Pokémon Mythology
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Lavander Town

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Re: Lavander Town

Mensagem por FeDeath em Dom 6 Nov 2011 - 20:36

@RuinQueen escreveu:caras se voces perceberam o criador de pokemon fez uma ligaçao sutil entre o cubone e o kanghaskan, sabem historia, aparencia essas coisas. só que nao há uma ligaçao oficial entre os dois. e isso é estranho. se o cubone é mesmo um filhote de kanghaskan porque esconder suas origens e deixar só um fundo de historia para dar abertura ás especulaçoes?
deve ter alguma coisa muito estranha no modo de como um simples filhote de kanghaskan vira um cubone só porque a mãe morreu. e alem disso se o filhote pega o cranio da mae logo apos a morte porque com o tempo ele nao cresce como o filhote que é e vira um tipo de kanghaskan meio corrompido? porque ele fica na forma de filhote pra sempre? e mesmo depois de evoluir para marowak ele continua sendo um filhote?alguem ja pensou nisso ?
Eu sim eu ia falar sobre isso mas aproveitando
Eles não crescem porque o cranio impede o crescimento
ai voce fala mas oq isso tem aver?
minha teoria é a seguinte: Ocerebro dele acaba não crescendo tanto, fazendo com que o corpo fique com menos distribuição de sangue e assim com menos crescimento ficando daquele tamanho pq se agente for ver o cranio do cuone se agente tenta-se tirar coseguiri mas od marowak não.
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Re: Lavander Town

Mensagem por RuinQueen em Seg 7 Nov 2011 - 13:43

RuinQueen escreveu:
caras se voces perceberam o criador de pokemon fez uma ligaçao sutil entre o cubone e o kanghaskan, sabem historia, aparencia essas coisas. só que nao há uma ligaçao oficial entre os dois. e isso é estranho. se o cubone é mesmo um filhote de kanghaskan porque esconder suas origens e deixar só um fundo de historia para dar abertura ás especulaçoes?
deve ter alguma coisa muito estranha no modo de como um simples filhote de kanghaskan vira um cubone só porque a mãe morreu. e alem disso se o filhote pega o cranio da mae logo apos a morte porque com o tempo ele nao cresce como o filhote que é e vira um tipo de kanghaskan meio corrompido? porque ele fica na forma de filhote pra sempre? e mesmo depois de evoluir para marowak ele continua sendo um filhote?alguem ja pensou nisso ?

Supreme Salamence escreveu:
Eu sim eu ia falar sobre isso mas aproveitando
Eles não crescem porque o cranio impede o crescimento
ai voce fala mas oq isso tem aver?
minha teoria é a seguinte: Ocerebro dele acaba não crescendo tanto, fazendo com que o corpo fique com menos distribuição de sangue e assim com menos crescimento ficando daquele tamanho pq se agente for ver o cranio do cuone se agente tenta-se tirar coseguiri mas od marowak não.

sim, sim...
mas, existe uma coisa que pode desfazer sua teoria.
o simples fato de que é o coraçao que faz a distribuiçao de sangue. o segundo fato de que existem varias especies de animais no mundo que tem o cranio muito maior que o proprio cerebro.e o terceiro fato de que com o cerebro prejudicado o corpo do cubone pararia de se mecher. logo o cerebro nao esta sendo prejudicado com a presença desse cranio em sua cabeça.
e alem disso ja pensou que quando um filhote de kanghaskan vira um cubone ele deixa de ser oficialmente parte de kanghaskan? tipo, alem de formar uma nova especie pokemon ele pode nao ter mais os genes da especie kanghaskan? o que poderia prejudicar seu crescimento. e outra coisa, o cubone tem forte ligaçao com a mae que perdeu entao ele deveria ser meio tipo fantasma. ou, agora que eu penso nisso, ele pode ser um fantasma mesmo... pensem comigo como um filhote antes totalmente dependente de sua mae pode aguentar tanto tempo ao lado do corpo da mesma ate que ele apodreça o suficiente para que pudesse retirar o cranio dela? o filhote certamente teria que sair de perto pra procurar comida...só que quem desempenhava essa funçao ates era a mae.
sera que nesse meio tempo ele tambem morreu? só que seu espirito nao quis sair do seu corpo por ódio a quem matou sua mae? sera que o cubone nao tem uma especie de espirito vingativo?
a ideia pode parecer maluca, mas explicaria o porque deles sempre ficarem na lavender tower e deles nunca crescerem. pelo menos pra mim parece uma explicaçao valida. o que voces acham disso?
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Re: Lavander Town

Mensagem por Sonic and Shadow em Seg 7 Nov 2011 - 14:07

Para mim devia ser assim:


Bebê Kangaskhan-> Macho:Cubone->Marowak
Fêmea: Kangaskhan Do ovo nasce:Bebê Kangaskhan
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Re: Lavander Town

Mensagem por FeDeath em Seg 7 Nov 2011 - 15:11

@RuinQueen escreveu:
RuinQueen escreveu:
caras se voces perceberam o criador de pokemon fez uma ligaçao sutil entre o cubone e o kanghaskan, sabem historia, aparencia essas coisas. só que nao há uma ligaçao oficial entre os dois. e isso é estranho. se o cubone é mesmo um filhote de kanghaskan porque esconder suas origens e deixar só um fundo de historia para dar abertura ás especulaçoes?
deve ter alguma coisa muito estranha no modo de como um simples filhote de kanghaskan vira um cubone só porque a mãe morreu. e alem disso se o filhote pega o cranio da mae logo apos a morte porque com o tempo ele nao cresce como o filhote que é e vira um tipo de kanghaskan meio corrompido? porque ele fica na forma de filhote pra sempre? e mesmo depois de evoluir para marowak ele continua sendo um filhote?alguem ja pensou nisso ?

Supreme Salamence escreveu:
Eu sim eu ia falar sobre isso mas aproveitando
Eles não crescem porque o cranio impede o crescimento
ai voce fala mas oq isso tem aver?
minha teoria é a seguinte: Ocerebro dele acaba não crescendo tanto, fazendo com que o corpo fique com menos distribuição de sangue e assim com menos crescimento ficando daquele tamanho pq se agente for ver o cranio do cuone se agente tenta-se tirar coseguiri mas od marowak não.

sim, sim...
mas, existe uma coisa que pode desfazer sua teoria.
o simples fato de que é o coraçao que faz a distribuiçao de sangue. o segundo fato de que existem varias especies de animais no mundo que tem o cranio muito maior que o proprio cerebro.e o terceiro fato de que com o cerebro prejudicado o corpo do cubone pararia de se mecher. logo o cerebro nao esta sendo prejudicado com a presença desse cranio em sua cabeça.
e alem disso ja pensou que quando um filhote de kanghaskan vira um cubone ele deixa de ser oficialmente parte de kanghaskan? tipo, alem de formar uma nova especie pokemon ele pode nao ter mais os genes da especie kanghaskan? o que poderia prejudicar seu crescimento. e outra coisa, o cubone tem forte ligaçao com a mae que perdeu entao ele deveria ser meio tipo fantasma. ou, agora que eu penso nisso, ele pode ser um fantasma mesmo... pensem comigo como um filhote antes totalmente dependente de sua mae pode aguentar tanto tempo ao lado do corpo da mesma ate que ele apodreça o suficiente para que pudesse retirar o cranio dela? o filhote certamente teria que sair de perto pra procurar comida...só que quem desempenhava essa funçao ates era a mae.
sera que nesse meio tempo ele tambem morreu? só que seu espirito nao quis sair do seu corpo por ódio a quem matou sua mae? sera que o cubone nao tem uma especie de espirito vingativo?
a ideia pode parecer maluca, mas explicaria o porque deles sempre ficarem na lavender tower e deles nunca crescerem. pelo menos pra mim parece uma explicaçao valida. o que voces acham disso?
É o mundo Pokémon é sempre um mistério por exemplo:
Pq o Slowpoke precisa do shelder para evoluir no anime e no jogo não(mas isso não vem ao caso)

@canoff escreveu:achei a historia

Durante os primeiros dias desde o lançamento de Pokemon Red e Green no Japão, no dia 27 de fevereiro de 1996, houve um aumento substancial nas mortes de adolescentes entre 10 e 15 anos.
As crianças eram geralmente encontradas mortas por suicídio, quase sempre pulando de alturas vertiginosas. Algumas, no entanto, foram ainda mais bizarras. Em alguns casos crianças serraram seus lábios, outros colocaram o rosto dentro do forno ligado, e umas poucas asfixiaram-se enfiando o braço na própria garganta.
Aquelas que foram salvas antes de cometerem suicídio, mostraram um comportamento disperso e aleatório. Quando questionadas sobre o porquê de tentarem se machucar, elas apenas respondiam em gritos caóticos e tentavam arrancar os próprios olhos. Uma das poucas ligações lógicas entre os casos, era o GameBoy. Elas não costumavam falar nada, mas quando alguém mecionava sobre Red ou Green, os gritos surgiriam e elas fariam qualquer coisa para deixar o quarto onde estavam.

As autoridades confirmaram que os jogos suspeitos tinham, de alguma forma, uma conexão com as mortes. Era um caso estranho, por que muitas crianças que possuíam o mesmo jogo não mostravam nenhum comportamento anormal. A polícia não tinha escolha além de seguir esta pista, já que não contavam com outra alternativa.
Coletando todos os cartuchos que as crianças haviam comprado, eles selaram e guardaram tudo, como forte evidência para futuras referências. Decidiram primeiramente falar com os próprios programadores. A pessoa com quem falaram foi o diretor dos jogos originais, Satoshi Taijiri. Quando informado sobre as mortes por trás dos jogos, ele parecia um pouco desconfortável, mas não admitia nada. Ele conduziu os policiais aos principais programadores do jogo, pessoas responsáveis pelo conteúdo.

Os detetives conheceram Takenori Oota, um dos chefes da programação. Direfentemente de Satoshi, ele não parecia desconfortável - apenas muito conservado - explicando que era impossível usar algo como um jogo para causar tantas mortes, também utilizando o argumento de que nem todas as crianças foram afetadas, ele culpou o incidente a algum tipo de coincidência excêntrica, ou histeria em massa. Ele parecia estar escondendo algo, mas não dava chances para suspeitas. Finalmente disse algo interessante.
Takenori ouviu um rumor sobre a música de Lavender Town, um dos lugares no jogo que acabou deixando algumas crianças doentes. Era o único rumor que não tinha explicação.

Ele direcionou os detetives a Junichi Masuda, o compositor das músicas da série. Masuda também ouviu os boatos, mas novamente afirmou que não havia evidência de que sua música era a causa. Para comprovar, ele tocou exatamente o som do jogo e demonstrou que nem os detetives nem ele próprio sentiram algo estranho: a música não afetou ninguém. Apesar de ainda terem suspeitas em Masuda e sua música de Lavender, parecia que chegaram a mais um beco sem saída.
Voltando para os cartuchos que apreenderam das casas das crianças, eles decidiram olhar os jogos mais diretamente. Viram os nomes dos personagens, geralmente "Red", ou outro nome simples, no entanto, o interessante estava no tempo jogado e o número de Pokemons que eles haviam capturado. Os investigadores chegaram à estonteante percepção de que não foi a música de Lavender que causou tantos efeitos maléficos nas crianças, era impossível chegar àquela parte do jogo em tão pouco tempo e com apenas um Pokemon em seu inventário. Isso levou-os a concluir que algo no início do jogo tinha que ser o responsável.

Se não era a música, deveria ser algo dentro dos primeiros minutos do jogo. Eles não possuíam escolha além de deixar os jogos de lado e voltar aos programadores. Pedindo uma lista de toda a equipe para Takenoshi, eles descobriram que, surpreendentemente, um daqueles programadores tinha cometido suicídio logo após a liberação do jogo. Seu nome era Chiro Miura, um homem muito obscuro que contribuiu com pouco para o jogo. Mais interessante ainda, ele pediu que seu nome não aparecesse nos créditos do jogo e assim foi feito.
Procurando por evidências no apartamento de Chiro, eles encontraram muitas anotações em marcador permanente. A maioria estava amassada ou riscada, dificultando a leitura. As poucas palavras que eles conseguiram encontrar na bagunça eram "Não entre", "Cuidado" e "VENHA, SIGA-ME" em negrito. Os detetives não sabiam ao certo que isto significava, mas sabiam que tinha alguma ligação. Pesquisando mais, descobriram que Chiro era grande amigo de um dos designers de mapas, Kohji Nisino. Desde a morte do amigo, ele havia se trancado em seu apartamento, saindo raras vezes durante a noite para buscar algo que poderia precisar. Ele disse aos amigos e familiares que estava em luto pelo seu amigo Chiro, mas não fazia muito sentido, já que os relatos indicavam que ele se trancou pouco antes de Chiro se matar.

Foi complicado, mas as autoridades finalmente persuadiram Nisino a falar. Parecia que ele não havia durmido há dias, com anéis escuros embaixo dos olhos. Ele fedia, suas unhas cresciam sujas e seu cabelo estava oleoso, grudando na testa e nuca. Falava em murmúrios, mas pelo menos tinha algo a dizer. Quando questionado se sabia de alguma coisa sobre as crianças que morreram depois de serem expostas ao jogo e como isso teria conexão, ele respondia cautelosamente, escolhendo bem suas palavras antes de responder. Disse que seu amigo Cirno teve uma idéia interessante para o jogo: algo que ele queria tentar desde que ouviu que o projeto estava começando. Nisino conhecia Takenori, o diretor e programador principal, há muito tempo, então ele poderia facilmente colocar um programador medíocre no projeto com um pouco de persuasão. Chiro convenceu Nisino a colocá-lo no projeto.

Nissino, durante toda a conversa, parecia ficar mais arrasado a cada pergunta. Os detetives forçavam-no mais e mais, procurando totalmente em sua mente por qualquer rascunho de conhecimento que este homem teria sobre o jogo e as intenções de Chiro.
Foi quando perguntaram sobre as anotações encontradas na casa de Chiro que ele entrou em colapso. Debaixo do sofá onde Nisino estava, ele puxou uma pistola, apontando diretamente para a polícia enquanto se afastava alguns passos. Tão rápido como começou, ele levou a pistola ao rosto.
"Não me siga..." murmurou Nissino enquanto enfiava a pistola na boca e puxava o gatilho. Foi muito rápido para a polícia ter qualquer reação. Estava feito. Nisino suicidou-se, repetindo o que estava escrito nos papéis de Chiro.

Parecia que o caso não teria resolução. O time que criou o jogo original estava se dispersando e tornando mais difícil de encontrar. Era como se eles estivessem tentando guardar um segredo. Quando a polícia finalmente conduziu uma conversa com alguns dos programadores ou qualquer outra pessoa que contribuiu com partes do jogo, mesmo os mais obscuros designers de monstros, parecia que eles não tinham nada de interessante a dizer. A maioria nem conhecia Chiro, os poucos que conheciam, só viram uma ou duas vezes enquando ele trabalhava em seu próprio projeto. Ao longo de tudo isso, a única confirmação era que Chiro foi o responsável pelas partes iniciais do jogo.
Passara, alguns meses depois que as primeiras crianças cometeram suicídio e a taxa de mortes diminuiu significativamente. Parecia que o jogo não estava mais causando aqueles efeitos bizarros nas crianças. O recolhimento dos jogos foi cancelado. Eles começaram a acreditar que talvez Takenori estivesse certo e tudo não passava de uma coincidência ou histeria em massa... até que recebram a carta.

Ela foi dada a um dos próprios detetives diretamente na rua. Uma mulher o deu a carta: ela parecia muito fraca, magra e doente. Deu a carta para ele rapidamente, dizendo que era algo que precisavam ver e, sem mais nenhuma palavra, desapareceu na multidão. O detetive levou ao seu escritório, chamou os outros, abriu e leu em voz alta.
Era uma carta escrita pelo próprio Chiro, mas que não foi encontrada em seu apartamento. Eles haviam limpado o local procurando pistas e respostas, então de onde quer que a carta tenha vindo, não foi pêga na casa dele. Estava assinada para ser dada a Nisino. Começou um pouco formal, um "olá", "como vai você", "lembranças à família", essse tipo de coisa. Depois de um ou dois parágrafos normais, eles chegaram a uma parte onde Chiro pedia a Nisino que colocasse-o no time do jogo. Uma posição de programador no Red/Green.

Conforme a carta ia continuando, a caligrafia parecia ficar mais distorcida. Ele falava de uma idéia gloriosa, uma maneira de programar algo nunca visto em nenhum jogo. Disse que certamente não iria revolucionar apenas a indústria dos jogos, mas tudo ao redor. Ele começou a dizer que era muito simples programar essa idéia no jogo. Nem sequer deveria adicionar qualquer programação estrangeira, poderia usar a que já estava no próprio jogo. Neste momento, os detetives percebram que isso tornaria impossível detectar qualquer obscuridade na programação. Era a maneira perfeita de esconder qualquer coisa.
A carta terminava abruptamente. Não havia "adeus", nem "diga oi para a família", sem notas, sem agradecimentos. Não havia nada disso. Era apenas seu nome escrito de maneira tão rígida no papel que quase o rasgou: "Chiro Miura".

Essa foi a peça final que os detetives procuravam. Não havia mais suspeitos no caso. Chiro programou algo nas primeiras partes do jogo - algo enlouquecedor. Para aumentar as chances de sucesso, o time de programação teria que trabalhar em pares, até o próprio Chiro. Seu parceiro era Sousuke Tamada. Se alguém conhecesse o segredo do jogo, esse teria que ser Sousuke. Esta era a última esperança de desvendar todo o caso de uma vez por todas.
Eles descobriram que Sousuke teria providenciado muito da programação do jogo e parecia ser alguém normal, um cara bom e trabalhador. Os detetives foram facilmente recebidos em sua casa, um lugar simpático, entraram pela sala de estar, onde sentaram. Sousuke não sentou, no entanto. Ele estava perto da janela do piso do segundo andar, olhando para a rua movimentada. Sorria um pouco.

Não houve testemunhas para os eventos que se sucederam. A única coisa que sobrou desta conversa foi uma gravação na mesa em frente aos dois detetives que estavam encarregados de falar com Sousuke. O que segue, é a gravação sem edições:

"Sousuke Tamada, por quais partes você foi responsável nos jogos Pokemon Red e Green?", perguntou o primeiro detetive.
"Eu era programador". Sua voz era leve e amigável, quase amigável demais.
"É correta a informação de que os programadores trabalhavam em times?", perguntou o detetive.
Pôde-se ouvir o som de pés se movendo no chão, vagarosamente. "Você está certo", disse Sousuke depois de um momento de silêncio.
"E o nome de seu parceiro era--", o detetive foi interrompido pela voz misteriosa de Sousuke. "Chiro Miura... Este era seu nome, Chiro Miura".
Outro momento de silêncio, parecia que os detetives estavam desconfiados com esse homem. "Você poderia nos dizer se Miura alguma vez agiu estranho? Algum comportamento particular que você observou enquanto trabalhavam juntos?"
"Na verdade, eu não o conheço tão bem. Nós não nos encontrávamos frequentemente, apenas uma vez ou outra para trocar dados, ou quando o time inteiro era chamado para relatório... Eram as únicas vezes que eu realmente o vi. Ele agia normal tanto quanto eu poderia dizer. Ele era um homem baixo, eu acho que isso afetou sua consciência... ele agia de maneira mais fraca do que qualquer outro homem que conheci. Mas ele estava disposto a fazer muito mais trabalho para ganhar reconhecimento, disso eu sei."

Silêncio. "Sim?" perguntou o detetive, forçando-o a continuar. "O que você acha?"
"Eu acho que ele era um home muito fraco. Acho que ele queria provar algo para si mesmo, independentemente do que teria que fazer...acho que ele queria fazer seu próprio reconhecimento por algo especial, algo que pudesse fazer as pessoas esquecerem sobre sua aparência e prestar atenção na poderosa mente que vivia dentro de sua cabeça... Infelizmente, porém... hihi... ele não tinha muita 'mente' para continuar seu projeto."
"Por que você diz isso?", perguntou o segundo detetive.
"Bem, é a verdade", respondeu Sousuke rapidamente. Seus pés poderiam ser ouvidos se movendo pelo piso. "Ele não tinha nada de especial, por mais que quisesse acreditar nisso. Você não pode ter grandeza, mesmo se acreditar nisso. É impossível... de alguma forma, eu acho que o próprio Chiro sabia disso, em algum lugar dentro dele, sabia que era verdade."
Os detetives estavam em silêncio novamente, não sabiam como manter a conversa. Depois de um momento, eles continuaram. "Você poderia nos dizer qual era a parte do jogo que Chiro era encarregado? Em que ele trabalhava exatamente?"
Sousuke respondeu mais rapidamente que antes. "Nada... quero dizer, nada importante. Ele trabalhou em algumas partes obscuras no início do jogo". Uma pausa, então mais um pouco de informação. "Era a parte do Professor Carvalho, para ser exato. Ele trabalhou em algumas peças do Carvalho... quando ele te vê pela primeira vez..."
"O quê mais?" forçou o policial. Sousuke sabia de mais alguma coisa, eles poderia ouvir em sua voz. "Sabemos que você tem conhecimento sobre as mortes das crianças. Sabemos que foi Chiro o responsável, ele programou alguma coisa no jogo."

"O que você está insinuando?" perguntou Sousuke. Parecia que ele estava tentando manter a voz.
"Estamos insinuando que, se você foi parceiro de Chiro, então tem mais informações. Se está escondendo algo de nós, você poderia ser responsável pelas mortes daquelas crianças tanto quanto o próprio Chiro!"
"Vocês não podem provar nada!", gritou Sousuke.
"Diga-nos o que Chiro fez ao jogo!"
"ELE FEZ O QUE EU O MANDEI FAZER!!!"

Silêncio. Completo silêncio.

"Vocês querem saber, huh?", perguntou Sousuke finalmente quebrando o terrível silêncio. "Vocês querem saber sobre o quê tudo isso se trata? Chiro era um idiota! Ele faria qualquer coisa por um pouco de atenção, QUALQUER COISA. Ele não poderia programar uma m*rda sequer. No entanto, a única coisa que ele sabia fazer, era ser manipulado. Você diria o que ele deveria fazer e ele o faria. Nem mesmo questionaria. Apenas ouvir aquele agradecimento quando ele recebe o produto acabado era sua maior satisfação. Tudo que ele queria."

Dois clicks vieram dos detetives, armas poderia ser ouvidas.

"Eu poderia controlá-lo sem problemas. Ele era muito parecido com Takenori... vocês não sabiam disso, é claro, mas eu fui quem trouxe toda a idéia do jogo. A idéia da operação inteira. Eu apenas disse ao meu companheiro o que fazer, e ele me seguiu sem questionar, Ele não sabia de nada, assim como Chiro."

O som de uma janela abrindo poderia ser ouvido. Os detetives apontaram as armas para Sousuke

"Não se mova! Ou iremos atirar!"
"Deixe-me contar uma coisa sobre a mecânica do jogo", continuou o suspeito. Sua voz estava mais apressada, mas ainda mantinha o vigor. "Considere isso uma dica, ok? Se cvocê andar ao redor das áreas com grama, um Pokemon pode aparecer e você terá a chance de batalhar com ele. É uma parte necessária do jogo todo, sabe?"
"Saia de perto da janela! Nós não avisaremos novamente!"
"No começo do jogo, você tem que andar na grama antes de Carvalho aparecer e você receber seu primeiro Pokemon, entende? Em circuntâncias normais, foi programado que enquanto você estiver nessa área, nenhum Pokemon irá aparecer... eu modifiquei. Manipulei aquele Chiro, disse a ele o que colocar no programa, dei a ele todas as instruções de como proceder. Ele o fez impecavelmente. É raro, mas pode acontecer: ANDAR SOBRE AQUELE GRAMA PODE GERAR..."
"Sousuke, nós não queremos atirar!"
"Atire!!" gritou Sousuke, rindo ao mesmo tempo. "Atirar em MIM? Você é tão patético quanto Chiro! Uma vez que ele encontrou a verdade, não havia volta! Foi tudo sua culpa, no fim das contas. Ele suicidou-se por causa disso! Se você está tão determinado em terminar seu maldito caso, então jogue a porr* do jogo você mesmo! Gire a rode, e quem sabe, você pode descobrir o segredo..."

Um tiro pôde ser ouvido, alto o bastante para distorcer o audio. Sons de gritos e murmúrios. A mesa do gravador estava destruída. Silêncio e então risadas. Sousuke estava rindo, dizendo "Venha, siga-me... venha, siga-me..." e então, nada. O gravador continuou rodando até a fita acabar, mas não havia mais nada.

A polícia havia chegado rapidamente ao local e, para o horror de todos, descobriram Sousuke e os dois detetives mortos. Todos levaram tiros, mas sem depois de lutar. Os detetives tinham sido baleados múltiplas vezes, pelo menos 10 de cada, antes de morrer, levaram tiro no meio dos olhos. O próprio Sousuke estava claramente morto com dois tiros no peito, diretamente no coração. O jogo estava causando um massacre. Pelo menos 100 crianças morreram. Nissino, o amigo inexperado, morto. Chiro, o brinquedo manipulado, morto. Os dois detetives, mortos. E agora, até o criador, o causador desta atrocidade, Sousuke, morto. O jogo estava depurtando todas as intenções originais: ao invéns de entreter, matava a todos que ficavam envolvidos.

O líder da investigação decidiu deixar o caso de lado. Os principais suspeitos estavam mortos, então não havia razões para continuá-lo. Todas as evidências foram trancadas, colocadas na escuridão, onde pertenciam. Durante algum tempo, todos falavam do caso, murmurinhos e fofocas, mas com o passar dos anos, o caso foi se dissolvendo. Eventualmente, ele estava apenas na memória daqueles que o experimentaram de perto.
Dez anos se passaram. 27 de Fevereiro de 2006. O detetive que trancou as evidências anteriormente, estava relembrando o bizarro acontecimento. Na verdade, ele não estava mais no ramo, contudo ainda possuía acesso a todos os arquivos e poderia ajudar quando quisesse. A lembrança o fez voltar e abrir uma caixa selada que escondia todas as provas coletadas.

Ele leu atenciosamente as cartas e as anotações... ele se lembrou da mulher que apareceu na rua segurando aquela carta, que supostamente resolveria o caso inteiro. Imaginou quem ela seria e de onde teria vindo. Talvez fosse a mãe de Chirou ou de Sousuke. Era muito tarde para pensar nisso. Tarde demais...
Selando a caixa novamente, ele viu uma outra atrás dessa. Puxando, ele leu a nota no topo "Evidência #2104A". Abriu e olhou dentro: eram exatamente 104 cartuchos Pokemon Red e Green, todos em perfeito estado... intocados desde o último dia em que foram vistos, 10 anos atrás.

Ele pegou um: Pokemon Red. Não havia visto um por muito tempo. Não sabia o que viria a seguir, mas mesmo assim chegou a uma mesa, pegou um velho GameBoy de dentro da caixa e viu que ainda funcionava. O aparelho era de seu filho, que havia morrido a poucos anos atrás. Sua esposa também partira. Colocando o cartucho na parte de trás do GameBoy, ele ligou o sistema.

A tela inical veio, então a opção "Continue" ou "Start a New Game".
Tanaka. Esse era o nome da criança. Aquela que jogou priomeiro. Ele estava provavelmnte morto, junto com todos os outros.
"New Game"
Estava normal. Ele andou, falou com a mãe e foi para fora. Começou a andar na grama.
Em sua cabeça, ele ainda ouvia as palavras de Sousuke... "Venha, siga-me.."

Estava chegando gradativamente mais perto. Talvez um passo ou dois.

"Gire a roda, quem sabe você pode descobrir o segredo..."

Ele entrou na grama. A tela não fez nada. Nada mesmo. Estava apenas lá, e o detetive completamente paralizado, como se o tempo ao seu redor estivesse congelado. A tela ficou escura e então acendeu novamente. O fundo verde com um texto aparecendo:

"Come follow me, come follow me, come follow me. I miss you dad, I miss you my husband. I miss you so much."

Lágrimas desceram de seus olhos, caindo no peitoral. Telas e mais telas de textos apareciam, ele rapidamente apertava o botão A para continuá-lo. Era sua esposa e seu filho. Eles estavam falando, chamando-o, chorando. Eles queriam vê-lo, eles amavam-no, e ele também.

"Eu também amo vocês", murmurava o homem em um sussurro, a voz rachando.
"Venha, siga-me. Renasça. Nós queremos vê-lo, abraçá-lo e estar com você para todo o sempre e sempre e sempre e sempre."
"E SEMPRE E SEMPRE..."
"Não nos deixe, nós podemos te ver. Sentimos saudades. Venha, siga-me. Nós amamos voc---"

A tela escureceu. Os olhos do detetive se arregalaram. A tela acendeu novamente e Carvalho estava tirando-o da grama. "Venha, siga-me", dizia Oak.
"NÃO", gritou o homem, jogando o aparelho no chão. Ele rapidamente voltou atrás, procurando o GameBoy, trazendo a tela de volta para seu rosto. "Traga-os, traga-os de volta para mim". O jogo continuou normalmente. "Traga minha esposa, meu filho, ME ESUTE! Traga-os de volta para mim AGORA!!!"
Vozes... ele ouvia vozes, centenas de vozes. Virou-se, olhando para trás. Na pequena sala, estavam crianças, muitas crianças. Algumas sem olhos, algumas com feridas na garganta, com o corpo completamente queimado. Todas estavam gritando, gemendo, aproximando-se.

"Traga de volta minha mãe, traga de volta meu pai, traga de volta meu bichinho, TRAGA DE VOLTA MINHA ALMA". Todas gritavam, procurando pelo jogo; as bocas exalando profundo ódio e horror. "Eu não quero que eles partam, traga-os de volta, traga-os de volta para mim!"
"Não." falou o detetive. "É MEU! MINHA família está aqui, não toque!". O terror estampado em seu rosto.
"Venha, siga-me..." disse uma voz. O detetive olhou ao redor e, próximo a uma velha mesa, estava Sousuke. Ele estava em pé, era alto, lindo e radiante. Com um leve sorriso "Venha, siga-me..."
O homem pulou, tentando escapar das crianças. Levantando o GameBoy com as mãos. "O-o que está acontecendo? Onde está minha família?"

Sousuke sorria generosamente. "Eu te mostrarei. Eu te ajudarei a ficar longe destes monstros. Apenas siga-me". Sousuke se abaixou e abriu uma gaveta na mesa velha. O detetive, empurrando as crianças tentando se fastar, olhou para dentro.
Coberta em poeira, lá estava sua velha arma, de quando ele ainda trabalhava na polícia. Ele não a usava há muitos anos, por isso a deixou de lado, não queria se lembrar das coisas que fez com ela..
Mas agora, aquilo não era apenas um objeto que causava dor e agonia. Era brilhante, era a própria luz. Era algo que poderia libertá-lo. "Apenas siga-me", disse Sousuke, sacando a arma e colocando nas mãos do detetive. Ele segurou e então levou às têmporas. "Apenas puxe o gatinho. É tudo."
O detetive se virou. As crinças estavam agarrando-o, segurando suas pernas e puxando. Elas chegaram ao jogo, ele se virou para Sousuke, e sorriu.

"Minha família... eu irei seguí-los."
Puxou o gatinho.
Seu cérebro espatifou na a parede e ele caiu no chão, morto. Alguns dias depois o corpo foi achado. Estava no chão, sangue por toda parte. Em uma mão, segurava uma arma vazia, e na outra, um GameBoy com Pokemon Red. A bateria tinha acabado, estava vazia, apenas a tela escura permanecia.
Este era a última morte que as autoridades iriam permitir. Todos os 104 cartuchos foram queimados. Eles não iriam mais provocar ninguém.

No entando, este não é o fim da história. É dito que o código sobreviveu, e até mesmo passou para outras línguas do jogo. Se você tem um velho jogo de Pokemon, apenas ponha-o em um clássico GameBoy, ative o sistema e gire a roda. Quem sabe, talvez você descubra o segredo...
Depois de ler isso nem durmir ontem a noite.
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Re: Lavander Town

Mensagem por RuinQueen em Seg 7 Nov 2011 - 16:56

essa creepypasta ja é antiga pra mim supreme salamence xD. a unica que me assustou foi a da versao terror black o que nao vem ao caso. mas é sério, o cubone, nos termos de vida real, poderia bem ser um fantasma. e o verdadeiro motivo desse tópico era para discutir sobre a lavender town pelo que eu vi... entao pra nao fugir do tópico... acho que só quem leu creepypastas ou outras coisas assustadoras sobre a lavender town é que fica com medo dela. que eu bem me lembre quando eu joguei o red e o yelow eu até gostava de lá...OBS.: eu nunca jogo com som porque eu jogo em emulador. nao sei nem como é a musica de lá. mas era legal ficar pegando os pokemons fantasmas lá. e tambem eu fiquei muito chateada quando nao consegui pegar o marowak la em cima da lavender tower. em falar disso alguem sabe porque a gente nao pode capturar aquele marowak? porque que eu vi ele nao tem treinador... entao isso quer dizer que ele é um pokemon selvagem. mas que eu me lembre quando eu jogava a pokebola ele bloqueava ela.
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Re: Lavander Town

Mensagem por Mr.G em Seg 7 Nov 2011 - 17:40

É porque ele é um fantasma.
Aí você não pode capturá-lo apesar de não fazer sentido você captura pokemons fantasmas mas não captura fantasmas.
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Re: Lavander Town

Mensagem por FeDeath em Seg 7 Nov 2011 - 19:43

Na verdad é porque ele é apenas um espirito de um Pokémon ja morto.
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Re: Lavander Town

Mensagem por Sr Babe em Seg 7 Nov 2011 - 20:58

Spoiler:
Supreme Salamence escreveu:
@RuinQueen escreveu:
RuinQueen escreveu:
caras se voces perceberam o criador de pokemon fez uma ligaçao sutil entre o cubone e o kanghaskan, sabem historia, aparencia essas coisas. só que nao há uma ligaçao oficial entre os dois. e isso é estranho. se o cubone é mesmo um filhote de kanghaskan porque esconder suas origens e deixar só um fundo de historia para dar abertura ás especulaçoes?
deve ter alguma coisa muito estranha no modo de como um simples filhote de kanghaskan vira um cubone só porque a mãe morreu. e alem disso se o filhote pega o cranio da mae logo apos a morte porque com o tempo ele nao cresce como o filhote que é e vira um tipo de kanghaskan meio corrompido? porque ele fica na forma de filhote pra sempre? e mesmo depois de evoluir para marowak ele continua sendo um filhote?alguem ja pensou nisso ?

Supreme Salamence escreveu:
Eu sim eu ia falar sobre isso mas aproveitando
Eles não crescem porque o cranio impede o crescimento
ai voce fala mas oq isso tem aver?
minha teoria é a seguinte: Ocerebro dele acaba não crescendo tanto, fazendo com que o corpo fique com menos distribuição de sangue e assim com menos crescimento ficando daquele tamanho pq se agente for ver o cranio do cuone se agente tenta-se tirar coseguiri mas od marowak não.

sim, sim...
mas, existe uma coisa que pode desfazer sua teoria.
o simples fato de que é o coraçao que faz a distribuiçao de sangue. o segundo fato de que existem varias especies de animais no mundo que tem o cranio muito maior que o proprio cerebro.e o terceiro fato de que com o cerebro prejudicado o corpo do cubone pararia de se mecher. logo o cerebro nao esta sendo prejudicado com a presença desse cranio em sua cabeça.
e alem disso ja pensou que quando um filhote de kanghaskan vira um cubone ele deixa de ser oficialmente parte de kanghaskan? tipo, alem de formar uma nova especie pokemon ele pode nao ter mais os genes da especie kanghaskan? o que poderia prejudicar seu crescimento. e outra coisa, o cubone tem forte ligaçao com a mae que perdeu entao ele deveria ser meio tipo fantasma. ou, agora que eu penso nisso, ele pode ser um fantasma mesmo... pensem comigo como um filhote antes totalmente dependente de sua mae pode aguentar tanto tempo ao lado do corpo da mesma ate que ele apodreça o suficiente para que pudesse retirar o cranio dela? o filhote certamente teria que sair de perto pra procurar comida...só que quem desempenhava essa funçao ates era a mae.
sera que nesse meio tempo ele tambem morreu? só que seu espirito nao quis sair do seu corpo por ódio a quem matou sua mae? sera que o cubone nao tem uma especie de espirito vingativo?
a ideia pode parecer maluca, mas explicaria o porque deles sempre ficarem na lavender tower e deles nunca crescerem. pelo menos pra mim parece uma explicaçao valida. o que voces acham disso?
É o mundo Pokémon é sempre um mistério por exemplo:
Pq o Slowpoke precisa do shelder para evoluir no anime e no jogo não(mas isso não vem ao caso)

@canoff escreveu:achei a historia

Durante os primeiros dias desde o lançamento de Pokemon Red e Green no Japão, no dia 27 de fevereiro de 1996, houve um aumento substancial nas mortes de adolescentes entre 10 e 15 anos.
As crianças eram geralmente encontradas mortas por suicídio, quase sempre pulando de alturas vertiginosas. Algumas, no entanto, foram ainda mais bizarras. Em alguns casos crianças serraram seus lábios, outros colocaram o rosto dentro do forno ligado, e umas poucas asfixiaram-se enfiando o braço na própria garganta.
Aquelas que foram salvas antes de cometerem suicídio, mostraram um comportamento disperso e aleatório. Quando questionadas sobre o porquê de tentarem se machucar, elas apenas respondiam em gritos caóticos e tentavam arrancar os próprios olhos. Uma das poucas ligações lógicas entre os casos, era o GameBoy. Elas não costumavam falar nada, mas quando alguém mecionava sobre Red ou Green, os gritos surgiriam e elas fariam qualquer coisa para deixar o quarto onde estavam.

As autoridades confirmaram que os jogos suspeitos tinham, de alguma forma, uma conexão com as mortes. Era um caso estranho, por que muitas crianças que possuíam o mesmo jogo não mostravam nenhum comportamento anormal. A polícia não tinha escolha além de seguir esta pista, já que não contavam com outra alternativa.
Coletando todos os cartuchos que as crianças haviam comprado, eles selaram e guardaram tudo, como forte evidência para futuras referências. Decidiram primeiramente falar com os próprios programadores. A pessoa com quem falaram foi o diretor dos jogos originais, Satoshi Taijiri. Quando informado sobre as mortes por trás dos jogos, ele parecia um pouco desconfortável, mas não admitia nada. Ele conduziu os policiais aos principais programadores do jogo, pessoas responsáveis pelo conteúdo.

Os detetives conheceram Takenori Oota, um dos chefes da programação. Direfentemente de Satoshi, ele não parecia desconfortável - apenas muito conservado - explicando que era impossível usar algo como um jogo para causar tantas mortes, também utilizando o argumento de que nem todas as crianças foram afetadas, ele culpou o incidente a algum tipo de coincidência excêntrica, ou histeria em massa. Ele parecia estar escondendo algo, mas não dava chances para suspeitas. Finalmente disse algo interessante.
Takenori ouviu um rumor sobre a música de Lavender Town, um dos lugares no jogo que acabou deixando algumas crianças doentes. Era o único rumor que não tinha explicação.

Ele direcionou os detetives a Junichi Masuda, o compositor das músicas da série. Masuda também ouviu os boatos, mas novamente afirmou que não havia evidência de que sua música era a causa. Para comprovar, ele tocou exatamente o som do jogo e demonstrou que nem os detetives nem ele próprio sentiram algo estranho: a música não afetou ninguém. Apesar de ainda terem suspeitas em Masuda e sua música de Lavender, parecia que chegaram a mais um beco sem saída.
Voltando para os cartuchos que apreenderam das casas das crianças, eles decidiram olhar os jogos mais diretamente. Viram os nomes dos personagens, geralmente "Red", ou outro nome simples, no entanto, o interessante estava no tempo jogado e o número de Pokemons que eles haviam capturado. Os investigadores chegaram à estonteante percepção de que não foi a música de Lavender que causou tantos efeitos maléficos nas crianças, era impossível chegar àquela parte do jogo em tão pouco tempo e com apenas um Pokemon em seu inventário. Isso levou-os a concluir que algo no início do jogo tinha que ser o responsável.

Se não era a música, deveria ser algo dentro dos primeiros minutos do jogo. Eles não possuíam escolha além de deixar os jogos de lado e voltar aos programadores. Pedindo uma lista de toda a equipe para Takenoshi, eles descobriram que, surpreendentemente, um daqueles programadores tinha cometido suicídio logo após a liberação do jogo. Seu nome era Chiro Miura, um homem muito obscuro que contribuiu com pouco para o jogo. Mais interessante ainda, ele pediu que seu nome não aparecesse nos créditos do jogo e assim foi feito.
Procurando por evidências no apartamento de Chiro, eles encontraram muitas anotações em marcador permanente. A maioria estava amassada ou riscada, dificultando a leitura. As poucas palavras que eles conseguiram encontrar na bagunça eram "Não entre", "Cuidado" e "VENHA, SIGA-ME" em negrito. Os detetives não sabiam ao certo que isto significava, mas sabiam que tinha alguma ligação. Pesquisando mais, descobriram que Chiro era grande amigo de um dos designers de mapas, Kohji Nisino. Desde a morte do amigo, ele havia se trancado em seu apartamento, saindo raras vezes durante a noite para buscar algo que poderia precisar. Ele disse aos amigos e familiares que estava em luto pelo seu amigo Chiro, mas não fazia muito sentido, já que os relatos indicavam que ele se trancou pouco antes de Chiro se matar.

Foi complicado, mas as autoridades finalmente persuadiram Nisino a falar. Parecia que ele não havia durmido há dias, com anéis escuros embaixo dos olhos. Ele fedia, suas unhas cresciam sujas e seu cabelo estava oleoso, grudando na testa e nuca. Falava em murmúrios, mas pelo menos tinha algo a dizer. Quando questionado se sabia de alguma coisa sobre as crianças que morreram depois de serem expostas ao jogo e como isso teria conexão, ele respondia cautelosamente, escolhendo bem suas palavras antes de responder. Disse que seu amigo Cirno teve uma idéia interessante para o jogo: algo que ele queria tentar desde que ouviu que o projeto estava começando. Nisino conhecia Takenori, o diretor e programador principal, há muito tempo, então ele poderia facilmente colocar um programador medíocre no projeto com um pouco de persuasão. Chiro convenceu Nisino a colocá-lo no projeto.

Nissino, durante toda a conversa, parecia ficar mais arrasado a cada pergunta. Os detetives forçavam-no mais e mais, procurando totalmente em sua mente por qualquer rascunho de conhecimento que este homem teria sobre o jogo e as intenções de Chiro.
Foi quando perguntaram sobre as anotações encontradas na casa de Chiro que ele entrou em colapso. Debaixo do sofá onde Nisino estava, ele puxou uma pistola, apontando diretamente para a polícia enquanto se afastava alguns passos. Tão rápido como começou, ele levou a pistola ao rosto.
"Não me siga..." murmurou Nissino enquanto enfiava a pistola na boca e puxava o gatilho. Foi muito rápido para a polícia ter qualquer reação. Estava feito. Nisino suicidou-se, repetindo o que estava escrito nos papéis de Chiro.

Parecia que o caso não teria resolução. O time que criou o jogo original estava se dispersando e tornando mais difícil de encontrar. Era como se eles estivessem tentando guardar um segredo. Quando a polícia finalmente conduziu uma conversa com alguns dos programadores ou qualquer outra pessoa que contribuiu com partes do jogo, mesmo os mais obscuros designers de monstros, parecia que eles não tinham nada de interessante a dizer. A maioria nem conhecia Chiro, os poucos que conheciam, só viram uma ou duas vezes enquando ele trabalhava em seu próprio projeto. Ao longo de tudo isso, a única confirmação era que Chiro foi o responsável pelas partes iniciais do jogo.
Passara, alguns meses depois que as primeiras crianças cometeram suicídio e a taxa de mortes diminuiu significativamente. Parecia que o jogo não estava mais causando aqueles efeitos bizarros nas crianças. O recolhimento dos jogos foi cancelado. Eles começaram a acreditar que talvez Takenori estivesse certo e tudo não passava de uma coincidência ou histeria em massa... até que recebram a carta.

Ela foi dada a um dos próprios detetives diretamente na rua. Uma mulher o deu a carta: ela parecia muito fraca, magra e doente. Deu a carta para ele rapidamente, dizendo que era algo que precisavam ver e, sem mais nenhuma palavra, desapareceu na multidão. O detetive levou ao seu escritório, chamou os outros, abriu e leu em voz alta.
Era uma carta escrita pelo próprio Chiro, mas que não foi encontrada em seu apartamento. Eles haviam limpado o local procurando pistas e respostas, então de onde quer que a carta tenha vindo, não foi pêga na casa dele. Estava assinada para ser dada a Nisino. Começou um pouco formal, um "olá", "como vai você", "lembranças à família", essse tipo de coisa. Depois de um ou dois parágrafos normais, eles chegaram a uma parte onde Chiro pedia a Nisino que colocasse-o no time do jogo. Uma posição de programador no Red/Green.

Conforme a carta ia continuando, a caligrafia parecia ficar mais distorcida. Ele falava de uma idéia gloriosa, uma maneira de programar algo nunca visto em nenhum jogo. Disse que certamente não iria revolucionar apenas a indústria dos jogos, mas tudo ao redor. Ele começou a dizer que era muito simples programar essa idéia no jogo. Nem sequer deveria adicionar qualquer programação estrangeira, poderia usar a que já estava no próprio jogo. Neste momento, os detetives percebram que isso tornaria impossível detectar qualquer obscuridade na programação. Era a maneira perfeita de esconder qualquer coisa.
A carta terminava abruptamente. Não havia "adeus", nem "diga oi para a família", sem notas, sem agradecimentos. Não havia nada disso. Era apenas seu nome escrito de maneira tão rígida no papel que quase o rasgou: "Chiro Miura".

Essa foi a peça final que os detetives procuravam. Não havia mais suspeitos no caso. Chiro programou algo nas primeiras partes do jogo - algo enlouquecedor. Para aumentar as chances de sucesso, o time de programação teria que trabalhar em pares, até o próprio Chiro. Seu parceiro era Sousuke Tamada. Se alguém conhecesse o segredo do jogo, esse teria que ser Sousuke. Esta era a última esperança de desvendar todo o caso de uma vez por todas.
Eles descobriram que Sousuke teria providenciado muito da programação do jogo e parecia ser alguém normal, um cara bom e trabalhador. Os detetives foram facilmente recebidos em sua casa, um lugar simpático, entraram pela sala de estar, onde sentaram. Sousuke não sentou, no entanto. Ele estava perto da janela do piso do segundo andar, olhando para a rua movimentada. Sorria um pouco.

Não houve testemunhas para os eventos que se sucederam. A única coisa que sobrou desta conversa foi uma gravação na mesa em frente aos dois detetives que estavam encarregados de falar com Sousuke. O que segue, é a gravação sem edições:

"Sousuke Tamada, por quais partes você foi responsável nos jogos Pokemon Red e Green?", perguntou o primeiro detetive.
"Eu era programador". Sua voz era leve e amigável, quase amigável demais.
"É correta a informação de que os programadores trabalhavam em times?", perguntou o detetive.
Pôde-se ouvir o som de pés se movendo no chão, vagarosamente. "Você está certo", disse Sousuke depois de um momento de silêncio.
"E o nome de seu parceiro era--", o detetive foi interrompido pela voz misteriosa de Sousuke. "Chiro Miura... Este era seu nome, Chiro Miura".
Outro momento de silêncio, parecia que os detetives estavam desconfiados com esse homem. "Você poderia nos dizer se Miura alguma vez agiu estranho? Algum comportamento particular que você observou enquanto trabalhavam juntos?"
"Na verdade, eu não o conheço tão bem. Nós não nos encontrávamos frequentemente, apenas uma vez ou outra para trocar dados, ou quando o time inteiro era chamado para relatório... Eram as únicas vezes que eu realmente o vi. Ele agia normal tanto quanto eu poderia dizer. Ele era um homem baixo, eu acho que isso afetou sua consciência... ele agia de maneira mais fraca do que qualquer outro homem que conheci. Mas ele estava disposto a fazer muito mais trabalho para ganhar reconhecimento, disso eu sei."

Silêncio. "Sim?" perguntou o detetive, forçando-o a continuar. "O que você acha?"
"Eu acho que ele era um home muito fraco. Acho que ele queria provar algo para si mesmo, independentemente do que teria que fazer...acho que ele queria fazer seu próprio reconhecimento por algo especial, algo que pudesse fazer as pessoas esquecerem sobre sua aparência e prestar atenção na poderosa mente que vivia dentro de sua cabeça... Infelizmente, porém... hihi... ele não tinha muita 'mente' para continuar seu projeto."
"Por que você diz isso?", perguntou o segundo detetive.
"Bem, é a verdade", respondeu Sousuke rapidamente. Seus pés poderiam ser ouvidos se movendo pelo piso. "Ele não tinha nada de especial, por mais que quisesse acreditar nisso. Você não pode ter grandeza, mesmo se acreditar nisso. É impossível... de alguma forma, eu acho que o próprio Chiro sabia disso, em algum lugar dentro dele, sabia que era verdade."
Os detetives estavam em silêncio novamente, não sabiam como manter a conversa. Depois de um momento, eles continuaram. "Você poderia nos dizer qual era a parte do jogo que Chiro era encarregado? Em que ele trabalhava exatamente?"
Sousuke respondeu mais rapidamente que antes. "Nada... quero dizer, nada importante. Ele trabalhou em algumas partes obscuras no início do jogo". Uma pausa, então mais um pouco de informação. "Era a parte do Professor Carvalho, para ser exato. Ele trabalhou em algumas peças do Carvalho... quando ele te vê pela primeira vez..."
"O quê mais?" forçou o policial. Sousuke sabia de mais alguma coisa, eles poderia ouvir em sua voz. "Sabemos que você tem conhecimento sobre as mortes das crianças. Sabemos que foi Chiro o responsável, ele programou alguma coisa no jogo."

"O que você está insinuando?" perguntou Sousuke. Parecia que ele estava tentando manter a voz.
"Estamos insinuando que, se você foi parceiro de Chiro, então tem mais informações. Se está escondendo algo de nós, você poderia ser responsável pelas mortes daquelas crianças tanto quanto o próprio Chiro!"
"Vocês não podem provar nada!", gritou Sousuke.
"Diga-nos o que Chiro fez ao jogo!"
"ELE FEZ O QUE EU O MANDEI FAZER!!!"

Silêncio. Completo silêncio.

"Vocês querem saber, huh?", perguntou Sousuke finalmente quebrando o terrível silêncio. "Vocês querem saber sobre o quê tudo isso se trata? Chiro era um idiota! Ele faria qualquer coisa por um pouco de atenção, QUALQUER COISA. Ele não poderia programar uma m*rda sequer. No entanto, a única coisa que ele sabia fazer, era ser manipulado. Você diria o que ele deveria fazer e ele o faria. Nem mesmo questionaria. Apenas ouvir aquele agradecimento quando ele recebe o produto acabado era sua maior satisfação. Tudo que ele queria."

Dois clicks vieram dos detetives, armas poderia ser ouvidas.

"Eu poderia controlá-lo sem problemas. Ele era muito parecido com Takenori... vocês não sabiam disso, é claro, mas eu fui quem trouxe toda a idéia do jogo. A idéia da operação inteira. Eu apenas disse ao meu companheiro o que fazer, e ele me seguiu sem questionar, Ele não sabia de nada, assim como Chiro."

O som de uma janela abrindo poderia ser ouvido. Os detetives apontaram as armas para Sousuke

"Não se mova! Ou iremos atirar!"
"Deixe-me contar uma coisa sobre a mecânica do jogo", continuou o suspeito. Sua voz estava mais apressada, mas ainda mantinha o vigor. "Considere isso uma dica, ok? Se cvocê andar ao redor das áreas com grama, um Pokemon pode aparecer e você terá a chance de batalhar com ele. É uma parte necessária do jogo todo, sabe?"
"Saia de perto da janela! Nós não avisaremos novamente!"
"No começo do jogo, você tem que andar na grama antes de Carvalho aparecer e você receber seu primeiro Pokemon, entende? Em circuntâncias normais, foi programado que enquanto você estiver nessa área, nenhum Pokemon irá aparecer... eu modifiquei. Manipulei aquele Chiro, disse a ele o que colocar no programa, dei a ele todas as instruções de como proceder. Ele o fez impecavelmente. É raro, mas pode acontecer: ANDAR SOBRE AQUELE GRAMA PODE GERAR..."
"Sousuke, nós não queremos atirar!"
"Atire!!" gritou Sousuke, rindo ao mesmo tempo. "Atirar em MIM? Você é tão patético quanto Chiro! Uma vez que ele encontrou a verdade, não havia volta! Foi tudo sua culpa, no fim das contas. Ele suicidou-se por causa disso! Se você está tão determinado em terminar seu maldito caso, então jogue a porr* do jogo você mesmo! Gire a rode, e quem sabe, você pode descobrir o segredo..."

Um tiro pôde ser ouvido, alto o bastante para distorcer o audio. Sons de gritos e murmúrios. A mesa do gravador estava destruída. Silêncio e então risadas. Sousuke estava rindo, dizendo "Venha, siga-me... venha, siga-me..." e então, nada. O gravador continuou rodando até a fita acabar, mas não havia mais nada.

A polícia havia chegado rapidamente ao local e, para o horror de todos, descobriram Sousuke e os dois detetives mortos. Todos levaram tiros, mas sem depois de lutar. Os detetives tinham sido baleados múltiplas vezes, pelo menos 10 de cada, antes de morrer, levaram tiro no meio dos olhos. O próprio Sousuke estava claramente morto com dois tiros no peito, diretamente no coração. O jogo estava causando um massacre. Pelo menos 100 crianças morreram. Nissino, o amigo inexperado, morto. Chiro, o brinquedo manipulado, morto. Os dois detetives, mortos. E agora, até o criador, o causador desta atrocidade, Sousuke, morto. O jogo estava depurtando todas as intenções originais: ao invéns de entreter, matava a todos que ficavam envolvidos.

O líder da investigação decidiu deixar o caso de lado. Os principais suspeitos estavam mortos, então não havia razões para continuá-lo. Todas as evidências foram trancadas, colocadas na escuridão, onde pertenciam. Durante algum tempo, todos falavam do caso, murmurinhos e fofocas, mas com o passar dos anos, o caso foi se dissolvendo. Eventualmente, ele estava apenas na memória daqueles que o experimentaram de perto.
Dez anos se passaram. 27 de Fevereiro de 2006. O detetive que trancou as evidências anteriormente, estava relembrando o bizarro acontecimento. Na verdade, ele não estava mais no ramo, contudo ainda possuía acesso a todos os arquivos e poderia ajudar quando quisesse. A lembrança o fez voltar e abrir uma caixa selada que escondia todas as provas coletadas.

Ele leu atenciosamente as cartas e as anotações... ele se lembrou da mulher que apareceu na rua segurando aquela carta, que supostamente resolveria o caso inteiro. Imaginou quem ela seria e de onde teria vindo. Talvez fosse a mãe de Chirou ou de Sousuke. Era muito tarde para pensar nisso. Tarde demais...
Selando a caixa novamente, ele viu uma outra atrás dessa. Puxando, ele leu a nota no topo "Evidência #2104A". Abriu e olhou dentro: eram exatamente 104 cartuchos Pokemon Red e Green, todos em perfeito estado... intocados desde o último dia em que foram vistos, 10 anos atrás.

Ele pegou um: Pokemon Red. Não havia visto um por muito tempo. Não sabia o que viria a seguir, mas mesmo assim chegou a uma mesa, pegou um velho GameBoy de dentro da caixa e viu que ainda funcionava. O aparelho era de seu filho, que havia morrido a poucos anos atrás. Sua esposa também partira. Colocando o cartucho na parte de trás do GameBoy, ele ligou o sistema.

A tela inical veio, então a opção "Continue" ou "Start a New Game".
Tanaka. Esse era o nome da criança. Aquela que jogou priomeiro. Ele estava provavelmnte morto, junto com todos os outros.
"New Game"
Estava normal. Ele andou, falou com a mãe e foi para fora. Começou a andar na grama.
Em sua cabeça, ele ainda ouvia as palavras de Sousuke... "Venha, siga-me.."

Estava chegando gradativamente mais perto. Talvez um passo ou dois.

"Gire a roda, quem sabe você pode descobrir o segredo..."

Ele entrou na grama. A tela não fez nada. Nada mesmo. Estava apenas lá, e o detetive completamente paralizado, como se o tempo ao seu redor estivesse congelado. A tela ficou escura e então acendeu novamente. O fundo verde com um texto aparecendo:

"Come follow me, come follow me, come follow me. I miss you dad, I miss you my husband. I miss you so much."

Lágrimas desceram de seus olhos, caindo no peitoral. Telas e mais telas de textos apareciam, ele rapidamente apertava o botão A para continuá-lo. Era sua esposa e seu filho. Eles estavam falando, chamando-o, chorando. Eles queriam vê-lo, eles amavam-no, e ele também.

"Eu também amo vocês", murmurava o homem em um sussurro, a voz rachando.
"Venha, siga-me. Renasça. Nós queremos vê-lo, abraçá-lo e estar com você para todo o sempre e sempre e sempre e sempre."
"E SEMPRE E SEMPRE..."
"Não nos deixe, nós podemos te ver. Sentimos saudades. Venha, siga-me. Nós amamos voc---"

A tela escureceu. Os olhos do detetive se arregalaram. A tela acendeu novamente e Carvalho estava tirando-o da grama. "Venha, siga-me", dizia Oak.
"NÃO", gritou o homem, jogando o aparelho no chão. Ele rapidamente voltou atrás, procurando o GameBoy, trazendo a tela de volta para seu rosto. "Traga-os, traga-os de volta para mim". O jogo continuou normalmente. "Traga minha esposa, meu filho, ME ESUTE! Traga-os de volta para mim AGORA!!!"
Vozes... ele ouvia vozes, centenas de vozes. Virou-se, olhando para trás. Na pequena sala, estavam crianças, muitas crianças. Algumas sem olhos, algumas com feridas na garganta, com o corpo completamente queimado. Todas estavam gritando, gemendo, aproximando-se.

"Traga de volta minha mãe, traga de volta meu pai, traga de volta meu bichinho, TRAGA DE VOLTA MINHA ALMA". Todas gritavam, procurando pelo jogo; as bocas exalando profundo ódio e horror. "Eu não quero que eles partam, traga-os de volta, traga-os de volta para mim!"
"Não." falou o detetive. "É MEU! MINHA família está aqui, não toque!". O terror estampado em seu rosto.
"Venha, siga-me..." disse uma voz. O detetive olhou ao redor e, próximo a uma velha mesa, estava Sousuke. Ele estava em pé, era alto, lindo e radiante. Com um leve sorriso "Venha, siga-me..."
O homem pulou, tentando escapar das crianças. Levantando o GameBoy com as mãos. "O-o que está acontecendo? Onde está minha família?"

Sousuke sorria generosamente. "Eu te mostrarei. Eu te ajudarei a ficar longe destes monstros. Apenas siga-me". Sousuke se abaixou e abriu uma gaveta na mesa velha. O detetive, empurrando as crianças tentando se fastar, olhou para dentro.
Coberta em poeira, lá estava sua velha arma, de quando ele ainda trabalhava na polícia. Ele não a usava há muitos anos, por isso a deixou de lado, não queria se lembrar das coisas que fez com ela..
Mas agora, aquilo não era apenas um objeto que causava dor e agonia. Era brilhante, era a própria luz. Era algo que poderia libertá-lo. "Apenas siga-me", disse Sousuke, sacando a arma e colocando nas mãos do detetive. Ele segurou e então levou às têmporas. "Apenas puxe o gatinho. É tudo."
O detetive se virou. As crinças estavam agarrando-o, segurando suas pernas e puxando. Elas chegaram ao jogo, ele se virou para Sousuke, e sorriu.

"Minha família... eu irei seguí-los."
Puxou o gatinho.
Seu cérebro espatifou na a parede e ele caiu no chão, morto. Alguns dias depois o corpo foi achado. Estava no chão, sangue por toda parte. Em uma mão, segurava uma arma vazia, e na outra, um GameBoy com Pokemon Red. A bateria tinha acabado, estava vazia, apenas a tela escura permanecia.
Este era a última morte que as autoridades iriam permitir. Todos os 104 cartuchos foram queimados. Eles não iriam mais provocar ninguém.

No entando, este não é o fim da história. É dito que o código sobreviveu, e até mesmo passou para outras línguas do jogo. Se você tem um velho jogo de Pokemon, apenas ponha-o em um clássico GameBoy, ative o sistema e gire a roda. Quem sabe, talvez você descubra o segredo...
Depois de ler isso nem durmir ontem a noite.

se n dormites por causa disto tens de ver pokemon black version versão terror,quando vires ficas como as crianças quando falavam de redou green...


Última edição por babeceiro em Ter 8 Nov 2011 - 18:12, editado 1 vez(es)
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Re: Lavander Town

Mensagem por RuinQueen em Ter 8 Nov 2011 - 7:12

oh noes! é mesmo agora que eu lembrei T-T
aquele marowak tinha uma historia bem triste...
onde se acha entao cubones VIVOS nessas versoes?

OBS.: tenho algumas noites de insonia por causa do terror black até hoje... mas isso não vem ao caso.
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Re: Lavander Town

Mensagem por mo tesao em Ter 8 Nov 2011 - 7:20

Spoiler:
babeceiro escreveu:
Supreme Salamence escreveu:
@RuinQueen escreveu:
RuinQueen escreveu:
caras se voces perceberam o criador de pokemon fez uma ligaçao sutil entre o cubone e o kanghaskan, sabem historia, aparencia essas coisas. só que nao há uma ligaçao oficial entre os dois. e isso é estranho. se o cubone é mesmo um filhote de kanghaskan porque esconder suas origens e deixar só um fundo de historia para dar abertura ás especulaçoes?
deve ter alguma coisa muito estranha no modo de como um simples filhote de kanghaskan vira um cubone só porque a mãe morreu. e alem disso se o filhote pega o cranio da mae logo apos a morte porque com o tempo ele nao cresce como o filhote que é e vira um tipo de kanghaskan meio corrompido? porque ele fica na forma de filhote pra sempre? e mesmo depois de evoluir para marowak ele continua sendo um filhote?alguem ja pensou nisso ?

Supreme Salamence escreveu:
Eu sim eu ia falar sobre isso mas aproveitando
Eles não crescem porque o cranio impede o crescimento
ai voce fala mas oq isso tem aver?
minha teoria é a seguinte: Ocerebro dele acaba não crescendo tanto, fazendo com que o corpo fique com menos distribuição de sangue e assim com menos crescimento ficando daquele tamanho pq se agente for ver o cranio do cuone se agente tenta-se tirar coseguiri mas od marowak não.

sim, sim...
mas, existe uma coisa que pode desfazer sua teoria.
o simples fato de que é o coraçao que faz a distribuiçao de sangue. o segundo fato de que existem varias especies de animais no mundo que tem o cranio muito maior que o proprio cerebro.e o terceiro fato de que com o cerebro prejudicado o corpo do cubone pararia de se mecher. logo o cerebro nao esta sendo prejudicado com a presença desse cranio em sua cabeça.
e alem disso ja pensou que quando um filhote de kanghaskan vira um cubone ele deixa de ser oficialmente parte de kanghaskan? tipo, alem de formar uma nova especie pokemon ele pode nao ter mais os genes da especie kanghaskan? o que poderia prejudicar seu crescimento. e outra coisa, o cubone tem forte ligaçao com a mae que perdeu entao ele deveria ser meio tipo fantasma. ou, agora que eu penso nisso, ele pode ser um fantasma mesmo... pensem comigo como um filhote antes totalmente dependente de sua mae pode aguentar tanto tempo ao lado do corpo da mesma ate que ele apodreça o suficiente para que pudesse retirar o cranio dela? o filhote certamente teria que sair de perto pra procurar comida...só que quem desempenhava essa funçao ates era a mae.
sera que nesse meio tempo ele tambem morreu? só que seu espirito nao quis sair do seu corpo por ódio a quem matou sua mae? sera que o cubone nao tem uma especie de espirito vingativo?
a ideia pode parecer maluca, mas explicaria o porque deles sempre ficarem na lavender tower e deles nunca crescerem. pelo menos pra mim parece uma explicaçao valida. o que voces acham disso?
É o mundo Pokémon é sempre um mistério por exemplo:
Pq o Slowpoke precisa do shelder para evoluir no anime e no jogo não(mas isso não vem ao caso)

@canoff escreveu:achei a historia

Durante os primeiros dias desde o lançamento de Pokemon Red e Green no Japão, no dia 27 de fevereiro de 1996, houve um aumento substancial nas mortes de adolescentes entre 10 e 15 anos.
As crianças eram geralmente encontradas mortas por suicídio, quase sempre pulando de alturas vertiginosas. Algumas, no entanto, foram ainda mais bizarras. Em alguns casos crianças serraram seus lábios, outros colocaram o rosto dentro do forno ligado, e umas poucas asfixiaram-se enfiando o braço na própria garganta.
Aquelas que foram salvas antes de cometerem suicídio, mostraram um comportamento disperso e aleatório. Quando questionadas sobre o porquê de tentarem se machucar, elas apenas respondiam em gritos caóticos e tentavam arrancar os próprios olhos. Uma das poucas ligações lógicas entre os casos, era o GameBoy. Elas não costumavam falar nada, mas quando alguém mecionava sobre Red ou Green, os gritos surgiriam e elas fariam qualquer coisa para deixar o quarto onde estavam.

As autoridades confirmaram que os jogos suspeitos tinham, de alguma forma, uma conexão com as mortes. Era um caso estranho, por que muitas crianças que possuíam o mesmo jogo não mostravam nenhum comportamento anormal. A polícia não tinha escolha além de seguir esta pista, já que não contavam com outra alternativa.
Coletando todos os cartuchos que as crianças haviam comprado, eles selaram e guardaram tudo, como forte evidência para futuras referências. Decidiram primeiramente falar com os próprios programadores. A pessoa com quem falaram foi o diretor dos jogos originais, Satoshi Taijiri. Quando informado sobre as mortes por trás dos jogos, ele parecia um pouco desconfortável, mas não admitia nada. Ele conduziu os policiais aos principais programadores do jogo, pessoas responsáveis pelo conteúdo.

Os detetives conheceram Takenori Oota, um dos chefes da programação. Direfentemente de Satoshi, ele não parecia desconfortável - apenas muito conservado - explicando que era impossível usar algo como um jogo para causar tantas mortes, também utilizando o argumento de que nem todas as crianças foram afetadas, ele culpou o incidente a algum tipo de coincidência excêntrica, ou histeria em massa. Ele parecia estar escondendo algo, mas não dava chances para suspeitas. Finalmente disse algo interessante.
Takenori ouviu um rumor sobre a música de Lavender Town, um dos lugares no jogo que acabou deixando algumas crianças doentes. Era o único rumor que não tinha explicação.

Ele direcionou os detetives a Junichi Masuda, o compositor das músicas da série. Masuda também ouviu os boatos, mas novamente afirmou que não havia evidência de que sua música era a causa. Para comprovar, ele tocou exatamente o som do jogo e demonstrou que nem os detetives nem ele próprio sentiram algo estranho: a música não afetou ninguém. Apesar de ainda terem suspeitas em Masuda e sua música de Lavender, parecia que chegaram a mais um beco sem saída.
Voltando para os cartuchos que apreenderam das casas das crianças, eles decidiram olhar os jogos mais diretamente. Viram os nomes dos personagens, geralmente "Red", ou outro nome simples, no entanto, o interessante estava no tempo jogado e o número de Pokemons que eles haviam capturado. Os investigadores chegaram à estonteante percepção de que não foi a música de Lavender que causou tantos efeitos maléficos nas crianças, era impossível chegar àquela parte do jogo em tão pouco tempo e com apenas um Pokemon em seu inventário. Isso levou-os a concluir que algo no início do jogo tinha que ser o responsável.

Se não era a música, deveria ser algo dentro dos primeiros minutos do jogo. Eles não possuíam escolha além de deixar os jogos de lado e voltar aos programadores. Pedindo uma lista de toda a equipe para Takenoshi, eles descobriram que, surpreendentemente, um daqueles programadores tinha cometido suicídio logo após a liberação do jogo. Seu nome era Chiro Miura, um homem muito obscuro que contribuiu com pouco para o jogo. Mais interessante ainda, ele pediu que seu nome não aparecesse nos créditos do jogo e assim foi feito.
Procurando por evidências no apartamento de Chiro, eles encontraram muitas anotações em marcador permanente. A maioria estava amassada ou riscada, dificultando a leitura. As poucas palavras que eles conseguiram encontrar na bagunça eram "Não entre", "Cuidado" e "VENHA, SIGA-ME" em negrito. Os detetives não sabiam ao certo que isto significava, mas sabiam que tinha alguma ligação. Pesquisando mais, descobriram que Chiro era grande amigo de um dos designers de mapas, Kohji Nisino. Desde a morte do amigo, ele havia se trancado em seu apartamento, saindo raras vezes durante a noite para buscar algo que poderia precisar. Ele disse aos amigos e familiares que estava em luto pelo seu amigo Chiro, mas não fazia muito sentido, já que os relatos indicavam que ele se trancou pouco antes de Chiro se matar.

Foi complicado, mas as autoridades finalmente persuadiram Nisino a falar. Parecia que ele não havia durmido há dias, com anéis escuros embaixo dos olhos. Ele fedia, suas unhas cresciam sujas e seu cabelo estava oleoso, grudando na testa e nuca. Falava em murmúrios, mas pelo menos tinha algo a dizer. Quando questionado se sabia de alguma coisa sobre as crianças que morreram depois de serem expostas ao jogo e como isso teria conexão, ele respondia cautelosamente, escolhendo bem suas palavras antes de responder. Disse que seu amigo Cirno teve uma idéia interessante para o jogo: algo que ele queria tentar desde que ouviu que o projeto estava começando. Nisino conhecia Takenori, o diretor e programador principal, há muito tempo, então ele poderia facilmente colocar um programador medíocre no projeto com um pouco de persuasão. Chiro convenceu Nisino a colocá-lo no projeto.

Nissino, durante toda a conversa, parecia ficar mais arrasado a cada pergunta. Os detetives forçavam-no mais e mais, procurando totalmente em sua mente por qualquer rascunho de conhecimento que este homem teria sobre o jogo e as intenções de Chiro.
Foi quando perguntaram sobre as anotações encontradas na casa de Chiro que ele entrou em colapso. Debaixo do sofá onde Nisino estava, ele puxou uma pistola, apontando diretamente para a polícia enquanto se afastava alguns passos. Tão rápido como começou, ele levou a pistola ao rosto.
"Não me siga..." murmurou Nissino enquanto enfiava a pistola na boca e puxava o gatilho. Foi muito rápido para a polícia ter qualquer reação. Estava feito. Nisino suicidou-se, repetindo o que estava escrito nos papéis de Chiro.

Parecia que o caso não teria resolução. O time que criou o jogo original estava se dispersando e tornando mais difícil de encontrar. Era como se eles estivessem tentando guardar um segredo. Quando a polícia finalmente conduziu uma conversa com alguns dos programadores ou qualquer outra pessoa que contribuiu com partes do jogo, mesmo os mais obscuros designers de monstros, parecia que eles não tinham nada de interessante a dizer. A maioria nem conhecia Chiro, os poucos que conheciam, só viram uma ou duas vezes enquando ele trabalhava em seu próprio projeto. Ao longo de tudo isso, a única confirmação era que Chiro foi o responsável pelas partes iniciais do jogo.
Passara, alguns meses depois que as primeiras crianças cometeram suicídio e a taxa de mortes diminuiu significativamente. Parecia que o jogo não estava mais causando aqueles efeitos bizarros nas crianças. O recolhimento dos jogos foi cancelado. Eles começaram a acreditar que talvez Takenori estivesse certo e tudo não passava de uma coincidência ou histeria em massa... até que recebram a carta.

Ela foi dada a um dos próprios detetives diretamente na rua. Uma mulher o deu a carta: ela parecia muito fraca, magra e doente. Deu a carta para ele rapidamente, dizendo que era algo que precisavam ver e, sem mais nenhuma palavra, desapareceu na multidão. O detetive levou ao seu escritório, chamou os outros, abriu e leu em voz alta.
Era uma carta escrita pelo próprio Chiro, mas que não foi encontrada em seu apartamento. Eles haviam limpado o local procurando pistas e respostas, então de onde quer que a carta tenha vindo, não foi pêga na casa dele. Estava assinada para ser dada a Nisino. Começou um pouco formal, um "olá", "como vai você", "lembranças à família", essse tipo de coisa. Depois de um ou dois parágrafos normais, eles chegaram a uma parte onde Chiro pedia a Nisino que colocasse-o no time do jogo. Uma posição de programador no Red/Green.

Conforme a carta ia continuando, a caligrafia parecia ficar mais distorcida. Ele falava de uma idéia gloriosa, uma maneira de programar algo nunca visto em nenhum jogo. Disse que certamente não iria revolucionar apenas a indústria dos jogos, mas tudo ao redor. Ele começou a dizer que era muito simples programar essa idéia no jogo. Nem sequer deveria adicionar qualquer programação estrangeira, poderia usar a que já estava no próprio jogo. Neste momento, os detetives percebram que isso tornaria impossível detectar qualquer obscuridade na programação. Era a maneira perfeita de esconder qualquer coisa.
A carta terminava abruptamente. Não havia "adeus", nem "diga oi para a família", sem notas, sem agradecimentos. Não havia nada disso. Era apenas seu nome escrito de maneira tão rígida no papel que quase o rasgou: "Chiro Miura".

Essa foi a peça final que os detetives procuravam. Não havia mais suspeitos no caso. Chiro programou algo nas primeiras partes do jogo - algo enlouquecedor. Para aumentar as chances de sucesso, o time de programação teria que trabalhar em pares, até o próprio Chiro. Seu parceiro era Sousuke Tamada. Se alguém conhecesse o segredo do jogo, esse teria que ser Sousuke. Esta era a última esperança de desvendar todo o caso de uma vez por todas.
Eles descobriram que Sousuke teria providenciado muito da programação do jogo e parecia ser alguém normal, um cara bom e trabalhador. Os detetives foram facilmente recebidos em sua casa, um lugar simpático, entraram pela sala de estar, onde sentaram. Sousuke não sentou, no entanto. Ele estava perto da janela do piso do segundo andar, olhando para a rua movimentada. Sorria um pouco.

Não houve testemunhas para os eventos que se sucederam. A única coisa que sobrou desta conversa foi uma gravação na mesa em frente aos dois detetives que estavam encarregados de falar com Sousuke. O que segue, é a gravação sem edições:

"Sousuke Tamada, por quais partes você foi responsável nos jogos Pokemon Red e Green?", perguntou o primeiro detetive.
"Eu era programador". Sua voz era leve e amigável, quase amigável demais.
"É correta a informação de que os programadores trabalhavam em times?", perguntou o detetive.
Pôde-se ouvir o som de pés se movendo no chão, vagarosamente. "Você está certo", disse Sousuke depois de um momento de silêncio.
"E o nome de seu parceiro era--", o detetive foi interrompido pela voz misteriosa de Sousuke. "Chiro Miura... Este era seu nome, Chiro Miura".
Outro momento de silêncio, parecia que os detetives estavam desconfiados com esse homem. "Você poderia nos dizer se Miura alguma vez agiu estranho? Algum comportamento particular que você observou enquanto trabalhavam juntos?"
"Na verdade, eu não o conheço tão bem. Nós não nos encontrávamos frequentemente, apenas uma vez ou outra para trocar dados, ou quando o time inteiro era chamado para relatório... Eram as únicas vezes que eu realmente o vi. Ele agia normal tanto quanto eu poderia dizer. Ele era um homem baixo, eu acho que isso afetou sua consciência... ele agia de maneira mais fraca do que qualquer outro homem que conheci. Mas ele estava disposto a fazer muito mais trabalho para ganhar reconhecimento, disso eu sei."

Silêncio. "Sim?" perguntou o detetive, forçando-o a continuar. "O que você acha?"
"Eu acho que ele era um home muito fraco. Acho que ele queria provar algo para si mesmo, independentemente do que teria que fazer...acho que ele queria fazer seu próprio reconhecimento por algo especial, algo que pudesse fazer as pessoas esquecerem sobre sua aparência e prestar atenção na poderosa mente que vivia dentro de sua cabeça... Infelizmente, porém... hihi... ele não tinha muita 'mente' para continuar seu projeto."
"Por que você diz isso?", perguntou o segundo detetive.
"Bem, é a verdade", respondeu Sousuke rapidamente. Seus pés poderiam ser ouvidos se movendo pelo piso. "Ele não tinha nada de especial, por mais que quisesse acreditar nisso. Você não pode ter grandeza, mesmo se acreditar nisso. É impossível... de alguma forma, eu acho que o próprio Chiro sabia disso, em algum lugar dentro dele, sabia que era verdade."
Os detetives estavam em silêncio novamente, não sabiam como manter a conversa. Depois de um momento, eles continuaram. "Você poderia nos dizer qual era a parte do jogo que Chiro era encarregado? Em que ele trabalhava exatamente?"
Sousuke respondeu mais rapidamente que antes. "Nada... quero dizer, nada importante. Ele trabalhou em algumas partes obscuras no início do jogo". Uma pausa, então mais um pouco de informação. "Era a parte do Professor Carvalho, para ser exato. Ele trabalhou em algumas peças do Carvalho... quando ele te vê pela primeira vez..."
"O quê mais?" forçou o policial. Sousuke sabia de mais alguma coisa, eles poderia ouvir em sua voz. "Sabemos que você tem conhecimento sobre as mortes das crianças. Sabemos que foi Chiro o responsável, ele programou alguma coisa no jogo."

"O que você está insinuando?" perguntou Sousuke. Parecia que ele estava tentando manter a voz.
"Estamos insinuando que, se você foi parceiro de Chiro, então tem mais informações. Se está escondendo algo de nós, você poderia ser responsável pelas mortes daquelas crianças tanto quanto o próprio Chiro!"
"Vocês não podem provar nada!", gritou Sousuke.
"Diga-nos o que Chiro fez ao jogo!"
"ELE FEZ O QUE EU O MANDEI FAZER!!!"

Silêncio. Completo silêncio.

"Vocês querem saber, huh?", perguntou Sousuke finalmente quebrando o terrível silêncio. "Vocês querem saber sobre o quê tudo isso se trata? Chiro era um idiota! Ele faria qualquer coisa por um pouco de atenção, QUALQUER COISA. Ele não poderia programar uma m*rda sequer. No entanto, a única coisa que ele sabia fazer, era ser manipulado. Você diria o que ele deveria fazer e ele o faria. Nem mesmo questionaria. Apenas ouvir aquele agradecimento quando ele recebe o produto acabado era sua maior satisfação. Tudo que ele queria."

Dois clicks vieram dos detetives, armas poderia ser ouvidas.

"Eu poderia controlá-lo sem problemas. Ele era muito parecido com Takenori... vocês não sabiam disso, é claro, mas eu fui quem trouxe toda a idéia do jogo. A idéia da operação inteira. Eu apenas disse ao meu companheiro o que fazer, e ele me seguiu sem questionar, Ele não sabia de nada, assim como Chiro."

O som de uma janela abrindo poderia ser ouvido. Os detetives apontaram as armas para Sousuke

"Não se mova! Ou iremos atirar!"
"Deixe-me contar uma coisa sobre a mecânica do jogo", continuou o suspeito. Sua voz estava mais apressada, mas ainda mantinha o vigor. "Considere isso uma dica, ok? Se cvocê andar ao redor das áreas com grama, um Pokemon pode aparecer e você terá a chance de batalhar com ele. É uma parte necessária do jogo todo, sabe?"
"Saia de perto da janela! Nós não avisaremos novamente!"
"No começo do jogo, você tem que andar na grama antes de Carvalho aparecer e você receber seu primeiro Pokemon, entende? Em circuntâncias normais, foi programado que enquanto você estiver nessa área, nenhum Pokemon irá aparecer... eu modifiquei. Manipulei aquele Chiro, disse a ele o que colocar no programa, dei a ele todas as instruções de como proceder. Ele o fez impecavelmente. É raro, mas pode acontecer: ANDAR SOBRE AQUELE GRAMA PODE GERAR..."
"Sousuke, nós não queremos atirar!"
"Atire!!" gritou Sousuke, rindo ao mesmo tempo. "Atirar em MIM? Você é tão patético quanto Chiro! Uma vez que ele encontrou a verdade, não havia volta! Foi tudo sua culpa, no fim das contas. Ele suicidou-se por causa disso! Se você está tão determinado em terminar seu maldito caso, então jogue a porr* do jogo você mesmo! Gire a rode, e quem sabe, você pode descobrir o segredo..."

Um tiro pôde ser ouvido, alto o bastante para distorcer o audio. Sons de gritos e murmúrios. A mesa do gravador estava destruída. Silêncio e então risadas. Sousuke estava rindo, dizendo "Venha, siga-me... venha, siga-me..." e então, nada. O gravador continuou rodando até a fita acabar, mas não havia mais nada.

A polícia havia chegado rapidamente ao local e, para o horror de todos, descobriram Sousuke e os dois detetives mortos. Todos levaram tiros, mas sem depois de lutar. Os detetives tinham sido baleados múltiplas vezes, pelo menos 10 de cada, antes de morrer, levaram tiro no meio dos olhos. O próprio Sousuke estava claramente morto com dois tiros no peito, diretamente no coração. O jogo estava causando um massacre. Pelo menos 100 crianças morreram. Nissino, o amigo inexperado, morto. Chiro, o brinquedo manipulado, morto. Os dois detetives, mortos. E agora, até o criador, o causador desta atrocidade, Sousuke, morto. O jogo estava depurtando todas as intenções originais: ao invéns de entreter, matava a todos que ficavam envolvidos.

O líder da investigação decidiu deixar o caso de lado. Os principais suspeitos estavam mortos, então não havia razões para continuá-lo. Todas as evidências foram trancadas, colocadas na escuridão, onde pertenciam. Durante algum tempo, todos falavam do caso, murmurinhos e fofocas, mas com o passar dos anos, o caso foi se dissolvendo. Eventualmente, ele estava apenas na memória daqueles que o experimentaram de perto.
Dez anos se passaram. 27 de Fevereiro de 2006. O detetive que trancou as evidências anteriormente, estava relembrando o bizarro acontecimento. Na verdade, ele não estava mais no ramo, contudo ainda possuía acesso a todos os arquivos e poderia ajudar quando quisesse. A lembrança o fez voltar e abrir uma caixa selada que escondia todas as provas coletadas.

Ele leu atenciosamente as cartas e as anotações... ele se lembrou da mulher que apareceu na rua segurando aquela carta, que supostamente resolveria o caso inteiro. Imaginou quem ela seria e de onde teria vindo. Talvez fosse a mãe de Chirou ou de Sousuke. Era muito tarde para pensar nisso. Tarde demais...
Selando a caixa novamente, ele viu uma outra atrás dessa. Puxando, ele leu a nota no topo "Evidência #2104A". Abriu e olhou dentro: eram exatamente 104 cartuchos Pokemon Red e Green, todos em perfeito estado... intocados desde o último dia em que foram vistos, 10 anos atrás.

Ele pegou um: Pokemon Red. Não havia visto um por muito tempo. Não sabia o que viria a seguir, mas mesmo assim chegou a uma mesa, pegou um velho GameBoy de dentro da caixa e viu que ainda funcionava. O aparelho era de seu filho, que havia morrido a poucos anos atrás. Sua esposa também partira. Colocando o cartucho na parte de trás do GameBoy, ele ligou o sistema.

A tela inical veio, então a opção "Continue" ou "Start a New Game".
Tanaka. Esse era o nome da criança. Aquela que jogou priomeiro. Ele estava provavelmnte morto, junto com todos os outros.
"New Game"
Estava normal. Ele andou, falou com a mãe e foi para fora. Começou a andar na grama.
Em sua cabeça, ele ainda ouvia as palavras de Sousuke... "Venha, siga-me.."

Estava chegando gradativamente mais perto. Talvez um passo ou dois.

"Gire a roda, quem sabe você pode descobrir o segredo..."

Ele entrou na grama. A tela não fez nada. Nada mesmo. Estava apenas lá, e o detetive completamente paralizado, como se o tempo ao seu redor estivesse congelado. A tela ficou escura e então acendeu novamente. O fundo verde com um texto aparecendo:

"Come follow me, come follow me, come follow me. I miss you dad, I miss you my husband. I miss you so much."

Lágrimas desceram de seus olhos, caindo no peitoral. Telas e mais telas de textos apareciam, ele rapidamente apertava o botão A para continuá-lo. Era sua esposa e seu filho. Eles estavam falando, chamando-o, chorando. Eles queriam vê-lo, eles amavam-no, e ele também.

"Eu também amo vocês", murmurava o homem em um sussurro, a voz rachando.
"Venha, siga-me. Renasça. Nós queremos vê-lo, abraçá-lo e estar com você para todo o sempre e sempre e sempre e sempre."
"E SEMPRE E SEMPRE..."
"Não nos deixe, nós podemos te ver. Sentimos saudades. Venha, siga-me. Nós amamos voc---"

A tela escureceu. Os olhos do detetive se arregalaram. A tela acendeu novamente e Carvalho estava tirando-o da grama. "Venha, siga-me", dizia Oak.
"NÃO", gritou o homem, jogando o aparelho no chão. Ele rapidamente voltou atrás, procurando o GameBoy, trazendo a tela de volta para seu rosto. "Traga-os, traga-os de volta para mim". O jogo continuou normalmente. "Traga minha esposa, meu filho, ME ESUTE! Traga-os de volta para mim AGORA!!!"
Vozes... ele ouvia vozes, centenas de vozes. Virou-se, olhando para trás. Na pequena sala, estavam crianças, muitas crianças. Algumas sem olhos, algumas com feridas na garganta, com o corpo completamente queimado. Todas estavam gritando, gemendo, aproximando-se.

"Traga de volta minha mãe, traga de volta meu pai, traga de volta meu bichinho, TRAGA DE VOLTA MINHA ALMA". Todas gritavam, procurando pelo jogo; as bocas exalando profundo ódio e horror. "Eu não quero que eles partam, traga-os de volta, traga-os de volta para mim!"
"Não." falou o detetive. "É MEU! MINHA família está aqui, não toque!". O terror estampado em seu rosto.
"Venha, siga-me..." disse uma voz. O detetive olhou ao redor e, próximo a uma velha mesa, estava Sousuke. Ele estava em pé, era alto, lindo e radiante. Com um leve sorriso "Venha, siga-me..."
O homem pulou, tentando escapar das crianças. Levantando o GameBoy com as mãos. "O-o que está acontecendo? Onde está minha família?"

Sousuke sorria generosamente. "Eu te mostrarei. Eu te ajudarei a ficar longe destes monstros. Apenas siga-me". Sousuke se abaixou e abriu uma gaveta na mesa velha. O detetive, empurrando as crianças tentando se fastar, olhou para dentro.
Coberta em poeira, lá estava sua velha arma, de quando ele ainda trabalhava na polícia. Ele não a usava há muitos anos, por isso a deixou de lado, não queria se lembrar das coisas que fez com ela..
Mas agora, aquilo não era apenas um objeto que causava dor e agonia. Era brilhante, era a própria luz. Era algo que poderia libertá-lo. "Apenas siga-me", disse Sousuke, sacando a arma e colocando nas mãos do detetive. Ele segurou e então levou às têmporas. "Apenas puxe o gatinho. É tudo."
O detetive se virou. As crinças estavam agarrando-o, segurando suas pernas e puxando. Elas chegaram ao jogo, ele se virou para Sousuke, e sorriu.

"Minha família... eu irei seguí-los."
Puxou o gatinho.
Seu cérebro espatifou na a parede e ele caiu no chão, morto. Alguns dias depois o corpo foi achado. Estava no chão, sangue por toda parte. Em uma mão, segurava uma arma vazia, e na outra, um GameBoy com Pokemon Red. A bateria tinha acabado, estava vazia, apenas a tela escura permanecia.
Este era a última morte que as autoridades iriam permitir. Todos os 104 cartuchos foram queimados. Eles não iriam mais provocar ninguém.

No entando, este não é o fim da história. É dito que o código sobreviveu, e até mesmo passou para outras línguas do jogo. Se você tem um velho jogo de Pokemon, apenas ponha-o em um clássico GameBoy, ative o sistema e gire a roda. Quem sabe, talvez você descubra o segredo...
Depois de ler isso nem durmir ontem a noite.

se n dormites por causa disto tens de ver pokemon black version versão terror,quando vires ficas como as crianças quando falavam de redou green...

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Re: Lavander Town

Mensagem por Sonic and Shadow em Ter 8 Nov 2011 - 7:24

@RuinQueen escreveu:oh noes! é mesmo agora que eu lembrei T-T
aquele marowak tinha uma historia bem triste...
onde se acha entao cubones VIVOS nessas versoes?

OBS.: tenho algumas noites de insonia por causa do terror black até hoje... mas isso não vem ao caso.

Eu ja vi essa lenda,da pessoa so ter o Ghost e matar todos que batalha,mas nem me deu medo como essa do pokémon red me deu.
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Re: Lavander Town

Mensagem por RuinQueen em Ter 8 Nov 2011 - 8:12

OFF.: já li um monte de creepypastas mais essa eu nao li... eu vi em video...o.o
ON.:alguem ai sabe se nessas versoes tem cubones para capturar? sem ser em gameshark?
OBS.: depois de çer a creepypasta snow on mt. silver eu nunca mais uso gameshark em jogos de pokemon...o.o com exceçao dos action replays de DS é claro xD.
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Re: Lavander Town

Mensagem por Mr.G em Ter 8 Nov 2011 - 15:51

Snow on mt. silver foia creepypasta mais assustadora que eu vi.
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Re: Lavander Town

Mensagem por FeDeath em Ter 8 Nov 2011 - 17:32

Spoiler:
babeceiro escreveu:
Supreme Salamence escreveu:
@RuinQueen escreveu:
RuinQueen escreveu:
caras se voces perceberam o criador de pokemon fez uma ligaçao sutil entre o cubone e o kanghaskan, sabem historia, aparencia essas coisas. só que nao há uma ligaçao oficial entre os dois. e isso é estranho. se o cubone é mesmo um filhote de kanghaskan porque esconder suas origens e deixar só um fundo de historia para dar abertura ás especulaçoes?
deve ter alguma coisa muito estranha no modo de como um simples filhote de kanghaskan vira um cubone só porque a mãe morreu. e alem disso se o filhote pega o cranio da mae logo apos a morte porque com o tempo ele nao cresce como o filhote que é e vira um tipo de kanghaskan meio corrompido? porque ele fica na forma de filhote pra sempre? e mesmo depois de evoluir para marowak ele continua sendo um filhote?alguem ja pensou nisso ?

Supreme Salamence escreveu:
Eu sim eu ia falar sobre isso mas aproveitando
Eles não crescem porque o cranio impede o crescimento
ai voce fala mas oq isso tem aver?
minha teoria é a seguinte: Ocerebro dele acaba não crescendo tanto, fazendo com que o corpo fique com menos distribuição de sangue e assim com menos crescimento ficando daquele tamanho pq se agente for ver o cranio do cuone se agente tenta-se tirar coseguiri mas od marowak não.

sim, sim...
mas, existe uma coisa que pode desfazer sua teoria.
o simples fato de que é o coraçao que faz a distribuiçao de sangue. o segundo fato de que existem varias especies de animais no mundo que tem o cranio muito maior que o proprio cerebro.e o terceiro fato de que com o cerebro prejudicado o corpo do cubone pararia de se mecher. logo o cerebro nao esta sendo prejudicado com a presença desse cranio em sua cabeça.
e alem disso ja pensou que quando um filhote de kanghaskan vira um cubone ele deixa de ser oficialmente parte de kanghaskan? tipo, alem de formar uma nova especie pokemon ele pode nao ter mais os genes da especie kanghaskan? o que poderia prejudicar seu crescimento. e outra coisa, o cubone tem forte ligaçao com a mae que perdeu entao ele deveria ser meio tipo fantasma. ou, agora que eu penso nisso, ele pode ser um fantasma mesmo... pensem comigo como um filhote antes totalmente dependente de sua mae pode aguentar tanto tempo ao lado do corpo da mesma ate que ele apodreça o suficiente para que pudesse retirar o cranio dela? o filhote certamente teria que sair de perto pra procurar comida...só que quem desempenhava essa funçao ates era a mae.
sera que nesse meio tempo ele tambem morreu? só que seu espirito nao quis sair do seu corpo por ódio a quem matou sua mae? sera que o cubone nao tem uma especie de espirito vingativo?
a ideia pode parecer maluca, mas explicaria o porque deles sempre ficarem na lavender tower e deles nunca crescerem. pelo menos pra mim parece uma explicaçao valida. o que voces acham disso?
É o mundo Pokémon é sempre um mistério por exemplo:
Pq o Slowpoke precisa do shelder para evoluir no anime e no jogo não(mas isso não vem ao caso)

@canoff escreveu:achei a historia

Durante os primeiros dias desde o lançamento de Pokemon Red e Green no Japão, no dia 27 de fevereiro de 1996, houve um aumento substancial nas mortes de adolescentes entre 10 e 15 anos.
As crianças eram geralmente encontradas mortas por suicídio, quase sempre pulando de alturas vertiginosas. Algumas, no entanto, foram ainda mais bizarras. Em alguns casos crianças serraram seus lábios, outros colocaram o rosto dentro do forno ligado, e umas poucas asfixiaram-se enfiando o braço na própria garganta.
Aquelas que foram salvas antes de cometerem suicídio, mostraram um comportamento disperso e aleatório. Quando questionadas sobre o porquê de tentarem se machucar, elas apenas respondiam em gritos caóticos e tentavam arrancar os próprios olhos. Uma das poucas ligações lógicas entre os casos, era o GameBoy. Elas não costumavam falar nada, mas quando alguém mecionava sobre Red ou Green, os gritos surgiriam e elas fariam qualquer coisa para deixar o quarto onde estavam.

As autoridades confirmaram que os jogos suspeitos tinham, de alguma forma, uma conexão com as mortes. Era um caso estranho, por que muitas crianças que possuíam o mesmo jogo não mostravam nenhum comportamento anormal. A polícia não tinha escolha além de seguir esta pista, já que não contavam com outra alternativa.
Coletando todos os cartuchos que as crianças haviam comprado, eles selaram e guardaram tudo, como forte evidência para futuras referências. Decidiram primeiramente falar com os próprios programadores. A pessoa com quem falaram foi o diretor dos jogos originais, Satoshi Taijiri. Quando informado sobre as mortes por trás dos jogos, ele parecia um pouco desconfortável, mas não admitia nada. Ele conduziu os policiais aos principais programadores do jogo, pessoas responsáveis pelo conteúdo.

Os detetives conheceram Takenori Oota, um dos chefes da programação. Direfentemente de Satoshi, ele não parecia desconfortável - apenas muito conservado - explicando que era impossível usar algo como um jogo para causar tantas mortes, também utilizando o argumento de que nem todas as crianças foram afetadas, ele culpou o incidente a algum tipo de coincidência excêntrica, ou histeria em massa. Ele parecia estar escondendo algo, mas não dava chances para suspeitas. Finalmente disse algo interessante.
Takenori ouviu um rumor sobre a música de Lavender Town, um dos lugares no jogo que acabou deixando algumas crianças doentes. Era o único rumor que não tinha explicação.

Ele direcionou os detetives a Junichi Masuda, o compositor das músicas da série. Masuda também ouviu os boatos, mas novamente afirmou que não havia evidência de que sua música era a causa. Para comprovar, ele tocou exatamente o som do jogo e demonstrou que nem os detetives nem ele próprio sentiram algo estranho: a música não afetou ninguém. Apesar de ainda terem suspeitas em Masuda e sua música de Lavender, parecia que chegaram a mais um beco sem saída.
Voltando para os cartuchos que apreenderam das casas das crianças, eles decidiram olhar os jogos mais diretamente. Viram os nomes dos personagens, geralmente "Red", ou outro nome simples, no entanto, o interessante estava no tempo jogado e o número de Pokemons que eles haviam capturado. Os investigadores chegaram à estonteante percepção de que não foi a música de Lavender que causou tantos efeitos maléficos nas crianças, era impossível chegar àquela parte do jogo em tão pouco tempo e com apenas um Pokemon em seu inventário. Isso levou-os a concluir que algo no início do jogo tinha que ser o responsável.

Se não era a música, deveria ser algo dentro dos primeiros minutos do jogo. Eles não possuíam escolha além de deixar os jogos de lado e voltar aos programadores. Pedindo uma lista de toda a equipe para Takenoshi, eles descobriram que, surpreendentemente, um daqueles programadores tinha cometido suicídio logo após a liberação do jogo. Seu nome era Chiro Miura, um homem muito obscuro que contribuiu com pouco para o jogo. Mais interessante ainda, ele pediu que seu nome não aparecesse nos créditos do jogo e assim foi feito.
Procurando por evidências no apartamento de Chiro, eles encontraram muitas anotações em marcador permanente. A maioria estava amassada ou riscada, dificultando a leitura. As poucas palavras que eles conseguiram encontrar na bagunça eram "Não entre", "Cuidado" e "VENHA, SIGA-ME" em negrito. Os detetives não sabiam ao certo que isto significava, mas sabiam que tinha alguma ligação. Pesquisando mais, descobriram que Chiro era grande amigo de um dos designers de mapas, Kohji Nisino. Desde a morte do amigo, ele havia se trancado em seu apartamento, saindo raras vezes durante a noite para buscar algo que poderia precisar. Ele disse aos amigos e familiares que estava em luto pelo seu amigo Chiro, mas não fazia muito sentido, já que os relatos indicavam que ele se trancou pouco antes de Chiro se matar.

Foi complicado, mas as autoridades finalmente persuadiram Nisino a falar. Parecia que ele não havia durmido há dias, com anéis escuros embaixo dos olhos. Ele fedia, suas unhas cresciam sujas e seu cabelo estava oleoso, grudando na testa e nuca. Falava em murmúrios, mas pelo menos tinha algo a dizer. Quando questionado se sabia de alguma coisa sobre as crianças que morreram depois de serem expostas ao jogo e como isso teria conexão, ele respondia cautelosamente, escolhendo bem suas palavras antes de responder. Disse que seu amigo Cirno teve uma idéia interessante para o jogo: algo que ele queria tentar desde que ouviu que o projeto estava começando. Nisino conhecia Takenori, o diretor e programador principal, há muito tempo, então ele poderia facilmente colocar um programador medíocre no projeto com um pouco de persuasão. Chiro convenceu Nisino a colocá-lo no projeto.

Nissino, durante toda a conversa, parecia ficar mais arrasado a cada pergunta. Os detetives forçavam-no mais e mais, procurando totalmente em sua mente por qualquer rascunho de conhecimento que este homem teria sobre o jogo e as intenções de Chiro.
Foi quando perguntaram sobre as anotações encontradas na casa de Chiro que ele entrou em colapso. Debaixo do sofá onde Nisino estava, ele puxou uma pistola, apontando diretamente para a polícia enquanto se afastava alguns passos. Tão rápido como começou, ele levou a pistola ao rosto.
"Não me siga..." murmurou Nissino enquanto enfiava a pistola na boca e puxava o gatilho. Foi muito rápido para a polícia ter qualquer reação. Estava feito. Nisino suicidou-se, repetindo o que estava escrito nos papéis de Chiro.

Parecia que o caso não teria resolução. O time que criou o jogo original estava se dispersando e tornando mais difícil de encontrar. Era como se eles estivessem tentando guardar um segredo. Quando a polícia finalmente conduziu uma conversa com alguns dos programadores ou qualquer outra pessoa que contribuiu com partes do jogo, mesmo os mais obscuros designers de monstros, parecia que eles não tinham nada de interessante a dizer. A maioria nem conhecia Chiro, os poucos que conheciam, só viram uma ou duas vezes enquando ele trabalhava em seu próprio projeto. Ao longo de tudo isso, a única confirmação era que Chiro foi o responsável pelas partes iniciais do jogo.
Passara, alguns meses depois que as primeiras crianças cometeram suicídio e a taxa de mortes diminuiu significativamente. Parecia que o jogo não estava mais causando aqueles efeitos bizarros nas crianças. O recolhimento dos jogos foi cancelado. Eles começaram a acreditar que talvez Takenori estivesse certo e tudo não passava de uma coincidência ou histeria em massa... até que recebram a carta.

Ela foi dada a um dos próprios detetives diretamente na rua. Uma mulher o deu a carta: ela parecia muito fraca, magra e doente. Deu a carta para ele rapidamente, dizendo que era algo que precisavam ver e, sem mais nenhuma palavra, desapareceu na multidão. O detetive levou ao seu escritório, chamou os outros, abriu e leu em voz alta.
Era uma carta escrita pelo próprio Chiro, mas que não foi encontrada em seu apartamento. Eles haviam limpado o local procurando pistas e respostas, então de onde quer que a carta tenha vindo, não foi pêga na casa dele. Estava assinada para ser dada a Nisino. Começou um pouco formal, um "olá", "como vai você", "lembranças à família", essse tipo de coisa. Depois de um ou dois parágrafos normais, eles chegaram a uma parte onde Chiro pedia a Nisino que colocasse-o no time do jogo. Uma posição de programador no Red/Green.

Conforme a carta ia continuando, a caligrafia parecia ficar mais distorcida. Ele falava de uma idéia gloriosa, uma maneira de programar algo nunca visto em nenhum jogo. Disse que certamente não iria revolucionar apenas a indústria dos jogos, mas tudo ao redor. Ele começou a dizer que era muito simples programar essa idéia no jogo. Nem sequer deveria adicionar qualquer programação estrangeira, poderia usar a que já estava no próprio jogo. Neste momento, os detetives percebram que isso tornaria impossível detectar qualquer obscuridade na programação. Era a maneira perfeita de esconder qualquer coisa.
A carta terminava abruptamente. Não havia "adeus", nem "diga oi para a família", sem notas, sem agradecimentos. Não havia nada disso. Era apenas seu nome escrito de maneira tão rígida no papel que quase o rasgou: "Chiro Miura".

Essa foi a peça final que os detetives procuravam. Não havia mais suspeitos no caso. Chiro programou algo nas primeiras partes do jogo - algo enlouquecedor. Para aumentar as chances de sucesso, o time de programação teria que trabalhar em pares, até o próprio Chiro. Seu parceiro era Sousuke Tamada. Se alguém conhecesse o segredo do jogo, esse teria que ser Sousuke. Esta era a última esperança de desvendar todo o caso de uma vez por todas.
Eles descobriram que Sousuke teria providenciado muito da programação do jogo e parecia ser alguém normal, um cara bom e trabalhador. Os detetives foram facilmente recebidos em sua casa, um lugar simpático, entraram pela sala de estar, onde sentaram. Sousuke não sentou, no entanto. Ele estava perto da janela do piso do segundo andar, olhando para a rua movimentada. Sorria um pouco.

Não houve testemunhas para os eventos que se sucederam. A única coisa que sobrou desta conversa foi uma gravação na mesa em frente aos dois detetives que estavam encarregados de falar com Sousuke. O que segue, é a gravação sem edições:

"Sousuke Tamada, por quais partes você foi responsável nos jogos Pokemon Red e Green?", perguntou o primeiro detetive.
"Eu era programador". Sua voz era leve e amigável, quase amigável demais.
"É correta a informação de que os programadores trabalhavam em times?", perguntou o detetive.
Pôde-se ouvir o som de pés se movendo no chão, vagarosamente. "Você está certo", disse Sousuke depois de um momento de silêncio.
"E o nome de seu parceiro era--", o detetive foi interrompido pela voz misteriosa de Sousuke. "Chiro Miura... Este era seu nome, Chiro Miura".
Outro momento de silêncio, parecia que os detetives estavam desconfiados com esse homem. "Você poderia nos dizer se Miura alguma vez agiu estranho? Algum comportamento particular que você observou enquanto trabalhavam juntos?"
"Na verdade, eu não o conheço tão bem. Nós não nos encontrávamos frequentemente, apenas uma vez ou outra para trocar dados, ou quando o time inteiro era chamado para relatório... Eram as únicas vezes que eu realmente o vi. Ele agia normal tanto quanto eu poderia dizer. Ele era um homem baixo, eu acho que isso afetou sua consciência... ele agia de maneira mais fraca do que qualquer outro homem que conheci. Mas ele estava disposto a fazer muito mais trabalho para ganhar reconhecimento, disso eu sei."

Silêncio. "Sim?" perguntou o detetive, forçando-o a continuar. "O que você acha?"
"Eu acho que ele era um home muito fraco. Acho que ele queria provar algo para si mesmo, independentemente do que teria que fazer...acho que ele queria fazer seu próprio reconhecimento por algo especial, algo que pudesse fazer as pessoas esquecerem sobre sua aparência e prestar atenção na poderosa mente que vivia dentro de sua cabeça... Infelizmente, porém... hihi... ele não tinha muita 'mente' para continuar seu projeto."
"Por que você diz isso?", perguntou o segundo detetive.
"Bem, é a verdade", respondeu Sousuke rapidamente. Seus pés poderiam ser ouvidos se movendo pelo piso. "Ele não tinha nada de especial, por mais que quisesse acreditar nisso. Você não pode ter grandeza, mesmo se acreditar nisso. É impossível... de alguma forma, eu acho que o próprio Chiro sabia disso, em algum lugar dentro dele, sabia que era verdade."
Os detetives estavam em silêncio novamente, não sabiam como manter a conversa. Depois de um momento, eles continuaram. "Você poderia nos dizer qual era a parte do jogo que Chiro era encarregado? Em que ele trabalhava exatamente?"
Sousuke respondeu mais rapidamente que antes. "Nada... quero dizer, nada importante. Ele trabalhou em algumas partes obscuras no início do jogo". Uma pausa, então mais um pouco de informação. "Era a parte do Professor Carvalho, para ser exato. Ele trabalhou em algumas peças do Carvalho... quando ele te vê pela primeira vez..."
"O quê mais?" forçou o policial. Sousuke sabia de mais alguma coisa, eles poderia ouvir em sua voz. "Sabemos que você tem conhecimento sobre as mortes das crianças. Sabemos que foi Chiro o responsável, ele programou alguma coisa no jogo."

"O que você está insinuando?" perguntou Sousuke. Parecia que ele estava tentando manter a voz.
"Estamos insinuando que, se você foi parceiro de Chiro, então tem mais informações. Se está escondendo algo de nós, você poderia ser responsável pelas mortes daquelas crianças tanto quanto o próprio Chiro!"
"Vocês não podem provar nada!", gritou Sousuke.
"Diga-nos o que Chiro fez ao jogo!"
"ELE FEZ O QUE EU O MANDEI FAZER!!!"

Silêncio. Completo silêncio.

"Vocês querem saber, huh?", perguntou Sousuke finalmente quebrando o terrível silêncio. "Vocês querem saber sobre o quê tudo isso se trata? Chiro era um idiota! Ele faria qualquer coisa por um pouco de atenção, QUALQUER COISA. Ele não poderia programar uma m*rda sequer. No entanto, a única coisa que ele sabia fazer, era ser manipulado. Você diria o que ele deveria fazer e ele o faria. Nem mesmo questionaria. Apenas ouvir aquele agradecimento quando ele recebe o produto acabado era sua maior satisfação. Tudo que ele queria."

Dois clicks vieram dos detetives, armas poderia ser ouvidas.

"Eu poderia controlá-lo sem problemas. Ele era muito parecido com Takenori... vocês não sabiam disso, é claro, mas eu fui quem trouxe toda a idéia do jogo. A idéia da operação inteira. Eu apenas disse ao meu companheiro o que fazer, e ele me seguiu sem questionar, Ele não sabia de nada, assim como Chiro."

O som de uma janela abrindo poderia ser ouvido. Os detetives apontaram as armas para Sousuke

"Não se mova! Ou iremos atirar!"
"Deixe-me contar uma coisa sobre a mecânica do jogo", continuou o suspeito. Sua voz estava mais apressada, mas ainda mantinha o vigor. "Considere isso uma dica, ok? Se cvocê andar ao redor das áreas com grama, um Pokemon pode aparecer e você terá a chance de batalhar com ele. É uma parte necessária do jogo todo, sabe?"
"Saia de perto da janela! Nós não avisaremos novamente!"
"No começo do jogo, você tem que andar na grama antes de Carvalho aparecer e você receber seu primeiro Pokemon, entende? Em circuntâncias normais, foi programado que enquanto você estiver nessa área, nenhum Pokemon irá aparecer... eu modifiquei. Manipulei aquele Chiro, disse a ele o que colocar no programa, dei a ele todas as instruções de como proceder. Ele o fez impecavelmente. É raro, mas pode acontecer: ANDAR SOBRE AQUELE GRAMA PODE GERAR..."
"Sousuke, nós não queremos atirar!"
"Atire!!" gritou Sousuke, rindo ao mesmo tempo. "Atirar em MIM? Você é tão patético quanto Chiro! Uma vez que ele encontrou a verdade, não havia volta! Foi tudo sua culpa, no fim das contas. Ele suicidou-se por causa disso! Se você está tão determinado em terminar seu maldito caso, então jogue a porr* do jogo você mesmo! Gire a rode, e quem sabe, você pode descobrir o segredo..."

Um tiro pôde ser ouvido, alto o bastante para distorcer o audio. Sons de gritos e murmúrios. A mesa do gravador estava destruída. Silêncio e então risadas. Sousuke estava rindo, dizendo "Venha, siga-me... venha, siga-me..." e então, nada. O gravador continuou rodando até a fita acabar, mas não havia mais nada.

A polícia havia chegado rapidamente ao local e, para o horror de todos, descobriram Sousuke e os dois detetives mortos. Todos levaram tiros, mas sem depois de lutar. Os detetives tinham sido baleados múltiplas vezes, pelo menos 10 de cada, antes de morrer, levaram tiro no meio dos olhos. O próprio Sousuke estava claramente morto com dois tiros no peito, diretamente no coração. O jogo estava causando um massacre. Pelo menos 100 crianças morreram. Nissino, o amigo inexperado, morto. Chiro, o brinquedo manipulado, morto. Os dois detetives, mortos. E agora, até o criador, o causador desta atrocidade, Sousuke, morto. O jogo estava depurtando todas as intenções originais: ao invéns de entreter, matava a todos que ficavam envolvidos.

O líder da investigação decidiu deixar o caso de lado. Os principais suspeitos estavam mortos, então não havia razões para continuá-lo. Todas as evidências foram trancadas, colocadas na escuridão, onde pertenciam. Durante algum tempo, todos falavam do caso, murmurinhos e fofocas, mas com o passar dos anos, o caso foi se dissolvendo. Eventualmente, ele estava apenas na memória daqueles que o experimentaram de perto.
Dez anos se passaram. 27 de Fevereiro de 2006. O detetive que trancou as evidências anteriormente, estava relembrando o bizarro acontecimento. Na verdade, ele não estava mais no ramo, contudo ainda possuía acesso a todos os arquivos e poderia ajudar quando quisesse. A lembrança o fez voltar e abrir uma caixa selada que escondia todas as provas coletadas.

Ele leu atenciosamente as cartas e as anotações... ele se lembrou da mulher que apareceu na rua segurando aquela carta, que supostamente resolveria o caso inteiro. Imaginou quem ela seria e de onde teria vindo. Talvez fosse a mãe de Chirou ou de Sousuke. Era muito tarde para pensar nisso. Tarde demais...
Selando a caixa novamente, ele viu uma outra atrás dessa. Puxando, ele leu a nota no topo "Evidência #2104A". Abriu e olhou dentro: eram exatamente 104 cartuchos Pokemon Red e Green, todos em perfeito estado... intocados desde o último dia em que foram vistos, 10 anos atrás.

Ele pegou um: Pokemon Red. Não havia visto um por muito tempo. Não sabia o que viria a seguir, mas mesmo assim chegou a uma mesa, pegou um velho GameBoy de dentro da caixa e viu que ainda funcionava. O aparelho era de seu filho, que havia morrido a poucos anos atrás. Sua esposa também partira. Colocando o cartucho na parte de trás do GameBoy, ele ligou o sistema.

A tela inical veio, então a opção "Continue" ou "Start a New Game".
Tanaka. Esse era o nome da criança. Aquela que jogou priomeiro. Ele estava provavelmnte morto, junto com todos os outros.
"New Game"
Estava normal. Ele andou, falou com a mãe e foi para fora. Começou a andar na grama.
Em sua cabeça, ele ainda ouvia as palavras de Sousuke... "Venha, siga-me.."

Estava chegando gradativamente mais perto. Talvez um passo ou dois.

"Gire a roda, quem sabe você pode descobrir o segredo..."

Ele entrou na grama. A tela não fez nada. Nada mesmo. Estava apenas lá, e o detetive completamente paralizado, como se o tempo ao seu redor estivesse congelado. A tela ficou escura e então acendeu novamente. O fundo verde com um texto aparecendo:

"Come follow me, come follow me, come follow me. I miss you dad, I miss you my husband. I miss you so much."

Lágrimas desceram de seus olhos, caindo no peitoral. Telas e mais telas de textos apareciam, ele rapidamente apertava o botão A para continuá-lo. Era sua esposa e seu filho. Eles estavam falando, chamando-o, chorando. Eles queriam vê-lo, eles amavam-no, e ele também.

"Eu também amo vocês", murmurava o homem em um sussurro, a voz rachando.
"Venha, siga-me. Renasça. Nós queremos vê-lo, abraçá-lo e estar com você para todo o sempre e sempre e sempre e sempre."
"E SEMPRE E SEMPRE..."
"Não nos deixe, nós podemos te ver. Sentimos saudades. Venha, siga-me. Nós amamos voc---"

A tela escureceu. Os olhos do detetive se arregalaram. A tela acendeu novamente e Carvalho estava tirando-o da grama. "Venha, siga-me", dizia Oak.
"NÃO", gritou o homem, jogando o aparelho no chão. Ele rapidamente voltou atrás, procurando o GameBoy, trazendo a tela de volta para seu rosto. "Traga-os, traga-os de volta para mim". O jogo continuou normalmente. "Traga minha esposa, meu filho, ME ESUTE! Traga-os de volta para mim AGORA!!!"
Vozes... ele ouvia vozes, centenas de vozes. Virou-se, olhando para trás. Na pequena sala, estavam crianças, muitas crianças. Algumas sem olhos, algumas com feridas na garganta, com o corpo completamente queimado. Todas estavam gritando, gemendo, aproximando-se.

"Traga de volta minha mãe, traga de volta meu pai, traga de volta meu bichinho, TRAGA DE VOLTA MINHA ALMA". Todas gritavam, procurando pelo jogo; as bocas exalando profundo ódio e horror. "Eu não quero que eles partam, traga-os de volta, traga-os de volta para mim!"
"Não." falou o detetive. "É MEU! MINHA família está aqui, não toque!". O terror estampado em seu rosto.
"Venha, siga-me..." disse uma voz. O detetive olhou ao redor e, próximo a uma velha mesa, estava Sousuke. Ele estava em pé, era alto, lindo e radiante. Com um leve sorriso "Venha, siga-me..."
O homem pulou, tentando escapar das crianças. Levantando o GameBoy com as mãos. "O-o que está acontecendo? Onde está minha família?"

Sousuke sorria generosamente. "Eu te mostrarei. Eu te ajudarei a ficar longe destes monstros. Apenas siga-me". Sousuke se abaixou e abriu uma gaveta na mesa velha. O detetive, empurrando as crianças tentando se fastar, olhou para dentro.
Coberta em poeira, lá estava sua velha arma, de quando ele ainda trabalhava na polícia. Ele não a usava há muitos anos, por isso a deixou de lado, não queria se lembrar das coisas que fez com ela..
Mas agora, aquilo não era apenas um objeto que causava dor e agonia. Era brilhante, era a própria luz. Era algo que poderia libertá-lo. "Apenas siga-me", disse Sousuke, sacando a arma e colocando nas mãos do detetive. Ele segurou e então levou às têmporas. "Apenas puxe o gatinho. É tudo."
O detetive se virou. As crinças estavam agarrando-o, segurando suas pernas e puxando. Elas chegaram ao jogo, ele se virou para Sousuke, e sorriu.

"Minha família... eu irei seguí-los."
Puxou o gatinho.
Seu cérebro espatifou na a parede e ele caiu no chão, morto. Alguns dias depois o corpo foi achado. Estava no chão, sangue por toda parte. Em uma mão, segurava uma arma vazia, e na outra, um GameBoy com Pokemon Red. A bateria tinha acabado, estava vazia, apenas a tela escura permanecia.
Este era a última morte que as autoridades iriam permitir. Todos os 104 cartuchos foram queimados. Eles não iriam mais provocar ninguém.

No entando, este não é o fim da história. É dito que o código sobreviveu, e até mesmo passou para outras línguas do jogo. Se você tem um velho jogo de Pokemon, apenas ponha-o em um clássico GameBoy, ative o sistema e gire a roda. Quem sabe, talvez você descubra o segredo...
Depois de ler isso nem durmir ontem a noite.

se n dormites por causa disto tens de ver pokemon black version versão terror,quando vires ficas como as crianças quando falavam de redou green...
Na verdade só não dormi pq li a noite de madrugada não se ouvia um barulho e estava sozinho em casa.
E eu acabei de ler a do black e não deu medo.
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Re: Lavander Town

Mensagem por RuinQueen em Qua 9 Nov 2011 - 11:07

oh noes! ninguem ai sabe como eu posso fazer pra ter um cubone no R/G/B/Y sem gameshark?
OBS.:a do black tinha a musica de lavender, uma tela toda preta no fundo, uma historia toda de branco, imagens acima da historia e a imagem do ghost com suas palavras no final... supreme salamence voce viu ate a parte da historia que o cara vai atender o telefone e deixa o gameboy no quarto e derrepente ele ouve um barulho la... e o resto eu nao posso falar se vc nao tiver visto?
OBS.:esse video eu vi de madrugada... com todo mundo dormindo... tudo escuro... e ainda porcima minha porta tem a mania de ficar batendo porcausa do vento.
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Re: Lavander Town

Mensagem por FeDeath em Qua 9 Nov 2011 - 14:54

@RuinQueen escreveu:oh noes! ninguem ai sabe como eu posso fazer pra ter um cubone no R/G/B/Y sem gameshark?
OBS.:a do black tinha a musica de lavender, uma tela toda preta no fundo, uma historia toda de branco, imagens acima da historia e a imagem do ghost com suas palavras no final... supreme salamence voce viu ate a parte da historia que o cara vai atender o telefone e deixa o gameboy no quarto e derrepente ele ouve um barulho la... e o resto eu nao posso falar se vc nao tiver visto?
OBS.:esse video eu vi de madrugada... com todo mundo dormindo... tudo escuro... e ainda porcima minha porta tem a mania de ficar batendo porcausa do vento.
Então a gente fica com medo não por ser aterrorizante e sim pelo horário que a gente vê, tip eu vi a noite a historia das mortes e senti medo mas o do black eu vi(todo ainda por cima) e foi tarde, e não senti medo, a sobre o cubone na pokémon tower tem em todos os jogos(exeto green).
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Re: Lavander Town

Mensagem por RuinQueen em Qua 9 Nov 2011 - 15:36

ah finalmente alguem dise onde tem cubone *-*.
OBS.: acho que so as creepypastas que fazem a gente ficar com medo de la. afinal tem tanto pokemon legal la(garota voce endoideceu?!) tipo eu nao sou fa dos fantasmas mais eu acho os haunters, gastlys, gengars e os cubones pokemos fortes. sao meus eternos rivais porque meu irmao sempre usa eles quando a gente ta no contra. e eu sempre fico com um time de psiquicos e normais. ¬¬
eu nao lembro de muita coisa de quando eu passei por lavender porque faz um tempo que eu nao jogo R/Y que sao as unicas versoes que eu tenho no meu pc. mais eu nao achei nada de estranho la. so as creepypastas que dao medo. a cidade é bem relax(exceto a musica que é meio tensa).
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Re: Lavander Town

Mensagem por FeDeath em Qui 10 Nov 2011 - 21:48

Eu també não acho que a música da medo ela é só mais calma e pela cidade ser "famtama" da medo.
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Re: Lavander Town

Mensagem por Yockson em Sex 11 Nov 2011 - 0:03


Imagem oficial da epoca da Gen I, dá para ver que é o bebê do Kanghaskan, e outra coisa dá para achar Cubones na Safari Zone onde vivem Kanghaskans, não acham isso suspeito, os Kanghaskan que são mortos lá, seus filhotes viram Cubones.
E além daquele Maroak ser fantasma quando você derrota ele fala que ele é a mãe dos Cubones, como isso pode? O_o
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Re: Lavander Town

Mensagem por Sr Babe em Sex 11 Nov 2011 - 15:22

agora já ouvi tema de lavander town...
um pouco assustador,e de facto deve causar problemas em crianças,quando a ouvi fiquei com a cabeça um pouco a dor,se calhar é pk algumas partes são mt agudas e depois o instrumento n sei o que faz sons mt graves se calhar é isso e até da um climazinho mas n de mt medo
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Re: Lavander Town

Mensagem por enzo pikachu em Sex 11 Nov 2011 - 20:58

e tudo mentira que inventam menos o raticate do gary ele pode ter depositado ele no pc ou pode ter morrido mesmo
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Re: Lavander Town

Mensagem por Sonic and Shadow em Sex 11 Nov 2011 - 22:29

babeceiro escreveu:agora já ouvi tema de lavander town...
um pouco assustador,e de facto deve causar problemas em crianças,quando a ouvi fiquei com a cabeça um pouco a dor,se calhar é pk algumas partes são mt agudas e depois o instrumento n sei o que faz sons mt graves se calhar é isso e até da um climazinho mas n de mt medo

Eu e meu colega escutamos por dez ou quinze segundos com muito barulho de gente conversando,mas foi suficiente para eu e ele ficarmos atordoados e com dor de cabeça.E era o LEAF GREEN!Imagine o Red!
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Re: Lavander Town

Mensagem por RuinQueen em Sab 12 Nov 2011 - 6:13

cara eu nao fico com dor de cabeça meu coraçao é que acelera...
a musica de lavender town parece instigar a nossa mente a pensar em nossos medos e terrores...
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Re: Lavander Town

Mensagem por vitflamo em Sab 12 Nov 2011 - 15:03

Spoiler:
@canoff escreveu:achei a historia

Durante os primeiros dias desde o
lançamento de Pokemon Red e Green no Japão, no dia 27 de fevereiro de
1996, houve um aumento substancial nas mortes de adolescentes entre 10 e
15 anos.
As crianças eram geralmente encontradas mortas por
suicídio, quase sempre pulando de alturas vertiginosas. Algumas, no
entanto, foram ainda mais bizarras. Em alguns casos crianças serraram
seus lábios, outros colocaram o rosto dentro do forno ligado, e umas
poucas asfixiaram-se enfiando o braço na própria garganta.
Aquelas
que foram salvas antes de cometerem suicídio, mostraram um comportamento
disperso e aleatório. Quando questionadas sobre o porquê de tentarem se
machucar, elas apenas respondiam em gritos caóticos e tentavam arrancar
os próprios olhos. Uma das poucas ligações lógicas entre os casos, era o
GameBoy. Elas não costumavam falar nada, mas quando alguém mecionava
sobre Red ou Green, os gritos surgiriam e elas fariam qualquer coisa
para deixar o quarto onde estavam.

As autoridades confirmaram que
os jogos suspeitos tinham, de alguma forma, uma conexão com as mortes.
Era um caso estranho, por que muitas crianças que possuíam o mesmo jogo
não mostravam nenhum comportamento anormal. A polícia não tinha escolha
além de seguir esta pista, já que não contavam com outra alternativa.
Coletando
todos os cartuchos que as crianças haviam comprado, eles selaram e
guardaram tudo, como forte evidência para futuras referências. Decidiram
primeiramente falar com os próprios programadores. A pessoa com quem
falaram foi o diretor dos jogos originais, Satoshi Taijiri. Quando
informado sobre as mortes por trás dos jogos, ele parecia um pouco
desconfortável, mas não admitia nada. Ele conduziu os policiais aos
principais programadores do jogo, pessoas responsáveis pelo conteúdo.

Os
detetives conheceram Takenori Oota, um dos chefes da programação.
Direfentemente de Satoshi, ele não parecia desconfortável - apenas muito
conservado - explicando que era impossível usar algo como um jogo para
causar tantas mortes, também utilizando o argumento de que nem todas as
crianças foram afetadas, ele culpou o incidente a algum tipo de
coincidência excêntrica, ou histeria em massa. Ele parecia estar
escondendo algo, mas não dava chances para suspeitas. Finalmente disse
algo interessante.
Takenori ouviu um rumor sobre a música de Lavender
Town, um dos lugares no jogo que acabou deixando algumas crianças
doentes. Era o único rumor que não tinha explicação.

Ele
direcionou os detetives a Junichi Masuda, o compositor das músicas da
série. Masuda também ouviu os boatos, mas novamente afirmou que não
havia evidência de que sua música era a causa. Para comprovar, ele tocou
exatamente o som do jogo e demonstrou que nem os detetives nem ele
próprio sentiram algo estranho: a música não afetou ninguém. Apesar de
ainda terem suspeitas em Masuda e sua música de Lavender, parecia que
chegaram a mais um beco sem saída.
Voltando para os cartuchos que
apreenderam das casas das crianças, eles decidiram olhar os jogos mais
diretamente. Viram os nomes dos personagens, geralmente "Red", ou outro
nome simples, no entanto, o interessante estava no tempo jogado e o
número de Pokemons que eles haviam capturado. Os investigadores chegaram
à estonteante percepção de que não foi a música de Lavender que causou
tantos efeitos maléficos nas crianças, era impossível chegar àquela
parte do jogo em tão pouco tempo e com apenas um Pokemon em seu
inventário. Isso levou-os a concluir que algo no início do jogo tinha
que ser o responsável.

Se não era a música, deveria ser algo
dentro dos primeiros minutos do jogo. Eles não possuíam escolha além de
deixar os jogos de lado e voltar aos programadores. Pedindo uma lista de
toda a equipe para Takenoshi, eles descobriram que, surpreendentemente,
um daqueles programadores tinha cometido suicídio logo após a liberação
do jogo. Seu nome era Chiro Miura, um homem muito obscuro que
contribuiu com pouco para o jogo. Mais interessante ainda, ele pediu que
seu nome não aparecesse nos créditos do jogo e assim foi feito.
Procurando
por evidências no apartamento de Chiro, eles encontraram muitas
anotações em marcador permanente. A maioria estava amassada ou riscada,
dificultando a leitura. As poucas palavras que eles conseguiram
encontrar na bagunça eram "Não entre", "Cuidado" e "VENHA, SIGA-ME" em
negrito. Os detetives não sabiam ao certo que isto significava, mas
sabiam que tinha alguma ligação. Pesquisando mais, descobriram que Chiro
era grande amigo de um dos designers de mapas, Kohji Nisino. Desde a
morte do amigo, ele havia se trancado em seu apartamento, saindo raras
vezes durante a noite para buscar algo que poderia precisar. Ele disse
aos amigos e familiares que estava em luto pelo seu amigo Chiro, mas não
fazia muito sentido, já que os relatos indicavam que ele se trancou
pouco antes de Chiro se matar.

Foi complicado, mas as autoridades
finalmente persuadiram Nisino a falar. Parecia que ele não havia
durmido há dias, com anéis escuros embaixo dos olhos. Ele fedia, suas
unhas cresciam sujas e seu cabelo estava oleoso, grudando na testa e
nuca. Falava em murmúrios, mas pelo menos tinha algo a dizer. Quando
questionado se sabia de alguma coisa sobre as crianças que morreram
depois de serem expostas ao jogo e como isso teria conexão, ele
respondia cautelosamente, escolhendo bem suas palavras antes de
responder. Disse que seu amigo Cirno teve uma idéia interessante para o
jogo: algo que ele queria tentar desde que ouviu que o projeto estava
começando. Nisino conhecia Takenori, o diretor e programador principal,
há muito tempo, então ele poderia facilmente colocar um programador
medíocre no projeto com um pouco de persuasão. Chiro convenceu Nisino a
colocá-lo no projeto.

Nissino, durante toda a conversa, parecia
ficar mais arrasado a cada pergunta. Os detetives forçavam-no mais e
mais, procurando totalmente em sua mente por qualquer rascunho de
conhecimento que este homem teria sobre o jogo e as intenções de Chiro.
Foi
quando perguntaram sobre as anotações encontradas na casa de Chiro que
ele entrou em colapso. Debaixo do sofá onde Nisino estava, ele puxou uma
pistola, apontando diretamente para a polícia enquanto se afastava
alguns passos. Tão rápido como começou, ele levou a pistola ao rosto.
"Não
me siga..." murmurou Nissino enquanto enfiava a pistola na boca e
puxava o gatilho. Foi muito rápido para a polícia ter qualquer reação.
Estava feito. Nisino suicidou-se, repetindo o que estava escrito nos
papéis de Chiro.

Parecia que o caso não teria resolução. O time
que criou o jogo original estava se dispersando e tornando mais difícil
de encontrar. Era como se eles estivessem tentando guardar um segredo.
Quando a polícia finalmente conduziu uma conversa com alguns dos
programadores ou qualquer outra pessoa que contribuiu com partes do
jogo, mesmo os mais obscuros designers de monstros, parecia que eles não
tinham nada de interessante a dizer. A maioria nem conhecia Chiro, os
poucos que conheciam, só viram uma ou duas vezes enquando ele trabalhava
em seu próprio projeto. Ao longo de tudo isso, a única confirmação era
que Chiro foi o responsável pelas partes iniciais do jogo.
Passara,
alguns meses depois que as primeiras crianças cometeram suicídio e a
taxa de mortes diminuiu significativamente. Parecia que o jogo não
estava mais causando aqueles efeitos bizarros nas crianças. O
recolhimento dos jogos foi cancelado. Eles começaram a acreditar que
talvez Takenori estivesse certo e tudo não passava de uma coincidência
ou histeria em massa... até que recebram a carta.

Ela foi dada a
um dos próprios detetives diretamente na rua. Uma mulher o deu a carta:
ela parecia muito fraca, magra e doente. Deu a carta para ele
rapidamente, dizendo que era algo que precisavam ver e, sem mais nenhuma
palavra, desapareceu na multidão. O detetive levou ao seu escritório,
chamou os outros, abriu e leu em voz alta.
Era uma carta escrita pelo
próprio Chiro, mas que não foi encontrada em seu apartamento. Eles
haviam limpado o local procurando pistas e respostas, então de onde quer
que a carta tenha vindo, não foi pêga na casa dele. Estava assinada
para ser dada a Nisino. Começou um pouco formal, um "olá", "como vai
você", "lembranças à família", essse tipo de coisa. Depois de um ou dois
parágrafos normais, eles chegaram a uma parte onde Chiro pedia a Nisino
que colocasse-o no time do jogo. Uma posição de programador no
Red/Green.

Conforme a carta ia continuando, a caligrafia parecia
ficar mais distorcida. Ele falava de uma idéia gloriosa, uma maneira de
programar algo nunca visto em nenhum jogo. Disse que certamente não iria
revolucionar apenas a indústria dos jogos, mas tudo ao redor. Ele
começou a dizer que era muito simples programar essa idéia no jogo. Nem
sequer deveria adicionar qualquer programação estrangeira, poderia usar a
que já estava no próprio jogo. Neste momento, os detetives percebram
que isso tornaria impossível detectar qualquer obscuridade na
programação. Era a maneira perfeita de esconder qualquer coisa.
A
carta terminava abruptamente. Não havia "adeus", nem "diga oi para a
família", sem notas, sem agradecimentos. Não havia nada disso. Era
apenas seu nome escrito de maneira tão rígida no papel que quase o
rasgou: "Chiro Miura".

Essa foi a peça final que os detetives
procuravam. Não havia mais suspeitos no caso. Chiro programou algo nas
primeiras partes do jogo - algo enlouquecedor. Para aumentar as chances
de sucesso, o time de programação teria que trabalhar em pares, até o
próprio Chiro. Seu parceiro era Sousuke Tamada. Se alguém conhecesse o
segredo do jogo, esse teria que ser Sousuke. Esta era a última esperança
de desvendar todo o caso de uma vez por todas.
Eles descobriram que
Sousuke teria providenciado muito da programação do jogo e parecia ser
alguém normal, um cara bom e trabalhador. Os detetives foram facilmente
recebidos em sua casa, um lugar simpático, entraram pela sala de estar,
onde sentaram. Sousuke não sentou, no entanto. Ele estava perto da
janela do piso do segundo andar, olhando para a rua movimentada. Sorria
um pouco.

Não houve testemunhas para os eventos que se sucederam.
A única coisa que sobrou desta conversa foi uma gravação na mesa em
frente aos dois detetives que estavam encarregados de falar com Sousuke.
O que segue, é a gravação sem edições:

"Sousuke Tamada, por quais partes você foi responsável nos jogos Pokemon Red e Green?", perguntou o primeiro detetive.
"Eu era programador". Sua voz era leve e amigável, quase amigável demais.
"É correta a informação de que os programadores trabalhavam em times?", perguntou o detetive.
Pôde-se ouvir o som de pés se movendo no chão, vagarosamente. "Você está certo", disse Sousuke depois de um momento de silêncio.
"E
o nome de seu parceiro era--", o detetive foi interrompido pela voz
misteriosa de Sousuke. "Chiro Miura... Este era seu nome, Chiro Miura".
Outro
momento de silêncio, parecia que os detetives estavam desconfiados com
esse homem. "Você poderia nos dizer se Miura alguma vez agiu estranho?
Algum comportamento particular que você observou enquanto trabalhavam
juntos?"
"Na verdade, eu não o conheço tão bem. Nós não nos
encontrávamos frequentemente, apenas uma vez ou outra para trocar dados,
ou quando o time inteiro era chamado para relatório... Eram as únicas
vezes que eu realmente o vi. Ele agia normal tanto quanto eu poderia
dizer. Ele era um homem baixo, eu acho que isso afetou sua
consciência... ele agia de maneira mais fraca do que qualquer outro
homem que conheci. Mas ele estava disposto a fazer muito mais trabalho
para ganhar reconhecimento, disso eu sei."

Silêncio. "Sim?" perguntou o detetive, forçando-o a continuar. "O que você acha?"
"Eu
acho que ele era um home muito fraco. Acho que ele queria provar algo
para si mesmo, independentemente do que teria que fazer...acho que ele
queria fazer seu próprio reconhecimento por algo especial, algo que
pudesse fazer as pessoas esquecerem sobre sua aparência e prestar
atenção na poderosa mente que vivia dentro de sua cabeça...
Infelizmente, porém... hihi... ele não tinha muita 'mente' para
continuar seu projeto."
"Por que você diz isso?", perguntou o segundo detetive.
"Bem,
é a verdade", respondeu Sousuke rapidamente. Seus pés poderiam ser
ouvidos se movendo pelo piso. "Ele não tinha nada de especial, por mais
que quisesse acreditar nisso. Você não pode ter grandeza, mesmo se
acreditar nisso. É impossível... de alguma forma, eu acho que o próprio
Chiro sabia disso, em algum lugar dentro dele, sabia que era verdade."
Os
detetives estavam em silêncio novamente, não sabiam como manter a
conversa. Depois de um momento, eles continuaram. "Você poderia nos
dizer qual era a parte do jogo que Chiro era encarregado? Em que ele
trabalhava exatamente?"
Sousuke respondeu mais rapidamente que antes.
"Nada... quero dizer, nada importante. Ele trabalhou em algumas partes
obscuras no início do jogo". Uma pausa, então mais um pouco de
informação. "Era a parte do Professor Carvalho, para ser exato. Ele
trabalhou em algumas peças do Carvalho... quando ele te vê pela primeira
vez..."
"O quê mais?" forçou o policial. Sousuke sabia de mais
alguma coisa, eles poderia ouvir em sua voz. "Sabemos que você tem
conhecimento sobre as mortes das crianças. Sabemos que foi Chiro o
responsável, ele programou alguma coisa no jogo."

"O que você está insinuando?" perguntou Sousuke. Parecia que ele estava tentando manter a voz.
"Estamos
insinuando que, se você foi parceiro de Chiro, então tem mais
informações. Se está escondendo algo de nós, você poderia ser
responsável pelas mortes daquelas crianças tanto quanto o próprio
Chiro!"
"Vocês não podem provar nada!", gritou Sousuke.
"Diga-nos o que Chiro fez ao jogo!"
"ELE FEZ O QUE EU O MANDEI FAZER!!!"

Silêncio. Completo silêncio.

"Vocês
querem saber, huh?", perguntou Sousuke finalmente quebrando o terrível
silêncio. "Vocês querem saber sobre o quê tudo isso se trata? Chiro era
um idiota! Ele faria qualquer coisa por um pouco de atenção, QUALQUER
COISA. Ele não poderia programar uma m*rda sequer. No entanto, a única
coisa que ele sabia fazer, era ser manipulado. Você diria o que ele
deveria fazer e ele o faria. Nem mesmo questionaria. Apenas ouvir aquele
agradecimento quando ele recebe o produto acabado era sua maior
satisfação. Tudo que ele queria."

Dois clicks vieram dos detetives, armas poderia ser ouvidas.

"Eu
poderia controlá-lo sem problemas. Ele era muito parecido com
Takenori... vocês não sabiam disso, é claro, mas eu fui quem trouxe toda
a idéia do jogo. A idéia da operação inteira. Eu apenas disse ao meu
companheiro o que fazer, e ele me seguiu sem questionar, Ele não sabia
de nada, assim como Chiro."

O som de uma janela abrindo poderia ser ouvido. Os detetives apontaram as armas para Sousuke

"Não se mova! Ou iremos atirar!"
"Deixe-me
contar uma coisa sobre a mecânica do jogo", continuou o suspeito. Sua
voz estava mais apressada, mas ainda mantinha o vigor. "Considere isso
uma dica, ok? Se cvocê andar ao redor das áreas com grama, um Pokemon
pode aparecer e você terá a chance de batalhar com ele. É uma parte
necessária do jogo todo, sabe?"
"Saia de perto da janela! Nós não avisaremos novamente!"
"No
começo do jogo, você tem que andar na grama antes de Carvalho aparecer e
você receber seu primeiro Pokemon, entende? Em circuntâncias normais,
foi programado que enquanto você estiver nessa área, nenhum Pokemon irá
aparecer... eu modifiquei. Manipulei aquele Chiro, disse a ele o que
colocar no programa, dei a ele todas as instruções de como proceder. Ele
o fez impecavelmente. É raro, mas pode acontecer: ANDAR SOBRE AQUELE
GRAMA PODE GERAR..."
"Sousuke, nós não queremos atirar!"
"Atire!!"
gritou Sousuke, rindo ao mesmo tempo. "Atirar em MIM? Você é tão
patético quanto Chiro! Uma vez que ele encontrou a verdade, não havia
volta! Foi tudo sua culpa, no fim das contas. Ele suicidou-se por causa
disso! Se você está tão determinado em terminar seu maldito caso, então
jogue a porr* do jogo você mesmo! Gire a rode, e quem sabe, você pode
descobrir o segredo..."

Um tiro pôde ser ouvido, alto o bastante
para distorcer o audio. Sons de gritos e murmúrios. A mesa do gravador
estava destruída. Silêncio e então risadas. Sousuke estava rindo,
dizendo "Venha, siga-me... venha, siga-me..." e então, nada. O gravador
continuou rodando até a fita acabar, mas não havia mais nada.

A
polícia havia chegado rapidamente ao local e, para o horror de todos,
descobriram Sousuke e os dois detetives mortos. Todos levaram tiros, mas
sem depois de lutar. Os detetives tinham sido baleados múltiplas vezes,
pelo menos 10 de cada, antes de morrer, levaram tiro no meio dos olhos.
O próprio Sousuke estava claramente morto com dois tiros no peito,
diretamente no coração. O jogo estava causando um massacre. Pelo menos
100 crianças morreram. Nissino, o amigo inexperado, morto. Chiro, o
brinquedo manipulado, morto. Os dois detetives, mortos. E agora, até o
criador, o causador desta atrocidade, Sousuke, morto. O jogo estava
depurtando todas as intenções originais: ao invéns de entreter, matava a
todos que ficavam envolvidos.

O líder da investigação decidiu
deixar o caso de lado. Os principais suspeitos estavam mortos, então não
havia razões para continuá-lo. Todas as evidências foram trancadas,
colocadas na escuridão, onde pertenciam. Durante algum tempo, todos
falavam do caso, murmurinhos e fofocas, mas com o passar dos anos, o
caso foi se dissolvendo. Eventualmente, ele estava apenas na memória
daqueles que o experimentaram de perto.
Dez anos se passaram. 27 de
Fevereiro de 2006. O detetive que trancou as evidências anteriormente,
estava relembrando o bizarro acontecimento. Na verdade, ele não estava
mais no ramo, contudo ainda possuía acesso a todos os arquivos e poderia
ajudar quando quisesse. A lembrança o fez voltar e abrir uma caixa
selada que escondia todas as provas coletadas.

Ele leu
atenciosamente as cartas e as anotações... ele se lembrou da mulher que
apareceu na rua segurando aquela carta, que supostamente resolveria o
caso inteiro. Imaginou quem ela seria e de onde teria vindo. Talvez
fosse a mãe de Chirou ou de Sousuke. Era muito tarde para pensar nisso.
Tarde demais...
Selando a caixa novamente, ele viu uma outra atrás
dessa. Puxando, ele leu a nota no topo "Evidência #2104A". Abriu e olhou
dentro: eram exatamente 104 cartuchos Pokemon Red e Green, todos em
perfeito estado... intocados desde o último dia em que foram vistos, 10
anos atrás.

Ele pegou um: Pokemon Red. Não havia visto um por
muito tempo. Não sabia o que viria a seguir, mas mesmo assim chegou a
uma mesa, pegou um velho GameBoy de dentro da caixa e viu que ainda
funcionava. O aparelho era de seu filho, que havia morrido a poucos anos
atrás. Sua esposa também partira. Colocando o cartucho na parte de trás
do GameBoy, ele ligou o sistema.

A tela inical veio, então a opção "Continue" ou "Start a New Game".
Tanaka. Esse era o nome da criança. Aquela que jogou priomeiro. Ele estava provavelmnte morto, junto com todos os outros.
"New Game"
Estava normal. Ele andou, falou com a mãe e foi para fora. Começou a andar na grama.
Em sua cabeça, ele ainda ouvia as palavras de Sousuke... "Venha, siga-me.."

Estava chegando gradativamente mais perto. Talvez um passo ou dois.

"Gire a roda, quem sabe você pode descobrir o segredo..."

Ele
entrou na grama. A tela não fez nada. Nada mesmo. Estava apenas lá, e o
detetive completamente paralizado, como se o tempo ao seu redor
estivesse congelado. A tela ficou escura e então acendeu novamente. O
fundo verde com um texto aparecendo:

"Come follow me, come follow me, come follow me. I miss you dad, I miss you my husband. I miss you so much."

Lágrimas
desceram de seus olhos, caindo no peitoral. Telas e mais telas de
textos apareciam, ele rapidamente apertava o botão A para continuá-lo.
Era sua esposa e seu filho. Eles estavam falando, chamando-o, chorando.
Eles queriam vê-lo, eles amavam-no, e ele também.

"Eu também amo vocês", murmurava o homem em um sussurro, a voz rachando.
"Venha, siga-me. Renasça. Nós queremos vê-lo, abraçá-lo e estar com você para todo o sempre e sempre e sempre e sempre."
"E SEMPRE E SEMPRE..."
"Não nos deixe, nós podemos te ver. Sentimos saudades. Venha, siga-me. Nós amamos voc---"

A
tela escureceu. Os olhos do detetive se arregalaram. A tela acendeu
novamente e Carvalho estava tirando-o da grama. "Venha, siga-me", dizia
Oak.
"NÃO", gritou o homem, jogando o aparelho no chão. Ele
rapidamente voltou atrás, procurando o GameBoy, trazendo a tela de volta
para seu rosto. "Traga-os, traga-os de volta para mim". O jogo
continuou normalmente. "Traga minha esposa, meu filho, ME ESUTE!
Traga-os de volta para mim AGORA!!!"
Vozes... ele ouvia vozes,
centenas de vozes. Virou-se, olhando para trás. Na pequena sala, estavam
crianças, muitas crianças. Algumas sem olhos, algumas com feridas na
garganta, com o corpo completamente queimado. Todas estavam gritando,
gemendo, aproximando-se.

"Traga de volta minha mãe, traga de
volta meu pai, traga de volta meu bichinho, TRAGA DE VOLTA MINHA ALMA".
Todas gritavam, procurando pelo jogo; as bocas exalando profundo ódio e
horror. "Eu não quero que eles partam, traga-os de volta, traga-os de
volta para mim!"
"Não." falou o detetive. "É MEU! MINHA família está aqui, não toque!". O terror estampado em seu rosto.
"Venha,
siga-me..." disse uma voz. O detetive olhou ao redor e, próximo a uma
velha mesa, estava Sousuke. Ele estava em pé, era alto, lindo e
radiante. Com um leve sorriso "Venha, siga-me..."
O homem pulou,
tentando escapar das crianças. Levantando o GameBoy com as mãos. "O-o
que está acontecendo? Onde está minha família?"

Sousuke sorria
generosamente. "Eu te mostrarei. Eu te ajudarei a ficar longe destes
monstros. Apenas siga-me". Sousuke se abaixou e abriu uma gaveta na mesa
velha. O detetive, empurrando as crianças tentando se fastar, olhou
para dentro.
Coberta em poeira, lá estava sua velha arma, de quando
ele ainda trabalhava na polícia. Ele não a usava há muitos anos, por
isso a deixou de lado, não queria se lembrar das coisas que fez com
ela..
Mas agora, aquilo não era apenas um objeto que causava dor e
agonia. Era brilhante, era a própria luz. Era algo que poderia
libertá-lo. "Apenas siga-me", disse Sousuke, sacando a arma e colocando
nas mãos do detetive. Ele segurou e então levou às têmporas. "Apenas
puxe o gatinho. É tudo."
O detetive se virou. As crinças estavam
agarrando-o, segurando suas pernas e puxando. Elas chegaram ao jogo, ele
se virou para Sousuke, e sorriu.

"Minha família... eu irei seguí-los."
Puxou o gatinho.
Seu
cérebro espatifou na a parede e ele caiu no chão, morto. Alguns dias
depois o corpo foi achado. Estava no chão, sangue por toda parte. Em uma
mão, segurava uma arma vazia, e na outra, um GameBoy com Pokemon Red. A
bateria tinha acabado, estava vazia, apenas a tela escura permanecia.
Este
era a última morte que as autoridades iriam permitir. Todos os 104
cartuchos foram queimados. Eles não iriam mais provocar ninguém.

No
entando, este não é o fim da história. É dito que o código sobreviveu, e
até mesmo passou para outras línguas do jogo. Se você tem um velho jogo
de Pokemon, apenas ponha-o em um clássico GameBoy, ative o sistema e
gire a roda. Quem sabe, talvez você descubra o segredo...
]


OFF:Essa Creppypasta daria um filme incrivel!

On:Acho que vocês já viram o clipe da musica de lavander, na hora em que o fantasma aparece, minha cabeça dói, meu coração acelera e eu fico paralizado apenas esperando acabar...
vitflamo
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Re: Lavander Town

Mensagem por Mr.G em Sab 12 Nov 2011 - 15:26

@vitflamo escreveu:
Spoiler:
@canoff escreveu:achei a historia

Durante os primeiros dias desde o
lançamento de Pokemon Red e Green no Japão, no dia 27 de fevereiro de
1996, houve um aumento substancial nas mortes de adolescentes entre 10 e
15 anos.
As crianças eram geralmente encontradas mortas por
suicídio, quase sempre pulando de alturas vertiginosas. Algumas, no
entanto, foram ainda mais bizarras. Em alguns casos crianças serraram
seus lábios, outros colocaram o rosto dentro do forno ligado, e umas
poucas asfixiaram-se enfiando o braço na própria garganta.
Aquelas
que foram salvas antes de cometerem suicídio, mostraram um comportamento
disperso e aleatório. Quando questionadas sobre o porquê de tentarem se
machucar, elas apenas respondiam em gritos caóticos e tentavam arrancar
os próprios olhos. Uma das poucas ligações lógicas entre os casos, era o
GameBoy. Elas não costumavam falar nada, mas quando alguém mecionava
sobre Red ou Green, os gritos surgiriam e elas fariam qualquer coisa
para deixar o quarto onde estavam.

As autoridades confirmaram que
os jogos suspeitos tinham, de alguma forma, uma conexão com as mortes.
Era um caso estranho, por que muitas crianças que possuíam o mesmo jogo
não mostravam nenhum comportamento anormal. A polícia não tinha escolha
além de seguir esta pista, já que não contavam com outra alternativa.
Coletando
todos os cartuchos que as crianças haviam comprado, eles selaram e
guardaram tudo, como forte evidência para futuras referências. Decidiram
primeiramente falar com os próprios programadores. A pessoa com quem
falaram foi o diretor dos jogos originais, Satoshi Taijiri. Quando
informado sobre as mortes por trás dos jogos, ele parecia um pouco
desconfortável, mas não admitia nada. Ele conduziu os policiais aos
principais programadores do jogo, pessoas responsáveis pelo conteúdo.

Os
detetives conheceram Takenori Oota, um dos chefes da programação.
Direfentemente de Satoshi, ele não parecia desconfortável - apenas muito
conservado - explicando que era impossível usar algo como um jogo para
causar tantas mortes, também utilizando o argumento de que nem todas as
crianças foram afetadas, ele culpou o incidente a algum tipo de
coincidência excêntrica, ou histeria em massa. Ele parecia estar
escondendo algo, mas não dava chances para suspeitas. Finalmente disse
algo interessante.
Takenori ouviu um rumor sobre a música de Lavender
Town, um dos lugares no jogo que acabou deixando algumas crianças
doentes. Era o único rumor que não tinha explicação.

Ele
direcionou os detetives a Junichi Masuda, o compositor das músicas da
série. Masuda também ouviu os boatos, mas novamente afirmou que não
havia evidência de que sua música era a causa. Para comprovar, ele tocou
exatamente o som do jogo e demonstrou que nem os detetives nem ele
próprio sentiram algo estranho: a música não afetou ninguém. Apesar de
ainda terem suspeitas em Masuda e sua música de Lavender, parecia que
chegaram a mais um beco sem saída.
Voltando para os cartuchos que
apreenderam das casas das crianças, eles decidiram olhar os jogos mais
diretamente. Viram os nomes dos personagens, geralmente "Red", ou outro
nome simples, no entanto, o interessante estava no tempo jogado e o
número de Pokemons que eles haviam capturado. Os investigadores chegaram
à estonteante percepção de que não foi a música de Lavender que causou
tantos efeitos maléficos nas crianças, era impossível chegar àquela
parte do jogo em tão pouco tempo e com apenas um Pokemon em seu
inventário. Isso levou-os a concluir que algo no início do jogo tinha
que ser o responsável.

Se não era a música, deveria ser algo
dentro dos primeiros minutos do jogo. Eles não possuíam escolha além de
deixar os jogos de lado e voltar aos programadores. Pedindo uma lista de
toda a equipe para Takenoshi, eles descobriram que, surpreendentemente,
um daqueles programadores tinha cometido suicídio logo após a liberação
do jogo. Seu nome era Chiro Miura, um homem muito obscuro que
contribuiu com pouco para o jogo. Mais interessante ainda, ele pediu que
seu nome não aparecesse nos créditos do jogo e assim foi feito.
Procurando
por evidências no apartamento de Chiro, eles encontraram muitas
anotações em marcador permanente. A maioria estava amassada ou riscada,
dificultando a leitura. As poucas palavras que eles conseguiram
encontrar na bagunça eram "Não entre", "Cuidado" e "VENHA, SIGA-ME" em
negrito. Os detetives não sabiam ao certo que isto significava, mas
sabiam que tinha alguma ligação. Pesquisando mais, descobriram que Chiro
era grande amigo de um dos designers de mapas, Kohji Nisino. Desde a
morte do amigo, ele havia se trancado em seu apartamento, saindo raras
vezes durante a noite para buscar algo que poderia precisar. Ele disse
aos amigos e familiares que estava em luto pelo seu amigo Chiro, mas não
fazia muito sentido, já que os relatos indicavam que ele se trancou
pouco antes de Chiro se matar.

Foi complicado, mas as autoridades
finalmente persuadiram Nisino a falar. Parecia que ele não havia
durmido há dias, com anéis escuros embaixo dos olhos. Ele fedia, suas
unhas cresciam sujas e seu cabelo estava oleoso, grudando na testa e
nuca. Falava em murmúrios, mas pelo menos tinha algo a dizer. Quando
questionado se sabia de alguma coisa sobre as crianças que morreram
depois de serem expostas ao jogo e como isso teria conexão, ele
respondia cautelosamente, escolhendo bem suas palavras antes de
responder. Disse que seu amigo Cirno teve uma idéia interessante para o
jogo: algo que ele queria tentar desde que ouviu que o projeto estava
começando. Nisino conhecia Takenori, o diretor e programador principal,
há muito tempo, então ele poderia facilmente colocar um programador
medíocre no projeto com um pouco de persuasão. Chiro convenceu Nisino a
colocá-lo no projeto.

Nissino, durante toda a conversa, parecia
ficar mais arrasado a cada pergunta. Os detetives forçavam-no mais e
mais, procurando totalmente em sua mente por qualquer rascunho de
conhecimento que este homem teria sobre o jogo e as intenções de Chiro.
Foi
quando perguntaram sobre as anotações encontradas na casa de Chiro que
ele entrou em colapso. Debaixo do sofá onde Nisino estava, ele puxou uma
pistola, apontando diretamente para a polícia enquanto se afastava
alguns passos. Tão rápido como começou, ele levou a pistola ao rosto.
"Não
me siga..." murmurou Nissino enquanto enfiava a pistola na boca e
puxava o gatilho. Foi muito rápido para a polícia ter qualquer reação.
Estava feito. Nisino suicidou-se, repetindo o que estava escrito nos
papéis de Chiro.

Parecia que o caso não teria resolução. O time
que criou o jogo original estava se dispersando e tornando mais difícil
de encontrar. Era como se eles estivessem tentando guardar um segredo.
Quando a polícia finalmente conduziu uma conversa com alguns dos
programadores ou qualquer outra pessoa que contribuiu com partes do
jogo, mesmo os mais obscuros designers de monstros, parecia que eles não
tinham nada de interessante a dizer. A maioria nem conhecia Chiro, os
poucos que conheciam, só viram uma ou duas vezes enquando ele trabalhava
em seu próprio projeto. Ao longo de tudo isso, a única confirmação era
que Chiro foi o responsável pelas partes iniciais do jogo.
Passara,
alguns meses depois que as primeiras crianças cometeram suicídio e a
taxa de mortes diminuiu significativamente. Parecia que o jogo não
estava mais causando aqueles efeitos bizarros nas crianças. O
recolhimento dos jogos foi cancelado. Eles começaram a acreditar que
talvez Takenori estivesse certo e tudo não passava de uma coincidência
ou histeria em massa... até que recebram a carta.

Ela foi dada a
um dos próprios detetives diretamente na rua. Uma mulher o deu a carta:
ela parecia muito fraca, magra e doente. Deu a carta para ele
rapidamente, dizendo que era algo que precisavam ver e, sem mais nenhuma
palavra, desapareceu na multidão. O detetive levou ao seu escritório,
chamou os outros, abriu e leu em voz alta.
Era uma carta escrita pelo
próprio Chiro, mas que não foi encontrada em seu apartamento. Eles
haviam limpado o local procurando pistas e respostas, então de onde quer
que a carta tenha vindo, não foi pêga na casa dele. Estava assinada
para ser dada a Nisino. Começou um pouco formal, um "olá", "como vai
você", "lembranças à família", essse tipo de coisa. Depois de um ou dois
parágrafos normais, eles chegaram a uma parte onde Chiro pedia a Nisino
que colocasse-o no time do jogo. Uma posição de programador no
Red/Green.

Conforme a carta ia continuando, a caligrafia parecia
ficar mais distorcida. Ele falava de uma idéia gloriosa, uma maneira de
programar algo nunca visto em nenhum jogo. Disse que certamente não iria
revolucionar apenas a indústria dos jogos, mas tudo ao redor. Ele
começou a dizer que era muito simples programar essa idéia no jogo. Nem
sequer deveria adicionar qualquer programação estrangeira, poderia usar a
que já estava no próprio jogo. Neste momento, os detetives percebram
que isso tornaria impossível detectar qualquer obscuridade na
programação. Era a maneira perfeita de esconder qualquer coisa.
A
carta terminava abruptamente. Não havia "adeus", nem "diga oi para a
família", sem notas, sem agradecimentos. Não havia nada disso. Era
apenas seu nome escrito de maneira tão rígida no papel que quase o
rasgou: "Chiro Miura".

Essa foi a peça final que os detetives
procuravam. Não havia mais suspeitos no caso. Chiro programou algo nas
primeiras partes do jogo - algo enlouquecedor. Para aumentar as chances
de sucesso, o time de programação teria que trabalhar em pares, até o
próprio Chiro. Seu parceiro era Sousuke Tamada. Se alguém conhecesse o
segredo do jogo, esse teria que ser Sousuke. Esta era a última esperança
de desvendar todo o caso de uma vez por todas.
Eles descobriram que
Sousuke teria providenciado muito da programação do jogo e parecia ser
alguém normal, um cara bom e trabalhador. Os detetives foram facilmente
recebidos em sua casa, um lugar simpático, entraram pela sala de estar,
onde sentaram. Sousuke não sentou, no entanto. Ele estava perto da
janela do piso do segundo andar, olhando para a rua movimentada. Sorria
um pouco.

Não houve testemunhas para os eventos que se sucederam.
A única coisa que sobrou desta conversa foi uma gravação na mesa em
frente aos dois detetives que estavam encarregados de falar com Sousuke.
O que segue, é a gravação sem edições:

"Sousuke Tamada, por quais partes você foi responsável nos jogos Pokemon Red e Green?", perguntou o primeiro detetive.
"Eu era programador". Sua voz era leve e amigável, quase amigável demais.
"É correta a informação de que os programadores trabalhavam em times?", perguntou o detetive.
Pôde-se ouvir o som de pés se movendo no chão, vagarosamente. "Você está certo", disse Sousuke depois de um momento de silêncio.
"E
o nome de seu parceiro era--", o detetive foi interrompido pela voz
misteriosa de Sousuke. "Chiro Miura... Este era seu nome, Chiro Miura".
Outro
momento de silêncio, parecia que os detetives estavam desconfiados com
esse homem. "Você poderia nos dizer se Miura alguma vez agiu estranho?
Algum comportamento particular que você observou enquanto trabalhavam
juntos?"
"Na verdade, eu não o conheço tão bem. Nós não nos
encontrávamos frequentemente, apenas uma vez ou outra para trocar dados,
ou quando o time inteiro era chamado para relatório... Eram as únicas
vezes que eu realmente o vi. Ele agia normal tanto quanto eu poderia
dizer. Ele era um homem baixo, eu acho que isso afetou sua
consciência... ele agia de maneira mais fraca do que qualquer outro
homem que conheci. Mas ele estava disposto a fazer muito mais trabalho
para ganhar reconhecimento, disso eu sei."

Silêncio. "Sim?" perguntou o detetive, forçando-o a continuar. "O que você acha?"
"Eu
acho que ele era um home muito fraco. Acho que ele queria provar algo
para si mesmo, independentemente do que teria que fazer...acho que ele
queria fazer seu próprio reconhecimento por algo especial, algo que
pudesse fazer as pessoas esquecerem sobre sua aparência e prestar
atenção na poderosa mente que vivia dentro de sua cabeça...
Infelizmente, porém... hihi... ele não tinha muita 'mente' para
continuar seu projeto."
"Por que você diz isso?", perguntou o segundo detetive.
"Bem,
é a verdade", respondeu Sousuke rapidamente. Seus pés poderiam ser
ouvidos se movendo pelo piso. "Ele não tinha nada de especial, por mais
que quisesse acreditar nisso. Você não pode ter grandeza, mesmo se
acreditar nisso. É impossível... de alguma forma, eu acho que o próprio
Chiro sabia disso, em algum lugar dentro dele, sabia que era verdade."
Os
detetives estavam em silêncio novamente, não sabiam como manter a
conversa. Depois de um momento, eles continuaram. "Você poderia nos
dizer qual era a parte do jogo que Chiro era encarregado? Em que ele
trabalhava exatamente?"
Sousuke respondeu mais rapidamente que antes.
"Nada... quero dizer, nada importante. Ele trabalhou em algumas partes
obscuras no início do jogo". Uma pausa, então mais um pouco de
informação. "Era a parte do Professor Carvalho, para ser exato. Ele
trabalhou em algumas peças do Carvalho... quando ele te vê pela primeira
vez..."
"O quê mais?" forçou o policial. Sousuke sabia de mais
alguma coisa, eles poderia ouvir em sua voz. "Sabemos que você tem
conhecimento sobre as mortes das crianças. Sabemos que foi Chiro o
responsável, ele programou alguma coisa no jogo."

"O que você está insinuando?" perguntou Sousuke. Parecia que ele estava tentando manter a voz.
"Estamos
insinuando que, se você foi parceiro de Chiro, então tem mais
informações. Se está escondendo algo de nós, você poderia ser
responsável pelas mortes daquelas crianças tanto quanto o próprio
Chiro!"
"Vocês não podem provar nada!", gritou Sousuke.
"Diga-nos o que Chiro fez ao jogo!"
"ELE FEZ O QUE EU O MANDEI FAZER!!!"

Silêncio. Completo silêncio.

"Vocês
querem saber, huh?", perguntou Sousuke finalmente quebrando o terrível
silêncio. "Vocês querem saber sobre o quê tudo isso se trata? Chiro era
um idiota! Ele faria qualquer coisa por um pouco de atenção, QUALQUER
COISA. Ele não poderia programar uma m*rda sequer. No entanto, a única
coisa que ele sabia fazer, era ser manipulado. Você diria o que ele
deveria fazer e ele o faria. Nem mesmo questionaria. Apenas ouvir aquele
agradecimento quando ele recebe o produto acabado era sua maior
satisfação. Tudo que ele queria."

Dois clicks vieram dos detetives, armas poderia ser ouvidas.

"Eu
poderia controlá-lo sem problemas. Ele era muito parecido com
Takenori... vocês não sabiam disso, é claro, mas eu fui quem trouxe toda
a idéia do jogo. A idéia da operação inteira. Eu apenas disse ao meu
companheiro o que fazer, e ele me seguiu sem questionar, Ele não sabia
de nada, assim como Chiro."

O som de uma janela abrindo poderia ser ouvido. Os detetives apontaram as armas para Sousuke

"Não se mova! Ou iremos atirar!"
"Deixe-me
contar uma coisa sobre a mecânica do jogo", continuou o suspeito. Sua
voz estava mais apressada, mas ainda mantinha o vigor. "Considere isso
uma dica, ok? Se cvocê andar ao redor das áreas com grama, um Pokemon
pode aparecer e você terá a chance de batalhar com ele. É uma parte
necessária do jogo todo, sabe?"
"Saia de perto da janela! Nós não avisaremos novamente!"
"No
começo do jogo, você tem que andar na grama antes de Carvalho aparecer e
você receber seu primeiro Pokemon, entende? Em circuntâncias normais,
foi programado que enquanto você estiver nessa área, nenhum Pokemon irá
aparecer... eu modifiquei. Manipulei aquele Chiro, disse a ele o que
colocar no programa, dei a ele todas as instruções de como proceder. Ele
o fez impecavelmente. É raro, mas pode acontecer: ANDAR SOBRE AQUELE
GRAMA PODE GERAR..."
"Sousuke, nós não queremos atirar!"
"Atire!!"
gritou Sousuke, rindo ao mesmo tempo. "Atirar em MIM? Você é tão
patético quanto Chiro! Uma vez que ele encontrou a verdade, não havia
volta! Foi tudo sua culpa, no fim das contas. Ele suicidou-se por causa
disso! Se você está tão determinado em terminar seu maldito caso, então
jogue a porr* do jogo você mesmo! Gire a rode, e quem sabe, você pode
descobrir o segredo..."

Um tiro pôde ser ouvido, alto o bastante
para distorcer o audio. Sons de gritos e murmúrios. A mesa do gravador
estava destruída. Silêncio e então risadas. Sousuke estava rindo,
dizendo "Venha, siga-me... venha, siga-me..." e então, nada. O gravador
continuou rodando até a fita acabar, mas não havia mais nada.

A
polícia havia chegado rapidamente ao local e, para o horror de todos,
descobriram Sousuke e os dois detetives mortos. Todos levaram tiros, mas
sem depois de lutar. Os detetives tinham sido baleados múltiplas vezes,
pelo menos 10 de cada, antes de morrer, levaram tiro no meio dos olhos.
O próprio Sousuke estava claramente morto com dois tiros no peito,
diretamente no coração. O jogo estava causando um massacre. Pelo menos
100 crianças morreram. Nissino, o amigo inexperado, morto. Chiro, o
brinquedo manipulado, morto. Os dois detetives, mortos. E agora, até o
criador, o causador desta atrocidade, Sousuke, morto. O jogo estava
depurtando todas as intenções originais: ao invéns de entreter, matava a
todos que ficavam envolvidos.

O líder da investigação decidiu
deixar o caso de lado. Os principais suspeitos estavam mortos, então não
havia razões para continuá-lo. Todas as evidências foram trancadas,
colocadas na escuridão, onde pertenciam. Durante algum tempo, todos
falavam do caso, murmurinhos e fofocas, mas com o passar dos anos, o
caso foi se dissolvendo. Eventualmente, ele estava apenas na memória
daqueles que o experimentaram de perto.
Dez anos se passaram. 27 de
Fevereiro de 2006. O detetive que trancou as evidências anteriormente,
estava relembrando o bizarro acontecimento. Na verdade, ele não estava
mais no ramo, contudo ainda possuía acesso a todos os arquivos e poderia
ajudar quando quisesse. A lembrança o fez voltar e abrir uma caixa
selada que escondia todas as provas coletadas.

Ele leu
atenciosamente as cartas e as anotações... ele se lembrou da mulher que
apareceu na rua segurando aquela carta, que supostamente resolveria o
caso inteiro. Imaginou quem ela seria e de onde teria vindo. Talvez
fosse a mãe de Chirou ou de Sousuke. Era muito tarde para pensar nisso.
Tarde demais...
Selando a caixa novamente, ele viu uma outra atrás
dessa. Puxando, ele leu a nota no topo "Evidência #2104A". Abriu e olhou
dentro: eram exatamente 104 cartuchos Pokemon Red e Green, todos em
perfeito estado... intocados desde o último dia em que foram vistos, 10
anos atrás.

Ele pegou um: Pokemon Red. Não havia visto um por
muito tempo. Não sabia o que viria a seguir, mas mesmo assim chegou a
uma mesa, pegou um velho GameBoy de dentro da caixa e viu que ainda
funcionava. O aparelho era de seu filho, que havia morrido a poucos anos
atrás. Sua esposa também partira. Colocando o cartucho na parte de trás
do GameBoy, ele ligou o sistema.

A tela inical veio, então a opção "Continue" ou "Start a New Game".
Tanaka. Esse era o nome da criança. Aquela que jogou priomeiro. Ele estava provavelmnte morto, junto com todos os outros.
"New Game"
Estava normal. Ele andou, falou com a mãe e foi para fora. Começou a andar na grama.
Em sua cabeça, ele ainda ouvia as palavras de Sousuke... "Venha, siga-me.."

Estava chegando gradativamente mais perto. Talvez um passo ou dois.

"Gire a roda, quem sabe você pode descobrir o segredo..."

Ele
entrou na grama. A tela não fez nada. Nada mesmo. Estava apenas lá, e o
detetive completamente paralizado, como se o tempo ao seu redor
estivesse congelado. A tela ficou escura e então acendeu novamente. O
fundo verde com um texto aparecendo:

"Come follow me, come follow me, come follow me. I miss you dad, I miss you my husband. I miss you so much."

Lágrimas
desceram de seus olhos, caindo no peitoral. Telas e mais telas de
textos apareciam, ele rapidamente apertava o botão A para continuá-lo.
Era sua esposa e seu filho. Eles estavam falando, chamando-o, chorando.
Eles queriam vê-lo, eles amavam-no, e ele também.

"Eu também amo vocês", murmurava o homem em um sussurro, a voz rachando.
"Venha, siga-me. Renasça. Nós queremos vê-lo, abraçá-lo e estar com você para todo o sempre e sempre e sempre e sempre."
"E SEMPRE E SEMPRE..."
"Não nos deixe, nós podemos te ver. Sentimos saudades. Venha, siga-me. Nós amamos voc---"

A
tela escureceu. Os olhos do detetive se arregalaram. A tela acendeu
novamente e Carvalho estava tirando-o da grama. "Venha, siga-me", dizia
Oak.
"NÃO", gritou o homem, jogando o aparelho no chão. Ele
rapidamente voltou atrás, procurando o GameBoy, trazendo a tela de volta
para seu rosto. "Traga-os, traga-os de volta para mim". O jogo
continuou normalmente. "Traga minha esposa, meu filho, ME ESUTE!
Traga-os de volta para mim AGORA!!!"
Vozes... ele ouvia vozes,
centenas de vozes. Virou-se, olhando para trás. Na pequena sala, estavam
crianças, muitas crianças. Algumas sem olhos, algumas com feridas na
garganta, com o corpo completamente queimado. Todas estavam gritando,
gemendo, aproximando-se.

"Traga de volta minha mãe, traga de
volta meu pai, traga de volta meu bichinho, TRAGA DE VOLTA MINHA ALMA".
Todas gritavam, procurando pelo jogo; as bocas exalando profundo ódio e
horror. "Eu não quero que eles partam, traga-os de volta, traga-os de
volta para mim!"
"Não." falou o detetive. "É MEU! MINHA família está aqui, não toque!". O terror estampado em seu rosto.
"Venha,
siga-me..." disse uma voz. O detetive olhou ao redor e, próximo a uma
velha mesa, estava Sousuke. Ele estava em pé, era alto, lindo e
radiante. Com um leve sorriso "Venha, siga-me..."
O homem pulou,
tentando escapar das crianças. Levantando o GameBoy com as mãos. "O-o
que está acontecendo? Onde está minha família?"

Sousuke sorria
generosamente. "Eu te mostrarei. Eu te ajudarei a ficar longe destes
monstros. Apenas siga-me". Sousuke se abaixou e abriu uma gaveta na mesa
velha. O detetive, empurrando as crianças tentando se fastar, olhou
para dentro.
Coberta em poeira, lá estava sua velha arma, de quando
ele ainda trabalhava na polícia. Ele não a usava há muitos anos, por
isso a deixou de lado, não queria se lembrar das coisas que fez com
ela..
Mas agora, aquilo não era apenas um objeto que causava dor e
agonia. Era brilhante, era a própria luz. Era algo que poderia
libertá-lo. "Apenas siga-me", disse Sousuke, sacando a arma e colocando
nas mãos do detetive. Ele segurou e então levou às têmporas. "Apenas
puxe o gatinho. É tudo."
O detetive se virou. As crinças estavam
agarrando-o, segurando suas pernas e puxando. Elas chegaram ao jogo, ele
se virou para Sousuke, e sorriu.

"Minha família... eu irei seguí-los."
Puxou o gatinho.
Seu
cérebro espatifou na a parede e ele caiu no chão, morto. Alguns dias
depois o corpo foi achado. Estava no chão, sangue por toda parte. Em uma
mão, segurava uma arma vazia, e na outra, um GameBoy com Pokemon Red. A
bateria tinha acabado, estava vazia, apenas a tela escura permanecia.
Este
era a última morte que as autoridades iriam permitir. Todos os 104
cartuchos foram queimados. Eles não iriam mais provocar ninguém.

No
entando, este não é o fim da história. É dito que o código sobreviveu, e
até mesmo passou para outras línguas do jogo. Se você tem um velho jogo
de Pokemon, apenas ponha-o em um clássico GameBoy, ative o sistema e
gire a roda. Quem sabe, talvez você descubra o segredo...
]


OFF:Essa Creppypasta daria um filme incrivel!

On:Acho que vocês já viram o clipe da musica de lavander, na hora em que o fantasma aparece, minha cabeça dói, meu coração acelera e eu fico paralizado apenas esperando acabar...

Caramba essa parada do coração acelerar é muito estranha.
Mr.G
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Re: Lavander Town

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