Pokémon Mythology
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~Seven~

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Re: ~Seven~

Mensagem por Hyurem em Qua 17 Abr 2013 - 15:09

Mud!
Bom capítulo. É incrível como você consegue criar tanto suspense e tensão com sua história.
Quem será o dito traidor? Eu tenho três suspeitas, mas melhor aguardar um pouco.

Pegou o pacote de batas onduladas na mochila e começou a comer, observando um camaleão usando a língua para comer uma mosca varejeira.
O que raios são batas?

Continue assim pois eu aguardo o próximo capítulo!
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Re: ~Seven~

Mensagem por DarkZoroark em Dom 21 Abr 2013 - 8:15

Mud o/
Ótimo capítulo. Mistério correndo solto, pelo jeito. Não estou muito convicto de que o movimento criado pelo Spike e pelo Mack irá derrubar o Thor. Na teoria até pode ser que sim, mas é preciso ver na prática.
Os treinamentos parecem estar indo bem. Seria interessante que os Numbers do passado aprendessem seu segundo elemento enquanto estão no futuro. Sei lá, mas acho que seria uma consequência interessante de acontecer por causa da viagem temporal - levando em consideração que sempre há, ao menos, uma ou outra alteração no fluxo temporal, como o fato do poder deles ter sido descoberto mais cedo do que deveria.
Cada vez mais uma aura negativa parece rodear o Mack. Já estou temendo o que possa acontecer ao Neeway - apesar de não ser lá grande fã dele - e com a Alice se isto continuar a se expandir. Falando já dela, parece-me que tem certa habilidade de aprendizado. Quero dizer, o Spike, o Mack e a Mixa tiveram de fazer noites e mais noites de incontáveis treinos e ela, no curto intervalo de três meses, já consegue usar um dos novos elementos com maestria.
Não sei não, mas acho que o Leo deva ser capaz de se igualar ao pessoal do passado e até superá-los, considerando quem são seus pais... Só penso que monstro ele não vai ser quando despertar um segundo elemento Dragon Force. Por favor, posta um capítulo para mostrar esse treinamento triplo. Mesmo que seja curto, vai/pode ser muito legal de se ler. Pode ser até pequeno que eu não me importo muito.
Agora que falasse da única maneira de voltar ao passado, pensei em algo: Como que a Mixa irá voltar, se a versão dela do futuro está morta. Ou será que... Hum, vou guardar essa dedução para mim mesmo. Quanto ao Zarcag, gostei que tenhas dado a ele um posto de "protagonista" do passado. Essas visões dele, especialmente sobre a urna, foram bem interessantes. Creio que a mesma esteja a guardar os Numbs IV e VII, ou pelo menos só IV. Penso isso por causa que o Kraft disse que o Heat do futuro não mais o possui. Quanto ao espião, acho que pode ser qualquer um menos o Zarcag do futuro. Sim, sou desconfiado a beça. Só acho que não é ele pois o mesmo é o general da RP e isso seria estranho. O do passado acho que irá atrás do Marcus - idiotice na minha opinião ir falar com um retardado, mas que seja.
Steve e Counie estão se dando mal, pelo visto. Essa viagem está acabando com a equipe deles. O lado bom é que finalmente estão chegando ao seu destino e irão, por fim, encontrar suas versões adultas. Eu tenho a teoria de que eles fugiram por que a Counie do futuro estaria grávida, mas não sei.
Erros eu não encontrei nenhum e, só pra variar, sua escrita está indo maravilhosamente bem. Fico no aguardo do próximo capítulo para ver como será o encontro entre eles. ninja
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Re: ~Seven~

Mensagem por Kurosaki Mud em Qua 22 Maio 2013 - 19:04

Olá pessoinhas, tudo de boas?
O meu trabalho é um tédio depois das duas da tarde, então asso o tempo escrevendo a fic, por isso elas está maior que o habitual kk.
Quero agradecer aos comentários anteriores e aos batas/batatas, erro feio, o Steve não é traça para comer roupas, kkk.
Espero que gostem, pode parecer meio confuso, mas é essa a intenção, os enigmas e a luta são destaque. Capítulo que vem começa a ter bastante confronto, hehe.
E Dz, comentarei sua fic assim que puder, preciso ler a sua e a do pikato, mas o trabalho tá me comendo vivo DDD:


XXII

A última quinta-feira na base da RP antes do ataque a Polius começou agitada. Mack arrumava um agasalho protetor para treinar junto de Leo e Spike.

Cotoveleiras, joelheiras, ombreiras e caneleiras. Luvas e um spray anti-chamas no cabelo, que ficou escondido por um capacete. Duas camadas de agasalho e de jeans, um tênis resistente e uma última arfada. Fora apenas isso que ele conseguira pensar.

Adentrou na arena de treinamento que estava reservada. Nada mais era que uma espécie de estádio esportivo de hóquei, com chão arenoso, perfeito para elementares de terra. Desta vez, grande parte dos frequentadores da Rebel Pig estava nas arquibancadas. Mack notou que seus conhecidos permaneciam no centro-direito. A ordem era Cris, os dois Heshys, as duas Merixas, Izzy, Kalel, ambas as Kiwas e os Nigels, Zarcag do Futuro, Mixa, Alice e a dupla de Neeways.

No centro do campo de luta, seu parceiro e seu adversário já lhe aguardavam. Além deles, Ohlie explicava algumas regras do que viria a ser uma “semi-luta” de treinamento entre eles, para medir o quanto evoluíram em três meses.

Após Marcus se afastar, um sinal sonoro cintilou. E a partida se iniciou vorazmente.

- Magnet Kite!

Leo, que trajava acessórios castanhos como seus olhos, impulsionou o campo maleável de rochedos para iniciar o primeiro golpe. Rapidamente, ele começou a flutuar e preparar um soco de terra em direção aos companheiros.

Mack desviou de súbito, entretanto, como o golpe de agulhas magnéticas que ele já havia presenciado, o garoto ricocheteou de volta ao alvo e acertou as costelas de Mack.

Toda vez que recebiam um golpe letal, o casaco dele trocava de branco puro para amarelo marca-texto na parte atingida. Caso ficasse vermelho, que era um terceiro estágio de pigmentação, a partida terminaria e o golpe seria letal.

Spike percebeu que a jogada de Leo era utilizar o artifício de magnetismo, e não a terra como principal. Já que um derivava do outro, era simples converter a polaridade de rochas e metais submersos e flutuar como se fosse um OVNI ou uma andorinha rasante.

Leo não tinha os poderes do pai, apenas o sub-elemento da mãe, Kiwa. Contudo, Nigel do futuro provavelmente treinara com o garoto movimentos que simulassem o ar, como uma pipa que voava por conta de ímãs invisíveis, que eram os próprios membros dele.

- Acho que posso acabar com esse joguinho de bate e rebate flutuante. Electro Wave!

Ondas de choque saíam do corpo de Spike como estática de atrito. Não era um golpe novo, porém, fora eficaz, desequilibrando o campo polar do rival.

- Minha vez! – Exclamou Mack. – Fire Succession!

Bolotas de fogo semelhantes a freesbies de magma emergiram das mãos do ruivo. Como uma bazuca em alta velocidade, projéteis de lava atingiam o corpo de Leo, que tombou no chão arenoso. A lateral direita do agasalho dele estava amarelada, e parte do ombro em laranja, a cor do golpe médio.

- Beleza, boa sacada Heat! – Exclamou o loiro. Sobretudo, a reação do inimigo fora instantânea. A terra onde Spike pairava amoleceu como movediça e uma chuva de pedregulhos o atingiu como um soterramento de avalanche.

- Skyfall Trap! – Concluiu o moreno.

O Amphere usou novamente as ondas elétricas que expeliram as pedras lentamente. A omoplata esquerda estava em vermelho, a parte de cima toda em laranja e o resto em branco, já que o golpe não atingira o restante. A cabeça de todos continha um capacete leve que não tinha alteração de cor, servia apenas como proteção necessária.

- Droga, detesto surpresas. – Comentou ele limpando o ombro mais atingido para retirar areia.

- Deveria gostar. – Ironizou o filho de Nigel com seu sorriso dúbio de confiança e desdém.

E uma enorme bola de fogo passou por centímetros do corpo de Leo que arregalou os olhos.

- Tenho a mesma opinião sua meu amigo, surpresas são legais. – Comentou Mack, que lamentou a mira errada. Tudo porque fitara uma cena que lhe desconsertara por completo.

Mixa do passado e Neeway dividiam um pacote de pipocas e estavam de mãos dadas. Alice, próxima aos dois e ao seu pai na versão futura, ria alegremente.

- Eles não podem estar namorando. Mixa me ama... – Falou ele baixinho para si mesmo.

Mack cessou o pensamento quando Spike caiu em cima dele, como um Fusca jogado pelo Hulk. Leo tinha controlado a polaridade do chão para fazer os dois trombarem. Os agasalhos alternavam entre laranja e amarelo, com exceção do osso da saboneteira do Number I, que já se tingira de escarlate.

- Vão parar de brincar ou terei que acabar logo com o treino? – Caçoou Leo.

Spike e Mack se entreolharam. Só tinham uma opção viável. O golpe mais poderoso em dupla. Apenas trabalho em equipe detonaria o oponente.

- Storm Blast! – Exclamaram.

A iluminação da arena tremeluziu e centelhas de eletricidade sobressaíram de diversos locais. Izzy, que carregava um tablet, viu o equipamento pifar, para o seu desespero. Merixa do passado xingou-os quando seu MP3 repetia o mesmo trecho de uma música do Slipknot. Ao mesmo tempo, um pequeno Sol, que nada mais era do que fogo e calor humano produzido por Mack, centrava-se no campo, absorvendo a energia deles.

- Isso vai ser interessante. – Comentou Leo, preparando seu arredor com um campo de poeira rasa.

A bola voou como um cometa para cima de Leo, como se uma tempestade sugasse todo o calor da base e criasse uma explosão estelar, uma Supernova.

- Shield Gradient!

Leo invocou uma espécie de muralha defensiva com inclinação de uma pista de skate. Com toda sua força, o rapaz conseguiu rebater o golpe como uma bola quicando na parede e reverteu para a dupla, que não conseguiu escapar a tempo.

A explosão infestou a arena com a areia espalhada do chão. Mixa dava gritos de preocupação, soltando a mão de Neeway.

- Mack!

A poeira abaixou e Spike e Mack estavam apenas caídos e ofegantes, sem hematomas. Os capacetes tinham explodido e os agasalhos, deteriorados e rubros como sangue.

- Perdemos feito não foi? – Zoou Spike se levantando.

Mixa suspirou aliviada e Mack olhou para ela indeciso. O golpe tinha dado certo, mas não achou que seria tão fraco a ponto de ser interceptado por uma mureta de barro.

- Não entendo...

- É simples carinha. – Disse Leo se aproximando com a mão estendida ao amigo, ajudando-o a se reerguer. – Os elementos de vocês são contra-efetivos ao meu. Terra é imune a trovão, mesmo que o magnetismo se desestabilize. E fogo é apagado pela terra.

Mack acenou positivamente para ele.

- Quer dizer que o golpe não é fraco, só precisa de ajustes?

- Exato. Se algo que vencesse terra fosse acrescido a esse quasar em miniatura, tenho certeza de que teria minha roupa manchada de ketchup agora.

O trio riu e caminhou até a saída da arena. Faltava menos de uma semana para a invasão mundial.

~//~


Após três dias de treinamento e repouso, faltavam 24 horas para que o ataque planejado contra a ditadura Poliana começasse.

O grupo principal, constituído apenas de Numbers, Guardiões e comandantes, além de Leo, Alice e Izzy, fora convocado na sala de reunião por Nigel do futuro.

“Precisamos mostrar a vocês os equipamentos de auxílio e o procedimento de autorização. Encontrem-me daqui a meia hora na sala principal.”

Mack estava sozinho enquanto caminhava do pátio central para o local da reunião;

Enquanto andava, pensava nos acertos que fizera com Leo e Spike no golpe da tempestade de trovão e fogo.

Mas não conseguira tirar as imagens de Mixa e Neeway juntos da cabeça. Ele sentia algo mais do que ciúmes, talvez inveja obsessiva.

Quando ele virou para um dos últimos corredores, alguém lhe pegou pelo capuz da jaqueta e o jogou numa sala em que nunca entrara antes, numa divisória minúscula. Caiu de lado com um estrondo desajeitado ecoando. O crânio chocou com o piso frio e ele gemeu.

Um vulto fechou a porta do cômodo e o garoto massageou a cabeça que batera com o impacto. Os olhos tremeluzidos notaram a figura de cabelos espetados variados entre o ocre e o grisalho, a pele bronzeada e o único olho real lhe fitando profundamente.

- Neeway...

O guardião de trovão futurista mantinha uma expressão carrancuda e superior. Em sua mão, um anel de serpente com olhos de topázio reluzia.

- Eu te coloquei aqui por que precisamos conversar Branford.

Mack se ajoelhou e respondeu:

- Sobre o quê?

O silêncio permaneceu por alguns instantes, apenas o andar do adulto era repercutido.

- Notei como você está olhando minha versão do passado e Mixa com amargura, talvez uma inveja possessiva. Antes que fique irritado feito uma mariquinha, ouça o que tenho para lhe dizer.

O ruivo permaneceu quieto no canto da sala escura. As únicas fontes de luz eram do freixo abaixo da porta e de uma claraboia longíqua, o que de fato era estranho para uma base subterrânea.

- Mixa te abandonou alguns dias antes de anunciar que estava grávida. O que sua versão do futuro desconhecia, é que éramos amantes. Ela sempre ficara com você por disfarce e consideração, mas gostava realmente era do meu charme e pegada.

Aquilo dera ânsia em Mack.

- Após ela parir, Mixa morreu rapidamente durante o confronto e não revelara a verdade para mim, sobre quem era o pai. Porém, fiz um exame de sangue e confirmei. Alice é minha filha! Você foi um mero corno na versão futurista e um terceiro ser inútil numa união amorosa. Eu quero que entenda de uma vez que não há chances de Mixa ter te amado novamente e nem que Alice seja sua filha. Portanto, deixe-as em paz. Caso contrário, eu mesmo irei te arrebentar, como já fiz uma vez.

E assim, ele deixou Mack sozinho na sala, fechando a porta com um estrondo surdo e uma pausa silenciosa.

O menino sentira medo e ao mesmo tempo raiva de Neeway do futuro. Não iria se afastar de Alice e muito menos de sua namorada, se era o que ele pensava. Precisaria conversar com a versão mais jovem do guardião para ver se a opinião era a mesma.

Mack não queria sentir inveja, mas era inevitável, algo que parecia não vir dele. E outro fato que instigara o rapaz fora a menção de uma briga em que fora derrotado.

Neeway já chegara a perder para Nigel na batalha da Torre do Arco-íris. Depois, empatara com ele no treinamento, mesmo depois de adquirir um segundo elemento. Mack, que vencera ninguém menos que Polius Kraft, não perderia tão fácil para alguém mais fraco. Ele precisaria descobrir o motivo e a veracidade do combate.

A primeira pessoa em que pensara para discutir o assunto era Zarcag. Porém, reavaliou a ideia e decidiu optar por Kiwa do futuro. Ela provavelmente presenciara a luta e era mais boa ouvinte e sincera.

Por sorte, encontrara a moça alguns corredores ao lado, conversando com Cris.

- Com licença, Kiwa. Poderíamos conversar a sós, sem querer interrompê-las. - Pediu com um olhar verissímil para a comandante loira.

As duas se despediram e a Number V permaneceu no local em que estava.

- Sobre o que gostaria de falar?

Ele explicou toda a história que estava sentindo em relação aos seus conflitos amorosos. Enfatizou a parte em que errara o golpe em Leo devido à cena de amor que notara na arquibancada e contou todos os detalhes do que ocorrera com Neeway do futuro em poucos minutos..

- Olha Mack, sei que não sou a pessoa em que mais confia, mas entendo sobre seguir o coração. Você deveria falar com Neeway do passado e Mixa para ver o que eles acham. Quanto a essa briga, infelizmente não posso discordar que ele venceu sua versão futurista. Foi uma briga de honra para saber quem era o pai de Alice e ele levou a melhor. Os exames de fato comprovaram, sinto muito.

Cabisbaixo, ele agradeceu a atenção da Number e os dois caminharam até o local onde ocorreria a reunião.

Spike o cumprimentou alegre e jovial. Ele respondeu de forma rápida, já se sentando na cadeira com rodinhas para participar da reunião.

Izzy foi o último a chegar, trazendo dois equipamentos eletrônicos em mãos.

- Boa tarde pessoal. Hoje, faltando menos de 20 horas para a execução Anti-Poliana, tenho o prazer de anunciar os detalhes da missão e os equipamentos que desenvolvemos em pouco tempo.

Ele apertou uma tela flutuante e o telão modificou-se com caretinhas de Generais, Guardiões, Numbers e elementares.

- As divisões ficaram assim. Na Amazônia, onde está a General de Esmeralda, a maior fraqueza é o fogo. O time que irá para o Brasil amanhã será Mack e as duas Merixas.

O Number fitou as companheiras roqueiras. Ambas sorriram em resposta. Lúcia, a detentora de esmeralda, piscava na tela com uma foto colorida em cima da América do Sul.

- Para a Ucrânia, onde está o general de Topázio, selecionei Spike e Zarcag.

Todos ficaram confusos quanto a esta parte.

- Em Kiev? Mas Thor Vanille não está sem o pingente? - Indagou Nigel do passado.

- Exatamente por isso. Se ele estiver na Europa, será pego de surpresa e não interromperá os planos de outros países. Não queremos inconvenientes e surpresas nas sedes. Além disso, ainda temos um Number elétrico desta era desaparecido naquela região. Não acham melhor investigar?

- Até concordo, mas Trovão contra Trovão não seria redundante? - Perguntou Leo.

- Acho que a combinação entre Zarg e Spike seria interessante, o entrosamento entre ambos é muito melhor do que um simples empate entre elementos.

Ninguém mais se manifestou e Izzy prosseguiu:

- Para Johannesburgo, enfrentando Hector, general de Lápis Lazuli, os dois Heshys e Alice.

A menina ficou um pouco abismada com a decisão. Eles ficariam juntos por conta da água e do gelo que poderiam ser utilizados em conjunto, mas obviamente ela tinha outras predileções, como Mixa, um dos Neeways, Leo, Zarcag ou até mesmo Mack. Ela sentia um apego especial por este último, desde o momento do salvamento em Nova York na véspera de Natal, porém, sempre se demonstrava distante, com inveja talvez. Aquela seria uma boa chance de se reaproximarem, contudo, todos eles ficariam separados, colocando os planos dela por água abaixo.

- O quarto general que separamos foi Kihar. Kalel, você não irá nesta missão, temos receio de que seu irmão possa te enganar e acabar lhe matando.

- Eu não me iludiria tão facilmente garoto. - Respondeu o comandante com sua voz grossa. - Meu ex-irmão morreu há muito tempo. De qualquer forma, não devo reclamar as posições impostas pelo capitão, portanto, respeito a decisão.

Izzy deu um pigarro e prosseguiu.

- Certo. Para derrotar o general de Obsidiana no Outback, optamos por Mixa e Cris. A água poderá ser bastante eficaz neste confronto.

As duas trocaram olhares e sorriram.

- O quinto general, Bobby de Safira, localizado no Alasca, ficará a cargo de ser combatido pelos dois Neeways. Trovão pode funcionar em gelo e ar, os elementos daquele balofo.

Mack espionou o olho de vidro da versão futura do guardião de trovão. Parecia que por onde quer que olhasse, aquela bola de gude com íris o fitava. Calafrios percorreram a nuca do ruivo.

- O sexto general, Theodore de ônix em Nova Délhi será o alvo das duas Kiwas e Leo. Novamente, acho que o poder de plantas, somada a habilidade de terra com magnetismo de Leo, podem interceptar os truques do general.

“Família unida, permanece unida”, pensou Mack. Viu que três pessoas que gostava estavam no mesmo grupo de luta, o entrosamento seria eficaz.

- Contra Michelle, a general de ametista, a luta será dos dois Nigels e Kalel. O destino é Dublin. O motivo desta luta é o poderio da segunda comandante mais poderosa, perdendo apenas para o próprio Polius.

Aquela mulher deveria ser extremamente perigosa, de acordo com os pensamentos do Number IV. Seriam necessários o capitão nas duas versões paradoxais e o capitão de armamento bélico para detê-la, isso se conseguissem.

- A oitava general será adversária de Steve, Counie e suas versões do futuro, caso consigam voltar. Avisarei para eles no instante em que retomarmos contato. Será Raysa, irmã de Thor, detentora do Rubi, residente em Java.

- Mas não temos novidades há algum tempo, como certificaremos a presença deles? - Questionou Cris.

- Dei instruções claras ao grupo. Eles deverão estar aqui até amanhã de manhã. Caso contrário, fracassaram na missão. - Explicou o Capitão N.

Mack ficou pensativo. Não via o irmão há quase um mês. Nem sequer receberam notícias dele e de seu grupo de expedição. Talvez eles tivessem fracassado, o que o ruivo gostaria de evitar pensar. E pensar que o pequeno Steve alguns semestres atrás nada mais era do que um ilusório jogador de videogames.

- O nono general fica a mercê dos nossos combatentes sobreviventes. Esperamos vencer todas as lutas. É claro que não serão fáceis, mas no caso do general de Água Marinha, nos resta esperar, não temos muita informação para que possamos mandar um grupo seguro ao Havaí. Eu irei comandar a operação daqui e Ohlie será responsável pelas tropas pormenores, especialmente a de Nova York.

Todos concordaram com as citações de Izzy.

- Mas espere um pouco. O ataque é amanhã e ainda estamos aqui ao invés de pegar um avião. - Lembrou Kiwa do passado.

- Na verdade, se nos locomovêssemos pelo ar desta maneira, os generais de Polius que conseguem detectar o elemento ar poderão interceptar-nos. - Explicou Cris, clicando nas telas móveis de holograma da mesa. - Iremos por teleporte.

As versões de 2013, que já estariam em 2014 no tempo atual, se espantaram.

- Teleporte? Como é possível? - Indagou Spike.

- A mistura de poderes psíquicos com ar e tecnologia. - Explicou Zarcag. - Disponibilizamos poderio para que vocês possam ir e voltar para os lugares destinados do mundo. A programação está ajustada apenas para uma localidade, então, é melhor não pestanejar.

Izzy entregou um dos objetos em suas mãos para Zarg. Era uma espécie de pote metálico. De dentro, retirou um monte de relógios pretos e roxos.

- Esse é o comunicador integrado, por aqui vocês poderão se comunicar comigo ou quem estiver na base. - Explicou o Numb III. O pote passou de mão em mão até que todos apanhassem um relógio de pulso.

O outro objeto era uma pilha de fibras óticas com pequenas inscrições e uma ponta brilhante. Parecia uma anêmona-do-mar nas mãos de Izzy.

- São as fibras transportadoras, estão interligadas por satélite clandestino com o computador central da nossa base. Entretanto, como dissemos, são apenas de ida e volta exclusivas para o lugar já predestinado. Claro que reservei os cabos de teleporte para Java, especialmente para Steve, Counie, e quem sabe, suas versões futuristas, mas...

Izzy não conseguiu terminar de falar. As luzes de neon vermelhas desceram na sala com uma sirene estonteante. Fumaça e poeira vinham do lado exterior do cômodo. Tremores contínuos estalavam na superfície.

- Fomos descobertos. - Resmungou Ohlie irritado. Ele correu já apanhando a sua marreta em mãos e troteou até a entrada secreta, esperando inimigos para serem estraçalhados.

- Izzy, o que está acontecendo? - Indagou Nigel do futuro.

- É uma tropa poliana, pelo que indicam os PCs. - Respondeu o molequinho de cabelo moicano azul-chiclete. Ele digitava como um maluco pelas teclas holográficas - Descobriram nossa base. E não só essa, estou recebendo mensagens de todo o mundo das forças rebeldes, da Colômbia, do Afeganistão, do Nepal, da Malásia...

Um estrondo mais potente ecoou e parte do escudo defensor projetado para a base cedeu no pátio principal. Mesmo distante Mack percebeu que ao menos meia dúzia de soldados foram atingidos pela queda e provavelmente morreram.

- Não temos tempo. Vocês partirão neste exato momento! - Exclamou Izzy.

- Agorinha mesmo? - Perguntou Mixa incrédula.

- Sim!- Outra explosão com terremoto surgiu. - Peguem os fios de teleporte e vão! Eu irei fugir pelo modo de cápsula propulsora submersa para dar suporte a vocês. Mesmo com isso, não devo ter mais de um dia escondido. Vençam o quanto antes a disputa. Os que voltarem em até 24 horas deverão enfrentar o nono e Polius, talvez até Raysa caso Steve não retorne. Não se esqueçam de apanhar os pingentes respectivos e de encontrar o paradeiro de Spike.

A terra do cômodo começou a ceder. Izzy apertou um botão vermelho da sala e ela começou a se deslocar ainda mais para o subterrâneo, espremendo-se como aquelas armadilhas do Indiana Jones, onde a sala de quatro paredes começa a se fechar. Quem fosse claustrofóbico, teria congelado naquele exato momento.

- Agora!

Os fios passaram de mão em mão, cada um apanhando o que tinha a descrição de seu destino. Mack foi o último a receber o fio. Nele estava gravada a palavra Amazônia. Ao mesmo tempo, Alice, Heshy, Neeway do futuro e Cris sumiam como fantasmas. Izzy se comprimia na sala como uma cápsula que se fechava. Na medida em que os humanos desapareciam, o cômodo ficava mais apertado.

Neeway, Heshy do futuro, as duas Merixas e Kalel evaporaram. Mack deu uma última olhada em Mixa. Talvez nunca mais se encontrassem.

Leo, Spike, Zarcag e Kiwa do futuro foram os próximos. A terra cedeu em metade da sala contorcida. Nigel e Kiwa selaram um último beijo e sumiram. Mixa piscou para ele, falando apenas com leitura labial “Eu te amo” e sumiu. O capitão N disse algo que não pode ser ouvido a tempo, com uma cara irritadiça. Ele tentou largar a fibra, contudo, sumiu antes de prosseguir. Mack não viu mais Izzy e nem a sala. Então, apenas pensou no Brasil e foi-se.

~//~
Mack não tinha visões há tempos. A maioria delas era provocada por Tuani ou Zarcag na época em que ele ainda era um espírito aprisionado em seu próprio corpo, que antes era dominado por Ignoto Kraft.

Desta vez era diferente. Nas visões anteriores, ele presenciara visões de momentos simultâneos sobre as respostas que precisava ou conversava com Tuani nas nuvens. Naquela, antes do teto de terra desabar e a cápsula-sala submergir, estava numa sala amadeirada que ele reconheceu de imediato. Era o escritório da Frozen Pig sem os móveis, só que naquela época ele deveria ter virado ruínas na parte de cima do mundo criado por Polius.

- Eu... estou sonhando?

- Em parte. As visões só funcionam enquanto você dorme. Mas o conselho é real garoto.

Aquela voz provocou calafrios no rapaz. Era o Velho Joe em uma forma astral.

- Velhote! - Exclamou ele animado. - O que você faz aqui?

- Estou tentando contatar alguém do futuro com a gente. A máquina dá interferências a todo o momento, eu e Zarcag estamos experimentando processos de comunicação astral, só que exerce muito poder.

- Certo. Sabe, estive pensando, se não pegássemos Polius no passado, talvez pudéssemos.

Velho Joe interrompeu o rapaz.

- Mack, já discutimos as possibilidades. Todos os futuros levam a Polius Kraft. Mesmo que detenhamo-lo nesta era, o futuro irá virar o caos em que estão, ou ainda pior. Kraft provavelmente tem poder o suficiente para manipulação de espaço e tempo, pois consegue alterar parâmetros dimensionais em diferentes épocas. A torre do arco-íris é um exemplo, atualmente é como se ela nunca tivesse existido. O mesmo Polius pode realizar caso consiga os Numbs restantes desta época. A minha hipótese, é que se ele conseguir juntar os sete projéteis e formar o oitavo, todas as realidades ficarão sobre o seu controle.

- Mas eu formei o Numb VIII uma vez para derrotar o papai daquele demente. - Lembrou o ruivo. - E não senti todo esse poder, apenas o espírito de Tuani, com força da luz.

- Só que Polius é traiçoeiro. Ele desenvolveu a fórmula que temia que Ignoto realizasse. Transformar a luz em trevas. Um Numb negro. Ao invés de trazer coisas boas, apenas maldades serão realizadas. Só que se entendo bem, ele necessita de um sacrifício e dos sete Numbs. Provavelmente, ele não tem algumas peças deste quebra-cabeça em poderio. Mas se você não o detiver a tempo, o mundo que todos conhecemos, em qualquer época, será exterminado e controlado pelo mal.

Um calafrio percorreu os cabelos vermelho-acastanhados de Mack. Não haveria salvação, a não ser acabar com PK naquela época.

- Enfim Mack, a capacidade de enviar mensagens está acabando e provavelmente só irá se decompor em alguns dias. - Naquele instante, a imagem astral de Joe e o escritório tremeluziam como um holograma quebrando. - Zarcag tentará retornar a 2029. E apenas algo que quero acrescentar. Ele teve algumas visões. Polius já conhece a base, de fato está atrás dos Numbs e disse que o seu e o de Mixa são as peças chaves.

A imagem falhou cada vez mais.

- Além disso, há um traidor. Tomem cuidado.

- Espera, como assim um traidor?

O escritório e o fantasma sumiram e Mack voltou a adormecer.

Não sabia como, entretanto, seu corpo estava numa floresta úmida e abafada em questão de segundos após acordar.

Pássaros cantarolavam, um miquinho chiava e o vento quente batia em sua cara. Olhou a fibra e o relógio que pegara.

Tentou contato com Izzy, sem sucesso. Ele deveria estar com os próprios problemas.

- E agora?

Chapinhou na umidade e prosseguiu como um zumbi sem rumo. Onde estariam as Merixas? E a base de Lúcia?

Fitou repentinamente um belíssimo animal. Era uma arara colorida e vibrante ela piou como uma gralha e exibiu sua beleza.

Mack apenas seguiu o olhar e notou duas figuras lado a lado olhando para a floresta.

A primeira era de fato Merixa do futuro. Mas a segunda não era a do passado, e sim uma garota de cabelos cor-de-rosa e olhar angelical. Justamente Alice.

O que teria acontecido com as fibras de teleporte?

~//~
Mixa caiu no chão fofo e gelado. A aurora boreal anunciava que o Alasca tinha uma exuberância magnífica. Olhou em volta e notou a presença de Neeway do futuro e do passado.

- O que você está fazendo aqui? - Indagou o mais novo intrigado. - Não era para você estar na...

- Austrália, eu sei. - Ela respondeu antes dele completar a frase e se ajeitou de uma maneira mais correta, retirando neve dos ombros. - A minha fibra tinha o nome Outback, só que vim parar aqui, não sei como. Pode ter sido um erro de teleporte.

O guardião do futuro apenas a fitava de braços cruzados enquanto o do passado ajudava a amiga a se erguer na neve.

- Vamos procurar pela base do balofo de safira.

Eles não responderam, apenas prosseguiram pela neve do Alasca, naquele clima frio e inóspito.

~//~
Izzy, encolhido na cápsula, acompanhou a tela com os rastreadores dos relógios. Não tinha sinal, mas tinha o portátil com rastreamento.

Na América do Sul, Merixa do futuro, Mack e Alice. No Alasca, Mixa e os Neeways. Na Austrália, Kalel e Cris. Em Kiev, Zarcag e Spike, o que era previsto. Em Johannesburgo, Nigel e Kiwa do futuro. Na Irlanda, Merixa do passado e os dois Heshys. Na Índia ficaram Leo e Kiwa. Por fim, sozinho, em Java, Nigel do Futuro.

- Que confusão foi essa? Eu não posso acreditar! Apenas um dos oito locais está com os integrantes corretos! E não era para ninguém aterrissar na Indonésia, as fibras estão aqui!

O garoto apanhou a parte segura dos cabos para conferir o sistema. Notou então, com um mínimo detalhe, que as fibras tinham seus nomes trocados.

- Alguém alterou algumas fibras. Não é a toa que tudo está uma bagunça. Quem será que fez isso?

No mesmo instante, Ohlie conseguiu enviar uma vídeo-chamada do centro de NY para Izzy. Ele assistiu boquiaberto:

- Temos problemas, pequenino. Um dos generais está aqui. As nossas tropas estão perdendo força, preciso de ajuda.

Ao fundo, uma risada seguida de explosão ecoou.

- Radical!

E o filho de Merixa entendeu que Spike e Zarcag não enfrentariam um general em Kiev, pois Thor Vanille estava a alguns palmos acima dele, na cidade de Nova York.

~//~
No passado, Zarcag retornava pela oitava vez na casa de Marcus Ohlie. O garoto atendeu indiferente.

- Você de novo?

O ex-emo foi direto ao ponto, não aguentava mais explicar a mesma história e ladainha deque voltara ao passado e era o único salvador da pátria disponível.

- Por favor, Ohlie! Já te expliquei tantas vezes que preciso de ajuda, qual é o problema? Eu tive visões futuristas, sempre coisas semelhantes e bizarras, e só você pode me ajudar! Somos os dois últimos elementares desta época, não entendo o motivo pelo qual insiste em ser teimoso. - Comentou Zarcag franzindo.

Ohlie relinchou como um jegue e indagou:

- Que visões teve nesses últimos dias?

O rapaz de cabelos lilás explicou as visões de novo. Thor Vanille conspirando ataques na base de Nova York. Ele e Polius conheciam a localização, mas apenas esperavam o momento certo, a véspera da invasão, um momento inoportuno para todos eles, com certeza. Outras visões relatavam um traidor. Ele entregara a base e as técnicas dos companheiros para as forças polianas, sem ninguém descobrir a identidade, nem mesmo o próprio Zarcag. Além disso, teve uma visão recente sobre como os amigos seriam teleportados para lugares distintos dos optados, o que ele queria evitar. Fez as contas. Estava no mesmo dia que eles, porém, os amigos em 2029 e ele em 2014. O frio de fevereiro era substituído por flores da primavera que se iniciaria no mês seguinte, e apenas Zarcag e Velho Joe procuravam um jeito de levar o Number III de volta ao futuro. Naquele exato momento, o dono da Frozen Pig tentava se comunicar com os amigos por meio de projeção astral, algo quase impossível. Contudo, estavam a poucos passos de retornarem ao futuro e ajudarem os amigos. Se Ohlie também retornasse, seria uma grande ajuda, tendo o time completo novamente.

Joe era inventor, afinal, criara os Numbs. Zarcag arrumava as peças para a construção da máquina do tempo durante aquele mês de janeiro. Driblava jornalistas chatos na frente da Frozen Pig todo santo dia inclusive a mãe de Mack, que ia contra a vontade em busca de informações sobre o filho sumido há um mês.

O caso dos Numbers que desapareceram de casa e seus poderes intrigava o mundo inteiro. Por isso, Zarcag criava ilusões para não ser conhecido. Alterava o interior do porão para causar ilusões nos curiosos que driblavam a barreira. Ninguém mais suspeitava que o subsolo fosse usado para abrigo, debaixo do nariz dele. Outro ponto de sorte era que os guardiões não tiveram sua identidade revelada, pois eram órfãos, com exceção de Ohlie, cujos pais eram diretores da escola.

O medo de desaparecer para o futuro e de nunca mais retornar preocupava Marcus. Era o maior bebê chorão e bunda mole que Zarcag já conhecera.

A máquina do tempo já estava quase pronta, ao menos era o que Joe imaginava. Ele fora bem claro: “demorarei um mês, mas valerá a pena. Irei testar a comunicação hoje e posso levar até duas pessoas só de ida amanhã. É o máximo que os recursos necessários nos proporcionaram. Seu trabalho, além de assistente, é convencer Ohlie. E não posso garantir que ela funcione.”

Em um dia partiria e precisava convencer o senhor “mamãe passou açúcar em mim”.

Depois de resumir toda a história que Ohlie já conhecia, ele já começava a balançar a cabeça.

- E eu descobri mais duas coisas...

A primeira era uma visão que tivera de Neeway do futuro ameaçando Mack naquela manhã. Estava meio turva, mas ele desconfiou do rapaz do olho de vidro partindo pra cima do amigo ruivo.

- Eu não me preocuparia com isso. - Respondeu Ohlie indiferente.

- E outra coisa...

Zarcag descobrira o ideograma em kanji da arca que estava no quarto de sua versão futurista. Kaze. Era vento.

- Vento? E o que você sugere?

- Algo a ver com Nigel, creio. Ele pode ter me confidenciado algum segredo no futuro. De qualquer forma, precisaria de sua ajuda. Por favor Ohlie, o futuro depende de você.

O rapaz de cabelo ralo olhou de lado pensativo.

- Posso te dar a resposta amanhã?

Ele hesitara, mas concordou:

- Sim, espero que pense bem.

E assim Zarcag se despediu do amigo. Voltaria com parafusos para a máquina de Velho Joe no porão da sorveteria fechada e retornaria a sua rotina mensal: reconstruir a máquina que poderia ser a esperança de seus amigos. Mal sabia ele que Joe conversava com Mack naquele exato momento e que àqueles resultados poderiam ser a chave do retorno a 2029.

Continua...
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Re: ~Seven~

Mensagem por Micro em Qua 22 Maio 2013 - 20:24

Logo quando eu estava começando a decorar os grupos, você pega as etiquetas, coloca num juicer e faz uma muvuca do kapiroto com elas. Obg mud.

Agora que eu estive pensando, como a Mixa e o Marcus vão voltar do futuro? E eu acho que o Neeway do futuro adulterou o teste de DNA...

O espião, não faço a menor ideia de quem seja. Eu chutaria o F-Zarcag, mas né, nesse samba do criolo doido, nem sei mais quem é quem.
Brinks

É isso! Não desisti da sua fic, só tá ficando dificil de ler no cel
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Re: ~Seven~

Mensagem por DarkZoroark em Qua 22 Maio 2013 - 21:24

Mud o/
Ótimo capítulo cara. Os trajes que o Mack e os outros usaram no treinamento lembrou-me muito das que os soldados de Terra Venture usavam em Power Rangers Lost Galaxy - baixei toda a temporada e estou revendo ela XD. O combate também foi ótimo. Obrigado por tê-lo mostrado - lembro de ter pedido no último comentário.
Eu nem tinha pensado nisso, visto que até agora os Numbers sempre estavam, em sua maioria, juntos, mas isso de desvantagem elementar tem lá o seu sentido. Mas claro, isso iria acabar com a graça das batalhas contra os Generais não fosse a "surpresinha" que usaste mais tarde no capítulo.
Neeway do futuro é mais FDP do que eu pensava... Sério, mesmo que ele seja o pai - o que eu ainda duvido - não tem porque tratar o Mack daquela maneira. Não tinha pensado muito nisso, mas creio que ou ele e o Zarcag estejam escondendo a verdade de todos sobre a Alice, ou ele é o espião. Mas acho que nesse caso ele teria posto a si mesmo junto com o Mack para matá-lo e... Ah, não sei de mais nada.
Acho que as batalhas contra os generais serão, em sua maior parte, bem equilibradas agora que houve tal sabotagem com os equipamentos. Isto só me faz pensar cada vez mais que foi algum usuário de vento. Sacanagem jogar o Nigel do futuro sozinho em Java enquanto Zarcag e o Spike são mandados para a Ucrânia para não fazerem quase nada. Porra, já não bastava impedir o do passado de colaborar, tem que retirar o do futuro do jogo também?
Quero ver logo como que serão as batalhas e como que a Alice cooperará com o Mack. Pelo que eu percebi, a Amazônia ao menos não mudou tanto em relação aos dias atuais, mas nunca se sabe né. Estou ansioso para ver como ficaram as outras regiões do globo.
Quanto a dupla Zarcag & Joe, devo dizer que estão mandando ver. No período de um mês conseguiram acessar uma tecnologia que no futuro só começava a ser utilizada. Quero ver agora se farão com que o bebê chorão do Ohlie colaborar e ir para o futuro. Acho que só esperando para descobrir...
Erros eu não encontrei nenhum e, como sempre, sua escrita está ótima. Dá para se ter uma ideia perfeita do que se passa na fanfic, quase como se estivesse sendo visto em um anime. Vou deixar o comentário por aqui. Fico no aguardo do próximo capítulo. ninja

P.S: Não precisa ter pressa para comentar na fic. Faça-o quando tiver tempo.
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Re: ~Seven~

Mensagem por Hyurem em Sex 24 Maio 2013 - 21:11

Hello Mud!
Belo capítulo, cara, belo cap´tulo pra me deixar mais confuso ainda! Muito obrigado! Mad
'Tá muito complicado de descobrir quem é o maldito traidor. Parece ser o Zarcag ou o Neeway, mas... Seria muito óbvio. Talvez seja alguém que ninguém espera! como a Kiwa Ou não!

Percebi alguns erros, a maioria por causa da vírgula, mas...
- Perdemos feito não foi? – Zoou Spike se levantando.
Cumassim perderam feito?!

Legal o fato da desvantagem elementar. Você tinha mostrado algo sobre isso quando mencionou que os elementares lutadores/de luta não podiam causar danos em elementais aquáticos, mas acho que ninguém prestou muita atenção Razz

Bem, é isso! Tenho a impressão que tem algo mais do que um agente duplo, mas vou ter que esperar pra ver nos próximos caps!
'Té mais!
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Re: ~Seven~

Mensagem por Kurosaki Mud em Sab 22 Jun 2013 - 21:35

Olá pessoal! Obrigado primeiramente aos três camaradas que comentaram. Ainda preciso comentar na fic do DZ e do Dusk, não esqueci .__. Mas o tempo atrapalha. Aliás, tempo. Quase não tive tempo para postar aqui ou criar esse cap. Mas adorei perder a noite de sábado para me empolgar e criar essa maravilha. O cap ficou muito bom. 16 folhas de bastante coisa bacana. -qq Espero que gostem, e se possível, comentem : ) Só que ressaltar que logo teremos mais um cap e a segunda entrevista especial, com a Kiwa dessa vez xD. E mais, nova aprceria feita na fic, a Pikachuzinha e a Sorriso Resplandecente (só eu lembro de DBGT quando leio o título da fic? xD) são nossos parceiros agora : D.

O cap a seguir contém cenas um pouquinho mais pesadas que o habitual, especialmente no final da primeira parte. Afinal, estava inspirado. E o tempo, pode ser um problema, como o foco da fic, sendo a solução, kk. Vamos ver no que dá:

XXIII

“Como eu sou teimoso”. Esse fora o pensamento de Steve no esconderijo texano depois de tentar pela enésima convencer a si mesmo de ir para uma guerra. Relembrara o mês de janeiro que se passara e o começo de fevereiro. Um tempinho bem complicado perdido por besteira.

Encontraram o local depois de outra perseguição no meio da jornada. Os perseguidores eram polianos. Caçadores de trovão, água e grama. Era uma quinzena de homens. Tinha sido um desastre. O médico que os acompanhava morrera por conta de um corte feito por sementes afiadas lançadas por um elemental de planta. Eriol, o soldado final da tropa original da RP, dera a vida como escudo no casal durante a luta.

Steve salvara Counie ao acertar com seu Ruby Knuckles as costas de um elementar elétrico. Restavam mais uns cinco, quando a esperança chegara. Um soco enorme e estrondoso atingira dois deles, ao mesmo tempo em que uma raiz gigante aprisionava o trio restante.

- O que foi isso? – Indagou o Number II nervoso.

- O que vocês querem? – Perguntou uma voz grave.

Numa colina arenosa próxima, um homem musculoso com roupas rotas e rasgadas nas mangas arfava. As mãos dele pulsavam uma aura rubra e ele parecia sujo de graxa. Ao lado, uma mulher de cabelos trançados encardidos e longos, com um rosto sofrido, carregava uma mochila com um bebê distraído. Por fim, um menino de talvez três anos se escondia atrás da saia da moça.

- Saiam daqui ou morrerão como os soldados.- Bravejou Steve do futuro, a real identidade da figura de voz grossa. Ao lado, os dois jovens perceberam que eram a família do futuro que teriam planejado, entretanto, no modo “refúgio de guerra”.

- Espere, somos suas versões do passado e...

- Eu sei exatamente quem vocês são! – Exclamou ele. Dando meia-volta tentou desaparecer pela colina arenosa daquele declive perto de Phoenix.

- Por favor, precisamos de ajuda! – Dessa vez, Counie falara. – Não temos mais comida, nem suprimentos médicos. Nossos últimos companheiros morreram agora na nossa frente. Precisamos de pelo menos um dia de descanso em algum lugar seguro antes de partir, eu suplico.

Steve do futuro sequer respondeu. Pegou um palito de dente e colocou entre os dentes. Já a mulher, Counie do futuro, olhou com compaixão sua versão do passado.

- Está bem. Um dia é o máximo que podemos fazer por vocês. Sabemos que vieram atrás da gente. Não voltaremos para Nova Iorque e nem ajudaremos a Rebel. Nossos filhos precisam de nós, lá não é seguro.

- E muito menos aqui. Não é a toa que encontramos vocês... – Steve arriscou dizer, mas sua versão do futuro projetou um punho holográfico vermelho ampliado dez vezes, como a mão de um gigante. Agarrou o garoto como o King Kong pegava uma pessoa.

- Escuta aqui moleque, quem não entende os motivos não tem o porquê ficar se metendo em nossas vidas. Vocês vieram de uma época em que éramos felizes. Aproveitem e voltem, assim ficarão vivos! Aqui pode ser inseguro sim, mas é melhor do que conviver com aquele tipinho de gente.

- Estou ficando...sem ar...

O Steve do futuro largou o do passado. O menor arfava enquanto Counie o ajudava a se erguer. O bebê da mochila começara a chorar e a guardiã futurista acalentava seus cabelos ralos.

- Perdoe-nos. Agradecemos a hospedagem e respeitamos sua opinião. – Respondeu a guardiã de grama de 2014.

A família andou na direção contrária ao casal de adolescentes.

- Ao menos confirmei que um toque de aura elementar não me leva de volta ao passado. Vou ficar bombadão hein! – Respondeu Steve sorrindo enquanto retirava poeira das vestes.

Ela apenas socou o ombro dele, fazendo-o rir.

- Não tem graça. – Respondeu Counie irritada. - Nossa missão é convencer os dois a voltarem para a base da RP. Estamos sem comunicadores, sem comida e sem medicamentos. Minha panturrilha e suas costas estão feridas. Além disso, não viemos aqui à toa, Eriol, Jert, Alexan, e todos os outros, morreram no caminho para que tenham um futuro diferente em outra era. Você sabe que não podemos voltar ao passado, pois todos os futuros retomam a Polius como ditador ou com um mundo acabado. A única salvação é acabar com ele nesta era.

- Sim, o Velho Joe explicou essas coisas de paradoxo temporal que me dão dor de cabeça. Só que se eu soubesse que me tornaria um arrogante com mania de mordiscar palitos de dente...

- Sossega um pouco gamer. – Pediu ela girando os olhos impaciente. – Vamos segui-los, tudo bem?

A dupla atravessou a colina arenosa e apenas viu uma paisagem desértica e inabitada. Apenas alguns rochedos apareciam no lugar.

- O esconderijo tem de estar aqui perto. Não daria para passar despercebido. – Comentou o garoto.

- Estão há dezenove palmos abaixo de nós, a duzentos e cinquenta metros a noroeste. – Respondeu Counie.

- Uou, virou GPS agora? – Indagou ele irônico.

- Não. As raízes que minha versão futurista utilizou são idênticas as minhas, e posso pressentir a presença delas nessa exata direção. Elas se misturam como pequenas conexões na minha cabeça. É uma vantagem de ter poderio natural.

- Ok, não entendi muito bem o que você disse, mas está na hora da britadeira!

Com as soqueiras de seu N-Weapon ajustadas, ele começou a socar brutalmente a terra, como se estivesse escavando como uma máquina.

- Er, Steve...

O rapaz prosseguiu com a batedeira até que pela segunda vez no mesmo dia, a mão vermelha holográfica gigante o apanhou.

Steve do futuro apareceu de uma pedra próxima com cara de poucos amigos.

- Você está maluco? Irá chamar atenção dos polianos e revelará nossa localização.

- Não é só isso, minha pá seria bem mais eficaz do que essa sua britadeira idiota. – Constou Counie.

Resmungando, o menino cessou e seguiu a si mesmo e a sua namorada para a pequena entrada atrás do pedregulho.

A toca tinha o espaço de um pequeno apartamento, com velas iluminando o vão, duas camas em um cômodo único, sendo uma de solteiro e outra de casal, roupas e tecidos, algumas bacias e um fogão à lenha com a chaminé inclinada a uma certa distância. Uma pequena cortina devia separar o sanitário do local e dois armários deviam guardar utensílios básicos restantes. A criança mais velha brincava com um baralho velho e o bebê mamava no peito da mãe.

- Bem-vindos ao meu lar. Não se sintam em casa. –Completou o patriarca.

Os dois se sentaram próximos ao fogão, onde um coelho era assado com ervas.

- Não tem sido fácil viver aqui. Steve caça os animais e eu uso meu poder para encontrar ervas, vegetais e legumes. O fogão exala a fumaça a dois quilômetros daqui, numa antiga casa, assim não tem perigo de sermos pegos. Quanto aos soldados que enfrentamos aqui perto, enviei algumas plantas carnívoras para digerirem pedaços deles e excluírem provas.

Ela afastou o bebê do mamilo e o chacoalhou levemente, até arrotar.

- Obrigada mais uma vez pela estadia, prometemos ser breves.

Um mês se passara e eles ainda estavam na toca. O que acontecera fora bem simples. O número de soldados aumentara no Texas como formigas ao redor de um bolo de morango. Uma horda chegara tão perto que Steve do futuro tivera de matar os polianos e colocá-los numa distância absurda do local para não gerar desconfiança.

Eles não conseguiriam partir, e mesmo assim, as versões do futuro e do passado das meninas tinham pegado afinidade.

Counie do futuro explicara o porquê de terem se mudado. Da formação original dos Numbers, pouco se restara de amizade. Mixa morrera. Mack fora sequestrado. Spike começara a agir sorrateiramente. Zarcag parecia suspeito cada vez mais. Nigel só se preocupava como comandante. A única mais sensata era Kiwa. De qualquer forma, investirem na guerra contra Polius era terrível para os filhos que tanto protegiam. Decidiram se mudar para um local um pouco afastado das tropas de PK. Dava certo até o presente momento, entretanto, cada vez mais soldados iam para o Texas, farejando-os.

- Nosso pensamento é que um traidor pertence à RP.

- Um traidor? – Indagou Counie surpresa.

- Sim. A opção mais viável é Neeway. Ainda mais que ele brigara com Mack por conta da guarda de Alice e tenha saído de madrugada para resolver algum assunto. Foi numa dessas que ele retornou caolho. Além disso, sem meu cunhado e com a morte de minha concunhada, decidimos que quanto mais longe ficássemos dos outros, melhor seria. É claro que sinto saudade dos outros guardiões, Kiwa, Izzy, Cris. Mas optamos pela autodefesa em primeiro lugar. – Relatara Counie do futuro numa tarde de janeiro.

E quase um mês após conviverem juntos, Steve do futuro ainda era fechado ao grupo, inclusive da própria mulher.

Outro fator que lhes preocupava era a data. Tinham agendado o dia certo para a invasão mundial anti-poliana e agora estavam a mercê da decisão de fugirem para outro lugar mais seguro ou se unirem ao exército da RP. Counie do futuro, mesmo querendo proteger os filhos, parecia disposta a enfrentar os malvados e voltar aos rebeldes. Lá na base, pelo menos teriam zelo e segurança. Já Steve, parecia irredutível a largar o jeito bonachão e cuidar da família com as próprias mãos. Literalmente.

Chegara então o dia 14. Já deviam estar na rota de volta, a poucos metros da base. Porém, eles continuavam na toca subterrânea do Texas. Steve tentara convencer o seu eu futurista e recebera uma ignorada de praxe.

- Estou pensando em desistir Counie. Vamos voltar e ajudar nossos amigos. Precisamos nos arriscar. –Disse ele.

- Você tem razão. Só irei me despedir de mim, Peter e Carl.

Naquele instante, uma explosão e um grito agudo ecoaram acima deles.

- Essa voz! – Gritou Steve assustado.

- É a minha! Quer dizer, é da F-Counie. – Falou a guardiã de planta. – Ela foi colher algumas sementes para a janta, deve ter sido pega de surpresa.

Outro estouro bradou.

Steve do futuro correu pela saída com as mãos pulsando de aura vermelha.

Os dois seguiram. Counie apanhou Carl no colo e Peter seguiu logo atrás. 

Na parte de cima, Counie estava caída enquanto uma dúzia de soldados polianos riam com ironia. Um deles eletrocutava-a.

- Filhos da [palavra censurada]! – Berrou F-Steve, lançando duas mãos holográficas nos inimigos. Um deles caiu, o outro esquivou e contra-atacou com um raio de gelo, que acertou a orelha do Number II.

- Papi! – Gemeu Peter manhoso.

Mais sete soldados surgiram. Um deles, controlador de terra, distorceu o chão arenoso e fez a toca submersa se esfarelar atrás deles. Não poderiam voltar.

Counie do passado prendeu dois detentores de água com raízes e meteu uma pazada na cabeça do cara que torturava a sua versão futurista.

Steve de 2014 socou mais dois que se aproximavam com seu N-Weapon. Depois, esticou o pé e chutou com força um elementar de veneno que tentava acertar as crianças.

A confusão estava formada. Um dos soldados, de poderio psíquico tentou prever os movimentos do Number adulto e escapou dos golpes vorazes de luta.

Restavam mais dez. Dois deles, com elemento gelo, congelavam os pés de Counie, que tentava se proteger com sua pá. Carl em seu colo só atrapalhava. Um de terra conseguiu se aproximar de Peter e o agarrou.

- Larga! – Berrou Steve, porém, fora interceptado por um trio de conjuradores de ar. Uma congelada, outro lutando com o psíquico e ele contra os aéreos. O garotinho ia morrer.

Porém, Counie do futuro acordara do choque. Com um último esforço, ela colocou as mãos no chão arenoso infértil e brilhou num tom verde fortíssimo. O corpo dela parecia uma árvore enrugada, veias grossas e raízes com folhas cobriam-na. Parecia um maracujá verde e marrom. Do chão, uma selva começou a emergir. Dois elementares de ar receberam folhas cortantes nas jugulares. O terceiro se defendeu com uma onda de ar, mas não evitou o golpe de Steve com a soqueira, caindo de cara no chão e sendo sugado pela floresta. Outro trio, com elementares de água e fogo, receberam plantas carnívoras gigantes que devoraram eles vivos.

A dupla congelante que prendia a guardiã de planta recebeu troncadas bruscas. O solo quebrou o gelo dos pés da garota.  O psíquico desviou, a fim de evitar um ataque da selva. Porém, recebeu um golpe potente de Steve do futuro, que o nocauteou.

Por fim, o soldado de terra que segurava Peter recebeu o pior golpe, uma chuva de galhos e folhas potentes, que perfuraram o corpo dele como um boneco de vodu.

A mata evaporou em alguns instantes. Carl chorava. Counie abraçava Steve do passado, enquanto o futurista corria até o filho primogênito.

Ele tentou fazer o garoto respirar. O pescoço estava quebrado e o nariz cheio de terra. O maldito tinha atacado o menino. Sangue jorrou levemente da boca de Peter. Steve socou o solo fofo e criou um tumba. Pousou o filho no local, chorando levemente.

- Desgraçados. Eles conseguiram.

O único vestígio de onde Counie do futuro estivera eram pétalas de rosas. Dera um último golpe para salvar os filhos, mas não conseguira com sucesso total.

Lágrimas e socos no ar, gritos de Steve ecoando. Era tudo que restara.

- Vocês conseguiram. Terão a mim de seu lado. Vou acabar com cada ser vivo que apoiar Polius. Tudo por Carl, para que possa viver num mundo melhor. Minha mulher gostaria disso.

Counie se aproximou do adulto e disse:

- Não se preocupe. Se vencermos Polius, este futuro não existirá. Criaremos uma vida melhor. Peter voltará. Eu estarei lá.

Ela deu um sorriso e estendeu a mão. Pela primeira vez, Steve do futuro retribuiu e entregou a palma esquerda.

E naquele instante, Counie do passado evaporou.

- O que foi isso? – Indagou Steve do passado chocado.

- Eu...não sei. – Afirmou o do futuro pasmo.

Carl continuava a chorar e os dois Numbers se entreolhavam confusos. O fato era simples, perderam seus amores em menos de dez minutos. Uma sobrepusera sua energia vital e a outra simplesmente desaparecera.

~//~

Mack falou enquanto piscava pasmo:

- A-Alice! O que você está fazendo aqui?

- Eu não sei. Minha fibra ótica deve ter sido trocada com a de Merixa. Era para ela estar aqui.

Alguns pássaros piaram em volta da clareira em que estavam.

- Não sei se notaram, mas esta floresta é artificial. – Respondeu Merixa do futuro.

Aquilo parecia novidade até mesmo para quem habitava aquela era. Após um pouco de cuidado, Mack enfim notara que o local se tratava de um cativeiro, coberto por uma estufa quase invisível.

Enquanto apreciavam a vegetação, ela começara a abaixar, como se virassem pequenos brócolis até evaporarem.

Árvores e arbustos viravam brotos. E deles, pétalas brancas e salmon de diferentes flores surgiam. Logo, a paisagem virara um tapete de rosas e copos-de-leite alvos e claros. Como neve.

- Ora, vejam só. Como conseguiram entrar aqui?

A voz vinha de uma menina bonita, de cabelos cor-de-mel trançados e olhos expressivos. Usava um chapéu semelhante a de um cardeal e parecia meditar por cima do campo florido.

- Lúcia Linlity, eu presumo. – Constatou Merixa ajeitando os óculos escuros.

A menininha soltou um suspiro e abaixou a cabeça levemente.

- Merixa Turnwhade, elementos de fogo e veneno. Alice Pineclear, elemental de gelo. Mack Branford, versão adolescente, poderes de fogo. Vocês estão na lista, é verdade.

- Lista? Como assim? – Indagou a roqueira preocupada.

Lúcia começou a perambular pelo campo, saltitando como uma bailarina despreocupada.

- É o meu chá de inverno queridinha. Se bem que aqui no Brasil, é verão. Mas não importa. Time for tea!

Então, mesas colossais surgiram do meio das flores. Tocos de troncos viraram bancos em pouco tempo. Vinhas cobriam tudo com uma combinação belíssima de natureza e sutileza. Em cima de tudo, taças de vinho com hibiscos pendurados, cestas com rosquinhas doces, bagels, muffins e cookies de baunilha apareciam delicadamente. Uvas, maçãs, pêssegos e carambolas completavam o arredor de cestas de vime detalhadas. Uma enorme chaleira pousava no centro da mesona, um conteúdo fumegante, aparentemente chá de erva-cidreira e camomila, esvoaçava pelo bico. Xícaras, pires e porcelanas de um conjunto antiquado estagnavam em frente a cada lugar. Mack contara no mínimo meia dúzia de banquetas.

- Sentem-se. Eu suplico. – Disse Lúcia com um olhar doce.

Nenhum dos três se mexeu. A general de esmeralda pairou no toco da ponta direita e piscou os olhos apreensiva.

- Eu pedi para sentarem! – Bravejou ela com ênfase na última palavra.

Trepadeiras apanharam os membros de Alice e Merixa. Mack escapou por pouco ao notar um tremor da terra. As duas foram empurradas até dois tocos em forma de banco.

Logo depois, mais cipós surgiam e tentavam pegar o garoto.

- Sai fora. – Falou ele já se impulsionando com o fogo.

Merixa também não esperou para assistir, colocou o corpo em chamas e derreteu as vinhas. Alice congelou as pontas e as quebrou facilmente.

- Minhas bebês! Vocês vão pagar por isso! Daisy Snowstorm!

Cinco margaridas do tamanho de placas de trânsito brotaram ao redor da mesa e começaram a disparar neve de seus miolos.

Em questão de segundos, a estufa artificial ficara coberta por uma tempestade de granizo. Não dava para enxergar nem um metro a frente.

- Fire Signal!

Mack tentou cobrir o corpo com chamas brilhantes para as meninas o localizarem. Logo viu a burrada que fizera, estava entregando a localização à inimiga.

- Frost Leafs!

Pelo leste, o rapaz notou a presença da menina maquiavélica e conseguiu evitar um corte no abdômen a tempo. Ela trazia duas folhas gigantes como tonfas nos braços. Ambas estavam congeladas e afiadas.

Como uma dança feita por um inseto, Lúcia começou a tontear com piruetas o inimigo. Bailava como uma bailarina de flamenco. Seguia a neve e o vento no meio da paisagem branca e monótona.

Mesmo sem encostar-se a sua pele, Mack notou que a compostura formada pela dança alcançava pequenos cortes que iam crescendo pela sua pele. Parecia que o ar lhe cortava, só pelo fato daquela apresentação incrível de balé maléfico acontecer.

- Como ela consegue me cortar? – Indagou enquanto tentava resistir aos cortes. Contra-atacou com um pequeno truque. – Ember Tornado!

Pequenas brasas amontoadas começaram a rodopiar como um escudo em Mack. Logo, um tornado de carvão flamejante defendia-o do ar cortante provocado pelas folhas de geada.

- Creeper Suction! E acho que irei aumentar a neve, para ter um efeito melhor.

Raízes respiratórias e pequenas trepadeiras surgiram por baixo do tornado de brasas. Algumas queimavam e viravam cinzas. Já outras, batiam contra o tufão e o apagava lentamente. A neve vinda de fora ficava mais forte e derretia-se ao confrontar o ataque de chamas. Logo, a água resultante amenizava o calor, deixando as raízes ultrapassarem a proteção.

Uma deles apanhou o antebraço esquerdo do garoto como um conector com ventosa. Em seguida, ele sentiu uma dor latejante e insuportável. Mais três plantas grudaram em seu corpo e retiravam seu sangue, como mangueiras.

- He-mo-fi-lia! Com chá de ca-mo-mi-la! Será ótimo!

Mack teve de parar o golpe do tornado e caiu no chão. Tentou conter com um soco flamejante a raíz mais próxima, porém, sem sucesso.

- Warm Sparrow!

Um ataque de fogo vindo mais atrás da nevasca cortou os tubos sanguessugas de sua pele, aliviando-o. Deveria ter perdido uns dois litros de sangue naquela brincadeirinha. Algumas flores ao seu redor tornaram-se rubras com o corte feito nas trepadeiras.

Merixa surgiu junto de seus pardais de fogo. Ela tocava uma flauta de seu Equip X. Parecia uma flautista de Hamelin em chamas.

- Você está bem?

O rapaz acenou positivamente. Mais animais ao redor, semelhantes a guaxinins de fogo, formavam um círculo protetor, evitando as flores do tapete de neve.

- Descobri a técnica dela, é bem complexa. Fui pega por uma enroscada de pinheiros, demorei, mas consegui escapar. Desde o momento que ela surgiu o golpe começou. As árvores que vimos na entrada, que depois viraram brotos, ela consegue controlar o tempo da vegetação. Por isso consegue apanhar e brotar o que quiser nessa estufa. Desde musgo até uma sequoia. Em alguma era cronológica essas árvores já estiveram na região, ou ela plantou sementes diferentes no solo. Além do poder do controle natural, Lúcia consegue escolher as sementes que quer usar e como elas podem atacar.

- Que macabro... –Comentou Mack se levantando. A general tinha sumido, por hora.

- E não é só isso. Fora da estufa, só há cinzas feitas pela ditadura poliana. Aposto que a embaixada da RP na Amazônia está lutando neste exato momento com soldados lá fora. – Explicou a roqueira. - Estas sementes precisariam estar em algum lugar de fácil acesso para que aquela maluca controlasse-as com a própria vontade. Não podemos esquecer que ela não comanda o elemento terra. Tenho duas hipóteses. A primeira é de que um exército de membros polianos esteja escondido em algum lugar fora da estufa e capacitam a terra artificial para que Lúcia utilize os grãos.

- Não sei. Acho que teríamos visto alguém ou sentido a terra ser possuída em um golpe. Mesmo aquela ataque das trepadeiras no começo, elas não pareceram vir do subterrâneo, mas sim de uma parte superficial.

- E aí é que entra a minha segunda teoria. O tapete de copos-de-leite e rosas em que estamos pisando. Com essa nevasca, ele se camuflou. Mas aposto que dentro de cada flor, há uma semente de uma árvore diferente do mundo, talvez as últimas de várias espécies. – Concluiu Merixa.

- Faz sentido. Vou testar.

Mack queimou o copo-de-leite mais próximo e uma pequena sementinha chamuscada caiu.

- Bingo!

Porém, ele e Merixa pararam de comemorar quando ouviram a voz de Alice gritando por perto.

Os dois correram lado-a-lado na nevasca.

- Mack!

Ela gritava abafadamente.

- Venha...Mack!

Eles estavam bem próximos quando enfim ouviram.

- Não venha Mack!

Era tarde demais. Quando avistaram a menina, viram que tinham caído numa cilada. Alice permanecia presa numa jaula de urtiga e espinhos, com algumas cobras de gelo em volta. Lúcia se localizava no epicentro de um lago congelado, lotado de vitórias-régias. Dentro as plantas aquáticas, um monte de florzinhas carregadas de sementes biodiversificadas se estagnava.

- Cessar nevasca na parte sul!

Ela estalou os dedos e duas das margaridas, que eram apenas vultos outrora, pararam de lançar a neve. As três restantes prosseguiam atrás deles.

- Vocês dois terão que entrar no meu joguinho meus caros. Pulem em uma vitória-régia cada um e esperem eu explicar.

Sem opções, e com as serpentes de gelo se aproximando da gaiola de urtiga, os dois obedeceram.

- Certo. Vocês brincarão comigo de batalha naval. Dentro de cada vitória-régia, há cerca de vinte rosas ou copo-de-leites. E neles, sementes de uma espécie de árvore do mundo todo. Ao todo, temos umas quarenta espécies neste lago. Vocês dois terão de enfrentar um ao outro. O vencedor terá de matar o companheiro. Caso contrário, eu cuidarei de ambos e matarei Alice primeiro com minhas Freeze Snakes. Elas possuem gene de grama, portanto, sua amiga não pode controla-las. Uma picada resulta em uma morte dolorosa e terrível. Portanto, quero ver um duelo de pegar fogo aqui. Literalmente. Podem utilizar as flores que estão em volta Se tentarem alguma gracinha e se unirem para me matar, sua companheira enjaulada falecerá. E não se esqueçam que tenho vantagem, posso fazer as vitórias-régias desaparecerem e os dois cairão no lago, que pode mudar de gelo para água, apagando o foguinho que há em vocês.

- E quem garante que você não matará Alice após o duelo? – Indagou Mack apreensivo.

- Eu garanto que minha palavra não se quebra como um xícara que cai no chão. E vocês a tem.

Os dois se entreolharam. De que adiantaria trocar a vida de um pela de outro? Mack, é claro, gostava de Merixa, só que sentia Alice como sua filha e uma segunda Mixa. Não relutaria em escolher qual das duas teria de morrer. Só que a roqueira não deixaria o caminho tão fácil assim.

- Mack, podemos achar outra solução, não precisamos lutar.

Uma das serpentes rastejou ainda mais próximo a jaula e o garoto teve que tomar aquela atitude.

- Perdoe-me Merixa, eu não tenho outra escolha. Flame Wave!

Uma onda de fogo acertou a vitória-régia mais próxima e queimou a horda de copos-de-leite.

Merixa esquivou, só que, mal sabia ela, a fumaça vinda da queima daquela planta, havia sido inalada, mesmo que um pouco.

Ela começou a tossir fortemente.

- Sementes de oleandro. Tóxicas até mesmo na queima delas. Boa escolha Mack. – Sorriu Lúcia, que se servia de chá, sentada numa poltrona de tulipas e cipós.

- Mack, pare!- Gritou Alice, enquanto duas serpentes rastejaram próximas.

- Você é mesmo um imbecil Branford, cof. – Praguejou Merixa. – Se você não respeita nem os companheiros, não tenho escolha. Formato nº 125, Pandeiro. Toxic Tambourine!

Um pandeiro foi o que virou o Equip X da guardiã. Ondas de veneno quentes se espalharam como um ultrassom da morte.

- Isso, me mate. – Pediu Mack.

Ele não relutou ao ataque e deixou ser atingido. As flores ao redor, bromélias, não auxiliaram em nada o andamento do golpe, porém, ele caiu quase inconsciente.

- O quê? Mack, reaja! – Ordenou Lúcia, preparando um golpe de plantas em direção a Alice, como ameaça.

- Não Lúcia. Já chega de bancar a poderosa. Sei muito bem que não posso morrer. As raízes e as lâminas lá atrás, todas foram para me fazer desmaiar. Você não pode me matar sem que eu permaneça com o Numb IV. É isso que Polius precisa.

- Mas posso matar as duas se preciso!

- Agora! – Merixa gritou.

- Ice Shiny! – Disse Alice mais atrás.

Um brilho azul claro saiu de seu corpo e estilhaçou a jaula de urtiga. As cobras avançaram para o bote, mas no mesmo instante, derreteram como sorvete no deserto.

- O que vocês fizeram?! – Perguntou Lúcia irritada.

- Alice estava concentrando poder enquanto você tomava seu chazinho. Temos comunicadores em nossos pulsos. Eles podem não estar funcionando com Izzy, mas entre nós, estão uma beleza. – Explicou o ruivo levantando, sem danos.

- Enquanto Mack te distraía com o falso golpe que soltei nele, o verdadeiro ataque atingiu as cobras. O veneno eu controlei para que fosse retirado, já que posso controlar o elemento. E o calor derreteu as serpentes, inclusive o gene de grama que você se gabou. Alice só precisou quebrar a jaula, naquele instante, tinha cumulado energia o suficiente. – Completou Merixa.

- Mereço uma nota dez por atuação, não acham? – Ironizou Mack. – A única parte real foram os oleandros, não achei que tivesse uma planta tóxica nele. Mas Merixa é perita em venenos, não se intoxicaria facilmente. Foi uma boa sintonia e um espetáculo ótimo. Só falta acabar com você e...

Naquele instante, Lúcia soltou um berro. A neve se tornou a pior tempestade possível. Os vidros da estufa quebraram, revelando uma paisagem cinza e sombria ao fundo. Todas as sementes se juntaram em um turbilhão em direção ao corpo da general.  Em questão de segundos, a jovem tornou—se um gigante de quinze metros de altura, feito de flores, sementes, árvores e trepadeiras nas articulações.

Na testa, o pingente de esmeralda brilhava no miolo de uma azaleia.

- Acho que estamos com problemas. – Disse Alice preocupada.

~//~

Central Park. Um lugar no qual Zarcag achou que não teria tantas lembranças. Isso até ele ser possuído alguns anos atrás e quase matar os amigos em busca do Numb V.

Agora, a situação era outra. Estava ao lado de Joe com uma geringonça inventada por ele. Uma máquina do tempo.

As peças faltantes tinham sido encaixadas. Aparentemente, não havia problema algum. Se eles conseguissem efetuá-la, Zarcag poderia voltar ao futuro e ajudar os amigos.

Não tivera visões na noite anterior. Mas algo lhe dizia que não acabariam tão cedo. Joe ajeitava os últimos recursos, até dizer:

- Está pronta. Preparado?

O Number radiou confiante e acenou para o idoso. Apertaram o botão. E...

Bum! A máquina explodiu. Assim como as esperanças deles. Joe caiu desolado. Queria chorar. Zarcag ficou cabisbaixo. Tanto trabalho para nada.

As pessoas do Central Park nada enxergaram. O colar bruxuleante criara ilusões ao redor.

Os dois deram meia-volta após recolherem cacarecos do chão. Mas para sua surpresa, viram duas figuras que revigoraram as esperanças.

- Acho que mudei de ideia. Vamos tentar mais uma vez essa máquina do tempo. Precisamos deter o panaca do Polius. – Falou Marcus Ohlie triunfante.

- Além disso, temos reforços vindo do Texas. Steve estará de volta à ativa! – Comentou Counie, que voltara do futuro para o presente.

Meio estupefatos, os dois abraçaram a outra dupla. O quarteto iria restaurar a máquina do tempo e ajudar os colegas, a qualquer preço.

Continua...


Última edição por Mud Hunter em Ter 10 Dez 2013 - 21:10, editado 1 vez(es)
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Re: ~Seven~

Mensagem por Hyurem em Dom 23 Jun 2013 - 9:47

Hello, Mud!
Fantástico! Gostei muito do capítulo, principalmente da "atuação" do Mack! Achei essa história de sementes variadas dentro de flores meio esquisita, mas tudo bem.
Por que a maldita da Counie voltou pro passado?! Você parece ter uma mania estranha de fazer seus personagens sumirem da batalha principal. Why?!
Bem, não vejo muito mais do que falar. Houve alguns erros, mas todos por aparente falta de atenção, nada muito alarmante.
É isso! 'Té logo!
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Re: ~Seven~

Mensagem por DarkZoroark em Qua 26 Jun 2013 - 3:02

Mud o/
Desculpa essa demora "básica" em comentar, mas estou com trabalhos essa semana e tenho provas para as próximas duas, então o tempo está um pouco escasso. De todo modo, vamos ao capítulo:
Eu sabia que eles tinham tido um filho! Exaltação a parte, era o motivo mais plausível para que tivessem deixado os outros de lado e fugissem para o interior. Contudo, tinha imaginado que fossem ficar em uma casa antiga ou algo do gênero, e não em um esconderijo secreto sob a terra. Foi algo bem legal e interessante de ser visto.
As personalidades dos dois, sobretudo do Steve, ficaram bem diferentes daquelas que possuem no presente/passado. Tipo, ele ter ficado todo super-protetor e desconfiado até mesmo com as versões adolescentes dele e da Counie foi um tanto exagerado, penso. Mesmo assim, foi legal ver que ele resolveu se juntar aos rebeldes no final do fragmento.
PQP, Mud. Quem mais tu vai mandar para o passado? Primeiro foi o Zarcag e agora a Counie. Aproveita e manda o Spike na próxima - na verdade, estou ansioso para ver as aventuras dele na Ucrânia, mas isso eu comento mais para frente na Fanfic. Não entendi direito como e porque ela foi enviada de volta. Penso que haja/havia algo da versão futura dela as mãos do marido, mas por hora é apenas especulação.
A batalha contra a guardiã da esmeralda ficou muito legal também. Agora entendi porque que a floresta parecia tão viva mesmo no futuro Poliano. Só imagino as dimensões da estufa para poder conter tantas plantas assim. Anyway, foi bem interessante de ser visto.
A atuação do Mack também foi algo interessante. Mesmo não tendo muito tempo para comunicarem-se um com o outro, ele e a Merixa conseguiram arquitetar tal estratégia para salvar a Alice e ainda atingir a Lúcia. Porém, parece que a batalha acabou de começar e deu para perceber que a General - não sei se há feminino para esta palavra - é tão habilidosa quanto os heróis.

Erros eu não encontrei nenhum e, como de costume, sua escrita está muito boa. A parte das flores terem sementes dentro foi até agora, na minha opinião, uma das mais legais da Fanfic, porque adiciona alguns elementos "naturais" ao enredo da história.
Bom, por enquanto é só Mud. Aguardo seu próximo capítulo.ninja
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Re: ~Seven~

Mensagem por cbm em Seg 22 Jul 2013 - 0:31

hiahiahiahia

Assim como eu voltei a ler D. Gray Man e Hunter X Hunter, resolvi voltar a ler Seven. *sinta a moral*

Primeiro, o que você está fazendo com essas fotos minhas no seu set, moço? Vou ter que denunciá-lo por usar a minha imagem sem autorização. (mas falando sério, você viu o filme? Porque eu tava muito afim de ver, mas acabei esquecendo).

Que coisinha mais Cavaleiros do Zodíaco que foi a listagem do generais. "Nome" de "Coisa Qualquer Que Talvez Lembre Um Pouco O Poder Do Cara Quem Sabe". Mais um mangá que entra na lista do seu crossover de Fairy Tail com Reborn e Super Shock.

Curti a ideia do traidor, mas não tenho nenhum palpite. Chuto a Kiwa, porque não gosto muito dela e seria um bom twist ela perder esse ar de santa consagrada que ela tem.

Meu personagem favorito já está virando o Izzy e o Tentomon que assim como em Digimon é um carinha sagaz e é uma representação de você mesmo dentro do enredo! Perceba isso pelo desespero total do garoto ao ver que alguém bagunçou os seus projetos ;(

No capítulo xis xis dois pauzinho teve uns erros de vírgula bem chatinhos aí e algumas coisas pequenas mas que dava pra arrumar com uma revisada. Mas nada que mate a história não.

Esses filhos da palavra censurada são uns homossexuais mesmo.

E essa tia do Brasil tá muito inglesa pro meu gosto com todo esse frufru e o chá da tarde. Eu iria gostar mais dela se ela usasse o chá pra lutar. -s

E o Mack é uma anta mesmo usando um ataque chamado Sinal de Fogo enquanto tenta ser discreto. E meu Deus do céu, o cara perde dois litros de sangue e continua numa boa? Nem uma anemiazinha de leve? Muito top na balada ele. Por mim já tinha fechado o paletó de madeira já. Eu já tava achando ele mór egoísta atacando a Merixa e tal, mas depois vi que era tudo um plano. (o qual a explicação mais pareceu um pagode da nega maluca, mas tudo bem)

Espero por mais capítulos, hóme! Talvez eu volte a ler em duas semanas ou dois meses. Dois anos aí é muito.


Última edição por cbm em Dom 11 Ago 2013 - 7:52, editado 1 vez(es)
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Re: ~Seven~

Mensagem por Kurosaki Mud em Sab 27 Jul 2013 - 0:05

Olá pessoas : D
Vou agradecer rapidinho e postar a fic, está muito bom o cap, mas uma grande revelação só acontecerá no próximo, espero e.e
Tem uma explicação cabível para as voltas ao passado Hyu. Logo entenderão e.e
DZ, o plano original era que os dois ficassem em uma casa velha, mas acabei preferindo o esconderijo, hauhau.
Sim, vi o filme e amei senhorito cbm, babe nimim.CDZ? lol, faz sentido, a saga Poseidon, vish. Mas nem pensei nisso, estou com a ideia faz um tempo e não vejo CDZ desde pequeno -q Já adianto que a Kiwa é uma das principais suspeitas. O Izzy vem de outro personagem em minha mente, não de mim e.e Tanto que odeio Naruto, esqueceu? u.u A Lúcia era para ser inglesa estrangeira, meio dama de chá neurótica, pensei em usar o chá, mas as plantas tinham mais diversidade -q Achei que seria confusa a aprte da explicação, mas é só reler e.e E o Mackmperdeu sangue, mas ele ainda consegue lutar oras u.u Posta logo sua HQ carai.

Antes de mais nada um lembrete. Próximo post meu não será cap, mas sim ENTREVISTA, <3 Aiai, a Kiwa será a entrevistada do segundo talk show da tia Mixa, façam perguntas!

E A SEGUIR, ANTES DO CAP, UM RESUMÃO COM TUDO DESSA TEMPORADA, DIVIRTAM-SE ; )


 

XXIV

Recapitulando para os leitores fiéis não se perderem, a situação de cada personagem no momento. Primeiramente os elementos e o nome de cada um:

Numbers:

Spike Thunker - Trovão
Steve Branford - Luta
Zarcag ???? (Não se sabe o sobrenome dele) - Psíquico
Mack Branford – Fogo e Luz (Este segundo, é uma junção de bom grado de todos os elementos)
Kiwa Sunkert -
Grama
Nigel Freedow/ (Naku Takahashi é seu nome original japonês, mas o apelidam da Nigel. Freedow é o sobrenome de Joe, que é seu neto, portanto, o sobrenome americano é o mesmo) - Ar
Mixa Pineclear - Água

Guardiões:

Neeway Sparkling –
Trovão. No futuro aprende ar.
Marcus Ohlie –
Luta. No futuro aprende trovão.
Merixa Turnwhade –
Fogo. No futuro aprende veneno.
Counie Brywood –
Grama. No futuro aprende terra.
Heshy
Bubleedow – Água. No futuro aprende gelo.

RP:
Alice Pineclear -
Gelo
Izzy Bubleedow Turnwhade – Trovão
Leonardo Sunkert Freedow - Terra
Cristina Unkerville – Trovão e Água
Kalel Moonblank – Grama e Psíquico

Vilões:
Polius Kraft –
Psíquico e Trevas (Junção forçada de todos os elementos)
Michelle Ambrosier –
Veneno e Trovão
Kihar Moonblank – Luta e Terra
Theodore Zentro – Terra e Veneno
Lúcia Linlity
Grama e Gelo
Thor Vanille – Trovão e Fogo
Raysa Vanille – Água e Fogo
Hector Ramirez – Luta e Ar
Bobby Baloone – Gelo e Água
General de Água Marinha – Água e Psíquico


Outros:
Velho Joe
Tuani

Atuais localizações na fic:


Fevereiro - Ano de 2014 – Velho Joe, Zarcag, Counie e Marcus Ohlie. Tentando consertar a máquina idealizada por Joe na época de inventor para que possam ir ao futuro e auxiliar os amigos.

Fevereiro do Ano de 2029. (O tempo passa igual para ambos os lados por conta de não desgastar as pessoas que foram ao futuro. Caso não voltem ou retornem pra o futuro, os dias terão a mesma diferença. Exemplo: Dia 2 de Fevereiro em 2014 deverá manter a distância de exatos 15 anos em 2029, nem um dia a mais, nem a menos. Caso contrário, as adversidades causadas pelo tempo podem criar um efeito catastrófico e romper o tecido temporal. Por isso Joe não consegue mandar alguém com 6 anos mais experiente na máquina do tempo de 6 anos do futuro, afinal, eles só conhecem a outra dimensão naquele momento, naquela dimensão e naquelas condições.)

Steve do Futuro, Steve do Passado e Carl (filhinho do Number II com Counie) – Dirigindo-se ao Arkansas para atravessarem os EUA e se encontrarem com o grupo principal em Nova York.

Izzy e Ohlie – Na base da Rebel Pig em Nova York, prestes a enfrentar o general de Topázio, Thor Vanille.

Mack, Merixa do Futuro e Alice lutam contra Lúcia, general de Esmeralda, na Amazônia. O trio usou uma técnica no último capítulo e quase derrotou a pirada, que criou um gigante de árvores e plantas para acabar com os bonzinhos num contragolpe.

Mixa, Neeway do Passado e Neeway do Futuro. – Alasca, indo de encontro a Bobby de Safira para derrotá-lo.

Kalel e Cris – No Outback, irão enfrentar o irmão de Kalel, Kihar de Obsidiana.

Zarcag do futuro e Spike encontram-se na Ucrânia. O objetivo era que enfrentassem o general e Topázio, mas eles não sabem que o dito cujo está em NY. Entretanto, Spike irá desvendar a história por trás de sua versão futurista, que desapareceu nos arredores de Kiev.

Nigel do passado e Kiwa do Futuro estão em Johannesburgo para encararem o general de Lápis Lazuli, Hector.

Heshy do passado, Heshy do futuro e Merixa do passado estão em Dublin e lutarão com a general de Ametista, Michelle. O grande problema nesse local é que nenhum dos três é Number e ela é considerada a mais forte depois de Polius. Portanto, a desvantagem é grande, afinal, os Numbers são os elementares mais fortes.

Leo e Kiwa do passado pararam em Nova Délhi. Enfrentarão Theodore, general de Ônix.

O capitão Nigel do futuro está em Java e irá combater Raysa, general de Rubi.

O general de Água Marinha, no Havaí, não está sendo enfrentado por ninguém no momento. Aqueles que vencerem as próprias lutas e se sentirem bem lutarão contra o ser misterioso, segundo Izzy.

Alguns detalhes importantes que estão em jogo na fic e podem servir para você, leitor, entender.

Polius está em sua fortaleza super-protegida em Nova York. Para entrar, é preciso quebrar a proteção da cúpula de diamante. No alicerce dela, nove pingentes, cada um com uma pedra preciosa, tem o poder de quebrar uma parte da entrada. Alice roubou o pingente de Topázio de Thor. Os outros oito estão com seus respectivos generais.

Mixa e Mack possuem os dois Numbs que não estão a alcance de Polius na era futurista, o IV e o VII. O vilão deseja conquistar os sete Numbs e criar o Numb VIII, que já conhecemos como Numb da luz, mas numa versão das Trevas, assim podendo dominar o mundo em todas as dimensões e tempos.

Polius infiltrou um traidor dentro da base da RP. Ele sabia de todos os planos e ordenou que o X9 mudasse as fibras de teleporte para que alguns caíssem em regiões diferentes. Tanto que, graças as informações do traidor, Polius atacou a base da RP com antecedência ao ataque mundial.

Zarcag tem visões do futuro a todo o momento no passado e não entende o motivo. Conseguiu fazer com que Joe relatasse a maioria a Mack por meio da máquina do futuro em versão projetista. Mas não sabe como evitar o que acontece nelas.

Uma das visões é de seu eu do futuro. Ele guarda uma arca antiga no quarto com um ideograma em kanji japonês. Ele conseguiu traduzir para Kaze, que significa Vento, mas não entendeu a relação.

Mack do Futuro e Neeway do Futuro eram como suas versões do passado. Nunca se deram bem. Por isso, o guardião de trovão brigou uma vez com Mack e venceu uma luta no futuro. Kiwa do futuro inclusive comprovou isso. Tudo por conta de Mixa e Alice, para saber quem era o pai da criança. Mixa acabou morrendo durante um ataque de Polius e não pôde revelar a verdade. Neeway fez um exame de paternidade e comprovou que ele era o pai de Alice. A versão do futuro de Mack encontra-se como prisioneira no calabouço da fortaleza de diamante de Polius, em NY. Porém, a versão do passado do Number IV ficou com ciúmes de Mixa, os dois Neeways e Alice, e sempre teve pensamentos carregados com raiva e ódio. Até que Neeway do futuro o ameaçou de morte caso notasse mais algum pensamento invejoso.

Aliás, Neeway do futuro não tem um dos olhos, tendo um de vidro no local. Isso, segundo Counie e Steve do futuro, fora adquirido durante uma visita noturna ao mundo exterior. “Ele não é de confiança”.

Ao tocar na sua versão futurista, a versão do passado volta à era em que pertence. Isso aconteceu com Zarcag, por conta de paradoxos temporais. Porém, Counie do futuro morrera durante um ataque de polianos. Quando a versão do futuro morre, a do passado não pode voltar a sua era tocando no cadáver. Entretanto, Counie, do passado, sem saber, tocou em Steve do futuro e evaporou logo em seguida, voltando ao presente. Não se sabe o motivo ainda do fato. Porém, a esperança de Mixa, Spike e Mack, que tem as versões longes de si ou mortas, pode estar próxima.

Por fim, um lembrete do que pode vir a acontecer na Austrália. Kalel e Kihar são como água e vinho, mesmo sendo irmãos. Porém, um pode cair na lábia do outro e ceder às suas vontades, isso pode ser bom ou ruim. Fiquem ligados!

Espero que tenha refrescado ou desvendado tudo que ocorreu de importante na fic até o momento nesta terceira temporada para vocês, aproveitem a leitura do cap 24 : D.

~//~

No meio da destruída floresta Amazônica, tropas polianas e rebeldes se enfrentavam. A todo o momento, golpes eram desferidos por ambas as partes, como uma guerra. Porém, os dois grupos cessaram quando, ao longe, notaram um enorme ser em tons de marrom e esverdeado, com uma crosta de gelo ao redor, surgir e chocar os pés com o solo, criando um estrondo semelhante a um tremor.

- É a nossa general! Ela invocou o Frost Seed Goblin! – Disse um poliano de fogo feliz, enquanto acertava dois adversários com uma chama unilateral. –Vocês estão ferrados seus otários!

Porém, o gigante enfrentava seus próprios problemas. Naquela distância era possível notar labaredas enormes tentando destruir a criatura.

- Isso só pode significar uma coisa. Nosso plano em escala mundial deu certo. Aqueles devem ser o Number IV e as guardiãs de fogo! – Constatou um rebelde com poderes de eletricidade. – E parece que sua general estava perdendo para poder usar um golpe desse naipe. Acho que a vitória ficou mais próxima dos RP!

Um grito de guerra ecoou por parte do lado anti-ditadura e o combate ganhou força, assim como quando um time joga bem e a torcida fica animada ao ver boas jogadas em qualquer esporte.

Era a virada dos Rebel Pigs.

~//~

A areia australiana, seca e calorosa, irritava os olhos de Cris.

- Eu odeio ficar longe da água. Não sei se foi uma boa ideia me mandarem para cá. – Respondeu ela sozinha, quando viu uma coisa se mexer mais distante, perto de um conjunto de cactos.

Aproximou-se cautelosamente e perguntou em um sussurro:

- Mixa, é você?

Alguém respondeu rapidamente:

- Você acha que um cara negro, de quase dois metros, marombado, com dread locks, pode-se comparar com uma adolescente branquela de cabelos azuis e voz fina?

- Como você é hilário Kalel, poderia fazer um stand-up no meio do deserto. – Falou a loira com uma cara de sarcasmo e um sorrisinho cínico.

O comandante bélico retirou areia dos ombros e girou um dos braços para se alongar.

- Aqui com certeza não é meu destino correto. Parece que estou no...

Cristina o interrompeu e completou:

- Outback. Isso mesmo. Aposto que trocaram as fibras óticas ou nos tapearam. Nigel comentou uma vez comigo a possibilidade de haver um traidor no grupo. Suspeito de duas pessoas.

- Quem? – Perguntou Kalel ajeitando a calça suja.

- Primeiramente Neeway. Ninguém confia muito nele na base, exceto Alice, mas ela é uma criança ingênua. A segunda é Spike do futuro. Foi muito estranho ele ter sumido misteriosamente. Ainda que tivemos relatos dele na Ucrânia, mas não posso assegurar esta veracidade. – Comentou enquanto colocava a mão na região das sobrancelhas para tapar o Sol - Ele pode estar infiltrado na base sem sabermos.

- Teoria interessante. Só que já suspeito de vários outros. – Respondeu o homem. – Kiwa pode seduzir Nigel e ceder informações a Polius. Zarcag pode passar por telepatia dados vitais. Ou Leo pode ser um agente duplo e enganar a todos com seu jeitinho de guerreiro amigável. Quem sabe até um dos soldados menores possa ter quebrado nossa barreira anti-escutas telepática e ter transmitido algo a PK sem nosso conhecimento?

- Então quer dizer que além de músculos você também tem um lado inteligente para analisar tudo isso? – Surpreendeu-se Cris.

- E tenho um terceiro lado...esse aqui. – Kalel deu um impulso e agarrou a loira, dando-lhe um beijaço. A moça bateu no ombro dele para parar, mas se rendeu ao devassador ósculo. Naquele instante, parecia que os dois estavam num parque com flores e passarinhos cantando, do jeito que o mundo e as guerras, nada importasse mais.

- Por...que...você...fez...isso? – Perguntou ela ofegante a cada palavra depois de pararem de se beijar.

- O amor é a única coisa que não me faz desconfiar de você gata. Digamos que é a única isenta da lista de traidores. – Respondeu ele com uma piscadela e um sinal de pistolas com os dedos.

No mesmo instante, pode-se ouvir alguns tremores ao lado oeste, perto do platô mais famoso do Outback.

- São ataques. As tropas devem estar por ali. – Notou a comandante estrategista.

- Certo. Isso quer dizer que meu irmão traidor está no platô principal. Vamos logo com isso.

Os dois correram pelo deserto e Cris não reclamou mais da falta de água, já que seu corpo estava encharcado de adrenalina e romantismo.

~//~

O goblin de grama liberou plantas tuberosas de seu braço e tentou agarrar Mack, que desviou com um fogo impulsionado pelas mãos. Não adiantava rebater a veracidade e a força daquilo sem ter uma estratégia eficaz e potente para combatê-lo.

- Que droga, esse bicho não cansa. – Bravejou Merixa, que atacava o gigante com uma cítara indiana, versão número 98 – Zither, de seu Equip X. O instrumento musical liberava cordas e agarrava as nádegas de samambaia do inimigo.

Ao mesmo tempo, Alice usava lâminas de gelo na perna esquerda do monstro, mas também não parecia surtir efeito.

- Nada irá funcionar no meu gigante seus idiotas! – Disse uma voz que era a mistura de Lúcia com a criatura. Ela se encontrava no coração dele, sem que fosse visível aos olhares de fora. Era como uma armadura ou robô gigante dos Power Rangers, todo feito de natureza e gelo.

- Será mesmo? – Perguntou Mack com uma ideia na cabeça. Ele estava impressionado com sua rapidez para formular estratagemas como a da atuação no lago de vitórias-régias – Merixa, vamos usar uma combinação de tornados flamejantes. Consegue invocar algum instrumento que emita esse tipo de poder?

A roqueira não entendeu o intuito, mas decidiu seguir o plano. Largou a forma de cítara, juntou as mãos com as do Number e começaram a levitar com uma aura alaranjada em volta. Ela trocou o formato para o número 101, um berrante esquisito chamado Blowing Horn Fired. As chamas vieram em rodopios, emergindo de seus corpos, do Equip X e do Numb, misturando-se numa cacofonia alaranjada e ardente.

- Incandescent Tornado! – Disseram em uníssono.

Alice se afastou para não receber o golpe tão potente. Um furacão em tamanho real feito de chamas fortíssimas atingiu o trasgo e o encobriu até o olho do tornado.

Por um momento, ele fraquejou e colocou os braços na testa, como alguém que olha para o Sol e não consegue por conta da grande luminosidade. Os joelhos encostaram-se ao chão, as costas recuaram com a potência.

Porém, Lúcia atacou de volta. Soltou um golpe de gelo e conseguiu congelar as chamas, que derretiam o ataque e o transformava em água, que ia detendo num ciclo o fogaréu.

- Mack, eu sabia que isso ia acontecer. Você tentou se defender com um golpe parecido dentro da estufa e ela fez a mesma coisa. – Respondeu Merixa cansada do lado dele.

- Eu sei, mas eu não quis ferir o gigante. Mesmo assim, minha intenção foi alcançada. Você percebeu que nosso tufão atingiu o corpo todo, menos uma parte, que Lúcia fez questão de defender?

Merixa então se tocou do calcanhar de Aquiles do goblin.

- É claro, a testa! O ponto vital é o pingente de esmeralda!

- Sim. Tudo que devemos fazer é acertar esse pontinho e conseguimos destruí-lo.

Alice, que se aproximara deles, ouviu as instruções. Logo, cada um voltou para um lado da criatura e a cercou.

- Fire Freesbies!

- Forma 55, Tuba Fireball!

- Ice Darts!

Os três golpes miraram a cabeça, disparando bolas de fogo, freesbies ardentes e dardos congelantes, entretanto, Lúcia defendeu a testa com plantas crescidas no peito do goblin.

- Então vocês sabem o ponto vital do meu bebê. Isso não será o bastante. Está na hora de eu atacar com força total!

O monstro cravou as mãos e os pés no solo e bravejou:

- Pine Succession!

Uma horda de pinheiros surgiu do subterrâneo como lanças gigantescas. Eles se multiplicavam e logo atingiam seus alvos. Todas as árvores eram caídas em um ângulo de 45°, a fim de atingir os arredores com a perfuração da ponta congelada.

Mack pensou rápido e voou com seu habitual impulso de fogo. Merixa flutuou ao tocar sua flauta e invocar os pardais flamejantes novamente. Porém, Alice não conseguiu reagir a tempo e só tentou se defender com uma camada de gelo. Uma dúzia de pinheiros a atingiu com força e ela foi arremessada longe, com cortes por todo o corpo, em especial um próximo ao coração, que parecia mais grave e não parava de sangrar.

- Filha! – Gritou Mack, mesmo sabendo que ela não era de fato sua progenitora. Voou com pressa para onde ela caíra.

Alice estava quase desmaiando, mas conseguiu estocar o sangramento com o gelo improvisado, que virara vermelho em segundos.

- Cuidem dela, deixem que eu me controlo aqui. – Pediu ela ofegante.

- Não, você está quase morrendo! – Berrou Mack com lágrimas de sinceridade e desespero no rosto. – Não posso deixar que isso aconteça!

E ele viu que o goblin se aproximava a passos lentos.

- Não vejo alternativa Mack. O meu segundo elemento me consome muita força. Vou arriscar ataques de veneno, só que não sei quanto tempo aguentarei. – Explicou Merixa.

- Certo. Eu irei acabar com essa maldita no menor deslize que cometer. – Respondeu o ruivo irado. – N-Weapon, Flame Sword!

O Numb IV se despedaçou e formou a espada de fogo que lhe pertencia. Mack nunca a utilizara numa batalha real. A exceção fora contra Polius na torre arco-íris, mas mesmo assim, ela estava incorporada ao Light Essence e se tornara parte dele. Sozinha, tinha poderio de fogo forte e avassalador. Ele sentia as chamas e o calor que se esvaíam do punho da arma branca. Era hora de testá-la a sério.

Eles poderiam ter um a menos, mas a verdadeira batalha estava prestes a começar.

~//~

- Enfim, Ucrânia. – Disse Spike sorridente enquanto estralava os dedos.

Zarcag do futuro apenas fitava o horizonte preocupado.

- Não sei o motivo de tanta comemoração. Precisamos enfrentar Thor Vanille o quanto antes.

O loiro concordou meio contrariado e decidiram vasculhar em volta do matagal. O clima era frio e inóspito, não havia sinal de vida por perto.

- Estamos em Kiev ou Chernobyl? – Indagou o Amphere confuso. – Não vejo nada por aqui, nem mesmo confronto entre as tropas ou sinal da base de Thor. A cidade ficou desértica após a ditadura?

- Não. É claro que várias regiões se tornaram inabitadas ou abandonadas. Alguns locais viraram até cemitérios em larga escala, como o leste da China e a Antártida. Mas a Ucrânia, na verdade, é um dos centros europeus do epicentro poliano.

Quando eles menos se tocaram, a neve começou a cair, gélida e silenciosa.

- Achei sinais de civilização! – Exclamou Spike.

Marcas de rodas de carruagem e ferraduras deixavam um rastro no lado sul. O matinho estava pisoteado naquele canto e o vento percorria a paisagem.

- Vamos seguir esses vestígios. – Decidiu Zarcag.

A trilha levava a uma estrada de terra fofa e enlameada. A dupla seguiu até descerem a encosta da montanha e enfim notarem o que aguardavam em uma vista de mirante.

- Caramba! – Bravejou Spike.

Kiev atual era um monte de casinhas empilhadas em fileiras com um grande teatro de ouro iluminado em diferentes tons de holofotes amarelos.

“Ouro não, topázio”, pensou melhor o Number I. A estrutura parecia uma edificação em formato de caixa, com um tapete amarelo que se estendia pela avenida principal da cidade. Cortinas decoravam a caixa gigante de bolo de casamento, feitas de seda e glitter dourados. Em volta, dezenas de soldados polianos vestiam trajes pretos. No andar de cima, um grupo com vinte guerreiros trajados de branco e capacete, se encontrava parado.

- Esses vinte com certeza são mais fortes. Tem poderes mais desenvolvidos para se sentarem no segundo andar. – Explicou Zarcag do futuro. – E note o terceiro andar, aquele pontinho.

Spike nem notara um terceiro piso. Só viu que continha uma ponta gigantesca em forma de topázio. Entretanto, dentro da pedra, como se estivesse preso em uma gelatina, uma figura com as mesmas vestes dos guerreiros, só que em vermelho e dourado.

- Seria o Thor?

- Não, olhe com atenção. Está preso, como um inseto dentro de uma gelatina.

Ele tinha razão. A pessoa estava ali contra a vontade.

- Sabe, isso me lembrou daquela ocasião em que me prendeu em um caixão de ametista. Os malvados têm certa predileção por congelar pessoas em pedras preciosas. – Zoou o loiro.

Zarcag ao invés de responder a brincadeira, virou o corpo em 180° e conjurou um ataque:

- Psycho Bullets!

Pequenos projéteis de ametista psíquica saíram de sua mão e miraram uma árvore na encosta do morro. Algo se moveu entre as árvores e se escondeu pelos arbustos que ali restavam.

- O que foi isso?! – Indagou Spike surpreso.

- Poison Clap!

Uma mão em tom de magenta do tamanho de um automóvel, coberta por uma luva (tão grande quanto a palma que cobria), apareceu por trás de uma das rochas da montanha e tentou acertar Spike como se ele fosse uma mosca sendo apanhada por um humano.

- Thunder Repel!

Ondas de choque saíram de seu corpo e formaram um escudo repelidor com eletromagnetismo.

- Shock Orchides!

Desta vez, uma voz vinda do matagal pelo qual vieram disparou uma dúzia de orquídeas elétricas e converteu a polaridade da defesa do Amphere.

- Essa não! – Gritou ele saltando para trás, a fim de não se chocar com a palma gigante venenosa.

- São quatro inimigos, posso pressentir pelo poder da mente. – Declarou Zarcag, que se defendia de uma bola de fogo feroz que vinha do lado esquerdo deles.

- O que? Estamos perdidos se não atacarmos logo! – Respondeu o Number I, que disparou um relâmpago nas rochas de onde vinha o ataque da mãozona.

- Clay Shot! – Gritou alguém que estava nos arbustos iniciais.

Aquilo atingiu os pés de Spike, que caiu com os tiros de barro.

- Não baixe sua guarda, consigo deter os quatro! – Encorajou Zarcag que se esquivava de vários golpes.

- Icy Mind!

O Number III não esperava, mas uma quinta pessoa utilizara um golpe que congelou seu cérebro por instantes. Ele parou o que estava fazendo e caiu de joelhos. Outra bola de fogo veio e o acertou. Spike ficou com a visão embaçada, mas viu o quinteto se aproximar. Seriam sequestrados em questão de segundos.

~//~

Mack avançou ferozmente para a perna do gigante e chocou a lâmina de sua espada com força. Chamas esvoaçaram pelo corpo do monstro e consumiram a perna como um fogo infinito.

Ao mesmo tempo, Merixa lançava bolas de veneno e criava uma poça de ácido pelo caminho.  Outra perna era consumida lentamente.

- Está dando certo. Logo acertaremos a testa!

Porém, Lúcia reagiu aos golpes. Ela fez os dois braços girarem como se fosse duas escovas de lava-rápido, sem parar e de forma espinhenta. Logo, galhos e folhas viravam agulhas, navalhas e alfinetes, como uma chuva de espinhos.

- Desistam, eu sou a general mais poderosa dessa área!

- Mack, conte até dez e termine com um só golpe, tudo bem? – Pediu Merixa, que se defendia bruscamente atrás de uma tela de veneno.

- O que você vai fazer? – Perguntou ele atrás de uma camada de chamas que consumia os ramos e folhinhas.

- Apenas observe. Saiba que o seu amor por Alice e Mixa é maior do que o de Neeway e o de qualquer um. Quero que o mantenha e lute por quem ama. Assim como Izzy poderá ter um futuro melhor na era em que vocês vivem. – Respondeu ela com lágrimas nos olhos.

Ela largou a tela e colocou chamas no corpo. Em seguida, transformou tudo em veneno, como labaredas roxas e magentas de pura toxicidade.

- Equip X – Forma 200, Bugle Cannon Eagle!

O equipamento virou um cornetim gigantesco, onde Merixa saltou enquanto ardia em chamas venenosas. A cornetona soltou um rugido e a impulsionou como um canhão, dando potência e impulso para que a roqueira atingisse o coração do gigante.

O goblin de neve e plantas se defendeu com os braços, que foram perfurados facilmente. Ao chegar no tórax, o golpe atuou como uma broca e despedaçou o sistema todo. Enfim, o monstro caiu de joelhos.

Mack nem precisou contar até dez. Mirou a espada com precisão e a disparou como um dardo esportivo de fogo.

- Fire Aim!

Ele mirara bem na esmeralda da testa. O N-Weapon perfurou o local exatamente onde queria, causando uma explosão que misturava gelo derretido, fogo, vestígios de veneno e um monte de plantas e sementes.

Ao longe, ouvia-se o exército poliano da Amazônia recuando ao ver o gigante padecer. Gritos de euforia dos rebeldes eram contagiantes e animadores.

Mack deixou a fumaça baixar. Não enxergava nada no meio daquela bagunça. Então, o fogo baixou e os pedaços de árvore pararam de cair. Não havia sinal de Merixa, o que significava sua morte. Ele viu o pingente de esmeralda perto dele e o apanhou.

- Esse é o segundo. Faltam sete. – Disse baixinho enquanto chorava sem se controlar.

Porém, ouviu um grito feroz atrás dele. Uma Lúcia capengando, com roupas rasgadas e feridas graves reagiu contra ele, segurando um galho de carvalho.

- Devolva meu pingente!

Ela trotava enquanto brandia xingamentos, lenta e trôpega. Mack não fez nada, e nem precisaria.

Uma estaca de gelo percorreu o coração da menina, que caiu morta no chão. Alice, que segurava o peito congelado com a mão direita e ofegava retirando a esquerda em forma de lança congelante do coração de Lúcia, respirava com dificuldade.

- Alice, você...

Mack não completou a frase quando a menina respondeu:

- Não se pode deixar nenhum deles vivos. Thor Vanille ficou vivo e me perseguiu no passado. O mesmo aconteceu no dia em que minha mãe perdeu a luta. Aposto que muitas vidas teriam sido poupadas se nos defendêssemos e não tivéssemos essa piedade. É por isso que muitas vezes eles ganham. – Ela respondeu com dificuldade e amargura.

- É isso que nos torna humanos. A compaixão com o próximo, Pineclear. Por isso somos rebeldes, não somos a favor das mortes desnecessárias e indefesas. Já tínhamos o pingente, evitamos no máximo matar qualquer pessoa. – Respondeu Mack com seriedade.

- É mesmo? E o que dizer ao Izzy e ao Heshy agora? Merixa está morta por termos piedade! Nem a versão do passado dela poderá voltar mais! Aprenda que nada nesse mundo irá existir se vocês conseguirem derrotar Polius e retornarem para uma era mais próspera. Matar quem é dessa era é uma banalidade se a pessoa ainda habita outra dimensão! – Argumentou Alice.

- Não é assim que funciona. Os seres que somos aqui contém o mesmo sentimento em outras dimensões, pode ter certeza. Se mata aqui, matará em qualquer lugar. Você realmente não é minha filha, e acho que estou começando a entender isso.

Alice virou a cara para o rapaz, quando um bip chamou a atenção de ambos.

O relógio comunicador voltara.

- Graças a Deus, vocês estão vivos! – Respondeu Izzy alegre pelo visor.

- Izzy, não temos tempo para explicar, mas...

- Depois me contam tudo com detalhes. O relógio comunicador de minha mãe não está funcionando, ela deveria estar com vocês. Venham logo para a base por que Thor Vanille está lutando contra Ohlie.

- Thor? – Indagaram os dois jovens surpresos.

- Sim. Parece que ele não estava em Kiev. Precisamos de ajuda, o cara é sem noção e...

Uma explosão veio de trás do garotinho de cabelos azuis-chiclé.

- Droga, conversamos depois, voltem logo com as fibras!

O monitor desligou.

Mack olhou para Alice, que o ignorou. Os dois pegaram seus fiozinhos tecnológicos e se teleportaram, deixando para trás uma Amazônia devastada e sem vida, além das cinzas de Merixa, que fora uma heroína corajosa para decidir o futuro dos dois.

O Number IV ouvira bem os conselhos dela. E por isso amava ainda Alice. Mas a menina precisava ser mais boazinha. Caso o contrário, não teria mais volta.

~//~

Polius bebericou seu cálice de vinho e lambeu os beiços. A sala de cristal continha um mapa-múndi de diamantes em frente à poltrona.

- Lúcia foi fraca como eu esperava. Só que levou a macaca de fogo com ela. Queria que fosse a retardada de cabelo rosa.

Ele tocou no Brasil com sua unha preta. A região escureceu.

Ao lado, pegou dois bonequinhos e despedaçou com sua mão.

- Tudo está saindo como planejei. Menos a Ucrânia e o leste dos EUA. Steve e Spike são imprevisíveis. Mas não tenho com o que me preocupar por enquanto. Em breve, pegarei o que for preciso para ter os Numbs restantes para a Dark Essence do Tempo.

Uma figura com sobretudo por todo o corpo e com um capuz entrou na sala e perguntou calmamente:

- Mandou me chamar?

- Sim, é claro meu general de água marinha. Quero que comunique uma mensagem para a nossa espiã. É hora de ela agir.

O general acenou positivamente.

- Irei comunicá-la. – Agradeceu com reverência ao sair da sala.

Polius planejava atacar com sua espiã. E mal sabiam os rebeldes, mas o nono general se encontrava na fortaleza de Nova York e não no Havaí. Que segredos estão escondidos por trás dessa mente maligna?

Continua...
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Re: ~Seven~

Mensagem por DarkZoroark em Sab 27 Jul 2013 - 9:04

Mud o/
Cara, duas palavras para descrever este capítulo: Simplesmente Fantástico. Sério Mud, ficou muito dahora, com várias reviravoltas e desfechos dignos de uma grande história.
Pela descrição, aquele Frost Seed Goblin me lembrou muito da base/gigante usado durante o arco da Phantom Lord em FT. Teve alguma relação com isso aí ou foi só uma coincidência? Tipo, ele ter caído de joelhos e talz quando o Mack e a Merixa atacaram ele me lembrou demais do que sobrou depois confusão que o Natsu e os outros criaram.
Outro ponto em que só percebi uma certa semelhança agora - admito, por falta de atenção mesmo - foi que a Fortaleza Diamante do dito ditador mundial parece-se até determinado ponto com a Torre do Paraíso. Bora disparar um Etherion neles XD

Mud escreveu:Por fim, um lembrete do que pode vir a acontecer na Austrália. Kalel e Kihar são como água e vinho, mesmo sendo irmãos. Porém, um pode cair na lábia do outro e ceder às suas vontades, isso pode ser bom ou ruim.
Esse trecho aí dá o que pensar. Até fiquei com um pouco de medo do que pode ocorrer no confronto do Outback. Mesmo se o Kalel esteja interessado na Cris isso de ele ou o irmão poderem virar a casaca não está me cheirando muito bem não. Se bem que já estou com uma outra teoria aqui em mente; de que a Cris é a informante e que os irmãos vão acabar se juntado pra derrotar ela. Contudo é apenas uma hipótese, visto que depois desse último capítulo eu não descarto nem a Alice como informante (Que Raiva Mad. Não sei quem é).
Confessa aí Mud: tu usa uma listinha da Wikipédia com nome de instrumentos musicais para dar esse arsenal todo para as - agora a - Merixa(s). Tudo bem que um Berrante eu já tenha ouvido falar, mas Zither é a primeira vez. Fui dar uma pesquisada na internet e até achei legal o design do instrumento e talz, mas que fiquei surpreso com a aparição desse nome em uma Fanfic.
Para o Spike ter confundido Kiev com Chernobyl imagino que a situação esteja bem tensa, mesmo que seja um epicentro da atividade Poliana. Com mais uma referência a FT, o uniforme dos 20 guerreiros de traje branco me lembrou, ainda que vagamente, daquele bando de soldados que o Lahar comanda - esqueci o nome agora ^^'. Quero ver agora quem foram os que capturaram os dois - embora eu creia que seja algo como uma subdivisão da RP comandada pelo Spike do futuro. Muita viagem, mas enfim...
Cara, nem lembrava do N-Weapon do Mack - seja porque ele tava usando o elemento Luz na hora ou porque esqueci mesmo - mas me lembrou demais daquela espada que o Natsu comprou em Edolas (vou tentar parar de citar as semelhanças desse capítulo com Fairy Tail, mas não garanto nada). Ficou [palavra censurada], principalmente ele cravando a lâmina na cabeça do gigante. Dessa vez a semelhança foi com Shadow of the Colossus - ótimo jogo, por sinal.
A Alice mostrou um lado bem sombrio nesse capítulo, hein? Apunhalar o coração de uma adversária já derrotada por trás foi uma covardia - para não falar coisa pior. Mesmo assim, entendo que ela tenha feito isso para proteger os amigos restantes - R.I.P Future Merixa - de qualquer ameaça à suas vidas. Achei que ela ia morrer também quando vi o machucado que recebeu, mas pelo jeito não. Mesmo assim, creio que ela está ferida demais para enfrentar o Thor - e que vai sobrar pro Mack bancar o Big Boss da parada ao estilo Dragon Slayer Number.
Erros eu não encontrei um sequer, mas pode ser que devido ao tamanho extenso do capítulo - o que por sinal adorei - tenha deixado escapar algum. Descrição e narração sensacionais; uma das melhores escritas do fórum, sem dúvida - 87978889ª vez que digo isso, mas é a mais pura verdade.
Bem, não há muito mais o que eu possa comentar por hora. Aguardo seu próximo capítulo. ninja 
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Re: ~Seven~

Mensagem por Hyurem em Qua 7 Ago 2013 - 16:07

Hello, Mud!
Cara, é até chato comentar na sua fic.
A única coisa que me ocorre é te dizer o quanto gosto da sua história. Ela evoluiu muito do começo da fic pra cá, tornou-se mais elaborada (não que a primeira temporada não tenha sido) e eu sempre gostei desse tema de poderes elementares, portanto foi quase um milagre pra mim quando vi que você criaria uma fic baseada nisso Very Happy 
Agora a história: o capítulo está excelente, assim como a narração e a descrição, como sempre. Me surpreendeu muito a Alice ter matado a Lúcia de maneira tão fria mesmo ela sendo elementar de gelo, mas acho que suas antigas experiências com a piedade de seus companheiros é um motivo aceitável.
E quanto à espiã... agora a Kiwa me parece MUITO óbvia, o que de certo modo me deixa no escuro, pois nunca sei se você quer ou não ser óbvio. Cara, você adora nos fazer sofrer, né? Mad 
Bem, é isso! Aguardo o próximo capítulo!
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Re: ~Seven~

Mensagem por cbm em Qui 8 Ago 2013 - 22:01

raiô silver

eu li logo assim que você postou, mas tava com uma preguiça gigante de vir aqui comentar. Daora, né?

Foi estranho aquele povinho que catou o Spike e o Zarcag. Eles parecem ser bem bons no que fazem. E parece ter alguns segredos entre o casalzinho lá também.

Mas o ponto principal do meu comentário é... VOCÊ MATOU A MERIXA? ISSO TÁ MUITO SUZANNE COLLINS PRA MIM! Sério, não estava esperando essa morte de jeito nenhum. E cara... Era a Merixa. Não podia ter matado ela... Espero que seja só você me trollando.

Bem, só tive um probleminha ao ler o trecho em que Alice mata a tiazinha do chá da tarde lá. Ficou um pouco ambíguo. Só fui entender quando disse que Alice estava tirando o espeto do peito da Lúcia.

Ok, então espero que pare de ficar animadinho com o lançamento prévio de Em Chamas e volte a ser o Mud com personagens legais que não MORREM DRAMATICAMENTE! ;o

EDIT: Esqueci das perguntas pra Kiwa.
1 - Você é a traidora, né, sua safada?
2 - Desde quando você é traidora?
3 - Como você se sente ao trair seus amigos?
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Re: ~Seven~

Mensagem por .Korudo Arty. em Sab 24 Ago 2013 - 20:28

Mud! Cara, eu não tenho conseguido ler a fic direito ultimamente, mas de toda forma, tô passando só pra te dizer que a fic continua ótima. Eu sempre gostei do Neeway, mesmo quando ele era dumal, mas essa versão futurística dele não me parece gente boa, mesmo que não seja o traidor. Quanto ao resto, não queria que houvesse um traidor porque traidores sempre me dão raiva - exceção a Serena porque ela é linda. Acho que é só, continue com a fic porque ela é fodástica. Parabéns! Smile

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Re: ~Seven~

Mensagem por Kurosaki Mud em Dom 25 Ago 2013 - 12:48

Maoê! Cheguei!
Primeiramente quero bater nos coments que não deram perguntas pra Kiwa u.u Só o cebolinha berinjela e mostarda lembrou e.e PERGUNTEM PRA KIWA, PLEASE Smile
Obrigado a todos que votaram na Seven como fic do mês de julho também, isso me dá forças para continuar com ela e.e
Aos coments.
DZ: Obrigado pelo elogio sir. O Goblin não foi baseado no gigante da PL não, eu me baseei em outros desenhos dessa vez e coloquei um toque meu -qq. E a Torre do Paraíso foi outro cenário, kk, foi a Torre do Arco-Íris, isso sim meu amigo, foi referência. A fortaleza  de diamante do Polius foi baseada em castelos medievais mesmo -q. E NESSE CAP TEM A REVELAÇÃO DO INFORMANTE! Ok, primeiramente, eu sei que morrerei depois dessa, só eu tinha planejado isso desde o começo kk. Em compensação, vocês irão se animar nos próximos caps com o personagem que foi usado como bode expiatório para a traição, me desculpem mais uma vez ç.ç Quanto ao Zither, que é Cítara, eu só usei o Google Tradutor, tenho os instrumentos na caixola, mas a tradução complica e.e E você chegou perto dessa vez hein, senhorito, conheça a Star e se encante. E não tem a ver com os uniformes do Lahar, talvez seja mais com aqueles carinhas do Star Wars que eu nem curto tanto, mas sei lá. A espada, bem, me referi a Eragon dessa vez, com a Brisingr -q. E nunca joguei SoC, dizem que é bom. Mais uma vez, obrigado pelos elogios e.e

Hyu: Não diga que é chato, eu gosto muito dos coments, eles me motivam ç.ç Nesse cap, você verá como a Kiwa realmente é e a revelação do X9. Espero que curta e obrigado pelos elogios ^^

cbm: Você é safado u.u Vish, se você acha que a Merixa foi o ápice, fica aguardando, planejei outras mortes já, me sentindo o autor de GoT e.e k, tentarei ser mais claro, só que não consigo expor clareza em momentos cruciais. Aposto que ficarão confusos quando nesse cap, descobrirem as maneiras de voltar ao passado. Enfim, obrigado por lembrar da Kiwa e pelos elogios : )

Arty: Sdds de você aqui <3 A Silena é deeva mesmo, é a melhor das traidoras. Obrigado pelos elogios e descubra a faceta do traidor. -q   

XXV

Spike abriu os olhos depois que um floco de neve caiu na ponta de seu nariz.

Piscou rapidamente tentando assimilar o que acontecera. Lembrou-se de seus últimos momentos acordado, ele e Zarcag do futuro enfrentaram golpes vindos de todas as direções. Fora uma mescla de ataques combinados, ele pode constar a maioria dos elementos, se não todos.

Recordou o teatro dourado que era a base poliana de Kiev. O corpo preso na crisálida de topázio. Aquele sentimento só lhe fazia relembrar dos momentos de sua vida que adormeceu no caixão de Ametista. Polius tinha as mesmas ideias do pai, pelo jeito.

Olhou em sua volta. Estava sob uma tenda em tons de bege. O tecido, apesar de grosso, tinha um furo. A neve que acordara o rapaz caíra desse buraco.

Além do tecido, um cobertor e um travesseiro gastos serviam de apoio para Spike. Ele se levantou levemente e tentou sair da tenda, afastando a colcha. Porém, um garoto com feições bizarras abriu a entrada da cabana antes dele.

- Acordou chefe? – Disse ele.

O rapaz devia ter uns vinte anos. Sua cara tinha costeletas longas, que combinavam com seus olhos verdes. O sorriso era branco e reluzente, como se rir fosse a beleza dele.

Spike notou que o jovem estava agachado. Uma das mãos segurava o pano da tenda e a outra se apoiava como uma pata no chão. As roupas sujas e velhas tinham retalhos e rasgos. As mãos continham pelos excessivamente. Notando bem, ele tinha a aparência de um símio sagaz, um macaco que adorava sacanear os outros.

O Number I desconfiou do convite do rapaz. Fingiu se levantar para segui-lo, mas atacou sorrateiramente:

- Thunder Arrow!

O Amphere disparou uma flecha elétrica de suas mãos. O menino-macaco ficou inerte e absorveu o ataque.

- Não precisa duvidar de mim chefe. Sou seu amigo. E controlo o elemento trovão também. – Respondeu rindo.

“Que ótimo”, pensou Spike. Sem escolhas, seguiu o garoto primata para fora da cabana.

A parte de fora era um pequeno acampamento. Deveria ter cerca de cinco cabanas rodeadas por uma fogueira. Pedras medianas serviam como assentos em volta do calor. Uma barreira em tom lilás protegia o lugar, tanto da neve, quanto de qualquer coisa vinda de fora.

- Al, ele acordou! – Disse o menino peludo.

- Que ótimo! – Respondeu uma figura saindo da tenda mais próxima a eles. O homem deveria ter uns trinta e cinco anos de idade. Usava roupas justas e um pouco enlameadas, como uma armadura de Deus do Pântano. Seu corpo era musculoso, inclusive as pernas. A pele era um tom de negro mais claro, como chocolate. Os olhos alternavam entre azul e verde, como um verde-água. O nariz chato e os lábios carnudos completavam as feições. O cabelo era o mais bizarro, parecia uma mistura de bisnagas com tranças, que se arrastavam até o chão. E para piorar, tinha a tonalidade azul celeste.

- Quem são vocês? – Indagou o Number assustado.

- Meu nome é Almura Johnson. – Respondeu o mais velho. – Sou conhecido como Mud Warrior e na sua falta, fiquei com o cargo de líder da Star.

- Star... – Spike nem terminou de falar quando o macaco-humano replicou a fala.

 - E eu sou o Yenna Kalfari, o famoso Ape Warrior. Estou feliz que tenha nos reencontrado chefe!

O rapaz pulou de alegria, causando estranhamento.

- Como assim Chefe? E que história é essa de cargo de líder?

Os dois se entreolharam e riram levemente.

- Vou explicar rapidamente. – Almura sorriu com seus dentes branquíssimos enquanto fazia movimentos com os dedos. A terra perto da fogueira começou a ganhar um desenho, uma estrela de Davi, com as seis pontas brilhando. – Há pouco tempo, todos os integrantes desse acampamento não se conheciam. Além de nós dois, há outros três componentes apenas, que logo serão devidamente apresentados.

- Acho que não irá precisar deixar para depois. – Disse uma voz rouca feminina, que puxou a letra R das palavras “precisar” e “deixar”.

A mulher usava um collant preto um pouco justo, luvas felpudas, tênis esportista e um cinto com lantejoulas prateadas. A pele era tão branca quanto a neve, mas seus lábios e cabelos quebravam a palidez, ambos com um vermelho intenso e sedutor.

Atrás dela, duas figuras tão bizarras quanto os outros se aproximavam. Um jovem roliço, com a boca inchada e roupas de aqualouco nas cores roxa e preta aparecia indiferente, com seus cabelos tingidos em um tom de lilás e um óculos meia-lua com lentes multi-focais. A menina ao lado da moça ruiva tinha cabelos loiros com mechas grossas em tons de rosa e violeta. Parecia que tinha mergulhado as madeixas em glitter dourado e parafina, como uma Barbie da vida real. Uma tiara com uma transparência do universo cobria a testa. Pela quarta vez, Spike notara que alguém usava roupas justas e coladas. Dos cinco integrantes, Yenna era o único que preferia roupas largas. A patricinha de cabelos cintilantes sorria para o Amphere e dava risadinhas, piscando os olhos cor-de-rosa e balançado os seios siliconados.

- Meu nome é Liscca Schentziëgr. – Respondeu a ruiva, cumprimentando o Number I com um aperto de mão. Ela assoprou uma das mechas ruivas que caiu nos seus olhos, como se estivesse impaciente.

Spike apertou a palma dela, enquanto os outros dois se apresentavam:

- Meu nome é Balicus Willy. – Disse o menino balão roxo. – E essa é Sasha Ginger.

A loira corou e se escondeu no ombro de Balicus.

- Sinto muito mesmo chefinho. Não percebi que era você na hora do ataque, sua mente é totalmente diferente do chefinho atual.

- Deixem de papo furado. – Falou Liscca com um sorriso cético. – Vamos entrar e tomar uma cerveja búlgara para podermos explicar essa história mais adentro. – Convidou a ruiva apontando para a tenda de fundo.

- Meninas vocês estão assustando o nosso convidado. – Respondeu Almura. – Deixem-me ao menos explicar o básico.

As duas concordaram um pouco contrariadas.

- Pois bem, agora que fomos devidamente apresentados, explicarei o conceito da Star, que é esse grupo em que estamos agora.

A estrela de terra brilhou novamente na lama.

- Há pouco tempo, um homem forte e com senso de liderança, chamado Spike Thunker, reuniu os cinco guerreiros mais poderosos em dominação bielementar do mundo e os treinou. Você está em volta deles, nesse exato momento.

Aquilo pareceu um furacão no coração de Spike. Era como se entendesse o que o seu eu do futuro estivera fazendo às escuras, outro grupo além da RP para enfrentar Polius com força total. Visto que o conjunto original se fragmentou cada vez mais com a morte de Mixa e Joe, um Neeway corrupto, Mack preso no calabouço de Polius e tantas outras desuniões, era de feitio dele agir sozinho e tentar recuperar o que sobrara de seu mundo e seus amigos.

- Quer dizer que... meu eu do futuro juntou vocês?

- Exato. – Respondeu Balicus – Eu morava em New Orleans e me juntei ao grupo da Rebel Pig para lutar por minha família. Só que o chefe reconheceu meu talento e viu que eu poderia me tornar um bom guerreiro com dois elementos. Hoje, sou o Tarântula Warrior.

- Sim. – Respondeu Sasha um pouco envergonhada. – Almura morava nas ilhas Tonga, Yenna em Madagascar, Lis na Alemanha e eu na Suécia. Todos foram reunidos pelo chefinho, pouco a pouco, e decidimos treinar nossos elementos nessa floresta ucraniana para combater os generais e, consequentemente, Polius.

- Que incrível! Quer dizer que todos vocês são bielementares? – Indagou Spike encantado.

- Somos os bielementares mais fortes do globo, apenas atrás dos Numbers, Guardiões e Generais, provavelmente. Spike foi atrás de pessoas com forte personalidade e potencial para se tornarem os cinco guerreiros da rebeldia, além do próprio Number ao nosso lado, o que daria para vencer um monte de generais e tropinhas ridículas. – Explicou Liscca. – Treinamos escondidos nessa região fria, sempre por dentro de uma barreira psíquica que repele inimigos e sons, sem que ninguém perceba.

O Amphere notou a camada rosa que transparecia. A neve atravessava, mas um pássaro que rebateu na barreira rapidamente deu meia-volta, sem perceber nada, como se fosse mágica.

- Caramba, vocês são demais! E que elementos controlam?

- Eu, por ser conhecido como Mud Warrior, o Guerreiro da Lama, tenho poderes de água e terra. Yenna é o Ape Warrior, o Macaco, e conta com poderio de grama e trovão. Sasha é a Spacial Warrior, a Espacial, e possui gelo e psíquico. Lis é perita em fogo e ar, conhecida como Burning Warrior. E por fim, Balicus é o Tarântula Warrior, conhecido por suas técnicas de luta com veneno.

- Foi o que supus, os dez elementos unidos. – Replicou Spike.

- E temos mais alguns truques que sua versão do futuro nos ensinou. Essas roupas coladas são especiais, protegem duas vezes mais de golpes físicos e são muito resistentes. Yenna não consegue se movimentar com elas, por isso é uma exceção. Contudo, ele é bem rápido e compensa a falta de proteção. – Disse Almura.

- Mas esperem aí! Agora que me toquei, se foi minha versão futurista que os uniu, onde ela está?

Todos ficaram cabisbaixos.

- Sabe, Spike. – Falou Lis com uma pausa. – Essa é a hora perfeita para a cerveja.

Almura não hesitou dessa vez. O quinteto acompanhou o loiro para dentro da tenda. Algo tinha acontecido com o Spike do futuro e ele ia descobrir.

~//~

Nigel do futuro aterrissara sozinho na ilha de Java. Cerca de mil soldados defendiam o local.

Nenhum deles estava mais em condições de lutar. Todos empilhados em compressas de ar e árvores. Protegiam um vulcão famoso entre Sumatra e Java, as duas maiores ilhas indonésias.

Krakatoa. Famoso na antiguidade, não passava de uma base oca em 2029. Era lá que habitava a general de Rubi, Raysa.

- Por que justo “ela”? – Resmungou Nigel voando até a boca do vulcão.

O céu azul daquela manhã era igual ao tom da mecha dela. Nigel relembrou da balada que fora em 2016. Naquela época, Polius ainda não tinha dominado o mundo.

Kiwa tinha brigado feio com ele na ocasião. Resolvera esquecer os problemas, fora para um point famoso.

- Um energético, por favor. – Pedira ele.

A música forte e a balada psicodélica eram contagiantes. Olhava as bundas de meninas enquanto bebericava o terceiro gole da bebida.

Então, ela chegou. Seus cabelos ferrugem com mechas azuis. Os olhos chamativos. O nariz chato e pequeno.

- Uma dose de tequila. – Dissera ela já pegando sal e limão ao lado. Se virou com confiança para o garoto - E aí gato, tranquilo?

Nigel escapou um arroto de supetão. Os dois riram pela situação.

- Desculpa, fui um pouco porco agora.

- Mas eu gosto de quebrar as regras. – Falou a menina rindo e lambendo a ponta do beiço. A música ficou mais intensa e rítmica.

- O que você está insinuando?

- Que conheço esse tipinho. Brigou com a namorada, não é?

O rapaz concordou e virou o copo de Red Bull.

- Acertou. Ela é uma fresca, enjoada e só quer ficar em casa. Toda hora vomita e se diz cansada por inchaço. Eu prefiro sair para uma festa, um programa a dois nesse mundão, já ela, só pensa em namoro chiclete, é caseira demais.

Raysa se aproximou e cochichou:

- Quer um conselho? Eu sei o que ela pode estar sentindo. Você disse enjoada, não é? Ela tem vomitado com frequência mesmo?

Nigel concordou rapidamente.

- Agora a pouco passou mal.

- É isso mesmo. Acho que você irá ser papai.

Dessa vez, o garoto acabou vomitando, atraindo as pessoas que estavam ao redor. Já virava um viral no YouTube.

- Isso, quebrando as regras, o arroto foi só um presságio. – Brincou a menina.

- Espere, isso é verdade?

Raysa se afastou e respondeu:

- Descubra você mesmo.

No dia seguinte, Nigel descobrira que iria ser um jovem pai. Kiwa estava grávida de Leo.

Encontrara-se mais vezes com ela em outras baladas, outros locais. Se tornara algo como uma amiga íntima. Sempre que brigava com Kiwa ou se estressava com o bebê, ela dava conselhos.

Mas chegara a ditadura Poliana. Eles se separaram e nunca se viram mais. Quando o relatório de alguns anos atrás chegara, Nigel deixou uma lágrima cair na general de Rubi. Era Raysa.

O vento soprava mais quente em direção ao vulcão. Ele parecia radiante como a menina. Não esquecera o rosto dela. Naquele momento, Nigel enfrentaria uma amiga. Uma conselheira. Uma conhecida. Simplesmente, uma confidente.

~//~

A tenda era aconchegante e calorosa. Nem parecia que estavam na friaca da Ucrânia. Yenna abriu um frigobar no canto da lona e apanhou várias latas de cerveja. O restante se sentou em uma mesa iluminada por um lustre com fiação à mostra.

Apesar de escuro, Spike notou algo que tinha se esquecido completamente: Zarcag! Ele estava deitado no canto oeste, numa cama beliche com cobertas pesadas. Parecia dormir sem entender onde estava. Ele decidiu não intervir no sono do amigo.

Pegou a lata da mão do garoto-macaco e abriu, soltando o gás preso.

- Skol! – Falaram eles erguendo as bebidas.

Após bebericarem um pouco, Almura começou a história sobre o paradeiro do Amphere futurista.

- Sabe, nosso chefe é uma pessoa muito corajosa. Ensinou golpes que jamais imaginamos que um dia iríamos usar. Graças a ele, acho que nosso treinamento se concluiu hoje.

Os quatro Star concordaram.

- Spike, porém, não pôde aguentar quando viu que Thor Vanille em seu quartel folhado a ouro, aquele que vocês viram na encosta, mantinha um prisioneiro congelado. Tentamos acalmá-lo, só que ele sentia uma forte ligação com o cara estagnado. Não entendemos isso, até mesmo Sasha tentou telepatia com o confinado, mas a mente dele parecia uma muralha protegida. Talvez aquele topázio seja uma barreira. – Almura pausou e respirou profundamente. – Ele disse que era uma presença conhecida, como se algo estivesse errado.

Spike começou a imaginar o motivo de não pressentir aquela presença como sua versão do futuro fizera. Seria uma coisa única, uma pessoa que ele não conhecera ainda?

Ou então alguém que tivesse um Numb! Essa era a explicação mais viável para ele. Quem sabe o cara estagnado não fosse Mack, enquanto Polius fazia todos acreditarem que permanecia no calabouço de sua fortaleza? Ele podia não pressentir nenhum relação com o preso, mas talvez, o Numb dele não estivesse mais ali.

Depois que parou de viajar nas ideias, o loiro prestou atenção novamente nos colegas:

- Até que, em uma noite com nevasca forte, fomos dormir mais cedo. Ao longe, vimos luzes e explosões. Quando nos aproximamos do local, já era tarde. Spike tinha fugido do acampamento e tentado invadir sozinho a base. Tentamos chegar lá, só que uma imagem quase nos fez perder a esperança. Thor urrava para seus súditos, segurando um dos braços dele, decepado.

Aquilo deu uma sacudida no estômago do jovem, que queria regurgitar a cerveja.

- Então...eu perdi...e morri? – Indagou incrédulo. Além de sua dignidade e força, sendo vítimas de um babaca, ele não poderia tocar em sua versão do futuro para retornar a 2014.

- Imaginamos que sim. – Respondeu Sasha. - Thor mantém em segredo o paradeiro dele, inclusive dos companheiros. Acho que apenas Polius sabe, além do próprio general. O que temos conhecimento é que aquele braço com certeza era do nosso Chefinho. Consegui scannear com meus poderes psíquicos e comparei com o DNA de um fio de cabelo das vestimentas dele, e...

A menina começou a chorar e Balicus acariciou-a em compreensão.

- Enfim. Treinamos desde aquele dia, esperando por uma vingança. – Comentou Yenna. - E isso foi um sinal. Achamos que vocês eram inimigos procurando por nós, esse foi o motivo de termos atacado. Após caírem, Sasha leu sua mente e entendeu tudo o que aconteceu na RP e sua vinda para o ano de 2029. Já a mente dele... – Apontou para Zarcag. – É outra coisa impenetrável, esses detentores de poder psíquico não conseguem ler as mentes entre si.

- O fato é que nosso chefe provavelmente está morto nessa era e o prisioneiro continua lá! – Afirmou Liscca batendo um punho na mesa. – Chegou a hora de a gente agir, seja perdendo ou ganhando!

Almura concordou com a fala da amiga.

- Exato. É o momento em que estamos mais fortes. Se esperarmos mais, pode não haver esperança. As bases polianas estão em conflito com as tropas rebeldes. Nesse momento, os RP de Kiev lutam contra parte dos guardas do teatro dourado. Agiremos na surdina, prontos para libertar o confinado e matar Thor Vanille.

Spike se levantou e respondeu:

- Eu irei com vocês. Em honra a minha versão futurista.

- E eu também. – Disse outra voz, no fundo da tenda. Zarcag acordara. – Está na hora de vencermos esses imprestáveis.

Aquilo foi o que faltava para alegrar Spike. Os sete agiriam finalmente e salvariam o prisioneiro da base de topázio.

~//~

Johannesburgo era uma cidade fantasma após a ditadura poliana. Nigel enxugou o suor da testa, o Sol estava desaparecendo, mas o calor ainda era forte.

Kiwa do futuro caminhou até ele. Com seu sorriso calmo e doce, demonstrou confiança ao amigo.

- Você e esse seu jeitinho de se emburrar nos dias quentes. Não é à toa que brigávamos sobre qual temperatura era a melhor.

Ele forçou um riso de leve. Em seguida, respondeu:

- Kiwa, estava pensando... Leo tem problemas com minha versão do futuro? Não os vi se relacionando direito como pai e filho.

A mulher suspirou e parou de caminhar pelas ruínas.

- Sabe, Leo e o capitão N nunca se deram muito bem. Para ser sincera, houve uma época que nem eu estava mais suportando sua versão atual. – Disse ela verossímil. – Era como se não pudéssemos mais contar um com o outro. Foi desde o dia em que revelei a ele que estava grávida. Ele tinha ido a uma balada, sei que você não é fã de bebida alcóolica, mas... Voltou como outra pessoa naquela ocasião.

Nigel piscou tentando entender o desabafo dela.

- Você quer dizer que eu comecei a beber descontroladamente desde então?

- Não. Os hábitos físicos continuaram iguais. O problema foi outro. Eu desconfio que... eu fui traída!

Lágrimas escorreram finamente do rosto corado da Number V. Os olhos se estreitaram e ela enxugou as gotas com a manga do vestido.

O garoto a abraçou como um filho adolescente ao lado de sua mãe.

- Ei, não chore. – Pediu. – Por todos os problemas que enfrentei com a Kiwa da minha época, nosso amor sempre prevaleceu, não lembra? Desde que assumimos o namoro para todos, até as ocasiões que te salvei ou fui salvo na torre Arco-Íris. Nosso amor é mais forte do que boatos ou traições.

Ela fungou e segurou o pranto por instantes.

- Obrigada Ni. Acho que esse seu coração puro continuaria se eu fosse mais abrangente. – Comentou sorrindo. – Só que o Nigel desta era, de fato é outra pessoa. Ele parece atordoado com as mudanças na RP, com a ditadura poliana, mais do que qualquer um. Leo também notou isso e deu uma afastada. Eles ainda se amam, mas não é a mesma coisa.

Antes que o Number VI pudesse responder, ele empurrou a parceira e gritou:

- Cuidado!

Um bombardeio de bolas aéreas como meteoros invisíveis atingiu Nigel, que se esquivou com dificuldade.

Kiwa ficou boquiaberta e apontou para o céu rosado.

- Ali!

No alto da cidade em ruínas, uma dúzia de plataformas transparentes em forma de hexágonos se alocava de uma forma peculiar. Era como se houvesse bases de apoio flutuantes, mesmo sem cabos para suspendê-las. Na superfície de uma delas, um homem de cabelos azuis espetados, cobertos por uma boina bege com listras pretas, estava de braços cruzados e cara de superioridade. Possuía um cavanhaque mal feito e trajava uma túnica azul com uma faixa preta na lateral vertical esquerda. Na mão direita, um terço de madeira oca pairava. Na outra, uma luva de boxe almofadada pendia.

- Em respeito aos habitantes de mi villa, sugiro que me enfrentem numa luta fidedigna.

Kiwa e Nigel trocaram olhares e concordaram. O general estava sozinho na colônia hispânica daquela cidade no sul da África. Não havia tropas, o local estava desolado. As fibras óticas podiam ter se embaralhado, mas as duplas não foram meramente escolhidas.

Era a hora de tentar acabar com Hector, o general de Lápis Lazuli solitário. E isso deveria transparecer um Nigel fiel a seu amor para a vida inteira, independente da idade.

~//~

Sasha deu um sinal de positivo.

O sexteto seguinte avançou. O frio incomodava um pouco Spike, mas a adrenalina de invadir a base era maior.

Yenna se moveu sorrateiramente até um guarda e o eletrocutou discretamente. Avançaram mais um pouco, chegando ao palácio de ouro iluminado, a base de Thor Vanille na Ucrânia.

O passo seguinte foi a possível falha do plano todo. Lis acertou dois recrutas e tentou invadir a lateral da base. Lançou uma bola de fogo que, ao invés de derreter a parede do teatro, rebateu e serviu como um sinalizador para que os guardas restantes notassem a presença de intrusos.

- Bosta. É hora de agirmos! – Exclamou ela.

Uma sucessão de golpes rápidos e potentes saía dos Star e dos dois Numbers. Yenna lançou folhas elétricas no peito de vários soldados. Balicus começou a quicar como uma bola roxa gigante e amassou os inimigos ao redor, espalhando ácido em suas narinas. Sasha criou um sopro de gelo expandido, que congelava a mente de quem lhe enfrentasse. Zarcag lançou suas habituais ametistas, cortando a pele dos rivais. Spike criava ondas de choque para mobilizá-los. Liscca lançava cortinas de ar quente que sufocavam tropas inteiras. E Almura criava um lamaçal que dificultava a chegada de outros guerreiros, que se pisoteavam como idiotas.

- Vamos entrar pela porta principal mesmo! – Sugeriu o líder temporário do grupo.

Os sete abriram o portão dourado e adentraram no teatro. Era uma grande estrutura aberta, praticamente oca por dentro, mas tão reluzente como por fora.

- Que lugar sem graça. E onde está Thor? – Indagou Yenna saltitando.

- Ele eu não sei, mas aquilo é o que estou pensando? – Perguntou Balicus surpreso com uma fava amarelada no canto mais distante da sala.

Em uma cela de topázio, com metade do corpo para fora, estava Spike do futuro. Desacordado, o Amphere estava ligado a cabos e fios que sugavam energia de seu corpo. Era como se servisse de gerador.

De fato, ele não tinha mais um dos braços. As pernas estavam gastas por excesso de poder retirado contra sua vontade. O Numb continuava intacto na forma de I em seu peito.

- Chefinho! – Gritou Sasha desesperada.

A loira correu em direção ao líder. Todos a seguiram, independente de ser uma armadilha ou não.

- Minha nossa. Ele está a ponto de morrer! – Constatou Almura.

- Deixem comigo, eu vou queimar a cela. – Disse Lis.

Quando a ruiva começou a derreter o ferro, ela foi atingida por uma chuva de estilhaços no corpo, caindo de dor.

Ao mesmo tempo, todos da sala caíram por falta de ar. Uma sensação estrondeante que misturava gravidade reversa e sufocamento, tomou conta do grupo. Seja lá quem fosse, tinha sido esperto ao impossibilitar Liscca, a única detentora de ar, antes de derrubar o restante.

- O que...é...isso? – Indagou Yenna ofegante.

- Thor? – Perguntou Balicus fraquejando.

- Não... é ele. – Apontou Sasha com dificuldades. Ela estranhara o comportamento da figura desde que se encontraram, mas agora ficara claro.

Spike se virou para a direção que a menina apontava. Para a surpresa e desilusão dele, não era ninguém mais que Zarcag do futuro.

- Você?

Todos ao mesmo tempo desmaiaram, com exceção de Spike.

- Sim. Eu apenas te deixarei acordado para acertar minhas contas.

O ar reverso saiu do corpo do rapaz, que continuou parado no chão.

- O que está acontecendo?

Zarcag deu uma risada maléfica, como se estivesse possuído por Polius novamente.

- Sabe, às vezes eu acho os rebeldes mais burros do que parecem. Depois que recebi o sinal que precisava de Polius para que eu pudesse agir sem ser mais um espião, decidi por um fim em vocês. Thor está em Nova York e eu irei acabar com as esperanças dos porcos vencerem.

Por um momento, um silêncio fúnebre tomou conta do palco de ouro.

- Então você é o espião! Provavelmente trocou todas as fibras óticas, já que Izzy lhe deu o acesso. – Constatou o loiro nervoso com a revelação.

- Sim. E fiz muito mais do que isso. – Disse com calma e ironia. - Revelei a PK o dia em que atacariam, suas fraquezas físicas e emocionais, a melhor maneira de obter os Numbs que ele precisa e, é claro, enviei de volta ao passado o único que poderia reconhecer minha mente.

Aquilo foi como um baque para ele.

- Zarcag do passado. Ele poderia ler seus pensamentos. Foi isso! Você tocou propositalmente na mão dele para que retornasse a 2014!

- Exatamente. O paradoxo temporal se quebra com apenas três motivos plausíveis. Serei bonzinho em contar para você. – Ele criou três telas de TV flutuantes com bonequinhos simulando as ações que dizia. - Primeiro, se tocar na sua versão futurista.

A primeira tela mostrava uma simulação de Nigel do passado tocando no Capitão N, desaparecendo.

- Segundo, caso a versão do futuro tenha morrido, apenas nesse caso, poderá se tocar na palma do indivíduo que ela ama de verdade ou de seu progenitor, para retornar ao futuro.

A segunda imagem reproduzia uma cena bem realista. Counie do futuro lançava um golpe potente em uma tropa de guardas e perecia. Steve do futuro e as duas versões deles de 2014, olhavam chocados. Em seguida, a guardiã de planta do passado acalmava o brutamontes do Number II. Quando ela tocou em sua mão, sumiu.

- Essas cenas...são reais? – Perguntou Spike curioso e zonzo.

- Não irei de revelar. E por fim, o terceiro método, esse é raríssimo. Caso a pessoa tenha um Numb que já possuiu, e ninguém mais está vivo para que o dito-cujo tenha chances de retornar, poderá se tocar em alguém que detenha o Numb para voltar.

A terceira mostrava um Numb inventado, o IX, tocando numa pessoa em forma de sombra, que sumia.

Spike ficou com um nó na cabeça. Então, ele entendera como retornar ao passado. Se o Amphere do futuro estivesse vivo, ele seria a única salvação. Se morresse, Spike deveria tocar ou em seu amor no futuro, ou em seu filho. Não tinha nenhum dos dois, pelo jeito. Restaria então, alguém tomar posse do Numb I e assim, poder tocá-lo.

- Por que me contou isso?

- Você não sobreviverá para espalhar essa informação garoto. Afinal, irei te matar assim que minha encomenda chegar. – Respondeu o homem dúbio.

- Encomenda?

O traíra não deu resposta. Spike analisou a situação com mais calma. Em sua frente, Zarcag do futuro voltara a ser um vilão e detinha um poder incrível. Em sua volta, os cinco Star permaneciam desacordados. Precisava descobrir mais informações:

- Que tipo de poder usou neles e em mim?

- Alguns chamam de gravidade. Eu prefiro a mistura de dois poderes: Ar e Psíquico.

- Você então é um Number bielementar. Que surpresa. – Ironizou ele.

- Ah, mais do que isso. Meus poderes estão muito desenvolvidos para os seus padrões meu caro. Não sei se notou até agora, mas não sou o verdadeiro Zarcag do futuro.

Spike pareceu tomar mais um soco no estômago.

- Como...assim?

Então, uma explosão no teto fez com que a crisálida de topázio caísse até o lado do traidor.

E ao lado dele, uma arca antiga com símbolos em kanji pousou intacta.

- Minha encomenda!

Spike observou o uniforme do prisioneiro na cela de topázio que caíra, começar a se derreter.

- Isso é...

Então, a pessoa ficou nítida. O confinado na crisálida era Zarcag do Futuro! Era isso que seu eu sentira, a conexão de um Number! Podia não ser Mack, só que a relação entre o I e o III era relativa com os chakras que Tuani explicara uma vez. Entretanto, o Numb III real não estava nas costas do Zarcag congelado no topázio, mas sim, na versão falsa.

- Ventos do mundo inferior, revelem-se com a minha vontade. Ergam-se diante da mestra que se expõe pela metade. Saciem minha sede de vingança e unam-se à irmandade!

A arca começou a tremer e a tranca estourou. Duas varetas brilhantes e azuis saíram, emergindo com uma aura escura e tenebrosa.

As duas estacas começaram a rodopiar o corpo do falso Zarcag do futuro, como um tornado. O ar cobriu a figura que começou a revelar sua real forma.

Agora tudo fazia sentido na mente de Spike. Provavelmente, Alice e Zarcag fizeram a menina retornar ao tempo por um dia com toda a tecnologia que tinham. Quando Thor começou a atacar e conseguiu voltar ao passado também, outro inimigo lutava com Zarcag.

O Number, provavelmente distraído, perdeu a luta. O Numb III, que possui a vontade própria, é o único que pode sair e voltar em um corpo que vence e que perde, trocando entre si sua busca pela vitória. Uniu-se ao vitorioso traidor e abandonou Zarcag.

O traidor era alguém que sempre fora fiel a Polius Kraft. Mesmo sendo usado, nunca deixou de amar o general.

No momento em que o grupo do passado veio ao futuro, a primeira versão futurista que veio de encontro fora a de Zarcag. A do passado notou algo de errado com sua mente e tentou atacar. Só que, o traidor tinha agora o Numb III. Como o rapaz não amava ninguém, não tinha filhos e estava paralisado no estado de crisálida, dado como morto, só poderia retornar ao passado se a pessoa que possuísse o Numb a tocasse. E foi assim que ele retornara.

Como o desleal possuía poderes de mente superiores aos de Zarcag do passado, apagou parte de sua memória. Mal sabia ele que o garoto teria visões na era atual, pelo simples fato de ter parte de uma amnésia involuntária.

Aquilo, apesar de ume estorvo, não atrapalhou o funcionamento do plano. Tudo ia de acordo com Polius. Ele dera o “ok” para que o general de Água-Marinha respondesse aos comandos e liberasse a arca antiga que detinha o real poder do traidor.

Se aquilo voltasse ao normal, o Numb e a ilusão que escondiam seu corpo e sua mente se desfariam.

As estacas abriram um tecido e formaram o Equip XX do Ar. Dois leques.

O furacão caiu e o traidor, ou melhor, a traidora, se revelou. Spike vencera dela no terceiro andar na Torre Arco-Íris. Ela queria vingança, pois mesmo Polius se utilizando dela, seu amor era maior. Eles já tinham forjado a morte dela uma vez, por que não enganar os idiotas novamente?

Os leques se encaixaram nas mãos leves que combinavam com o quimono florido em tons ciano. Os olhos eram marcantes, mesmo depois de quinze anos.

Spike se preparou para enfrentar sua inimiga. Ela agora era bielementar e tinha como reféns um Zarcag congelado, um grupo inteiro de amigos sem ar e sua versão futurista como gerador involuntário da base ucraniana.

Arithia Sensu, a décima general de Turmalina que reluzia em seus leques, mostrava uma figura que todos desconheciam e que poderia ser a arma secreta para a vitória do mal.

Continua...



PS: PERGUNTEM PRA KIWA, PODE SER ATÉ MAIS QUE TRÊS PERGUNTAS, MAS NÃO MAIS QUE SETE Smile
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Re: ~Seven~

Mensagem por .Korudo Arty. em Dom 25 Ago 2013 - 16:28

Oh, Mud, seu vagabundo, que episódio fodástico! Pela primeira vez em muito tempo eu li um capítulo da Seven com toda a atenção. Os últimos capítulos eu lia muito rápido, não prestava muita atenção ao que estava acontecendo e então me via confuso quanto ao andamento da história. Já esse eu lia e relia para poder absorver cada pedacinho. E valeu a pena.

Primeiro, gostaria de dizer que fiquei contente que o traidor tenha sido o Zarcarg e não a Kiwa, o Mack - sim, cheguei a pensar que o Mack forjou a própria captura, ou foi capturado e se aliou a Polius - e até o Leo, que, atualmente, é um dos meus personagens preferidos. Fiquei ainda mais feliz quando descobri que nenhum dos RP, Numbers e nem... vesh, esqueci o nome do povim da Torre Arco-íris '-'... tá, então, fiquei feliz que não tivesse um traidor propriamente dito. Obrigado por isso, Mud :3

Ah! Senti-me o fã fodástico quando nesse trecho: "As duas estacas começaram a rodopiar o corpo do falso Zarcag do futuro, como um tornado. O ar cobriu a figura que começou a revelar sua real forma." eu já havia descoberto que era a Arithia. Oh mulezinha burra, é pior que a Paloma u_u' De toda forma, eu sempre achei ela uma vilã fodástica, não que eu goste dela, não gosto, mas sabe quando um personagem foi feito para ser odiado e é tão bem feito que você realmente odeia, fazendo dele um vilão realmente? Então, é assim. Essa insistência dela em sempre aparecer para ferrar com tudo me fascina!

O capítulo teve aquilo que eu sempre falo sobre a trama da Seven: as conexões. As coisas se ligam com extrema naturalidade na fic. Coisas do tipo porque o Zarcag voltou ao passado, porque havia um traidor, porque o Spike sumiu, etc. Tô pensando em reler os últimos dois ou três capítulos antes desse, para revisar. Parabéns Mud, ótimo capítulo! Smile


@EDIT: First, que emoçaum *u*

@EDIT²: Perguntar pra Kiwa (tinha esquecido -q):

1 - O que você mais gosta no Nigel?

2 - O que menos gosta nele?

3 - Se não tivesse o Number de Grama, qual preferiria?

.Korudo Arty.
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Re: ~Seven~

Mensagem por DarkZoroark em Qua 28 Ago 2013 - 21:42

Mud o/
Cheguei um pouco mais tarde do que de costume para comentar, mas já tinha lido o capítulo desde domingo. Meu problema é que estou fazendo as provas do SIMA - Sistema Interescolar Marista de Avaliação - e aí estou um tanto atarefado essa semana. Vou aproveitar que amanhã são ciências humanas - coisa que acho fácil - e comentar em algumas fics aqui do fórum. Claro que a sua estaria entre elas, não preciso nem dizer. De todo modo, vamos ao review:
Primeiramente, devo dizer que curti bastante esse negócio de Stars - o nome meio que me lembrou Resident Evil - e o fato de eles serem os mais habilidosos fora os Numbers, Guardiões e os Generais. Interessante também de eles terem sido recrutados pelo Spike, o que me fez pensar... Como foi que ele descobriu que eram exatamente estes cinco os mais poderosos de todo o mundo? Apesar de que a personalidade forte possa ter ajudado um pouco, me parece um tanto improvável que tenha sido apenas por causa disso a "descoberta" dele.
Estou interessado em ver como será a luta entre o Nigel do futuro e a Raysa, visto que os dois já possuem uma espécie de "história", por assim dizer. Aliás, já aproveitando para dizer que ele ou é bem desligado ou não sabe muita coisa não, para não perceber que a Kiwa estava grávida (só homem pra não se ligar nesse tipo de coisa)...
Falando do Nigel, quero ver como que ele e a Kiwa do futuro irão enfrentar o general do lápis-lazúli. Deu para perceber que esse Hector se acha a "última bolacha do pacote". Meio que deu vontade de ver os dois triturando a cara dele.
Cara, admite aí... Tu tem um certo prazer em depreciar o Zarcag, né? Só por que ele é fods, tu faz ele se dar mal em tudo que é situação. Primeiro manda o do passado/presente de volta para o tempo dele e depois me diz que o do futuro tomou uma surra para a Arithia - essa gueixa dos infernos também tá arrebentando geral, hein? Pelo menos não é o único, visto que o Spike não está nas melhores condições também - meio tenso essa história de o Thor ter arrancado um dos braços dele, mas ok.
No fim, o espião não era bem um espião. Visto que a Arithia nunca deixou de servir o Kraft, não vejo ela nesse tipo de papel, mas mais como uma agente infiltrada. Quero ver agora como que os Stars e o Spike irão lidar com ela - já to até vendo o pessoal do passado chegando bem no meio da batalha para salvar a pátria, mas creio que esteja viajando bonito.
Erros eu não encontrei nenhum e, como de costume, sua escrita está exemplar. Nem há muito o que eu falar sobre este conceito, visto que consegues manter um padrão elevado em todo o capítulo que postas.
Já deixando as perguntas para a Kiwa:
1 - Banda favorita?
2 - Sabor de Pizza favorito?
3 - Sonho?
Fico no aguardo do capítulo especial e do próximo capítulo.ninja 
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Re: ~Seven~

Mensagem por Hyurem em Dom 1 Set 2013 - 12:08

Mud!
Cara, o capítulo estava ótimo. Achei muito bom o fato do traidor não ser realmente um traidor. Um fato me incomoda: como a Arithia e o Thor conseguiram descobrir o local onde a Alice e o verdadeiro Zarcag estavam tentando mandar a garota pro passado? Talvez não seja nada importante, mas simplesmente me veio isso à cabeça, e perdoe-me se você explicou como mas não consegui entender.
Também gostei bastante dos Star. Eles formam um grupo que me lembrou o grupo especial de combate aos titãs de Shingeki no Kyojin, todos estranhos mas extremamente habilidosos. Aliás, ótimo anime, recomendo se ainda não assistiu e gosta de histórias clichês.

Reparei um erro:
Deveria ter cerca de cinco cabanas rodeadas por uma fogueira.
Não seria: "Deveria ter cerca de cinco cabanas, todas rodeando uma fogueira"?

E, responda-me, você está sendo patrocinado? Skol, Red Bull... É meio suspeito pra falar a verdade Laughing 
Bem, é isso. Espero que continue com sua fic e obrigado por me proporcionar tanta diversão com sua história!
Até mais!

PS: As perguntas para a Kiwa:
1- Gosta de ler? Se sim, que tipo de livro?
2- Qual o gênero de filme favorito?
Não colocarei a terceira porque a primeira são duas em uma.
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Re: ~Seven~

Mensagem por cbm em Qua 4 Set 2013 - 19:54

@DarkZoroark escreveu:Cara, admite aí... Tu tem um certo prazer em depreciar o Zarcag, né? Só por que ele é fods, tu faz ele se dar mal em tudo que é situação. Primeiro manda o do passado/presente de volta para o tempo dele e depois me diz que o do futuro tomou uma surra para a Arithia 
^this

MUD WARRIOR. AHAM.
Tá, eu realmente tava pensando "Hum, a Kiwa é a espiã e quer jogar o Nigel do passado contra o Nigel do futuro", mas aí você vem e me fala que Zarcag é o traidor e eu fico "OCÊ TÁ DE BRINCAXION WITI MI", mas aí logo depois você salva a sua pele trazendo a Arithia de volta. Sério, eu amo ela que nem eu amo a Bellatrix e espero que você dê uma boa história sobre o que aconteceu com ela durante todo esse tempo que ela ficou offscreen.
E pela mor de Deus, onde estão Steve? Sério, sentindo falta deles já. E se mais alguém tipo a Merixa morrer eu vou fazer você parar de ler Jogos Vorazes e Game of Thrones. Sinto a vida do Zarcag levemente ameaçada e se você fizer isso com o meu Zarcag eu bato em você. Bato mesmo. 
Enfim, eu curti muito os Star e a ruiva lá é igualzinha uma amiga minha pelo jeito que você descreveu. Só espero que eles façam alguma diferença nessa luta e participem de verdade e não estejam lá só de peso morto. >:
Agora o que mais eu espero até o final dessa temporada? Polius não será derrotado e nem alguns dos generais, eles vão fugir e continuar como um grupinho do mal. Essa realidade em que eles se encontram vai ser destruída e não há forma de se salvar. Os Numbs e Guardiões do futuro vão se sacrificar e usar seus poderes para levar os do passado, os seus filhos, os Star e quem quiser vir junto pra 2014. E pronto, começa outra.
Enfim, espero MESMO que não haja mais mortes desnecessárias. E se houver, por favor mate algum desses caras os quais eu não gosto. E daora que as minhas perguntas pra Kiwa foram inutilizadas agora, mas tá beleza. Mas certeza que essa safada ainda esconde algum segredo por trás dessa bondade toda.
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Re: ~Seven~

Mensagem por Kurosaki Mud em Sab 7 Set 2013 - 20:35

Bas noches! Hoje, trago o especial com a Kiwa, a tão aguardada entrevista de cinco em cinco caps. Só uma notificação de um dos comentários, que deveria ter explicado antes e.e Skol significa Saúde, em países nórdicos. Não é a marca da cerveja. O RedBull eu coloquei mesmo e.e E se beberem, não dirijam, só para manter o apelo normal da fic -q. Riam um pouco com o especial de hoje, boa leitura e comentem, escolhendo o próximo entrevistado. Vale todos, menos Zarcag, Kiwa, Mixa, Steve e suas versões futuristas respectivas. -q

Especial II - Kiwa
Um palco com veludo vermelho coberto, cortinas caídas com tranças douradas, um grande sofá feito de colchão d´água florescente na cor roxa, uma mesa com cadeira em mogno, um carpete dourado, holofotes e um grande telão.
Esse é o cenário do fabuloso, espetacular, estupendo: Mixa Mix – Talk Show:
A apresentadora é uma linda menina de cabelos azuis e pele lisa, roupas do estilo black tie e elásticos no couro cabeludo.
- Olá a todos, sou Mixa Pineclear e esse é o MM Talk Show! E bem que o autor poderia ter trocado essa introdução! ( ‘-‘)
- Se reclamar de mim, eu deixo você perder o Mack e namorar o Ohlie na fanfic (Mud irônico :-) )
- Er... tá, vamos começar! Primeiramente, obrigado a todos por nos lerem, diretamente aqui do nosso estúdio.
- Devo dizer que melhorou. Do porão da Frozen Pig, viemos para a antiga estufa da Lúcia. E eu achando que tinha voado pelos ares. (Steve como câmera man incrédulo)
- Ah, cunhadinho! Que bom que resolveu me ajudar uma segunda vez! ( Mixa segurando o precioso Pokémon Emerald do garoto e um filete de água quase encostando nele).
- Você não sabe a vontade que tenho dessa vez! (¬¬)
- Irei ignorar. Quanto à estufa meu bem, pedi para o belíssimo e inteligente autor, sr. Mud, arrumar apenas para essa edição, já que estamos no futuro né. ( *--*)
- Puxa-saco (cof cof)
- Além disso, o jogo de chá nem foi tão aproveitado na luta. E agora que a Lúcia morreu, eu posso tomar essa maravilha de erva-cidreira aqui, já que passei fome da última vez com os sorvetes. (.--.)
- Nem vem, você que me molhou! (ò.ó – Para relembrar o episódio, leiam a entrevista de Zarcag no MMTS anterior)
- Hum...vou anunciar a entrevistada, aliás, a recalcada, hihi. (8-))
- Anda logo...
- Com vocês leitores, a fabulosa, mas nem tanto, Kiwa!
Da portinha da recém-arrumada estufa, sai a Number V.
- Boa noite a todos.
- Tinham que escolher bem você! Obrigada leitores pelo amor que sentem por mim. – (Mixa querendo matar todos vocês e.e)
- Olá Steve, belo cardigan! – Disse Kiwa graciosamente. (: >)
- Obrigado Ki, espero que consiga aturar a maluquinha aí do lado. ( e.e)
Mixa dá um pigarro e o Emerald tem a pontinha molhada.
- Da próxima é tchibum – (u.u)
Steve – ç.ç
- Vamos às perguntas, quanto mais rápido melhor. Um tal de cbm disse que você é traidora e safada. Já amei esse leitor! (<3)
- Não, se ele lesse direito, veria que a Arithia foi a traidora, no último episódio. Mas agradeço a pergunta. (^^)
- Boa samaritana e hipócrita hein! (=p)
- Estou tentando ser gentil, daqui a pouco posso puxar essa piaçaba que você chama de cabelo. (:3)
- Cai dentro sua maluca plantadora de mandioca! (ò.ó)
- Meninas, deixem a briga pro final, por favor. (: D – Steve com um sorriso nervoso ao ver que seu Emerald quase foi para o corpo de Mixa, que é feito de água.)
- Ok, vamos respeitar os leitores. Arty te pergunta, o que mais gosta no Nigel?
- Ai, Nigel! (*--*) – Ele é minha sina, minha alma gêmea. Mas gosto muito do cabelo dele.
- Blah! Aquele nissen tá mais para miojo, huaha. (e.e)
- Melhor que aquela gelatina invejosa do Mack! (u.u)
- Vai ficar com invejinha só porque perdeu o gostoso pra mim? – Mixa má (@-@)
- Agora você vai perder isso que chama de nariz sua medíocre! (ò.ó)
- CHEGA! Continuem e eu vou chamar o Mud! – Gritou Steve.
As duas misteriosamente pararam de se xingar.
- Bem, o que você menos gosta no Nigel?
- O fato dele ser muito atiradinho, preferir uma balada do que um filme em casa. Sou do tipo caseira. (:-()
- Sei... A última do Arty, se não tivesse o Numb de Grama, qual você teria?
- Acho que o de Ar, os dois se deram bem com Nigel, acho que comigo seria a mesma coisa.
- Ok. Vamos para um rápido intervalo e logo, infelizmente, a entrevista continua.
~//~
Um oferecimento, Zarg – O Vidente, leia seus pensamentos e seu futuro com o maior ilusionista do mundo! Agora com tarô de TCG Pokémon!
Cansada de varrer a casa? Não aguenta mais os esfregões comuns? Seus problemas acabaram, pois trouxemos ao mercado o eficiente: Mixa Mop! Agora, os cabelos da Number VII vão limpar o chão encardido de sua casa. E o melhor, a água sai automática! By Kiwa (:-))
E um recadinho especial, domingo que vem, a roqueira Merixa – De uma banda só, fará show em Dublin. Ela fará a turnê mundial, Me Gusta de ser Rixa, com seus grandes sucessos. A pirotecnia é o ponto forte do show, além de efeitos eletrônicos especiais feitos por Izzy. Não dá para perder! Dia 16, na Irlanda, isso se ela não perder para Michelle!
~//~
- Eu ainda vou te bater. – Comenta Mixa em OFF.
- Não se eu for mais rápida. – Retruca Kiwa.
- No ar! (¬¬ - Steve cansado).
- Voltamos! Vamos acabar logo com as perguntas. Um ping-pong feito pelo DZ, sua banda favorita:
- Eu gosto muito de Imagine Dragons e The Wanted.
- Sabor de pizza favorito:
- Vegetariana! ( :>)
- Sonho:
- Plantar uma árvore diferente em cada lugar do mundo, para que nosso planeta não vire esse futuro terrível da Ditadura Poliana. (:-()
Steve começa a chorar.
- Que bonito Ki. – (Ç.Ç)
- Nhá. Balela. Últimas perguntas, do Hyu. Gosta de ler, se sim, qual livro?
- Amo ler! Sou uma pessoa muito culta e amo livros, haha. Meu favorito é Comer, Rezar e Amar, mas gosto muito também de Jogos Vorazes.
- Jogos Vorazes? – Até que você tem um bom gosto literário. – Respondeu Mixa surpresa.
- Puxa, vindo de você, isso é um elogio. – Agradeceu Kiwa.
- A última questão, qual seu gênero de filme favorito?
- Romance. É por isso que gosto de ver a Katniss em THG.
- Para tudo! Vamos conversar sobre THG então! ( : ))
- Agora estou gostando de ver, apresentadora. Que tal recortamos revistas e trocarmos pôsteres deles então?
- Amei! Eu tenho uma pilha de revistas. Ouça Atlas, saiu ontem!
- Claro! Imagino até meu amado Gale sendo chicoteado e...
- Pera. Gale? Você prefere ele do que o lindão do Peeta?
- Peeta? Aquele padeiro nojento? Vai me dizer que prefere o Edward em Crepúsculo também! (ironia ‘-‘)
- O que? Você curte o lobo tonto? Argh! Sabia, estava estranhando esse bom gosto, tinha que ter a ameixa podre no caminho!
- É melhor os fortões morenos do que os loiros aguados fraquinhos! Ainda mais para combinarem com seu cabelinho de palha azul, haha! (revenge, by Kiwa Thorne e.e)
- Agora chega! Acabou o programa de hoje! O próximo será o Teleton para comprarem a plástica do rosto de alguém que vai ficar quebrado hoje!
Uma luta entre as duas começa. Kiwa puxa o cabelo de Mixa, que esbofeteia as bochechas da rival.
- Meninas, parem! Não briguem! Só eu que prefiro o Finnick do que o Peeta e o Gale? E...
Mixa esbarra na mesa. Steve apenas vê seu precioso Emerald cair na poça de água!
- ARGH!(O.....O)
Steve entra na briga e começa um combate na estufa. Chá voa, chaleiras se quebram e o chroma key cai.
Bem, é melhor encerrar por aqui. Acho que alguém vai beijar o Balicus ou o Ohlie na próxima. Não descarto o Steve, que mico ‘-‘.
Comentem e escolham o terceiro, e provável, último entrevistado por hora. -q
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Re: ~Seven~

Mensagem por Hyurem em Dom 8 Set 2013 - 11:24

LoL, fiquei com vergonha por causa do Skol XD

Essa entrevista foi um tanto... diferente. Eu adorei a interação que você teve com os personagens, ficou muito show! E belo incentivo para a Mixa parar de reclamar :
Os patrocinadores do programa também são bem interessantes. Tarô de TCG Pokémon?! Shocked 

Bem, é isso, desculpe pelo comment um pouco pequeno demais.
Eu acho que o próximo entrevistado deveria ser o Spike e, com isso, aguardo pelo próximo capítulo!
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Re: ~Seven~

Mensagem por Kurosaki Mud em Sab 5 Out 2013 - 15:28

Olá pessoinhas! Obrigado pelos comentários anteriores. e.e Eu demorei um pouco para postar por tempo de formatar, não pela escrita. Eu estou com muito tempo livre no trabalho, mas nada de acessar sites que não podem. Só resta o drive, então escrevo a Seven huauha. Bem, aqui está o cap 26, ele tem boas lutas ao meu ver e entrelaços fortes da trama. As cores de alguns ataques mudaram por conta da coloração do drive, especialmente o amarelo de golpes elétricos e o violeta de golpes psíquicos, peço desculpas quanto a isso .--. Boa leitura e comentem : )


XXVI
Kiwa do futuro agiu rapidamente perante a situação em que estava. Brotou cipós que se estenderam do solo seco e devastado da vila até o céu, onde hexágonos transparentes de 100m² flutuavam sem explicação.

Ela escalou rapidamente as trepadeiras e se preparou para lutar. Logo atrás, Nigel flutuava com leveza e agilidade.

Hector Ramirez, o general de Lápis Lazuli, mordeu o lábio inferior, esperando o primeiro movimento da dupla.

- Por que não há soldados polianos aqui? – Indagou o Numb VI ao notar que estavam sozinhos na aldeia fantasma.

- Eu pedi a Polius esse humilde favor. Gosto de trabalhar sozinho em minha terra sagrada. O sangue de vocês servirá de oferenda aos espíritos de meus antepassados.

Kiwa transformou em menos de um segundo seu braço direito em uma tuberosa longa e grossa. Rebateu a planta na cara do general, que apenas usou o ar em sua volta para defender o golpe.

Logo após, Nigel tentou converter a corrente aérea, para ver se quebrava as defesas do oponente. Prevendo isso, Hector se movimentou como se fosse mágica, em um teletransporte sorrateiro, virando-se para chutar as costas do garoto.

O semi-oriental caiu no hexágono mais próximo, cuspindo poeira e got[iculas de sangue. Kiwa decidiu arriscar outro ataque, dessa vez, fez surgir uma árvore grande o bastante para alcançar a altura das plataformas. A mulher começou um cântico baixo e melódico, ao mesmo tempo em que a planta sugava uma energia brilhante.

A copa da árvore reluziu em verde florescente. Em seguida, Hector descobriu do que se tratava e tentou escapar do golpe, mas era tarde demais. O carvalho que ela invocara criou um raio de fotossíntese com toda atmosfera local. Como o general criara uma barreira de ar em sua volta, as folhas acabaram por sugar o vento que lhe continha, prendendo Hector em uma arapuca vegetal.

- Photosynthesis Beam!

O raio ricocheteou no general, que sem defesas, caiu em um dos galhos compridos do grande tronco. Em seguida, Nigel se levantara e preparava um ataque com as duas mãos, exaurindo uma corrente aérea em volta dos hexágonos.

- Wind Ring!

Um anel rasante saiu da palma de suas mãos, virando uma roda dentada de ar e sucção. Como se fosse uma motosserra, o movimento atingiu o galho em que Hector estava e por muito pouco não pegou no rapaz, que desviou com uma velocidade incrível.

- Malditos! Punching Breeze!

O vento que cobria os hexágonos começou a se fechar. Nigel percebeu que a corrente que ele tinha utilizado no golpe anterior, se tornara furiosa e irritada. Logo, o vento começou a chicotear em seu corpo, como socos e chutes. Um deles, na região inferior do abdômen, o atingiu com uma dor terrível.

Kiwa parecia enfrentar o mesmo problema. As folhas do carvalho caíam como neve e seu corpo recebia pontapés e pancadas de uma brisa que virara tormenta.

- Jump Kick Meteor!

Hector pousou como um meteoro em cima de Kiwa, que caiu para trás com um grande estrondo. Ela parecia ter quebrado a perna direita com o ataque.

Nigel parou e se concentrou. Com sorte, conseguiu desbravar o vento lutador que lhe cercava.

- N-Weapon!

O Numb de sua perna se estatelou quando ele gritou por ajuda. As asas de metal, feitas para um anjo, surgiram como a esperança ao garoto.

- Faith Wings! – Clamou com o nome do equipamento em suas costas. - Plumber Fly!

As asas metálicas se estenderam pelo corpo do menino, como se uma proteção de ferro lhe cobrisse. Logo, o guerreiro voador de chumbo ultrapassou a corrente de vento que lhe socava, indo em direção ao general.

- Então Polius estava certo. Você tem um armamento diferente moleque. O ferro que está aí contido é a mistura de elementos terrestres com aéreos. Não é um 11º elemento, mas parece que seu hijo teve a quem herdar. – Respondeu Hector chutando a cabeça de Kiwa para o lado. Nigel vinha como um cometa prateado com a mão estendida. - Pena que sou mais forte do que uma sucata velha!

O general deu um salto pequeno. No mesmo instante, a estrutura de hexágonos transparentes se mexeu como um jogo de tetris. Das doze plataformas, seis formaram uma cela cúbica exatamente onde Nigel estava fazendo-o se chocar com a estrutura e cair.

A outra meia dúzia de bases, incluindo a que Kiwa e Hector se encontravam, permaneceram retas e acima das demais. O campo tomara o formato de uma margarida, sendo seis delas o miolo-cela e as restantes pétalas gigantes.

- Ai! – Gemeu o garoto, saindo da proteção de ferro. – Isso é feito de diamante por acaso?

- Pra dizer a verdade, sim. Cortesia do meu patrão. Poderia te prender aí, mas não haveria a menor graça. Portanto, hora de dar um golpe final em você.

As pétalas giraram em um ângulo inclinado, tornando possível que se escorregasse no miolo.

O hexágono superior da cela se deslocou, deixando uma abertura perfeita para Nigel escapar. Porém, o impacto com a estrutura de diamante lhe deixara zureta, além disso, Hector preparava um golpe onde não haveria escapatória.

O general começou a rodopiar como uma broca no ar, pronta para acertar o coração do inimigo.

- Drill Impact!

A ponta de seu terço brilhou por um instante. Quando ele começou a cair, uma enxurrada de raízes lhe cessou, como uma barreira planejada.

- Mas o que... – Falou ele assustado.

Kiwa, que ainda estava caída, pendurada em uma das plataformas, deu uma risada leve. De vários quadrados dos hexágonos inclinados, pequenas sementes brotavam, formando as plantas que seguravam o general.

- Como foi que...

- Não fui eu. Foi você. - Explicou Kiwa do futuro. – Quando usou aquela brisa furiosa, as folhas do meu carvalho caíram pela plataforma. Junto delas, sementes se espalharam facilmente. Como você alterou os hexágonos para um ângulo propício ao Sol, a energia dos raios solares fez com que as plantinhas crescessem. É claro que notei isso, mas não pude deixar de ver sua cara de irritado.

Hector, furioso, tentou se libertar das plantas com força, mas parecia impossível se libertar daquele emaranhado natural.

- Ni, agora!

O garoto foi rápido e entendeu o que a amiga quis dizer. Soltou um tufão descomunal pela boca, como um sopro para lhe dar impulso. Em seguida, ajeitou as asas para atirar penas de metal no general.

- Metalic Feather!

O ataque foi certeiro, espalhando espetos como se um porco-espinho estivesse se protegendo. Hector sofreu várias escoriações, quase derrotado pelas penugens-agulha.

- Deu certo!

Então, ao invés de verem um Hector decidido a sair das plantas, o homem cedeu às plantas. Lágrimas começaram a cair de seu rosto.

- Desculpa Victor. Eu tentei! Nunca nos uniremos novamente!

- Victor? De quem ele está falando? – Perguntou Nigel.

- Espere um pouco... Victor Ramirez. Eu já ouvi esse nome! – Lembrou Kiwa. Aquilo fez Hector arregalar os olhos.

- Como assim você o conhece? Mi Hermano! Onde ele está?!

A ira do rapaz ficou evidente depois disso. Nigel olhou para Kiwa, esperando uma resposta.

- Esse garoto estava na lista dos reféns de Kraft. O capitão N sugeriu que o garoto fosse parente de Hector, só que não víamos sentido em ter um prisioneiro de um dos parentes dos generais. Mas agora tudo está se encaixando. Você teria de ver a RP perder para ter Victor de volta não é?

Hector parou de chorar e abaixou o rosto de galã. Acenou afirmativamente.

- Ele é meu irmãozinho. Polius devastou nossa vila e apenas nós dois sobrevivemos. Ele nos obrigou a treinar e ver quem desenvolveria melhor os elementos bielementares. Eu tinha o poder de ar e ele o de luta. Victor me ensinou alguns golpes e eu também fiz o mesmo. Mas só o mais qualificado poderia se tornar o general de Lápis Lazuli. Ele me escolheu e prendeu meu irmão. Como resgate, Kraft ordenou que eu deveria matar todos os rebeldes que aparecessem em meu caminho. Tornei-me um guerreiro sanguinolento e acabei com famílias, vidas e populações. Até hoje, só queria saber se meu irmão está em paz, mesmo que morto, não quero vê-lo sofrendo.

Uma pausa se estabeleceu tristonha pelo trio.

- Não se preocupe cara. Iremos encontrar o seu maninho. Se fosse com a Kiwa, eu provavelmente faria a mesma coisa.

A mulher deu um sorriso sincero e Hector segurou o choro.

- Que bom ouvir isso, senhor Freedow! – Exclamou uma voz etérea vinda do solo.

No mesmo instante, a estrutura de hexágonos se despedaçou em cacos de diamante. As plantas que seguravam o general se soltaram de seu corpo.

Nigel e Hector flutuaram. Em meio a confusão de cacos, não era possível enxergar Kiwa.

- O que foi isso? De quem era essa voz? – Indagou o Numb confuso, olhando para todos os lados.

- É a voz dele. Polius Kraft, o general de diamante.

Então, um dos cacos parou bem nas mãos de Nigel, como se um floco de neve caísse nas suas palmas. Nele, a imagem de Polius pequenino aparecia sorridente e irônica.

- Olá meus amigos! Resolvi tornar esse embate mais divertido! Vocês disseram que dariam a vida pela namorada e o irmãozinho não é?

- Kraft! Liberte o Victor, eu imploro! – Suplicou o galã hispânico.

- Ainda não meu caro Hec. Peço para que vocês olhem por trás da cortina de cacos de diamante!

Por trás da cacofonia, dois tubos de diamante pendiam com prisioneiros.

Uma era Kiwa do futuro, desmaiada. O outro era um garoto com feições jovens e exaustas, provavelmente Victor Ramirez.

- Vic!

- Kiwa! Como foi que essas coisas surgiram?

A dupla avançou com raiva no local. Os dois tentaram quebrar os tubos, mas não conseguiram. E para piorar, acima de cada tubo, um pêndulo de chumbo se erguia equilibrado. Ambos se interligavam por uma espécie de balança.

- Você vai matá-los? – Perguntou Nigel irritado.

- Talvez. Apenas um morrerá. Viram que há uma balança acima dos pêndulos não é? Ambos os lados contém chumbo alterado. Nem poderes de planta e nem de luta irão afetá-los. O jogo é simples. Vocês dois lutarão até a morte. Aquele que vencer, salva a vida do parceiro. O outro perece junto do perdedor, para se encontrarem no inferno. E nem tentaria destruir os tubos se fosse vocês. Qualquer movimento em falso, eu destruo os dois reféns.

- E quem nos garante que você não matará ambos? - Perguntou o Number VI.

- É a minha palavra e poder contra vocês dois. Boa sorte!

- Seu maldito, filho da…

- Adeus!

E o caco estourou. Nigel e Hector lutariam novamente, arriscando algo além da sobrevivência, a vida de quem mais amavam.

~//~
Izzy assistia a luta entre Marcus Ohlie e Thor Vanille de maneira amedrontada. Tentava ao mesmo tempo reerguer computadores centrais da base enquanto golpes de ambos os lados eram disparados ao fundo.

Conseguira contato com Mack, sua mãe e Alice. Mas e os outros? Não tinha mais nenhuma informação no seu centro de comunicação. Juntara mais alguns cabos e...pronto, ligara um gerador, com o auxílio de seu poder de eletricidade.

Um pouco longe dali, tropas polianas e rebeldes lutavam insanamente, próxima a fortaleza de cristal do ditador.

No meio do caminho, um hospital improvisado dos Rebel Pigs pendia com vítimas e rebeldes sem poderes como enfermeiros. Elisa Hernania, uma mulher cubana, comandava o grupo do hospital. Ela tinha poder elementar de grama, produzindo ervas aromáticas e de cura.

Izzy observou de raspão um soco que Ohlie acertara no estômago de Vanille. Porém, o vilão revidou com um chute flamejante no pescoço de Marcus. O comandante fraquejou perante o general de Topázio. Então, impiedosamente, ele lançou um ataque macabro na cara do ex-valentão, uma espécie de chama amarela fumegante e em movimento.

O grito estrondeante quase estourou os tímpanos de Izzy. Um flash forte e um pouco de fumaça saíam da face de Ohlie, que perdera a visão provavelmente. Depois daquilo, o próximo embate seria com o pequeno nerd de moicano azul-chiclete. Precisavam de ajuda urgentemente.

Thor sorriu ironicamente para ele. A cada passo, sentia o coração palpitar. O vilão estendeu a mão preparando um relâmpago sagaz.

E como se fosse um milagre, Mack e Alice surgiram pelo portal formado pelas fibras óticas. Ao verem a cena, o Numb IV se impulsionou com feracidade até o corpo de Thor, que caiu assustado, soltando um gemido “Radical”.

Alice congelou um pedaço do que restara da face de Ohlie, estancando ferimentos. A menina apoiou o ombro do comandante no seu, e seguiu ao hospital improvisado como uma guia, piscando para Izzy em sinal de auxílio.

O garotinho continuou a montar o sistema comunicacional com toda sua força de vontade e esperança renovada. Perguntava-se por que sua mãe não estava ali, mas entendeu que teria mais tempo para perguntas posteriormente. Mack lutava com Vanille ao fundo, mesmo ferido com a luta de Lúcia minutos atrás, e as tropas continuavam a se enfrentar. A batalha ainda não estava acabada.

~//~
Arithia sorriu com ironia para Spike. O garoto se levantou um pouco tonto pela falta de ar, mas precisava agir.

Ao seu redor, os cinco Star permaneciam inconscientes. Sua versão do futuro estava sem um dos braços e servindo de gerador da base ucraniana, enquanto Zarcag futurista parecia um cadáver na crisálida de topázio.

- Vamos Number I, mostre-me sua força!

A oriental segurava os dois leques como uma afronta para o loiro. Em suas costas, o Numb III parecia forçado a ficar nela.

- Thunder Starfall!

Pequenas estrelas de eletricidade começaram a surgir como uma chuva dentro do teatro dourado. Com cuidado para não afetar os parceiros, Spike mirava a pequena tormenta em cima de Arithia, não querendo machucá-la a princípio, mas sim, paralisá-la.

- Que patético! Violet Beam!

Os poderes psíquicos da japonesa cortaram as estrelas com um raio laser roxo e contínuo.

- Minha vez! Fan Dance - Aerial Wave.

A mulher começou a dançar com seus leques azulados, ecoando ondas de ar com a intenção de ferir gravemente o inimigo. A atmosfera tremeluziu paulatinamente em direção ao rapaz.

- Magnet Belt!

O N-Weapon surgiu rapidamente, formando o cinto elétrico de engrenagens. A estética evitou os golpes, com um campo de defesa magnético.

- Reversal Ohm!

As ondas se rebateram contra Arithia, que se feriu levemente, evitando um ataque pior utilizando os leques como escudo de ar.

- Eu queria uma luta séria, mas pelo jeito, terei de apelar. Você dormirá novamente e nunca mais voltará Amphere! Vaccum World!

Ela começou a sugar todo o ar contido na sala, como um aspirador de pó. A respiração de Spike cessou. Ele caiu de joelhos, o cinto de estática parou por alguns momentos, pifando.

Seria esse o fim dele? Morrer asfixiado?

Quando ele fraquejou, prestes a deitar no seu leito fúnebre, o ar voltou.

Liscca surgiu ao seu lado, com um campo de ar em seu redor. Ela atraíra os quatro outros Star e juntara todos a Spike no centro de uma barreira onde era possível respirar.

- Minha nossa, Lis. - Ele falou aliviado.

- Não perca essa luta chefe. Estamos ao seu lado. - Respondeu a ruiva ofegante. Os cortes de ametista eram graves em seu corpo, mas ela conseguira queimá-los para prosseguir firme e pronta para a guerra.

Arithia notou a movimentação e se irritou. Avançou como uma pipa pelo campo, com seu quimono esvoaçante, mas Spike interveio rapidamente:

- Lightening Express!

Um relâmpago certeiro atingiu a mulher antes dela imaginar se defender. A oriental caiu no palco dourado por alguns instantes.

- Rápido, precisamos acordar os outros. Não sei se consigo segurar essa barreira de vento por muito tempo.

- Acho que sei como acordar o Yenna e o Almura. - Respondeu o Numb.

Ele disparou rajadas fortes de eletricidade em seus corpos. O garoto-primata e o Mud Warrior acordaram de súbito.

- Sabia. Os dois são imunes aos meus choques, mas não ligariam de acordar ao senti-los.

Yenna e Almura entenderam rapidamente a situação em que estavam e Arithia começou a se levantar novamente.

- Vamos nos separar. Al, leve Balicus e Sasha para fora daqui. Yen, distraia a retardada da japoronga por um pouco de tempo. Lis, pedirei para você tentar queimar a cela da minha versão futurista. Eu cuido do Zarcag.

Com um aceno rápido, todos se separaram ao mesmo tempo. O golpe de aspirador de Arithia cessara após a sua queda, portanto, puderam respirar novamente.

Yenna correu como um símio e deu uma voadora elétrica no coque da mulher, que cambaleou.

Spike disparou trovoadas no topázio que prendia Zarcag do futuro. Não pareciam surtir muito efeito no começo, mas depois que uma rachadura surgiu, ele manteve as esperanças.

Liscca atirou chamas potentes na cela de Spike, tentando retirar fios e cabos de seu corpo.

Almura, por fim, criou colchões d’água e carregou os dois companheiros para um canto do estádio. Sabia que uma multidão de guardas uniformizados os esperavam na parte de fora, por isso, planejava escapar pelo subsolo, usando seus poderes de terra.

Arithia decidiu que precisava agir rapidamente, paralisou Yenna com sua mente e o atacou com uma estaca de ametista psíquica, que quase o nocauteou novamente.

Em seguida, decidiu atacar Spike. O garoto quebrara um quarto do topázio que prendia Zarcag quando a mulher lançou um golpe cortante e preparou para dar um ultimato com seu leque.

Porém, Almura interveio e lançou uma bomba de lama nas costas de Arithia. Sasha e Balicus tinham acordado, ainda um pouco zonzos, mas se preparavam para ajudar os amigos.

Arithia tentou lançar um tornado em direção ao trio, contudo, Spike a paralisou com força, eletrizando seu corpo todo.

A vilã olhou para sua volta. Precisava escapar. Deu uma última olhada para o teatro e sorriu levemente. Voou com rispidez e abriu um buraco no teto do teatro, onde antes estava a crisálida de topázio com o prisioneiro. Fugiu como uma covarde.

- É isso aí sua covarde, fuja! Nós vencemos! - Comentou Yenna, retirando a estaca do seu corpo com um pouco de dor.

- Vamos, precisamos libertar os dois. - Respondeu Al indiferente.

Lis ainda não juntara forças para quebrar a jaula de seu chefe. Por outro lado, a crisálida de Zarcag quebrava cada vez mais, até que com um golpe final de Balicus, a pedra se esfarelou, libertando o corpo do Number III original.

- Ele está respirando. - Informou Sasha, tentando ler os pensamentos. - Está em estado vegetativo por segurança, é por isso que sobreviveu até agora. Preciso entrar em sua mente para lhe informar que não está mais em perigo, isso pode levar algum tempo. Acho melhor realizarmos em outro lugar.

Spike e Lissca tentavam, de qualquer forma, quebrar a cela do Amphere adulto,mas nada parecia surtir efeito.

- Esperem! - Gritou Almura. - Estão ouvindo isso?!

Todos pararam. Apesar de baixinho, um som agudo e repetitivo ficava mais veloz a cada segundo.

- Parece um tiquetaquear. Uma bomba? - Perguntou Lis assustada.

- Provavelmente. - Explicou Sasha, que se concentrou para encontrar a raíz do problema. - Está vindo na direção de vocês.

Todos olharam então para a fonte do estorvo. Arithia fugira, não apenas por medo, mas sim por conta da armadilha que preparara. Dentro da cela de Spike do futuro havia uma bomba que registrava contagem regressiva, marcando dois minutos.

- Precisamos ir! Vou montar o buraco subterrâneo. - Explicou Almura.

- Não saio sem minha versão do futuro! - Contestou o Amphere.

Todos pensaram rapidamente.

O visor já marcava um minuto e meio.

- Spike, eu sinto muito mesmo, mas a gente precisa sair daqui… - Tentou amenizar Liscca.

- Tem que ter um jeito! Uma maneira! Uma solução! - Berrou ele aflito enquanto sua voz ecoava pelo local.

O tempo corria enquanto lágrimas escorriam.

- A passagem está aberta, ela leva até a floresta, é o bastante para a gente fugir sem sermos atingidos. Faltando um segundo, eu tamparei o buraco, a explosão não nos afetará. - Respondeu Almura com um pesar na fala.

Spike chorava e ricocheteava relâmpagos na cela, que continuava intacta.

A bomba estava na marca de trinta segundos.

Os Star se agruparam. Yenna passou primeiro. Sasha e Ballicus seguravam Zarcag, passando em seguida. Lis foi a seguinte. Só restavam o Amphere e Al.

- Você sabe que não poderá voltar ao passado, não é?

Ele concordou. Quinze segundos viravam catorze.

O Mud Warrior deu um breve adeus e partiu pelo túnel.

Os dois loiros estavam sozinhos. O mais jovem fitava sua versão futurista, sem um dos braços, desgastado pela sucção de eletricidade para gerar o teatro. Acabado. Não voltaria a viver. Mas não queria que aquele fosse seu fim.

Nove, oito, sete.

A bomba não sairia da cela impenetrável.

Cinco, quatro, três.

Spike se levantou e decidiu fazer a coisa certa.

Ao mesmo tempo, Al surgia da outra saída, na floresta. Os outros estavam esperando por ele.

Esperou o que faltava na esperança de seu chefe aparecer. E quando apenas um segundo remanescia, um relâmpago emergiu zunindo.

A entrada fechou e o teatro dourado explodiu. O grito das tropas ucranianas ficou abafado e desapareceu. Estilhaços voaram até a copa das árvores que lhes cobriam. Kiev virara definitivamente uma Chernobyl em chamas.

Mas os Star nem ligavam para isso. Olharam para o raio que atravessara a passagem. Spike estava taciturno, com lágrimas nos olhos. Sua versão do futuro morrera, não havia ninguém que lhe representava um laço vivo de afeto e o Numb I do futuro estaria destruído nos escombros.

Por um lado, Polius teria ainda mais dificuldade de conseguir Numbs, mas por outro, Spike Thunker jamais retornaria a sua realidade.

~//~
O capitão N desceu a encosta do vulcão. As pedras de magma lhe impulsionavam energia, abafando o lugar, mesmo estando inativo.

Raysa lhe esperava com seu jeitinho malandro. A língua para fora, os cabelos ruivos com mechas azuis despenteados e os olhos fitando a figura máscula em sua frente.

- Ora, vejam quem será meu oponente.

- Como se você não soubesse… - Respondeu Nigel.

- Tolinho. Vamos primeiramente, conversar. - Sugeriu ela.

O Number aterrissou na base e se aproximou dela.

- Então, o que quer?

A mulher tirou a camisa e colocou o indicador no canto da boca.

- Acho que você sabe.

Ni sorriu e começou a tirar a camisa.

- Esperei isso por toda a minha vida.

Os dois deram um passo e começaram a se beijar. Porém, Raysa foi rápida e meteu uma adaga de fogo no coração de Nigel.

- Que otário. - Respondeu ela.

Entretanto, a figura do capitão começou a tremeluzir, até se dissipar, como neblina. Ele reapareceu ileso do outro lado do vulcão.

- Puxa, os anos se passaram e você continua burra. Meu beijo não é assim tão sem sal.

- Bem que desconfiei. Mas também aprendi alguns truques, Nini. - Respondeu.

O chão começou a tremer até abrir um compartimento. Aquilo em que antes pisavam logo se tornou uma piscina de águas termais. Chafarizes espirravam jatos com vapor fumegante. Logo, uma onda tentou cobrir o homem, que usou o ar abafado para se conter.

- Sei que aqui dentro, seu poderio de ar fica mais debilitado por conta de pouca circulação. Já o meu, é perfeito nas condições em que estamos. A sua ilusão de ventos até me enganou, mas acho que esse truque não funcionará novamente.

- Eu não contaria com isso se fosse você. - Respondeu ele logo atrás dela. - Mega Aerial Slash.

Um corte de ar profundo atingiu a moça com força.

- Aprendi com os erros do meu passado Raysa. Ninguém me enganará antes que eu possa prever os passos.

A luta estava apenas começando, mas o caldeirão de água fervia loucamente. Apenas um sairia vitorioso entre os dois.

~//~
- Chefinho!

Sasha abraçou a figura loira e musculosa de Spike. Ele estava triste e algumas lágrimas escorriam pelos olhos. Parecia até um zumbi, sem querer falar nada, parado e calado.

Balicus levou Zarcag do futuro para a pedra mais próxima. Almura se juntou a Liscca e começaram a invocar uma tempestade para apagar o fogo da explosão. Logo, a chuva fina começou a pingar. Yenna preparava remédios com as plantas para passarem nas feridas que ganharam.

- Eu não consegui quebrar a cela. - Respondeu enfim Spike. - O que era o material daquela coisa?

- Diamante. - Respondeu Al seriamente após abaixar as mãos que apontavam ao céu. - Dessa vez Polius tomou cuidado, pensou em algo impossível de quebrar. E eu diria mais, aposto que aquilo que vimos no peito do nosso líder não era o verdadeiro Numb.

Aquilo fez o Amphere piscar e pensar rapidamente.

- Por que você acha que era falso?

- É simples. Polius não explodiria sua base ucraniana com um Numb dentro. Além disso, você conseguiu pressentir alguma energia vinda dele?

O loiro parou para analisar a cena, até conseguir entender:

- Mesmo que o Numb III em Arithia me confundisse com a presença de um segundo mecanismo, creio que a sensação entre eu e o Numb I do futuro estava meio turva, como se estivesse falhando.

- Espere, acho que sei o que aconteceu! - Respondeu Sasha.

Todos olharam para ela.

- A cela composta de diamantes evitava uma aproximação entre você e sua versão futurista, dificultando que qualquer um dos dois sentisse a presença de outro Numb. Se fosse assim, o I teria ressoado logo que chegamos.

- Faz sentido. - Respondeu Almura.

- Então… eu ainda tenho chances de retornar a 2014. - Animou-se um pouco o Number.

Yenna distribuiu o remédio mais eficaz que conseguira realizar com suas plantas e Sasha distribuiu cubos de gelo. Todos passaram as ervas nos corpos e amenizaram os machucados.

Após uma curta caminhada, eles logo chegaram ao acampamento e se ajeitaram. Cada um se dirigiu a sua respectiva tenda.

- Preciso tentar consertar esse relógio e a fibra ótica. - Lembrou Spike olhando para os equipamentos. Se Arithia manipulara os locais, planejando a confusão de relocações, provavelmente enviara quem quisesse para onde Polius planejara.

Imaginou como estariam os outros amigos. Mack teria caído com Neeway? Mixa com Kiwa? Era bem provável por conta de desafetos, mas não podia comprovar nada.

Ele tentou ativar primeiramente o relógio. Precisava saber se estava tudo em ordem em Nova York.

Com um pouco de paciência e umas faíscas, o dispositivo brilhou. Tentou falar com Izzy, mas parecia sem sinal. Talvez a barreira psíquica com gelo que cobria a base fosse eficaz contra sinais de satélite. Ele clicou em outros botões para compensar a raiva.

Então, quase falhando, um mapa holográfico se projetou.

Vários pontinhos espalhados em vermelho pelo mapa começaram a apitar.

Ele visualizou rapidamente a cartografia digital. Um em Kiev era ele. Outro em um país próximo, talvez Bielorrússia. Aproximava-se de Minsk com rapidez.

“Ela fugiu para o norte então”, pensou Spike. O relógio de Arithia ainda estava com ela, para a surpresa dele. Depois de retirar a falsa faceta de Zarcag do futuro, a gênia poderia ter sacado e retirado o aparelho, mas ela fora imbecil o suficiente para esquecer esse simples detalhe.

Três pontinhos em Dublin e três no Alasca. Um em Johannesburgo. Quatro em Nova York, um era Izzy provavelmente. Um em Maryland, nos Estados Unidos, talvez fosse Steve. Dois no centro da Austrália. Um na Indonésia. E dois na Índia.

O rapaz analisou e fez as contas. Dois relógios não estavam mais presentes. A provável morte de dois membros era quase certa. Ou os relógios tinham quebrado, era outra possibilidade.

Alguém se aproximou do pano de sua tenda e abriu. Era Sasha, com seu sorriso habitual e os cabelos loiros despenteados.

- Estou te interrompendo?

- Imagina. Entra. - Respondeu Spike.

A moça se sentou ao lado do Amphere, que observava o mapa com curiosidade.

- Interessante. São localizações de outros dispositivos?

- A maioria dos aliados, eu acho. E o pior é que dois deles não constam no mapa.

No mesmo instante, um dos pontos em Dublin sumiu.

- Essa não. Agora são três. - Constatou ele surpreso. - Se eu pudesse ir a algum destes lugares…

Sasha observou cabisbaixa ao amigo.

- Sabe, estive pensando. Está na hora de acordarmos Zarcag. O que acha?

Aquilo deu uma animada no rapaz.

- Caramba, isso sim seria uma boa notícia. - Respondeu exaltado.

Os dois saíram conversando animadamente. Spike falara sobre a localização dos amigos e de Arithia. Aquilo chamara a atenção de Sasha.

- Nossa, em Minsk? Ela é rápida mesmo, até voando demoraria a alguém chegar lá em menos de duas horas.

O loiro não sabia muita sobre geografia e acabou dando de ombros.

- Certo, onde será a nossa operação Acorda Emo?

- Na cabana do Almura. Vamos!

Quando a dupla chegou, os outros Stars se encontravam unidos, conversando normalmente. Zarcag, deitado em um leito improvisado, parecia o mesmo de sempre, com seu cabelo lilás desajeitado e a pele branquela.

- Bem, o processo é bem simples. Eu irei quebrar os obstáculos psíquicos que ele projetou. Em seguida, um de vocês entrará por um vórtice dentro do confronto entre minha mente e a dele. Nesse instante, acordarei sem poder usar os meus poderes, para que possa manter a pessoa dentro do vórtex.

- Então o resto precisa apenas ficar de tocaia? - Indagou Yenna.

- Sim. - Respondeu Sasha. - Logo após, os desafios psíquicos acabarão, mas os físicos não. O que quero dizer é que não sei que tipo de proteção há lá dentro, pode ser desde uma senha até um apocalipse, um monstro guardião para ser derrotado, um quebra-cabeça, qualquer coisa. Derrotando o desafio, um mini Zarcag aparecerá dormindo, basta acordá-lo. No instante em que ele despertar, o vórtice que interliga nossas mentes se quebrará e a pessoa que está dentro dele sairá ilesa. Assim, meus poderes voltarão também. Entenderam?

- Entendido. - Disseram os Stars.

- Eu irei. - Ofereceu-se Spike confiante. Ninguém contestou a decisão. Todos se ajeitaram em forma de círculo em volta do Number III.

Sasha começou a disparar ondas roxas e rosas na cabeça de Zarg. Após uns quinze minutos, ela apontou para o Amphere. Um vórtex começou a abrir levemente. Porém, antes que ele realizasse algum movimento, a Star indicou o relógio e a fibra que estavam no bolso do loiro.

Ele compreendeu que deveria retirar os dois antes de adentrar ao portal. Jogou para trás os dispositivos e disse:

- Já tirei.

Então, Spike pulou dentro da passagem, desaparecendo.

Sasha conseguiu abrir os olhos e descansar.

- Agora só depende dele.

~//~
Na paisagem escura, o Amphere só conseguia distinguir o que possivelmente era o subconsciente da mente de Zarcag. Raios azuis e lilás reluziam, talvez fossem sinapses nervosas.

A superfície era mole e pegajosa, um tom entre pink e bege. Talvez fosse o cérebro.

Ao longe, Spike avistou o guardião de Zarcag. O pequeno jovem dormia em uma cama, chegando a roncar. E em sua volta, um rio cheio de piranhas radioativas de dois metros, formava uma ilha rodeando a cama. E além dos peixes, uma serpente marinha nadava abaixo do riacho.

Uma gota pingou próxima ao loiro quando uma das piranhas rebateu a cauda. Ela caiu no cérebro e corroeu parte da massa encefálica.

- Ai mamãe. Ainda por cima é ácido! - Respondeu o Amphere assustado.

Não seria fácil acordar o amigo, mas era seu dever. Afinal, ele precisava acabar com a ditadura poliana, e quanto mais ajuda, melhor. Seria por sua honra e a de sua versão futurista.

~//~
Os Stars esperavam apreensivos a volta do chefe na tenda de Almura. Em sua volta, o vento e a neve se espalhavam levemente.

Sasha observava o corpo de Zarcag imóvel e imaginava como o garoto estaria sofrendo o tempo inteiro em estado de Hibernação Psíquica,

Em todo o relato histórico dos elementos, ninguém jamais saíra de um coma submental antes, havia apenas uma exceção. A própria Sasha, com a ajuda de Spike do futuro. Mas ela queria evitar pensar sobre o assunto. A menina não quis desanimar o Amphere, pois acreditava no líder e que ele voltaria com Zarcag.

Olhou então de relance ao relógio e a fibra. Ela dissera para Spike não entrar com os equipamentos dentro do cérebro de Zarcag, já que as sinapses poderiam desconfigurar e destruir os sistemas eletrônicos.

Algo chamou a atenção da menina quando fitou o relógio. O pontinho que estava em Minsk no mapa holográfico que tremeluzia. Já atravessara o oceano em menos de três horas. Agora chegara a Helsinque, na Finlândia, como se fosse um avião ultrassônico.

- Um ser humano não pode chegar até a Escandinávia em menos de três horas. Tem coisa errada aí…

Então, a barreira de fora começou a titubear, uma ressonância de ar quebrou a defesa do acampamento como se fosse vidro.

Yenna e Almura saíram para ver o que tinha acontecido.

Para a surpresa deles, Arithia, acompanhada do que restara do exército de Kiev, conseguira quebrar a proteção de Sasha.

- Maldita. Ela colocou o relógio em um avião e nos seguiu esse tempo todo. Aproveitou o momento em que fiquei fraca para criar o vórtex mental e acabou com a barreira. - Comentou a loira, possessa.

A tropa avançou brutamente, destruindo as tendas mais próximas. Yenna e Al começaram a defender o acampamento com garra. Balicus saiu para auxiliar. Lis criou um escudo aéreo em volta da tenda de Almura e ficou por perto, caso alguém atacasse Zarcag ou Sasha.

O tempo corria contra eles, precisavam urgentemente acabar com Arithia e resgatar Zarcag da hibernação, ou os Stars e Spike perderiam o controle.

Continua...


Última edição por Mud Hunter em Dom 3 Nov 2013 - 21:01, editado 1 vez(es)
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Re: ~Seven~

Mensagem por cbm em Ter 8 Out 2013 - 19:15

Meu Deus, Mud. Caprichou gostoso no drama, hein? Mas o capítulo foi muito bom também, mesmo que pareceu ser mais uma parte de transição entre o 1º Round e o 2º Round. Mas vamos por partes.

Curti a luta entre Nigel/Kiwa e o Latino, foi a minha favorita do capítulo. Não consegui entender como era a arena com muita clareza, mas depois conforme ela foi se modificando eu entendi melhor. Só sei que eu fiquei com dó dele depois, mas o drama de ter que lutar pra deixar o seu amigo viver foi lindo. Clássico em enredos como Harry Potter, YuGi-Oh e Pequenos Espiões 3D.

A chegada de Mack na base eu achei meio ruinzinho. Primeiro porque você deixou o Ohlie cego ToT Não faça mais isso. E nem passou pela cabeça do Izzy que algo ruim tinha acontecido com a mãe linda dele? Tudo bem que ele é centrado, mas né.

Nigel do futuro rodou a baiana e vai lutar sem camisa com a namoradinha safada e burra dele. Sério, eu tinha curtido ela, mas ela parece ser mor sem-vergonha agora. Quero saber mais sobre a história dessa mulher >:

E o Spike e as suas Estrelas, sofrimento demais. Vacilo matar o do futuro e vacilo maior ainda foi de deixar só os Stars lutarem contra a japonesa dos golpe loco e um exército junto. Eles estão precisando de ajuda e urgente. Mas o que eu estou mais curioso no momento é sobre o que pode ser encontrado na cabeça do Zarcag. Será que veremos mais do passado dele e quem sabe descobrir seu sobrenome? Hein, hein?

Muito bem, estarei esperando ansioso pelo próximo capítulo. Continua, ok?!
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Re: ~Seven~

Mensagem por DarkZoroark em Ter 29 Out 2013 - 16:41

Mud o/
Demorei para vir aqui comentar, mas por fim cheguei. Esse mês está meio complicado para mim com as provas de final de ano e o festival artístico do colégio. Inclusive vou ter o ensaio geral deste daqui a pouco, então vou ter que ser rápido no comentário:
O capítulo foi bem legal, tendo pego partes de quatro lutas ao redor do mundo e tudo mais. Deu um destaque maior para a parte do Spike e do Zarcag, mas é bem a que eu to mais interessado mesmo - quando tem personagem [palavra censurada] d+ aparecendo em uma é dose de aguentar. Mas vamos na ordem para deixar tudo bem organizado.
A batalha da Kiwa e do Nigel contra o Hector foi muito legal. Meio clichê isso de o vilão secundário ser manipulado por um maior - meio que me lembrou a temporada dos Dragões Sagrados em Yu-Gi-Oh! - mas mesmo assim é um pouco usado e bem divertido de se ver. A estratégia dos dois Numbers foi interessante, principalmente ao se levar em conta o campo maluco em que eles estavam enfrentando o general do Lápis-lazúli. Estou interessado para saber como que irá se desdobrar essa luta de vida ou morte entre os dois. Meio que levo fé na aparição de uma terceira parte que vai salvar os reféns e parar a luta, mas não descarto nada.
Nova York parece estar bem caótica, hein? Fiquei meio que com pena do Ohlie por ele ter perdido um olho - careca, zarolho e medroso; cada vez mais um partidão... - mas acho que uma batalha sem perdas para os dois lados é meio que "perfeita" demais. Achei um tanto "Natsu" a maneira com que o Mack derrotou o Thor - sem falar que isso dele falar "Radical" toda hora me lembrou do Ichiya -, se bem que tá valendo tudo a essa altura do campeonato.
A batalha da Arithia e do Spike foi, bem... sensacional! O grupo dos Stars, apesar de nocauteados no início, mostraram que realmente merecem o título de bi-elementares mais fortes, fora Numbers, Guardiões e Generais. Fiquei meio triste pela versão futurística do loiro ter morrido, mas ok. Quero ver agora como que eles irão enfrentar a gueixa maluca e o exército de polianos enquanto ainda tentam salvar o Zarcag - prevejo muita confusão vindo por aí.
Já a do vulcão não foi lá isso tudo. Serviu bem de prólogo para o que ocorrerá mais adiante, mas não tenho muito a dizer mediante a isso.
Erros eu encontrei apenas um:

Mud escreveu:O semi-oriental caiu no hexágono mais próximo, cuspindo poeira e got[iculas de sangue.
Deve ter sido um erro de digitação, mas achei por bem citá-lo.
Quanto a sua escrita, já sabes bem o meu parecer. Sei que o comentário ficou meio vazio em comparação aos anteriores, mas tenho que sair daqui a pouco. Pode deixar que o próximo ficará maior. Um abraço e até mais. ninja 
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