar a lenda de novo.

---x---

“A invasão dos Ocultos aconteceu à vários séculos atrás, a tanto tempo, que o evento já é considerado um mito. Era uma época de paz e fortuna em Hyrule, e nada poderia acontecer de errado.”
“Mas então um grupo de bruxos negros chamado de Ocultos apareceu, ninguém sabe de onde, e o reino começou a viver vários dias de terror. Os vilarejos começaram a ser atacados e postos em fogo, por motivo desconhecido, e o povo de Hyrule começou a temer até de sair de casa para buscar água.”
“A família real do tempo não sabia o que fazer, pôs nunca poderiam ter adivinhado um acontecimento tão sombrio. Em pouco tempo, a maioria das pessoas estavam se refugiando no castelo, ou muito perto dele. Felizmente, os Ocultos por algum motivo só queriam saber de destruir os habitantes, e as únicas moradias que foram atingidas fortemente foram as do nordeste, e até hoje essa área é assombrada por magia negra.”
“Quando o avanço dos Ocultos estava chegando ao castelo, um jovem abençoado apareceu no meio do povo e, juntando as três Relíquias Sagradas das raças de Hyrule, obteve a lâmina sagrada que aparece em várias outras histórias do reino. Ela é conhecida por vários nomes, como a Espada Mestra, a Lâmina do Banimento do Mal, ou simplesmente de Luz.”
“Mostrando toda sua coragem, o jovem cavaleiro avançou contra os Ocultos e matou o líder deles. Confusos e sem liderança, os magos foram presos pelas forças reais.”
“Porém, nenhuma prisão comum seria capaz de prender um número tão grande de magos como eles. Numa jornada perigosa, os Ocultos foram presos numa área tão profunda e escura da terra que nunca seria possível eles encontrarem o caminho de volta.”
“O reino voltou a passar por um momento de paz, e com um perigo tão grande evitado, a prisão conhecida como Escuridão nunca mais foi mencionada.”

---x---

Zelda parou de contar a lenda e respirou fundo. Link não disse nada, pensativo, até entender o significado da história.

- Você quer dizer que... É possível que os Ocultos tenham voltado, com a ajuda de Dragmire?
- Seguindo sua visão, é isso mesmo que aconteceu. Os Ocultos estão de volta, e eles querem vingança pelos anos que passaram na Escuridão.

Os dois ficaram calados, absorvendo a nova situação com cuidado.
A primeira coisa que Link tinha pensado quando fugiu do castelo era que Dragmire queria pôr a si mesmo no poder. Uma vez ou outra ele tinha ouvido rumores sobre como ele detestava o sistema de governo do reino. Um reinado por aquele homem desprezível já parecia algo terrível para Link, mas a volta de vilões antigos e poderosos, cheios de ódio e desejo de vingança, era muito pior.

- Mas por que os Ocultos atacaram Hyrule, em primeiro lugar? Você disse que eles apareceram do nada. Eles não podiam ter qualquer inimizade com o reino, certa?
- Sim. Eles só eram cheios de... Ambição. – Zelda fez uma pequena pausa antes da ultima palavra, e Link não soube o que ela queria dizer exatamente com isso.
- Outra coisa. A primeira vez que ouvi a lenda, ela mencionava que o cavaleiro que derrotou os Ocultos possuía uma marca dos Deuses na sua mão. – Link disse, quase sem pensar. Ele estendeu a sua mão direita, mostrando o símbolo nas costas dela para a princesa – Por acaso, isso tem algo a ver com a lenda?

Zelda olhou longamente para a mão dele, então encarou os olhos dele. O olhar dourado dela parecia cheio de confusão e segredos, algo que ela não mostrava muito. A princesa quase nunca guardava nada para ela mesma, e quando realmente escondia algo, era terrível.
De repente, ela desviou do olhar dele e levantou-se. Ela pegou a vela que tinha trazido e dirigiu-se a porta.

- Desculpe, Link. Eu tenho algumas coisas a pesquisar na biblioteca.
- Espere, você não tem de ir. Ignore minha ultima pergunta-
- Até amanhã, Sir.

Ela fechou a porta atrás dela e deixou-o sozinho, somente com a escuridão, o medo do futuro e as dúvidas que não paravam de formar em sua mente.

---x---

Link acordou na manhã seguinte, e por um momento pensou que estava de volta no seu simples quarto no castelo, mas isso não durou muito. Ele logo percebeu que estava no hospital da cidade dos Gorons, e que dificilmente ele voltaria a dormir no seu quarto de novo.
Ele sentiu um calor na cabeça, e pensou que era a sua febre de novo, mas Neyri logo saiu debaixo de seu gorro, totalmente acordada.

- Bom dia, Gorrinho! Dormiu bem?
- Uhm... – Link murmurou baixinho.
- Eu também, muito obrigada!

Link revirou os olhos e levantou-se da cama, sonolento. Ele já estava vestido, e percebeu que alguém tinha colocado uma bacia de banho. Ele agradeceu silenciosamente, pensando em como devia estar fedendo.
Depois de tomar banho, ele saiu do quarto e deixou o hospital, e pela primeira vez ultimamente sentiu sua força inteira recuperada. Ele logo percebeu que vários Gorons carregando carrinhos e picaretas estavam indo em direção a montanha. Ele se sentiu muito satisfeito consigo mesmo quando percebeu que finalmente os Gorons teriam trabalho de novo.
Ele se dirigiu ao palácio, pensando que Zelda estaria ali. Quando ele entrou e bateu na porta do escritório de Stann, ele percebeu que estava certo.

- Olá, Link. Nós já íamos chamar você. – Darbus disse, abrindo a porta.

O jovem cavaleiro entrou na sala. Stann estava sentado na sua cadeira, novamente assinando alguns documentos. Zelda estava sentada a sua frente, com uma expressão séria.
Stann levantou a cabeça e cumprimentou Link com a cabeça.

- Olá, herói. Sente-se a vontade. – Ele pediu. Link pensou que iria demorar a se acostumar com o novo titulo de “herói”.
- Obrigado.

Link sentou ao lado de Zelda, e ela só olhou discretamente para ele, lembrando-se claramente da conversa deles.

- Então, agora que estamos todos aqui, eu queria passar a noticia que eu e Link descobrimos ontem. – A princesa disse – Link, já que foi você que teve a visão, por que não começa?
- Certo. – O jovem ajeitou-se, desconfortável – Depois que eu matei o Grande Dodongo, de algum jeito, eu acessei a memória dele. Na minha visão, a impostora de Zelda estava no centro da Death Mountain, realizando uma feitiçaria estranha.
“Ela estava formando o Grande Dodongo, e depois que ele foi criado, ela ordenou que ele garantisse que vocês não tomassem nenhuma ação agressiva contra ela”. Depois disso, ela começou a falar que Hyrule um dia seria mais uma vez dela, e por um momento ela olhou diretamente para mim, e disse “Um dia essa terra vai pertencer mais uma vez à Rainha da Escuridão.”

Stann arregalou os olhos, o que é uma ação estranha para um Goron fazer, e disse:

- Isso significa o que eu estou pensando?
- Infelizmente. Os Ocultos estão de volta. – Zelda confirmou – De algum jeito, Dragmire conseguiu comunicar-se com eles e libertá-los. A rainha deles roubou o trono, e por algum motivo está garantindo que nenhuma oposição apareça, mesmo podendo dominar as pessoas assim como no evento original.
- Ela deve ser a fonte dos problemas dos Zoras, também. – Darbus resmungou – Malditos, talvez eles estejam atormentando até as harpias da Floresta Deku.
- Isso. E com pura força e números grandes, não conseguiremos vencer. – Zelda afirmou.

Link olhou confuso para ela. Ele não entendia como os Gorons e outras raças poderosas de Hyrule não conseguiriam derrotar as forças dos Ocultos.

- Espere... Você quer dizer que... – Stann disse, começando a entender onde ela queria chegar.
- Você precisa nos entregar a relíquia sagrada de vocês. Nós precisamos das relíquias dos Gorons, dos Zoras, e das harpias Deku para conseguirmos libertar a Espada Mestra. – Zelda disse, com certeza absoluta.
- Espera aí! Como assim? Nós vamos encontrar a espada lendária para derrotar a Rainha da Escuridão? – Link exclamou, surpreso – E mesmo que façamos isso, quem vai usar a espada?!

Zelda encarou-o, e soltou um sorriso que mostrava desculpas e fascínio ao mesmo tempo.

- Você.

---x---

Yep, that's it.
Então, só vou deixar aqui uns links (da web, não o herói) para algumas das raças, pra refrescar as memórias dos leitorezinhos ^^ Só que está em inglês...

Gorons: http://www.zeldawiki.org/Goron

Zoras: http://www.zeldawiki.org/Zora

Em breve vou postar um mapa que eu desenhei da minha Hyrule, assim que a preguiça passar e eu aprender a usar o trequinho-scanner-sei-lá direito...
Anyway, fiquem com Farore, tchau.


Última edição por Zeroan0 em Qui 15 Dez 2011 - 12:29, editado 1 vez(es)
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por cfox em Qui 15 Dez 2011 - 2:18

OMG OMG OMG

Cara, esse enredo está ótimo *-* Deve ser a melhor Fic que já li até hoje :3
A sua forma de escrita é simplesmente sensacional. Normalmente, ainda vejo um errinho de ortografia, mas nesse cap não houve nenhum, pelo menos eu não o notei.
Espero o próximo, muito ansiosamente.
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Sex 16 Dez 2011 - 11:24

PERDÃO, PERDÃO! CHEGUEI ATRASADO. D:

Mas enfim. :3 ZERO OMG *0* Perfeição nota mil. *0* Cara, ri tanto no final deste capítulo. -q Eu imaginei ela olhando pro link com uma cara de "Paola Bracho". É ilário. Explicações e descobertas ótimas. Me impressiono em como você leva tudo calmamente para outras áreas. Só queria que você descrevesse o caminho do Link. ç.ç

Enfim, não posso comentar muito. :/ FIC ÓTIMA ZERO, FAN NÚMERO 1. -Q
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Qua 28 Dez 2011 - 17:02

Eu estou vivo!
Demorei um pouco pra postar por causa de Natal, minha cópia de Skyward Sword (novo jogo favorito, explicou MUITA coisa sobre a franquia) e um pouco de Skyrim também ]: Mas esse capitulo está grandinho, então compensa um pouco, eu acho. Boa leitura!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 7 – Bandidos e florestas assombradas.

---x---

Link assoviou baixinho para Epona quando o vilarejo Ordon ficou visível. A égua diminuiu a velocidade, até que parou completamente.

- Talvez devêssemos passar a noite ali de novo, Zelda. – Link sugeriu, cansado.

A princesa piscou, pois também estava com sono. Eles tinham saído da cidade dos Gorons assim que conseguiram a primeira Relíquia Sagrada, o Rubi do Fogo. Infelizmente, eles ouviram a noticia de que uma equipe de inspeção da nova Rainha estava viajando para lá, e tiveram que sair o mais rápido possível.
Eles tinham tentado entrar num vilarejo dos Zoras, mas a entrada deles foi recusada e tiveram de continuar viajando, parando brevemente para descansarem e se alimentarem. Porém, o medo de um grupo de monstros os descobrirem não deixava eles dormirem tranquilos, e prosseguir a viajem era sempre a melhor opção.

- Não, Link. Acho melhor nós dormirmos em outro lugar. Os monstros da Rainha estão inspecionando todas as cidades. O risco é menor fora delas. – A princesa respondeu, triste – Vamos achar algum lugar afastado.

Link assentiu e fez Epona passar pela cidade. Eles prosseguiram em silêncio por um tempo, até o cavaleiro perguntar:

- Zelda, essa floresta que você falou... Por que você quer ir para lá?
- A Floresta Assombrada? Ah, ela é uma floresta ao sul daqui. Algumas histórias dizem que uma ponte atravessa o rio, mas o lugar tem algum tipo de magia negra que faz as pessoas se perderem lá dentro.
- Você quer arriscar passar por lá? – Link perguntou, intrigado.
- É nossa única opção restante. Mas eu acho que podemos passar pela floresta, se nos concentrarmos e trabalharmos juntos.
- Se você acha...

---x---

Link acordou no meio da noite, piscando várias vezes. O luar estava batendo bem na sua face, acordando-o por completo.
Ele se endireitou. Estava encostado numa árvore, e Zelda estava dormindo ao seu lado, meio apoiada nele. Depois de procurar por um lugar seguro para dormir sem sucesso, o sol tinha se posto. Relutantemente, eles decidiram dormir perto daquela árvore, antes que caíssem no sono na sela de Epona.
Porém, algo tinha acordado Link de repente. Ele estava ouvindo alguma coisa, passos leves na grama do campo. O jovem cavaleiro cutucou Zelda com o cotovelo, e ela acordou lentamente.
Link levantou-se em silêncio e desembainhou sua espada. Ele olhou para a escuridão, sem conseguir discernir nada.

- Neyri... Acorde...

A fada saiu debaixo do gorro do jovem, iluminando a área levemente.

- O que foi?! – Perguntou Neyri, irritada.
- Shhh! – Link repreendeu-a, mas já era tarde.

O barulho ficou mais alto, como se a causa dele tivesse percebido que tinha sido descoberto. Link acenou com a cabeça para Neyri, que voou para frente, iluminando mais a área.
Tenso, Link deu alguns passos em frente, segurando a sua espada, Justiça, com ambas as mãos. Um farfalhar da grama foi ouvido e Neyri, amedrontada, fugiu para o chapéu do cavaleiro.
De repente, uma sombra pulou na frente de Link, segurando uma lâmina curta nas mãos. Ele tentou acertar o ombro do jovem herói, mas ele desviou. Link desferiu um ataque horizontal cegamente, mas errou.
O atacante recuou assustado. Link percebeu pela baixa estatura e sua postura encolhida que ele era somente uma criança, e parou de atacar imediatamente. Neyri saiu debaixo de seu gorro, criando um pouco de coragem de novo.
Realmente, a luz da fada confirmou as suspeitas do cavaleiro: era um menino baixo, com no máximo um metro e quarenta centímetros de altura, cabelo ruivo bagunçado e sujo, e roupas encardidas e, em alguns lugares, resgadas.

- Quem é você? – Link perguntou intrigado.
- Quem é você?! – Rebateu o menino, recuando lentamente. Os seus olhos eram azuis e estavam cheios de medo.
- Espere. Fique calmo! Meu nome é Link.

O menino encolheu-se, mas pareceu perceber que Link não queria machucá-lo.

- Meu nome é Sand... Eu sou um ladr- Um Gerudo...

Link soube o que ele ia dizer antes de se interromper, mas não deu importância a isso. Uma mão encostou no ombro de Sand, e uma mulher baixa, com cabelo ruivos como o do menino, usando roupas marrons e com olhos também azuis, apareceu do lado dele.

- O que você está fazendo, Sand?! – Ela perguntou, exasperada – Eu lhe disse para importunar somente monstros...
- Eu pensei que eram monstros, estava muito escuro. Eu ia roubar o cavalo e deixa-los ali... – O garoto tentou se explicar.
- Preste mais atenção! – A mulher deu um tapa um pouco forte na cabeça de Sand – Sorte sua que esse cavaleiro percebeu que você não era uma ameaça grande e não fatiou-o em pedaços. Eu sempre digo, vocês meninos só ficam mais tontos ao longo do tempo...

Os ombros de Sand caíram, desanimados. Então a mulher olhou para Link, curiosa.

- Desculpe pelo meu filho. Agora, temos de ir...

Ela pôs o braço ao redor dos ombros de Sand e deu as costas a Link.

- Espere! – Link chamou. A mulher olhou para ele sobre o ombro – Quem são vocês?
- Meu nome é Aveil.
- Você disse que tinha mandado seu filho incomodar somente monstros. Por quê?

A mulher virou de novo para ele e examinou-o. Ela percebeu a espada que ele carregava, a sua égua bem cuidada, e finalmente o símbolo nas costas de sua mão direita. Ela sorriu.

- Por acaso, você não seria Sir Link, da extinta Guarda Real? – Link ficou em um silêncio cauteloso. Então Aveil olhou para a árvore e seus olhos faiscaram – E essa seria a graciosa princesa Zelda, certo?

A princesa levantou-se rapidamente, surpresa. Ela tinha assistido a cena silenciosamente, preferindo que não fosse percebida.

- Olá. Como vai, Aveil?

Link olhou confuso para a sua amiga, e percebeu que teria de se acostumar com a princesa encontrando conhecidos assim.

- Está tudo muito ruim, princesa. – Aveil disse, desfazendo seu sorriso – Pensei que estava no castelo. Se recuperando do seu sequestro pelo Sir Link... Fazendo novas leis que bloqueiam o comércio Gerudo.

Zelda suspirou e, com relutância, começou a contar a sua história mais uma vez.

---x---

Aveil balançou a cabeça incredulamente. Sand, que estava sentado no chão ouvindo o conto da princesa, olhou para ela confuso.

- Não pode ser. – Aveil disse – A entrada da Escuridão é trancada e vigiada todos os dias, a toda hora...
- De algum jeito, Dragmire conseguiu abri-la. Sinto muito, mas você tem de acreditar em mim. – Zelda pediu, cruzando as mãos.

Aveil desviou o olhar e olhou na direção do sol que estava nascendo. Uma tristeza tomou forma em seus olhos.

- Eu acredito em você, princesa. Isso significa que não somente Dragmire a traiu... Os Gerudos são os guardiões da Escuridão, mas falhamos você.
- Não! Você não falhou em nada. – Zelda garantiu – Aveil, nós todos estamos passando por uma época sombria, e que pode piorar em qualquer momento. Se você quer ajudar, nos dê sua força. Precisamos dos Gerudos.

Aveil assentiu e recompôs-se.

- Sim. Eu juro pela minha raça inteira que ajudaremos a sua causa, princesa Zelda. – Ela disse, e sorriu – Mas, então. O que vocês pretendem fazer agora? Rumores contam que as pontes que conectam o oeste e o leste de Hyrule estão quebradas.
- Planejamos passar pela Floresta Assombrada. – Link respondeu.

Aveil sorriu mais ainda, um sorriso selvagem e um pouco misterioso. Link notou seus olhos vermelhos e flamejantes pela primeira vez, e percebeu que essas eram marcas de Gerudo.

- Então ajudaremos vocês a passar por ela. Conheço a Floresta como a palma da minha mão. – Ela olhou para seu filho, que estava sentado com um ar um pouco infeliz pelo tipo de ajuda que ela queria dar – Vamos, Sand, levante-se! Nós temos um reino para reconstruir.

---x---

Depois de dois dias de viajem, as árvores negras da Floresta Assombrada finalmente começaram a aparecer à distância. Link mandou Epona parar, e ela obedeceu lentamente.
O cavaleiro olhou para a Gerudo que cavalgava com seu filho ao seu lado e apontou para a floresta.

- Essa é a Floresta Assombrada?
- Com certeza. Ela começa no lado leste do riacho Hylia e termina no lado oeste. – Respondeu Aveil, e sorriu – O segredo é saber como atravessar entre os dois lados.

O pequeno grupo de viajantes continuou a cavalgada, até chegarem na borda da floresta. A visão dela era muito estranha: podia se observar o riacho que originava do lago Hylia e continuava até ali, mas, estranhamente, as árvores pareciam interceptar o fluxo dele, mesmo não havendo terra onde elas podiam crescer.

- Intrigante, não é? – Aveil comentou – As árvores parecem se suspender nas águas do riacho, como uma miragem. Pensando bem, talvez seja mesmo uma miragem. Descobriremos.
- A Floresta é um lugar bem antigo, então deve ter uma grande quantidade de magia. Isso explica um pouco do seu mistério. – Zelda sugeriu, pensativa.
- Exato, mas isso não tem importância no momento. Temos que nos preocupar com a travessia, por enquanto. – Aveil disse.

---x---

Assim que Link deu o primeiro passo dentro da floresta, ele sentiu a atmosfera pesada e negra do lugar o contagiar. Ele sentiu um formigamento na sua mão direita, onde seu símbolo misterioso começava a brilhar.
Zelda olhou discretamente para ele, notando seu sinal brilhante. Ela desconfortavelmente escondeu a sua mão, onde um sinal semelhante também brilhava. Ela não queria ter de explicar nada, pelo menos não agora.
Uma parte de si mesma odiava-a por esconder algo tão importante de seu melhor amigo, que fazia tudo por ela fielmente e sem erros. E ela não podia nem contar uma coisa tão importante para ele, algo que explicaria o seu passado órfão e o símbolo que o atormentava.
Mas assim como quase tudo que era ligado a família real e a história mágica do reino, ela tinha que guardar em segredo. Pelo bem do povo.

- Cuidado com seus passos. Eu posso mostrar o caminho da floresta, mas não garanto que possa protegê-los das ameaças misteriosas. Cuidado. – Aveil avisou, cautelosa.

Nos primeiros minutos da jornada, Link não conseguiu entender o significado de ‘ameaças misteriosas’, mas isso durou pouco tempo. Primeiro ele começou a ter a sensação de que as árvores cinzas se mexiam como se estivessem vivas, mas quando ele virava a cabeça para tentar pegá-las de surpresa, a floresta estava quieta e imóvel.
Então começaram os sons de passos apressados batendo contra o chão, ecoando as vezes bem perto, e então longe. De repente, um grito agudo de uma criatura infeliz que tinha sido pega foi ouvido, e então o uivo vitorioso do seu caçador.
Mas o momento mais aterrorizante foi quando um par de olhos amarelos apareceu nas sombras das árvores a frente deles. Aveil parou subitamente, e levantou a sua tocha para o alto. Um lobo enorme pulou na direção dela, e por pouco ela desviou da bocarra aperta dele.
O predador selvagem olhou para os quatro viajantes temerosos, calculando quem deveria ser sua presa. A mulher da frente com certeza não era a mais fraca, e tinha um olhar experiente. Ele considerou a jovem mulher com ar real, mas o jovem ao seu lado parecia perigoso demais. Então seus olhos amarelos travaram no menino tremulo que tentava se afastar de costas lentamente.
O lobo rugiu e saltou na direção dele, satisfeito em localizar o seu jantar de hoje sem muitos problemas.

- Sand, se agache! – Aveil gritou, desesperada.

O menino cometeu o erro de, em vez de obedecer a mãe e desviar-se da investida do lobo, erguer sua adaga e tentar acertar o animal. O predador não esperava por isso, mas conseguiu morder o pulso dele.
Sand gritou de dor e sacudiu o braço, livrando-se da besta. Porém, o lobo pousou suavemente no chão e o encarou, examinando a sua presa uma ultima vez antes de mata-la.
Mas então Link pulou na frente de Sand e desembainhou sua espada, encarando o lobo ameaçadoramente. O animal ganiu assustado e fugiu, decidindo que seria melhor procurar outra refeição mais fácil de abater.

- Sand? Você está bem? – Aveil perguntou, ajoelhando-se ao lado do menino.

Sand não respondeu, pois estava olhando com admiração para Link. Ele percebeu que o único motivo de estar vivo agora era por causa dele, e sentiu uma enorme gratidão pelo cavaleiro.
Então uma dor lancinante percorreu seu braço, originando do corte no seu pulso, que sangrava muito onde as presas do lobo o tinham penetrado.

- Deusas... Ele conseguiu arranhá-lo muito, Sand. Sente um pouco. – Aveil pediu, preocupada.
- Espere! – Zelda disse, e eles olharam para ela, atento – Eu acho que eu posso ajudar...
- Ajudar? Como?
- Bem... Eu tinha começada a aprender um pouco de magia antes da...invasão... e estudei um pouco de magia curativa. Eu nunca tentei curar um ferimento desse tamanho, mas acho que consigo.
- Isso. Por favor tente, Princesa.

Zelda ajoelhou-se ao lado de Sand, que estava sentado encostado numa árvore. Relutante, ela tirou a sua luva da mão direita, revelando um símbolo de três triângulos, com o esquerdo brilhando fortemente. Ela olhou para Link, mas ele permaneceu silencioso.

- Tudo bem. Sand, respire fundo e me dê a sua mão. Vai ficar tudo bem. – Disse Zelda, calmamente.
- S-Sim... – Sand respondeu, tremulo, e estendeu seu braço.

A princesa encostou sua mão direita na ferida dele levemente, e o ar ao redor dela pareceu purificar-se vividamente. Ela fechou os olhos e se concentrou. Lentamente, o corte no pulso de Sand começou a fechar-se dolorosamente, mas ele seguiu o conselho da princesa e respirou fundo.
O corte se fechou até só restar um leve formigamento, e então nada. O menino olhou espantado para seu pulso, sem acreditar.

- Ahm... Eee... – Ele murmurou – Obrigado. A vocês dois. – Ele sorriu para Link e Zelda.
- É só meu trabalho. O dever de um Guarda Real é proteger os necessitados. – Link respondeu, satisfeito.
- Sim. Se nós não ajudássemos nosso povo, qual seria a importância em tentar retomá-lo? Não faria diferença alguma do reino da Escuridão. – Zelda concluiu.

Sand olhou para os dois com admiração muito evidente nos seus olhos, pensando que a partir de agora tentaria agir como eles, em vez de alguns Gerudos gananciosos que conhecia.
O resto da travessia pela floresta foi calma e sem perigos. Os monstros pareciam ter percebido que aquele não era um grupo normal de viajantes fracos, e os deixaram em paz.
Duas horas de escuridão total passaram-se, até que eles avistaram uma fraca fonte de luz ao longe. Acelerando o passo, eles saíram da Floresta Assombrada e piscaram lentamente para se adaptarem à luz do luar.

- Finalmente. – Aveil disse, jogando sua tocha, que já tinha sido acendida mais de duas vezes, na grama.
- Isso foi sufocante. – Zelda comentou, respirando fundo – Eu não tinha percebido o quanto a magia daquele lugar podia afetar alguém.
- Sim. Eu não queria contar isso a vocês antes, mas essa é a verdadeira armadilha da floresta. A magia dela lentamente transforma os perdidos em criaturas horrendas. Aquele lobo pode ter sido uma pessoa algum dia. – Aveil contou, sombriamente.

Os quatro permaneceram em silêncio por um tempo, até a Gerudo dar de ombros:

- Então, acho que está na hora de nos separarmos. Muito obrigado por salvarem o Sand. Nós devemos um grande favor a vocês.
- Não, vocês não devem nada. Você salvou a nós, também; eu não acho a ideia de virar um monstro muito atraente. – Link disse.
- He, então estamos iguais. Eu me dirigirei ao Centro Gerudo e explicarei a sua causa ao Rei. – Ela fez uma reverencia – Que as Deusas guiem vocês pelo caminho.

Ela virou-se subitamente e desapareceu nas sombras. Sand ficou parado por alguns momentos, então soltou um pequeno ‘Muito obrigado’ e seguiu sua mãe.
Link e Zelda ficaram parados ali, simplesmente aproveitando o silêncio da noite e o ar limpo que percorria os campos.

- Link? – Zelda chamou.
- O quê?
- Você viu o meu... símbolo, não viu?
- ... Sim. Eu vi. Mas não é da minha conta, Princesa. Mesmo que isso tenha algo a ver comigo, eu só quero me importar agora com o reino e com o povo. Eu quero fazer com que as pessoas sejam livres desse mal, Zelda. Talvez você possa me contar sobre o símbolo depois que isso tudo acabar.
- É. Talvez. Eu só queria que você soubesse que se eu estou guardando um segredo, não é por que você não merece saber dele ou que não é confiável. É um segredo do Reino, e deve ser guardado.

Link assentiu e puxou Epona, a quem ele estava guiando pela floresta com dificuldade.

- Então vamos. Vamos conhecer alguns aliados novos, que tal?

---x---
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Qua 28 Dez 2011 - 23:14

Amei, amei, amei. <333333333

Zero, senti sua falta. ç.ç Fiquei pensando que tinha abandonado essa fic maravilhosa. Cara, tenho que assumir, fiquei com medo dissaquê:

- Finalmente. – Aveil disse, jogando sua tocha, que já tinha sido acendida mais de duas vezes, na grama.
- Isso foi sufocante. – Zelda comentou, respirando fundo – Eu não tinha percebido o quanto a magia daquele lugar podia afetar alguém.
- Sim. Eu não queria contar isso a vocês antes, mas essa é a verdadeira armadilha da floresta. A magia dela lentamente transforma os perdidos em criaturas horrendas. Aquele lobo pode ter sido uma pessoa algum dia. – Aveil contou, sombriamente.

Y U No Que medo cara! Realmente, essa floresta foi tenebrosa. Achei que ia ter algum desafio a mais nela. -q Só fiquei meio confuso em direito ao rumo deles. Vishi, achei esse nome Aveil parecido com Aveia. Eu ri quando li. Também imaginei esse Sand ai como um demônio pequeno com uma lança na mão. xD O garoto foi retardado em fazer isso. Mas pelo menos fez algo, eu ficaria travado.

Enfim, adorei a travessia pela floresta. :3 Espero que volte a postar rápidamente. -q Até lá, boa sorte. o/

@Edit: Fox, cadê você? D:
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por cfox em Qui 29 Dez 2011 - 11:23

Zeroan o/
Desculpe a demora pra comentar, tenho um monte de Fics pra ler D:
Enfim, a Fic está ficando cada vez melhor, ela tem um mistério e uma ação incríveis :333
Nossa, pessoas que viram lobos, isso é assustador -Q
Eu imaginei o Sand como um Sandile, poker face. Parece que cada pessoa imagina o Sand como um ser diferente -Q
Espero o próximo º3º

Obs.: Pois é Tabs, como praticamente só nós dois comentamos nessa Fic, se um esquece é um problema. As Fics que não são de Pokémon não são muito comentadas, mesmo quando são tão boas como essa :/
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Seg 23 Jan 2012 - 17:05

Oie! Vortei!
A razão de eu não ter postado por tanto tempo? Tá bom, é um motivo bem ruim e vacilei, mas vocês podem culpar Elder Scrolls V Skyrim! Maldito jogo, it never ends!
Mas, então, eu to trazendo mais um capitulo, e pra compensar o tempo sem posts eu vou já postar outro quarta ou quinta, okay? E, aliás, esse vou meu capitulo favorito de escrever até agora! Me deem suas opinões!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 8 – O acampamento Moblin.

---x---

Epona corria pelos campos de Hyrule numa velocidade rápida, mas ao mesmo tempo em que não a cansava muito. Assim, Link e Zelda prosseguiram sua viajem no lado leste do Reino, depois da perigosa travessia da Floresta Assombrada.
Link desacelerou a égua quando um pequeno vilarejo apareceu a frente deles, aos pés da colina que eles estavam subindo antes.

- Nós podíamos arriscar e pararmos para reabastecer nossos suprimentos. Essa parte do reino é ocupada por poucos animais, então não terei chance de caçar se acabar nossa comida. Concorda?

A princesa inclinou a cabeça para o lado, pensativa.

- Uma semana já passou da nossa estadia com os Gorons. Se os Ocultos suspeitavam de algo, já desistiram de nos achar. Provavelmente. Vamos arriscar uma parada rápida.
- Podemos passar a noite numa pousada, finalmente! – Neyri saiu de baixo do chapéu de Link, chacoalhando de felicidade – Eu posso passar uma noite sem mosquitos zumbindo ao redor e animais considerando se vale a pena tentar me devorar! Uma pousada, um presente das Deusas!

Os dois Hylians reviraram os olhos e riram. Então eles partiram para o vilarejo.

---x---

Depois de alugarem um quarto com o dinheiro que os Gorons haviam lhes emprestado. A noite já tinha começado e eles estavam com fome da travessia rápida e continua pelo Reino, portanto eles pediram uma refeição e sentaram no canto da taverna-pousada.
O lugar estava parcialmente vazio. A dona da estadia estava atrás do seu balcão, limpando uma caneca de cerveja tediosamente e um homem estava sentado em outra mesa, um pouco distante dos viajantes, mas ele parecia estar encarando Link com curiosidade.
Link olhou para Zelda, perguntando silenciosamente se ela tinha percebido o olhar do homem. Ela assentiu discretamente e manteve-se alerta.
Outro homem entrou na taverna, um homem alto, com cabelo moreno e feições maldosas. O outro homem que estava sentado sorriu e acenou para ele. O novo homem sentou com ele e eles começaram a conversar.
Link aproveitou o pequeno momento de calmo para ajeitar seus pensamentos e pensar em o que deveriam fazer agora. O único objetivo na mente dos viajantes era chegar ao lado leste intactos, portanto eles não tinham um plano agora que tinham chegado ali. Zelda tinha sugerido que procurassem ajuda na Floresta Deku, onde as harpias viviam e guardavam a pedra sagrada que ajudaria na missão deles.
Link foi arrancado de seus pensamentos pelos pedaços da conversa dos dois homens que ele tinha começado a perceber.

- Como está o comercio no norte? Teve alguma sorte, companheiro?
- Há! Não, a condição está precária em todos os cantos do reino, infelizmente. Ah, bem, eu tinha previsto isso, não fiquei surpreso. Isso é o que acontece quando colocam uma garotinha mimada no comando.

Link levantou o olhar de seu jantar e olhou de relance para os homens. Zelda tentou não reagir, mas Link sabia que ela tinha ouvido as palavras do homem.

- Ah, mas com certeza a menina não tem culpa. A coitada sofreu bastante nos últimos tempos.
- O suficiente para proibir vários tipos de exportação e importação com nossos países aliados, deixar bandidos a solta e aumentar os impostos absurdamente. E, lembre minhas palavras, aposto que a isolação dos Zoras também tem origem com essa princesinha, ah, se tem!
- É, se olhar por esse ângulo tenho de concordar. Agora que eu penso melhor, teria ajudado bem mais se aquele cavaleiro... Blink? Tink? Ah sim, Link. Seria melhor se ele tivesse desaparecido com a maldita garota.

Link fechou o seus punhos sobre a mesa, bravo que a reputação de Zelda tivesse sido estragada pelos seus inimigos, que ele próprio tinha sido posto como bandido e sequestrador quando tudo que queria era ajudar o povo, e também estava bravo pela terrível ignorância dos homens.
Zelda fechou a mão ao redor da dele, pedindo silenciosamente que ele relaxasse. Ele fechou os olhos e respirou fundo. Um dos homens olhou curioso para ele e disse:

- Você parece com problemas, amigo. Precisa de ajuda?
- Não! – Link respondeu, um pouco brusco demais.

Os homens recuaram um pouco nos seus assentos, assustados. O resto da noite passou em silêncio na pousada.

--x—

Na manhã seguinte, Link já estava acordado, cuidando a Epona fora da pousada. Ele estava esperando pacientemente pela princesa, que estava pagando a estadia deles.
O Hylian torceu o nariz ao captar um cheiro forte e desconhecido. Apesar do cheiro horrível, ele não podia estar vindo de dentro do vilarejo. O que estivesse causando o fedor estava fora da cidade.
Finalmente Zelda saiu da pousada, descansada depois de dias em constante viajem.

- Está pronta? – Link perguntou, subindo em Epona e estendendo sua mão para ela.
- Estou. – Ela montou a égua com a ajuda ele e sorriu – Vamos lá!

Epona andou lentamente para a saída do vilarejo. Link acelerou assim que eles saíram dos limites do lugar, e Epona passou para um trote leve e constante.

- Onde nós vamos? Norte, para os Zoras, ou leste para Floresta Deku?
- Leste. Pelo que ouvimos, os Zoras estão lidando com alguma crise interna deles. Os Dekus serão mais fáceis de convencer a ajudar, e depois de conseguirmos o suporte deles talvez os Zoras estarão mais favoráveis ou terão resolvido o problema deles. – Zelda explicou.

Eles prosseguiram alguns minutos em silêncio. Eles entraram num pequeno bosque que serviria como atalho, cortando um dia inteiro que levaria para rodear as árvores.
De repente, Epona parou e relinchou, apavorada. Link bateu na cabeça dela levemente.

- Calma, garota. Qual é o problema?

Zelda cheirou o ar. O fedor de antes estava mais forte, tão forte que parecia estar vindo bem do lado deles. Então ela percebeu o que estava causando o cheiro e exclamou:

- Link! Moblins! É uma armadilha!

Então as suspeitas da princesa se provaram certas quando quatro dos monstros pularam de arbustos e árvores ao redor deles. Mais deles se juntaram aos companheiros, até uma dúzia deles estarem cercando os viajantes.

- Epona! – Link gritou.

A égua partiu a toda velocidade, tentando romper o círculos dos monstros. Porém, um dos Moblins acertou o joelho dela com uma clava, derrubando-a.
Link rolou estrategicamente assim que tocou no chão, e levantou-se ao mesmo tempo que desembainhava Justiça e cortava um Moblin. O resto dos monstros partiram em direção a Link. Três deles separaram-se do grupo e partiram para Zelda.
A princesa tirou uma adaga escondida no seu vestido e preparou-se para lutar. Um Moblin tentou acertá-la com uma clava, mas ela abaixou-se e desviou. Com um golpe, ela apunhalou o monstro.
Os dois outros pararam e encararam ela, esperando a reação dela. Zelda fechou os olhos brevemente e murmurou algumas palavras inaudíveis. Uma pequena bola de fogo apareceu na mão livre dela.
Ela soltou as chamas num dos Moblins, atirando-o longe. O outro pulou e tentou acertá-la verticalmente, mas ela deu um passo para o lado, acertou o estomago dele com o cotovelo e cortou-o rapidamente.
Ela se juntou a Link, que já tinha acumulado uma pilha de corpos a sua frente, mas mais Moblins estavam aparecendo das árvores. Sem eles perceberem, um Moblin passou despercebido por eles e acertou a cabeça de Link com uma clava, e ele caiu no chão, desmaiado.
Zelda amaldiçoou e tento lutar, mas sem a ajuda de Link e o numero crescente de Moblins, ela logo foi vencida também.

---x---

Link acordou numa cela, sentado num banco de madeira podre. A primeira coisa que percebeu foi o mesmo cheiro de antes, multiplicado várias vezes. Então ele percebeu os dois Moblins que estavam postos na frente da sua cela, iluminados fracamente pela luz da lua.
Ele murmurou algo incoerente, tocando a sua testa. Ele sentiu um toque ao seu lado e pulou involuntariamente.

- Calma. – Zelda sussurrou, percebendo o olhar curioso dos guardas – Você esteve desmaiado por um bom tempo.
- Quanto? – Pergunto Link, sentando de novo.
- Dez horas. – Link exclamou, surpreso – Aquele Moblin acertou você bem forte. Eu consegui curar o corte sem eles perceberem, mas você ainda pode ter uma dor de cabeça.

Link agradeceu silenciosamente e examinou a cela, curioso. Era uma câmara pequena, com paredes de pedra com algumas manchas de sangue. Ele mexeu o pé e percebeu desconfortavelmente que haviam ossos espalhados no chão.

- Onde nós estamos?
- Eu acordei um pouquinho antes de chegarmos aqui. É um acampamento Moblin ao sul da Floresta Deku. Um dos Moblins nos prendeu aqui e disse, se eu entendi bem com os grunhidos e guinchos dele, que “vamos esperar uma conferencia com o Mestre”.
- Mestre?
- Eu não sei quem é.

Um dos guardas grunhiu para eles ameaçadoramente. Link remexeu no banco.

- Temos que sair daqui agora. – Sussurrou ele.
- Eu também cheguei a essa conclusão. – Zelda respondeu, com um pouco de ironia – Eu acho que posso abrir a porta da cela com mágica, mas não sem os guardas perceberem. Precisamos nocauteá-los.
- Eu podia fazer isso facilmente com minha espada ou uma bomba. Mas eles levaram elas.
- Eles colocaram num baú perto daqui, eu vi quando nos colocaram aqui.

A princesa pensou um pouco e então remexeu numa pilha de ossos que estava no chão. Ela pegou dois ossos bem grossos e entregou um deles para Link.

- Ahm... – Link murmurou, surpreso.
- Nós vamos acertar os guardas com eles. Eu pego o da esquerda, você o da direita.

Eles levantaram-se e silenciosamente se aproximaram das barras de ferro. Zelda olhou para Link e contou silencio. No três, os dois acertaram os guardas na cabeça com os ossos. Eles estremeceram e caíram duros no chão.

- Funcionou! Ótimo, agora eu só preciso de um tempinho aqui e... – Zelda já tinha se ajoelhado na frente da fechadura da porta. Elas colocou as mãos nela, e com um click, a cela se abriu.

Os dois saíram da prisão deles e perceberam uma sala ao lado deles. Link entrou nela e percebeu um baú grande nela. Ele abriu ele e recuperou sua espada e suas bombas. Ele ia fechar ele, mas então percebeu um escudo de metal em perfeita condição, e pegou-o.
Link prendeu a sacola de bombas em seu cinto, a espada nas suas costas e o escudo em seu braço. Ele voltou para Zelda, que estava vigiando o corredor das celas.

- Recuperei minhas coisas, e consegui um escudo ótimo também. – Link informou-a.
- Certo. Eu acho que se nós passarmos por esse corredor nós podemos chegar ao ar livre e fugir sem sermos percebidos. Eu coloquei um feitiço nos guardas que vai os deixar dormindo mais um pouco, mas não vai durar muito tempo. Eu não posso gastar minhas forças num feitiço muito grande, ou eu posso ficar sem energia em horas necessárias. – A princesa explicou rapidamente – Me siga e preste atenção.

Link assentiu e já desembainhou sua espada. Os dois correram pelo longo corredor, passando por outros prisioneiros, alguns já mortos, outros tão perto disso que nem fazia diferença. Link sentiu pena por eles, pensando sobre o que eles podiam ter feito para serem presos.
Eles chegaram ao final do corredor, e acharam uma porta aberta para fora. Eles saíram silenciosamente, tentando não chamar atenção. Já era a calada da noite, e somente uma sentinela estava acordada no topo de uma torre, com o campo de visão infelizmente perto da rota de fuga deles.
Zelda agachou-se e pegou uma pedra do chão. Ela a entregou a Link.

- Tente acertar a sentinela com a pedra. Se não der certo, eu posso usar um pouco de magia para arrumar a trajetória dela.
- Você não acha que está usando muita magia? Não está cansada?
- Eu estou bem. Só jogue a pedra, Link.

O cavaleiro jogou a pedra no ar alguma vezes, e então lançou-a com toda sua força na direção da sentinela. Quando a pedra começou a perder velocidade, a princesa concentrou-se e guiou o projetil até o Moblin. Ele foi acertado na cabeça em cheio, e caiu nocauteado. Para maior felicidade dos viajantes, ele tropeçou na beira da torre e caiu no chão, desaparecendo numa fumaça negra que significava sua morte.
O par saiu correndo pelo campo, se escondendo nas sombras entre as corridas deles. Link ficou atento e tentou localizar Epona com seus sentidos de visão que eram naturalmente aguçados por causa de sua raça. Ele logo percebeu um grupo de cavalos preso a uma casa de pedra, e correu até eles.
Entre eles estava Epona, grunhindo por causa do machucado que tinha sofrido dos Moblins na emboscada. Zelda colocou a mão no joelho machucado dela e com esforço curou-a, sem consultar Link primeiro.

- Certo. Agora nós podemos fugir. E, por favor, você vai desmaiar se usar mais magia, Zelda. – Link disse, preocupado.
- É necessário. – Zelda respondeu, mas o cansaço dela estava claro.

Os dois montaram Epona e partiram numa cavalgada em extrema velocidade. Eles saíram do maldito acampamento e se sentiram aliviados pela escapada sem problemas, mas então Epona estacou no lugar de repente, e eles quase caíram.
Link olhou para a escuridão a frente deles, procurando a razão pela qual Epona tinha parado. Então uma figura saiu das sombras lentamente.
Era um homem alto, com cabelos negros e olhos vermelhos. Ele tinha uma musculatura que se mostrava um pouco na armadura vermelha que estava usando. Ele sorriu e desembainhou uma espada negra e afiada, numa postura relaxada. Com a outra mão, ele estava apontando para Epona, paralisando-a no lugar.

- Dragmire! – Link exclamou, furioso – Deixe-nos em paz! Largue a Epona, ou eu mesmo vou pular dela e cortar você em pedaços!
- Ora, ora. Parece que o sequestrador de princesas e traidor de reis cresceu bastante no seu tempo de fugitivo. – A voz do ex-cavaleiro era aguda e melodiosa, diferente da que ele tinha antes – Me perdoe, mas eu tenho trabalho a fazer. E isso incluiu exterminar duas pestes que acham que são heróis.
- Dragmire! O que aconteceu com você? – Zelda perguntou, intrigada – Você mudou, e para o pior...

O homem desfez seu sorriso e inclinou a cabeça para o lado.

- Para o pior, minha querida? Acho que o meu caso é exatamente o contrário. – Ele soltou uma risada curta e aguda – Eu mudei para o melhor. Eu deixei de servir um governo fraco e sem sentido, e apoiei alguém com mais... poder. E em troca, eu ganhei poder. Um poder, meus caros jovens, que vocês não querem experimentar.
- Você é um tolo.
- Pode pensar assim, mas se estiver certa, princesa, eu pelo menos serei um tolo poderoso. Mas, é claro, o meu poder pode ser interferido por intrometidos, como é previsto. E, por isso, eu preciso acabar com vocês dois, agora mesmo.

Ele embainhou sua espada, e ainda segurando Epona, estendeu a mão e começou a concentrar energia em sua palma.

- Não tão rápido! – Link exclamou, pegando uma bomba e jogando-a nele.

A explosão pareceu não causar nenhum dano direto a ele, mas sua concentração falhou por um momento e Epona saiu cavalgando rapidamente.

- Insolentes! – Dragmire gritou – Eu ia mata-los com piedade, mas esse meu desejo já se foi. Vocês vão se arrepender!

Ele concentrou mais energia em sua palma direita e então apontou para eles. Um raio de eletricidade partiu na direção deles. Zelda gritou e cruzou os braços. Uma barreira mágica os rodeou, e o ataque mágico foi ricocheteado de volta ao traidor, jogando-o ao chão.
A barreira de Zelda quebrou e ela desmaiou de exaustão, caindo sobre Link. O cavaleiro cerrou os dentes e fez Epona acelerar mais ainda, escapando por pouco da morte deles.

---x---

Yay! Então, o que acharam? Eu gostei //foreveralone

UPDATE:

Aaaaaliás, eu desenhei um mapinha básico da minha Hyrule pra vocês entenderem melhor. É meio feio, mas tá aí:



*Eu escrevi errado ali. Não é Floresta Kokiri, é Floresta Deku xD
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Seg 23 Jan 2012 - 18:09

IARIAIRIRAIRAIRAIRAIARIAI S2SS2S2S2S2 ZERO EU DEVIA TE MATAR! Você sumiu por um BOM tempo. >: Achei que a fic tinha sido abandonada.

Enfim, God! Que capítulo maravilhoso! Eu amei tudo. O Acampamento dos Moblins me lembra vagamente o dos Bokoblins. xD O Link acorda num lugar parecido. Bem, o capítulo foi satisfatório. u_u Mas o que eu mais gostei foi a imaginação da batalha Moblin Vs Link e Zelda que eu tive. A luta foi extremamente perfeita. Também na hora da saída deles, né.

Mas... Desculpe Zero, dessa vez você errou muito.

Zelda amaldiçoou e tento lutar, mas sem a ajuda de Link e o numero crescente de Moblins, ela logo foi vencida também.

Você deixou várias palavras terminadas com "ou" só com "o". Achei muitos erros desse. >: Mais algo:

Os dois saíram da prisão deles e perceberam uma sala ao lado deles. Link entrou nela e percebeu um baú grande nela. Ele abriu ele e recuperou sua espada e suas bombas. Ele ia fechar ele, mas então percebeu um escudo de metal em perfeita condição, e pegou-o.
Link prendeu a sacola de bombas em seu cinto, a espada nas suas costas e o escudo em seu braço. Ele voltou para Zelda, que estava vigiando o corredor das celas.

Poxa Zero. .-. Essa parte ficou super enjoativa, mesmo deixando a história emocionante. "Deles, nela, ele". Tudo isso foi repetido várias e várias vezes sem perdão. Poderia trocar o primeiro "deles" por Moblins, ai o segundo ficaria totalmente cabível. O primeiro "nela", tudo bem. O segundo já deveria ter removido, deixado sem, lendo o contexto dá pra saber que falamos da sala. E por fim, o primeiro "ele", tudo bem. Mas no "abriu ele" deveria ter sido "abriu-o", ficaria mais elegante (-q). O terceiro poderia ser "o garoto, o jovem" e o quarto "o baú, fechá-lo", ou até mesmo algo não repetitivo. -q

Desculpe a chatisse, mas isso não ficou legal. ç.ç But, nada disso estraga a minha alegria da volta dos capítulos. Parabéns Zero, a cada dia melhorando esta FanFic maravilinda. S2

Agora esperarei o Fox vir. -q Até. o/

Edit: MÃE DE DEUS! SNOWHEAD? *0* Terá um templo nessa belíssima montanha filha da mãe? -q
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por cfox em Ter 24 Jan 2012 - 1:57

roar, pensei que tinha desistido dessa fic ótima ç.ç

Como o Tabs já disse, aquele trecho em que eles recuperam as armas ficou ruim de se ler, por causa de tanta repetição. Nunca se esqueça de usar sinônimos, acho que o tempo sem escrever caps te enferrujou -q

Fora essa repetição, eu achei o capítulo ótimo. Só não sei por que o Dragmire foi pessoalmente encontrar o Link e a Zelda e.e
A luta do Link e da Zelda contra os Moblins foi boa, quase chorei quando eles machucaram a Epona -nn

Espero o próximo c:
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Sex 27 Jan 2012 - 13:49

Yay! Eu não me atrasei! Eu prestei mais atenção nas repetições, então acho que não vai ter este problema neste capitulo... mas esse sou eu falando
Fuck That

Anyway, fiquem com o capitulo.

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 9: A floresta dos Dekus.

---x---

Link piscou um pouco quando o sol começou a aparecer de novo no horizonte. Ele desacelerou Epona lentamente, cansado. Ele pulou dela e pegou Zelda, que ainda estava desmaiada, e colocou-a no chão, encostada em uma árvore.
Link sentou-se, decidindo que não seria bom viajar com uma princesa desmaiada junto dele. Ele tirou seu gorro, e Neyri saiu voando.

- Nós estamos seguros? Eles já se foram? – Ela exclamou, um pouco paranoica.
- Sim. Nós despistamos eles. – Link respondeu. Depois de fugir de Dragmire, ele tinha avistado um grupo de Moblins montados, procurando por eles – Graças as Deusas que nós escapamos. Agora nós podemos obter as relíquias das outras raças...

Ele sorriu, mas então ficou pálido de repente. Ele colocou uma mão na túnica dele e retirou um colar, com uma pedra vermelha nele.

- Eles não pegaram o Rubi dos Gorons! Ótimo! Isso quer dizer que eles nem sabem sobre nosso objetivo!
- Aquele homem deve ter um cérebro de esponja...

Link concordou com a descrição de Dragmire. Então ele sentiu um movimento, e percebeu que Zelda já havia acordado.

- Bom dia. Como você se sente?
- Um pouco leve na cabeça. A magia do Dragmire foi mais forte do que pensei. – A princesa respondeu.
- Como ele obteve tanta habilidade em pouco tempo?
- Como ele disse, a Rainha da Escuridão premiou ele com poder pela traição. O maldito bastardo pensa que ela gosta dele.

Link pensou que ela devia odiar mesmo Dragmire, pois ela quase nunca usava esse tipo de linguagem. Ele não podia culpa-la; o traidor tinha matado o pai dela e tirado a herança dela, o reino.

- De qualquer jeito, você foi fantástica! Nós não teríamos escapado sem a sua magia! – Link mudou de assunto.
- Não fui eu que aguentei uma viajem dentro de um vulcão ativo e derrotei um Dodongo gigante. – Zelda retrucou, sorrindo.
- É verdade. Fui eu. – Neyri disse, contente.

---x---

Passou-se um dia de viajem, e o grupo já estava certo de que tinham escapado dos Moblins, e relaxaram um pouco.
Quando o sol voltou, Link percebeu que o campo gramado a frente deles já estava mudando para dar lugar a várias árvores e pequenos lagos.

- Estamos chegando perto. Nós podemos chegar em duas horas. – Zelda disse.
- Você já esteve aqui antes? – Neyri perguntou.
- Sim, em uma daquelas visitas reais entediantes. Lá vivem muitas fadas, você vai gostar.

Neyri chacoalhou agitada. Link coçou o queixo, pensativo.

- Eles vão nos deixar entrar?
- Eu acho que eles podem me reconhecer. A ultima vez que eu visitei a floresta foi aos doze anos, mas os Kokiri tem uma ótima memória. Aliás, não os chame de harpias. O correto seria chama-los de Kokiri.
- Eu vou me lembrar disso.

Em pouco tempo, a frente da floresta já estava visível. Link arregalou os olhos, surpreso com a quantidade de árvores, que eram mais do que ele tinha pensado. A fronteira da floresta se espalhava por vários quilômetros por ambos os lados.
As primeiras árvores eram novas e baixas, raramente passando de três metros. Porém, quanto mais elas se aprofundavam, mais altas ficavam. Ao longe se podia ver que no centro da floresta uma enorme árvore se estendia ao céu, chegando aproximadamente a uns cem metros de altura.

- Essa é a anciã da floresta, a Grande Árvore Deku. – Zelda disse, notando a perplexidade de Link – Ela é a guardiã dos Kokiri, e os protege de vários jeitos. Só a magia dele impediu que os Ocultos queimassem a floresta nos tempos antigos.

Enquanto eles se aproximavam, Link percebeu algumas manchas vermelhas na grama, e também alguns ossos espalhados pelo chão. Um arrepio percorreu o cavaleiro e ele acelerou Epona um pouco.
Meia hora depois, eles chegaram à fronteira da Floresta. Os dois desmontaram e encararam as árvores, esperando.

- Kokiri! Nós precisamos da sua ajuda! – Zelda chamou.

Alguns minutos passaram, e Link temeu que não houvesse ninguém perto dali para atendê-los. Então o topo de uma árvore balançou um pouco, e duas figuras caíram dela, pousando suavemente no chão.
Uma delas era um homem novo, com cabelos quase brancos e olhos azuis bem grandes. Ele tinha músculos bem definidos, e era bem alto. Ao lado dele estava uma mulher mais nova do que ele, bem mais baixa e com olhos dourados.
Os quatro ficaram ali, parados e encarando uns aos outros. Então a Kokiri feminina deu um sorriso tremulo e disse, numa voz suave:

- Zelda...?
- Espere, princesa. – O Kokiri sussurrou para a companheira – Nós não temos como confirmar. E não é provável que ela esteja fora do castelo, principalmente quando ela declarou guerra contra nós.

Link fechou os punhos, decepcionado. Mais uma obra dos Ocultos!
Zelda não demonstrou reação, mas abaixou um pouco a cabeça para eles.

- Por favor, eu percebo que vocês estão passando por dificuldades, mas nós também estamos. Eu sei que temos pouca prova disso, mas eu sou a legitima Princesa de Hyrule, e este que me acompanha é Link, meu Guarda Real, e a fada Neyri.
- Ela parece com a princesa, Rarak. E a consciência dela também parece com a dela. E uma fada está os acompanhando. – A Kokiri disse.
- Eu sei, princesa, mas nós não podemos acreditar tão facilmente. – Rarak disse, então se dirigiu a Zelda – Nós não podemos acreditar somente por familiaridade, pois este Reino é cheio de truques e magias que podem enganar facilmente. Mas você pode nos mostrar a única prova que confirma a sua posição real. Pode nos mostrar a...
- Sim. – Zelda os interrompeu.

Ela mostrou as costas da mão direita dela, e o símbolo que ela carregava brilhou. Os dois Kokiri suspiraram e finalmente abaixaram suas guardas.

- Ótimo! Nós esperávamos você! – A princesa Kokiri disse.
- Sim. É um alivio mesmo. Mas, eu estou curioso... Link, você disse? Podemos confiar nele? – Rarak perguntou, encarando o cavaleiro.

Link remexeu desconfortável. Zelda olhou para ele e tocou discretamente a mão dela. Link entendeu o recado, e sem uma palavra mostrou o seu próprio símbolo para os Kokiris. Os dois se entreolharam, surpresos.

- Nós podemos confiar em vocês. Eu posso mostrar o caminho para a nossa cidade. – A princesa disse, sorrindo – Rarak, você pode ir na frente e avisar o resto de nós e a Guardiã?
- Como deseja. Tome cuidado.

Rarak flexionou os braços e, para o susto de Link e Neyri, duas asas abriram nas costas dele. Ele pulou e saiu voando, em direção à árvore no centro da Floresta.

- Mas... O quê? – Link murmurou, intrigado.
- Você não está acostumado com nossa gente, eu percebo. – A Kokiri disse, rindo um pouco – Desculpe, eu não me apresentei. Meu nome é Arya, princesa Kokiri.

Link abaixou a cabeça respeitosamente.

- Sigam-me, eu vou mostrar o caminho até o centro. – Arya pediu.

Ela virou-se e adentrou o meio das árvores. Link percebeu que ela também tinha duas asas nas costas, mas elas estavam dobradas de um jeito que não ficava visível ou que atrapalhasse o movimento dela.
Zelda segui-a, e então Link também foi, trazendo Epona junto.

- Mas então, Zelda, como foi a sua viajem? A Grande Árvore nos contou sobre a missão de vocês dois, e também aprendemos sobre a volta dos Ocultos. Mas ela não pode nos contar sobre os detalhes...

Zelda começou a contar a jornada deles, desde a fuga do castelo, a estadia com os Gorons, e Link contou sobre a exploração dele no vulcão, então a princesa retomou a narrativa e detalhou a travessia pela Floresta Assombrada e a prisão deles no acampamento Moblin.
No final do conto, Arya assentiu e refletiu um pouco.

- Parece que a situação é pior do que pensamos. Vocês notaram os sinais de batalhas em volta da Floresta, não notaram?
- Nós percebemos. O que isso significa? – Zelda perguntou, temerosa.
- É obra dos Ocultos, claro. A rainha deles ordenou que os Moblins e outras feras terríveis nos atacassem. A Guardiã previu isso a tempo e por isso conseguimos pará-los sem incidentes graves. Mas não é por muito tempo que ficaremos em paz. Como os cidadãos do reino não sabem da aliança dos Moblins e os Ocultos, a rainha pode simplesmente culpar as bestas e sair impune. Nós temos de resistir os ataques, mas eventualmente nossa força vai faltar...
- A Guardiã não pode defender vocês?

Arya ficou quieta por um tempo.

- Ela está doente. – Ela finalmente disse, tremula – Algum mal se infiltrou aqui e está sugando a energia preciosa da Guardiã! Nós não podemos fazer nada, pelo menos nada do que pensamos.
- Vocês não podem achar esse mal e destruí-lo? – Link perguntou.
- Link, a fonte de energia da Guardiã é um cristal misterioso, a qual não temos nome. Ele é um presente das Deusas, para que ela pudesse viver para sempre para nos proteger. Esse cristal fica numa câmara embaixo dela, onde suas raízes podem tocá-lo. Esse mal, essa criatura horrível conseguiu entrar nessa câmara, e trancou a nossa entrada a ela. É só uma questão de tempo até ela sugar todo o cristal.
- Vocês não tem outra entrada?
- Nós tínhamos. Um santuário antigo, mas que foi tomado por criaturas depois que a Guardiã começou a ser machucada. Três dos nossos tentaram passar por essa entrada, mas nunca mais eles voltaram. Outra coisa triste, principalmente a vocês, é que nesta mesma câmara do cristal, nós guardamos nossa relíquia, a Esmeralda Kokiri.

Eles continuaram o caminho em silêncio. Zelda olhou para Link, que estava com uma face pensativa. Ele não está planejando...?
Link começou a perceber algumas casas nos topos das árvores, onde faces curiosas olhavam pelas janelas, e outras estadias discretas entre troncos. Os espaços ficaram mais abertos, e Kokiris corriam de um lado para o outro, alguns carregando armas para batalha.
Eles entraram em uma clareira espaçosa, e Link sentiu algo tocar a sua mente, uma entidade antiga e poderosa. Ele olhou para cima e percebeu que estava diante da Grande Árvore Deku.
Arya e Zelda abaixaram a cabeça em uma reverencia, e Link imitou-as imediatamente.

- Guardiã. Eu apresento a você a princesa de Hyrule, Zelda, em sua missão para retomar o reino, e Link, o cavaleiro que a está acompanhando e ajudando. – Arya disse.

A clareira ficou em silêncio. Então, num tom retumbante, uma voz ecoou pela mente dos três ao mesmo tempo.

- Sim... A princesa... Eu já observei você antes, mas somente agora a sua presença brilha como deveria. Você está descobrindo o que realmente significa ser a herdeira deste reino.
- E... Uhm, isso é certamente interessante. Eu nunca o conheci antes, jovem Link, mas já estive na presença de muitos do seu tipo. Heróis, todos eles, expulsando sempre o retorno das trevas na terra. Mas, ah, há algo especial neste herói. Eu posso sentir isso.
- Eu desejo poder ajudar, mas uma terrível besta da Escuridão suga minha vida até neste momento. Herói, você deve entrar no santuário Kokiri e achar a passagem para minha fonte de vida, e lá livrar-me deste mal e obter a minha Esmeralda. Receba este instrumento, como meu único presente possível no meu estado. Espero que o ajude nessa missão.

A terra na frente da árvore amoleceu por um momento, e então um objeto saiu voando dali na direção de Link. Ele pegou-o com facilidade e examinou-o. Era um chicote de aproximadamente um metro de comprimento, que era segurado por um cabo de metal verde.

- Esse é Chicote Deku! – Arya disse, surpresa – Ele foi uma das armas dos heróis do passado! É uma honra poder usar ele... Vamos, tente pegar esta rocha!

Arya pegou uma pedra do chão e jogou-o para cima. Link estendeu a mão na direção dela, e o chicote aumentou até chegar na altura do projetil. A ponta dele se enrolou perfeitamente nela, e então encolheu até ele ter a pedra na mão.

- É muito preciso. – Link surpreendeu-se.
- Ele é enfeitiçado para sempre acertar o objeto que você quiser. Ele também aguenta muito peso, então você pode usar para atravessar lugares que você não poderia atravessar normalmente, se tiver algum ponto para prendê-lo.

Link assentiu e prendeu o chicote no cinto, e o chicote encolheu-se para não atrapalha-lo.

- Certo. A Grande Árvore Deku já deu suas ultimas palavras por um tempo, e foram destinadas a você. Vamos cumprir o que ele pediu.
- Eu tenho de achar a entrada da câmara para o cristal no seu santuário.
- Tudo bem. Siga-me, eu mostrarei o caminho.

---x---

Então PRÓXIMA SEMANA vai ser o segundo Dungeon. Eu não tenho muitas idéias para ele, mas eu também não tinha pros Gorons... O jeito é improvisar.
Comentem! [:


Última edição por Zeroan0 em Sex 27 Jan 2012 - 18:46, editado 1 vez(es)
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Sex 27 Jan 2012 - 14:47

- De qualquer jeito, você foi fantástica! Nós não teríamos escapado sem a sua magia! – Link mudou de assunto.
- Não fui eu que aguentei uma viajem dentro de um vulcão ativo e derrotei um Dodongo gigante. – Zelda retrucou, sorrindo.
- É verdade. Fui eu. – Neyri disse, contente.

Caraca, nunca ri tanto na minha vida. XD

Cara, ótimo capítulo! Perfeição, incrível! Esse sim não enjoou em nada, tive até vontade de "mais" no fim. XD O chicote também vai ser preciso para esta dungeon. E está sem idéias? >: Poxa, já sabemos com é a Inside Great Deku Tree. -n E o chefe até poderia ser uma Gohma, claro, não a mesma. (Falo de Armogohma pra Queen Gohma, etc) Rarak e Arya apareceram de uma forma surpreendedora. :3 Como você apenas disse que era uma garotinha, vamlá, eu imaginei a Saria! -qqqqq

Enfim, dessa vez você não cometeu erros. Continue evoluindo mais e mais na sua escrita incrível. u_u E FAÇA UMA DUNGEON MELHOR DO QUE A DIVA QUE VOCÊ FEZ NO OUTRO CAP º3º!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Dusknoir em Sex 27 Jan 2012 - 15:56

Uau!

Realmente perfeito, não pude tirar meus olhos por nenhum momento durante toda a leitura.

A Neiry não é nem um pouco convencida, não? Mesmo assim sempre rio quando ela fala, ai ai... fadas u.u

Enfim. Chicote, precisão, agarrar em lugares para passar de maneira que você nao conseguiria normalmente... Hey estamos falando de Indiana Jones? o.O

Hahaha, parabéns por mais um ÓTEMO capitulo. Continue assim!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por cfox em Sex 27 Jan 2012 - 19:58

Mais um cap maravilhoso, Zero.

A descrição do Link e a Zelda passando pelos lugares até chegar à Árvore Guardiã foi ótima, eu consegui imaginar perfeitamente tudo °3°

Boa sorte com a Dungeon, espero que faça ela ficar muito interessante.

Espero mais Gonna Be Awesome
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Seg 30 Jan 2012 - 13:02

Oie! Obrigado pelos comentários! Fiquem logo com o capitulo [:

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 10: O cristal da Guardiã.

---x---

Link seguiu Arya pela floresta, cuidando para não perde-la de vista. Ela estava usando um vestido do mesmo tom verde da floresta, tornando a tarefa mais difícil.
O cavaleiro percebeu que quanto mais eles se afastavam da Grande Árvore Deku, o ar ficava mais poluído e difícil de respirar. Ele também percebeu que o caminho que eles seguiam inclinava-se um pouco para baixo.

- Nós estamos chegando perto. Prepare sua arma, talvez precisemos dela. – Arya avisou.

Depois de um tempo, Arya afastou algumas folhas de seu caminho e entrou numa clareira. Nela, estava um grande estabelecimento com paredes cinzas e várias janelas. Link percebeu que as paredes estavam gastas e as janelas estavam cheias de pó, não revelando nada do interior do lugar.

- Ótimo. Os monstros não se espalharam por fora daqui. – Arya disse, aliviada – Certo. Você vai entrar pela frente, onde fica a nossa antiga sala de cerimônias e rezas. Nós não usamos esse santuário a um bom tempo, então vai estar bem bagunçado. A passagem para o cristal é oculta nos confins do santuário, e por razões de segurança está guardada por vários esquemas perigosos. Os monstros só vão piorar isso.
- Por que vocês guardaram a entrada? Vocês não a usavam? – Link perguntou.
- Ela é só usada no caso de alguma emergência. Se, por algum motivo, a Guardiã selasse a nossa entrada, essa era o único jeito alternativo de protege-la. E, em caso da nossa raça desaparecer, ninguém nunca poderia encontrar essa passagem alternativa.
- Certo. Eu vou entrar, e só vou voltar quando a Guardiã estiver saudável de novo e eu tiver a Esmeralda em minhas mãos.
- Boa sorte.

Arya correu um pouco e saiu voando, de volta a Grande Árvore Deku. Neyri saiu de baixo do gorro de Link (por algum motivo ela tinha vergonha diante dos Kokiri) e olhou para o santuário.

- Ah, nós temos de entrar nisso aí?! Me dá arrepios...
- É pelo reino.
- Mas quantos mais desses lugares nós vamos ter de visitar?
- Esse não vai ser o ultimo...

---x---

A primeira sala do santuário Kokiri era espaçosa, ocupada por fileiras de bancos, e diante deles um altar numa plataforma elevada. Vidros coloridos enfeitavam as paredes e o teto, com figuras desconhecidas para Link.

- Droga, por que isso tem de parecer tanto como uma igreja abandonada? – Neyri reclamou.
- Mas isso é uma igreja abandonada.
- Esse é o problema!

Link revirou os olhos. Ele percebeu várias poças de água no chão da sala, e raciocinou que pelo tempo que ela esteve abandonada várias goteiras haviam se formado no teto.
O cavaleiro desembainhou sua espada e andou na direção do altar. Ele acidentalmente pisou numa das poças, molhando a sua bota direta. Ele fez uma cara de nojo, e de repente, um choque percorreu seu corpo.
Ele sacudiu sua perna, e uma esfera de água saiu voando dela. A esfera bateu no chão e se reformou numa criatura feita de gosma, arrastando-se pelo chão.

- Chuchu! – Neyri gritou.
- O quê?!
- É o nome dele! Corte-o antes que ele se forme totalmente, essa é a fraqueza deles!

Link cortou o inimigo verticalmente, separando-o em dois, e então os despachou com um golpe horizontal. O cavaleiro percebeu que as outras poças também eram na verdade Chuchus, e saiu correndo para cima da plataforma do altar.
Ele desesperadamente procurou por alguma entrada secreta na parede e no próprio altar, mas não achou nada. Ele respirou fundo e olhou para cima numa tentativa de se acalmar.
Felizmente, ele enxergou uma alavanca discreta a um três metros do chão. Os Kokiris poderiam facilmente chegar ali, mas monstros não..., Link percebeu, entendendo imediatamente a posição dela.
Ele tirou seu novo chicote do cinto e apontou para a alavanca. O elástico se estendeu até lá e enrolou-se no mecanismo. Link puxou para baixo, e uma parte da parede abaixou-se, revelando um túnel secreto.
Ele disparou para dentro da passagem e ficou grato quando a porta se fechou atrás dele.

- Por que você está tão assustado? São só Chuchus...
- Não foi você que foi pega de surpresa com uma gosma viva grudada na perna.

Neyri riu dele por um bom tempo, e quando ela parou, Link retrucou de mal humor:

- Você nem está com tanto medo assim, agora?

Neyri não respondeu, ao invés disso, ela saiu dardejando na frente, iluminando o caminho alegremente.
Depois do que pareceu uns dez minutos, os dois chegaram em outra sala, que aparentemente não tinha nada. Link franziu, suspeito.
Um barulho agudo de laminas cortando o ar encheu a sala, e dois monstros estranhos desceram do teto. Eles tinham corpos sem braços e pernas, somente uma bola alaranjada. A cabeça deles era ocupada por uma espécie de hélice natural que fazia eles voarem.
Pensando rápido, Link tirou seu chicote e acertou os dois com ele, trazendo-os ao chão. Eles emitiram um som agudo que irritou as orelhas do Hylian, e rapidamente ele matou-os, deixando a sala quieta.

- Alguma informação sobre eles? – Link perguntou.
- O nome deles é Peahats. Você já descobriu como destruí-los.
- Como você sabe tanto sobre esses monstros?
- ...Eu só sei.

Link percebeu que ela não queria discutir o assunto, então ele voltou sua atenção a sala. Rapidamente, ele percebeu outra alavanca no alto de uma parede, e ativou-a com o chicote.
A sala tremeu um pouco, e do outro lado da sala uma porta oculta se abriu. Porém, o chão no meio da sala foi entrando para dentro da parede, deixando uma travessia impossível para a passagem.

- Os Kokiri realmente pensaram bem nessas armadilhas. Eles poderiam passar facilmente, mas outros seres não.

Então ele percebeu que um gancho tinha aparecido no teto, bem acima do buraco.

- Mas eles construíram também para quem recebesse o chicote pudesse avançar. Brilhante.
- Bem espertos. – Concordou Neyri, passando voando para o outro lado – Use seu chicote para cá!

Link embainhou sua espada, deixando as mãos livres, e então pegou seu chicote e atirou-o para o gancho, enrolando-o nele. Ele pegou velocidade e pulou, balançando-se no instrumento.
Ele gritou e com o estomago enjoado, ele pulou de novo, desenrolando o chicote. Ele preparou-se e rolou no outro lado da sala para diminuir o dano da queda.
Ele levantou-se um pouco enjoado, mas logo melhorou e avançou para o túnel que havia sido revelado. Ele percebeu que agora as paredes eram de terra endurecida pelo tempo e pela umidade, revelando que finalmente ele estava chegando ao cristal.
Porém, como a felicidade dele nunca durava por muito tempo, dois monstros correram pelo túnel na direção dele. Link desembainhou sua espada de novo e encaixou seu novo escudo no braço esquerdo.

- São Lizalfos! – Neyri avisou, mergulhando no chapéu dele.

Quando o primeiro deles chegou e tentou acertá-lo com uma clava, Link bateu na cabeça dele com o escudo, deixando-o atordoado, e então o apunhalou.
O segundo Lizalfo foi mais esperto e recuou um pouco, ao longe do alcance de Justiça. Ele tentou acertar o oponente com sua cauda, mas o cavaleiro agauchou-se, desviando.
Link girou e tentou acertar o lado esquerdo o monstro, mas ele bloqueou com sua clava. O herói então bateu com seu escudo e matou o monstro, tudo numa sequencia muito rápida.
Mais passos apressados ecoaram pelo corredor, e Link avançou pouco por pouco enquanto repelia a horda de monstro que tentavam mata-lo.
Depois de um tempo, eles não ouviam mais os grunhidos ou passos de monstros, confirmando que ele já tinha matado todos. O único restante é o que está atormentando o Cristal. Link concluiu, pesarosamente.

---x---

Dez minutos depois, a dupla começou a enxergar uma fraca luz no fim do túnel, e eles perceberam que ali ficava o cristal, e também a besta que tinha se infiltrado ali.
Ele acelerou o passo, e em pouco tempo já estava na grande sala. Ela não era feita de pedra, era somente uma câmara natural de terra, mas no meio dela uma enorme gema azul iluminava toda a sala: o cristal da Guardiã.
Raízes enormes da Grande Árvore Deku saiam do teto e tocavam o cristal, recebendo energia. Porém, entre elas, a besta estava sentada, aparentemente dormindo.
Era uma ave enorme, de aproximadamente três metros de altura e cumprimento. Ela tinha penas negras e verdes, e suas asas estavam dobrados aos seus lados.
Link deu um passo, tentando não acordar o monstro, mas ele abriu os olhos no momento que ele mexeu e encarou-o. Então a ave gritou e levantou voo ameaçadoramente.

- Um Helmaroc! Link, cuidado! – Neyri berrou e se escondeu no gorro dele, assustada.

O monstro mergulhou e tentou acertar Link com suas garras, mas ele rolou para frente e desviou. Ele virou-se para ataca-lo pelas costas, mas o monstro era extremamente rápido e já tinha saído voando.
Porém, Link percebeu algo que ele não tinha visto antes: o Helmaroc tinha uma cauda com uma esfera na ponta, que ele podia usar para atacar, mas Link tinha pensado algo que podia fazer com ela.
Quando o monstro mergulhou de novo, Link desviou e logo usou seu chicote. Ele enrolou-se na cauda do monstro, preso pela esfera no final. O monstro saiu voando de novo, e o cavaleiro foi junto dele, pendurado pelo seu instrumento.
Link se sacudiu temerosamente, mas logo ele já tinha bastante impulso, e felizmente o monstro não tinha percebido onde ele estava, de tão confuso que ficou. O cavaleiro balançou mais uma vez, gritou e pulou.
Por sorte ou por habilidade, o plano dele deu certo e ele caiu nas costas da ave, que finalmente percebeu sua presença. Link não perdeu tempo e começou a furar o inimigo, mas antes que ele pudesse causar dano maior, a ave girou, e ele caiu numa velocidade incrível.
Ele gritou e, desesperadamente, apontou o chicote para uma pedra que estava apontando para fora da parede de terra. Ele ficou pendurado subitamente, e o seu braço que estava segurando o chicote estremeceu e ficou mole de repente.
Quando o Helmaroc investiu de novo contra ele, Link deixou-se cair uns três metros até o chão, deixando suas pernas um pouco bambas. O monstro foi estupido o bastante para bater o bico na parede, e ele ficou atordoado e desequilibrado.
Link aproveitou o momento e mais uma vez pegou a cauda do monstro com o chicote, mas invés de montá-lo de novo, ele usou toda sua força e, surpreendentemente, puxou o monstro, fazendo-o cair no chão.
O Helmaroc gritou e gritou, mas ele não conseguia mais voar, e estava de costas para o chão. Ignorando a dor nas pernas e nos braços, Link correu, pulou e pousou na barriga do monstro.
Então, com um grito de vitória, ele atravessou a besta com a sua espada, fazendo-o brilhar por um momento, antes de explodir em fumaça.
Link caiu no chão, exausto, e começou a perder a consciência. A ultima coisa que viu foi a luminosidade do Cristal aumentando, rejuvenescendo a energia da Guardiã.

---x---

A Rainha da Escuridão olhava friamente para o homem ajoelhado a sua frente.

- Você deixou eles escaparem? – Ela perguntou, num tom monótono.
- Sim. Eu subestimei os poderes deles. Eu falhei com você, minha rainha, e por isso peço perdão. – Dragmire disse, temeroso.
- Eu não lhe perdoo. Você falhou numa tarefa muito importante. Porém, eu não me livrarei de um guerreiro bom como você. Considere-se avisado; se você falhar de novo, não terei tanta piedade.
- Obrigado, Rainha. Posso me ausentar, agora?
- Vá.

Dragmire saiu de cabeça abaixada. Assim que ele deixou-a, a Rainha olhou para cima e perguntou para o nada:

- Você está satisfeito, agora?

E uma voz grossa ecoou pela sala, sem origem visível.

- Sim.

---x---

...
BAMBAMBAAAAM.
Tá bom, sem palhaçada. Esse dungeon eu não achei tão bom como o primeiro foi. Ele foi bem mais curto e teve mais puzzle do que ação ]: Digam me a opinião de vocês ^^
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Dusknoir em Seg 30 Jan 2012 - 14:34

Voltei.

Assim que vi que havia postado na sua fic, corri pra cá e li. Pude perceber erros de repetiçao o que deixaram mais uma vez a leitura pouco enjoativa, tente melhorar nessa parte.



Enfim, pequenos erros como: Agauchou-se e alguns de virgulas e concordância, nada que uma revisadinha a mais não resolva.

Bom capitulo e concordo com você, o Dungeon anterior estava melhor no quesito ação embora neste você tenha caprichado mais na descrição dos locais e puzzles.

Boa sorte com a fic!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Seg 30 Jan 2012 - 15:34

Tá bom, sem palhaçada. Esse dungeon eu não achei tão bom como o primeiro foi. Ele foi bem mais curto e teve mais puzzle do que ação ]: Digam me a opinião de vocês ^^

Mentira, pode ter tido mais puzzle, mas isso é o que eu acho lekal. oh0

Sério, imaginar o Link saindo da floresta e indo para dentro do santuário foi incrível, muito bonito mesmo cara. Uma perfeição de Dungeon. *0* O chefe... Nunca joguei Wind Waker, então, SPOILER. -QN Mas nada disso me impediu de ver o Link lutando contra ele na minha mente. Mãe de Deus, eu achei esse templo até melhor que o outro, particularmente, você descreveu bem mais. Repetiu bastante, mas como é Dungeon eu não levo a sério. u.u

FAFDSDFAFAFDSFASFSFDFFSF Tem mais inimigo por trás dessa vadia. Laughing Essa fics vai ser sem dúvida a melhor já feita. /o/ Vamlá Zero, quero ver mais dungeons perfeitas como essa. Só acho que você poderia ter feito o fim e a resolução do caso da Great Deku Tree. ç.ç

Mas enfim, até. /o/

@Rick: Quem mandou postar antes de mim? :@ -n
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por cfox em Seg 30 Jan 2012 - 20:08

Zero /o/

Eu gostei da dungeon, com a sua descrição ótima, deu para imaginá-la perfeitamente *0*

Os monstros também foram bem descritos, mas acho que o Link teve facilidade em derrotá-los. Ele precisa de um desafio maior -q

Espero o próximo.
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Seg 6 Fev 2012 - 17:25

Oie! To aqui trazendo mais um capitulo.
Anyway, eu fiquei surpreso pelos comentários positivos sobre o ultimo dungeon, porque eu não gostei tanto assim dele. Mas já que vocês gostaram, tá tuuudo bem.
Okay, fiquem com o chap.

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 11: O retorno dos cavaleiros.

---x---

Link sentiu um formigamento no seu corpo inteiro, como se milhares de partículas de luz estivessem grudadas nele. Ele não sentia seu próprio peso, e seus olhos não queria abrir.
Então, ele sentiu grama as suas costas, e a sombra das árvores da floresta Deku pousando sobre ele. Então ele conseguiu abrir os olhos, e seus sentidos voltaram ao normal.
Ele se levantou lentamente e percebeu um grupo de Kokiris olhando para ele, perplexos. A frente deles estavam Zelda e Arya, contentes.

- Link, você conseguiu! Você matou a criatura que estava matando a Guardiã! – A princesa Kokiri exclamou, dando alguns pulinhos de felicidade.

A pequena plateia o aplaudiu calorosamente. Link olhou para o chão, um pouco constrangido. Os Kokiris logo perderam interesse nele e partiram para suas tarefas de novo.
Zelda se aproximou e deu-lhe um abraço.

- Nós pensamos que você tinha morrido! Esperamos umas seis horas, mas nada mudava aqui...
- Seis horas? – Link repetiu atordoado – Mas eu só levei, no máximo, três...
- É o poder do Cristal. – Arya explicou, ainda animada – Ele parece afetar o tempo ao redor dele. Por isso que nós Kokiris vivemos tanto tempo, mas parecemos todos jovens.

Link absorveu a informação e especulou quantos anos ela deveria ter, mesmo parecendo que tinha doze.

- Isso não importa no momento. O que é realmente interessante é que o Link conseguiu a Esmeralda e saiu vivo dessa aventura. – Zelda disse, aliviada.

O cavaleiro olhou para mão dele e percebeu que estava segurando uma pedra verde, com um símbolo estranho; três riscos paralelos que se curvavam no final. Ele franziu a testa, não se lembrando como e quando tinha conseguido a pedra espiritual.

- Deusas, você está horrível, Link. Parece que poderia cair no chão a qualquer momento. Você não quer se sentar?
- Não preciso. É como aconteceu com o Grande Dodongo; tinha alguma magia nele e no Helmaroc, que estava atormentando a Guardiã, que me trouxe de volta a superfície. Aliás, eu tive outra visão...

Antes que ele pudesse continuar a falar, a voz poderosa da Grande Árvore Deku ecoou até eles.

- Espere um pouco antes de contar sua história, Herói. Sua visão é certamente sombria, mas algo mais maléfico se aproxima. Eu sinto que mais uma vez um grupo de Moblins está marchando contra minha floresta. Entre eles está seu inimigo maior, o traidor real. Eu vasculhei as intenções dele, e parece que ele não pretende juntar-se a batalha iminente.
- Você restaurou minha fonte de vida, mas meu poder ainda não se recuperou totalmente. Se eu tivesse todo ele, poderia desintegrar esse exército inteiro assim que chegasse a beira da floresta. Eu peço mais um favor a você, herói: junte-se aos meus Kokiris e expulse os monstros da minha terra.

A voz parou, deixando uma atmosfera tensa no ar. Arya fechou os punhos, e suas asas saltaram de suas costas.

- Nós vamos lutar! Rápido, vamos nos juntar aos meus companheiros! Não temos tempo a perder.

Ela saiu voando rapidamente. Link e Zelda trocaram um olhar e correram atrás dela, seguindo sua sombra.

---x---

Link examinou o pequeno exército Kokiri que tinha se juntado as pressas no topo de uma colina perto da beira da floresta. Eles tinham aproximadamente trinta guerreiros com espada e lanças, e dez outros que ajeitavam seus arcos. Esse pequeno grupo parecia insignificante em comparação aos duzentos Moblins que marchavam velozmente à distância.
Zelda pediu emprestada uma espada fina de um dos Kokiris, e testou-a rapidamente. Satisfeita, ela se pôs ao lado de Link, que estava observando os seus inimigos ao longe.

- Você vai lutar na frente? – Ele perguntou, sem desviar os olhos do horizonte.
- Sim. Nós somos uma equipe agora, Link. Se nós cairmos agora, que caiamos juntos, porque se um de nós morrer, o reino também morre.
- Você está certa. – Link sorriu um pouco – Eu pensei por um momento que você ia ajudar os arqueiros com magia, mas eu não contei o seu orgulho nesse pensamento.
- Não é orgulho. Eu sou a princesa. E como a princesa, eu devo por o reino em frente da minha vida.

Link assentiu, concordando com as razões dela. Ele refletiu um pouco, e percebeu que ela não era uma princesa mais, e sim a própria Rainha, já que o rei havia morrido. Mas ele não disse isso em voz alta, não querendo lembrá-la de seu pai.
Eles esperaram silenciosamente pelo começo do confronto, e o tempo pareceu se arrastar lentamente, como se quisesse aumentar a tensão do momento. Então um dos Moblins soprou um instrumento, quebrando o silêncio.
Um dos arqueiros Kokiri disparou uma flecha flamejante para o alto, revelando a resistência deles. Os Moblins aceleraram o passo, e os guerreiros Kokiri partiram para confrontá-los, deixando os arqueiros para trás, onde estariam seguros.
O primeiro encontro desacelerou o exército de Moblins. Os Kokiris revelaram ser guerreiros bem treinados, cada um podendo enfrentar três dos monstros quase sem problemas.
Link e Zelda mergulharam na fenda que se criou no primeiro confronto. Eles ficaram virados um para o outro no meio dos Moblins, eliminando-os quando se aproximavam, tentando impedir os monstros de se juntar a frente da batalha.
Os dois começaram a avançar pelo meio do exército, eliminando os inúmeros Moblins, trocando de posições e protegendo um ao outro, como numa dança mortal. Em pouco tempo, os Moblins mais covardes os evitavam e os mais corajosos que se aproximavam eram encarados como tolos superconfiantes.
Os Kokiri enfrentavam o restante dos Moblins que escapavam da dupla. Eles não podiam voar, por causa da ameaça dos arqueiros inimigos, então eles ficavam trancados ao chão.
A batalha ia bem para os Kokiris, mas então mais instrumentos dos Moblins ecoaram pelo ar, e um grupo escondido surgiu atrás do exército.

- Eles ficaram escondidos ali o tempo inteiro! – Link gritou, cortando um Moblin que se aproximou – Eles vão dobrar as forças deles com esse grupo!
- Fique calmo! Abaixe! – Link se agachou, e Zelda repeliu um monstro que tinha quase conseguido acertá-lo – Se nós ficarmos com essa mesma estratégia teremos uma pequena chance. Se não der certo, recuamos!

O grupo novo de Moblins correu para se juntar aos seus companheiros, gritando insultos aos Kokiris. Porém, outro som foi ouvido pelo campo, um som diferente dos instrumentos Moblins.
Quatro pessoas montadas em cavalos apareceram em alta velocidade e acertaram os novos monstros do lado, pegando-os de surpresa. Metade deles fugiu, a outra parte tentou lutar com os cavaleiros desconhecidos.
Uma hora depois, a força de quatrocentos Moblins tinha sido reduzida a vinte, e eles tentavam escapar. Os Kokiris levantaram voo e os interceptaram, pondo fim a batalha.
Ao longe, um cavalo negro relinchou no topo de uma colina. Link sabia que o cavaleiro dele só podia ser Dragmire, mas ele estava cansado demais para enfrenta-lo. O cavalo virou-se e partiu para sudoeste, em direção ao Castelo Hyrule.

- Nós conseguimos! Nós conseguimos! – Arya gritou, voando para o alto. Os Kokiris a seguiram, vitoriosos.

Link e Zelda caíram na grama, exaustos.

- Eu não posso acreditar... Nós derrotamos quatrocentos Moblins. Quatrocentos malditos Moblins! – Link exclamou, de olhos arregalados.
- Eu contei os Kokiris. Nenhum deles caiu! – Zelda informou, soltando uma risada contente.

Os quatro cavaleiros que tinham enfrentado os Moblins aproximaram-se deles. A dupla se levantou, reconhecendo-os.

- Malo! Talo!

Os dois cavaleiros reais desmontaram e fizeram uma reverencia, sorrindo o tempo inteiro.

- Nós pensamos que vocês tinham morrido... – Zelda disse, abraçando-os fortemente.
- Onde vocês estavam esse tempo todo? – Link perguntou.
- Bem, quando nós nos separamos depois de fugirmos do castelo, continuamos para o norte. Conseguimos despistar os Moblins quando atravessamos a ponte para o norte, que fica perto da cidade dos Gorons. Nós conseguimos destruir a ponte, prendendo os Moblins no lado Oeste. – Malo respondeu, cansado, mas satisfeito.
- Nós tivemos de passar pela borda das Planícies Assombradas, e aquele lugar não ganhou esse nome casualmente. – Talo disse, rindo um pouco – Nós passamos por algumas dificuldades e até tivemos de enfrentar uns monstros por aí. Quando nós finalmente deixamos as Planícies para trás, nós fomos encurralados por Moblins. Os malditos tinham descoberto sobre nosso destino. Nós tivemos de lutar com eles, e nós íamos perder, até que esses dois chegaram e nos ajudaram.

Link e Zelda olharam para os outros cavaleiros. Aveil, a Gerudo, pulou do cavalo e sorriu para eles.

- Princesa. Link. Eu vejo que vocês dois passaram um ótimo tempo juntos. – Ela disse, sarcasticamente.
- Olá. – Sand disse, timidamente.
- Nossa. – Zelda disse, um pouco surpresa – Eu pensei que vocês tinham partido para o deserto. O que estavam fazendo tão ao norte?
- Nós fomos verificar se havia algum problema por lá. Eu ouvi alguns rumores sobre uma emboscada perto das Planícies, e a tentação de uma batalha foi demais para resistirmos.
- É. Nós quatro eliminamos aqueles Moblins facilmente depois de nos unirmos. Nós interrogamos um deles, e ele nos contou sobre esse exercito que ia batalhar contra os Kokiris, que estavam dando refugio a Princesa. – Malo continuou a explicação – Nós seguimos os Moblins e esperamos pela nossa oportunidade, escondidos.
- Vocês dois pareciam um tornado no meio daqueles monstros! – Exclamou Talo, sorrindo – Os Kokiri estavam disparando para qualquer Moblin que escapava, e esses eram poucos. Pensamos que nem íamos ter de ajudar, mas então aquela força escondida se revelou, e nós não perdemos nossa chance. Eles nunca souberam o que os tinha acertado!

Link e Zelda riram. Os reforços tinham sido uma boa surpresa, e a noticia de que os dois irmãos tinha sobrevivido era muito boa.
Arya pousou perto deles, limpando a espada dela.

- Vocês bem que podiam deixar alguns monstros para nós na próxima. – Ela reclamou – Deixem isso para lá. A Guardiã pediu que vocês dois falem com ele, quando estiverem descansados. Vocês parecem exaustos. Eu vou mostrar onde vão dormir.

---x---

No dia seguinte, Link e Zelda andaram até a clareira da Guardiã, descansados. A batalha anterior tinha os deixados exaustos, mas depois de uma boa noite de sono, eles pareciam totalmente novos.

- Grande Árvore Deku. – A princesa chamou, abaixando a cabeça.
- Vocês responderam a minha chamada. Obrigada. Primeiro, eu desejo agradecer vocês dois pela ajuda que forneceram aos meus filhos. Eles relataram o confronto, e agora uma estrela de esperança brilha para Hyrule.
- Obrigada, Guardiã. – Zelda respondeu.
- Porém, eu não trago só noticias boas. Minha razão de viver é servir as Deusas, guiando os heróis de Hyrule nas épocas mais sombrias. E isso eu devo obedecer. Herói Link, você deve partir para os Zoras e pedir a Safira deles. A terra deles também sofre, e só os ajudando você vai conseguir a pedra espiritual.
- Princesa Zelda, esta é uma tarefa que ele deve realizar sozinho. Você tem muito a aprender sobre o seu destino e sobre suas habilidades. Essas habilidades não podem ser conseguidas em viajem, como as do herói. Você precisa de um guia, e os Kokiri vão servir como um.

Os dois se entreolharam. Era um pouco cruel separá-los depois dos acontecimentos recentes, mas se isso era necessário, então eles iriam obedecer.

- Vocês já aceitaram seus destinos. Isso é ótimo. Vocês tem um grande futuro a frente. Herói Link, estenda a sua espada. Eu tenho um presente para entregar.

Link desembainhou Justiça e apontou-a na direção da Grande Árvore Deku. De repente, ele sentiu seu corpo congelar, e então queimar como se estivesse pegando fogo. A sensação estranha parou, e ele olhou para sua lâmina.

- Eu lhe entrego o poder de fogo e gelo. Certamente, isso irá lhe servir bem. Também lhe entrego outro poder. A pequena bolsa do seu cinto agora não tem fundo e pode conter qualquer item que você quiser.

Link tirou seu estilingue do cinto e colocou na bolsa. Ele entrou sem problemas e ele nem sentiu seu peso mais.

- Muito obrigado, Guardiã. Eu vou partir agora mesmo. – Link disse.
- Que sua jornada corra bem, herói.

---x---

Meia hora depois, Link estava sentado em Epona na beira da floresta Deku. Ao lado dele estavam Zelda, Malo, Talo, Aveil e Sand.

- Boa sorte, Link. Nós queríamos acompanhar você, mas claramente isso é a sua missão. – Malo disse, tristemente.
- Nós vamos nos ver de novo, não se preocupe. Estarei de volta antes de vocês começaram a sentir saudades. – Link garantiu.
- É bom mesmo. Eu ainda quero ver se a sua habilidade como espadachim é boa, sem a ajuda da princesa. – Talo disse, cruzando os braços – De qualquer jeito, nós temos uma informação que pode ajudar você um pouco. Um pouco ao norte daqui, tem uma fazenda. Lá moram um pai e uma filha que querem resistir a Rainha dos Ocultos. Nós contamos para eles sobre a situação, e eles disseram que se precisarmos de ajuda, eles podem responder.
- Ótimo. Eu vou me lembrar disso. – Link agradeceu.
- Nós vamos partir para o deserto, para pedir ajuda ao meu marido. Nós precisamos da ajuda dos Gerudos. – Aveil disse.

Link olhou para ela, surpreso.

- Você é a Rainha dos Gerudos?
- Não! Nós não temos rainhas. O Rei reina sozinho no deserto, e pode ter várias esposas, se ele quiser.
- Uhum... Então isso faz o Sand um príncipe? – Link perguntou.
- Eu sou o filho mais velho do meu pai, mas isso não significa que eu vou ser rei um dia. – Sand respondeu, nervosamente.

Os dois Gerudos desejaram sorte a eles e partiram para o sul. Link olhou para Zelda e disse:

- Bom, eu vou ir agora. Boa sorte com seus... estudos?
- É, você pode chamar isso assim, em falta de outros nomes. – A princesa respondeu, um pouco frustrada – Certo. Vá salvar os Zoras, herói. Boa sorte.

Link assentiu e mandou Epona começar a andar em direção ao norte, para salvar a tribo dos Zoras e dar mais um passo na direção da salvação de Hyrule.

---x---

Yaaay. Agora o Link é forever alone.
Então, o que acharam desse capitulo? Eu tentei deixar um pouco mais forte a conexão entre o Link e a Zelda, e daí eu percebi que tinha que separar eles no final.
Fuck That
Me deixem suas opiniões sobre o capitulo, eu adoro quando vocês fazem isso. Me deixa feliz, como se eu tivesse algo a realizar nessa vida. (ALém de chegar no nivel 81 no Skyrim...)
Tchaaau
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por cfox em Seg 6 Fev 2012 - 22:30

Zero! o/

Talo e Malo voltaram, yay. Estou bem interessado no que a Zelda vai fazer agora, e espero bastante do que vai acontecer com o Link. Gostei desses poderes novos que ele recebeu, estou ansioso para saber como ele vai usá-los.

E a batalha, nossa, foi ótima. Deu para imaginar perfeitamente todas as ações dos personagens, os Moblins lutando, tudo. Sua descrição com esse tipo de coisa é ótima.

Dessa vez, não vi nenhum erro, exceto pela palavra "viagem". Você escreve ela com J no lugar de G, mas não é nada que realmente atrapalhe. Mas sempre é bom ter o mínimo de erros em sua Fic.

Espero o próximo c:

há, comentei antes do tabs
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Seg 6 Fev 2012 - 22:58

Zero! <3

OMFG! Que guerra divina! *-* A descrição, o modo de luta, tudo! Uma perfeição mais do que imensa cara! *-* Cada segundo do capítulo valeu a pena. E finalmente eles acharam o Malo e o Talo, achei que eles tinham morrido. ç.ç LINK! Ç_Ç Vai ficar sozinho. ç.ç Por que Zero, por que? -youno Ele deveria ficar na companhia da Zelda para terem relações. -qn O capítulo, como sempre, maravilhoso, erros né, a parte. u.u Não vou listar. e.e Mas sério, amei o capítulo; porém, não entendi muito bem no que o poder do Gelo e do Fogo vão ajudar, né, mas ok. q

Continue, ou eu te mato. /slow Beijos. <3 -q

@Fox: MORRE, SEU MALDITO. >>>:
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Sex 10 Fev 2012 - 16:48

Hello everybody. Como sempre, trazendo mais um capitulo emocionante de barney Legend of Zelda Queen of Darkness.
Thanks pelos comentários ^^ Also, Fox, eu nem tinha percebido o errinho sobre 'viagem'. Eu devo ter colocado como uma palavra no Word sem querer.
Fiquem com o chap!

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 12: A fazenda Romani.

---x---

Link respirou o ar puro dos campos de Hyrule, pensando em quanto tempo demoraria para ele chegar ao Palácio dos Zoras e obter a ultima pedra espiritual. É claro, ele não iria simplesmente andar até eles e pedir a Safira emprestada. A Grande Árvore Deku tinha deixado claro que ele teria de ajuda-los com qualquer problema que eles tivessem antes de ganhar a confiança deles.
Ele refletiu sobre o que aconteceria depois. A Espada Mestra estava escondida em algum lugar do reino, protegida por vários encantamentos que só poderiam ser quebrados pelas relíquias. Depois, ele ainda teria de derrotar a Rainha dos Ocultos.
Eu não estou certo de que eu possa derrotar até mesmo Dragmire, e ele só tem todo o poder dele por causa da Rainha. Ela mesma deve ser muito mais poderosa. Ele pensou, sentindo que o tempo que eles tinham era muito pouco para uma missão tão importante. Era só uma questão de tempo até os Ocultos perceberem que as relíquias dos Gorons e dos Kokiris tinham sido levadas.

- Link! Desacelere! – Neyri berrou, ao seu lado.

Epona passou para uma caminhada devagar.

- Olhe ali! Tem alguém indo à nossa mesma direção. Eu não acho que nos percebeu...

Link esforçou os olhos para ver. A alguns metros a frente deles, um cavaleiro estava cavalgando, usando uma capa preta e um capuz que tapava sua face. Link percebeu com um arrepio a espada longa presa na cintura dele.

- Parece bem suspeito... – Ele refletiu – Talvez seja só um mensageiro da Rainha.
- Bom, está indo para o norte, certo? É na nossa mesma direção. O Talo não disse que tinha uma fazenda nessa direção?
- Ele disse que os fazendeiros estavam atentos a mudança do Reino. Então é melhor nós seguirmos esse cavaleiro e descobrir as intenções dele. Talvez a Rainha tenha descoberto sobre os fazendeiros.
- Fala como um verdadeiro herói! É, vamos salvar os fazendeiros.

Link revirou os olhos para a fada.

---x---

O cavaleiro não pareceu perceber a presença deles nos próximos quilômetros. Em pouco tempo, um estabelecimento começou a aparecer à distância. Ele tinha um muro redondo ao envolta da fazenda, para proteger do mundo afora. No alto do arco de entrada estava escrito em letras muito grande e douradas; ‘FAZENDA ROMANI’.
Os portões de ferro na entrada estavam trancados, e o cavaleiro parou a frente dele e bateu num sino que estava pendurado ali perto. Link acelerou até ficar somente dez metros atrás dele.
Uma mulher jovem saiu de uma das casas e correu até o portão, curiosa. Ela era um pouco baixa e tinha cabelo ruivo até a metade das costas. Ela bocejou um pouco e abriu o portão para passar para fora da fazenda.

- Sim? – Ela perguntou, atenta.
- Eu venho com ordens da Rainha Zelda. – O cavaleiro desconhecido confirmou a teoria de Link – Você deve pagar os impostos para manter esta fazenda aqui.
- Hum... Você não é o mesmo cobrador de antes... O que aconteceu com ele?
- A Rainha achou sensato mudar de cobrador, e é isso que você deve saber. – Ele respondeu, rispidamente – Agora, passe os novecentos Rupees.

A fazendeira deu um passo para trás, surpresa.

- Novecentos? Esse é o triplo da taxa mensal!
- Pare de me questionar, garota. Eu posso trazer todo o seu negócio para baixo com algumas palavras, e você não quer isso.
- Certo. Eu vou buscar o dinheiro e volto em pouco tempo.

Ela olhou para Link, e ela pareceu reconhecê-lo.

- E você? Está com ele?
- Não. Eu estava viajando para o norte e ouvi que este lugar também é uma pousada. Um descanso seria bom. – Link disse, rapidamente.
- Uhum. Pode entrar.

Link desmontou de Epona e guiou-a junto dele para dentro da fazenda. Do lado direito ficavam estábulos e os currais de outros animais, enquanto do outro lado a casa que deveria ser onde os fazendeiros dormiam estava.
Link deixou Epona ao ar livre, sabendo que ela não iria sair correndo se não a trancasse. O cavaleiro real seguiu a fazendeira para dentro da casa.
Ela fechou a porta atrás dele e o observou, pensativa.

- Você não poderia se chamar Link, não é?
- Sim, meu nome é Link.
- Ótimo! Talo e Malo nos contaram sobre você! Você é um guarda real, aquele que foi acusado de raptar a princesa? – Ela perguntou, animada.
- Infelizmente. É uma longa história, mas sim.
- Não se preocupe, os seus amigos me contaram tudo sobre os Ocultos e a sua missão. Pode confiar na gente. Aliás, meu nome é Cremia. Cremia Romani.
- Prazer em conhecê-la. Mas eu acho que vocês tem um problema agora. Podemos conversar depois.

Ela franziu, concordando.

- Você está certo... – Ela disse – Pai! O cobrador está aqui, e o cavaleiro que o Talo e o Malo falaram também!

Um homem desceu as escadas que ligavam ao nível superior imediatamente. Ele era um pouco gordo, e tinha um bigode que tapava a boca dele.

- Este é Kafei, meu pai. – Cremia apresentou-o – Esse é o Link. Nós temos um problema, pai; mudaram o cobrador de impostos, e triplicaram o valor.
- Isso é um grande problema. Nós estávamos salvando nosso dinheiro para comprar mais animais... – Kafei lamentou, e subiu as escadas de novo. Ele voltou, com uma bolsa de pano cheia de Rupees – Mas nós temos de pagar, senão perdemos nosso lar. Vá pagar o homem, e eu vou cuidar do Link aqui.
- Na verdade, eu gostaria de examinar aquele homem. Tem algo de estranho nele, e não é nada bom. – Link disse.

Kafei assentiu, concordando. Cremia saiu da casa e Link a seguiu. Os dois andaram até o cavaleiro, que parecia nem ter se movido durante a ausência deles.

- Ótimo. Você trouxe o dinheiro. – Ele pegou a bolsa e examinou o interior dela – Isso não é quantia suficiente.
- Você disse novecentos Rupees. – Cremia retrucou, indignada.
- E estou certo que eu disse mil. – O cobrador disse, impassível.

A fazendeira encarou-o, irritada, mas Link percebeu que ela logo iria desistir daquilo antes que ele pedisse mais.

- Pare de tentar enganá-la! Só pegue os novecentos Rupees a saia. – Link mandou, bravo.
- E quem você acha que é? Algum cavaleiro brilhante para salvar o dia? – O homem ridicularizou-o.
- Não. Com certeza não. Eu sou algo melhor.
- Sério? Você está mesmo cheio de si mesmo. Agora, que tal nós fazermos um acordo? Você sai daqui, e eu não deixo você ser perseguido por insolência.

Link não se moveu. O homem desmontou do seu cavalo e dirigiu-se a ele, até ficar alguns centímetros a sua frente. Ele tirou seu capuz, revelando uma face pálida, orelhas longas e olhos vermelhos sem pupilas.
Um Oculto, Link pensou, lembrando-se das descrições que a princesa tinha lhe dado, caso se encontrasse com um.

- Vire-se e ande longe de mim, e talvez eu não mencione a sua localização para minha Rainha, sir Link. – Ele sussurrou, com um leve toque áspero na voz.

Link pulou para trás e desembainhou Justiça ao mesmo tempo. O Oculto pegou sua espada, uma lâmina totalmente negra, e avançou contra ele. Cremia se afastou, assustada.
Link deu um passo para o lado, desviando do primeiro ataque, e bloqueou o próximo com seu escudo. Ele desferiu um golpe cego, afastando o inimigo.

- Fútil. Se eu não lhe matar agora, farei você ser perseguido o resto da sua vida. – O Oculto riu um pouco.

Ele continuou bloqueando todos os golpes de Link, as vezes tentando acertar seu inimigo com golpes poderosos.
O cavaleiro real lutou para resistir aos golpes do oponente. Ele tinha uma velocidade e sentidos extraordinários, facilmente bloqueando todas as tentativas dele.
Link vasculhou sua memória, tentando se lembrar tudo que Zelda tinha lhe ensinado sobre os Ocultos. Eles possuem sentidos muito mais avançados do que o normal, mesmo para nós, Hylians. Ela tinha dito Eles passaram a vida inteira embaixo da terra, na escuridão, e eles não tinham nada a fazer além de treinar e sobreviver.
Eles viviam a vida inteira na escuridão! Link limpou seus pensamentos, pensando somente em calor e fogo. A lâmina da espada dele incendiou-se, soltando chamas intensas e brilhantes.
O Oculto se assustou e fechou os olhos, cego pela explosão de luz repentina. Link aproveitou o momento fraco dele e acertou-o no ombro, derrubando-o. Ele gemeu, e abriu os olhos, mas parecia não poder enxergar nada.

- Seu maldito Hylian! Você me cegou... Que você seja vitima de todo o mal que o encontrar, verme! – Ele amaldiçoou, tremulo.
- A sua Rainha já sabe dos meus atos? – Link perguntou, ignorando-o.
- Eu não contaria nem se soubesse do que você está falando. – Ele respondeu – O que for que você esteja fazendo, não vai afetar nada. Você está mais cego do que eu, maldito.
- Do que você está falando?
- Se você não sabe, quem sou eu para revelar? Tolo...

Ele se calou, e suas mãos começaram a emitir uma aura negra. Link se afastou, pensando que ele iria tentar acertá-lo com magia. Mas ele apertou seu peito com suas mãos, e ficou imóvel depois disso.

- O que ele fez? – Cremia perguntou intrigada.
- Acho que ele matou a si mesmo com magia. Ele não queria ceder nenhuma informação, então se eliminou. – Link respondeu.
- Bom, obrigada pela ajuda com ele. Como nós podemos agradecer?
- Não pense muito sobre isso. É meu trabalho.
- Você pode ficar de graça!
- Não, eu vou pagar.
- Nós insistimos!

Link sorriu, desistindo. Eles entraram na casa de novo e encontraram Kafei, que já começou a perguntar sobre o que tinha acontecido. Cremia contou rapidamente sobre a batalha.

- Você nos ajudou muito, Link. Saiba que você pode passar por aqui sempre que quiser, e vai ser recebido de braços abertos. Eu vou lhe mostrar onde você vai ficar... – Kafei disse, sorrindo.
- Eu agradeço, mas agora que penso de novo, é melhor que eu continue a minha viagem. A Rainha pode já ter descoberto sobre eu, portanto eu não posso perder mais tempo. Talvez algum dia nós possamos conversar, quando tudo estiver resolvido.
- Certo. – Kafei concordou, um pouco chateado – Não vou esquecer do que você fez por nós.

Link assentiu e saiu da casa. Ele pegou Epona e montou nela. Ela disparou em direção a noroeste, para o Lago Hylia e os Zoras.

---x---

Capitulo curtinho, Zeroan...
É, como sempre, eu tenho algo negativo pra falar! [: Esse capitulo ficou meio 'vazio', porque eu só queria introduzir a Cremia e o Kafei, um Oculto e os poderes fod*sticos da espada do Link ^^
Also, eu NÃO SABIA que nome colocar pro Kafei. Pra quem não sabe, a maioria dos personagens eu peguei nomes dos jogos, como o Talo e o Malo, que vem dos irmãos de Twillight Princess, que em troca vem de Malon e Talon, os fazendeiros de Ocarina of Time.
Então, como eu não podia colocar Malon e Talon já que confundiria a cabeçinha dos leitores (a minha também, aliás), eu resolvi pegar de Majora's Mask. Daí ficou a fazendeira Cremia e a fazenda Romani. Só que não tinha fazendeiro em MM...

Jackie Chan

Então peguei o Kafei, que não tinha nada a ver com fazendas, e coloquei o nome dele pro pai da Cremia. Então daí a longa história pra pequena decisão do Zeroan. Parabéns, dirijam com cuidado.

PS: 'Tô pensando em fazer um capitulo sobre a Zelda no próximo, já que o Link bobalhão não tem nada pra fazer até chegar nos Zoras.
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Sab 11 Fev 2012 - 15:52

P0rra Zeroan. q Que confusão toda é essa dos nomes? Em Majora's Mask a fazendeira era a família Romani sim, viviam pós a Milk Road. E Kafei era um homem que se tornou criança. -q

Agora, falando sobre o cap... É, meio curto mas gostei. Eu fiquei super LOL quando vi que um Oculto apareceu. /slow E foi engraçado vez o cara falando que tinha certeza de ter pedido mil rupees. Laughing Híper Trollagem. A batalha também foi bastante emocionante. :3 Só achei que você poderia ter descrevido a morte dele melhor. q

Enfim, boa sorte e espero o próximo cap. /o/ E como a próxima dungeon é de água, tem que ser DIVA! U_U
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por -Klash- em Ter 14 Fev 2012 - 16:50

CARA, TÁ MARAVILHOSO!
Li do 01 até o 12 em 3 e dias e pqp, tipo, a história, a narração, os personagens tão ótimos! SÓ os dungeons que ficaram meio ruins. E o nome desse fazendeiro não colou não Laughing

Mas tipo, eu quero melhores temples ae, senão paro de ler pulo os caps. Ce até me inspirou em fazer uma fic de zelda, mas quero que isso não seja visto por você como um plágio. Posta logo esse cap ein!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por Zeroan0 em Sex 2 Mar 2012 - 15:10

Aliluia! Aliluia! O Zeroan voltou!
Sabe aquele momento que tu simplesmente não sabe o que escrever no próximo capitulo por uma semana? E daí você tem de viajar com a familia por outra semana? E depois ainda tem que encaixar todas as pequenas idéias em um capitulo, sem deixá-lo muito pequeno ou desconectado...
Tái o motivo de eu ter me atrasado tanto. Maldito bloqueio de escritor. É que eu podia simplesmente fazer o capitulo em que o Link chega na Cidade Zora, mas dái a viajem passaria muito rápido... Então eu basicamente tive de pensar em ALGO, mas não foi muito facil.
Foi mal. Pisei na bola! xD Mas já que eu demorei tanto, esse capitulo tem algo especial! Vocês vão saber na primeira cena ^^

---x---

The Legend of Zelda
Queen of Darkness
Capitulo 13: A Harpa das Deusas.

---x---

Zelda estendeu as mãos para frente e concentrou-se na imagem do símbolo nas costas da sua mão direita, limpando qualquer outro pensamento colateral de sua mente.
O treinamento tinha se revelado muito mais difícil do que esperava. Primeiramente, ela tinha pensado que os Kokiris os ajudariam a aumentar o limite de magia que ela poderia aguentar, e ensinar novos meios de usá-la. Mas a própria Árvore Deku a guiava, ensinando sobre coisas que ela nunca tinha pensado.
Ela começou a sentir um grande calor começar a lamber as suas palmas, mas isso não causava dor física. Mas todo praticante de magia sabia a regra mais básica sobre ela: todo ser tem um limite ao seu potencial mágico, e somente um treinamento assíduo pode aumenta-lo.
O limite da princesa era maior do que o e outras pessoas (algumas nem podiam levitar alguns grãos de areia, de tão baixos eram seus limites), já que ela tinha o sangue real de Hyrule. Mas criar uma grande esfera de fogo exigia demais, e ela nunca podia mantê-la por mais que alguns segundos.
Princesa, você pode parar agora. A magia que você precisa está ao seu alcance, mas seus pensamentos estão desconcentrando-a. Algo a preocupa, e não adiantará esforça-la nesse estado. Descanse, logo continuaremos seu aprendizado.

- Desculpe, Guardiã. – Zelda disse, decepcionada consigo mesma – Eu me preocupo com o bem-estar de Link, e se me tornarei forte em tempo suficiente para ajudá-lo.

Você é forte, jovem princesa. Não é possível aprender tudo sobre magia em tão pouco tempo, mas com esforço, você poderá ajudar seu herói e pôr o reino em ordem novamente. Tudo ficará bem.

- Obrigada. Você é uma ótima professora.

E você, uma ótima estudante. Mas, enquanto você descansa, talvez seja bom de você praticar uma tarefa que não exige magia, pelo menos da sua parte.
A Guardiã ficou quieta por um momento, e Zelda esperou pacientemente. Ela ouviu um par de asas bater, e enxergou Arya voando sobre a clareira da Grande Árvore Deku, segurando algum objeto em suas mãos. Ela fez alguns círculos algumas vezes, e então começou a perder altitude, pousando eventualmente.

- Olá, Zelda! – A Kokiri disse, ajeitando seu cabelo com uma mão.
- Olá. O que veio fazer aqui? – Zelda perguntou, curiosa.
- A Guardiã me convocou para ajudá-la. Nós vamos praticar magia!
- Mas a Guardiã me disse que não posso usar magia agora!
- Ah, você me entendeu errado! – Arya sorriu – Nós vamos praticar a magia da música!

Zelda olhou para ela, intrigada, considerando se ela estava falando sério ou não. Então a princesa Kokiri revelou o objeto que estava carregando; era um instrumento dourado, feita de um material que ela não conhecia. Tinha uma curva que era conectada com uma linha reta, e cordas bem finas ocupavam o espaço no meio.

- Isso é uma harpa? – Zelda perguntou.
- Isso não é uma harpa. É a Harpa das Deusas, um tesouro antigo da família real. Depois da invasão dos Ocultos, ela foi entregada para nós, para guarda-la até ser precisada.

Arya entregou a harpa para ela, que experimentou o instrumento musical em suas mãos. Ela tocou as cordas e movimentou-as levemente, e um som melodioso ressoou delas. O som pareceu algo familiar a ela, apesar de Zelda nunca ter ouvido uma harpa antes.

- O som dela parece um pouco melhor com você... – Refletiu Arya, intrigada – Mas acho que faz sentido. Afinal, ela é para ser tocada pela princesa ou rainha de Hyrule.
- Ela é magica? Eu nunca toquei antes, mas ela tem uma sensação familiar.
- É isso que eu estou falando! Nas mãos de uma pessoa qualquer, a Harpa das Deusas é somente um instrumento normal, apesar de sua ótima qualidade. Mas nas mãos da herdeira do reino, ela emana magia, que segundo algumas histórias e lembranças, pode ser usada com canções especiais.
- Você sabe alguma delas?
- Várias. Eu posso te ensiná-las, mas antes você vai ter de começar dos básicos.

A Kokiri mostrou sua própria harpa e assentiu.

- Então vamos começar com isto aqui...

---x---

Link olhou para o céu, preocupado com as nuvens pesadas que estavam se formando acima do campo de Hyrule. Já haviam se passado dois dias desde a visita dele a fazenda Romani, e ele já tinha percorrido metade da distância até o lar dos Zoras.

- Neyri? – Ele chamou, e a fada emitiu um leve som para mostrar que tinha escutado – Preste atenção, nós temos de achar algum lugar para nos protegermos da tempestade. Ela pode começar a qualquer momento.
- Tudo bem. Vou deixar meus olhos abertos!

O cavaleiro sentiu as primeiras gotas começarem a cair, e começou a ficar preocupado. Se a tempestade durasse por muito tempo, a viajem seria adiada e ele não tinha certeza de que ele podia demorar tanto.
Até agora os Gorons tinham conseguido esconder a ausência do Rubi Espiritual com sucesso, mas a Rainha Oculta podia descobrir a farsa a qualquer momento. Ela também podia resolver ir visitar a Floresta Kokiri, que ela esperava estar deplorável com a morte da Guardiã, mas agora ela poderia adivinhar que algo tinha dado errado assim que chegasse perto dela.
A chuva virou uma tempestade, e ele logo ficou encharcado rapidamente. Neyri ficou perto dele para não molhar as asas dela, mas ainda ficou vigilante para algum abrigo.

- Link! Tem uma caverna ali! Rápido!

Epona disparou até o lugar. Era um buraco espaçoso numa elevação do chão, e não tinha sido atingida pela chuva por causa do vento que estava indo na direção contrária da entrada.
Link desmontou e desembainhou sua espada. Ele se concentrou, e a lâmina incendiou-se. Ele deixou-a perto de si, para se aquecer e secar suas roupas.

- Nós vamos ter de esperar a tempestade passar. Não temos como seguir nosso caminho com ela atrapalhando.
- Hum, isso é ótimo. – Murmurou Neyri, irritada.

O som de um trovão ressoou, e o chão tremeu. Link fechou os olhos, e ele sentiu um frio na espinha. De repente, ele sentiu uma umidade no seu pé direito.
Ele colocou a sua espada perto dele, para secá-lo, mas levou um susto; dois olhos, flutuando numa esfera de água, o encaravam. Ela largou seu pé e começou a estender-se, e ficando mais alta, até formar uma forma semi-humana, feita inteiramente de água. Os dois olhos ficaram flutuando dentro do corpo, mexendo-se e sempre mantendo o olhar sobre Link.

- Aqueye! – Guinchou Neyri, amedrontada.

O monstro gelatinoso avançou lentamente na direção dele, e balançou o braço direito na sua direção. Link levantou seu escudo, e o golpe atingiu ele em cheio. O braço explodiu, molhando-o com água fria. O toco que restou logo se reformou.
Link ignorou o frio e cortou o monstro. Porém, sua espada passou inutilmente pelo estomago do monstro, que nem reagiu ao golpe.

- Acerte os olhos! A fraqueza dele são os olhos! – Neyri berrou.

Link não perdeu tempo e atacou na direção de um dos olhos, que estava flutuando perto da coxa do monstro. Ele se partiu em dois, o Aqueye soltou um guincho, e começou a se tornar mole.

- Rápido! O outro olho, ou ele vai se reformar!

Outro golpe, e o segundo olho foi cortado em dois. O monstro gritou e caiu no chão, lançando água para todo lado. Link estremeceu quando grande parte dela o atingiu, pois ela era fria como gelo.
O cavaleiro sentou, exausto. Ele pôs a sua espada em fogo de novo, para esquentá-lo. Neyri voou para perto dele.

- Isso foi assustador! Aquele monstro apareceu do nada!
- É, mas depois de perder um olho, foi um pouco mais fácil. Mas ele podia ser mais quente... – Link reclamou – Obrigado pela ajuda. Onde você aprendeu sobre tantos monstros?

A fada ficou em silêncio por um tempo.

-... Eu já falei quando estávamos no Santuário Kokiri. Eu somente sei sobre essas coisas.

Link olhou para ela, intrigado pela sua quietude súbita.

- Você só sabe, sem explicação? Não pode ser algo tão simples assim...
-... Eu não sei. Eu não... – Neyri brilhou um pouco mais escuro, e Link pensou que isso seria a versão de franzir das fadas – Eu realmente não me lembro de nada antes de ter sido capturada.
- Você perdeu suas memórias?! Por que você não me contou isso antes? – Link perguntou, chocado.

Neyri balançou para baixo e para cima, irritada.

- Isso não é uma coisa que é boa de ficar gritando sem pensar! Oras! Você queria que eu simplesmente falasse sobre isso assim que você me libertou? Você poderia ser só alguém que queria uma fada para se gabar com os vizinhos!
- Desculpe. Eu só achei estranho você não ter falado sobre isso antes. – Link disse.
- Desculpas aceitas. – Neyri disse, mais calma agora.
- Olha, Neyri, depois de tudo isso ser resolvido, talvez a princesa possa curar sua amnésia. E, talvez, ela possa até desfazer o feitiço que nos prendeu.

Neyri ficou estranhamente quieta. Link deixou ela sozinha, e esperou a tempestade parar.

---x---

Eu estou ficando melhor nisso. Zelda pensou, enquanto dedilhava delicadamente a Harpa das Deusas. Ela tinha aprendido os básicos numa velocidade sobrenatural, e tinha memorizado algumas das canções que Arya tinha a ensinado, em simplesmente três dias. Isso deixou os Kokiri espantados, e aumentou o respeito que eles tinham por ela.
Agora ela tocava A Canção da Tempestade, que era uma das músicas que diziam que um herói antigo de Hyrule, o Herói do Tempo, tocava com sua lendária Ocarina.
Ela logo se perdeu em seus próprios pensamentos, enquanto tocava distraidamente. Ela tinha finalmente conseguido manter a magia de fogo que estava aprendendo, e tinha acertado o alvo que os Kokiris tinham feito para ela com perfeição. Isso mostrava que ela tinha bastante potencial mágico, e que ele podia aumentar mais ainda com maior facilidade.
Ela refletiu se Link também tinha obtido sucesso na jornada dele. Ele já tinha partido há cinco dias, e não tinha recebido nenhuma noticia. A viajem até a Cidade Zora era longa, mas a esse tempo ele já deveria ter chegado até a metade do caminho. Isso se nada tivesse acontecido.
Infelizmente, esse pensamento levou a numerosos outros, sobre o que poderia ter acontecido com ele. Talvez Dragmire tivesse interceptado seu caminho, ou a própria Rainha Oculta. Epona podia ter quebrado uma perna e atrasado a viajem, dando mais tempo para algo ruim acontecer.
Inconscientemente, ela começou a tocar a harpa mais furiosamente, aumentando tanto o volume da canção que alguns Kokiris aproximaram-se, intrigados.
Ela perdeu a concentração quando uma gota atingiu sua cabeça. Ela piscou e parou de tocar, espantada. Ela olhou para o céu, e percebeu que várias nuvens de chuva tinham se acumulado e agora uma tempestade estava começando.

- Zelda! – Arya tinha se aproximado junto com os outros Kokiri – Acho melhor você se abrigar conosco. As árvores do coração da floresta podem nos proteger da chuva.
- Certo. – A princesa levantou-se da rocha que estava sentada e seguiu a amiga quando ela começou a se aprofundar pelas árvores – Como essa chuva se formou tão rápido? Não vi nenhum sinal dela antes de começar a tocar.
- Nós também ficamos surpresos. Estávamos trabalhando em uma casa nova para guardar nossas armas, e de repente nós ouvimos você tocando a Harpa. Canção da Tempestade, certo?
- É isso que estava tocando.
- Isso explica tudo! Você conseguiu usar a magia da Harpa das Deusas, Zelda! Antigamente, o Herói do Tempo tocava isso e o poder da sua Ocarina trazia chuva para toda Hyrule...

Zelda começou a entender o que Arya queria dizer, e olhou para ela espantada.

- Mas eu não poderia trazer chuva para toda a terra!
- Pode sim. Acabou de fazer isso! Eu vi você tocando, e parecia tão absorta na música, estava fazendo tudo perfeitamente, sem esforço nenhum! Esse é o segredo. Você tocou com emoção, e isso invocou a magia da música...

Zelda pensou nisso, intrigada. Se ela fizesse a mesma coisa com outra canção, ela podia causar outros efeitos. A Canção do Sol. A Canção da Cura. Eram muitas possibilidades.
Ela seguiu Arya até o coração da floresta, refletindo sobe sua nova descoberta.

---x---


YAAAAAAAY.
Eu adorei escrever com o ponto de vista da Zelda! Eu acho que nos capitulos anteriores ela parecia só uma princesa meio dependente do Link pra fazer tudo, então eu fiquei feliz de mostrar como ela pensa uma vez ^^
Na verdade esse capitulo mostrou algumas coisas importantes pra história geral da fanfic, apesar de eu nem estar certo de como ele seria antes de começa-lo.
Listinha básica:

- Harpa das Deusas
- A amnésia da Neyri
- A relação entre a Arya e a Zelda (a Kokiri vai ser mais importante no futuro, acreditem)
- Algo um pouco menos importante, como a magia funciona nessa história

Aliás, eu criei o Aqueye do nada. Ele não existe em nenhum jogo de TLoZ. Eu acho que não tem nenhum monstro humanoide/bipede muito legal nos jogos, então eu improvisei aí. Não pretendo fazer isso de novo, aliás.

E, mais uma vez, desculpinha pela demora. Espero que o capitulo tenha ficado bom! Obrigado por ler!!!
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Re: Legend of Zelda: Queen of Darkness

Mensagem por #Tabs em Ter 6 Mar 2012 - 21:54

SANTO CRISTO! <3 Cap incrível Zeroan. Ficou muito legal mesmo. Acho que a visão da Zelda certamente deu um chan para que o capítulo não ficasse monótono e só no Link dentro da caverna. /q Aqueye, eu estranhei, mas gostei da sua invenção; apesar de falar que non fará mais isso, eu queria que fizesse. >: Seria legal, novos monstros, talvez novos chefes. <: Quero ver esses negócios das Harpas ai, como vai funcionar viu. u.u -q Enfim, eu espero mais caps incríveis. <3 bjs -s
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